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Características do Profissional Técnico de Enfermagem em Pediatria

CARACTERÍSTICAS PESSOAIS:

Os profissionais deverão apresentar: •

bom relacionamento interpessoal, senso crítico-reflexivo. autocrítica, iniciativa, flexibilidade, senso de observação acurado, capacidade de autogestão, dinamismo, criatividade, equilíbrio emocional, abstração, raciocínio lógico realizar assistência humanizada.

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CARACTERÍSTICAS PROFISSIONAIS:

•Zelar pela limpeza e ordem dos equipamentos. priorizando a atenção à clientela prestando-lhes ações de enfermagem de melhor qualidade e sem riscos. •Executar as atividades vinculadas à alta hospitalar e ao preparo do corpo pós-morte. como integrante da Sociedade. auxiliando também na alimentação. Estas atribuições reúnem normas e princípios. recuperação da saúde e reabilitação das crianças. fazer curativos.material e de dependência dos ambientes terapêuticos. PERFIL PROFISSIONAL DE ENFERMAHGEM EM PEDIATRIA •Atuar na promoção. respeitando os preceitos éticos e legais.Suas atividades profissionais são desempenhadas em instituições de saúde bem como em domicílios. ministrar medicamentos. direitos e deveres pertinentes à conduta ética dos profissionais de enfermagem. . sob supervisão do enfermeiro. sindicatos. preparar as crianças para consultas. das ações que visem satisfazer as necessidades de saúde da criança. associações. prestar cuidados de higiene e conforto. que compreendem. •Participar. escolas. •Executar cuidados de rotina. fazer a esterilização de materiais. •Prestar cuidados diretos de enfermagem às crianças em geral e àquelas que estão em esta do grave. aplicar oxigenoterapia e vacinas. •Colaborar no planejamento das atividades de enfermagem prevenindo infecções hospitalares e realizando controle das doenças transmissíveis e danos físicos que podem ser causados às pessoas durante a assistência de saúde. lar de idosos e outros.entre outros. empresas. proteção. exames e tratamento.

•Cumprir e fazer cumprir os preceitos éticos e leais da profissão. competência.sem discriminação de qualquer natureza. •Realizar primeiros socorros em situações de emergência pediátrica. •Assegurar à criança uma Assistência de Enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia. em todo o seu ciclo vital. •Aplicar princípios e normas de higiene e saúde pessoal e ambiental. •Prestar assistência à saúde visando a promoção do ser humano como um todo. instalações e equipamentos. •Aplicar normas de biosegurança. negligência ou imprudência. •Operar equipamentos próprios do campo de atuação.•Respeitar a vida. •Identificar e avaliar rotinas. • Elaborado pela Enfermeira Clarissa Miná . a dignidade e os direitos da criança. •Identificar a estrutura e organização do sistema de saúde vigente. zelando por sua manutenção. •Indicar os determinantes e condicionantes do processo saúde-doença.responsabilidade e honestidade. •Exercer suas atividades com justiça. •Interpretar e aplicar normas do exercício Profissional e princípios éticos que regem a conduta do profissional de saúde.

Para que o tratamento tenha êxito. que poderá doer ou demorar. uma diminuição do vocabulário. Z. AXENO: Artigo O Relacionamento da Enfermagem com a Criança Hospitalizada A maioria das crianças que adoecem ficam mais chorosas e agarradas aos pais. para ela. 1995). perda do controle de esfíncteres. raiva e/ou hostilidade. Como uma forma de defesa. I. In: SCHMITZ. Enferm. 3 (2). É comum a ocorrência de mecanismos de regressão onde a criança retorna a uma fase anterior à de sua idade (SADALA. vendo a criança como um indivíduo que tem direitos e deveres. seu quadro emocional tende a piorar. O Estilo de Cuidar da Mãe e o Trabalho da Enfermagem . Rio de Janeiro: out. 1995. viu filhinho!" em nada contribuem para a cura e confiança da criança no profissional. Atitudes sinceras e verdadeiras.E. a criança ficará restringida ao leito. Se a sua patologia for tão grave a ponto de exigir uma hospitalização. Possibilitar à criança um espaço para que ela possa expressar seus sentimentos à respeito das experiências traumáticas. Rio de Janeiro/São Paulo: Livraria Atheneu. Gostaria de sensibilizar os profissionais da área de saúde para que consigam captar as reais necessidades das crianças com a maior paciência possível. ELSEN. pode ocorrer a recusa de alimentos sólidos. UERJ. em função de encontrar-se afastada de sua casa. I.M. Neste cenário a enfermagem precisa se inserir de maneira a tornar o mais agradável possível a estadia da criança no hospital.189-195. assim como suas ansiedades. explicando as rotinas e procedimentos que serão realizados e o porquê de cada um. cercada de pessoas estranhas e. & PATRÍCIO. Na maior parte do tempo de hospitalização. A mãe estando junto é importante que ela seja previamente informada e conscientizada para que assuma a mesma conduta. aceitando apenas papinhas e líquidos. p. más por trazerem a dor e o sofrimento. a doença pode trazer à criança sentimentos de culpa ou . além de ficar muito assustada. ou "não vai doer. é importante o estabelecimento de vínculo e confiança da criança com o profissional. Dor esta representada por todas as agulhadas. cortes e outros procedimentos desagradáveis até mesmo para um adulto. submetida à passividade. pelos procedimentos médicos e de enfermagem aos quais esta será submetida. familiares e.M. Ameaças do tipo: "se você não ficar quietinha vou chamar a enfermeira para te dar uma injeção!". Assistência à Criança Hospitalizada: Tipos de Abordagem e suas Aplicações para a Enfermagem.E.BIBLIOGRAFIA CONSULTA CABRAL. et al A Enfermagem em Pediatria e Puericultura. Além disso. mas que você estará junto com ela para dar força e coragem. num período menor de internação. Rev. com certeza são fundamentais para o sucesso. principalmente. 1989. Não é perda de tempo! Familiarize a criança ao ambiente hospitalar.

uma síndrome ou órgão doente". _____). e da enfermagem. Através de um relacionamento seguro e construtivo é possível uma atuação adequada da enfermagem. a sua prática de vida varia em função do contexto em que vive. Ou seja. Ajuda a criança a lidar com diversas situações. ou seja. 1996). o fato de todas as pessoas serem fisicamente iguais. embora as pessoas sejam dotadas do mesmo equipamento anatômico. refletir sobre isto permitirá uma melhor consecução do trabalho da enfermeira. 1995).abandono. 1989) abordam os tipos de abordagem que uma instituição pode adotar em função de seus "valores. que em pleno século XXI. e sobretudo aliando-se ao estilo de cuidar da mãe que foi herdado culturalmente" (CABRAL. podendo ajudar a criança a lidar melhor com suas dificuldades. um número de leito ou prontuário. procedimentos invasivos e/ou dolorosos. Acredito ser inadmissível. 1995) . a metodologia da assistência de enfermagem ser centrada: na patologia da criança. na criança." (CABRAL. em geral. A comunicação e o brinquedo terapêutico são recursos adequados que a enfermagem pode lançar mão. com isso. em particular. SADALA. Portanto "o trabalho de enfermagem que cuida de crianças deve respeitar as diferenças culturais existentes dentro dos grupos sociais. "É imprescindível que o saber científico não seja formado como dogma. 1992). e esta numa estrutura ainda maior. inserida num contexto familiar. 1995). sua organização familiar irá influenciar sua experiências infantis e todo seu processo de socialização. Concordo com a mesma autora quando ressalta "o quanto todos que ficam hospitalizados tornam-se despojados de seus aspectos existenciais para se tornar um objeto. ou na criança e sua família. A criança é fruto do ambiente que vive. Um ambiente estranho e desconhecido pode trazer na cabeça da criança fantasias e imagens muito ruins da situação vivida (CHIATONE. 1995). Podendo. entre outras" (SIGAUD. o atendimento à criança seja realizado sem se levar em conta que esta é um indivíduo. Isso nos leva a confirmar que a: "visão transcultural do desenvolvimento da criança nos leva a refletir que. oferecendo a oportunidade da criança expressar-se verbalmente ou não (SIGAUD. crenças pessoais e profissionais dos elementos que compõe a equipe de saúde e administrativa". numa comunidade. como: "separação de pessoas significativas. e terem a mesma arquitetura. ELSEN e PATRÍCIO (apud SCHIMITZ. 1996. Assim consiguiremos obter o bem estar da criança e a segurança da mãe com as novas situações vividas. como se fosse um castigo por algo errado que ela cometeu (SEIBEL. não quer dizer que as utilizem do mesmo modo"( CABRAL.