Aula 3 Fenomenologia religiosa

Textos-base: Rudolph Otto. O sagrado, 1917 Mircea Eliade. O sagrado e o profano, 1957

o psicologismo e o naturalismo que imperavam no século XIX • Crítica à Antropologia evolucionista .Rudolph Otto • Ambiente alemão – filosofia fenomenológica (Husserl) • Fortes críticas contra o positivismo.

Inovações do Otto • Religião como categoria autônoma • Ciência da religião como disciplina autônoma. • Questionamento do etnocentrismo .

núcleo irredutível do religioso. • Os primitivos são portadores da expressão mais genuína deste sentimento .Racional e irracional • Os fenomenos religiosos não podem ser compreendidos pela via do intelecto (diustanciamento suj/obj) mas pela experência direta • A razão sistematiza conceitualmente a experiência do sagrado.

• O sagrado é radicalmente outro (das ganz andere) • A característica da religião não se resume à moral.A experiência do sagrado • A religião é o domínio da experiência do sagrado. • O sagrado é uma categoria a priori. mas é experiência de outra natureza: experiência irracional do numinoso . inconcebível como noção mas perceptível como sentimento.

cólera dos deuses – Tremendum fascinans .Características da experiência religiosa • Lista de expressões: – Mysterium tremendum (idéia de terror místico) – Horror sacer – Temor pânico – Ira.

• Idéia de superioridade total do poder do numinoso: tremenda majestas .O numinoso não é natural • A experiência do tremendum não pertence à ordem da natureza mas a outra dimensão • Não é a idéia de religião que nasce do terror. mas o contrário.

conceitual e doutrinária 2.A religião dos “primitivos” • Nos “primitivos” se manifesta o lado rudimentar e brutal do sentimento religioso: o terror As religiões “superiores” manifestam 1. A elaboração “racional”. O equilíbrio entre tremendum e fascinans • .

Fenomenologia: Gerardus Van der Leeuw (1933) • Dilthey (Erlebnis). Husserl (fenomenologia) Heidegger (Existencialismo) • Autonomia do religioso (contra o reducionismo positivista) • Religião como experiência sui generis • Especificidade da “mentalidade primitiva” • “conduta mágica” (mundo em si) • “configuração mítica” (mundo fora de si) .

Eliade (Tratado de História das Religiões. a compreensão do “Deus Vivo”. • Dois modos de ser no mundo: o sagrado e o profano. . que correspondem ao homem arcaico e ao homem moderno • O homem arcaico é o homo religiosus. • Questão teórico-metodológica central: – para além das diferenças históricas. – tremendum fascinans. 1949) • Dívida para com Otto. é fundamental encontrar as semelhanças de fundo desta experiência. – Privilégio do lado irracional. para quem só o sagrado é real.

ou manifestações do sagrado – – – – – Simbologia uranaina Simbologia aquática Terra-Mulher-Maternidade-Fecundidade Vegetação-Renovação Espaço sagrado (fundação do mundo.As hierofania • As formas. experiência do cosmos) – Tempo sagrado (eterno retorno) .

eterno retorno e nostalgia das origens .Tempo e espaço • O homem arcaico é um homo religiosus: seu viver num mundo sagrado é a aspiração à plenitude do Ser (sede ontológica ) • O sagrado funda o centro do mundo e o começo do tempo • Terror da história.

Questão O que diferencia Eliade de uma postura antropológica? .

A fenomenologia procura os universais (as hierofanias) para além das contingências históricas .Para Eliade O SAGRADO SE MANIFESTA AO HOMEM NAS MAIS VARIADAS CIRCUNSTÂNCIAS HISTÓRICAS E ATRAVÉS DE SIMBOLISMOS DADOS POR SI.

Para a antropologia É O HOMEM QUE CRIA A DIMENSO DO SAGRADO ORGANIZANDO O REAL DE MANEIRA SIGNIFICATIVA (SIMBÓLICA) A antropologia procura a especificidades históricas e culturais do que chamamos “sagrado” .

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