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Escola Secundária Alfredo da Silva

Curso de Electrónica Automação e Comando – Electricidade e Electrónica


Módulo 11 (12º Ano) – ELECTRÓNICA DE POTÊNCIA (draft)
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ELECTRÓNICA DE POTÊNCIA
INTRODUÇÃO
As aplicações da Electrónica de Potência têm crescido continuamente ao longo do
tempo.
O termo Electrónica de Potência começou a usar-se na década de 1960, após a criação
do SCR (silicon controlled rectifier - rectificador controlado de sílicio).
A partir daí a evolução não parou e desenvolveram-se dispositivos que podem comutar
correntes elevadas em tensões elevadas e de forma eficiente.
Para além disso são dispositivos fiáveis e de pequena dimensão.
Como exemplos actuais de utilização da Electrónica de Potência podemos apontar:
Controlo de Iluminação e de Aquecimento; Fontes Reguladas de Energia; Variadores de
Velocidade em motores CC ou CA.

O QUE É A ELECTRÓNICA DE POTÊNCIA?


A Electrónica de Potência trata da aplicação de dispositivos semicondutores de
potência, como por exemplo os tirístores, na conversão e no controle de energia
eléctrica, em níveis elevados de potência.
A conversão de que falamos é de CA para CC ou vice-versa e os parâmetros
controlados são a tensão, corrente e a frequência.
A simples rectificação de CA para CC é uma conversão, mas basta que possamos
também ajustar o nível da tensão de saída CC e passamos a ter também controlo.

PORQUÊ A ELECTRÓNICA DE POTÊNCIA?


A transferência de potência eléctrica de uma fonte para uma carga pode ser controlada
pela variação da tensão de alimentação (usando um transformador variável) ou pela
inserção de um regulador (como por exemplo um reóstato ou um comutador
automático).
Os dispositivos semicondutores utilizados como comutadores automáticos têm a
vantagem de terem um tamanho pequeno, baixo custo e eficiência.

Um Interruptor Como Dispositivo De Controlo


Na figura abaixo, usamos um interruptor para controlar a carga. Quando o interruptor
está ligado, a transferência de potência para a carga é máxima. As perdas no interruptor
são nulas, uma vez que não há tensão aos seus terminais. Quando o interruptor está
desligado, a potência transferida para a carga é nula. Também aqui não há perdas de
potência no interruptor uma vez que não passa nenhuma corrente por ele. A eficiência é
pois de 100% porque o interruptor não consome energia em nenhum dos casos.

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O problema existente com este método é que, ao contrário do reóstato, o interruptor não
pode ser colocado em posições intermédias, de modo a proporcionar uma variação
contínua da potência entregue à carga.
No entanto, podemos criar o mesmo efeito abrindo e fechando o interruptor
periodicamente.
Os transístores e os SCRs podem ser utilizados como interruptores e conseguem
abrir e fechar, automaticamente, centenas de vezes por segundo.
Se precisamos de mais potência na carga, o interruptor electrónico deverá ficar
fechado durante mais tempo e desligado durante menos tempo, dentro de um
período. E vice-versa.
Assim se consegue o controlo sem perdas.

INTERRUPTORES SEMICONDUTORES DE POTÊNCIA


- Díodos;
- Transístores Bipolares de Junção (TJBs);
- Transístores de Efeito de Campo Metal-Óxido-Semicondutor (MOSFETs);
- Rectificadores Controlados de Silício (SCRs);
- Triacs;
- Tirístores

Um interruptor electrónico ideal:


1. Abre e fecha instantaneamente;
2. Quando está fechado, a queda de tensão nele é nula;
3. Quando está aberto, a corrente que o atravessa é nula;
4. Não dissipa potência.
Além disso, temos como condições desejáveis:
5. Quando fechado, deve poder suportar correntes altas;
6. Quando aberto, deve poder suportar tensões elevadas;
7. Que utilize pouca potência para o controlo da operação;
8. Que seja altamente fiável;
9. Que seja leve e pequeno;
10. Que tenha baixo custo;
11. Que não precise de manutenção.

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Questões:
1. O que entende por Electrónica de Potência?
2. Qual é o método mais eficiente para o controlo da potência eléctrica?
3. Qual é a desvantagem do uso de um reóstato para controlo de potência eléctrica
entregue a uma carga?
4. Explique por que é que um interruptor electrónico é melhor que um reóstato para o
controlo da potência eléctrica entregue a uma carga.
5. Enumere as características de um interruptor electrónico ideal.
6. Enumere algumas aplicações comuns da electrónica de potência nas seguintes áreas:
a) Residencial;
b) Industrial;
c) Comercial;
d) Sistemas de Controlo de Energia Eléctrica;
e) Telecomunicações;
f) Transporte.

DISPOSITIVOS TIRÍSTORES

INTRODUÇÃO
Os tirístores são dispositivos semicondutores de potência de quatro camadas PNPN,
usados como interruptores electrónicos.
A principal vantagem que oferecem é converter e controlar grandes potências
muito elevadas (em CA ou CC), utilizando apenas uma pequena potência para o
controlo.
Iremos estudar a família dos Tirístores, que inclui o rectificador controlado de silício -
SCR), o triac e o diac.
Como o SCR é o elemento mais importante, a ênfase será sobre ele.

O RECTIFICADOR CONTROLADO DE SILÍCIO (SCR)


O Rectificador Controlado de Silício (SCR) é o controlador eléctrico de potência mais
usado.
Isso deve-se à sua rapidez na comutação, ao seu pequeno tamanho e aos elevados
valores de tensão e corrente que suporta.

Descrição:
A estrutura de um SCR mostra-se na figura abaixo, bem como o seu símbolo eléctrico.
Tem 3 terminais: o ânodo (A) e o cátodo (K) são os de potência; enquanto a porta (G) é
o de controlo.
Quando o SCR está polarizado directamente, isto é, quando o ânodo é positivo em
relação ao cátodo, uma tensão positiva na porta (em relação ao cátodo), passa o SCR
para o estado fechado/ligado.

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No entanto, não é a porta que, depois, desliga o SCR, mas sim a interrupção da corrente
no ânodo.
De modo similar ao díodo, o SCR apresenta-se bloqueado quando a tensão entre ânodo
e cátodo é negativa.

Curva Característica

A curva característica volt-ampére de um SCR pode ser vista na figura 4. Quando o


SCR estiver directamente polarizado, uma pequena corrente, denominada corrente no
estado ligado, flui pelo dispositivo. Essa região da curva chama-se região de bloqueio
directo. Se a polarização directa aumentar e a tensão do ânodo alcançar um limite
crítico, chamado tensão de disparo directa (VFBO), o SCR passa para o estado ligado. A
tensão no SCR cai então para um valor baixo - a tensão no estado ligado - e a corrente
aumenta de valor.

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As três curvas características mostram que o valor de VFBO pode ser controlada pelo
nível de corrente de porta. Se a junção porta-cátodo estiver directamente polarizada, o
SCR passará para o estado ligado com uma tensão de disparo mais baixa do que com a
porta aberta (IG =0). À medida que a corrente de porta aumenta, a tensão de disparo
diminui e as características do SCR ficam mais parecidas com as de um díodo comum.
A curva de IG=0 mostra que o SCR pode passar para o estado ligado sem nenhuma
corrente aplicada na porta. Esta, porém, não é uma característcia desejável nos SCRs -
na prática, o SCR deve passar para o estado ligado apenas com a aplicação de um sinal
na porta.. Com uma baixa corrente de porta (IG1), o SCR passa para o estado ligado com
uma tensão directa de ânodo mais baixa. Com uma corrente de porta mais alta (IG2), o
SCR dispara com uma tensão directa de ânodo ainda mais baixa.
A característica inversa é semelhante à do díodo normal.

O SCR, na sua essência, actua como um interruptor. Quando a tensão aplicada estiver
abaixo do ponto de disparo, o interruptor estará no estado desligado. Quando a tensão
aplicada alcançar o ponto de disparo, ou se um sinal positivo for aplicado na porta, ele
passará para o estado ligado. O SCR permanecerá no estado ligado enquanto a sua
corrente de ânodo IA estiver acima de um certo valor, chamado corrente de sustentação
(IH).

Valores Nominais de Corrente do SCR


- Corrente média nominal no estado ligado (IT(avg)) - é dado pelo fabricante e não deve
ser excedido pois pode pôr em causa o SCR, devido ao aumento da sua temperatura.
Na prática, o SCR só vai conduzir durante uma parte do período. Ex. da figura:

Demonstra-se que o valor RMS (eficaz) da corrente pode ser calculado a partir de:
I m2 to
I RMS =
T

onde to é a duração do impulso, T é o tempo de repetição do impulso e Im é a corrente


máxima.

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O valor médio do impulso é dado por:


I t
I avg = m o
T
o factor de forma (fo) é definido como a relação entre os valores RMS e médio da
corrente:
IRMS
fo = -----------
Iavg

Se soubermos o factor de forma para uma dada forma de onda, a corrente RMS pode ser
obtida com facilidade a partir de:

IRMS = fo . (Iavg)

A tabela seguinte dá-nos o factor de forma em função do ângulo de condução (θ). O


ângulo de condução é a duração para a qual o SCR está no estado ligado e é medido
como se mostra na figura 7
Ângulo de Condução (θ) Factor de Forma (fo)
20º 5,0
40º 3,5
60º 2,7
80º 2,3
100º 2,0
120º 1,8
140º 1,6
160º 1,4
180º 1,3

Exemplo 1:
Determine o factor de forma da forma de onda mostrada na figura abaixo.

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Solução
Usando a aproximação da onda pelo impulso rectangular, podemos usar a equação
I m2 to (10) 2 • 2
I RMS = = = 33,3 = 5,8 A
T 6
Usando agora a equação
I t (10) • 2
I avg = m o = = 3,3 A
T 6
Usando finalmente
IRMS
fo = ----------- = 1,7
Iavg

Exemplo 2:
Determine a corrente RMS num circuito com SCR quando um amperímetro CC lê 100
A com um ângulo de condução de 60º
Solução:
Para um ângulo de condução de 60º, o factor de forma, pela tabela acima, é:
fo = 2,7
então:
IRMS = 2,7 . (100) = 270 A

Corrente de Disparo (IL)


É a corrente mínima de ânodo para que ele fique no estado ligado, logo após o sinal de
porta ter sido retirado.

Corrente de Sustentação (IH)


É a corrente mínima de ânodo para que o SCR mantenha o estado ligado.

Exemplo 3:
Determine o valor máximo da resistência de carga que vai assegurar a condução do SCR
no circuito da figura 9. O SCR tem uma corrente de sustentação de 200 mA.

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Solução:
Para que o SCR se mantenha no estado ligado, a corrente de Ânodo não deve chegar a
valores menores que 200 mA. Portanto,

VS 2,08
RL(max) = -------- = --------- = 1040 Ω
IH 0,2

Valores Nominais de Tensão do SCR


• Tensão de Bloqueio Repetitivo em Polarização Directa (VDRM)
É um dos valores nominais básicos de um SCR. É a tensão máxima instantânea que o
SCR pode bloquear na direcção directa. Selecciona-se VDRM para ser menor que a
tensão de disparo directa (VFBO), de modo a que este não conduza sem aplicação de
tensão na porta.

• Parâmetros de Porta
o - Corrente Máxima de Accionamento de Porta (IGTM)
É a corrente máxima DC de porta permitida para passar o dispositivo ao
estado de condução/ligado.
o Tensão Máxima de Accionamento de Porta (VGTM)
É a tensão DC necessária para produzir IGTM
o Dissipação Máxima de Potência na Porta (PGM)
É o produto instantâneo máximo da corrente de porta pela tensão de porta
que pode existir durante a polarização directa.
o Tensão Mínima de Accionamento da Porta (VGT)
É a tensão mínima CC porta-cátodo necessária para accionar o SCR.
o Corrente Mínima de Accionamento de Porta (IGT)
É a corrente mínima CC necessária para levar o SCR ao estado de
condução/ligado.
Em geral tem um valor entre 0,1 e 50 mA.
De notar que, para que o SCR passe ao estado ligado, temos de ter no mínimo, em
simultâneo, VGT e IGT aplicadas à porta.

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Exemplo:
Para o circuito da figura , qual é a tensão mínima (VIN) que disparará o SCR se a
corrente de porta necessária para isso for de 15 ,A?

Solução:
Uma vez que temos uma junção PN normal entre a porta e o cátodo, a tensão porta-
cátodo deve ser ligeiramente superior a 0,6 V para polarizar directamente a junção.
Suponhamos uma tensão Vo de 0,7 V de polarização directa. Então,
VIN(min) = VRG + Vo = IGT . 100 + 0,7 = (15.10-3) . 100 + 0,7 = 1,5 + 0,7 = 2,2 V

Exemplo:
Um SCR tem os seguintes valores nominais:
queda de tensão ânodo-cátodo = 1,5 V
tensão de junção porta-cátodo = 0,6 V
corrente de porta = 40 mA
Se o SCR absorver uma corrente de 20 A, determine:
a) A potência de perdas, no estado ligado
b) A potência de perdas na porta
Solução:
a) Potência de perdas no estado ligado = 20 . 1,5 = 30 W
b) Potência de perdas na porta:
PG = VG . IG = 0,6 . 0,04 = 24 mW

DIAC
É um interruptor semicondutor de três camadas e dois terminais.
Funciona como dois díodos ligados em contraposição em série.
A única maneira de o passar para o estado ligado é ultrapassando a tensão de disparo.
Como pode passar de desligado para ligado em qualquer das polaridades, torna-se muito
útil em aplicações da CA.

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Pela curva característica podemos ver que quando o ânodo 1 estiver a um potencial mais
alto que o ânodo 2, apenas fluirá uma pequena corrente de fuga. Quando essa diferença
de potencial atingir o valor de disparo (VBO), o Diac entra em condução. Nessa altura
passa para um valor baixo e aí se mantém constante.
O mesmo se passa no sentido inverso (tensão do ânodo 2 > que a do ânodo 1).
Os Diacs usam-se muto no accionamento de dispositivos maiores, como os SCRs e os
Triacs.

TRIAC
É um Diac ao qual foi adicionado um terminal de porta para controlar a passagem ao
estado ligado.
Pode conduzir corrente em ambas as direcções, directa e inversa, e pode ser controlado
por um sinal na porta, positivo ou negativo. Isso torna-o útil para o controlo e potência
em CA.
Como no caso do SCR, o Triac tem três terminais: principal 1 (MT1), principal 2 (MT2)
e porta.
Também é conhecido pelo nome de SCR bidireccional pois pode ser visto como uma
integração de dois SCRs ligados em contraposição em paralelo.

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Vemos que a característica de tensão-corrente é idêntica à do SCR.


A tensão de disparo do triac pode também ser controlada pela aplicação de um sinal
positivo ou negativo na porta. À medida que a amplitude do sinal aumenta, o ponto de
disparo do dispositivo diminuirá. Uma vez que ele esteja ligado, o sinal pode ser
removido e, exactamente como acontece no SCR, o triac permanece assim até que a
corrente principal vá abaixo do valor da corrente de sustentação.
Os quatro modos de passagem para o estado ligado são:
Tensão entre MT1 e MT2 Tensão entre porta e MT1
Positivo Negativo
Positivo Negativo
Negativo Positivo
Negativo Positivo

O triac é mais económico e fácil de controlar.


Uma das suas limitações á a baixa velocidade, o que restringe a sua aplicação a
frequências de algumas centenas de hertz.
São, por isso, apenas usados para regular a tensão CA de 50 Hz em aplicações de
iluminação, controlo de velocidade de motores e de aquecimento.

Laboratório

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Description:

A reliable and efficient all-around performer. I bought the


kit because it didn't cost me much more than the components
were worth and I also got a nice professional-made PCB
inside.

As you can see, this is a tried-and-true diac & triac


combination that offers both simplicity and high
performance. With a load up to 3.5A, the power rating is
750W at 230V. A heat sink on the triac is a must!

Note: for 110V operation, add a 220k resistor in parallel


with the 470k pot. No other modification is necessary. But
since the maximum allowed current is still 3.5A, the
highest possible power output will drop to 380W.

Problems:

Insulate all mains voltage connections and mount the


circuit in a sturdy plastic box with enough room inside for
the air to circle freely.

Possible uses:

When I bought a mains voltage powered soldering iron (a


Weller 25W), I was appaled at the rate at which the tip had
to be replaced. Obviously, the soldering iron was badly
overheating. I asked around a bit and quickly learned that
this was not just a problem of my beautiful little Weller.
Virtually all mains powered irons suffer from the same
problem.

The only solution is to build a dimmer. This one has served


me very well. Now, I can easily control the temperature of
the tip and select maximum power only when I really need
it. Other applications are light dimming (for incandescent
lamps only!) or AC motor control.

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