METODOLOGIAS DE ANÁLISE DE RISCOS APP & HAZOP

Profa. Laís Alencar de Aguiar

Rio de Janeiro - RJ

APP & HAZOP

SUMÁRIO
1
1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 1.9

ANÁLISE PRELIMINAR DE PERIGO – APP
Objetivo Aplicação Dados Necessários Pessoal Necessário e Suas Atribuições Estimativa de Tempo e Custo Requeridos Natureza dos Resultados Apresentação da Técnica de APP Proposta de Estrutura de Relatório Principais Vantagens da Técnica APP

2
2 2 2 3 4 4 4 8 9

2
2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 2.6 2.7 2.8

ESTUDO DE PERIGO E OPERABILIDADE - HAZOP
Objetivo Aplicação Dados Necessários Pessoal Necessário e suas Atribuições Estimativa de Tempo e Custo Requeridos Natureza dos Resultados Apresentação da Técnica HAZOP Principais Vantagens da Técnica HAZOP

9
9 10 10 11 13 13 14 18

3 ESTUDO DE CASO: DESCARREGAMENTO DE ÁCIDO SULFÚRICO (AGUIAR ET AL., 2001) 19 4 5 ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE APP E HAZOP BIBLIOGRAFIA 28 29

Profa Laís Aguiar

i

APP & HAZOP

1
1.1

ANÁLISE PRELIMINAR DE PERIGO – APP
Objetivo

A Análise Preliminar de Perigo (APP) é uma metodologia indutiva estruturada para identificar os potenciais perigos decorrentes da instalação de novas unidades e sistemas ou da própria operação da planta que opera com materiais perigosos. Esta metodologia procura examinar as maneiras pelas quais a energia ou o material de processo pode ser liberado de forma descontrolada, levantando, para cada um dos perigos identificados, as suas causas, os métodos de detecção disponíveis e os efeitos sobre os trabalhadores, a população circunvizinha e sobre o meio ambiente. Após, é feita uma Avaliação Qualitativa dos riscos associados, identificando-se, desta forma, aqueles que requerem priorização. Além disso, são sugeridas medidas preventivas e/ou mitigadoras dos riscos a fim de eliminar as causas ou reduzir as conseqüências dos cenários de acidente identificados. O escopo da APP abrange os eventos perigosos cujas causas tenham origem na instalação analisada, englobando tanto as falhas de componentes ou sistemas, como eventuais erros operacionais ou de manutenção (falhas humanas). O grau de risco é determinado por uma matriz de risco gerada por profissionais com maior experiência na unidade orientada pêlos técnicos que aplicam a análise.

1.2

Aplicação

Esta metodologia pode ser empregada para sistemas em início de desenvolvimento ou na fase inicial do projeto, quando apenas os elementos básicos do sistema e os materiais estão definidos. Pode também ser usada como revisão geral de segurança de sistemas/ instalações já em operação. O uso da APP ajuda a selecionar as áreas da instalação nas quais outras técnicas mais detalhadas de análise de riscos ou de contabilidade devam ser usadas posteriormente. A APP é precursora de outras análises.

1.3

Dados Necessários

As principais informações requeridas para a realização da APP estão indicadas no Quadro 1.

Laís Aguiar

2/29

especificações técnicas do projeto.Reunir informações atualizadas. . tais como: fluxogramas de engenharia. mas que detêm informações sobre o sistema a ser analisado ou experiência adquirida em sistemas similares. É recomendável que a equipe tenha a composição. etc. Pessoa conhecedora da metodologia. Dentre os membros da equipe deve-se dispor de um membro com experiência em segurança de instalações e pelo menos um que seja conhecedor do processo envolvido.Conduzir as reuniões e definir o ritmo de andamento das mesmas.Programar as reuniões.Características de toxicidade 1.Cobrar dos participantes pendências de reuniões anteriores.Distribuir material para a equipe. Pessoa que tenha poder de síntese para fazer anotações.Explicar a metodologia a ser empregada aos demais participantes.4 Pessoal Necessário e Suas Atribuições A APP deve ser realizada por uma equipe estável.Encaminhar aos responsáveis as sugestões e modificações oriundas da APP. funções e atribuições específicas como indicadas no Quadro 2. Quadro 2 – Composição recomendável de uma equipe de APP Função Coordenador Líder Especialista Relator Perfil / Atividades Pessoa responsável pelo evento que deverá: . .Definir a equipe . Laís Aguiar 3/29 . Pessoas que estarão ou não ligadas ao evento. . preenchendo as colunas as planilha da APP de forma clara e objetiva. contendo entre cinco e oito pessoas.Propriedades físicas e químicas .APP & HAZOP Quadro 1 – Informações necessárias para a realização da APP Região Instalações - Substâncias Dados demográficos Dados Climatológicos Premissas de projeto Especificações técnicas de projeto Especificações de equipamento Lay-out da instalação Descrição dos principais sistemas de proteção e segurança . .Características de inflamabilidade . . sendo responsável por: .

5 Estimativa de Tempo e Custo Requeridos Em geral.Análise dos resultados e preparação do relatório. Elaboração das estatísticas dos cenários identificados por Categorias de Risco (freqüência e severidade). . os resultados obtidos são qualitativos.6 Natureza dos Resultados Na APP são levantadas as causas que podem promover a ocorrência de cada um dos eventos e as suas respectivas conseqüências. A realização da análise propriamente dita é feita através do preenchimento de uma planilha de APP para cada módulo. contém 7 colunas. as quais devem ser preenchidas conforme a descrição respectiva a cada campo: Laís Aguiar 4/29 . Isto faz com que os custos em termos de homens-hora alceados à realização da APP tenham um retorno considerável. 1. A planilha adotada para a realização da APP. O tempo necessário para a realização e reuniões da APP dependerá da complexidade do sistema/ processo a ser analisado. Subdivisão do processo/ instalação em módulos de análise. mostrada no Quadro 3. Para a execução da análise. Normalmente uma APP fornece também uma ordenação qualitativa dos cenários de acidentes identificados. Definição das fronteiras do processo/ instalação analisada. a instalação e os perigos envolvidos. Coleta de informações sobre a região. não fornecendo estimativas numéricas. 1. O reconhecimento antecipado dos perigos existentes no processo economiza tempo e reduz os custos oriundos de modificações posteriores da instalação/ sistema. o processo/ instalação em estudo deve ser dividido em "módulos de análise". sendo. Realização da APP propriamente dita (preenchimento da planilha). sendo a periodicidade de duas a três vezes por semana.7 Apresentação da Técnica de APP A metodologia de APP compreende a execução das seguintes etapas: Definição dos objetivos e do escopo da análise. feita uma avaliação qualitativa da freqüência de ocorrência do cenário de acidentes.APP & HAZOP 1. então. as reuniões não devem durar mais do que três horas. a qual pode ser utilizada como um primeiro elemento na priorização das medidas propostas para redução dos riscos da instalação/ sistema analisado. da severidade das conseqüências e do risco associado. Portanto.

As recomendações propostas devem ser de caráter preventivo e/ ou mitigador.APP & HAZOP Quadro 3 – Exemplo de Planilha utilizada na APP Análise Preliminar de Perigo Subsistema: Perigo Todo evento acidental com potencial para causar danos às pessoas. Laís Aguiar 5/29 . A severidade é definida conforme descrito no Quadro 5. A freqüência é definida conforme descrito no Quadro 4. Freqüência Severidade Data: Risco Recomendações Ref. Causas As causas responsáveis pelo perigo podem envolver tanto falhas de equipamentos como falhas humanas. Equipe: Conseqüências As conseqüências são os efeitos dos acidentes envolvendo: radiação térmica. sobrepressão ou dose tóxica. às instalações ou ao meio ambiente. O risco é definido conforme descrito na Figura 1 e no Quadro 6.

Os cenários de acidente também devem ser classificados em categorias de severidade. Pouco provável de ocorrer durante a vida útil do processo/ instalação. as quais fornecem uma indicação qualitativa da severidade esperada de ocorrência para cada um dos cenários identificados. Um exemplo cenário de acidente possível seria: grande liberação de substância tóxica devido a ruptura de tubulação levando à formação de uma nuvem tóxica. mas extremamente improvável de ocorrer durante a vida útil do processo/ instalação. Quadro 4 – Categorias de Freqüências de ocorrência dos cenários Categoria Denominação Faixa de Freqüência (anual) f < 10-4 Descrição Conceitualmente possível. as quais fornecem uma indicação qualitativa da freqüência esperada de ocorrência para cada um dos cenários identificados. suas causas e cada um de seus efeitos. Profa Laís Aguiar 6/29 . A EXTREMAMENTE REMOTA B REMOTA 10-4< f < 10-3 10-3< f < 10-2 10-2< f < 10-1 f > 10-1 C IMPROVÁVEL D PROVÁVEL E FREQUENTE Esta avaliação de freqüência poderá ser determinada pela experiência dos componentes do grupo ou por banco de dados de acidentes (próprio ou de outras empresas similares). Esperado de ocorrer várias vezes durante a vida útil do processo/ instalação. Não esperado ocorrer durante a vida útil do processo/ instalação. um cenário de acidente é definido como sendo o conjunto formado pelo perigo identificado.APP & HAZOP No contexto da APP. O Quadro 5 mostra as categorias de severidade em uso atualmente para a realização de APP. O Quadro 4 mostra as categorias de freqüências em uso atualmente para a realização de APP. os cenários de acidente devem ser classificados em categorias de freqüência. De acordo com a metodologia da APP. Esperado ocorrer até uma vez durante a vida útil do processo/ instalação.

APP & HAZOP Quadro 5 – Categorias de severidade dos perigos identificados Categoria Denominação - I DESPREZÍVEL II MARGINAL III CRÍTICA IV CATASTRÓFICA - Descrição/ Características Sem danos ou danos insignificantes aos equipamentos. o máximo que pode ocorrer são casos de primeiros socorros ou tratamento médico menor. Lesões de gravidade moderada em empregados. prestadores de serviço ou em membros da comunidade (probabilidade remota de morte). Não ocorrem lesões/ mortes de funcionários. prestadores de serviço ou em membros da comunidade. Danos leves aos equipamentos. Lesões leves em empregados. Profa Laís Aguiar 7/29 . conforme indicado na Figura 1 e no Quadro 6. à propriedade e/ ou ao meio ambiente (os danos materiais são controláveis e/ ou de baixo custo de reparo). Provoca mortes ou lesões graves em várias pessoas (empregados. de terceiros (não funcionários) e/ ou pessoas (indústrias e comunidade). Exige ações corretivas imediatas para evitar seu desdobramento em catástrofe. Para estabelecer o nível de Risco. prestadores de serviços ou em membros da comunidade). à propriedade e/ ou ao meio ambiente. E importante observar que para cada classe de severidade e freqüência deve ser adequada ao tipo do sistema e empreendimento analisado. Danos irreparáveis aos equipamentos. para tomar a análise do risco mais preciso e menos subjetivo. Danos severos aos equipamentos. utiliza-se uma matriz. indicando a freqüência e a severidade dos eventos indesejáveis. à propriedade e/ ou ao meio ambiente (reparação lenta ou impossível). à propriedade e/ ou ao meio ambiente.

listando-se as recomendações de medidas preventivas e/ ou mitigadoras pela equipe de APP. manutenção. CAPÍTULO 2 . O passo final é a preparação do relatório da análise realizada. 1. procede-se à análise dos resultados obtidos.Descrição do sistema analisado.APP & HAZOP FREQÜÊNCIA A IV 2 SEVERIDADE B 3 4 C 5 D 5 E III 1 2 3 4 5 II 1 1 2 3 4 I 1 1 1 2 3 Figura 1 – Matriz de Classificação de Risco – Freqüência x Severidade Quadro 6 – Legenda da Matriz de Classificação de Risco – Freqüência x Severidade Severidade I II III IV Desprezível Marginal Crítica catastrófica A B C D E Freqüência Extremamente Remota Remota Improvável Provável Freqüente 1 2 3 4 5 Risco Desprezível Menor Moderado Sério Crítico Finalmente. CAPÍTULO 3 .Descrição dos objetivos visados com a aplicação da técnica. do escopo abrangido pela análise . contemplando aspectos de operação. e da estrutura do relatório. Profa Laís Aguiar 8/29 . destacando os eventuais critérios adotados na análise. bem como possíveis modificações a serem feitas.8 Proposta de Estrutura de Relatório CAPÍTULO 1 .Descrição da metodologia utilizada.

CAPITULO 6 .Referências bibliográficas. manutenção e segurança. se possível.HAZOP Objetivo A técnica denominada Estudo de Perigo e Operabilidade – HAZOP (HAZARD AND OPERABILITY STUDIES) visa identificar os problemas de Operabilidade de uma instalação de processo. Esta metodologia é baseada em um procedimento que gera perguntas de maneira estruturada e sistemática através do uso apropriado de um conjunto de palavrasguias aplicadas a pontos críticos do sistema em estudo. As recomendações geradas devem ser enfatizadas. necessitando de uma equipe com grande experiência em várias áreas de atuação como: processo. Profa Laís Aguiar 9/29 . identificando as causas responsáveis por tais desvios e as respectivas conseqüências.9 Principais Vantagens da Técnica APP Técnica mais abrangente que checklist. 1. visando descobrir todos os possíveis desvios das condições normais de operação. as planilhas da APP. obtenção de uma avaliação qualitativa da severidade das conseqüências (Quadro 4) e freqüência (Quadro 5) de ocorrência do cenário de acidente e do risco associado: MATRIZ DE RISCO (Figura 1). contendo a identificação dos módulos de análise. esta metodologia procura propor medidas para eliminar ou controlar o perigo ou para sanar o problema de operabilidade da instalação. designar o órgão responsável por suas avaliações e implementações. ANEXOS . projeto.APP & HAZOP CAPÍTULO 4 .1 Estudo de Perigo e Operabilidade . O principal objetivo de um Estudo de Perigos e Operabilidade (HAZOP) é investigar de forma minuciosa e metódica cada segmento de um processo (focalizando os pontos específicos do projeto – nós . revisando metodicamente o projeto da unidade ou de toda fábrica. Desvantagem: requer um maior tempo para a execução de todo processo até o relatório final. informando as causas que ocasionaram a ocorrência de cada um dos eventos e as suas respectivas conseqüências. 2 2. estatística dos cenários de acidentes levantados pela APP. Uma vez verificadas as causas e as conseqüências de cada tipo de desvio. listando os cenários de risco sério ou crítico identificados na APP.Conclusões gerais da APP.Fluxogramas utilizados na APP do sistema analisado.um de cada vez).Apresentação da Análise Preliminar de Riscos do sistema analisado. CAPÍTULO 5 .

Portanto.2 Aplicação A técnica de HAZOP. além da participação de especialistas experientes. a instrumentação e a operação da instalação. pode ser usada na fase de projeto de novos sistemas/unidades de processo quando já se dispõe dos fluxogramas de engenharia e de processo da instalação ou durante modificações ou ampliações de sistemas/unidades de processo já em operação. como também os problemas de operabilidade que embora não sejam perigosos. informações precisas. 3. executá-lo logo após o término do P&ID a fim de que as possíveis modificações oriundas da análise possam ser incorporadas ao projeto sem maiores custos. 2. Fluxogramas de processo e balanço de materiais.APP & HAZOP O HAZOP enfoca tanto os problemas de segurança. como é uma metodologia estruturada para identificar desvios operacionais. A documentação. Fluxogramas de engenharia (Diagramas de Tubulação e Instrumentação P&ID's). Estas informações podem ser obtidas através de documentação. Deve-se. buscando identificar os perigos que possam colocar em risco os operadores e aos equipamentos da instalação. informações sobre o processo. A execução de um HAZOP com base em um P&ID incorreto é simplesmente inútil. Não se pode executar uma HAZOP de uma planta em fase de projeto antes de se dispor do P&ID (Diagramas de Tubulação e Instrumentação) da mesma. podendo. procedimentos de operação e de manutenção ou por pessoas com qualificação técnica e experiência. incluindo a filosofia de projeto. podem causar perda de produção ou que possam afetar a qualidade do produto ou a eficiência do processo. Portanto o HAZOP identifica tanto problemas que possam comprometer a segurança da instalação como aqueles que possam causar perda de continuidade operacional da instalação ou perda de especificação do produto. entretanto.3 Dados Necessários A execução de um HAZOP de boa qualidade exige. Pode também ser usada como revisão geral de segurança de unidades de processos já em operação. com algumas modificações ser empregada para processos que operam por bateladas. especificações técnicas. Memoriais descritivos. que pode ser necessária para execução do HAZOP está indicada abaixo: 1. Para execução do HAZOP deve-se dispor de P&ID's atualizados. A análise por HAZOP foi desenvolvida originalmente para ser aplicada a processos de operação contínua. Profa Laís Aguiar 10/29 . esta técnica pode ser utilizada em qualquer estágio da vida de uma instalação. 2. No caso de HAZOP de uma planta existente. tais como. detalhadas e atualizadas a respeito do projeto e operação da instalação analisada. 2. o primeiro passo é verificar se o P&ID está realmente atualizado. devidamente atualizada.

2. Esta pessoa deve ter experiência em liderar equipes e deve ter como característica principal a de prestar atenção meticulosa aos detalhes da análise. a realização de um HAZOP exige necessariamente. • Profa Laís Aguiar 11/29 . Desenhos mostrando interfaces e conexões com outros equipamentos na fronteira da unidade/sistema analisados. de forma que o grupo chegue a um consenso e proponha soluções para o problema. preferencialmente. Folhas de dados de todos os equipamentos da instalação. avaliar as causas e os efeitos de possíveis desvios operacionais. a menos que as soluções sejam óbvias. Diagrama unificar elétrico. 8. Dados de projeto e setpoints de todas as válvulas de alívio. evitando críticas que inibam a participação ativa e a criatividade dos integrantes da equipe. Diagrama lógico de intertravamento. etc. com diferentes experiências estimula a criatividade e gera novas idéias. Sua função principal é garantir que o grupo siga os procedimentos do método HAZOP e que se preocupe em identificar riscos e problemas operacionais. menor será o custo para contorná-los. 7. Caso ele não seja uma pessoa que possua profundos conhecimentos sobre equipamentos.4 Pessoal Necessário e suas Atribuições O HAZOP se baseia no fato que um grupo de peritos com diferentes experiências trabalhando juntos podem interagir de uma forma criativa e sistemática e identificar muito mais problemas do que se cada um trabalhasse individualmente e depois fossem combinados os resultados. 11.APP & HAZOP 4. Matrizes de causa e efeito. juntamente com descrição completa. válvulas de controle. etc. a composição básica do grupo de estudo deve ser aproximadamente a seguinte: • Líder da equipe: esta pessoa deve ser um perito na técnica HAZOP e. devendo todos os participantes defender livremente os seus pontos de vistas. com conhecimentos e experiências na sua área de atuação. tais como vapor. ar comprimido. água de refrigeração. alguém com estas características também deverá fazer parte do grupo. Portanto. 9. A interação de pessoas. mas não necessariamente resolvê-los. independente da planta ou projeto que está sendo analisado. Especificações e padrões dos materiais das tubulações. uma equipe multidisciplinar de especialistas. etc. Dados de projeto de instrumentos. 5. Chefe do projeto: este normalmente é o engenheiro responsável por manter os custos do projeto dentro do orçamento. Especificações das utilidades. discos de ruptura. 10. Ele deve ter consciência de que quanto mais cedo forem descobertos riscos ou problemas operacionais. No caso de plantas industriais em fase de projeto. 6. 12.

principalmente em processos contínuos. como controle de processos. Este fato caracteriza a natureza de questionamento aberto apresentada pela técnica HAZOP. Deve ser alguém com considerável conhecimento na área de processos. ou por ambos. especialistas em determinados aspectos operacionais ou do projeto. • • Para complementar a equipe de estudo. em certas ocasiões se faz necessário o auxílio de outros membros. Responsável pela instrumentação: é aquela pessoa responsável pela manutenção dos instrumentos do processo. Este conflito de interesses ajuda a fazer com que os prós e os contras de cada alteração sejam exaustivamente examinados antes de se tomar uma decisão final. etc. Engenheiro de automação: devido ao fato de as indústrias modernas possuírem sistemas de controle e proteção bastante automatizados. devem ser incluídas pessoas com larga experiência em projetos e processos semelhantes ao que será analisado. que é o de obter uma instalação barata. • • • • Além das pessoas recomendadas acima. que pode ser executada tanto por engenheiros de automação como por eletricistas. as limitações impostas a cada um dos participantes são diferentes. Engenheiro eletricista: se o projeto envolver aspectos importantes de continuidade no fornecimento de energia. a equipe de estudo deve ser formada por uma combinação dos participantes apresentados nos dois casos anteriores. Engenheiro de manutenção: responsável pela manutenção da unidade. No caso de estudo de uma planta já existente. Engenheiro de pesquisa e desenvolvimento: responsável pela investigação dos problemas técnicos e pela transferência dos resultados de um piloto para a fábrica. o grupo deve ser constituído como segue: • • Líder da equipe: como no caso anterior. Chefe da unidade ou engenheiro de produção: engenheiro responsável pela operação da planta. incêndios. Profa Laís Aguiar 12/29 . cada um procurando dar maior ênfase à sua área de atuação.APP & HAZOP • Engenheiro de processos: geralmente é o engenheiro que elaborou o fluxograma do processo. que estiverem sendo modificadas ou ampliadas. este engenheiro é de fundamental importância na constituição da equipe. Supervisor-chefe da unidade: é a pessoa que conhece aquilo que de fato acontece na planta e não aquilo que deveria estar acontecendo. Embora todos os membros da equipe tenham um objetivo comum. esta pessoa também deverá fazer parte do grupo. segura e fácil de operar. Nos casos de plantas industriais em funcionamento. computação.

vasos. permutadores. Em geral. O HAZOP não é uma técnica para trazer mentes "recém chegadas" para trabalhar em um problema. tanques. teste e manutenção.Identificação de todos os desvios acreditáveis que possam conduzir a eventos perigosos ou a problemas operacionais. as reuniões devem durar cerca de três horas no máximo e deve-se ter um intervalo de dois ou três dias entre reuniões subseqüentes a fim de permitir aos participantes coletar as informações necessárias. ou seja. Profa Laís Aguiar 13/29 . não fornecendo estimativas numéricas nem qualquer tipo de classificação em categorias. tais como. o que geraria uma análise tendenciosa dos riscos. Esta é uma técnica que permite aos que são peritos em um processo utilizarem seus conhecimentos e experiências de maneira sistemática. etc. os resultados obtidos são puramente qualitativos. Para garantir esta liberdade de expressão. que ocorrem porque o grupo não tinha o conhecimento necessário para o desenvolvimento do estudo é mínima. Podem ser recomendadas mudanças no projeto. Portanto. não permitindo que pessoas com personalidade mais forte inibam a participação de outros membros do grupo. cerca de 3 horas para cada grande equipamento da instalação. em média. Estima-se que sejam necessários. freqüência de 2 a 3 reuniões por semana. torres. de modo que os problemas tenham menor probabilidade de serem omitidos. O tempo necessário e o custo são proporcionais ao tamanho e complexidade da unidade que estiver sendo analisada.Uma avaliação das conseqüências (efeitos) destes desvios sobre o processo. compressores.APP & HAZOP exigindo que se crie um ambiente onde todos os componentes do grupo se sintam livres para expor as suas opiniões sobre determinado assunto.6 Natureza dos Resultados Tipicamente os principais resultados fornecidos pelo HAZOP são os seguintes: . O exame dos meios disponíveis para se detectar e corrigir ou mitigar os efeitos de tais desvios. .5 Estimativa de Tempo e Custo Requeridos As reuniões da equipe de HAZOP devem ser suficientemente freqüentes para se manter o ímpeto desejado. A porcentagem de acidentes. o líder da equipe deve procurar evitar desequilíbrios. 2. A maioria dos acidentes ocorre porque o grupo responsável pelo estudo deixou de aplicar os seus conhecimentos. 2. estabelecimentos ou mudança nos procedimentos de operação. posteriores ao HAZOP.

pressão. no qual um grupo examina um processo. surgem naturalmente através da interação entre os membros da equipe. Aplicação das “palavras-guias”. na temperatura. investigar as causas possíveis de provocá-lo. Esta lista deve ser tal que promova um amplo e irrestrito raciocínio lógico visando detectar virtualmente todas as anormalidades concebíveis do processo. no que ficará responsável pela sua avaliação e implementação. A correta utilização das palavras de orientação e a determinação de todos os pontos críticos são a garantia que o sistema foi totalmente avaliado resultando na identificação dos perigos do processo no sistema em função dos parâmetros de processo: temperatura. O Quadro 8 apresenta uma lista de desvios aplicáveis a processos contínuos. 2. etc. Para cada desvio.APP & HAZOP 2. Profa Laís Aguiar 14/29 . Finalmente. concentração. prosseguindo com a análise. procura-se verificar se não existe alguma coisa que possa ser feita para eliminar a causa do desvio ou para minimizar as suas conseqüências. de uma maneira sistemática. Para cada uma das causas. se faz necessário o entendimento de alguns termos específicos que são utilizados no desenvolvimento de uma Análise de Riscos desta natureza: Nós-de-estudo (Study Nodes): são os pontos do processo. A busca dos desvios é feita através da aplicação sistemática de uma lista de "palavras-guias" para cada modo do sistema. O procedimento para execução do HAZOP pode ser sintetizado nos seguintes passos: 1. vazão e composição. embora instigadas por uma lista de palavras-guia. vazão. ou seja. O Quadro 7 apresenta as variáveis de processo com as palavras guia e o desvio de projeto. Escolha do ponto de um dos subsistemas a ser analisado. Portanto. fundamentalmente. procede-se à escolha do próximo nó. em diferentes pontos (denominados nós) do sistema. localizados através dos fluxogramas da planta. gerando. chamado nó. Divisão da unidade/sistema em subsistemas a fim de facilitar a realização do HAZOP. procurando levantar todas as causas. perguntas sobre o mesmo. verificar quais são os meios disponíveis na unidade/sistema para detecção desta causa e quais seriam as suas possíveis conseqüências. deve-se anotá-la para ser dirimida posteriormente. alguma dúvida ou alguma pendência. Caso surja durante a discussão.7 Apresentação da Técnica HAZOP A técnica HAZOP é essencialmente um procedimento indutivo qualitativo. O processo de execução de um estudo de HAZOP é estruturado e sistemático. Em seguida. em uma busca estruturada das causas de possíveis desvios em variáveis de processo. As perguntas. durante a operação do mesmo. Uma vez analisados todos os desvios. que serão analisados nos casos em que ocorram desvios. são mostrados no Quadro 7. Uma lista de “palavras-guia” juntamente com os tipos de desvios considerados. esta técnica de identificação de perigos consiste. verificando quais os desvios que são possíveis de ocorra naquele nó. Portanto. 3.

etc... As palavras-guia são aplicadas aos parâmetros de processo que permanecem dentro dos padrões estabelecidos pela intenção de operação.: menos temperatura) Acréscimo quantitativo. perda de potência devido à queda de energia elétrica). (ex.. na ausência de desvios. (ex. erro humano.. mudança de composição de um gás). Quadro 7 – Tipos de Desvios Associados com as “Palavras –Guias” Palavras-Guia NÃO. um estado de operação do processo não previsto (p. MAIOR TAMBÉM. Desvios: os desvios são afastamentos das intenções de operação. procura-se descobrir os desvios passíveis de ocorrência na intenção de operação do sistema. (ex.: mais pressão) Acréscimo qualitativo.: fluxo) Profa Laís Aguiar 15/29 .: parte de concentração) Oposição lógica do propósito do projeto. liberação de material tóxico para o ambiente de trabalho). ou seja.. pressão. mais pressão). NENHUM MENOS MAIS. Diversos tipos de palavras-guia são utilizados. que são evidenciados pela aplicação sistemática das palavras-guia aos nós-de-estudo (p. (ex. dependendo da aplicação da técnica. (ex. ?" ou "O que aconteceria se ocorresse fluxo reverso?". transferência). Palavras-guia ou Palavras-chave (Guide Words): são palavras simples utilizadas para qualificar os desvios da intenção de operação e para guiar e estimular o grupo de estudo ao brainstorming. Assim. acompanhadas de seus significados.APP & HAZOP Intenção de operação: a intenção de operação define os parâmetros de funcionamento normal da planta.: também) Decréscimo qualitativo. ex. distúrbios externos (p. ex. BEM COMO PARTE DE REVERSO Desvios Considerados Negação do propósito do projeto. ex. Parâmetros de processo: são os fatores ou componentes da intenção de operação. As causas dos desvios podem advir de falhas do sistema. O Quadro 7 apresenta as palavras-guia mais utilizadas para o desenvolvimento de um HAZOP.: nenhum fluxo) Decréscimo quantitativo.. ex. nos nós-de-estudo.. (ex. por exemplo: "O que ocorreria se houvesse mais. as palavras-guia são utilizadas para levantar questões como. temperatura) e os procedimentos operacionais (p. são as variáveis físicas do processo (p. ex. vazão. em cada nó-deestudo da planta em análise. operação. ex. A partir do momento em que um desvio tenha demonstrado possuir uma causa aceitável. ele pode ser tratado como uma ocorrência significativa e analisado adequadamente.. ou seja. Causas: são os motivos pelos quais os desvios ocorrem. Conseqüências: as conseqüências são os resultados decorrentes de um desvio da intenção de operação em um determinado nó-de-estudo (p. são distúrbios provocados no equilíbrio do sistema. Aplicando as palavras-guia aos parâmetros de processo.

utiliza-se a planilha mostrada no Quadro 9. (ex. O cabeçalho desta planilha identifica o subsistema que está sendo analisado.APP & HAZOP OUTRO QUE. Profa Laís Aguiar 16/29 . SENÃO Substituição completa.: outro que ar) Quadro 8 – Lista Desvios para HAZOP de Processos Contínuos Parâmetro Fluxo Pressão Temperatura Nível Viscosidade Palavra-Guia Nenhum Menos Mais Reverso Também Menos Mais Menos Mais Menos Mais Menos Mais Nenhum Menos Mais Reverso Também Bem como Reação Fase 1 Desvio Nenhum fluxo Menos fluxo Mais Fluxo Fluxo reverso Contaminação Pressão baixa Pressão alta Temperatura baixa Temperatura alta Nível baixo Nível alto Viscosidade baixa Viscosidade alta Nenhuma reação Reação incompleta Reação descontrolada Reação reversa Reação secundária Fase 2 Para realização do HAZOP. o fluxograma de engenharia usado e o nó escolhido.

APP & HAZOP Quadro 9 – Exemplos de Planilhas utilizadas na HAZOP Análise de Perigos e Operabilidade Unidade Sistema: Localização do Nó: Item Desvio Causas Conseqüências Salvaguardas Equipe: Data: Página: Observações Análise de Perigos e Operabilidade Unidade Sistema: Parâmetro: Palavra Guia Desvio Equipe: Nó: Causas Detecção Conseqüências Data: Página: Providencias Profa Laís Aguiar 17/29 .

) para determinar as potenciais anormalidades de engenharia. principalmente. Requer uma equipe multidisciplinar com larga experiência para implementação da técnica. para Avaliações Quantitativas de Riscos (AQR).. embora também seja aplicada na etapa de operação. flexibilidade e abrangência para identificação de perigos e problemas operacionais. Q. Especialistas em projeto. química. operação do processo. Desvantagem: Avalia apenas as falhas de processo (T.. processo. tanques. quando da ocorrência de desvios. começar sempre a buscar as falhas no início do sistema. 2. principalmente. as reuniões de HAZOP promovem a troca de idéias entre os membros da equipe uniformizando o grau de conhecimento e gerando informações úteis para análises subseqüentes.APP & HAZOP Dicas: Sempre marque um nó de estudo na entrada de um grande equipamento e na saída de um equipamento que acumule produtos (ex. P..8 Principais Vantagens da Técnica HAZOP O HAZOP é ideal para ser empregada na fase final de elaboração do projeto de processo.) e antes e depois de linhas que cruzam Fazer sempre perguntas no nó de estudo. o HAZOP serve para os membros da equipe adquirirem um maior entendimento do funcionamento da unidade em condições normais e. As principais vantagens da análise por HAZOP estão relacionadas com a sistematicidade... pH. Além disso. Profa Laís Aguiar 18/29 . funcionando a análise de forma análoga a um "simulador" de processo.: vasos. segurança e manutenção. Além disso. instrumentação..

APP & HAZOP 3 ESTUDO DE CASO: DESCARREGAMENTO DE ÁCIDO SULFÚRICO (Aguiar et al. todas as operações de descarregamento foram acompanhadas (Fotos 1 até 16). Fotos 1 e 2 .Caminhão-tanque Posicionado para Descarregamento Fotos 3 e 4 . documentadas em registro fotográfico e. foram aplicadas as técnicas HAZOP e APP.Sondagem Inicial do Nível do Tanque e Fechamento da Tampa de Inspeção Profa Laís Aguiar 19/29 . posteriormente.. 2001) Para avaliar os procedimentos operacionais. as medidas de controle e os riscos oferecidos aos profissionais envolvidos.

Conexão do Mangote Foto 11 .Retirada do Trapo Foto 9 .Preparação do Mangote Foto 6 .Retirada do Bujão Foto 8 .Carbonato de Cálcio Foto 7 .Linha de Água de Emergência Profa Laís Aguiar 20/29 .Coleta da Amostra Foto 10 .Amostra para o Laboratório Foto 12 .APP & HAZOP Foto 5 .

APP & HAZOP Foto 13 .Nós de Referência. representados no desenho esquemático de interfaces e conexões (Figura 2). Palavras Guia e Desvios do HAZOP Nós de Referência 1 2 3 4 Parâmetros Vazão Vazão Pressão Vazão Palavras Guia Sim Menos Mais Sim Desvio Sim Vazão Menos Vazão Pressão Alta Sim Vazão Profa Laís Aguiar 21/29 . Como resultado deste processo sistemático foram identificados e considerados relevantes pelo grupo de estudos quatro pontos ou nós de referência. foram consultados os químicos do laboratório. o pessoal de manutenção mecânica bem como os componentes da CIPA. verificando as causas responsáveis e respectivas conseqüências. bem como os parâmetros e desvios associados com as palavras guia no Quadro 10 a seguir. Quadro 10 .Tampa de Visita Aberta Foto 14 .Abertura da Válvula Foto 16 .Enchimento da Linha Foto 15 .Verificando Transferência Para investigação dos segmentos do processo e identificação de possíveis desvios das condições normais de operação. que regularmente participam do descarregamento e possuem a necessária experiência técnica e de campo. Parâmentros.

As quatro planilhas que sintetizam os resultados do HAZOP são apresentadas no Quadro 11. foi elaborada somente pelos membros deste grupo com o objetivo de discutir as diferenças entre as metodologias HAZOP e APP. a planilha de APP apresenta no Quadro 2. contudo.Diagrama Esquemático de Interfaces e Conexões do Sistema de Transferência de Ácido Sulfúrico do Caminhão para o Tanque Para cada desvio considerado de ocorrência provável. deve ser elaborada por uma equipe conforme mencionada anteriormente. foram investigadas as causas geradoras dos eventos e verificados quais os meios tecnicamente disponíveis para detecção destas causas e suas eventuais conseqüências.APP & HAZOP Figura 2 . Vale ressaltar que esta análise. em cada nó de referência. Profa Laís Aguiar 22/29 . Como o sistema de transferência de ácido sulfúrico do caminhão para o tanque pode ser considerado um sistema fechado. tal como o HAZOP. Em cada caso foram discutidas e apresentadas possíveis medidas visando remover as causas ou mitigar as conseqüências quando a completa eliminação for de todo impossível. foi elaborado uma Análise preliminar de Perigo (APP) para o caso de vazamento do produto corrosivo em questão.

Relocar botoeiras de comando. para checar se a quantidade de ácido do caminhão é a quantidade requisitada.APP & HAZOP Quadro 11 . Instalação de chaves LSH e LSHH. • • • Profa Laís Aguiar 23/29 . Projeção de ácido sobre o comando das bombas. Gastos na descontaminação do local. Danos a estrutura do tanque. • O tubo de inspeção não é vedado. • O dreno do tanque está entupido. Gastos na manutenção do tanque e equipamentos. Geração de resíduos químicos. • • • Providências Instalação de um medidor de nível para o tanque. Envio da nota fiscal do Almoxarifado para o operador da ETA.Planilha de HAZOP Sistema: Transferência de Produto Corrosivo do Caminhão para o Tanque Parâmetro: vazão Nó: 01 Detecção Visual • • • • • • • (*) LSH – Level Switch High & LSHH – Level Switch High High Equipe: Data: Página: 1/4 Palavra Desvio Causas Guia Mais Mais • Falha no arqueamento do Vazão tanque. • O dreno do tanque está mais alto do que o topo do tubo de inspeção. • Caminhão com quantidade de produto maior do que o tanque comporta. Conseqüências Transbordamento do tanque de ácido com perda de produto. Danos aos equipamentos atingidos. Vedar o tubo de inspeção com tampa rosqueada e juntas “o-ring”. Elevar o tubo de inspeção.

• Ruptura da linha. • • • • • Profa Laís Aguiar 24/29 . • Providências Inspecionar a boca do caminhão. Submeter a mangueira a testes hidrostáticos periódicos. Instalar extintor de pó químico junto ao local de descarregamento. o estado da linha e das válvulas antes de iniciar o processo. Entrada de ácido na linha de ar. • Válvulas (4) ou (3) parcialmente fechadas. Detecção Visual Ruído • • • • • Conseqüências Aumento do tempo de descarregamento. • Válvulas (1) ou (2) abertas e linha de ar despressurizada. Realizar manutenção preventiva do conjunto motobomba. • Mangote com vazamento. • Rotor da bomba danificado. Aumento de temperatura dos mancais da bomba e possível incêndio. Vazamento de ácido.APP & HAZOP Quadro 11 . Ajustar a seletividade da proteção do motor elétrico para sua atuação rápida sob condições anormais.Planilha de HAZOP (continuação) Sistema: Transferência de Produto Corrosivo do Caminhão para o Tanque Parâmetro: vazão Palavra Desvio Guia Menos Menos Vazão Equipe: Data: Página: 2/4 Nó: 02 Causas • Boca de visita do caminhão fechada. Geração de resíduos químicos. Testar a estanqueidade do sistema antes de iniciar o processo.

Esguichos de ácido. Isolar/sinalizar a área. • Caminhão cheio. Operadores treinados para uso de EPI e Kit de emergência. válvula (3) fechada. Geração de resíduos químicos. Submeter a mangueira a testes hidrostáticos periódicos. bomba desligada.APP & HAZOP Quadro 11 . Avisar a equipe médica de plantão. válvulas (3) e (4) abertas e válvulas (1) e (2) fechadas.Planilha de HAZOP (continuação) Sistema: Transferência de Produto Corrosivo do Caminhão para o Tanque Parâmetro: pressão Palavra Desvio Guia Mais Equipe: Data: Página: 3/4 Nó: 03 Causas Detecção Visual • • • Conseqüências Vazamento de ácido. válvulas (2) e (4) abertas. Profa Laís Aguiar 25/29 . válvula (4) Alta aberta e válvulas (3) e (2) fechadas. • Gastos na descontaminação do local. Testar a estanqueidade do sistema antes de iniciar o processo. Manter as frentes de trabalho próximas avisadas de possível emergência. • • • • • • • Providências Inspecionar o estado das válvulas antes de iniciar o processo. Pressão • Caminhão cheio. • Válvulas (3) e (4) fechadas e (2) aberta. • Boca de visita do caminhão fechada. suspiro do caminhão entupido.

• Inspecionar o estado das válvulas antes de iniciar o processo. Profa Laís Aguiar 26/29 . afastada do raio de ação de possíveis vazamentos de ácido. boca de visita aberta. válvulas (3) fechada e (2) aberta.APP & HAZOP Quadro 11 . Esguichos de ácido. Detecção Visual • • • Conseqüências Vazamento de ácido. • Providências Instalar uma válvula a montante das válvulas (1) e (2). • Gastos na descontaminação do local.Planilha de HAZOP (continuação) Sistema: Transferência de Produto Corrosivo do Caminhão para o Tanque Parâmetro: vazão Palavra Desvio Guia Mais Mais Vazão Equipe: Data: Página: 4/4 Nó: 04 Causas • Caminhão cheio. • Danos à estrutura do caminhão. Geração de resíduos químicos. com característica de fechamento rápido.

2 1. o estado da linha e das válvulas antes de iniciar o proc. tubulação . tubulação .Geração de resíduos Furo (10% φ) da químicos.Testar a estanqueidade do sistema antes de iniciar o processo. D I 2 1. Ref.Gastos na manutenção do tanque e Ruptura da equipamentos.1 B A II IV 1 2 1.APP & HAZOP Quadro 12 – Planilha de APP Análise Preliminar de Perigo – APP Sistema: Transferência de Produto Corrosivo (H2SO4) com caminhão para o tanque Perigo Causas Conseqüências Freqüência Equipe: Severidade Risco Data: Recomendações Vedar o tubo de inspeção com tampa rosqueada e juntas “oring” Manutenção periódica Manutenção periódica .Transbordamento do do tubo de tanque de ácido com inspeção perda de produto. . Falhas nas . . .Inspecionar a boca D I 2 do caminhão.3 1.6 * depende do diâmetro da tubulação Profa Laís Aguiar 27/29 .Gastos na descontaminação do local..Projeção de ácido válvulas e sobre o comando das conexões bombas. .5 D I 2 1. Vazamento de produto corrosivo Falha na vedação . .4 C II* 2 1.Submeter a mangueira a testes hidrostáticos periódicos.Danos aos Ruptura do equipamentos tanque atingidos.Danos à estrutura do Trinca no tanque tanque.

dos cenários e do risco funcionando a análise de associado.Análise comparativa entre as Técnicas APP e HAZOP APP Metodologia Objetivo . APP e HAZOP. Quadro 13 . quando da freqüências de ocorrência ocorrência de desvios. . do . das conseqüências e principalmente.Geram informações úteis para análises subseqüentes. flexibilidade e abrangência para identificação de perigos e problemas operacionais. forma análoga a um "simulador" de processo.Sistematicidade.Informa às causas que ocasionam cada um dos eventos e respectivas conseqüências. para Avaliação Quantitativa de Riscos.Fase inicial do projeto Aplicação .Obtenção de uma avaliação funcionamento da unidade qualitativa da severidade em condições normais e. . .Revisão geral de segurança de unidades em operação .Identificação de perigos genéricos HAZOP . riscos da unidade analisada) Natureza dos Resultados .Uma avaliação das conseqüências (efeitos) destes desvios sobre o processo.Identificação de todos os qualitativa dos cenários de desvios acreditáveis que acidentes identificados possam conduzir a eventos (priorização das medidas perigosos ou a problemas propostas para redução dos operacionais.Qualitativos. principalmente.Indutiva qualitativa .Modificações de unidades de processo já em operação . não fornecendo estimativas numéricas. está apresentada no Quadro 13.Identificação dos possíveis desvios das condições normais de operação . pelos membros da equipe.Fornece uma ordenação . . Profa Laís Aguiar 28/29 . Vantagens .Maior entendimento.APP & HAZOP 4 ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE APP E HAZOP Uma breve análise comparativa entra as técnicas apresentadas neste trabalho.

Curso de Mestrado em Eng. Managing Risk and Reliability of Process Plants.SC. Manual de orientação para a elaboração de estudos de análise de riscos. Análise de Riscos em Instalações Industriais. V. Análise de Risco Tecnológico para Indústria de Processos Químicos e Petroquímicos. Dissertação de Mestrado. The Royal Society of Chemistry 1998. Curso de Extensão. 1990. J. Butterworth-Heinemann.htm) TWEEDDALE. D. R. 2003. COPPE. MOLAK. CEFET. Elsevier Science. Monografia do curso de Especialização em Eng. F. Assessment and Control. CRC Press Inc.eps. Risk Assessment and Risk Management. Butterworth-Heinemann. Center for Chemical Process Safety/AIChE. AIChE. S. 2003.F. R. & HARRISON. & LORENZO. Second edition.A. mas todo perigo é um desvio. A user’s guide to quantitative risk analysis.A. Evaluating Process Safety in the Chemical Industry.F. 2000. 2003. 2000. 1997. SOUZA. 1996.br/disserta/evandro/capit_3/cap3_eva. Prentice Hall. Fundamentals of Risk Analysis and Risk Management. Universidade Federal de Santa Catarina. 2001. Rio de Janeiro.Uma Proposta de Instrução Programada. AIChE. CHAVES.A.F.A. de Segurança do Trabalho UFRJ. A Termelétrica de Santa Cruz: Laboratório Químico e Operações com Produtos Químicos na Área Industrial. R. E. Guidelines for Chemical Process Quantitative Risk Analysis (2nd Edition). Rio de Janeiro . E.APP & HAZOP Diferenças Básicas entre APP e HAZOP: APP falha de equipamento (identifica perigos) HAZOP falha de processo (identifica desvios do processo) Nem todo desvio é um perigo. O Treinamento Industrial e a Gerência de Riscos . Loss Prevention in the Process Industries. L. D. Hazard Identification. A técnica APP pode ser considerada um subconjunto da técnica HAZOP 5 BIBLIOGRAFIA AGUIAR. Chemical Process Safety: Fundamentals with Applications. Rio de Janeiro – RJ. LEES. ARENDT. Nuclear. FULLWOOD. et al. P. São Paulo. L. Florianópolis . 1995. P. M. 2000. HESTER. CETESB.ufsc. Profa Laís Aguiar 29/29 . http://www. 2002. Probabilistic Safety Assessment in the Chemical and Nuclear Industries. MELO. M. CROWL & LOUVAR.RJ. K. UFRJ.

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