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Aplicação e Evolução dos Métodos Moleculares no Estudo da Biodiversidade do Rizóbio

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Capítulo 12

Manejo de Sistemas Agrícolas para Seqüestro de Carbono no Solo
Segundo Urquiaga Cláudia Pozzi Jantalia Lincoln Zotarelli Bruno José Rodrigues Alves Robert Michael Boddey

Introdução
A maioria dos solos tropicais e subtropicais que compreendem a agricultura brasileira é de baixa fertilidade, e, nesses solos, a matéria orgânica (MOS) tem um papel preponderante na maioria das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, relacionadas com a retenção e disponibilidade de nutrientes, e outras características que afetam o crescimento vegetal como um todo. No passado, a busca da “produtividade a qualquer custo” e a utilização freqüente de tecnologias inadequadas, ou irracionalmente

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aplicadas, acarretaram em aspectos negativos, tais como a erosão da camada superficial do solo, o drástico empobrecimento da MOS (promovida pela movimentação intensiva do solo pela aração, gradagem, etc.), aumento de pragas e doenças favorecido pelas monoculturas, e sérios distúrbios na biodiversidade causados pelo crescente uso de pesticidas agrícolas (alguns de alta persistência no ambiente). Assim, hoje, para manter os rendimentos das culturas, os produtores precisam do uso de maiores quantidades de insumos, chegando-se a situações economicamente insustentáveis, sem considerar o crescente dano ambiental. Mas, de todos os fatores negativos mencionados, os mais preocupantes são a erosão e a perda da MOS. Por sua vez, o solo é considerado a terceira maior reserva de carbono (C) do planeta, e como a agricultura é a principal atividade relacionada com o uso do mesmo, estudos intensos vêm sendo conduzidos em diversas latitudes visando ao desenvolvimento de tecnologias que permitam recuperar e/ou aumentar os estoques de C (seqüestro), contribuindo para reduzir os níveis de CO2 da atmosfera, um dos principais responsáveis pelo aquecimento global (efeito estufa) que está afetando o clima da terra. Assim, como a principal via de ingresso do C derivado do CO2 da atmosfera para o solo é a fotossíntese vegetal, os resíduos das culturas são a principal fonte de C orgânico no solo. Devese destacar que diversos estudos têm indicado que, no final, o manejo dado ao solo (preparo do solo e rotação de culturas) é o fator determinante no estoque ou seqüestro de C orgânico no solo. Estudos recentes sobre seqüestro de C no solo (LAL, 1997) enfocam esse elemento de forma isolada, estudando sua dinâmica de maneira independente, sem levar em consideração a interação com outros nutrientes que, no caso de solos tropicais, a baixa disponibilidade destes afeta o crescimento vegetal e a incorporação de resíduos orgânicos no solo. Um dos elementos que mais influi no crescimento vegetal é o N, que normalmente se apresenta em baixa disponibilidade nos solos tropicais, sendo necessária a aplicação de N-fertilizante, ou, quando possível, por meio do uso de adubos verdes empregando-se espécies leguminosas de alta eficiência de fixação biológica de nitrogênio (FBN). Esta última fonte de N está tomando cada vez maior importância, especialmente em sistemas de rotação de culturas, que, junto com o

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sistema plantio direto (PD), diferente do sistema de preparo convencional (PC) com aração do solo, ajuda a preservar a MOS. Este trabalho está baseado na palestra Importancia del N en la acumulación de materia orgánica del suelo en sistemas agricolas bajo siembra directa y labranza convencional del suelo que o primeiro autor apresentou no XV Congresso Latino-americano da Ciência do Solo, em Cuba, em 2001, e dá ênfase a resultados de pesquisa, relacionados com sistemas agrícolas que favorecem o aumento da MOS e, portanto, o acumulo de C orgânico no solo.

Algumas características da MOS relacionadas com sua estabilidade e que afetam o conteúdo de C orgânico do solo
No processo de decomposição de resíduos de colheitas, para a formação da MOS ou húmus, os primeiros componentes do húmus que aparecem se originam dos compostos resistentes dos vegetais superiores que foram modificados por reações bioquímicas, dando origem a compostos ainda mais resistentes ao ataque microbiano, sendo os mais abundantes os compostos modificados da lignina. Muitos dos compostos do húmus, especialmente os grupos aromáticos associados com ligninas, taninos, melaninas e os ácidos húmicos, são passíveis de reagir com compostos protéicos, protegendo assim o N orgânico do ataque microbiano. Nesse sentido, os resíduos vegetais que mais contribuem na formação de húmus são aqueles que apresentam maior grau de lignificação, e que ao mesmo tempo apresentem adequada disponibilidade de nutrientes, especialmente N. Diversos estudos têm indicado que, embora a MOS possa ter origens diferentes, a sua composição química é bastante estável, e, dentro disso, destaca-se a relação C/N (STEVENSON, 1994). Geralmente, os solos argilosos apresentam maiores conteúdos de MOS, e esse fenômeno está associado à característica protetora da argila contra a degradação dos compostos orgânicos nitrogenados e, por sua vez, à MOS. Dentre os principais mecanismos destaca-se a adsorção dos compostos orgânicos pela fração mineral do solo, principalmente relacionada com o conteúdo de argila (BALESDENT et al.,

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1988). O estudo de Roscoe et al. (2001) demonstra claramente que o aumento no conteúdo de C orgânico num solo de Cerrado (Latossolo Vermelho Escuro, typic Haplustox) esteve associado com o aumento no conteúdo da fração argila do C orgânico do solo, descrito por um modelo quadrático. Os colóides minerais mais importantes nesse processo são os sesquióxidos de Fe e caulinita (BALESDENT et al., 1988; BAYER et al., 2000). No processo de estruturação do solo, as partículas minerais e orgânicas, de diferentes tamanhos, se agrupam formando os agregados do solo, cuja organização afeta a aeração e a retenção de umidade para o crescimento das plantas e a atividade biológica do solo. Diversos trabalhos têm indicado que durante o processo de agregação resíduos orgânicos não decompostos ou parcialmente decompostos (fração leve da MOS) podem integrar os agregados do solo, ficando protegidos da decomposição microbiana, especialmente na camada superficial do solo (BEARE et al., 1994; TISDALE & OADES, 1982). Daí a importância da preservação dos agregados do solo, o qual não tem sido possível com o tradicional sistema convencional de preparo do solo. Por sua vez, a atividade biológica do solo pode atuar favorável ou desfavoravelmente no acúmulo de MOS, seja contribuindo para a proteção da MOS ou acelerando sua decomposição. Nos solos sob PD, onde na superfície do solo se acumulam grandes quantidades de resíduos, os fungos saprofíticos apresentam grande influência na decomposição dos resíduos, enquanto as bactérias são mais importantes na decomposição dos resíduos incorporados no solo no sistema PC (HENDRIX et al., 1986; BEARE et al., 1992). Essa característica dos fungos está associada com a maior eficiência destes em degradar resíduos orgânicos de alta relação C/N (como é a maioria dos resíduos de culturas de cereais) do que as bactérias (HOLLAND; COLEMAN, 1987). Além da atividade microbiana, a fauna do solo também desempenha papel preponderante no processo de decomposição dos resíduos de colheita, favorecendo a humificação e a agregação do solo, como mencionado anteriormente. Dentro da fauna do solo, as minhocas e térmitas merecem especial atenção, em virtude da grande capacidade de fracionamento físico dos resíduos, o que é muito relevante na fase

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inicial da decomposição dos resíduos orgânico no solo. Como exemplo disso temos o rápido desaparecimento, em menos de 6 meses, e ainda na época seca do Cerrado, de grandes quantidades de resíduos de colheitas, que superam muitas vezes as 5 mg ha-1 ano-1 de matéria seca. A eficiência das minhocas em contribuir na degradação dos resíduos orgânicos frescos obedece a um particular sistema digestivo eficiente baseado nas relações mutualísticas com microflora do solo no interior dos indivíduos (BAROIS; LAVELLE, 1986).

Sistema promissor de preparo do solo em culturas anuais
Na América Latina, o sistema plantio direto (PD) está se difundindo rapidamente, especialmente nos países que integram o Mercado Comum do Sul – Mercosul. Nessa região, a área cultivada sob esse sistema passou de cerca de 870 mil hectares em 1987 para cerca de 14 Mha em apenas 10 anos. No ano agrícola de 1999/2000, na América Latina, a área cultivada sob PD foi de 25 Mha, onde o Brasil ocupou o primeiro lugar com 13 Mha, seguido pela Argentina (9 Mha), Paraguai (0,8 Mha) e México (0,65 Mha). No Brasil, o PD ocupa cerca de 25% da área cultivada (DERPSCH, 2000). Inicialmente, o sistema PD foi concebido como uma tecnologia eficiente para conservar o solo já que a rápida expansão da fronteira agrícola, baseada no uso intensivo da mecanização agrícola de preparo do solo (PC), trouxe consigo um aumento considerável e generalizado de danos por erosão, especialmente nos estados da região Sul do Brasil. Um exemplo do efeito negativo do exagerado uso do arado e/ou grade pesada no preparo do solo foi apresentado numa pesquisa realizada pelo Instituto Agronômico do Paraná – Iapar –, em 1980, indicando que nas regiões Norte e Noroeste do Estado do Paraná as áreas sob cultivo de grãos, por cerca de 10 anos, apresentaram reduções no estoque inicial de MOS de cerca de 50% e 60%, respectivamente (MONDARDO, 1984). No Rio Grande do Sul, as operações de preparo convencional do solo utilizadas na sucessão trigo/soja também contribuíram para a degradação da estrutura do solo, expressado pelo decréscimo da

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porosidade, permeabilidade e estabilidade de agregados e aumento da compactação em relação às condições originais (DENARDIN, 1993). Mesmo no Cerrado brasileiro, em regiões com suaves ondulações e/ou planas, de solos pouco férteis, a adoção de sistemas de manejo do solo inadequados acarretaram a degradação e erosão do solo (SILVA; RESCK, 1997). No Cerrado baiano, Silva et al. (1994), avaliando o efeito de 5 anos da monocultura de soja com preparo intensivo do solo, verificaram perdas de matéria orgânica, em relação ao estoque inicial, na ordem de 80%, 76% e 41% sob Areia quartzoza, Latossolo de textura média (15%-30% argila) e Latossolo argiloso (>35% argila), respectivamente. Assim, nas condições brasileiras, a adoção de métodos de preparo do solo deve ter em conta a necessidade de melhorar as propriedades químicas, como a elevada acidez, associada à pobreza de bases trocáveis, com teores de alumínio expressivos e a carência em fósforo, visando aumentar o potencial produtivo, além de reduzir parte da competitividade com as plantas infestantes durante o estágio inicial do desenvolvimento da cultura, o qual pode ser obtido com o sistema PD (SÁ, 1997). Atualmente, o sistema PD está assumindo um conceito mais amplo do que apenas um sistema de semeadura direta das culturas sem o revolvimento do solo, como era caracterizado inicialmente, para controlar a erosão. Hoje, o sistema PD é caracterizado como um sistema de exploração agropecuário que envolve diversificação de espécies, via rotação de culturas, as quais são estabelecidas mediante a mínima mobilização de solo exclusivamente na linha de semeadura, mantendose os resíduos culturais na superfície do solo. Essa visão mais diversificada do sistema baseou-se em várias experiências, práticas e experimentais, que demonstraram que a continuidade e os benefícios desse sistema de manejo não dependem somente da ausência da movimentação do solo, mas da adoção de outros fundamentos considerados básicos, como a rotação de culturas (DENARDIN, 1999), com conseqüências econômicas, sociais e ambientais positivas. Hoje se ressalta que o PD é uma das práticas mais eficientes para conservação do solo, com o controle eficiente e econômico da erosão em condições de alto potencial erosivo, e pelo uso de adubos verdes ou culturas de cobertura para reduzir a infestação por plantas espontâneas,

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acarretando, além disso, no importante benefício de aumentar o conteúdo de MOS (seqüestro de C) e o controle biológico de pragas (MIELNICZUK et al., 1996). Além disso, o sistema PD pode reduzir o custo de produção em até 70%, com a diminuição do uso de máquinas agrícolas e insumos químicos (GENTIL, 1995). Esse sistema é visto hoje em dia como o sistema mais promissor para aumentar o estoque de C orgânico dos solos agrícolas.

Importância dos adubos verdes na rotação de culturas para o acúmulo de C no solo
Dentro dos fatores que normalmente limitam a produção das culturas anuais, e dessa forma a fonte de MOS, tem-se a baixa disponibilidade de N do solo. Em virtude do alto custo dos fertilizantes nitrogenados, que somente contribuem indiretamente no aumento da MOS, o uso de espécies leguminosas, de alta eficiência de fixação biológica de nitrogênio (FBN), cultivadas em consórcio ou rotação de cultura, é a melhor alternativa disponível (BODDEY et al., 2000; CALEGARI et al., 2000). Em um sistema de rotação de culturas, as espécies mais utilizadas como adubos verdes pertencem à família das leguminosas, mas espécies de gramíneas também são utilizadas pela boa produção de biomassa de alta relação C/N, servindo como fonte de C-orgânico do solo (MIYASAWA et al., 1993). Vários estudos desenvolvidos em experimentos de médio e longo prazo (BAYER; MIELNICZUCK, 1997; BAYER et al., 2000; SISTI, 2001) têm demonstrado que a prática da rotação de culturas que incluíram espécies de leguminosas como adubos verdes acarretou resultados positivos para o estoque de C e N do solo em áreas sob o sistema plantio direto. A influência dos adubos verdes sobre a fertilidade do solo é atribuída principalmente à capacidade de reciclagem de nutrientes e incorporação do nitrogênio remanescente nos resíduos, incluído as raízes. Quando se trata de leguminosas, a importância é ainda maior, pela contribuição com N derivado da FBN como demonstrado na Tabela 1, o que também foi observado em outras situações (AMADO et al., 1999; CALEGARI, 2000). Outros efeitos favoráveis estão associados

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Tabela 1. Influência do cultivo anterior e do sistema de preparo do solo na produção de milho cultivado em um Latossolo Roxo, em Londrina, Paraná. Média de 4 repetições.
Sistema de preparo Grão Palha (mg ha )
-1

ERNF(1) (%)

Plantio direto Preparo convencional Plantio direto Preparo convencional
1

Milho-Aveia-Milho(2)-Aveia-Soja 4,31 6,86 47 4,86 8,11 29 Milho-Aveia-Soja-Tremoço-Milho(3) 10,48 13,06 58 8,82 12,79 49

Eficiência da recuperação do N-fertilizante (sulfato de amônio) aplicado na dose de 80 kg ha-1 de N, marcado com 1% at. 15N excesso. 2 Ano agrícola 1997-1998. 3 Ano agrícola 1998-1999. Fonte: Adaptada de Alves et al. (2000).

com o incremento no conteúdo de MOS, assim como no incremento no fósforo disponível e cálcio e magnésio trocáveis e diminuição da acidez do solo e de alumínio trocável (CaLEGARI et al., 1992; PEIXOTO, 1997). Na agricultura brasileira, poucas leguminosas produzem grãos de interesse econômico, sendo a soja e o feijão as mais importantes atualmente. Para obter altos rendimentos na cultura de feijão (de 1,5 a 2,5 mg ha-1), geralmente é necessário o uso de significativas quantidades de N-fertilizante em conseqüência da baixa eficiência do sistema simbiótico de FBN nessa cultura, sendo o conteúdo de N nos resíduos de colheita dessa cultura também pequeno. No Brasil, a cultura de soja ocupa cerca de 14 milhões de hectares ou 18% da área cultivada nacional, produzindo cerca de 30 milhões de toneladas de grãos, onde, do ponto de vista do N, depende fundamentalmente da FBN (ALVES et al., 2002). Embora a cultura da soja apresente rendimentos que oscilam entre 2,4 a 4,5 mg ha-1, com contribuições da FBN da ordem de 200 kg ha-1 de N, os altos índices de colheita de N, característicos das variedades mais modernas, indicam que a maior parte do N derivado da FBN, ou mesmo quantidades do N

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superiores às derivadas do processo simbiótico, é exportada do sistema com a colheita dos grãos (PEOPLES et al., 1995; ZOTARELLI et al., 1998; ALVES et al., 2000). Em estudos realizados recentemente, tanto no Cerrado (Uberlândia, MG) como na região Sul (Londrina, PR), encontrou-se que os sistemas de PD e PC não influenciaram diferentemente os rendimentos de grãos de soja, nem a quantidade de resíduos das plantas, nem o acúmulo de N pela cultura (ALVES et al., 2000). Nessas áreas, o sistema PC parece ter aumentado a disponibilidade de N do solo e, assim, reduziu a contribuição da FBN para a soja, resultando em um balanço negativo de cerca de 20 kg ha-1 de N (Tabela 2). A menor massa seca de nódulos, observada nos primeiros meses de crescimento da soja, é uma das evidências de que possa ter ocorrido um aumento do N disponível no solo, sob PC. Como mencionado anteriormente, a destruição de agregados do solo pela aração do solo estimula a mineralização do N orgânico do solo, aumentando a disponibilidade de N do solo (FRANZLUEBBERS, 1999). Tabela 2. Rendimento e N total acumulado pelos grãos e resíduos de colheita, e contribuição da fixação biológica de nitrogênio (FBN) no cultivo de soja, e balanço de N no sistema solo/planta, em áreas de Cerrado (Uberlândia, MG) e na região Sul (Londrina,PR).
Região brasileira e sistema de preparo Cerrado Prep. convencional Plantio direto Teste t(5) Sul Prep. convencional Plantio direto Teste t
1 2

Rendimento N total nos N total Balanço de N (2) (3) (grão 13% H2O) resíduos(1) no grão % Ndda Ndda -1 no sistema(4) % (kg ha ) (mg ha-1) (kg ha -1) (kg ha -1) (kg ha-1) 4,06 3,74 ns 5,41 5,89 ns 67,8 65,8 ns 68,1 60,0 ns 217,5 199,9 ns 330,0 320,8 ns 67,2 75,8 * 74,1 80,9 * 191,7 202,8 * 305,8 315 * -25,8 2,9 * -24,3 -6,9 *

Foram incluídas folhas senescentes. Percentagem de N acumulado pela planta inteira (inclusive grãos) derivado da FBN (técnica de abundância relativa de ureídos, Peoples et al., 1989). 3 Quantidade total do N acumulado pela planta inteira (inclusive grãos) derivado da FBN. 4 Calculado pela diferença entre o total de N acumulado nos grãos (exportado com a colheita) e o Ndda. 5 ns- não significativo; * significativo a 5% de probabilidade; ** significativo a 1%. Fonte: Modificada de Zotarelli et al. (1998) e Alves et al. (2000).

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Nessa cultura, o balanço de N pode ser ainda mais negativo em solos com alta disponibilidade de N ou em situações de pobre estabelecimento da simbiose. Gonzáles et al. (1997) mostraram que, para a cultura de soja nas condições da Argentina, para um rendimento de 3,8 Mg ha-1, houve uma exportação de 178 kg ha-1 de N nos grãos, e o N proveniente da FBN (33%) chegou a cerca de 79 kg ha-1 de N, causando um balanço negativo de cerca de 99 kg ha-1 de N por ciclo de cultivo. Chandel et al. (1989) registraram um balanço de -74,1 kg ha-1 de N para soja, que apresentou um índice de colheita de 87% e uma contribuição da FBN de 55% do total do N acumulado. Embora não seja exceção encontrar um balanço negativo de N para a cultura da soja, pode-se afirmar com segurança que essa cultura não necessita ser adubada com N (ALVES et al., 2002). Diversos estudos relatados por Hungria et al. (1997), em que se adicionaram diversas doses de N na semeadura, ou na floração, de forma parcelada (chegou-se a investigar o efeito de uma dose de até 400 kg ha-1 de N parcelados em dez vezes), ou em dose única, mostraram claramente que a cultura da soja não responde à fertilização nitrogenada. Esses estudos demonstram que nessa cultura a FBN é apenas um complemento do N que o solo pode oferecer. Assim, à medida que o solo apresenta maior disponibilidade de N, a contribuição da FBN diminui, sem afetar os rendimentos. Por isso, num sistema de produção, o balanço de N no sistema solo/planta de apenas uma cultura, mesmo sendo negativo, não deve ser preocupante, pois o balanço desse nutriente deve estar baseado num sistema de produção onde participam diversas culturas em rotação. Somente após avaliar todo o sistema de produção é que devem ser obtidas as informações mais convenientes acerca da freqüência com que devem ser incluídos os adubos verdes na rotação. Em estudos do balanço de N no solo em diferentes rotações de culturas envolvendo soja, trigo, tremoço, milho e aveia, em Londrina, foi demonstrado que a contribuição do N derivado da FBN no tremoço, que variou ao redor de 200 kg ha-1, compensou as perdas de N do sistema provocadas pelas demais culturas, basicamente por meio da exportação de N nos grãos colhidos (ALVES et al., 2000) (Fig. 1).

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Fig. 1. Balanço de nitrogênio (kg ha-1 de N) no sistema solo/planta nas diferentes rotações de cultivo (1-Soja/trigo; 2- Soja/tremoço/milho; 3- Milho/aveia/soja) estabelecidos sob preparo convencional ou plantio direto, em Londrina, PR.
Fonte: Adaptada de Alves et al. (2000).

Esses resultados indicam que a introdução a cada 2 ou 3 anos de uma leguminosa usada como adubo verde, com significativas contribuições da FBN, onde todo o N acumulado pela planta ficou na superfície do solo com os resíduos das plantas, contribui positivamente para o estoque de N do solo, podendo-se, com o passar dos anos, aumentar a disponibilidade de N do solo, contribuindo para a redução nas necessidades de N fertilizantes, como já destacado por Sá (1998).

Efeito do sistema de manejo e rotação de culturas no conteúdo de C e N no solo
Existe um consenso geral de que a MOS é um indicador de qualidade do solo, por dois fatores principais. Primeiro, a relação da matéria orgânica com a maioria das propriedades favoráveis à capacidade produtiva do solo, tais como a estabilidade dos agregados e da estrutura, infiltração e retenção de água, resistência à erosão, atividade

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biológica do solo, capacidade de troca de cátions, disponibilidade de nutrientes para as plantas, liberação de CO2 e outros gases para atmosfera. Segundo, o conteúdo de MOS é muito sensível em relação à mudança drástica do tipo de vegetação e práticas de manejo do solo. A matéria orgânica dos solos apresenta em geral, como mencionado anteriormente, uma relação C/N bastante estável, variando de 8 a 14, quando ocorre a estabilização do húmus. Essa característica está diretamente relacionada ao tipo de solo, clima e mesmo de vegetação, onde áreas sob florestas e cultivos de grãos apresentam valores de relação C/N em torno de 12, enquanto em áreas sob pastagem esse valor pode ser um pouco mais elevado (BRADY, 1989; MALAVOLTA, 1993; BATJES, 1996). Essa estreita relação entre os teores de C e N foi encontrada em áreas localizadas em diferentes regiões do Brasil, sob o cultivo de grãos e sob condições de vegetação de cerrado ou floresta nativa, independente da profundidade do solo até 100 cm de profundidade (Fig. 2). Assim, em virtude dessa estreita relação entre o C e o N orgânicos no solo, entre outros nutrientes, a manutenção de C (estoque de C) e, por conseguinte, da MOS é fortemente dependente da quantidade de N do solo (Fig. 2 e 3). De acordo com Stevenson (1994), os compostos nitrogenados representam em torno de 5% da fração orgânica do solo, e cerca de 95%-98% desse elemento estão ligados ao carbono dessa fração. Portanto, o conteúdo de N orgânico do solo não poderá ser

C-org. total (mg ha-1)

Fig. 2. Acúmulo de C e N no perfil do solo em diferentes tipos de manejo em um experimento de longo prazo (18 anos) localizado em um oxissol da Região de Cerrado, Brasília, DF.
Fonte: Adaptada de Sisti (2001).

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N (mg ha-1)

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Fig. 3. Acúmulo de C e N no perfil do solo, e C adicionado pelos cultivos nos diferentes tratamentos de preparo do solo e rotação de culturas em um estudo de longo prazo localizado no Rio Grande do Sul. Embrapa Trigo, Passo Fundo, RS, 1986-99.
Fonte: Adaptada de Sisti (2001).

aumentado sem que haja acréscimo correspondente no montante de C, e vice-versa. O solo comporta-se como um sistema aberto trocando matéria e energia com o meio. A entrada de C orgânico no solo por meio dos resíduos de colheitas depende das condições nutricionais, umidade e manejo em que foi desenvolvida a cultura, afetando a biomassa vegetal, sendo o nutriente mais influente o nitrogênio. Assim, com o uso de leguminosas como adubos verdes, abre-se a possibilidade de aumentar o conteúdo de C orgânico no solo por dois meios: o primeiro, de forma direta, sendo uma fonte de matéria orgânica, e o segundo, aumentando a disponibilidade de N do sistema o qual favorece a produção vegetal e os resíduos de colheitas. Por isso, em qualquer sistema de produção agrícola onde o balanço de N seja negativo indiretamente estará se promovendo a mineralização da MOS, o que resultará também em perdas de C orgânico na forma de CO2, tudo isso afetado pelo sistema de preparo do solo.

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Num estudo desenvolvido recentemente em Passo Fundo, RS, na região subtropical, verificou-se que a adubação verde e o sistema PD promoveram um aumento significativo no estoque de C e N no solo, inclusive superior ao conteúdo desses elementos no solo original sob vegetação nativa. Isso não foi observado quando a sucessão compreendia apenas trigo/soja (Fig. 3), e pode estar obedecendo à baixa contribuição da FBN da cultura de soja para o solo. No Cerrado, Sisti (2001) verificou que, após 18 anos dos sistemas PD e PC, o solo sob PD apresentou as maiores quantidades de C em relação ao PC, mas os estoques de C ainda foram significativamente menores em relação ao solo sob vegetação nativa (Fig. 2). Deve-se destacar que, nesse estudo, a área experimental apenas era cultivada no verão (principalmente soja) em virtude da falta de espécies resistentes ao estresse hídrico na época de inverno, característico dessa região, não tendo havido cultivo de adubos verdes. Similar resultado foi observado por De Maria et al. (1999), num Oxissolo (Typic Haplorthox) de Campinas, SP, onde se avaliou a influência da sucessão milho/soja ou as monoculturas de soja e milho, sob PD e PC. Após 9 anos de cultivo, o solo apresentou significativa diminuição nos conteúdos de MOS, demonstrando que somente o PD não basta para aumentar a reserva de C orgânico do solo. Esses resultados reafirmam a necessidade de incluir adubação verde no sistema.

Considerações finais
Em função da experiência acumulada, sobre o comportamento do solo em diferentes sistemas de produção de grãos, pode-se concluir que os sistemas mais conservacionistas do recurso solo são aqueles baseados na rotação de culturas que incluem leguminosas como adubos verdes e sob plantio direto. Deve-se destacar que, para aumentar a fertilidade e os estoques de C orgânico do solo, a presença do N é fundamental, do que se deduz a importância da FBN via os adubos verdes como uma fonte importante de N para o sistema.

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Referências
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