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cartilha 21

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37. Com Dilma prossegue a mesma coalizão de alianças de

classe e a tentativa de transição de um modelo neoliberal para um

projeto neodesenvolvimentista com políticas sociais, assim como

foi a natureza do governo Lula.

38. Apesar disso, os dilemas enfrentados são distintos do gover-

no Lula: por um lado, a forma que Dilma se elegeu ampliou o leque

de forças populares que apoiaram sua candidatura para elegê-la no

segundo turno; e, por outro não conta com o carisma, a capacidade

de direção e representação com as massas. O governo Dilma está

diante do dilema de como continuar combatendo a pobreza sem

medidas estruturais que afetem interesses da burguesia.

39. Neste período, o Brasil vem apresentando vantagens macro-

econômicas e desigualdade social como poucos países. Para que a

proposta política em curso se efetive, é necessário que a economia

brasileira cresça para distribuir renda. Isso só é possível com mu-

danças na política econômica, especialmente retirando recursos do

pagamento de juros do capital fnanceiro.

40. O Estado brasileiro seguiu sustentando a aliança com o

capital fnanceiro ao manter o esquema espoliador do pagamento

de juros escorchantes sobre os títulos da dívida pública interna

(que alcançou mais de um trilhão de reais). Assim, pelo mecanis-

mo do superavit primário, o governo continua destinando próximo

de 40% de todos os impostos arrecadados do povo brasileiro para

pagamento da dívida interna, da qual são credores menos de 20

mil famílias abastadas.

41. Neste cenário, a conjuntura internacional será decisiva para

defnir os rumos e possibilidades do governo Dilma. A economia

brasileira tem fragilidades e segue dependente do capitalismo inter-

nacional. Precisamos seguir atentos aos movimentos e à tendência

do capital.

42. Os impactos da segunda fase da crise devem ter conse-

quências na correlação de forças políticas. O comportamento da

economia chinesa tem refexos diretos sobre nossa economia. O

comportamento da guerra cambial e as ações do capital fnanceiro

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e das empresas transnacionais podem agravar ainda mais nossa

dependência e exploração.

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