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Publicação online semanal com sede em Vila Velha de Ródão

Serrasqueiro Direcção de J. Mendes Serrasqueiro – Paginação e Arte Final de Gina Nunes
Nº. 81 de 31 de Janeiro de 2013 – Neste número: 13 Páginas – Gratuito
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Editorial

Corrupção: “Degradação dos Valores Morais”
Mendes Serrasqueiro Escreveu CRUZ DOS SANTOS

Veio muito a propósito o alerta lançado pela presidente da Câmara Municipal, dra. Maria do Carmo Sequeira, so bre o mau estado em que se encontra o Itinerário Principal IP2 onde também têm estado a acontecer alguns percalços rodoviários. Felizmente, pequenos mas que já ali foram registados pelas brigadas da GNR. Portanto, alerta em cima do acontecimento, como realmente convém… Ficamos, agora,atentos sobre se chega ou não a resposta. No entanto, Senhora presidente, também será bom alertar que à mesma semelhança está, tambem, a EN 18, por sinal mais concorrida que o IP 2. E essa, também “nossa” estrada, tem falta da pintura branca ao centro da via e lateralmente, como aqui já foi também alertado.

Sente-se no ar a desconfiança, o medo e a retracção, de um povo que percebe que a corrupção minou toda a Nação. O “polvo da corrupção” alastrou e alastra, provavelmente, os seus tentáculos por todo o País. Consulte-se o todo o País. Consulte-se o dicionário da Academia das Ciências, sobre corrupção: “acção ou resultado de corrom per ou de se corromper (…); degradação,deterioração dos valores Clínica morais (…) Suborno.” A corrupção, está presen- Dentária te em todo o lado onde Medicina: existem pessoas, onde - Geral há alguma coisa a lu- Nutrição crar, a ganhar ou a perAnálises der. É sabido que a corClínicas rupção, nas formas que atinge actualmente o mundo, está associada Ver informação detalhada na ao funcionamento da página 6 economia globalizada. Só que não é por a corContinua na página 3

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Esclarecendo … o que devia estar esclarecido!

Na

última segunda-feira à noite, estava eu

apreciando, como sempre o faço, o programa “5 para a Meia Noite” da RTP 1, quando ouvi uma resposta precisa e concisa da Jornalista Cristina Esteves que actualmente brilha como “pivot” do Telejornal. Como convidada daquele muito interessante programa da meia noite, a jornalista respondia a uma pergunta de um telespectador que quis saber se Cristina Esteves, durante o seu já muito apreciável percurso como profissional da comunicação social, tanto no nosso país como no estrangeiro, terá sentido pressões alguma vez … Obviamente que a resposta foi profissional e pessoal. Não foi, nunca! Notável. Desejaríamos, naquele grande momento de televisão, que certas pessoas tivessem escutado a resposta de Cristina Esteves… Nomeadamente, “um ou dois” dos leitores de ”Ecos de Ródão”, provavelmente os que se terão visto retratados no apontamento “Homenagens” da autoria do nosso colaborador Paulo Miguel e que, por absurdo, absolutamente “ad litem” (a) se terão esforçado por “identificar” aquele cronista como sendo o director deste jornal. Ora bem, pois, o director deste jornal online e autor destas linhas, identifica-se sempre pelo seu nome próprio quando escreve aqui e quando escreve noutros órgãos da comunicação social. Ponto final parágrafo! Agora, muito especialmente para os leitores de “Ecos de Ródão”, o esclarecimento que se justifica ou, se preferível, que também se impõe como director desta publicação, que se pretende muito simples, imparcial e honesta e já com imensos leitores. E isso, só para apagar rumores … Identifico-me, sim, e com muita honra, com o que aqui escrevem os nossos prezados colaboradores, ainda que sempre me reservo no direito (leia-se obrigação) não de fazer cortes mas sugerir aos seus respectivos autores, pequenas correcções, quando, um ou outro original, deontologicamente possa vir a ferir susceptibilidades, nomeadamente neste pequeno meio local em que estamos inseridos. E, assim, e por último, para que conste e fique bem claro, também eu (como a grande profissional, Cristina Esteves) nunca cedi a pressões e estive com toda a minha admiração nas homenagens que foram prestadas a personalidades do concelho de Vila Velha de Ródão. O que não me impede de sempre respeitar a opinião de outras pessoas. José Mendes Serrasqueiro

Por PAULO BALAIA

Só há um Pecado o

In – Diário de Notícias

A Ana Teresa é presidente da Câmara de Palmela. Faz 47 anos no final do mês. Ficam desde já os meus parabéns. É mais nova do que eu e já tem direito a uma reforma superior a 1800 euros. Eu ainda vou ter de trabalhar mais 20 anos e não sei se vou ter reforma. A minha indignação nem sequer se dirige à Ana Teresa em particular, mas cresce quando me ponho a pensar nos milhares de Anas Teresas e Manuéis Josés da política à portuguesa. E no que diz respeito à teta autárquica, tudo isto acontece com muita frequência no PSD, no PS e na CDU. Bloco e CDS só não têm muitos reformados porque têm poucos autarcas. Ana Teresa é do PCP, esse partido com paredes de vidro, que reclama com muita frequência contra os privilégios das classes dominantes. Vergonha na cara é que estes dirigentes comunistas não têm. Eles saberão explicar-nos que seriam parvos se não beneficiassem do mesmo que os outros e muitos portugueses ficarão tentados a dar razão à hipocrisia. Acontece que a espiral recessiva de direitos não tem poupado os pensionistas do regime geral, mas continua a permitir reformas de “mérito político”.
Continua na página 3

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“Degradação dos Valores Morais”
Continuação da 1ª. página

a corrupção ser velha como o mundo, se ter adaptado às mutações sociais e económicas e assumir formas cada vez mais sofisticadas que se pode desistir de a combater. Tanto mais que a sociedade democrática e o Estado de Direito, como os entendemos hoje, pugnam pela transparência, pela clareza de processos. Por isso, o poder democrático deve apostar em acabar com negócios duvidosos e, combater com seriedade – de uma vez por todas - a corrupção, lícita ou ilícita, que tem vindo a corroer a democracia. O Dr. Paulo Morais, afirmou há dias e passo a citar: “que o Parlamento é uma grande central de negócios. Todos os deputados, que tem poder e domínio na política e economia estão no parlamento a fazer negócios”. Disse ainda que: “as comissões parlamentares que deveriam defender os interesses dos portugueses defendem os seus negócios próprios”. Como é do conhecimento público, em matéria de corrupção nem as melhores leis são suficientes. Há todo um “modus operandi” do sistema que era precisa rever. E era importante também que se refizesse, de forma séria, o sistema de concursos públicos. Para que este atoleiro da corrupção: “tráfico de influências” e do compadrio (nepotismo), possa, enfim, ser atacado e comece a ser destruído de uma vez por todas. O que é grave na corrupção em Portugal, não é tanto o Polícia ou o Funcionário que se deixam “subornar” para perdoar uma multa ou aceitar uns documentos fora do prazo. A corrupção a sério envolve milhões, muitas vezes negócios internacionais e empresas multinacionais, e passa pelas altas esferas das elites económicas e políticas, onde tudo se decide. Portanto, para afrontar este tipo de corrupção, é preciso ter coragem. E será que alguém tem coragem de mudar a forma como se fazem os chamados “concursos públicos”, como se formam “comissões de avaliações” e se preparam os requisitos para os cadernos de encargos ideais, justamente para encaixar na proposta do concorrente previamente escolhido? Já agora, será que este Governo, vai ter a sensatez e coragem de dar meios reais, força e “Livre Trânsito, bem como verbas suficientes, para que a distinta Polícia Judiciária, possa de facto investigar a corrupção, sob a direcção da célebre Procuradora-Geral Adjunta Drª. Maria José Morgado, ex-Responsável pela Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira? Cruz dos Santos -Coimbra
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Só há um Pecado - Por Paulo Balaia in Diário de Notícias
Continuado da página 2

O PCP é contra, mas deixa andar. Pudera, os privilégios dos outros é que são injustificados, os nossos são da mais elementar justiça. Seja, não pode haver leis que se aplicam a uns e não a outros. Mas os políticos têm ou não têm direito a estas reformas? A lei diz que sim, mas esse direito foi obtido com juízo em causa própria. Políticos que legislam sobre privilégios de que beneficiam apenas políticos é bem capaz de ser uma coisa em que o homem comum também gostaria de participar.

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Engano de Bruxelas tira dois mil milhões a Portugal
Afinal, os cofres do Estado vão Afinal, encaixar 80 mil milhões de euros, ao invés de 82 mil milhões … final, Afinal, os os cofres do Estado vão encaixar 80 mil milhões de euros, ao invés dos 82 mil milhões previstos, a reboque do reforço do empréstimo da Troika a Portugal. Isto porque o País não vai receber mais dinheiro do Fundo Europeu de Comissão Estabilidade Financeira (FEEF) ao contrário do que a Comissão Europeia havia afirmado.

Em vez dos 82 mil milhões de euros que Portugal iria receber no âmbito do reforço do empréstimo, por sua vez integrado no programa de ajustamento económico e financeiro acordado com a troika, milhões, o País só irá amealhar 80 mil milhões, em virtude de um engano da Comissão Europeia, que obrigou à correcção do relatório de Bruxelas. Afinal, os cofres do Estado vão encaixar 80 mil milhões de euros, ao invés dos 82 mil milhões Portugal. previstos, a reboque do reforço do empréstimo da troika a Portugal. Isto porque o País não vai receber mais dinheiro do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), ao contrário do que a Comissão Europeia havia afirmado.

“O desembolso líquido a Portugal durante o período de 2011 e 2014 será de 26 mil milhões de euros (…). O montante não será aumentado como alguns erradamente tinham euros percebido”, esclarece o presidente do FEEF, Klaus Regling, citado pelo Jornal de Negócios. enganouOra, a Comissão Europeia enganou-se e inflacionou o montante a amealhar pelo País, que é então mais magro em 2 mil milhões de euros do que o reportado inicialmente no relatório de Bruxelas. Aliás, aquela entidade procedeu posteriormente a uma emenda no documento sem a publicitar, tentando, assim, que o erro passasse despercebido.

Extinção de Empresas Municipais ameaça 12 mil empregos

O

Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) alerta que a lei que

extingue as empresas municipais que não sejam sustentáveis pode levar para o desemprego 12 mil pessoas, ouviu-se na rádio TSF. Por seu lado o Governo considera que este cenário é alarmista, enquanto a Associação Nacional de Municípios (ANMP) lembra que pediu a inconstitucionalidade da lei. Mas numa resposta por escrito a estes receios, enviada à rádio, o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, rejeita o que classifica de “cenário alarmista”, e avança outros números: a extinção de 130 a 200 empresas municipais. Quanto aos postos de trabalho, o ministro esclarece que na elaboração da lei, o Governo teve a preocupação de proteger os trabalhadores e fê-lo prevendo que aqueles que têm vínculo público possam regressar às autarquias e que os contratados passem a ter prioridade nos concursos dos respectivos municípios.

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Maria do Carmo Sequeira acrescenta a estas informações que “Também na Serra do Perdigão, a terceira faixa de rodagem da estrada, destinada a pesados, que sobem a encosta no sentido sul - norte, está fechada e por re-parar depois de aconte-cer ali um aluimento de terras ocorrido há mais de três anos”.

A presidente da Câmara Municipal, Maria do Carmo Sequeira, alerta para o mau estado da via IP 2 no espaço territorial de Vila Velha de Ródão. Depois do acidente que vitimou 11 pessoas, na Sertã, a presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão alerta para a falta de obras no vizinho IP2, onde o piso já cedeu e camiões ficaram presos em vias estreitas. Maria do Carmo Sequeira quer
"Que fique claro que a câmara já alertou para este problema há muito tempo, mas nunca ninguém quis saber", lamentou

Dra. Maria do Carmo Sequeira

Outra informação da presidente revela que
“No Fratel, há uma placa de estrada sem saída no IP2, porque foi sobreposta pela autoestrada, e todo o trânsito é obrigado a circular em alguns metros de estradas da freguesia até chegar à A23”. "Já houve pesados encravados no local e há uma pequena ponte onde chegam a passar quatro camiões ao mesmo tempo", refere Maria

actual Executivo. Até hoje não recebeu respostas de ninguém – diz, a não ser do representante distrital da empresa Estradas de Portugal, mas que está na dependencia da estrutura nacional.
"Já estou a dizer há alguns anos que o IP2 levanta muitas preocupações, ainda por cima com o trânsito actual que é uma preocupação das gran

a presidente, em declarações à LUSA, receando pela segurança de quem por ali viaja. Em causa está também o aumento de tráfego no IP2, entre Fratel e Castelo Branco, no concelho de Vila Velha de Ródão, como alternativa à auto-estrada da Beira Interior (A23) desde que passaram a ser cobradas portagens. O trânsito "é incomparável: só
quem fique ali a observar é que se apercebe do impacto",

referiu a autarca, sublinhando que "quase todo o tráfego que
se fazia pela A23 voltou ao antigo IP2", mas sem que a

do Carmo Sequeira, temendo pela resistência da estrutura. A autarca confessa-se cansada de alertar para os problemas, vindos desde o anterior Governo, quando se colocou a possibilidade de haver portagens na A23, até aos pedidos já feitos ao actual Executivo.

des, concluiu a presidente do Município rodense.

estrada tenha sido requalificada. A presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão refere ainda que aos buracos e irregularidades do piso juntam-se duas zonas de maior risco.

A LUSA contactou a “Estradas de Portugal” mas segundo informou à Comunicação Social não obteve ainda qualquer resposta.

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Vem aí o Carnaval 2013 e aqui, como nas várias regiões do país, será tempo para se procurarem esquecer as situações menos boas que se vivem actualmente. Damos conta (pag. 8 e 10) como vai ser por V.V. Ródão

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Feira de Domingo Gordo com Corso Carnavalesco

Como já é habitual, realiza-se dia 10
de Fevereiro, a Feira Tradicional de Domingo Gordo, em Vila Velha de Ródão, que decorrerá no Campo de Feiras, recinto que se espera preenchido por feirantes locais e regionais. Na tarde desse dia a Câmara Municipal organiza um Corso Carnavalesco em colaboração com algumas das associais locais e do concelho, um certame sempre de agrado certo e com a população a divertir-se. No próximo número contamos poder dar maior relevo a este programa.

O trabalho notável que o dr. Luís Raposo desen volveu em Vila Velha de Ródão em prol da arqueologia, associado a muitas outras acções em que directamente participou na zona do Vale do Tejo, foram mo-

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ANDREA MARTINS
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tivos mais que suficientes para as homenagens que já mereceu, às quais agora se acrescentou, muito justificadamen te, a prestada em Castelo Branco, pela Sociedade dos Amigos do Museu Francisco Tavares Proença Júnior. A distinção decorreu durante o acto de posse dos novos órgãos sociais daquela Sociedade, de onde foram destacadas duas personalidades da região – a prof. Celeste Capelo e o dr. Daniel Proença de Carvalho, respectivamente do Conselho Reitor e presidente da Mesa da Assembleia Geral. Na ocasião, Celeste Capelo, também uma individualidade muito considerada em Vila Velha de Ródão, desde o tempo em que aqui leccionou, destacou que a homenagem a Luís Raposo teve em conta a importância e o valor das investigações que, por seu mérito indiscutível, contribuíram para enriquecer o acer vo arqueológico do Museu. Por sua vez, o dr. Pedro Salvado, outro dos oradores da sessão, disse, numa passagem do seu discurso, que Luís Raposo “…é uma personalidade sábia, expansiva, de carácter optimista, com uma capacidade de gestão e de dádiva ao bem público, intensivas e transparentes, e é um cidadão empenhado em muitas causas tecidas pelas palavras “Democracia e Liberdade”.

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Despiste de autocarro no IC 8 ceifa a vida a 11 Pessoas

Manhã de Domingo, 27, a Comunicação Social transmitiu o drama que envolveu todo o País num cenário de dor e de tristeza. Um autocarro que levava 44 pessoas num passeio com destino a Santa Maria da Feira, despistou-se, em zona tragicamente fatídica do IC 8, próximo de Sertã, arrastando para a morte 11 pessoas, deixando feridos mais 33 dos passageiros, alguns em estado bastante grave.

Onze mortos

e 33 feridos, após o despiste do autocarro que Domingo de manhã partira de Portalegre, para um passeio de um grupo de pessoas a São Paio de Oleiros, no concelho de Santa Maria da Feira, que iriam visitar, naquela localidade, o “!Maior Presépio do Mundo”. A maioria das vítimas residia em Portalegre e apenas uma era de Assumar, do concelho de Monforte. O autocarro da empresa Rodazo com matrícula espanhola era conduzido por motorista português. A viatura despistou-se pelas 8 horas e 30, no IC8, e caiu para uma ravina e, segundo vários testemunhos, apesar do tempo estar de chuva e com nevoeiro, atribuem-se as maiores responsabilidades para o acidente, ao mau estado do lance de estrada onde ocorreu o sinistro, ainda que se aguardem as investigações. No local as equipas de socorro reuniram 265 bombeiros apoiados por mais de 88 veículos de várias corporações. Após triagem feita no local, os feridos foram transportados para os hospitais de Coimbra e Castelo Branco, inclusive para o hospital pediátrico de Coimbra, onde ficaram internadas quatro crianças, todas meninas, mas só com ferimentos ligeiros.

Fontes hospitalares contactadas pela LUSA explicaram que foram transportados 13 feridos para Coimbra e que um deles, uma mulher, acabou por ali morrer. elevando nessa altura para 11 o número de mortos na sequência do desastre – seis homens e cinco mulheres. Entretanto, outros sinistrados foram internados em hospitais de Coimbra, S. José, de Lisboa, Abrantes e Castelo Branco, tendo sido aqui reforçadas as equipas médicas e montado um dispositivo pela PSP e GNR para criar corredores de evacuação. Segundo as últimas informações há sinistrados que ainda se encontram internados, com alguns a suscitarem cuidados intensivos.

Centenas de pessoas nas cerimónias fúnebres
Centenas de pessoas estiveram em Portalegre para acompanhar os funerais de oito das onze vítimas deste acidente. A cerimónia foi presidida por D. Antonino Dias, Bispo de Portalegre e Castelo Branco e a emoção foi a nota dominante durante o percurso da Sé até ao cemitério local. O Presidente da República, Primeiro Ministro e outras entidades oficiais enviaram condolências às famílias dos falecidos.

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As imagens da tragédia: corpos no chão e autocarro sinistrado

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C.D.R.C.

O melhor Carnaval é aqui!

Acordeão – Órgão e Voz

Atribuição de Prémios às melhores Fantasias Grupos – Individuais - Crianças

Veste-te a rigor, põe a tua máscara e vem

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“Nacional” da II Divisão – 17ª. Jornada Zona Centro Resultados: Sp.Espinho – Anadia, 3-0 S.João de Ver – Cesarense, 1-0 Académico de Viseu – Operário, 2-0 Tocha – Lusitânia, 2-2 Coimbrões – Nogueirense, 3-1 Cinfães – Pampilhosa, 3-1 Sp. Bustelo – Sousense, 0-0 Tourizense – Benf.Castelo Branco, 0-1 A Equipa do Benfica e Castelo Branco: Hélder Cruz; André Cunha, Tarzan, Vasco Guerra e João Afonso; Luís Graça (Álvaro,65m), Patas (Fábio Brito,88m) e Ronan; Tomás Sousa, Daniel Matos e Filipe Fernandes (Gonçalo Guerra, 75m). Narcador: Tomás Sousa (GP) 90+3mm Disciplina: cartão amarelo a Tarzan Classificação: 1º. Cinfães – 33 Pontos; 2º. Académico de Viseu, 32 P; 3º. Anadia, 31 P; 4º. Sp. Espinho, 30 P; 5º. S. João de Ver, 28 P; 6º. Benfica e Castelo Branco, 26 Pontos COMENTÁRIO Foi debaixo de chuva copiosa que se iniciou o jogo em Touriz, notando-se logo nos primeiros minutos a maior valia da equipa do Benfica e Castelo Branco, arrastando o adversário para a sua defesa que, em apuros, tudo fazia para travar a supremacia dos albicastrenses. Verificou-se nesta partida a forte influência dos dois últimos reforços, Dani Matos e Filipe Fernandes, que vieram trazer mais experiência à equipa, notando-se uma melhoria significativa. Já bastante diferente da primeira parte, a etapa complementar foi recheada de alguns “casos” que, todavia, não afectaram o bom jogo dos albicastrenses. que viriam a alcançar, precisamente nos últimos instantes, a vitória com Tomás Sousa, apontando um “penalty” já nos descontos. No próximo Domingo: C.Branco-.Cinfães

Futebol Particular em Ródão
Aproveitando a folga no calendário de jogos do “Distrital” da AFCB jogou-se, em Vila Velha de Ródão, um “amigável” entre a equipa habitual do CDRC, que presentemente está a disputar o campeonato distrital, e uma formação de jogadores “veteranos” da “casa”. A constituição das equipas que se defrontaram no “sintético” do Estádio Municipal foi a seguinte: CDRC – Com jogadores do “Distrital”: Sessé; Paulo, Tiago, Lopes e Miguel; Gonçalo, Filipe e João Alves; Dany, Edu e Pina. “Veteranos”: Nuno; Tozé, Pedro, Aparício e Zé Carlos; Caçador, Paulo e André; Tonito, Inácio, Sacha, Tó Carmona, Nuno e Moreira. Árbitro: Carlos Pequito Resultado: CDRC “actuais”, 4 CDRC “Veteranos”, 0 O resultado, obviamente, não era importante, já que a tarde agradável que se viveu superou as melhores expectativas.E enquanto os “jovens” demonstraram que já existe apego às camisolas do clube rodense, tiveram, ainda, a oportunidade de “ensinarem” alguns malabarismos das novas gerações da “redondinha”. E disseram, no final do prélio, que gostaram de aprender algumas “manhas” com os “velhotes”! Foi, na verdade, uma boa tarde de comvívio a pedir “bis”… Em fim de festa, já na sede do CDRC foi servida a “velha” feijoada! E, no ar alguém perguntou: “Não será uma grande “mania” de nos darem feijoada, sempre que há festa na Vila?” E a resposta surgiu de imediato: “É um prato com sabor a regionalismo, que todos devem apreciar. E, bem haja quem nos ofereceu tão deliciosa ementa”. Até porque neste encontro havia direito à bebida! E o “distrital” já aí está no próximo domigo com a visita a Alcains. Cristiano São Pedro

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Escreveu: AURÉLIO CRUZ – Vila Velha de Ródão

É no gesto (simples ou afincado) que o nosso dia a dia se compõe. Só assim nos apercebemos das mudanças de hábitos, rotinas ou costumes que ocorrem no seio das populações em que nos encontramos inseridos. O aparecimento das grandes superfícies e algum progresso acentuado e verificado em muitas das chamadas “mercearias” de bairro, e/ou “tascas”, deitou por terra a utilização de embrulhos em papel pardo, ao leito vendido ao litro (e servido no cântaro) ou ter de deixar, obrigatoriamente, o depósito pela garrafa do vinho ou da cerveja!... Os tempos são outros: A carne (na maior parte das vezes) já aparece embalada (com peso e preço inseridos); existem os enlatados, os congelados, e o leite já é servido em embalagens de longa duração. Julgo que se caminha a passos largos para uma melhor qualidade de vida. No entanto, tais evoluções vieram contribuir para o aumento do desperdício e, como não podia deixar de ser, o lixo aparece em muito maior quantidade. Muitos dos locais, que consideramos de lazer, hoje são ocupados com caixas de cartão, embalagens plásticas, latas de variados tipos, garrafas de vidro e de plástico, objectos dos mais variados usos e utilidades. Acontece que, uma grande percentagem destes materiais, são de difícil decomposição ou mesmo indestrutíveis; outros, a quando da altura de serem decompostos, empestam o ambiente contribuindo para uma inevitável degradação. A educação ambiental das populações é bastante fraca, se não, mesmo nula. Não existe boa vontade das entidades directamente responsáveis para que ao assunto se dedique uma maior atenção, disponibilizando, nomeadamente, literatura capaz, objectiva e concreta: “Diz-me o lixo que produzes e como o acondicionas,
e dir-te-ei o meio em que vives e o respeito que nutres pelo teu semelhante”.

Não é fácil a sua resolução. Cada dia que passa, se vai verificando o aumento na quantidade de lixos produzidos, não se vislumbrando, ao fundo do túnel, qualquer expressão de alteração nos hábitos (inadequados e naturais). Julgo mesmo que não existem soluções … Há que formalizar uma cooperação entendedora e promotora de atitudes entre produtores desses lixos e o consumidor, no intuito de se centralizar a educação. Uma educação acentuada em como se deve proceder na forma mais útil de se inutilizarem esses lixos. Outro sim, e menos original, é a “sintomania” campestre das regiões do interior, de “apastarem” os rebanhos pelas ruas. Não sei se para alguma manifestação cultural, ou outra, que nos tempos que correm se vulgarizaram, ou se de uma forma demonstrativa dos seus poderes, em “carteira” ou de ironização para com os seus mais directos concorrentes e concidadãos. Estaremos agora (e aguardemos) que, levados por simbologias correntes do meio em que vamos vegetando, não deparemos um dia destes com desfiles de porcos, carneiros, cabras, burros ou de bovinos … É que, os resíduos sólidos que estes animais deixam ficar nas ruas e nos passeios públicos, constituem o que é vulgarmente chamada de “matéria orgânica” que, após tratamentos adequados, virão a transformar-se no “composto” fertilizante natural, de grande interesse económico, sendo destinado a terras agrícolas! Então, pergunta-se: porque não afastar os animais das ruas e passeios dessas mesmas terras? Julgo que seria a solução mais eficaz.

Aurélio Cruz – Vila Velha de Ródão

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Merecem todo o apoio!
Escrevemos, como sempre, com esta elevação, quando tomamos conhe cimento de que pessoa ou grupo de pessoas se disponibiliza para colaborar com os Bombeirós rodenses. Desta vez saudamos o Grupo de Amigos dos Bombeiros Voluntários de Vila Velha de Ródão, que aí estão a organizar a festa carnavalesca do próximo dia 9. O cartaz aí fica – Há baile nos Bombeiros. Vamos (todos, todas e “todinhos” ao Baile dos Bombeiros!

R.do Arrabalde,28 6030-235 Vila Velha de Ródão
Nº, 31 de Janeiro 2013

Neste número:13 Páginas Semanário Regionalista Editado em Vila Velha de Ródão Director
J. Mendes Serrasqueiro

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se

Sábado, 9 de Fevereiro
Colabore com o Grupo de Amigos dos Bombeiros

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ao lado da linha férrea o seu telemóvel e uma peça do vestuário. de que a Maria Alice se terá despojado antes de ser apanhada pela composição ferroviária. Um gesto que faz supor um acto de desespero. O funeral realizou-se, depois de cumpridas as formalidades legais, para o cemitério da terra da sua naturalidade.

Trucidada pelo Comboio Comboio
Maria Alice Gonçalves Duque Quando o comboio inter-cidades entrava no túnel antes da estação de Vila Velha de Ródão, o maquinista terá sido surpreendido com o aparecimento repentino de uma mulher à frente da composição, não tendo qualquer hipótese de evitar o brutal atropelamento que haveria de trucidar o corpo. Tratava-se de Maria Alice Gonçalves Duque, contava 74 anos de idade, vivia em Ródão e era natural de Sarnadas de Ródão. Casada com João Duarte Ferro, aposentado da GNR, fixaram ambos a residência em Vila Velha de Ródão, onde a infortunada Maria Alice desempenhara também funções profissionais na Escola EB 2/3 até a sua aposentação. Do casal existe um filho, João Paulo Gonçalves Duarte, actualmente a residir em Lisboa. A ocorrência motivou grande aparato com a deslocação ao local do sinistro das unidades de socorro, Bombeiros, GNR, CDOS de Castelo Branco e da viatura médica de emergência e reanimação do Hospital de Castelo Branco, que mais não puderam fazer do que recolher os restos mortais da infeliz, que inicialmente só foram reconhecidos pela particularidade de se encontrarem

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António José Cardoso Dias suspeição de que se atirou da ponte sobre o Tejo

António José Cardoso Dias, de 40 anos de idade, solteiro, natural e residente em Maxiais que, segundo seus pais, andava em tratamentos médicos e, no dia 6 de Janeiro saira de casa para parte incerta, manteve conversações com a mãe pelo telemóvel, durantre três dias, até ao dia em que a falta de contactos levou o pai, a participar o desaparecimento à GNR. A descoberta do seu carro junto à ponte sobre o Tejo em Vila Velha de Ródão, com o telemóvel fechado no veículo e o casaco pendurado nas grades da ponte, já fazia temer o pior, inclusive levando os bombeiros com mergulhadores a efectuarem buscas no rio, porém, sem resultados, ainda que prossiga uma regular vigilância pelas margens do Tejo. Entretanto, na última terça-feira houve um rebate de que um corpo teria aparecido no rio, preso numa rede de pesca. Foi alarme falso, pelo que continua por se desconhecer o que terá acontecido ao António Dias. Alguns pescadores que na sua faina percorrem o Tejo, também vigiam as águas do rio.

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A Associação
GENTES DE RÓDÃO

Orgulha-se de trazer a Vila Velha de Ródão um Espectáculo de rara qualidade 5 acordeonistas
com actuações em palcos internacionais
JÚLIO VITORINO RODRIGO GOMES BRUNO GOMES VÍTOR APOLO RODRIGO MAURÍCIO Preenchem um “Show” de música portuguesa e internacional A NÃO PERDER! E… com entrada livre!