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GEOPOLITICA 25-09-2012

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Entenda os conflitos entre Israel e Palestina Disputa é por terras sagradas tanto para judeus como para muçulmanos. Saiba como a questão evoluiu desde o fim do século XIX até a atualidade.

Os conflitos entre Israel e Palestina têm extensas raízes culturais que remontam a vários séculos. Veja abaixo um resumo da evolução, do fim do século XIX até a atualidade, da disputa pela região no Oriente Médio, que possui importante significado religioso tanto para o judaísmo quanto para o islamismo. Raízes do conflito Em 1897, durante o primeiro encontro sionista, movimento internacional judeu, ficou decidido que os judeus retornariam em massa à Terra Santa, em Jerusalém -de onde muitos foram expulsos pelos romanos no século III d.C.. Imediatamente teve início a emigração para a Palestina, que era o nome da região no final do século XIX. Nessa época, a área pertencia ao Império Otomano, onde viviam cerca de 500 mil árabes. Em 1903, 25 mil imigrantes judeus já estavam vivendo entre eles. Em 1914, quando começou a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), já eram mais de 60 mil. Em 1948, pouco antes da criação do Estado de Israel, os judeus somavam 600 mil.
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Adolf Hitler, em foto de 1939 (Foto: Arquivo AFP) Estado duplo Confrontos começaram a ocorrer à medida que a imigração aumentava. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o fluxo de imigrantes aumentou drasticamente, porque milhões de judeus se dirigiam à Palestina fugindo das perseguições dos nazistas na Europa. Em 1947, a ONU tentou solucionar o problema e propôs a criação de um "Estado duplo": o território seria dividido em dois Estados, um árabe e outro judeu, com Jerusalém como "enclave internacional". Os árabes não aceitaram a proposta. Guerras No dia 14 de maio de 1948, Israel declarou sua independência. Os exércitos de Egito, Jordânia, Síria e Líbano atacaram, mas foram derrotados. Em 1967, aconteceram os confrontos que mudariam o mapa da região, na chamada "Guerra dos Seis Dias". Israel derrotou Egito, Síria e Jordânia e conquistou, de uma só vez, toda a Cisjordânia, as Colinas de Golan e Jerusalém Oriental. Em 1973, Egito e Síria lançaram uma ofensiva contra Israel no feriado de Yom Kippur, o Dia do Perdão, mas foram novamente derrotados. Intifada Em 1987 aconteceu a primeira Intifada, palavra árabe que significa "sacudida" ou "levante", quando milhares de jovens saíram às ruas para protestar contra a ocupação israelense, considerada ilegal pela ONU. Os israelenses atiraram e mataram crianças que jogavam pedras nos tanques, provocando indignação na comunidade internacional.

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Jovens palestinos jogam pedras contra soldados israelenses perto de Tulkarem, na Cisjordânia, em janeiro de 2009 (Foto: Arquivo AFP) A segunda Intifada teve início em setembro de 2000, após o então primeiro-ministro israelense Ariel Sharon ter caminhado nas cercanias da mesquita Al-Aqsa, considerada sagrada pelos muçulmanos, e que faz parte do Monte do Templo, área sagrada também para os judeus. Século XXI Com o apoio de Washington ao longo dos anos, Israel permanece nos territórios ocupados e continua se negando a obedecer a resolução 242 das Nações Unidas, de novembro de 1967, que obriga o país a se retirar de todas as regiões conquistadas durante a Guerra dos Seis Dias. Apesar das negociações, uma campanha de atentados e boicotes de palestinos que se negam a reconhecer o estado de Israel, e de israelenses que não querem devolver os territórios conquistados, não permite que a paz se concretize na região. Cisma Palestino Em junho de 2007, a Autoridade Nacional Palestina se dividiu, após um ano de confrontos internos violentos entre os partidos Hamas e Fatah que deixaram centenas de mortos. A Faixa de Gaza passou a ser controlada pelo Hamas, partido sunita do Movimento de Resistência Islâmica, e a Cisjordânia se manteve sob o governo do Fatah, do presidente Mahmoud Abbas.

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Militante do Hamas mostra cópia do Corão após invadir a sede do Fatah na Cidade de Gaza, em junho de 2007 (Foto: Arquivo AFP) O Hamas havia vencido as eleições legislativas palestinas um ano antes, mas a Autoridade Palestina havia sido pressionada e não permitiu um governo independente por parte do premiê Ismail Hamiya. Abbas declarou estado de emergência e destituiu Hamiya do cargo, mas o Hamas manteve o controle de fato da região de Gaza. Novos impasses Em 2010, a tensão voltou a subir. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, decretou a construção de 1.600 novas casas para judeus no setor oriental de Jerusalém, reivindicado pelos palestinos como sua capital. O anúncio causou oposição até de aliados ocidentais de Israel, como os EUA. A Autoridade Palestina considera a ocupação judaica na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental o maior impedimento para a paz. Antigas fronteiras Em um longo discurso na Casa Branca sobre a política norte-americana para os países árabes em 19 de maio de 2011, o presidente Barack Obama pediu que israelenses e palestinos fizessem concessões para a criação de um Estado Palestino, nas fronteiras anteriores a 1967 e desmilitarizado. Poucos dias depois, em visita aos EUA, o premiê israelense Benjamin Netanyahu afirmou diante do Congresso americano que Israel se dispõe a fazer "concessões dolorosas", inclusive de terras, para atingir a paz na região, mas que uma volta às fronteiras de 1967 é "indefensável" e também que a capital, Jerusalém, não deve ser dividida.
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Antes da assembleia da ONU Em agosto de 2011, Israel dá a aprovação final para a construção das 1.600 moradias israelenses em Jerusalém Oriental, decretada no ano anterior. O ato dificulta os esforços liderados pelos EUA em dissuadir os palestinos de buscar o reconhecimento na ONU da nação como um Estado. No início de setembro, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, reitera o apoio que já havia declarado à criação do Estado Palestino. O início da assembleia da ONU está marcado para 20 de setembro. Cerca de 500 mil judeus vivem na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, áreas capturadas por Israel na guerra de 1967. Cerca de 2,5 milhões de palestinos vivem no mesmo território. Israel é uma fase passageira no Oriente Médio, diz Ahmadinejad Em Nova York para reunião da ONU, líder iraniano minimiza ameaças recebidas em razão de programa nuclear 25 de setembro de 2012 | 3h 03 NOVA YORK - O Estado de S.Paulo Um dia depois de receber do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, um pedido para controlar "declarações incendiárias", o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou ontem que os israelenses não têm raízes históricas no Oriente Médio. Ele disse ainda que a existência de Israel é apenas uma fase passageira na longa história da região. Ahmadinejad, que chegou a Nova York no domingo para a reunião anual da Assembleia-Geral, fez os comentários num café da manhã com a imprensa e depois falou por uma hora nas Nações Unidas. Na reunião da manhã, ele afirmou que os israelenses estão na região há apenas 60 ou 70 anos. "Eles não têm raízes na história desse lugar", afirmou. Numa reunião com iranianos que vivem em Nova York, no domingo, ele menosprezou a importância de Israel e as ameaças militares que este vem fazendo contra o seu país em razão do seu contestado programa nuclear. "Os sionistas sem cultura que ameaçam a nação iraniana hoje nunca foram levados em conta e nunca receberam a menor atenção da nação iraniana", disse. Sem mencionar nenhum país especificamente, o iraniano criticou os EUA por ignorarem o arsenal nuclear de Israel enquanto tentam fechar o programa nuclear do Irã. "Alguns membros do Conselho de Segurança com direito de veto escolheram o silêncio no que diz respeito às ogivas nucleares de um regime falso, impedindo ao mesmo tempo o progresso científico de outras nações", disse. O Irã nega que seu programa nuclear tenha fins militares.

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Ahmadinejad ainda ironizou a relação entre Israel e EUA, insinuando que os americanos têm recebido ordens de seus aliados. "São os sionistas que devem dizer ao governo americano o que fazer, como impor uma linha vermelha nos assuntos nucleares do Irã? O governo dos EUA tem de tomar este tipo de decisão vital sob a influência sionista?" Ahmadinejad atacou indiretamente os EUA e outros países por defenderem a liberdade de expressão mesmo quando ela denigra uma religião, numa referência ao vídeo online que ataca o profeta Maomé e incitou, nas três últimas semanas, manifestações em todo o mundo muçulmano. "Eles próprios invocam erradamente a carta da ONU e fazem mau uso da liberdade de expressão para justificar o seu silêncio quando se trata de ofensas aos princípios sagrados da comunidade humana e aos profetas divinos", disse o iraniano. O presidente iraniano, que tem mais nove meses no cargo, deverá discursar na Assembleia-Geral amanhã, coincidindo com o Yom Kippur, o dia mais santo do judaísmo. / NYT Irã está pronto para se defender de ataque israelense, diz Ahmadinejad Presidente iraniano também afirmou que Israel 'não tem raízes' na história do Oriente Médio Reuters NOVA YORK - O Irã não leva a sério as ameaças israelenses de ataque, mas está preparado para se defender, disse nesta segunda-feira, 24, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deu a entender que Israel poderia atacar instalações nucleares do Irã e criticou a posição do presidente dos EUA, Barack Obama, de usar sanções e a diplomacia por mais tempo para impedir o Irã de obter armas nucleares.

Seth Wenig/AP Ahmadinejad nega que Irã busque construir armar nucleares
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O Irã nega que esteja buscando produzir armas nucleares e diz que seu programa é pacífico, voltado para a geração de energia. "Fundamentalmente, nós não levamos a sério as ameaças dos sionistas...Nós temos todos os meios de defesa à nossa disposição, e estamos prontos para nos defender", disse Ahmadinejad a repórteres em Nova York, onde participará da Assembleia Geral da ONU. "A questão nuclear não é um problema. Mas a abordagem dos Estados Unidos sobre o Irã é importante", disse Ahmadinejad. "Estamos prontos para o diálogo, essencial para a resolução dos problemas", mas sob condições que são baseadas em "justiça e respeito mútuo", acrescentou. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou para os perigos da retórica incendiária de Ahmadinejad quando ambos encontraram-se em Nova York, no domingo, antes da reunião anual dos líderes mundiais nesta semana. "Sem raízes" Ahmadinejad disse também que Israel "não tem raízes" na história do Oriente Médio e representa um incômodo para o Irã. Ele afirmou que o Irã existe há milhares de anos, mas Israel existe há apenas 60 ou 70 anos. Ele afirmou que, por uma certa "fase histórica", Israel representa um distúrbio para o Irã e "eles estão, portanto, eliminados." "Eles (Israel) não têm raízes lá na história", disse Ahmadinejad em Nova York. "Eles nem sequer entram na equação para o Irã." Irã ameaça atacar Israel preventivamente Brigadeiro iraniano afirma que Teerã considera bombardear o inimigo caso obtenha informação sobre possível ataque israelense contra seu território Um dos mais graduados comandantes da Guarda Revolucionária do Irã, o brigadeiro Amir Ali Hajizadeh, afirmou ontem que seu país considera realizar ataques preventivos contra Israel caso considere que o país "inimigo" pareça estar pronto para atacar Teerã. O militar afirmou ainda que, na hipótese de uma guerra contra os israelenses, as forças iranianas bombardearão bases dos Estados Unidos na região. Os comentários de Hajizadeh, que comanda a divisão aérea da guarda, ocorrem em meio à tensão a respeito do programa nuclear do Irã e a sugestão israelense de atacar as instalações atômicas de Teerã unilateralmente, para evitar o que os americanos e seus aliados acreditam ser esforços para a construção da bomba. Os iranianos, porém, afirmam que suas pesquisas nucleares têm fins pacíficos. "O Irã não vai começar nenhuma guerra, mas lançará um ataque preventivo se estiver certo de que seus inimigos estão acertando os detalhes finais para atacá-lo", disse Hajizadeh, segundo a TV estatal iraniana Al-Alam, que transmite sua programação em árabe. O brigadeiro afirmou que nenhum ataque de Israel pode ocorrer sem o apoio dos EUA, país que atua como seu mais importante colaborador, o que tornaria, segundo o
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comandante, alvos americanos na região legítimos na hipótese de uma guerra. "Por essa razão, entraremos em confronto com ambas as partes e definitivamente estaremos em conflito com bases americanas se uma guerra", disse, afirmando que instalações dos EUA em no Bahrein, no Catar e no Afeganistão serão atacadas. "Não haverá nenhum país neutro na região. Para nós, as bases são semelhantes ao solo americano." Ainda ontem, o parlamentar iraniano Javad Jahangirzadeh acusou o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, de repassar a Israel detalhes confidenciais sobre o programa nuclear de Teerã. "As repetidas viagens de Amano a Tel-Aviv seu questionamento aos funcionários do governo israelense sobre as atividades nucleares do Irã indicam que as informações sobre o programa atômico iraniano foram reveladas ao regime sionista e outros inimigos da república islâmica", disse, segundo a Press TV, emissora iraniana que tem sua programação em inglês. Para Jahangirzadeh, "se as ações da agência levarem o Irã a cortar sua cooperação com esse órgão internacional, toda a responsabilidade será do diretor-geral da AIEA". Enquanto as afirmações do brigadeiro são consideradas parte da tradicional retórica agressiva dos militares iranianos, a acusação do parlamentar sugere que as relações de Teerã com a AIEA estão tensas. / AP e REUTERS Ban alerta Ahmadinejad sobre retórica inflamada na ONU Reuters O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, para que evite fazer um discurso incendiário durante sua participação na Assembleia Geral da entidade, nesta semana. "O secretário-geral chamou a atenção para as consequências potencialmente nocivas da retórica, da contrarretórica e das ameaças inflamatórias por parte de vários países no Oriente Médio", disse a assessoria de Ban em nota após um encontro entre o secretário-geral da ONU e o presidente do Irã, no domingo. Em anos anteriores, Ahmadinejad fez discursos polêmicos e agressivos na ONU, levando vários diplomatas de governos ocidentais a deixarem o plenário em protesto. Num momento de crescente tensão por causa do programa nuclear do Irã, Ban disse a Ahmadinejad que a República Islâmica precisa "tomar as medidas necessárias para construir a confiança internacional acerca da natureza exclusivamente pacífica do seu programa nuclear". (Por Louis Charbonneau)

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Exercícios sobre o conflito Palestino-Israel
1. (Uel 2012) Observe o mapa a seguir.

O mapa destaca uma região do mundo que há muito tempo vive em conflitos étnico, religioso, político e econômico. a) Nomeie a região em destaque no mapa, identifique seu principal recurso natural e discuta a importância desse recurso na economia da região. b) Indique as três religiões que tiveram origem nessa região e as implicações religiosas e econômicas dessa região para o Brasil. 2. (Uftm 2012) Em julho de 2011, a série de revoltas contra regimes do mundo árabe, conhecida como Primavera Árabe, completou seis meses. Os ativistas utilizaram os dispositivos tecnoinformacionais para questionar os regimes autoritários e centralizadores que ocorrem em diversos países do Oriente Médio. Os levantes contra os governos da situação reivindicaram políticas liberais. Sobre esta crise, é correto afirmar que: a) o novo cenário político, que se forma após a crise árabe, será construído sobre os pressupostos ideológicos do alcorão. b) a interferência da União Europeia e dos Estados Unidos para conter a crise árabe atingiu os países que iniciavam o comércio de petróleo. c) o uso das mídias interativas extrapolou o espaço físico geográfico da revolução e se tornou uma estratégia política para sensibilizar a comunidade internacional. d) a grande preocupação mundial dos países do G8, a respeito da Primavera Árabe, é a revolta dos migrantes muçulmanos que residem em países europeus. e) o movimento despertou uma onda de atentados terroristas de origem islâmica nos Estados Unidos.
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3. (Ueg 2012) O mundo árabe foi governado nos últimos anos por regimes “ditatoriais” que asseguraram a seus governantes vários anos de poder e liderança baseada na força. Entretanto, recentemente, uma onda de protestos em diversos países árabes tem provocado inquietações em seus governos, apontando para uma possível mudança na história desses países. No atual contexto, apresente duas das principais causas dessas manifestações e discorra sobre elas. 4. (Uem 2012) Sobre os conflitos na Ásia e no leste europeu, assinale o que for correto. 01) A Iugoslávia iniciou a sua unificação em 1991, ao término de uma violenta guerra civil entre grupos teocráticos que disputavam territórios. No processo de unificação, foram anexados ao seu território três antigos países: Macedônia, Kosovo e Montenegro. 02) Os confrontos entre a Índia (maioria de religião hindu) e o Pasquitão (maioria mulçumana) têm sido violentos desde 1947, quando a região da Caxemira foi anexada à Índia. Como a Caxemira é de maioria mulçumana, a população deseja a unificação com o Paquistão. Essa rivalidade entre os dois países aprofundou-se, quando se tornou público, em 1998, que os dois países possuíam armas nucleares. 04) Os conflitos no Afeganistão duram há mais de três décadas. Em 2001, os atentados nos Estados Unidos e o suposto abrigo dado pelo Afeganistão a Osama Bin Laden, líder da Al Qaeda, motivaram uma invasão desse país por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos. 08) Os bascos, de etnia mulçumana, são povos concentrados entre a China e o Nepal, que lutaram para formar um país independente. Em 1999, depois de violentos conflitos, apoiados pela Rússia, esta etnia conquistou seu território, que atualmente é conhecido como Sérvia. 16) O Cáucaso está situado entre o mar Cáspio e o mar Negro, abrigando diversas etnias de religião cristã ou islâmica, que falam dezenas línguas. Trata-se de uma área de tensões: as lutas que se deram inicialmente entre os impérios Russo, Turco-Otomano e Persa e, posteriormente, entre os estados modernos, duram há mais de três séculos. 5. (Ufpr 2012) No livro O fim do Estado-nação, de Kenichi Ohmae, a existência do Estado-nação é questionada. Entretanto, ainda se observa que muitos povos reivindicam a criação de um Estado para si, como é o caso dos palestinos e dos curdos. Caracterize o que é um Estado e por que os povos buscam criá-lo. 6. (Eewb 2011) Considere as organizações I e II para assinalar a alternativa correta: I. Organização Fundamentalista criada na década de 80, para lutar contra o domínio Soviético no Afeganistão. II. Grupo Islâmico no Combate a Israel apoiado por outros países, como Síria e Irã. Os nomes das organizações I e II com respectivos países e/ou regiões em que elas tem maior expressão correspondem a: a) Jihad, no Afeganistão e Hamas, no Líbano. b) Hezbollad, no Iraque e OLP, na Palestina. c) Hamas, na Palestina, e OLP, em Gaza. d) Al Qaeda, na Afeganistão, e Hezbollad, no Líbano.
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7. (Unesp 2011)

No Oriente Médio, a água é um recurso precioso e uma fonte de conflito. A escassez de recursos hídricos está aumentando as tensões políticas entre países e dentro deles, e entre as comunidades e os interesses comerciais. A Guerra dos Seis Dias, em 1967, foi, em parte, a resposta de Israel à proposta da Jordânia de desviar o rio Jordão para seu próprio uso. A terra tomada na guerra deu-lhe acesso não apenas às águas das cabeceiras do Jordão, como também o controle do aquífero que há por baixo da Cisjordânia, aumentando assim os recursos hídricos em quase 50%.
(Robin Clarke e Jannet King. O Atlas da Água, 2005. Adaptado.)

A partir da leitura do mapa e do texto, pode-se afirmar que a água é uma questão importante nas negociações entre a) o Iraque e os turcos. b) os palestinos e a Síria. c) o Líbano e a Síria. d) os iranianos e o Iraque. e) Israel e os palestinos. 8. (Ueg 2011) A complexa geografia política e a grande diversidade cultural do Oriente Médio, palco de conflitos diversos, suscitam um olhar mais atento para os problemas da região. Sobre esse assunto, é correto afirmar: a) trata-se de uma área de confluência de três grandes religiões (Islamismo, Judaísmo e Cristianismo), sendo marcada pela disputa do petróleo; além de ser ponto estratégico que liga três continentes, é a região onde vivem os curdos, a maior etnia sem território. b) os acordos assinados pelos líderes palestinos e israelenses contaram com o apoio de grupos ativistas, como o Hezbollah, o Hamas e o Jihad. c) as disputas entre Israel e Palestina favoreceram a aproximação do Egito, da Jordânia e da Síria, levando a paz à região, e desarticulando, assim, o poderio
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econômico e ideológico das potências ocidentais sobre a região. d) a cidade de Jerusalém, localizada na Cisjordânia, é o ponto de concórdia entre palestinos e israelenses porque abriga as principais mesquitas e o Muro das Lamentações. 9. (Ufsc 2011) Sobre o Oriente Médio, assinale a(s) proposição(ões) correta(s). 01) A Unesco, um órgão da Organização das Nações Unidas, declarou Jerusalém como Patrimônio Cultural da Humanidade, pois é uma área que apresenta elementos históricos importantes para diferentes sociedades monoteístas. 02) Os conflitos armados ocorrem no Oriente Médio, sobretudo por conta de reservas de petróleo e pela instabilidade política. 04) Devido ao clima desértico, que torna a área pouco adensada e urbanizada, há uma disputa por territórios mais ricos em recursos minerais. 08) Os atuais conflitos religiosos no mundo árabe estão associados sobretudo à expansão do Protestantismo como dogma do Cristianismo. 16) O petróleo encontrado na região é um fator de forte impulso ao desenvolvimento econômico e de melhorias no campo social, devido à justa distribuição de seus recursos. 32) Uma característica encontrada no Oriente Médio são os traçados artificiais das fronteiras, que os dominadores europeus definiram durante sua ocupação. 10. (Fgvrj 2011) Um relevante acontecimento geopolítico ocorrido este ano, no mês de junho, foi a aprovação, pelo Conselho de Segurança da ONU, de um novo pacote de sanções ao Irã, devido à suspeita levantada por algumas potências de que esse país estaria enriquecendo urânio para fins bélicos. a) Tendo em vista que o Brasil é país-membro rotativo do Conselho de Segurança, discorra sobre sua atuação nesse episódio. b) Aponte uma possível consequência (positiva ou negativa) que, diante da comunidade mundial, o posicionamento brasileiro poderia gerar. Justifique. 11. (Ufpb 2011) O Oriente Médio é uma região em constante tensão geopolítica de repercussão mundial, envolvendo divergências de várias ordens. Nesse contexto, identifique o acontecimento contemporâneo que vem gerando instabilidade geopolítica na região: a) A invasão do Kuwait pelo Iraque, ocasionando, primeiramente, a entrada dos Estados Unidos e do Irã nesse conflito e, posteriormente, o rompimento diplomático entre essas duas últimas nações. b) A retirada completa das tropas americanas do Iraque, gerando graves conflitos internos nesse país. c) A invasão do Egito por Israel, ocasionando atentados terroristas nos territórios palestinos ocupados por Israel. d) O programa nuclear do Irã, que, embora seja divulgado por esse país como pacífico, vem gerando uma séria tensão mundial. e) O reconhecimento do Estado Palestino por Israel, contrariando os interesses dos Estados Unidos e de parte dos países ocidentais.

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12. (Uft 2011) No mundo atual presenciamos conflitos étnicos, religiosos e povos sem um Estado-Nação definido, como no caso o povo curdo. A população curda chega a 26,3 milhões nos principais países onde esta população vive (TAMDJIAN,2005). Com base na informação, é correto afirmar que os curdos vivem principalmente: a) Na faixa de gaza entre a Palestina e Israel em que os conflitos são frequentes mediante a disputa de territórios, o povo curdo sofre a violência e é excluso de direitos. b) Na antiga Alemanha Oriental, com o fim da guerra fria os curdos ficaram sem pátria. c) Nas Repúblicas Independentes da antiga União das Repúblicas Soviéticas como Lituânia, Estônia, Letônia, em que as disputas pelo território têm ocorrido com um grande número de genocídio. d) Em países do Oriente Médio como Turquia, Síria, Irã, Iraque e Armênia em que os curdos não têm direitos políticos e são discriminados pelos governos. e) Em países do Oriente Médio como Arábia Saudita, Iraque, Iêmen, Israel, Líbano e Jordânia em que o petróleo tem sido um dos fatores pela disputa do território em que os curdos ficaram exclusos e sem pátria. 13. (Uftm 2011) Em 2009, o presidente Barack Obama anunciou um reforço de 30 mil homens. O objetivo era tentar estabilizar o conflito; enfraquecer o Talebã; derrotar seu aliado, a Al-Qaeda; e começar a retirada das tropas em julho de 2011. Com o aumento do contingente militar, os EUA passaram a ter cerca de 100 mil soldados lutando nessa guerra, que já dura nove anos. Em meio a um aumento de civis mortos, os EUA, que lideram a coalizão internacional nessa guerra, tentam uma ofensiva. Tropas americanas e da OTAN cercam a cidade de Kandahar, reduto dos insurgentes, e esperam expulsálos da região até dezembro de 2010, através da operação “Golpe do Dragão”.
(O Estado de S.Paulo, 27.09.2010. Adaptado.)

O texto refere-se a) à Guerra do Iraque. b) ao conflito entre Israel e palestinos. c) à tensão entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. d) à crise entre a Rússia e a Ucrânia. e) à Guerra do Afeganistão. 14. (Unesp 2011) Ainda sob o ruído dos protestos nas ruas dos países da região que mais produz petróleo, é impossível prever o desdobramento de todas as revoltas que começaram na Tunísia há pouco mais de dois meses. (...) A interrupção do fornecimento, ou o temor de que isso ocorra, tira o sono de governantes e empresários de todo o mundo. As últimas cinco recessões globais foram, todas elas, precedidas de altas agudas e repentinas no preço do barril. (...) Mesmo com a alta repentina, a situação ainda está sob controle. A soma do gasto mundial com petróleo, hoje, equivale a 4,2% do PIB global, percentual bem abaixo dos registrados a partir de 1979 e em 2008.
(Exame, 09.03.2011. Adaptado.)

O medo, no início de 2011, de um novo choque do petróleo estava entrelaçado à região que mais o produz. A crise de instabilidade política ameaçava a distribuição e o fornecimento dessa matéria-prima da matriz energética e da diversificada cadeia da
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indústria química no mundo. O texto refere-se à crise que envolve a) a América Latina. b) a Rússia. c) o Oriente Médio. d) a China. e) a Europa. 15. (Uftm 2011) Observe o mapa.

Na caracterização de uma região levam-se em conta não apenas os aspectos naturais, mas também fatos relacionados à cultura e à economia. Assim, as setas do mapa, que se direcionam à localidade de Meca, na Arábia Saudita, referem-se aos a) fluxos de capitais relacionados à compra de petróleo bruto tipo “Brent”. b) cientistas e professores graduados contratados para trabalhar nas universidades locais, vindos dos mais diversos cantos do mundo. c) fluxos de petrodólares atraídos pela solidez dos bancos do Oriente Médio, lastreados pelos lucros do petróleo. d) grupos de peregrinos, vindos de várias regiões muçulmanas, a fim de render homenagem a Alah em local consagrado pelo Islã. e) ventos que partem de diversas regiões e são a principal causa dos climas áridos do Oriente Médio.
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16. (Unesp 2011) Observe a figura:

É o mapa mais antigo que sobreviveu até hoje, foi encontrado na região da Mesopotâmia e representa o mapa de Ga-Sur. Desenhado por volta de 2 300 a.C., em um tablete de argila cozida, medindo 7 centímetros, tão pequeno que cabe na palma da mão, ele representa o rio Eufrates cercado por montanhas.
(Ceurio de Oliveira. Cartografia Histórica, 2000. Adaptado.)

A indicação do mapa e o texto demonstram que essa região histórica e geográfica está, hoje, localizada a) no Egito. b) no Iraque. c) na Arábia Saudita. d) no Nepal. e) no Irã. 17. (Ufrj 2011) A nova fronteira dos investimentos internacionais Compra de terras agricultáveis no mundo (em milhões de hectares): Origem País China Reino Unido Arábia Saudita Total 10,5 10,5 9,8 Principais países de destino por região África América Latina Pacífico Sul País Total País Total País Total Sudão 6,4 Brasil 3,6 Indonésia 3,6 Gana 4,1 Argentina 2,6 Filipinas 3,1 Madagascar 4,1 Paraguai 0,8 Austrália 2,8 Fonte: Banco Mundial, 2010
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“Relatório recente do Banco Mundial calculou em 46,6 milhões de hectares as terras adquiridas por estrangeiros nos países em desenvolvimento entre outubro de 2008 e agosto de 2009 – área superior a toda a região agricultável do Reino Unido, França, Alemanha e Itália.” (Folha de São Paulo. 13/09/2010) Apresente dois motivos para o interesse de capitais chineses e árabes na compra de terras no Brasil e no mundo. 18. (G1 - ifce 2011) Sobre as atuais realidades geopolíticas e socioeconômicas mundiais, é verdadeiro afirmar-se que a) a Síria é forte aliada dos EUA no mundo árabe e tornou-se a principal mediadora do conflito Israel-Palestina. b) um dos principais conflitos armados que assola o continente africano é a disputa por territórios com vastas reservas petrolíferas, travada entre Angola e Moçambique. c) a retirada das tropas israelenses e o desmantelamento dos assentamentos judaicos na Síria e na Jordânia fazem parte do acordo de paz firmado entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina. d) o governo norte-americano acusa o Irã de apoiar grupos terroristas e de retomar o programa de enriquecimento de urânio para fins nucleares. e) os produtos e as mercadorias brasileiros tornam-se mais baratos no exterior, quando o real está valorizado frente ao dólar, o que determina o aumento do superavit na balança comercial brasileira. 19. (Cesgranrio 2011) Com a incorporação de países do Leste Europeu e a perspectiva de entrada de novos países na União Europeia, a preocupação se volta para a imigração, uma vez que esses países candidatos, por apresentarem instabilidade econômica e alto índice de desemprego, são “exportadores” de imigrantes em potencial. Há vários anos, a Turquia vem negociando a sua entrada para a zona do euro, mas encontra oposição dos países membros porque a) esteve ao lado dos regimes totalitários em ambas as Guerras Mundiais, o que aumenta a desconfiança dos países-membros em relação à manutenção dos organismos democráticos. b) defende, como signatária dos Acordos de Oslo em 1993, a permanência da Palestina independente, o que contraria os interesses da maioria dos países europeus. c) temem o aumento do percentual da força de trabalho clandestina na construção civil e na agricultura dos países ricos com as reformas econômicas e as privatizações realizadas no país. d) é um país de maioria muçulmana, envolvido ainda em conflitos com o Chipre, país-membro da União Europeia, e com os curdos, que promovem movimento separatista armado no Leste do país. e) houve pequeno crescimento econômico da União Europeia nos últimos anos, fazendo com que as atenções se voltassem para o desemprego e a redução dos benefícios sociais daqueles que pleiteiam a entrada no mundo globalizado.

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Gabarito: Resposta da questão 1: a) A região em destaque é o Oriente Médio, cujo principal recurso natural é o petróleo, haja vista que é nessa área que se encontra as maiores reservas em nível mundial. O petróleo é a matriz do desenvolvimento da indústria no século XX sendo, portanto, essencial ao desenvolvimento da economia do planeta. Para o Oriente Médio, grupo de países subdesenvolvidos com indústria incipiente e produção agrícola insuficiente, o petróleo representa a base de sua economia, sua parcela de poder na geopolítica mundial e sua possibilidade de coerção em questões estratégicas, como o caso da elevação do preço do barril do petróleo feita pela OPEP (Organização dos países exportadores de petróleo) em 1973, causa do 1° choque do petróleo. b) O Oriente Médio é o berço das três grandes religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. As implicações das questões do Oriente Médio para o Brasil são inúmeras. Sob o ponto de vista, - Religioso: destaca-se o predomínio do cristianismo no país, resultado da colonização portuguesa; - Econômico: a determinação do preço do barril do petróleo que afeta diretamente o sistema produtivo do país; - Étnico: a imigração de sírio-libaneses e judeus; - Político: a recente mediação feita pelo governo brasileiro na questão nuclear do Irã, ressaltando a importância geopolítica do país. Resposta da questão 2: [C]

INCORRETO – A “Primavera Árabe” foi uma sucessão de movimentos populares que se iniciou na Tunísia e se espalhou sobre o mundo árabe, particularmente no norte da África e Oriente Médio. Os manifestantes questionavam os governos seculares e a economia obsoleta e inflacionada e, portanto, sem menções às divergências doutrinárias do Islamismo. • INCORRETO – Não ocorreu interferência direta da União Europeia e Estados Unidos, sendo apenas discutidos embargos e missões de observadores da ONU sobre a região. • CORRETO – A sucessão de movimentos da Primavera Árabe teve como característica o uso das redes sociais, articulando a resistência dos manifestantes e estendendo a abrangência dos conflitos. • INCORRETO – A preocupação da comunidade internacional recaiu sobre a variação do preço do barril do petróleo e possível fortalecimento de grupos extremistas. INCORRETO – Os atentados terroristas pertencem a grupos extremistas, embora muitas vezes estejam associados, de forma equivocada, ao Islamismo, e não ocorreram atentados recentes aos Estados Unidos. Resposta da questão 3: As ondas de protestos mencionadas no enunciado referem-se ao movimento denominado “Primavera Árabe”, iniciado no ano de 2011 com uma sucessão de revoltas populares em diversos países do norte da África e do Oriente Médio, levando à queda de governos como os de Hosni Mubarak no Egito e Muamar Kadafi na Líbia. Tais movimentos ocorreram em razão da permanência de governos
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ditadoriais tradicionais que se tornaram alvos de protestos perante a instabilidade econômica de seus países, marcada por inflação, desemprego e crise de desabastecimento. Resposta da questão 4: 02 + 04 + 16 = 22. [01] FALSO – A Iugoslávia formou-se como um Estado artificial agregando diferentes repúblicas, etnias e religiões sob a liderança do Marechal Tito após a segunda guerra mundial. Na década de 1990, iniciou-se sua desagregação seguida de sangrentos conflitos o que levou ao separatismo na região. [02] VERDADEIRO – A Caxemira é uma província que embora pertença à Índia, apresenta maioria de população muçulmana, o que levou, desde 1947, ocasião do processo de independência do subcontinente indiano, a conflitos e guerras, especialmente entre Índia e Paquistão, que tem defendido o separatismo da província. [04] VERDADEIRO – O Afeganistão foi alvo de invasão da ex-URSS na década de 1970 e 1980, ocasião em que se formou uma milícia denominada Talibã. A aproximação do Talibã com Osama Bin Laden foi o principal motivo da invasão estadunidense na região após os ataques de 11 de setembro, haja vista que esses foram feitos pela organização Al Qaeda, sob a liderança de Bin Laden. [08] FALSO – Os bascos ocupam uma região correspondente a seis províncias localizadas na porção nordeste da Espanha e noroeste da França. [16] VERDADEIRO – O Cáucaso apresenta uma paisagem que é um prolongamento do Oriente Médio com predomínio de clima desértico, vegetação xerófita, jazidas de petróleo, diversidade populacional com presença da população árabe muçulmana. Os conflitos na área tornaram-se mais evidentes após o desfacelamento da ex-URSS, como o separatismo da Chechenia, Abkazia e Daguestão. Resposta da questão 5: O Estado-nação é uma unidade política que compõe a organização territorial em nível mundial, e base para o sistema internacional de poder. Caracteriza-se por apresentar território, fronteiras, nação (grupo de indivíduos com identidade étnico-cultural) e um governo centralizado. O Estado é a instituição política que exerce soberania sobre o Estado-nação. A importância do Estado-nação reside no reconhecimento da unidade político-territorial de uma nação, possibilitando sua legitimidade nas relações comerciais e políticas nos sistemas de poder instaurados pela geopolítica. Resposta da questão 6: [D] Com a invasão soviética surgiu o movimento de resistência ao invasor formado por muejaidins, a Al Qaeda (A Base) liderada por Osama Bin Laden. O Hezbollad é um movimento extremista com representatividade parlamentar no Líbano, mantido principalmente pelo Irã. Resposta da questão 7: [E] A criação do Estado de Israel em 1947 provocou grandes impactos regionais e mundiais com a expulsão dos palestinos dos territórios judeus (refugiados): a pressão dos países árabes vizinhos para retomada do território (guerra dos seis dias e do Yom Kippur, entre outros conflitos) e repercussões no comércio de petróleo (alterações nas cotas de produção da OPEP para forçar a elevação dos preços).
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Apesar dos territórios conquistados por Israel, a partir de 1967, a região sempre ficou sob tensão, com inúmeros conflitos entre palestinos e israelenses, onde a água passou a ter um papel estratégico como forma de dominação. Resposta da questão 8: [A] • CORRETA – A alternativa descreve, sucinta e corretamente, a região do Oriente Médio. • INCORRETA – Os acordos de conciliação e de paz entre palestinos e judeus contam com a oposição dos grupos denominados extremistas. • INCORRETA – As disputas territoriais entre Palestina e Israel envolvem os países adjacentes em conflitos diretos e indiretos, sendo a paz um objetivo ainda não alcançado. INCORRETA – Jerusalém, embora esteja localizada na Cisjordânia, é uma das discórdias nos acordos de paz entre palestinos e israelenses, haja vista que ela se encontra sob ocupação de Israel, o que desagrada à comunidade muçulmana. Resposta da questão 9: 01 + 02 + 32 = 35 O Oriente Médio é um mosaico de culturas, línguas e religiões. È uma área de território relativamente pequeno com um grande contingente populacional e uma ampla gama de interesses tribais e, posteriormente, nacionais. A descoberta de petróleo na região no início do século XX colocou-a no centro das atenções no mapa-múndi. A proposição 04 é falsa: existem áreas urbanizadas e concentrações populacionais nas orlas marítimas da região; A proposição 08 é falsa: os conflitos religiosos na região estão associados ao Islamismo e ao Judaísmo. A proposição 16 é falsa: o petróleo da região não repercutiu em desenvolvimento social ou econômico, pois ficou na maior parte dos casos nas mãos de poucos proprietários, líderes tribais, que negociando diretamente com companhias de exploração concentraram sua renda em ativos imobiliários basicamente. Resposta da questão 10: a) O Brasil posicionou-se favorável a uma saída diplomática com base em negociações diretas entre o governo de Teerã e as demais partes, diretamente envolvidas na questão. b) Uma consequência positiva pode ser considerada a partir da postura histórica do Itamarati em buscar sempre saídas negociadas entre as partes, onde, em geral, ocorrem menos desgastes. Uma consequência negativa pode ser o fato do Irã efetivamente utilizar a tecnologia nuclear com fins bélicos, o que enfraqueceria a posição brasileira para novas ações mundiais. Resposta da questão 11: [D] O Oriente Médio tem sido uma região de instabilidade desde meados do século XX por conflitos complexos e cercados de interesses de várias potencias no ocidente e no oriente. A alternativa [A] é falsa: o Irã permaneceu neutro no conflito entre Iraque e Kuwait; A alternativa [B] é falsa: existe a possibilidade das tropas americanas deixarem o Iraque a partir de 2012; A alternativa [C] é falsa: Israel nunca invadiu o Egito; A alternativa [E] é falsa: Israel ainda não reconhece o Estado Palestino.
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Resposta da questão 12: [D] No mundo atual, a zona de conflitos étnicos que se relacionam ao povo curdo é na região do Oriente Médio, na Turquia, Armênia, Azerbaijão, Irã, Iraque e Síria; é onde esses povos estão concentrados e desejam criar o Curdistão. Por ser uma área rica em petróleo, inúmeros conflitos são gerados. Resposta da questão 13: [E] Após os atentados de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos, no governo George W. Bush, iniciaram uma campanha antiterrorismo em escala mundial, chegando a desafiar o Conselho de Segurança na ONU, planejando e executando ações por conta própria, mesmo sem a aprovação dos demais países do Conselho. O primeiro país invadido pelos Estados Unidos nessa campanha foi o Afeganistão, isto devido a fortes indícios da presença do mentor dos ataques às torres gêmeas em Nova Iorque, Osama Bin Laden, chefe da Al-Qaeda na época, abrigada no país pelos Talibãs. Resposta da questão 14: [C] O Oriente Médio é a maior região produtora de petróleo do mundo. As crises socioeconômicas e políticas que assolaram o norte da África e respingou no Oriente Médio era um grande temor para uma elevação nos preços do petróleo e que, por sua vez, atingiria todo mundo. Resposta da questão 15: [D] Um dos aspectos mais marcantes do Oriente Médio relaciona-se à diversidade étnicoreligiosa, formadora de um mosaico cultural dos mais ricos. Ao mesmo tempo, essa diversidade tem sido capaz de gerar inúmeros problemas de grande potencial de instabilidade. A ilustração aponta para Meca, a cidade sagrada do Islamismo, foco de intensos movimentos populacionais de peregrinos em busca do sagrado. A alternativa [A] é falsa: os fluxos apontados não lidam com petróleo, pois Meca não é região produtora; A alternativa [B] é falsa: Meca não se constitui em centro universitário; A alternativa [C] é falsa: Meca não é uma áreas bancária; A alternativa [E] é falsa: de acordo com a legendas, não se pode inferir sobre condições de circulação atmosférica. Resposta da questão 16: [B] A indicação da localização (região Mesopotâmia) e a representação do rio Eufrates, representa a área do Oriente Médio onde hoje se encontra o Iraque. Região drenada pelo rio Eufrates e também o Tigre que juntam formam a importante região da Mesopotâmia, terras que abrigaram uma importante civilização há aproximadamente 4.000 anos atrás. Resposta da questão 17: A China e a Arábia Saudita, no caso da tabela, interessamse pela compra de terras aráveis no Brasil e no mundo como forma de tentar garantir a segurança alimentar de suas populações. Além disso, são dois países que possuem uma grande população, com aumento da demanda por alimentos, devido ao poder aquisitivo crescente de suas economias, poucas terras agricultáveis e disponibilidade de capital para a empreitada. Resposta da questão 18: [D]
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O fim da bipolaridade entre EUA e URSS iniciou uma nova ordem mundial marcada pelo multilateralismo e por vários conflitos locais associados a disputas étnico-religiosas e socioeconômicas. O Oriente Médio é uma expressão dessa realidade. O conflito israelo-palestino e as questões associadas ao petróleo colocam a região no centro das atenções A alternativa [A] é falsa, a ditadura Síria não goza de prestígio junto aos Estados Unidos. A alternativa [B] é falsa, não há conflito armado por petróleo em Moçambique. A alternativa [C] é falsa, não existem assentamentos judaicos na Síria e na Jordânia. A alternativa [E] é falsa, o real valorizado torna os produtos brasileiros mais caros. Resposta da questão 19: [D] Do ponto de vista histórico, tanto a situação política e social da Turquia é observada com elementos que dificultam seu ingresso na União Europeia, como citados na alternativa B, como as crises dos países membros: Grécia, Irlanda, Espanha e Portugal – que exigem atenções especiais e determinam maiores dificuldades à novas adesões. Já geograficamente, pode-se dizer que ao final da Segunda Guerra a OTAN cooptou a entrada da Turquia para o bloco, devido à sua proximidade da URSS, de importância estratégica na época, acenando-lhe com o ingresso, no futuro, ao bloco econômico europeu. Agora a Turquia cobra essa entrada e a União Europeia tende a cercar-se de segurança para abrir suas fronteiras a um país muçulmano. A alternativa [A] é falsa, a Turquia era pró aliada na Segunda Guerra, pois mantinha relações com a Grã-Bretanha e a França. A alternativa [B] é falsa, a Turquia mantém uma relação estratégica com Israel após a assinatura dos Acordos de Oslo de 1993. A alternativa [C] é falsa, as reformas econômicas e as privatizações realizadas pelo governo tem o intuito de fixar a mão de obra turca no país. A alternativa [E] é falsa, os principais países da zona do euro possuem benefícios sociais de alto valor.

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