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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC N.

º 04207/11 Objeto: Prestação de Contas Anuais Relator: Auditor Renato Sérgio Santiago Melo Responsável: Jammes Wallysom Ferreira de Araújo Advogados: Dr. John Johnson Gonçalves Dantas de Abrantes e outros Interessado: Josivaldo Rodrigues de Oliveira EMENTA: PODER EXECUTIVO MUNICIPAL – ADMINISTRAÇÃO DIRETA – PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAIS – GESTOR DE FUNDO ESPECIAL – ORDENADOR DE DESPESAS – APRECIAÇÃO DA MATÉRIA PARA FINS DE JULGAMENTO – ATRIBUIÇÃO DEFINIDA NO ART. 71, INCISO II, DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DA PARAÍBA, E NO ART. 1º, INCISO I, DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N.º 18/1993 – Ausência de equilíbrio entre as receitas e as despesas orçamentárias – Manutenção de déficit financeiro no balanço patrimonial – Incorreta contabilização de valores transferidos – Inconformidade nas quantias destacadas nos decretos de abertura de créditos adicionais – Incompatibilidade nas informações concernentes a suplementações de dotações – Falta de inserção de vários certames licitatórios no banco de dados do Tribunal – Realização de alguns dispêndios sem a implementação de prévia licitação – Carência de controles mensais individualizados dos gastos com veículos – Inexistência de domínio da distribuição de medicamentos e materiais diversos – Ausência de recolhimento de uma pequena parte das contribuições patronais devidas à Previdência Social – Transgressão a dispositivos de natureza constitucional e infraconstitucional – Eivas que comprometem parcialmente o equilíbrio das contas – Necessidade imperiosa de imposição de penalidade, ex vi do disposto no art. 56 da Lei Complementar Estadual n.º 18/1993. Regularidade com ressalvas. Restrição do art. 140, parágrafo único, inciso IX, do Regimento Interno do TCE/PB. Aplicação de multa. Fixação de prazo para pagamento. Recomendações. ACÓRDÃO AC1 – TC – 00616/13 Vistos, relatados e discutidos os autos da PRESTAÇÃO DE CONTAS DE GESTÃO DO

ORDENADOR DE DESPESAS DO FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE JURIPIRANGA, SR. JAMMES WALLYSOM FERREIRA DE ARAÚJO, relativas ao exercício financeiro de 2010, acordam os Conselheiros integrantes da 1ª CÂMARA do TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAÍBA, por unanimidade, com a ausência justificada do Conselheiro Fernando
Rodrigues Catão e a convocação do Conselheiro Substituto Antônio Gomes Vieira Filho, em sessão plenária realizada nesta data, na conformidade da proposta de decisão do relator a seguir, em:

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC N.º 04207/11

1) Com fundamento no art. 71, inciso II, da Constituição do Estado da Paraíba, bem como no art. 1º, inciso I, da Lei Complementar Estadual n.º 18/1993, JULGAR REGULARES COM RESSALVAS as referidas contas. 2) INFORMAR à supracitada autoridade que a decisão decorreu do exame dos fatos e das provas constantes dos autos, sendo suscetível de revisão se novos acontecimentos ou achados, inclusive mediante diligências especiais do Tribunal, vierem a interferir, de modo fundamental, nas conclusões alcançadas. 3) APLICAR MULTA ao gestor do Fundo Municipal de Saúde de Juripiranga, Sr. Jammes Wallysom Ferreira de Araújo, inscrito no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF sob o n.º 040.870.844-18, no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais), com base no que dispõe o art. 56 da Lei Complementar Estadual n.º 18/1993 – LOTCE/PB. 4) ASSINAR o prazo de 30 (trinta) dias para recolhimento voluntário da penalidade ao Fundo de Fiscalização Orçamentária e Financeira Municipal, conforme previsto no art. 3º, alínea “a”, da Lei Estadual n.º 7.201, de 20 de dezembro de 2002, com a devida comprovação do seu efetivo cumprimento a esta Corte dentro do prazo estabelecido, cabendo à Procuradoria Geral do Estado da Paraíba, no interstício máximo de 30 (trinta) dias após o término daquele período, velar pelo integral cumprimento da deliberação, sob pena de intervenção do Ministério Público Estadual, na hipótese de omissão, tal como previsto no art. 71, § 4º, da Constituição do Estado da Paraíba, e na Súmula n.º 40 do eg. Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba – TJ/PB. 5) ENVIAR recomendações no sentido de que o administrador do Fundo Municipal de Saúde de Juripiranga, Sr. Jammes Wallysom Ferreira de Araújo, não repita as irregularidades apontadas no relatório da unidade técnica deste Tribunal e observe, sempre, os preceitos constitucionais, legais e regulamentares pertinentes. Presente ao julgamento o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas Publique-se, registre-se e intime-se. TCE – Sala das Sessões da 1ª Câmara, Mini-Plenário Conselheiro Adailton Coêlho Costa João Pessoa, 14 de março de 2013

ASSINADO ELETRONICAMENTE NO FINAL DA DECISÃO
Conselheiro Arthur Paredes Cunha Lima Presidente

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC N.º 04207/11

ASSINADO ELETRONICAMENTE NO FINAL DA DECISÃO
Auditor Renato Sérgio Santiago Melo Relator

Presente:
Representante do Ministério Público Especial

ASSINADO ELETRONICAMENTE NO FINAL DA DECISÃO

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC N.º 04207/11 RELATÓRIO AUDITOR RENATO SÉRGIO SANTIAGO MELO (Relator): Tratam os presentes autos da análise das contas de gestão do ordenador de despesas do Fundo Municipal de Saúde de Juripiranga, relativas ao exercício financeiro de 2010, Sr. Jammes Wallysom Ferreira de Araújo, apresentadas eletronicamente a este eg. Tribunal em 15 de abril de 2011. Os peritos da Divisão de Auditoria da Gestão Municipal V – DIAGM V, com base nos documentos insertos nos autos e em inspeção in loco realizada na Urbe entre os dias 09 a 13 de julho de 2012, emitiram relatório inicial, fls. 42/51, constatando, sumariamente, que: a) a prestação de contas foi apresentada em conformidade com os ditames previstos na Resolução Normativa RN – TC – 03/2010; b) a Lei Municipal n.º 236, de 17 de junho de 1994, instituiu o Fundo Municipal de Saúde – FMS com o objetivo de criar condições financeiras e de gerência dos recursos destinados ao desenvolvimento das ações de saúde, executadas ou coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde; c) as receitas estabelecidas para o fundo estão previstas no art. 5º da citada norma; e d) o gestor e ordenador de despesas é o Secretário Municipal de Saúde, consoante definido no art. 3º, incisos I e VIII, da já mencionada lei local. Quanto aos aspectos orçamentários, financeiros, patrimoniais e operacionais, os técnicos da DIAGM V destacaram que: a) o orçamento municipal para 2010 estimou a receita do fundo em R$ 3.272.574,00 e fixou a despesa em igual valor; b) durante o exercício, foram abertos créditos adicionais suplementares na quantia de R$ 776.891,00 e especiais na soma de R$ 75.900,00; c) a receita orçamentária arrecadada ascendeu à importância de R$ 1.419.557,83; d) a despesa orçamentária realizada atingiu o montante de R$ 2.955.439,71; e) a receita extraorçamentária acumulada no exercício financeiro totalizou R$ 1.859.997,87; f) a despesa extraorçamentária executada durante o ano compreendeu a soma de R$ 221.587,86; g) o saldo financeiro para o exercício seguinte foi de R$ 102.528,13; h) o BALANÇO PATRIMONIAL revelou um ativo financeiro na quantia de R$ 102.888,13 e um passivo financeiro ma importância de R$ 198.176,45; e i) as despesas com pessoal totalizaram R$ 1.866.463,98, sendo R$ 1.565.491,59 registrados como vencimentos e vantagens fixas, e R$ 300.972,39 lançados como obrigações patronais. Ao final de seu relatório, os analistas desta Corte apresentaram, de forma resumida, as irregularidades detectadas, quais sejam: a) divergência de valores quanto à abertura de créditos adicionais e suas respectivas fontes de recursos; b) incompatibilidade de informações entre demonstrativos apresentados em meio físico e em meio magnético ao Tribunal; c) realização de dispêndios sem licitação na quantia de R$ 352.876,97; d) carência de registro no Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade – SAGRES de certames licitatórios implementados no exercício; e) déficit na execução orçamentária na importância de R$ 47.888,31; f) incorreta classificação de transferências financeiras como despesas extraorçamentárias; g) déficit financeiro na ordem de R$ 95.288,32; h) ausência de contabilização e de recolhimento de obrigações patronais

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC N.º 04207/11 no montante de R$ 43.435,76; i) inexistência de controle de distribuição de medicamentos, de materiais médico-hospitalares, de expediente e de limpeza, como também de combustíveis; e j) pagamento de despesas não comprovadas na soma de R$ 15.742,55. Realizadas as intimações do gestor do Fundo Municipal de Saúde de Juripiranga, Sr. Jammes Wallysom Ferreira de Araújo, e do responsável técnico pela contabilidade do aludido fundo, Dr. Josivaldo Rodrigues de Oliveira, fls. 52/54, este deixou o prazo transcorrer sem o envio de quaisquer justificativas acerca das eivas contábeis, enquanto aquele, após pedido de prorrogação de prazo deferido pelo relator, fls. 55 e 58/59, encaminhou defesa, fls. 63/416, onde alegou, em síntese, que: a) a anulação a maior de dotações no valor de R$ 5.000,00, através do Decreto n.º 19/2010, foi corrigida com a anulação a menor, também na quantia de R$ 5.000,00, desta feita por meio do Decreto n.º 50/2010; b) a falha no programa de contabilidade do FMS, quando da exportação dos dados do mês de dezembro de 2010 para o SAGRES CAPTURA, ocasionou a incompatibilidade no total dos créditos adicionais abertos no exercício; c) os procedimentos licitatórios anexados diminuem o montante dos gastos apontados como não licitados, enquanto o saldo restante ficou abaixo do mínimo exigido quando dividido pelos meses do ano; d) o setor responsável pelo envio de informações ao Tribunal cometeu um deslize ao não relacionar as licitações, mas este fato em nada comprometeu a avaliação positiva das contas, pois não acarretou qualquer prejuízo ao erário; e) o art. 48, alínea “b”, da Lei Nacional n.º 4.320/1964 destaca que deverá ser mantido, durante o exercício, na medida do possível, o equilíbrio entre a receita arrecadada e a despesa realizada, de modo a reduzir as eventuais insuficiências de tesouraria; f) a falha operacional no sistema de contabilidade motivou o registro de repasses como RECEITAS EXTRAORÇAMENTÁRIAS quando a conta selecionada deveria ser TRANSFERÊNCIAS INDIRETAS; g) o déficit financeiro ocorreu em virtude da incorporação de restos a pagar de exercícios anteriores, R$ 41.879,66, originários da Secretaria Municipal de Saúde e do repasse apenas em janeiro de 2011 dos valores devidos pelo Fundo Nacional de Saúde, respeitantes ao mês de dezembro de 2010; h) a quantia de R$ 27.446,85, referente à competência de dezembro de 2010, foi recolhida no mês de janeiro de 2011 para a previdência social, concorde guia anexa, restando apenas 4,64% a ser repassado para o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS; i) as providências foram adotadas para a regularização dos controles de medicamentos e de consumo de combustível; e j) as peças encartadas ao feito comprovam a regularidade dos pagamentos no valor de R$ 15.742,25. Encaminhados os autos à DIAGM V, os seus especialistas, após esquadrinharem a mencionada contestação, emitiram relatório, fls. 421/429, onde retificaram o entendimento inicial acerca da carência de registro no SAGRES de certames licitatórios, devido à existência física dos procedimentos. Além disso, consideraram elidida a mácula respeitante às despesas não comprovadas, reduziram o valor dos dispêndios sem licitação de R$ 352.876,97 para R$ 146.567,56, como também modificaram o montante das obrigações patronais não contabilizadas nem recolhidas de R$ 43.435,76 para R$ 15.988,91. Por fim, mantiveram in totum o seu posicionamento exordial quanto às demais eivas.

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC N.º 04207/11 O Ministério Público Especial, ao se manifestar acerca da matéria, fls. 431/440, pugnou, em síntese, pela (o): a) irregularidade das contas em apreço; b) aplicação de multa as gestor do Fundo Municipal de Saúde de Juripiranga/PB no exercício financeiro de 2010, Sr. Jammes Wallysom Ferreira de Araújo; c) envio de recomendação para que o atual administrador do citado fundo municipal não incorra nas mesmas falhas e omissões apontadas na instrução do feito; e d) remessa de cópia dos autos ao Ministério Público Comum para análise detida dos indícios de cometimento de atos de improbidade administrativa pelo Sr. Jammes Wallysom Ferreira de Araújo, além de representação ao Ministério Público Federal e à Receita Federal do Brasil, com vistas a averiguar a omissão no recolhimento de verba previdenciária e os indícios de apropriação previdenciária. Solicitação de pauta para a presente assentada, fl. 441, conforme atestam o extrato da intimação publicado no Diário Oficial Eletrônico do TCE/PB de 01 de março de 2013 e a certidão de fl. 442. É o relatório. PROPOSTA DE DECISÃO AUDITOR RENATO SÉRGIO SANTIAGO MELO (Relator): Inicialmente, cabe destacar que os fundos especiais são modos de descentralização de recursos públicos, cujos valores devem ser aplicados exclusivamente nas finalidades previstas nas leis que os instituíram. Trata-se, consequentemente, de maneira de gestão com característica nitidamente financeira, tendo em vista que, para sua existência, mister se faz a abertura de uma conta específica. Neste sentido, dignos de referência são os ensinamentos dos eminentes professores J. Teixeira Machado Jr. e Heraldo da Costa Reis, in A Lei 4.320 Comentada, 28 ed, Rio de Janeiro: IBAM, 1997, p. 133, in verbis:

(...) fundo especial não é entidade jurídica, órgão ou unidade orçamentária, ou ainda uma conta mantida na Contabilidade, mas tão-somente um tipo de gestão financeira de recurso ou conjunto de recursos vinculados ou alocados a uma área de responsabilidade para cumprimento de objetivos específicos, mediante a execução de programas com eles relacionados.

Portanto, pode-se concluir que os fundos são criados, basicamente, para fortalecer a musculatura econômica de determinados órgãos ou entidades, visando à consecução de objetivos previamente definidos. Comungando com o supracitado entendimento, reportamo-nos, desta feita, à manifestação dos festejados doutrinadores Flávio da Cruz (Coordenador), Adauto Viccari Junior, José Osvaldo Glock, Nélio Herzmann e Rui Rogério Naschenweng Barbosa, in Comentários à Lei 4.320, 3 ed, São Paulo: Atlas, 2003, p. 286, verbatim:

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC N.º 04207/11

(...) fundo é uma forma de gestão de recursos, que não se caracteriza como entidade jurídica, órgão, unidade orçamentária ou unidade contábil, mas como ente contábil, ou seja, um conjunto de contas especiais que

identificam e demonstram as origens e a aplicação de recursos de determinado objetivo ou serviço.

É importante realçar que a Constituição Federal definiu em seu art. 165, § 9º, inciso II, que cabe a lei complementar estabelecer condições para criação e funcionamento de fundos, vindo o art. 167, inciso IX, determinar a necessidade de prévia autorização legislativa para a sua instituição, verbo ad verbum:

Art. 165. (omissis) § 1º (...) § 9º Cabe à lei complementar: I – (omissis) II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta, bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos. Art. 167. São vedados: I – (...) IX – a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa;

Como se sabe, com a promulgação da atual Carta Magna, a Lei Nacional n.º 4.320, de 17 de março de 1964, foi recepcionada como lei complementar, suprindo, por conseguinte, a exigência contida no citado art. 165, § 9º, inciso II, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal – STF, ad literam:

MEDIDA CAUTELAR EM AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.061, DE 11.11.97 (LEI Nº 9.531, DE 10.12.97), QUE CRIA O FUNDO DE GARANTIA PARA PROMOÇÃO DA COMPETIVIDADE – FGPC. ALEGADA VIOLAÇÃO DOS ARTS. 62 E PAR. ÚNICO, 165, II, III, §§ 5º, I E III, E 9º, E 167, II E IX, DA CONSTITUIÇÃO. 1. A exigência de previa lei complementar estabelecendo

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condições gerais para a instituição de fundos, como exige o art. 165, § 9º, II, da Constituição, está suprida pela Lei nº 4.320, de 17.03.64, recepcionada pela Constituição com status de lei complementar; embora a Constituição não se refira aos fundos especiais, estão eles disciplinados nos arts. 71 a 74 desta Lei, que se aplica à espécie: (...) (STF – Tribunal Pleno – ADI-MC n.º 1726/DF, Rel. Ministro Maurício Corrêa, Diário da Justiça, 30 abr. 2004, p. 27) (destaque ausente no texto de origem)

Na verdade, a lei que estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, possui dispositivos que tratam especificamente dos fundos especiais, são os artigos 71 a 74, verbum pro verbo:

Art. 71. Constitui fundo especial o produto de receitas especificadas que, por lei, se vinculam à realização de determinados objetivos ou serviços, facultada a adoção de normas peculiares de aplicação. Art. 72. A aplicação das receitas orçamentárias vinculadas a fundos especiais far-se-á através de dotação consignada na Lei de Orçamento ou em créditos adicionais. Art. 73. Salvo determinação em contrário da lei que o instituiu, o saldo positivo do fundo especial apurado em balanço será transferido para o exercício seguinte, a crédito do mesmo fundo. Art. 74. A lei que instituir fundo especial poderá determinar normas peculiares de controle, prestação e tomada de contas, sem, de qualquer modo, elidir a competência específica do Tribunal de Contas ou órgão equivalente.

Também é importante repisar que a Lei Complementar Nacional n.º 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), em seu art. 1º, § 3º, inciso I, alínea “b”, estabelece que as normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade fiscal contemplam, dentre outras, as administrações dos fundos, ipsis litteris:

Art. 1º. Esta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, com amparo no Capítulo II do Título VI da Constituição. § 1º (...) § 3º Nas referências:

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I – à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, estão compreendidos: a) (omissis) b) as respectivas administrações diretas, fundos, autarquias, fundações e empresas estatais dependentes; (grifo inexistente no original)

Demais, o art. 50, inciso I, da reverenciada Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, definiu que os fundos devem seguir as normas de contabilidade pública, no que tange à escrituração individualizada de suas contas, senão vejamos:

Art. 50. Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, a escrituração das contas públicas observará as seguintes: I – a disponibilidade de caixa constará de registro próprio, de modo que os recursos vinculados a órgão, fundo ou despesa obrigatória fiquem identificados e escriturados de forma individualizada; (nossos grifos)

In casu, constata-se que as contas apresentadas pelo gestor do Fundo Municipal de Saúde de Juripiranga durante o exercício financeiro de 2010, Sr. Jammes Wallysom Ferreira de Araújo, revelam algumas irregularidades remanescentes. Com efeito, conforme destacado pelos peritos do Tribunal, fl. 45, verifica-se que o BALANÇO ORÇAMENTÁRIO do fundo, fl. 05, demonstrou as receitas no montante de R$ 1.419.557,83, enquanto as despesas importaram em R$ 2.955.439,71, ocasionando, assim, um déficit orçamentário na quantia de R$ 1.535.881,88.
Todavia, embora o citado demonstrativo contábil não tenha informado o valor dos repasses contabilizados erroneamente como receitas extrorçamentárias, evidencia-se o registro de tais ingressos no BALANÇO FINANCEIRO, R$ 1.487.998,07, fls. 06/11, diminuindo, deste modo, o déficit orçamentário para R$ 47.883,81, equivalendo a 1,65% da receita total, R$ 2.907.555,90 (R$ 1.419.557,83 de receitas orçamentárias e R$ 1.487.998,07 de receitas extraorçamentárias). Da mesma forma, os técnicos da unidade de instrução, fl. 47, ao examinarem, desta feita, o BALANÇO PATRIMONIAL, fl. 12, evidenciaram a presença de um significativo déficit financeiro no valor de R$ 95.288,32, tendo em vista que o ativo financeiro somou R$ 102.888,13 (constituído de DISPONÍVEL, R$ 102.528,13, e de REALIZÁVEL, R$ 360,00), enquanto o passivo financeiro ascendeu ao patamar de R$ 198.176,45, sendo R$ 180.298,28 de restos a pagar e R$ 17.878,17 de depósitos.

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC N.º 04207/11 Ambas as situações deficitárias acima descritas caracterizam o inadimplemento da principal finalidade desejada pelo legislador ordinário, mediante a inserção, no ordenamento jurídico tupiniquim, da festejada Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar Nacional n.º 101/2000), qual seja, a implementação de um eficiente planejamento por parte dos gestores públicos, com vistas à obtenção do equilíbrio das contas por eles administradas, conforme estabelece o seu art. 1º, § 1º, in verbis:

Art. 1º. (omissis) § 1º A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar.

Outra mácula destacada na instrução processual pelos analistas da Corte, fls. 46/47, diz respeito à incorreta classificação de transferências financeiras recebidas no montante de R$ 1.487.998,07 como RECEITAS EXTRAORÇAMENTÁRIAS, haja vista que estes recursos deveriam ser lançados como RECEITAS INTRAORÇAMENTÁRIAS, concorde preceitua a Portaria Interministerial n.º 338, de 26 de abril de 2006, editada conjuntamente pela Secretaria do Tesouro Nacional – STN e pela Secretaria de Orçamento Federal – SOF. No que tange às modificações ocorridas nas dotações fixadas para o fundo municipal de saúde, os inspetores da unidade de instrução detectaram a divergência de valores entre as suplementações e as anulações consignadas em dois decretos (Documento TC n.º 15379/12), fl. 43, apesar da compensação alegada pelo gestor do fundo, pois no Decreto n.º 19/2010 as anulações superaram em R$ 5.000,00 as suplementações ocorridas, enquanto no Decreto n.º 50/2010 ocorreu o fato inverso. Outra irregularidade descrita na instrução do feito pelos especialistas da Corte foi a discrepância entre as informações apresentadas ao Tribunal, por meio do Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade – SAGRES, e os dados coletados na diligência in loco, especificamente no tocante aos valores dos citados decretos e ao montante dos créditos adicionais suplementares abertos no período, fls. 43/44 e 69/73. Destarte, conforme evidenciado pelos inspetores do Tribunal, no banco de dados desta Corte consta a informação da suplementação de dotações no montante de R$ 776.891,00, ao passo que o demonstrativo acostado ao feito, fls. 69/73, destaca a importância de R$ 771.891,00, como também quantias diferentes para os Decretos n.º 19 e 50/2010,

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC N.º 04207/11 distorcendo das peças coletada pelos técnicos da unidade de instrução, Documento TC n.º 15379/12. Também remanesce como eiva, em que pese o entendimento dos inspetores deste Pretório de Contas, fl. 424, a não inclusão no SAGRES de dados relacionados a alguns procedimentos licitatórios implementados no ano de 2010 e que serviram para o respaldo de diversos gastos, quais sejam, Inexigibilidade de Licitação n.º 03/2010, Dispensa de Licitação n.º 01/2010, Convites n.ºs 05, 07, 18 e 28/2010, bem como Tomada de Preço n.ºs 08, 09 e 11/2010. Estas últimas inconsistências listadas, além de prejudicar a análise técnica, comprometem a confiabilidade dos lançamentos contábeis, pois podem resultar na imperfeição dos demonstrativos que compõem a prestação de contas. Logo, cabe o envio de recomendação ao administrador do Fundo Municipal de Saúde de Juripiranga, Sr. Jammes Wallysom Ferreira de Araújo, no sentido de manter a coerência entre os registros físicos e os dados inseridos no SAGRES. Acerca do tema licitações, os inspetores deste Sinédrio de Contas revelaram como não licitados dispêndios na importância de R$ 146.567,56, fls. 422/424. Todavia, embora não tenha sido apresentado o procedimento de dispensa para as despesas efetuadas junto ao LAFEPE – Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco Governador Miguel Arraes S/A, na soma de R$ 40.265,91, resta evidente que o citado laboratório foi criado no ano de 1966, podendo, deste modo, aquela importância ser excluída do rol dos dispêndios censurados, haja vista o estabelecido no art. 24, inciso VIII, da Lei Nacional n.º 8.666/1993. Após o aludido ajuste, verifica-se que os gastos não licitados diminuem de R$ 146.567,56 para R$ 106.301,65, equivalendo a 3,60% da despesa orçamentária do exercício, R$ 2.955.439,71, fato que merece as devidas ponderações. De todo modo cabe destacar que a licitação é o meio formalmente vinculado que proporciona à Administração Pública melhores vantagens nos contratos e oferece aos administrados a oportunidade de participar dos negócios públicos. Quando não realizada, representa séria ameaça aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, bem como da própria probidade administrativa. Nesse diapasão, traz-se à baila pronunciamento da ilustre representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, Dra. Sheyla Barreto Braga de Queiroz, nos autos do Processo TC n.º 04981/00, verbatim:

A licitação é, antes de tudo, um escudo da moralidade e da ética administrativa, pois, como certame promovido pelas entidades governamentais a fim de escolher a proposta mais vantajosa às conveniências públicas, procura proteger o Tesouro, evitando favorecimentos condenáveis, combatendo o jogo de interesses escusos,

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impedindo o enriquecimento ilícito custeado com o dinheiro do erário, repelindo a promiscuidade administrativa e racionalizando os gastos e investimentos dos recursos do Poder Público.

Logo, deve ser enfatizado que a não realização do mencionado procedimento licitatório exigível vai, desde a origem, de encontro ao preconizado na Constituição da República Federativa do Brasil, especialmente o disciplinado no art. 37, inciso XXI, verbum pro verbo:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: I – (...) XXI – ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigação de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. (destaque ausente no texto de origem)

No que concerne aos desarranjos administrativos, a unidade técnica constatou a inexistência dos controles mensais individualizados dos gastos com veículos e peças, fl. 49, fato ratificado pelo gestor do fundo, Documento TC n.º 15647/12, caracterizando, deste modo, flagrante desobediência ao preconizado no art. 1º, § 2º, da resolução que dispõe sobre a adoção de normas para o acompanhamento dos gastos com combustíveis, peças e serviços dos veículos e máquinas pelos Poderes Executivo e Legislativo Municipais (Resolução Normativa RN – TC n.º 05/2005), verbum pro verbo:

Art. 1º Determinar aos Prefeitos, Dirigentes de Entidades da Administração Indireta Municipal e aos Presidentes de Câmaras Municipais, a implementação de sistema de controle, na forma estabelecida nesta Resolução, com relação a todos os veículos e as máquinas pertencentes ao Patrimônio Municipal, inclusive aqueles que se encontrarem à disposição ou locados de pessoas físicas ou jurídicas e cuja manutenção estejam a cargo da Administração Municipal. § 1º. (omissis)

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC N.º 04207/11
§ 2º. Para cada veículo e máquina deverão ser implementados os controles mensais individualizados, indicando o nome do órgão ou entidade onde se encontra alocado, a quilometragem percorrida ou de horas trabalhadas, conjuntamente com os respectivos demonstrativos de consumo de combustíveis consumidos, e das peças, pneus, acessórios e serviços mecânicos utilizados, mencionando-se, ainda, as quantidades adquiridas, os valores e as datas das realizações das despesas, além da identificação, qualificação e assinatura do responsável pelas informações. (grifo nosso)

Também compõe o elenco de eivas destacadas, a falta de implementação de domínios na distribuição de medicamentos, bem como de materiais médico-hospitalares, de expediente e de limpeza adquiridos com recursos do fundo. Logo, fica patente a falta de zelo com os bens públicos, comprometendo, inclusive, a fiscalização desta Corte, diante da impossibilidade de avaliar, com precisão, os estoques existentes nos diversos setores de saúde do Município de Juripiranga. Nesse caso, a citada irregularidade vai de encontro às determinações consignadas no art. 5º, inciso XI, da atual Resolução Normativa RN – TC n.º 07/2009, in verbis:

Art. 5º – O encaminhamento dos balancetes em meio eletrônico não desobriga os gestores públicos do seu dever de guarda, pelo prazo mínimo de 5 (cinco) anos, a contar da data da publicação do julgamento das contas, em caráter definitivo, os documentos seguintes: I. (...) XI. Inventário de estoques de materiais; (grifo inexistente no original)

Nessas duas últimas irregularidades comentadas, quais sejam, falta de controle de gastos com veículos e máquinas, de domínio na distribuição de medicamentos e de materiais, ficou patente que a gestão do fundo municipal precisa adotar medidas corretivas urgentes para implantar todos os acompanhamentos necessários, não somente para atender às exigências legais, mas, sobretudo, para facilitar a gerência dos recursos públicos e otimizar as rotinas administrativas. Especificamente acerca dos valores devidos ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, os peritos da unidade de instrução, ao analisarem os recolhimentos securitários realizados pelo empregador, mencionaram a falta de pagamento de contribuições previdenciárias na soma de R$ 15.988,91, pois deduziram do montante exordial, R$ 43.435,76, fl. 48, a importância paga no dia 21 de janeiro de 2011, concernente à competência dezembro de 2010, na quantia de R$ 27.446,85, vide Guia da Previdência Social – GPS, fl. 79.

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC N.º 04207/11 Entretanto, verifica-se que os cálculos efetuados pelos técnicos do Tribunal necessitam de alguns ajustes, haja vista que do total efetivamente recolhido no dia 21 de janeiro de 2011, R$ 27.446,85, apenas a soma de R$ 21.797,47 diz respeito à parte patronal. Ademais, como restou demonstrado na citada guia, o total do salário-família registrado no SAGRES e no Balanço Financeiro, fls. 06/11, R$ 16.428,61, deve ser abatido para fins de verificação da quantia efetivamente não recolhida. Portanto, após as citadas correções, constata-se que as obrigações patronais não repassadas no ano diminuem para R$ 5.209,68 (R$ 43.435,76 – R$ 21.797,47 – R$ 16.428,61). Todavia, em que pese o ínfima quantia envolvida, é importante frisar que o cálculo do valor exato da dívida deverá ser realizado pela Receita Federal do Brasil – RFB, entidade responsável pela fiscalização e cobrança das contribuições previdenciárias devidas ao Regime Geral de Previdência Social – RGPS. Logo, diante das transgressões a disposições normativas do direito objetivo pátrio, decorrentes da conduta do gestor do Fundo Municipal de Saúde de Juripiranga durante o exercício financeiro de 2010, Sr. Jammes Wallysom Ferreira de Araújo, além do julgamento regular com ressalvas das presentes contas, resta configurada a necessidade imperiosa de imposição da multa de R$ 2.000,00, prevista no art. 56 da Lei Orgânica do TCE/PB (Lei Complementar Estadual n.º 18, de 13 de julho de 1993), sendo o administrador do fundo enquadrado no seguinte inciso do referido artigo, verbis:

Art. 56. O Tribunal poderá também aplicar multa de até Cr$ 50.000.000,00 (cinqüenta milhões de cruzeiros) aos responsáveis por: I – (omissis) II – infração grave a norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial;

Ex positis, proponho que a 1ª CÂMARA do TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAÍBA:
1) Com fundamento no art. 71, inciso II, da Constituição do Estado da Paraíba, bem como no art. 1º, inciso I, da Lei Complementar Estadual n.º 18/1993, JULGUE REGULARES COM RESSALVAS as contas de gestão do Ordenador de Despesas do Fundo Municipal de Saúde de Juripiranga relativas ao exercício financeiro de 2010, Sr. Jammes Wallysom Ferreira de Araújo. 2) INFORME à supracitada autoridade que a decisão decorreu do exame dos fatos e das provas constantes dos autos, sendo suscetível de revisão se novos acontecimentos ou achados, inclusive mediante diligências especiais do Tribunal, vierem a interferir, de modo fundamental, nas conclusões alcançadas.

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO 1ª CÂMARA PROCESSO TC N.º 04207/11

3) APLIQUE MULTA ao gestor do Fundo Municipal de Saúde de Juripiranga, Sr. Jammes Wallysom Ferreira de Araújo, inscrito no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF sob o n.º 040.870.844-18, no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais), com base no que dispõe o art. 56 da Lei Complementar Estadual n.º 18/1993 – LOTCE/PB. 4) ASSINE o prazo de 30 (trinta) dias para recolhimento voluntário da penalidade ao Fundo de Fiscalização Orçamentária e Financeira Municipal, conforme previsto no art. 3º, alínea “a”, da Lei Estadual n.º 7.201, de 20 de dezembro de 2002, com a devida comprovação do seu efetivo cumprimento a esta Corte dentro do prazo estabelecido, cabendo à Procuradoria Geral do Estado da Paraíba, no interstício máximo de 30 (trinta) dias após o término daquele período, velar pelo integral cumprimento da deliberação, sob pena de intervenção do Ministério Público Estadual, na hipótese de omissão, tal como previsto no art. 71, § 4º, da Constituição do Estado da Paraíba, e na Súmula n.º 40 do eg. Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba – TJ/PB. 5) ENVIE recomendações no sentido de que o administrador do Fundo Municipal de Saúde de Juripiranga, Sr. Jammes Wallysom Ferreira de Araújo, não repita as irregularidades apontadas no relatório da unidade técnica deste Tribunal e observe, sempre, os preceitos constitucionais, legais e regulamentares pertinentes. É a proposta.

Em 14 de Março de 2013

Cons. Arthur Paredes Cunha Lima PRESIDENTE

Auditor Renato Sérgio Santiago Melo RELATOR

Marcílio Toscano Franca Filho MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO

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