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02/08/2013

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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO P R O C E S S O: TC- 07.

625/12
Administração direta municipal. Prefeitura Municipal de Patos. Inexigibilidade nº 019/12.

ACÓRDÃO

AC2 – T C -00126/2013
RELATÓRIO

Cuidam os presentes autos de análise do processo de Inexigibilidade de licitação nº 019/12, realizado pela Prefeitura Municipal de Patos, objetivando a contratação direta da Banda Musical Forró Xinelo Dela, através de seu representante legal, o Sr. Ítalo de Oliveira Lacerda, que se apresentará no festival folclórico Junino de Patos em 2012, no dia 30 de junho de 2012. 1. Em análise inicial de fls. 40/43, a Unidade Técnica concluiu pela: 1.01. Irregularidade da inexigibilidade licitatória e do contrato decorrente; 1.02. Sugestão de apensação de diversos processos que tratam do festival folclórico de Patos; 1.03. Solicitação de envio dos demais certames relacionados à festividade; 2. Regularmente citado, o gestor deixou escoar o prazo sem manifestação. O Relator, fls. 50, solicitou da Auditoria informação sobre a origem dos recursos envolvidos. 3. O gestor apresentou documentos, que foram encaminhados à Auditoria para anexação e análise. 4. A Unidade Técnica, em relatório de fls. 67/73, informou: 4.01. No SAGRES não constam pagamentos relacionados ao certame. Há informação da defesa de que seriam custeados com recursos de convênio com o Ministério do Turismo, não a Auditoria não detectou qualquer repasse do Ministério do Turismo ao município; 4.02. As afirmações do defendente não se fizeram acompanhar por documentação comprobatória; 4.03. Em conclusão, remanesceram as falhas inicialmente apontadas. 5. O MPjTC, em parecer da Procuradora Elvira Samara Pereira de Oliveira (fls. 74/77), opinou pela: 5.01. Irregularidade da inexigibilidade e do contrato decorrente; 5.02. Aplicação de multa ao gestor. 6. Foram efetuadas as comunicações de estilo. É o relatório.

VOTO DO RELATOR
Em primeiro plano, verifiquei a existência de pagamento, através da conta movimento (conta BB nº 302899), ao Sr. Ítalo de Oliveira Lacerda, no valor de R$ 3.500,00. Assiste total razão ao Representante do MPjTC. Não foram preenchidos os requisitos legais para a admissibilidade de inexigibilidade licitatória, que é hipótese excepcional. Verificou-se nos autos: 1. A ausência de empresário exclusivo, na forma da lei; 2. Não ter sido demonstrada a razoabilidade do preço contratado, por meio de justificativa de preço; 3. Ausência da justificativa de inexigibilidade, devidamente assinada e acompanhada dos anexos e comprovantes de publicação.

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
Além de todas essas faltas, a contratação se deu no período em que o município se encontrava em estado de calamidade pública e, embora o gestor tenha argumentado tratar-se de verba federal, nenhum ingresso de recurso de convênio foi identificado. Adoto, pois, o parecer ministerial e voto pela: 1. Irregularidade do procedimento de inexigibilidade supra caracterizado e do contrato decorrente; 2. Aplicação de multa de R$ 1.000,00 (hum mil reais) ao Sr. Nabor Wanderley da Nóbrega Filho, Prefeito Municipal de Patos, com fundamento no art. 56, II da LOTCE.

DECISÃO DA 2ª CÂMARA DO TRIBUNAL
Vistos, relatados e discutidos os autos do PROCESSO TC-07.625/12, ACORDAM os MEMBROS do TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAÍBA (TCE-PB), à unanimidade, na sessão realizada nesta data, EM: 1. Julgar irregulares a Inexigibilidade de licitação nº 023/12, realizada pela Prefeitura Municipal de Patos e o contrato dela decorrente; 2. Aplicar multa de R$ 1.000,00 (hum mil reais) ao Sr. Nabor Wanderley da Nóbrega Filho, Prefeito Municipal de Patos, com fundamento no art. 56, II da LOTCE, assinando-lhe o prazo de sessenta (60) dias, a contar da data da publicação do Acórdão, para efetuar o recolhimento ao Tesouro Estadual, à conta do Fundo de Fiscalização Orçamentária e Financeira Municipal, a que alude o art. 269 da Constituição do Estado, a importância relativa à multa, cabendo ação a ser impetrada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), em caso do não recolhimento voluntário, devendose dar a intervenção do Ministério Público comum, na hipótese de omissão da PGE, nos termos do § 4º do art. 71 da Constituição Estadual.
Publique-se, registre-se, intime-se e cumpra-se. Sala das Sessões da 2ª Câmara do TCE-PB – Mini Plenário Cons. Adailton Coêlho Costa. João Pessoa, 05 de fevereiro de 2013.

_______________________________________________________ Conselheiro Nominando Diniz - Presidente da 2ª Câmara e Relator

______________________________________________________ Representante do Ministério Público junto ao Tribunal

TC- 07.625/12

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