You are on page 1of 329

INTRODUÇÃO À DIDÁTICA DE EDUCAÇÃO FÍSICA

LIVRO TÉCNICO EDITADO PELA DIVISÃO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO M. E. C. E DESTINADO A DISTRIBUIÇÃO GRATUITA AOS ESPECIALIZADOS.

EDIÇÃO MAIO 1969

DIVISÃO DE EDUCAÇÃO FÍSICA MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA BRASÍLIA, D. F. BRASIL

ALFREDO GOMES DE FARIA JR.
LICENCIADO EM EDUCAÇÃO FISICA E EM PEDAGOGIA

INTRODUÇÃO À DIDÁTICA DE EDUCAÇÃO FÍSICA

PROGRAMA DE PUBLICAÇÕES EDITOR: PROFESSOR LAMARTINE PEREIRA DA COSTA

DIVISÃO DE EDUCAÇÃO FISICA — PALÁCIO DA CULTURA — SALA 1111 RUA DA IMPRENSA, 16 — RIO DE JANEIRO - GB

APRESENTAÇÃO

A iniciativa da Divisão de Educação Física do M.E.C. em publicar a presente obra tem por objetivo, primordialmente, oferecer subsídio aos alunos das Escolas Superiores de Educação Física e aos nossos especializados, de modo geral, no referente ao setor básico da Didática. Nesse propósito, as considerações em evidência foram: — as Escolas Superiores de Educação Física são as únicas que, entre as instituições qua preparam professores, não têm a Didática, cujo objetivo específico é justamente o estudo das técnicas de ensino, como disciplina constante de seus currículos; — a inclusão da Didática no currículo mínimo dessas Escolas, estudada atualmente pelo Conselho Federal de Educação, exigirá, obviamente, material bibliográfico correspondente, e — o moderno conceito de Educação Física requer o que se pode chamar de uma "nova técnica de ensino", que traduz, no campo prático, os princípios teóricos já aceitos pela maioria dos nossos professores de Educação Física. O autor, salientando sempre a posição ocupada pelo educando, como centro de todo o processo educacional, e a do moderno professor de Educação Física, como autêntico educador, procurou, simplesmente, adequar algumas normas e procedimentos, aplicados, até hoje, empiricamente pelos professores de nossa especialidade, aos princípios básicos recomendados pela Didática Geral. Assim, foram estudadas prioritáriamente as três fases da atividade discente — o planejamento, a orientação e o controle da aprendizagem em Educação Física — ao mesmo tempo em que se procurou desenvolver algumas considerações sobre aspectos teóricos da Educação. _ .. • ' Cumpre relevar ainda que o trabalho ora apresentado constitui fase importante na evolução técnica do PROGRAMA DE PUBLICAÇÕES da Divisão de Educação Fisica, que busca o aperfeiçoamento dentro dos novos conceitos de comunicação. A experiência assimilada pautará certamente as nossas futuras publicações. Considerando nossa diretiva, à frente da Divisão, de apoiar decisivamente o aperfeiçoamento técnico da Educação Física e dos Desportos, esperamos, com esse empreendimento, cumprir mais uma etapa de nossos objetivos.

Tenente-Coronel Arthur Orlando da Costa Ferreira Diretor da Divisão de Educação Física do M.E.C.

ÍNDICE APRESENTAÇÃO UNIDADE I

— — — —
UNIDADE II

NOÇÕES FUNDAMENTAIS A Pedagogia A Educação ., A Didática

1 2 10 23

— O EDUCANDO — Aspectos Evolutivos do Educando — Considerações acerca dos exercícios físicos para crianças e adolescentes — O dimorfismo sexual do educando e suas influências nas práticas físicas
UNIDADE III

27 28 39 40

— O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA — Requisitos Básicos do Professor de Educação Física . . . — O Professor de Educação Física e o Grupo Profissional Pedagógico — O Professor de Educação Física e o Fenômeno da Liderança — O Professor de Educação Física e a Ética Profissional ..
UNIDADE IV

44 46 51 55 57

— FINALIDADES DA EDUCAÇÃO E OBJETIVOS DO ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA — Finalidades da Educação — Objetivos do Ensino — Finalidades da Educação Brasileira — Objetivos da Educação Física

60 61 61 62 63

UNIDADE V — OS CONTEÚDOS — Alguns Aspectos a Considerar na Seleção dos Conteúdos — Algumas formas pelas quais os conteúdos se apresentam 69 71 77 UNIDADE VI — MÉTODO E CICLO DOCENTE Primeira Parte 1 — Método 2 — Principais Métodos Empregados no Brasil Segunda Parte Ciclo Docente a) O Planejamento do Ensino da Educação Física b) Orientação da Aprendizagem c) Controle da Aprendizagem 107 108 109 142 143 194 287 CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ÍNDICE DA MATÉRIA 313 314 319 .

UNIDADE ! NOÇÕES FUNDAMENTAIS A PEDAGOGIA — Conceito de Pedagogia — Fontes e Evolução da Pedagogia — Objeto da Pedagogia — Características do Fenômeno Educativo — Divisão da Pedagogia — Disciplinas que Compõem a Pedagogia A EDUCAÇÃO — Conceito de Educação — Alguns Aspectos da Educação Sistemática no Brasil A DIDÁTICA — Conceitos de Didática — Objeto da Didática — Fontes da Didática — Âmbito da Didática — Didática Tradicional e Didática Moderna — Divisão da Didática — Didática de Educação Física 1 .

na Grécia antiga. Portanto. que. "agog" é a raiz com duplicação ática de "ago" e "ia" é o sufixo grego que dá valor ao substantivo. passando a ser empregado. uma das primeiras vezes. agein" — conduzir. foi pedagogo de Aquiles. "Ped" é contração de "paid". Por isso. Esta função existe desde os tempos mais remotos da antiga civilização grega. paidós" — criança e "ago.NOÇÕES FUNDAMENTAIS A CONCEITO DE PEDAGOGIA PEDAGOGIA O têrmo Pedagogia existe desde a antigüidade clássica. por numerosos autores clássicos. O pedagogo conduzindo pequena senhora. modernos ou contemporâneos. Encontramo-lo. dirigir. chamava-se pedagogo ao escravo liberto encarregado de conduzir as crianças à palestra. guiar. etimològicamente. A palavra Pedagogia provém de duas palavras gregas: "pais. Pedagogia. de Eurípedes. sua . na tragédia "Orestes". segundo os clássicos. significa "guia ou condução da criança". a partir daí. No canto IX da Ilíada é mencionada várias vezes a figura de Fênix.

como realizar a educação. São Clemente de Alexandria. organizados e sistematizados com rigor científico. sôbre a problemática da educação. Pedagogia "seria. Estabelece. a ciência e a técnica da educação". o conceito inicial de Pedagogia começou a modificar-se. Desta forma. por envolver conhecimentos certos e sistemáticos adquiridos por métodos idôneos. Uma vez abandonado o conceito etimológico por considerá-lo vago." Abrange. no seu livro "O Pedagogo". pois. a filosofia. No século II. uma especulação filosófica. ao mesmo tempo. são ainda confusos e limitativos. "ciência da educação" e até "ciência e técnica da educação". o conjunto dos conhecimentos acumulados. conceituá-la. já faz menção a quatro significados para Pedagogia. através dos séculos. Ciência. e arte porque supõe uma realização. tomando-se por base o seu conteúdo: "Pedagogia é o conjunto de conhecimentos sistemáticos sôbre o fenômeno educativo. se estudados outros aspectos da problemática. assim. Esta definição é ainda restritiva e unilateral. fazendo. também. também. Estes conceitos. ser considerada uma técnica. Evoluiu-se depois para "ciência da arte de educar". impreciso e insuficiente. determina valores éticos e sociais a serem atingidos pela educação. porém. por exemplo. Procura-se. procurou-se conceituá-lo como "arte de educar". podendo. atualmente. portanto. A Pedagogia.Com o passar do tempo. .

— Fase da reflexão e crítica filosófica Esta fase teve como iniciadores Sócrates. princípios e normas contraproducentes. Platão. Platão e Aristóteles e surgiu da necessidade de uma interpretação dos fins da educação. Sua única fonte era a experiência prática não metodizada. Apresentava. já estabelecia alguns princípios válidos e normas aceitáveis. do estabelecimento de novas normas e diretrizes da ação educativa e de atender às exigências humanas e sociais da educação. grandes erros. inicialmente. de uma parte. onde predominavam a improvisação e o autodidatismo. . um complexo de tradições educativas advindas da observação e da experiência empírica de antigos mestres. que mais tarde vieram a ser reavaliadas e reformuladas pela Pedagogia atual. de outra parte.FONTES E EVOLUÇÃO DA PEDAGOGIA — Fase do Empirismo Pedagógico A Pedagogia era.

— Fase da pesquisa científica Esta fase inicia-se em fins do Século XIX estimulada por três grandes fatôres fundamentais: — expansão do pensamento positivista. biológicos. possibilitando a elaboração da política educacional dos diferentes povos. tornada uma disciplina racional e ordenada. analisando tôda a evolução biológica e psicológica da criança nas diferentes etapas evolutivas. CARACTERÍSTICAS DO FENÔMENO EDUCATIVO . Desta forma. econômicos e artísticos à educação. higiênicos. a partir daí. OBJETO DA PEDAGOGIA Pelo exposto. — controvérsia evolucionista e — rápida democratização da educação. a sistematização da Pedagogia. sociológicos. podemos compreender que o objeto específico da Pedagogia é o "estudo do fenômeno educativo".Surge. Foi quando surgiram os conhecimentos exatos e objetivos sôbre os dados reais do fenômeno educativo. pode-se compreender a grande complexidade da Pedagogia moderna e a riqueza e densidade dos conhecimentos que ela envolve. A controvérsia evolucionista. proporcionou novos dados psicológicos. exigindo a realização de pesquisas sôbre os problemas concretos da infância e da adolescência. A expansão do positivismo teve como conseqüência no campo pedagógico a pesquisa dos diversos aspectos da realidade e da natureza humana. A democratização da educação aumentou a responsabilidade social da escola.

"logos" — tratado) estuda o que é a educação." . Se não fôr assim. DIVISÃO DA PEDAGOGIA A Pedagogia Teleológica (do grego "teleos" — fim. como exemplo. se não levar em conta o sujeito atualmente e o fim visado. e a Pedagogia Mesológica (de "mesos" — meio. Estes três aspectos da Pedagogia formam um todo inseparável tal o seu íntimo relacionamento.O fenômeno educativo é constante por haver sempre uma geração adulta atuando sôbre uma geração mais jovem. por sua natureza. Para maior esclarecimento. pode parecer a mais alheia ao aspecto teleológico. temos a garantia de uma eficaz preservação da cultura e da continuidade da vida social. "logos"— tratado) preocupa-se com os fins e objetivos educativos. para propor a alguém um exercício de ginástica ou jogo temos que começar por conhecê-lo para que a qualidade. a Pedagogia Ontológica (do grego "ontos" — ser. É universal porque se processa através de todos os tempos e em todas as comunidades do mundo. "Tomemos. É irredutível por não se confundir nem se identificar com os demais fenômenos da vida social. transcrevemos o exemplo dado pela Professora Consuelo Buchon em seu livro "Pedagoga". embora variando em intensidade e sistematização. tanto quanto assim fôr. será educativo. sôbre quem atua e quem a realiza. "logos" — tratado) cuida dos meios e das formas mais indicadas na realização da obra educativa. Desta forma. mais ainda. moral e religioso. como será aberração condenável. não só tal exercício deixará de ser formativo. a educação física que. deverá ser de tal modo que coopere com o bem intelectual. e. método e duração guardem proporção com a idade e o estado constitutivo do sujeito.

DISCIPLINAS QUE COMPÕEM A PEDAGOGIA Adotado o conceito de Pedagogia como "o conjunto de conhecimentos sistemáticos sôbre o fenômeno educativo". foi possível agrupar as diferentes disciplinas que compõem a Pedagogia: I — Disciplinas Filosóficas (descritivas e normativas) História da Pedagogia Filosofia Educacional Política Educacional II — Disciplinas Científicas (descritivas ou experimentais) Biologia Educacional Psicologia Educacional Sociologia Educacional Estatística Educacional História da Educação Educação Comparada III — Disciplinas Técnicas (aplicadas) Higiene Escolar Administração Escolar Organização Escolar Didática Geral e Especial Orientação Educacional Psicoterapia Educacional .

o crescimento. — Filosofia Educacional j A Filosofia Educacional estuda os princípios básicos e as finalidades que devem nortear a educação. o fenômeno da aprendizagem. as atividades do sistema nervoso. seja acerca dos dados sociológicos. instituições. Estuda. do ponto de vista sociológico. — Educação Comparada Estuda e correlaciona as realidades educacionais: leis. sistemas. também. estado etc. o sistema glandular. — Estatística Educacional Estuda a educação do ponto de vista quantitativo. a personalidade em relação à sua formação e a sua adaptação ao meio etc. — Psicologia Educacional A Psicologia Educacional estuda as etapas evolutivas da psique das crianças e dos adolescentes. Determina os valores a serem atingidos pela educação. estuda o desenvolvimento orgânico do educando. igreja. métodos etc. os fins sociais da educação. o desenvolvimento do pensamento filosófico-pedagógico. os focos de irradiação dessas tendências. 8 .I — Disciplinas Filosóficas — História da Pedagogia A História da Pedagogia estuda a evolução da "teoria educacional" relacionando suas diversas manifestações no curso da História com as concepções religiosas ou filosóficas que lhe deram origem. caracterizando suas grandes etapas e os ideais que predominaram em cada uma delas. Analisa a correlação entre o sistema escolar e os sistemas sociais. objetivando garantir condições propícias à educação das gerações mais jovens. — História da Educação Estuda a evolução histórica dos sistemas e práticas educacionais. fornecendo elementos que permitem uma série grande de avaliações. II — Disciplinas Científicas — Biologia Educacional A Biologia Educacional. seja acerca dos dados biológicos e psicológicos da educação. os grandes educadores nos momentos históricos. — Sociologia Educacional A Sociologia Educacional estuda as relações entre o indivíduo e o grupo. — Política Educacional Esta disciplina examina os problemas da educação em têrmos das necessidades sociais imediatas. a fadiga. as influências dos grupos sociais (família. as tendências pedagógicas de cada povo. através dos tempos. as condições ambientais. suas diferenças individuais e as formas de atuar sôbre aquelas diferenças.) sôbre a educação. a natureza. Analisa as influências da hereditariedade e do meio: os caracteres herdados e adquiridos. a extensão dessa irradiação. as doenças e suas profilaxias etc. do processo educativo. a atividade muscular. a organização e o funciona mento das experiências educacionais etc.

não no sentido vulgar da expressão. um projeto e um programa de ideais e valores. de pessoal etc. mas sim como uma prática terapêutica com base científica para aliviar tensões ou conflitos do indivíduo. É. analisa e apresenta soluções para os problemas comuns de diferentes níveis. Ela age sub-repticiamente de forma a modificar a conduta do educando dentro de um certo prazo. ramos. A Didática Geral estuda as teorias.III — Disciplinas Técnicas — Higiene Escolar A Higiene Escolar estuda as condições materiais da escola. de dinheiro e de trabalho. visando essencialmente ao aluno e acidentalmente ao jovem.) "A Orientação Educacional é uma atividade pedagógica organizada em bases científicas com caráter permanente. examina e critica os métodos de ensino. Elabora métodos especiais de ensino para alunos com problemas relacionados com a conduta. Procura fazer com que o indivíduo ultrapasse níveis de aspirações próximos para atingir outros que o levem a uma performance melhor. — Organização Escolar Estuda a mobilização de todos os recursos (materiais. com o objetivo de garantir maior eficiência. — Didática Geral e Especial A Didática objetiva o ensino ou a direção técnica da aprendizagem. de estudo e alimentação e as normas e cuidados de higiene física e mental dos corpos docente. — Orientação Educacional ou Orientação Educativa (segundo a L. A Didática Especial estuda os objetivos de cada disciplina ou prática educativa. — Psicoterapia Educacional Estuda as diferentes formas de anomalia mental e os desvios psicológicos da infância e da adolescência.) de uma escola. — Administração Escolar Estuda a estrutura e o funcionamento dos órgãos de administração escolar.B. reatividade e escolaridade. os métodos e recursos específicos e os problemas particulares inerentes ao ensino em questão. também. a programação dos conteúdos. a hierarquia e a distribuição de funções. uma promoção. Considera-se a Orientação Educacional como uma higiene mental. A Orientação Educativa é. conduzindo ao equilíbrio. discente e administrativo da escola. uma aprendizagem de profundidade. estabelecendo técnicas de diagnóstico.D. maior rendimento e economia de tempo. pois visa a realizar no indivíduo a sua maturidade. financeiros. os regimes de vida. enfim aplica as técnicas administrativas ao problema educacional." (CADES) A Orientação Educativa procura promover um ambiente capaz de levar o educando a agir de forma positiva. princípios e normas gerais. tratamento e reorientação psicológica. disciplinas ou práticas educativas. para integrar sua educação geral por meio da atividade do orientador em cooperação com vários agentes pedagógicos e mediante técnicas adequadas. . ao mesmo tempo.

considerando-se aquelas duas origens." (Platão. parecer à primeira vista. vago e incompleto. encontramos uma série de conceitos para o têrmo em questão.) "O verdadeiro escopo da educação é a obtenção da felicidade por meio da virtude perfeita. que significa direção para fora. intrínseco à natureza do educando. emitiram conceitos distintos aparentemente díspares. alimentar. baseado em noções ingênuas. que significa criar. à urbanidade e à polidez de um determinado indivíduo. e outro de fora para dentro. poderão servir para melhor compreensão do real significado do têrmo: a educação é algo que se adquire. "alimento" que é preciso dar ao espírito para que se desenvolva". indicando-nos os dois movimentos da educação: um de dentro para fora. três tônicas que. todavia. que auxiliará àquele desenvolvimento. impreciso. extrínseco a ela. baseando-se nas origens etimológicas da palavra. O conceito vulgar e o etimológico da educação não satisfizeram aos estudiosos que.) "Educar é instruir a juventude e formar almas virtuosas. Não há perfeito acordo entre os estudiosos sôbre as origens etimológicas do têrmo educação. outro. alguns dos quais transcrevemos a seguir: "A educação tem por fim evitar o erro e descobrir a verdade. Desta forma. às atitudes. Alguns dos grandes educadores do passado. Assim." (Sócrates. Outros asseveram que êle se originou de "educere". Uns afirmam-no derivado de "educare".) . conduzir. analisadas. que implica num processo perfectivo relacionado com o social. composto de "ex". não ocorre. usamos a palavra educação quando nos queremos referir ao grau de cultura. João Frederico Herbart "considera que o que se propõe à educação é introduzir materiais no educando.) "Educação consiste em dar ao corpo e à alma tôda a perfeição de que são capazes." (Cícero. Tal. procuram melhor conceituá-la. Êste conceito vulgar. partindo de outra origem do têrmo. aos costumes sociais. João Henrique Pestalozzi. pois os dois significados completam-se. que existam dois conceitos distintos e inconciliáveis de educação. Desta forma. no entanto." (Aristóteles. no sentido de um desenvolvimento e maturação próprios. e do verbo "ducere".A CONCEITO DE EDUCAÇÃO EDUCAÇÃO Vulgarmente. assegura que "a única coisa que o educador tem que conseguir é desenvolver os germens que se encontram no educando". desde a antigüidade. significaria "tirar de dentro para fora". assim. Desta forma. o processo educativo obedece a dois princípios: um. Pode. contém.

Aristóteles Locke Spencer Kant .

O terceiro e último grupo de transformações é a passagem dos impulsos aos ideais." (Marco Aurélio.) "O fim da educação é a formação do homem integral. O nascituro ignora tôda a herança social. necessita de um longo período de aprendizagem em substituição aos instintos existentes nos irracionais. não havendo.) "A educação é a arte de construir. pura. ao contrário dos animais." (Herbart. de edificar e de dar as forças necessárias.) "Educação é o desenvolvimento integral do homem. . ao passo que o adulto tem conhecimento dela. Por ideais compreendem-se os controles racionais da conduta humana sôbre os instintos. conhecimentos e ideais. William F." (Froebel. progressivo e sistemático de todas as forças." (Pestalozzi. Instintos significam "hábitos fixos de reação". isto sim." (Montaigne.) "A educação tem por finalidade unir um espírito sadio a um corpo sadio.) "Educar é desenvolver proporcional e regularmente todas as disposições do ser humano. O homem.' . mas prepará-los mentalmente de modo a serem capazes de abordar qualquer uma delas se aplicarem no seu estudo." (Locke. Possui. O homem maduro não possui hábitos de comportamento hereditários não modificados pela aprendizagem.) 'Educar é a arte de formar homens. em sua Enciclopédia Pedagógica." (Kant. Como vimos." (Lutero. um sem-número de habilidades que inicialmente nada mais eram que capacidades." (Rousseau. Só Rufino Blanco. Um segundo grupo de transformações no processo educacional é a do crescimento em conhecimentos. habilitado nas artes e indústrias. É o domínio de todas as coisas. Cunningham chega a um conceito plenamente satisfatório quando o faz baseado em três grupos de transformações que intervêm no processo educativo: habilidades." (Rabelaís) "Educação é a arte de formar homens e não especialistas. progresso na vida animal. Educar é saber dirigir e conter todos os movimentos da alma. por conseguinte. Os descritivos referem-se ao processo educacional e os normativos aos fins a serem atingidos.) "Educar significa o desenvolvimento natural.) "O objeto da educação é realizar a vida confiante. inviolável e sagrada. A tarefa da educação não é aperfeiçoar os jovens nas ciências. os conceitos de educação lançados até agora são ora descritivos.) "A finalidade da educação é proporcionar serviços mais efetivos ao Estado e à Igreja. refere-se a cento e oitenta e quatro conceitos distintos de educação." (Comenius.) "Preparar-nos para uma vida completa é a função que deve desempenhar a educação." (Spencer. ora normativos.) Inúmeros outros conceitos de educação poderiam ser aqui mencionados. de modo a realizar sómente atos dignos de um ser racional.

o indivíduo aprende coisas certas e coisas erradas. crítica e sobretudo intencional. sem que haja um planejamento anterior. A educação sistemática é ministrada numa complexa e especializada instituição nitidamente seletiva — a Escola. espontânea e ocasional. fruto dessa educação assistemática. cada país congrega os serviços escolares em sistemas de ensino. em grande parte. boas e más. A educação assistemática desenvolve-se ao sabor dos incidentes e das circunstâncias fortuitas. donde se pode aquilatar a responsabilidade educativa que pesa sôbre es gerações adultas. . consciente. com objetivos previamente traçados. consciente e seletiva. De um modo geral.Desta forma. podemos conceituar educação como "o processo de crescimento e desenvolvimento pelo qual o indivíduo assimila um corpo de conhecimentos. o seu sistema nacional de ensino. que vão constituir. ao contrário da anterior. O ser humano é assim. regionais e locais. Não sendo ela seletiva. pode ser: assistemática. ALGUNS ASPECTOS DA EDUCAÇÃO SISTEMÁTICA NO BRASIL A educação. A educação sistemática é. quando é inconsciente. no todo. quando é intencional. segundo suas influências. e sistemática. demarca os seus ideais e aprimora sua habilidade no trato dos conhecimentos para a consecução daqueles ideais".

.

níveis ou graus de ensino que nada mais são do que a sua articulação vertical.Os diferentes sistemas possuem. por sua vez. (adaptado de Lourenço Filho) .

Assim sendo. o critério geral escolhido para a graduação do ensino é o das "idades sucessivas". . procurando proporcionar uma "centralização de orientação" permite à União criar um Sistema Federal de Ensino. Julgamos necessário desenvolver neste trabalho algumas considerações acerca dos diferentes níveis ou graus de ensino. ainda. dada a sua formação. Pela primeira vez. a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. quando permite aos Estados e ao Distrito Federal organizarem seus próprios sistemas de ensino. Rio de Janeiro). A Educação de Grau Primário Em nosso país.No Brasil. três níveis ou graus de ensino: a Educação de Grau Primário.024.° 4. visto que o docente de Educação Física. a Legislação brasileira preocupou-se com a educação pré-primária quando a Lei n.024 a ela se Visita de uma sala de aula de uma moderna escola primária (Escola Guatemala. a educação de grau primário é a que se destina à infância. possui habilitação profissional que lhe permite atuar nos diferentes níveis. Lei Federal n.º 4. ao mesmo tempo que busca uma "descentralização de execução". Esta Lei reconhece. a Educação de Grau Médio e a Educação de Grau Superior.

Êste fato se agrava com o problema da evasão escolar tão evidente nas estatísticas de 1062.refere dizendo que "se destina aos menores até sete anos. Quanto ao ensino primário. . e dentre elas salientam-se as do INEP.000 crianças se evadiram durante o ano letivo.200. sem que possuíssem conhecimentos que nos permitissem afirmar que essas crianças estivessem instruídas ou que fossem elementos produtivos do ponto de vista econômico. Outro Aula de Educação Física numa moderna Escola Primária. Elas afastam-se da escola. e mais de 1 milhão delas o fizeram na primeira. Procurou-se. por exemplo. também. segunda e terceira séries. suas finalidades são "o desenvolvimento do raciocínio e das atividades de expressão da criança e a sua integração no meio físico e social". e será ministrada em escolas maternais ou jardins de infância". sendo que dos 7 milhões das matriculadas no ensino primário mais da metade se encontrava na primeira série. çalculou-se a existência de pelo menos 10 milhões de crianças na faixa etária de 7 a 11 anos. sem ao menos conhecer a História de sua Pátria. quando perto de 1. tornar obrigatório o ensino primário a partir dos sete anos e estender o curso a um mínimo de quatro anos e a um máximo de seis. Em 1963. quando a evasão ocorre na primeira série. mostram-nos quão deficiente é o ensino primário brasileiro. Pesquisas feitas.

por vezes. ficará práticamente esquecida por muito tempo em nossas escolas primárias. não possuem qualquer formação profissional. começamos a notar um maior interesse por parte da direção das escolas em incluir efetivamente essa "prática educativa" no currículo dos seus educandários. Educação de Grau Médio "A educação de grau médio. (G. um quadro desalentador. isto e. pois um passo mais adiante não deram na sua formação. Nos grandes centros." Êste artigo da Lei Vista de uma sala de aula de um moderno Ginásio Secundário. 44% dos professôres primários em regência de classe são leigos. Segundo dados obtidos pelo Primeiro Censo Escolar do Brasil.grande problema é o da reprovação escolar. a ultrapassar o de aprovados. não podendo. Desta forma. A situação do professorado primário apresenta.. embora obrigatória por força de Lei neste nível de ensino. em prosseguimento à ministrada na escola primária. muitas vezes. Assim sendo. dado que o número de reprovados chega. é perfeitamente válido concluir que a Educação Física. Nun'Álvares Pereira — Rio de Janeiro) . considera-se o ensino que se restringe à primeira série como um desperdício econômico. E. destina-se à formação do adolescente. entretanto. lecionar além da segunda série primária. também.

000 . O ensino médio brasileiro é. todo o segundo ciclo do ensino médio chama-se colégio ou "curso colegial". colegial industrial. Todo o primeiro ciclo de ensino médio chama-se ginásio: há. as condições são tão ruins ou até mesmo piores do que no ensino elementar.000 se matricularam em 1963 neste nível. portanto. como se sabe.000 7. quando só os alunos oriundos do curso secundário podiam ingressar no nível superior. O baixo índice das matrículas na escola normal não nos permitem uma esperança de ver melhoradas as deficiências do professorado da escola primária brasileira. colegial comercial. de todo um complexo social preparado para receber as explosões demográficas. ginásio secundário. a procura da escola torna-se cada vez maior. em dois ciclos: o GINASIAL e o COLEGIAL.n. que é possível a mobilidade vertical em nossa sociedade através dos conhecimentos e da formação que uma boa escola lhe pode oferecer. porém. ginásio comercial.000 200.336. ginásio industrial etc.000 39. Desta forma. não significa que o Govêrno pretenda acabar com o ensino agrícola de grau médio. somente 1. O povo brasileiro descobriu. ministrado. Assim. também. econômicas e sociais leva a nossa rede escolar a uma situação angustiosa.° 4. Dos 12 milhões de jovens em faixa etária correspondente à educação de grau médio. Quanto à extinção gradual do Curso Ginasial Agrícola e a conseqüente . Entretanto. ao contrário do que ocorria anteriormente. A inexistência. . No ensino médio. havendo. pois começa a abandonar a idéia de que a escola média teria como finalidade preparar jovens para os cursos superiores. colegial secundário etc. Desta forma. o têrmo "ginásio" não mais significa um tipo de ensino. hoje em dia. isto porque só se recomenda a profissionalização a partir do segundo ciclo.000 110. Da mesma forma. atualmente.proibição de os atuais educandários agrícolas realizarem exames de admissão a partir do ano letivo de 1969. num país de economia agrícola e onde se tenta uma rápida industrialização. Estas matrículas estavam assim distribuídas: Secundário Comercial Normal Industrial Agrícola 980. mas sim passá-lo para a esfera dos Ginásios Orientados para o Trabalho. substituindo-a pela idéia correta de que sua finalidade é a formação da personalidade do educando. dão acesso à Universidade. assim. êste grau de ensino é considerado pelos especialistas como um dos fatôres básicos do desenvolvimento das nações. onde nem a quantidade nem a qualidade são atendidas. vemos quão irrisórias são as matrículas nos ramos correspondentes a essas atividades. mas sim o ciclo de um nível ou grau de ensino.024 representa uma grande conquista para a educação brasileira. Esses ramos.

sobretudo. . visto que o êxito de sua missão passou a depender quase que exclusivamente do interesse e prazer que consigam despertar em seus alunos. complementares e Optativas. Contudo. obviamente de se ressentir de tal problemática. alguns fatôres positivos começam a se fazer sentir em nossa especialidade. A Educação Física.Aula de Educação Física num moderno Ginásio Secundário. material didático e. do conceito nas "provas práticas" e outros absurdos tão evidentes nas disciplinas obrigatórias. única "prática educativa" obrigatória existente nos currículos de nossas escolas. livres da preocupação da nota para passar de ano. tem. estimula o surgimento de novas revistas e boletins especializados e a publicação de novas obras didáticas igualmente especializadas. Esta renovação obriga a realização de cursos de aperfeiçoamento e até de pós-graduação. para alunos até a idade de 18 anos. A elevação da Educação Física à categoria de "prática educativa" despertou um maior interesse de renovação no âmbito do magistério especializado. Faltam instalações. o elemento humano altamente qualificado para a tarefa de educar: o professor de Educação Física.

em 1963. mostra-nos a real situação da educação no Brasil. Atividades desportivas no Ensino Superior. O ensino superior no Brasil felizmente começa a apresentar novas perspectivas ao docente de Educação Física.O Ensino de Grau Superior Nas diversas especialidades do ensino superior brasileiro. com a melhoria da capacidade produtiva de nossos jovens. . de acesso aos cursos especiais de orientadores educativos desde que possuidor de um estágio mínimo de três anos no magistério público ou privado. o desenvolvimento das ciências. 100 mil estudantes. ainda. cujo objetivo "é a pesquisa. podemos afirmar que. com facilidade de que o "desperdício de inteligência é fator primordial de subdesenvolvimento e pobreza". dos quais 20 mil concluíram os estudos. Sua habilitação profissional de nível superior permite-lhe lecionar em Escolas Superiores de Educação Física e dirigir atividades físicas no seio das Universidades. Dá-lhe o direito. estavam matriculados. letras e artes. Êste quadro desolador. e a formação de profissionais de nível universitário". à luz dos dados estatísticos. em que nos esquecemos. sómente com a eliminação do analfabetismo. Conclusões Finalmente.

S. podemos modificar o quadro comparativo abaixo mencionado. comparado com o dos E.U. e da U.onde avulta a deficiência de nosso sistema escolar.S. (Nílton Nascimento) .A.com currículos mais simples e menos pretensiosos e com o emprego de novos métodos de trabalho.R.

que contribui com as normas e critérios. FONTES DA DIDÁTICA As principais fontes da Didática são: — a Filosofia Educacional. tendo em vista seus objetivos educativos".A CONCEITOS DE DIDÁTICA DIDÁTICA A Didática pode ser conceituada de duas formas: — em função de sua natureza e objeto. Os objetivos. a técnica de dirigir e orientar eficazmente os alunos na sua aprendizagem". OBJETO DA DIDÁTICA O objeto específico da Didática é o estudo das técnicas do ensino. recursos e procedimentos específicos que todo professor deve conhecer e saber aplicar para orientar seus alunos na aprendizagem das matérias. Em função de sua natureza e objeto. — em função do seu conteúdo. caracteriza o seu conteúdo específico. . que contribui com as concepções. O segundo. — a Biologia Educacional. diretrizes e conclusões. — a racionalização do trabalho. Considerada em função do seu conteúdo. Os conteúdos. O professor. a Sociologia Educacional e a Psicologia Educacional. que contribuem com os resultados e conclusões de suas experimentações científicas. normas. isto é. princípios. ÂMBITO DA DIDÁTICA São cinco os "componentes fundamentais" que a Didática procura analisar: O educando. a Didática "é a disciplina pedagógica de caráter prático e normativo que tem por objeto específico a técnica do ensino. — a experiência prática. Os métodos. O primeiro conceito distingue a Didática das demais disciplinas pedagógicas. Didática "é o conjunto sistemático de princípios.

nas salas de aula ou nos campos ou quadras de esportes. é o fator principal na situação escolar. encarado como ser humano em desenvolvimento. O professor. . peculiaridades.São esses cinco "componentes fundamentais" do ensino que a Didática procura estudar. O educando. limitações. tem a função verdadeira de educador e não apenas de mero expositor ou instrutor.. Os objetivos são os fatôres dinamizadores de todo o trabalho escolar São as metas necessárias que devem nortear todo o trabalho na escola. atuando como elemento incentivador. tendências e interesses. orientador e avaliador da aprendizagem dos alunos. integrar funcionalmente e orientar. com suas capacidades.

em grande parte. O aluno era o elemento humano passivo: competia-lhe. O método era a maneira de o professor expor a matéria destituída de qualquer relacionamento humano. DIDÁTICA TRADICIONAL E DIDÁTICA MODERNA A Didática Tradicional Na Didática Tradicional. que transcrevemos. apresenta um interessante quadro acerca das cinco questões fundamentais da Didática. A matéria era um valor absoluto. o fator humano incentivador. Os objetivos dão sentido. o mestre era o elemento humano preponderante do processo de ensino. é válido concluir que Didática não é sinônimo de Metodologia. apenas. sendo. era. entretanto. podemos considerá-los assim. organiza-se a escola e ministra-se o ensino. O Professor Luiz Alves de Matos. É o educador no plano mais significativo do têrmo. que devia ser ensinada e aprendida sem qualquer alteração ou revisão crítica. na justa medida de sua capacidade. Para êle. A Metodologia estuda o método em si. técnicas e recursos. da qualidade do método usado. O método transfere-se do problema de ensino para o problema de aprendizagem. os meios necessários à formação do educando. na íntegra: . Os métodos de ensino conjugam de forma apropriada todos os procedimentos. decorar e obedecer subservientemente. Desta forma. pois ela "fragmenta a realidade vital que caracteriza o ensino moderno". arbitrário e despótico. se isolado dos demais componentes fundamentais da Didática. existem para servir ao educando. A Didática Moderna A Didática Moderna coloca o educando no centro de todo o processo educativo. O mestre é. Por isso.Os conteúdos. "O bom método é a melhor maneira de fazer o aluno aprender. uma parte da Didática. Despreocupado com as dificuldades de seus discípulos." O êxito de todo o trabalho escolar dependerá. os professôres colocam-se a seu serviço. data vênia. ouvir. Os conteúdos. assessor do aluno. também chamados de matéria de ensino. são os reativos empregados na educação. são bem fundamentadas as inúmeras críticas que lhe são movidas. portanto. valor e direção ao trabalho escolar. de forma a colimar os objetivos propostos. os elementos formativos necessários ao desenvolvimento integral do educando. os conteúdos. rapidez e eficácia. orientador. apenas. com maior segurança. um verdadeiro escravo da própria matéria que lecionava. O estudo do método é uma investigação estéril e abstrata para a prática do ensino. em seu livro "Sumário de Didática Geral".

. nos capítulos subseqüentes. A Didática Especial — estuda os objetivos e as funções de cada disciplina ou prática educativa.— Matéria — Método Didática Geral e Didática Especial — estabelece a teoria fundamental do ensino. os objetivos e funções dessa prática. e sugere os recursos e os procedimentos didáticos mais adequados para resolvê-la. que Didática de Educação Física é uma forma de Didática Especial. disciplinas ou práticas educativas. e na distribuição dos conteúdos. na dosagem e distribuição dos conteúdos propostos. — estabelece os princípios gerais. — estuda os problemas comuns e os aspectos constantes do ensino nos diferentes níveis. na dosagem. — analisa a problemática do ensino que cada disciplina ou prática educativa apresenta. Orienta na programação. — orienta na programação. critérios e normas. o tipo de experiência educacional e da etapa evolutiva e grau de treinamento dos alunos. — examina criticamente os diferentes métodos e procedimentos de ensino. Desta forma. ."Didática Tradicional" a quem se ensina? quem ensina? para que se ensina? o que se ensina? como se ensina? DIVISÃO DA DIDÁTICA A Didática divide-se em . DIDÁTICA DE EDUCAÇÃO FÍSICA Depreende-se. os meios auxiliares. as normas e os procedimentos metodológicos com a natureza especial de cada disciplina ou prática educativa. — relaciona os meios auxiliares. analisaremos cada um dos componentes fundamentais da Didática em face da Educação Física. . Estuda e relaciona os métodos. procura ela estudar: o educando em face desta pratica educativa. pelo exposto. o professor de educação física. Assim sendo. que regulam o trabalho docente. ramos. os recursos e procedimentos didáticos.A Didática Geral "Didática Moderna" quem aprende? com quem o aluno aprende? para que o aluno aprende? o que o aluno aprende? como o aluno aprende? Componentes — Aluno — Mestre — Objetivo . de acordo com os níveis ou graus de ensino. — analisa criticamente as grandes correntes do pensamento didático hodierno e as tendências dominantes no ensino atual.

UNIDADE II O EDUCANDO — Aspectos evolutivos do educando Infância Adolescência — Considerações acerca dos exercícios físicos para crianças e adolescentes — O dimorfismo sexual do educando e suas influências nas práticas físicas 27 .

é educado desde o começo do uso da razão até quando. a educação sistemática. ou de curso superior (onde ingressa hoje em dia um número cada vez maior de adolescentes). por doença ou velhice. A Psicologia Educacional. da experiência e da conduta dos seres humanos. O aluno. uma das divisões da Psicologia Educacional. Em sentido estrito. Adulto considera-se educado. no sentido lato. O professor de Educação Física em exercício. Êle é ativo e empreendedor. a escola é hoje em dia nitidamente pedocêntrica. ela se interessa também . Dois aspectos importantes encontramos no estudo do educando perante a Educação Física: — a etapa evolutiva do educando. a Exercícios Espirituais. Visto isso. no entender de Charles Skinner. estando terminada. Da mesma forma. quantidade e funcionalidade. é o elemento pessoal para onde convergem os ilimitados esforços dos educadores e da escola própriamente dita. o educando própriamente dito é o ser humano em seu estado evolutivo. orientá-lo e estimulá-lo na educação e na aprendizagem. portanto. formar-lhe o caráter e a personalidade. sómente a criança e o adolescente são "sujeito-educando". seja na escola de nível médio. Outrossim. ainda assim. demonstrando que o próprio homem jamais considera encerrada a sua formação espiritual. — o sexo dêste. Inúmeros exemplos poderiam ser citados. O homem. enquanto constituem uma resposta às situações educacionais. como vimos anteriormente. "ocupa-se unicamente. só aquêles que ainda não chegaram à maturidade precisam de uma ação aperfeiçoadora. a sermões e conferências. Desta maneira. o educando como o centro de todo o processo educativo. ASPECTOS EVOLUTIVOS DO EDUCANDO Os aspectos evolutivos do Educando são estudados na Psicologia Evolutiva. seja na escola primária. Assim. precisa conhecer o educando com a maior profundidade possível para oferecer um desempenho gradativamente melhor de suas funções. Por isso. a palestras culturais e científicas. isentamo-nos de erro quando dizemos que até o fim da vida nos estamos aperfeiçoando. diferente do adulto em qualidade. Seleciona do campo total da Psicologia aquêles fatos e princípios que possuem um significado geral para a vida e para a marcha da sociedade e um significado especial para a aprendizagem e o ensino. na escola moderna.O EDUCANDO A Didática atual colocou. sendo necessário. A seleção dos conteúdos e das formas de trabalho levadas a efeito pelo professor de Educação Física depende do conhecimento do educando. tais como a freqüência a cursos de aperfeiçoamento ou extensão. começa a perder o controle de suas faculdades racionais ou quando sobrevier a morte. de forma a desenvolver-lhe as capacidades biológicas e intelectuais e.

) . CLÍNICOS (Estudo de casos: biografias. provas projetivas de personalidade etc. de forma a dar tratamento estatístico dos resultados). Divisão da Psicologia Educacional: Métodos da Psicologia Educacional: OBJETIVOS (coleta de dados através de questionários e testes.por todos os aspectos e níveis do crescimento do desenvolvimento humano".

Aos professôres sómente é permitido o emprego dos métodos objetivos. desejamos. Não temos a pretensão de fazer neste trabalho um estudo sôbre Psicologia Educacional. salientar para o estudante ou docente de Educação Física alguns tópicos importantes. e mencionaremos. de acordo com as suas necessidades. — Idade adulta. No período de crescimento temos duas grandes fases do desenvolvimento: — Infância e — Adolescência. segundo a recente regulamentação desta profissão. apenas. assim mesmo limitando-se ao emprêgo de questionários de interesses. uma orientação bibliográfica a fim de que estes possam desenvolver os assuntos de maior interesse. são de emprego exclusivo do Psicólogo. Os demais tipos de testes como os de personalidade. também. — Velhice. . por exemplo. O ciclo vital pode ser dividido em três grandes períodos: — Período de crescimento.

Os educadores modernos sómente aceitam a concepção pedocêntrica. entretanto. respeitados os limites fixados pela hereditariedade. — concepção da criança como centro e objetivo final de qualquer consideração pedagógica (pedocêntrica). Segundo Paul Godin. enunciaram leis de crescimento. É nesta fase que se formam os dinamismos fundamentais da personalidade humana. A Pedagogia hodierna não aceita a criança como adulto em miniatura. sabemos que o homem possui uma infância maior do que a de qualquer outro animal. A Psicologia Educacional distingue duas posições no estudo dos problemas da Infância: — concepção da criança como adulto em miniatura (homúnculos). Recomendamos. . É na infância. Portmam. atuando nesta área do desenvolvimento do educando. Em comparação com os demais elementos da escala biológica.INFÂNCIA A Infância é o período de vida que se prolonga do nascimento à adolescência. O Crescimento O organismo humano jamais deixa de crescer até chegar à sua completa maturação. Alguns autores. que o crescimento predomina. Disto se conclui que a criança nascida de nove meses de gestação necessita. cie cuidados especiais que se assemelhem às condições de vida anterior. êle se manifesta de maneira irregular — acelerado. entretanto. que se afigura bastante útil ao professor de Educação Física. durante o primeiro ano de sua vida extra-uterina. segundo o biologista A. Do ponto de vista da satisfatória adaptação ecológica de tal forma que permita uma existência autônoma. entremeado de momentos de parada ou de crescimento. um estudo complementar. Normalmente. que a fase intra-uterina do homem durasse vinte meses. sendo válida a recomendação acima apresentada. As modificações oriundas do crescimento são mais intensas e rápidas na infância. Para competição com estes em igualdade de condições. O estudo da fase da iniciação glóssica também foi por nós omitido. condicionando as demais funções do organismo. cujo estudo deixamos de proceder aqui porque o consideramos excessivo aos objetivos a que nos propusemos neste trabalho. seria necessário. como Paul Godin." O crescimento absorve um terço da média humana de vida. quando o organismo materno ainda a protegia de todas as prejudiciais influências exteriores. a criança recém-nascida encontra-se em inferioridade diante dos animais de outra espécie igualmente recém-nascidos. "o crescimento é a transformação contínua que experimenta o corpo da criança em seu conjunto e em cada uma das suas partes para tornar-se adulto.

Não nos deteremos aqui em estudar os diversos conceitos do jogo e suas principais teorias. desejo de ser aprovado. Vontade do poder.As Necessidades da Criança Segundo André Rey. "Liberdade de Angústia" e da "Liberdade de qualquer forma de ansiedade". como o do Professor Inezil Penna Marinho. dores. Necessidade de proteção contra os perigos. captação de afetos. apenas as teorias mais importantes. A criança para conquistar essa segurança necessita de amparo afetivo. visto que tal estudo faz parte da Psicologia e não da Didática. de vagabundear. da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade do Estado da Guanabara. de isolar-se. "Jogos — Principais Teorias". O desenvolvimento adequado da criança depende da segurança interior. para facilitar as pesquisas sôbre o assunto. f) Necessidades construtivas e produtivas. Através de formas materiais. b) Necessidade de captação ou gôzo. captação de alimentos e da propriedade e através de formas afetivas. Necessidades de auto-afirmação e autovalorização. aceito. a seguir. Existem excelentes trabalhos sôbre o assunto. A Psicologia do Jogo Infantil O jogo assume importância capital na fase lúdica da infância. intelectuais ou artísticas. . Dêste modo. que resulta da "Liberdade do Medo". são as seguintes as necessidades da criança: a) Necessidade de Segurança. enfermidades e solidão. d) Necessidades de agressividade e de luta. "A Fase Lúdica da Infância e a Psicologia do Jogo Infantil" (Unidade VI das súmulas de aula de Psicologia Evolutiva). e o do Professor Hanns Ludwig Lippmam. esquematizaremos. c) Tendências erótico-sexuais. louvado e servido. e) Necessidade de Liberdade e de Autonomia. de fazer gazeta. de ter independência. imaginativas. carinho e ternura. às vêzes. castigos.

0 jogo teria por função despertar tendências que se encontrassem latentes no indivíduo. Baseia-se na lei biogenética de Haeckel (a ontogênese recapitula a filogênese). entre outros estímulos. Teoria do Atavismo Granville ou da Recapitulação Stanley Hall Teoria do Excesso de Energia Spencer e Schiller Teoria de Exercício Preparatório ou Prévio Teoria do Exercício Complementar ou da Compensação Karl Gross Konrad Lange Teoria Catártica Harvey A. Lazarus e Schaller RESUMO DA TEORIA 0 jogo seria uma forma de recreio. o necessário ao crescimento dos órgãos. O jogo produziria no organismo. por não ter atividades sérias. Cada classe de animal utilizaria certos jogos que correspondem às atividades dos animais adultos de sua espécie. Carr Teoria do Jogo Estimulante H. A infância existe "para" brincar. O sistema nervoso seria beneficiado com o jogo. 0 jogo é uma preparação para a vida séria. A função do jogo seria purgar o indivíduo de tendências antisociais. Os jogos representariam atividades das gerações passadas. Carr . sexuais etc. A criança possuiria um excesso de vitalidade e. que lhe ofereceria os estímulos indispensáveis ao exercício e ao desenvolvimento das suas funções.TEORIA Teoria do Descanso ou do Recreio AUTOR Guts Muths. as energias seriam acumuladas e ela procuraria o jogo como forma de equilíbrio. a criança recapitularia aos estádios da civilização. com o objetivo de proporcionar descanso ao organismo e ao espírito fatigados.

o presente e o futuro estabelecem uma determinada ordem de evolução nos jogos das crianças. isto é. Teoria Estrutural F. buscariam oportunidades para satisfazer ao instinto da transfiguração. "criar-se novamente". "0 jogo existe porque existe uma infância.TEORIA AUTOR RESUMO DA TEORIA 0 jogo representa uma adaptação incompleta que possui suas próprias leis. em última análise. o que fica coerente consigo mesma no interior da dinâmica infantil. O jogo existiria pela necessidade de satisfazer ao instinto de rivalidade. do que antes uma polarização da conduta geral. A criança jogaria para "recrear-se". de outro pelo estádio do seu desenvolvimento orgânico. Pela Teoria da Transfiguração. evolução esta condicionada aos seus interesses. J. A criança jogaria para se libertar dos conflitos e satisfazer a razões próprias. que. o passado. Buytendijk Teoria da derivação pela ficção Teoria Hórmica Teoria da Recreação Teoria da Rivalidade Teoria da Necessidade Biológica Claparède Taylor e (Curti Patrick Mc Douga11 Appleton Teoria da Transfiguração Inezil Pen na Marinho Teoria do Jogo Infantil Jean Piag et . O jogo seria "menos uma forma específica da conduta." 0 jogo seria um fenômeno da derivação pela ficção. J. O tipo de jogo é determinado de um lado pela necessidade da criança. salvando-a entre as demais formas de comportamento em têrmos de assimilação e de acomodação".

o têrmo adolescência vem de "adolescera". É a fase da busca da maturidade e da conquista da autonomia. Abandonaram-se. É. os fenômenos da adolescência eram atribuídos à vida levada na infância. um estágio evolutivo importante. apenas. em que o jovem descobre gradativamente o quadro completo de suas possibilidades e limitações. hoje em dia. na verdade. ou confundidos com as formas de conduta da idade adulta.O estudo da infância se completaria com uma análise da "psicologia da idade escolar". entre a infância e a idade adulta. Etimològicamente. a psicologia da mentira da criança e a sua inteligência. com características próprias. os dinamismos fundamentais da personalidade já estejam definidos. é que os estudiosos de Psicologia Evolutiva passaram a admitir a existência de uma fase especial. . onde a Psicologia Evolutiva examinaria a observação infantil. como vimos. significando a fase em que a gente cresce. embora. Até então.'as tentativas para delimitação cronológica desta etapa do desenvolvimento. Adolescentes no recreio. ADOLESCÊNCIA Há pouco mais de meio século.

a adolescência é sobretudo "a época da descoberta dos valores e da diferenciação entre o valor do EU e os valores do mundo". que atribui ao têrmo adolescência um significado genérico. Adolescência.Todas as conclusões acerca da Psicologia da Adolescência assumem um caráter temporário e condicional. da situação sócio-econômica do ambiente. cultural. ou utilizado quando se refere exclusivamente a dados psicológicos. depende do sexo. apenas. por fim. ainda. com referência aos aspectos socioculturais. Desta forma. Puberdade e Juventude Modernamente. étnicos. A Adolescência Segundo os Psicólogos Conforme a palavra de William Stern. É a fase da aprendizagem do uso apropriado da liberdade. É a etapa que constitui um estágio de treinamento para as grandes opções da vida humana. e. em grande parte. dos fatôres de ordem física. é utilizada. tem-se adotado o critério estabelecido por Maurice Debesse. visto que. a adolescência é a "fase da realização progressiva da personalidade através da escolha da existência". quer seja através de ensaios e erros. em cada caso. A Adolescência Para os Educadores Para os educadores. A palavra Juventude. quer seja pelo discernimento ("insight"). climáticos geográficos. Puberdade emprega-se sómente para assinalar aspectos biológicos resultantes das modificações fisiológicas do processo de maturação. Este aprendizado só é possível. . graças a acertada ação de educadores pacientes e compreensivos.

Entrevistas. segundo Maurice Debesse. 37 . tais como: — Falta de uma delimitação precisa das características específicas desta fase evolutiva. Testes projetivos. — Amnésia da Juventude. Em resumo: Adolescência Puberdade Juventude usado com significação genérica ou referindo-se a dados psicológicos usado para os aspectos biológicos usado para os aspectos socioculturais Dificuldades Encontradas no Estudo da Adolescência O estudo da adolescência é prejudicado por inúmeros fatôres. constituem a especialização da Hebelogia ou Hebeologia. Anamnese da adolescência. " A Hebelogia Os estudos sôbre a adolescência. redações e inquéritos. Análise de cartas e diários. Psicanálise etc. dizemos "Juventude Transviada" e não "Puberdade Transviada". "Movimento Cultural em Prol da Juventude" e não "em Prol da Puberdade". Métodos de investigação Os principais métodos de investigação da Hebelogia são: — — — — — — — — Recordações da adolescência evocadas por adultos. — A problemática da "luta das gerações".Assim. Questionários. — Impossibilidade de haver uma verdadeira intimidade entre adolescentes e adultos devida à timidez e desconfiança daqueles. Testes sociométricôs. As reminiscências da adolescência diluem-se em nossa memória muito mais do que em outras etapas evolutivas.

Crescimento dos órgãos sexuais até as dimensões definitivas. Influência de Fatôres da Esfera Social Sôbre os Adolescentes Principais influências que atuam sôbre os adolescentes: O meio socioinstitucional influi grandemente sôbre os adolescentes. Modificação da estrutura óssea. Modificações no metabolismo basal. ideologias e doutrinas constituem as principais influências do meio sociocultural. da Igreja e da comunidade que neles atuam considerávelmente. da escola. temos a ação da família. A ação dos fatôres da natureza é um exemplo que podemos mencionar da influência do meio físico no adolescente.Manifestações da Puberdade A puberdade é marcada biològicamente por manifestações inconfun díveis: — — — — — — — — — Aumento de altura e de peso. Aperfeiçoamento da coordenação motora. . Variações nas proporções das diferentes partes do corpo. Modificações na pressão arterial. Aparecimento dos caracteres sexuais secundários. Funcionamento das glândulas sexuais. Como exemplo. As idéias.

h) A aquisição de uma filosofia da vida. há nesta fase de crescimento um conjunto de transformações corporais e psíquicas. a) Problemas de saúde e de desenvolvimento físico. por fim. em "The Role of the Teacher in Personnell Work". mencionar os objetivos evolutivos da adolescência. impedindo os exercícios que solicitem intensamente o sistema nervoso e as provas desportivas eminentemente técnicas. Teacher College. a fim de indicar os tipos de atividades apropriadas. a fim de não levar o adolescente à excessiva hipertrofia muscular. e) A conquista da maturidade intelectual. e o fazemos valendo-nos do "esquema dos objetivos evolutivos da adolescência" de Luella Cole: a) A conquista da maturidade emocional. 1953.Principais problemas dos adolescentes Apresentamos abaixo os problemas dos adolescentes segundo o catálogo elaborado por Ruth Stang. b) Problemas escolares. com prejuízo do crescimento ósseo. c) Considerar a insegurança da coordenação neuromuscular. g) Dificuldades resultantes de problemas da personalidade do educando. New York. b) Orientar os exercícios chamados miogênicos. Resta-nos. c) A conquista da maturidade social. g) O uso adequado das horas de lazer. d) A emancipação do controle do lar. Columbia University. um intenso movimento hormonal e situações biológicas que obrigam o educador a ter maiores cuidados na indicação das atividades físicas. d) Problemas da esfera familiar. O conhecimento da problemática da adolescência é de capital importância para o professor de Educação Física. b) A fixação de interesses heterossexuais. f) Problemas morais e disciplinares. CONSIDERAÇÕES ACERCA DOS EXERCÍCIOS FÍSICOS PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Como dissemos. Bureau Publications. refletida na imprecisão dos movimentos dos membros. vale citar: a) Evitar traumatismos justa-articulares pelo perigo de serem atingidas as cartilagens epifisárias numa fase em que é acentuado o crescimento ósseo. e) Problemas religiosos. f) A seleção de uma ocupação profissional. Entre outras. h) Problemas sociais. . c) Problemas econômicos.

O DIMORFISMO SEXUAL NAS DO EDUCANDO E PRÁTICAS FÍSICAS SUAS INFLUÊNCIAS NA FECUNDAÇÃO Várias teorias procuram explicar a razão de ser do sexo. um par de pregas genitais. são os menores de tôda a vida. Se. forma-se um ôvo XY e o produto é do sexo masculino. o que diminuirá. A teoria mais aceita é a Singâmica. Formam. Por ocasião da mitose redutora da maturação. ao contrário. com bloqueio da caixa torácica. pelo fato de a túnica do miocárdio não acompanhar paralelamente o aumento do volume do órgão base. é fecundado pelo portador de Y. Deve ser evitado o trabalho físico intenso. devem ser impugnadas as atividades que provoquem grande dispêndio energético e com grande consumo e espoliação do armazenamento protéico. En. Existe apenas um esbôço embrionário composto de um tubérculo genital. que admite que o sexo é condicionado no momento da fecundação. Basal + En. Dependeria. que exigem maior potência de contração do ventrículo direito para vencer a barreira pulmonar. total. o homem produz dois tipos de espermatozóides: um com o cromossomo X. No homem. outro com o cromossomo Y. e) Considerar que a adolescência é a fase anaplástica ( P r e y e r ) . . da natureza dos cromossomos existentes nos gametas. delimitando uma fenda ou abertura urogenital. pois que poderão acarretar uma irrigação periférica deficiente e prejudicial com todas as suas conseqüências. Na mulher. ou melhor. as atividades de respiração retida.d) Com referência ao aparelho circulatório. então. Há necessidade de uma maior energia de crescimento. o par de cromossomos sexuais apresenta dois cromossomos iguais: XX — sua fórmula é 2(23) + XX. Até a sétima semana de vida intra-uterina. disponível = En. a adolescência é a época em que o volume e o peso do coração. de crescimento + En. Evitar. Há disparidade entre o crescimento do coração e o calibre da árvore arterial. forma-se um ôvo XX e o produto é do sexo feminino. da anfimixia (fusão dos gametas). a energia disponível para as atividades suplementares dentro da equação geral que regula as trocas metabólicas. Se o óvulo é fecundado pelo primeiro. embora o sexo já esteja definido. de longa duração. o par XY — sua fórmula é 2 (23) + XY. também. então. o par de cromossomos sexuais possui dois elementos diferentes: o cromossomo X e um outro menor denominado Y. e o coração apresenta um estado de verdadeira dilatação fisiológica. em relação ao peso corporal. evidentemente. não há ainda uma distinção morfológica do sexo. Como é óbvio.

o tubérculo genital cresce. o tubérculo genital mantém-se atrofiado com o nome de clitóris. se a ovulação é para o lado feminino.Gradativamente. Muscular e Articular) Sistema Ósseo Conseqüências Menores possibilidades nos arremessos Tórax mais curto e mais estreito Membros superiores mais curtos Diâmetro biacromial menor que o bitrocanteriano (menor envergadura) Região l o m b a r d a coluna vertebral maior Ângulo sacrovertebral mais proeminente (condicionando maior propensão à lordose) Cintura pélvica — quadris mais largos. inúmeras são as diferenças evidentes. Outras diferenças já se acentuam. DIFERENÇAS NO APARELHO LOCOMOTOR (Sistema Ósseo. diâmetro bitrocanteriano maior Membros inferiores mais curtos Cuidados especiais nas indicações dos exercícios Melhores condições de equilíbrio — maiores facilidades nos exercícios na trave . formando os escrotos que envolvem os testículos. verifica-se a ovulação para o lado masculino ou feminino. DURANTE O CICLO VITAL Durante a evolução. as pregas de cada lado se unem. tais como as diferenças evidentes entre as médias de peso e altura do recém-nascido. POR OCASIÃO DO NASCIMENTO O indivíduo ao nascer já apresenta diferenças evidentes não apenas na morfologia genital. transformando-se no pênis. que delimitam a vulva. cada vez mais acentuadas e caracterizadas. Se para o lado masculino. a abertura urogenital divide-se para formar a uretra e a vagina e as pregas genitais transformam-se nos lábios. As do sexo masculino são maiores.

Genu-valgum fisiológico em virtude da maior largura da bacia e do diâmetro bitrocanteriano provocando uma convergência inferior dos fêmures Menor rendimento e menor capacidade na marcha e na corrida Sistema Muscular Conseqüências Os músculos na mulher constituem 36% do peso.2% na mulher. mais força. mais ação. contra 18. no homem 42% do peso — onde há mais massa. buscando uma hipertrofia sem hipertonia Possibilidades mais próximas das do homem na natação Panículo a d i p o s o mais desenvolvido (28. Menor força manual Menores possibilidades em algumas provas atléticas Adaptação do peso.27o no homem) Sistema Articular Conseqüências Ligamentos mais frágeis Maior cuidado na escolha dos exercícios e das modalidades . do disco e do dardo Menor velocidade de contração Menor tônus muscular Resultados inferiores nas provas atléticas (Eleonor Metheny) Músculos abdominais e do períneo (soalho do abdômen) Cuidados especiais na escolha dos exercícios.

alguns exercícios acrobáticos etc. O conhecimento do educando.) DIFERENÇAS NO APARELHO CIRCULATÓRIO Principais Diferenças Conseqüências Orifícios cardíacos menores Menor peso e volume do coração Menor volume sistólico (na mulher 45 a 50 cc e no homem 75 a 80 cc) Maiores cuidados na escolha dos exercícios e na indicação de modalidades desportivas Menores possibilidades nos trabalhos físicos Êste estudo sôbre o dimorfismo sexual e suas influências nas práticas físicas feito pelo Dr. Waldemar Areno é a principal justificativa para a necessidade de indicar atividades físicas diferentes ao sexo feminino. tanto em seus aspectos gerais quanto em seus aspectos particulares é uma das tônicas que orientam a moderna Didática de Educação Física.DIFERENÇAS NO SISTEMA NERVOSO Principais Diferenças Conseqüências Reações psicomotoras diferentes das do homem Predomínio da mulher nos exercícios de equilíbrio Comparação proporcional entre o peso do cerebelo e o peso total do encéfalo — mulher com vantagem proporcional. . pois o cerebelo é o órgão coordenador dos movimentos voluntários (trave.

UNIDADE III O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA REQUISITOS BÁSICOS DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA — — — — Cultura Geral Preparo Especializado em Educação Física e Habilitação Profissional Vocação Para o Magistério de Educação Física Aptidões Específicas Para o Trabalho Docente O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E O GRUPO PROFISSIONAL PEDAGÓGICO — Formação do Grupo Profissional Pedagógico — O Fenômeno da Estratificação do Grupo Profissional Pedagógico — O Professor de Educação Física e o Fenômeno da Estratificação O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E O FENÔMENO DA LIDERANÇA — Funções da Liderança — Tipos de Líderes O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E A ÉTICA PROFISSIONAL — Conceito de Ética — A Ética Profissional — Relações do Professor .

considera o educando como centro de tôda a obra educacional. O professor especializado em Educação Física. . em Educação. ao contrário do que pode à primeira vista parecer.O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA A Didática Tradicional considerava o professor como fator pessoal preponderante no processo educativo. autêntico educador. John Dewey Esta nova posição. auxiliando-os e esclarecendo-os. considera antes de tudo a personalidade do aluno. John Dewey chamou com propriedade de "revolução copérnica". À substituição do professor pelo aluno. O educador passa a atuar como elemento incentivador. Assume o educador importância capital em qualquer sistema ou planejamento educacional. desenvolvendo uma dinâmica entre esses grupos sociais. consideradas as suas responsabilidades para com o educando e a sociedade. A Didática Moderna. Torna-se o elemento de ligação entre a escola e a comunidade. ao contrário. passou a exigir dos mestres cada vez maiores responsabilidades. como centro do processo educativo. orientador e controlador das atividades formativas e informativas dos alunos. programando as atividades e assessorando a respectiva execução.

o que lhes dificulta a . com aptidões específicas para a profissão e de bom preparo especializado. Outros indivíduos há. possuam as aptidões específicas para o exercício do magistério. também. que. no entanto. É bastante comum encontrar indivíduos que possuem vocação autêntica sem que. embora possuidores de verdadeira vocação. carecem de apreciável cultura geral.REQUISITOS BÁSICOS DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA São em número de cinco os requisitos básicos que deve possuir o docente especializado em Educação Física: Êstes cinco requisitos nem sempre se encontram num mesmo membro do magistério ou num candidato ao correspondente mister.

A personalidade individual mais coerente com a vocação docente caracteriza-se pelo temperamento áltero-cêntrico. as contrariedades surtas quando da busca do ideal. Com a criação das escolas de Educação Física em nível superior. sua inclinação geral predominante para um determinado tipo de vida e de atividade. idealismo. facilidade de comunicação e. bom índice de inteligência. É tese totalmente superada que o professor. e que deve ser mestre unicamente aquêle para quem esta profissão supõe o cumprimento de seu desígnio". O autêntico professor de Educação Física é necessáriamente um estudioso. não mais é possível admitir-se elementos "autodidatas" exercendo a profissão sem a devida habilitação profissional. os baixos honorários e o labor oculto e silencioso exigem no mestre a existência de u m a verdadeira vocação. da ciência e das artes. notável pedagogo alemão. jamais se limitando aos estreitos quadros da especialização de sua formação profissional.perfeita comunicação com as crianças e adolescentes de hoje o muitas vezes lhes impede o pleno sucesso profissional. Formam estes indivíduos. ávido de novos conhecimentos. fazer menção aos indivíduos que. para obterem a indispensável habilitação profissional. não necessita de sólida cultura geral. Odontologia e Agronomia. no campo da Educação Física. A vocação gera-se no cerne da personalidade do homem. Ela revela-se através de um quádruplo aspecto: a personalidade do indivíduo. seus interesses. afirma que "se existe alguma profissão que exija vocação profunda é a do mestre e educador. as ingratidões sofridas. no qual encontrará plena satisfação e melhores possibilidades de auto-realização". não possuem a habilitação profissional correspondente à profissão. embora dotados de vocação inequívoca e possuidores de aptidões específicas para o exercício do magistério altamente desenvolvidas. Cumpre-nos. boa dose de sociabilidade. e que reúnem muitas vezes um número regular de informações sôbre Educação Física. com entusiasmo pelos mais recentes progressos de cultura. O impedimento do exercício ilegal da profissão estimularia muitos dêsses elementos a realizarem seus cursos regulares nas escolas superiores de Educação Física. A atuação abnegada. suas atitudes em face dos valores e ideais da sociedade em que vive e a fé no poder da Educação. a legião dos "curiosos". ainda. . forte equilíbrio emocional. leitor assíduo. Poderíamos conceituá-la como: "a propensão fundamental do espírito. como a dos "rábulas" na Advocacia e os "práticos" em Farmácia. sobretudo. VOCAÇÃO PARA O MAGISTÉRIO DE EDUCAÇÃO FÍSICA Kerschensteiner. em seu livro "A Alma do Educador". mesmo o altamente especializado como o é o de Educação Física.

firme. a fé no poder da Educação de conduzir o homem para obter uma vida melhor e até mesmo a alcançar a felicidade. fazem do verdadeiro professor de Educação Física um crente no humanismo. — boa memória. na atração. na resolução de seus problemas e na consecução de seus anseios. — boa visão e audição. — gesticulação moderada. Desenvolveremos. simpatia e devoção por crianças e adolescentes. — voz audível. iniciativa. portanto. A capacidade profissional do indivíduo depende em grande parte da consonância existente entre vocação e aptidões específicas. •— inteligência. dentre as quais se destacam: — saúde e normalidade física." Estes atributos da personalidade ou qualidades individuais quase sempre completam o quadro da vocação. na aspiração de um contínuo aperfeiçoamento cultural. pelo interesse específico do desenvolvimento total do educando. Os estudiosos da Didática Hodierna concordam em que as aptidões específicas acima mencionadas são as principais para os professôres de Educação Física. — atenção. . simples e objetiva. — habilidade em criar e conservar boas relações humanas com seus alunos. um otimista em relação à utilidade de seu próprio trabalho. — higidez mental. dicção perfeita. firmeza e perseverança. aqui. — postura correta. As atitudes do educador em face dos ideais e valores da sociedade em que vivemos. pelo estudo e conhecimento dos objetivos da Educação Física na sociedade moderna. reavaliadas a cada passo à luz dos novos estudos da Sociologia Educacional e da Filosofia da Educação. apenas argumentação sôbre uma delas: — a execução. — imaginação. As qualidades indispensáveis ao professor de Educação Física resultam de uma soma de disposições psicofísicas. pela obra educativa. pelo desejo de auxilia-los em suas lutas. — execução regular. — bom humor. agradável e convincente. — gosto pelas atividades físicas.Os interesses individuais da verdadeira vocação para o magistério manifestam-se pelas coisas do ensino. -— domínio do vernáculo — linguagem fluente. — naturalidade e desembaraço. APTIDÕES ESPECÍFICAS PARA O TRABALHO DOCENTE "As aptidões específicas são atributos ou qualidades pessoais que exprimem certa disposição natural ou potencial para um determinado tipo de atividade ou trabalho.

. portanto. por exemplo. que assegura preparo especializado e a respectiva habilitação profissional. Ora. René Hubert. dá-se mais importância à sua formação didático-pedagógica. A vocação e as aptidões específicas para o magistério. juntas ao esfôrço pessoal e ao estudo da especialidade. através de esmerada e conscienciosa habilitação profissional. se tornará infecunda. à luz da Pedagogia Moderna. mas homens que conheçam a Química. por melhor que seja. muitos concluem precipitadamente que um curso sistemático de formação n u m a escola superior de Educação Física bastaria para tornar qualquer candidato num protótipo do professor ideal. mais necessário preparar o professor para que melhor possa compreender o educando. mas consciências humanas em formação.A evolução do conceito de Educação Física e a posição desta "prática educativa" nos currículos das escolas modernas tornaram ultrapassada a velha tese de que o professor de Educação Física deve ser primordialm e n t e um excelente executante. diga-se com reverência. Entretanto. exemplifica de forma insofismável: "Um químico pode limitar seu horizonte ao conhecimento da ciência química. movimentações ou exercícios que propuser a seus alunos. alguns dos quais. mas também o é conhecer o educando cuja aprendizagem vamos dirigir e as técnicas mais apropriadas para bem orientá-lo. e para que busque a formação integral do aluno e não apenas aspectos de seu desenvolvimento. dando assim mais importância ao domínio das habilidades físicas. quer referir-se "ao tirocínio teórico e prático das disciplinas que compõem o quadro da moderna Pedagogia". que o professor seja mais um educador do que um exímio executante. todo o ensino médio de nosso País estava confiado a autodidatas. autênticas revelações de capacidade docente. PREPARO ESPECIALIZADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA E HABILITAÇÃO PROFISSIONAL Até a criação das Faculdades de Filosofia e das Escolas Superiores de Educação Física. das aptidões específicas e da cultura geral. o curso de licenciatura de Educação Física. vemos quão importante é conhecer bem a nossa especialidade — Educação Física —. Mas um professor de Química não pode fazer o mesmo: o que êste tem de manejar não são apenas provetas e alambiques. supõe encontrar candidatos dotados dêsses pré-requisitos da vocação. em seu "Traité de Pedagogie". Basta apenas que êle seja capaz de demonstrar com correção as atividades. como o físico. a sua missão não é a de formar químicos. É mais importante. sem os quais qualquer formação profissional. tornando-se. de forma a lidar melhor com seus discípulos (individualmente ou em grupo)." Assim. Quando a Didática fala em habilitação profissional. neles supriam as lacunas oriundas da falta de uma formação sistemática para o professorado. Isto não significa que o docente abandone por completo o aspecto "execução". Atualmente.

de Administração Escolar. por exemplo. para o militar. de um sem-número de informações acerca das mais novas conquistas científicas. lhe permitam dialogar com estes sôbre um tema proposto. os métodos e os procedimentos didáticos são estudados. Na habilitação profissional para o magistério da Educação Física distinguimos três aspectos: — fundamentação pedagógica. que êle se encontre preparado para satisfazer. em que o aluno. . mas sim que. já habilitados. as normas e os critérios práticos de ação. seus conhecimentos. política internacional. —. através dos mais diversos meios de comunicação — televisão. pois. Os princípios. é muitas vezes interpelado sôbre acontecimentos de repercussão nacional ou mundial. revistas. de História da Educação Física. cinema. então. A Educação Física passa. O mestre. onde o candidato travaria contato com a Anatomia. mais aprofundados dos que os dos jovens. astronáutica. experimentados e aplicados pelo aluno sob a orientação dos professôres especializados. Faz-se necessário. para o físico. assim. São elas que lhes garantem o domínio das técnicas mais recomendadas para a sua atuação prática. às ciências jurídicas e sociais. culturais e artísticas. a curiosidade e o interesse dos alunos. que desenvolvem o tino profissional indispensável ao bom êxito do trabalho docente. física nuclear. ainda que em linhas gerais. às ciências físicas e naturais. as diretrizes. onde o candidato desenvolveria um estudo mais ou menos profundo de Filosofia da Educação. rádio. op-art. CULTURA GERAL A escola moderna coloca o professor de Educação Física frente a crianças e adolescentes que estão de posse. debatidos. é iniciado no domínio das técnicas fundamentais da Ginástica e dos Desportos. de Sociologia Educacional. um papel de destaque até que surge a etapa derradeira da integração do candidato na carreira do magistério através da "prática de ensino". a Fisiologia e Nutrição. Com isso não se pretende que o professor seja capaz de dar profundas explicações sôbre. os programas. jornais etc. já familiarizado com a problemática educacional e com sólidos conhecimentos de assuntos biomédicos. do plano teórico para o plano concreto de problemas práticos e imediatos a serem resolvidos pela ação direta do candidato através de seu discernimento e de seus conhecimentos específicos. pelo menos. nos seus diálogos com os jovens. obra de Bach ou mesmo que mencione de cor todos os mais recentes recordes mundiais das diferentes modalidades. a Cinesiologia. — habilitação técnica. que lhes asseguram a possibilidade de encontrar as soluções para os problemas de nossa profissão. a Fisioterapia e a Traumatologia e os Socorros de Urgência. A Didática Geral e a Didática de Educação Física tomam.As disciplinas pedagógicas comparar-se-iam à estratégia e à tática. — fundamentação em assuntos biomédicos. para o advogado. de Psicologia Educacional e de Psicologia Aplicada à Educação Física.

A tarefa educativa. repositório das lendas e tradições do grupo. fixou-se depois no grupo religioso. intérprete das coisas sagradas. a ação exercida pelas gerações adultas sôbre as gerações que ainda não se encontram preparadas para a vida social.O trato com os professôres das demais "disciplinas" ou "práticas educativas" envolve. desprendido inteiramente das coisas materiais. Assim foi na antigüidade entre os egípcios. compilador dos ritos e dos cânticos da grei. que desenvolvem e aperfeiçoam essa educação fundamental. impede o êxito profissional do professor de Educação Física. o que evitará. com a aplicação dos princípios da racionalização do trabalho e a especialização de funções. intelectuais e morais reclamados pela sociedade ou meio a que particularmente se destinem. instado a manifestar opiniões que envolvem informações não especializadas. a princípio função exclusiva da família. até mesmo. nos simples intervalos das aulas. Nas reuniões com a direção ou coordenação dos estabelecimentos de ensino. ensina Durkhein. ligadas a problemas da cultura e da educação. o grupo profissional pedagógico. É necessário. intencional e sistemática nas altas civilizações. O sacerdote. por certo. a escola e os mestres apenas desenvolvem. É uma função essencial da vida comunitária Inconsciente e involuntária entre os povos primitivos. consciente. com objetivo de nestas últimas desenvolver certo número de estados físicos. Na Idade Média. Êste constitui u m a das formações que tiveram origem e se desenvolveram dentro do grupo dos intelectuais. caldeus e hindus. . também. nessa época apresentando uma orientação nitidamente cristã. um fatal bloqueio naquelas comunicações. aprimoram e enriquecem aquela educação original. distinguindo-se. o docente de Educação Física e. Sòmente na Idade Moderna. Os sistemas escolares. em última análise. várias vezes. nas sessões das congregações. portanto. Uma frágil cultura geral dificulta ou. reclamou para si a tarefa de primeiro preceptor. isto é. A educação. é que a educação começou a concentrar-se progressivamente num grupo profissional distinto. é. torna-se. O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E PEDAGÓGICO O GRUPO PROFISSIONAL FORMAÇÃO DO GRUPO PROFISSIONAL PEDAGÓGICO A educação é um fenômeno social produzido e encontrado em todas as sociedades humanas. o ensino permaneceu em poder do grupo religioso. inconsciente e involuntária. porém. entretanto. que êle possua uma boa cultura geral. dos demais grupos desta categoria social. através de escolas e instituições similares. um sem-número de conhecimentos que fogem ao quadro limitado de nossa especialização.

sem dúvida. Os interesses particulares de cada subgrupo e a falta de unidade do grupo profissional pedagógico fazem com que os profissionais especializados se organizem em associações de âmbito restrito (associação dos professôres primários. Êste grupo não constitui nem uma corporação nem uma classe. O FENÔMENO DA ESTRATIFICAÇÃO DO GRUPO PROFISSIONAL PEDAGÓGICO Os princípios da divisão do trabalho e a crescente complexidade dos sistemas escolares determinam uma especialização no próprio grupo profissional pedagógico. Os educadores. caracterizando-se pela sua função social não só de produção. que constituem a herança social de u m a sociedade ou civilização determinada". dos professôres de Educação Física. ocupam.O grupo dos intelectuais. mas de organização. a saber: . graus ou especialidades do ensino. de acordo com os níveis ou graus de ensino. é uma ''formação acima e fora das classes. responsáveis pela transmissão dêsses valores e ideais através da palavra e do exemplo. dos professôres secundários. e a organização racional do trabalho no campo da educação vêm dando origem ao fenômeno de estratificação (formação de camadas) do grupo profissional pedagógico. Surgem. segundo Alfred Weber. transmissão e circulação de bens e valores espirituais. O crescimento quantitativo do grupo. a distribuição hierárquica de seus elementos. É um grupo aberto e em permanente renovação. de acordo com os níveis. a estratificação manifesta-se de duas formas fundamentais. o ápice da hierarquia dentro da categoria dos intelectuais. subgrupos com suas características e peculiaridades próprias. julgar e transmitir valores e ideais de determinada sociedade. por exemplo). de crítica e de aperfeiçoamento. mas sim uma formação social de caráter ocupacional. Segundo Sorokin. podendo organizar-se com elementos de todas as classes com a tríplice função social de criar. portanto.

ocorrida dentro de cada grupo profissional. . na forma de uma hierarquia entre os diferentes grupos profissionais.— estratificação interprofissional. — estratificação intraprofissional.

Mas é necessário ressaltar-se que educação não é apenas instrução. Educação Doméstica e outros. História. quando o seu subgrupo é que se encontra envolvido por um dos mais interessantes fenômenos estudados pela Sociologia Educacional. e procurar. O estudo da estratificação interna do grupo profissional pedagógico determinada pelas diferenças de nível de preparação profissional. muitas vezes. as formas de inter-relacionamento entre os diferentes grupos ou categorias de professôres. portanto. a aspectos ligados à sua especialidade. do domínio que a ciência e a tecnologia exercem sôbre a vida moderna. Como exemplo. as diferenças de honorários etc. meios para combater e superar estes problemas inerentes ao magistério. Educação Musical. A maioria dos problemas decorrentes dos processos de estratificação não foi ainda solucionada nem ao menos suficientemente examinada. O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E O FENÔMENO DA ESTRATIFICAÇÃO O conhecimento dessas formas de estratificação é importante para que o professor de Educação Física possa compreender a problemática que envolve o grupo profissional especializado a que êle pertence. talvez. O professor de Educação Física deve considerar que a especialização excessiva tende a deformar o homem e que a rotina diária estreita constantemente a visão de conjunto que devemos ter acerca da obra educativa. O professor de Educação Física julga-se. assim. a consciência da obra total da educação. A educação vê-se. dados estatísticos. engenheiros. a superposição dos subgrupos cujos elementos dão mais ênfase à instrução sôbre aquêles cujos membros se preocupam mais com a educação. É possível. repetidamente. Evidencia-se claramente. apenas. Química. determinando-se a posição dos subgrupos. a posição que o grupo profissional pedagógico ocupa em relação ao grupo dos intelectuais ou a outros grupos: industriários. . limitando-se a atender. fruto. questionários e t c ) .Pode-se determinar. de honorários. comerciários. possibilita aos mestres melhor interpretação de tôda esta problemática. temos a formação de subgrupos dos professôres de Física. relegada a um plano secundário pela maior ênfase dada à instrução. preterido ou mesmo vítima de discriminação pessoal. superpondo-se aos de Educação Física. também. realizar estudos sôbre estratificação intraprofissional. de vantagens e regalias. No grupo profissional pedagógico distingue-se nitidamente a superposição de subgrupos em que é mais acentuada a exigência intelectual sôbre aquêles em que esta parece menos marcante. hoje em dia. bancários e outros (estratificação interprofissional). através de diferentes processos de avaliação (inquéritos. Perde desta forma o professor. Matemática.

Nós. a partir daí. público ou privado. Surge. que possibilitará aos futuros mestres adquirir mais sólidos conhecimentos pedagógicos e obter mais fácil integração com os demais membros do grupo profissional pedagógico. A função do líder é de importância capital para a vida grupal. devemos rejubilar-nos com essa medida. Os futuros mestres terão. aquêle fenômeno pode-se concretizar tanto no chefe de uma "Gang" como n u m membro do corpo diplomático. a igreja. ao mesmo tempo que facilitasse a compreensão da tarefa que cabe individualmente a cada membro do magistério. ou num professor. A reforma universitária a ser executada no Brasil contribuirá bastante para a eliminação daqueles processos de estratificação. Importante é a aceitação e a identificação das funções do líder pelo grupo social. a escola. a sociedade política e outros grupos sociais condicionam diferentes tipos de liderança. como "precipitado" social. faculdades ou escolas isoladas. . consegue apresentar soluções e orientar as atividades do mesmo. O líder só pode ser compreendido e interpretado como entidade dinâmica. ampliasse-lhes a formação além dos estreitos quadros de suas especialidades. hoje em dia. um sem-número de tipos distintos de líderes. não sendo. professôres de Educação Física. O processo de eleição ou escolha do líder não representa um papel de grande importância. como parte dirigente do grupo social. alienado completamente da realidade social. O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA LIDERANÇA E O FENÔMENO A liderança é um fenômeno social dinâmico imposto pela situação social do momento. uma formação básica comum no que diz respeito aos problemas educacionais a par de suas especialidades. ou pelo menos os atenuará graças à criação dos institutos ou departamentos de educação. A família. Segundo os sociólogos. dentro das universidades. Desta forma. O líder é o indivíduo que pelo equilíbrio de suas qualidades individuais de iniciativa e conformidade social. assim. Esta associação procuraria fazer com que seus filiados voltassem a ter uma "visão de conj u n t o " de tôda a obra educativa. enfim. como exigência ética imperiosa a reconstituição e a reunificação do grupo profissional pedagógico. reconhece e aceita como líder um determinado elemento que melhor interpretou os anseios e necessidades do grupo. ela só se inicia efetivamente quando um grupo de pessoas se reúne em função de objetivos comuns. interpretando melhor do que outros as aspirações e necessidades do grupo. de forma alguma. um ser isolado e abstrato. atualmente disperso e fragmentado n u m sem-número de subgrupos. Otto Wilmann propõe que a "unificação da corporação profissional" seja concretizada através de uma vasta organização que congregue todo o magistério dos diferentes graus.Considera-se.

atentar para o fato de que quando o líder se excede em suas funções. que os elementos do grupo escolham livremente. ainda. É interessante. enriquecendo-as ainda mais com as características de sua própria personalidade. fazendo com que esses elementos participem da vida grupal. Finalmente. entretanto. O líder deve estar apto a interpretar os interesses e as necessidades dos diversos membros do grupo. deve saber: — orientar. quanto às conseqüências que poderão advir da solução adotada. — interpretar e — dirigir democráticamente. deixando. — estimular. para correto exercício de suas funções. O verdadeiro líder é capaz de orientar os membros do grupo. seja por falta. o grupo torna-se enfraquecido e tende para a dissolução. tornando-se fraco. respeitados os interesses superiores do grupo. seja por excesso.FUNÇÕES DA LIDERANÇA Um autêntico líder. Deve estar capacitado a estimular as atividades e as iniciativas individuais entre os elementos do grupo. representando-os externamente como se fossem os seus próprios. desinteressado ou desleixado. esclarecendo-os quanto às diferentes soluções possíveis para cada problema. . tornando-se absorvente. deve saber defender democraticamente as funções da autoridade quando ameaçada por qualquer tendência capaz de comprometer ou até mesmo dissolver a integridade do grupo.

O membro do grupo elevado à posição de líder em função do condicionamento social deve. pasmem os leitores. Em algumas escolas. Por exemplo. O líder democrático estimula as iniciativas individuais permitindo sempre a livre escolha das soluções para os problemas do grupo. O líder "carismático" é um tipo que procura encarnar um ideal altruísta. como líder esportivo o elemento de "melhor físico" ou dotado de maior "habilidade esportiva". Estas qualidades físicas não têm nenhum valor se não forem acompanhadas de qualidades morais e intelectuais e de um bom equilíbrio psíquico. o tipo de liderança é função do condicionamento social. entretanto. Entre os professores. O PROFESSOR DE EDUCAÇÃO — CONCEITO DE ÉTICA FÍSICA E A ÉTICA PROFISSIONAL Um dos mais importantes problemas que interessam ao estudante ou professor de Educação Física é o que diz respeito à ética profissional. A liderança democrática é a mais autêntica de todas. É o caso da influência de certos fatores do condicionamento biológico na escolha do líder. bombeiros. estivadores. muitas vezes. portador geralmente de uma mensagem mística. encontramos dois tipos principais de líderes: o carismático e o democrático. morais e intelectuais em perfeito relacionamento com seu equilíbrio psicológico. por sua vez. Encontramos. como policiais. outros tipos de condicionamento além do social. "aplica estes princípios universais às diferentes formas de atividade humana". o recrutamento dos líderes entre os indivíduos de maior força muscular ou de físico mais avantajado. reunir qualidades físicas. atletas profissionais e professores de Educação Física. altura ou força muscular mais desenvolvida. mesmo entre adultos de determinados grupos profissionais.TIPOS DE LÍDERES Como vimos anteriormente. quando estudamos a tipologia da liderança. hoje em dia. os monitores ou chefes são escolhidos entre os indivíduos de físico mais desenvolvido. o adolescente escolhe. julga-se o único possuidor da verdade. Este é o tipo de líder que tem dado ao mundo os ditadores e que tem lançado a humanidade nas guerras. É sempre absorvente e até mesmo em determinados aspectos um egoísta. que se destacam do grupo por seu peso. Ensina-nos a Filosofia que a Ética ou Moral é "a ciência que define as leis da atividade livre do homem" e que a mesma compreende a Ética Geral e a Ética Especial. Encontramos ainda. A Ética Especial. 57 . A primeira tem por fim "formular o juízo que funda o valor absoluto das noções e dos primeiros princípios da Moral". como vimos anteriormente.

pelo contrário. (1) Duas para os educadores ateus. apresenta no seu exercício três (1) perspectivas: — a das relações do professor para com Deus. ocorra um dano psíquico (causado por fadiga ou desgaste) ou um dano moral (causado pelo atendimento ou desempenho profissional frouxo ou relaxado). referir-nos-emos somente à ética profissional dos professôres de Educação Física. Relações Professor — Deus Os deveres do educador para com Deus se resumem na religião. evitando a rotina e a automatização. por ser uma atividade humana que desempenha uma função social. por desejo de beneficiar-se economicamente ou por qualquer outro motivo. que êste sempre a domine. atualizando-se constantemente e mantendo a liberdade do espírito de modo que não se diminua ou se limite ao círculo em que atue. que fundamentam e coroam os diferentes tipos de relacionamento. ocupa-se da aplicação daqueles princípios universais às diferentes profissões humanas. ramo da ética especial. evitando que.A ÉTICA PROFISSIONAL Portanto. Analisemos e estudemos. Portanto é necessário: — que a profissão escolhida corresponda à vocação. Neste trabalho. a maneira como o professor se encara e trata a si próprio é considerada de capital importância. que se exprime pelo culto e pela prece. (2) Os educadores ateus não consideram a perspectiva dos deveres para com Deus. — considerar as limitações individuais quanto à capacidade e à possibilidade individuais de trabalho. — a das relações do professor com os diferentes grupos sociais. considerados em separado para melhor compreensão dos problemas de ética profissional. (2) — a das relações do professor para consigo mesmo. RELAÇÕES DO PROFESSOR Nossa profissão. Todavia. — que o docente acredite realmente no valor da educação e da "prática educativa" que ministra. a ética profissional. mas. apresentam caráter de interdependência. Relações Professor — consigo mesmo Os diferentes relacionamentos por nós mencionados aqui. as diferentes relações. — que a profissão jamais domine o homem. portanto. As exigências da ética profissional nas relações professor para consigo mesmo procedem do princípio básico de que "a profissão há de aperfeiçoar em primeiro lugar o homem que a exerce". .

atitudes e até mesmo hábitos e preferências são continuamente focalizados. portanto. servindo-se para isso dos meios que a autocrítica lhe proporciona.— que tenha o cuidado de planejar todas as etapas do trabalho escolar e programar todas as atividades referentes à sua "prática educativa". suas concepções. criticados e algumas vezes imitados. — que o professor mantenha sua conduta individual no mais elevado nível. A vida do professor. atitudes que inspirem o máximo de confiança e respeito na família e na comunidade. assim. — Relações professor — escola Os professôres têm. em sua vida profissional. pública e privada. exigências éticas a cumprir em relação ao estabelecimento de ensino em que militam. qualquer que seja sua especialidade. Os professôres de Educação Física devem observar os seguintes pontos em suas relações com a escola: — cooperação e entrosamento com o setor administrativo. é sempre alvo de constantes observações por parte dos membros da comunidade em que atua. — evitar comentar com os alunos as questões relativas aos honorários dos professôres. O docente de Educação Física deve considerar os seguintes aspectos em suas relações com a comunidade: — levar em conta que é o representante da sociedade na educação de seus membros mais jovens e — que a família lhe outorga direitos e poderes para que haja prosseguimento e desenvolvimento da educação iniciada no lar. econômico e eficiente. ao contrário do que ocorre com a de outros profissionais. seguro. ainda. o ensino metódico. O professor deve assumir. tornando. Êste relacionamento deverá ser feito de forma franca e direta. A tarefa educativa de uma escola depende. pertence à comunidade. desta forma. convicções. em grande parte. — observar o sigilo que deve existir quando da troca de informações com a direção e dos debates surgidos nas reuniões da congregação e com a direção. . do relacionamento dos mestres com a direção do educandário. Seu êxito profissional depende em grande parte do apoio que o meio social lhe venha a oferecer. Relações do Professor com os diferentes grupos sociais — Relações professor-comunidade O educador. Seus atos e opiniões. um clima de descrédito e desconfiança prejudiciais à formação do educando. criando. — evitar comentários públicos desfavoráveis ao estabelecimento.

UNIDADE IV FINALIDADES DA EDUCAÇÃO E OBJETIVOS DO ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA — FINALIDADES DA EDUCAÇÃO — OBJETIVOS DO ENSINO — FINALIDADES DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA — OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA 1. Categoria dos Objetivos 2. Nomenclatura dos Objetivos — CONCLUSÕES .

exprimem de forma concreta as metas mais imediatas e particulares. — fundamentar-se-á nessas finalidades da educação.FINALIDADES DA EDUCAÇÃO E EDUCAÇÃO OBJETIVOS FÍSICA DO ENSINO DA FINALIDADES DA EDUCAÇÃO Todo grupo social. Tôda sistemática educacional — escolas. os estágios intermediários para a consecução das finalidades propostas. teremos esquemàticamente: . Desta forma. programas etc. Esta será um resultado cumulativo das pequenas conquistas obtidas parcelada e paulatinamente durante todo o tempo em que durar a ação educativa. Todavia. OBJETIVOS DO ENSINO Os objetivos são pequenas parcelas da aprendizagem alcançadas pelos educandos. Assim. • Desta forma. as finalidades constituem os princípios fundamentais sôbre os quais se construirá o Sistema Educacional daquele grupo social. A Didática da Educação Física considera indispensável ao professor de Educação Física o conhecimento das finalidades da educação. Estes são expressos de forma abstrata e genérica através do que se denomina de finalidades. possui em sua consciência coletiva seus valores e ideais de vida e educação. Como exemplos de finalidades da educação poderíamos citar: "formação da personalidade integral". por exemplo. ao alcance direto do professor em aula. "dar preparação intelectual geral que possa servir de base a estudos mais elevados de formação especial". . imprecisas e intangíveis. supervisão e controle seguro do professor. "desenvolvimento da consciência humanística". embora as finalidades indiquem os rumos da ação educativa. professôres. no dia a dia. "formar a personalidade integral". "formação da consciência cívica e patriótica". orientadores. Numa aula de Educação Física não podemos. A proposição precisa e clara dos objetivos é a etapa primeira de todo planejamento educacional. currículos. São as etapas indispensáveis. Os objetivos devem ser concebidos e expressos em têrmos concretos de modificações de comportamento. de forma a bem planejar sua ação educativa. Eles devem ser transformados em "conquistas pessoais de cada aluno". são guias pouco diretos do trabalho do professor em aula. em determinada época de sua História. sob a orientação. os objetivos não são meras abstrações teóricas.

1. . do cidadão. da família e dos demais grupos que compõem a comunidade. tem por fim: a) a compreensão dos direitos e deveres da pessoa humana. b) o respeito à dignidade e às liberdades fundamentais do homem. política ou religiosa.° 4. d) o desenvolvimento integral da personalidade humana e a sua participação na obra do bem comum. da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. f) a preservação e expansão do patrimônio cultural. g) a condenação a qualquer tratamento desigual por motivo de convicção filosófica. de 20 de dezembro de 1961. 1. e) o preparo do indivíduo e da sociedade para o domínio dos recursos científicos e tecnológicos que lhes permitam utilizar as possibilidades e vencer as dificuldades do meio. do Estado.024. c) o fortalecimento da unidade nacional e da sociedade internacional. cujo texto transcrevemos abaixo: Título I Dos Fins da Educação Art. bem como a quaisquer preconceitos de classe ou de raça.° — Título I — "Dos Fins da Educação". inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana.° — A educação nacional.FINALIDADES DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA Os fins da educação nacional são enunciados no Art. Lei Federal n.

e nos respondem: "ensinar o passe de peito". êle nos respondesse: "usar os tijolos. Esta falsa identidade entre objetivo e conteúdo revela-se comumente nas respostas dadas quando a eles perguntamos sôbre qual o seu objetivo em determinada aula. na Ginástica Olímpica. ou. a "virada de cambalhota". se interrogássemos um pedreiro sôbre o objetivo de determinada obra sua. Isto seria a mesma coisa que. sobremodo. um dos meios empregados para atingir o objetivo proposto. por exemplo. quando interrogados a respeito. vividas por discípulos e mestres nas salas de aula. OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA É bastante comum que professôres menos avisados confundam finalidades da educação com objetivos do ensino. a tarefa dos educadores. campo. nunca as relacionando com o seu trabalho na quadra. nas quadras ou campos de esportes. ou o "rolo simples para frente". ainda. pista ou piscina. portanto.Esta conceituação facilitou. no Basquete. a resolução do problema de como traduzir esses ideais em realidades. 1. na Natação. ao invés de "construir um muro ou uma parede". Tais professôres confundem. apenas. perdem-se em divagações teóricas sôbre aquelas. pois. objetivo com conteúdo. ou seja. Outros professôres confundem objetivos com conteúdo. a massa e a colher de pedreiro". Categoria dos Objetivos . Resta.

A transformação de capacidades em habilidades é que constitui a primeira categoria dos objetivos educacionais. ela está condicionada. Esta divisão dos objetivos do ensino corresponde rigorosamente aos fatos da aprendizagem. todo indivíduo necessita de adquirir conhecimentos e informações de maneira que possa situar-se inteligentemente no seu meio físico e social. procurando chegar à sua significação e compreensão e daí à sua solução. o vocabulário e os têrmos técnicos esportivos. assim. portanto. Como sabemos. partindo da percepção. sim. A Moderna Didática de Educação Física. uma área curricular jamais age isoladamente. Temos. Isto nada mais é que "crescer em conhecimento". e eles. os produtos da aprendizagem. O homem. para fins de técnica docente. Mesmo no caso da maior habilidade do homem. inicialmente. Dêste modo. equilibrar-se.A Educação Física tradicional preocupava-se unicamente com as modificações anátomo-fisiológicas do aluno. como vimos. em fase antecipadora. numa aula em que estejamos ensinando uma dança folclórica de origem negra. As noções de saúde e segurança escolar. um sem-número de habilidades que. age diante dos problemas com os quais se defronta. Erra. concorrem simultaneamente para integrar uma mesma experiência educativa. entretanto. Tem. mas sim em íntima correlação com as demais. ainda. implica óbviamente em algum conhecimento. quando encontramos em compêndios de Educação Física referências à "educação do movimento". classificados nessas três categorias básicas. conhecimentos e ideais. aquêle que afirma que em Educação Física não podemos ter a preocupação de ministrar conhecimentos. como ser racional que é. por exemplo. procura enfatizar mais as modificações comportamentais do educando." Desta forma. A Educação Física. nada mais são do que capacidades. estaremos correlacionando-a fatalmente com a Música. a de pensar. uma das muitas formas pelas quais a Educação se apresenta. "Ninguém pode pensar se não tiver em que pensar. por exemplo. a) Habilidades O homem maduro não possui hábitos hereditários de comportamento não alterados pela aprendizagem — instintos. em três grupos de transformações: habilidades. as regras dos diferentes desportos são alguns dos muitos conhecimentos e informações que a Educação Física transmite. na maioria das vezes. embora não perca de vista aquela preocupação anterior. à posse de conhecimentos. com a Geografia e . nada mais faz o autor que se referir a habilidades — correr. saltar. baseia-se. Assim. b) Conhecimentos Qualquer habilidade. executar movimentos ou esforços com um mínimo de energia etc.

.As noções de saúde constituem informações que a Educação Fisica transmite.

c) Ideais O desenvolvimento das habilidades e a aquisição do conhecimento. Há que considerar um terceiro grupo de transformações que ocorrem no íntimo do indivíduo durante o processo de maturação. de exaltação do seu ego etc. 2 Nomenclatura dos Objetivos Para efeito de sistematização do estudo e do trabalho do professor de Educação Física. informações e conhecimentos a serem ministrados. particulares e imediatos. que intervém no processo a que denominamos educação. Por ocasião do planejamento. Surgirão aí. de cumprimento aos deveres escolares. de respeito às leis. que procuram impedir que os baixos impulsos dominem o indivíduo. O professor de Educação Física deve procurar desenvolver ideais positivos como o de levar uma vida normal e sadia. de eficiência e esmero no trabalho escolar e um sem-número de outros. mostrando aí quão falha foi sua educação. Assim. todavia.com a História. embora submeta seus pupilos a dopagens constantes. que pelo estudo e pela prática torna-se um preparador de campeões. não podendo o docente de Educação Física furtar-se a fazê-lo. dá-se o nome de ideais. No decurso desse processo. aos controles sociais. teremos. adotamos a nomenclatura dos objetivos recomendada pela Didática Geral. assim. As atitudes e as preferências aparecem aqui neste terceiro grupo de transformações do comportamento do educando. . a criança sofre a influência de uma série de impulsos — necessidade de alimento. Assim. um indivíduo que tenha crescido em habilidades e cm conhecimentos para satisfazer a esses impulsos constitui mais um passivo do que um ativo. um currículo que inclua Educação Física e Instrução de Saúde como uma de suas áreas apresentará um sem-número de objetivos comuns. não esgotam o conteúdo do processo educacional. e isto veremos posteriormente. Para a sociedade. necessidades sexuais. objetivos comuns. — que a sociedade procura atenuar através de controles sociais. específicos. obviamente. eles aparecerão no denominado "Planejamento Geral de Área Curricular". E como exemplo poderíamos citar o Técnico Esportivo. Os ideais formam uma terceira categoria de objetivos. a) Objetivos Comuns Consideram-se como objetivos comuns aquêles mais genéricos que caracterizam os produtos da aprendizagem visados por determinada área curricular.

d) Objetivos Imediatos Os objetivos imediatos são aquêles que procuramos que os alunos atinjam em cada aula.Objetivos Específicos A Didática Geral considera como objetivos específicos aquêles que caracterizam os produtos da aprendizagem de determinada disciplina ou prática educativa. Desta forma. Assim. como podemos concluir pela figura abaixo: b) . para o fato de que essa nomenclatura dos objetivos é puramente didática. Chamamos atenção. não devendo existir entre os mesmos solução de continuidade. genéricamente. Na fase do planejamento. de Objetivos Particulares. ainda. eles aparecem no chamado "Plano de Unidade". Eles aparecem propostos no denominado "Plano de Aula". c) Objetivos Particulares Os objetivos especiais de cada unidade didática de um plano de curso para Educação Física denominam-se. os objetivos a serem propostos para a Educação Física constituirão os objetivos específicos desta prática educativa. os objetivos específicos aparecem mencionados no "Plano de Curso". Eles são apenas etapas de uma realização.

chamando atenção. entretanto.CONCLUSÕES Muitos estranharão não têrmos colocado neste capítulo uma relação padronizada de objetivos específicos da Educação Física. seus programas. o currículo. E o nosso professorado precisaria realmente ser vigiado de modo a não fraudar os atos escolares ou não cumprir as suas obrigações? Se o professorado a que está entregue a nossa juventude precisa ser vigiado rigorosamente. propositadamente. dele se exige mais responsabilidade. uma vez mais. O regime de centralização excessiva transformava o inspetor ou técnico de Educação Física em uma espécie de detetive à procura de fraudes e irregularidades. baseando-nos em duas premissas que julgamos relevantes: Com o sancionamento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. a êle cabe tôda a responsabilidade. no que concerne à sua ética profissional. ao invés do mestre experiente e amigo que vem ao encontro do colega mais jovem ou menos experiente. Fizemo-lo. Em contrapartida. . os critérios de seleção. que podemos esperar do futuro? A unificação ou padronização dos "programas" impedia qualquer experiência pedagógica e. avaliação e promoção. pois se a êle coube a escolha dos objetivos propostos. Desta maneira. assim. A segunda delas reside na confiança que depositamos nos professôres de Educação Física. deixamos ao professor a tarefa de idealizar os objetivos que proporá a seus alunos. O professor de Educação Física passou a ter autonomia para escolher os objetivos específicos que mais julgar adequados a seus alunos. um período que poderíamos chamar de múltiplas responsabilidades. Passamos de um sistema altamente centralizado para outro em que predomina a descentralização administrativa e pedagógica. por conseguinte. levando em conta os interesses e as necessidades do educando e as disponibilidades locais. começamos a viver uma nova era na educação. cada unidade escolar tem o direito de definir sua política e filosofia educacionais. para a responsabilidade de tal ato. qualquer progresso na Educação Física. dentro de um mesmo estabelecimento de ensino. Vivemos. Para evitarmos erro semelhante.

UNIDADE V OS CONTEÚDOS — ALGUNS ASPECTOS A CONSIDERAR NA SELEÇÃO DOS CONTEÚDOS — ALGUMAS FORMAS PELAS QUAIS OS CONTEÚDOS SE APRESENTAM CONTESTES JOGOS ATIVIDADES RÍTMICAS BRINQUEDOS CANTADOS DANÇA DESPORTOS GINÁSTICA 69 .

A moderna Didática de Educação Física propõe. sem ao menos terem possibilidade de introduzir uma nota pessoal. num mero monitor a quem cabia fazer executar fielmente os conteúdos previstos. portanto. executando-o integralmente. com objetivos especialmente de formação corporal. novos rumos a serem seguidos. Desta forma.OS CONTEÚDOS Denominamos "conteúdos" ao teor do ensino da Educação Física. bem como para auxiliar no desenvolvimento da personalidade dos educandos. assim. Assim. poderíamos dizer que os conteúdos da Educação Física correspondem à "matéria" das demais disciplinas constantes dos currículos das escolas brasileiras. estruturados num esquema mecanicista e atomista e. através do qual serão atingidos os objetivos educacionais propostos. vêm facilitar a aprendizagem naquela "prática educativa". presos que estivemos aos esquemas de pensamento predominantes no século passado. onde o estático predo- . necessariamente analíticos e segmentários. poderíamos dizer que aquêles nada mais são do que reativos que. o "número" de repetições e o "ritmo" a exigir. O reexame e a renovação surgiram em nossa especialidade com bastante atraso. entretanto. Unicamente com a finalidade de estabelecer comparação. as "provas práticas" que o aluno deveria "vencer" para obter o "certificado" de Educação Física. Os próprios professôres se escravizavam aos conteúdos. uma vez selecionados. de acordo com o ciclo a que pertencesse o aluno. Na Didática tradicional de Educação Física. pois bastava que os fizessem executar dentro das normas e padrões rígidos. Os conteúdos estão em função das necessidades e da capacidade real do aluno em aprender. o conteúdo era considerado como um valor absoluto e autônomo ao qual os educandos deviam conformar-se. O professor transformava-se. revisão crítica ou reexame. programados e dosados. sem possibilidade de qualquer alteração. O aluno não existe para os conteúdos e sim estes para servirem àquele. São os agentes utilizados pela Educação Física para exercer a integração das novas gerações no meio físico c social. onde "tudo" estava previsto — a duração exata das "sessões". de conteúdos quase que exclusivamente baseados na biologia. Resultava disso os jovens detestarem as "sessões de educação física" nas escolas tradicionais. A rebeldia instintiva de nossos alunos ensinara-nos quão errados estavam nossos predecessores.

com a importância dos mesmos. não são atividades paralelas que tenham nos conteúdos um ponto comum. apresentamos aqui alguns. as atividades escolhidas poderão ser: . o altruísmo. que valorizem os aspectos dinâmicos e rítmicos. orientados e auxiliados nessa aprendizagem. Os educandos necessitam ser estimulados. dentro do mais absoluto racionalismo. Dentre esses aspectos. que atendam aos interesses e às necessidades do educando. a título unicamente de exemplo. é necessário colocar a inteligência. os desportos. a solidariedade.minava sôbre o dinâmico. passamos a selecionar conteúdos que objetivem uma formação global e não exclusivamente física. A autodisciplina. a divisão do trabalho. mas sim os alunos. Jamais nos devemos esquecer que o elemento mais importante na escola é o educando. Entretanto. utilizando-se de formas mais livres. a substituir as clássicas formas de trabalho. não é o conteúdo que deve ocupar a atenção do moderno professor de Educação Física. a maior individualização e ao mesmo tempo a maior socialização do homem podem ser adquiridos no jogo e no desporto "onde a espontaneidade se afirma e a improvisação força a inteligência à atividade". O ensino. para ministrarmos aulas de Educação Física dêste tipo. Os jogos. e a aprendizagem. São atividades complementares e correlatas com vista a um objetivo comum e unificador. assim. Visto isto. totais e espontâneas. — Considerar o Sexo do Educando Considerando o dimorfismo sexual do educando. por parte do professor. em absoluto. em que a ordem de apresentação não está relacionada. deixa de ser mero monitor para se tornar um guia ou orientador seguro do processo de aprendizagem de seus discípulos. a dança e a ginástica feminina moderna começam. O professor. quando em contato com estes conteúdos. por parte dos alunos. imaginação e sensibilidade lado a lado com uma excelente formação especializada. ALGUNS ASPECTOS A CONSIDERAR DOS CONTEÚDOS NA SELEÇÃO A escolha dos conteúdos que integrarão nosso planejamento deve ser cercado de alguns cuidados especiais. pois que aspectos importantes passam comumente despercebidos nesse momento. nas modernas escolas.

.

Assim. por exemplo. numa "escola integrada". experiência que vem tendo grande desenvolvimento ultimamente na Guanabara. um professor de Educação Física que venha a lecionar. Saída de um grupo de crianças e adolescentes de uma unidade integrada.— Considerar o Tipo de Experiência Educacional que a Escola se Propõe Realizar É erro bastante comum do estudante ou mesmo do docente de Educação Física não levar em consideração o tipo de experiência que a escola pretende realizar com os alunos. ao selecionar os conteúdos êle precisa levar em consideração êsse tipo de escola. .

pintura. fiação e tecelagem. a idéia de que a escola elementar e a escola de nível médio eram duas formas distintas de ensino. visto que lá podemos encontrar inúmeros cursos — fundição. . precisão de movimentos etc. tão encontradiços nos industriários. também. cremos nós. — e um determinado número de qualidades psicossomáticas — força. que selecionar os conteúdos de forma diferente do que o faria numa escola de grau médio. oriundos das camadas menos favorecidas economicamente da comunidade. talvez. Estes dois exemplos. de modo geral. O docente terá. que os menos dotados prossigam em seu aperfeiçoamento até atingirem o limite máximo de desenvolvimento individual. também. qualidades psicossomáticas requeridas pela especialização a que os alunos se estão dedicando. carpintaria. levada a cabo pela escola com nossos alunos. são o bastante para compreendermos a importância do conhecimento da experiência educacional. Um dos principais problemas da escola integrada é a transição de um nível para outro sem choques. e procurarão desenvolver. de modo a melhor selecionarmos os conteúdos mais adequados. habilidade manual. Se o professor fôr lecionar. a escola passa a atender. da fase do ensino elementar. assim. pois. Uma vez concordes com esta conceituação. equilíbrio. êle já vem com um lastro considerável de habilidades. as atividades escolhidas deverão dar trabalho a sinergias musculares pouco exploradas na aprendizagem profissional. onde o aluno entra sem qualquer experiência anterior em Educação Física. terá. por exemplo. por conseguinte. a grupos sociais diferentes. alfaiataria etc. permitindo. Quando o aluno chega à fase do ensino médio.A concepção integral do ensino baseia-se na premissa de que os têrmos ''ensino primário" e "ensino médio" designam "fases sucessivas de um processo contínuo entre os quais tôda a distinção rigorosa seria arbitrária e comprometeria a verdadeira continuidade do crescimento e da educação". onde a Educação Física pode aparecer como importante elemento integrador. procurando-se atender à formação integral e de uma forma especial. passa-se a admitir que todos os jovens de uma comunidade devem receber educação tão completa quanto permitam os recursos daquela. também. de considerar alguns aspectos na seleção dos conteúdos. de cócoras. até. evitar a instalação de vícios posturais. conhecimentos e ideais adquiridos nas cuias de Educação Física. Assim. aos jovens bem dotados. — exigindo uma posição dominante no trabalho escolar — de pé. Assim. que os conteúdos serão escolhidos. Conclui-se. proporcionar relaxamento da musculatura mais solicitada. de acordo com a natureza do curso em que o aluno estiver matriculado. ainda. num estabelecimento de ensino técnico-industrial. destinadas. Abandonou-se. sentado etc.

distinguindo-se.— A Etapa Evolutiva do Educando Os conteúdos escolhidos devem corresponder aos interesses e às necessidades da etapa evolutiva em que o educando se encontra. assim. atividades: Indicadas para Crianças Exemplo: Jogo Indicadas para Adolescentes Exemplo: Desporto Fase de iniciação — As Experiências Anteriores do Educando em Face da Educação Física 75 .

futuramente. então. devendo começar com atividades simples e fáceis. Geralmente. ao ingressar no nível médio é que o educando começa a ter contato com as atividades físicas pela primeira vez. Um grupo de crianças que. embora haja outros a considerar. Um aluno de escola elementar que venha tendo em sua carreira escolar aulas regulares de Educação Física. Assim sendo. para. ao ingressar na escola de nível médio já terá um bom número de experiências anteriores em Educação Física. são necessários alguns cuidados na seleção das atividades. necessitará de conteúdos mais complexos e avançados do "que um aluno que ingressa na escola de grau médio sem contato anterior com essa "prática educativa".Outros importantes aspectos a considerar na seleção dos conteúdos são as experiências anteriores do aluno. quando da prática da Educação Física. Esses aspectos não podem nunca ser esquecidos na seleção dos conteúdos. mais tarde. torná-las mais difíceis e complexas. .

ao contrário de um jogo. Ao passo que. Aquela pergunta. interferência em seus planos ou jogadas por ação dos opositores. se induzirmos um aluno a saltar uma determinada distância. — nos contestes. as estratégias e os ardis não têm lugar. mas completamente diversa sob o prisma psicológico. a iniciativa individual fica muito reduzida. uma das formas mais interessantes pelas quais os conteúdos se apresentam e um dos meios mais interessantes de que o mestre poderá usar em seu mister. se introduz um fator de natureza psicológica — uma incentivação — destinado a promover a necessária motivação. assim. agora. Os contestes são. — num conteste. Assim. que virão a constituir os meios de que o professor lançará mão para atingir os objetivos propostos para sua ação educativa. Diferença Entre Conteste e Jogo Os contestes distinguem-se básicamente dos jogos pelos seguintes aspectos particulares: — num conteste não há. o novo elemento introduzido. globais. êle estará executando a atividade natural de saltar. dentro de certos limites especiais. as táticas. . em que as habilidades de um educando são comparadas com as de outros. ao passo que no jogo ela é extremamente necessária. CONTESTES Os contestes são atividades físicas naturais. Deixaremos. em contraposição com o que ocorre no jogo. foi que possibilitou a transformação da atividade num conteste. consignadas algumas dessas formas pelas quais os conteúdos se grupam mais comumente. para isso. do ponto de vista mecânico. onde.ALGUMAS FORMAS PELAS QUAIS OS CONTEÚDOS SE APRESENTAM Os conteúdos aparecem geralmente grupados com formas definidas e características próprias. se propusermos a dois ou mais alunos: "vamos ver quem salta mais longe?" — estaremos objetivando a mesma atividade anterior.

para um observador menos atento. Como vimos anteriormente. até mesmo. com as "brincadeiras livres" das crianças. muitas vezes. tão encontradiças nos recreios das escolas e nas calçadas das ruas de nossas cidades. Essas "brincadeiras livres". não cabe à Didática. sanções para os infratores. Todavia. entretanto. não se deixarão de considerar os valores dos jogos como coadjuvante do processo educacional. em que distinguimos claramente fases ou etapas adrede previstas. apresentam características claramente definidas. estratégicos e ardis. para "play" e "game" de sentidos diversos. normas a serem seguidas ou mesmo uma meta a atingir. mas sim à Psicologia. — conhecimento dos objetivos a atingir de forma que os partipantes idealizam. no entanto. qualquer que seja a teoria aceita. Entretanto. fazendo com que em certos compêndios tal prática se generalize. planos táticos.JOGOS Os jogos constituem um dos mais interessantes meios de que os professôres lançam mão na sua tarefa de educar. confundem-se. indistintamente. inúmeras teorias procuram explicar as origens e as necessidades dos jogos. havendo. com um momento culminante em que surge a vitória da habilidade. poderemos contribuir sobremaneira para o desenvolvimento integral do educando. — forma de competição. Não há nestas atividades uma evolução regular e constante. uma vez que eles atuam sôbre o desenvolvimento físico. . Tal estudo. modificando-se constantemente segundo os interesses momentâneos ou mesmo ao sabor dos caprichos dos que dela participam. sem regras preestabelecidas. como: — organização. cuja intensidade apresenta uma variação muito grande. nada mais são do que atividades lúdicas espontâneas. pelo que deixamos aqui de desenvolvê-las com profundidade. simples ou complexa. Os jogos. — evolução. A confusão entre jogos e brincadeiras livres agrava-se quando muitos tradutores usam a palavra "jogo". os jogos. comumente. Através dos jogos. da força ou da velocidade. psicológico e social dos alunos. com normas ou regras prefixadas. uma vez que a primeira palavra apresenta um sentido mais amplo do que a outra. que deverão ser cumpridas por todos os participantes.

ainda de olhos vendados. sendo que uma das mais aceitas é a de CLAPARÈDE. usando para isso o tato (apalpar o cabelo. No interior dele. de olhos vendados. depois.) Variar os alunos durante o desenrolar do jogo. com um companheiro no centro. Assim. — jogos que exercitam as funções especiais do indivíduo. através do barulho procurará descobrir quais os que trocaram de lugar. Desenvolvimento — O professor indica por gestos dois alunos do círculo para trocarem de lugar. teremos dentre a primeira categoria os seguintes tipos: Jogos sensoriais — que solicitam a ação dos órgãos dos sentidos Exemplos: — "Quem trocou de lugar?" Material — Um lenço. Desenvolvimento — O professor escolherá um aluno que se aproximará do que está no interior do círculo. O aluno de olhos vendados. procurará descobrir quem é o companheiro. o aluno do centro. com os olhos vendados. . verificar o tipo de nariz. Formação — Os alunos de pé em círculo. que classifica os jogos infantis em: — jogos que exercitam as funções gerais do homem. Êste. um aluno sentado. Substituir. apontando-lhes a direção. Formação — Os alunos sentados formando um círculo.Classificação dos Jogos Inúmeras foram as classificações propostas para os jogos. de orelha etc. — "Quem é?" Material — Um lenço.

Se não controlar a emoção. O aluno escolhido pelo "gato" passará a mão na cabeça daquele e dirá: "Coitadinho do gatinho. imitará o gato. Os jogos psíquicos podem ser subdivididos em: intelectuais ("Xadrez". um aluno. formando um círculo. perderá o jogo. OBS.Jôgo sensorial: "Quem é?" Jogos psíquicos — são os que exercitam algumas funções ligadas ao psiquismo do indivíduo. sentados. No interior. . sôbre quatro apoios. por exemplo). Desenvolvimento — O aluno que está imitando o gato parará diante de um companheiro do círculo e "miará" duas vezes. "Damas". Exemplo: — "Gatinho com fome" Formação — Os alunos. relacionado com o aspecto volitivo. "Palavras Cruzadas" etc. dizendo a frase sem rir. parece que está com fome".) ou afetivos (buscar um "tesouro" no lugar mais escuro da casa.: Jogo psíquico.

o outro aluno desse par fugirá para não ser alcançado pelo perseguidor." Jogos Motores — são os que desenvolvem. a velocidade. Desenvolvimento — Um dos dois alunos isolados perseguirá o outro. . Imediatamente. Exemplos: — "Quem Prende. de braços dados dois a dois. para não ser apanhado. Desprende" Formação — Os alunos dispersos no pátio. a força etc. Um par de alunos isolados dos demais. deve segurar o braço do aluno de um dos pares. a coordenação.Jôgo Psíquico: "Gaíinho com fome. Êste. segundo características peculiares.

Com a mão livre. aproximadamente a dois metros de cada vértice. Vencem os que não errarem. São os jogos de perseguição em que o indivíduo se esquiva ou persegue. apenas. Formação — Os alunos de pé. Jogos de Caça — são jogos em que a criança se compraz em procurar descobrir outras que estão escondidas. devendo. ou esconder-se para que não seja descoberta. força. Desenvolvimento — O professor arremessa a bola a um aluno do círculo. velocidade etc. assim.— "Bola Ligeira" Material — Uma bola leve. . tentará apanhar a maça que está no chão. por sua vez. a atira rápidamente para outro qualquer. formando. O aluno que a deixar cair será eliminado do jogo. A bola pode ser lançada em qualquer direção ou ordem. Desenvolvimento — Cada aluno segurará a corda com uma das mãos. mantendo entre si a distância aproximada de um metro. um triângulo. destreza. Exemplo: — "A Garrafa é Minha" Material — Uma corda forte com as duas extremidades unidas por um nó direto. Na segunda categoria — jogos através dos quais o homem exercita suas funções especiais — encontramos os tipos seguintes: — Jogos de luta (ou competição) em que encontramos apêlo a determinada habilidade. o qual. e assim sucessivamente. cabendo a êste fazer o mesmo. ser movimentada com rapidez. formando um círculo. Três maças (garrafas).

. Desenvolvimento — O lobo perguntará: "Quem tem medo do lobo?" As crianças responderão em coro: "Ninguém!" e atravessarão a "floresta" passando para o outro lado do pátio. sem interrupção. fazê-lo também. separadas por uma distância proporcional ao número e à capacidade dos alunos. Desenvolvimento — O maestro imitará o som de um instrumento musical e. onde ficará um aluno isolado. constituindo uma "brincadeira livre". será imitado pelas demais crianças do grupo. Êste espaço será a "floresta do lôbo". fora da "floresta". do qual damos um exemplo abaixo. Vence o último a ser apanhado. A seguir. que o "lobo" consiga pegá-las. imediatamente. os demais. evitando. — Jogos de Imitação — CLAPARÈDE distinguiu aqui duas variedades: o jogo de imitação e o jogo com imitação. que será afastada do grupo. imitará o som de outro instrumento e as demais crianças passam a.Exemplo: — "Quem tem medo do lobo?" Material — Bastão de giz. O aluno isolado procurará descobrir o maestro através de cuidadosa observação do grupo. todavia. espalhados à vontade num lado do pátio. Formação — Desenham-se no chão duas linhas paralelas. O professor escolherá uma. Aqui só nos interessa êste segundo tipo. Os que forem sendo apanhados serão perseguidores — lobos — juntamente com a primeira criança escolhida. e outra para ser o regente. no segundo. Exemplo: — "Quem é o maestro?" Formação — As crianças sentadas em círculo. No primeiro. a criança imita pelo simples prazer de imitar. O "lobo" só poderá perseguir os alunos dentro da área estipulada — a "floresta". e que terá de adivinhar quem é o maestro. a imitação é um dos elementos fundamentais para o desenvolvimento do jogo.

. de "fazer comidinha" etc. jogar pelo prazer de jogar). respeitado esse espírito nitidamente recreativo. nem do aspecto competitivo em primeiro plano. Exemplo: — "Brincadeira de boneca". nada mais que as brincadeiras livres praticadas pelas crianças. Qualquer desporto coletivo poderia servir de exemplo.Jogo de Imitação: "Quem é o maestro?' — Jogos sociais — são aquêles em que a criança procura desenvolver qualidades indispensáveis à sua vida na idade adulta. naturalmente. Assim pensamos ter dado uma visão geral do assunto que. enfim. será desenvolvido e aprofundado pela cadeira especializada. — Jogos familiares — são os que se relacionam com as funções da família. Exemplo: — Uma partida de voleibol (sem preocupação de vitória do grupo.

visto que. grave problema neurológico. O ritmo encontra-se em todas as atividades de Educação Física. Muitos professôres. ao contrário do que ocorria anteriormente. Dentre aquelas. — dar leveza. evitando o desperdício de energia.ATIVIDADES RÍTMICAS A Educação Física. amplitude e plasticidade aos movimentos. impedindo-o de desenvolver-se nesse campo. Uma arritmia específica pressupõe uma arritmia geral. entretanto. — disciplinar o praticante. — jamais alijar o indivíduo da atividade. vêm sendo enfatizadas. precipitadamente. começa a empregar formas de trabalho que não as tradicionais. Na criança sã. Por isso. encontramos as atividades rítmicas. coordenados e sem tensão. O ritmo é uma característica normal da criança. que o professor não se precipite cm seu julgamento. hoje em dia. Quando nos referimos a ritmo. adaptando-se às novas formas de ação pedagógica." Esta educação no sentido rítmico deve iniciar-se na infância e estender-se até a adolescência. fazemo-lo querendo significar o ritmo próprio do corpo manifestado quando nenhuma de suas partes está restrita nos seus movimentos. recomenda-se: — não considerar ninguém arrítmico antes de um período mais ou menos longo de contato com as atividades rítmicas. . física e psiquicamente. as quais. os movimentos desenrolam-se bem equilibrados. É necessário. As atividades rítmicas aplicadas ao movimento têm como objetivo: — "desenvolver a psicomotricidade. livres e sem limitações. — assegurar perfeita coordenação. as dificuldades encontradas são sinais de problemas de aprendizagem e não sintomas de arritmia. costumam intitular de "arrítmico" a um educando que não consegue marchar o tempo todo. muitas vezes. através da associação ritmo — palavra — movimento. sem tensão. Estes passam através do corpo como ondas. e um diagnóstico apressado e mal feito muita pode prejudicar o indivíduo. dentro de um andamento.

esse tipo de atividade torna-se valioso auxiliar na educação dos alunos. devendo constar sempre de nossas aulas de Educação Física. evitando deixar passar qualquer coisa que estejamos escutando. Quando nos utilizamos da rítmica. . procurando analisar e compreender o que estivermos ouvindo. à medida que o ritmo fôr captado. marchar. Movimento. no momento em que o corpo se põe em ação. deixando-nos levar pelo ritmo. pomos em jogo as seguintes faculdades: — ATENÇÃO — INTELIGÊNCIA — SENSIBILIDADE — MOVIMENTO Atenção. quando sentimos o que estamos ouvindo. certos movimentos. Assim. como. Sensibilidade. Inteligência.Como se nota. por exemplo. correr e salutar. são relacionados com determinadas figuras rítmicas.

harmônica e dinâmica. pobre. . ao cabo de sua escala crescente.. como as da cultura alemã. tão do agrado das crianças por envolver o jogo e a música. desenvolvendo-se gradualmente em escala de complexidade. no Brasil. do mesmo modo que a dança. Muitos dêsses brinquedos cantados já se apresentam com características nitidamente nacionais. no ritmo dos joeireiros de cereais. restringindo-se quase que sómente às escolas. facilitando a posterior aprendizagem motora da dança.. após sofrerem variações e transformações muitas vezes lentas. permite o enriquecimento do vocabulário infantil. africana e brasilíndia." — influência sueca. possibilitando o treinamento da articulação da palavra.." — influência francesa. Êste tipo de atividade. paulatinamente. Assim. Esta elaboração plástica feita pelo homem está na dependência direta de um estado de espírito que se traduz por uma sensação estética ou de beleza. aí. as coordenações neuromusculares. — "A linda rosa juvenil. Encontramos. existe em quase todos os trabalhos do homem.. atende às solicitações da imaginação infantil. Os brinquedos cantados. são desenvolvidas. Os brinquedos cantados. porém bastante seguras. nada mais são do que "gestos plásticos elementares". no dos malhadores do cânhamo. francesa. cirandinha. espanhola. A dança se vale dêsses gestos e dêsses movimentos mesclando-se de forma corrente. reconhecidos os seus valores educacionais. sofreram. onde.. influências da cultura portuguesa. inglesa e sueca.BRINQUEDOS CANTADOS Os brinquedos cantados constituem uma das mais elementares formas de atividades lúdicas. do ponto de vista utilitário. A coordenação de movimentos. ao mesmo tempo que contribui para o desenvolvimento anátomo-fisiológico do educando. enseja novas formas de criatividade. o brinquedo cantado. Exemplos de Brinquedos Cantados: — "Ciranda. Outras influências também se fizeram sentir. — "Eu sou pobre. DANÇA Poderíamos dizer que a dança consiste numa coordenação estética de movimentos corporais. entretanto." — influência lusa. parece estar desaparecendo nas grandes metrópoles modernas.. uma verdadeira perfeição plástica que. estimulam. no dos lenhadores e em muitos outros. tais como: no movimento executado pelos remadores. já apresenta muitos movimentos que se identificam com os passos da dança. pobre. Essas atividades permitem à criança aprender a usar o seu aparelho fonador.

Facilita a benéfica convivência entre meninos e meninas. procura manter o praticante no solo. Características da Dança — foge à fantasia. As palavras moduladas não bastam e. entre moças e rapazes (co-educação). suas mãos gesticulam e seus pés começam a mover-se. . Valor Moral — desenvolve o autodomínio. a imaginação. a sua força". — utiliza-se de movimentos e expressões naturais. sem percebê-lo. — procura a realidade na expressão. O segundo "determina o modo de atividade muscular com que os gestos se sucedem uns aos outros." agógico dinâmico — Princípios em que a Dança se Baseia: O primeiro "estipula a lentidão ou a rapidez do movimento no tempo". As palavras prolongadas não bastam: éle as modula. Valor Mental — exercita e estimula a atenção. isto é. um elemento que até mesmo a música desconhece — "o ritmo plástico". ainda. Excelente agente de caráter recreativo. Valor Social — desenvolve o senso de responsabilidade e o respeito às normas sociais. a perseverança. a memória e o raciocínio. — geralmente. o cavalheirismo etc.Um famoso adágio chinês já dizia: "Sob o estímulo da alegria. o homem faz palavras. despreocupado com os saltos. Estas palavras não bastam: êle as prolonga. Valores da Dança Valor Físico — melhoria do desenvolvimento físico do praticante. É a dança. A dança possui.

este tipo de dança é ministrado sob a forma de iniciação. entretanto. . hoje em dia. Em outras nações. ainda que nem todos os educadores a aceitem. os Estados Unidos da América. a Professora Maria Helena de Sá Earp. Em nosso País.Tipos de Danças mais Empregados nas Escolas: Moderna ou Livre Folclórica A dança livre começa. Na foto o grupo da Professora Maria Helena de Sá Earp. através dos denominados "Expressive Movements" e dos "Movement Patterns". por exemplo. desde os primeiros graus escolares. como. A dança moderna começa hoje a ser introduzida em nossas escolas. a ser introduzida nas nossas escolas. podendo-se citar. alguns docentes desenvolvem a dança livre como importante agente educacional. dentre esses educadores.

italianas. russas e francesas. Damos. a seguir. A dança folclórica é a dança tradicional de um povo. é a dança folclórica que maior desenvolvimento encontra em nossas escolas. ainda.Entretanto. evoluindo à medida que êste também o faz. DANÇA DAS LANTERNAS Apresentação da "Dança das Lanternas" . portuguêsas brasilíndias negras As danças brasileiras encontram suas raízes nas danças: Encontramos. um exemplo da dança empregada numa escola primária. influências menores das danças alemãs.

Verdes para fora. Não importa qual a côr Foram feitas todas elas Com carinho e muito [amor. As lanternas serão usadas como caracterização para a dança. Todos vamos segurar P a r a a dança começar.(Cada criança deverá segurar uma varinha com u m a lanterna na ponta.) Lanterninhas. Ao salão dá tanta vida P a r a São João louvar. amare[las. . brancas. girando para um lado e para o outro. Penduradas nas vari[nhas. dão a volta no salão e formam a roda. brancas para cima e amarelas para o centro. Uma roda colorida Elas todas vão formar. E n t r a m em duas colunas paralelas. Rodam. servindo no fim para ornamentar o salão. lanterni[nhas. Verdes.

E agora vão mostrar Que o trabalho capri[chado Dá prazer de se olhar. Penduradas nas vari[nhas. uma volta no salão. Lanternas de tirinhas vão ao centro. Com cuidado segurar..As mãozinhas trabalharam. 6 Lanterninhas. João. De vitral ou pregueadas. Sempre alegres a dan[çar. voltam à posição inicial. Não importa como são. Dão. Voltam aos lugares. Lanternas pregueadas dão um passo para fora da roda. Lanternas recortadas dão um passo para fora da roda. novamente. . repetindo a figura. lanterni[nhas. De tirinhas recortadas Todas são para S. Lanternas de vitral dão um passo para o centro da roda.

estendem os braços com as lanternas para o centro. lanterninha. gira. lanterni[nha. gira. Os meninos dão um passo ao centro e recebem a lanterna da mão de seu par. caminham com ela pelo centro da roda até voltar ao lugar. Até chegar à minha [mão. passa. Dá a volta no salão. gira. gira.Passa. Fileiras paralelas defrontando-se. ao seu par. gira. Uns passinhos bem à [frente. Fileiras paralelas. lanterninha. lanterninha. E de braço com seu par. Gira ainda no lugar. . formando um arco. novamente. Vai andando. Gira. Caminham até o fim para formar o arco. caminham p a r a o centro. entregando a lanterninha. o par da extremidade inicia a passagem. Com cuidado irei passar. lanterni[nha. 9 Um passeio prolongado. gira. lanterninha. lanterninha. De mão dada com meu [par Sob um arco bem for[mado. Volta agora ao teu lu[gar. Gira.

Penduradas nas vari[nhas Acabamos de entregar E a dança terminar. . O que eu quero. Dão. Deixo a minha lanter[ninha. 12 Lanterninhas.10 Numa linha sinuosa Só contigo eu vou an[dar. novamente. lanterni[nhas. 11 Terminando a dancinha Em louvor a S. Batam palmas. Os alunos das extremidades de cada fileira caminham sozinhos. 13 muitas [palmas Digam viva a São João Um adeus às lanterni[nhas Que deixamos no salão. E a todos te mostrar. lanter[ninha. Enfeitando o salão. passando pela frente e por trás de cada companheiro até chegar à outra extremidade da fileira onde ficam parados. João. Vão deixando as lanterninhas caminhando como na fig u r a anterior e saem pelo centro em colunas. a volta no salão.

destacados agentes educativos. desperta o espírito de equipe. pelas regras. O desporto atrai. No desporto. as atividades desportivas constituem. Iniciação Desportiva" — Basquetebol . Um bom programa para essa "prática educativa" deve conter vários agentes. de forma que todos os objetivos possam vir a ser colimados. primordialmente. Os desportos são. conduz ao esforço e à superação. a espontaneidade se afirma e a improvisação conduz a inteligência à atividade. dá noções de divisão do trabalho. de caráter rígido e aceitas internacionalmente que disciplinam essas atividades. nas escolas modernas.DESPORTOS Os desportos são formas de atividades físicas que se caracterizam. dentre os inúmeros agentes da Educação Física. bem dosados e equilibrados. incita à ação. Desta forma. desenvolve a solidariedade e o altruísmo. por si só não pode substituir todas as outras usadas pela Educação Física. Essa atividade. os que mais correspondem aos interesses e às necessidades dos adolescentes e dos adultos. entretanto.

fosse considerado o meio físico em que é praticado teríamos: DESPORTOS AÉREOS. se o elemento considerado fôsse o aspecto social. classificam-se em: — CARACTER1STICAMENTE FEMININO — CARACTERISTICAMENTE MASCULINO — INDISCRIMINADAMENTE MASCULINO OU FEMININO DESPORTOS . Assim. ao contrário. sómente a concebemos sob a forma de uma "iniciação esportiva". Inúmeras classificações foram propostas para os desportos. sob a forma de jogo. teremos: COLETIVOS INDIVIDUAIS DESPORTOS Se. se o fator considerado fôr o número de praticantes. Esta iniciação deve ser iniciada por volta dos sete anos. a iniciação na parte prática. consideradas as suas indicações ou contra-indicações para o sexo do praticante. encontraríamos: PROFISSIONAL AMADOR DESPORTOS Os desportos. iniciação ao esforço e iniciação à técnica. Iniciação esportiva subentende — iniciação à vida de grupo. cada uma delas considerando um determinado ponto de vista. Essa iniciação assume um duplo caráter — recreativo e formativo — jamais se atendo. AQUÁTICOS TERRESTRES Da mesma forma. quando do ingresso na escola primária.Quanto à aplicação dos desportos a crianças. somente.

então. ela busca u m a formação global e não exclusivamente física. Ginástica Para Crianças A ginástica para crianças realiza-se naturalmente com características de jogo. o aspecto dinâmico. a criatividade substituem os elementos estáticos. livres e espontâneas. Um grupo de crianças executando exercícios ginásticos num banco sueco 97 . considerando primordialm e n t e as necessidades e os interesses do educando. de saltar. Dá-se à criança a oportunidade de trepar. encontramos a ginástica. as formas rígidas e o trabalho analítico. tão enfatizados na antiga ginástica escolar. que vão desde a simples enunciação de um novo conceito de Educação Física até ao reexame dos meios a serem empregados. Hoje em dia. O relaxamento muscular voluntário. a iniciativa de pensamento e ação são algumas das características da ginástica moderna. como ocorria anteriormente. de correr. a liberdade de movimento. inúmeras conseqüências. a autodisciplina e a auto-atividade. Emprega formas mais naturais. O ritmo. a alegria.GINÁSTICA A Educação Física atravessa atualmente um processo de renovação e aperfeiçoamento. Dentre os agentes da Educação Física que mais radicais transformações sofreram. Daí surgirem.

da Prof. de caminhar usando as mãos. aprendem a movimentar-se naturalmente e sem tensão. andando como um "gato". tais como: a Austríaca.de suspender-se. saltando como um "macaco". Ginástica Feminina Moderna Grupo Unido de Ginastas". Êste tipo de ginástica desperta na criança a autoconfiança. a Francesa. chutando uma bola como seus ídolos. a Americana. como a muitos pode parecer. a perseverança. um movimento renovador com um sem-número de linhas de pensamento. um sistema ou método de ginástica. isto é. a Alemã etc. mas é. a alegria de trabalhar. Desta forma. onde nós. Ginástica Feminina Moderna No campo dos exercícios físicos para a mulher. segundo a nova concepção de Educação Física. Cabe lembrar que as reformas que se propugnam têm que começar pela base. "escalando montanhas". aquela ação reformista deu origem à Ginástica Feminina Moderna. professôres especializados. de atacar e defender-se. Esta não constitui. seja através da preparação das professoras e regentes de classe. na verdade. a segurança. pelo Ensino Primário. Illona Peuker . devemos começar a concentrar nossa atenção. seja através de nossa atuação direta. obtendo um máximo de rendimento de acordo com suas capacidades individuais. ao mesmo tempo que atua em seu mundo de fantasia. de lançar.

há que se considerar em primeiro lugar o ritmo. existiria um movimento coríespondente ao organismo humano. Assim. movimento êste que' abrange o corpo todo e que não se compõe de movimentos isolados. mestra austríaca que ministrou aulas no Curso de Aperfeiçoamento Técnico-pedagógico.A divulgação dêste movimento no Brasil está ligado a quatro professoras: Margareth Froelich. natural e expressivo. . Érica Sauei e Maria Jacy da Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. elemento existente em tudo que possui vida. Assim.dos diferentes segmentos. que não pode ser interrompido em seu desenvolvimento. Duas componentes do "Grupo Unido de Ginastas" executam um salto. em Santos — 1953. A ginástica feminina moderna busca uma forma de exercícios físicos que possibilitem a participação total. O ritmo é uma característica do movimento global. e Illona Peuker.

ESQUEMA G/NÁSTICA DE UMA FEMIN/NA AULA DE MODERNA .

socializar e despertar o interesse pela atividade. de forma harmoniosa e repousante. dos braços e das pernas.— Objetivos das Diferentes Partes de Uma Aula de Ginástica Feminina Moderna 1 — INTRODUÇÃO OU AQUECIMENTO Preparação fisiológica do organismo para a atividade física que se seguirá. Término alegre da aula. II — FORMAÇÃO CORPORAL E EDUCAÇÃO DO MOVIMENTO Fortalecimento do tronco. Desinibir. . IV — VOLTA À CALMA Acalmar fisiológica e psicológicamente. aprimorando a capacidade de encontrar com rapidez os pontos de partida para uma coordenação econômica da musculatura III — APLICAÇÃO Esta é a parte principal e mais importante da aula e busca a aplicação dos movimentos préviamente "educados". Melhoria da flexibilidade e da elasticidade. Atender às necessidades de movimentação dinâmica das alunas.

em linha OU AQUECIMENTO curva e em linhas retas e curvas. Locomoções rápidas — andando. balanceamento. 5 min. Aprox. esticar. apoiar. circundar. Os exercícios de Formação Corporal podem ser executados: Individualmente em pequenos grupos a mãos livres com "aparelhos manuais" 2. IV) VOLTA À CALMA .TEMPO DIVISÃO DA AULA CONTEÜDOS Aprox. correr. 1. correndo. puxar. rolar. II) FORMAÇÃO CORPORAL E EDUCAÇÃO DO MOVIMENTO Aprox. FORMAÇÃO CORPORAL Movimentos naturais como: abaixar. "Composição de Movimentos". comentários (informações e conhecimentos). empurrar etc. Exercícios de locomoção batida de palmas com aparelhos manuais IMPULSO — "ênfase do movimento". lançar. 3. 20 min. "Associação de dois ou mais movimentos" por: Combinação Mudança Passagem 2. torcer. EDUCAÇÃO DO MOVIMENTO MOLEJO — "Qualidade de animação e maciez do movimento". Marchas lentas. 1. "Jogos de Movimento" — associação de movimentos de forma lúdica e coletiva. III) APLICAÇÃO 5 min. saltitando nas mais diversas I) INTRODUÇÃO trajetórias: em linha reta. exercícios de relaxamento. 20 min. Exercícios de saltar. Aprox. levantar. Jogos alegres e vivificantes. quicar etc.

"Formar a Corrente". Formando pares. As alunas fugindo de duas outras (pegadoras) que estão de mãos dadas. começar a formar outra que passará a auxiliar a primeira. evitando chocarem-se com as demais. INTRODUÇÃO 1. 2. Seguindo uma líder. em pequenas colunas. 3. . deslocarse. As que forem pegadas incorporar-se-ão à "corrente". de mãos dadas.Exemplos de elementos a serem empregados nas diferentes partes de uma aula de Ginástica Feminina Moderna. Quando esta tiver seis alunas. saltitando livremente com mudança de direção.

levar uma bola até atrás da cabeça sómente com auxílio dos pés. Ajoelhada. . 4. fazendo esta o possível para não ser deslocada. 3. Deitada de costas. Empurrar uma companheira. Efetuar um pequeno apoio com as mãos elevando as pernas alternadamente de modo que ambos os pés percam o contato com o solo durante alguns segundos. 2.FORMAÇÃO CORPORAL E EDUCAÇÃO DO MOVIMENTO a) Formação Corporal 1. sentar ao lado de seus pés.

. 1.5. com o arco apoiado no solo. Sentada. a aluna do lado direito passa para o lado esquerdo. b) Educação do Movimento 6. Sentada. 2. Elevar e abaixar rapidamente os calcanhares de modo que os mesmos não toquem o solo (manter os joelhos fixos para dar amplo trabalho às articulações dos tornozelos) . com as pernas em afastamento lateral. Três alunas de mãos dadas correm quatro passos em frente. contornar o bordo interno do arco com as pernas unidas. e por um impulso. passar simultâneamente as pernas por cima das maças.

Lançar a bola em arco. 2. com transferência alta. As alunas devem sentar-se comodamente de pernas cruzadas. por cima da cabeça. durante o salto. Assim. . "Salto com Reversão" — A aluna. lança a perna à frente e gira o quadril. a perna que estava na frente passa para trás: com um passo de valsa completa-se o giro de volta inteira. manter o maior relaxamento muscular possível. aparando-a com a outra mão efetuando o molejo.APLICAÇÕES 1. Nesta posição. VOLTA À CALMA Posição aconselhada para ouvir os comentários feitos pela professora ao término da aula. apoiando os braços bem relaxados sôbre as coxas.

U N I D A D E MÉTODO E CICLO V I DOCENTE PRIMEIRA 1 — MÉTODO PARTE — METODOLOGIA — CONCEITO DE MÉTODO — A IMPORTÂNCIA DO MÉTODO NA APRENDIZAGEM DA EDUCAÇÃO FÍSICA 2 — PRINCIPAIS MÉTODOS EMPREGADOS NO BRASIL — MÉTODO NATURAL AUSTRÍACO — EDUCAÇÃO FÍSICA DESPORTIVA GENERALIZADA SEGUNDA CICLO DOCENTE A) O PLANEJAMENTO DO ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA Planejamento Geral da Área da Educação Física Plano de Curso Plano de Unidade Didática Plano de Aula B) ORIENTAÇÃO DA APRENDIZAGEM Motivação e Incentivação da Aprendizagem Apresentação dos Conteúdos Modernos Meios de Comunicação Audiovisuais Aplicados à Educação Física Atividades Extraclasse Direção de Atividades Discentes Integração e Fixação da Aprendizagem C) CONTROLE DA APRENDIZAGEM Disciplina em Classe Manejo de Classe Diagnose e Retificação da Aprendizagem em Educação Física Avaliação da Aprendizagem em Educação Física Divulgação de Resultados e Conclusões de Experiências ou Pesquisas PARTE .

Sòmente assim teremos uma autêntica racionalização da atividade em busca dos objetivos propostos. bem como dos recursos c procedimentos utilizados em busca dos objetivos a serem colimados. o mestre. discutia-se se os currículos das escolas superiores de Educação Física deveriam conter o estudo da Didática ou da Metodologia. respeitada uma visão realista dos fatos de tal situação. procura-se conceituar método dando-se-lhe um sentido mais amplo.MÉTODO E CICLO DOCENTE PARTE PRIMEIRA 1 — MÉTODO METODOLOGIA Até há bem pouco tempo. revela-se infecundo quando dissociado dos demais componentes fundamentais da Didática — o educando. etimològicamente. possibilitando a apreciação dos respectivos fundamentos científicos e filosóficos. — a ordem ou seqüência mais racional. econômica e eficiente possível". Hoje. CONCEITO DE MÉTODO A palavra método significa. "caminho para atingir um fim". Hoje em dia. quando em ação nas escolas. Assim. — o tempo disponível e o ritmo a imprimir ao trabalho. — os meios e os recursos a empregar. . a Metodologia é "a parte da lógica aplicada que determina as leis particulares ou métodos especiais oferecidos ao espírito pela natureza dos diferentes objetos a conhecer". ainda que bastante ligado àquele significado inicial. Em qualquer método distinguimos sempre: — os objetivos propostos. Êste estudo. Colabora. os objetivos e os conteúdos. método seria a "ordenação racional e bem calculada dos recursos disponíveis e dos procedimentos mais adequados para atingir determinado objetivo da maneira mais segura. assim. — Importância da Metodologia para a Educação Física O estudo dos métodos contribui de forma primordial para a racionalização das atividades de Educação Física. todos estão concordes em que a Metodologia constitui uma importante parte da Didática preocupada com a investigação da verdade e com o estudo dos métodos. — os conteúdos a utilizar. Do ponto de vista filosófico. — os procedimentos mais adequados. todavia. entretanto. para a melhor racionalização do trabalho do professor de Educação Física.

Assim é que quedamo-nos apreensivos quando vemos alguns educadores propugnarem por um "método único" de Educação Física" e o adotarem na sua Unidade Federativa ou até em todo o Brasil. Entretanto. flexível. de que o Método Francês. A IMPORTÂNCIA DO MÉTODO NA APRENDIZAGEM DA EDUCAÇÃO FÍSICA Os conteúdos do ensino constituem uma força potencial. . ao contrário. eficaz. o bom professor é aquêle que está em constante busca de um "método melhor". propugna por maior liberdade para o professor. excitando-lhes a inteligência. O momento pedagógico atual. com que o aluno se afaste para sempre das atividades físicas. maior responsabilidade em sua atuação didática. também. e que se utilizem de formas de trabalho caracteristicamente naturais e globais. dentro das modernas técnicas de ensino e que se adapte às realidades em que se situa o seu trabalho. partindo de diretrizes metodológicas seguras e atualizadas. embora sem abandonar os infradotados ou os superdotados. incutindo-lhes novos ideais. sua experiência e sua imaginação criadora". não mais se propugna pelo "método único". anteriormente adotado no Brasil. métodos "rígidos e estereotipados". O ensino sem método faz. pode servir de exemplo: êle partia da falsa premissa de que todos os alunos reagiriam de forma constante e uniforme aos mesmos procedimentos didáticos. A Didática moderna não admite. empenhando nisso seu saber. em contrapartida. enriquecem-se. atitudes e preferências. com autonomia dos objetivos. A Didática Geral recomenda até que "cada professor devidamente habilitado. que predeterminam todos os "passos". 2 — PRINCIPAIS MÉTODOS EMPREGADOS NO BRASIL Inúmeros métodos de Educação Física foram empregados no Brasil até que ficasse definida a tendência atual de emprego de métodos que busquem um desenvolvimento integral e não apenas o físico. O "verdadeiro método é função de todas essas variáveis da situação do ensino". muitas vezes. para a Didática moderna. impossível de ser reduzido a um protótipo único. exigindo-se-lhe. ensinados através de um bom método. dos conteúdos a ministrar. pode e deve organizar seu próprio método. técnicas e procedimentos a serem seguidos pelo docente. embora inativa para fins de aprendizagem. realista. É como se admitissem uma secreta e mágica eficácia do método adotado que justificasse torná-lo obrigatório a todos os professôres de Educação Física.Hodiernamente. contribuindo para o desenvolvimento da personalidade dos alunos. independentemente das características pessoais do professor e dos educandos. Assim. que melhor se apliquem à massa. da personalidade do professor e dos alunos.

Notamos entre o moderno professorado especializado brasileiro uma opção entre o Método Natural Austríaco e a Educação Física Desportiva Generalizada. num artigo do agregado alemão Jean Ansler.° 15. só nos preocupamos com estes dois métodos. — de 1933 a 1945 (Período do Ferro). com finalidade exclusivamente didática. Podemos dividir o Histórico da Doutrina Austríaca de Educação Física. principalmente nos países protestantes. — 1. dos políticos e dos pensadores. A principal daquelas fontes se nos oferece. do professor Cássio Rothier do Amaral. do professor Inezil Penna Marinho — Gráfica Mercúrio SA. como referências bibliográficas. traduzido e publicado no Boletim de Educação Física n.° Período — Das Origens até 1933 A educação no século XVII apresenta características singulares. uma vez que patenteia uma transição entre o Humanismo e a Reforma. onde encontramos informações pormenorizadas sôbre "Método Francês". de 1957. — de 1945 até nossos dias. do século XVI. através do aprimoramento da legislação escolar. em três períodos: — das origens a 1933. apenas. Concomitantemente. embora deixemos assinalado. neste trabalho. MÉTODO NATURAL AUSTRÍACO DOUTRINA AUSTRÍACA DE EDUCAÇÃO FÍSICA — Evolução Histórica Poucas são as fontes de que dispomos no Brasil para uma apreciação da Doutrina Austríaca de Educação Física. partir daí. Começa a haver. maior intervenção do Estado na educação. que tanta influência tem exercido ultimamente sôbre nosso professorado especializado. Eis porque. . O século seguinte — XVIII — é considerado como o "século pedagógico por excelência". onde a educação se torna a primeira preocupação dos reis. publicado pela APEFEG — 1965 e do livro "Sistemas e Métodos de Educação Física". e o Despotismo esclarecido do século XVIII. "Método Natural de Hebert". o excelente trabalho sôbre Calistenia — "Calistenia no Plano Geral da Educação Física". ?. introduzem-se novas idéias filosóficas e científicas. "Sistema de Ginástica Sueca" e "Sistema de Ginástica Básica Dinamarquesa". nascendo daí uma nova didática no seio da Pedagogia. da Divisão de Educação Física do Ministério da Educação e Cultura. — 1958.

que desenvolvia e aplicava . na Áustria. em Kremsmuenster. Nesta época. dois anos mais tarde. capacitando-o a obter sucesso tanto na guerra como nos salões. . Em 1744. uma vez que o nacionalismo efervescente na época não permitia influências alienígenas. uma espécie de liceu aristocrático destinado a preparar o nobre cavaleiro austríaco. imperador da Áustria. é a época do absolutismo esclarecido que. a Educação Física austríaca sofre a influência não oficial de Guts Muths. procurando-se universalizar a educação. surge em Viena o Theresianum.em colégios filantrópicos "um método em que se utilizavam jogos e trabalhos manuais com intenção de obter o desenvolvimento individual eclético". A seguir.Politicamente. deu-se uma grande expansão ao ensino elementar e superior. funda-se a primeira academia de equitação e. atinge seu apogeu durante os reinados de Maria Teresa (1740-80) e de' José II (1780-90). sob cujo reinado deu-se uma grande expansão ao ensino. José II.

Com a primeira conflagração mundial. Lá. sendo promovido e condecorado. onde obtém o doutorado em letras e o de professora de Ginástica e História Natural. e atinge a cátedra. em 1913. de uma família de músicos e fabricantes de pianos. ela foi admitida nos liceus. Todos os programas. chegando a participar de competições de ginástica de aparelho. Durante a guerra. ela surgiu facultativamente. retornam as reflexões interrompidas. aos reformadores. Em 1890. Em 1919 é convidado pelo ministério a colaborar na reforma do ensino. É nesta época que sua carreira cruza com a de Margarete Streicher. inspetor de Educação Física. sómente. nascida em Viena. Viaja ao exterior. combate na frente russa e nos Alpes. Ainda em Graz. No ensino elementar. lecionando. mais tarde arcebispo de Viena. oriundo de uma família tradicional de Styria. unicamente. No magistério. Entre 1919 e 1931 idealiza. Margarete Streicher. então. passa por sucessivas etapas da carreira: professor titular. representando seu clube.Todavia. junto à côrte dos Habsburgos. a reforma da linha austríaca do pensamento relacionado com a Educação Física. colaborador em revistas. e êste é um marco importante. Com o término do conflito. Foi. num centro intelectual de primeira categoria. e obrigatóriamente. Dalcroze e Mesendieck e adquire vasta experiência. Gaulhofer. em caráter facultativo. paaá Viena. tem oportunidade de desenvolver inúmeras atividades: conselheiro técnico. para a preparação para a guerra. física e ginástica. estagia nas escolas de Cohland. Interessava-se por música. em 1900. Assim. fêz seus estudos superiores. estágio pedagógico. e a preocupação voltou-se. Êste foi en- . depois. junto com Gaulhofer. a doutrina austríaca de Educação Física já se delineava no sentido do Método Natural. Entre o sexo feminino. em 1869. mas é impossível precisar-se qual a parte que coube a cada um destes notáveis educadores. que vai da ginástica ortopédica para inválidos de guerra até à natação e aos desportos coletivos. teatro e esportes. realiza seus estudos até atingir o nível superior. e tomam vulto os trabalhos de dois grandes educadores austríacos: Karl Gaulhofer e Margarete Streicher. a introdução da prática das atividades físicas nos currículos das escolas da época deveu-se à influência do prelado Milde. Os Reformadores — 1919-1933. matemática. Restava. em 1849. em 1897. realizou seus estudos secundários em Graz. a título obrigatório. em Graz. inclusive à Suécia. a busca de um elemento que fôsse um iniciador e um experimentador prático das novas idéias. preconizavam-se. diretor do Instituto para formação de professôres. duas horas semanais obrigatórias. interrompeu-se a reflexão teórica. doutorado. 1914-1918. de ensino foram feitos em conjunto. e. história natural. técnicos e práticos.

adotado oficialmente pelo Estado Totalitário nazista. banqueiros e Junkers convenceram Von Hindenburg a nomear Adolf Hitler chanceler. o nacional-socialismo adotou o sistema Neuendorf para todo o Terceiro Reich. os exercícios relacionavam-se com quatro grupos. divulgada. dizia. O regulamento alemão de 1937. um grupo de industriais. empiricamente. um método natural. A obra da reforma não foi. O nazismo aboliu tôda a autonomia austríaca a partir do Anschluss. Logo depois.contrado em A. — 3. sôbre o mundo a sombra da guerra. — Fim voluntário — acrobacias em aparelhos.º Período — de 1933 até 1945 (Período de Ferro) Em 1932. a Doutrina Austríaca volta-se ao pensamento de Gaulhofer com tal vigor que. arriou-se a bandeira da República de Weimar substituindo-a pela suástica do nacional-socialismo. Hitler persuadiu Von Hindemburg a dissolver o Reichstag e a convocar novas eleições. — Fim social — jogos agonísticos coletivos. porém. o torna irreconhecível. de acordo com o fim proposto: — Fim higiênico — movimentos formativos. o sistema parlamentar alemão entrou em completa decadência. Esportes como o boxe e o futebol jogado "virilmente" eram particularmente encorajados. à primeira vista. num ginásio. A nova Alemanha foi proclamada como Terceiro Reich. em 1938. sôbre aparelhos clássicos. Em janeiro de 1933.° Período — de 1945 até nossos dias Após a realização das tarefas mais urgentes do pós-guerra. Ao reunir-se pela primeira vez. Pairou. Segundo o sistema. que desde 1909 praticava. o recém-eleito Reichstag concedeu a Hitler poderes práticamente ilimitados. Tal sistema tem por base as experiências efetuadas por Jahn em Hasenheide e que se acham na origem do Turnen alemão. êste sistema. ." Diante disso. em 1927. Uma vez no poder. fêz com que a reforma de Gaulhofer fosse esquecida. — Fim vital — diversões e passatempos. que regulamentava a prática da Educação Física nas escolas. o que foi realizado em breve. uma vez que nenhum chanceler podia conservar a maioria no Reichstag. No ensino da Educação Física. ao referir-se à escola de meninos: "No Centro de Educação Física está a performance agonística. A Educação Física deve conduzir o escolar pela maturidade do corpo e da performance à maturidade militar. — 2. então. Esse sistema serve quase que exclusivamente à preparação bélica. exceto uma síntese provisória publicada sob a forma de artigo. Os reformadores partiram de duas proposições iniciais: "fundamentar cientificamente a Educação Física" e "introduzir um Método Natural". acreditando poderem controlá-lo nos seus excessos. Slama.

Burger e Groll estabeleceram entre esses quatro temas uma hierarquia. Assim. A doutrina austríaca baseia-se nos seguintes princípios: — — — — Performance — componente esportiva. Estética do Movimento — tradições de Turnen e da rítmica. então. o desenvolvimento de sua fôrça. das fôrças morais e espirituais. mas. diretor da estação de Abergurgl. . não sómente o desenvolvimento das fôrças corporais. no Tirol. Formação Corporal — componente gímnica. Compensação — influência sueca. e por Groll. no detalhe. Em qualquer medida que. a iniciação nas atividades cotidianas e criadoras essenciais à vida e pela vida permanece em primeiro plano". isto é. os fins materiais desempenham um papel. Segundo as teses de Burger e Groll o "fim da Educação Física escolar austríaca é o desenvolvimento optimum do homem total. atuante na capital. Os fins aos quais se propõe são. a doutrina teórica da Educação Física Austríaca é representada por Burger.Atualmente. ainda. de ordem formal e pedagógica. a Formação Corporal relaciona-se diretamente à Performance às quais a Estética do movimento e a Compensação se subordinam segundo o esquema a seguir. independente do tempo.

todavia. O procedimento didático fundamental consiste em uma acumulação de experiências diretas do movimento. Os exercícios são naturais e utilitários — marchar. esta disposição simétrica é válida. partindo de premissas simples e objetivas. surpreendente. mas sim uma conformidade do gesto com os dados corporais e com a eficácia prática. correr. Todavia. uma vez que corresponde a uma simples operação lógica e não abrange uma classificação estabelecida entre indivíduos. saltar. O método proposto baseia-se numa Pedagogia ativa e natural. onde avulta a de uma "conduta de vida próxima da natureza". tentando-nos a inscrever a compensação em um nível biológico subnormal "no grupo de uma atividade de luxo". a natureza e seus acessórios.Nota: A espessura das flexas exprimem a intensidade das relações. não se prescrevendo uma forma estereotipada na execução. Esta disposição é. em que até o terreno de exercícios é. . entretanto. sempre que possível. nos permite compreender o espírito filosófico e científico do Método Natural Austríaco. Êste método foi introduzido no Brasil pelo Professor Gerhard Schmidt. lançar etc. mas que. Esta é uma análise bastante sumária da Doutrina Austríaca de Educação Física.

Karl Gaulhoíer Gerhard Schmidt .

ESQUEMA DE UMA AULA DE EDUCAÇÃO FÍSICA SEGUNDO O MÉTODO NATURAL AUSTRÍACO

— Objetivos das Diferentes Partes de Uma Aula Segundo o Método Natural Austríaco

I — INTRODUÇÃO — Preparação fisiológica, psicológica e social dos alunos; — Criação de uma atmosfera favorável ao trabalho; — Expansão das energias acumuladas.

II — FORMAÇÃO CORPORAL E EDUCAÇÃO DO MOVIMENTO OU ESCOLA DE MOVIMENTOS E POSTURA — Trabalho total do corpo. — Formação e fortalecimento orgânico e muscular; — Prevenção da má atitude — aperfeiçoamento dos movimentos; — Colaboração e reconhecimento de responsabilidades.

III — PERFORMANCE E HABILIDADE ARTÍSTICA OU HABILIDADE E APLICAÇÃO DESPORTIVA — Efeitos sôbre o caráter; — Aquisição de habilidades e ideais; — Melhoria da coordenação neuromuscular; — Velocidade e resistência.

IV — VOLTA À CALMA — Acalmar fisiològicamente e psicológicamente; — Eliminar a excitação das disputas; — Término alegre da aula; — Informações e Conhecimentos; — Educação dos sentidos.

TEMPO

DIVISÃO

DA

AULA

CONTEÚDOS Exercícios de aquecimento e vivificantes — Jogos e Revezamentos com muita movimentação; — Movimentos rápidos de corrida e saltos.

5 minutos aprox.

I) INTRODUÇÃO

II) 15 a 20 minutos aprox

Exercícios Naturais — movimentos globais ainda que trabalhem mais determinados segmentos; ESCOLA DE MOVIMENTOS — exercícios de fôrça (empurrar, puxar e t c ) , agilidade, destreza, E POSTURA equilíbrio etc. OU FORMAÇÃO CORPOExercícios feitos individualmente ou RAL E EDUCA- em pequenos grupos, em forma de ÇÃO DO jogo ou não. Com aparelhos, em apaMOVIMENTO relhos ou sem aparelhos. Preocupação com: o número de repetições, a graduação em dificuldade e intensidade e o ritmo.

20 a 25 minutos aprox.

Aplicação dos valores obtidos ou observados na parte anterior — Ginástica Olímpica (Solo e Aparelhos) ; III) HABILIDADE — Jogos e Desportos (Atletismo, E APLICAÇÃO Andebol, Basquetebol, Volibol DESPORTIVA etc.); OU PERFOR— Danças. MANCE E HA- O conteúdo escolhido obedecerá a BILIDADE um planejamento prévio; assim, um ARTÍSTICA programa que inclua Andebol e Atletismo terá essas duas Unidades didáticas desenvolvidas nesta parte da aula, iniciando-se uma sómente após o término do total de aulas dedicadas à outra. IV) VOLTA À CALMA OU CONCLUSÃO Atividades calmantes — Jogos calmantes, alegres, sensoriais, mímicos etc. — Comentários de ordem técnica, tática, moral cívica ou educacional.

5 minutos aprox.

Exemplos de Exercícios que podem vir a ser empregados nas duas primeiras partes de uma aula do Método Natural Austríaco. I — INTRODUÇÃO

Correr, pisar no plinto e saltar

Saltar uma

escada

Revezamento

II — FORMAÇÃO CORPORAL E EDUCAÇÃO DO MOVIMENTO

Executar uma série de saltos sucessivos mantendo as pernas unidas e flexionadas

Com as mãos no solo executar um pequeno apoio elevando as pernas

Saltitar para a esquerda e logo a seguir para a direita

Caminhar usando os pés e as mãos. Mudança de direção

Deitado, em decúbito ventral, elevar simultâneamente braços e pernas

Com as pernas afastadas girar o tronco e agarrar o calcanhar

Ajoelhado, procurar encostar a cabeça no solo

Partindo da posição ajoelhada, elevar os quadris o mais alto possível

Partindo da posição deitada, executar uma ponte

EXERCÍCIOS COM BOLA

Bater a bola empregando uma só mão

Lançar a bola para o alto com auxílio dos pés

Mantendo a bola prêsa nos pés, tocar o solo atrás da cabeça

Lançar a bola para o alto e apanhá-la com uma só mão

Saltar num só pé, em tôrno da bola

Trazer a bola para si sómente com auxílio dos pés

Lançar a bola ao solo e efetuar um giro sôbre si mesmo

Caminhar ou saltar mantendo a bola sôbre a cabeça

Girar correndo em torno da bola, com um dedo sôbre a mesma

apoiado sómente pelos braços .EXERCÍCIOS COM ELÁSTICO Saltitar contornando o elástico Passar sob o elástico Saltar sôbre o elástico passando de frente Correr e saltar procurando tocar o elástico com a mão Saltar procurando tocar o elástico com a cabeça Passar para o outro lado do elástico.

Chutar o elástico com o peito do pé Passar sôbre o elástico "engatinhando" Passar o elástico elevando a perna e procurando não tocar no mesmo Saltar sôbre o elástico passando de lado .

mantendo os braços estendidos à frente De pé. equilibrar bastão na palma da mão.EXERCÍCIOS COM BASTÃO Saltar. Andar para frente e para trás Sentar. equilibrando o bastão na palma da mão Segurando o bastão. com as pernas flexionadas. passar a perna por entre os braços Balançar. puxando o bastão de encontro as pernas Saltar sôbre o bastão com as pernas esticadas .

tronco e braços na vertical. passar sob o braço sem soltar aquêle Saltar girando no ar.Ajoelhado. girar rápida o corpo e pegar aquêle antes que caia no solo Segurar o bastão com uma só mão. fazer a plexão do tronco Soltar o bastão. Procurar efetuar uma volta completa .

"O Treinamento Desportivo". sob a forma de um "Projeto de Doutrina de Educação Esportiva". Maurice Baquet. "Perigos da Especialização". designados pela Direction des Sports. contando. "A Competição". para isso. constava de um opúsculo de vinte e quatro páginas. procura divulgar os "Princípios da Educação Física Desportiva Generalizada". apresentando os seguintes temas: "Generalidades". "Diretrizes Técnicas e Pedagógicas". Auguste Listello. A elaboração dessa doutrina partiu de prévios contatos com os Membros da Comissão de Elaboração da Doutrina de Educação Desportiva. Pierre Clerc e Roger Crenn. "Considerações Gerais". "Aprendizagem do Desporto para Crianças e Adolescentes".EDUCAÇÃO FÍSICA DESPORTIVA GENERALIZADA Os princípios da Educação Física Desportiva Generalizada foram estabelecidos por técnicos do "Instituí National des Sports" e apresentados em dezembro de 1945. "Justificação da Especialização". Auguste Listello . Hoje em dia. o Instituí National des Sports. e com os técnicos e representantes de cada Federação. Êste projeto. "Formas de Competição". que teve como relator o Diretor Técnico do "Instituí National des Sports". lançando mão dos mais variados meios de comunicação. com excelente equipe de professôres e técnicos onde pontificam as figuras de Maurice Baquet.

durante os Cursos de Aperfeiçoamento Técnico-pedagógicos realizados anualmente em Santos. Assim. — Princípios da Educação Física Desportiva Generalizada Ao elaborarem os princípios que norteariam a Doutrina de Educação Física Desportiva Generalizada. Os desportos. por uma imperiosa necessidade. Desta forma. os exercícios até então executados por obrigação passariam a ser efetuados por prazer ou. noções de divisão do trabalho.A Educação Física Desportiva Generalizada foi introduzida no Brasil pelo Professor Auguste Listello. organizou seu método tomando como base os jogos. de desenvolvimento da resistência. desta maneira. O desporto aparece. uma característica dos tempos atuais. a Educação Física deixa de preocupar-se unicamente com os aspectos físicos do desenvolvimento do educando. para atuar simultâneamente sôbre o corpo. o caráter e até mesmo sôbre o senso social. a vida ao ar livre são tônicas encontradas na juventude em qualquer parte do mundo civilizado. Esta premissa atinge. As atividades desportivas proporcionaram ao educando oportunidade de adquirirem hábitos higiênicos. A Educação Física Desportiva. oferecer-se-iam atividades físicas indistintamente a jovens e adultos. ainda. como um meio de formação e preparação do indivíduo para a vida. da solidariedade. do altruísmo. partindo de uma emulação sadia e da competição elementar. ainda. sentido de equipe. A elaboração dessa doutrina considerou uma série de aspectos em que se distingue a preocupação de colocar o fator psicológico como elemento preponderante. ao mesmo tempo em que êle obtém maior individualização. partiram os franceses do princípio da educação integral. as atividades lúdicas. Assim. o espírito. em que buscamos atingir uma despreparada massa sem abandonarmos uma elite. — Etapas da Educação Física Desportiva ESPECIALIZADA INICIAÇÃO DESPORTIVA TREINAMENTO DESPORTIVO GENERALIZADA ETAPAS DA EDUCAÇÃO FÍSICA DESPORTIVA ESPECIALIZADO GENERALIZADO . considerando estas manifestações de vida.

trataremos tão-sómente da Iniciação Desportiva Generalizada. — Começo da Iniciação Desportiva A iniciação desportiva deve começar por volta dos 6 ou 7 anos de idade do educando. progressivo e dosado em relação à faixa etária e à capacidade fisiológica dos educandos. — Iniciação Desportiva Generalizada — Finalidades A "Iniciação Desportiva". embora mencionemos uma bibliografia recomendada para aquêles que desejarem informações sôbre as demais etapas da Doutrina em questão. das seguintes ações: — "INICIAÇÃO A VIDA SOCIAL E COLETIVA". através do movimento corporal. sob a forma de jogo. forma. — "INICIAÇÃO AO ESFORÇO". aos bem dotados fisicamente.Neste trabalho. Por volta dos 6 ou 7 anos deve começar a iniciação desportiva . A carência de atividade apresenta-se no indivíduo sob a forma de jogo. através do jogo e da competição desportiva elementar entre grupos. — "INICIAÇÃO TÉCNICA". mas sim a todos indiscriminadamente. A iniciação desportiva não procura atender a determinado grupo de indivíduos. considerando seus objetivos fundamentais. através da aprendizagem dos gestos desportivos. deve objetivar à realização concomitante ou sucessiva. quando adolescente ou já adulto. quando criança. mais simples de educação desportiva. por exemplo. e sob a forma de desporto. aliás.

com bola Desportos Coletivos Desportos de fôrça — Halterofilismo Folclore Natação. saltos ornamentais.— Classificação das Atividades Físicas Desportivas As atividades na Educação Física Desportiva foram grupadas da seguinte forma: Denominação dos grupos de atividades Jogos recreativos Observações Jogos calmantes e alegres Diversos jogos Diferentes tipos (o salto é considerado como prolongamento da corrida) Diferentes tipos Agilidade no solo e exercícios de arrôjo Exercícios em aparelhos . mergulhos e salvamento Diferentes tipos Luta e fôrça Folclore Natação Grandes atividades ao ar livre .Trepar Corridas e saltos Lançamentos Agilidade Aparelhos Jogos de equipe.

ESQUEMA DE UMA AULA DE EDUCAÇÃO FÍSICA DESPORTÍVA GENERALIZADA .

observando-se o fator ordem. Criação de uma atmosfera favorável ao trabalho. sociais e morais da formação do educando. Auto-expressão e contrôle emocional. III — EXERCÍCIOS DE AGILIDADE E ENERGIA ("CRAN") Efeitos sôbre o caráter. Solicitação prudente das articulações dos músculos e das grandes funções. Expansão das energias acumuladas. Melhoria da coordenação neuromuscular. Prevenção da má atitude corporal. Desenvolvimento de habilidades.— Objetivos das Diferentes Partes de Uma Aula de Educação Física Desportiva Generalizada I — AQUECIMENTO Preparação psicofisiológica. II — FLEXIBILIDADE E DESENVOLVIMENTO MUSCULAR Fortalecimento orgânico e muscular. IV — APLICAÇÕES DESPORTIVAS Aspectos psíquicos. Flexibilidade das articulações — Equilíbrio. Desenvolvimento do senso de responsabilidade. Capacidade de iniciativa e raciocínio rápido. Adaptações do organismo às variações do esfôrço. . a autoconfiança e o contrôle nervoso. Criação de hábitos. Adquirir o domínio do corpo.

Não há regra geral estabelecida. as atividades escolares subseqüentes.TEMPO Aproximadamente 5 minutos CONTEÚDOS DIVISÃO DA AULA I) AQUECIMEN— CORRIDAS E MARCHAS EM TO DIFERENTES ANDAMENTOS (Introdução) — FLEXIBILIDADE DOS BRAÇOS — EXERCÍCIOS PARA DESENVOLVIMENTO MUSCULAR DOS BRAÇOS — FLEXIBILIDADE DAS PERNAS II) EXERCÍCIOS — EXERCÍCIOS PARA DESENVOLVIMENTO MUSCULAR DE FLEXIBIDAS PERNAS LIDADE E DESENVOLVI— FLEXIBILIDADE DO TRONCO MENTO — EXERCÍCIOS PARA DESENMUSCULAR. . a distância do local da aula para o vestiário.DANÇA Aproximadamente 10 minutos III) Aproximadamente 10 minutos EXERCÍCIOS DE AGILIDADE E DE ENERGIA ("CRAN") Aproximadamente 20 minutos IV) APLICAÇÕES DESPORTIVAS VOLTA À CALMA Considerando-se o ritmo da aula. a volta à calma se justifica ou não. dorsolombar e abdominal) — EXERCÍCIOS DE EFEITOS GENERALIZADOS — EXERCÍCIOS DE RELAXAMENTO — ACROBACIAS ELEMENTARES DE SOLO — EXERCÍCIOS ACROBÁTICOS COM AUXÍLIO E COM COMPANHEIROS — SALTOS ACROBÁTICOS — SALTOS EM APARELHOS — SALTOS SÔBRE OBSTÁCULOS — EXERCÍCIOS COM USO DE APARELHOS — EXERCÍCIOS UTILITÁRIOS — NATAÇÃO (mergulho e salvamento) — DESPORTOS COLETIVOS . VOLVIMENTO MUSCULAR DO TRONCO (região dorsal.DESPORTOS INDIVIDUAIS — DESPORTOS DE ATAQUE E DEFESA (combate) .

para corrigendas ou observações. Exemplos: 1. O próprio têrmo "forma" imprime uma diretriz precisa à atividade. Assim temos uma forma de jogo de futebol de salão. livres. . Os alunos jogam a sua maneira. embora obedecendo às decisões do árbitro. o tempo ou o adversário. de acordo com suas capacidades físicas e seus conhecimentos técnicos.Forma de Jogo Quando uma atividade física é regida por uma ou várias regras. Jogam livremente. com a partida desenrolando-se sem interrupções. dizemos que há uma "forma de jogo" Quando os idealizadores do método dizem jogo ou forma de jogo querem dizer competição — luta contra a distância. Um grupo de alunos organiza um jogo de futebol de salão na quadra da escola e convida um colega para arbitrar a partida. e onde o aluno a pratica com plena liberdade de ação. fixadas por um conceito individual ou de organização coletiva. enquanto que a palavra jogo pode significar simplesmente recreação.

2. duas áreas no fundo da quadra (observar a figura). Forma Coletiva de Trabalho Sempre que o trabalho é apresentado com uma organização coletiva com intenção de iniciação ou aperfeiçoamento. assim. teremos uma "forma coletiva de trabalho".50m. Procurar fazer chegar a bola. Cada grupo destaca um aluno para ficar na área contrária ao seu grupo. marcam-se linhas paralelas às linhas de fundo. Exemplos: 1. destas distante l. por meio de passes (toleram-se dois ou três passos com a bola) ao companheiro que está na área adversária. Tomemos o primeiro exemplo anterior em que tínhamos a forma de jogo de futebol de salão. 135 . A partir do momento em que o professor de Educação Física solicita aos alunos que ajustem os seus desempenhos a determinados princípios técnicos ou táticos. diz-se que há uma "forma coletiva de trabalho". Bola ao Fundo Uma vez delimitada a área do jogo. em que a atividade desenrolava-se livremente. Teremos. individual ou coletivo. área essa onde os demais alunos não podem entrar. Cada vez que uma equipe conseguir fazê-lo atribui-se-lhe um ponto. Dividem-se os alunos em dois grupos.

Abaixo vemos algumas pirâmides elementares. Outro exemplo que podemos deixar aqui consignado é o de constituição de "pirâmides". .2. compostas de poucos alunos. de forma a facilitar a rapidez e a ordem que devem caracterizar essa execução.

fazer uma rotação do tronco.3. mas sim pelo lado. Esta forma de trabalho pode transformar-se em forma de jogo com medicinebol se colocarmos duas ou mais colunas competindo entre elas. Os alunos devem. . então. com um pequeno espaço entre cada um. Outro exemplo — Passar o medicinebol por cima da cabeça estando os alunos de pé. Quando chegar ao último. o medicinebol deve retornar não mais por cima da cabeça. dispostos em coluna. êste para o terceiro e assim sucessivamente. O primeiro passa para o segundo.

ou quando muito quatro. Esta forma de trabalho pressupõe assistência. Dois a dois. ajuda. Exemplos: 1. 138 .VOLTA Forma de Trabalho em Pequenos Grupos Quando a execução de um exercício. participação e cooperação entre os companheiros que constituem o grupo. de uma fase de um jogo ou de uma evolução. saltar e girar no ar com auxílio do companheiro. denomina-se "forma de trabalho em pequenos grupos". envolve dois ou três alunos.

Em pares. 3.2. Executar a "parada de mão" com auxílio de um companheiro. saltitar usando a ponta dos pés para executar o movimento. de mãos dadas. 139 .

Cotovelos afastados na largura dos ombros. dentro do seu próprio ritmo ou dentro de um ritmo sugerido pelo professor. 2. Exemplos: Parada de antebraços Ajoelhado. mantendo um pé mais avançado do que outro. . O aluno joga a perna de trás para cima. Repetir várias vezes.Forma Individual de Trabalho É a forma em que o aluno realiza a atividade sem ajuda. seguindo-se a outra até que ambas estejam na vertical. Rodar o arco e passar correndo através do mesmo. antebraços no colchão tendo as palmas das mãos para baixo.

. Acertar. a faixa existente numa parede.3. com a bola de andebol.

estará sempre: ora planejando. pelo professor para dirigir e orientar o processo da aprendizagem dos seus alunos. de acordo com a moderna concepção. Ensinar. ao resultado das "provas práticas". à apresentação dos conteúdos. analisar sucintamente. atividade complexa que se desdobra nas fases fundamentais apontadas. a seguir. fazer executar e jogar. ora orientando. à demonstração do exercício ou do gesto pelo professor. As atividades típicas de um bom professor de Educação Física distribuem-se por três grandes fases: PLANEJAMENTO ORIENTAÇÃO CONTROLE Assim. . Procuraremos. Ministrar um curso. explicar regras e táticas. levando-o a bom termo". porém não menos eficiente. visando a assegurar aos alunos uma aprendizagem autêntica e eficaz. é dirigir e orientar o processo da aprendizagem dos alunos. é dar execução efetiva a todas as fases do "ciclo docente". cada uma das fases do "ciclo docente" e seus problemas peculiares. É. em sucessão ou ciclicamente. sugerindo procedimemos específicos para cada uma delas. É garantir a real assimilação dos conteúdos pelos alunos mediante atividades bem planejadas. que o método em ação. a direção de atividades e a diagnose e retificação da aprendizagem. orientadas e controladas. o docente. Ensinar não é apenas demonstrar exercícios. segundo a Moderna Didática. A Didática Moderna preocupa-se mais com a motivação. que não apenas o físico. nada mais. nada menos. A Didática Tradicional dava mais ênfase ao uso dos métodos. para colimar os resultados finais desejados. no âmbito mais restrito de uma unidade didática e até mesmo ao de uma aula. Essas três fases se intercalam e entrosam num processo dinâmico e contínuo de férteis interações e vivências educativas entre professor e alunos. A Educação Física passou a preocupar-se com os demais aspectos do desenvolvimento do educando. O "ciclo docente" repete-se em escala mais abreviada. ou controlando a aprendizagem de seus alunos.SEGUNDA CICLO DOCENTE PARTE "Ciclo Docente" é a denominação dada pelo Professor Luiz Alves de Mattos ao "conjunto de atividades exercidas. no desempenho de suas funções.

— um recurso de bom contrôle administrativo. o Planejamento.A) O PLANEJAMENTO DO ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA O ensino. para se tornar uma atividade direcional realmente eficiente tem necessidade de combater dois grandes males que o desvitalizam e lhe reduzem o rendimento: a rotina e a improvisação. no caso. seja de uma "prática educativa". como único e eficaz remédio. ROTINA FATÔRES QUE DESVITALIZAM O ENSINO IMPROVISAÇÃO A Didática moderna recomenda. — uma exigência imperiosa da ética profissional. seja de uma disciplina. Êste é hodiernamente considerado como: — a etapa inicial de todo o trabalho docente. 143 .

seguro e econômico. de forma que o ensino se torne eficaz.Conceito "Planejamento é a previsão de todas as etapas do trabalho escolar e a programação de todas as atividades." 144 .

Desta forma. sem quebra de sua unidade e continuidade. da turma que lhe foi confiada. c) Flexibilidade — deve êle revestir-se de flexibilidade. seus interesses e aspirações.024. elaborar um programa com os conteúdos a desenvolver. b) Continuidade — o planejamento deve prever as diferentes etapas do trabalho a que nos propomos realizar. suas limitações. aos interesses e às necessidades dos alunos. suas capacidades. a prognose da aprendizagem em Educação Física consiste na previsão dos resultados que podem ser esperados das turmas e dos alunos sob nossa responsabilidade. objetivo e concreto. suas experiências anteriores. cada professor tem a possibilidade de organizar seu próprio programa atendendo às capacidades. em têrmos de aprendizagem.Características de um Bom Planejamento a) Unidade — nenhum planejamento pode tornar-se realmente eficaz se tiver uma multidão de idéias antagônicas contra as quais lutar. Essa premissa. Para isso. Com a promulgação da Lei 4. todos nós sabemos. para elaborar qualquer tipo de planejamento precisa o professor de dispor de um bom número de dados e informações sôbre os alunos que orientará. d) Objetividade e Exeqüibilidade — devemo-nos basear nas condições reais e imediatas do local. aquela prática tão irracional e contraproducente perdeu sua razão de ser. Desta forma. . vigorava a prática obrigatória de obedecer aos "programas oficiais" que já estariam perfeitamente dosados e calibrados de acordo com o nível de escolaridade dos alunos. interesses e necessidades dos alunos etc. Entretanto. De posse dêsses dados. pode o professor fazer uma prognose do que se poderá esperar. A unidade tem por fim fazer convergir todas as atividades para a conquista dos objetivos propostos. e) Clareza e Precisão — o enunciado do Planejamento deve ser feito em estilo sóbrio e claro. Técnica do Planejamento Sondagem e Prognose Até o sancionamento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. não correspondia à realidade como provavam os fatos diáriamente. tempo. de forma a poder estabelecer com relativa segurança os objetivos a serem visados. recursos. escolher o método mais conveniente a adotar. facilitando possíveis reajustamentos. deve êle efetivar uma sondagem inicial de modo a conhecer a personalidade dos alunos.

Essa fase de sondagem e prognose da aprendizagem vem sendo apontada pelos didatas modernos como uma das mais importantes para a elaboração de um planejamento. Em Educação Física, podemos distinguir dois grandes tipos de Planejamento:

Planejamento em Âmbito de um Sistema Escolar; Planejamento em Âmbito de uma Unidade Escolar. O Planejamento em Âmbito de um Sistema Escolar é aquêle elaborado de forma a abranger quaisquer atividades de Educação Física dentro de um Sistema Escolar, seja nacional, seja estadual. O Planejamento em Âmbito de uma Unidade Escolar é o elaborado para as atividades da Educação Física numa Faculdade, Escola, Colégio, Ginásio, Instituto etc. Distinguimos quatro tipos de planos neste âmbito: — Planejamento Geral da Área da Educação Física; — Plano de Curso; — Plano de Unidade; — Plano de Aula. PLANEJAMENTO GERAL DA ÁREA DA EDUCAÇÃO FÍSICA Êste planejamento também denominado "Planejamento Global" ou "Planejamento de Conjunto" é elaborado de forma a regular todas as atividades ligadas à Educação Física dentro de uma unidade escolar, No preparo do mesmo devem participar: um membro da Direção do educandário, o Orientador Pedagógico da escola, o Coordenador de Educação Física e todos os professôres dessa "prática educativa" em exercício no estabelecimento de ensino.

O Planejamento Geral deve abranger os seguintes itens, que podem vir a ser acrescidos de outros.

Cabeçalho e Apresentação — neste item, consignaremos o nome da "prática educativa" — Educação Física —, o nome do educandário, o ano letivo e o tipo de plano — "Planejamento Global"; a seguir, é aconselhável fazer uma apresentação do plano de maneira simples e objetiva. Delimitação de Área Curricular — neste item procuraremos delimitar a área curricular sob a responsabilidade dos professôres de Educação Física da escola. Objetivos Comuns e Avaliação da Aprendizagem — consignar os objetivos comuns da área curricular.

Atividades Extraclasse — assinalar as atividades discentes relacionadas com a vida social, esportiva e recreativa do estabelecimento de ensino que ficarão afetas à supervisão e orientação dos professôres de Educação Física. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional faculta aos estabelecimentos de ensino a organização de seus próprios critérios de verificação e avaliação do rendimento escolar. Assim sendo, é necessário que esse critério seja uniformizado dentro do educandário, devendo, por isso, constar do Planejamento Geral da Área. Local para a prática e instalações — sob êste título incluiremos as instalações e os locais que os professôres poderão dispor para ministrar suas aulas. Ainda aqui podemos apresentar o inventário do material esportivo que o estabelecimento possui no momento. Planos de Curso dos Professôres — deverão, também, constar aqui os Planos de Curso de todos os professôres de Educação Física em exercício no estabelecimento. Aperfeiçoamento didático-pedagógico do pessoal docente — a moderna Didática reconhece como fundamental o aperfeiçoamento do pessoal docente. Assim, a coordenação de Educação Física e o Serviço de Orientação Pedagógica da escola devem promover um trabalho sistemático naquela sentido. No Plano Geral deverá constar como esse trabalho será desenvolvido. Cronograma — o cronograma assinala os períodos do ano letivo em que se desenvolverão as diferentes etapas do planejamento em questão. Uma maneira simples de organizar um cronograma é fazê-lo sob a forma que denominamos de "Tipo Horóscopo". Para isso, traçamos três círculos com mesmo centro e raios diferentes. Isto feito, dividimos os dois círculos mais externos em tantas partes quantos forem os períodos marcantas do ano letivo. A seguir, fazemos a correspondência dos períodos com as fases do planejamento global. Uma vista no desenho eliminará qualquer dúvida que porventura ainda exista.

EXEMPLO DO CRONOGRAMA

Bibliografia — deixaremos consignado no plano a bibliografia usada na elaboração do mesmo, obedecendo às normas internacionais adotadas para referências bibliográficas, que são: 1 — organizar as referências segundo ordem alfabética de nomes dos autores; 2 — referências de revistas: a) sobrenome completo do autor (ou autores) e iniciais dos primeiros nomes; b) ano da publicação, entre parêntesis; c) título do artigo; d) título da revista; e) número do volume e mês da publicação; f) primeira e última páginas. Exemplo: SANTOS, L. (1964): "O Halterofilismo" — Arquivos da Escola Nacional de Educação Física e Desportos — n.° 19 — junho — págs. 135-142. 3 — referências de livros: a) sobrenome completo do autor (ou autores) e iniciais dos primeiros nomes; b) ano da publicação, entre parêntesis; c) título do livro; d) nome da firma editôra e cidade sede; e) número da página de onde foi retirada a referência. Exemplo: PEREIRA DA COSTA, L. (1967): "A Atividade Desportiva nos Climas Tropicais e uma Solução Experimental: o Altitude Training". Imprensa do Exército, Rio de Janeiro, pág. 54. Estas normas devem ser adotadas sempre que houver necessidade de fazer referências bibliográficas em planejamento, artigos e trabalhos a publicar etc.

PLANO DE CURSO O Plano de Curso nada mais é do que uma previsão global de todos os trabalhos do professor e dos alunos durante todo o tempo que durar o curso. Consiste quase que tão-sòmente na distribuição e balizamento cronométrico do trabalho, sem grandes preocupações pelas minúcias dos conteúdos e pormenores do método. Em Educação Física costumava-se chamar o Plano de Curso de "Plano Anual de Trabalho", denominação esta incorreta, se considerarmos que um curso pode ter a duração de um ano, de um semestre, de um trimestre ou até menos. PLANO DE UNIDADE DIDÁTICA Êste tipo de plano restringe-se a cada u m a das unidades didáticas, já contendo mais pormenores sôbre o conteúdo e as atividades a desenvolver. Nota-se, atualmente, como uma das tendências da Didática moderna, um maior desenvolvimento dêste tipo de planejamento em detrimento do terceiro tipo — o Plano de Aula. PLANO DE AULA O Plano de Aula prevê o desenvolvimento do conteúdo e as formas de trabalho dentro do âmbito particularizado de cada aula, na seqüência proposta de cada unidade. Um plano de unidade didática bem pormenorizado reduz muito a necessidade da elaboração de planos para cada aula de uma mesma unidade. Os três tipos de planos acima descritos, nada mais são do que três fases de um planejamento, buscando uma progressiva particularização à medida que se aproxima o momento de sua execução em aula. Muitos professôres, alguns até de alto gabarito, são inimigos ferrenhos da Didática. Um dos principais argumentos por eles usados é que o planejamento os coloca como numa "camisa de força", retirando do ato de ensinar todo o poder criador do mestre. Realmente algumas "didáticas", que somente procuram determinar Tantos minutos para a motivação, tantos para a formação corporal, outros tantos para a volta à calma, caem no total ridículo. A imposição dos mesmos objetivos para todos os jovens estudantes, o chamado "programa único", e a utilização de um só método só podem ser aceitas por um professor de Educação Física extremamente medíocre. A sensibilidade em determinar os objetivos e o método a adotar, as contribuições puramente pessoais, semelhantes àquelas momentâneas inspirações dos artistas — e vimos que educar também é uma arte —, os momentos de elevação e comunhão espiritual são predicados que só os possuem os verdadeiros mestres. A Didática é uma disciplina que dia a dia evolui, visto que se baseia numa das Ciências mais modernas — a Psicologia. O que se pede aos educadores, nos dias que correm, não é a aceitação de um formulário adrede preparado, mas sim uma atitude experimental.

analisar sucintamente cada um cios três tipos de Plano mencionados. procuraremos. êste tipo de Plano é uma antevisão do conjunto de todo o trabalho docente e discente enquanto durar o curso. estabelecidos os objetivos específicos que propõem que seus alunos atinjam. agora. Lembremo-nos do que diz P. Com o Plano de Curso. Não aprendê-la e utilizá-la é tentar Deus. . Lebret: "Há uma técnica. Uma vez feita a sondagem inicial sôbre o tipo de alunos que estarão sob sua orientação. PLANO DE CURSO Como vimos. organizará o professor seu Plano de Curso. é puro preconceito. garantindo uma aprendizagem real por parte dos educandos. que a esta altura já se tornou uma conquista da humanidade no terreno educacional. objetiva-se assegurar que o total-hora reservado ao currículo seja aproveitado da melhor forma possível." Assim. recusar a Didática. sempre considerando os interesses e as necessidades do educando e a experiência educacional que os envolvem. caturrice ou inércia intelectual. consignando alguns exemplos como meras hipóteses de trabalho e não como fórmulas prontas que viriam a pôr em dúvida a criatividade de cada mestre.Entretanto.

O Plano de Curso contém. Nesta parte do Plano de Curso. assim. Desta forma. como vimos anteriormente. Escalão Cronológico das Aulas — aqui ficarão consignados os dias em que a turma terá aula com o professor. vir a ser discriminados por categoria (habilidades — conhecimentos — ideais). designação da turma. amanhã outra de basquete. verificando-se quantos dias de aula nos estão realmente reservados. consulta-se o calendário escolar. Os objetivos devem ser em pequeno número e enunciados de forma clara e precisa. balizando-os cronomètricamente de modo a assegurar-lhes integral execução. segundo as franquias concedidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. depois uma de futebol. estará o professor apto a prever com relativa certeza a data do início e do término de cada unidade escolhida. distribuímos os conteúdos por unidades didáticas. aniversário do estabelecimento de ensino etc. o docente procurará deixar consignada a marcha dos trabalhos escolares. podendo. doenças. Tomando-se por base o total líquido encontrado. ao nível de capacidade real do educando. Estes objetivos. recomenda-se deduzirem-se 25% do total bruto. P a r a organizar êste escalão. do tempo a ser despendido com os exames biométricos. nome do estabelecimento de ensino. para um determinado ano escolar. Do total bruto encontrado deduzem-se 20% como margem de segurança para os imprevistos eventuais. Divisão do Conteúdo em Unidade — baseando-se no programa elaborado pelos professôres da unidade escolar. e o calendário escolar do ano em curso. em intensidade e técnica. as seguintes partes: Cabeçalho -— registro do nome da "prática educativa" — Educação Física —. de forma a produzir os resultados finais desejados. nível e ano de escolaridade da turma. embora costumemos desenvolver três ou quatro delas no máximo. ministrarmos hoje uma aula sôbre voleibol. Objetivos Específicos — relação dos objetivos específicos. comumente. devemos fazer a previsão. depcontando-se os feriados. dias santificados. interrupção das aulas. A distribuição das unidades será feita levando-se em consideração a sua importância. . alcançados pelos alunos até o término do curso. propostos pelo professor. ou têrmos de nos utilizar do "programa por temporada".Tomando por base o programa elaborado pelos professôres do seu estabelecimento. Em colégios que não dispõem de local coberto para a prática da Educação Física. devem ser concebidos em têrmos de transformações a serem operadas no comportamento do educando. faltas. também. que nada mais é do que o planejamento do ensino em unidades como recomenda a Didática. o grau de dificuldade. a extensão dos conteúdos a serem ministrados. ainda. Evita-se. ano letivo e nome do professor. O importante é a sua dosagem. O número de unidades não é de grande importância. distribuem-se as unidades didáticas que se deseja desenvolver.

Bibliografia — considera-se interessante mencionar no Plano de Curso a bibliografia que utilizamos para a sua elaboração. Estas observações assumem grande importância se considerarmos a necessidade de elaborarmos futuros planejamentos. agora. Observações — só estará completo o Plano do Curso com um espaço vazio destinado às observações que faremos durante o desenvolvimento prático do mesmo.Material e Meios Auxiliares — nesta parte do plano. aí. aparecer discriminados. alguns exemplos concretos de Plano de Curso. de preferência relacionando-o com a unidade didática a que servirá. — também devem. álbum seriado etc. Relação das Atividades Discentes — aqui relacionaremos as atividades extraclasse que pretendemos realizar com os alunos da turma — competições. visitas. excursões. o professor deve fazer referência ao método ou às formas de trabalho que irá utilizar. Vejamos. Método ou Formas de Trabalho — a seguir. Os meios auxiliares — projeções luminosas. devemos deixar consignado o material que pretendemos usar. clube da turma etc. de acordo com as normas nacionais adotadas para bibliografias. quadros murais. .

. II — Escalão das aulas 1. clima e topografia (Geografia) — Origens das danças (História). Além das unidades acima. . respeito aos direitos e deveres para com os demais membros do grupo. . no período de 13. . Nota: O resto das aulas será reservado para ensaios da Festa Junina. Conhecimentos sôbre os trajes típicos. .° semestre: 26 aulas — 20% = 21 2. 1. . costumes.30 horas.30 às 16. TURMAS 15 e 16 — DANÇAS FOLCLÓRICAS NACIONAIS E ESTRANGEIRAS I — Objetivos Específicos 1. . M. Passos fundamentais . 3.PLANO DE CURSO — EDUCAÇÃO FÍSICA — 4° ANO PRIMÁRIO — NÍVEL 5 — ESCOLA GUATEMALA — "CLUBE DE DANÇA" — 1967 — Prof. Aquisição de coordenação motora — plasticidade — equilíbrio. 2. . Origens das danças brasileiras Unidade V — Danças brasileiras com miscigenação indígena . Elas serão dadas nos finais das aulas 4 aulas TOTAL 2 8 aulas . Aulas todas as terças-feiras e quartas-feiras. Principais formações . a Dança Social também fará parte do Planejamento. o aulas Unidade VII — Danças brasileiras com miscigenação negra 8 aulas Unidade VIII — Danças estrangeiras 8 aulas Nota: As 4 aulas restantes são dadas como margem para qualquer eventualidade. . M. tolerância e colaboração.° semestre: Unidade 1.° semestre: — — — — — 1 3 1 4 aula aulas aula aulas 1 aulas 4 aulas 4 aulas 2 1 aulas VI — Danças brasileiras com miscigenação européia . Ideais de saúde e normalidade física. Co-educação. . . prevista no planejamento escolar como festa obrigatória TO T A L Unidade Unidade Unidade Unidade I II III IV 2.° semestre: 34 aulas — 20% = 28 Total bruto: 60 aulas/Total líquido = 49 Distribuição do Tempo Introdução Exercícios Rítmicos . Atitudes positivas e civismo. G.

a Abril 4 11 12 18 19 25 26 Maio 2 3 5 Divisão da Matéria Finalidades Objetivos Imitativos Expressivos Criativos Círculo Coluna Alas Deslize Saltito Sapateio Corrido Batida de Pé Balanceio Sarandeio Passo Unido Passo de Batuque Giro Passo Cruzado e outros Povos que influenciaram Trajes 13 19 20 26 27 brasileiras danças das Climas Costumes História Gravuras Discos Piano Meios auxiliares Quadros sinóticos Gráficos Piano Discos Gráficos rítmicos Gráficos Gravuras Piano e disco Gravuras Diapositivos Gráficos Piano Discos Unidade Introdução Unidade I Exercícios Rítmicos Unidade II Principais Formações 9 10 16 17 23 24 30 31 Fundamentais Passos Unidade III Junho 5 6 12 Unidade Origens IV Mapas Gráficos . a e 4.° Semestre Calendário 3.III — Divisão da Matéria por Unidades 1.

Julho 3 4 10 11 Unidade V Nozaniná Danças brasileiras Çairê com miscigenação Baião e outras indígena Mapas Gravuras Trajes Discos Diapositivos Piano 2.° Semestre Agosto 1 2 8 9 16 22 23 29 30 Setembro 4 5 11 12 18 19 25 26 Origens Porquê Trajes Danças brasileiras História Danças que vivificom miscigenação caram no Rio de Janeiro européia Danças do Sul e outras Unidade VI Mapas Trajes Gráficos Discos Diapositivos Piano Gravuras R E V I S Ã O Outubro 3 10 17 24 31 18 25 4 11 Origens Trajes Danças brasileiras Estados a que pertencem com miscigenação Instrumental de Origem As Danças mais negra características Unidade VII Instrumentos Piano Discos Mapas Gravuras Diapositivos .

(s/d) Danças Folclóricas Brasileiras OBSERVAÇÕES: .Novembro 6 Origens Unidade VIII Trajes Danças Instrumental estrangeiras Danças típicas Piano Discos Mapas Diapositivos Gravuras 7 13 14 21 22 28 29 Dezembro 5 6 12 P R E P A R A Ç Ã O PARA 0 NATAL BIBLIOGRAFIA: — Correia Gifoni. A. M.

R. tolerância etc. prudência etc. compreensão. — hábitos de: — saúde física e mental. — (nos trabalhos discentes) pontualidade. ou noutros em que não seja possível a realização de atividades práticas. 2. — (sociais) sociabilidade. lealdade. — coordenação de movimentos (automatismos). — relaxamento muscular voluntário. seriedade etc. A turma receberá: 1. II.: Quanto aos dois últimos itens.PLANO DE CURSO GINÁSIO ESTADUAL a NUN'ÁLVARES PEREIRA CURSO GINASIAL — SÉRIE 2. a saber: 1. J. segurança. ESCALÃO DAS AULAS As aulas serão às segundas e quartas-feiras. EDUCAÇÃO FÍSICA SEXO: MASCULINO — TURMA 31 ANO: 1968 Prof. — informações e conhecimentos. e outras. cavalheirismo. I. serão eles abordados e desenvolvidos nos dias de chuva. — habilidades específicas: acrobacias simples. disciplina. iniciação num esporte coletivo e iniciação num esporte individual. Obs. cortesia.° semestre: 30 aulas — 20% — 20% — 25 — 24 TOTAL: 61 aulas — desconto de 20%: 49 aulas . — (morais) honestidade.° semestre: 31 aulas 2. 3. sinceridade. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Os objetivos visados pelo presente Plano são os referidos no Planejamento Geral para a Área de Educação Física do Ginásio Estadual Nun'Álvares Pereira. — desenvolvimento da força e da resistência geral. — ideais. no período de 12:00 às 12:50 horas. atitudes e preferências.

1.° SEMESTRE Calendário 2.as e 4. a s Março 11 13 18 20 25 27 EXAMES BIOMÉTRICOS Didática Unidade Divisão da Matéria Auxiliares Material e Meios Abril 2 3 8 10 15 17 22 24 29 Maio 6 8 13 15 20 22 27 29 Junho 3 5 10 12 17 19 24 26 UNIDADE I -INICIAÇÃO AO ATLETISMO I) Corrida de velocidade Partida Chegada Aferição da passada Verificação dos resultados II) Saltos Salto em altura Estilo peito Salto grupado Estilo tesoura Verificação dos resultados Salto em distância Salto estilo rã Verificação dos resultados Fotos Gráficos Fotos Gráficos Trena Fotos Gráficos Fotos Gráficos Fotos Gráficos Cronômetros Bloco de Saída .

2.° SEMESTRE Unidade Didática Material e Meios Auxiliares Calendário Divisão da Matéria Agosto 5 7 12 19 26 21 28 Setembro 2 4 11 16 23 25 30 Outubro 2 7 9 14 16 21 23 28 30 Novembro 4 6 11 13 XI) As táticas X) O sistema IX) O jogo DE SALÃO VII) O "penalty" VIII) A prática 18 FUTEBOL VI) Reinicio de jogo Bolas UNIDADE II -INICIAÇÃO AO V) Tiro livre 14 II) O chute III) Condução de bola IV) Regra I) O passe .

as instalações e materiais de Educação Física estarão à disposição dos alunos dos turnos matutino e vespertino. tão-sòmente. que poderão realizar atividades físicas de sua livre escolha. O. todas as terças-feiras.18 em diante Exames Biométricos ATIVIDADES LIVRES De acôrdo com o "Planejamento Geral para a Área de Educação Física". ENEFD. OBSERVAÇÕES: . bastando. as atividades extraclasse já programadas para o dia a fim de evitar coincidência de hora e local. Notas de Aula — Atletismo. ressalvando-se. a prévia indicação da hora. GONÇALVES. ENEFD. Apostilas de Futebol. (s/d). E. naturalmente. local e atividade desejada. BIBLIOGRAFIA: SANTOS. (s/d).

Êste plano fracionado é que possibilitará atingirmos uma das mais importantes características de um planejamento. É de bom alvitre que só se organize o planejamento de cada unidade após o início das aulas do ano letivo. que terá de ser organizada antes. visto que ainda desconhecemos o nível de desenvolvimento dos alunos nas atividades de Educação Física. ao invés de "unidade de conteúdo". a flexibilidade. óbviamente excetuando a primeira unidade.PLANO DE UNIDADE DIDÁTICA O Plano de Unidade Didática difere fundamentalmente do Plano de Curso por apresentar maiores especificações sôbre os conteúdos e pormenorizar as atividades e as formas de trabalho a desenvolver. porque uma unidade envolve um ciclo docente completo. Prefere-se a denominação "Plano de Unidade Didática". condensado ou abreviado sôbre determinado conteúdo. O planejamento feito com muita antecedência foge geralmente à realidade. Cada unidade didática pode ser considerada como um verdadeiro curso em miniatura. Um plano de unidade consta geralmente de: . Recomenda a Didática Geral que se planeje a unidade seguinte quando estivermos executando a segunda metade da anterior.

que estes objetivos devem ser os mais práticos e concretos possíveis. por exemplo. objetivando atingir maior eficiência didática. a título unicamente de exemplo. . Atividades docentes e atividades discentes — neste tipo de plano já começamos a consignar as atividades do professor e dos alunos. Meios a Empregar — relação dos meios que o professor pretende empregar. usando a técnica que acabamos de descrever. verdadeiras parcelas dos objetivos específicos do curso. julgamos de grande valia reservar um local para nossas observações durante o desenrolar do Curso. Mais uma vez repetimos. ainda que sem as minúcias do plano de aula. Bibliografia — a bibliografia empregada na elaboração do plano deve ser também mencionada. A seguir. a passada. o número e o título da unidade e o âmbito cronológico da mesma. sem receio de nos tornarmos prolixos. a designação da turma.Cabeçalho — contendo o nome da "prática educativa" — Educação Física —. o nível e o ano de escolaridade. o nome do educandário. material necessário. salto em estilo tesoura. Observações — ao término do plano de unidade. poderíamos escolher três subunidades — corrida de velocidade. salto em distância e salto em altura. Consignação Esquemática dos Conteúdos — mencionando os conteúdos e os temas abrangidos pela unidade. o nome do professor. a elaboração de marcas — salto em altura — determinação da perna de impulsão o estilo rã. damos alguns planos de unidade de diferentes atividades físicas. a elaboração de marcas. Quando a unidade didática é extensa sugere-se dividi-la em subunidades. e que servirão de subsídios para futuros planejamentos. podendo ser atingidos a curto prazo. meio de comunicação a ser utilizado e outras especificações. numa unidade como Atletismo. Assim. o ano letivo em curso. Objetivos Particulares — onde estarão consignados os objetivos a serem atingidos nessa unidade e que decorrem dos objetivos específicos estabelecidos no plano de curso. a chegada — salto em distância — salto grupado. Os conteúdos a desenvolver seriam então consignados esquemàticamente — corrida de velocidade: partida do bloco.

BIBLIOGRAFIA: ALVES DE MATTOS. l. P. G. M. estilo da dança. do Sul G. a Edição). os diapositivos — 2 — Continuação da (5 min. b) Sapateado. unidade.I) Recordação da par tuário. mediante sua aprendizagem: a) adquiram conhecimentos sôbre a região sul. — (1960) Sumário de Didática Geral (Editora Aurora — 3. lodia na coreogra Balaio. B. — (1961) Manual de Danças Gaúchas (Editora Irmãos Vitale — 2. a Edição). cução da coreograpelos que melhor IV) Divisão da turma fia com contagem se adaptaram ao em grupos. III) Apresentação da III) Final de aula com música com grava. V) Aprendizado da III) Verificação atramelodia e da letra.PLANO DE UNIDADE DIDÁTICA Atividade: Dança — 3. ras com as princidiapositivos sôbre do Sul pais danças do Rio o Rio G. Ámbito: 5 a 19 de agosto de 1969 Objetivos da Unidade: conseguir que os alunos. a aula (19 de agosto) 1 — Motivação Inicial: 1 — Motivação: gravu. e LESSA.II) Colocação da me letra da canção: ze.) unidade: 3 — Apresentação da 3 — Continuação da Unidade: Unidade: I) Aprendizagem I) Explicação do ves através de conta. principalmente no Rio Grande do Sul. L. M. IV) Comentários da VI) Verificação. a aula (5 de agosto) 2.II) Explicação e exeum grupo formado ção original. OBSERVAÇÕES: .1 — Motivação: canções do Rio G.) 2 — Comentários sôbre 2 — Comentários sôbre as canções. vés de perguntas. a aula (12 de agosto) 3.) min. b) compreendam a formação do povo na região. gem dos passos cate prática já ensiII) Vocabulário da Reracterísticos: nada.° ano — Nível 4 — Unidade III: Danças do Sul Escola Guatemala — Turma 11 — Aulas 3. fia. rítmica. do Sul — (10 (10 min. a s-feiras Prof. CÔRTES. c) aprendam os passos que caracterizam as danças. gião existente na a) Passo de desli.

ços. visando ao fortalecido ao fortalecimento das pernas mento dos bra e braços. PARTE FINAL — Jogo calmante. N. LOURENÇO FILHO ÂMBITO: 13 de março a 29 de maio OBJETIVOS — — — — — — — — — — PARTICULARES SOCIALIZAÇÃO PARTICIPAÇÃO ESPONTÂNEA MOBILIDADE ARTICULAR ELASTICIDADE FORÇA EQUILÍBRIO COORDENAÇÃO DESEMBARAÇO HABILIDADE ESPÍRITO DE COOPERAÇÃO 2. gital. a Aula — 20/3 PARTE INICIAL 3. E.ª Aula — 13/3 PARTE INICIAL — Chamada — Chamada — Jogo vivificante — Deslocamentos PARTE PRINCIPAL PARTE PRINCIPAL I) Formação corporal I) Formação corporal — Exercícios sem — Exercício à material visanmão livre. II) Educação do movimento — M a t e r i a l em uma das mãos (maça) — Balanceamentos simples. combinando plano sagital com plano frontal. B. 1. PARTE FINAL — Música acompanhada ao ritmo de palmas. Z.PLANO DE UNIDADE EDUCAÇÃO FÍSICA — 1. a Aula — 27/3 PARTE INICIAL — Chamada — Corrida PARTE PRINCIPAL I) Formação corporal — Exercícios com material (maça) visando à flexibilidade e à mobilidade a r t i c u 1 ar do corpo. . II) Educação do movi.° ANO GINASIAL — PROF.II) Educação do movimento mento — M a t e r i a l em — M a t e r i a l em uma das mãos uma das mãos (maça) (maça) — Balanceamentos — Balanceamentos simples. PARTE FINAL — Jogo calmante. visanao plano frondo ao plano satal. visando simples. UNIDADE III — GINÁSTICA FEMININA C. das pernas e do tronco. PROF.

8. ções de linhas retas e curvas). / PARTE PRINCIPAL PARTE PRINCIPAL PARTE PRINCIPAL I) Formação corporal I) Formação corporal I) Formação corporal — Exercícios com — Exercícios com — Exercícios com companheira companheira material acompanhados por sem material. PARTE INICIAL PARTE INICIAL — Chamada — Chamada — Evoluções e suas — Evoluções e suas trajetórias em linha trajetórias (associacurva. PARTE PRINCIPAL I) Formação corporal I) Formação corporal — Exercícios — Exercícios viacompanhados sando às ativipor música a dades naturais fim de dar codo corpo com ordenação e suas finalidades equilíbrio ao II) Educação do movi corpo mento II) Educação do movi— Material nas 2 mento mãos (2 maças) — Material nas 2 — Balanceamentos mãos (2 maças) combinados no — Balanceamento plano sagital e visando ao plafrontal no frontal — Acompanhado — Acompanhados por música.a Aula — 15/5 7. transferência. a Aula 10/4 6.a Aula — 8/5 9. PARTE FINAL PARTE FINAL — Comentários sô — Jogo calmante bre o balanceaaproveitando o mento e a material.a Aula 17/4 PARTE INICIAL — Chamada — Deslocamentos — Corridas PARTE PRINCIPAL I) Formação corporal — Exercícios com material (maça) visando à força muscular PARTE INICIAL — Chamada — Jogo vivificante PARTE PRINCIPAL PARTE INICIAL — Chamada — Evoluções II) Educação do movimento — Material nas 2 mãos (2 maças) — Balanceamento visando ao plano sagital — Acompanhados por música PARTE FINAL — Jogo calmante visando ao ritmo.a Aula — 24/4 PARTE INICIAL — Chamada — Evoluções e suas trajetórias em linha reta. a Aula 3/4 5. com material música adequada (maça) . por música.4.

por música.II) Educação do movimento II) Educação do movimento — Exercícios com material — Exercícios com (maça) material (maça) — Aos pares.: As evoluções podem ser variadas de acordo com o plano a seguir. PARTE FINAL — Palestra sôbre associações de movimentos. PARTE PRINCIPAL I) Formação corporal — Exercícios com material (maça) — Exercícios de flexibilidade. PARTE FINAL — Jogo rítmico calmante. andando etc.a Aula — 22/5 l l . — Acompanhados — Acompanhados por música. mãos dadas etc. 10. saltando. II) Educação do movimento — Exercícios com material (maça) — Em círculo — Variações dos deslocamentos e balanceamentos. saltitando. com mudanças de lugares. agilidade etc. . equilíbrio. de giros etc. força etc. a Aula — 29/5 PARTE INICIAL — Chamada — Evoluções acompanhadas por música PARTE INICIAL — Chamada — Jogo vivificante (aplicando evoluções) OBS. Assim como: correndo. PARTE FINAL — Exercícios respiratórios com música. balanceamentos em função da — Balanceamentos companheira. PARTE PRINCIPAL I) Formação corporal — Exercícios com material (maça) — Exercícios de força. seguidos de deslocamentos.

PARTE FINAL — Exercícios respiratórios BIBLIOGRAFIA "GINÁSTICA FEMININA" — (1965) — EsEFE PLANO DE UNIDADE DIDÁTICA OBSERVAÇÕES: . continuação da aula anterior. PARTE FINAL — Exercícios respiratórios II) Educação do movimento — Livres associações de movimentos. dando início a uma pequena série.II) Educação do movimento — Livres associações de movimentos.

TURMA 305 GINÁSIO ESTADUAL NUN'ÁLVARES PEREIRA — Prof. — informações e conhecimentos sôbre as regras do jogo.° ANO GINASIAL -.as e 4. a condução de bola e o passe. R. aperfeiçoamento da coordenação motora e desenvolvimento da resistência geral. J. disciplina e sinceridade. os sistemas e as táticas mais empregadas. do c/ lado ext. do pé — Condução c/ ambos os pés — Regras fundamentais (orientação) — Início das práticas coletivas BOLAS 21 26 28 III) Condução de bola IV) A regra . noções de segurança e primeiros socorros. UNIDADE II — "INICIAÇÃO AO FUTEBOL DE SALÃO" ÂMBITO — 5 de agosto a 13 de novembro de 1968 AULAS às 2.EDUCAÇÃO FÍSICA — 3. do de bico de cabeça — Chute de peito de pé — Chute de "bico" — Chute a gol — Condução c/ o lado int. UNIDADE DIDÁTICA (F. SALÃO) SUBUNIDADES MATERIAL E MEIOS AUXILIARES AULAS DIVISÃO DOS CONTEÚDOS Agosto 5 7 12 14 19 II) O Chute I) 0 Passe — Passe pé — Passe pé — Passe — Passe c/ lado int. lealdade.as-feiras OBJETIVOS PARTICULARES Permitir a aquisição de: — habilidades nos elementos fundamentais do jogo — o chute. do pé — Condução c/ o lado ext. — atitudes de sociabilidade.

OBSERVAÇÕES: . — (1966) APOSTILA SÔBRE FUTEBOL DE SALÃO — ENEFD. E.Setembro 2 4 9 11 16 18 23 30 Outubro 2 7 9 14 16 21 23 28 30 Novembro em diante 25 — Tiro livre direto — Tiro livre indireto — Colocação da "barreira" — Tiro de gol VI) Reinicio de — Arremesso lateral jogo — Arremesso de canto — Técnica da cobranVII) 0 "penalty" ça do "penalty" — Orientação sôbre o modo de jogar nas ' diversas posições VIII) 0 jogo — O goleiro — Execução dos fundamentos de jogo já apresentados — Aplicação de sistemas de jogo simples IX) Os sistemas — O "2-2" — 0 "1-2-1" — O "3-1" — Orientação sôbre a utilização de táticas simples X) As táticas — Deslocamentos e penetrações — Dá-e-segue (tabelinha) — Execução de exercícios referentes às Exames Biométricos atividades ministradas V) Tiro livre OBSERVAÇÕES: 1 — SANTOS. 2 — REGRAS DE FUTEBOL DE SALÃO — FCFS.

resquícios da teoria herbartiana de ensino. foram incorporados à Educação Física. procuraremos desenvolver êste tipo de planejamento de forma bastante particularizada e enfática.PLANO DE AULA O Plano de Aula procura fazer uma previsão do desenvolvimento a dar aos conteúdos e às atividades discentes e docentes no âmbito de cada aula. A particularização minuciosa dos planos da unidade já são práticamente suficientes para uma boa ação docente. Os Planos de Aula obedecem às diretrizes universais recomendadas pela Didática Geral e constam de: . Entretanto. que. o desenvolvimento que os planos de unidade vêm tendo ultimamente quase que dispensa os planos de aula. como constituem parte das exigências que se fazem aos candidatos a ingresso no magistério público e como podem vir. por analogia com outras disciplinas. Como vimos anteriormente.a ser de grande auxílio para os docentes recém-egressos de nossas escolas superiores de Educação Física.

embora respeitando a nomenclatura e as divisões dos métodos. expressos em têrmos de aquisições por parte dos alunos. do ponto de vista prático. a escolha dos procedimentos didáticos. . isto ficará. podemos consignar em nosso plano estas três partes. dividir a aula de Educação Física em três partes: uma parte inicial. dos meios a empregar. sob pena de ver perder um sem-número de momentos de inspiração criadora e de comunhão espiritual que surgem durante a aula. do material e da área a ser utilizada. isto é. qualquer que seja o método ou a atividade empregados. A rigidez cronométrica só poderia ser admitida por "receituários didáticos de pedagogos de fancaria". concretos e claramente definidos. servindo como roteiro. Os Conteúdos — aqui serão enunciados os conteúdos propostos. Nenhum professor pode nem deve tentar seguir rigidamente essa escala cronométrica. a designação da turma. Escala Cronométrica do Desenrolar da Aula — o balizamento cronométrico da aula serve apenas como uma orientação para o professor. ainda. Tal proposição partiu da observação e da análise de que todos os métodos de Educação Física apresentam uma estrutura padrão contendo essas partes. o nome do docente. Recomenda-se. e desprovidos de quaisquer pretensões literárias.Cabeçalho — contendo a expressão Educação Física. Nos exemplos que encontramos mais adiante. ou gráficos. o horário da aula e o número de alunos da turma. o nome do estabelecimento de ensino. uma parte principal e uma parte final. atualmente. o tema e a indicação da unidade didática da qual faz parte. ilustrar o plano com desenhos. a duração. a data. segundo a expressão de Lauro de Oliveira Lima. mais esclarecido. dando uma indicação aproximada do tempo que disporá para desenvolver os conteúdos propostos. de modo a facilitar a ação docente. ou por docentes de Educação Física extremamente medíocres. Os conteúdos selecionados deverão ser expressos no Plano de Aula. Desta forma. A determinação precisa destes objetivos possibilitará a seleção e a dosagem dos conteúdos. os "reativos específicos" que o professor e os alunos desenvolverão buscando alcançar os objetivos propostos. o ciclo e o ano de escolaridade. Objetivos Imediatos — os objetivos propostos devem ser de alcance imediato. o nível. Pode-se. portanto passíveis de ser colimados dentro do tempo de aula. em estilo simples e objetivo. o ano letivo.

deixamos um espaço reservado para nossas observações. a seguir. alguns exemplos de Planos de Aula.. estruturação e disposição. Observações — Finalmente. Atividades Discentes — aqui mencionaremos as formas de trabalho que o professor proporá a nossos alunos. onde observamos uma orientação comum. Bibliografia — recomenda-se colocar. a bibliografia que utilizarmos ao elaborá-lo. embora divirjam entre si em estilo. enfim todas as atividades dos alunos durante a aula. que nos poderão ser de grande valia futuramente. visto que um plano de aula é essencialmente particular. bem como o material necessário ao bom desenvolvimento da aula. Mencionamos.Atividades Docentes — o relacionamento das atividades que o professor desenvolverá na aula permitirá uma ação mais metódica e eficaz em vista dos objetivos colimados. as formações e os deslocamentos que terão de efetuar. . no Plano de Aula. Meios e Materiais Auxiliares — nesta parte deixaremos assinalados os meios que vamos empregar. ainda.

— Os alunos da bastões c o l u n a indicada passarão correndo entre os bastões sem ultrapassar os companheiros e — Indicar o se. — Os demais sentados.° ano Primário — 1967 Dia 6 de agosto Duração da Aula: 30 min. cia entre os mesmos. Atividades Docentes Atividades Discentes P a r t e Inicial: Tempo Conteúdo Parte Inicial Material Introdução — Sentados. Prof. aprox. segurança no emprego do mesmo. em coluna por três de — Grupar os acordo com o estaalunos em três belecido pelo procolunas. Prevenção da má atitude corporal. — Atenção às explicações e à demonstração. adaptação ao material que será usado. preparação psicológica e fisiológica para o trabalho que virá a ser realizado. Colaboração e reconhecimento de responsabilidades. fessor. — E xplicação do exercício. conservação do material a ser empregado.PLANO DE AULA — EDUCAÇÃO FÍSICA Escola Guatemala Turma 7 — Nível 3 — 2. Término alegre da aula. P a r t e Principal: trabalho total do corpo. — Colocar os bastões n o s o l o com intervalos regulares.mantendo distângundo grupo. "Corrida com mudança de direção" . fortalecimento muscular e orgânico. 5 min. — Controle da atividade. A G F J Exercícios naturais com bastão OBJETIVOS IMEDIATOS: aquecimento muscular. — Indicar o terceiro grupo. Parte Final: acalmar fisiològicamente e psiquicamente Eliminação da excitação.

Manter as per nas esticadas com o b a s t ã o sob as mesmas. Saltar conforme foi proposto.Parte Principal Formação corporal e educação do movimento Cada aluno com o seu bastão. Demonstração II) Colocar as dos exercícios. III) S e n t a d o manter o corpo em "esquadro" com o bastão sob as pernas. Atenção às ex p 1 i c a ç ões e demonstração. 20 minutos aproximadamente Soltar o bastão | colocando as mãos do outro lado do mesmo. Repetir para o lado contrário. mãos no solo e sal tar para o outro lado do bastão. Procurar efetuar uma volta completa. Explicação dos exercícios I) Saltar giran do no ar. .

tão será eliminada do jogo. BIBLIOGRAFIA: Prochownik. Parte Final 5 min. H. fazer a rotação do tronco. IV) Equilibrar o bastão nas costas da mão. Parado e andando. Equilibrar o bastão. Explicação do jogo.estiver com o basvier. Efetuar. sentados ou de pé. ou em c o l u n a s . OBSERVAÇÕES: .voz alta: Veneno! nos na formação A criança que que melhor con. V) Sentado. de pernas cruzadas. braços estendidos á vertical. aprox Volta à Calma Jogo: "VENENO" Passar o bastão p a r a o s companheiros. Os alunos podem estar disControle das postos em círculo atividades. Um aluno isolado d i r á e m Dispor os alu.Controle da atividade. (s/d) — Apostilas sobre Método Natural Austríaco — IV Estágio Internacional de Educação Física.

HORÁRIO: 20 horas. e para outro. à fren(M) na mão direita. DESENVOLVIMENTO DO PLANO DE AULA TEMPO CONTEÚDO ATIVIDADES DOCENTES ATIVIDADES DISCENTES MATERIAL I PARTE: AQUECIMENTO 3 a — explica5 — corrida livre. MATERIAL DISPONÍVEL: maças.I. socialização. . ritmo. elasticidade. — atenção. II PARTE: EDUCAÇÃO DA ATITUDE — explicação. da de palmas durante a — demonsmin. na P.): pés unidos. PROFESSORA: NZB LOCAL: Colégio Estadual Professor Lourenço Filho. para um lado — execução. com a corrida. intercalando tração. c o r r i d a . ro. — correções. — execução. DURAÇÃO DA AULA: 50 minutos. OBJETIVOS IMEDIATOS: mobilidade • articular. — M. — apanhar o maças material e colocá-lo dispersas no solo. DATA: 4-9-1968. palmas e saltos no lugar. te. Maça tração. atenção. dar a M. cada aluna com sua M. batições. 1 — alunas — posição I. aprox. NÚMERO DE ALUNAS: 30. IDADE: 8 a 10 anos. 1 — (Posição Inicial) — demons(P.PLANO DE AULA DE GINÁSTICA FEMININA NA ESCOLA PRIMÁRIA CURSO: "Educação Física na Escola Primária". no solo — atenção.— correção. memorização. L.

maça. posição I. tração.: em pé. demonstração. pernas estendidas à frente. explicação. — execução demons— saltos para tração. lançar a M.: sentada. demons— execução. L. frente maça no solo à frente do corpo . — flexão e correção. do solo. — alunas na P. — atenção demons— execução tração. — idem. posição I.I. cada aluna com sua maça — alunas na explicação. — lançamento da correção. P. de mão. posição I. — idem.. atrás da M. saltar para um lado e para o outro e em seguida para frente e para cima da maça. atrás da M.I. trocar a M.: em pé. para cima e apanhá-la com essa mão. P.3 — trocar a maça de mão à frente do corpo (flexão de tronco à frente) e acima da cabeça (posição deitada). faz um círculo sem desencostar do solo.: pés unidos. — atenção posição I. correção. cada aluna com sua maça — alunas na P. explicação. tronco à frente. lateral e para correção. I. do ex. círculo de direita (inicia-se com a perna esquerda para o lado direito) — círculo de esquerda (vice-versa). demons— execução.I. atrás.I.I. com flexão de tronco à frente sem desencostar a M. na mão direita. I. I.2 — P. — atenção. cada aluna com sua maça — alunas na P. 4 — Idem. I. a M. alternando as mãos. — alunas na explicação. P. tração. 3 — P. — atenção. na mão direita para diagonal. — flexão de correção. extensão do tronco explicação. 5 — P. — atenção — execução — passos molejados maça no solo à frente do corpo 6 — P. com a outra mão. posição I.. M. M.

no plano sagital. exercício 5. correção. afastamento lateral. •posição I. — atenção — execução — circundação explicação. posição I.I.— idem.I. explicação. — atenção — execução — balanceamento — alunas na P.I. afastamento lateral. 6 — P. na aprox. 2 — P. mão direita para o lado. atenção execução . na mão direita à frente. • alunas na P. balancear a M.III PARTE: EDUCAÇÃO DO MOVIMENTO 1 — P.I. I.circundação 3 — P. demonstração. passo de deslize para um lado e para o outro.: em pé. — Idem.demonstração. demonstração. perna 15 min. mas. — execução correção. afastamento lateral. de mão.: em pé. no plano frontal. — Idem com a outra mão. — alunas na P. I. . I.: em pé. I. — alunas na posição I. no chão. M. -posição I.: em pé. com a outra mão.: em pé.I. M. leve esquerda. M. posição I. balancear a M. -correção. explicação.demonstração. .I. circundação da M. — Idem trocar a M. no plano sagital. demons— atenção tração. I. correção. perna leve esquerda. -correção. M. explicação.: idem. 4 — P. circunduação da M. alunas na P. na mão direita à frente. 5 — P. M. P. na mão direita para o lado. seguido de pal. idem . atenção execução balanceamento explicação. no plano frontal.

ai / 5b O farol dos teus olhos castanhos. . 2 Não deixou ninguém dormir. eu caio / Sereno. demonstração. deixai cair / Sereno da madrugada. ai. ai. depois a série tôda). ai / 3d Que eu tivesse. Música: "SERENO" 1) Sereno. 4 ai. com a mão esquerda. correção. ai. 3c Quem me dera. no plano sagital (para trás e para frente) seguido de circundação. associação dos movimentos à música. 2 — Idem. a parte da aula. atenção cada uma com sua maça execução da série (inicialmente partes. 4 — Idem. na mão direita. "ai. no chão. eu caio. alunas no lugar memorização da música memorização da série ensinamento da música. ai / 3b É um barquinho.IV PARTE: APLICAÇÃO Associação de movimentos dados na 3. 3a — 2 passos de deslize para frente. 4 ai. OBS. 3a Minha vida.: para executar os exercícios seguintes dar 1/4 da volta. 3b — 2 passos de deslize para a direita. ensinamento série. 1 — M. 1 ai. ai / 5a Navegando por mares estranhos. ai. balancear a M. 4 — 3 batidas com a M.

5a — balancear a M. mão direita. — (1967) — Súmulas de Aula — ENEFD. 3d — Idem. no plano frontal (para um lado e para o outro) seguido de circundação. BIBLIOGRAFIA: Apontamentos de "Ginástica Feminina" — (s/d) — Es E F E. para esquerda. para direita. E. OBSERVAÇÕES: . 4 — Idem. trocando de mão (esquerda) . 5b — Idem. 3c — Idem. Saur.

dade — correção dos erros uma corda "ESCOLA MENTOS E DE MOVIPOSTURA" — explicação dos exercícios passar correndo uma corda 1) Rodar a corda de cima para baixo e os alunos passam correndo. Ao comando do profesdo jogo aprox. social e psicológica dos alunos. "Escola de Movimentos e Postura": trabalho total do corpo. sor encostar uma das — controle pontas do cabo na da ativiparede. . ' Volta à Calma": acalmar fisiológica e psiquicamente. "Habilidade e Aplicação Desportiva": melhoria da coordenação muscular — efeitos sôbre o caráter.N.P. OBJETIVOS IMEDIATOS "Motivação": Preparação fisiológica. atmosfera favorável ao trabalho. 5 do início min. TEMPO CONTEÚDO ATIVIDADES DOCENTES ATIVIDADES DISCENTES — alunos em duas equipes colocados em lados opostos da corda — puxar em sentido contrário ao dos adversários MATERIAL — explicação do jogo "Motivação": Cabo-de— comando Guerra.Q. — Rio de Janeiro — 1960 Duração: 50 min. Prof. aperfeiçoamento dos movimentos. H.PLANO DE AULA EDUCAÇÃO FÍSICA — MÉTODO NATURAL AUSTRÍACO IV ESTÁGIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA LOCAL: I. P.

2) Saltar a corda em movimento ondulan- — movimente. tação da — saltar a corda corda — controle das ativi- — saltar em 3) Saltar a corda dois dades grupos de ou mais ao mesmo tempo. dois 15 — saltar em min. grupos de aprox. três e quatro. — Atraves4) C o r d a suspensa a sar a corda passar dependurado pelos braços e per— correção nas. dos erros — equilibrar-se 5) Manter-se em equilíbrio na corda.

uma corda

"Habilidade e Aplicação" 1) Rolo dois a dois de — explicação do mãos dadas. exercício — controle das ativimin. 3) R o l o segurando os dades tornozelos dos comaprox. panheiros dois a dois. 4) Idem a três. 5) Tanque. 6) Tanque duplo. — correção dos erros 25 2) Rolo três a três de mãos dadas. — preparação do material — atenção às explicações — execução do exercício dois colchões

— sentados em círculo — explicação do jogo "Volta à Calma" Com gestos ou imitando instrumentos musicais. min. 0 comandante inicia e — controle da ativios demais o imitam. aprox. O aluno isolado procura dade adivinhar quem é o comandante. 5

— um aluno procurara adivinhar o comandante nenhum

— um outro escolhido será o cocomandante

— correção dos erros

— os demais imitando o comandante.

BIBLIOGRAFIA: Schmidt, G. — (s/d) — Notas do I Estágio Internacional de Ed. Fis. Prochownik, H. — (s/d) — Apostila para o Curso Superior da ENEFD.

OBSERVAÇÕES:

PLANO DE AULA EDUCAÇÃO FÍSICA — GINÁSIO ESTADUAL NUN'ALVARES PEREIRA — 1968 CURSO GINASIAL — 1° ano — TURMA 104 — Prof. AGFJ Método Natural Austríaco — Unidade II — Iniciação ao Basquete Dia 9 de abril — 1.° Tempo — das 7h às 7h50 min. — 30 alunos OBJETIVOS IMEDIATOS: Parte Inicial: Introdução (Motivação) preparação fisiológica, social e psicológica dos alunos - criação de uma atmosfera favorável ao trabalho que se seguirá Parte Principal: a) Formação corporal e educação do movimento (Escola de movimentos e postura) trabalho físico total do corpo colaboração e reconhecimento da responsabilidade b) Performance e Habilidade Artística (Habilidade e Aplicação Desportiva) — iniciação ao Basquetebol — noções de como conduzir a bola — regras básicas Parte Final: Volta à Calma — acalmar fisiológica e psiquicamente; eliminar a excita ção das disputas.

TEMPO

CONTEÚDO — PARTE INICIAL

ATIVIDADES DOCENTES

ATIVIDADES DISCENTES

MATERIAL

INTRODUÇÃO: Jo- — Explicago "Bola nas P e r n a s " ção do Um dos alunos de posse jogo 5 da bola procurará acermin. tar as pernas de um de — Controle seus companheiros da ativiEstes procurarão evidade aprox. t a r que a bola os atinja — Eventual fugindo dentro da área participreestabelecida pação Q u e m fôr acertado passará a lançar a bola. — PARTE PRINCIPAL

— Um aluno com a b o l a procurando acertar as pernas de um companheiro — Os demais alunos correndo

uma bola de volibol

a) "Formação Corporal e Educação do Movimento" — C a r r i n h o d e mão, Exercícios mantendo o ventre com os alupara cima com auxínos formando lio de um companhei- — Explicação do grupos de ro. exercício. dois. — Um sentado de pernas unidas e o com- — Controle Um executa o 10 da ativiexercício, o panheiro saltando por dade. outro ajudancima. min. — Mãos dadas de fren- — Participa- do. Trocar ao te, forçar o compa- ção, caso o sinal do proaprox. nheiro a ficar de joe- número to- fessor. tal de alu- Colaboração lhos. — Flexão e extensão da nos seja com o companheiro que ímpar. cabeça contra a resisestá exetência de um compacutando. nheiro. — Flexão e extensão do tronco, com as pernas flexionadas tendo o auxílio de um companheiro — De pernas trançadas luta de tração.

• nenhum

— Dividir a — Permane"Performance e Ha- turma em seis cer junto aos grupos de 5 seus compabilidade Artística" alunos. nheiros de — Numerar equipe. Iniciação ao Basquetebol. cada d u a s — Atenção às 30 equipes. explicações. Iniciar jogando. — Explica- — Aguardar min. ções a intro- a vez de jogar. Cada dois grupos jogam duzir: aprox. durante cinco minu- lateral, con- — Entrar radução correta pidamente na tos. Ao cabo destes, entram da bola, fal- quadra. mais duas equipes e tas, lance li- — Procurar assim sucessivamen- vre, controle j o g a r atente, até todos os gru- da atividade. dendo às "Repos terem jogado — Correção gras" a p r e n duas vezes. de erros. didas. b) — PARTE FINAL "Volta à Calma" Jogo "Quem erra sai" — um aluno jogando a bola como um "passe de peito". Os demais de braços cruzados. Q u e m errar não jogando a bola ou ameaçando s e m ser a sua vez sai do jogo. Explicação do jogo. — Alunos de pé na quadra em círculo, de braços cruzados. — No centro um aluno jogando a bola para os companheiros. — Quem não pegar a bola ou descruzar os braços sai do jogo.

Bola de basque— tebol

Duas cestas para basquetebol

5 min. aprox.

Controle da atividade.

Uma bola de basquetebol

BIBLIOGRAFIA: Prochownik, H. — (1960) — Apostila do IV Estágio Internacional de Educação Física. Schmidt, G. — (s/d) — Notas do I Estágio Internacional de Ed. Física. Alves de Iracema, P. M. — (1968) — Apostila do I Ciclo de Estudos sôbre Ed. Física — Basquetebol OBSERVAÇÕES:

PLANO DE AULA EDUCAÇÃO FISICA — BASQUETEBOL — 2. a AULA Duração — 45 minutos — Prof. M. D. OBJETIVOS IMEDIATOS: Prática dos fundamentos conhecidos Movimentação lateral. Prática da movimentação lateral associada ao passe de peito ATIVIDADES DOCENTES ATIVIDADES DISCENTES

TEMPO TO DA AULA A) PARTE OU DE MENTO INICIAL AQUECI-

MATERIAL

1) Atendendo o co10 min mando do professor: tocar e segurar determiaprox. nados objetos ou partes do corpo de um companheiro. 2) Correndo à vontade, o professor vai reduzindo a área em que é permitido correr, mudar de direção, girar, parar e t c , até que todos os alunos estejam em uma parte muito pequena do campo (utilizar as marcações da quadra de basquete).

— Explicação do jogo. — Comando determinando o que deve ser tocado.

— Atenção às explicações. — Correndo à vontade. nenhum

— Explicação do jogo, delimitação da área. — Controle da atividade.

— Atenção às explicações. — Correndo à vontade, mudando de direção etc.

B) PARTE PRIN— Explicação CIPAL I — Prática do passe do fundade peito com ambas as mento. mãos — Designação da posição dos alunos na quatrocar passes obedecen- dra. do ao diagrama acima.

— Atenção às explicações, formação segundo o comando do professor. — Atenção às explicações.

— Explicação do fun.— Dividir Executar o cuta a bandeja. — Dispor dos Os alunos em alunos em coluna ligeigrupos.— Dispor os ra a cesta. — Explicar o V — Pequeno jogo: jogo. dá. jogo. dirigindo-se pa.— Controlar mentação lateral e tro.sição e da vimentação lateral com movimenta. nos de posse da bola. o passe a que tem direito. posição de guarda e da Prática da movimentação lateral. alunos em dois grupos. direção à cesta. então.II — Demonstração. Cinco bolas de basquetebol . ramente IV — Demonstração. com movi. dirigindo-se para a mesma direção. salta e exe.coluna. O primeiro aluno da coluna. movimentação lateral — Demons. corrida de revezamento.Um dos aludamento. da atividade. formação dois a III — Prática da mo. ro que se encontra parado e c o m o braço — Controle estendido lateralmente. Atenção às explicações. aprox. da atividade. bandeja.dois distantes de 3 a 5 troca de passes de peito ção. tira a bola alunos em das mãos do companhei. com ambas as mãos — dois a dois.passes. ca de passes de peito. 30 descrição e prática da — Controle oblíquos em min.com troca de tração da po.a atividade. — Controle descrição e prática da da atividade. metros. dois a dois.

determinará que um procure acertar a almofada no outro. Atenção às explicações. Os alunos sentados em círculo. sem largá-la. isto trará maior atrativo ao jogo. ( V a r i a ç ã o ) — Em uma outra vez. Dois alunos de pé no centro do círculo. OBSERVAÇÕES: . antes de iniciado o jogo. — Entregar as almofadas. — Dar início ao jogo. — Controlar a atividade. — Explicação do jogo. 5 min. — Vendar osolhos dos dois alunos que estão de pé. — Tirar a venda dos olhos de um dos alunos. — (1960) — Basketball — Metodologia do Ensino c Treinamento — Brasil Editôra. JOGO: "Almofada Perigosa" Entregando uma almofada a cada um dos alunos que se encontram no centro do círculo. o professor vendará os olhos de ambos e. o professor poderá t i r a r a venda dos olhos de um dos alunos sem que o outro saiba. M. Duas almofadas e dois lenços BIBLIOGRAFIA: Daiuto.C) PARTE FINAL — Dispor os alunos sentados em círculo. aprox. mudando-os de localização.

a— M. M.pelos alunos rada — Corrida Molejada — Correr deslizando . — Demonstração pelo professor Magnetofone Diapositivos — Participação ativa da turma Projetor 20 minutos Com melodias gravadas no Magnetofone foi feita a demonstração seguida de execução pelos — Demonstração alunos em grupos de 6: pelo professor b) Correr: — Execução — Andadura Mode. G. inicial 30 minutos 1) O que são e quais são as formas básicas: a) Andar: — Marcha normal — Andar molejando — Andar balanceando. agilidade e equilíbrio TEMPO DESENVOLVIMENTO PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS MEIOS AUXILIARES Motivação: Projeção de diapositivos das formas de locomoção utilizadas — Interrogatório em dança.PLANO DE AULA — DANÇA Tema: Formas Básicas de Locomoção: a) Andar b) Correr c) Saltitar Local: Escola Guatemala — Auditório Nível 4 — Turma 11 Prof. Data — 13-4-68 Objetivos. — Aquisição de Coordenação Motora — Desenvolver a plasticidade nas formas básicas — Desenvolver: flexibilidade.

(1968): Apostilas do Curso de Educação Física na Escola Primária — Dança OBSERVAÇÕES: . sôbre um pé e outro. Magnetofone — "Skip" — Saltar. Nesta parte. sen. a 1 t ernadamente. BIBLIOGRAFIA: Moreira Gayoso.c) Saltitar/Saltar: — "Hop".alunos do q u e o passo tem duração diferente. os alunos executarão junto com o professor. Saltitar sôbre um pé — "Jump" — pular caindo sôbre os dois pés 10 minutos Demonstração pelo professor. com um passo i n t ermediário Magnetofone Execução pelos — o "hop" —. M.

podem ser: transitórios e permanentes. Realmente. à reação. algumas horas ou alguns dias. quanto à sua duração e persistência. se deixássemos de considerar esses elementos que impelem o indivíduo à ação. dentre os quais encontramos os motivos ou propósitos. . a conduta humana seria inexplicável e incompreensiva.B) ORIENTAÇÃO DA APRENDIZAGEM MOTIVAÇÃO E INCENTIVAÇAO DA APRENDIZAGEM Motivação O processo de ajustamento de um indivíduo ou de um grupo ao meio físico e social é condicionado por um sem-número de fatores. Os propósitos e os motivos. sem que marquem profundamente a personalidade do indivíduo. São transitórios ou incidentes quando condicionam a conduta do indivíduo durante um curto espaço de tempo. São permanentes quando marcam profundamente a personalidade do indivíduo. ao esforço. desde a sua infância até a sua morte. à luta e até mesmo ao sacrifício.

Assim. pois a mera conscientização dos valores não basta para impelir o indivíduo à ação. O segundo momento é o cerne de processo da motivação. O valor situado fora desse nível não tem força motivadora. entre aquêles valores e o nosso ego.A dinâmica psicológica da motivação distingue três momentos distintos: / No primeiro deles há a conscientização do que uma pessoa. esforço concentrado. organizado e persistente até atingir o valor desejado Estes são os três momentos ou fases da motivação. conhecimento ou situação representa na vida do indivíduo ou do grupo social. a motivação só é possível graças ao relacionamento: O terceiro momento da motivação surge logo após o estabelecimento dessa relação com a polarização de tôda a sua energia e empenho. O homem faz como que uma estimativa pessoal da relação entre o valor e o seu nível de aspiração. objeto. tanto do comportamento humano geral como da aprendizagem da Educação Física. de uma sugestão de outrem ou da aceitação social que tal valor social tiver e pode representar algo valioso por si mesmo ou uma etapa para atingir um fim último. isto porque não chegamos a estabelecer uma relação de conveniência ou possibilidade. Assim. é interessante lembrar ao docente desta "prática educativa" que: . Essa apreensão do valor pode resultar de uma descoberta pessoal.

colaborador. por conseguinte. sua polidez. o desejo e o prazer atuarão no espírito dos educandos como justificação para o seu trabalho e esforço de aprender. levá-los a trabalhar com prazer. ameaças e castigos. Alguns fatôres de Motivação Alguns fatôres de motivação no que concerne à Educação Física são: — A personalidade do professor — seu entusiasmo pela Educação Física. O interesse que o docente revela pelas dificuldades. autodisciplinado. é mais eficiente do que a motivação negativa. — autodisciplina. seu dinamismo. — perseverança. pela persuasão e pelo elogio. Por outro lado. o indivíduo só aprende aquilo em que está interessado. sua linguagem. pelos incentivos. sua aparência física. somente o interesse. Motivação da Aprendizagem. da Educação Física A aprendizagem. Todo professor de Educação Física constrói a imagem do aluno ideal — interessado. A excelência dos resultados e a economia de esforços assim o comprovam. problemas e conquistas de seus alunos é também importante fator motivacional. A moderna Didática de Educação Física preconiza a substituição das atividades físicas feitas por obrigação pelas feitas por prazer. No ensino moderno de Educação Física a figura do professor surge como aquela que propicia as condições psicológicas e ambientais necessárias para que essa motivação se concretize no íntimo dos alunos. Entretanto.A motivação positiva. Assim. em geral e em particular. repreensões. . entusiasta e trabalhador — que nada mais é do que o aluno motivado. pelo exemplo. tornará essa meta exeqüível. vemos que somente a motivação é capaz de despertar o interesse e a atenção dos alunos e. É erro bastante comum pensar que para haver aprendizagem basta ensinar bem e exigir que os alunos aprendam. O renome do professor como atleta ou técnico esportivo exerce igualmente influência motivadora. da Educação Física exige do educando: — esforço e atenção. tornando possível uma aprendizagem realmente eficaz. Desta forma. empenho e entusiasmo. sua segurança e firmeza. Uma aprendizagem eficiente quando da sua educação sistemática. seu bom humor. recomenda-se que se desperte no adulto o desejo de exercitar-se voluntariamente durante tôda a sua existência. obtida através de gritos.

gravadores. projetores. bolas. balizas. vitrolas e discos — tornam o aprendizado mais atraente. espaldares. cestas. plinto) colchões.O material e os instrumentais auxiliares de ensino usados nas aulas — banco sueco. filmes. .

agora. O pior que pode fazer nesse campo um professor é ser indiferente. o ginásio. — O local da aula — as quadras. ao poder sugestivo da palavra. segura e infalível para provocar a motivação. ao calor humano pessoal com o qual o professor reconhece o esforço dos alunos e sugere. da mesma forma que os mais bem dotados têm suas performances celebradas. O progresso deve ser analisado tomando-se por base o próprio indivíduo e não a média do grupo. De forma a colimar um desenvolvido grau de motivação interior nos educandos. Desta foram. a pista. . alguns procedimentos cuja eficiência tem sido comprovada em Educação Física. Fazer vista grossa às faltas e aos erros é procedimento que não é tolerado nem mesmo pelo infrator. mesmo que êste seja desinteressado e indolente. aos meios auxiliares empregados. — Procedimentos Verbais Apropriados Um dos procedimentos mais importantes é o do professor mostrar interesse pelo rendimento da aprendizagem de seus alunos por intermédio da palavra. evidentemente. a moderna Didática sugere ao docente técnicas e procedimentos de incentivação da aprendizagem. Assim. Alguns Procedimentos de Incentivação Analisemos. porém sem que as palavras usadas possam ferir ou magoar o educando. o campo. os menos dotados ao ultrapassarem certos obstáculos merecem ter seus feitos comentados. competições. orienta. visto que esta é um "fenômeno psicológico interior". Estas técnicas e procedimentos. chama-se "incentivação da aprendizagem. O professor deve mostrar entusiasmo tanto pelos progressos do grupo quanto pelo progresso individual de seus alunos. Os erros e as faltas devem ser corrigidos. a piscina bem cuidados. entretanto. contestes. não significam regra preconizada.— O método e as formas de trabalho — jogos. O importante é somente prestar atenção para não deixar passar o momento oportuno para fazê-lo. desportos. limpos e bem conservados — constitui importante fator motivacional. as atividades extraclasse — exercem também grande influência motivadora. estimula e elogia a atividade dos mesmos". que seja digno de um incentivo ou elogio. Sempre é possível descobrir algo num aluno. aos procedimentos didáticos empregados. Incentivação A Didática moderna considera a função incentivadora do mestre na condução da aprendizagem como a mais importante dentro da técnica docente. ao condicionamento psicológico do ambiente da aula.

também. globais. — Iniciar o Aprendizado de um Desporto Jogando A Didática tradicional de Educação Física recomendava.— Procedimento do Interesse Pelos Resultados das Habilidades Adquiridas. O que importa a estes alunos não é saltar um sarrafo alto. como vimos. ao invés de propormos a um aluno uma corrida até determinado ponto. "ver quem alcança primeiro tal ponto". de forma a equilibrar os concorrentes. O interesse dos resultados pode tornar-se um valioso elemento incentivador da aprendizagem. Hoje em dia. na incentivação. perguntas como: "Vamos ver quem salta mais longe?" "Vamos ver quem é capaz d e . de acordo com as possibilidades individuais. as competições ou provas obtendo resultados superiores aos seus rendimentos habituais. por exemplo. . ao ministrarmos iniciação desportiva. propomos a dois ou mais. Êste elemento novo que transforma a atividade num conteste é nada mais nada menos que um fator de incentivação. ? " "Vamos ver quem chega primeiro?" são procedimentos altamente incentivadores. servir como fatôres de incentivação da aprendizagem. mas simplesmente poder saltá-lo. . não desejamos absolutamente que estes se 'confundam com as obsoletas "provas práticas" ou "provas de suficiência ou eficiência física". Quando nos referimos a testes. — Aplicação de "Contestes" Os contestes nada mais são. o aluno menos dotado jamais sofrerá influência Incentivadora quando tiver seus resultados confrontados com os dos alunos médios ou dos superdotados da turma. ainda que esteja baixo. .. Os testes em Educação Física poderão. na qual se introduz um fator de incentivação que a maioria das vezes desperta a motivação. por exemplo. que atividades físicas naturais. Assim. por exemplo. explicações profundas sôbre as regras do jogo e outros procedimentos. A fórmula empregada pela professora Liselott Diem — "Quem é capaz de. as "sessões de estudo". que o professor esteja atento. a moderna Didática de Educação Física recomenda: "iniciar jogando". desde que encarada com os devidos cuidados. Assim. entretanto. também. É necessário. Assim. Entretanto sentem grande satisfação quando realizam com êxito os exercícios. hoje totalmente superadas. . ?" — baseia-se. os chamados "educativos".

o sucesso por eles obtido. Sugerir formas de trabalho que possam contribuir para a melhoria almejada. Os alunos gostam realmente de ver o mestre participar juntamente com eles. desincentivando-os com uma performance longe do alcance do aluno. comentando. a correção de defeitos ficarão para um pouco mais tarde. quando os alunos já tiverem aceitado tal atividade. Competição entre grupos equivalentes da mesma escola ou escolas vizinhas. Nesta oportunidade procuraremos convencer o aluno de sua capacidade mal aproveitada. — Procedimento das Entrevistas Informais As entrevistas informais constituem importante fator de incentivação. — Procedimento da Participação do Professor Um dos mais importantes procedimentos incentivadores é o da participação do professor na atividade física proposta. As regras. por fim. — Procedimento da Competição A competição. A seguir assegurar as condições necessárias para sua fácil realização fazendo com que os alunos repitam a atividade proposta. cabendo ao professor de Educação Física usar a sua sensibilidade e poder criador para idealizar muitos outros que . O que desejamos é que os educandos fiquem motivados pela nova modalidade. é excelente fator de incentivação. que a participação seja moderada de modo a não agir inversamente. hesitante e feio.Esta recomendação é feita exclusivamente por se tratar de um importante processo de incentivação. entretanto. mas sim apenas exemplos. É preciso. A competição como procedimento incentivador pode ser conduzida como: Competição entre alunos da mesma turma ou grupo. isto é. considerados todos os seus riscos e excessos. mostrar-lhe as possibilidades reais de progresso individual. Estes procedimentos sugeridos não são os únicos possíveis de ser aplicados. os fundamentos. jogos ou formas de trabalho de fácil sucesso imediato. elogiar os acertos e progressos e outros tópicos que necessitem ser abordados. — Procedimento do Sucesso Imediato Esta técnica de incentivação consiste em propor exercícios. Não nos devemos preocupar se de início o jogo sair confuso.

o emprego do material aparecerá como fator de incentivação da aprendizazem. procurando vencer o novo obstáculo com que se deparou. Da mesma forma as técnicas sugeridas não apresentam. Esta recomendação é válida tão-sòmente quando não se tratar de iniciação esportiva. . se torne enfadonha.a ocasião exigir. — Emprego de Material Como Fator de Incentivação O emprego de material nas aulas de Educação Física. A aplicação dos mesmos depende. tão necessária nas classes que se iniciam em Educação Física. produzindo sempre bons resultados. à guisa de ilustração. de maneira alguma. um caráter de infalibilidade. começar quando os alunos já tiverem um relativo domínio dos movimentos livres e já estiverem familiarizados com a rotina de trabalho que se imprimiu à atividade Então. também. da empatia do conhecimento de relações humanas do professor. O aluno que já domina o movimento livre passará novamente a ter de se concentrar em face do novo elemento que se interpôs na execução do exercício. só deve. A seguir. recomenda a Didática Especial desta "prática educativa". Assim. o educando poderá repetir um mesmo movimento utilizando diferentes materiais sem que essa repetição. damos alguns elementos de ginástica com diferentes materiais.

.

.

.

constituirão um rico repositório de possibilidades motivadoras. bem aproveitadas. Numa competição dois alunos se desavêm e se agridem pelo motivo acima descrito. manifestando desagrado e surpresa ao ouvirem o sinal que assinala o término da aula. os conteúdos e as formas de trabalho prendem de maneira absorvente a atenção de todos os alunos. desejando participar de uma das equipes esportivas de sua escola. rígidas e uniformes para todos os alunos. Assim. — índices de Motivação de uma Aula de Educação Física Numa aula de Educação Física motivada. queremos deixar claro que não basta apenas lançar uma incentivação inicial mediante algumas frases sôbre a importância e o valor do que vai ser ensinado e seus efeitos futuros ou mesmo aplicar algum dos procedimentos indicados. deixando de fazer exigências monótonas. o anúncio de um torneio interno. Muitos mestres temem o perigo de um excesso de motivação e suas posteriores conseqüências. hoje em dia. a realidade imediata. levando-os a atividade e à autodisciplina. A colaboração com o mestre e os companheiros forma a tônica da aula. Os alunos atentos e interessados desencorajam as brincadeiras paralelas e as interrupções desnecessárias de colegas menos interessados. feito através dos órgãos de divulgação escolar — jornal mural. Levanta-se. O professor não apoiou a motivação com recomendações de bom senso ou êste faltou aos educandos apesar das recomendações do docente. E necessária uma constante introdução de procedimentos incentivadores de forma a manter viva a motivação despertada nos alunos. contém forte carga incentivadora. se considerarmos que hoje em dia a Educação Física utiliza cada vez mais o trabalho em grupo O professor de Educação Física começa. Realmente.Conclusões Finalmente. o que é mais comum de encontrar não é o excesso de motivação e sim a sua ausência. ainda. Reconhecendo seus erros e falhas. que em breve se realizará. mas sim motivação mal orientada e mal conduzida. Ao acenarmos com os valores e vantagens com o objetivo de incentivação. dúvida quanto à possibilidade de uma motivação que abranja tôda a turma. falta às demais aulas para "melhor poder treinar". jornalzinho etc. mas. o que houve realmente não foi excesso de motivação. devemos levar em conta. Outro aluno. procuram imediatamente corrigi-los. a abandonar a idéia do "grupamento homogêneo". —. ainda. as diferenças individuais dos alunos existem. com freqüência. Entretanto. fazendo surgir a legião dos alunos "dispensados". impedindo que nossos jovens dêem expansão ao movimento instintivo que os conduz ao ar livre e à atividade lúcida e esportiva. Nestes exemplos e em outros semelhantes que poderíamos citar. Não é possível que continuemos a usar procedimentos didáticos errados. . Um aluno excessivamente motivado tenta uma marca além de suas possibilidades e sofre um acidente.

É bastante comum vermos professôres ministrando hoje uma aula de basquetebol. o primeiro contato com o conteúdo selecionado e que passará a ser o alvo de todo o trabalho escolar que se seguirá. tais como os que procuraremos analisar logo a seguir Linguagem Didática Erroneamente pode-se supor que a linguagem em Educação Física aparece como um mero acessório dispensável. Estes comentários e discussões processam-se entre si. etapas claramente caracterizadas. A apresentação dos conteúdos pode ser feita através de inúmeros procedimentos de apresentação. muitas vezes. amanhã uma de volibol. visto que ela aparece com mais constância nas disciplinas dos currículos das nossas escolas. Essas primeiras aulas servem apenas para obter a compreensão inicial dos conteúdos. Esta fase de execução apresenta. Os baixos índices de aprendizagem em Educação Física são devidos à falsa suposição de que a aprendizagem possa realizar-se em uma ou mais aulas em que desenvolvemos um determinado conteúdo. no qual colaboram inúmeras atividades e procedimentos. contudo. pois a Didática moderna condena o excesso de verbalismo tão encontradiço em nosso ensino. com o professor que ministrou a aula e. A essa primeira fase executiva chama-se 'Apresentação dos Conteúdos em Aula". sendo que a primeira delas é a da "apresentação dos conteúdos em aula". a linguagem é um dos procedimentos bastante importante na apresentação dos conteúdos em Educação Física. assim. até com os professôres de outras disciplinas e outras práticas educativas.Durante o recreio ou intervalo continuam a comentar a atividade que realizaram. entretanto. A aprendizagem é um processo complexo e lento de assimilação. para nossa especialidade. não conduz. a seguir uma de futebol e assim sucessivamente e. uma vantagem. É. os alunos a resultados finais conclusivos. primeira etapa do processo de assimilação e integração dos mesmos. Esta fase. . Entretanto. Isto já é. Estas reações e atitudes dos alunos proporcionam ao professor um índice seguro de que suas aulas estão sendo bem motivadas. desejando com isso obter o aprendizado de um desporto em uma ou duas aulas. passar do "nada saber" ao domínio das habilidades desejadas com uma aula. entretanto. APRESENTAÇÃO DOS CONTEÚDOS Após o planejamento do trabalho e uma vez obtida a motivação dos alunos começamos a fase de execução própriamente dita. não sendo possível. para os educandos. por mais "magistral" que esta tenha sido. útil e imprescindível.

Dewey já dizia: "A superioridade humana sôbre os animais consiste em poder substituir um objeto ou fato real por símbolos lingüísticos que o exprimem adequadamente. seus alunos no correto emprego do vernáculo. — desenvolvemos em nossos alunos o hábito de falar com clareza e correção. pois: — fazemos com que os alunos se acostumem a uma linguagem correta e apurada. A linguagem didática possui aspectos nitidamente educativos. a demonstração do mesmo. quanto ao estilo. Assim. tornando nossas aulas mais animadas e atraentes. é tipicamente didática e situa-se entre a linguagem vulgar cotidiana e a linguagem formal e solene da oratória. estaremos obrigando sempre nossos alunos a um tipo de raciocínio abstrato. do ponto de vista da Didática de Educação Física. mas sim em íntima interação. que logo a seguir será confirmado ou não pela demonstração. deve ser: — — — — — simples e fluente. Hoje em dia. logo a seguir. pelo exemplo e pelo estímulo. . como vimos. direta e concisa. e disso não devemos esquecer-nos. a linguagem didática deve ser: — gramaticalmente certa-. gramaticalmente correta. A linguagem didática. — desenvolvemos nos educandos a apreciação e o bom gosto pela boa linguagem. quando ministrando aula. Desta forma. É procedimento bastante correto. exata e precisa. clara e acessível. cerrando fileiras em torno dos demais professôres e em especial dos de Português. contribui. a linguagem didática deve ser: — bem articulada." A linguagem correta e perfeita elocução. As palavras não devem substituir a demonstração dos gestos e dos movimentos propostos. Quanto à elocução. mas sim precedê-la. como forte elemento incentivador.A linguagem empregada pelo professor de Educação Física. uma área curricular jamais age isolada das demais. gesto ou movimento proposto. vindo. não pode o docente de Educação Física furtar-se a orientar. — enunciada com voz clara. que se descreva oralmente o exercício. — animada e enfática. — limitada dentro das normas de propriedade e polidez. Com isso.

Ela procura complementar a explanação verbal do mestre tornando-a mais concreta e real. quando realizada por um dos alunos. que uma exemplificação prática do que se propõe realizar. ainda que de uso mais restrito. Tipos de Demonstração A demonstração pode ser: — pessoal ou direta. pois deixa o docente livre para coordenar sua explicação com a demonstração que está sendo feita. que tem por objetivo "despertar e dirigir a atividade reflexiva dos alunos". quando realizada pelo próprio professor. é o interrogatório. — substitutiva ou indireta. quando a equipe adversária penetra com facilidade na defesa da outra. passando a exigir-se dos professôres execuções impecáveis. Dentro do ciclo docente. e aquêles que aprendem com niais rapidez terão seu tempo ocupado. Êste tipo é o mais recomendado hoje em dia. evitando que dispersem sua atenção. sobrando-lhe tempo para ser um autêntico educador e não um mero "monitor". o professor interrompe o jogo e.Demonstração Didática Recomenda a Didática que. A Didática tradicional de Educação Física recomendava êste tipo como o ideal. exigindo-se dêste uma execução pelo menos razoável. se faça a demonstração prática do mesmo. a demonstração tanto pode ser procedimento iniciador como complementador de um assunto novo. exercício ou movimento proposto. com o auxílio do professor. liberta-o também da pretensão de ser excelente executante em todas as modalidades desportivas. pois à medida que executam adquirem mais habilidades. . A demonstração é. Exemplo: durante o desenrolar de uma partida de um esporte coletivo. recorde-se da tática defensiva a empregar ou conclua por uma nova forma de defesa. Interrogatório Outro procedimento recomendado. nada mais nada menos. faz com que o grupo descubra o erro de marcação. ou habilidades necessárias para dar seguimento ao que se procura fazer com que o aluno aprenda. Para os alunos que demonstram há também vantagens. logo após a explicação oral do gesto. através de perguntas a um aluno ou a tôda equipe. O importante é saber que ela nunca aparece isolada. O interrogatório é útil para: — Recordar informações e conhecimentos. A demonstração cresce em importância segundo a complexidade do conteúdo proposto e do grau de desenvolvimento dos alunos em Educação Física.

de forma a provocar a motivação dos alunos. — Diagnosticar pontos fracos na aprendizagem dos alunos. dirigindo-se a um aluno que se tenha distraído momentaneamente. Interrogar os que viram sôbre aspectos que interessem como fator de incentivação. Um aluno executa o exercido e o grupo observa.— Servir como elemento incentivador. O professor. — Estimular a reflexão e dirigir o raciocínio do aluno. Exemplo: o professor. — Manter a atenção dos alunos prevenindo distrações indisciplinares. através de hábeis perguntas. Os grandes eventos esportivos em âmbito nacional. faz perguntas ao aluno de forma a interessá-lo novamente no que está sendo aprendido. perguntar ao grupo quem teve oportunidade de assistir ao jogo Brasil x Japão. ocorrido na semana anterior. Exemplo: um aluno num esporte coletivo. Exemplo: ao iniciar uma nova unidade didática. como o basquetebol. pode levar o aluno que estava marcando errado à reflexão e à conclusão da maneira correta de marcar. . está marcando o seu adversário pela frente. estadual ou mesmo escolar são fontes inesgotáveis de perguntas de caráter incentivador. Êste já conseguiu consignar vários pontos. O professor interroga a turma e uma criança pede permissão para responder. por exemplo. como a "iniciação ao volibol".

no entanto. — devem ser convidativas. Hieroglífica e Fonética. a linguagem fonética é aquela cujos sinais representam os sons. — devem exigir na resposta frases completas e não sómente um "sim" ou "não". o homem cada vez mais foi aprimorando os processos de comunicação. como e com quem?". — devem ser claras. MODERNOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO AUDIOVISUAIS APLICADOS À EDUCAÇÃO FÍSICA O Processo da Comunicação Esbôço Histórico O uso da mão pelo homem. A linguagem hieroglífica é aquela cujos sinais são simultâneamente ideográficos e fonéticos. A linguagem ideográfica é aquela cujos sinais representam idéias. pode ser. Segundo Giácomo Gregório. de acôrdo com o alfabeto. de altura. Algumas normas a atentar durante a formulação de perguntas: — adaptar ao nível mental a capacidade dos alunos — as perguntas feitas pelo professor de Educação Física numa turma de primário terão. E. quer procurando dar uma noção de tamanho. de que a humanidade se serve para representar e comunicar idéias". quer indicando uma direção ou demonstrando movimento. Êste conceito usa a linguagem em geral como meio de expressão do pensamento. chegando ao uso dos aparelhos eletrônicos. de ser diferentes das feitas para uma turma de nível médio. então. A linguagem escrita. representa as idéias". Entretanto. simples e precisas. a gesticulação e mesmo os gritos não eram suficientes ao homem em suas necessidades de comunicação com seus semelhantes. que constituem alguns dos mais complexos . A linguagem. Os elementos de composição das diferentes combinações de sinais estão reunidos no alfabeto. audíveis. como se sabe. por convenção. sistema de sinais permanentes. fatalmente. Segundo observação de Masparo "é uma pintura abreviada". (•orno o rádio e a televisão. Com o passar do tempo. o que chamamos de linguagem. por fim. interessantes e estimulantes. estabeleceu o que podemos considerar como o primeiro processo de comunicação. Desenvolveu êle. evitando perguntas que possam ser desdobradas em outras. como "quando.— Verificar o rendimento da aprendizagem. A linguagem oral "é um sistema de sinais fonéticos natural e intuitivamente empregados para exprimir o pensamento". — não devem sugerir nem conter a resposta. pode ser classificada em: Ideográfica. oral ou escrita. linguagem "é o complexo de sinais orais. A linguagem escrita "é um conjunto de sinais visuais que.

acarretaram inúmeras conseqüências. via satélite artificial. invenções e conquistas aumentaram a quantidade de conhecimentos que o homem tem que dominar. obrigando a elaboração de novas teses e verificação de hipóteses. Hoje. o Brasil já está ligado ao mundo. Alguns conceitos científicos antigos vão-se tornando obsoletos. também. o aumento do período médio de vida humana. . — A Importância da Comunicação na Época Atual O aumento da natalidade verificado no mundo e. Pode-se citar dentre estas a necessidade de desenvolvermos processos de comunicação de forma a atender à demanda causada por essa explosão demográfica. no campo da comunicação. resultante da diminuição do índice de mortalidade.daqueles processos. Inúmeras descobertas.

— Os meios de comunicação (como comunica). Em qualquer que seja o processo de comunicação empregado. . — A mensagem (o que comunica). elucidado em todas as dúvidas surgidas. distinguimos sempre: . A mensagem. significativa e necessária. de forma a ficar interessado no conteúdo da mensagem.Sòmente o aprimoramento dos processos de comunicação poderá tornar acessível à grande massa do povo essas novas descobertas e conquistas. Deve ser ciara. por seu turno. — O comunicador (quem comunica). O comunicador deve planejar e estudar a mensagem a ser transmitida e apresentar-se ao seu público preparado e dominando a técnica que vai empregar. precisa. no sentido de integrá-lo no assunto apresentado. Os meios de comunicação a serem utilizados devem obedecer a um critério de objetividade. O público precisa ser esclarecido. — O público (a quem comunica). de correto emprego conjugado e de proporcionalidade à audiência. precisa estar à altura do público. — Elementos Componentes da Comunicação .

— As Tendências do Meio de Comunicação As tendências dos meios de comunicação seguem as seguintes etapas dentro da comunidade: familiar. nacional e mundial. b) Da mensagem. estadual. Os bloqueios podem partir: a) Do comunicador. vizinha. quando êste. quando está situada acima do público ou é aplicada indevidamente. quando êste não se apresenta preparado. local. d) Dos meios de comunicação quando inadequados. por fatôres de ordem física ou psíquica. escolar.— Bloqueios da Comunicação Qualquer fator que prejudique a comunicação denomina-se "bloqueio de comunicação". não alcança a mensagem. quando não planeja a comunicação. . quando escolhe mal os meios de comunicação etc. c) Do público.

pois êle é apenas um e seus alunos constituem um grupo relativamente grande. o alcance é alto. pois somente um aluno será atingido por sua comunicação. manter ou modificar o rumo de suas comunicações. porém a eficiência cai bastante. . Quando se trata de um grupo. a eficiência será baixa. mas a eficiência é alta. pois esse tipo de aula não permite o diálogo. Quando se trata de massa. Como exemplo temos o caso da "Rádio Escola" em que um professor ao dar a sua aula estará alcançando uma grande massa de alunos. através delas. Por exemplo: um professor ao lecionar para uma turma de cinqüenta alunos obterá um alcance médio. o alcance é médio e a eficiência também é média. A eficiência. Por exemplo: um professor ao ensinar individualmente aos seus alunos obterá uma aprendizagem eficiente. Não permite ainda ao professor verificar as reações fisionômicas de seus alunos e. será média. portanto. o alcance é baixo. Todavia. embora o alcance de sua comunicação seja baixa. podendo ser considerada até baixa.— Alcance e Eficiência Entre os Meios de Comunicação _J Quando a comunicação é individual.

em 1654. oferecendo com aquela sentença. inaugurou o emprego de imagens em livros. e o teatro indiano sempre foi profundamente educativo. No seu "Orbis Sensualium Pictus". quando os ouvidos ouçam. Na Idade Média. tudo chegará ao coração. Descobriu-se no Egito uma esteia. primeiro livro didático que se publicou no mundo. entretanto.Os Modernos Meios de Comunicação Aplicados ao Ensino — Esboço Histórico Inúmeros professôres pouco informados proclamam os meios de comunicação. a palavra "rupaca" designava certa espécie de obra teatral. Os estudiosos do problema. portanto. Mais tarde. os religiosos usavam o teatro — som e imagem viva — para suprir as deficiências dos fiéis. Comenius . em sua "Didática Magna" e na "Enciclopédia Viva". que diz: "Quando os olhos vejam. principalmente os audiovisuais. Na índia. datando de milênio antes de Cristo. Comenius proclamava. os egípcios consideravam o coração como o centro da inteligência. uma irrefutável noção de ensino audiovisual. aplicados ao ensino. geralmente analfabetos. o emprego dos métodos ativos no ensino. estão concordes em afirmar que tal emprego é mais antigo do que a própria instituição da escola como organismo regular. como uma conquista moderna." Como sabemos.

a presença de índios e as doenças tropicais que assolavam aquela região tornavam a tarefa quase que impossível. os murais. então. Em 1940. o governo americano propõe ao brasileiro a criação do "Serviço Especial de Saúde Pública" (SESP). Os seringais da Amazônia encontravam-se.-recorrendo. a lousa em que o professor escreve nada mais são do que instrumentais auxiliares de comunicação audiovisuais aplicados ao ensino. os Estados Unidos da América sentiram necessidade de aumentar a sua importação de borracha. Mas o emprego sistemático dos meios de comunicação audiovisuais no Brasil teve início realmente com os fatos seguintes: Em 1939.Quarta e quinta páginas do primeiro livro didático publicado no mundo — "Orbis Sensvalium Pictus". No Brasil. A falta de braços. os Jesuítas também se utilizavam do teatro para a catequização do gentio de forma a quebrar o rigor do "RATIO ESTUDIORUM". ao Brasil. em áreas de difícil acesso. . os mapas. Enfim. todavia.

de autoria do Prof. . através de seus cursos de aperfeiçoamento. Alfredo Gomes de Faria Júnior. Para acelerar o processo da instrução. empregaram os ainda denominados "recursos audiovisuais" — quadro-negro. surgindo daí o Ponto IV. Harry Truman propõe a "cooperação técnica de governo para governo". diplomática e cultural. — Os Modernos Meios de Comunicação Audiovisuais Aplicados à Educação Física O primeiro trabalho de que tomamos conhecimento acerca dos meios de comunicação audiovisuais aplicados à Educação Física foi elaborado pela Prof. a Comissão XI era denominada "Audiovisuais na Educação Física" e tratava de todos os assuntos relacionados com a aplicação dos meios de comunicação audiovisuais aplicados a esta "prática educativa". Em 1949. Em 1967. — e usam largamente os então chamados "recursos audiovisuais". Em 1968.ª Maurete Augusto e apresentado no Segundo Congresso Luso-Brasileiro de Educação Física. surgiu a necessidade de preparar nossos militares para o uso do material bélico que aqui ainda não fôra introduzido. enfermeiros. folhetos ilustrados etc.para iniciar o saneamento da região. Aloyr Queiroz de Araújo. iniciam o "Programa da Amazônia" levando farto material de informações — cartazes. pranchas explicativas ("flip charte"). Esta entidade. brasileiros e americanos. diafilmes ("film strip") etc. diapositivos ("slides"). cartilhas. Neste congresso. difundiu entre o professorado brasileiro os modernos meios de comunicação audiovisuais. que teve lugar no Rio de Janeiro. modelos. financeira. livros. Os instrutores norte-americanos vieram para o Brasil e organizaram cursos de aperfeiçoamento para a nossa oficialidade. em 1963. Foram apresentados nesta comissão dois trabalhos inéditos. Médicos. a Associação Brasileira de Educação fêz realizar no Rio de Janeiro o primeiro Congresso Brasileiro de Audiovisuais. o do Prof. a Divisão de Educação Física fazia publicar o livro Técnicas Audiovisuais nas Escolas de Educação Física. Com o advento da Segunda Guerra Mundial e a posterior mobilização de nossas Forças Armadas. sanitaristas. maquetas. Aloyr Queiroz de Araújo e do Prof. que representa uma assistência mútua. Tal trabalho era intitulado "A Educação Física e os Meios Audiovisuais".

se lembram de: DO QUE OUVEM DO QUE VÊEM DO QUE OUVEM E VÊEM DO QUE FALAM DO QUE FAZEM . geralmente.— Importância Os sentidos na aprendizagem Estudos de psicologia mostram-nos que os indivíduos.

a formação profissional baseia-se principalmente no "aprender fazendo".Necessidade de um reforço visual ou ícone. seria incapaz de reproduzir os gestos de todos os exercícios e de todos os fundamentos dos diferentes desportos com a precisão necessária. Mais tarde. assim. Nas escolas de Educação Física. conferências. O professor de Educação Física. A observação do gráfico acima permite-nos concluir que muitas vezes a imagem mental formada pelo comunicador difere frontalmente da imagem mental formada pelo receptor após a formação da imagem acústica da palavra. aulas inaugurais etc. Abandona. quando surge a necessidade dêste professor estar preparado para utilizar-se das modernas técnicas de comunicação audiovisuais. habitua-se êste professor a "dar aulas executando". por mais aptidões que tivesse. Surge. progressivamente. já formado. . a necessidade de utilizarmos um reforço visual ou ícone. O docente de Educação Física cada vez mais é solicitado pela direção das escolas e entidades educacionais a proferir palestras. o hábito de descrever os movimentos. portanto.

proporcionar conhecimentos e informações e despertar ideais. modificando. através de agentes físicos. O domínio destas técnicas permitirá aos professôres uma série de conclusões oriundas de resultados das pesquisas a serem efetuadas. ainda. Assim sendo. formando os auxílios audiovisuais. Profundidade de conhecimentos Como vimos anteriormente. muitos conceitos até então aceitos. atitudes e preferências. desenvolver habilidades. talvez.Pesquisas Inúmeros tipos de pesquisas poderão vir a ser efetuadas no campo da Educação Física através dos modernos meios de comunicação audiovisuais. que constituem a base dêste tipo de comunicação. Os Auxílios Audiovisuais A observação do desenho acima permite-nos concluir que tudo gira em torno destes auxílios: o auxílio visual. o professor de Educação Física procura. da combinação dos dois. quando ministrando informações ou conhecimentos. tem êle necessidade de acelerar cada vez mais o processo do ensino e nada melhor para fazê-lo do que a utilização de modernos meios e técnicas de comunicação. o auxílio sonoro e. .

5. Modelos reais. Reproduções sonoras de discos. "Materiais didáticos" — Transparências. — Auxílios audiovisuais Compreendemos por auxílios audiovisuais: 1. — Auxílios sonoros Compreendemos por auxílios sonoros: 1. 2. fitas magnéticas com "mensagem didática".— Auxílios visuais Compreendemos por auxílios visuais: 1. Símbolos escritos. discos. 3. o Prof. Emissões de rádio. 3. usados pelo professor e pelos alunos. os diferentes "materiais auxiliares dos meios de comunicação audiovisuais". Emissões de imagens e sons para o ensino programado. no plano das possibilidades nacionais. — informativos. . Modelos tridimensionais. películas cinematográficas. Dramatizações. Linguagem oral. Emissões de imagens e sons através da televisão. 4. tal a diversidade de conceitos que envolve a questão de nomenclatura no campo da comunicação. 3. Cumpre-nos. deixar aqui consignada uma explicação que julgamos de capital importância. — imagens animadas. 4. Imagem projetada num anteparo acompanhada de emissões sonoras. 2. Documentos gráficos: — ilustrativos. ainda. sôbre o que seriam os materiais didáticos. Reproduções de registros magnéticos. 4. Imagem projetada num anteparo: — imagens fixas. Manuel Ribeiro de Moraes apresentou esses materiais grupados da seguinte forma: — Instrumentais auxiliares Instrumentais auxiliares são certos materiais constantes do equipamento escolar. 2. com a finalidade de acelerar o processo de aprendizagem em classe. Classificação dos materiais A. fim de sistematizar.

Conceito "É uma coleção de páginas ilustradas que desenvolvem um tema em forma progressiva. 5 . Quadro-negro. Álbuns para assuntos didáticos (álbum seriado). — para jornal de parede. 3. Equipamento e acessórios para auxílios audivisuais. — metálico. — demonstrações. Equipamentos acessórios para Ensino Programado. — Instiumentais Auxiliares Para Auxílios Audiovisuais 1.— Instrumentais auxiliares para auxílios visuais 1. 2. facilitando a aprendizagem". — sessões de treinamento. — dobradura (quadro de pregas) etc. 3. — INSTRUMENTAIS AUXILIARES PARA AUXÍLIOS VISUAIS ÁLBUM PARA ASSUNTOS DIDÁTICOS (ÁLBUM SERIADO) O "Álbum para Assuntos Didáticos". Dramatizações diversas. — articulados. 2. 4. x a animada . 2. O seu correto emprego transforma-o em valioso MEIO DE COMUNICAÇÃO entre o professor e o aluno. — para exposições. f i 6. Equipamentos e acessórios para projeções luminosas — Instrumentais Auxiliares Para Auxílios Sonoros 1. Equipamento e acessórios para auxílios sonoros. também conhecido por "Álbum Seriado". — metálico recoberto de feltro. Quadro para afixações: — de flanela. é um dos mais importantes instrumentais auxiliares de ensino. — conferências. Equipamento e acessórios para Laboratórios de Línguas Vivas. — palestras. Álbuns c o n j u g a d o s . Especificações Técnicas a) Utilidade Um excelente meio de comunicação para ilustrar: — aulas. Álbuns simples. — para avisos.

— Meio metro de cordão grosso ou fio plástico. — seqüência dos exercícios de uma série de ginástica. — álbum de ilustrações. b) Vantagens O referido álbum apresenta inúmeras vantagens. . — acondiciona e conserva ilustrações. também. c) Sugestões quanto à aplicação: — apresentação do histórico dos diferentes desportos que vamos ensinar. como: — elemento de exposições.Pode ser usado. — facilita a compreensão e a memorização. e muitas outras aplicações.4 cm — Dois pedaços do material escolhido no tamanho de 5x50 cm. — é portátil. — Esparadrapo ou adesivo para unir as duas peças. . — serve como roteiro. tais corno: — construção simples e econômica. duratex temperado. usamos quatro dobradiças com os respectivos parafusos. — apresenta o assunto em seqüência lógica. se o material escolhido não fôr papelão. . segurança e saúde escolar. — nomenclatura das marcações e dimensões de campos. quadras. — noções de higiene. duratex comum. com espessura média de 0. parafusos com borboleta de mais ou menos 8 cm de comprimento. — tabela de jogos de um torneio ou de um campeonato. pistas e t c . — coletânea de regras dos diferentes desportos. Preparação do Instrumental a) Confecção MATERIAL NECESSÁRIO — Duas placas no tamanho de . 50x60 cm de papelão grosso. — desperta a atenção e mantém o interesse'. compensado ou mesmo madeira comum.

prender o cordão na extremidade cortada da outra placa. Podemos. apertá-les bem. As partes inferiores das placas ficarão presas pelos nós. retirar a capa superior. também. Abrir. então. pelo lado de fora. de acordo com o material escolhido. Para manter o suporte aberto. colocar as folhas. esparadrapo ou adesivo. Para prender as folhas ou suporte. fazer um furo na extremidade inferior de uma das placas e um corte na extremidade da outra. Colocar. . Barbante ou fio plástico com nós nas extremidades. recolocar a capa e as borboletas. cada placa menor com as correspondentes maiores. Prender as folhas por entre as placas com auxílio dos parafusos e das borboletas. usar um cordão com nós nas extremidades. o cordão. Juntar os dois conjuntos com os parafusos e prendê-los com as borboletas. afrouxar as borboletas.b) Montagem Fazer dois furos em cada pedaço Unir com dobradiças.

por dentro. Papel apergaminhado. Utilizar uma placa metálica. Textos Impressos. para o quadro magnético.c) Complementos — — — — — — — — — — — Papel jornal (mais barato). Pincel Atômico e Caneta Hidrográfica. Normógrafo. d) Uso conjugado O álbum Seriado pode ser conjugado com: Quadro-Negro — Pintar por dentro uma das placas em verde-escuro ou preto. Ilustrações. Ponteiro Auxiliar. . sob o feltro. Cartolina. Papel Superbom. Carga de tinta. embora sua área seja limitada pela pequena área de serviço. fazendo um pequeno quadro de flanela. Quadro de Flanela ou Quadro Magnético — Cobrir com flanela ou feltro. ou outra placa. Figuras Recortadas.

— apresentação do assunto em seqüência. — de fácil manejo. fêltro. Tamanhos menores não proporcionam rendimento devido à sua reduzida área de utilização. — simples.92m. — estimula a participação do aluno. Recomenda-se como tamanho ideal o de 0. d) Conservação A conservação do instrumental é simples e econômica. e) Sugestões quanto à aplicação — — — — — estudo e demonstrações de esquemas táticos.50m. noções de higiene.00m. — facilita estudos comparativos. Recomenda-se o uso de benzina para limpeza do feltro. Especificações Técnicas a) Forma As formas mais comumente encontradas são: — quadrangular e retangular. QUADRO DE FLANELA Um quadro de flanela. lã ou camurça que utilizado com imaginação torna-se um excelente meio de comunicação entre o professor e o aluno. c) Vantagens e utilidade — Vantagens — econômico. regras dos diferentes desportos. — serve para diferentes tipos de demonstrações. — mantém o interesse.72 x 0. . — Utilidade — apresentação de esquemas ilustrados. — ilustrações de palestras e aulas.80 x l. segurança e saúde escolar.50 x 0. organização de torneios e campeonatos.2. — desperta a atenção. b) Tamanho O tamanho menor recomendado é de 0. Quando fixo em sala de aula sugere-se o de 0. formações e deslocamentos.

de modo a facilitar a aderência do material que nele será aplicado. um tipo "desmontável" lançado recentemente no mercado especializado. quando da instalação. geralmente ao lado do quadro-negro. Deslocável: quando se apresenta sôbre cavaletes. branco. Existe. Êste simples expediente evitará que o quadro de feltro fique dobrado na emenda das duas partes. Sugere-se. azul-claro e verde-escuro. Para que o quadro de flanela ou quadro de feltro fique em posição correta no porta-quadro. g) Côr Usam-se as seguintes côres na confecção do quadro: cinza-escuro. que se dê uma pequena inclinação na parte inferior.f) Instalação Fixo: Quando é confeccionado e colocado na parede. é necessário que coloquemos um pequeno anteparo ontre os dois instrumentais. fixado a suportes especiais ou sôbre um porta-quadros ou porta-gravuras. ainda. pelo professor Manoel Ribeiro de Moraes. . Êste tipo foi idealizado para professôres que se deslocam para pontos distantes.

contralixa.80 x l. a camurça e o veludo. ainda. — empregar figuras coloridas. — colocar o quadro em local visível. Fazer um acabamento nas bordas com percaline. Colocar o feltro ou a flanela. . no entanto. usando para isso duas tiras de percaline ou papel grosso. Procedimentos Didáticos — planejar a utilização. Colar as duas placas de duratex ou compensado. Figura ao lado. — manter-se ao lado do quadro de modo a não impedir ou dificultar a visibilidade do mesmo. 0 Confecção Material necessário: duas placas de compensado ou duratex 0. a lã. flanela ou feltro — 0. que. Usa-se. lixa. — guardar o material. deixando um pequeno intervalo entre as mesmas.40 x x 0. são mais caros e exigem maiores cuidados na sua utilização. esticando-o de modo a não aparecerem dobras ou franzidos.50m.. percaline e cola. o que vem fazendo que êste substitua a "clássica" flanela. para conduzir a atenção. — usar um ponteiro auxiliar. Cortar as sobras das tiras como mostramos na figura ao lado. — inclinar ligeiramente o quadro para facilitar a aderência das figs. — usar o quadro conjugado com outro instrumental.00m.h) Material Empregado Emprega-se com maior sucesso o fêltro.

ângulo de 88° que. . — quadros de feltro. todavia. tais como — construção simples e econômica. — quadros magnéticos. — melhora a visão da peça exposta.3. — fácil de ser transportado. — quadros murais. — desperta a atenção. — Especificações Técnicas a) Vantagens e Utilidades — Vantagens Esse instrumental apresenta várias vantagens. 2). — uso simples. não impede a confecção em outros tamanhos. — Utilidade Constitui uma peça útil para manter: — cartazes. — letreiros etc. — mantém o interesse. PORTA-QUADROS OU PORTA-GRAVURAS Peça constante do instrumental auxiliar que serve de apoio para diferentes materiais. b) Preparação do Instrumental — Confecção — Traçar num molde duas figuras iguais ao modêlo ao lado (fig. Aconselha-se como medida 66 cm de altura por 32 cm de largura inferior. melhorando a visão da peça exposta.

— Cole as duas peças. usando. — Corte as sobras das tiras como mostramos na fig. deixando um pequeno intervalo entre as mesmas. Recorte ou serre as duas peças iguais. para isso. duas tiras de papel grosso e cola (em ambos os lados do suporte). compensado ou duratex. .— Trace com o molde a figura num papelão.

entretanto. palestras e conferências.OOm. — estudo e demonstração de esquemas táticos. quadro de flanela ou álbum seriado. — avisos. — noções de higiene. retangular. revestimos a placa com 231 . de outros dados que: — o material fica mais bem fixado ao quadro com a utilização dos imãs do que com a da lixa. em placa galvanizada. segurança e saúde escolar. — que o instrumental pode aparecer conjugado com quadro-negro. portanto. — estudo e demonstrações de formações e deslocamentos. é um dos instrumentais auxiliares. QUADRO METÁLICO O quadro metálico. também chamado de quadro magnético ou imantógrafo. — Especificações Técnicas a) Utilidade Excelente para ilustrar aulas. Se desejarmos conjugá-lo com quadro-negro. b) Vantagens Apresenta as mesmas vantagens do quadro deflanela acrescidas. cujo emprego ultimamente mais tem sido difundido. c) Sugestões Quanto à Aplicação — marcar no quadro as linhas do campo ou quadra.4. d) Preparação do Instrumental Geralmente confeccionado no tamanho de 0:80 x l.

abaixo). A tinta utilizada deve ser resistente. branca e amarela. ardósia. o quadro-negro pode ser: Fixo Quando é confeccionado ou colocado na parede exigindo cuidados especiais na escolha do local apropriado para sua instalação. — Especificações Técnicas e Preparação do Instrumental a) A Confecção A confecção desse instrumental envolve o emprego de materiais como: cimento. O acabamento do instrumental utiliza tinta. simples e econômico. fôsca e porosa. No Brasil. empregam-se materiais especiais como o duratex. aço. . depósito de giz. que segundo pesquisa feita na Inglaterra permitem uma leitura 10% mais rápida por adultos e crianças. cordões.tinta própria para quadro-negro. Quando fôr confeccionado em vidro ou plástico translúcido. Atualmente. começam a ser usadas as cores: verde-claro. Se quisermos conjugá-lo com quadro de flanela. trilhos e cortinas. Deslocável O tipo deslocável pode apresentar-se sob diversas formas: — apoiado sôbre cavaletes ou suportes especiais (fig. madeira. iluminar a superfície do quadro com lâmpadas fluorescentes. n) Instalação Quanto à instalação. protegidas por um quebra-luz. Ultimamente. 5. Fazem parte do acabamento as molduras e os acessórios: apagador de giz. Usa-se. também. QUADRO-NEGRO O quadro-negro é um dos instrumentais auxiliares constantes do equipamento escolar moderno. verde-escuro e cinza-escuro. Sugere-se. metal e madeira. sugerimos a iluminação por trás do quadro. impedindo os reflexos da luz. É um excelente meio de comunicação entre professor e aluno. pano. devemos revesti-lo com fêltro ou flanela. couro ou encerado. Procedimentos Didáticos Fixar as gravuras com os ímãs e usá-lo com quadro de flanela. lavável. quando da instalação. que se dê uma pequena inclinação na parte superior do mesmo de forma a melhorar a visibilidade. encontramos predominando as côres: preta. vidro e plástico lavável.

podemos corrigir a incidência de luz sôbre a sua superfície. abaixo). Para isso. . Com isso.Seu tamanho mais ou menos reduzido permite o deslocamento na sala de aula. geralmente adaptadas. ocorrência bastante comum em nossas salas de aula. Êste tipo pode ser manejado até pelos próprios alunos (fig. encontramos os conjugados com outros instrumentais. basta pintarmos uma das faces internas do álbum com tinta própria para quadro-negro. No desenho ao lado encontramos um exemplo conjugado a álbum seriado. Ainda entre os de tipo deslocável.

Sua confecção é simples. adquirido nas cores adequadas. que pode levá-lo para diferentes lugares. portanto. preso a duas hastes de madeira. Um pedaço de plástico grosso. Uma das extremidades é presa à parede da sala por meio de um eixo que permite. de acordo com as suas necessidades (figura abaixo). . fosco e ligeiramente poroso. dispensando. o giro do mesmo. a pintura de sua superfície. O tipo giratório (figura acima) permite a utilização do instrumental em suas duas faces. nas extremidades superior e inferior.O quadro-negro de enrolar é extremamente útil ao professor. assim. permite têrmos êste instrumental auxiliar pronto para uso.

dificultando. branco ou em cores. 50°. O professor. Existe ainda o tipo de "altear e baixar". devemos limpá-lo uma vez por semana com um pano úmido. matrizes perfuradas e moldes diversos. ponteira auxiliar.Na figura anterior mostramos o tipo "conjugado em trilhos". Após a utilização do mesmo. c) Materiais Complementares Alguns materiais complementam o quadro-negro. Para manter em bom estado o quadro-negro. protetor. quadro de feltro. o que acabaria por torná-la brilhante. apagador (lã. transferidores. devemos usar o apagador no sentido de cima para baixo. apara pautas. mural etc. d) Conservação Embora a conservação do equipamento escolar não seja da competência única do professor. camurça. 60°). a Didática moderna recomenda que êste seja informado dos processos de conservação daquele. feltro ou espuma). o quadro-negro fica alojado sôbre trilhos. quadro magnético. compasso. tais como: giz comum. Sua construção implica na estruturação de uma parede falsa revestida por um daqueles instrumentais No interior. a escrita no mesmo. 235 . esquadros (45°. fará correr o instrumental que desejar usar. Êste tipo oferece maior área de serviço. "guilhotina" ou "deslizante". de acordo com suas necessidades. giz indelével. Tal operação dificultará o acúmulo do pó de giz sôbre sua superfície. ainda. réguas. Nesse instrumental podemos encontrar o quadro-negro conjugado à tela de projeções.

9 — Ilustrar os assuntos com desenhos simples. atentando para o fato de que a uma distância de 8m a letra aparece 20 vezes menor. 4 _ Usar a letra de fôrma. de modo a não impedir a visibilidade do mesmo. 10 — Apagar o quadro após o término da aula. 7 — Para conduzir a atenção do grupo. Recortar ou serrar obtendo-se o molde. 5 — Escrever somente no momento exato. 8 — Usar giz de côr para contrastar. 2 — Preparar os materiais auxiliares de uso no quadro-negro. 6 — Estimular o uso do quadro. usar o ponteiro auxiliar. . pelos alunos.Alguns Procedimentos Didáticos 1 — Planejar com antecedência o assunto. considerando a área do quadro-negro a ser utilizado. Bater com o apagador impregnado de giz. Completar o desenho cobrindo com giz a figura pontilhada. c) Matrizes Perfuradas Ilustrações desenhadas numa cartolina que perfuramos depois com um vazador. 3 — Manter-se ao lado do quadro. Algumas sugestões. a) Ampliar gravuras pelo sistema de quadrículas b) Molde Fazer o contorno em cartolina ou madeira.

— Para ser removido o traçado feito por esse giz. Luiz Alves de Mattos — Sumário de Didática Geral) Esta divisão deve obedecer a uma boa ordem didática de maneira a assegurar melhor compreensão do assunto.a solução. — Rétira-se o giz e seca-se ligeiramente numa toalha de papel. Mistura-se até o ponto de saturação. — Deve ser usado com cuidado.d) Giz Semi-Indelével — Prepara-se uma solução saturada de açúcar. nesta 2. deve-se guardá-lo num vidro fechado. pois fica quebradiço. utilizando-se água fria e açúcar. pelo tempo de 5 a 10 minutos (é o tempo em que cessam as bolhas provocadas pelo giz). e) Divisão do quadro-negro em campos (Gráfico extraído do livro do Prof. . — Coloca-se 1 ou mais pedaços de giz. usa-se um pano úmido. — Para se conservar esse giz assim preparado. — Prepara-se outra solução composta de 1 (uma) parte da solução saturada para 2 (duas) de água fria.

De uma maneira geral. b) Limitações São elementos estáticos. Podem apresentar diferentes áreas de estudo. Constituem elementos motivadores. São materiais bidimensionais. Revistas. ESTAMPAS (FOTOGRAFIAS) ILUSTRAÇÕES GRAVURAS (reproduções impressas em jornais e revistas) a) Vantagens São fáceis de obter. Livros. . Folhetos de turismo. Folhinhas. c) Fontes de obtenção mais comuns Jornais. Catálogos. Geralmente são pequenos.— Materiais Ilustrativos e Informativos Materiais Ilustrativos As ilustrações são eficientes meios auxiliares de ensino. Quadros para afixações de flanela de fêltro metálico dobradura articulados etc. denominamos ilustrações às estampas e às gravuras. d) Meios de aplicação 1. São excelentes meios de comunicação.

2.° Selecionar as ilustrações. Para a colagem. papel cartão ou papel colorido. f) Técnicas de montagem Usamos. cada uma com suas características e finalidades próprias.2. e) Montagens e conservação de ilustrações As ilustrações devem ser montadas para protegê-las e conservá-las por mais tempo. A montagem das ilustrações permite que possamos guardá-las ou arquivá-las. entretanto. cola de madeira. cola tudo. cartolina. Painéis de Exposições. geralmente. Cartazes. cola de farinha. — a qualidade.° Observar: a) a composição — centro de interesse. considerando: — os objetivos. 4. Tipos de colagem permanente temporária g) Procedimentos didáticos 1. . Jornais murais. cola polar. 5. luz e sombras: b) as cores — harmoniosas e reais. equilíbrio. 3. oferece as vantagens da cola de borracha. — o alcance do público. o professor e alunos poderão utilizá-las mais fácilmente. geralmente usamos goma' arábica. Assim. Álbuns para assuntos didáticos. também chamada cola de sapateiro ou cola cimento. fita gomada. Nenhuma dessas colas. h) Arquivo de ilustrações O arquivo de ilustrações permite melhor conservação desse material: economiza tempo na procura do material e facilita a sua utilização.

3. Envelopes. a Fase — Coleta do material Selecionar todos os recortes e separá-los por Assunto. a Fase — Montagem das ilustrações Montar as ilustrações de acordo com as técnicas aprendidas anteriormente. Organizar um índice. 2. Em pastas.i) Organização l. . escrevendo no verso notas explicativas sôbre as mesmas. O índice deve ser simples e flexível. A seguir guardá-los em envelope ou em pastas de papelão tipo "classificadores". a Fase — Guardar as ilustrações montadas a) b) c) — Em arquivos.

1 tabuleiro de alumínio. 1/2 litro de glicerina (ou 2 copos). jornal de parede. Coar para tirar a espuma. gráficos. 3/4 de litro de água (. b) Utilidade Esse duplicador serve para: — reproduzir textos. jornais. 1 colher de pau.° 7 — dezembro de 1960. 1 panela ou lata. duplicador. encontramos: quadro de aviso. questionários etc. — preparar trabalhos. copiador etc. Nota: As instruções sugeridas foram transcritas do Audiovisual em Revista — Ano II. Material Necessário: 42 folhas de gelatina branca. revistas. Os jornais. a fim de evitar defeitos na impressão. folhetos.Materiais Informativos Certos materiais e técnicas. estabelecem comunicações por escrito entre diferentes grupos. boletins informativos poderão ser feitos em mimeógrafo. — econômico. n. desenhos. súmulas.ou 3 copos). apostilas. boletins etc. Preparação: horas para dissolver. Entre outros. . Mexer vagarosamente. Deixar esfriar quarenta e oito horas. Juntar a glicerina e ferver em fogo lento durante cerca de hora e meia até a mistura tomar a consistência de mel. c) Confecção 1. folhetos. Picar a gelatina e deixá-la de molho de uma a duas 2. Duplicador de gelatina a) Vantagens — simples e de fácil manejo. com o objetívo de informar.

— simples manejo. — preparar provas e testes. Retirar a fita da máquina de escrever e usar um estilete para desenhos eu textos manuscritos. — almofada para encharcar de álcool. — confeccionado em material durável. — reproduzir mapas.Duplicador a álcool a) Vantagens — manual. apostilas ou súmulas de aulas. c) Especificações técnicas A maioria dos duplicadores apresenta as seguintes características comuns: — uma cópia a cada volta da manivela. — preparar roteiros. — tiragem média de 300 a 500 cópias por matriz. gráficos e desenhos. usar o carbono hectográfico voltado para cima. — tamanho máximo dos papéis: 23cm x 35cm. — bandeja de papéis com guia para margem. . — preparar avisos. — cópias em cores. — bandeja receptora de papéis. circulares e informações úteis. d) Preparação de Matrizes Ao preparar a matriz. r>) Utilidade Os duplicadores a álcool servem para: — reproduzir textos.

entretanto. desenhos e t c . "skopein" — ver) a projeção feita por reflexão e "diascopia" ("dia" — através. — permite a ampliação de ilustrações e textos. — desperta e prende a atenção. insetos. folhas. EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS PARA PROJEÇÕES LUMINOSAS Projeções Luminosas As projeções luminosas constituem valiosos meios de comunicação audiovisuais ao alcance direto do moderno professor de Educação Física. Denomina-se "episcopia" ("epi" — sôbre. exigindo. através da luz refletida sôbre eles. a) Vantagens — facilidade de obtenção dos materiais a projetar. — flexibilidade no emprego. b) Cuidados a Observar — conservar o projetor encapado. O esquema que se segue mostra os principais tipos de projeções luminosas utilizadas em classe. tabelas. completo escurecimento do ambiente. páginas de livros. cuja imagem e refletida por um espelho inclinado e projetada numa tela por meio de um sistema de lentes. 'skopein" — ver) a projeção feita por transparência. A imagem assim projetada. Estes aparelhos projetam corpos opacos — gravuras. .6. A lâmpada ilumina o corpo opaco. 1) Episcopia Os aparelhos para projeção fixa por reflexão denominam-se EPISCÓPIOS. na maioria das vezes. moedas. — usar uma placa de vidro resistente ao calor sôbre a página do livro que se deseja projetar. Projeções Fixas Como vimos. — projeta o movimento de pequenos objetos. fotografias. encontramos dois tipos de projeção fixa: episcopia e diascopia. apresenta menos luminosidade do que a projetada por diascopia.

Desta forma. No tipo mais comum. Após atravessá-la.2) Diascopia Os diascópios. O condensador capta estes raios enfeixando-os sôbre a imagem a projetar. esses raios convergem sôbre a objetiva. projeção com apenas o escurecimento parcial da sala. útil para demonstrações estáticas. chamado geralmente de "projetor fixo". Os projetores com lâmpadas até 100W não necessitam do emprego de ventilador e alguns deles podem ser manejados por controle remoto. fácil de conjugar com outros instrumentais. econômico. . projeta diapositivos e diafilmes. aparelhos para projeção fixa através de transparências. de forma que ao chegar à tela já esteja em posição normal. projeta imagem brilhante. é necessário colocar a imagem entre o condensador e a objetiva já invertida. apresentam-se sob inúmeros aspectos. que projeta na tela a imagem ampliada e invertida. a lâmpada envia raios luminosos em todas as direções. a) Vantagens — — — — — — — facilmente transportável.

3) Retroprojeção A retroprojeção nada mais é que um tipo de projeção fixa em diascopia em que a mesma é feita por cima do ombro do professor. no mercado especializado. na tela colocada atrás da mesa. onde êle se encontra voltado para a turma. retroprojetores de várias procedências e marcas . O Retroprojetor Existem.

inclinado em 45°. duas placas de vidro translúcido superpostas. — ventilador. . materiais didáticos simples de confeccionar pelo professor. — regulador e fixador de foco.Entretanto. — a luz atravessa. de baixo para cima. — lâmpada de 500 watts. torna a aula mais dinâmica. projeta imagem brilhante. — espelho côncavo no interior da caixa do aparelho. de forma a concentrar os raios luminosos e refleti-los novamente. -— objetivo situado num "eixo-suporte". a) Vantagens — — — — — — — aparelho facilmente transportável. projeção sem escurecimento da sala.. a maioria deles apresenta determinadas características comuns. por baixo do estôjo onde é encaixada a lâmpada. facilidade em conjugá-lo com outros instrumentais. — duas lentes de curta distância focai e um espelho plano. substitui o quadro-negro. tais como: — projeta transparências "por sôbre a cabeça" (overhead).

transparências e principalmente "slides". assim. — segurar o diapositivo pela moldura. isto é. e) Conservação Para a boa conservação dos diapositivos. de origem inglesa.b) Cuidados a observar — evitar deixar a lâmpada acesa desnecessariamente. economizando a "duração" da mesma. — separar os diapositivos atacados por fungos dos demais. "o diapositivo funciona em "slide" (deslizando) nas corrediças do dispositivo próprio". usar uma folha de acetato ou papel celofane colorido. a) Características O diapositivo mais comum é a película de acetato de celulose de 35 mm. . plástica ou metálica. — diminuir a intensidade. O quadro tem o formato de 24mm x 36mm. significa: deslizar. Desta forma. a denominação correta é DIAPOSITIVO. que são de 18mm x 24mm. positivo — positivo). Assim. evitando. Principais Tipos de Transparência 1. A palavra "slide". sugerimos: — montar o diapositivo com as mãos calçadas com luvas. Diapositivos Diversas denominações incorretas são dadas aos diapositivos. resvalar. — usar um fotoscópio para estudar os diapositivos. b) Montagem O diapositivo deve ser montado numa moldura de cartão dúplex. — não movimentar o projetor com a lâmpada acesa. queimando a lâmpada. e encaixá-los em molduras apropriadas. tais como micropelículas. refere-se à maneira pela qual o diapositivo se desloca em dispositivo especial. que significa "através do positivo" (dia — através. bastando para isso cortar os quadros. — usar no arquivo onde são guardados pequenos invólucros de silicagem. que o filamento se parta. — desligar a corrente evitando balançar o aparelho. c) Tipos A película utilizada pode ser: em prêto e branco ou colorida d) Transformação Os diafilmes podem ser transformados em diapositivos.

Filmslides. Filmetrips. Filmes em Tiras são algumas delas. A denominação correta a ser empregada. relacionar o assunto da série a projetar com o tema da aula. não exagerar no número de quadros projetados. expor cada quadro somente de 1 a 2 minutos. sendo que a maioria delas incorretas. . entretanto. é DIAFILME (dia — através.f) Utilização O diapositivo é utilizado em projetores denominados diaprojetores. 2) Diafilmes Várias denominações vêm sendo dadas ao Diafilme. g) Procedimentos didáticos — — — — — — estudar a seqüência das imagens. dar explicações sucintas sôbre cada quadro. filme — película). também conhecidos incorretamente por projetores fixos. considerar o roteiro que acompanha a série apenas como um guia.

. — usar no arquivo envelope de silicagel. — deslizar a película no projetor com cuidado para não arranhá-la. em película de acetato de celulose. Conservação — segurar o diafilme sem marcar com os dedos a película propriamente dita.c) ri) e) f) a) Características O "diafilme" é uma seqüência de imagens fixas. de 10 a 70 quadros aproximadamente. Desvantagens — menor que o diapositivo. de 35mm de largura. com perfurações laterais Os quadros de seqüência são de formato de 18mm x 24mm x 36mm. utilizar lápis cera. b) Transformação Sugere-se a transformação do diafilme em diapositivo cortando-o e colocando-o em molduras. O diafilme apresenta. fazendo-o pelas partes laterais. 3) Transparências para Retroprojetor a) Características Transparência em celofane. — enrolar o diafilme com a emulsão para fora. — maior cuidado na conservação. — apresenta uma seqüência obrigatória. Procedimentos didáticos — estudar a seqüência das imagens. caneta hidrográfica etc. transparentes. pincel atômico. no tamanho de 2l. b) Montagem Montar a transparência em molduras especiais de cartão no tamanho de 32cm x 32cm. — calcular o tempo de projeção. Tipos Os diafilmes podem apresentar-se: em preto e branco ou coloridos. c) Preparação Para escrever na transparência. — passar uma flanela fina após a projeção. plástico ou acetato.5cm x 28cm. — relacionar cem o assunto da aula. em média. A transparência é colada na moldura com auxílio de fita adesiva.

As transparências podem ser feitas. ainda. Para apagar os traços feitos com pincel atômico. usar tetracloreto de carbono.MOLDURA DE CARTÃO PARA TRANSPARÊNCIA (RETROPROJETOR) TAMANHO : 5 VEZES MAIOR Os traços ou escritos feitos com lápis cera podem ser apagados com flanela. . com auxílio de máquinas copiadoras thermo-fax.

sob a forma de película transparente.d) Conservação — conservar as transparências em molduras. Visto isso. desenvolveremos. com uns 10 minutos de praticagem. 1) Procedimentos didáticos — preparar as transparências de acordo com os conteúdos a serem ministrados. em rápida sucessão. — amplificador que amplia os fracos impulsos sonoros de maneira que se ouçam os sons em geral e as vozes em volume natural. é perfeitamente capaz de usai qualquer tipo indiscriminado de projetor cinematográfico. — usar máscaras para cobrir parte da transparência. certo de que a película deve passar no aparelho fazendo com que "ocorra a parada de cada quadro diante da luz. c) Utilização Essas transparências são utilizadas no "retroprojetor". —. os projetores cinematográficos sonoros compreendem três dispositivos que. que. assim. constituem o aparelho propriamente dito: — mecanismo que permite a passagem de luz por uma série de fotografias fixas. — lazer experimentações com o retroprojetor. Projeções an madas Como vimos anteriormente. iuncionando em conjunto. Neste trabalho. permitindo. independentemente de sua experiência anterior com esse aparelho. as projeções animadas podem-se apresentai sob duas for mas: MUDA SONORA Os aparelhos usados neste tipo de projeção intitulam-se "projetores cinematográficos". 251 . permitindo que se produza um som claro c audível". — arquivar em álbuns ou pastas as transparências. êste último tipo. A maioria dos projetores traz um diagrama para a colocação da película no mesmo e um roteiro do funcionamento. mudos ou sonoros. qualquer professor de Educação Física. principalmente. De maneira geral.usar indicadores de plástico coloridos. — mecanismo que faz a trilha sonora da película passar entre a fonte luminosa e uma célula fotelétrica. o docente fique apto a operar o aparelho. de forma a produzir uma imagem visual" e "deslize suave e continuamente entre a lâmpada e a célula fotelétrica. de modo a produzir som.

— emprega movimento. de forma eficiente. o que coloca as projeções animadas em plano superior às demais técnicas de comunicação audiovisual empregadas pela Educação Física. .a) Vantagens — permite visualizar os conteúdos.

movimentos que se desenrolam com muita rapidez para serem apreendidas pelo olho humano. — deve estar relacionado com a unidade didática que estivermos desenvolvendo. Vejamos alguns procedimentos do professor a considerar: — antecipar o vocabulário usado no filme porque. — a película deve estar de acordo com a faixa etária em que se encontram os alunos. Entretanto. — deve fazer-se acompanhar de um roteiro didático. o professor de Educação Física deve considerar: a) Contribuição do filme para o ensino — a película deve conter informações autorizadas e atualizadas. c) Procedimentos Didáticos Inúmeras oportunidades de emprego de projeções animadas surgem ao desenrolar de um programa de Educação Física. enquanto que os projetados em preto e branco apresentam melhor os detalhes. de acordo com o nível de compreensão da turma. quando houver necessidade. — desperta o interesse e aperfeiçoa a aprendizagem dos alunos. — criar condições ambientais para a boa projeção do filme. — permite ao professor de Educação Física e ao Técnico Desportivo a realização de um sem-número de pesquisas. — o filme sonoro deve permitir que se ouça o som o mais claramente possível. — oferecer qualidade e autenticidade da côr. — inclui os sons ambientais. — incluir em seu plano de curso as projeções que irá realizar. o que permite maiores possibilidades no seu emprego. — utiliza a cor. elas podem ser resumidas em: — utilização como incentivação da aprendizagem e — apresentação técnica de conteúdos. — avaliar a experiência adquirida pelos alunos por intermédio do filme. registrando. — o filme mudo facilitará explicações do professor. — apresentar boa organização. — emprega a narração. muitos filmes apresentam erros crassos do ponto de vista didático e educativo.— permite a alteração do tempo pela fotografia. As Películas Cinematográficas — Na seleção de películas cinematográficas. não se limitando apenas a efetuar a projeção nos "dias de chuva". os filmes coloridos motivam mais. poderá vir a prejudicar a compreensão do mesmo. — o filme deve contribuir para a melhoria da situação da aprendizagem da turma. desta forma. do contrário. b) Qualidades Técnicas do Filme — o filme deve apresentar fotografia de boa qualidade. .

— Filmes sôbre eventos desportivos — Jogos Olímpicos. Firmas Comerciais e Industriais e t c . — versátil. a) Vantagens — econômico. — escolher a música de acôrdo com o conteúdo a ministrar.d) Sugestões — Filmes educativos sôbre higiene. — testar o fonógrafo. Dança etc. b) Procedimentos Didáticos — preexaminar os discos a usar. Jogos Pan-Americanos etc. Instrumentais Auxiliares Para Auxílios Sonoros — Equipamento e Acessórios Para Auxílios Sonoros TOCA-DISCOS Hoje em dia.p. — útil às aulas de Ginástica Feminina Moderna. . 45 e 33 1/3 r. que funcione em três velocidades: 78. que podem ser obtidos por empréstimo no INEP — INCE — Legações Estrangeiras. e que seja portátil. encontramos no comércio especializado fonógrafos de excelente qualidade ainda que sob a forma de toca-discos. segurança e saúde escolar. — Filmes sôbre técnicas desportivas.m. Aos professôres de Educação Física recomenda-se o tipo alimentado por pilhas.

TOCA - DISCO DE TRÊS l/ELOCIDADES c) Alguns Cuidados a Dispensar aos Discos — O acúmulo de poeira nos discos prejudica a reprodução do som. A poeira adere mais facilmente à gordura deixada pelos dedos na superfície do disco quando o seguramos incorretamente. — Guardar os discos em posição vertical. podendo até mesmo fazer com que fique arranhado. pegar o disco mantendo o polegar no bordo e os demais dedos no rótulo respectivo. . por isso. exatamente como fazemos com os livros. Outra forma adequada seria segurar o disco com os dedos de ambas as mãos no bordo do mesmo. Recomenda-se.

— permite a correção de erros. — podemos gravar sómente os trechos de músicas que nos interessam. — melhoria da dicção do próprio professor. — permite a volta da fita a trechos anteriores da gravação. Imediatamente podemos ouvir a gravação feita. dá-se preferência ao uso de gravadores magnéticos de fitas ou magnetofones. campo. ligeiramente molhada. fina e macia. se fôr do tipo alimentado com pilhas. coloque-o na capa. uma vez que as invisíveis impressões magnéticas excitam a ''cabeça magnética". usar uma flanela. magnèticamente. cs registros sonoros eram quase sempre feitos em discos. numa fita plástica recoberta por uma fina camada de oxido de ferro. ginásio ou piscina. em contato direto. Hoje em dia. são conduzidos a um pequeno ímã sôbre o qual a fita desliza com rapidez. com alguns livros sôbre o lado empenado. por sua vez. as ondas sonoras são captadas por um microfone que as transforma em impulsos elétricos variáveis. dando origem a impulsos elétricos que. — Para limpar os discos. O revestimento metálico da fita guarda as impressões magnéticas de forças variáveis que correspondem aos impulsos originais criados pelas ondas sonoras da música e da voz. Êste aparelho recebe esta denominação por fixar. — reproduz os sons com fidelidade. Estes. Ao gravarmos. . a) Vantagens — mais econômico do que o toca-discos. sôbre uma mesa bem plana. GRAVADORES E MAGNETOFONES Até há algum tempo. uma vez ampliados. atuam sôbre o diafragma do alto-falante para produzir ondas sonoras iguais às originais. — Verificar constantemente as condições da agulha. — pode ser levado para a quadra. as imagens sonoras. — fácil de operar. "apagando-se" a fita.— Para desempenar um disco.

b) Sugestões quanto à utilização — empregar quando deva ministrar Ginástica Feminina Moderna. séries de solo em Ginástica Olímpica. Natação Sincronizada. aulas de Ginástica Calistênica etc. — quando dirigir recreação. — para correção dos próprios defeitos de dicção. . Dança.

Pressey. Teremos. L. entretanto. A INSTRUÇÃO PROGRAMADA Esta técnica de ensino encontra suas origens num modelo de teste organizado por S.Instrumentais Auxiliares Para Auxílios Audiovisuais A TELEVISÃO A televisão representa no campo da comunicação uma verdadeira síntese audiovisual. Seu campo de aplicação na Educação Física no Brasil é ainda bastante restrito. em 1926. que dentro em pouco a televisão terá um grande desenvolvimento entre nós. Skinner e sua equipe da Universida- "Máquina de ensinar" . limitando-se a tentativas individuais de técnicos desportivos que vêm empregando. F. Entretanto. assim. bem como iniciaremos uma nova fase de pesquisas em Educação Física. só foi realmente estruturada por B. possibilidades de manter nossos professores e técnicos atualizados no que concerne aos avanços de nossa especialidade. na Universidade de Ohio. em seus treinamentos o processo do "video-tape" Nem mesmo nossas escolas superiores de Educação Física apresentaram tentativas nesse terreno. Acreditamos.

seja correta ou não a resposta dada ao quadro precedente. A Instrução Programada tem por base a análise científica da aprendizagem. a aplicação da psicologia experimental ao ensino. as interpretações errôneas. também. assim. permitindo ao aluno assimilar a matéria e cometer um número mínimo de erros. O programa pode ser impresso em papel. o desenvolvimento gradual do conteúdo a aprender fazem parte da técnica que. baseada na natureza das respostas dadas. que recomenda que se recompense a conduta certa e admite. Programa Diversificado. Intrínseco ou Descontínuo. Inúmeros estabelecimentos educacionais. tornando-se aquêle elemento ativo dentro do processo do ensino. Êste processo adquiriu notoriedade. as informações e os conhecimentos são apresentados em pequenas doses. o estudante participa de uma forma ativa. por volta de 1954. que serão oferecidos ao estudante por meio de livros ou da "máquina de ensinar". transmite n informação. Denomina-se. respostas dadas pelo aluno. Êste tipo é. Assim. Caracteriza-se pela forma de múltipla escolha e por organizar a seqüência dos quadros de informações. A forma de apresentação pouco importa. sendo. O "programa" consiste no conteúdo elaborado por etapas de dificuldades escalonadas. fornece o subsídio para a elaboração dessa técnica. perguntas construídas de modo a evitar o erro. uma vez obtido êxito. se caracteriza por informações pouco extensas. diafilmes ou diapositivos. elaborado segundo as diretrizes estabelecidas por Skinner. o que aliás. industriais e militares vêm realizando pesquisas de forma a testar a validade do método. denominado de "Programa Linear e Contínuo". até ao nível de instrução que se pretenda atingir. o que importa é o conteúdo e a elaboração do programa. procura tornar o estudo agradável. Em nossas escolas superiores de Educação Física. A Instrução Programada procura eliminar as deficiências das aulas tradicionais. partindo do simples para o complexo. hoje em dia. adquire por essa técnica os conhecimentos desejados. também. eliminando os aspectos que possam parecer menos atraentes ao estudante. verifica se foi recebida. ordenados de forma racional. não é contestado. Outro tipo de programa apresentado é o construído segundo a técnica propugnada por Crowder. O aluno. permite . sempre que necessário. portanto. O fracionamento das dificuldades. O princípio psicológico conhecido como "reforço à conduta". graças a um processo de auto-instrução. surja um convite à repetição e que esta se transforme em hábito. às vezes. utiliza: as "máquinas de ensinar". corrige. O material didático empregado em Instrução Programada varia muito. A eficiência de um programa é função do número de respostas corretas que obtém o instruendo. como recomenda a Didática Moderna. pelos instrumentos que. a aprendizagem é feita no próprio ritmo do aluno. apresentar-se sob a forma de filmes. O programa realmente mais comum. também.de de Harvard. nas chamadas "matérias teóricas' predominam as aulas em estilo tradicional — a preleção. seqüência sucessiva de quadros. Ramificado.

A Instrução Programada pode vir a ser um dos principais meios de informação para todos aquêles que se candidatam a um dos "Exames de Suficiência" organizados pela Divisão de Educação Física. — passagem ao quadro seguinte. como. atendendo às instruções do texto. A importância da Instrução Programada reside no fato de que constitui um meio eficiente de auto-instrução. de forma a buscar melhor relacionamento. — resposta do aluno. — confronto da resposta que deu com a resposta certa colocada em lugar próprio. neste trabalho. êle pode tornar-se excelente veículo de modernas informações e conhecimentos de nossa especialidade. em regiões longínquas de nosso País. nós nos deteremos sòmente neste tipo.. Por conseguinte. os programas do tipo linear de respostas elaboradas pelo aluno. começo de um novo ciclo. do Ministério da Educação e Cultura. Há que considerar o fato de que. .a liberação do professor. na maioria das vezes. por exemplo. denomina-se "Ciclo de Instrução". transmitidos através de um programa elaborado por professôres especializados e atualizados. — a seqüência dos quadros (linear ou diversificada). Encontramos. entretanto. mas pode tornar-se uma valiosa peça no processo educacional. A forma de trabalho exercida pelo aluno. que consiste em: — leitura do quadro que contém a informação. não tem a pretensão de substituir todos os trabalhos da classe. utilizável em diversas matérias constantes dos currículos de nossas escolas de Educação Física. Esta técnica. o diálogo professor-aluno. Considera-se êste processo como ideal para ser usado por países em desenvolvimento ou que estão reexaminando os currículos e programas de suas escolas. Todos os programas apresentam duas características: — a apresentação da resposta (elaborada pelo aluno ou de múltipla escolha).

quadro seguinte. Um quadro pode apresentar uma informação. em etapas de dificuldades escalonadas. Reforço — correção apresentada imediatamente após uma resposta. . Seqüência — ordem de apresentação dos quadros que formam um programa. os quadros apresentarão uma pergunta que exigirá uma resposta do estudante. Estímulo — é a sugestão à resposta contida em cada texto de informação. Quadro ou Item — parte da matéria que o aluno precisa estudar. Na maior parte dos programas. Texto Programado — programa apresentado em forma de livro.Damos a seguir um pequeno glossário usado em Instrução Programada: Programa — seqüência de quadros apresentados ao aluno. uma frase incompleta. Aquisição — conhecimento que o aluno assimilou ao término de um programa ou seqüência do mesmo. uma pergunta. Desaparecimento Gradual — desaparecimento gradual das sugestões ou "deixas". ou um parágrafo inteiro. dispensando a "máquina de ensinar". O estímulo é primordial para se obter a resposta. Resposta — comportamento do estudante ante um estímulo que lhe foi oferecido sob a forma de questões para completar ou opções a fazer. permitindo ao estudante assimilar o conteúdo da matéria. Essa resposta é confirmada antes que o estudante passe ao. cometendo um número mínimo de erros.

com objetivos mais educativos que informativos. — proporcionam atividades de caráter prático e realístico. socializadores. Estas atividades nenhuma novidade representam no campo_da Didática. . Modernamente. recebeu um emprego mais amplo. — apresentam forma grupal ou socializada de ação com base na organização dos alunos de uma mesma turma ou de todo o corpo discente do educandário. tradicionalmente significava matérias ensinadas na escola ou a seriação dos estudos. podemos mencionar a modificação da denominação de "atividades extracurriculares" e "co-curriculares". é a atitude com que estão sendo encaradas e reavaliadas em face da renovação da escola e a atual conceituação de "currículo". CONCEITO "São atividades realizadas pelo educando. desde a antigüidade até nossos dias. representando um complemento indispensável e integrador no plano geral da educação. que resolvem eu se comprometem a participar das reuniões e trabalhos. para a de "atividades extraclasse" ou "atividades complementares". hoje em dia. significando "todas as experiências do educando sob a responsabilidade da escola". acompanhar e assessorar os alunos na realização de alguns tipos de atividades complementares. solicitado a orientar. à sua formação como educador e ao contato mais natural e direto que estabelece com os alunos. ainda que sob a responsabilidade da escola. Esta nova conceituação acarretou várias conseqüências inevitáveis. Nova. O têrmo "currículo". com propósitos educativos. tem sido nas escolas modernas. entretanto. como eram conhecidas as atividades livremente organizadas pelos alunos. Por conseguinte.ATIVIDADES EXTRACLASSE Inúmeras foram as atividades propostas e realizadas pelos alunos a par das atividades regulares das escolas. as "atividades extraclasse" representam área integrante e obrigatória do currículo de uma escola moderna." Características As atividades extraclasse ou atividades complementares apresentam as seguintes características: — decorrem da livre e espontânea iniciativa dos alunos. recreativos ou assistenciais. fora do ambiente formalista das classes. graças à sua instrução técnico-profissional. As atividades extraclasse 'interessam de forma bastante particular aos especialistas em Educação Física. Dentre elas. O professor desta "prática educativa".

Honorários dos professôres Todas as atividades extraclasse devem ser supervisionadas e orientadas por um membro do corpo docente do estabelecimento de ensino. esportiva. mas sim com a vida social. Grupos Esportivos (ginástica feminina. neste caso. dança etc.). sejam estaduais. Visitas e Excursões etc. designado pela Direção ou escolhido pelos alunos e.Funções Aquelas atividades desempenham as seguintes funções: — contribuem para mais fácil integração social do educando. Grupos Artísticos (teatro. divulgação e publicidade escolar especializados. artística e recreativa da escola. referendado pela administração da escola. fazendo jus. Clubes e Grêmios esportivos. Modalidades As modalidades de atividades extraclasse mais comuns. . — estimulam e desenvolvem o gosto pelas atividades de pesquisa e estudo autônomo dos alunos. em que os professôres de Educação Física são chamados a intervir como supervisores são as seguintes: — — — — — — — — — Campismo. Reuniões Sociais. Grupo Folclórico. sejam federais. ginástica de solo etc. Nos estabelecimentos públicos. por força de regulamento. judô. o professor. Órgãos de redação.). Aos professôres de Educação Física interessam sobretudo estas últimas. recreativos ou sociais. aos honorários de acordo com o número de horas a elas dedicadas nas escolas particulares. Exposições. o número de horas dedicadas a atividades extraclasse pelo professor deve ser deduzido do total máximo de horas a que êle está obrigado a cumprir. — proporcionam ao educando experiências semelhantes às da vida diária. — as que não estão diretamente relacionadas com os estudos. — estimulam e desenvolvem o espírito de iniciativa e capacidade criadora. Categorias Podemos classificar as atividades extraclasse em duas categorias: — as diretamente relacionadas com o programa de estudo de uma ou mais disciplinas ou práticas educativas constantes do currículo do estabelecimento de ensino. A supervisão e orientação de atividades extraclasse são consideradas parte integrante dos trabalhos docentes.

Anteriormente. por isto julgamos necessário incluir o campismo entre as atividades complementares a que os especialistas em Educação Física são mais comumente chamados a organizar. Ouro Preto. começa a atrair um sem-número de praticantes entre nós.". Fachada da sede da "A. apolítica e arreligiosa.B. Itatiaia. Teresópolis. seja no campo ou na serra. filiada à "Federation International D'Alberges de Jeunesse". Já possuímos. A possibilidade de estabelecer um íntimo contato com a natureza. o campismo era encarado mais como um meio do que como um fim. em Cabo Frio e Campos do Jordão.Rio . segura e econômica. na Guanabara R. Para estudantes e professôres existe a "Associação Brasileira de Albergue da Juventude". em todo o mundo. grandemente difundido na Europa. Ramos (ZC-24) .AJ. Diomedes Trota n.° 332. Angra dos Reis. fazer alpinismo ou mesmo pescar. Barra da Tijuca e Santo André. três campos em funcionamento: no Clube dos 500 (Via Dutra). isto é. com um mínimo de dispêndio. de maneira confortável. estando em construção os de Ibatuba. também. sociedade civil. Existe no Brasil um órgão que controla e difunde esta prática entre nós. Poucos acampavam pelo simples prazer de passar dias e noites em contato com a natureza. Os acampamentos representam formas de atividades extraclasse das rnais interessantes e agradáveis. somente agora começa a desenvolver-se no Brasil. técnica de acampar com confôrto e segurança. era necessário acampar para caçar. seja na praia. o "Camping Club do Brasil". sem finalidade lucrativa. a qual lhes possibilita hospedagem.CAMPISMO O "Campismo".

— manter as atitudes e normas disciplinares anteriormente estabelecidas. aplicação e controle) . sugerimos: Procedimentos Discentes Aos educandos interessados na atividade cabe: — tomar a iniciativa das atividades. — orientar os alunos quanto à escolha do local do acampamento. — obter dos responsáveis pelos alunos menores a necessária autorização. — orientar os alunos quanto às medidas de segurança e higiene a serem adotadas. — acompanhar e assessorar os alunos na organização e na realização do acampamento.Organização e funcionamento A organização e o funcionamento desse tipo de atividade exige uma série de medidas e procedimentos a serem tomados pelos alunos e professôres. — estabelecer a política dos meios (contribuições. — desenvolver nos alunos o gosto pela observação sistemática do ambiente. — programar e escolher o local do acampamento. — levar os alunos a definirem os objetivos a atingir através da atividade. — facultar ao próprio professor melhor conhecimento de seus alunos de forma a estreitar cada vez mais os laços de simpatia. por escrito. . exigindo-se maior responsabilidade. — satisfazer a curiosidade e o interesse que crianças e adolescentes têm ao deparar com novas paisagens geográficas. Nenhuma outra forma de atividade complementar possibilita tão grande número de práticas a promover durante a estada no mesmo. Procedimentos Docentes Cabe ao professor: — estimular e incentivar a iniciativa dos alunos. -— proporcionar ao educando oportunidade para enfrentar com êxito as dificuldades raramente encontradas nos grandes centros urbanos. Atividades Sugeridas Inúmeras são as atividades que poderiam ser levadas a efeito num acampamento. pedido de autorização para a realização da atividade e escolha do supervisor. — proporcionar mais liberdade. Após as medidas iniciais. Objetivos — possibilitar. durante um relativo espaço de tempo. amizade e compreensão entre um e outros. — sugerir aos alunos e orientá-los na programação das atividades. — executar as atribuições específicas que lhes forem confiadas. um contato mais íntimo dos alunos com a natureza. — aplicação prática das noções de higiene.

que êle seja armado próximo ao local. de canto. Sugere-se. Atividades religiosas — Deverão ser reservados alguns momentos durante o dia para as atividades religiosas dos alunos. Aconselha-se. Atividades artísticas — Atividades artísticas realizadas de maneira informal são altamente interessantes de se levar a efeito em acampamentos escolares. Deve-se. próximos ao local onde se fixou o acampamento. em que exista água nascente ou corrente.Passeios e excursões — Durante o tempo de permanência num acampamento. que se dê preferência a locais adrede preparados e já conhecidos e utilizados para tal prática. Outrossim. Os números de música. respeitando-se-lhes os credos individuais. poderão ser organizados passeios. contudo. geralmente. oportunidade para debates e esclarecimentos dos aspectos novos que forem surgindo. mas de forma a nunca se deixar o acampamento abandonado. pequenas dramatizações etc. são formas que se adaptam bem ao ar livre. visitas a locais de interesse geral e a pontos pitorescos. O professor de Educação Física deve cuidar de distribuir os horários destas sessões de modo a não transtornar a rotina de trabalho do acampamento. áreas onde possam ocorrer deslizamento de encostas ou de pedras. . Improvisação de um campo de futebol num acampamento. realizá-los em pequenos grupos. excursões. Jogos e desportos — É extremamente interessante organizar sessões de jogos ou desportos. Escolha do local — Numerosos são os critérios adotados na escolha de um local para o acampamento. apropriados à localização e à área disponível do acampamento e de conformidade com os interesses do grupo. Atividades culturais — Surgirão da observação sistemática do meio ambiente. Procedimentos Didáticos A organização e o funcionamento de um acampamento exigem dos professôres um grande número de procedimentos didáticos. As barracas devem ser armadas longe de matas cerradas.

geralmente. grau de treinamento na atividade e características gerais do grupo que participará da atividade extraclasse. Sugere-se colocar dentro do lagarto pijama.). é prática inteiramente abandonada. acolchoado e com "eclair". — Caderno ou bloco. pasta e fio dental) podem ser acondicionados em um saco plástico. — Lagarto — saco para dormir. sabonete. deixando-se os objetos mais duros e contundentes (sapatos.Os participantes — A velha praxe de levar todos os alunos a participarem da atividade extraclasse aqui focalizada. se menores. O equipamento é de duas espécies: individual e coletivo: O equipamento individual consta de: — Mochila de lona forte. escova. Os alunos participantes. . — Bornal — é uma bolsa de lona. — Saco com talher completo. depois. usada quando se efetuam pequenos deslocamentos ou curtas excursões. de modo a ter tudo à mão à hora de dormir. toalha. desodorante. dobrando-se de modo a acolchoar a parte que ficará sôbre as costas do educando. tempo de permanência.) para a parte da frente da mochila. O equipamento coletivo consta. deverão apresentar autorização prévia de seus responsáveis. panelas etc. talco. Coloque-se. número de participantes. O equipamento — Facilmente podemos concluir que o equipamento necessário à realização da prática depende de inúmeros fatôres — distância. — Repelente. A arrumação da mochila é muito importante. merenda etc. as peças de roupa menores. agulha e linha e lanterna elétrica. dobrada. Sugere a Didática que o número máximo de participantes não deve ultrapassar de trinta. guardanapo. Usa-se para levar calção ou maio. pano de prato e caneca de alumínio. Deve-se dispor as peças de maneira que se possa encontrá-las com facilidade mesmo no escuro. — Objetos para higiene individual — estes objetos (pentes. saco de pratos etc. tesoura de unhas. de: — Barracas de lona. Deve-se começar a arrumá-la pelas peças maiores (toalha de banho. uniformes). Os acampamentos deverão ser apenas para rapazes ou somente para moças. — Cozinha portátil (fogões. Recomenda-se aos alunos que não levem jóias ou objetos de valor dada a natureza da atividade. — Sacos de Lyster para armazenamento de água. — Tesoura. prato de alumínio ou ágata. Ao professor supervisor cabe formular convites a membros do corpo docente e administrativo da escola para integrarem a equipe que organizará e acompanhará a atividade. dentifrício e escova. — Cantil — cantil com capa protetora para conservar a temperatura do líquido e não sujar a roupa. — Agasalho e capa plástica. com correias ajustáveis ao tamanho do aluno. lápis e borracha. toalha. natureza do local escolhido.

colocar a solução em um vidro e pingar uma gota da mesma solução em cada cantil cheio de água. 3cc de soluto de iodo (tintura) para cada cantil. Estes objetivos podem ter caráter recreativo. podemos usar individualmente um dos dois processos seguintes: — Hipoclorito de cálcio — dissolver 50 cg em 10 cc de água. dependerá do tempo que perdurar o interesse comum do grupo. machados. — Repelente. chamados a orientar esse tipo de atividade extraclasse. — Facões. os clubes. podendo-se consumi-la meia hora depois. Organização e funcionamento Obtida autorização superior e escolhido o professor-supervisor. Hodiernamente. Os compêndios e cartilhas de saúde trazem todas as indicações necessárias ao professor. Dez minutos depois da adição do reagente. é colocado nos sacos à razão de 75 centigramas (ampola e meia) por saco. recreativo. Higiene — As normas de higiene a serem adotadas devem ser as mais rigorosas . Os clubes escolares representam uma das mais valiosas atividades extraclasse postas em prática pelas escolas modernas. cultural. Fazemos referência aqui apenas ao tratamento que devemos dispensar à água nos acampamentos. Agitar e consumir depois de meia hora. apresentam um quádruplo aspecto: desportivo. utilizando-se a solução de ortotoluidrina e o resultado é apreciado pela coloração obtida. A duração do funcionamento do clube. em geral. esportivo. na maioria das vezes. Os professôres de Educação Física são. pás. geralmente acondicionado em ampolas de vidro.possíveis. portanto. recreativos ou sociais. CLUBES Clube é uma forma de associação voluntária cujos membros se organizam em torno de objetivos comuns. — Geladeira de isopor. social e cultural. O agente. A água deve ser depositada nos sacos de Lyster (reservatório de lona) com capacidade para vinte litros. quando os objetivos dos clubes são desportivos. Havendo dificuldade para a utilização dos sacos de Lyster. incluindo sôro antiofídico polivalente. — Caixa com medicamentos. — Lampiões e lanternas. social. religioso ou até mesmo econômico. procura-se organizar o clube segundo os princípios seguintes: . — Com iodo.— Mantimentos — feitas as previsões das necessidades. nos quais é feito o tratamento por hipoclorito de cálcio. Agitar bem. dosa-se o cloro residual.

Procedimento Docente Ao professor-supervisor cabe: — estimular e incentivar a iniciativa dos alunos. Jogos Abertos das diferentes estâncias hidromineraís. balanços etc. — orientar os alunos na elaboração do estatuto da novel entidade e nas assembléias gerais. recreativo e t c . reuniões dançantes. Procedimentos Didáticos Recomendam-se os seguintes procedimentos didáticos na organização de um Clube de Alunos: — definição do caráter do qual aquêle estará revestido — desportivo. sessões de cinema e teatro.). Atividades Sugeridas Inúmeras são as atividades que um clube de alunos pode desenvolver em sua programação regular: — atividades desportivas — torneios internos de diferentes modalidades esportivas. torneios-relâmpago e t c . — programar e executar as atividades do clube. — acompanhar e assessorar os alunos na organização e realização das atividades e nos controles adotados. . comemorações de aniversários. Jogos Intercolegiais. — atividades recreativas — jogos de salão. Campeonatos da CBDU etc. — estabelecer a política de meios (coleta. — levá-los a definir os objetivos da atividade extraclasse. sociais e recreativas para os corpos docente e discente do educandário. reuniões. social. — prever e executar as formas de controle (relatórios. campeonatos intercolegiais. — ocupar com propriedade as horas de lazer dos alunos do estabelecimento: — desenvolver atividades esportivas. — atividades sociais — reuniões sociais. organização de representações esportivas para participar de jogos e torneios e campeonatos (Jogos da Primavera.) e um sem-número de outras. — decidir sôbre o tipo de direção e organização a ser emprestada à atividade. — definir os objetivos do clube.Procedimento Discente Compete aos discentes interessados na atividade: — tomar a inicistiva das atividades. concurso de danças e várias outras. aplicação e controle de fundos e recursos). Objetivos A organização de um Clube de Alunos numa escola tem por objetivos: — permitir melhor relacionamento entre a escola e a comunidade: — contribuir para mais fácil integração social dos alunos. — sugerir e orientar os alunos na programação das atividades. Jogos Infantis.

os clubes podem ser caracteristicamente: — infantis — organizados pelas crianças na escola elementar (de futebol. por exemplo). quanto aos seus aspectos legais. — juvenis — organizados pelos adolescentes nas escolas de nível médio. — adultos — organizados nas Universidades. podem ser: — com personalidade jurídica. — organograma — um clube de alunos em sua organização interna pode apresentar o seguinte organograma: . — aspecto geral — os clubes. — sem personalidade jurídica.— características — de acordo com a etapa evolutiva do desenvolvimento em que se encontrem os participantes. Faculdades ou Escolas Superiores ("Associações Atléticas").

Educação Musical. — decidir sôbre o tipo de direção e organização a ser emprestado à atividade. Organização e funcionamento Obtida a prévia aprovação da Direção ou da Coordenação do educandário para a realização da atividade sugerida pelos alunos e destacado o membro do corpo docente que supervisionará a atividade. na maioria das vezes. História e Geografia. costumes etc. Objetivos O grupo folclórico escolar. — levá-los a definir os objetivos da atividade extraclasse em questão. Atividades sugeridas São inúmeras as atividades que o grupo folclórico poderia levar a efeito durante o ano letivo. deve numa escola moderna procurar: — proporcionar melhor interação entre as áreas de Educação Física. — acompanhar e assessorar os alunos na organização e na realização das atividades propostas e nos controles adotados. — prever e executar as formas de controle (relatórios.GRUPO FOLCLÓRICO Uma das mais interessantes e profícuas atividades extraclasse postas em prática pelas escolas modernas é o Grupo Folclórico Escolar. Procedimentos Docentes Ao professor-supervisor e aos professôres que forem chamados a colaborar na organização do grupo folclórico compete: — estimular e incentivar a iniciativa dos alunos. forma concreta de atividade extraclasse. orientado e assessorado pelos docentes de Educação Física. — permitir cada vez melhor relacionamento da escola com a comunidade. expressas em nossas danças. balanços etc. — elaborar e programar as atividades do Grupo Folclórico.). É. o que possibilita mais perfeita interação de áreas curriculares afeitas àqueles profissionais. — sugerir e orientar os alunos na programação das atividades. músicas. das nossas tradições. — estabelecer a política de meios (coleta. Vejamos algumas que poderão ser sugeridas pelo supervisor aos alunos que integram o grupo: . aplicação e controle de fundos e recursos). Educação Musical. História e Geografia. de forma não-acadêmica. escolhido pela direção do estabelecimento ou indicado pelos alunos após prévio entendimento com a administração da escola. procura-se organizar a atividade de acordo com as seguintes normas: Procedimentos Discentes Compete ao corpo discente interessado na atividade em questão— tomar a iniciativa das atividades. — executar as atividades programadas. — possibilitar c estudo. — desenvolver hábitos de pesquisa folclórica.

Exposições — Organização de exposições periódicas cujos temas poderão ser escolhidos dentre os seguintes: instrumentos musicais. receitas. vasos etc. cestaria. Uma exposição de "Ex-Votos". amuletos. fetiches. . (Foto da Revista Brasileira de Folclore nº 13). desenhos de rendas e bordados. meios de chamar animais ou de lhes dar ordens. com exemplares do nordeste brasileiro. apelidos. tipos de casa. maldições. símbolos. trajes. coletâneas de orações. pregões.

por pessoas menos avisadas. sendo válidas e excelentes se realizadas corretamente. com folclore. As apresentações públicas no teatro ou na escola representam para o folclore sua projeção no meio erudito. representações calcadas no folclore. Estas demonstrações. O folclore é a própria vida do povo em tôda a sua plenitude. porém jamais poderemos vir a criar. são muitas vezes confundidas. dele podemo-nos utilizar. Nele podemo-nos inspirar. Folclore é um produto da cultura do povo. Demonstração de Capoeira de Angola — Bahia 273 .Demonstrações — O grupo poderia proceder a demonstrações de danças folclóricas.

22 de agosto (decreto 56.— Reuniões musicais — A promoção de reuniões musicais (mímica folclórica) periódicas são formas interessantes de atividades para o grupo folclórico.' no âmbito da comunidade ou da escola. Conjunto instrumental do Jongo.747. Entre estas comemorações é necessário incluir as do "Dia do Folclore". de 17 de agosto de 1965). A colaboração dos professôres de Educação Musical é imprescindível a êste tipo de atividade. Reis e outros). vendo-se a "macumba" em primeiro plano (Foto da Revista Brasileira do Folclore n. elas se estendem por tôda uma semana. a "Semana do Folclore".° 21) — Comemorações «— As comemorações de dias especiais ou feriados (Natal. podem ser. . organizadas pelo grupo. também. A correta difusão de repertório da música e do canto popular é um instrumento educacional bastante válido e útil.

— Sessões literárias — Nas sessões literárias é indispensável a colaboração dos professôres de Português na organização e execução do planejamento. práticas esportivas populares e t c . contos. danças. Um sem-número de outras programações poderia ser sugerido aos alunos componentes do grupo folclórico. — a semana do Folclore e mais particularmente o Dia do Folclore como pontos altos da programação do Grupo Folclórico Escolar. Professôres — de Educação Musical. — de História. na orientação em pesquisas folclóricas. Os alunos devem-se revezar na organização e execução das tarefas propostas. aspectos evolutivos. planejamento de exposições sôbre instrumentos musicais e assessoramento de pesquisas no que diz respeito ao folclore musical . de acordo com as possibilidades e disponibilidades materiais existentes na escola. na orientação de exposições sôbre desenhos de rendas e bordados. vasos e t c . são alguns dos elementos que podem vir a ser empregados nessas sessões. estórias. receitas. considerando: — os diferentes tipos de atividades a realizar que devem ser distribuídos de forma alternada na programação. — de Português. para que não coincida com períodos de sobrecarga escolar (período de provas. cestaria. — a época escolhida para a realização das atividades. na organização de exposições e reuniões cujos aspectos geográficos devam ser focalizados. — de Geografia. — de Educação Doméstica. na supervisão e orientação das reuniões musicais. por exemplo). procuraremos distribuir as atividades do Grupo Folclórico pelo ano letivo. Procedimentos didáticos Inicialmente definidos os objetivos e escolhidas as atividades a serem desenvolvidas pelo grupo folclórico durante o ano letivo. organização de conjuntos musicais. provérbios etc. de exibições de dança e de conjuntos musicais etc. narrativas. — de Educação Física. sugere a Didática que façamos: Distribuições das atividades — Utilizando-se o calendário escolar.forma a não ficarem limitados a determinados aspectos do estudo do Folclore É provável que um grande número de leitores fique surpreso de ver. As lendas. na orientação e supervisão de sessões literárias etc. um grande número de solicitações feitas . procuraremos distribuir as tarefas por grupo de: Alunos — planejadores e organizadores de exposições. organização de exposições sôbre religiões e crenças populares e t c . estágios ou exames). de. num trabalho de Didática Especial. Distribuição das tarefas — Programadas as atividades do Grupo Folclórico. na organização de demonstrações de luta (capoeira.

Objetivos Os principais objetivos a atingir através do Jornal Mural são: — servir de fonte informativa sôbre temas relacionados com a educação física. não representa novidade nem inovação no campo da Didática moderna. alienado do trabalho em grupo que orienta a Educação moderna. redação e publicidade escolar especializados em assuntos relacionados com a Educação Física. hoje em dia. — escolher e selecionar os assuntos de maior interesse. pois se não mais é admitida uma disciplina ou prática educativa isolada no currículo sem perfeita interação com áreas afins. programar e preparar o Jornal Mural. — articular a escola com o lar e a comunidade. procura-se organizar a atividade. Organização e funcionamento Obtida a autorização da direção do educandário para o funcionamento e escolhido o supervisor. os desportos. — organizar. quanto mais aceitar um professor completamente desvinculado do espírito de equipe que norteia os trabalhos numa escola moderna. — sugerir aos alunos e orientá-los quanto aos temas a escolher quando da preparação do mural. os desportos. profundos conhecimentos especializados. baseando-se nos seguintes princípios recomendados pela Didática: Procedimentos Discentes — Compete aos alunos interessados na atividade: — tomar a iniciativa das atividades. no entanto. alicerçados em sólida formação cultural e pedagógica. Do especialista em Educação Física exige-se. ÓRGÃOS DE DIVULGAÇÃO — JORNAL MURAL Os órgãos de divulgação. a instrução de saúde e a higiene são atividades extraclasse que recebem a supervisão e a orientação dos professôres de Educação Física. Dentre estes órgãos. cada vez mais. — permitir o aperfeiçoamento dos alunos nas escolas técnicas usadas para a elaboração de murais. Tal. — ressaltar e cultuar os sentimentos cívicos e de solidariedade humana através dos exemplos dados pelo esporte. totalmente inadmissível o professor individualista. É. a recreação. podemos destacar o Jornal Mural como uma fonte permanente de informações. — levar o aluno a aperfeiçoar-se na linguagem escrita. interesse e atenção e que permite a participação de um número muito grande de alunos. . Procedimentos Docentes Compete aos professôres: — estimular e incentivar a iniciativa dos alunos. — refletir o dinamismo da escola. — levar os alunos a definirem os objetivos da atividade. a instrução de saúde e a higiene.aos diversos docentes de diferentes disciplinas ou práticas educativas.

e um sem-número de outras. diferença entre jogo e desporto. a saúde. Instrução de saúde — uso da água. posição da mesma no currículo. a formação do professor de Educação Física no Brasil e no mundo. exemplos de perseverança. Um grupo de alunos observa um jornal mural. desportos não praticados em nosso país. 277 . diferentes classificações dos desportos. maneiras de empregar com propriedade as horas de lazer. cuidados com o material esportivo. Desportos — conceito de desporto. demonstrações realizadas em outros países (Lingíada. e os mais difundidos no Brasil. as necessidades do homem em face da recreação. demonstrações de ginástica pelos alunos do próprio estabelecimento. Higiene — a higiene individual. Espartaquiada e outras). a higiene na escola e no lar. higiene das instalações esportivas.Temas Sugeridos Inúmeros podem ser os temas usados no Jornal Mural: Educação Física — divulgação do moderno conceito de Educação Física. a recreação na escola etc. o esporte e a educação física são uns poucos dentre os vários temas que podem ser desenvolvidos. exemplos de ordem moral e cívica dados através desta prática educativa. os acidentes esportivos. doenças contagiosas e seus processos profiláticos. coragem e lealdade obtidos através da prática dos esportes etc. Recreação — conceito de recreação. os alimentos. atividades mais usadas em Educação Física.

com um mínimo de ilustrações e legendas. — perguntas. podemos usar: — alfinetes coloridos. Preparação — Após definidos os objetivos e selecionado o material. ou no saguão. — móvel. VISITAS E EXCURSÕES A escola tradicional pouca importância atribuía às visitas e excursões. — percevejos esmaltados. A-colocação do mesmo em função da: — altura. A atenção e o interesse podem ser estimulados por meio de: — cores (no máximo três por mural) e formas. — fitas adesivas. deve ser constantemente renovado em seu conteúdo. — criação de centros de interesse. considerando-as como meros divertimentos nas folgas escolares. — facilidade de acesso. Localização — Podemos colocá-lo no corredor. A Didática moderna. utilizando-se para isso de: •— recortes. aconselhando-se a utilização de um calendário para: — trocar o Jornal Mural. Calendário — O Jornal Mural. empregando: — sentenças que promovam identificação. considerando a vida como principal fonte de saber e da experiência educativa. recomenda-se usar títulos visíveis à distância. de Educação Física. — unidade de apresentação (murais simples. — material tridimensional. — gravuras e fotografias. na sala do Dep. duratex. fazenda. divisão de textos longos em trechos pequenos. cartão corrugado ou celotex. para despertar o interesse e prender a atenção. Êle pode ser: — fixo. — afirmações provocantes. Para fixar o material. — grampeador.Procedimentos Didáticos Na organização e confecção do Jornal Mural recomendam-se os seguintes princípios: Características — O Jornal Mural pode ser feito de madeira. no ginásio. — planejar a preparação do mesmo. . — iluminação. Os títulos poderão ser ilustrados. corda. encara as visitas e as excursões como um dos mais valiosos tipos de atividades extraclasse. equilíbrio de linhas. cores e formas).

— elaborar e programar as Visitas e Excursões. procura-se organizar os trabalhos dentro das seguintes normas indicadas pela Didática: Procedimentos Discentes Aos alunos interessados na atividade extraclasse cabe: — tomar a iniciativa das atividades. A seguir. — estabelecer a politica dos meios (coleta. quando bem planejadas e conduzidas. — executar as atribuições específicas que lhes forem atribuídas individualmente ou dentro do grupo. Algumas vezes. dão um cunho de autenticidade às atividades escolares. Organização e funcionamento Inicialmente. indicam à Direção da escola o professor que desejariam ter como supervisor. os próprios alunos. (Fotos do livro "Um Bolsista Brasileiro na França" — Prof. obtém-se autorização da administração da escola para a organização e funcionamento desta atividade sugerida pelos alunos. o Diretor ou o Coordenador designará um membro do corpo docente para acompanhar e assessorar os alunos no planejamento e na execução da atividade proposta. Excursão a pé. Joaquim Trotta) .Efetivamente. Tomadas estas medidas iniciais. oferecendo reais vantagens para a aprendizagem dos alunos. — manter as atitudes e normas disciplinares anteriormente estabelecidas. Excursão a cavalo. após anteriores entendimentos. aplicação e controle de fundos e recursos).

sejam sociais. — acompanhar e assessorar os alunos na organização e na realização das atividades propostas e nos controles adotados. . novos ambientes humanos. a outros estabelecimentos de ensino. — relacionar a escola com a comunidade. a clubes ou associações. empresa ou órgão a ser visitado. — dar oportunidade a que os alunos exercitem os corretos preceitos de disciplina individual e coletiva. — obter dos responsáveis pelos alunos menores autorização por escrito. dependendo. Museus de Educação Física — civis ou militares —. sejam ocupacionais. do interesse.Procedimentos Docentes Compete aos membros do corpo docente chamados a colaborar na organização de visitas e excursões: — estimular e incentivar a iniciativa dos alunos. por isso. Atividades Sugeridas Diversas são as visitas e excursões que podemos levar a efeito como atividades extraclasse. das disponibilidades em pessoal e recursos e de vários outros fatôres. — desenvolver o senso de realidade do educando. — levar os alunos a definirem os objetivos da visita ou excursão a ser efetuada. — satisfazer a curiosidade e o interesse que crianças e adolescentes têm ao defrontarem-se com novas paisagens geográficas. centros de saúde e outros mais. apenas algumas atividades dentre as inúmeras que podem ser sugeridas e idealizadas pelos professôres: Visitas — às diversas Escolas de Educação Física. Objetivos Os principais objetivos visados nas visitas e excursões são: — enriquecer e ampliar o campo da experiência e compreensão da vida por parte dos alunos. naturalmente. estádios. da região. compreensão e camaradagem. exposições públicas. — permitir ao professor um melhor conhecimento de seus alunos e estabelecer com eles laços mais estreitos de simpatia. — estabelecer contato prévio com a administração do estabelecimento. órgãos assistenciais. — sugerir aos alunos e orientá-los na programação da atividade. Apresentamos. clube ou local onde se realizará a excursão. fábricas de produtos alimentícios.

também. — exigir dos alunos um "relatório" sôbre a visita ou excursão realizada.Excursões — a pontos pitorescos. . aspectos. recepcionista ou técnico para acompanhar a visita fornecendo as explicações necessárias. tempo de duração da viagem. Procedimentos Didáticos Sugerem-se. praia ou serra etc. colhendo todas as informações que possam vir a interessar — condução. — levar os alunos a redigirem um ofício de agradecimento à entidade visitada e às autoridades que favoreceram a iniciativa. — combinar com a direção do estabelecimento. os seguintes procedimentos didáticos: — realizar a visita pessoalmente. custo das passagens. — aproveitar o contato que a atividade favorece para melhor conhecer seus alunos. bom humor. aos professôres de Educação Física que estiverem organizando e supervisionando visitas e excursões. lugares ou fatos que mereçam a atenção do grupo. locais onde obter alimentação e socorros de emergência. ao campo. — solicitar a designação de um funcionário. camaradagem e alegria. clube ou órgão o dia e a hora em que a visita se realizará. — manter durante a atividade um clima de disciplina onde existam. horário dos transportes. antes de fazê-la com os alunos. secções.

Essa apresentação. Para que a aprendizagem chegue a bom têrmo é necessário que os alunos realizem trabalhos práticos ou de aplicação. por exemplo. Para essa etapa. sexo. Tais pesquisas comprovaram a inexeqüibilidade de se obter uma perfeita homogeneização dos "grupamentos". a que se dá o nome de "direção de atividades discentes". método a empregar. como vimos anteriormente. meios a utilizar. atitudes e preferências manifestadas. procedência . mas sim entrando na água e exercitando-se nos movimentos apropriados do nado. Jamais se encontram dois alunos iguais no que tange às aptidões específicas. A apresentação dos conteúdos torna familiar os gestos. com apenas algumas aulas sôbre o mesmo. dois tipos bastante importantes: a incentivação e motivação da aprendizagem e a apresentação dos conteúdos. O Trabalho Individual e o Trabalho Socializado na Aprendizagem — O Trabalho Individual na Aprendizagem da Educação Física O trabalho individualizado parte da premissa de que existem diferenças individuais entro os alunos. em nova etapa na "orientação da aprendizagem". ao nível de maturação. quando muito. a Didática Moderna recomenda que se destinem 70% do tempo reservado para tal Unidade Didática. pois não se pode pretender que os alunos dominem um desporto. tanto no que diz respeito ao seu desenvolvimento físico. Trabalhos Práticos e Aplicações Em nenhuma outra "disciplina" ou "prática educativa" o princípio da atividade preconizado pela escola renovada aparece com tamanho destaque quanto na Educação Física. e no que diz respeito aos ideais. Através da motivação. à resistência à fadiga. a curiosidade e o desejo de dominar as habilidades que vão ser ensinadas. dessa forma. os dados essenciais e outros aspectos do assunto a desenvolver. Entramos.DIREÇÃO DE ATIVIDADES DISCENTES Dentro da fase do "ciclo docente" denominada "orientação da aprendizagem". tornar homogênea uma turma de alunos em relação a um ou vários aspectos — idade cronológica. O resultado das modernas pesquisas no campo da biologia e no da psicologia puseram por terra a idéia da formação de "grupamentos homogêneos". procuramos estudar. Inúmeras são as atividades que podem vir a ser propostas aos alunos. É fácil verificar que ninguém aprende a nadar ouvindo explicações e vendo demonstrações de técnica de natação. Podemos. quanto nas suas características psicológicas. obtém-se a atenção dos educandos. os movimentos. não é suficiente para que haja um real aprendizado. ao mesmo tempo que se desperta o interesse. procedimentos didáticos mais recomendados etc. dependendo isto de um sem-número de fatôres: conteúdos a desenvolver. todavia. que tanto empolgou a Educação Física há 40 anos.

faz a sua série básica de ginástica. fica dispensado de controlar o tempo-intervalo de cada membro da equipe. de cada aluno. quociente intelectual etc. também. Baseados nessa sondagem. O nadador recebe ao ingressar no recinto da piscina o seu treinamento do dia. a Instrução Programada surgirá como uma peça valiosa nesse processo de auto-instrução. êle mesmo. A seguir. lordose etc. atualmente. permitem a elaboração de novos planos de ensino. o professor de Educação Física. Como exemplo disso. Tais diferenças. entretanto. o tempo dos esticões e os respectivos intervalos com auxílio do "cronômetro gigante". Desta forma. — levantamento de antecedentes individuais e familiares. com 1 minuto de intervalo. Êste tipo de trabalho tem-se revelado extraordináriamente eficaz no treinamento desportivo — de equipes de clubes e equipes escolares. apresentam diretrizes gerais que. Terminada essa fase. O trabalho individual pode. os professôres ascendem à posição de guias e não mais de uma autoridade incômoda. o nadador finaliza o treinamento realizando exercícios específicos para pernas e braços. — sessões de orientação. poderemos consignar o treinamento moderno dos nadadores. aí. ainda . como os portadores de defeitos de postura — escoliose. cada aluno passa a trabalhar dentro do seu próprio ritmo. observações técnicas. — Trabalho Socializado na Aprendizagem da Educação Física O trabalho socializado é o mais empregado em Educação Física. grau de treinamento etc. controlando. — entrevistas. considerações de caráter tático. — e os que revelarem extraordinárias aptidões para determinada atividade. uma vez admitidas. para os superdotados. passando a dedicar-se a correções de estilo. para os alunos infradotados e. vir a ser adotado nas escolas superiores de Educação Física e. A adoção dêste modêlo de trabalho permite atender aos alunos que estejam requerendo cuidados especiais. cifose. inicia a série predeterminada de esticões — 20 de 50 metros.social. análise dos programas de treinamento etc. Com essa estrutura. ao mesmo tempo que desenvolve o senso de responsabilidade e iniciativa. cuja característica é a individualização do trabalho escolar. as diferenças individuais que persistirem serão tão grandes que anularão quaisquer tentativas de padronização desejadas para fins de ensino. Imediatamente após a troca de roupa. "mínimo". Organização do trabalho individualizado: — sondagem inicial para identificar: aptidões. organizaremos um "programa de trabalho". caindo na água logo depois para ó "aquecimento" específico. por exemplo. "enriquecidos". feito. —. Com o trabalho individualizado. mas isto constituirá sempre uma homogeneização relativa. interesses. preferências. com base nos princípios da individualização do trabalho. ou o técnico.

Assim. Integração da Aprendizagem A Didática de Educação Física recomenda dois procedimentos técnicos como sendo os mais importantes para obtermos a integração da aprendizagem: RECAPITULAÇÃO ITERAÇÃO . ao mesmo tempo que desenvolve o senso de responsabilidade do indivíduo para com o grupo. quando os alunos se reúnem em grupos. Organização do Trabalho Socializado — constituição dos grupos. Esse tipo de trabalho estimula a colaboração. INTEGRAÇÃO E FIXAÇÃO DA APRENDIZAGEM A etapa seguinte do processo do ensino. Modalidades mais comuns — agrupamento espontâneo. que se segue à direção de atividades discentes.que empiricamente. — estabelecimento das tarefas pelo professor. na maioria das vezes. — acompanhamento da marcha dos trabalhos de cada grupo pelo docente. Aqui. também. de acordo com as circunstâncias e as necessidades e interesses momentâneos que envolvam a prática da Educação Física. o professor desenvolve com seus alunos procedimentos que objetivam integrar e fixar os conteúdos ministrados. posto que seja fundamental ao bom desenvolvimento do processo do ensino dessa "prática educativa". na fase da "orientação da aprendizagem". O trabalho socializado pressupõe. procura-se harmonizar estas duas tendências. a lealdade e a assistência entre os alunos. escolhendo-se livremente. — Trabalho Individual e Trabalho Socializado Nas escolas modernas. um trabalho individual de execução de tarefas que lhe couberem dentro do grupo e do aprimoramento individual. denomina-se "integração e fixação da aprendizagem". O baixo rendimento verificado em algumas turmas deve-se. — avaliação dos resultados.' — escolha do lider (eleição dentro do próprio grupo) para uma determinada tarefa ou espaço de tempo. estamos preconizando uma forma socializada de trabalho. compreendida. É uma etapa que tanto temos descurado no ensino da Educação Física. em grande parte. ainda. em que o professor de Educação Física reúne os alunos em grupos para a realização de determinada tarefa. — agrupamento sugerido. à supressão do tempo reservado à integração e à fixação da aprendizagem. quando em nossas aulas passamos da proposição de exercícios individuais para exercícios com pequenos grupos ou quando fazemos com que nossos alunos passem a preparar o material para os próprios colegas de equipe.

estrela etc. Assim. Exemplo: uma turma que esteja desenvolvendo uma unidade didática sôbre GINÁSTICA OLÍMPICA e já tenha aprendido alguns exercícios elementares de solo — rolo para frente. Técnicas de Recapitulação — Apresentação de problemas e situações. pelo próprio aluno. Desta forma. por exemplo. passa a ter maior importância quando os alunos descobrem situações do jogo em que tal fundamento é o mais apropriado para ser usado. proporciona uma nova perspectiva. orientando um grupo que se inicia no andebol. evitando que se atenham à perspectiva analítica das etapas iniciais. eliminando a visão analítica daquele ensinamento. até mesmo. — Recapitulação sob prisma diferente. a recapitulação. emprêgo limitado na prática do jogo.— Recapitulação A recapitulação permite que os educandos adquiram uma síntese retrospectiva dos conteúdos ministrados. dando aos alunos uma aprendizagem ideativa. — poderá recapitular estes elementos através de uma série simples organizada pelo professor ou. . a recapitulação de um fundamento já ensinado — o passe picado. avião. Exemplo: o professor. parada de três apoios. em basquete — que viesse tendo um. arma os ataques de um grupo adversário de forma que os alunos da outra equipe tenham que utilizar todas as formas de defesa já aprendidas.

no Judô. — assegurar a "compreensão reflexiva" do conteúdo. — estabelecer períodos de prática com maiores intervalos. — por unidade — recapitulação levada a efeito ao fim de cada unidade didática. abrangendo todas as unidades didáticas desenvolvidas durante o curso. — demonstrar ou fazer demonstrar o que se deseja ensinar. quando esta "prática educativa" começa a preocupar-se com informações e conhecimentos a serem desenvolvidos. podendo abranger tôda uma aula. Com isso. isto é. em número bastante elevado. noções de primeiros socorros precisam ser incorporados à vida dos próprios alunos. É neste momento que tudo o que foi compreendido e assimilado pelo educando se torna consolidado e reforçado contra o esquecimento e o desuso. — Iteração Iteração é o procedimento didático mais recomendado para integrar a aprendizagem das habilidades que procuramos desenvolver em Educação Física. a técnica de projeção denominada O-Goshi só dominará realmente essa técnica com a sua repetição constante. Os conhecimentos e as informações sôbre saúde e higiene. a fixação dos conteúdos deve começar a preocupar sériamente o docente de Educação Física criterioso. não queremos dizer que a eficiência seja função do número de repetições mecânicas.Momentos mais Empregados para a Recapitulação — imediata — recapitulação feita ao término de cada aula. . Técnica da Iteração — desenvolver uma incentivação inicial. Vimos. — iniciar os alunos na prática desejada. quando êle "faz". anteriormente. Exemplo: um aluno que já conheça. regras de segurança. Ela consiste na exercitação regular e intensiva do conteúdo ministrado ate se atingir o grau de perfeição. o desejo e o grau de concentração do nraticante aplicados ao exercício. — cumulativa — recapitulação geralmente feita ao término do ano letivo. o conteúdo a intervalos regulares. entretanto. Fixação da Aprendizagem A fixação da aprendizagem passa a ser um dos motivos de maior preocupação do professor de Educação Física. Assim. que sómente se pode obter uma fixação de 90% se o indivíduo participa ativamente do processo de aprendizagem. intensa e atentamente. mas sim desse em íntimo relacionamento com o interesse. explicando o porquê de cada pormenor. segurança e rapidez. — levar os alunos a repetir.

C)

CONTROLE DA APRENDIZAGEM

DISCIPLINA EM CLASSE

A palavra "disciplina" é usada com um grande número de significados. Assim, quando um professor se refere à "disciplina", quer aludir, certamente, ao grau de organização ou de ordem por êle imposta a sua turma. Outro significado muito usado é o concernente ao "sistema" pelo qual a ordem é estabelecida. E, finalmente, como última interpretação, encontramos o têrmo "punição" como sinônimo de disciplina. Estes três significados, entretanto, apresentam um ponto comum — o de admitir a relação de disciplina com o comportamento humano. Faz-se necessária, portanto, uma análise mais aprofundada do assunto, uma vez que um bom conhecimento da dinâmica do comportamento é fundamental na orientação do educando. Tomemos, agora, o exemplo de um comportamento ligado à problemática da disciplina. Consideremos que o professor viesse a descobrir que Paulo furtara uma bola de futebol de salão pertencente ao colégio. Se o professor castigasse o aluno, acusando-o de larápio, ou o expusesse ao julgamento da turma pelo feio ato praticado, estaria dando mais importância ao efeito, aí perfeitamente visível, do que às causas que determinaram tal comportamento. A punição poderia evitar, talvez, a repetição da ação, mas em nada ajudaria Paulo a resolver os seus problemas. Um professor mais esclarecido encararia o fato de outra forma. Conversaria particularmente com Paulo, sem se mostrar agastado, procuraria ouvir a estória que êle contasse, compreenderia quais as necessidades básicas que êle estaria procurando satisfazer daquela forma e como se sentia com respeito à sua reprovável ação. Como solução imediata, faria com que Paulo restituísse a bola ao educandário, embora soubesse que isso seria uma medida de emergência, de vez que o furto é apenas um sintoma. Possivelmente, Paulo teria roubado por ser portador de problemas, isto é. não teria ainda aprendido a respeitar a propriedade alheia, ou talvez nunca tivesse tido a oportunidade de ter sua própria bola. A restituição do objeto ou mesmo a aplicação de uma punição não resolveria o problema de Paulo, sendo necessário descobrir-se aquilo que o levou a tal atitude.

A Natureza do Comportamento Humano Ojemann desenvolveu uma equação de comportamento em função de três fatôres em interação:

— Forças Motivadoras Como vimos anteriormente, a motivação é fator imprescindível ao comportamento humano. Os motivos ou propósitos impelem o homem à ação, ao esforço e à luta. Os motivos variam em intensidade de indivíduo para indivíduo. — Recursos Individuais Para atender aos reclamos das forças motivadoras, o homem tem seus recursos de natureza física, nervosa e mental. A força muscular, a memória, a inteligência, as aptidões físicas, a coordenação motora, o espírito inventivo etc. são os recursos usados para satisfazer às forças motivadoras. Se um indivíduo não possui determinados recursos para satisfazer a suas forças motivadoras, isto se reflete através de um mau comportamento. — Ambiente Físico Imediato Os fatôres ambientais que envolvem um indivíduo influem, também, no seu comportamento. O ambiente físico pode fornecer os elementos materiais de que êle necessita para satisfazer a suas forças motivadoras da mesma forma que pode inibi-las em outros casos. Em Educação Física os problemas disciplinares ocorrem com menor freqüência do que nas aulas das outras "disciplinas" e "práticas educativas". O aluno, geralmente, gosta de atividade e é nesta hora que êle tem oportunidade de expandir suas energias, trocar idéias com seus companheiros, enfim conviver socialmente com os outros membros do grupo. Para o controle disciplinar não existem fórmulas mágicas nem regras infalíveis, por isso que estamos lidando com pessoas portadoras de personalidades completamente diferentes. Assim, uma solução que tenha sido empregada com êxito com determinado aluno pode revelar-se totalmente ineficaz quando aplicada a outro. Mesmo assim, arriscamo-nos a fazer algumas sugestões que encontram apoio em estudos e pesquisas feitas por vários educadores e psicólogos.
288

Prevenção dos Problemas Disciplinares Todos são concordes em afirmar que é mais fácil e também melhor para o professor e para o aluno uma atitude ou ação que evite o problema disciplinar do que a ação quando o mesmo já se tenha estabelecido. O professor pode prevenir um comportamento inadequado, pela observação acurada dos indícios e pelo conhecimento de seus alunos. Assim, se um aluno de posse de uma bola mostrar intenção de arremessá-la às costas de um companheiro distraído, por exemplo, o professor deve procurar evitar que o conflito se estabeleça, recolhendo ou pedindo a bola ao aluno ameaçador. Com isso, estará evitando fazer disso um incidente, transformando o fato numa verdadeira situação de aprendizagem. A instalação de problemas disciplinares pode ser evitada quando: — desenvolvemos um interessante programa de aprendizagem; nenhum procedimento preventivo produz tantos resultados quanto o desenvolvimento de um fascinante programa de aprendizagem que vá ao encontro dos interesses e necessidades dos alunos; — não existe excesso de alunos na turma; o número excessivo de alunos na turma favorece a instalação de desordens, tumultos e rixas, prejudicando qualquer tentativa para o bom andamento do processo de ensino; — as instalações do educandário favorecem a prática da Educação Física; a existência de boas instalações esportivas, longe ou pelo menos isoladas do prédio do colégio, a oportunidade do uso de vestiários são fatôres que favorecem a instalação de uma boa disciplina; — a existência material para a Educação Física; muitas vezes a indisciplina é uma reação inconsciente dos alunos contra a penúria material da escola; — trabalho ativo de todos os alunos da turma; — a atividade está entregue a professôres hábeis, seguros, bem humorados e esclarecidos; — há concordância dos sistemas de disciplina empregados; o aluno se sente totalmente inseguro quando sofre uma sanção por parte de um professor, ao passo que outros mestres não consideram grave a falta cometida, deixando de punir o aluno; se as ordens e as regras dadas por dois ou mais professôres se harmonizam, o aluno atende; em caso contrário, a tendência é desobedecer; — o aluno reconhece os efeitos do seu comportamento sôbre os outros; a criança aprende a compreender quando seus atos ferem os outros fisicamente; o adolescente aprende a compreender quando o fazem emocionalmente; — convicção no método disciplinar aplicado — a falta de convicção no sistema adotado gera, também, indisciplina.

"A existência de material, evita muitas vezes, problemas 'disciplinares".

Soluções de Emergência Para os Problemas Disciplinares Uma vez instalada a indisciplina, faz-se necessária a aplicação de soluções de emergência. A solução de emergência, segundo Rolf Muuss, está numa posição intermediária entre a antiga fórmula da "disciplina punitiva" e a do "excesso de brandura" tão em voga na década de vinte, quando predominavam a educação progressiva e a teoria psicanalítica aplicada à educação. O objetivo do emprego de soluções de emergência é conseguir o controle da situação no momento, antecipando, por conseguinte, a ajuda permanente que deve ser aplicada.

A eficiência na condução dos problemas de disciplina depende, em grande parte, da possibilidade de o professor evitar considerar o mau comportamento como uma afronta pessoal. Muitas explosões emocionais dos alunos nem sempre se dirigem contra a pessoa do professor, mas sim contra a figura que o professor pode vir a representar, isto é, sempre uma "autoridade". A análise das causas da indisciplina deve abranger não sómente as manifestações — fraude, mentira etc. —, mas, também, as manifestações de angústia, medo, solidão etc. Um aluno tímido, inibido e solitário revela problemas psicológicos da mesma forma que o aluno turbulento. O professor, aplicando uma solução de emergência — "tratamento do sintoma" —, estará dando início ao esforço para ajudar o educando, evitando a repetição da situação-problema. — Algumas Sugestões de Soluções de Emergência Polarização em outra direção das forças motivadoras — interromper uma ação, tornar o aluno um elemento útil na aula são alguns tipos de mudança de direção das forças motivadoras. Assim, se um aluno, valendo-se de pedrinhas encontradas no local da aula, procura atirá-las em seus colegas, pode vir a ter mudada a direção de suas forças motivadoras, pelo menos na ocasião, com uma simples frase do professor: — "Paulinho" em quem você vai atirar a pedrinha? O aluno, descoberta a sua intenção, e não mais podendo esconder-se no anonimato, possivelmente, não tentará mais atirar a pedrinha. Uma distração momentânea do aluno pode vir a ser corrigida, também, através de uma sugestão: — "Roberto", venha mostrar-nos como executar o passe de "peito" As suas forças motivadoras passam a ser dirigidas para um objetivo bem definido. Alguns sinais ou atitudes do professor possibilitam, também, essa polarização das forças motivadoras. Assim, o fixar o olhar no aluno, o parar de falar, o franzir as sobrancelhas, o bater palmas, o aproximar-se do aluno são alguns dos meios eficazes de que se valem os professôres. O bom humor no processo da indisciplina — o sadio bom humor (não confundir com ridicularização ou sarcasmo) pode servir como procedimento para suavizar uma situação tensa. O sucesso do emprego do humor é função da criatividade e flexibilidade do professor. Um grupo de alunos ao entrar na quadra pendura-se nas balizas de futebol de salão. O professor, em lugar de usar uma reprimenda, diz: o local da nossa próxima visita já está escolhido. Será no jardim zoológico, pois há um interesse muito grande pela vida dos macacos." Uma pesquisa de Redl constatou que as crianças encaram o "humor come um agente de serenidade baseado na segurança". Mudando os fatôres em relação ao meio social — neste tipo de solução de emergência o professor muda o relacionamento entre o aluno indisciplinado e o meio físico social.

Afastamento brando — o professor faz com que o aluno troque de lugar, longe de outro, perto do professor etc. Algumas vezes, bem poucas, é verdade, torna-se necessário enviar o aluno à presença do diretor ou do coordenador, mas isto somente como medida extrema. Êste procedimento pode surtir efeito se evitarmos o exagero na sua utilização. Em casos de extrema gravidade, a direção do educandário pode suspender o aluno por alguns dias, até que um entendimento entre o protessor e os pais possa fornecer informações adicionais. Afastamento pela força — em alguns casos, o afastamento brando revela-se ineficaz, obrigando o professor a empregar a força física. Quando nos referimos ao uso da força física, não queremos dizer que a mesma venha a ser usada para castigar, vingar ou medir forças, mas sim quando houver perigo de danos físicos ou contra a propriedade. Assim, no caso de um sério desfôrço físico, os alunos têm de ser separados, muitas vezes, com emprego da força. Da mesma forma, se um aluno — criança ou mesmo adolescente — estiver usando perigosamente tesoura, canivete, faca, fósforos e t c , e se recusar a entregá-los voluntariamente, esses objetos devem ser retirados à força. Tais casos, felizmente, constituem exceções, terminando muitos de nós nossa carreira sem têrmos feito tal tipo de intervenção. Reexame da situação — em algumas ocasiões, é necessário modificar tôda a situação de uma turma. Uma conversa franca dos alunos com o professor e mesmo entre eles leva a conclusões que acarretam uma mudança radical da situação do ensino na turma. Outros Procedimentos que não Soluções de Emergência Inúmeros procedimentos são empregados em nossas escolas no contrôle de disciplina, encontrando-se entre eles: A retenção após as aulas — prática que vem sendo abandonada por servil de "reforço" — Skiner — à conduta errada. Uma turma detida após as aulas deve ser liberada tão logo as coisas melhorem no aspecto disciplinar. Retiradas de privilégios — a pequena quantidade de coisas que os alunos realmente gostam desencoraja tal medida. Eis aqui algumas considerações que gostaríamos de fazer no que concerne ao problema da disciplina. MANEJO DE CLASSE O denominado "manejo de classe" nada mais é que o controle e a supervisão efetivos que o docente exerce sôbre uma turma de alunos de forma a criar e manter nas aulas uma atmosfera favorável ao bom desenrolar dos trabalhos escolares. Isto deve ser conseguido pelo desenvolvimento nos alunos de hábitos de ordem, disciplina e trabalho e de atitudes de responsabilidade.

principalmente: — criar uma atmosfera de ordem e disciplina para que o trabalho possa ser bem desenvolvido nas quadras. ordem e correta conduta individual e social. proporcionando um maior rendimento. ginásios e piscinas. amor ao trabalho. asseio. lealdade e franqueza. Normas Sugeridas Para o Manejo de Classe A Moderna Didática de Educação Física sugere algumas normas que podem vir a ser observadas quando do manejo de classe. Dentre elas destacamos: — Ocupar tôda a turma com o trabalho que se pretende desenvolver. é quase sempre fruto da ociosidade dos alunos. — permitir a criação de hábitos de higiene.O "manejo de classe" objetiva. A indisciplina de uma turma. honestidade. — garantir um efetivo aproveitamento do tempo de aula. campos. "Ocupar tôda a turma com um trabalho ativo" . em Educação Física. pistas. — desenvolver atitudes de responsabilidade. sociabilidade. colaboração.

polarizando a atenção dos alunos para a tarefa. contribui para esse estado de coisas. O professor. por exemplo — uma turma de quarenta alunos e uma só bola para treinamento do saque em volibol —. tumultos e até mesmo rixas. Desta forma.-muitas vezes. quando se ocupa de alguns alunos individualmente e deixa os demais sem tarefas definidas e imediatas a cumprir. coloca os alunos em disponibilidade para brincadeiras. o docente deve começar o trabalho com tôda a turma. não possuem instalações e material adequado para a prática da Educação Física. tais como os que se seguem: — Atenuar a falta de espaço e de material com a divisão da turma em grupos. A escolha de uma atividade que não ofereça possibilidade material de ser executada. dando-lhes ocupações imediatas e bem definidas para só então procurar atender aos problemas ou dificuldades de cada aluno individualmente. recomendam-se outros procedimentos didáticos.A ausência de um trabalho que absorva a atenção e o interêsse dos alunos induzindo-os a praticá-lo é que gera essa inércia e conseqüentemente a indisciplina. que muitas vezes não pode ser alcançado por deficiências materiais de nossas escolas. Nestas circunstâncias. as quais. . em sua grande maioria. chacotas. Assim. o ideal será a "participação ativa de tôda a turma".

— verificação da aprendizagem. antes do início dos trabalhos. — formatura. Como se observa.A falta de espaço para as aulas de Educação Física e a quase total inexistência de material para essa atividade são duas constantes em nossas escolas. — critério a adotar quanto a atrasos. — chamada antes do início da aula. e uma das soluções que podem vir a ser adotadas é a da divisão da turma em grupos proporcionais ao espaço para os exercícios e ao material disponível. que envolvem os alunos. . deverá ser comunicada a todos os alunos: — períodos adotados para aferições de pêso e altura (Exame Biométrico). que. pouco depois. faz com que os alunos preparem o material a usar e. A turma foi dividida em três grupos. faz-se necessário estabelecer uma rotina de trabalho que. uma vez posta em prática. dos conteúdos a desenvolver ou do método a adotar. sociabilidade e comportamento que se dispensará aos alunos e que se espera ter em recíproca. entretanto. faz a chamada no início da aula e amanhã ao término da mesma. numa aula. •— atitude. na aula seguinte. — atividades a desenvolver nos dias de chuva. Nada melhor para tumultuar uma aula de Educação Física do que as "surpresas" diárias. faltas ou permissão para sair da aula. Logo a seguir. um dia exige formatura antes de iniciar os trabalhos e no dia seguinte deixa de fazê-lo. procurar atenuar tais carências. anterior. dos quais um executa os exercícios e cs demais observam. deixa ao sabor de seu humor a aceitação ou não dos alunos retardatários para tomarem parte na aula. — funcionamento dos grupos de trabalho. de responsabilidade única do professor que. hoje. Exemplo: damos agora. uma vez estabelecida. Exemplo: na foto. — Estabelecer e comunicar a rotina de trabalho que adotará em suas aulas. será a vez do último executar os movimentos da aula. Estes dois fatôres são. alguns itens que poderão vir a ser considerados no estabelecimento de uma rotina de trabalho. a título de exemplo. Como estes. Cabe ao professor especializado. outro grupo trabalhará e. caso não se disponha de local coberto. vemos uma turma de crianças e maula de Educação Física ministrada em uma varanda de reduzidas dimensões. não raro. — responsabilidade dos alunos quanto ao material. geradores de atitudes de indisciplina por parte dos alunos. por exemplo. se converterá em excelente elemento coadjuvante para um efetivo manejo de classe. êle mesmo faz questão de dispô-lo. outros itens poderão ser organizados em função das necessidades.

Outro importante fator coadjuvante para se obter um bom manejo de classe é o que podemos chamar de "imposição pelo exemplo". — Impor-se pelo exemplo. a maneira de tratar os alunos são alguns exemplos que. prejudica totalmente o bom manejo de classe. o seu autocontrôle. falta-nos agora dizer. que. o não protelamento do início da aula. não lhe resta "tempo" para uma eficiente direção de classe. o não prolongamento da aula além do sinal do término da mesma. preocupado como está com suas deficiências. — Apresentar-se à turma seguro do que vai ensinar. . feitos sem alarde. A improvisação torna o professor inseguro e impaciente. Quer isto dizer que a pontualidade do professor. Como vimos anteriormente. a improvisação é um dos importantes fatôres que desvitalizam o ensino e. marcarão profundamente os alunos e contribuem para o "manejo de classe".Na fotografia vemos uma fase da rotina de trabalho adotado para a turma em grupo de alunos preparando o material que vai ser usado por tôda a turma.

dado seu caráter antidemocrático. Nesta outra fotografia. — organizar o "JORNAL MURAL" de Educação Física. guardar e conservar o material de Educação Física. Exemplos: podemos dar oportunidades aos alunos para: — chefiar grupos de trabalho. gestos ou movimentos. O antigo sistema de adotar "guias" e "monitores" permanentes. na maioria das vezes os "melhores" alunos. — apanhar filmes selecionados pelo professor em filmotecas. de forma a dar-lhes oportunidades de colaborar nos trabalhos de classe. A Didática de Educação Física sugere. que o professor. produzindo indisciplina. — Rodízio dos alunos nas funções de responsabilidade. ainda. podemos ver um grupo de alunas responsável 297 . terá fatalmente um melhor domínio da turma e maior sucesso no seu trabalho. passe a distribuí-las entre seus alunos. e que cria privilégios e tira dos demais as oportunidades de assumirem deveres de responsabilidades. — demonstrar exercícios. com as atividades todas planejadas. criar formas de trabalho no momento estabelecem hiatos na aula.Idealizar exercícios na hora da aula. o mestre que se apresenta perante a turma seguro do que vai ensinar. — manipular os "instrumentais auxiliares" quando da utilização dos meios e técnicas de comunicação audiovisuais. — preparar. Ao contrário. ao invés de monopolizar todas as funções de responsabilidade da aula. pode-se adotar um rodízio entre os alunos. deve ser totalmente abolido. — fazer a chamada. P a r a isso.

pela conservação e guarda do material — colchão. possibilitando. a moderna Didática da Educação Física dá ênfase tôda especial à fase da diagnose e retificação da aprendizagem. freqüentemente. Tal fato ocorre por não ter o professor que ministra a iniciação desportiva ao nadador dado bastante atenção à fase da diagnose e retificação da aprendizagem. Estaremos. Diagnose da Aprendizagem As dificuldades encontradas na aprendizagem em Educação Física decorrem. da problemática de cada educando em relação ao que foi ensinado. logo a seguir. quando da assimilação dos conteúdos ministrados para. — seqüências fotográficas ou filmagem do aluno em ação.entrevistas informais de caráter individual. limitando-se a ensinar os "fundamentos" julgados básicos. aliás. — aplicação de testes específicos. que o ensino se torne mais rendoso e eficiente. . tais sejam: — observação sistemática de cada aluno. considerando-a tão importante quanto a da motivação e a do manejo de classe. periódicamente. Êste é. Na semana seguinte êste grupo será substituído por outro. coordenação motora. Isto faz com que esta fase do trabalho do professor de Educação Física assuma um caráter predominantemente individualizador. diminui-se o tempo dedicado às aulas comuns em favor dessa importante fase. um dia ou mais de treinamento para observar os defeitos e as dificuldades encontradas pelos alunos. Desta forma. portanto. — interrogatórios. . pode o docente lançar mão de inúmeros procedimentos. Assim. mas que se apresentam ao treinamento com um grande número de vícios e defeitos de ordem técnica. se estamos ensinando o estilo "crawl" a uma turma de alunos. há uma atitude coletiva de maiores cuidados a dispensar ao material de Educação Física. DIAGNOSE E RETIFICAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM EDUCAÇÃO FÍSICA A diagnose e a retificação da aprendizagem constituem a fase do trabalho docente em que o professor de Educação Física procura diagnosticar as dificuldades encontradas pelos alunos. o momento exato para efetuarmos as correções antes que os erros se instalem de forma práticamente irremediável. capacidade específica para aprender etc. uma vez que aí entra em jogo uma série de fatôres. Para êste trabalho. devemos reservar. Além do aspecto já abordado da delegação de responsabilidades. como as diferenças individuais. assim. aproveitando um momento em que a mecânica dos movimentos ainda está sendo instalada. retificar e atualizar a aprendizagem antes que os erros e as deficiências se tornem crônicos. Por isso. Os técnicos desportivos e os professôres de Educação Física que dirigem equipes sempre lastimam o desperdício de indivíduos possuidores de grande talento.

A partir daí. — se ocorrem freqüentemente lapsos de atenção. o docente procurará sempre colaborar com as especificações do tratamento recomendado pelos especialistas. — se a incompreensão e o domínio dos conteúdos decorrem de falhas de memória ou de raciocínio. oportunidade a que todos os — — — — . O professor de Educação Física deve colocar-se sempre ao lado do aluno. eles ainda não conseguem executá-lo. — se redundou da escassez de exercícios práticos para consolidar a aprendizagem. passamos a esta seguinte. insegurança. acompanhando-o no tratamento e aplaudindo-o nos seus esforços e nos seus sucessos. a seqüência seguida seria normal. pois ainda não o praticaram. Neste exato momento. Uma explicação sôbre o "fundamento" seguida de uma demonstração prática do tipo de passe em questão. Retificação da Aprendizagem De posse daquelas informações.Através dêsses procedimentos. prevenindo que a repetição do erro se transforme em hábito e se incorpore de tal forma que erradicá-lo será tarefa longa. frustrações. O mestre dá. podemos reconhecer qual a problemática de cada aluno em relação à aprendizagem. quando um professor de Educação Física estivesse desenvolvendo uma determinada "Unidade Didática" — Iniciação ao Basquete. os alunos ficam conhecendo o tal passe. desajustamento social. pelo menos teóricamente. verificando: — quais os erros e defeitos apresentados. embora com a aprendizagem bem encaminhada. medo. desajustamentos de natureza psicológica (imaturidade. podemos encontrar problemas mais profundos que estejam fora da ação direta do professor ou até mesmo da escola. A retificação da aprendizagem baseia-se numa simples premissa — eliminar progressivamente os erros. a seguir. Em certas ocasiões. mas. conforme o caso o exigir. substituindo-os por acertos. podemos encontrar: precário estado de saúde do aluno. incentivando-o. agressividade etc). má alimentação. — quais as atitudes e reações especiais que interferem diretamente na aprendizagem. difícil e penosa. por exemplo — e aí estivesse ensinando o "passe por cima da cabeça com ambas as mãos". Assim. Assim. o professor deve encaminhar o problema ao Orientador Educativo ou aos responsáveis pelo aluno. Nestes casos. que o conduzirão ao médico ou ao psicólogo. evitando a repetição de condições desfavoráveis que possam agravar a problemática manifestada.

. portanto. então. A seguir. concluímos facilmente que a diagnose e a retificação da aprendizagem é uma fase indispensável para que haja uma sólida aprendizagem em Educação Física. estarão os alunos aptos a executar o passe. evidentemente. Com o exposto. de maneira que haja uma real fixação da aprendizagem e. então. Cada um deles será diagnosticado e imediatamente o professor efetuará as correções até que a maioria dos alunos consiga efetuar o "fundamento" de forma certa. alunos treinem esse passe. novas repetições serão sugeridas. Aí. um novo aprendizado. um sem-número de erros. sabem efetuar o "passe por cima da cabeça com ambas as mãos". podemos afirmar que os alunos aprenderam e que. seria a aplicação do passe no desenrolar de uma partida."Aplicação do passe no desenrolar do jogo". com segurança e rapidez com um mínimo de esforço. Surgirá. A próxima etapa. sim.

até mesmo. Denomina-se "Avaliação da Aprendizagem em Educação Física" o processo que procura identificar. conseqüentemente. entretanto. não se limita sómente a aquisições no campo físico do desenvolvimento do educando. o que se convencionou chamar de "rendimento escolar em Educação Física". Transformações dessa natureza. investigar e analisar as modificações de comportamento que. rendimento escolar em Educação Física significa modificações de comportamento do educando. Em outras palavras. aproximam o aluno dos objetivos propostos. tarefa infecunda para a reflexão em nossa especialidade. modifica seu comportamento e passa a agir diferentemente daquele que não foi submetido a tal processo de aprendizagem ou que não logrou o mesmo êxito. vendo o mar como um amigo. maiores oportunidades de convívio com outros jovens de sua idade. que freqüentam a mesma praia ou piscina. — e. findo o processo de aprendizagem. que tenha aprendido a nadar durante o curso passa a encarar aspectos da vida de forma diferente — maior confiança em si próprio. a extensão do sucesso de um curso de Educação Física depende da qualidade e da quantidade das aprendizagens realizadas e. mas sim ao conjunto de contribuições para o desenvolvimento da personalidade do aluno a ela incorporadas de forma definida e inequívoca. como vimos anteriormente. fonte inesgotável de prazeres. o que vem constituir uma nova e importante fase do trabalho docente. É bastante recente a preocupação dos professôres de Educação Física acerca de uma avaliação mais ampla e apropriada do seu próprio ensino. por exemplo. num sentido progressivo. as modificações de comportamento podem ser avaliadas (identificadas. Desta forma. avaliar a aprendizagem em Educação Física significava cumprir um preceito legal por meio da aplicação dos "exames práticos".AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM EDUCAÇÃO FÍSICA Os resultados do ensino da Educação Física constituem. influência nefasta do "Regulamento Geral de Educação Física" — Método Francês. Um aluno. Avaliação da Aprendizagem Conforme já expusemos. da modificação do comportamento do educando. contudo. . destarte. mais uma forma de ocupar suas horas de lazer etc. Esse rendimento precisa. constituem os objetivos propostos pelo professor. estaremos apreciando o sucesso do ensino por nós ministrado. Êste rendimento escolar. Todavia. os quais. para nós. aferir. Até então. ser avaliado. em seu conjunto. através das variadas experiências de aprendizagem propiciadas pelo curso ministrado pelo professor. devem apresentar-se como aquisições definitivamente incorporadas à personalidade do aluno. a olhar a natureza de forma diferente. aferidas e comparadas) e. quando um aluno incorpora uma experiência de aprendizagem. moças e rapazes.

Quanto ao orientador educativo. a avaliação feita pelo professor fornece um grande número de dados que favorecerão o atendimento individualizado e até mesmo permitirão identificar as dificuldades do meio escolar. Ao professor. . a avaliação permite apreciar o seu próprio ensino. cada vez mais. além de permitir-lhe uma graduação melhor da tarefa. Por último. de acordo com as suas possibilidades individuais. estimar os métodos empregados e sua atuação como planejador. a comunicação dos resultados de uma avaliação aos pais do aluno em muito poderá ajudá-los a reformular algumas atitudes com relação ao filho. orientador e controlador das atividades discentes.OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO A avaliação permite que o aluno reconheça suas aptidões. A avaliação permite à direção da escola uma reavaliação do currículo e dos programas adotados e posterior adaptação à realidade escolar. habilidades. que farão com que êle procure desenvolver-se. capacidades e limitações e o acompanhamento de seus progressos.

Traçar na parede um retângulo com as medidas oficiais do gol (2m x 3m). demarcado como no desenho que se segue. Partida sentado" — (V. e. Exemplo: "Teste de precisão no arremesso do Andebol". agora usando o "arremesso em movimento. Exemplo: "subir 5. Prova para obter o "Certificado Secundário de Educação Física" — "Método Francês"). No caso de eles atingirem as linhas limítrofes das zonas. efetuará mais cinco. não serão atribuídos pontos. serão atribuídos os pontos de menor valor. buscando obter dados complementares e qualitativos. três passos no máximo.FORMAS DE AVALIAÇÃO A avaliação restrita vale-se de técnicas com a preocupação de obter dados quantitativos concernentes a uma determinada situação tanto do ensino como da aprendizagem. usando-se o "arremesso parado. O aluno recebe a bola. aproximadamente a 12 metros do gol. sem auxílio dos pés. Somam-se os pontos obtidos nos dois tipos de arremesso. 303 . A avaliação intermediária já apresenta uma investigação mais completa. Se o arremesso fôr para fora ou sôbre as linhas que substituem a baliza.50m de corda lisa. após uma pequena progressão. Os cinco arremessos serão efetuados de uma distância de 7 metros. com queda". considerando-se o valor atribuído às zonas atingidas pelos mesmos. de longa distância". efetuará o arremesso. Após os cinco arremessos.

A avaliação ampla é a mais recomendada por fornecer um maior número de dados. . A observação sistemática de diversos tipos de performances e comportamentos pode ser feita durante o desenrolar de diversas situações naturais ou controladas. Para uma avaliação desse tipo. procurando atingir áreas mais profundas. porque se vale de diferentes técnicas e medidas. obtendo um panorama tão completo quanto possível do indivíduo. podemo-nos valer de três técnicas principais: — observação sistemática.Como vemos. portanto. superior à avaliação restrita usada antigamente. esta avaliação já envolve um aspecto qualitativo. atitudes e preferências. Êste tipo procura avaliar os três grupos de transformações que pretendemos atingir através de nossas aulas de Educação Física — habilidades. — testes padronizados. conhecimentos e ideais. — análise das informações cumulativas. sendo.

Os testes padronizados já encontram bastante aceitação entre nós. que. também.E.). E. hoje em dia. . O ajustamento pessoal e social do educando também é passível de avaliação através de testes de personalidade que. segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. de São Paulo. divulgado em 1964. entretanto estão ao alcance do professor de Educação Física. no Brasil.O. pela Divisão de Educação Física do Ministério da Educação e Cultura. naturalmente. por exemplo. A ficha cumulativa consta de um formulário padronizado de forma a conter todas as indicações sôbre cada aluno. Deixamos de desenvolver neste trabalho a avaliação ampla. omitimo-nos de desenvolver o tópico sôbre a avaliação ampla. Outras técnicas. por fim.E.F. aparecerá mais completo e profundo em tal publicação. ser avaliadas através de ' questionários de interesses". por têrmos conhecimento de que já está sendo preparado um trabalho que em breve será publicado. de existência obrigatória em todos os educandários. O arquivo das fichas cumulativas é organizado pelo "Serviço de Orientação Educativa" (S. como. Assim.E. evitando a duplicidade de recursos tão nefasta à administração de qualquer órgão. havendo um trabalho sério organizado pelo D. a análise das informações cumulativas. o emprego de sociogramas. somente podem ser aplicados por psicólogos. As preferências individuais podem. sob a forma de livro. constantes nas "fichas cumulativas" de cada aluno que se encontre sob sua responsabilidade. . preparados pelo professor de Educação Física.

faz-se necessário estabelecer algumas normas. para a elaboração de relatórios.DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS E CONCLUSÕES DE EXPERIÊNCIAS OU PESQUISAS O trabalho do professor de Educação Física não poderá ser considerado como concluído senão quando os resultados de seu trabalho e as conclusões das experiências e pesquisas realizadas forem divulgadas. Algumas escolas exigem dos docentes de Educação Física relatórios onde encontraremos informações de caráter genérico sôbre o trabalho que o professor desenvolveu durante o curso. que possam vir a ser adotadas pelos professôres que assim o desejarem. Podemos abordar num relatório os itens assim discriminados: . Elaboração de Relatórios Os relatórios devem primar pela simplicidade e objetividade. pela clareza e precisão de seus enunciados e sobretudo corresponder à realidade. Desta forma.

mencionaremos as Unidades Didáticas desenvolvidas durante o curso. Sugestões Para o Próximo Curso — consignação de algumas sugestões para um próximo curso que poderão vir a ser consideradas pela Direção da Escola ou organizadores do curso. o ano letivo e o nome do professor responsável pelo relatório. o nome da "prática educativa" — Educação Física. Se o relatório fôr individual. A título de introdução. Métodos e Meios Empregados — devemos deixar. Aperfeiçoamento Didático-pedagógico do Pessoal Docente — se o relatório abranger uma equipe de professôres. Damos a seguir um exemplo de relatório individual: . consignado no relatório os métodos e os meios que empregamos ao desenvolver as unidades didáticas. tal recomendação deixa de se fazer necessária. o líder. Objetivos Específicos e Avaliação — é recomendável enunciar os objetivos estabelecidos no início do curso de modo que facilite o entendimento de quem fôr ler o relatório. também. ou o coordenador. Atividades Discentes — relação de todas as atividades desenvolvidas pelos alunos durante a duração do curso — horário e natureza das mesmas. ainda. fazer-se uma referência ao material utilizado. Unidades Didáticas Desenvolvidas — a seguir. deverá consignar o que foi feito para o aperfeiçoamento didático-pedagógico dos professôres sob sua coordenação. é interessante fazer-se uma apresentação que contenha uma justificativa superficial do porquê do relatório e uma apreciação do trabalho desenvolvido.Cabeçalho e Apresentação — contendo o nome do educandário. Material Utilizado — é bastante interessante. A avaliação do rendimento do ensino poderá aparecer nesse item do relatório.

A. F. . INEP — SEC Relatório Anual 1968 Prof. J. G.EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLA G.

tendo em vista o momento político que a Guanabara atravessava naquela época. podemos afirmar que 1968 foi o ano em que os alunos apresentaram maior rendimento em Educação Física. através de duas aferições anuais. estabelecemos os Objetivos Específicos da Educação Física para as turmas da Escola G segundo três categorias: a) habilidades e aspectos físicos do desenvolvimento do educando. OBJETIVOS ESPECÍFICOS PROPOSTOS Quando da elaboração do Plano de Curso para 1968. Levando em consideração o espírito que norteia os trabalhos nesta escola. Dentro de algum tempo os resultados obtidos poderão fornecer subsídios a futuras pesquisas no campo do desenvolvimento físico de nossas crianças.O presente relatório tem por objetivo fazer uma avaliação das atividades de Educação Física. o seu término foi antecipado de duas semanas. O primeiro período do ano letivo iniciou-se normalmente. como principal modificação na orientação que vimos imprimindo. UNIDADES DIDÁTICAS DESENVOLVIDAS 1. Introduzimos. as crianças tiveram um mês de férias. b) informações e conhecimentos. realizadas em 1968. c) ideais. fizemo-lo experimentalmente com crianças do primeiro ano escolar. atitudes e preferências (vide Plano de Curso). Considerando a nossa experiência de sete anos nessa escola. ao contrário do que ocorria em anos anteriores quando tinham apenas quinze dias. com as atividades desenvolvendo-se como prevíamos no Plano de Curso." ano primário UNIDADE I — "Iniciação à Ginástica Olímpica" 1 — SOLO — pequenos apoios rôlo simples para frente vela avião salto da coragem pequenas séries (combinação de exercícios) 2 — EXERCÍCIOS SÔBRE APARELHO a) Plinto — trepar saltos simples b) Banco Sueco — atravessar — equilíbrio exercícios com o banco . entretanto. o controle do pêso e da altura das crianças. que estiveram sob nossa responsabilidade. Com isso. O segundo período desenrolou-se dentro da normalidade.

frente rôlo para trás rã avião salto da coragem esquadro roda (estrela) 2 — EXERCÍCIOS SOBRE APARELHOS a) Plinto — trepar saltos simples b) Banco Sueco — atravessar escorregar equilíbrio exercícios com D banco UNIDADE II — "Iniciação ao Atletismo" 1 — CORRIDAS — jogos de iniciação 2 — SALTOS — altura jogos de iniciação distância UNIDADE III — "Iniciação com Bolas" bater conduzir passar transportar 3." e 4.UNIDADE II — "Iniciação ao Atletismo" 1 — CORRIDAS — jogos de iniciação UNIDADE III — "Iniciação com Bolas" bater conduzir passar arremessar 2." ano -primário UNIDADE I — "Iniciação à Ginástica Olímpica" 1 — SOLO — pequenos .° ano primários UNIDADE I — "Iniciação ao Atletismo" 1 — CORRIDAS E REVEZAMENTOS 2 — SALTO EM ALTURA 3 — SALTO EM DISTÂNCIA UNIDADE II — "Ginástica Olímpica" 1 — SOLO 2 — SALTOS SOBRE O PLINTO .apoios rôlo para.

2 T. 5 T. 4 T. 3 Folga Coletiva T. 6 T. Distribuição das Aulas 1. 14 T. 11 T. 7 T. 3 T.UNIDADE III — "iniciação ao Basquete' 1 — GRANDE JOGO (Basquetinho) 2 — REGRAS BÁSICAS 3 — FUNDAMENTOS — — — — — ATIVIDADES DOCENTES 1. Duração das Aulas 1.º ano — 30 minutos Total bruto — 30 horas 3. 8 T. 2 T. 4 T. 12 T. 9 T.º ano — 50 minutos 4.° ano ano ano ano — — — — duas duas uma uma (2) (2) (1) (1) aulas semanais para cada turma aulas semanais para cada turma aula semanal para cada turma aula semanal para cada turma condução drible passes arremessos prática do jogo 2. 1 T. 13 T.° ano — 50 minutos Total bruto — 25 horas ATIVIDADES DISCENTES Horário Segunda Terça T.° 3. 8 T. 6 Quarta Quinta Sexta Sábado T." ano — 20 minutos Total bruto — 20 horas 2.º 2. 7 T. 5 . 10 T.° 4. 1 T.

horários. — Material necessário para ser adquirido: — banco sueco — 1. Deixamos de enunciá-las aqui uma vez que a Divisão de Educação Física do Ministério da Educação e Cultura já está preparando um livro específico sôbre o assunto. circulares. — colchões — 2. livros de ponto e planejamentos. ordens de serviço. — cestas móveis para basquete — 2. Comunicação de Resultados de Experiências e Pesquisas A comunicação e a divulgação dos trabalhos dos professôres de Educação Física devem obedecer a certas normas e técnicas especiais. .MÉTODOS EMPREGADOS 1 — Natural Austríaco 2 — Desportiva Generalizada MATERIAL EMPREGADO — Colchões — Plinto — Banco Sueco — Banco Curto — Bolas de Borracha — Quadro-negro — Giz — Apagador — Bastões — Arcos — Maças — Fitas coloridas — Apito — Sino — Lenços — Balança e Antropômetro SUGESTÕES PARA 1969 — Uso da expressão "Educação Física" por todos os professôres e funcionários da Escola quando se referindo a essa prática educativa. — Aferições de peso e altura de todos os alunos que freqüentam as aulas de Educação Física. — Emprego da expressão "Educação Física" em todos os documentos. ofícios. — bolas de borracha — 10. — fitas coloridas — 20 (4 cores diferentes).

na execução das fases da atividade discente por nós estudadas — significando para o moderno professor de Educação Física: . por conseguinte.CONCLUSÕES Hoje em dia. dependendo. mostrar que a discriminação que parece existir contra o professor de Educação Física nada mais é do que um fenômeno de natureza sociológica — estratificação —. Em continuação. Ao mesmo tempo. ressaltamos a responsabilidade do professor de Educação Física na escolha dos objetivos que irá propor para seus alunos. os aspectos evolutivos e o dimorfismo sexual e suas influências nas práticas físicas. segundo se trate de adolescentes ou crianças. vimos. procuramos mostrar a tendência existente de orientar a escolha dos conteúdos no sentido da prática dos Desportos e de uma Iniciação Desportiva. com algum cuidado. Logo depois. Mais adiante. valorizam-se mais os elementos ligados à instrução do que os que se preocupam com a educação. também. dois aspectos fundamentais a considerar no educando. aspecto esse descurado tanto por ocasião do ingresso nos cursos superiores de nossa especialidade. Educação e Didática. Buscamos. a idéia da necessidade de uma maior reflexão no que diz respeito à Didática de Educação Física. Cientes dêste fato. Essa técnica de dirigir e orientar a aprendizagem consiste. quanto no momento da realização de concursos para ingresso nos quadros do magistério oficial. fruto de uma época em que avulta a importância da ciência e da tecnologia e. centro de todo o processo educacional. A moderna concepção de Educação Física exigiu o que poderíamos chamar de uma "nova técnica de ensino" capaz de traduzir no campo prático a evolução técnica já aceita pela maioria dos educadores. analisamos os requisitos julgados básicos para um professor de Educação Física. A seguir. procuramos tecer algumas considerações que julgamos fundamentais sôbre Pedagogia. de modo a atingir uma grande massa de praticantes. depois. conforme as franquias proporcionadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e na seleção dos conteúdos a desenvolver. tecemos algumas considerações sôbre os dois métodos de Educação Física mais empregados no Brasil — o Método Natural Austríaco e a Educação Física Desportiva Generalizada — preferência essa demonstrada pelo professorado brasileiro. como vimos. cada vez. mais se faz necessário ao docente de Educação Física um conhecimento mais aprofundado sôbre Educação.

AMARAL FONTOURA. BAUZER MEDEIROS. A. E. AMARAL FONTOURA. 25-32. Sociedade e Desenvolvimento" — M. com mais liberdade de ação e maiores responsabilidades. AMSLER. (1959): "Puberdade e Educação Física" — Arquivos da Escola Nacional de Educação Física e Desportos — n. — INEP — CBPE — págs. (1959): "Jogos de Força" — M. 27. F. L. ARENO. E.R. 23. é. (1957): "A Doutrina Austríaca de Educação Física" — Boletim de Educação Física — n.M.E. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABREU. P. ARENO. (1960): "108 Jogos para Jardim de Infância" — Livraria Agir Editora — São Paulo — págs. 22. — D.A — PLANEJAR baseado numa sondagem prévia e num prognóstico realista dos resultados. 242. (1963): "Aprendizagem Através do Gesto" — Trabalho apresentado ao I Congresso Luso-Brasileiro de Educação Física — Rio de Janeiro. E. ALVES IRACEMA.° 17 — junho — págs. 55-70. 17. — Rio de Janeiro.C. apresentando os conteúdos através de boa apresentação didática. (1964): "Sumário de Didática Geral" — Gráfica Editôra Aurora. fazendo periódicamente sondagens e retificações. 21. (1968): "Súmulas de Basquete" — Apostila do I Ciclo de Estudos Sôbre Educação Física — págs. 25. 3. ALVES DE MATTOS.° 13 — junho — págs. BASTOS DE ÁVILA. O moderno professor de Educação Física. BAUZER MEDEIROS.E. 4. W. 191. 43/60. 243. W. hodiernamente. — Rio de Janeiro. e CRUZ MACHADO. A. 121-132. dirigindo as atividades discentes. 1-7. ( S / D ) : "Sociologia Educacional" — Edições Melhoramentos — págs. . J. — Rio de Janeiro. 5 e 6. B — ORIENTAR a aprendizagem dos alunos. Ltda. 28.C. Ltda. considerado com um autêntico educador. 213.° 15 — dezembro — págs. (1963): "Notas sôbre a Formação do Professor de Educação Física" — Trabalho apresentado ao II Congresso Luso-Brasileiro de Educação Física — Rio de Janeiro — págs.N. (1963): "Introdução à Sociologia" _ Livraria Agir Editora — Rio de Janeiro — págs. (1968): "Diretrizes e Bases da Educação Nacional — Gráfica Editora Aurora. incentivando-os. J. (1962): "Fundamentos Biológicos da Educação Física Feminina" — Arquivos da Escola Nacional de Educação física e Desportos — n. (1968): "Educação. manejando a turma com habilidade e mantendo a disciplina. assegurando a integração e fixação dos conteúdos. ANDERSEN LEITÃO. AZEVEDO. E.F. avaliando os resultados. (1966): "Didática Geral" — Gráfica Editora Aurora. J. — D. — Rio de Janeiro. 29 e 30. C — CONTROLAR a aprendizagem. Ltda.E.E. F. BAUZER MEDEIROS.

'.° 20 — j u n h o / d e z e m b r o — págs. C U N N I N G H A N . G O M E S DE F A R I A J Ú N I O R . 11-27.E. — M.° 21 — d e z e m b r o — págs. C H I A F A R E L L I M I G N O N E . . (1964): " Q u e m é capaz de . M. — Rio de J a n e i r o . — M. (1955): "Danças Folclóricas B r a s i l e i r a s " . (1966): "La G i m n a s i a en el J a r d i n de I n f a n t e s " — Editorial K a pelusz — Buenos Aires. R. DIEN. (1965): "Educação e Sociologia — Edições M e l h o r a m e n t o s — São P a u l o — págs. (1961): "A Projeção Fixa no E n s i n o " — Irmãos Pongetti E d i t o r e s — Rio de J a n e i r o — págs. G O M E S DE F A R I A J Ú N I O R . 69/76 — D. B O A V E N T U R A DA S I L V A .C. (1967): "Psicologia Educacional" — F a c u l d a d e de Filosofia. M. L. C i ê n cias e L e t r a s do Rio de J a n e i r o — Rio de J a n e i r o . Brasil Editora — São Paulo. (1933): " C o m p ê n d i o da Filosofia" — Edição da L i v r a r i a Globo — P o r t o Alegre. — Rio de J a n e i r o . e A M Y L O N G . (1968): " E l e m e n t o s de Psicologia" — Divisão de Educação Física — M.E. . G. W. G U I L L E N . G O M E S DE F A R I A J Ú N I O R . (1963): " M a n u a l de J o g o s " — L i v r a r i a E d i t ô r a F l a m b o y a n t — S ã o Paulo. 169/173. (1968): "Os meios de Comunicação Audiovisuais e a Didática de E d u c a ç ã o Física" — Boletim Técnico Informativo n. (1960): " I n t r o d u ç ã o à E d u c a ç ã o " — Editora Globo S A . (196C): " B a s k e t b a l l — Metodologia do Ensino e do T r e i n a m e n t o " — Cia. A.° 4 — j u l h o / a g o s t o — págs. B. 33/38. e T H O M E T . 57. da O b j e t i v i d a d e e da Eficiência do T r a b a l h o E d u c a t i v o " — Boletim Técnico Informativo n.E. L. J. (1968): "Necessidade de um Esquema-Padrão. (1968): "Noções de Didática G e r a l " — Apostila do Curso N o r m a l do Instituto Congregacional de Nilópolis. A. A. G O M E S DE F A R I A J Ú N I O R . D A I U T O . E. E. (1968): "Os m o d e r n o s meios de C o m u n i c a ç ã o Audiovisuais aplicados ao E n s i n o " — Apostila do Curso de F o r m a ç ã o de P r o fessôres de Técnicas Comerciais da D. 155/160. — M. (1962): " I n t r o d u ç ã o á Didática G e r a l " — Editora F u n d o de C u l t u r a — Rio de J a n e i r o — págs.E.E. D U R K H E I N . (1965): "Uma Nova Área no C u r r í c u l o P r i m á r i o M o d e r n o — A r q u i v o s da Escola Nacional de E d u c a ç ã o Física e Desportos — n. 1. A. D U F R E S S E .L i v r a r i a M a r t i n s E d i t o r a — São P a u l o .F. 19-35 — D. E.° 3 — m a i o / j u n h o — págs. 331/366. como G a r a n t i a da U n i d a d e da C o n t i n u i d a d e . L. T. M A . — P o r t o Alegre.'" — Editorial P a i d ó s — Buenos Aires. — Rio de J a n e i r o . (1966): "Educación del Sentido R í t m i c o " — Editorial Kapelusz. DORIN. (1965): " G i m n a s i a I n f a n t i l " — Editorial P a i dos — Buenos Aires. (1967): "Testes e Medidas na E d u c a ç ã o " — F u n d a ç ã o G e t ú l i o V a r g a s — ISOP — Rio de J a n e i r o — pág. 58. M.C.E.BAUZER.C. G I U S E P E NÉRICI. A. CRUZ. C A R L S Q U I S T . (1966): "A Educação Física e a Escola I n t e g r a d a " — A r q u i v o s da Escola Nacional de Educação Física e Desportos — n.S. A.F. (1961): "Guia para o Professor de Recreação e I n i ciação Musical" — Ricordi — São Paulo.C. D U A R T E .F. G O M E S DE F A R I A J Ú N I O R .E. C A M A R I N H A . — Rio de J a n e i r o . I. C O M P A G N O N . CORRÊA G I F F O N I . M.

(1957): "Planejamento do Ensino" — Boletim da Educação Física — n. A.. (1964): "Introdução à Filosofia" — Livraria Agir Editora — Rio de Janeiro. 271.A. (1967): "Vamos a Julgar!" — Vertical XX. P. e TEIXEIRA. LISTELLO. J.O.° 4 — julho/agôsto — págs. (1965): "Recreación y Educación Física Desportiva" — Editorial Kapelusz — Buenos Aires. E. (1960): "A Educação pelo Jogo" — Livraria Editora Flamboyant — São Paulo. — Rio de Janeiro. MAINHARD. 51. — Rio de Janeiro. MAINHARD. Editora — Buenos Aires. P. 107. G. LOURENÇO FILHO. MOREIRA GAYOSO. 164. (1968): "Plano de Aula — Dança" — Apostila do Curso "Educação Física na Escola Primária" — outubro — pág. Ciências e Letras do Rio de Janeiro. L. D. (1961): "Pedagogia" — Editorial Luis Miracle.-R.F. H. M. P.C. CLARC. M.C. — M. (1967): "Coleção C. 2. Editôres — Belo Horizonte.E. 266. W. MCRANDO. 77/100. 1.A. 361. MIRANDA.GUIMARÃES PASSARINHO I. HEARD KILPATRICK. (1967): "Organização e Administração Escolar" — Edições Melhoramentos. (1968): "O Jogo" — Apostila do Curso "Educação Física na Escola Primária" — outubro — págs. MOREIRA GAYOSO M. 3. SCHOEBEL. JACQUIN. (1967): "Mural Didático na Escola Primária" — Ao Livro Técnico S. MARROU. (s/d): "Técnica do Voleibol Moderno" — Carneiro & Cia. (1966): "Filosofia da Educação" — Faculdade de Filosofia.E. R. LUDWIG LIPPMANN. (1967): "Plano de Curso — Dança" — Planejamento para o ano letivo de 1967. F. MARX. V.B. MOREIRA GAYOSO. LEITÃO DA ROCHA. HAMMOND. H. M. H. — Barcelona — págs. E. (1968): "Educação Física Desportiva Generalizada" — Boletim Técnico Informativo n.° 15 — dezembro — págs. A." — Editora Fulgor Ltda. Ciências e Letras do Rio de Janeiro. M. Ciências e Letras da Universidade do Estado da Guanabara. . — São Paulo. (1967): "Problemas da Disciplina" — Ao Livro Técnico S. — Rio de Janeiro. (1966): "História da Educação na Antigüidade" — Editora Herder • — São Paulo — pág. 347. (1966): "Psicologia Educacional" — Faculdade de Filosofia. M.C. São Paulo — págs. S.. (1957): "Curso de Filosofia" — Livraria Agir Editora — Rio de Janeiro. 41. (1965): "Iniciación com Pelotas" — Serviço Escolar Desportivo WV — pág. (1966). (1968): "Plano de Unidade Didática — Dança" — Planejamento para 1968 — Unidade III — Danças do Sul. (1965): "Educação para uma Civilização em Mudança" — Edições Melhoramentos — São Paulo — págs.E.S. MAZZEI. MUUSS. MATHOR7. LEME LOPES.. MIRI.A. 80/110 — D. e BARBOSA. 352.H. 4.R. A. 63. RE.I. 25. "História da Educação" — Faculdade de Filosofia. M. JOLIVET. 106. CRENN.

A. 67. . I. SAUR. G. OLIVEIRA LIMA. J. — n.E.T.F. NASCIMENTO.B. 35/47. —• Rio de Janeiro.A.G. 17. NOVAES. 38. REIS.D. Ciências e Letras do Rio de Janeiro. 39. (1964): "Currículo Primário Moderno" — Centro de Publicações Técnicas da Aliança para o Progresso — Rio de Janeiro — págs.H.E. 372/390. H. 144. C. — D. 53/72. 24. 7. — Rio de Janeiro. — Rio de Janeiro. (1968): "Técnicas Audivisuais nas Escolas de Educação Física" — D.C. — M. PEREGRINO SEABRA FAGUNDES. PROCHOWNIK. (1968): "Conflitos no Lar e na Escola" — Editora Vozes Ltda. e SIMÕES. 21.A. A. I. 89. 147. N. (1967): "Testes e Medidas na Educação" — Fundação Getúlio Vargas — ISOP — Rio de Janeiro — págs.° 5 — setembro — págs. 38/40. L. (1966): "Gimnasia Escolar Especializada" — Editorial Paidós — Buenos Aires. (1968): "Plano de Curso para a Segunda Série Ginasial" — Planejamento Geral para a Área da Educação Física — GENAP — págs.F. Recreação — Jogos" — Tipografia Baptista de Sousa & Cia. (1965): "Sistemas e Métodos da Educação Física" — Gráfica Mercúrio — São Paulo. PABST DE SA EARP. H.N. J. CE. ROTHIER DO AMARAL.E. TENNA MARINHO. 35. 54. D. M. L. (1956): "Ginástica Educacional Moderna". 55.F.E. 87. (1963): "Monarca e Educação Física" — Arquivos da E. REIS. PEARON. PENNA MARINHO. R. 143. A.P. 109. 18. — M. 20 e 21.E. 6. 38. W.E. 42.M. (s/d): "Plãno de Aula — Método Natural Austríaco" — IV Estágio Internacional de Educação Física.W. — n.J. 202/230. ( s / d ) : "Ginástica Feminina Moderna" — Apostila do Curso de Ginástica Feminina Moderna — U. (1968): "ABC da Ginástica Infantil" — Imprensa Oficial — Belo Horizonte. PARKIN.° 3 — maio/junho — D. I. (Editores) — Rio de Janeiro. (1956): "Ginástica Feminina Moderna" — Arquivos da Escola Nacional de Educação Física e Desportos — n. M. RAGAN. — págs. SCHOLTZMETHNER. QUEIROZ DE ARAÚJO. (1967): "Educação Física.° 9 — janeiro/junho — págs. E. 36.M. 53. (1965): "Calistenia no Plano Geral da Educação Física — A. 50. — Petrópolis — págs.F. (1967): "Quadro de Giz" — Ao Livro Técnico S. (1966): "O Ensino de Segundo Grau" — M.I. 19. (1967): "Súmulas da Aula de Administração Escolar — Faculdade de Filosofia. OLIVEIRA LIMA. 148. — Rio de Janeiro.E. SATURNINO. 43. 41. (1966): "Escola no Futuro" — Edições Encontro — São Paulo — págs. 88. 19. L. 5. REGO BARROS. E. e VASCONCELLOS.NOGUEIRA VAZ. — março.° 18 — junho/dezembro — págs.E. OLIVEIRA LIMA. 145. (1968): "Iniciação Desportiva Através de Jogos" — B. H. (1968): "Plano de Unidade Didática para as turmas do Terceiro Ano Ginasial — GENAP. (1965): "Educar para a Comunidade" — Editora Vozes Ltda.S.E. PEUKER. 44. (1949): "Síntese Pedagógica das Atividades Rítmicas Educacionais" — Arquivos da Escola Nacional de Educação Física e Desportos — n.E.S.C. (1964): "Guia da Educación Física para el Maestro" — Editorial Paidos — Buenos Aires.C.F. — Petrópolis — págs. ROCHA BASTOS. 20. 146. 119/124. L. 85/101. 37. 51.

Lourenço Filho — págs. 5. SEYBOLD-BRUNAHUBER. (1964): "Recursos Audiovisuais na Escola" — Editora Fundo de Cultura — Rio de Janeiro. 21. (1968): "Plano de Unidade Didática — Ginástica Feminina Moderna" — Apostila do Curso de Educação Física na Escola Primária — C E . 6. 31. 20. N. 7. SUAUDEAU. (1968): "Plano de Aula — Ginástica Feminina Moderna" — Apostila do Curso de Educação Física na Escola Primária —• CE. (1965) — "Um bolsista brasileiro na França — Rio de Janeiro. Prof. 28. ZANON BARREIRO. Prof.A. . 19. (1960): "Atividades Extraclasse e Liderança" — Rio de Janeiro. 29. 15. TROTTA. e WITTICH. C F . (1966): "Súmulas da Didática Geral" — Faculdade de Filosofia e Letras do Rio de Janeiro — págs. J. J. J. N. (1960): "Los Nuevos Métodos de Educación Física" — Editorial Paidos — Buenos Aires — págs. A. STAMATO. 20. TROTTA.SCHULLER. (1963): "Nueva Pedagogia de Ia Educación Física — Editorial Kapelusz. Lourenço Filho. W. R. ZANON BARREIRO. 8 e 9. 7.

o Processo da — 210 Conhecimentos — 64 Contestes — 77 Conteúdos — 70 Controle de Aprendizagem — 287 Crescimento . As Necessidades da — 32 Cultura Geral — 50 Dança — 87 Dança Folclórica — 90 Dança Moderna — 89 Demonstração Didática — 208 Desportos — 95 .ÍNDICE Adolescência — 35 DA MATÉRIA Diafilmes — 248 Diagnose da Aprendizagem em Educação Física — 298 Diapositivos — 247 Diascopia — 244 Didática — 23 Didática de Educação Física — 26 Dimorfismo Sexual do Educando e suas Influências nas Práticas' Físicas — 40 Disciplina em classe — 287 Divulgação de Resultados e Conclusões de Experiências ou Pesquisas — 306 Educação — 10 Educação Física Desportiva Generalizada — 127 Educação de Grau Médio — 18 Educação de Grau Primário — 16 Educação Sistemática. Direção do — 282 Atividades Extraclasse — 262 Avaliação da Aprendizagem em Educação Física — 301 Brinquedos Cantados — 87 Campismo — 264 Ciclo Docente — 142 Ciclo Vital — 30 Comunicação. Considerações Acêrca dos — 39 Profis- Adolescentes. Alguns Aspectos da — 13 Educando.31 Criança. mas — 39 Principais Proble- Álbum para Assuntos Didáticos (Álbum Seriado) — 222 Apresentação dos Conteúdos — 206 Atividades Discentes. Aspectos Evolutivos do — 28 Ensino de Grau Superior — 20 Episcopia — 243 Estratificação do Grupo sional Pedagógico — 52 Ética Profissional — 57 Exercícios Físicos para Crianças e Adolescentes. Influências de Fatôres da Esfera Social sôbre os — 38 Adolescentes.

Conceito de — 108 Método.195 Pedagogia — 2 Planejamento do Ensino da Educação Física — 143 Plano de Aula — 172 Plano de Curso — 152 Plano de Unidade Didática — 163 Porta-Quadros ou Porta-Gravuras — 229 Professor de Educação Física — 45 Prognose — 145 Projeções Animadas — 251 Projeções Fixas — 243 . Principais Empregados no Brasil — 109 Metodologia — 108 Modernos Meios de Comunicação Audiovisuais Aplicados à Educação Física — 210 — 217 Motivação — 105 195 Objetivos Comuns — 66 Objetivos do Ensino — 61 Objetivos do Ensino da Educação Física — 63 Objetivos Específicos —• 66 Objetivos Imediatos — 67 Objetivos Nomenclatura dos — 66 Objetivos Particulares — 67 Orientação da Aprendizagem .Fenômeno Educativo. Fenômeno da — 55 Líderes. Características do — 5 Finalidades da Educação — 61 Finalidades da Educação Brasileira — 62 Grupo Profissional Pedagógico. Importância na Aprendizagem da Educação Física — 109 Método Natural Austríaco — 110 Métodos. Formação do — 51 Ginástica — 97 Ginástica para Crianças — 97 Ginástica Feminina Moderna — 98 Gravadores — 256 Grupo Folclórico — 271 Hebelogia ou Hebeologia — 37 Habilitação Profissional — 49 Habilidades — 64 Ideais — 66 Incentivação — 198 Infância — 31 Integração e Fixação da Aprendizagem — 284 Interrogatório — 208 Instrução Programada — 258 Iteração — 286 Jogos — 78 Jornal Mural — 276 Juventude — 36 Liderança. Tipos de — 57 Linguagem Didática — 206 Manejo de Classe — 292 Materiais Ilustrativos e Informativos — 238 320 Método.

299 Retroprojeção — 245 Sondagem — 145 Televisão — 258 Toca-Discos — 254 Trabalho Docente. Aptidões Específicas — 48 Trabalho Individual — 282 Trabalho Socializado — 282 Transparências. de — 247 Principais Tipos Transparências para Retroprojetor — 249 Vocação para o Magistério de Educação Física — 47 .Projeções Luminosas. Equipamentos e Acessórios — 243 Quadro de Flanela — 226 Quadro Metálico — 231 Quadro Negro — 232 Recapitulação — 285 Relações do Professor — 58 Relatório — 306 Retificação da Aprendizagem .

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA .