APOSTILA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS PARA

POLÍCIA FEDERAL
Para o cargo de Agente Administrativo (nível médio), conforme edital de 2004
Encontre o material de estudo para seu concurso preferido em

www.oreidasapostilas.com.br

REDAÇÃO DE EXPEDIENTES
APOSTILA
CONCEITO Apostila é o aditamento a um ato administrativo anterior, para fins de retificação ou atualização. "Apostila é o ato aditivo, confirmatório de alterações de honras, direitos, regalias ou vantagens, exarado em documento oficial, com finalidade de atualizá-lo." (Regulamento de Correspondência do Exército - art. 192) GENERALIDADES A apostila tem por objeto a correção de dados constantes em atos administrativos anteriores ou o registro de alterações na vida funcional de um servidor, tais como promoções, lotação em outro setor, majoração de vencimentos, aposentadoria, reversão à atividade, etc. Normalmente, a apostila é feita no verso do documento a que se refere. Pode, no entanto, caso não haja mais espaço para o registro de novas alterações, ser feita em folha separada (com timbre oficial), que se anexará ao documento principal. É lavrada como um termo e publicada em órgão oficial. PARTES São, usualmente, as seguintes: a) Título - denominação do documento (apostila). b) Texto - desenvolvimento do assunto. c) Data, às vezes precedida da sigla do órgão. d) Assinatura - nome e cargo ou função da autoridade. APOSTILA O funcionário a quem se refere o presente Ato passou a ocupar, a partir de V de janeiro de 1966, a classe de Professor ............. ....... código EC do Quadro único de Pessoal - Parte Permanente, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, de acordo com a relação nominal anexa ao Decreto nº 60.906, de 28 de junho de 1967, publicado no Diário Oficial de 10 de julho de 1967. DP, ................ (Dos arquivos da UFRGS)

APOSTILA Diretor O nome do membro suplente do Conselho Fiscal da Caixa Econômica Federal (CEF) constante na presente Portaria é José Rezende Ribeiro, e não como está expresso na mesma. Rio de janeiro (G13), de de (DOU de 31-3-1971, p. 2.517) José Flávio Pécora, Secretário-Geral.

ATA
Você certamente já participou de alguma reunião em seu trabalho ou mesmo de uma assembléia do condomínio onde reside. Deve ter notado que inicialmente é designado um secretário que deverá lavrara atado encontro. Você sabe o que é e para que serve uma ata?

A ata é um documento em que deve constar um resumo por escrito, detalhando os fatos e as resoluções a que chegaram as pessoas convocadas a participar de uma assembléia, sessão ou reunião. A expressão correta para a redação de uma ata é lavrar uma ata. Uma das funções principais da ata é historiar, traçar um painel cronológico da vida de uma empresa, associação, instituição. Serve como documento para consulta posterior, tendo em alguns casos caráter obrigatório. Por tratar-se de um documento, a ata deve seguir algumas normas específicas. Analisemos algumas delas. - Deve ser escrito à mão, em livro especial, com as páginas numeradas e rubricadas. Esse livro deve conter termo de abertura e encerramento. - A pessoa que numerar e rubricar as páginas do livro deverá também redigir o termo de abertura. Termo de Abertura - é a indicação da finalidade do livro. Este livro contém 120 páginas por mim numeradas e rubricadas e se destina ao registro de atas da Escola Camilo Gama. Termo de Encerramento - é redigido ao final do livro, datado e assinado por pessoa autorizada. Eu, Norberto Tompsom, diretor do Colégio Camilo Gama, declaro encerrado este livro de atas. Parnaíba, 21 de junho de 1996 Norberto Tompsom - Na ato não deve haver parágrafo, mesmo se tratando de assuntos diferentes, a fim de se evitar espaços em branco que possam ser adulterados. - Não são admitidas rasuras. Havendo engano, usam-se expressões, tais como: aliás, digo, a seguir escreve-se o termo correto. Se a incorreção for notada ao final, usa-se a expressão em tempo, escrevendo-se em seguida "onde se lê ... leia-se ... ". A ata obedece a uma estrutura fixa e padronizada. Observe: Introdução - Deve conter o número e a natureza da reunião, o horário e a data (completa) escritos por extenso, o local, o nome do presidente da reunião e dos demais participantes. Desenvolvimento - Também chamado contexto. Nele deverão estar contidos o rdenadamente os fatos e decisões da reunião, de forma sintética, precisa e clara. Encerramento - É o fecho, a conclusão. Deverá constar a informação de que o responsável, após a leitura da ata, deu por encerrada a reunião e que o redator a lavrou em tal horário e data. Deverá informar também que se seguem as assinaturas. Já está sendo aceita atualmente a ata datilografada depois de encerrada a reunião. Porém, as anotações são feitas à mão, durante a reunião. Ao datilografar, todas as linhas da ata devem ser numeradas e o espaço que sobra à margem direita, deve ser preenchido com pontilhado. Modernamente, por se necessitar de maior praticidade e rapidez, as empresas vêm substituindo a ata por um determinado tipo de ficha. É uma ficha prática, fácil de preencher e manusear, embora não possua o mesmo valor jurídico de uma ata. MODELOS a) Modelos de introdução (partes iníciais) CONSELHO PENITENCIÁRIO FEDERAL Ata da 791º Reunião Ordinária Aos dezesseis dias do mês de dezembro do ano de mil, novecentos e setenta, no quarto andar do Bloco "0" da Avenida L -2, do Setor de Autarquias Sul, na Sala de Despachos do Procurador-Geral da justiça, sob a presidência do Doutor José Júlio Guimarães Lima, reuniu-se o Conselho Penitenciário Federal. Estiveram

presentes os Conselheiros Hélio Pinheiro da Silva, Elísio Rodrigues de Araújo, Abelardo da Silva Comes, Nestor Estácio Azambuja Cavalcanti, Miguel Jorge Sobrinho, Otto Mohn e o Membro Informante Tenente Pedro Arruda da Silva. Aberta a sessão, foi lida e, em votação, aprovada a ata da reunião anterior. Na fase de comunicações, o Tenente Pedro Arruda da Silva comunicou que, por força constitucional, voltará para a Polícia Militar do Distrito Federal, deixando, assim, a direção do Núcleo de Custódia de Brasília.
(DOU de 31-3-1971, p. 2.510)

ATESTADO
CONCEITO Atestado é o documento mediante o qual a autoridade comprova um fato ou situação de que tenha conhecimento em razão do cargo que ocupa ou da função que exerce. "Atestados administrativos" são atos pelos quais a Administração comprova um fato ou uma situação de que tenha conhecimento por seus órgãos competentes. (Hely Lopes Meirelles - Direito Administrativo Brasileiro)

GENERALIDADES 0 atestado comprova fatos ou situações não necessariamente constantes em livr os, papéis ou documentos em poder da Administração. Destina-se, basicamente, à comprovação de fatos ou situações transeuntes, passíveis de modificações freqüentes. Tratando-se de fatos ou situações permanentes e que constam nos arquivos da Administração, o documento apropriado para comprovar sua existência é a certidão. 0 atestado é mera declaração, ao passo que a certidão é uma transcrição. Ato administrativo enunciativo, o atestado é, em síntese, afirmação oficial de fatos.

PARTES a) Título - denominação do ato (atestado). b) Texto - exposição do objeto da atestação. Pode-se declarar, embora não seja obrigatório, a pedido de quem e com que finalidade o documento é emitido. Como bem lembram Marques Leite e Ulhoa Cintra, no seu Novo Manual de Estilo e Redação, "se se tratar de dotes, habilidades, ou qualidades de alguma pessoa, o atestante deverá cuidar de especificar com grande clareza os dados pessoais do indivíduo em questão (nome completo, naturalidade, estado civil, domicílio)". A recomendação é muito oportuna, pois tais atestados impõem responsabilidade particularmente grande a quem os fornece. São perfeitamente dispensáveis, no texto do atestado, expressões como "nada sabendo em desabono de sua conduta", "é pessoa de meu conhecimento", etc., já que só pode atestar quem conhece a pessoa e acredita na inexistência de algo que a desabone. c) Local e data - cidade, dia, mês e ano da emissão do ato, podendo-se, também, citar, preferentemente sob forma de sigla, o nome do órgão onde a autoridade signatária do atestado exerce suas funções. Assinatura - nome e cargo ou função da autoridade que atesta. MODELOS ATESTADO Atesto que FULANO DE TAL é aluno deste Instituto, estando matriculado e freqüentando, no corrente ano letivo, a primeira série do Curso de Diretor de Teatro. Seção de Ensino do Instituto de Artes da UFRGS, em Porto Alegre, aos 2 de julho de 1971. ATESTADO Chefe da Seção de Ensino Atesto, para fins de direito, atendendo a pedido verbal da parte interessada, que FULANO DE TAL é ex-servidor docente desta Universidade, aposentado, conforme Portaria nº 89, de 7 -2-1964, publicada no DO de 21-1,-1965, de acordo com o artigo 176, inciso III, da Lei nº 1.711, de 28-10-1952, combinado com o artigo

178, inciso III, da mesma Lei, no cargo de Professor de Ensino Superior, do Quadro de Pessoal, matrícula nº 1-218.683, lotado na Faculdade de Medicina. Porto Alegre, 10 de outubro de 1972. Sérgio Ornar Fernandes, Diretor do Departamento de Pessoal.

CERTIDÃO
Certidão é o ato pelo qual se procede a publicidade de algo relativo à atividade Cartorária, a fim de que, sobre isso, não pairem mais dúvidas. Possui formato padrão próprio, termos essenciais que lhe dão suas características. Exige linguagem formal, objetiva e concisa. TERMOS ESSENCIAIS DA CERTIDÃO: - Afirmação: CERTIFICO E DOU FÉ QUE, - Identificação do motivo de sua expedição: A PEDIDO DA PARTE INTERESSADA, - Ato a que se refere: REVENDO OS ASSENTAMENTOS CONSTANTES DESTE CARTÓRIO, NÃO LOGREI ENCONTRAR AÇÃO MOVIDA CONTRA EVANDRO MEIRELES, RG 4025386950, NO PERÍODO DE 01/01/1990 ATÉ A PRESENTE DATA - Data de sua expedição: EM 20/06/1999. - Assinatura: O ESCRIVÃO: Ex. CERTIDÃO CERTIFICO E DOU FÉ QUE, usando a faculdade que me confere a lei, e por assim me haver sido determinado, revendo os assentamentos constantes deste Cartório, em especial o processo 00100225654, constatei, a folhas 250 dos autos, CUSTAS PROCESSUAIS PENDENTES DE PAGAMENTO, em valor total de R$1.535,98, conforme cálculo realizado em 14/05/1997, as quais deverão ser pagas por JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, devidamente intimado para tanto em 22/07/1997, sem qualquer manifestação, de acordo com o despacho exarado a folhas 320, a fim de lançamento como Dívida Ativa. Em 20/06/1998. O Escrivão.

CIRCULAR
MODELOS CIRCULAR Nº 55, DE 29 DE JUNHO DE 1973. Prorroga o prazo para recolhimento, sem multa, da Taxa de Cooperação incidente sobre bovinos. O DIRETOR-GERAL DO TESOURO DO ESTADO, no uso de suas atribuições, comunica aos Senhores Exatores que, de conformidade com o Decreto nº 22.500, de 28 de junho de 1973, publicado no Diário Oficial da mesma data, fica prorrogado, até 30 de setembro do corrente exercício, o prazo fixado na Lei nº 4.948, de 28 de maio de 1965, para o recolhimento, sem a multa moratória prevista no artigo 71 da Lei nº 6.537, de 27 de fevereiro de 1973, da Taxa de Cooperação incidente sobre bovinos. Lotário L. Skolaude, Diretor-Geral. (DO/RS de 11-5-1973, p. 16 - com adaptações) CIRCULAR Nº 1, DE 10 DE OUTUBRO DE 1968. O Excelentíssimo Senhor Presidente da República, em observância aos princípios de racionalização administrativa inscritos no Decreto-Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, recomenda a Vossa Excelência a adoção, pelo órgão central de pessoal, de imediatas providências no sentido de que os atos relativos ao funcionalismo, notadamente exoneração, promoção e redistribuição de pessoal, a serem submetidos e assinados por Sua Excelência, tenham o caráter coletivo, devendo abranger num só ato o maior número possível de casos individuais.

Rondon Pacheco, Ministro Extraordinário para os Assuntos do Gabinete Civil. (DOU de 11-10-1968, p. 8.920)

DECLARAÇÃO
Como vimos em um dos exemplos de requerimento, Amanda L. Gomes anexou-lhe uma declaração de conclusão do Curso de Administração de Empresas. Tal declaração, além de servir-lhe como documento provisório, também facilitará o andamento do processo para expedição de seu diploma. Você alguma vez precisou apresentar uma declaração? Conhece esse documento? Inúmeras são as situações em que nos é solicitado ou recomendado que apresentemos uma declaração. Por vezes, em lugar de declaração usa-se a palavra atestado, que tem o mesmo valor. São declarações de boa conduta, prestação de serviços, conclusão de curso, etc. A declaração (atestado) deve ser fornecida por pessoa credenciada ou idónea que nele assume a responsabilidade sobre uma situação ou a ocorrência de um fato. Portanto, é uma comprovação escrita com caráter de documento. A declaração pode ser manuscrita em papel almaço simples (tamanho ofício) ou digitada/datilografada. Quanto ao aspecto formal, divide-se nas seguintes partes: Timbre - impresso como cabeçalho, contendo o nome do órgão ou empresa. Atualmente a maioria das empresas possui um impresso com logotipo. Nas declarações particulares usa-se papel sem timbre. Título - deve-se colocá-lo no centro da folha, em caixa alta. Texto - deve-se iniciá-lo a cerca de quatro linhas do título. Dele deve constar: - Identificação do emissor. Se houver vários emissores, é aconselhável escrever, para facilitar: os abaixo assinados. - O verbo atestarldeciarar deve aparecer no presente do indicativo, terceira pessoa do singular ou do plural. - Finalidade do documento - em geral costuma-se usar o termo "para os devidos fins", mas também pode-se especificar: "para fins de trabalho", "para fins escolares", etc. - Nome e dados de identificação do interessado. Esse nome pode vir em caixa-alta, para facilitar a visualização. - Citação do fato a ser atestado. Local e data - deve-se escrevê-los a cerca de três linhas do texto. Assinatura - assina-se a cerca de três linhas abaixo do local e data. Observe o trecho que encerra essa declaração: "... quando se efetivou a sua cessão para o Setor de Almoxarífado. " Você sentiria dificuldade para escrever a palavra cessão? Ficaria na dúvida entre: sessão, seção ou cessão? Isso é comum. Trata-se, no caso, do que chamamos homônimos. São palavras de pronúncia idêntica, mas com grafias e significados diferentes. Vejamos as diferenças: cessão - doação; ato de ceder. sessão - reunião; espetáculo de teatro, cinema, etc. apresentado várias vezes. seção - corte; divisão; parte de um todo; segmento; numa publicação, local reservado a determinado assunto: seção literária, seção de esportes.

INFORMAÇÃO
Informação nº DCCCE/394/73 Processo nº R/25.726-73

particulares em geral (pessoas. * afastar sinal de pontuação da palavra. congregações. 6) O ofício esta submetido a certas normas estruturais. que são de consenso geral. 3. da função gratificada. 2. * espaçar as letras de uma palavra. 2 . de 15 de julho de 1969. partidos.a 1. e isso para tratar de assuntos oficiais. não e permitido: * Usar grafismo (tapa-margem).) não devem usar esse tipo de correspondência. para exercer a função gratificada. DCCE. seguido da designação do órgão. símbolo 2-F.5 cm a partir da extremidade esquerda do papel. etc. símbolo 2-F. vai de um órgão publico a outro.apud "Redação Oficial". desta Universidade. b . mas. . nem o nome do remetente. a partir de 3 de outubro de 1973." (Meirelles. do Quadro Único de Pessoal . 4) No universo administrativo.Parte Permanente. (Dos arquivos da UFRGS) OFÍCIO E OFÍCIO-CIRCULAR I . Hely Lopes .5 cm da extremidade direita do papel. nem a data. À consideração de Vossa Senhoria. Para ser perfeitamente alinhada. dentro de um mesmo órgão. nada obsta a que seja atendida a solicitação. 1 . de 27 de agosto de 1968.Senhor Diretor do Departamento de Pessoal: Encaminha a Direção do Instituto de Geociências o pedido de dispensa. motivo por que remetemos. deduzimos que: 1) Somente autoridades (de órgãos oficiais) produzem ofícios. formulado pelo funcionário Fulano de Tal. de uma autoridade a outra. 2) O ofício pode ser dirigido a: a . estado ou município). em caráter oficial.a 2. a 1 cm da extremidade superior da folha. o ofício tem sentido horizontal e ver tical ascendente. Noé Esquivel.Numeração A dois espaços-padrão da designação do órgão. isto é.711. associações. Isso posto. 3 . e entre a Administração e particulares. conforme aplicação determinada pela Portaria nº 459. entre subalternos e superiores. O requerente é agregado ao símbolo 5-F. Diretor. de acordo com o preceituado no artigo 77 da Lei nº 1.Timbre Brasão (da Republica. em 16 de outubro de 1973. de 28 de outubro de 1952. desenvolvendo suas atividades em regime de tempo integral e dedicação exclusiva.CONCEITO "Ofícios são comunicações escritas que as autoridades fazem entre si. em geral centralizado. 5) O papel utilizado é específico e da melhor qualidade. A luz desse conceito. firmas ou outro tipo de entidade). sendo aproveitado pela Portaria nº 677. * deixar espaço de mais de dois toques entre a última e a penúltima palavra. 3) Entidades particulares (clubes.outras autoridades. de Adalberto Kaspary). os atos necessários à efetivação da medida. de Secretário do referido Instituto.Margens a) Da esquerda . de Secretário do Instituto de Geociências. em anexo. Nada pode ultrapassá-la. não deve ser usado pelo escalão superior para se comunicar com o escalão inferior (sentido vertical descendente). b) Da direita .

Ex.. Estes podem ser numerados a partir do segundo. ou Of. * O nome do mês não se grafa com letra maiúscula. Cuidados especiais com a data: Não se devem abreviar partes do nome da localidade que também não deve ser seguida da sigla do estado.. indo para a ultima apenas o signatário. seguidos de vírgula.Vocativo Inicia a três espaços-padrão abaixo da data e a 2. ERRADO .5 ou 2. sigla(s) do órgão expedidor.O espaço-padrão interlinear do oficio e de 1. fazendo-se os parágrafos necessários.5cm da margem esquerda. Governador do Estado do Rio Grande do Sul PORTO ALEGRE (RS) Nos ofícios corriqueiros. do assunto. a direita do papel.Alegre/RS." etc.. etc.. Senhor Diretor-Geral.". 3 ou 4 linhas. Circ. sem traço. usam-se apenas "Atenciosamente" ou "Respeitosamente".985 CERTO . conforme a marca da maquina. Nº . não cabe em 17 linhas. Vai-se direto ao que interessa: "Comunicamos. 18 de Junho de 1. em media. Fulano de Tal.. Senhor Gerente. ponto ou dois pontos. Não se numera. seu final deve coincidir com a extremidade inferior do papel.P..Introdução Praticamente inexiste. (Vejase o esquema. O alinhamento e o do parágrafo.. ou coloca-se acima da assinatura. o que acontece quando. * Entre o milhar e a centena do ano não vai ponto nem espaço. a palavra "circular" deve ser posta entre parênteses depois do número..: Ao Senhor Diretor do Colégio X PORTO ALEGRE (RS) Importante: Caso o ofício ocupe mais de uma folha. "Solicitamos. Consiste em: Of... 7 . 10 . No caso dos ofícios-circulares que não tenham uma numeração especifica. 6 . de forma objetiva e polida. desde que haja espaço suficiente.) ORDEM DE SERVIÇO . Ex. Nº . pode-se usar virgula. dispensa-se o nome do destinatário. 4 . 9 . "Encaminhamos. Senhor Chefe. procurando fazer coincidir o seu fim com a margem da direita.localidade e Data Coloca-se na mesma linha do número. Consiste simplesmente da expressão "Senhor(es)" seguido de cargo ou função do destinatario: Senhor Governador. DD.. o destinatário permanece na primeira folha.Fecho Modernamente. 5 .Signatário Nome e cargo do remetente. se for conveniente. * Põe-se o ponto após o ano. encimados pela assinatura. 18 de junho de 1985. 8 . seguido do numero e.Texto Consiste na exposição.". Observação: Podem ainda constar no oficio o numero de anexos e as iniciais do redator e datilógrafo.Destinatário Ocupando 2.Porto Alegre..: A Sua Excelência o Senhor Dr. Senhores Deputados. Não ha unanimidade quanto à pontuação do vocativo.

Porto Alegre. Palácio Piratini. Despesas pequenas de pronto pagamento. RESOLVE: Fica elevado para cinqüenta por cento. de 10-1-72. para as despesas que.109. considerando que a situação peculiar daquele Estado. pelos órgãos da Administração Direta. DE 13 DE ABRIL DE 1971.. em Porto Alegre.. que efetuará o pagamento. Divisão de Fiscalização do Trânsito de Mercadorias (DIM)... o percentual previsto na Portaria Ministerial d 3. fica reservado. exige.. usando de suas atribuições e considerando o número insuficiente de Agentes de Inspeção na Delegacia Regional do Trabalho no Estado do Maranhão. de. José H. na Delegacia Regional do Trabalho no Estado do Maranhão. pelas respectivas repartições e encaminhadas para o Tesouro do Estado. considerando. providências especiais e imediatas... sejam processadas na Capital. O MINISTRO DO TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL. ORDEM DE SERVIÇO Nº GG/2-73 O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Divisão do Recenseamento e Programação Fiscais (RP). p.144. de 2 de março de 1970. objetivando o melhor aproveitamento dos interesses orçamentários do Estado.... de modo a permitir a elaboração da programação financeira de desembolso ajustada à efetiva disponibilidade do Tesouro.. na Capital.. desta Secretaria. necessariamente.974-70. em aditamento à Ordem de Serviço nº 1-72. em exerc ício. todas as despesas realizadas no Interior. PORTARIA MODELOS PORTARIA Nº 3.. determina: I . b) ENCARGOS DIVERSOS Ajudas de custo e diárias de viagem. do pagamento de despesas do Interior. no horário das oito às onze horas. 13 de janeiro de 1972.. o que consta no Processo nº. sediados na Capital: a) Subordinados à Coordenadoria-Geral do ICM: Divisão de Fiscalização da Grande Porto Alegre (DCP). Secretário da Fazenda. b) Subordinado à Inspetoria-Geral da Fazenda: Exatoria Estadual de Porto Alegre.. nas correspondentes localidades. os seguintes órgãos do Tesouro do Estado. Vice-Governador do Estado. através da Contadoria Setorial junto à Fazenda..MODELOS ORDEM DE SERVIÇO Nº 2-72 O SECRETÁRIO DE ESTADO DA FAZENDA. Júlio Barata (DOU de 20-4-1971. .. de Campos.. no uso de suas atribuições... M. devam ser atendidas no local de sua realização e referentes às seguintes rubricas: a) SERVIÇOS DE TERCEIROS Comunicações..que. a partir de 11 de janeiro de 1973. tão-somente.. através da rede bancária... 2..o uso de distribuição de tabelas de crédito às Exatorias Estaduais. da parte deste Ministério. II ... no uso de suas atribuições e em continuidade ao plano de centralização. Edmar Fetter.928) .. Custas e emolumentos. ainda. MTPS/319. de... determina que terão expediente externo também na parte da manhã. em relação às condições de produção e trabalho.

Vocativo Coloca-se ao alto da folha. Fulano de Tal. se a autoridade destinatária não estiver na da origem. caso em que deve ser harmoniosamente dividido. Sem mais no momento.Plano de Busca . p. Art. Após comparação entre as notas e as faturas verificou-se uma diferença de R$ 5. Junto a este relatório encaminhamos a Vossa Senhoria cópia de toda a documentação necessária a sua apreciação. Os pagamentos foram efetuados de acordo com as faturas apresentadas. 1. resolve: Art. O MINISTÉRIO DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO GERAL. usando de suas atribuições legais e de acordo com a alínea b do inciso 11 do artigo 1º do Decreto nº 66.do Plano Setorial de Informações do Ministério do Planejamento e Coordenação Geral. Questionamos junto ao fornecedor para repor mercadorias referente a diferença apresentada. 2 . Comunicamos a Vossa Senhoria que após as averiguações efetuadas constatamos o seguinte: 1) 2) 3) 4) 5) 6) As compras efetuadas através de terceiros não apresentavam valores a maior. aprovado pela Portaria nº 131. 1 . As notas recebidas de fornecedores não conferem com as faturas pagas. 2º A presente Portaria entrará em vigor na data de sua publicação. Aguardamos seu despacho. não podendo ultrapassar os 2/3 da linha. As mercadorias constantes nas notas foram entregues regularmente .948) RELATÓRIO Senhor Diretor Geral Encaminhamos a esta Diretoria Geral o presente relatório das averiguações efetuadas em nosso departamento com a finalidade de verificar irregularidades ocorridas no período de 01 de janeiro à 31 de dezembro de 2000.Margens As mesmas do ofício. de 22 de maio de 1970. Chefe de Serviço.622. Jamais se põe o nome da autoridade.00. REQUERIMENTO I .CONCEITO É a correspondência através da qual um particular requer a uma autoridade pública algo a que tem ou julga ter direito. DE 28 DE FEVEREIRO DE 1972. João Paulo dos Reis Velloso (DOU de 7-3-1972. 1º Alterar o Anexo A .000. a partir da margem esquerda. não utiliza papel oficial e não tolera bajulação. A localidade só deve constar. de 24 de novembro de 1970. Portanto.PORTARIA Nº 15. Exemplo: .

de Adalberto J.. . .Ilustríssimo Senhor Superintendente Regional do Departamento de Policia Federal PORTO ALEGRE (RS) 3 . Pede deferimento.... filiação. da Secretaria da Fazenda. no alinhamento do parágrafo. lotação.Texto Inicia com o nome completo do requerente (sem o pronome "eu").... Qualquer uma pode ser abreviada com as iniciais maiúsculas. tais como nacionalidade.. somente cabem aqueles que sejam estritamente necessários ao processamento do pedido. e importante enumerar os motivos. visto que fará um estágio profissional de três meses no Estado de São Paulo. turma D...5cm da margem.. requer a Vossa Senhoria o cancelamento de sua matrícula. números de documentos etc.. Aguarda deferimento.... pede deferimento. sem traço e sem nome.. turno da manhã... . Kaspary) Senhor Diretor do Colégio Estadual Machado de Assis: FULANO DE TAL.MODELOS (Extraídos do livro "Redação Oficial"..287. endereço. Espera deferimento... ... (Ver observações no ofício.. cursando a primeira série do segundo grau. a fim de anexá-la ao seu processo de Iicença-prêmio. ... Porto Alegre... D. aluno deste colégio... estado civil. Consiste numa destas expressões: Nestes termos... já em andamento na Secretaria da Administração. ... dar a fundamentação legal e/ou prestar esclarecimentos oportunos.Orçamento e Finanças.. se este for o mesmo do inicio. no Tesouro do Estado.. Termos em que pede deferimento.) 6 . lotado e em exercício no Gabinete de . etc.Local e data Também no alinhamento do parágrafo.. requer a Vossa Senhoria que lhe seja expedida certidão de seu tempo de serviço nessa Superintendência.Fecho Põe-se abaixo do texto.. a partir do dia 22 do corrente. 4 . em destaque. 5 . que se põem em continuação ao nome. Termos em que pede deferimento... Espera deferimento... a 2. D.. Quanto aos demais dados de identificação.. 12 de maio de 1974.. A... funcionário público estadual.. seguidas de ponto: P. III .... matricula nº 110. ocupante do cargo de Auxiliar de Administração.. Redige-se na terceira pessoa.. Fulano de Tal Senhor Diretor de Pessoal da Superintendência dos Transportes do Estado do RS: FULANO DE TAL.Assinatura A direita da folha.. Dependendo da circunstancia.....

decidirmos reagir ou não. dependem de um repertório de habilidades sociais. de Gramado. natural. Drummond de Andrade Os diferentes contextos dos quais participamos contribuem. b) controle da emoção nas situações de maior complexidade. explícitos ou sutis... em seguida. 14 de março de 1975. um contexto provê aprendizagem de determinadas habilidades sociais. 582 . de algum modo. c) controle da impulsividade para responder de imediato.... mas não cria oportunidade para que sejam exercidas... na Avenida João Pessoa... filho de.. para a aprendizagem de desempenhos sociais que. O termo demanda pode ser compreendido como ocasião ou oportunidade diante da qual se espera um determinado desempenho social em relação a uma ou mais pessoas. As demandas. entre outros aspectos: a) atenção aos sinais sociais do ambiente (observação e escuta). precisamos inicialmente identificá-las (decodificá-las) para.ap... por alguma razão. para o que anexa os documentos exigidos na citada publicação... avaliando nossa competência para isso.. em suas famílias. neste Estado... as necessidades afetivas a elas associadas podem não ser satisfeitas.. O exemplo mais extremo é o do fôbico social que não consegue responder às demandas interpessoais de vários contextos. para determinados desempenhos. 24 de maio de 1974. Porto Alegre. residente e domiciliado nesta Capital. Fulano de Tal Excelentíssimo Senhor Secretario da Administração do Governo do Estado do Rio Grande do Sul: FULANO DE TAL. . os estudantes freqüentemente apresentam dificuldade de expressar carinho (apesar do desejo de fazê-lo) porque.são produtos da vida em sociedade regulada pela cultura de subgrupos. pede deferimento. mesmo neste. a capacidade de selecioná-los e aperfeiçoá-los e a decisão de emiti-los ou não são alguns dos exemplos de habilidades aprendidas para lidar com as diferentes demandas das situações sociais' a que somos cotidianamente expostos.. mantendo um contato social bastante empobrecido. d) análise da relação entre os desempenhos (próprios e de outros) e as conseqüências que eles acarretam. Se transponho o umbral enigmático. brasileiro.. Nestes termos. Quando algumas pessoas não conseguem adequar-se a elas (principalmente as mais importantes) são consideradas desadaptadas provocando reações de vários tipos. A decodificação dos sinais sociais.. em seu conjunto. seus pais não incentivam e nem mesmo permitem "essas liberdades". isolando-se no grupo familiar e. Quando. conforme edita] divulgado no Diário Oficial de 14 do corrente. o que envolve. da leitura do ambiente social...... Fico outro ser.. com 26 anos. Em nossos programas de desenvolvimento de relações interpessoais com universitários. e de. De mim desconhecido.. 209. criticamente. Fulano de Tal NOÇÕES DE RELAÇÕES HUMANAS CONTEXTOS E DEMANDAS DE HABILIDADES SOCIAIS Eu mesmo... A identificação ou decodificação das demandas para um desempenho interpessoal depende.... C. solteiro..Porto Alegre. Ao nos depararmos com as diferentes demandas sociais. requer a Vossa Excelência inscrição no Concurso Público para o Cargo de Oficial Administrativo a ser realizado por essa Secretaria.

desculpar-se ou pedir mudanças de comportamento. entre irmãos e parentes) com uma ampla diversidade de demandas interpessoais. a qualidade desse relacionamento depende. de compreensão. 1. Não posso concordar com isso. quando o ambiente social é extremamente ameaçador. quando há uma ausência de compromisso com a própria relação e/ou com o desenvolvimento do outro. Tais habilidades incluem: acalmar-se e identificar estados de descontrole emocional em si e no cônjuge. contemplam também muitas das habilidades sociais requeridas nos demais. possuem algumas idéias românticas sobre o amor que. extrapolando nas queixas e críticas. Em um relacionamento novo.. Uma fonte de ruptura ocorre. portanto. criticamente. de quanto os cônJuges investem na sua continuidade e otimização. Além disso.. pais-filhos. escolar e de trabalho que. indicam demandas para desempenhos excessivamente elaborados. esse compromisso. também. a este conjunto. Acho melhor não dizer nada agora. diferenciando-se excessivamente do outro. o cotidiano doméstico pode alterar drasticamente esse repertório. em última instância. validar o sentimento do outro. Relações conjugais Embora. no entanto. requerendo respostas de enfrentamento ou fuga que variam na adequação às demandas. O auto-aperfeiçoamento de ambos em habilidades sociais conjugais garante. no entanto. Adicionalmente. é como se o indivíduo dissesse a si mesmo: Aqui é esperado que eu. No entanto.. ao longo do tempo. Segue-se uma análise dos contextos familiar. parecem típicas de contextos específicos e requerem conjuntos de habilidades sociais que podem ser cruciais para a qualidade dos relacionamentos aí desenvolvidos. deixam de dar essa mesma quantidade de atenção ao cônjuge. A maioria que age assim . a cada momento. Daí a importância da habilidade de acalmar o outro. ao se casarem. além de não se concretizarem. a religião e o espaço geral de cotidianidade (ruas. mesmo assim. Por exemplo.. destacando aquelas associadas à aprendizagem e ao controle dos estados afetivos que desencadeiam conflitos e reduzem a capacidade de processamento de informações. com o passar do tempo. a escola. Em uma revisão da literatura de pesquisas sobre Terapia Conjugal. provocando a sua ruptura. cada pessoa procura exibir ao outro o melhor de si mesma. tendo o efeito provável de acalmar. Ouvir não defensivamente permite que o cônjuge exponha por completo o seu pensamento e pode servir para validar seu sentimento (empatia). o lazer. à competência social dos envolv idos.. Freqüentemente. pode provocar ansiedade. gera descontrole de ambos e uma alta probabilidade de manutenção do ciclo descrito acima. na sociedade atual. a habilidade de persuadir o cônjuge a não tomar nenhuma decisão enquanto o estado de excitação psicofísiológica estiver sem autocontrole adequado.. em parte. Considerando o conceito de compromisso (referido no Capítulo 2). Em outras palavras. Dada a inevitabilidade de conflitos o caráter saudável de muitos deles depende da forma de abordá-los e resolvê-los o que remete. (decisão quanto a apresentar ou não um desempenho em determinado momento). Além deste. O desempenho das habilidades sociais para lidar com elas pode ser uma fonte de satisfação ou de conflitos no ambiente familiar. Gottman e Ruschel identificaram algumas habilidades essenciais para a qualidade do relacionamento conjugal. As situações de conflito geralmente exigem outras habilidades como as de admitir o erro.Não é muito fácil identificar os sinais que. colegas de trabalho e pessoas que lhes prestam serviço e. como inerente à vi da social na maior parte das culturas. para o caso das relações conjugais. as pessoas já possuam um razoável conhecimento de seu parceiro antes de optarem por uma vida em comum. não obstante suas especificidades. quando apenas um dos parceiros alcança um desenvolvimento sócioafetivo rápido. Diferentes tipos de demandas interpessoais podem aparecer sob combinações variadas. o trabalho. reorganizar o esquema de interação do casal de modo a romper o ciclo queixa-crítica-defensividade-desdém. mas. O contexto mais significativo da vida da maioria das pessoas é o familiar. ele pode reavaliar os próprios ganhos na relação como insatisfatórios e dispor-se à busca de relacionamentos alternativos. lojas etc.). conseqüentemente. Existem casais que são bastante atenciosos com amigos. o que tende a piorar ainda mais a situação. (análise da própria necessidade de reagir a uma demanda). Se a reação do outro seguir na mesma direção. pode ocorrer a deterioração de alguns comportamentos mutuamente prazerosos (reforçadores) e o aparecimento ou maximização de outros de caráter aversivo. a maioria das pessoas. (leitura do ambiente social ou das demandas). podem-se destacar. Acrescentam. crucial. Algumas combinações. eu preciso dizer que. aumenta a probabilidade de clareza e. dificultam a identificação e o enfrentamento das dificuldades conjugais. ouvir de forma não defensiva e com atenção. o contexto familiar A vida familiar se estrutura sobre vários tipos de relações (marido-mulher. praças. a fala calma facilita a organização do conteúdo da mensagem. um dos cônjuges expressa pensamentos e sentimentos de forma explosiva.

São muitos os problemas resolvidos diariamente por apenas um dos membros da díade conjugal em assuntos que afetam a ambos. ignorando situações e oportunidades para exercer a habilidade de dar atenção. de uma pessoa bem-humorada. Em outras palavras. orientado para o equilíbrio entre os objetivos afetivos imediatos e os objetivos a médio e longo prazo de promover o desenvolvimento integral dos filhos e prepará-los para a vida. Relações pais -filhos As relações pais-filhos possuem um caráter afetivo. por meio da habilidade de dar feedback positivo. o abatimento. ou real no começo do relacionamento. pode ser importante que os cônjuges explicitem claramente esses aspectos. é muito importante a habilidade de prover conseqüências positivas quando o cônjuge apresenta esses comportamentos. Da mesma maneira. ainda. O conteúdo (o que se diz). vai se desvanecendo. os desempenhos sociais possuem características singulares. a forma (como se diz) e a ocasião (quando se diz) são componentes importantes e precisam ser bem dosados e ajustados às preferências das pessoas envolvidas. O partilhar decisões pelo casal produz. Há um velho adágro popular que cai bem nesta situação: amor com amor se paga. um equilíbrio nas relações de poder. caso contrário poderá parecer que há pretensão de manipulação.parece não ter a intenção de colocar o cônjuge em segundo plano. podendo produzir inquietação aos pais. pedir feedback é uma habilidade que favorece uma avaliação conjunta. porém acaba por negligenciar um elemento importante do relacionamento. decidir com os filhos como traduzir valores em comportamentos. mas costuma negligenciar a apresentação de conseqüências positivas quando se trata de comportamentos que consideram "obrigação" como estudar. educativo e de cuidado que cria muitas e variadas demandas de habilidades sociais. em geral. E o momento de experimentar as novas possibilidades cognitivas e o despertar sexual. no entanto. os filhos desenvolvem interesses. A literatura enfatiza a importância de apresentar feedback positivo para os desempenhos considerados adequados tão logo eles ocorram. Nem sempre é fácil para os pais a identificação dos sinais que apontam para a iminência de um conflito entre eles e os filhos ou para os estágios iniciais de um comportamento reprovado no contexto dos valores familiares. mas particularmente nesta. buscando maior contato com os companheiros do que com eles. igualmente. Inversamente. demonstrar gentileza. dadas suas alterações hormonais. Em muitas situações em que o comportamento do outro caminha na direção de desempenhos favoráveis à qualidade do relacionamento. em etapas posteriores. gerando insatisfação e desinteresse. as discriminações sutis das mensagens enviadas em códigos e elaboradas no processo de interação. carinhosa etc. Esses problemas. falar ou ler. a revolta etc. explicações. Com freqüência os pais buscam interromper ' esses comportamentos com medidas punitivas ou corretivas que produzem resultados pouco efetivos porque os suprimem apenas momentaneamente e. . Cada uma dessas estratégias baseia-se em ações educativas que supõem um repertório elaborado e diversificado de habilidades sociais dos pais. o que implica em diálogo e nas habilidades a ele inerentes. Isso significa que requisitos não fundamentais em outros contextos ganham. À medida que crescem. são importantes várias outras ações educativas como as de combinar normas e regras de convivência coerentes com os valores familiares e estabelecer consenso sobre padrões de conduta a serem assumidos por todos. ou são corriqueiros. a imagem idealizada. Em qualquer etapa. aqui. O exercício dessas habilidades é. um período de grandes conquistas e descobertas por parte dos jovens. Bom humor. podem gerar vários sentimentos negativos. exortações e estímulos e c) por modelação. amável. apresentar iniciativa na solução de pequenos problemas pessoais etc. Muitas vezes. A sinceridade. A adolescência é. A maioria dos pais faz isso quando está ensinando os filhos a andar. idéias e hábitos que podem gerar conflitos familiares. Essas situações constituem ocasião para o exercício de um conjunto de ações educativas que podem alterar drasticamente a qualidade da relação e promover comportamentos mais adequados dos filhos. organizar-se. Na maioria das vezes. responsáveis pelo êxito ou fracasso de todo empreendimento. como a raiva. é fundamental. serão mantidos por suas conseqüências naturais. por exemplo. ou possuem tal urgência que demandam ações imediatas. Nesta categoria. com o padrão não verbal tendo um peso considerável na interação. gentileza mútua. mas também um período de grande labilidade emocional. sem dúvida. um estatuto especial como. b) pelo estabelecimento de normas. presta-se mais atenção aos comportamentos que perturbam ou quebram normas estabelecidas. é também difícil identificar os estágios iniciais de um comportamento desejável que pode estar sendo mascarado pela predominância de outros indesejáveis. na medida que ambos decidem e são. carinho e atenção precisam ser cultivados no cotidiano da relação. Muitos pais queixam-se de que. Para isso. Argyle identifica três estratégias básicas pelas quais os pais educam seus filhos: a) por meio das conseqüências (recompensas e punições). no entanto. Elogiar e fornecer conseqüências positivas incentivam e fortalecem desempenhos incipientes que. os filhos se tornam esquivos. especialmente na adolescência. Um subgrupo particularmente relevante de habilidades sociais conjugais é representado pelas de relacionamento íntimo.

Assim como muitas situações requerem o autocontrole dos sentimentos evitando-se agravar conflitos potenciais. como um subproduto desejável do processo educativo. pois em geral apresentam déficits nas chamadas habilidades de sobrevivência em classe: prestar atenção. . ocorrem críticas de ambos os lados. seguir instruções. A habilidade dos pais de expressar adequadamente raiva e desagrado fornece modelo de autocontrole. portanto. Em muitos momentos da relação pais-filhos. 2. defender-se de acusações injustas e pedir mudança de comportamento de colegas. uma ampla literatura vem mostrando correlação entre déficits no repertório de habilidades sociais dos alunos e suas dificuldades de aprendizagem e baixo rendimento escolar. Além das conseqüências sobre a aprendizagem. Além disso. pedir. questionar. igualmente. em particular. Habilidades como liderar. O discurso oficial sobre os objetivos e metas da instituição escolar. No entanto. agradecer. onde se dá um conjunto de interações sociais que se pretendem educativas. a articulação entre aprendizagem e desenvolvimento. expressar sentimentos negativos. especialmente se desenvolvidos paralelamente às habilidades de expressar sentimentos positivos. Logo. expressar dificuldade etc. valorizar o outro. resolver problemas etc. Os estudantes excessivamente tímidos ou muito agressivos enfrentam maiores dificuldades na escola. a situação pode requerer a habilidade de defender os próprios direitos em uma visão de reciprocidade. responder perguntas. Há. desenvolvidos na escola. Quando esses sentimentos são gerados por comportamentos dos filhos que violam os acordos e as normas combinados. A escola é um espaço privilegiado. discordar. professores e demais segmentos da escola. O contexto escolar A Educação é uma prática eminentemente social que amplia a inserção do indivíduo no mundo dos processos e dos produtos culturais da civilização. a expressão de raiva ou desagrado requer controle emocional se o objetivo for educativo mais do que meramente de descarga emocional. preconizado e continuamente reafirmado em termos de formação para a vida e para a cidadania. discordar. A competência técnica usualmente faz parte dos objetivos educacionais dos cursos profissionalizantes de segundo e terceiro graus e dos treinamentos que ocorrem no âmbito das organizações. tais dificuldades podem se reverter em problemas de auto-estima no desenvolvimento sócio-emocional. como forma de obter atenção e cuidado por parte da professora. Embora a funcionalidade dessa relação ainda esteja sob investigação. 3. uma concordância quase unânime sobre a necessidade de aprimoramento das competências sociais de alunos. uma amostra significativa de professores da rede pública valorizou as habilidades pró-sociais em níveis significativamente superiores à valorização atribuída às habilidades assertivas e de enfrentamento. Além disso. o contexto de trabalho Qualquer atuação profissional envolve interações com outras pessoas onde são requeridas muitas e variadas habilidades sociais. oferecer e pedir ajuda. O desenvolvimento sócio-emocional não pode ser excluído desse conjunto. componentes da competência técnica e interpessoal necessária para o envolvimento em várias etapas de um processo produtivo. nos dias atuais. naturalmente. Mas é necessário destacar a importância de uma clara compreensão sobre que tipo de habilidades efetivamente contribui para essa preparação para a vida. uma escalada de violência atingindo crianças e jovens e manifestando-se. a habilidade de desculpar-se pode ser importante para diminuir ressentimentos e induzir atitudes construtivas em relação à dificuldade viv ida. no contexto escolar. Como são complementares. no caso de chacotas e provocações. mudança de comportamento. convencer. inclusive. a competência interpessoal raramente é relacionada como objetivo de formação profissional ocorrendo. fazer e responder perguntas. sobre a aprendizagem nesse contexto e. A maioria de nós tem facilidade em fazer críticas que apenas humilham as pessoas. negociar decisões. expor opiniões. não é difícil imaginar a importância de habilidades como as de perguntar. pedir ajuda. de forma assistemática. outras podem requerer sua expressão. expressar empatia e solidariedade e demonstrar boas maneiras. por vezes referido como currículo oculto. elogiar. lidar com críticas. Em tais casos. A emissão competente de tais habilidades pode constituir um antídoto importante aos comportamentos violentos. controlar a própria raiva ou tédio. já inclui. é importante que todos esses conjuntos sejam. a qualidade das interações sociais presentes na educação escolar constitui um componente importante na consecução de seus objetivos e no aperfeiçoamento do processo educacional. precisam também ser promovidas pela escola. Em um de nossos estudos. mas dificuldade em apresentar as construtivas. especialmente quando se observa. dar opinião. embora a demanda apareça sem se anunciar.

Marcos usou a palavra arquivo para citar o Arquivo Nacional. A SENHORA JÁ USOU OS DOCUMENTOS QUE ME PEDIU? POSSO GUARDÁ-LOS? PERGUNTOU A SECRETÁRIA. perguntar e responder perguntas entre outras. Tal processo pode ser de recepção de itens de tarefa. exigem competência em requisitos como os de observar. elas são mediadas por interações sociais. não é mesmo? Na primeira situação.ESSES PROCESSOS EMPILHADOS AQUI À ESQUERDA VOCÊ DEIXA SOBRE MINHA MESA. PRECISAMOS ANALISAR ALGUNS DOCUMENTOS SOBRE A ESCRAVIDÃO No BRASIL. pois a palavra arquivo é utilizada em nosso dia-a-dia com diferentes sentidos. argumentar e convencer na exposição de idéias. telefonista. NOÇÕES DE ARQUIVAMENTO E PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS TÉCNICAS DE ARQUIVO: ARQUIVO E SUA DOCUMENTAÇÃO O que significa a palavra arquivo para você? Pense sobre este assunto. PODE GUARDÁ-LAS NO ARQUIVO LÁ DA MINHA SALA. competência para falar em público. O trabalho em pequenos grupos mostra a necessidade de habilidades de supervisão e monitoramento de tarefas e interações relacionadas ao processo produtivo que. analisando estas duas situações. intuição. São as ocupações de vendedor. terapeuta etc. reuniões. ouvir. liderança de equipes. E você. pode-se citar a ênfase na multiespecialização associada à valorização do trabalho em equipe. para ocorrerem adequadamente. Pode-se dizer que praticamente nenhum trabalho ocorre no isolamento social total. Por outro lado. se lembrou de outros usos para a palavra arquivo? Veja se algum deles aparece aqui. resolução de problemas e tomada de decisões. des crever. usado para guardar documentos. As inovações constantes e o desenvolvimento organizacional no mundo do trabalho requerem. pedir mudança de comportamento. ENCONTRAREMOS MUITO MATERIAL INTERESSANTE! Você percebeu que a palavra arquivo foi empregada nessas situações com dois sentidos diferentes. ainda que bastante relacionados entre si. ainda. Mas no caso seguinte. PARA TERMINARMOS AQUELE TRABALHO! . JÁ ESSAS PASTAS. POIS AINDA VOU CONSULTAR. a do restaurador de obras-de-arte. por exemplo. aperfeiçoamento por meio de cursos etc. recepcionista.MARCOS. existem outras atividades em que a realização da tarefa se dá quase que totalmente na relação com o outro. dar feedback. como. organização de tarefas. supervisão de atividades. a doutora se referiu a arquivo como um móvel próprio. geralmente de aço ou madeira. ainda assim há um processo complementar que depende da interação social. com CERTEZA. assistente social. criatividade e autonomia na tomada de decisões. manejo de estresse e de conflitos interpessoais e intergrupais. . . que é um órgão público encarregado de guardar e conservar a documentação produzida ou recebida por instituições governamentais de âmbito federal. Os novos paradigmas organizacionais que orientam a reestruturação produtiva têm priorizado processos de trabalho que remetem diretamente à natureza e qualidade das relações interpessoais. professor.VAMOS ENTÃO Ao ARQUIVO NACIONAL? LÁ. ou seja. promoção da criatividade do grupo etc. planos e estratégias. médico. do copista de obras antigas ou do arquivista em um escritório. Essas mudanças imprimem demandas para habilidades como as de coordenação de grupo. ao estabelecimento de canais não formais de comunicação como complemento aos formais.Embora existam ocupações em que grande parte das atividades é realizada quase que isoladamente.DOUTORA. negociação de contrato. Entre tais aspectos. ao reconhecimento da importância da qualidade de vida e à preocupação com a auto-estima e com o ambiente e cultura organizacionais. . .

Há estudiosos que defendem a idéia de ela ter se originado do grego arché. Exemplos: o arquivo de um centro de educação experimental ou de um sindicato. ele pode pertencer a um destes três estágios: . ele se classifica em: PÚBLICO . Outros. de modo a serem utilizados para atender a interesses pessoais ou oficiais. ou. documentos relativos a transações de compra e venda de imóveis. igrejas. Exemplo: o arquivo preparado por uma dona de casa. Exemplos: o arquivo de uma loja. recibos de pagamentos efetuados a terceiros. individualmente. o arquivo de discos que viu em uma gravadora. E cada um desses arquivos apresentam características bem variadas. De acordo com a entidade criadora Considerando a natureza da entidade que criou o arquivo. sociedades e associações. que surge em conseqüência da anterior: servir à história. adotamos um outro conceito para arquivo. como este do americano Solon Buck: Arquivo É O CONJUNTO DE DOCUMENTOS OFICIALMENTE PRODUZIDOS E RECEBIDOS POR UM GOVERNO. a natureza dos seus documentos. fotos e cartas. que ainda não está esclarecida. a extensão da sua atenção. FAMILIAR OU PESSOAL. que significa palácio dos registrados.está relacionado. podemos analisar a origem da palavra. dizem que a palavra é originária do latim archivum que significa. de um escritório de engenharia ou de um banco. aquele organizado pela família de um amigo. Podemos. ARQUIVADOS E CONSERVADOS POR SI E SEUS SUCESSORES. Exemplos: o arquivo de uma secretaria estadual de saúde ou da prefeitura de um município. tendo evoluído mais tarde para o termo archeion. o que havia no setor de pessoal onde você trabalhou por algum tempo. por exemplo. como fonte de pesquisa. contendo certidões de nascimento e casamento. Daí serem classificados em quatro grupos. De acordo com o estágio de evolução Quando levamos em conta o tempo de existência de um arquivo. PARA EFEITOS FUTUROS. Vamos analisar cada um desses grupos em separado. No entanto. as suas funções básicas são as mesmas: guardar e conservar os documentos. os arquivos começam a funcionar para a história e para a cultura. INSTITUCIONAL .Com qual desses sentidos vamos trabalhar no manual? Para começar. CLASSIFICAÇÃO DOS ARQUIVOS Provavelmente. tirar algumas conclusões sobre a finalidade e as funções de um arquivo. corporações e companhias. Depois que a atividade administrativa acaba. COMERCIAL. Atualmente. também no conceito antigo. declarações de imposto de renda. no entanto. A primeira finalidade de um arquivo e servir à administração de uma instituição qualquer que seja a sua natureza. ainda. às instituições educacionais. Temos aí a outra finalidade.arquivo de firmas. ORGANIZAÇÃO OU FIRMA. corporações não-lucrativas. não é? O arquivo da escola onde estudou. que é o local de guarda e depósito de documentos. qualquer que seja a finalidade de um arquivo. de acordo com: a natureza da entidade que os criou. a partir desse conceito. vários tipos de arquivo já passaram pela sua cabeça até agora.diz respeito ao arquivo organizado por grupos familiares ou por pessoas. NO DECORRER DE SUAS ATIVIDADES. o lugar onde os documentos eram guardados. o que foi consultado para fazer uma pesquisa.arquivo de instituições governamentais de âmbito federal (central ou regional) ou estadual ou municipal. os estágios de sua evolução. então.

como o hospitalar. classificação e utilização. O arquivo de uma secretaria estadual de saúde foi exemplificado como um arquivo público. De acordo com a extensão da atenção Os arquivos se dividem em: ARQUIVO SETORIAL -estabelecido junto aos órgãos operacionais. São chamados. engenharia. de arquivos técnicos. Pode ser mantido em local de fácil acesso para facilitar a consulta. ARQUIVO DE SEGUNDA IDADE OU INTERMEDIÁRIO . Exemplo: o arquivo de microfilmes de uma instituição financeira ou os disquetes de uma firma de advoc acia. o documento de um arquivo? CLASSIFICAÇÃO DOS DOCUMENTOS Pense novamente sobre os vários tipos de arquivo aqui apresentados e faça uma lista de alguns documentos que possam estar sob sua guarda. Você. filmes. que serve a todos os setores daquela secretaria. de um campo específico. acondicionamento. Eles merecem tratamento adequado não apenas quanto ao armazenamento das peças. que um mesmo arquivo pode pertencer a mais de um grupo? Veja! .guarda documentos de variadas formas físicas como discos. cumprindo as funções de um arquivo corrente. Exemplo: o arquivo da contabilidade de uma empresa comercial. ele se classifica em: ARQUIVO ESPECIAL . Nesse caso. permitindo que se conheça como os fatos evoluíram. fitas. entre outros. informativo para comprovar algo para fins de pesquisa em geral. imprensa. já que eles são bem variados. O arquivo corrente é também conhecido como arquivo de movimento. Exemplo: o arquivo do setor de almoxarifado de uma empresa de exportação.tem sob sua guarda os documentos de um determinado assunto. contendo as requisições de material do ano em curso. o da medicina. ARQUIVO ESPECIALIZADO . entre outros. slides. Exemplo: o arquivo dos dez últimos anos da documentação de pessoal de uma empresa. Somente os funcionários da instituição têm competência sobre o seu trato.guarda a documentação mais atual e freqüentemente consultada. controle e conservação. ARQUIVO CENTRAL OU GERAL . dentes e fetos de uma escola de enfermagem. Exemplo: o arquivo de peças como ossos. porque deixaram de ser usados com freqüência. de âmbito estadual porque estávamos considerando o tipo de instituição que o criou: um órgão do governo do estado.destina-se a receber os documentos correntes provenientes dos diversos órgãos que integram a estrutura de uma instituição. disquetes. exatamente. Só para exemplificar.ARQUIVO DE PIUMEIRA IDADE OU CORRENTE . Exemplo: o arquivo único das diversas faculdades de uma universidade. caso seus documentos sejam utilizados com freqüência pelos funcionários. as atividades de arquivo corrente são centralizadas. Mas ele também pode ser classificado como um arquivo de primeira idade ou corrente. é esporádico. pelos exemplos apresentados. Exemplo: o arquivo de uma secretaria de estado com os planos de governo do início do século. inadequadamente. fotografias. se surgir uma situação idêntica àquela que os gerou. Você percebeu. Mas o que caracteriza. uma vez que estão apenas aguardando para serem eliminados ou remetidos ao arquivo permanente. ARQUIVO DE TERCEIRA IDADE OU PERMANENTE . apresentamos alguns para você conferir com os seus e complementar a sua lista: . portanto. microformas (fichas microfilmadas).nele se encontram os documentos que perderam o valor administrativo e cujo uso deixou de ser freqüente. e a sua permanência no arquivo é transitória. De acordo com a natureza de seus documentos Dependendo das características dos documentos que compõem o arquivo.inclui documentos que vieram do arquivo corrente. mas também quanto ao registro. Mas eles ainda podem ser consultados pelos órgãos que os produziram e os receberam. Pode ser ainda um arquivo central. Vamos continuar o estudo? já falamos bastante sobre os diferentes tipos de arquivos e demos alguns exemplos de documentos que compõem os arquivos. com certeza. Esse tipo de arquivo é o que denominamos arquivo propriamente dito. se lembrou de diferentes documentos. Eles são conservados somente por causa de seu valor histórico. Não há necessidade de esses documentos serem conservados nas proximidades das repartições ou escritórios.

seu assunto. Ultra-secreto . de clientes. quadros. e também. só deve ser do conhecimento de pessoas autorizadas. sonoro. cartas. planos de guerra. o gênero dos documentos de um arquivo. em geral. Exemplos: documentos relacionados à política governamental de alto nível e segredos de Estado (descobertas e experiências de grande valor científico. rádio-freqüência de importância especial ou aquelas que são usualmente trocadas. requisições diversas. finanças e material de uma entidade ou um indivíduo. gravuras. relatórios. por isso. PARA EFEITOS FUTUROS. atas. avaliação de desempenho de funcionários. necessitam de maior difusão (planos ou detalhes de operações militares). assuntos extraídos de matéria ultra-secreta que. como você vê nestas figuras. de vendedores. questionários e correspondências. mas pode ser cio conhecimento de pessoas funcionalmente autorizadas para tal. . NO DECURSO DE SUA EXISTÊ NCIA. regulamentos.seu assunto exige alto grau de segurança.fichas.seu assunto requer excepcional grau de segurança que deve ser apenas do conhecimento de pessoas intimamente ligadas ao seu estudo ou manuseio. E QUE SE CONSTITUI ELEMENTO DE PROVA OU DE INFORMAÇÃO. Secreto .de conhecimento restrito e que. A partir desses exemplos e de outros escritos em sua lista. memorandos. tabelas e formulários de qualquer natureza. planos ou detalhes de operações econômicas ou financeiras. . . informações sobre política estrangeira de alto nível). negociações para alianças militares e políticas. audiovisual. ofícios. .cuja divulgação não prejudica a administração. fotografias aéreas e negativos que indiquem instalações importantes para a segurança nacional. Reservado . revistas. tabelas.. materiais criptográficos (escritos em cifras ou códigos) importantes e sem classificação anterior. cujo sigilo deve ser mantido por interesse das partes. Exemplos: planos. Daí eles serem classificados em dois grupos: Quanto ao gênero Considerando o aspecto externo. Alguns deles já foram até lembrados aqui. jornais. sem comprometer o excepcional grau de sigilo da matéria original. isto é. livros contábeis. ORGANIZAÇÃO OU FIRMA. em exemplos anteriores: contratos. embora não requeira alto grau de segurança. microfilmes. folhas de pagamento. promissórias. políticos. ele pode ser: OSTENSIVO . .seu assunto não deve ser do conhecimento do público. Exemplos: notas fiscais de uma loja. ainda que não estejam intimamente ligadas ao seu estudo ou manuseio. econômicos. .histórico escolar de alunos. para não prejudicar um indivíduo ou criar embaraços administrativos. fitas.certidões de um modo geral.notas fiscais. Os documentos de um arquivo apresentam características. programas e medidas governamentais. Exemplos: informações relativas a pessoal. Quanto à natureza do assunto Quando levamos em conta a natureza do assunto tratado em um documento. fotos. tendo em vista o grau necessário de sigilo e até onde eles podem circular. atas de reuniões. filmes. projetos de aperfeiçoamento em técnicas ou materiais já existentes. dados de elevado interesse sob aspectos físicos. faturas. SIGILOSO . É importante destacar que a documentação escrita ou textual se apresenta de inúmeros tipos físicos ou espécies documentais. disquetes. o que você conclui a respeito do que seja um documento de arquivo? Pense e depois veja se também chegou a esta conclusão: Documento É TODO MATERIAL RECEBIDO OU PRODUZIDO POR UM GOVERNO. ELE É ARQUIVADO E CONSERVADO POR ESSAS INSTITUIÇÕES E SEUS SUCESSORES. editais.relatórios variados. de escolas. requer medidas especiais de salvaguarda para sua divulgação e custódia. conteúdo e formas diferentes. os meios e processos pelos quais foram obtidos. cartas. mapas. eles podem ser bem variados. NO DECORRER DE SUAS ATIVIDADES. duplicatas. Os documentos sigilosos ainda se subdividem em outras quatro categorias. psicossociais e militares de países estrangeiros. certidões. regimentos. . escala de plantão de uma imobiliária. UM DOCUMENTO DE ARQUIVO TAMBÉM PODE SER AQUELE PRODUZIDO OU RECEBIDO POR PESSOA FÍSICA. se em texto.discos.cadastros de funcionários. Confidencial .

Estas fases se constituiriam em: levantamento de dados. proteção contra incêndio). que o arquivo seja subordinado a um órgão hierarquicamente superior. processes adotados para conservação e reprodução de documentos. escolha de métodos de arquivamento adequados. de forma generalizada. qual a melhor posição do órgão de arquivo na estrutura de uma instituição. existência de registros e protocolos (em fichas. tendo em vista que irá atender a setores e funcionários de . recursos humanos. modelos. constituição de arquivos intermediário e permanente. existência de normas de arquivo. Além dessas informações. organogramas e demais documentos constitutivos da instituição mantenedora do arquivo e ser complementado pela coleta de informações sobre a sua documentação. em livro). questionários etc. controle de empréstimo de documentos. planejamento. Para a elaboração desse plano devem ser considerados os seguintes elementos: posição do arquivo na estrutura da instituição. audiovisuais. Assim sendo. análise dos dados coletados. regulamentos. escolha das instalações e do equipamento. intermediário e permanente) possa cumprir seus objetivos.sua estrutura e alterações. regimentos. programas. no decorrer de suas atividades. a serem adotadas no sistema a ser implantado. torna-se indispensável a formulação de um plano arquivístico que tenha em conta tanto as disposições legais como as necessidades da instituição a que pretende servir. códigos de classificação etc. O diagnóstico seria. portanto.). volume e estado de conservação do acervo. fotografias aéreas e negativos que indiquem instalações importantes. recomenda-se que esta seja a mais elevada possível. o especialista estará habilitado a analisar objetivamente a real situação dos serviços de arquivo. e fazer seu diagnóstico para formular e propor as alterações e medidas mais indicadas. centralização ou descentralização e coordenação dos serviços de arquivo. pressupõe o desenvolvimento de várias etapas de trabalho. nível de escolaridade. relatórios. O levantamento deve ter início pelo exame dos estatutos. uma constatação dos pontos de atrito. condições de iluminação. estado de conservação). projetos. como de qualquer outro setor de uma instituição. o arquivista deve acrescentar dados e referências sobre o pessoal encarregado do arquivo (número de pessoas. normas. em todos os estágios de sua evolução (corrente. trata-se de verificar se estrutura. o equipamento (quantidade. os modelos e formulários em uso. Em síntese. seus objetivos e funcionamento seria bastante difícil compreender e avaliar o verdadeiro significado de sua documentação. Planejamento Para que um arquivo. arranjo e classificação dos documentos (métodos de arquivamento adotados). isto é. estabelecimento de normas de funcionamento. a localização física (extensão da Área ocupada. faturas. Análise dos dados coletados De posse de todos os dados mencionados no item anterior. claro está que. atividades e documentação de uma instituição correspondem A sua realidade operacional. cartográficos. informáticos etc. de falhas ou lacunas existentes no complexo administrativo. recursos financeiros. as espécies de documentos mais freqüentes (cartas. é preciso analisar o gênero dos documentos (escritos ou textuais. formação profissional). em cada caso. iconográficos. ORGANIZAÇÃO A organização de arquivos. umidade. estado de conservação das instalações.). cartas. seja ela pública ou privada. Levantamento de dados Se arquivo é o conjunto de documentos recebidos e produzidos por uma entidade. das razoes que impedem o funcionamento eficiente do arquivo. implantação e acompanhamento.Exemplos: partes de planos. projetos e suas respectivas ordens e execução. manuais. Posição do arquivo na estrutura da instituição Embora não se possa determinar. enfim. sem o conhecimento dessa entidade . média de arquivamentos diários.

Comunicações e Arquivo. movimentação e expedição . num microfilme. Para completar o sistema deverá ser mantido também um arquivo para a documentação dos órgãos administrativos. como também a concentração de todas as atividades de controle . filiais. Dentre as inúmeras e inegáveis vantagens que um sistema centralizado oferece. distribuição. A adoção desse critério evitará sérios problemas na Área das relações humanas e das comunicações administrativas.agências. com eficiência. Comercialização e Transportes. este será. Ao usuário não interessa onde se encontra armazenada a informação . numa memória de computador. Se a centralização rígida pode ser desastrosa. e que cada um desses departamentos se desãobre em divisões e/ou seções. a descentralização excessiva surtirá efeitos iguais ou ainda piores. classificação. maiores possibilidades de padronização de normas e procedimentos. A descentralização dos arquivos correntes obedece basicamente a dois critérios: . ou ainda que tais unidades estejam localizadas fisicamente distantes uma das outras. As vezes em Áreas geográficas diferentes .descentralização das atividades de controle (protocolo) e dos arquivos. freqüentemente designado de Protocolo e Arquivo. não se pode ignorar que uma centralização rígida seria desaconselhável e até mesmo desastrosa como no caso de uma instituição de âmbito nacional. O bom senso indica que a descentralização deve ser estabelecida levando-se em consideração as grandes áreas de atividades de uma instituição. portanto. Descentralização Recomenda-se prudência ao aplicar esse sistema. registro. Se a instituição já contar com um órgão de documentação. esta deverá ser aplicada a nível de Departamento. economia de espaço e equipamentos. isto é. registro.. . nítida delimitação de responsabilidades. em principio.. a) Centralização das atividades de controle (protocolo) descentralização dos arquivos . isto é: recebimento. Centralização ou descentralização e coordenação dos serviços de arquivo Ao se elaborar um plano de arquivo. deverá ser mantido um arquivo junto a cada Departamento. dotados de recursos técnicos e materiais adequados para atender à acelerada demanda de nossos tempos. Suponha-se uma empresa estruturada em departamentos Como Produção.diferentes níveis de autoridade. dos quais o arquivo deve participar. Uma vez constatada a necessidade da descentralização para facilitar o fluxo de informações.de documentos de uso corrente em um único órgão da estrutura organizacional. ou outra denominado similar. redução dos custos operacionais. uma vez que a tendência moderna é reunir todos os órgãos que tenham como matériaprima a informação. Centralização Por sistema centralizado de arquivos correntes entende-se não apenas a reunião da documentação em um único local. onde estarão reunidos todos os documentos de sua área de atuação. incluindo os produzidos e recebidos pelas divisões e seções que o compõem. um aspecto importante a ser definido diz respeito à centralização ou descentralização dos serviços de arquivo. de seus programas de trabalho.de comunicações. Quando se fala em atividades de controle está-se referindo Aquelas exercidas em geral pelos órgãos. o órgão mais adequado para acolher o arquivo. em que algumas de suas unidades administrativas desenvolvem atividades praticamente autônomas ou específicas. ou num arquivo tradicional. A despeito dessas vantagens. Daí a importância da constituição de sistemas de informação.numa biblioteca. delegacias -carecendo. Além dos órgãos de atividades-meio ou administrativos. de arquivos próximos para que possam se desincumbir. citam-se: treinamento mais eficiente do pessoal de arquivo. distribuição. .centralização das atividades de controle (protocolo) e descentralização dos arquivos.recebimento. movimentação e expedição dos documentos correntes. constituição de conjuntos arquivísticos mais completes.

A esses arquivos descentralizados denomina-se núcleos de arquivo ou arquivos setoriais. mas fundamentada em rigorosos critérios técnicos. tramitação dos documentos etc. treinar e orientar pessoal destinado aos arquivos setoriais. o órgão de comunicações. quando necessário. O sistema consiste em descentralizar não somente os arquivos. orientadoras e controladoras. de forma a manter a unidade de operação e eficiência do serviço dos arquivos setoriais. justifica-se perfeitamente que a COORDENAÇÃO DO SISTEMA seja uma de suas principais atribuições..Neste sistema. a fim de que os documentos ao Ihe serem entregues para guarda permanente estejam ordenados e preservados dentro dos padrões técnicos de unidade e uniformidade exigidos pela Arquivologia. todo o controle da documentação é feito pelo órgão central de comunicações. centralizado. é aconselhável que o órgão central de comunicações designe um ou mais arquivistas ou técnicos de arquivo de seu próprio quadro de pessoal para responder pelos arquivos nos órgãos em que forem localizados. data e número. A opção pela centralização ou descentralização não deve ser estabelecida ao sabor de caprichos individuais. além do arquivamento propriamente dito. tecnicamente planejada. . Escolha de métodos de arquivamento A importância das etapas de levantamento e análise se faz sentir de modo marcante no momento em que o especialista escolhe os métodos de arquivamento a serem adotados no arranjo da doc umentação corrente. Como as demais atividades de controle já mencionadas anteriormente. seus tipos e volume de documentos. promover a organização ou reorganização dos arquivos setoriais. e por todas as operações de arquivamento decorrentes. deverá contar sempre com um arquivo permanente. que exercerá funções normativas. pois toda instituição. enfim. que também deve integrar o sistema. b) Descentralização das atividades de controle (protocolo) e dos arquivos Este sistema só deverá ser adotado quando puder substituir com vantagens relevantes os sistemas centralizados tradicionais ou os parcialmente descentralizados. e os arquivos são localizados junto aos órgãos responsáveis pela execução de programas especiais ou funções específicas. perfeito conhecimento da estrutura da instituição A qual o arquivo irá servir. preparo para transferência etc. estabelecer e fazei cumprir normas gerais de trabalho. Esta Coordenação poderá constituir-se em um órgão da administração ou ser exercida pelo arquivo permanente da entidade. Coordenação Para que os sistemas descentralizados atinjam seus objetivos com rapidez. Quando o volume de documentos é reduzido. segurança e eficiência é imprescindível a criação de uma COORDENAÇÃO CENTRAL. passa a constituir-se em arquivo setorial da documentação administrativo da instituição. debate e instruções sobre assunto de interesse do sistema de arquivos. ou ainda junto As unidades administrativas localizadas em áreas fisicamente distantes dos órgãos a que estão subordinadas. além dessas tarefas. nome. a localização física de suas unidades administrativas. Não raro. suas atividades. Na verdade. tais Como abertura de dossiês. suas disponibilidades em recursos humanos e financeiros. do registro. dificilmente se emprega um único método. mas apenas no que se refere A coleta e A distribuição da correspondência externa. a fim de atender As peculiaridades de cada arquivo setorial. Neste caso. classificação. também chamado arquivo de terceira idade. Assim. cada órgão deverá designar um de seus funcionários para responder pelo arquivo entregue A sua guarda. promover reuniões periódicas com os encarregados dos arquivos setoriais para exame. pois há documentos que devem ser ordenados ora pelo assunto. os arquivos setoriais encarregar-se-ão. Se a massa documental for muito grande. isto é. seja qual for o sistema adotado para os seus arquivos correntes. tendo em vista a eficiência e a unidade de execução de serviço. controle de empréstimo. funciona Como agente de recepção e de expedição. devem ser analisados todos os fatores que possibilitem a definição da melhor política a ser adotada. determinar normas específicas de operação. local. tendo em vista que o acervo dos arquivos permanentes é constituído de documentos transferidos dos arquivos correntes (sejam eles setoriais ou centrais). A Coordenação terá por atribuições: prestar assistência técnica aos arquivos setoriais.

é possível definir-se qual o método principal a ser adotado e quais os seus auxiliares. por localidade (geográfico). como auxiliares. irá Ihe servir de referência . pelo nome dos funcionários. Oswaldo Paiva. Ana Maria DEMISSÃO FOLHAS DE PAGAMENTO jan. de 1980 jan. de 1981 PROMOÇÃO Supondo-se que esse esquema tenha sido elaborado observando-se as considerações assinaladas anteriormente. como também do protocolo.ordenados e arquivados pelo número de controle que Ihe é atribuído ao dar entrada e que. a jul. Haydde Borges. com base na análise cuidadosa das atividades da instituição. verifica-se que o arranjo principal é por assunto. em ordem cronológica. No assunto Patrimônio encontra-se um arranjo secundário. Zilda Silva. aliada à observação de como os documentos são solicitados ao arquivo. Tais normas. Jurandir Castro. Outras modalidades de arranjo podem ainda ocorrer. por exemplo. Ernesto Séllos.e o grupo constituído de todo o restante da documentação. Em Folhas de Pagamento encontra-se um arranjo secundário. Lúcia Paes. Francisco Cardoso. Como se vê. de 1980 aço. integrar o Manual de Arquivo da instituição. Recursos humanos Formação e regulamentação profissional . Estabelecimento de normas de funcionamento Para que os trabalhos não sofram solução de continuidade e mantenham uniformidade de ação é imprescindível que sejam estabelecidas normas básicas de funcionamento não só do arquivo em seus diversos estágios de evolução. a jul. Celso Bareta. alfabético e numérico cronológico. a documentação pode ser separada em dois grandes grupos: o de projetos de financiamento . ordenada por assuntos. desenvolvido paralelamente aos trabalhos de arquivo. coadjuvado pelos métodos geográfico. rotinas. na maioria das vezes.Entretanto. a dez. daí por diante. códigos de assunto e índices. em ordem alfabética. o método principal escolhido foi o de assuntos. Para melhor atender aos usuários de um banco de investimentos. Já no assunto Admissão tem-se um arranjo secundário. uma vez que esse serviço é. depois de aplicadas e aprovadas na fase de implantação irão juntamente com modelos e formulários. Exemplificando: PATRIMÔNIO Brasília Rio de Janeiro São Paulo PESSOAL ADMISSÃO Aguiar.

Material de consumo Material de consumo é aquele que sofre desgaste a curto ou médio prazos. a escolha apropriada do equipamento deverá merecer a atenção daqueles que estão envolvidos com a organização dos arquivos. Em agosto de 1974. Escolha das instalações e equipamentos De igual importância para o bom desempenho das atividades de arquivo é a escolha do local adequado. quer pelas condições físicas que apresente . espírito metódico. a é de março de 1972. ainda é bastante comum a falta de conhecimentos técnicos por parte das pessoas encarregadas dos serviços de arquivamento. As dimensões variam de acordo com as necessidades.é um retângulo de cartolina. no entanto. ou seja. simplifica e racionaliza o trabalho. Sua finalidade é facilitar a busca dos documentos e o seu rearquivamento. foi sancionada a Lei nº 6. grande ou pequeno. dos documentos inúteis. habilidade em lidar com o público. liso ou pautado. reunindo em grupos as respectivas fichas ou pastas. e a 7 do mesmo mês aprovou o currículo do curso de arquivística como habilitação profissional no ensino de segundo grau. D'Arafijo. podendo ser branca ou de cor. capaz de conter o acervo e permitir ampliações futuras. as guias. o Conselho Federal de Educação aprovou a criação do curso superior de arquivos. o que evita a repetição. E a memória viva da instituição.a Ignez B. Na prática. Michel Duchein. honestidade. poder de síntese. quer pela extensão de sua área. discernimento. ministrados pelo Arquivo Nacional. Até recentemente a formação profissional dos arquivistas vinha sendo feita através de cursos especiais. conforme veremos em seguida.546. as tiras de inserção e outros. as seguintes características: saúde. aproveita experiências anteriores. No entanto. de é de novembro do mesmo ano. importância capital em todos os ramos da atividade humana. para a administração e para o conhecimento de nossa História. onde se registra uma informação. índices de umidade. trabalho de seleção de documentos que fazem parte de um acervo. Para que se atinjam esses objetivos. Atributos Para o bom desempenho das funções dos profissionais de arquivo. Da mesma forma. o arquivamento de papéis é um serviço simples. que dispõe sobre a regulamentação das profissões de arquivista e técnico de arquivo. .590. as pastas. com duração de três anos e. tem vários livros e artigos publicados sobre a matéria. naturalmente. em 4 de julho de 1978. Ficha . além de um perfeito conhecimento da organização da instituição em que se trabalha e dos sistemas de arquivamento. toma-se necessária a preparação de pessoal especializado nas técnicas de arquivo. "Em questão de arquivo. discrição. São as fichas. contendo informações valiosas. falta essa que ire influir. atenção. No estudo das guias divisórias distinguem-se diversos elementos relacionados com a sua finalidade e funções. o conjunto de materiais de consumo e permanente indispensáveis A realização do trabalho arquivístico. Guia divisória . Uma das vantagens da técnica de arquivo é a de capacitar os responsáveis pelo arquivamento para um perfeito . C. essa simplicidade desaparece diante do volume de documentos e da diversidade de assuntos. imaginação. A lista dessas publicações encontra-se na bibliografia ao final deste volume.iluminação. paciência. a experiência não substitui a instrução. temperatura. Considera-se equipamento. Fundação Getúlio Vargas e outras instituições. fonte e base de informações. na vida da organização. regulamentada pelo Decreto nº 82. limpeza. surgindo dificuldades na classificação dos papéis. foi instituído o Curso Superior de Arquivologia. são necessárias. Assim é que. separação dos papéis que possuem valor futuro. passou a ser também objeto de interesse do Governo federal. atualmente.é um retângulo de cartão resistente que serve para separar as partes ou seções dos arquivos ou fichários. os quais devem ser consultados por tantos quantos se defrontam com problemas de construção ou adaptação de locais destinados A guarda de documentos. poder de análise e de crítica. Um serviço de arquivo bem organizado possui valor inestimável. Teoricamente. pois 10 anos de prática podem significar 10 anos de arquivamento errado e inútil' afirma a Prof.O arquivo possui. espírito de equipe e entusiasmo pelo trabalho. especialista em instalações de arquivos e inspetor-geral dos Arquivos da Franga. O valor e a importância dos arquivos oficiais e empresariais.

.é o local que a projeção ocupa ao longo da guia. Daí a denominação de: primeira posição. Material permanente O material permanente é aquele que tem grande duração e pode ser utilizado várias vezes para o mesmo fim. onde são guardados os documentos. em pastas com subdivisões. Pode ser suspensa. um quarto ou um quinto.indica a localização de um nome ou assunto de grande freqüência. Arquivos horizontais antigos . Na sua escolha.é a saliência.é a saliência na parte superior da guia.Projeção . onde há um orifício chamado ilha. secundária . boxes. As mais tradicionais são os arquivos. quarta posição. invulnerabilidade (segurança). ou volumes encadernados. de corte reto. Tira de inserção . O ideal seria que as guias primárias estivessem sempre em primeira posição. Pé . sendo então de celulóide ou de metal. quatro ou mais gavetas ou gabinetes de diversas dimensões. segunda posição. usado para guardar documentos sigilosos.indica uma subdivisão da secundária. terceira posição. Arquivo de fole . caixas de transferência. picotada. Posição .miscelânea . Pode ser recortada no próprio cartão. . Os documentos eram guardados horizontalmente. a um terço. O comprimento pode corresponder à metade da guia. além do tipo e do tamanho dos documentos.indica a primeira divisão de uma gaveta ou seção de um arquivo. Quanto à sua função. Arquivo . três. pela ordenação cronológica.onde se guardam documentos referentes a diversos assuntos ou diversas pessoas em ordem alfabética e dentro de cada grupo. Por este orifício passa uma vareta que prende as guias à gaveta.é a que tem como notação a palavra FORA e indica a ausência de uma pasta do arquivo.é uma folha de papelão resistente. Guia-fora . a guia pode ser ainda: primária . especial . Recomenda-se. subsidiária . podendo ser alfabética. armários de aço etc. Armário de aço . as secundárias em segunda posição e assim por diante. ou ter projeção. que serve para guardar e proteger os documentos. quinta posição.sargento (tubos metálicos usados pelo exército em campanha). Notação . A notação pode ser ainda aberta ou fechada. As mais recentes são os arquivos e fichários rotativos eletromecânicos e eletrônicos. subsidiaria ou especial é a notação e não a projeção. e carregados verticalmente. secundária. onde se escrevem as notações. distinção (condições estáticas). deve-se levar em conta os seguintes requisites: economia de espaço (aproveitamento máximo do móvel e mínimo de dependências). . Tais tiras são inseridas nas projeções das pastas ou guias. Elas se dividem em: . A abertura na projeção que recebe a tira de inserção chama-se janela. uma vez que constantemente são lançadas no mercado novas linhas de fabricação. e fechada quando indica o princípio e o fim. aberta quando indica somente o início da seção.é a inscrição feita na projeção.móvel de aço ou de madeira.indica uma subdivisão da primária. que a escolha do equipamento seja precedida de pesquisa junto As firmas especializadas. Pasta . fichários. com duas. ainda.é um arquivo de transição entre o arquivo vertical e o horizontal.é uma tira de papel gomado ou de cartolina. lisa. ou nele ser aplicada. numérica ou alfanumérica. dobrada ao meio. bem como as estantes deslizantes.individual ou pessoal .onde se guardam' documentos referentes a um assunto ou pessoa em ordem cronológica.pombal (em forma de escaninhos). capacidade de expansão (previsão de atendimento a novas necessidades). ou cartolina. resistência (conservação). isto é. O que indica se uma guia é primária.é um móvel fechado. conveniência do serviço (arrumação racional). na parte inferior da guia.

As entidades e empresas de caráter privado dificilmente necessitam desse organismo. então. Nem sempre os responsáveis pelos serviços públicos ou dirigentes de empresas compreendem a importância dos arquivos e admitem as despesas. acumula através dos tempos um acervo documental que. escritórios. servindo de ponto de apoio para as pastas suspensas. Somente depois de implantar e testar os procedimentos . A primeira constara de uma síntese da situação real encontrada. avaliação e seleção rigorosas. deve ser preservado. falhas ou omissões que venham a ocorrer.aquele em que as fichas são guardadas em posição vertical. de pequeno. numa tentativa de neutralizar as resistências naturais que sempre ocorrem ao se tentar modificar o status que administrativo de uma organização. utilizado nos arquivos permanentes. Caixa de transferencia .aquele em que as fichas são guardadas em posição horizontal. estes só deverão ser criados se ficar evidenciada a sua real necessidade.armação de metal que se coloca dentro das gavetas dos arquivos. algumas vezes elevadas. feita por meio de palestras e reuniões. mas. modelos e formulários atendem as necessidades . como daqueles que se utilizarão dos serviços de arquivo. Modernamente. Manuais de arquivo Recomenda-se que a fase de implantação seja precedida de uma campanha de sensibilização que atinja a todos os níveis hierárquicos envolvidos. Toma-se necessária. as prioridades para a implantação. Em geral. A segunda. com prateleiras. em face do grande volume de documentação oficial e de sua descentralização física. Estante . para sua manutenção. sobretudo. ou de cuja atuação dependerá. seja por exigências legais. usada especialmente nos arquivos permanentes. existem em âmbito governamental. em grande parte. e assim sucessivamente. Recursos financeiros Outro aspecto fundamental a ser considerado diz respeito aos recursos disponíveis não apenas para instalação dos arquivos. Dessa disposição das hastes resulta que a primeira ficha presa. seja para fins administrativos e fiscais. mesmo depois de passar por fases de análise.É um móvel de aço próprio para fichas. Fichário horizontal . Nenhum plano de arquivo estaria completo se não previsse a constituição do arquivo permanente. com uma.é que deverá ser elaborado o manual de arquivo. As faixas que aparecem funcionam como verdadeiras projeções. Esta campanha. empregando-se pastas suspensas laterais. disperses geograficamente e detentores de grande volume de documentação. Fichário vertical . Implantação e acompanhamento.pequeno fichário que se coloca nas mesas. é utilizada para arquivos correntes. uma campanha de esclarecimento no sentido de sensibilizá-los. a ser dividido em três partes. objetiva informar as alterações a serem introduzidas nas rotinas de serviço e solicitar a cooperação de todos. ou conjugado com gavetas para fichas e documentos. Paralelamente à campanha de sensibilização deve-se promover o treinamento não só do pessoal diretamente envolvido na execução das tarefas e funções previstas no projeto de arquivo. recomendações e procedimentos a serem adotados. A terceira será o plano propriamente dito."arquivo-esteirinha". seja ela pública ou privada. a partir do fundo. Considerados todos os elementos descritos. o especialista estará em condições de elaborar o projeto de organização. Constituição de arquivos intermediários e permanentes Toda organização. nas quais são feitas as notações. três ou quatro gavetas. para onde devem ser recolhidos todos aqueles documentos considerados vitais. representações ou similares. umas sobre as outras modelo KARDEX. Quanto aos arquivos ou depósitos intermediários. lembrando o aspecto de uma esteira . médio ou grande porte. deixando que da imediatamente inferior apareça uma faixa correspondente à dimensão da barra. É usado para lembretes. geralmente separadas por guias. As fichas são fixadas por meio de bastões metálicos presos às gavetas. de análise e diagnóstico da situação. ficará inteiramente visível. concernentes a tais serviços. contendo as prescrições.caixa de aço ou papelão.móvel aberto. ou ainda por questões meramente históricas. Fichário . umas atrás das outras. Suporte . salvo no caso de instituições de grande porte.Box . As gavetas ou bandejas comportam grande número de fichas. inclusive. É o modelo mais usado por ser mais econômico. duas.verificar se as normas. instrumento que . com filiais. a fim de corrigir e adaptar quaisquer impropriedades. A implantação das normas elaboradas na etapa anterior exigirá do responsável pelo projeto um acompanhamento constante e atento. onde são colocadas as caixas de transferência. estabelecendo-se. o êxito desses serviços. rotinas.

registro e movimentação 2. que. registro. em linhas gerais. . HOJE CHEGARAM ÀS SUAS MÃOS: . sua interação e subordinação. COM A ETIQUETA DE PESSOAL. plano de classificação de documentos com seus respectivos códigos e índices. próximos a ela.o arquivo propriamente dito 4. .VÁRIOS EXEMPLARES DE UM JORNAL DO SINDICATO DA CLASSE. para tomada de decisões das administrações etc. objetivos e abrangência do manual. Agora pense: que tratamento você acha que Fernanda deve dar a cada um desses documentos? Anote seu pensamento em uma folha de papel e. ARQUIVO CORRENTE E PROTOCOLO Você já sabe que arquivo corrente é aquele formado por documentos de uso freqüente e que funciona na própria empresa ou em locais de fácil acesso. PARA OS FUNCIONÁRIOS.concertos gerais de arquivo. indicando tratar-se de uma correspondência particular. Expedição 3. podem ser apresentadas em separado.coroa todo o trabalho de organização.organogramas e fluxogramas. Protocolo. ORGANIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE ARQUIVOS CORRENTES Os arquivos correntes são constituídos de documentos em curso ou freqüentemente consultados como ponto de partida ou prosseguimento de planos. os elementos que devem constituir os manuais de arquivo. movimentação e expedição dos documentos correntes.1 Protocolo No que se refere às rotinas. Nele ficam registrados os procedimentos e instruções que irão garantir o funcionamento eficiente e uniforme do arquivo e a continuidade do trabalho através dos tempos. Fernanda não vai abrir e nem registrar a carta porque contém a anotação pessoal. . não há qualquer preocupação com o seu arquivamento. terminologia. No cumprimento de suas funções. para fins de controle. portanto. Mas como encaminhamos documentos para o arquivo corrente? Como analisamos suas atividades? Para analisarmos suas atividades vamos trabalhar com uma situação e mostrar o encaminhamento dado a alguns documentos em uma empresa.UMA CARTA PARA UM EMPREGADO DA DIRETORIA FINANCEIRA.informações sobre os arquivos da instituição.2 Registro e movimentação Este setor funciona como um centro de distribuição e redistribuição de documentos. Seria impossível estabelecer padrões rígidos para a elaboração dos manuais. Arquivo e Comunicação ou outra denominação similar.detalhamento das rotinas.1. com alterações indicadas para cada caso: 4. pode-se distribuir em quatro setores distintos as atividades dos arquivos correntes: 1. A carta será encaminhada diretamente a quem se destina. o manual devera ser periodicamente revisto e atualizado. . depois. . freqüentemente encontra-se na estrutura organizacional das instituições a designação de órgãos de Protocolo e Arquivo. suas finalidades e responsabilidades. São eles: .DOIS ENVELOPES ENDEREÇADOS À ASSESSORIA JURíDICA E ENTREGUES POR UM MENSAGEIRO DE OUTRA EMPRESA. Empréstimo e consulta 4.1. na Diretoria Financeira.1 Recebimento e classificação 4. a fim de atender É alterações que surgirem como decorrência da evolução da própria instituição. distribuição. . Entretanto. . Arquivamento . Devido ao íntimo relacionamento dessas áreas de trabalho. os arquivos correntes quase sempre respondem ainda pelas atividades de recebimento. pela sua amplitude.tabelas de temporalidade de documentos. uma vez que estes devem refletir as peculiaridades das instituições a que se referem. poder-se-ia adotar as seguintes. .apresentação. a experiência nos permite indicar. Nesse caso. Por isso. FERNANDA É ENCARREGADA DE ANALISAR A DOCUMENTAÇÃO QUE A EMPRESA RECEBE E DAR-LHE O DEVIDO ENCAMINHAMENTO. compare-o com o que apresentamos. definição das operações de arquivamento. incluindo recebimento e classificação. Por ser o arquivo uma atividade dinâmica. modelos de carimbos e formulários utilizados.

controle de tramitação e expedição de correspondências constituem os serviços de protocolo. registro. após conhecer o teor do ofício. Finalmente. Veja que o ofício passou por vários setores dentro do Banco do Estado S. a secretária recebeu o documento. eles podem ser emprestados ou consultados no próprio local do arquivo. envolvendo tarefas que constituem o serviço de protocolo de uma empresa: recebimento. controle de tramitação (distribuição e movimentação) e expedição da correspondência. sendo encaminhado ao Diretor Financeiro. ou Arquivo e Comunicação ou outro nome parecido. Desde a chegada dos documentos à empresa já deve haver uma preocupação com o seu possível arquivamento. o assessor retornou o documento com o parecer à sua chefia que. Portanto. As atividades de recebimento de documentos.. dentre as quais a expedição de uma resposta à Andes Turismo S. Já os envelopes entregues pelo mensageiro são correspondências oficiais. só após cumprirem suas finalidades.ofício. na estrutura organizacional das instituições. Esse. ele devolveu a documentação à sua secretária . Em relação aos serviços de arquivo e protocolo. É TAMBÉM O NOME ATRIBUÍDO AO NUMERO DE REGISTRO DADO AO DOCUMENTO OU. ao ser recebido pelo banco. no caso. solicitando-lhe análise e parecer. cópia do Balanço Patrimonial de nossa empresa. Então. DISTRIBUIÇÃO E MOVIMENTAÇÃO E EXPEDIÇÃO DE DOCUMENTOS. E dependendo das normas da empresa e da natureza dos documentos arquivados. solicitando-lhe o arquivamento. à Assessoria jurídica. mas apenas sugerir. registro.Quanto aos jornais. E as atividades de arquivamento e empréstimo de documentos são os serviços de arquivo. pediu algumas providências. PROTOCOLO É A DENOMINAÇÃO ATRIBUÍDA AOS SETORES ENCARREGADOS DO RECEBIMENTO. expedição de correspondência. Encaminhamos em anexo. os documentos registrados e encaminhados.. que respondem tanto pelo protocolo como pelo arquivamento. SERVIÇOS DE PROTOCOLO Observe este ofício: Para:Banco do Estado S. parecer -. a existência de setores. despachou-o para um dos assessores. porque não são documentos oficiais. REGISTRO. registrou-o na entrada nos controles específicos do órgão e encaminhou-o ao diretor. A secretária registrou a saída do documento em seus controles e depois encaminhou-o ao Setor de Arquivo da empresa. registro. podem ser jogados fora. Eles precisam ser abertos. . O técnico de arquivo precisa estar atento a isso e determinar a classificação que cada documento recebe no momento do seu registro. para seu conhecimento e análise. é importante destacarmos que as rotinas e procedimentos para sua execução devem ser criados pela própria instituição. num sistema de arquivos correntes. distribuição e movimentação. Depois foi distribuído. Não podemos predeterminar e nem impor qualquer rotina ou procedimento a uma empresa. quando for arquivado. AINDA. de acordo com os procedimentos adotados pela administração. Fernanda também não precisa registrã-los.. Eles devem ser distribuídos aos funcionários e. pois ela se repetirá mais tarde. AO LIVRO DE REGISTRO DE DOCUMENTOS RECEBIDOS E EXPEDIDOS. Este ofício. após serem lidos. é que são arquivados. Diretoria Financeira Senhor Diretor. não podem ser desvinculados dos serviços de arquivamento e empréstimo ou consulta de documentos.A. os serviços de recebimento. não podemos separar os serviços de protocolo dos serviços de arquivo. despachos.A.A. Daí ser comum. Na diretoria. obedecendo a um critério adequado às suas características. foi registrado de acordo com os procedimentos adotados na empresa. após analisar. Todo o andamento desses documentos dentro da empresa é controlado e. Muitos deles até podem aguardar decisões e prazos já nos arquivos. normalmente denominados Arquivo e Protocolo. Concluída a solicitação.

Recebimento da correspondência chegada à empresa pelo malote. . . Observe que nos três modelos. elas compreendem: . Essas fichas são preenchidas não só para controlar a documentação que passa pelos serviços de protocolo como também. a destinação dele estiver para o arquivo.Correios ou entregue em mãos. . . dois ou mais documentos.Requisição dos antecedentes ao arquivo. quando foi classificado. Se. é possível sabermos sob que notação ele está arquivado. .Arquivamento das fichas de protocolo obedecendo à ordem dos números de protocolo. as rotinas de recebimento e classificação de documentos são: . Rotinas de registro e movimentação Esse serviço funciona como um centro de distribuição e redistribuição de documentos. onde anotamos cada etapa da tramitação do documento (desde o momento de sua saída do setor de protocolo até o seu arquivamento). o envelope e as cópias. Rotinas de expedição Em geral. dos documentos a serem redistribuídos e anotação do novo destino nas respectivas fichas. Ali os documentos chegam e são encaminhados aos setores.Recebimento da correspondência a ser expedida: o original. isto é. quando necessário. que só é anexada novamente ao documento quando ele seguir para outro setor. Mas.Leitura da correspondência para tomada de conhecimento do assunto. de modo geral. tendo em vista suas particularidades. Desse modo. por exemplo.Separação da correspondência oficial da particular. . .Separação da correspondência oficial de caráter ostensivo das de caráter sigiloso. com registro e anotações. escrevemos para onde o documento será encaminhado (destino) e o código atribuído a ele. que podem ser de diferentes modelos.Carimbo do documento no canto superior direito (de preferência com um carimbo numerador datador do protocolo). .Interpretação da correspondência e sua classificação de acordo com o código adotado pela empresa e definido pelo arquivista.Acréscimo da segunda via da ficha de protocolo ao documento já carimbado e encaminhamento ao seu destino. deve ser feita através do setor responsável pelo registro e movimentação. o responsável naquele setor precisa retirar a ficha de protocolo. . Eis um exemplo de ficha de procedência .Preparação da ficha de protocolo. Quando o documento chegar ao seu destino.Recebimento. em duas vias. para facilitar a pesquisa do documento.Encaminhamento dos papéis ao setor responsável pelo registro e movimentação. Se eles não estiverem lã. nas cores e quantidades determinadas pela empresa. Mesmo que algumas de suas rotinas possam variar de uma empresa para outra. . o setor encarregado de registro e movimentação informará onde se encontram e os solicitará. basta verificarmos seu andamento na ficha de protocolo. quando desejamos saber algo sobre um documento. dos vários setores da empresa. são adotadas estas rotinas nos serviços de expedição de uma empresa: . devem ser anexados ao documento. andamento ou carga. . que é a mesma atribuída ao documento. agrupar. . eles e suas respectivas fichas.Encaminhamento da correspondência sigilosa aos seus destinatários. rearquivando-as em seguida.Elaboração do resumo do assunto tratado no documento. por exemplo. quando foi registrado no protocolo.Distribuição da correspondência particular.Encaminhamento dos documentos aos respectivos destinos. há espaço para escrevermos o mesmo código ou número de classificação colocado no documento. . verificando a existência de antecedentes. de um modo geral. . dentre os quais selecionamos três para seu conhecimento e verificação de como são preenchidas. E também há uma parte denominada dístribuíção. Essa passagem do documento de um setor a outro.Abertura da correspondência ostensiva. . . são devolvidos e reencaminhados aos outros setores ou ao arquivo.E como esses serviços de protocolo funcionam? Que procedimentos são adotados para que eles cumpram suas finalidades com eficiência? Rotinas de recebimento e classificação Cada instituição precisa criar suas próprias rotinas de trabalho. a redístribuição.Registro dos dados constantes da ficha de protocolo para as fichas de procedência e de assunto. para ser feita a juntada. Abaixo da data e do número. . ou processos. Se existirem antecedentes.

depois de passar pelos setores competentes. devem prepará-las em papel de cor diferente. onde fica guardado tudo aquilo que não vamos mais precisar. pelo pessoal da instituição. Vemos. que os serviços de arquivo compreendem duas atividades específicas: o arquivamento propriamente dito dos documentos e seu empréstimo ou consulta. facilitando o empréstimo e consulta de seus documentos aos funcionários ou setores da empresa que deles precisarem. as rotinas de empréstimo e consulta dos documentos do arquivo podem ser: . SANTANA. Desde o recebimento da documentação até o seu arquivamento. por meio de empréstimo. SERVIÇOS DE ARQUIVO Preste atenção a esta situação. em função dos métodos de arquivamento adotados pela empresa. em duas vias cujo modelo pode ser: . Por isso é que a classificação dada ao documento no serviço de protocolo.Separação do original das cópias. Essa é uma tarefa que precisa ser feita com a máxima ética e segurança. E o que compreende cada uma dessas atividades? Arquivamento da documentação Lembramos que. . ele pode ser recuperado para consultas.Preencher o formulário de recibo de documentação. PRECISO DA QUELE PROJETO DE AMPLIAÇÃO DA FIRMA PARA RETIRAR UNS DA DOS QUE VOU INCLUIR NESTE RELATÓRIO. . . . de acordo com o seu ramo de atividade. Do arquivo. assim. Essas cópias são devolvidas ao setor de origem. Repare que não há uma norma específica em relação a esses códigos: eles são criados pelos técnicos responsáveis. . Assim. São frases que nos passam a idéia de que arquivo é algo sem vida. E esses métodos de arquivamento variam .Expedição do original com os anexos. Somente assim o arquivo pode cumprir plenamente a sua finalidade primordial -o acesso aos documentos. .Os setores que desejarem manter uma coleção de cópias em suas unidades. quando ele entra na empresa é a mesma utilizada para arquivá-lo. para consulta imediata. O SENHOR QUER QUE EU SOLICITE UM EMPRÉSTIMO AO SETOR DE ARQUIVO? Como você vê. já deve haver a preocupação com o seu possível arquivamento. escolhe os métodos mais indicados e adequados às suas finalidades. podendo ser emprestada ou consultada a qualquer momento. sempre que necessário. por meio de empréstimos e consultas aos funcionários e setores da empresa. é necessário que o arquivo esteja bem vivo! E ele só vai conseguir isso. o trabalho arquivístico precisa ser feito de modo a possibilitar a recuperação rápida e completa da informação. No arquivo fica guardada. o projeto citado foi arquivado. . Logo.ESTE ASSUNTO ESTÁ ENCERRADO!JÁ FOI PARA O ARQUIVO. no entanto. após a expedição. bem comum em uma empresa: .Encaminhamento das cópias ao setor de arquivamento. desde o momento em que o documento chega a uma empresa. . pelos Correios. se existirem. acompanhadas dos antecedentes que lhes deram origem.AQUELE DOCUMENTO FOI PARA O ARQUIVO MORTO. O PROJETO SAIU DAQUI PARA O DIRETOR-GERAL E AGORA JÁ DEVE ESTAR ARQUIVADO. E isso é o que deve acontecer com qualquer documentação oficial de uma empresa.Verificação da falta ou não de folhas ou anexos nas correspondências a serem expedidas. malotes ou em mãos. Empréstimo e consulta de documentos do arquivo Quantas vezes já não ouvimos alguém dizer: . E como esses documentos são classificados? Volte atrás e observe novamente as fichas de protocolo e os códigos usados para classificar os documentos. para que nenhum documento seja divulgado indevidamente ou mesmo que se perca. tanto no original como nas cópias.FLÁVIA.MAS DR.Atender às requisições de empréstimos vindas dos diferentes órgãos/setores. Mas já vimos que a finalidade principal de um arquivo é servir à administração. Depois de tramitar pelos devidos setores e cumprir suas finalidades.Numeração e complementação de data.cada empresa. é arquivada.

destinatário ou da pessoa a quem os documentos se referem). pode-se escolher um sistema adequado e seguro para a localização de informações. Tanto na organização de arquivos como na de fichários. a preocupação maior de quem faz arquivos não é apenas arquivar. . validade ou referência dos documentos). . grau de sigilosidade. em ordem cronológica. . • Data (de elaboração. . como: tipos físicos de documentos. clientela a que se destinam. Para tanto. os elementos a serem considerados nos documentos.Colocar o carimbo de RESTITUÍDO na primeira via do recibo de documentação (a que foi assinada pelo requisitante). • Indireta: quando a localização de uma informação é feita inicialmente através da consulta a um índice e posteriormente no local arquivado. antes de mais nada é necessário o trabalho de análise e planejamento. MÉTODOS DE ARQUIVAMENTO Sistemas de arquivamento Como é afirmamos anteriormente. necessita de alguns conhecimentos técnicos e outros relativos à empresa a que serve. Esse carimbo pode ser colocado no verso do recibo e ser assim: . do mais atual para o mais antigo. Somente através do levantamento dos dados sobre a instituição à qual o arquivo servirá.Arquivar a pasta devolvida ao setor. A forma de consulta ou recuperação de uma informação arquivada é uma das primeiras preocupações que deve ter a secretaria. • Local (de expedição ou recebimento dos documentos).Colocar a segunda via do recibo no mesmo lugar de onde foi retirada a pasta para empréstimo. que pode ser: • Direta: quando a informação é recuperada diretamente no local em que se encontra arquivada. . os sistemas indiretos.Esse recibo é muito importante.Preencher o formulário de cobrança da documentação. • Semi-indireta: quando a localização de uma informação arquivada é orientada pela consulta a uma tabela. juntamente com a guia-fora. permitindo informar. Por exemplo. eliminando a segunda via do recibo (aquela que estava no lugar da pasta retirada). como necessitam de índice para a localização dos documentos. Como escolher o sistema adequado? Para acertar. volume. o que equivale a dizer que cada sistema de arquivamento tem métodos específicos que a ele se adaptam. sempre que a pasta emprestada não for devolvida no prazo estipulado. Métodos de arquivamento Método de arquivamento é um plano preestabelecido de colocação dos documentos que visa A facilidade de guarda e pesquisa. Os prazos para empréstimo de documentos do arquivo variam de uma empresa para outra. já que registra a saída do documento.Encaminhar a cobrança de documentação ao requisitante. podemos concluir que os sistemas diretos de arquivamento só podem ser empregados em arquivos onde os documentos são de livre acesso a qualquer pessoa. embora possamos recomendar um período em torno de dez dias. . . Os métodos de arquivamento estão relacionados com os sistemas.Devolver a primeira via carimbada do recibo ao requisitante. assuntos de que tratam etc. o sistema de arquivamento é o conjunto de princípios coordenados entre si com a finalidade de definir a forma de consulta do arquivo. são: • Nome (do remetente. Tecnicamente. mas também localizar as informações arquivadas no instante em que forem solicitadas. onde ele se encontra. com segurança. para efeito de classificação. unia vez que é sua responsabilidade assessorar a chefia. podendo ser renovado mediante sua reapresentação ao setor.Arquivar a primeira via do recibo de documentação no fichário de lembretes. resguardam mais a documentação e os semi-indiretos devem ser utilizados nos arquivos onde os usuários buscam as informações sem a orientação de uma pessoa. mas de uma tabela disposta no arquivo de forma a auxiliá-los.

Essas regras têm por finalidade: • Uniformizar as entradas de nomes no arquivo. uma vez que a consulta é efetuada diretamente no arquivo. prevalece a ordem do prenome. Van der. Vanden. O correspondente que ultrapassar este número deve receber pasta individual. O'. dentro das quais os documentos devem ser ordenados cronologicamente. Além das pastas individuais. Les. separadas pelas guias alfabéticas que orientação a consulta. constante do documento ou material que será registrado (neste caso o nome passa a ser o elemento principal de classificação) e depois colocado em seqüência alfabética. João Carlos Correa.• Assunto(s) (conteúdo ou argumento dos documentos). A confecção do arquivo é simples e barata. Di. Os nomes individuais devem ser colocados em ordem inversa. Quando houver nomes iguais. Carlos Santos de Von Johnson. Erick Vonder Blun. Le. Del. Contudo. para agrupar correspondentes avulsos. Exemplos: Barbosa. o seu perfeito funcionamento esta condicionado ao emprego de Regras de Alfabetização: conjunto de determinações que c omandam a ordenação alfabética de nomes de pessoas. sem a necessidade de recurso auxiliar. Geográfico. Antônio Corrêa. dentro desta. O número e o tipo de guias a serem utilizadas dependerão do volume de documentos a serem organizados. padronizando critérios que facilitem o arquivamento e a consulta.Regras 1. Von. Exemplos: Oliveira. são consideradas como parte integrante do nome. Van. Vonder etc. os métodos de uso mais comum são: • • • • Alfabético.). Du. Des. Recomenda-se um máximo de cinco documentos por correspondente dentro de cada miscelânea. Anibal Corrêa. evitando entradas múltiplas e a conseqüente perda de informações.. A ordenação interna de correspondentes de uma miscelânea deve ser feita pela ordem alfabética de nomes e. As partículas estrangeiras (D'. respeitando-se o grau de importância e freqüência com que são solicitados. Fitz. depois os prenomes na ordem em que se apresentam. Método alfabético Consiste na organização do material tendo por base o nome de uma pessoa ou empresa. A escolha de um ou mais elementos determinará a estrutura de organização de um arquivo. ou seja. O método alfabético faz parte do sistema direto de arquivamento. Por assuntos. A . Mac. decimal. primeiramente o último nome. Eduardo . Numérico (simples. firmas e instituições no arquivo. cronológico. • Número (de ordem. Paulo 2. As pastas ou fichas são dispostas no arquivo segundo as determinações das normas de alfabetação. código etc. La. De.). No trabalho secretarial. solucionando os casos duvidosos. • Proporcionar maior coerência à estrutura do arquivo. pela ordem cronológica. se escritas com inicial maiúscula. Mc.. Inicia-se com a abertura de pastas individuais (uma para cada nome ou correspondente). Da. utilizam-se também as pastas miscelâneas.

Jorge Abreu Neto. Os sinais gráficos. Paulo (General) Estado de São Paulo (O) Pinto. Antônio Eduardo (Dr. Heitor 4. Inácio 5. Exemplos: Abreu Filho. Exemplo: Sant'Ana. Os nomes como Santo.) 7. pronomes de tratamento e artigos são colocados entre parênteses depois do nome e não são considerados na alfabetação. Ana São Benito. abreviados ou não.3. Sérgio Villa-Lobos. Exemplos: Araújo. Exemplos: Freitas Jr. Exemplos: Cervantes y Saavedra. Os nomes espanhóis são registrados pelo penúltimo nome. Os nomes compostos de um substantive e um adjetivo. Os nomes de empresas devem ser registrados conforme se apresentam. que corresponde ao da família do pai. não são separados.. Exemplos: Castelo Branco. lê-se e arquiva-se Santana 10. Os nomes orientais. Armindo. não são considerados na alfabetação. Jorge 6. Exemplos: Al Ben Abib Li Yutang Mao Tsé Tung 9. chineses. cedilha etc. Clodoaldo Campanhã. til. Jorge Abreu Sobrinho. Exemplos: Santa Rita. Válter Santo lnácio. não são considerados na ordenação alfabética. Ary Ribeiro Neto. japoneses. Raul 11. são registrados na ordem em que se apresentam.. Miguel de Hemandes Xavier. como crase. Os nomes ligados por apóstrofo devem ser lidos e arquivados como uma só palavra. José 8. Exemplos: Campanha. Árabes etc. Henrique Vasconcelos Sobrinho. ligados ou não por hífen. Os títulos honoríficos. Exemplos: Álvaro Costa & Cia Barbosa Souza Ltda Comercial Santos Ltda . Os nomes que exprimem grau de parentesco. Santa ou São seguem a regra anterior. Alcides Observação: Os graus de parentesco só serão considerados na alfabetação quando servirem de elemento de distinção.

como Sociedade. seguido dos Estados em que se encontram as filiais e.Departamento de Pessoal UFRGS . devem ser alfabetados como se o conjunto de letras que os formam fosse uma palavra. Exemplos: União S. coloca-se a remissiva em: ADVB veja Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil • Se arquivado pela sigla. Os nomes das empresas ou instituições que usam siglas. A correspondência recebida de seção.RS. Os nomes de instituições e órgãos governamentais brasileiros são considerados como se apresentam. As expressões usadas no comércio. também por uma sigla. devem ser alfabetados como se estivessem escritos por extenso. os números arábicos. são colocados os endereços.The Library of Congress Inglaterra . Exemplos: CEEE UFRGS 14. divisão ou departamento de uma empresa ou instituição deve ser arquivada pelo nome da empresa e não pelo departamento. Exemplos: Estados Unidos . em língua portuguesa.RJ. .. com ou sem ponto entre as letras. dos nomes das cidades. seção. Exemplos: Companhia Brasileira de Alimentos Editora Abril Ltda.)Exemplos: Conferência Latino-americana de Pediatras (II).Escola de Engenharia 16. quer no inicio.12. 20. Companhia. o arquivista deverá optar pela forma de entrada que melhor atenda há necessidades de seus consulentes.. As diversas filiais de uma empresa são alfabetadas pelo nome da empresa. romanos ou escritos por extenso devem figurar entre parênteses ao final da entrada. devem ser consideradas na alfabetação. Quando uma empresa ou instituição for conhecida.A. meio ou fim. Exemplos: Banco Central do Brasil Fundação Getúlio Vargas 18. Os numerais que fazem parte dos nomes de empresas. Os nomes de órgãos governamentais ou instituições de países estrangeiros devem ser precedidos do nome do país. Nos títulos de congressos. Sociedade Espírita Alan Kardec 13.A. simpósios etc. Exemplos: Ferragem 2 (dois) irmãos . finalmente. Rio de Janeiro União S. conferências. divisão. Encontro Brasileiro de Secretárias (Segundo)...Red Cross 19. fazendo sempre uma remissiva para a forma não adotada como entrada no arquivo. Exemplos: UFRGS . Se estiverem localizadas em uma mesma cidade. Empresa etc. Seminário Francês de Patologia (13º). ou Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil • Se arquivado pelo nome por extenso. coloca-se a remissiva em: Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil veja ADVB 15. . além de seu nome por extenso. Porto Alegre 17. Exemplo: ADVB.

Ordenando alfabeticamente Quando falamos em arquivo alfabético. documentos protocolados etc. . legislação. comércio. é de fundamental importância para o trabalho de arquivo. e que ambos são corretos. O método numérico pode ser: A . pois há necessidade de se recorrer a um índice auxiliar alfabético que remeterá ao número sob o qual a informação foi arquivada. Nesta modalidade de arquivamento. escolas. para organizar arquivos comerciais. sem qualquer preocupação com a ordenação alfabética. pode-se reaproveitar o número de uma pasta vaga (documentos eliminados ou transferidos) para um novo correspondente.. O índice é. Daí surgirem as confusões na busca e no arquivamento. sendo utilizado em larga escala na indústria. a consulta é. rede bancaria etc. podem ser adotadas regras mais extensas. toma-se impossível localizar os documentos. normalmente. A definição de um único critério de alfabetação. Este arquivo vai exigir como controles: ? ? Registro de entrada de cada correspondente (feito em livros ou fichas) para evitar a abertura de duas ou mais pastas para o mesmo correspondente. Neste caso. Índice alfabético auxiliar (feito em fichas ou disquetes de computador) que remeta do nome do correspondente para o número de sua pasta aberta no arquivo. com o crescimento do arquivo. São eles: Letra por letra Porta Porta-algodão Portada Porta-discos Portador Porta-espada Palavra por palavra Porta Porta-algodão Porta-discos Porta-espada Portada Portador Notou a diferença? Imagine a confusão e as discussões entre colegas de trabalho e usuários do seu arquivo se você misturar os dois critérios! Método numérico Quando o principal elemento de classificação de um documento é um número (por exemplo: processes. B . desde que sejam redigidas em linguagem clara e simples e que fiquem registradas por escrito. pois. o que já não deve ocorrer no serviço público. indispensável. pois nesses casos o número passa a identificar permanentemente um cliente.). com a conseqüente exclusão do outro.Inseticida mata 7 (sete) 3 (três) M do Brasil O conjunto de regras aqui apresentado é suficiente. muitas pessoas desconhecem o fato de que há dois critérios para a ordenação alfabética (feita letra por letra ou palavra por palavra). a melhor forma de organização para o arquivo é o método numérico.Simples Quando atribuímos números aos correspondentes (pessoas ou instituições) pela ordem de chegada destes ao arquivo. O método numérico simples é uma das formas mais versáteis para a organização de arquivos. arquivos hospitalares etc. indireta. dependendo do volume e complexidade dos documentos a serem classificados. Contudo. pois teremos um índice para auxiliar na localização. Nos arquivos empresariais que utilizam o método numérico simples. onde o número atribuído a um correspondente pode comprometer as operações a serem realizadas. pode haver dúvidas. rede bancária. para atender a casos específicos. ou pode-se ampliar e modificar as já existentes.

Paralelamente. José (Dr. Alcides Nunes Caldera. como. É o que ocorre nas repartições públicas . e não a pasta. Método por assuntos . assunto e procedência dos documentos. nomes das cidades e nomes dos correspondentes. deve-se ordená-los alfabeticamente no arquivo. Carlos Corrientes Del Vale.o documento. Exemplos: ? ARGENTINA Buenos Aires Maia Carraro. É importante salientar que a organização de um arquivo geográfico depende de uma estrutura geográfica bem definida. nome da capital e nome dos correspondentes. d) Cidades: nomes das cidades. na empresa em que trabalha? Tudo isso é método numérico de arquivaniento! B . onde será indicada toda a movimentação do documento dentro da repartição. José Olalvo Cuiabá Chardon. nos clubes que freqüenta. o principal elemento de classificação do documento deve ser o local ou procedência da informação.) Transportes Valverde Ltda. por uma ficha numérica (ficha de protocolo). Este método de arquivamento é do sistema direto. a fim de agilizar as buscas. Manuel Curitiba Rosado. depois de receber uma capa. c) Estados: nomes dos Estados. são confeccionados índices alfabéticos para os nomes dos envolvidos. É muito utilizado nos casos de empresas que mantém correspondência com filiais ou agências em vários Estados. Carlos Monteiro. cidades e países. transporte de cargas e mercadorias etc. e) Dentro de uma mesma cidade: nomes dos bairros (ou zoneamento). seguidas do nome ou sigla dos Estados (porque há cidades com o mesmo nome em Estados diferentes) e nomes dos correspondentes. pois a consulta é feita diretamente no arquivo. Luis Sanches de Vidal. e ainda para firmas que trabalham com reembolso postal. b) Um país: nomes dos Estados. após a capital. Manoelito Córdoba Hotel Las Palmas Valdez Miranda. Método geográfico Neste método. seguidos dos nomes dos correspondentes em ordem alfabética. Se houver documentos procedentes de outras cidades que não a capital. Carlos Manuel Santi.Você já parou para pensar que é identificado através de números na escola em que está matriculado. Este processo será acompanhado durante a tramitação. também em ordem alfabética. passa a formar um processo. Emílio ? BRASIL Brasília Ministério da Educação Ministério do Interior Campinas Delgado. por exemplo: a) Vários países: nome do país. onde são colocados o número de protocolo e outras informações.Cronológico Neste método numera-se o documento. nomes das cidades e nomes dos correspondentes em rigorosa ordem alfabética.

• Subdividir os assuntos principais em títulos específicos (partindo sempre do geral para os particulares). recebe uma numeração seqüencial simples para cada classe geral e as subdivisões dessas classes seção ordenadas através de numerais decimais. de acordo com suas características individuais.Ordenação dos assuntos de fornia numérica Nesta modalidade. além de requisitos como: • Amplo conhecimento da empresa.Ordenação dos assuntos de forma alfabética Unia vez elaborada a tabela de classificação. Sua aplicação. bem como dos documentos que representam as atividades-fins da mesma. no entanto. • Definir a forma de ordenação dos assuntos no arquivo. Exemplos: CALÇADOS • Artigos • Consertos • Fábricas • Lojas • Ortopédicos • Para crianças • Para homens • Para senhoras • Sob medida B . e após estudo detalhado. a) Método duplex: a documentação após a divisão em classes. além do plano de classificação. Exemplos: • • • • • • • • • Artigos para calçados Calcados ortopédicos Calçados para crianças Calçados para homens Calçados para senhoras Calçados sob medida Conserto de calçados Fábricas de calçados Lojas de calçados b) Ordem enciclopédica: consiste em agrupar em ordem alfabética os títulos gerais seguidos de suas subdivisões. segundo o plano de classificação. também em rigorosa ordem alfabética. Para facilitar o trabalho. • Análise minuciosa e interpretação da documentação. requer planejamento prévio. Não existem planos de classificação por assuntos prontos para serem aplicados a arquivos.Também conhecido por método específico. pois é o único a recuperar os documentos segundo o seu conteúdo. deverá ser elaborado um índice alfabético remissivo. pois os itens classificados receberão números no arquivo e o índice auxilia na rápida localização. A . Exemplo: 1 .BIBLIOTECA . elaborar esse plano ou tabela de assuntos. • Escolher e padronizar os termos adequados para a identificação dos itens (analisar a sinonímia e os termos técnicos). pode-se organizar um arquivo alfabético de assuntos de duas maneiras: a) Ordem dicionária: consiste em dispor em ordem alfabética os assuntos classificados. é um dos mais perfeitos métodos de arquivamento. recomenda-se iniciar o plano de classificação com os seguintes procedimentos: • Agrupar os assuntos principais ou grandes classes. Cabe a cada instituição. considerando-se simplesmente a seqüência das letras.

4 Ponto dos funcionários 1.4 Material didático 2.Medicina 620 .Engenharia 630 .3 Livros 1.3 Serviços técnicos 1. Tomemos a classe é.Agricultura 640 .Filologia . Miscelânea 690 .1 Consultas 1.1 Sugestões para aquisição 1.Indústrias químicas 670 . como exemplo: 610 .1 Atendente de livraria 2.1.Anatomia 612 .4 Estenogratia 2.5 Estatísticas 1.5. Essas classes posteriormente se subdividem de dez em dez.3 Cursos 2. a numeração crescera também.Manufaturas.5 Propostas in company 2.2 Orçamentos 1. De acordo com as necessidades da empresa e a expansão das classes de assuntos.Construção 611 .3.Literatura .Clínica médica .2 Atualização para secretárias 2.3.Ciências Sociais .5. b) Método decimal: é baseado no Sistema Decimal de Dewey.5.Higiene pessoal 614 .Fisiologia humana 613 .Terapêutica 616 . sucessivamente (partindo sempre do geral para o específico).2 Empréstimos 1.Obras gerais .História e Geografia.6 Relatórios anuais 2.Ciências Puras .Saúde pública 615 . de Ciências Aplicadas. que o criou para ser aplicado a bibliotecas.1 Correspondência expedida 1.1 Cadastro de professores 2.Manufaturas 680 .6 Relatórios anuais A vantagem é que a numeração não necessita de previsão antecipada.3.2 Certificados 2.2 Correspondência recebida 1.Ciências Aplicadas .3.3.Filosofia .Ciências e Artes Doméstcas 650 .5 Técnicas de arquivo 2.Belas Artes .3. NÚCLEO DE EXTENSÃO 2. Esta classificação divide o conhecimento humano em dez grandes classes: 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 . O plano de classificação inicial pode ser de apenas cinco assuntos.3 Correspondência informatizada 2.Serviços gerenciais 660 .3.Religião . É universalmente conhecido como CDD (Classificação Decimal de Dewey).

que bom! Então vamos comemorar!" Emissor Receptor Mensagem Canal Código Feedback João Lúcia "Lúcia. ambientes em que as questões relacionadas à doença . por sua vez.617 . É sempre bom lembrar o que é necessário para que a comunicação aconteça: Emissor Receptor Mensagem Canal Código Feed15ack a pessoa que emite a mensagem aquele para quem se dirige a mensagem o que se deseja transmitir o meio pelo qual se transmite a mensagem o sistema de sinais convencionais a resposta dada ao receptor Vamos ver como funciona a comunicação! João deseja contar à Lúcia que recebeu uma bolsa de estudos para continuar os estudos da faculdade.Cirurgia 618 . Se o assunto nos agrada. Aliás.Pediatria 616. Requer o estudo detalhado sobre a empresa e sua documentação e a seguir o estabelecimento de dez classes principais de assuntos e suas subdivisões.6 Urologia 616. isto é. ligados ao emissor.9 Doenças diversas e assim por diante.4 Sistema endócrino 616. as relações públicas vão se efetivar de acordo com a maior ou menor adequação e precisão da comunicação. hospitais. a problemas relacionados ao canal ou ao código de comunicação. acabei de ganhar uma bolsa de estudos!" o telefone a linguagem falada. Esta classificação é acompanhada de um índice alfabético para auxiliar a rápida localização dos itens desejados.3 Sistema digestivo 616. a transmissão e/ou a recepção da mensagem fica bloqueada. Lidar com pessoas com a emoção à flor da pele é situação comum para quem trabalha na recepção de clínicas. acabei de ganhar uma bolsa de estudos!" Ao que ela responde: Ioão. laboratórios.7 Sistema muscular 616. pois emissor e receptor podem acabar não se entendendo de forma satisfatória. O receptor. que bom! Então vamos comemorar!" Barreiras à comunicação Não é sempre que a intenção de se comunicar é bem-sucedida. gostamos de falar e de ouvir sobre ele.5 Dermatologia 616.. Ele lhe telefona e diz: "Lúcia. São distúrbios e obstáculos que impedem ou restringem a eficácia da comunicação. enfim. A técnica de Dewey pode ser aplicada aos arquivos com adaptações. "nem quer ouvir falar disso". A emoção é um fator que tanto pode facilitar quanto dificultar a comunicação.. Assim. O emissor reage de forma que é dificil tocar no assunto.1 Cardiologia 616. RELAÇÕES PÚBLICAS COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS Não há como negar a importância que a comunicação exerce no desempenho das relações públicas.2 Sistema respiratório 616.Ginecologia 619 . No entanto. a língua portuguesa "João. se houver bloqueio emocional. ao receptor ou a ambos. consultórios.8 Neurologia 616.

Você já deve ter vivido. deve pedir-lhe para confirmar o horário marcado. dois não brigam. E claro que não cabe a voce. Em primeiro lugar. educadamente sobre o atraso e mostrando-lhe que as marcações da agenda estão sendo seguidas rigidamente. Caso isso seja impossível. agressivas. Também é comum nos locais que já têm fama de mau atendimento. É importante lembrar que os períodos de lazer e férias são fundamentais para a sua saúde fisica e mental. de cansaço físico ou mental. Uma pessoa de posição hierárquica superior pode achar que não precisa se comunicar ou responder a subordinados. pois dessa forma não se desvaloriza. a fim de não compartilhar as vivências dos clientes como se fossem suas.Seu Augusto. que a pessoa não sabia informar o que você queria saber? É uma sensação muito desagradável. onde as pessoas já chegam predispostas. ao relatar algum acontecimento. de forma delicada. depois de cinco minutos de espera. Apresente soluções possíveis. deve-se falar de forma mais simples. recepcionista. Você. agindo com objetividade.Meu senhor. procurando. Lembre-se do dito popular: "Quando um não quer. apesar da consulta marcada. acarretando melhor qualidade em seu trabalho. através de um questionamento objetivo e direto. pode haver distorção na comunicação. Sabendo da intenção agressiva do outro. com pessoas com quem está acostumada. É sempre desaconselhável a opinião preconcebida. ou mesmo o final do expediente. beber ou ir ao toalete. nem perde sua dignidade. ou por não saber como transmitir sua idéia. embora correta. Todo e qualquer profissional deve desempenhar suas funções com eficiência. ou mesmo presenciado situações. Alguma vez você. Pode também sugerir-lhe a marcação de uma nova consulta. por exemplo. devido a uma urgência que restringe seu deslocamento a este centro médico. É bom evitar muitas horas sem se alimentar ou ingerir líquidos. ao pedir uma informação. Por outro lado. O recepcionista deve considerar as más condições dadas pela burocracia da organização. o médico não poderá atendê-lo por conta de uma emergência. Você deve ter percebido que. diz que tinha hora marcada e que está esperando há mais de meia hora. É preciso manter um certo distanciamento para evitar maiores envolvimentos. ao perceber sua intenção. alertando-c. isto é. . faça breves intervalos a fim de atender às suas necessidades básicas. por não usar as palavras adequadas. Essa dificuldade pode ser resultado de diferenças culturais . fazendo o melhor que pode. O senhor quer marcar nova consulta? Qual a sua preferencia de dia e horário? Bem mais direto. deixou de apresentar ao cliente uma alternativa para futura consulta. com má vontade. Tal atitude corta a possibilidade de diálogo. omite ou distorce propositalmente informações. infelizmente. para comer. fazer com que o cliente corrija o dado incorreto. sentiu que estava sendo "enrolado". É seu dever. Afirma também que outros já foram atendidos à sua frente. contudo. o doutor incumbido de atendê-lo não poderá comparecer. o que pode afetar a credibilidade da instituição para a qual você trabalha. buscar as informações corretas. evite abusar de termos muito específicos de sua área de atuação. Alguns grupos criam um código muito particular de . Evite ambientes hostis e não deixe que as generalizações o impeçam de ver a particularidade de cada situação. Veja esta situação: A recepcionista de um posto de saúde que presta atendimento a pessoas de baixa renda precisa comunicar a um cliente que. Aja sempre com naturalidade. usando-se palavras que façam parte do vocabulário dos clientes. João não poderá atendê-lo. Não é dificil perceber que em determinados horários do dia há uma considerável baixa de produtividade depois de uma longa jornada de trabalho em contato direto com o público. Quando o emissor e/ou o receptor vêm de uma experiência de enfrentamento. Quando se aproxima a hora de seu almoço. Você pode aproveitar os momentos em que estiver desocupado e só. o emissor não consegue transmitir a mensagem. Esse tipo de linguagem pode acabar afastando o cliente porque lhe dá a impressão de que está sendo "enganado". não é mesmo? Muitas vezes. em que uma pessoa. o que geralmente acontece quando usamos gírias ou linguagem muito específica de uma determinada área. porque sabem o que vão enfrentar. por motivo que foge à nossa determinação. Situações de tensão ou euforia. mas não deve tentar justificar uma conduta profissional má com argumentos tais como "ganho muito pouco para ficar ouvindo reclamações". Seria bem mais simples. Nenhuma hierarquia deve dar motivos que prejudiquem o relacionamento interpessoal. é natural se impacientar. que dissesse assim: . a mensagem não foi transmitida. desmentir o que lhe foi dito. O emissor pode perder ou distorcer o conteúdo da mensagem quando reage defensivamente (ou com hostilidade ou com medo de "falar bobagens") diante de alguém que ocupa cargo ou posto de chefia." E quando você for emissor? Se você for procurado para fornecer alguma informação técnica. dificultando a sua volta ao posto de saúde. Veja um exemplo: Um cliente chega atrasado ao dentista e. claro e eficaz. pois a linguagem usada pela recepcionista está inadequada.é o caso de uma pessoa que se expressa muito bem em seu grupo. mas que encontra problemas em fazê-lo em outro grupo. prejudicam a emissão ou a recepção de uma mensagem. houve uma emergência e o dr. você concorda? Devemos evitar o uso de códigos impróprios. evite o confronto.estão muito presentes.

Só isso. É melhor buscar outras informações para ter uma opinião sobre um determinado assunto. Tirar conclusões precoces por achar que já sabe de antemão o que o outro tem a dizer ("Ele bate sempre na mesma tecla. porém. não responder como deveria. Através das informações recebidas. Agindo assim. Mesmo que a outra pessoa já domine o assunto. tenha segurança sobre o que está falando. ou seja. estejam apressadas. No ambiente de trabalho. Você já tentou acompanhar uma conversa entre médicos. deve evitá-las. demonstrando sua disposição de não enganá-lo. ao procurarem a recepção. o receio de falar "bobagem". Isso. pois a falta de atenção pode trazer problemas. provavelmente contribuiria com novas idéias. é necessário parar. Isso é tão comum de acontecer que já se tornou até tema de brincadeiras. Joana responde que sim. A capacidade de trocar idéias com outras pessoas só ajuda a melhorar. É preciso que haja alguma identidade de repertório entre vocês. criar um distanciamento e se "ligar" para ouvir a opinião de outras pessoas. tratando-as com delicadeza. ao notara expressão de dúvida.") é um vício que impede o diálogo. impedem não só a comunicação. que nem sempre são compreendidas por todos e há mesmo pessoas que as rejeitam. pois reforçar um determinado tema trará mais segurança para voce e para o seu ouvinte. ajudar no entendimento das palavras e do comportamento das outras pessoas. Vamos imaginar a seguinte situação: Joana está em uma reunião com a diretora da biblioteca onde trabalha como recepcionista. um recepcionista. mas também o relacionamento interpessoal. Procure demonstrar tranqüilidade. Quanto às gírias. ansiosas e não compreendam que você esteja atendendo várias pessoas ao mesmo tempo. consegue entender melhor e mais rápido uma determinada situação. No entanto. fale tudo o que precisa ser informado. você. Quando uma pessoa inicia a conversa a partir do que supõe que a outra pessoa pensa. Nunca tente imaginar o que o outro sabe ou pensa. mas que. atenção e interesse em resolver todos os problemas. Às vezes ficamos tão envolvidos com nossa atividade de trabalho que não entendemos o que o outro está querendo dizer. por isso. verifique se todos entenderam o que foi dito e se coloque à disposição para ajudar em qualquer dúvida que tenham. o medo de falar errado e de não ser aceito. ele procura ultrapassar uma barreira de comunicação. Em uma empresa que tenha uma área de atuação muito específica. Estar atento ao trabalho é fundamental. Se a recepcionista tivesse exteriorizado sua opinião. E você no papel de receptor? É importante que você demonstre sempre disponíbilidade para ouvir os outros. entendeu melhor a situação. Veja. se não conseguir se concentrar no que o outro diz. Sempre que possível. às vezes. Como as experiências anteriores de cada pessoa podem predispô-Ias a filtrar ou a distorcer a mensagem. É comum que as pessoas. Nesses momentos. É fácil concluir que o silêncio provocado pela timidez atinge tanto Joana quanto a diretora. Saber ouvir é fundamental para o seu trabalho. não é mesmo? Isso acontece principalmente por causa do uso de nomes científicos familiares a eles. até mesmo para impedir que outras pessoas possam entender suas conversas. oferecendo ao comprador a explicação do termo e. Às vezes uma pessoa. você poderá agir de forma mais clara e precisa. O vendedor. por estar distraído. o duplo sentido impede a compreensão exata da mensagem. além disso. a comunicação corre risco. é comum acontecer de seus funcionários usarem expressões que as outras pessoas desconheçam. por exemplo? É quase impossível. Pessoas que não dizem o que sentem e pensam não se relacionam de uma forma produtiva com as outras pessoas. você deverá checar o nível de linguagem de seu interlocutor e tentar adequar a linguagem à sua capacidade de compreensão. pois discorda de alguns pontos. Isto não significa que saiba mais. não é verdade.comunicação. É preciso. ou quando o receptor atribui outro sentido ao que foi dito. adiantando nossas opiniões. demonstrando sua capacidade de análise e interesse pela qualidade de serviços prestados pela biblioteca. ao ler o contrato. cuidado de não se . Quando o emissor se utiliza de palavras que podem ter diferentes interpretações. por exemplo. mas não a você. nunca deixe que o seu conhecimento ou sua opinião o impeçam de ouvir e aprender. Na ansiedade de nos fazer ouvir. "Por que será que ele fez isso? O que será que está querendo? Por que tinha de dizer aquilo?" Observações como essas. contudo. Alguém que ouve mas que não demonstra qualquer reação pode dar ao outro a impressão de que nada do que diz está sendo consíderado e. hesita diante do termo "inadimplência". conhece ou sabe. e mais as tentativas de 1er nas entrelinhas". atropelamos a fala das pessoas. naquele momento. que ambos reconheçam o sentido das palavras usadas na comunicação. passe sua mensagem da forma mais simples que puder. porque lida com um público muito diversificado. O receptor pode perder parte da mensagem ou toda ela. Isso acaba por impedir que ouçamos o outro. mas a timidez a impede de expressar sua opinião. que aparentemente sabe menos que você. o caso de um comprador de um imóvel que. pode não entender uma pergunta e. por isso. E quando a timidez atrapalha a comunicação? A vergonha. a diretora pergunta-lhe se está tudo entendido e se está de acordo. deve parar de falar Ouvir as pessoas é uma questão de respeito. podem dar sentido. omitindo quaisquer esclarecimentos. Após ter explicado as novas tarefas de Joana. imediatamente explica-lhe que essa palavra significa "descumprimento de qualquer das cláusulas contratuais".

Por mais incrível que lhe possa parecer. Amenize as perguntas diretas com expressões do tipo "quem sabe". O objeto da mensagem. "talvez". Se você ficarem dúvida sobre a pronúncia de alguma palavra. mas você deve evitar isso. Há algumas expressões que são habitualmente pronunciadas de forma incorreta. Portanto. Aberturas à comunicação Para que haja uma perfeita e eficiente realização do processo de comunicação. procure esclarecimentos com as pessoas certas. como os famosos "hã-hã". está em reunião. não é verdade? Então. Ter uma relação de confiança com o seu interlocutor é importante. dispõe-se de muitos recursos para compreender e ser compreendido pelo outro. Para conseguir esse bom relacionamento. além da linguagem verbal. um gesto de mão. Todos gostamos de falar com pessoas que nos olham diretamente. de sons de concordância. Observe a frase: João viu a explosão do carro. a pronúncia correta é "rubrica". Esses procedimentos podem ajudá-lo a expressar melhor sua atenção." Evite. Você deve tratar a mensagem do modo mais cuidadoso possível. "não" ou "talvez". Evite também os excessivos acenos de cabeça na demonstração de sua aceitação da mensagem da outra pessoa. Escute atenta e ativamente o outro. . para não criar uma situação de tensão entre vocês. Formule bem suas perguntas. em vez de ficar imaginando o que pode estar acontecendo. Se essas expressões têm a função de chamar a atenção do ouvinte. Mostre sempre uma atitude calma e receptiva. "né". não contribui para a eficiência da comunicação e pode acabar se tornando vício de linguagem. entendeu?" Se excluirmos essas expressões. em geral. também. que em nada auxilia na transmissão do que se quer dizer. do tipo "sim". Não coloque questões excessivamente agressivas. duplo sentido. desafiantes ou avaliativas. Lá a pronúncia correta das palavras está indicada. destacamos aqui pontos que você pode observar. Embora seja muito comum em situações de bate-papo. Ela é especialmente perigosa em um texto escrito. Evite as perguntas fechadas. com palavras ou atitudes. Não cabe a você desvendar intenções. "entendeu". basta lembrar o caso de "rubrica". Isso fará o interlocutor sentir-se mais à vontade para expressar suas opiniões e idéias. e a frase fica mais concisa: "O gerente dessa seção está em reunião. seu uso excessivo só prejudica a transmissão da mensagem: "Olha só: o gerente dessa seção. "se possível". porque se estabelece um contato superficial e de pouca confiança. a repetição de expressões como "sabe". sabe. evite cruzar os braços. porém. indicativas de impaciência e o interlocutor pode ter a impressão de que você deseja se livrar dele. que podem ser entendidas de maneiras diferentes. As atitudes apontadas são. palavras ou frases ambíguas. Mantenha-se tranqüilo e atento enquanto estiver falando com seu interlocutor. Esses recursos são tão fundamentais que podem ser determinantes para a interpretação do que é dito. já que não possui os recursos não-verbais da situação de fala. quando você tiver alguma dúvida. mastigar a ponta da caneta e consultar as horas durante a conversa. Tome muito cuidado. sem fugir do olhar de seu interlocutor e sem demonstrar desconfiança. isto é. A ambigüidade. tamborilar com os dedos sobre a mesa. Demonstre sempre que está acompanhando o que a outra pessoa diz. enfim. Para evitar essas dificuldades. sempre que possível. Sua expressão facial deve revelar também disposição para o diálogo e a sinceridade de suas palavras. Para ficarmos restritos a um exemplo da área administrativa. é preciso que você leve em consideração alguns pontos básicos sobre o que deve ou não fazer. para não pronunciar palavras de maneilra errada. expondo as suas reações à fala da outra pessoa. procure um bom dicionário ou mesmo uma gramática da língua portuguesa.atribuir propósitos falsos ao que o outro diz. é possível observar os gestos. Embora muitas pessoas pronunciem-na como i& rubrica". com acento tônico na primeira sílaba. Nada de cara feia. "tá". as expressões faciais e corporais. a você e à pessoa a quem você se dirige. para que não surjam obstáculos à comunicação. ou seja. até ojeito de sua postura corporal influencia na sua boa comunicação. Uma relação de mútua confiança permite a eliminação ou a neutralização de possíveis interferências no processo de comunicação. É perigoso tentar descobrir o que "está por trás". demonstrando interesse na mensagem de seu interlocutor. também. Não abuse. ganham muito mais significado do que as palavras enunciadas. Quando se conversa pessoalmente com alguém. com acento tônico na segunda sílaba. prejudica a comunicação entre as pessoas. pressupõe-se que todos os seus elementos estejam em perfeita integração e harmonia. Quem gosta de falar com uma pessoa sentada. de modo a proporcionar. algum tipo de resposta ao emissor." Não é possível saber se João estava no carro e viu alguma explosão ou se João viu um carro explodir. que geram respostas monossilábicas. Muitas vezes sabemos que um olhar. o meio pelo qual ela é transmitida e o próprio código utilizado devem ser comuns ao emissor e ao receptor. largadona? Ninguém. o conteúdo da mensagem não se altera. "olha só".

não existem regras de uma forma ideal de comunicação telefônica. pois muitas vezes é necessário um tempo para pensar antes de responder. Evite que o telefone toque mais que três vezes. numa demonstração de respeito e aceitação. se você não souber a pronúncia correta. abstenha-se de fazer julgamentos. a modulação expressiva. pois. poderá transmitir recados errados ou fazer confusão nas chamadas telefônicas. reafirmar que a clareza da linguagem. é essencial que um objetivo comum seja estabelecido. uma ligação local é mais precária que uma interurbana ou internacional. E usar o ritmo adequado. contudo. Caso precise fazer o cliente esperar. e só então faça novas perguntas.pois é muito comum que as pessoas reajam criando barreiras à comunicação. Discriminar é um comportamento negativo que só traz prejuízo ao convívio social. você receberá respostas mais precisas e objetivas. o uso indiscriminado de termos eruditos ou pouco comum acabam por prejudicar a comunicação. Contradizer desnecessariamente o que a outra pessoa está dizendo torna o diálogo improdutivo. portanto. afastar demais o fone pode tornar a voz fraca e distante. nery excessivamente devagar. Com certeza. não tenha constrangimento em pedir para repetir. a voz torna-se nosso cartão de apresentação. É desagradável ficar esperando na linha ouvindo "musiquinha" sem saber por quanto tempo. Em geral a distância de dois a quatro centímetros dos lábios é a indicada para uma boa transmissão. Não caia. Você sabe como é desagradável conversar com alguém que grita ao telefone. No entanto é preciso que não se confunda objetividade. Por outro lado. é comum atender a pedidos de informações telefônicas. quando. contudo. no outro extremo. se senti que sua compreensão é importante para a comunicação. Se a ligação não estiver boa e apresentar ruídos. Para tanto. É melhor esperar que termine o enunciado para então você expressar com tranqüilidade suas divergências. Quase sempre a linguagem rebuscada afetada. É comum associar-se o fato de ser uma ligação de lugar distante com a necessidade de se falar mais alto. Se possível. Estruturando assim as suas questões. Isso contribuirá muito para que a outra pessoa sinta-se à vontade para expressar suas opiniões. numa postura defensiva. com expressões vulgares. prefira perguntas que comecem com o que. Procure expressar suas divergências de modo respeitoso e delicado. Pergunte-lhe apenas o essencial. É necessário. você deve estar atento à sua acuidade auditiva. Uma voz que segue o ritmo pedido pela comunicação é muito bem-vinda. admita que outra pessoa tenha crenças. respeitando seu ponto de vista e levando em conta seus valores. pois o cliente que está do outro lado da linha pode ficar impaciente com a demora. gírias. Ao telefone. por tanto. colocando-se no lugar dele. peça-lhe de ma neira delicada que aumente um pouco o volume de voz. para não parecer que o está submetendo a um interrogatório. Aliás. A proximidade excessiva pode causar vibrações. Comunicação telefônica A necessidade de comunicação rápida e eficiente fez com que o telefone se tornasse um dos meios de comunicação mais utilizados hoje em dia. Não demonstre impaciência: aquilo que é óbvio para você pode não ser tão evidente para todos. diga o nome da empresa. avalie se está entendendo claramente o que ele lhe diz. pronunciando bem as palavras. nem muito rápido. No caso de não entender alguma palavra. Se você não estiver escutando bem. anotar recados e registrar chamadas. no escritório ou em qualquer outra instituição. Mais. com freqüência. palavras que demonstrem excessivo grau de intimidade. nada melhor do que uma voz clara. seja na empresa. Você sabe que não há a menor lógica nisso. um tom agradável. sua objetividade e concisão são fundamentais para uma comunicação mais eficiente. é saber empregá-Ia bem. é sempre conveniente. Não é muito difícil perceber a importância de se segurar bem o fone. sem interromper a fala da outra pessoa. Nada de criar tensões. cumprimente-o e lhe explique que no momento a linha está ocupada ou que a pessoa não poderá atender. Tente estabelecer uma relação de empatia com o interlocutor. Mesmo que haja diferenças entre emissor e receptor. Isso esclarece o tipo de resposta esperada. linguagem simples. Quanto às palavras estrangeiras. Se você também notar que seu interlocutor está falando muito baixinho. busque auxílio em dicionários ou com pessoas que dominem essa língua estrangeira. Sabemos que cada pessoa tem seu estilo próprio de se expressar. é importante que você aguarde a resposta. já passou pela experiência de ter de afastar o fone do ouvido por não agüentar o volume da voz do outro. A pluralidade de opiniões é um fator positivo e não deve ser motivo de discussões inúteis. No cotidiano de um serviço de recepção. onde. é preferível tentar uma outra ligação. Listas telefônicas . Não exagere na quantidade de perguntas. Falar baixo demais pode ser tão ou mais prejudicial à comunicação. como. Fala claramente. idéias e valores diferentes dos seus. Depois de fazer uma pergunta. importante do que se ter uma voz bonita.

Atendimento em locais específicos É sempre importante. mais especificamente: móveis de escritório. deve procurar. onde quer que você more ou esteja. Exemplo: Maria Vieira Botelho Você pode também procurar: Vieira Botelho. Exemplo: Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial . sobretudo. tv. uma pessoa que se dirige à recepção de um hospital está nervosa. está empenhado em resolver seus problemas. portanto. Esses endereços também obedecem à ordem alfabética. Em anexo. constam os nomes dos assinantes de uma ou várias cidades circunvizinhas.SENAC Procure: SENAC . Você deve. por exemplo. Endereços e Páginas Amarelas. entretanto.A organização das listas telefônicas brasileiras segue a um padrão nacional. procurar pelo último sobrenome simples ou composto. por subtítulos. um grande respeito pela situação de tensão em que se encontram as pessoas que por lá transitam. como expressões de tristeza. Antônio Gonçalves Júnior Procure: Gonçalves Jr. procure agir com calma. é interessante que você saiba que as empresas telefônicas prestam outros serviços. Das listas de assinantes. além de atencioso. Mesmo no caso das maternidades. mas as mais usadas são as de Assinantes. em que o sobrenome que consta da lista não é o último e sim aquele pelo qual a pessoa é comumente conhecida. É necessário. onde geralmente predomina a circulação de pessoas alegres. algumas costumam estar sob tensão. prestar serviço de forma que o cliente sinta-se à vontade para expor suas necessidades e perceba que você. Nas listas os nomes dos assinantes aparecem por ordem alfabética. estofados etc. para reações mais emocionais. chateada. Em casos de nomes de ruas que incluam títulos..) da cidade. onde essas listas são apresentadas por regiões ou bairros. Assim. de fato. conhecer sua área de atuação. pois elas contêm informações que certamente agilizarão seu trabalho. sob tensão. disque para a companhia de sua cidade e solicite o número desejado. empresas.. exclua o t e procure pelo primeiro nome: Exemplo: Avenida Marechal Deodoro da Fonseca Procure: Deodoro da Fonseca. entretanto. dormitórios. raiva. O trabalho de recepção em um hospital envolve. por móveis.Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Da lista de endereços. avenidas. Pedro C. Antônio Há casos. Há cidades com população muito grande. A imagem . que você saiba tirar o máximo proveito delas. Maria Em muitas ocasiões. Quando presenciar alguma situação assim. você terá necessidade de procurar nomes de firmas. julgamos importante que você liste alguns de maior utilidade. Isso porque há algumas especificidades no trabalho prestado por um recepcionista em certos tipos de empresa. embora tenha também a opção de buscar. Códigos e serviços prestados Além de conhecer e bem utilizar as listas. Exemplo: Pedro Camargo Santos Você deve procurar: Santos. Exemplo: Travessa Siqueira Campos Procure: Siqueira Campos. fazem parte todos os logradouros (ruas. comumente se procura pelo nome por extenso. utilizando-as devidamente. Você deve consultar as listas páginas amarelas por categorias de atividades. Na maior parte das vezes. antes de começar a trabalhar em uma instituição. há casos em que da lista constam simplesmente as siglas. delicadeza e profissional ismo. É preciso. Se você precisa consultar as lojas que vendem móveis. Existem várias listas. Devido à freqüência com que você deverá consultar a relação de códigos e serviços oferecidos pelas companhias telefônicas. Esteja preparado. praças. Caso você necessite consultar uma lista diferente daquela que cobre sua área. fornecemos uma lista com esses telefones para que você a tenha sempre à mão. Mal. indignação. por isso. Nesses casos. contudo. de modo a transmitir tranqüilidade e solidariedade ao cliente. saberá consultar as listas telefônicas locais. O tratamento dado ao cliente. travessas etc. av. portanto. primeiramente. deve refletir interesse e delicadeza.

Não precisamos. É preciso que você se lembre de que. Primeiro. reforçou o atendimento oferecido aos seus clientes. por vezes. podemos concluir que todos nós somos administradores financeiros de nosso dinheiro. ou antipático. Assim ele pretende juntar o dinheiro suficiente para poder comprar o tão sonhado videocassete. desde a aquisição até a distribuição eficiente. Caso seja necessário que um cliente aguarde na sala de espera. a recepcionista telefonou para o centro cirúrgico. aplicando-os em nosso trabalho. não se limita apenas aos hospitais. pois o médico a quem consultaria encontrava-se no centro cirúrgico. será a de tranqüilizar os clientes na sala de espera. ainda mais em se tratando de um hospital. quando empregamos e distribuímos nosso dinheiro. o que facilita a identificação dos funcionários e a padronização dos mesmos. Antônio separa uma parte do dinheiro para o pagamento das contas de luz. pediu que aguardasse um pouco. Nélson tinha uma consulta marcada nesse hospital. quando levantamos nossos fundos de reserva. Não ficamos sempre com uma sensação de tempo perdido e uma imagem muito ruim dos profissionais que nos fizeram esperar? Note a diferença nessas situações de atendimento em hospitais: Hospital São Tomé O Hospital São Tomé. As finanças de uma empresa representam a administração de seus recursos. informando-o de que seria atendido em cinco minutos. A preocupação com a aparência do recepcionista é um aspecto que. pode causar transtornos. Mas também existem as manifestações de alegria que. É dessa forma que podemos entender as finanças de uma empresa. Observe como ele o administra. deve ser cauteloso. todos nós lidamos com finanças. mas logo viria atendê-lo. Como quase tudo. verificando onde e quanto do dinheiro de que dispomos será guardado. analisar profundamente a história. informando o médico de que Nélson ainda o aguardava. Antônio deposita no banco. Alguns minutos depois. tão agradável em muitos ambientes. Você sabe como são comuns os comentários a respeito de longas horas passadas em salas de espera. quando confrontamos nossos planos originais com o que efetivamente pode ser realizado. alimentação e eventuais despesas médicas. mostre ao cliente que hospital é lugar de silêncio. Uma de suas tarefas. portanto. a aplicação e a distribuição de recursos financeiros. demonstre periodicamente que não se esqueceu dele e que está providenciando seu atendimento. condomínio e também do aluguel. telefone. o cliente já pode observar que ela está uniformizada. Decorrido o tempo previsto. Ela se dirigiu a Nélson. A recepcionista ofereceu algumas revistas ao paciente. como sabemos. Ao se dirigir à recepcionista. dia e horário previamente marcados. em excesso. O uso de perfume. A partir daí. informou-se sobre sua consulta. A excelência de seu atendimento começa na recepção. Sem ser ranzinza.unhas cortadas e limpas. Após a verificação. A recepcionista foi confirmar no computador. Os cuidados com os aspectos de higiene pessoal . Antônio recebeu hoje o salário do mês. v amos imaginar a seguinte situação. ou seja. Outra parte é destinada aos gastos com transporte. são exageradas e até mesmo barulhentas. O que sobra. ela o encaminhou ao consultório do médico. propondo-lhe que aguardasse seu chamado confortavelmente sentado. NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Lidar com finanças e construir patrimônio são duas ações que acompanham o homem há muitos séculos. em situações de tensão. torna-se fácil transpô-los para a realidade das empresas. E isso acontece quando fazemos nosso planejamento financeiro doméstico.que a instituição passa para quem está sen do atendido deve ser de confiança e credibilidade. Basta nos atermos ao nosso dia-a-dia e observar como estamos freqüentemente usando esses conceitos. O médico pediu-lhe que em cinco minutos o encaminhasse ao seu consultório. preocupado com a melhoria da qualidade. no entanto. . é mais difícil controlar a ansiedade e o tempo parece não passar. gás. cabelos penteados . De acordo com a situação vivida por Antônio. Ao se dirigir à recepcionista. Logo. Nélson ficou muito satisfeito e bem impressionado com o excelente atendimento recebido. pode-se entender por finanças a guarda. FINANÇAS Para compreender o conceito de finanças.sempre estão presentes. superando em muito suas expectativas.

No caso da administração financeira. pré-requisitos para o desenvolvimento de seu estudo sobre administração financeira. Logo. mas. todo o excedente da produção era diretamente trocado por outros produtos com a única finalidade de manter a substância do grupo. Nesse contexto histórico. Hoje o patrimônio constitui um conjunto de bens. seja para uso.B. através de empréstimos. que poder ser física (o indivíduo) ou jurídica (a empresa).D. vamos dar um segundo passo.O.O.O. B para os bens. o comércio se baseava apenas na simples troca de mercadorias.B. O OBJETIVO Ao iniciar suas atividades. Com o tempo. Com o acúmulo de riquezas.PATRIMÔNIO Sabemos que. Ampliava-se assim o conceito de patrimônio.O. somente. coloque. passou a guardar frutos e a água dentro da caverna. sim. D para os direitos e O para as obrigações: Apartamento Dinheiro Promissórias a pagar Automóveis Duplicatas a receber Impostos a pagar Lucros a distribuir Dividendos a pagar Terras Máquinas Contas a receber Salários a pagar Jóias Prestações a receber Caminhões ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) Respostas: B.B. toda empresa tem a administração voltada para a realização de seus objetivos. com a finalidade de manter a subsistência do homem.D. principalmente devido às mudanças no perfil do público consumidor e na própria estrutura empresarial. as empresas destacam entre seus maiores objetivos a qualidade nos produtos e serviços oferecidos e a produtividade do trabalhador. Eram patrimônio também todos os bens e mercadorias obtidos através do comércio. para poder utilizá-la de acordo com suas necessidades de consumo. buscando agora conhecer os objetivos e as funções da administração financeira dentro de uma empresa. OBRIGAÇÕES = são todos os valores que alguém tem a pagar. Com a invenção da moeda como forma de aquisição de mercadorias. . as sociedades passaram a buscar o acúmulo de bens visando à geração de riquezas. Assim nasciam os conceitos de direitos e obrigações.B Após a compreensão dos conceitos de finanças e patrimônio. direitos e obrigações de uma pessoa. EXERCÍCIO Na relação de itens a seguir.D. que já não existia mais. todos os setores que a constituem precisam responder eficientemente aos seus objetivos específicos. no início da civilização.D. o homem habitava cavernas e buscava os frutos silvestres e a água para saciar sua fome e sua sede. Nos dias de hoje. DIREITOS = são todos os valores que alguém tem a receber de terceiros. Para garantir a consecução dos objetivos mais gerais de uma empresa. as sociedades passaram a criar reservas de recursos suficientes para negociálos com terceiros. com finalidade econômica.O.B. troca ou consumo. seu papel é o de garantir à empresa a obtenção de lucros. Nascia aí o conceito primitivo de patrimônio. BEM = aqui é entendido como tudo aquilo que a pessoa possui. dentro dos parênteses.

Para que a administração financeira atinja seus objetivos ela deve executar suas funções essenciais. Ao planejar esses investimentos. no prazo combinado. além do controle financeiro. novos produtos e treinamento de pessoal estará mais bem preparada para assimilar e se adaptar às mudanças. O risco A administração financeira precisa sempre considerar os riscos a serem assumidos. Para garantir a manutenção das atividades e a consecução dos lucros. que são planejamento financeiro. como as perspectivas de investimento a longo prazo. Na sua opinião. a administração financeira precisa considerar. Ao mesmo tempo. a importância do investimento a longo prazo. seja nos processos de trabalho. caso haja possibilidade de recebê-los com rendimentos maiores no futuro. como o cumprimento de suas obrigações sociais: pagamento de impostos. otimização e distribuição dos recursos. como criação de reservas (que não são distribuídas aos acionistas). a destinação do lucro em exercício. O investimento a longo prazo Chamamos de investimento todos os gastos que uma empresa faz para melhorar a qualidade de seus serviços.É importante não esquecermos que a realização dos objetivos da administração das empresas deve responder a alguns princípios. * valor de mercado * capacidade de uma empresa gerar lucros. Como toda empresa é constituída com a perspectiva da evolução dos lucros e da manutenção de suas atividades por tempo indeterminado. toda empresa realiza investimentos. Ao estabelecer uma política de dividendos. Logo. seu conceito junto aos credores. Planejamento financeiro . o administrador financeiro da empresa Delta está cumprindo suas funções de forma eficiente? Mesmo sem sabermos quais são as funções de um administrador financeiro. muitas vezes a administração financeira pode até sacrificar um lucro imediato com o objetivo de conseguir maiores benefícios futuros para a empresa. a consideração do risco assumido e o aumento ou a manutenção do valor de mercado da empresa. Destinação do lucro 0 lucro apurado no final de um período contábil pode ter várias destinações. 0 investidor só considera satisfatório deixar de receber os lucros de uma aplicação. sempre. Aumentando o patrimônio da empresa Para aumentar o valor do patrimônio de uma empresa a administração financeira precisa ter em mente alguns aspectos. bonificações (distribuídas aos acionistas em forma de novas ações) ou dividendos (distribuídos aos acionistas em forma de dinheiro). percebemos que em nenhuma empresa pode ocorrer uma situação semelhante à da empresa Delta. aquisição. nenhum desses fatores pode deixar de ser considerado nas pesquisas e nos projetos de investimento da administração financeira. assim como sua tecnologia e sua competência gerencial são fatores que podem manter ou aumentar o valor da empresa no mercado. atendimento às exigências da legislação do país e controle das agressões que sua produção e atividades possam fazer ao meio ambiente. excesso de estoque e três máquinas paralisadas à espera de reposição de peças. vivida pela empresa Delta: ela apresenta saldo de caixa inativo. que podem ser de curto ou de longo prazo. Todo investimento a longo prazo precisa de um acompanhamento e de uma avaliação sobre as tendências e o desenvolvimento do mercado. 0 retorno deve ser compatível com o risco assumido. seja atendendo às novas exigências do mercado. cabe à administração financeira questionar quanto do lucro deve ser distribuído aos acionistas e quanto deve ser retido para financiar a expansão dos negócios. AS FUNÇÕES Vamos analisar a seguinte situação. a empresa que realiza investimentos em tecnologia.

).) e aumentar o saldo de caixa para transações ou mesmo por precaução. Por exemplo. por meio das próprias operações da firma (venda de suas mercadorias ou serviços). Os recursos podem ser utilizados para adquirir maiores estoques. ou externamente (empréstimos bancários.É comum usarmos o verbo planejar para expressar aquilo que estamos pensando em realizar. etc. o planejamento visa a estabelecer a quantidade de recursos que serão investidos em novos mercados e quanto será destinado ao reaparelhamento de máquinas. equipamentos. treinamento do pessoal para desempenho das funções (investimento) e compra de equipamentos (investimento). Distribuição eficiente de recursos Para alcançar o lucro desejado e preservar a capacidade de pagar seus compromissos nos vencimentos. etc. Receita Federal. os custos ou mesmo os investimentos feitos para a produção de bens e serviços. . Otimização dos recursos Toda empresa. já podendo exercer sua atividade legal. são os gastos efetuados para manter as atividades e permitir a obtenção dos lucros. no momento em que uma empresa é criada. desde o momento em que inicia suas operações e começa a funcionar. CUSTOS são os gastos atribuídos à fabricação dos produtos ou à realização dos serviços. seja complexo. a área financeira precisa estar integrada às demais áreas da empresa. Cabe à administração financeira decidir qual é a forma de captação mais adequada às operações normais. mas foi obrigada a mudar os planos. móveis. Mas por que sentimos essa necessidade? Porque precisamos definir antecipadamente o que desejamos alcançar. pagamento de impostos ligados à produção e à venda (custos). compra de matéria-prima ou mercadorias (custos). terrenos. rotineiras e aos novos projetos a serem implantados na empresa. os custos e os investimentos. DESPESAS são os gastos que decorrem das atividades operacionais. torna-se necessário que a empresa distribua equilibradamente os recursos por todos os seus setores. Estado. o próprio objetivo do negócio gera outros gastos. créditos concedidos pelo governo. jóias. Aquisição de recursos Os recursos de uma empresa podem ser obtidos internamente. Frases como essas são usuais porque tudo na vida merece um planejamento. surgem os gastos iniciais com a legalização. procurando um adequado equilíbrio orçamentário entre as despesas. Na administração financeira. através de negociações de financiamento. toma-se necessário contratar um contador ou um técnico em contabilidade para orientar os procedimentos de abertura da empresa. etc. realiza gastos. Veja só: Luiza está planejando viajar. com menor probabilidade de erro. Otimizar os recursos de uma empresa significa exatamente aplicá-los com eficácia. etc. registrar o contrato social e cadastrar a empresa em vários órgãos da Prefeitura. como contratação de pessoal para o trabalho. como e quando será feito e por quanto e por quem será feito. Depois que a empresa está registrada. A partir daí. veículos. INVESTIMENTOS como você já viu. financiar um volume maior de vendas a crédito. Os gastos de uma empresa são as despesas. pagamento de aluguel e taxas públicas (despesas). comprar ativos imobilizados (automóveis. seja ele simples. Luiza também planejou a compra de seu apartamento. É importante destacar que para uma correta distribuição de recursos.

DE 4 DE MAIO DE 2000. com amparo no Capítulo II do Título VI da Constituição. deduzidos: a) na União. o § 2 As disposições desta Lei Complementar obrigam a União. o o . O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas. ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA PÚBLICA Difere da administração financeira particular e está regulamentada pela Lei Complementar nº 101/2000 a seguir: LEI COMPLEMENTAR Nº 101. fundações e empresas estatais dependentes. o § 3 Nas referências: I .a Estados entende-se considerado o Distrito Federal. transferências correntes e outras receitas também correntes. os Estados. o § 1 A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente. patrimoniais. autarquias.ente da Federação: a União. IV . aqueles provenientes de aumento de participação acionária. dívidas consolidada e mobiliária.receita corrente líquida: somatório das receitas tributárias. o Poder Judiciário e o Ministério Público. da seguridade social e outras. o Distrito Federal e cada Município. cada Estado. no último caso. II . Tribunal de Contas do Estado e. agropecuárias. mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita. ao Distrito Federal e aos Municípios. aos Estados. e no art. o Poder Legislativo. Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências. estão compreendidos: a) o Poder Executivo. 239 da Constituição. b) as respectivas administrações diretas. entende-se como: I . a ente da Federação. e as contribuições mencionadas na alínea a do inciso I e no inciso II do art. industriais. Tribunal de Contas dos Municípios e Tribunal de Contas do Município. o Distrito Federal e os Municípios.à União. quando houver. direta ou indiretamente. Art. excluídos. II . III .a Tribunais de Contas estão incluídos: Tribunal de Contas da União. 1 Esta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. geração de despesas com pessoal. inclusive por antecipação de receita. 195. III . Esse controle tem por objetivo verificar se os recursos destinados à consecução das atividades estão sendo aplicados conforme o planejado e avaliar a necessidade de correções e adaptações para que os resultados previstos ao longo do planejamento sejam atingidos. de serviços. 2 Para os efeitos desta Lei Complementar.empresa controlada: sociedade cuja maioria do capital social com direito a voto pertença. fundos.empresa estatal dependente: empresa controlada que receba do ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de capital. de contribuições. operações de crédito. as parcelas entregues aos Municípios por determinação constitucional. b) nos Estados. os valores transferidos aos Estados e Municípios por determinação constitucional ou legal. neste abrangidos os Tribunais de Contas.Controle financeiro O controle financeiro tem início no ponto em que o planejamento da empresa termina. concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar.

II . para o exercício subseqüente. para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes.avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior. Seção III Da Lei Orçamentária Anual Art. II . e do fundo previsto pelo art. a ser efetivada nas hipóteses previstas na alínea b do inciso II o o deste artigo. b) dos demais fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial. IV . os objetivos das políticas monetária. 19. relativas a receitas. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. comparando-as com as fixadas nos três exercícios anteriores.(VETADO) III . caso se concretizem. V . f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas. nos Estados e nos Municípios. e evidenciando a consistência delas com as premissas e os objetivos da política econômica nacional. ainda: I . resultados nominal e primário e montante da dívida pública. 9 e no inciso II do § 1 do art. c) (VETADO) d) (VETADO) e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos. 5 O projeto de lei orçamentária anual. b) critérios e forma de limitação de empenho. o § 3 A lei de diretrizes orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais. instruído com memória e metodologia de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos. com a lei de diretrizes orçamentárias e com as normas desta Lei Complementar: o o o o .demonstrativo das metas anuais. o § 1 Serão computados no cálculo da receita corrente líquida os valores pagos e recebidos em decorrência o da Lei Complementar n 87. o § 2 Não serão considerados na receita corrente líquida do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e de o Roraima os recursos recebidos da União para atendimento das despesas de que trata o inciso V do § 1 do art. CAPÍTULO II DO PLANEJAMENTO Seção I Do Plano Plurianual Art. no art. 165 da Constituição e: I . o § 2 O Anexo conterá. onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas. informando as providências a serem tomadas. de 13 de setembro de 1996. a contribuição dos servidores para o custeio do seu sistema de o previdência e assistência social e as receitas provenientes da compensação financeira citada no § 9 do art.(VETADO) o § 1 Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de Metas Fiscais.evolução do patrimônio líquido. 31. o § 3 A receita corrente líquida será apurada somando-se as receitas arrecadadas no mês em referência e nos onze anteriores. também nos últimos três exercícios. despesas. destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos. 4 A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2 do art.avaliação da situação financeira e atuarial: a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador. e ainda as metas de inflação. em anexo específico. creditícia e cambial.c) na União.disporá também sobre: a) equilíbrio entre receitas e despesas. 201 da Constituição. 3 (VETADO) Seção II Da Lei de Diretrizes Orçamentárias Art. excluídas as duplicidades. III . elaborado de forma compatível com o plano plurianual. bem como os parâmetros e as projeções para seus principais agregados e variáveis. em valores correntes e constantes.demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado. em que serão estabelecidas metas anuais. o § 4 A mensagem que encaminhar o projeto da União apresentará.

inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida. demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos com os objetivos o o e metas constantes do documento de que trata o § 1 do art.I . o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso. é o Poder Executivo autorizado a limitar os valores financeiros segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. ou em legislação específica. que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais. o § 2 Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente.conterá. o § 6 Integrarão as despesas da União. setembro e fevereiro. o § 1 No caso de restabelecimento da receita prevista. Parágrafo único. 165 da Constituição. o § 3 Os balanços trimestrais do Banco Central do Brasil conterão notas explicativas sobre os custos da remuneração das disponibilidades do Tesouro Nacional e da manutenção das reservas cambiais e a rentabilidade de sua carteira de títulos. o § 3 A atualização monetária do principal da dívida mobiliária refinanciada não poderá superar a variação do índice de preços previsto na lei de diretrizes orçamentárias. definido com base na receita corrente líquida. a recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á de forma proporcional às reduções efetivadas. o § 1 O resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central do Brasil e será consignado em dotação específica no orçamento. ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso. nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias da União. em audiência pública na comissão referida no § 1 do art. e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias. ainda que parcial. 6 (VETADO) Art. destacando os de emissão da União. serão estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. o § 7 (VETADO) Art. Seção IV Da Execução Orçamentária e do Cumprimento das Metas Art. por ato próprio e nos montantes necessários. segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. 4 . o II . limitação de empenho e movimentação financeira. nos trinta dias subseqüentes. Art. III . apurado após a constituição ou reversão de reservas. os Poderes e o Ministério Público promoverão. 7 O resultado do Banco Central do Brasil. custeio administrativo. conforme disposto o no § 1 do art. 4 . destinada ao: a) (VETADO) b) atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos. constarão da lei orçamentária anual. cuja forma de utilização e montante. bem como das medidas de compensação a renúncias de receita e ao aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado. e será transferido até o décimo dia útil subseqüente à aprovação dos balanços semestrais. mobiliária ou contratual. o § 3 No caso de os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público não promoverem a limitação no prazo estabelecido no caput . e as receitas que as atenderão. nos termos em que dispuser a lei de diretrizes o orçamentárias e observado o disposto na alínea c do inciso I do art. 167 da Constituição. o § 4 Até o final dos meses de maio. 166 da Constituição ou equivalente nas Casas Legislativas estaduais e municipais. 8 Até trinta dias após a publicação dos orçamentos. e serão incluídas na lei orçamentária. o Poder Executivo demonstrará e avaliará o o cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre. em anexo. Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação.será acompanhado do documento a que se refere o § 6 do art. o o o o . inclusive os destinados a benefícios e assistência aos servidores. as do Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos sociais. o § 4 É vedado consignar na lei orçamentária crédito com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada. o § 2 O impacto e o custo fiscal das operações realizadas pelo Banco Central do Brasil serão demonstrados trimestralmente. e a investimentos. o § 1 Todas as despesas relativas à dívida pública. ao final de um bimestre. o § 2 O refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei orçamentária e nas de crédito adicional. o § 5 A lei orçamentária não consignará dotação para investimento com duração superior a um exercício financeiro que não esteja previsto no plano plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão. 9 Se verificado.conterá reserva de contingência. constitui receita do Tesouro Nacional.

quando cabível. subsídio. 12. o § 3 O disposto neste artigo não se aplica: . considerarão os efeitos das alterações na legislação. das medidas de combate à evasão e à sonegação. da projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem. 100 da Constituição. o § 2 O montante previsto para as receitas de operações de crédito não poderá ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei orçamentária. No prazo previsto no art. em metas bimestrais de arrecadação. A execução orçamentária e financeira identificará os beneficiários de pagamento de sentenças judiciais. atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das seguintes condições: I . pelo Poder Executivo. concessão de isenção em caráter não geral. e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado. no mínimo trinta dias antes do prazo final para encaminhamento de suas propostas orçamentárias. alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições. e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias. no que se refere aos impostos. 14. e as respectivas memórias de cálculo. previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da Federação. inclusive da corrente líquida. em separado. As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais. da quantidade e valores de ações ajuizadas para cobrança da dívida ativa. do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos. II . crédito presumido. com a especificação. as receitas previstas serão desdobradas. CAPÍTULO III DA RECEITA PÚBLICA Seção I Da Previsão e da Arrecadação Art. proveniente da elevação de alíquotas. 11.demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária. evidenciando o impacto e o custo fiscal de suas operações e os resultados demonstrados nos balanços. creditícia e cambial. Parágrafo único. o § 1 A renúncia compreende anistia.§ 5 No prazo de noventa dias após o encerramento de cada semestre. o § 2 Se o ato de concessão ou ampliação do incentivo ou benefício de que trata o caput deste artigo decorrer da condição contida no inciso II. em reunião conjunta das comissões temáticas pertinentes do Congresso Nacional. Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição. no período mencionado no caput . 12. 10. os estudos e as estimativas das receitas para o exercício subseqüente. o Banco Central do Brasil apresentará.estar acompanhada de medidas de compensação. da variação do índice de preços. e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas . para fins de observância da ordem cronológica determinada no art. por meio do aumento de receita. o § 3 O Poder Executivo de cada ente colocará à disposição dos demais Poderes e do Ministério Público. 8 . avaliação do cumprimento dos objetivos e metas das políticas monetária. Art. o o Seção II Da Renúncia de Receita Art. Art. A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes. É vedada a realização de transferências voluntárias para o ente que não observe o disposto no caput. o § 1 Reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será admitida se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal. majoração ou criação de tributo ou contribuição. remissão. Art. por meio de sistema de contabilidade e administração financeira. bem como da evolução do montante dos créditos tributários passíveis de cobrança administrativa. na forma do art. ampliação da base de cálculo. o benefício só entrará em vigor quando implementadas as medidas referidas no mencionado inciso. 13.

ou que esteja abrangida por crédito genérico. II . a despesa que se conforme com as diretrizes. o II . o § 2 A estimativa de que trata o inciso I do caput será acompanhada das premissas e metodologia de cálculo utilizadas. as quais integrarão o instrumento que a criar ou aumentar. A criação. o o § 4 A comprovação referida no § 2 . Serão consideradas não autorizadas. ampliação da base de cálculo.declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. o § 1 Para os fins desta Lei Complementar. majoração ou criação de tributo ou contribuição. irregulares e lesivas ao patrimônio público a geração de despesa ou assunção de obrigação que não atendam o disposto nos arts. IV e V do art. 16 e 17. o § 5 A despesa de que trata este artigo não será executada antes da implementação das medidas referidas o no § 2 . considera-se aumento permanente de receita o proveniente da elevação de alíquotas. o § 4 As normas do caput constituem condição prévia para: I . Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei. sem prejuízo do exame de compatibilidade da despesa com as demais normas do plano plurianual e da lei de diretrizes orçamentárias. nos períodos seguintes. 182 da Constituição. realizadas e a realizar.às alterações das alíquotas dos impostos previstos nos incisos I. previstas no programa de trabalho. o o § 2 Para efeito do atendimento do § 1 .adequada com a lei orçamentária anual.I . nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias. medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios. II . II. fornecimento de bens ou execução de obras. 37 da Constituição. o ato será acompanhado de comprovação de que a despesa criada o o ou aumentada não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo referido no § 1 do art.empenho e licitação de serviços. 15. a despesa objeto de dotação específica e suficiente. 16. Subseção I Da Despesa Obrigatória de Caráter Continuado Art. 4 . devendo seus efeitos financeiros. expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa será acompanhado de: I . II . 153 da Constituição. considera-se: I . o o § 6 O disposto no § 1 não se aplica às despesas destinadas ao serviço da dívida nem ao reajustamento de remuneração de pessoal de que trata o inciso X do art. ser compensados pelo aumento permanente de receita ou pela redução permanente de despesa. Seção II Das Despesas com Pessoal Subseção I Definições e Limites . prioridades e metas previstos nesses instrumentos e não infrinja qualquer de suas disposições. o § 3 Ressalva-se do disposto neste artigo a despesa considerada irrelevante.ao cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança. apresentada pelo proponente. conterá as premissas e metodologia de cálculo utilizadas. Art. o o § 3 Para efeito do § 2 .compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias. objetivos. de forma que somadas todas as despesas da mesma espécie. na o forma do seu § 1 . não sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercício. CAPÍTULO IV DA DESPESA PÚBLICA Seção I Da Geração da Despesa Art. 17. o § 7 Considera-se aumento de despesa a prorrogação daquela criada por prazo determinado. o § 1 Os atos que criarem ou aumentarem despesa de que trata o caput deverão ser instruídos com a estimativa prevista no inciso I do art. 16 e demonstrar a origem dos recursos para seu custeio.estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subseqüentes.desapropriação de imóveis urbanos a que se refere o § 3 do art.

o o § 2 Observado o disposto no inciso IV do § 1 .5% (dois inteiros e cinco décimos por cento) para o Legislativo. direitos e ativos. incluído o Tribunal de Contas do Estado. o § 2 Para efeito deste artigo entende-se como órgão: I .relativas a incentivos à demissão voluntária. inclusive adicionais. horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza. a despesa total com pessoal. b) 54% (cinqüenta e quatro por cento) para o Executivo. 21 da Constituição e do art.o Ministério Público. c) 49% (quarenta e nove por cento) para o Executivo. custeadas por recursos provenientes: a) da arrecadação de contribuições dos segurados.com pessoal. proventos da aposentadoria.decorrentes de decisão judicial e da competência de período anterior ao da apuração a que se refere o o § 2 do art. b) 6% (seis por cento) para o Judiciário. Art. 19 não poderá exceder os seguintes percentuais: I . relativos a mandatos eletivos. bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência. ainda que por intermédio de fundo específico. com quaisquer espécies remuneratórias. VI . b) 6% (seis por cento) para o Judiciário. em cada período de apuração e em cada ente da Federação. funções ou empregos. incluído o Tribunal de Contas da União. II . o b) da compensação financeira de que trata o § 9 do art. c) do Distrito Federal. a Câmara de Vereadores e o Tribunal de Contas do Município. incluído o Tribunal de Contas do Município. a seguir discriminados: I . quando houver. civis. o § 1 Nos Poderes Legislativo e Judiciário de cada esfera. A repartição dos limites globais do art. o § 1 Os valores dos contratos de terceirização de mão-de-obra que se referem à substituição de servidores e empregados públicos serão contabilizados como "Outras Despesas de Pessoal". .de indenização por demissão de servidores ou empregados.com inativos. bem como seu superávit financeiro. 31 da Emenda o Constitucional n 19. 20. IV . 19. II. b) Estadual. destacando-se 3% (três por cento) para as despesas com pessoal decorrentes do que dispõem os incisos XIII e XIV do art. 169 da Constituição. d) Municipal.Art. em percentual da receita corrente líquida.Estados: 60% (sessenta por cento). 21 da Constituição e o o art. inclusive o produto da alienação de bens.no Poder Legislativo: a) Federal. a Câmara Legislativa e o Tribunal de Contas do Distrito Federal. 18. fixas e variáveis. Art.na esfera estadual: a) 3% (três por cento) para o Legislativo. os limites serão repartidos entre seus órgãos de forma proporcional à média das despesas com pessoal. verificadas nos três exercícios financeiros imediatamente anteriores ao da publicação desta Lei Complementar. 31 da Emenda Constitucional n 19. gratificações. militares e de membros de Poder. quando houver. as respectivas Casas e o Tribunal de Contas da União. custeadas com recursos transferidos pela União na forma dos incisos XIII e XIV do art. o III . adotando-se o regime de competência. 57 da Constituição. II .na esfera federal: a) 2. repartidos de forma proporcional à média das despesas relativas a cada um destes dispositivos. do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e Roraima. 18. cargos. II . d) 0. III . c) 40. o § 2 A despesa total com pessoal será apurada somando-se a realizada no mês em referência com as dos onze imediatamente anteriores.na esfera municipal: a) 6% (seis por cento) para o Legislativo.9% (quarenta inteiros e nove décimos por cento) para o Executivo. não serão computadas as despesas: I . V . não poderá exceder os percentuais da receita corrente líquida. a Assembléia Legislativa e os Tribunais de Contas. c) das demais receitas diretamente arrecadadas por fundo vinculado a tal finalidade. d) 2% (dois por cento) para o Ministério Público dos Estados. entende-se como despesa total com pessoal: o somatório dos gastos do ente da Federação com os ativos. III . em percentual da receita corrente líquida. reformas e pensões.Municípios: 60% (sessenta por cento). verificadas nos três exercícios financeiros imediatamente anteriores ao da publicação desta Lei Complementar. tais como vencimentos e vantagens. os inativos e os pensionistas.6% (seis décimos por cento) para o Ministério Público da União.derivadas da aplicação do disposto no inciso II do § 6 do art. o § 1 Na verificação do atendimento dos limites definidos neste artigo. 20. Para os efeitos desta Lei Complementar. 201 da Constituição. subsídios. as despesas com pessoal decorrentes de sentenças judiciais serão incluídas no limite do respectivo Poder ou órgão referido no art. Para os fins do disposto no caput do art.União: 50% (cinqüenta por cento).

o § 4 Nos Estados em que houver Tribunal de Contas dos Municípios.obter garantia. do Poder ou órgão referido no art. respectivamente. Nenhum benefício ou serviço relativo à seguridade social poderá ser criado. o objetivo poderá ser alcançado tanto pela extinção de cargos e funções quanto pela redução dos valores a eles atribuídos. 20. III . emprego ou função. e o disposto no inciso XIII do art. a entrega dos recursos financeiros correspondentes à despesa total com pessoal por Poder e órgão será a resultante da aplicação dos percentuais definidos neste artigo. majorado ou estendido o sem a indicação da fonte de custeio total. Se a despesa total com pessoal exceder a 95% (noventa e cinco por cento) do limite. 21. ressalvada a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento de servidores das áreas de educação.as exigências dos arts. b) Estadual. 17. serão estabelecidos mediante aplicação da regra do § 1 . atendidas ainda as exigências do art.receber transferências voluntárias. IV . nos termos do § 5 do art. ressalvada a revisão prevista no inciso X do art. 19 e 20 será realizada ao final de cada quadrimestre. o § 3 Os limites para as despesas com pessoal do Poder Judiciário. 22.o limite legal de comprometimento aplicado às despesas com pessoal inativo.4% (quatro décimos por cento). de outro ente. o percentual excedente terá de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes. saúde e segurança. 22. 37 e no § 1 do art. 20.contratar operações de crédito. 92 da Constituição.III . acrescidos e reduzidos em 0. o ente não poderá: I . ultrapassar os limites definidos no mesmo artigo. Art. o o § 4 As restrições do § 3 aplicam-se imediatamente se a despesa total com pessoal exceder o limite no primeiro quadrimestre do último ano do mandato dos titulares de Poder ou órgão referidos no art. Se a despesa total com pessoal. Parágrafo único. 17 o aumento de despesa decorrente de: I .no Poder Judiciário: a) Federal. aumento.expansão quantitativa do atendimento e dos serviços prestados.alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa. entre o o outras.provimento de cargo público.contratação de hora extra. reajuste ou adequação de remuneração a qualquer título. 169 da Constituição. 24.concessão de vantagem. o § 6 (VETADO) Subseção II Do Controle da Despesa Total com Pessoal Art. quando houver. 195 da Constituição. são vedados ao Poder ou órgão referido no art. salvo no caso do disposto no inciso II do § 6 do art. 169 da Constituição. o o § 1 No caso do inciso I do § 3 do art. Seção III Das Despesas com a Seguridade Social Art. II . ou aqueles fixados na lei de diretrizes orçamentárias. o § 5 Para os fins previstos no art. Art. o V . É nulo de pleno direito o ato que provoque aumento da despesa com pessoal e não atenda: o I . os tribunais referidos no art. sem prejuízo das medidas previstas no art. 168 da Constituição. sendo pelo menos um terço no primeiro. Também é nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão referido no art.criação de cargo. o § 1 É dispensada da compensação referida no art. 16 e 17 desta Lei Complementar. direta ou indireta. 23. 37 da Constituição. Parágrafo único. e enquanto perdurar o excesso. ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal. a cargo da União por força do inciso XIII o do art. salvo os derivados de sentença judicial ou de determinação legal ou contratual. o Tribunal de Justiça e outros. 57 da Constituição e as situações previstas na lei de diretrizes orçamentárias. . admissão ou contratação de pessoal a qualquer título. 21 da Constituição. 169 da Constituição. II .concessão de benefício a quem satisfaça as condições de habilitação prevista na legislação pertinente. 20 que houver incorrido no excesso: I . 20. as providências previstas nos §§ 3 e 4 do art. II . os percentuais definidos nas alíneas a e c do inciso II do caput serão. III . o § 2 É facultada a redução temporária da jornada de trabalho com adequação dos vencimentos à nova carga horária. o § 3 Não alcançada a redução no prazo estabelecido. A verificação do cumprimento dos limites estabelecidos nos arts. II . adotando-se.

CAPÍTULO VII DA DÍVIDA E DO ENDIVIDAMENTO Seção I . e aos pensionistas. IV . legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde. A destinação de recursos para. d) previsão orçamentária de contrapartida. Parágrafo único. 27.comprovação. sendo o subsídio correspondente consignado na lei orçamentária. o § 2 Compreende-se incluída a concessão de empréstimos. o § 1 São exigências para a realização de transferência voluntária. inclusive fundações públicas e empresas estatais. o § 2 O disposto no caput não proíbe o Banco Central do Brasil de conceder às instituições financeiras operações de redesconto e de empréstimos de prazo inferior a trezentos e sessenta dias. auxílio ou assistência financeira.(VETADO) III . Para efeito desta Lei Complementar. não poderão ser utilizados recursos públicos. CAPÍTULO V DAS TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS Art. bem como quanto à prestação de contas de recursos anteriormente dele recebidos. ativos e inativos. 28. de: a) que se acha em dia quanto ao pagamento de tributos. Art. o § 3 Para fins da aplicação das sanções de suspensão de transferências voluntárias constantes desta Lei Complementar.III . comissões e despesas congêneres não serão inferiores aos definidos em lei ou ao custo de captação. de inscrição em Restos a Pagar e de despesa total com pessoal. o § 1 A prevenção de insolvência e outros riscos ficará a cargo de fundos. o § 1 O disposto no caput aplica-se a toda a administração indireta. saúde e assistência social. inclusive os destinados aos servidores públicos e militares. 25. entende-se por transferência voluntária a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação. atender às condições estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias e estar prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais. bem como a concessão de empréstimos ou financiamentos em desacordo com o caput . a fim de preservar o seu valor real. c) observância dos limites das dívidas consolidada e mobiliária. empréstimos e financiamentos devidos ao ente transferidor. 26. constituídos pelas instituições do Sistema Financeiro Nacional. previdência e assistência social. os encargos financeiros. a concessão de subvenções e a participação em constituição ou aumento de capital. Art. inclusive as respectivas prorrogações e a composição de dívidas. inclusive por antecipação de receita. 167 da Constituição. ainda que mediante a concessão de empréstimos de recuperação ou financiamentos para mudança de controle acionário. direta ou indiretamente. no exercício de suas atribuições precípuas. Na concessão de crédito por ente da Federação a pessoa física. que não decorra de determinação constitucional. Dependem de autorização em lei específica as prorrogações e composições de dívidas decorrentes de operações de crédito. exceto. por parte do beneficiário.observância do disposto no inciso X do art. cobrir necessidades de pessoas físicas ou déficits de pessoas jurídicas deverá ser autorizada por lei específica. a título de cooperação. na forma da lei. b) cumprimento dos limites constitucionais relativos à educação e à saúde.existência de dotação específica. financiamentos e refinanciamentos. ou jurídica que não esteja sob seu controle direto ou indireto.reajustamento de valor do benefício ou serviço. inclusive de operações de crédito. o § 2 É vedada a utilização de recursos transferidos em finalidade diversa da pactuada. excetuam-se aquelas relativas a ações de educação. para socorrer instituições do Sistema Financeiro Nacional. além das estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias: I . as instituições financeiras e o Banco Central do Brasil. Salvo mediante lei específica. II . e outros mecanismos. CAPÍTULO VI DA DESTINAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS PARA O SETOR PRIVADO Art. o § 2 O disposto neste artigo aplica-se a benefício ou serviço de saúde. de operações de crédito.

o § 1 Equipara-se a operação de crédito a assunção. em razão de instabilidade econômica ou alterações nas políticas monetária ou cambial.estimativas do impacto da aplicação dos limites a cada uma das três esferas de governo. assumidas em virtude de leis. ao término de cada exercício financeiro. emissão e aceite de título. Seção II Dos Limites da Dívida Pública e das Operações de Crédito Art. No prazo de noventa dias após a publicação desta Lei Complementar. o § 3 Também integram a dívida pública consolidada as operações de crédito de prazo inferior a doze meses cujas receitas tenham constado do orçamento.metodologia de apuração dos resultados primário e nominal. convênios ou tratados e da realização de operações de crédito.Definições Básicas Art. evidenciando a forma e a metodologia de sua apuração. inclusive com o uso de derivativos financeiros. Estados e Municípios. contratos.Congresso Nacional: projeto de lei que estabeleça limites para o montante da dívida mobiliária federal a que se refere o inciso XIV do art.operação de crédito: compromisso financeiro assumido em razão de mútuo. conforme o caso. para amortização em prazo superior a doze meses. são adotadas as seguintes definições: I . limites máximos. Para os efeitos desta Lei Complementar. somado ao das operações de crédito autorizadas no orçamento para este efeito e efetivamente realizadas. 15 e 16. o § 7 Os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido incluídos integram a dívida consolidada. IV . V . para fins de aplicação dos limites. o Presidente da República poderá encaminhar ao Senado Federal ou ao Congresso Nacional solicitação de revisão dos limites. IV . II . o § 1 As propostas referidas nos incisos I e II do caput e suas alterações conterão: I . III . 5 . arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas.razões de eventual proposição de limites diferenciados por esfera de governo.refinanciamento da dívida mobiliária: emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária. Estados e Municípios. o Presidente da República submeterá ao: I . II . o § 2 Será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil. proposta de manutenção ou alteração dos limites e condições previstos nos incisos I e II do caput . bem como de limites e condições relativos aos incisos VII. acrescido de atualização monetária.dívida pública consolidada ou fundada: montante total. o o § 5 No prazo previsto no art.Senado Federal: proposta de limites globais para o montante da dívida consolidada da União. recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços. 30. Seção III Da Recondução da Dívida aos Limites . o § 2 As propostas mencionadas nos incisos I e II do caput também poderão ser apresentadas em termos de dívida líquida. o § 4 O refinanciamento do principal da dívida mobiliária não excederá. abertura de crédito. a apuração do montante da dívida consolidada será efetuada ao final de cada quadrimestre. III . das obrigações financeiras do ente da Federação. apurado sem duplicidade. o reconhecimento ou a confissão de dívidas pelo ente da Federação. o § 3 Os limites de que tratam os incisos I e II do caput serão fixados em percentual da receita corrente líquida para cada esfera de governo e aplicados igualmente a todos os entes da Federação que a integrem. II . atendido o disposto no inciso I do § 1 deste artigo. o § 4 Para fins de verificação do atendimento do limite. para cada um deles. acompanhado da demonstração de sua adequação aos o limites fixados para a dívida consolidada da União. o § 6 Sempre que alterados os fundamentos das propostas de que trata este artigo.demonstração de que os limites e condições guardam coerência com as normas estabelecidas nesta Lei Complementar e com os objetivos da política fiscal. 29. inclusive os do Banco Central do Brasil. constituindo. aquisição financiada de bens. 48 da Constituição.concessão de garantia: compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. cumprindo o que estabelece o inciso VI do art. o Presidente da República enviará ao Senado Federal ou ao Congresso Nacional. o montante do final do exercício anterior.dívida pública mobiliária: dívida pública representada por títulos emitidos pela União. sem prejuízo do cumprimento das exigências dos arts. VIII e IX do mesmo artigo. 52 da Constituição.

vedados o pagamento de juros e demais encargos financeiros. 31. exceto no caso de operações por antecipação de receita. o § 4 O Ministério da Fazenda divulgará. o o § 3 Para fins do disposto no inciso V do § 1 . entre outras o medidas. o Ministério da Fazenda efetuará o registro eletrônico centralizado e atualizado das dívidas públicas interna e externa. a relação dos entes que tenham ultrapassado os limites das dívidas consolidada e mobiliária. demonstrando a relação custo-benefício.(VETADO) o § 4 Sem prejuízo das atribuições próprias do Senado Federal e do Banco Central do Brasil. ressalvado o refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária. o § 1 A operação realizada com infração do disposto nesta Lei Complementar será considerada nula. na forma do art. procedendo-se ao seu cancelamento.saldos atualizados e limites relativos às dívidas consolidada e mobiliária. II .inclusão no orçamento ou em créditos adicionais dos recursos provenientes da operação. o total dos recursos de operações de crédito nele ingressados e o das despesas de capital executadas. exceto quando relativa à dívida mobiliária ou à externa.observância das demais restrições estabelecidas nesta Lei Complementar.encargos e condições de contratação. . o ente ficará também impedido de receber transferências voluntárias da União ou do Estado.atendimento do disposto no inciso III do art.observância dos limites e condições fixados pelo Senado Federal. o ente que nele houver incorrido: I .existência de prévia e expressa autorização para a contratação. III .obterá resultado primário necessário à recondução da dívida ao limite.autorização específica do Senado Federal. V . limitação de empenho. o § 1 O ente interessado formalizará seu pleito fundamentando-o em parecer de seus órgãos técnicos e jurídicos. deverá exigir comprovação de que a operação atende às condições e limites estabelecidos. direta ou indiretamente.estará proibido de realizar operação de crédito interna ou externa. considerar-se-á. o o § 3 As restrições do § 1 aplicam-se imediatamente se o montante da dívida exceder o limite no primeiro quadrimestre do último ano do mandato do Chefe do Poder Executivo. 33. serão objeto de processo simplificado que atenda às suas especificidades. garantido o acesso público às informações.não serão computadas nas despesas de capital as realizadas sob a forma de empréstimo ou financiamento a contribuinte. inclusive por antecipação de receita. e enquanto perdurar o excesso.Art. se resultar a diminuição. quando se tratar de operação de crédito externo. mensalmente. o valor da operação será deduzido das despesas de capital. deverá ser a ele reconduzida até o término dos três subseqüentes. com o intuito de promover incentivo fiscal.se o empréstimo ou financiamento a que se refere o inciso I for concedido por instituição financeira controlada pelo ente da Federação. tendo por base tributo de competência do ente da Federação. operações de crédito e concessão de garantias. 167 da Constituição. II . do ônus deste. 9 . no texto da lei orçamentária. promovendo. o § 2 As operações relativas à dívida mobiliária federal autorizadas. no texto da lei orçamentária ou de créditos adicionais. II . o § 1 Enquanto perdurar o excesso. o § 5 Os contratos de operação de crédito externo não conterão cláusula que importe na compensação automática de débitos e créditos. A instituição financeira que contratar operação de crédito com ente da Federação. Art. 32. em cada exercício financeiro. mediante a devolução do principal. VI . Seção IV Das Operações de Crédito Subseção I Da Contratação Art. II . reduzindo o excedente em pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) no primeiro. em créditos adicionais ou lei específica. direta ou indireta. Se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de um quadrimestre. inclusive das empresas por eles controladas. O Ministério da Fazenda verificará o cumprimento dos limites e condições relativos à realização de operações de crédito de cada ente da Federação. IV . o § 5 As normas deste artigo serão observadas nos casos de descumprimento dos limites da dívida mobiliária e das operações de crédito internas e externas. III . o § 2 Vencido o prazo para retorno da dívida ao limite. o interesse econômico e social da operação e o atendimento das seguintes condições: I . que incluirão: I . observado o seguinte: I .

§ 2 Se a devolução não for efetuada no exercício de ingresso dos recursos. inclusive suas entidades da administração indireta.assunção direta de compromisso. e outro. títulos da dívida pública para atender investimento de seus clientes. no mercado. aplicam-se as o sanções previstas nos incisos do § 3 do art. Art. o § 2 O disposto no caput não impede Estados e Municípios de comprar títulos da dívida da União como aplicação de suas disponibilidades. II . com fornecedores para pagamento a posteriori de bens e serviços. O Banco Central do Brasil não emitirá títulos da dívida pública a partir de dois anos após a publicação desta Lei Complementar. sem autorização orçamentária. a maioria do capital social com direito a voto. 32 e mais as seguintes: I . diretamente ou por intermédio de fundo. o § 1 As operações de que trata este artigo não serão computadas para efeito do que dispõe o inciso III do art.financiar. o § 3 Enquanto não efetuado o cancelamento. no montante equivalente ao excesso. Governador ou Prefeito Municipal. consideradas as disposições do § 3 do art. direta ou indiretamente. direta ou indiretamente. fundação ou empresa estatal dependente. com juros e outros encargos incidentes. aceite ou aval de título de crédito. O disposto no caput não proíbe instituição financeira controlada de adquirir.estará proibida: a) enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente resgatada.recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder Público detenha. 32. refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente. aplicará as sanções cabíveis à instituição credora. Parágrafo único. ainda que sob a forma de novação. até o dia dez de dezembro de cada ano. despesas correntes.refinanciar dívidas não contraídas junto à própria instituição concedente. Subseção II Das Vedações Art.assunção de obrigação. confissão de dívida ou operação assemelhada. não se aplicando esta vedação a empresas estatais dependentes. mercadorias ou serviços. o § 4 Também se constituirá reserva. Subseção IV Das Operações com o Banco Central do Brasil o . 34. o § 2 As operações de crédito por antecipação de receita realizadas por Estados ou Municípios serão efetuadas mediante abertura de crédito junto à instituição financeira vencedora em processo competitivo eletrônico promovido pelo Banco Central do Brasil. Equiparam-se a operações de crédito e estão vedados: I . 36. 37. ou constituída a reserva. o § 3 O Banco Central do Brasil manterá sistema de acompanhamento e controle do saldo do crédito aberto e. É vedada a realização de operação de crédito entre um ente da Federação. salvo lucros e dividendos. se não atendido o disposto no o inciso III do art. 38. 23. Art. inclusive suas entidades da administração indireta. autarquia. A operação de crédito por antecipação de receita destina-se a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e cumprirá as exigências mencionadas no art. a amortização. sem prejuízo do disposto no § 7 do art. ou à que vier a esta substituir. obrigatoriamente prefixada ou indexada à taxa básica financeira. IV . o § 1 Excetuam-se da vedação a que se refere o caput as operações entre instituição financeira estatal e outro ente da Federação. É proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle. 167 da Constituição. mediante emissão.realizar-se-á somente a partir do décimo dia do início do exercício. na forma da legislação. que não se destinem a: I .deverá ser liquidada. III . 35. no caso de inobservância dos limites. será consignada reserva específica na lei orçamentária para o exerc ício seguinte.captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo fato gerador ainda o não tenha ocorrido. desde que liquidadas no prazo definido no inciso II do caput . Subseção III Das Operações de Crédito por Antecipação de Receita Orçamentária Art. com fornecedor de bens. Art.não será autorizada se forem cobrados outros encargos que não a taxa de juros da operação. 167 da Constituição. II . na qualidade de beneficiário do empréstimo. 150 da Constituição. III . IV . b) no último ano de mandato do Presidente. ou títulos da dívida de emissão da União para aplicação de recursos próprios. II .

bem como a operação de compra e venda. daquele título.compra de título da dívida. de título da dívida de ente da Federação por título da dívida pública federal. existente na carteira das instituições financeiras. III . direta e indiretamente. nem à prestação de contragarantia nas mesmas condições. nos termos da lei. ainda que temporária. ressalvado o disposto no § 2 deste artigo. o o § 7 O disposto no § 6 não se aplica à concessão de garantia por: I . também os limites e as condições estabelecidos pelo Senado Federal. o § 4 É vedado ao Tesouro Nacional adquirir títulos da dívida pública federal existentes na carteira do Banco Central do Brasil. II . poderá consistir na vinculação de receitas tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais. e à adimplência da entidade que a pleitear relativamente a suas obrigações junto ao garantidor e às entidades por este controladas. ainda que com recursos de fundos. o § 2 No caso de operação de crédito junto a organismo financeiro internacional. ainda que com cláusula de reversão.Art. quanto às operações de seguro de crédito à exportação. além o do disposto no § 1 .a contragarantia exigida pela União a Estado ou Município. o § 1 O disposto no inciso II. que se submeterão às normas aplicáveis às instituições financeiras privadas. na forma de lei federal. o § 9 Quando honrarem dívida de outro ente.empresa controlada a subsidiária ou controlada sua. inclusive suas empresas controladas e subsidiárias. a União só prestará garantia a ente que atenda. no caso da União. o § 6 É vedado às entidades da administração indireta. Os entes poderão conceder garantia em operações de crédito internas ou externas. § 10. o § 1 A garantia estará condicionada ao oferecimento de contragarantia. 35 e mais às seguintes: o I . Nas suas relações com ente da Federação. Seção VI Dos Restos a Pagar Art. 32 e. II . por intermédio de instituição financeira ou não. em decorrência de garantia prestada em operação de crédito. observados o disposto neste artigo. de acordo com a legislação pertinente. a termo. na data de sua colocação no mercado. (VETADO) .por instituições financeiras estatais. in fine. não se aplica ao estoque de Letras do Banco Central do Brasil.permuta. terá suspenso o acesso a novos créditos ou financiamentos até a total liquidação da mencionada dívida. o o § 3 A operação mencionada no § 2 deverá ser realizada à taxa média e condições alcançadas no dia. II . a União e os Estados poderão condicionar as transferências constitucionais ao ressarcimento daquele pagamento. o § 3 (VETADO) o § 4 (VETADO) o § 5 É nula a garantia concedida acima dos limites fixados pelo Senado Federal. o Banco Central do Brasil está sujeito às vedações constantes do art. o § 8 Excetua-se do disposto neste artigo a garantia prestada: I . que pode ser refinanciado mediante novas operações de venda a termo. Seção V Da Garantia e da Contragarantia Art. 41. ou pelos Estados aos Municípios. a empresas de natureza financeira por ela controladas. o § 2 O Banco Central do Brasil só poderá comprar diretamente títulos emitidos pela União para refinanciar a dívida mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira. as normas do art. 39. observado o seguinte: I .não será exigida contragarantia de órgãos e entidades do próprio ente. as exigências legais para o recebimento de transferências voluntárias. salvo para reduzir a dívida mobiliária. ou a instituição federal de crédito e fomento para o repasse de recursos externos. Série Especial.instituição financeira a empresa nacional. conceder garantia. cujo efeito final seja semelhante à permuta. em leilão público. O ente da Federação cuja dívida tiver sido honrada pela União ou por Estado.concessão de garantia. com outorga de poderes ao garantidor para retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da dívida vencida. em razão de garantia prestada. em valor igual ou superior ao da garantia a ser concedida.pela União. II . 40.

inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos. contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele. É nulo de pleno direito ato de desapropriação de imóvel urbano expedido sem o atendimento do o disposto no § 3 do art. 43. com respectivos preços e condições. o § 1 As disponibilidades de caixa dos regimes de previdência social. O Poder Executivo de cada ente encaminhará ao Legislativo. CONTROLE E FISCALIZAÇÃO Seção I Da Transparência da Gestão Fiscal Art. 44. ao qual será dada ampla divulgação. São instrumentos de transparência da gestão fiscal. as o o o . disporá de autonomia gerencial. CAPÍTULO IX DA TRANSPARÊNCIA. aos segurados e ao Poder Público. geral e próprio dos servidores públicos. 5 . Parágrafo único. Art. 46. 182 da Constituição. 249 e 250 da Constituição. 20. CAPÍTULO VIII DA GESTÃO PATRIMONIAL Seção I Das Disponibilidades de Caixa Art. a qualquer título.fornecimento de bens e serviços ao controlador. prazos ou condições diferentes dos vigentes no mercado. fonte e destinação. ficarão depositadas em conta separada das demais disponibilidades de cada ente e aplicadas nas condições de mercado. taxas. Seção III Das Empresas Controladas pelo Setor Público Art. 164 da Constituição. II . até a data do envio do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. salvo se destinada por lei aos regimes de previdência social. o o § 2 É vedada a aplicação das disponibilidades de que trata o § 1 em: I . 47. prestação de serviços ou concessão de empréstimos e financiamentos com preços. inclusive a suas empresas controladas.recursos recebidos do controlador. ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito. geral e próprio dos servidores públicos. 165 da Constituição. A empresa controlada que firmar contrato de gestão em que se estabeleçam objetivos e metas de desempenho. É vedada a aplicação da receita de capital derivada da alienação de bens e direitos que integram o patrimônio público para o financiamento de despesa corrente. nos últimos dois quadrimestres do seu mandato. sem prejuízo do o disposto no inciso II do § 5 do art. orçamentária e financeira. na forma da lei. nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias. 42.títulos da dívida pública estadual e municipal. A empresa controlada incluirá em seus balanços trimestrais nota explicativa em que informará: I . Observado o disposto no § 5 do art. relatório com as informações necessárias ao cumprimento do disposto neste artigo. II . bem como em ações e outros papéis relativos às empresas controladas pelo respectivo ente da Federação. III .empréstimos. Na determinação da disponibilidade de caixa serão considerados os encargos e despesas compromissadas a pagar até o final do exercício. a lei orçamentária e as de créditos adicionais só incluirão novos projetos após adequadamente atendidos os em andamento e contempladas as despesas de conservação do patrimônio público.Art. 45. orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias. de qualquer natureza. ou prévio depósito judicial do valor da indenização. Art. com observância dos limites e condições de proteção e prudência financeira. As disponibilidades de caixa dos entes da Federação serão depositadas conforme estabelece o § 3 do art. 48. É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. Seção II Da Preservação do Patrimônio Público Art. ainda que vinculadas a fundos específicos a que se referem os arts. Parágrafo único. especificando valor. Parágrafo único. aos quais será dada ampla divulgação.venda de bens. comparando-os com os praticados no mercado.

para consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade. até trinta e um de maio.a demonstração das variações patrimoniais dará destaque à origem e ao destino dos recursos provenientes da alienação de ativos. o . Parágrafo único. fundo ou entidade da administração direta. será publicado até trinta dias após o encerramento de cada bimestre e composto de: I . As contas apresentadas pelo Chefe do Poder Executivo ficarão disponíveis. com cópia para o Poder Executivo do respectivo Estado. fundo ou despesa obrigatória fiquem identificados e escriturados de forma individualizada. pelo menos. A prestação de contas da União conterá demonstrativos do Tesouro Nacional e das agências financeiras oficiais de fomento. bem como a previsão atualizada. financeira e patrimonial. a natureza e o tipo de credor. e a sua divulgação. de modo que os recursos vinculados a órgão.as receitas e despesas previdenciárias serão apresentadas em demonstrativos financeiros e orçamentários específicos. das contas dos entes da Federação relativas ao exercício anterior.Estados. Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública. VI . 165 da Constituição abrangerá todos os Poderes e o Ministério Público. até trinta de abril. apurando-se. por categoria econômica e fonte. deverão ser escrituradas de modo a evidenciar o montante e a variação da dívida pública no período. excluir-se-ão as operações intragovernamentais. detalhando.Municípios. as transações e operações de cada órgão. 50.demonstrativos da execução das: a) receitas. inclusive empresa estatal dependente. durante todo o exercício. inclusive por meio eletrônico de acesso público. Seção III Do Relatório Resumido da Execução Orçamentária Art. as: a) receitas por fonte. III . o § 2 A edição de normas gerais para consolidação das contas públicas caberá ao órgão central de contabilidade da União. exceto as destinadas ao refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária. especificando os empréstimos e financiamentos concedidos com recursos oriundos dos orçamentos fiscal e da seguridade social e. Parágrafo único. a previsão atualizada para o exercício.as demonstrações contábeis compreenderão. no respectivo Poder Legislativo e no órgão técnico responsável pela sua elaboração. 49. a consolidação. o § 1 No caso das demonstrações conjuntas. o § 3 A Administração Pública manterá sistema de custos que permita a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária. o § 1 Os Estados e os Municípios encaminharão suas contas ao Poder Executivo da União nos seguintes prazos: I . por categoria econômica. Art.a despesa e a assunção de compromisso serão registradas segundo o regime de competência. V . II .a disponibilidade de caixa constará de registro próprio. até que a situação seja regularizada. informando as realizadas e a realizar. o resultado dos fluxos financeiros pelo regime de caixa. isolada e conjuntamente. especificando a previsão inicial. que especificará. a escrituração das contas públicas observará as seguintes: I . em caráter complementar. 51. IV . avaliação circunstanciada do impacto fiscal de suas atividades no exercício. 67. lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos. discriminando a dotação para o exercício. 52. Art. durante os processos de elaboração e de discussão dos planos. a realizada no exercício e a previsão a realizar. até o dia trinta de junho. nacional e por esfera de governo. a receita realizada no bimestre. Seção II Da Escrituração e Consolidação das Contas Art. no caso das agências financeiras. b) despesas por grupo de natureza. II . as inscrições em Restos a Pagar e as demais formas de financiamento ou assunção de compromissos junto a terceiros.as operações de crédito. O Poder Executivo da União promoverá. enquanto não implantado o conselho de que trata o art. incluído o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. o § 2 O descumprimento dos prazos previstos neste artigo impedirá. O relatório a que se refere o § 3 do art. que o ente da Federação receba transferências voluntárias e contrate operações de crédito. o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal. e as versões simplificadas desses documentos. II . A transparência será assegurada também mediante incentivo à participação popular e realização de audiências públicas. a despesa liquidada e o saldo.balanço orçamentário.prestações de contas e o respectivo parecer prévio. autárquica e fundacional.

das projeções atuariais dos regimes de previdência social. assinado pelo: I . na forma definida no inciso IV do art. especificando as medidas de combate à sonegação e à evasão fiscal.da frustração de receitas. 4) não inscritas por falta de disponibilidade de caixa e cujos empenhos foram cancelados. detalhando. 51. 3) empenhadas e não liquidadas.resultados nominal e primário. por categoria econômica e grupo de natureza da despesa.apuração da receita corrente líquida. III .Restos a Pagar.comparativo com os limites de que trata esta Lei Complementar. III .do atendimento do disposto no inciso III do art. o § 2 O relatório será publicado até trinta dias após o encerramento do período a que corresponder.da limitação de empenho. na forma do inciso II do art. adotadas e a adotar. se ultrapassado qualquer dos limites. e os documentos referidos nos incisos II e III. das despesas: 1) liquidadas. Ao final de cada quadrimestre será emitido pelos titulares dos Poderes e órgãos referidos no art. assim como a previsão de seu desempenho até o final do exercício. II . c) concessão de garantias.da variação patrimonial. Seção IV Do Relatório de Gestão Fiscal Art. os valores inscritos. 4 . conforme regimentos internos dos órgãos do Poder Judiciário. O relatório também será assinado pelas autoridades responsáveis pela administração financeira e pelo controle interno. Art. c) do cumprimento do disposto no inciso II e na alínea b do inciso IV do art.demonstrativos. Parágrafo único. o e) despesas de que trata o inciso II do art. b) da inscrição em Restos a Pagar. 32. 55. sua evolução.Presidente e demais membros da Mesa Diretora ou órgão decisório equivalente. bem como por outras definidas por ato próprio de cada Poder ou órgão referido no art. no bimestre e no exercício. d) operações de crédito. o IV .Chefe do Ministério Público. III . 2) empenhadas e não liquidadas. 20. 41. o § 1 Os valores referentes ao refinanciamento da dívida mobiliária constarão destacadamente nas receitas de operações de crédito e nas despesas com amortização da dívida. 51. IV . o § 1 O relatório dos titulares dos órgãos mencionados nos incisos II. inscritas até o limite do saldo da disponibilidade de caixa. II . 38. os pagamentos realizados e o montante a pagar. da União e dos Estados. inclusive por antecipação de receita. inclusive por meio eletrônico. o § 2 Quando for o caso. 54 conterá apenas as informações relativas à alínea a do inciso I. II . 167 da Constituição. 54. II . serão apresentadas justificativas: I . discriminando dotação inicial. II . por função e subfunção. III e IV do art. 4 .indicação das medidas corretivas adotadas ou a adotar.despesas com juros. conforme o § 3 do art. o o o § 3 O descumprimento do prazo a que se refere o § 2 sujeita o ente à sanção prevista no § 2 do art. O relatório conterá: I . dotação para o exercício.Presidente de Tribunal e demais membros de Conselho de Administração ou órgão decisório equivalente. conforme regimentos internos dos órgãos do Poder Legislativo. Acompanharão o Relatório Resumido demonstrativos relativos a: o I . III . b) dívidas consolidada e mobiliária. dos seguintes montantes: a) despesa total com pessoal. distinguindo a com inativos e pensionistas. geral e próprio dos servidores públicos. evidenciando a alienação de ativos e a aplicação dos recursos dela decorrentes. o o § 2 O descumprimento do prazo previsto neste artigo sujeita o ente às sanções previstas no § 2 do art.receitas e despesas previdenciárias a que se refere o inciso IV do art. inscritas por atenderem a uma das condições do inciso II do art. 53. com amplo acesso ao público. Art.b) despesas. V . . 50. o § 1 O relatório referente ao último bimestre do exercício será acompanhado também de demonstrativos: o I . 2 . despesas empenhada e liquidada. por Poder e órgão referido no art. c) despesas.Chefe do Poder Executivo. 20. e as ações de fiscalização e cobrança. 20 Relatório de Gestão Fiscal. no último quadrimestre: a) do montante das disponibilidades de caixa em trinta e um de dezembro.

VI . o § 1 As contas do Poder Judiciário serão apresentadas no âmbito: I .destinação de recursos obtidos com a alienação de ativos. II . ou órgão referido no art. As contas prestadas pelos Chefes do Poder Executivo incluirão. consolidando as dos respectivos tribunais. o § 3 Será dada ampla divulgação dos resultados da apreciação das contas. 20. diretamente ou com o auxílio dos Tribunais de Contas. além das suas próprias. as quais receberão parecer prévio. operações de crédito e concessão de garantias. pelos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores. Os Tribunais de Contas emitirão parecer prévio conclusivo sobre as contas no prazo de sessenta dias do recebimento.que os montantes das dívidas consolidada e mobiliária. pelos Presidentes dos Tribunais de Justiça. as ações de recuperação de créditos nas instâncias administrativa e judicial. pendentes de parecer prévio. nos termos dos arts. das operações de crédito e da concessão de garantia se encontram acima de 90% (noventa por cento) dos respectivos limites. II . Art. o § 1 Os Tribunais de Contas alertarão os Poderes ou órgãos referidos no art.medidas adotadas para o retorno da despesa total com pessoal ao respectivo limite. destacando as providências adotadas no âmbito da fiscalização das receitas e combate à sonegação. 3 e 4 do art.limites e condições para realização de operações de crédito e inscrição em Restos a Pagar. o . do respectivo Tribunal de Contas. Art. III . 59. II . 58. o § 2 O parecer sobre as contas dos Tribunais de Contas será proferido no prazo previsto no art.fatos que comprometam os custos ou os resultados dos programas ou indícios de irregularidades na gestão orçamentária. consolidando as dos demais tribunais.que os gastos com inativos e pensionistas se encontram acima do limite definido em lei. o § 2 Os Tribunais de Contas não entrarão em recesso enquanto existirem contas de Poder. 57. com ênfase no que se refere a: I . 4 e no art. V .§ 4 Os relatórios referidos nos arts. bem como as demais medidas para incremento das receitas tributárias e de contribuições. e o sistema de controle interno de cada Poder e do Ministério Público. 166 da Constituição ou equivalente das Casas Legislativas estaduais e municipais. O Poder Legislativo. 67. quando houver. 56.atingimento das metas estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias. tendo em vista as restrições constitucionais e as desta Lei Complementar.da União.cumprimento do limite de gastos totais dos legislativos municipais.que o montante da despesa total com pessoal ultrapassou 90% (noventa por cento) do limite. julgadas ou tomadas.dos Estados.providências tomadas. IV . 9 . V . 20 quando constatarem: o o I . o § 2 Compete ainda aos Tribunais de Contas verificar os cálculos dos limites da despesa total com pessoal de cada Poder e órgão referido no art. para recondução dos montantes das dívidas consolidada e mobiliária aos respectivos limites. segundo modelos que poderão ser atualizados pelo conselho de que trata o art. 20. conforme o disposto no art. se outro não estiver estabelecido nas constituições estaduais ou nas leis orgânicas municipais. fiscalizarão o cumprimento das normas desta Lei Complementar. 57 pela o comissão mista permanente referida no § 1 do art. Lei estadual ou municipal poderá fixar limites inferiores àqueles previstos nesta Lei Complementar para as dívidas consolidada e mobiliária. as dos Presidentes dos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Chefe do Ministério Público. Seção V Das Prestações de Contas Art. separadamente. CAPÍTULO X DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. 20. o § 1 No caso de Municípios que não sejam capitais e que tenham menos de duzentos mil habitantes o prazo será de cento e oitenta dias. III . o o o o § 3 O Tribunal de Contas da União acompanhará o cumprimento do disposto nos §§ 2 . 39. Seção VI Da Fiscalização da Gestão Fiscal Art. 22 e 23.a possibilidade de ocorrência das situações previstas no inciso II do art. referidos no art. 60. 31. A prestação de contas evidenciará o desempenho da arrecadação em relação à previsão. IV . 52 e 54 deverão ser elaborados de forma padronizada.

patrimonial e previdenciária. conforme sua legislação. o § 1 A assistência técnica consistirá no treinamento e desenvolvimento de recursos humanos e na transferência de tecnologia. Art. reconhecidas pelo Senado Federal. III . 5 a partir do quinto exercício seguinte ao da publicação desta Lei Complementar.serão suspensas a contagem dos prazos e as disposições estabelecidas nos arts. financeira. 48 em meio eletrônico de amplo acesso público. 63. Parágrafo único. Art. no controle do endividamento e na transparência da gestão fiscal. ajuste ou congênere. 65. 31 e 70 serão duplicados no caso de crescimento real baixo ou negativo do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Na ocorrência de calamidade pública reconhecida pelo Congresso Nacional. conforme definido pelo Ministério da Fazenda.convênio.elaborar o Anexo de Política Fiscal do plano plurianual. 22 e no § 4 do art. 67. o § 1 A divulgação dos relatórios e demonstrativos deverá ser realizada em até trinta dias após o encerramento do semestre. enquanto perdurar a situação: I .divulgar semestralmente: a) (VETADO) b) o Relatório de Gestão Fiscal.harmonização e coordenação entre os entes da Federação. poderão ser oferecidos em caução para garantia de empréstimos. pelo seu valor econômico. Os títulos da dívida pública. acordo. na arrecadação de receitas. . no caso da União. regional ou estadual por período igual ou superior a quatro trimestres. enquanto perdurar esta situação. adotada a mesma metodologia para apuração dos PIB nacional. A União prestará assistência técnica e cooperação financeira aos Municípios para a modernização das respectivas administrações tributária. da política e da operacionalidade da gestão fiscal serão realizados por conselho de gestão fiscal. 66. na hipótese dos Estados e Municípios. Os prazos estabelecidos nos arts. o II . 23 . constituído por representantes de todos os Poderes e esferas de Governo. É facultado aos Municípios com população inferior a cinqüenta mil habitantes optar por: o I . o Município ficará sujeito aos mesmos prazos de verificação e de retorno ao limite definidos para os demais entes. o § 2 Se ultrapassados os limites relativos à despesa total com pessoal ou à dívida consolidada. ou em outras transações previstas em lei. Art. estadual e regional. II . o prazo referido no caput do art. o § 4 Na hipótese de se verificarem mudanças drásticas na condução das políticas monetária e cambial. c) os demonstrativos de que trata o art.aplicar o disposto no art. Aplica-se o disposto no caput no caso de estado de defesa ou de sítio. o financiamento por intermédio das instituições financeiras federais e o repasse de recursos oriundos de operações externas. o § 3 Na hipótese do caput . 64. no período correspondente aos quatro últimos trimestres. Os Municípios só contribuirão para o custeio de despesas de competência de outros entes da Federação se houver: I . 9 . desde que devidamente escriturados em sistema centralizado de liquidação e custódia. bem como no apoio à divulgação dos instrumentos de que trata o art.Art. 31 e 70. 22. 61. 23. ou pelas Assembléias Legislativas. II . do Ministério Público e de entidades técnicas representativas da sociedade. de forma permanente. Art. decretado na forma da Constituição. o Anexo de Metas Fiscais e o Anexo de Riscos o Fiscais da lei de diretrizes orçamentárias e o anexo de que trata o inciso I do art. O acompanhamento e a avaliação. o § 2 A cooperação financeira compreenderá a doação de bens e valores. o § 1 Entende-se por baixo crescimento a taxa de variação real acumulada do Produto Interno Bruto inferior a 1% (um por cento).disseminação de práticas que resultem em maior eficiência na alocação e execução do gasto público. continuarão a ser adotadas as medidas previstas no art. Art.serão dispensados o atingimento dos resultados fiscais e a limitação de empenho prevista no art. visando a: I . 30 ao final do semestre. com vistas ao cumprimento das normas desta Lei Complementar. o § 2 A taxa de variação será aquela apurada pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ou outro órgão que vier a substituí-la. Art. 62. II . 53.autorização na lei de diretrizes orçamentárias e na lei orçamentária anual. 31 poderá ser ampliado em até quatro quadrimestres.

conjugados com a prática de uma gestão fiscal pautada pelas normas desta Lei Complementar. 20 não poderá exceder. 19 e 20 deverá enquadrar-se no respectivo limite em até dois exercícios. 20 cuja despesa total com pessoal no exercício anterior ao da publicação desta Lei Complementar estiver acima dos limites estabelecidos nos arts. 74. Art.resultado da aplicação financeira de seus ativos. 37 da Constituição. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Pedro Malan Martus Tavares o o . pelo menos. 68. normas e padrões mais simples para os pequenos Municípios. de 10 de abril de 1950.produto da liquidação de bens e ativos de pessoa física ou jurídica em débito com a Previdência Social. no prazo fixado. Esta Lei Complementar entra em vigor na data da sua publicação. Art. 20 não ultrapassará. O ente da Federação que mantiver ou vier a instituir regime próprio de previdência social para seus servidores conferir-lhe-á caráter contributivo e o organizará com base em normas de contabilidade e atuária que preservem seu equilíbrio financeiro e atuarial. III . a despesa total com pessoal dos Poderes e órgãos referidos no art. 75. 70.848. e demais normas da legislação pertinente. V . valores e rendas do Instituto Nacional do Seguro Social não utilizados na operacionalização deste. 4 de maio de 2000. previstas na alínea a do inciso I e no inciso II do art. estudos e diagnósticos. das medidas previstas nos arts. a despesa verificada no exercício imediatamente anterior. Art. em percentual da receita corrente líquida. Art. O Poder ou órgão referido no art. Revoga-se a Lei Complementar n 96. 71. é criado o Fundo do Regime Geral de Previdência Social.receita das contribuições sociais para a seguridade social. (cinqüenta por cento ao ano). 50% a. entre outras. 73.bens móveis e imóveis.recursos provenientes do orçamento da União. de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal). lhe sejam adjudicados ou que lhe vierem a ser vinculados por força de lei. A despesa com serviços de terceiros dos Poderes e órgãos referidos no art. Parágrafo único. 22 e 23. VI . bem como outros.divulgação de análises. a qualquer título. na forma da lei. necessários ao controle social. 250 da Constituição. sujeita o ente às sanções previstas o no § 3 do art. vinculado ao Ministério da Previdência e Assistência Social. Art.079. se esta for inferior ao limite definido na forma do art. 20. 195 da Constituição. o § 2 Lei disporá sobre a composição e a forma de funcionamento do conselho. IV . A inobservância do disposto no caput . padronização das prestações de contas e dos relatórios e demonstrativos de gestão fiscal de que trata esta Lei Complementar. o de 27 de fevereiro de 1967. até o término do terceiro exercício financeiro seguinte à entrada em vigor desta Lei Complementar. gradualmente. com a finalidade de prover recursos para o pagamento dos benefícios do regime geral da previdência social. o § 1 O conselho a que se refere o caput instituirá formas de premiação e reconhecimento público aos titulares de Poder que alcançarem resultados meritórios em suas políticas de desenvolvimento social. eliminando o excesso. Art. acrescida de até 10% (dez por cento). II .429. até o término do terceiro exercício seguinte. o o Brasília. 72. a do exercício anterior à entrada em vigor desta Lei Complementar. Na forma do art. de 31 de maio de 1999. a Lei n 1. Ressalvada a hipótese do inciso X do art. o Decreto-Lei n 201. 69. em percentual da receita corrente líquida. mediante a adoção.a. IV .bens e direitos que. o § 1 O Fundo será constituído de: I . As infrações dos dispositivos desta Lei Complementar serão punidas segundo o Decreto-Lei n o o 2. 179 da Independência e 112 da República.adoção de normas de consolidação das contas públicas. a Lei n 8. 23. de 2 de junho de 1992. o § 2 O Fundo será gerido pelo Instituto Nacional do Seguro Social. Art.III . à razão de. Art.

mesmo sem deixar de cumprir suas obrigações para com a empresa. reduzir custos. as organizações oferecem incentives ou alicientes. considerando que nem sempre é possível obter um relacionamento cooperativo e satisfatório. porém. O indivíduo precisa ser eficaz (atingir os objetivos organizacionais por meio de sua participação) e ser eficiente (satisfazer suas necessidades individuais mediante sua participação). oportunidades de carreira. . sua sobrevivência e eficácia. lazer. O SISTEMA E A ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS Administrar significa gerir os recursos disponíveis para que os objetivos sejam atingidos da melhor forma possível. muitas vezes. A reciprocidade entre indivíduo e organização é alcançada através das "normas de reciprocidade". também os indivíduos utilizam-se da organização para alcançarem os objetivos pessoais. Assim.NOÇÕES DE RECURSOS HUMANOS ORGANIZAÇÃO PESSOAL E NO TRABALHO AS PESSOAS E AS ORGANIZAÇÕES As pessoas possuem objetivos individuais e comuns. ampliar o mercado. horário de . em virtude das limitações individuais. a alta administração da empresa deve preocupar-se em delinear rumos para uma integração. O equilíbrio organizacional reflete o êxito da organização em "remunerar" seus integrantes com incentives adequados e motiva-los a continuar fazendo contribuições e organização. aumentar a satisfação dos clientes). indivíduo x organização realmente efetiva. o contrato psicológico reflete as expectativas sobre o que a organização e o indivíduo esperam ganhar com o novo relacionamento. que também possuem objetivos. Deste divergência de objetivos podem surgir sérios conflitos no relacionamento indivíduo x organização. Porém. os chamados objetivos organizacionais (produzir. garantindo com isso. segurança no cargo. são perseguidos e obtidos. Uma constante busca de equilíbrio entre os recursos despendidos pela organização no sentido de alcançar um maior grau de satisfarão de seus empregados e a contribuição que o indivíduo motivado proporcional organização chamamos de relações de intercâmbio. Uma maior integração entre os objetivos da organização e os dos indivíduos possibilita que estes últimos não sejam subjugados aos objetivos da organização. De um lado. estes se apresentam tensos e conflitivos. conforto. A interação entre pessoal e organizações é complexa e dinâmica. Os objetivos comuns. pelo contrario. Com o crescimento das organizações. há um distanciamento gradativo entre seus objetivos e aqueles almejados pelos indivíduos que integram a organização. enquanto as pessoas oferecem contribuições.trabalho mais favorável. etc. assim como a organização precisa dos indivíduos para alcançar seus objetivos. possam também alcançar satisfação própria através de melhores salários. através de agrupamentos das pessoas em organizações. A expectativa recíproca transmitida pelo contrato psicológico vai além de qualquer contrato formal de emprego. também chamadas de "contrato psicológico". Enquanto este último apenas pactua o trabalho a ser realizado e a recompensa financeira correspondente.

que. Uma outra teoria. Entre as premissas constam: a) a aplicação de esforço físico ou mental em um trabalho é tão natural quanto jogar ou descansar. Posteriormente McGregor expressa uma nova concepção da administração. c) recursos humanos. dependendo de certas condições controláveis. mas o homem deve exercitar a autodireção e o autocontrole a serviço dos objetivos que lhe são confiados. c) confiar objetivos é uma função de premiar. a Teoria "X" apregoava um estilo administrativo voltado para a submissão e o controle rigoroso sobre o indivíduo. predominava no século passado. Sistema 4: Sistema participativo de grupo. c) as organizações podem e devem ser planejadas de tal forma que o sentimento e as características imprevisíveis possam ser neutralizados e controlados. a Teoria "Y" propõe o engajamento do indivíduo na empresa. na solução de problemas organizacionais é amplamente. realça o senso de responsabilidade comunitária como base para a cultura organizacional. mas também a procurar responsabilidade. tornando-o mais participativa. hoje esta ultrapassada. aplicada mais A concepção japonesa de administração. em seu livro "Novos Padrões de Administração". a ARH assume um caráter multivariado. e não escassamente. consultivo. de McGregor. DESENVOLVIMENTO E . A Teoria "X". manter e desenvolver condições organizacionais de aplicação. Quanto aos sistemas de administração das organizações humanas. b) se os objetivos individuais se opõem aos objetivos da organização deve ser imposto um controle mais rígido. que passou a ser conhecida como a Teoria "Y". sob certas condições. b) o controle externo e a ameaça de punição não são os únicos meios de obter o esforço de alcançar os objetivos organizacionais. distribuída na população. e) sob as condições da moderna vida industrial. pois objetiva criar. Sistema 3: Sistema participativo. a Teoria "Z". escrita por Ouch!. manter e desenvolver um contingente de recursos humanos com habilidades e motivação para realizar os objetivos da organização. De forma bem mais liberal. de engenhosidade. cita quatro sistemas administrativos: Sistema 1: Sistema autoritário e forte. através de um estilo de administração mais democrática e aberta. pois fundamentase em certas premissas e concepções erradas acerca da natureza do homem. Entre outras distorções dizia que: a) o homem é primariamente motivado por incentivos econômicos. d) recursos mercadológicos.Os recursos de uma organização podem ser classificados em cinco grupos: a) recursos físicos ou materiais. as potencialidades intelectuais do homem médio são apenas parcialmente utilizadas. Considerando este conjunto de teorias. e) recursos administrativos. o homem médio aprende. Sistema 2: Sistema autoritário benévolo. Rensis Likert. d) a capacidade de aplicar um alto grau de imaginação. alcançar a eficiência e eficácia através dos recursos humanos disponíveis. não só a aceitar. associada com seu alcance efetivo. para que se verifique o alcance dos objetivos individuais. Como pode-se observar. A administração de recursos humanos (ARH) é orientada por diversas teorias que norteiam o enquadramento das pessoas dentro das organizações. Por fim. b) recursos financeiros. também é objetivo da ARH. Também é necessário criar. desenvolvimento e satisfação plena dos recursos humanos.

mercados. quando deverá assumir mais responsabilidade e conhecimentos que transcendem ao cargo atualmente ocupado. Normalmente é utilizado para preparar o indivíduo para um cargo superior dentro da própria organização. o desenvolvimento organizacional se preocupa em descobrir que fatores que influem no desempenho do indivíduo no trabalho e que fatores influem sobre a satisfação do indivíduo com o trabalho. especificamente. o treinamento e desenvolvimento de pessoal tenta descobrir ou aperfeiçoar métodos e procedimentos que podem ser usados visando a maximização do trabalho e a satisfação com o trabalho. já é bem mais especifica do que a formação profissional. Por outro lado. É a educação profissional que aperfeiçoa o homem para uma carreira dentro de uma profissão. o qual tem sob sua responsabilidade o treinamento e desenvolvimento de pessoal. sobre normas e procedimentos internos. Normalmente é exigido quando da seleção de novos empregados. b) desenvolvimento de habilidades. O desenvolvimento profissional. sobre seus produtos. que por sua vez é dividida em três grupos: a) formação profissional. clientes. O desenvolvimento profissional normalmente é dado na própria empresa. O treinamento. geralmente voltado diretamente para a execução das tarefas e operações a serem executa as. Não prepara o homem para a profissão. O treinamento. O treinamento geralmente. também chamado de aperfeiçoamento. Seus objetivos também não são imediatos. Tragadas as diferenças entre formação profissional. etc. concentra sua maior atenção nas soluções. enquanto o desenvolvimento organizacional se fundamenta na psicologia organizacional. mas sim para uma profissão futura. dentro ou fora da empresa. por outro lado. b) desenvolvimento profissional ou aperfeiçoamento. segundo e terceiro grau. A educação e o treinamento fazem parte da educação profissional. e considerando as exigências do programa. É normalmente dada nas escolas de primeiro. c) treinamento. . tais como informações gerais sobre a empresa. vamos desenvolver o item treinamento. conforme referido o parágrafo precedente. embora também possa ser dada nas empresas. Embora os dois fatores estejam intimamente ligados. sobre diretrizes e políticas da organização. Cabe destacar que o setor de treinamento e desenvolvimento de pessoal também se preocupa em identificar estes fatores. tais como operar o equipamento. Pode ser realizado na própria empresa ou em empresas especializadas em desenvolvimento de recursos humanos. embora também seja comum executa-lo em empresas especializadas em desenvolvimento de pessoal. mas de médio prazo. etc. por sua vez objetiva adaptar o homem para um cargo ou função. O treinamento quase sempre é orientado pelo chefe imediato ou mesmo por um colega de trabalho. conhecer as rotinas. porém. O desenvolvimento de recursos humanos é div idido em: a)educação b) treinamento A educação esta mais voltada para o preparo da pessoa para o ambiente. desenvolvimento profissional e treinamento. O treinamento e desenvolvimento de pessoal esta mais voltado para a psicologia industrial. prepara a pessoa para o desempenho no cargo. Seus objetivos são imediatos. A formação profissional tem objetivos de longo prazo e muito amplos.MUDANÇA ORGANIZACIONAL Desenvolvimento de Recursos Humanos: Treinamento e Desenvolvimento de Pessoal Dentro do sistema de Administração de Recursos Humanos há um subsistema chamado de Desenvolvimento de Recursos Humanos. é voltado para os seguintes conteúdos: a) transmissão de informações.

. f) a interação indivíduo x organização. com objetivos. c) conceito de mudança organizacional. visualize a organização como um sistema total e compromete-se a melhorar a eficácia da organização a longo prazo. Os elementos essenciais de qualquer esforço de desenvolvimento organizacional (DO) são: a) projetado para obter resultados de longo prazo. A execução do treinamento envolve o binômio instrutor x treinando e uma relação instrução x aprendizagem. tanto na área industrial como na administrativa. b) concentrado na obtenção de uma maior eficácia da organização como um todo. c) o diagnóstico deve ser desenvolvido em conjunto. DESENVOLVIMENTO E MUDANÇA ORGANI ZACIONAL No capítulo precedente falou-se em desenvolvimento de recursos humanos. etc. voltada ao indivíduo. quem treinar.. c) implementação e execução dos treinamentos programadas. b) criar um sistema de oportunidades. Os objetivos do treinamento podem ser resumidos nos seguintes itens: a) habilitar o pessoal. não de curto e médio prazos. ou mesmo a modificação de concertos viciados ou ultrapassados.c) desenvolvimento ou modificação de atitudes. é normalmente voltado a empregados a nível de gerência e procura a uniformização da linguagem organizacional ou a elevação do nível de conceitos. b) conceito de cultura organizacional. centra-se no desenvolvimento da sensibilidade das pessoas. consultoria e gerentes de linha. onde treinar e como treinar. d) a intervenção do esforço de desenvolvimento organizacional deve ser implementado em conjunto. d) desenvolvimento de conceitos. mediante comparação dos padrões anteriores com os conseguidos após o treinamento. presentes na rotina operacional da empresa. torna-los mais receptivos às técnicas de supervisão e gerência. g) os objetivos individuais e os objetivos organizacionais. envolve quatro etapas distintas: a) levantamento das necessidades de treinamento. O desenvolvimento organizacional baseia-se nos concertos e métodos das ciências do comportamento. clientes. A avaliação pode ser realizada pela ARH ou a nível de tarefas e operações. d) avaliação dos resultados. capacitando-o para a imediata execução de tarefas simples. mas sim de longo prazo. com objetivos de melhorar a motivação e o relacionamento com colegas de trabalho. O presente capítulo trata do desenvolvimento organizacional. galgando cargos mais elevados. Enquanto o desenvolvimento de recursos humanos projeta uma noção micro. e) a interação organização x ambiente. A avaliação dos resultados objetiva a medirão dos resultados obtidos com o treinamento. quando treinar. Estabelece-se uma profunda diferenciação entre os dois "desenvolvimentos". b) programa de treinamentos que atendam as necessidades diagnosticadas. consultoria e gerentes de linha. para que os indivíduos possam se desenvolver e progredir funcionalmente. São pressupostos básicos do desenvolvimento organizacional: a) conceito de organização. normalmente de curto e médio prazos. a fim de utilizar a tecnologia instrucional mais adequada. o desenvolvimento organizacional abrange uma visão macroscópica e sistêmica. A programação de treinamentos em qualquer área da empresa. mediante intervenções construtivas em processes e estrutura organizacionais. c) modificar as atitudes do pessoal no sentido de torná-los mais conscientes das tarefas que executam com vistas a uma melhora na qualidade e ainda. Envolve toda a organização no contexto econômico e social. d) necessidade de contínua adaptação e mudança. A programação de treinamento visa planejar como as necessidades diagnosticadas deverão ser atendidas: o que treinar. e não uma parte dela. de forma imediata.

especialmente aqueles de origem external como número de filhos. endereço. a informação. d) a implementação de processes de correção dos desvios detectados. pois. Assim como os dados não constituem informação. b) dados sobre os ocupantes de cada cargo. Koontz e O"Donnell conceituam: "controle é a função administrativa que consiste em medir e corrigir o desempenho de subordinados. c) o estudo comparativo do desempenho praticado com os padrões desejados. e) dados sobre candidates que podem potencialmente virem a ser contratados. CONTROLE DE RECURSOS HUMANOS: BANCO DE DADOS E SISTEMAS DE INFORMAÇÕES E AUDITORIA DE RECURSOS HUMANOS A administração de recursos humanos. para que possam realmente informar. d) dados sobre a remuneração individual de cada empregado. etc. do presidente ao mestre. Todavia. a função segundo a qual cada administrador. departamentos ou divisões. Banco de dados e sistemas de informações Idalberto Chiavenato conceitua dados e informações. Se os dados exigem processamento (classificação. c) dados sobre os empregados lotados nas diversas seções. para que possa adquirir significado. b) desenvolvimento de equipes. preocupase com banco de dados e sistemas de informações e com a auditoria de recursos humanos. programados. armazenados e relacionados entre si. As principais técnicas de intervenção são: a) método de realimentação de dados. importante para a elaboração da folha de salários. a fim de assegurar que os objetivos da empresa e os planos delineados para alcançá-los sejam realizados. "Dados são os elementos que servem de base para a resolução de problemas ou para a formação de juízo. b) a verificação do desempenho. aspecto fundamental que a diferencia do dado simples"." São etapas fundamentais do processo de controle: a) o estabelecimento de padrões desejados. formando um cadastro de remuneração. exige interpretação do indivíduo para sua manipulação. d) treinamento da sensitividade. formando um cadastro de cargos. É. c) diagnóstico organizacional. armazenamento e relacionamento). não é significativa. isoladamente. A informação apresenta intencionalidade. Banco de dados O banco de dados. d) ação de intervenção. isto é. entre os quais podemos relacionar: a) dados que compõem o cadastro individual de cada empregado. se certifica de que aquilo que é feito esta de acordo com o que se tencionava fazer. formando um cadastro por setor. quando classificados. passível de análise subjetiva. uma manifestação objetiva.O processo de desenvolvimento organizacional envolve as seguintes etapas: a) colheita de dados. b) analise dos dados colhidos. a informação também exige processamento. Muitas vezes a empresa encontra dificuldades para manter atualizados os dados cadastrais dos empregados. c) enriquecimento e ampliação do cargo. Um dado é apenas um índice. f) dados sobre candidates a treinamentos específicos. Em si mesmo. relativamente aos recursos humanos. e) consultoria de procedimentos. pode armazenar dados das mais variadas origens e para as mais diversas finalidades. através do subsistema de controle de recursos humanos. formação. os dados permitem a obtenção da informação. cada dado tem pouco valor. .

pesquisas.Para suprir o banco de dados com dados atualizados. instrumentos. Sistema de informações Sistema de informação é um conjunto de elementos interdependentes (subsistemas) logicamente associados. Os mais comuns são: a) parâmetros fixados em função de qualidade. através de fichas cadastrais. "Os padrões podem ser estabelecidos em diversos parâmetros. procura suprir O banco de dados com dados novos. o agente de auditoria pode ser um especialista nesta área. ou substituir os desatualizados. a partir do programa de desenvolvimento. ou seja. há o sistema de informações de recursos humanos que. Auditoria de recursos humanos A auditoria de recursos humanos é definida com sendo a análise das políticas e praticas de pessoal de uma organização. d) parâmetros fixados em função de custos. Objetivamente o controle é exercido. Em resumo podemos dizer que a auditoria de recursos humanos é um sistema permanente de revisão e controle. sobre empregados de outras seções. e avaliação do seu funcionamento atual. ou mesmo. para que de sua interação sejam geradas informações necessárias à tomada de decisões. . O sistema de informações tem como ponto de partida o banco de dados. ainda. equipamentos. suprindo as chefias com informações sobre seus subordinados. seguida de sugestões para melhoria. ou mesmo uma comissão formada na própria empresa. informando a administração sobre a eficiência e a eficácia do programa de desenvolvimento. c) parâmetros fixados em f unção do tempo gasto. b) parâmetros fixados em função de quantidade. Tem sua aplicação normalmente voltada para os seguintes níveis de abordagens: resultados programa políticas filosofias teorias A auditoria de recursos humanos. identificar falhas e deficiências que devem ser supridas. O objetivo da auditoria de recursos humanos é. identificar distorções de funcionamento que prejudicam a organização ou que não compensam o custo. entrevistas. NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAL Nenhuma empresa funciona sem matéria-prima. As fontes de informação para a auditoria de RH tem o seu limite estabelecido pelas próprias funções da ARH. extremamente amplas. ou. Seu objetivo à possibilitar a tomada de decisões. etc. portanto. peças de manutenção e tantos outros materiais. comparando-se os procedimentos adotados na organização com os padrões pré-estabelecidos. produtos.

Sistema de Materiais é o conjunto dos setores da empresa que são responsáveis por todo o material nela existente. Conheça um pouco sobre cada setor que compõe o Sistema de Materiais. comércio e serviços Empresas indústria comércio de e Qualquer tipo de empresa Qualquer tipo de empresa Qualquer tipo de empresa . de modo a diminuir as necessidades de capital para o estoque. Ele cuida do fluxo de circulação dos materiais. os profissionais da administração de materiais devem tornar eficientes os meios de planejamento e controle. Capital. A Administração de Material trata de todas as etapas de movimentação e de guarda desses materiais. valores disponíveis. E quem faz a articulação constante entre necessidade de estoque. Rentabilidade é o grau de êxito econômico obtido por uma empresa em relação ao que nela é investido. tem o sentido de riqueza. aqui. conservados. movimentados de um setor para outro. Eles precisam ser administrados. visando garantir que o investimento em estoques seja de rentabilidade segura. em termos de lucro e de atendimento às metas da organização. desde o momento em que entram na empresa. Para atingir esse objetivo. controle de estoque e capital é o Sistema de Materiais da empresa. comércio e serviços Empresas de indústria. Setor O que faz Planejamento e Programa e Controle da controla o Produção processo produtivo Importação Responsabilizase pelo processo de importação de mercadorias Transporte e Entrega os Distribuição produtos aos clientes e os materiais à empresa Compras Planeja e coordena o processo de aquisição de materiais Controle de Acompanha e Estoque controla o nível de estoque e o investimento financeiro envolvido Almoxarifado Guarda os materiais entregues por fornecedores para uso exclusivo da empresa Em que empresas Empresas de indústria.E todos eles precisam ser guardados.

No comércio. dentre tantos outros. Peças de manutenção são todos os elementos que concorrem para o funcionamento regular e permanente dos produtos. Madeira e ferro já trabalhados na medida dos móveis que serão fabricados (produtos em processo). MANUTENÇÃO DE ESTOQUES Seja na Indústria. No segundo. aqui entendida no sentido genérico de trabalho. estão aqueles que já adquiriram forma final. Matéria-prima é o material básico e fundamental para a elaboração de produtos. por exemplo. cola (peças de manutenção). conserva estoques para entregar ao cliente. estão os que ainda não ficaram prontos. possibilitando o aumento da produção sem necessidade de esperar pelo processamento de novos pedidos ou pelas entregas. está presente em todas as empresas independentemente do tipo ou porte . independentemente da produção ou dos estoques de fábrica. numa fábrica que mantém estoques para entregar ao comércio. podemos encontrar vários tipos de materiais em estoque: ? ? ? ? Troncos de madeira e barras de ferro não-trabalhados (matérias-primas). por sua vez. . Mesas e cadeiras prontas para revenda (produtos acabados). O material sob a responsabilidade do almoxarifado. A diferença entre esses setores está no fato de os materiais com que trabalham serem ou não geradores de riquezas.e se constitui em papéis. os tipos de estoque mais comuns são os de matéria-prima. isto é. já que ele é para uso da própria empresa. Os produtos podem ser acabados ou estar em processo. é o resultado do processo pelo qual passou a matéria-prima. No Comércio. por exemplo. mas ainda não foram vendidos. por sua vez. A manutenção de estoques torna o processo produtivo mais ágil. parafusos. Aqui. pastas suspensas de arquivos. máquinas e motores. os tipos de estoques mais comuns são os de produtos e os de embalagens. não existem diferenças significativas entre as características gerais de um setor e outro. ocasionando graves prejuízos para a empresa. expostos ou não. O estoque é gerador de riquezas. a manutenção de estoques de materiais mostra-se necessária como forma de garantir o ritmo da produção. Numa indústria de móveis de escritório. no entanto. os estoques de produtos prontos permitem o aumento do nível de vendas. Na Indústria. A falta dessas peças pode causar interrupção da produção. por exemplo. Portanto. Produto. no Comércio ou em Serviços.Os aspectos da administração de material de que iremos tratar neste livro dizem respeito ao controle de estoque e ao almoxarifado. Cada atividade produtiva tem necessidades específicas. produtos higiênicos e de limpeza. por sua vez. os de produtos e os de peças de manutenção. Artefatos para embalagens são também comumente mantidos em estoque. Pregos. No primeiro caso. Pense. varia o tipo de material que precisa ser mantido em estoque. clips. Chamado de material de consumo. E embalagens são os invólucros ou recipientes usados no comércio varejista ou atacadista para acondicionar os produtos. Esse. uma vez que ele representa as mercadorias que serão colocadas à disposição do consumidor. não é gerador de riquezas. Na prática. produtos são os materiais. a serem comercializados. canetas. serão vendidas.

tinturas. Determinação da quantidade e do porte dos locais próprios à estocagem . Isso significa que quanto maior o estoque. por exemplo: ? ? ? ? ? Determinação de metas quanto a prazos de entrega de produtos aos clientes (no caso de empresa fornecedora). Nos Serviços. cremes. Se for necessária a reposição de alguma peça. muito provavelmente a loja a terá em estoque. seja ele a produção. quando existe. xampus. ao estoque e à demanda. É imprescindível haver uma conciliação entre os objetivos das diferentes áreas. muito provavelmente a oficina irá comprá-la em uma revendedora de autopeças. Definição dos materiais a serem estocados. a venda ou a prestação de serviços. PLANEJAMENTO DE ESTOQUES O planejamento é muito importante para a manutenção dos níveis de estoque. Trata-se de uma prestação de serviço que usa produtos próprios no atendimento ao cliente. confrontando aspectos relativos ao capital. Para que a administração de estoques funcione adequadamente. Mas ela também funciona como apelo à publicidade. Um estoque mal planejado pode gerar conflitos internos no Sistema de Materiais e até mesmo na administração geral da empresa. o estoque. Flutuação é a mudança de dimensionamento do estoque de acordo com a demanda. na medida em que tem como principal função manter a integridade do produto no seu transporte até o destino. Dimensionar o estoque é exatamente desenvolver um planejamento. fica estocado no salão. para que as ações da empresa não sofram nenhum prejuízo.Artefato vem do latim arte factu e quer dizer feito com arte. seja para atender a uma alta ou baixa de vendas. custo de manutenção dos estoques aumenta na propo rção de sua dimensão. Mas quando você leva seu carro a uma oficina mecânica para ser consertado e o reparo exige a troca de alguma peça. E cabe à administração de material a responsabilidade pelas decisões relacionadas ao dimensionamento dos estoques. Afinal. A embalagem é fator muito importante no comércio. é necessário o estabelecimento de alguns critérios básicos.. . porque não é comum ela ter guardado esse tipo de material para reposição. É preciso estabelecer qual o estoque ideal para a manutenção da atividade da empresa. seja para atender à alteração de consumo nos setores da empresa. estoque precisa garantir o alcance do objetivo operacional da empresa. maior deverá ser o número de pessoas para cuidar dele.almoxarifado ou depósitos.. maior deverá ser o espaço físico para guardá-lo. muitas vezes preparado a partir de outros produtos. o setor financeiro quer estoques reduzidos para diminuir o capital investido. Esse material. pois enquanto o setor de vendas deseja um estoque elevado para atender aos clientes. pois isso significa que o capital investido na sua aquisição retornou rapidamente aos cofres da empresa. Mas como proceder para o dimensionamento dos estoques? ? ? ? Os produtos devem ficar estocados o menor tempo possível. Conhecimento dos prazos de entrega por parte dos fornecedores (no caso de empresa compradora). como. Esmaltes de unha. uma loja que acondiciona suas mercadorias em belas embalagens tem um chamariz a mais. E o que acontece com os Serviços? Imagine um salão de cabeleireiro. por exemplo. ? Indicação das possibilidades de especular com o estoque. Agora pense numa assistência técnica para um aparelho de som que apresentou defeito. Fixação do nível de flutuação dos estoques. pode ser de dois tipos: peças para reposição e produtos próprios. mais gastos serão necessários para o controle. Um artefato é qualquer objeto trabalhado manualmente.

Trata-se do valor monetário relativo à aquisição de bens destinados à revenda ou à produção de outros bens que constituam o objeto do negócio da empresa.o seu ponto de reposição . ? Definição sobre alterações no capital de giro e no ativo da empresa.ou seja. que faz parte dessa política. ? Definição do fluxo de rotatividade dos estoques. Capital de giro é terminologia própria da Administração Financeira. À medida que os materiais vão sendo requisitados e encaminhados. Ativo de uma empresa é o conjunto dos recursos iniciais nela investidos e os bens e direitos adquiridos no decorrer de sua ativ idade. o consumo médio mensal. Um outro aspecto importante.é de 15 dias. Assim. Calcular o estoque de segurança de um produto . Qual o estoque de segurança desse produto? O primeiro passo é calcular o consumo médio mensal da empresa. Rotatividade é a alternância de fatos. A definição dos níveis de estoque de segurança leva em conta. o tempo que o fornecedor tem para atender aos pedidos e a programação de demanda pelos materiais. Uma das formas de especular com o estoque é fazer compras antecipadas com preços mais baixos ou comprar uma quantidade maior para conseguir descontos. uma empresa vendeu um determinado produto nas seguintes quantidades: janeiro fevereiro março abril maio junho 45 unidades 42 unidades 50 unidades 70 unidades 37 unidades 56 unidades O tempo de reposição desse produto . Observe só. é a definição da posição da empresa no que se refere ao estoque de segurança. Nos seis primeiros meses do ano. É assim que se define a política de estoques da empresa.não é difícil. A esse nível-limite chamamos ponto de reposição. o nível de estoque vai baixando até chegar ao limite mínimo considerado como de segurança.Especular significa valer-se de determinadas circunstâncias para obter Vantagens. A rotatividade de estoque tem a ver com o número de vezes em que o estoque foi renovado em determinado período. é: (45 + 42 + 50 + 70 + 37 + 56) /6 = 50 . pois espera-se que os produtos sejam vendidos o mais rápido possível para que o dinheiro aplicado retorne aos cofres da empresa e reverta na compra de mais mercadorias. o período necessário entre o acionamento da compra e a disponibilidade de material . Por exemplo: o valor investido na compra de mercadorias representa capital de giro. Estoque de segurança é a manutenção de uma quantidade mínima de materiais nos estoques da empresa para evitar desabastecer a produção e a venda de produtos acabados. nesse caso. entre outros aspectos. de situações. E isso é feito dividindo-se o total de unidades vendidas nos meses pelo número de meses dessa venda. O ponto de reposição indica a necessidade de emissão de uma nova ordem de compras.

de acordo com a atividade que desenvolve e com os recursos de que dispõe. Veja a seguir. Em uma loja atacadista. isto é. que não são difíceis de acontecer. pode ser interessante manter estoques de antecipação. Para as empresas que trabalham com produtos ou serviços de demando sazonal.sofrerem ação do ambiente externo (dificuldades de ordem política. a produção tem de parar. o tempo de reposição de 15 dias representa a metade do mês. geralmente definindo: ? ? ? ? objetivo do controle. portanto. falta mercadoria para vender. todas as cirurgias marcadas para o dia são suspensas. Pense no prejuízo. CONTROLE DE ESTOQUES Sabemos que os estoques são mantidos com a finalidade de alimentar a produção e a comercialização de bens e. durante o período imediatamente anterior ao da oportunidade de negócios. O controle de estoques. Por . Isso traz inúmeras vantagens. o que lhe possibilita agir com mais segurança e tranqüilidade.Para calcular o estoque de segurança é preciso multiplicar o consumo médio mensal da empresa pelo tempo de reposição do produto. estabelece uma rotina própria para o controle de seus estoques.. trazendo prejuízos à empresa. é necessário para que haja sempre um nível de material suficiente para o alcance do objetivo operacional da empresa. A loja corre o risco de perder um importante cliente! Em um hospital. Tão importante quanto o planejamento é o controle de estoques. do que trata essa função. material escolar no início do ano letivo. hospedagem em época de férias. um controle de estoques que envolve grandes massas de dados faz uso de ferramentas informatizadas. o estoque de segurança será: 50 x fi = 25 Isso significa que o ponto de reposição é de 25 unidades da mercadoria. como e quando controlar. os estoques de segurança devem ser acionados sempre que surgir o risco de esgotamento dos materiais para produção. Esses estoques são formados.. o couro não chega na data prevista. Em uma fábrica de sapatos. o atraso na entrega de produtos acabados. Tomando como base o mês (30 dias). Cada empresa. você deve ter identificado a paralisação da produção. a prestação de serviços. Hoje em dia.. Analise estas situações. que. em geral. Demanda sazonal significa a procura em determinadas épocas do ano. estarão sempre presentes um sistema de registro. Exemplos de demanda sazonal são as fantasias e adereços na época do Carnaval. em alguns casos. É ele que vai permitir verificar se o planejamento vem sendo seguido e que tipo de ajuste precisa ser feito. dentre as quais maior velocidade na coleta e no processamento das informações. Qualquer que seja a técnica de controle adotada. econômica e social ou no processo de importação) e também do ambiente interno (demanda não-planejada de incremento da produção ou dos serviços). Assim. por falta de material anestésico. . Como corrigir os desvios. que padrões serão considerados. Como divulgar os resultados. O que será dos pacientes? Nessas situações. coleta e processamento de informações e um conjunto de rotinas que se integram nos vários níveis da empresa. Sem matéria-prima. Tudo isso por falta de estoque! A ausência de estoques de segurança representa um custo muito alto. a omissão na prestação de um serviço.

normalmente. o controle do fluxo dos materiais é realizado a partir de um estudo mensal ou quinzenal dos pedidos de estoque. Isso só para citar alguns exemplos. Seu encaminhamento ao local de armazenamento. transmitir ao setor encarregado pela compra as especificações precisas e completas sobre o produto. são as peças sendo entregues ao setor de manutenção. no caso de terem sido solicitados pelos setores. MOVIMENTAÇÃO DE ESTOQUES Sabemos que os materiais em estoque circulam. Identificação e retirada dos itens obsoletos e danificados. materiais e humanos -. mas. Recebimento e armazenagem dos materiais. A análise desses gráficos é importante. A movimentação dos materiais em estoque é fator importante para a agilização dos serviços que precisam ser executados. O planejamento da movimentação de materiais visa garantir que o volume de estoques seja manipulado com rapidez e de forma econômica . São essas as atribuições mais comuns: ? ? ? ? ? ? ? ? Verificação dos itens ou produtos que devem permanecer em estoque. Realização de inventários periódicos para avaliação das quantidades e do estado dos materiais estocados. por exemplo. merecendo também planejamento criterioso por parte dos responsáveis pela administração dos materiais.Seja qual for o modo escolhido pela empresa para desenvolver o controle de estoques.em termos de aplicação de recursos financeiros. Como utilizar da melhor maneira possível a área disponível? Como facilitar o fluxo de pessoas e materiais para economizar tempo nas operações de rotina? São necessárias condições especiais para garantir a qualidade dos materiais? Essas e outras perguntas são feitas. na prática as atribuições do setor responsável por essa função não diferem muito. Na maioria das empresas. Sem dúvida o controle de estoques repercute na produtividade da empresa.. na medida em que pode propiciar informações que beneficiam o planejamento e o desenvolvimento do trabalho. evitando perdas e desperdícios. incluindo as necessidades médias de materiais. quando se pretende eficiência e eficácia no setor que cuida da movimentação dos materiais. Uma forma de programação. ou seu encaminhamento ao consumidor. Atendimento aos pedidos de materiais estocados. também. A organização dos espaços destinados ao armazenamento dos materiais é um dos aspectos mais importantes do planejamento. torna-se necessário não só verificar a quantidade de material a ser solicitada e o momento adequado para o encaminhamento. As próprias condições físicas do local de armazenamento. . Encaminhamento de pedidos de compra de materiais. o planejamento tem que tratar dos múltiplos aspectos que. podendo qualquer descuido causar grandes prejuízos..pode ser bastante útil. seja qual for o tipo de empresa: é a matéria-prima indo para a linha de produção. são os produtos saindo do estoque para os postos de venda. sempre que necessário. Sua distribuição interna. de acordo com as solicitações de outros setores. possibilita um melhor rendimento do trabalho no setor e na empresa como um todo. um pedido de compra é feito. Controle do tempo de reposição de material. interferem no "caminho" percorrido pelos materiais. com pedidos antecipados por parte dos setores. de alguma forma. Controle das quantidades e do valor dos estoques. Quando. Para atingir esse objetivo. São eles: ? ? ? ? Sua entrada na empresa. um estudo gráfico usando diagramas e maquetes . E de modo a permitir respostas mais adequadas.

E é importante conhecêlos. a segurança. o estabelecimento do preço de venda de um produto deve levar em conta o custo de sua aquisição. Em tempos idos não era dada a atenção devida ao custo de manutenção de estoques. o custo de armazenagem e a margem de lucro desejada. É importante saber que os custos de estoques afetam em muito a rentabilidade da empresa. todas as despesas com a parte física do local de armazenamento. enfim. fundada na harmonia social e comprometida. as empresas vêm demonstrando especial cuidado com o controle desse tipo de custo. perdem temporariamente o poder de circulação. Todos esses custos são calculados em índice percentual sobre o valor total do estoque. Assim. sob a proteção de Deus. promulgamos. ou seja. de energia elétrica. representantes do povo brasileiro. a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna. pois são repostos apenas na venda. um índice que serve para acompanhar o crescimento ou a redução dos custos de armazenagem ao longo de um determinado período. toda despesa com a mão-de-obra envolvida. principalmente. TÍTULO II Dos Direitos e Garantias Fundamentais CAPÍTULO I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS . o bem-estar. considerando a preocupação crescente com a produtividade e. Custos de capital são os valores investidos na compra de mercadorias armazenadas no estoque. com a intensificação da concorrência em todas as áreas. reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático. Custos com manutenção são os valores gastos na conservação dos equipamentos. Custos com edificação são os recursos financeiros usados na conservação do prédio. pluralista e sem preconceitos. Hoje. assim. podendo gerar inúmeros problemas quando superam os benefícios. o fator de armazenagem. em pagamento de aluguel. a liberdade. na ordem interna e internacional.CUSTOS DE ESTOQUES Vários são os itens que concorrem para a determinação dos custos relativos ao armazenamento de materiais em uma empresa. destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais. com a solução pacífica das controvérsias. Aí se computam também as perdas com a eventual deteriorização e obsolescência desses equipamentos. Forma-se. portanto. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 PREÂMBULO Nós. o desenvolvimento. a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Os custos de armazenagem podem ser calculados a partir de: ? ? ? ? Custos com pessoal são os salários e encargos sociais dos que trabalham na área. Esses valores. uma vez que eles são considerados na definição do preço de venda de qualquer produto.

sem distinção de qualquer natureza. XXV . mediante justa e prévia indenização em dinheiro. na forma da lei. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. IV .a casa é asilo inviolável do indivíduo. científica e de comunicação. XI .homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. a honra e a imagem das pessoas.é livre o exercício de qualquer trabalho. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. XXVI . vedada a de caráter paramilitar. III . XX . VI . nele entrar. XV . a autoridade competente poderá usar de propriedade particular.a pequena propriedade rural.é plena a liberdade de associação para fins lícitos.são assegurados.as entidades associativas. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. XIII . podendo qualquer pessoa. de dados e das comunicações telefônicas.as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial.é inviolável a liberdade de consciência e de crença.a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. ou para prestar socorro. sendo vedado o anonimato. quando expressamente autorizadas.a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública. XXVII . sem armas. XVI . assegurada ao proprietário indenização ulterior. VII . ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador.no caso de iminente perigo público. além da indenização por dano material. inclusive nas atividades desportivas. salvo. aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas. à propriedade das marcas. aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. XXII . a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva.é assegurada.todos podem reunir-se pacificamente. fixada em lei.ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. ressalvados os casos previstos nesta Constituição. b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores. dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolv imento. IX . têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente. XXVIII . ofício ou profissão. proporcional ao agravo.é garantido o direito de propriedade.ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante. assim definida em lei. a vida privada.é livre a manifestação do pensamento. XXIV . 5º Todos são iguais perante a lei. à liberdade. nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas. independentemente de autorização. artística. à igualdade. não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva. XXIII . XXI .são invioláveis a intimidade. sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. durante o dia. publicação ou reprodução de suas obras. X . XIX . nos termos desta Constituição. por determinação judicial.ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado. exigindo-se.é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte. em locais abertos ao público. à segurança e à propriedade. VIII . nos termos seguintes: I . na forma da lei. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. XVIII . salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa. ou.ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. se houver dano.é assegurado o direito de resposta. transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. nos termos da lei. XIV . sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida. quando necessário ao exercício profissional. XXIX . a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.a propriedade atenderá a sua função social. . no primeiro caso.é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz. por ordem judicial.aos autores pertence o direito exclusivo de utilização. permanecer ou dele sair com seus bens. II .é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas. independentemente de censura ou licença. XVII .a criação de associações e. desde que trabalhada pela família. sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento. XII . tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País. desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. o trânsito em julgado. a de cooperativas independem de autorização. ou por interesse social. V . moral ou à imagem. nos termos da lei.é livre a expressão da atividade intelectual.Art. bem como proteção às criações industriais. no último caso.

XXXI .são a todos assegurados. LVII . b) perda de bens. XXXVIII . b) o sigilo das votações. 84.a lei penal não retroagirá. d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida.a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura .o Estado promoverá.a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. por eles respondendo os mandantes. LV . até o limite do valor do patrimônio transferido. entre outras.todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. assegurados: a) a plenitude de defesa.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. XLVII .a lei regulará a individualização da pena e adotará. XXXIX .não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. as provas obtidas por meios ilícitos.a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. XXXIV .será admitida ação privada nos crimes de ação pública. nos termos da lei. no processo. nos termos do art. XLIV . o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.nenhuma pena passará da pessoa do condenado. LII . se esta não for intentada no prazo legal. LIX . LVI . XXXIII .é garantido o direito de herança. d) de banimento. LVIII . em processo judicial ou administrativo. de acordo com a natureza do delito. em caso de crime comum.é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral.ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente. com a organização que lhe der a lei.XXX . ou de interesse coletivo ou geral. ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais.aos litigantes. XLVIII .não há crime sem lei anterior que o defina. b) de caráter perpétuo. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. LIV . XXXVII . XLII . XXXVI .nenhum brasileiro será extraditado. . para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. c) de trabalhos forçados. a idade e o sexo do apenado. nos termos da lei. com os meios e recursos a ela inerentes. independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder.não haverá penas: a) de morte. salvo em caso de guerra declarada. XL . podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser. LIII . civis ou militares. os executores e os que.ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. salvo o naturalizado.é reconhecida a instituição do júri. XLIII . praticado antes da naturalização. sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus". as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade. XLI .às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação. XXXV . XXXII . d) prestação social alternativa. sujeito à pena de reclusão. na forma da lei. XLIX .a pena será cumprida em estabelecimentos distintos. b) a obtenção de certidões em repartições públicas. o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. estendidas aos sucessores e contra eles executadas. podendo evitá-los. salvo para beneficiar o réu. c) multa.constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados. XLV . c) a soberania dos veredictos. XLVI . nem pena sem prévia cominação legal.a lei não prejudicará o direito adquirido. que serão prestadas no prazo da lei. na forma da lei. a defesa do consumidor.ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. e) suspensão ou interdição de direitos.o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal.são inadmissíveis. XIX. e) cruéis. sob pena de responsabilidade.não haverá juízo ou tribunal de exceção. LI . salvo nas hipóteses previstas em lei. L . se omitirem.

capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. na forma da lei. LXXI . LXXIV .não haverá prisão civil por dívida. LXVIII . quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso." Art. a segurança. o trabalho.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. a assistência aos desamparados. educação. judicial ou administrativo.o Estado indenizará o condenado por erro judiciário. a previdência social. b) organização sindical. dentre outros direitos. higiene. e. CAPÍTULO II DOS DIREITOS SOCIAIS (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 26. vestuário. a proteção à maternidade e à infância.o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. b) a certidão de óbito.conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. LXXIII .são gratuitos para os reconhecidamente pobres.a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária.conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. por ilegalidade ou abuso de poder.conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. § 2º . salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar.Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados.seguro-desemprego. salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel. na forma desta Constituição.fundo de garantia do tempo de serviço. alimentação. entre os quais o de permanecer calado. fixado em lei. IV .são gratuitas as ações de "habeas-corpus" e "habeas-data". além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I . LXXV . 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. LXVI . não amparado por "habeas-corpus" ou "habeas-data".ninguém será levado à prisão ou nela mantido. § 1º . III . ficando o autor. assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença. em defesa dos interesses de seus membros ou associados. nacionalmente unificado. b) para a retificação de dados. LXX .conceder-se-á "habeas-data": a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. LXXVI . LXIV . saúde. LXI . ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. LXXVII . de 14/02/2000: o "Art. lazer. sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano.o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial. com ou sem fiança. LXXII . em caso de desemprego involuntário. LXVII . a saúde.a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. o lazer. salvo comprovada má-fé. transporte e . à moralidade administrativa. os atos necessários ao exercício da cidadania. LXIII .o preso será informado de seus direitos. II . nos termos de lei complementar. na forma da lei: a) o registro civil de nascimento.LX .o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional.qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. LXII . isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa.As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. LXV . 6 São direitos sociais a educação.salário mínimo . a moradia. quando a lei admitir a liberdade provisória. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. à soberania e à cidadania. que preverá indenização compensatória. LXIX .a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. definidos em lei.

desvinculada da remuneração. na mesma base territorial.aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. XV . idade.piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho.gozo de férias anuais remuneradas com. a partir de quatorze anos. XV. no mínimo.irredutibilidade do salário.jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento.ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. nos termos da lei. de 25/05/2000: "XXIX . quando incorrer em dolo ou culpa. XXIII . XVIII . cor ou estado civil. de 15/12/98: "XXXIII .proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência.ação. XVIII. de 15/12/98: "XII . não podendo ser inferior à área de um Município. será descontada em folha. XXII . IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. V .é vedada a criação de mais de uma organização sindical. XXVIII . sem prejuízo do emprego e do salário. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. XIX . IV . facultada a compensação de horários e a redução da jornada. nos termos fixados em lei.a assembléia geral fixará a contribuição que. VIII . (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20." a) Revogado pela Emenda Constitucional nº 28. higiene e segurança. sendo no mínimo de trinta dias.garantia de salário.proibição de diferença de salários.aposentadoria. com a duração de cento e vinte dias.a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. V .proteção do salário na forma da lei.previdência social.proibição de distinção entre trabalho manual. mediante incentivos específicos. na forma da lei. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. salvo negociação coletiva. XIX. Art. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. XXVII . perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos.salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei. ressalvado o registro no órgão competente. XXXII . (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28. 8º É livre a associação profissional ou sindical. . que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. de 25/05/2000 XXX .reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho. técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. XVI .proteção do mercado de trabalho da mulher.proibição de trabalho noturno. em qualquer grau. um terço a mais do que o salário normal. para os que percebem remuneração variável.licença-paternidade. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. XVII. constituindo crime sua retenção dolosa. XXI . XVII ." XIII . XXIV . salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. conforme definido em lei. com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. ou resultados. independentemente da contribuição prevista em lei. pelo menos. participação na gestão da empresa. nunca inferior ao mínimo. representativa de categoria profissional ou econômica.proteção em face da automação.remuneração do serviço extraordinário superior.adicional de remuneração para as atividades penosas. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. por meio de normas de saúde. VI. VIII. a cargo do empregador.seguro contra acidentes de trabalho. XXV . VII . III . preferencialmente aos domingos. XXI e XXIV. XXVI . VI . XIV . sem excluir a indenização a que este está obrigado.ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. bem como a sua integração à previdência social. para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva. XXXI .repouso semanal remunerado. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV. insalubres ou perigosas. observado o seguinte: I . X . salvo na condição de aprendiz. em se tratando de categoria profissional. XX . quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho. II .décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. nos termos da lei. na forma da lei.igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. de 25/05/2000 b) Revogado pela Emenda Constitucional nº 28. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho.licença à gestante. excepcionalmente.duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. e. em cinqüenta por cento à do normal. Parágrafo único.assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até seis anos de idade em creches e pré-escolas." XXXIV . inclusive em questões judiciais ou administrativas. XI – participação nos lucros.redução dos riscos inerentes ao trabalho.

São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira. 13.VI ." § 2º .natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil. 11. VII . CAPÍTULO III DA NACIONALIDADE Art. 10. adquiram a nacionalidade brasileira. 12. de 07/06/94: "§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País. § 1º . de 07/06/94: "b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores. V . se eleito. § 3º . de 07/06/94: "c) os nascidos no estrangeiro.de Ministro de Estado da Defesa" § 4º . § 1º .é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. 9º É assegurado o direito de greve. salvo se cometer falta grave nos termos da lei. IV . pela norma estrangeira. como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis.de Presidente da Câmara dos Deputados. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação. VI . salvo no casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. ainda que suplente. ao brasileiro residente em estado estrangeiro.Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I . competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores. São brasileiros: I . Art. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil. Art. b) os nascidos no estrangeiro. III . desde que estes não estejam a serviço de seu país.de Presidente do Senado Federal.Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei. de 07/06/94: "II . atendidas as condições que a lei estabelecer. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. desde que venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. na forma da lei. ainda que de pais estrangeiros. II . A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. salvo os casos previstos nesta Constituição. o hino. em qualquer tempo. pela nacionalidade brasileira.adquirir outra nacionalidade." II .tiver cancelada sua naturalização. de 02/09/99: " VII .é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho.A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados. serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro.da carreira diplomática. por sentença judicial. Parágrafo único.de Ministro do Supremo Tribunal Federal. se houver reciprocidade em favor de brasileiros. até um ano após o final do mandato. . exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral." Art.de Presidente e Vice-Presidente da República. desde que requeiram a nacionalidade brasileira. Art.A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. VIII . § 2º .de oficial das Forças Armadas. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3. as armas e o selo nacionais. Nas empresas de mais de duzentos empregados.naturalizados: a) os que. residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal. b) de imposição de naturalização. salvo nos casos previstos nesta Constituição. de pai brasileiro ou mãe brasileira.São privativos de brasileiro nato os cargos: I . de pai brasileiro ou mãe brasileira. Inciso incluído pela Emenda Constitucional nº 23. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3.o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais.

§ 2º . II . enquanto durarem seus efeitos.São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. com valor igual para todos. Art. passará automaticamente. § 8º . 37. até o segundo grau ou por adoção. É vedada a cassação de direitos políticos.Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e.São inelegíveis. Vice-Prefeito e juiz de paz. § 1º . 15.a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador. Prefeito. será agregado pela autoridade superior e. CAPÍTULO IV DOS DIREITOS POLÍTICOS Art.se contar mais de dez anos de serviço. salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins. cargo ou emprego na administração direta ou indireta. d) dezoito anos para Vereador. o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios.iniciativa popular. do Distrito Federal. § 7º . mediante: I . na forma da lei. § 3º .a filiação partidária.Os Estados. Deputado Estadual ou Distrital. o Presidente da República.o alistamento eleitoral. para a inatividade. de Governador de Estado ou Território. atendidas as seguintes condições: I . § 2º . III . na forma da lei: I . durante o período do serviço militar obrigatório. II . IV . de 04/06/97: "§ 5º O Presidente da República. se eleito. a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato. II . os Prefeitos e quem os houver sucedido. e. VI . corrupção ou fraude.São condições de elegibilidade.o pleno exercício dos direitos políticos.plebiscito. § 4º . c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.facultativos para: a) os analfabetos. a fim de proteger a probidade administrativa. os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. II . os Governadores de Estado e do Distrito Federal. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16. 5º. de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito. os conscritos.cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado. IV . deverá afastar-se da atividade.obrigatórios para os maiores de dezoito anos. ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente.O militar alistável é elegível.referendo. do Presidente da República. respondendo o autor. c) vinte e um anos para Deputado Federal. nos termos da lei. VIII.o domicílio eleitoral na circunscrição. se temerária ou de manifesta má-fé. nos termos do art. . 14. no território de jurisdição do titular. III . II ." § 6º .condenação criminal transitada em julgado.a nacionalidade brasileira. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 4. nos termos do art. instruída a ação com provas de abuso do poder econômico.O alistamento eleitoral e o voto são: I .Para concorrerem a outros cargos. de 07/06/94: "§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação. V .O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação. b) os maiores de setenta anos. cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: I . V . § 11 .A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça.recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa." § 10 .improbidade administrativa. e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função.se contar menos de dez anos de serviço. III . no ato da diplomação. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal. § 4º.incapacidade civil absoluta.

bem como os terrenos marginais e as praias fluviais. IV . 18. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. os Estados. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 15. far-se-ão por lei estadual. 16. dentro do período determinado por Lei Complementar Federal. mediante plebiscito.(*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 4.caráter nacional. . fusão. III .as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países. as praias marítimas. 26. ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham. definidas em lei. na forma da lei.Os Estados podem incorporar-se entre si. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União. § 4º . aos Estados.os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva. as áreas referidas no art. É livre a criação. II . de 13/09/96: "§ 4º A criação. subvencioná-los. ressalvada. e do Congresso Nacional. destas. II. o pluripartidarismo. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência.Brasília é a Capital Federal. sirvam de limites com outros países. rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio. excluídas. § 1º .Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão.prestação de contas à Justiça Eleitoral. nos termos desta Constituição. devendo seus estatutos estabelecer normas de fidelidade e disciplina partidárias. na forma da lei.os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos. IV . apresentados e publicados na forma da lei. organização e funcionamento. a colaboração de interesse público. o Distrito Federal e os Municípios. as ilhas oceânicas e as costeiras. a fusão e o desmembramento de Municípios. os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: I . na forma da lei civil. ao Distrito Federal e aos Municípios: I . registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral.É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. São bens da União: I . transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. ou que banhem mais de um Estado. o regime democrático. TÍTULO III Da Organização do Estado CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA Art. § 2º . a incorporação. às populações dos Municípios envolvidos. § 2º . subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros. § 3º . após adquirirem personalidade jurídica. por lei complementar.recusar fé aos documentos públicos. incorporação e extinção de partidos políticos.Os Territórios Federais integram a União." CAPÍTULO V DOS PARTIDOS POLÍTICOS Art.É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna. V .as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras. e sua criação. II . II . 20. III .criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes." Art. através de plebiscito. embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança. de 14/09/93: "Art.os lagos. resguardados a soberania nacional. § 1º . ou formarem novos Estados ou Territórios Federais.funcionamento parlamentar de acordo com a lei. das vias federais de comunicação e à preservação ambiental. 19. após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal.estabelecer cultos religiosos ou igrejas.Os partidos políticos. CAPÍTULO II DA UNIÃO Art. § 3º . mediante aprovação da população diretamente interessada. III . todos autônomos. 17. É vedado à União. e dependerão de consulta prévia. das fortificações e construções militares.

IX . " . por meio de fundo próprio.autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico. XXI . aos Estados. § 2º . (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. ao Distrito Federal e aos Municípios. a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. especialmente as de crédito.instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso. inclusive habitação. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 8.os potenciais de energia hidráulica.conceder anistia. de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território." XII . XIII . participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural.organizar e manter o Poder Judiciário. VI . diretamente ou mediante autorização. fluviais e lacustres. IX ." b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água. Compete à União: I . II . ao longo das fronteiras terrestres.explorar. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.declarar a guerra e celebrar a paz. 21.A faixa de até cento e cinqüenta quilômetros de largura. o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios.permitir. d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais. V . de 04/06/98: "XXII . XX . aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária. VII .organizar e manter os serviços oficiais de estatística. designada como faixa de fronteira.decretar o estado de sítio. e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei. bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos. geografia.as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos.emitir moeda. que disporá sobre a organização dos serviços. Art. ou que transponham os limites de Estado ou Território.É assegurada. câmbio e capitalização.as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. VIII . IV . VIII .os terrenos de marinha e seus acrescidos. mar territorial ou zona econômica exclusiva.o mar territorial. III . plataforma continental.explorar. bem como as de seguros e de previdência privada. ou compensação financeira por essa exploração.executar os serviços de polícia marítima. os serviços de telecomunicações. para efeito indicativo. XVIII . especialmente as secas e as inundações. X .elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social. diretamente ou mediante autorização. e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. XIX . concessão ou permissão: (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 8. de 15/08/95: "a) os serviços de radiodifusão sonora.os recursos minerais. é considerada fundamental para defesa do território nacional. XVI . VII .manter o serviço postal e o correio aéreo nacional. nos termos da lei. nos casos previstos em lei complementar." XV . concessão ou permissão. § 1º .manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais. XVII . c) a navegação aérea. X .exercer a classificação. que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. XI . nos termos da lei. a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais. geologia e cartografia de âmbito nacional. aeroportuária e de fronteiras. de 15/08/95: "XI . de 04/06/98: "XIV . inclusive os do subsolo.organizar e manter a polícia civil.planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas. saneamento básico e transportes urbanos. o estado de defesa e a intervenção federal.administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira.VI .assegurar a defesa nacional. f) os portos marítimos.estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação.instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano. de diversões públicas e de programas de rádio e televisão. bem como a órgãos da administração direta da União. e de sons e imagens.

política de crédito. as obras e outros bens de valor histórico. da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência.fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar.proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas. defesa marítima. das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público.registros públicos. XVI . VIII . XXI. agrícolas. 23.cuidar da saúde e assistência pública. XIX .sistemas de poupança. XXVI . outros recursos minerais e metalurgia. captação e garantia da poupança popular. a lavra. processual. III . XII . minas. Compete privativamente à União legislar sobre: I . para as administrações públicas diretas. espacial e do trabalho. XXIX . bem como organização administrativa destes.normas gerais de organização. os monumentos. Distrito Federal e Municípios. artístico ou cultural. defesa aeroespacial. efetivos. V . obedecido o disposto no art. XVII . de 04/06/98: "XXVII – normas gerais de licitação e contratação. atendidos os seguintes princípios e condições: a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional.regime dos portos.seguridade social. sistema cartográfico e de geologia nacionais. III. 37. cidadania e naturalização.competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais. e para as empresas públicas e sociedades de economia mista.proporcionar os meios de acesso à cultura. Art. o enriquecimento e reprocessamento. fluvial. VIII . É competência comum da União.nacionalidade. VI .propaganda comercial. garantias.trânsito e transporte. extradição e expulsão de estrangeiros. XIV . V .requisições civis e militares. do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. em caso de iminente perigo e em tempo de guerra. autárquicas e fundacionais da União. marítima. material bélico.sistema monetário e de medidas. navegação lacustre. marítimo.XXIII . manter e executar a inspeção do trabalho. entrada. aérea e aeroespacial.diretrizes da política nacional de transportes.direito civil. as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos. industriais e atividades análogas. é autorizada a utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos medicinais. XXI .zelar pela guarda da Constituição. nos termos do art.comércio exterior e interestadual. X .emigração e imigração.proteger os documentos. penal.sistema estatístico. a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados. informática. XXII .serviço postal.desapropriação.águas. aeronáutico. títulos e garantias dos metais. comercial. XIII .jazidas.populações indígenas. Parágrafo único.impedir a evasão. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.organizar. dos Estados. b) sob regime de concessão ou permissão. VII . defesa civil e mobilização nacional. 22. convocação e mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares. telecomunicações e radiodifusão. em todas as modalidades. eleitoral." XXVIII . XXV .organização judiciária. II . VI . III . a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico. § 1°.diretrizes e bases da educação nacional.explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa. .sistemas de consórcios e sorteios. IX . seguros e transferência de valores. c) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa. agrário.preservar as florestas. artístico e cultural. do Distrito Federal e dos Municípios: I . IV . Estados.organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões.defesa territorial. XXIV . XXV . XX . VII . 173. à educação e à ciência. em forma associativa. XXIV . XV . XVIII .estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem. XXIII . câmbio. energia. IV . Art. a fauna e a flora. II .atividades nucleares de qualquer natureza. XI .

XVI .as águas superficiais ou subterrâneas. proteção e defesa da saúde. XII . atingido o número de trinta e seis. penitenciário. caça. vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação. histórico. . § 1º . 25. ao consumidor.assistência jurídica e Defensoria pública. para atender a suas peculiaridades.combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização.São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 5. o Distrito Federal e os Municípios. X .previdência social.produção e consumo. XI . turístico e paisagístico. excluídas aquelas sob domínio da União.No âmbito da legislação concorrente. de 15/08/95: "§ 2º Cabe aos Estados explorar diretamente. IX . a bens e direitos de valor artístico. promovendo a integração social dos setores desfavorecidos.florestas. III . Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem. constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes. fluentes. que estiverem no seu domínio. V .A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual.orçamento. VIII . econômico e urbanístico.Os Estados poderão.procedimentos em matéria processual.organização.proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência. XV . II . Parágrafo único. o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. ensino e desporto.as terras devolutas não compreendidas entre as da União. defesa do solo e dos recursos naturais. acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios.direito tributário. funcionamento e processo do juizado de pequenas causas.proteção ao patrimônio histórico. CAPÍTULO III DOS ESTADOS FEDERADOS Art. pesca.responsabilidade por dano ao meio ambiente. observados os princípios desta Constituição. conservação da natureza. X . as decorrentes de obras da União. XIII . cultural. § 3º . IV . 24. XIV .proteção à infância e à juventude." § 3º . os serviços locais de gás canalizado. Municípios ou terceiros. fauna. turístico e paisagístico.juntas comerciais. no que lhe for contrário.custas dos serviços forenses. Lei complementar fixará normas para a cooperação entre a União e os Estados.as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União.promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico.criação. mediante lei complementar.IX . § 4º . § 2º . será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze. garantias.estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. estético. neste caso. Art. financeiro. O número de Deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao triplo da representação do Estado na Câmara dos Deputados e. tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional. emergentes e em depósito. Art. Art. VII .as áreas. XI .Inexistindo lei federal sobre normas gerais. Compete à União. cultura.educação. instituir regiões metropolitanas. XII . ressalvadas.registrar. artístico. a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. IV . aglomerações urbanas e microrregiões. 26. 27. ou mediante concessão. nas ilhas oceânicas e costeiras. § 1º . direitos e deveres das polícias civis. VI . aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I . para integrar a organização. Incluem-se entre os bens dos Estados: I . na forma da lei. II . proteção do meio ambiente e controle da poluição. III . os Estados exercerão a competência legislativa plena. na forma da lei.A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados.

57. e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal. 150. 77. e 153. f) em Municípios de mais de quinhentos mil habitantes. para mandato de quatro anos.sê-lhes as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral. § 4º. I. em primeiro turno. de 04/06/98: "V . 39. observados os critérios estabelecidos na respectiva Lei Orgânica e os seguintes limites máximos: a) em Municípios de até dez mil habitantes. realizar-seá no primeiro domingo de outubro. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a cinqüenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais. 150. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a quarenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais. do Vice-Prefeito e dos Vereadores.§ 1º . no caso de Municípios com mais de duzentos mil eleitores. e) em Municípios de trezentos mil e um a quinhentos mil habitantes. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16. para os Deputados Federais. em segundo turno. (*) Transformado em § 1º pela Emenda Constitucional nº 19." III . 39. I. ressalvada a posse em virtude de concurso público e observado o disposto no art. A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado. impedimentos e incorporação às Forças Armadas. aplicadas as regras do art. d) em Municípios de cem mil e um a trezentos mil habitantes. XI. 77. que a promulgará. 37. " § 3º .eleição do Prefeito. em espécie. I. 28. mediante pleito direto e simultâneo realizado em todo o País. 153. § 4º. 37. licença. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a trinta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais. e prover os respectivos cargos. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. no máximo. de 04/06/98: "§ 2º Os subsídios do Governador. c) em Municípios de cinqüenta mil e um a cem mil habitantes. do ano anterior ao do término do mandato de seus antecessores. setenta e cinco por cento daquele estabelecido. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16. com o interstício mínimo de dez dias. II. aplicando. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a vinte por cento do subsídio dos Deputados Estaduais.Compete às Assembléias Legislativas dispor sobre seu regimento interno. remuneração. III. observados os seguintes limites: a) mínimo de nove e máximo de vinte e um nos Municípios de até um milhão de habitantes. III. e no último domingo de outubro. b) em Municípios de dez mil e um a cinqüenta mil habitantes. c) mínimo de quarenta e dois e máximo de cinqüenta e cinco nos Municípios de mais de cinco milhões de habitantes.o subsídio dos Vereadores será fixado pelas respectivas Câmaras Municipais em cada legislatura para a subseqüente. de 04/06/98: "§ 1º Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na administração pública direta ou indireta. votada em dois turnos. perda de mandato. observado. observado o que dispõem os arts." . IV e V.posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º de janeiro do ano subseqüente ao da eleição. XI." (*) Parágrafo único. inviolabilidade. 29. na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: I . 38. O Município reger-se-á por lei orgânica. e a posse ocorrerá em primeiro de janeiro do ano subseqüente. 153. § 2º.Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais. na razão de. quanto ao mais.A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual. do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a setenta e cinco por cento do subsídio dos Deputados Estaduais. para mandato de quatro anos. e 153. II. § 2º. de 04/06/98: "§ 2º O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa. II. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a sessenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais. I. § 7º. de 04/06/97: "Art. observado o que dispõe esta Constituição. se houver.' (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 25.número de Vereadores proporcional à população do Município. polícia e serviços administrativos de sua secretaria. 39. § 2º. b) mínimo de trinta e três e máximo de quarenta e um nos Municípios de mais de um milhão e menos de cinco milhões de habitantes. III. e 153.subsídios do Prefeito. de 04/06/97: "II . imunidades. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 150. 153. observado o que dispõem os arts. do Vice-Governador e dos Secretários de Estado serão fixados por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa. § 4º . observado o que dispõem os arts. § 4º." CAPÍTULO IV Dos Municípios Art.eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no primeiro domingo de outubro do ano anterior ao término do mandato dos que devam suceder. IV . o disposto no art." Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. de 14/02/2000: "VI . atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição.

" (*) Renumerado pela Emenda Constitucional nº 1. os serviços públicos de interesse local." Artigo incluído pela Emenda Constitucional nº 25. IV . § 2º .prestar. de 31/03/92: "XI – organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara Municipal.oito por cento para Municípios com população de até cem mil habitantes. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal. o § 1 A Câmara Municipal não gastará mais de setenta por cento de sua receita com folha de pagamento.seis por cento para Municípios com população entre trezentos mil e um e quinhentos mil habitantes. observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual. ou III . Art. 29-A.manter. mediante controle externo. com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado. parágrafo único. o § 2 Constitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal: I . na forma da lei. 153 e nos arts.promover. III ." (*) Renumerado pela Emenda Constitucional nº 1. Compete aos Municípios: I .instituir e arrecadar os tributos de sua competência.' (*) Renumerado pela Emenda Constitucional nº 1. VII . relativos ao somatório da o receita tributária e das transferências previstas no § 5 do art. pelo menos. IX . de 31/03/92: "VII . 30. adequado ordenamento territorial. de 14/02/2000: "Art. § 1º .suplementar a legislação federal e a estadual no que couber. bem como aplicar suas rendas. incluído o de transporte coletivo. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal. no que couber. III ." (*) Renumerado pela Emenda Constitucional nº 1. e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal. IV . onde houver. palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município. da cidade ou de bairros. serviços de atendimento à saúde da população. para os membros da Assembléia Legislativa." (*) Renumerado pela Emenda Constitucional nº 1. 158 e 159.efetuar repasse que supere os limites definidos neste artigo. nos termos do art. no que couber. sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei. efetivamente realizado no exercício anterior: I . incluídos os subsídios dos Vereadores e excluídos os gastos com inativos.sete por cento para Municípios com população entre cem mil e um e trezentos mil habitantes. não poderá ultrapassar os seguintes percentuais.promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local. de 31/03/92: "XIII – iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município.legislar sobre assuntos de interesse local.cinco por cento para Municípios com população acima de quinhentos mil habitantes." Art. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal. 28.enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na Lei Orçamentária. mediante planejamento e controle do uso. de 31/03/92: "X – julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça.O parecer prévio. que tem caráter essencial. de 31/03/92: "XIV – perda do mandato do Prefeito.o total da despesa com a remuneração dos vereadores não poderá ultrapassar o montante de cinco por cento da receita do município. organizar e suprimir distritos. observada a legislação estadual. II . de 31/03/92: "XII – cooperação das associações representativas no planejamento municipal. através de manifestação de. II . VI . II . incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. 31. no exercício da vereança.O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios.organizar e prestar.' (*) Renumerado pela Emenda Constitucional nº 1. emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar.Inciso incluído pela Emenda Constitucional nº 1." (*) Renumerado pela Emenda Constitucional nº 1. do parcelamento e da ocupação do solo urbano. similares. VIII . .inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões. ao disposto nesta Constituição para os membros do Congresso Nacional e. V . com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado.não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês.criar. de 31/03/92: "VIII . cinco por cento do eleitorado. programas de educ ação préescolar e de ensino fundamental. na Constituição do respectivo Estado. de 31/03/92: "IX – proibições e incompatibilidades. o o § 3 Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara Municipal o desrespeito ao § 1 deste artigo.

reorganizar as finanças da unidade da Federação que: a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos. direta e indireta. § 4º . Cons elhos ou órgãos de Contas Municipais. dentro dos prazos estabelecidos em lei. observadas as regras do art. que a promulgará.Os Territórios poderão ser divididos em Municípios.As contas do Governo do Território serão submetidas ao Congresso Nacional. VI ." Art. 33. e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa. ou para prover a execução de lei. aos quais se aplicará. reger. sistema representativo e regime democrático. V . A lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos Territórios. III . nos termos da lei. das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar.se-á por lei orgânica. exceto quando: I ." IV . II . § 2º . O Distrito Federal. O Estado não intervirá em seus Municípios. sem motivo de força maior.§ 3º .repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra. atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição. CAPÍTULO V DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS Seção I DO DISTRITO FEDERAL Art. c) autonomia municipal. VII . vedada sua divisão em Municípios. de ordem ou de decisão judicial.assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: a) forma republicana. para mandato de igual duração. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29.deixar de ser paga. Seção II DOS TERRITÓRIOS Art. IV . 27. na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios. durante sessenta dias. com parecer prévio do Tribunal de Contas da União. ordem ou decisão judicial. de 13/09/00: "III – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.Nos Territórios Federais com mais de cem mil habitantes. § 3º .Lei federal disporá sobre a utilização. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29.A eleição do Governador e do Vice-Governador.não forem prestadas contas devidas. de 13/09/00: "e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais. no que couber. o disposto no Capítulo IV deste Título. § 4º . à disposição de qualquer contribuinte. § 1º . exceto para: I . salvo motivo de força maior. haverá órgãos judiciários de primeira e segunda instância. 34. compreendida a proveniente de transferências. 35. o qual poderá questionar-lhes a legitimidade. II . e dos Deputados Distritais coincidirá com a dos Governadores e Deputados Estaduais. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal. pelo Governo do Distrito Federal. para exame e apreciação.o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual. membros do Ministério Público e defensores públicos federais. anualmente.As contas dos Municípios ficarão. nem a União nos Municípios localizados em Território Federal. votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias. na forma da lei. a lei disporá sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua competência deliberativa. além do Governador nomeado na forma desta Constituição.É vedada a criação de Tribunais. CAPÍTULO VI DA INTERVENÇÃO Art. por dois anos consecutivos. a dívida fundada.garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação. b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição.prover a execução de lei federal. § 2º . 32. d) prestação de contas da administração pública.manter a integridade nacional. 77.pôr termo a grave comprometimento da ordem pública. § 3º . . § 1º .Aos Deputados Distritais e à Câmara Legislativa aplica-se o disposto no art. b) direitos da pessoa humana.

chefia e assessoramento.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. publicidade e eficiência e. do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral. de 04/06/98: "XI .Nos casos do art. de 04/06/98: "VII .de provimento. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. impessoalidade. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. em espécie.Se não estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assembléia Legislativa. funções e empregos públicos da administração direta. pelo Superior Tribunal de Justiça. 37.a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. sempre na mesma data e sem distinção de índices." (Regulamento) (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. se a coação for exercida contra o Poder Judiciário. far-se-á convocação extraordinária. de 04/06/98: "X .de provimento.O decreto de intervenção. § 2º . condições e percentuais mínimos previstos em lei. IV . 34. dos membros de qualquer dos Poderes da União. do Distrito Federal e dos Municípios.no caso do art." III ." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. o decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado. observada a iniciativa privativa em cada caso. na carreira. IV . de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido. dispensada a apreciação pelo Congresso Nacional ou pela Assembléia Legislativa. na forma da lei. aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego. dos Estados. no caso de recusa à execução de lei federal. CAPÍTULO VII DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Seção I DISPOSIÇÕES GERAIS (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. prorrogável uma vez. destinam-se apenas às atribuições de direção. no prazo de vinte e quatro horas. de representação do Procurador-Geral da República. § 1º . exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo." VI . na hipótese do art.é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical.a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão. também. IV. 35. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. 34. que especificará a amplitude.os cargos. pelo Supremo Tribunal Federal. a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos. se couber. se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade. assegurada revisão geral anual. autárquica e fundacional. ou de requisição do Supremo Tribunal Federal. ou do art. de 04/06/98: "V . (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego.durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. IX .no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária. não poderão exceder o subsídio mensal.a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. 36. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. VI e VII. nomeará o interventor. IV. ao seguinte:" (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.Cessados os motivos da intervenção. o prazo e as condições de execução e que.o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. II . assim como aos estrangeiros. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. e os cargos em comissão. moralidade.as funções de confiança. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. pensões ou outra espécie remuneratória. § 3º ." . A decretação da intervenção dependerá: I . de requisição do Supremo Tribunal Federal. 34. de representação do Procurador-Geral da República. por igual período. III . será submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da Assembléia Legislativa do Estado. VII. salvo impedimento legal. as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão. no mesmo prazo de vinte e quatro horas. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.Art. na forma prevista em lei. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. de 04/06/98: "II . de 04/06/98: "Art." VIII . de 04/06/98: "I . § 4º . percebidos cumulativamente ou não. dos Estados.

é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. e sociedades controladas. e 153. 5º. III." XX . II. § 2º. § 2º . serviços. de sociedade de economia mista e de fundação. precedência sobre os demais setores administrativos. 39. 150.As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. II . de 04/06/98: "XV . III . o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos.as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral.o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis. b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico. sem prejuízo da ação penal cabível. em cada caso.o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo. causarem a terceiros. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. dentro de suas áreas de competência e jurisdição.os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores.A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente.depende de autorização legislativa. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. cabendo à lei complementar. programas. pelo poder público. de 04/06/98: "§ 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. nos termos da lei. que causem prejuízos ao erário. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. direta ou indiretamente. quando houver compatibilidade de horários. ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. fundações. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. de 05/02/98: "XV (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. exceto." . a) a de dois cargos de professor. (NR) (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 04/06/98: "XIV . da qualidade dos serviços. de 04/06/98: "XVII . § 1º . neste último caso. de 13/12/2001: c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. de 04/06/98: "§ 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. regulando especialmente: I . de 04/06/98: "XIII . a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior. de 04/06/98: "XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. I. a perda da função pública. empresas públicas. nos termos da lei. servidor ou não.XII ." § 4º ." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. as obras. X e XXXIII. de 04/06/98: "XVI . na forma e gradação previstas em lei. suas subsidiárias. sociedades de economia mista. informativo ou de orientação social. observado o disposto no art. na forma da lei. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. obras.A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. com profissões regulamentadas.A publicidade dos atos. asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica.' XVIII . XXI . § 6º . 153. § 4º." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. dela não podendo constar nomes. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. emprego ou função na administração pública. § 5º . externa e interna. ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18.a administração fazendária e seus servidores fiscais terão.ressalvados os casos especificados na legislação. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. definir as áreas de sua atuação. mantidas as condições efetivas da proposta. assim como a participação de qualquer delas em empresa privada. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário.Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. nessa qualidade.

do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. II . de 04/06/98: "§ 4º O membro de Poder. de 05/02/98: "DOS SERVIDORES PÚBLICOS" (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. VIII. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade. que receberem recursos da União. orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. será afastado do cargo." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. no exercício de mandato eletivo.Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19." Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. XVI. III ." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. prêmio." . IV. de 04/06/98: "§ 8º A autonomia gerencial. havendo compatibilidade de horários. obrigações e responsabilidade dos dirigentes. estadual ou distrital.os requisitos para a investidura. do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. IV . A União. II . 37. integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes.investido no mandato de Prefeito. 39. os valores serão determinados como se no exercício estivesse. de 04/06/98: "§ 5º Lei da União. de 04/06/98: "§ 2º A União.os controles e critérios de avaliação de desempenho. XVIII. obedecido.para efeito de benefício previdenciário." Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 20. para isso. de 15/12/98: "§ 10. dos Estados. XIII. 37. de 04/06/98: "§ 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo.as peculiaridades dos cargos. III . II . abono.investido no mandato de Vereador. emprego ou função. emprego ou função. emprego ou função. XI. IX. 7º. obedecido. exceto para promoção por merecimento. autárquica e fundacional. os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. aplicam-se as seguintes disposições:" I ." Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. adicional. XV. ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição. o detentor de mandato eletivo. podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. verba de representação ou outra espécie remuneratória. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. facultada. Seção II (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18. em qualquer caso. não havendo compatibilidade. de 04/06/98: "Art. perceberá as vantagens de seu cargo." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. será aplicada a norma do inciso anterior. constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira. a ser firmado entre seus administradores e o poder público.o prazo de duração do contrato. V . X e XI.a remuneração do pessoal. de 04/06/98: "§ 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. emprego ou função pública. de 04/06/98: "Art. e. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. XIX.tratando-se de mandato eletivo federal.a natureza. dos Estados. XII. XVII. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. os Estados. 42 e 142 com a remuneração de cargo. em qualquer caso. Ao servidor público da administração direta. o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal. no caso de afastamento. o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. e suas subsidiárias. de 04/06/98: "§ 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: I ." Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. o disposto no art. ficará afastado de seu cargo. VII." Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. o disposto no art. a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. III . XX. cabendo à lei dispor sobre: I . direitos. 38. 40 ou dos arts. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. XXII e XXX.

A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. especificadas em lei. exceto se decorrente de acidente em serviço. a. § 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados. de 15/12/98: "Art. e de cargo eletivo." Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos. calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma do § 3°: I . à soma total dos proventos de inatividade. de 04/06/98: "§ 7º Lei da União. III . § 5º Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos. e sessenta anos de idade. XI. 37. Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. do Distrito Federal e dos Municípios. II . inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. treinamento e desenvolvimento. Aplica-se o limite fixado no art. bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social. que será igual ao valor dos proventos do servidor falecido ou ao valor dos proventos a que teria direito o servidor em atividade na data de seu falecimento. estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão. de 04/06/98: "§ 6º Os Poderes Executivo. § 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo. se mulher. XI. se mulher. no que couber. autarquia e fundação.por invalidez permanente. . observadas as seguintes condições: a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição." Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo. cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. § 3º Os proventos de aposentadoria. 40. dos Estados. b) sessenta e cinco anos de idade. contagiosa ou incurável. definidos em lei complementar. é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo. aos setenta anos de idade. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. § 10. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. sendo também estendidos aos aposentados e aos pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade. na forma da lei. em relação ao disposto no § 1°. moléstia profissional ou doença grave.Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. § 12. e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição. 37.compulsoriamente. corresponderão à totalidade da remuneração. observado o disposto no § 3º." (*) Redação dada ao artigo pela Emenda Constitucional nº 20. na forma da lei. modernização. § 2º Os proventos de aposentadoria e as pensões. por ocasião de sua concessão. se homem. para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade. § 7º Lei disporá sobre a concessão do benefício da pensão por morte. III. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição. reaparelhamento e racionalização do serviço público. por ocasião da sua concessão. de 04/06/98: "§ 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º. dos Estados. não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor. § 9º O tempo de contribuição federal. o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará. se homem.voluntariamente. para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social. os proventos de aposentadoria e as pensões serão revistos na mesma proporção e na mesma data. § 8º Observado o disposto no art. e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. § 11. incluídas suas autarquias e fundações. Além do disposto neste artigo. ressalvados os casos de atividades exercidas exclusivamente sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. serão calculados com base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria e. § 6º Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição.

" Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 19. além do que vier a ser fixado em lei. § 14. de 05/02/98: "Art. de 05/02/98: "§ 2º " (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. são militares dos Estados. § 9º. exclusivamente. DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS" (*) Redação dada ao artigo pela Emenda Constitucional nº 18. 202. 40. 41. §§ 7º e 8º. § 1º ." Seção III (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18. a União poderá articular sua ação em um mesmo complexo geoeconômico e social. o Distrito Federal e os Municípios. reconduzido ao cargo de origem.Lei complementar disporá sobre: I . II – mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. § 15. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares.a composição dos organismos regionais que executarão. aplica-se o disposto no art. Ao servidor ocupante. as disposições do art. Distrito Federal e Municípios. o servidor estável ficará em disponibilidade. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público. de 04/06/98: "§ 4º Como condição para a aquisição da estabilidade." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18. para atender aos seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. na forma da lei: . instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina. além de outros. A União. 142. sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores. o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar. Somente mediante sua prévia e expressa opção. lei complementar disporá sobre as normas gerais para a instituição de regime de previdência complementar pela União. na forma de lei complementar. Para efeitos administrativos. de 15/12/98: "§ 2º Aos militares dos Estados. § 3º.em virtude de sentença judicial transitada em julgado. III – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. poderão fixar. Observado o disposto no art. de 05/02/98: "DOS MILITARES DOS ESTADOS." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. assegurada ampla defesa." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. do art. para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo. visando a seu desenvolv imento e à redução das desigualdades regionais. 14. e o eventual ocupante da vaga. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. será ele reintegrado. os Estados. aplica-se o regime geral de previdência social. II ." Seção IV DAS REGIÕES Art. 142. 40. na forma da lei." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 04/06/98: "§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. §§ 2º e 3º. § 8º. de 15/12/98: "§ 1º Aplicam-se aos militares dos Estados. Estados. integrantes dos planos nacionais de desenvolvimento econômico e social. se estável. os planos regionais. 43.Os incentivos regionais compreenderão. até seu adequado aproveitamento em outro cargo. inciso X. de 04/06/98: "§ 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. do Distrito Federal e dos Territórios e a seus pensionistas. sem direito a indenização. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. do Distrito Federal e dos Territórios. desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo.§ 13. do Distrito Federal e dos Territórios. 201. e do art. § 2º . aprovados juntamente com estes. de 04/06/98: "§ 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I . de 04/06/98: "Art. cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art.as condições para integração de regiões em desenvolvimento. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. § 16.

eleitos segundo o princípio majoritário. especialmente sobre: I . arrecadação e distribuição de rendas. IV . eleitos.limites do território nacional. 44. Parágrafo único. Art.concessão de anistia.O número total de Deputados.A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos.isenções. de fontes de água e de pequena irrigação. 49. V . proporcionalmente à população. regionais e setoriais de desenvolvimento.fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas. Art. não exigida esta para o especificado nos arts. II . § 1º . § 2º . IV. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal. em suas glebas. pelo sistema proporcional. presente a maioria absoluta de seus membros. Cabe ao Congresso Nacional. III . para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados. IV . fretes.Cada Território elegerá quatro Deputados. em cada Estado.Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores.I . no ano anterior às eleições. § 1º . Cada legislatura terá a duração de quatro anos. as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos. subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados.incorporação. seguros e outros itens de custos e preços de responsabilidade do Poder Público.juros favorecidos para financiamento de ativ idades prioritárias.transferência temporária da sede do Governo Federal.prioridade para o aproveitamento econômico e social dos rios e das massas de água represadas ou represáveis nas regiões de baixa renda. em cada Território e no Distrito Federal. com a sanção do Presidente da República. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional. judiciária. reduções ou diferimento temporário de tributos federais devidos por pessoas físicas ou jurídicas. 48. VIII . alternadamente. sujeitas a secas periódicas. a União incentivará a recuperação de terras áridas e cooperará com os pequenos e médios proprietários rurais para o estabelecimento. § 2º . orçamento anual. § 3º .Nas áreas a que se refere o § 2º. por um e dois terços. que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. dispor sobre todas as matérias de competência da União. Seção II DAS ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONAL Art. 47. com mandato de oito anos. bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal. TÍTULO IV Da Organização dos Poderes CAPÍTULO I DO PODER LEGISLATIVO Seção I DO CONGRESSO NACIONAL Art.Cada Senador será eleito com dois suplentes. II . ouvidas as respectivas Assembléias Legislativas. diretrizes orçamentárias.organização administrativa. do Ministério Público e da Defensoria Pública da União e dos Territórios e organização judiciária. do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal.igualdade de tarifas. será estabelecido por lei complementar. espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União. III .plano plurianual. VI . § 3º . IX .planos e programas nacionais. . 46. Art. Salvo disposição constitucional em contrário. procedendo-se aos ajustes necessários. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo.sistema tributário. 45. dívida pública e emissões de curso forçado. 51 e 52. VII . operações de crédito.

(*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 11/9/2001: X – criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas, observado o que estabelece o art. 84, VI, b ; (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 11/9/2001: XI – criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública; XII - telecomunicações e radiodifusão; XIII - matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações; XIV - moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária federal. Inciso incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 04/06/98: "XV – fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, por lei de iniciativa conjunta dos Presidentes da República, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I." Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional; II - autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar; III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder a quinze dias; IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas; V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; VI - mudar temporariamente sua sede; (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 04/06/98: "VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; " (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 04/06/98: "VIII – fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;" IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo; X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta; XI - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes; XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão; XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União; XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares; XV - autorizar referendo e convocar plebiscito; XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais; XVII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 2, de 07/06/94: "Art. 50. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas Comissões, poderão convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República para prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada." § 1º - Os Ministros de Estado poderão comparecer ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados, ou a qualquer de suas Comissões, por sua iniciativa e mediante entendimentos com a Mesa respectiva, para expor assunto de relevância de seu Ministério. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 2, de 07/06/94: "§ 2º - As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão encaminhar pedidos escritos de informações a Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas referidas no caput deste artigo, importando em crime de responsabilidade a recusa, ou o não - atendimento, no prazo de trinta dias, bem como a prestação de informações falsas." Seção III

DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o VicePresidente da República e os Ministros de Estado; II - proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa; III - elaborar seu regimento interno; (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 04/06/98: "IV – dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;" V - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII. Seção IV DO SENADO FEDERAL Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23, de 02/09/99: " I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles;" II - processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade; III - aprovar previamente, por voto secreto, após argüição pública, a escolha de: a) Magistrados, nos casos estabelecidos nesta Constituição; b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo Presidente da República; c) Governador de Território; d) Presidente e diretores do Banco Central; e) Procurador-Geral da República; f) titulares de outros cargos que a lei determinar; IV - aprovar previamente, por voto secreto, após argüição em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente; V - autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios; VI - fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; VII - dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo Poder Público federal; VIII - dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno; IX - estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal; XI - aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-Geral da República antes do término de seu mandato; XII - elaborar seu regimento interno; (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 04/06/98: "XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;" XIV - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII. Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.

Seção V DOS DEPUTADOS E DOS SENADORES

(*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 20/12/2001 Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 20/12/2001 § 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 20/12/2001 § 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 20/12/2001 § 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 20/12/2001 § 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 20/12/2001 § 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 20/12/2001 § 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 20/12/2001 § 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores, embora militares e ainda que em tempo de guerra, dependerá de prévia licença da Casa respectiva. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 35, de 20/12/2001 § 8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida. Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão: I - desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes; b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades constantes da alínea anterior; II - desde a posse: a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada; b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades referidas no inciso I, "a"; c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, "a"; d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador: I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior; II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada; IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição; VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. § 1º - É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas. § 2º - Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa. § 3º - Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.

pelos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subseqüente.Presidente da República. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 32. Não perderá o mandato o Deputado ou Senador: I . o Congresso Nacional somente deliberará sobre a matéria para a qual foi convocado. a Câmara dos Deputados e o Senado Federal reunir-se-ão em sessão conjunta para: I . far-se-á eleição para preenchê-la de faltarem mais de quinze meses para o término do mandato. de interesse particular. de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio e para o compromisso e a posse do Presidente e do Vice-Presidente. o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. para mandato de dois anos.A Mesa do Congresso Nacional será presidida pelo Presidente do Senado Federal.elaborar o regimento comum e regular a criação de serviços comuns às duas Casas."(NR) Seção VII DAS COMISSÕES Art. quando recaírem em sábados." Art. do Distrito Federal. e os demais cargos serão exercidos. de investidura em funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias. II .inaugurar a sessão legislativa. Seção VI DAS REUNIÕES Art. para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas. de 11/9/2001: § 7º Na sessão legislativa extraordinária. pelos ocupantes de cargos equivalentes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa. § 3º . de 11/9/2001: § 8º Havendo medidas provisórias em vigor na data de convocação extraordinária do Congresso Nacional. tanto quanto possível. ressalvada a hipótese do § 8º. ou para tratar.A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á: I . II .Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 6. Governador de Território. serão elas automaticamente incluídas na pauta da convocação. § 6º . sem remuneração.conhecer do veto e sobre ele deliberar. constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e 3º. desde que. § 1º . de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática temporária.Além de outros casos previstos nesta Constituição. de 07/06/94: "§ 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato. o Deputado ou Senador poderá optar pela remuneração do mandato. alternadamente. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32.O suplente será convocado nos casos de vaga. § 2º . O Congresso Nacional reunir-se-á. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias.Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias.pelo Presidente do Senado Federal. III . neste caso. 56. anualmente.Na constituição das Mesas e de cada Comissão. nos termos deste artigo.Ocorrendo vaga e não havendo suplente. é assegurada. a partir de 1º de fevereiro. em caso de urgência ou interesse público relevante. § 1º .investido no cargo de Ministro de Estado.licenciado pela respectiva Casa por motivo de doença.Na hipótese do inciso I. § 5º . na Capital Federal. § 2º . . ou a requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas. II . § 4º .receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República. Secretário de Estado. de Território. vedado o pagamento de parcela indenizatória em valor superior ao subsídio mensal. domingos ou feriados.A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. de 15 de fevereiro a 30 de junho e de 1º de agosto a 15 de dezembro.pelo Presidente da República. § 1º . em caso de decretação de estado de defesa ou de intervenção federal. 58. no primeiro ano da legislatura.As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subseqüente. § 3º . IV . 57.

A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. com atribuições definidas no regimento comum. eleita por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo. Seção VIII DO PROCESSO LEGISLATIVO Subseção I Disposição Geral Art. redação. Lei complementar disporá sobre a elaboração.a forma federativa de Estado. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas. no mínimo.leis complementares.A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. ao Supremo Tribunal Federal.A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. § 3º . IV . IV .convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições. em ambos. com o respectivo número de ordem.de um terço. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. II . para a apuração de fato determinado e por prazo certo. III . em dois turnos. em conjunto ou separadamente. cuja composição reproduzirá. ao Presidente da República. § 4º . ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos.Durante o recesso.receber petições. considerando-se aprovada se obtiver.às comissões. VI . § 1º . manifestando-se. § 2º . dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas. 59. VII . pela maioria relativa de seus membros. VI .os direitos e garantias individuais. § 1º .São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: . serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. na forma do regimento.leis delegadas. O processo legislativo compreende a elaboração de: I . salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa. regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer.do Presidente da República. § 3º . reclamações.o voto direto.solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão. III . alteração e consolidação das leis. V . III .discutir e votar projeto de lei que dispensar.Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I .As comissões parlamentares de inquérito. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados.§ 2º . A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I . § 4º . mediante requerimento de um terço de seus membros. 61. de estado de defesa ou de estado de sítio.emendas à Constituição.resoluções. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. universal e periódico. em razão da matéria de sua competência.leis ordinárias.realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil. planos nacionais. 60. cada uma delas. encaminhadas ao Ministério Público. secreto. quanto possível. três quintos dos votos dos respectivos membros. haverá uma Comissão representativa do Congresso Nacional. aos Tribunais Superiores. § 5º . sendo suas conclusões.medidas provisórias. Subseção II Da Emenda à Constituição Art. Parágrafo único. IV . cabe: I .decretos legislativos. na forma e nos casos previstos nesta Constituição. III .a separação dos Poderes. Subseção III Das Leis Art. V . a competência do Plenário. II . se for o caso.A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. II .de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação. a proporcionalidade da representação partidária. do Senado Federal ou do Congresso Nacional.apreciar programas de obras. II .

§ 3º. no prazo de sessenta dias. V. só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. Alínea incluída pela Emenda Constitucional nº 18. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 32. de 11/9/2001: § 7º Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que." d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 32. IV. de 05/02/98: "f) militares das Forças Armadas. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. de 11/9/2001: § 6º Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua publicação. bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados. de 11/9/2001: § 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: I – relativa a: a) nacionalidade. provimento de cargos. de 11/9/2001: § 8º As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 32. 153. 84. IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. cidadania.I . o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 32. serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios. devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.disponham sobre: a) criação de cargos. remuneração. ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia. um por cento do eleitorado nacional. de 11/9/2001: § 9º Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir . até que se ultime a votação. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 32. prorrogável. VI. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 32. orçamento e créditos adicionais e suplementares.fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18. de 11/9/2001: § 2º Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos. III – reservada a lei complementar. I. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 32. e 154. de 11/9/2001: § 4º O prazo a que se refere o § 3º contar-se-á da publicação da medida provisória. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 32. devendo o Congresso Nacional disciplinar. de 11/9/2001: § 3º As medidas provisórias. seu regime jurídico. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração. ressalvado o previsto no art. observado o disposto no art. as relações jurídicas delas decorrentes. subseqüentemente. desde a edição. no mínimo. de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro. de 11/9/2001: § 5º A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais. reforma e transferência para a reserva. b) direito penal. nos termos do § 7º. ficando sobrestadas. por decreto legislativo. em cada uma das Casas do Congresso Nacional. II – que vise a detenção ou seqüestro de bens. b) organização administrativa e judiciária. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 32. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. distribuído pelo menos por cinco Estados. suspendendo-se durante os períodos de recesso do Congresso Nacional. matéria tributária e orçamentária. promoções. c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. contado de sua publicação. II. não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional. de 05/02/98: "c) servidores públicos da União e Territórios. processual penal e processual civil. de 11/9/2001: Art. d) planos plurianuais. uma vez por igual período. II . a carreira e a garantia de seus membros. todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando. 62. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. com força de lei. estabilidade. de 11/9/2001: e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. provimento de cargos. seu regime jurídico. estabilidade e aposentadoria. exceto os previstos nos arts. se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias. diretrizes orçamentárias. do Distrito Federal e dos Territórios. Em caso de relevância e urgência. entrará em regime de urgência. direitos políticos. II. partidos políticos e direito eleitoral. 167." § 2º .A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por.

na mesma sessão legislativa. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da República. se a Casa revisora o aprovar. § 1º . A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. se este não o fizer em igual prazo. de 11/9/2001: § 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º. ou arquivado."(NR) Art. § 3º e § 4º. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 32. no prazo de quinze dias úteis. dos Tribunais Federais e do Ministério Público. caberá ao VicePresidente do Senado fazê-lo. esta manter-se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto. Parágrafo único. e. 66. até que se ultime a votação. Art. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 32. 64. Art. observado quanto ao mais o disposto no parágrafo anterior. sobrestadas as demais proposições. § 1º . de 11/9/2001: § 2º Se. Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3º até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória. a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobre a proposição. e enviado à sanção ou promulgação. § 5º . em até quarenta e cinco dias. sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas da respectiva Casa. nem se aplicam aos projetos de código. vetá-lo-á total ou parcialmente. dentro de quarenta e oito horas. de parágrafo. 68. será o projeto enviado. do Senado Federal. contados da data do recebimento. no todo ou em parte. as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores. Art. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República. no caso do § 1º. o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata. para promulgação. 63.Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional. Art. até sua votação final. de inciso ou de alínea. § 3º . do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara dos Deputados. em escrutínio secreto. de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo.O veto será apreciado em sessão conjunta.Se o veto não for mantido. 166. § 4º .parecer. . § 4º . O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra. § 3º . que. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República. de 11/9/2001: § 11. nos casos dos § 3º e § 5º.Se o Presidente da República considerar o projeto. aquiescendo. É vedada a reedição. o sancionará. Art.nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República. Não será admitido aumento da despesa prevista: I . 67.nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara dos Deputados.Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da República. de 11/9/2001: § 12. inconstitucional ou contrário ao interesse público. antes de serem apreciadas. que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional. de 11/9/2001: § 10. ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional. ressalvado o disposto no art. em sessão separada. § 7º . ao Presidente da República. Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória. 65. com exceção das que tenham prazo constitucional determinado. cada qual sucessivamente. o silêncio do Presidente da República importará sanção. dentro de trinta dias a contar de seu recebimento.O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. na mesma sessão legislativa. em um só turno de discussão e votação. se o rejeitar.O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo. § 2º . pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso Nacional. II .Decorrido o prazo de quinze dias. e comunicará. o Presidente do Senado a promulgará. Sendo o projeto emendado. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 32. voltará à Casa iniciadora.A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á no prazo de dez dias. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32.

da Câmara dos Deputados. multa proporcional ao dano causado ao erário. guarde.fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União participe. III .As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. V . operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica.apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República. § 1º . IV . financeira. ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório. ao Poder Executivo as medidas cabíveis. II . Seção IX DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL. VII . por iniciativa própria. gerencie ou administre dinheiros.julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros. para fins de registro. operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas. ao qual compete: I . Executivo e Judiciário. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. reformas e pensões. de imediato. na administração direta e indireta.representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados. 69." Art.No caso de contrato.§ 1º . a qualquer título.Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo. nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo. sobre a fiscalização contábil.fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio. de 04/06/98: "Parágrafo único. mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento. do Senado Federal. que estabelecerá. 70.prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional. operacional e patrimonial. (*) Parágrafo único. financeira. nem a legislação sobre: I . VI . excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão.planos plurianuais. políticos e eleitorais. se verificada ilegalidade. no prazo de noventa dias.sustar. orçamentária. por qualquer de suas Casas. que solicitará. Art. a carreira e a garantia de seus membros. § 3º . e pelo sistema de controle interno de cada Poder. o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional. que utilize. o Tribunal decidirá a respeito. ao Distrito Federal ou a Município. VIII . vedada qualquer emenda. mediante controle externo.nacionalidade. não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior. nos termos do tratado constitutivo.realizar. financeira. economicidade. § 2º .Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional. a Estado.apreciar. a execução do ato impugnado. O controle externo. de Comissão técnica ou de inquérito. em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas. FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA Art. será exercida pelo Congresso Nacional. ou que. e demais entidades referidas no inciso II.Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional.organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. aplicação das subvenções e renúncia de receitas.aplicar aos responsáveis.assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei. A fiscalização contábil. 71. legitimidade. incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional. assuma obrigações de natureza pecuniária. orçamentária. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta. orçamentária. cidadania. arrecade. III . a legalidade dos atos de admissão de pessoal. § 2º . extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público. direitos individuais. IX . que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício. inspeções e auditorias de natureza contábil. incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal. § 3º . bens e valores públicos da administração direta e indireta. bem como a das concessões de aposentadorias. a matéria reservada à lei complementar. as sanções previstas em lei. XI . comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. a cargo do Congresso Nacional. e as contas daqueles que derem causa a perda. será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União. diretrizes orçamentárias e orçamentos. ou por qualquer das respectivas Comissões. este a fará em votação única. em nome desta. os de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. X . entre outras cominações. . ajuste ou outros instrumentos congêneres. de forma direta ou indireta. quanto à legalidade. acordo. se não atendido. pública ou privada. II .

no que couber. da gestão orçamentária. contábeis. de 15/12/98: "§ 3° Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias. econômicos e financeiros ou de administração pública. quanto à eficácia e eficiência. bem como dos direitos e haveres da União. Art.um terço pelo Presidente da República. dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União. III . quanto à aposentadoria e pensão. segundo os critérios de antigüidade e merecimento. ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados. IV . § 1º . as normas constantes do art. poderá solicitar à autoridade governamental responsável que. II . sendo dois alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal. terá as mesmas garantias e impedimentos do titular e. a Comissão. aplicando-se-lhes. de forma integrada. a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União. As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se. Art. Art. no prazo de cinco dias. 40. II .dois terços pelo Congresso Nacional. prerrogativas. as de juiz de Tribunal Regional Federal.apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal. 73. .Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: I . no prazo de trinta dias. § 1º .O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional. que serão integrados por sete Conselheiros.Qualquer cidadão. no que couber. Art. 72. II . à organização. associação ou sindicato é parte legítima para. vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. quando no exercício das demais atribuições da judicatura.notórios conhecimentos jurídicos. ou considerados estes insuficientes. na forma da lei. financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal. a Comissão solicitará ao Tribunal pronunciamento conclusivo sobre a matéria. as atribuições previstas no art.mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade. 75.O auditor. exercendo.§ 4º . § 2º . IV .exercer o controle das operações de crédito. sob pena de responsabilidade solidária. auxiliado pelos Ministros de Estado. .mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no inciso anterior. Parágrafo único. quando em substituição a Ministro. III . Executivo e Judiciário manterão.Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos: I . bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios. 96. ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade. se julgar que o gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública. avais e garantias. partido político. A Comissão mista permanente a que se refere o art. denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. indicados em lista tríplice pelo Tribunal.comprovar a legalidade e avaliar os resultados. §1º. bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado.Não prestados os esclarecimentos. 74.idoneidade moral e reputação ilibada. com aprovação do Senado Federal.avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual. CAPÍTULO II DO PODER EXECUTIVO Seção I DO PRESIDENTE E DO VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA Art. tem sede no Distrito Federal. § 2º .Os responsáveis pelo controle interno. quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional. Os Poderes Legislativo. § 1º .Entendendo o Tribunal irregular a despesa. trimestral e anualmente." § 4º . proporá ao Congresso Nacional sua sustação. relatório de suas atividades. O Tribunal de Contas da União. preste os esclarecimentos necessários. sistema de controle interno com a finalidade de: I . impedimentos. integrado por nove Ministros. 76. diante de indícios de despesas não autorizadas. 166. § 2º . O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República. As Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos.

de 11/9/2001: b) extinção de funções ou cargos públicos. o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal. não tiver assumido o cargo. sustentar a união.nomear e exonerar os Ministros de Estado.Se. desistência ou impedimento legal de candidato. 78. prestando o compromisso de manter.Em qualquer dos casos. obtiver a maioria absoluta de votos. o Vice-Presidente. de 04/06/97: "Art. no primeiro domingo de outubro. II . Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente. § 4º . Substituirá o Presidente. antes de realizado o segundo turno. Parágrafo único. ocorrer morte. simultaneamente. ou vacância dos respectivos cargos. 81.celebrar tratados. far-se-á nova eleição em até vinte dias após a proclamação do resultado. 80. e no último domingo de outubro.(*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16. Art. sem licença do Congresso Nacional. Art.Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial.Será considerado eleito Presidente o candidato que. § 1º . quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. pelo Congresso Nacional. O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão.lhe-á.A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele registrado. quando vagos. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 16. remanescer. sob pena de perda do cargo. de 04/06/97: "Art. a direção superior da administração federal. com o auxílio dos Ministros de Estado. far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga. ausentar-se do País por período superior a quinze dias. § 3º . sobre: Alínea incluída pela Emenda Constitucional nº 32. Alínea incluída pela Emenda Constitucional nº 32. O Vice-Presidente da República. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á. se houver. registrado por partido político. promover o bem geral do povo brasileiro. em segundo lugar. § 2º . 82. VII . de 11/9/2001: a) organização e funcionamento da administração federal." Art. sujeitos a referendo do Congresso Nacional. Parágrafo único. convocar-se-á. concorrendo os dois candidatos mais votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos. do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente. em primeiro turno. não computados os em branco e os nulos. os eleitos deverão completar o período de seus antecessores. O mandato do Presidente da República é de quatro anos e terá início em primeiro de janeiro do ano seguinte ao da sua eleição. de 11/9/2001: VI – dispor. 79. § 5º . na forma e nos casos previstos nesta Constituição. 84. mediante decreto. Art. 83.Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação.Se. § 2º . . mais de um candidato com a mesma votação. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República. IX . qualificar-se-á o mais idoso. promulgar e fazer publicar as leis. Art." § 1º .exercer. convenções e atos internacionais. na hipótese dos parágrafos anteriores.sancionar. O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão posse em sessão do Congresso Nacional.manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução. no de vaga.decretar o estado de defesa e o estado de sítio.vetar projetos de lei. serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados. este será declarado vago. 77. o Presidente ou o Vice-Presidente. dentre os remanescentes. decorridos dez dias da data fixada para a posse. no caso de impedimento. a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga. total ou parcialmente. defender e cumprir a Constituição. observar as leis. III . Compete privativamente ao Presidente da República: I . auxiliará o Presidente. e suceder. além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar. o de maior votação. VIII . Se. a integridade e a independência do Brasil. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. sempre que por ele convocado para missões especiais. V . IV .iniciar o processo legislativo. na forma da lei. Seção II Das Atribuições do Presidente da República Art. em segundo turno. salvo motivo de força maior.

do Exército e da Aeronáutica. dos órgãos instituídos em lei. o Procurador-Geral da República.nomear.a probidade na administração. XXI .prestar. a mobilização nacional. decorrido o prazo de cento e oitenta dias. autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional. XI . o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição.Se. que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. II . observado o disposto no art. V . após aprovação pelo Senado Federal. se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal. Seção III Da Responsabilidade do Presidente da República Art. ou perante o Senado Federal.permitir. cessará o afastamento do Presidente.remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por ocasião da abertura da sessão legislativa.editar medidas provisórias com força de lei. XII .X . decretar. 73. quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas. 89. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23.a existência da União. por dois terços da Câmara dos Deputados. II .nomear. ao Congresso Nacional. VII .declarar guerra. contra: I .O Presidente ficará suspenso de suas funções: I .o livre exercício do Poder Legislativo. os Governadores de Territórios.prover e extinguir os cargos públicos federais. nos casos previstos em lei complementar.o exercício dos direitos políticos. individuais e sociais. quando determinado em lei. § 1º . O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI. nos crimes de responsabilidade. na forma da lei. XV . primeira parte.nomear os magistrados. Admitida a acusação contra o Presidente da República. XIX .a segurança interna do País. nos termos do art.nos crimes de responsabilidade. Parágrafo único." XIV . e. Esses crimes serão definidos em lei especial. após a instauração do processo pelo Senado Federal. nas infrações comuns. os Ministros do Tribunal de Contas da União. IV . sem prejuízo do regular prosseguimento do processo. 85.Enquanto não sobrevier sentença condenatória.decretar e executar a intervenção federal. XXVII . as contas referentes ao exercício anterior. total ou parcialmente. XXIII .nomear membros do Conselho da República. no caso de agressão estrangeira. não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. § 2º . aos Ministros de Estado. ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União. XX . dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa. na vigência de seu mandato. Art.exercer outras atribuições previstas nesta Constituição. os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores. Seção IV DOS MINISTROS DE ESTADO . nas mesmas condições. e o Advogado-Geral da União. XVI . III . XXV . com audiência. que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. § 4º . XXII . nos termos do art. VI .nas infrações penais comuns.o cumprimento das leis e das decisões judiciais. XVIII . que estabelecerá as normas de processo e julgamento. anualmente. de 02/09/99: " XIII . o Presidente da República não estará sujeito a prisão. do Poder Judiciário. § 3º . nas infrações penais comuns. XXIV .exercer o comando supremo das Forças Armadas.conceder indulto e comutar penas. VII.O Presidente da República. XVII . será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e. especialmente. expondo a situação do País e solicitando as providências que julgar necessárias.convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional.conferir condecorações e distinções honoríficas. autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele. se necessário. do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação. 62. XXVI . o julgamento não estiver concluído.a lei orçamentária. Parágrafo único.enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual. promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos. nomear os Comandantes da Marinha. o presidente e os diretores do Banco Central e outros servidores. XII e XXV. 86. nos casos previstos nesta Constituição.celebrar a paz.

§ 1º .Compete ao Conselho de Defesa Nacional: I .o Vice-Presidente da República.estudar. dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados. de 02/09/99: " V .Art. III .os Comandantes da Marinha. Art. 87. sendo dois nomeados pelo Presidente da República.intervenção federal.opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de celebração da paz. Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos.o Presidente do Senado Federal. Compete ao Ministro de Estado. § 2º . O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República." § 1º . O Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático. do estado de sítio e da intervenção federal.o Ministro de Estado da Defesa.o Vice-Presidente da República. coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração federal na área de sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente da República. II . 89. IV .O Presidente da República poderá convocar Ministro de Estado para participar da reunião do Conselho. VII . vedada a recondução.expedir instruções para a execução das leis.o Ministro da Justiça. todos com mandato de três anos. e dele participam como membros natos: I . II . V . decretos e regulamentos."(NR) Seção V DO CONSELHO DA REPÚBLICA E DO CONSELHO DE DEFESA NACIONAL Subseção I Do Conselho da República Art. do Exército e da Aeronáutica. estado de defesa e estado de sítio. III .o Presidente da Câmara dos Deputados. especialmente na faixa de fronteira e nas relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo.os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados.o Ministro das Relações Exteriores. e dele participam: I . além de outras atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei: I . de 11/9/2001: Art.os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32.as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas. III .A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho da República. Subseção II Do Conselho de Defesa Nacional Art.o Presidente da Câmara dos Deputados. VI . III .propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre seu efetivo uso. nos termos desta Constituição. Inciso incluído pela Emenda Constitucional nº 23. .exercer a orientação." VI . II . IV . II . Compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre: I .opinar sobre a decretação do estado de defesa. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23.apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério. A lei disporá sobre a criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. IV .o Presidente do Senado Federal. 91.praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente da República. de 02/09/99: " VIII . propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias a garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático. IV . quando constar da pauta questão relacionada com o respectivo Ministério. II .o Ministro do Planejamento. com mais de trinta e cinco anos de idade. Parágrafo único.seis cidadãos brasileiros natos.A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho de Defesa Nacional. 88. 90. VII .o Ministro da Justiça. § 2º .

XI .promoção de entrância para entrância.as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas.o acesso aos tribunais de segundo grau far-se-á por antigüidade e merecimento. em nível federal e estadual. Art. VIII .ingresso na carreira. disporá sobre o Estatuto da Magistratura. X . do Ministério Público. dos Tribunais dos Estados.a aposentadoria dos magistrados e a pensão de seus dependentes observarão o disposto no art.o Superior Tribunal de Justiça. quando se tratar de promoção para o Tribunal de Justiça. não podendo a diferença entre uma e outra ser superior a dez por cento ou inferior a cinco por cento. por interesse público. o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto de dois terços de seus membros. de 04/06/98: "V . conforme procedimento próprio. de acordo com o inciso II e a classe de origem. repetindo-se a votação até fixar-se a indicação. c) aferição do merecimento pelos critérios da presteza e segurança no exercício da jurisdição e pela freqüência e aproveitamento em cursos reconhecidos de aperfeiçoamento. VII . nas nomeações. sob pena de nulidade. alternadamente. com mais de dez anos de carreira. fundar-se-á em decisão por voto de dois terços do respectivo tribunal. Parágrafo único.o Supremo Tribunal Federal. Art. e fundamentadas todas as decisões. podendo a lei. 92.todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos. II . nem exceder a noventa e cinco por cento do subsídio mensal dos Ministros dos Tribunais Superiores. São órgãos do Poder Judiciário: I . XI. IV .os Tribunais e Juízes Militares. IV ." VII . Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na respectiva entrância e integrar o juiz a primeira quinta parte da lista de antigüidade desta. através de concurso público de provas e títulos.previsão de cursos oficiais de preparação e aperfeiçoamento de magistrados como requisitos para ingresso e promoção na carreira. II . limitar a presença. assegurada ampla defesa. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. alternadamente.o ato de remoção. disponibilidade e aposentadoria do magistrado. 40. e de . obedecendo-se. 93. III . no Tribunal de Alçada. conforme as respectivas categorias da estrutura judiciária nacional. sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros. com o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco membros. para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais da competência do tribunal pleno. atendidas as seguintes normas: a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento. observados os seguintes princípios: I . onde houver. se o interesse público o exigir. e do Distrito Federal e Territórios será composto de membros.o subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores corresponderá a noventa e cinco por cento do subsídio mensal fixado para os Ministros do Supremo Tribunal Federal e os subsídios dos demais magistrados serão fixados em lei e escalonados.os Tribunais e Juízes Eleitorais. de 15/12/98: "VI . por antigüidade e merecimento. 94.os Tribunais e Juízes do Trabalho. III . IX . às próprias partes e a seus advogados. de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. o disposto nos arts. obedecido. O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal e jurisdição em todo o território nacional.o juiz titular residirá na respectiva comarca. § 4º. ou somente a estes. cujo cargo inicial será o de juiz substituto.os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais.CAPÍTULO III DO PODER JUDICIÁRIO Seção I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. e 39. à ordem de classificação. salvo se não houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago. com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases. Lei complementar. 37. em determinados atos. VI .nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores poderá ser constituído órgão especial.os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. apurados na última entrância ou. d) na apuração da antigüidade. em qualquer caso. V .

ressalvado o disposto nos arts. além de outras previstas na legislação. ou de provas e títulos. aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça propor ao Poder Legislativo respectivo. universal e secreto. 99. providos por juízes togados. A União. salvo uma de magistério. competentes para a conciliação. obedecido o disposto no art. III. § 2º. bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juizes. § 1º . nas hipóteses previstas em lei.inamovibilidade. § 4º. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada. parágrafo único.aos Tribunais de Justiça julgar os juízes estaduais e do Distrito Federal e Territórios. com observância das normas de processo e das garantias processuais das partes. 153. ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. III . . que. 169: a) a alteração do número de membros dos tribunais inferiores. ressalvado o disposto no art. os cargos de juiz de carreira da respectiva jurisdição. 150. verificar." c) a criação ou extinção dos tribunais inferiores. só será adquirida após dois anos de exercício. nos vinte dias subseqüentes. dependendo a perda do cargo.receber. a transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau.dedicar-se à atividade político-partidária. 48. Aos juízes é vedado: I . 95. II. outro cargo ou função. por concurso público de provas. sem caráter jurisdicional. Art. composta de cidadãos eleitos pelo voto direto. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira. d) propor a criação de novas varas judiciárias. férias e outros afastamentos a seus membros e aos juízes e servidores que lhes forem imediatamente vinculados. c) prover.ao Supremo Tribunal Federal. b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados. o tribunal formará lista tríplice. que. XV.justiça de paz. exceto os de confiança assim definidos em lei. de 04/06/98: "III . de ofício ou em face de impugnação apresentada. inclusive dos tribunais inferiores. 96. permitidos. de 18/03/99: "Parágrafo único. III . e os Estados criarão: I .Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. no Distrito Federal e nos Territórios. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.irredutibilidade de subsídio. com mais de dez anos de efetiva atividade profissional. 37. o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo. e. escolherá um de seus integrantes para nomeação. bem como os membros do Ministério Público. ou togados e leigos. I." Art. 93. Art. mediante os procedimentos oral e sumariíssimo." Parágrafo único. e 153. nos crimes comuns e de responsabilidade.aos tribunais: a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos. de 04/06/98: "b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes forem vinculados. remunerada.juizados especiais. Parágrafo único. Compete privativamente: I . nesse período. Os juízes gozam das seguintes garantias: I . nos demais casos. II . salvo por motivo de interesse público. celebrar casamentos. custas ou participação em processo. X e XI. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. Art. 97. 169. com mandato de quatro anos e competência para. na forma da lei. d) a alteração da organização e da divisão judiciárias. de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado. onde houver. f) conceder licença. observado o disposto no art. Art.exercer. e) prover. Recebidas as indicações. ainda que em disponibilidade. Lei federal disporá sobre a criação de juizados especiais no âmbito da Justiça Federal. II . enviando-a ao Poder Executivo. II . 98.vitaliciedade. no primeiro grau. os cargos necessários à administração da Justiça. indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes. o processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 22. na forma do art. na forma prevista nesta Constituição. VIII. de sentença judicial transitada em julgado. 39. velando pelo exercício da atividade correicional respectiva. dispondo sobre a competência e o funcionamento dos respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos. a qualquer título ou pretexto. II .

I. em virtude de sentença judiciária. em parte. do Exército e da Aeronáutica. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da República. o seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito. e autorizar. os membros do Congresso Nacional. 52. sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores. o Presidente da República. precipuamente. os membros dos Tribunais Superiores. de 12/6/02: "§ 5º A lei poderá fixar valores distintos para o fim previsto no § 3º deste artigo. o Vice-Presidente. aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores.no âmbito da União. os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente. não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor que a Fazenda Federal. 100. " b) nas infrações penais comuns." d) o "habeas-corpus". ressalvado o disposto no art. fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte." (AC)* (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 30. aos Presidentes dos Tribunais de Justiça. Compete ao Supremo Tribunal Federal." (AC) Seção II DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Art. depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República. Art. de 02/09/99: " c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade. o mandado de segurança e o "habeas-data" contra atos do Presidente da República. 101. II . far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos. os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros. de 13/09/00: "§ 2º As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao Poder Judiciário. de 13/09/00 e Renumerado pela Emenda Constitucional nº 37. proventos.Presidente. de 13/09/00: "§ 1º-A Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de salários. a requerimento do credor. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 30. de 13/09/00: "§ 1º É obrigatória a inclusão. pensões e suas complementações. cabendo-lhe: I . e exclusivamente para o caso de preterimento de seu direito de precedência."(NR) Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 37. retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatório incorrerá em crime de responsabilidade. à exceção dos créditos de natureza alimentícia. Art. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23."(NR) Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 30. em virtude de sentença transitada em julgado. com a aprovação dos respectivos tribunais. de verba necessária ao pagamento de seus débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado.processar e julgar. os pagamentos devidos pela Fazenda Federal. relativamente à expedição de precatórios. 102. ouvidos os outros tribunais interessados." (AC) Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 30.O encaminhamento da proposta. benefícios previdenciários e indenizações por morte ou invalidez. constantes de precatórios judiciários. fundadas na responsabilidade civil. mediante expedição de precatório. Estadual ou Municipal. Estadual. de 13/09/00: "§ 3º O disposto no caput deste artigo. escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade. em parte. das Mesas da Câmara dos Deputados e . segundo as diferentes capacidades das entidades de direito público. de 13/09/00 e Renumerado pela Emenda Constitucional nº 37. Distrital ou Municipal deva fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado. apresentados até 1º de julho. a guarda da Constituição. originariamente: (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 30. de notável saber jurídico e reputação ilibada. cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exeqüenda determinar o pagamento segundo as possibilidades do depósito. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 30. a fim de que seu pagamento não se faça. quando terão seus valores atualizados monetariamente.no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios. repartição ou quebra do valor da execução. de 12/6/02:: "§ 6º O Presidente do Tribunal competente que. Parágrafo único. bem como fracionamento. de 17/03/93: "a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal. por ato comissivo ou omissivo. proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim. na forma estabelecida no § 3º deste artigo e. no orçamento das entidades de direito público. com a aprovação dos respectivos tribunais. compete: I . de 12/6/02: § 4º São vedados a expedição de precatório complementar ou suplementar de valor pago. vencimentos.§ 2º .

facultada a delegação de atribuições para a prática de atos processuais. b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. se denegatória a decisão. do Tribunal de Contas da União. do Tribunal de Contas da União. que podem ser conferidas pelo regimento interno a seu Presidente. VII . o) os conflitos de competência entre o Superior Tribunal de Justiça e quaisquer tribunais. f) as causas e os conflitos entre a União e os Estados. § 3º . § 2º . q) o mandado de injunção. a União e o Distrito Federal. o Distrito Federal ou o Território. (*) Parágrafo único. mediante recurso extraordinário. Podem propor a ação de inconstitucionalidade: I . em recurso ordinário: a) o "habeas-corpus". proferidas pelo Supremo Tribunal Federal. o Estado. citará. ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. para fazê-lo em trinta dias. previamente.Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade. que defenderá o ato ou texto impugnado. o "habeas-data" e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores. II .o Procurador-Geral da República. de 17/03/93: "§ 1º A argüição de descumprimento de preceito fundamental. será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e. produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante. c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. n) a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados.o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.a Mesa da Câmara dos Deputados. quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição.confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. VIII .Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional. em tese. na forma da lei. ou do próprio Supremo Tribunal Federal. III . quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do Presidente da República. ou entre uns e outros.partido político com representação no Congresso Nacional. e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados. da Câmara dos Deputados. § 1º .do Senado Federal. do Congresso Nacional.julgar. de um dos Tribunais Superiores. quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal.a Mesa do Senado Federal. . as causas decididas em única ou última instância.a Mesa de Assembléia Legislativa. b) o crime político.o Governador de Estado. será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal. III . (*) Transformado em § 1º pela Emenda Constitucional nº 3. e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União. IX . do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal.O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal.julgar. o Advogado-Geral da União. de 17/03/93: "§ 2º As decisões definitivas de mérito. p) o pedido de medida cautelar das ações diretas de inconstitucionalidade. decorrente desta Constituição. inclusive as respectivas entidades da administração indireta." Art. em se tratando de órgão administrativo. das Mesas de uma dessas Casas Legislativas. de 18/03/99: "i) o habeas corpus. de norma legal ou ato normativo. VI . entre Tribunais Superiores. nas ações declaratórias de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 22. ou entre estes e qualquer outro tribunal.o Presidente da República. do Senado Federal. h) a homologação das sentenças estrangeiras e a concessão do "exequatur" às cartas rogatórias. V . o mandado de segurança. g) a extradição solicitada por Estado estrangeiro. l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões. IV . m) a execução de sentença nas causas de sua competência originária. 103. relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e ao Poder Executivo. j) a revisão criminal e a ação rescisória de seus julgados. II ." Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 3.

c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal. sendo: I . ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição.Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 3. da Justiça Eleitoral. III . Parágrafo único. do Distrito Federal e Territórios. indicados em lista tríplice elaborada pelo próprio Tribunal. g) os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias da União. excetuados os casos de competência do Supremo Tribunal Federal e dos órgãos da Justiça Militar. O Superior Tribunal de Justiça compõe-se de. as causas decididas. f) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões. cabendolhe. quando denegatória a decisão. do outro.julgar. ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. dentre advogados e membros do Ministério Público Federal.processar e julgar.um terço dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e um terço dentre desembargadores dos Tribunais de Justiça. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. originariamente: a) nos crimes comuns.os Tribunais Regionais Federais. do Exército e da Aeronáutica ou do próprio Tribunal. os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais. do Distrito Federal e Territórios. em recurso especial. de 02/09/99: " b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato de Ministro de Estado. e) as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados. h) o mandado de injunção. II . no mínimo. na forma da lei. dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos." Seção III DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Art. da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal. indicados na forma do art. alternadamente. os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal. exercer a supervisão administrativa e orçamentária da Justiça Federal de primeiro e segundo graus. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: I .julgar. . da administração direta ou indireta. 104. Ministro de Estado ou Comandante da Marinha. 94. pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados. ou negar-lhes vigência. e. pela Mesa da Câmara dos Deputados ou pelo Procurador Geral da República. depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal." d) os conflitos de competência entre quaisquer tribunais. I. os Governadores dos Estados e do Distrito Federal. quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição de órgão. pela Mesa do Senado Federal.um terço. em recurso ordinário: a) os "habeas-corpus" decididos em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados. os dos Tribunais Regionais Federais. quando a decisão for denegatória. II . do Distrito Federal e Territórios. e. c) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional. de 02/09/99: " c) os habeas corpus. do Distrito Federal e Territórios. bem como entre tribunal e juízes a ele não vinculados e entre juízes vinculados a tribunais diversos. Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça serão nomeados pelo Presidente da República. nestes e nos de responsabilidade. dos Comandantes da Marinha. trinta e três Ministros. Parágrafo único. II . "o". dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho. 102. em única ou última instância. ressalvado o disposto no art. Funcionará junto ao Superior Tribunal de Justiça o Conselho da Justiça Federal. b) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face de lei federal. Estadual.A ação declaratória de constitucionalidade poderá ser proposta pelo Presidente da República. de um lado. em partes iguais. b) os mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados. quando a decisão recorrida: a) contrariar tratado ou lei federal. quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas na alínea "a". 105. de 17/03/93: "§ 4º .os Juízes Federais. Art. São órgãos da Justiça Federal: I . " (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. ou entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro ou do Distrito Federal. os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal. Município ou pessoa residente ou domiciliada no País. de notável saber jurídico e reputação ilibada. do Exército ou da Aeronáutica. 106. Seção IV DOS TRIBUNAIS REGIONAIS FEDERAIS E DOS JUÍZES FEDERAIS Art. entidade ou autoridade federal. ou entre as deste e da União.

. sempre que a comarca não seja sede de vara do juízo federal. Aos juízes federais compete processar e julgar: I . ressalvada a competência da Justiça Eleitoral.as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou pessoa domiciliada ou residente no País. II . ainda. e à naturalização. V . ou reciprocamente. Parágrafo único. na respectiva região e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos. e de sentença estrangeira.As causas intentadas contra a União poderão ser aforadas na seção judiciária em que for domiciliado o autor. na forma da lei. A lei disciplinará a remoção ou a permuta de juízes dos Tribunais Regionais Federais e determinará sua jurisdição e sede. II . X . por antigüidade e merecimento. Os Tribunais Regionais Federais compõem-se de. constituirá uma seção judiciária que terá por sede a respectiva Capital.os crimes contra a organização do trabalho e. nos crimes comuns e de responsabilidade. § 3º . Compete aos Tribunais Regionais Federais: I . Art. III . VIII . Parágrafo único. § 1º . Art. se verificada essa condição.os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves. 110. contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira. quando possível. nos casos determinados por lei. iniciada a execução no País. sete juízes. originariamente: a) os juízes federais da área de sua jurisdição. rés. mediante promoção de juízes federais com mais de cinco anos de exercício. o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro. 107. 109.As causas em que a União for autora serão aforadas na seção judiciária onde tiver domicílio a outra parte. o recurso cabível será sempre para o Tribunal Regional Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau. a execução de carta rogatória. as causas decididas pelos juízes federais e pelos juízes estaduais no exercício da competência federal da área de sua jurisdição. as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho.os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro. em matéria criminal de sua competência ou quando o constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a outra jurisdição.julgar.a disputa sobre direitos indígenas.as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo internacional.Art. c) os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato do próprio Tribunal ou de juiz federal.Na hipótese do parágrafo anterior. as causas referentes à nacionalidade.Serão processadas e julgadas na justiça estadual.um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público Federal com mais de dez anos de carreira. VI . após o "exequatur". II . excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral. recrutados. quando a autoridade coatora for juiz federal.os crimes previstos em tratado ou convenção internacional. as causas em que forem parte instituição de previdência social e segurado. naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou onde esteja situada a coisa. em grau de recurso. IV . Art. no foro do domicílio dos segurados ou beneficiários. Cada Estado. bem como o Distrito Federal. 108. incluídos os da Justiça Militar e da Justiça do Trabalho. no mínimo.os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens. alternadamente. § 4º . inclusive a respectiva opção. sendo: I . assistentes ou oponentes. quando. a lei poderá permitir que outras causas sejam também processadas e julgadas pela justiça estadual.os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato de autoridade federal. Nos Territórios Federais. ou. e. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras. d) os "habeas-corpus". no Distrito Federal.processar e julgar. IX .os demais. e varas localizadas segundo o estabelecido em lei. após a homologação. exceto as de falência. serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas. a jurisdição e as atribuições cometidas aos juízes federais caberão aos juízes da justiça local.as causas em que a União. b) as revisões criminais e as ações rescisórias de julgados seus ou dos juízes federais da região. e os membros do Ministério Público da União.os "habeas-corpus". XI . ressalvada a competência da Justiça Militar. e) os conflitos de competência entre juízes federais vinculados ao Tribunal. § 2º . excetuados os casos de competência dos tribunais federais. VII .

Seção V DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DO TRABALHO Art. 111. São órgãos da Justiça do Trabalho: I - o Tribunal Superior do Trabalho; II - os Tribunais Regionais do Trabalho; (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24, de 9/12/99: "III - Juizes do Trabalho." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24, de 9/12/99: "§ 1º. O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de dezessete Ministros, togados e vitalícios, escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos, nomeados pelo Presidente da República, após aprovação pelo Senado Federal, dos quais onze escolhidos dentre juizes dos Tribunais Regionais do Trabalho, integrantes da carreira da magistratura trabalhista, três dentre advogados e três dentre membros do Ministério Público do Trabalho." I Revogado pela Emenda Constitucional nº 24, de 9/12/99 II Revogado pela Emenda Constitucional nº 24, de 9/12/99 (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24, de 9/12/99: "§ 2º. O Tribunal encaminhará ao Presidente da República listas tríplices, observando-se, quanto às vagas destinadas aos advogados e aos membros do Ministério Público, o disposto no art. 94; as listas tríplices para o provimento de cargos destinados aos juízes da magistratura trabalhista de carreira deverão ser elaboradas pelos Ministros togados e vitalícios." § 3º - A lei disporá sobre a competência do Tribunal Superior do Trabalho. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24, de 9/12/99: "Art. 112 . Haverá pelo menos um Tribunal Regional do Trabalho em cada Estado e no Distrito Federal, e a lei instituirá as Varas do Trabalho, podendo, nas comarcas onde não forem instituídas, atribuir sua jurisdição aos juízes de direito." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24, de 9/12/99: "Art. 113. A lei disporá sobre a constituição, investidura, jurisdição, competência, garantias e condições de exercício dos órgãos da Justiça do Trabalho." Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho conciliar e julgar os dissídios individuais e coletivos entre trabalhadores e empregadores, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta dos Municípios, do Distrito Federal, dos Estados e da União, e, na forma da lei, outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, bem como os litígios que tenham origem no cumprimento de suas próprias sentenças, inclusive coletivas. § 1º - Frustrada a negociação coletiva, as partes poderão eleger árbitros. § 2º - Recusando-se qualquer das partes à negociação ou à arbitragem, é facultado aos respectivos sindicatos ajuizar dissídio coletivo, podendo a Justiça do Trabalho estabelecer normas e condições, respeitadas as disposições convencionais e legais mínimas de proteção ao trabalho. Parágrafo incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98: "§ 3° Compete ainda à Justiça do Trabalho executar, de ofício, as contribuições sociais previstas no art. 195, I, a, e II, e seus acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir." (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24, de 9/12/99. "Art. 115. Os Tribunais Regionais do Trabalho serão compostos de juízes nomeados pelo Presidente da República, observada a proporcionalidade estabelecida no § 2º do art. 111." Parágrafo único. Os magistrados dos Tribunais Regionais do Trabalho serão: I - juízes do trabalho, escolhidos por promoção, alternadamente, por antigüidade e merecimento; II - advogados e membros do Ministério Público do Trabalho, obedecido o disposto no art. 94; III Revogado pela Emenda Constitucional nº 24, de 9/12/99 (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº "Art. 116. Nas Varas do Trabalho, a jurisdição será exercida por um juiz singular." Parágrafo único. Revogado pela Emenda Constitucional nº 24, de 9/12/99 24, de 9/12/99

Art. 117 Revogado pela Emenda Constitucional nº 24, de 9/12/99 Parágrafo único Revogado pela Emenda Constitucional nº 24, de 9/12/99 Nota: O art 2º da Emenda Constitucional nº 24, de 9.12.99, assegura o cumprimento dos mandatos dos atuais ministros classistas temporários do Tribunal Superior do Trabalho e dos atuais juizes classistas temporários dos Tribunais Regionais do Trabalho e das Juntas de Conciliação e Julgamento.

Seção VI DOS TRIBUNAIS E JUÍZES ELEITORAIS Art. 118. São órgãos da Justiça Eleitoral: I - o Tribunal Superior Eleitoral; II - os Tribunais Regionais Eleitorais; III - os Juízes Eleitorais; IV - as Juntas Eleitorais. Art. 119. O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de sete membros, escolhidos: I - mediante eleição, pelo voto secreto: a) três juízes dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal; b) dois juízes dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça; II - por nomeação do Presidente da República, dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Supremo Tribunal Federal. Parágrafo único. O Tribunal Superior Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal, e o Corregedor Eleitoral dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça. Art. 120. Haverá um Tribunal Regional Eleitoral na Capital de cada Estado e no Distrito Federal. § 1º - Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão: I - mediante eleição, pelo voto secreto: a) de dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça; b) de dois juízes, dentre juízes de direito, escolhidos pelo Tribunal de Justiça; II - de um juiz do Tribunal Regional Federal com sede na Capital do Estado ou no Distrito Federal, ou, não havendo, de juiz federal, escolhido, em qualquer caso, pelo Tribunal Regional Federal respectivo; III - por nomeação, pelo Presidente da República, de dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça. § 2º - O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente- dentre os desembargadores. Art. 121. Lei complementar disporá sobre a organização e competência dos tribunais, dos juízes de direito e das juntas eleitorais. § 1º - Os membros dos tribunais, os juízes de direito e os integrantes das juntas eleitorais, no exercício de suas funções, e no que lhes for aplicável, gozarão de plenas garantias e serão inamovíveis. § 2º - Os juízes dos tribunais eleitorais, salvo motivo justificado, servirão por dois anos, no mínimo, e nunca por mais de dois biênios consecutivos, sendo os substitutos escolhidos na mesma ocasião e pelo mesmo processo, em número igual para cada categoria. § 3º - São irrecorríveis as decisões do Tribunal Superior Eleitoral, salvo as que contrariarem esta Constituição e as denegatórias de "habeas-corpus" ou mandado de segurança. § 4º - Das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais somente caberá recurso quando: I - forem proferidas contra disposição expressa desta Constituição ou de lei; II - ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais tribunais eleitorais; III - versarem sobre inelegibilidade ou expedição de diplomas nas eleições federais ou estaduais; IV - anularem diplomas ou decretarem a perda de mandatos eletivos federais ou estaduais; V - denegarem "habeas-corpus", mandado de segurança, "habeas-data" ou mandado de injunção. Seção VII DOS TRIBUNAIS E JUÍZES MILITARES Art. 122. São órgãos da Justiça Militar: I - o Superior Tribunal Militar; II - os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. Art. 123. O Superior Tribunal Militar compor-se-á de quinze Ministros vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a indicação pelo Senado Federal, sendo três dentre oficiais-generais da Marinha, quatro dentre oficiais-generais do Exército, três dentre oficiais-generais da Aeronáutica, todos da ativa e do posto mais elevado da carreira, e cinco dentre civis. Parágrafo único. Os Ministros civis serão escolhidos pelo Presidente da República dentre brasileiros maiores de trinta e cinco anos, sendo: I - três dentre advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional;

II - dois, por escolha paritária, dentre juízes auditores e membros do Ministério Público da Justiça Militar. Art. 124. à Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei. Parágrafo único. A lei disporá sobre a organização, o funcionamento e a competência da Justiça Militar.

Seção VIII DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DOS ESTADOS Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição. § 1º - A competência dos tribunais será definida na Constituição do Estado, sendo a lei de organização judiciária de iniciativa do Tribunal de Justiça. § 2º - Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação para agir a um único órgão. § 3º - A lei estadual poderá criar, mediante proposta do Tribunal de Justiça, a Justiça Militar estadual, constituída, em primeiro grau, pelos Conselhos de Justiça e, em segundo, pelo próprio Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo da polícia militar seja superior a vinte mil integrantes. § 4º - Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os policiais militares e bombeiros militares nos crimes militares, definidos em lei, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças. Art. 126. Para dirimir conflitos fundiários, o Tribunal de Justiça designará juízes de entrância especial, com competência exclusiva para questões agrárias. Parágrafo único. Sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicional, o juiz far-se-á presente no local do litígio. CAPÍTULO IV DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA Seção I DO MINISTÉRIO PÚBLICO Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. § 1º - São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 04/06/98: "§ 2º Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e administrativa, podendo, observado o disposto no art. 169, propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de provas ou de provas e títulos, a política remuneratória e os planos de carreira; a lei disporá sobre sua organização e funcionamento." § 3º - O Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. Art. 128. O Ministério Público abrange: I - o Ministério Público da União, que compreende: a) o Ministério Público Federal; b) o Ministério Público do Trabalho; c) o Ministério Público Militar; d) o Ministério Público do Distrito Federal e Te rritórios; II - os Ministérios Públicos dos Estados. § 1º - O Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República, nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira, maiores de trinta e cinco anos, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal, para mandato de dois anos, permitida a recondução. § 2º - A destituição do Procurador-Geral da República, por iniciativa do Presidente da República, deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal.

não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado. desde que compatíveis com sua finalidade. representa a União.O ingresso na carreira far-se-á mediante concurso público de provas e títulos.Aplica-se ao Ministério Público. ainda que em disponibilidade. I. b) inamovibilidade. privativamente. mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público. VIII . fixado na forma do art. judicial e extrajudicialmente. 129. de livre nomeação pelo Presidente da República dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos.As funções de Ministério Público só podem ser exercidas por integrantes da carreira. requisitando informações e documentos para instruí-los. relativamente a seus membros: I . A Advocacia-Geral da União é a instituição que.Os Procuradores-Gerais nos Estados e no Distrito Federal e Territórios poderão ser destituídos por deliberação da maioria absoluta do Poder Legislativo. 130. Art. § 2º. as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público. percentagens ou custas processuais. § 2º . 153. que deverão residir na comarca da respectiva lotação. na forma da lei respectiva. . 150.A Advocacia-Geral da União tem por chefe o Advogado-Geral da União. § 1º . § 3º . a qualquer título e sob qualquer pretexto. nos casos previstos nesta Constituição. na forma da lei complementar mencionada no artigo anterior. salvo por motivo de interesse público.requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial.Os Ministérios Públicos dos Estados e o do Distrito Federal e Territórios formarão lista tríplice dentre integrantes da carreira. Seção II (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.Leis complementares da União e dos Estados. Aos membros do Ministério Público junto aos Tribunais de Contas aplicam-se as disposições desta seção pertinentes a direitos.expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência. a ordem de classificação. por voto de dois terços de seus membros. no que couber.promover o inquérito civil e a ação civil pública. vedações e forma de investidura. São funções institucionais do Ministério Público: I . (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 04/06/98: "c) irredutibilidade de subsídio. b) exercer a advocacia. na forma da lei complementar respectiva. § 1º . do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. promovendo as medidas necessárias a sua garantia. observadas.§ 3º . que será nomeado pelo Chefe do Poder Executivo. X e XI.A legitimação do Ministério Público para as ações civis previstas neste artigo não impede a de terceiros. 93. Art.as seguintes garantias: a) vitaliciedade. II.promover. III. nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento. na forma da lei. nas mesmas hipóteses. o disposto no art. qualquer outra função pública. 39. e ressalvado o disposto nos arts. cabendo-lhe. segundo o disposto nesta Constituição e na lei. de 04/06/98: "DA ADVOCACIA PÚBLICA". II . III . IX . para mandato de dois anos. § 4º . V . nas nomeações. salvo uma de magistério. diretamente ou através de órgão vinculado. honorários. a ação penal pública. indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais.exercer outras funções que lhe forem conferidas.defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas. IV ." II . sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas. II e VI. VII . cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais. as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo. Art.exercer o controle externo da atividade policial. c) participar de sociedade comercial. após dois anos de exercício. § 4º . assegurada ampla defesa.zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição.as seguintes vedações: a) receber. VI . na forma da lei. estabelecerão a organização. d) exercer. assegurada participação da Ordem dos Advogados do Brasil em sua realização.promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção da União e dos Estados. § 4º. e observada. 153. § 5º . para a proteção do patrimônio público e social. permitida uma recondução. 131. e) exercer atividade político-partidária. de notável saber jurídico e reputação ilibada. salvo exceções previstas na lei. para escolha de seu Procurador-Geral. na forma da lei complementar respectiva. 37.

Lei complementar organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá normas gerais para sua organização nos Estados. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade ou simples conveniências do Estado. nos limites da lei. Fora disso. Administrativos e Industriais. Por isto tais serviços são considerados privativos do Poder Público.) Parágrafo único. serviços policiais. a prestação de serviços públicos. organizados em carreira. etc. 5º. § único. preservação da saúde pública. 133. 132. segundo Meirelles. exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas. LXXIV. a obrigação de manter o serviço adequado e as reclamações relativas à prestação. Ex. por sua natureza. de 04/06/98: "Art. Nesse caso. Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal. incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa. a lei disporá sobre o regime de delegação dos serviços públicos. é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. tudo em conformidade com os arts. O advogado é indispensável à administração da justiça. Esta insere ainda o serviço público relevante. na forma do art. 134. serviços de justiça. 135. dos necessitados." Seção III DA ADVOCACIA E DA DEFENSORIA PÚBLICA Art. como o de saúde ( Art. a) Serviços Públicos: propriamente ditos. 197). Parágrafo único. 39. sob normas e controles estatais. Próprios e Impróprios do Estado. com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases. por reconhecer sua necessidade e essencialidade para sobrevivência do grupo social e do próprio Estado. O que prevalece é a vontade soberana do Estado qualificando o serviço como público ou de utilidade pública. na classe inicial. para sua prestação direta ou indireta. mediante concurso público de provas e títulos. § 3º . (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. a representação da União cabe à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional. Defesa do Consumidor) destaca. de 04/06/98: "Art. são os que a Administração presta diretamente à comunidade.Na execução da dívida ativa de natureza tributária. § 4º. obrigando o Poder Público e seus delegados a prestarem serviços adequados (Art. os direitos dos usuários. observado o disposto em lei. assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais. enquanto outros são comuns tanto ao Estado como aos particulares. pois serviços há que. como direito básico do usuário a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. Aos procuradores referidos neste artigo é assegurada estabilidade após três anos de efetivo exercício. Também o CDC (Cód. Art. 6º do CDC).: segurança nacional. porque variam segundo exigências de cada povo e de cada época. na forma da lei. não há como indicar atividades que constituem serviço público. providos. a política tarifária." SERVIÇO PÚBLICO A CF/88 dispõe que ao Poder Público incumbe.). mediante avaliação de desempenho perante os órgãos próprios. etc. segurança. em função disso. (*) Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. podendo ser realizados por um ou outros. Os servidores integrantes das carreiras disciplinadas nas Seções II e III deste Capítulo serão remunerados na forma do art. são privativos do Poder Público e só por seus órgãos devem ser executados (justiça.§ 2º . . no sentido de que só a Administração deve prestá-los. após relatório circunstanciado das corregedorias. em todos os graus. CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO Serviço Público. na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos. sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão. educação básica. “Uti Universi” e “Uti Singulari”. e 37 § 3º da referida CF/88.O ingresso nas classes iniciais das carreiras da instituição de que trata este artigo far-se-á mediante concurso público de provas e títulos. como abaixo se especifica. Os Serviços Públicos pode ser classificados em: Públicos e de Utilidade Pública. em cargos de carreira. 175. A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado.

remuneração esta que se denomina tecnicamente de tarifa por sempre fixada pelo Poder Público. 3) o da eficiência que exige atualização do serviço. além do exato cumprimento das condições impostas para sua prestação ao público. etc. Os direitos do usuário são os reconhecidos em qualquer serviço público ou de utilidade pública como fundamento para a exigibilidade de sua prestação nas condições regulamentares e em igualdade com os demais utentes. para atender a coletividade no seu todo. g) Serviços “uti universi” ou gerais: são os que a Administração presta sem ter usuários determinados. f) Serviços industriais: são os que produzem renda para quem os presta. através de órgãos ou entidades descentralizadas (autarquias. mensurável e proporcional ao serviço. d) Serviços impróprios do Estado: os que não afetam substancialmente as necessidades da comunidade. portarias. razão por que a Administração só os prestas mediante remuneração. ainda. tais como os da imprensa oficial. exigindo sempre sua atualização e eficiência. saúde pública. gás. contratos. permissionários ou autorizatários. mas satisfazem interesses comuns de seus membros. empresas públicas. nas condições regulamentadas e sob seu controle. energia elétrica. permissionários ou autorizatários). soc. modernamente. São direitos cívicos. c) Serviços próprios do Estado: são aqueles que se relacionam intimamente com as atribuições do Poder Público (segurança. A regulamentação se dá mediante edição de atos administrativos próprios: decretos. 5) e o da cortesia que se traduz em bom tratamento para com o público. etc). por isto. Ex. de iluminação pública. consistentes no poder de exigir da Administração ou de seu delegado. como ocorre com o telefone. o serviço que um ou outro se obrigou a prestar individualmente aos usuários. e) Serviços administrativos: são os que a Administração executa para atender a suas necessidades internas ou preparar outros serviços que serão prestados ao público. Geram direito subjetivo à sua obtenção para os administrados que os usufruem. polícia. sintetizados em cinco princípios que a Administração deve ter sempre presentes para exigi-los de quem os preste: 1) o princípio da permanência que impõe continuidade no serviço. desde que o interesse coletivo assim o exija. Tratam-se de serviços indivisíveis e satisfazem indiscriminadamente a população sem qualquer direito subjetivo a qualquer administrado. reconhecendo sua conveniência (não essencialidade ou necessidade) para os membros da coletividade. mediante remuneração dos usuários. na verdade. sendo gratuitos ou de baixa remuneração para alcançar a todos. 4) o da modicidade exige tarifas razoáveis. a regulamentação e o controle do serviço público e de utilidade pública qualquer que seja a modalidade de sua prestação aos usuários. não retira do Estado seu poder indeclinável de regulamentá-los e controlá-los. higiene. h) Serviços “uti singuli” ou individuais: são os que têm usuários determinados e utilização particular e mensurável para destinatário. Em todos os atos ou contratos administrativos que cometem a exploração de serviços públicos a particulares. pois o fim precípuo do serviço público é o de servir o público. ação cominatória para exigir serviço que lhe foi negado pela Administração Pública. por isso mesmo. mediante a remuneração da utilidade usada ou consumida. O Estado deve ter sempre em vista que o serviço público e de utilidade pública são serviços para o público e que os prestadores de tais serviços são. São direitos públicos subjetivos de exercício pessoal quando se tratar de serviço uti singuli e o usuário estiver na área de sua prestação. a água. REGULAMENTAÇÃO E CONTROLE Compete sempre ao Poder Público. etc. como serviços policiais. de conteúdo positivo. seja quem for que os execute (energia elétrica. COMPETÊNCIA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO . telefone. O fato de tais serviços serem delegados a terceiros. economia mista) ou os delega a concessionários. energia elétrica domiciliares. estações experimentais e outros dessa natureza. servidores do público. estranhos à Administração Pública. presta-os diretamente ou concorda que sejam prestados por terceiros (concessionários. Caso falte quaisquer desses requisitos em um serviço público ou de utilidade pública a Administração deve intervir para restabelecer seu regular funcionamento ou retomar sua prestação. como mandado de segurança para reparar judicialmente lesão de direito. REQUISITOS DO SERVIÇO E DIREITOS DO USUÁRIO Os requisitos do serviço público ou de utilidade pública são. ou.: transportes coletivos. tais serviços devem ser mantidos por imposto e não por taxa ou tarifa. está sempre presente a possibilidade de modificação unilateral de suas cláusulas pelo Poder Público ou de revogação da delegação. entre outras.b) Serviços de Utilidade Pública: São aqueles que a Administração. Tais direitos dão ensejo às ações correspondentes. na Justiça.) e para executá-los a Administração usa de sua supremacia sobre os administrados e. mas por conta e risco dos prestadores. telefonia. e outros. etc. 2) o da generalidade que impõe o serviço igual para todos. só devem ser prestados por órgãos ou entidades públicas sem delegação de particulares.

faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: TÍTULO I Dos Direitos do Consumidor CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. construção. nos termos dos arts. 25. a prestação dos serviços públicos ou de utilidade pública pode ser centralizada. que é todo serviço que a Administração executa centralizadamente. que desenvolvem atividade de produção. nacional ou estrangeira.º) e para os Municípios (Art. distinguindo a competência executiva da competência legislativa. transformação. inciso XXXII. financeira. de ordem pública e interesse social. As competências estão definidas. 5°.opera-se segundo os critérios técnicos e jurídicos. 48 de suas Disposições Transitórias. Art. 1° O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor. constitucionalmente. A par disso. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. da Constituição Federal e art. quando prestada por seus próprios órgãos. em seu nome ou sob sua exclusiva responsabilidade. em face das circunstâncias de lugar. a natureza e extensão dos serviços. descentralizada. importação. § 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. criação. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. pública ou privada.A repartição das competências para a prestação de um serviço público ou de utilidade pública pelas quatro entidades estatais . exportação. § 1° Produto é qualquer bem. A desconcentração é uma técnica administrativa de simplificação e aceleração do serviço dentro da mesma entidade. diversamente da descentralização. § 1. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas. bem como os entes despersonalizados. nos artigos 21 e 22 (União) e remanescentes para os Estados (Art. material ou imaterial. bem como o critério da predominância do interesse e não da exclusividade. DE 11 DE SETEMBRO DE 1990. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. nossa legislação confunde freqüentemente desconcentração com descentralização. mas o distribui entre vários órgãos da mesma entidade. bem como a capacidade para executá-los vantajosamente para a Administração e para os administrados. entidades paraestatais. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Mesmo assim.U-E-DF-M . Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. inciso V. que é uma técnica de especialização consistente na retirada do serviço dentro de uma entidade e transferência a outra para que o execute com mais perfeição e autonomia. móvel ou imóvel. Parágrafo único. montagem. natureza e finalidade do serviço. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. 170. mediante remuneração. de crédito e securitária. por outorga ou delegação a autarquias. tendo-se em vista os interesses próprias de cada esfera administrativa.078. ainda que indetermináveis. ou desconcentrada. empresas privadas ou particulares individualmente. que haja intervindo nas relações de consumo. inclusive as de natureza bancária. CÓDIGO BRASILEIRO DE DEFESA DO CONSUMIDOR LEI Nº 8. 30). para facilitar sua realização e obtenção pelos usuários. Art. CAPÍTULO II . quando o Poder Público transfere sua titularidade ou sua execução.

VI . for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente. b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas. da Constituição Federal).ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta. de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. IV . 6º São direitos básicos do consumidor: I . V .a proteção da vida.Da Política Nacional de Relações de Consumo Art.o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais. saúde e segurança. métodos comerciais coercitivos ou desleais.reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo. VII . § 2º (Vetado). contará o poder público com os seguintes instrumentos. coletivos ou difusos. Art. II . d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade. IV . 5° Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo. coletivos e difusos. sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores. a seu favor.a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva. que possam causar prejuízos aos consumidores. o respeito à sua dignidade. VIII . c) pela presença do Estado no mercado de consumo.(Vetado).coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo. integral e gratuita para o consumidor carente. individuais. segurança. IV . com vistas à melhoria do mercado de consumo.008.concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do Consumidor.estudo constante das modificações do mercado de consumo.manutenção de assistência jurídica.a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais. inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos. III .instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor. inclusive com a inversão do ônus da prova. . durabilidade e desempenho. II . IX . quando. no âmbito do Ministério Público. VII . entre outros: I . III . a critério do juiz.3. VI . V .1995) I . características. a melhoria da sua qualidade de vida.a facilitação da defesa de seus direitos. individuais.racionalização e melhoria dos serviços públicos. com especificação correta de quantidade. de 21. a proteção de seus interesses econômicos. III . atendidos os seguintes princípios: (Redação dada pela Lei nº 9.harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico. X .criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução de litígios de consumo. quanto aos seus direitos e deveres. assegurada a proteção Jurídica.incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços. saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos. assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo. administrativa e técnica aos necessitados. VIII . composição. CAPÍTULO III Dos Direitos Básicos do Consumidor Art.educação e informação de fornecedores e consumidores. § 1° (Vetado). no processo civil. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores. asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações. bem como a transparência e harmonia das relações de consumo.a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços.a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas.criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas de infrações penais de consumo. V . qualidade e preço. II . bem como sobre os riscos que apresentem.a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços. segundo as regras ordinárias de experiências. bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços. 170.

7° Os direitos previstos neste código não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja signatário. § 2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado. 8° Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores. o produtor ou o importador não puderem ser identificados. nacional ou estrangeiro. Art. a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito. às expensas do fornecedor do produto ou serviço. através de impressos apropriados que devam acompanhar o produto. construtor ou importador. O comerciante é igualmente responsável. § 1° O fornecedor de produtos e serviços que. fórmulas. . o produtor ou importador só não será responsabilizado quando provar: I . e o importador respondem. os Estados. 11. Art. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança. CAPÍTULO IV Da Qualidade de Produtos e Serviços. 13. apresentação ou acondicionamento de seus produtos. costumes e eqüidade. § 1° O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera. o construtor. o construtor. entre as quais: I . segundo sua participação na causação do evento danoso. da legislação interna ordinária.Art.que não colocou o produto no mercado. III . II . o construtor. II . 9° O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar. Tendo mais de um autor a ofensa. construção. Em se tratando de produto industrial. 12. § 2° Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo anterior serão veiculados na imprensa. (Vetado). III . em qualquer hipótese. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis. todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo. rádio e televisão. § 3° Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou serviços à saúde ou segurança dos consumidores. Parágrafo único.o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam. sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto. bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.sua apresentação. II . tiver conhecimento da periculosidade que apresentem. analogia. fabricação. independentemente da existência de culpa. levando-se em consideração as circunstâncias relevantes. o Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a respeito. obrigando-se os fornecedores. o defeito inexiste. III . bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito. de maneira ostensiva e adequada. produtor. mediante anúncios publicitários. embora haja colocado o produto no mercado. posteriormente à sua introdução no mercado de consumo. nos termos do artigo anterior.a época em que foi colocado em circulação. 10. exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição. a respeito da sua nocividade ou periculosidade. O fabricante. Art.o fabricante.não conservar adequadamente os produtos perecíveis. Parágrafo único. de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas competentes.que. § 3° O fabricante. Art. montagem. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto.o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante. deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores. a União. Parágrafo único. ao fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo.a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. SEÇÃO II Da Responsabilidade pelo Fato do Produto e do Serviço Art. da Prevenção e da Reparação dos Danos SEÇÃO I Da Proteção à Saúde e Segurança Art. manipulação. o produtor. quando: I .

SEÇÃO III Da Responsabilidade por Vício do Produto e do Serviço Art. podendo o consumidor exigir. III . e não sendo possível a substituição do bem. rotulagem ou mensagem publicitária.complementação do peso ou medida. avariados. ainda. exceto quando identificado claramente seu produtor. corrompidos. . 17. marca ou modelo. pode o consumidor exigir. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação. § 3° O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1° deste artigo sempre que. sem os aludidos vícios. monetariamente atualizada. § 1° Aplica-se a este artigo o disposto no § 4° do artigo anterior. 16.os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos. por meio de manifestação expressa do consumidor. sem prejuízo de eventuais perdas e danos.o abatimento proporcional do preço. Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios de quantidade do produto sempre que.a restituição imediata da quantia paga.a substituição do produto por outro da mesma espécie. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços. III . sem prejuízo de eventuais perdas e danos. Nos contratos de adesão. § 2° Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior. § 5° No caso de fornecimento de produtos in natura. por qualquer motivo. monetariamente atualizada. alterados. se revelem inadequados ao fim a que se destinam. mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço.a época em que foi fornecido.os produtos deteriorados. Art. da embalagem.que. § 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar. III . independentemente da existência de culpa. rotulagem ou de mensagem publicitária.Art. tendo prestado o serviço. em perfeitas condições de uso. adulterados. distribuição ou apresentação. assim como por aqueles decorrentes da disparidade.o abatimento proporcional do preço. III . Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor. será responsável perante o consumidor o fornecedor imediato. a substituição das partes viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto. O fornecedor de serviços responde. da embalagem. II . a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado. fraudados. II . levandose em consideração as circunstâncias relevantes. II . alternativamente e à sua escolha: I .a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento.a restituição imediata da quantia paga. 14. diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial. nocivos à vida ou à saúde.o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam. poderá haver substituição por outro de espécie. § 6° São impróprios ao uso e consumo: I . Art.os produtos que. não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias. Art. § 4° Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso I do § 1° deste artigo.o modo de seu fornecimento. seu conteúdo líquido for inferior às indicações constantes do recipiente. 15. II . II . marca ou modelo diversos. bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. § 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias. 18. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. entre as quais: I . alternativamente e à sua escolha: I . § 3° O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar: I . (Vetado). em razão da extensão do vício. Para os efeitos desta Seção. § 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas. IV . podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. 19.a substituição do produto por outro da mesma espécie. sem prejuízo do disposto nos incisos II e III do § 1° deste artigo. com a indicações constantes do recipiente. § 4° A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a verificação de culpa. perigosos ou. (Vetado). o defeito inexiste. falsificados. Art.

.a restituição imediata da quantia paga.(Vetado). que deve ser transmitida de forma inequívoca. 24. bem como aqueles que não atendam as normas regulamentares de prestabilidade.§ 2° O fornecedor imediato será responsável quando fizer a pesagem ou a medição e o instrumento utilizado não estiver aferido segundo os padrões oficiais. É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite. Art. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I . 27. Art. monetariamente atualizada. § 2° Sendo o dano causado por componente ou peça incorporada ao produto ou serviço. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade.o abatimento proporcional do preço. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis.a reexecução dos serviços. II . vedada a exoneração contratual do fornecedor. o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. § 2° São impróprios os serviços que se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam. II . das obrigações referidas neste artigo. concessionárias. serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados. até seu encerramento. § 1° A reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros devidamente capacitados. são obrigados a fornecer serviços adequados. § 1° Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços. No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto considerarse-á implícita a obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição originais adequados e novos. por si ou suas empresas. contínuos. Parágrafo único. seguros e. 25.noventa dias. (Vetado). podendo o consumidor exigir. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo. 21. todos responderão solidariamente pela reparação prevista nesta e nas seções anteriores. total ou parcial. construtor ou importador e o que realizou a incorporação. sem custo adicional e quando cabível. eficientes. 23. Art. exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções anteriores. na forma prevista neste código. III . 22. assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. 26. § 1° Havendo mais de um responsável pela causação do dano. quanto aos essenciais. O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor. Art. são responsáveis solidários seu fabricante. Nos casos de descumprimento. 20. Art. Art. iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. autorização em contrário do consumidor. II . III . SEÇÃO IV Da Decadência e da Prescrição Art. por conta e risco do fornecedor.trinta dias.a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente. Os órgãos públicos. Parágrafo único. ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante. alternativamente e à sua escolha: I . § 3° Tratando-se de vício oculto. permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. A garantia legal de adequação do produto ou serviço independe de termo expresso. § 2° Obstam a decadência: I . salvo. quanto a estes últimos.a instauração de inquérito civil. Art.

nos termos da oferta. de alguma forma. entre outros dados. publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial. monetariamente atualizada. precisas. a identifique como tal. os dados fáticos. Toda informação ou publicidade. Art. a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo. 33. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos. SEÇÃO III Da Publicidade Art. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. prazos de validade e origem. equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não. 31. Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal. obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.SEÇÃO V Da Desconsideração da Personalidade Jurídica Art. 36. CAPÍTULO V Das Práticas Comerciais SEÇÃO I Das Disposições Gerais Art.rescindir o contrato. em detrimento do consumidor. Parágrafo único. obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. O fornecedor. 28. infração da lei. em seu poder. técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem. ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características. preço. Art. bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. e a perdas e danos. Cessadas a produção ou importação. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas. 30. garantia. deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem. 29. II . qualidades. composição. § 3° As sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código. § 2° As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas. Art. são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código. Art. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor. claras. SEÇÃO II Da Oferta Art. veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados. apresentação ou publicidade. excesso de poder. quantidade. Para os fins deste Capítulo e do seguinte. Parágrafo único. com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada.aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente. suficientemente precisa. 32. fácil e imediatamente. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. estado de insolvência. Art. § 4° As sociedades coligadas só responderão por culpa. expostas às práticas nele previstas. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta.exigir o cumprimento forçado da obrigação. apresentação ou publicidade. 35. alternativamente e à sua livre escolha: I . encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração. na publicidade de seus produtos ou serviços. na forma da lei. . manterá. 34. houver abuso de direito. para informação dos legítimos interessados. o consumidor poderá. § 1° (Vetado). III . A desconsideração também será efetivada quando houver falência. § 5° Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando.

(Inciso acrescentado pela Lei nº 9. § 2° Uma vez aprovado pelo consumidor. 38. de 23. ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes. saúde. 39. Art. ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. sem solicitação prévia. II . O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina.elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços. contado de seu recebimento pelo consumidor. (Inciso acrescentado pela Lei nº 8. § 2° É abusiva.884.Dispositivo incorporado pela MPV nº 1. características. inteira ou parcialmente falsa.1995) XIII . de 11. de 11.prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor. referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos. SEÇÃO IV Das Práticas Abusivas Art.870. desrespeita valores ambientais.1994) XI .exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva.executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor.recusar a venda de bens ou a prestação de serviços. preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. VII . pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia.884. o orçamento obriga os contraentes e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes. na exata medida de suas disponibilidades de estoque. VIII . a limites quantitativos. a que incite à violência.884. IV . inexistindo obrigação de pagamento.11. transformado em inciso XIII. § 4° (Vetado). mesmo por omissão. sem justa causa. Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro). na hipótese prevista no inciso III. explore o medo ou a superstição. capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza. bem como as datas de início e término dos serviços. dos materiais e equipamentos a serem empregados. de 22. se normas específicas não existirem. quando da converão na Lei nº 9.6. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor.colocar.1999 XII . É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.recusar atendimento às demandas dos consumidores. IX . de 21. bem como. (Redação dada pela Lei nº 8.Art.enviar ou entregar ao consumidor. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços. § 3° O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio. equiparam-se às amostras grátis.11. qualquer produto. as condições de pagamento.repassar informação depreciativa. conhecimento ou condição social. Art. no mercado de consumo.008. propriedades. V . se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança.1999. 40. quantidade. § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário. qualidade.condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço.10. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra.deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério.3. ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais.870. para impingir-lhe seus produtos ou serviços.6.1994) I . a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço. o valor orçado terá validade pelo prazo de dez dias. de conformidade com os usos e costumes. ou fornecer qualquer serviço. § 1º Salvo estipulação em contrário. . ainda. de 11. III .1999) Parágrafo único.890-67. qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou. origem. VI . tendo em vista sua idade. 37. por qualquer outro modo. § 3° Para os efeitos deste código. e. dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido. dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza. diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento.1994) X . ou. (Inciso acrescentado pela Lei nº 9.6. de 23.

quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores. § 2° Aplicam-se a este artigo. as mesmas regras enunciadas no artigo anterior e as do parágrafo único do art. os fornecedores deverão respeitar os limites oficiais sob pena de não o fazendo. bem como sobre as suas respectivas fontes. sem prejuízo de outras sanções cabíveis. O consumidor. Na cobrança de débitos. podendo o consumidor exigir à sua escolha. As declarações de vontade constantes de escritos particulares. . 43. Art. Art. 42. 84 e parágrafos. ensejando inclusive execução específica. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo. 86. 49. salvo hipótese de engano justificável. poderá exigir sua imediata correção. 45. se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo. acrescido de correção monetária e juros legais. § 5° Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor. registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor. por valor igual ao dobro do que pagou em excesso. 48. sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial. sem prejuízo do disposto no art. SEÇÃO V Da Cobrança de Dívidas Art. não serão fornecidas. § 1° É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e consulta por qualquer interessado. Art. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor. 22 deste código. claros. verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão. Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços. Parágrafo único. de imediato. comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações incorretas. responderem pela restituição da quantia recebida em excesso. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito. serão devolvidos. No caso de fornecimento de produtos ou de serviços sujeitos ao regime de controle ou de tabelamento de preços. Art. O consumidor pode desistir do contrato. no que couber. ficha. § 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos. no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço. quando não solicitada por ele. Parágrafo único. terá acesso às informações existentes em cadastros. monetariamente atualizada. § 3° O consumidor. nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. a qualquer título. 47. os valores eventualmente pagos. 44. pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito. os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público. devendo divulgá-lo pública e anualmente. 46. no prazo de cinco dias úteis. 41. § 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores. sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros. Art. o desfazimento do negócio. ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. durante o prazo de reflexão. CAPÍTULO VI Da Proteção Contratual SEÇÃO I Disposições Gerais Art. (Vetado). o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores. nos termos do art. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor. devendo o arquivista. registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele. especialmente por telefone ou a domicílio. SEÇÃO VI Dos Bancos de Dados e Cadastros de Consumidores Art. não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos. recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor.Art. fichas. § 2° A abertura de cadastro.

mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.acréscimos legalmente previstos. a indenização poderá ser limitada. XII . entre outras. o fornecedor deverá. XIV . 50. O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer.estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor. apesar dos esforços de integração. o prazo e o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor.298. XVI . Art. considerando-se a natureza e conteúdo do contrato. III .ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence. XI . Art.montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros.transfiram responsabilidades a terceiros. abusivas.autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente.determinem a utilização compulsória de arbitragem. devidamente preenchido pelo fornecedor. embora obrigando o consumidor. 52. com e sem financiamento. que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada. II . § 1º Presume-se exagerada. informá-lo prévia e adequadamente sobre: I .(Redação dada pela Lei nº 9.estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor.autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato.possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias. V . acompanhado de manual de instrução. devendo ser-lhe entregue. entre outros casos. após sua celebração.infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais. em situações justificáveis.permitam ao fornecedor. exceto quando de sua ausência. exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. com ilustrações. a vontade que: I . III . direta ou indiretamente.preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional. de instalação e uso do produto em linguagem didática. . bem como a forma.subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga. IV . § 3° (Vetado). IX . no ato do fornecimento. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito.1996) § 2º É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito.8. VIII .número e periodicidade das prestações. IV . No fornecimento de produtos ou serviços que envolva outorga de crédito ou concessão de financiamento ao consumidor. total ou parcialmente.(Vetado). III . § 2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato.restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato. ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade. § 4° É facultado a qualquer consumidor ou entidade que o represente requerer ao Ministério Público que ajuíze a competente ação para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que contrarie o disposto neste código ou de qualquer forma não assegure o justo equilíbrio entre direitos e obrigações das partes. II . XIII . sem que igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor.soma total a pagar.imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor. São nulas de pleno direito. de maneira adequada em que consiste a mesma garantia. entre outros requisitos.impossibilitem. de 1º.estabeleçam obrigações consideradas iníquas.deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato. § 3º (Vetado). X . SEÇÃO II Das Cláusulas Abusivas Art. V .monetariamente atualizados. § 1° As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações no seu termo não poderão ser superiores a dois por cento do valor da prestação.obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação. Parágrafo único. II . decorrer ônus excessivo a qualquer das partes.se mostra excessivamente onerosa para o consumidor. variação do preço de maneira unilateral. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: I . de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual. sem que igual direito seja conferido ao consumidor. XV . o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso. 51. VI . VII . nos casos previstos neste código.

baixarão normas relativas à produção.suspensão temporária de atividade. pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto alienado.imposição de contrapropaganda. resguardado o segredo industrial. A União. § 3° Os contratos de que trata o caput deste artigo serão expressos em moeda corrente nacional. em razão do inadimplemento. total ou parcial. podendo ser aplicadas cumulativamente. XII . XI . estaduais. sendo obrigatória a participação dos consumidores e fornecedores. § 2° (Vetado). § 1° (Vetado).suspensão de fornecimento de produtos ou serviço. será aplicada mediante procedimento administrativo.cassação do registro do produto junto ao órgão competente.inutilização do produto.intervenção administrativa. às seguintes sanções administrativas. bem como nas alienações fiduciárias em garantia. III .revogação de concessão ou permissão de uso. a publicidade de produtos e serviços e o mercado de consumo. 55. terá descontada. permitindo sua imediata e fácil compreensão. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade administrativa. 53.multa. do Distrito Federal e municipais com atribuições para fiscalizar e controlar o mercado de consumo manterão comissões permanentes para elaboração. II . na forma deste artigo. sem prejuízo das de natureza civil. no âmbito de sua atribuição. no interesse da preservação da vida. além da vantagem econômica auferida com a fruição. a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor. Parágrafo único. IX . X . § 1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato.cassação de licença do estabelecimento ou de atividade. VI . § 5° (Vetado). desde que a alternativa. Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações. de obra ou de atividade. ressalvando-se o disposto no § 2° do artigo anterior.proibição de fabricação do produto. 57. As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas. da saúde. § 4° Os órgãos oficiais poderão expedir notificações aos fornecedores para que. § 1° A União. industrialização. revisão e atualização das normas referidas no § 1°. VII . § 4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque. os Estados e o Distrito Federal. antecedente ou incidente de procedimento administrativo. graduada de acordo com a gravidade da infração. CAPÍTULO VII Das Sanções Administrativas Art. Art. a compensação ou a restituição das parcelas quitadas. baixando as normas que se fizerem necessárias. inclusive por medida cautelar. IV . VIII . da informação e do bem-estar do consumidor. de estabelecimento. industrialização. SEÇÃO III Dos Contratos de Adesão Art. o Distrito Federal e os Municípios fiscalizarão e controlarão a produção. conforme o caso.interdição. da segurança. § 2º Nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis. os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao grupo. § 3° Os órgãos federais. V . cabendo a escolha ao consumidor. distribuição. sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo. os Estados.apreensão do produto. Art. em caráter concorrente e nas suas respectivas áreas de atuação administrativa. prestem informações sobre questões de interesse do consumidor. A pena de multa. § 3° Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis. § 2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória.Art. distribuição e consumo de produtos e serviços. 54. de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor. sob pena de desobediência. 56. penal e das definidas em normas específicas: I . Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços. consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor que. revertendo para o .

Art. mediante procedimento administrativo. de forma capaz de desfazer o malefício da publicidade enganosa ou abusiva. 63. os produtos nocivos ou perigosos. qualidade. Art. 64. nas embalagens. § 3° Pendendo ação judicial na qual se discuta a imposição de penalidade administrativa. de cassação do registro do produto e revogação da concessão ou permissão de uso serão aplicadas pela administração. preço ou garantia de produtos ou serviços: . ou índice equivalente que venha a substituí-lo. 59. 65.1993) Art. quando o fornecedor reincidir na prática das infrações de maior gravidade previstas neste código e na legislação de consumo. quando forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por inadequação ou insegurança do produto ou serviço. freqüência e dimensão e. A imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na prática de publicidade enganosa ou abusiva. ou para os Fundos estaduais ou municipais de proteção ao consumidor nos demais casos. Parágrafo único. de 6. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado. característica. segurança. Art. local. as condutas tipificadas nos artigos seguintes. desempenho. assegurada ampla defesa. Executar serviço de alto grau de periculosidade. os valores cabíveis à União.1993) Parágrafo único. bem como a de intervenção administrativa. contrariando determinação de autoridade competente: Pena Detenção de seis meses a dois anos e multa. Art.9. A multa será em montante não inferior a duzentas e não superior a três milhões de vezes o valor da Unidade Fiscal de Referência (Ufir). 66. As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à lesão corporal e à morte. de 21. assegurada ampla defesa. As penas de apreensão. Parágrafo único. imediatamente quando determinado pela autoridade competente. não haverá reincidência até o trânsito em julgado da sentença. espaço e horário. ou omitir informação relevante sobre a natureza. sempre às expensas do infrator. na forma deste artigo. 36 e seus parágrafos. a interdição ou suspensão da atividade. Fazer afirmação falsa ou enganosa. § 1º A contrapropaganda será divulgada pelo responsável da mesma forma.Fundo de que trata a Lei nº 7. (Vetado).5. preferencialmente no mesmo veículo. nos termos do art. § 2° A pena de intervenção administrativa será aplicada sempre que as circunstâncias de fato desaconselharem a cassação de licença. sobre a periculosidade do serviço a ser prestado. mediante recomendações escritas ostensivas. § 2° (Vetado).Detenção de seis meses a dois anos e multa. § 1° A pena de cassação da concessão será aplicada à concessionária de serviço público. de interdição e de suspensão temporária da atividade. serão aplicadas mediante procedimento administrativo. Art. de suspensão do fornecimento de produto ou serviço. de proibição de fabricação de produtos.703. TÍTULO II Das Infrações Penais Art. 62. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos. recipientes ou publicidade: Pena . de inutilização de produtos.347. Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado: Pena . (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei nº 8. quando violar obrigação legal ou contratual. quantidade. nos invólucros. 60. Art. durabilidade. sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais. § 1° Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de alertar. de 24 de julho de 1985. § 3° (Vetado). Art. Constituem crimes contra as relações de consumo previstas neste código.656. 61. 58. § 2° Se o crime é culposo: Pena Detenção de um a seis meses ou multa.Detenção de seis meses a dois anos e multa. As penas de cassação de alvará de licença.

Art. 68. podem ser impostas.serem praticados em operações que envolvam alimentos. coação. IV . Art. sem autorização do consumidor: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. de ameaça. Art. incide as penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade. observado odisposto nos arts. de qualquer forma. 71.quando cometidos: a) por servidor público. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança: Pena . II . injustificadamente. Art. Art. (Vetado). Quem. 75. bem como o diretor. 72. medicamentos ou quaisquer outros produtos ou serviços essenciais . 67. § 2º Se o crime é culposo.ocasionarem grave dano individual ou coletivo. fichas e registros: Pena Detenção de seis meses a um ano ou multa. A pena pecuniária prevista nesta Seção será fixada em dias-multa. Além das penas privativas de liberdade e de multa. §1° do Código Penal. de menor de dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas portadoras de deficiência mental interditadas ou não. 77. do Código Penal: I . 73. 74. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. permitir ou por qualquer modo aprovar o fornecimento. cumulativa ou alternadamente. b) em detrimento de operário ou rurícola. São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste código: I . Art. de notícia sobre os fatos e a condenação. fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro. Parágrafo único. Empregar na reparação de produtos. às expensas do condenado. V . constrangimento físico ou moral. técnicos e científicos que dão base à publicidade: Pena Detenção de um a seis meses ou multa.a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência. 69. Pena Detenção de um a seis meses ou multa.Detenção de três meses a um ano e multa. concorrer para os crimes referidos neste código. ou por pessoa cuja condição econômico-social seja manifestamente superior à da vítima. banco de dados. Art. peça ou componentes de reposição usados. Art.a interdição temporária de direitos.dissimular-se a natureza ilícita do procedimento. Art. na cobrança de dívidas. III . Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo. o juiz observará o disposto no art. 76. 44 a 47. 60. correspondente ao mínimo e ao máximo de dias de duração da pena privativa da liberdade cominada ao crime. § 1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta. (Vetado). exposição à venda ou manutenção em depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas. administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover.Pena . . a ridículo ou interfira com seu trabalho.serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade. Deixar de organizar dados fáticos. II .Detenção de seis meses a dois anos e multa: Parágrafo único. 78. Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros. 70. Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Art. Art. Na individualização desta multa. Art. oferta. afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor. Utilizar. descanso ou lazer: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. banco de dados.

No processo penal atinente aos crimes previstos neste código. § 3° (Vetado). desfazimento de obra.interesses ou direitos difusos.as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. 81. parágrafo único. II . Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu. ou pela autoridade que presidir o inquérito. poderão intervir. § 2° A indenização por perdas e danos se fará sem prejuízo da multa (art. 91 e seguintes. 81. 82. como assistentes do Ministério Público. § 4° O juiz poderá. de natureza indivisível. os transindividuais. ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido.1995) I . Para a defesa dos direitos e interesses protegidos por este código são admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar sua adequada e efetiva tutela. § 3° Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base. de natureza indivisível de que seja titular grupo. § 2° (Vetado). nas ações previstas nos arts. se for suficiente ou compatível com a obrigação. b) aumentada pelo juiz até vinte vezes. Art. 80. a fiança poderá ser: a) reduzida até a metade do seu valor mínimo. bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo. os legitimados indicados no art. Para os fins do art. 79. entre cem e duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN). § 5° Para a tutela específica ou para a obtenção do resultado prático equivalente. independentemente de pedido do autor.III . quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano. citado o réu. Parágrafo único. Art. fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito.as entidades e órgãos da Administração Pública. III . 287. IV .interesses ou direitos individuais homogêneos. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente. II . inciso III e IV. do Código de Processo Civil). é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia. direta ou indireta. de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. impor multa diária ao réu. O valor da fiança. dispensada a autorização assemblear. TÍTULO III Da Defesa do Consumidor em Juízo CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. os Estados. se a denúncia não for oferecida no prazo legal. para efeitos deste código. Art. aos quais também é facultado propor ação penal subsidiária. ainda que sem personalidade jurídica.a União. (Vetado). ou índice equivalente que venha a substituí-lo.3. Art. para efeitos deste código.008. ou a título coletivo. especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. será fixado pelo juiz. § 1° O requisito da pré-constituição pode ser dispensado pelo juiz. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de: I . Art. Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer. 83. .interesses ou direitos coletivos. 82. nas infrações de que trata este código. Parágrafo único. tais como busca e apreensão.a prestação de serviços à comunidade. de 21.o Ministério Público. assim entendidos. remoção de coisas e pessoas. poderá o juiz determinar as medidas necessárias. § 1° A conversão da obrigação em perdas e danos somente será admissível se por elas optar o autor ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente. na hipótese do § 3° ou na sentença. assim entendidos os decorrentes de origem comum. III . 84. são legitimados concorrentemente: (Redação dada pela Lei nº 9. os Municípios e o Distrito Federal. os transindividuais. Parágrafo único. assim entendidos.

quando coletiva a execução. A execução poderá ser coletiva. 86. 94.008. 82. de acordo com o disposto nos artigos seguintes. Art. sem prejuízo de ampla divulgação pelos meios de comunicação social por parte dos órgãos de defesa do consumidor. emolumentos. a condenação será genérica. 89. de 21. estas terão preferência no pagamento. Em caso de procedência do pedido. Art. 82 poderão propor. (Vetado). sem prejuízo do ajuizamento de outras execuções. quando de âmbito local. de 24 de julho de 1985 e de indenizações pelos prejuízos individuais resultantes do mesmo evento danoso. Art. salvo comprovada má-fé. Proposta a ação. abrangendo as vítimas cujas indenizações já tiveram sido fixadas em sentença de liquidação. 88. a fim de que os interessados possam intervir no processo como litisconsortes. custas e despesas processuais. Parágrafo único. civil. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. é competente para a causa a justiça local: I . Art. Parágrafo único. 82. (Redação dada pela Lei nº 9. em honorários de advogados. Nas ações coletivas de que trata este código não haverá adiantamento de custas. II . fixando a responsabilidade do réu pelos danos causados. Os legitimados de que trata o art.da ação condenatória. 99. em nome próprio e no interesse das vítimas ou seus sucessores. 95. (Vetado). aplicando-se as regras do Código de Processo Civil aos casos de competência concorrente. atuará sempre como fiscal da lei.3. naquilo que não contrariar suas disposições.008. Art. 91. para os danos de âmbito nacional ou regional. (Vetado). da qual deverá constar a ocorrência ou não do trânsito em julgado.347. Art. assim como pelos legitimados de que trata o art. (Vetado). 13. Aplicam-se às ações previstas neste título as normas do Código de Processo Civil e da Lei n° 7. Em caso de concurso de créditos decorrentes de condenação prevista na Lei n. 93.1995) Art. de 24 de julho de 1985. sendo promovida pelos legitimados de que trata o art.no foro da Capital do Estado ou no do Distrito Federal. 98. 87.1995) § 1° A execução coletiva far-se-á com base em certidão das sentenças de liquidação.° 7. Na hipótese do art. CAPÍTULO II Das Ações Coletivas Para a Defesa de Interesses Individuais Homogêneos Art. além de requisição de força policial. II . inclusive no que respeita ao inquérito civil. sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos. naquilo que não contrariar suas disposições. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos. se não ajuizar a ação. nem condenação da associação autora.3.da liquidação da sentença ou da ação condenatória. honorários periciais e quaisquer outras despesas. no caso de execução individual.347. Art. (Redação dada pela Lei nº 9. (Vetado). Art. 90. § 2° É competente para a execução o juízo: I . será publicado edital no órgão oficial. de 21. (Vetado). . Art. vedada a denunciação da lide. ação civil coletiva de responsabilidade pelos danos individualmente sofridos. parágrafo único deste código. Ressalvada a competência da Justiça Federal. 97. Em caso de litigância de má-fé. Art. 85. 92.no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o dano. A liquidação e a execução de sentença poderão ser promovidas pela vítima e seus sucessores. Art. O Ministério Público. 96.impedimento de atividade nociva. Parágrafo único. Art. a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas. Art.

os interessados que não tiverem intervindo no processo como litisconsortes poderão propor ação de indenização a título individual. 81. em caso de improcedência do pedido. cujo uso ou consumo regular se revele nocivo ou perigoso à saúde pública e à incolumidade pessoal. de 24 de julho de 1985. serão observadas as seguintes normas: I . a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva. os órgãos federais.Parágrafo único. nos termos do inciso anterior. categoria ou classe. o ajuizamento de ação de indenização diretamente contra o segurador. TÍTULO IV Do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor Art. 16. § 3° Os efeitos da coisa julgada de que cuida o art.° 7. o síndico será intimado a informar a existência de seguro de responsabilidade.erga omnes. de 24 de julho de 1985. poderão os legitimados do art. beneficiarão as vítimas e seus sucessores. O produto da indenização devida reverterá para o fundo criado pela Lei n. 13 da Lei n° 7. 81. com idêntico fundamento valendo-se de nova prova. § 4º Aplica-se o disposto no parágrafo anterior à sentença penal condenatória. Se o réu houver sido declarado falido. estrutura. 100. sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste título.347. 81. hipótese em que qualquer legitimado poderá intentar outra ação. vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil. mas limitadamente ao grupo. 96 a 99. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços. 105. em todo o território nacional. salvo na hipótese de o patrimônio do devedor ser manifestamente suficiente para responder pela integralidade das dívidas. ficará sustada enquanto pendentes de decisão de segundo grau as ações de indenização pelos danos individuais. mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais. fórmula ou acondicionamento de produto. § 1° Os efeitos da coisa julgada previstos nos incisos I e II não prejudicarão interesses e direitos individuais dos integrantes da coletividade. quando se tratar da hipótese prevista no inciso II do parágrafo único do art. Decorrido o prazo de um ano sem habilitação de interessados em número compatível com a gravidade do dano.erga omnes. salvo improcedência por insuficiência de provas. III . 80 do Código de Processo Civil. Para efeito do disposto neste artigo. não prejudicarão as ações de indenização por danos pessoalmente sofridos. 101.o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador. a destinação da importância recolhida ao fundo criado pela Lei n°7. Nas ações coletivas de que trata este código. 103. se não for requerida sua suspensão no prazo de trinta dias. do grupo. Os legitimados a agir na forma deste código poderão propor ação visando compelir o Poder Público competente a proibir. que poderão proceder à liquidação e à execução.347. se procedente o pedido. Art. em caso afirmativo. combinado com o art. II . ou a determinar a alteração na composição. facultando-se. Integram o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC). CAPÍTULO III Das Ações de Responsabilidade do Fornecedor de Produtos e Serviços Art. § 2° (Vetado). Parágrafo único. Art. nos termos dos arts. previstas nos incisos I e II e do parágrafo único do art.a ação pode ser proposta no domicílio do autor. vedada a denunciação da lide ao Instituto de Resseguros do Brasil e dispensado o litisconsórcio obrigatório com este. apenas no caso de procedência do pedido. § 1° (Vetado). estaduais. 81.ultra partes. a produção.347 de 24 de julho de 1985. a sentença que julgar procedente o pedido condenará o réu nos termos do art. não induzem litispendência para as ações individuais. § 2° Na hipótese prevista no inciso III. 102. a sentença fará coisa julgada: I . II . mas. do . 104. divulgação distribuição ou venda. na hipótese do inciso I do parágrafo único do art. para beneficiar todas as vítimas e seus sucessores. Art. propostas individualmente ou na forma prevista neste código. 82 promover a liquidação e execução da indenização devida. na hipótese do inciso III do parágrafo único do art. CAPÍTULO IV Da Coisa Julgada Art. exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas. As ações coletivas. Nesta hipótese. categoria ou classe.

inclusive com recursos financeiros e outros programas especiais. Art. 5° da Lei n° 7. Acrescente-se o seguinte inciso IV ao art.(Vetado). de 24 de julho de 1985: "§ 4. V . ou órgão federal que venha substituí-lo. Acrescente-se os seguintes §§ 4°. a proteção ao meio ambiente. Art. Art. o Departamento Nacional de Defesa do Consumidor poderá solicitar o concurso de órgãos e entidades de notória especialização técnico-científica. X .° Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União. (Vetado). ou individuais dos consumidores.(Vetado).informar. 113. 111. turístico e paisagístico. da Secretaria Nacional de Direito Econômico (MJ). O § 3° do art. Parágrafo único. bem como à reclamação e composição do conflito de consumo. de 24 de julho de 1985. 5° da Lei n° 7. coletivos. (Vetado). XIII . conscientizar e motivar o consumidor através dos diferentes meios de comunicação. à qualidade. coordenar e executar a política nacional de proteção ao consumidor. de 24 de julho de 1985. ao consumidor. VIII . As entidades civis de consumidores e as associações de fornecedores ou sindicatos de categoria econômica podem regular. nos termos da legislação vigente.347. . 1° da Lei n° 7. elaborar. ao patrimônio artístico. passa a ter a seguinte redação: "§ 3° Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada. à garantia e características de produtos e serviços.Distrito Federal e municipais e as entidades privadas de defesa do consumidor. 108.inclua. Estados.levar ao conhecimento dos órgãos competentes as infrações de ordem administrativa que violarem os interesses difusos. denúncias ou sugestões apresentadas por entidades representativas ou pessoas jurídicas de direito público ou privado. TÍTULO VI Disposições Finais Art. 107.347. à quantidade.planejar. TÍTULO V Da Convenção Coletiva de Consumo Art. IX . Art. da Lei n. Art. 5° e 6° ao art. IV . Art. quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano. entre suas finalidades institucionais.° O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz. a formação de entidades de defesa do consumidor pela população e pelos órgãos públicos estaduais e municipais.receber. bem como auxiliar a fiscalização de preços. § 2° A convenção somente obrigará os filiados às entidades signatárias.solicitar à polícia judiciária a instauração de inquérito policial para a apreciação de delito contra os consumidores. analisar. 112. do Distrito Federal e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei. abastecimento.° 7.prestar aos consumidores orientação permanente sobre seus direitos e garantias. ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido. do Distrito Federal e Municípios. relações de consumo que tenham por objeto estabelecer condições relativas ao preço. O inciso II do art. § 5. VII . avaliar e encaminhar consultas. o Ministério Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa". por convenção escrita. 5º. ou a qualquer outro interesse difuso ou coletivo". II . histórico. O Departamento Nacional de Defesa do Consumidor.347. é organismo de coordenação da política do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. § 3° Não se exime de cumprir a convenção o fornecedor que se desligar da entidade em data posterior ao registro do instrumento. estético. 110. XII . quantidade e segurança de bens e serviços. § 1° A convenção tornar-se-á obrigatória a partir do registro do instrumento no cartório de títulos e documentos. VI .representar ao Ministério Público competente para fins de adoção de medidas processuais no âmbito de suas atribuições. propor. XI .347. de 24 de julho de 1985: "IV . Para a consecução de seus objetivos.(Vetado). cabendo-lhe: I .solicitar o concurso de órgãos e entidades da União. passa a ter a seguinte redação: "II .incentivar.a qualquer outro interesse difuso ou coletivo". 106. III .desenvolver outras atividades compatíveis com suas finalidades. 109.

§ 6° Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais, mediante combinações, que terá eficácia de título executivo extrajudicial". Art. 114. O art. 15 da Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985, passa a ter a seguinte redação: "Art. 15. Decorridos sessenta dias do trânsito em julgado da sentença condenatória, sem que a associação autora lhe promova a execução, deverá fazê-lo o Ministério Público, facultada igual iniciativa aos demais legitimados". Art. 115. Suprima-se o caput do art. 17 da Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985, passando o parágrafo único a constituir o caput, com a seguinte redação: "Art. 17. Em caso de litigância de má-fé, a danos". Art. 116. Dê-se a seguinte redação ao art. 18 da Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985: "Art. 18. Nas ações de que trata esta lei, não haverá adiantamento de custas, emolumentos, honorários periciais e quaisquer outras despesas, nem condenação da associação autora, salvo comprovada má-fé, em honorários de advogado, custas e despesas processuais". Art. 117. Acrescente-se à Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985, o seguinte dispositivo, renumerando-se os seguintes: "Art. 21. Aplicam-se à defesa dos direitos e interesses difusos, coletivos e individuais, no que for cabível, os dispositivos do Título III da lei que instituiu o Código de Defesa do Consumidor". Art. 118. Este código entrará em vigor dentro de cento e oitenta dias a contar de sua publicação. Art. 119. Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 11 de setembro de 1990; 169° da Independência e 102° da República. FERNANDO COLLOR Bernardo Cabral Zélia M. Cardoso de Mello Ozires Silva

TESTES DE RECURSOS HUMANOS
1 - No que respeita às relações organização x indivíduos, podemos afirmar (assinale a alternativa correta): a) na organização, o indivíduo precisa ser eficaz, isto é, satisfazer suas necessidades individuais mediante sua participação; b) na organização, o indivíduo deve ser eficiente, ou seja, atingir os objetivos organizacionais com a sua participação; c) o contrato psicológico reflete as expectativas sobre o que a organização e o indivíduo esperam ganhar com o novo relacionamento; d) o relacionamento entre a organização e o indivíduo geralmente apresentam-se cooperativo e satisfatório; e) todas as vantagens oferecidas pela empresa, aos empregados, devem constar no contrato de trabalho formal. 2) A ARH preocupa-se: a) com os recursos físicos e matérias; b) com os recursos financeiros; c) com os recursos mercadológicos; d) com os recursos humanos; e) com os recursos administrativos. 3) Sobre as Teorias "X" a "Y", de McGregor, é incorreto afirmar: a) a teoria "X" é cada vez mais atual, pois fundamenta-se em premissas e concepções absolutamente corretas; b) a teoria "Y" apregoa uma maior liberalização e participação dos empregados, engajando-os na empresa, tornando-os mais participativos; c) uma das premissas da teoria "X" é de que o homem é primariamente motivado por incentives econômicos;

d) a teoria "Y", se comparada A teoria "X", é mais avançada e atual; e) ambas as teorias tratam de administração de recursos humanos. 4) Tratando-se de suprimento de recursos humanos, a palavra "turnover" significa: a) um turno após o outro; b) rotação de pessoal; c) a recontratação de empregado anteriormente despedido; d) a contratação para diversos turnos; e) nenhuma das respostas acima é correta. 5) Quanto ao recrutamento de pessoal, é incorreto afirmar: a) o recrutamento pode ser interno ou externo; b) o recrutamento externo pode ser efetuado por anúncios em jornais, rádios ou mesmo por anúncios em placas colocadas As portas da organização; c) o recrutamento apenas se preocupa em trazer o candidate a empresa para submetê-lo ao processo de seleção; d) o recrutamento interno normalmente é sucedido por um recrutamento externo; e) recrutamento é um processo que se inicia com a requisição para o preenchimento da vaga e se encerra quando a vaga esta preenchida. 6) Absenteísmo, quando se fala em ARH, significa: a) o número de candidatos recrutados em relação aos contratados; b) a soma dos períodos em que os empregados da organização se encontravam ausentes do trabalho, por qualquer razão; c) a ausência nAo justificada; d) ausência por motivos de greve; e) ausência por motivos de férias; 7) Na seleção de pessoal, o teste, com finalidade avaliar o caráter e o temperamento do candidato, é conhecido como: a) teste de conhecimentos; b) teste de capacidade; c) teste psicométrico; d) teste de personalidade; e) técnicas de simulação. 8) A aplicação de recursos humanos significa: a) medir a dedicação dos empregados recém contratados; b) treinar os selecionados para que se apliquem ao máximo, já desde o início do contrato; c) integrar o selecionado à organização, ao cargo e, a partir daí, avaliar seu desempenho; d) medir a eficiência do indivíduo recém contratado em relação ao anterior; e) todas as alternativas estão incorretas. 9) Quanto à descrição dos cargos, podemos dizer: a) enumera as tarefas a serem executadas; b) informa o tempo de execução; c) descreve a forma de realização da tarefa; d) diz os objetivos da tarefa; e) todas as alternativas estio corretas. 10) Há diversos requisites necessários para a perfeita análise de cargos. São requisitos mentais (assinale a alternativa incorreta) a) o grau de instrução mínimo; b) experiência anterior; c) espírito de iniciativa; d) capacidade visual; e) condições de adaptabilidade ao cargo. 11) Na avaliação de desempenho, diversos métodos são utilizados. O método que propõe diversas frases, referindo-se às mais variadas situações, cujas respostas admitem apenas o "sim" ou o "não", denomina-se: a) método das frases descritivas; b) método dos incidentes cr[ticos; c) método da comparação aos pares;

d) método da escala gráfica; e) método de escolha forçada. 12) A avaliação de cargos é o processo de analisar e comparar o conteúdo de cargos, no sentido de colocálos em uma ordem de classes, as quais podem ser usadas como base para um sistema de remuneração. Para a avaliação existem métodos não quantitativos e quantitativos. Assinale a alternativa que contém um método quantitativo: a) escalonamento de cargos; b) comparação por fatores; c) categorias pré-determinados; d) métodos estatísticos; e) métodos matemáticos. 13) Os benefícios sociais que as empresas concedem aos empregados tem origens legais ou representam mera liberalidade de organização. Assinale o benefício que é concedido por liberalidade: a) salário-família; b) adicional noturno; c) seguro de vida em grupo; d) salário maternidade; e) auxílio doença. 14) É de responsabilidade de segurança do trabalho (assinale a incorreta): a) prevenção contra roubos; b) prevenção contra quedas; c) prevenção contra incêndios; d) prevenção contra acidentes; e) prevenção contra doenças ocupacionais. 15) A adaptação de um homem a um cargo a feita por: a) formação profissional; b) educação; c) desenvolvimento profissional; d) treinamento; e) aperfeiçoamento. 16) São pressupostos básicos do desenvolvimento organizacional: a) o plano de classificação de cargos; b) o concerto da cultura da empresa; c) a necessidade continua à mudança; d) a interação organização x ambiente; e) os objetivos individuais e os objetivos organizacionais. 17) O esforço de desenvolvimento organizacional deve considerar os seguintes elementos essenciais: a) trabalhar no longo prazo; b) procurar a eficácia como um todo, e não em parte da organização; c) o elemento humano da empresa, especialmente o gerente de linha, não deve participar dos estudos; d) o diagnóstico deve ser desenvolvido em conjunto, consultoria e gerentes de linha; e) a implementação do esforço de DO deve ser conjunta, consultoria e gerentes. 18) "A função administrativa que consisto em medir a corrigir o desempenho de subordinados, a fim de assegurar que os objetivos da empresa e os planos delineados para alcançá-los selam realizados" é: a) o desenvolvimento de equipes; b) o controle de recursos humanos; c) o banco de dados; d) a auditoria de recursos humanos; e) o sistema de informações. 19) Sistema de informações é: a) um banco de dados; b) um conjunto de dados que compõem o cadastro individual dos empregados; c) um conjunto de padrões utilizados para efetuar o controle; d) um conjunto de elementos interdependentes, logicamente associados, para que de sua interação sejam geradas informações necessárias à tomada de decisões;

exclusivamente. b) quantidade.d.e) nenhuma das respostas acima é correta. pelo Estado.c. pelo Município.e.c. b) escrita e rígida. pelo Estado.a. 5 .c. 2) a) b) c) d) e) 3) a) b) c) d) e) Tendo em vista a concepção Kelseniana de Constituição.d.b.a.d. independentemente de qualquer norma infraconstitucional. 14 . Gabarito: 1 . 20) A auditoria de recursos humanos baseia-se em padrões pré-estabelecidos. 10 . puramente sociológica.A Constituição do Brasil é a) flexível e histórica. A defesa do consumidor será promovida: pelos Estados-membros. na forma da lei complementar federal. d) escrita e flexível.a. c) semi-rígida e costumeira. Os parâmetros normalmente utilizados são: a) qualidade. 11 .c. 7 . 18 . 4 . 16 . lógico-jurídico e sociológico-jurídico. 3 . esta pode ser considerada no sentido: psicossocial da sociedade política. 20 . c) tempo gasto. por associações. sociológica do Estado. na forma estabelecida em lei.d. e) dogmática e semi-rígida. vedada ao Estado qualquer participação. 17 . 6 .b. . 12 . lógico-jurídico e jurídico-positivo. 8 . e) políticas.b.e. 13 . 9 . 19 .e. TESTES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 1) .d.b.e. 2 . 15 . d) custos.

crédito. dos Municípios e do Distrito Federal. b) A isenção de tributo s(5 pode ser concedida por lei específica. quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial. ainda que exista lei federal sobre a matéria. em qualquer caso. d) Sobrevindo lei federal sobre normas de direito tributário.4) a) b) c) d) e) 5) a) b) c) d) e) 6) a) b) c) d) e) A nacionalidade mista resulta: do casamento e da anexação de território. 10) Indique a assertiva correta: a) Mesmo em casos de iminência de guerra externa. o imposto sobre operações de crédito. circunstanciais e materiais. c) definição de espécies de tributos. ou sob regime de permissão. b) dívida ativa tributária. com ou sem licitação. prescrição e decadência tributários. diretamente. o imposto sobre grandes fortunas. apenas. materiais e econômicas. lançamento. e) Os impostos instituídos com base na competência tributária residual têm que ser cumulativos. ou através das empresas públicas. circunstanciais e financeiras. c) A instituição do imposto não previsto na Constituição Federal demanda lei complementar. 7) Assinale a assertiva correta: a) A competência dos Estados para legislar sobre direito tributário estendesse aos Municípios. d) O ouro. orçamentárias e materiais. o pluralismo político. 8) No dispositivo da Constituição Federal que diz caber a lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação não há referência expressa a: a) obrigação. para o exterior. independentemente de licitação. os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. A Constituição brasileira impõe ao constituinte derivado limitações: temporais. para atender a suas peculiaridades. de produtos nacionais ou nacionalizados. a União não pode instituir impostos que não estejam compreendidos em sua competência tributária. sujeita-se exclusivamente a incidência do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza-retenção na fonte devido na operação de origem. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentais: a) a soberania. câmbio e seguro. no que aquela lhe for contrária. ou sob regime de concessão ou permissão. b) Existindo mora geral da União sobre matéria tributária. sempre através de licitação. d) definição de tributos. formada pela união indissolúvel dos Estados. do jus soli e da vontade do indivíduo. c) os Estados exercerão a competência legislativa plena sobre normas gerais de direito tributário. A prestação de serviço público incumbe ao Poder Político com observância da lei: diretamente. ou relativas a títulos ou valores mobiliários. os Estados ficam impedidos de legislar supletivamente a respeito. 11) A República Federativa do Brasil. a lei estadual tributária tem sua eficácia suspensa. temporais. diretamente. da combinação da filiação (jus sanguinis) com o local do nascimento (jus soli) da nacionalidade adquirida e da vontade do indivíduo. . indiretamente. e) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. e) A competência da União para legislar sobre direito tributário não está sujeita a qualquer limitação. quando lhes atenda às peculiaridades. estadual ou municipal. federal. da naturalização e do parentesco. a dignidade da pessoa humana. ou sob regime de autorização. o imposto sobre exportação. diretamente. temporais. o imposto sobre produtos industrializados. 9) a) b) c) d) e) Não pode ser cobrado no mesmo exercício financeiro da publicação da lei que o institui: o imposto sobre importação de produtos estrangeiros.

18) Por maioria absoluta de uma casa legislativa entende-se: a) a metade dos integrantes. d) a metade mais um dos integrantes. d) não precisa de licença. c) é órgão auxiliar do poder legislativo. 16) As constituições. e) n. d. enquanto apura fatos e.b) a soberania. a cidadania. o pluralismo político. e) n. d) a manutenção dos três poderes. 19) a) b) c) Por cidadania passiva entende-se: a condição do eleitor. a. quando fiscaliza seu chefe supremo. d. b) populares ou outorgadas. d. a dignidade da pessoa humana. a independência nacional. a. d. ao poder executivo. b) ao Senado Federal. o pluralismo político. d) a soberania. d. a. a. c) precisa de licença do Congresso Nacional. d) escritas e não escritas. e) n. são classificadas em: a) dogmáticas e históricas ou costumeiras. e) n. entre outros. b) qualquer associação de classe. c) dois terços dos presentes. a. a perda dos direitos políticos. b) pertence ao poder judiciário. por crime de responsabilidade. c) à Câmara dos Deputados. e) n. c) partido político com representação no congresso nacional. e) n. a quem cabe a admissibilidade da acusação? a) ao Supremo Tribunal Federal. d) qualquer partido político. d. para ausentar-se do pais por período de trinta dias: a) precisa de licença do Senado Federal. 12) Houve em 1993. e) n. a. d) ao Congresso Nacional. 17) O mandado de segurança coletivo pode. d) cada poder tem seu tribunal de contas independentes e autônomos. os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. . a. a. c) a forma e os sistema de governo. ser impetrado por: a) qualquer pessoa jurídica. c) a cidadania. d. a dignidade da pessoa humana. 14) O Presidente da República. d. os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. e) n. a autodeterminação dos povos. a não intervenção. 13) Sobre o Tribunal de Contas é correto afirmar que: a) é um órgão auxiliar do poder Judiciário ao qual pertence. c) escritas e semi-rígidas. a privação temporária dos direitos políticos. 15) No processo e julgamento do presidente da República. b) a metade mais de um dos presentes. b) precisa de licença da Câmara dos Deputados. um plebiscito no pais para decidir sobre: a) o federalismo. a igualdade entre os Estados o pluralismo político. b) a criação de um novo Estado. quanto à forma.

o Ministro de Estado será processado com autorização: do senado federal e julgado pela câmara dos deputados. d) da legalidade e da publicidade. d) no Senado Federal ou na Câmara dos Deputados. d. e) n. b) do Superior Tribunal de Justiça. 26) A competência para processar e julgar originariamente o habeas-corpus. c) do tribunal regional federal. b) da legalidade somente. da moralidade e da publicidade. d. do presidente da república e julgado pelo supremo tribunal federal. é da competência privativa: a) do Supremo Tribunal Federal. d) regime presidencialista. quando o paciente for membro do conselho de contas dos municípios. com audiências. d. respectivamente. d. a.d. d) conferir condecorações e distinções honoríficas. 23) a) b) c) d) Em crime de responsabilidade. a. a. b) lei delegada. nos crimes de responsabilidade. nos termos da constituição. c) comutar penas. os termos da lei e as restrições quanto à divulgação de matéria publicitária. é: a) do juiz da comarca. se necessário. respeitados. onde o município estiver situado. e) n. d) da Câmara dos Deputados. e) n. b) do tribunal de justiça. 27) Processar e julgar o advogado-geral da União. a. b) conceder indulto. com audiência. e) n. c) do Senado Federal. d) do superior tribunal de justiça. . c) eleições só para cargos federais. d. 20) Sufrágio universal pressupõe: a) direito de voto em trânsito. e) n. a. obedecerá ao(s) seguintes princípios fundamental(ais): a) da legalidade e da anuidade. se necessário. 25) O Presidente da República não pode delegar aos ministros de Estado a atribuição de: a) dispor sobre a organização e o funcionamento da administração federal. a. da câmara dos deputados e julgado pelo supremo tribunal federal.d. e) n. da câmara dos deputados e julgado pelo senado federal. c) na Câmara dos Deputados. da impessoalidade. a. b) no Congresso Nacional. a. dos órgãos instituídos em lei. 24) O direito de iniciativa de projeto de lei complementar dos tribunais superiores e exercido: a) no Senado Federal. d.d) a elegibilidade: e) n. b) direito de voto para todo o cidadão. dos órgãos instituídos em lei. e) n. d) resolução. c) lei complementar. 21) A administração pública. 22) O direito de greve do funcionário público será exercido nos termos e nos limites definidos em: a) lei ordinária. c) da legalidade.

como membro nato? a) Ministro do Planejamento. em ambas. b) proporcional. a. e) n. d) 315 dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado. c) para proteger. 36) A inviolabilidade dos deputados e senadores por suas opiniões. 29) As leis complementares serão aprovadas por: a) maioria simples.d. e) n. considerando-se aprovada se obtiver. c) Jean-Jacques Rousseau e o contrato social. 30) A constituição se alicerça num pressuposto lógico-transcendental. indiretamente. a. e) n. qualquer direito v iolado ou ameaçado de violação. d) empregados contra autoridades que praticam atos lesivos ao interesse público. d. autônomo. a. d) Hanskelsen e o positivismo jurídico. b) processual. que enuncia: devemos conduzir-nos como a constituição prescreve. a.d. c) 115 dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado. d) majoritário. a. numa forma fundamental. 34) Os Deputados Federais são eleitos pelo sistema: a) da maioria absoluta. a. c) maioria qualificada. e) n. c) misto. e) n. d) maioria relativa. d) Ministro da Economia. c) inicial e ilimitado. a. d) pela iniciativa. d. b) Hugo Grácio e o naturalismo. b) Ministro da Justiça.28) Qual é o ministro do Estado que participa dos conselhos da república e de defesa nacional. d. . c) Ministro dos Relações Exteriores. 31) É pacífico na doutrina que o poder constituinte originário caracteriza-se como: a) inicial. a. Esse postulado lembra: a) São Tomás de Aquino e a escola Tomista. mandado de injunção. b) pela sua discordância dos termos de um projeto de lei. d. palavras e votos caracteriza a imunidade: a) material. b) inicial. e) n. ilimitado e incondicionado. d. os votos de: a) 213 dos membros da Câmara dos Deputados. autônomo e incondicionado. d) autônomo. b) maioria absoluta. 32) Mandado de segurança. e) n. sanção e veto. 35) O chefe do poder executivo participa do processo de elaboração da lei: a) com sua aquiescência aos termos de um projeto de lei. 33) A proposta de emenda à constituição será discutida e votada em cada casa do Congresso Nacional em dois turnos. b) que só se aplicam aos crimes de responsabilidade dos governantes. e) n. c) quando veta parcialmente um projeto de lei. b) 213 dos membros presentes em ambos as casas. ilimitado e incondicionado. habeas data são remédios constitucionais: a) que asseguram proteção jurídica aos direitos individuais e coletivos. d.

maiores de sessenta anos. a. b) exige a criação de novos Estados seja aprovada pela maioria de dois terços do Senado Federal. maiores de sessenta e cinco anos. salvo no condição de aprendiz. salvo na companhia de seus responsáveis. o conselho de defesa nacional e o congresso nacional.d. a. taxativamente. maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. d. do Distrito Federal e dos Territórios. mas não permite que eles intervenham nos Municípios. e) n. b) o conselho da República e o conselho da defesa nacional. e) n. d. d) política. d. diferentemente do que ocorre noutros Estados Federais: a) defere competências e rendas tanto à Unido quanto aos Estados e Municípios. 43) A fim de preservar a autonomia dos Estados-Membros. . maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. e) n. d) o conselho da República. d) confere aos Municípios todos os poderes que. c) qualquer trabalho é proibido. d. não lhes sejam vedados pela mesma Constituição.d. b) assegura a autonomia dos Estados. e) n. d) condiciona a expedição de quaisquer atos interventivos a prévia aprovação do Congresso Nacional. a. 41) O Brasil é uma República Federativa. d. a. a federal e a estadual. 44) Ao organizar o Poder Legislativo. a) a Câmara dos Deputados. d) qualquer trabalho é proibido. maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos. 38) Ao menor de 14 anos: a) é totalmente permitido o trabalho. nem tenham sido confie ridos expressamente à Unido ou aos Estados. c) enumera. conferindo o estes o poder de legislar sobre as matérias de interesse dos seus Municípios. 37) São características da Constituição imperial: a) forma federal de Estado e governo republicano.c) material e processual. d) semi-analfabetos. 39) O estado de defesa poderá ser decretado pelo presidente da República. ouvido(a)(s). a Constituição do Brasil optou pelo bicameralismo federal. mas reconhece soberania apenas à União. a. a. a. de que resultou: a) a existência de duas ordens legislativas. b) forma federal de Estado e governo monárquico. as hipóteses em que a União neles pode interir. 40) O alistamento eleitoral e o voto são facultativos para: a) analfabetos. c) atribui à Unido e aos Estados a mesma competência legislativa. 42) O regime federativo do Estado brasileiro. a Constituição Federal: a) não permite que se criem novas unidades políticas sem a prévia aprovação dos respectivos Assembléias Legislativas. perigoso ou insalubre. e) n. cuja Carta Política: a) reconhece a soberania da Unido. maiores de dezesseis anos e menores de vinte e um anos. b) apenas é proibido o trabalho noturno. c) forma unitária de Estado e governo monárquico. e) n. a.d. e) n. c) maiores de setenta anos. constituída. sob o regime representativo pela União indissolúvel dos Estados. para prevenir ou reprimir atos subversivos ou de corrupção. maiores de setenta anos. d) forma unitária de Estado e governo republicano. e) n. sem prejuízo do reconhecimento de idêntico atributo aos EstadosMembros. b) atribui competência legislativa apenas à Unido e aos Estados. c) assegura autonomia aos Estado. d) confere à União o poder de intervir nos Estados e nos Municípios. explícita ou implicitamente. c) o Senado Federal. b) analfabetos.

c) desde que esteja autorizada pelo Presidente da República. 45) Para assegurar a supremacia da nossa Constituição. compete: a) ao Presidente da República e aos ministros de Estado. c) ao Presidente da República. está sujeita ao princípio da anterioridade. c) as leis administrativas. 47) A Administração pode anular o ato administrativo ilegal que praticou: a) desde que sejam respeitados os direitos adquiridos. d) por via de ação ou por via de exceção. a cessação da sua eficácia: a) será imediata e com efeitos "erga omnes". a. em princípio: a) as leis processuais de modo geral. d. 46) Declarada. b) é um ato administrativo vinculado. sob certos aspectos. d. a. a. d. b) aos ministros de Estado. mas somente por via de ação. b) as leis civis e comerciais. d) n. c) deferirem-se às duas Casas do Congresso Nacional competências: e atribuições idênticas. d. em certos casos. federal ou estadual. apenas. a. apenas. e) n. c) pode ser estabelecida. exclusivamente. c) é um ato administrativo vinculado. e discricionário na medida em que é privativo da autoridade administrativa. no âmbito estadual. a. 49) O Poder regulamentar. d. baixado pelo presidente do STF. d) n. 53) a) b) c) A concessão de isenção tributária: é ato da competência exclusiva do Congresso Nacional. pode ser formalizado através de decreto do Presidente da República. e) n. b) sem que esteja sujeita a qualquer condição de conveniência administrativas. c) por qualquer juiz ou tribunal. d. dividido em Câmara dos Deputados e Senado Federal. c) será imediata. o legislador constituinte deferiu ao Poder Judiciário o controle da constitucionalidade das leis. a. se a decisão for tomada pela maioria absoluta dos juizes da Corte. b) pode ser estabelecida através de instrução normativa. a. na condição de representante de seus associados. 50) Comportam regulamentação. a inconstitucionalidade em tese de lei ou até normativo. d) n. 48) Tem legitimidade para propor ação popular: a) o sindicato. c) qualquer brasileiro maior de dezoito anos. através de decreto-lei. a ser exercício: a) exclusivamente pelo STF. no âmbito federal. d. 51) A modificação da base de cálculo do tributo. d. pelo STF.b) a atribuição do poder legislar a um Parlamento Nacional. e) n. a. d) n. 52) A revisão "ex officio" do lançamento tributário: a) é um ato administrativo discricionário. d) n. a. d) terem a mesma duração os mandatos de senadores e deputados. b) somente ocorrerá depois que o Senado Federal suspender a sua execução. d. b) exclusivamente pelos tribunais com jurisdição por via de ação. que importe torná-lo mais oneroso: a) pode ser estabelecida através de decreto. por delegação do Presidente da República. b) a pessoa jurídica de direito privado. . d) n. d) dependerá de ato expresso anulatório da norma impugnada.

c) estende-se ao produtor. concorrentemente. desde que a citação se faça no prazo de 10 dias. a.d. salvo: a) por ordem judicial. 55) Tratando-se de execução fiscal. d. d) n.d) n. a. mediante regular nomeação.d. a.d. c) aos Municípios e à União. c) pela dos Estados e dos Territórios. c) apenas as taxas. sobre: a) direito eleitoral. Estados e Municípios. a. para fins de investigação criminal. a. ou até a distribuição da execução fiscal. o servidor público é estável com: a) 2 anos de efetivo exercício. d) n. b) estende-se ao produtor. 59) A competência para a concessão de isenções: a) é conferida à Unido. b) direito tributário. Municípios e Distrito Federal. tratando-se de IPI. c) 5 anos de efetivo exercício. agrário e financeiro. tratando-se de imposto indireto. relativamente a tributos de modo geral. a. d. d) n. 57) A imunidade tributária reciproca das pessoas públicas abrange: a) os tributos vinculados. c) em matéria de segurança nacional. b) à Unido e aos Estados-Membros. b) pela união dos Estados. apenas. para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. d. b) por ordem do Ministério da Justiça. b) 3 anos de efetivo exercício. d. d) n. b) os tributos indiretos.d. b) é causa de suspensão da prescrição por prazo indeterminado. b) é privativo da União. 62) A Constituição declara como um dos direitos fundamentais a inviolabilidade do sigilo das comunicações telefônicas. d) n. a. b) interrompe a prescrição.d. o despacho do juiz que ordena a citação: a) é causa de suspensão da prescrição. d) n. a. a. aos Estados e ao Distrito Federal legislar. d. a. c) é causa de interrupção da prescrição. d) n. d) n. d) n. 61) Ingressando hoje no Serviço Público. 63) A Federação Brasileira é composta: a) pela união dos Estados. se esta ocorrer antes de findo aquele prazo. funcionamento e processo do Juizado de Pequenas Causa. 60) Compete à União. mediante lei complementar. tributário e financeiro. . c) suspende a prescrição por cento e oitenta dias. c) criação. a. tratando-se de tributo não vinculado. d) n. d. 54) A inscrição do crédito fiscal em dívida ativa: a) é causa de interrupção da prescrição. c) é exclusiva da União. 58) A competência a tributária remanescente é conferida: a) aos Estados-Membros. relativamente aos impostos de sua competência. 56) A imunidade tributária do comprador: a) estende-se ao produtor.

b) A Constituição Federal de 1988 igualou as regras prescricionais de rurícolas e trabalhadores urbanos. c) é restrito à defesa dos interesses da categoria. b) exclui a impetração do mandado de segurança individual. d) n. d) n. d) n. d) n. b) A ação de inconstitucionalidade pode ser proposta pelo Presidente da República. face à isonomia. c) Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar originariamente o mandato de segurança. 72) Assinale a alternativa correta: a) Conceder-se-á "habeas-data" em caso de direito líquido e certo. d.a 65) Com o disciplinamento dado na Constituição da República. a. b) dos Municípios. c) é permitida aos empregados celetistas e aos funcionários estatutários. quando o empregador é "ente de direito público externo". d. considerada a representação autêntica. no campo da criação de entidades. pelo Presidente do Congresso Nacional.d. a. d. 66) A Constituição atual faculta a aposentadoria proporcional ao homem e à mulher respectivamente. 67) Na administração direta e nas autarquias a sindicalização dos servidores: a) não é permitida. d) n. 70) Assinale a afirmativa correta: a) A Constituição assegura ao Poder Judiciário autonomia administrativa e financeira. não amparado por "habeas-corpus". 71) A respeito do mandato de segurança coletivo.d. b) é permitida somente aos empregados celetistas. é certo afirmar que: a) pode ser impetrado irrestritamente por associação de classe legalmente constituída. após: a) 35 a 30 anos de trabalho. b) o pluralismo sindical. b) mediante decreto legislativo do Congresso Nacional. a. b) Ministro do Tribunal Superior do Trabalho não pode ser indicado pelo Presidente da República para o Supremo Tribunal Federal. a. c) mediante projeto de lei do Presidente da República votado pelo Congresso Nacional. 68) A Constituição Federal de 1988 adotou. b) 30 a 25 anos de trabalho. a. d. d) n. c) 25 a 20 anos de trabalho. c) a ampla liberdade sindical. d) n. também autoriza mandato de segurança. d) n. a.64) O orçamento é produzido: a) mediante decreto do Presidente da República. . d. no campo sindical: a) a unicidade sindical. pelo Governador de Estado e pelo Procurador-Geral da República. a. c) Abuso de poder de agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do poder público. d. a. contra atos do Presidente da República e de Ministros de Estado. o Distrito Federal recebeu competências equivalentes às: a) dos Estados. d) n. 69) Assinale a alternativa correta: a) Ministros do Tribunal de Contas da Unido não têm as mesmas prerrogativas e vencimentos dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. c) Restringe-se aos dissídios coletivos a competência da Justiça do Trabalho.d. c) dos Estados e Municípios.

a retroatividade da lei penal. a. ou de provas e títulos. a do direito de ampla defesa. c) é órgão integrante do Poder Legislativo. d. a. salvo para os cargos ou empregos regidos pela CLT d) da prestação de concurso público de provas. e) n. d. c) não perdeu nem tem suspensa sua capacidade eleitoral. dentro de certas condições expressas. entre outras. d. b) a Constituição Federal só enumera os poderes dos Estados-Membros e dos Municípios. adquirida através do alistamento. ou de provas e títulos. d) n. constitucionalmente. d) n. 79) O ingresso no serviço público depende a) do preenchimento da condição de brasileiro nato b) da prestação de concurso público de provas. d) que tem capacidade eleitoral apenas consistente em poder escolher seus representantes para cargos públicos eletivos. secreto e vinculado. está: a tutela judiciária dos direitos individuais. e) n. c) pelo Tribunal de Justiça do Estado. originalmente: a) pelo Supremo Tribunal Federal. d) os poderes reservados são da União. está em gozo dos direitos políticos o cidadão: a) que tem capacidade eleitoral ativa e passiva. o Supremo Tribunal Federal não pode declarar a inconstitucionalidade de normas constantes de: a) Constituição Estadual b) lei municipal c) decreto-lei (abolido pela atual CF) d) resolução de Tribunal Federal e) resolução de Tribunal Estadual 81) O princípio da isonomia: a) veda a prática de atos que configuram preconceito racial . administrativa e financeira. ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada. em sufrágio universal e mediante voto direto. a do respeito ao direito adquirido. a. a.d. estando vedada a todos os seus membros a atividade político-partidária. 77) No Sistema Constitucional Brasileiro: a) a Constituição Federal enumera exaustivamente os poderes da Unido. 75) a) b) c) d) Entre as garantias constitucionais do cidadão. salvo para os cargos cujos titulares sejam demissíveis "ad mutum". para quaisquer cargos c) da prestação de concurso público de provas. e outros indicados em lei. ou de provas e títulos.73) Os Governadores são processados e julgados. b) que tem capacidade de. 74) A autonomia que é assegurada. votar e ser votado. b) pelo Superior Tribunal de Justiça.d. adquirida e exercitável na forma legal. ao Município é: a) somente política e financeira. 78) O tribunal de Contas da União: a) é órgão integrante do Poder Judiciário. e) n. 76) Segundo a CF. e m eleições para cargos públicos. e) n. a. 80) Por meio de representação do Procurador-Geral da Republica. pois lhe cabe decretar e arrecadar tributos de sua competência e aplicar suas rendas. d) pode ser integrado por quem não seja Bacharelem Direito. d. a. b) política. b) é órgão integrante do Poder Executivo. c) também financeira. dos Estados-Membros e dos Municípios. c) os poderes reservados são dos Estado-Membros.

no forma da lei d) na hipótese de o Município ter deixado de aplicar no ensino primário. 83) A atividade econômica compete: a) ao Estado.d. no prazo de 30 dias. d. nunca tacitamente. 2. 3.b) c) d) proíbe qualquer distinção entre classes profissionais impede que a lei exclua da apreciação do Poder Judiciário qualquer lesão de direito individual significa que ninguém é obrigado a fazer ou a deixar de fazer alguma coisa. de qualquer natureza e) n. em caráter suplementar da iniciativa privada d) exclusivamente às empresas privadas e) n. definidas em lei não é permitido no País. transita em julgado c) pela União. anualmente 20%. d. quando o Prefeito deixar de prestar contas devidas. 4. 88) As Medidas Provisórias: a) mantém sua eficácia desde a edição. 84) a) b) d) e) O direito de greve é: permitido tanto aos trabalhadores da esfera privada. a. dos tribunais superiores. a. a. senadores. 85) Pode ser decreta intervenção no Município: a) somente em casos expressamente previstos na Lei Orgânica dos Municípios. a. a. sendo em virtude de lei 82) O mandado de segurança a) pode ser impetrado contra atos de dirigentes de escolas particulares b) só pode ser impetrado depois do exaurimento da via administrativa c) é remédio constitucional também adequado à proteção do direito líquido e certo de locomoção d) só pode ser impetrado por pessoas físicas e) n.d. A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á no prazo de dez dias. pelo menos. . o projeto de lei só pode ser vetado por inconstitucionalidade ou se contrário ao interesse público. somente a partir da data de sua rejeição pelo Poder Legislativo. sempre sob a forma de monopólio b) às empresas públicas e às sociedades de economia mista. mesmo que convertidas em lei 20 dias após sua publicação b) perdem a eficácia desde sua edição. referente ao processo legislativo: 1. assim que convertidas em lei. 89) Das afirmativas abaixo. d. a. 86) Para a elaboração das leis ordinárias da União o processo legislativo admite a iniciativa: a) exclusivamente de deputados e senadores b) exclusivamente do Presidente da República c) de deputados. 87) Com o disciplinamento dado na Constituição da República o Distrito Federal recebeu competências equivalentes às: a) dos Estados e dos Municípios b) dos Territórios e dos Municípios c) dos Estados. do procurador geral da República e dos cidadãos d) n. Na sistemática constitucional brasileira. d) n. O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. de todas as suas receitas. em caráter preferencial c) às empresas e às sociedades de economia mista. A sanção presidencial a projeto de lei só se verifica de forma expressa. presidentes da República. ficando válidos todos os efeitos produzidos até a referida data. como aos servidores públicos permitido sem qualquer limitação ou restrição proibido em atividades essenciais. a partir da publicação da referida Medida Provisória c) perdem sua eficácia. Territórios e Municípios d) é equipado a um município e) n. editada pelo EstadoMembro b) em casos de descumprimento de decisão judiciária. d.

c) Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir a Federação e a República. GABARITO 01) 02) 03) 04) 05) 06) 07) 08) 09) 10) 11) 12) 13) 14) 15) 16) 17) 18) 19) 20) 21) 22) 23) 24) 25) 26) 26) 28) 29) 30) b d c b d d d b e c d c c c c d c d d b c c d c d d c b b d 31) 32) 33) 34) 35) 36) 37) 38) 39) 40) 41) 42) 43) 44) 45) 46) 47) 48) 49) 50) 51) 52) 53) 54) 55) 56) 57) 58) 59) 60) a a d b d a c d b a b a c b d a b d c b d b d c c d d d a c 61) 62) 63) 64) 65) 66) 67) 68) 69) 70) 71) 72) 73) 74) 75) 76) 77) 78) 79) 80) 81) 82) 83) 84) 85) 86) 87) 88) 89) 90) b a b c c a c a a a c c a a b d c d d b a a c d b c a a c b . a. 90) Assinale a alternativa correta: a) Medidas Provisórias não estão compreendidas no processo legislativo. 2 e 4 d) n. podem propor emendas à Constituição Federal. por sua maioria no país. d) n. d. 3 e 4 c) somente 1. d. 2 e 3 b) somente 2. b) Assembléias Legislativas. mas as leis delegadas e os decretos legislativos. sim.Estão corretas: a) somente 1. a.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful