___________________________________________________________________ ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE FOZ DO IGUAÇU ACIFI

A CONJUNTURA ECONÔMICA DE FOZ DO IGUAÇU: 1990-2004

Relatório de pesquisa apresentado à ACIFI – Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu visando atender a objetivos do planejamento estratégico da Gestão 2004-2005.

FOZ DO IGUAÇU 2005
_________________________________________________________________________________ Rua Padre Montoya, 490 – Fone/Fax: (045)3521-3300, Cep: 85851-080 – Foz do Iguaçu – Pr. sítio: http://www.acifi.org.br - correio eletrônico: acifi@acifi.org.br

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DIRETORIA DA ACIFI – GESTÃO 2004-2005 Presidente – Wanderley Bertolucci Teixeira Vice-Presidente – Walter Venson Vice-Presidente – Valentin Nadal da Silva Vice-Presidente de Finanças e Patrimônio – Ivone Barofaldi da Silva Vice-Presidente Administrativo – Antonio Derseu C. de Paula Vice-Presidente de Comércio – Laudelino Antônio Pacagnan Vice-Presidente de Indústria e Turismo – Adelar Guilherme Matté Vice-Presidente de Serviços/SCPC – Paulo Pulcinelli Filho Vice-Presidente de Comércio Exterior – Mario Alberto Chaise de Camargo Vice-Presidente Mulher Empresária – Maria Salet Freitag Vice-Presidente Jovem Empreendedor – Roni Carlos Temp Núcleo Setorial Automecânicas – Luiz Cláudio C. Campos Núcleo Setorial Contabilidade, Auditoria e Perícia – Antonio Luiz Breda Câmara de Mediação e Arbitragem – ARBITRAFI – Pedro Tenerello

EQUIPE TÉCNICA Empresa de consultoria contratada: TMS Lins e Cia Ltda. Economista Responsável – José Maria Reganhan – Corecon/PR 6.686-9 Denis Donizetti Negrão – Estagiário de Administração de Empresas – Habilitação em Finanças Marcelo Schneider – Estagiário de Administração - Habilitação em Marketing Internacional

Todas as informações e opiniões deste trabalho vinculam-se ao exercício profissional dos contratados e não necessariamente representam posicionamentos da Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu - ACIFI.

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APRESENTAÇÃO

A tomada de decisões no mundo empresarial constantemente está recebendo influencias da mudanças pela quais passa a vida econômica do local onde as mesmas estão inseridas. Mudanças relativas às alterações ocorrem nos mercados onde as firmas operam, às mudanças de política econômica e setorial em matéria econômica praticada nos níveis federal, estadual e municipal. Uma das formas de visualizar para onde se encaminham tais mudanças é acompanhar a conjuntura econômica no que se refere aos vários aspectos da vida econômica de cada local. Este estudo procura contribuir com o município com subsídios para o fortalecimento do CODEM – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Estratégico de Foz do Iguaçu, por meio de esforços conjugados com outras instituições para a alocação de recursos do orçamento municipal anual visando fomentar a indústria, o comércio e os serviços, visando justamente o aumento dos empregos gerados e dos impostos arrecadados. Procura também colaborar com a discussão a respeito da criação do Fundo e da Agência de Desenvolvimento. Este texto procurando atender tais premissas avança em uma dimensão até agora não estudada no município de Foz do Iguaçu. Acompanhar a evolução da conjuntura econômica em uma cidade de interior e inserida em uma tríplice fronteira. Nesse estudo – a partir de entender a inserção da economia de Foz do Iguaçu em seu entorno - serão analisados o comportamento da produção, do emprego e do consumo da energia. Serão também diagnosticados a situação sócio-econômica da população residente no município, a evolução dos alunos matriculados nos vários

estabelecimentos educacionais e nos vários níveis de ensino e a condição da

Em relação às estatísticas de emprego e renda do Sistema RAIS. Ainda em relação aos procedimentos de deflacionamento das séries de renda utilizadas na análise contou-se com o apoio do economista Sandro Silva do DIEESE – Escritório de Curitiba. Em função disso a equipe de pesquisa da ACIFI tiveram acesso à várias fontes de informações e foram muito bem atendidos e dessa maneira agora vem agradecer . contou-se também com o apoio do escritório local da COPEL e com a Superintendência de Regulação e Preços da citada empresa paranaense de energia elétrica. Odival Antunes. Por outro. De igual importância nessa análise o papel da evolução da construção civil. em relação às estatísticas de consumo de energia elétrica do município. Inicialmente ainda na fase de definição e levantamento das fontes a serem utilizadas.3 segurança a partir dos números das ocorrências e das apreensões realizadas na fronteira. técnico de suporte que atende as necessidades parciais de informações estatísticas de emprego do Ministério do Trabalho e Emprego.às essas várias contribuições. contou-se com a colaboração do Sr. . foi de fundamental importância o apoio dado pelos técnicos do IPARDES responsáveis pelo Banco de Dados do Estado que forneceram as estatísticas relativas ao PIB municipal. Um estudo desse tipo e com o volume de estatísticas econômicas utilizadas. dos depósitos no setor bancário e situação das finanças públicas do setor público municipal. Em relação às estatísticas de consumo de combustíveis de Foz do Iguaçu as análises não seriam possíveis sem o apoio dos técnicos da área de planejamento da ANP – Agência Nacional do Petróleo no Rio de Janeiro. não seria possível sem o apoio institucional de vários órgãos governamentais dos níveis municipal e estadual.

Já o acesso às estatísticas de depósitos da área bancária do município. só foi com o apoio do economista Newton Ferreira da Silva Marques. da Secretária Municipal da Fazenda a Sra. E finalmente não poderíamos de esquecer o apoio incondicional de toda a equipe da ACIFI que em vários momentos produziram uma ótima sinergia para que os estudos e a produção desse relatório fossem possíveis. especificamente os Srs. No poder executivo do município também foram importantes as contribuições dos Secretários Municipais da Administração o Sr. . economista do Banco Central e que ajudou no contato com o setor responsável pelo fornecimento das estatísticas analisadas. o apoio imprescindível da Guarda Municipal. do Batalhão da Polícia Militar e da Delegacia da Receita Federal. Aparecido da Silva Dantas e Cleto Fank. para o acesso às estatísticas do setor da construção civil. Elenice Nurnberg. no esclarecimento da estrutura dos anexos dos balanços utilizados na análise das finanças públicas. permitiu acesso às várias estatísticas utilizadas na análise da segurança de Foz do Iguaçu.4 Em relação às estatísticas de ocorrências policiais e de apreensões. dos técnicos da Contabilidade do município. Emerson Roberto Castilha (anterior) e Adevilson Gonçalves (atual).

................. EDUCAÇÃO: A EVOLUÇÃO DOS ALUNOS MATRICULADOS.................60 5.1 O consumo de energia elétrica.........2 EMPREGO E RENDA DO SETOR FORMAL DO MERCADO DE TRABALHO..................................................................17 3............................................................................................100 9 O SETOR PÚBLICO – O GRAU DE DEPENDÊNCIA DE SUAS FINANÇAS: 19892004 .............................................2 O Consumo de Combustíveis Derivados de Petróleo ...........55 4................. EMPREGO E ENERGIA .............................................80 7 A EVOLUÇÃO DA CONSTRUÇÃO CIVIL.........5 SUMÁRIO LISTA DE ILUSTRAÇÕES .....................................3 O CONSUMO DE ENERGIA...................................71 6 A SEGURANÇA: OCORRÊNCIAS POLICIAIS E APREENSÕES...............................28 3........... PRODUÇÃO.....................................................37 3..................................50 3..............................................94 8 O SETOR BANCÁRIO .................................................................................................................................................................28 3.......1 PRODUÇÃO: O PRODUTO INTERNO BRUTO MUNICIPAL ........................................................................................................................6 LISTA DE SIGLAS.............................................................8 RESUMO. A SITUAÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA DA POPULAÇÃO ...................................50 3.................................................................................................3.............114 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................................3...........10 1 INTRODUÇÃO ..............109 OBSERVAÇÕES FINAIS..120 ....................................................................12 2 A ECONOMIA DE FOZ DO IGUAÇU E SEU CONTEXTO ..

....2........ 54 Tabela 3...................2............1 ........................2 ..............................................................................2 ..... 78 Tabela 6.......... 67 Tabela 4.........................2........................................................... 46 Gráfico 3......................2....1.........................................................................................................................3..........................................2 ....................................2...........................................2 .. 69 Tabela 4..............................................................1......1 ........................... 76 Tabela 4.......................7 ......................... 27 Tabela 2.......................... 70 Tabela 5........................... 53 Tabela 4.......... 36 Tabela 3..................................................................1....1 ........2......................................................................................... 59 Tabela 4..................................................2.............................................2........ 64 Tabela 4.............. 56 Tabela 3.......................................................................................................................4 ........................................................3 ......................2.......1.............. 72 Tabela 5............2..............1....................................1..1 ................................................................ 66 Tabela 4............. 65 Tabela 4............................. 39 Gráfico 3....... 49 Tabela 3...............................2................2 ..........................6 .......................................................1 ....................................... 81 ..........................3...............................................2...... 33 Tabela 3..................2...................................................................1......2........................................3.............1 .........2...................................................................................................................1 ....................................................... 52 Tabela 3...6 LISTA DE ILUSTRAÇÕES A economia de Foz do Iguaçu e seu contexto........................2............................. 30 Gráfico 2....................................3............1........................5 .....1 ..............................1... 68 Tabela 4................................... 43 Tabela 3.......2 ...........................................................3 ........1................................................................... 81 Tabela 6..........................1..............................................................................................................2 ................2............................2.....................

...........................................2..................................................................3 ...................................................................................................................................................... 113 ..........................7 Tabela 6.................................1.....................1 .................................................................... 85 Tabela 6..............1 ..................................... 92 Gráfico 7............3.............................3.............................................................3 ........................................3...... 97 Gráfico 7....................2.............. 89 Tabela 6.............................................................................................................. 108 Tabela 9....2................... 86 Tabela 6..........................1 ...................................... 82 Tabela 6.......................................................................................................................2...........2 ...... 83 Tabela 6.......................... 103 Gráfico 8...................................................................................... 111 Gráfico 9..........3........................1.. 99 Tabela 8.. 105 Gráfico 8...............2 ............................2................................................................................4 ............................................................................................................

8 LISTA DE SIGLAS ACIFI – Associação Comercial e Industrial De Foz De Iguaçu ANP – Agência Nacional do Petróleo CDB – Certificado de Depósito Bancário CESUFOZ – Centro de Ensino Superior de Foz do Iguaçu CC5 – Carta Circular n. 5 CDE – Ciudad del Este CI – Consumo Intermediário CNH – Carteira Nacional de Habilitação CODEM – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Estratégico de Foz do Iguaçu COPEL – Companhia Paranaense de Energia Elétrica CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito CPMI – Comissão Parlamentar Mista de Inquérito DETRAN – Departamento Nacional de Transito DIEESE – Departamento Inter-Sindical de Estatísticas e Estudos SócioEconômicos DEGEO – Departamento de Geografia DFC – Declaração Fisco-Contábil EUA – Estados Unidos da América FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FMI – Fundo Monetário Internacional GLP – Gás Liquefeito de Petróleo ICMS – Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços IGEO – Instituto de Geografia IOF – Imposto sobre Operações Financeiras .

9 IPARDES – Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio de Teixeira MEC – Ministério da Educação Mercosul – Mercado Comum do Cone Sul MTE – Ministério do Trabalho e Emprego PPGG – Programa de Pós-Graduação em Geografia PIB – Produto Interno Bruto RAIS – Relação Anual de Informações Sociais RDB – Recibo de Depósito Bancário SMDE – Secretaria Municipal de Educação SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SENAC – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial UDC – União Dinâmica de Faculdades Cataratas UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro UNIAMÉRICA – Faculdade União das Américas UNIFOZ – Faculdades Unificadas de Foz do Iguaçu UNIOESTE – Universidade do Oeste do Paraná VBP – Valor Bruto da Produção .

imobiliárias e hotéis reduzem-se. álcool hidratado e querosene de aviação.10 RESUMO REGANHAN. A conjuntura econômica de Foz do Iguaçu: 1990-2004. comércio atacadista. O emprego da construção civil. nas imobiliárias e nos hotéis. 2005. Já no consumo de combustíveis derivados de petróleo. Os setores que tiveram crescimento do emprego foram em um nível maior. comércio varejista e administração pública e em um nível menor. A partir de sua formação sócioeconômica e configuração espacial. os níveis de ensino fundamental e médio são na maioria de responsabilidade de instituições de ensino públicas municipal e estadual. cresce de participação no total. observou-se redução de consumo de óleo diesel. Este relatório desenvolve a análise de conjuntura econômica de alguns setores de Foz do Iguaçu entre 1990 a 2004. Os setores onde a massa salarial real cresceu foram os serviços de utilidade pública. Os volumes de emprego e renda do setor formal do mercado de trabalho apresentam trajetórias diferentes. resultando assim em um aumento consecutivo nos índices de pobreza e indigência. seguro e capitalização. Outrossim. do processo de ocupação irregular de áreas verdes na cidade e de construção de domicílios sub-normais em favelas por toda a área do município. Foz do Iguaçu: ACIFI. Direito. as mudanças econômicas resultaram em um aumento das atividades informais e de economia subterrânea. dos poderes públicos. furtos de todo o tipo. camionetas. Quanto à evolução demográfica e a participação estrangeira nesta. para após reduzir sua expansão. Quanto ao consumo de energia elétrica. Quanto à área de segurança. os serviços médico-odonto-veterinários e o setor de ensino. Ciências e Engenharias. no comércio atacadista. O único combustível que teve crescimento no consumo foi a gasolina automotiva. 91 p. verificou-se que a população total por pouco chega à duplicação e também ocorre um pequeno crescimento da participação da população estrangeira na população total. Por outro lado. roubos. . José Maria Reganhan. nas instituições de crédito. cresce a quantidade de automóveis registrados no DETRAN. o comércio varejista e os serviços médico-odonto-veterinários. tendo nestas um crescimento considerável de alunos matriculados. A principal queda no consumo de energia elétrica ocorreu junto ao consumidor industrial. com redução da renda proveniente do trabalho e possuindo também uma alta concentração de renda entre ricos e pobres. a situação sócio-econômica da população residente no município apresenta um quadro – que apesar de Foz do Iguaçu possuir um IDH -M médio – onde o município possui grande número de pessoas com características de analfabetos funcionais. os transportes e comunicação. Em relação ao PIB do município a evolução do PIB de serviços representa a situação da cidade especializada nos serviços. caminhões e motonetas. GLP. a massa salarial real reduz-se na construção civil. Em relação ao rendimento. Confirmando a tendência do consumo de combustíveis derivados de petróleo. Normal Superior. seguro e capitalização. destaca-se o crescimento do consumo comercial. os quais apresentam um pequeno crescimento. os transportes e comunicação. do desemprego. o setor de ensino. da iluminação pública e do serviço público. a administração pública. Já em relação à educação. cresce o número de alunos matriculados em cursos universitários privados de Administração. seguido pelo aumento no registro em um patamar menor de motocicletas. instituições de crédito.

construção civil. Foz do Iguaçu.11 contrabando e descaminho e tráfico de entorpecentes. separação do princípio ativo dessas plantas e um estudo de valoração econômica ambiental para subsidiar a escolha de quais plantas poderão ser utilizadas. o setor público municipal apresentou acentuado grau de dependência de transferências financeiras do governo do estado do Paraná. apresenta um crescimento até o meio da década de 90 do século XX. da Itaipu e do governo federal. procurando relacionar ao mesmo tempo biodiversidade e biotecnologia. d) criação de uma industria farmacêutica visando aproveitar. em termos de emissões de alvarás de construção e habite-ses e de áreas declaradas de construção para depois conhecer uma queda generalizada nesses indicadores. de investimento e de comprometimento com empréstimos. Algumas sugestões são encaminhadas: a) criação de incubadoras de empresas. educação. energia elétrica. da geração de emprego. segurança. sendo para isso necessário um estudo de classificação. estadual e federal em termos de política industrial e de apoio ao setor de serviços em temos de aumento do nível de investimento. Administração e Engenharias. A construção civil de Foz do Iguaçu. empresas júnior e escritórios de relações com a comunidade nas faculdades. PIB. de capacitação gerencial e tecnológica. população. O estoque de moeda nas agências bancárias do município apresentou crescimento mediano dos financiamentos até o meio da década de 90 para depois reduzir-se. renda. setor público. setor bancário. . Ocorreu também uma redução das despesas de capital. combustíveis. b) inclusão das disciplinas de Criação de Empresas. com o apoio da ITAIPU o processamento de plantas medicinais da região. Palavras chaves: Conjuntura econômica. treinamento e qualificação da força de trabalho. E finalizando. c) ações mais efetivas dos governos municipal. mercado de trabalho. Formação de Empreendedores e Elaboração de Planos de Negócios nos vários cursos universitários das áreas de Ciências. emprego. Em paralelo conheceu um crescimento tímido dos depósitos a prazo e de poupança.

trazendo informações que contribuam para o seguinte objetivo do citado planejamento: Fortalecer o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Estratégico de Foz do Iguaçu – CODEM. vice-presidente da gestão 2004-2005 da ACIFI. O objetivo da pesquisa efetuada passa pela necessidade de se conhecer a conjuntura econômica 2 de Foz do Iguaçu nos seus principais aspectos – pib municipal. energia. de um ramo de atividade. José Maria. Wanderlei Betolucci Teixeira. Uma boa parte do que foi desenvolvido não seria possível sem a visão de conjunto do funcionamento da economia de Foz do Iguaçu que tem o economista Walter Venson. população. segurança. 1 REGANHAN. construção civil. educação. visando atender os interesses de seus associados e refletir as premissas do planejamento estratégico da gestão 2004-2005. de uma região ou de um país em um determinado momento. emprego. o comércio e os serviços. o qual por delegação do presidente da entidade o Sr. Foz do Iguaçu: ACIFI. pois é filho de família pioneira da micro-região de Foz do Iguaçu. 2 Conjuntura refere-se ao conjunto de elementos constitutivos da situação econômica de um setor. de forma justa e proporcional à geração de empregos e à arrecadação de impostos com que esses setores contribuem para a receita do município. Tal enriquecimento do estudo só foi possível dado o conhecimento de que esse profissional. tem da economia do município. para a alocação de recursos no orçamento municipal anual para fomentar a indústria. novembro de 2004. Um esclarecimento adicional deve ser feito tanto sobre o formato da proposta como da pesquisa e do relatório aqui apresentado.12 1 INTRODUÇÃO Esse texto vem apresentar os resultados parciais de uma pesquisa proposta 1 e desenvolvida para a ACIFI – Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu. mediante a conjugação de esforços com outras entidades. . setor financeiro e setor público . A mensuração da evolução econômica municipal e análise das finanças públicas de Foz do Iguaçu: uma proposta de trabalho. + Anexos. supervisionou e discutiu várias análises desenvolvidas.e qual a tendência apresentada pelos mesmos no período de 1990-2004. sendo empresário de vários setores da economia do município. 7 p.

representando a análise do setor externo da cidade. rural. iluminação pública. serviço público e total da cidade de Foz do Iguaçu no período de 1990 a 2003? d) Que comportamento que a cidade de Foz do Iguaçu apresentou em relação ao consumo de combustíveis por tipo de combustível e percapita no período de 1990 a 2003? e) Qual foi a evolução da frota de veículos automotores de Foz do Iguaçu registrados no DETRAN no período de 1990 a 2004? f) Qual foi a evolução da população total residente. no período de 1991 a 2000? h) Qual foi a evolução dos alunos matriculados nos vários níveis de ensino das instituições educacionais de Foz do Iguaçu no período de 1990 a 2004? As questões relacionadas nesse texto foram. industrial. poderes públicos. É necessário esclarecer também que a proposta de pesquisa anteriormente citada previa uma questão relativa à evolução das importações e das exportações do município de Foz do Iguaçu. no desenrolar do estudo foram reorganizadas principalmente em função das possibilidades das respostas que as fontes de informações utilizadas permitiram e do tempo disponível para o horizonte de tomada de decisão que a diretoria da ACIFI estabeleceu. residencial. Porém o não atendimento do Ministério do Desenvolvimento. Mário Alberto Chaise de Camargo ao citado ministério. Indústria e Comércio a uma solicitação de informações realizada pelo Vice-Presidente de Comércio Exterior. o Sr. a da população estrangeira e sua participação da população total? g) Qual é a situação sócio-econômica da população residente em Foz do Iguaçu. 3 . de serviços. a problemática assumida para que a pesquisa fosse desenvolvida refere-se às seguintes questões 3 : a) Que desempenho apresentou o pib municipal durante o período de 1997 a 2002? b) Qual o desempenho do setor formal do mercado de trabalho de Foz do Iguaçu no período de 1990 a 2000? c) Qual foi o comportamento do consumo de energia elétrica dos setores comercial. É claro que o próprio desenrolar dos fatos ocorridos na cidade influenciaram para que a pesquisa tomasse o formato final que em que agora se apresenta.13 Para dar conta do objetivo acima citado.

como a produção de todos os bens e serviços em grande variedade estão concentrados na capitais e cidades médias. no período de 1990 a 2004? l) Que comportamento tiveram as séries de estoque de moeda nas agências bancárias de Foz do Iguaçu no período de 1990 a 2003? m) Qual foi o comportamento do grau de dependência das finanças do setor público municipal de Foz do Iguaçu no período de 1989 a 2004? A abordagem metodológica procurou emular os estudos de conjuntura econômica desenvolvidos nos grandes centros urbanos. Isto é. o Brasil por possuir uma heterogeneidade estrutural herdada de seu processo de formação econômica. onde as variáveis econômicas utilizadas são mais agregadas e existem com uma maior disponibilidade e periodicidade. Como na maior parte dos casos. Por outro lado. 4 Não foi possível contar com as informações estatísticas de ocorrências policiais da Polícia Civil do Estado do Paraná relativas à jurisdição da cidade de Foz do Iguaçu. tal característica acaba influenciando inclusive no acesso às estatísticas sócio-econômicas. . pois a 6a Subdivisão da Policia Civil não atendeu a solicitação de informações feitas pela ACIFI por intermédio do ofício CT 042/05 de 12 de janeiro de 2005. a Delegacia de Polícia Federal de Foz do Iguaçu só atendeu a solicitação das estatísticas de estrangeiros registrados no município. deixando de atender as informações de apreensões realizadas por essa delegacia.14 i) Qual foi a evolução da ocorrências policiais relativas aos três níveis de governo no município no período de 1990 a 2004 4 ? j) Qual foi a evolução das apreensões do descaminho e do contrabando efetuadas pela Delegacia da Receita Federal de Foz do Iguaçu no período de 1990 a 2004? k) Qual foi a evolução das emissões das guias de alvarás de construção. é sempre maior a dificuldade de se possuir informação estatística de relevância em qualquer estudo que se desenvolva no interior do país. das cartas de habitação e das áreas declaradas nas mesmas realizadas pela Secretaria Municipal de Obras de Foz do Iguaçu.

A dimensão da segurança será abordada pela seção seis.15 Procurou-se então em discussão permanente com a diretoria usar estatísticas que fossem mais representativas da evolução da conjuntura econômica da cidade e que tivessem significado para representar a sua realidade.2) e do evolução do setor formal do mercado de trabalho do município de Foz do Iguaçu no período de 1990 a 2003 (3.3). A terceira seção apresentará a análise da evolução do pib municipal no período de 1997 a 2002 (3. Normalmente a construção civil é um setor que tem os seus números considerados como indicadores antecedentes em conjuntura econômica. o comportamento desse setor é observado. pois ele é um dos que mostram a tendência para onde caminha a economia. Adicionalmente serão apresentadas as apreensões de descaminho. A quinta seção cuidará de analisar a evolução dos alunos matriculados nos vários níveis de ensino das instituições educacionais do município.1). onde cada uma delas procurará responder as várias questões da problemática enunciada. ou para um ritmo de crescimento ou para uma variante da recessão. descrever um contexto histórico e uma configuração espacial onde se insere a economia de Foz do Iguaçu. da população estrangeira residente e a análise da situação sócioeconômica dessa população. Procurando atender a problemática proposta o presente relatório está estruturado em mais oito seções além dessa introdução. contrabando e tráfico realizadas pela Delegacia da Receita Federal em Foz do Iguaçu. do consumo de energia elétrica e da energia relativa aos combustíveis derivados de petróleo entre 1990 a 2004 (3. A seção sete procurará apresentar a evolução do número . A segunda seção procura por meio de uma síntese. Nela serão analisadas as ocorrências policiais atendidas pela Guarda Municipal e Polícia Militar. Isto é. A quarta seção cuidará de descrever a evolução quantitativa da população total residente.

Em relação ao setor público municipal. A dimensão financeira da conjuntura analisada é apresentada pela seção oito que ilustrará com a evolução do estoque de moeda por tipo de depósitos nas agências bancárias de Foz do Iguaçu.16 de guias de alvarás de construção e de cartas de habitação e das áreas de construção declaradas nas citadas guias. Finalizando esse texto seguem as observações finais que procurarão sintetizar os principais pontos das seções que lhe antecederam. a nona seção irá apresentar a conjuntura do grau de dependência de suas finanças. .

gov. antes de se adentrar na análise da própria conjuntura. Acesso realizado em 16 abril 2005. nov. . da Ásia (entre junho e 5 Esta seção é uma tentativa de pensar um pouco mais as relações da economia da cidade de Foz do Iguaçu com o seu entorno está baseado na leitura que é possível a partir de bibliografias selecionadas e de relatos de pessoas mais antigas da cidade. alguns autores denominam tal processo como financeirização onde o capital financeiro procura reproduzir-se a si próprio sem necessariamente passar pelo mundo da produção física. Curitiba. Fazem parte dessas transformações: a) um processo de mundialização chamado por alguns autores de globalização. 2002. de ações de títulos públicos 24 horas por dia. p. O Brasil já inserido nesses três processos a partir da recessão do período 1990-92.br/ipardes/pdf/bol_24_6a.17 2 A ECONOMIA DE FOZ DO IGUAÇU E SEU CONTEXTO 5 Em termos de conjuntura econômica de uma cidade de características tão peculiares como a de Foz do Iguaçu. sentirá o impacto das crises financeiras do México (final de 1994 e início de 1995).11-12./dez. na metalmecânica e uma reestruturação produtiva implementada por meio do advento da difusão da microeletrônica e das mudanças nos processos de produção e de trabalho industriais. 2-4. v. e c) uma mundialização financeira marcada pela possibilidade de grandes agente econômicos ampliarem sua renda e sua riqueza financeira por intermédio dos mercados de câmbio. como um aprofundamento da internacionalização dos mercados e dos fluxos de bens e serviços. é necessário descrever o contexto histórico mais geral onde a sua formação se insere e a configuração espacial derivada dessa formação histórica O contexto mais geral onde se move este texto refere-se ao processo de inserção do Brasil em um conjunto de transformações estruturais pelas quais passa a economia mundial desde a década de setenta do século XX 6 . O autor desse relatório entendeu ser necessário assim fazê-la para poder analisar a conjuntura econômica do município no período solicitado pela ACIFI. Disponível em:<http://www. 6 LOURENÇO. Gilmar Mendes. Análise Conjuntural. O Brasil e as transformações estruturais recentes da economia mundial. n.pdf>.pr. derivada e/ou produzida pelos Planos Collor 1 e 2. 24. b) o auge e exaustão de um processo de acumulação ancorado na química.

Em 23 de novembro de 1889. Foz do Iguaçu tem sua origem na instalação de uma Colônia Militar. do Brasil em dezembro de 1998 e janeiro de 1999). Em síntese é nesse conjunto de transformações por quais passou a economia mundial e pela situação subordinada de contínuos ajustes sob a tutela do FMI que a economia brasileira chega ao século XXI. Em paralelo. 8 Uma síntese diagramática das descrições sobre a configuração espacial da economia de Foz do Iguaçu e as relações com seu entorno pode ser observada no diagrama ao final dessa seção. refere-se ao resultado das contas do governo. o município conheceu a instalação da Colônia Militar que permaneceu até assim até 1912. da Turquia (em 2001) e da Argentina (de 1999 até os dias de hoje). essas autoridades promovem também um processo de privatização o qual resultou em profunda desnacionalização da indústria brasileira. a economia de Foz do Iguaçu em função de seu processo de formação e ocupação irá apresentar no período de 1990 a 2004 uma determinada configuração espacial 8 resultante de suas relações com a economia brasileira e a economia mundial. Por outro lado. um processo de abertura da economia brasileira à economia mundial e um processo de integração econômica ao conjunto das economias do cone sul chamada de Mercosul. É um dos conceitos utilizados pela contabilidade pública brasileira e que basicamente. que tinha como função salvaguardar os interesses do Brasil no extremo-oeste paranaense. Buscando demonstrar aos banqueiros internacionais a melhoria da situação da economia brasileira. Porém a idéia de sua instalação só saiu do papel a partir de 1888. sendo a mesma extinta e a região passou a integrar o território de Guarapuava. da Rússia (entre agosto e outubro de 1998). A sugestão da citada Colônia partiu do Ministério da Guerra. 7 . excluídos encargos financeiros e ajustes de correção monetária e cambial nas receitas e despesas.18 outubro de 1997). logo após a Guerra da Tríplice Aliança (1865-1870). as autoridades econômicas adotaram a manutenção de reduzidas taxas de crescimento da estrutura produtiva e a crescente obtenção dos superávits primários 7 acordados como o FMI voltados ao pagamento das dívidas externa e interna.

e 400 habitantes. Foz do Iguaçu: FEPI. Alfredo Fonceca. Criação dos municípios e processos emancipatórios.) Estratégias de desenvolvimento regional: Região Oeste do Paraná. Mariângela Alice et alii. A dinâmica da formação econômica do município de Foz do Iguaçu 19142001. cujo inicio ocorre em 1951 com a criação dos municípios de Cascavel. A partir da década de 50 do século XX até 1995. A cidade se organizava como o abrigo de um núcleo colonizador. 112-115.231). 1980 (136. Em 1950. (Monografia) 9 .966). respectivamente. Foz do Iguaçu vem a conhecer um processo de perda territorial por conta da emancipação de diversos municípios. José.368). que naquela data não eram mais do que pequenos povoados. Guaíra e Toledo. comércio fronteiriço e turismo de compras (1976 – 1995). e d) globalização e criação do Mercosul (1995 – 2001) PIERUCCINI. Toledo e Guaíra. desde a sua instalação como Colônia Militar. b) construção da hidrelétrica de Itaipu (1970 – 1983). a saber: Vilas de Gaúcha. 2002. 1970 (33. Curso de Ciências Econômicas. 350. 1960 (28. 383. a cidade de Foz do Iguaçu.627) e 2000 (258. Do ponto de vista econômico. a população total correspondia a 12. Cascavel: Edunoieste. ponto inicial ao povoamento e colonização da região. Matelândia e Medianeira. Sendo que a área do núcleo inicial de Foz do Iguaçu contava segundo o Recenseamento Geral do Brasil com 3.19 A criação do município ocorreu em 1914 por meio da lei n. Além desse núcleo inicial existiam outros núcleos urbanos. Atualmente é a cidade da Meso-região Oeste de maior contingente populacional. conhece uma série de quatro ciclos de desenvolvimento econômico 10 : a) extração da madeira e cultivo da erva-mate (1870 – 1970). 2003. In: PERIS.000 habitantes. 1991 (190. 1996 (231. (org.010 habitantes incluindo os distritos de Cruzeiro do Oeste.123). 10 Ver ZARATE. 68 p. onde anteriormente existia a referida Colônia Militar 9 . com 300.010). p. c) exportação. junto à margem do Rio Paraná. Paralelamente conhece também um crescimento populacional excepcional: 1950 (12.212).

Paraguai e Uruguai inicialmente) e a implementação de um plano de estabilização econômica (Real). esteve relacionado às “obrages” empresas de capital argentino e com força de trabalho paraguaia. principalmente em função da abertura da economia brasileira e da criação do Mercosul.000 para 2. 11 . no período de 1994 a 1998 que passa de 4. tinham as suas atividades econômicas assentadas no extrativismo vegetal do mate e na extração da madeira. 12 Um enclave em economia regional e urbana. a criação do Mercosul (Brasil. Num momento posterior esteve ligado ao movimento turístico Ver PERIS.20 Os aspectos mais importantes que impulsionaram o desenvolvimento econômico do município foram: a) a construção da usina hidrelétrica de Itaipu. 2002. o município no período de 1997 a 2000 tem – dentre outros fatos importantes – a redução do número de visitantes na cidade 11 . Trilhas rodovias e eixos: um estudo sobre desenvolvimento regional. Alfredo Fonceca. fazendo com que as vendas efetuadas por esse setor fossem todas realizadas diretamente pelas indústrias no Brasil. um conjunto de empresas ou um setor de atividade econômica inteiro que tenham a sua operação em um determinado território. que atraiu milhares de trabalhadores. a derradeira criação do Mercosul e a implementação do Plano Real. que antes da instalação da Colônia Militar. não mantendo relações econômicas com o local de operação.000.200. Com a abertura do Brasil para a economia mundial.000. Argentina. Por outro lado. mantenham as relações econômicas de compra e venda e outra qualquer com outros territórios. p. ou mantendo em um nível mínimo. Existe um aspecto fundamental sobre a formação da economia de Foz do Iguaçu que normalmente não é citado nos estudos feitos até agora. pode ser formado por uma empresa. 104-107. os acontecimentos já citados fazem com que o setor exportador localizado na região da Ponte da Amizade e adjacências se reduza sensivelmente. Cascavel: Edunioeste. b) o comércio fronteiriço e o turismo de compras que desenvolveu a atividade dos sacoleiros e que transformou a região da Ponte da Amizade em uma região exportadora de mercadorias brasileiras para a Argentina e o Paraguai e c) a abertura comercial do Brasil. É o fato de que a configuração econômica e espacial formada até então está ligada a constituição de um enclave 12 .

htm. 5 de 27/02/1969. c) relações de fluxos financeiros sustentados pelas CC5 13 . que mostra dentre outras coisas: a) relações de compra e venda e de troca de fluxos financeiros entre Ciudad del Este e Foz do Iguaçu e Puerto Iguazu. O comércio ilícito de drogas e a geografia da integração financeira: uma simbiose? Rio de Janeiro: UFRJ/IGEO/DEGEO – Grupo de Pesquisa RETIS. 2002. Carta Circular BCB n. compra e venda de produtos estrangeiros realizadas por Ciudad del Este ligando no resto do mundo. Mais recentemente esse enclave está relacionado à construção e operação da Binacional Itaipu que gera energia elétrica e envia por intermédio de Furnas para os grandes centros industriais do Brasil como São Paulo.igeo. A característica acima citada ao se agrupar com as outras características que a economia de Foz do Iguaçu formou anteriormente e apresentou no período de 1990 a 2004 pode ser visualizado no diagrama relacionado no final dessa seção.fronteira/pesquisa/droga/p01pub02. 13 . Lia Osório. de pessoas físicas ou residentes domiciliadas ou com sede no exterior mantidas exclusivamente em bancos autorizados a operar em câmbio. inseridas em um processo de lavagem de dinheiro junto a paraísos fiscais e financeiros que se aprofundaram desde a existência da Carta Circular n. d) relações de produção e distribuição de energia envolvendo a Binacional Itaipu e Furnas com grandes centros industriais tais como São Paulo.> Acesso realizado em 19 abril de 2005. Rio de Janeiro e Minas Gerais. Rio de Janeiro e Minas Gerais. b) relações de visitas de turistas estrangeiros e brasileiros desde a criação do Parque Nacional do Iguaçu (1937). formados pela histórica relação econômica de tríplice fronteira movidas principalmente pelo ciclo de extrativismo vegetal (mate) e extração da madeira. Disponível em:<http://www. 5 de 27/02/1969 do Banco Central 14 .21 estrangeiro do Parque Nacional do Iguaçu (Cataratas). e) suporte às relações de importação. que define regras para as contas de depósito no Brasil. 14 A análise do uso da CC5 como um dos mecanismos de lavagem de dinheiro é realizada em MACHADO. 37 p.

17 Parte das descrições realizadas sobre a configuração espacial tiveram como fontes de informações. em Foz do Iguaçu existem 4. do crescente processo de ocupação irregular de áreas verdes na cidade e de construção de domicílios sub-normais e a formação de aglomerados sub-normais – favelas. dentre existem favelas “urbanizadas” e não urbanizadas. b) É um grande centro financeiro onde circulam quatro moedas 15 . As mudanças econômicas anteriormente mencionadas trouxeram os seguintes efeitos: um aumento das atividades informais e de economia subterrânea. entrevistas com várias pessoas sexagenárias e octogenárias pertencentes às antigas famílias e empresas tradicionais do município. 16 Em maio de 2004. Como resultante dos citados ciclos de desenvolvimento econômico o município apresenta as seguintes características de sua economia urbana: a) Possui uma especialização nas atividades de geração de energia elétrica. Sendo assim o movimento de sua economia é O real. A configuração espacial de Foz do Iguaçu foi formada a partir de sua ocupação e formação sócio-econômica 17 .166 famílias e 27. pessoais.498 e 45. pode-se estimar que residam nos mesmos de 9. Foram também complementadas com leituras de bibliografias que retratam a cidade no período citado. Se em cada um desses domicílios possa morar no mínimo duas famílias de 3 a 5 membros.830 pessoas. segundo a HABITAFOZ. uma maior relação da economia de Foz do Iguaçu com a economia brasileira do que com a economia paranaense. do desemprego.por toda a área do município. o dólar americano. serviços educacionais.583 casas (barracos ou domicílios subnormais) em áreas de favelas. Mais recentemente com o fortalecimento da União Européia o euro começou a fazer parte das relações cambiais da tríplice fronteira. c) Apresenta a maior concentração de pobreza e exclusão social da mesorregião Oeste do Paraná 16 . médicos. dentre os quais os serviços turísticos. do comércio e serviços. 15 . de transporte e comunicação.22 vários países e mais recentemente Estados Unidos da América e Ásia e no Brasil à rota Paranaguá-Foz do Iguaçu-Ciudad del Este. f) e como resultante dessas características. odontológicos e veterinários. o peso argentino e o guarani paraguaio.

23 reflexo da flutuação da economia brasileira – do ponto de vista interno – e do movimento da economia mundial . por ser uma economia que não teve um processo de industrialização que fosse o seu motor de desenvolvimento econômico. produzidos ou prestados pela Binacional Itaipu e por Furnas. um pequeno setor agropecuário. serviços públicos nos três níveis de governo. 18 . 20 O Hospital Costa Cavalcanti se instala no município de Foz do Iguaçu no início do período de construção da barragem da Binacional Itaipu. médio e alto nível de complexidade do ponto de vista tecnológico: comércio varejista. Internamente. 19 O conceito de rede de empresas é originário da área da Economia Industrial e tem uma conotação bem específica que utiliza um nível de análise mesoeconômico. uma economia formada e dominada 18 por atividades terciárias de baixo. comércio atacadista. educacionais. Ao mesmo tempo que é uma economia com este tipo de especialização. i) os serviços públicos principalmente os voltados à fiscalização de fronteira. alguns deles ligados às redes 19 de empresas prestadoras de serviços articuladas pela Santa Casa e pelo Hospital Costa Cavalcanti 20 ou por eles Existem com participações muito pequenas. Adicionalmente fazem parte também da economia urbana de Foz do Iguaçu um conjunto de empresas da indústria da construção civil e do setor imobiliário. apresenta uma característica dual com: a) determinados setores mais modernos com atividades que requerem um conteúdo de conhecimento mais elevado. iv) os serviços médico-odontoveterinários. serviços industriais de utilidade pública.do ponto de vista externo. Possui uma economia com um grau acentuado de especialização. Muitas vezes essa articulação é muito perceptível pois a rede de empresas apresenta uma proximidade geográfica muito visível. algumas serralherias. um setor de serviços de manutenção mecânica para veículos automotores. serviços médico-odonto-veterinários. o seu movimento é resultante de uma caracterização muito especifica. ii) os serviços de utilidade pública de geração e distribuição de energia elétrica. serviços turísticos. de transporte e comunicação. procurando entender o funcionamento dos mercados a partir da articulação de empresas lideres e que articulam um extensa divisão do trabalho entre si e empresas subcontratadas. com serviços educacionais de nível médio e superiores ou só de ensino superior. iii) os serviços educacionais prestados por um setor privado novo e moderno ligando atividades educacionais da pré-escola ao ensino universitário.

boa parte dos serviços turísticos que configuram uma cadeia de prestação de serviços que possuem elos muito fortes representados por alguns grandes hotéis e poucos hotéis de médio porte – que atendem a demanda de turistas estrangeiros e brasileiros de razoável poder de consumo e com elos muito fracos representados por hotéis pequenos com serviços de baixa qualidade que até agora atenderam os sacoleiros. relacionam os serviços públicos federais com Brasília. 21 De comerciantes vinculados às várias etnias de estrangeiros. do qual fazem parte uma parte dos taxistas. motoristas de vans e micro-ônibus e motoqueiros. de um lado. .24 subcontratados como serviços de exames clínicos. As articulações que a economia de Foz do Iguaçu possui com a economia brasileira. os serviços industriais de utilidade pública. residentes uma boa parte em Foz do Iguaçu. tomografia e etc . configurando assim um enclave e de outro lado. Letícia Ribeiro. às importações 21 que Ciudad del Este faz do resto do mundo . As cidades gêmeas Foz do Iguaçu e Ciudad del Este: interações espaciais na fronteira Brasil-Paraguai. Minas Gerais do sudeste. 2001. permitindo e dando suporte. com os grandes centros consumidores de energia elétrica como os estados de São Paulo. 98 p. 22 Uma análise interessante das articulações espaciais (geográficas) entre a mesorregião oeste no Paraná (Brasil) e o Departamento de Alto Paraná (Paraguai) como “cidades-gêmeas” pode ser observada em: RIBEIRO. mas com seus negócios em Ciudad del Este. Rio de Janeiro. e b) setores de baixa e média complexidade do ponto de vista tecnológico . serviços de transporte e comunicação.atualmente muito concentradas nos EUA e na Ásia – que usando na maior parte dos casos a área franca do Porto de Paranaguá para receber um volume extenso de containers transporta para Ciudad del Este utilizando a rota Paranaguá-Curitiba-Foz do Iguaçu-Ciudad del Este 22 . (Dissertação de Mestrado em Geografia). Aos grandes hotéis estão articuladas empresas e agências de serviços turísticos algumas delas certificadas com ISO 9000 – 2000 que atendem os turistas de maior poder aquisitivo. estrangeiros e brasileiros. Rio de Janeiro: UFRJ/IGEO/PPGG. A esses hotéis (pequenos) estão articulados serviços de transporte e comunicação a grande maioria com baixa capacitação e qualificação.

representados pela produção e distribuição de energia elétrica. 30/05/1998. são serviços caracterizados como atividades de um enclave. José. nov. Para informações mais detalhadas recomendasse a leitura de: a) dois relatórios. ler BRASIL: a maior lavagem de dinheiro do mundo. 2005. Nessas atividades de alto grau de informalidade e da economia subterrânea. é onde ocorreu a lavagem de dinheiro por intermédio das contas CC5. 796 p. ver CORREIA. a qual envolveu vários doleiros. brasileiras e paraguaias e várias agências bancárias de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este 23 . 2003. Curitiba: Assembléia Legislativa do Paraná. realizado pela comissão mista de deputados federais e senadores da república finalizado em dezembro de 2004 e editado e divulgado em fevereiro de 2005..Edição Extra. Os serviços industriais de utilidade pública que são em parte determinantes de seu movimento interno. e b) um número especial da Revista Carta Capital. 23 .. dos sacoleiros para se abastecer a um custo mais baixo em Ciudad del Este. São Paulo. CPI Banestado: relatório final. A outra parte dominante são todos os serviços de baixa complexidade do ponto de vista tecnológico e de baixa qualificação da sua força de trabalho que estão articulados para atender os sacoleiros e operam nas adjacências da economia subterrânea ou de atividades com alto grau de informalidade. ver MENTOR. o da CPI do BANESTADO realizado pela Assembléia Legislativa do Paraná finalizado em dezembro de 2003. Estas são as principais articulações com a economia brasileira. Brasília: Congresso Federal. Existe também relações de compra e venda de grande contingentes de autônomos que compravam produtos importados em Ciudad del Este para vender nas grandes e médias cidades brasileiras. políticos e empresários brasileiros que desviaram recursos financeiros para paraísos fiscais e financeiros por intermédio de casas de câmbio. 34 p. fev. Carta Capital . Relatório final da comissão parlamentar mista de inquérito com a finalidade de apurar as responsabilidades sobre a evasão de divisas do Brasil: CPMI do Banestado.25 Existem articulações do setor importador paraguaio de Ciudad del Este diretamente relacionado por suas “exportações” com o setor comercial varejista e atacadista paulistano. 1142 p. como já explicado anteriormente. e que provavelmente utiliza-se e utilizava intensamente no período analisado. Elza. e o da CPMI do BANESTADO.

ilegais e até ilícitas. a economia de Foz do Iguaçu mantém relações com o mercado mundial de serviços turísticos. as agências de turismo que operam no mercado do turismo internacional. São setores prestadores de serviços com médio grau de complexidade tecnológica e de média qualificação de sua força de trabalho. 24 . certificadas com ISO 9000-2000. proporcionando atividades informais também não contabilizadas por serem clandestinas. Adicionalmente e fechando o circuito no qual a economia de Foz do Iguaçu se insere é interessante destacar que historicamente em função das relações que essa cidade mantém com as duas outras cidades da tríplice fronteira. Tais relações permitiram existir intermediação de moedas dos três países no mercado local de divisas não contabilizadas. Ciudad del Este e Puerto Iguazu 24 . Pode-se levantar uma hipótese de que as saídas e entradas financeiras sejam no período analisado mais que proporcionais às próprias atividades econômicas envolvendo as três cidades fronteiriças.26 Externamente. permitiram estabelecer outros fluxos de moeda e de intercâmbio de bens e serviços entre Foz do Iguaçu. Estão inseridos nesses setores os grandes hotéis. A eles se articulam empresas de turismo receptivo (guias) algumas delas como já mencionado anteriormente.

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DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA .28 A ECONOMIA DE FOZ DO IGUAÇU E O SEU CONTEXTO PARAÍSOS FISCAIS E FINANCEIROS TODO O MUNDO EUA ÁSIA MG RJ SP PGA CDE FOZ PR P N I COMÉRCIO $ TURISM O PUERTO IGUAZU Fonte: Elaboração própria.

e c) o consumo de energia composto por i) consumo de energia elétrica e a evolução da quantidade de consumidores de 1990 a 2004 e ii) o consumo de combustíveis no mesmo período e os seus fatores explicativos – evolução da frota de veículos automotores registrados no DETRAN do Paraná (3. Na análise do PIB da indústria localizada em Foz do Iguaçu é necessário um pouco de cuidado.1. Um primeiro setor que surpreende é a agropecuária que mesmo pequena é na maior parte voltada para o drive exportador. mostram comportamentos interessantes.1). Apesar dos dados do PIB municipal do IPARDES não terem sido deflacionados. dado que produz soja e milho.247.863. EMPREGO E ENERGIA Esta seção apresentará: a) a evolução do PIB municipal no período 1997 a 2002 e um dos fatores que determina o crescimento dessa variável. passando de R$ 5.26 (2002). b) o emprego e a renda do setor formal do mercado de trabalho (3.214.28 3.74 (1997) para R$ 17. 3. pois ele está em sua maioria concentrado na produção de .1 PRODUÇÃO: O PRODUTO INTERNO BRUTO MUNICIPAL A tendência de curto prazo das estatísticas do PIB municipal estimadas pelo IPARDES – Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social para o período de 1997-2002 serão apresentadas pela tabela 3. No período o PIB da agropecuária cresceu 196. a produção de energia pela Binacional ITAIPU no período 1990-2004 (3.3).2).66%.1. Possui também algumas propriedades com gado leiteiro que fornecem leite para as famílias locais.1.1 e pelo gráfico 3. PRODUÇÃO.813.

a qual tem sido a principal receita. pelo fato de a Itaipu não recolher o ICMS. e assim sendo a estimativa é só contábil. Esse PIB ele vem para o município de forma indireta pelos repasses da cota parte do ICMS. Rio de Janeiro e Minas Gerais. A variação do PIB industrial foi de 83. pois não representa necessariamente renda gerada. São Paulo. porém a citada empresa não arrecada ICMS. Mesmo porque quem se apropria dos benefícios da produção da Binacional Itaipu são os principais centros do sudeste brasileiro.38% entre 1997 e 2002. 25 . e entregue à Prefeitura. A base de dados para o cálculo do PIB pelo IPARDES é relativa às séries de valor adicionado que tem como base as DFC’s.29 energia elétrica 25 . declarações fisco-contábeis da Binacional Itaipu.

931.641.865.45 2.333.329.131.088.483.198.061.61 1.993.87 17.23 Fonte: IPARDES/Base de dados do Estado NOTA: (¹) A Preços Básicos: Valor Adicionado = VBP-CI a preços na porta da fábrica.78 2.18 773.699.17 2.422.45 13. SERVIÇOS.823.31 6.26 INDÚSTRIA 1.813.350. INDÚSTRIA.901.630.312.36 3.868.08 884.1. ou seja.282.211.678.1997-2002 1997 1998 1999 2000 2001 2002 AGROPECUÁRIA 5.959.247.190. etc.835.240.588.154.756.073.193.473.021.509.797.1 PRODUTO INTERNO BRUTO AGROPECUÁRIA.935.51 1.943.54 8.780.153.08 1.27 12.239.30 TABELA 2.05 13.52 PER CAPITA 11. BRUTO TOTAL E PER CAPITA .39 14.159.82 3.702.525.312.748.924.29 8.863.48 14. sem incidência de impostos .379.430.92 BRUTO TOTAL 2.535.72 2.846.37 1.001.22 3.096..602.889.33 SERVIÇOS 952.102.807.375.978.324.784.74 6.979.315.466.214.FOZ DO IGUAÇU .210.13 3.26 1. da porteira.182.

tendo sua variação negativa no período.868. .50% e o PIB percapita teve uma variação de 31. dado o perfil da economia de Foz do Iguaçu como já foi visto ser muito especializada em serviços.31 Por outro lado.45%) e mais que triplica a evolução do PIB setorial para o ano seguinte (R$ 26 Denomina-se evolução virtual do PIB da indústria.61) e 2002 (R$ 773. lucros e aluguéis). dado que o PIB dos serviços apresentar um decréscimo e por ser a economia da cidade toda ela ser especializada nos serviços.102.1 ilustra o comportamento do PIB municipal em todo o período analisado.92).813. O gráfico 3. -18. para fornecer o volume financeiro assumido para a contagem do PIB industrial. percebe-se um pequeno crescimento no sub-período de 1997 a 2001 passando de R$ 5.021. Em relação à agropecuária. Abstraindo a “evolução virtual” 26 do PIB da indústria que contabilmente cresce sustentado pela produção de energia elétrica da Binacional Itaipu. pois a estimativa não é relativa a riqueza financeira gerada. pois. Ora se o PIB municipal da indústria é de certa forma virtual.863. mas esses recursos são internalizados parcialmente na economia de Foz do Iguaçu na demanda de alguns bens e serviços locais e nos salários pagos aos funcionários residentes no município. é necessário entender um pouco mais como evolui o comportamento do pib da agropecuária e do setor de serviços. isto é. a ITAIPU declara o faturamento advindo de sua produção.17 no período. E finalizando percebe-se que o PIB total cresce 44.931.1.73% entre 1997 (R$ 952. não agregando o restante da renda do ponto de vista das contas nacionais (juros. conforme já assinalado. A evolução do PIB setorial dos serviços mostra que a economia da cidade no período recente está em trajetória recessiva. nesse sentido se retirar essa cifra do PIB total ele provavelmente mostrará um queda ou uma redução. o seu comportamento é só contábil. Alguns aspectos são interessantes serem ressaltados. a representatividade do PIB municipal bruto está mais ligada ao comportamento da variação do PIB dos serviços.198.29 em 2001 (48.74 em 1997 para R$ 6. Esses números merecem um comentário adicional.240.

214.26). Esse crescimento está ligado ao comportamento período dos preços do soja no mercado internacional.247.32 17. favorável no .

000.00 5.748.52 3.324.483.1 PIB A PREÇOS DE MERCADO FOZ DO IGUAÇU 1997 à 2002 4.784.000.473.823.92 1.780.979.525.00 2.33 2.000.699.190.214.978.509.00 1.1 .021.18 773.315.00 500.931.00 1997 1998 1999 2000 2001 2002 AGROPECUÁRIA INDÚSTRIA SERVIÇOS BRUTO TOTAL Fonte: Tabela 2.630.943.159.813.247.000.422.08 952.959.239.000.00 2.131.51 1.379.000.000.868.26 1.240.350.72 3.22 3.000.073.198.13 2.36 3.602.807.835.000.42 GRAFICO 2.74 6.45 1.678.1.863.756.87 17.061.000.54 8.17 2.26 0.78 2.901.333.865.641.375.000.096.500.924.000.211.000.797.588.846.31 6.61 884.1.466.935.00 2.00 3.000.182.000.000.210.500.312.00 1.102.08 1.193.153.000.154.000.29 8.82 3.000.37 1.889.282.500.000.312.702.

466. A análise do emprego e da renda nos setores de atividade econômica do município mais adiante ajudará confirmar parcialmente tais afirmações. Esse PIB setorial representa a especialização da economia do município. Isso fez com que em parte reduzisse a renda auferida pelos paraguaios e pelos brasileiros e gasta em Foz do Iguaçu. de um lado. Em relação à variação da produção industrial da cidade a tabela 3. depende direta e indiretamente das compras que os sacoleiros brasileiros fazem na vizinha cidade paraguaia.08) refere-se. no comércio varejista.92) relaciona-se de maneira defasada a um determinado aspecto. O crescimento nele ocorrido entre 1997 (R$ 5. Já o decréscimo ocorrido entre 2000 (R$ 1. para 18.42% em 2000 e reduz mais ainda para 14.312.19% em 1994.2.2 em REGANHAN. Ao aumento da fiscalização da Delegacia da Receita Federal e da Polícia Federal sobre o contrabando principalmente.08) e 2002 (R$ 773. com uma infra-estrutura de geração de energia passando de 15 a 16 turbinas 27 Ver tabela 3.090 mhw) e 2004 (89.978. Participação dos impostos nas receitas públicas municipais de Foz do Iguaçu: 1989-2004. p. ao investimento ocorrido na expansão do setor educacional privado novo e nos serviços médico-odonto-veterinários.931. pois parte da população de Ciudad del Este e parte da população brasileira que trabalha no micro-centro comercial dessa cidade.36% em 2004 27 . Uma confirmação parcial dessa afirmação pode ser realizada com as informações da participação da arrecadação do ICMS do comércio nas transferências correntes que passa de 37. ao crescimento do estoque de emprego e da massa salarial principalmente do setor público.911 mhw).978.863. Foz do Iguaçu: ACIFI.102.36% entre 1990(53. do setor de transporte e do comércio varejista.312. 45.2 a seguir mostra o comportamento da produção de energia elétrica no período 19902004.74) e 2000 (R$ 1. Tem-se um crescimento de 69.34 A estrutura da economia de Foz do Iguaçu explica o comportamento do PIB setorial dos serviços. .813. José Maria.1.466. e de outro lado. Ora com o aumento da fiscalização brasileira reduziu-se as compras na cidade paraguaia.

reduzindo sua produção para 79.911 mhw.428 mhw. É claro que esse número é representativo do esforço de produção do PIB industrial municipal verificado no período. 307 mhw em 2001.268 mhw em 1992 para 89.237 mhw em 1997 e tendo seu pico de produção em 2000 com 93.35 no primeiro ano da série e 18 turbinas no ano de fim de série. Uma observação um pouco mais detalhada ira perceber que a partir da instalação da 18a turbina a produção cresce de 52. . principalmente derivada de uma estiagem ocorrida nesse ano e recuperando novamente a produção em 2004 com 89.

001 93.1984-2004 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Unidades Instaladas 15_16 16_18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 Produção de Energia 53.307 82.45 TABELA 3.268 59.151 89.237 87.FOZ DO IGUAÇU .1.845 90.090 57.997 69.911 Fonte: ITAIPU .654 89.517 52.394 77.2 PRODUÇÃO DE ENERGIA E UNIDADES .914 89.212 81.428 79.

A tabela 3. 29 Número de vínculos ativos que os trabalhadores tiveram no período analisado. profissionais liberais e outros – perguntaram se a pesquisa traria resultados sobre o setor informal do mercado de trabalho (todas as atividades econômicas lícitas e legais. instituições de crédito.05%). o setor informal do mercado de trabalho necessita de uma pesquisa própria e no tamanho de um censo. Por outro lado. 28 . comércio atacadista (-41. Um esclarecimento aqui é necessário a pesquisa não analisará esse setor do mercado de trabalho. No decorrer dos trabalhos que resultaram nesse relatório. Hotéis (-10. As estatísticas da RAIS sobre estoque de emprego e massa salarial real ilustram como a década foi afetada pelas transformações econômicas que atingiram a economia de Foz do Iguaçu.37 3.1.2 EMPREGO E RENDA DO SETOR FORMAL DO MERCADO DE TRABALHO 28 Análise da evolução do emprego e renda dos vários setores de atividade da economia de Foz do Iguaçu explicará em quais setores a recessão afetou de maneira mais acentuada.81).08%). que não arrecadam impostos. São necessários alguns comentários para se entender: a) os efeitos recessivos sobre os setores acima citados. seguro e capitalização (-44. e b) os efeitos resultantes do crescimento do estoque de emprego em determinados setores de atividade econômica. várias pessoas – empresários. não registram empregados e não cumprem legislações regulamentadoras do mercado de produtos).2 mostra a evolução do estoque de emprego 29 distribuídos pelos vários setores de atividade econômica.58).17%). a qual possui um custo considerável para a sua realização. Imobiliárias (-0.2. um trabalhador pode apresentar mais de um vínculo de emprego. Os efeitos da recessão entre 1990 a 2003 foram sentidos principalmente nos seguintes setores: construção civil (-60.

38 Convém lembrar que tais efeitos geraram comportamentos específicos no estoque de emprego do município. intimamente relacionados a inserção da economia de Foz do Iguaçu. . tendo o seu movimento como reflexo do comportamento da economia brasileira e da economia mundial.

565 30. ind.364 1. valor 1.453 9.189 32.640 1.487 1.521 1. fumo.746 1.321 8. silvicultura. Outros / ignorado. Ind.925 1.092 1.973 6.653 1.668 29.675 6. Indústria de produtos minerais nao metálicos.212 Inst de crédito.260 145 3. da borracha.120 1.932 1.211 5. odonto. alimen.967 6. Indústria de calçados.349 6.602 1.574 1.180 2.394 1.546 1. extrativismo vegetal.709 1.846 2.783 1.163 2. Agricultura.060 2.486 8.825 30.713 3. Indústria mecânica.059 5.352 7.683 2.996 7.511 Administraçao pública direta e autárquic 2.086 2.102 872 1.272 1.683 3.570 6.203 6. criaçao de animais.039 1. Indústria do material elétrico e de comunicaçoes.968 26.436 1. diversas.328 6.504 2.026 .249 1.370 5.789 4.676 2. editorial e gráfica.348 1.096 1.419 1.780 2.285 3. Indústria da madeira e do mobiliário.541 Comércio varejista 5.132 2.947 2. 2003 1.303 8.025 6. de aloj.476 1.525 1.772 1. 7.113 5. Transportes e comunicaçoes 2.1.802 3.630 1.890 Fonte: MTE/RAIS Nota: Outros representa: Extrativa mineral.482 1.671 1. manut.373 1. peles.828 2.2.284 1.435 30.084 1.426 4.036 redaçao Serv médicos.738 Construçao civil 4.317 1.2 ESTOQUE DE EMPREGO POR SETORES DE ATIVIDADE ECONOMICA NO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU 1990-2003 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 Serv industriais de utilidade pública 349 243 242 241 1..833 6. reparaçao.333 1. Indústria de produtos alimentícios. química de produtos farmacêuticos.188 1. papelao.189 1.257 1.467 1.243 5.829 1.260 a Outros 2.191 1.872 2.344 30. couros.385 1.661 6.379 1.757 2.708 36.909 4.493 34.302 2. veterinários..749 1.279 6. perfumaria. similares. Indústria do papel.702 6.870 es mobiliários.805 Serv.963 5.441 1. Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos.329 35.461 1.030 1.967 2. técnico.727 6.232 6.191 1. e administraçao de imóveis.618 1.48 TABELA 3.097 Ensino 571 514 559 512 608 1.567 2.029 3.392 1. serv.903 1. Indústria do material de transporte.691 1.112 4.638 2.252 1.411 29.759 1. Indústria metalúrgica.566 Total 28.589 3.961 32.808 1. seguros e capitaliz 848 781 627 597 551 486 429 529 580 543 510 470 485 Com. bebidas e álcool etílico.622 1.754 2.134 1.227 1.617 9. e veterinários 190 168 188 220 802 964 1.460 6.509 1.780 1.037 468 1.051 1. Ind.769 Comércio atacadista 1.482 1.603 4.488 1.367 6.647 1.234 27.

isto é. aumenta a quantidade de imóveis para alugar e vender e reduzem-se então as atividades do setor. As empresas exportadoras na maioria estão enquadradas como empresas atacadistas. A redução do estoque de emprego das instituições de crédito. seguro e capitalização no período analisado refere-se à redução do uso dos serviços bancários pelos sacoleiros e ao aumento da fiscalização em cima do uso das contas CC5 pela . isto é. Quando o comportamento caminha em direção contrária. Em relação à quantidade de guias emitidas principalmente de alvarás de construção há um aumento até 1996 para a partir desse ano decresce até 2004. ela vem de um crescimento impulsionado diretamente pela construção da represa da Binacional Itaipu que interfere de forma defasada até o início da década de 1990. o setor de imobiliárias tende a crescer também aquecido pela demanda de mais residências. refletindo na evolução do emprego e da renda auferida pelo mesmo. principalmente em São Paulo. que permitiu os importadores paraguaios comprarem diretamente das filiais das indústrias brasileiras e multinacionais localizadas no Brasil. após tais eventos. Em relação à redução do estoque de emprego do comércio atacadista. a mesma é complementar ao setor de construção civil. quando o setor de construção civil cresce. Quanto à redução da atividade do setor de imobiliárias. A partir de 1992 há um ponto de inflexão onde na declaração de áreas a serem construídas e inicia-se a partir daí a redução das áreas construídas. reduz-se a demanda de residências. e foi justamente esse setor que teve redução do estoque de emprego. ela está ligada à redução da importação que o Paraguai fazia junto às exportadoras após a abertura da economia brasileira ao resto do mundo e à criação do Mercosul (1991). As estatísticas relativas às emissões de guias de alvarás de construção e cartas de habitação (habite-se) confirmam tal afirmação.40 Em relação à indústria da construção civil.

1.2 que se segue adiante. Os setores que tiveram um crescimento do emprego mas em um nível menor foram os de transporte e comunicação. Já o decréscimo do estoque de emprego dos hotéis está relacionado em parte com à redução do movimento dos sacoleiros.2. Os setores campeões na geração e manutenção de empregos e que tiveram um crescimento considerável no período foram comércio varejista e administração pública. 30 . Os motivos pelos quais ocorreram esses três tipos de comportamento do estoque de emprego foram explicados a partir da análise da tabela anterior. fizeram do Leste Europeu e da Ásia. banco central e ministério público federal. Um outro efeito que provavelmente deve também ter atingido o estoque de emprego desse setor refere-se aos impactos da automação bancária altamente poupadora de mão de obra.2. b) setores que tiveram crescimentos menores do estoque de empregos. Na tabela acima citada pode ser visualizado três tipos de comportamentos do estoque de emprego 30 : a) setores de atividade econômica que tiveram um grande aumento do estoque de empregos. Rio de Janeiro etc. concorreram com os produtos vendidos em Ciudad del Este. Uma outra dimensão pode ser observada com todos os anos do período constante na tabela 3. os serviços médicos. odontológicos e veterinários e o setor de ensino. O outro fator explicativo é que muitos hotéis médios e pequenos são inadimplentes perante o fisco e portadores de um considerável passivo trabalhistas. reduzindo a demanda por estes. pois com o aumento da fiscalização de um lado. Provavelmente vários deles faliram e/ou fecharam e fez com que reduzisse a manutenção dos empregos nesse ramo. pelo aumento da importação de produtos que as grandes cidades como São Paulo. e c) setores que apresentaram redução do estoque de emprego.1.2 já citada e no gráfico 3.41 polícia federal.

2 ilustrará com apenas quatro setores de atividade econômica previamente selecionados.453).370 em 1990 para 5. A outra vantagem no período principalmente após a abertura da economia brasileira à economia mundial e ao Mercosul é a ampliação de bens e serviços oferecidos. Uma das vantagens que o comércio varejista de Foz do Iguaçu apresenta refere-se a grande diversidade de produtos. como ocorre essa evolução de crescimento do estoque de emprego do principais setores em patamares diferenciados.1. em 2001 (9.661 em 1995 e 7. Uma provável explicação são as relações que esse setor tem no âmbito do comércio fronteiriço que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este. Em relação ao comércio varejista o crescimento do estoque de emprego apresenta uma evolução em escada.42 O gráfico 3.2. para 6. no Paraguai e Puerto Iguazu na Argentina. Tudo leva a crer que os vizinhos argentinos e paraguaios prefiram os produtos e serviços do mercado varejista do município. O estoque de emprego cresce de 5. Tais argumentos validam o comportamento do crescimento do estoque de emprego no comércio varejista. De início é necessário separar os quatro setores em dois patamares de evolução e crescimento ou decréscimo do estoque de emprego: um de crescimento maior (e até de decréscimo) do estoque de emprego (comércio varejista e hotéis) e outro de crescimento menor ou até de manutenção do estoque de emprego (administração pública e transportes e comunicações). O último degrau dessa evolução é observado em 2000 (8. .303) e 9. com uma qualidade crescente e com uma grande diferenciação de faixas de preços.546 em 2003.025 em 1997.203 em 1993.

1.203 6.260 1.025 6.000 2. alimen.180 2.243 6.060 2.000 10.509 5.426 3.000 5.683 145 3.000 7. reparaçao.675 5.086 2. de aloj.546 7.349 6.2 . redaçao Transportes e comunicaçoes Administraçao pública direta e autárquica Fonte: Tabela 3.2.000 2.754 3.661 9. manut.746 4.029 4.453 8.702 6.1990/2003 12.084 0 1990 1991 3.973 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 Comércio varejista Serv.000 8.963 5.303 9.833 4.279 6.1.2 E S TOQU E D E E M P R E GO D E S E TOR E S D E ATIV ID AD E E C ONÔM IC A S E LE C ION AD OS D E FOZ D O IGU AÇ U .460 4.52 GR Á FIC O 3.2.370 6.

Hotéis (-27. 31 .279 (1990). o setor de hotelaria e correlatos (Serviços de alojamento.349 (2001) e 6509 (2003). o de administração pública e o de transportes e comunicação.833 (1997). Imobiliárias (-46. a tabela 3.2. seguro e capitalização (-55. 6.44 No mesmo patamar de evolução do estoque de emprego.54%). Em relação à evolução do estoque e emprego da administração pública. alimentação reparação.243 em 2001 e 4.746 em 2003) 31 . Um segundo patamar de crescimento do estoque de emprego é observado em dois setores. ao gênero (masculino e feminino). instituições de crédito. Uma sugestão em relação à essa evolução do estoque de emprego é aprofundar a discussão dos efeitos tanto da recessão como das transformações pelas quais passaram a economia de Foz do Iguaçu em aspectos relativos ao grau de instrução. 6.60%). observa-se que excluindo um erro da captação da informação em 1993.26%). para então voltar a crescer para 6. tendo um decréscimo em 2000 (3.21%). Em relação à evolução do rendimento do mercado de trabalho no município.2 ilustra que a massa salarial real sentiu o vendaval recessivo principalmente em: construção civil (-81. qualificações e idade.084 em 1990 para 4. comércio atacadista (-49.30%).675 (1999). o setor contribuiu com uma variação crescente do emprego de 2. manutenção. ao tamanho dos estabelecimentos que ofertam e mantiveram crescimento ou decréscimo de empregos e no período.702 (19912).963) e voltando a crescer o período restante (5.460 (1995) e 5. de 7.2. etc) apresenta um comportamento de queda do estoque de emprego com uma variação gradativa e leve para baixo entre 1990 a 1997.426 em 1997. 6.

nos serviços médicos. odontológicos e veterinários e no comércio varejista. . no setor de ensino. em transportes e comunicação. na administração pública.45 A tabela acima citada também mostra que no período ocorre crescimento do emprego: nos serviços industriais de utilidade pública.

89 267.22 1.326.77 36.805.275.451.07 1.36 11.512.666.458.349.706.049.424.97 1.827.142.43 1.98 5.814.23 4.02 1.838.182. Transportes e comuni 3.09 48.77 3.132.678.927.50 3.632.701.557.64 4.853.024.308.267.31 3.85 37.258.855.468. 2.467. od 154.441.70 30.904.448.786.007.103.786.993.579.262.650. alimen.736.181.81 1.198.349.04 45.940.175.98 6.960..11 1.032.75 1.918.309.108.70 1.47 2.59 1.268.420.134.79 5.566.181.261.513.90 1.46 ao Com.774.28 anutençao.483.040.473.76 2.963.108. redaçao Serviços médicos.48 Total 42.285.008.99 caçoes Serv.907.23 2.35 .119.547.113.67 1. de alojamento.85 1.37 2.649.223.743.89 984. reparaçao.50 1.974.486.157.278.588.984.756.748.90 5.83 34.142.97 11.89 2.81 1.346.928.60 5.15 4.533.677.318. seguros e capitalizaç 3.690.719.437.917.406.51 2.84 ontol e veterinários Ensino 980.806.969.11 2.95 direta e autárquica Outros 2.45 1.570.277.65 278.506.843.883.493.218.032.43 2.80 serv.574.194.41 2.227.67 2.2.571.67 2.662.064.725.622.035.078.73 Comércio atacadista 1.752.234.202.24 1.2 MASSA SALARIAL POR SETORES DE ATIVIDADE ECONOMICA NO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU 1990-2003 continua 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 Serviços industriais d 2.535.469.03 8.860.66 118.124.829.748. técnico.91 1.622.83 7.467.406.235.09 2.402.126.137.91 1.05 3.694.05 5.04 3.761.506.50 1.310.816.42 9.65 10.914.964.653.147.348.305.933.365.268.61 5.080.57 5.14 2.312.524.502..59 1.083.815.752.049.701.703.889.53 TABELA 3.210.726.21 2.246.56 5.777.55 3.325.499.88 1.41 5.650.311.35 7.656.53 840.039.06 1.515.521.663.940.576.37 1.434.53 1.569.534.125. m 6.025.53 35.574.605.334.249.84 147.00 4.483.62 1.75 845.643.19 Instituiçoes de crédito .75 4.34 4.204.26 143. e adm de imóve is.16 1.646.086.791.020.320.17 Comércio varejista 5.42 2.436.63 5.308.66 1.36 Administraçao pública 3.319.023.553. valores mobiliários.189.102.2.70 6.088.016.810.38 1.61 2.711.776.12 e utilidade pública Construçao civil 9.

99 1.202. alimen.427.896.712. Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos. fumo.09 1. od 1.992.128. ind. m 5.476.04 2.263.189.345.158. seg 2.08 9.27 48.080.672.57 Fonte: MTE/RAIS Nota: Outros representa: Extrativa mineral.823.379.607. Ind.374.527. papelao.461.899.604.84 2. Indústria metalúrgica.166.730.80 1.185.62 3.315.279.52 1.716.89 1.157.46 6. Indústria do papel.666.14 2.540. reparaçao. técnico.93 e utilidade pública Construçao civil 2. similares.95 1.387.60 10. Indústria do material de transporte.926.249.865.093.46 7. perfumaria.82 8.945. de crédito.141.582.42 serv.287.32 11.855.23 1.137.99 1.543.697.864.375.449.344.38 Comércio atacadista 1.034. valores mobiliários.448.. bebidas e álcool etílico.73 caçoes Serv.36 1.706.622. química de produtos farmacêuticos. .27 1.14 6.36 1.306.170.366.731.955.495.406.43 11.061.401.669. extrativismo vegetal.70 10.947.280.74 1.341.561.91 46.219.23 5. Agricultura.28 Total 49.38 3.937.37 2.171.513.683.26 1.95 1.700.581.669. Indústria de produtos minerais nao metálicos.174.345.649. diversas.052. couros. Indústria de calçados.860.31 anutençao.387.83 Institu..12 50.074.833.596.591.21 6. silvicultura.21 4.07 6.344.354.45 921.256.07 1.266.195.538.477. veterinários.597.646.54 conclusão 1998 1999 2000 2001 2002 2003 Serviços industriais d 10.04 45.025.276. 1.319.27 4. e adm de imóve is.518. de alojamento.324.710.78 1. Indústria da madeira e do mobiliário.29 1.989.12 ontol e veterinários Ensino 1.20 5.044.85 1.988. editorial e gráfica.082.911.522.568.748.708.392. Ind.37 9.993.289.81 5.382. criaçao de animais.052.161.304.96 1.51 3. Transportes e comuni 4.235.639.392.526.457. Indústria de produtos alimentícios.291.10 2.046.51 1.296.729.886.613.67 1.762.174.61 1.482.367.842.58 direta e autárquica Outros 1.459.19 50.38 2.179.81 Administraçao pública 10.838. Outros / ignorado.88 2.102. da borracha.912.494.13 5.554.76 5.759.578.905.724.18 10.61 Comércio varejista 5.292.17 2.53 845. redaçao Serviços médicos.477.737.44 1.35 11. Indústria mecânica.496.151.774.36 1. Indústria do material elétrico e de comunicaçoes.058. peles.188.825.57 uros e capitalizaçao Com.82 10.080.57 1.715.217.321.

administração pública. entre 1990 a 2003. Dos setores que tiverem crescimento da massa salarial real.571.157.36) e uma queda para R$ 10.494.420 e 2003 (R$ 9.41) e 2003 (R$ 6.547. a administração pública. Os setores que apresentaram um crescimento do estoque de emprego mantiveram ou tiveram uma pequena queda na massa salarial foram os serviços industriais de utilidade pública.078. provavelmente por erros de processamento e resposta das informações de salário. hotéis e comércio varejista.467.2 quatro setores são ilustrados. os serviços industriais de utilidade pública apresentaram crescimento do rendimento do emprego entre 1990 (R$2. teve uma pequena variação para baixo de sua massa salarial entre 1990 (R$6. Já o comércio varejista um dos responsáveis pelo aumento do estoque de emprego no período.046. No restante do período apresentou e manteve crescimento da massa salarial real entre 1996 (R$ 7.646.189.557.24) e 1997 (R$ 11.58).31).933. O setor hoteleiro mostrou um crescimento de massa salarial entre 1990 (R$ 5.48 Dos setores que tiveram manutenção e crescimento da massa salarial real no gráfico 3.729.842.748.38). Por ouro lado.928.061.83) e 2003 (R$ 5.2.2. apresentou queda somente em 1993 e 1995. .93 em 2003.392.578.

842.571.000.36 10.786.737.65 278.00 1990 1991 1992 1993 1994 267.731.078. de aloja.000.38 5.2.21 10.132.000.2. alimen.00 11.258.729.000.134.61 7.933.41 4.2.000.00 5.046.64 2.89 5.597.93 9.174.806.748.061.35 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 Serv ind de utilidade pública Serv.947.579.568.547.494.83 6.00 9.578.759.189.00 3.000.000.76 7.2.312.436.000.73 6.588.43 8.24 2.486.56 GRÁFICO 3.000.467.000.557.2 .2 MASSA SALARIAL REAL DE SETORES DE ATIVIDADE ECONÔMICA SELECIONADOS DE FOZ DO IGUAÇU 1990/2003 12.157.42 6.392. repar Comércio varejista Adm pública direta e autárquica Fonte: Tabela 3.000.538.58 6.82 8.310.622.928.00 5.31 3.70 0.000.493.00 6.170.646.60 10.

3. da iluminação pública (11.3.222 mhw em 1990 e 13. um aumento da participação do setor de serviços dada a especialização que a economia do município acaba apresentando muito ligada ao turismo.169 mhw em 2004). b) no consumo residencial que apresentou 92.68). comércio varejista e atacadista.27%. serviços médico-odontológico-veterninários.920 mhw em 2004) e do serviço público (5.3. aumenta de importância o consumo de energia do comércio varejista (82.50 3.1 e do consumo de combustíveis derivados de petróleo em 3. Outros destaques na tabela citada são vistos: a) pelo aumento no consumo total que representou 55.17% entre 1990 e 2004.1. c) no consumo comercial que representou 71.3 O CONSUMO DE ENERGIA A análise da dimensão energética de Foz do Iguaçu trará o comportamento do consumo de energia elétrica no item 3. Com o processo de urbanização e terciarização 32 da economia de Foz do Iguaçu. serviços educacionais.713 mhw em 2004).3.804 mhw em 1990 e 10.157 mhw em 2004). 3. transporte e comunicação.121 mhw em 1990 para 140. Em relação à redução. . o processo de crescimento do setor de serviços no total dos setores de atividade econômica. dos poderes públicos (7. muito ligado à difusão das tecnologias de informação tanto no setor industrial como no setor de serviços. serviços industriais de utilidade pública. O que ocorre de específico é que a economia de Foz do Iguaçu apresenta no período após a construção da Binacional Itaipu. administração pública.2. o consumidor industrial mostra uma queda de (-74. O que se pode levantar como 32 Define-se como terceirização da economia.1 O consumo de energia elétrica O consumo de energia elétrica que a tabela 3.1 descreve quais tipos de consumidores aumentam ou diminuem a quantia em megawatts consumida.35%.670 em 1990 e 20.

.51 hipótese para tal redução é o provável esforço de economia de energia que a própria Itaipu e Furnas podem estar fazendo.

334 348.258 19.476 Poderes 7.091 143.103 165.964 9.895 20.519 9.157 Públicos Iluminação 11.756 9.690 275.052 167.842 374.856 8.697 342.606 130.296 20.195 10.550 2.742 17.113 13.496 13.580 20.740 7.154 107.878 Fonte: Companhia Paranaense de Energia-COPEL .904 10.502 9.380 Industrial 38.650 11.897 3.609 163.259 19.640 120.626 13.125 176.833 7.171 8.483 12.1 CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA POR TIPO DE COSUMIDOR DE FOZ DO IGUAÇU E PARANÁ .103 361.584 14.932 95.3.255 10.558 10.222 8.540 113.325 347.435 10.931 227.468 10.813 7.169 Público Próprio 197 286 283 287 316 333 366 388 394 365 372 340 371 329 331 Total 231.303 3.452 11.476 167.502 11.238 9.245 16.1.366 14.785 331.940 9.121 88.911 4.122 13.775 12.648 236.068 18.492 115.074 4.516 11.385 13.57 TABELA 3.741 121.764 10.431 12.088 15.804 6.161 14.331 140.289 309.164 100.835 7.172 9.214 127.298 259.760 89.122 4.670 12.567 120.417 349.397 9.065 135.791 137.044 3.926 124.920 Pública Serviço 5.455 3.682 10.992 3.946 9.197 13.1990-2004 VALOR (MWH) 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Residencial 83.984 102.481 162.033 348.381 161.713 Rural 2.390 159.832 8.732 Comercial 82.716 9.732 2.619 161.440 20.277 116.505 20.514 359.986 3.410 4.272 4.227 19.222 3.

O processo de urbanização pode ser denotado pelo crescimento dos consumidores residenciais que passam 32. dois se destacam derivados como já argumentado anteriormente do processo de urbanização e terciarização pelo qual passou Foz do Iguaçu.2 mostra a evolução da quantidade de consumidores de energia por tipo de consumidor. Dos comportamentos acima citados. dos consumidores poderes públicos. e b) a diminuição de consumidores próprios. b) dos poderes públicos que passam de 191 em 1990 para 395 em 2004 e c) dos serviços públicos que passam de 8 em 1990 para 32 em 2004.110 em 1990 para 9.53 Quanto à análise sobre o consumo de energia elétrica a tabela 3.3. .1. dos consumidores residenciais. Dois tipos de comportamento se destacam: a) o crescimento dos consumidores iluminação pública.239 em 2004.086 em 2004. dos consumidores industriais. dos consumidores comerciais. Esse processo pode também ser representado pelo crescimento: a) dos consumidores comerciais que passa de 5. dos consumidores rurais. 347 em 19900 para 72.

413 61.843 44.347 37.568 7.270 69.069 81.2 CONSUMIDORES DE ENERGIA ELÉTRICA POR TIPO DE CONSUMIDOR DE FOZ DO IGUAÇU .640 6.1.239 Residenciais Industriais 702 870 744 786 763 868 958 867 847 819 847 852 728 733 803 Comerciais 5.637 83.036 74.1990-2004 MWH 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Consumidores 32.785 7.532 72.547 76.528 64.000 6.032 56.422 62.086 Rurais 475 490 503 540 538 543 584 598 699 713 730 760 597 589 631 Poderes Públicos 191 208 220 241 255 274 293 309 354 375 358 358 369 377 395 Iluminação 4 3 3 3 5 5 5 5 5 5 5 5 10 10 111 Pública Serviços Públicos 8 13 16 16 18 19 17 18 26 27 32 33 36 32 32 Próprios 6 9 9 9 9 9 9 11 9 9 8 5 6 6 5 Total 38.449 7.302 FONTE: Companhia Paranaense de Energia-COPEL .567 52.548 7.778 72.022 70.825 48.223 8.358 9.178 70.656 7.414 80.413 49.110 5.955 60.065 8.859 8.040 53.844 66.366 57.58 TABELA 3.3.861 80.592 41.258 71.943 67.358 6.094 7.072 44.

a análise separou o consumo total por tipo de combustível e a evolução da frota de veículos automotores. A inclusão na análise da evolução da frota de veículos automotores registrados no DETRAN.751524 litros em 1990 para 10. A queda no GLP é verificada pela redução no de seu consumo que passa de 20.325.817.1 mostra como os principais tipos de combustíveis apresentam queda em seu consumo.484 litros). Já a redução do consumo de álcool hidratado pode ser observada em 1990 (22.311 litros) e em 2004 (13.3.261. GLP. Tal comportamento pode estar ligado ao crescimento da frota de automóveis ocorrido no município no período citado. mantendo somente o crescimento de consumo da gasolina automotiva que no período 1990 a 2004 de 76.784 litros em 1990 para 51. é necessário para entender melhor as mudanças ocorridas no consumo de combustíveis derivados de petróleo.819 litros em 2004. Para se ter uma idéia do que isso representa uma análise da evolução do consumo de óleo diesel.127 litros em 2004.62%. A tabela 3. resultante do crescimento populacional no município.383.054. E finalmente observa-se redução no consumo do querosene de aviação quando se passa de 15. Em relação ao óleo diesel a queda no consumo verifica-se quando a venda desse combustível passa de 79. álcool hidratado e querosene para aviação.202.2.497 kg em 1990 para 10.103.55 3.2 O Consumo de Combustíveis Derivados de Petróleo Em relação ao consumo de combustíveis derivados de petróleo.3.630 kg em 2004. .

774.841 13.599 23.012 41.335.894 1992 74.939.649 conclusão 1999 50.166 10.146 9.973 46.555.474 13.134.546 33.353.366 163.046 OLEO DIESEL GASOLINA AUTOMOTIVA(1) GLP(2) ALCOOL HIDRATADO(1) QUEROSENE AVIAÇÃO(1) TOTAL (1) 1990 79.926.326.817.311 15.377 39.202.784 26.595 32.206.334 114.969.151 11.001 9.296 2004 51.337 15.592.088.034 13.426. GLP.478.984 108.269.958.657 149.3.497 20.860.437 19.426 131. conforme a Portaria CNP n.143 132.909.023 32.804.320.371.110 12.952 19.357 14.273.079.189.123 43.900.617 11.003.º 221/81 Nota: (1) Dados em Litros (2) Dados em Kg (1) .802.60 TABELA 3.338.758.127 OLEO DIESEL GASOLINA 38.728.747 46.103.754 25.376 11.044.902 11.819 AVIAÇÃO(1) TOTAL 118.484 HIDRATADO(1) QUEROSENE 9.866.061.074 49.639 44.906 153.700 7.325.508 15.244 11.366 63.198 140.737.2.751.595.937.024.426.750.684.569.533.529 150.248.083.994 16.726.065 131.911.992.259.044.639.956 39.616 13.300 CONSUMO DE COMBUSTÍVEIS 2000 2001 2002 2003 59.628 142.062 136.211.133 14.577 56.259.446.299 AUTOMOTIVA(1) 12.187.233 36.407.632.556 22.303.010 27.764.188.689 40.815.408.097.119 51.641 1997 59.858 13.994.210 9.630 GLP(2) ALCOOL 8.1 CONSUMO DE ALCOOL HIDRATADO.588 18.012 1998 53.017.359 Fonte: ANP/SAB.203.700.995.383.133 10. GASOLINA AUTOMOTIVA.429.904 19.155.414.260.179 11.672 180.587.144.535.054.168 17.772.996 170.837 14.069 9.124 16.448 8.199.524 1991 99.685.773 25.261.900 40.402 9.457.638 8.105 15.151.652.334. QUEROSENE AVIAÇÃO E OLEO DIESEL NO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU -1990-2004 CONSUMO DE COMBUSTÍVEIS 1993 1994 1995 48.986.384 34.794 1996 58.

032 em 2004. Tudo leva a crer que tal queda no consumo pode estar indicando redução da atividade econômica no setor de transporte de carga. Adicionalmente cresce também a frota de motocicletas que passam de 3. Meio século de economia brasileira: desenvolvimento econômico e restrição externa.2. Percebe-se que o crescimento do consumo de gasolina automotiva pode ser explicado complementarmente. Ver NETTO DELFIM.2 apresenta a evolução da frota de veículos.2% em 1994 para 0.8% em 1998 passando para 4.57 Exceto no caso de gasolina automotiva. Para corroborar a análise acima encaminhada a tabela 3. 2005. pela evolução do crescimento da frota de automóveis que passa de 31. no período de 1990 a 2004. no transporte de turistas feito por táxis (álcool hidratado). Em período mais recente pode-se levantar a hipótese que o aumento da fiscalização da Delegacia da Receita Federal contribuiu indiretamente para a redução do consumo de óleo diesel.) Economia brasileira contemporânea (1945-2004). as mesmas passando de 4.762 em 2004. Outros veículos que devem consumir gasolina automotiva que também aumentam a sua Antônio Delfim Netto em um estudo sobre as relações entre desenvolvimento econômico e restrição externa na economia brasileira mostra que as taxas de crescimento do PIB real no Brasil apresentaram estagnação entre 1994 a 2002. de turistas e de sacoleiros (diesel). 235.334 em 1990 para 52. registrados no DETRAN do Paraná. por tipo de veículo em Foz do Iguaçu. de passageiros.1% em 1997 e crescendo de 0.2% em 2002. no transporte aéreo de turistas (querosene de aviação) e no consumo doméstico de gás liquefeito de petróleo. 33 . Rio de Janeiro: Elsevier.3. todos os outros tipos de combustíveis apresentam queda no município de Foz do Iguaçu. Um dos prováveis fatores dessa redução provavelmente está ligado ao processo de estagnação pela qual passa a economia brasileira 33 e recessão na qual a economia de Foz do Iguaçu se insere e pela consequente redução da renda da população brasileira e da população de Foz do Iguaçu que sobrevive de atividades informais ligadas ao transporte dos sacoleiros e de suas mercadorias. In: GIAMBIAGI. Antônio. Fábio et alii (orgs. P.489 em 1990 para 9.4% em 2000 e voltando a cair para –0.

Porém destes somente as motonetas usam gasolina automotiva. .58 participação no total da frota são as motonetas. os caminhões-trator e os microônibus.

664 57. Triciclo.239 5.003 73.159 1.760 REBOQUE 339 378 417 446 541 596 687 756 853 938 844 912 981 1.158 1.930 41.104 1.2. Trator de Rodas.455 52.004 6.420 44.2 EVOLUÇÃO DA FROTA DE VEÍCULOS POR TIPO EM FOZ DO IGUAÇU .637 78.001 45.032 CAMIONETA 5.078 54.682 5.426 2.596 6.119 4.602 2.978 47. Trator Misto.595 42.222 2.101 1.190 38.525 FONTE: DETRAN Nota: .295 6.856 37.789 39.054 1.150 SEMI-REBOQUE 226 301 439 527 604 719 796 922 1.800 4.561 8. Utilitário VEÍCULOS .441 2.609 1.065 1.621 52.832 49.235 59.902 5.112 6.868 40.027 5.571 65.828 2.968 60.324 1.489 3.002 37.872 5.167 6.173 44.046 1.029 5.298 69.495 MOTOCICLETA 3.161 2.667 2.825 6.3.909 CICLOMOTOR 43 48 49 51 50 23 27 28 32 46 47 62 77 75 78 MICROÔNIBUS 58 68 73 70 86 184 191 216 278 363 423 475 529 587 658 OUTROS(1) 196 190 191 189 15 14 14 15 15 43 8 15 17 26 41 TOTAL 43.492 MOTONETA 53 60 63 81 118 148 209 306 525 788 1.418 1.377 4.194 2.63 TABELA 3.090 1.293 5.762 CAMINHÃO 2.334 34.691 52.587 4.251 46.537 2.257 2.958 7.245 2.Valor numérico igual a zero (1) Se Compoem de Trator de Esteiras.374 4.502 5.169 ÔNIBUS 568 550 592 594 657 613 664 662 670 688 554 652 648 659 705 CAMINHONETE 129 378 839 1.854 6.711 5.464 55.531 5.274 CAMINHÃO-TRATOR 188 245 339 398 477 546 601 669 723 772 773 798 847 1.489 9.383 2.768 1.486 2.503 65.059 62.717 5.569 2.399 6.376 1.1990-2004 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 AUTOMÓVEL 31.

Provavelmente contribuíram para isso a vinda das pessoas atraídas para a cidade com a perspectiva de ganhar dinheiro de maneira muito fácil e sem nenhuma qualificação.datasus. no período do ciclo do turismo de compras e dos sacoleiros. e b) a atual condição sócio-econômica da população do município.gov. a população estrangeira registrada na Delegacia da Polícia Federal e a sua participação na população total residente.1. de outros municípios da região As estatísticas utilizadas foram as do DATASUS – ver http://www. A SITUAÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA DA POPULAÇÃO Esta seção procurará mostrar: a) a evolução quantitativa da população total residente. Outro motivo referese a possibilidade de comparar tal evolução com a dos estrangeiros registrados na Delegacia da Polícia Federal de Foz do Iguaçu. a partir dos dados do Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil. da população estrangeira e sua participação na população total em Foz do Iguaçu 34 será analisada relativa ao período de 1990 a 2004. 1991 e 2000. A variação percentual da população total residente no município de Foz do Iguaçu entre 1990 a 2004 representou um crescimento percentual de 155. A tabela 4. E de outra parte à própria política macroeconômica que invariavelmente produz o ajuste sobre o setor do trabalho e dos salários.84%. Em parte foi o próprio processo de ajuste da economia brasileira à mundialização e às políticas de encolhimento do setor público e de suas empresas. Em função disso muitos viram na perspectiva do trabalho de formiguinha transportando as mercadorias do Paraguai para os sacoleiros uma perspectiva de vida e para o município se dirigiram provavelmente da região sudoeste paranaense.1 apresenta a evolução da população total residente município e a população estrangeira registrada na Delegacia de Polícia Federal de Foz do Iguaçu. A justificativa para o uso de tais informações prende-se ao fato de as mesmas apresentarem estimativas durante todo o período e não somente para os anos do censo demográfico. 34 . A evolução quantitativa da população total residente.br.60 4.

61 oeste paranaense. médio e superior e novos profissionais da área da saúde – médicos. dentistas e médicos veterinários . do algodão. As estatísticas de emprego e rendimentos do item 3. 36 Não se pode esquecer que uma parte das pessoas que moram em Foz do Iguaçu são proprietários de empresas em Ciudad de Este. novos funcionários públicos federais concursados no período. dos quais fazem parte várias instituições educacionais privadas que prestam serviços nos níveis fundamental. como por exemplo. incluídos ai os empresários árabes. 37 É o plural de commodity.“ SANDRONI (1996: 82) 35 . Muitos balconistas consultados confirmaram tal possibilidade. etc. as quais exportam para o exterior utilizando o porto de Paranaguá.3 já analisadas confirmam tais afirmativas. do estanho. da juta. novos professores e funcionários para trabalhar no novo setor educacional. que quer dizer mercadoria em inglês. é o retorno desses brasileiros que no momento passam por pressões de toda a sociedade paraguaia. Alguns desses brasileiros ficaram conhecidos na mídia brasileira como brasiguaios. por conta do aumento da fiscalização que a Receita Federal e a Polícia Federal vem empreendendo nessa fronteira visando reduzir o Tal hipótese foi elaborada a partir de consultas com vários funcionários brasileiros que trabalham em lojas localizadas no micro-centro comercial de Ciudad del Este. pode-se levantar a hipótese de que no período muitos grandes comerciantes da cidade de São Paulo vieram se abastecer com o trabalho autônomo dos sacoleiros 35 . do chá. Principalmente. dentre as quais soja e milho. “Nas relações comerciais internacionais. pois resolveram adotar também a nacionalidade paraguaia. principalmente produtos eletrônicos e de informática. asiáticos. o termo designa um tipo particular de mercadoria em estado bruto primário de importância comercial.que vieram para Foz do Iguaçu atraídos com o crescimento populacional e pelos fluxos financeiros realizados com a venda dos produtos de Ciudad del Este 36 . como é o caso do café. Um aspecto deve considerar-se para o futuro crescimento populacional do município. Existem também pequenos médios e grandes empresários brasileiros oriundos de várias cidades da região oeste paranaense e de outros estados do Brasil e atuam não somente em Ciudad del Este como em várias cidades paraguaias a 200 a 300 quilômetros distantes de Foz do Iguaçu. possuindo até grandes áreas de terra onde plantam várias commodíties 37 . do cobre. da lã. Para esse crescimento contribuíram também vários outros fatores.

o descaminho e tráfico de entorpecentes. .62 contrabando. Tal retorno poderá fazer que a cidade em futuro próximo um crescimento populacional para o qual não está preparada para os próximos dez anos.

57 estrangeira sobre a população geral Fonte: DATA SUS(http:www.701 190.543 266.br)/Delegacia da Policia Federal de Foz do Iguaçu .781 6.703 204.06 2.16 2.39 2.31 2.973 5.795 9.788 3.427 3.datasus.10 2.988 4.55 3.620 286.1.686 4.26 2.72 3.285 População estrangeira 8.123 197.977 250.826 8.769 272.694 259.537 9.548 4.559 2. POPULAÇÃO ESTRANGEIRA E PARTICIPAÇÃO PERCENTUAL DA POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU .1 POPULAÇÃO TOTAL RESIDENTE.gov.941 279.922 10.42 3.1980-2004 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 183.49 3.627 241.31 2.40 3.30 População total População estrangeira Participação percentual da população estrangeira sobre a população geral 2000 2001 2002 2003 2004 População total 258.274 4.350 5.130 9.223 202.646 201.146 231.228 Participação percentual da população 3.72 TABELA 4.44 2.

801 0.788 Educação 0. Possui um peso de 2/3 na formação do IDH . mostram que o município se encontra no nível de desenvolvimento humano médio. Pelo comportamento da década de noventa do século passado. e b) o crescimento superior das taxas brutas de freqüência 40 no ensino fundamental (104.88 para 92.721 Renda 0. descrito pelos dados do censo demográfico do IBGE (1991-2000). 38 . 40 As taxas brutas de freqüência no ensino fundamental. 39 O aumento da percentagem de pessoas alfabetizadas entre os residentes na cidade com mais de 15 anos. Tais informações se referem ao Censo Demográfico. questionários bastante detalhados. Os sub-índices que compõe o IDHM de Foz do Iguaçu e o próprio índice sintético.2.1 O ÍDH-M e seus sub-índices. a partir de uma amostra.Educação.719 0. Foz do Iguaçu . ensino médio (e ensino superior) formam a taxa bruta de freqüência à escola.14 para 120.12) e no ensino médio (36.e em Foz do Iguaçu também .aplica de dez em dez domicílios urbanos e rurais. Tabela 4.52). contendo aspectos demográficos e sócio-econômicos das famílias brasileiras.647 0.722 0. sendo esta última mais desenvolvida que a dimensão Longevidade.71).1 a seguir. a tabela 4. percebe-se que a dimensão Educação é mais desenvolvida que a dimensão Renda.905 Longevidade 0. em função dos seguintes aspectos: a) a taxa de alfabetização 39 (de 88.61 para 100.19912000 Valores em (%) Indiciadores 1991 2000 IDM-M 0. na qual o IBGE em todo o Brasil .2 em relação às dimensões acima citadas da Educação em Foz do Iguaçu que mostra um comportamento de município de alto desenvolvimento humano. da tabela 4. a utilização de estatísticas 38 utilizadas pelo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil poderá descrever um perfil do município.2.2. no qual entra com peso de 1/3.739 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Por outro lado.64 Em relação à condição sócio-econômica da população. que é o outro indicador componente do sub-índice do IDH – Educação.

A difusão do progresso tecnológico das tecnologias da informação leva as empresas exigirem cada vez mais as pessoas a estudarem para poder usar tais tecnologias.65 TABELA 4. que lê e não sabe interpretar.52 Taxa bruta de freqüência à escola 62. instituindo a progressão continuada. de dislexia discursiva e outros problemas relacionados ao aprendizado. UNESCO.61 100. Tal condição traz problemas para o desenvolvimento Analfabeto funcional do ponto de vista educacional é aquela pessoa que lê e não gosta de ler.2.88 92. enviadas para as instituições multilaterais como Banco Mundial. FOZ DO IGUAÇU 1991-2000 VALORES EM (%) 1991 2000 Taxa de alfabetização 88. etc.9 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Tais crescimentos se devem dentre outras coisas ao aumento da população residente em idade escolar e no aumento de pessoas que estudam fora idade escolar.71 Taxa bruta de freqüência ao superior 5.. 41 . Esse procedimento só ajuda a melhorar as estatísticas educacionais brasileiras.2 TAXA DE ALFABETIZAÇÃO E TAXA DE FREQÜÊNCIA POR NÍVEL DE ENSINO. É necessário também esclarecer que o crescimento dessas variáveis em parte é devido ao fato de o governo brasileiro nos níveis de ensino fundamental e médio induzirem os professores a não repetirem de série mais os alunos.44 86.14 17.24 120. ONU. O próprio processo de urbanização faz com que as pessoas venham a desempenhar em atividades terciárias com um conteúdo de conhecimento cada vez maior.46 Taxa bruta de freqüência ao fundamental 104.12 Taxa bruta de freqüência ao ensino médio 33. pois na prática transfere para o nível universitário os problemas de analfabetismo funcional 41 . Tal dimensão pode ser notada em vários níveis de idade e de ensino no Brasil. tais tendências levam as pessoas a estudar mais e obter um nível de escolaridade maior.

Por outro lado.3 a seguir. pode ser melhor compreendido ao se observar a evolução das taxas de esperança de vida ao nascer.79 68.21 77. de renda. 43 42 . TABELA 4. O fato de o IDHM Longevidade apresentar comportamento de desenvolvimento médio.2. outros aspectos da dimensão Educação apresentam-se em níveis problemáticos 42 .3. de desigualdade de renda e de pobreza complementa e justifica a razão do município ainda não ter alcançado o nível de alto desenvolvimento humano.2.28 Mortalidade até um ano de idade 44.76 22.3 INDICADORES DEMOGRÁFICOS SELECIONADO.2. educacionais. de mortalidade até um ano de idade e da probabilidade de sobrevivência até os 60 anos. Já as taxas de esperança de vida ao nascer 44 e da Ver tabela 3. o mesmo não se pode afirmar das dimensões Longevidade e Renda. se houve crescimento admirável das variáveis educacionais anteriormente citadas. FOZ DO IGUAÇU 1991-2000 VALORES EM (%) 1991 2000 Esperança de vida ao nascer 63.47 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil O melhor comportamento percebido é a redução pela metade da taxa de mortalidade até um ano 43 . apresentada na tabela 4. a dimensão Educação apresenta quantitativamente uma evolução favorável na década de noventa. A análise adicional dos dados selecionados demográficos. Refere-se ao número de crianças que não irão sobreviver ao primeiro ano de vida em cada mil crianças nascidas vivas.5 Probabilidade de sobrevivência até 60 anos 69. 44 É relativa ao número médio de anos que as pessoas viveriam a partir do nascimento. Se por um lado.66 científico e tecnológico. em termos de IDHM. dado que se o aluno vai para o ensino superior com problemas de aprendizado em níveis anteriores pode apresentar dificuldades no nível universitário.

45 .32 e Tal variável significa a vulnerabilidade à morte numa idade relativamente precoce: a probabilidade de uma criança recém-nascida viver até aos 60 anos se os padrões de mortalidade específicos prevalecentes na época do nascimento permanecerem os mesmo ao longo da vida da criança.05 5. 47 Percentual de pessoas nessa faixa etária que não completaram a oitava série do ensino fundamental. 46 Percentual de pessoas nessa faixa etária que não completaram a oitava série do ensino fundamental. TABELA 4.92 6. ou seja. os quais reduzem pouco na década de noventa.2. FOZ DO IGUAÇU 19912000 VALORES EM (%) 1991 2000 Percentual de pessoas de 25 anos ou mais com menos de quatro anos de 34.67 probabilidade de sobrevivência aos 60 anos 45 crescendo pouco pode estar denotando baixo nível de saneamento básico na cidade e de falta de efetividade da política municipal de saúde preventiva. Implica que abandonaram a escola ou que apresentam um grau elevado de atraso escolar. A média de anos de estudo de adultos na faixa etária citada situou-se entre 5.2. Os dados complementares de Educação apresentados pela tabela 4. com menos de oito anos de estudo 47 e a média de anos de estudos das pessoas de 25 anos ou mais de idade.4 INDICADORES EDUCACIONAIS SELECIONADOS. a quantidade de adultos que se encontram em torno da condição de analfabetos funcionais ainda é grande. que pode ser classificadas como analfabetos funcionais.36 estudo Percentual de pessoas de 25 anos ou mais com menos de oito anos de estudo Média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 69.4 mostram três tipos de indicadores: o percentual de pessoas de 25 anos ou mais com menos de quatro anos de estudo 46 . Isso pode ser visualizado pela evolução dos percentuais de adultos com 4 anos e com mesmo de oito anos de estudo.41 Mesmo que o IDHM – Educação mostre que o município apresenta alto grau desenvolvimento humano nessa dimensão.32 58.85 26.

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6,41 nos anos de 1991 e 2000, quantidade de anos de estudo próxima a de analfabetos funcionais. Em relação aos dados complementares de Renda as tabelas 4.2.5 e 4.2.6 mostram indicadores selecionados de renda e de desigualdade de renda.

TABELA 4.2.5 INDICADORES SELECIONADOS DE RENDA, FOZ DO IGUAÇU 1991-2000 VALORES EM (%) 1991 2000 Percentual da renda proveniente de 89,76 78,94 rendimentos do trabalho Percentual da renda proveniente de 3,21 7,51 transferências governamentais Renda per Capita 289,61 326,19 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil

Percebe-se que a parte da renda proveniente do trabalho 48 se reduz de 89,76% em 1991 para 78,94%. Em contrapartida a parte renda relativa às transferências governamentais 49 cresce muito pouco de 3,21% para 7,51%. Já a renda per capita 50 evolui de R$ 289,61 em 1991 para R$ 326,19. Tais números mostram que apesar da renda per capita ter aumentado um pouco, o desemprego e as atividades informais de baixo nível de renda aumentaram na cidade. As informações que a tabela 3.2.6 a seguir complementam o quadro de análise da situação da renda no município. Apesar de o índice de Gini 51 não apresentar uma alta desigualdade, o percentual de renda apropriado pelos 10%

Equivale a participação percentual das rendas provenientes do trabalho (principal e outros) na renda total do município. 49 Refere-se à participação percentual das rendas provenientes de transferências governamentais (aposentadorias, pensões e programas oficiais de auxílio, como renda mínima, bolsa-escola e segurodesemprego, etc.) na renda total do município. 50 É a razão entre o somatório da renda per capita de todos os indivíduos e o número total desses indivíduos. A renda per capita de cada indivíduo é definida como a razão entre a soma da renda de todos os membros da família e o número de membros da mesma. Os dados se expressam em reais de 1o de agosto de 2000. 51 Mede o grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar per capita. Seu valor varia de 0, quando não há desigualdade (a renda de todos os indivíduos tem o mesmo valor), a 1, quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo detém toda a renda da sociedade e a renda de todos os outros indivíduos é nula)

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mais ricos 52 e o percentual de renda apropriado pelos 60% mais pobres 53 mostram um quadro preocupante.

TABELA 4.2.6 INDICADORES DE DESIGUALDADE DE RENDA, FOZ DO IGUAÇU 1991-2000 Valores em (%) 1991 2000 Índice de Gini 0,58 0,58 Percentual da renda apropriada pelos 10% mais ricos da população 46,62 46,31 Percentual da renda apropriada pelos 60% mais pobres da população 19,94 19,37 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil

Em relação ao índice de Gini e os percentuais de renda apropriados pelos 10% mais ricos (46,62 em 1991 e 46,31 em 2000) e dos 60% mais pobres (19,94 em 1991 e 19,37 em 2000), é necessário esclarecer que são indicadores aplicados à renda declarada no censo demográfico que na maior parte das vezes não reflete necessariamente o volume de renda total que as famílias entrevistadas recebem. Na maioria dos casos deduz-se que a renda declarada seja proveniente da atividade de trabalho, ou próximo dessa condição, Para se ter uma idéia da renda total dever-seia contar com a declaração de imposto de renda das famílias e das empresas. Quanto à apropriação de renda pelos 10% mais ricos e pelos 60% mais pobres estes dados sim mostram como desigual é a apropriação da renda gerada pelas atividades econômicas formais e informais de Foz do Iguaçu. Mesmo que os indicadores não terem apresentado grande crescimento dos dois grupos entre 1991 e 2000, a proporção mostrada é que visualiza a concentração de renda onde os 10% de famílias mais ricas detém em torno de 46% da renda gerada pelo município e os 60% das famílias mais pobres detém só 19% da renda do município.

É a proporção da renda do município apropriada pelos indivíduos pertencentes ao décimo mais rico da distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar per capita. 53 É a proporção da renda do município apropriada pelos indivíduos pertencentes aos três quintos mais pobres da distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar per capita.

52

70

A síntese da condição sócio-econômica de Foz do Iguaçu pode ser percebida pela análise da tabela 4.2.7, onde se apresentam os indicadores de intensidade de indigência 54 e de intensidade de pobreza 55 .

TABELA 4.2.7 INDICADORES DE INTENSIDADE DE POBREZA, FOZ DO IGUAÇU 1991-2000 VALORES EM (%) 1991 2000 Intensidade da indigência 48,79 60,66 Intensidade da pobreza 40,2 44,33 Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil

O que se percebe nesses dados são os níveis de exclusão social, dado que os percentuais de Intensidade da Indigência (de 48,79% para 60,66%) na década de noventa cresce mais que os percentuais da Intensidade da Pobreza (40,2% para 44,33%). Tais números mostram que aumentou muito mais o nível de indigência na cidade principalmente pelo fato de todo aquele contingente que tinha sua renda advinda do trabalho de formiguinha na região da Ponte da Amizade diminuiu sensivelmente após a redução da cota de importação definida pela Delegacia da Receita Federal em 1997 e também pelos efeitos da abertura da economia brasileira para o exterior e para o Mercosul nas pessoas que trabalhavam nos estabelecimentos comerciais da citada região. Por outro lado pela cidade carecer de programas de combate à pobreza na década citada.

Distância que separa a renda domiciliar per capita média dos indivíduos indigentes (ou seja, dos indivíduos com renda domiciliar per capita inferior a R$ 37,75) do valor da linha de indigência, medida em percentual do valor dessa linha de indigência. O indicador aponta quanto falta para um indivíduo deixar de ser considerado indigente. 55 Distância que separa a renda domiciliar per capita média dos indivíduos pobres (ou seja, dos indivíduos com renda domiciliar per capita inferior à linha de pobreza de R$ 75,50) do valor da linha de pobreza, medida em termos de percentual do valor dessa linha de pobreza.

54

Nessa seção. 56 . EDUCAÇÃO: A EVOLUÇÃO DOS ALUNOS MATRICULADOS Como já analisado no item 3. Tais números seriam prontamente atendidos se fossem solicitados por uma instituição pública. Um contato telefônico com o setor de estatísticas educacionais do próprio INEP – Instituto nacional de Estudos e pesquisas Educacionais Anísio Teixeira do MEC – Ministério da Educação. observou-se que não existiam estatísticas de alunos matriculados no município em todos os níveis cobrindo no período de 1990 a 2004. Por outro lado. porém nenhuma delas apresentavam séries completas referentes a alunos matriculados em todos os níveis de ensino. Porém demoraria muito tempo para o fornecimento de tais estatísticas. encontrou-se várias bibliografias contendo estatísticas educacionais. Porém é a partir de 1995 e de 1999/2000 que o mesmo tem a sua a importância observada quando amplia as ofertas de cursos principalmente no nível universitário. procurar-se-á desenvolver uma análise da expansão do número dos alunos matriculados nas instituições de ensino superior no período de 1990 a 2004. Segundo a consulta efetuada existem estatísticas de alunos matriculados para 1991 e de 1996 até 2004. Uma avaliação mais ampla das tendências do setor educacional como alavanca do crescimento econômico exigiria uma análise mais profunda do próprio setor.2 o setor educacional privado desponta como um dos novos setores de atividade econômica. Dada a dificuldade de se obter no município séries estatísticas completas 56 de alunos matriculados nos níveis do ensino fundamental e/ou primeiro grau e do Em levantamento na Biblioteca Pública Municipal de Foz do Iguaçu.71 5. visando atender a problemática enunciada na primeira seção. segundo consultas locais efetuadas mostrou que tal levantamento também demoraria pois as várias instituições ligadas ao ensino não possuem tais estatísticas de uma forma mais completa e sistematizada.

A evolução do total de alunos matriculados no ensino superior. no período de 1990 a 2004 pode ser visualizada a partir da tabela 5. . procurou-se analisar a tendência nos anos mais recentes (2000 a 2003) disponíveis no sítio do município de Foz do Iguaçu.1.72 ensino médio e/ou segundo grau.

.. 648 687 710 899 1. ... . ....... .... . ... . .. . .. .. ..... 90 127 150 201 Tec. ... .... . 67 119 Public.. . . ... . . . 40 39 73 187 283 389 Engenharia(3) . ..... 80 183 212 201 262 Biomedicina ...... .... 50 98 262 368 Geografia .. ... ......... .. .... .. ....... . ... .. .. .. ....199 1. ..........293 FONTE: Prefeitura Municipal da Foz do Iguaçu . .. 2....... ... . ...450 Educação Fisica .. e Propaganda .. 245 ... . .. . ...... ... .... . ....... .. ...706 6.......... ........273 1..... ..... ..... ..... ..1990-2004 ALUNOS MATRICULADOS 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 (1) 632 526 428 430 373 493 768 557 . ......... .. .. ..... . . . . .. . .. . 50 164 193 185 195 Letras 491 438 360 320 341 286 266 239 . . .... ... . .. .. ..... ... .407 2... ...... .. . .. . .... . 50 119 165 Sistema de Informação .. ...... .. .. ..... . 304 255 211 196 160 94 Psicologia ..73 TABELA 5.. ..... ... .. .... ......... ..........948 10..541 4... ... ...... .398 Nutrição ...767 ... .. . 194 298 352 181 Enfermagem . ... . ... ... . 28 22 Secretariado .. ..117 1. ..... .. ........ .. ... .... .... .. .... .....856 3... ..... . 27 68 128 Serviço Social .... ... . 683 703 729 783 898 878 Direito ....... .. .. 82 122 139 145 177 135 Normal Superior .482 1. .. . ..202 1.... . ...... .. . ..... .. . . .. .... . .. . 294 861 527 ... .739 1... .... ... . ...... .. ...... . ..... . 60 158 243 Pedagogia . . . . .. ..... . .. . . . . 100 245 332 391 236 Processamento de Dados .335 1. . ........ .. ... ...... 39 68 107 (2) Ciências 346 298 268 293 238 172 442 298 ..... .. .. .. ........ . 675 503 915 1.... . . . Hot e Tec Com Ext ..... . 47 113 176 Hotelaria .. 63 147 62 82 Turismo 260 220 158 159 165 162 157 146 .. 180 180 132 1. .. .. ...1 ALUNOS MATRICULADOS NO ENSINO SUPERIOR POR CURSO EM FOZ DO IGUAÇU .. ... 80 547 170 228 463 666 Fisioterapia .. ........ ... ....... . . ... . . 50 74 103 165 213 Relações Públicas ... .... .. 152 166 251 302 371 381 Total 1..... . ..214 1. . ............729 1. .. .. . . .. . .. . . .. 57 História . .. ..... 152 159 155 158 282 430 Matemática ...558 Administração Arquitetura e Urbanismo .. .. ... .. .....119 7.. . ........ ..... .... 40 80 110 109 185 159 Jornalismo ...... ....

Pública e Finanças (2) Agrupados valores de Ciências Biológicas. Gestão da Qualidade.Dado numérico igual a zero. não resultante de arredondamento . Gestão de Negócios .. Com. Marketing Internacional. Contábeis. Dado não disponível (1) Agrupados valores de Administração. Exterior.. Adm. Computação e Econômicas (3) Agrupados valores de Engenharia Ambiental. Elétrica e Mecânica .74 NOTA: . Civil.

Já em relação ao curso de Letras. 57 . O número de alunos matriculados se mantém relativamente entre 1990 (632) e 2000 (503). Por outro lado os cursos de engenharias 59 são opções mais recentes em termos de vagas para os alunos universitários. a quantidade de alunos matriculados passa de 915 em 2001 para 1558 em 2004. 58 Ciências Contábeis. Gestão da Qualidade. o MEC autorizou a abertura de vagas do curso de Normal Superior que passa de 180 alunos em 2001 para 1.450 em 2004. A quantidade de alunos matriculados nessa modalidade passa de 80 em 1999 para 666 em 2004. principalmente em função da influência da Binacional Itaipu e de suas necessidades. Engenharia. Mecânica. observa-se uma queda em termos do numero de alunos matriculados entre 1990 (491) e 2002 (158). Em seguida o curso de mais cresceu em termos de números de alunos matriculados é o de Direito que passa de 294 alunos em 1995 para 1. e Letras. O curso universitário de Administração junto com o de Letras. Administração com Comércio Exterior. 59 Engenharia Elétrica. Pública e Finanças. apresenta-se na seguinte seqüência: Administração. Ciências Econômicas. voltando apenas a crescer entre 2003 (282) e 2004 (430) 60 . Marketing Internacional. Normal Superior. crescendo entre 1999 (683) e 2004 (878). Ciências Contábeis e Turismo. Direito. é um dos mais antigos no município.398 em 2004. A quantidade de alunos matriculados em Ciências 58 mantém-se relativamente em um mesmo patamar entre 1990 (346) e 1997 (298). Gestão de Negócios. 60 Tal crescimento se observa pois uma das instituições privadas de ensino universitário abre vagas para o curso de Letras junto às existentes em uma instituição pública. Ciência da Computação e Ciências Biológicas. Com a abertura de novos cursos de Administração com várias opções de ênfases 57 .75 Na tabela anteriormente citada percebe-se que o crescimento do número de alunos matriculados. Ciências. Já em função de uma demanda do setor educacional de profissionalizar professores para ensino fundamental. Civil e Ambiental.

572 em 2004.002 alunos respectivamente. mas que possuem durante o período analisado um valor reduzido de alunos matriculados. CENINTER e IESDE). O ranking da quantidade de alunos matriculados pode ser assim apresentado: UDC. Unifoz e Cesufoz 61 . A terceira instituição a manter alunos matriculados é a UNIOESTE. A quantidade de alunos matriculados nessa instituição passa de 274 em 2001 para 2. Unioeste. A quarta instituição a manter alunos matriculados é a UNIFOZ. A segunda instituição em termos de alunos matriculados é a UNIAMÉRICA – Faculdade União das Américas.836 alunos em 2004.2.1 já citada. porém uma gama variada de outras formações universitárias disponíveis como mostra a tabela 5. 61 . Uniamérica. De 1995 a 2004 a instituição apresenta 469 e 1. A quinta e última instituição universitária é o CESUFOZ e no período analisado possui 405 alunos em 1996 e 955 em 2004. A instituição que mais alunos matriculados possui é a UDC – União Dinâmica de Faculdade Cataratas. Existem três outras instituições universitárias (Faculdade Anglo-Americano. Existem. Uma outra percepção sobre a evolução de alunos matriculados no ensino universitário pode ser vista na tabela 5.76 Os cursos anteriormente analisados representam a maior parte do número de alunos matriculados. Essa universidade pública no período analisado passa de 1729 alunos em 1990 para 1776 em 2004. que apresenta 280 alunos em 2000 e 2.

.. .140 2... . .. ...... .. ...002 Unioeste 1. ..037 1..064 1.482 1.128 1..387 4.....852 3......214 1.. .. 781 794 967 1......117 938 923 967 .407 2. 274 882 1.....916 1...599 Fonte: Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu NOTA: .327 1.729 1. . 405 .. .. .. . . 943 986 1... ......625 2....... 1.. .091 1.. 280 933 1.. . .1990-2003 ALUNOS POR INSTITUIÇÃO INSTITUIÇÃO 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Anglo Americano .. ...836 Uniamérica . ... 25 IESDE .202 1.. . .. .. ..777 .. ... ..351 2...... .77 TABELA 4..572 Unifoz .468 1. .Dado numérico igual a zero..776 TOTAL 1.. . .. .729 1..... . .016 944 CENINTER ...... . .181 UDC .... ... ..498 1.. .... . ... ..... . ... . 177 263 Cesufoz .202 1... ...117 1... .. Dado não disponível .022 1...965 10........ .. ... ...... 2.... .. 469 694 810 .706 6.... . não resultante de arredondamento .1.2 ALUNOS MATRICULADOS NO ENSINO SUPERIOR POR INSTITUIÇÃO DO MUNICIPIO DE FOZ DO IGUAÇU . . .... . . 1. . . ....214 1.351 1.. .119 7...482 1. . ..... .. .. ... . .

... Dado não disponivel (1) Entidades Filantrópicas. A tabela 5.005 21. .. Estadual Médio 11. 125 Outros(1) 370 98 .721 10.2001-2003 COLÉGIOS ESCOLAS Nº DE ALUNOS 2000 2001 2002 2003 TOTAL E.570 1.. ..568 104.933 2. 5ª À 8ª SÉRIES E ENSINO MÉDIO . . ..800 4.241 Ensino Médio Particular Médio 2.. Estadual 5ª à 8ª 20...3 ilustra a evolução dos alunos matriculado de 2000 a 2003.154 2.014 2..639 Municipal Médio .. CEEBJA (2) Senai. .426 21..543 Municipal 1ª à 4ª 25. 80 548 E.014 2.463 em 2003. ora entre o estado e o setor privado (ensino médio)..426 21..875 2. Porém para o que se propõe nessa seção serão analisados em que tipo de instituição se verifica a maior quantidade de alunos matriculados por nível de ensino. . 907 1.772 Outros(2) .463 Estadual 1ª à 4ª 95 30 .645 26.. No ensino fundamental de primeira a quarta série nas escolas municipais a quantidade de alunos passa de 25. Fundamental 1ª à 4ª Particular 1ª à 4ª 2..879 77.666 21.FOZ DO IGUAÇU .111 Outros(2) . Fundamental 5ª à 8ª Particular 5ª à 8ª 2. Senac... CEEBJA Já no ensino fundamental de quinta à oitava séries a maior quantidade alunos matriculados se observa em instituições de ensino de responsabilidade do governo . O que se pode enxergar no curto período analisado é que há uma divisão institucional do trabalho na oferta e manutenção das vagas nos níveis fundamental e médio ora entre município e o setor privado (ensino fundamental). 764 2977 2500 6.879 86....277 FONTE: Secretaria Municipal da Educação .. ..760 2.959 Municipal 5ª à 8ª .801 22.. TABELA 5. . .SMDE NOTA: ...3 ALUNOS MATRICULADOS NO ENSINO FUNDAMENTAL..520 em 2000 para 104.739 2..520 26.730 25.739 2.943 11.78 Além do nível universitário o município de Foz do Iguaçu possui muitos alunos matriculados nos níveis anteriores de ensino (fundamental e médio) no período estudado...457 8. 1ª À 4ª.801 22..792 2.

79 do Estado do Paraná.772 alunos em 2003.005 alunos matriculados e 86. E finalmente no ensino médio a maior quantidade de alunos matriculados está localizada em colégios do governo do estado. Tais números podem estar mostrando que parte da classe média pode estar deixando de matricular seus filhos em escolas e colégios particulares para matriculálos em instituições de ensino do município e do estado do Paraná. Neles encontram-se 11.111 alunos em 2003.666 alunos em 2000 passando para 77. onde em 2000 estão 20. .

pois na realidade ocorrem superposição de registros de ocorrências que em alguns momentos tanto a Guarda Municipal como a Policia Militar efetuam. Uma entrevista realizada com um superintendente da Polícia Civil de Foz do Iguaçu. Tal situação ocorre também quando a Polícia Civil se insere no processo da ocorrência policial. O que se fará nessa seção. Polícia Civil e Delegacia da Receita Federal. Já em relação à Delegacia da Polícia Federal.80 6 A SEGURANÇA: OCORRÊNCIAS POLICIAIS E APREENSÕES Essa seção desse relatório de conjuntura econômica apresentará a evolução das ocorrências policiais da Guarda Municipal. Porém é com a Policia Civil que ocorre a finalização da ocorrência. A primeira não foi possível pois a 6a Divisão de Polícia Civil da Foz do Iguaçu não respondeu a solicitação feita em janeiro de 2005. Essa pelo menos a justificativa apresentada. 62 Inicialmente estavam previstas análises sobre a evolução das ocorrências policiais realizadas pela Polícia Civil e pela Delegacia da Polícia Federal. é uma análise das estatísticas fornecidas pela Guarda Municipal. Convém esclarecer que o objetivo inicial da análise da evolução das ocorrências policiais previa a inclusão de estatísticas da resolução das referidas ocorrências. da Polícia Militar e das apreensões de contrabando e descaminho realizadas pela Delegacia da Receita Federal 62 . conforme já citado na primeira seção. a resposta apresentada referia-se ao fato de a delegacia consultada não possuir estatísticas de todos os processos e que levaria muito tempo para levantá-las. . em função do que se explicou anteriormente. permitiu saber que não existe estatísticas sistematizadas desde 1990 sobre todo esse encaminhamento. Na realidade o que existe são estatísticas de ocorrências atendidas pela Polícia Civil e enviadas para a Secretaria de Segurança Pública em Curitiba e que não são disponíveis para consulta em Foz do Iguaçu. Mas ao se estabelecer os contatos com as várias instâncias de polícia percebeu-se a impossibilidade de realizar tal tarefa. onde por meio de suas várias instâncias a ocorrência transformasse em processo e é encaminhado para o poder judiciário.

837 11. ocorrendo uma redução sensível na quantidade de pessoas detidas. A tabela 6. Após esse período observasse de novo um crescimento das ocorrências. chegando a 11. A análise da cita tabela mostra que as ocorrências atendidas pela Guarda Municipal de Foz do Iguaçu apresentam um crescimento no período de 1991 (361) a 1999 (17.837).1998-2004 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Pessoas Detidas 6.307 4.706 570 Fonte: Polícia Militar. quando se sabe que no período ocorreu um aumento da marginalidade.1.1994-2004 NUMERO DE OCORRÊNCIAS 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 FOZ DO IGUAÇU 361 1. aos atendimentos policiais e principais delitos levantados por essa polícia em suas atividades no período de 1998 a 2004.636 10.068 em 1998 para 570 em 2004.1 PESSOAS DETIDAS PELO 14º BATALHÃO DE POLICIA MILITAR DE FOZ DO IGUAÇU .604 2.736 6.246 11.717 2.417 16.1.1.2.81 A evolução das ocorrências policiais atendidas pela Guarda Municipal referese ao período de 1994 a 2004 e pode ser ilustrada pela tabela 6.1 mostra que em relação à quantidade de pessoas detidas pela Polícia Militar a mesma evoluiu de 6.289 3.416 17. 14º Batalhão . O que se questiona qual o motivo de haver uma redução tão grande nesse número.706 2. TABELA 6.068 5. Desse ano em diante até 2002 (8.2. TABELA 6.417).443 Fonte: PMFI/Secretaria Municipal de Cooperação para Assuntos de Segurança Pública/Departamento da Guarda Municipal Em relação à Policia Militar a análise será realizada em relação à quantidade de pessoas detidas.443 em 2004.064 8.1 OCORRÊNCIAS POLICIAIS ATENDIDAS PELA GUARDA MUNICIAPAL EM FOZ DO IGUAÇU .745 11. ocorre uma queda acentuada de metade das ocorrências atendidas naquele ano.

314 Serviços Policiais 2.129 2.3 mostra os principais delitos por natureza do delito cobertos por essa corporação policial.961 2.462 12. pois o volume de cada um deles era muito pequeno e tornava o tamanho da tabela muito grande. Um outro comportamento dos números que também se destaca é o crescimento anual de homicídios (mortes) que passam de 99 em 1998 para 219 em 2004.896 1.945 2.314 Fonte: Policia Militar.1998-2004 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Total de Atendimentos 19.458 1.719 3. a tabela 6.148 1.2 ATENDIMENTOS POLICIAIS REALIZADOS PELA POLICIA MILITAR EM FOZ DO IGUAÇU . .575 13.427 13.566 9.365 4.2.036 em 2004.405 8. 14º Batalhão Finalizando a análise sobre as ocorrências de responsabilidade da Polícia Militar.752 16.407 24. e roubos que passam de 706 em 1998 para 1. estabelecimentos e a veículos). embriagues e outros delitos 63 .474 16. 63 Inclui-se vários tipo de delitos em outros delitos.828 2.279 Ocorrencias Policiais 13. acidentes de trânsito e serviços policiais . furtos a residências e roubos de todo o tipo (residência.2.82 Repetindo a mesma tendência apresentada pela tabela anterior.realizados pelo 14o Batalhão de Policia Militar durante 1998 a 2004.2 ilustra os atendimentos policiais – ocorrências policiais. onde em alguns anos ocorrem aumentos das ocorrências. pessoal. a tabela 6. Da referida tabela pode-se destacar: a) crescimento de homicídios. e b) redução de briga familiar (maus tratos).601 12. destacam-se furtos a residências que passam de 982 em 1998 para 1. ocorrências sociais. a tendência no período todo é de queda.049 4.307 16. investimentos em infra-estrutura por parte do estado do Paraná e do município? TABELA 6.781 15. O que está faltando.550 1.151 1.503 Ocorrencias Sociais 571 835 636 264 163 155 148 Acidente de Trânsito 2. viaturas. Desses números.239 em 2004.794 23.2. Mesmo que ocorram oscilações nos números. para incluir em uma página.

489 2. comunicação falsa.671 16.407 24. suicídio.553 7. violação do domicilio.067 539 403 473 480 Danos 479 616 688 489 357 411 511 Furtos 1. perturbação do sossego.2. 14º Batalhão NOTA: (1) representa. desacato.277 4.344 1.566 9.1998-2004 DELITOS NÚMERO DE DELITOS 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Homicídio 99 91 122 143 208 194 219 Lesão Corporal 709 795 916 539 484 481 485 Briga Família (Maus Tratos) 961 692 130 36 19 21 22 Vias de Fatos (Brigas) 1.239 Furto a Estabelecimentos 545 493 537 733 443 678 473 Furto a Veículos 411 478 507 393 339 260 504 Roubos 706 1.601 8.102 1.323 Total 19.002 1.835 2.512 1.462 12.198 1.155 935 1.83 TABELA 6.212 1. recuperação de veiculos .817 11. direção perigosa.141 1.044 2. achado de cadáver.036 Roubo a Residências 128 159 142 255 255 168 281 Roubo a Estabelecimentos 237 228 303 358 316 355 296 Roubo a Veículos 127 142 191 154 150 207 377 Tóxicos 198 266 205 153 120 158 175 Falta de CNH 308 289 350 124 68 38 42 Embriagues 1.276 Ameaça 810 1.577 11. estupro.320 1.222 1. disparo de arma de fogo. calote.794 24.586 1.049 997 689 145 67 56 50 Outros Delitos(1) 8. porte de arma. invasão de propriedade.503 Fonte: Polícia Militar.3 PRINCIPAIS DELITOS POR NATUREZA DO DELITO COBERTOS PELA POLICIA MILITAR EM FOZ DO IGUAÇU .143 1. perturbação de serviço.165 916 727 714 Furto a Residências 982 1.453 1.014 2.246 2. contrabando/descaminho.308 775 801 1.

84 As tabelas 6.1 e 6.4 a seguir ilustram uma parcela do que representa aspectos das atividades ilícitas que ocorrem no município no que se refere ao movimento dos fluxos de bens importados ilegalmente e do tráfico de entorpecentes.3. sendo que os dados fornecidos de 2004. 6. 6. tudo leva a crer que quando foram fornecidos eram ainda preliminares.3.2 referem-se a apreensões realizadas em hotéis onde os sacoleiros ficam hospedados e no trajeto entre Foz do Iguaçu e a citada aduana brasileira em Medianeira.2.3. incluindo as apreensões realizadas pela Policia Federal. Em relação às tabelas 6.2 as mesmas mostram a evolução da apreensão de mercadorias importadas ilegalmente do provenientes de Ciudad del Este.3. O que é interessante é que o volume de apreensões é crescente no período de 1995 a 2003. O que se percebe é o maior volume de apreensões localizasse na Zona Primária e especificamente na Ponte Internacional da Amizade.1. . incluindo toda a cidade de Foz do Iguaçu e o trecho da BR-277 entre Foz do Iguaçu e o posto da aduana brasileira em Medianeira).3.3.3. A parcela relativa às apreensões realizadas pela Delegacia da Receita Federal de Foz do Iguaçu em uma amostra de veículos que passam pela fiscalização da mesma na Zona Primária (Ponte Internacional da Amizade e Ponte Presidente Garrastazu Médici) e na Zona Secundária (todo o espaço fiscalizado. O volume menor apresentado pela tabela 6.3 e 6.

567 733.755 10.149 5.. .....513 2... . . FOZ DO IGUAÇU 1995-2004 VALORES DAS MERCADORIAS EM DÓLARES AMERICANOS DE CADA ANO 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Informática .85 TABELA 6.. .899 49... 700 Total 17.....187 Veículos .873 84. .... ......... .171 Brinquedos .....256 7. ..602. . .981 12..679 591 709 Cd Gravado . .188 1.105 510 4.. 38.190 Fonte: Equipes da Delegacia Federal e da Polícia Federal NOTA: Zona Primária corresponde a Ponte da Amizade . ..308 Cigarros ....... . .. 4.761 9.... .158.005 249.....285 17. 8. 670 2.......060 707 3..295 893.120 981. 37.586 Outras(PF) . .. . .101 3..206 112. .. .728. ..826 9. .. . .612 616....439 8. .451 9.. ...811 179.225 734 Bebidas ...908 654. .....888 4.....135 Cd Virgem .580 35.. . ....745 1..025 416.. . ... . .. 319. 54. .3..... .420.920 578.705 Eletrônicos ....176 15. . .... . . 104. Dado não disponível .455 155...567 7.292 2. .356 4.....260 33.1 APREENSÕES DE MERCADORIAS REALIZADAS PELA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL NA ZONA PRIMÁRIA.

214 294..923 2.... .953 1.. .. .742 Eletrônicos . .868 Veículos .......... 6.632 21. 3... 72. .. .041 . .. 31.. 76. .... Dado não disponível 2004 105 6. .513. .767 22... ....275 294... 286... ...740 143..735.FOZ DO IGUAÇU 1995-2004 VALORES DAS MERCADORIAS EM DÓLARES AMERICANOS DE CADA ANO 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 Informática .546 30. .. .343 9..971 Cd Virgem ..177 ... . exclusive...540 47.222 122...838 132.... ......398 62.832 1. .443 20.692 352.... ..301 1.. ... . ...198.200 Total 21..468 Fonte: Equipes da Delegacia Federal e da Polícia Federal NOTA: Zona Secundária corresponde as apreensões fora da Ponte da Amizade até o Posto de Medianeira......165 244. ..240 Cd Gravado . . . ..217 401.423 Outras(PF) .156 98... ...3.. .053 ...940...776 1.86 TABELA 6. 57.240. . . .. ..... .....293 88.276 .. .198 Brinquedos .532 3.211 38.. . ... 43. ..283 191...417 329....746.999 Bebidas . 145. ... ...426. 715..076 23.610 12..941 21. 447.788 75..098...2 APREENSÕES DE MERCADORIAS REALIZADAS PELA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL NA ZONA SECUNDÁRIA .. . ..304 447. .. .354.827 Cigarros .. . 312.

Se forem incluídas na análise as tendências globais da atual crise ambiental global (efeito estufa. do contrabando e do descaminho realmente ocorrido. degelo das calotas polares. mesmo que os contingentes de fiscais. necessariamente muitas pessoas refletirão até quando os brasileiros e outros povos poderão desfrutar de tais amenidades ambientais. o volume de mercadorias apreendidas mostra que o efeito real desses fluxos de mercadorias pode estar tirando emprego de muitos brasileiros que trabalham no setor formal do mercado de trabalho onde estão localizadas as indústrias nacionais e estrangeiras localizadas no território brasileiro. ex. expondo também muitos brasileiros com ou sem opção de sobrevivência nas grandes capitais e cidades médias. assim possam aumentar a renda e a qualidade de vida dos moradores de Foz Iguaçu e cidades do entorno imediato do município. redução da camada de ozônio. sejam ainda em um número menor que o necessário para a efetiva fiscalização. 64 . a instalação de indústrias não poluentes) que agregadas à vocação natural do turismo ecológico. Isso mostra a necessidade de Foz do Iguaçu e suas lideranças repensarem o futuro do desenvolvimento sócio-econômico amparado em atividades econômicas que tragam mais turistas estrangeiros e brasileiros. Um dos efeitos previstos pelo cientistas é que o continuo degelo das calotas polares elevarão aproximadamente em 70 metros o nível dos mares em 50 anos. etc). que venham apreciar as amenidades ambientais (recreações e serviços ambientais prestados junto aos bens ambientais contidos dentro e fora do Parque Nacional do Iguaçu) 64 . Se isso realmente vira a acontecer essas águas poderão chegar pela bacia platina até Foz do Iguaçu pelo Rio Paraná.87 Pelas informações veiculadas na imprensa. às situações constrangedoras nas várias apreensões ocorridas. E a necessidade de repensarem e reconstruírem novas vocações econômicas (p. da Delegacia da Receita Federal e de policiais da Policia Federal. subindo os acidentes geográficos como fazem os peixes para desovar.

3. . a tabela 6. o tráfico e o descaminho é apenas uma das dimensões das atividades ilícitas praticadas.3 a seguir mostra a quantidade de veículos que eram usados nessas atividades.88 O contrabando.

... Carreta e Cavalo . .FOZ DO IGUAÇU . Dado não disponivel 2001 47 3 7 4 32 46 139 2002 34 7 4 9 20 74 2003 27 46 17 63 153 2004 48 1 386 18 3 408 864 . . Total 147 138 131 61 100 203 FONTE: Delegacia da Receita Federal NOTA: (¹) Agrupam-se os dados de Trator. . .89 TABELA 6..... ...3 APREENSÕES DE VEÍCULOS . ....1995-2004 NÚMERO DE APREENSÕES VEÍCULOS 1995 1996 1997 1998 1999 2000 Automóvel 91 89 93 47 72 92 Caminhão 17 21 24 5 2 10 Onibus 16 25 10 4 12 12 Motocicleta 23 3 4 5 14 10 Caminhonete ...3.. ... .. ...... 79 Outros(¹) ..

. que mesmo tendo uma história própria e a criação de uma cultura participativa com forte densidade institucional.90 A tabela anteriormente citada mostra que tendencialmente que reduzem-se o volume de automóveis. as lideranças das cidades que estão no trajeto de Foz do Iguaçu a Medianeira e de Foz a Guaíra. E de novo pensando em alternativas é necessário que. Os dados sobre apreensões realizadas pela Delegacia da Receita Federal mostram que uma boa parte das pessoas que trabalham em Foz do Iguaçu dando suporte aos sacoleiros são do município e de outras cidades do trajeto Foz do Iguaçu a Medianeira. pois os problemas que ocorre em Foz do Iguaçu não são problemas locais e sim regionais pois envolvem pessoas e cidades de boa parte da mesorregião Oeste do Paraná. O Brasil possui muitas experiências exitosas em termos de planejamento participativo e da implantação participativa de políticas de desenvolvimento regional e local. para citar apenas uma delas menciona-se a da Câmara Regional do ABC. Uma das cidades que fazem parte desse contexto regional citado é a 65 Valor referente ao ano de 2000. Mostra também que tem aumentado a quantidade ônibus e motocicletas. Isso pode estar mostrando que uma boa parte dessas atividades ilícitas estão sendo realizadas utilizando mais ônibus e motocicletas.17 e 79 65 ) e 2004 (48. apreendidos entre 1995 (91 e 16) e 2004 (386 e 18). Uma parte dessas pessoas trabalham no transporte de sacoleiros entre Ciudad del Este e Foz e outros locais até Medianeira. caminhões e caminhonetes apreendidas no período de 1995 (91. 1 e 3). alternativas legais e lícitas que reempreguem esse contingente populacional em projetos de desenvolvimento amparados em novas vocações de desenvolvimento regional. passou por um processo de desindustrialização e reestruturação das atividades econômicas amparadas largamente no setor de serviços. pensem e discutam com a sociedade regional.

91 cidade de Santo André a qual possui os melhores índices de desenvolvimento sócioeconômico local do Brasil. .

471 5 23. ..760 331. não resultante de arredondamento ..1995-2004 NÚMERO DE APREENSÕES ENTORPECENTES 1995 1996 1997 1998 1999 2000 Lança Perfume 2. . .172 2003 611 314....360 1. .192 5...060 7.3.171...425 Cocaína (g) 18. .777 2004 2.Dado numérico igual a zero.059....68 19..565 15.. .700 758.92 TABELA 6. ..4 APREENSÃO DE ENTORPECENTES ..000 3.564 3.910 Armas . ...045 665 650 1. .04 19.56 20..664 ..370 6...503 4.. Fonte: Delegacia da Receita Federal NOTA: . .... .400 9.035 447. ..929 29 2. .209. 3...834 Maconha (g) 164.480 1..720 1..456 7..220 482 17.... . Dado não disponivel 2001 1... Munições (cx) .044 784 2 13 2002 631 997.030 2..02 2 1..450 Haxixe (g) ... . .FOZ DO IGUAÇU .. 220 Crack em Pedra . ...

uma política educacional que acabe com o analfabetismo e uma política de emprego e renda que reduza sensivelmente as atividades informais no país.93 E finalizando essa seção a tabela 6.3. A citada tabela ilustra que a maior parte das apreensões de entorpecentes referem-se à maconha e à cocaína.4 traz o volume dos fluxos de entorpecentes que passam e são apreendidos na Zona Primária e Secundária da Delegacia da Receita Federal de Foz do Iguaçu. Mostra também que munições de armas algumas delas de uso das forças armadas vem crescendo muito. . O problema do tráfico da droga nessas fronteiras é antigo e requer dentre outras ações uma política de melhor gestão das fronteiras por conta do governo federal. Porém nada disso pode funcionar se a implementação de tais políticas não envolverem governo federal. econômicas e sociais do município de Foz do Iguaçu. pois essas drogas são as campeãs em termos de apreensões. governo do Estado do Paraná e municípios que estão no entorno de Foz do Iguaçu incluindo nesse esforço as lideranças políticas.

94

7 A EVOLUÇÃO DA CONSTRUÇÃO CIVIL

A importância de se utilizar o setor da construção civil em uma análise de conjuntura refere-se à importância que esse setor industrial tem em uma recuperação econômica ao longo do ciclo econômico de um país. Com a vinda de John Maynard Keynes, as relações entre gastos na construção civil e sua influência no acionamento da demanda de insumos, bens e serviços nas outras indústrias e empresas, a partir dos estudos de Khan, economista do circulo imediato de Keynes da Universidade de Cambridge na Inglaterra, desaguou na construção do multiplicador keynesiano, item de suma importância da análise macroeconômica contemporânea. Porém uma das dificuldades encontradas ao se analisar a conjuntura econômica em uma cidade é achar informações estatísticas dos investimentos realizados pelos empresários da construção civil. Todos os sítios dos vários sinduscons na Internet consultados nesse trabalho, da cidade de São Paulo à de Cascavel, mostrou que no máximo eles possuem informações estatísticas necessárias à condução de seus negócios, como por exemplo séries estatísticas de salários das profissões que trabalham nesse setor, de determinados curtos que são necessários para a elaboração de orçamentos de obras em concorrências, e outras informações estatísticas de uso generalizado por esses empresários. Para uma análise mais profunda do setor da construção em cidades industriais seriam necessárias informações complementares somente existentes nos governos estaduais e nas prefeituras, quando os mesmos são organizados do ponto de vista de suas informações gerenciais e sócio-econômicas.

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Uma das alternativas que restam é a utilização das estatísticas de emissões de guias de alvarás de construção e de cartas de habitação (habite-se), como informações indiretas que podem mostrar a tendência e a intenção de construir habitações e imóveis para a instalação de empresas. Nessa seção serão utilizados relatórios gerenciais de emissão de guias de alvarás de construção e “habite-ses” fornecidos pela Secretaria Municipal de Obras de Foz do Iguaçu 66 . Dos relatórios recebidos, separou a evolução das emissões de guias já mencionadas e das informações de áreas de construção declaradas nesses documentos. Tendo o setor da construção civil como indicador da tendência de urbanização e crescimento do município de Foz do Iguaçu, o gráfico 6.1 a seguir apresenta a evolução da quantidade dos alvarás de construção e dos habite-se emitidos pela Secretaria Municipal de Obras de Foz do Iguaçu no período de 1990 a 2004. Tais números mostram a intenção das pessoas e das empresas edificarem novas construções para fins de moradias e operação das várias atividades econômicas que a cidade possui. Uma tendência interessante é a apresentada é a da quantidade de alvarás de construção que apresenta um crescimento entre 1990 (808) e 1996 (1769) e uma inflexão a partir de 1997 (1595) que mantém-se até 2004 (602). O mais interessante é que o comportamento acima mencionado pode estar confirmando a tendência da redução da atividade econômica no município.

Convém lembrar que a análise aqui desenvolvida não necessariamente avalia a qualidade do sistema de informações utilizado. A qualidade desses números depende do tipo de fiscalização da Secretaria Municipal de Obra e da utilidades dos mesmos na gestão pública.

66

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Um outro comportamento que o referido gráfico apresenta é que há um descompasso entre quantidade de emissões de habite-se e alvará de construção. A quantidade de emissões de habite-se é muito menor que a de alvarás de construção. Percebe-se também que os movimentos entre as duas séries apresentam um comportamento diferente. Há uma visível redução da quantidade de emissões de habite-se entre 1990 (808) e 1996 (163) e um crescimento entre 1997 (246) e 2000 (329) para depois uma nova queda entre 2001(212) a 2004 (195).

97 GRÁFICO 6.1 EMISSÕES DE ALVARÁS DE CONSTRUÇÃO E DE HABITE-SES EM FOZ DO IGUAÇU 1990/2004 2000 1769 1800 1600 1595 1400 961 1060 1200 1327 891 1000 808 743 939 800 717 651 781 809 600 334 233 217 246 212 270 400 318 326 329 565 198 602 182 164 168 200 0 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Quantidade de Alvarás 2 por méd móv (Quantidade de Alvarás) 163 Quantidade de Habite-se 2 por méd móv (Quantidade de Habite-se) Fonte: PMFI/Secretaria Municipal de Obras 195 .

82). e/ou induzindo a criação de pequenas e médias empresas locais que possam vir a produzir e fornecer insumos para um esforço de construção dentre outras coisas. O gráfico 6.31) para daí em diante uma tendência de queda se firmar durante 1992 (440.036.03 em 1990 para 561. residentes em favelas urbanizadas e não urbanizadas. Um aspecto interessante observado é que existe uma relação entre a evolução das áreas declaradas de alvarás e habite-ses.980.736.48) e 2004 (184. .2 objetiva justamente apresentar como evolui a intensidade da intenção de quanto construir.796.173. mesmo que o volume das áreas declaradas dos habite-ses seja bem menor.10). É a tendência de redução nas áreas declaradas que passam de 160.526. Um comentário aqui é necessário após a análise dessas tendências.54) a 2004 (55.31 em 1991 e reduzindo-se durante o período de 1992 (129. É o caso de a economia de Foz do Iguaçu ser muito especializada no setor de serviços.4) e 1991 (561.98 Se a evolução do número das emissões de alvará de construção e de habitese mostra a tendência da construção civil no município de Foz do Iguaçu.285.796. Observando o volume das áreas declaradas nos alvarás de construção verifica-se que ocorreu um aumento durante os anos de 1990(330. a evolução do volume das áreas declaradas dos dois tipos de documentos ilustra a intensidade da tendência da construção civil. baseado em uma política habitacional para um contigente muito grande de famílias. O efeito multiplicador do acionamento das atividades da construção civil necessariamente deve passar induzindo inicialmente empresas e criando empregos em Foz do Iguaçu.

48 373. méd.000.03 148.54 356.48 500.10 .000.75 145.40 274.980.54 118.27 173.40 99.036.56 140.54 110.30 0.034.219.74 199. móv.33 160.2 EVOLUÇÃO DAS ÁREAS DECLARADAS (m2) EM ALVARÁS DE CONSTRUÇÃO E CARTAS DE HABITAÇÃO EM FOZ DO IGUAÇU 1990/2004 561.224.614.173.00 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Alvarás Cartas de habitação 2 por.030.673.212.326.000.019.361.89 132.82 100.285.33 174.13 140.31 600. méd.122.20 184. (Alvarás) 2 por.99 GRÁFICO 6.00 330.526.736.695. móv.570.54 300.26 71.00 12.00 440.59 117.00 228.982.41 52.194.000.259.26 253.28 129.000.625.796.96 200.00 425.00 82.000.779.047. (Cartas de habitação) Fonte: PMFI/Secretaria Municipal de Obras 55.999.29 317.520.348.830.51 400.

Em uma primeira abordagem percebeu-se que o gráfico de linhas mostrou que as estatísticas de depósitos referentes a dezembro de 1992 apresentaram uma variação muito grande em relação à variação ocorridas nos outros anos da série. procurou verificar a melhor forma de apresentar as informações dado que eram referentes ao estoque de moeda em alguns momentos em fim de mês. Esta seção procurará analisar como evolui o estoque de moeda por tipo de depósito nas agências bancárias de Foz do Iguaçu no período de 1988 a 2003. procurou verificar a maneira de apresentar tais dados. Consultando a divisão do Banco Central que forneceu os dados estatísticos sobre tal variação. Uma outra preocupação referiu-se em não deflacionar tais informações. Desde que foram recebidas as informações do Banco Central. em outros momentos em fim de trimestre. As cifras de depósitos estão sendo apresentadas na moeda corrente que estavam no período que foram coletadas. a resposta recebida explica em estando os dados em cada ano na moeda corrente da época. Após agrupar as informações em fim de ano durante o período de 1988 a 2003. pois da maneira que elas forma agregadas (por município) poderia introduzir distorções na análise.100 8 O SETOR BANCÁRIO Em uma cidade uma das formas de se ver a capacidade da sociedade da mesma mobilizar poupança comunitária é analisando as estatísticas do estoque de moeda por tipos de depósito no setor bancário municipal. Visando facilitar análise decidiu-se utilizar os dados de estoque de moeda em fins de período (por exemplo em dezembro de cada ano). o que ocorreu foi que entre 1991 e 1992 a TR (Taxa Referencial) que regulava contratos na época variou .

Por isso houve uma variação tão grande verificada. obrigatórios. empréstimos e títulos descontados. Para entender as estatísticas analisadas é necessário explicar o que compreende o conceito de cada um dos tipos de depósitos a serem analisados. Em 1993 passou a ser o Cruzeiro Real. jurídicas. Os tipos de depósitos analisados são seis.101 aproximadamente 1. contribuições providenciarias. e tabela com valores relativos em participação percentual de cada tipo de depósito sobre os depósitos totais. Judiciais até julho de 2000 e demais depósitos. Em função das dificuldades em analisar as informações estatísticas de depósitos bancários com os problemas anteriormente citados. isto é. contribuição sindical. f) obrigações por recebimento: inclui IOF (imposto sobre operações financeiras). d) poupança: depósitos de poupança captados pelas agências bancárias de todos os depositantes que querem abrir um caderneta de poupança. b) depósitos à vista governo: referem-se a recursos relacionados a serviços públicos e atividades empresariais estatais. CDB. e) depósitos à prazo: depósitos a prazo captados pelas agencias bancárias. financiamentos e outros tipos de crédito). os quais são definidos a seguir: a) aplicações: referem-se a operações de crédito (p. ex. em valores absolutos. Acompanhando cada tabela colocou-se um gráfico apresentando a participação percentual dos valores absolutos e um gráfico que trouxesse a evolução percentual de alguns tipos de depósitos. procurou-se apresentá-las em tabela com as cifras originais. como por exemplo. vinculados. tributos . tributos federais. c) depósitos à vista privado: são depósitos de pessoas físicas.500% e a moeda era a mesma – Cruzeiro. e outros tipos de depósitos à prazo. RDB.

os estoques de moeda por tipo de depósito. Por outro lado. observa-se que houve uma redução sensível do estoque de moeda para aplicações (-98. pois permitem visualizar os estoques totais de moeda.13%). qual a evolução dos esforços de poupança comunitária e assim procurar promover a utilização dessa poupança comunitária nos projetos de novos empreendimentos inovadores que gerem emprego e renda.44%). .como por exemplo cooperativa de crédito . A tabela 8. poupança (-97. entre anos de 1988 e 2003. Em parte essa redução está relacionada aos efeitos das várias reformas monetárias vinculadas aos vários planos de estabilização monetária do Cruzado ao Real.que possuem agências no município. Mesmo assim tais informações serão de muita utilidade para os vários bancos e instituições assemelhadas . sociais e políticas da cidade.59).1 a seguir mostra a evolução dos estoques de moeda nas agências bancárias de Foz do Iguaçu no período de 1988 a 2003. depósitos à vista privado (-99. pode mostrar às lideranças econômicas.15%) e obrigação por recebimento (-100.01%). FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e Proagro (adicional e multas). onde foram feitos vários cortes de zeros nos volumes das milhares de cada moeda. depósito à prazo (-44.102 estaduais. procurando conhecer a evolução percentual entre o início e fim da série utilizada. Cada agência poderá calcular qual a sua participação nesse estoque total e assim saber a sua participação no mercado financeiro de Foz do Iguaçu e assim saber qual política de competividade pode adotar para aumentar o seu market-share (participação de mercado). Ao se comparar o volume de depósito por tipo de depósito.00%). depósitos à vista governo (-98.

103 TABELA 8.1988-2003 continua VALORES EM MOEDA CORRENTE DA ÉPOCA 1988 1989 1990 1991 1992 1993 841660052145 23717104248 261924911205 1838370715137 28939062003097 1297049197829 19190820337 480744203 8432114465 52965958418 86993712141 5600477789 506022052841 4936649589 169679772143 626638735325 6982969211588 148051077407 425149657513 5574002786 37093027968 275077534639 8247854144015 363258863666 28445817321 2107439640 16186106185 374214921292 8505139608159 276391117718 82802729501 854593034 3411050852 6399142584 281318640623 743968953 VALORES EM MOEDA CORRENTE DA ÉPOCA 1995 1996 1997 12139676563 19902436860 24879745201 124576680 205711099 246839947 2083647898 2715011216 3039980954 4182391193 4412402475 6460592517 2048295291 2361370403 2394017003 10944307 536350581 75636807 1994 6666655775 75870780 1743929476 2127095552 1416162974 53572097 Aplicações Depositos à vista governo Depósitos à vista privado Poupança Depósito à prazo Obrigações por recebimento Aplicações Depositos à vista governo Depósitos à vista privado Poupança Depósito à prazo Obrigações por recebimento 1998 17613438735 178906079 2741886951 6749428797 6574502644 18429344 1999 13913843752 191015832 2870219064 7305552746 8495212369 7182514 2000 19841120389 661060712 3395766949 8246528916 8597719785 5681617 2001 7602244520 152745588 1365871984 7649493747 6897003958 757391 conclusão 2002 2003 Aplicações 8042531186 13122966154 Depositos à vista governo 238560545 270491877 Depósitos à vista privado 3781600259 4425546651 Poupança 11258926135 12728828442 Depósito à prazo 9759540289 15885806999 Obrigações por recebimento 7759887 3347104 Fonte: Banco Central do Brasil/Decad/Deinfo .1 MOVIMENTAÇÃO BANCÁRIA DE FOZ DO IGUAÇU .

e outros tipos de depósitos à prazo) e a poupança (depósitos de poupança captados pelas agências bancárias de todos os depositantes que querem abrir um caderneta de poupança) que comparados com depósitos à vista privado (são depósitos de pessoas físicas. empréstimos e títulos descontados. jurídicas. a poupança e os depósitos a prazo são menos representativos.104 Uma das formas de se conhecer a evolução dos estoques de moeda das agências bancárias está ilustrada pelo gráfico 8. isto é enquanto que no início do período (1988). vinculados. judiciais até julho de 2000 e demais depósitos) apresentam um comportamento assimétrico. Gradativamente crescem de importância a poupança (esta mais representativa) e os depósitos à prazo até o fim do período(2003). a segunda maior participação sobre o estoque total era a dos depósitos à vista privado. Em termos de participação em relação ao estoque total de moeda. Outros tipos de depósito que se destacam em termos de participação em relação do estoque total de moeda são os depósitos a prazo (CDB. ex.1 o qual apresenta a sua posição em termos percentuais no total dos estoques de moeda. obrigatórios. . financiamentos e outros tipos de crédito) que no período crescem de 40% em 1988 para um pouco mais de 80% em 1997 e decaem para um pouco mais de 20% em 2003. destacam-se as aplicações (operações de crédito p. RDB.

75 GRÁFICO 8.1 MOVIMENTAÇÃO BANCÁRIA DE FOZ DO IGUAÇU .1.1988-2003 100% 80% 60% 40% 20% 0% 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 Aplicações Depositos à vista governo Depósitos à vista privado Poupança Depósito à prazo Obrigações por recebimento Fonte: Tabela 8. .

Tal comportamento pode estar mostrando uma mudança na tendência de pessoas físicas e jurídicas reduzirem a tomada de financiamento para todos os fins. do juro e da moeda. provavelmente como uma tendência de tomada de precaução ante a um comportamento recessivo. p. John Maynard. cresceram de participação os estoques de moeda relativos aos depósitos de poupança e aos depósitos à prazo. Keynes em seu livro Teoria Geral do Emprego. Referem-se basicamente ao comportamento assimétrico entre aplicações. A teoria geral do emprego. ao estudar os fatores subjetivos da propensão a consumir identifica quatro motivos dos indivíduos para guardar recursos financeiros líquidos: a) o motivo de empresa: manter ou conseguir recursos para realizar um novo investimento de capital sem contrair dívidas. de crise ou dificuldades. São Paulo: Atlas. b) o motivo de liquidez: manter recursos líquidos para enfrentar dificuldades e crises. Os estoques de moeda referentes às aplicações (operações de crédito) no período analisado passam de 44.69% (2000) e 28.26% em 2003.106 O gráfico 8. do Juro e da Moeda 67 . haja visto que no aumento de rendas é difícil distinguir em tal aumento o que resulta de acumulação do que provém da eficiência. c) o motivo de melhoria: visando manter um aumento gradual de renda que isentará os dirigentes de crítica.22% (1988) para 67.07% em 1997 para terem uma redução na participação percentual de 48. 1982. depósitos à prazo e depósitos de poupança. e as emergências. 97. KEYNES.2 ilustra a seguir destacar a evolução relativa (percentual) de selecionados tipos de depósitos. Pode representar também uma tendência recessiva no que toca à redução do financiamento de vendas de bens e serviços em Foz do Iguaçu. Por outro lado. 67 .

34%) e 1990 (7. Por outro lado.41%).31% em 2003.44%) para posteriormente crescerem entre 2001 (32. para reduzirem-se para 6.03% em 1992. os depósitos de poupança em um primeiro momento apresentaram uma queda entre 1988 (22. Como prováveis resultantes desses motivos ou de motivos assemelhados os depósitos a prazo cresceram de 1.32%) e 2003 (27.107 d) o motivo da prudência financeira: visando sentir-se seguro à liquidação de débitos e da amortização de financiamento em investimento de capital.49% em 1988 para 16.91% em 1999 e 34.45% em 1997 e crescerem novamente em 25. .

5 5 2 5 .0 3 6 .3 4 1 5 .0 0 3 0 .3 1 2 9 .2 1 2 8 .0 7 6 2 .9 6 5 7 .0 0 0 .3 2 3 4 .9 6 A p lic a ç õ e s P o up a nç a D e p ó s it o à p r a zo Fonte: Tabela 8.2 M O V IM E N T A Ç Ã O B A N C Á R IA E M % D E F O Z D O IG U A Ç U .9 3 6 2 .4 5 2 2 .9 1 2 0 .1 4 4 4 .6 9 5 0 .1 9 8 8 -2 0 0 3 8 0 .0 3 5 8 .4 9 2 2 .2 2 3 2 .0 0 1 0 .4 7 1 .4 1 6 7 .0 0 6 0 .2 6 2 7 .73 G rá fic o 8 .2 8 1 6 .0 0 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 7 .0 0 4 8 .1 .0 0 7 0 .0 0 4 0 .0 0 2 0 .

c) geração de recursos próprios. como IPTU. b) grau de dependência de empréstimos.04 em 1989 para 2. isto quer dizer. b) como conseqüência da situação anterior uma redução da performance arrecadatória de receitas tributárias próprias. O grau de dependência de transferências é o indicador que mais cresce passando de 51. A tabela 9. 2005.03 em 1989 para 67. Com um resultado do alto grau de dependência de transferências.3 em ACIFI. redução dos investimentos na planta de capital. 25-29. c) redução na participação das despesas de capital. o qual passa de 0.23 em 2004. e) participação das despesas de capital. ISSQN.58 em 2004. Tudo leva a crer que a cidade por outro lado por depender muito de transferências dos governos estadual e federal irá apresentar um baixo grau de dependência de empréstimos. . p.109 9 O SETOR PÚBLICO – O GRAU DE DEPENDÊNCIA DE SUAS FINANÇAS: 19892004 68 A análise do grau de dependência da finanças públicas municipais de Foz do Iguaçu se ampara no seguinte conjunto de indicadores: a) grau de dependência de transferências. segundo da Itaipu e em terceiro do governo federal. A condição das finanças públicas municipais de Foz do Iguaçu mostra o seguinte quadro no período de 1989 a 2004: a) acentuado grau de dependência de transferências primeiro do governo do estado do Paraná. Foz do Iguaçu: ACIFI. na infra-estrutura urbana de Foz do Iguaçu. ITBI e taxas municipais.1 mostra os indicadores do grau de dependência das finanças públicas. pode-se levantar a hipótese de que os vários administradores que passaram pela prefeitura não se preocuparam em melhorar a capacidade de 68 Utilizou-se o mesmo texto constante no item 2. d) participação das despesas correntes. A participaçãodos impostos das receitas públicas municipais de Foz do Iguaçu: 1989-2004. isto é.

110 arrecadação própria. .11 em 1989 para 15.60 em 2004. o indicador de geração de recursos próprios cai de 37.

28

TABELA 9.1 INDICADORES DE GRAU DE DEPENDÊNCIA DAS FINANÇAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DE FOZ DO IGUAÇU - 1989-2004 INDICADORES DO GRAU DE DEPENDÊNCIA (EM %) 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Grau de Dependência de 51,03 48,82 45,42 50,43 49,96 52,41 50,83 49,63 49,34 53,37 54,50 55,93 54,64 68,19 66,09 67,23 Transferências Grau de Dependência de 0,04 - 1,36 1,88 1,51 1,38 3,28 - 0,88 0,60 3,01 3,61 1,30 2,76 1,54 2,58 Empréstimos Geração de Recursos Próprios 37,11 44,79 35,87 24,69 14,67 19,84 22,75 19,66 18,51 15,49 10,31 11,61 10,47 12,88 15,11 15,60 Participação das Despesas Correntes 0,05 - 1,82 1,96 2,15 1,63 4,49 - 1,00 0,65 3,46 4,14 1,50 3,40 1,75 3,19 Participação das Despesas de 21,78 25,09 24,84 25,95 31,07 46,08 24,55 22,04 10,07 9,70 11,26 12,18 14,04 14,15 11,42 12,77 Capital Fonte: ACIFI. Participação dos impostos nas receitas públicas municipais de Foz do Iguaçu: 1989-2004. Foz do Iguaçu: ACIFI, 2005. p. 27, Tabela 2.3.1. Nota: - Valor igual a zero não resultante de arredondamento

112

O gráfico 9.1 apresenta como tais indicadores podem evoluir em termos de curvas e visualizar as diferenças de comportamento das várias curvas. Em relação ao grau de dependência de transferências intergovernamentais (Cota parte ICMS, IPVA, FPM) e de royalties da ITAIPU (energia elétrica), pode-se levantar como hipótese que desde a gestão Álvaro Neuman, o mesmo fez com que os gestores municipais deixassem de lado os esforços necessários para a ampliação da arrecadação de tributos municipais (IPTU, ISSQN). A redução de despesas de capital mostra que desde a citada gestão não se investe na planta de capital da cidade, o que se pode levantar como hipótese é que: “o não investimento na planta da cidade pode estar contribuindo para a desvalorização dos ativos que as empresas e as famílias já tem na cidade (imóveis)”. Secundariamente e como uma decorrência é que a redução da despesa de capital pode também não ajudar a atrair investimentos empresariais, porque antes de ser uma cidade para se ganhar dinheiro o município precisa ser uma cidade bonita do ponto de vista paisagístico, funcional do ponto de vista urbanístico, com baixo custo de locomoção para se viver bem e com segurança. Por outro lado, a cidade apresenta um aspecto favorável, isto é, ela tem um nível mínimo de dependências de empréstimos. Porém se os seus administradores não sabem aproveitar esse ponto favorável não conseguem transformá-la no médio e longo prazo em uma cidade boa para se viver. Uma das alternativas é tornar a gestão transparente e promover a participação da sociedade civil organizada e não-organizada na gestão da cidade em todas as suas dimensões: social, econômica, cultural, política, ambiental, geográfica, urbana, rural.

72

GRÁFICO 9.1 - INDICADORES DE GRAU DE DEPENDÊNCIA DAS FINANÇAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DE FOZ DO IGUAÇU 1989/2004 (EM %) 80,00

70,00

Grau de dependência de transferências

68,19

67,23

60,00 51,03 50,00 45,42 52,41 49,34

55,93

40,00 37,11 30,00 25,95

46,08

Geração de recursos próprios Participação das despesas de capital

19,84 20,00 21,78 10,00 24,69

22,04 15,60 19,66 11,26 12,77 10,31

0,00 1989 -10,00 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004

Participação das despesas correntes
ALVARO NEUMANN: 1989-1992 DOBRANDINO DA SILVA 1993-1996 HARRY DAYJÓ 1997-2000

Grau de dependência de empréstimos SAMIS DA SILVA 2001-2004

Grau de Dependência de Transferências Geração de Recursos Próprios Participação das Despesas de Capital

Grau de Dependência de Empréstimos Participação das Despesas Correntes

Fonte: ACIFI. Op. cit. p. 29, Gráfico 2.3.1.

dos estoques de moeda nas agências bancárias e do comportamento do grau de dependência das finanças do setor público municipal. A metodologia utilizada procurou emular os estudos de conjuntura econômica desenvolvidos nos grandes centros. do consumo de energia elétrica. da evolução da construção civil. situação sócio-econômica da população residente. teve como meta conhecer a conjuntura econômica de Foz do Iguaçu relativamente aos aspectos da produção. no período de 1990 a 2004. emprego e energia. . da segurança. do setor formal do mercado de trabalho. mas com a disponibilidade de informação estatística possível de acesso no interior do estado do Paraná. da evolução dos alunos matriculados. a problemática e a metodologia proposta. do setor bancário e do setor público. Uma parte introdutória e oito outras seções que cuidaram de apresentar a conjuntura econômica do município.. da situação da educação. O objeto da pesquisa que é ponto final. a problemática desenvolvida para a definição da delimitação do estudo esteve relacionada as questões que procurassem saber qual o comportamento do PIB municipal. esse relatório apresentou os resultados em nove partes. Para atender tais objetivos. Para atender os objetivos. do consumo de combustíveis derivados de petróleo. da evolução da construção civil. da evolução da população residente e de sua situação sócio-econômica.114 OBSERVAÇÕES FINAIS Este relatório aqui concluído. teve como objetivo atender os propósitos do planejamento estratégico da ACIFI – Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu – Gestão 2004-2005. da evolução da frota de veículos automotores. Procurou-se em comum acordo com a diretoria buscar as estatísticas que pudessem retratar a realidade municipal.

a massa salarial real reduziu-se (construção civil. do desemprego. setor financeiro. do processo de ocupação irregular de áreas verdes na cidade e de construção de domicílios sub-normais em favelas por toda a área do município. pode-se confirmar que em alguns setores. tiveram de forma diferenciada um aumento considerável. os setores de transportes e comunicação. transporte e comunicação. Os maiores consumidores de energia elétrica no período foram os consumidores residenciais. a administração pública e autárquica. os comerciais no topo da lista e em um menor nível. instituições de crédito. de ensino. Por outro lado. Em relação ao comportamento do PIB municipal mesmo que contabilmente a produção de energia elétrica não represente necessariamente riqueza apropriada pelo município. as observações finais recuperará os pontos principais de todo o trabalho e os aspectos problemáticos que precisarão ser resolvidos a médio e longo prazo pelo município. Quanto ao comportamento do emprego e renda do setor formal do mercado de trabalho. imobiliárias e hotéis tiveram seus estoques de emprego reduzidos ao longo dos anos observados. os serviços médico-odonto-veterinários e o comércio varejista. a . Em relação à sua formação sócio econômica e configuração espacial resultante. as mudanças econômicas trouxeram um aumento das atividades informais e de economia subterrânea. a dinâmica da economia de Foz do Iguaçu está mais relacionada ao comportamento do setor de serviços o qual teve um pequeno crescimento para depois reduzir a expansão. seguro e capitalização. o setor educacional e os serviços médicoodonto-veterinários. os serviços industriais de utilidade pública. imobiliárias e hotéis). a administração pública. Os setores que conseguiram manter e aumentar os estoques de emprego foram o comércio varejista. Em relação à renda do setor formal. pode-se afirmar quanto ao estoque de emprego no período analisado que os setores mais impactados da cidade como comércio atacadista.115 Nessa seqüência. comércio atacadista.

pessoas que sabem ler. entende-se que a redução no consumo da maioria deles pode estar mostrando que o município esteja em tendência recessiva no período analisado. trazendo problemas .116 iluminação pública. Quanto a evolução demográfica e a participação estrangeira na população total. a motocicleta. e isso pode configurar uma redução da atividade econômica dos setores que usam muito esse insumo de produção. Observe-se que a evolução da frota de caminhão cresceu muito pouco. Em termos de quantidade de consumidores se destacam os consumidores residenciais e comerciais seguidos também em um nível bem menor os consumidores industriais. Como os números indicaram a tendência no período quanto ao consumo de combustíveis derivados de petróleo. A confirmação parcial da tendência anteriormente assinalada pode ser confirmada pela evolução observada da frota de veículos registrada no DETRAN. a camioneta. os poderes públicos e o serviço público. mas não sabem escrever ou que sabem ler e não sabem interpretar ou não gostam de ler). foi de queda em quase todos os combustíveis (óleo diesel. o caminhão e a motoneta. apresentando também um pequena participação da população estrangeira na população total. nela o automóvel foi o rei do crescimento seguido pelos seus súditos menores. O único que manteve o crescimento no consumo foi a gasolina automotiva. Como os combustíveis derivados de petróleo são um dos insumos principais para um grande conjunto de atividades econômicas de Foz do Iguaçu. O que mais impressionou na situação sócio-econômica da população residente de Foz do Iguaçu foi que mesmo apresentando um IDH-M de nível médio em relação ao desenvolvimento humano (principalmente pelo crescimento da escolaridade e da melhoria dos indicadores de qualidade de vida). percebe-se que a população total tende ao limite da duplicação no período. álcool hidratado e querosene de aviação). o município no período pessoas com as características de analfabetos funcionais (pequena quantidade de anos de estudo. e rurais. GLP.

furtos de todo o tipo. A construção civil. a Unioeste. Econômicas e da Computação) e das Engenharias (Engenharia Ambiental. Parte desse crescimento deve ser creditado também pelas oferta de vagas nos cursos da única instituição pública de ensino universitário na cidade. seus números mostram que mesmo essa questão apresenta uma relevância que ultrapassa a atenção municipal e estadual. pela condição do município estar situado em uma tríplice fronteira. de Normal Superior. Porém o que mais chamou a atenção foi a manutenção de uma alta concentração de renda entre pobres e ricos e por conseguinte um aumento consecutivo nos índices de pobreza e indigência. Além disso destacam-se que nos níveis inferiores de ensino a grande responsabilidade pelos ensino fundamental e médio é ainda de instituições públicas do município e do governo do estado. Os itens de maior atenção são roubos. de Ciências (Ciências Biológicas. O comportamento do volume do estoque de moeda disponível nas agências bancárias no período mostrou que o volume dos financiamentos manteve-se um . no município apresentou um crescimento até o meio da década de 90 para mostrar uma queda em termos de emissões de alvarás de construção e de habite-ses que junto com a redução das áreas declaradas de construção pode estar ilustrando um das dimensões da recessão em Foz do Iguaçu. Contábeis. mesmo tendo um pequeno crescimento na sua renda percapita. Elétrica e Mecânica). de Direito. Percebeu também que reduziu a renda proveniente do trabalho para a população da cidade. Civil. passando a exigir um efetivo cuidado federal em muitos itens. contrabando e descaminho e um volume grande de tráfico de entorpecentes. setor tão importante em cidades com alta densidade industrial. Os resultados da dimensão nova da economia da cidade – o setor educacional privado – mostram que houve um crescimento acentuado de alunos matriculados em cursos de Administração com várias ênfases.117 sérios de aprendizagem para o nível universitário. Mesmo com uma visão incompleta da situação da segurança.

ao fim de um movimento de compras voltado ao turismo e depois ao contrabando e tráfico. empresas-junior e escritórios de relações com a comunidade visando criar novas empresas inovadoras e de base tecnológica e que dentro do paradigma do desenvolvimento sustentável. Uma outra sugestão é a inclusão de disciplinas de Criação de Empresas.poderá dar suporte para incubadoras de empresas. administração e engenharias. Por outro lado. Em função disso observou-se uma redução da performance arrecadatória de receitas próprias como IPTU. os indicadores mostram acentuado grau de dependência de transferências primeiro do governo do estado do Paraná (da cota parte do ICMS). segundo da ITAIPU por causa dos royalties e em terceiro lugar do governo federal (do FPM). Em paralelo ocorre um crescimento tímido dos depósitos a prazo e de poupança. isto é. ocorreu uma redução da participação das despesas de capital e dentro delas as de investimento o que pode estar denotando redução dos investimento na planta de capital. da receita e de quem faz o bolo e com quais recursos. Formação de Empreendedores e Elaboração de Plano de Negócios. E agora o que fazer para enfrentar a situação até então sintetizada nessas observações finais. Possui também a construção de um setor novo que pode trazer se bem cuidado . Do ponto de vista do governo em seus vários níveis – municipal. Sem querer trazer e mostrar a receita do bolo. estadual e federal – espera-se ações mais efetivas para o desenvolvimento em bases mais estáveis do município. ISSQN.sem guerras de preços predatórias e com a definição acordada de uma divisão inter-institucional do trabalho . cuidado. ITBI e taxas municipais.118 patamar mediano até o meio das década de 90 para então reduzir-se. na infra-estrutura urbana de Foz do Iguaçu. Foz está assistindo a um fim de um grande ciclo que foi a construção de Itaipu. amor e vontade se faz esse bolo. nos vários cursos das áreas de ciências. porque um bom bolo depende para quem o bolo vai ser feito. E em relação às finanças do setor público municipal. Propostas de políticas para o setor industrial podem ser .

b) acelerar a difusão das novas tecnologias microeletrônicas. visando implantar uma indústria farmacêutica. redução da biopirataria e a conseqüente manutenção do conhecimento da cultura dos povos que aqui habitam. essa sim poderá unir biodiversidade e biotecnologia do ponto de vista sustentável. Outras alternativas para o próprio setor terciário são: a) aumentar o nível de investimento no setor. Nessa proposta poder-se-á resolver dois problemas que podem ocorrer. Necessário é também realizar um estudo de valoração econômica dessas plantas para em função disso verificar a viabilidade econômico-financeira de quais delas para servir de insumos para a citada indústria. .119 desenvolvidas principalmente para aquelas que de início ocupem insumos da região ou de regiões noroeste e norte do estado do Paraná. como por exemplo aqueles insumos produzidos pela agricultura. serão necessários: geração de emprego. Porém para que tais objetivos se implementem no terciário. Uma outra alternativa é levantar as necessidades de insumos do próprio setor terciário (serviços) e verificar quais insumos podem ser fabricados no município. c) ampliar o apoio às micro. E esta proposta é bem plausível pois as faculdades possuem profissionais e professores que podem a médio prazo contribuir com o desenvolvimento das classificações dessas plantas medicinais e com a separação dos vários princípios ativos que servirão se insumos para essa indústria. Outra proposta é aproveitar o apoio que a ITAIPU pode dar a partir de seu projeto de plantas medicinais. pequenas e médias empresas. treinamento e qualificação da força de trabalho e capacitação gerencial e tecnológica.

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