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Logística Industrial – Celulose e Papel .

Logística Industrial – Celulose e Papel

CRITÉRIO DE NOTAS PARA 1º e 2º BIMESTRE (AVALIAÇÃO) NOTA 1 = N1 N1 = (TRABALHO A + TRABALHO B + TRABALHO C + CHA) Trabalho A: (Vale até 3 pontos) - Todo aluno deverá ter a sua própria apostila. Trabalho B: (Vale até 2 pontos) - A ser definido conforme andamento das aulas. Trabalho C: (Vale até 2 pontos) - A ser definido conforme andamento das aulas. Avaliação do CHA: (Vale 3 ponto) - Avaliados através da participação dos trabalhos A, B e C

NOTA 2 – N2 N2 = % DE PARTICIPAÇÃO = (Total de aulas dadas - Falta nas aulas) / Total de aulas dadas

NOTA 3 = N3 N3 = Prova Bimestral e/ou Prova de Recuperação Prova de 2ª Chamada (apenas no caso do aviso 2 ou 3) OBS 1: Notas S, B ou MB, não aprova o aluno (DEPENDE DA PRESENÇA – 75%) OBS 2: Acima de 25% de faltas, o aluno, além da prova normal, vai para recuperação.

NOTA FINAL DO BIMESTRE = NB1 = (N3 + (N1 X N2))/2 0,0 a 4,9 = I 5,0 a 6,9 = S 7,0 a 8,9 = B 9,0 a 10 - MB

NOTA SEMESTRAL - NB NB1 – NOTA 1º BIMESTRE NB2 – NOTA 2º BIMESTRE

COMBINAÇÃO DAS NOTAS NB1 E NB2 (Não será aplicado o CHA, pois já foi utilizado na N1) Caso a média seja ‘I’ o aluno terá Recuperação Semestral (inclui toda a matéria do semestre) Caso a nota da Recuperação Semestral seja ‘I’ o aluno vai para Exame (inclui toda a matéria do semestre), o não atingimento da nota suficiente ‘S’, o aluno será REPROVADO Caso o aluno realize a Recuperação Semestral ou Exame fica valendo as notas obtidas nestas modalidades.

AVISO IMPORTANTE

1. É proibido o uso de celular, MP3 ou similares durante as aulas e nas provas 2. Em caso de falta no dia da prova por motivos justificáveis (Trabalho secular ou doença) o

prazo para entrega do atestado será entregue obrigatoriamente na próxima aula.
3. Em caso de trabalho secular em regime de escala ou serviços de convocação seguem o

mesmo critério salvo que em regime de escala ou revezamento, deverá trazer a escala

I - LOGÍSTICA

Logística é a área da gestão responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa. Fundamentalmente a logística possui uma visão organizacional holística, onde esta administra os recursos materiais, financeiros e pessoais, onde exista movimento na empresa, gerenciando desde a compra e entrada de materiais, o planejamento de produção, o armazenamento, o transporte e a distribuição dos produtos, monitorando as operações e gerenciando informações. II - APLICAÇÃO DA LOGÍSTICA

III - HISTÓRIA DA LOGÍSTICA

Desde a antiguididade, os líderes militares já se utilizavam da logística, para tramar guerras. As guerras eram longas e geralmente distantes e eram necessários grandes e constantes deslocamentos de recursos. Para transportar as tropas, armamentos e carros de guerra pesados aos locais de combate eram necessários o planejamento, organização e execução de tarefas logísticas, que envolviam a definição de uma rota; nem sempre a mais curta, pois era necessário ter uma fonte de água potável próxima, transporte, armazenagem e distribuição de equipamentos e suprimentos. Na antiga Grécia, Roma e no Império Bizantino, os militares tinham o título de Logistikas. IV - EVOLUÇÃO DA LOGÍSTICA Antes de 1950: Não havia uma filosofia dominante, as atividades chave da logística ficavam sob responsabilidade de diferentes áreas. Entre 1950 e 1970: Alteração nos padrões e atitudes da demanda dos consumidores / Pressão por custos nas industrias / Avanços na tecnologia de computadores. 1970 e além: (anos de desenvolvimento) Obs.: A filosofia econômica dominante passou de estímulo da demanda para melhor administração dos suprimentos. Controle de custos, produtividade e controle de qualidade passaram a ser áreas de interesse, a medida que as empresas passaram à enfrentar o fluxo das mercadorias importadas. IV.1) Desenvolvimento atual As novas exigências para a atividade logística no mundo passam pelo maior controle e identificação de oportunidades de redução de custos, redução nos prazos de entrega e aumento da qualidade no cumprimento do prazo, disponibilidade constante dos produtos, programação das entregas, facilidade na gestão dos pedidos e flexibilização da fabricação, análises de longo prazo com incrementos em inovação tecnológica, novas metodologias de custeio, novas ferramentas para redefinição de processos e adequação dos negócios.Apesar dessa evolução, até a década de 40 havia poucos estudos e publicações sobre o tema.

etc. serviços e informações desde o ponto de origem (fornecedores). até o ponto de consumo (cliente) . “é necessária uma metodologia que consiga planear. obrigando as empresas a uma eficiente e eficaz gestão de compras. Os anos 70 assistem à consolidação dos conceitos como o MRP (Material Requirements Planning). INTEGRADA VI . passando pela produção. Foi então que surgiu o conceito de logística empresarial. IV. apoio a manufatura e operações de compra.2) Atividades envolvidas A logística é dividida em dois tipos de atividades . p. instável e evolutiva. alocar e controlar os recursos financeiros e humanos comprometidos com a distribuição física. gestão logistica e gestão comercial.as principais e as secundárias (Carvalho. dinâmica. 37): • • Principais: ___________________________________________________________________________ Secundárias: _________________________________________________________________________ • _________________________________________________________________________________ ____ A logística é a atividade da administração de empresas responsável pelo planejamento. armazenamento. gestão de produção. rapidez e sensíveis aos preços. Tendo consciência desta realidade e dos avanços tecnologicos na área da informação. uma necessidade para que as empresas queiram conquistar e fidelizar os seus clientes. Logística é muito mais do que pequena visão de depósito. cada vez mais. stockagem. implementar e controlar da maneira eficaz e eficiente o fluxo de produtos. Após os anos 80. Logística Integrada é uma lógica simples de dirigir o processo de planejar. interactiva. empurrado pelas demandas ocasionadas pela globalização. 2002. desde a fonte fornecedora até o consumidor. a adaptação a essa realidade é. transportes. palete.A partir dos anos 50 e 60.DEFINIÇÕES DE LOGÍSTICA: • • Logística Empresarial trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria prima até o ponto de consumo final. com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados ao clientes a um custo razoável. Os consumidores são cada vez mais exigentes em qualidade. operação e controle de todo o fluxo de mercadorias e informação. com a compra de matérias primas ou produtos acabados. assim como todos os fluxos de informação que colocam os produtos em movimento. a logística passa a ter realmente um desenvolvimento revolucionário. caminhão. no atendimento dos clientes e tem duas vertentes muito claras: • Estratégica: __________________________________________________________________________ • _________________________________________________________________________________ ____ Operacional: _________________________________________________________________________ • V. A globalização e o ciclo de vida curto dos produtos obriga as empresas a inovarem rapidamente as suas técnicas de gestão. pela alteração da economia mundial e pelo grande uso de computadores na administração. as empresas começaram a se preocupar com a satisfação do cliente.A LOGÍSTICA ORGANIZACIONAL Numa época em que a sociedade é cada vez mais competitiva. motivado por uma nova atitude do consumidor.

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havia um que denominavam Al-Xarif ou Almo-xarife. a Armazenagem? Quais as suas definições. Desde que o homem começou a plantar e criar animais para o seu próprio sustento de forma a possibilitar o uso futuro desses materiais quando não ocorressem colheitas.1 . a atividade Material existe desde os tempos remotos em que. Quando as mudanças climáticas forçaram grandes migrações de povos no período de 6000 A. conseqüentemente. Oviedo e Alhambra. Este teve uma revelação divina de que o Egito teria 7 anos de fartura e 7 anos de miséria. a Estocagem.C. que os espanhóis e portugueses transformaram em Almoxarife. seus problemas e sua importância hoje para as empresas modernas desde as grandes corporações mundiais até as microempresas? Portanto. a maioria migrou para o Egito e a Mesopotâmia surgindo grandes civilizações. . a Logística. Nessa época as empresas eram domiciliares. O final da história conta que o sistema deu tão certo que além de suprir o próprio povo (fato este que lhe deu grande status perante o faraó da época no Egito) atendeu também aos que vinham comprar mantimentos. A mais antiga evidência que se tem escrita sobre a importância da estocagem de materiais é o caso de José na Bíblia. mais adiante no tempo. Ocorreu.REVOLUÇÃO INDUSTRIAL A Revolução Industrial surgiu em torno de 1700. 1. a necessidade desses povos estocarem materiais. fundaram os califados de Córdova. inicialmente se fazia presente nas trocas de caças e de utensílios e. nas trocas mercantis. Os primeiros armazéns foram construídos por volta de 1800 AC e parece que os homens daquela época tinham os mesmos problemas de movimentação de materiais de hoje.C a 1700 A. A história fala que José teve que construir grandes armazéns para suprir o povo durante os 7 anos de miséria que viria. por ocasião da invasão da Península Ibérica de 756 a 1031 de nossa era. gerando uma profunda transformação na cultura material do Ocidente. Mas.Logística Industrial – Celulose e Papel 1 . Entre os personagens que figuravam em suas corte e que eram pessoas obrigatórias em seus serviços.. Pode-se constatar que na área empresarial. em sua forma mais rudimentar. o setor de suprimentos possui um enfoque estratégico por meio de um planejamento dinâmico atendendo às necessidades da produção. Os sultões e califas árabes. o que é Administração de Materiais.BREVE HISTÓRICO DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS Estocar materiais é uma das atividades mais antigas da humanidade. ate chegarmos aos tempos modernos com o advento da Revolução Industrial.

• • Públicas. Coletivas. documentos e informações. A organização então é o resultado da combinação de todos estes elementos orientados a um objetivo comum 1. Princípios administrativos de uma Organização. Mistas D) Volume de Trabalho Interno: • Simples. transportar. faz intervir nos diversos escalões hierárquicos as motivações do lucro e da utilidade social (satisfação das necessidades da comunidade) (maximização do lucro). • Complexas. • Prestação de serviços. E) Pelo setor econômico • • • Setor primário Correspondendo à agricultura. transformar. máquinas e outros equipamentos. • Industriais.ORGANIZAÇÃO Em sentido geral organização é o modo como se organiza um sistema. atendendo a objetivos definidos por uma direção. Setor secundário Correspondendo à indústria. É a forma escolhida para arranjar.3.Logística Industrial – Celulose e Papel 1.EMPRESAS Uma empresa é um agrupamento humano hierarquizado. Setor terciário Correspondendo ao setor de serviços. dispor ou classificar objetos.1 . materiais e financeiros para extrair. Organização é: uma combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar propósitos coletivos.3 . B) Tamanho: • • Grande Média • • Pequena ou Microempresa Empreendedor Individual C) Estrutura: • • Individuais. que mobiliza meios humanos. 1. .As empresas ainda podem ser classificadas A) Objetivos: • Comerciais. É formada: pela soma de pessoas. recursos financeiros e outros. e distribuir produtos ou prestar serviços e que.2 . Por meio de uma organização torna-se possível perseguir e alcançar objetivos que seriam inatingíveis para uma pessoa.

4 .Logística Industrial – Celulose e Papel 1.A ESTRUTURA DE UMA ORGANIZAÇÃO .

administração de material é uma atividade que abrange a execução e gestão de todas as tarefas de suprimento.4. . que abrange a execução e gestão de todas as tarefas de suprimento.Logística Industrial – Celulose e Papel 1.CONCEITUAÇÃO Dentro de uma conceituação moderna. matérias primas e insumos. Administração de Materiais engloba o ciclo de operações abaixo: 1. Os materiais podem ser classificados conforme a necessidade e cultura de cada empresa.1 . material de consumo. transporte e manutenção do material de uma organização. transporte e manutenção.4. Nas empresas é uma atividade integrada da Logística Empresarial. Assim existem classificações segundo diversos critérios: • Quanto à utilização podem se classificar em: equipamentos.2 .ABRANGÊNCIA A Administração de Material é a parte da administração geral que trata da área específica dos materiais.

2 . desde o momento de seu consumo final. A Administração de Materiais tem por finalidade assegurar o contínuo abastecimento de artigos próprios.5. se sua existência está ligada a escassez ou abundância de jazidas minerais ou vegetais. a se adequarem as suas oscilações. ele inicia o processo. e não estavam. principalmente quando os estoques são mantidos em estado de desordem do mercado e da economia. essenciais a produção de um determinado bem/produto ou serviço Por materiais entendem-se todas as coisas que entram ou contribuem diretamente para a fabricação de produtos e também aqueles outros que fazem parte da rotina diária da empresa. materiais de escritório. O abastecimento deve processar-se baseado em quatro requisitos básicos: Os materiais precisam ser de qualidade produtiva para assegurar a aceitação do produto final. como consumidor. Esta situação tornou evidente a necessidade de maiores controles sobre esse ativo de forma mais científica e racional. a partir dai o seguinte problema: as indústrias brasileiras dispondo de recursos materiais. Quanto ao valor estratégico. para tanto. o preço de aquisição deve ser o menor (cuidados com a qualidade) para que o bem acabado possa situar-se em boas condições de concorrência e dar à empresa margem satisfatória de rentabilidade em sua compra. estruturadas para absorverem o crescimento repentino da demanda ou. possibilidade de substitutivos.FINALIDADE DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS O objetivo fundamental da Administração de Materiais é determinar o quando e quanto adquirir/repor o estoque. materiais de limpeza.Logística Industrial – Celulose e Papel • • Quanto ao valor econômico (não é necessariamente o preço). 1. necessários e capazes de atender aos serviços executados por uma empresa.3 . de reposição para os serviços de manutenção. controle e coordenação de todas aquelas atividades ligadas à aquisição de materiais para a formação de estoques. 1. em algumas situações.ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS A Administração de Material: é o planejamento.5. produção nacional ou estrangeira. principalmente. como conseqüência da retração do mercado mundial e da oferta de dinheiro. à medida que. Relações favoráveis com o fornecedor. as prioridades e as exigências dos mercados aumentaram numa velocidade para a qual as nossas organizações não estavam preparadas tecnicamente.5 . . a gestão se inter-relaciona com as outras atividades fins.EVOLUÇÃO DA ÁREA DE MATERIAIS Em nosso meio. organização. Surgiu. tais como facilidade de obtenção. 1.1 . os materiais podem ser classificados segundo diversos aspectos. etc. Precisam estar na empresa na data prevista para a sua utilização. multiplicidade de emprego. Isto determina que a estratégia do abastecimento é sempre acionado pelo usuário.CONCEITOS .ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS 1. humanos e tecnológicos dimensionados para atender dada situação vigente viram-se impotentes e às voltas com prioridades de curto prazo e soluções a médio e longo prazo. portanto a média primordial e. pode ser classificada diferentemente se sua utilização está ligada a segurança nacional. Atingir o equilíbrio ideal entre estoque e consumo é.5. Na década de 70 chegou-se a um ponto de estrangulamento e desperdício. O conceito e método de Estoque-Zero evidenciam essa postura. materiais de segurança. etc.

o que é prejudicial à eficiência operacional da organização. É o ramo da logística que trata da movimentação. 1. assim como quantidades aquém do necessário podem levar a insuficiência de estoque. e acarreta as conseqüências: quantidades além do necessário representam inversões em estoque ocioso. gestão de armazenamento. controle da produção e gestão da distribuição física. o tamanho do lote.5. estocagem. D) GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS: É um conceito desenvolvido com uma abrangência bem maior e com enfoque holístico. influi no tamanho dos estoques.1 .4 . que gerencia além das fronteiras da empresa. 1.5. e processamento de pedidos dos produtos finais da organização.Logística Industrial – Celulose e Papel 1.UMA CLASSIFICAÇÃO INICIAL DE COMPETÊNCIAS PODE SER ASSIM VISUALIZADA: A) GESTÃO DE MATERIAIS: É a gestão do fluxo de materiais e informações através da cadeia de suprimentos imediata. B) GESTÃO DE COMPRAS E CADEIA DE SUPRIMENTOS: No âmbito empresarial utiliza-se para designar a função que lida com a interface da unidade produtiva e seus mercados fornecedores.5. C) GESTÃO DA DISTRIBUIÇÃO FÍSICA: É a designação da gestão da operação de fornecimento aos clientes imediatos. planejamento.ENFOQUE SISTÊMICO DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAL A Administração de Materiais pode ser conceituada e estudada como um Sistema Integrado em que diversos subsistemas próprios interagem para constituir um todo organizado.3.5 . O conceito tem incluído as funções de compras. A oportunidade.SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS: Na Administração de Materiais encontramos as seguintes subfunções típicas além de outras mais especificas de organizações mais complexas: Subsistemas típicos: • • • • • • • Controle de estoque Classificação de material Aquisição de material Armazenagem Movimentação de material Inspeção de recebimento Cadastro e diligenciamento . gestão de estoque.

matériasprimas). etc. etc. verifica a existência de recursos financeiros além dos destinados a gastos fixos com pessoal. novos métodos de produção. Deve prever um montante em caixa a fim de enfrentar situações como aumento não previsto na procura de bens. ampliação na capacidade produtiva. vender. etc. Administração da Produção: incumbe-se de produzir as quantidades previstas por Vendas E determinar quais as quantidades de cada material que deverão ser utilizadas (componentes. Treinamento. Deve pesquisar mercados consumidores e mediante os resultados das investigações. Administração Financeira e Orçamentária: acompanha o índice de solvabilidade da empresa..INTERDEPENDÊNCIA DOS DEPARTAMENTOS DE UMA EMPRESA • • Administração de Vendas: Função principal. • • • • • • . Administração do Pessoal: Recrutamento.Logística Industrial – Celulose e Papel 1. instalações. Administração de Material: Assegurar o abastecimento contínuo dos itens que entram na fabricação dos bens e de outros em decorrência da programação conjunta das duas primeiras administrações. Seleção. saber quais as quantidades de produtos que serão vendidos e em que épocas.6 . para atender a programação de produção.

Em inspeção. 3. guarda e distribuição de material. ( C ) A administração de estoques necessita da previsão do consumo de material. c) Aumento do custo de armazenagem.7 . ( C ) Uma empresa de material de construção adquiriu um conjunto composto de 3 itens: vaso sanitário. Segundo análise.7. Se o consumo de determinado material foi de 55 unidades em janeiro. 1.2 . 2. com base no método da média móvel e utilizando 4 períodos. de variadas cores. pois a maioria das empresas não pode esperar que os pedidos sejam realmente recebidos antes de começarem a planejar o que produzir. 3. d) Aumento do valor do estoque mínimo deste item. A administração de materiais pode ser entendida como a coordenação das atividades de aquisição. . e havia mais de 5 meses não se vendia uma unidade sequer desse item.7. 62 unidades em fevereiro. conclui-se que o consumo previsto para o mês de julho é de 64 unidades. Diante dessa situação. e) Aumento da quantidade referente a ponto de pedido. julgue os itens 4 e 5: 4.Julgue as questões 1 e 2 abaixo com CERTO ou ERRADO 1.1 .Julgue as questões abaixo com CERTO ou ERRADO 1. a conseqüência mais plausível é o(a) a) Diminuição do tempo de reposição. o bidê. então.000 bidês. ( C ) Um dos principais requisitos para um bom funcionamento do processo de compras de determinada organização é a previsão das necessidades de suprimento. ( E ) Elevados níveis de estoque podem provocar impactos negativos nos resultados da organização. 5. Uma das formas de eliminar totalmente os custos de armazenagem é manter os estoques com quantidade zero. estavam se acumulando no depósito. b) Aumento do custo de pedido para este item. pia e bidê. é correto afirmar que ele indica tendência crescente e comportamento sazonal. 70 unidades em março. ( C ) Considerando o gráfico do consumo de determinado bem nos últimos doze trimestres apresentado abaixo. Acerca desse assunto. 2.EXERCÍCIOS INICIAIS – ESQUENTANDO OS MOTORES 1.Logística Industrial – Celulose e Papel 1. por causa dos custos decorrentes de todo o processo de armazenagem. A previsão é inevitável no desenvolvimento de planos para satisfazer demandas futuras. era tido como anti-higiênico. 58 unidades em abril. detectou-se que cerca de 1. 65 unidades em maio e 63 unidades em junho. além de antiquado para o estilo vigente de arquitetura. ( E ) Uma característica do método da média móvel ponderada para previsão de estoques é a atribuição de pesos menores para as observações mais recentes e maiores para as mais antigas. ( E ) A previsão de estoques caracteriza o ponto de partida para todo o processo de planejamento empresarial sendo equivalente a uma meta de vendas.

salários e aluguéis são custos de estoque de material. Todo e qualquer armazenamento de material gera custos. juntamente com o prazo de entrega almejado pela empresa. a base da administração de materiais. como o objetivo de atender um menor desperdício possível a hierarquia de prioridades necessárias para a realização de um propósito ( d ) É o ponto de partida. conservação. a) Os custos relativos a salários e encargos sociais são denominados custos com pessoal. causar confusão ou dispersão no espaço e alteração na qualidade. obter materiais aos melhores preços. aliado a um bom preço. deterioração. d) A Previsão de Estoques e) Custo de Estoque f) Compras g) Fornecedor . ( c ) Em outras palavras. sem. julgue os itens que se seguem. se mal empregado pode trazer muito prejuízo à empresa. ( f ) Ela deve obter e coordenar o fluxo contínuo de suprimentos de modo a atender aos programas de produção.7. significa ordená-lo segundo critérios adotados. Acerca da administração de materiais.O QUE VOCÊ ENTENDE POR: a) A administração de materiais b) O planejamento de estoques c) Classificar material ( g ) É aquele que oferece um bom prazo de pagamento.3 . porém com a máxima qualidade e a melhor tecnologia. contudo. obsolescência. envolve um vasto campo de relações que são interdependentes e que precisam ser bem geridos para evitar desperdícios. não fugindo aos parâmetros qualitativos e quantitativos ( b ) É distribuição racional no tempo e no espaço dos recursos disponíveis. agrupando-o de acordo com a semelhança.Logística Industrial – Celulose e Papel 4. b) Os custos relativos à deterioração e à obsolescência de equipamentos são entendidos como custos de capital. 1. Qualquer tipo de consumo deve ser previsto e se possível calculado. ( e ) O capital impactado na compra dos itens. c) Juros. ( a ) É muito mais do que o simples controle de estoques.

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NOVAS FORMAS DE COMPRAR O fenômeno da globalização tem trazido grande impacto na forma como as compras são efetuadas. 2. Essa interação deve dar-se da forma mais eficiente possível. visando o melhor atendimento ao cliente interno e externo. a fim de que tais esforços se somem. o computador do cliente é ligado diretamente ao computador do fornecedor. fornecedores. Toda empresa na execução de seus objetivos necessita de grande interação entre todos os seus departamentos ou processos. independente dos hardwares e softwares em uso.2 . em compras globalizadas 2.GESTÃO DE COMPRAS A gestão de aquisição assume papel verdadeiramente estratégico nos negócios de hoje em face do volume de recursos envolvidos. Tem por finalidade suprir as necessidades de materiais ou serviços. consequentemente. planejá-los quantitativamente e satisfazê-la no momento certos com as quantidades corretas.1 . Os objetivos de compras devem estar alinhados aos objetivos estratégicos da empresa como um todo. Hoje se fala em mercado global e. Ela já existe a bastante tempo e traz várias vantagens como: 2.2 . ou seja.2 . como parte integrante da cadeia de suprimentos. verificar se recebeu efetivamente o que foi comprado e providenciar armazenamento. acoplado a um modem e a uma linha telefônica e com um software específico para comunicação e tradução dos documentos eletrônicos. tecnologia para transmissão de dados eletronicamente. transportadora ou seguradora.OBJETIVOS E FUNÇÃO COMPRAS Atualmente a função compras é vista como parte do processo logístico das empresas. Por meio da utilização de um computador.INTERNET .2.2. Essa forma de comunicação e de transação pode ligar a empresa a seus clientes.EDI Uma das formas de compras que mais cresce atualmente é o Eletronic Data Interchange (EDI). no caso de assim estar organizada. banco. 2.1 .

organizada das mais variadas formas. quando as empresas produziam tudo que usavam nos produtos finais ou detinham o controle acionário de outras empresas que produziam seus insumos.ORGANIZAÇÃO DA ÁREA DE COMPRAS DESVANTAGENS Menor controle tecnológico Deixa de auferir o lucro do fornecedor Maior exposição A importância e. ganha independência. A função de comprador era. .1 . Foram então surgindo nas empresas as áreas de compra.HORIZONTALIZAÇÃO DESVANTAGENS Maior investimento Menos flexibilidade (perda de foco) Aumento da estrutura da empresa Consiste na estratégia de comprar de terceiros o máximo possível de itens que compõem o produto final ou os serviços de que necessita. VANTAGENS Independência de terceiros Maiores lucros Maior autonomia Domínio sobre tecnologia própria 2.CENTRALIZAÇÃO DAS COMPRAS Em quase todas as empresas mantém-se um departamento separado para compras.VERTICALIZAÇÃO É a estratégia que prevê que a empresa produzirá internamente tudo o que puder. consequentemente. Foi predominantemente no início do Século XX. É usual tal participação chegar a 80% do custo final.3 . até recentemente. pode tornar-se dependente. VANTAGENS Redução de custos Maior flexibilidade e eficiência Incorporação de novas tecnologias Foco no negócio principal da empresa 2. Por outro lado. A internet como veículo de comércio ganha cada vez mais adeptos. A razão que as leve a proceder assim diz respeito a custos e padronização.ESTRATÉGIAS DE AQUISIÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS A definição de uma estratégia correta de compras pode dar à empresa uma grande vantagem competitiva. dos itens comprados. a organização da área de compras na empresa está diretamente ligada à participação no custo do produto ou serviço vendido. ou pelo menos tentará produzir.5 . Basicamente podem-se ter duas estratégias operacionais: 2. só recentemente abriu mão de tais funções.4. assim sendo.4. A preferência da empresa moderna por está estratégia que. e estes são aqueles de uso mais insignificante. hoje em dia.4 . Se por um lado ela decidir produzir mais internamente. somente alguns materiais são delegados a aquisição. mas perde flexibilidade. 2. pois apresenta uma série de vantagens em relação ao EDI. atribuição do dono da empresa. delegando-as a compradores profissionais. um dos setores de maior expansão é o de terceirização e parceiros.2 . entre as quais: 2.Torna-se cada vez mais difundido a utilização do e-mail como um veículo de transação comercial ou o ecommerce. se ela decidir comprar mais de terceiros em detrimento de fabricação própria.

5.6. Solicitação de compra Por meio da solicitação de compras ou requisição de compras qualquer unidade organizacional ou mesmo um colaborador qualquer manifesta a sua necessidade de comprar um item para uso em benefício da empresa. 2006. (Martins e Alt. para um dado item do estoque.PROCEDIMENTOS Toda empresa tem seus procedimentos de compras.1 . just-in-time. manufatura flexível e células de produção. ou seja. se possível unitários (one pice flow). as formas mais comuns são solicitações de compras.SINAL DA DEMANDA O sinal da demanda é a forma sob a qual a informação chega à área de compras para desencadear o processo de aquisição de bem material ou patrimonial.5. quer esteja usando. Primeiramente a unidade organizacional que necessita o material envia ao setor de compras um documento interno solicitando a compra. MRP.6. Obj100 Fluxograma de compras.131). 2. p.INTRODUÇÃO Em um contexto mais amplo.2 . uma solicitação de compra. ponto de pedido.LOTES ECONÔMICOS DE COMPRA 2. os estudos dos lotes econômicos requerem cada vez menos tempo dos gerentes de materiais e logística. 2. de administração de materiais. o método do lote padrão ou do intervalo padrão. No caso de recursos materiais. a partir de certo porte já possuem de softwares para o acompanhamento do processo de compras. 2. A Figura abaixo apresenta um fluxograma típico de um processo de compras. Softwares de Planejamento e Controle Quase todas as empresas. reposição periódica.SISTEMAS DE ESTOQUE DE DEMANDA INDEPENDENTE . Em muitos deles p pedido de compra é emitido pelo próprio computador. em que a palavra de ordem são lotes cada vez menores. com uma visão logística do fluxo de bens e serviços na empresa. e considerando as novas técnicas de gestão da produção como o just-in-time. caixeiro viajante e contratos de fornecimento.1 .6 .2.2 .

material de consumo.6. • Custo do capital – estando o item em estoque. classificação ABC. um tanto complicada. São os custos gerados no processo de compra do material. b) Custo do Pedido É o custo de se encomendar a mercadoria. Uma ficha de estoque contém normalmente as seguintes informações: nome e código do item. endereço do item. São gastos que ocorre independente de acontecer um pedido de material. dependendo do caso. Distinguem-se os seguintes custos associados aos estoques: a) Custo do item É também chamado de custo unitário ou preço unitário. A racionalidade na gestão desses custos é justamente o esperado dos responsáveis pelo controle de estoques. A Figura abaixo apresenta um modelo desta ficha. gerando custos de oportunidade. eletricidade. Os componentes do custo unitário de manutenção são os seguintes: O Custo Unitário de Manutenção será indicado por Cm e sua unidade de medida. custos de postagem. o Kardex. fornecedores e movimentação.Registros dos Estoques Tradicionalmente os materiais eram controlados por meio de fichas de estoque. estoque de segurança. é o custo de comprar ou produzir internamente uma unidade do item.3 . por isso são considerados como custos fixos de aquisição. ponto de reposição. fotocópias. telefonia. Até algum tempo atrás. Outros custos acontecerão somente com a existência de pedidos de material. o capital correspondente não poderá ser aplicado. as fichas de estoque ficavam em um tipo de arquivo especial. Além do valor do material em si. ainda hoje muito comuns nas empresas. c) Custo unitário de manutenção É o custo de se manter uma unidade de uma dada mercadoria em estoque por um tempo determinado. • . O custo de capital é diretamente proporcional ao investimento em estoque do item. por exemplo: pagamento dos salários. 2. fretes especiais de entrega. O custo do item será medido em R$ e indicado pela letra P. geralmente um ano.ESTRUTURA DE CUSTO EM ESTOQUES Essencial a todos os sistemas de gestão de estoque que serão vistos mais adiante neste capitulo é o conhecimento dos custos incorridos pela mera existência de estoque dentro da empresa. Hoje o controle de movimentação dos estoques de uma empresa foi informatizado. por exemplo: custos de inspeção. expressa-se em R$ por unidade da mercadoria por unidade de tempo considerada. ocorrem outros custos que a organização realiza para a aquisição do material. Será indicada por Cp e medido em R$/pedido. viagens. no caso de que seja comprada externamente. Em outras palavras o investimento em estoque é uma soma de dinheiro disponível para quaisquer atividades fora da produção.

obsolescência do material ou sua deterioração. Nota: O fator de armazenamento I é uma composição de 6 fatores de apuração de custos: O FATOR DE ARMAZENAMENTO I 1 – Taxa de Retorno de Capital 2 – Taxa de Seguro 3 – Taxa de Transporte 4 – Taxa de Obsolescência 5 – Outras taxas 100* (Lucro Bruto / Valor do Estoque) 100* (Custo Anual de Seguro / Valor do Estoque) 100* (Depreciação Anual do equipamento / Valor do Estoque) 100* (Perdas Anuais com Obsolescência / Valor do estoque) 100* (Despesas Anuais / Valor do estoque) 100* S * A / C * Pu. taxas.• Custo de armazenagem – inclui o resto do espaço ocupado pela mercadoria. seguros. o custo de armazenagem é aquele que existe apenas porque o material foi estocado. onde S: Área ocupada (m²) A: Custo Anual do metro quadrado (R$/m²) C: Consumo ou Demanda Anual Pu: Preço unitário (R$) 6 – Taxa de Armazenamento . perdas. Dito de forma bem simples.

................. não é muito fácil a apropriação do custo unitário de manutenção................ tais como as vendas perdidas.. Reflete as conseqüências econômicas da falta de estoque.) 9 – Lucros Cessantes ......... atrasos na produção por falta de matéria-prima... É indicado por Cf e medido em R$ por unidade não disponível ou ordem não cumprida....... d) Custo de falta de estoque São os custos decorrentes da escassez do material.........Então I será 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 Tal como acontece com o custo de pedido. embora certos limites de erros sejam toleráveis............... 3 – Custo Adicional de Compra Emergencial 4 – Juro do Capital em função da parada ________________ ________________ ________________ ________________ ________________ ________________ ________________ ________________ ________________ ________________ ________________ ________________ a) Materiais.................. b) Folha de Pagamento......... b) Homens parados... Valores que surgem em função de um pedido não atendido.....) 7 – Hora-Máquina reprogramada ( ................... b) Linha(s) de Montagem........ Um método que pode-se utilizar para a apuração do custo de falta é o método dos lucros cessantes: 1 – Custo do trabalho não-realizado: a) Linha parada.. c) Homens parados............) 8 – Recuperação de Custos de mão-de-obra ( ............... c) Lucro da Venda não realizada 5 – Custo da Mudança de Programação 6 – Tempo de Reaproveitamento da mão-de-obra ( ..... 2 – Custo de Parada das máquinas ________________ ________________ a) Máquinas....

que nada mais é do que a soma do Custo Total Anual com o preço da mercadoria comprada durante o ano. durante o ano. Para compreender a ligação passemos ao calculo de CT. dentro de um quadro inflacionário como o que habitualmente existe no Brasil. Esse custo será indicado por Cs.LOTE ECONÔMICO DE COMPRA (LEC) Quanto comprar no sistema LEC Respondida a questão de “quanto comprar”. motivo pela qual interessar-nos-emos mais pelo Custo Total Anual CT. Definamos agora duas classes de custos totais: • Custo Total Anual em estoque. conservando aquelas já feitas para o comportamento do item em estoque. referente à quantidade a comprar.2. • Levando em conta que por hipótese o preço da mercadoria é constante. o custo de adquiri-la durante o ano independerá da quantidade comprada de cada vez. Custo total do Sistema.4 . a outra indagação básica.6. Indicaremos esse custo por CT. temos: CT = (custo de pedir) + (custo de manter) O custo de pedir a mercadoria. para acomodar-se a quaisquer variações nos custos. é resolvida através de uma minimização dos custos associados aos estoques (daí a denominação de Lote Econômico). As hipóteses necessárias. levando em conta somente os custos de pedir e de manter a mercadoria em estoque durante o ano. O custo unitário de manutenção do item em estoque é constante. o calculo de LEC pode ser revisto constantemente. para não dizer impossíveis de ser cumprido. será dado por: CUSTO DE PEDIR = (custo do pedido) x (n° de pedidos no ano) . em função de varias grandezas já definidas e da demanda anual da mercadoria: D = Demanda anual de mercadoria. são as seguintes: • • • O preço unitário da mercadoria é constante. Todas as hipóteses são ousadas. O custo para fazer um pedido do item em questão é constante e independente da quantidade comprada. no entanto. desconsiderando portanto quaisquer custos de falta de mercadoria. O Lote Econômico de Compra será exatamente a quantidade que tornar CT mínimo. em unidades Cm = Custo unitário de manutenção Qc = Quantidade comprada de cada vez Cp = Custo do pedido QMED = Estoque médio da mercadoria QRES = Estoque de reserva da mercadoria Pela definição.

000 = 400.000/2 = 450 0.105.200 CT (CC + CP + CA + CI) 375 + 480.700 2.3 X 2.000 / 2.57 + 50.3 X 2.700.00 + 50.00 + 50.00 + 7.18/unid. Variação do Custo em função do Tamanho do Lote.57 30 X 40.3 X 2.000 unid. = CA = R$ 7. Sabendo-se que os Custos Independentes para esse item são de R$ 50.500. ou Custo de Obtenção = CI = custos independentes = Q = Lote em Un CA = D x P = Custo de Aquisição = 40.700 = 444.500 2. O custo de emissão de um pedido de compra.200 7.00/ano A tabela mostra os custos de carregamento (CC).79 + 50.200 7.600 = 461.00 por pedido.3 X 2.200.Exemplo 1: A empresa VendeMais vende um produto cuja Demanda anual é de 40. Solução: D= CC = Custos de Carregamento ou de Manutenção = CP = Custo de Preparação.200 = 8.000 / 3.000 3.600 2. e total (CT) para cada um dos lotes.200 7. de prepararão (CP).00 390 + 461.44 420 + 428.30 por unidade.600. também chamado de Custo de Obtenção.800.100/2 = 465 0.30 x Q/2 0.900.00 .000/Q 30 X 40.79 30 X 40.500/2 = 375 0.54 405 + 444.18/unidade.100 = 387.00 + 7.54 + 50.57 435 + 413.200 7.200 Demanda 40.10 480 + 375.200 unidades.500 = 480.000 / 2. é de R$ 30.00 465 + 387.000.200 = 8.000 / 3.000 / 3.101.600/2 = 390 0. Q Lote 2.200/2 = 480 CP R$ 30.098.00 x 40.900 3. 3.00 + 7.900 = 413.00 por ano e que o preço de compra do item (P) é de R$ 0.000 / 2.102. calcular o custo total (CT) decorrente de manter os estoques para lotes (Q) de 2.1 30 X 40.200 = 8.000 / 2.00 + 7.54 30 X 40. 2.3 X 3.00 + 7.200 = 8.100.105.30 x Q/2 R$ 30. 3.44 + 50.00 x D/Q = CP = R$ 30.00 + 50.00 30 X 40.200 7. 2.200 7.800/2 = 420 0.00 + 7.00 CA DxP 7.800 = 428.79 450 + 400.900/2 = 435 0.10 + 50.00 CC R$ 0.00 x 40.100 3.200 = 8.00 + 7.000 unidades.099.3 X 2.800 2.100 e 3.000/Q CI = R$ 50. 2.200 = 375.00 30 X 40.700/2 = 405 0. Os custos anuais de manutenção dos estoques são de R$ 0.44 30 X 40.200 = 8. 2.3 X 3.000 / 2.00 + 7.200 7.000 un CC = R$ 0.200 = 8.3 X 3. Tabela 1.200 = 8.098./ano x R$ 0. independentes (CI).

com o aumento do estoque médio.43 unidades e outro para 2.00/ano LEC = 2828. independentes e total em função do lote de compra (Q). consequentemente. Se representarmos graficamente os custos de carregamento.00 CC = R$0. com o aumento do estoque médio. de preparação. O custo total (CT) diminui até atingir um valor mínimo e cresce em seguida.828. Os custos de preparação (CP) diminuem com o aumento do tamanho do lote e. Os custos independentes (CI) não variam com o tamanho do lote e o custo de aquisição também não se altera. conseqüentemente. onde o valor de Q (Q LEC) minimiza o Custo Total (CT) Obj111 Exemplo 2: Calcular o lote econômico de compra do exemplo anterior.830 unidades/pedido e comparar a variação de custos. Note que o LEC independe dos custos independentes Exemplo 3: Calcular o Custo Total para o lote de 2.30/unidade.229.828.ano CI = custos independentes = R$50.52 .43 unidades/pedido CT = R$ 8. 2006) Podemos assim deduzir a expressão do lote econômico de compra (LEC). teremos Custo Total em função do Lote Q. (p.000 unidades/ano CP = R$30. 2830 unidades é o mais adequado.43 unidades/pedido Como o LEC deve ser arredondado. Fonte: Martins e Alt. Solução: Lote Q = 2.A Tabela acima demonstra que os custos de carregamento (CC) aumentam com o aumento do tamanho do lote de compra e. Solução: D = 40.098.

53 .830 unidades/pedido CT = R$ 8098.Lote Q = 2.

00.45/unidade.7 . O custo de colocação de um pedido é de R$ 150.25 CP = R$ 150. b) O custo total anual.45 por unidade.00 CI = custos independentes = R$50.500 unidades/ano CC = R$ 0. D = 1.500 unidades e cujo custo anual de carregamento de estoque é de R$ 0.EXERCÍCIO: 1) José Pereira vende um certo produto cuja demanda anual é de 1.00/ano Obj102 Q Lote CC (CC x (Q / 2)) CP (CP x (D / Q)) CA (D x P) CT (CC + CP + CA + CI) . Determinar: a) O lote econômico de compra.2. O preço de compra do item é R$ 2.ano P = R$ 2.25 / unidade.

= R$ 25.000 / 1. Os custos de obtenção são de R$ 25.33 / ano c) Q = 1.00 / pedido = R$ 150.400) + 150 + 40.790.80 + 0.33 / ano + R$ 150.24 X 2) X (1.760.00.200 unidades CT = (CA +( i X P)) X ( Q / 2) + (CP) X (D / Q) + (CI + (D X P)) CT = (0.00 / ano + R$ 80.24 X 2) X (1.a.00 / ano + R$ 80. = 0. CT = (CA +( i X P)) X ( Q / 2) + (CP) X (D / Q) + (CI + (D X P)) Solução: CA P D = R$ 0.000 X 2 CT = R$ 768.751.000 / 2) + (25) X (40.400 / 2) + (25) X (40.00 / ano a) Q = 1.200) + 150 + 40. O produto é comprado por R$ 2. e os custos invariáveis anuais para esse item de estoque são estimados em R$ 150.000 X 2 CT = R$ 896.000 X 2 CT = R$ 640.000 unidades CT = (CA +( i X P)) X ( Q / 2) + (CP) X (D / Q) + (CI + (D X P)) CT = (0.000 / 1.24 a.2) Determinar o custo total anual de manutenção dos estoques de uma empresa que comercializa um produto cuja demanda anual é de 40.000 / 1.200 / 2) + (25) X (40.00 / unidade = 40.80 + 0.00 por pedido.00 / ano + R$ 80.00 / ano + R$ 1.400 unidades.24 X 2) X (1.000 unidades. os custos anuais de armazenagem são de R$ 0.000. 1.000 / ano CT = R$ 81.28 / ano .000 / ano CT = R$ 81.00 / ano + R$ 714.80 por unidade.200 e 1.80 / unidade = R$ 2.00 / ano + R$ 833.00 / ano + R$ 150. Calcule o custo total de estocagem para lotes de compra de 1.80 + 0.a.400 unidades CT = (CA +( i X P)) X ( Q / 2) + (CP) X (D / Q) + (CI + (D X P)) CT = (0. numa taxa de juros correntes no mercado de 24% ao ano.000 / ano CT = R$ 81.000.000 unidades / ano i CP CI = 24% a.00 / ano b) Q = 1.000) + 150 + 40.00 a unidade.28 / ano + R$ 150.

Logística Industrial – Celulose e Papel .

Logística Industrial – Celulose e Papel .

O PAPEL DOS ESTOQUES NA EMPRESA ANOTAÇÕES: Descreva aqui suas dificuldades ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ .3 .

a definição de uma política de estoques depende de quatro questões: • Onde localizar os estoques: Esta decisão é referente à centralização ou à descentralização dos mesmos.3. pois hoje todas as empresas procuram de uma forma ou de outra. portanto. Considerada por muitos a base para o gerenciamento da cadeia de suprimentos. ele será muito mais alto. o papel dos estoques nas empresas eles são custosos e algumas vezes empatam considerável quantidade de capital. por outro lado.POR QUE EXISTE ESTOQUE? . A diferença mais óbvia entre as operações acima é o valor dos estoques que elas mantêm. é facilitada por meio de uma eficaz administração dos estoques. tornar-se obsoletos ou apenas perder-se e. o desequilíbrio pode levá-la ao fracasso. Por outro lado. ocupam espaço valioso na produção. Também são arriscados porque itens mantidos em estoque podem deteriorar. O equilíbrio destas variáveis juntamente com as características o empreendedor e os aspectos internos podem conduzir ao sucesso da empresa. Essas variáveis inseridas no macroambiente e microambiente são fatores determinantes para uma pequena empresa. e a oportunidade de atendê-los prontamente. Todas as empresas e instituições precisam manter estoques. o valor agregado e os níveis de serviço exigidos pelo cliente final: Quando pedir o ressuprimento: busca-se determinar se a empresa vai seguir ou não a metodologia sugerida pelo ponto de pedido: Quanto manter em estoques de segurança: ao calcular o estoque de segurança como função das variabilidades na demanda e no lead time de ressuprimento. 3. as empresas devem determinar se é possível reduzi-lo sem prejuízo para os níveis de disponibilidade de produto exigidos pelo mercado: Quanto pedir: busca-se determinar se é mais adequado para uma empresa adotar a metodologia do lote econômico de compras ou implementar o regime de ressuprimento just in time. no momento e na quantidade desejada. além disso. proporcionam alguma segurança em um ambiente complexo e incerto. como o giro. • • • Por um lado. Para outras. vis-à-vis a análise de algumas dimensões relevantes.1. materiais e suprimentos que uma empresa ou instituição mantém.INTRODUÇÃO Os estoques são. o valor dos estoques é relativamente pequeno. comparado com os custos dos insumos totais da operação.1 .O PAPEL DOS ESTOQUES . Para algumas.2 . especialmente quando a armazenagem é o principal propósito da operação. obter uma vantagem competitiva em relação a seus concorrentes. seja para vender ou para fornecer insumos ou suprimentos para o processo de produção.

em geral.3.1 . Quanto maior o lote menores serão os custos de frete (equivalente à carga do veículo). Economia de escala: custos de aquisição são inversamente proporcionais ao volume de compra. Disponibilidade imediata de mercadorias ou tempos de ressuprimentos pequenos. outros. o item nunca seria estocado. Se não existissem estoques. permitindo que cada uma dessas etapas possa seguir seu ritmo ideal.1.1.4. Eles são.1 . A analogia com a caixa d ´água de nossas residências é muito adequada. Para a maioria das empresas isto seria impossível de acontecer por causa de uma serie de fatores tais como: • 3. Em algumas empresas que fabricam produtos mais complexos com inúmeras partes. maior a quantidades de mercadorias a serem entregues. quanto maior a demanda. inundações.Independentemente do que está sendo armazenado como estoque.1.2 . Proteção contra aumento de preços: compras efetuadas em grandes volumes diminuem o efeito do aumento de preços praticados pelos fornecedores.OS PRINCIPAIS TIPOS DE ESTOQUES 3. e preços das mercadorias ocasionada por descontos.4 . ele existe porque há uma diferença de ritmo ou de taxa entre fornecimento e demanda.primas pode consistir em itens já processados. incêndios.As finalidades de manutenção de estoques pelas empresas são: • Melhorar o serviço ao cliente: auxilia o serviço do departamento comercial (vendas). Proteção contra contingências: garantia de disponibilidade de estoques contra contingências externas. que foram comprados de outra companhias ou transferidos de outra divisão da empresa.Produtos em Processo . Já a gestão do fluxo de saída é função de vendas e distribuição.1. Proteção contra oscilações de demanda: garantia de disponibilidade de mercadorias diante das incertezas do mercado e do tempo de entrega.4. . as compras e a produção deveriam seguir rigidamente as vendas.FINALIDADES E IMPORTÂNCIA DOS ESTOQUES: Os estoques funcionam como amortecedores entre o fluxo de entradas e o fluxo de saídas. produtos parcialmente acabados que estão em algum estágio intermediário da produção.São os materiais básicos e necessários para produção do produto acabado.O estoque de produtos em processo consiste em todos os materiais que estão sendo usados no processo fabril. • • • • 3. mesmo quando a oferta é sazonal.3 .Matérias – Primas . em tempo de aumento inflacionário. produção e venda. 3. ou onde ele será posicionado na operação.1. 3. diga-se. deve-se manter um estoque adicional (estoque de segurança). A harmonização dos dois fluxos dentro da fábrica é função do PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO. sendo que seu consumo é proporcional ao volume de produção. originados pelas etapas de compra. o estoque de matérias . Se o fornecimento de qualquer item ocorrsse exatamente quando fosse demandado.

3.1.4.3 - Produtos Acabados - Os estoque de produtos acabados é formado por itens que já foram produzidos, mas ainda não foram vendidos. Nas empresas que produzem por encomenda o estoque é muito baixo, tendendo a zero, pois teoricamente todos os itens já foram vendidos antes de serem produzidos. Já no caso das empresas que produzem para estoque, onde os produtos são fabricados antes da venda, o nível de produtos acabados é determinado na maioria das vezes pela previsão de vendas. 3.1.4.4 - Peças de Manutenção - As peças de manutenção são tão importantes quanto a matéria - prima, pois a interrupção da produção por um equipamento ocioso pode levar ao adiamento de um prazo de entrega ao cliente ou a perda ocasional da encomenda quanto não do cliente. Assim atualmente as empresas tem dado uma maior atenção as peças de reposição.

3.2 - ANÁLISE ABC

A Análise ABC é uma das formas mais usuais de examinar estoques. Consiste na verificação, em certo espaço de tempo (normalmente 6 meses a 1 ano), do consumo, em valor monetário ou quantidade, dos itens de estoque, para que eles possam ser classificados em ordem decrescente de importância. Aos itens mais importantes de todos, segundo a ótica do valor ou da quantidade, dá-se a denominação itens classe A, aos intermediários, classe B, e aos menos importantes, itens classe C. • • • Itens classe A: mais importantes de todos podem representar algo entre 35% a 70% do valor movimentado dos estoques. A experiência demonstra que apenas de 10 a 20% do total são classe A; Itens classe B: intermediários variam de 10% a 45%, mas na prática esse valor varia de 30% a 40%; Itens classe C: menos importantes representam o restante, na prática em torno de 50%.

Exemplo 10: Construir a Curva ABC do estoque sabendo-se que, durante um determinado ano-base, a empresa Condor apresentou a seguinte movimentação de estoque de 15 itens:

Movimentação de estoques

Item A 1010 1020 1030 1045 1080 2015 2035 2050 3010 3025 3055 5050 5070 6070 7080

Consumo Un/Ano - B 450 23590 12025 670 25 6540 2460 3480 1250 4020 1890 680 345 9870 5680

Custo R$ Unitário - C R$ 2,35 R$ 0,45 R$ 2,05 R$ 3,60 R$ 150,00 R$ 0,80 R$ 12,00 R$ 2,60 R$ 0,08 R$ 0,50 R$ 2,75 R$ 3,90 R$ 6,80 R$ 0,75 R$ 0,35

Custo Total D=BxC R$ 1.057,50 R$ 10.615,50 R$ 24.651,25 R$ 2.412,00 R$ 3.750,00 R$ 5.232,00 R$ 29.520,00 R$ 9.048,00 R$ 100,00 R$ 2.010,00 R$ 5.197,50 R$ 2.652,00 R$ 2.346,00 R$ 7.402,50 R$ 1.988,00

Ordenando os itens por orde-m decrescente do valor consumido durante o período, teremos. Calcular os percentuais de cada um dos itens em relação ao total.
Item A 2035 1030 1020 2050 6070 2015 3055 1080 5050 1045 5070 3025 7080 1010 3010 Consumo Un/Ano - B 2460 12025 23590 3480 9870 6540 1890 25 680 670 345 4020 5680 450 1250 Custo R$ Unitário - C R$ 12,00 R$ 2,05 R$ 0,45 R$ 2,60 R$ 0,75 R$ 0,80 R$ 2,75 R$ 150,00 R$ 3,90 R$ 3,60 R$ 6,80 R$ 0,50 R$ 0,35 R$ 2,35 R$ 0,08 Custo Total D=BxC R$ 29.520,00 R$ 24.651,25 R$ 10.615,50 R$ 9.048,00 R$ 7.402,50 R$ 5.232,00 R$ 5.197,50 R$ 3.750,00 R$ 2.652,00 R$ 2.412,00 R$ 2.346,00 R$ 2.010,00 R$ 1.988,00 R$ 1.057,50 R$ 100,00
T= R$ 107.982,25

Percentual E=(D/T) x 100 27,34% 22,83% 9,83% 8,38% 6,86% 4,85% 4,81% 3,47% 2,46% 2,23% 2,17% 1,86% 1,84% 0,98% 0,09% 100,00%

% Acumulado F=F+E 27,34% 50,17% 60,00% 68,38% 75,23% 80,08% 84,89% 88,36% 90,82% 93,05% 95,23% 97,09% 98,93% 99,91% 100,00%

Uma análise da tabela mostra que os três primeiros itens – 2035,1030 e1020 – representam 60% dos gastos totais com materiais de estoques no período; são, portanto, os itens tipicamente classe A. Os quatro seguintes – 2050, 6070, 2015 e 3055 – representam mais de 25% dos gastos com materiais; são, portanto, itens da classe B. os oito restantes representam 15%, são, então, itens da classe C. Assim, como ilustrado na Figura a seguir pela curva ABC, 20% dos itens (classe A), representam 60% dos gastos, 26,67% dos itens (classe B) correspondem a 25% dos gastos, e 53,33% dos itens (classe C) resultam em apenas 15% dos gastos.

3.2.1 - Criticidade Dos Itens De Estoque. É a avaliação dos itens quanto ao impacto que sua falta causará na operação da empresa, na imagem da empresa perante os clientes, na facilidade de substituição do item por outro e na velocidade de obsolescência. • • • Classe A - itens cuja falta provoca a interrupção da produção de bens ou serviços e cuja substituição é difícil e sem fornecedor alternativo; Classe B - itens cuja falta não paralisa a produção de bens ou serviços no curto prazo, Classe C - os demais itens

.

materiais e serviços) Refere-se ao Produto. maiores serão os custos. água. sendo assim. Margem de Contribuição (MC). ação da natureza ou obsolescência normal Custo: é a remuneração dos fatores de produção (mão-de-obra. salários de supervisores de produção. CUSTOS. Despesa Fixa (DF). EX. pois estes representam as matérias primas. DESPESAS TRABALHO A: DINÂMICA – A BARRACA DE COCOS .GESTÃO DE CAPITAL DE GIRO. Exemplos: custos de instalações. Mark Up – MK. Exemplos: Papel. Desembolso: Significa qualquer saída de fundo da empresa. Despesas Fixas: são aqueles que permanecem inalterados. depreciação de equipamentos. resultante do desgaste pelo uso. Materiais Diretos: Representam o principal componente dos custos diretos. Custos indiretos: Aqueles necessários à produção. capital. porém essa visão se refere principalmente às atividades industriais. JUROS. entretanto pode ou não se obter seu consumo por unidade do produto ou serviço. instalações. Custo Variável – CV. entre outros . Vigilância. Ponto de Equilíbrio em Unidades PE. mesmo quando ocorrerem variações nas quantidades produzidas. custos diretos são aqueles que podem ser alocados direta e objetivamente aos produtos e serviços. Produzindo ou não os Custos Fixos sempre irão existir. Ex Energia Elétrica.CUSTOS / DESPESAS . Despesas: gastos referentes às fases de administração (Refere-se a Empresa).CONCEITOS E DEFINIÇÕES BÁSICAS Depreciação: Corresponde à diminuição do valor dos elementos (bens e máquinas). os componentes. tinta. (Administrativo) Custos Variáveis: São aqueles que apresentam variações em função do volume de atividade. Quando for utilizado especificamente na produção Gasto: sacrifício financeiro feito para obter um produto ou serviço. Custos Fixos: São custos que não apresentam variações em função do volume de atividade. máquinas. Frete. quanto maior for o volume de produção. Ponto de Equilíbrio Financeiro PE$? Causas das dificuldades e razões para o fechamento das empresas 4.Despesa Fixa – DF.: Instalações prediais.Logística Industrial – Celulose e Papel 4 . Custos Diretos: São aqueles que podem ser fisicamente identificados para um segmento particular em consideração. Depreciação de máquinas.1 . os materiais auxiliares e os materiais de embalagem que fazem parte da estrutura do produto.

A Microbite. Você se interessa pela oferta. Vai até a loja diz que pagará a vista. conseqüentemente.Logística Industrial – Celulose e Papel Investimento: utilização de recursos financeiros na compra ou manutenção de máquinas. equipamentos.000.15763 VP = 1.727.000. a LOJA PAPELBRANCO colocou o seguinte anúncio: Compre 200 RESMAS de sulfite e pague só em julho o valor de R$ 2. Quanto a empresa Kata Vento pagará pelo computador? VF = Valor Futuro VP = R$ 2.00 (1 + 0. pelo empréstimo de dinheiro expressa em porcentagem. Os juros são capitalizados e.500.80 VF = R$ 2.00.05) x (1 + 0. utensílios ou bens móveis e imóveis.00 1.500. Juros: Importância cobrada. no mês de Janeiro.00 n=3 i = 3.05 VF = VP x (1 + i)n VP = VF (1 + i)n VP = R$ 2.500.80 Exemplo: Para acelerar suas vendas no mês de abril.5 %/100 = 0.00 x ((1 + 0.500.00 x (1. 28 = 2 x 2 x 2 = 8 VF = Valor Futuro VF = VP x (1 + i)n VP = Valor Presente VF = VP x ((1 + i) x (1 + i)) n = Período i = Taxa (juros) Exemplo: A empresa MAXPAPER. aquisitou um computador para a seção administrativa no valor de R$ 2.000.00 x (1 + 0. Com o desconto quanto você pagará pelas RESMAS sabendo que os juros cobrados é de 5%? VF = R$ 2.05) VP = R$ 2.00 VP = Valor Presente n=3 i = 5%/100 = 0.00 (1 + 0.000.66 . 1087) = R$ 2.035) x (1 + 0.05)3 VP = R$ 2. 1087) = R$ 2. empresa que vende computadores cobra juros de 3. juros rendem juros.035) 3 VF = VP x ((1 + i) x (1 + i) x (1 + i)) VF = R$ 2.035) x (1 + 0.00 que deverá ser pago daqui a três meses.05) x (1 + 0. No sistema de juros Juros Compostos: No regime de juros compostos os juros de cada período são somados ao capital para o cálculo de novos juros nos períodos seguintes.500.771.771.035 VF = VP x (1 + i)n VF = R$ 2.00 x (1.500.000.5% ao mês para compras a prazo.035)) VF = R$ 2.

contribuindo efetivamente para a formação de uma situação de insolvência.2. Deste modo. o Ciclo Operacional corresponde ao intervalo de tempo compreendido desde a recepção dos materiais de produção (ou das mercadorias para revenda) até a cobrança das vendas correspondentes. Isto pode acontecer porque o capital de giro é bastante suscetível aos impactos provocados por diversas mudanças que ocorrem continuamente no ambiente ao qual uma empresa está inserida. 4.2.Logística Industrial – Celulose e Papel 4.1 .2 .CICLOS OPERACIONAL.ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO Atualmente o acirramento da concorrência tem levado as empresas a reverem seus conceitos e técnicas relacionadas com a administração do capital de giro.DEFINIÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO O termo giro refere-se aos recursos correntes (curto prazo) da empresa. ECONÔMICO E FINANCEIRO CO = IME + PMC Onde: CO = Ciclo Operacional IME = Idade Média dos Estoques CE = Ciclo Econômico = IME PMC = Prazo Médio de Cobrança CAPITAL DE GIRO representa o valor dos recursos demandados por uma empresa para financiar seu Ciclo Operacional (CO). Uma administração inadequada do capital de giro resulta normalmente em sérios problemas financeiros.2 . CC = CO – PMP Onde: CC = Ciclo de Caixa CC = CO – PMP CO = Ciclo Operacional CC = (IME + PMC) – PMP PMP = Prazo Médio de Pagamento . que vai desde a aquisição de matérias-primas até a venda e o recebimento dos produtos acabados. 4. geralmente identificados como aqueles capazes de serem convertidos em caixa no prazo máximo de um ano.

35 dias CC = 155 dias – 35 dias = 120 dias 1ª ESTRATÉGIA: AUMENTAR O GIRO DOS ESTOQUES: Exemplo: A primeira estratégia: Se a Max Cia. O CICLO DE CAIXA corresponde a diferença entre o número de dias em que os recursos ficam comprometidos no CICLO OPERACIONAL e o número médio de dias em que a empresa pode se utilizar das fontes espontâneas de financiamento. Substituindo o __________________________________ tem-se o Ciclo de Caixa de: CC = CO – PMP CC = (IME + PMC) – PMP CC = (85 dias + 70 dias) . Admitindo que a Max despenda R$ 144.Logística Industrial – Celulose e Papel 4.2. Cobrar duplicatas a receber: Retardar o pagamento das duplicatas a pagar.ESTRATÉGIAS DO CICLO DE CAIXA Um ciclo de caixa positivo. e representa o período médio de pagamento (PMP). a idade média dos estoques (IME) é de 85 dias. até que os pagamentos sejam efetuados. Os cálculos da empresa revelam que. 2ª ESTRATÉGIA: ACELERAÇÃO DO PROCESSO DE COBRANÇA: Exemplo: A segunda estratégia é acelerar a cobrança de duplicatas a receber.AS ESTRATÉGIAS BÁSICAS A SEREM EMPREGADAS NA ADMINISTRAÇÃO DO CICLO DE CAIXA: • • • Girar estoques. comprometem recursos da empresa que poderiam ser usados para reduzir empréstimos ou aplicados em ativos rentáveis. tem-se: CO = IME + PMC CO = 85 dias + 70 dias = 155 dias As condições de crédito concedidas à Max Cia. puder reduzir o período médio de cobrança dos atuais __________________________________________ .. Exemplo: A Max Cia. vende todos os seus produtos a crédito. diminuirá a idade média do seu estoque do nível atual de 85 para 70 dias – uma redução de 15 dias – os efeitos para a empresa podem ser estimados como se segue. a empresa terá aumento de ________________________________ nos seus lucros. Se a Max. produtora de guardanapos de papel. para a compra de matérias-primas exigem o pagamento dentro de 40 dias.000. enquanto os funcionários são pagos a cada 15 dias. 4. Substituindo _________________________ equação do ciclo operacional (CO). pela alteração de suas condições de crédito. Cálculos suplementares indicam que o período médio de cobrança (PMC) das duplicatas a receber fica em 70 dias Em outras palavras. as quais. os dispêndios diários da Max seriam: ______________________________________________ Visto que o ciclo de caixa se reduzirá em _______________________________________ de empréstimos poderão ser resgatados. As condições de crédito determinam que os clientes paguem em até 60 dias após a venda.. como os empréstimos para financiar o CICLO DE CAIXA. em média. O período médio de pagamento PMP das matériasprimas e dos salários é de 35 dias. significa que a empresa precisa se utilizar de formas não espontâneas de financiamento. como conseqüência de uma administração mais eficiente dos estoques. estocar e finalizar uma venda de produto acabado. ela demora 85 dias para produzir. Caso a taxa de juros sobre os financiamentos seja de 10% anuais.3 . conseguir um giro maior dos estoques.4 .2.00 por ano em investimentos no ciclo operacional.

É uma forma de tributo. à taxa de juros de 10% ao ano. em geral sob a forma de dinheiro ou de créditos representativos de direitos. a partir de uma base de cálculo.CC2 CC3 = 35 dias x R$ 400. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: é quantia em dinheiro que sobra do preço de venda de um produto.30 PV = R$ 45.00 CC = (85 dias + 70 dias) .85 dias CC1 = 155 dias – 35 dias = 120 dias CC2 = 120 dias – 40 dias = 85 dias CC3 = 35 dias R$ 14. Qual a Margem de Contribuição (MC) MC = PV – CT MC = PV – (CV + TX) MC = R$ 45.000. Ele tem como principal finalidade. Se a Max Cia. à taxa de juros de 10% ao ano.70 . serviço ou mercadoria após retirar o valor do custo total unitário. Esta quantia é que irá garantir a cobertura do custo fixo (não do produto) e do lucro (se não for especificado em termos financeiros). Puder estender o Período Médio de Pagamento (PMP) dos atuais 35 dias para uma média de 45 dias. RECEITA: é a entrada monetária que ocorre em uma Empresa.00 – para financiar o ciclo operacional.000. a empresa conseguirá reduzir seus custos de financiamento e obterá um aumento ___________________________________ nos seus lucros. ou ponto crítico de vendas.00 x 0.R$ 24.45 dias CC3 = 120 dias .00 = R$ 14.30 MC = R$ 20. Admitindo-se novamente que os ____________________________ a ampliação do prazo de pagamento de duplicatas por 10 dias reduzirá as necessidades de financiamento negociadas junto a terceiros em ________________________________ Com isso.00 .00 CV = R$ 24. Nas empresas privadas a Receita corresponde normalmente ao produto de venda de bens ou serviços. 3ª ESTRATÉGIA: AMPLIAÇÃO DO PERÍODO DE PAGAMENTO DAS DUPLICATAS Exemplo: A terceira estratégia é estender ao máximo o período médio de pagamento das duplicatas. verifica-se que a redução no Período Médio de Cobrança (PMC) motivaria a redução _________________________________ no nível atual de empréstimos. custear o Estado.00 • • • IMPOSTO: é uma quantia paga obrigatoriamente por pessoas ou organizações para um governo. após a empresa ter atingido o Ponto de Equilíbrio. chamado no Brasil de faturamento.Logística Industrial – Celulose e Papel Admitindo-se novamente que os gastos diários de R$ 400. Com isso.10 = R$ 1.400. seu ciclo de caixa será reduzido para 110 dias (85 dias + 70 dias – 45 dias). a empresa conseguirá reduzir seus custos de financiamento e obterá um aumento de ________________________________nos seus lucros 4ª ESTRATÉGIA: APLICANDO A MODIFICAÇÃO EM TODOS PERÍODOS CC = (IME + PMC) – PMP CC = (IME + PMC) – PMP CC3 = CC1 .35 dias CC = (70 dias + 50 dias) .

00. No ponto de equilíbrio.00 CF+CV = R$ 10.Valor do custo fixo mais variável .00 .% margem de contribuição = . quando forem produzidas 500 unidades de produção a empresa estará em equilíbrio financeiro.000. a empresa não terá lucro nem prejuízo Sabendo a Despesa Fixa (DF).000.00 / R$ 20.50 . .413. DF= R$ 5. é igual a zero.04 4.PONTO DE EQUILÍBRIO EM VALORES: PE$ .00 = MC = R$ 10. Ponto de equilíbrio é o valor ou a quantidade que a empresa precisa vender para cobrir o custo das mercadorias vendidas. ou lucro final.70 d) Ponto de Equilíbrio em Valores (PE$)? PE$ = PEu x PV PEu = 164.000. . (Despesas da Empresa) PV = R$ 20.00 = PEu = 500 unidades.00 (Custos para Produzir) MC = R$ 20.00.Valor das despesas fixas . VALOR TOTAL DAS DESPESAS FIXAS. 4. Ou seja. as despesas variáveis e as despesas fixas.Valor da margem de contribuição DF = R$ 5.1 .Logística Industrial – Celulose e Papel 4. % MC = R$ 10.3.Valor total das despesas fixas . Nesse caso.410.PONTO DE EQUILÍBRIO EM UNIDADES: PEU .00. Neste ponto o resultado.000.00 CF+CV = R$ 10. (Despesas da Empresa) PV = R$ 20.50 VALOR TOTAL DAS DESPESAS FIXAS.00 .Valor da venda do Produto .73 unidades PE$= 164.00. principalmente na área da contabilidade. DIVIDIDO PELA % DA MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO. quantos dias de produção são necessários para que os gastos se igualem as receitas.Valor do custo fixo mais variável .R$ 10.Valor da margem de contribuição .Ponto de Equilíbrio em Qt: R$ 5.50 x 100 = 50%.2 .R$ 10. Este equilíbrio também pode ser calculado em dias. qual o Ponto de Equilíbrio em Unidades (PEu)? PEu = DF / MC DF = R$ 3.Ponto de Equilíbrio Valores: R$ 5.PONTO DE EQUILIBRIO É a denominação dada ao estudo.73 un x PV = R$ 45.3 .00 (Custos para Produzir) MC = R$ 20.00 / MC = R$ 20. nas empresas.00 / R$ 10. onde o total das receitas é igual ao total das despesas.3.00 / 0. DIVIDIDO PELO VALOR DA MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO.00 = R$ 7.00 = MC = R$ 10.00 = 0.0.Valor da venda do produto .

000.Ponto de Equilíbrio Valores.00 30 DIAS 600 5.000.00 7.000.00 0.00 5 DIAS 100 5. VALOR DE VENDAS MULTIPLICADO PELA QUANTIDADE.000.00 9.000.000.000.Logística Industrial – Celulose e Papel .00 8.000.00 4.00 1.000.000.000.00 6.00 12.00 25 DIAS 500 5.00 15 DIAS 300 5.00.00 11.00 3.: R$ 20.000.000.000.000.00 20.00 5.000.00 8.000.00 .00 20.00 20.00 2.00.00 10.PE$ = R$ 10.000.00 2.00 20.00 6. 0 DIAS 0 Despesas Fixas (DF) Custos Variáveis (CV) Custos Totais (DF+CV) Preço venda Unit Preço venda Total 5.00 x 500 un .000.000.00 4.000.00 20.000.000.000.00 20 DIAS 400 5.000.00 10 DIAS 200 5.000.000.00 10.00 10.00 20.00 6.PE$ = R$ 10.00 20.000. .000.00 0.

Logística Industrial – Celulose e Papel .

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ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO .Logística Industrial – Celulose e Papel 5 .

HIERARQUIA DO SISTEMA DE PRODUÇÃO A empresa no contexto sistêmico é considerada como um sistema pertencente a um outro sistema maior e está inter-relacionada com outros. como materiais. Note que a maioria das áreas de produção é constituída de várias unidades ou departamentos que. pessoal. são eles: • • Instalações .A PRODUÇÃO COMO UM SISTEMA Sistema de Produção como o conjunto de atividades e operações inter-relacionadas envolvidas na produção de bens (caso de indústrias) ou serviços.1 .1 . equipamentos. Informações referente a à concorrência . por sua vez. pessoal. • • • Insumos externos – geralmente de caráter de informações e tendem a fornecer aos gerentes de operações dados sobre as condições externas do sistema de produção. como mostrado nas figuras abaixo. são eles: • • Insumos – são os recursos a serem transformados diretamente em produtos. Funcionários – aqueles que operam. Em serviços. a tecnologia é mais baseado em conhecimento (Know-how) do que em equipamentos.1. serviços públicos e informações. A Figura 1 ilustra um modelo de sistema de produção. planejam. terreno e tecnologia de processo de produção. Em serviços. O sistema de controle promove a monitoração dos elementos do sistema de produção. não há propriamente transformação: o serviço é criado. transforma os insumos em produtos.1. e administram a produção (em todos os níveis hierárquicos). que os recursos estejam sendo usados de forma eficaz e que a qualidade desejada seja obtida. Subsistema de Transformação – em manufatura. Por ex.2 . Subsistema de controle – um conjunto de atividades que visa assegurar que o produto seja aceitável em termos de quantidade. caso contrário será necessário uma ação corretiva por parte da administração. os padrões estabelecidos. Obj103 Todas as macro e microoperações são consumidores e fornecedores. e bens de capital e serviços públicos. São: matérias primas e suprimentos.SISTEMA DE CONTROLE É a designação genérica dada ao conjunto de atividades para assegurar a programação.2 . Se o produto for aceitável nenhuma mudança será necessária no sistema. • 5. funcionam como versões reduzidas da operação global de que fazem parte.prédios.TRANSFORMAÇÃO DE RECURSOS Há 2 tipos de Recursos de Transformação que formam as “pedras fundamentais” de todas as operações. 5.Logística Industrial – Celulose e Papel 5. sendo composta de subsistemas que interagem para construir um todo dinâmico.1. capital. mantêm. design do produto e outros. . insumos de mercado e recursos primários. a operação global de uma rede de televisão. 5. capital. diferentemente da manufatura.3 . Recursos primários – sustentam diretamente a produção. Insumos de mercado – tende ater caráter informativo.INSUMOS Os insumos são classificados em 3 categorias gerais – insumos externos. 5. custos e qualidade. pode-se distinguir no sistema de produção alguns elementos constituintes fundamentais.

Logística Industrial – Celulose e Papel Rede de Televisão .

3. obtem-se as datas e as quantidades em que suas partes componentes são necessárias. Com base na Lista de Materiais.OPERAÇÃO MRP O MRP a partir da programação da produção de produtos finais determina a programação da compra. portanto. 5. obtida por meio da árvore do produto ou explosão do produto.MRP O Material Requeriment Planning (MRP) ou planejamento das necessidades de materiais é uma técnica que permite determinar as necessidades de compras de materiais que serão utilizados na fabricação de certo produto. e em função de uma demanda dada. dá-se o nome de “explosão”. É importante observar que o Plano Mestre da Produção (PMP) deve cobrir pelo menos 7 semanas. é fundamental para que o MRP possa determinar quanto de cada parte ou componente deve ser adquirido e quando programar a produção. O MRP pode ser visto como uma técnica para programar a produção de itens de demanda dependente (quando um item depende diretamente da demanda de outro item). A partir da data e da quantidade em um produto final é necessário. A essa desagregação do produto em suas partes componentes.3 . . Dado um produto final as suas partes constituintes são dadas pela Lista de Materiais (bill of material).Logística Industrial – Celulose e Papel Obj104 5.1 . fabricação ou montagem de suas partes componente. para que seja possível trabalhar com o sistema MRP. O Plano Mestre de Produção. já que determina quanto deve ser adquirido de cada item e em que data o item deve estar disponível. o computador calcula as necessidade de materiais que serão utilizados e verifica se há estoques disponíveis para o atendimento.

1 . numerados de forma crescente. um departamento. 5. o Nível 2 aos agrupamentos secundários e assim por diante. uma máquina. 5. um grupo de pessoas. depósito e assim por diante. Um centro de trabalho pode ser qualquer coisa que ocupe espaço: uma pessoa. O planejamento de arranjo físico tem como meta tornar mais fácil e suave o movimento do trabalho através do sistema quer para funcionários ou equipamentos permitindo que operem com mais eficácia aumentando tanto o bem estar como o rendimento das pessoas. uma bancada de trabalho.PROCEDIMENTO DE ARRANJO FÍSICO . Uma forma de visualizar essa relação hierárquica é através da árvore de estrutura do produto.ARRANJO FÍSICO O arranjo físico de uma operação produtiva se preocupa com a localização física dos centros de trabalho em uma unidade. o Nível 1 aos agrupamentos primários. o Nível Zero corresponde ao produto final. uma lanchonete. como mostrado na figura a seguir. Cadeira com encosto Nível Zero Nível 1 B (1) Subconjunto do encosto C (1) Subconjunto do assento D (2) Pés frontais E (4) Apoio dos pés F (2) Pés traseiros G (4) Travessas do encosto H (1) Estrutura do assento I (1) Almofada Nível 2 J (4) Ripas da estrutura do assento Nível 3 Árvore de estrutura do produto cadeira com encosto.4. A árvore é dividida em níveis hierárquicos.4 . uma sala. que combinados fornecem diretamente o produto final.Logística Industrial – Celulose e Papel Travessas do encosto Almofada Cadeira com encosto Apoio dos pés Pés traseiros Pés frontais Ripas da estrutura do assento Lista de materiais de uma cadeira com encosto. Assim.

Programa de vacinação em massa: todos os clientes requerem a mesma seqüência de atividades burocráticas (preenchimento das cadernetas de vacinação). Mudanças no arranjo físico podem implicar no dispêndio de consideráveis somas de dinheiro. dependendo da área afetada e das alterações físicas necessárias nas instalações.4.1 .TIPOS BÁSICOS DE ARRANJO FÍSICO 5. O arranjo físico por produto é usado quando se requer uma seqüência linear de operações para fabricar o produto ou prestar o serviço. A razão para isso pode ser que ou o produto ou o sujeito do serviço sejam muito grandes para serem movidos de forma conveniente. ou seja. médicas e de aconselhamento. .4. Melhorar a comunicação Obj111 5. ou podem ser (ou estar em um estado) muito delicado para serem movidos.ARRANJO FÍSICO LINEAR OU POR PRODUTO É o tipo de arranjo físico em que o produto se move e as máquinas estão fixas. entre outros fatores. bem como pode aumentar a eficiência da mão-de-obra e equipamentos. Arranjo Físico Linear ou por Produto 5.Logística Industrial – Celulose e Papel Há algumas razões práticas pelas quais as decisões de arranjo físico são importantes na maioria dos tipos de produção. Melhorar o acesso de clientes em lojas varejistas.1.2 . Os equipamentos são dispostos de acordo com a seqüência de operações. Reduzir os riscos de acidentes para os trabalhadores.4.2.EXEMPLOS DE ARRANJO FÍSICO POR PRODUTO • • Montagem de automóveis: quase todas as variantes do mesmo modelo requerem a mesma seqüência de processos.2. facilita o fluxo de materiais e informações. Ele afeta a capacidade da instalação e a produtividade das operações. São elas: • • • • • • Ajuda a determinar e facilitar a disposição dos centros de atividade econômica em uma unidade de produção.1 .

mas o arranjo físico auxilia também a manter o controle sobre o fluxo de clientes. Neste caso podemos perceber que se têm máquinas semelhantes agrupadas.4. 5. 5. serve a produtos diferenciados.1. Isto significa que. todos os clientes passam pelo mesmo roteiro quando estão se servindo. a seqüência de serviços requeridos pelo cliente (entrada. assim.2. grande flexibilidade para troca de produtos.Logística Industrial – Celulose e Papel • • Restaurante self-service: geralmente. eles percorrerão um roteiro de processo a processo. Costuma-se agrupar postos de trabalho ou departamentos de acordo com a função. O mesmo grupo de máquinas. aumentando a flexibilidade do sistema a mudanças no projeto do produto e/ou processo. informações e produtos fluírem através da operação. de acordo com as suas necessidades. quando clientes.Arranjo Físico Posicional ou por Processo . Num restaurante do tipo bandejão (como os restaurantes por quilo). a mão-de-obra geralmente é especializada.2. sobremesa. prato principal. Alistamento para o Exército: recrutas que se alistam para o exército provavelmente serão "processados" num programa de alistamento organizado segundo um arranjo físico por produto. menos vulnerável a paradas. mas mover-se-ão através da mesma seqüência de processos. provavelmente da maioria das atividades de prestação de serviços. Eles podem não se servir de todos os pratos disponíveis.ARRANJO FÍSICO POR PROCESSO (OU FUNCIONAL) Este caso que é característico de muitas indústrias.4. bebidas) é comum para todos os clientes. os centros de trabalho são agrupados de acordo com a função que desempenham.3 .2 .2 .4.2.ARRANJO FÍSICO POR PRODUTO (EM LINHA) – "BANDEJÃO" 5.

Cada produto passa pelos centros de trabalho necessários. oferecem maior facilidade na reposição dos produtos se mantidos agrupados. Os equipamentos são principalmente do tipo “propósito geral”. • • • • • 5. pois desta forma podem ser feitos mais atraentes aos olhos dos clientes.4 .Logística Industrial – Celulose e Papel São características fundamentais do arranjo físico por processo A adaptação à produção de uma linha variada de produtos ou à prestação de diversos serviços. como as áreas que dispõem de vegetais frescos. alguns processos (alas gerais) podem atingir altos níveis de utilização de recursos (leitos e equipes de atendimento). podem ser mantidos juntos. Exemplos: • Hospital – alguns processos (aparelhos de raios-X e laboratórios) são necessários a um grande número de diferentes tipos de pacientes. • Em relação ao arranjo físico por produto. necessitam de tecnologia similar a de gabinetes refrigerados. se comparadas àquelas obtidas com o arranjo físico produto. formando uma rede de fluxos. Outras.2. como o de comida congelada. Alguns setores. Supermercado – alguns processos como a área que dispõe de produtos enlatados.Arranjo Físico Posicional ou Posição Fisica . comercialmente disponíveis sem necessidade de projeto específico. mas os custos unitários de matéria-prima e mão-de-obra são relativamente maiores. ou seja. os custos fixos são relativamente menores. As taxas de produção são relativamente baixas.4.

2.4.Logística Industrial – Celulose e Papel 5.5 .Arranjo Físico Celular .

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alterações na linha de produtos. b) Planejar os níveis adequados de: • • • • Pessoal (RH). a determinação dos parâmetros de uma equação de reta. 6.1 . matemáticos ou econométricos ou ainda em modelos subjetivos apoiados em uma metodologia de trabalho clara e previamente definida. Assim. Consiste na avaliação de ocorrências de eventos futuros a partir de informações quantitativas e qualitativas.Logística Industrial – Celulose e Papel 6 . 6.2 .ASPECTOS GERAIS As previsões de vendas se tornam entradas tanto para a estratégia de negócios como para previsões dos recursos de produção. Sabemos que a descrição analítica desse sistema é dada por uma equação do tipo: Regressão Linear: ____________________________ . a partir de dados experimentais. Médio prazo: o horizonte de planejamento varia aproximadamente de seis meses a dois anos. A esse processo chamamos Regressão Linear.2 . As previsões de demanda podem ser classificadas em: • • • Curto prazo: estão relacionadas com a programação da produção e decisões relativas ao controle de estoque. como ampliações de capacidade.OBJETIVOS DA PREVISÃO DE DEMANDA a) Prever o quanto produzir.3 . 6.REGRESSÃO LINEAR Regressão Linear é um processo estatístico com o qual podemos escolher os melhores parâmetros de uma reta que passa por um determinado conjunto de pontos. Tanto quanto possível. Planos tais como plano agregado de produção e plano mestre de produção se baseiam nestas previsões. tem um papel fundamental na ciência. 6. Espaço físico. Longo prazo: o horizonte de planejamento se estende aproximadamente a cinco anos ou mais. As estimativas da demanda não são as previsões de venda – elas são o ponto de partida para as equipes de administração desenvolverem previsões de vendas.PREVISÃO DA DEMANDA 6. Se tornam entradas tanto para a estratégia de negócios como para previsão dos recursos de produção.1 . a previsão deve fornecer informações sobre a quantidade e a localização dos produtos no futuro.PREVISÃO Previsão é um processo metodológico para a determinação de dados futuros baseado em modelos estatísticos.PREVISÃO DA DEMANDA É um processo racional de busca de informações acerca do valor das vendas futuras de um item ou de um conjunto de itens. Materiais (suprimentos). desenvolvimento de novos produtos etc.2.2. Auxilia decisões de natureza estratégica. Máquinas & Equipamentos e.

3 x 5 Y’ =22. portanto: Y’ = a + bX Y’ = 11 + 2. para tanto. temos.5 Podemos ter uma primeira idéia da adequação com que a reta permitem prever futuros valores de Y. basta montarmos uma tabela auxiliar onde as colunas (omitindo os índices) sejam os valores de X. considere os pares abaixo: Yi Xi 10 0 15 1 15 2 18 3 20 4 Para obtermos as somatórias que aparecem nas equações normais. forma calculados os valores de Y”. X 0 1 2 3 4 5 . para tanto bastou entrar com os valores de X na equação da reta. desde que conhecido os correspondentes valores de X. Na tabela a seguir. XY. temos: X 0 1 2 3 4 10 ΣX Cálculo da Somas Y XY 10 0 15 15 15 30 18 54 20 80 78 179 ΣY ΣXY X2 0 1 4 9 16 30 Σ X2 n Substituindo os valores assim obtidos nas equações normais. sabendo que n = 5: O sistema de duas equações a duas incógnitas resultante pode ser resolvido se multiplicarmos a equação (1) por (-2) e adicionarmos à equação (II): 78 = 5 a +10 b 179 = 10 a + 30 b x (-2) -156 = -10 a – 20 b 179 = 10 a + 30 b (+) Substituindo o valor de b na equação (I) original temos: A equação da reta que melhor representa os pontos dados é. chegamos as chamadas equações normais: (1) (2) Exemplo 1 – Veja um exemplo da determinação de a e b. e X2.Logística Industrial – Celulose e Papel Através do desenvolvimento da fórmula do erro total e posterior derivação. Y.

. um intervalo de valores tais que o valor real da demanda tenha uma probabilidade pré-fixada de cair dentro do intervalo. Y’ 11 13.2 22. Y’ = 22. O erro padrão da estimativa pode ser calculado como: Intervalo de confiança é dado por: Y’ ± z sy Exemplo 3: Retomando o caso anterior. determinar o valor de sy e o intervalo de confiança a 95% para a previsão quando X=5 (ou seja.. Para a previsão Y’. ou seja.. A tabela abaixo contém os cálculos. 6.1 .5 De uma maneira geral a inspeção visual de valores reais e previstos não fornece uma base muito confiável para decidirmos se a reta fornece ou não boa previsão..Logística Industrial – Celulose e Papel Y 10 15 15 18 20 . O Intervalo de Confiança para a Previsão resolverá esse problema.INTERVALO DE CONFIANÇA PARA A PREVISÃO Uma vez obtida a previsão para o período futuro.3 15.5). o erro padrão da estimativa pode ser considerado a média de uma distribuição normal de desvio padrão sy.9 20.3.6 17. podemos determinar um intervalo de confiança para mesma.

96.5 + 2.5 + (1.(1.96.96. (1.2)) = Assim podemos esperar. (1.9 – Máximo .5 – 2.4 = 24.4 Y’ ± z sy = 22.5 .2.96.4 = 20. portanto.Logística Industrial – Celulose e Papel Segue-se que: Para um intervalo de confiança de 95% o valor de z é 1. que existem 95% de probabilidade de que a demanda real esteja entre os valores: Y’ ± z sy = 22.4 Y’ ± z sy = 22.2)) = . (1.1 – Mínimo Y’ ± z sy = 22.2)) = + 2.5 ± (1. logo: Y’ ± z sy = 22.

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Logística Industrial – Celulose e Papel 7 .LOCALIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES .

2 . ou da área comercial da empresa.FATORES QUE INFLUENCIAM NA DECISÃO DE LOCALIZAÇÃO 7. O trade-off entre a capacidade de resposta e a eficiência é. Os custos da energia elétrica passaram a variar de região para região com a privatização dos distribuidores de energia elétrica no Brasil 7. a partir da qual serão fabricados produtos ou prestados serviços.Água: muitas indústrias precisam de grande quantidade de água. ou descentralizar as atividades em várias localizações próximas dos clientes e fornecedores. Naturalmente a qualidade. Localizar uma organização significa determinar o melhor local para instalar uma base de operações. 7. Fábricas de papel e celulose. que não necessariamente precisa estar junto à base operacional 7. 7. Em alguns casos.3.Energia elétrica: a oferta de energia elétrica e a garantia de sua disponibilidade para ampliações é um fator que se tornou mais relevante para as empresas que dependem muito deste insumo. que serão discutidos no decorrer do capítulo. indústrias de perfumaria.3 . como para o funcionamento de seus processos.1 . Disponibilidade de mão-de-obra. a decisão entre centralizar as atividades em localizações menores para ganhar economia de escala e eficiência. Infra-estrutura do local. tanto como matéria-prima de seus produtos. e Localização dos mercados consumidores. perecível ou difícil de ser transportada.3. indústrias de alimentos.O QUE É LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES? • • • Qual o melhor local para se instalar uma indústria de confecções? Qual o melhor local para se instalar um loja de materiais de construção? Qual o melhor local para se instalar um escritório de advocacia? As decisões sobre localização de instalações empresariais são tema obrigatório no planejamento estratégico das organizações. o estudo da localização pode envolver. .1 .3 .3.2 . produtividade e habilidades desta mão-de-obra também são fatores importantes a serem considerados. 7. a determinação de um local distinto para a sede administrativa.Disponibilidade de matéria-prima: a proximidade das fontes de matéria-prima pode ser condição essencial. porém não menos importantes. quando a matéria-prima é volumosa e de baixo valor. basicamente. Além de outros quesitos menores. de forma a existir uma maior resposta às operações. bebidas e refrigerantes representam alguns exemplos de empresas que necessitam de grandes quantidades de água.4 . ainda. os seguintes fatores: Disponibilidade de recursos e facilidade de obtenção de matéria-prima.Logística Industrial – Celulose e Papel Localização é o local geográfico onde estão situadas as instalações da cadeia logística.3. refinarias de açúcar e álcool. e inclui as decisões relativas às atividades que deverão ser executadas em cada fábrica.Mão-de-obra: as principais considerações sobre mão-de-obra dizem respeito ao valor do piso salarial praticado na região à disponibilidade de profissionais qualificados e ao poder dos sindicatos com quem a empresa precisará negociar. Este estudo leva em consideração. Empresas de processamento de minérios ferrosos são um exemplo de indústria que utiliza matéria-prima volumosa e de baixo valor. A necessidade de definição de um local adequado para novas instalações pode decorrer de vários motivos: • • • Criação de uma nova empresa Ampliação da área de atuação com uma nova instalação Mudança do local de instalação atual • • • • • 7.A IMPORTÂNCIA DA LOCALIZAÇÃO O estudo das possíveis alternativas de localização é essencial para a tomada de decisão consistente sobre a posição geográfica de uma operação.

6 . prontosocorro. nível de escolaridade e qualidade da mão-de-obra e demais informações de cunho subjetivo. Dados qualitativos: são dados sobre o local que precisam ser medidos de forma mais subjetiva como. e/ou proporcionam isenção de impostos municipais por determinado período.4 . hábitos de higiene pessoal e saúde física podem estar fortemente ligados à cultura da região e têm impacto na produtividade.3. 2. com preços convidativos à maior parte da população precisam se localizar em regiões de grande tráfego de pessoas. creches. é fundamental levantar o interesse da administração local. se comparadas às empresas do tipo industrial. qualidade de vida. rotatividade.1 .Qualidade de vida e serviços essenciais: é importante levar em consideração a qualidade de vida existente no local candidato às novas instalações. Análise de Custos e Ponto de Equilíbrio.3.5 . 7. por exemplo. 7. Modelo do Centro de Gravidade. 7. 7. empresas ligadas à construção civil.AVALIAÇÃO DAS ALTERNATIVAS DE LOCALIZAÇÃO Uma vez pré-selecionadas as várias localidades alternativas que se apresentam para a instalação de uma base de operações. por exemplo. Normalmente. Lojas de produtos populares. hospitais. em muitas regiões. também. 3. 7. postos de saúde. A melhor condição para minimizar os custos de captação de matéria-prima e distribuição de produtos acabados é uma localização próxima aos fornecedores e aos clientes.4. O mercado pode se tornar saturado rapidamente.5 . preço da matéria-prima. Lojas sofisticadas precisam estar localizadas em regiões com população de maior poder aquisitivo ou shopping centers mais luxuosos.4. em relação à localização do próprio empreendimento. realizam o pagamento sempre nos finais de semana ou véspera de feriados.DECISÕES DE LOCALIZAÇÃO PARA ORGANIZAÇÕES COMERCIAIS E SERVIÇOS 7.Facilidades e incentivos fiscais: Não são raros os casos em que prefeituras doam terrenos.OS MODELOS DE DECISÃO MAIS UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO DE ALTERNATIVAS DE LOCALIZAÇÃO SÃO: 1. custos fixos das instalações. facilidade de acesso pelo público alvo.Localização dos mercados consumidores: os custos operacionais de transporte estão ligados à localização das fontes de suprimentos e à localização dos mercados consumidores. assim como os índices de criminalidade. a qualidade dos serviços de transporte urbano. corpo de bombeiros e policiamento. . Os custos adicionais com vigilância e o risco ao patrimônio da empresa e a integridade física dos seus funcionários não devem deixar de ser considerados. O fator cultural é tão representativo que. assaltos e furtos. 7. Isto acontece em função do menor raio de atuação destas empresas. por exemplo: custo de transporte. por exemplo: aspectos climáticos. disponibilidade de estacionamento etc. facilitando o acesso da população de faixa de renda inferior. valor dos salários da região etc. Determinados locais impossibilitam a realização de um segundo turno de trabalho por falta de transporte ou de segurança em horários noturnos.. Por isso.7 .3. realizam obras de pavimentação nos arredores ou providenciam outras benfeitorias. por exemplo. uma decisão de localização se baseia em dois tipos de dados: Dados quantitativos: são dados sobre o local que podem ser medidos em forma de valor numérico como. Devem ser levantados em conta. a infra-estrutura de comunicações. Modelo da Ponderação Qualitativa. se duas ou três panificadoras decidirem se instalar na mesma rua.6 . bem servidas de transporte público. 7.2 .Proximidade com o mercado consumidor: Deve-se pensar na distância. mas não menos importante diz respeito à cultura da mão-de-obra regional.Localização dos concorrentes: de maneira geral as empresas comerciais ou prestadoras de serviço são mais suscetíveis à proximidade de empresas concorrentes. existem muitos modelos de referência que podem auxiliar no processo de decisão.Logística Industrial – Celulose e Papel Outro fator mais subjetivo. Questões como absenteísmo.

que serão utilizados para avaliar as diversas opções de localização pré-selecionadas.5 7.5 8. Possibilidade de perfuração de poços artesianos. Atuação dos órgãos fiscalizadores. Existência de ciclovias.7 90 80 90 90 90 80 18. Aceitação da comunidade.25 0.0 4.1 . Existência de creches com vagas. Índice de criminalidade da região. Acesso às principais rodovias.0 3.4 88.2 17. com a ajuda de gestores de diversas áreas.7 85 70 60 70 95 100 17. O método propõe uma forma de medir e dar valor a dados de natureza subjetiva para permitir a comparação entre as várias alternativas de localização.0 4.8 22.5 4. EXERCÍCIO RESOLVIDO A Movebrás. uma indústria em expansão do ramo moveleiro do interior do estado do Paraná. a empresa decidiu aplicar o modelo da ponderação qualitativa para os diversos critérios considerados relevantes para a decisão de localização da nova fábrica. Clima da região etc.5 28. Nível de escolaridade médio da mão-de-obra na região.0 10. a importância relativa de cada item avaliado.6. a partir de uma lista de critérios. Para auxiliar na escolha do local. Atribuição de pesos de ponderação para os fatores.2 20.Logística Industrial – Celulose e Papel 7.0 6. Proximidade dos mercados consumidores. A empresa analisou três locais alternativos e elaborou uma Tabela de pontuação de fatores que apresenta a pontuação dos fatores relevantes de localização. Custos de aluguel. decidiu construir uma nova fábrica para atender seu mercado em expansão no nordeste do Brasil. Ponderação das notas. Facilidade de acesso pelos funcionários. é preciso identificar os fatores relevantes.7 . Identificação dos fatores relevantes: em primeiro lugar.5 27. Condições e área do terreno. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Proximidade dos principais fornecedores de matéria-prima. Incentivos fiscais da região.00 90 50 35 80 100 50 18.12 0.MODELO DE PONDERAÇÃO QUALITATIVA O modelo da ponderação qualitativa é utilizado para trabalhar com dados qualitativos dos possíveis locais alternativos pré-selecionados.05 0.30 0. Também definiu. Fornecimento de água na região. Infra-estrutura de transporte urbano. Oferta de energia elétrica.0 78. Atribuição de notas para cada localidade.0 2. Tabela de pontuação de fatores da Movebrás Fatores relevantes 1 2 3 4 5 6 Capacitação da mão-de-obra Condições de vida Facilidades para implantação Benefícios fiscais Acesso à rede de rodovias Potencial para expansão Total Peso P Local A Nota N NxP Local B Nota N NxP Local C Nota N NxP 0. Existência e acesso aos postos de saúde.08 1.20 0.0 81.0 30.

• Permite a comparação quantitativa dos fatores qualitativos para vários locais. . porque este apresenta a maior nota ponderada.Logística Industrial – Celulose e Papel De acordo com este método. Desvantagens • A escala de notas pode não ser hábil para mostrar as diferenças reais de custos entre as diversas localidades. VANTAGENS E DESVANTAGENS DO MODELO DE PONDERAÇÃO QUALITATIVA Vantagens • Permite a consideração de fatores qualitativos na decisão da localização. • Pode atuar como um check list de fatores fundamentais que poderiam passar despercebidos na determinação do melhor local. que notas e pesos devem ser atribuídos. • Exige grande experiência no assunto para definir quais fatores devem ser considerados. • A metodologia é simples de ser entendida. a Movebrás deve optar pela implantação de sua nova sede no LOCAL C. • A atribuição das notas e pesos tem elevado grau de subjetividade e interpretação pessoal. se comparada às demais propostas de localização.

Convém observar que o termo volume de insumos/bens está diretamente ligado ao volume de carga transportada.OS PASSOS PARA A REALIZAÇÃO DE UM ESTUDO DE LOCALIZAÇÃO: I) Localização das fontes de insumos e dos clientes: é necessário localizar. apenas o grupo seleto dos 20% principais fornecedores e clientes é localizado no mapa. uma horizontal e outra vertical. ou ambos. Coordenadas do centro de gravidade com custo de frete variável . para os quais o produto final precisará ser transportado. Também devem ser localizados os principais clientes. 7. O ponto geográfico encontrado a partir da aplicação do modelo correspondente ao “centro de gravidade” e representa o ponto em que os custos com transportes são mínimos.1 .Logística Industrial – Celulose e Papel 7. Ele é o ponto que proporciona os menores custos totais de transportes. II) Levantamento do volume de insumos/bens movimentados: é necessário levantar o volume de insumos e bens movimentados dos fornecedores mais representativos à pretensão. Para simplificar a análise. em um mapa. os principais fornecedores de matéria-prima e componentes.2.6. uma análise mais apurada deve ser feita. que representa a localização ideal procurada.6.2 . Quanto existirem muitos fornecedores ou clientes. IV) Cálculo do centro de gravidade: o centro de gravidade. III) Atribuição de coordenadas cartesianas: consiste em aplicar uma grade sobre o mapa que permita definir as localizações na grade por meio de um sistema de coordenadas cartesianas comum. que representam os insumos de produção que precisam ser trazidos para o local onde será implantada a operação produtiva. a) Custo de transporte único: esta abordagem considera que o preço de frete por distância percorrida ($/km) é único em qualquer dos trajetos envolvidos.MODELO DO CENTRO DE GRAVIDADE Este modelo pode ser utilizado quando se deseja estudar a localização uma nova instalação levando-se em conta as localizações já existentes das principais fontes de insumos e clientes que vão determinar os custos de transporte de captação de matérias-primas e distribuição de produtos acabados. terá duas coordenadas. considerando as distâncias envolvidas e os custos de transporte de insumos e produtos. Coordenadas do centro de gravidade com custo único de frete Obj106 onde: Gx = coordenada horizontal do centro de gravidade Gy = coordenada vertical do centro de gravidade Xi = coordenada horizontal do fornecedor ou cliente i Yi = coordenada vertical do fornecedor i Vi = volume transportado do fornecedor i ou para o cliente i b) Custo de transporte variável: considera que o preço de frete por distância percorrida ($/km) varia de trajeto para trajeto.

Qual a melhor localização deste depósito. utilizando-se o modelo do centro de gravidade? LOCALIZAÇÃO DAS INSTALAÇÕES E VOLUMES MOVIMENTADOS PELA TRANSBRÁS As quantidades que se espera coletar em cada fabricante e entregar em cada varejista a cada semana foram estimadas. As entregas de três grandes fabricantes são feitas para cinco clientes varejistas comuns aos três. A Transbrás decidiu montar um depósito para montagem de um sistema cross docking. .Logística Industrial – Celulose e Papel Obj107 Onde: Gx = coordenada horizontal do centro de gravidade Gy = coordenada vertical do centro de gravidade Xi = coordenada horizontal do fornecedor ou cliente i Yi = coordenada vertical do fornecedor i Vi = volume transportado do fornecedor i ou para o cliente i Pi = custo do transporte do fornecedor i ou para o cliente i EXERCÍCIO RESOLVIDO A Transbrás responsável pela distribuição dos produtos de várias empresas.

Logística Industrial – Celulose e Papel Localização Fabricante A B C 1 2 3 4 5 Cidade Apucarana Guarapuava Ponta Grossa Cascavel Campo Mourão Curitiba Cornélio Procópio Maringá Varejista Toneladas Transportadas 35 27 14 8 12 29 9 18 Coordenadas no mapa (X) 89 85 130 32 51 165 131 70 Coordenadas no mapa (Y) 92 40 50 55 78 45 111 102 .

Impostos territoriais. A cidade que mais se aproxima desta localização no mapa é a cidade de Candido de Abreu ou Manoel Ribras. Depreciações. • 7. Serviços públicos.3 .MODELO DA ANÁLISE CLV (CUSTO X LUCRO X VOLUME) Este modelo consiste em realizar uma análise custo lucro volume (CLV) para cada uma das alternativas de local pré-selecionado para a operação.6.ELEMENTOS DE CUSTOS NA ANÁLISE CLV Custos fixos Aluguel. De posse destas informações. talvez uma análise segundo o método da ponderação qualitativa pudesse ser útil para a complementação deste estudo e na definição mais específica do melhor local.Logística Industrial – Celulose e Papel EXEMPLO DE LOCALIZAÇÃO DE COORDENADAS .TRANSBRÁS As cidades assinaladas com um círculo representam os fabricantes e as cidades marcadas com um quadrado representam os varejistas para onde as mercadorias serão despachadas no novo depósito. . A melhor decisão é a que proporciona o maior lucro. Gastos gerais de fabricação. lembrando que: • Custos Fixos correspondem aos gastos que permanecem constantes. Matérias-primas. 7.1 . Transporte das saídas. Desta forma as coordenadas são calculadas utilizando-se a abaixo: As coordenadas do centro de gravidade encontradas são x = 113. De acordo com o modelo do centro de gravidade. Levantamento dos custos e preço de venda: em uma análise custo lucro volume. Partindo-se da previsão da quantidade e do preço de vendas. os custos são divididos em dois grandes grupos. Estaremos considerando que o custo do frete praticado pela Transbrás tem valor único por tonelada por quilometro rodado. etc.30. Seguros. Custos variáveis Transporte das entradas. a Transbrás deveria localizar o novo depósito nas imediações destas cidades. e levando-se em conta os volumes transportados. Mão-de-obra direta. (Vantagem da ALL) Como existem várias cidades e distritos na região. é possível calcular o lucro ou margem de contribuição associada a cada alternativa de localização.3. Esta análise pode ser feita de forma numérica ou de forma gráfica.6. etc. independentemente da quantidade de produtos fabricados ou vendidos Custos Variáveis são gastos que variam de acordo com a quantidade produzida. portanto. os custos fixos e os custos variáveis.64 e y = 82.

Onde: n = quantidade de vendas para se obter o equilíbrio entre custos e receitas CFT = custo fixo total no período PVu = preço médio de venda unitário no período CVu = custo variável unitário no período . Um local pode ser indicado para um determinado nível de produção. será a localização que proporcionar a maior lucratividade. A melhor alternativa. enquanto outro local pode ser melhor indicação se o nível de produção for diferente.Logística Industrial – Celulose e Papel Cálculo do lucro ou margem de contribuição: após realizar a projeção dos custos fixos e variáveis e estimar o preço unitário de venda é possível calcular a margem de contribuição total para cada alternativa de localização. naturalmente. Onde: MCT = margem de contribuição total no período n = número de unidades produzidas e vendidas no período PVu = preço médio de venda unitário no período CVu = custo variável unitário no período Lucro ou Prejuízo: Por definição. o lucro ou prejuízo é a diferença entre a margem de contribuição total e o custo fixo total Onde: MCT = Margem de contribuição total no período CFT = Custo fixo total no período Cálculo do ponto de equilíbrio: o levantamento do ponto de equilíbrio de cada uma das possíveis localizações é importante para ser confrontado com a expectativa de demanda e produção.

a demanda e os preços unitários.000.00 Custo variável total R$ 337.00 R$ 290.000 RESULTADO DO MODELO DE ANÁLISE CLV Localidades selecionadas Araxá Ipatinga Juiz de fora Receita bruta R$ 810. dentre as três cidades que foram aprovadas no estudo prévio.000.000.00 R$ 57.000.00 R$ 15.00 Como se pode observar neste exemplo ilustrativo.500 Ipatinga R$ 280. que se pode considerar que ambas as localidades apresentam o mesmo grau de atratividade.3%).000. a Cidade de Araxá apresentou ligeira vantagem no montante do lucro previsto. Agora.00 R$ 510.QUESTÕES PARA REVISÃO .00 Ponto de equilíbrio R$ 9.00 R$ 13.00 R$ 140. Resultados ATIVIDADE PARA ENTREGAR 7.500.00 R$ 152.7.00 R$ 855.143 R$ 10. ANÁLISE CLV PARA TRÊS POSSÍVEIS LOCALIDADES Dados levantados Custo fixo anual – R$ Custo variável unitário – R$ Preço de venda unitário – R$ Demanda anual prevista – un. conforme o Análise CLV para três possíveis localidades. os custos variáveis.500. mas a diferença no lucro esperado entre Araxá e Juiz de Fora é tão pequena (apenas 0.7 . o empreendedor deseja levantar a melhor localização.000.Um empreendedor do Estado de Minas Gerais deseja entrar no ramo de fabricação de portas e janelas de aço para construção civil.000.000 R$ 11. Para cada uma delas foram levantados os custos fixos.00 R$ 420.000.7. Em um estudo preliminar para definir o local de instalação do futuro empreendimento.000.000.00 Margem de contribuição total R$ 472.00 R$ 29.00 R$ 280.Logística Industrial – Celulose e Papel 7. utilizando o modelo do ponto de equilíbrio.154 Lucro R$ 152.00 R$ 56.000. Resolução: Localidades selecionadas Araxá R$ 320.00 R$ 952.1 .500.000.000.00 R$ 25.000 Juiz de Fora R$ 290.00 R$ 60.00 Custo fixo anual R$ 320.000.00 R$ 17.EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 7.00 R$ 435.2 . três cidades do interior do estado foram pré-selecionadas.00 R$ 442.000.00 R$ 30.

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8.O material é destacado como o principal ítem da armazenagem. QUALIDADE: a recomendada ou pré-definida como conveniente no momento da sua utilização. as quais se denominam “fatores”. nas existências em trânsito. pois este envolve a reunião de homens.1. • • • • QUANTIDADE: a suficiente para a produção planejada.1 . PREÇO: o mais económico possível dentro dos parâmetros mencionados.Logística Industrial – Celulose e Papel 8 .ARMAZÉM. e uma vez que os materiais têm tempos mortos ao longo do processo. entre outras operações. 8. realização da função picking e expedição. Uma vez que este processo envolve mercadorias.1.A espera .2.A existência traduz-se na acumulação ou reunião de materiais em situação de espera. QUE AFETAM A ARMAZENAGEM 8. máquinas e principalmente dos materiais. bem como a importância relativa dos mesmos. Muitas vezes. estes necessitam de uma armazenagem racional e devem obedecer a algumas exigências.O tráfego está incutido no processo de armazenagem. comerciantes e consumidores.2 . à sua arrumação. ARMAZENAGEM E MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 8. devendo-se por isso classificar os materiais tendo em conta diversos itens.O material .1.4 .A existência . produtos acabados ou semi-acabados. 8. com o objectivo de lhes acrescentar valor Pode-se definir a missão da armazenagem como o compromisso entre os custos e a melhor solução para as empresas.1. Age também como regulador do fluxo de mercadorias entre a disponibilidade (oferta) e a necessidade (procura) de fabricantes.O tráfego . conservação. carregamento.2. produtos semiacabados ou acabados à espera de ser transferidos ao seguinte ciclo da cadeia de distribuição. Nestas instalações.3 . bem como outras características especiais que podem ser determinantes nas medidas a adaptar. Na prática isto só é possível se tiver em conta todos os factores que influenciam os custos de armazenagem. Esta traduz-se na antecipação com que os materiais devem ser colocados na empresa à espera de serem utilizados no processo 8.ARMAZÉM Um é um espaço físico em que se depositam matérias-primas.1 . OPORTUNIDADE: a disponibilidade no local e momento desejado. Estes possuem uma influência específica para cada caso e têm um papel preponderante na realização de uma boa armazenagem.ARMAZENAGEM A ARMAZENAGEM é constituída por um conjunto de funções de recepção.A espera é destacada como grande impulsionadora da armazenagem. e apresentação.2 . descarga. Este conceito também se pode estender à quantidade de cada material em espera num armazém.2. este apenas produz resultados quando é realizada uma operação. produtos semi-acabados ou acabados).FATORES Na armazenagem pode-se considerar que intervém uma série de variáveis. acabamentos finais. procede-se à recepção da mercadoria (seja ela matéria-prima. consumo. Este pode ser diferenciado pela sua utilização. O tráfego contém geralmente operações com: • • • • • • desacomodação carregamento movimentações internas do local movimentações externas do local descarregamento colocações . embalamento e rotulagem. arrumação e conservação de matérias-primas. Isto pode fazer-se por via de personalização do produto. 8. De forma a ir ao encontro das necessidades das empresas.2.1 . a paragem é aproveitada para se lhe incorporar valor.2.

2.Logística Industrial – Celulose e Papel 8. Senão veja-se: .2 .ARMAZENAGEM EM FUNÇÃO DAS PRIORIDADES Não existe nenhuma norma que regule o modo como os materiais devem estar dispostos no armazém. porém essa decisão depende de vários factores.

TIPOS DE ARMAZENAGEM 8. 8.2.Neste tipo de armazenagem as peças de série são englobadas num só grupo.Material diverso . p.2.2. pranchas entre outros. sendo importante classificá-los (Krippendorff.2. Este critério conduz à organização das peças por prioridades dentro de cada grupo.3 . de modo a preencher o veiculo por completo. 8.2.1 . A técnica de armazenagem .Aqui podem ser criadas armações corridas de modo a conseguir uma arrumação fácil do material. podendo prejudicar o aprovisionamento do espaço.É um processo predefinido num local destinado ao depósito de matérias.1 . O fluxo de material determina • • • • A disposição do armazém .Armazenagem temporária .ARMAZENAGEM EM FUNÇÃO DOS MATERIAIS A armazenagem deve ter em conta a natureza dos materiais de modo a obter-se uma disposição racional do armazém.3. peças. 8. 1972.3 .Logística Industrial – Celulose e Papel 8.2 .Esta armazenagem é constituída por um segundo armazém de pequenos lotes o qual se destina a cobrir as necessidades do dia-a-dia.Armazenagem por tamanho.Armazenagem permanente . Os acessórios do armazém.4 .Neste critério o talão de saída deve conter a informação relativa ao sector do armazém onde o material se encontra. 61-62): 8.3.espaço físico no armazém.Armazenagem interior/exterior . Este armazém de movimento possui uma variada gama de materiais. mas exige um controlo rigoroso de todas as movimentações. de modo a racionalizar o aproveitamento do espaço.Armazenagem com separação entre lote de reserva e lote diário . consoante a frequência com que este é movimentado.2.4.1 . Aqui a força da gravidade joga a favor 8.2.2. A organização da armazenagem.3. peso e característica do material . 8.Esta espécie de armazenagem facilita a arrumação e busca de materiais.O controle através da ficha técnica permite determinar o local onde o material deverá ser colocado. A mecanização dos processos de armazenagem fará com que o critério do percurso mais breve e de menor frequência seja implementado na elaboração de novas técnicas de armazenagem.2. sendo esta muito utilizada para material de ferragens e essencialmente material pesado.Armazenagem por agrupamento .Armazenagem por frequência .critério de armazenagem.O principal objectivo é agregar o material em unidades de transporte e armazenagem tão grandes quanto possíveis.5 . 8. 8.2. .A armazenagem ao ar livre representa uma clara vantagem a nível económico.4 . É o caso dos moldes.3 .2.2.2.2.2. de forma a constituir uma base de uma produção por família de peças.2 .2. Este critério permite um melhor aprovisionamento do espaço. lotes de aprovisionamento aos quais se atribui um número que por sua vez pertence a um grupo.Armazenagem por setores de montagem . colocação de estrados para uma armazenagem direta. A ficha técnica também consegue verificar o tamanho das estantes. 8. identificando-os com a divisão da estante respectiva.

3.3 . no entanto. 8.1.4 – Características . . Para quantidades menores utilizam-se bidões. verificando a coordenação entre os vários operadores. 8.4. O layout ideal é aquele que procura minimizar a distância total percorrida com uma movimentação eficiente entre os materiais.MOVIMENTAÇÃO NA ARMAZENAGEM A movimentação é um factor de extrema importância na armazenagem. 8. convém integrar os vários princípios a que deve obedecer a área de armazenamento. da qual se destaca 8.Os materiais que são recebidos e expedidos ao mesmo tempo devem ser armazenados juntos.Os gases obedecem a medidas especiais de precaução.1. o que ajuda nos acessos. latas e caixas. havendo desperdício de espaço.2.3.Logística Industrial – Celulose e Papel 8. pequenos materiais podem ser armazenados em espaços que foram desenhados para armazenar grandes materiais. o mesmo acontece aos materiais que são ou recebidos ou expedidos juntos.1 . se isso não acontecer. 8.1.2.1 . equipamentos e espaço. que implica uma armazenagem de curta distância. 8.Nos líquidos aplica-se a mesma lógica do material a granel. características e utilização do espaço 8. 8.A armazenagem deste material deve ocorrer nas imediações do local de utilização.Na ponte móvel o material é colhido verticalmente. uma vez que tornam-se perigosos ao estarem sujeitos a altas pressões e serem inflamáveis. 8.3.4 – Gases . Os materiais mais populares podem estar distribuídos dentro do armazém de diferentes formas. Estes têm a vantagem de poderem ser directamente conduzidos do local de armazenagem para a fábrica através de condutas.3. de forma a utilizar todo o espaço existente da melhor forma possível.4. tamanho. aqueles que apresentam um rácio de recepção/expedição elevado devem estar localizados próximos do ponto de entrada. semelhança.Num armazém os materiais podem ser guardados em áreas de armazenagem em profundidade e posicionados de forma a minimizar a distância total percorrida.Material a granel .3 – Tamanho .4 .PRINCÍPIOS DA ÁREA DE ARMAZENAMENTO Para que os objetivos do planeamento do layout de armazém possam ser cumpridos.O espaço de um armazém deve ser organizado tendo em conta a popularidade e o tamanho dos materiais pois.1. Para grandes quantidades deste material a armazenagem faz-se em silos ou reservatórios de grandes dimensões.LAYOUT DE ARMAZÉM O layout de armazém é a forma como as áreas de armazenagem de um armazém estão organizadas.2.Ponte móvel ou ponte rolante sobre o armazém .4.As características dos materiais a serem armazenados devem seguir um método diferente de armazenamento relativamente aos princípios acima referidos. Se os materiais mais populares forem guardados em áreas de armazenagem em profundidade a distância total percorrida será menor. pois o transporte deste tipo de material é dispendioso.2 . Por sua vez a armazenagem de garrafas de gás está sujeita a regras específicas e as unidades de transporte são por norma de grandes dimensões. ao longo do caminho mais perto entre a entrada e saída dos materiais.2 – Semelhança .4.3 – Líquidos . É o caso do material metálico.1 – Popularidade . com a maior flexibilidade possível e com custos de armazenagem reduzidos 8.3. tais como: popularidade.

MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAL (MM) A movimentação de material. visto que o empilhador não tem ajudas.Movimentação por empilhador ao ar livre .Logística Industrial – Celulose e Papel 8.4. O solo deve ser firme e consistente. ao passo que o material necessita de carris ou pranchas para ser movimentado. 8. através de meios mecanicos.MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAL E CONFIGURAÇÃO DE INSTALAÇÕES A movimentação de material implica que sejam projetados corredores com espaço suficiente para que a movimentação das matérias-primas. bem como transportar o material em processamento.4. As atividades de apoio à produção. ou transporte/tráfego interno.Armazém munido de guindaste em rodas . quando este processamento implica a realização de operações que são desempenhadas em postos de trabalho diferentes. 8. grupagem e todas as outras atividades não devem ser vistas integradas num sistema de aividades de modo a maximizar a produtividade total de uma instalação ou armazém. juntamente com os produtos acabados A movimentação de material não se limita apenas a movimentar. O guindaste têm de estar bem firme. encaixotar e armazenar. não interfira com os processos de fabricação e cause atrasos na produção ou engarrafamentos dentro da fábrica ou armazém em causa A carga unitária deve ser transportada no máximo e mais eficiente tamanho possível.5.1 .Para a utilização do empilhador ao ar livre são necessários bons acessos. para reduzir o número de movimentos necessários para uma dada quantidade de material Alguns exemplos de equipamentos de transporte unitário.2 . O material têm de ser previamente colocado em estrados. pois este guindaste não possui um grande alcance. 8. A movimentação de material tem também como função a emissão de guias de remessa que deverá ser entregue ao fiel de armazém.Para o guindaste em rodas já são precisos acessos de maior dimensão. produtos em processamento ou produtos acabados.3 . • • • • Empilhadeiras Tapetes rolantes Estantes de armazenagem Guindastes . tem como objetivo a reposição de matérias-primas nas linhas ou células de produção de uma fábrica.5 .

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desde o produtor ao consumidor final. onde se faz chegar o produto ao consumidor através de um Circuito de Distribuição Um Circuito de Distribuição é constituído pelo conjunto de pessoas ou organizações que promovem e facilitam a circulação dos produtos.Assim sendo. O conjunto de entidades localizadas entre o produtor e o consumidor final são designadas como intermediários. Logistica de transportes Logística reversa (reciclagem e devolução).2 . Expedição. Têm a vantagem de ser completamente controlados pelos produtores e de proporcionarem um melhor conhecimento do mercado. existem 3 tipos de Canais de Distribuição: • • Canal direto – circuito em que não existem intermediários.PROCESSOS DA DISTRIBUIÇÃO a) Algumas perguntas que devem ser feitas para definição do modelo de distribuição com o objetivo de entregar o produto ou serviço ao consumidor final: • • • • • • Preciso que o produto seja vendido por um varejista? Preciso que seja distribuído por um atacadista? Preciso de quantos níveis no meu canal de distribuição? Qual o comprimento do meu canal (quantos intermediários)? Onde e quando meu produto precisa estar disponível? Como será minha distribuição? (exclusiva. 9.TIPOS DE DISTRIBUIÇÃO 9. o produto transita diretamente do produtor para o consumidor final. têm o inconveniente de não permitirem uma grande dispersão geográfica. por outro lado. 9. • .1 . isto é.2.CIRCUITOS DE DISTRIBUIÇÃO Tradicionalmente a Distribuição configura-se como a continuação lógica da função de vendas.1 . seletiva ou generalista). Gestão de estoques.Logística Industrial – Celulose e Papel 9 . e o número de intermediários vai determinar o tipo de Circuito de Distribuição. b) A distribuição é divida em outros sub-processos tais como: • • • • • • Movimentação da linha de produção. Gestão de transportes.

na gestão de pedidos e de stocks e na gestão comercial e administrativa 9. ou número reduzido de retalhistas. Possibilitam um alcance geográfico amplo.Logística Industrial – Celulose e Papel • • Canal Curto – Circuito em que não existem grossistas.3 . isto é. Adicionalmente. 9.1 . contudo. o produto transita do produtor para um retalhista. • • • • • • • • Compra de mercadoria ao produtor ou a outro grossista Agrupamento e normalização de produtos Transporte de mercadorias Armazenagem e conservação dos produtos Promoção e venda de produtos Entrega ao retalhista ou a outro grossista Crédito a clientes Assessoria ao retalho em diversas áreas. Os circuitos curtos permitem uma melhor cobertura do mercado.RETALHISTA Os retalhistas são o último elo dos canais de distribuição. nomeadamente das necessidades dos seus clientes e descobrem mais cedo quais são as tendências do momento.AS FUNÇÕES DOS RETALHISTAS SÃO: • Redução de custos: a utilização de sistemas com retalhistas leva à diminuição do número de contatos com o cliente final e. portanto. na definição das características dos produtos. São eles que contatam diretamente com os consumidores e. faz com que a empresa possa ficar dependente destes e perder o controlo do Circuito Canal Longo – Circuito em que intervém o grossista e eventualmente outros intermediários tais como o importador ou o agente. armazenamento e entrega do produto até ao último destinatário Realização da atividade de marketing: os retalhistas podem levar a cabo várias atividades de venda pessoal e promoção. têm influência primordial nas ações de marketing do fabricante ou do grossista. muitas vezes atuam como substitutos da força de vendas do fabricante • • • . influindo nos resultados das vendas. à redução dos custos totais do sistema Adaptação da oferta à procura: os retalhistas estabelecem um contato mais próximo com o cliente final. ou mesmo até a outros fabricantes. como tal.GROSSISTA Atua como intermediário que vende aos retalhistas. • • • • 9. embora pequena. a outros grossistas. Criação de sortido: um intermediário pode comprar a diversos produtores / grossistas.4. o que permite ao cliente final adquirir uma maior gama de produtos num único intermediário Movimento físico do produto até ao último destino: retalhistas podem exercer funções de transporte.4 . no desenvolvimento de novos produtos. o que permite aferir melhor as necessidades deste. mas a gestão das relações internas do Circuito é mais trabalhosa e complexa. não vende ao consumidor ou utilizador final. têm um melhor conhecimento do mercado. como por exemplo. Estes canais são utilizados preferencialmente para produtos de grande consumo e requerem reabastecimentos frequentes dos intermediários. requerem uma rede de intermediários que.

DISTRIBUIDOR . instalação. Distribuição Seletiva – nesta modalidade o produtor escolhe um número reduzido de distribuidores. através de um Canal de Distribuição Longo. quer ao cliente final Serviços adicionais: o retalhista pode prestar outros serviços além da transação. A decisão que os administradores têm de efetuar é como resolver o trade-off entre a capacidade de resposta e eficiência.MODALIDADES DE DISTRIBUIÇÃO Ao determinarmos os Canais de Distribuição. podem ser muito flexíveis e possuir uma resposta rápida às variações da procura do produto. formação e assessoria Assumir riscos: uma vez adquiridos os produtos. Pressupõe também que o intermediário concessionado não venda produtos similares de outras marcas. como não se está a utilizar a totalidade da capacidade disponível não se gera rendimento Quanto mais excesso de capacidade existir. Um exemplo disso é o caso das campanhas promocionais junto de alguns canais. tais como a entrega.1 . menor será a eficiência da operação. não são capazes de responder facilmente às flutuações da procura. em determinado território. As fábricas e os armazéns são as instalações que dão origem à produção. 9. aos quais normalmente são fixadas cotas de vendas. incêndios. Os drivers são áreas de desempenho sobre os quais se deve actuar. deve-se determinar qual a modalidade da Distribuição. quer ao produtor. ou outros desastres pelos quais o produtor ou grossista não se responsabiliza. tem como desvantagens o elevado custo que impõe à empresa.STOCKS .6 . É viável em empresas com um grande número de vendedores e forte organização comercial. Distribuição Intensiva – utiliza-se esta modalidade como complemento às modalidades de distribuição Selectiva ou Extensiva quando é necessário concentrar esforços e capital em dados momentos e em certos canais de distribuição.5 . Financiamento: um retalhista pode proporcionar crédito. 9.. inundações.SUPPLY CHAIN DRIVERS Um supply chain driver é uma área através da qual as organizações podem melhorar a sua prestação na cadeia de abastecimento. é necessário investir para criar capacidade de armazenamento. com a possibilidade de se estabelecer princípios de exclusividade de vendas num determinado território. Por outro lado. Tem a vantagem de permitir que os produtos consigam atingir o maior número de consumidores.7. além de uma possível perda parcial de controle sobre o canal. por outro lado. Também poderá sofrer imprevistos como roubos. o excesso de capacidade pressupõe que. Para o efeito identificamos 4 tipos de modalidades: • Distribuição Extensiva – modalidade utilizada quando uma empresa pretende alcançar o maior número de pontos de venda do mercado.Logística Industrial – Celulose e Papel • • • • Transmissão da propriedade: posse ou direito ao uso do produto: entre os membros do canal é possível transmitir ou não a propriedade dos bens a transacionar. Se as fábricas e os armazéns forem construídos com excesso de capacidade de armazenamento. • • • 9. 9.PRODUÇÃO A produção é a fabricação e o armazenamento de produtos de uma cadeia logística. As instalações onde a lotação está no limite. além da análise das suas características. Quando os retalhistas do canal não têm a propriedade do produto. Distribuição Exclusiva – baseia-se na concessão a um intermediário da exclusividade da distribuição do produto. o retalhista corre o risco de não os vender ou ter de os vender por um preço inferior ao preço de compra. serviços pós-venda (reparação).7 . então diremos que atuam como Agentes ou Mandatários do produto. ou está prestes a atingir. Os drivers são áreas de desempenho sobre os quais se deve atuar.DRIVERS PRINCIPAIS: 9.7.2 . No entanto.

4. então o único stock que era preciso era o ciclo de stock . é um stock adicional. as decisões aqui efetuadas são fundamentais. para mudar. ou seja. entre a capacidade de resposta e eficiência.Logística Industrial – Celulose e Papel O stock está espalhado ao longo da cadeia logística e inclui tudo. o trade-off é entre o custo de armazenar stock sazonal e o custo de ter capacidade flexível de produção 9. mas são mais caros. os administradores têm de decidir qual é a sua posição no trade-off. das matérias-primas até ao produto final. 9. como barcos ou comboios. Neste caso. Por exemplo. é previsível que a procura de anti-congelante vai aumentar no Inverno. Se a previsão da procura pudesse ser feita com perfeita exactidão. como aviões. Como os custos de transporte podem ser um terço dos custos de operação da cadeia logística.CICLO DE STOCK É a quantidade de stock necessária para satisfazer a procura do produto. Uma empresa pode dar uma resposta rápida às variações da procura. O trade-off é o peso entre os custos de armazenar o stock extra contra os custos de vendas perdidas devido a um stock insuficiente. mudar a sua taxa de produção de produtos diferentes. Novamente. a criação e armazenagem de stocks têm um custo e. para beneficiarem das vantagens que as economias de escala oferecem. que podem rapidamente. no entanto é aquele que tem um custo menor. desde as matérias-primas até aos produtos finais. no período de compras do mesmo. que produz anti-congelante. então vai tentar fabricar o produto a uma taxa constante ao longo do ano. ao contrário dos meios de transporte mais lentos. o trade-off entre a capacidade de resposta e eficiência. As firmas produzem e compram em grandes lotes. compensando os períodos de alta procura. se tiver na sua posse um stock enorme.1 . Está limitado ao uso entre localizações que possuam vias navegáveis e instalações como portos ou canais. . o custo de armazenagem tem de ser o menor possível. que têm um custo mais baixo e uma menor capacidade de resposta.TRANSPORTE O transporte refere-se ao movimento. • • Stock de segurança – É o stock que é guardado como um «amortecedor» contra a incerteza. No entanto. Existem três decisões básicas. que excede a taxa de produção.3 .4 . A alternativa para construir um stock sazonal é investir em equipamentos de produção flexíveis. Os custos de carregamento consistem nos custos de armazenamento. para atingir níveis de eficiência elevados. que são essenciais no fabrico e armazenamento de produtos 9. No entanto.7.Existem seis transportes básicos que uma companhia pode optar: • Marítimo – Este tipo de transporte é o mais lento de todos os outros. tem custos elevados. tem uma taxa de produção que. manuseamento e manutenção de stocks . usado quando a procura da mercadoria é superior àquela que estava prevista. a compra de grandes quantidades de mercadorias implica aumento dos custos de carregamento. Os administradores enfrentam o trade-off entre o custo reduzido pela compra de grandes quantidades de mercadorias e o aumento do custo de carregamento do ciclo de stock. é a escolha do modo de transporte. Os transportes mais rápidos. Stock Sazonal – Este stock existe para prever o aumento da procura que ocorre em determinados períodos do ano. para responder ao aumento da procura. entre as diferentes instalações da cadeia logística. Esta empresa vai constituir um stock durante os períodos de baixa procura. têm um grande poder de resposta. No transporte.7.7. o que está na posse dos fabricantes. distribuidores e retalhistas. Se uma companhia.

mais eficiente deve de ser o modo de transporte 9. mais atenção tem que se ter com a escolha da rede de transporte. o modo mais caro e está restrito à disponibilidade de instalações aéreo portuárias. Aéreo – Os aviões são um transporte muito rápido e têm uma boa capacidade de reposta. Cadeia de fornecimento pode ser definida como o ciclo da vida dos processos que compreendem os fluxos físicos. Cada empresa deve efectuar boas decisões nas suas próprias operações até atingir uma ligação forte. 9. fotografias e texto). A informação também é utilizada para previsões estratégicas. localização e transporte. bastante flexível e tem um custo eficiente. só pode ser utilizado para a movimentação de certos produtos como energia eléctrica e produtos compostos por dados (música. financeiros e de conhecimento. no entanto. É. O custo implicado é propenso a variações.7.Logística Industrial – Celulose e Papel • • • • • Ferroviário – Este tipo de transporte tem um custo baixo. cujo objectivo é satisfazer os requisitos do consumidor final com produtos e serviços de vários fornecedores ligados. Pipelines – Este tipo de transporte é bastante eficiente.5. O transporte eletrónico é o modo de transporte mais rápido. no entanto. No entanto. 9. mas também é lento.5 . A informação é a ligação entre todas as actividades e operações da cadeia logística. níveis de stock. Este modelo está restrito a localizações que possuam linhas ferroviárias. informativos.7.A informação é utilizada com dois propósitos em algumas cadeias logísticas: • • Coordenar as atividades diárias relacionadas com o funcionamento das quatro áreas: produção. decidindo por uma opção mais rápida e segura. não está limitada ao fluxo de produtos ou informações no sentido Fornecedor 1 Cliente. os administradores criam rotas e redes para a movimentação dos produtos. Este tipo de transporte pode chegar a quase todo lado. varejistas e consumidores para a criação de valor. As empresas recorrem à previsão e planeamento para antecipar a futura procura. Pode ser entendido também como uma forma de colaboração entre fornecedores.8 . Quanto menor for o valor do produto. Dado estes tipos de transporte e a localização das instalações da cadeia logística.CADEIA DE FORNECIMENTO (SCM) A cadeia de fornecimento ou cadeia de suprimento é o grupo de fornecedores que supre as necessidades de uma empresa na criação e no desenvolvimento dos seus produtos. A informação disponível é utilizada para efectuar previsões tácticas. A cadeia de fornecimento. guiando as decisões sobre a necessidade de se construir novas fábricas. stock.1 . tenderá a maximizar a rentabilidade da cadeia logística. As empresas na cadeia logística usam os dados disponíveis da oferta e procura para decidir a programação da produção semanal. A rota é o caminho através do qual os produtos se movem. também. (oleodutos e gasodutos) Rodoviários – Os caminhões são relativamente rápidos e flexíveis. devido à flutuação do custo do petróleo e às condições das estradas. Desta forma. . está limitado a compostos líquidos ou gases.INFORMAÇÃO As decisões que são efectuadas nas quatro áreas anteriores têm como base a informação. de forma a ajustar os calendários mensais e trimestrais. quanto maior for o valor do produto. rotas de transporte e instalações de armazenagem. entrada num novo mercado ou saída de um mercado. As redes são compostas por um conjunto desses caminhos. Como uma regra geral.

a competição no mercado global não ocorre entre empresas. . no sentido Cliente 1 Fornecedor. Segundo alguns estudiosos. auxiliando a tomada de decisões que resultam na redução de custos. O SUPPLY CHAIN MANAGEMENT (SCM) é a gestão da cadeia de fornecimento.Logística Industrial – Celulose e Papel Existe também um fluxo de informação. de reclamações e de produtos. entre outros. mas entre cadeias de fornecimento. aumento da qualidade. entre outros. aumentando a competitividade do produto e/ou criando valor agregado e diferenciais em relação a concorrência. A gestão da logística e do fluxo de informações em toda a cadeia permite aos executivos avaliar pontos fortes e pontos fracos na sua cadeia de fornecimento.

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Logística Industrial – Celulose e Papel TRABALHO SEMESTRAL PARA APRESENTAÇÃO GRUPOS COM NO MÁXIMO 3 PESSOAS Logística Reversa – trabalho semestral Visão geral Objetivos da Logística Reversa Evolução da Logística Reversa Processos e fluxos logísticos inversos As principais atividades que afeta o produto. na logística reversa. Processos de logística inversa .

Logística Industrial – Celulose e Papel ANOTAÇÕES: .