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62239581 Diez Posibles Razones Para La Tristeza Del Pensamiento George Steiner 2005

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original

GEORGE STEINER.

DIEZ (POSIBLES) RAZONES PARA LA TRISTEZA DEL P E N S A M I E N T O
Traducción
MARÍA CONDOR

Primera edición en inglés, 2005 Primera edición en español, 2007

Steiner, George Diez (posibles) razones para la tristeza del pensamiento George Steiner; trad. de MaríaCondor.- México : FCE, 2007 83 p.; 1 x 1 cm - (Colec. Centlzontle) 7 1 Título original Ten (Possible) Reasons for the Sadness of Thought ISBN 978-968-16-8382-5 (rústica) ISBN 978-968-16-8402-0 (empastada) 1. Pensamiento 2. Filosofía I.Condor,María, tr. II. Ser. III. t. LC B121 Dewey 128 S863d

Edición zados

autorizada

para

su venta prohibida

y distribución

en México

y América o países no

Latina. autori-

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de esta edición

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Comentarios y sugerencias: editorial@fondodeculturaeconomica.com www.fondodecuIturaeconomica.com Tel. (55) 5227-4672 Fax (55) 5227-4694 Empresa certificada iso 9001:2000 Diseño de portada: Francisco Ibarra Meza Viñeta: Laura Esponda Aguilar
Título original Ten (Possible) Reasons for the Sadness of Thought

© George Steiner © De la traducción: María Condor Publicado por acuerdo con Ediciones Siruela, S. A., C/Almagro 25, principal derecha, 28010 Madrid, España. D. R. © 2007, E D I C I O N E S
SIRUELA»

S. A.

D. R. © 2007, F O N D O D E C U L T U R A E C O N Ó M I C A Carretera Picacho-Ajusco, 227; 14200 México, D. F. Se prohibe la reproducción total o parcial de esta obra —incluido el diseño tipográfico y de portada—, sea cual fuere el medio, electrónico o mecánico, sin el consentimiento por escrito del editor. I S B N 978-968-16-8382-5 ( r ú s t i c a ) I S B N 978-968-16-8402-0 ( e m p a s t a d a )
Impreso en México • Printed in México

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debe ser también el fundamento del conocimiento. De ahí el velo de la pesadumbre.] [Sobre la esencia de la libertad humana] . Nur in der Persönlichkeit ist Leben. Über das Wesen der menschlichen Freiheit (1809) [Ésta es la tristeza que se adhiere a toda v i d a m o r t a l . de ahí la p r o f u n d a e in­ destructible melancolía de toda vida. el cual se extien­ de sobre la naturaleza entera. Sólo en la personalidad está la vida. die aber nie zur Wirklichkeit kommt. sino que sólo sirve a la perdurable alegría de la supera­ ción. die tiefe unzerstörliche Melancholie altes Lebens. y toda persona­ lidad se apoya en un fundamento oscuro. una tristeza que. dient.Dies ist die alleth endlichen Leben anklebende Traurigkeit. sondern nur zur ewi­ gen Freude der Überwindung Schwermut. muss. nunca llega a la realidad. no obstan­ te. der Persön­ allerdings lichkeit ruht auf einem dunkeln auch Grund der Erkenntnis Sein S C H E L L I N G . sin embargo. Daher der Schleier der der über die ganze Natur ausgebreitet ist. que. und alle Grunde.

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d e t o d o proceso m e n t a l . L a cosmología ac­ t u a l ofrece u n a a n a l o g í a c o n esta c o n v i c c i ó n d e S c h e l ­ l i n g . La existencia h u m a n a . u n a p e s a d u m b r e (Schwermut) q u e es a s i m i s m o c r e a t i v a . s e g ú n S c h e l l i n g . atribuye a la existencia h u m a n a u n a tristeza f u n d a m e n t a l . entre otros. d e l n a c i m i e n t o d e l u n i v e r s o . E l p e n s a m i e n t o es e s t r i c t a m e n t e i n s e p a r a b l e d e u n a « p r o ­ f u n d a e indestructible melancolía». l a d e las i n a p r e n s i b l e s pero inexorables longitudes d eo n d a cósmicas que son las h u e l l a s d e l B i g B a n g . M á s concreta­ m e n t e . E n t o d o p e n s a m i e n t o . L o q u e es m á s . ineludible. E s l a d e l « r u i d o d e f o n d o » . significa u n a e x p e r i e n c i a d e esta m e l a n c o l í a y l a c a p a c i d a d v i t a l 11 . la vida del intelecto. esta tristeza p r o p o r c i o n a e l o s c u r o f u n d a m e n t o e n e l q u e se a p o y a n l a c o n c i e n c i a y e l c o n o c i m i e n t o .Schelling. esta r a d i a c i ó n y « m a t e r i a oscura» p r i m i g e n i a contiene u n a tristeza. este f u n d a m e n t o s o m b r í o d e b e ser l a base d e t o d a p e r c e p c i ó n .

N i siquiera e n la lógica o eldelirio de los sueños p o d e m o s 12 . E n esta i d e a está. Las notas q u e siguen c o n s t i t u y e n u n i n t e n t o . d ela discriminación analítica. E n r e a l i d a d (in Wirklichkeit) n o s a b e m o s q u é es «el p e n s a m i e n t o » . H e m o s sido creados. El pensa- p o s i t i v o q u e s e a . e n q u é consiste «el p e n s a r » . Essiempre algo i n m e d i a t o y a l m i s m o t i e m p o algo q u e está f u e r a d e n u e s t r o alcance. l u e g o e x i s t o » e s .de s o b r e p o n e r s e a ella. «entristecidos». d e l homo m i e n t o l l e v a d e n t r o d e sí u n l e g a d o d e c u l p a . U n v e l o d e t r i s t e z a (tristitia) se e x t i e n d e s o b r e e l p a s o . el objeto d e n u e s t r a i n d a g a c i ó n se v e i n t e r i o r i z a d o y d i s e m i n a d o en el proceso. y la expulsión de la especie h u m a n a d e u n a felicidad inocente. a fin d e c u e n t a s . u n a t a u t o l o g í a i n d e finida. e l « r u i d o d e f o n d o » d e l o b í b l i c o . casi i n d u d a b l e m e n t e . E l célebre «Pienso. d e las r e l a ciones causales entre l a a d q u i s i c i ó n ilícita del c o n o c i m i e n t o . d e c o m p r e n d e r estas p r o p o s i c i o nes. e nsu autoreferencia. S o n necesariamente insuficientes a causa de la espiral p o r la cual toda tentativa d e pensar e n el p e n s a m i e n t o está a su v e z e n r e d a d a e n el proceso d e l pensamiento. N a d i e p u e d e q u e d a r s e f u e r a d e ella. totalm e n t e p r o v i s i o n a l . p o r a l homo sapiens. p o r así d e c i r l o . d e a p r e h e n d e r c a u t a m e n t e a l g u n a s d e sus i m p l i caciones. C u a n d o tratamos d e pensar e n el pensamiento.

N o está c l a r o e n m o d o a l g u n o q u e p o d a m o s e s t a r sin pensamiento. c o m o Loyola. a l g u n o s a d e p t o s a l a m e d i t a c i ó n se h a n p r o p u e s t o c o m o o b j e tivo el vacío. P o d e m o s contener el aliento d u r a n t e breves espacios d e t i e m p o . e n u n a r q u i m e d i a n o p u n t o d e a p o y o desde el cual circunscribir o sopesar s u sustancia. e m o c i o n a l m e n t e pleno. San Juan d ela C r u z describe la suspensión d e lpensamiento mun- dano c o m o rebosante d e la presencia d e Dios. n i las m á s profundas exploraciones d e la epistemología o d ela neurofisiología. nos h a n llevado m á s allá de la identific a c i ó n d e l p e n s a m i e n t o c o n e l ser. H a n aspirado a habitar la n a d a . d e la creación conceptual d e imágenes. T e n e m o s p r u e b a s d e q u e los procesos del p e n s a m i e n t o . persisten incluso d u r a n t e el sueño. N a d a . u n estado d e conciencia enteramente receptivo e ntanto que vacío. L o s h a y q u e se h a n e s f o r z a - d o p o r a l c a n z a r ese e s t a d o . Este a x i o m a sigue siendo a la vez la fuente y ellímite d ela filosofía occidental. U n a i3 . A l g u n o s m o d o s d e p e n s a m i e n t o s o n t o t a l m e n t e resistentes a c u a l q u i e r i n t e r r u p c i ó n d e l t i p o q u e s e a . A l g u n o s m í s t i c o s . P e r o esa n a d a es e n sí m i s m a u n c o n c e p t o i m buido deparadoja filosófica y . i d e n t i f i c a c i ó n q u e d e b e m o s a P a r m é n i d e s . c u a n d o se a l c a n z a p o r m e d i o d e m e d i t a c i ó n dirigida y ejercicios espirituales.situarnos e n una perspectiva fuera del pensamiento. c o m o l o es l a r e s p i r a c i ó n .

V o l v i e n d o a Schelling y a la aseveración de q u e u n a necesaria tristeza. e n parte gnóstica. e l p e l o y las u ñ a s d e u n a p e r s o n a m u e r t a s i g u e n c r e c i e n d o . palpitar es l a m u e r t e . u n velo de melancolía. n o existe n i n g u n a p r o l o n g a c i ó n d e l p e n s a m i e n t o . p o r b r e v e q u e sea. a la p e r c e p ción cognitiva: ¿podemos intentar aclarar algunas de las r a z o n e s p a r a ello?. H a s ta d o n d e p o d e m o s entender. ¿ t e n e m o s d e r e c h o a p r e g u n t a r p o r q u é n o h a d e ser a l e g r í a el p e n s a m i e n t o humano? una 14 .verdadera cesación del palpitar del pensamiento. D e a q u í la sugerencia. D u r a n t e u n t i e m p o . de que solamente D i o s p u e d e separarse de su p r o p i o p e n s a m i e n t o en p a u s a e s e n c i a l p a r a el a c t o d e la c r e a c i ó n . exact a m e n t e c o m o la i n t e r r u p c i ó n de n u e s t r o fisiológico. v a n u n i dos al proceso m i s m o del p e n s a m i e n t o .

e n la concesión d e q u e u n a « t e o r í a d e l t o d o » está f u e r a y m á s allá d e l entendimiento h u m a n o . e n la actualidad o para siempre». hasta d o n d e p o d e m o s «pensar el p e n s a m i e n t o » — v o l v e r é s o b r e esta frase p o c o ele­ g a n t e — . Se m a n t i e ­ ne c o m o u n a categoría oculta d e la conjetura religiosa o mística. a c e r c a d e algo. esta c u e s t i ó n s o b r e p a s a n u e s t r a s c a ­ pacidades cerebrales. p o d e m o s pensar/decir: «Este p r o b l e m a . Pero también puede figurar e n las especu­ laciones científicas. cosmológicas. e n sí m i s m a u n a d e m a r c a c i ó n m e n t a l . N o t e n e m o s n i n g u n a p r u e b a en s u favor e n n i n g u n o d e los dos sentidos. s i e m p r e fluidos y tal vezcontingentes. Esta posibi­ l i d a d .1 H a s t a d o n d e sabemos. el pensamiento n o tiene 15 . L o q u e h a y f u e r a o m á s a l l á d e l p e n s a m i e n t o es e s t r i c t a m e n t e impensable. e l p e n s a m i e n t o es i l i m i t a d o . e s t á f u e r a de la existencia h u m a n a . Así. P o d e m o s p e n s a r e n algo. P e r o d e n t r o d e estos l í m i t e s m a l d e f i n i d o s .

o p t a t i v a s y d e s u b ­ j u n t i v o s o n l a d e s c o d i f i c a c i ó n g r a m a t i c a l — es i n c o n ­ m e n s u r a b l e . Puede suponer. s i p o d r í a ser o t r a cosa d i s t i n t a . E l p e n s a m i e n t o p u e d e t e o r i z a r q u e el t i e m p o t i e n e u n c o m i e n z o o n i n g u n o (se c o n t i e n e u n d e s p ó t i c o s o f i s m a e n la r e s o l u c i ó n se­ g ú n l a c u a l n o t i e n e s e n t i d o p r e g u n t a r p o r el m o m e n ­ t o antes del Big Bang). j u ­ g a r c o n ( n o h a y n a d a m á s s e r i o y. e n c i e r t o s a s p e c t o s . e n i g m á t i c o q u e e l j u e g o ) algo s i n s a b e r si e s . en contracción o e n e x p a n s i ó n . E l p e n s a m i e n t o p u e d e i m a g i n a r u n a m u l t i p l i c i d a d d e u n i v e r s o s c o n leyes científicas y p a r á m e t r o s t o t a l m e n t e diferentes d e los nuestros. lo más sólidamente establecido. U n a conocida adivinanza lógica postula que nuestro u n i ­ verso tiene sólo u n n a n o s e g u n d o de antigüedad y q u e l a s u m a d e n u e s t r o s r e c u e r d o s es g r a b a d a e n e l c ó r t e x e n el m o m e n t o d e l n a c i m i e n t o . P o d e m o s f á ­ c i l m e n t e p e n s a r y e x p r e s a r ese c a m b i o . L a c a t e g o r í a d e las c o n t r a f a c t u a l e s — d e las q u e las o r a c i o n e s c o n d i c i o n a l e s . «desdecir» lo más obvio. transmutar. L a memoria 16 .fin. n o tiene n i n g ú n p u n t o de parada orgánico ni for­ m a l m e n t e prescriptivo. L a ciencia ficción genera semejantes «alternativas». P o d e m o s negar. Puede producir modelos de espacio-tiempo limitado o infinito. imaginar. La doctri­ n a escolástica s e g ú n la c u a l la sola y ú n i c a l i m i t a c i ó n a l a o m n i p o t e n c i a d i v i n a es l a i n c a p a c i d a d d e D i o s p a r a c a m b i a r e l p a s a d o es p o c o c o n v i n c e n t e .

E s e h u m i l d e m o n o s í l a b o let [ s u p o n g a m o s q u e ] q u e p r e c e d e a las c o n j e t u r a s y d e m o s t r a c i o n e s e n l a m a t e ­ mática pura. q u e los animales n o p u e d e n hacerlo. L o s e x p e r i m e n t o s m e n t a l e s . d e l o s c u a l e s la p o e s í a y la h i p ó t e s i s c i e n t í f i ­ ca s o n d e s t a c a d a s representantes. El p e n s a m i e n t o h u m a n o reflexiona sobre nuestra propia existencia. d e l c e r o p s í q u i c o d e s p u é s d e l f a l l e c i m i e n ­ to c o r p o r a l . sino también los engendradores de religiones. n o c o n o c e n límites. P o d e m o s elaborar modelos e idear expresiones matemáticas p a r a la « m u e r t e p o r s o b r e c a l e n t a m i e n t o » d e n u e s t r o universo en v i r t u d de la t e r m o d i n á m i c a de la entropía. p o r el c o n t r a r i o . d e l p e n s a ­ m i e n t o q u e m a n i p u l a l o s s í m b o l o s c o m o el l e n g u a j e m a n i p u l a las p a l a b r a s y la s i n t a x i s . p o d e m o s p r e s e n t a r a r g u m e n t o s e n f a v o r d e la v i d a e t e r n a . E l p e n s a m i e n t o p u e d e v a g a r l i b r e m e n t e 17 . Sospechamos. en la lógica formal. N o sólo innumerables h o m b r e s y mujeres corrientes. h a n r e c h a z a d o el a x i o ­ m a d e l final. metafísicos c o m o Platón y a l g u n o s p s i c ó l o g o s c o m o J u n g .h u m a n a h a c e ese t r u c o c a d a día. aun c u a n d o los primates c o m p a r t e n con nosotros al­ rededor del noventa p o r ciento del g e n o m a . aunque n o lo sabe­ m o s con certeza. O . d e l a r e s u r r e c c i ó n — u n p e n s a ­ miento e s p a n t o s o — o m e c a n i s m o s cíclicos de «eterno retorno» ( c o m o en Nietzsche). representa la licencia a r b i t r a r i a y la i l i m i t a c i ó n d e l p e n s a m i e n t o .

e n r e a - 18 . A p o y a l a r a d i c a l l i b e r t a d p a r a s u i c i d a r s e . N u n c a s a b r e m o s hasta d ó n d e llega el p e n s a m i e n t o e n r e l a c i ó n c o n el c o n j u n t o d e la r e a l i d a d . d e l a dignitas de h o m b r e s y m u - jeres. Está s o m e t i d a a u n a c o n t r a d i c c i ó n i n t e r n a p a r a la q u e n o p u e d e h a b e r n i n g u n a s o l u c i ó n . n o puede haber p r u e b a verificable n i de lo u n o n i de lo otro. a u n q u e sólo raras veces n o s d e t e n e m o s a c a p tar la f r a g i l i d a d l ó g i c a d e l f u t u r o v e r b a l . d e n t r o d e ciertas r e s t r i c c i o n e s c o m o la d e b i l i d a d y las d o l e n c i a s m e n t a l e s . c o m o Pascal m a n i f e s t ó e n palabras m e m o r a b l e s («cañas pensantes»). un A s í p u e s . ¿ p o r q u é esa i n - « i n f i n i t u d i n c o m p l e t a » . s o b r e s u p r o p i o ser. N o s a b e m o s si l o q u e p a r e c e i n d e f i n i d o n o es. a p o s t a r p o r las t r a n s m i g r a c i o n e s d e l a l m a h u m a n a . P e r m i t e a los g r a m á t i c o s d e n u e s t r a l e n g u a e x p r e s a r el r e c u e r d o y el f u t u r o . L a i n f i n i t u d d e l p e n s a m i e n t o es u n marcador f u n d a m e n t a l . D i s t i n g u e lo que h a y de señalad a m e n t e h u m a n o e n el a n i m a l h u m a n o . P u e d e . i n c l u s o a n tes d e P i t á g o r a s . N o hay. El p e n s a m i e n t o s u p o n e el d o m i n i o d e l h o m b r e s o b r e la n a t u r a l e z a y.p o r t o d a la g a m a de p o s i b i l i d a d e s . t a l v e z el m a r c a d o r f u n d a m e n t a l d e l a e m i n e n c i a h u m a n a . p a r a d e t e n e r el p e n s a m i e n t o de f o r m a v o l u n t a r i a y e n m o m e n t o libremente evitable tristeza? L a i n f i n i t u d d e l p e n s a m i e n t o es t a m b i é n una fijado.

es i n h e r e n t e a t o d o s los actos d e pensamiento. Escuchad atentamente el t u m u l t o d e l p e n Alusión a Francis Bacon. p o r inspir a d o y c o h e r e n t e q u e sea el proceso d e p e n s a m i e n t o . de la T.) 1 19 . a todas lasconceptualizaciones e i n tuiciones. d eexaminar y formular «cuestiones diales» — ¿ C ó m o surgió el cosmos? ¿Tiene primorsentido n u e s t r a vida? ¿Existe D i o s ? — . «La verdad»: «"¿Qué es la verdad?" dijo burlón Pilatos. y no se detuvo a aguardar una respuesta». esta desti- n a d a a m b i g ü e d a d . L o c o n t r a r i o es l o q u e m á s s e a c e r c a a l a verdad. puede decirnos si b u e n a parte d e nuestra ¿Quién racio- n a l i d a d . sus c i e n cias. d e nuestro análisis y d e nuestra o r g a n i z a d a p e r c e p c i ó n n o se c o m p o n e d e ficciones pueriles? ¿Durante cuánto tiempo. desde luego. ya sea i n d i v i d u a l o colectivo. Ensayos. sus religiones. Es «Pilatos b u r l ó n » . Este i m p u l s o a l a i n t e r r o g a c i ó n e n g e n d r a l a civilización h u m a n a . ridiculamente estrecho e irrelevante. (N. y a sea filosófico o cien- t í f i c o . m u c h o m e n o s concluyente. sus artes. Pero n o h a y n a d a q u e identifique m á s íntimamente a M a r x con la inocencia de la Ilustración q u e suafirmación d eq u e la h u m a n i d a d sólo se hace p r e g u n t a s p a r a las q u e n o h a b r á r e s p u e s t a . E s t a c o n t r a d i c c i ó n i n t e r n a (aporia). para cuántos millones d e personas f u e plana la Tierra? S o m o s capaces.lidad. 1 E n frentes absolutarespuesta m e n t e decisivos n o llegamos a n i n g u n a satisfactoria.

d u d a frustración. en su centro inviolado. É s t e es u n p r i m e r m o t i v o p a r a e l Schwermut. y para 20 .Sarniento y oiréis. la p e s a d u m b r e .

A u n d u r a n t e el s u e ñ o y. v e r o s í m i l m e n t e . m u c h o m e n o s «traducible». El latido del pensamiento parece múltiple y dispuesto en m u c h o s estratos. e n l o s e s t a d o s d e i n c o n s c i e n cia la c o r r i e n t e fluye. n o llegamos a n i n g u n a idea plausible.2 E l p e n s a m i e n t o n o está b a j o c o n t r o l . Pero. u n f e n ó m e n o p r e l i n güístico. t a n e v i d e n t e m e n te s o m á t i c a e n a l g u n o s d e sus c o m p o n e n t e s claves. u n í m p e t u de energías psíquicas anterior a t o d a e x p r e s i ó n ejecutiva. Puede originarse en a b i s m o s somáticos y psicosomáticos m u c h o m á s allá del alcance de la introspección (el p e n s a m i e n t o p u e d e brotar de u n dolor o u n placer p r o f u n d a m e n t e soter r a d o ) . m u y p o s i b l e m e n t e . Es. de c ó m o podría ser u n p e n s a m i e n t o i n e x p r e s a d o e i n e x p r e s a b l e (¿se acerca a l g o m á s el s o r d o m u d o ? ) P u e d e ser q u e la sign i f i c a c i ó n i n e x p r e s a d a d e la m ú s i c a . S ó l o m u y raras veces lo c o n t r o - lamos. n o s 21 . a t r a p a d o s e n la g r a n casa-prisión del lenguaje.

i d e n t i f i c a c o m o s u b c o n s c i e n t e s . L a c o r r i e n t e es i n c e s a n t e m e n t e e n t u r b i a d a . precisamente u n a proposición sin senti- . a l t e r a r á n . Se q u e d a n m u y lejos d e l a c o r t e z a e n l a geofísica d el a psique h u m a n a . c o m o el psicoanálisis o la h i p n o sis. e n la m e d i d a e n que afloran e n palabras. puede d o m i n a r y redirigir el pensam i e n t o e n c a s i t o d o s l o s m o m e n t o s d e n u e s t r a v i d a (it slipped my mind. r e p r e s a d a y d e s v i a d a . E l s u e ñ o d i u r n o . «fuera d e la m e n t e propia». c u a l q u i e r experiencia táctil. c o n f u n d i r á n c u a l q u i e r d e s a r r o l l o l i n e a l d e l p e n s a m i e n t o ( e l moto spirituale d e D a n t e ) . sueños o representaciones simbólicas. los a c t o s d e p e n s a m i e n t o se v e n s o m e t i d o s a i n t r u s i ó n . E n todos los m o m e n t o s y e n c a d a u n o d e ellos. d e s v i a r á n .p r o p o r c i o n e u n a cierta analogía. E incluso e n l a superficie sólo h a y u n c o n t r o l i n t e r m i t e n t e . imágenes. u n a pizca d e cansancio o aburrim i e n t o . son. « e s c a p ó a m i m e m o r i a » . las falsas a p r e c i a c i o n e s p a t o l ó g i c a s — e s t a r out of one's mind. n o d i g a m o s l o s i n conscientes. en sutotalidad y confusión i n - conmensurables. el acicate d e u n deseo r e p e n t i n o c o n d i c i o n a r á una respuesta-pensamiento. loco. U n g r u p o ilimitado d e elementos exteriores e interiores i n t e r r u m p i r á n . p o r m a r g i n a l q u e sea. Los niveles q u e la psicología p r o f u n d a . «se m e o l - v i d ó » ) . La fenomenalidad sens o r i a l (Sinnlichkeit). A l g o q u e se v e o se oye d e i m p r o v i s o . superficiales.

Aunque es posible que el artista creativo o visionario pueda en ocasiones sumergirse en estos profundos y turbulentos remolinos. identificables. ¿Es en realidad posible «pensar en línea recta»? ¿Se puede hacer que el pensamiento sea como el láser? Sólo al precio de una concentración adiestrada y disciplinada y absteniéndose de toda distracción. el mayor volumen de recuerdo y olvido se encuentra en los borrosos bordes del pensamiento deseado. a veces durante horas y horas. Con gran diferencia. soplan a través de nosotros como por innumerables grietas. parece capaz de excluir y dejar fuera el mundo. Soliloquios de pensamiento oculto o no deseado recorren sus anárquicos caminos por debajo del habla articulada. En las fases cruciales. sentados a su mesa de trabajo. cognitivamente percibida. de un empuje inherente. Lo mismo hacen el campeón de ajedrez ante el tablero o el lógico formal con sus lemas. en su análisis y prueba. de unas discontinuidades perpetuas. Kafka oyó «grandes vientos de debajo de la tierra».do— son meramente formas acentuadas. Hay una serie de actividades que dependen de este estrechamiento y «tono único». el relojero detrás de su cristal de aumento y el cirujano operando suspenden toda distrac- 23 . sus fuentes más allá de la recuperación. Los vientos del pensamiento —un símil antiguo—. El matemático.

Pueden tener lugar en las cumbres de la excelencia humana. de absoluta condensación. a veces sorprendentemente largos. Estas purezas. en algún aspecto vital. capaces de retener y repetir mecánicamente largas series de números o nombres al azar. Las matemáticas puras de primer orden y la física teórica son prerrogativa de los jóvenes. o a niveles triviales.ción. si bien con demasiada frecuencia anecdótica. y su extensión normal es breve. Hay pruebas. de un recogimiento de la psique tan excluyeme de toda dispersión que permite una intención única y total. los maestros de meditación y sus acólitos atestiguan ratos. Fruncimos el ceño. Los contemplativos. Lo cual hacer pensar que los medios de generación que participan son. neurofisiológicos. Hay documentación. como en lo que conocemos de los métodos de Spinoza. que sugiere que las totalidades de concen- 24 . aunque intermitentes. estos impertérritos rayos de pensamiento son accesibles sólo a relativamente pocas personas. pero también lo hace la suspensión del aliento del tirador que espera para matar. el músico virtuoso cierra los ojos. de que los poderes implícitos de suprema concentración pueden extinguirse a una edad bastante temprana. incluso «musculares». como en las artes circenses de los acróbatas de la memoria. Puede que las partitas de Bach para instrumento solista traduzcan estas «singularidades».

tración comportan no sólo agotamiento temporal sino también colapso mental a largo plazo (notablemente en campeones de ajedrez y en matemáticos puros o lógicos matemáticos). Los prodigios en mnemotécnica son raras veces maduros. Esto permite plantear la hipótesis con arreglo a la cual el fluir involuntario y polimorfo del pensamiento común es una salvaguarda. Actúa como una conservación de reservas mentales en lo que puede ser virtualmente una esfera neurológica. Nos permite responder más o menos adecuadamente a las demandas y estímulos espontáneos, a menudo informes, de lo cotidiano. Los arrebatos de concentración en el pensamiento no desviado, la obligatoriedad de centrarse de manera absoluta, pueden conllevar un riesgo de posterior agotamiento o daño mental. Hay monomanía en ciertas intensidades del pensamiento (los láseres pueden quemar). Es, no obstante, una monomanía sin la cual muchas cimas y logros del entendimiento humano no serían viables. Arquímedes no desistió de su análisis de las secciones cónicas, aunque semejante concentración fue la causa de su muerte. La gran mayoría de las veces, sin embargo, el pensamiento ordinario es una empresa chapucera y de aficionados. Una segunda causa de unzerstórliche Melancholie (de «melancolía indestructible»).

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3

El pensar nos hace presentes a nosotros mismos. Las sensaciones físicas, notablemente el dolor, son instrumentales. Pero pensar en nosotros mismos es el componente principal de la identidad personal. No me puedo imaginar no ser, excepto en un juego fantaseado, meramente verbal. La suspensión del pensamiento, aun en los casos en los que interviene la locura, es simultáneamente, tautológicamente, la suspensión del
ego.

Nadie ni nada puede, de manera verificable, penetrar mis pensamientos. Hacer que otro ser humano «lea» los pensamientos de uno no es más que una figura retórica. Puedo ocultar por completo mis pensamientos. Puedo disfrazar y falsificar su expresión externa lo mismo que puedo hacerlo con mi lenguaje gestual o corporal. Las plañideras contratadas claman de dolor sobre los restos de unos clientes a los que no

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conocen. Ni siquiera la tortura puede arrancarme más allá de toda duda mis pensamientos más íntimos. Ningún otro ser humano puede pensar mis pensamientos por mí. Ésta es la razón determinante, la clave ontológica por la que ningún otro hombre ni mujer puede «morir en mi lugar» en ningún sentido literal. Nadie que no sea yo puede asumir mi muerte. Yo puedo morir con el otro, pero nunca «en lugar de» el otro, por inalienable que sea nuestro vínculo, nuestro parentesco. El ciego, el sordomudo, la inmovilizada víctima de la parálisis o de la enfermedad neuromotriz pueden albergar, formalizar o exponer pensamientos que llegan al borde de nuestro universo. Los pensamientos son nuestra única posesión segura. Componen nuestra esencia, determinan que nos sintamos cómodos con nuestro yo o distanciados de él. Su presión, inextricablemente unida a ellos, es tal que quizá, en ocasiones, nos esforcemos por ocultarlos a nuestra consciencia, por silenciarlos interiormente utilizando medios que los psicólogos definen como amnesia o represión. No es seguro que sigan siendo irrecuperables. Respiro, luego pienso. Se sigue una consecuencia cuya enormidad —en el sentido propio de la palabra— se da, extrañamente, por sentada. Ninguna proximidad, ya sea biológica (los gemelos idénticos o siameses representan tal vez

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el lenguaje mismo serían imposibles sin ella. con frecuencia. la completa transparencia del pensamiento pertenece al reino ani- 29 . emocional. palpita en otra parte.un caso límite). en la unión erótica la corriente de pensamiento. Como también lo es el recurso a las drogas de la verdad en diversas modalidades obscenas de interrogatorio. La capacidad de mentir. mimamos al niño tan querido en nuestro regazo. nos permitirá descifrar más allá de la incertidumbre los pensamientos de otro. ya sea la de toda una vida de coexistencia doméstica o profesional compartida. Sin embargo. Así. Estrechamos a la persona amada en nuestros brazos. puede estar la verdad del aburrimiento. Debajo de la sonrisa de adoración del niño. Hacemos el amor interior a otra persona. de concebir y representar ficciones es inherente a nuestra humanidad. sexual. de vencer esta inhibición. Como en la astuta alegoría de Jonathan Swift. del amigo íntimo. Las artes. no tenemos ninguna prueba incontrovertible en cuanto a los pensamientos que se generan y registran interiormente en el momento relevante. a menudo enloquecedora o trágica. La búsqueda de simultaneidades y comunicaciones telepáticas es un intento. de lo intensamente imaginado. la indiferencia o incluso la repulsión. casi con toda seguridad inútil. nuestro mejor amigo estrecha nuestra mano. la completa veracidad. ideológica. la conducta social.

fijaos en esta paradoja. Este núcleo inaccesible de nuestra singularidad. con idénticas palabras e imágenes. nuestros escenarios tabúes o nuestra aprobada retórica de la sentimentalidad son algo que tenemos en común. con in­ numerables hombres y mujeres. aun en los actos y momentos más personaliza­ dos de nuestra existencia —en el sexo. un universal humano. Nuestros éxtasis performativos. por ejemplo—. Hombres y mujeres persisten en virtud de un dis­ fraz recurrente. Cuentan. sincrónicamente. Artículos usados. interminablemente repetidos. es también un lugar común mil millones de veces.mal. son clichés. Son una mercancía de mercado de masas etiquetada por los lugares comu­ nes. Han sido pensados. Los componentes del pensa­ miento. Pero la máscara se lleva debajo de la piel. privadas e impenetrables. las posesiones más íntimas. nuestros pensamientos son. en una medida abrumadora. están sien­ do pensados. infinitamente reiterativos. Aunque expresados. Son interminablemente banales y tri­ llados. muy destacadamente en una época de los medios de comunicación de masas o en otra en la que poca gente sabía leer. 30 . serán pensados millones y millones de veces por otros. en diferentes formas léxicas. gramaticales y semánticas. de nuestro lenguaje. ma­ nifiesta o tácitamente. una propiedad común. Sin embargo.

Como dijo Alexander Pope en su célebre observación. En consecuencia. En embrión. se compone de recopilaciones y selecciones combinatorias de fichas prefabricadas. impongan restricciones a la inmensa mayoría de nuestros actos de pensamiento y a las expresiones de nuestra consciencia. Hacen democrática la intimidad. nuestro tiempo y nuestro medio. por decirlo así.nuestra cultura. Puede que las reglas gramaticales y los precedentes (las piezas del kit Lego) predeterminen. Hemos nacido dentro de una matriz lingüística que hemos heredado históricamente y compartimos en comunidad. el diccionario hace inventario de la casi totalidad del pensamiento tanto real como potencial. Todo esto es una consecuencia inevitable del lenguaje. a su vez. el hecho de tener un pensamiento por primera vez (¿y cómo vamos a saberlo?) es extremadamente infrecuente. las frases que utilizamos para comunicar nuestro pensamiento. pero también repetitivas y limitadas. Las palabras. La expresión «comercio sexual» tiene una palpable connotación en nuestras actuales estructuras de consumo de masas y de lo públicamente explícito. tienen una vigencia común. ya interior ya exteriormente. Las posibilidades de construcción son múltiples. El cual. la verdadera originalidad de pensamiento. es la forma verbal y no el conteni- 3i .

Es posible que en las ciencias puras y aplicadas. entendiendo la palabra en su sentido más lato. una imagen conceptual con una fuerza. el desarrollo acumulativo y colectivo. las artes. a sordomudos o a personas con daños cerebrales. Einstein afirmó que sólo había tenido dos ideas genuinas en toda su vida. genere un novum organum. En las «humanidades». del cálculo o del ADN proporcionan ejemplos bien conocidos. hasta defectuosa o casi «farfullada». aunque sea en una forma menos adecuada. La teoría de la selección natural. incluso aquí hay muchas cosas que redescubren o a las que llegan simultáneamente diferentes individuos y equipos. que ese mismo pensamiento no haya sido emitido antes. el intercambio de conjeturas y refutaciones. que ni siquiera se dieron cuenta. una idea. Con su genio para la veneración. mucho menos de probar. Es posible que se les haya ocurrido a hombres y mujeres analfabetos o semianalfabetos. una perfección o una economía sin precedentes. en la filosofía. El impacto performativo puede ser intenso. El lenguaje y los diversos códigos simbólicos pueden incluso articular un pensamiento. Sin embargo. la literatura. en la tecnología. Pero no hay en absoluto ningún modo de saber.do la que produce la impresión de novedad. la teoría política y social. lo que llamamos «originalidad» es casi siempre una variante o innovación en 32 .

en los medios de ejecución. Estos descubrimientos e innovaciones son inmensamente importantes y fructíferos. compositores y pensadores. Puede realizarse fuera de los sueños sólo cuando el vocabulario propio relevante se hace nuevo a su vez. como sucedió en el dada y en ciertos aspectos del futurismo. Los poetas se han esforzado incluso en crear nuevos lenguajes. Los saltos cuantitativos son (espléndidamente) raros.la forma. de las «grandes historias» de las que se nutre la literatura occidental. Los productos fueron unas trivialidades más o menos incomprensibles. y por quién? El inventario de mitos. pintores. Cuando hay una cierta reorientación de la avalancha del lenguaje corriente y de las convenciones formales comunes. lo reconozcan o no. si bien había precedentes político-militares reales que 33 . guitarras eléctricas). una imaginación sin un precedente discernible. Tal vez Sófocles «se inventara» la leyenda de Antígona. Pero ¿cuántos de ellos son «originales» en cualquier sentido riguroso de la palabra? ¿Cuántos suponen un auténtico cambio? Un nuevo acto de pensamiento. de escritores. es la ambición. ¿en qué sentido han sido inventadas las metáforas. en los medios disponibles (bronce. ¿quién los va a entender?. colores al óleo. Determinan buena parte de nuestra civilización. es una estructura de temas y variaciones. Si los modos verbales son nuevos.

El amor romántico ¿en verdad fue inventado en Provenza en el transcurso del siglo XII? Pensar es algo supremamente nuestro. Aristóteles. Por lo que sabemos. el tema de Don Juan fue un «hallazgo» que se puede fechar en tiempo y lugar y que tuvo un eco casi inmediato y ubicuo. sin embargo.pudieron sugerírsela. Pero es extremadamente improbable que fueran su intelecto o su sensibilidad los primeros en experimentar esta idea y comunicársela a sí mismo. Ninguna de estas dos proposiciones carecía de antecedentes. se halla 34 . cuando Saint-Just proclama que «la felicidad es una idea nueva en Europa». Cuando Giordano Bruno califica de nuevo el concepto de un cosmos ilimitado y múltiple. Pero estos comienzos son poco frecuentes. Pablo de Tarso o san Agustín han desarrollado tal vez los instrumentos lingüísticos y conceptuales con los que formular y hacer ampliamente accesibles pensamientos. Pensadores y engendradores de discusión como Platón. imágenes y metáforas de radical originalidad. Esto. algunos de los cuales tenían milenios de antigüedad. Puede que nos deje atónitos la aposición contenida en le sale espoir [la sucia esperanza] de Sartre y que no encontremos ninguna expresión pública anterior de esta ironía. lo que hacen es ponerse elocuentemente retóricos. no es en modo alguno seguro.

La contradicción no puede resolverse. Es también el más común. .oculto en la más íntima privacidad de nuestro ser. Una tercera razón para una anklebende Traurigkeit (para una «tris­ teza que se adhiere a nosotros»). manido y repetitivo de los ac­ tos.

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lógicamente formales o existenciales. cuando la invoca. Hasta las verdades de la ciencia. se ha considerado en Occidente como la excelencia del hombre? Los valores. como dijo Pascal). siempre susceptibles de ser revisados o descartados. el pensamiento relativiza este criterio en 37 . en «paradigmas» fluctuantes.4 Hemos visto que no puede haber verificación definitiva de la verdad o el error del pensamiento subjetivo. sistemático. Cuando se ocupa de la «verdad». esa búsqueda de verdades objetivas que. ideológicas y psicológicas a menudo arbitrarias («la verdad a un lado de los Pirineos». se apoyan en presuposiciones teóricas y filosóficas. difusos o rigurosos. de su sinceridad o falsedad. experimentalmente demostrables y empíricamente aplicables. que van ligados a la palabra «verdad» están enredados en unas coordenadas históricas. desde Parménides. ¿Y el pensamiento público.

abarca desde la fábulas más dogmáticas. Como con­ secuencia. Por consecuente. 38 . no hay ninguna opinión clara sobre en qué podría consistir semejante «prueba»). El pensa­ miento existencial. un concepto que por definición niega todo estatus absoluto —lo abso­ luto no tiene historia—. históricas o científicas. como vemos en Platón. No hay escapatoria de esta circularidad dialéctica. revisadas y borradas. donde el resultado es una equivalencia formal. es pre­ cisamente este reino el que los credos revelados y la metafísica. filosóficas. Plotino y Spinoza. un acto de pensamiento postula su conquista de la verdad única­ mente allí donde el proceso es tautológico. ya implícito en el escep­ ticismo clásico. «reveladas». no puede «abrirse paso» hasta ningún reino de la verdad evidente en sí mismo. las «verdades» vibran en múl­ tiples dimensiones. hasta el más extremo escepti­ cismo y el recurso moderno. a ser fal­ seadas. «todo vale». Todas las de­ más aseveraciones de verdades.el momento en el que hace referencia a él. inaccesibles a toda prueba definiti­ va (en realidad. el proceder del pensamiento en la vida intelectual y cotidiana. por es­ crupuloso que sea en su autoexamen. doctrinales. como sucede en las matemáticas o en la lógica simbólica. Como las «supercuerdas» de la cosmología actual. la historia de la verdad. Sin embargo. incontrovertible e imperecedero. están sujetas al error.

Pensar es quedarse corto.prometen y luchan por alcanzar. un mito edénico de las certidumbres perdidas (lo oímos. Quizá sea ésta la razón por la que los grandes simios se han mostrado reacios a desarrollarlo. tengo por cierto que el pensamiento puro puede aprehender la realidad. A lo cual uno de los más autorizados cosmólogos de hoy replica: «Hasta dentro del dominio básico de las ecuaciones básicas de la física. nuestro conocimiento será siempre incompleto». con conmovedora integridad. De algún modo. en constructos de esperanza y futuridad de los que no hay ninguna prueba. en el pensamiento abstracto. Cuanto más feroz es la presión del pensamiento. Está saturado de ambigüedad. más resistente es el lenguaje que lo recubre. el pensamiento produce lo que Wallace Stevens denominaba «ficciones supremas». como soñaban los antiguos» (aquí. llegar a un punto «que no tiene nada que ver». por tanto. Los seres humanos no podrían resistir 39 . Einstein lo diría de otra manera: «El principio creativo reside en las matemáticas. El lenguaje. En el mejor de los casos. Así pues. por decirlo así. es enemigo del ideal monocromo de la verdad. «soñaban» puede ser un lapsus más que freudiano). Se deleita en la especulación fantástica. en un pensador como Husserl). de simultaneidades polifónicas. en los métodos epistemológicos se deja oír un latente bajo continuo de nostalgia.

otros mundos. depende íntegramente de pensar y de imaginar contrafactualmente. En semejante pleamar. el incesante «encenagamiento de las aguas» son también los de la creatividad. Exigen una disciplina profunda- 40 . En la corriente del pensamiento genera torbellinos. en estado de vigilia. Un pensamiento limitado a proposiciones lógicas. La creatividad humana. no dejan de ser ficciones. Reinventamos el pasado y «soñamos hacia delante». Alimentan religiones e ideologías. el propósito o el miedo. El lenguaje trata constantemente de imponer un dominio sobre el pensamiento. del deseo. que denominamos «trastornos mentales» y esos atolladeros que conocemos como obsesiones. utópicos o infernales. amantes y poetas» de Shakespeare). la libido está rebosante de ellos (los «lunáticos. Inventamos modos alternativos de ser. por indispensables y magníficamente dinámicos que sean. sería locura. óptimamente expresado de forma no verbal. la interferencia.sin lo que Ibsen llamó «las mentiras de la vida». extremadamente infrecuentes. el acto de concentración pura. Pero estos experimentos-pensamientos. o a realidades demostrables. son. como hemos observado. la vivificadora capacidad de negar los dictados de lo orgánico. el intento de purgar la consciencia de sus ficciones vitales. Sin embargo. de decir «no» incluso a la muerte. de las alucinaciones.

a su vez. y hasta qué punto han prevalecido hasta estos ascetas de la verdad? Al ponerse el sol.mente contraria al lenguaje natural. 41 . lo más inmunes posible a la rebelde alegría del lenguaje natural. es un cuarto motivo para la tristeza (Unzerstórliche Melancholie). Algunos destacados filósofos. por otra. Esta fundamental antinomia entre las pretensiones que tiene el lenguaje de ser autónomo. por una parte. han intentado hacer sus expresiones lingüísticas lo más «matemáticas» posible. es precisamente en ellas en lo que está pensando. Cuando Einstein apela al «pensamiento puro». y la desinteresada búsqueda de la verdad. aunque accesible a las matemáticas y a la lógica simbólica. cuántos Freges o Wittgensteins hay. de estar liberado del despotismo de la referencia y la razón —pretensiones que son fundamentales para la modernidad y la deconstrucción—. Pero ¿cuántos Spinozas. Sócrates cantó.

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Sí parece verosímil que en lo que deno­ minamos «pensamiento» haya componentes de ener­ gía neuroquímica y electromagnética. por ahora. Han intentado identificar los cuantos de energía. Pero. muchas cosas siguen estando basadas en conjeturas y los esquemas son aproximados. Las investiga­ ciones neurofisiológicas han tratado de localizar y eva­ luar numéricamente las «ondas cerebrales» emitidas por el córtex. de modo impresionista. que las sinapsis del cerebro humano tengan una producción mensura­ ble (el estudio de las lesiones cerebrales proporciona pruebas de ello).5 Pensar es algo casi increíblemente despilfarrador. Es un conspicuo consumo de la peor especie. el ritmo de los impulsos electromagnéticos asociados con momentos y grupos de pensamiento concentrado. sí que experimentamos alguna analogía con la fatiga muscular después de un periodo prolongado de pen- 43 . Intuitivamente.

los lógicos formales. los programadores informáticos. Quienes resuelven problemas de ciencias exactas y aplicadas. ya sean conscientes. sin objeto. los matemáticos. «física». muy literalmente. el incesante conjunto 44 . la corriente de pensamiento en nuestro interior. Los criptólogos ante sus descodificadores en tiempo de guerra figuran entre los primeros en registrar tensión mental de una intensidad extrema. de acabar «quemados». difusos. Están. No hay quizá ninguna actividad humana más extravagante.Sarniento secuencial. Una vez más. ya subconscientes. no obstante. Casi en su totalidad. de reflexión bajo presión. expresada o tácita. nuestro entendimiento de esta tensión y de los mecanismos implicados es rudimentaria. lo cual hace enteramente válido el modismo scatter-brained [«de cerebro disperso»: incapaz de concentración]. los jugadores de ajedrez y los traductores simultáneos informan de fenómenos de agotamiento. La cuestión es ésta: los procesos mentales. No pensamos en nuestro pensamiento excepto en los breves periodos de concentración epistemológica o psicológica. «por todas partes». en una proporción abrumadora. son. La economía es la de un despilfarro y un déficit casi monstruosos. durante las horas de vigilia o las de sueño —esos movimientos oculares rápidos tan estudiados en recientes décadas—. dispersos e inexplicados.

«Limosnas para el olvido. en el cubo de la basura del olvido. Pero. Como mucho. Aquello en lo que hemos estado pensando hace una hora puede no haber dejado huella alguna debido a circunstancias contingentes o a los efectos de interferencia de alguna tarea inminente. sin ser percibida ni registrada. con mucho. pero se seca como una delgada lámina de agua sobre la tierra abrasada. de haber compuesto magnífica poesía o música. de haber soñado con una solución que se nos escapaba. Hasta la idea de «olvidar» es demasiado sustantiva. Frustración y desconcierto. puede haber quedado apresado en la escritura o codificado en alguna otra modalidad de marcador semántico. Satura la consciencia y muy posiblemente el subconsciente. los cuales no prue- 45 .y suma del pensamiento pasa fugazmente.» «¿En qué estaba yo pensando cuando dije esto o hice aquello?» O consideremos la banal decepción que sufrimos cuando despertamos convencidos de haber tenido en sueños una gran idea. sólo para encontrarnos con que el recuerdo no nos sirve de nada y el cuaderno que tenemos a la cabecera de la cama está lleno de garabatos sin sentido. Se dice que los trotamundos japoneses emplean especialistas que identifican para ellos los escenarios de sus propias fotografías. inadvertido. la masa del iceberg del pensamiento humano se desvanece. sin forma y sin utilidad.

preservándolo del despilfarro y de la inflación? Es ciencia ficción. Lo que pasa es que está fuera de nuestro alcance. existen canales restringidos. claro. Un despilfarro de pensamiento sería considerado como vandalismo o algo peor. juguetón. sean religiosas o políticas? En el corazón mismo de la tiranía existen esfuerzos por racionar el pensamiento. ¿Por qué no regular el infinitamente valioso suministro de pensamiento. por constreñirlo a lo permitido. En la cual estuviese autorizado solamente determinadas horas y días. y donde estas raciones fuesen distribuidas con arreglo a la capacidad mental y al poder de concentración individuales. Los alimentos o el combustible pueden ser racionados en tiempo de guerra. La utopía de la 46 . de las ideologías despóticas. Sin embargo. como lo están millones y millones de pensamientos que fluyen a través de nuestro ser en un despilfarro insondable.ban que el pensamiento o lo imaginado borrado y perdido no fuera de insigne mérito e importancia. los intentos en esa dirección ¿no son el núcleo de los sistemas totalitarios. El dinero en efectivo puede ser puesto bajo un control estricto. desvanecido. Esto hace pensar en el modelo de ciencia ficción de una sociedad en la cual el pensamiento estuviera racionado. El pensamiento anárquico. despilfarrador es lo que más temen los regímenes totalitarios.

no «se agarran» ni apremian a la realización performativa. un caso paradigmático.censura es leer no solamente el texto. sean rozados en el trayecto por pensamientos de primera categoría. la innumerable pluralidad de los seres humanos. ¿Cuántos reconocimientos se desperdician en la indiferente avalancha del pensamiento desatendido. Aunque contienen hipérboles de orgullosa modestia. El pensador importante en el campo de las humanidades o de la ciencia sería el que percibe una idea o concepto decisivo y saca provecho de ello. en el soliloquio no oído u oído por casualidad de la emisión cerebral de cada día y de cada noche? ¿Por qué somos incapaces de 47 . Por el contrario. aunque. el que se centra en un descubrimiento o relación crucial. no prestan ninguna atención especial. Darwin representa. explotando su pleno potencial. De ahí el tropo orwelliano de una «policía del pensamiento». por una observación radical. sino los pensamientos que subyacen a él. Es el que invierte casi avariciosamente en un acto de pensamiento u observación pionero. al parecer. por decirlo de alguna manera. la afirmación de Einstein de no haber tenido más que dos ideas en toda su vida y la máxima de Heidegger según la cual todos los grandes pensadores sólo han tenido un pensamiento que exponen y reiteran en todas sus obras apuntan quizá a una verdad vital.

posiblemente fructífero. justificar. infinitamente derrochadora y ruinosa. Pero el déficit está más allá de todo cálculo. para ese fundamento oscuro (dunkler Grund). generado por los in­ somnes arcos y sinapsis de nuestro ser mental? Es pre­ cisamente esta generación. 48 .condensar. hasta ahora. lo que no podemos. Una quinta razón para la frustración. de almacenar ordenadamente y con todo su potencial —como hace una batería eléctrica— el voltaje.

tan enigmática ya de por sí. casi todo sigue estando basado en conjeturas.6 El pensamiento es inmediato sólo para sí mismo. Algunos frágiles y discutidos experimentos de telequinesia han tratado de demostrar que el pensamiento puede producir diminutos fenómenos materiales. efectos de vibración o mínimos desplazamientos. No se puede demostrar que sea directamente causal. mantiene que el acto de la observación altera la configuración objetiva de lo que está siendo observado (Einstein halló esta suposición poco menos que monstruosa). fuera de sí mismo. como enseñó Hume. pero la inferencia de un contínuum directo es. No hace que suceda nada directamente. Como bien se ha dicho. Se ejecutan instintivamente o a través de reflejos adquiridos. La gran mayoría de los actos y gestos habituales se realizan «sin pensar». Pensar tiene inconmensurables consecuencias. inferencial. Aquí. 49 . La física cuántica.

cuando se ajusta a algún prototipo interiorizado o a una proposición externa y articulada. es un postulado racional sin el cual no podríamos dirigir nuestra vida. dicen los teólogos. de la traducción. La neuroquímica que re­ laciona intención y efecto sólo puede ser rastreada a niveles rudimentarios.para el milpiés sería un suicidio pararse a pensar en el siguiente paso. Que hay una rela­ ción entre pensamiento y consecuencia existencial. de la necesidad o el desiderátum conceptual en ejecución neurofisiológica y muscular. (Me pregunto si la fascinadora experiencia del déjà vu no guarda relación con esta inversión. Los actos de pensa­ miento parecen seguir a representaciones espontáneas y no premeditadas que luego el pensamiento interpreta y «figura» para sí mismo en el tiempo pasado del ver­ bo. pragmática. que no experimenta nin­ guna solución de continuidad entre pensamiento y consecuencia. En muchos casos es como si la causa viniera después del efecto. Pero incluso cuando una acción es «pensada» con la mayor atención y conciencia. Una reflexión espeluznante donde las haya. El automatismo es pensamiento deteriorado.) Con mucha 50 . sin em­ bargo. Hasta ahora. no poseemos ningún modelo operativo de la cadena de fenómenos generativos. Lo que Él piensa es. Dios es el único. que podemos suponer inmensamente compleja. la secuencia sólo puede ser inferida.

dice el apesadumbrado. la músi­ ca contiene sólo de manera parcial el conjunto de sen­ timientos. intuición. Los indicios de unas barreras. tan diversas como la vida misma. Hay.mayor frecuencia. todo queda borrado: «No tengo ni idea de por qué hice esto y lo otro. Tengo la mente completamente en blanco». un lugar común de derrota inacabable desde los co­ mienzos no sólo de la literatura sino también de los más urgentes e íntimos intercambios humanos. Sentimiento. de la precisa calibración. mucho me­ nos clasificadas. Las sombras que se interponen entre el pensar y el hacer nunca son exhaustivamente inventariadas. La distancia entre las presiones sobre la sensibilidad que se perciben entre lo imagina­ do y su manifestación lingüística es un doloroso tópi­ co. pero también el poeta y el fi­ lósofo. Ningún pintor. «No puedo expresarlo con palabras». por dotado que esté. en la más exigente de las cons­ trucciones de ingeniería o arquitectura. menudas des­ viaciones del designio. Las interposiciones entre pensamiento y acto son tan múltiples. iluminación in- 51 . dice el enamorado. ideas y relaciones abstractas que es privati­ vo del compositor. Hasta en la más estricta de sus formas. puede trasladar plena­ mente al lienzo su visión interior de lo que cree ver ante sí. de unos efectos de interferencia o «ruido blanco» son perturbadoramente físicos.

tanto nocturnos como diurnos. de la lógica coactiva. Lo aleatorio está ya condicionado por los imperativos. Al emerger a la iluminada superficie a través de las limitaciones simplificadoras del lenguaje. el pensamiento incesante o sus antecedentes. pero no pueden «penetrar» para culminar la expresión (aunque el gran escritor.telectual o psicológica se apiñan en el borde interior del lenguaje. los metafóricos relámpagos de iluminación y la comprensión instantánea vibran justo fuera de nuestro alcance. en cierto modo. La obra de arte. esta fuerza generadora se ve siempre inhibida y desviada. La energías de reconocimiento. por 52 . trabaja más cerca de ese borde y de las pulsaciones de lo prelingüístico que otras mentes menos privilegiadas). son recuperables sólo de manera fragmentaria. Eurídice nos atrae retrocediendo hasta sumirse en la oscuridad. Hasta el movimiento mental más prudentemente calculado y concentrado es bodied forth [se le da cuerpo] (por utilizar el penetrante modismo de Shakespeare) sólo de forma imperfecta. El pensar no hace ni puede hacer tal cosa. sólo en parte. De ahí los esfuerzos de los surrealistas en busca de una escritura «automática» o de unos modos de habla vírgenes. Dentro del magma turbulento y polisémico de los procesos conscientes y subconscientes. del todo misteriosos.

como lo es el infinito. Un virus de insatisfacción vive en la esperanza. por tanto. de nuestras proyecciones. Sigue habiendo una mancha de cromática impureza. el proyecto político o militar. sitúan su prueba de la existencia de Dios. El concepto de perfección es un sueño no realizado del pensamiento. en las simetrías cristalinas del diseño político o social privado o colectivo. una abstracción conceptual. Wittgenstein habló en nombre de todas las conciencias creativas cuando manifestó que la parte del Tractatus realmente importante era la que no llegó a escribirse. Ineluctablemente. de los subjuntivos. de todos los matices de los tiempos verbales futuros —gramáticas que son la gloria irresponsable y la luz matinal de la mente humana— nunca pueden ser garantes. Es en la paradoja de que existan en nosotros estos dos ideales inalcanzables donde la teología clásica. Aunque in extremis.soberana que sea. la totalidad de nuestras futuridades. No contienen y avalan un hecho incontami- 53 . en el tulipán negro. La gramática de los optativos. tanto en Anselmo como en Descartes. con la necesaria ficción de lo absoluto. el código legal o la summa teológico-metafísica hacen una transacción con el ideal. anticipaciones y planes —sean rutinarios o utópicos— llevan consigo un potencial de decepción. casi imperceptible. de profiláctico autoengaño. la edificación material.

Si aclamamos las experiencias como algo que está «más allá de nuestros sueños más delirantes» es que estos sueños han sido cautos y manidos. una tristeza de la saciedad sigue a todos los deseos satisfechos (Goethe y Proust son los despiadados exploradores de esta acudid). Los 54 . menos gráficos. la previsión. El célebre abatimiento post coitum. Habitualmente. Y su única certidumbre es la muerte. sería menos incapacitante. es un azar. de esta impaciencia que llamamos «esperanza». tener expectativas o esperanza. Un revelador vacío. pero esperar. la inducción puede parecer casi contractual e infalible. son precisamente las cosas que miden el vacío que existe entre la expectativa y la sustancia.nado. Muchas veces fracasan totalmente (aunque hay bendiciones en las cuales sobrepasan cuanto podamos imaginar). menos hipnóticos (como en los ratos de masturbación y sueño diurno). Podemos tenerlo todo abrumadoramente a nuestro favor. Si nuestros procesos mentales fueran menos apremiantes. el gris pegote de náusea que hay en el corazón del ser. entre la imagen fabulosa y el suceso empírico. se quedan cortas. nuestra constante desilusión. El eros humano es pariente cercano de una tristeza hasta la muerte. el anhelo del cigarrillo después del orgasmo. la fantasía y la imagen están por encima de la realización. la proyección. Las consecuencias de nuestras expectativas.

contra el ácido de la esperanza frustrada. que no pode­ mos ni vivir sin esperanza —como dijo Coleridge. «Esperar contra toda esperanza» es una expre­ sión vigorosa pero en última instancia condenatoria de la sombra que arroja el pensamiento sobre la con­ secuencia. Tales son las fallidas correla­ ciones entre pensamiento y realización. que empieza: «All nature seems at work». las evasiones patológicas a la irrea­ lidad. entre lo con­ cebido y las realidades de la experiencia. «Trabajo sin esperanza recoge néctar en un cedazo.) 2 . en lo esencial. Una sexta Ursache o fuente para la tristitia. 2 Dos últimos versos del soneto «Work without hope».colapsos mentales. (N. de la T. / Y esperanza sin un objeto no puede vivir»— ni supe­ rar el dolor y la burla que conllevan las esperanzas fa­ llidas. la inercia del enfermo mental son tal vez. tácticas contra la desilusión.

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podemos contener la respiración durante más tiempo que abstenernos de pensar (si es que esto es posible). en una analogía con la visión ocular. basado. La primera define nuestra conciencia y nuestro conocimiento del mundo como una percepción a través de la ventana. subyace a todo paradig- 57 . dos procesos que los seres hu­ manos no pueden detener mientras viven: respirar y pensar. des­ piertos o dormidos. es una aterradora constricción. residimos en el mundo a través del pensamiento. Si reflexionamos sobre ello. En cada instante concreto de nuestra vida. Este modelo. de hacer una pausa en él. En realidad. esta imposibilidad de detener el pensamiento. como hemos visto. Los sistemas filosófico-epistemológicos que tratan de explicar y analizar esta residencia se dividen en dos categorías perennes. un tanto ingenuamente.7 Hay. Impone una servidumbre de un despotismo y un peso singu­ lares.

En un punto capital coinciden estos dos sistemas contrarios: el cristal. Autoriza una creencia. puntos ciegos. ya sea ventana o espejo. quizá soñados por un Demiurgo o incluso. en algo que está «ahí fuera» y cuyos elementos ideales y materiales nos son transmitidos por aportes conscientes o subconscientes. toda observación y comprensión. juguetonamente serias. curva- 58 . Per se esto es el irrefutable axioma kantiano: la «realidad». por un demonio. Puede equivaler a una alucinación colectiva. Hay versiones extremas. nunca es inmaculado. sería reflexión. Postula una totalidad de experiencia cuya única fuente verificable es el pensamiento mismo. como especula Descartes. Escapa a cualquier aprehensión demostrable y segura. a un sueño común. La otra epistemología es la del espejo. Todo pensamiento sobre el mundo. esquemas en un espejo. de este solipsismo que sugieren que somos nosotros mismos «la materia de la que están hechos los sueños». lo que proyecta lo que consideramos como las formas y la sustancia de la «realidad». en un mundo objetivo.ma de realismo. nuestra neurofisiología. es inaccesible. por compleja y atenuada que sea. de empirismo sensorial. como lo es la ubicación de este aporte por medios intuitivos. Es nuestra mente. sea lo que sea lo que la compone. intelectuales y experimentales. Hay en él arañazos.

Cita lo que dijo Gertrude Stein cuando. Las conceptualizaciones. No hay ninguna inocente inmediatez en la recepción. Hay impurezas y distorsiones. Las teorías sobre la cognición. vamos». y no la encontró: The trouble with Oakland when you get there. California. La identidad de la «caña pensante». cualidad de estar ahí. culturales o dogmáticas. y there there. se esfuerzan heroicamente por establecer un punto de impremeditada inmediatez. sin ninguna interferencia de presuposiciones psicológicas.) is that 3 3 59 . (N. como bien sabía Gertrude Stein. la osJuego de palabras con thereness. no hay ningún there there firme y tranquilizador. Ni la visión a través de él ni el reflejo que emite pueden ser nunca totalmente translúcidos. las observaciones (como en el «principio de incertidumbre») son actos de pensamiento. de la de Kant o de la de Husserl. Nunca se ha podido localizar de forma convincente ningún punto arquimediano o tabula rasa. Estos «fenomenólogos» se esfuerzan por «ver las cosas como son». Éste es el quid: hay algo que se interpone entre nosotros y el mundo en el que vivimos.turas. de la T. corporales. por averiguar la verdad de la presencia y el «estar ahí» del mundo. en los años treinta. quiso visitar la casa de su infancia en Oakland. por espontánea e irreflexiva que parezca. there is ñor there there. o a través de la ventana o del espejo. un punto en el cual el yo se encuentra con el mundo sin ninguna presuposición. Pero. expresión tranquilizadora equivalente a «vamos. trátese de la de Descartes.

no hay en la existencia ningún elemento que no esté «debilitado por el pálido tinte del pensamiento». mucho menos medir.curecedora ubicuidad de los procesos mentales. evolutivos. (N. nuestras conceptualizaciones y análisis del mundo? ¿Tiene unos confines categóricos la razón humana? ¿Cuáles son las limitaciones intrínsecas —percibidas o no— que predeterminan el alcance y la claridad de nuestras más osadas conjeturas (conjeturas que. cuando tendría que estar desnuda y ser adánica. pueden ser totalmente inadecuadas a las realidades del cosmos. de que el progreso de la investigación empírica y de la construcción teórica es ilimitado. apa- 4 Hamlet. de que el intelecto especulativo proseguirá su viaje. es filtrada y se ve esencialmente en peligro. o incluso no tener ningún contacto con ellas)? ¿Qué pruebas tenemos. capaz y ordenado de los intelectos e imaginaciones humanos opera con instrucciones y limitaciones que no puede verdaderamente definir. La experiencia. actúa como una pantalla. qué pruebas podríamos tener. ¿Tienen límites neurofisiológicos. la luz rectora de la mente linda con la oscuridad. En todas partes. hasta el más inventivo. 85 (monólogo de Hamlet). 4 En consecuencia. m. La expulsión del Edén es una «caída en el pensamiento». 1. de la T. Así.) 60 . de hecho.

El poeta. de la lógica y la sintaxis. aparentemente incontrovertibles. al igual que. «Tropezamos». al parecer. no hacen nada más que exteriorizar las particularidades locales de la cerebración del homínido. la de las matemáticas jugando a sus propios juegos ensimismados? Siempre ha habido motivos para el recelo hacia los axiomas. el pensador. las reglas sacrosantas que rigen la contradicción. No es que la luz procedente de remotas galaxias no llegue hasta nosotros. con impalpables pero rígidos muros de lenguaje. en una inquietante simetría. ¿Qué proporción de nuestra orgullosa ciencia es también ciencia ficción. en las cuales están tan despóticamente grabados. es que nunca llegará hasta nosotros. aproximándose al límite de la observación posible. los radiotelescopios más penetrantes. de unas barreras al entendimiento.rentemente sin fin. Todos y cada uno de nosotros ha tenido la experiencia de una frustración de la consciencia. la arquitectura de nuestro córtex? Del mismo modo se puede sostener que la visión pone en práctica la anatomía y la fisiología del ojo humano. ¿Es que estos axiomas. los maestros 61 . a través de «mares de pensamiento»? Los microscopios electrónicos más potentes están ahora. en una alegoría de nuestra soledad. un modelo cuya única ventas demostrable es la de las matemáticas. en ocasiones visceralmente.

El pensamiento más inspirado es impotente ante la muerte. El matemático puro tiene conocimiento de lo irresoluble aunque no hay ningún modo de captar con seguridad la fuente de esa imposibilidad de resolver. 62 . Se proclama que los «tonos no oídos» son los más dulces. Cézanne atestigua con modesto enfado la incapacidad de sus ojos para penetrar la profundidad del paisaje que tiene delante. Sin embargo. tanto dentro como fuera de nosotros. probablemente mucho más. Una séptima razón para ese Schleier der Schwermut («velo de la pesadumbre»). una impotencia que ha generado nuestros escenarios metafísicos y religiosos. (Volveré sobre esto.de la metáfora hacen arañazos en ese muro.) El pensamiento vela tanto como revela. el mundo. murmura palabras que no somos capaces de distinguir.

ni las «drogas de la verdad» pueden extraer de una manera verificable los pen­ samientos del otro. Sus más vehementes reconoci­ mientos. Pueden ser o no expresión de las intenciones más francas. por así decirlo. prestamos demasiada poca atención a esta enormidad.8 Esta opacidad hace imposible saber más allá de la duda lo que cualquier otro ser humano está pensando. Ni la hipnosis. Pueden descubrir o no ver­ dades parciales. No hay fami­ liaridad. Como he observado. no contamos con ninguna ma­ nera segura de comprender los pensamientos ajenos. Debería suscitar terror. de la re­ velación más deliberada. ni las técnicas psiquiátricas. fragmentos. testimonios orales o escritos bajo juramento o descarnadas confesiones no son capaces de dar un contenido fundamental y garantizado. Una vez más. no hay astucia analítica que pueda garantizar y verificar la «lectura de la mente». de extre- 63 .

Ningún láser de atención inquisitorial. Los intentos de ocultación abarcan desde la palmaria mentira conscientemente declarada hasta todos los matices de la falsedad y el autoengaño. por agudo que sea. ningún interrogatorio cruzado puede dar lugar a la certidumbre. Pero hasta esta parcial o defectuosa inteligibilidad de toda comunicación se halla únicamente en la superficie. Todos los hombres y todas las mujeres. ningún oído. bien in toto bien en parte. es decir. una selección personalizada del lenguaje disponible. tal vez intraducibies. qué te ronda la cabeza?» solicita respuestas que tienen ya de por sí muchos estratos y que han pasado por complejos filtros. De aquí la posibilidad de que el amor entre seres pensantes sea una gracia en cierto modo milagrosa. Los idiolectos del 64 . De aquí las inciertas relaciones entre el pensamiento y el amor. La simple pregunta «¿en qué estás pensando. Los matices de la mendacidad son inagotables. Pueden ocultar o no un significado percibido.ma sinceridad y autorrevelación. con frecuencia nos equivocamos un poco o mucho. Así pues. Tratamos de traducirnos unos a otros. que los receptores en el diálogo no pueden interpretar totalmente ni con certeza. con fichas. connotaciones y referencias privadas. todos los adultos y todos los niños usan lo que los lingüistas llaman «idiolecto». singulares.

que no eran aquellos con quienes estaban haciendo el amor. involuntaria o deliberada. Nunca conoceremos la profunda desatención. más o menos desconocidos los unos para los otros. las privacidades de lo no dicho son de un orden mucho más profundo e inalcanzable. innumerables hombres y mujeres han estrechado en los brazos del pensamiento a amantes. recordados. en qué estoy pensando yo cuando hacemos el amor?» Esta exclusión hace plausiblemente trivial la tan cacareada fusión del orgasmo y su retórica de unísono. anhelados y fantaseados.pensamiento. ausencia. Cuando más legible y menos oculto se muestra el pensamiento es durante los accesos de energía desen- 65 . La ambigüedad es inherente a la palabra. repulsión o imaginería alternativa que deconstruyen el texto manifiesto de lo erótico. Esta interposición cognitiva. desdibujada o gráfica. «¿En qué estás pensando. Los seres humanos más cercanos y sinceros siguen siendo unos extraños. más o menos parciales. El acto del amor es también el de un actor. puede sonar como un eco ridículo por debajo de los gritos y susurros de éxtasis. Como Goethe gustaba de señalar. esta reserva mental. Aun en momentos y actos de extremada intimidad —quizá más agudamente en esos momentos— el amante es incapaz de abrazar los pensamientos de la persona amada.

ninguna empatia en el amor desvela el laberinto que es la interioridad de otro ser humano. aunque los virtuosos de la duplicidad y del autocontrol pueden lograr una ocultación mayor o menor. En todas partes permanece el escándalo. Con harta frecuencia se acerca más a la verdad que ninguna otra revelación del ser. Ninguna luz final. las sonrisas son casi la antítesis de la risa. ¿son 66 . Pero esta apertura al mundo y a los demás dura sólo un tiempo breve y posee la dinámica de lo involuntario. Es más fuerte y más cohesivo que el amor (como intuyó Blake). Los animales con los que convivimos nos demuestran que nuestros miedos emanan un olor característico. El otro tipo de experiencia mental en la cual se arranca el velo es el de la risa espontánea. con su lenguaje privado. A Shakespeare le preocupaba mucho la sonrisa de los villanos. (Los gemelos idénticos. Por un momento. Tal vez exista un olor a odio. especialmente en el momento. la mentalidad queda al desnudo. En el instante en el que «cogemos» el chiste o vemos casualmente algo cómico. son difíciles de fingir. Si enumeramos todos los niveles de impulso cerebral e instintivo. no hay «segundos pensamientos». Como en el miedo y en el odio. Estas dinámicas. En este sentido. puede que el odio sea el más vivido y lleno de gestos mentales.cadenada y condensada.

entre soledades. quizá más débil que el odio. 67 . El amor más intenso. el pensamiento puede hacer que seamos unos extraños los unos para los otros. Una octava razón para la tristeza.realmente una excepción?) Al final. es una negociación. nunca concluyente.

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que contribuyan a mejorar la vida.9 Las funciones corporales y el pensamiento son comunes a la especie. para el tarado casi incapaz de hablar y para Platón. los pensamientos son diseminados hacia dentro y hacia fuera un millón de veces. mentalmente débiles e incluso deficientes hayan tenido pensamientos influyentes. De aquí el inconmensurable 69 . Estrictamente considerados. el homo sapiens se define así. Como he observado. Sólo una mínima fracción sobrevive y da fruto. todos y cada uno de los hombres. Con arrogancia. mujeres y niños vivos es un pensador. inventivos. es posible que personas semianalfabetas. Como diminutas esporas. oscuros Miltons» en un sentido que va mucho más allá de la literatura). Esos pensamientos se han perdido porque no fueron expresados o porque no les prestaron atención ni siquiera quienes los tuvieron («mudos. Esto vale para el cretino y para Newton.

a productos del genio intelectual. el hombre de la calle se desliza habitualmente por la banal superficie de sí mismo o del mundo. junto con las innumerables gradaciones que hay entre ellos. artístico o político. el sistema filosófico. notablemente en el medio sociopolítico actual. No menos vagamente hablamos de pensamientos «profundos» en oposición a triviales o superficiales. la proeza histórica— la etiqueta de «grande». ¿No disfraza y falsifica esto una jerarquía evidente.despilfarro al que me he referido anteriormente. ¿Se pueden agrupar estos polos. Spinoza baja al pozo de la mina. atribuimos a ciertos actos del espíritu y a los que suponemos que son sus consecuencias —la idea científica. pero en la que se repara escasas veces y con incomodidad? Vaga y retóricamente. la obra de arte. tiende a lo igualitario. Nuestra taxonomía. bajo el mismo epígrafe indiferenciado? Los desechos y el rudimentario balbuceo de la mente ¿pueden quedar cubiertos por la misma desaliñada definición que la solución del último teorema de Fermat o la producción shakespeariana de una metáfora imperecedera o los cambios de sensibilidad? ¿Qué artificialidad —captada desde un principio por caricaturistas y pretenciosos vulgares— hay en el Pensador de Rodin? 70 . Pero la confusión reside tal vez en otra parte. Nos referimos a «grandes» pensamientos o ideas.

Todavía hay menos capaces de poner en orden las plenas energías y el potencial del pensamiento y dirigir estas energías a lo que se denomina «concentración» o pensamiento intencionado. y mucho menos que sea exigente. más aún. Justo por debajo de este destacado nivel están los numerosos modos de entendimiento 71 . No hay muchas personas que sepan pensar con una finalidad que sea original. Una etiqueta idéntica oscurece los años luz de diferencia que hay entre el ruido de fondo y las banalidades de la cavilación comunes a toda existencia humana (como también lo es quizá a la de los primates) y la milagrosa complejidad y fuerza del pensamiento de primera categoría. de ser expresados y conservados. Los alfabetizados cerebrales —carecemos de un término adecuado— son. en proporción con la masa de la humanidad. es relativamente rara.Todos vivimos dentro de una incesante corriente y magma de actos de pensamiento. Heidegger confesó lúgubremente que la humanidad en su conjunto aún no había salido de la prehistoria del pensamiento. pero sólo una parte muy limitada de la especie da prueba de saber pensar. La capacidad de albergar pensamientos o rudimentos de ellos es universal y es muy posible que vaya unida a unas constantes neurofisiológicas y evolutivas. pocos. Pero la capacidad de tener pensamientos que merezcan la pena de ser pensados.

cuando no puede cobijarse bajo la especialización y la codificación hermética. Una cultura. la 72 . de envidia subconsciente. enseñaba el Baal Shem. la teoría de la evolución entre los fundamentalistas). por la irreflexiva negación política. dogmática e ideológica? ¿Qué turbio pero comprensible mecanismo de pánico atávico. El pensamiento influyente ¿entra en la escolarización y en el clima general de reconocimiento? ¿Es captado por el oído interno. aunque este proceso de audición sea a menudo obstinadamente lento y esté repleto de vulgarización? ¿O se ven el pensamiento auténtico y su valoración receptiva obstaculizados. de posterior incorporación del pensamiento de primer orden a los valores y prácticas de la comunidad. Tal vez haya de ser así. incluso destruidos (Sócrates en la ciudad del hombre. de error involuntario o adquirido (la devastadora frase del físico Wolfgang Pauli sobre los teoremas falsos: «Ni siquiera están equivocados»). de aproximación. está extendida o no. puede definirse por la medida en que este orden secundario de recepción. que han hecho risible la palabra «intelectual»? La verdad.parcial. está perpetuamente en el exilio. alimenta la «rebelión de las masas» y la ignorante brutalidad de los medios de comunicación. Cuando se torna demasiado visible. una «actividad común» de los alfabetizados mentales.

tal vez para siempre. los judíos han pensado muchas veces en voz demasiado alta). Así pues. pueden ser enseñados y perfeccionados en la formación de matemáticos. lógicos. hay muchas cosas que es posible mejorar y enriquecer por medio de la enseñanza y la práctica. ¿Se puede aprender a meter la directa al pensamiento? ¿Se puede enseñar? El entrenamiento y el ejercicio pueden fortalecer la memoria.pasión intelectual y sus manifestaciones provocan odio y mofa (estos impulsos se entretejen con la historia del antisemitismo. Impedir a los niños aprender de memoria supone lisiar. la rigurosa consecuencialidad formal. Pero. esta disciplina puede llegar a grados casi increíbles de abstracción e intensidad. La atención mental. parece originarse en 73 . hasta donde sabemos. en la receptividad y en la interpretación desarrolladas. no existe ninguna clave pedagógica de lo creativo. Los métodos analíticos. programadores informáticos y campeones de ajedrez. los periodos de interiorización y concentración pueden hacerse más profundos mediante técnicas de meditación. En ciertas tradiciones orientales y místicas. en la filosofía y en la teoría política. por ejemplo en el budismo. El pensamiento innovador y transformador. en las artes y en las ciencias. en las habilidades cerebrales. los músculos de la mente.

en saltos cuantitativos en el interfaz entre el subconsciente y el consciente.«colisiones». es una novena fuente de melancolía (Melancholie). que se ven obligados a aferrar el relámpago con las manos desnudas. el desajuste del gran pensamiento y la gran creatividad con los ideales de la justicia social. solamente una terrible injusticia y una carga que amenaza la vida. el simbolismo y las convenciones matemáticas. 74 . Es posible enseñar los medios capacitadores: la notación musical. de crear una vita nuova de creencia y sentimiento. entre lo formal y lo orgánico. Este desequilibrio. no puede ser predicho ni institucionalizado. Están los pocos. la mezcla de pigmentos. en un juego y en un arte «eléctrico» de actuaciones psicosomáticas en gran medida inaccesibles tanto a nuestra voluntad como a nuestra comprensión. junto con sus consecuencias. la sintaxis y la métrica. como dijo Hólderlin. Pero el uso metamórfico de estos medios para crear nuevas configuraciones de significado y nuevos esquemas de posibilidades humanas. No hay democracia en el genio.

que.10 La gramática francesa y alemana ayudan. penser le destín («pensar el destino»). la incertidumbre o dualidad epistemológica a la que me he referido anteriormente. La inmediatez gramatical ¿indica alguna modalidad de solipsismo. Podemos «pensarlo» de forma inmediata. a ciertos niveles de concentración sin obstáculos. pensar (como en Kant)? ¿O la elisión de todo término intermedio autoriza a creer que el objeto del pensamiento tiene autonomía. sin interposición. Pero plantea. los actos de pensamiento humanos sí penetran. inevitablemente. Das Leben denken («pensar la vida»). No estamos obligados a pensar «en» esto o aquello. La fuerza de este modismo es seductora. sí captan plenamente lo que piensan o aquello en lo que 75 . Nos permiten elidir la preposición entre el verbo «pensar» y su objeto. la suposición de que los objetos del pensamiento son el producto dependiente del acto de.

como exhorta Heidegger. la tarea esencial del pensamiento «pensar (en) el ser»? Distinguir entre múltiples existencias fenoménicas y la artificialidad de las cosas.piensan. El francés y el alemán cotidianos comunican esta opción de sentido común. Pues ¿no es acaso la na- 76 . Aquí está también la sede de algunas intraducibilidades elementales. no «se piensa el mundo» en algún movimiento reflejo de autismo trascendental. cuenta con la posibilidad de la simbiosis. Los «números primos» de los que trata el pensamiento son constantes. De manera típica. el uso inglés impone una elección. por una parte. Ich denke an. notablemente desde Eckhart hasta Heidegger. Je pense á. Ésta es tal vez la diferencia que hay entre las mentalidades filosófico-lingüísticas. Pero el discurso filosófico y poético. Son o deberían ser sumamente obvios. diferencia esta que marca precisamente los caminos alternativos que la filosofía ha tomado en Occidente? Las fusiones gramaticales francesa y alemana dejan abierta la cuestión del idealismo en oposición al realismo. Interioriza un empirismo robusto y fundamental. ¿Qué es «ser»? ¿Y no es acaso. entre las convenciones de la percepción a ambos lados del Canal o entre el continente europeo y Norteamérica (con Emerson como destacada excepción). y el núcleo oculto de la esencia del ser (Seyn) misma. limitando nuestra humanidad. Se piensa «en el mundo».

Lo hacemos incluso cuando los escenarios resultantes son ofensivamente pueriles y mero kitsch (esos prados elíseos y esos coros celestiales. nuestro ser convertido en un vacío. es algo. De aquí surge la arquitectura múltiple del mito y la metáfora (muchas metáforas son concentrados de mito). contra Parménides. sea una variante de este enigma de la nulidad. Genera. para la mayoría de nosotros. arquetípicamente. «impensable» tanto en el sentido emocional como lógico de la palabra. Innumerables credos. el pensamiento humano parece aborrecer el vacío. pensar. El cero. pensar coherentemente en la muerte. es decir. Como un niño asustado que silba o grita en la oscuridad. 77 . mitologías y fantasías sobre la trascendencia son reelaboraciones de experimentos mentales que guardan relación con la muerte. nos esforzamos por evitar el agujero negro de la nada. conceptualizar la nada? Es posible que todo intento de «pensar la muerte» —una frase lamentablemente torpe en inglés—. como en la misma vida humana? ¿Podemos. surgida de nuestros orígenes. esas setenta y dos vírgenes que esperan a los mártires del islam). ficciones más o menos consoladoras de supervivencia. como original.da —se trata del clamoroso desafío de Leibniz— el interés de los actos de pensamiento como primordial. Él mismo en perpetuo movimiento y actividad.

dado que forman parte de «Dios». Somos la criatura que tiene capacidad para afir­ mar o negar la existencia de Dios. a nuestra presencia en algún géne­ ro de mundo. Es concebible que las formas superiores de la vida animal eludan la toma de con­ ciencia. Existencia y muerte. el misterio de su propia muerte. Verosímilmente. El creyente fer­ voroso y el ateo categórico comparten una misma concepción del asunto. de la conciencia mortal. son los pe­ rennes objetos del pensamiento humano cuando di­ cho pensamiento no es indiferente al enigma de la identidad humana. Tuvimos nuestros comienzos espirituales «en la Palabra». El tema de Dios parece ser específico y privativo de la especie hu­ mana. por «pensar a» Dios. Cuando los medios lingüísticos permitieron la formu­ lación de esa cuestión. por pensar en Dios.Ambas esferas del pensamiento. La simple afirmación «Nunca he oído ha­ blar de Dios» se percibiría como absurda. Somos —el famoso ergo sum— en la medida en la que nos esforzamos en «pensar el ser». El vacilante agnóstico no niega la cuestión. la del ser y la de la muerte. el homo se hizo sapiens y los procesos cerebrales evolucionaron más allá del reflejo y del simple instinto cuando surgió la cuestión de Dios. Por dar una inteligibilidad creíble a este monosí­ labo. el 78 . han sido interpretadas como subespecies de los eternos esfuerzos del intelecto humano.

sea islámico o baptista del Sur. Un agnosticismo tolerante exige unas madure­ ces irónicas. El parcial retroceso de este interés en los asuntos públicos o privados de las tecnocracias occidentales desarrolladas. están avanzando. Las feroces simplifi­ caciones del fundamentalismo. A lo mejor incluso estamos más lejos. de resolverlas pensando. Lo cierto sigue siendo. no está más cerca de comprender sus objetos primarios. invade nuestra situación política e ideológica actual. unas «capacidades negativas» como las llamaba Keats. un retroce­ so antagonista a las airadas oleadas del fundamentalismo. no estamos más cerca de determinar si la muerte es o no el final. o si Dios está presente o ausente. para lle- 79 . No es­ tamos una pulgada más cerca que Parménides o Pla­ tón de cualquier solución verificable del enigma de la naturaleza y de la finalidad de nuestra existencia. su concentración. Los intentos de «pen­ sar» estas cuestiones. sea cual fuere su genio ejecutivo para la co­ municación y la representación simbólica. sean cuales fueren su talla. con la vida y la muerte de Dios antropomórficamente expresadas. si es que la tiene. en este universo probablemente múlti­ ple. y de forma abrumadora. difíciles de reunir.«no ser» (la muerte) y la relación de estos polos con la presencia o ausencia. que el pensamiento. su modo de saltar las grietas de lo des­ conocido.

literaria. científica. Nietzsche o Freud. Abstenerse de esta interrogación. sin embargo. Dante. En última instancia. san Agustín. filosófica. Por inspirados que sean. Galileo. la danza aborigen en torno al tótem y la Summa de Aquino. Ha generado sistemas teológicos y metafísicos de fascinante sutileza y sugestivo propósito. sería eliminar el pulso y la dignitas definidores de nuestra humanidad. Spinoza. poesía. de largo alcance o ricas en recursos semánticos. En el empeño han participado los intelectos y las sensibilidades creativas más potentes de la raza humana: nada menos que Platón. Nuestras doctrinas. censurarla. arte y ciencia anteriores a la modernidad han estado avalados por la urgente interrogación sobre la existencia.gar al santuario de una solución justificadora. artística y. No podemos esperar nin- 8o . el «pensar la muerte». Es el vértigo de preguntar lo que activa una vida sometida a examen. el vudú y las teorías de Plotino sobre las emanaciones representan y comunican unos mitos que tienen entre sí algo más que accidentales analogías. Hasta donde llega cualquier producción sustantiva. explicativa. el «pensar a Dios» acaban en imágenes —incluso podríamos decir en una verborrea— más o menos ingeniosas. el «pensar el ser». no llegamos a ninguna parte. han producido nuestra historia religiosa. en gran medida. la mortalidad y lo divino. Marx.

dan lugar al prestigio y al creciente do­ minio que ejercen en nuestra cultura. y la conjetura de san Agustín nos puede resultar más convincente que la teoría de las cuerdas. La ciencia no puede dar una respuesta a las cuestiones esenciales que plantea o debiera plantear el espíritu humano. también dan lugar a su soberana trivialidad. con­ duce a la humillante y casi enloquecedora conclusión de que «todo vale». la refutabilidad de las cien­ cias. Ninguna refutación es axiomáticamente posible. en otro sentido. Wittgenstein aludió a esto insistentemente. se nos asegura didác­ ticamente. La agilidad del pensa­ miento. La verificabilidad. la historia de los sucesi­ vos intentos de probar la inmortalidad o la existencia de Dios equivalen a una de las crónicas más embara­ zosas de la condición humana. Sin embargo. su infatigable propensión a la narrativa. su triunfante progreso desde la hipótesis hasta la aplicación. Sólo puede negar su legitimidad. Pero. cómo sería nuestro alfabeto del recono- 81 . Para incontables millones de per­ sonas. Es inmensamente difícil imaginar cómo serían nuestros mapas de la mente —y las totalidades en las que mora—. es absurdo. Lo que es más. Dios se peina su barba blanca y Elvis Presley ha resucitado.guna prueba. estamos hechos de modo que sí preguntamos. Preguntar por el nanosegundo anterior al Big Bang.

con­ tinuar su avance. el ateísmo ha estado muy ocupado con Dios. no hay erosión de la religión organizada que tenga lugar en los supermercados de Occidente que se aproxime a un eclipse de la posibilidad de Dios en el interior de nuestra conciencia. Pensamientos demasiado profun­ dos no tanto para las lágrimas como para el propio pensamiento. podrían hacer lo mismo (fue el genio de Beckett el que encontró una expresión alegó­ rica precisamente para esta incertidumbre). El dominio del pensamiento. Hasta hoy. No hay retórica de la «muerte de Dios». Aunque hasta esa dedicación negativa disminuyera en toda conciencia seria. Entretan­ to. ese medio seductor de una intuición reveladora más allá de las palabras.cimiento si el problema de Dios llegase a perder su sig­ nificado. Es muy posible que Sófocles ya hubiera dicho todo esto en la oda coral sobre el hombre que incluye en Antígona. en el sentido más amplio. Es a mi juicio la música. No está claro si las humanidades. más allá del bien y del mal. no es el debate teológico o filosófico el que arrastra al pensamiento hasta los mismos límites de sus indis­ pensables y siempre renovados «callejones sin salida». suponemos. de la miste- 82 . en el cual el papel del pensamiento tal como podemos comprenderlo sigue siendo pro­ fundamente elusivo. las ciencias puras y aplicadas podrían.

Sin embargo. diez veces.riosa rapidez del pensamiento. exalta al hombre por encima de todos los demás seres vivientes. 83 . eine dem Leben anklebende Traurigkeit. La tristeza. lo deja convertido en un extraño para sí mismo y para la enormidad del mundo.

V. E n su tipografía. 09830 M é x i c o . parada en el Departamento de Integración Digital del FCE. F. 244. San Lorenzo. A . ( I E P S A ) . D . La edición consta de 4 000 ejemplares empastados y 1000 en rústica: . se utilizaron tipos M i n i o » de 1 6 . Calz. de C .Libros de George Steiner en el Fondo de Cultura Econòmica: • Después de Babel: aspectos del lenguaje y la traducción • Heidegger • La idea de Europa • Lecciones de los maestros ' Sobre la dificultad y otros ensayos Diez (posibles) razones para la tristeza del pensamiento se terminó de imprimir en marzo de 2007 en Impresora y Encuadernadora Progreso. S. 1 0 : 1 4 y 9:14 puntos.

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Heidegger. en el F o n d o de C u l t u r a E c o n ó m i c a ha p u b l i c a d o los libros Después de Babel. Logó- Lecciones de los maestros. filósofo y n a r r a d o r . . E n s a y i s t a .GEORGE STEINER G e o r g e Steiner ( 1 9 2 9 ) ha desarrollado u n a de las t r a ­ y e c t o r i a s m á s brillantes de la l i t e r a t u r a c o n t e m p o r á ­ nea. Sobre la dificultad y otros ensayos. Una idea de Europa y Los cratas. estos tres últimos en coedición con Siruela.

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