Telecomunicações Básico

Prof. MSc. Eng. Getúlio Teruo Tateoki





Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 2

Telecomunicações Básico

1. Introdução:......2
a. História das telecomunicações..........3
b. Padronização e Normas..................7

2. Sinais e Características......pág.12

3. Sistemas Analógicos......pág.14
3.1-Sistemas Manuais.....................14
3.2-Sistemas Automáticos................14
3.2a

-Sistema Passo-a-Passo..................................14
3.2b -Sistema Automático de Comando Direto..........15
3.2d -Sistema Automático de Controle Comum.........15

4. Sistemas Digitais.......15
4.1 -Centrais CPA.........15
4.1a

-Linha Direta.........................16
4.1b -Não Perturbe.......................16
4.1c -Bloqueador de Interurbano....16
4.1d -Discagem Abreviada.............16
4.1e -Transferência de Chamada....16
4.1f -Atendimento Simultâneo.......16

5- Tipos de Centrais de Telefonia Pública.......16
5.1 -Central Local..........16
5.2 -Central Tandem.....16

6- Meios de Transmissão.....17

7- Redes de Acesso.........17
7.1 -Rede Rígida.............17
7.2 -Rede Flexível...........18
7.3 -Redes Múltiplas.......18

8- Codificação........19

9- Comutação..........20

10- Sinalização...........20
10.1 -Sinalização de Linha...................................20
10.2 -Definições e funções de Sinal de Linha..........21
10.3 -Sinalização de Linha E&M............................22
10.3a

-Sinalização em Nível Baixo........23
10.3b -Sinalização em Nível Baixo........23
10.4 -Sinalização de Registro........23
10.5 -Sinalização Acústica............24

10.5a -Tom de Discar (DT).................................24
10.5b -Tom de Ocupado (BT)..............................24
10.5c -Tom de Controle de Chamada (RBT)..........24
10.5d -Tom de número inacessível (NU)...............24
10.5e -Corrente de Toque (IR)............................24
10.6-Sinalização R2 Digital ................24

11- Sinalização de Canal Comum (CSS) ...............25
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12-Instalação de Linhas Telefônicas Residenciais...............19
12a- Entrada Telefônica Residencial...............20
12b- Entrada Telefônica Comercial.................20

13- Sistemas de Comunicação..................................22
13.1.1- Ligações Ponto a Ponto......................22
13.1.2- Ligações multiponto:.........................22
13.2 Simplex, Half Duplex, e Full Duplex.........23
13.2.1 -Simplex....................23
13.2.2 -Half-Duplex..................23
13.2.3 -Full-duplex..................23
13.3 Modos de Transmissão...........................23
13.3.1 -Transmissão em Série e Paralelo.........23
13.3.1a- Transmissão em Série...................23
13.3.1.b-Transmissão Paralela....................24
13.3.2- Em Banda Larga e em Banda Básica................24
13.3.2a -Transmissão em banda larga.......................24
13.3.2b -Transmissão em banda básica....................24
13.3.3Transmissão Síncrona...................24
13.3.4 -Transmissão Assíncrona..............25

14- Banda Passante e Largura de Banda de um Sinal.............26

15- Taxa de Transmissão Máxima de um Canal......................27

16- Multiplexação e Modulação..............................................27
16.1 -Multiplexação...............27
16.1.a -Multiplexação na Freqüência (FDM).................28
16.1.b -Multiplexação no Tempo................................28
16.1.b.1 -TDM síncrona............................................28
16.1.b.2 -TDM assíncrono.........................................28
17 -Modulação..............................29
17.1 - O MODEM.....................................30
17.1.1 -Modulação por Chaveamento de Amplitude - ASK............30
17.1.2 -Modulação por Chaveamento de Freqüência - FSK...........30
17.1.3 -Modulação por Chaveamento de Fase - PSK....................30
17.2 -PCM - Pulse Code Modulation.......................31

18- Fontes de Distorção de Sinais em Transmissão.....................32
18.1.1 -Ruídos...............32
18.1.1 -Ruído térmico........................32
18.1.2 -Ruído de Intermodulação................32
18.1.3 -Crosstalk......................................32
18.1.4 -Ruído impulsivo.............................32
18.2 -Atenuação.............................32
18.3 -Ecos.....................32

19-Técnicas de Detecção de Erros......................33
19.1 -Paridade.................................33
19.2 -O CRC (Cyclic Redundancy Checks)........33





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Bibliografia:
-Planejamento de Centrais Telefônicas Automáticas
Kurt Trautmann
Editora EDGARD BLUCHER Ltda

-Fundamentos de Telefonia
Rudolf A.Storch
Editora EDGARD BLUCHER Ltda

-Introduction to Telephones & Telephone Systems
A. Michael Noll
Editora Artech House

-Sistema de Comutação Crossbar - Sinalização
Centro de Treinamento - NEC do Brasil

-Básico de Sinalização nº 7 - Manual do Treinando
Centro Nacional de Capacitação - Telebrás- 314.4.01B1.D

-Básico de Centrais Digitais - Manual do Treinando
CNTR - Telebrás - 330.6.05B3.D

-Curso Básico de Telefonia
Pedro A. Medoe
Editora Saber Ltda.

Redes de Computadores: Das LANs, MANs e WANs às Redes ATM

Luis Fernando G. Soares, Guido Lemos e Sérgio Colcher Editora Campus - 1º Edição

Redes de Computadores -Andrew S. Tanenbaum Editora Campus - 3ºEdição

Redes de Computadores - Dados, Voz e Imagem Lindeberg Barros de Souza
Editora Érica - 1999



Site: http://www.abnt.com.br


















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Telecomunicações Básico

1. Introdução

a. História das Telecomunicações

A História das comunicações está fortemente relacionado com o progresso da civilização do homem,
pois em todas as épocas, o homem tem procurado aprimorá-lo, principalmente para escrever o sua
própria História. Nos tempos mais remotos, a linguagem na forma dos sons guturais foi o único meio
existente de exprimir idéias e pensamentos de uma pessoa para outra. Essa forma de comunicação foi
desenvolvendo-se com o tempo, criando-se várias línguas distintas, algumas em uso até hoje sendo a
mais importante forma da comunicação existente.

Naquela época, a única maneira de ampliar a voz era colocando as mãos ao redor da boca, em
forma de cone. Foi daí que surgiu a idéia construção Megafone, em forma de um grande cone, muito
usado na comunicação de curta distância, Um outro aparelho inventado, baseado nos mesmos
princípios, foi a Trombeta de duvido. Esse aparelho captava as ondas de uma área relativamente ex-
tensa e concentra no ouvido.Os esforços do homem para vencer a dissipação das ondas sonoras
levaram-no a construção dos túneis sonoros entre prédios medievais. Um moderno avanço dessa idéia
é o Tubo Falante, usado em muitas casas e prédios de apartamentos. Com a evolução foi necessário
que a voz fosso transmitida entre cidades. O meio científico percebeu que a resposta do problema não
estava na utilização da força bruta, num esforço poro ampliar o campo de ação da comunicação da voz.

Muitos estudiosos, cientistas e inventores tiveram idéia do que seria necessário para providenciar a
resposta à procura de um melhor meio de transmitir a comunicação de voz. A invenção do Telefone é
atribuída a Alexandre Graham Bell (1.847-1.922) que em 1.876 requereu a patente de sua invenção,
denominada na época de Melhoramento da Telegrafia. Mas 20 anos antes, o francês Charles Bourseul
(l.829-1.912), já havia mostrado o Princípio da Telefonia Elétrica: uma placa móvel interposta num
circuito cortado por suas vibrações acústicas, poderia gerar uma corrente que, agindo à distância sobre
outra placa móvel, poderia reproduzir a voz que fizesse vibrar a primeira placa.



Em 1.861, o físico alemão Philip Reis (1.834-1.874) construiu uma
engenhoca baseada no principio anunciado anteriormente, mas
que só transmitia tons musicais, mas não era capaz de produzir a
intensidade ou o timbre voz humana, O transmissor consistia de
um diafragma que vibrava com pressão sonora. No centro se
diafragma havia um contato de platina que fechava ou abria de
acordo as vibrações. Em série com esse contato era colocada uma
bateria e uma espécie de bobina enrolada num material
previamente magnetizado que a variação da corrente elétrica
produzia fenômeno chamado de Page Effect Nesse fenômeno, as
linhas do força´ campo magnético do material são alongadas
quando o sentido da campo elétrico na bobina é um.
Quando o sentido é outro, o campo magnético é comprimido. Com o alongamento e a compressão,
produzia-se sons fracos no material magnetizado, na verdade a invenção serviu apenas para produzir
musicais.

Porém, só Bell conseguiu a primeira mensagem telefônica em 14 de Fevereiro 1.876, na cidade de
Washington, um procurador seu deu entrada ro pedido da patente, cujo diagrama é mostrado na figura
2, na United States Patent Office, poucas horas antes de Elisha Gray (1836-1.901) que também
requereu patente de outro Invento contendo a mesma finalidade. Outros inventores e Gray entraram na
justiça contra Bell e depois de longa batalha judicial, o nosso precursor levou a melhor e ganhou a
causa. Foi o primeiro a utilizar uma corrente contínua cuja intensidade variava de acordo com as
vibrações de uma membrana. Seu aparato, figura 3, era transmissor e receptor ao mesmo tempo,
sendo constituído por um ímã permanente sobre o qual se enrolava uma bobina e cuja armadura era
formada por uma membrana de ferro doce. Ligando-se por meio de um fio as bobinas dos eletroímãs
dos dois aparelhos, tinha se um Telefone. O alcance que se tinha era mais ou menos 200 metros.

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D. PEDRO II E A TELEFONIA

D. Pedro II quando em visita a uma exposição na Philadélfia em 1.876, teve o prazer de ser o primeiro
Chefe de Estado a falar num telefone e em 1.677, ao voltar de uma viagem aos Estados Unidos e
Europa mandou instalar um telefone no Palácio de São Cristavão. Era uma linha telefônica entre as
Forças Armadas e o Quartel dos Bombeiros. Em I5 de Novembro de 1.879, D.Pedro II criou a
Companhia Telephonica do Brasil, cujas ações eram controladas pela Western Telegraph Company, a
primeira concessionária da Telefonia Brasileira.

HISTÓRICO DA TELEFONIA NO BRASIL

1987 - D. Pedro II manda trazer dos Estados Unidos o primeiro telefone para ser instalado no Palácio
Imperial de São Cristóvão, após tê-lo visto na Exposição Centenário da Philadélfia. onde Bell expôs sua
invenção.

1.869 - É dada a primeira concessão de uma linha telefônica no Brasil, sendo instaladas também linhas
telefônicas de aviso de incêndio com a Central de Bombeiros.

1893 - Já existiam no Rio de Janeiro 5 centrais telefônicas com 1.000 assinantes cada uma, e
viabilizaram a primeira linha telefônica interurbana interligando o Rio com Petrópolis.

1.822 - O Rio já dispunha de 30.000 linhas instaladas, para uma população de 1.200.000 habitantes.

1.923 - É constituída a primeira Cia. Telefônica a CTB (Companhia Telefônica Brasileira).

1.939 - É inaugurada a primeira estação telefônica automática, tendo sido instaladas até então um total
de 100.000 linhas.

1.945 - Já havia cerca de 1.000.000 terminais no Brasil, operados por 800 empresas particulares, onde
75% dos serviços eram prestados pela CTB nos estados do Rio, São Paulo, Minas Gerais e Espírito
Santo.

Até 1.962 - O Brasil sofreu uma estagnação no crescimento da Telefonia, com pouca oferta de linhas
para população. Eram muitos os congestionamentos dos serviços de telefonia, horas se passavam até
se conseguir fazer uma ligação interurbana. Neste período, as concessões eram distribuídas
indistintamente pelos governos federal, estaduais e municipais, propiciando que empresas operadoras
surgissem e expandissem de forma desordenada, com custos onerosos e sem qualquer compromisso
com qualidade.Existiam até então, cerca de 1000 companhias telefônicas em todo o Brasil.

1.962 - Cria-se o CONTEL (Conselho Nacional de Telecomunicações), órgão subordinado diretamente à
Presidência da República, destinado a coordenar, supervisionar e regulamentar as telecomunicações no
país.

1.965 - Cria-se a EMBRATEL (Empresa Brasileira de Telecomunicações) com a finalidade de implantar e
implementar os sistemas de longa distância no Brasil, para interligar as capitais e grandes cidades entre

Alexandre Graham Bell em seu Laboratório

-Bell tentou vender sua patente para Western Telegraph
Company por 100.000 dólares e não conseguiu: a empresa
recusou sua oferta, porém um ano depois reconsideraram e
ofereceram ao inventor a quantia de 25 milhões de dólares a
vista, prontamente recusada por Bell, que levantou um
investimento alto junto aos bancos e criou uma das maiores
empresas do mundo, a BELL TELEFHONE CO. Esta empresa
tornou-se mais tarde em AT&T -American Telephone and
Telegraphic, a única estatal a explorar os serviços de
telefonia nos Estados Unidos, tornando-se atualmente após a
sua privatização em Lucent Tecnologies Co.
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si, criadas também o DENTEL (Departamento Nacional de Telecomunicações), tendo como função a
execução e fiscalização das normas e diretrizes editadas pelo CONTEL. Estabeleceu-se uma sobretaxa
de 30% nas tarifas normais com o propósito de se financiar a EMBRATEL através do Fundo Nacional de
Telecomunicações.

1.967 - O governo cria através do Decreto Lei nº 200 o Ministério das Comunicações para fixar e
política nacional das telecomunicações, assumindo a coordenação central do crescimento do toda a
Rede Nacional de Telefonia, dos Correios e da Radiodifusão.

1.972 - O Serviço de longa distância apresentava um bom nível de qualidade e a telefonia urbana era
deficiente. Como solução foi autorizada a criação através do Ministério das Comunicações uma
sociedade de economia mista através da Lei 5792, 11 de julho de 1972, a Telecomunicações Brasileiras
S.A. - TELEBRÁS, reduzindo o número de empresas prestadoras de serviços para 26, praticamente uma
para cada estado e território do país. Com sua criação, o TELEBRÁS começou o contribuir de forma
expressiva para o crescimento do plano de expansão nacionaL.

1.985 - O setor das comunicações tem uma taxa de crescimento econômico da ordem de 7,5%, sendo
considerada por especialistas corno a maior do mundo atingindo um índice de 96% na nacionalização
dos equipamentos industrializados por empresas do setor.

1.990 - Tem inicio o primeiro Serviço Móvel Celular no país, no Rio do Janeiro.

1.992 - O Brasil chega a instalar 14 milhões das linhas telefônicas, atingindo a proporção de 10
telefones para cada 100 habitantes e a TELEBRÁS é afiliada como membro internacional do CTIA.

1994 - A TELEBRÁS consegue cobrir com Telefonia Celular todas as capitais dos Estados e cerca de 250
cidades do pais.

1.997 - O Brasil fecha o ano com cerca de 4,3 milhões da terminais celulares em operação.

1998 - A TELEBRÁS privatizada. É criada a ANATEL - Agência Nacional de Telecomunicações. Órgão
Governamental regulamentador e Fiscalizador das novas operadoras e as que foram privatizadas.

5
b- Padronização e Normas
O que é Normalização
Atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou potenciais, prescrições destinadas à
utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem em um dado contexto.
Os Objetivos da Normalização são:
Economia -Proporcionar a redução da crescente variedade de produtos e
procedimentos.
Comunicação -Proporcionar meios mais eficientes na troca de informação entre o
fabricante e o cliente, melhorando a confiabilidade das relações
comerciais e de serviços.
Segurança -Proteger a vida humana e a saúde
Proteção do Consumidor -Prover a sociedade de meios eficazes para aferir a qualidade dos
produtos
Eliminação de Barreiras
Técnicas e Comerciais
-Evitar a existência de regulamentos conflitantes sobre produtos e
serviços em diferentes países, facilitando assim, o intercâmbio
comercial.
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-Na prática, a Normalização está presente na fabricação dos produtos, na transferência de tecnologia,
na melhoria da qualidade de vida através de normas relativas à saúde, à segurança e à preservação do
meio ambiente.
-Benefícios da Normalização
Numa economia onde a competitividade é acirrada e onde as exigências são cada vez mais crescentes,
as empresas dependem de sua capacidade de incorporação de novas tecnologias de produtos,
processos e serviços. A competição internacional entre as empresas eliminou as tradicionais vantagens
baseadas no uso de fatores abundantes e de baixo custo. A normalização é utilizada cada vez mais
como um meio para se alcançar a redução de custo da produção e do produto final, mantendo ou
melhorando sua qualidade.
Os benefícios da Normalização podem ser:
Qualitativos, permitindo:
• Utilizar adequadamente os recursos (equipamentos, materiais e mão-de-obra).
• Uniformizar a produção.
• Facilitar o treinamento da mão-de-obra, melhorando seu nível técnico.
• Registrar o conhecimento tecnológico e;
• Facilitar a contratação ou venda de tecnologia.
Quantitativos, permitindo:
• Reduzir o consumo de materiais.
• Reduzir o desperdício.
• Padronizar componentes.
• Padronizar equipamentos.
• Reduzir a variedade de produtos.
• Fornecer procedimentos para cálculos e projetos.
• Aumentar a produtividade.
• Melhorar a qualidade.
• Controlar processos.
É ainda um excelente argumento para vendas ao mercado internacional como, também, para regular a
importação de produtos que não estejam em conformidade com as normas do país importador.

Algumas Normas Utilizadas na Telefonia:

Norma Nº NBR13726
-Redes telefônicas internas em prédios - Tubulação de entrada telefônica -
Projeto - 31/10/1996
Resumo -Fixa condições exigíveis para o estudo e/ou elaboração de projetos de
tubulação de entrada telefônica aérea e subterrânea para prédios com mais
de cinco pontos telefônicos. Aplica-se às instalações novas e às reformas em
instalações existentes.

Norma Nº NBR13301 -Redes telefônicas internas em prédios - 31/03/1995
Resumo -Estabelece os símbolos gráficos a serem usados em projetos de redes
telefônicas internas em prédios.



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Norma Nº NBR13300 -Redes telefônicas internas em prédios - 31/03/1995
Resumo -Relaciona e define os termos que devem ser utilizados nas atividades de
projeto e execução de redes telefônicas internas, compreendendo a parte das
tubulações e da rede de cabos e fios telefônicos.

Norma Nº NBR13727
-Redes telefônicas internas em prédios - Plantas/partes componentes de
projeto de tubulação telefônica - 31/10/1996
Resumo -Estabelece condições exigíveis para a confecção das plantas a serem
utilizadas na elaboração de projetos (estudo ou desenho) de tubulação
telefônica em prédios. Estabelece também as partes componentes de um
projeto de tubulação telefônica.


Norma Nº NBR13822
-Redes telefônicas em edificações com até cinco pontos telefônicos - Projeto
(NOTA:ERRATA A INCORPORAR) - 30/05/1997
Resumo Estabelece padrões e procedimentos, que devem ser seguidos para a
elaboração de projetos de redes telefônicas internas com até cinco pontos
telefônicos. Aplica-se às instalações novas e às reformas em instalações
existentes. Não se aplica à edificações de interesse social, assim
caracterizadas quando enquadradas na Legislação Municipal que estabelece
sua política.


2. Sinais e Características

O Sinal Elétrico:-Em telecomunicações, as informações são consideradas sinais elétricos, os quais
podem ser classificados como sinais analógicos e digitais.

a- O Sinal Elétrico Analógico:-O sinal elétrico variável pode ser entendido como uma onda gerada
pela variação de uma tensão elétrica que se propaga num meio de transmissão.
-Um sinal analógico é um sinal elétrico variável que possui variações estáveis e constantes,
conhecido como sinal senoidal.
-As variações de sinal senoidal produzem sinais analógicos de diversos formatos.
-Os sinais analógicos variam constantemente como mostrado na figura abaixo.













-A onda senoidal possui um padrão que se repete denominado ciclo.
-Cada ciclo apresenta um intervalo de tempo chamado de período T.
-O número de vezes que o ciclo se repete por segundo é chamado freqüência a qual é medida em Hertz
(Hz = Ciclos por segundo). Freqüência = 1/T.
- A amplitude da onda, medida em Volts é a distância entre os valores máximo e mínimo que se pode
em termos de tamanho.
Amplitude
(Volts)
Tempo
(Segundos)
Ciclo
T = tempo duração
de um ciclo
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-Sendo o sinal analógico uma onda que varia continuamente e é transmitida por diversos meios, ela
está sujeita a distorções, atenuações e ruídos. Isso faz com que as transmissões analógicas tenham
qualidade que varia de acordo com o meio e com os equipamentos que estão sendo utilizados para sua
transmissão e tratamento.

b -O Sinal Elétrico Digital:-Diferente do sinal analógico que varia continuamente com o tempo e
que pode assumir todos os valores entre sua amplitude máxima e mínima, o sinal binário assume
valores discretos ( 0 ) ou ( 1 ) saltando instantaneamente de um valor para outro no formato de uma
onda quadrada.
- A leitura do valor do sinal em um determinado instante, no caso digital binário, pode ser somente 1
ou 0, o que torna muito mais fácil a detecção do sinal, mesmo que ele sofra alguma distorção ao longo
da transmissão.
-O sinal digital caracteriza-se pela presença de pulsos nos quais a amplitude é fixa.



Sistema de Telefonia
- Quando se fala em Sistemas de Telefonia, do ponto de vista de uma central telefônica, basicamente
estamos analisando como a central encaminha uma chamada telefônica, ou seja, como ela direciona um
chamado entre um determinado assinante "a¨ para o assinante "b¨ chamado de Comutação Telefônica.

Comutação: Interligação de Assinantes
- Suponhamos que temos 6 assinantes interligados entre si de modo a formar uma rede telefônica
como mostra a figura abaixo:



-Para isso seriam necessários15 pares de fios, de acordo
com a fórmula:
X = N(N-1)/ 2, onde N é o número de assinantes
interligados. Então se tivermos 1.000 assinantes a serem
interligados, teríamos que dispor de 499.500 pares de fios, o
que é absurdo e economicamente inviável. Outros problemas
surgem como de que modo um assinante poderia escolher
com quem falar, e como evitar que um assinante receba
mais de uma ligação ao mesmo tempo. Para solucionar todos
estes problemas entre outros, foram criados as centrais de
comutação.

3. Sistemas Analógicos: -Manuais ou Automáticos

-Um sistema de comutação tem como funções principais possibilitar e supervisionar a interligação dos
aparelhos telefônicos, dois a dois. Os primeiros sistemas de comutação que surgiram eram manuais.
Logo em seguida surgiram os automáticos eletro-eletrônicos e por fim os Sistemas Digitais.






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3.1 Sistemas Manuais:

Sistemas manuais através de Jacks (pegas)
-Os terminais dos assinantes são Jacks montados
num painel e as conexões são feitas através de um
operador, por meio de cordões apropriados contendo
pegas em suas extremidades. O operador observa o
sinal de chamada, conecta-se com o assinante que
chamou, seleciona o número pedido, dá o sinal ao
assinante solicitado e supervisiona a ligação,
observando o sinal para desligar, no final da
conversação. Se os jacks (pegas) dos assinantes
forem acessíveis em mais de um ponto da mesa
telefônica, o operador deve testar previamente a linha
para saber se a mesma está ocupada. -Os aparelhos
telefônicos utilizados neste sistema podem ser de
Bateria Local ou Bateria Central.
-No primeiro caso, quando o assinante quer fazer
uma chamada, gira uma manivela do seu aparelho
gerando uma corrente alternada que sinaliza a mesa da telefonista. No segundo, ao tirar o fone do
gancho, faz acender uma lâmpada da mesa operadora.
Desvantagens: Muitas, principalmente quando o número de assinante ou o tráfego for grande, onde a
infra-estrutura de verá se maior e o sigilo das conversa sujeito a enormes falhas.

3.2 Sistemas Automáticos:
3.2a - Sistema Passo-a- Passo
-O primeiro sistema automático desenvolvido consistia no
emprego de um dispositivo com passos na horizontal e na vertical. As
saídas são situadas em um arco semicilíndrico e a entrada ligada a
uma saída através de um seletor que faz movimentos de elevação e
giro. O seletor é alimentado por pulsos elétricos na quantidade de
correspondente à dezena e unidade do número chamado. A dezena
o leva do repouso ao nível de igual número, e a unidade faz suas
escovas girarem naquele nível até a linha de número igual ao
algarismo da unidade.

3.2b - Sistema Automático de Comando Direto
-Os impulsos do disco são armazenados em órgãos (registradores)
que, pela análise dos algarismos comandam os seletores. Assim que
as ligações se estabelecem, o registrador se libera.

Começa a existir uma separação entre as funções de conexão (seletores) e as funções lógicas
(centralizadas nos registradores). Com as funções lógicas concentradas num número menor de órgãos,
a central fica mais flexível para ampliações e mudanças de entroncamento, porém os sistemas são
lentos em função dos grandes movimentos realizados pelos seletores, que apresentam muitos
problemas de desgastes em função de atrito entre contatos fixos e móveis.

3.2c - Sistemas Automáticos de controle comum
-Neste sistema já há uma separação nítida entre o equipamento de controle e a cadeia de
conversação. Surgem seletores CROSSBAR (barramento cruzado), associados a sistemas de enlaces
sob o controle de órgãos centralizados (marcadores) que escolhem o caminho através de diversos
estágios de seleção e operam os seletores.
-O sucessor do Seletor CROSSBAR foi o Selector Crosspoint, que obedecia o mesmo princípio,
porém utilizando relés de alta velocidade dispostos de forma matricial.




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4- Sistemas Digitais

-Os sitemas de comutação das centrais telefônicas evoluíram com o passar dos anos. Após o advento
dos transistores e semicondutores, começaram a surgir chaves eletrônicas que são controlados por
microprocessadores e aplicativos através de software (programas de computador). Estes tipos de
centrais são chamados de Centrais CPA.


4.1- Centrais CPA (Controle por Programas Armazenados)



Central CPA - Tropico RA

-É uma Central Telefônica Computadorizada que
presta diversos tipos de serviços aos assinantes,
sendo todo o controle de tarefas efetuadas via
programas (Softwares), bastando para isso que o
assinante em seu próprio aparelho, digite alguns
códigos e ative estes serviços na central. Estes
serviços são denominados de Facilidades. Porém, para
que isso efetivamente ocorra, é necessário que o
assinante solicite a ativação destes serviços na
Companhia Telefônica local na sua linha telefônica
sendo cobrada uma taxa de serviço por serviço
ativado. Podemos destacar alguns destes serviços:

4.1a - Linha Direta: Neste serviço, pode-se
estabelecer uma linha direta com o número de
telefone que se chama com maior freqüência e falar
com este assinante sem precisar teclar o número
todo.



4.1b - Não Perturbe:
-Se o assinante não desejar ser perturbado, pode programar a central para que toda vez que alguém
ligar, esta lhe envie uma mensagem gravada dizendo que não está recebendo chamadas
temporariamente.

4.1c - Bloqueador de Interurbanos:
-Nesta facilidade são bloqueadas as execuções de chamadas interurbanas. Uma senha de quatro dígitos
é gravada na central para que o assinante libere a linha assim que desejar efetuar o interurbano.

4.1d - Discagem abreviada:
-Com este serviço o assinante pode gravar até 10 números de telefones que liga mais freqüentemente,
inclusive interurbanos nacionais e internacionais. Quando desejar chamar algum número, basta digitar
duas teclas e a chamada será efetuada.

4.1e - Transferência de Chamadas:
-Programa-se para transferir automaticamente para um outro número telefônico de sua preferência,
todas as chamadas que forem feitas para o seu número.

4.1f - Atendimento Simultâneo:
-Permite ao assinante, durante uma chamada telefônica, atender uma segunda chamada, sem desligar
a primeira. Para isso, a central envia bips, informando-o de que uma chamada esta sendo feita.




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5. Tipos de Centrais Telefônicas Públicas
-Há diversos tipos de centrais telefônicas:

5.1 - Central Local:


É a central telefônica que atende os assinantes de uma determinada
região, por exemplo, alguns bairros de uma cidade grande. Normalmente
ela fica localizada no centro geográfico desta região, possuindo uma área
não superior a 5 Km, para não haver o comprometimento de qualidade do
sinal.
A sua capacidade vai variar de acordo com o número de assinantes
atendidos. Cada central local possui um prefixo comum (como 620, 621,
622, 623, etc). Quando o número de assinante extrapola a capacidade da
central, novos centrais são criadas e interligadas através de um cabo
tronco.



5.2 Centrais Tandem:

Na medida que o número das centrais locais começam a
aumentar, as interligações através de um cabo tronco ficam
praticamente inviáveis pois cada vez mais o número de cabos
troncos serão necessários. Para solucionar estes problemas,
surgiram as centrais Tandem, cuja principal função é
proporcionar o trânsito entre centrais locais. Estas centrais
podem estar localizadas geograficamente e atender várias
centrais de uma mesma cidade (São Paulo, por exemplo) ou
servir para atender várias cidades de uma mesma região de
um estado (S.J. Rio Preto, Bauru, Campinas, Araçatuba, etc.)



6. Meios de Transmissão

- Os telefones são interligados a uma central telefônica local que por sua vez está interligada às
demais centrais existentes a fim de possibilitar a comunicação entre seus assinantes através de meios
físicos, que pode ser: metálico (cabos aéreos ou Subterrâneos); óticos (através de Fibras Óticas) ou
eletromagnético (ondas de rádio).





7. Redes de Acesso
- É denominado como Rede de Acesso num sistema telefônico convencional, o conjunto de cabos de
assinantes e cabos troncos que atendem uma determinada localidade, associado a dutos, ferragens,
postes, etc.

Tipos de Redes
-Conforme as normas da ANATEL, podemos encontrar 3 tipos de Redes de Acesso:


Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 14

7.1 -Rede Rígida: Utilizada normalmente
em locais onde há baixa densidade telefônica,
este tipo de rede não possui nenhum ponto de
seccionamento entre a central e o assinante. Os
pares dos cabos suberrâneos são ligados
diretamente ao pares dos cabos aéreos, sendo,
portanto, a emenda permanente desde o DG
(Distribuidor Geral) até as caixas de terminais e
só poderá ser feita alguma alteração mediante
a abertura das emendas. Sua grande vantagem
está na facilidade de detectar os defeitos em
toda a sua extensão, pois possui poucas intermediações até o assinante, porem quando deve ser feita
uma ampliação estas ser abertas para nova configuração.



7.2 -Rede Flexível: Este tipo de Rede possui
um seccionamento entre a central e o assinante,
através de Armários de Distribuição que
interligam os pares dos cabos da rede primária
com os pares da rede secundária. Estas conexões
são feitas através de Jumpers, facilitando a sua
manutenção. Possui a vantagem de se poder
fazer expansões mais facilmente. Estes Armários
ficam normalmente localizados nas calçadas de
ruas ou logradouros de pouco movimento de
pedestres muito próximo a um muro ou parede.



7.3 -Rede Múltiplas:Nesta rede, todos ou alguns pares dos seus cabos são terminados em mais de
um local através de ligações em paralelo, ou seja, o número do par permanece o mesmo desde a
central até o assinante.



8- Codificação
- Numa conexão telefônica, para que o sinal de voz (que tem característica analógica) trafegue em um
meio digital é necessário que haja uma conversão para sinal digital. Este processo é chamado de
codificação.

Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 15
- PCM (Pulse Code Modulation)
-Na Modulação Por Código de Pulso, o
sistema converte cada valor de um
sinal analógico de forma quantizada
para o sinal digital, através de
amostragem.
-Este sinal é encaminhado através do
meio digital e em seguida é
novamente convertido em analógico
no final do estágio, ou seja, quando
chega ao assinante destino.



9- Comutação


-Seletores rotativos

-A finalidade básica de uma central telefônica é fazer a
comutação, ou seja fazer a interconexão ou chaveamento
de um assinante a outro.
-Numa central analógica este processo é realizado através
de diversos estágios de seletores rotativos, como Pré-
Seletores, Seletores de Grupo, Seletores de Linha.




-Numa central digital, todo este processo de comutação é realizado automaticamente através de
processamento computadorizado. Para que isso ocorra o aparelho telefônico do assinante deve estar
preparado para enviar sinal de comutação em multifrequencial (tom).

Aparelho Telefônico:
-Do ponto de vista funcional, o aparelho telefônico é dividido em 4 partes principais: Circuito de
Conversação, Contatos de Gancho, Campainha e teclado com geradores de tom.
-O Circuito de conversação compreende o transmissor, o receptor e o transformador de conversação.
Os dois primeiros são inclusos no fone.
-Os contatos de gancho são afetados quando o fone é retirado ou recolocado. São usados para
sinalização de chamada, desconexão e atendimento.
-A campainha é de corrente alternada e conectada aos fios "a¨ e "b¨ da linha do assinante, por meio de
um capacitor e os contatos de gancho.
-O teclado é usado para a emissão dos dígitos de "0¨ e "9¨ e de os dois sinais especiais ( "*¨ e "#¨ ).
Devemos lembrar que estes sinais nada têm a ver com numeração hexadecimal, mas serão usados
para acesso a serviços especiais. Quando uma tecla for pressionada, duas das freqüências serão
enviadas pelos fios "a¨ e "b¨. A relação entre essas freqüências e a tecla acionada está indicada abaixo.





Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 16





Freqüências enviadas pelo teclado.



10- Sinalização
-O processo de sinalização consiste na transmissão de sinais de informação pelo entre centrais
telefônicas durante o processo da comutação. Estes sinais são classificados em três espécies.
-A primeira é relativa aos sinais destinados a supervisionar os juntores de interligação antes, durante e
depois de estabelecida a ligação e são denominados SINAIS DE LINHA.
-A segunda é relativa a condição particular dos assinantes, bem como as informações referentes aos
circuitos e órgãos envolvidos. Isto é, eles se relacionam ao equipamento de controle comum a ser
conectado temporariamente, durante o estabelecimento da conexão. Eles são denominados SINAIS de
REGISTRO.
-Nos sistemas que não sejam de controle comum, tais como os sistemas passo-a-passo (Central
Analógica), deve-se observar que não se pode falar em sinais de linha e registro separadamente.
- A terceira espécie de sinais é aqueles que transmitidos a partir dos órgãos de comutação, diretamente
aos assinantes, sob forma de sucessão de períodos de tom e de silêncio, ou ainda, caracterizados pela
emissão contínua de um tom específico. Estes sinais são recebidos pelos assinantes sob forma audível,
por meio de transdutores apropriados, informando aos mesmos as condições de conexão e são
denominados SINAIS ACÚSTICOS.
- Para a facilidade de apresentação considera-se a central de origem à esquerda e a central de destino
à direita. Assim todos os sinais transmitidos da origem para o destino serão sinais para frente indicados
por uma seta à direita. Os sinais para trás serão os transmitidos do destino para a origem e indicado
por uma seta á esquerda.



10.1-SINALIZAÇÃO DE LINHA:
-A sinalização de linha entre duas centrais telefônicas é constituída por um conjunto de sinais
representados na tabela abaixo. São sinais trocados pelos juntores de Saída e Entrada.

SINAL SENTIDO
Ocupação


Atendimento


Desligar para trás


Desligar para frente


Confirmação de desconexão


Desconexão forçada
Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 17

Tarifação


Bloqueio


Rechamada






10.2- Definições e funções dos Sinais de Linha:

a- Sinal de Ocupação
-É um sinal emitido para frente, desde que o juntor de saída, após a ocupação no início da chamada,
com a finalidade de efetuar a captura do juntor de entrada.

b- Sinal de Atendimento
-É um sinal emitido para trás, pelo juntor de entrada, dando indicação ao juntor de saída da central de
origem de que o assinante o atendeu.
-No serviço semi-automático o sinal serve para a função de supervisão. No serviço automático, assinala
o início da contagem do tempo para a tarifação da chamada, exceto em que a chamada não é tarifada.

c- Sinal de Desligar para Trás:
-É um sinal emitido para trás, indicando que o assinante chamado desligou. Este sinal dá início à
temporização para a liberação do juntor de saída, caso o assinante chamador não desligue.

d- Sinal de Desligar para frente
-É um sinal emitido para frente, do juntor de saída para o juntor de entrada, a fim de indicar o fim da
conexão ou quando a operadora desfizer a ligação. Este sinal provoca a liberação dos equipamentos de
comutação na central de destino.

e- Sinal de Confirmação de Desconexão
-É um sinal emitido para trás, desde o juntor de entrada, em resposta ao sinal de desligar para frente,
para indicar que a central do destino provocou a liberação de seus equipamentos de comutação.

f- Sinal de Desconexão Forçada (Temporizada)
-É um sinal emitido para trás, do juntor de entrada para o de saída, se o órgão receptor das
informações para seleção não receber as informações numéricas antes de esgotar-se o período de
temporização.
-Nos circuitos com multimedição este sinal substituirá o sinal de desligar para trás. A recepção desde
sinal no juntor de saída provoca a emissão do sinal de desligar para frente.

g- Sinal de Tarifação
-Este sinal é emitido para trás, no caso de circuitos com multimedição, de acordo com a cadência
correspondente ao degrau tarifário.

h- Sinal de Bloqueio
-Este sinal é emitido do juntor de entrada para o de saída a fim de tornar o juntor de saída
correspondente inacessível.

i- Sinal de Rechamada
-Este sinal é empregado para os casos em que operadores desejam rechamar o assinante. Assim,
geralmente é controlado através de operadoras de mesas interurbanas e transmitido do juntor de saída
para o de entrada.


Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 18
10.3- SINALIZAÇÃO DE LINHA E&M

-A designação E&M, largamente difundida, tem provavelmente a sua origem nas letras encontradas
respectivamente nas palavras RECEBER e TRANSMITIR, ou ainda nas palavras inglesas EAR e MOUTH
(ouvido e boca).
-Os sistemas que utilizam este tipo de sinalização tem seus juntores a seis (6) fios: dois para a
conversação e sinalização entre registradores e outros dois, os fios E&M, para a sinalização de linha,
sendo o primeiro para receber e o segundo para transmitir. Fundamentalmente a sinalização E&M pode
ser "a-c¨ ou "d-c¨.
-Nos dois casos, o sinal de linha é transmitido por meio de uma freqüência 3825Hz, e sendo por isso
mesmo, conhecida por sinalização fora da faixa -Out of Band ou OB. As duas variações, recomendadas
para o nosso País caracterizam-se por:

-Sinalização Contínua: Sinal com freqüência fora de faixa, em nível baixo.

-Sinalização por Pulsos: Sinal com freqüência fora de faixa, em nível alto.

10.3a - Sinalização Contínua com freqüência fora de faixa (3825 Hz) em nível baixo.
- Neste tipo de sinalização, os sinais de linha provenientes do equipamento de comutação na forma d-c,
ao chegarem nos terminais de sinalização E&M do equipamento de transmissão, são por ele convertidos
fora da faixa (3825Hz), e enviados ao outro equipamento de comutação. É válido também o
procedimento inverso, isto é, o sinal a-c recebido, é transformado em sinal d-c.

10.3b - Sinalização por pulsos com freqüência fora da faixa (3825 Hz) em nível alto.

-Este tipo de sinalização é recomendado considerando o registro de tarifa com bilhetagem automática,
válido para redes nacionais nos circuitos telefônicos a quatro fios (ondas) portadoras e de tráfego
unidirecional, nas instalações já existentes ou em fase de execução, nas expansões das instalações já
ou em fase de execução, nas instalações existentes condicionadas por fatores econômicos e nos casos
em que a sinalização em nível baixo não seja possível.

10.4- SINALIZAÇÃO DE REGISTRO
-A troca de informações entre registradores das centrais telefônicas é feita através da sinalização MFC
(multi-frequencial compelida). O sistema MFC é aplicável tanto para comunicação a 2 fios como para 4
fios e apresenta as seguintes características:
-Cada sinal é transmitido segundo uma combinação de duas freqüências vocais, isto é duas freqüências
diferentes determinam um sinal, daí o nome multi-frequencial.
-Cada sinal transmitido em um sentido depende de uma resposta no sentido oposto, sem a qual não
será interrompido (até o limite máximo de tempo permitido pelos órgãos de temporização), razão é dita
compelida.
-As freqüências utilizadas são em número de 12, constituindo dois grupos de freqüências, denominadas
"freqüências altas¨ e "freqüências baixas¨ como se mostra a seguir.

Freqüências altas (Hz): 1380 - 1500 -1620 -1740 -1860- 1980
Freqüências baixas (Hz): 540 - 660 - 780 - 900 -1020 - 1140

-A diferença entre duas freqüências consecutivas dentro de um mesmo grupo é de 120 Hz e entre a
menor freqüência do grupo das "altas¨ e a maior do grupo das "baixas¨, são de 240Hz.
-As combinações das "freqüências altas¨ constituem os "sinais para frente¨ e são transmitidas do
equipamento de origem ao equipamento destino. Por outro lado, as combinações das "freqüências
baixas¨ constituem os "sinais para trás¨, transmitidas no sentido contrário ao anterior.

10.5- Sinalização Acústica
-A sinalização acústica compreende os seguintes sinais:
- Tom de discar (DT);
- Tom de ocupado (BT);
- Tom de controle de chamada (RBT);
Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 19
- Tom de número inacessível (NU);
- Corrente de Toque (IR).

10.5a -Tom de discar (DT)
-O tom de discar é um sinal enviado ao assinante para informar-lhes que seu telefone está conectado
ao registrador de origem, e que este poderá iniciar a discagem, para que o registrador armazene os
dígitos. Este tom é contínuo, com uma freqüência compreendida entre 400 e 450 Hz (DT - dial tone).

10.5b -Tom de Ocupado (BT)

Sinal de Tom Ocupado BT (Busy Tone)
10.5b -Tom de Ocupado (BT)

-É um sinal enviado ao assinante
indicando uma das seguintes
situações:
a- Que o telefone do
assinante chamado está
ocupado
b- Que há congestionamento
de tráfego.
c- Que o assinante não
completou a discagem
dentro do limite possível.
d- Que o assinante não
obedeceu as regras de
discagem
-Este sinal é constituído de freqüência de 400 - 450Hz com 0,5s de tom e 0,5s de silêncio (BT - Busy
Tone).

10.5c -Tom de controle de chamada (RBT)
-É um sinal enviado ao assinante chamador para indicar que a chamada foi completada, que o telefone
do assinante chamado está livre e ele está sendo chamado.
-Este sinal é constituído de uma freqüência de 400-450 hz modulado em AM por onda senoidal de 20-
25Hz, com 1s de tom e 4s de silêncio (RBT - Ring Back Tone).

10.5d - Tom de número inacessível (NU)
-É um sinal enviado ao assinante chamador, para indicar uma das seguintes situações:
a. Que a linha do assinante está com defeito.
b. Que o número do assinante chamado é inexistente
c. Que o número do assinante chamado foi mudado.
-Este tom é enviado caso a central não possua um equipamento de anúncio
-Constitui-se de uma freqüência de 400-450Hz, enviada da seguinte forma: O,25s de tom -0,25s de
silencio -0,75 de tom -0,25 s de silêncio -0,25s de tom, etc... (NU - Number Unobtainable).

10.5e - Corrente de toque (IR)
-É um sinal enviado ao telefone do assinante chamado para indicar que há uma chamada destinada ao
mesmo, provocando o acionamento da campainha.
-É um sinal constituído de uma freqüência de 20-25Hz, com 1s de sinal e 4s de silêncio (IR - Inter-
Ringing).

10.6 -Sinalização R2 - Digital.
-A troca de sinalização entre as centrais digitais é feita ela Sinalização R2-Digital, caracterizada
por ser bi-direcional, a dois fios. Neste tipo de processo as centrais enviam entre si 4 bits no início
como informação.



Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 20
11- Sinalização de Canal Comum (CSS)
-É a mensagem baseada por protocolos de sinalização trocadas por:
-PABX Digital e a Central Pública
-Central Pública e outra Central Pública
-No caso específico da nossa região encontramos grande aplicação em sistemas PABX-Central
Telefônica e Path-Ras E1 - Central Telefônica.
-O Path Ras E1 é o Servidor de Acesso ou de Comunicação utilizados principalmente pelos
Provedores de Acesso Internet que recebe través de uma Linha E1 Digital via Modem HDSL de 2Mbps
da Central Telefônica multiplexada em 30 canais de 64Kbps digital(30 linhas telefônicas digitais).








12-Instalação de Linhas Telefônicas Residenciais

-As Linhas Telefônicas Residências são instaladas em tomadas padrão conforme mostra a figura abaixo:


Vista Externa


Vista Interna

-Observar que elas devem ficar a 30cm do
piso e a 10cm de cantos e quinas. Os fios da
linha telefônicas devem ser conectado no
borne L1 e L2 conforme mostra a figura.

-O local onde deverá ser instalado deverá
ser o mais próximo possível do móvel onde
estará situado o aparelho telefônico
residencial ou comercial.

-Caso o aparelho telefônico possua o
conector RJ-11 para ligação na tomada,
deverá ser providenciado um adaptador para
o mesmo.



- Estas linhas podem estar embutidas nas paredes através de dutos preferencialmente metálicos ou
fixadas externamente nas paredes através de canaletas quando a construção já estiver pronta.




Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 21
12a- Entrada Telefônica Residencial


-Poste Particular: - É o poste que está sendo
utilizado para a entrada de energia elétrica e
será utilizado para entrada telefônica sendo
constituído de concreto armado com 76 mm ( 3¨
) de diâmetro. Ele deve ser utilizado sempre que
não houver recuo do imóvel ou não for possível
assegurar as alturas mínimas do fio telefônico
em relação ao fio acabado da rua.

-As alturas mínimas do poste são:
L= 4,80m do piso acabado, quando a posteação
da concessionária de energia elétrica estiver do
mesmo lado da via pública ( poste de 6,00 m
com engastamento E=1,20 m ).

L= 6,15 m do piso acabado, quando a posteação
da concessionária de energia elétrica estiver do
lado oposto da via pública ( poste de 7,50 m
com engastamento E= 1,35 m ).

12b- Entrada Telefônica Comercial


-Se acaso em um estabelecimento
comercial ou mesmo residencial for
instaladas seis o mais linhas
telefônicas, as operadoras de
serviços telefônicos solicitam ao
proprietário ou ao interessado, a
confecção de uma entrada telefônica
apropriada para uma quantidade
maior de linhas telefônicas.
-A empresa cliente da operadora
após a solicitação, receberá uma
vistoria local através de um técnico
da operadora, onde serão esboçados
um desenho com algumas
informações relevantes como
mostrado na figura ao lado.


-A ligação só será efetuada quando:
1- For executada a instalação do cabo de entrada e/ou canalização subterrânea através de uma
empresa credenciada através de um projeto fornecido pela própria operadora.
2- For executada a instalação do cabo interno de acordo com a portaria nº 175 de 23/08/91 do
Ministério da infra-estrutura na qual especifica que a instalação dos cabos telefônicos, fiação das
tomadas são da responsabilidade do construtor, proprietário ou interessado.

Algumas Instruções Gerais:
1- As tubulações telefônicas são de uso exclusivo da Operadora.

Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 22
2- Deverá ser usadas tubulações de ferro esmaltado, galvanizado ou PVC rígido. As tubulações de
PVC semi-rígido (embutidas ou aparentes) não podem ser do tipo corrugada e devem ter
espessura de 2mm e diâmetro interno de 19 ou 25 mm.


3- Toda tubulação deve ter em seu interior arame-guia galvanizado de diâmetro 1,5 mm.


4- As caixas devem ter porta com fechadura
e o fundo de madeira compensada de 16
mm para dimensões até 80x80x12 cm e
19 mm para dimensões a partir de
120x120x12 cm.

5- As portas das caixas devem ter orifícios
de ventilação.


6- O distribuidor geral, caixas de
distribuição e de passagem deve ser
instalada a 130 cm do piso acabado,
distância esta medido do centro da caixa
ao piso. O distribuidor geral deve ter
ligação de linha de terra com fio de
diâmetro de 10 mm e resistência igual ou
menor do que 15 Ohms.


7- As tomadas telefônicas localizadas em copa ou cozinha devem ser instaladas a 130 cm do piso
acabado e as demais a 30 cm. Estas distâncias são medidas do centro da tomada ao piso.

8- Só devem ser utilizadas curvas do tipo pré-fabricada com ângulo igual ou menor a 90º.

9- Nas caixas, as tubulações devem ser posicionadas com as extremidades salientes até 5 a 10
mm de base, isentas de rebarbas e alinhadas corretamente, conforme exemplificado na figura ao
lado. Nas tubulações de PVC semi-rígido não é necessária a colocação de buchas de
acabamento.

10- O comprimento máximo das tubulações telefônicas primárias, secundárias e da entrada
subterrânea é determinado em função da quantidade de curvas existentes, conforme
especificado na tabela acima.

11- No trecho entre 2 (duas) caixas
quaisquer podem ter no máximo 2
(duas) curvas de 90º. A distância
mínima permissível entre duas
curvas de 90º é de 2 (dois) metros.

12-Os fundos das caixas devem ser
pintados com tinta opaca de cor
cinza claro.


Tubulações de Entrada Aérea e Subterrânea
Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 23
Aterramento:


-Deverá existir o aterramento no local com
uma resistência não superior a 5 Ohms.

-Para se conseguir estes valores próximos,
recomenda-se inserir Hastes de Aterramento
"COPPERWELD¨, cobreado de diâmetro de
16m mm (5/8¨) e comprimento de 2,50m, em
locais mais próximos possíveis do ponto de
terminação de aterramento, de preferência
onde haja muita umidade e que possa receber
águas pluviais ou irrigação. (Jardins, por
exemplo).

-A figura ao lado exemplifica um tipo de
aterramento.



13- Sistemas de Comunicação

13.1- Canais de Comunicação
-Ao organizar enlace físicos ( meios de transmissão) num sistema de transmissão, nos
confrontamos com diversas formas possíveis de utilização das linhas de transmissão.
-Em primeiro lugar, as ligações físicas podem ser de dois tipos: ponto a ponto ou multiponto
13.1.1- Ligações Ponto a Ponto:
-Caracteriza-se pela presença de dois pontos de comunicação, um em cada extremidade do enlace
ou ligação.
13.1.2- Ligações multiponto:
-Caracteriza-se pela presença de três ou mais dispositivos de comunicação com a possibilidade de
utilização de um mesmo enlace.







Ligação Multiponto




Ligação Ponto a Ponto.





Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 24
-A forma de utilização do meio físico, que conecta as estações, dá origem à seguinte
classificação sobre a comunicação no enlace: Simplex, Half-Duplex, Full- Duplex.

13.2 Simplex, Half Duplex, e Full Duplex

13.2.1 -Simplex:
-A transmissão é utilizada apenas em um dos dois possíveis sentidos, é unidirecional.
( Exemplo: Radio difusão Comercial, Transmissão de TV, etc. ).

13.2.2 -Half-Duplex:
-O enlace é utilizado nos dois possíveis sentidos de transmissão, porém uma de cada vez.
( Exemplo: Radio Amador ).

13.2.3 -Full-duplex:
- O enlace é utilizada nos dois possíveis sentidos de transmissão, simultaneamente. Os
dados podem ser transmitidos e recebidos ao tempo (Exemplo: Uma conversação telefônica).






Simplex Half-Duplex Full-Duplex


13.3 Modos de Transmissão

-Para que os bits transmitidos possam ser recebidos adequadamente pelo destinatário da
mensagem, deve ser mantida uma separação entre cada bit transmitido.
-A maneira de se efetuar essa separação dá origem aos chamados modos de transmissão.
-A utilização das variáveis espaço e tempo para realizar a separação entre os bits permite
identificar dois modos elementares de transmissão:


3.3.1 -Transmissão em Série e Paralelo

13.3.1a- Transmissão em Série

-Os bits são transmitidos um a um, um de cada vez ( variável tempo ), utilizando-se um único
suporte físico, como por exemplo um par metálico (meio de transmissão).











-No caso, um caractere em transmissão serial leva 5T (duração de pulsos) para ser transmitido.





1 2 4 3 5 2 1 3 4 5 5 1 4 3 2
C1
C2 Cn
T
Tempo
Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 25
13.3.1.b-Transmissão Paralela
-Os bits são transmitidos simultaneamente através de vários suportes físicos(vias) em paralelo
(variável espaço). Este modo de transmissão é bastante utilizado em ligações cujas distâncias
não são significativas, como, por exemplo, as ligações internas do computador ou as
ligações entre computador e alguns periféricos bastante próximos.

-Neste caso, um caractere, um
caractere, leva apenas 1T, ou seja,
a duraçãode um pulso.

-Obviamente podemos concluir que, na
transmissão em série, necessitamos
de apenas uma via, enquanto na
transmissão em paralelo,
necessitamos de tantas vias quantos
forem os bits usados.

-Com relação ao tipo de sinal utilizado
na comunicação de dados, analógico
ou digital, tem-se, basicamente, dois
tipos básicos de transmissão:



13.3.2- Em Banda Larga e em Banda Básica
13.3.2a -Transmissão em banda larga
-A transmissão em banda larga caracteriza-se pela utilização de sinalização analógica e
unidirecional, ou seja, os sinais inseridos no meio de transmissão propagam-se, apenas,
para uma direção. Exemplos: televisão a cabo e redes com topologia em árvore.
13.3.2b -Transmissão em banda básica
-As transmissão em banda básica, ao contrário das transmissões em banda larga, utilizam
sinalização digital e usam, como meios de transmissão, o cabo coaxial, o par trançado ou enlaces
de fibra ótica.
-É bidirecional, ou seja, o sinal inserido em qualquer ponto do meio de transmissão propaga-
se em ambas as direções.
-A maneira de se utilizar a variável tempo para separar os bits, em uma transmissão em série,
permite distinguir dois outros modos de transmissão: síncrono e assíncrono.
13.3.3- Transmissão Síncrona-A transmissão síncrona baseia-se no estabelecimento de uma
cadência fixa para a transmissão seqüenciada dos bits, como é mostrado na Figura abaixo:

































T T T
1

2

3

4

5
1

2

3

4

5
1

2

3

4

5
C1
C2 C3
Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 26
-A cada T segundos o transmissor emite, por exemplo, um pulso de tensão elétrica significando um
bit "1¨, ou nenhum pulso significando o envio de um bit "0¨.
-O receptor, conhecendo os intervalos de tempo que representam os bits (intervalo significativo
do bit), identifica a seqüência de bits transmitida, fazendo uma amostragem do sinal recebido a
intervalos regulares de T segundos.
-A amostragem deve, portanto, ser feita em instantes apropriados na mesma cadência utilizada pelo
emissor.
-Para isso, o receptor deve sincronizar-se ao nível de bit com o transmissor.
-Essa temporização básica corresponde à onda de relógio (clock) de período T segundos, a qual
estabelece a taxa ou velocidade de transmissão 1/T, expressa em bits por segundo (bps) ou, por
exemplo, em kbps e Mbps.
-Exemplo de uma transmissão síncrona: Serviço de Linhas Dedicadas para de Sinais Digitais (SLDD
ou LP como é mais conhecida).

13.3.4 -Transmissão Assíncrona
-A transmissão assíncrona caracteriza-se por não exigir a fixação prévia de um padrão de
tempo entre o transmissor e o receptor.
-A separação entre dois bits de informação é feita através de um símbolo ou sinal especial de
duração variável. Na prática, o que o que caracteriza uma transmissão assíncrona é a
transmissão de caracteres, tipo start-stop, mostrado na Figura Abaixo.































-Cada conjunto de bits que forma um caractere é adicionado um elemento de sinalização que marca
o início do caractere (start) e outro que marca o fim do caractere (stop).
-Esta estratégia permite que os caracteres possam ser transmitidos e recebidos sem levar
em conta os caracteres precedente ou seguintes.
-O termo assíncrono refere-se à aleatoriedade dos instantes de emissão dos caracteres e,
conseqüentemente, dos instantes de recepção dos mesmos.
-O modo de transmissão start-stop, apesar das característica assíncrona a nível dos caracteres
transmitidos, é um modo de transmissão síncrono ao nível de bits.
-O sincronismo ao nível de bit é essencial, em qualquer dos dois modos, ao processo de
identificação dos bits na recepção. Exemplo de uma transmissão Assíncrona: Conexão via Dial-Up
(Discada).








Transmissão Serial Transmissão Paralela



Linha
Comutada
ou



Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 27
14- Banda Passante e Largura de Banda de um Sinal

-A informação pode ser transmitida em fios variando-se alguma propriedade física tal como a
voltagem ou a corrente.
-Denomina-se banda passante de um sinal a parte do espectro de freqüências em que ocorre uma
transmissão.
-A largura de banda desse sinal é o tamanho de sua banda passante, ou seja, é a diferença entre a
maior e a menor freqüência que compõem o sinal.
-A Figura abaixo apresenta um pulso retangular como uma função s(t) do tempo e o respectivo
espectro de freqüências S(f) (em módulo).









Espectro de Freqüência de um pulso retangular


-Nenhum meio de transmissão é capaz de transmitir sinais sem que haja perdas de energia.
Perdas de energia significam reduções na amplitude de sinais componentes.
-Dessa forma, o meio de transmissão atua como um filtro sobre o sinal, o qual sofrerá uma perda em
cada uma de suas componentes de acordo com a curva do ganho daquele meio físico.
-Em geral, a curva de ganho em meios de transmissão corresponde à característica de
filtros passa-faixa, nos quais uma de terminada banda de freqüência é preservada.
-A figura abaixo representa a curva característica de uma linha de transmissão da qual apresenta
uma banda passante que varia de 300 a 3300 Hz, o que representa uma largura de banda de
aproximadamente 3KHz.












Espectro de Freqüência de um pulso retangular


Obs.: 33.600 bps = 33600/8 Bytes/s = 4200 Bytes/s = 4200/1024 KBps = 4,1 KBps

Onde : bps = bits por segundo
Bps = Bytes por segundo, lembrando ainda que 1Byte = 8 bits




Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 28
15- Taxa de Transmissão Máxima de um Canal
-Em 1928, H. Nyquist provou que, se um sinal arbitrário é transmitido através de um canal de largura
de banda W Hz, o sinal resultante da filtragem pode ser completamente reconstruído pelo receptor
através da amostragem do sinal transmitido, a uma freqüência igual a no mínimo 2W vezes
por segundo. Ou seja, através de um canal de largura de banda igual a W Hz, pode-se transmitir
um sinal digital, com ausência de ruído, com uma taxa de transmissão máxima (C) de:

C = 2W log2 L bps Onde log2L bps = 1 baud, (L é o número de níveis utilizados na codificação).

16- Multiplexação e Modulação
-Sempre que a banda passante de um meio físico for maior ou igual à banda passante necessária
para um sinal, pose-se utilizar este meio para a transmissão do sinal.
-Na prática, a banda passante necessária para um sinal é, em geral, bem menor do que a banda
passante dos meios físicos, como é mostrado na figura abaixo:









Meio físico com banda passante maior do que a do a necessária para o sinal

-Seria possível aproveitar a banda passante extra disponível para a transmissão de outros sinais?
-A resposta é sim, e a técnica que permite a transmissão de mais de um sinal em um mesmo meio
físico é denominada multiplexação.

16.1 -Multiplexação
-Existem duas formas básicas de multiplexação: a multiplexação na freqüência ( Frequency
Division Multiplexing - FDM ) e a multiplexação no tempo (Time Division Multiplexing - TDM).

16.1.a -Multiplexação na Freqüência (FDM)
-A Multiplexação por Divisão de Freqüência (FDM) caracteriza-se pela separação de sinais
elétricos em diferentes faixas de freqüência (filtros passa-faixa) do meio físico de transmissão.
-Essa técnica permite que dois ou mais sinais sejam transmitidos simultaneamente,
sem conflito, em um mesmo meio físico de transmissão.
-A Figura abaixo mostra como três canais de qualidade de voz são multiplexados
utilizando-se FDM.















Multiplexação por Divisão na Freqüência

Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 29
-Os filtros limitam a banda passante utilizável a aproximadamente 3000 Hz por canal de voz.
Quando muitos canais são multiplexados juntos, são alocados 4000 Hz para cada canal, para
mantê-los separados.
-Primeiramente os canais de voz têm suas freqüências deslocadas para um valor diferente.
(utilizando-se modulação), depois eles podem ser combinados, pois agora nenhum par de canais ocupa
a mesma faixa do espectro.
-Um padrão muito difundido para FDM, é se ter 12 canais de voz de 4000 Hz multiplexados na faixa de
60 a 108 KHz.
-Em se tratando de redes locais de computadores, o uso da técnica FDM mostra-se geralmente
inadequada.

16.1.b -Multiplexação no Tempo
-A Multiplexação por Divisão no Tempo (TDM) caracteriza-se pela divisão de tempo de utilização do
meio físico compartilhado pelos diversos pontos de comunicação.
-Adapta-se perfeitamente ao caso de multiplexação de sinais elétricos digitais.
-A TDM se beneficia pelo fato de que a capacidade (em bps) do meio de transmissão, em muitos
casos, excede a taxa média de geração de bits das estações conectadas ao meio físico.
-Quando isso ocorre vários sinais podem ser transportados por um único caminho físico.
-A multiplexação no tempo pode ser classificada em síncrona e assíncrona.

16.1.b.1 -TDM síncrona
-Na TDM síncrona, o domínio do tempo é dividido em intervalos de tamanho fixo T, chamados
frames.
-Cada frame é dividido em N sub-intervalos (t1, ... , tn) denominados segmentos, os quais
formam uma partição dos frames, Figura Abaixo.






TDM Síncrona


-Dessa forma, é garantido a todas as estações um acesso regular ao meio de transmissão comum.
-Denomina-se canal, ao conjunto de todos os segmentos (slots), um em cada frame. Por exemplo, o
canal 3 é formado pelo terceiro segmento de cada frame. Cada estação deverá esperar pelo
segmento correspondente dentro de cada frame, quando então poderá transmitir durante o
tempo daquele segmento a taxa de transmissão máxima suportada pelo meio físico.
-Da mesma forma que alocamos canais de freqüência em redes utilizando FDM, em redes que
utilizam TDM, os canais devem ser alocados às diferentes fontes de transmissão.
-Os canais podem ser alocados e desalocados dinamicamente durante o funcionamento da
rede. Esses canais são chamados canais de chaveados.
-No TDM síncrono com canais chaveados, quando um canal é alocado, estabelece-se uma conexão que
permanece dedicada à estação transmissora até que ela resolva desfazê-la. Essa forma de
chaveamento é denominada "chaveamento de circuitos¨.

-Quando uma estação que alocou um canal não estiver transmitindo, tem-se um desperdício de
capacidade do meio físico, já que o canal alocado não pode ser utilizado por outra estação até o
momento da desconexão.






Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 30










TDM- Síncrona


16.1.b.2 -TDM assíncrono
-Uma alternativa para eliminar o desperdício do TDM síncrono é a utilização do TDM assíncrono (TDM
estático ou STDM).
-Nesse esquema não há alocação do canal nem estabelecimento de conexão.
-Parcelas de tempo são alocadas dinamicamente de acordo com a demanda das estações.
-No TDM assíncrono nada é desperdiçado, pois o tempo utiliza do está sempre disponível caso
alguma estação gere tráfego e deseje utilizar o canal de transmissão.
-No entanto, no TDM assíncrono, cada informação transmitida deve sempre conter um cabeçalho
com os endereços de origem e de destino, como é mostrado na figura abaixo.




















TDM assíncrono


17 -Modulação
-É um processo pelo qual são modificadas uma ou mais cara características de uma onda
denominada Portadora, segundo um sinal Modulante (informação que se deseja transportar pelo
meio de transmissão).
-Existem três formas básicas de modulação:
8.2.1 -Modulação por Amplitude (Amplitude Modulation - AM)
8.2.2 -Modulação por Freqüência (Frequency Modulation - FM)
8.2.3 -Modulação por Fase (Phase Modulation - PM)
-O equipamento responsável pelo processo de modulação é chamado
MODEM.
17.1 - O MODEM
- O nome é formado pela contração das palavras Modulador e DEModulador, é um equipamento
bidirecional que, instalado nas duas extremidades de um canal de comunicação de dados
(computadores), tem por função adequar um sinal binário oriundo de um computador às
características da linha de transmissão.
-Este equipamento executa uma transformação, por modulação (modem analógico) ou
codificação (modem digital), dos sinais digitais emitidos pelo computador, gerando sinais analógicos
adequados à transmissão sobre uma linha telefônica.
-No destino, um equipamento igual a este demodula a informação, entregando o sinal digital
restaurado ao equipamento terminal a ele associado (computador).
Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 31
-A figura abaixo mostra a comunicação de dois computadores (utilizando-se modems) através da
linha telefônica.









Uso do Modem


-No caso específico do sinal modulador ser um sinal digital, essas técnicas de modulação apresentam
as seguintes denominações:
-Modulação por Chaveamento de Amplitude (Amplitude Shift Keying - ASK)
-Modulação por Chaveamento de Freqüência (Frequency Shift Keying - FSK)
-Modulação por Chaveamento de Fase (Phase Shift Keying - PSK)

17.1.1 -Modulação por Chaveamento de Amplitude - ASK
-A ASK, como é mostrado na Figura abaixo, consiste em se alterar a amplitude da portadora de
acordo com a informação a ser transmitida (a freqüência é mantida).
-Na comunicação de dados quando se deseja enviar o bit "1¨, transmite-se a própria portadora e
para o bit "0¨, altera-se a amplitude (na figura, a amplitude é igual a zero).

















Técnicas de Modulação


17.1.2 -Modulação por Chaveamento de Freqüência - FSK
-Consiste em se alterar a freqüência da portadora de acordo com a informação a ser
transmitida (mantêm-se a amplitude).
-Para o bit "1¨, transmite-se a própria portadora e para o bit "0¨, a freqüência da portadora é
alterada, como exemplo, para uma freqüência mais alta.
17.1.3 -Modulação por Chaveamento de Fase - PSK
-A transmissão é identificada por modificações na fase da onda transmitida.
-A amplitude e a freqüência da onda são mantidas.
Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 32
-O sinal PSK ilustrado na figura acima, corresponde a uma codificação que utiliza uma mudança de
fase de 180
o
em relação ao intervalo anterior caso o bit transmitido seja "1¨, e nenhuma modificação
de fase se o bit for "0¨.

17.2 -PCM - Pulse Code Modulation
-Através da modulação verificamos como é feita a codificação do sinal digital para um sinal analógico.
Essa característica é necessária quando desejamos empregar multiplexação na freqüência em redes
em banda larga ou quando necessitamos ajustar a faixa de freqüência do sinal para a transmissão em
um canal específico.
-A transmissão digital é, em geral, mais vantajosa do que a analógica devido, principalmente, à
possibilidade de restaurar-se o sinal mesmo na presença de falhas ou ruídos no sistema.
-A informação de voz é originalmente analógica. Para utilizarmos as vantagens da transmissão digital,
devemos codificá-la em um sinal digital antes da transmissão.
-Os dispositivos capazes de codificar informações analógicas em sinais digitais são denominados
CODECs (Coder/DECoder).
-A principal técnica utilizada para CODECs denomina-se Modulação por Código de Pulso - PCM
(Pulse Code Modulation).
-A técnica PCM é baseada no teorema de Nyquist (ou teorema da amostragem), o qual
assegura que uma taxa de amostragem de 2W vezes por segundo é o suficiente para recuperar um
sinal com banda passante de W Hz.
-O sinal deve ser amostrado utilizando-se a taxa de amostragem maior ou igual a 2W, e a cada
amostra deve-se associar um valor proporcional a amplitude do sinal.
-Este processo é conhecido como Modulação por Amplitude do Pulso PAM -Pulse Amplitude Modulation. -
-A partir dos pulsos PAM, podemos produzir os pulsos PC através de um processo conhecido como
"quantização¨, onde cada amostra PAM é aproximada a um valor inteiro de "n¨ bits.
-Na figura abaixo foi escolhido n = 3, dando origem a oito níveis (2
3
).
- A saída PCM corresponde ao resultado dessa quantização.

do P


















PCM
-Se considerarmos o sinal de vós, o qual apresenta uma largura de banda de 4KHz, a taxa de
amostragem de Nyquist será igual a 8.000 amostras por segundo.
-Se cada amostra for codificada com 8 bits, ou seja, com 256 níveis (2
8
), a taxa de transmissão
máxima gerada será de:

ulso C = 2W log2 L (bps) = 2 x 4000 log2 256 = 8000 x 8 = 64kbps


Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 33
18- Fontes de Distorção de Sinais em Transmissão

-Além das distorções dos sinais oriundos da banda passante limitada de meio físico, outros fatores
causam distorções nos sinais durante a transmissão. Entre eles o ruído, a atenuação e os ecos.

18.1.1 -Ruídos
-Em qualquer transmissão, o sinal recebido consiste no sinal transmitido modificado por várias
distorções do meio físico de transmissão adicionadas de outras distorções inseridas durante a
transmissão devido a interferências de sinais indesejáveis.
-Esses sinais indesejáveis são denominados ruídos.
-O ruído é um dos maiores limitadores do desempenho de sistemas de comunicação.
-A quantidade de ruído em um transmissão é dada pela razão entre a potência do sinal (S) e a
potência do ruído (N), denominada razão sinal-ruído (S/N).
-É comum medir-se a relação sinal-ruído através da fórmula 10.log10(S/N), onde o resultado é
medido em decibel (dB).
-Os ruídos podem ser classificados em 4 tipos diferentes: ruído térmico, ruído de intermodulação,
crosstalk e ruído impulsivo.

18.1.1 -Ruído térmico
-Este tipo de ruído é causado pela agitação dos elétrons nos condutores.
-Ele é uniformemente distribuído em todas as freqüências do espectro (sendo por isso chamado de
ruído branco) e a sua quantidade é função da temperatura.

18.1.2 -Ruído de Intermodulação
-Quando sinais de diferentes freqüências compartilham um mesmo meio físico (através da
multiplexação na freqüência) pode-se obter um ruído de nominado "ruído de intermodulação¨.
-A intermodulação pode causar sinais em uma faixa de freqüência que poderá
perturbar a transmissão de outro sinal naquela mesma faixa. (defeito em componentes ou sinal
com potência muito alta).

18.1.3 -Crosstalk
-É bastante comum em telefonia, é o que chamamos de "linha cruzada¨.
-É provocado por interferência entre condutores próximos que induzem sinais entre si.

18.1.4 -Ruído impulsivo
-É um ruído não contínuo e que consiste em pulsos irregulares e com grandes amplitudes. É de difícil
prevenção (podem ser provocados por diversas fontes, incluindo distúrbios elétricos e falhas nos
equipamentos).

18.2 -Atenuação
-A potência de um sinal cai com a distância em qualquer meio físico. Essa queda é chamada de
Atenuação.
-A atenuação se dá devido a perda de energia por calor e por radiação. Quanto maiores as freqüências
transmitidas, maiores são as perdas.
-A distorção por atenuação é facilmente contornada em transmissão digital através do uso de
repetidores os quais podem regenerar o sinal.

18.3 -Ecos
-Ecos em linha de transmissão causam efeitos similares ao do ruído.
-Toda vez que há uma mudança de impedância numa linha, sinais serão refletidos e voltarão
por esta linha, podendo, assim, corromper os sinais que estão sendo transmitidos. (Exemplo: a
necessidade da utilização de terminadores em redes em barramento com as mesmas impedâncias).
-Os ecos podem ser bastante desagradáveis em sistemas telefônicos.



Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 34
19-Técnicas de Detecção de Erros

-Na impossibilidade de eliminar totalmente os erros de transmissão, os sistemas de comunicação
devem ser projetados de forma a possibilitar a recuperação da informação perdida.
-O primeiro passo para o tratamento de erros é a sua detecção.
-Todos os métodos de detecção de erros são baseados na inserção de bits extras na informação
transmitida.
-Após computar esses bits extras (de redundância), o transmissor os acrescenta aos bits de informação
(dados) a serem transmitidos.
-Quando o quadro é recebido, o receptor , conhecendo o algoritmo utilizado pelo transmissor, pode
recomputar os bits de redundância e compará-los com os bits recebidos no quadro.
-Se forem diferentes, detectou-se a presença de um erro.
-As duas técnicas mais utilizadas na detecção de erros são: paridade e CRC (Cyclic Redundancy
Checks) (Verificações de Redundância Cíclica).

19.1 -Paridade:
-A forma mais simples de redundância para a detecção de erros consiste na inserção de um bit
de paridade ao final de cada caractere de um quadro.
-O valor desse bit é escolhido de forma a deixar todos os caracteres com um número par de bits
(paridadade par) ou com um número ímpar de bits (paridade impar).

-Se o transmissor desejar transmitir o caracter "1110001¨ com paridade ímpar, ele acrescentará um
bit "1¨ ao caracter, sendo assim, a seqüência apresentará um número ímpar de bits "1¨: "11100011¨.

-O receptor ao examinar o caracter recebido deverá encontrar um número ímpar de bits "1¨, caso
isto seja verificado, o receptor assumirá que a transmissão foi efetuada com sucesso.
-Caso contrário, terá ocorrido algum erro durante a transmissão.
-Se tiver ocorrido uma inversão na posição dos bits, o receptor não será capaz de detectar o erro, pois
a paridade ainda será correta.
-O esquema de paridade é, portanto, pouco eficiente na detecção de erros.

19.2 -O CRC (Cyclic Redundancy Checks):
- É um sistema que apresenta melhor eficiência comparado ao de paridade.
-Nesse esquema, um quadro de K bits é representado por um polinômio em X, onde o coeficiente do
termo X
i
é dado pelo (i + 1) ésimo bit da seqüência de K bits.
-Como exemplo, o quadro "10110001¨ seria representado pelo polinômio

X
7
+ X
5
+ X
4
+ 1.

-No transmissor um polinômio de ordem K - 1 é dividido por um polinômio gerador de ordem n,
tendo como resultado um coeficiente e um resto de ordem n - 1.
-O transmissor gera em sua saída os K bits originais seguidos dos n bits referentes ao
polinômio obtido com o resto da divisão (chamado de Frame Check Sequence - FCS).
-O receptor, de posse dos K primeiros bits recebidos, realiza a divisão do polinômio
correspondente pelo mesmo polinômio gerador usado no transmissor. O resto desta
divisão é comparado com os n últimos bits recebidos.
-Se os bits forem iguais, o receptor assume que recebeu os dados sem erro. Caso algum bit esteja
diferente, um erro é detectado.
-Exemplos de polinômios geradores largamente utilizados:

CRC-12 = X
12
+ X
11
+ X
3
+ X
2
+ X + 1 CRC-16 = X
16
+ X
15
+ X
2
+ 1

CRC-32 = X
32
+ X
26
+ X
23
+ X
22
+ X
16
+ X
12
+ X
11
+
+ X
10
+ X
8
+ X
7
+ X
5
+ X
4
+ X
2
+ X + 1

(O CRC-32 foi o escolhido pelo comitê IEEE-802 para ser utilizado em redes locais de computadores)
Telecomunicações Básico Getúlio Teruo Tateoki 35

















Sinal gerado e Transmitido com Frame Ckeck-Sequence - FCS



















Sinal Recebido e feito CRC -Cyclic Redundancy Checks
Informação
Código
Gerador
Divisão
Polinomial
Resto
Informação Resto
Código
Gerador
Divisão
Polinomial
Resto
Erro
Informação Resto
Informação OK Zero
Não
Sim

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