Panorama da Indústria Química

Baseado em Indústria Química: Riscos e Oportunidades
Pedro Wongtschowski

Processos Químicos para Eng.Produção ± Profa. Míriam de Magdala Pinto

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Panorama da indústria química
Definição - o que é indústria química  Classificações  Breve Histórico  



Mundial Nacional

Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto

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Definição de Indústria Química
‡Indústria de transformação ‡Indústria que envolve as transformações químicas de matérias-primas em produtos úteis e lucrativos. ‡Alguns desses produtos serão bens de consumo, outros serão bens intermediários ou produtos químicos destinados à manufatura de bens de consumo. ‡Sofreu grande desenvolvimento a partir de 1910 devido às análises classificatórias englobando as operações unitárias e as conversões químicas ou processos unitários.
Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Page 3

tanques. Destilação Extração em fase líquida Adsorção e troca iônica Processos diversos de separação como cristalização.Operações unitárias Alguns exemplos de operações unitárias:       Bombeamento e armazenamento de líquidos e gases usando bombas. sublimação. diálise Page 4 Química Industrial ± Profa. tubulações. Míriam de Magdala Pinto . compressores. transporte pneumático. válvulas. sopradores. Transporte de sólidos a granel e embalados usando esteiras.

Conversões químicas ou processos unitários Alguns exemplos de conversões químicas:        Acilação Aromatização Caustificação Fermentação Neutralização Oxidação Sulfonação Alcoólise Carboxilação Desidratação Hidrogenação Nitração Redução Troca iônica Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Page 5 .

Classificações: Principais Produtos / Clientes  Produtos Químicos de Uso Industrial     Produtos inorgânicos Produtos orgânicos Resinas e elastômeros Produtos e preparados químicos diversos Produtos farmacêuticos Higiene pessoal. perfumaria e cosméticos Adubos e fertilizantes Sabões e detergentes e produtos de limpeza Defensivos agrícolas Tintas. Míriam de Magdala Pinto . esmaltes e vernizes Page 6  Produtos Químicos de Uso Final       Química Industrial ± Profa.

Classificações Sistemas de classificação por atividades ou produtos Sistema Título Natureza Última versão Orgão emissor CPC Provisional Central Product Classification Classificação Nacional de Atividades Econômicas Standard Industrial Classification of All Economic Activites Produto 1991 ONU CNAE Atividade 1996 IBGE ISIC Atividade 1990 ONU Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Page 7 .

perfumes e produtos de limpeza Outros produtos químicos Fibras artificiais Page 8 .Classificações Classificação de produtos (CPC 91) Divisão 34 341 342 343 344 345 346 347 348 Produtos químicos básicos Produtos orgânicos básicos Produtos inorgânicos básicos Taninos e extratos colorantes Produtos naturais. minerais e vegetais Outros produtos químicos básicos Fertilizantes e pesticidas Resinas plásticas Borracha sintética Divisão 35 351 352 353 354 355 Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Outros produtos químicos Tintas e vernizes Produtos farmacêuticos Sabões.

detergentes.4 24.12-0 Fabricação de intermediários para fertilizantes 24.6 24.1 24. fios.13-9 Fabricação de fertilizantes fosfatados.7 24.11-2 Classe Denominação Fabricação de produto químico Fabricação de produto químico inorgânico Fabricação de cloro e álcalis 24.2 24. nitrogenados e potássicos 24.19-8 24.8 24.Classificações Classificação nacional de atividades econômicas (CNAE 1996) Divisão 24 Grupo 24. esmaltes.5 24.9 Fabricação de gases industriais Fabricação de outros produtos inorgânicos Fabricação de produtos químicos organicos Fabricação de resinas e elastômeros Fabricação de fibras.14-7 24. vernizes. Míriam de Magdala Pinto Page 9 . lacas e produtos afins Fabricação de produtos e preparados químicos diversos Química Industrial ± Profa. produtos de limpeza e artigos de perfumaria Fabricação de tintas.3 24. cabos e filamentos contínuos artificiais e sintéticos Fabricação de produtos farmacêuticos Fabricação de defensivos agrícolas Fabricação de sabões.

(1976):     Commodities Pseudocommodities Produtos de química fina Especialidades químicas Química Industrial ± Profa.Classificações   São produzidos no mundo aproximadamente 70. Míriam de Magdala Pinto Page 10 .000 produtos químicos. Charles H. Kline.

Normalmente suas vendas são concentradas em um número pequeno de clientes. gases industriais. Ex: Amônia. ácido sulfúrico. frequentemente com matéria-prima cativa. com especificações padronizadas para uma gama variada de usos. Míriam de Magdala Pinto Page 11 .Commodities  Compostos químicos produzidos em larga escala. Química Industrial ± Profa. metanol.

a partir de matérias-primas. Ex: resinas termoplásticas. fibras artificiais e elastômeros. Química Industrial ± Profa. em geral. cativas. para uma ou mais finalidades.Pseudocommodities  São produtos diferenciados que têm em comum com as commodities serem produzidos em larga escala. Míriam de Magdala Pinto Page 12 . Diferenciam-se das commodities por serem vendidos por especificações de desempenho.

São geralmente vendidos para um pequeno número de clientes.Produtos de química fina  Assemelham-se às commodities por serem não diferenciados e geralmente. em volumes pequenos. Ex: ácido acetilsalicílico. Química Industrial ± Profa. são produzidos em pequena escala. para um ou mais usos finais. sacarina. Entretanto. aromatizantes e fármacos. não patenteados. Míriam de Magdala Pinto Page 13 .

enzimas e aditivos em geral. fabricados em pequenas quantidades. Ex: catalisadores.Especialidades químicas  São produtos diferenciados. Química Industrial ± Profa. geralmente com matérias-primas compradas de terceiros. corantes. Míriam de Magdala Pinto Page 14 . projetados para finalidades específicas dos clientes e frequentemente vendidos para um grande número de clientes que compram pequenas quantidades.

Classificações ± American Chemical Council     Produtos químicos básicos Especialidades Produtos das ciências da vida Produtos químicos ao consumidor Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Page 15 .

petroquímicos básicos. Em geral são incorporados em outros processos químicos. Míriam de Magdala Pinto Page 16 . normalmente de natureza homogênea. resinas plásticas. Química Industrial ± Profa. segundo especificações de composição química. Ex: produtos químicos inorgânicos. intermediários orgânicos. borracha sintética e fertilizantes.Produtos químicos básicos  Produzidos em larga escala.

Ex: adesivos. Vendidos por especificações de desempenho. fragâncias. tintas. selantes. catalisadores. Míriam de Magdala Pinto Page 17 . flavorizantes. Química Industrial ± Profa.Especialidades  Fabricados em menor escala que os químicos básicos e considerados tecnologicamente mais avançados. aditivos para combustíveis e lubrificantes.

herbicidas etc. produtos para a saúde animal. Page 18 Química Industrial ± Profa. produtos biológicos. animais. vitaminas e defensivos agrícolas (pesticidas. plantas e outros seres vivos. o que mais investe em P&D. Proteção por patentes é quase constante. produtos para diagnóstico. Míriam de Magdala Pinto . fungicidas.) Grupo de maior crescimento e rentabilidade.Produtos das ciências da vida   Substâncias químicas e biológicas que interagem com o ser humano. Ex: Medicamentos.

mas com grande diferenciação entre as várias marcas. pastas de dente. Química Industrial ± Profa. São vendidos embalados.Produtos químicos ao consumidor  Produtos formulados. desodorantes. em geral. cosméticos. Míriam de Magdala Pinto Page 19 . detergentes. Ex: sabões. de química não complexa.

Míriam de Magdala Pinto Químicos básicos 169 <1.0 100-300 4. segurança e MA (% sobre as vendas Química Industrial ± Profa.0 150-600 12.5 10-25 1-2 Consumidor 52 _ 80-100 5.0 4-5 4-5 Especialida Ciências des da vida 105 >2.0 50-70 3.5 5-8 2-4 134 >20.Perfil da IQ dos EUA em 2000 Características Tamanho do negócio (US$ bilhões) Preço típico do produto ((US$/Kg) Taxa de crescimento do mercado (%PIB) Taxa típica de retorno do capital (média 10 anos) (%) Despesas com P&D (% sobre as vendas) Despesas com saúde.5 2-3 1-2 Page 20 .

Míriam de Magdala Pinto Page 21 .Perfil da IQ dos EUA em 2000  Figura 2.1 p. 49 Química Industrial ± Profa.3.

Míriam de Magdala Pinto Page 22 . Predominante a partir da segunda metade do século XX. Química Industrial ± Profa. em geral. Teve seu desenvolvimento baseado em duas fontes:   Indústria química alemã: desenvolvida por químicos a partir do carvão.Indústria química mundial: histórico   Passa a existir no século XIX. Unidades de pequeno e médio portes. Unidades de grande porte de operação contínua. descontínuas Indústria química norte-americana: desenvolvida por engenheiros químicos a partir do petróleo.

Necessidade de ácidos e álcalis produzidos ali. Capacitação administrativa ou de gerenciamento Abertura do capital ao público Marketing Sistema educacional: fundamental e universitário Sistema bancário Sistema tarifário Sistema de proteção industrial . Míriam de Magdala Pinto . de sabões. Basf.patentes Page 23 Química Industrial ± Profa. Hoescht e Agfa reproduzindo o que faziam os ingleses) Década de 1880: Alemanha assume a liderança mundial devido a:         Capacitação tecnológica e P&D.Indústria química mundial: de 1850 a 1914    Inglaterra: indústrias têxteis. de vidro e siderúrgicas. Florescimento da indústria de corantes (década de 1860: Bayer.

Míriam de Magdala Pinto Page 24 .Indústria química mundial: de 1914 a 1918    Primeira Guerra Mundial: modifica comércio internacional Síntese direta da amônia a partir do nitrogênio e produção da ácido nítrico. Química Industrial ± Profa. Tratado de Versalhes: conseqüências para Alemanha.

Union Carbide.Indústria química mundial: de 1918 a 1939  Grandes transformações na IQ   Políticas protecionistas Formação de empresas gigantes e cartéis   Alemanha: IG Farben ± fusão de 8 empresas Inglaterra: ICI ± fusão de 4 empresas    Avanços nos desenvolvimentos de novos produtos químicos (exemplos) Departamento de EQ do MIT (1920) Desenvolvimento da IQ norte-americana: DuPont. Míriam de Magdala Pinto Page 25 . Dow e Standard Oil Química Industrial ± Profa.

poliéster. polietileno) fibras têxteis artificiais (nailon.   Década de 1950: EUA assumem a liderança mundial Polímeros: termofixos e termoplásticos (PVC.Indústria química mundial: de 1939 a 1955  Segunda Guerra Mundial: avanços sem precedentes   Alemanha: IG Farben e grande número de cientistas EUA: Conceito de Engenharia Química ± desenvolvimento de um processo-chave (craqueamento catalítico em leito fluidizado) e 2 produtos-chave: gasolina de aviação e borracha sintética. fibras acrílicas) Page 26 Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto .

Míriam de Magdala Pinto .Indústria química mundial: pós 1955   Deslancha a IQ norte-americana Recupera-se a IQ alemã    Guerra Fria entre soviéticos e norte-americanos Desmantelamento da IG Farben: Bayer. Basf e Hoescht Florescimento da petroquímica e descoberta das jazidas de petróleo no Oriente Médio    Crescem investimentos na China e Sudeste Asiático Crescem os países emergentes Japão nas últimas décadas do século XX passa a ser o 2º maior fabricante de produtos químicos do mundo Page 27 Química Industrial ± Profa.

Míriam de Magdala Pinto Page 28 .Maiores indústrias químicas mundiais (por faturamento) Ano 1978 1986 1994 2000 Basf 3º 2º 2º 1º Bayer 2º 1º 4º 5º DuPont Hoechst 4º 5º 3º 2º 1º 3º 1º ICI 5º 4º 6º 9º Química Industrial ± Profa.

Tendências da indústria química mundial Produção Química Mundial (2000): US$ 1.670 bilhões Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Page 29 .

4. 50 Química Industrial ± Profa.Tendências da indústria química mundial Faturamento da indústria química dos EUA por classe de produtos Figura 2. Míriam de Magdala Pinto Page 30 .2 p.

Tendências da indústria química mundial Crescimento mundial do PIB e da demanda de químicos entre 1979 e 1996 País ou Região Europa Ocidental América do Norte Austrália Extremo Oriente Japão China Outros .1 2.5 8.3 2.6 6.4 7.2 2.1.a.2 1.9 4.6 2.1 Page 31 .6 3.) 2.Extremo Oriente Subcontinete indiano Orinete Médio África América Central e do Sul Europa Centrel e Oriental Total Mundo Países desenvolvidos Países ROW.6 2.) 2.) 2.6 1. Míriam de Magdala Pinto Demanda de Químicos (% a.9 1.a.5 2.4 6.7 2.1 PIB (%a.0.4 4. exeto Europa central e Oriental Química Industrial ± Profa.4 (.4 6.6 11.7 (.4.2 2.3 10 7 5.2.1 3.) 2.

Tendências da indústria química mundial Crescimento da demanda / Crescimento do PIB (D/P) Ao longo do ciclo de vida. Míriam de Magdala Pinto Page 32 . temse os valores de D/P -introdução: < 1 -Crescimento: > 1 -Maturidade: = 1 -Declínio: < 1 Química Industrial ± Profa. em geral.

Míriam de Magdala Pinto Page 33 .Tendências da indústria química mundial Produção da Industria Química e do total das indústrias nos EUA Química Industrial ± Profa.

354 8.526 Química Industrial ± Profa.406 15. Míriam de Magdala Pinto Page 34 .747 9.584 11.835 6.790 28.977 8.720 6.Tendências da indústria química mundial (2000) Companhia 1 2 7 9 12 13 14 24 27 Basf DuPont Degussa ICI Sumitomo chemical Mitsubishi chemical Mitsui chemicals Rhodia Union Carbide Faturamento (milhões de US$) 30.

2 -0.5 9.9 -5.3 -5.3 22.4 -1.4 1996 16.8 -4.3 3.9 7.5 6.9 10.6 8 3. não disp.4 -1.9 -4.1 1998 13.3 8.8 -3.3 6.1 11.2 3.3 8 -5.8 7 1.8 9.3 não disp.4 -2 -2.9 27. -1.1 -4.3 -6.2 -2.6 -0.2 9.2 10.2 0.3 -1.9 -5.7 -0.5 3.1 5.7 8.6 -6.6 -1 -1.3 Page 35 Química Industrial ± Profa. -6.9 -5.8 -2.4 -4 -9.6 -2.3 -4.4 -3.2 1994 17.Tendências da indústria química mundial Principais saldos comerciais químicos Saldo (US$ bilhões) País EUA Alemanha França Holanda Bélgica Suíça Japão México Argentina Brasil Austrália China Taiwan Coréia 1990 16.6 não disp.4 24.3 11.5 -1 2000 6.3 -2.2 8.2 9.8 7.2 -5.3 4.3 5.3 19.7 -1.9 -4.9 1992 16.8 8.7 23.6 -9.2 -2.9 -5. Míriam de Magdala Pinto .7 8.5 19.5 -2.2 8.

Míriam de Magdala Pinto Page 36 .Tendências da indústria química mundial Química Industrial ± Profa.

2 21.6 20.7 1994 59 51.3 12.7 15.2 14.5 2000 68.8 24.4 22.8 41.8 19.6 30 28.9 21 20.5 21.8 40.5 61.Tendências da indústria química mundial Maiores países exportadores de produtos químicos Exportações (US$ bilhões) País Alemanha EUA França Inglaterra Bélgica / Luxemburgo Japão Suíça Itália 1990 52.1 15.2 36.9 44 29.8 37.1 37. Míriam de Magdala Pinto Page 37 .9 13.6 32.3 22.1 43.6 27.6 1992 55.6 79.4 39 26.2 28.8 1996 69.2 38.3 34.9 44.2 13.6 Química Industrial ± Profa.1 23.8 17.8 20.7 27.2 1998 71 68 42.

Tendências da indústria química mundial Balança Comercial de Químicos Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Page 38 .

Tendências da indústria química mundial Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Page 39 .

Tendências da indústria química mundial Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Page 40 .

Míriam de Magdala Pinto Page 41 .Tendências da indústria química mundial Química Industrial ± Profa.

Tendências da indústria química mundial Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Page 42 .

Tendências da indústria química mundial Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Page 43 .

1 Bilhões EO: US$ 19.3 Bilhões Japão: US$12 Bilhões Básicos: 3-5% Especialidades: 4-6% Fármacos: 10-25% Química Industrial ± Profa.Tendências da indústria química mundial (2000) EUA: US$ 31. Míriam de Magdala Pinto Page 44 .

68 Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Page 45 .Tendências da indústria química mundial  Quadro 2.11 p.4.

Tendências da indústria química mundial Maiores empresas químicas de países ROW Sede México Taiwan China Árabia Saudita Índia Venezuela África do Sul China Israel México China Brasil Coréia do Sul África do Sul Coréia do Sul 11.348 7.249 7.640 1.585 2.912 8.008 3.470 1.839 1.920 2.210 1.470 1.137 Page 46 Empresa Pemex Formosa Sinopec Sabic Reliance Pequiven Sasol Shangai Petrochemical Israel Chemical Grupo Alfa Jilin Chemical Copene Hyundai AECI Hanwha Chemical Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Faturamento ( US$ milhões) .754 1.109 6.427 1.

78 Química Industrial ± Profa.20 p.Tendências da indústria química mundial  Figura 2.4. Míriam de Magdala Pinto Page 47 .

07 43.11 9.81 8.85 21.62 20 14.75 26.81 32.7 4.98 2.7 7.81 3. 61 89 80 67 71 76 33 40 Química Industrial ± Profa.Tendências da indústria química mundial Empresas líderes em globalização (1997) Empresas Unilever DuPoint Hoechst Novartis Johnson & Johnson Dow Glaxo Welcome Zeneca Solvay Colgate-Palmolive Warner-Lambert Air Liquid Avon Rohm & Haas Praxair País Inglaterra EUA Aemanha Suíça EUA EUA Inglaterra Inglaterra Bélgica EUA EUA França EUA EUA EUA Vendas Anuais (US$ bilhões) 52.06 8. Míriam de Magdala Pinto Page 48 .2 6.24 % Vendas fora do mercado doméstico 90 50 82 60 50 56 92 93 93 72 55 73 65 47 51 Nº de funcionários (milhares) 290 97 148 116 89 40 53 31 35 38 40 28 34 12 25 % de funcionários for a do mercado doméstico 90 33 76 50 53 55 não disp.

Tendências da indústria química mundial

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Tendências da indústria química mundial: biotecnologia
Em 2000, o faturamento mundial de produtos químicos obtidos por processos biotecnológicos correspondeu a US$ 25 bilhões ( 1,5% do faturamento global). Estima-se que em 2010, 30% do total de produtos químicos fabricados utilizará processos biotecnológicos.

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Tendências da indústria química mundial
Empresas químicas promissoras p. 83

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Veio a ser o embrião da Bayer do Brasil 1888: 1ª. Engenho de açúcar 1808: produção de açúcar. Míriam de Magdala Pinto . salitre (nitrato de potássio) cloreto de amônio e cal (óxido de cálcio). Page 52 Química Industrial ± Profa.Indústria química no Brasil: do descobrimento a 1911        1520: 1º. Cia de cimento 1891: Cia Artactica Brasileira de cervejas e outras bebidas. barrilha e chlorureto de cal (RJ). de fabricação de ácidos. 1881: Fundada a empresa Matarazzo ± ramo alimentício 1883: 1ª. potassa (carbonato de potássio). aguardente. sabão. Fábrica de ácido sulfúrico (SP) 1890: Cia. barrilha (carbonato de sódio).

Aga de gás acumulado 1918: Indústrias Votorantim de cerâmica Entre guerras o Brasil assistiu ao crescimento do parque químico que procurava substituir produtos até então importados Química Industrial ± Profa. 1915: Fundação da Cia. Míriam de Magdala Pinto Page 53 . Union Carbide.Indústria química no Brasil: de 1905 a 1918       1905: Moinho Santista (SP) pertencente ao grupo Bunge Instalação de multinacionais: Bayer. Rhodia Primeira Guerra Mundial: faltam matérias-primas.

Indústrias químicas instaladas no Brasil de 1919 a 1939 Ano de Fundação 1920 1921 1923 1926 1936 1937 1937 Nome da Empresa Kodak Brasileira Esso química Pirelli Knoll Refinaria Ipiranga DuPoint do Brasil Johnson & Johnson Município da Unidade Fabril São Paulo (SP) Rio de Janeiro (RJ) Santo André (SP) Rio de Janeiro (RJ) Rio Grande (RG) Barra Mansa (RJ) São José dos Campos (SP) Produtos Produtos para fotografia Produtos derivados de petróleo Cabos e condutores elétricos. Míriam de Magdala Pinto Page 54 . pneus eartigos de borracha Produtos farmacêuticos Refinaria de Petróleo Produto Químico Produtos farmacêuticos Química Industrial ± Profa.

ácido oxálico 1943 1944 1945 Rio de Janeiro (RJ) São Paulo (SP) Lorena (SP) Química Industrial ± Profa. lactado de etila Benzeno. Míriam de Magdala Pinto Page 55 .Myers Squibb Brasil Ind. toluenoi. lactado de cálcio. Química Mantiqueira Município da Unidade Fabril São Paulo (SP) Rezende (RJ) Itapira (SP) Produtos Produtos Farmacêuticos Produtos Farmacêuticos Ácido láctico. xileno Produtos Farmacêuticos Explosivos.Indústrias químicas instaladas no Brasil de 1940 a 1945 Ano de Fundação 1941 1941 1942 Nome da Empresa Laboratório Biosintética Sandoz Indústria de Produtos Químicos Alca Société Anonyme du Gaz de Rio de Janeiro Bristol . peróxidos de hidrogênio.

Indústrias químicas instaladas no Brasil de 1946 a 1960 Ano de Fundação 1946 Nome da Empresa Cia Siderúrgica Nacional S. amônia. áleo de creosoto.A. Indútrias Votorantim Plásticos Plavinil Rhodia Refinaria de Petróleo Manguinhos Brasitex-Polimer Município da Unidade Fabril Volta Redendo (RJ) Produtos Alcatrões. naftalenos. BTX. antraceno. Míriam de Magdala Pinto . piche Película transparente de viscose (papel celofane) Filmes de material vinílico Amônia Refinaria de Petróleo Resinas acrílicas Page 56 Sorocaba (SP) São Apulo (SP) Santo André (SP) Rio de Janeiro (RJ) São Caetano (SP) 1948 1949 1952 1954 1955 Química Industrial ± Profa.

Devido a insuficiência que ocorreria nos anos de 1981/82 de produtos petroquímicos foi criado o pólo petroquímico do Sul em Triunfo na Rio Grande do Sul.     Química Industrial ± Profa. Em 1978 fica pronto o pólo petroquímico do Nordeste em Camaçari na Bahia. A Petroquisa (estatal) foi criada em 1967. por participações societárias.A indústria química pós-60: petroquímica   Grande arrancada e consolidação da indústria química brasileira deu-se nesse período. o outro nas estatais e outro no capital privado estrangeiro. Míriam de Magdala Pinto Page 57 . para desenvolver e consolidar a indústria química e petroquímica no Brasil. onde um terço do capital da empresa ficava nas mãos da iniciativa privada. Nasce em 1972 o pólo petroquímico de São Paulo como iniciativa do grupo nacional privado Capuava proprietário da Refinaria União. No pólo do Nordeste se consolidou o sistema dos terços.

A Petrofértil (Petrobras Fertilizantes S.A indústria química pós-60: fertilizantes  O primeiro grande complexo industrial de fertilizantes do Brasil surgiu em 1965 com a união do grupo Ultra com o Phillips Petroleum. Química Industrial ± Profa.) foi constituída em 23 de março de 1976 com uma subsidiária da Petrobras. Em 1978 a Companhia Vale do Rio Doce entrou na área de fertilizantes com a Mineração Vale do Paraíba ± Valep. Míriam de Magdala Pinto Page 58     . extraindo apatita e produzindo concentrados fosfáticos. criada em 1977 pela Petrobrás para explorar jazidas de potássio e enxofre passa a explorar jazidas de potássio em Sergipe. O crescimento da produção de fertilizantes.4% ao ano. essas jazidas foram arrendadas a CVRD por 25 anos.A. Em 1990. Petromisa. Passou para o controle da Petrofértil em 1983. no período de 1960 a 1999 foi de 7.

11 milhão de t/ano em 1990 com um crescimento anual de 9. são os elevados custos do sal marinho e da energia elétrica. Os grandes problemas que afetam o setor.3%. Míriam de Magdala Pinto Page 59 . A produção de soda cáustica cresceu de 85 mil t/ano em 1962 para 1.    Química Industrial ± Profa. As importações mantiveram-se na maior parte do período entre 100mil e 250mil t/ano. e que já se tornaram crônicos.A indústria química pós-60: cloro e soda  Caracteriza-se pela produção simultânea dos dois produtos resultantes da eletrólise da salmoura de cloreto de sódio.

cuja a função era semelhante ao papel da Petroquisa na geração do pólo químico baiano.A indústria química pós-60: química fina  Com o desenvolvimento da indústria química na Brasil uma das lacunas em termos de disponibilidade de produtos fabricados no país passou a ser representada por produtos de química fina. fármacos. corantes. por algumas empresas do Pólo petroquímico da Bahia a Nordeste Química S. aromatizantes. flavorizantes e aditivos. catalisadores. ± Norquisa. Míriam de Magdala Pinto Page 60 . Em 1982 a indústria farmacêutica possuía 520 empresas nacionais e 80 estrangeiras das quais as 50 maiores eram 45 estrangeiras e 5 apenas nacionais.A. Em 1980 foi criada. Especiais faltantes eram os intermediários para defencivos agrícolas.    Química Industrial ± Profa. pigmentos.

135 mil t/ano de eteno. Química Industrial ± Profa. A capacidades de produção das centrais petroquímicas nacionais são de escala internacional:     A Copene tem capacidade de 1. Míriam de Magdala Pinto Page 61 .200 mil t/ano de eteno. foi criado o pólo de gás químico do Ria de Janeiro que até o ano de 2005 pretende gerar 500 mil t/ano de eteno.A indústria química pós-90: petroquímica  Neste período a indústria sofreu fortemente com a abertura comercial e simultânea redução dos preços dos produtos na mercado internacional no período 1990-1994. Petroquímica União. A Copesul tem capacidade de 1. de São Paulo tem capacidade de 500 mil t/ano de eteno. a partir do etano separado do gás da Bacia de Campos.  Além dos 3 pólos que já funcionavam no país.

A desestatização da Petrofértil implicou a desnacionalização o setor de fertilizantes. Míriam de Magdala Pinto Page 62 . O setor de matérias-primas para fertilizantes nitrogenados (amônia e uréia) continua com a Petrobrás mas toda a cadeia de fertilizantes fosfatados passou para empresas estrangeiras.A indústria química pós-90: fertilizantes  A Petrofértil é desestatizada e as sua controladas (Fosfértil e Ultrafértil) são compradas pela industria privada de fertilizantes.    Química Industrial ± Profa. Petromisa é dissolvida Iniciou-se um processo de reagrupamento dessa indústrias que persiste até os dias de hoje.

‡ Campanhas sistemáticas de ativistas ambientais contra a produção de cloro e seus compostos. ela enfrenta também um problema crônico do desbalanceamento de consumo entre a soda cáustica e o cloro que gera excesso de um dos produtos que tem que ser vendido a preços marginais. sendo as de natureza ambientais as mais significativas: ‡ Percepção do perigo representado pelo cloro e seus compostos. Míriam de Magdala Pinto Page 63 .A indústria química pós-90: cloro e soda ‡ Neste período essa indústria vem sendo submetida a vários tipos de pressões. ‡ Além dessas pressões. ‡ Enormes passivos ambientais das unidades que operam com células de mercúrio. Química Industrial ± Profa.

Surgiram movimentos de junções. algumas indústrias multinacionais paralisaram a sua produção e começaram a importar os produtos diretamente de suas fábricas no exterior. Com a queda das barreiras alfandegárias.    Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Page 64 . reagrupamentos e aquisições. Outras empresas multinacionais não radicadas no Brasil aqui se estabeleceram. a química fina foi a que mais sofreu os efeitos de abertura de mercados e as substanciais reduções de alíquotas de importações implantadas pelo governo Collor em 1990.A indústria química pós-90: química fina  De todos os ramos da indústria química.

7% do PIB industrial brasileiro (dados de 2004) ± segundo maior segmento. Míriam de Magdala Pinto Page 65 . Evolução participação (%) PIB Química Industrial ± Profa. perdendo apenas para o de alimentos e bebidas.Tendências  Indústria Química representa 3.

Tendências  O faturamento líquido da indústria química brasileira. Quando medido em reais.8 bilhões em 2004 Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Page 66 . considerando todos os segmentos que a compõem.4 bilhões . passando de R$ 140 bilhões em 2003 para R$ 173. o faturamento líquido cresceu 24. atingindo a cifra de US$ 59.5% em 2004 .1%. subiu 30.

Míriam de Magdala Pinto Page 67 .Tendências  O segmento de produtos químicos de uso industrial (matérias-primas) representa 33% do faturamento total Química Industrial ± Profa.

indicando que ainda há dependência por importações. Química Industrial ± Profa.Tendências  Contudo. o Brasil ainda importa mais do que exporta. Míriam de Magdala Pinto Page 68 . principalmente produtos de uso industrial.

Processos e produtos químicos desenvolvidos pela IG Farben no período Produto Acetileno Oxoálcoois Metanol Gasolina sintética Gasolina sintética Borracha sintética tipo Buna Náilon 6 Fibra sintética de PVC Poliuretanas Acetileno e gás de síntese Processo A arco. a partir de gás de alto-forno ou de metano A partir de olefinas.4 butanediol Por craqueamento à chama Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Page 69 . com CO e H2 a alta pressão Sintético a partir de coque Alta pressão a partir de carvão Baixa pressão a partir de carvão A partir de butadieno A partir de caprolactama A partir de cloreto de vinila A partir de hexametileno-diisocianato e 1.

Míriam de Magdala Pinto Page 70 .Processos e produtos químicos desenvolvidos pela Shell no período Produto Butanol secundário Isooctano Alcool isopropílico e acetona Alquilfenóis de petróleo Alquilação de parafinas com olefinas Recuperação de tolueno por destilação Butadieno via diclorobutano Ano da primeira operação comercial 1930 1934 1935 1937 1939 1940 1941 Química Industrial ± Profa.

Produção de químicos básicos Química Industrial ± Profa. Míriam de Magdala Pinto Page 71 .

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