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ADEIRA
Arquitetura & Engenharia
20 - Publicação Semestral Ano 8 Jan-Jun 2007
21 - Publicação Semestral Ano 8 Jul-Dez 2007
ISSN 1806-6097
20 e 21
Edição
Peroba Rosa
ARTIGOS DO N. 20
ARTIGOS DO N. 21
NORMAS PARA ENVIO DE ARTIGOS
ASSINATURA E NÚMEROS ATRASADOS
FICHA CATALOGRÁFICA
CONSELHO EDITORIAL
COMISSÃO EDITORIAL CONSULTIVA
IBRAMEM
EESC-USP
SAIR
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Arquitetura & Engenharia
Publicação Semestral Ano 8 Jan-Jun 2007
Artigos do n. 20
20 e 21
Edição
Peroba Rosa
Avaliação de estruturas reticuladas de madeira em duas águas
D. A. de Souza Jr, C. M. M. Queiroz, L. de F. S. Marroques, G. A. Narimatsu e F. A. R. Gesualdo
Análisis tridimensional por elementos finitos de la distribución de desplazamientos y tensiones
en un tablero tensado de madera
P. Cendoya, P. Dechent y F. Cerda
Hysteresis modeling for nailed sheathing connections in wood shear walls and diaphragms
J. Judd e F. Fonseca
Construcción y seguimiento del primer tablero de madera tensado transversalmente construido
en Chile

P. Dechent, M. Giuliano, G. Ugalde, Y. Yurie , L. Vazques e N. San Martín
Propiedades de hinchamiento y contracción en la madera de
Eucalyptus grandis de argentina
C. F. Calvo, A. D. Cotrina, A. G. Cuffre, M. Ott, J. C. Piter, P. M. Stefani,
E. A. Torran e A. Vivian
Influencia de las uniones en la deformación de las
estructuras reticuladas
J. L. Gómez y M. E. Ruata
Investigación experimental de módulos de elasticidad
transversal en puentes tensados de madera pinus radiata
G. M. G. Morbelli, P. D. Anglada, L. V. Hurtado y S. Q. Manzano
Compósitos Inteiramente Biodegradáveis de
Rejeitos de Madeira-PVA
S. K. Ozaki, M. F. de Souza, M. B. B. Monteiro, H. Yano e Y. Imamura
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ADEIRA
Arquitetura & Engenharia
Publicação Semestral Ano 8 Jul-Dez 2007
Artigos do n. 21
20 e 21
Edição
Peroba Rosa
Sambladuras em telhados com estrutura de madeira tipo howe em Belo Horizonte
R. B. de Albuquerque Campos e S. S. R. Pereira, E. Chahud
Painéis lvl de eucalipto estimativa da porcentagem de delaminação
F. A. Rocco Lahr , A. M. de Carvalho e J. M. S. Machado
Compuesto de residuos de pinus radiata y cemento Portland
A. L. Beraldo, A. A. B. Arroyo e M. A. N. Decap
Dos colapsos estructurales por falla seccional de elementos de madera laminada
J. L. Gomez I. E. Salgado
Efectos en el diseño de vigas rectas y curvas de madera laminada encolada de
pino radiata de los cambios incluidos en la norma Nch 1198.of2006
J. G. Palma, G. M. G. Morbelli e P. D. Anglada
Indicadores de Sustentabilidade (LCA) e Análise do Ciclo de Vida para Madeira de
Reflorestamento na Construção Civil
M. A. Demarzo e A. L. G. Porto
Diseño Computacional de Estructuras de Madera
Laminada y su Verificación
J. L. Gómez, M. E. Ruata e M. del C. F. Saiz
Distribuição de montantes e diagonais baseada na
minimização do volume de madeira de treliças planas
D. A. de Souza Jr, F. A. R. Gesualdo e L. M. P. Ribeiro
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NORMAS PARA ENVIO DE ARTIGOS TÉCNICOS - REVISTA
MADEIRA: ARQUITETURA E ENGENHARIA
(Título em Arial 16, negrito, letras maiúsculas)
(Após o título saltar 2 espaços)


Norman Barros Logsdon, Zenesio Finger e Josiane Gabriela Estevão
1


(Nome do(s) autor(es), completo (os), negrito, arial 10, centralizado.
Instituição, Cidade, Estado, endereço eletrônico) locados no final da página.



(Após os nomes dos autores dar 2 espaços)

Resumo: Esta é uma publicação quadrimestral do IBRAMEM (Instituto Brasileiro da Madeira
e das Estruturas de Madeira), que tem como objetivos a divulgação da produção técnica e
científica e a integração de empresários e pesquisadores das áreas da madeira e das
estruturas de madeira. Esta norma está escrita na formatação exigida para a apresentação
do trabalho, que pode ser apresentado em português, espanhol ou inglês. O resumo (para
trabalhos em português) deverá ser redigido em parágrafo único, arial 11, espaço simples,
contendo os principais aspectos do trabalho, tais como, objetivos, metodologia empregada e
principais conclusões. Não exceder o limite máximo de 300 palavras. Saltar 1 espaço após o
resumo e configuração de 2,5 cm em todas as margens, Os traballhos devem conter no
máximo 15 páginas.

Palavras-chave: revista, madeira, arquitetura, engenharia.

Acrescentar no mínimo 2 e no máximo 4 palavras-chave, em linha única. Apenas o título em negrito,
arial 11. Após as palavras-chave saltar 1 espaço.

Abstract: Apresentar na língua Inglesa, em parágrafo único, o conteúdo do RESUMO. Não
exceder o limite máximo de 300 palavras.

Keywords: magazine, wood, architecture, engineering


Observação: Colocar na primeira página apenas o título, autores e instituição, endereço eletrônico,
resumo, palavras-chave, abstract e keywords. O corpo do trabalho deve começar na pág. 2.











1
Universidade Federal , Faculdade Florestal, Departamento de Engenharia, Curitiba, PR. e-mail:
nonono@terra.com.br, naana@terra.com.br e jninit@pop.com.br .
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1. Introdução

O conteúdo do Trabalho deverá ser técnico e/ou científico de caráter teórico, numérico ou
experimental ou, ainda, revisões de literatura com até 16 páginas. O assunto abordado pelo
trabalho deve se restringir à utilização do material madeira em pesquisas, projetos ou
construções das áreas da engenharia e da arquitetura. Sugerem-se os seguintes tópicos:

• Ciência da Madeira ou dos Compósitos de Madeira;
• Estruturas em Madeira ou em Compósitos de Madeira;
• Arquitetura em Madeira;
• Tratamentos e Preservação da Madeira;
• Processamento da Madeira;
• Educação em Madeira;
• Tópicos especiais.

1.1. Editor de texto
Word para windows 95 ou superior.

2. Formatação

2.1. Configuração

Configuração papel A4 (297mm x 210mm), com margens superior, todas as margens com
2,5 cm. Todos os parágrafos devem ser redigidos em coluna única, justificados e com
espaçamento simples entre as linhas. As páginas não devem ser numeradas e devem
conter o número máximo de 15 páginas.

Os títulos, subtítulos, corpo do trabalho e referências bibliográficas serão em fonte Arial com
tamanho 11. Os títulos e subtítulos serão em negrito. Antes e após cada título e subtítulo
saltar um espaço.

2.2 Figuras

A forma de apresentação da figura é exemplificada na fig. 1.



Figura 1 – Microscopia Eletrônica de Varredura. Fonte: Autor (2005).
(Entre a figura e o título colocar um espaço tamanho 8)

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Os títulos e referências bibliográficas (fontes) e se houverem caixas de texto nas figuras,
devem estar em fonte Arial tamanho 10. Os títulos das figuras devem estar centralizados,
imediatamente abaixo, na forma Figura 1 - ...; Figura 2 - ... e suas chamadas no texto devem
estar abreviadas: fig. 1; fig 2. As figuras devem ser digitalizadas em colores ou em preto e
branco, com resolução igual ou superior que 300 dpi (pontos por polegada) em formato
JPEG. As figuras devem ser, obrigatoriamente, inseridas no documento.

2.3. Tabelas

Os títulos das tabelas devem ser centralizados na página, imediatamente acima, na forma
Tabela 1 - ...; Tabela 2 - ... e suas chamadas no texto devem estar abreviadas: tab. 1; tab. 2.
Devem ser utilizadas as unidades no sistema internacional (SI) exceto se for citada uma
fonte em outro sistema. Na tab. 1 tem-se um exemplo da forma de apresentação das
tabelas.

Tabela 1 – Densidade básica da madeira de 10 toras amostradas para confecção de
painéis.
nº da tora
densidade básica (g/cm³ - média de 4
repetições)
1 0,477
3 0,497
4 0,532
5 0,508
6 0,497
7 0,476
8 0,528
9 0,474
10 0,475
Média 0,493

2.4. Equações

As equações devem ser escritas utilizando a ferramenta equation do Word ou formatadas
com os números, textos e constantes em Arial 11, variáveis em Arial 11 e itálico, subscrito e
sobrescrito em Arial 7, sub-subscrito e sob-sobrescrito em Arial 5, símbolo em Symbol 18 e
sub-símbolo em Symbol 12. Devem estar alinhadas à esquerda com sua numeração
alinhada pela direita na forma (1) e sua chamada no texto deve ser na forma abreviada: eq.
1; eq. 2. Um exemplo na forma de apresentar as equações é apresentado na eq. 1, da
densidade aparente

c
mx t = , (2.5)

onde:

t = tempo em minutos;
c
x = espessura a partir da superfície original;
m = coeficiente.

Saltar um espaço antes e depois de cada figura, tabela e equação.

2.5. Referências bibliográficas
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As referências no texto, indicadas por números arábicos entre parênteses e sobrescritos,
corresponderão a uma lista numerada no final do artigo.

Ex: Hellmeister (1983)
(1)
afirmou que o volume do corpo-de-prova pode ser obtido a partir de
medidas com paquímetro, por deslocamento ...
Nas citações, quando a obra possui até três autores, mencionar todos e, quando forem
quatro ou mais, referir-se ao primeiro seguido da expressão et al., em itálico.

A ordem na referência da lista será: Autor(es) (Ano). Título (em itálico). Edição (3.ed.).
Publicação (livro, periódico, etc.). Local. Volume (v.2), Número (n.5), Parte (Parte VII),
Capítulo (Cap.17), Página (p.205-213 ou 102p.).

Trabalhos apresentados em anais

(1) Hellmeister, J.C. (1983). Madeiras e suas características. In: ENCONTRO BRASILEIRO
EM MADEIRAS E EM ESTRUTURAS DE MADEIRA, 1, São Carlos, 1983. Anais. São Paulo,
USP, EESC, SET, LaMEM, v.1, p.1-37.

Dissertações e teses

(2) Baraldi, L.T. (1996). Método de ensaio de ligações em estruturas de madeira por chapas
com dentes estampados. São Carlos. 98 p. Dissertação (Mestrado) - Escola de Engenharia
de São Carlos, Universidade de São Paulo.

(3) Nascimento, M.F. (2003). CPH – Chapas de Partículas homogêneas – Madeiras do
Nordeste do Brasil. São Carlos. 134p. Tese (Doutorado) - Escola de Engenharia de São
Carlos, Universidade de São Paulo.

www (world wide web)
Autor (se conhecido). (Ano). Título (em itálico). Endereço. (Data de acesso).
(4) Richard, F.B. (2004). Breaking New Ground. The forest industry quest for public
acceptance. http://www.forestprod.org/04-Jan.pdf. (05 de abril).

Livros
(5) Gonçalves, M.T.T. (2000). Processamento da madeira. 1.ed. Bauru, São Paulo,
Document Center Xerox, 242p.

Normas
(6) Associação Brasileira de Normas Técnicas (1997). NBR 7190 – Projeto de estruturas de
madeira. São Paulo. 107p.

3. Agradecimentos

Pode-se complementar a filiação do autor com o órgão financiador da pesquisa em questão.
Os agradecimentos poderão ser colocados depois das conclusões e antes das referências
bibliográficas.

4. Envio de trabalhos

O artigo poderá ser enviado impresso acompanhado de disquete(s) 3,5” ou por e-mail. No
caso de envio por e-mail, o tamanho do arquivo não deverá exceder 1,4MB. Os artigos
impressos e em disquete deverão ser enviados para:

Luiz Eduardo Bragato – LaMEM/SET/EESC/USP
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Revista Madeira: arquitetura e engenharia
Av. Trabalhador Sãocarlense, 400, Centro, CEP 13566-590
São Carlos, São Paulo.

Os artigos via e-mail, deverão ser enviados para:
emoura@sc.usp.br ou calil@sc.usp.br

No assunto ou subject, colocar: artigo Madeira: arquitetura e engenharia.

MADEIRA: arquitetura e engenharia, quadrimestral, ISSN 1806-6097

Os artigos serão avaliados por membros da comissão editorial consultiva e após aprovação,
os autores serão comunicados via e-mail. Cada solicitação será examinada por no mínimo
dois pesquisadores da área do conhecimento em questão, que emitem pareces na
qualidade de acessores “ad hoc”.

5. Permissão para publicação

É de responsabilidade do(s) autor(es) a citação de órgãos e/ou instituições bem como o
conteúdo de seus artigos, sendo reservado aos editores e diagramadores da revista
MADEIRA – Arquitetura e Engenharia. o direito de modificar a apresentação de figuras,
tabelas e equações visando a padronização.



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Para adquirir números da Revista Madeira Arquitetura e Engenharia, ou tornar-se
sócio do IBRAMEM, preencha a Ficha Cadastral na categoria desejada, deposite em
conta o valor em dinheiro da anuidade referente `a Categoria e envie o comprovante
de depósito juntamente com a ficha Cadastral preenchida para a secretaria do
IBRAMEM.
Ficha Cadastral
Secretaria IBRAMEM
Luis Eduardo Bragatto
Av. Trabalhador São Carlense, 400.
LaMEM/SET/EESC/USP
Centro. CEP 13566-590, São Carlos/SP
Tel. (016) 3373 9483
email: bragat@sc.usp.br;
ibramem@sc.usp.br .
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Banco: Banespa
Agencia: 0024
Conta: 13.050.103-7
Titular: IBRAMEM
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FICHA CADASTRAL

IBRAMEM



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TIPOS DE ASSOCIADOS
CATEGORIA ANUIDADE

INDIVIDUAL R$ 50,00

COLETIVO R$ 500,00

MANTENEDOR R$ 3000,00 (12 x R$ 250,00)

NOME
PROFISSÃO

ATIVIDADEPROFISSIONAL
ESTUDANTE S N

CALCULISTA S N

INDUSTRIAL S N

PROFESSOR S N

PESQUISADOR S N

ESTUDANTE GRADUAÇÃO S N

ESTUDANTE PÓS-GRADUAÇÃO S N

Outro:

ENDEREÇO COMERCIAL
R., Av.:



Bairro:

CEP: Cidade/UF:

Telefone-Fax: ( )

ENDEREÇO ELETÔNICO


ENDEREÇO RESIDENCIAL
R., Av.:



Bairro:

CEP: Cidade/UF:

Telefone: ( )


Local/Data: Assinatura:

Preencher e enviar a Secretaria do IBRAMEM
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Ficha Catalográfica
Revista madeira : arquitetura e engenharia
[arquivo de computador / Escola de
Engenharia de São Carlos, Instituto Brasileiro
da Madeira e das Estruturas de Madeira. -- Ano
8, n. 20 (Jan./Jun. 2007) e 21 (Jul./Dez. 2007) -
- São Carlos : EESC/LAMEM, 2007- CD-ROM
n. 20 e 21 : il. ; color.
ISSN 1806-6097
1. Madeira – Arquitetura. 2. Madeira –
Engenharia.
I. Escola de Engenharia de São Carlos. II.
Instituto Brasileiro da Madeira e das Estruturas
de Madeira.
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Conselho Editorial
Almir Sales
Antonio Alves Dias
Carlito Calil Junior
Edna Moura Pinto
Francisco A. Rocco Lahr
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Francisco Antonio Rocco Lahr –USP -São Carlos
Geraldo José Zenid–IPT -São Paulo
Guilherme Corrêa Stamato–UNESP – Itapeva
Helena Maria Cunha do Carmo Antunes –USP -São Carlos
Jim Wacker–Forest Products Laboratory -Madison/EUA
Jorge Daniel de Melo Moura –UEL –Londrina
José Antonio Mathiesen–UNESP -Ilha Solteira
José Nivaldo Garcia –ESALQ/USP –Piracicaba
José M. Henriques de Jesus –UFMT –Cuiabá
José Maria Saporiti Machado –LNEC -Lisboa/Portugal
José Samuel Giongo–USP -São Carlos
Comissão Editorial
Consultiva
Adriano Wagner Ballarin –UNESP –Botucatu
Alexandre José Soares Miná-UFPB –Bananeiras
André Bartholomeu–USF –Itatiba
Akemi Ino –USP -São Carlos
Almir Sales –UFSCar -São Carlos
Ângela do Valle –UFSC -FlorianópolisAntonio
Alves Dias –USP -São Carlos
Antonio Ludovico Beraldo–UNICAMP –Campinas
CarlitoCalilJunior –USP -São Carlos
Carolina Palermo Szücs–UFSC –Florianópolis
Carlos Alberto Szücs–UFSC –Florianópolis
Eduardo Chahud–UFMG -Belo Horizonte
Everaldo Pletz–UEL –Londrina/PR
Manoel Santinho Rodriguez Jr. –UFMT –Cuiabá
Mauro Augusto Demarzo–UNICAMP –Campinas
Marcos Tadeu T. Gonçalves –UNESP –Bauru/Itapeva
Maximiliano Malite–USP -São Carlos
Nilson Tadeu Mascia-UNICAMP
Norman Barros Logsdon–UFMT –Cuiabá
Pedro A. de Oliveira Almeida –USP -São Paulo
Raquel Gonçalves –FEAGRI –UNICAMP
Roland Hernandez–Forest Products Laboratory-EUA
Rosa Maria Bittencourt–UNESP –Guaratinguetá
Sérgio Persival BaronciniProença –USP -São Carlos
VoichitaBucur-UniversitéHenri PoincaréNancy/França
Francisco A. Romero Gesualdo-UFU –Uberlândia
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Revista Madeira Arquitetura & Engenharia, n.20, ano 8, Janeiro-Junho, 2007 – ISSN 1806-6097


AVALIAÇÃO DE ESTRUTURAS RETICULADAS DE
MADEIRA EM DUAS ÁGUAS


Dogmar A. de Souza Jr e Carlos Magno M. Queiroz, Universidade de Uberaba, Uberlândia, MG. e-
mai: dogmar.souza@uniube.br e magno.queiroz@uniube.br
Luzia de F. S. Marroques e Guilherme A. Narimatsu, Alunos de Iniciação Científica do Programa
PAPE-UNIUBE, Universidade de Uberaba, Uberlândia, MG. e-mai: luziafatima@edu.uniube.br e

Francisco A. Romero Gesualdo, Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Engenharia
Civil, Uberlândia, MG. e-mail: gesualdo@ufu.br


RESUMO: O desenvolvimento de programas computacionais específicos para cálculo de esforços e
deslocamentos em estruturas tem possibilitado o estudo de novos arranjos estruturais sem a
necessidade de impor hipóteses de cálculo, outrora utilizadas nas formulações teóricas. Por outro
lado, o aumento da competitividade no mercado tem exigido soluções técnicas inovadoras, que sejam
capazes de fornecer ao cliente, segurança, economia, estética agradável e diminuição do tempo de
execução. Para atingir estes objetivos, um sistema estrutural para cobertura deve possibilitar sua
industrialização por meio da padronização da geometria das suas peças. Associado a isto, deve-se
empregar ferramentas capazes de prover a otimização da geometria da estrutura buscando redução
no consumo de material. Dentro deste contexto, o objetivo geral deste trabalho é apresentar o
programa computacional OTR (OTimização de estruturas Reticuladas) elaborado para otimizar e
dimensionar estruturas reticuladas. O método de otimização implementado no programa OTR é o
algoritmo genético. Aqui são apresentados os resultados obtidos na otimização de uma estrutura
espacial com barras cruzadas de madeira, sobretudo, a influência das dimensões das barras de
fechamento e cumeeira no comportamento mecânico global da estrutura. Também são apontados
alguns aspectos relevantes na montagem do protótipo que será submetido a ensaios experimentais.

Palavras chave: Otimização, Madeira, Cobertura, Algoritmos genéticos.


ANALISYS OF TWO PLANES WOODEN RETICULATED
STRUCTURES

Abstract: The software development for designing forces and displacements in structures has
enabled the study of new structural arrangements without the need of impose hypotheses of
calculation once used in the theoretical formulations. The increase of market competitiveness has
required innovative technical solutions, that should be capable of supply to the client security,
pleasant esthetics and time execution reduction. For reach these goals, a cover structural system
should enable its industrialization by means of the pieces geometry stardandization. Associated to
this, tools must be applied for supply optimization of the geometry structure searching for wood
consumption reduction. In this context, the general purpose of this work is to present the OTR
(Optimization of structures Reticulated) software developed to optimize and size up reticulated
structures. The optimization method developed in the OTR program is the genetic algorithm. The
obtained results are presented in the optimization of a tridimensional structure with wood crossed
members, especially, the dimension influence of the boundary members and ridge in the global
mechanical behavior of the structure. Also, some important aspects in the prototype construction
that will be submitted to experimental attempt are pointed out.

Keywords: Optimization, Wood, Roof, Genetics Algorithms.



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Revista Madeira Arquitetura & Engenharia, n.20, ano 8, Janeiro-Junho, 2007 – ISSN 1806-6097
1.Introdução

A madeira é um material construtivo que pode ser reposto pela própria natureza e, por ser
biodegradável, os resíduos são totalmente aproveitados. Numa época de crise energética e
de preocupação com o meio ambiente, é de se esperar um maior interesse por este
material, cujo beneficiamento requer pouco consumo de energia, se comparado com outros
materiais utilizados na construção civil como o aço e o concreto.

Em se tratando, de aço e concreto, seus processos de produção são altamente poluentes,
antecedidos por agressões ambientais consideráveis para a obtenção de matéria-prima. Os
referidos processos requerem alto consumo energético e a matéria-prima retirada da
natureza jamais será reposta. Já a madeira se renova mesmo sob rigorosas condições
climáticas.

Bauer (1999)
(1)
e Calil Jr et. al (2003)
(2)
destacam diversas propriedades físicas e mecânicas
da madeira que beneficiam sua utilização como elemento estrutural. Apesar disto, a
utilização da madeira para este fim, no Brasil, tem-se restringido, principalmente, a
estruturas de cobertura de pequeno porte. Algumas excessões são encontradas, nas
décadas de 50 e 60, onde foram construídas algumas estruturas de médio porte a partir de
peças com seções compostas com almas em chapas de compensado.

A correta aplicação da madeira passa necessariamente pelo completo conhecimento de
suas propriedades físicas e mecânicas. Considerando, a grande diversidade arbórea do
Brasil e a quantidade mínima de espécies de madeira caracterizadas até a alguns anos, é
possível entender porque a madeira foi preterida por outros materiais. Esta realidade passou
a mudar a partir dos anos 80 devido um esforço conjunto de engenheiros, arquitetos,
pesquisadores e empresas que investem na qualidade dessas estruturas, ocorrendo um
crescimento substancial na demanda de estruturas em madeira.

Dentro deste contexto podem ser citados alguns trabalhos envolvendo estruturas de
madeira, tais como o de Souza et al. (2002)
(3)
que apresentam o projeto de uma residência
popular em madeira. Partel e Dias (2000)
(4)
criaram um programa computacional de
dimensionamento de estruturas treliçadas para coberturas. Carreira et al. (2004)
(5)
propõem
um método para classificação visual de madeira Pinus Sp. Para Pletz e Calil Jr (2004)
(6)
a
normalização das estruturas de madeira para coberturas é fator decisivo para melhoria e
qualidade da construção civil.

Diante do exposto, é importante o desenvolvimento de técnicas e ferramentas
computacionais que permitam a otimização de sistemas estruturais empregando a madeira
na sua máxima capacidade resistiva, gerando economia de tempo e custo. Com este
objetivo, foi desenvolvido o programa computacional de otimização OTR (2007)
(7)
. Oo
método de busca empregado é o Algoritmo Genético (AG). A partir dele é possível minimizar
o volume de madeira necessário para montar estruturas de cobertura do tipo tesoura ou
estruturas espaciasi com barras cruzadas, fabricadas com elementos retangulares de
madeira ou tubulares circulares de aço.

2.Estrutura espacial com barras cruzadas

Toda estrutura é tridimensional. No entanto, o cálculo analítico de estruturas espaciais é
laborioso. Isto levou os calculistas a adotarem hipóteses de cálculo que permitissem calcular
e dimensionar sistemas estruturais espaciais como sendo planos. Se por um lado, esta
opção diminui significativamente o esforço dos calculistas, por outro lado, a estrutura é
comumente superdimensionada.

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Revista Madeira Arquitetura & Engenharia, n.20, ano 8, Janeiro-Junho, 2007 – ISSN 1806-6097
Considerando que o desempenho mecânico de uma estrutura é fortemente influenciado pela
sua geometria, a análise da malha estrutural com o mínimo de simplificações permite
realizar análises mais realistas e utilizar o modelo na sua máxima capacidade resistente.
Nas últimas décadas, em virtude do rápido crescimento computacional e da elaboração de
programas computacionais específicos para a geração e o cálculo de esforços e
deslocamentos em estruturas, tem-se conseguido projetar modelos estruturais
tridimensionais com grande eficiência e segurança.

A estrutura espacial tem um melhor aproveitamento dos elementos, todos seus
componentes têm função estrutural e de travamento. Há uma distribuição mais uniforme dos
elementos estruturais ao longo da área coberta, sem concentração de forças nos planos da
estrutura. A partir desta distribuição mais uniforme das barras é possível fixar sobre eles
mesmos, os elementos de vedação. Esta é uma vantagem deste sistema estrutural sobre o
tipo tesoura, que talvez corresponda ao sistema estrutural em madeira mais empregado no
Brasil. As tesouras exigem estruturas secundárias para travarem o plano perpendicular a
elas, garantindo a estabilidade do conjunto e que, além disso, recebam os elementos de
vedação.

O modelo estrutural com barras cruzadas para cobertura é formado por uma malha
reticulada tridimensional em dois planos. O modelo estrutural em apreço está ilustrado na
fig. 1.



Figura 1 – Vista geral da estrutura espacial com barras cruzadas.

Este sistema estrutural apresenta em geral uma grande quantidade de nós e barras na sua
geração, o que dificulta sua modelagem, o cálculo dos esforços e deslocamentos, e por fim,
o dimensionamento da estrutura. Para vencer este inconveniente, foi elaborado o programa
computacional OTR (OTimização de estruturas Reticuladas) específico para otimização do
consumo de material para modelagem de estruturas espaciais reticuladas. Por meio deste
programa é possível realizar uma análise eficiente e segura deste modelo estrutural,
obtendo ao final do processo a configuração geométrica da estrutura com menor consumo
de material. O programa está preparado para otimizar estruturas considerando elementos
retangulares de madeira ou circulares ocos de aço.

Nó i
Nó j
Barra
padrão
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O AG é um método de busca estocástico, desenvolvido por John Holland. Ele imita a
evolução biológica natural. Diferente de outros métodos que partem de um ponto do espaço
de busca para encontrar a solução ótima, os Algoritmos Genéticos (AGs) operam num
conjunto de soluções aplicando o princípio da sobrevivência dos indivíduos mais aptos para
produzir uma solução cada vez melhor. Dessa forma, geração após geração, um novo
conjunto de indivíduos é criado pelo processo de seleção dos indivíduos progenitores, de
acordo com o nível de aptidão associado ao problema. A procriação é feita entre os
progenitores através de operadores extraídos da genética natural. Este processo leva à
evolução de indivíduos que se adaptam melhor ao problema, tal como na adaptação natural.
Os AGs modelam os processos naturais, através de operadores básicos tais como seleção,
cruzamento, mutação, etc (GOLDBERG, 1989
(7)
; LAPA et al., 2001
(8)
; BORGES, 2001
(9)
).

O uso dos AGs não garante uma solução ótima, mas na maioria das vezes encontra-se uma
solução quase ótima que satisfaz os critérios de parada do método. Além disto, são
aplicados numa grande variedade de problemas, pois não impõem limitações que são
encontradas, na maioria das vezes, nos métodos de busca diretos e indiretos (CASTILHO
et. al., 2001
(11)
). Devido às suas características, os AGs demonstram ser muito mais
robustos que os métodos tradicionais, sendo este o principal motivo do crescente emprego
destes algoritmos no estudo de problemas de engenharia.

2.1.Função objetivo

A função objetivo que deve ser minimizada é o volume de madeira (V) que é determinado
pela eq. (1).

( ) ( )
s s
h b A C K L n m V ⋅ ⋅ θ ⋅ + ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ ⋅ = cos / 2 3 4 (1)

onde:

o L: distância entre dois nós consecutivos no plano de cobertura (comprimento da barra
padrão);
o b
s
, h
s
: largura e altura da seção transversal da barra padrão, respectivamente;
o K : razão entre as dimensões da seção transversal das barras que fazem o contorno da
estrutura e o eixo de cumeeira e a barra padrão;
o m : número de módulos na direção x;
o n : número de módulos na direção z;
o C : comprimento do vão de cobertura (direção z);
o A : largura do vão de cobertura (direção x);
o θ: ângulo de inclinação da cobertura.

Durante o processo de otimização, o volume de madeira (eq. 1) é determinado em função
das constantes de projeto (A, C e das propriedades físicas e mecânicas da madeira) e das
variáveis de projeto, número de módulos na direção x (m), número de módulos na direção z
(n), inclinação da cobertura (θ), largura e altura da seção transversal. Portanto, a função
objetivo é função de cinco variáveis (m, n, θ, b
s
e h
s
).

Obviamente, o problema apresenta restrições geométricas quanto as dimensões máximas
para barra padrão (L) em função do comprimento da telha que se deseja empregar. Para
evitar que o algoritmo perca tempo em regiões do espaço de busca que não sejam viáveis,
exige-se do usuário a entrada do valor máximo para o comprimento da barra padrão. A partir
deste valor o software OTR calcula os valores mínimos de m e n, antes de criar o espaço de
busca.

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Definida as dimensões da cobertura e o comprimento máximo admitido para a barra que
forma os módulos (barra padrão), existem diversas possibilidades de combinação das
variáveis de projeto para formar a malha geométrica, o que implicará em diferentes valores
para o consumo de madeira. Selecionar os parâmetros adequados que minimizem o
consumo de madeira da estrutura é uma tarefa árdua, porém muito importante para um
mercado cada vez mais exigente.

3.Resultados

A idéia para montar este sistema estrutural é baseada na estrutura lamelar de eixo curvo,
avaliado por Ferreira e Calil Jr (2000)
(12)
. Em qualquer nó uma das barras é interrompida
enquanto a outra passa direta (fig. 2). Percebe-se que dessa forma, as barras terão
comprimento e geometria padronizados, o que facilita a industrialização do sistema. Outro
ponto positivo, é que sendo a estrutura simétrica e formada por barras de pequena seção
transversal (leve), é possível realizar a montagem fora do canteiro da obra (inclusive, dividi-
la em partes se necessário) e depois transportá-las para a obra.



Figura 2 - Esquema de montagem da estrutura com barras cruzadas.

Como se percebe a estrutura dos planos é montada com apenas dois tipos de barras: barra
1 com comprimento igual a 2L e barra 2 com comprimento igual a L. O que pode diferir entre
as barras são os cortes nas extremidades em função de sua posição na malha geométrica.
A fig. 3 ilustra os seis tipos de ligações encontradas nas estruturas espaciais de eixo reto
com barras cruzadas.

O modelo otimizado por meio do programa computacional OTR tem largura L=3m e
comprimento C=5m. A escolha destas dimensões está associada a realização de outro
trabalho cujo objetivo é ensaiar experimental um modelo real desta estrutura, cujos
resultados serão utilizados para verificar, sobretudo, a influência das ligações no
comportamento mecânico global da estrutura.
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Figura 3 - Tipos de ligações presentes numa estrutura espacial com barras cruzadas.

A tab. 1 apresenta os valores utilizados para os parâmetros geométricos e as propriedades
mecânicas dos materiais empregados. Para o coeficiente K adotou-se o valor 2. A partir
destes valores, o programa computacional OTR, a cada iteração, seleciona o indivíduo
melhor adaptado a função aptidão, e com os valores de suas variáveis gera os dados
geométricos (posição dos nós, incidência de barras e apoios). Os dados são armazenados
num arquivo do tipo texto. Em seguida, utilizando os valores da tab. 2, o programa OTR
seleciona no banco de dados, os valores dos coeficientes de forma interno e externos e
determina o carregamento nodal da estrutura, que é acrescentado ao arquivo de dados
geométricos. A cada geração a estrutura com maior índice de aptidão é dimensionada
seguindo as recomendações da ABNT NBR 7190: 1997
(13)
.

Tabela 1 - Parâmetros geométricos e propriedades mecânicas dos materiais
que compõem as estruturas.
Comprimento máximo da barra padrão 80 cm
Número máximo de módulos na direção x 8
Número máximo de módulos na direção z 6
Ângulo mínimo de inclinação 15°
Ângulo máximo de inclinação 35°
Madeira Conífera C20
Ligações contínuas (rígidas) Sim

Tabela 2 - Valores usados para definir o carregamento da estrutura.
Peso próprio das telhas 250 N/m
2
Sobrecarga 250 N/m
2
Altura da edificação 5.00 m
Velocidade básica do vento 25 m/s
Fator S
1
1.00
Fator S
2
1.00
Fator S
3
1.00
Ângulo de incidência do vento 0°/90°
Quatro faces permeáveis Sim

O programa computacional OTR também usou os valores dispostos na tab. 3 específicos
para a execução do AG. Como critério de parada utilizou-se a máxima geração.

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Tabela 3 - Valores para os parâmetros do AG.
Geração 200
População 50
Taxa de recombinação 0.80
Taxa de mutação 0.05

O programa OTR encontrou a solução ótima na 168ª geração num tempo computacional de
7m59s. Foi utilizado um microcomputador com 1.6GHz de processador e 256Mb de
memória Ram. A tab. 4 fornece o resumo dos resultados obtidos na otimização.

Tabela 4 - Resultados obtidos para a otimização de estruturas de
cobertura com barras cruzadas de madeira.
Número de módulos na direção x 6
Número de módulos na direção z 6
Ângulo de inclinação da cobertura 24º
Largura da seção transversal b
s
(mm) 27
Altura da seção transversal h
s
(mm) 61
Volume de madeira (m
3
) 0.77

Vale ressaltar que foram admitidos apoios fixos em todos os nós do eixo z, e que de acordo
com o processo de otimização, as barras de contorno da estrutura e do eixo de cumeeira
tem dimensões 54×122mm. Para facilitar a confecção das barras que seriam empregadas
no protótipo experimental, adotou-se as dimensões de 30×60mm para a barra padrão.

Uma das características deste modelo estrutural é o seu aspecto estético, leve e agradável.
Entretanto, o uso de coeficiente K = 2 provocou a perda da harmonia entre as dimensões
dos elementos estruturais. Sendo assim, decidiu-se avaliar numericamente a influência das
dimensões da seção transversal das barras de contorno e de cumeeira no comportamento
mecânico global da estrutura. Esta avaliação foi realizada por meio do programa
computacional GESTRUT (2007)
(14)
. Foram aplicadas forças concentradas na direção do
eixo y para baixo em todos os nós da estrutura considerando a área de influência de cada
nó. Nos quatro nós de canto a força aplicada foi de 9.8N, nos demais nós de contorno da
estrutura (direção x e z) a força aplicada foi de 19.6N e nos demais nós foi de 39.2N. A
Figura 4 ilustra os resultados obtidos para o deslocamento vertical máximo em função da
seção transversal das barras de contorno e de cumeeira.

0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0,8
0,9
3x6 4x8 6x9 6x12
Seção transversal (cm)
D
e
s
l
o
c
a
m
e
n
t
o

v
e
r
t
i
c
a
l

m
á
x
i
m
o

(
c
m
)


Figura 4 – Deslocamento vertical máximo versus Seção transversal das barras.

Percebe-se que a seção transversal das barras de contorno e de cumeeira tem pouca
influência no deslocamento vertical máximo da estrutura. Inclusive, a diminuição do
deslocamento vertical máximo em função das dimensões destas barras tende a um limite,
que para o caso em estudo foi de aproximadamente 0,60 cm. Assim sendo, decidiu-se
adotar o valor de 60 x 90 mm para a seção transversal as barras de contorno e de cumeeira
para a construção do modelo experimental.
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A fig. 5 mostra os resultados obtidos para o deslocamento vertical máximo versus
carregamaneto aplicado. Para este gráfico o valor de referência para o carregamento são os
nós internos da estrutura, ou seja, que possuem maior área de influência.

0
20
40
60
80
100
120
0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1,4 1,6
Deslocamento vertical máximo (cm)
C
a
r
r
e
g
a
m
e
n
t
o

n
o
d
a
l

(
N
)


Figura 5 – Deslocamento vertical máximo versus força aplicada nos nós.

Ao admitir que as ligações entre as barras são rígidas, o deslocamento vertical máximo da
estrutura em função das forças aplicadas teve um comportamento aproximando de uma
reta, o que era esperado. Contudo, este comportamento pode não ser verdadeiro
dependendo da forma de ligação adotada para a estrutura.

Numa segunda etapa deste projeto está sendo montado o modelo real que será submetido a
ensaios de resistência mecânica. A princípio para efetuar as ligações foram admitidas as
seguintes possibilidades: chapas gang-nail, pregos ou parafusos. As chapas gang-nail foram
descartadas pela falta de equipamento adequado para fazer sua cravação, a ligação com
pregos também foi descartada pela baixa rigidez apresentada. Por outro lado, as ligações
com parafusadas apresentaram boa rigidez e facilidade de execução, por isso, optou-se por
este tipo de ligação para montar o protótipo. A fig. 6 ilustra a ligação parafusada e a fig. 7
apresenta uma visão geral de um dos planos de cobertura.



Figura 6 – Ligação parafusada.

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Figura 7 – Vista geral de um dos planos de cobertura.

A etapa experimental continua em andamento e será concluída em breve. Os resultados
obtidos nos ensaios experimentais serão de grande importância para validarem os
resultados numéricos e quantificar a influência das ligações no comportamento mecânico
global da estrutura espacial com barras cruzadas. Este será um importante indicativo para
uma modelagem numérica mais realista das ligações dentro do programa computacional
GESTRUT.

4.Conclusões parciais

Por meio do software OTR foi possível otimizar as características geométricas do modelo
experimental de forma rápida e segura. Além disto, verificou-se numericamente que a seção
transversal das barras de contorno e de cumeeira não tem grande influência no
deslocamento vertical máximo da estrutura. É importante ressaltar que, devido a
padronização das dimensões das barras, o processo de construção da estrutura é simples e
rápido, podendo ser facilmente industrializado.

Para obter os resultados apresentados neste trabalho as ligações foram consideradas
rígidas, o que provavelmente, não corresponde a realidade. Acredita-se que um modelo
semi-rígido para as ligações corresponda mais adequadamente o comportamento mecânico
da estrutura. Portanto, a calibração do modelo semi-rígido numericamente é de grande
importância para novas avaliações numéricas deste tipo de estrutura.

5.Referências bibliográficas

(1) Bauer, L. A. F. (1999). Materiais de Construção. 5ª ed. LTC, São Paulo, 951 p.

(2) Calil Jr, C., Lahar, F. A. R. e Dias, A. A. (2003). Dimensionamento de Elementos
Estruturais de Madeira. Editora Manole. 1. ed. Barueri, São Paulo, São Paulo, 152 p.

(3) Souza, M. R.; Melo, J. E.; Mello, R. L.; Valle, I. M. R. (2002). Habitação popular em
madeira. In: ENCONTRO BRASILEIRO EM MADEIRAS E ESTRUTURAS DE MADEIRA, 8,
Uberlândia, 2002. Anais. Minas Gerais, UFU, FECIV, CD-ROM.

(4) Partel, H.; Dias, A. A. (2000). Sistema informatizado de dimensionamento de estruturas
treliçadas industrializadas em madeira para coberturas. In: ENCONTRO BRASILEIRO EM
MADEIRAS E ESTRUTURAS DE MADEIRA, 7, São Carlos, 2000. Anais. São Paulo, USP,
EESC, SET, LaMEM, CD-ROM.
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(5) Carreira, M. C., Dias, A. A. e Calil Jr, C. (2004). Proposta de método para classificação
visual estrutural de coníferas. Revista Madeira: Arquitetura e Engenharia. n. 13, artigo 2.
CD-ROM.

(6) Pletz, E. e Calil Jr, C. (2004). Recomendações para a normalização das estruturas de
madeira para cobertura. Revista Madeira: Arquitetura e Engenharia. n. 13, artigo 10. CD-
ROM.

(7) OTP: Otimização de estruturas planas (2007). Programa computacional desenvolvido na
Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Federal de Uberlândia.

(8) Goldberg, D. E. e Deb, K. (1991). A Comparative Analysis of Selection Schemes Used in
Genetic Algorithms. In: FOUNDATIONS OF GENETIC ALGORITHMS, 1, San Mateo, 1991.
Anais. California, USA, p. 69-93.

(9) Lapa, C. M. F., Sampaio, P. A. B., Botelho, D. A. e Pereira, C. M. N. A. (2001).
Dimensionamento de experimentos em escala reduzida usando algoritmos genéticos. In:
IBERIAN LATIN-AMERICAN CONGRESS ON COMPUTACIONAL METHODS IN
ENGINEERING, 22, Campinas, 2001. Anais. São Paulo, UNICAMP, CD ROM.

(10) Borges, C. C. H. e Barbosa, H. J. C. (2001). Optimization of Framed Structures Subject
to Seismic Loading via Genetic Algorithims. In: IBERIAN LATIN-AMERICAN CONGRESS
ON COMPUTACIONAL METHODS IN ENGINEERING, 22, Campinas, 2001. Anais. São
Paulo, UNICAMP, CD ROM.

(11) Castilho, V. C., Debs, M. K. e Nicoletti, M. C. (2001). Application of Genetic algorithm for
optimizing slabs of prestressed concrete joists. In: IBERIAN LATIN-AMERICAN CONGRESS
ON COMPUTACIONAL METHODS IN ENGINEERING, 22, Campinas, 2001. Anais. São
Paulo, UNICAMP, CD ROM.

(12) Ferreira, N. S. S. E Calil Jr, C. (2000). Recomendações para o dimensionamento de
estruturas lamelares de madeira para coberturas. In: ENCONTRO BRASILEIRO EM
MADEIRAS E ESTRUTURAS DE MADEIRA, 7, São Carlos, 2000. Anais. São Paulo, USP,
EESC, SET, LaMEM, CD-ROM.

(13) Associação Brasileira de Normas Técnicas (1997). NBR 7190: Projeto de Estruturas de
Madeira. Rio de Janeiro. 107p.

(14) GESTRUT: Análise de estruturas tridimensionais reticuladas (2007). Programa
computacional desenvolvido na Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Federal de
Uberlândia.

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Análisis tridimensional por elementos finitos de la
distribución de desplazamientos y tensiones en un tablero
tensado de madera


Patricio Cendoya, Peter Dechent y Fernando Cerda, Universidad de Concepción, Departamento
de Ingeniería Civil, Concepción, Chile. e-mail: pcendoya@udec.cl, pdechen@udec.cl y
facerda@udec.cl


Resumen: El presente trabajo tiene como objetivos; analizar la distribución de los campos
de desplazamientos y tensiones en un tablero tensado de madera y estudiar el efecto local
de la fuerza de pretensado en la distribución de tensiones transversales. Para ello se
construye un código computacional que utiliza elementos hexaédricos de ocho nodos y
considera un modelo constitutivo elástico ortótropo. Un tablero tensado de 4.5 m x 5.0 m
construido con piezas de madera de Lenga de sección transversal de 2'' x 10'' se simula
numéricamente con un modelo de 9000 elementos finitos. Los resultados del análisis se
comparan con los obtenidos al utilizar las ecuaciones simplificadas de la guía de
especificaciones AASHTO SLWD-1
) 1 (
y se analiza la distribución de la tensión transversal
en el borde libre. Finalmente se concluye acerca de ambas aproximaciones (numérica vs.
simplificada) y se destaca el hecho que ambos procedimientos entregan valores similares.

Palabras clave: tablero tensado de madera, ortotropía, elementos finitos.

Abstract: Displacements and stresses distribution pattern are analyzed numerical model of
a stress-laminated bridge in order to study the local effect of the prestress force on the
transverse stress distribution. A finite element computational code is developed and
presented for solution of governing equations representing an elastic orthotropic constitutive
model. Therefor hexahedrical finite elements with eight nodes are considered. Utilizing 9000
finite elements numerical simulation of a stressed laminated timber deck with a surface of 4.5
m x 5.0 m, which is made by Lenga wood pieces having a section of 2” x 10” is presented.
Numerical results are compared with the results obtained using empirical equations of the
AASHTO SLWD-1
) 1 (
specifications and an analysis of the stresses distribution on the free
border of the deck is performed. Finally, it is concluded that both approximations (numerical
v/s empirical) provide similar values.

Keywords: post-tensioned wood deck, orthotropic, finite elements.














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1. Introducción

Los tableros tensados de madera son estructuras formadas en base a piezas de madera
aserrada colocadas de canto en la dirección longitudinal y postensadas transversalmente
por medio de barras de acero de alta resistencia. El postensado transversal sobre los cables
de acero genera que el sistema estructural se comporte como una placa ortótropa con
capacidad para resistir los esfuerzos de flexión y corte producidos por las cargas aplicadas,
ver fig. 1.



Figura 1 – Descripción de las partes de un tablero tensado de madera. Fuente: Zamorano (2006).

Para la estimación de las tensiones y deformaciones de diseño sobre un tablero tensado de
madera se utiliza la guía de especificaciones AASHTO SLWD-1
) 1 (
adaptada al caso de
maderas Chilenas por MUÑOZ (2002)
) 4 (
.

AASHTO SLWD-1
) 1 (
propone que el tablero puede ser representado como una viga de un
ancho equivalente función del espesor del tablero, del ancho de las ruedas del camión
HS20-44 y del factor de modificación por uniones de tope. Sobre dicha viga considerando
las cargas de diseño se estima el momento flector longitudinal máximo y la deflexión vertical
utilizando las ecuaciones de la elasticidad lineal como si se tratase de una viga con las
respectivas condiciones de apoyo asociadas al tablero real. Conocido el momento flector
longitudinal máximo, mediante ecuaciones empíricas se evalúa el momento flector
transversal y el esfuerzo de corte. Se verifica que los esfuerzos de flexión, deflexiones y
esfuerzos de compresión en los apoyos sean menores a sus valores límites y se procede a
evaluar el nivel de tensado en las barras de acero. RITTER (1992)
) 9 (
demuestra que la
fuerza de compresión transversal sobre las laminaciones debe ser la necesaria para evitar
tanto la tendencia a separación de las láminas por el efecto del momento flector transversal,
como el deslizamiento provocado por los esfuerzos cortantes.

El presente trabajo busca comparar la magnitud de los esfuerzos de diseño y
desplazamientos obtenidos con la metodología AASHTO SLWD-1
) 1 (
, con los resultados
obtenidos de un modelo de elementos finitos de sólido tridimensional. Esto permitirá
cuantificar si existen diferencias entre la simulación numérica con elementos finitos y
procedimiento de calculo propuesto por las ecuaciones simplificadas de la guía de
especificaciones AASHTO SLWD-1
) 1 (
.




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2. Material y métodos

2.1. Modelo constitutivo del tablero

Dadas las características de ortotropía que presentan las piezas de madera, en donde es
posible definir en la dirección longitudinal ( L), radial ( R ) y transversal ( T ) propiedades
mecánicas diferentes puesto que tanto piezas de madera floreada como cuarteada pueden ir
dispuestas dentro del tablero se hace necesario definir a efectos de evaluación de la matriz
constitutiva que los ejes de ortotropía L, R , T coincidan con los ejes coordenados globales
X , Y , Z de fig. 1 cuando se trata de piezas de madera floreada y con los ejes L, T , R
cuando se trata de piezas de madera cuarteada, ver fig. 2:




Figura 2 – Piezas de madera (a) floreada, (b) cuarteada. Fuente: Suárez (2002).

La especificación de la matriz constitutiva en un material ortotropo, necesita de la definición
de 12 constantes elásticas: tres módulos de elasticidad, tres módulos de corte y seis
coeficientes de Poisson. Sin embargo, dada la simetría de la matriz constitutiva basta con
conocer solamente 9 de las 12 constantes elásticas para poder caracterizar numéricamente
la relación entre las deformaciones y tensiones que se desarrollan en el tablero.

2.2 Formulación de elementos finitos

El elemento finito de sólido tridimensional hexaédrico de ocho nodos tiene asociado tres
grados de libertad del tipo traslacional en cada nodo, uno por cada dirección del sistema de
referencia adoptado. OÑATE (1992)
) 8 (
demostró que este elemento requiere de una
cuadratura de Gauss Legendre de 2 2 2 × × para su integración exacta y que sus funciones
de forma permiten una aproximación completa de primer grado con 4 términos parásitos. En
su implementación computacional ZAMORANO (2006)
) 11 (
adopto una formulación
isoparamétrica de forma de poder utilizar las mismas funciones de forma en la interpolación
de la geometría del elemento. El orden de la matriz de rigidez elemental resultante es de
24 24× y el vector de fuerzas elementales de 1 24× .

2.3 Descripción del tablero estudiado

El tablero tensado de madera a estudiar corresponde al analizado por SUAREZ (2002)
) 10 (
el
cual se caracteriza por tener una luz de 5 m, un de ancho 4.5 m y un de espesor de 0.25 m
(10”) con un patrón de uniones de tope de 1 en 4 (fig. 3). Transversalmente se disponen
cables de acero 5/8'' de acuerdo a ASTM A 722 separados a 0.50 m (fig. 4).

Las piezas de madera que constituyen el tablero corresponden a la especie forestal Lenga
(Nothafagus pumilio) aserrada grado estructural Nº 1 de acuerdo a clasificación
NCH1989.OF1986
) 5 (
de 2'' x 10'' con un tratamiento químico de impregnación con creosota.
El lugar de construcción corresponde a la ciudad de Coyhaique ubicada al sur de Chile
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(
0
45
´
32 latitud sur), en donde de acuerdo con NCH1198.OF2006
) 6 (
se considera una
humedad del equilibrio del 14%, una humedad de construcción y servicio del 14% y una
temperatura media de servicio de 9
0
C.



Figura 3 – Vista en planta del tablero de 4.5 m x 5.0 m. Fuente: Suárez (2002).



Figura 4 – Vista en elevación del tablero, disposición de placas de apoyo. Fuente: Suárez (2002).

2.4 Modelación con elementos finitos

Para el análisis tridimensional con elementos finitos se implementa en el código
computacional CALFEM (2004)
) 2 (
el elemento de solidó tridimensional hexaédrico de ocho
nodos y tres grados de libertad por nodo. Una malla compuesta de 9000 elementos, 11322
nodos y 33966 grados de libertad (fig. 5) se utiliza para modelar el tablero. Las condiciones
de contorno corresponden a apoyo fijo en un extremo del tablero y apoyo móvil en el otro.
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Figura 5 – Malla de 9000 elementos hexaédricos utilizada en la modelación del tablero. Fuente:
Zamorano (2006).

2.5 Parámetros elásticos

Estudios realizados por RITTER (1992)
) 9 (
en especies Douglas Fir-Larch, Hem-Fir (North),
Red Pine y Eastern White afirman que las constantes elásticas
T
E y
LT
G son
proporcionales al modulo de elasticidad longitudinal
L
E . Para el caso especie forestal Lenga
(Nothafagus pumilio) MUÑOZ (2002)
) 4 (
propone utilizar las mismas relaciones para calcular
T
E y
LT
G .

12590 E
L
= (1)

164 E 013 . 0 E
L T
= ⋅ = (2)

378 E 03 . 0 G
L LT
= ⋅ = (3)

Donde:

=
L
E módulo de elasticidad en la dirección longitudinal en MPa;
=
T
E módulo de elasticidad en la dirección transversal en MPa;
=
LT
G módulo de corte o modulo de elasticidad a torsión en MPa

El valor del modulo de elasticidad longitudinal de eq. 1, considera las respectivas
correcciones por contenido de humedad, por temperatura y por tratamiento químico de
acuerdo a NCH1198.OF2006
) 6 (
. En la dirección perpendicular al plano LT el módulo de
elasticidad
Z
E se estima considerando que el tablero está compuesto en un 80% de piezas
de madera cuarteada y de un 20% de madera floreada, de acuerdo a lo anterior su valor se
estima por:

R T Z
E 20 . 0 E 80 . 0 E ⋅ + ⋅ = (4)
Donde:

=
T
E módulo de elasticidad en la dirección tangencial en MPa proporcional a
L
E 05 . 0 ⋅ ≈ de
acuerdo con NCH1198.OF2006
) 6 (
;
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=
R
E módulo de elasticidad en la dirección radial en MPa proporcional a
L
E 07 . 0 ⋅ ≈ de
acuerdo con NCH1198.OF2006
) 6 (
.

680 E
Z
= (4)

OLIVA et al. (1990)
) 7 (
demuestra que los módulos de Poisson del tablero pueden ser
considerados nulos dado que su influencia en los resultados en insignificante. Con respecto
al valor de los módulos de corte
LZ
G y
TZ
G estudios realizados por CAYUMIL (2003)
) 3 (

consideran que estos varían entre
L L
E 065 . 0 E 013 . 0 ⋅ − ⋅ . De esta forma para definir los
valores de los desplazamientos y tensiones, se realiza un análisis de sensibilidad de la
respuesta del tablero considerando ambos valores extremos
L L
E 065 . 0 E 013 . 0 ⋅ − ⋅ , para
luego seleccionar los valores máximos como los de diseño.

2.6 Cargas aplicadas

Para tableros tensados de madera de 10'' ( ≈0.25 m.) que utilizan una capa asfáltica de 3”
de espesor ZAMORANO (2006)
) 11 (
siguiendo las recomendaciones de RITTER (1992)
) 9 (

considera una carga muerta de 3.79 kN/m
2
. Como carga viva se considera la producida por
el camión HS 20-44, ubicado en la mitad de la luz del tablero y a 0.50 m. del borde libre del
tablero, ver fig. 6.



Figura 6 – Ubicación carga viva: (a) sentido longitudinal (eje X), (b) sentido transversal (eje Y).
Fuente: Suárez (2002).

3. Presentación y discusión de resultados

En la tab. 1, se presenta una comparación entre los valores numéricos obtenidos por
ZAMORANO (2006)
) 11 (
versus los resultados obtenidos por SUAREZ (2002)
) 10 (
que utiliza
el procedimiento indicado por RITTER (1992)
) 9 (
y AASHTO SLWD-1
) 1 (
:
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Tabla 1 – Comparación entre resultados numéricos y AASHTO SLWD-1(1).

SUAREZ (2002)
) 10 (

ZAMORANO(2006)
) 11 (

máx
L
σ ( MPa) 7 . 12 6 . 9
DL
w ( m) 002 . 0 003 . 0
LL
w ( m) 013 . 0 016 . 0
máx
T
σ ( MPa) 26 . 0 28 . 0
máx
TZ
τ ( MPa) 17 . 0 16 . 0

En la fig. 7, se presenta la deformada del tablero para la carga viva definida por el camión
HS 20-44 y en la fig. 8 la respectiva distribución de la tensión longitudinal
L
σ .



Figura 7 – Distribución de desplazamientos verticales
LL
w en m. Fuente: Zamorano (2006).

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Figura 8 – Distribución de la tensión longitudinal
L
σ

en MPa. Fuente: Zamorano (2006).

Para estudiar el campo de tensiones transversales generado por la fuerza de compresión se
procede a evaluar el nivel de tensado transversal requerido. De acuerdo a AASHTO
SLWD-1
) 1 (
considerando la tensión transversal y de cortante definidas en tab. 1, el valor de
la tensión para los cables de acero se obtiene a partir de:

( )
2 1
p , p máx 5 . 2 p ⋅ = (5)

Con:

28 . 0 p
máx
T 1
= σ = (6)

36 . 0
45 . 0
16 . 0
p
máx
Tz
2
= =
µ
τ
= (7)

Donde:

=
1
p es la tensión de compresión en la dirección transversal en MPa requerida para evitar
tensiones de tracción en la fibra extrema inferior del tablero debido al momento flector
transversal máximo
máx
T
M ;

=
2
p es la tensión de compresión en MPa necesaria para evitar el deslizamiento producido
por el esfuerzo de corte. Un coeficiente de roce entre laminaciones de 45 . 0 = µ se utiliza en
el caso de madera aserrada.

Gráficamente
1
p y
2
p se presentan en fig. 9.

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Figura 9 –Representación grafica de tensiones de compresión. Fuente: Suárez (2002).

Para compensar la pérdida de compresión interlaminar inicial dentro del tablero debido a
fenómenos de creep, el tensado inicial calculado según eq. 6 o 7 de acuerdo con AASHTO
SLWD-1
) 1 (
deberá ser modificado por un factor de seguridad de 2.5:

Es decir:

89 . 0 p 5 . 2 p
2
= ⋅ = (8)

Si se considera que los cables de acero de 5/8'' están espaciados a 0.50 m entre ejes y la
altura del tablero es de 10” tal como se indica en la fig. 5, la fuerza de tracción a aplicar a
cada barra es de:

111 ) 25 . 0 50 . 0 ( p F
ps
= ⋅ ⋅ =
(9)

A efectos de la modelación numérica, la fuerza de postensado
ps
F en kN se aplica como
una carga uniformemente distribuida de compresión sobre un área equivalente a la
superficie de la placa de apoyo.

Finalmente en las fig. 10 y 11 se presentan la distribución de tensiones transversales
T
σ
obtenidas del análisis numérico. Queda de manifiesto que a una distancia aproximada de
0.40 m. desde el borde libre del tablero se logra una distribución uniforme de tensiones
alcanzando el valor definido por eq. 8.

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Figura 10 – Distribución de la tensión transversal
T
σ en MPa. Fuente: Zamorano (2006).



Figura 11 – Distribución local de la tensión transversal en MPa. Fuente: Zamorano (2006).

3. Conclusiones

Al comparar los resultados numéricos con los obtenidos a través del empleo de la norma
AASHTO SLWD-1
) 1 (
adaptada al caso de maderas Chilenas por Muñoz (2002)
) 4 (
, se puede
señalar que los resultados son del orden y las diferencias están dentro de los márgenes
esperados y se justifican debido a que existe incertidumbre con respecto al valor numérico
de las constantes elásticas que componen la matriz constitutiva en el modelo de elementos
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finitos. Por otra parte se debe tener presente que las ecuaciones definidas por la norma
AASHTO SLWD-1
) 1 (
corresponden a estimaciones simplificadas de los esfuerzos reales.

Se demuestra que a una distancia aproximada de 0.40 m. del borde libre del tablero, se
logra prácticamente una distribución uniforme de tensiones transversales de compresión del
orden de lo requerido por diseño (eq. (8)) lo que asegura que se cumplan los criterios que
evitan que las piezas de madera se separen producto de la flexión transversal y se deslicen
producto del cortante transversal. Desde el punto de vista constructivo la existencia de un
guardarruedas de 0.20 m. de longitud y que la carga viva se aplique a una distancia de 0.30
m. con respecto al borde interno del guardarruedas, asegura que el camión de diseño se
desplaza sobre una zona segura del tablero puesto que a partir de los 0.40 m. del borde
libre se esta con una distribución prácticamente uniforme de tensiones de compresión del
orden de lo requerido por diseño (eq. (8)).

Finalmente una de las principales ventajas que presenta la modelación mediante la
utilización de elementos finitos de sólido tridimensional es el hecho que se puede lograr una
mejor comprensión de la distribución espacial de los campos de desplazamientos y
tensiones en el tablero tensado.

5. Referencias bibliográficas

(1) American Association of State Highway and Transportation Officials (1991). AASHTO
SLWD-1 – Guide Specifications for the Design of Stress-Laminated Wood Bridges.
Washington, DC. 18 p.

(2) CALFEM (2004). A Finite element toolbox version 3.4. Division of Structural Mechanics at
Lund University. http://www.byggmek.lth.se/Calfem

(3) Cayumil, M. (2003). Investigación teórica de módulo de elasticidad transversal en
tableros postensados de puentes de madera. Concepción. 100 p. Tesis (Ingeniero Civil)-
Departamento de Ingeniería Civil, Universidad de Concepción. Chile.

(4) Muñoz, J. (2002). Tableros de puentes de madera postensados. Concepción. 156 p.
Tesis (Ingeniero Civil)- Departamento de Ingeniería Civil, Universidad de Concepción. Chile.

(5) Instituto Nacional de Normalización (1986). NCH1989.OF1986– Maderas-Agrupamiento
de especies madereras según su resistencia-Procedimiento. Santiago, Chile. 18 p.

(6) Instituto Nacional de Normalización (2006). NCH1198.OF2006– Madera-Construcciones
en madera-Cálculo. Santiago, Chile. 18 p.

(7) Oliva, M. G., Dimakis, A. G., Ritter, M. A., Tuomi, R. L. (1990). Stress-Laminated Wood
Bridge Decks, Experimental and Analytical Evaluations. United Sates Department of
Agriculture, Forest Service, Forest Products Laboratory. Research Paper FPL-RP-495. 26 p.

(8) Oñate, E. (1992). Cálculo de Estructuras por el Método de Elementos Finitos. Analisis
Estático Lineal. 2 ed. Centro Internacional de Métodos Numéricos en Ingeniería. Universidad
Politécnica de Cataluña. Barcelona. España. 850 p.

(9) Ritter, M. A. (1992). Timber Bridges: Design, Construction, Inspection, and Maintenance.
Chapter 9: Design of longitudinal stress-laminated deck superstructures. Madison,
Wisconsin, USA-FS-FPL, Engineering Staff, EM-7700-8.


(10) Suárez, P. (2002). Modelación numérica de puentes postensados de madera.
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Concepción. 164 p. Tesis (Ingeniero Civil)- Departamento de Ingeniería Civil, Universidad de
Concepción. Chile.

(11) Zamorano, P. (2006). Modelación estructural mediante elementos finitos hexaédricos.
Concepción. 211 p. Tesis (Ingeniero Civil)- Departamento de Ingeniería Civil, Universidad de
Concepción. Chile.


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Hysteresis modeling for nailed sheathing connections in
wood shear walls and diaphragms


Johnn Judd, Acute Engineering, Provo, Utah, E.A.U. e-mail: johnn@acuteengineering.com
Fernando Fonseca, Universidade de Brigham Young, Faculdade de Engenharia Civil e Ambiental.
e-mail: ffonseca@et.byu.edu


Abstract: Wood shear walls and diaphragms provide the primary lateral resistance in many
wood structures. The overall strength and behavior of a shear wall or diaphragm is
determined by the individual behavior of the nailed sheathing connections. The objective of
this paper is to quantify the effects of loading, unloading, pinching, and strength and stiffness
degradation parameters on the connection hysteresis model. The results indicate that
strength and stiffness degradation, and pinching behavior parameters are essential for
hysteresis model accuracy.

Keywords: wood shear walls, hysteresis models, analytical modeling, dynamic analysis
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1. Introduction

In many wood structures lateral forces caused by earthquakes and wind are resisted using
wood shear walls and diaphragms (roofs or floors). Through diaphragm action, lateral forces
are transferred from the roof and floors to supporting shear walls, and eventually into the
foundation. The primary structural components of wood shear walls and diaphragms are
wood framing, wood sheathing panels, and the nailed (or stapled) sheathing connections.

Wood shear walls and diaphragms generally perform adequately, in terms of occupant
safety. The costs of building damage to wood structures during major earthquakes and wind
events, however has led to an interest in minimizing damage as well as preserving life. This
shift in design emphasis requires an improved understanding of wood shear walls and
diaphragms, gained through experimental testing and structural analysis modeling.

It is generally understood that the overall behavior of a wood shear wall or diaphragm is
dominated by the individual behavior of nailed sheathing connections (Judd and Fonseca
2005) (1), depicted in Figure 1. Therefore, a critical aspect in the structural analsyis is the
model used to describe and idealize the behavior of nailed sheathing connections. The
process for idealizing nailed sheathing connections is two-tiered: first, idealize the monotonic
response (envelope curve) and second, idealize the cyclic response (hysteresis) during
reversed loading.

A typical monotonic response of a nailed sheathing connection to a lateral load is initially
linear, where an incremental load increase is proportional to the corresponding incremental
increase in displacement (initial stiffness). Here the wood fibers, sheathing, material, and
fasteners are essentially elastic. Nonlinearity arises as wood and sheathing fibers crush
and/or fasteners begin to yield (deform).

Depending on the connection materials and configuration, a nearly plastic plateau may be
reached (secondary stiffness). In addition, depending on the yield mechanism, the sheathing,
framing, fastener or a combination thereof yield. Just prior to failure, the load capacity of the
specimen decreases with increasing displacement (a negative tertiary stiffness).




Figure 1 – Nailed sheathing connection
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The cyclic response of nailed sheathing connections (see Figure 2) is complex and exhibits
pronounced hysteresis loops, indicative of the nonlinear, nonconservative, and time-
dependant nature of the connections. Initially, as the nail head displaces and the nail shank
deforms, the force-displacement relationship is linear. The wood fibers, sheathing, and nail
all remain elastic. As loading progresses, the displacement of the connection increases, the
wood fibers crush, and the nail may yield. If the loading is reversed, the nail moves through
the gap formed by the crushed wood fibers and the connection exhibits low stiffness and
strength until the nail again comes into contact with the wood.

The behavior of nailed sheathing connections may be idealized by modeling the connection
as an elastoplastic pile (nail) embedded into a nonlinear layered medium (wood framing and
sheathing). In this approach, the mechanical properties of the sheathing, framing, and
fastener are required (Foschi 2000) (2), (He, Lam, and Foschi, 2001) (3). Alternatively, the
behavior may be determined by experimental testing of individual nailed sheathing
connection assemblies (coupon testing). In this approach, fastener withdrawal is considered
implicitly. The montonic response is idealized using a mathematical expression. During
reversed-cyclic loading, the monotonic force-displacement relationship provides a response
envelope while hysteresis behavior is idealized using a predefined set of load-paths to
describe unloading, load reversal, and reloading. This latter approach is used in this paper.

The objective of this paper is to quantify the effects of loading, unloading, pinching, and
strength and stiffness degradation parameters on the accuracy of the hysteresis model. For
illustration, the dynamic response of a 2.44 x 2.44 m oriented strand board shear wall is
predicted using finite element analyses and equivalent single-degree-of-freedom (SDOF)
system analyses employing various hysteresis models.

2. Hysteresis models

Hysteresis models have been developed for a variety of wood structural systems, including
for bolted connections (Heine and Dolan 2001) (4), moment resisting connections (Ceccotti
and Vignoli 1990) (5), as well as for wood shear walls and diaphragms (Pang et al. 2007) (6).
A comprehensive discussion of hysteresis models for sheathing-to-framing connections and
other connections in wood-frame structures is discussed by Foliente (1995) (7), (1997) (8),
and more recently by van de Lindt (2004) (9).

Figure 2 – Response hysteresis
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Many hysteresis models developed for nailed sheathing connections have adapted features
from models originally developed to idealize the flexural behavior of reinforced concrete
beams. The important features of the hysteresis models are discussed in this paper, with an
emphasis on the hysteretic model features instead of the monotonic (envelope) model
features. Also, the hysteresis models considered in this paper have general application, such
as the Bilinear and Clough models, have instructive application, such as the Q-Hyst model,
or have been developed specifically for sheathing-to-framing connections.

2.1. Conservative model

In the Conservative model loading and unloading follows the envelope curve. There is no
inelastic deformation. Therefore, the model is not a “true” hysteresis model and, as a result,
the model requires no parameters. The model is primarily for code development of hysteresis
models. Conservative models may be classified as one of two types: a linear-elastic model,
or a nonlinear-elastic model.

2.2. Bilinear hysteresis model

The Bilinear model is shown in Figure 3. In the model loading follows the initial stiffness K
1

(elastic slope) until yielding, and the secondary stiffness K
2
after yielding. Unloading follows
the elastic slope. Elastoplastic behavior occurs when K
2
= 0. The Bilinear model requires
three parameters:

K
1
= initial stiffness (typically an envelope curve parameter)
K
2
= secondary stiffness (typically an envelope curve parameter)
δ
y
= yield displacement


Figure 3 – Bilinear hysteresis model
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2.3. Clough hysteresis model

The Clough model is shown in Figure 4. The model was developed by Clough (1966) (10)
and is straightforward. During loading (when the displacement is increasing in one direction),
the response follows the envelope curve. If unloading occurs (when the displacement
decreases in the loading direction), then behavior follows a linear unloading path defined by
the unloading point (δ
UN
, P
UN
) and the unloading stiffness K
4
. If unloading continues, when
the connection force is zero, a reloading path is followed and the displacement
corresponding to zero force, or crossing displacement δ
0
, is defined.

The reloading path is defined by the reloading stiffness K
6
calculated using the crossing
displacement and negative (the reflected positive) unloading point (δ′
UN
, P′
UN
). If reloading
continues past the negative unloading point, then behavior follows the negative envelope
curve.

In the case that a reversal in the loading direction occurs (during unloading or reloading), a
reversal load path, defined by the reversal point (δ
R
, P
R
), is followed. The reversal load path
is parallel to the unloading path (with K
4
), until the reflected reversal point (δ′
R
, P′
R
), where
the behavior then follows the reloading path. The Clough model requires one input
parameter:

K
1
= initial stiffness (typically an envelope curve parameter)






Figure 4 – Clough hysteresis model
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2.4. Q-Hyst hysteresis model

The Q-Hyst model is shown in Figure 5. The Q-Hyst model is a variant of the Clough model
developed by Saiidi and Sozen (1979) (11), where the unloading stiffness degrades (see
also, Saiidi 1982) (12). Stiffness degradation is accomplished using a method proposed by
Takeda et al. (1970) (13), namely the unloading stiffness K
4
is a fraction of the original
unloading stiffness K
1
when the displacement is past the yield displacement δ
yield
, as defined
in eq. 1.

UN
UN
yield
K K
α
δ
δ










= 1 4 with K
4
≤ K
1
(1)

Other than the degradation feature, the Q-Hyst model is identical to the Clough model and
the load-paths are defined as before. The Takeda model is not directly discussed in this
paper because the model incorporates complexities specific to the behavior of reinforced
concrete members. However, the important features of the model are incorporated in the
hysteresis models previously discussed.

An in-depth discussion of the Takeda model is given by Otani (1974) (14), and a quantitative
analysis comparing the Clough, Q-Hyst, and Takeda models is performed by Saiidi (1982).
Additionally, a comparison of the energy absorbed by the Clough and Q-Hyst models (along
with a few other hysteresis models developed specifically for concrete) is conducted by
Stojadinovic and Thewalt (1996) (15).

The Q-Hyst model requires three input parameters:

K
1
= initial stiffness (typically an envelope curve parameter)
δ
yield
= yield displacement
α
UN
= unloading degradation factor

Figure 5 – Q-Hyst hysteresis model
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2.5. Modified Stewart hysteresis model

The modified Stewart model is shown in Figure 6. Folz and Filiatrault (2001) (16) modified an
exponential envelope curve to include the hysteresis features of a model developed by
Stewart (1987) (17) for wood shear walls. In the model, unloading exhibits a slipping or
“pinching” stiffness K
4
, where the “pinching” force P
I
corresponds to zero displacement, and
the reversal load path follows the unloading stiffness. Reloading is defined in eq. 2, and the
stiffness and strength degradation are defined in eq. 3.


LD
LD
yield
K K
α
δ
δ










= 1 6 (2)

UN LD βδ α = (3)

The model (coupled with an exponential envelope curve) requires ten input parameters:

K
1
= initial stiffness (envelope curve parameter)
r
1
= secondary stiffness factor K
2
= r
1
K
1
(envelope curve parameter)
r
2
= tertiary stiffness factor K
3
= r
2
K
1
(envelope curve parameter)
r
3
= unloading stiffness factor K
4
= r
3
K
1

r
4
= loading stiffness factor K
5
= r
4
K
1

δ
yield
= yield displacement
α
LD
= reloading degradation factor
β = stiffness degradation factor
P
0
= secondary stiffness force intercept (envelope curve parameter)
P
I
= pinching force



Figure 6 – Modified Stewart hysteresis model
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3. Structural analysis implementation

Two common approaches to structural analysis of wood shear walls and diaphragms include
the finite element method and an equivalent single-degree-of-freedom (SDOF) system. The
finite element method is often used by representing wood framing and sheathing panels
using standard linear elements and representing nailed sheathing connections using
nonlinear spring elements. The equivalent SDOF system is a simpler approach where the
relationship between the applied force and lateral displacement at the top of a shear wall is
calibrated from data from experimental testing, or extrapolated from small-scale nailed
sheathing connection testing, or coupon testing (Judd 2005) (18). Both finite element
analyses and equivalent SDOF system analyses are used to illustrate the effects of
hysteresis model parameters.

3.1. Finite element analysis

A sheathing-to-framing connection is commonly represented in a structural analysis program
as a two-node element. The first node is the location of the nail head in the sheathing panel,
and the second node is the location of the nail shank in the wood framing. Each node has
two degrees of freedom (DOF) corresponding to in-plane translations. The resultant
connection displacement is calculated using the x-direction component and the y-direction
component.

In an oriented spring pair model, a sheathing-to-framing connection is represented using two
orthogonal nonlinear springs that are oriented using the initial displacement trajectory (Judd
and Fonseca 2005). The initial displacement trajectory (u-direction) may be defined using the
displacement at time zero, during a time-history analysis, or the linear displacement, during a
linear analysis. In this way, the element stiffness matrix and the nodal force vector are
coupled in the x- and y-directions. The connection stiffnesses and forces are a function of the
respective u- and v-direction displacements.

Nails pulling, or tearing, through sheathing panels is a dominate failure mode observed
during reversed-cyclic loading of wood shear walls and diaphragms (Durham 1998) (19),
(Olpin 1998) (20), (Jones and Fonseca 2002) (21). Tearing of the sheathing prevents the
connection displacement trajectory from subsequently following any established path, such
as a circular path, and restricts the movement of the nail to a relatively narrow path.
Consequently, even though the displacement trajectory can be bidirectional, the initial
displacement trajectory is primarily unidirectional.

Accordingly, in the oriented orthogonal spring pair model, the orientation is representative of
actual connection behavior: the off-directional, or orthogonal spring (v-direction), contribution
to the element displacement is small, since only the directional (u-direction) spring is
principally deformed. Thus, by using the oriented spring pair model, the overestimation
inherent in the non-oriented spring pair model is eliminated (Judd and Fonseca) (22).

To illustrate, the finite element model is used in a nonlinear dynamic time-history analysis of
a 2.44 x 2.44 m oriented strand board shear wall tested at the University of British Columbia
(Durham 1998), shown in Figure 7.

The shear wall supports a 5,450 kg mass along the top and is subjected to a scaled input
ground motion from the Landers 1992 Earthquake. The Landers ground motion record
shown in Figure 8 includes two intervals of large accelerations over approximately 35
seconds, compared to other ground motion records with typically only one such interval.
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Figure 7 – Shear wall configuration

The finite element model includes linear framing, sheathing, mass, and damping elements,
as well as nonlinear nailed sheathing connection elements, as shown in Figure 9. The 5,450
kg supported mass is represented in the finite element model using seven point-mass
elements distributed along the wall top, consisting of 908 kg for each interior element and
454 kg for exterior elements. A viscous damping ratio of 1% is implemented using a dashpot
(damping) element.




Figure 8 – Input ground motion: Landers 1992 Earthquake scaled to 0.35 g (Durham 1998)
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Figure 9 – Finite element model

The 2.44 x 2.44 m oriented strand board shear wall model is analyzed using ABAQUS (23).
The dynamic equilibrium equations for the finite element model are solved using implicit
direct-time integration with Newton-Raphson iterations. A rendering of the deformed finite
element model is shown in Figure 10.

In Figure 11 the finite element time-history response (using the oriented spring pair model to
represent the nailed sheathing connections) and the measured time-history response are
shown. The finite element model overpredicts the displacement during large amplitudes, and
underpredicts the displacement amplitude during the 10 to 25 second interval. In general,
however, the finite element response is reasonably accurate.


Figure 10 – Deformed finite element model
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In Figure 12 the finite element response using the Clough hysteresis model is contrasted with
the response using the modified Stewart hysteresis model. The results demonstrate the
importance of a hysteresis model incorporating pinching and nonlinearity. A detailed finite
element model, such the shear wall model considered here, is computationally demanding.
Therefore, a more comprehensive study of the response sensitivity to hysteresis models is
performed in the next section using an equivalent single-degree-of-freedom (SDOF) system.

Figure 11 – Finite element model sensitivity


Figure 12 – Finite element model sensitivity to hysteresis model
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3.2. Equivalent single-degree-of-freedom (SDOF) analysis

An equivalent single-degree-of-freedom (SDOF) system provides a pragmatic approach to
the analysis of wood shear walls and diaphragms (see van de Lindt and Waltz 2003) (24).
An equivalent SDOF system is shown in Figure 13. Interestingly, an equivalent SDOF
analysis yields results to nearly the same accuracy as do the more complex analysis
methods (Folz and Filiatrault 2001). An equivalent SDOF model also has the distinct
advantage over complex models because the lower computational requirement renders the
equivalent model amenable to routine usage of dynamic analyses.

The dynamic response of the 2.44 x 2.44 m oriented strand board shear wall described in the
preceding section is determined using an equivalent SDOF system (see Judd 2005). For
purposes of comparison, two conservative models, a linear-elastic model and a nonlinear-
elastic model, are considered in addition to the Bilinear, Clough, Q-Hyst, and modified
Stewart hysteresis models.

A summary of the time-history responses is shown in Figure 14. All three hysteresis models
estimate the initial linear segment from 0.0 to 3.0 seconds. During the first segment of large
accelerations between 3.0 and 10 seconds, yielding occurs and the Clough and Q-Hyst
models underpredict the displacement amplitude. Subsequently, during a segment of smaller
accelerations between 10 and 20 seconds, the Clough and Q-Hyst models overpredict the
displacement amplitude. The Clough model underpredicts the maximum displacement by
nearly 50%. The Q-Hyst model and the modified Stewart model both predict the maximum
displacement within 8% of the measured value.

While the unloading degradation feature of the Clough model improved the maximum
displacement prediction, the model fails to give a true prediction of the overall response. The
modified Stewart model provides reasonable accuracy in terms of displacement amplitude
and frequency content.

A general indication of the sensitivity of the modified Stewart hysteresis model is determined
by comparing deviation of an individual connector parameter value with the corresponding
maximum wall displacement and displacement time history response deviations. In terms of
the overall dynamic response time history, changes in the pinching stiffness and pinching
force values cause the greatest response deviation.

Figure 13– Equivalent single-degree-of-freedom (SDOF) system
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Figure 13 – Equivalent SDOF system sensitivity to hysteresis model

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4. Conclusions

The results of both of the finite element analyses and the equivalent SDOF analyses indicate
strength and stiffness degradation and pinching behavior parameters are essential for
hysteresis model accuracy. The Clough and Q-hyst models do not provide a true prediction
of the time history response. The modified Stewart model, while sensitive to the pinching
stiffness and pinching force values, provides reasonable accuracy.

5. Acknowledgements

The authors wish to thank Dr. Helmut G. L. Prion, Dr. Frank Lam, and Mr. Jianzhong Gu of
the University of British Columbia for their generous assistance in providing the measured
test data.

6. References

(1) Judd, J. P., and Fonseca, F. S. (2005). “Analytical model for sheathing-to-framing
connections in wood shear walls and diaphragms.” Journal of Structural Engineering,
American Society of Civil Engineers, Vol. 131, No. 2, 345–352.

(2) Foschi, R. O. (2000). “Modeling the hysteretic response of mechanical connections for
structures.” Proceedings, World Conference on Timber Engineering, Department of Civil
Engineering, Department of Wood Science, and School of Architecture, University of British
Columbia, Vancouver, British Columbia, Canada.

(3) He, M., Lam, F., and Foschi, R. O. (2001). “Modeling three-dimensional timber light-frame
buildings.” Journal of Structural Engineering, American Society of Civil Engineers, Vol. 127,
No. 8, 901–913.

(4) Heine, C. P., and Dolan, J. D. (2001). “A new model to predict the load–slip relationship
of bolted connections in timber.” Wood and Fiber Science, Society of Wood Science and
Technology, Vol. 33, No. 4.

(5) Ceccotti, A., and Vignoli, A. (1990). “Engineered timber structures: An evaluation of their
seismic behavior.” Proceedings, 1990 International Timber Engineering Conference, Vol. 3,
946–953.

(6) Pang, W. C., Rosowsky, D. V., Pei, S., and van de Lindt, J. W. (2007). “Evolutionary
parameter hysteretic model for wood shear walls.” Journal of Structural Engineering,
American Society of Civil Engineers, Vol. 133, No. 8, 1118–1129.

(7) Foliente, G. C. (1995). “Hysteresis modeling of wood joints and structural systems.”
Journal of Structural Engineering, American Society of Civil Engineers, Vol. 121, No. 6,
1013–1022.

(8) Foliente, G. C. (1997). “Modeling and analysis of timber structures under seismic loads:
State-of-the-art.” Earthquake Performance and Safety of Timber Structures, Forest Products
Society, Madison, Wisconsin.

(9) van de Lindt, J. W. (2004). “Evolution of wood shear wall testing, modeling, and reliability
analysis: Bibliography.” Practice Periodical on Structural Design and Construction, American
Society of Civil Engineers, Vol. 9, No. 1, 44–53.
(10) Clough, R. W. (1966). “Effect of stiffness degradation on earthquake ductility
requirements,” Technical Report No. SESM 66–16, University of California, Berkeley,
California.
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(11) Saiidi, M., and Sozen, M. A., (1979). “Simple and complex models for nonlinear seismic
response of reinforced concrete structures. Structural Research Series No. 466, Civil
Engineering Studies, University of Illinois at Urbana-Champaign, Urbana, Illinois.

(12) Saiidi, M. (1982). “Hysteresis models for reinforced concrete,” Journal of the Structural
Division, American Society of Civil Engineers, Vol. 108, No. 5, 1077-1087.

(13) Takeda, T., Sozen, M. A., and Nielsen, N. M. (1970). “Reinforced concrete response to
simulated earthquakes.” Journal of the Structural Division, American Society of Civil
Engineers, Vol. 96, No. ST12, 2557-2573.

(14) Otani, S. (1974). “SAKE: A computer program for inelastic response of R/C frames to
earthquakes.” Structural Research Series No. 413, Civil Engineering Studies, University of
Illinois at Urbana-Champaign, Urbana, Illinois.

(15) Stojadinovic, B., and Thewalt, C. R. (1996). “Energy balanced hysteresis models.”
Report No. UCB/EERC–96/01, Earthquake Engineering Research Center, University of
California, Berkeley, California.

(16) Folz, B., and Filiatrault, A. F., (2001). “Cyclic analysis of wood shear walls.” Journal of
Structural Engineering, American Society of Civil Engineers, Vol. 127, No. 4, 433-441.

(17) Stewart, W. G. (1987). “The seismic design of plywood sheathed shearwalls.” Ph.D.
thesis, University of Canterbury, Christchurch, New Zealand.

(18) Judd, J. P. (2005). “Analytical modeling of wood-frame shear walls and diaphragms.”
M.S. thesis, Brigham Young University, Provo, Utah.

(19) Durham, J. (1998). “Seismic response of wood shearwalls with oversized oriented
strand board panels.” M.S. thesis, University of British Columbia, Vancouver, British
Columbia, Canada.

(20) Olpin, A. H. (1998). “Behavior of diaphragms sheathed with fiber reinforced polymer
panels.” M.S. thesis, Brigham Young University, Provo, Utah.

(21) Jones, S. N., and Fonseca, F. S. (2002). “Capacity of oriented strand board shear walls
with overdriven sheathing nails.” Journal of Structural Engineering, American Society of Civil
Engineers (ASCE), Vol. 128, No. 7, 898–907.

(22) Fonscea, F. S., and Judd, J. P. (2004). “Analytical modeling of nailed sheathing
connections in wood shear walls.” Anais do IX Encontro Brasileiro em Madeiras e Estruturas
de Madeira. CD–ROM. Cuiaba, MG. 2004.

(23) ABAQUS. (2003). ABAQUS/standard, version 6.4-1. ABAQUS, Inc., Providence, Rhode
Island.

(24) van de Lindt, J. W., and Walz, M. A. (2003). “Development and application of wood
shear wall reliability model.” Journal of Structural Engineering, American Society of Civil
Engineers, Vol. 129, No. 3, 405-413.

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Construcción y seguimiento del primer tablero de madera tensado
transversalmente construido en Chile


Dechent Peter,

Giuliano Mario, Ugalde Gustavo, Universidad de Concepción, Depto. de Ing.
Civil, Facultad de Ingeniería, Concepción Chile email: pdechen@udec.cl, ggiulian@udec.cl.
Yurie Yasna, Vazques Luis, San Martín Nelson,

Dirección de Vialidad – Región de la Araucanía, M.O.P.

.
RESUMEN: El objetivo de este trabajo es describir el proceso constructivo del primer
tablero de madera tensado que se construyo en Chile, desde su inicio hasta la puesta en
servicio, así como también se informará sobre lecciones que ha entregado el proceso de
seguimiento del tablero en base a mediciones en terreno y observaciones. A través de un
registro fotográfico se señalan los detalles constructivos y los pasos que hicieron posible la
construcción del tablero, así como los imprevistos que surgieron durante su ejecución.
Una vez terminada la construcción, queda de manifiesto la rapidez de construcción de
este tipo de tableros, traduciéndose en bajos costos de montaje, además se demuestra de
no ser necesaria la mano de obra calificada. Mediciones de terreno indican la necesidad
de reformular los modelos matemáticos de cálculo y diseño. A través de este proyecto se
demuestra la viabilidad de construir estos tableros en nuestro país, sentando precedente
de que son una real alternativa para el desarrollo de nuestras redes camineras.

Palabras clave: madera, tableros, tensado, puentes.

ABSTRACT: This paper describes the entire constructive process of the first stress-
laminated wood deck built in Chile and reports in the lessons learned from the field
measurements and observations made during the deck monitoring process. The
constructive details and steps followed in the deck construction as well as the unforeseen
aspects encountered are signaled in the photographic records. Once the construction was
finished, the rapidity of the construction of this deck type was obvious because specialized
workers are not required and lower setup costs. Field measurements indicated the need to
reformulate the mathematical models used for calculation and design. This project has
shown that it is feasible to build this type of deck in Chile, making it a real alternative for the
development of road networks contributing to Chile’s development.

Keywords: wood, decks, stress-Laminated, bridges.
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1. Introducción

Los tableros de madera tensados transversalmente se describen de manera detallada en
el trabajo de MUÑOZ (2002)
) 4 (
y consisten en tablones dispuestos de canto en la
dirección longitudinal del puente, los que en conjunto son tensados en la dirección
transversal por medio de barras de acero de alta resistencia tal como se ilustra
esquemáticamente en fig. 1. El tensado le confiere continuidad al tablero, donde la
transferencia de carga entre las laminaciones se desarrolla por compresión y fricción entre
ellas.



Figura1: Tablero de madera tensado transversalmente, MUÑOZ (2002)
) 4 (
.

A través del tensado transversal, el tablero actúa como una placa de madera continua,
que estructuralmente reparte las cargas vehiculares a los tablones vecinos, los que no se
encuentran directamente cargados, colaborando a resistir parte de la carga. Por otra parte,
la configuración del tablero permite la colocación de una carpeta de rodado, que mejora
las condiciones de servicio, y actúa protegiendo a la madera de la abrasión.

El concepto de laminaciones tensadas fue desarrollado originalmente en Ontario, Canadá
(1976), como una manera de rehabilitar puentes de tableros clavados. En aquellos
tableros, las láminas se separaban debido a las solicitaciones del tráfico y a las
variaciones en el contenido de humedad de la madera. Ingenieros canadienses usaron
barras de acero de alta resistencia para comprimir en conjunto las láminas del tablero. Así,
las posibles aberturas debidas al deterioro del puente, se podrían cerrar para restituir la
capacidad del tablero.

Siguiendo el curso natural del desarrollo del sistema de laminaciones tensadas, fue que en
1991 se materializó una guía de especificaciones, publicada por AASHTO SLWD-1
) 1 (
,
para el diseño de estos puentes de madera. También Davalos, J.F.; Petro, S.H. (1999)
) 2 (

han realizado importantes recomendaciones relativas al diseño, construcción y control de
calidad de estos tableros laminados por fricción, que se han materializado en los códigos
de diseño.

Este trabajo se encuentra inmerso en el proyecto de investigación "Puentes de Madera
Tensada", adjudicado a la Universidad de Concepción por el Fondo de Innovación
Tecnológica del Ministerio de Obras Públicas, el que consideró en su última etapa, la
construcción de un puente de madera tensado a fin de aplicar de manera piloto esta nueva
tecnología en nuestro país.

Para estos efectos se ha seleccionado el puente Cautín sobre el río del mismo nombre,
ubicado en la localidad de Cajón, para construir en Chile el primer tablero de madera
tensado transversalmente que reemplazará al tablero tradicional actual de madera que se
encuentra en muy malas condiciones, tal como se ilustra en fig. 2, según lo describe
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UGALDE
) 5 (
. El puente Cautín cuenta con una superestructura, la que se muestra en fig. 3
conformada por vigas de hormigón armado que recibirán el tablero de madera tensado.

Figura 2: Tablero puente Cautín, Ugalde (2004)
) 5 (
. Figura 3: Puente Cautín, Ugalde (2004)
) 5 (
.

La reposición del tablero por otro de similares características tiene una duración de siete
años, mientras que un tablero de madera tensado transversalmente puede alcanzar una
duración de 40 años.


2. Planificación de la ejecución del proyecto

Antes de comenzar con la ejecución de la obra se realizó una planificación del proyecto,
donde se encuentra la confección de planos generales y de detalles, y la planificación
cronológica de éste a través de una carta Gantt, tal como se describe detalladamente en
el trabajo de Ugalde (2004)
) 5 (
.

La confección de planos es una parte sustantiva en el ámbito de cualquier proyecto donde
quedarán definidos todos los aspectos y detalles constructivos de éste. Para el desarrollo
de esta etapa se realizó primero un diseño completo del proyecto, donde se definen entre
otras cosas, el espesor del tablero, separación de las perforaciones, diámetro de barras,
uniones, etc.


3. Características del tablero tensado construido

Las características geométricas y datos principales de diseño del tablero son:

ƒ Largo tablero = 97 m
ƒ Largo vanos = 2,53 m (centro a centro de los apoyos)
ƒ Ancho = 4,51 m
ƒ Carga de diseño = Camión HS 20-44 (32 Tons.)
ƒ Lugar de construcción = Temuco
ƒ Ancho de apoyo = 20 cm
ƒ Uniones de tope = mínima (una cada 4 laminaciones en el sentido
transversal), distanciadas cada 1m longitudinalmente.

(Unión de tope se le llama al empalme entre dos laminaciones consecutivas en la
dirección longitudinal del puente).

El tablero está compuesto principalmente por:

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• Laminaciones de madera.
• Barras de acero.
• Placas de apoyo y de anclaje.


4. Seguimiento de la construcción

Descripción del proceso constructivo

El desarrollo de proyecto se divide en las siguientes etapas, tal como se detalla en Ugalde
(2004)
) 5 (
:

• Desarme tablero tradicional, esta etapa se ilustra en la fig. 4.
• Preparación de apoyos para recibir tablero tensado, esta etapa se ilustra en la fig. 5.
• Construcción tablero tensado, esta etapa se ilustra en las figuras 6, 7 y 8.
• Obras complementarias, esta etapa se ilustra en las figuras 9, 10, 11 y 12.



Figura 4: Estructura puente Cautín una vez retirado el antiguo tablero.



Figura 5: Travesaños nivelados con hormigón premezclado.




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Figura 6: Tablón a ensamblar. Figura 7: Alineación de las perforaciones.



Figura 8: Tablero de madera tensado.


Figura 9: Colocación de barandas. Figura 10: Colocación pasillo.



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Figura 11: Colocación de tacos de anclaje. Figura 12: Colocación carpeta asfáltica.


Finalmente, en la fig. 13 se puede apreciar el tablero de madera tensado terminado.



Figura 13: Tablero de madera tensado con carpeta de asfalto.


5. Recomendaciones durante la construcción

Al ser éste, el primer tablero de madera tensado construido en Chile, existió una serie de
imprevistos que surgieron a lo largo de la realización del proyecto que de una u otra forma
se tradujeron en un retraso en las actividades. Para sentar precedente de estos
imprevistos y dar cuentas de algunas observaciones, con la finalidad de mejorar el
rendimiento en la construcción de este tipo de tableros, UGALDE (2004)
) 5 (
enumerará los
puntos a tener presentes en la construcción de los tableros tensados:

• Fuertemente recomendable aumentar el diámetro de la perforación (como máximo a un
20% de la altura del tablón). De esta manera el rendimiento en el ensamblado de
laminaciones debiera aumentar considerablemente.

• Cuando el tablero tenga la finalidad de reposición, al retirar el tablero antiguo se debe
hacer inmediatamente un levantamiento topográfico de los apoyos, para verificar que
éstos se encuentran a la misma cota, lo que usualmente no es el caso y requerirá trabajos
de nivelación previos a la fijación de las soleras de apoyo.

• Realizar las perforaciones antes del creosotado de las distintas piezas de madera que
se ocuparán en el proyecto (soleras, tacos, guardarruedas, etc). Con esto se evita tener
que hacer las perforaciones después y realizar en terreno un tratamiento especial a las
piezas, además de ahorrar tiempo.

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• Al comenzar el ensamble del tablero, algo muy simple pero efectivo durante la
construcción, resulta trazar con lienza el largo y ancho del tablero, logrando con esto que
el tablero quede los más recto posible en ambas direcciones.


6. Seguimiento puente Cautín

El proyecto involucra un trabajo de monitoreo y seguimiento del puente Cautín para poder
corroborar el buen funcionamiento de esta nueva tecnología en la realidad nacional,
incorporándola como una solución alternativa para el desarrollo sustentable de nuestras
redes camineras y el progreso del país

Para el logro del objetivo anterior, fue necesario desarrollar los siguientes objetivos
específicos los cuales se describen detalladamente en MADRID 2005
) 3 (
:

• Realizar un monitoreo periódico de las tensiones y deformaciones del tablero del
puente para poder apreciar las perdidas de tensado producidas por el creep de la
madera, variaciones térmicas del tablero, por las perdidas y ganancias de
humedad en la madera. Esto permitirá verificar si el diseño conduce o no a un
desempeño satisfactorio. Las pérdidas registradas durante un período de seis
meses muestran una variación importante frente a ciclos de humedad y
temperatura.

• Diseñar un sistema para registrar las deformaciones verticales del puente al
realizar una prueba de carga estática sobre este. Esto permitió verificar y calibrar
las expresiones de diseño. Los valores registrados de los ensayos de campo
coincidieron bastante bien con los valores obtenidos de modelos de análisis
mediante el método de elementos finitos.

• Documentar el estado general de los diferentes componentes del puente, estos
son: carpeta de rodado, tablero, pasillo, etc. detectando posibles problemas
producidos por las solicitaciones de los vehículos y la intemperie. Esto permitirá
corregir futuros diseños. De observaciones de terreno se puede indicar que las
piezas destinadas para los pasillos deben ser aumentadas en sus dimensiones a
efecto de corregir daños observados producidos por el impacto y carga de las
ruedas de vehículos de carga, principalmente en los accesos. También de
observaciones de los daños en el pavimento asfáltico, que fue construido con una
pendiente, que hace que el espesor alcance en un extremo lateral solo 5 cm y en
el otro 10 cm, se pueden recomendar espesores mínimos a utilizar.

• Se realizó la construcción de una serie de tableros a escala real y de ancho
variable. La medición de las fuerzas en las barras de tensado durante un periodo
de 6 meses no entregó información confiable sobre la influencia que pudiese existir
entre el ancho del tablero y las perdidas de tensado por creep.


7. Conclusiones

Se constató que este tipo de tableros surgen como una buena alternativa que puede
reemplazar al tablero tradicional por uno de estándar muy superior. Posee varias ventajas
entre las cuales se pueden destacar:

• Los tiempos de construcción soy muy cortos (rapidez en el montaje).
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• La materia prima con que se fabrican (pino radiata), es uno de los recursos más
abundantes del país, principalmente en el Sur de Chile que posee una gran riqueza
forestal.
• Posee una vida útil 5 o 6 veces mayor que los tableros tradicionales, debido a que
sólo se debe usar madera tratada, la cual es además protegida constructivamente.
• Le confiere un mayor estándar al puente, porque permite además la utilización de
una carpeta asfáltica.
• Durante el seguimiento al primer tablero de madera tensado en el país, en el
marco del proyecto de investigación “Puentes de Madera Tensada”, se puede
constatar que este tipo de tableros surgen como una buena alternativa para
reemplazar al tablero tradicional, eso si, sometiendo el diseño de algunos
elementos de este a un perfeccionamiento.
• Los modelos de cálculo se deben aún seguir desarrollando a efecto de poder
predecir las pérdidas de tensado aceleradas por ciclos de humedad y temperatura.
Esto puede ayudar a planificar la mantención de esta tipología de tableros para
puentes prediciendo de manera confiable cuando se deben realizar retensados.


8. Referencias

(1) American Association of State Highway and Transportation Officials (1991). AASHTO
SLWD-1 – Guide Specifications for the Design of Stress-Laminated Wood Bridges.
Washington, DC. 18 p.

(2) Davalos, J.F.; Petro, S.H. (1999). “Design, Construction, and Quality Control Guidelines
for Stress Laminated Timber Bridge Decks”. Department of Civil Engineering, West Virginia
University.

(3) Madrid M. (2005), Seguimiento del comportamiento real de un tablero tensado de
madera. Comportamiento Puente Cautín-Seguimiento. Memoria de título. Departamento
de ingeniería, Civil Universidad de Concepción.

(4) Muñoz, J. (2002). “Tableros de Puentes de Madera Postensados Transversalmente”.
Memoria de título. Departamento de ingeniería, Civil Universidad de Concepción.

(5) Ugalde, G. (2004). “Diseño y Construcción Tablero de Madera Tensado para el Puente
Cautín“. Memoria de título. Departamento de ingeniería, Civil Universidad de Concepción.


9. Agradecimientos

Para la realización de este trabajo de investigación aplicada se agradece el financiamiento
brindado por el Fondo de Innovación Tecnológica del Ministerio de Obras Públicas de
Chile y de la Dirección de Vialidad de la IX-Región de Chile por permitir la construcción
del primer puente de prueba en Chile en el río Cautín de esa región. También se agradece
a los docentes suscritos a este proyecto, pertenecientes al Departamento de Ingeniería
Civil de la Facultad de Ingeniería de la Universidad de Concepción y de la Facultad de
Ciencias Forestales que en un trabajo multidisciplinario permitieron fijar las bases para
poder construir de manera confiable este tipo de estructuras.



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Propiedades de hinchamiento y contracción en la madera
de Eucalyptus grandis de argentina


Carlos Fabio Calvo
1
, Alberto Daniel Cotrina
1
, Alejandro Guillermo Cuffre
1
, Matías Ott
1
, Juan
Carlos Piter
1 2
, Pablo Marcelo Stefani
1
, Eduardo Antonio Torran
1
, Andrea Vivian
1
.
1
Universidad Tecnológica Nacional, Facultad Regional Concepción del Uruguay, Departamento de
Ingeniería Civil, Grupo de Estudio de Maderas.
2
Autor para correspondencia (piterj@frcu.utn.edu.ar)


Resumen: Se investigó el hinchamiento de la madera de Eucalytus grandis de Argentina,
utilizando muestras seleccionadas al azar de plantaciones ubicadas en las provincias de
Corrientes y Entre Ríos. Los materiales y los métodos empleados respondieron a las
prescripciones de la Norma IRAM 9543 (1966), considerándose para la obtención de los
resultados la norma DIN 52184 (1979). Los valores encontrados para el hinchamiento
máximo, así como para la anisotropía dimensional del hinchamiento, en las muestras
analizadas, son congruentes con los publicados por otros investigadores. Los resultados
también revelan la influencia que la zona de cultivo y la posición de la probeta en el árbol
ejercen sobre las propiedades estudiadas.

Palabras clave: Eucalyptus grandis, hinchamiento, contracción, factor de anisotropía.

Abstract : Swelling in Argentinean Eucalyptus grandis was investigated. For this
purpose, test samples were randomly selected from forests located in Corrientes and
Entre Ríos Provinces. Materials and methods were prepared and carried out according
to the procedures of the Argentinean standard IRAM 9543 (1966) and results were
calculated according to the German standard DIN 52184 (1979). The values found for
the maximal swelling as well as for the anisotropy of swelling in the studied samples,
are congruent with the ones published by other researchers. Results also reveal the
influence of both the provenance and the specimen location in the tree on the
analyzed properties.

Keywords: Eucalyptus grandis, swelling, shrinkage, factor of anisotropy.




















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1. Introduccion

La madera es un material que exhibe una considerable afinidad con el agua del medio
ambiente que la rodea, propiedad denominada usualmente como higroscopicidad y cuyas
consecuencias en muchas ocasiones limitan considerablemente su utilización Coronel
(1994).

La cantidad de agua presente en una pieza de madera es el resultado de un proceso
dinámico de transferencia con el medio ambiente. Una pieza seca colocada en un ambiente
húmedo absorbe agua y en consecuencia sufre un hinchamiento. Por el contrario, una pieza
con alto contenido de humedad colocada en un ambiente seco, libera agua, y, como
consecuencia, se contrae.

El proceso de hinchamiento y contracción de la madera es consecuencia de la transferencia
de agua con el medio ambiente, tendiente a buscar una condición de equilibrio higroscópico.
La humedad se encuentra en la madera en tres formas diferentes: i) como agua libre,
ocupando los espacios intercelulares y celulares o lúmenes, ii) como agua de impregnación
adsorbida, que se encuentra impregnando los espacios submicroscópicos de la pared
celular, y iii) como agua de constitución, formando parte de las células y tejidos Coronel
(1994).

El punto de saturación de las fibras se puede definir como aquel en que la madera no
contiene agua libre en los espacios intercelulares y celulares pero las paredes de las fibras
se encuentran saturadas. Este punto es de suma importancia ya que el proceso de
hinchamiento se produce entre un contenido de humedad de 0% y este valor. A la inversa,
la contracción ocurre cuando las paredes celulares pierden humedad por debajo del mismo,
para el cual normalmente el agua contenida toma un valor comprendido entre el 25% y el
30% de la masa anhidra. A su vez, la mayoría de las propiedades mecánicas de este
material mejoran a medida que la cantidad de agua de impregnación disminuye Hoffmeyer
(1995).

El aumento volumétrico de la madera crece generalmente en forma proporcional con la
densidad aparente anhidra Coronel (1994). Para el Eucalyptus grandis de Argentina se han
reportado valores similares de la densidad que para la misma especie cultivada en Uruguay
pero sensiblemente menores a los informados por investigaciones referidas a Australia.
Esto debe tenerse en cuenta como una especial particularidad, ya que las propiedades
mecánicas de la especie analizada en este trabajo adquieren valores muy elevados con
relación a su densidad Piter (2003).

Debido a la anisotropía de la estructura interna de la madera, el proceso de hinchamiento, y
su opuesto, el de contracción, depende de la dirección analizada. La diferencia entre el
hinchamiento transversal y longitudinal se debe, principalmente, a la estructura de la pared
secundaria de la célula leñosa, ya que la misma esta conformada por microfibrillas
elementales orientadas predominantemente en la dirección del tronco. El hinchamiento es
máximo en la dirección tangencial, el cual para fines prácticos puede considerarse igual al
doble del experimentado en la dirección radial, siendo mínimo el longitudinal o axial, que
alcanza usualmente valores más de veinte veces menores a los anteriores Hoffmeyer
(1995).

La anisotropía del hinchamiento y la contracción en las direcciones tangencial y radial
ocasiona defectos como deformaciones y fisuras, que están relacionados a la ubicación de
la pieza en el tronco. Cuanto más grande es la relación expresada como cociente entre el
hinchamiento o la contracción entre la dirección tangencial y la radial, mayor es la magnitud
del problema. Según Coronel (1994), valores del mencionado cociente, conocido como
índice o coeficiente de anisotropía, que se encuentren comprendidos entre 1,2 y 1,5 pueden
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considerarse excelentes, en tanto que entre 1,6 y 1,9 se destacan como normales y los
mayores a 2,0 originan dificultades para determinados usos de la madera.

La presencia de fisuras asociadas con problemas de contracción durante el secado exhiben
una gran variedad en los eucaliptos, siendo el Eucalyptus grandis la especie que en general
presenta menores problemas Hillis (1978); INTA (1995). No obstante, se han reportado
deformaciones y fisuras que pueden limitar seriamente la utilización con fines estructurales
de esta última especie cultivada en Argentina Piter (2003).

Las propiedades de una misma especie pueden variar en función de su procedencia,
afectada por el clima y las características del terreno de cultivo. En el caso particular de la
Mesopotamia de Argentina, las áreas forestadas en el nordeste de la Provincia de Entre
Ríos y en el Nordeste de la Provincia de Corrientes resultan de gran importancia para el
Eucalyptus grandis, representando regiones de gran producción de la especie en el país
INTA (1995). La heterogeneidad que caracteriza a este material hace necesario también
estudiar las variaciones dentro de una misma plantación y aún dentro de un mismo árbol, en
función tanto de la distancia a la médula como de la altura Coronel (1994); Hoffmeyer
(1995).

Este trabajo tiene como objetivo estudiar los valores del hinchamiento tangencial, radial, y
longitudinal en cuerpos de prueba procedentes de plantaciones de Eucalyptus grandis
cultivados en la Mesopotamia Argentina. Asimismo, determinar la influencia que sobre esas
propiedades ejercen las dos regiones de cultivo antes mencionadas, la altura en el árbol y la
distancia a la médula.

2. Materiales y métodos

2.1. Materiales

De acuerdo con el objetivo del trabajo, las muestras fueron tomadas en dos etapas distintas,
pero respetando en ambos casos los criterios de aleatoriedad y representatividad requeridos
desde el punto de vista estadístico. En la primera etapa del muestreo, y con el fin de
posibilitar el estudio de la influencia que sobre las propiedades analizadas ejercen las dos
regiones mencionadas en la introducción, se consideraron cuatro plantaciones ubicadas en
el Nordeste de Entre Ríos y una en el Nordeste de Corrientes, conforme al detalle indicado
en la Tabla 1.

Tabla 1 - Procedencia, tamaño y codificación de las distintas muestras
Muestra E F K T V
Procedencia
Campo El
Alambrado,
Concordia,
Entre Ríos
Unión,
Virasoro,
Corrientes
Estancia La
Tigra, Nueva
Escocia, Entre
Ríos
Estancia La
Tigra, Nueva
Escocia, Entre
Ríos
Ubajay,
Entre
Ríos
Cantidad de
árboles
5 5 5 5 5
Cantidad de
probetas
12 18 30 12 26

En este caso se tomaron las primeras toras hasta una altura de 2.40 m, presentando las
mismas un diámetro ubicado en el rango de 450 ± 50 mm. Posteriormente se cortaron
piezas de dimensiones 75 mm × 65 mm × 2400 mm. Estas fueron apiladas en ambiente
natural semicubierto hasta alcanzar la humedad de equilibrio higroscópico. Luego fueron
aserradas y cepilladas obteniéndose cuerpos de prueba de 50 mm de lado por 2400 mm de
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longitud. Estos fueron colocados en cámara con clima normal (20 ± 2
o
C de temperatura y
65 ± 5 % de humedad relativa ambiente), hasta obtener un peso constante y una humedad
relativa en la madera de aproximadamente 13%. Las probetas definitivas para la realización
de los ensayos se prepararon en un total de 100, de dimensiones 20 mm x 20 mm x 50 mm
y con el grano orientado según la dirección del hinchamiento o contracción a determinar, es
decir longitudinal o axial, radial y tangencial, como se muestra en la Figura 1 y de acuerdo
con lo estipulado en la norma IRAM 9543 (1966).





































Figura1- Detalle de los cuerpos de prueba.

El segundo muestreo se realizó en una plantación ubicada en el Departamento de Concordia,
Provincia de Entre Ríos, realizada en el año 1986 con semilla de Eucalyptus grandis
procedente del INTA Concordia. La Tabla 2 presenta un detalle del mismo, diseñado con la
finalidad de permitir el análisis de la influencia que la altura en el árbol y la distancia a la
médula ejercen sobre las propiedades investigadas.

Para poder conservar la información referida a la ubicación de los cuerpos de prueba
respecto de la altura en los árboles y de la distancia a la médula, se numeraron las trozas en
forma consecutiva comenzando por la inferior, a la cual se asignó el número 1.
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En todos los casos los cuerpos de prueba se extrajeron del extremo inferior de cada troza,
las cuales tenían una longitud aproximada de 4,0 m. La ubicación respecto de la médula fue
indicada por intervalos de 25 mm, comenzando por la ubicación 0, como se ilustra en la
Figura 2. La preparación final de los cuerpos de prueba se ejecutó de manera similar a la
descripta para el primer muestreo y conforme se indica en la Figura 1.

Tabla 2 - Cantidad de cuerpos de prueba extraídos de cada árbol y cada troza,
discriminados por la posición respecto de la médula.

Arbol I Arbol II Arbol III Arbol IV
Posición 0 2 - - -
Posición 1 8 - - -
Posición 2 12 - - -
Troza 6
Posición 3 6 - - -
Posición 0 2 - 1 2
Posición 1 8 - 7 5
Posición 2 13 - 10 12
Troza 5
Posición 3 14 - 4 6
Posición 0 2 - - -
Posición 1 7 2 8 6
Posición 2 12 4 6 12
Posición 3 12 4 5 9
Troza 4
Posición 4 4 4 - -
Posición 0 - - 2 -
Posición 1 7 9 2 8
Posición 2 12 10 7 10
Posición 3 12 13 8 12
Troza 3
Posición 4 8 5 1 -
Posición 0 4 - 1 1
Posición 1 10 - 5 8
Posición 2 14 - 12 12
Posición 3 14 - 10 18
Posición 4 14 - 6 10
Troza 2
Posición 5 4 - - -
Posición 0 6 2 2 2
Posición 1 10 4 8 6
Posición 2 12 6 11 12
Posición 3 12 7 12 12
Posición 4 12 7 12 12
Troza 1
Posición 5 12 3 6 8














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Figura 2 – Posición respecto de la médula de los cuerpos de prueba.

2.2. Métodos

Para la realización del trabajo experimental, se adoptaron los métodos generales
contemplados en la norma IRAM 9543 (1966). Para medir las variaciones dimensionales de
las probetas se colocaron clavos en cada una de las dos caras elegidas según lo indica la
Figura 1.

Los cuerpos de prueba se colocaron en estufa a temperatura ambiente, elevando
paulatinamente la misma hasta alcanzar 100ºC en un tiempo aproximado de 24 horas.
Seguidamente se secaron hasta alcanzar peso constante. La distancia entre los clavos para
la madera anhidra se denominó L’. Posteriormente se colocaron sumergidos en agua, con
excepción de la superficie transversal superior. De esta manera se permitió la penetración
del agua a través de la superficie inferior, y el desplazamiento del aire hacia la superior. Una
vez húmeda esta cara, las probetas se sumergieron por completo, permaneciendo de esta
forma un mínimo de 7 días. Lograda la saturación, se retiraron del agua y se secaron con un
trapo húmedo, para posteriormente medir la distancia entre clavos (L’’) en ambas caras.
Para la determinación de las dimensiones se utilizó un calibre digital capaz de registrar
hasta la centésima de milímetro.

Las expresiones adoptadas para los cálculos se corresponden con las estipuladas en la
norma DIN 52184 (1979). El hinchamiento lineal máximo (α) de los cuerpos de prueba fue
determinado utilizando la siguiente ecuación:

100
´
´ ´´
×

=
i
i i
i
L
L L
α

(1)


donde
α
i
: hinchamiento lineal máximo para las direcciones axial, radial, y tangencial, expresado
como porcentaje.
Li’’: distancia entre clavos, con la probeta en estado saturado.
L
i
’: distancia entre clavos con la probeta en estado seco.

Con los datos obtenidos de los ensayos se realizó una evaluación estadística que
comprende las siguientes medidas de tendencia central y dispersión:

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=
=
n
i
i
x
n
x
1
_
1
(2)
Valor medio

) (
1
1
_
1
2
x x
n
s
n
i
i ∑
=


= (3)
Variancia

2
s s =
(4)
Desviación estándar

100
_
× =
x
s
COV
(5)
Coeficiente de variación

3. Resultados y Discusión

Los principales resultados obtenidos para las cinco plantaciones comprendidas en la primera
etapa del muestreo se pueden apreciar en la Tabla 3. La plantación K exhibe los menores
valores medios para todos los hinchamientos máximos analizados y coeficientes de
variación, en general, intermedios. La plantación E presenta los mayores valores medios
para el hinchamiento máximo radial, y tangencial, pero para el longitudinal muestra un nivel
bajo, solamente superior al de la plantación K.

Tabla 3 – Valores del hinchamiento máximo para las 5 plantaciones analizadas
Plantación αl αr αt
s 0,13 2,35 2,52
Medio 0,27 7,10 11,54 E
COV 46,7 33,2 21,9
s 0,14 1,62 1,72
Medio 0,28 5,60 10,55 F
COV 47,7 28.8 16,3
s 0,10 0,96 1,31
Medio 0,24 4,45 9,76 K
COV 41,0 21,6 13,5
s 0,11 1,16 1,71
Medio 0,31 5,26 11,24 T
COV 34,2 22,1 15,2
s 0,10 1,35 1,89
Medio 0,33 5,37 11,35 V
COV 30,2 25,1 16,70

En línea con los resultados encontrados en este estudio, investigaciones realizadas INTA
(1995) reportan para el Eucalyptus grandis valores de 10,4 y 5,8 para la contracción
tangencial y radial, respectivamente. Por su parte, datos publicados en Brasil por Castro
Silva (2001) indican valores de 10,1 y 5,0 para la contracción tangencial y radial,
respectivamente, de madera de Eucalyptus grandis. En la misma Tabla se puede observar
que no es posible encontrar una relación que vincule los valores de las propiedades
analizadas con la pertenencia de las plantaciones a una de las dos regiones consideradas:
el Nordesde de Entre Ríos y el de Corrientes. La plantación F, que pertenece a esta última,
exhibe valores en algunos casos mayores y en otros menores a los de las de Entre Ríos.
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Por lo tanto las diferencias existentes entre las plantaciones deben atribuirse a otras
variables no consideradas en la presente investigación, como el tipo de semilla, la edad de
los árboles o variaciones localizadas en el perfil de los suelos, entre otras.

La anisotropía del hinchamiento se obtiene a través del cociente entre los valores medios
del hinchamiento lineal máximo en dirección tangencial y el correspondiente en dirección
radial. Estos valores alcanzan 1,86; 1,99; 2,25; 2,19 y 2,21 para las plantaciones E, F, K, T y
V respectivamente. Interesantemente, la plantación K, que presenta los menores valores
para el hinchamiento máximo en todos los casos analizados, muestra a su vez el mayor
coeficiente anisotrópico.

Si se comparan los resultados obtenidos con el criterio publicado por Coronel (1994), existen
dos plantaciones con niveles normales y tres con valores elevados para este coeficiente. Por
otro lado, INTA (1995) y Castro Silva (2001), reportan un factor anisotrópico de 1,80 y 2,10,
respectivamente, para el Eucalyptus grandis.

La plantación F, ubicada en el Nordeste de la Provincia de Corrientes, tampoco exhibe en
este caso un valor del coeficiente de anisotropía que pueda relacionarse funcionalmente con
los correspondientes a las ubicadas en el Nordeste de la Provincia de Entre Ríos, y las
variaciones en este factor deben atribuirse a otras variables, como ya fue mencionado
anteriormente.

Tabla 4 - Valores del hinchamiento máximo para las distintas trozas analizadas
Troza αl αr αt
s 0,19 0,47 0,66
Medio 0,31 5,69 7,59 6
COV 61,3 8,3 8,7
s 0,11 1,11 1,10
Medio 0,30 6,13 7,05 5
COV 38,8 15,6 15,6
s 0,13 1,14 1,63
Medio 0,33 6,21 8,33 4
COV 41,0 18,4 19,5
s 0,13 1,67 1,59
Medio 0,32 6,50 9,07 3
COV 42,6 25,7 17,5
s 0,23 2,55 3,01
Medio 0,37 7,51 8,78 2
COV 61,8 34,0 34,3
s 0,31 2,06 2,85
Medio 0,55 7,25 11,65 1
COV 56.6 28,4 24,5


Los valores encontrados para el hinchamiento máximo en función de la altura de extracción
de los cuerpos de prueba se indican en la Tabla 4. Para cada troza se han incluido todas las
probetas extraídas, cualquiera sea su distancia a la médula y el árbol del cual proceden.
Como puede observarse en la Figura 3 los resultados obtenidos en la dirección radial,
tangencial y longitudinal muestran una leve decrecimiento a medida que aumenta la altura
(número de troza) en el árbol.

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Figura 3 - Variación del hinchamiento (α) en las direcciones radial tangencial y longitudinal en función
del número de troza

Los valores del hinchamiento máximo en función de la distancia a la médula se indican en la
Tabla 5. En cada posición se incluyen en este caso todas las probetas de esa ubicación,
cualquiera sea la altura de la cual fueron extraídas y del árbol del cual provienen.

Tabla 5 - Valores del hinchamiento máximo para las distintas posiciones respecto de la
médula
Posición αl αr αt
s 0,46 1,32 1,52
Medio 0,61 6,10 7,41
0

COV 67,3 21,6 20,5
s 0,42 1,26 2,05
Medio 0,71 5,76 7,99
1

COV 59,6 21,9 25,6
s 0,25 1,71 2,28
Medio 0,37 6,54 8,83 2
COV 67,1 26,2 25,9
s 0,25 1,64 2,50
Medio 0,36 7,51 9,70 3
COV 69,7 21,8 25,8
s 0,34 2,15 2,53
Medio 0,47 8,29 12,40 4
COV 71,8 25,9 20,4
s 0,29 3,12 2,45
Medio 0,48 9,20 12,99 5
COV 61,1 33,9 18,8

Los valores de hinchamiento radial y tangencial exhiben una clara tendencia en función de la
distancia a la médula como se muestra en la Figura 4. Ambos valores crecen a medida que
la muestras de ensayo analizadas se alejan del centro del árbol. En cambio para el
hinchamiento longitudinal no se observa una tendencia con la distancia a la médula. En
particular para los valores de hinchamiento longitudinal se observa un muy alto coeficiente
de variación en todas las posiciones indicando la mayor dispersión de los valores obtenidos.
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Figura 3 - Variación del hinchamiento (α) en las direcciones radial tangencial y longitudinal en función
de la posición respecto al centro


4. Conclusiones

Fue posible investigar las propiedades de hinchamiento y contracción para cuerpos de
prueba de Eucalyptus grandis procedentes de plantaciones ubicadas en la Mesopotamia de
Argentina.

Los valores encontrados para el hinchamiento máximo en las distintas direcciones lineales
son congruentes con los reportados en otras investigaciones, al igual que el factor de
anisotropía, adquiriendo este último niveles considerados entre normales y elevados si se
los compara con otras maderas. Por esta razón, se debería prestar atención a las
consecuencias que sobre las piezas aserradas producen las variaciones en el tenor de
humedad por debajo del punto de saturación de las fibras, tales como la aparición de
deformaciones y fisuras.

Los resultados obtenidos no permiten encontrar una relación que vincule las propiedades
estudiadas con las dos regiones de cultivo analizadas: el Nordeste de la Provincia de Entre
Ríos y el Nordeste de la Provincia de Corrientes.

El estudio de los valores de hinchamiento en función del número de troza muestran una
leve disminución a media que crece la altura del árbol.

Un análisis de los resultados teniendo en cuenta la distancia a la médula permite apreciar
una clara tendencia en los valores de hinchamiento radial y tangencial los cuales crecen a
medida que la distancia al centro de la médula aumenta.

La presente investigación ilustra acerca de las características de hinchamiento y contracción
de esta especie cultivada en Argentina y a su vez alienta la realización de estudios
relacionados a la influencia que otras variables, como el tipo de semilla, la variación
localizada del perfil del suelo, la edad de los árboles, entre otras, ejercen sobre las
propiedades analizadas.

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5. Bibliografia

Castro Silva. J. (2001). A retractibilidade na madeira, Eucalipto. Revista da Madeira,
setiembre 2001, ABPM- Associação Brasileira de Productores de Madeira, p 68-70, Curitiba,
PR, Brasil

Coronel, E. O. (1994). Fundamentos de las propiedades físicas y mecánicas de las
maderas, 1º parte, fundamentos de las propiedades físicas de las maderas. Instituto de
Tecnología de la Madera. 1ed. Facultad de Ciencias Forestales, Universidad Nacional de
Santiago del Estero, Santiago del Estero.

Deutsches Institut Für Normung E. V. (1979). DIN 52184 - Prüfung von Holz, Bestimmung
der Quellung und Schwindung. Deutschland

Hillis, W. E. (1978). Wood quality and utilization. In Eucalypts for Wood Production. eds. W.
E. Hillis and A. G. Brown, pp. 258-289. CSIRO, Melbourne.

Hoffmeyer, P. (1995). Wood as a building material. In Timber Engineering STEP 1, pp. A4/1-
A4/21. Centrum Hout, The Netherlands.

Instituto Argentino De Racionalización De Materiales (1966). IRAM 9543 - Método de
determinación de las contracciones totales, axil, radial y tangencial y el punto de saturación
de las fibras. IRAM, Buenos Aires.

Instituto Nacional De Tecnología Agropecuaria, INTA (1995). Manual para Productores de
Eucaliptos de la Mesopotamia Argentina. Grupo Forestal, EEA INTA Concordia, Argentina.

Piter, J.C. (2003). Clasificación por resistencia de la madera aserrada como material
estructural. Desarrollo de un método para el Eucalyptus grandis de Argentina. Tesis
Doctoral, Universidad Nacional de La Plata, Facultad de Ingeniería.



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Influencia de las uniones en la deformación de las
estructuras reticuladas


José Luís Gómez y María Edel Ruata, Universidad Nacional de Córdoba, Facultad de Arquitectura,
Urbanismo y Diseño, Córdoba (Arg.). E-mail: ccp-cons@ciudad.com.ar y piniruata@hotmail.com


Resumen: En este trabajo se estudian algunos casos concretos de estructuras reticuladas
donde las uniones son deformables, acarreando un descenso excesivo (flecha) de las
mismas. En cada uno de estos casos, mediante un adecuado modelado y un preciso análisis
de las acciones a que están sometidas las estructuras, se han calculado las deformaciones
teóricas de acuerdo a la organización de las barras y a la ubicación de las uniones, tal como
se han construido. Por otra parte, se han medido en obra las deformaciones máximas reales,
pudiéndose observar diferencias significativas entre el cálculo teórico y las mediciones. El
estudio de las uniones, ha sido realizado en base a la normativa brasileña NBR7190 y nos
permite concluir, en todos los casos analizados, que las excesivas deformaciones
encontradas en obra se deben a un incorrecto diseño de las mismas, poniendo de manifiesto
la necesidad de acentuar la atención en el diseño de estas uniones durante la etapa de
proyecto de la estructura.

Palabras - claves: reticulados, deformaciones, uniones, diseño.

Joints influence on reticular structures distortion

Abstract: The current work introduces the analysis of several particular reticular structures
with joints whose distortion ability allows excessive lowering (fleche). At every case, through
an appropriated modeling and an accurate loading structural analysis, the distortions have
been calculated according to bars organization and joints position, as they were built up. On
the other hand, the real maximum distortions have been measured on building, and notated
the significant differences between the theoretical calculus and measurements. The joint
theoretical analysis was carried out through NBR7190 -Brazilian rule- and allows us to follow
that, at every analyzed case, the excessive distortions found there were due to erroneous joint
design, and as a consequence of this, the obvious need of paying the appropriate attention
over the joint design along the structural projecting stage.

Key words: reticular, distortion, joint, design.













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1. Introducción

Las ondulaciones en cubierta de tejas, ocasionadas en muchos casos por deformaciones
excesivas de estructuras reticuladas de madera, ha motivado el presente trabajo que tiene la
intención de mostrar el estudio de varios casos donde se ha producido el fenómeno, para que
permita reflexionar y propiciar el intercambio de opiniones sobre las causas que producen
esas diferencias de deformaciones entre la teoría y la práctica en obra.

Se analizan cinco casos concretos. En todos ellos se han podido medir en obra las máximas
deformaciones y compararlas con las deformaciones que resultan de resolver la estructura
correspondiente con programas computacionales.

2. Primer caso:

El estudio se realiza después de inspeccionar la terminación de cubierta de tejas de la Capilla
en el Monasterio Cartuja San José que se construye en las cercanías de la ciudad de Deán
Funes, Provincia de Córdoba, cuya planta y cabriadas se muestran en las Fig. 1 y 2.










Figura 1 – Planta de la Capilla del Monasterio












Figura 2 – Cabriadas VR1 y VR2

Las ondulaciones de la teja nos inducen a verificar las flechas o descensos en las vigas
reticuladas que forman parte de la estructura de madera de la capilla mencionada, para luego
investigar las causas de las deformaciones, superiores a las previstas para la carga y edad
de la construcción. La flecha medida en VR2 resultó de 3,7 cm. (Fig. 3)
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Figura 3 – Medición de flecha en obra en cabriada VR2

2.1. Características del material

Madera: Anchico (Parapiptademia rígida).
Del ensayo a compresión de probetas de 5cm x 5cm x 15cm, realizadas en el T.I.D.E. (Taller
de Investigación de Diseño Estructural), se obtuvieron las siguientes características
mecánicas del material:

Tensión característica: fc0k = 529 daN/cm
2

Módulo de Elasticidad promedio: Ec0 m = 154030 daN/cm
2

Módulo de Elasticidad efectivo: Ec0ef = 83792 daN/cm
2


El Módulo de Elasticidad efectivo se obtuvo por medio de los coeficientes de modificación
que especifican la normativa brasileña NBR 7190, para carga de mediana duración y
humedad relativa ambiente entre 75% y 85% y madera de 2ª categoría.

Ec0ef = Ec0m · Kmod
1
· Kmod
2
· Kmod
3

Ec0ef = 154030 · 0,7 · 0,8 · 0,8 = 69005 daN/cm
2


De acuerdo a como se materializaron las uniones en obra se realizó el modelado de la viga
reticulada para su procesamiento con un programa matricial de barras. (Fig. 4)











Figura 4 – Modelo computacional

Para el estado de carga permanente (menos de 6 meses) el descenso del nudo 5 debería ser
de sólo 0,53cm, mientras que el descenso real medido en obra es de 3,7cm. Para que el
nudo 5 descienda 3,7cm las longitudes de las barras 5 y 6 deberían cambiar.
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El cordón inferior del reticulado se ha construido con dos piezas, dada la longitud del mismo,
de 7,40m, articulándose en el nudo 5 como muestra el modelo de la Figura 4.

Sólo un defecto constructivo de la unión puede justificar la diferencia entre el descenso
teórico y el real.

Esfuerzo en el cordón inferior: 1455 daN
Diámetro de los bulones: d = 0,72cm
Dimensiones del cordón inferior: 14,2cm x 7,1cm ( t = 7,1cm)

Resistencia de cálculo al aplastamiento de la madera:

2
2
3 mod 2 mod 1 mod k 0 C
ed
cm / daN 169
4 , 1
8 , 0 8 , 0 7 , 0 cm / daN 529
4 , 1
K K K f
f =
⋅ ⋅ ⋅
=
⋅ ⋅ ⋅
=

Resistencia de cálculo del acero:

2
2
s
yk
yd
cm / daN 2181
1 , 1
cm / daN 2400
f
f = =
γ
=

86 , 9
cm 72 , 0
cm 1 , 7
d
t
= = = β

49 , 4
169
2181
25 , 1
f
f
25 , 1
ed
yd
lim
= = = β

lim
β > β debe verificarse la resistencia de la clavija.

daN 157 2181
49 , 4
72 , 0
625 , 0 f
d
625 , 0 R
2
yd
lim
2
1 vd
= ⋅ ⋅ = ⋅
β
=

Por ser dos secciones de corte, la resistencia del bulón es: 157 daN · 2 = 314 daN

La cantidad de bulones necesaria es:

bulones 5 63 , 4
daN 314
daN 1455
bulones de º N ≈ = =

La cantidad de bulones en obra es 2, por lo que resulta insuficiente, según la verificación
anterior. Esta puede ser una de las causas de la deformación excesiva.

3. Segundo caso:

Se estudia la estructura reticulada correspondiente a la Biblioteca del convento Cartuja San
José, realizada con la misma madera utilizada para la Capilla: anchico. (Fig.5).
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Figura 5 – Planta de la biblioteca

Como en el primer caso, por no encontrarse barras mayores de 8 metros de longitud, el
cordón inferior está conformado por dos barras con una unión tradicional, donde la
transmisión de los esfuerzos se realiza por la interacción en los planos de interfase (planos
de contacto).(Fig. 6)










Figura 6 – Vigas reticuladas de la biblioteca

El descenso al centro de la viga resulta de 0,28 cm., mientras que la flecha medida en obra
es de 1,9 cm. (Fig. 7)




Figura 7 - Modelo Computacional

Observando el detalle de la unión tradicional del cordón inferior (Fig. 8), verificamos:









Figura 8 – detalle de unión entre barras del cordón inferior
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Tensión de aplastamiento:

2 2 2
ed
cm
daN
169
cm
daN
81 , 92
cm 6 , 42
daN 3041 3 , 1
< =

= σ

Tensión de corte paralelo a las fibras:

2 2
d 0 v
cm
daN
28 , 20
cm
daN
5 , 18
1 , 7 30
daN 3041 3 , 1
< =


= σ

Como vemos, el problema no está en la verificación al corte y al aplastamiento, sino en el
aumento de longitud de las barras debido a la deformación por aplastamiento en la unión,
que será del orden de los 2mm, suficientes para producir un descenso muy superior al
obtenido en el cálculo.

4. Tercer caso

Este caso corresponde a la viga reticulada ubicada en la Iglesia del convento, de la misma
madera que los casos 1 y 2. (Figuras 9 y 10)














Figura 9 – Planta de la Iglesia













Figura 10 – Corte de la viga de la Iglesia

Descenso en el centro según cálculo: 0,88 cm
Descenso medido en obra: 1,5 cm

El cordón inferior tiene el mismo tipo de unión que el caso 2, y por lo tanto es posible que la
diferencia de deformación se deba al aumento de longitud del cordón inferior por el
aplastamiento en la zona de unión. (Fig. 11)
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Figura 11 – Vista interior de la Iglesia

5. Cuarto caso

Viga reticulada de cordones paralelos correspondiente a la galería cerrada del claustro del
convento Cartuja San José. (Fig.12). Los cordones superior e inferior están conformados por
dos barras de 2,2cm por 4,5cm, y las uniones mecánicas entre barras están materializadas
con un perno de diámetro 1,0cm, tal como se muestra en la Figura 14.















Figura 12 - Viga reticulada de la galería cerrada del claustro.

Deformación máxima según cálculo: 1,94 cm (Figura 13).
Deformación medida en obra, apenas cargada: 2,35 cm.





Figura 13

Deformación obtenida en el cálculo.

En este caso se ha puesto la atención en la verificación de la unión mecánica.
El esfuerzo en la diagonal más solicitada es de 3097 daN.
Diámetro del perno: d = 1,0 cm
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Figura 14 – Detalle de unión entre barras

cm 2 , 2
d
t
t
2
= =

2 , 2
0 , 1
2 , 2
d
t
= = = β

49 , 4
169
2181
25 , 1
f
f
25 , 1
ed
yd
lim
= = = β
lim
β < β ∴

La resistencia de una sección de corte del perno será:

daN 7 , 148 169
2 , 2
2 , 2
40 , 0 f
t
40 , 0 R
2
ed
2
1 vd
= ⋅ ⋅ = ⋅
β
⋅ =

Por tener cada perno dos secciones de corte, la resistencia del perno es:

148,7 daN · 2 = 297,4 daN

Salvo las diagonales del tercio central de la viga, las demás, por el esfuerzo a que están
solicitadas, tienen sus uniones extremas deformables. Esta sería la causa de la mayor
deformación medida en obra.

6. Quinto caso

Viga reticulada correspondiente al Quincho Schoenstatt, construido en la ciudad de Córdoba,
cuya planta y corte se muestran en las Figuras 15 y 16 respectivamente.













Figura 15 – Planta del Quincho Schoenstatt
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Figura 16 – Corte del Quincho Schoenstatt

La viga reticulada con barras de madera de pino Eliotis (Pinus elliotti) de 4,3 cm x 10 cm, está
apoyada sobre columnas de hormigón armado de 40cm por 40cm, empotradas en la base.

















Figura 17 – Detalle de unión entre barras.

Deformación central según cálculo: 0,28 cm
Deformación medida en obra: 0,4 cm

En este caso el cordón inferior también está conformado por dos barras con una unión
mecánica central.

Verificación: Esfuerzo en barras del cordón inferior N = 503 daN

93 , 6
62 , 0
3 , 4
d
t
= = = β
18 , 6
89
2181
25 , 1
f
f
25 , 1
ed
yd
lim
= = = β
lim
β > β ∴

La resistencia de cada sección de corte de un bulón será:

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daN 82 , 84 2181
18 , 6
62 , 0
625 , 0 R
2
1 vd
= ⋅ ⋅ =

Como son dos secciones de corte, la resistencia total de un bulón será 169,6 daN.

Corresponde:

bulones 3 96 , 2
daN 6 , 169
daN 503
6 , 169
N
total
≈ = =

En esta obra se colocaron 5 bulones. Este es el único caso, de los analizados, en donde
verifica la unión mecánica construida y es precisamente en donde se encontró coincidencia
entre la flecha calculada y la medida en obra.

7. Conclusiones

Resumen de los casos estudiados:

Caso I: Unión mecánica con insuficiente cantidad de clavijas (deformable).
Caso II: Unión tradicional correctamente dimensionada.
Caso III: Unión tradicional correctamente dimensionada.
Caso IV: Uniones metálicas de dos tercios de las diagonales con insuficiente cantidad de
clavijas (deformables).
Caso V: Unión mecánica correctamente dimensionada.

Al analizar el comportamiento de las uniones claves de los reticulados, referentes a las
máximas deformaciones, se puede concluir que:

Si las uniones mecánicas se realizan de acuerdo a lo establecido por la Norma NBR7190, la
flecha definitiva va a coincidir prácticamente con la calculada.
Si las uniones mecánicas no cumplen con lo especificado en la Norma se producen
deformaciones mayores que las calculadas.
Si se realizan uniones tradicionales cumpliendo con la Norma, habría que darle a la
estructura una contra flecha del orden de la luz/500, para que la deformación definitiva se
acerque a la calculada.

8. Referencias bibliográficas

Trabajos presentados en anales

(1) Gómez, J. L.; Ruata, M. E.; Fernández, M. del C. (2002). Estudio de deformaciones en
vigas reticuladas de madera. En: ENCONTRO BRASILEIRO EM MADEIRAS E
ESTRUTURAS DE MADEIRA, 8, Uberlandia, 2002.

Libros

(2) Asociación de Investigación Técnica de las Industrias de la Madera y el
CorchoEstructuras de Madera – Diseño y Cálculo. Ed. 1996. Madrid, España.

Normas

(3) Associação Brasileira de Normas Técnicas (1997). NBR 7190 – Projeto de estruturas de
madeira. São Paulo. 107p

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Investigación experimental de módulos de elasticidad
transversal en puentes tensados de madera pinus radiata


Gian Mario Giuliano Morbelli Universidad de Concepción, Facultad de Ingeniería, Departamento de
Ingeniería Civil .Concepción, Chile (ggiulian@udec.cl ),
Peter Dechent Anglada Universidad de Concepción, Facultad de Ingeniería, Departamento de
Ingeniería Civil. Concepción, Chile (pdechen@udec.cl),
Luis Valenzuela Hurtado Universidad de Concepción, Facultad de Ciencias Forestales, Concepción,
Chile (lvalenzu@udec.cl),
Sara Quiroz Manzano* (squiroz@udec.cl )


RESUMEN: Los tableros de puentes tensados de madera consisten en tablones dispuestos
de canto en la dirección longitudinal del puente que son tensados en la dirección transversal.
A través de la tensión de tensado transversal, la placa de rodado adquiere esencialmente
una función estructural de repartir las cargas, con lo cual los tablones vecinos, que no se
encuentran directamente cargados, debido al tensado transversal, también colaboran a
resistir parte de la carga. Los autores de este trabajo desarrollan un proyecto de
transferencia tecnológica, a efecto de introducir en Chile esta tecnología, utilizando la
especie maderera Pinus Radiata. Esta investigación en particular, tiene como objetivo la
determinación de los parámetros transversales que rigen el comportamiento de tableros
tensados construidos con Pinus Radiata. Para la determinación de estos parámetros, se
realizaron ensayos experimentales a flexión sobre probetas a escala real de tableros
tensados de madera Pinus Radiata, siguiendo las disposiciones de la norma ASTM D198
) 2 (
.
La determinación de los parámetros transversales, parte de la hipótesis que estos módulos
dependen del nivel de tensado aplicado al tablero. Al realizar los ensayos se demostró esta
dependencia, encontrado expresiones empíricas que relacionan los módulos transversales
en función del nivel de tensado. A través de la comparación con investigaciones extranjeras,
se estableció que la razón entre los módulos transversal y longitudinal del tablero es
independiente de la especie maderera y sólo dependen del nivel de tensado transversal.

Palabras claves: Puentes de Madera, Puentes tensados de madera

ABSTRACT: The boards of stress-laminated timber bridge decks consist of planks arranged
on edge in the longitudinal direction of the bridge that are tightened in the transverse
direction. Through the tension of transversal tightness, the pavement acquires essentially a
structural function of distributing the charges, with which the nearby planks, which are not
directly loaded, due to the transversal tightness, also collaborate resisting part of the load.
The authors of this work lead at present a project of technological transference with the
purpose of introducing in Chile this technology, using the timber species Pinus Radiata. This
investigation in particular, takes as objective the determination of the transverse parameters
that govern the behavior of tightened boards constructed with Pinus Radiata.For the
determination of these parameters, experimental tests were realized bending on burettes to
real scale of boards stress-laminated of wood Pinus Radiata, following the dispositions of the
norm ASTM D198
) 2 (
. The determination of the transverse parameters, begins on the
hypothesis that these modules depend on the level of tightened applied to the board. When
essays were carried out, this dependency was demonstrated, founding empirical expressions
that relate the transverse modules in function to the level of tightened. Across the
comparison with foreign investigations, it was found that the reason between the transverse
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and longitudinal modules of the board is independent from the timber species and only they
depend on the level of transversal tightness.
Keywords: Timber bridge, stress-laminated timber bridge decks
1. INTRODUCCIÓN

Esta investigación se enmarca en un proyecto, aprobado por el Fondo de Innovación
Tecnológica del Ministerio de Obras Públicas de Chile a la Universidad de Concepción,
sobre aplicaciones de la madera en la construcción de puentes tensados transversalmente,
con el fin de realizar una transferencia tecnológica de este tipo de estructuras adecuada a la
realidad chilena. En particular, en este trabajo, se desea determinar los parámetros de
elasticidad transversal que rigen el comportamiento de un tablero tensado de madera Pinus
Radiata, mediante la fabricación de probetas a escala real. A modo de considerar el nivel de
tensado en el estudio de estos módulos, se realizarán los ensayos experimentales para
distintos niveles de tensado y se correlacionarán los resultados obtenidos con
investigaciones extranjeras. De esta manera, se pretende establecer en forma empírica, los
parámetros apropiados para el diseño de tableros tensados construidos con madera Pinus
Radiata.

Los tableros tensados están constituidos por laminaciones de madera dispuestas de canto
en la dirección longitudinal del tablero, que se tensan en la dirección transversal mediante
barras de acero de alta resistencia, unidas a un sistema de anclaje ubicado en los bordes
laterales del tablero. El sistema de anclaje está formado por dos placas de acero, una de
apoyo y otra de anclaje, que unidas a una tuerca enroscada, sujetan la barra de acero que
traspasa las laminaciones en la dirección transversal. El tensado se requiere para distribuir
las cargas en la dirección transversal, con el fin desarrollar continuidad y transferencia de
corte entre las láminas. La Figura 1 presenta un puente construido en base a un tablero
tensado.



Figura 1–Puente de madera tensado transversalmente de Noruega.

Dentro de los objetivos correspondientes a esta investigación está el determinar, a través de
ensayos experimentales en probetas a escala real: el módulo de elasticidad transversal
efectivo y el módulo de corte transversal fuera del plano, de un tablero tensado de madera
Pinus Radiata en función del nivel de tensado de las barras de acero que lo conforman.
Además se compararán los resultados obtenidos con otras investigaciones realizadas en el
extranjero con el fin de adoptar los valores adecuados a la realidad de la madera chilena.

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2. MODELO TEÓRICO

En investigaciones (BROKAW (1992)
) 3 (
y SUÁREZ (2002)
) 5 (
) se ha concluido que la
influencia de los coeficientes de Poisson en los tableros de madera tensados es
despreciable en el comportamiento global y en consecuencia pueden ser despreciados.
Siguiendo el desarrollo teórico mostrado por SUAREZ (2002)
) 5 (
y con todos los supuestos
previamente fundamentados por dicho autor, la matriz constitutiva queda expresada como:

¦
¦
¦
)
¦
¦
¦
`
¹
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦

(
(
(
(
(
(
¸
(

¸

=
¦
¦
¦
)
¦
¦
¦
`
¹
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
13
23
12
2
1
13
23
12
2
1
13
23
12
2
1
0 0 0 0
0 0 0 0
0 0 0 0
0 0 0 0
0 0 0 0
γ
γ
γ
ε
ε
τ
τ
τ
σ
σ
G
G
G
E
E
(1)

Por lo tanto, se puede completar la matriz constitutiva que representa el comportamiento del
tablero tensado a través de la determinación de cinco parámetros: E
1
, E
2
, G
12
, G
13
y G
23
.
Estos coeficientes se determinan experimentalmente y en particular, esta investigación tiene
como objetivo la determinación de los coeficientes E
2
y G
23
. Una vez establecidos los
parámetros que componen la matriz constitutiva de un tablero tensado se podrá ingresar
estos parámetros a modelos computacionales específicos para el análisis y diseño. Los
parámetros o módulos a determinar serán establecidos a través de ensayos a flexión,
siguiendo las disposiciones de la norma ASTM D198
) 2 (
. Estos específicamente son:

Módulo de elasticidad real E
2t
: Módulo de elasticidad que considera el aporte por flexión
en la deformación experimentada por una viga sometida a flexión y que debe anexarse a los
efectos del corte para obtener la deformación total en la viga.

Módulo de elasticidad aparente E
2a
: Módulo de elasticidad que no considera los efectos
del corte como un aporte independiente en la deformación de una viga sometida a flexión;
sino que lo involucra en forma tácita dentro de su valor numérico.

Módulo de corte fuera del plano G
23
: Módulo que cuantifica la desangulación
experimentada por el tablero en su plano 23 considerando que los efectos de las
deformaciones son producto del esfuerzo de flexión y del esfuerzo de corte.

3. MODELO DE CÁLCULO

El prototipo de tablero tensado a emplear en los ensayos a flexión se muestra en la Figura 2.

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Figura 2–Prototipo de tablero tensado a emplear en los ensayos a flexión.

A fin de que los módulos que se obtengan representen el comportamiento del tablero en el
sentido transversal se realizará la modelación considerando una sección perpendicular al
sentido de la fibra de los tablones que componen el tablero, asumiendo que el nivel de
tensado que se le otorgará a las barras sea el suficiente para permitir que el conjunto de
laminaciones actúe como un solo elemento. La determinación de los módulos de elasticidad
y de corte se realizará considerando que el tablero sometido a cargas se comporta como
viga. Son aplicadas las ecuaciones de la estática para obtener las expresiones que
representen las solicitaciones a las que someterán el tablero al momento del ensayo
experimental. Estas solicitaciones se dividen en dos categorías: las de carga muerta
producto del peso propio del tablero y las de carga viva, que son producto de las cargas del
ensayo. Estas últimas están reguladas de acuerdo a las disposiciones de la norma de
ensayos a flexión para elementos de madera y compuestos de madera: ASTM D198
) 2 (
. Por
lo tanto, se considerará que el tablero está sometido a dos líneas de carga distribuidas a lo
largo del tablero como se muestra en la Figura 3.



Figura 3–Adaptación de la sección transversal del tablero al modelo de viga simplemente apoyada
con cantilever en sus extremos.

Al momento del ensayo, se registrarán las deflexiones experimentadas por el tablero en dos
puntos importantes: en el centro y en los puntos de carga. Con estas mediciones se
calculará además la deflexión relativa a los puntos de carga ∆
*
dada por:
a c total arg
*
∆ − ∆ = ∆ ,
que permitirá obtener el módulo de elasticidad real. La nomenclatura a usar se presenta en
la Figura 4.


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Figura 4–Esquematización de las deflexiones a medir durante los ensayos a flexión.

Módulo de Elasticidad Real E
2t


Para el desarrollo de las ecuaciones que permiten obtener el módulo de elasticidad real E
2t

se considerará una viga simplemente apoyada con cantilever en su sección lateral (ver
Figura 3). La función de los cantilever en los extremos del tablero, es contrarrestar el efecto
de deflexión de la parte central producto del peso propio del tablero. Por lo tanto, estos
voladizos pueden reemplazarse por momentos aplicados en los apoyos. Por lo que el
modelo inicial se reduce a una viga simplemente apoyada con momentos M
cant
aplicados en
los extremos como se muestra en la Figura 5.


Figura 5 Modelo de viga simplemente apoyada

La sección de viga que queda entre las líneas de carga está sometida a momento flector
constante y no está sometida a corte. Por lo tanto, para el cálculo del módulo de elasticidad
real E
2t
,

se desarrollarán ecuaciones aplicables al tercio central de la viga de la Figura 6 de
longitud L
*
que representen el aporte por flexión para el cálculo de la deflexión
experimentada por la viga durante el ensayo y no será necesario agregar una formulación
que considere el efecto del corte debido a que en ese tramo no existe.

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Figura 6–Modelo para el cálculo de E
2t

El módulo de elasticidad real queda representado por:

* 3
2 * 2
2
2
) ( 3
2 2 ∆ ⋅ ⋅


|
|
.
|

\
| ⋅
− ⋅ =
bh
L L w
a
P
E
cant
t
(2)

donde:
*
∆ : deflexión de la parte central del tablero medida con respecto a las líneas de carga.
b : ancho de la sección transversal del modelo de viga, que corresponde a la longitud
del tablero en la dirección paralela a las líneas de carga.
h : altura del tablero.

Módulo de Elasticidad Aparente E
2a


Para el caso del módulo aparente E
2a
se utilizará el modelo de viga de la Figura 5. De este
modo:

M máx P máx total
∆ + ∆ = ∆
( )
I E
L M
a L
I E
a P
a
cant
a
total
2
2
2 2
2
8
4 3
48 ⋅

− −


= ∆ (3)


total
es un valor de desplazamiento con respecto a los apoyos del modelo de viga y su
magnitud, en la práctica, corresponde a la suma de los aportes de flexión y corte. Sin
embargo, como en la formulación aquí utilizada no se incluyó las expresiones que
representan el efecto del corte, el módulo de elasticidad de la ecuación (3) es aparente.
Finalmente el módulo de elasticidad aparente E
2a
está dado por:

( )
3
2 2
2 2
3
2
2
3
2 2
4 3
4 bh
L L w
a
P
a L
bh
a P
E
total
cant
total
a
⋅ ∆ ⋅


|
|
.
|

\
| ⋅
− ⋅ − −
⋅ ∆ ⋅

= (4)

donde

total
∆ : deflexión de la parte central del tablero medida con respecto a las líneas apoyo.

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Módulo de Corte G
23


Para cualquier elemento sometido a flexión debe considerarse que la deflexión total tiene
dos componentes: una deflexión debida al esfuerzo de flexión y otra debida al esfuerzo de
corte. El módulo de corte fuera del plano G
23
queda en función de los parámetros calculados
con anterioridad: módulo de elasticidad real y aparente, como se muestra en la siguiente
ecuación:

|
|
.
|

\
|
− ⋅ ⋅

=
t a
E E
L
h
G
2 2
2
2
23
1 1
5
6
(5)




4. METODOLOGÍA DE ENSAYO

El ensayo a flexión se realizará de acuerdo a la norma ASTM D198
) 2 (
. Se dispondrá de 2
tableros para la realización de los ensayos. Cada tablero será sometido a tres niveles
distintos de tensado: 3.93 kg/cm
2
(42.9%), 6.44 kg/cm
2
(71.4%) y 9.17 kg/cm
2
(100%). Cada
tablero estará formado por 66 tablones cepillados en las 4 caras de 150x240x47mm,
obteniéndose una placa rectangular de cm 2 . 310 240× como lo muestra la Figura 2 y cuya
foto se aprecia en la Figura 7.



Figura 7–Tablero ensayado

La carga es aplicada manualmente a través de un gato hidráulico hasta una carga mínima
de calibración (normalmente es suficiente con una pequeña carga, en este caso se
consideró de 36 kilos) para permitir un acomodo de los componentes del tablero. Al llegar a
este punto, se taran los diales en cero. La separación entre cargas dependerá de la carga
máxima a aplicar sobre el tablero. En este caso en particular, se aplicó una carga máxima
total de 188 kilos, que a través de vigas de acero se repartieron en dos líneas paralelas a la
dirección longitudinal del tablero.


5. RESULTADOS
Módulo Transversal E
2


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A través del análisis de datos obtenidos durante el ensayo se encontraron las expresiones
para el módulo de elasticidad real E
2t
y aparente E
2a
de un tablero tensado de pino radiata
presentados en las ecuaciones (6) y (7) para condiciones estándar (12% humedad y 20°C) y
duración de los ensayos de 20 minutos.

78 , 667 51 , 161
2
+ ⋅ =
P t
F E (6)
31 , 533 86 , 132
2
+ ⋅ =
P a
F E (7)
donde:
F
P
: Nivel de tensado de las barras de acero en kg/cm
2
, que cumple:
2
/ 69 , 1 cm kg F
P


El valor mínimo de F
p
corresponde a los estudios realizados por UW/FPL en EEUU donde se
ha encontrado que el deslizamiento entre laminaciones no ocurre sino hasta que la
compresión interlaminar se reduce a 1,69 kg/cm
2
. Las relaciones encontradas para los
módulos de elasticidad confirman la absoluta dependencia entre el módulo de elasticidad
transversal y el nivel de compresión aplicado al tablero que se exhibe en forma gráfica en la
Figura 8.

Módulo de Elasticidad Transversal vs Fp
E real= 161.51Fp+ 667.78
R
2
= 0.984
E aparente= 132.86Fp + 533.31
R
2
= 0.9778
250
500
750
1000
1250
1500
1750
2000
2250
2500
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Nivel Tensado Fp (kg/ cm2)
M
ó
d
u
l
o

E
l
a
s
t
i
c
i
d
a
d

E

(
k
g
/
c
m
2
)


Figura 8–Gráfico de módulos de elasticidad transversal en función del nivel de tensado.

Módulo de Corte G
23

A partir de las ecuaciones obtenidas para el módulo de elasticidad transversal real y
aparente, se encontró una relación entre el módulo de corte transversal y el nivel de tensado
aplicado a las barras de acero dada por la ecuación (8) en unidades de kg/cm
2
. Esta
expresión está dada para las condiciones termodinámicas estándar del ensayo y duración
de 20 minutos de éste.

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526 , 17 1503 , 5
23
+ ⋅ =
P
F G (8)
donde: F
P
es el nivel de tensado de las barras de acero en kg/cm
2
, que cumple:
2
/ 69 , 1 cm kg F
P


La representación gráfica de esta expresión se presenta en la Figura 9.
Módulo de Corte G23 vs Fp
G23 = 5.1503Fp+ 17.526
R
2
= 0.7756
0
15
30
45
60
75
90
105
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Nivel Tensado Fp (kg/cm2)
M
ó
d
u
l
o

C
o
r
t
e

G
2
3

(
k
g
/
c
m
2
)


Figura 9–Gráfico del módulo de corte encontrado en esta investigación.

Como se aprecia en la Figura 9 el módulo de corte presenta también una dependencia del
nivel de tensado de las barras, sin embargo en magnitud bastante menor que la
experimentada por el módulo de elasticidad. Los valores calculados para cada uno de los
niveles de tensado, presentan notables diferencias entre cada tablero, por lo que no es
posible recomendar con un nivel aceptable de confiabilidad la expresión para el módulo de
corte encontrada en esta investigación. Por esta razón se considerará los resultados para el
módulo de corte como referenciales hasta realizar nuevos ensayos experimentales.


6. ANÁLISIS DE RESULTADOS

Los sistemas tensados de madera para el uso en puentes han sido estudiados hace más de
2 décadas por países extranjeros. Los resultados de estas investigaciones han concluido
que el módulo transversal del sistema E
2
es una función de la tensión de compresión
aplicada por las barras y parece ser independiente de la especie maderera (TAYLOR et al.
1983
) 6 (
, OLIVA et al. 1990
) 7 (
). Esta conclusión fue corroborada posteriormente por los
estudios realizados por BROKAW (1992)
) 3 (
y CALIL & OKIMOTO (2002)
) 4 (
. La investigación
de BROKAW
) 3 (
fue la que se decidió utilizar en este proyecto que se basa en el análisis
estático del tablero tensado, considerando que el tablero sometido a carga se comporta
como viga.

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En Sudamérica el desarrollo de investigaciones comenzó en 1993 en Brasil, en el
Laboratorio de Madera y de Estructuras de Madera (LaMEM) de la Escuela de Ingeniería de
Sao Carlos en la Universidad de Sao Paulo. A partir de ese año se han realizado numerosas
investigaciones en las que se incluyó el estudio de los parámetros elásticos transversales de
tableros construidos con dos tipos de madera: Eucalyptus Citriodora y Pinus Elliottii. Al igual
que los resultados obtenidos en las investigaciones de Canadá y Estados Unidos, se
confirmó que el módulo de elasticidad transversal para un tablero tensado representa una
pequeña fracción del módulo longitudinal, y no depende de la especie maderera. Todas las
investigaciones han demostrados que el módulo transversal E
2
es bastante bajo cuando se
compara al módulo longitudinal E
1
y se pueden expresar como una función del nivel de
tensado. Las expresiones para obtener el módulo de elasticidad E
2
, así como el módulo de
corte G
23
en función del nivel de tensado aplicado a las barras de acero, dadas por
investigaciones anteriores y la presente, se resumen en la Tabla 1:

Tabla 1–Módulo de Elasticidad y Corte Transversal (kg/cm
2
)

Autor Fórmula de Regresión en función de F
p

Taylor et al. (1983)
1020 ) 200 (
2
+ ⋅ =
p a
F E
Oliva et al. (1990)
1080 ) 149 (
2
+ ⋅ =
p a
F E
1293 ) 216 (
2
+ ⋅ =
p t
F E
1222 ) 154 (
2
+ ⋅ =
p a
F E
Brokaw (1992)
14 ) 9 (
23
− ⋅ =
p
F G
78 , 667 51 , 161
2
+ ⋅ =
P t
F E
31 , 533 86 , 132
2
+ ⋅ =
P a
F E Quiroz (2003)
526 , 17 1503 , 5
23
+ ⋅ =
P
F G

donde: Fp es el nivel de tensado de las barras de acero en kg/cm
2
.

Los resultados presentados por Taylor, Oliva y Brokaw se compararon con los obtenidos en
esta investigación. Los resultados para el módulo de elasticidad transversal se exhiben
gráficamente en la Figura 10; y, en general, las ecuaciones obtenidas por los 3 autores para
el módulo transversal E
2
se aproximan entre sí, y se asemejan a los valores obtenidos en
esta investigación en su dependencia c/r al nivel de tensado.

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MODULO ELASTIC0 TRANSVERSAL APARENTE VS NIVEL DE TENSADO
0
400
800
1200
1600
2000
2400
2800
3200
3600
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Nivel de Tensado Fp (kg/cm2)
M
ó
d
u
l
o

T
r
a
n
s
v
e
r
s
a
l

E
2
a

(
k
g
/
c
m
2
)
E2a (Brokaw)
E2a (Taylor)
E2a (Oliva)
E2a (Quiroz)


Figura 10–Comparación de los Módulos de Elasticidad Transversal.

MODULO ELASTICO TRANSVERSAL REAL VS NIVEL DE
TENSADO
0
400
800
1200
1600
2000
2400
2800
3200
3600
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Nivel de Tensado Fp (kg/cm2)
M
ó
d
u
l
o

T
r
a
n
s
v
e
r
s
a
l

E
2
t

(
k
g
/
c
m
2
)
E2t (Brokaw)
E2t (Quiroz)


Figura 11–Comparación de los Módulos de Elasticidad Transversal.

En los gráficos de la Figura 10 y 11 se puede apreciar que las regresiones para el módulo
de elasticidad transversal obtenidas para el tablero de Pinus Radiata son menores que las
alcanzadas en el extranjero; por lo tanto, se concluye que el comportamiento elástico
transversal de un tablero tensado sí depende de la especie maderera utilizada en su
construcción. Sin embargo, si se considera que la madera utilizada por los otros
investigadores presentan un módulo de elasticidad longitudinal bastante más alto que el del
Pinus Radiata, se puede intuir que finalmente la relación entre el módulo de elasticidad
transversal y el módulo de elasticidad longitudinal del sistema tensado representará una
fracción fija, con lo que se demostraría la independencia de esta relación sobre la especie
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maderera. En el caso del módulo de corte, los resultados obtenidos se comparan en la
Figura 12.

Módulo de Corte G23 vs Fp
0
15
30
45
60
75
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Nivel Tensado Fp (kg/cm2)
M
ó
d
u
l
o

C
o
r
t
e

G
2
3

(
k
g
/
c
m
2
)
Quiroz
Brokaw


Figura 12–Comparación de los módulos de corte G
23
.

Como se aprecia en el gráfico anterior existen marcadas diferencias en las tendencias
encontradas para el módulo de corte, al contrario de lo que ocurre para el módulo de
elasticidad transversal.

La comparación de las expresiones obtenidas para la relación elástica entre módulos de
elasticidad se presenta en la Figura 13.

Relaciones Elásticas vs Nivel de Tensado
0.0
0.5
1.0
1.5
2.0
2.5
3.0
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Nivel de Tensado (kg/cm2)
R
e
l
a
c
i
ó
n

e
l
á
s
t
i
c
a

E
t
/
E
l

(
%
)
Pinus
Elliottii
Eucalyptus
Citriodora
Pinus
Radiata
Arce
Rojo
Diseño
(Ritter)


Figura 13–Comparación de las relaciones elásticas encontradas para tableros tensados de distintas
especies madereras.

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El valor de la relación entre módulos para tableros tensados no debe confundirse con
aquellos entregados para piezas individuales, debido que el efecto del conjunto de tablones
actuando como un solo elemento estructural en el sentido transversal, no es equivalente al
desempeño de cada tablón aislado.
Las variaciones en los porcentajes que se deducen del gráfico de la Figura 13 son mínimas
por lo que queda demostrado que la relación entre módulos de elasticidad transversal y
longitudinal de un sistema tensado es independiente de la especie maderera con la que fue
ensamblado. Además, el valor entregado por Ritter es aplicable en el diseño aún para
valores muy bajos de tensado.

7. CONCLUSIONES

El estudio del tablero bajo distintos niveles de tensado comprobó la existencia de una total
dependencia del módulo de elasticidad transversal del sistema E
2
con respecto al esfuerzo
de compresión aplicada por las barras de acero al tablero. Esta relación se puede expresar
a través de una función lineal. Para el Pino Radiata las expresiones son:

78 , 667 51 , 161
2
+ ⋅ =
P t
F E (kg/cm
2
)
31 , 533 86 , 132
2
+ ⋅ =
P a
F E (kg/cm
2
)
Válido para niveles de tensado:
2
/ 69 , 1 cm kg F
P


Como era de esperar, el módulo de elasticidad transversal E
2
es bastante bajo cuando se
compara al módulo longitudinal E
1
. El módulo transversal E
2
para un tablero tensado
depende de la especie maderera. Sin embargo, la razón de módulos elásticos (transversal y
longitudinal) puede considerarse, para fines de diseño, como una fracción independiente de
la especie maderera. Esta noción planteada por investigaciones extranjeras pudo ser
corroborada al combinar los resultados obtenidos en este estudio con las investigaciones
paralelas realizadas por ARRIAGADA (2003)
) 1 (
sobre parámetros elásticos longitudinales de
un tablero tensado de Pinus Radiata.

Debido a la influencia del módulo elástico transversal en el comportamiento del tablero, se
recomienda utilizar el factor de proporcionalidad propuesto por Ritter (E
2
=1,3%E
1
) para la
razón de módulos elásticos en el diseño de tableros tensados, valor conservador comparado
con el obtenido para el pino radiata (E
2
=2,22% E
1
para un tensado de 9,17 kg/cm
2
).

El módulo de corte transversal fuera del plano del tablero presenta una dependencia con
respecto al nivel de tensado aplicado al tablero que puede describirse a través de una
función lineal. Para el Pinus radiata la relación es:

526 , 17 1503 , 5
23
+ ⋅ =
P
F G (kg/cm
2
)
Válido para niveles de tensado:
2
/ 69 , 1 cm kg F
P


El módulo de corte transversal representa una fracción muy reducida de los módulos de
elasticidad del tablero (un 3% del módulo transversal y un 0,069% del longitudinal para un
tensado de 9,17 kg/cm
2
). Además, la influencia de este parámetro en el diseño final del
tablero tensado es mínima por lo que las diferencias encontradas entre esta investigación y
la experiencia extranjera son despreciables. Sin embargo, debido a la gran variabilidad de
los datos experimentales obtenidos para el Pinus Radiata en esta investigación, se
recomienda utilizar la expresión encontrada en este estudio solo como valor referencial
hasta que se realicen nuevos estudios sobre este parámetro.

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9. REFERENCIAS

(1) Arriagada, (2003). “Investigación experimental de módulos de elasticidad
longitudinal en puentes tensados de madera Pino Radiata.” Departamento de Ingeniería
Civil, Universidad de Concepción, memoria de título.

(2) ASTM D198-97 (1997). “Standard Tests Methods of Static Tests of Lumber in
Structural Sizes”. American Society for Testing and Materials.

(3) Brokaw, J. T. (1992): “Test methods to determine strnght and stiffness properties
for stress laminated timber bridge decks”. Master of Science in Civil Engineering Thesis.
College of Engineering of West Virginia University, USA.

(4) Calil C. & Okimoto F. (2002): “Design Criteria for stress laminated timber in Brazil.”
Proceedings of 7
th
World Conference on Timber Engineering (WCTE 2002), Shah Alam,
Malasya.

(5) Suárez P., (2002): “Modelación Numérica de Puentes Postensados de Madera”.
Departamento de Ingeniería Civil, Universidad de Concepción, memoria de título.


(6) Taylor, R,J., Batchelor, B., Van Dalen, K., (1983) “ Prestressed Word bridges” SRR-83-
01, Downsview, Notario Canada: Ministery of Transportation and Communications

(7) Oliva, M.G.; Dimakis, A.G.; Ritter, M.A.; Tuomi, R.L. (1990) “Stress-laminated Word
bridge decks experimental evaluations”. Res. Pap. FPL-RP-495. Madison, Wi: USDA-FS-
FPL



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Compósitos Inteiramente Biodegradáveis de Rejeitos de
Madeira-PVA
Salete K. Ozaki, Universidade Federal de Mato Grosso(UFMT)/CUR/Instituto de Ciências Exatas e
Naturais (ICEN), Rondonópolis-MT (saleteozaki@cpd.ufmt.br)
Milton F. de Souza, Universidade

de São Paulo (USP) - Instituto de Física de São Carlos (IFSC), São
Carlos-SP (mfs@if.sc.usp.br)
Maria Beatriz Bacelar Monteiro, Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT),
São Paulo-SP (mbbmonte@ipt.br)
Hiroyuki Yano e Yuji Imamura, Kyoto University – Word Research Institute (WRI), Kyoto - Japão
(yano@kuwri.kyoto-u.ac.jp) (yuuchan@kuwri.kyoto-u.ac.jp)
RESUMO: Compósitos ecologicamente amigáveis reunindo rejeitos da madeira e poli (álcool vinílico)
(PVA) modificado por anidrido ftálico (AF) foram produzidos. Farinha de Sugi (Criptomeria japonica)
foi adicionada ao meio de reação AF/PVA. Os compósitos foram moldados a quente (180 C e 50
MPa). Variando a proporção AF/PVA obteve-se compósitos com valores de MOE de 10 GPa e MOR
de 90 MPa. A degradação por microorganismos foi avaliada pelo ensaio de soterramento (Publicação
IPT No. 1157 D5 modificado). Os fungos da podridão mole que ocorreram naturalmente nos
compósitos foram isolados e identificados segundo a técnica do microcultivo. As mudanças na
estrutura e na morfologia dos compósitos foram estudadas através de microscopia eletrônica de
varredura. As perdas de massa e das propriedades mecânicas também foram monitoradas. A
biodegradabilidade apresentada pelos compósitos com altas concentrações de AF foi superior à da
madeira maciça de Pinus sp. e comparável à da espécie Eucalyptus grandis. Uma correlação entre a
estrutura, as propriedades físicas e mecânicas, e a taxa de biodegradação dos compósitos de rejeitos
de madeira-PVA foi estabelecida.
• Palavras-chave: poli (álcool vinílico), rejeitos de madeira, compósitos ecológicos,
biodegradabilidade
ENTIRELY BIODEGRADABLE COMPOSITES FROM WASTE WOOD AND POLY (VINYL
ALCOHOL) [PVA]
ABSTRACT: An environmentally friendly truly biodegradable composite based on wood flour and a
synthetic water soluble polymer has been produced. The wood-based product composed of waste
wood and poly (vinyl alcohol) [PVA] modified by phthalic anhydride (AF) possesses mechanical
properties and biodegradation rate liable to be controlled by reactants ratio. The Sugi (Criptomeria
japonica) flour has been added to the AF/PVA reaction medium and has been hot-pressed under 50
MPa and at 180 C. Varying the AF/PVA ratio one has been yielded composites with MOE values of
10 GPa and MOR of 90 MPa and degradation rate by microorganisms higher than Pinus sp. and
comparable to Eucalyptus grandis solid wood. Changes in the composites microstructures and
morphology throughout the biodegradation process have been studied by SEM, and the decrease in
mechanical properties has been monitored. Fungi have been isolated and identified by
microcultivation technique. A correlation has been established between the structure, mechanical
properties and biodegradation rate of waste wood-PVA composites.
Keywords: poly (vinyl alcohol), waste wood, green composites, biodegradability
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1. Introdução
A utilização de rejeitos de madeira, ao lado da reciclagem e utilização de plásticos biodegradáveis,
constituem alternativas concretas para a diminuição do acúmulo de resíduos sólidos em nosso
planeta. Os polímeros sintéticos formam uma camada impermeabilizante que impede a liberação de
líquidos e gases, retardando a estabilização da matéria orgânica. A utilização de polímeros
biodegradáveis em aplicações de curto prazo, principalmente como embalagem de produtos
perecíveis, tem recebido muita atenção em todo o mundo. O poli (álcool vinílico) [PVA] é um polímero
sintético, solúvel em água, biodegradável tanto em condições aeróbias como anaeróbias,
biocompatível, que apresenta excelentes propriedades mecânicas (Pritchard, 1970
(1)
; Takasu et al.,
2002
(2)
. Sua a taxa de biodegradação, no entanto, é muito lenta para fins práticos (Bloembergen et al.,
1994
(3)
; Chiellini et al., 2001
(4)
). Suas propriedades dependem fortemente dos graus de hidrólise e de
polimerização (Briscoe et al., 2000
(5)
). Compósitos reunindo o rejeito da madeira e PVA resultam num
produto de biodegradabilidade equivalente à madeira maciça Pinus sp. e comparável à da espécie
Eucalyptus grandis, e de propriedades mecânicas superiores aos de muitas madeiras de rápido
crescimento. Estas propriedades se mantêm superiores aos do Sugi (Criptomeria japonica) antes de
entrar no processo de biodegradação, mesmo ao término de 180 dias de exposição aos fungos. Os
fungos que ocorrem naturalmente no solo foram isolados e identificados de acordo com a técnica do
microcultivo.
2. Objetivos
Avaliar a biodegradabilidade dos compósitos de resíduo de madeira – PVA, em ambiente natural;
isolar e identificar os fungos que ocorrem naturalmente; estabelecer relações entre a composição,
resistência mecânica e a biodegradabilidade dos compósitos.
3. Procedimentos Experimentais
3.1 Preparo do compósito rejeito de madeira-PVA
Poli (álcool vinilico) [PVA] (GP=2000), valor de saponificação: 99 - 100 mol%, viscosidade (solução
4% a 20ºC): 35-45 Cps, pH: 5.0 a 7.5, Tf: 200 ºC. Nacalai Tesque (Japão).
Anidrido ftálico [AF] (Pm=148.12), Tf:131-133 ºC. Nacalai Tesque (Japão).
4-Dimetilaminopiridina [DMAP] (Pm=122.17), Tf: 110 – 113 ºC. Nacalai Tesque (Japão).
A farinha de Sugi (Criptomeria japonica), com partículas de dimensão média de 43 μm, foi
acrescentada às soluções AF/PVA, preparadas de acordo com as composições listadas na tab. 1, e
homogeneizadas mantendo-se a temperatura de 70 ºC. Embora a proporção AF/PVA seja variável, a
soma AF + PVA foi constante (em massa), e a concentração (em massa) de sugi (50%) também foi
constante (na tabela consta como teor de celulose, em mol, que foi calculada considerando-se que o
teor de celulose no sugi é de ~40%, e considerando-se como monômero da celulose uma unidade de
anidroglucose). Por último foi acrescentado o iniciador DMAP (4% em massa), agitando-se
continuamente. As soluções foram transferidas para um recipiente plano e levadas para secagem em
estufa com circulação de ar a 70 ºC por 12 horas, seguida por mais 8 horas a 105 ºC. Após
resfriamento até temperatura ambiente, a solução sólida foi raspada e homogeneizada em 4 ciclos de
15 minutos em homogeneizador de alta potência. A mistura foi passada em peneira (150 μm) e
levada à estufa a 105 ºC por mais 3 horas. Retirada e resfriada em dessecador, a mistura sólida foi
prensada a quente, utilizando-se matriz circular de aço inoxidável (diâmetro = 70 mm), e prensa
hidráulica Shiwa (Japão), equipada com controle de temperatura e resfriamento, sob temperatura 180
ºC e pressão de 50 MPa, por 20 minutos.
Tabela 1- Proporção molar dos compósitos.
Compósitos
A B C D E F G
Celulose* 1,2 1,2 1,2 1,2 1,2 1,2 1,2
PVA * 0 11,0 10,0 9,0 8,0 6,0 4,0
AF * 0 0 0,3 0,7 1,1 1,8 3,3
Cel/PVA** 0 0,11 0,12 0,13 0,15 0,20 0,30
AF/PVA ** 0 0 0,03 0,08 0,14 0,30 0,83
Cel + PVA
AF**
0 0 37 15 8 4 2
*em mol. Celulose = 162g/mol, PVA = 44g/mol; AF = 148g/mol. **proporção molar
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A farinha de madeira prensada a quente, sem a utilização de qualquer produto químico, foi
denominada de compósito A. É um produto de aparência plástica e cor clara. Os compósitos de
farinha de madeira/PVA apresentaram tonalidades variadas, de acordo com a proporção de AF.
Aqueles com maiores proporções de AF apresentaram cor escura, superfície lisa e brilhante e
aparência plástica (fig.7a).
3.2 Ensaios mecânicos
Das amostras obtidas da matriz circular foram cortados quatro corpos-de-prova de
aproximadamente 50 mm de comprimento, 10 mm de largura e 2 mm de espessura. Estes corpos-de-
prova destinados aos ensaios mecânicos foram cuidadosamente lixados para eliminar as microtrincas
e depois secos em estufa a 60 ºC por 8 horas. Os ensaios mecânicos foram conduzidos de acordo
com a norma da ASTM D 790-96A
(6)
, com a Instron 5500R (Instron Co., USA), pertencente ao
Laboratório de Compósitos do Instituto de Pesquisas em Madeira, Universidade de Kyoto, Japão. A
taxa de extensão foi de 20000pts/secs, a velocidade da cruzeta: 5 mm/min, a distância entre os
suportes: 40 mm, a temperatura ambiente e a umidade relativa de 50%.
3.3 Teste de Durabilidade
O teste de durabilidade foi efetuado de acordo com a norma JIS A 5908
(7)
, mergulhando-se os
corpos de prova em um béquer com água destilada a 70 ºC por duas horas, com agitação constante
(400 rpm). As fig. 2 e 3 apresentam os valores de MOE e de MOR antes e após o teste de
durabilidade. As dimensões, as massas e as propriedades mecânicas de 20 corpos-de-prova foram
medidas antes e após o teste. A relação entre a variação de densidade e a estrutura dos compósitos
foi estabelecida.
3.4 Calorimetria exploratória diferencial (DSC)
A DSC foi conduzida no Laboratório de Crescimento de Cristais e Materiais Cerâmicos (IFSC),
utilizando o Modern Thermal Analyst 2000 DSC 2910, TA Instruments, com atmosfera dinâmica de
nitrogênio (30 cm
3
/min) e taxa de aquecimento de 5 ºC/min. A fig. 5 apresenta os termogramas dos
compósitos.
3.5 Análise termogravimétrica (TG)
A TG foi conduzida no Laboratório de Crescimento de Cristais e Materiais Cerâmicos (IFSC),
utilizando o analisador TG 209, Netzsch, Germany, com atmosfera dinâmica de nitrogênio (20 ml/min)
e taxa de aquecimento de 5 ºC/min. As curvas estão apresentadas na fig. 6.
3.6 Ensaio de biodegradação
O ensaio de biodegradação foi conduzido no laboratório de micologia do IPT (Instituto de Pesquisas
Tecnológicas), São Paulo -SP, segundo o método adaptado da Publicação IPT No. 1157 D5
()
, ao
longo de seis meses (tab. 2). De cada lote, um conjunto de corpos-de-prova foi removido, limpo,
climatizado, mensurado, examinado ao estereoscópio Leica MZ APO e avaliado segundo o critério da
perda percentual de massa e de resistência mecânica. A fig. 7 mostra os compósitos retirados com 15
e 120 dias de exposição aos fungos. A fig. 13 mostra a frutificação de Chaetomium sp. em um dos
corpos-de-prova. Fungos que ocorreram naturalmente nos compósitos durante o ensaio de
soterramento foram isolados e identificados segundo a técnica do microcultivo (Brazolin, 1997
(9)
). A
identificação foi feita com uma câmera digital Samsung SSC-131, acoplada ao microscópio óptico
Leica DM LS, utilizando chaves de identificação (Barnett & Hunter, 1987
(10)
; Domsch et al., 1980
(11)
;
Ellis, 1993
(12)
).
Tabela 2 - Cronograma do ensaio de biodegradação.
Lote I II III IV V VI
Tempo de Exposição (dias) 15 30 60 90 120 180
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3.7 Microscopia eletrônica de varredura
As mudanças na morfologia dos compósitos foram monitoradas por microscopia eletrônica de
varredura (MEV), utilizando o Digital Scanning Microscope DSM 960, Zeiss, Germany, do Laboratório
de Microscopia e Análises do IFSC, com corrente de 0,80 A e potência de aceleração de 20 kV. As
fig. 11 e 12 mostram as micrografias do compósito C retirado aos 15 e 60 dias do ensaio de
biodegradação.
4. Resultados e discussões
A fig.1 apresenta a relação entre os valores de MOE e MOR e a proporção molar AF/PVA dos
compósitos. Os valores de MOR foram diretamente proporcionais ao aumento da proporção AF/PVA
enquanto que os valores de MOE foram inversamente proporcionais. Os compósitos com maiores
concentrações de AF (F e G) apresentaram os maiores valores de módulo de ruptura (MOR) e
menores valores de módulo de elasticidade (MOE) (fig. 2 e 3).
0,0 0, 2 0,4 0,6 0, 8 5060708090100 MOR AF/PVA (mol) MOR (MPa) 6810121416 MOE MOE (GPa)
Figura 1 – Relação entre os valores de MOE e MOR e a proporção molar AF/PVA dos compósitos.
Ao longo do ensaio de biodegradação, estes valores sofrem variações, e esta variação foi
inversamente proporcional à perda de massa no processo. Os compósitos que menos tiveram perdas
em MOR e MOE apresentaram as maiores perdas de massa (fig. 8). Estes compósitos (F e G),
mesmo após perda de 20%, ainda mostraram valores superiores às da madeira maciça de sugi (MOR
= 66 MPa) antes de entrar no processo de biodegradação.
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024681012 A B C D E F G MOE (GPa) apósantes
Figura 2 – Módulos de elasticidade (MOE) dos compósitos farinha de madeira-PVA antes e após o
teste de durabilidade.
A B C D E F G -- 0102030405060708090100 MOR (MPa) apósantes
Figura 3 – Módulos de ruptura (MOR) dos compósitos farinha de madeira-PVA antes e após o teste
de durabilidade.
As densidades dos compósitos variaram de 1,24 a 1,28 g/cm
3
, dependendo da composição. Ao
serem submetidos ao teste de durabilidade, os compósitos mostraram uma clara tendência em
relação à variação da densidade. A fig. 4 mostra a relação entre a proporção molar [Cel + PVA]/AF
dos compósitos e a variação de densidade (%) ao serem submetidos ao teste de durabilidade.
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Figura 4 – Relação da proporção molar [Cel + PVA]/AF com a variação da densidade (%) após o teste
de durabilidade.
A fig. 5 mostra os termogramas dos compósitos madeira-PVA. Nesta faixa estão registrados os
eventos térmicos relacionados principalmente à perda de água (abaixo de 100 ˚C). Os compósitos
que apresentaram acentuada perda de água foram o D e o A, enquanto que o F foi o que apresentou
este evento menos acentuado e já em 120 ˚C voltou a apresentar estabilidade.
25 50 75 100 125 150 175 20 0 -0,32 -0,28 -0,24 -0,20 -0,16 -0,12 -0,08 -0,04 0,00 ABC DEF G Fluxo de Calor (W/g) Temper atura( 0C)
Figura 5 – Termogramas dos compósitos madeira-PVA. A seta indica o sentido endotérmico.
Os resultados da TG (fig. 6) mostraram a maior estabilidade dos compósitos F e G, com um
curioso comportamento do compósito C que apresentou boa estabilidade enquanto que o compósito
D apresentou instabilidade superior ao compósito A. O ponto onde a maioria começou a perder
massa (~260 ºC) correspondeu à temperatura em que se inicia a degradação do PVA (Alexy et al.,
2002
(113)
). Os compósitos A,B e D apresentaram perda de massa 10% superiores aos compósitos C,
E, F e G, e as maiores variações de MOR e de MOE (fig. 9).
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100 200 300 400 500 600 70 0 102030405060708090100110 Massa (%) Tem peratur a(0C) ABC DEF G 100 200 300 400 500 60 0 700 102030405060708090100110 Massa (%) Tempera tura(0 C) ABC DEF G
100 200 300 400 500 60 0 700 102030405060708090100110 Massa (%) Tempera tura(0 C) A BCD EFG
Figura 6 – Curvas de TG dos compósitos madeira-PVA.



Figura 7 – Corpos-de-prova retirados com (a)15 e (b) 120 dias do ensaio de biodegradação.
A B C D E FG p eu 024681012141618 Perda de massa (%)
F
E D C G A
(a)
15 dias
(b)
120 dias
B
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A BC D E F G p eu 024681012141618 Perda de massa (%)
A B C D E FG p eu 024681012141618 Perda de massa (%)
Figura 8- Valores médios da perda percentual de massa dos grupos de compósitos e das
testemunhas ao término do ensaio de biodegradação (180 dias) por soterramento.
2 4 6 8 10 12 14 102030405060708090100 MOR Pe rdad emass a(%) Variação em MOR (%) 1020304050607080 MOE Variação em MOE (%)
Figura 9 – Relação entre as variações no MOE e MOR e a perda percentual de massa, ao término do
processo de biodegradação.
A biodegradabilidade foi maior para maiores proporções de AF/PVA (fig.10). Os compósitos F e G
alcançaram perdas de massa equivalentes aos do resíduo de madeira prensado sem AF ou PVA
(compósito A) = 12,2%. Estes compósitos também apresentaram menores variações em MOE e MOR
(fig. 9).
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0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 468101214 Perda de massa (%) AF/P VA(m ol)
Figura 10 – Relação entre a perda de massa (%) e a proporção molar AF/PVA dos compósitos.
As superfícies dos corpos-de-prova fraturadas nos ensaios mecânicos foram observadas ao
microscópio eletrônico de varredura (MEV). Aos 15 dias a ocorrência de microorganismos não foi
observada no interior do compósito (fig. 11) embora seja identificada na superfície do compósito (fig.
13), mas aos 60 dias a ocorrência de bactérias e fungos foi observada ao MEV (fig. 12).

Figura 11 – Fotomicrografia de superfície fraturada do compósito C retirado com 15 dias de exposição
aos fungos. Aumento de 2000X.
5 µm
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Figura 12 – Fotomicrografia de superfície fraturada do compósito C retirado com 60 dias de exposição
aos fungos, mostrando (a) bactérias; (b) cabelos periteciais e (c) esporos de fungos e (d) material
secretado pelos microorganismos. Aumento de 1000X.
Testemunhas de madeira maciça foram utilizadas. As perdas de massa foram de 7,3% para
Pinus sp. e de 15,8% para Eucalyptus grandis. Os fungos foram isolados e identificados ao longo do
processo de biodegradação. Fungos mitospóricos pertencentes aos gêneros Trichoderma spp.,
Humicola sp., Botryotrichum spp. e Penicillium spp., e 16 ascomicetos, 15 delas pertencentes ao
gênero Chaetomium spp., foram identificados. A tab. 3 relaciona os fungos isolados em três lotes. As
fig. 13 a 16 apresentam imagens de microcultivos destes fungos obtidas por microscópio óptico com
aumento de 400X. As principais estruturas morfológicas estão indicadas pelas setas.
Tabela 3 - Fungos isolados em três lotes.
Lotes Humicola sp. Botryotrichum spp. Penicillium spp. Trichoderma
spp.
Chaetomium spp.
II G A, D B, D (MA), E
IV D (MA) B (CA) D A , C, E, F B (MA), G (MA)
VI G (CA) A (MA) F B, C, D, E A (CA), E(MA),
F(MA), G(MA),
MA – meio malte-ágar; CA – meio celulose-ágar; quando não houver identificação, ocorreram em
ambos os meios.
Os compósitos nos quais o gênero Chaetomium ocorreu nos últimos lotes (compósitos A, E, F e
G) apresentaram perda de massa superior quando comparada à da madeira maciça de Pinus sp. e
equivalente à do Eucalyptus grandis.
d
c
10 μm
a
b
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Figura 13 – Frutificação de Chaetomium sp. no compósito A , retirado com 15 dias do ensaio de
biodegradação. (a) peritécio; (b) cabelos periteciais; (c) hifas. Fotografia obtida por
estereomicroscópio. Aumento de 80X.
Figura 14 - Estruturas morfológicas do Chaetomium sp. verificado no compósito B, meio celulose,
lote II. As setas indicam (a) os esporos e (b) os cabelos periteciais.
(a)
(b)
50 µm
(b)
(a)
(c)
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Figura 15 - Estruturas morfológicas do Trichoderma sp. verificado no compósito C, meio celulose,
lote II. As setas indicam (a) os conídios e (b) o sinema, um agrupamento de hifas.
Figura 16- Estruturas morfológicas do Penicillium sp. verificado no compósito D, meio malte, lote IV.
As setas indicam (a) os conídios, (b) o conidióforo e (c) as hifas.
5. Conclusões
Compósitos inteiramente biodegradáveis à base de madeira e PVA foram produzidos. Os
compósitos apresentaram propriedades mecânicas e durabilidade superiores às da madeira maciça
de Sugi (Criptomeria japonica). O ensaio de biodegradação mostrou que nos compósitos com
maiores proporções AF/PVA as perdas de massa foram maiores, comparáveis ao rejeito de madeira
prensado (compósito A) e à testemunha Eucalyptus grandis. Porém, suas propriedades mecânicas,
ao término do processo, permaneceram superiores aos do Sugi antes de iniciar o processo. Nos
compósitos em que a proporção AF/PVA (em mol) ultrapassou 0,1 (compósitos E, F e G), as
variações no MOE e no MOR devido ao processo de biodegradação foram menores e as perdas de
massa foram maiores.
(a)
(b)
(b)
(a)
(c)
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6. Referências bibliográficas
(1) Pritchard, J.G. (1970). Poly (Vinyl Alcohol): Basic Properties and Uses. Gordon & Breach, London.
(2) Takasu, A. et al. (2002).Accelerated Biodegradation of Poly (vinyl alcohol) by a Glycosidation of
the Hydroxyl Groups. Polymer (43) 227-231.
(3) Bloembergen, S. et al. (1994). Biodegradation and Composting Studies of Polymeric Materials. In
Doi, Y. & Fukuda, K. ed. Biodegradable Plastics and Polymers. Elsevier, London, p. 601 – 611.
(4) Chiellini, E.; Cinelli, P. & Iman, S. H. (2001). Composite Films based on Biorelated Agro-industrial
Waste and PVA – Preparation and Mechanical Properties Characterization. Biomacromolecules 2
(3) 1029-1037.
(5) Briscoe, B.; Luckham, P. & Zhu, S. (2000). The Effects of Hydrogen Bonding upon the Viscosity of
Aqueous Poly (vinyl alcohol) Solutions. Polymer (41) 3851-3860.
(6) ASTM D 790-96A (1996). Standard Test Methods for Flexural Properties of Unreinforced and
Reinforced Plastics and Electrical Insulating Materials. American Society for Testing and
Materials, Annual Book of ASTM Standards.
(7) JIS A 5908 (1994). JAPANESE INDUSTRIAL STANDARD. BOILING TEST.
(8) PUBLICAÇÃO IPT NO. 1157 D5 (1980). ENSAIO ACELERADO DE LABORATÓRIO PARA
DETERMINAÇÃO DA EFICIÊNCIA DE PRESERVATIVOS CONTRA FUNGOS DA PODRIDÃO
MOLE. INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS DO ESTADO DE SÃO PAULO (IPT),
SÃO PAULO.
(9) Brazolin, S. (1997). Podridão mole em madeira de Tabebuia sp. (ipê) em torre de resfriamento de
água: identificação e avaliação da capacidade de degradação dos fungos e alterações na
estrutura anatômica da madeira. Dis. Mestrado (ESALQ – USP), 139p.
(10) Barnett, H.L. & Hunter, B.B. (1987). Illustrated genera of imperfect fungi. 4.ed. Burgess,
Minneapolis, 241p.
(11) Domsch, K. H.; Gams, W. & Anderson, T. -H. (1980). Compendium of Soil Fungi. Vol. 1,
Academic Press, London, 859p.
(12) Ellis, M. B. (1993). Dematiaceous hypomycetes. Kew, Surrey, England: CAB – International
Mycological Institute, 608p.
(13) Alexy, P. et al. (2002). Poly (vinyl alcohol) Stabilisation in Thermoplastic Processing. Polym. Deg.
Stab. (78) 413-421.
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SAMBLADURAS EM TELHADOS COM ESTRUTURA DE
MADEIRA TIPO HOWE EM BELO HORIZONTE


Renata Braga de Albuquerque Campos e Sebastião Salvador Real Pereira, Universidade Federal,
Escola de Engenharia, Departamento de Engenharia de Estruturas, Belo Horizonte, MG. E-mail:
rb_albuquerque@yahoo.com.br e ssrp@dees.ufmg.br
Eduardo Chahud, Centro Universitário Fumec, Faculdade de Engenharia e Arquitetura, Belo
Horizonte, MG. E-mail: chahud@fea.fumec.br


Resumo: Este trabalho tem por objetivo fornecer contribuições práticas e teóricas para o
correto detalhamento das sambladuras em tesouras de madeira tipo Howe, cobertas por
telhas cerâmicas, vencendo vãos até 12 metros. A sambladura utiliza apenas recortes ou
entalhes, sendo uma das ligações mais utilizada no país, tanto pela simplicidade construtiva
como pelo baixo custo. A fim de levantar problemas existentes nestas ligações, foi feita uma
pesquisa bibliográfica e vistoriados diversos telhados previamente selecionados, construídos
em diferentes épocas. As ligações foram verificadas quanto à altura do dente e quanto à
folga necessária ao cisalhamento, segundo prescrições da NBR 7190/97
(1)
. Conclui-se que a
maioria das sambladuras vistoriadas não obedecem às prescrições da norma
independentemente da data de construção das edificações.

Palavras-chave: tesoura Howe, telhados de madeira, sambladuras, ligações entalhadas.

Abstract: The objective of this paper is to present theoretical and practical contributions
towards the correct detailing of Howe type wood trusses commonly used in roof tops of up to
12 meters long and covered with ceramic tiles. Only clippings and notched joints are
employed in the assembly of these trusses, since they are the most commonly used joints in
Brazil for their cost efficiency and simplicity to build. An inspection of some roof tops,
constructed at different times, was done in order to evaluate the conditions of these joints.
The inspected joints were verified according to design procedures of NBR 7190/97
(1)
. The
results of this comparison show that the majority of the inspected truss assemblies are not
correctly designed independently of the period in time of their construction.

Keywords: Howe trusses, wood roof tops, notched joints, step joints














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1. Introdução

Segundo Moliterno (1981)
(7)
, a sambladura é o tipo de ligação mais prática e natural entre
duas peças de madeira e somente pode ser utilizada quando temos uma das peças
comprimida, sendo preciso verificar as resistências das superfícies de contato ao
esmagamento e ao cisalhamento (quando a ligação está na extremidade da estrutura). Além
disso, este tipo de ligação não resiste a inversões de esforços provocadas pelo vento.
Contudo, em relação ao avanço tecnológico na construção de telhados de madeira cabe
observar que a execução de ligações bem feitas representa custos maiores pelo fato da
necessidade mão-de-obra mais qualificada. Sendo, talvez por isso, executadas de maneira
negligente e ineficiente na maioria dos casos.
Sendo assim, este trabalho procura primeiramente contribuir para o estudo das estruturas
de madeira uma vez que colabora com a documentação científica sobre ligações entre
peças estruturais, fornecendo subsídios para os profissionais da área de engenharia civil, no
que diz respeito ao correto detalhamento das estruturas com tesouras Howe utilizadas em
telhados.
As sambladuras analisadas foram obtidas através de vistorias em 9 telhados de Belo
Horizonte com tesouras tipo Howe de 12 metros de vão.

2. Telhados em estrutura de madeira

Desde a pré-história o homem já produz abrigos primitivos para sua proteção contra as
intempéries. De acordo com Palazzo (2004)
(8)
, este tipo de abrigo primitivo (que pode ser
considerado como o “marco zero” da tecnologia da construção) foi construído de maneira
bem fantasiosa ao longo da história, porém a arqueologia confirma que já se tratava de
sistemas traveados, apoiados no mínimo em duas colunas, com uma viga de cumeeira. A
partir daí a arquitetura é uma sucessão contínua de avanços tecnológicos: paredes
portantes de barro, mais tarde de pedra, tijolo cozido e concreto, carpintaria de telhados, etc.
Telhados como os de duas águas, por exemplo, foram largamente utilizados na arquitetura
da Idade Antiga, tendo como exemplos os telhados dos templos gregos e romanos; nas
Igrejas da Idade Média ou período gótico, nos exemplares da Idade Moderna representadas
pelas igrejas do Renascimento e pelas Igrejas barrocas; e por último nos exemplares da
Idade Contemporânea (construções da atualidade). No Brasil, este tipo de telhado com
estrutura treliçada de madeira foi inserido no período colonial (início do século XVIII), com a
vinda dos primeiros exploradores. As primeiras habitações tinham de utilizar os materiais
existentes na região, sendo as residências paulistas os exemplares mais expressivos desta
época. Detalhes desta arquitetura também são encontrados em edificações mais recentes,
nos prédios neoclássicos do conjunto arquitetônico da Praça da Liberdade.
Embora a forma triangular das estruturas de telhados seja uma concepção primitiva, que
justifica a função de impedir o acúmulo das águas das chuvas, novas formas são
concebidas, e este tipo de solução estrutural continua sendo utilizado ainda em grande
escala atualmente.

2.1. Principais tipos de telhados

Os telhados podem ser classificados de acordo com o tipo de superfície como curvos ou
planos. Eles também podem ser classificados de acordo com quantidade de superfície que
os compõe (fig. 1), sendo telhados de uma ou meia água, telhados de duas águas ou
telhados de quatro águas.






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Meia-água

Duas águas
cumeeira
Tipo americano
Tipo cangalha


Quarto águas
com platibanda
rufo e calha
ventilação
cumeeira
com beirais


Figura 1 – Tipos de telhados. Fonte: site http://www.uepg.br/denge/aulas/Coberturas
(6)

Os telhados de múltiplas águas, como o próprio nome diz, representam a união de vários
telhados já anteriormente citados cujas interseções formam arestas, que quando externas
são denominadas espigões, e quando internas são denominadas rincões.

2.2. Partes componentes dos telhados

Os telhados são compostos pela estrutura principal (tesouras) e pela estrutura secundária
(conjunto das peças que recebem o carregamento proveniente das telhas ou cobertura e
interligam as estruturas principais).
A estrutura principal de um telhado são as tesouras e seus respectivos componentes. A
denominação estrutura principal se deve ao fato de que suas peças componentes sustentam
todos os esforços derivados de intempéries (chuva, vento, etc.), além dos esforços relativos
ao peso da cobertura e ao peso próprio dos elementos constituintes do telhado.
As tesouras são treliças planas verticais com os banzos superiores inclinados, projetadas
para receber cargas, que atuem paralelamente a seu plano, transmitindo-as aos apoios.
De acordo com Ballarin (2003)
(2)
, as estruturas de tesouras, por serem estruturas de treliças,
podem ser projetadas considerando-se as seguintes hipóteses básicas: seus nós são
articulações perfeitas, o peso próprio das barras encontra-se concentrado em suas
extremidades (nós), as ações são aplicadas somente em seus nós.
A forma mais clássica de tesoura é a tesoura tipo Howe ou Tesoura Inglesa para duas
águas, usualmente aplicada em vãos até 18 metros. Ela é composta de dois banzos
superiores dispostos de acordo com a inclinação das águas do telhado, reunindo-se no
vértice inferior (beirais) ao topo do pontalete e inferiormente são unidos pelo banzo inferior.
Diagonais e banzos superiores trabalham comprimidos e montantes e banzo inferior
tracionados (fig. 2), em condições usuais de utilização ou combinações de carregamentos
permanentes.



Figura 2 – Esquema da estrutura de tesoura Howe em condições usuais de utilização. Fonte:
elaboração própria
Banzo super. (-)
Pontalete (+)
Diagonal (-)
Montante (+)
Banzo infer. (+)
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Os elementos secundários estruturam o plano de assentamento da cobertura e
descarregam o peso desta na estrutura principal. Também fazem a ligação de uma estrutura
principal com outra estrutura principal (união de duas tesouras). Fazem parte destes
elementos secundários as terças, as cumeeiras, os frechais, os contra-frechais, os caibros,
as ripas e os rincões e espigões.

3. Sambladuras nos telhados em estrutura de madeira

O correto funcionamento da estrutura dos telhados depende, dentre outros fatores, da
execução de ligações adequadas entre os elementos componentes das tesouras, tais como
Banzo Superior-Banzo Inferior, Banzo Superior-Diagonal, Banzo Superior-Pontalete,
Diagonal-Pontalete. A eficiência das ligações em estruturas de madeira, por sua vez,
depende de uma série de aspectos tais como o tipo de ligação, o comportamento elasto-
plástico da madeira, além da qualidade do projeto e da mão-de-obra.
No tipo de ligação em destaque na pesquisa – a sambladura – a madeira trabalha a
compressão associada ao corte, podendo-se também utilizar nestas ligações grampos ou
parafusos como conectores de segurança.
Anteriormente as sambladuras eram utilizadas não somente para resistir a esforços de
compressão, mas também para resistir a esforços de tração. Porém, pelo fato da execução
se tornar complicada e a ligação não resistir a grandes esforços de tração, as ligações deste
tipo ficaram restritas a estruturas com ligações comprimidas (Karlsen, 1967)
(6)
.
A transmissão do esforço neste tipo de ligação é feita através do apoio das interfaces. Para
Pfeil (1977)
(9)
, as sambladuras devem ser executadas com grande precisão, a fim de que as
faces transmissoras de esforços fiquem em contato antes do carregamento. Havendo folgas,
a ligação se deformará até que as faces se apóiem efetivamente, fazendo com que esforços
não previstos atuem na ligação.
Alem disso, Cardão (1979)
(3)
comenta que a sambladura deve apresentar o aspecto mais
simples possível, visto que se pode considerar, quase como regra geral, que são tanto mais
fortes e resistentes quanto menos complicadas forem. As sambladuras concebidas de forma
mais complicada são de grande dificuldade de execução e também enfraquecem a ligação
pelo fato de requererem maiores cortes na madeira, conseqüentemente diminuindo a seção
resistente da peça.
As sambladuras não resistem à inversão de esforços devido à força do vento, conforme
Moliterno (1981)
(7)
, sendo necessário o uso de abraçadeiras ou cobrejuntas nas ligações,
para que se garanta a integridade estrutural da estrutura em questão.
As sambladuras analisadas neste trabalho são as indicada abaixo, na fig. 3.

Sambladura 2
Sambladura 3
Sambladura 2
Sambladura 1


Figura 3 – Ligações entre as peças de uma tesoura do tipo Howe. Fonte: elaboração própria.

3.1. Sambladura 1: Banzo Superior-Banzo Inferior

A ligação Banzo Superior-Banzo Inferior é executada através de corte no banzo inferior para
o encaixe do banzo superior. A fig. 4 apresenta uma ligação deste tipo com um dente
simples recuado. Observa-se aqui que todo o esforço proveniente do banzo superior é
transferido para o banzo inferior através da única superfície de contato (na direção do
dente).
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Neste tipo de ligação a componente horizontal do esforço de compressão atuante no banzo
superior tende a cisalhar (cortar) a base do entalhe do banzo inferior. A direção do dente,
neste caso pode ser perpendicular ao banzo superior ou na direção da bissetriz do ângulo
externo.



Figura 4 – Sambladura 1 c/ dente simples recuado. Fonte: elaboração própria a partir do site
http://www.uepg.br/denge/aulas/Coberturas
(5)

3.2. Sambladura 2: Banzo Superior-Diagonal

A ligação Banzo Superior-Diagonal (fig. 5) é feita através de dente simples entalhado na
diagonal e uma cavidade feita no banzo superior da tesoura proporcionando um encaixe
perfeito. Esta ligação só pode ser executada com dente simples em função da altura da
peça onde será introduzido o dente (altura do banzo superior). Esta altura reduzida dificulta
a execução de dentes duplos de pequenas dimensões.



Figura 5 – Sambladura 2 c/ dente simples. Fonte: elaboração própria a partir do site
http://www.uepg.br/denge/aulas/Coberturas
(5)

3.3. Sambladura 3: Banzo Superior-Pontalete

Na ligação Banzo Superior-Pontalete (fig. 6), são estabelecidos dois entalhes no pontalete,
um deles destinado à colocação do banzo superior direito e o outro destinado a colocação
do banzo superior esquerdo.
Os dentes feitos no pontalete também não devem comprometer sua resistência à tração,
pois sua largura é reduzida em duas vezes a altura do dente.

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Figura 6 – Sambladura 3 c/ dente simples. Fonte: elaboração própria a partir do site
http://www.uepg.br/denge/aulas/Coberturas
(5)

3.4. Sambladura 4: Diagonal-Pontalete

A ligação Diagonal-Pontalete é similar à ligação Banzo Superior-Pontalete, na qual o
sistema de encaixe é feito através de simples endentação (fig.7). A extremidade da diagonal
é entalhada, formando um dente para a transmissão dos esforços para o pontalete que tem,
por sua vez, uma cavidade.
Da mesma maneira que a ligação Banzo Superior-Diagonal, o esforço de compressão
atuante na diagonal é transferido para o pontalete. E para que esta transmissão seja feita
corretamente o dente deve ser executado através de corte na direção perpendicular ao
esforço.



Figura 7 - Ligação Diagonal-Pontalete c/ dente simples. Fonte: elaboração própria
(5)

4. Dimensionamento das sambladuras

O dimensionamento é feito de acordo com as prescrições da NBR 7190/97
(1)
. Geralmente
este tipo de ligação é executado sem projeto, baseando-se na experiência e intuição do
carpinteiro ou através de ensaios simples.
O correto dimensionamento, por sua vez, fornece os valores adequados da altura do dente e
da folga necessária para que as peças resistam ao esforços atuantes. A altura do dente é a
profundidade do corte (na seção transversal) na peça de apoio, para o recebimento da outra
peça constituinte na ligação. A folga, por sua vez, é a distância do dente à extremidade da
peça de apoio. Os cálculos para determinação da altura do dente e da folga necessária
(distância do dente à extremidade da peça) foram feitos de acordo com as prescrições
contidas no Caderno de Telhados em Estruturas de Madeira de Moliterno (1981)
(7)
.
A resistência das peças das estruturas vistoriadas foram verificadas utilizando-se esforços
solicitantes por nós estimados. Nas peças tracionadas (banzo inferior e pontaletes) e
comprimidas (banzo superior e diagonais) considerou-se que estes esforços atuam
paralelamente às fibras, sob condições usuais de carregamento, sem levar em conta os
efeitos do vento.
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4.1. Cálculo da altura do dente (e)
(4)



Figura 8 - Altura do dente. Fonte: elaboração própria a partir de Carrasco (2004)
(4)

) (
) cos (
,
b f
N
e
d c
d
×
×

α
γ

(1)

onde:

= e altura do dente, em m;
=
d
N solicitação de cálculo, atuante na peça comprimida, em KN;
=
d c
f
, α
resistência de cálculo da madeira à compressão inclinada de ângulo α em relação a
direção das fibras, em KN/m
2
;
= b largura da peça comprimida, em m.

4.2. Cálculo da folga necessária ao cisalhamento (f)
(4)



Figura 9 – Folga necessária ao cisalhamento. Fonte: elaboração própria a partir de Carrasco (2004)
(4)

) (
) cos (
, 0 d v
d
f b
N
f
×
×

γ

(2)

onde:

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= f folga necessária ao cisalhamento, em m;
=
d
N solicitação de cálculo, atuante na peça comprimida, em KN;
= b largura da peça comprimida, em m;
=
d v
f
, 0
resistência ao cisalhamento na presença de tensões tangenciais paralelas às fibras,
em KN/m
2
.





5. Metodologia

A metodologia utilizada atendeu os objetivos deste trabalho através da etapa da pesquisa
bibliográfica, de onde foram obtidas as informações técnicas e de dimensionamento e
através da pesquisa de campo, necessária para a aplicação dos conceitos na prática.

5.1. Pesquisa de campo

As edificações vistoriadas foram selecionadas através do tipo de estrutura em destaque no
trabalho proposto. Os telhados deveriam possuir no mínimo duas águas, com cobertura em
telhas cerâmicas e estruturas de madeira com tesoura tipo Howe, vencendo vãos de até 12
metros.
Desde a elaboração do projeto optou-se por telhados construídos em diferentes épocas,
buscando-se por exemplares em sites relacionados a patrimônios históricos. A vistoria a
edificações mais antigas dependeu de um contato prévio com o próprio estabelecimento,
que na maioria das vezes foi acompanhada por funcionários ligados à manutenção do
edifício, como foi o caso das edificações do Arquivo Mineiro, da Escola Estadual Afonso
Pena, do Instituto de Educação, do Centro de Treinamento da Fundação Cristiano Otoni, do
Automóvel Clube e do Batalhão do Corpo de Bombeiros.
As residências escolhidas para a vistoria (Yara Restaurações e Residência da Pampulha)
foram selecionadas em função da facilidade de acesso aos seus telhados, que puderam ser
alcançados através de alçapões dos forros existentes. O telhado do Clube Recreativo
Palmeiras também foi vistoriado com facilidade devido ao seu pé-direito baixo e ausência de
forro (telhado aparente internamente).

Arquivo Mineiro: construído em 1897. Pertence ao conjunto arquitetônico da Praça da
Liberdade - Belo Horizonte, composto pelo Palácio da Liberdade e pelas construções da
Secretarias de Estado. Madeira da estrutura: Pinho de riga (Pinus sylvestris L.)
(11)
de origem
européia.



Figura 10 – Sambladuras Arquivo Mineiro. Fonte: Autor (2006).

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Residência em Santa Efigênia: Construída na década de 60. Funciona atualmente como
sede da Yara Restaurações, empresa que restaura obras de arte. Madeira da estrutura:
Parajú ou maçaranduba (Manilkara spp.), aparentemente com algumas reformas feitas com
o mesmo tipo de madeira.



Figura 11 – Sambladuras Residência Santa Efigênia. Fonte: Autor (2006).

Escola Estadual Afonso Pena de Ensino Fundamental: construída em 1907, no governo
João Pinheiro, foi uma das pioneiras na Capital. Exemplar da arquitetura neoclássica, foi
tombada em 1983 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas
Gerais, IEPHA. Madeira da estrutura: Peroba do Campo (Paratecoma peroba).



Figura 12 – Sambladuras E.E. Afonso Pena. Fonte: Autor (2006).

Instituto de Educação: edificação eclética construída na primeira metade do século XX,
atualmente funcionando como escola fundamental (IEMG) e Faculdade de Educação
(UEMG). Madeira da estrutura: Peroba do Campo (Paratecoma peroba).



Figura 13 – Sambladuras Instituto de Educação. Fonte: Autor (2006).

Residência na Pampulha: construída em meados de 1950. A estrutura do telhado apóia
diretamente em vigas semi-invertidas. Madeira da estrutura: Peroba Rosa (Aspidosperma
polyneuron).



Figura 14 – Sambladuras Residência Pampulha. Fonte: Autor (2006).

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Centro de Treinamento Fundação Cristiano Otoni (EEUFMG): construção da década de
80, pertencente ao grupo de edificações da Escola de Engenharia da UFMG, composta por
salas de auditório. Madeira da estrutura: Peroba Rosa (Aspidosperma polyneuron).



Figura 15 – Sambladuras Fundação Cristiano Otoni. Fonte: Autor (2006).

Automóvel Clube: Inaugurado no dia 19 de agosto de 1929. Com o tempo, o local foi
sendo destinado somente a eventos sociais. Madeira da estrutura: Peroba do Campo
(Paratecoma peroba).



Figura 16 – Sambladuras Automóvel Clube Fonte: Autor (2006).

1º BBM (Batalhão do Corpo de Bombeiros): O Centro de Ensino de Bombeiros,
atualmente ocupa o casarão que foi sede de um convento construído por volta de 1913.
Madeira da estrutura: Peroba do Campo (Paratecoma peroba).



Figura 17 – Sambladuras Corpo de Bombeiros. Fonte: Autor (2006).

Clube Recreativo Palmeiras: construção destinada ao salão de jogos pertencente à
associação recreativa Palmeiras construído em 1995. Madeira da estrutura: Pinus (Pinus
spp.)



Figura 18 – Sambladuras Corpo de Bombeiros. Fonte: Autor (2006).




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5.2. Dimensionamento das Ligações

Para verificação da adequabilidade das peças e detalhes das ligações foram utilizadas
prescrições das normas NBR 7190/97
(1)
. Calculou-se aproximadamente a inclinação dos
dentes e estimou-se a carga atuante nos telhados, pelo fato da imprecisão da medição da
inclinação do dente em relação às fibras (peças muito empoeiradas) e da dificuldade da
determinação rigorosa da geometria do telhado.
Os esforços nas barras das treliças foram obtidos utilizando-se o programa TP.EXE versão
2.0.
Para analisar as ligações, adotou-se as propriedades mecânicas da Peroba do Campo ou
Peroba de Campos (Paratecoma peroba) com umidade de 12%
(10)
.
A altura do dente depende da resistência à compressão inclinada às fibras (eq. 3), cujo valor
é intermediário entre a resistência à compressão normal às fibras e a compressão paralela
às fibras. Sua obtenção se dá através da fórmula de Hankison, de acordo com Carrasco
(2004)
(5)
:

[ ] ) cos ( ) (
) (
2
, 90
2
, 0
, 90 , 0
,
γ γ
α
× + ×
×
=
d c d c
d c d c
d c
f sen f
f f
f
(3)

onde:

=
d c
f
, α
resistência de cálculo da madeira à compressão inclinada de ângulo α em relação a
direção das fibras, em KN/m
2
;
=
d c
f
, 0
resistência de cálculo da madeira à compressão paralela às fibras, em KN/m
2
;
=
d c
f
, 90
resistência de cálculo da madeira à compressão normal às fibras, em KN/m
2
.

Os dentes são cortes que diminuem a seção resistente das peças. Há um limite inferior e
superior para estes cortes cujos valores são determinados pela eq. 4:

4 8
h
e
h
≤ ≤ (4)

Onde:

= h altura total da peça comprimida, em m;
= e altura do dente, em m.

Quando há necessidade de ultrapassar o limite máximo de h/4, deve-se construir dois
dentes dividindo a altura obtida anteriormente por 2. Se os dentes continuarem a ultrapassar
o limite máximo então é preciso adotar outro artifício, como por exemplo uma cobrejunta,
para resistir ao esforço restante e garantir a integridade estrutural do conjunto. As
cobrejuntas também garantem a indeslocabilidade lateral das ligações.
A folga necessária para resistir ao cisalhamento depende da resistência máxima ao
cisalhamento f
v0,d
(somente ocorre em planos paralelo às fibras) da peça que é recortada
para o encaixe de outra peça. Este valor também depende da inclinação entre as peças a
serem ligadas. Somente é calculada a folga para as ligações extremas.
Quando a peça possui apenas um dente a folga necessária é medida a partir da
extremidade do dente da peça apoiada e vai até a extremidade da peça de apoio. Quando
são dois dentes, a folga necessária é medida a partir do segundo dente (dente mais distante
da extremidade da peça de apoio). O primeiro dente fica distanciado da extremidade com a
metade da folga.

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Tabela 1 – Resultado dimensionamento x vistoria. Fonte própria
Edificações Ligações Dentes adeq. Folga adeq Total adeq
1 X
2 X
3 X
Arquivo Público
4 X
1 X
2
3 X X X
Yara
Restaurações
4 X
1 X E.E. Afonso
Pena 3 X X X
1 X
2
3
Instituto de
Educação
4 X
1 X
2 X
3 X
Residência
Pampulha
4 X X X
1
2
3
Escola de
Engenharia
(UFMG)
4 X
1 X
2
3 X
Automóvel
Clube
4 X
1 X
2
3
Corpo de
Bombeiros
4 X
1 X X X Clube Recr.
Palmeiras 3 X
X = Ligação executada corretamente

Foram analisadas ao todo 32 sambladuras, sendo 9 do tipo 1, 7 do tipo 2, 9 do tipo 3 e 7 do
tipo 4. De todas as sambladuras apenas 5 foram construídas com dimensões adequadas
(16%).
Considerando-se as dimensões dos dentes, a quantidade de dentes e as folgas
necessárias, das sambladuras do tipo 1 (Ligação banzo inferior/banzo superior), apenas 1
foi construídai corretamente (22,2%). Nenhuma sambladura do tipo 2 (banzo
superior/diagonal) foi construída corretamente, considerando-se todos os aspectos
analisados. Para a sambladura do tipo 3 (banzo superior/pontalete), das 9 analisadas, 2
foram construídas corretamente (22,2%). E finalmente, das sambladuras do tipo 4
(diagonal/pontalete), apenas 1 em 7 foi construída de maneira correta (14,30%).
Observar tab. 2.

Tabela 2 – Porcentagem de ligações construídas corretamente. Fonte: própria
Tipo de Ligação
Número de ligações
analisadas
Ligações adequadas
(quantitativo)
Ligações adequadas
(%)
1 9 1 11,11
2 7 0 0,00
3 9 2 22,22
4 7 1 14,30

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8. Conclusão

A data de construção da edificações não teve influência sobre os resultados obtidos.
Há uma grande porcentagem de sambladuras construídas de forma inadequada,
principalmente as do tipo 2 (Banzo Superior-Diagonal), do tipo 3 (Banzo Superior-Pontalete)
e do tipo 4 (Diagonal-Pontalete), podendo ser conseqüência de falta de mão-de-obra
qualificada, de ausência de projetos para as estruturas Howe com vãos até 12 metros. Além
de descaso com a construção de telhados para edificações de pequeno porte.
Porém a falta de adequação, nestes 9 casos vistoriados, não levou nenhuma estrutura ao
colapso, podendo-se concluir também que, a norma NBR 7190/97
(1)
pode ser considerada
uma norma conservadora, em relação aos coeficientes de segurança adotados para a
minoração das resistências das madeiras empregadas nas estruturas dos telhados.
A quantidade de ligações construídas de forma incorreta mostra que é preciso aliar à prática
de carpintaria um projeto de detalhamento, acompanhado dos cálculos corretos com a
finalidade de promover o correto funcionamento das estruturas de tesouras Howe, assim
como para qualquer estrutura que utiliza a sambladura nas suas ligações.

9. Agradecimentos

Meus sinceros agradecimentos:
A CNPq, agência financiadora da pesquisa.

10. Referências bibliográficas

(1) ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT – NBR 7190/97. Projeto
de execução de Estruturas de madeira, Rio de Janeiro, 1997.

(2) BALLARIN, A. W. Ensino de engenharia florestal: formação ou formatação. 2003.
(Apresentação de Trabalho/Conferência ou palestra).

(3) CARDÃO, Celso. Técnica da construção. 2. ed. Belo Horizonte: 1969. 2v. (Coleções
engenharia e arquitetura)

(4) CARRASCO, Edgar Vladimiro Mantilla. Estruturas usuais em madeira: propriedades
físicas e mecânicas. Belo Horizonte: EEUFMG, 2004 1 v.

(5) DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL DA UEPG. Notas de aulas da disciplina de
Construção Civil. Carlan Seiler Zulian; Elton Cunha Doná. Ponta Grossa: DENGE, 2000-
2001.

(6) KARLSEN, G. G.; BOLSHAKOV, V. V.; KAGAN, M. Y.; SVENTSITSKY, G. V.;
ALEKSANDROVSKY, K. V.; BOCHKARYOV, I. V.; FOLOMIN, A. I. (1967). Wooden
Structures. Moscow, Mir Publishers. 638p.

(7) MOLITERNO, ANTONIO. Caderno de projetos de telhados em estruturas de madeira.
São Paulo: E. Blucher, 1981. 419p.

(8) PALAZZO, Pedro P. (2004) High-Tech ou Low-Tech? Brasília: Unieuro.
http://palazzo.arq.br/index.php?option=com_content&task=view&id=14 & Itemid =26. (01 de
agosto de 2006).

(9) PFEIL, Walter. Estruturas de madeira: dimensionamento segundo as normas brasileiras
NB11 e os modernos criterios das normas alemãs e americanas. Rio de Janeiro: 1977.
252p.

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(10) IPT – Áreas Técnicas. Recursos Florestais. Madeiras e produtos derivados,
informações sobre madeiras. Consulta. http://www.ipt.br/areas/ctfloresta/lmpd/madeiras
/consulta/?madeira=71 (10 de março de 2006)

(11) TELES, Ricardo Faustino. (2005) Avaliação de madeiras amazõnicas para utilização em
instrumentos musicais. http://www.funtecg.org.br/arquivos/relatorio%20final_inst.pdf (28 de
maio de 2007)

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PAINÉIS LVL DE EUCALIPTO
ESTIMATIVA DA PORCENTAGEM DE DELAMINAÇÃO

Francisco Antonio Rocco Lahr (frocco@sc.usp.br) LaMEM-SET-EESC-USP
Alexandre Monteiro de Carvalho (amcarvalho@ufrrj.br)
José Maria Saporiti Machado (saporiti@lnec.pt) LNEC-Lisboa

RESUMO
Os painéis estruturais LVL, ou ”laminated veneer lumber” constituem um produto da nova geração
dos derivados de madeira, com grande potencial para substituir parte da madeira de espécies
nativas, utilizada como peças estruturais na construção civil. O foco deste trabalho é a descrição do
processo de avaliação da qualidade da colagem de painéis LVL de eucalipto, cujos ensaios foram
orientados pela norma EN 391: Glued laminated timber - Delamination test of glue lines. Os testes
foram realizados em uma parceira estabelecida entre o Laboratório de Madeiras e de Estruturas de
Madeira, Departamento de Engenharia de Estruturas, EESC-USP, Brasil, e o Laboratório Nacional de
Engenharia Civil, de Lisboa, Portugal.

Palavras-chave: LVL, painel, colagem


ABSTRACT: Laminated veneer lumber - LVL constitutes a product of the new generation of wood based
panels, with great potential to substitute part of the native wood used in the civil construction. In this
work, the focus is to describe the proceedings for evaluation bonding quality of eucalyptus LVL panel,
based on the recommendations of EN 391: Glued laminated timber - Delamination test of glue lines".
The tests were carried out in a partnership established between Wood and Timber Structures
Laboratory, Department of Structural Engineering, EESC-USP, Brazil, and the National Laboratory of
Civil Engineering, Lisbon, Portugal.

Keywords: LVL, panel, bonding

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1 INTRODUÇÃO
São vários os produtos classificados atualmente no mercado internacional como engineered “wood
products”, ou “produtos engenheirados de madeira”, entre eles os painéis de lâminas ou de
partículas, as chapas de fibra e a madeira laminada colada. Desenvolvidos com características
específicas, em algumas situações, estes materiais apresentam utilizações semelhantes, fazendo
com que a escolha entre um ou outro, e também a comparação com o uso da madeira maciça seja
um processo detalhado, envolvendo uma série de fatores oriundos da relação custo/benefício.

Em estudos desenvolvidos por Luxford (1944)
(1)
, citado por Schaffer (1972)
(2)
, surgiu a idéia de se
colar lâminas de madeira no mesmo sentido, ou seja, com a orientação das fibras paralelas umas às
outras, para produção de elementos estruturais de aviões. No trabalho o autor utilizou lâminas de
3,6mm, coladas a frio, e deu origem ao material que hoje é conhecido como “laminated veneer
lumber”.

O Laboratório de Madeiras e de Estruturas de Madeira - LaMEM, do Departamento de Engenharia de
Estruturas - SET, da Escola de Engenharia de São Carlos - EESC, da Universidade de São Paulo -
USP, vem desenvolvendo trabalhos de pesquisa com painéis LVL de eucalipto que envolvem sua
produção piloto e a análise de sua qualidade.

No ano de 2004, foi estabelecido um programa de intercâmbio entre o LaMEM e o Laboratório Nacional
de Engenharia Civil - LNEC, de Lisboa/Portugal, através do qual foram realizados ensaios de avaliação
da qualidade da colagem de painéis LVL de eucalipto produzidos em escala de laboratório no Brasil,
nas dependências do LNEC. Tais ensaios seguiram procedimentos descritos na norma européia EN
391: Glued laminated timber - Delamination test of glue lines (1995)
(3)
, originalmente elaborada para a
madeira laminada colada, e adaptada para a avaliação dos LVL’s.

2 OBJETIVOS
O objetivo deste trabalho foi comparar a qualidade da colagem, através de ensaios de delaminação,
de painéis LVL de eucalipto produzidos segundo duas condições de gramatura de adesivo e sistema
de prensagem.


3 MATERIAL E MÉTODOS

3.1 Materiais
Como matéria prima para a confecção dos painéis LVL’s, foi utilizado um híbrido entre as espécies
Eucalyptus grandis Hill ex Maiden e Eucalyptus urophylla S.T. Blake, com idade de 10 anos, implantado
por clonagem, com espaçamento de 3 x 2 m, na região da cidade de Mogi Guaçu, estado de São Paulo,
Brasil. A produtividade média do Eucalyptus grandis x urophylla na região é alta, em torno de 50
m³/ha/ano de incremento médio.

Como adesivo, empregou-se resina fenólica à base de fenol-formaldeído, usual para a fabricação
deste tipo de painéis, em muitas partes do mundo.

3.2 Métodos

3.2.1 Coleta de matéria prima
Foram selecionadas dez árvores, com diâmetro da base em torno de 30 cm, o que correspondeu aos
indivíduos de maior porte dentro do plantio.

As árvores foram abatidas descartando-se os 30 cm iniciais do tronco, para que uma parte do fuste
de circunferência irregular fosse evitada. Logo após o abate, com o auxílio de uma trena, foram feitas
as secções para gerar toras de 2 m de comprimento, total de dez toras, uma de cada árvore. Os dois
topos de cada tora foram cobertos com um impermeabilizante, visando reduzir a perda drástica de
umidade e problemas de rachaduras.

3.2.2 Laminação
Para a laminação, as toras foram aquecidas por imersão em água quente. As variáveis do
aquecimento foram estabelecidas em 71ºC de temperatura e 11 horas de permanência no tanque de
água aquecida.
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As toras foram laminadas em torno desenrolador, fabricante Thoms & Benato, modelo LHT-14, o qual
foi regulado para obtenção de lâminas com espessura de 3 mm. A distância horizontal entre faca e
contra-faca (abertura horizontal) foi ajustada em 2,7 mm e a distância vertical (abertura vertical) em
0,65 mm. Outras variáveis de ajuste do torno utilizadas foram: ângulo da faca de 90º (variando para
89º em processo automático); ângulo de afiação da faca de 21º; e ângulo da barra de compressão de
15º.

A largura da lâmina contínua, formada na saída do torno, foi definida pelo comprimento da tora no
momento da fixação nas garras do torno, ou seja, 1,25 m. Após a saída do torno as lâminas foram
seccionadas em guilhotina, gerando dimensões finais para cada uma de 1,25 m (correspondente ao
comprimento da tora) x 0,96 m x 3 mm de espessura.

As lâminas permaneceram por um período de, aproximadamente, 40 dias dispostas no secador, que
consta de um suporte confeccionado em madeira que permite a disposição horizontal das lâminas,
uma a uma, com boa circulação de ar entre elas. As lâminas foram acondicionadas em local coberto,
até atingirem um teor de umidade em torno de 11%.

3.2.3 Produção de painéis LVL
As lâminas de dimensões 1,25 m x 0,96 m x 3 mm, cortadas em guilhotina após a saída do torno,
foram reduzidas para a largura de 21 cm mantendo o mesmo comprimento e espessura.

As dimensões finais pretendidas para cada painel foram de 1,20 m x 20 cm x 54 mm, sendo utilizadas
dezoito lâminas em cada um. As lâminas de 1,25 m de comprimento e 21 cm de largura
possibilitaram ainda alguma margem de segurança para ser consumida nas operações de
aplainamento do painel.

Na colagem das lâminas utilizou-se uma formulação de adesivo resistente à água e que possibilita a
exposição do produto final ao ambiente. A resina fenólica utilizada tem princípio ativo à base de fenol-
formaldeído, e vem sendo utilizada amplamente em indústrias de painéis compensados. O adesivo foi
aplicado nas lâminas de forma manual, com o auxílio de um rolo de espuma para espalhamento da
resina sob a superfície de cada lâmina.

Para comparação foram considerados dois tratamentos em relação ao processo de produção dos
LVL’s. No Tratamento I, foi utilizada a gramatura de adesivo de 360 g/cm2, e a prensagem a quente
das lâminas foi realizada em uma etapa única, ou seja, as dezoito lâminas de cada painel foram
prensadas em um único ciclo onde as variáveis foram: temperatura de prensagem, 145ºC; tempo de
prensagem, 40 minutos; e pressão específica, 1,3 MPa.
No Tratamento II, foi utilizada a gramatura de 380 g/cm2, e a prensagem a quente foi realizada em
três ciclos, sendo prensadas seis lâminas, a seguir dispostas e prensadas mais três lâminas acima e
três abaixo e novamente dispostas e prensadas mais três lâminas acima e três lâminas abaixo. As
variáveis da prensagem a quente do Tratamento II foram: temperatura de prensagem, 145ºC; tempo
de prensagem, 3 ciclos de 20 minutos; e pressão específica, 1,3 MPa.

Produziram-se ao todo dezoito painéis LVL, nove de cada tratamento referente aos dois processos de
fabricação.

3.2.4 Ensaios de delaminação
As metodologias utilizadas nos dois ciclos de ensaios e apresentadas nos itens a seguir foram
desenvolvidas no Núcleo de Madeiras do Laboratório Nacional de Engenharia Civil - LNEC,
Lisboa/Portugal, que disponibilizou a infra-estrutura para a avaliação dos corpos-de-prova dos LVL’s
confeccionados no Laboratório de Madeiras e de Estruturas de Madeira, SET-EESC-USP, Brasil, e
levados a Lisboa.

Os ensaios de delaminação foram baseados na norma européia EN 391: Glued laminated timber –
Delamination test of glue lines. Considerando o grande número de linhas de colagem, os ensaios de
resistência da ligação madeira/adesivo/madeira se mostram como uma das principais formas de se
avaliar a qualidade de uma peça de LVL.

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As lâminas que formam o painel possuem alta porcentagem de variação dimensional (considerando o
plano tangencial da tora segundo o qual foram produzidas). Isto faz com que a movimentação da
madeira ou das lâminas do LVL frente à variação de umidade e temperatura do ambiente solicite
severamente as linhas de colagem. Tal fato ocorre principalmente com a utilização de espécies de
alto índice de retração/inchamento como é o caso da madeira de eucalipto. Simular condições em
que as linhas de colagem sejam extremamente solicitadas e avaliar a porcentagem final de
delaminação são os objetivos principais dos procedimentos descritos nas normas de delaminação.

Para a realização dos ensaios de delaminação foram produzidos dezoito corpos-de-prova dos LVL’s,
com dimensões nominais (75 x 75 x 50) mm, sendo retirado um corpo-de-prova de cada painel
produzido.

Os principais equipamentos do LNEC utilizados nos ensaios de delaminação foram: um conjunto de
autoclave, bomba de vácuo e bomba de pressurização; uma estufa umedificadora programável com
controle dos ciclos de temperatura, umidade relativa e velocidade de circulação do ar; balança e
paquímetro digitais. A Fig.1 apresenta os equipamentos utilizados.




Figura 1 - Equipamentos utilizados nos ensaios de delaminação.

Foram realizados dois ciclos de ensaio orientados pela norma EN 391. No primeiro ciclo, ou Ciclo 01,
os corpos-de-prova ensaiados e a metodologia utilizada foram:

- 4 amostras ou repetições dos LVL‘s confeccionados com 360 g/m² de gramatura de cola;
- 5 amostras ou repetições dos LVL’s confeccionados com 380 g/m² de gramatura de cola;
- na autoclave os corpos-de-prova foram submersos em água e aplicou-se por 30 minutos vácuo de 25
kPa;
- a seguir, aliviou-se o vácuo e aplicou-se, por 120 minutos, uma pressão de 650 kPa;
- este ciclo de vácuo e pressão foi repetido nas mesmas condições;
- os corpos-de-prova foram retirados da autoclave e colocados na estufa umedificadora;
- os corpos-de-prova permaneceram na estufa por 90 horas, com temperatura ajustada para 30ºC,
umidade relativa de 30% e circulação do ar de 2 m/s.

A avaliação dos resultados da delaminação em cada corpo-de-prova foi feita da seguinte forma: os
quatro lados de cada amostra foram medidos com o auxílio de um paquímetro para se determinar o
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comprimento linear total das linhas de cola; a seguir foram medidas todas as fendas de delaminação
existentes, conforme o detalhe da Fig. 2.



Figura 2 - Medição das fendas de delaminação.

A porcentagem de delaminação total de cada corpo-de-prova foi calculada a partir das Eq. (1), (2) e
(3):

100 % ⋅ =
TotlCola
TotDel
L
L
DT
(1)

Onde:
%DT = porcentagem de delaminação total
L
TotDel
= comprimento total das fendas de delaminação
L
TotlCola
= comprimento total das linhas de cola


=
fDel TotDel
L L
(2)

( ) 17 × = =
∑ ∑ latcp lcola TotlCola
L L L
(3)

Onde:
L
fdel
= comprimento de cada fenda de delaminação
L
lcola
= comprimento de cada linha de cola
L
latcp
= comprimento lateral de cada corpo-de-prova (total de quatro lados)
17 = corresponde ao número de linhas de cola
No segundo ciclo do ensaio de delaminação, ou Ciclo 02, os corpos-de-prova ensaiados e a
metodologia utilizada foram:

- 5 amostras ou repetições dos LVL‘s confeccionados com 360g/m² de gramatura de cola;
- 4 amostras ou repetições dos LVL’s confeccionados com 380g/m² de gramatura de cola;
- na autoclave os corpos-de-prova foram submersos em água e aplicou-se, por 5 minutos, vácuo de 25
kPa;
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- a seguir, aliviou-se o vácuo e aplicou-se, por 60 minutos, uma pressão de 650 kPa;
- este ciclo de vácuo e pressão foi repetido nas mesmas condições;
- os corpos-de-prova foram retirados da autoclave e colocados na estufa umedificadora;
- os corpos-de-prova permaneceram na estufa, por 22 horas, com temperatura ajustada para 65ºC,
umidade relativa de 15% e circulação do ar de 2 m/s;
- todo o procedimento acima foi repetido mais uma vez nos mesmos corpos-de-prova.

Para a avaliação da porcentagem de delaminação das amostras foi adotada a mesma metodologia
descrita no item anterior.

3.2.5 Análise estatística
Para os resultados encontrados nos dois tratamentos, foram realizadas análises de variância (Teste
F) conduzidas ao nível de 5% de significância, onde foram observadas diferenças significativas entre
as médias foram realizados testes de Tukey.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A seguir, são apresentados os resultados dos dois ciclos do ensaio de delaminação nas amostras dos
LVL’s de eucalipto. O Ciclo 01 representou a seqüência menos drástica de saturação em água e
secagem dos corpos-de-prova e os resultados da porcentagem de delaminação são mostrados na Tab.
1.

Tabela 1 - Resultados do ensaio de delaminação Ciclo 01*

Corpo-de-prova **
Somatória das fendas
de delaminação (mm)
Somatória das linhas
de cola (mm)
Porcentagem de
delaminação (%)
Porcentagem de
Delaminação
Média e CV
1
2
3
4
195
268
195
198
5304
5222
5325
5378
3,67
5,13
3,67
3,69
4,04
17,9
5
6
7
8
9
45
74
6
118
42
5273
5283
5361
5265
5224
0,86
1,39
0,11
2,25
0,80
1,08
73,5
* Vácuo em água (30 min, 25 kPa), Pressão em água (120 min, 650 kPa), Secagem (30ºC, 90 h, 30%U.R.)
** 1 a 4 = Tratamento I, gramatura de 360 g/cm2 em ciclo único de prensagem a quente
5 a 9 = Tratamento II, gramatura de 380 g/cm 2 em tr6es ciclos de prensagem a quente

O coeficiente de variação das amostras de 5 a 9 foi bastante elevado, fato que se justifica por alguns
corpos-de-prova praticamente não apresentarem fendas de delaminação.

Constatou-se a melhor condição de colagem das lâminas geradas pelo Tratamento II de fabricação dos
LVL’s. As Tab. 2 e 3, confirmam a diferença significativa entre a média de porcentagem de delaminação
encontrada para o Tratamento I em comparação ao Tratamento II no primeiro ciclo do ensaio.

Tabela 2 - Análise de variância para os resultados do Ciclo 01 do ensaio de delaminação

Fonte de
variação
G.L. Soma dos quadrados Quadrado médio F Prob>F
Tratamento
Resíduo
1
7
19,4439
4,1171
19,4439
0,5882
33,06

0,00105*

Total 8 20,5610

* significativo a 95% de probabilidade




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Tabela 3 - Teste de Tukey para as médias de porcentagem de delaminação do Ciclo 01

Fonte de variação:
Tratamento
Número de
Repetições
% de Delaminação
Média (%)
5% *
LVL Tratamento 1
LVL Tratamento 2
4
5
4,04
1,08
a
b

* médias seguidas de letras distintas diferem entre si ao nível de significância indicado

A norma EN 391 não traz especificações de valores limites ou recomendações frente aos resultados de
delaminação encontrados. A única referência existente neste sentido encontra-se no documento
normativo norte-americano ASTM D 2559-76: Adhesives for structural laminated wood products for use
under exterior (wet use) exposure conditions (1976)
(4)
. No texto, o referido documento estabelece que a
delaminação média encontrada para madeiras leves (softwoods) não deve ser superior a 5% e, para
madeiras duras (hardwoods) não deve ser superior a 8%. A norma ASTM recomenda procedimentos
semelhantes aos estabelecidos pela EN 391 para os ciclos de ensaio, bem como para a sistemática de
avaliação dos resultados obtidos.

No Ciclo 02 de ensaio, cujos resultados estão apresentados na Tab. 4, são muito mais severas as
condições de saturação em água e secagem das peças. Em decorrência deste fato, as porcentagens de
delaminação aumentaram, porém ainda assim não ultrapassaram os valores de referência citados na
norma ASTM D 2559-76.


Tabela 4 - Resultados do ensaio de delaminação Ciclo 02*

Corpo-de-prova **
Somatória das fendas
de delaminação (mm)
Somatória das linhas
de cola (mm)
Porcentagem de
delaminação (%)
Porcentagem de
Delaminação
Média e CV
1
2
3
4
5
243
338
304
325
207
5286
5289
5338
5397
5224
4,59
6,38
5,69
6,02
3,96
5,33
19,08
6
7
8
9
94
222
77
231
5325
5386
5270
5251
1,77
4,13
1,47
4,39
2,94
52,14
* Vácuo em água (30 min, 25 kPa), Pressão em água (120 min, 650 kPa), Secagem (30ºC, 90 h, 30%U.R.)
** 1 a 5 = Tratamento I, gramatura de 360 g/cm2 em ciclo único de prensagem a quente
6 a 9 = Tratamento II, gramatura de 380 g/cm 2 em tr6es ciclos de prensagem a quente


Na Fig. 3, a seguir, estão apresentados detalhes dos corpos-de-prova que foram ensaiados no segundo
ciclo de delaminação.


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Figura 3 - Características dos corpos-de-prova ensaiados no Ciclo 02 de delaminação.

As Tab. 5 e 6 comparam as médias obtidas para os dois processos de fabricação dos LVL’s.
Novamente o Tratamento II apresentou resultados estatisticamente menores para a variável
porcentagem de delaminação.


Tabela 5 - Análise de variância para os resultados do Ciclo 02 do ensaio de delaminação

Fonte de
variação
G.L. Soma dos quadrados Quadrado médio F Prob>F
Tratamento
Resíduo
1
7
12,6723
11,1811
12,6723
1,5973
7,93

0,02516*

Total 8 23,8534

* significativo a 95% de probabilidade


Tabela 6 - Teste de Tukey para as médias de porcentagem de delaminação do Ciclo 02

Fonte de variação:
Tratamento
Número de
Repetições
% de Delaminação
Média (%)
5% *
LVL Tratamento 1
LVL Tratamento 2
5
4
5,33
2,94
a
b

* médias seguidas de letras distintas diferem entre si ao nível de significância indicado


5 CONCLUSÕES

Os resultados obtidos ao longo deste trabalho conduziram às conclusões e às recomendações a seguir
elencadas.

- A aplicação dos ensaios de delaminação, Ciclo 01 e Ciclo 02, de acordo com as recomendações da
norma EN 391, se mostrou como um eficiente método para a avaliação dos painéis LVL’s produzidos a
partir da madeira de eucalipto.

- A expressiva variação dimensional, no sentido tangencial, apresentada pela madeira de eucalipto
torna o ensaio de delaminação bastante significativo para a avaliação da qualidade geral dos painéis
LVL de suas espécies.

- Estudos mais aprofundados da correlação da porcentagem de delaminação com a condição ideal de
colagem das lâminas podem gerar outras informações importantes no desenvolvimento destes painéis a
partir desta matéria-prima.

- Os resultados dos ensaios de delaminação (Ciclo 01 e Ciclo 02) foram considerados satisfatórios se
balizados com as recomendações de porcentagem máxima de delaminação estabelecidos para
laminados colados estruturais à base de madeira, de documento normativo ASTM D-2559. A
inexistência de resultados de trabalhos de mesma natureza na literatura disponível não possibilitou a
discussão mais aprofundada destes dados.


6 AGRADECIMENTOS

Os autores deste trabalho agradecem:

- À FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), São Paulo, Brasil, pelo
financiamento do trabalho.
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- Ao LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil, de Lisboa/Portugal, pelos recursos e infra-
estrutura disponibilizados na realização dos ensaios.

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

(1) Luxford, R. F. Strength of glue-laminated Sitka spruce made up of rotary-cut veneers. USDA Forest
Service, FPL Rep. 1512. Forest Products Laboratory, Madison, 1944.

(2) Schaffer, E. L. FPL Press-Lam process: Fast, efficient conversion of logs into structural products.
Forest Products Journal, Madison, 1972, v. 22, n.11, p.11-18.

(3) EN 391: Glued laminated timber - Delamination test of glue lines. European Standard, European
Committee for Standardization, 1995, 8p.

(4) ASTM - Designation D-2559: Adhesives for structural laminated wood products or use under exterior
(wet use) exposure conditions. Annual Book of ASTM Standards, American Society for Testing and
Materials. 1976, Philadelphia. p. 775-781.





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COMPUESTO DE RESIDUOS DE PINUS RADIATA Y
CEMENTO PORTLAND

Antonio Ludovico Beraldo, Facultad de Ingeniería Agrícola – Universidad Estatal de Campinas- SP
– Brasil, e-mail: beraldo@agr.unicamp.br
Aldo Antonio Ballerini Arroyo e

Mário Antonio Núñez Decap,

Facultad de Ingeniería de la Madera
– Universidad Del Bío-Bío – Concepción – Chile, e-mail: aballeri@ubiobio.cl ,mnunez@ubiobio.cl


Resúmen: la espécie Pinus radiata es la más importante para la industria maderera chilena
por su comercialización en la forma de madera aserrada, de madera transformada en
diversos tipos de tableros (paneles de partículas y de fibras, MDF y OSB) o de madera
laminada encolada. Durante el procesamiento mecánico del P. radiata son generados varios
tipos de residuos que no han sido explotados hasta ahora de una forma racional. Constituyó
el objetivo de este trabajo investigar el comportamiento mecánico de compuestos de dos
tipos de partículas de P. radiata (aserrín y virutas) con un cemento de fraguado rápido.
Varios tratamientos fisico-quimicos fueran aplicados a las partículas vegetales. En una
segunda investigación también se evaluó el efecto de dos otros tipos de cemento
(siderúrgico y puzolánico) en la resistencia del compuesto. De entre todos los tratamientos
aplicados a los residuos vegetales, los resultados obtenidos indicaran el efecto más efectivo
del cloruro de calcio (al 2% con relación a la masa de cemento) para los tres tipos de
cementos. Confirmando los datos disponibles en la literatura, el cemento de fraguado rápido
fue más efectivo en neutralizar la acción de las sustancia inhibitorias de la madera que los
cementos siderúrgico y puzolánico.

Palavras-clave: Pinus radiata, compuesto, cemento Portland, residuos vegetales


Abstract: Pinus radiata specie is the most important in Chilean wood industry because its
market place, mainly as sawn wood, modified wood applied to several boards types (wood
particles, wood fibers, MDF and OSB) or laminate glued wood.


Keywords: Pinus radiata, composite, Portland cemento, vegetable waste













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1. INTRODUCCIÓN

Compuestos biomasa vegetal y cemento (CBC) son materiales livianos producidos con
materias primas disponibles y renovables. En muchas aplicaciones estos compuestos
pueden desempeñar un papel importante en la substitución de los materiales
convencionales normalmente empleados en la construcción.
Se define por compuestos biomasa vegetal- pegantes minerales a la asociación de un
pegante mineral cualquier (cemento Pórtland, cemento magnesiano, yeso, etc.) con
partículas vegetales, y en ciertos casos, con diversos aditivos (aceleradores, cargas
minerales, plastificantes, introductores del aire, etc.). Conforme se cambien las proporciones
entre los diferentes constituyentes, y la distribución del tamaño de las partículas empleadas,
es posible lograr la obtención de una larga gama de productos.
Para los industriales, el CBC despierta un interés creciente Moslemi (1988)
(18)
.Las materias
primas cemento y madera (o otra biomasa) generalmente se encuentran disponibles
localmente. Entonces, las fábricas pueden ubicarse cerca de los recursos vegetales y esto
permite una reducción considerable del costo del transporte.
La especie de madera Pinus radiata Don fue introducida en Chile por los inmigrantes
alemanes. Actualmente la explotación de esta madera y la exportación de sus subproductos
son responsables por una parcela significativa en la economía chilena. En la preparación de
la madera en los aserraderos son generados importantes volúmenes de desechos los cuales
hasta ahora no han sido explotados de forma racional. El estudio del compuesto de dos
tipos de residuos de esta madera con cemento Portland constituyó el objetivo de este
trabajo investigativo.

2. ESTUDIO BIBLIOGRAFICO

La biomasa vegetal es un recurso inagotable ya sea en su forma original o cuando es
obtenida de residuos originarios de los procesos agroindustriales. El empleo de la biomasa
vegetal es una forma de economizar energía y al mismo tiempo de preservar el medio
ambiente Rashwan et al., (1992)
(24)
. Ciertas regiones geográficas (en el oeste de la
Amazonía, por ejemplo) son parcialmente o totalmente desproveídas de agregados
naturales necesarios para la fabricación del hormigón. En otros casos los canteros de obras
pueden ubicarse en plena floresta o en locales muy lejos de los centros de comercialización
de los agregados convencionales Arola (1992)
(27)
. En los dos casos precedentes se puede
sustituir los agregados minerales por aquellos obtenidos de los residuos de la explotación de
la madera buscándose la producción de un “hormigón” de media resistencia.
Las características del CBC dependen fuertemente de la naturaleza de la biomasa
empleada en su fabricación. Los granulados vegetales presentan diferencias en sus
propiedades básicas: constitución anatómica (% de los elementos anatómicos y tamaño de
los vasos), características físicas (absorción, distribución de tamaño de las partículas) y
sobretodo la constitución química (porcentaje y naturaleza de los extractivos – azúcares,
fenoles y resinas).
La consecuencia de la elección de una biomasa vegetal inadecuada puede ser catastrófica
sobre un punto de vista de industrialización del CBC. Ha sido propuesta, incluso, la
eliminación sistemática del empleo de maderas ricas en taninos, o de maderas tropicales, en
la fabricación del CBC Lignum (1960)
(1)
. Esa propuesta si fuera aceptada no permitiría que
se aprovechasen los desechos generados en agroindustria y en el procesamiento mecánico
de gran parte de las maderas en países en desarrollo.
De una forma general y resumida se puede afirmar que el efecto nocivo de la
incompatibilidad química entre la biomasa y el cemento es un fenómeno de más fácil
verificación que de su real comprensión, pues se trata de algo muy complejo. Hasta hora
ninguna teoría simple fue capaz de explicar los efectos de las variadas sustancias
contenidas en la biomasa vegetal sobre los diferentes constituyentes del cemento Pimenta
et al., (1994)
(28)
.
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Varios factores están directamente relacionados con la concentración de las sustancias en
la biomasa vegetal:
- naturaleza de la biomasa vegetal: los árboles de hojas anchas (Angiospermas
dicotiledóneas) presentan un gran porcentaje de hemicelulosas que los árboles coníferas
(Gimnospermas) y generalmente son mas inhibidoras del fraguado del cemento Simatupang
et al., (1978)
(6)
. Todavía hay coníferas que son las excepciones a esta regla, como por
ejemplo, la especie Western larch Hoffstrand et al., (1984)
(9)
. De acuerdo con Schwarz &
Simatupang (1984b)
(11)
, los porcentajes máximos de azúcares tolerados por el cemento
también son diferentes por esos grupos de maderas situándose entre 0,40% y 0,50%, para
las coníferas y entre 0,20% y 0,25%, para las otras. Los desechos de gramíneas (caña de
azúcar, arroz, maíz, trigo, bambú, etc.) presentan una gran concentración en azúcares y
también son considerados inhibidores del fraguado del cemento no siendo así empleados en
su forma natural.
- condición fitosanitaria: la madera de Southern pine, después de ser atacada por los
organismos xilófagos, se presentó fuertemente inhibidora al fraguado del cemento y hubo
necesidad de mezclarla con la madera sana para minimizar ese efecto negativo Weatherwax
& Tarkow (1964, 1967)
(2,3)
. Por otro lado, Biblis & LO (1968)
(4)
encontraron resultados
opuestos al de los autores precedentes. En un primer momento se puede imaginar la
hipótesis de que los organismos xilófagos se alimenten de sustancias contenidas en la
biomasa vegetal, disminuyendo sus efectos inhibidores sobre el fraguado del cemento. Por
otro lado los productos de esta acción pueden ser tan inhibidores como lo habían sido las
sustancias originarias, lo que explica esa aparente contradicción entre los autores. Beraldo
& Carvalho (2004)
(31)
observaron que la madera de Eucalyptus grandis talada en invierno y
que permaneció 6 meses en la floresta produjo compuesto no aceptable con el cemento.
- anatomía: la corteza de la madera Southern pine es mucho más inhibidora que la albura
(cerca de 9 veces) y el corazón (cerca de 2,5 veces), cuando se comparan sus índices de
compatibilidad Weatherwax & Tarkow (1967)
(3)
; Biblis & Lo (1968)
(4)
. Esos diferentes
comportamientos pueden ser explicados por la naturaleza y por los porcentajes de las
sustancias contenidas en cada región anatómica del árbol.
- época de tala: esto es un factor muy importante en la compatibilidad química con el
cemento, pues los porcentajes de los extractivos contenidos en la biomasa vegetal no son
constantes en todas las épocas del año. Pruebas realizadas en coníferas alemanas por
Fischer et al., (1974)
(5)
evidenciaron este aspecto. Las muestras fueron retiradas en tres
posiciones del árbol (10%, 50% y 80% de la altura total). Se pudo observar una notoria
diferencia en los porcentajes de los azúcares (sacarosa, glucosa y fructosa) de acuerdo con
la época de tala del árbol. Bajo las condiciones evaluadas los autores concluyeron que los
porcentajes en azúcares fueran mas elevados en el mes de abril (primavera); los valores
mas reducidos fueran obtenidos para una especie en agosto (verano) y para las otras tres
en mayo (primavera) Beraldo & Carvalho (2004)
(31)
investigaron dos épocas de tala de la
madera de E. grandis en las propiedades del compuesto a base del cemento. Los autores
concluyeron que la tala del árbol efectuada en invierno fue mucho más interesante para las
propiedades del compuesto. En invierno ocurre una reducción del metabolismo del árbol y
por supuesto principalmente los vasos presentan una concentración menos rica en
sustancias nutritivas. En una investigación similar con la especie Western larch, Biblis & LO
(1968)
(4)
obtuvieron una mayor concentración en almidón para madera procesada en la
primavera.
- altura del árbol: para la madera Peuplier (Populus sp), Fischer et al., (1974)
(5)
obtuvieron
los porcentajes mas elevados de azúcares en la parte mas alta del árbol (80% de la altura
total). Beraldo & Carvalho (2004)
(31)
hicieron una investigación muy completa a cerca del
compuesto cemento y partículas de E. grandis. En algunos casos evaluados los compuestos
derivados de las partículas obtenidas de la parte superior del árbol presentaron propiedades
mecánicas aceptables.
- edad del árbol: a medida que el árbol crece hay un cambio en las proporciones entre los
tejidos de la albura y del corazón, estas dependen de la región del árbol de acuerdo con su
altura. Los compuestos producidos con partículas del árbol juvenil no tienen una buena
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estabilidad dimensional Pugel et al., (1990)
(21)
y eso es un factor importante a considerarse
en caso del empleo de especies vegetales de rápido crecimiento. Beraldo & Carvalho
(2004)
(31)
obtuvieron resultados mas satisfactorios para compuestos a base de partículas de
árboles de 5 años de E. grandis en comparación con otras edades (3 años y 8 años).
- condiciones de almacenamiento: las dosis en azúcares y otros productos inhibidores
pueden modificarse mientras se procesa el almacenamiento de la biomasa vegetal. Schwarz
& Simpatupang (1984a)
(10)
obtuvieran para la madera Hetre (Fagus sylvatica) las dosis en
azúcar de 0,1% (madera secado al aire en ambiente protegido) y 0,2% (madera poco
protegida) La madera Seringueira (Hevea brasiliensis) presentó una considerable
disminución en su dosis de azúcar y de almidón después de 10 semanas de
almacenamiento. De acuerdo con Schwarz (1988)
(15)
transformaciones debidas a las
enzimas disminuyen las dosis en azúcares contenidas en la biomasa vegetal. Por otro lado,
Lee et al., (1987)
(14)
no obtuvieron diferencias significativas en la calidad del compuesto
cuando la biomasa vegetal fue almacenada al aire libre o bajo 7 °C.
La evaluación del comportamiento de una biomasa vegetal en presencia del cemento puede
ser efectuada de dos maneras distintas. Una alternativa es cuantificar los parámetros de la
curva de hidratación de la mezcla y la otra requiere del análisis del comportamiento
mecánico del compuesto.
a) Curva de hidratación: la interacción entre la biomasa vegetal y el pegante inorgánico es
expresada en la curva de hidratación de la mezcla. Se puede verificar el nivel de
compatibilidad entre los constituyentes comparando con los valores obtenidos con los
mismos datos correspondientes en una pasta pura de cemento. Los datos colectados son la
temperatura máxima alcanzada por la mezcla, el tiempo para que esto ocurra y también la
pendiente de la curva.
b) Evaluación de la compatibilidad entre biomasa vegetal y cemento por medio de ensayos
mecánicos: varios investigadores correlacionaron la compatibilidad química con los
resultados obtenidos en ensayos mecánicos Lee et al., (1987)
(14)
; Lee & Short (1989)
(20)
;
Valenzuela (1989)
(19)
; Miller & Moslemi (1991)
(23)
. Cuando hubo compatibilidad química entre
los constituyentes del CBC, ocurre una adecuada hidratación del cemento y se puede
imaginar la existencia de una red de silicatos conectando las partículas vegetales. En caso
contrario, sustancias inhibidoras son extraídas de la biomasa vegetal y se ubican en su
superficie creando una capa (interfase) no conectada al pegante. En caso de la total
incompatibilidad las partículas vegetales se quedan completamente sueltas en la mezcla.
Sin embargo, para Moslemi & Pfister (1987)
(15)
, Lee & Short (1989)
(20)
y Miller & Moslemi
(1991)
(23)
, las características de la curva de hidratación (temperatura máxima y tiempo para
su ocurrencia) de las mezclas no parecen correlacionarse con los datos obtenidos en
ensayos de flexión estática o de compresión diametral (splitting test). De acuerdo con los
investigadores hay otros factores que interfieren, sobretodo la anatomía particular de una
dada biomasa vegetal y la forma de fractura de sus partículas, con implicaciones
acentuadas en la adherencia de la biomasa vegetal con el pegante.
Tratamientos para mejorar la compatibilidad entre la biomasa vegetal y el cemento
Por motivos de orden económico o geográfico a veces no se puede utilizar una materia
prima más favorable al fraguado del cemento, o entonces la demanda es tan importante que
no permite que se haga el almacenamiento de la biomasa vegetal. En estos casos se debe
buscar alternativas que concilien los aspectos económicos y tecnológicos, adoptándose
técnicas simples y confiables para minimizar los efectos nocivos de biomasas vegetales
particulares Simatupang et al., (1978)
(6)
. Todavía no hay una receta general que sea
utilizable para todas las biomasas vegetales mientras las alternativas globales se
constituyan en dos categorías:
a) eliminar y/o extraer las sustancias inhibidoras o
b) minimizar su recorrido hacia la superficie de las partículas vegetales.
Las técnicas más utilizadas para optimizar la interacción entre la biomasa vegetal y el
cemento fueran propuestas por Simatupang et al., (1988)
(17)
:
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- envejecimiento: mientras se procese, pueden ocurrir reacciones debidas a la acción de las
enzimas, modificando los extractivos contenidos en la biomasa vegetal en sustancias menos
nocivas al fraguado del cemento. Todavía, dependiendo de las características propias de la
biomasa vegetal y de la forma de procesar su envejecimiento, los resultados pueden no ser
los esperados, pues la degradación no se produce y entonces en el proceso se generan
sustancias tan inhibidoras como eran en las originales.
- extracción de los constituyentes inhibidores en solución acuosa: en su mayor parte las
sustancias contenidas en la biomasa vegetal son extraíbles en agua o en soluciones
acuosas. Todavía la eficiencia de ese proceso en el fraguado del cemento depende de la
naturaleza de la biomasa vegetal Biblis & Lo (1968)
(4)
; Moslemi & Lim (1984)
(8)
; Schwarz &
Simatupang (1984b)
(11)
; Rashwan et al., (1992)
(24)
.
Algunos parámetros deben ser considerados en la búsqueda del suceso de ese
procedimiento:
a) pH de la solución: los resultados obtenidos por los diversos investigadores son
controvertidos en ese aspecto. Pero la biomasa vegetal tiene una naturaleza ácida mientras
que el cemento se interesa en un ambiente básico para que realice su fraguado. De esa
manera las soluciones alcalinas teóricamente son las mas adecuadas y entre ellas las mas
utilizables son los hidróxidos de calcio y de sodio. También se debe tener en cuenta la
necesidad de eliminar el exceso de sustancias adheridas en las partículas vegetales,
normalmente se va haciendo un lavado de las partículas vegetales en agua corriente. Y por
otro lado los desechos originados en el tratamiento deben ser neutralizados o reempleados
en tratamientos posteriores.
b) Temperatura y duración de la extracción: los azúcares son fácilmente extraíbles en
temperaturas superiores a 50 °C y para duraciones de extracción superiores a media hora.
En algunos casos duraciones mas largas pueden degradar las hemicelulosas y liberar
sustancias aun más nocivas al cemento Irle & Simpson (1992)
(25)
. El intervalo de tratamiento
puede aumentar en forma significativa y en ese caso ocurre incluso la acción del ataque de
las enzimas con consecuencia a veces negativas en la compatibilidad y que se generan
sustancias más nocivas al cemento. Comparado con los azúcares, otras sustancias (taninos,
fenoles, etc.) presentan mayores dificultades al efectuarse su extracción Valenzuela
(1989)
(19)
.
- utilización de los aceleradores: la interacción entre la biomasa vegetal y el cemento puede
ser traducida de una manera simple por una especie de competencia. Mientras las
sustancias solubles se desplazan hacia la superficie de las partículas vegetales, empieza la
formación de los productos hidratados del cemento. Si el primer acontecimiento ha sido más
efectivo se formará una capa impermeable altamente inhibidora al fraguado del cemento y
entonces no se obtiene un CBC de propiedades adecuadas. No obstante si en el segundo
acontecimiento ha sido predominante las sustancias inhibidoras no ejercerán los mismos
efectos negativos como en el caso precedente. La acción de los aceleradores de fraguado
consiste entonces en propiciar la formación de un ambiente más favorable al fraguado del
cemento. Los aceleradores mas empleados en la fabricación del CBC son los cloruros, los
sulfatos, los silicatos, los carbonatos y los aluminatos (normalmente entre 2% a 5% de la
masa de cemento). Entre ellos se destaca el cloruro de calcio (CaCl
2
) – la patente de su
aplicación data de 1888, mientras no exista un acelerador funcional para toda biomasa
vegetal: la investigación a cerca del acelerador mas adecuado debe ser conducida para
cada biomasa vegetal considerada.
La utilización de los aceleradores permite anticipar el fraguado y el endurecimiento de los
productos a base del cemento. La resistencia mecánica del CBC modificado por el
acelerador en las primeras edades ultrapasa de forma significativa otro CBC testigo. Sin
embargo la resistencia mecánica final no parece modificarse acentuadamente, indicando
que el período inicial es lo más crucial para el desarrollo de la interacción química entre la
biomasa vegetal y el cemento.
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Dos agravantes se hacen presentes cuando se emplean aceleradores en la fabricación de
productos a base del cemento. El pH de la mezcla se reduce y las armaduras en acero se
quedan desprotegidas Lee & Short (1989)
(20)
y aumenta la retracción en dos veces para
dosis al 2% y en diez veces para dosis al 5%.
Una investigación muy amplia fue desarrollada por Zhengtian & Moslemi (1985)
(13)

evaluando el efecto de 30 aceleradores en las partículas de la madera “Larch”. Los
resultados más satisfactorios fueron obtenidos con los cloruros (SnCl
2
, FeCl
3
, AlCl
3
y CaCl
2
)
utilizados en dosis de 5% al 6,5% con relación a la masa del cemento.
Moslemi et al., (1983)
(7)
vieran éxito con el empleo de CaCl
2
y de NaOH al 5% para fabricar
CBC a base de las partículas de la madera “Lodgepole pine”; todavía los mismos
aceleradores no fueron eficaces en neutralizar las sustancias nocivas contenidas en la
madera “Western larch”. Para esta ultima hubo necesidad de aplicarse preliminarmente el
lavado de las partículas.
Esa constatación de la necesidad de efectuar el lavado de las partículas también fue
verificada por Beraldo (1994)
(29)
comparar el efecto del CaCl
2
en el CBC de partículas de
bambú (P. viridis), mientras ese acelerador separadamente hubiese sido eficaz para las
maderas francesas “Hetre” (F. sylvatica) y “Pin maritime” (Pinus maritima)
- secado de la biomasa vegetal: el objetivo es eliminar parcialmente el agua y los
compuestos volátiles al producirse la degradación térmica de las hemicelulosas. La biomasa
vegetal se denomina entonces “termo-retificada” o “tostada” (temperaturas entre 180 °C y
270 °C). Las propiedades mecánicas del CBC se modifican positivamente Lange &
Simatupang (1985)
(12)
pero no se obtuvo el mismo efecto en la estabilidad dimensional
Mougel (1992)
(26)
. En una escala industrial ese procedimiento tendría dos grandes
dificultades: aporte de energía y necesidad del almacenamiento de las partículas secas.
- recubrimiento de las partículas vegetales: los objetivos son: disminuir la capacidad de
absorción de las partículas vegetales (y indirectamente mejorar la estabilidad dimensional
del CBC), bloquear el recorrido de las sustancias inhibidoras hacia la superficie de las
partículas vegetales y minimizar el efecto del ataque de las partículas vegetales por los
constituyentes alcalinos del cemento.
- mineralización de las partículas vegetales: Furuno et al., (1991)
(22)
propusieron la
asociación del Na
2
SiO
3
con CaCl
2
o con Al
2
(SO
4
)
3
para proteger la madera contra el fuego y
contra el ataque de los hongos. Todavía, la asociación entre los aceleradores Na
2
SiO
3
,
NaOH y CaCl
2
disminuyó la resistencia mecánica del CBC Lee & Short (1989)
(20)
, lo que no
fue constatado por Beraldo et al., (1996)
(30)
. Estos últimos investigadores analizaron la
interacción entre cuatro especies de madera y dos tipos de cementos brasileños (fig. 15a y
15b). Los autores verificaron un incremento significativo de la resistencia en compresión en
los casos donde se efectuó la mineralización de las partículas vegetales. Sin embargo, el
efecto del lavado preliminar de las partículas vegetales no se mostró efectivo para algunas
especies de madera.
La mineralización de las partículas vegetales es una opción muy interesante sobre todo
desde un punto de vista técnico, mientras tanto se necesita de un análisis económico del
costo para ver una aplicación a escala industrial. Las dosis usuales de los productos
químicos son del 2% al 5% (silicato de sodio) y del 10% al 30% de sulfato de aluminio.
- tipo de cemento: en las figuras precedentes se observa claramente la influencia del tipo de
cemento empleado en la fabricación del CBC. El cemento Pórtland de tipo II, contiene
escoria de alto horno (blast furnace slag), es mucho más sensible a la acción de los
extractos presentes en las partículas vegetales, que el cemento Pórtland de fraguado rápido.
Todavía, algunas biomasas vegetales naturales necesitan obligatoriamente que se efectúe
el lavado preliminar de sus partículas, y en caso que no se adopte la mineralización.

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3. MATERIALES Y METODOLOGÍA

En este trabajo fueron utilizados virutas y aserrín de la madera Pinus radiata, resultantes de
los procesos de fabricación de la empresa Mapal. En la fig. 1 se presenta la distribución del
tamaño de las partículas de madera y de una arena normalmente utilizada en la
construcción. Los mayores porcentajes retenidas correspondieron a las aberturas de 0.600
mm para la arena y de 1.180 mm para las partículas de madera. Mientras tanto, una
porcentaje significativo de viruta fue retenida en las aberturas 2.390 mm y 4.750 mm,
denotando el aspecto más grosero de ese residuo. El tamaño de las partículas utilizadas
ejerce una grande influencia en la eficiencia de la compactación de una mezcla, en el
acabado de la superficie, en el consumo del aglomerante y las propiedades básicas del
compuesto.

0,00
10,00
20,00
30,00
40,00
50,00
0,000 1,000 2,000 3,000 4,000 5,000
Abertura (mm)
P
o
r
c
e
n
t
a
j
e

r
e
t
e
n
i
d
a Aserrín
Viruta
Arena


Figura 1 – Distribución porcentual de las partículas vegetales y de la arena.

Otra propiedad importante de los granulados es su masa especifica aparente, definida por la
relación entre la masa de las partículas y el volumen ocupado por ellas. Esa propiedad
depende del contenido de humedad de las partículas, de la forma con la cual se efectúa su
compactación y de la geometría del contenedor utilizado.
Fueron efectuadas tres repeticiones del ensayo para cada granulado, adoptándose un
precipitado con capacidad de 1 litro. Para el caso de las partículas en la forma de virutas, se
efectuó una separación en el tamiz 4.800 mm, conservando aquellos pasantes en esta
abertura. Las partículas de madera, con contenido de humedad alrededor del 10%, fueron
colocadas en el precipitado sin ejercer ninguna compactación. Los valores obtenidos fueron
de 0,13 g/cm
3
y 0,19 g/cm
3
para virutas y para aserrín, respectivamente. Los valores
obtenidos son muy inferiores al de los áridos empleados en la construcción, los cuales se
ubican alrededor del 1.50 g/cm
3
. De la comparación entre los resultados de las masas
especificas aparentes de las partículas vegetales se nota que, para que se obtenga un
mismo volumen de compuesto, la masa de aserrín debe ser un poco más elevada.
Debido al elevado consumo de los materiales necesarios para fabricar tableros de madera y
cemento, fueron confeccionadas probetas cilíndricas, adaptándose las recomendaciones de
la norma brasileña NBR 7215, especifica para morteros de arena y cemento. De ese modo,
con los dados de las masas especificas aparentes de las partículas de madera, se pudo
evaluar la cantidad de material necesario para rellenar los tres moldes de PVC (diámetro de
45 mm y longitud de 90 mm), considerados como siendo las repeticiones de las diferentes
mezclas investigadas.
En la fabricación de los compuestos, la masa de las partículas de madera se ubica alrededor
del 25% al 50% de la masa del cemento. Ese rango tan largo del porcentaje de la madera
proporciona la obtención de compuestos con diferentes propiedades físico-mecánicas. En
este trabajo se adoptó el porcentaje promedio del 33% de partículas de madera con relación
a la masa del cemento.
El factor agua/cemento (a/c) es de fundamental importancia en la fabricación de los
morteros y de los hormigones. Varias son las estrategias adoptadas buscándose disminuir
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ese factor, sin perder la trabajabilidad de la mezcla, pues la resistencia mecánica de los
productos convencionales a base del cemento varia con el inverso de ese factor. Todavía,
en los compuestos de madera y cemento existe un agravante ocasionado por la presencia
de un granulado que es altamente absorbedor del agua. De esa manera, el factor a/c
normalmente del orden del 0.50, para materiales clásicos a base del cemento, debe ser
aumentado de forma significativa en los compuestos no prensados, situándose alrededor del
0.60 al 0.80. Mientras se pueda optimizar el valor de ese factor, por medio de ensayos
específicos de trabajabilidad, en los compuestos de madera y cemento se adopta un valor
de forma empírica, pues los ensayos clásicos no se muestran adecuados. Normalmente en
las primeras mezclas de los compuestos se adiciona lentamente el agua hasta observarse
un recubrimiento uniforme de las partículas vegetales por la pasta de cemento. La mezcla
presenta entonces una capacidad de moldearse y se observa una capa brillante en la
superficie de las partículas vegetales.
Las substancias químicas contenidas en las partículas vegetales son perturbadoras del
proceso del fraguado y del endurecimiento del cemento. Reacciones complejas se procesan
cuando las partículas vegetales son sometidas a un medio alcalino, como es el caso de la
pasta del cemento. Las substancias químicas intentan migrar hacia la superficie de las
partículas vegetales mientras que los constituyentes del cemento se disuelven en el agua.
Durante alrededor de 2 horas el cemento se queda en latencia, mientras que la solución
alcalina empieza a reaccionar con los constituyentes de la madera. De ese modo, se
adoptan estrategias que visen actuar en dos direcciones: la primera, buscando eliminar
parte de las substancias inhibidoras al fraguado del cemento, y la segunda, favoreciendo el
fraguado del cemento, por medio del empleo de catalizadores (aceleradores).
a) Tratamientos aplicados a las partículas vegetales: las maderas coníferas son conocidas
por su estructura anatómica más sencilla do que aquella de las maderas latifoliadas. Una
otra diferencia importante se refiere al tipo y al contenido de los extractivos, siendo estos
últimos presentados en una concentración mucho más elevada en las maderas latifoliadas.
De ese modo, de una forma general, se puede esperar que las partículas provenientes de
los árboles coníferas sean menos problemáticas al fraguado del cemento.
Natural: este fue el tratamiento testigo, en lo cual se buscó verificar la hipótesis de la
adecuación del empleo de las partículas vegetales, sin sufrir ningún tipo de modificación,
excepto por la separación del tamaño de las partículas en tamices.
Lavado: una grande parte de los extractivos contenidos en las partículas vegetales puede
ser extraída en agua caliente o en soluciones alcalinas. En el primero caso la temperatura
del agua fue de 80 °C y la duración del proceso fue de 2 horas. Para las soluciones alcalinas
de hidróxido de calcio y hidróxido de sodio se empleó la concentración de 5% en agua,
durante un tiempo de 24 horas. Para los tipos de tratamientos, después se efectuó el lavado
de las partículas en agua de llave, para eliminar los residuos. Las partículas fueron secadas
al aire hasta alcanzar el contenido de humedad del 10%.
Furuno et al., (1991)
(22)
efectuaron el tratamiento de mineralización de la madera con un
baño en dos soluciones salinas. Los investigadores combinaron el silicato de sodio con
cloruro de calcio y con sulfato de aluminio, y verificaron el mejor desempeño de la madera al
ataque de los hongos y contra el fuego. Beraldo et al., (1996)
(30)
verificaran que la
mineralización actúa como se fuera un súper catalizador, mejorando acentuadamente las
propiedades mecánicas de los compuestos de madera y cemento.
Las partículas de madera fueron inmergidas en la solución de silicato de sodio (al 10%)
durante 5 minutos, retiradas y colocadas sobre un tamiz y prensadas manualmente para
eliminar el exceso del producto. A seguir, las partículas fueron colocadas en la solución de
sulfato de aluminio (al 20%), repitiendo el procedimiento anterior. Después del tratamiento,
las partículas vegetales fueron secadas al aire hasta alcanzar un contenido de humedad del
10%.
- Utilización de los catalizadores: en la tecnología de la fabricación de los productos a base
del cemento es frecuente el uso de catalizadores para acelerar el fraguado del pegante.
Varios investigadores verificaron que los catalizadores desarrollan un importante papel en la
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reacción de la pasta de cemento con las partículas vegetales. En este trabajo, fueron
utilizados los aceleradores cloruro de calcio, sulfato de aluminio y silicato de sodio. La dosis
empleada fue del 2% del producto anhidro con relación a la masa del cemento. Los
catalizadores fueron disueltos en el agua y después adicionados a la mezcla preliminar del
cemento con las partículas vegetales (naturales y lavadas en agua caliente).
- Tipo del cemento: mientras los cementos comerciales sean constituidos por mezclas de
C
2
S (2CaO.SiO
2
), C
3
S (3CaO.SiO
2
), C
3
A (3CaO.Al
2
O
3
), C
4
AF (4CaO.Al
2
O
3
.Fe
2
O
3
) y yeso
(CaSO
4
.2H
2
O), los diferentes porcentajes entre esos constituyentes proporcionan la
obtención de productos con características muy diferentes, sobretodo con relación a la
velocidad del fraguado.
Las partículas vegetales presentan un grado variable de compatibilidad química con el
cemento, y la selección de un cemento de fraguado rápido (ARI – alta resistencia inicial), en
general, permite fabricar compuestos con características superiores al de los demás
cementos. En este trabajo se empleó el cemento Bio-Bio de Alta Resistencia Inicial para
todos los tratamientos relatados, y para los tratamientos de las partículas de aserrín en su
forma Natural, Natural con los catalizadores (cloruro de calcio, sulfato de aluminio y silicato
de sodio), y lavada en hidróxido de calcio, también se utilizaron los cementos Bio-Bio
Siderurgico y Polpaico Puzolánico.
Dosis y preparación de las probetas: con los datos de la masa especifica aparente de los
dos tipos de partículas vegetales, se definió las masas necesarias para rellenar los tres
moldes (repeticiones) correspondientes a cada mezcla efectuada. De ese modo se
obtuvieran las proporciones en masa entre los constituyentes (cemento : partículas : agua):
Virutas: 1:0.34:0.61 y Aserrín: 1:0.33:0.68.
Inicialmente se mezclaba el cemento con las partículas vegetales, y a seguir se
adicionaba el agua (con el catalizador disuelto, en algunos casos). La mezcla finalizada
era distribuida en 5 capas en los moldes plásticos previamente untados con aceite. Una
espátula era empleada para homogeneizar la mezcla en los moldes y se efectuaba una
compactación manual con auxilio de un cilindro de madera. Las mezclas eran
involucradas en bolsas plásticas durante 24 horas, cuando se efectuaba el desmolde, y
se procesaba la identificación de las probetas, anotándose su diámetro, altura y masa.
Durante una semana las probetas permanecían envueltas en una bolsa plástica. Después
se iniciaba el periodo del secado al aire por 21 días, durante los cuales se pesaban las
probetas para observar la cinética del secado.
Ensayo de compresión axial: a la edad de 28 días, las bases de las probetas eran lijadas y
regularizadas con una capa de una pasta de yeso. El ensayo de compresión axial fue
desarrollado en un equipo Instron 4468, con velocidad de desplazamiento de 1 mm/min,
anotándose la carga máxima suportada pela probeta. La tensión de ruptura (en MPa) era
calculada dividiéndose la carga máxima por el área de la sección transversal de la probeta.
Análisis estadística: la análisis de variancia de los datos de la tensión de ruptura fue
efectuada con el auxilio del software Statgraphics 5.1. Los valores promedios de la tensión
de ruptura fueron comparados a través del teste de Tukey (al 95% de confiabilidad
estadística) Las variables independientes consideradas fueron los tipos de partículas
vegetales (virutas y aserrín) y los tratamientos a ellas aplicados (Natural - Nat, Natural +
Cloruro de calcio - NCC, Natural + Sulfato de aluminio – NSA, Natural + Silicato de sodio –
NSS, Lavado – Lav, Lavado + Cloruro de calcio – LCC, Lavado + Sulfato de aluminio – LSA,
Lavado + Silicato de sodio – LSS, Lavado en cal – LCA, Lavado en soda – LSO y
Mineralizado – Min).
En una segunda etapa, para los tratamientos Nat, NCC, NSA y NSS, aplicados a los
compuestos con aserrín, también se consideró como variable independiente, el tipo de
cemento (Bio-Bio-ARI, Bio-Bio Siderúrgico y Polpaico Puzolánico).



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4. RESULTADOS Y DISCUSIONES

Con excepción de algunos tratamientos presentados en la tab. 1, se pudo observar una
clara superioridad de los compuestos del cemento con aserrín con relación a aquellos con la
viruta. Dos factores pueden explicar esa diferencia en la resistencia de los compuestos a
base de los dos tipos de partículas de madera. Primeramente, la estructura de los
compuestos es muy diferente, pues la compactación es mucho más eficiente en los
compuestos fabricados con partículas de aserrín (consumo de partículas en el compuesto
de 270 kg/m
3
), do que en los compuestos con virutas (consumo de 220 kg/m
3
), con las
cuales se observa un tipo de amortiguación de la presión aplicada. Al mismo tiempo, el
consumo del cemento, para el mismo volumen de compuesto obtenido, es más elevado para
partículas de aserrín (800 kg/m
3
) cuando es comparado con las partículas de viruta (640
kg/m
3
).
Tabla 1- Valores promedios de la resistencia en compresión axial (en MPa), desviación
estándar (en MPa) y CV - coeficiente de variación (%).
Virutas Aserrín
Tratamiento Promedio Desviación CV(%) PromedioDesviación CV(%)
Nat 4.98 0.30 6.12 8.90 0.22 2.45
NCC 6.94 0.54 7.72 11.39 0.31 2.72
NSA 4.71 0.29 6.06 7.31 0.21 2.85
NSS 4.24 0.33 7.84 6.74 0.39 5.83
Lav 5.26 0.10 1.94 8.68 0.51 5.87
LCC 4.86 0.08 1.71 9.42 0.73 7.77
LSA 4.54 0.17 3.77 8.83 0.45 5.04
LSS 5.55 0.34 6.09 6.22 0.45 7.22
LCA 6.54 0.43 6.60 0.96* 0.07 7.21
LSO 4.23 0.18 4.21 1.28* 0.13 10.20
Min 4.64 0.27 5.87 2.44* 0.10 3.95

Leyenda adoptada: Nat – Partículas naturales; CC - Cloruro de calcio (2%);
SA – Sulfato de aluminio (2%) SS – Silicato de sodio (2%) Lav- Partículas lavadas en
agua caliente LCA – Partículas lavadas en solución de cal (5%) LSO - Partículas lavadas en
solución de soda (5%) Min – Mineralizadas SS (10%) + SA (20%)

La análisis de variancia presentada en la tab. 2 indica efectos muy significativos del tipo de
partícula vegetal empleada en la fabricación del compuesto con el cemento de fraguado
rápido y de los tratamientos aplicados a estas partículas. La interacción entre esos dos
parámetros también es muy significativa.

Tabla 2 – Compuestos de partículas de P. radiata y cemento de fraguado rápido.
Analysis of Variance for Tension - Type III Sums of Squares
------------------------------------------------------------------------------------------
Source Sum of Squares Df Mean Square F-Ratio P-Value
------------------------------------------------------------------------------------------
MAIN EFFECTS
A:Part 89,7901 1 89,7901 603,36 0,0000
B:Trat 27,9827 7 3,99753 26,86 0,0000
INTERACTIONS
AB 17,8457 7 2,54938 17,13 0,0000
RESIDUAL 4,76213 32 0,148817
------------------------------------------------------------------------------------------
TOTAL (CORRECTED) 140,381 47
------------------------------------------------------------------------------------------
All F-ratios are based on the residual mean square error.

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El Multiple range test presentado en la tab. 3 confirma la diferencia estadísticamente
significativa entre las partículas de P. radiata en la forma de viruta y aserrín.


Tabla 3- Grupos homogéneos

Multiple Range Tests for Tension by Part
--------------------------------------------------------------------------------
Method: 95,0 percent Tukey HSD
Part Count LS Mean LS Sigma Homogeneous Groups
--------------------------------------------------------------------------------
1 24 5,14 0,0787445 X
2 24 7,87 0,0787445 X
--------------------------------------------------------------------------------
Contrast Difference +/- Limits
--------------------------------------------------------------------------------
1 - 2 *-2,73542 0,226836
--------------------------------------------------------------------------------
* denotes a statistically significant difference.

1 = Viruta 2 = Aserrín

Virutas
Considerándose que la resistencia a la compresión de los compuestos de los dos residuos
vegetales es significativamente diferente y que esos residuos son generados en etapas
distintas del procesamiento mecánico de la madera, se adoptó presentar los resultados de
forma separada. Para la viruta el análisis estadística (multiple range test) indicó la existencia
de 4 grupos homogéneos, con los datos de los valores promedios de tensión de ruptura,
organizados de forma creciente en un mismo grupo y también creciente entre los diferentes
grupos (G1<G2<G3<G4):
G1: NSS, LSA, NSA, LCC; G2: LSA, NSA, LCC, Lav;
G3: NSA, LCC, Lav, LSS; G4: Nat y NCC.

En los grupos G2 y G3 se pude observar la ocurrencia de las partículas lavadas en agua
caliente (Lav) Este facto indica que el empleo de los parámetros adoptados en el tratamiento
(duración y temperatura de lavado) no permitió alcanzar el objetivo deseado, o entonces, lo
que es más probable, que la madera de P. radiata sea moderadamente compatible con el
cemento, provocando solamente un retardo de su fraguado sin alterar de forma substancial
las características del pegante. De esa manera, en la fabricación de compuestos del
cemento de fraguado rápido (ARI) con virutas de P. radiata, aparentemente no se necesita
adoptar tratamientos muy sofisticados, pues incluso las partículas en su forma natural
producen adecuada resistencia en compresión. Evidentemente, para una aplicación
industrial, la posibilidad de utilizar partículas naturales es mucho más atractiva, pues no
requiere que se efectúen cambios significativos en el diseño de la instalación.

Aserrín
El análisis estadístico también indicó la existencia de 4 grupos homogéneos para los
compuestos a base del aserrín.

G1: LSS y NSS; G2: NSS, NSA; G3: Lav, LSA, Nat, LCC; G4: NCC.

Los resultados indican la misma tendencia observada para el caso de los compuestos con
virutas, denotando no necesitar efectuar tratamientos más sofisticados, pues, nuevamente,
el tratamiento NCC se posiciona como el más efectivo. Pero, de forma inesperada, los tres
tratamientos: lavado en solución de cal (LCA), lavado en solución de soda (LSO) y
mineralizado (Min), teóricamente favorables a la reacción entre el cemento y las partículas
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vegetales, no aportaran mejoras en la resistencia en compresión, conforme está destacado
en la tab. 1. Una posible explicación para la existencia de tales compuestos con resistencias
en compresión totalmente inadecuadas, se puede atribuir al procedimiento operacional
adoptado. Probablemente, después de los tratamientos efectuados, no sea posible separar
adecuadamente los residuos de las substancias químicas, (hidróxido de calcio, hidróxido de
sodio, silicato de sodio y sulfato de aluminio) del aserrín. Al prepararse las mezclas, la masa
de aserrín es modificada, siendo remplazada parcialmente por substancias pulverulentas
residuales, las cuales afectaran de forma negativa las reacciones del cemento. Incluso, se
pudo observar que mientras que el contenido promedio de humedad de las diferentes
probetas, a los 28 días, se ubicó en el rango del 15% al 20%, para las probetas LCA y LSO,
el valor promedio fue del orden del 8%, con excesiva evaporación del agua y notándose un
aspecto inadecuado de la mezcla, la cual se transformaba en un polvo mediante una presión
manual.
Mientras tanto, una segunda mineralización (5% de silicato de sodio + 5% de cloruro de
calcio) proporcionó la obtención de un compuesto con resistencia en compresión promedia
de 11 MPa. Aparentemente, la acción del cloruro de calcio es la principal responsable por la
adecuada reacción entre el aserrín natural y el cemento. En todo caso, sobre un aspecto
económico esta alternativa no se muestra tan interesante, pues en el tratamiento natural y
cloruro de calcio se emplea solamente 2% de cloruro de calcio. Todavía, en este trabajo no
se analizó la durabilidad del compuesto, teóricamente superior después de aplicar los
tratamientos de mineralización Furuno et al., (1991)
(22)
.
Efecto del tipo del cemento: para los tratamientos natural (Nat), natural y cloruro de calcio
(NCC), natural y sulfato de aluminio (NSA) y natural y silicato de sodio (NSS), se evaluó el
efecto del tipo de cemento empleado (ARI - alta resistencia inicial, siderúrgico y puzolánico)
La análisis de variancia presentada en la tab. 4 indica que los dos efectos (tipo de cemento y
tipo del tratamiento) y su interacción también fueran altamente significativas al nivel de 95%
de probabilidad.

Tabla 4 - Efecto del tipo de cemento y del tratamiento

Analysis of Variance for Tensión - Type III Sums of Squares
------------------------------------------------------------------------------------------
Source Sum of Squares Df Mean Square F-Ratio P-Value
------------------------------------------------------------------------------------------
MAIN EFFECTS
A:Cemento 35,9362 2 17,9681 107,22 0,0000
B:Tratamiento 115,005 3 38,3351 228,76 0,0000
INTERACTIONS
AB 17,3134 6 2,88557 17,22 0,0000
RESIDUAL 4,02193 24 0,167581
----------------------------------------------------------------------------------------
TOTAL (CORRECTED) 172,277 35
----------------------------------------------------------------------------------------


Considerándose los tratamientos agrupados se obtuvo que el cemento de fraguado rápido
(promedio de 8,59 MPa) fue superior estadísticamente al cemento siderúrgico (promedio de
6,76 MPa) y esto al cemento puzolánico (6,26 MPa).
Considerándose los tipos de cemento agrupados, el tratamiento NCC (promedio de 10,21
MPa) presentó un resultado muy superior al tratamiento NSA (promedio de 5,52 MPa) y
NSS (promedio de 6,57 MPa), los cuales no acrecen ventajas cuando comparados con el
tratamiento natural (promedio de 6,57 MPa).
El tratamiento NCC fue los más efectivo para todos los cementos utilizados: fraguado rápido
(11,39 MPa), siderúrgico (9,31 MPa) y puzolánico (9,94 MPa).

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5. CONCLUSIONES

El compuesto de Pinus radiata y cemento analizado en este trabajo indicó las siguientes
tendencias:
- las partículas de aserrín proporcionaran la obtención de compuesto con una resistencia en
compresión superior a aquella del compuesto con virutas.
- el cemento de fraguado rápido fue más efectivo que los cementos puzolánicos y
siderúrgicos para neutralizar los constituyentes nocivos contenidos en la madera de P.
radiata.
- de entre los tratamientos aplicados a las partículas de P. radiata la utilización del cloruro
de calcio (al 2%) fue más efectiva y proporcionó una mayor resistencia para los compuestos.

6. AGRADECIMENTOS

Los autores son gratos a las empresas Mapal y Cemento Bío-Bío por los materiales
donados y a la Fondación Andes por la beca.

7. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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particules de bois et de liant mineral. Zurich, Suisse, 9p.
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cement: decayed wood as an inhibitor. Forest Products Journal, 17(7), p. 30-32.
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southern-pine cement mixtures. Forest Products Journal, 18(8), p. 28-34.
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carbohydrates of wood and their influence on the production of lightweight wood-wools
boards. Holztechnologie, 15(1), p. 12-19.
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Dos colapsos estructurales por falla seccional de
elementos de madera laminada

José Luis Gomez, Universidad Nacional de Cordoba, Facultad. de Arquitectura,
e-mail ccp-cons@onenet.com.ar
Iván Edgardo Salgado, Facultad. de Arquitectura, Universidad Nacional de Cordoba (U.N.C)
e-mail ivan_e_salgado@yahoo.com.ar


Resumen: En este trabajo se analizan dos estructuras de techo, construidas con elementos
de madera que colapsaron por la acción de carga gravitatoria.
El primer caso se trata del techo de garaje-quincho construido en Córdoba capital con
cabios de madera aserrada de Pino Paraná macizo y cumbrera de viga laminada de
eucalipto.
Se realiza el correspondiente relevamiento y un prolijo análisis de carga, resolución de la
estructura y verificación seccional de la cumbrera, concluyendo que las tensiones de trabajo
superan los valores de resistencia de cálculo.
El segundo caso construido en San Agustín, Provincia de Córdoba es un techo conformado
por cabios y vigas principales de madera laminada colada de eucalipto.
Utilizando la misma metodología de análisis, se concluye que las tensiones producidas por
las cargas actuantes superan la resistencia de cálculo.
En ambos casos la no verificación de la seguridad impidió atribuir el colapso a una falta de
calidad del proceso de fabricación de la madera laminada.
Con el fin de conocer las características mecánicas de la madera laminada utilizada, se
completa el trabajo con ensayos de laboratorio de acuerdo a las prescripciones de la norma
BR7190

Palabras claves: Estructura, Madera laminada, Colapso

Abstract: This work analyses two roof structures, both built with wooden elements that
collapsed because of the action of gravitational loads.
The first case is the roof of a garage built in Córdoba with sawed joists in solid Paraná Pine
and a laminate main beam in eucalyptus.
There is carried out the corresponding report and meticulous load analysis, resolution of the
structure and sectional verification of the main beam, concluding that the working tensions
overcome the calculation resistance.
The second case built in San Agustín, Provincia of Córdoba, is a roof consisting in joists and
laminate main beams in eucalyptus.
Using the same analysis methodology, there concludes that the tensions caused by the
acting loads overcome the calculation resistance.
In both cases, the collapse was due to the designed section not big enough to resist the
requests caused by the action of gravitational loads, and not to a lack of quality in the
manufacturing process of the laminate wood.
With the purpose of knowing the mechanical characteristics of the laminate wood employed,
this work is completed by laboratory tests according to the prescriptions of the norm BR7190

Keywords: Structure, laminate beam, collapses
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1.Introduccion

Este trabajo tiene la intención de mostrar el comportamiento de dos estructuras de maderas
que han colapsado por la acción de las cargas gravitatorias. Para ello en cada caso se
procede a verificar la estructura impactando las cargas para cubrirse de la incertidumbre que
se tiene en el valor de los mismos, y por otro lado afectando de un coeficiente de seguridad
al material para cubrirse de la incertidumbre de la capacidad resistente.
De esta manera se podría observar el de grado de inseguridad con que se han proyectado
estas obras. Finalmente se analizara la seguridad de la estructura, sin incrementar las
cargas y comparando las tensiones de trabajo de los elementos estructurales con la
resistencia del material sin coeficiente de seguridad para comprobar por que colapso.

2.Primer caso

Obra ubicada en la ciudad de Córdoba. Techo de madera constituido por cabios de madera
aserrada de pino que apoyan sobre una cumbrera de madera laminada colada conformada
por láminas de 2,5cm de espesor de eucalipto


Figura 1 – Dibujos técnicos

2.1Verificacion de la estructura de madera

Resistencia característica a compresión de eucalipto similar a la medida en laboratorio de la
FAUD

fc0k = 208 Kg/ cm2 (1)

Resistencia de cálculo

fc0d= Kmod1 * Kmod2 * Kmod3 * fc0k/ N (2)

fc0d= 0.7 * 0,8 * 0.8 * 208/ 1.4 = 66.56 Kg/ cm2

Módulo de elasticidad efectivo para carga permanente

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Ec0ef = Kmod1 * Kmod2 * Kmod3 * Ec0m
(3)

Ec0ef = 0.6 * 1.0 * 0.8 * 128770 = 61809 Kg / cm2

Análisis de carga de la cumbrera de Madera laminada

Tejas de Hº 46,00 Kg/ m2 (4)
Clavaderas (7.6 * 2.5) 4,50 Kg/ m2
Cabios ( 8 * 15) sep. 68cm 4,81 Kg/ m2

Total de carga permanente 55,31 Kg/ m2

Carga sobre cumbrera

Techo 55,31 * 3,64 201,30 Kg/ m (5)
Peso propio 15,5 Kg/ m

Total de carga por metro lineal g = 216.80 Kg / m

Carga variable de uso (CIRSOC 102) 23,00 Kg / m2 (6)

Carga variable por metro lineal p = 83,7 Kg / m

Carga total q = 1,2*g + 1,4*p = 343,00 Kg / m (7)


Figura 1 – Colapso del faldón izquierdo Figura 2 – Colapso del faldón derecho

Luz de cálculo de la cumbrera l = 6,70 m

Momento flector máximo M = 1924,60 Kgm

Sección total de la viga A = 13 Ai

Ai = 20 cm2 Sección de cada lámina

Se contabilizaron 8 uniones de láminas (finger joint ) en una longitud igual a la altura de la
viga, por lo tanto se realiza la siguiente reducción

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La superficie de 8 láminas se reduce en un 10% : 0,9 * 20 = 18 cm2

Área efectiva = 5 * 20 + 8 * 18 = 244 cm2 (8)

Corresponde b = 8 cm d = 30,5 cm

Módulo resistente W = 1240 cm3

Momento de Inercia J = 18915 cm4

Tensión de trabajo en las fibras más solicitadas

σtσr = M / W = 192460 / 1240 = 155 Kg / cm2 > f c0d = 66,56 Kg / cm2 No verifica
(9)

Cálculo de la deformación definitiva máxima para carga permanente únicamente

Carga por metro lineal 216 Kg / m – Carga total Q = 1447 Kg.

f cm 84 , 4
18915 * 61809 * 384
3 ^ 670 * 1447 * 5
= = µ
l / 200 no verifica (10)

2.2.Verificación sin mayorar las cargas

Carga por metro lineal de cumbrera qv = 300 Kg / m

Resistencia de la madera sin coeficiente de seguridad = Kmod * fcok = 93,18 Kg / cm2 (11)

Momento máximo en el centro de la luz M= 1683 Kgm

Tensión de trabajo en los bordes más solicitados

σtr = M/W = 168300/1240 = 135,7 Kg/cm2 > Kmod*f c0d = 93,18 Kg / cm2 No verifica (12)

2.3. Verificación de los cabios


Figura 4 – Detalle del calado en la cumbrera Figura 5 – detalle de las uniones
Madera: Pino
b = 8cm d = 15cm

Resistencia característica a compresión de pino

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fc0k = 215 Kg/ cm2

Resistencia de cálculo

fc0d= Kmod1 * Kmod2 * Kmod3 * fc0k/ N (13)

fc0d= 0.7 * 0,8 * 0.8 * 215/ 1.4 = 68.8 Kg/ cm2

Módulo de elasticidad efectivo para carga permanente

Ec0ef = Kmod1 * Kmod2 * Kmod3 * Ec0m (14)

Ec0ef = 0.7 * 0.8 * 0.8 * 71312 = 27383 Kg / cm2

Análisis de carga

qc = 55,31 * 0.68 = 37,61 Kg / m (15)
p = 23*0,68 = 15,64
q = 1.3 * 37.61 + 1.4*15.64 = 70.8
qcp = 70.8 * 3,64 / 3,43 = 75,13 Kg / m

Momento máxima M = 110,48 Kgm

Sección b = 8 cm d = 15 cm

Módulo resistente W = 300 cm3

Momento de Inercia J = 2250 cm4

Tensión de trabajo de las fibras más comprometidas

σ = 110,48 / 300 = 36,82 Kg / cm2 > fc0d= 68,8 kg / cm2 (16)

Aclaración

La viga cumbrera de madera laminada ha sido verificada con la sección completa, sin tener
en cuenta la disminución de su capacidad resistente por el rebaje realizado cada 68cm en
coincidencia con cada cabio debido al tipo de unión materializado.

La solicitación de momento máximo se da en la mitad de la luz, sin embargo la rotura se
produce en la sección disminuida más cercana.-

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Figura 6 – Rotura de la Cumbrera Figura 7 – Derrumbe de la pared lateral

Al dejar de resistir la cumbrera, los cabios de ambos faldones se convirtieron en una
estructura en arco, produciendo empujes horizontales en los extremos que hicieron colapsar
los muros paralelos a la cumbrera


Figura 8 – Anclaje del faldón izquierdo Figura 9 – Anclaje del faldón derecho

3. Segundo caso

Obra ubicada en San Agustín, Provincia de Córdoba
Techo constituido por cabios de madera laminada colada de 3”x6” y Vigas Principales de
madera laminada colada de 4”x 12” de eucalipto


Figura 10 – Planta estructural de la cochera
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Figura 11 – Vista exterior del conjunto Figura 12 – Detalle de la cubierta

3.1.Verificación de Cabios

Resistencia característica a compresión de eucalipto similar a la medida en laboratorio de la
FAUD
fc0k = 208 Kg/ cm2
Resistencia de cálculo

fc0d= Kmod1 * Kmod2 * Kmod3 * fc0k/ N (17)
fc0d= 0.7 * 0,8 * 0.8 * 208/ 1.4 = 66.56 Kg/ cm2

Módulo de elasticidad efectivo para carga permanente

Ec0ef = Kmod1 * Kmod2 * Kmod3 * Ec0m (18)
Ec0ef = 0.6 * 1.0 * 0.8 * 128770 = 61809 Kg / cm2


Figuras 13, 14 – vistas del colapso

Análisis de carga

Peso específico eucalipto con 12% de humedad 554Kg/m3
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Tejas cerámica francesa 46 Kg/ m2 (19)
Clavaderas (7.6 * 2.3) 3,07 Kg/ m2
Cabios ( 6,4 * 14,8) sep. 69cm 7,83 Kg/ m2
Bovedilla 2,60 cm de espesor 36,40 Kg/ m2
Mortero 3,60cm espesor 79,20 Kg/ m2

Total de la carga permanente “g” 181,50 Kg/m2
“p” 22,00 “

Carga nominal total 203,50 Kg/m2


Carga nominal en cada cabio “q” 127 Kg/m
“q” 15,4 Kg/m

Carga de cálculo
1.3 * q + 1.4 * q = (20)
1.3 * 127 + 1.4 * 15.4 = 186,66 Kg/m

Carga total en proyección horizontal (15º)
193,20 Kg/m

Solicitaciones
M = 386,40 Kgm

Área efectiva de cabios
6,4*14,8*0,9=85,25 cm2 (21)

Sección de madera correspondiente
b=6,4cm h=13,32cm

Modulo resistente
W = 189cm3

Tensión de trabajo de las fibras más solicitadas
σtr= M/W=38640 Kgcm /189cm3 = 204kg/cm2 >>fcod = 66,56 Kg/cm2 (22)


Tensión de trabajo mucho mayor que la resistencia de calculo

3.2.Verificación de la Viga Principal

Dimensión de viga principal
8cm x 28cm

Área efectiva
8cm x 28cm x 0,9 = 201,60 cm2

Corresponde una sección de
8cm x 25,2cm

Modulo resistente
W = 846,72cm3

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Figura 15 – Esquema de las cargas

Solicitaciones

M= 2413kg*6.95/2-434.7kg*2.78-512kg*2.085-569kg*1.39-598.3kg*0.069 (23)
M max= 4902kgm + 74,92 kgm = 4976,9kgm (24)

Tensión de trabajo de las fibras más solicitadas
σtr= M/W=4976,9kgcm/846,72cm3 =587 Kg/cm2 >>fcod = 66,56 Kg/cm2 (25)

Tensión de trabajo mucho mayor que la resistencia de calculo

La presente verificación se ha realizado, impactando las cargas con factores de cargas 1,3 y
1,4 para cubrirse de la incertidumbre que se tienen en los valores de la misma y un
coeficiente de seguridad de 1,4 por la incertidumbre en la resistencia del material, en este
caso la madera.
Si mantenemos las cargas nominales, sin afectarlos por los factores, la solicitación máxima
daría

M=3828kgm

La resistencia de la madera sin coeficiente de seguridad

Fc=93,18 Kg/cm2

La verificación de la seguridad seria la siguiente

σtr= M/W=382800/846,72=452kg/cm2
(26)
σtr>>93,18kg/cm2

Queda evidente que para las cargas reales la estructura tenia que colapsar

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Figura 16 – Detalle de la rotura en los cabios

4.Conclusiones

En los dos casos analizados de acuerdo a los lineamientos de calculo que especifica la
NORMA NBR 7190, resulto que el colapso de las estructuras de madera se debió a un
incorrecto dimensionamiento seccional para el tipo de madera utilizada
De no haber sido así, se hubiera pensado en continuar la investigación dirigida al
comportamiento del adhesivo y metodología de fabricación de la madera laminada

5.Bibliografia

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (1997). NBR 7190 – Projeto de
Estruturas de Madeira. ABNT. Rio de Janeiro.

ASOCIACION DE INVESTIGACION TECNICA DE LAS INDUSTRIAS DE LA MADERA Y
CORCHO (1996), ESTRUCTURAS DE MADERA. Madrid

Instituto Argentino de Normalización y Certificación (IRAM) (2005) IRAM 9532 – Maderas.
Método de determinación del contenido de humedad. Buenos Aires

Instituto Argentino de Normalización y Certificación (IRAM) (2005) IRAM 45055 - Adhesivos
para estructuras de madera bajo carga. Adhesivo de poli condensación de tipos fenólicos,
amino plásticos y de otros tipos. Clasificación y requisitos de comportamiento. Buenos Aires

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Efectos en el diseño de vigas rectas y curvas de madera
laminada encolada de pino radiata de los cambios
incluidos en la norma Nch 1198.of2006.


Jorge Galleguillos Palma, Universidad de Concepción, Concepción, Región del Bío Bío, Chile e-
mail: jgallegu@udec.cl
Gian Mario Giuliano Morbelli, Universidad de Concepción, Concepción, Región del Bío Bío, Chile e-
mail: ggiulian@udec.cl
Peter Dechent Anglada, Universidad de Concepción, Concepción, Región del Bío Bío, Chile e-mail:
pdechen@udec.cl


Resumen: Durante el mes de marzo ha sido publicada en el diario oficial de la republica de
Chile, la nueva norma NCh 1198.Of2006
) 4 (
que establece los métodos y procedimientos de
diseño estructural para construcciones de madera aserrada, elaborada, laminada-encolada y
postes de madera. En este trabajo se estudian los efectos de los cambios que han sido
incluidos en la nueva norma NCh 1198.Of2006
) 4 (
, específicamente, los cambio relacionados
con el diseño de vigas de madera laminada-encolada. Los cambios principales son: la
modificación del factor de modificación por volcamiento, la integración del factor de
modificación por volumen y la inclusión de refuerzos radiales en vigas curvas y de sección
variable para controlar la tracción perpendicular a la fibra. Se compararon ambas normas en
términos de capacidad de diseño y modo de falla, para puntualizar sus diferencias. Los
cambios se traducen en un diseño más conservador y la necesidad del uso de refuerzos
radiales en las vigas curvas debido a la disminución de la tensión admisible en tracción.

Palabras clave: Diseño vigas madera laminada, Vigas rectas y curvas madera laminada

Abstract: In March of this year NCh 1198Of.2006
) 4 (
, the new standard of wood design, was
published as an official law of the country, this standard establishes the methods and
proceedings for the structural design of wood constructions. This paper describes the effects
of changes that have been included in the new standards of design, specifically the changes
related with design of glulam beams. The main changes included in the new standards are:
The inclusion of the volume modification factor, in disregard of the height modification factor,
the changes in the mathematical formulation of the beam stability modification factor and the
inclusion of radial reinforcement in curved variable depth beams to control the tension
perpendicular to the grain. The results of beam designs with the standards of the 1991 and
the 2006 were compared to evaluate the effects of the changes. The main effects of the
changes are a more conservative design, and the need of radial reinforcement in curved
beams










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1. Introducción

La anterior norma chilena de cálculo de estructuras en madera fue oficializada el año 1991
para actualizar la norma anterior que había sido oficializada el año 1977 incorporando
materias que no habían sido incluidas en su predecesora.

A partir de 1991, numerosas investigaciones se han llevado a cabo, a nivel nacional e
internacional, en el campo de la madera laminada, lo que se ha traducido en grandes
avances en el conocimiento del comportamiento de este material.

Debido a los avances realizados en este campo, nuevamente se hace necesario una
actualización del cuerpo normativo que regula el cálculo y diseño de estructuras de madera
laminada, la recientemente oficializada NCh 1198.Of2006(2006)
) 4 (
ha incluido cambios en el
proceso de diseño de los elementos de madera laminada, basados en las investigaciones
que se han desarrollado, Parra (2000)
) 6 (
, Martínez (2005)
) 5 (
, etc., las cuales indicaban que
ciertos aspectos como la tracción perpendicular y el uso de refuerzos radiales, habían sido
dejados de lado en el cuerpo normativo anterior y otros, como los factores de modificación,
debían ser modificados.

Los objetivos de este trabajo son, presentar los cambios que se han incluido en la nueva
norma de cálculo de estructuras de madera, analizando como estos cambios inciden en el
proceso de diseño y evaluar cuantitativamente las diferencias entre los distintos cuerpos
normativos en base a capacidades de diseño y modo de falla.

2. Cambios introducidos en la norma Nch 1198.of 2006

Los cambios que se han incluido en la nueva norma abarcan los siguientes aspectos:

a) Factores de modificación,
b) Tensión admisible en tracción perpendicular a la fibra y uso de refuerzos radiales.
c) Radio de curvatura mínimo, restricciones a rebajes, flexión biaxial y compresión paralela
combinada,

a) Factores de modificación

a.1) Factor de modificación por volcamiento

Se ha modificado la manera de calcular el factor de modificación por volcamiento. La zona
flexocomprimida de un elemento sometido a flexión puede perder estabilidad y sufrir pandeo
lateral. Los factores que influyen en la magnitud del efecto del pandeo lateral son: razón
altura / ancho, longitud arriostrada, tipo de apoyos, tipo de carga, tensión admisible en
flexión y módulo de elasticidad.

Los efectos del pandeo lateral se clasifican de acuerdo a la esbeltez de los elementos en
tres grupos vigas cortas, vigas intermedias y vigas largas, de acuerdo a esta clasificación la
norma anterior establecía el valor del factor de modificación por volcamiento mediante una
formula definida en tres intervalos (eq. 2.1).

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≤ <
⋅ ⋅ ⋅
⋅ ⋅ ⋅
≤ <
|
|
.
|

\
|
⋅ −

=
50 ,
4 . 0
10 ,
3
1
1
10 , 1
) (
2
) (
4
v vo
C f H f v
D E H f
vo v
vo
v
v
V
K K F
K K E
K
λ λ
λ
λ λ
λ
λ
λ

(2.1)

donde:


2
v
v
C ) f ( H f
D ) E ( H f
vo
b
h l
K K F
K K E
775 . 0

= λ
⋅ ⋅
⋅ ⋅
⋅ = λ


La nueva normativa establece una nueva formula, similar a la formula del factor de
modificación por esbeltez, basada en una formula continua sin la necesidad de la definición
por tramos, esta formulación ha sido adoptada por los códigos norteamericanos (AITC) y
europeos (Eurocode) hace mucho tiempo, y han demostrado en la práctica que existe una
mejor concordancia entre esta nueva formulación y el comportamiento real de los elementos
de madera laminada. Este cambio se traduce en un factor menos conservativo y permite
diseños más económicos. Para vigas cortas la diferencia es muy sutil, pero en vigas de
longitud media y grande la diferencia puede ser más del 100%.

La nueva norma establece la eq. 2.2 para el cálculo del factor de modificación por
volcamiento:
95 , 0
F
F
9 , 1
F
F
1
9 , 1
F
F
1
K
*
dis , f
E , f
2
*
dis , f
E , f
*
dis , f
E , f
V

|
|
|
|
.
|

\
|
+

+
=
λ
, (2.2)

donde:

T Q D H f dis , f
K K K K F F ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ =

2
v
dis
E , f
E 61 , 0
F
λ

=


donde:

Q T H f dis
K K K E E ⋅ ⋅ ⋅ =

2
b
h l
v
v

= λ


donde:

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h = es la altura en el centro de la viga, b es el ancho de la viga

¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦
≥ → ⋅ + ⋅
< → ⋅
=
7
h
l
h 3 l 63 . 1
7
h
l
l 06 , 2
l
a
a
a
a
v


donde:

l
a
= corresponde a la longitud arriostrada, es decir, la longitud entre apoyos laterales.

Además del cambio en la fórmula, se ha cambiado la designación del factor de modificación
por volcamiento, dejando de lado la denominación K
v
para ser denominado K
λv
.

a.2) Factor de modificación por volumen

Se ha introducido el factor de modificación por volumen K
v
, el cual, reemplaza al factor de
modificación por altura K
hfl
. Diversas investigaciones en Chile, Parra (2000)
) 6 (
, y en el
extranjero FPL (1999)
) 2 (
, han determinado que la tensión de diseño en flexión de un
elemento de madera laminada varía en relación al tamaño relativo del elemento. En un
principio se consideraba a la altura solamente como un factor determinante, y de hecho,
todavía se ocupa en el caso de la laminación vertical, pero las investigaciones han
demostrado que en el caso de la madera laminada la correlación de resultados de
capacidad resistente es mucho mayor al utilizar el volumen en desmedro de la altura.

Las tensiones de los ensayos están referenciadas a las propiedades de un elemento de 300
mm de altura, 135 mm de ancho y 6.4 m de longitud, para dimensiones distintas se debe
aplicar el factor de modificación por volumen.

La eq. 2.4 indica la fórmula para calcular el factor de modificación por volumen.

10
1
10
1
10
1
vol
b
135
h
300
L
4 , 6
K |
.
|

\
|
⋅ |
.
|

\
|
⋅ |
.
|

\
|
=
,
(2.3)

donde:

L = longitud en metros.
h = es la altura en milímetros.
b = es el ancho en milímetros.

La inclusión del factor de modificación por volumen, considera completamente los efectos
del tamaño de los elementos en la tensión de diseño a flexión, por lo que se han eliminado
el factor de modificación por condición de carga y al factor de modificación por relación L/h,
además del factor de modificación por altura mencionado anteriormente.

b) Tracción perpendicular a la fibra y refuerzos radiales

La razón de resistencia aplicada a la tensión básica en tracción perpendicular a la fibra ha
sido modificada desde 1 a 0,25, lo que se traduce en una disminución de la tensión
admisible de diseño en tracción perpendicular a la fibra al 25% de lo que establecía la norma
anterior.

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Esta variación provoca una variación en los modos de falla de los elementos susceptibles de
desarrollar tensiones radiales debido a la brusca disminución de capacidad, debido a esto se
ha incluido la indicación del uso de refuerzos radiales para controlar las tensiones radiales.

Las tracciones perpendiculares a la dirección de la fibra se generan sólo en ciertas zonas de
las vigas, las zonas críticas. Para el proceso de diseño se han establecido los límites dentro
de las cuales se deben instalar los refuerzos, los límites están establecidos para cada tipo
de vigas. En las vigas rectas de sección variable, la zona crítica corresponde a la parte
central de la viga, fijándose sus límites a una distancia h
m
/ 2 de la sección de la cumbrera
hacia los costados, donde h
m
corresponde a la altura de la viga en la sección de la
cumbrera. En el caso de las vigas curvas, de sección variable y constante, los límites están
fijados en los puntos de tangencia, extendiéndose en forma radial hacia el borde superior de
la viga. En la fig. 1, se pueden apreciar estas indicaciones.



Figura 1 – Zona crítica en vigas de sección variable y vigas curvas

Las vigas rectas de sección variable, curvas de sección constante y curvas de sección
variable deben usar obligatoriamente refuerzos radiales, si bajo las condiciones de servicio a
las que esté sometida la viga ocurren las siguientes situaciones:

a) Cuando la tensión de trabajo de tracción normal a la fibra es mayor a la tensión de diseño
en tracción normal a la fibra.
b) Cuando el contenido de humedad en servicio de las vigas pueda exceder el 20% .
c) Cuando el contenido de humedad en servicio de las vigas sea menor al 20%, pero la
tensión de trabajo en tracción normal exceda el 75% de la tensión de diseño en tracción
normal, se deben incorporar refuerzos para neutralizar las tensiones de tracción normal
inducidas por el clima.

En todos los casos anteriores, la capacidad resistente de la madera deberá ser despreciada
y los refuerzos radiales deberán neutralizar por completo las tensiones de trabajo
generadas.

c) Otros Cambios

El radio de curvatura mínimo se ha incrementado, pasó de ser 180 veces el espesor de las
láminas a 200 veces el espesor de las láminas y de esta manera prevenir la generación de
tracciones radiales y la disminución de la capacidad resistente de las láminas al ser
curvadas para fabricar un elemento curvo, el radio de curvatura mínimo.

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Se han introducido restricciones en los rebajes permitidos a los elementos de madera
laminada. En el borde flexotraccionado sólo se permiten rebajes en los apoyos con una
profundidad máxima de 1/10 de la altura sin ser superior a los 75 mm. En el borde
flexocomprimido sólo se permiten rebajes en los apoyos con una profundidad máxima de 2/5
de la altura y con un desarrollo máximo de 1/3 de la luz total.

Ambas modificaciones reflejan la idea de evitar la generación de tensiones perpendiculares
a la fibra, ya que representan la mayor debilidad de este material.
Por último, se ha modificado la expresión para verificar los casos de flexión biaxial y
compresión paralela combinada, a continuación se presenta la nueva expresión para
verificar la interacción de estas solicitaciones.
1
1
1
,
,
,
2
,

|
|
|
|
|
|
.
|

\
|

|
|
.
|

\
|
|
|
.
|

\
|

|
|
.
|

\
|

+
|
|
|
|
|
.
|

\
|
|
|
.
|

\
|

+
|
|
.
|

\
|
dis fty
E f
ftx
cEy
c
fty
dis ftx
cEx
c
ftx
dis c
c
F
F
f
F
f
f
F
F
f
f
F
f
λ
,
(2.4)

2
x
dis , x
cEx c
E 5
F f
λ

= < , para flexión simple y desviada
2
y
dis , y
cEy c
E 5
F f
λ

= < , para flexión desviada
2
V
dis , y
fE fx
E 61 , 0
F f
λ

= < , para flexión desviada,

donde:

Q T H f dis
K K K E E ⋅ ⋅ ⋅ =
2
b
h l
v
v

= λ
x
Px
x
i
L
= λ
y
Py
y
i
L
= λ

La eq. 2.4 es más simple y fácil de calcular, que la expresión de la norma anterior y se
complementa de mejor manera con la nueva expresión del factor de modificación por
volcamiento, basándose en la razón entre el modulo de elasticidad y la esbeltez.

3. Resultados

Se desarrollaron rutinas computacionales que permiten evaluar la capacidad de vigas
usando la norma NCh 1198.Of1991(1991)
) 3 (
y la norma NCh 1198.Of2006(2006)
) 4 (
. Para el
análisis se consideraron vigas simplemente apoyadas sometidas a cargas uniformemente
distribuidas. Se estudiaron 5 tipologías de vigas: vigas rectas de sección constante
principales, costaneras, vigas rectas de sección variable, vigas curvas de sección constante
y vigas curvas de sección variable.
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Los principales resultados se pueden apreciar en la fig. 2 y fig. 3.



Figura 2 – Efectos de los cambios en normativa para vigas rectas de madera laminada.




Figura 3 – Efectos de los cambios en normativa para vigas curvas de madera laminada.

Al analizar los resultados numéricos se puede observar las variaciones entre ambas normas.
En las vigas rectas se puede apreciar una disminución generalizada de la capacidad de
diseño de las vigas, especialmente cuando se consideran longitudes menores a 14 metros,
estas disminuciones son incluso mayores a medida que se consideran alturas de vigas
superiores a los 80 cm.

En vigas rectas de grandes longitudes, la capacidad admisible es reducida ya que bajo las
restricciones de la norma anterior, al proveer a las vigas de el apropiado soporte lateral se
obtenían altas capacidades, pero con la inclusión del factor de modificación por volumen, las
grandes longitudes se traducen en una disminución considerable de capacidad, la que se
acrecienta cuando se consideran vigas de gran altura. A su vez, se puede apreciar
claramente el mayor impacto del factor de modificación por volumen por sobre la
modificación en el factor de modificación por volcamiento, ya que en los casos donde se
tiene falla por flexotracción la disminución de capacidad es mucho mayor, mientras que en
los casos de falla por flexocompresión la disminución de capacidad es más paulatina.

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En las vigas curvas un aspecto significativo es la inclusión de los refuerzos radiales, en el
caso de vigas altas de más de 90cm, con longitudes entre 8 y 20 m, donde estos rangos
aumentan a medida que disminuyen los radios de curvatura.

En vigas de grandes longitudes se mantiene la disminución de capacidad pero no hay
cambios en los modos de falla, la flexocompresión controla el diseño todas las veces, a
pesar de considerar soporte lateral.

4. Conclusiones

Los cambios introducidos en la norma generan cambios bastante significativos en el proceso
de diseño de elementos de madera laminada, el más significativo corresponde a la
implementación de los refuerzos radiales, ya que es algo completamente nuevo y no estaba
incluido de ninguna forma en los cuerpos normativos anteriores.

Los cambios en los factores de modificación han afectado la capacidad de diseño de los
elementos, las variaciones en la formulación matemática del factor de modificación por
volcamiento producen una disminución de las capacidades de carga, y a su vez en las
zonas de aplicación del factor de modificación por volumen también se producen
disminuciones de capacidad ya que se hace más estricto al considerar las reducciones por
ancho y longitud. En el caso de las vigas estudiadas el factor de modificación por volumen
es el que produce los cambios más significativos, ya que “castiga” mucho más las
propiedades mecánicas de la madera que su antecesor, el factor de modificación por altura.

El análisis de las vigas curvas muestra cambios en los modos de falla. En vigas de altura
pequeña y media, el modo de falla por flexotracción predomina por sobre el modo de falla,
por flexocompresión, cuando se considera algún tipo de soporte lateral, lo que no ocurría
bajo las condiciones de la norma antigua. En estos casos se puede observar la disminución
de la capacidad de diseño generalizada producto del efecto del factor de modificación por
volumen y en menor cantidad de la modificación en el factor de modificación por
volcamiento.

Analizando los modos de falla, también se producen cambios importantes, en especial en el
caso de las vigas curvas, debido a la reducción de la tensión admisible en tracción
perpendicular a la fibra que se aplica, el uso de refuerzos radiales se hace necesario en la
mayoría de los casos de vigas donde se generan tensiones de tracción perpendicular a la
fibra.

5. Referencias

(1) AITC (2005). Timber construction manual. Wiley. Hoboken

(2) Forest Products laboratory (1999). Word handbook, Wood as an Engineering Material.
USDA Forest Service. Madison

(3) Instituto Nacional de Normalización (1991). NCh 2165.Of91: Tensiones admisibles para
la madera laminada encolada estructural de pino radiata. Santiago

(4) Instituto Nacional de Normalización (2006). NCh 1198.Of2006: Madera – Construcciones
en madera – Cálculo. Santiago

(5) Martínez, A. (2005). Cálculo de viga peraltada con canto inferior curvo en madera
laminada. Memoria de Título Ingeniero Civil en Obras Civiles. Departamento de Ingeniería
en Obras Civiles. Universidad de Santiago de Chile. Santiago.

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(6) Parra, O. (2000). Madera laminada encolada: factor de modificación por volumen: estudio
de aplicación a la normativa chilena. Memoria de Título Ingeniero Civil en Obras Civiles.
Departamento de Ingeniería en Obras Civiles. Universidad de Santiago de Chile. Santiago.
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Indicadores de Sustentabilidade (LCA) e Análise do Ciclo
de Vida para Madeira de Reflorestamento
na Construção Civil



Mauro Augusto Demarzo e Aline Lopes Gonçalves Porto Universidade Estadual de Campinas
(UNICAMP), Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Departamento de Estruturas, Campinas,
SP. e-mail: demarzo@fec.unicamp.br e alineporto@hotmail.com


Resumo: Atualmente, a indústria da construção civil é uma das maiores consumidoras de
recursos naturais e conseqüentemente grande geradora de poluição (resíduos e emissão de
CO
2
). Este trabalho visou pesquisar os indicadores de sustentabilidade do uso da madeira
de reflorestamento na construção civil, baseando-se no método “LCA” (Life Cycle Analysis),
que avalia diferentemente aspectos em cada etapa do processo: floresta; processamento;
pré-fabricação de componentes; montagem; uso e manutenção. Estabeleceu-se
comparação entre sistemas construtivos utilizando outros materiais.

Palavras-chave: Indicadores de sustentabilidade, LCA, habitação em madeira, madeira de
reflorestamento.

Abstract: At this moment, civil construction industry is one among the major natural
resource consumers and consequently large pollution producer (residues and emission of
CO
2
). This paper takes aim to establish sustainability indicators to reforestation wood use in
civil construction by basing in the LCA Method (Life Cycle Analysis) that evaluates differently
aspects at each stage of the process: forest; processing; prefabrication of components;
assembly; use and maintenance. One establishes comparison among some constructive
systems that use other materials.
Keywords: Sustainability indicators, LCA, housing wood, reforestation wood.


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1. Introdução

A exploração ambiental se intensificou muito nos últimos anos, sendo cada vez mais urgente
a mudança de atitudes e de alguns conceitos em relação ao meio ambiente. Nos grandes
centros urbanos, onde os problemas ecológicos são mais intensos do que no meio rural,
constata-se uma deterioração da qualidade de vida, em parte devido às mudanças
ambientais sofridas no planeta.

A construção civil é responsável por boa parte dessa corrente degradação ambiental,
estudos mostram (SMA, 1998) que as principais atividades minerárias destinadas à esse
setor (areia, argila e brita), causando graves problemas principalmente às várzeas de rios,
mananciais, fauna e flora; entre outros.

Outro fator agravante à degradação do ambiente, causados pela indústria da construção
civil, são os entulhos (resíduos). A construção civil gera aproximadamente 40% de todos os
resíduos produzidos pela sociedade. Somente em São Paulo, entulho de obra enche
diariamente 2.500 caminhões, duas vezes mais que o lixo urbano, segundo estudo do
Projeto Reciclagem.

Na grande maioria dos municípios, a maior parte desse lixo é depositado em bota-fora
clandestinos, nas margens de rios e córregos ou em terrenos baldios. Esse destino
inadequado provoca o entupimento e o assoreamento de cursos d'água, de bueiros e
galerias, consequentemente gerando as constantes enchentes e à degradação de áreas
urbanas.

Os bota-foras e os locais de disposições irregulares são também locais propícios para
roedores, insetos peçonhentos (aranhas e escorpiões) e insetos transmissores de
endemias, como a dengue. Esses lixos representam enormes quantidades de material, tanto
em países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento.

Desta forma, é de grande importância estudos na área da construção civil, para avaliar
materiais que causem menor impacto ao meio ambiente, considerando que um produto deve
ser avaliado por todo seu ciclo de vida, desde sua fonte de matéria-prima, sua produção,
distribuição, utilização e despejo.

A madeira ainda desempenha um importante papel na construção civil, incorpora um
conjunto de características técnicas, econômicas e estéticas que dificilmente se encontram
em outro material. Requer menor consumo energético em seu processamento, colabora
para reduzir a emissão de gases que contribuem ao efeito estufa (CO
2
) – indicador
importante para classificação dos materiais em relação ao impacto ao meio ambiente. Outro
aspecto relevante é a possibilidade de reutilização ou reciclagem do material, no final do
processo de produção ou mesmo em cada uma das etapas da cadeia produtiva, resultando
na menor quantidade de resíduos sólidos produzidos.



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2. Materiais e Métodos
A metodologia básica do presente trabalho é fundamentada no método LCA “Life Cycle
Analysis” (Análise de Ciclo de Vida) – compreendendo cada uma das etapas da cadeia do
uso da madeira, permitindo verificar os aspectos ambientais e os impactos potenciais
associados a este material.

Segundo RICHTER (1998), citado por BARBOSA et al (2000), o LCA quando aplicado em
materiais de construção, demonstra que a madeira apresenta consideráveis benefícios
ambientais (tabela 1). Estes aspectos positivos podem ser usados fortemente para a
competitividade no uso deste material e derivados na construção. O método LCA coloca o
foco no ponto de real importância, podendo ser utilizado para informar profissionais,
construtores e autoridades administrativas públicas e privadas sobre qualidades ambientais
no uso dos materiais.

Tabela 1- Comparação na fabricação da madeira, aço e concreto.


Como exemplo do LCA, LAWSON (1996) afirma que cerca de 75% da energia consumida na
produção de madeira serrada localiza-se na etapa de secagem. Já, na fase de tratamento, a
energia consumida chega a aproximadamente 15%. Em muitos casos, a energia pode ser
gerada nas etapas de produção pelo próprio resíduo resultante da madeira.

Na fase de construção, comparando três edifícios em Melbourne, Austrália, MCARDLE citado
por LAWSON (1996) afirma que a energia embutida foi basicamente distribuída em:
assoalhos/forro (43 - 52%); paredes internas e externas (20 - 30%) e telhados (2 - 8%). Em
um dos casos, as colunas foram responsáveis por mais de 20% da energia da construção
(figura 1).



Figura 1 - Energia embutida na fase de construção.

Material
Consumo
de
energia
Emissão
de CO
2

Poluição
do ar
Resíduos
Sólidos
Impacto
ambiental
Madeira X X X X X
Aço 2,40 X 1,45 X 1,42 X 1,36 X 1,16 X
Concreto 1,70 X 1,81 X 1,67 X 1,96 X 1,97 X
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É, portanto, relevante analisar o método de geração de energia adotada para cada região.
Usa-se, em geral, uma lista de intensidade de energia consumida (J/g) para produção de cada
material, em cada país, dividindo-os em “bons” e “ruins”.

3. Revisão Bibliográfica
3.1 Usos da Madeira na Construção Civil
Na construção civil, a madeira é utilizada de diversas formas, em usos temporários, como:
fôrmas para concreto, andaimes e escoramentos. De forma definitiva, é utilizada nas
estruturas de cobertura, nas esquadrias (portas e janelas), nos forros e pisos. Para se avaliar
comparativamente esses usos, é apresentado na figura 2 o consumo de madeira serrada
amazônica, pela construção civil, no Estado de São Paulo, em 2001.



Figura 2 – Consumo de madeira serrada da Amazônia pela construção civil no Estado de
São Paulo, em 2001.

Conforme o mostrado acima, pode-se observar que o uso em estruturas de cobertura
representa a metade da madeira consumida no Estado de São Paulo, onde grande parte é
destinada a construções de pequeno porte, ou seja, casas e pequenas edificações (SOBRAL
et al, 2003).

3.1.1 Madeira de reflorestamento
A utilização da madeira de reflorestamento na construção civil enfrenta obstáculos e
preconceitos maiores do que aqueles enfrentados pela madeira em geral. Os mesmos,
freqüentemente, estão relacionados à noção de que a madeira de reflorestamento não é
“nobre”.

As espécies mais utilizadas e conhecidas para reflorestamento, são o eucalipto (figura 3) e o
Pinus. Essas espécies têm rápido crescimento, e seu plantio se concentra principalmente nas
regiões sul e sudeste. Entretanto, para regiões, como as florestas tropicais, o plantio dessas
espécies não é indicado, por se tratarem de espécies que não fazem parte da flora local, e em
conseqüência disso, muitas vezes, há um desequilíbrio ambiental.

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Figura 3 – Toras de eucalipto.
Fonte: Madeireira Capivaras

Em conseqüência destes fatores, o reflorestamento praticado na Amazônia, tornou-se um
desafio, visto que são incipientes os estudos e pesquisas capazes de subsidiar a adoção de
procedimentos técnicos adaptados às condições regionais. O tempo comprovou que o
comportamento de algumas espécies nativas às condições a que foram expostas, como
plantio, solo, clima e tratamentos silviculturais, não foi satisfatório. Muitas delas sofreram
severos ataques de pragas e fitomoléstias; outras, não resistiram às podas em épocas e
formas inadequadas.

A Teca (Tectona grandis) (figura 4) – apesar de não ser uma espécie nativa, também é uma
madeira de florestas tropicais – é uma opção de madeira de reflorestamento dura e de alta
qualidade. Entretanto, tem com poucos estudos em relação a plantios com ciclos de corte
mais curtos.


Figura 4 – Plantação de Teca .
Fonte: www.mtfazendas.com.br.

O reflorestamento de Teca no Brasil começou em 1968, em Cáceres – MT. Dentre todas as
espécies testadas, a Teca mostrou-se a mais promissora para o reflorestamento da região,
passando assim a ser plantada em escala comercial em 1971. Seu IMA (Incremento Médio
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Anual) alcança os melhores índices de desenvolvimento mundiais, entre 10 e 15m³/ano. O
primeiro desbaste é feito no 5º ano. Nesta fase, a madeira apresenta aspecto roliço, podendo
ser usada como moirões, escoras, vigamentos de construções rústicas, etc.

O segundo desbaste se dá aos 8 anos, permitindo que a madeira seja serrada para a
produção de sarrafos, lambris, painéis de sarrafos colados, etc. Os outros desbastes ocorrem
nos anos 10, 11, 14, 17, 20, 22 e 25. A partir do terceiro desbaste, a madeira pode ser
utilizada para fabricação de móveis finos.

Essa madeira tem tom marrom-dourado, que pode escurecer quando exposto ao ar livre,
passando a um marrom um pouco mais escuro. De veios homogêneos, pode ser usada tanto
para mobiliário de luxo em interiores, quanto para obras imersas ou expostas à água, devido à
sua alta resistência a esse tipo de exposição. Possui uma espécie de látex em seu interior,
que é capaz de evitar a corrosão em pregos e ferragens.

Além da durabilidade e estabilidade, a madeira também apresenta alta resistência ao ataque
de cupins, brocas marinhas e outros insetos.

A madeira da Teca é procurada no mercado internacional, por suas características, como o
peso de cerca de 650 quilos por metro cúbico, situando-se entre o cedro e o mogno. Possui
boa resistência em relação ao peso, quanto à tração, flexão e outros esforços mecânicos, e é
semelhante ao mogno brasileiro.

O reflorestamento com espécies nativas da Amazônia está ainda engatinhando e é bastante
importante, pois poderá suprir de matéria-prima as indústrias madeireiras, e, assim, reduzir o
desmatamento das florestas nativas.

A espécie Shizolobium amazonicum (Paricá), por apresentar rápido crescimento, fuste reto e
madeira com elevada cotação no mercado interno e externo, vem sendo bastante cultivada
pelas empresas madeireiras da região norte e nordeste do país, principalmente nos Estados
do Pará e Maranhão.

É uma espécie da família das leguminosas (Fabaceae), e apresenta bom fator de forma. A
casca é cinza com tonalidade bastante clara. A espécie pode alcançar de 20 a 30 metros de
altura, e atingir até um metro de diâmetro (figura 5).



Figura 5 – Plantação de Paricá.
Fonte: www.rankbrasil.com.br.

A madeira tem coloração branco-amarelo-clara de superfície lisa e que permite a produção de
material com acabamento sedoso. Apresenta densidade em torno de 0,30 g/cm³, que é
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adequada para a fabricação de forros, palito, papel, laminados e compensado. Produz
celulose de boa qualidade e de fácil branqueamento. Algumas propriedades mecânicas do
Paricá estão sumarizadas na tabela 2.


Tabela 2 – Propriedades mecânicas da madeira Paricá. Fonte: Melo et al. (1989);
Obs.: verde = madeira saturada, e seca = madeira seca ao ar com 12% de umidade.

Condições Flexão estática Tração

Ruptura
(daN/cm²)
Elasticidade
(1000 daN/cm²)
Perpendicular às
fibras (daN/cm²)
Verde 543 93 34
Seca 562 82 27
Compressão (daN/cm²) Cisalhamento

Paralela
às fibras
Perpendicular às
fibras
Máxima
resistência
(daN/cm²)
Verde 236 44 74
Seca 347 46 111
Dureza Janka
Paralela (daN) Transversal (daN)
Verde 387 331
Seca 466 274

A madeira apresenta fácil trabalhabilidade, textura média (diâmetro dos poros de 110 a 100
µ) e grã cruzada ondulada. Devido à sua baixa densidade, o Paricá não necessita ser
aquecido para ser torneado e a madeira branca e leve oferece ao final do processo de
fabricação do compensado um produto com ótimo acabamento e alta qualidade (figura 6).






Figura 6 – Tora de Paricá.
Fonte: Revista Remade (acesso eletrônico).

Segundo informações obtidas junto Centro de Pesquisa do Paricá (CPP), a madeira Paricá
permite uma redução nos custos de produção do compensado, pois as despesas de colheita
e transporte, pela homogeneidade e boa localização dos reflorestamentos, são menores.

Assim, as empresas que produzem compensado à base de Paricá conseguem lançar seu
produto no mercado externo e interno a um custo reduzido se comparadas a outras que usam
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essências nativas, forçando todo o setor a procurar alternativas para a redução dos custos de
produção
1
.

Para garantir que a madeira de reflorestamento com qualidade seja utilizada na construção
civil a custos acessíveis à maioria da população, são necessários esforços e ações conjuntas
de pesquisadores, empresários e principalmente administradores públicos, no sentido de
conscientizar os usuários quanto às vantagens desse material, definindo parâmetros para
aumentar a produtividade e durabilidade dos componentes, e propor procedimentos de
controle nas várias etapas do processo de produção (RAMPAZZO e SPONCHIADO, 2000).

A madeira de reflorestamento representa inegavelmente aspectos que contribuem para o
equilíbrio do meio ambiente: permite a proteção ao uso das florestas nativas, protege os
solos, as nascentes e cursos d’água quando corretamente manejadas; contribui para o efeito
estufa com retenção de CO
2
da atmosfera; contribui para renda através de impostos; além de
representar um produto competitivo na economia globalizada (BRANDÃO, 1997).
Indicadores de Sustentabilidade
Em cada uma das etapas envolvidas no processamento da madeira podem ser analisados
diversos indicadores que sinalizam possíveis impactos ao meio ambiente, seja em nível
global, local ou em relação aos próprios usuários.

Alguns indicadores de sustentabilidade no processo produtivo podem ser citados, como:
consumo de energia; produção de resíduos; emissão de substâncias nocivas ao meio
ambiente (atmosfera, água e solo); consumo de recursos renováveis; uso de combustíveis
fósseis; uso de recursos escassos; grau de reciclagem e reutilização dos materiais;
durabilidade dos materiais ou da própria edificação; aproveitamento de recursos locais, assim
como da cultura local, no sentido de contribuir para o desenvolvimento regional, entre outros.

Consumir madeira significa cultivar a floresta: madeira cresce com o auxílio de energia solar,
água e de nutrientes do solo, sem consumo de energia secundária. A floresta acumula dióxido
de carbono e produz oxigênio, melhora o clima, filtra o ar, purifica a água, previne contra
enchentes e erosão. O cultivo racional da floresta e o uso da madeira trazem resultados. Usar
madeira é armazenar, a longo prazo, CO
2
(STUMPP, 1997).
Consumo de Energia
Na quantificação do consumo de energia nas construções, em geral, era considerado
somente o processo básico da produção dos materiais e dos componentes construtivos e o
uso do edifício (aquecimento, refrigeração e iluminação).

Porém, em recentes pesquisas, revela-se a importância de quantificar a energia embutida no
material desde a extração, passando pela transformação da matéria-prima, até chegar ao
componente acabado, uso e demolição, classificando, assim, os materiais de menores gastos
energéticos dentro de um processo cíclico de produção (figura 7).

1
Fonte: Revista da Madeira, nº 106 - ano 18 - Julho de 2007.
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.Figura 7 – Ciclo de vida de uma edificação.

O maior consumo de energia está empregado na extração e transporte de matéria prima, em
especial pela dispersão espacial e da distância das jazidas aos centros de produção e/ou
consumo.

A energia necessária para derrubar, cortar e transportar madeira têm sido estimada, segundo
PEARSON (1989, p. 128) citado por BARBOSA et al (2000), em 580 kWh/ton.

Tomando este dado como guia, têm-se os seguintes custos energéticos para produção dos
respectivos materiais (figura 8):




Figura 8 – Consumo de energia de materiais da construção.
Fonte: PEARSON, (1989) in BARBOSA et al (2000).



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Segundo o CANADIAN WOOD COUNCIL (1997), a energia usada durante o tempo de vida
de uma construção é um dos itens mais importantes para a análise do impacto ambiental
neste setor. No Canadá, a energia usada para aquecimento, resfriamento, ventilação e
iluminação nos edifícios representam mais que 30% do consumo nacional.

Por esta razão, na escolha dos materiais de construção e na elaboração do projeto, deve ser
necessariamente considerado o consumo de energia, tanto para a fabricação quanto para a
eficiência no uso da edificação.

De acordo com PRESCO (1999), em cidades européias, o consumo de energia nos setores
residenciais (incluindo educação, recreação, saúde, serviços e outros) é relevante,
correspondendo a 40% do total, sendo o restante dividido em cerca de 30% para a indústria e
30% para o setor de transporte.

Na Austrália, as edificações são responsáveis por cerca de 25% de todo o consumo de
energia no país, nos Estados Unidos em torno de 40% e no Reino Unido cerca de 45%. (SZO-
KOLAY, 1997). Atualmente as decisões no modo de produção devem considerar a energia
embutida e o peso que representa para o meio ambiente.

Para arquitetos e engenheiros, de acordo com o código alemão, devem ser considerados
também: planejamento urbano; design; funcionalidade; tecnologia; características físicas das
construções; economia; gastos com energia e a ecologia da paisagem.

Em relação a exigências no uso da energia, ela deve ser diferenciada em: eficiência do uso e
o uso de energias renováveis. A madeira, no código alemão, foi classificada como um dos
materiais de construção que satisfaz a todas estas exigências (VOLZ, 1998).

Segundo WINTER (1998), usando a madeira para construção economiza-se a quantidade
de energia em duas etapas: uma na formação da matéria-prima que se faz através da
absorção da energia solar (fotossíntese); e a outra, com o consumo de energia necessária
para a usinagem da madeira.
Apresenta ainda vantagem em relação ao consumo de energia para o processamento e
montagem da construção e, sobretudo, quanto ao aproveitamento de seus resíduos como
energia calorífica.

De acordo com LAWSON (1996), o cálculo da taxa de energia embutida nos materiais,
componentes e nas edificações em geral, pode ser quantificada pela Energia Global
Requerida (GER - Gross Energy Requirement) – energia consumida em todas as etapas da
cadeia produtiva – ou pela Energia Requerida no Processamento (PER - Process Energy
Requirement).

Neste caso, a energia é mais rapidamente calculada, produzindo bases mais firmes para
comparar os materiais, pois relata diretamente a manufatura do material ou componente,
representando 50-80% do GER (figura 9).

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Figura 9 – Valores obtidos pelo PER para materiais de construção.

Já SZOKOLAY (1997), citado por BARBOSA et al (2000), classifica a energia consumida em
dois níveis: a energia principal (C), que inclui o conteúdo energético dos materiais e
componentes construtivos (tabela 3) e a energia operacional (O), quantidade consumida
anualmente para aquecimento, refrigeração, ventilação, iluminação e serviços na edificação.
O autor afirma inicialmente, que a relação em edificação de C/O é cerca de 5, ou seja, a
energia principal equivaleria a 5 anos de energia operacional. Para uma habitação pobre na
Austrália, esta relação seria 2,5 anos. Recentes estudos produziram resultados de até 50
anos, pela melhoria dos materiais e da própria edificação, como isolamento térmico.



Tabela 3 - Conteúdo energético de alguns materiais de construção.

Concreto 0,2 – 0,5 kWh/kg
MATERIAIS DE BAIXA ENERGIA
< 1
Madeira
cerrada
0,5 - 0,9
Tijolos
cerâmicos
1,0 – 1,2 kWh/kg
Telhas de fibro-
cimento
2,1
MATERIAIS DE BAIXA ENERGIA
1 - 10
cimento 2,2
Aço
galvanizado
10,5 kWh/kg
Alumínio 46 – 56
MATERIAIS DE BAIXA ENERGIA
> 10
PVC 80


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LAWSON (1996) afirma ainda que a diferença da energia embutida entre uma casa de
estrutura de madeira e uma de aço é da ordem de 35 a 50% , ou cerca de 120 000 MJ.

Na construção de 100.000 casas na Austrália, se fossem de estrutura de aço, haveria uma
adição no consumo de energia de 12x10
9
MJ e seriam liberados milhões de toneladas a mais
de CO
2
. Esta energia adicional poderia abastecer o consumo de energia de 6500 casas por
50 anos.

Materiais como o cimento e o aço consomem grande energia na sua fabricação. Neste caso,
a madeira é usada em forma de combustível (carvão), com uma constante liberação de
dióxido de carbono na atmosfera (figura 10).




Figura 10 – Forno para fabricação de aço, com uma constante liberação de dióxido de
carbono na atmosfera.
Fonte: www.copala.com.br.

3.1.2 Emissão de CO
2


A emissão de CO
2
é a principal responsável pelo efeito estufa e por grandes acidentes
climáticos (figura 11), principalmente devido à elevação da temperatura da terra. Em cidades
européias, as emissões de CO
2
pelo setor da construção civil são relevantes, e, segundo
PRESCO (1999), atingem cerca de 30% das emissões totais.



Figura 11 – Variação da concentração de dióxido de carbono (média mensal) na atmosfera
desde 1958 a 1991.

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Uma das maneiras de se reduzir as emissões de CO
2
e ainda retirar da atmosfera o
excedente já liberado é plantando árvores. Para seu crescimento, as árvores absorvem CO
2

do meio ambiente e fixam carbono para formação de matéria orgânica. A árvore é um agente
de estocagem de carbono e este estoque pode ser prolongado utilizando a madeira como
matéria-prima para construção (BARBOSA et al, 2000).

De acordo com vários autores, estima-se que para cada 1000 kg de CO
2
pode ser fabricado,
de acordo com a espécie analisada, aproximadamente 1 m³ de madeira e a liberação de CO
2

será de 500 kg. No fim de seu ciclo de vida a madeira ainda pode ser utilizada para fins
energéticos. Neste caso, é liberado CO
2
na mesma quantidade que o absorvido na
fotossíntese, e exatamente na mesma proporção que na decomposição natural da árvore na
floresta. Portanto, a matéria-prima Madeira é neutra do ponto de vista de emissão de CO
2
.

A situação com maiores prejuízos ao ambiente é a floresta queimada, sem nenhum
aproveitamento da madeira e do poder calorífico, contribuindo para o aquecimento global da
terra, degradando fauna, flora, recursos hídricos e a qualidade do ar, sem falar na quebra do
eco-sistema.

Atualmente, através de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL ou CDM), a redução dos
níveis de emissão do CO
2
ou a retirada desse gás por florestas representa, para os países
menos desenvolvidos, grandes perspectivas econômicas, através de certificados em
toneladas de CO
2
, chancelados por uma organização mundial para a “venda” de créditos pelo
seqüestro do CO
2
da atmosfera.

Segundo RICHTER (1998), a madeira além de contribuir para o Efeito Estufa com seqüestro
de carbono, quando é prolongada a vida útil do material na construção, tem a possibilidade de
ser usada como combustível, substituindo o uso intensivo de combustíveis fósseis.
3.1.3 Produção de Resíduos
Segundo o relatório da “Agenda 21 on sustainable construction”, de 1999, o setor de
construção civil consome algo em torno de 20 – 50 % do total de recursos naturais
consumidos pela sociedade, e gera aproximadamente 40% de todos os resíduos produzidos
pela sociedade.

A possibilidade de reutilização e reciclagem destes resíduos influencia diretamente a
classificação dos materiais em relação ao impacto ao meio ambiente. Os valores
internacionais para o volume do entulho da construção e demolição oscilam entre 0,7 a 1,0
tonelada por habitante/ano (JOHN, 1996).

PINTO (1999) estimou que, em cidades brasileiras de médio e grande porte, a massa de
resíduos gerados varia entre 41% a 70% da massa total de resíduos sólidos urbanos. O
quadro elaborado por PINTO (1987), (figura 12) demonstra a dimensão exata do problema em
algumas das principais cidades brasileiras.

Em 5 de julho de 2002, o CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente – através de sua
Resolução 307 - Anexo I, deu um passo importante no sentido de implementar diretrizes para
a efetiva redução dos impactos ambientais gerados pelos resíduos oriundos da construção
civil. Tal Resolução estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão destes
resíduos, disciplinando as ações necessárias e fixando as responsabilidades de forma a
minimizar os impactos ambientais.


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Figura 12 – Geração de Resíduos nas Principais Cidades Brasileiras


Na Resolução, os resíduos são classificados de acordo com sua potencialidade de
reaproveitamento, reciclagem e periculosidade, definindo o destino adequado para cada um
deles. Estabelece como instrumentos para a gestão dos resíduos os Programas de
Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil e os Planos de Gerenciamento de Resíduos
da Construção Civil, devendo o primeiro ser elaborado, implementado e coordenado pelos
municípios e o último elaborado e implementado pelos geradores de pequenos volumes, em
conformidade com os critérios técnicos do sistema de limpeza urbana local. Estabelece ainda
prazos para que os poderes municipais e os geradores se adeqüem ao disposto na
Resolução, (SCHENINI, 2004).

A maior parte dos resíduos de construção civil é composto de material não mineral (madeira,
papel, plásticos, metais e matéria orgânica). Estes resíduos são classificados, segundo a NBR
10.004 da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, como resíduos sólidos inertes –
resíduos de Classe III. Entretanto, não existem estudos sobre a solubilidade dos resíduos
como um todo, de maneira a comprovar que não possuam índices de concentração de
poluentes superiores ao especificado na referida Norma, o que os classificaria como resíduos
não inertes – resíduos de Classe II.

LAWSON (1996) estima que na Europa somente 5% dos resíduos sólidos das construções
são reciclados e que seriam possíveis de serem reciclados 75%. Afirma que na Austrália
cerca de 40% destes materiais já estão sendo reciclados de alguma forma. Segundo SMA
(1998b), em estudos realizados na Comunidade Européia, o entulho de construção em países
desenvolvidos atinge de 500 a 1000 kg per capita, chegando a 175 milhões de t/ano.

A maioria dos municípios brasileiros deposita os seus resíduos em margem de rios e
córregos, terrenos baldios ou em beira de estradas e avenidas. Este destino inadequado
provoca o entupimento e o assoreamento de cursos d'água, de bueiros e galerias, estando
diretamente relacionado às constantes enchentes e à degradação de áreas urbanas, além de
propiciar o desenvolvimento de vetores. Alguns destes impactos são plenamente visíveis e
provocam comprometimento à paisagem urbana e transtornos ao trânsito de veículos e
pedestres (figura 13).

Os bota-foras e os locais de disposições irregulares são também locais propícios para
roedores, insetos peçonhentos (aranhas e escorpiões) e insetos transmissores de endemias,
como a dengue.
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Figura 13 - Depósito irregular de entulho de construção civil.
Fonte: www.riachoalagadico.blogger.com.br

Algumas prefeituras (Belo Horizonte, Ribeirão Preto, São Carlos, etc.) estão implantando
locais apropriados para receber o resíduo. São as "Usinas de Reciclagem de Entulho",
constituídas basicamente por um espaço para deposição do resíduo; uma linha de separação
(onde a fração não mineral é separada); um britador, que processa o resíduo na
granulometria desejada; e um local de armazenamento, onde o entulho já processado
aguarda para ser utilizado.

De acordo com SZOKOLAY (1997), os resíduos sólidos produzidos na demolição de
edificações podem ser substancialmente reduzidos através da reciclagem. Muito pode ser
feito no estágio do projeto para assegurar que pelo menos alguns materiais, componentes
possam ser reciclados e reutilizados quando a edificação alcançar o término de sua vida útil.

Segundo o CANADIAN WOOD COUNCIL (1997), a manufatura dos produtos da madeira
produz pouco resíduo em comparação a outros materiais; e os mesmos (cascas, cavaco e pó-
de-serra) podem facilmente ser reutilizados na produção de outros derivados da madeira:
compensados, placas OSB, MDF e outros (WEGENER e ZIMMER, 1998) (figura 14).



(a) (b) (c)

Figura 14 - Chapas feitas a partir de lascas de madeira:
(a) MDF, (b) OSB, (c) chapa de compensado.

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De acordo com o Desenvolvimento Sustentável e Tecnologias mais Limpas, o processo
produtivo deve considerar o destino final do objeto produzido, desenvolvendo estratégias para
facilitar a reciclagem e reutilização dos materiais com maior clareza aos benefícios
ambientais.
4. Conclusão
O LCA permite a analise do impacto ambiental em todos os estágios da vida dos materiais,
possibilitando ainda fazer comparações entre o desempenho de diferentes materiais.
Este trabalho considerou alguns indicadores de sustentabilidade de serviram de base para a
análise do ciclo de vida da madeira e de outros materiais utilizados para comparação. E,
através destes indicadores juntamente com trabalhos já publicados referentes ao assunto aqui
abordado, conclui-se que a madeira possui um potencial altamente favorável ao meio
ambiente para utilização como material de construção, por representar um recurso renovável,
não fóssil, de baixa demanda energética em seu processo de produção e com grandes
possibilidades de aproveitamento do poder calorífico dos resíduos produzidos. Não se pode
esquecer o fato de que tem um importante papel como medida estratégica na diminuição da
concentração de CO
2
na atmosfera, incentivando o reflorestamento (manejo florestal
adequado à região) e uso desta matéria-prima para produção habitacional.

A madeira de reflorestamento representa ainda uma alternativa para solucionar problemas
habitacionais, gerando trabalho e renda.

Fica claro, que, quanto maior o grau de industrialização de um material ou componente, maior
o seu consumo energético para produzi-los.

A elaboração deste artigo baseou-se fundamentalmente em bibliografia internacional, pois
informações referentes ao contexto nacional são escassas, com poucas pesquisas sobre o
assunto, segundo buscas realizadas, além de poucos dados fornecidos por empresas e
indústrias dos materiais aqui citados.
Referências
(1) BARBOSA, J.C; INO, A; SHIMBO, I. (2000) Sustainable indicators in the productive cycle
of reforestated wood housing. In: World Conference on Timber Engineering, WCTE'00, 2000,
British Columbia. World Conference on Timber Engineering, WCTE'00,

(2) BRANDÃO, L.G. (1997). Desafio Florestal Brasileiro. In: SBS - Silvicultura, Ano XVIII,
n.73, Set./Dez, 23-29P.

(3) CANADIAN WOOD COUNCIL (1997). Athena, un modèle informatique permet de
comparer les effets des matériaux de construction sur l'environnement, in: Wood le Bois, n.
19, 31p.

(4) CONAMA, Resoluções. Disponivel em: http://www.mma.gov.br/port/conama. Acesso em:
outubro/2007

(5) JOHN, V.M. (1996). Pesquisa e desenvolvimento de mercado para resíduos. In:
Seminário sobre reciclagem e reutilização como materiais de construção. São Paulo. Anais.
São Paulo: PCC – USP, Depto de Engenharia de Construção Civil, 161 p.p. 21-30.

(6) LAWSON, Bill (1996). Building Materials Energy and Environment – towards ecologically
development, University of New South Wales, Australia, 123p.
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(7) MOREIRA, Carlos Alberto Filho (1999). Biotecnologia e meio ambiente, Ciclo de palestra
– Fala USP. Desenvolvimento Sustentável, SP, USP, Jun.

(8) PINTO, T.P. (1987). Reaproveitamento de resíduos da construção. Revista Projeto, n°
98, p. 137-138. Metodologia para a gestão diferenciada de resíduos sólidos da construção
urbana. São Paulo.

(9) PRESCO (1999). Energy, Environmental and Sustainable Development – European
Thematic Network on Practical Recommendations for Sustainable Construction, EC 5th
Framework Programme, 46p.

(10) MORIKAWA, Devanir (2006).. Métodos construtivos para edificações utilizando
componentes derivados de madeira de reflorestamento. Dissertação (Mestrado). Faculdade
de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo – UNICAMP - Campinas – SP.

(11) SMA (1998) – Secretaria do Meio Ambiente. Proposta Política Estadual de Resíduos
Sólidos in: Seminário Internacional Cidades Sustentáveis, Governo do Estado de São Paulo,
Abr, 337p.

(12) SMA (1998a) – Secretaria do Meio Ambiente, Aspectos Ambientais Urbanos dos
Municípios do Estado de São Paulo, Seminário Internacional – Cidades Sustentáveis, Abr,
39p.

(13) SOBRAL, L.; VERÍSSIMO, A; LENTINI,M. (2003). Fatos Florestais da Amazônia 2003.
Instituto do Homem e do Meio Ambiente.

(14) SCHENINI, Pedro et al. (2004). Gestão de Resíduos da Construção Civil. In: COBRAC
2004 · Congresso Brasileiro de Cadastro Técnico Multifinalitário · UFSC. Florianópolis, SC.

(15) STUMPP, Eugen. (1997). Madeira. Estudos Tecnológicos Unisinos – Engenharia.
Gráfica UNISINOS.

(16) SZOKOLAY, Steven (1997). The Environmental Imperative, Anais: PLEA – passive and
Low Energy Architecture, Kushiro, Japão.

(17) RAMPAZZO, S. E. e SPONCHIADO, M. O. (2000). O uso da madeira de
reflorestamento na construção civil com enfoque na habitação. Erechim.

(18) RICHTER, Klaus (1998). Carbon Dioxide Mitigation in Forestry and Wood Industry, Ed.
Springer, EMPA, Switzerland, 119 – 148p.

(19) VOLZ, Michael (1998). The ecological challenge in architecture and urban planning. in:
5th World Conference of Timber Engineering, August 17-20, V.I, Montreux, Switzerland, 649-
645p.

(20) WEGENER, Gerd & ZIMMER, Bernhard (1998). The ecological benefits of increased
timber utilization. in: 5th World Conference of Timber Engineering, August 17-20, V.I,
Montreux, Switzerland, 646-663p.

(21) WINTER, Wolfgang (1998). Economical and ecological aspects os multistory timber
building in Europe. in: 5th World Conference of Timber Engineering, August 17-20, V.I,
Montreux, Switzerland, 664-668p.

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Diseño Computacional de Estructuras de Madera Laminada
y su Verificación


José Luis Gómez, Universidad Nacional de Córdoba, Facultad de Arquitectura Urbanismo y Diseño,
Córdoba, Argentina. Email: ccp-cons@ciudad.com.ar
María Edel Ruata, Universidad Nacional de Córdoba, Facultad de Arquitectura Urbanismo y Diseño,
Córdoba, Argentina. Email: piniruata@hotmail.com
María del Carmen Fernández Saiz, Universidad Nacional de Córdoba, Facultad de Arquitectura
Urbanismo y Diseño, Córdoba, Argentina. Email: mfernandezsaiz@yahoo.com.ar


Resumen: En el marco del Taller de Investigación de Diseño Estructural (TIDE), de la
Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Diseño de la Universidad Nacional de Córdoba se
trabaja, por una parte, en la formulación de un Método de Grandes Deformaciones, con
asistencia computacional, para la generación de formas arquitectónicas de compleja
definición geométrica, y por la otra, en el laboratorio se estudian las características
mecánicas de las maderas laminadas industrializadas en nuestro medio. El presente trabajo
tiene la intención de aunar estas dos iniciativas, tomando diseños logrados con el Método de
Grandes Deformaciones, de mallas simples o múltiples, conformadas por barras de grandes
longitudes vinculadas con las adyacentes, de dirección perpendicular, mediante un elemento
mecánico. Las estructuras logradas, resueltas con el programa de cálculo por elementos
finitos Algor, son verificadas de acuerdo a los lineamientos indicados por la norma brasileña
NBR7190 y en concordancia con los valores de resistencia del material encontrados en
nuestro laboratorio. El trabajo propuesto, demuestra a través de ejemplos concretos la forma
de generación, la resolución computacional y la verificación de la seguridad de la estructura.

Palabras Clave: grandes deformaciones, madera laminada, diseño computacional.

Abstract: The Taller de Inverstigación de Diseño Estructural (Structural Design Investigation
Workshop), at the Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Diseño at the Universidad Nacional
de Córdoba (FAUD - UNC) works, in first, over a Large Distortions Method formulation, with
computational assistance, towards the generation of architectural shapes of geometrical
complex definition, and secondly on the laboratory analysis of mechanical characteristics of
the laminated structural wooden parts manufactured within the region. The current work
intends to combine both working lines, picking up the resulting designs of the Large
Distortions Method application: simple or multiple mails made of big long bars connected to
adjacent ones, perpendicular way, by means a mechanical device. The resulting structures
are solved through Algor, finite elements calculus program, and verified according to
NBR7190 -Brazilian rule- and material resistance values came from our own laboratory
analysis. The intended work shows structural generation mode, and computational solving
ways, and safety verification, throughout particular examples.

Keywords: large distortions, laminated wood, computational design.



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1. Introducción

En el T.I.D.E. (Taller de investigación y diseño estructural) se está trabajando en la
generación de estructuras laminares mediante el Método de las Grandes Deformaciones
(MGD). El método de simular grandes deformaciones por cargas y desplazamientos
verticales impuestos a una placa plana permite generar estructuras laminares
“antifuniculares” de alta eficiencia. Frente a las cargas gravitatorias de servicio el nivel de
tensiones y deformaciones es generalmente bajo y no es problemática ni la resistencia ni la
rigidez, aún cuando actúan cargas que no intervinieron en la generación de la forma (presión
y succión de viento). Sobre esta línea de investigación ya se realizaron trabajos sobre la
generación de cubiertas de doble curvatura que fueron verificadas como estructuras
laminares conformadas por una superficie continua (”Efectos del Viento y Seguridad al
Pandeo de Estructuras Laminares Antifuniculares”, “Comportamiento de una Estructura
Laminar frente a las Acciones Sísmicas”).
En el actual trabajo se aplica la generación de estructuras “antifuniculares” formadas por
mallas. Para la verificación de las mismas se las considera formadas por barras de grandes
longitudes en madera laminada, vinculadas con las perpendiculares por un elemento
mecánico.

2. Generación de la Forma

Para la generación de la forma se aplica el llamado Método de las Grandes Deformaciones
(MDG). Utilizando un programa de elementos finitos se incrementan las cargas gravitatorias
hasta llegar a una situación de inestabilidad, de grandes cambios en la geometría con
insignificante incremento de carga, con un programa de cálculo no lineal, que va
actualizando la matriz de rigidez a medida que se producen variaciones en la geometría de
la estructura.
Se parte de una planta plana, de 20m por 20m formada por una malla cuadrada de un metro
de lado. Se considera apoyada en todo su perímetro. Las barras, para esta instancia de
deformación, se consideran de un material bilineal, de una sección cuadrada de 5cm de lado
(Figura 1).
Para el proceso de análisis se fija un tiempo de deformación de diez segundos con
intervalos de un segundo, en cada uno de los cuales hay un incremento de la carga, que
sigue una curva lineal hasta llegar en el segundo diez a 10000 veces el peso propio de la
malla.


Figura 1 – Planta plana
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La deformación elegida fue la resultante del proceso en el segundo 10, que llegó a una
flecha máxima de 3.40m en el centro de la estructura (Figura 2)


Figura 2 – Cubierta Deformada

3. Características del Material

En el laboratorio del T.I.D.E. se han estudiado las características mecánicas de las maderas
laminadas que se fabrican en nuestro medio. Es la madera de eucaliptos la utilizada para
realizar la verificación del comportamiento estructural de la malla obtenida mediante el
proceso de simulación de grandes deformaciones ya explicado.
Datos obtenidos en laboratorio:
• Densidad Básica δ = 495 daN/m
3

• Módulo de Elasticidad Efectivo E
ef
= 72 111 daN /cm
2

• Módulo de Corte Transversal G = 5047 daN /cm
2

• Resistencia característica f
c0k
= 275 daN /cm
2

• Resistencia de cálculo

2 2
0
0
mod 0
110
4 . 1
275
8 . 0 0 . 1 7 . 0
4 . 1
cm daN cm daN f
f
k f
d c
k c
d c
= × × × =
× =
(1)

• En laboratorio se realizaron los ensayos de tracción perpendicular a las fibras del
eucaliptos, f
t90m
= 21.69 daN /cm
2

• Por otro lado se verificó la resistencia a tracción de la cola en una la probeta de madera
laminada resultando una tensión media de f
t90m
= 26.99 daN /cm
2

• Resistencia al corte paralelo a la fibra del eucaliptos, f
v0m
= 55.62 daN /cm
2

• Verificación a la resistencia al corte de la cola en probeta de madera laminada
f
v0m
= 42.55 daN /cm
2
.

4. Verificación de la Estructura

Partimos de la cubierta obtenida mediante el proceso de deformación simulada por el MGD.
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Las dimensiones de la estructura son de 20m por 20m de lado en planta, con apoyos en
todo el perímetro, y con una curvatura de aproximadamente 3,40m de altura máxima al
centro de la luz.
Se supone una estructura formada por una malla de barras de madera laminada de gran
longitud, vinculadas entre sí por elementos mecánicos. La sección de la madera es de 10cm
de lado (4”).
Se considera, sobre la estructura, una cubierta compuesta por chapa acanalada, membrana
aislante y un entablonado de madera de ¾” de eucaliptos.
Carga considerada = 19 daN /m
2
Sobrecarga de uso según código cubierta liviana no accesible = 30 daN /m
2

Carga

( ) ( ) p g ml q 4 . 1 3 . 1 / + × = (2)

La verificación se realiza con análisis lineal de primer orden.
Los resultados obtenidos:
Descensos máximos (Figura 3) se localizan al centro de la luz

m
m luz
z m z
adm máx
10 . 0
200
20
200
049 . 0 = = = < = (3)
















Figura 3 – Máximos descensos

Verificación a flexo compresión
Fuerzas axiales compresión N
c
= 8740 daN
Momento máximo M
d
= 4900 daNcm
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Figura 4 – Momentos Máximos

MPa cm daN
cm
daNcm
W
M
d
md
95 . 2 52 . 29
166
4900
2
2
= = = = σ (4)

MPa cm daN
cm
daN
A
N
c
d c
74 . 8 40 . 87
100
8740
2
2
0
= = = = σ (5)

1
0
2
0
≤ +








d c
Md
d c
ncd
f f
σ σ
(6)

1 899 . 0
11
952 . 2
0 . 11
74 . 8
2
< = +


































Figura 5 – Esfuerzos Normales


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Figura 6 – Tensiones Máximas

Las tensiones principales máximas (Figura 6) del orden de 9 Mpa

no superan los valores de
resistencia de cálculo de la madera utilizada.

5. Verificación de Uniones

En estas estructuras laminares cuya principal ventaja es que trabajan cuasi
membranalmente frente a cargas de servicio, los esfuerzos de corte son muy pequeños
frente a los normales.



Figuras 7ª y 7b – Unión de barras

La unión mecánica entre barras tiene, además del fin constructivo de materializar las
uniones de la malla, la función de impedir el desplazamiento de una barra sobre la otra,
producido por la diferencia del esfuerzo de corte tangencial entre las barras que llegan a
cada unión (Figuras 7ª y 7b).


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Figura 8 Esfuerzos de Corte

Los valores obtenidos para la verificación son los siguientes:
Nudo 130 (Figura 8) F2 viga Nº 55 = 45.2 daN
F2 viga Nº 213 = -8.60 daN
F2 resistido por el bulón = 36.6 daN
Para la verificación de uniones se consideraron las mismas materializadas por un bulón
metálico de (diez) ∅10mm de diámetro, t = 10 cm

10
cm 1
cm 10
d
t
= = = β (7)

2 2
2181
1 . 1
2400
cm daN cm daN f
yd
= = (8)

2 2
0
37 . 34 25 . 1 25 . 0 110 25 . 0 cm daN cm daN f f
e d c ed
= × × = × × = α (9)

96 . 9
37 . 34
2181
25 . 1 25 . 1
2
2
lim
= × = × =
cm daN
cm daN
f
f
ed
yd
β (10)

lim
β β >

daN cm daN
cm
f
d
R
yd vd
99 . 136 37 . 34
96 . 9
1
625 . 0 625 . 0
2
2
lim
2
= × × = × × =
β
(11)

daN R daN F
vd
99 . 136 6 . 36
3
= ≤ =

Un bulón de ∅10mm es suficiente.

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6. Otros Modelos

El Método de las Grandes Deformaciones simulada por computadora permite generar una
gran variedad de formas que luego serán verificadas como se ha explicado en este trabajo
(Figura 9).














Figura 9 – Axonométrica Cubierta Curva

Las estructuras generadas por el MGD funcionan de manera muy eficiente frente a diversos
estados de cargas, aun tratándose de mallas formadas por barras como las que aquí
presentamos.
Ejemplo analizado:
1. Placa plana de 20m de lado, con apoyos puntuales cada aprox. 15.30m.
2. Modulación de malla con barras de 1m de longitud.
3. Barras de madera laminada de sección rectangular de 15 cm de lado.
Los resultados obtenidos:
• Descensos máximos ( Figura 10) se localizan en los voladizos

m 05 . 0
100
m 00 . 5
100
vol . luz
z m 12 . 0 z
adm máx
= = = < = (12)

No verifica.

Figura 10 – Máximos Descensos

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Verificación a flexo compresión
Fuerzas axiales compresión N
c
= 4163 daN
Momento Máximo M
d
= 60030 daNcm


Figura 11 – Momentos Máximos

MPa cm daN
cm
daNcm
W
M
d
md
67 . 10 72 . 106
5 . 562
60030
2
2
= = = = σ (13)

MPa cm daN
cm
daN
A
N
c
d c
85 . 1 5 . 18
225
4163
2
2
0
= = = = σ (14)

1
0
2
0
≤ +








d c
Md
d c
ncd
f f
σ σ
(15)
1 998 . 0
11
67 . 10
0 . 11
85 . 1
2
< = +








Figura 12 – Esfuerzos Normales
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Figura 13 – Tensiones Máximas

Las tensiones principales máximas (Figura 13) del orden de 4 Mpa no superan los valores
de resistencia de cálculo de la madera utilizada.

7. Conclusiones

Las láminas antifuniculares generadas por el MGD han demostrado, al menos en todos los
casos estudiados hasta ahora, un excelente comportamiento en cuanto a resistencia y
rigidez.
Estas bondades no se resienten al variar las condiciones de vínculo o de rigidización
transitoria que se hayan utilizado para modelar la forma. A diferencia del antifunicular lineal,
las cáscaras superficiales no son sensibles a cambios de estados de cargas.
En este trabajo se ha comprobado el comportamiento de mallas antifuniculares con cargas
gravitatorias. Es nuestra intención continuar, como lo hiciéramos para láminas superficiales,
con la verificación del comportamiento de estas mallas frente a otros estados de cargas.
Hay que destacar la importancia del desarrollo de software de elementos finitos para el
análisis no lineal; la nolinealidad se refiere tanto a las grandes modificaciones geométricas
como a la bilinealidad de la ley constitutiva del material.
Pero el mayor aporte del MGD es que un software concebido para analizar tensiones y
desplazamientos en una estructura se pueda utilizar para diseñar la forma. En el análisis
estructural la geometría de la estructura, sus vínculos y cargas son datos del problema. “La
Solución” es un determinado régimen de tensiones y desplazamientos. En el MGD la forma
es la incógnita y los vínculos y las cargas son las variables independientes que se
introducen a voluntad, condición que resulte del régimen tensional cuasimembranal. “Las
Soluciones” son múltiples y muchas de las formas obtenidas son aceptables desde el punto
de vista estático.
El diseño conceptual, al que tanta importancia se le da actualmente, es justamente poder
fijar la forma de la estructura, posición y naturaleza de los vínculos externos e internos,
proporciones, dimensiones y materiales. El MGD es un procedimiento de diseño conceptual
que utiliza una herramienta inicialmente pensada para otra finalidad. El uso de esta nueva
herramienta de diseño puede llegar a producir resultados verdaderamente originales, todo
depende del diseñador.




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8. Referencias

Associaçao Brasileira de Normas Técnicas (1997). NBR 7190 – Proyeto de Estruturas de
Madeira. ABNT. Río de Janeiro.

Gómez, J. L.; Ruata, M. E.; Fernández Saiz, M. DEL C. (1998). Diseño Experimental de una
Estructura de Madera. Anais do VI Encontro Brasileiro em Madeiras e em Estruturas de
Madeira. Volumen II. Florianópolis, Julho 1998.

Asociación de Investigación Técnica de las Industrias de la y el Corcho (1996). Estructuras
de Madera. Diseño y Cálculo. Madrid, España.






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DISTRIBUIÇÃO DE MONTANTES E DIAGONAIS BASEADA
NA MINIMIZAÇÃO DO VOLUME DE MADEIRA DE
TRELIÇAS PLANAS


Dogmar A. de Souza Jr, Universidade de Uberaba, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia,
MG. e-mail: dogmar.souza@uniube.br
Francisco A. Romero Gesualdo e Lívia Maria Palácio Ribeiro, Universidade Federal de
Uberlândia, Faculdade de Engenharia Civil, Uberlândia, MG. e-mail: gesualdo@ufu.br e
livia_palacio@yahoo.com.br



Resumo: A madeira é um material que pode ser empregado na construção civil na sua
forma natural ou de compósito. Suas propriedades mecânicas e a facilidade de obtenção
e manuseio possibilitaram seu emprego desde a antiguidade. Além disto, diferente de
outros materiais, como o aço e o concreto, a madeira é uma fonte renovável de baixo
consumo energético. No Brasil, a madeira tem sido aplicada principalmente em
estruturas de cobertura, especialmente na forma de estruturas do tipo tesoura. Para
facilitar o cálculo destas estruturas, os nós são considerados articulados e as terças
apoiadas sobre os nós do banzo superior. Decorre destas hipóteses de cálculo que as
barras estarão submetidas a apenas esforços normais. Entretanto, com os recursos
computacionais disponíveis, tais simplificações não se justificam mais. O presente
trabalho tem como objetivo apresentar o programa computacional OTP (OTimização de
estruturas Planas) específico para otimização do consumo de material e
dimensionamento de treliças planas. O programa foi elaborado em linguagem Delphi® e
utiliza os algoritmos genéticos como método de otimização. Também são apresentados
os resultados obtidos na otimização dos parâmetros geométricos e, por conseqüência,
do volume de madeira, de três modelos de treliças planas: Howe, Pratt e Belga. Em
todos os casos, o programa OTP foi capaz de otimizar a geometria da estrutura com
eficiência e robustez.

Palavras-chave: Otimização, Treliças planas, Madeira, Algoritmos genéticos.

WEB DISTRIBUTION BASED ON TIMBER VOLUME
MINIMIZATION OF PLANE TRUSS

Abstract: Wood as a building material can be used in natural form or as a composite.
Their satisfactory mechanical properties, availability and workability allow their use since
the antiquity. Furthermore, despite of steel and concrete, wood is a renewable material
with reduced energy consumption. In Brazil, timber has been mainly used as roof
structure, especially as gable structure. In order to facilitate the design, nodes are
considerate as pins and also purlins are supported by the top chord. These assumptions
promote several simplified results that can be avoided nowadays if the computer is used.
So in this way, this work presents a software called OTP (OpTimization of Plane
structures) for optimizing the consumption of wood and the design of plane truss. The
software is based on Genetics Algorithms using Delphi
®
as the computational language.
Also it is presented the results from the optimization of geometric parameter, having as
consequence the timber volume for three gable truss such as Howe, Pratt and Belga. For
all cases the software OTP was able to optimize efficiently and robustly the structural
geometry.

Keywords: Optimization, Plane Structures, Wood, Genetics Algorithms.
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1. Introdução

A madeira é um material orgânico, de origem vegetal, encontrada tanto em florestas naturais
quanto em florestas artificiais resultantes de reflorestamentos industrializados. Diferente de
outros materiais, como o aço e o concreto, a madeira é uma fonte renovável de baixo
consumo energético. Devido às suas propriedades físicas e mecânicas e, principalmente,
devido a sua trabalhabilidade, ela tem sido utilizada como elemento estrutural desde a
antiguidade.

Na construção civil, a madeira pode ser utilizada para diversos fins, tais como: fôrmas,
escoramento, construções provisórias, pilares, vigas e placas. Apesar de suas propriedades
e potencialidades, no Brasil, segundo Stamato, Serra e Morais (2000)
(1)
,

a madeira como
elemento estrutural, tem sido mais comumente empregada em estruturas de cobertura,
principalmente, no sistema treliçado plano.

Para facilitar o cálculo de estruturas do tipo tesoura (treliça plana), os nós são considerados
articulados e as terças apoiadas sobre os nós do banzo superior. Decorre destas hipóteses
de cálculo que as barras estarão submetidas a apenas esforços normais. Entretanto, com os
recursos computacionais disponíveis atualmente, tais simplificações não se justificam. A
aplicação correta da madeira, por meio da escolha adequada da espécie e do sistema
estrutural, permite equipará-la e até avantajá-la em relação ao concreto e ao aço em suas
aplicações.

Sendo assim, o uso de procedimentos de otimização podem auxiliar na ampliação das
possibilidades de emprego da madeira, uma vez que permitem otimizar a eficiência do
sistema estrutural, considerando as propriedades da madeira durante o processo de
otimização. Pode-se citar, então, o trabalho de Christoforo, Nascimento e Lahr (2006)
(2)
que
determinaram numericamente a rigidez de treliças planas de madeira para otimizar a
escolha do tipo de madeira a ser empregado. Outra forma de alcançar este objetivo é
otimizar a geometria da estrutura, minimizando o consumo de madeira e homogeneizando
as solicitações em todo o conjunto de barras.

O objetivo deste trabalho é apresentar o programa computacional OTP (OTimização de
estruturas Planas) específico para otimização do consumo de material e dimensionamento
de estruturas do tipo tesoura. Além disto, serão mostrados os resultados obtidos na
otimização dos parâmetros geométricos de estruturas de madeira do tipo tesoura. São
avaliados três modelos de tesoura: Howe, Pratt e Belga.

2. Algoritmos genéticos

De maneira simples, pode-se dizer que otimizar é determinar os valores ótimos das
variáveis de projeto que otimizem o valor da função objetivo, segundo um critério prévio de
busca estabelecido. Tal critério deve possibilitar encontrar a solução ótima ou quase ótima
sem avaliar todas as possíveis soluções.

Para resolver os problemas de otimização foram desenvolvidos diversos métodos de busca.
Entre eles se encontra o método dos Algoritmos Genéticos (AGs) desenvolvido por John
Holland. O método dos AGs é baseado na teoria da evolução de Darwin. Diferente de outros
métodos, ele parte de um conjunto de possíveis soluções (indivíduos). Cada indivíduo
(cromossomo) é formado por um conjunto de genes. Cada gene representa uma variável de
projeto e pode assumir qualquer valor dentro do domínio da respectiva variável. A cada
geração são criadas novas soluções pela aplicação de operadores genéticos, também
inspirados na génetica natural.
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Assim como na teoria evolucionária, por meio do operador genético, seleção, os indivíduos
melhor adaptados ao problema (maior valor de função aptidão) vão dominando a população
enquanto que indivíduos com menores valores de função aptidão são extintos da população.
Por outro lado, de acordo com Braga (1998)
(3)
e Goldberg (1989)
(4)
a aplicação dos
operadores genéticos: recombinação (cruzamento) e mutação garante a diversidade da
população e a exploração de novos pontos no espaço de busca. Existem diversos
operadores de recombinação na literatura. Em particular, neste trabalho foi utilizada a
recombinação discreta. A aplicação deste operador consiste em trocar aleatoriamente, os
valores das variáveis de projeto entre dois indivíduos. Já o operador mutação altera
aleatoriamente o valor de um gene de um indivíduo, também escolhido aleatoriamente. Em
ambos os casos, o controle da aplicação destes operadores é feito pelo usuário que define
previamente, as taxas de recombinação e de mutação.

Segundo Souza Jr (2005)
(5)
e Silva (1999)
(6)
a robustez e eficiência dos AGs em problemas
de multimodalidade e na presença de ruído colaboraram muito para o crescimento do uso
deste método de busca, sobretudo na engenharia. Como exemplo, cita-se os trabalhos de
Castilho (2006)
(7)
que investigou por meio dos algoritmos genéticos a minimização de custos
na confecção de lajes formadas por vigotas protendidas e, Gomes e Silva (2006)
(8)
que
empregaram o método dos algoritmos genéticos para detectar falhas estruturais em vigas a
partir de medições experimentais das frequências naturais.

2.1. Programa computacional OTP

O programa computacional OTP (2007)
(9)
foi desenvolvido em linguagem Delphi® e é
baseado no método dos Algoritmos Genéticos (AGs). A fig. 1 ilustra a tela principal do
programa OTP.



Figura 1 – Tela principal do programa computacional OTP.

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Para iniciar o processo de otimização, o usuário deve fornecer ao OTP as seguintes
constantes de projeto: comprimento da cobertura, largura da cobertura (B), propriedades
físicas e mecânicas da madeira, distância máxima entre tesouras (usada para calcular as
forças atuantes na tesoura), peso próprio das telhas, sobrecarga, os parâmetros
necessários para cálculo das forças devidas à ação de vento de acordo com a NBR
6123:1988
(10)
e a quantidade de divisões dos banzos (m/2).

Além das constantes, tem-se ainda as seguintes variáveis de projeto para cálculo da função
objetivo: ângulo de inclinação dos banzos superiores, seção transversal das peças de
madeira e os parâmetros “a
i
” que definem a posição da barras internas da tesoura. Sendo
assim, para criar o espaço de busca o usuário deverá fornecer alguns limites para estas
variáveis, como os ângulos mínimo e máximo dos banzos superiores, a largura mínima e
máxima da seção transversal e a altura mínima e máxima da seção transversal. Se preferir o
usuário poderá utilizar o banco de dados que contém os perfis de madeira usuais do
mercado brasileiro. Neste caso, as duas variáveis de projeto, largura e altura da seção
transversal, se reduzem a uma, a posição da seção transversal no banco de dados.

O programa OTP está preparado para otimizar três modelos de tesouras: Howe, Pratt e
Belga. A fig. 2, a fig. 3 e a fig.4 ilustram estes três modelos, respectivamente. Como pode
ser visto, as posições das terças não necessariamente coincidem com as posições dos
montantes. Esta é outra vantagem do programa. O usuário pode escolher a quantidade e
posição das terças. Contudo, se ele não fizer isto, o programa considerará que as terças
estão posicionadas sobre os nós do banzo superior.



Figura 2 – Treliça Howe com seis módulos.



Figura 3 – Treliça Pratt com seis módulos.



Figura 4 – Treliça Belga com seis módulos.

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A função objetivo minimizada pelo programa computacional OTP é o volume de madeira
necessário para montar cada tesoura (eq. 1).


=
⋅ =
n
i
i
L A V
1
(1)

onde: A é a área da seção transversal, L
i
é o comprimento da i-ésima barra e n é número
total de barras.

As variáveis “a
i
” representam o comprimento de cada barra que forma o banzo inferior da
tesoura, nos casos de tesoura Howe e Pratt e, no caso da tesoura Belga, representam a
projeção do comprimento de cada barra que forma o banzo superior. Devido a simetria da
estrutura, a eq. 2 é sempre verificada.


=
= ⋅
2 /
1
2
m
i
i
B a (2)

A partir dos dados fornecidos pelo usuário, o programa computacional OTP gera o espaço
de busca, cria aleatoriamente a população inicial e avalia cada indivíduo segundo a função
objetivo e a função aptidão. A função aptidão definida para o problema é a função inverso da
função objetivo. Para o indivíduo com maior valor de função aptidão é gerada a malha
geométrica da estrutura, as condições de contorno e o carregamento. Com estes dados, o
programa computacional GESTRUT (2007)
(11)
, acoplado ao OTP, determina os
deslocamentos nodais e os esforços nas barras da estrutura. Em seguida, o programa OTP
faz o dimensionamento da estrutura seguindo as recomendações da NBR 7190:1997
(12)
. Se
a estrutura não atender a todos os critérios da norma, o indivíduo é descartado da
população e seleciona-se o segundo indivíduo melhor adaptado ao problema. O processo é
repetido até que um indivíduo atenda a todos os critérios de dimensionamento. Em seguida,
o programa OTP aplica os operadores genéticos, seleção (método da roleta), recombinação
discreta e mutação. O processo é interrompido quando é alcançado o número de gerações
fornecido pelo usuário.

3. Resultados

Todas as análises foram realizadas por meio do programa computacional OTP. A tab. 1
apresenta os valores adotados para as constantes de projeto e a tab. 2 mostra os limites
para as variáveis de projeto, respectivamente. Para a seção transversal foi utilizado o banco
de dados instalado no OTP. Nele estão cadastrados os perfis: 5x5cm, 5x7cm, 5x11cm,
5x15cm, 8x20cm, 8x25cm e 8x30cm.

Tabela 1 – Valores adotados para as constantes de projeto.
Comprimento da cobertura 20 m
Largura da cobertura 10 m
Número de módulos (m) 8
Madeira Dicotiledônea C30
Ligações contínuas (rígidas) Sim

Tabela 2 – Valores adotados para os limites das variáveis de projeto.
Ângulo mínimo de inclinação 5°
Ângulo máximo de inclinação 30°
Quantidade de perfis cadastrados no banco de
dados
9

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A tab. 3 mostra os valores empregados pelo OTP para calcular o carregamento nodal na
estrutura e a tab. 4 ilustra a posição no eixo X das terças.

Tabela 3 - Valores usados para definir o carregamento das estruturas.
Peso próprio das telhas 0,17 kN/m
2
Sobrecarga 0,25 kN/m
2
Velocidade básica do vento 25 m/s
Fator S
1
1,00
Fator S
2
1,00
Fator S
3
1,00
Ângulo de incidência do vento 0°
Quatro faces permeáveis Sim

Tabela 4 – Posição das terças no eixo X.
Terça Posição no eixo X (m)
1 0,10
2 1,25
3 2,50
4 3,75
5 4,90
6 5,10
7 6,25
8 7,50
9 8,75
10 9,90

Vale ressaltar que as forças devidas ao peso próprio da tesoura e a sobrecarga são
aplicadas nos nós superiores do banzo superior enquanto que as forças devidas ao peso
das telhas e da ação do vento são aplicadas nas posições definidas para as terças sobre as
barras que formam o banzo superior. Também foram fornecidos ao programa computacional
OTP, os valores dispostos na tab. 5, específicos para a execução do algoritmo genético.

Tabela 5 - Valores para os parâmetros do AG.
Geração 200
População 50
Taxa de recombinação 0,80
Taxa de mutação 0,05

3.1. Treliça Howe

Considerando os valores da tab. 1 à tab. 5, foram realizadas 20 avaliações para a tesoura
tipo Howe. Os resultados obtidos estão ilustrados na tab. 6, na fig. 4 e na fig. 5.

Tabela 6 – Resumo dos resultados obtidos na otimização da treliça Howe.
Função
objetivo
Ângulo de
inclinação
A
1
a
2
a
3
a
4

Média 0,2740 m³ 19,3º 1,1409m 1,1963m 1,2046m 1,4583m
Desvio Padrão 0,0045 m³ 1,02º 0,1485m 0,1689m 0,2092m 0,1445m
Coeficiente de
variação (%)
1,64 13,0 13,01 14,12 17,37 9,91

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Percebe-se que apesar das variáveis de projeto apresentarem uma dispersão considerável
nos seus valores - coeficientes de variação entre 9,9% e 17,4%, a função objetivo teve um
baixo coeficiente de variação (1,64%). Isto mostra que é possível minimizar o volume de
madeira da tesoura com diversas configurações geométricas. É importante ressaltar que em
todas as avaliações a seção transversal otimizada foi de 5x15cm. O tempo médio de
processamento foi de 2 minutos e 13 segundos com um coeficiente de variação de 17%, o
que é aceitável num problema de minimização.

Howe
0,2600
0,2700
0,2800
0,2900
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22
Avaliação
V
o
l
u
m
e

d
e

m
a
d
e
i
r
a

(
m
³
)

Figura 4 – Resultados obtidos da otimização para a função objetivo (volume de madeira) da
tesoura Howe.

Howe
16
17
18
19
20
21
22
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22
Avaliação
Â
n
g
u
l
o

d
e

i
n
c
l
i
n
a
ç
ã
o

(
º
)

Howe
60
90
120
150
180
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22
Avaliação
P
a
r
â
m
e
t
r
o

a
i

(
c
m
)
a1
a2
a3
a4

(a) (b)

Figura 5 – Resultados obtidos da otimização para as variáveis de projeto da tesoura Howe;
(a) Ângulo de inclinação versus Avaliação; (b) Parâmetros “a
i
” versus Avaliação.

A tab. 7 mostra os valores obtidos para a melhor solução encontrada nas 20 avaliações,
enquanto que a fig. 6 ilustra a geometria otimizada da tesoura Howe.

Tabela 7 – Resultados dos parâmetros otimizados da tesoura Howe.
Ângulo de inclinação 17º
Seção transversal 5x15 cm
Parâmetro a
1
1,1923 m
Parâmetro a
2
1,1154 m
Parâmetro a
3
1,2692 m
Parâmetro a
4
1,4231 m
Volume de madeira 0,2637 m³


Figura 6 – Geometria otimizada da tesoura Howe com barras numeradas.
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Neste trabalho, a função objetivo otimizada é o volume de madeira. Entretanto, sendo o
dimensionamento da estrutura, uma restrição do problema, espera-se que as barras tenham
solicitações próximas. Para realizar este estudo foi empregado o programa computacional
GESTRUT. Ele é capaz de ler o arquivo de dados disponibilizado pelo OTP, calcular os
deslocamentos e esforços da estrutura e, dimensionar as barras.

Na combinação de carregamento crítica, o vento era de sucção. Conforme estabelece a
NBR 7190 (ABNT, 1997)
(10)
, sendo o vento uma ação variável, ele foi descartado nesta
combinação. Segue daí, que o carregamento da estrutura é simétrico. Por isso, na fig. 7 são
apresentados os índices de aproveitamento apenas para as barras de 1 à 15.

0,000
0,100
0,200
0,300
0,400
0,500
0,600
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Barra
Í
n
d
i
c
e

d
e

a
p
r
o
v
e
i
t
a
m
e
n
t
o
Resistência Estabilidade X Estabilidade Y


Figura 7 – Índice de aproveitamento para as barras da estrutura tipo Howe otimizada.

Percebe-se pela fig. 7 que as maiores solicitações estão associadas a estabilidade em torno
eixo Y, como era esperado, por ser o eixo de menor inércia. Nota-se também que as
diagonais e montantes tem pouca solicitação se comparadas com as barras dos banzos.

3.2. Treliça Pratt

O modelo Pratt também foi otimizado 20 vezes a partir dos valores da tab. 1 à tab. 5. Os
resultados obtidos são mostrados na tab. 8, na fig. 8 e fig. 9. Em todas as avaliações a
seção transversal otimizada foi de 5x15cm. O tempo médio de processamento foi de 2
minutos e 5 segundos, com um coeficiente de variação de 13%.

Tabela 8 – Resumo dos resultados obtidos na otimização da treliça Pratt.
Função
objetivo
Ângulo de
inclinação
a
1
a
2
a
3
a
4

Média 0,2549 m³ 920,0º 1,2885m 1,0980m 1,2248m 1,4096m
Desvio Padrão 0,0038 m³ 1,92º 0,0919m 0,2144m 0,1788m 0,1358m
Coeficiente de
variação (%)
1,47 9,17 7,14 19,52 14,60 9,63

Para a treliça Pratt, as variáveis de projeto também apresentaram uma dispersão alta, sendo
que o parâmetro “a
2
” teve o maior coeficiente de variação, 19,52%. Contudo, a função
objetivo apresentou um baixo coeficiente de variação (1,47%), menor inclusive que o
apresentado pelo modelo Howe.

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Pratt
0,240
0,250
0,260
0,270
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22
Avaliação
V
o
l
u
m
e

d
e

m
a
d
e
i
r
a

(
m
³
)


Figura 8 – Resultados obtidos da otimização para a função objetivo (volume de madeira) da
tesoura Pratt.

Pratt
15
20
25
30
35
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22
Avaliação
Â
n
g
u
l
o

d
e

i
n
c
l
i
n
a
ç
ã
o

(
º
)

Pratt
60
80
100
120
140
160
180
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22
Avaliação
P
a
r
â
m
e
t
r
o
s

a
i

(
c
m
)
a1
a2
a3
a4


(a)

(b)

Figura 9 – Resultados obtidos da otimização para as variáveis de projeto da tesoura Pratt;
(a) Ângulo de inclinação versus Avaliação; (b) Parâmetros “a
i
” versus Avaliação.

Os resultado obtidos para a melhor soução dentre as 20 avaliações são apresentados na
tab. 9 e na fig. 10 é mostrada a geometria otimizada da solução ótima.

Tabela 9 – Resultados dos parâmetros otimizados da tesoura Pratt.
Ângulo de inclinação 19º
Seção transversal 5x15 cm
Parâmetro a
1
1,2903 m
Parâmetro a
2
1,2903 m
Parâmetro a
3
1,1291 m
Parâmetro a
4
1,2903 m
Volume de madeira 0,2518 m³


Figura 10 – Geometria otimizada da tesoura Pratt com barras numeradas.

A fig. 11 mostra os resultados dos índices de aproveitamento das barras de 1 à 15 da
tesoura Pratt mostrada na fig. 10. Assim como para a tesoura Howe, os maiores índices de
aproveitamento referem-se a estabilidade em torno do eixo Y. Percebe-se também que os
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índices de aproveitamento das diagonais e montantes são significativamente menores que
para as barras que formam os banzos.

0,000
0,100
0,200
0,300
0,400
0,500
0,600
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Barra
Í
n
d
i
c
e

d
e

a
p
r
o
v
e
i
t
a
m
e
n
t
o
Resistência Estabilidade X Estabilidade Y


Figura 11 – Índice de aproveitamento para as barras da estrutura tipo Pratt otimizada.

3.3. Treliça Belga

Por fim, foram feitas 20 avaliações para a tesoura do tipo Belga. Também foram
empregados na otimização os valores apresentados na tab.1 à tab. 5. Os resultados obtidos
são ilustrados na tab. 10, na fig. 12 e fig. 13. O tempo médio de otimização foi de 1 minuto e
52 segundos com um coeficiente de variação de 14%. Considera-se este tempo como
razoável para a solução de um problema de otimização.

Tabela 10 – Resumo dos resultados obtidos na otimização da treliça Belga.
Função
objetivo
Ângulo de
inclinação
a
1
a
2
a
3
a
4

Média 0,2672 m³ 19,9º 1,1659 m 1,0363 m 1,2606 m 1,5351 m
Desvio Padrão 0,0065 m³ 1,55º 0,1445 m 0,2200 m 0,1576 m 0,1951 m
Coeficiente de
variação (%)
2,42 7,80 12,40 21,23 12,50 12,69

Para este modelo, as variáveis de projeto também apresentaram coeficiente de variação
altos, entre 12,4% e 21,3%. Contudo, ele apresentou um coeficiente de variação para a
função objetivo baixo, 2,42%. Verifica-se que o modelo de tesoura Belga também admite
diversas geometrias para a estrutura otimizada, ou seja, com o menor consumo de madeira.

Belga
0,2500
0,2600
0,2700
0,2800
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22
Avaliação
V
o
l
u
m
e

d
e

m
a
d
e
i
r
a

(
m
³
)


Figura 12 – Resultados obtidos da otimização para a função objetivo (volume de madeira)
da tesoura Belga.



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Belga
15
17
19
21
23
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22
Avaliação
Â
n
g
u
l
o

d
e

i
n
c
l
i
n
a
ç
ã
o

(
º
)

Belga
60,00
90,00
120,00
150,00
180,00
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22
Avaliação
D
i
s
t
â
n
c
i
a

e
n
t
r
e

m
o
n
t
a
n
t
e
s

(
c
m
)
a1
a2
a3
a4


(a)

(b)

Figura 13 – Resultados obtidos da otimização para as variáveis de projeto da tesoura
Bega; (a) Ângulo de inclinação versus Avaliação; (b) Parâmetros “a
i
” versus Avaliação.

A fig. 14 apresenta a estrutura otimizada do modelo Belga cujos parâmetros geométricos
estão ilustrados na tab. 11. Em todas as avaliações a seção transversal otimizada foi de
5x15cm.

Tabela 11 – Resultados dos parâmetros otimizados da tesoura Belga.
Ângulo de inclinação 17º
Seção transversal 5x15 cm
Parâmetro a
1
1,1450 m
Parâmetro a
2
1,1832 m
Parâmetro a
3
1,1833 m
Parâmetro a
4
1,4885 m
Volume de madeira 0,2550 m³


Figura 14 – Geometria otimizada da tesoura Belga com barras numeradas.

A fig. 15 mostra os resultados obtidos para o dimensionamento da treliça Belga otimizada.
Devido à simetria da estrutura são apresentados os índices de aproveitamento apenas das
barras de 1 à 14. Novamente, verifica-se que as diagonais e montantes são pouco
solicitadas em comparação com as barras que formam os banzos e a solicitação crítica é a
estabilidade em torno do eixo Y (menor inércia).

0,000
0,100
0,200
0,300
0,400
0,500
0,600
0,700
0,800
0,900
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
Barra
Í
n
d
i
c
e

d
e

a
p
r
o
v
e
i
t
a
m
e
n
t
o
Resistência Estabilidade X Estabilidade Y


Figura 15 – Índice de aproveitamento para as barras da estrutura tipo Belga otimizada.
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4. Conclusões

Em todas as avaliações realizadas o espaço de busca era formado por seis variáveis, sendo
duas do tipo inteiro (ângulo de inclinação da cobertura e posição da seção transversal no
banco de dados) e 4 variáveis do tipo real (parâmetros “a
i
”). Devido a esta característica, o
programa OTP apresentou dificuldades para encontrar a solução ótima, o que pode ser
verificado pelo alto grau de dispersão nos valores encontrados para as variáveis de projeto.
No entanto, os resultados obtidos para a função objetivo nos três modelos avaliados
apresentaram uma pequena dispersão, o que pode ser constatado pelo coeficiente de
variação, 1,64% para a treliça Howe, 1,47% para a treliça Pratt e 2,42% para a treliça Belga.
Isto mostra que para cada modelo avaliado existem diversas configurações geométricas que
minimizam a função objetivo satisfatoriamente.

Utilizando o programa GESTRUT avaliou-se o índice de aproveitamento das barras, o que
mostrou uma diferença elevada no grau de solicitação entre as barras dos banzos e as
diagonais e montantes. Tal resultado é de grande importância, pois indica a necessidade de
se trabalhar com grupos de barras para aumentar a eficiência dos sistemas estruturais em
estudo, e por consequência, diminuir o consumo de madeira requerido em cada modelo.

Por fim, os resultados aqui apresentados são limitados aos casos estudados. Contudo,
mostram a viabilidade do uso de programas computacionais de otimização como ferramenta
de suporte para projetistas e calculistas.

5. Referências

(1) Stamato, G.C; Barata, T. Q. F.; Serra, R. L.; Morais, J. R. (2000). Pórtico de Seção
Composta de Madeira Maciça e Compensado: Dimensionamento e Execução. In:
ENCONTRO BRASILEIRO EM MADEIRAS E ESTRUTURAS DE MADEIRA, 7, São Carlos,
2000. Anais. São Paulo, USP, SET, LaMEM, CD-ROM.

(2) Christoforo, A. L.; Parga, A. J.; Nascimento, M. F. de; Lahr, F. A. R. (2006).
Determinação do módulo de elasticidade longitudinal em estruturas planas de madeira do
tipo treliça plana pelo método de análise inversa. In: ENCONTRO BRASILEIRO EM
MADEIRAS E ESTRUTURAS DE MADEIRA,10, São Pedro, 2006. Anais. São Paulo, SP,
CD-ROM.

(3) Braga, C. G. (1998). O uso de Algoritmos Genéticos para Aplicações em Problemas de
Otimização de Sistemas Mecânicos. Uberlândia. 73 p. Dissertação (Mestrado) – Faculdade
de Engenharia Mecânica, Universidade Federal de Uberlândia.

(4) Goldberg, D. E. (1989). Genetic Algorithms in Serch, Optimization e Machine Learning.
1.ed. Massachusetts, USA, Addison-Wesley Pub. Co, 412p.

(5) Souza Jr, D. A.; Gesualdo, F. A. R. (2005). Análise da confiabilidade e eficiência do
programa computacional OTR. In: SIMPÓSIO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM
ENGENHARIA MECÂNICA, 15, Uberlândia, 2005. Anais. Minas Gerais, UFU, FEMEC, CD-
ROM.

(6) Silva, L. A. (1999). Estudo Avaliativo de Algoritmos Genéticos Aplicados a Problemas de
Identificação em Elastodinâmica. 118p. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Engenharia
Mecânica, Universidade Federal de Uberlândia.

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(7) Castilho, V. C. (2003). Minimização de componentes de concreto pré-moldado
protendidos mediante algoritmos genéticos. São Carlos. Tese (Doutorado) – Escola de
Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo.

(8) Gomes, H. M. e Silva, N. R. S. Da. (2006). Algoritmos genéticos para detecção de dano
estrutural. Revista Sul-Americana de Engenharia Estrutural, v.3, n.1, p. 7-21.

(9) OTP: Otimização de estruturas planas (2007). Programa computacional desenvolvido na
Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Federal de Uberlândia.

(10) Associação Brasileira de Normas Técnicas (1988). NBR 6123: Forças devidas ao vento.
Rio de Janeiro. 66p.

(11) GESTRUT: Análise de estruturas tridimensionais reticuladas (2007). Programa
computacional desenvolvido na Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Federal de
Uberlândia.

(12) Associação Brasileira de Normas Técnicas (1997). NBR 7190: Projeto de Estruturas de
Madeira. Rio de Janeiro. 107p.

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