INTRODUÇÃO

11.1: 1.2
~.>.:


DE UMA MALHA DE CONTROLE E SIMSOLOGIA

,
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ELEMENTOS

1.2.1- Processo Industrial 1.2.2- Variáveis de Processo 1.2.3- Malha de controle
Tf3RMINOLOGIA

~l~i 31.


1:3.1- Range 1:3:2- Span .........1.3:3~Erro .• 1.3.4- .• Precisão" ... 1.3.5- ••Zona Morta .. 1.3.6- •. Sensibilidade 1.3.7- Histeresi? ... 1.3.8-·· Hepetibilidàde 1.3;9- ··Conformidade 1.3.10- Reproducibilidade
SlIV1SOLOGIA EXERcíCIOS APÊNDICE PROPOSTOS

A: Diagrama de Vazão Típico B: TypicalLetterCombinations - ISA

-


••


CAPíTULO

1

CONCEITOS BÁSICOS DE INSTRUMENTAÇÃO 1.1- INTRODUÇÃO
Instrumentação é a ciência que aplica e desenvolve t~cnicas de medição, indicação, registro e controle de processos de fabricação, visando a otimização na eficiência desses processos.
O uso de instrumentos em processos industriais visa, além da otimização na eficiência destes processos, a obtenção de um produto de melhor qualidade com menor custo, menor tempo e com quantidade reduzida de mão de obra. A utilização de instrumentos nos permite: a) Incrementar e controlar a qualidade do produto; b) Aumentar a produção e o rendimento; c) Obter e fomecer dados seguros da matéria prima e da quantidade produzida, além de ter em mãos dados relativos a economia dos processos. Com o aparecimento e o desenvolvimento da máquina a vapor no fim do século passado, o homem viu-se obrigado a desenvolver técnicas de medição. Com isso surgiram os primeiros instrumentos para indicar a pressão de vapor nas caldeiras, conseguindo com isso diminuir o número de acidentes que ocorriam devido a frequentes explosões. No final dos anos trinta (aproximadamente 1938) começaram a surgir os primeiros instrumentos de controle automático. Com o advento da eletrônica dos semicondutores, no início dos anos 50, surgiram os instrumentos eletrônicos analógicos, sendo então os instrumentos pneumáticos substituidos gradativamente pelos eletrônicos nos processos onde não existia o risco de explosão. As indústrias estão optando cada vez mais pela automatização dos seus processos/plantas, adquirindo sistemas eletrônicos microprocessados, tais como: Transmissores Inteligentes, Controladores MultiLoop, Controladores Lógicos Programáveis (CLP), Sistemas Fieldbus e os Softwares Supervisórios. Entretanto, já se fabricam instrumentos eletrônicos intrínsicamente seguros, cujo risco de explosões é bem menor. Isto nos faz crer que também nestas áreas de grandes riscos, os instrumentos eletrônicos tomem gradativamente, o lugar dos instrumentos pneumáticos (hoje, aplicados somente em sistemas de acionamento, tais como: atuadores, posicionadores, válvulas de controle, elementos finais de controle, etc).

E CONTROLE
1.2.1 - PROCESSO INDUSTRIAL

1

Na ciência do controle automático, um processo denota uma' operação ou uma série de operações sobre materiais sólidos ou fluídos, de modo a conseguir que estes materiais sejam colocados em um estado de utilização mais conveniente. Os estados físicos e químicos desses materiais não são alterados. Geralmente, existem várias condições internas e externas que afetam o desempenho de um processo. Estas condições são denominadas de variáveis de processo, tais como: temperatura, pressão, nível, vazão, volume, etc. O processo pode ser controlado medindo-se a variável que representa o estado desejado e ajustando automaticamente as outras variáveis, de maneira a se conseguir um valor desejado para a variável controlada. As condições ambientes devem sempre serem incluídas na relação de variáveis do processo. 1.2.2 - VARIÁVEIS • VARIÁVEL DE PROCESSO

CONTROLADA

A variável controlada de um processo denominado como variável de processo (PV) é aquela que mais diretamente indica a forma ou o estado desejado do produto. Consideremos por exemplo, o sistema de aquecimento de água mostrado na figo 1. A finalidade do sistema é fornecer uma determinada vazão de água aquecida. A variável mais indicativa desse objetivo é a temperatura da água de saída do aquecedor, que deve ser então a variável controlada. • MEIO CONTROLADO

Meio Controlado é a e-nergia ou material no qual a variável é controlada. No processo acima, o meio controlado é a água na saída do processo, onde a variável controlada, temperatura, representa uma característica d'água. • VARIÁVEL MANIPULADA

1.2- ELEMENTOS CONTROLE

DE UMA

MALHA

DE

A variável manipulada do processo é aquela sobre a qual o controlador automático atua, no sentido de se manter a variável no valor desejado. A variável manipulada pode ser qualquer variável do processo que causa uma variação rápida na variável controlada e que seja

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

- 1.1 -

fácil de se manipular. Para o aquecedor da fig.1, a variável manipulada pelo controlador deverá ser a vazão de vapor. -

entrada do sistema para compensar variações nas variáveis do processo. Exemplo: na figo 2, a informação acerca da temperatura do líquido de saída, não afeta na regulação da entrada ou de vapor para o sistema.

FLUiDO

AQUECIDO

••
VAPOR

••

FLUiDO A SER AQUECIDO


••

• MALHA FECHADA: Por outro lado, na malha fechada, a informação sobre a variável controlada, com a respectiva comparação com o valor desejado, é usada para manipular uma ou mais variáveis do processo.

CONDENSADO LIQUIDO ENTRANDO MISTURADOR A SER CONTROLADA

Fig. 1 - PROCESSO

INDUSTRIAL
VAPOR

/TEMPERATURA

••
LIQUIDO SAINDO

• AGENTE DE CONTROLE Agente de Controle é a energia ou material do processo, da qual a variável manipulada é uma condição ou característica. No processo acima, o agente de controle é o vapor, pois a variável manipulada é a vazão do vapor.
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Fig. 2 - REGULAÇÃO
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DO PROCESSO

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1.2.3 - MALHA DE CONTROLE Quando se fala em regulação (ou controle), deve-se necessariamente subentender uma medição (de uma variável qualquer do processo), isto é, a informação que o regulador recebe. Recebida essa informação, o sistema regulador compara com um valor préestabelecido (chamado SET POINT), verifica-se a diferença entre ambos, e age-se de maneira a diminuir ao máximo essa diferença. Esta sequência de perações: medir a variável comparar com valor pré-determinado - atuar no sistema de modo a minimizar a diferença entre a medida e o set point, nós denominamos malha de controle. Uma malha de controle pode ser aberta ou fechada . • MALHA ABERTA: Na malha aberta, a informação sobre a variável controlada não é usada para ajustar qualquer

Na figo 2, a informação acerca da temperatura do líquido de saída, vai acarretar uma regulação de uma variável do processo, no caso, da entrada de vapor. Caso a temperatura do líquido esteja baixa, abre-se mais a válvula, deíxando entrar mais vapor para aquecer o líquido. E se, ao contrário, o líquido estiver muito quente (temperatura acima do valor pré-fixado) a válvula fecha mais um pouco, impedindo a entrada de vapor, esfriando o líquido.

Nos sistemas de malha fechada, o controle de processo pode ser efetuado e compensado (antes e depois) de afetar a variável controlada, isto é, suponha que no exemplo acima a variável controlada seja a temperatura de saída do líquido. Se nós controlarmos a temperatura do líquido como no caso da figo 3, após o sistema ter afetado a variável, nós dizemos que o controle é do tipo FEED-BACK, ou realimentado.

- 1.2 -

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

LíQUIDO

ENTRANDO MISTURADOR UQUIDO SAINDO

b) Registrador: instrumento que registra a variável através do traço contínuo, pontos de um gráfico, etc.

1==

\,

••

\
SENSOR DE TEMPERATURA

c) Conversor: instrumento que recebe uma informação na forma de um sinal, altera a forma da informação e o emite como um sinal de saída. O conversor é também conhecido como transdutor. Todavia o transdutor é um termo genérico cujo o emprego específico para a conversão de sinal não é recomendada. d) Controlador: instrumento que tem um sinal de saída que pode ser variado para manter a variável de processo (pressão, temperatura, vazão, nível, etc.) dentro do SET POINT estabelecido ou para alterá-Ia de um valor previamente determinado. Pode ser dividido em: Analógicos: Possuem construção de tecnologia analógica, pneumática ou eletrônica. - Digitais: Possuem construção de tecnologia digital, podendo ser do tipo single-Ioop ou multiloop. - Single-Ioop: Entende-se por single-loop um controlador, controlando apenas uma malha de determinada variável (pressão, temperatura, nível, vazão, etc.). - Multi-Ioop: Entende-se como um controlador, controlando várias variáveis. Isto significa que, com apenas um controlador podemos controlar, simultaneamente, uma malha de pressão, um malha de temperatura, uma malha de pH, etc. e) SDCD: Distribuído)
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•• SINAL DE TEMPERATURA

PARA O CONTROLADOR

••

Fig. 3 - MALHA DE CONTROLE

De um modo geral, o elementos de controle são divididos em dois grupos (ver figo 4 e figo

5):

* De Campo:
a) Elementos primários: são dispositivos com quais conseguimos detectar alterações na variável de processo. b)Transmissor: instrumento que mede uma determinada variável e a envia a distância para um instrumento receptor, normalmente localizado no painel. O elemento primário pode ser ou não parte integrante do transmissor. c) Elemento final de controle (E.F.C.): dispositivo que atua e modifica diretamento o valor da variável manipulada de uma malha de controle.
E.F.C.

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PROCESSO

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(Sistema

Digital

de

Controle

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CAMPO
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PAINEL

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FIGURA 4

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Fig. 4 - LOCALIZAÇÃO

DOS INSTRUMENTOS

* De Painel:
a) Indicador: instrumento que nos fornece uma indicação visual da situação das variáveis no processo. Um indicador pode se apresentar na forma analógica ou digital.

DIS T.· ·.I U.·· 0 :.. .·.D. c êntr.a liz.··.a. .••....os·••..·... .d s•...•d o·• ....•. B ·..•.. ' 8S.· · .. •.·.R.· I.. · D ..• .•.•. <;;a.-o·•.. ·.•..••. o. .·.·•.·..•. ··•. ••d.· • •..· .• '...•...••.. ·.• .. ••.. d.· .. a ·.· •••. . •·•. .. processarnento .edasdecisões(estªçõesremotªs). Alél11deoferecer •••••••• um aIHM(i[lterfac~-hornern111 uina) •••.••e •. gran de ..•••• ª9 ·.•. d resoluçêO,i perrnite>ª illte[faceªmento' .com •..•••• CLPd(COntrolad()c[ÓgiCO .•.•• Pr()gramáVe 1),e9 uiparnentos intelig~ntes < (Col11unicaçãpDigitat-· HAR"T)~.sistemas~mrede ;d.

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

- 1.3 -

Variável do Processo

CAMPO
Conversor resistência I Bulbo Indicador de Single-Ioop SOCOI '.' CLP de Set Controle Elementoalarme Controlador Termômetrode de vidro Conversor Termopar • I I I I II

PAINEL
I , ---I,
• • Final II .,II • III •

CAMPO

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I

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Multi-Ioop Registrador Brix Pressão diferencial/absoluta

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Fig.5 - DI$TRIBUIÇ'ÃO DE IN~TRUMENTOS

1.3 - TERMINOLOGIA E SIMBOLOGIA
Terminologia: As definições a seguir, são conhecidas por todos que intervem, diretamente ou indiretamente, no campo da instrumentação industrial, e tem como objetivo a promoção de uma mesma linguagem técnica. 1.3.1 - RANGE (Faixa de medida): Conjunto de valores da variável medida, -que está compreendido dentro do limite inferior e superior da capacidade de medida ou de transmissão do instrumento. Expressa-se determinando-se os valores extremos. Ex.: 100 - 500oe; O - 20PSI; -30 - 30 mmca. 1.3.2 - SPAN (Alcance): É a diferença algébrica entre o valor superior e inferior da faixa de medida do instrumento. Ex.: Um instrumento com range de 100 a 250oe, possui Span =

tempo), chamaremos de ERRO ESTÁTICO, que será positivo ou negativo, dependendo da indicação do instrumento, o qual poderá estar indicando a mais ou a menos. Quando tivermos a variável se alterando, teremos um atraso na transferência de energia do meio para o medidor, onde o valor medido estará geralmente atrasado em relação ao valor real da variável. Esta diferença é chamada de ERRO DINÂMICO. 1.3.4 - PRECISÃO: Podemos definir como sendo o maior valor de erro estático que um instrumento possa ter ao longo de sua faixa de trabalho. Podemos expressá-Ia de diversas maneiras: a) Em porcentagem do alcance (span). Ex.: Um instrumento com range de 50 a 1S0oe, está indicando 800e e sua precisão é de ± 0,5% do span. 80°C ± (0,5 /100) 0,5°C Portanto, 80,Soe a temperatura
x 100°C

1500e
1.3.3 - ERRO: Diferença entre o valor lido ou transmitido pelo instrumento, em relação real da variável medida. Se tivermos o processo em regime permanente (que não varia com o

= 80°C ±

estará entre 79,5 e

- 1.4 -

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

b) Em unidade da variável. Ex.: Precisão de ± 2 °e c) Em porcentagem do valor medido (para maioria dos indicadores de campo). Ex.: Um instrumento com range de 50 a 150°C, está indicando 80°C e sua precisão é de ± 0,5% do valor medido. 80°C ± (0,5 O,4°C Portanto, 80,4°e.

Ex.: Um termômetro de vidro com range de O a 500°C, possui uma escala de leitura de 50 em. Sensibilidade = (50/500 cm) 1°C = 0,1 cm/oC

I 100 x 80°C)
estará

= 80°C ±

1.3.7 - HISTERESIS: É a diferença máxima apresentada por um instrumento, para um mesmo valor, em qualquer ponto da faixa de trabalho, quando a variável percorre toda a escala nos sentidos ascendente e descendente ou é o desvio porcentual máximo com o qual, para uma mesma yazão(por ex.), uma indicação do valor instantâneo se afasta do outro, dependendo de ter sido alcançado a partir de valores maiores ou menores. Ex.: Num instrumento com range de O a 200°C mostrado na figo 6, a histeresis é de 0,2%.
LEITURA OU SAlDA CARACTERISTICA

a temperatura

entre 79,6 e

Podemos ter a precisão variando ao longo da escala de um instrumento, podendo o fabricante indicar seu valor em algumas faixas da escala do instrumento. Ex.: Um manômetro pode ter uma precisão de ± 1% em todo seu range e ter na faixa central uma precisão de ± 0,5% do span. d)Em % do fundo de escala ou Span máximo:

HISTERESIS

200 oC
'"

\9"'~~' "

OBS: Quando o sistema de medição é composto de diversos equipamentos, admite-se que a precisão total da malha seja igual a raiz quadrada da soma dos quadrados das precisões de cada equipamento. Ex: Uma malha de instrumentação é composta pelos seguintes instrumentos: - TERMOPAR, com precisão de ± 0,5% do valor medido. Valor medido = 400°C(± 2°C) . - FIO DE EXTENSÃO, com precisão de ± 1°C. - REGISTRADOR, com escala de O a 800°C e precisão de ± 0,25%, portanto ± 2°C. Precisão total da malha =

120,2

119,8 .

ENTRADA
.• . 120

(0C)

-

. .......,

°
Fig.6

200

- HISTERESIS

1.3.5 -ZONA MORTA: É a maior variação que a variável possa ter, sem que provoque variação na indicação ou sinal de saída de um instrumento ou em valores absolutos do range do mesmo. Está relacionada com folgas entre os elementos móveis do instrumento, como engrenagens, etc. Ex.: Um instrumento com range de O a 200°C possue uma zona morta de ± 0,1% do span.

± 0,1% = (0,1/100

x 200) = ± O,2°C Portanto, se a variável variar de 0,2°e, o instrumento não apresentará resposta nenhuma.

1.3.8 - REPETIBILlDADE: É o desvio porcentual máximo com o qual uma mesma medição é indicada, sendo todas as condições reproduzidas exatamente da mesma maneira. Expressa-se em porcentagem do span. Um instrumento com range de O a 1000 IImin, ± 0,1% do span (o que corresponde a ± 1 IImin), se a vazão real na primeira passagem ascendente for 750 IImin e o instrumento indicar 742 IImin, numa segunda passagem ascendente com vazão real de 750 IImin o instrumento indicará 742 ± 1 I/min, conforme figo 7. Observar que o termo Repetibilidade não inclui a Histeresis. 1.3.9 - CONFORMIDADE: É o desvio porcentual máximo com a qual uma determinada variável se afasta da sua curva característica. 1.3.10 - REPRODUeIBILlDADE: É a máxima

1.3.6 - SENSIBILIDADE: É a razão entre a variação do valor indicado ou transmitido por um instrumento e a '{ariação da variável que o acionou, após ter alcançado o estado de repouso. Pode ser expressa em unidades da medida de saída e entrada. SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

diferença entre diversas medidas de um mesmo valor da variável.

- 1.5 -

LEITURA

(IImin)

REPETIBILlOAOE

1000

+

As Normas de instrumentação estabelecem símbolos gráficos e codificação para identificação alfanumérica de instrumentos ou funções programadas, que deverão ser utilizados nos diagramas de malhas de controle de projetos de instrumentação.

753

MAXIMO ERRO DE REPETIBILlDADE

1.4 - SIMBOLOGIA
Para facilitar o entendimento do texto deste trabalho, mostra-se na figo 8, a essência da norma 5.5.1 (Instrumentation Symbols and Indentification) da InstrumentSocietyof America (ISA). De acordo com esta norma, cada instrumento ou função programada será identificado por um conjunto de letras que indica funcionalmente(fig. 8) e um conjunto de algarismos que indica a malha à qual o instrumento ou a função programadapertence. Eventualmente, para completar a identificação, poderá ser acrescido um sufixo.

ERRO DE REPETIBILlDADADE

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YAZÃO
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REAL

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1000

Fig. 7 - REPETIBILlDADE

C ID J

8

CONTROLADOR LETRAS DENSIDADEDIFERENCIAL CORRENTÉ GRUPO VARIÁVEL vAZÃoMODIFICADORAOU TEMPO 1° RAZÃO POTÊNCIA OU ATIVA COMANDO PASSIVA OU UMIDADE NivEL VARREDURA CONDUTIVIDADETAXA DEOU DE LÃMPADA SENSOR2° GRUPO DE MÉDIO OU ANÁLISEMODIFICADORA INSTANTÃNEO INDICADOR CONTROLEVISÃO DIRETA FUNÇÃO ALARME DE CHAMA(QUEIMA- DE SAiDALETRAS ESTAÇÃOBAIXO TENSÃO (F.E.M)MEDIDA OU INICIADORA PILOTO VARIAÇÃO SELET. MANUAL INTERMEDIÁRIO (ELEM.PRIMÁRIO) (VISOR DOR) DE VIDRO)

ALTO

- 1.6 -

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

DE DEFLETOR TRANSMISSOR CHAVEI OU SOLENÓIDES PESO PARA VELOCIDADEMODIFICADORA OU TEMPERATURAPASSIVA YOU INICIADORA RELÉ PONTA QUANTIDADENÃO DOS OU VARIÁVELCLASSIFICADA MEDIDA DE FUNÇÃO LETRAS ACIONADOR DE GRUPOATUADOR,R PI VÁLVULA PRESSÃOOU SEGURANÇA RELÉ, TIFUNÇÃO CONVERSO OU OU REGISTRADOR2° INTERRUPTOR ESTADO, EIXO NÃO VIBRAÇÃO CLASSIFICADA NÃO OU DE X POSiÇÃOEIXOOUATIVA Z EIXO DE PESO NÃO1°INTEGRAÇÃO LETRAS CONEXÃO OU ORIFíCIO COMPUTAÇÃO OU MODIFICADORA FORÇA MULT~VARIÁVEL DOSSAíDAOU DE RADIAÇÃOGRUPO DOS MUL - CLASSIFICADA DE CONTROLE NÃO TESTE DE PROVA ELEMENTO OU ClASSIFICADODEFINAL (DAMPER LOUVER) PONTO RESTRiÇÃO TOTALlZAÇÃO O

Fig.8 - LETRAS DE IDENTIFICAÇÃO

A

figo

9 mostra um exemplo de instrumento identificado de acordo com a norma em referêncía.

T
F O

U 02 DE DA S SEQUENCIAL ÁREA A N°210 MALHA RC FUNÇÃO

X

I

DA MALHA IDENTIFICAÇÃO

Fig. 9 - EXEMPLO

DE IDENTIFICAÇÃO

DE INSTRUMENTO

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

- 1.7 .

Onde:

T-Variável medida ou iniciadora: Temperatura; R - Função passiva ou de informação: registrador; C - Função ativa ou de saída: controlador; 210 - Área de atividades, onde o instrumento ou função programada atua; 02 - Número sequencial da malha; A - Sufixo.

A figo 10 mostra os símbolos gerais utilizados para representar instrumento ou função programada. A figo 11 mostra os símbolos e funções de processamento de sinais e a ~ fig.12 (dividida em vários desenhos) moStra os simbolos utilizados para representar linhas para instrumento ou função programada, de acordo com a norma em referência.
DOR ACEssíVEL CAMPO OPERADOR L1AR NO NORMALDOR L1ARMENTE AUXINORMALMENTEAOMONTADO AO VEL LOCAÇÃONÃO ACEssíOPERALOCAÇÃO AUXILOCAÇÃO PRIN-

PROCESSO I
I

~

8 B G 8 [] (o ~ U () O E \8 1
~ ~

,
I

I

Fig.10 - SíMBOLOS

GERAIS PARA INSTRUMENTOS

OU FUNÇÃO PROGRAMADA

- 1.8 -

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

SíMBOLO

QUADRADA

EXTRAÇÃO DESOMA SELETOR SíMBOLO DIVISÃODESINAL DE SINAL CONVERSÃOSUBTRAÇÃO FUNÇÃOTEMPO SELETOR FUNÇÃOBAIXO L1MITADORNÃODE RAIZ DE INTEGRAL MÉDIA LINEAR FUNÇÃO SUPERIOR ALTO LIMITE FUNÇÃO LIMITE PROPORCIONAL POLARIZAÇÃO INFERIOR EXTRAÇÃO SINAL DERIVATIVO DE EXPONENCIAÇÃO SINAL MULTIPLICAÇÃO RAIZ

0 8J 0 []a0
~ ~

[;;. ]

Fig.11- SíMBOLOS

E FUNÇÕES DE PROCESSAMENTO

DE SINAIS

-0-0-0ff ff//~//ff //

~- ~ ,

XXX

HIDRÁULICO IMPULSO OUINTERNABINÁRIO GUIADA) GURADA (TRANSMA (SOFTWARE) PNEUMÁTICO MISSAO SÔNIÇO LIGAÇÃO CONFISINAL SINAL ELETRO-

SINAL MAGNÉTICOSUPRIMENTO OUSINAL MENTE AO SISTEPNEUMÁTICO

~//
----------

J' /• ~')K~

....r

J'

SINAL NÃOTUBO • ELÉTRICO / MECANICA ELÉTRICO DEFINIDO SINAL SINAL (TRANSMISSÃO NÃO CAPILAR OU SÔNICO BINÁRIO NÉTICO GUIADA) SINAL ELETROMAGL1G~ÇÃO

• / //

+++

-"'-"'-~-

)( )( X

FIG. 12 - SíMBOLOS

DE LINHAS PARA INSTRUMENTOS

OU FUNÇÃO PROGRAMADA.

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

- 1.9 -

-RAOIUS

TAp· DE

SEM PLACA DE ORlFicIO. t.4EDICÃO COt.4 TOt.IADA DE PRESSÃO

!----{i)--+-1
74A 148

Q"

0I

I

FLANGE

TT
cb
I
VERTEDOR.

ORIFlclO, MEDiÇÃO. CALHA DE TUBO CAPILAR, ETe.

--\

lIMITADOR DE vAZAo. EX.: PLAéA DE
\

------

cb

6cb
~

If-------l

l----[:::J--1

PLACA DE ORIFlclO COM TOMADA DE PRESSÃO NA PRÓPRIA FLANGE DE MEDiÇÃO.

DE PROCESSO. EX.: TRANSMISSOR TRANSMISSOR DE VAZAO . SINAL ElETRICO CONECTADO AO DESLOCAMENTO POSITIVO.

..,.. INDICADOR E TOTALlZADOR, TIPO MAGNETICO. ELETROMAGNETICO MONTADO NA LINHA CONTROLADOR DE VAZAO. ETC. MAGNETICO, VAZAO, LAMINAR, EX,: a3 .•.• t·!Ctnoa

~~ ~

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lIteQ!"HOfI.

ELEMENTO PRIMARIO QUALQUER, DE PLACA DE ORIFlclO COM TOMADA DE PRESSÃO NA FLANGE DE MEDIÇAO, LIGADA A UM INDICADOR DE vl>ZÁo DO TIPO PRESSÃO DIFERENCIAL.

FLANGE DE MEDiÇÃO COM PLACA DE ORIFIClo E TOMADA DE ~RESSÃO "VENA CONTRATA' CONECTADA AO TRANSMISSOR DE vl>ZÁo DO TIPO PRESSÃO DIFERENCIAL.

..

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77

TURBINA.

@

~ G

~

INDICADOR DE~PRESsAo, MONTAGEM DIRETA.

~
INDICADOR DE PRESsAo CDNECTADO A UM SISTEMA DE SELO (TIPO DIAFRAGMA) OU SELO REMOTO.

T,
."

TRANSMISSOR DE NIvEL, TIPO DE PRESSÃO DIFERENCIAL, COM TOMADA INFERIOR MONTADA DIRETAMENTE NO RESERVATÓRIO (RS).

I~
" '"

-1.10-

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

ELEMENTO TERMOMÉTRICO. DE TEMPERATURA. SEM O CAPILAR. COM O POÇO TERMOMÉTRICO.

'".. ,

rY"-

II

I

I

PASSAGEM A-C E D-Il DE COMANDO. DE POR FALTA FALTA DE FLUiDO PASSAGEM A-C POR FALTA DE FLUiDO DE VÁLVULA DE TRES VIAS QUE ABRE A VÁLVULA

®~ @ ®

FLUiDO VÁLVULA
o

DE COMANDO. COMANDO. DE DUAS VIAS QUE fECHA

POR

c

J~

~ y::
fC

~

DE QUATRO

VIAS QUE ABRE A

Q INDICADOR LOCAL DE TEMPERATURA, NA TIPO '" TERMO PAR,SAlDA SINAL ELÉTRICO CLASSIFICADOS. SAlDA, COM COM PNEUMÁTICA. POÇO TERMO MÉTRICO.

I

'"

j INTERNO PARA REDUçAo TEMPERATURA DO TIPODE PRESsAo. CAPILAR.

TT

@--l-VÁLVULA AUTO-REGULADORA DE

~ ~

VÁLVULA

AUTO-REGULADORA

DE IMPULSO

••U.!lUl""ATOllO VISOR

.s
DE NrvEL INCORPORADO AO

DJ [)
117

"

~

'o

INSTRUM_CAP

_01WPO

- 03/06

a 25/08/98

- PEM

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

- 1.11 -

1.5 - EXERCíCIOS PROPOSTOS
Dado o fluxograma abaixo, responda:

) malha aberta ) malha fechada

4-

A instrumentação composta por TT -021: TIR021: TIC-021: TCV -021 (malha n° 21) forma uma: ) malha aberta ) malha fechada

APO~

TCV 021

li
.......................
::i:::::;:::;:::::::;:::::;:::::;::::'}

5-

Explique

o porque?

, ,t.::::l:·:.:::;:·:;:::·:;:::ll::;:i::[j: .. . -,•...•............................•...•....

. ................... .................

•.•.•.•..................•...............

COHCEI_EXEII._01

1- Onde estão montado a) PT-20: b) PSH-020: c) PIR-020: d) PAH-020: e) TT-021: f) TIC-021 : g TIR-021: h) TCV-021 :
2-

os instrumentos: _ _ 6_ a) _ Qual a variável manipulada? Na malha 021:

------------b)

Qual a variável controlada?

_ _

7_ a função de cada instrumento do
a)

Qual o sinal de transmissão malha 0207

da:

Especifique fluxograma:

a) b) c) _ _

_

b)

malha 0217

d)
e) f)

_
_

8-

Qual a função dos instrumentos seguintes identificações:

com

as

a) WIC: _

g)--------------h) _

b) FRC:
c) PIC:

d) FS: 3A instrumentação composta por PT -020: PSH020: PIR-020 e PAH-20 forma uma:
e) JIC:

-1.12-

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

f) AE: g) FALL: h) AIT: i) ZR: j) PIT: I) FY (/): m) FOI: n) TSH: o) LSHH: p) TE:

9-

Um instrumento com range de O a 230°C, está indicando 200°C e sua precisão é de ± 0,5% do span. Entre quais valores poderá estar compreendida a temperatura real?
R.:
____________

oC e 0C

10-

Um instrumento com range de O a 50 IImin está indicando 12 I/min e sua precisão é de ± 0,25 % do span. Entre quais valores poderá estarcompreendida a vazão real?
R.: , I/min e IImin

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

- 1.13 .

APÊNDICE "A" - DIAGRAMA DE vAZÃo TíPICO MALHA DE CONTROLE CASCATA
TRANSMISSOR DE NíVEL MONTADO NO CAMPO LÓGICA DE INTERCONEXÃO COMPLEXA

REFERÊNCIA DE DETALHE LÓGICO

; /
XXXX

o
ALGORíTMO PIO REALIZADO PELO SISTEMA DE (DCS OU SOCO EM CONSOLE) CONTROLE DO SINAL DE ENTRADA (FUNÇÃO CONDICIONAMENTO RAIZQUADRADA)~ O DISPOSITIVO DE INTERFACE AUXILIAR O

I
O

INTERTRAVAMENTO ALARME

DE

~

/

~

(vAZÃO)

NíVEL

REGISTRADOR MONTADO NO

I ,
i

r-

•••

FAHH

/~ O

I

_______

MUITOALTO FIO DE LIGAÇÃO ., (SIf\!ALANA,

,/ ,
, , ,

LOGICO)

CA\
ELEMENTO DE vAZÃo MONTADO NO CAMPO

CONVERSOR IIP

\

@' ,
2028

FR

'

II/P
REGISTRADOR MONTADO NO CONSOLE (SELEÇÃO DE VARIÁVEIS VIA BASE DE DADOS)

J----.J
,
~

I

i

TRANSMISSOR DE vAZÃo MONTADO NO CAMPO

VÁLVULA DE CONTROLE MONTADA NO CAMPO

INSFL001.WPG

-1.14-

SMAR - CENTRO DE TREINAMENTO

C/l

s: ~
m

;:u I

TYPICAL LETTER COMBINATIONS
W ZO TP CO UH XE OY ZN Currem Probeprtmary FRC PSV, AWUIZE lR KRC Comb POR Burnert Varlable User's AYAE AT BYBE BT BIT VSHLVRT IRC VSH Vibrationl VT VYVE VSL VI VIT DevASL WORWRC Te zoeYCaI RaleBlJRCRelaya,WellPOV Controllofl••• and Compollng Power TP ZOY TOT ZOV ActuatedUV Mullivarlablo ZCVZOSLCholee YR TOV Valvea ZSHlSL FR SRC ISH RE Choice AR YSH Positiorv EvenVSlalel Unclassllied ZT ze yy IY ZSL ZI YI ZIT IIT Hand FIT WSH Choiee o.,vlcea TranamlltersIl WT WC WY WI WSL WIT IR WOSH ChOlce BR KT WOC KYKE WOSL WOI KIT WOIT Meaaured Pressurel Levei PP PV LT PT LYLE PYPE PC LI PIT POY POC RT RC RY RIT TVTE T TIT GlasaElement LRC ASHL ZRT ZRe ESHL ERT ORC BSHLBRT RRC ASHFOE ESH BSH Element AP Devlce AC EYEE ET Polnt SC EC BI Low EI EIT BSL BIC Vl orAnalyslSTSEZORC Anal JSHLWEKR PORC JSH JT JYJE JI J JIT TOCVIERallo ARCIndlCAtlngFOIT Bllnd TW 11 SL TOR FORC ZOSH SR TOSH zy TOC TOY TOI TOSL TOIC TOIT ISHLPE LR PRC ZSHOE TR ITAIC llC ISL YSL FSHL FRT FSH FFSH Flow FP FYFE FT FC FFC HC FI FFI F FFSL FIC FFIC FFV FE WCVIce Ouanllty IndlcatlngHIC Oevlceo'YT Conlrol Solenolda, UR WSHLIRT WIC FOSH FOT FOY FOI FOSL IIC woevRecordlng ZORT AlarmJR KCVZOIC Cholce ER RZ Devlces KSHL KRT KSH Time WOT WOY KC KI KSL WOIC WOZ LCVZOI ,FG LV TORT LGZOTARTRecordlngAV YIC PCvAIZOEBW TORC LSHLTE PR PSHL PRT LSH PSH User's LC PI L PSL L1C L1T PIC POCVYE ZOR BRCHlgh POSH POT POI POSL POIT POIC OSHLORT OSH OT OY 01 OIT RSHLRRT RSH Radiatlon RI RIC RSL SCVZOITWR WORC SSHLSRT SSH SYSE ST SI SSL SIT TSHLTRT TSH TV TT TC TI TIC BGzoeJRTLW ERC ESL EIC EZ JIC JV ZV yz HSVR WelghvForce FFR WZ Swlleh FOIC FOR FOV KIC KV Pressure, OIC OSL OR OZ SIC SV TCVAITReadout PORT Vollage Recordlng Bllnd Temperatura, FCV, VWRT FV WORT Indlcatlng Gauglngl VI_I/lgLRTRWFFRC Aow Weighl/Foree, RR Speedl TemperaturaTRC Salety OlJanlily SellAnalysis

()

-

UY

HV

PSE

z -l
o

;:u

o m

-l ;:u
!!! ~ s:

z
m

z -l
o

Note: This lable IS nol all·inclusive . • A, alarmo lhe annuncíat1ng devlce.
lashion ...•. ...•.
C1I

Olher Posslble
may devlce. be used 10 the 58mB

Comblnatlons: PFR KOI (Rallo) (Running Time Indiealor) (Indicaling Counler) (Rale-oI-Weighl'Loss Controller) (Hand Momenlary Switeh)

as S. sWltch,

the actualing

"The

leners H and L may be omined in lhe undelined case,

FO FRK, HIK FX TJR LLH

(ReslnClion Orilice) (C<JntrolSlallons) (Accessones) (Scanning Recorder) (Pilol Lighl)

001
WKIC HMS

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