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06/16/2009

Ano 01 Nº 01

Osasco

Janeiro de 2009

Alegando crise, patrões querem retirar direitos dos trabalhadores
A atual crise do capitalismo tem proporções gigantescas e ao contrário do que dizem os meios de comunicação e os governos, não se trata de uma crise de crédito, ou da especulação financeira que rola no grande cassino dos mercados de ações. Sua origem vem da super produção, ou seja, as grandes multinacionais intensificaram a exploração da classe trabalhadora e ao mesmo tempo investiram pesado em tecnologia, dessa forma mesmo batendo todos os recordes de produção e lucros nos últimos anos. São reféns de sua própria fórmula: ao investirem pesado em maquinas e equipamentos viram sua taxa de lucro despencar. As saídas que os patrões buscam é jogar a crise nos trabalhadores com demissões, férias coletivas, PDV, redução da jornada com redução de salário e o layoff (suspensão das atividades fabris). A crise que começou no coração do Império, se alastrou pela Europa e Ásia já chegou ao Brasil. Sendo assim o discurso do governo Lula caiu por terra, ou seja, o Brasil não esta imune à crise, pois só nos últimos 3 meses mais de R$ 200 bi já foram utilizados pelo Estado para “ajudar” as empresas. Mas essa ajuda não é a mais importante, eles precisam e querem mais. No último dia 13 o presidente da Companhia Vale em entrevista revelou sua conversa com o Presidente: reivindicou ao governo um “regime de exceção” na legislação trabalhista, ou seja, redução de direitos e salários enquanto eles se recuperam para uma nova fase de concentração de riquezas e lucros. A mesma Vale que anunciou a demissão de 5 mil trabalhadores e que agora reivindica do Estado a suspensão temporária dos direitos trabalhistas, é a mineradora que mais lucrou nos últimos anos no mundo, fruto do processo de exploração contra a classe. O presidente que só ouviu num primeiro momento, nessa semana já se colocou a disposição do empresariado para mediar mais um pacto entre empresas e sindicatos, para isso os Ministérios do Trabalho e da Previdência já preparam uma agenda para o consenso. A CUT emitiu nota chamando a atitude dos empresários de oportunista, mas nada falou do movimento do governo em gestar mais um pacto onde os trabalhadores serão atacados, ao contrário apoiou a iniciativa do Estado em mais uma vez isentar as empresas de impostos. Ou seja, acatando o que manda o governo, a Central vai se mobilizar no sentido de imobilizar os trabalhadores. Os patrões irão demitir de qualquer forma, agora querem se aproveitar do período de crise para fazer os ajustes necessários para seguirem explorando mais os trabalhadores: por isso querem acordos que diminuam a jornada, com a diminuição dos salários, demitirem para terceirizar, precarizar as contratações e depois recontratar com salários menores ainda. Por isso a única saída da classe trabalhadora é superar a sociedade de classes, em outras palavras, construírem uma nova sociedade. A Unidade Classista, atuando na Intersindical junto com várias organizações do movimento sindical e popular que não se renderam ao pacto com o Capital e a submissão ao governo federal está organizando desde já uma ação que começa a partir da base, dos locais e trabalho e moradia. Organizar a luta com o conjunto da classe trabalhadora para construir as mobilizações, greves e ocupações necessárias.

Tarefas do PCB em Osasco e região? Nem mais nem menos do que foi no passado, em questões práticas e políticas, o PCB retorna à cena em Osasco junto à classe trabalhadora a fim de se apresentar como um instrumento de organização política que se faz necessário neste momento em que falamos de crise e que, na verdade, o que se precisa para superála é de uma resposta política para mudarmos os paradigmas do capitalismo, ou seja, a mudança de sua base de sustentação: a exploração da força de trabalho do homem pelo homem e a acumulação da riqueza produzida pela classe trabalhadora nas mãos de um número pequeno de “proprietários” dos meios utilizados para produzi-la. Seguindo nosso processo de reorganização, estamos dando nosso segundo passo que é o de ter uma aproximação maior com a totalidade da classe trabalhadora que se faz pedra fundamental, e também o

agente histórico das mudanças na sociedade brasileira e mundial. Para isso estamos trazendo alguns dilemas que a sociedade e os trabalhadores vem vivenciando, desde as diretrizes que se fazem mais claras referentes às centrais sindicais no geral, e para aonde estão conduzindo a luta histórica do movimento operário brasileiro, até a forma em que o movimento, em si, está influenciando nessas decisões institucionais de suas entidades representativas. Nossa proposta de organização para a classe trabalhadora esta explicitada no nome de nossa força política dentro do movimento sindical no Brasil: “UNIDADE CLASSISTA”. Somente com ela alcançaremos nossos objetivos. Queremos, com isso, mostrar o caráter revolucionário da classe trabalhadora que sempre que almeja alguma coisa realiza, conquistas seus objetivos que mudam a perspectiva da luta de classes no Brasil e no mundo e o rumo da história.

É sempre nesses momentos de crise que a classe trabalhadora se revigora e ressurge com mais força e unificada fazendo valer sua condição – revolucionária - na sociedade dentro desse conflito que só será superado pelas mãos exclusivamente dos trabalhadores. Para isso o PCB – Partido Comunista Brasileiro – se coloca junto com os trabalhadores para coletivamente sairmos dessa crise com outros propósitos para nossa sociedade, com outra concepção econômica, política e social. Somente o socialismo poderá acabar de uma vez por todas com essas crises que nos assolam de anos em anos e nos subjugam diante do capital. VIVA A CLASSE TRABALHADORA! VIVA A UNIDADE CLASSISTA! VIVA A REVOLUÇÃO SOCILISTA! VIVA O PCB!

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