APRESENTAÇÃO

A minha experiência em CROMOTERAPIA teve início em 1986, quando estudava junto ao Centro CAMINHEIROS, que pertenceu à família GASPARETTO. Na época cursava o 3.º ano da “Escola de Formação de Médiuns”. Em setembro deste mesmo ano fui transferido, na condição de “Voluntário”, para o “grupo” assistencial que auxiliava “casais com problemas conjugais” através da MENTALIZAÇÃO das CORES. Logo após meu início, com a autorização da COORDENAÇÃO do trabalho, comecei a desenvolver aparelhos que facilitassem a realização das “sessões de tratamento”. Dois aparelhos foram utilizados por este “grupo”, sendo que o primeiro consistia de um painel com cinco lâmpadas coloridas, e o outro, um painel de teto contando com as CORES do “Arco-Íris”, com um controle que acionava cada uma delas em separado ou em conjunto. Da amizade surgida com a COORDENADORA deste trabalho, insisti para que obtivéssemos a autorização na criação de um “Grupo de Estudo de CROMOTERAPIA” no CAMINHEIROS. Em dezembro de 86 recebemos a autorização, não para a formação do grupo, e sim, de um Curso de CROMOTERAPIA. Este curso teve início em março de 87 e nele permaneci até o ano de 1989. Em paralelo, no mês de maio de 87, surgiu na “Casa” o trabalho com CROMOTERAPIA, aí então utilizada como “Medicina Alternativa”, para tratamento das pessoas que freqûentavam aquele espaço. Minha contribuição inicial foi ainda como “Voluntário”, sendo que, poucos meses após este início de trabalho, um outro dia de atendimento foi criado e convidado para dirigi-lo, onde permaneci até dezembro de 1990. No mês de março de 91, fundei o LUZ DOURADA, um espaço que teria como pressuposto, o tratamento de pessoas, com aplicação de CROMOTERAPIA, conjuntamento com uma Assistência Espiritual. De 1991 a 2001, quando do encerramento das atividades, foram cadastrados aproximadamente 10.000 atendidos. Este livro nasceu da necessidade de orientar a formação de “Voluntários” que desejassem trabalhar no LUZ DOURADA - CENTRO DE CROMOTERAPIA, DESENVOLVIMENTO E CULTURA ESPIRITUALISTA, como CROMOTERAPEUTAS.

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É importante, nesse instante, esclarecer que a padronização não intenciona restringir a sensibilidade, e sim, oferecer um conjunto de regras que dê um mesmo benefício ao “paciente”, independentemente do CROMOTERAPEUTA que o atenda, para que as CORES surtam o efeito que as caracteriza e que é desejado ao ser receitada. Os “terapeutas” devem continuar atentando para o “sentir”, de tal forma que não seja afetado pela técnica, bem como e principalmente, desde que a técnica não perca em qualidade. A sensibilidade sempre acrescentará à técnica, que bem empregada proporcionará um melhor resultado a todos. Fica entendido que a adoção deste Manual não dispensa outras leituras para um melhor entendimento sobre CROMOTERAPIA, bem como, no conhecimento da topologia dos órgãos que poderá ser encontrado nos diversos Atlas do Corpo Humano disponíveis nas livrarias. A todos, desejamos um bom entendimento com muito divertimento. São Paulo, junho de 2.003.

MORIEL SOPHIA
Cromoterapeuta

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ÍNDICE APRESENTAÇÃO (02) ÍNDICE (03) DEFINIÇÕES GERAIS (06) SISTEMÁTICA DE APLICAÇÃO (08)
1 - AURA (08)
1.1 - LIMPEZA DE AURA (08) 1.2 - SISTEMA NERVOSO CENTRAL E PERIFÉRICO (09) 1.3 - CHÁCRAS, ÓRGÃOS E PLEXOS (09)

2 - TRATAMENTO ESPECÍFICO (10)
2.1 - APARELHO AUDITIVO (10)
A) CARACTERÍSITCAS (10) B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO (11)

2.2 - APARELHO CIRCULATÓRIO (11)
2.2.1 - CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA (11) 2.2.2 - CORAÇÃO (11) 2.2.3 - APARELHO VASCULAR (12)
A) CARACTERÍSITCAS (12) B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO (12)

2.2.4 - VASOS LINFÁTICOS (13)
A) CARACTERÍSITCAS (13) B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO (13)

2.3 - APARELHO DIGESTIVO (14)
A) CARACTERÍSTICAS (14) B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO (14)

2.4 - APARELHO LOCOMOTOR (15)
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2.4.1 - SISTEMA ESQUELÉTICO (15) 2.4.2 - O ESQUELETO HUMANO (16)
A) CARACTERÍSTICAS (16) B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO (16)

2.4.3 - ARTICULAÇÕES (16)
A) CARACTERÍSTICAS (16) B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO (16)

2.4.4 - SISTEMA MUSCULAR ESTRIADO (17)
A) CARACTERÍSTICAS (17) B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO (17)

2.5 - APARELHO RESPIRATÓRIO (18)
A) CARACTERÍSTICAS (18) B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO (19)

2.6 - APARELHO UROGENITAL (20)
2.6.1 - APARELHO URINÁRIO (20)
A) CARACTERÍSTICAS (20) B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO (21)

2.6.2 - APARELHO GENITAL (21)
2.6.2.1 - ÓRGÃOS GENITAIS FEMININOS (21) A) CARACTERÍSTICAS (21) B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO (22) 2.6.2.2- ÓRGÃOS GENITAIS MASCULINOS (22) A) CARACTERÍSTICAS (22) B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO (23)

2.7 - OLHOS (24)
A) CARACTERÍSTICAS (24) B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO (24)

2.8 - PELE E ANEXOS (25)
A) CARACTERÍSTICAS (25) B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO (26)

2.9 - METABOLISMO E SISTEMA ENDÓCRINO (26)
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2.9.1 - METABOLISMO (26) 2.9.2 - SISTEMA ENDÓCRINO (27)
A) CARACTERÍSTICAS (27) B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO (27)

2.10 - HORMÔNIOS (27)
A) CARACTERÍSTICAS (27) B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO (27)

3 - PROCEDIMENTOS FINAIS (28) 4 - APÊNDICE
FIGURA 1 - LIMPEZA DE AURA (29) FIGURA 2 - SISTEMA NERVOSO CENTRAL E PERIFÉRICO (30) FIGURA 3 - CHÁCRAS, ÓRGÃOS E PLEXO (31) FIGURA 4 - APARELHO AUDITIVO (32) FIGURA 5 - APARELHO CIRCULATÓRIO (33) FIGURA 6 - VASOS LINFÁTICOS (34) FIGURA 7 - APARELHO DIGESTIVO/RESPIRATORIO (35) FIGURA 8 - APARELHO UROGENITAL (36) FIGURA 9 - APARELHO GENITAL FEMININO (37) FIGURA 10 - APARELHO GENITAL MASCULINO (38) FIGURA 11 - ESQUELETO (39) FIGURA 12 - SISTEMA MUSCULAR (40)
FACE ANTERIOR FACE POSTERIOR

FIGURA 13 - OLHOS (41) FIGURA 14 – SISTEMA ENDÓCRINO (42)

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DEFINIÇÕES GERAIS
Um tratamento de CROMOTERAPIA pode ser dividido em duas partes bem específicas. Uma, compreendida pela LIMPEZA ENERGÉTICA, e a outra, denominada de TRATAMENTO ESPECÍFICO. Tem-se assim o seguinte: • • Limpeza: caracteriza-se pela limpeza ÁURICA, com aplicação de CORES que acalmam e equilibram. Tratamento Específico: é feito por intermédio de uma “Ficha de Atendimento” (Anamnese) que é extensamente elaborada quando do primeiro atendimento, onde o paciente relata problemas de saúde e especifica os males que sofre. Tal “Ficha de Atendimento” deve conter um diagnóstico “cromoterápico” para que seja aplicado pelo Cromoterapeuta. A cada sessão, a mesma deverá ser atualizada de acordo com as mudanças verificadas pelo Cromoterapeuta, de forma a poder acompanhar toda evolução do paciente.

Outros esclarecimentos se fazem necessários e que têm trazido problemas de interpretação e dúvidas, a saber: Chácras: são centros energéticos que se encontram localizados junto ao DUPLO ETÉRICO, que auxilam a movimentação das energias etéricas que circulam junto ao CORPO FÍSICO, com funções e tamanhos diferenciados de acordo com sua localização. Gira no sentido horário. Circularização: técnica de movimentação energética que se faz junto a um determinado ÓRGÃO FÍSICO, a partir do centro deste ÓRGÃO para a periferia do mesmo, no sentido horário e em círculos, de tal modo que toda a sua área seja movimentada uniformemente. Filtros Simples: filtro redondo, confeccionado em acetado colorido de uma só COR e utilizado nas aplicações de CROMOTERAPIA por impulso elétrico. Filtro Conjugado: filtro redondo, confeccionado em acetado colorido com diferentes CORES e com diversos subtons de uma mesma COR, de acordo com a teoria sobre a “Dinamização das Cores na CROMOTERAPIA”. Mentalização: vibração mental que se faz concomitantemente com a aplicação da COR, junto ao órgão específico ou à trajetória definida para o tratamento. A força mental empregada pelo CROMOTERAPEUTA dá qualidade à aplicação. Plexos: correspondem aos nódulos formados pelo cruzamento de mais de um nervo junto do FÍSICO. Compreende um local de concentração de energia física, magnética e espiritual, sendo que, o mais importante deles o Plexo SOLAR. Sentido horário: movimento correspondente ao do relógio. É utilizado para reativar determinadas energias junto ao CORPO FÍSICO. Proporciona harmonização dos CHÁCRAS, e quando se faz necessário a reativação de um deles, aumenta-se a velocidade com que realizamos tal tarefa, de forma a acelerar as energias e faze-lo vibrar em uma freqüência mais alta.

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Sentido anti-horário: movimento contrário ao do relógio, utilizado para limpeza e desbloqueio de um CHÁCRA que não apresenta um funcionamento regular, ou ainda, quando apresentar a sua freqüência acelerada. A limpeza se dá em função do choque ocasionado pelos diferentes sentidos energéticos: entre o horário do CHÁCRA com o anti-horário da LUZ COLORIDA. O desbloqueio é o resultado desta manipulação, que se traduz pela normalização funcional do mesmo. Vascularização: é a ativação do sistema vascular de um órgão através do uso da técnica de Circularização.

SISTEMÁTICA DE APLICAÇÃO
Dentro da SISTEMÁTICA DE APLICAÇÃO tem-se um completo roteiro de como realizar uma aplicação “cromoterápica”, desde que seguidas, pari passu, as instruções doravante descritas.

1 - PROCEDIMENTOS INICIAIS
1.1 – LIMPEZA ENERGÉTICA
Presentemente, quase todos os “terapeutas” envolvidos com os “Tratamentos Alternativos” apresentam um cunho “espiritualista”, aceitando a pré-existência de CORPOS SUTIS que envolvem o FÍSICO e que lhe proporcionam melhor desempenho. Nesta postura, conhecem as técnicas de REIKI, dos Passes Espirituais, das Massagens Energéticas, dentre outras. Neste momento, deve-se fazer uso de uma destas técnicas (aquela que o “terapeuta” mais se identifica), para a retirada das energias negatívas que normalmente envolve o SER HUMANO, de forma a deixar o indivíduo predisposto ao recebimento das CORES, proporcionado pelo abrandamento das energias de sua AURA. É importante esclarecer que energia negativa não significa tão somente uma energia ruim, mas também, uma energia de pouca movimentação, pela inconsciência do paciente em saber lidar com as mesmas.

1.2 - CROMOTERAPIA

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Após o recebimento da Limpeza, o paciente estará pronto para receber seu tratamento com as CORES, da seguinte forma.

1.2.1 - LIMPEZA DA ÁURA
Tendo retirado as energias negativas, as CORES complementarão este trabalho com a aplicação dos filtros SIMPLES, CONJUGADOS ou DINAMIZADOS, seguindo o diagrama contido na Figura 1, para que o CORPO do paciente seja limpo na lateral, frente e costas, da seguinte forma: Lateral: o indivíduo deverá estar sentado e a luz inicialmente ser posicionada à direita ou esquerda do mesmo, a partir de um dos pés, contornando a lateral, com a luz dirigida para o corpo. Repetir este trajeto por três (3) vezes. Frente e Costas: Parte Esquerda – na tentativa de facilitar o entendimento, dá-se início pela parte esquerda do corpo, constituindo-se da perna, tronco (lado esquerdo), ombro esquerdo, costas (parte esquerda). Apontar a luz para o pé e passá-la sobre toda a perna, subindo pelo tronco (mas mantendo-se na sua parte esquerda), dirigindo-se para as costas através do ombro esquerdo, onde a luz é lançanda ao chão para retornar pelo mesmo caminho em que veio. No Meio - continuando a limpeza, colocar-se a luz entre os dois pés, subindo até a cabeça pelo meio das pernas, umbigo, esterno, boca, nariz, passando posteriormente para a coluna no sentido do cóccix. Atingido o cóccix, a luz deverá ser lançada ao chão e retornar pelo caminho em que veio. Parte Direita - finalmente, lançar a luz nas pontas dos dedos do pé que ainda não foi limpo, ou seja, o direito, e repetir o procedimento que foi utilizado junto ao pé anterior. Este procedimento de limpeza deve ser feito para cada um dos seguintes filtros, a saber: • • D5 - AZUL / VIOLETA / ÍNDIGO – retira as energias negativas que ainda restaram junto ao paciente, e D1 - 7 VERDES - proporcionará uma harmonização das energias.

1.2.2 - SNC E PERIFÉRICO
Nesta fase limpa-se o Sistema Nervoso Central - SNC e o Sistema Nervoso Periférico-SNP, pelo seguinte trajeto indicado na Figura 2: SNC / SNP: a limpeza tem início pela primeira vértebra dorsal, descendo lentamente pela Coluna até o cóccix e retornando pelo mesmo trajeto. Repetir esta seqüência por três (3) vezes. Embora sejam citados, os SNC / SNP, não se faz qualquer dife9

renciação quanto a eles, pois tudo o que ocorre junto à Coluna Cervical trará reflexo aos dois Sistemas. Para um bom resultado nesta aplicação, o filtro a ser utlizado é o D1 - 7 VERDES, que os relaxa, proporcionando calma e tirando o paciente do estresse que o envolve.

1.2.3 - CHÁCRAS E ÓRGÃOS E PLEXOS
Neste tópico são limpos os CHÁCRAS e os Órgãos dos Sentidos no intuito de retirar deles as poluições ambientais (visual, auditiva e química) e mentais, de processos que cristalizam determinadas atitudes em nossas vidas, justamente para recolocar o indivíduo numa melhor postura perante a vida e mais francamente favorável a ele próprio. Utilza-se do filtro E1 – AZUL / ROSA para tal fim. São circularizados os CHÁCRAS (CORONÁRIO, FRONTAL, LARÍNGEO e ESPLÊNICO), bem como o Plexo SOLAR. O tempo de cada aplicação deverá ser de cinco (5) segundos em cada um deles. Para uma perfeita localização dos CHÁCRAS junto ao CORPO HUMANO, deve-se observar o exposto na Figura 3. Quanto ao Plexo SOLAR, este localizase no final do osso “esterno”. Junto aos OLHOS, NARIZ, BOCA e OUVIDOS deve-se aplicar tal filtro por um período de cinco (5) segundos em cada um deles. Nestes casos, a luz ficará estacionada no local de aplicação, de forma que a mesma possa penetrar e aprofundarse, limpando toda extensão do órgão.

2 - TRATAMENTO ESPECÍFICO
Após ter-se atendido a todos os procedimentos iniciais, entra-se propriamente dito no tratamento específico, condizente a cada paciente e conforme indicações das “Fichas de Atendimento” previamente elaborada. Para tanto, deve-se atentar às recomendações descritas em cada ficha em particular, de modo a aplicar as CORES indicadas junto aos órgãos, nervos ou músculos doentes. Cada um deles tem um trajeto específico de aplicação e movimentação energética e que poderá ser observado a partir das explicações que se seguem.

2.1 - APARELHO AUDITIVO

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A) CARACTERÍSTICAS
O aparelho da audição funciona da seguinte maneira: o pavilhão da orelha recolhe os sons e os intensifica para depois refleti-los ao conduto auditivo externo, o qual, após recebe-los, os transmite ao tímpano situado em sua terminação. Essa membrana recebe as vibrações e as passa ao martelo, que as transmite à bigorna e este ao estribo, o qual as faz chegar à perilinfa do ouvido interno pela janela oval. Finalmente, as ondas sonoras chegam à endolinfa, onde impressionam as terminações do nervo auditivo. Para que esse mecanismo tão delicado não sofra os efeitos dos sons demasiadamente intensos, entram em ação o tímpano e a cadeia de ossículos, que trabalham em conjunto para cumprir sua tarefa de acomodação e de proteção. As vibrações sonoras podem também chegar diretamente ao ouvido interno através dos ossos do crânio. Anatomicamente é formado pelo ouvido externo, médio e interno, conforme pode ser visto na Figura 4, a saber: OUVIDO EXTERNO: composto de duas porções distintas - o pavilhão da orelha e o conduto auditivo externo. OUVIDO MÉDIO: composto pela cavidade timpânica - na qual se insere o cabo do martelo (o maior dos ossículos do ouvido) cuja cabeça se articula com a base da bigorna, a qual, por sua vez articula-se com o terceiro, último e mais interno dos ossículos: o estribo; pela trompa de Eustáquio - que liga a cavidade timpânica á faringe nasal para arejar essa cavidade, para que o ar contido em seu interior tenha sempre a mesma pressão que o ar exterior; tem ainda, as cavidades e células mastóides - situadas na apófise mastóide, contém ar e dependem da cavidade timpânica com a qual se comunicam, que é a parte saliente do osso temporal, situado imediatamente atras da orelha. OUVIDO INTERNO: o verdadeiro aparelho de percepção auditiva (pois os dois anteriores são de condução), consiste num labirinto ósseo, escavado no mesmo osso temporal, em cujo interior se aloja o labirinto membranoso preenchido por um líquido chamado endolinfa, enquanto o espaço que separa os dois labirintos é preenchido por outro líquido, a perilinfa. O labirinto membranoso, que é parte funcional, consiste em duas partes: • O caracol (ou cóclea), onde se encontram as terminações do nervo auditivo e que é o verdadeiro órgão da audição; e • Os três canais semicirculares, dimensionados semelhantemente às três dimensões do espaço, dando a noção de orientação espacial e regulando o equilíbrio do CORPO.

B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO

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O Aparelho Auditivo não apresenta uma Trajetória de Aplicação definida por ser um Aparelho localizado exclusivamente na Cabeça. Quando houver necessidade de aplicação na área, a mesma deverá ser direcionada junto da Orelha e, o que é mais importante, mentalizar o ÓRGÃO e suas partes componentes, na COR sugerida para o tratamento. Conforme o que a descrição no Item 1.2.3., a luz deve ficar estacionária junto da orelha, de forma que a COR possa penetrar mais profunda e intensamente.

2.2 - APARELHO CIRCULATÓRIO
Formado por um ÓRGÃO CENTRAL e um conjunto de elementos que integram o Aparelho Vascular, que se divide e subdivide para fazer chegar o sangue a todos os órgãos e células do CORPO. É constituído: pelo coração, artérias, veias, capilares e vasos linfáticos.

2.2.1 - CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA
O organismo humano é percorrido pela corrente sangüínea, cuja finalidade é alimentar e defender o CORPO HUMANO. Através da circulação sangüínea as incontáveis células do organismo recebem sua alimentação, bem como, ao retornar dos tecidos, conduz o gás carbônico e os resíduos celulares do CORPO, que são eliminados por intermédio da respiração, suor, urina e fezes. O sangue é composto por uma parte líquida (o plasma), e outra sólida constituída por glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas.

2.2.2 - CORAÇÃO
É o motor da circulação. Uma bomba muscular oca que se contrai e se dilata ritmicamente em uma pessoa adulta, em cerca de oitenta vezes por minuto, impulsionando o sangue oxigenado através da aorta para todo o CORPO e aspirando o sangue venoso que retorna ao coração. Obs.: as aplicações indicadas localmente serão feitas por circularização do órgão e na cor indicada para tratamento.

2.2.3 - APARELHO VASCULAR

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A) CARACTERÍSTICAS
Dentro do Aparelho Vascular encontram-se duas redes que apresentam funções bem diferenciadas uma da outra: Grande Circulação: dentro dela tem-se a aorta que é uma artéria de grandes paredes impermeáveis, ou seja, um grande tubo que se divide e subdivide em ramos à medida que se afasta do coração. As arteríolas são os ramos menores e que vão finalmente terminar numa finíssima rede vascular, composta pelos capilares, que irrigam todos os tecidos, com exceção das cartilagens. Nos capilares, por serem muito delgados, possibilitam certas trocas: as substâncias nutritivas como aminoácidos, açucares, lipídios e oxigênio passam do sangue para os tecidos, enquanto recolhem dos mesmos o gás carbônico e os resíduos do metabolismo. Cumprida esta função, o sangue passa das artérias para as veias, iniciando o retorno ao coração. Quando passa pelos rins, muitas das impurezas acumuladas pelo sangue em seu trajeto, são aí retidas e eliminadas. O sangue venoso regressa pelas veias, que se vão reunindo gradativamente para formarem troncos maiores. Por esses troncos (veia cava inferior e superior) o sangue penetra no coração, completando-se assim a grande circulação. Pequena Circulação: ou circulação pulmonar, se dá através das artérias pulmonares, quando o coração impulsiona o sangue para os pulmões, onde as paredes capilares são atravessadas pelos gases, despendendo o anidrido carbônico do sangue e abastecendo-o com o oxigênio necessário, voltando ao coração como sangue arterial e, assim, encerrando a pequena circulação.

B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO
O percurso que deve ser seguido quando de uma aplicação no Aparelho Circulatório é o mais complexo, dentre todos, conforme pode ser visto junto da Figura 5. Requer atenção redobrada do aplicador. Em não havendo impedimento, o paciente deverá se colocado em pé para facilitar o tratamento. Por ser abrangente a todo CORPO FÍSICO, a movimentação que provoca pode ser qualificada como uma pequena dança. Todos os órgãos envolvidos deverão ser circularizados, enquanto que as artérias, arteríolas, veias e veículas receberão a luz no sentido longitudinal da aplicação, sem qualquer tipo de interrupção na trajetória. Seguindo-se tais passos, tem-se: 1. Circularizase o coração, da esquerda para a direita, no sentido horário. 2. Sobe-se até o lóbulo da orelha (esquerda ou direita), mentalizando a artéria carótida e na descida, mentalizando a veia jugular, para depois retornar ao coração. Faz-se o outro lado, repetindo-se o que foi feito no anterior. Todo retorno ao coração deve ser seguido de pequena circularização no mesmo. 3. Saindo do coração através da crossa da aorta, passa-se para a artéria subclávia (esquerda ou direita), dirigindo-se para o antebraço, braço e mão. Na mão,
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por ser uma região que apresenta um local de grande concentração de arteríolas e veículas, deve-se vascularizá-la não somente na palma como no seu dorso. Voltar ao coração (sem esquecer-se de vascularizá-lo) pelo trajeto oposto, ou seja, pela veia subclávia. Terminado um dos braços, imediatamente repetese o trajeto no faltante. 4. Novamente, partindo do coração, vasculariza-se os pulmões pela frente, e ao se passar para as costas, a luz devera ser dirigida por baixo do braço do paciente e na altura dos pulmões. Das costas, após a vascularização do órgão, retorna-se ao coração pelo trajeto de ida. 5. Ativa-se o coração e desce-se pela crossa da aorta até a aorta torácica, interrompendo na altura do Plexo SOLAR, para daí, dirigir-se para a direita do corpo, junto a artéria esplênica até chegar-se ao baço. Após vascularizá-lo, retorna-se ao Plexo pela veia esplênica, para posteriormente, através da artéria hepática, dirigir-se ao fígado. Depois da vascularização do fígado, retornar ao Plexo SOLAR pela veia hepática. 6. Desce-se pela aorta abdominal até a altura do umbigo. Passa-se para as costas do atendido, por baixo de um dos seus braços, mentalizando a artéria renal e vascularizando os rins. Para que a tarefa fique completa, retorna-se pelo outro lado, de forma a ativar a outra artéria renal. 7. Continua-se descendo até a bifurcação da artéria ciática (na altura da pélvis). Caminha-se pela artéria femural, lembrando-se de que esta artéria corre por trás da perna após passar pela virilha, retornando para a parte da frente quando junto do pé. O pé deve ser vascularizado pelo mesmo motivo apresentado no caso das mãos. O retorno é feito pela veia safena até a bifurcação, de modo a permitir que se faça a outra perna. 8. Após a vascularização do outro pé, retorna-se ao coração através da veia safena, veia cava inferior e superior.

2.2.4 - VASOS LINFÁTICOS A) CARACTERÍSITCAS
O plasma sangüíneo transporta elementos nutritivos que penetra nos tecidos ao deixar a corrente circulatória. Parte desse líquido é recolhido por outros capilares sangüíneos e pelos Vasos Linfáticos. Estes, em sua totalidade, terminam nas grandes veias. Dessa maneira, todo líquido que irriga os tecidos, com exceção do que é eliminado pelos rins e pele, acaba voltando ao coração. O líquido perdido é reposto pela ingestão de alimentos.

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B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO
O Sistema Linfático deve ser ativado conforme está demonstrado na Figura 6, com aplicação da luz obedecendo-se a direção do fluxo natural do líquido (em diagonal) de forma ascendente e descendente até que a linfa atinja o ducto torácico que desemboca na veia subclávia, nas proximidades do coração.

2.3 - APARELHO DIGESTIVO A - CARACTERÍSTICAS
O Aparelho Digestivo tem por função transformar os alimentos para que possam ser assimilados, de tal modo a entrar no sangue e produzir calor, energia, e além do mais, possibilitar o crescimento nas crianças e jovens. Para atingir essa finalidade, este Aparelho possui sucos digestivos que, graças à ação de seus fermentos, transformam os alimentos até torná-los absorvíveis e assimiláveis pelo organismo. A primeira parte da digestão já ocorre na boca, onde os dentes cortam, moem e trituram os alimentos (mastigação), enquanto a saliva os umedece e modifica alguns dentre eles (insalivação), facilitando desse modo a ação dos demais sucos digestivos. Assim, as substâncias amiláceas (amido), sofrem de imediato a ação das amilases da saliva. A saliva é um fermento (a ptialina), elemento essencial e princípio ativo, que só pode atuar com eficiência se os alimentos permanecerem na boca por tempo suficiente. Daqui se infere que é necessária uma mastigação lenta. Quando o bolo alimentar já está formado, é deglutido e passa para a faringe, onde terminam os movimentos voluntários da função digestiva. Todos os movimentos sucessivos são involuntários, exceto o último: a defecação. O bolo alimentício atravessa a faringe, depois o esôfago e penetra no estômago, cujo suco contém ácido clorídrico e dois fermentos: a pepsina, que transforma as albuminas e que só pode atuar num meio ácido, isto é, em presença do ácido clorídrico que com ela se mistura; e o coalho, que coagula o leite. O suco gástrico também tem a função de desdobrar as gorduras da gema do ovo, do leite e da nata por meio da lipase gástrica. O suco gástrico transforma os alimentos, parte dos quais é absorvida pelo próprio estômago, ao passo que o resto, o quimo, passa do piloro para o intestino delgado, onde sofre a ação dos sucos intestinais e principalmente do suco pancreático e da bílis, cujos condutos excretores desembocam no duodeno (primeira parte do intestino delgado).

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O suco pancreático contém vários fermentos: amilase, que transforma o amido, em conjunto com a amilase da saliva; lipase, que saponifica (transforma) as gorduras; tripsina, que digere as albuminas (proteínas), reforçando a ação do suco gástrico. A bílis, secretada pelo fígado, reforça a ação da lipase pancreática e da tripsina, enquanto os fermentos contidos no suco intestinal, além de colaborarem com os anteriores, colaboram no desdobramento dos dissacarídios (como a lactose e a sacarose), da ação nos intestinos pela lactase ou invertida, que os transformam em glicose, principal combustível do organismo. A ação de todos eles é sinérgica, num encadeamento simultâneo e harmonioso. Uma pequena parte dos alimentos ingeridos não sofre a ação dos fermentos digestivos e essas substâncias não digeridas nem absorvidas são empurradas para o intestino grosso, que as lança ao exterior (defecação). Portanto, o intestino grosso não é, a rigor, um órgão digestivo, ainda que seja capaz de absorver água e açucares, e sim, um aparelho de eliminação.

B - TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO
A aplicação do Aparelho Digestivo se faz de conformidade com o que está demonstrado na Figura 7, a saber: 1. Inicia-se pela boca, e a partir daí vai-se descendo pela faringe e esôfago até chegar no estômago. 2. Contorna-se todo o estômago através da circularização, ativando seu interior. 3. Do estômago passa-se pelo duodeno e piloro, para circularização do pâncreas, chegando assim até o intestino delgado. 4. No intestino delgado deverão ser realizados os movimentos oscilatórios, de tal forma a se tentar reproduzir o funcionamento deste órgão junto do abdome, quando na peristaltia. No final do intestino delgado tem-se a válvula íleocecal, que se comunica com o intestino grosso. 5. No início do intestino grosso encontra-se colocado o apêndice, que deverá ser mentalizado pelo aplicador, e a parcela denominada de cólon ascendente é que tem continuidade no cólon transverso, cólon descendente, sigmóide e reto. Após o reto, a luz deverá ser lançada ao chão, terminando a aplicação. 6. Quanto ao fígado e a vesícula biliar e seus problemas específicos, embora sejam órgãos pertencentes ao Aparelho Digestivo, o tratamento será realizado diretamente junto a eles, com as CORES diferenciadas para cada situação.

2.4 - APARELHO LOCOMOTOR

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O Aparelho Locomotor é composto por dois Sistemas: o Esquelético (que inclui também as articulações e as cartilagens); e, pelo Muscular Estriado, a saber:

2.4.1 - SISTEMA ESQUELÉTICO
O Sistema Esqulético se subdivide em: OSSOS: um tecido especial conjuntivo (que forma e dá conjunto), matéria viva do corpo e formado por células que precisam ser nutridas como todas as outras do organismo. Por mais surpreendente que pareça, diminutos vasos capilares nutrem de sangue até mesmo as porções mais compactas e espessas do esqueleto. O que dá consistência rígida aos ossos são os sais minerais que os impregnam, especialmente o fosfato de cálcio. A idade influi sobre a sua estrutura, pois a concentração de sais minerais aumenta com o passar do tempo, o que constitui um dos fatores de dificuldade de regeneração e soldadura nos casos de fraturas sofridas por pessoas idosas, pois, os ossos são mais quebradiços, pela diminuição do teor aquoso, ao mesmo tempo em que aumenta a concentração de cálcio. Também o sexo determina diferenças estruturais dos ossos. Os ossos, embora apresentem elevada concentração de minerais, não são estruturas estáticas e inertes, mas órgãos formados por tecido vital (impregnado por sais de cálcio e outros minerais). Tal dinamismo é evidenciado pelo ciclo vital das células ósseas (osteócitos) que nascem, morrem e são continuamente substituídas por outras. São três os tipos de ossos (longo, curto e plano) e formados por dois tipos de materiais, sendo que, o que os diferencia não é a composição química, mas a forma de distribuição da substância: num tipo, a concentração é compacta; noutro, esponjosa. Dividem-se em: • Prepóstero: membrana repassada por vasos sangüíneos que lhes assegura a nutrição e a regeneração. A vitalidade dos ossos é bem exemplificada por sua capacidade regenerativa, pois, diante de fraturas (mesmo as múltiplas), determina a formação de um novo tecido ósseo na região; Medula Óssea: desempenham importante função “hematopoética” ou de formação das células sangüíneas. Trata-se de uma polpa vermelha que produz os glóbulos vermelhos do sangue (eritrócitos) e os glóbulos brancos (leucócitos). Nos adultos, esse miolo apresenta-se parcialmente atrofiado, substituído por gordura, o que lhe dá uma coloração amarela. A medula vermelha, no adulto, é encontrada nas extremidades superiores do úmero e do fêmur, respectivamente, bem como, nos ossos longos do braço e da coxa. Aparece também nos ossos chatos do crânio, no osso coxal, no corpo das vértebras, nas costelas e no esterno.

2.4.2 - O ESQUELETO HUMANO A) CARACTERÍSTICAS
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É formado pelos ossos, cuja função mecânica mais importante é a de servir de alavancas rígidas e necessárias para os movimentos. Outra importante função é a de dar proteção a alguns órgãos vitais, a saber: os ossos do crânio, que protegem o cérebro; os da caixa torácica, que protegem vários órgãos vitais; no abdome, a proteção é apenas parcial, provavelmente pela necessidade de expansão dos músculos da região e dos órgãos contidos na cavidade.

B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO
Junto ao esqueleto não se tem uma trajetória de aplicação definida, uma vez que, depende da problemática apresentada. Em caso de traumatismos, deve-se aplicar a COR no local ofendido. Em casos de problemas gerais, a luz deve ser aplicada no corpo como um todo, sem incluir-se a cabeça, por ser um local muito delicado e que deverá ser aplicado com critério.

2.4.3 - ARTICULAÇÕES A) CARACTERÍSTICAS
É um conjunto de elementos, anatomicamente bem definidos, que unem os diversos ossos. As articulações são revestidas por uma membrana de nome sinovial ou sinóvia. A membrana sinovial é um tecido conjuntivo que possui vasos sangüíneos, linfáticos e nervos. Graças à constante presença do liquido sinovial, a superfície interna da articulação é geralmente lisa e viscosa. Com o movimento, os vasos linfáticos e sangüíneos absorvem mais liquido, enquanto o repouso das articulações faz diminuir essa absorção. A sinóvia é um liquido transparente e viscoso, que adere energicamente à articulação e que, a rigor, é o que suporta quase todo o impacto do jogo articular, reduzindo o atrito até quase anulá-lo. Quando a sinóvia desaparece ou diminui por causa de alguma doença, produzem-se atritos no interior da articulação, que desgastam e deformam as cartilagens e os ossos. Podem ser classificados de acordo com o grau de mobilidade que proporcionam à parte do esqueleto onde estão situadas, a saber: Fixas (Sinartroses): nesse tipo de junção, as duas superfícies ósseas tornam-se quase continuas, um osso diante do outro (Ex.: ossos do crânio). Semimóveis (Anfiartroses): é o tecido que une dois ossos. É fibrocartilaginoso e constitui a articulação, possuindo uma relativa mobilidade (Ex.: sínfice pubiana). Móveis (Diartroses): caracterizadas pela presença de uma cavidade, entre as duas extremidades ósseas, que concorre para que deslizem livremente uma sobre a outra (ex.: joelhos, cotovelos, etc.). São revestidas de cartilagens, verdadeiras almofadas

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protetoras, resistentes e elásticas, que amortecem os golpes e diminuem os atritos, oferecendo resistência às pressões originadas pelos movimentos e posturas.

B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO
Da mesma forma que o esqueleto, não há uma trajetória de aplicação definida para as articulações. Normalmente deve-se aplicar a COR necessária no local e de forma intensa, para que a energia se interne com profundade. Junto à Figura 11 pode-se ver as diversas articulações existentes no CORPO HUMANO, como: articulação dos maxilares, todas as vértebras da coluna, ombros, cotovelos, punhos, mão e dedos, fêmur, joelhos, calcanhares, pés e dedos.

2.4.4 - SISTEMA MUSCULAR ESTRIADO A) CARACTERÍSITCAS
Os músculos são os encarregados de produzir os movimentos. Eles são constituídos por células especiais denominadas “fibras musculares”. O número de “fibras musculares” é constante no organismo, desde a formação do feto. Significa que após a destruição destas fibras segue-se, inevitavelmente, a substituição do tecido muscular por tecido cicatricial. A destruição parcial, no entanto, pode ser corrigida pela regeneração das fibras. A capacidade e a velocidade de contração dos músculos variam de acordo com o tipo de tecido muscular. Existem dois tipos fundamentais de músculos: os constituídos por fibras musculares lisas (lentas) e os constituídos por fibras estriadas (rápidas) e as que interessam para o presente tópico. Músculos de Fibras Estriadas (rápidas): são também chamados de músculos esqueléticos, por estarem fixados aos ossos do CORPO, cujo movimento é possível devido serem constituídos por cordas resistentes chamadas de tendões. A “musculatura estriada” é também denominada "musculatura voluntária", pelo fato de que a contração de suas fibras é controlada pela vontade. Outras características são a rapidez de contração e a grande irrigação sangüínea desse tipo de músculo. A denominação "estriada" advém do seu aspecto microscópico. Os músculos esqueléticos são formados por dois elementos: um ativo e outro passivo. • • Porção Ativa: corresponde propriamente ao tecido muscular, também chamado ventre do músculo. Porção Passiva: é a que fixa o músculo aos ossos e são constituídas de tecido conjuntivo branco e brilhante. São os tendões, erroneamente conhecidos como "nervos" por muitas pessoas. Os tendões servem, principalmente para diminuir a área da fixação muscular no osso, concentrando a atividade mus-

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cular e aumentando o rendimento dos músculos. Adicionalmente, protegem os membros da ação súbita da contração muscular.

B - TRAJETO DE APLICAÇÃO
No Aparelho Locomotor não se tem definido um trajeto específico que deva ser seguido e sim, aplicações que devem ser feitas junto ao local afetado, quer por um traumatismo, ou artrose, artrites, entre outras doenças reumáticas ou pertencentes ao respectivo Aparelho. Na Figura 11 vê-se claramente todas as partes componentes do Sistema Muscular.

2.5 - APARELHO RESPIRATÓRIO A - CARACTERÍSTICAS
Tem a função de suprir o organismo com o oxigênio necessário à queima dos hidratos de carbono e das gorduras dos alimentos que, pela combustão, transformam-se na energia que o CORPO necessita para manter-se vivo; bem como, encarrega-se de eliminar o anidrido carbônico resultante desta combustão. As trocas gasosas se dão ao nível dos alvéolos pulmonares: o oxigênio passa ao sangue (glóbulos vermelhos) para ser levado ao interior dos tecidos, local este onde se dá a combustão; e, o gás (anidrido carbônico) desprendido é levado aos pulmões para ser expelido. O oxigênio penetra no Aparelho Respiratório através da respiração, sendo que esta pode se dar tanto pela boca como pelo nariz. A grande importância de se ter uma respiração nasal é que o nariz possui eficiente sistema de filtragem, compreendido pelo poder bactericida (eliminador de bactérias) do muco nasal, dos pêlos das células da mucosa que vibram com a passagem do ar, que captura as impurezas, bem como, os espirros que lançam ao exterior as partículas estranhas. Logo à entrada das cavidades nasais se localizam pêlos especiais, curtos, pouco flexíveis e muito resistentes, dispostos como uma pequena rede para peneirar o ar que atravessa o nariz. Ao passar pelo nariz, entra em contato com a mucosa que reveste as cavidades nasais. Este contato aquece o ar a uma temperatura mais próxima à do CORPO, umedecendo-o enquanto desprende as impurezas e corpos estranhos que contém (fuligens, poeiras, esporos, bactérias e outras partículas carregadas de micróbios). Fica assim demonstrado o perigo de uma respiração bucal. O muco é formado a partir de microscópicas glândulas localizadas junto à superfície da mucosa nasal, bem como, daquela utilizada para forrar as cavidades

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vizinhas, como: ouvidos, faringe, laringe, traquéia, brônquios e pulmões. As mucosas possuem (como a do nariz), pilosidades vibráteis, cujos movimentos detêm as partículas estranhas que conseguem passar pela barreira nasal, e na garganta, são lançadas para o exterior quando da tosse. Ao sair do nariz, o ar passa pela faringe, onde se entrecruzam as vias respiratória e digestiva, a laringe, traquéia, brônquios, para chegar finalmente aos pulmões. O Aparelho Respiratório é constituído por: SEIOS PARANASAIS: em torno do nariz, nos ossos vizinhos, situam-se diversas cavidades ou seios da face, aos pares. Esses seios são ocos existentes na face, verdadeiros anexos das fossas nasais e que servem para aquecer o ar inspirado, que se comunicam por meio de condutos e/ou orifícios bastante sensíveis a qualquer secreção, o que explica a freqüência com que se inflamam nas doenças nasais. Localizamse: • • • • Os seios frontais - em cima do nariz, no osso frontal (o da testa). Os seios etmoidais - abaixo do osso frontal, entre a fossa nasal e a órbita. Os seios esfenoidais - ampla cavidade situada no assoalho do crânio, precisamente no corpo do osso efenoidal. Os seios maxilares - situados em ambos os lados da face, através das "maçãs do rosto", no maxilar superior, constituindo a maior cavidade de toda a face, comunicando-se com as raízes dentárias superiores. Sua doença é a SINUSITE.

FOSSAS NASAIS: duas cavidades separadas entre si por uma membrana cartilaginosa, apresentando um orifício anterior ou nasal e outro posterior ou coána, que conduz à faringe nasal. A parede apresenta três eminências denominadas por cornetos (superior, médio, inferior), separados por um espaço chamado meato, onde desembocam o canal excretor lacrimal e os seios paranasais. FARINGE: é uma câmara tubular flexível, revestida internamente por uma mucosa igual à nasal, da laringe e traquéia. Como continuação da boca, por ela passam indiscriminadamente sólidos, líquidos e gases. Os gases são desviados para a laringe, enquanto os líquidos e sólidos são encaminhados para o esôfago. LARINGE: é um órgão oco em forma de tubo, constituído de cartilagnes unidas entre si por ligamentos e que surge da bifurcação da faringe. Localiza-se no pescoço, onde forma uma saliência conhecida como “pomo-de-adão” (epiglote). Internamente é revestida por uma mucosa que se liga à da faringe e traquéia. Uma das funções é fechar a entrada da traquéia para sólidos e líquidos, evitando assim que o ar escape dos pulmões, ao se fazer necessário prender a respiração. Caso ocorra a penetração de alimentos e corpos estranhos, os músculos da laringe reagem, contraindo-se imediatamente, em espasmo e nos movimentos típicos da tosse.

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TRAQUÉIA: é a via de acesso aos brônquios. É um tubo cilíndrico e elástico, localizado na parte inferior do pescoço, ligado à laringe em cima e aos brônquios em baixo. Constituída por uma série de anéis cartilaginosos, reagem à semelhança de um fole de sanfona ao se inclinar a cabeça para trás. Por dentro, é revestida por uma mucosa lubrificada por uma secreção viscosa. BRÔNQUIOS: ramificações da traquéia e que levam o ar ao interior dos pulmões. Eles se dividem em bronquíolos até se encontrarem no extremo dos mais tênues (finos) dutos, os alvéolos pulmonares, em cuja superfície realiza a oxigenação do sangue (hematose). PULMÕES: são os ÓRGÃOS da respiração e estão localizados na cavidade torácica. Compõem-se de tecido esponjoso e que formam alvéolos (sacos de ar) cercados por um emaranhado de vasos sangüíneos. Externamente, cada pulmão é revestido por uma membrana transparente (a pleura), que lhe confere o aspecto brilhante, podendo ser descrita como: formada por folhetos pleurais separados um do outro por espaço tão microscopicamente diminuto que se considera nulo.

B - TRAJETO DE APLICAÇÃO
A Figura 7 ilustra bem todas as partes componentes do Aparelho Respiratório de forma a dirimir as dúvidas que possam existir quando da leitura do texto. Portanto, tem-se o seguinte trajeto a ser executado: 1. Aplica-se a luz junto aos seios frontais no sentido horizontal por (3) três vezes, para depois iniciar a descida a partir do nariz, junto das cavidades das fossas nasais. 2. Bifurca-se no sentido das faces de modos a se ativar as cavidades dos “seios da face”. 3. Retorna-se ao nariz, para que sempre em descida atinja a boca, a faringe e a laringe. Se houver um estado complicado pela tosse, ativar os gânglios localizados na área para reforçar seu trabalho de bloqueio ao ataque infeccioso. 4. Posteriormente se faz os brônquios, e quando junto aos pulmões, os bronqüíolos e alvéolos. 5. O retorno deverá ser realizado dentro do mesmo critério e no sentido em que veio. 6. Quando indicado, aplica-se determinada luz nos pulmões, mas pelas costas.

2.6 - APARELHO UROGENITAL 2.6.1 - APARELHO URINÁRIO
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A- CARACTERÍSTICAS
É um misto de ultrafiltro, selecionador de materiais e controlador da quantidade de líquidos no organismo, bem como, em relação às substâncias neles dissolvidas. O resultado final de seu trabalho é a urina, que em última análise, se resume no resíduo da filtragem do plasma sangüíneo. À medida que vai se formando, a urina passa para a pelve renal e daí aos ureteres, tubos longos que a levam a um depósito expansível, a bexiga, de onde é expulsa pela uretra. OS RINS: são dois órgãos em forma de feijão, situados um de cada lado da porção posterior do abdome, na parte mais alta da região lombar, abaixo do diafragma. São compostos de centenas de milhares de minúsculas unidades excretoras chamadas nefrons (pequenas fábricas químicas ou filtros que produzem a urina), as quais se esvaziam em ductos microscópicos conhecidos por túbulos renais, pasando para a bexiga através dos ureteres. De todo o sangue que sai do coração, a quarta parte é conduzida aos rins, onde os nefrons extraem os resíduos e as substâncias químicas tóxicas, o excesso de minerais e a água do sangue que passa por eles, deixando no sangue as necessárias substâncias químicas. URETERES: a passagem da urina dos ureteres para a bexiga é feita sem nenhum problema. BEXIGA: bolsa capaz de armazenar quase litro e meio de urina, constitui-se no principal reservatório do Aparelho Urinário. Quando vazia, localiza-se no interior da bacia, mas, quando completamente cheia, com seu volume aumentado, passa a ocupar uma parte da cavidade abdominal. O retorno do líquido da bexiga para os ureteres não ocorre, uma vez que pequenas pregas da mucosa existentes na abertura dos ureteres funcionam como válvulas (esfincteres). URETRA: é a porção final do Aparelho Urinário, por onde a urina deixa finalmente o organismo. Na mulher, a uretra é um canal muito curto, sem caracteristicas especiais, não excedendo 3 centímetros. No homem é muito mais longa e complexa, pois, além de canalizar a urina, também conduz o esperma para o exterior.

B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO
Na Figura 8 vê-se o Aparelho Urinário, sendo que o trajeto de aplicação a ser seguido é a seguinte: 1. Pelas costas, vasculariza-se o rim (direito ou esquerdo). 2. Dependendo do lado que se está trabalhando, percorre-se a lateral do corpo, seguindo o caminho seguido pelo ureter que está ligado a este rim em especial. 3. Chegando à bexiga, a mesma deve ser vascularizada. 4. Da bexiga, passa-se para a uretra.

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5. Os passos realizados para um dos rins devem ser repetidos para o outro, encerrando-se assim a aplicação neste Aparelho.

2.6.2 - APARELHO GENITAL
Tanto no masculino como no feminino existem glândulas especializadas, que produzem as células e segregam os hormônios responsáveis pelas características sexuais: espermatozóides, no homem; e, óvulos na mulher. O homem é fértil durante toda a sua vida sexual ativa. A mulher, ao contrário, apresenta períodos cíclicos de fertilidade. Tal diferença se deve ao fato de que o homem é capaz de armazenar os espermatozóides, enquanto a mulher não pode fazê-lo com os óvulos. Estes, quando não fecundados, são eliminados depois de cada ciclo através da menstruação.

2.6.2.1 -ÓRGÃOS GENITAIS FEMININOS A) CARACTERÍSTICAS
É constituído dos seguintes órgãos: ovários, trompas de Falópio, útero, vagina, vulva e mamas: OVÁRIOS: são duas pequenas glândulas (aproximadamente 3 cm de comprimento, por 2 cm de largura e 1 cm de espessura), em forma de amêndoas. Localizados no abdome, à direita e à esquerda do útero, exercem duas funções. A primeira consiste na produção dos hormônios estrógeno e progesterona, que regem o desenvolvimento e o funcionamento dos demais órgãos genitais e que são responsáveis pelo desenvolvimento dos caracteres femininos secundários. A segunda função é a produção de óvulos. A superfície do ovário é recoberta por tecido epitelial ovariano e branco na superfície. Depois da puberdade eles apresentam minúsculas cicatrizes, cada uma delas correspondente a um óvulo liberado em cada ciclo menstrual. Como não são recobertos pelo peritônio - ao contrário dos outros órgãos abdominais, os ovários libertam o óvulo diretamente na cavidade abdominal, de onde este migra para a trompa. TROMPAS DE FALÓPIO: também chamadas ovidutos, são os canais que ligam cada ovário ao útero e através dos quais o óvulo caminha até lá. Em média têm cerca de 12 centímetros de comprimento e o diâmetro varia em suas diversas regiões. É no interior da trompa, durante a migração para o útero, que o óvulo é fecundado por um dos espermatozóides que vão ao seu encontro. ÚTERO: é o órgão da gestação e do parto. Tem o formato de uma pêra entortada em sua parte mais fina. Essa porção mais delgada é o colo do útero e a parte mais volumosa é o corpo. Colo e corpo são separados por uma cintura, o istmo. Quando o útero não está dilatado, isto é, quando não há gravidez, localiza-se na pequena baci-

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a, porção inferior da bacia óssea. Ele é constituído por uma parede muscular espessa, o miométrio (de mio, músculo; metra, útero ou matriz), revestida por fora pelo peritônio e por dentro pelo endométrio (de endon, no interior de). VAGINA: órgão de copulação da mulher, um canal muscular que se estende até o útero. Possibilita a eliminação do sangue menstrual para o exterior e forma parte do canal do parto. A constituição músculo-elástica das paredes lhe confere grande elasticidade e alguma contractilidade. As dimensões vaginais variam conforme a raça, estatura e compleição física. Tem, em média, de 7 a 10 cm de comprimento e 2,5 de diâmetro. VULVA: é o conjunto de formações externas que protegem a vagina e o orifício urinário e que colaboram na copulação. Forma-se pelos grandes e pequenos lábios, clitóris, vestíbulo vaginal e orifício vaginal. MAMAS: são elevações peitorais, que abrigam as glândulas de onde provêem o leite requerido pela amamentação. São simplesmente anexos da pele que possuem função secretória. São relevos arredondados que se localizam na face anterior do tórax. Na puberdade a produção inicial de um dos hormônios ovarianos, o estrógeno, provoca transformações estruturais no organismo da mocinha.

B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO
Na Figura 9 pode ser visto a localização do Aparelho Genital Feminino, bem como, todos os órgãos que o compõe. A trajetória de aplicação a ser seguida é a seguinte: 1. Aplicar a COR indicada para o tratamento diretamente na vagina, solicitando para tanto, que a atendida mantenha entreaberta suas pernas para que a luz possa melhor penetrar na área indicada. 2. Posteriormente, na região pélvica, vasculariza-se o útero. 3. Passando para o lado direito, tem-se a trompa de Falópio e o ovário direito, sendo que o ovário tem de ser vascularizado. 4. Todo o que foi feito para o lado direito é repetido no esquerdo. 5. No retorno, passa-se para o útero e vagina para encerramento do tratamento.

2.6.2.2 - ÓRGÃOS GENITAIS MASCULINOS A) CARACTERÍSTICAS
Trata-se de um equipamento mecanicamente simples, produtor de células sexuais e do meio semilíquido pelo qual elas se encaminham para o exterior. E formado, basicamente, pelos testículos (que são as glândulas sexuais) e por uma rede de tubos (chamados vias espermáticas) que terminam no órgão ejetor - o pênis - comple-

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tando o Aparelho. Contudo, o funcionamento do sistema exige um delicado equilíbrio de diferentes estímulos nervosos e de glândulas de secreção interna. Normalmente, os órgãos genitais do homem produzem ininterruptamente as células sexuais, com apenas um período de fertilidade, que se inicia com a adolescência e, às vezes, só termina em idade avançada. É preciso não confundir fertilidade com potência: • Potência: indica tão-somente a capacidade de realização do ato sexual, seja fértil ou não, envolvendo basicamente a ereção do pênis, somada à emissão de espermatozóides sob estimulo sexual. Fertilidade: é a capacidade de iniciar o processo de formação de um novo ser, pelo ato sexual, traduzido pela capacidade de o espermatozóide chegar ao óvulo e fecundá-lo.

TESTÍCULOS: são formações ovóides, com aproximadamente 5 cm de comprimento, que se alojam no interior de uma bolsa ou escroto, situada entre as coxas. São, portanto, as únicas glândulas endócrinas (de secreção interna) localizadas fora do corpo. Os testículos iniciam suas atividades por volta dos dez ou onze anos, produzindo o hormônio testosterona, responsável pelo desenvolvimento das caracteristicas masculinas corporais. No fim da puberdade, os testículos começam a desempenhar nova função: a produção dos espermatozóides. VIAS ESPERMÁTICAS: iniciam-se nos próprios testículos, formando uma extensa rede de condutos (de calibre muito variável) que termina na uretra. Entre os testículos e a uretra, as vias espermáticas são constituídas por diferentes estruturas, como os epidídimos, os canais deferente e o ducto ejaculador. PRÓSTATA: é uma das glândulas anexas do Aparelho Reprodutor Masculino, com forma e tamanho aproximados de uma castanha. Localiza-se em torno da uretra, logo depois que esta sai da bexiga. Essa localização é responsável pelos problemas que, às vezes, a glândula acarreta. Um distúrbio relativamente freqüênte em homens de meia-idade é o aumento do volume da próstata, que pode determinar obstrução da uretra. O fluxo da urina fica parcialmente interrompido, as micções tornam-se difíceis e demoradas. URETRA: porção final das vias espermáticas, tem cerca de 20 centímetros de extensão e sua maior porção encontra-se no interior do pênis. Constitui-se de um canal de paredes contráteis que comunica a bexiga com o exterior. A uretra tem duas funções distintas: serve de conduto excretor para urina e esperma, bem como, para a mistura dos espermatozóides com líquidos segregados por glândulas do Aparelho Reprodutor. PÊNIS: órgão masculino, de formato cilíndrico e de tecido altamente elástico, constitui-se de três estruturas fundamentais: corpos cavernosos, correspondendo a duas delas; e, o corpo esponjoso, cilindro vascularizado que envolve a uretra peniana e forma a glande, porção dilatada que constitui a cabeça do pênis.

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B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO
Na Figura 10 tem-se a localização e visualização dos órgãos que formam o Aparelho Genital Masculino. A trajetória de aplicação a ser seguida é a seguinte: 1. Vascularizar os testículos. 2. Posteriormente, faz-se o caminho do canal deferente até chegar-se à vesícula seminal. 3. Depois, passa-se para a próstata. 4. Da próstata inicia-se o percurso da uretra e que finda na glande peniana.

2.7 - OLHOS A)CARACTERISTICAS
O olho é o órgão da visão e, talvez, o mais delicado de todos os sentidos. É composto por três partes essenciais: ESCLERÓTICA: a mais externa das três partes. Membrana fibrosa, branca e opaca, composta de tecido conjuntivo, que serve para manter a forma do globo. Com exceção da região junto à córnea, a esclerótica é revestida por uma segunda camada, a coróide, ricamente vascularizada e pigmentada. A esta última adere a retina, que constitui a terceira camada do globo ocular. APARELHO DIÓPTRICO (Órgão da Refração): conduz e condensa os raios luminosos sobre a superfície da retina. É constituído pelos meios refrangentes do olho: córnea, porção anterior e transparente da esclerótica; humor aquoso, líquido contido no espaço entre a córnea e o critalino; cristalino, corpo transparente localizado atrás da íris; o humor vítreo, substância gelatinosa no interior do globo ocular; e, pelo músculo ciliar, situado em torno do cristalino e que serve para a acomodação às distâncias. RETINA: das três camadas que formam o globo ocular, a retina é a mais interna e sobre a qual se formam as imagens. Com apenas 0,4 milímetro de espessura, a retina representa a parte sensível do olho. É constituída sobretudo por fibras e células nervosas, bem como, da mesma forma como ocorre em outras partes do corpo, por certa quantidade de tecido de sustentação, cuja finalidade é manter unidas as partes mais delicadas. ÍRIS: membrana contrátil com um orifício no centro - a pupila, que desempenha a função de diafragma para regular a quantidade de luz que deve chegar ao fundo do olho. Além disso, há alguns Aparelhos acessórios que servem para mover o globo ocular (seis músculos para cada olho) e para protegê-lo contra os agentes externos:

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Pálpebras: pregas móveis que cobrem o olho. Aparelho Lacrima: consiste na glândula que secreta as lágrimas e cuja função é a de manter constante a umidade da córnea, da conjuntiva e dos condutos que levam esse líquido às fossas nasais, contribuindo para lubrificá-los, impedindo assim, a ação dessecatória do ar aspirado. Pestanas: situadas na borda das pálpebras, protegem o olo contra o excesso de luz e os corpos estranhos. Sombrancelhas: impedem que o suor da testa chegue aos olhos e os irrite. A visão talves seja o sentido de que mais se abuse, pois (exceto durante o sono) se encontra continuamente exposto a diversos fatores nocivos e agressões, tais como: luz insuficiente ou excessiva; esforço visual; micróbios; poeira; traumatismos.

B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO
A Figura 13 mostra como são formados os olhos. Neste caso, pode-se vascularizálos ou manter parada a aplicação da COR, dependendo da necessidade.

2.8 - PELE E ANEXOS A) CARACTERÍSTICAS
A pele é um revestimento de características muito particulares, uma membrana exterior que recobre todo o CORPO HUMANO e que dá a este um aspecto agradável, protegendo os delicados tecidos internos contra pancadas e pressões. Tem coloração variada conforme a raça do indivíduo. É recoberta de pêlos, cuja abundância varia de pessoa para pessoa e de acordo com o sexo e a região do CORPO. Sua espessura situa-se entre 0,5 e 4 milímetros. Suas características são bastante individuais e nesse fato se baseia o sistema de identificação datiloscópica, usado em todo o mundo. Consiste no registro, em código, das linhas formadas na pele das pontas dos dedos. Essas linhas não se repetem, razão pela qual não existem duas pessoas com impressões digitais idênticas, o que confere absoluta segurança a esse sistema de identificação. É um órgão importantíssimo que cumpre funções muito diversas, sendo as principais as seguintes: 1. Regula a temperatura do CORPO graças a sua rica rede capilar. Quando o calor interno (febre) ou externo (no verão ou nos trópicos, banho de vapor ou de água quente, etc.) é excessivo, ela se dilata, o que ativa a circulação sangüínea, eliminando assim o perigo de congestão. Nessas condições apresentase então vermelha. Quando faz frio, contrai-se evitando assim maior perda de calor corporal, o que se reconhece por sua palidez.
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2. Elimina pelos poros, sob a forma de suor, muitas substâncias supérfluas e nocivas, que de outro modo sobrecarregariam o funcionamento orgânico, colocando-o sob grave risco para a saúde e a vida, isto é, atua como um importante ementário, que completa a função dos rins, intestinos e pulmões. 3. Põe-nos em constante relação com o meio exterior, pois se trata de uma superfície sensível cheia de terminações nervosas e corpúsculos especiais, que nos dão o sentido do tato e transmitem sensações térmicas, dolorosas, etc. 4. Absorve algumas substâncias que se põem em contato com ela. Compreende-se que, para cumprir com eficácia tão importantes funções, a pele deve estar completamente sadia, o que se consegue com a fiel observância das leis que regem a existência HUMANA: alimentação racional; abstenção dos vícios (fumo, álcool e outros tóxicos, etc.); trabalho metódico; e, repouso suficiente, tranqüilidade espiritual, respiração profunda, e cuidados com a pele. Este último não consiste apenas no banho diário. Também é necessário um contato direto da pele com o ar e o sol todos os dias, ainda que por breves minutos, para aproveitar assim as forças vivificantes da natureza. Muitas vezes, tal contato se vê dificultado ou impedido pelas roupas, o que em longo prazo ocasiona a atrofia da pele, que se apresentará pálida, fina, murcha, demasiada seca ou úmida. É a pele que produz a Vitamina D (anti-raquítica). No entanto, para que isso ocorra, é necessário que os raios solares incidam diretamente sobre ela, a fim de ativar uma substância chamada pró-vitamina D. Poucas vezes uma enfermidade da pele pode ser considerada unicamente local (infecção microbiana ou por fungos, etc.). Uma doença de pele mostra que as forças defensivas naturais do paciente foram vencidas, pois do contrário conseguiria resistir a tais agressões. Devemos, portanto, julgar como simples manifestações externas de enfermidades e distúrbios internos, não só físicos mas também psíquicos. COR DA PELE: é determinada por alguns pigmentos, dos quais o mais importante é a melanina. Outro é o caroteno ou pró-vitamina A (encontrado em grande quantidade na cenoura). Além da concentração de melanina, a coloração da pele depende também de sua espessura (quanto mais espessa, mais amarelada) e do grau de irrigação sangüínea (quanto maior, mais intensa a coloração rosada). A pele pode, ainda, ser mais clara ou mais escura, conforme fatores diversos, como grupo étnico, miscigenação (mestiçagem) entre raças diferentes, região do corpo (há partes mais escuras e partes mais claras), ou de acordo com os hábitos do indivíduo. Pessoas brancas que vivem à sombra e sempre agasalhadas ou em regiões de céu encoberto, têm a pele muito clara, com baixo índice de melanina. Já os brancos que vivem em regiões ensolaradas e que mantêm atividades externas apresentam a pele bronzeada. A diferença de resistência ao sol entre os dois tipos é verificada quando a pessoa de pele muito clara vai à praia: depois de permanecer algum tempo ao sol, sua pele

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torna-se muito vermelha e, no dia seguinte, provavelmente aparecerão as incômodas e dolorosas bolhas. Se as queimaduras provocadas pelo sol forem mais intensas, a pele descamará. O tipo moreno, ao contrário, resiste muito melhor, estando menos sujeito às queimaduras. Todavia, se as pessoas de pele clara tomarem banhos de sol com freqüência, depois de algum tempo se tornarão bronzeadas e sua pele já não se irritará com os raios solares: o acúmulo de melanina escurece a pele, filtrando os raios ultravioletas do sol. COMPOSIÇÃO: a pele propriamente dita é formada por duas camadas (epiderme e derme), que repousam sobre um tecido conjuntivo gorduroso , o subcutâneo ou hipoderme, que lhe dá elasticidade e flexibilidade. É principalmente nesse tecido que grandes quantidades de gordura são acumuladas pelas pessoas obesas. a) Epiderme: formada por cinco camadas de células epiteliais ou de revestimento, a saber: 1. Basal ou germinativa - a mais interna e situada logo acima da derme, assim chamada porque é daí que surgem as células epiteliais da pele, o que possibilita a produção incessante de queratina. À medida que vão sofrendo modificações em sua composição química e completando sua formação, essas células vão sendo empurradas para cima pelas células mais jovens, até se depositarem na camada mais superior da epiderme, de onde são eliminadas. 2. Camada de Malpighi (segunda camada) - é constituída de células unidas entre si por fibras chamadas tonofibrinas. Essa segunda camada é também conhecida como a das células espinhosas, devido a seu formato alongado. 3. Camada Granulosa - estrato no qual as células epiteliais começam a morrer. É constituído por células que acumulam querato-hialina, da qual tem origem a queratina. A queratina é uma substância que não se reproduz devido ao fato de ser uma substância morta, resultante da modificação das proteínas ou degenerescência das células epiteliais e que torna a pele resistente e impermeável. 4. Camada Lúcida - quarto estrato da pele que se encontra apenas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. 5. Camada Córnea - é a parte mais externa da pele, onde as células epiteliais já estão mortas, sem núcleo, com aspecto de finas lâminas superpostas. Nesse estágio, as mais superficiais vão sendo substituídas: diariamente, o CORPO elimina entre 6 e 14 gramas de células epiteliais mortas. A camada córnea é particularmente espessa nas áreas de atrito e desgaste, como a palma das mãos e a planta dos pés. b) Derme: localizada logo abaixo da epiderme, é um tipo de tecido conjuntivo, de sustentação, onde se situam os vasos sangüíneos e linfáticos, os nervos e suas terminações, as glândulas sebáceas e sudoríparas, além de elementos celulares produtores de fibras colágenas, reticulares e elásticas. Embora não seja fácil delimitar a separação entre uma e outra, a derme pode ser dividida em duas partes: 1. Papilar - situada logo abaixo da última camada da epiderme.
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2. Reticular - mais profunda. Nesta última, as fibras do tecido conjuntivo se entrelaçam, formando uma espécie de malha ou rede.

B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO
Pode-se colocar aqui o seguinte procedimento: se o problema for localizado numa região específica do CORPO, aplicar na região afetada. Se for generalizada, aplicar a COR no CORPO todo.

2.9 - METABOLISMO E SISTEMA ENDÓCRINO
Constitue uma espécie de orquestra, cujos instrumentos diversos devem se harmonizar perfeitamente para que o resultado seja impecável, vale dizer, produza uma agradável sinfonia que se chama saúde.

2.9.1 - METABOLISMO
A digestão transforma os alimentos que são digeridos e passam para o sangue até chegarem ao interior dos tecidos, onde cada célula, segundo suas necessidades próprias e específicas, absorve deste "fundo comum" os materiais que incorpora em seu protoplasma (assimilação) e correlativamente separa as substâncias não aproveitadas ou os produtos de desgaste (desassimilação) e os expulsa do organismo. Esse conjunto de mudanças químicas e biológicas que se produzem continuamente nas células vivas chama-se metabolismo, processo muito complexo que depende de muitos fatores físicos e mesmo psíquicos. O metabolismo exerce grande influência sobre as glândulas endócrinas.

2.9.2 - SISTEMAS ENDÓCRINOS A) CARACTER'ISTICAS
É o agrupamento de células de um mesmo tipo que, em conjunto, formam o Sistema Endócrino. O CORPO HUMANO tem dois tipos de glândulas: • exócrinas (ou externas): que necessitam de canais apropriados para eliminar suas secreções para fora do corpo (exemplo: glândulas mamárias, glândulas sebáceas, glândulas sudoríparas e glândulas testiculares).

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endócrinas: cujas secreções hormonais são destinadas ao uso interno do CORPO, desembocando diretamente no sangue (exemplo: tireóides, paratiróides, timo, hipófise, glândula pineal, supra-renais, baço, etc.). A distribuição de suas secreções é feita por intermédio da rede de vasos sangüíneos.

A secreção das glândulas endócrinas, que passa para o sangue, se chama hormônio. Cada glândula tem seu hormônio próprio e específico, que atua sobre funções e ÓRGÃOS definidos, o que não impede que se unam umas às outras para reforçar, completar ou modificar sua ação. É formado pelas glândulas: pineal, hipófise, tireóide, paratiróides, pâncreas, supra-renais e gônodas. Apesar de cada glândula endócrina atuar independentemente das outras, elas também não são auto-suficientes. A maioria delas têm sua atuação sob controle de uma das menores glândulas do próprio sistema, muito bem protegida no interior da caixa craniana: a hipófise, que pesa apenas meio grama, ou pouco mais. Apesar de controlar praticamente todo o sistema endócrino, a hipófise também não é independente. Atua sob controle do hipotálamo.

B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO
Não existe trajetória de aplicação quanto à glândulas do Sistema Endócrino. A aplicação fica restrita à glândula problematizada ou em desarmonia.

2.10 - HORMÔNIOS A) CARACTERÍSTICAS
Hormônios são substâncias químicas especiais que, lançadas na circulação, chegam a todos os órgãos do CORPO. Para ser considerada um hormônio, a substância química deve exercer influência considerável, também específica, sobre uma determinada parte ou uma atividade do CORPO. No organismo há vinte hormônios ativos e células aptas a fabricá-los, uma vez que, para cada hormônio há um tipo específico de célula. Os hormônios produzidos por esse complexo Sistema, agindo através do sangue, permitem o funcionamento normal de todo o organismo.

B) TRAJETÓRIA DE APLICAÇÃO
A ausência ou excesso de produção de um determinado hormônio está diretamente circunscrito à glândula responsável pela sua segregação, devendo pois, receber as aplicações de COR que a reativem ou inibam.

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3 - PROCEDIMENTOS FINAIS
Para encerramento dos trabalhos, quer dentro do processo de limpeza ou de um tratamento específico, aplica-se o filtro 8C da mesma forma que é indicado no item 1.2.1. - Limpeza de Aura. Aplica-se o filtro 8C, neste caso específico, por ser este filtro aquele que representa a cor BRANCA e portanto, ao ser utilizado, preencherá a AURA do paciente com todas as cores do “Arco-Íris”, e assim, suprirá o paciente com as CORES que ainda tenha necessidade após o tratamento, como um controle em relação a qualquer tipo de falha ou problema na aplicacão da CROMOTERAPIA.

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FIGURA 1 LIMPEZA DE AURA

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FIGURA 2 SISTEMA NERVOSO CENTRAL E PERIFÉRICO

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FIGURA 3 CHÁCRAS, ÓRGÃOS E PLEXOS

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FIGURA 4 APARELHO AUDITIVO

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FIGURA 5 APARELHO CIRCULATÓRIO

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FIGURA 6 VASOS LINFÁTICOS

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FIGURA 7 APARELHO DIGESTIVO E RESPIRATORIO

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FIGURA 8 APARELHO UROGENITAL

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FIGURA 9 APARELHO GENITAL FEMININO

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FIGURA 10 APARELHO GENITAL MASCULINO

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FIGURA 11 ESQUELETO

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FIGURA 12 SISTEMA MUSCULAR Face Anterior

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FIGURA 12 SISTEMA MUSCULAR Face Posterior

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FIGURA 13 OLHOS

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FIGURA 14 SISTEMA ENDÓCRINO

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