UNIVERSIDADE MACKENZIE

USO AGRÍCOLA DO LODO DAS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTOS SANITÁRIOS (ETEs): SUBSÍDIOS PARA ELABORAÇÃO DE UMA NORMA BRASILEIRA

Hilton Felício dos Santos (Versão Final)

São Paulo 1996

UNIVERSIDADE MACKENZIE

CURSO DE PóS-GRADUAÇÃO EM SANEAMENTO AMBIENTAL

Dissertação para Obtenção do Grau de Mestre em Saneamento Ambiental

Uso Agrícola do Lodo das Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários (ETEs): Subsídios para Elaboração de Uma Norma Brasileira.

Mestrando: Hilton Felício dos Santos

Orientador:

Pedro Caetano Sanches Mancuso

São Paulo, 1996.

" ... não se trata de descobrir e de percorrer sózinho, uma única vez, uma pista, mas de traçar e

construir, para uso de muitos, uma larga estrada." (Lebret).

AGRADECIMENTOS

O autor agradece a colaboração da engenheira Fátima Valéria de Carvalho pelas valiosas sugestões na proposição de subsídios para uma norma brasileira de uso dos lodos na agricultura, objeto de item específico desta dissertação; consigna seu reconhecimento à paciência e acuidade das observações do Doutor João Vicente Assunção, referentes à estruturação da exposição, bem como às críticas construtivas do eminente Doutor Ivanildo Hespanhol.

Reconhece especialmente a amizade e a orientação segura do Doutor Pedro Sanches Mancuso.

Esta dissertação é dedicada à memória do saudoso Professor José Martiniano de Azevedo Netto, cujo entusiasmo contagiante pela engenharia sanitária e ambiental muito me auxiliou, desde o início da carreira, a perseverar aliando desempenho profissional. livros e prática no

................. LISTA DE ANEXOS:..1 3.... Sewage and Compost for Agricultural Purposes (Executive Order)” Alemanha: “ AbfKlär V”.............. Itália: Decreto de 27/1/92 para a Diretriz CEE 86/278..2 3... 3............ obrigatória por Decreto de 29/8/88.... Maryland Charlotte...4 5.... North Caroline Sidney.................................................................. 1..5 5. Dinamarca: “The Executive Order on Use of Sludge.........INTRODUÇÃO .....SINÓPSE DOS USOS DO LODO DE ETES ...........................ÍNDICE LISTA DE QUADROS:. LISTA DE FIGURAS:.....7 4.........1 Concentrações máximas de metais pesados admissíveis no lodo que .........F.............................. 3..9 - 5.. SUMÁRIO EXECUTIVO...... de 15/4/92............2 5..........................DEFINIÇÕES E CONCEITOS BÁSICOS ............3 Diretriz 86/278 da Comunidade Econômica Européia (CEE 86/278) França: Norma AFNOR NF U 44-041................7 5.....6 5....................43 6......1 5................................ New Jersey Boston............... Luxemburgo: Lei de 3/9/92 Países Baixos: “Soil Protection Act and Fertilizers Act”-Janeiro....... Australia......... D.. São Paulo Brasília................. “Matiéres Fertilizantes: Boüe de Ouvrages de Traitement des Eaux Usées Urbaines ”........................................... Paraná 6...............OBJETIVO DA DISSERTAÇÃO......3 3...10 New York.. 4...............................7 Mediana Limite Menos Restritivo ..3 5................5 4......................LMR Concentração Limite Total (CLT) Lodo Digerido Metais Pesados Concentrações em Base Seca e em Base Úmida Variabilidade das Concentrações de Metais Pesados em ETEs do Reino Unido e dos Estados Unidos 12 v vi vi vii viii 1 4 4 4..... 2. Australia São Paulo..6 3..................................... Maryland Silver Spring........8 4......23 5.....5 3.2 4......................4 4...........6 4............... EXECUTIVE SUMMARY................4 3........ Massachusetts Baltimore........ 1991 Estados Unidos: Legislação 40 CFR Part 503 de 19/2/93 Reino Unido: Legislação de 1/9/89 4.......9 5.....ASPECTOS ESSENCIAIS DA LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL DE INTERESSE..1 4...................................................... New York Middlesex..........................................8 5.......MÉTODO ........................................ Curitiba................

....2 6............. Concentrações de Metais Pesados nos Lodos de ETEs dos Estados 10 ..................................................... Comparação dos resultados das análises na massa bruta das tortas de Barueri nas campanhas de 1993 e 1995 com os limites da “Table 1” da 40 CFR Part 503 e com a mediana dos limites legais nos países de referência.........4 6.....................RESULTADOS E DISCUSSÃO....5 - se destina ao uso agrícola Concentrações de metais pesados no lodo das tortas dos filtros-prensa das ETEs Barueri e Suzano.......2Recomendações Gerais Subsídios para Elaboração de um Projeto de Norma Brasileira 9-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................. 66 8........................................................................... Comparações com resultados de análises anteriores.....2 7.........................3 - 6........ posteriores e de lodos de ETEs de outros países....................... 70 LISTA DE QUADROS: QUADRO 1: QUADRO 2: Concentrações de Metais Pesados nos Lodos de ETEs do Reino Unido...................................RECOMENDAÇÕES.6.1 7.18.............................. 8.............................55 7............ Estatística descritiva dos parâmetros de controle mais comuns para as concentrações máximas de metais pesados admissíveis no lodo que se destina ao uso agricola e comparação com os resultados encontrados nas ETEs de Barueri e Suzano em 1993 Classificação das tortas frescas da ETE Barueri em 1993 e comparação com os limites para uso agrícola Parâmetros indicativos do valor agrícola do lodo 7...............3 Resultados das análises de 1993 tendo-se em vista o uso agrícola do lodo das ETEs Comentários sobre os resultados das análises de 1993...

........................................ Luxemburgo. Uso do Lodo no Japão em 1990... Comparação dos Metais Pesados Encontrados na ETE Barueri em 1993 e 1995 com o Teto da "Table 1" da USEPA 40 CFR Part 503.............. QUADRO 3: QUADRO 4: QUADRO 5: QUADRO 6: Limites da Regulamentação do Uso do Lodo nos Estados Unidos ( Base Seca).. Concentrações de Metais Pesados no Lodo das Tortas dos Filtros .............. 11 17 44 45 47 48 50 52 53 54 QUADRO 7: QUADRO 8: QUADRO 9: QUADRO 10: QUADRO 11: QUADRO 12 : 65 LISTA DE FIGURAS: FIGURA 1: Fluxograma do Processo Agregado Leve...................... Alemanha..................................... Uso e Distribuição do Lodo de ETEs em Páises da CEE...................................................... França................. Uso e Disposição do Lodo de ETEs nos Estados Unidos.................. Parâmetros Indicativos do Valor Agrícola do Lodo da ETE Barueri..................................... Classificação das Tortas Frescas da ETE Barueri em 1993 e Comparação dos Resultados com os Limites para Uso Agrícola..................................Unidos...... Estatística Descritiva dos Parâmetros de Controle Mais Comuns para as Concentrações Máximas de Metais Pesados Admissíveis no Lodo que se Destina ao Uso Agrícola e Comparação com os Resultados Encontrados nas ETEs de Barueri e Suzano em 1993 ......... 36 31 ................... Concentrações Máximas de Metais Pesados Admissíveis no Lodo de ETEs para Fins de Uso Agrícola.............................................. FIGURA 2: Fluxograma do Processo Organo-Mineral. Países Baixos e EUA .....Prensa das ETEs de Barueri e Suzano.......... em 1988 .... e com a Mediana dos Limites Máximos Admissíveis na Dinamarca.......................................... Itália.....

Latina e E.U. ANEXO “H” : Formulário Proposto para Monitoramento da Qualidade do Lodo das ETEs.A. Trechos Originais de Trechos Traduzidos Distribuição e utilização de biosólidos secos termicamente nos EUA ANEXO “C”: ANEXO “D”: ANEXO “E” : ANEXO “F” : ANEXO “G” : Comparação das Concentrações de Metais Pesados de Tortas das ETEs de Barueri e Suzano com as Concentrações Limites Para Uso Agrícola Vigentes em Outros Países.LISTA DE ANEXOS: ANEXO “A”: O Desenvolvimento do Programa de Beneficiamento do Lodo de ETEs pelo Serviço de Agua e Esgotos de Sydney. . ANEXO “B”: Gerenciamento de Biosólidos: Tópico Lider na Infraestrutura de Planejamento de Sistemas de Esgotos Sanitários na A. Quadros-Resumo das Condições Fixadas Legalmente por Países Europeus para Aplicação dos Lodos de ETEs na Agricultura Laudos e Interpretações de Análises de Laboratório.

mais contaminados dos que os de Barueri. nos lodos das duas principais ETEs da Companhia de Saneamento Básico de Estado de São Paulo (SABESP) . naquela oportunidade. periodicamente. Os limites assim selecionados.e as concentrações que foram encontradas.quando se tenciona aplicálo na agricultura . indicaram ainda que três dentre quatro amostras analisadas para esta última estação poderiam ter tido destinação agrícola controlada. (PNS CB 02-0241/95 ). foram comparados com as concentrações encontradas para os mesmos poluentes em 1993. Tal programa facilitaria a criação da norma brasileira sobre o assunto. Os limites legais para cada poluente foram estabelecidos através da tabulação e interpretação estatística dos fixados por lei pelos diversos países onde o controle sobre o binômio preservação-uso do meio ambiente encontra-se mais adiantado do que no Brasil. Os resultados encontrados indicaram que os lodos da ETE Suzano mostravam-se. há muitos anos um procedimento corrente em outros países. Sugere ainda a conveniência de se continuar comparando. as concentrações fixadas pela legislação no exterior com as que continuarem sendo encontradas no lodo das ETEs da SABESP. atualmente operando na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). quando a SABESP realizou a primeira classificação dos lodos das ETEs de Barueri e Suzano para fins de sua disposição emergencial nos aterros sanitários da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP). se olhadas exclusivamente sob o prisma de poluentes físico-químicos. . O autor propõe alguns tópicos sugerindo que sejam examinados quando forem iniciados os trabalhos do comitê da ABNT. ao mesmo tempo em que criaria bases para equacionar a reciclagem controlada da matéria orgânica. para elaboração do projeto de norma “ Uso e Aplicação de Lodos de Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários em Solos Agrícolas”.RESUMO O Autor estabelece uma comparação entre os limites legais vigentes em outros países para os poluentes retidos no lodo das Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) . para os mesmos poluentes.

aiming their agricultural use . The allowable concentrations were then compared to the ones found for the same pollutants.ABSTRACT Legal limits for pollutants contained in wastewater treatment plants sludges . The author further suggests to keep the comparison procedure from time to time. as practiced elsewhere. take place (PNS CB 02-0241/95). when SABESP's sludges underwent laboratory analysis in 1993 (aiming clearance for their contingencial codisposal with municipal solid refuse in sanitary landfills. Such committee is suppose to set proposals for a brazilian standard on Rules for the Use and Land Application of Wastewater Treatment Plant Sludges in Agricultural Soil. as far as the agricultural use of sewage sludge is concern. which would lead to an overall process towards a long term biosolids quality control project at Sao Paulo state level. As Brazil does not have neither nation nor statewide legal limits for those contaminants. operated by Sao Paulo City Hall (PMSP) technical staff ). Some relevant topics are suggested to be discussed when the first gathering of the ABNT committee. between legal limits for the agricultural use of sewage sludges and laboratory analysis results of SABESP’s cake samples. the maximum allowable concentration for each one has been considered as those taken from statistical tabulation and appraisal of the limits set forth by law by several other countries.were compared to the concentrations found for the same pollutants in filter-pressed primary plus secondary digested sludges from two major metropolitan activated sludge wastewater treatment plants under the operation responsability of SABESP (Sao Paulo State Water and Wastewater Service Works ). . in order to achieve additional understanding on sludge quality and a deeper knowledge on restritive pollutants for the agricultural use. Such research program could be useful in writing a standard aiming the sludge use in croplands. as far as ceiling levels for physical-chemical pollutants carried by sludges were concerned. Results have shown that Suzano’s sludges carried a havier contamination than Barueri sludges at that time and it has also been concluded that three out of four sludge volumes represented by Barueri cake samples could have been land applied.

Lodo de ETEs 2. (1996) Uso Agrícola do Lodo das Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários (ETEs): Subsídios para Elaboração de Uma Norma Brasileira . Lodo de ETEs na Agricultura (Trabalho apresentado à Universidade Mackenzie para obtenção do Grau de Mestre em Saneamento Ambiental). Normas para Uso do Lodo 4. _____________________________________________________________________ . 1.F. 74 p.Ficha Catalográfica: ____________________________________________________________________ SANTOS H. Legislação Internacional para Uso do Lodo 3.

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razão pela qual tinha influência decisiva na vida útil do sítio onde o lodo estava sendo aplicado. não obstante. se aplicado no solo na época errada (KEENEY. decrescem ao longo dos anos. níquel e zinco).INTRODUÇÃO A disposição adequada do lodo retido durante os processos de tratamento de esgotos é uma questão crucial para a operação aceitável das estações. principalmente pela falta de um conhecimento mais profundo sobre os mecanismos da transmissão biótica. protozoários e helmintos. exerce forte influência na biodisponibilidade dos poluentes para as plantas. A descarga desses componentes. a contaminação da cadeia alimentar. aos riscos de contaminação do aquífero freático pela sobrecarga de nutrientes. manuseio. entretanto. KWANG e WALSH em 1975. deve ser minimizada para que se evite a degradação da qualidade da água. O lodo dos esgotos é um fertilizante de baixo teor e de composição extremamente variável. e as bactérias.1. virus. mercúrio. em virtude do incremento dos custos da energia necessária à produção dos fertilizantes comerciais. que a matriz lodo-compostos orgânicos-elementos químicos. Mencionavam ainda que os problemas advindos da sobrecarga sobrecarga de nitrogênio podiam ser controlados pelo uso de taxas de aplicação anuais equivalentes as demandas de nitrogênio pelas culturas receptoras. mesmo depois do lodo ter sido misturado com o solo. viável e desejável. Algumas ligações dos poluentes no solo . inerentes aos custos de transporte. KWANG e WALSH . Os componentes perigosos dos lodos são os metais pesados (principalmente cádmio. algumas possuindo constituintes tóxicos e perigosos conforme suas concentrações e formas de descarga . aos patógenos. As pesquisas mais recentes tem demonstrado (USEPA. real. era reconhecida como difícil de ser predita. chumbo. devida aos metais pesados. já a fitoxicidade. cromo. particularmente por cádmio. já apontavam KEENEY. As transmissões de doenças decorrentes da aplicação do lodo digerido não se haviam revelado como um problema real. 1994). bem como a dos nutrientes nitrogênio e fósforo na superfície e no lençol freático. era tida como um risco real. Os lodos concentram as impurezas dos despejos de uma comunidade. Os mesmos autores afirmavam naquela época que os maiores problemas relativos a aplicação do lodo eram devidos à sua aceitação pelo público. Comparativamente aos fertilizantes químicos tradicionais as diferenças desfavoráveis aos lodos. aplicação e monitoramento. O alto conteúdo de sais presentes no lodo pode inibir o crescimento vegetal. O conceito de reciclagem dos nutrientes do lodo nos solos agrícolas é. à diminuição do seu aproveitamento pelas concentrações excessivas de metais pesados e aos riscos de contaminação da cadeia alimentar por elementos tóxicos. cobre. 1975).

foram escrutinadas quanto a prevalência de mais de 400 poluentes tóxicos orgânicos. Nesta época. específicamente na área metropolitana de São São Paulo. ou resíduo "Classe2". código de regulamentos federais 40. Só recentemente – a partir de julho e setembro de 1994.1994. cerca de 200 estações de tratamento de esgotos municipais (últimamente conhecidas pela sigla POTW's. quando se refere ao National Sewage Sludge Survey. ferro e zinco.impedem que as raízes das plantas os absorvam. No Brasil. A mesma fonte lembra os cuidados que cercaram a proposição da "Part 503". . os lodos gerados nas duas "POTW's" da SABESP já há muito constituem fonte de preocupação para a própria companhia e para os orgãos ambientais. bem como à eliminação dos poluentes orgânicos das limitações da "Part 503". Esta conclusão. como transcrito a seguir: “Isto significa que determinados poluentes não podem ser extraídos pela planta porque eles estão ligados de uma forma que os tornam indisponíveis. A revisão científica dos dados coletados revelou que a maioria desses poluentes não ocorria no lodo em níveis detetáveis e que a avaliação de risco.004. estatísticamente significativas de todo país. para os que eram detetáveis. de 1987. cádmio.1994) na regulamentação norteamericana 40 CFR . Dados que se dispõe sobre aplicações já com 100 anos mostram que estas ligações não mudam com o tempo ”. pois suas concentrações no lodo eram muito baixas.Part 503 (“Code of Federal Regulations Number 40-Part 503”. A condição necessária para que a codisposição com os resíduos sólidos urbanos seja aceita pela prefeitura é que o lodo seja enquadrado como “resíduo não perigoso". são também capazes de acumular cálcio. USEPA . tendo sido aumentada a concentração máxima permissível que vigorava antes da regulamentação citada. conduzido pela USEPA em 1988. conforme a norma brasileira de classificação de resíduos sólidos NBR 10. página 25 ( vide original no ANEXO “E” ) Processos de avaliação de risco indicaram que culturas com risco de acumularem cádmio. respectivamente – os lodos destas ETEs tem tido disposição adequada nos aterros sanitários operados pela Prefeitura do Municipio de São Paulo (PMSP). associada à observação de que muitos produtos-origem do poluente já não eram mais fabricados. os quais inibem a absorção de cádmio pelo intestino humano e impedem que o cádmio ingerido seja acumulado no organismo. promulgada em 19/2/93. desde 1981 (ETE Suzano) e desde 1988 ( ETE Barueri ). secção 503). tal conclusão levou à adoção de um limite menos restritivo para o cádmio (USEPA.Publicy Owned Treatment Works). mesmos após quase 100 anos da aplicação do lodo . ou. mostrava que nenhum efeito adverso deveria ser esperado. levou à supressão das restrições legais até então vigentes.

Manifesta-se aqui a esperança de que a dissertação possa contribuir para a formulação de normas disciplinadoras do uso do lodo das ETEs na agricultura. Trata-se entretanto de forma mundialmente aceita para reciclar a matéria orgânica e dispor adequada e economicamenteo resíduo do tratamento dos esgotos. as quais recebem o lodo desidratado por centrífugas com a concentração de sólidos entre 25 e 27%. (2).Infelizmente não possuimos normas para o uso agrícola do do lodo. fornecer subsídios para as ações que forem recomendadas no Plano Diretor de Lodos. em elaboração pela SABESP através de consultoria especializada . 2. a partir da qualidade do lodo. sendo processadas em seis linhas de secagem térmica para 50 t/dia cada. São 300 toneladas por dia. base seca. sucessora da New York Organic Fertilizer Company.1995 ). são transportados para vários pontos do país. campos de trigo no Colorado.OBJETIVO DA DISSERTAÇÃO A dissertação estabelece uma comparação entre os limites legais vigentes em outros países para os poluentes retidos no lodo de ETEs – quando se tenciona aplicá-lo na agricultura – e as . (3). O lodo centrifugado provem de oito centrais desidratadoras. Pode ser lembrado que a maior instalação peletizadora de lodo de ETEs do mundo começou a operar em agosto de 1993 em Nova York. como pastagens no Texas. recuperação de áreas degradadas limítrofes à cidade e aterros de resíduos perigosos na Pensilvânia (CEEJ b. aterros no Estado de Virgínia. a 95% de sólidos. laranjais na Flórida. útil para São Paulo e para outros estados brasileiros. cercear os compostos inibidores do seu aproveitamento. realizar o aproveitamento do lodo ou sua disposição final em função da sua qualidade. onde um total de 55 centrifugas são operadas pela Wheelabrator Technologies Inc. mediante pré-tratamento dos esgotos indústriais antes da descarga no sistema público e. Os lodos centrifugados e os secos térmicamente. Um programa de análises metódicas do lodo produzido nas cinco ETEs metropolitanas do Programa de Despoluição do Tietê poderia se constituir em passo importante na direção do tríplice objetivo de (1).

Mediana: É uma medida da tendência central. a média passaria para 296. Tal proposição serviria para uma primeira avaliação da qualidade do lodo . É preciso enfatizar que o critério de seleção de qualidade do lodo. equivalentes aos "resíduos não perigosos" definidos na NBR 10. se o número de valores for ímpar a mediana será o valor médio. se fôr par. Pode ser mais adequada do que a média se a representatividade desta ficar comprometida pela existência de valores muito discrepantes da ordem de grandeza da lista.004. onde metade dos valores são inferiores ou iguais à mediana. 1993). as duas principais depuradoras da SABESP que operam na Região Metropolitana de São Paulo.2. adequados portanto para disposição conjunta com resíduos sólidos municipais (ETATEC. A característica da mediana é dividir uma população em duas partes iguais. considerando-se todos limites para ele propostos pelos diversos países. 3DEFINIÇÕES E CONCEITOS BÁSICOS 3. Foi também indicado qual o Limite Menos Restritivo (LMR) para cada poluente.1. procura estimar a condição necessária mínima para que possa ocorrer uma indicação favorável ao seu uso na agricultura. decidiu-se.7. ou aproximadamente iguais. 30. será a média dos dois valores centrais da listagem ordenada. nas tortas desidratadas das ETEs de lodos ativados convencionais de Baruerí e Suzano. com base no método proposto para lidar com os limites legais vigentes no exterior para os poluentes contidos no lodo. eleger como representativo do limite tolerável.concentrações que foram encontradas na classificação realizada em 1993 para os mesmos poluentes. ao passo que a mediana não seria alterada. 120. Por exemplo. Se tivessemos 1350 ao invés de 250 como último valor. aqui proposto. onde os valores dos dados são dispostos em ordem crescente ou decrescente. (BAJPAI. MUSTOE e WALKER. a mediana dos limites propostos pelas diversas leis.3. 40.LMR: Tendo-se em vista a extrema diversidade dos valores fixados na legislação internacional como limites aceitáveis para a concentração de poluentes. para fins desta dissertação.Limite Menos Restritivo . 1979). 210 e 250 é 80 e a média é 113. a mediana de 30. Os lodos de ambas procedências foram classificados como resíduos sem risco ambiental. 3. A dissertação análisa a qualidade desses lodos verificando se possuiam condições para serem aplicados na agricultura .

As CLT da norma brasileira referem-se a concentração do poluente na massa bruta do resíduo. classificados como pertencentes a classe 3 (inertes) e/ou 2. equivalentes aos "resíduos não perigosos" definidos na NBR 10. ou seja. Se aprovado nesta fase. Existem outros fatores a serem ponderados tendo-se em vista o uso dos lodos em solos agrícolas.troncos e interceptores) para tratamento nas ETEs. antes e após sua aplicação no solo cultivável. "Resíduos Sólidos-Classificação"). os esgotos domésticos e industriais de uma cidade afluem pelo sistema coletor (rede. mencionadas na dissertação. com base no método proposto para lidar com os limites da legislação vigente em outros países sobre o assunto. ou seja. "resíduo não-perigoso". considerando-se a umidade da amostra .produzido nas ETEs. 3. Referem-se à qualidade do próprio lodo e às características do terreno receptor.3. Subsídios para fixação desse padrões são propostos mais adiante. adequados portanto para disposição conjunta com resíduos sólidos municipais. serão indicativas da adequação ou não do seu emprego na agricultura.06-008 . fazem um resíduo passar da classe 2. 1993) como resíduos sem risco ambiental. pela CETESB. A dissertação assinala a condição de contôrno mínima.Concentração Limite Total (CLT): Esta é a denominação adotada no Projeto de Norma PN-1:603. construídos conforme as prescrições vigentes para aterros industriais classe 2. outras investigações. para concentrações de poluentes que. pela ABNT. 3. Os lodos das ETEs de Barueri e Suzano foram classificados classificados (ETATEC. A dissertação verifica se tais lodos poderiam ser aplicados na agricultura . Para fins comparativos com a legislação e/ou critérios ou normas estrangeiras. "resíduo perigoso". 1993: “Como se sabe. transformam-se os resultados de base úmida para a seca.4- Lodo Digerido Segundo SANTOS. até que sejam fixados padrões adequados às nossas condições. no transcurso da dissertação. da NBR 10. para classe 1. se superadas. o teor máximo de poluentes contidos no lodo e limitante de seu uso. (revisão.004.004 . poderiam também ser dispostos em aterros exclusivos. a base úmida de origem sempre é indicada.” .

para uma vazão média anual tratada em 1992 de 3.” “ Na ausência de oxigênio perecem os organismos aeróbios. foram produzidas 163.5 por 1000). contendo 300 mg/L de sólidos em suspensão (SS). utilizar os lodos digeridos e estabilizados como fonte de húmus e aproveitar os gases resultantes. Devido à caraterística cumulativa desta retenção.. por um período de vinte e cinco dias em média (MTD. quando submetida a tratamento em nível secundário. reduzir o volume dos lodos ( através da liquefação. Note-se que essa última relação (0. conduzido sob condições controladas. avoluma-se de forma extrordinária dentro dos limites da propriedade de uma ETE. com os objetivos de destruir bactérias patogênicas. Os produtos finais são gases e substâncias nutritivas para as plantas. adensamento e remoção das fases líquidas e gasosa) facilitar a secagem dos lodos resultantes. 1970: “ . reduzir e estabilizar a matéria orgânica dos lodos frescos ( muito putrescível ). que podem aproveitar o oxigênio combinado.2 t/dia de lodo com a concentração média de sólidos de 38%. compõe-se essencialmente de 99. “Todo este lodo produzido deixa a ETE Barueri somente após serem digeridos anaeróbiamente em grandes tanques fechados de concreto armado (digestores). sedimentada ou flotada em unidades específicas da linha de tratamento. não reflete tão bem a gravidade do problema como quando traduzida em termos diários (163 toneladas ou uma frota de 17 caminhões/dia).” ETE.84 m3/s.“Esgotos afluentes típicos de áreas metropolitanas.. aparentemente tão inexpressiva. a digestão dos lodos é um processo de decomposição anaeróbia.5 m3 de lodo foi retido.” “Tomando-se a ETE Barueri em São Paulo como exemplo. 0. A utilização destas . Durante a decomposição anaeróbia dos lodos estabelecem-se os ciclos do nitrogênio. aquela fração. Eles são substituidos por bactérias anaeróbias.” “A fase líquida dos esgotos é tratada e devolvida aos cursos naturais receptores carreando apenas 10% de sua carga poluente original. Já a fase sólida é conseqüência da retenção daquela pequena parcela de 0.97% de líquido e de 0. muito usada como indicador. valendo dizer que para cada 1000 m3 de esgotos tratados. que não são capazes de utilizar o oxigênio contido na matéria orgânica.03% de sólidos. Segundo AZEVEDO NETTO.1993). carbono e enxôfre.03% de SS presentes nos esgotos. gaseificação.

quando presentes em concentrações elevadas. 1993. O objetivo comum destes processos é o de conseguir a progressiva concentração da matéria sólida e a expulsão da água contida na massa líquída dos lodos (retornada para tratamento junto com os esgotos afluentes à ETE).1991. Segundo METCALF & EDDY: “ Metais Pesados: Quantidades traço de muitos metais. 1992 e PUNZ e SIEGHARDT. cromo e níquel . Alguns desses metais são necessários para o crescimento da vida biológica . adensamento. BROWER e colaboradores. cromo (Cr). o qual deve estar sob forma livre e reduzida para que as enzimas e co-enzimas possam desempenhar sua funções no metabolismo microbiano. Os metais pesados são os principais poluentes que podem ser encontrados nos lodos das ETEs. página 88. cádmio. 1996. irreversivelmente. cobre(Cu).5Metais Pesados: MALAVOLTA.manganês (Mn). zinco. BARCELÓ e POSCHENRIEDER. como o selênio. são tóxicos devido à sua habilidade em combinar. com o grupo sulfidril. os semi-metais e mesmo alguns não metais. ferro(Fe) e mercúrio (Hg). medir e controlar a concentração dessas substâncias. fechando-se assim os ciclos. mencionam que os metais pesados prata. físico-químico-biológicos (digestão anaeróbia) e mecânicos (filtração por pressão). portanto.” METCALF & EDDY . é freqüentemente desejável. 1986.. são importantes constituintes da maioria das águas.6Concentrações em Base Seca e em Base Úmida Os lodos produzidos atualmente nas ETEs de Barueri e Suzano da SABESP passam por processos físicos (sedimentação. cádmio (Cd). tais como níquel (Ni). englobam sob esta designação os metais. 3. chumbo. zinco (Zn). conceitua metais pesados como aqueles elementos que possuem peso específico maior do que 5 g/cm 3 ou número atômico maior do que 20. 1994. mercúrio. .substâncias pelos vegetais possibilita o aproveitamento posterior pelos animais. citados por MALAVOLTA..( Vide original no ANEXO “E”). 1994." 3. A presença de qualquer desses metais em quantidades excessivas interferirá com muitos tipos de aproveitamento da água por causa da sua toxicidade. flotação).. cobre. segundo MORITA.

48 por (1-0. assim como muitos metais pesados. muito maior. As amostras das tortas de lodo. Para comparação deste valor com os limites da legislação seguida em outros países. Luxemburgo (25 mg/kg) e Estados Unidos (57 mg/kg).75 mg/kg) e fica abaixo dos fixados para a França (10 mg/kg).632). cuja umidade era de 63.Variabilidade das Concentrações de Metais Pesados em ETEs do Reino Unido e dos Estados Unidos. denominada torta. e é sob esta forma final. Alemanha (8 mg/kg).Depois que passam pelos filtros .632) = 6.2% (vide ANEXO “D” pág. nocivos ao sistema solo-água-planta quando em concentrações acima das permissíveis. devendo-se calcular qual seria a concentração de mercúrio na amostra se não houvesse água de diluição. (respectivamente 0. Itália (10 mg/kg). ambos operados pela PMSP e já recebendo as tortas desde. É assim considerada cerca de 60% da água incorporada à torta. que os lodos são descarregados no pátio para transporte rodoviário e disposição conjunta com os resíduos municipais no aterro Bandeirantes (os da ETE Barueri ) e no aterro São João ( os da ETE Suzano). contém muitos macro e micronutrientes para a agricultura. 37). ditas desidratadas mas ainda contendo 60% de água.8 e 0. Este foi o maior valor dentre as quatro amostras recolhidas na época. respectivamente.48 / (1-0. julho e setembro de 1994. ou 60% de umidade. os limites de mercúrio admissíveis no lodo.48 mg/kg de mercúrio nas tortas da ETE Barueri. A variabilidade das concentrações máximas permissíveis legalmente em outros países para os poluentes no lodo (como exemplificado no parágrafo precedente para o mercúrio) é um reflexo da larga amplitude verificada em levantamentos de qualidade dos lodos das ETEs.7. determinou a concentração de 2. 3. é obtida dividindo-se 2.004. Os . É esta a máxima desidratação possível de ser conseguida com os equipamentos atuais.74 mg/kg.prensa os lodos contêm ainda perto de 40% de sólidos. vigentes na Dinamarca e nos Países Baixos. Como exemplo. a análise nº 1019. A determinação laboratorial em miligramas do elemento químico de interesse por quilograma de torta de lodo (mg/kg) deve considerar a massa bruta da amostra. realizada pelo laboratório contratado na época da classificação dos lodos. Tal valor supera (vide ANEXO “C”). ou seja : • Concentração base seca = Concentração base úmida / Concentração de sólidos • Concentração base seca = 2. A concentração. torta. como exigido pela norma brasileira NBR-10. necessitamos reporta-lo à base seca.

QUADROS 1 e 2 mostram esta variabilidade no Reino Unido e Estados Unidos. LAKE in LESTER. 94. conforme LAKE. (CEEJ c. Uma outra forma para avaliar a qualidade atual dos lodos poderia ter sido a adoção integral da legislação norte . É aparente que média e mediana não coincidem para muitos constituintes do lodo. 1987. que assinala: “ A extrema variabilidade nas concentrações totais de metais é ilustrada pela ampla faixa de variação encontrada. Este referencial poderá diferir bastante do que poderá ser fixado futuramente por uma norma brasileira.1995). pág. pela média divergente e pelos valores das medianas.americana (comentada mais adiante). O emprego da mediana das concentrações máximas admissíveis legalmente em outros países como referencial para a qualidade do lodo das ETEs faz parte do próximo item desta dissertação. . como tem sido recomendado pela consultoria especializada na elaboração do plano diretor de lodos da SABESP. 1987. em andamento.( Vide original no ANEXO “E”). indicando que valores anormalmente altos ou baixos dão assimetria à distribuição. A verdadeira tendência central para a concentração de um determinado metal no lodo de esgoto pode então ser mais adequadamente representada pela mediana em vez da média ”. Volume 2.

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Diretriz 86/278 da Comunidade Econômica Européia (CEE 86/278) A CEE 86/278. A Diretriz diz respeito à proteção do meio ambiente e limita a concentração máxima admissível de cádmio. a seu critério.1 . 4. nos lodos que se destinam a aplicação em solos agrícolas. em nenhum caso as concentrações devem ultrapassar 50% dos valores fixados na Diretriz. Com respeito a CEE 86 / 278. Em todos países a legislação refere-se.4- ASPECTOS ESSENCIAIS DA LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL DE INTERESSE Os subitens desta parte apresentam uma resenha das características fundamentais da legislação consultada. adiciona selênio aos metais pesados cuja concentração . Seguem-se os títulos. (MATTHEWS. é intitulada. e nos próprios solos receptores. A norma francesa AFNOR NF U 44-041 foi promulgada em 15 / 7 / 85 e tornou-se obrigatória a partir de 29 / 8 / 88. às concentrações de poluentes no lodo em mg por quilograma de matéria seca. ou (DIRECTIVE DU CONSEIL. conforme estipulado pela legislação de cada país. salvo se o pH do solo for permanentemente maior do que 7. salvo outra indicação. 1986. ilustrada em QUADROS pertencentes a outro tópico do trabalho. conforme a DIRECTIVE DU CONSEIL. regulamentando o uso dos lodos na agricultura em todo país.Membros podem. O ANEXO “C” traz a tabulação das concentrações máximas permissíveis. 4. chumbo. mas. “ANNEXE 1 A (2)”. 1986). cobre. obrigatória por Decreto de 29/8/88. modifiée par directive le 2 Décembre 1988. conforme CEEJa. “Council Directive on the Protection of the Environment and in Particular of the Soil when Sewage Sludge is Used in Agriculture” . Os limites não devem ser ultrapassados. especificamente. em kg / ha / ano. Os Estados .1992). lors de l’utilisation des boues d’épuration en agriculture”. as designações abreviadas e os objetivos básicos de cada Legislação Regulamentadora do Uso do Lodo de ETEs na Agricultura. São também recomendados limites cumulativos por sitio. “ Directive du Conseil nº 86-278 du 12 Juin 1986. mercúrio. impor limites menos (ou mais) restritivos.França: Norma AFNOR NF U 44-041. de 12/6/86. “Matiéres Fertilizantes: Boüe de Ouvrages de Traitement des Eaux Usées Urbaines ”. tornando mais fácil a compreensão da metodologia da dissertação. cromo.2. relative à la protection de l’environnement et notamment des sols. 1995. níquel e zinco.

exclusivamente.3. exige o controle semestral das concentrações dos sete metais da Dretriz e. para produtos de compostagem com o lodo. A AbfKlär V regulamenta a CEE 86/278 na Alemanha desde 15/4/92. cobre.Alemanha: “ AbfKlär V”. adicionalmente.no lodo deve ser controlada. Antes de receber o lodo o solo agrícola é analisado.5 . os mesmos previstos na CEE 86/278. Para as concentrações no lodo. Sewage and Compost for Agricultural Purposes (Executive Order)” A " Executive Order " é seguida na Dinamarca desde 1990 e é fundamentada na CEE 86/278. 4. Conforme MATTHEWS. os sete poluentes designados na diretriz. Fixa também as concentrações máximas de poluentes no solo receptor. dos teores de compostos halogenados totais (TOX)e de bifenilas policloradas (PCBs). Exige ainda que o lodo seja analisado a cada dois anos para concentrações de dibenzodioxinas e furanos ( PCDD / PCDF).Luxemburgo: Lei de 3/9/92 . estipula limites mais permissivos até 30 / 6 / 95 sendo mais restritiva após esta data. exceto para o cromo. Estas determinações são repetidas após dez anos da primeira aplicação.6 . 4. controlando. níquel e zinco e não permite a aplicação de lodos em solos com pH inferior a 6.4 . traz um máximo para a soma das concentrações de cromo. 10 t/ha/10 anos.e as concentrações dos sete metais pesados . de 15/4/92.Itália: Decreto de 27/1/92 para a Diretriz CEE 86/278. determinando-se o seu pH .Dinamarca: “The Executive Order on Use of Sludge.(Table 14). Se for constatado que o cromo trivalente do lodo pode ser oxidado. Na Itália existem limites fixados para todos os poluentes listados na diretriz CEE 86/278.só aceitável se maior que 5 . Para o lodo. 4. antes que o lodo seja aplicado no terreno deve ser feita uma rápida verificação se o solo tem potencial para passar o cromo trivalente para cromo hexavalente. nenhuma quantidade do lodo pode ser aplicada neste solo. 1992 . gerando um mol ou mais de cromo hexavalente. 4. A taxa máxima de aplicação para o lodo ( base seca) é de 5 t / ha / 3 anos. independente da sua concentração de cromo.

BROWN. tendo-se em vista sua aplicação no solo. para vigorar a partir de 22 de março de 1993. Segundo esses autores. florestas. resultante de um processo capaz de redução significativa de patógenos (PSRP. resultante de um processo capaz de redução adicional de qualidade: patógenos (PFRP. existindo duas classes de "A" . após esta data. de redução à atratividade de vetores e de concentração de metais pesados. A regulamentação. 4. Process to Significantly Reduce Pathogens). em sacos ou similares. estipulando limites mais permissivos até 31/12/94 e. o lodo somente poderá ser aplicado no terreno se atender aos: • Requisitos de redução de patógenos.Estados Unidos: Legislação 40 CFR Part 503 de 19/2/93 A United States Environmental Protection Agency (USEPA) disciplinou o uso do lodo na agricultura a partir de 22 novembro de 1992 (Final Report).“Standards for the Use and Disposal of Sewage Sludge”. mais restritivos. áreas degradadas. A lei traz concentrações de referência para o solo e para o lodo. a íntegra da regulamentação foi publicada no Federal Register em 19 de fevereiro de 1993. para que o lodo seja considerado adequado para aplicação à granel em terras cultiváveis. e mínimas de matéria orgânica e acidez no lodo. Pertencem a classe "A" os lodos ensacados para venda ou distribuição gratuita. locais de acesso público. Os autores HUNT.8 . 1991 Nos Paises Baixos a diretriz CEE 86/278 é regida pelo " Soil Protection" desde janeiro de 1991. Process to Further Reduce Pathogens ) e "B".No Luxemburgo são adotados os mesmos sete poluentes de controle recomendados na diretriz CEE 86/278. patógenos. Falam também sobre os principios de distribuição.Países Baixos: “Soil Protection Act and Fertilizers Act”. ou os aplicados em gramados e jardins .7 . gramados ou jardins domiciliares. marketing e sobre as regras seguidas para sua venda ou distribuição gratuita. parasitológica. em kg/ha/ano. Part 503 . Além dos sete metais recomendados os Países Baixos controlam as concentrações máximas de arsênio. abreviadamente referida como 40 CFR Part 503 significa em seu título completo Code of Federal Regulations Nº 40. 4. concentrações máximas admissíveis para o solo e para o lodo e a quantidade máxima anual aplicável.Janeiro. GADDIS e RATZKI (1994) resumem a regulamentação com relação aos pré-requisitos de qualidade microbiológica.

menos do que 3 (três) salmonelas sp. Classe B: Coliformes fecais. São previstas 12 (doze) alternativas de processos na Part 503 objetivando reduzir a atratividade do lodo para os vetores (§ 33 (1. • Requisitos de redução de vetores. como moscas roedores mosquitos.12)). o molibdênio e o selênio. por outro.Alternate Pollutant Limits). São fixados limites para os mesmos sete poluentes designados na diretriz européia e. Os lodos que satisfazem à “B" destinam-se a aplicação em granel. COOPER e RIGGS .residenciais. é dispensado o monitoramento da carga cumulativa no local (kg do metal/ha do terreno) e . para arsênio. por um lado. é menos preciso e. conforme a “Part 503”: Classe A: Coliformes fecais < 1000 NMP/g sólidos secos.000 . a chance de encontrar 3 bactériassalmonelas em 4 gramas de lodo é muito menor do que a de encontrar 1000 coliformes numa grama.000 NMP/g sólidos secos. Os autores recomendam que o teste da salmonela não seja usado como alternativa ao dos coliformes.1994. no máximo 2. ainda. Recomendam que o teste seja usado apenas depois que o potencial de recrudescimento de coliformes tenha sido bem determina do. coliformes. Discutem ainda as seis alternativas de processos previstas na regulamentação para atender os requisitos da Classe "A". os locais receptores tem acesso público normalizado. ou. inexistem restrições para acesso público aos solos receptores de lodo "A". Se todas as concentrações forem inferiores às concentrações alternativas para poluentes (APL . por 4 (quatro) gramas de sólidos. fornecem as características microbiológicas limites para as duas classes. vetores. • Limites para concentração de poluentes no lodo e para a carga máxima aplicável Os lodos que se destinem a solos cultiváveis não podem possuir concentrações de metais pesados acima das concentrações teto pré-estabelecidas na Tabela 1 da regulamentação.

indicando que cinco outros parâmetros são de determinação local. permite resumir mais alguns tópicos de interesse para um futuro trabalho de adaptação às condições brasileiras e de normalização pela ABNT : • A aplicação no terreno é entendida como uso útil do lodo ou de produtos derivados do lodo. Define-se como disposição superficial a colocação permanente do lodo em pilhas ou em aterros. 19 de fevereiro de 1993. sem intuito de uso útil. quando se destinar à disposição superficial. Resposta aos Comentários à Abordagem Proposta’. Apresenta ainda três parâmetros de controle para o lodo que será incinerado. • Com referência à qualidade do lodo que atenda às exigências da Part 503. ( Vide original no ANEXO “E”) • O QUADRO 3 traz os limites aceitáveis para dez poluentes quando o lodo se destinar a aplicação no terreno.da carga cumulativa anual (mg do metal / kg de lodo.”‘ Federal Register’. calculando-se então a carga anual aplicada: Kg do metal / por ha do solo x por ano) que estiver sendo aplicada. a USEPA manifestou-se da seguinte forma: “Portanto. a secção 503 exige que a qualidade do lodo seja tal que não haverão impactos inaceitáveis de migração de poluentes. em ‘Part 503 vs Part 258 . 1994). SCHIEMANN e GREGOIRE. página 9312. A consulta ao próprio US Federal Register e a seus anexos “A” e B” (1993 ). . As concentrações APL são as concentrações médias mensais encontradas no lodo para os dez metais de interesse (BAILEY. distribuição gratuita ou venda e para três poluentes.

donde seria recomendável o monitoramento mensal da qualidade do lodo. indicados no QUADRO 3. o estabilizado aeróbiamente. servindo para gramados. jardins residenciais e várias culturas. seis campanhas anuais (bimestre). O classe "B" destina-se às aplicações volumosas no terreno e aos aterros. ou não pertencente a nenhuma classificação. donde o monitoramento poderia ser bimensal (consulta a registros operacionais das ETEs). 0. • São processos Appendix “B”): PFRP . durante o National Survey conduzido pela USEPA em 1992. em base seca esta produção equivale a 10 t/dia ou a 3650 t/ano. o orgão de controle ambiental pode diminuir a frequência do monitoramento para poluentes e patógenos. o lodo deve ser classificado quanto aos patógenos presentes. como PFRP. produtores de lodo classe "A": (US Federal Register. se a qualidade do lodo tiver se mostrado consistentemente dentro dos limites requeridos. em média. • O lodo classe "A" pode ser distribuido gratuitamente ou vendido. sem obrigatoriedade de cobrimento diário com terra. podendo então ser considerado como classe "A". não.486 m3/s em média. as com produção superior a 15000 t/ano devem fazer campanhas mensais. 4. aceitos como PSRP (Processes to Significantly Reduce Pathogens). ou classe"B". O lodo da digestão anaeróbia foi classificado predominantemente como lodo "B". o lodo classe "B" é o resultante dos processos. as com produção compreendida entre 1500 e 15000 t/ano. As ETEs com produções anuais de lodo (base seca) inferiores a 290 t/ano devem fazer uma campanha anual de coleta de amostras e análises . no mesmo período.39 m 3/s (desvio de 7%) e produziu 225 t/dia de tortas a 40% de sólidos ( desvios respectivos de 13% e 9%). quatro campanhas por ano (quadrimestre). aquelas com produção entre este valor e 1500 t/ano. (desvio de 16%) e produziu 28 t/dia de tortas a 37% de sólidos (desvios respectivos de 7% e 10%). Pode ser obervado que. • O lodo classe "A" é o resultante dos processos aceitos pela USEPA (ou pela 40 CFR Part 257 ou pelos Pathogen Equivalency Committees da USEPA). . A ETE Suzano tratou. (Processes to Further Reduce Pathogens ).850 t /ano.• A freqüência do monitoramento é baseada baseada na produção anual de lodo da ETE. a ETE Barueri tratou. • Além da verificação da qualidade pela determinação da concentração dos poluentes. em base seca esta produção corresponde a 90 t/dia ou a 32. Após dois anos. de janeiro a julho de 1994.1993.

a secagem térmica direta ou indireta para reduzir a umidade do lodo a 10% ou menos.com retenções desde 40 dias a 20ºC até 60 - a compostagem por qualquer dos métodos citados anteriormente desde que com temperaturas da biomassa mínimas iguais a 40ºC. supere 80ºC. também a 20ºC. durante pelo menos 5 dias e desde que . durante pelo menos 30 minutos.a ar ou oxigênio dias a 15ºC. a digestão anaeróbia por 15 dias a 35-55ºC ou por 60 dias a 20ºC.a secagem em leitos de areia ou em bacias pavimentadas ou não. e. no mínimo . .os processos de pasteurização. durante 3 meses no mínimo. ou desde que a temperatura de bulbo úmido do gás em contato com o lodo.a compostagem compostagem por confinada ou à pilha aerada ( 3 dias a 55ºC no mínimo) ou revolvimento de leiras (15 dias a 55ºC no mínimo. . certamente por menos tempo).o tratamento térmico. Appendix “B” ) : . produtores de lodo classe "B" (US Federal Register.a digestão aeróbia . quando a temperatura do lodo é mantida a 70ºC. . com revolvimento mecânico da leira durante pelo menos 5 dias ao longo dos 15 do processo). a partir de isótopos de Cobalto 60 ou Césio 137 . . desde que a temperatura das partículas de lodo supere 80ºC. • São processos PSRP. os processos de irradiação com raios beta a dosagens mínimas de 1 megarad a 20ºC ou com raios gama. . com tempos de residência de 10 dias à temperaturas de 55 a 60ºC. a digestão aeróbica termofílica a ar ou oxigênio. quando o lodo liquido é aquecido a 180ºC no mínimo (durante pelo menos 30 minutos). ( observação: no Brasil ou em climas tropicais. 1993. no momento da descarga do lodo do secador..

e que também seja lodo classe "B" . ao longo de quatro horas sucessivas nestes 5 dias. frequência e amplitude do monitoramento. ainda podem ser aplicados no solo agrícola. O lodo de excepcional qualidade (conforme QUADRO 3).cobre. cádmio. cujo monitoramento deve ser apresentado anualmente à USEPA. assim entendidas como solos de florestas. deve ser feito específicamente para cada . Exige-se a certificação de um hidrogeólogo (qualified groundwater scientist) para interpretação das análises. como qualquer fertilizante comercial ou condicionador de solos. • A “Part 503” também estabelece critérios para aplicação do lodo em terras não agricultáveis. Como indicado no QUADRO 3. e que também seja lodo classe "A". berilo. • O estabelecimento das concentrações atmosféricas limites para os sete metais controlados local de unidade incineradora. São também estabelecidos na incineração dos lodos ( arsênio. taxas que não excedam a quantidade de nutrientes requerida pela cultura. demonstrativas de que o lodo depositado não está contaminando o lençol. • a estabilização com cal. Para recuperação de áreas degradadas as taxas podem ser maiores que a agronômica. • Para a disposição superficial a enfase da regulamentação está naproteção do capaz de aquífero freático. isto é . não estando sujeito a nenhum controle de aplicação. uma temperatura maior do que 55ºC . chumbo. desde que à taxas que não ultrapassem as máximas anuais por hectare (kg/ha/ano) nem as máximas cumulativas por poluente (kg/ha). desde que sejam obedecidas as taxas agronômicas. pode ser usado livremente. pode ser aplicado no solo agrícola. mediante elevação do pH até 12 depois de duas horas contato. Para este caso podem ser feitas exigências adicionais quanto ao solo receptor. parques públicos e terrenos degradados mas que possam ser recuperados para propósitos úteis. • O lodo de excepcional qualidade (conforme QUADRO 3). mercúrio e níquel ). o lodo que for depositado em terrenos protegidos com membranas impermeabilizantes não está sujeito aos limites de concentração máxima para metais pesados. desde que seja controlada a quantidade de nitrogênio passar por baixo da zona de raízes da cultura local (proteção do aquífero ). • O lodo que não possua a excepcional qualidade definida no QUADRO 3 mas cujas concentrações de poluentes estejam abaixo dos limites dasconcentrações teto do QUADRO. O requisito para aplicação é o da não superação da taxa agronômica.conservando.

USEPA 832-R-94-009.Sludge Survey Facility Analytical. ou. Dimetilnitrosamina. Volumes 1 through 4. 1994 ) . Os quatorze poluentes eliminados da part 503 foram : em concentrações 10 a 100 vezes menores que as fixadas pela avaliação de risco para proteção da Aldrin. .limites máximos de emissão para os hidrocarbonetos totais (THC) e para o monóxido de carbono. SCHIEMANN e GREGOIRE . • foi constatado que quando tais poluentes encontravam -se presentes. • As autoridades locais podem estipular limites mais restritivos. • por ter sido interrompida a fabricação do produto. devido a ocorrência de um ou mais dos seguintes eventos: (USEPA . PCB's. Lindano. Hexaclorobenzeno.1994) • não foram detectados no levantamento “1988 USEPA National Sewage Sludge Survey e National Sewage . além de parâmetros operacionais como o da máxima temperatura de combustão. Results. quatorze poluentes orgânico . as concentrações de risco específicas ( baseadas na avaliação de risco a saúde humana). Heptaclor. DDT/DDD/DDE. October 1989 -NSSS”. a eficiência de controle de poluentes do incinerador. ( BAILEY.9 -Reino -Reino Unido: Legislação de 1/9/89 . que consideram a taxa de alimentação do lodo. Toxafeno e Tricloroetileno. ocorriam saúde humana e do meio ambiente.tóxicos. Hexaclorobutadieno. Foram eliminados da redação final da 40 CFR. 4.Quadro 2B: Caminhos de Maior Restrição para cada Poluente Eliminadoda Secção Final do Regulamento 503 ("TABLE 2B": "Most Limiting Pathway for Each Pollutant Deleted from the Final Part 503 Rule". Dieldrin. Benzo(A) Pireno. página 21). Part 503. e os fatores de dispersão do local onde está o incinerador. Clordano. dadas. • Para muitos incineradores operar dentro do exigido significará o reduzir a taxa de alimentação do incinerador ou aperfeiçoar os meios de controle da poluição atmosférica. • O cálculo das concentrações máximas destes metais no lodo é feito mediante uma série de equações.

são os seguintes: cádmio. existe um quadro das máximas concentrações recomendadas para os mesmos PTE no solo. 1991). 1987. no Reino Unido. chumbo. O método de controle do uso do lodo no Reino Unido é feito através do controle dos poluentes no solo e das taxas de aplicação do lodo (MATTHEWS. Os outros elementos considerados PTE possuem limites únicos para aplicação em solos com pH igual ou acima de 5.5 ± 3% de sólidos ( ETE Barueri. admissíveis após 10 anos de aplicação do lodo. fluoretos. 5. para amostras retiradas a 7.1. lembra-se que a produção média diária da ETE Barueri no biênio 1993/94 foi de 79 ± 20 t/dia em base seca. a Diretriz CEE 86/278 provocou uma atualização do “Code of Practice for Agricultural Use of Sewage Sludge”. selênio. ou observando-se concentrações máximas no próprio lodo ou controlando a taxa de metais aplicada no solo. arsênio.Cidade de New York. USA Foram elaborados planos de médio e longo prazo e opções múltiplas de uso dos lodos. consulta a registros de operação ). proveniente de 14 ETEs.Conforme MATTHEWS.0 e acima de 7. concluida no outono de 1989. após a aplicação do lodo de esgotos e taxas máximas cumulativas totais de PTE. molibdênio. que possuem limites em mg/kg diferentes para cada uma das quatro faixas de pH do solo compreendidas entre 5. Existem limites para a máxima concentração permissível de elementos potencialmente tóxicos (PTE. em mg/kg. em oito instalações de desidratação mecânica ( 55 centrífugas produzindo lodo com 27 a 30% de concentração de sólidos).5 cm de profundidade. comenta que os metais no solo devem ser controlados.Potentially Toxic Elements) no solo. e ressalva que o primeiro método é mais garantido pois é dificil fiscalizar a quantidade aplicada pelo usuário final.1992 e MANUAL OF GOOD PRACTICE. sob gramados que receberam lodo de ETEs. NY. O plano de médio prazo. consiste em desidratar 355 t/dia (base seca) de lodo digerido anaerobiamente. bem como para suas taxas cumulativas máximas após 10 anos de aplicação. Semelhantemente. propriamente dita. 1992. DAVIS.0 e que possuem limites únicos para as taxas cumulativas em kg/ha. com alcance até 1998 . 5SINÓPSE DOS USOS DO LODO DE ETEs Para fins comparativos com as soluções já adotadas no exterior e descritas a seguir (CEEJ b . a diretriz. em kg/ha. 1995).0. O mesmo autor assinala que o “Code of Practice” suplementa a Diretriz mas não é obrigatório. Já foram construídas instalações para secagem térmica e peletização. mercúrio. . foi regulamentada a partir de 1 / 9 / 89. Os elementos considerados PTE são zinco. cromo. cobre e niquel. ou de 195 ± 50 t/dia de tortas com a concentração de 40. .

Illinois ( Rockford ). (Tighe & Bond. é considerada a maior instalação do genero. Connecticut ( Waterbury ) . já considerado neste custo médio a renda de US$ 110/t proveniente da venda do lodo seco termicamente para recuperação de áreas baixas.O lodo centrifugado toma um dos destinos seguintes: • • É aplicado em pastagens no Texas É seco termicamente e os grânulos são usados em plantações no Colorado (trigo) e na Flórida (laranjais ) ou são dispostos em aterros para resíduos perigosos na Pensilvânia. cobertura de campos de golf e uso em parques municipais. jardinagem. Massachussets (Boston). Georgia (Cobb e Clayton). Nova York ( New York e Amsterdam ). O ANEXO “F” desta dissertação traz a tradução de recente estudo sobre custos de secagem térmica e comercialização do lodo granulado nos Estados Unidos. s/data) • • É disposto em aterros para resíduos comuns na Virginia. A . Maryland ( Hagertowne e Baltimore ). Faze estabilização química do lodo e usar o resultante material alcalino para cobertura de aterros • Fazer peletização e secagem do lodo usando-o como fertilizante ou condicionador de solos agrícolas.00. Flórida ( Tampa e Largo ). constituindo este prognóstico a diretriz recomendada pelo plano de longo prazo. O custo por tonelada seca processada pelos pelos três processos do plano de longo prazo é igual a cerca de US$ 350. entre as primaveras de 1992 e de 1995. começou a operar em agosto de 1993 e compôe-se de seis linhas de secadores rotativos. Washington ( Seattle ) e Delawere (Kent City). A instalação de secagem. no Bronx. É utilizado para a recuperação de áreas baixas baixas fora da cidade de Nova York. A prática dominante será a da secagem térmica por processo direto de difusão do calor. Vermont (Chittenden). Texas ( Houston ). por difusão direta do calor de 50 t/dia cada. manutenção de gramados. existente em operação no mundo. O plano de longo prazo consiste em preparar as seguintes instalações para processamento de 650 t/dia de lodo em base seca : • • Fazer a compostagem do lodo e aplicá-lo em gramados de parques municipais. As 16 instalações pesquisadas localizam-se nos estados de Wisconsin ( Milwaukee ).

O solo sintético produzido pelo processo serve para: • • Fazer cobertura diária no aterro sanitário do municipio.2. 5. USA Utiliza o processo patenteado de estabilização alcalina alcalina N-Viro Energy Systems. a um custo de US$ 310. exclusive o custo de transporte para utilização ou disposição final do solo sintético. aponta como uma das causas principais o excesso de oferta em relaçãoa demanda. a maior do mundo. inclusive os custos de distribuição e comercialização.capacidade total destas instalações atinge a 1238 toneladas de lodo / dia. mediante um misturador de rosca de eixo duplo ( duel shaft pugmills ). Os custos operacionais da produção de N-Viro variam de US$ 132. capaz de processar 196 t / dia de lodo ( base seca).00 por tonelada ( base seca ) . O estudo mostra que os preços médios de comercialização da tonelada seca tem caído no período. 5. proveniente de sua ETE de 6 m 3/s de capacidade.000 pés quadrados ). 75 t/dia das quais passam por secagem térmica do lodo digerido anaeróbicamente por difusão direta do calor em tambores rotativos. . A instalação possui um sistema de controle de odores em três estágios e um galpão de secagem de um hectare de área (100. Ser usado como condicionador de solo ou para para solo de cobertura sob o nome comercial de Meadow Life. O processo consiste em misturar o lodo desidratado por filtro esteira com cal e com pó de forno de cimento ( cement kiln dust ). New Jersey.3Boston. custo este suportado principalmente pela tarifa dos serviços de água e esgotos da região.Municipio de Middlesex. A Central de Tratamento de Lodo de Deer Island processa aproximadamente 195 t/dia de lodo (base seca). Massachusetts.00 a US$ 161. Após a mistura o material passa por um processo de compostagem acelerada por revolvimento de leiras em um galpão de cura sendo finalmente armazenado para uso posterior. base seca . USA. A maior de todas é a localizada no Bronx . em operação desde 1991. principalmente após a entrada em operação da peletizadora de Nova York.00 por tonelada de lodo utilizada (base seca). bairro da cidade de Nova York. • Ser usado para recuperação de áreas baixas. desde um máximo de 85 dólares em 1992 até um mínimo de 34 dólares em 1995.

As bandejas são ôcas e aquecidas pela recirculação interna de óleo a 260º C.00 por tonelada ( base seca ). Maryland. Fertilizante para gramados de parques municipais. Passam a seguir por peneiras classificadoras e voltam para o reprocessamento.Gro e é operada pela New England Fertilizer Company.4Condicionador para sementeiras. . em 1998 passará a funcionar sob a companhia estatal Massachusetts Water Resources Authority. passa das bandejas superiores para as inferiores seguindo um movimento espiralado enquanto recebe o calor irradiado pela superficie das bandejas. que consideram aceitável um teor de nitrogênio igual a 4% no produto a ser misturado. Possui uma instalação de secagem térmica em Back River para 110 t/dia (base seca). ou. • • 5. • de golf e estufa . Fertilizante especial para uso puro ou misturado . previamente desidratado por centrífugas. desenvolvido pela empresa belga Seghers Engineering Company. USA. casas de vegetação. campos Baltimore. principalmente com cal e / ou fertilizantes químicos. são resfriadas a cerca de 32ºC e conduzidas. O lodo. ao custo estimado de US$ 400. equivalente a duas semanas de produção. ocorre por difusão indireta do calor em um secador de bandejas múltiplas. O maior mercado consumidor é o sudeste norte-americano. O produto é utilizado como : • • Fertilizante para produtores de grama para venda. destinando-se à manutenção de gramados. inclusive para fruticultura de cítricos na Flórida. sob o nome de Pelletech. a um silo para 800 toneladas secas de produto . Após passar pela torre de 19 bandejas as pelotas deixam o secador com a concentração de 95% de sólidos e dimensões de 2 a 4 milimetros. As pelotas secas contém cerca de 5 a 6% de nitrogênio e são vendidas a corretores e misturadoras de fertilizantes comerciais . operada pela comercialização do produto. onde a demanda pelo nitrogênio dura o ano todo pelo fato do solo ser muito arenoso. a qual também será responsável pelo transporte e comercialização final do lodo peletizado. O processo de secagem. pela multiplicidade de estações de plantio e pela alta absorção de nitrogênio exercida pela fruticultura cítrica. solo de proteção e solo de cobertura. pneumaticamente .A instalação de secagem utiliza o processo patenteado patenteado Enviro . Enchimento para mistura com fertilizantes comerciais exportados para todo país.

D. pelo processo de pilhas estáticas aeradas. inclusive custos administrativos. instalação. Maryland.5. Blue Plains passou a utilizar centrífugas de alta taxa.6 Charlotte.00 t/dia . O lodo compostado é comercializado sob o nome de COMPRO e atende os pré -requisitos legais para venda em bruto ou a varejo.C. inclusive os do Município de Montgomery. parque de Washington. trata os esgotos de vários municípios conurbados. possuindo atualmente uma demanda superior a oferta.00 por t / dia (base seca).Recentemente (1993). de igual capacidade. 30 dos quais são operadores ou motoristas. As principais parcelas do . D. apta a processar 80 t/dia (base seca) de lodos desidratados a 20% de sólidos (ou 400 t/dia em base úmida). de distribuição e de comercialização.5. já no Estado de Maryland. para compostagem aerada dos lodos pelo processo da pilha estática. e uma outra. Tem sido aplicado em: • • • • • • • Campos de golf Acabamentos paisagísticos de canteiros centrais e faixas de dominio de rodovias Jardinagem doméstica Casas de vegetação Fertilizante para produtores de grama para venda Parques municipais Reflorestamento Entre alguns consumidores notáveis podem ser citados os jardins da Casa Branca.C. (também servido por Blue Plains). 5. gerando lodos a 30% de sólidos e diminuindo os custos operacionais para US$ 230. base seca.Silver Spring. o Sítio Histórico . North Caroline A cidade abriga uma instalação regional para fazer a estabilização de lodos centrifugadosmediante mistura com cal virgem seco (dry quicklime ). Em Montgomery encontra-se uma i nstalação regional de compostagem ( Montgomery County Regional Composting Facility). USA A Blue Plains Wastewater Treatment Plant.Nacional de Mount Vernon ( antiga casa de George Washington ) e o conhecido "The Mall". Cerca de 40 funcionários trabalham na instalação. O produto comercializado sob o nome de LIME PLUS. Os custos operacionais da instalação operando com metade da capacidade instalada e recebendo o lodo a 20% de sólidos são de US$ 350. com capacidade para 20 t/dia em base seca. a nordeste de Washington. localizada localizada no Distrito de Columbia.

O lodo é aplicado sob a forma líquida. Austrália (RAWLINSON e WALSH. vide tradução no ANEXO “A”) A cidade de Sidney gerencia intensivamente um programa de beneficiamento para a produção de 82 t/dia de lodo. Area disponível para aplicação. Substituição do solo de cobertura em aterros.00/t) e ao transporte rodoviário para o campo (US$ 35.00). 1994 . As desvantagens do processo são: • • Ocorre aumento do volume do lodo . As vantagens da estabilização alcalina são: • • • O monitoramento e o manejo do equipamento são operações simples. Construção de bases de rodovias. 5. Há multiplicidade de usos para o produto final. Os pré-requisitos para inclusão de solo receptor no programa agrícola são: • • • • • Propriedades com mais de 1000 ha.7 milhões de habitantes. ou desidratada. pois este torna-se o principal uso para o produto. . O LIME PLUS da Carolina do Norte tem sido usado em: • • • • Correção do pH de solos agrícolas.custooperacional são devidas ao cal (US $ 70. Os custos de investimento são pequenos. no mínimo. A maior parte (90%) desta produção é beneficiada de diversas formas sendo dirigida para o programa de uso no solo. É necessário armazenar o lodo até a conclusão das análises de laboratório. dependente da dosagem de cal que for empregada. quando comparados com os de secagem térmica ou compostagem. É dada preferência para propriedades próximas umas das outras. 40 ha/ano. ou como N-Viro ou após estabilização com cal. Mistura com estêrco de fazendas para recuperação de áreas baixas ou degradadas e recomposição da vegetação de cobertura. A área agrícola deve ser capaz de absorver o lodo. proveniente de 36 ETEs. A área deve receber lodo durante três anos. abrangente de agricultura. base seca. que atendem 3. reflorestamento e recuperação de terrenos degradados. ou como composto.7 Sidney.

O custo do transporte é de US$ 25 a 40.• • • • • • • • • • • A área de armazenamento tem capacidade para 10. São Paulo ( autores citados) . habitualmente. Existe também um Programa de Classificação do Lodo em cinco graduações de contaminação e três critérios de estabilização. O Departamento de Agricultura realiza. é consultada. As operações de tratamento e de aplicação são privatizadas. parecendo ser adaptada à interpretação local.americana. As ETEs reportam trimestralmente a qualidade do lodo.8 São Paulo. conforme vazão da ETE. Solos de pH muito baixos.000 metros cúbicos. Valor fertilizante de vários beneficiamentos. Absorção de metais em vários solos. o que resulta nas seguintes diretrizes para seu gerenciamento: Uso irrestrito dos lodos. como no caso da prática. O motorista leva um Plano de Contingência por escrito. Neste caso. Os caminhões são lavados na partida e na chegada. As autoras afirmam que a legislação norte . Uso proibido. Para reflorestamento o lodo é aplicado a 30 t/ha. Poderia ser observado que ela não é cegamente obedecida. o lodo pode ser reprocessado ou misturado para ser reclassificado.00 por tonelada ( distância?). Efeito dos metais na fixação do nitrogênio. A amostragem tem frequência desde diária até mensal. Uso restrito para três tipos de aplicação. 40 CFR Part 503. de reprocessamento do lodo. 5. Cada batelada de lodo é amostrada para análise antes da aplicação. O transporte é coberto e em carrosseria vedada. as seguintes análises: Sobrevivência de microorganismos após a aplicação. A incineração foi substituida pelo N-Viro devido a pressões da população. acima mencionada e não prevista na “ Part 503”.

algumas características. e abrange. esta mesma instalação foi adaptada pela SABESP para produzir fertilizante organo-mineral. pois o fabricado a partir da argila apresentava-se com maior tendência à segregação. tornando mais fácil a compreensão das operações unitárias envolvidas. como a da resistência a compressão. 1989). O fluxo de produção do fertilizante caracteriza-se por aproveitar a maior parte dos equipamentos da fábrica de agregado leve. Ainda como informado e documentado com fotos pelos autores na referência citada. de 1979 a 1981. mostraram que o agregado leve produzido substituiu a brita em diversas obras de concreto da companhia. segundo os autores. os preparados por expansão. no Laborátorio de Concreto da SABESP. cinzas volantes. AGREGADO LEVE Segundo o IPT. O processo de produção de agregado leve mediante sinterização do lodo proveniente da disgestão aneróbia foi concebido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT. como a da trabalhabilidade. YAMADA e SARDINHA. razão pela qual ambos processos são descritos a seguir. diatomita. SIMONDI. 1979. pois só aos 28 dias este último apresentou a mesma resistência do primeiro. estruturas em concreto armado de uma cabine pressurizada na oficina de manutenção e para uma laje de teto do . a capacidade de produção de agregado leve na usina era de 500 Kg/h. após apenas 7 dias.A SABESP já experimentou com bons resultados um processo industrial de processamento dos lodos de suas ETEs. tendo-se em vista a característica já apontada. mostraram-se nítidamente favoráveis ao concreto à partir do lodo. a partir de uma alimentacão de 2000 Kg/h de lodo digerido. que fixa as características exigíveis dos agregados leves para concreto estrutural. para prédio de administração da Superintendência de Produção. calcinação ou sinterização de produtos como escória de alto forno. Outras propriedades.1979) e utilizado pela SABESP em uma instalação industrial que funcionou na ETE Vila Leopoldina. a própria SABESP usou o agregado leve produzido neste período para fabricação de placas pré-moldadas usadas na construção de armários de vestiários para empregados. Posteriormente. tendo sido submetido aos ensaios recomendados na EB-230 da ABNT. para pavimentação com blocos articulados do pátio interno das oficinas de manutenção do Guarapiranga. para pisos em concreto armado de pátios de almoxarifados e depósitos de materiais de construção. argila. (SANTOS. ardósia ou folhelho. além dos agregados de materiais naturais. Os ensaios conduzidos por aqueles autores. mostraram que o concreto de lodo possuia propriedades semelhantes ao fabricado a partir da argila expandida. 1981. manifestaram-se melhores para o concreto a partir da argila do que para aquele feito com o lodo.

SANTOS. . como ilustrado na FIGURA 1. 1989 e 1992).O processo de produção da usina passava pela seguintes operações unitárias (IPT. 1979.

.

um pequeno trator de pneus com caçamba frontal (“Bob-Cat”) carregava a moega que abastecia um alimentador de disco. para 10% na saída. com diâmetro máximo de 4 mm. Secagem das pelotas por leito fluidizado As pelotas eram conduzidas. por elevador de canecas. O lodo. Sinterização . 700 Kg/m 3 de densidade aparente e granulometria de 0 a 4 mm. transportadora. 75ºC de temperatura máxima.se conseguir a umidade ideal para a fase seguinte. Dosagem e mistura dos componentes Do disco alimentador o lodo era introduzido no misturador. a da pelotização. paredes a meia altura (favorecendo a aeração natural) e coberto por telhas transparentes (permitindo a passagem da luz solar) . com piso asfaltado. Pós . por correia transportadora. umidade de 45% e densidade aparente de 800 kg/m3. O ar passava através de uma placa perfurada capaz de manter as pelotas em constante turbilhão e de diminuir a umidade de 45% na entrada do leito. após a mistura. onde recebia parte do sinter de retorno. Procurava . para o leito fluidizado . onde recebiam uma corrente insuflada ascencional de ar quente que provinha da queima de biogás da digestão. Quando a umidade do lodo atingia 60%. Pelotização A translação da massa de sinter de retorno e lodo processava-se num tambor rotativo onde se formavam pequenas pelotas.secagem do lodo digerido A seguir era transportado por correias transportadoras para um galpão de pós secagem. As pelotas que deixavam o leito eram conduzidas. possuiam 10%de umidade.Desidratação do lodo digerido O lodo digerido anaerobiamente e concentrado a 5% de sólidos era bombeado para as centrífugas e concentrado a 30% de sólidos e 70% de umidade. dosado através de um alimentador de rôsca. para um silo de estocagem. era transportado por correia para o tambor pelotizador.

que consumia 50 Nm3/h de gás a 2000 mm de coluna d'água. Sinter útil ou agregado leve.4 mm. ligava-se a exaustão dos gases de sinterização. no fundo do sinterizador. cujos pedaços eram dirigidos para uma peneira vibratória de 25 mm depassagem. O material retido era desviado para um britador de mandíbulas e reunia-se àquele que havia passado pela peneira vibratória. Neste ponto o carro maçarico. Sob ambos silos passava o carrinho de carga do sinterizador. Rolava então até ficar sobre o sinterizador. iniciava a ignição. simultâneamente. Sinter de cama. encaminhado para um silo de estocagem de onde abastecia o misturador no início do processo ( ajudando a reduzir a umidade do lodo proveniente do galpão). o carro maçarico era desligado e. Estabilização e classificação do sinter A estabilização do agregado consistia em submete-lo a um processo de abrasão dentro de um tambor rotativo. guardado no silo que abasteceria o vagonete alimentador do sinterizador . . medindo cerca de um metro cúbico.Ao lado do silo de estocagem havia um outro para guarda de sinter de cama. correspondendo às pelotas maiores que 25mm. ou sinter já formado em operações anteriores e que serviria de apoio . o qual era conduzido manualmente até o britador de sinter. Quebramento e britagem do sinter Quando a sinterização era concluida abriam-se as comportas laterais dos sinterizadores e os blocos incandescentes. para a nova camada de pelotas que seriam sinterizadas. o que gerava a saída de três produtos das peneiras existentes no tambor: Sinter de retorno. alimentado pelo biogás dos digestores. conduzido por correia transportadora para o pátio de estocagem final e carga dos caminhões. correspondendo à granulometria de 0 a 2. Após esta fase um elevador de canecas conduzia o agregado para acabamento num tambor estabilizador . A ignição era autosustentada a cerca de 1000ºC durante 20 minutos pela combustão da matéria orgânica contida no lodo. O fim da operação de sinterização era controlado por meio de um termógrafo e de uma curva de temperatura. onde descarregava as camadas recebidas de sinter na mesma ordem em que tinham sido carregadas. descarregavam em um vagonete transportador. correspondente à granulometria intermediária . o qual recebia uma parte de sinter de cama e nove partes de pelotas a sinterizar. Ocorria primeiramente a quebra manual dos blocos.

25 toneladas de lodo a 40%de sólidos entrando no processo seriam produzidas 1. ou seja 17% do lodo com essa concentração de sólidos seriam transformados em sinter médio. 15% em sinter grosso e 13% em inter fino.se ao produto seco pelotizado. eram necessárias. No transcurso do processo formava-se pequena quantidade de alcatrão. O controle operacional da época mostrava que. ou seja. Os finos e pós em pontos determinados da linha de produção eram exauridos até um filtro de mangas.93 t de sinter grosso e 0.4 a 25 mm de diâmetro. como um resíduo industrial. Queima dos gases Os gases gerados durante a sinterização passavam por um ciclone para retençãodas partículas maiores.06 t de sinter médio. mais da metade da massa de lodo (55%) seria destruida no processo.000 kg ou 3 t/h de lodo a 39% de sólidos. seis toneladas de lodo a 39% de sólidos para produzir uma tonelada de agregado leve ( desprezando-se o retorno dos finos). Posteriormente. Recolhimento de pó Os finos que eram formados no leito fluidizado eram constantemente aspirados aspirados por exaustão e encaminhados a dois ciclones. em práticamente 2 horas de operação. Seu balanço de massas . .1981). considerado. um consumo de 3. em média. e a CETESB. 1992). a SABESP elaborou o projeto básico de uma fábrica de agregado leve que seria construída na ETE Suzano. de onde se dirigiam para a saída do leito. FERTILIZANTE ORGANO-MINERAL Em 1981 a SABESP contratou o Centro de Fertilizantes do IPT para investigar a aplicação do lodo de suas ETES em solos agrícolas. para a capacidade nominal da usina de 500 Kg/h de Agregado leve. sendo então removidos e encaminhados ao silo do sinter de retorno formado no tambor estabilizador. 0. (ABIB.82 t de sinter fino . pós-seco no galpão próprio . para analisar o lodo que estava sendo utilizado para a fabricação do agregado leve (SANTOS. previa que para cada 6.O agregado leve produzido possuia 570 Kg /m 3 de densidade aparente e granulometria de 2. juntando . na época. As particulas passantes continuavam disseminadas no gás e iam para um queimador suprido pelo biogás da digestão.

os superfosfatos (para P ). através de seu Centro de Ferlizantes . microbiológicos e de detecção de metais pesados. Foi argumentado que a matéria orgânica do lodo substituiria a torta de mamona ou a turfa. por peneiras vibratórias. usualmente empregadas como complemento orgânico pelo agricultor. com 4% e o potássio . a proporção mínima de lodo na mistura seria de 44% ( de tal forma a garantir mais de . Conforme KIEHL. as partículas maiores passariam por moinhos e seriam selecionadas. presentes no lodo da ETE primária de Vila Leopoldina foram os indicados na FIGURA 2. com 0. de tal forma que as concentrações desses nutrientes ficassem comparáveis aos dos fertilizantes químicos tradicionais (SANTOS. Uma instalação definitiva manteria ambas linhas de fabricação. Os sinterizadores da usina de agregado leve foram desmontados. pois a ETE de Vila Leopoldina foi desativada para reforçar a vazão afluente à ETE Barueri. separando-se a granulometria desejada ( 2 a 4 mm) para o produto final. Os teores dos macro-nutrientes nitrogênio .24% . mostrava-se significativa. Em percentuais de sólidos secos o nitrogênio no lodo digerido apareceu com 2. bem como as unidades posteriores ao leito fluidizado. embora não tenha entrado em funcionamento. Considerando-se igual a 58% a concentração de materia orgânica no lodo.7 %. o fósforo. como na fabricação do agregado. tendo sido implantado um silo sextuplo no começo do processo para sais minerais como o sulfato de amônio (para N). compondo 57. agregado para construção e fertilizante para a agricultura. em termos de N-P-K .Foram retiradas amostras de cinco pontos pré . Os sais seriam dosados proporcionalmente ao pêso do lodo admitido. permitiria. 1992 . 1992).65% do lodo digerido. em função da formulação desejada para o fertilizante. Como esperado. Já a participação da matéria orgânica. (NPK). mantendo-se o controle da umidade.determinados do processo para exames parasitológicos.fósforo . para produzir 50 t / dia de fertilizante .mineral deve ser igual 25% (anteriormente era 15%). como ilustrado na FIGURA 2. A usina foi adaptada. Um sistema de classificação por peneiras. conforme SANTOS. A produção de organo-mineral seria função da proporção entre lodo e sais que fosse processada.potássio. tendo sido projetada para ser variável de 30 a 70% de lodo. sugeriu à SABESP a complementação dos teores de NPK do lodo. após o leito fluidizado. o teor mínimo legal atual de materia orgânica no organo. O IPT. o cloreto de potássio ( para K ).CEFER . a volta de finos para o início da linha de produção . são bastante baixos quando comparados com os que se encontram nos fertilizantes comerciais. foi também constatado que a temperatura do lodo no leito fluidizado da usina não comprometeria o aproveitamento da matéria orgânica e que a adaptação da usina exigiria poucos equipamentos Adicionais.1993. com a produção orientada pela qualidade do lodo entrando no processo e pela demanda do produto.

( embora ainda mantivessem-se viáveis os ovos de helmintos ) ". com o fertilizante organomineral produzido em escala de laboratório. com referência aos metais pesados. No outro extremo.. pré-condicionado com cal ou cloreto férrico.25% de materia orgânica no fertilizante. (SANTOS.2 t/h.mineral. 1. em 1983. no CEFER e na Escola Superior de Agricultura “ Luis de Queiroz “ (ESALQ) . MARTINS e SANCHEZ. café e trigo. O controle da qualidade do produto fabricado manualmemte foi feito durante dois anos agrícolas nas culturas de Botucatu e Jaboticabal. 1 t/h e para 70% de lodo. dentre outras..1992). o processo IPT de fabricação de organo-mineral. página 7. Como a usina da Vila Leopoldina havia sido desativada devido ao desvio para a ETE Barueri do esgoto afluente à ETE primária.. Consultores do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e do Valley Authority (TVA) assessoraram o IPT e a CETESB. ovos de helmintos e cistos de protozoários.44 x 0. para amostras com 70% de lodo na mistura. não tendo encontrado teores apreciáveis. de Piracicaba. com supervisão do IPT ( SANTOS. Com referência a normalização do uso do lodo. 255 = 25. arroz.5 %)..32 t/hora de fertilizante organo . com 30 ou com 70% de participação de lodo na mistura.1992).58 = 0. 1983). . não tendo sido detetados nem salmonelas nem enterovirus . além da iniciativa que hoje ocorre no Paraná.1992 reporta que. ( 200 ppm em ambos países. soja.. e que " . foi observada uma redução significativa na população de microorganismos. enterovirus. salmonelas. Para o mínimo de 44% de lodo na mistura seria possível produzir 1. milho. discutindo Tenessee com as resultados equipes de trabalho e realizando viajens de inspecção aos campos cultivados .. quando as amostras continham apenas 30% de lodo na mistura com os sais. a CETESB observou um marcante efeito diluidor no produto final. a produção foi obtida por mistura manual de várias toneladas de lodo e sais. por professores e alunos das Faculdades de Agronomia da UNESP. apenas o níquel superou os limites recomendados na Suiça e na Alemanha naquela época. objeto de um outro tópico da presente dissertação. concluiram que : " . para 50% de lodo. mostrou ser eficiente na eliminação de micro-organismos patogênicos. SANTOS. em São Paulo encontra -se constituido. 0. Foram também realizados testes em casas de vegetação. A ESALQ realizou testes de detecção de metais pesados no tecido celular das folhas das culturas: feijão. 1983). desde 29 / 6 /95. sempre que o pH foi igual a 12 no lodo. para 60% de lodo. 0. levados de caminhão aos pátios daquelas escolas.9 t/hora (IPT. tendo sido encontrado 230 ppm )." (MARTINS e SANCHEZ.

ou química. do qual o autor faz parte(PNS CB 02-0241/95 ). produzidos pelo tratamento de esgotos sanitários em ETES e como lodos brutos. para que o lodo.Definir o método de laboratório que deverá ser seguido para determinação das Methods for the concentrações máximas. . ou armazenamento durante longo período e ou qualquer outro meio apropriado para reduzir significativamente sua fermentabilidade riscos à saúde que poderiam decorrer de seu uso. ou térmica. ou de produtos derivados deste lodo na agricultura. Listar os poluentes cujas concentrações máximas devam ser monitoradas na massa bruta. considerando a revisão da norma ABNT PN 1:603. decantados ou flotados.18º Edição. incluindo os produtos derivados do seu beneficiamento. . conforme o estado físico do lodo. seja como condicionador de solos ou fertilizante. com base nos processos recomendados no “Standard Examination of Water and Wastewater " . todos lodos .009). PIKE e FISHER. considerando a norma ABNT NB 10. 1992. . desidratados ou não. USEPA. ( BRUCE. os seguintes assuntos deveriam ser especificamente examinados: Discutir o processo de coleta da amostra . por poluente. • Que se defina lodo tratado como aquele que tenha sido submetido à estabilização biológica. sem nenhum tratamento posterior.um comitê na ABNT.62 .007. com o objetivo de elaborar o projeto de norma “ Uso e Aplicação de Lodos de Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários em Solos Agrícolas” (02: 144. de forma a proteger adequadamente as coleções hídricas superficiais e subterrâneas próximas. possa ser aplicado na agricultura.Listar os poluentes cujas concentrações máximas devam ser monitoradas no lixiviado da mesma composição de amostra. • Que a norma conceitue como lodo de esgotos os lodos lodos estabilizados. .Definir as concentrações máximas admissíveis. 1990) • Para um projeto de norma. Foram sugeridas os seguintes assuntos para exame inicial pelo grupo de trabalho: • Que a norma fixe os padrões de qualidade mínima exigível para o uso do lodo de ETEs. garantir a segurança sanitária dos agricultores e o consumo seguro das plantações cultivadas no solo agrícola receptor.06-008.

. fósforo ( como P2O5 ) e potássio (como K2O) existentes no lodo e as necessidades destes nutrientes nas culturas e solos receptores.E. Definir as taxas agronômicas de aplicação conforme as concentr ações de nitrogênio (como N). desde que atenda também a um os processos para redução avançada de patógenos. USEPA. físico. USEPA. Definir as taxas máximas de aplicação anual para cada poluente de controle obrigatório e o procedimento de controle decorrente. para que o lodo possa ser usado de forma controlada no solo agricola. Definir as taxas máximas cumulativas por solo agrícola receptor e o procedimento para controlar estas taxas. U.Definir as concentrações. ou outros processos. Definir os parâmetros característicos da pedologia do solo e das culturas receptoras.P. todos discriminados para o lodo classe " A " especificado na 40 CFR Part 503.S. distribuido ou usado no solo agricola. abaixo abaixo das quais o lodo pode ser considerado de excepcional qualidade para uso agrícola e qual o monitoramento deverá ser feito na aplicação decorrente. ou outros processos.A. Definir qual a densidade máxima de coliformes fecais ou de salmonella sp. Definir quais os requisitos para garantia da redução da atratividade de vetores. todos discriminados para o lodo classe "B" especificado na 40 CFR Part 503. por poluente. para que o lodo possa ser vendido. desde que atenda também a um dos processos para redução significativa de patógenos. se de qualidade inadequada. Estabelecer quais as formas aceitáveis de aplicação do lodo no solo conforme o seu estado . Definir a densidade máxima de coliformes fecais ou de salmonella sp. em vigor nos Estados Unidos desde 19/2/93. Fixar a frequência do monitoramento da qualidade do lodo e gerenciamento de sua armazenagem para uso agrícola ou outra forma de disposição. como conceituados na 40 CFR Part 503.

uma das alternativas que serão recomendadas: • Uso dos lodos com características equivalentes aos da Classe “A” por aplicação direta no solo e / ou como aditivo para fertilizantes e / ou após estabilização alcalina avançada por processos patenteado. a incineração dos lodos em leitos fluidizados também está sendo considerada . Além dos aterros exclusivos para a parcela não beneficiada. reportam como se encontram os estudos do Plano Diretor de Lodos para a RMSP na época atual (final de 1995). 1995. . provavelmente. • • Fabricação de tijolos e de agregado leve para construções civís.- Estabelecer as normas de organização de um arquivo das informações relativas ao uso e ao monitoramento da qualidade do lodo. VASCONCELLOS e colaboradores. A secagem térmica dos lodos possivelmente será recomendada para implantação em uma ou mais das cinco grandes ETEs da RMSP. Note-se que o uso controlado do lodo das ETEs na agricultura será.

constituido por lodos secundários.5. base seca. na época em que o trabalho foi redigido.1993) As ETEs de lodos ativados de Brasília Sul (1.04 m3/s). ambos incorporados ao terreno. tendo-se em vista a escassez de terrenos receptores. contra 58 a 98 kg/ m2. da Aplex. embora ambientalmente adequada. a SANEPAR examina a reciclagem agricola do lodo das ETEs. essa alternativa é incapaz de absorver a producão de lodo das ETEs. comprovadas por fotos. . Notaram-se diferenças significativas. onde. 3 t/ha de calcáreo. vem utilizando o lodo da ETE Brasilia Sul para recuperar cascalheiras abertas para a explotação de cálcareo laterítico usado na construção de estradas. Paraná A SANEPAR. milho ou na recuperação de cascalheiras. Os autores mencionam ainda que a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Produção Agro Pecuária) estava iniciando. base seca. com o consumo de 2. D.40 m3/s) e Sobradinho (0. No último ano os autores reportam terem sido aplicadas 4000 toneladas de lodo (95% da produção) .Tem sido aplicados 400 kg / ha de fertilizante químico 4-14-8. um experimeto de formação e adubação com lodo das ETEs. O grupo de pesquisa implantou uma metodologia interdisciplinar para abordagem do problema (BIO. de capineira para ser cortada e servida a gado confinado. posteriormente são lançadas sementes de capim andropógo ou de feijão Guandú.07 m3/s operando com (0. menciona os autores. segundo os autores. Perto da quinta parte destina-se a leitos de secagem. Companhia de Saneamento Básico do Estado do Paraná. Brasilia Norte (1.10-Curitiba.F. apenas em áreas especificamente destinadas. por digestão aeróbia com 10 dias de detenção. ( PINTO e colaboradores. produzem cerca de 12 t/dia de lodo digerido. em culturas de soja. 1995). 5.09 m3/s operando com 0. áreas de empréstimo e arborização de terrenos degradados. Mais da metade (60%) dos lodos são desidratados por filtros-esteira. Desde 1990. sendo pré-condicionados com polieletrólito catiônico CH409. (Metcalf & Eddy). e 35 t/ha de lodo desidratado a 20% de sólidos. Os autores observam que. correspondendo a uma massa de 60 t/dia a 20% de sólidos. promovida com o objetivo de evitar a reliberação do fósforo removido nos reatores biológicos. orestante. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF). a favor das áreas submetidas ao tratamento acima descrito quando comparadas com aquelas que receberam a fertilização convencional. base seca.85 m3/s operando com 0. conduz uma “Pesquisa Científica Multidisciplinar para Estudo da Utilização Agrícola do Lodo de Esgotos”. são aplicados a uma taxa inferior aos parâmetros de projeto da literatura internacional: 17 a 55 kg/ m2. em pó.6 kg/t de lodo.83 m3/s).9 Brasília . Aproximadamente 58% dos lodos são estabilizados por digestão anaeróbia com 25 dias de detenção.

EMBRAPA (CNP-Florestas). Os núcleos temáticos das pesquisas abrangem o meio físico. Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR).Segundo o informe. Secretaria de Estado da Saúde e Prefeitura Municipal de Curitiba. Pontifícia Universidade Católica do Paraná (Instituto de Saneamento Ambiental). A Folha de São Paulo de 10 / 10 /95. Universidade Federal do Paraná. Instituto Ambiental do Paraná (IAP). preços. Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR). SENAI-CETSAN. habituadas a reciclar o lodo na agricultura. (AGROFOLHA 6-4. Cleverson Andreoli. para definir limites de metais pesados no lodo e no solo para uso agrícola. doses-limite e épocas operacionalização técnica e metodologia de tratamento. esclareceu que o lodo tem sido tratado por cal virgem e compostagem a 80ºC. os aspectos sócioeconômicos para estudar custos. serão aprimoradas as técnicas de tratamento do lodo . O grupo de estudos compõe-se de mais de 70 pesquisadores de instituições como EMATER-PR (Empresa de Assitência Técnica e Extensão Rural). usando como aditivo a poda das árvores.para investigar doses recomendadas. reporta que. Conforme o Diretor de Desenvolvimento e Pesquisa da SANEPAR. potencial de de incorporação do lodo no solo e aspectos técnicos. . o que não ocorre na mesma proporção nos lodos das ETEs do primeiro mundo. o coordenador técnico do projeto na SANEPAR . as sofríveis condições de salubridade do povo brasileiro são responsáveis pelo alto nível de contaminação do lodo por ovos de helmintos. conforme testes feitos pela EMATER . a gestão do desenvolvimento tecnológico e a definição de parâmetros para uso seguro do lodo na agricultura”. “ Lodo de esgoto vira adubo no Paraná”). econômica. Engº Luiz Carlos Bueno Filho. aspectos agronômicos. o meio biótico. para os critérios sanitários e as restrições biológicas de uso do lodo nos sistemas agrícolas. Universidade Estadual de Londrina (CTU). o lodo pode elevar em 40% a produtividade do milho.PR. comercialização e viabilidade para questões de secagem.

6. teto este determinado após comparação de sete legislações diferentes. permitindo observar se ela estava excessivamente alta. com exceção do Reino Unido. seu preenchimento tornou possível o cálculo da mediana das concentrações máximas admissíveis de metais pesados no lodo.e as concentrações encontradas na classificação dos lodos das ETEs de Barueri e Suzano para os mesmos poluentes. Como pode ser visto na organização do QUADRO. cuja forma de controle pela qualidade do solo receptor dificultaria a uniformidade do procedimento proposto. relativos aos poluentes retidos no lodo de Estações de Tratamento de Esgotos . para aqueles mesmos poluentes objeto da atenção da legislação dos seis países europeus e dos Estados Unidos. permitindo o confronto posterior com a mediana dos máximos legalmente permissíveis. A mediana calculada permitiu uma avaliação preliminar sobre a concentração de cada poluente no lodo da SABESP.1Concentrações máximas de metais pesados admissíveis no lodo que se destina ao uso agrícola. a seguir.quando se tenciona aplicá-lo na agricultura . O exame do QUADRO 4 mostra que apenas um pequeno número de metais é consensualmente controlado pela maioria das legislações estrangeiras. conforme disciplinado em cada país e comentado no item 4. O conjunto vigente de normas que disciplinam o uso do lodo foi examinado com o objetivo de preencher o QUADRO 4. para cada poluente e ETE. pois ambas determinações interessam ao uso agrícola.6- MÉTODO A dissertação estabelece uma comparação entre os limites legais vigentes em outros países.2Concentrações de metais pesados no lodo das tortas dos filtros-prensa das ETEs de Barueri e Suzano. quando da classificação realizada. O pH e a umidade da amostra foram também extraidos dos laudos das análises realizadas em 1993. 6. O QUADRO 5. A mediana dos valores foi calculada. . registra as concentrações realmente encontradas nos lodos das ETEs da SABESP. A identificação destes poluentes é um dos objetivos da tabulação realizada. realizada em 1993 .LMR). apresentado a seguir. A indicação do limite menos restritivo (LMR) para cada metal permitiu verificar se a qualidade do lodo examinado em 1993 era tão má a ponto de ultrapassar a máxima concentração tolerável (ou Limite Menos Restritivo.

3Estatística descritiva dos parâmetros de controle mais comuns para as concentrações máximas de metais pesados admissíveis no lodo que se destina ao uso agricola e comparação com os resultados encontrados nas ETEs de Barueri e Suzano em 1993.004 e as reuniões mantidas em novembro de 1992 com a CETESB.Todas concentrações queforam assinaladas no QUADRO foram primeiramente transformadas da base úmida para a base seca. o respectivo desvio. . Nas duas últimas colunas do QUADRO 6 estão indicadas as medianas das concentrações dos metais pesados realmente encontrados nas ETEs de Suzano e Barueri. permitindo um confronto com a mediana e os LMR obtidos a partir da legislação dos diversos países.4Classificação das tortas frescas da ETE Barueri em 1993 e comparação com os limites para uso agrícola. segundo a NBR 10.6 desta dissertação. ou seja os de controle internacional consensual para fins agrícolas. Os sete primeiros poluentes da listagem são aqueles do QUADRO 6. 6. A seleção final que consta da coluna de discriminação do poluente pode ser comparada com a primeira coluna do QUADRO 4. As medianas relativas à Suzano ultrapassaram as medianas dos limites seguidos em outros países para dois poluentes de controle. foi calculada a média . O QUADRO 7 . como já explicado e exemplificado no item 2. elaborado para a ETE Barueri. 6. Para cada um dos metais pesados e com os limites por país que se encontram no QUADRO 6. respectivamente) e a mediana. constitui um modelo que poderia ter sido preenchido também para a ETE Suzano. por ocasião da campanha de análises para classificação dos lodos. Esta avaliação preliminar da qualidade do lodo de cada ETE indicou que para o lodo da ETE Barueri seria justificável a análise mais detalhada da qualidade de cada amostra. No QUADRO 6 estão indicados únicamente os metais pesados cujo controle foi considerado importante pelas legislações do maior número de países. os QUADROS a partir deste ponto são desenvolvidos apenas para os lodos da ETE Barueri. Na primeira coluna do QUADRO 7 encontra-se a lista completa dos poluentes julgados de determinação obrigatória para a classificação do lodo. Em decorrência. os limites menos e mais restritivos (ou os valores máximo e mínimo permissíveis.

forma de incorporação do lodo no solo (profundidade. É importante assinalar que a aprovação do lodo pelo exame dos metais pesados é vista pelo autor como condição necessária. procura-se aduzir o critério de valoração econômica. modo de distribuição. a seguir. como exemplificado no item 4. para o uso agrícola do lodo. capacidade de troca de cátions (CTC). etc).8 deste trabalho para o caso da legislação norte-americana. o tipo de cultura planejada para o campo (gramíneas. Para esta últimas os resultados em base úmida são transformados para a base seca. parasitológicas e de detecção de virus realizadas nos lodos da SABESP. densidade.Parâmetros Indicativos do Valor Agrícola Depreende-se do preenchimento dos QUADROS 3 a 7 que as partidas de lodo da ETE Barueri. dependendo da classe do lodo. grânulos provenientes da secagem térmica. necessária. Outras formas de controle da aplicação se fazem necessárias. fósforo e potássio naturais do lodo) e a salubridade do lodo. as condições do solo agrícola (pH. Tendo-se em vista a sua composição quanto aos macro e micronutrientes assinalados no QUADRO e exclusivamente o gráu de . época da aplicação). propondo-se a realização de análises que não são usualmente feitas para a classificação períodica da periculosidade do lodo. muitos monitoramentos são dispensáveis. mas não suficiente. aqui repetidas em coluna própria). numa lembrança não exaustiva. cítricas. concentrações pré-existentes de metais e nitratos. suficiente. As primeiras subdividem-se naquelas cujos resultados de laboratório foram determinados em base úmida. Como mencionado no caso da legislação americana. Nas sete últimas linhas da coluna 1 do QUADRO 7 encontram-se as análises microbiológicas. 6.O QUADRO 7 caracteriza dois grupos de análises: as realizadas na massa bruta e as que são feitas nos lixiviados do resíduo. representadas pelas quatro amostras analisadas poderiam. As análises nos lixiviados interessam apenas para a classificação dos resíduos. etc). terem sido aplicadas em solos agrícolas. tendo-se em vista contaminação por metais pesados. e naquelas que interessam ao exame da viabilidade de uso agrícola. desnecessárias para a classificação dos resíduos mas úteis para exame da forma de uso agrícola. o que torna possível compara-los com as medianas dos limites legais (QUADRO 6. pré-misturado ou não com sais minerais para complementar o nitrogênio. forrageiras. (forma de expressão necessária para comparação com as CLT da norma brasileira). refletida pelos resultados das análises biológicas. a forma em que se encontra o lodo (tortas desidratadas . podendo ser citadas. No QUADRO 8.5. salvo pela concentração do Níquel.

Os QUADROS 9.observando-se o teor da matéria orgânica contida (sólidos voláteis). manipulação e maquinário de aplicação. juntamente com outras relativas aos custos de transporte. das páginas seguintes mostram que estes problemas são satisfatoriamente resolvidos em vários países do mundo. 10 e 11. . para que se possa equacionar a operação de uso agrícola. armazenagem. Esta é uma informação a ser considerada. pode-se calcular qual o valor da tonelada de lodo como fertilizante.

para o mercúrio. igual a 300 mg/kg. deve-se destacar entretanto que a concentração de níquel na amostra 1019 foi bastante alta . superior inclusive aos 420 mg / kg do LMR. 351. resultados acima dos limites máximos convencionados para o cádmio. nas outras três amostras todos poluentes encontram-se abaixo dos limites. em duas dessas amostras . cujas tortas mostraram-se menos contaminadas por metais dos que as de Suzano. O QUADRO 5 indica ainda que apenas a amostra 1019 apresentou. cobre e cromo. o QUADRO 5 revela que todas quatro amostras das tortas de Baruerí continham níquel em concentração quase igual ou maior do que a mediana dos limites. 19. o cobre também ultrapassa o permissível. sugerida como referência de controle até que sejam fixados limites normativos pela ABNT. 351. de 294. possuem resultados superiores as medianas dos limites legais . 600. . As medianas dos limites máximos toleráveis legalmente são. além do níquel. O QUADRO 7 foi elaborado exclusivamente para o lodo da ETE Barueri. esta referência de controle. 950 e 16 mg/kg. pode ser comparada com os resultados . uma delas. apenas a partida de lodo representada pela amostra 1068 poderia eventualmente ser aproveitada para uso agrícola .7-RESULTADOS E DISCUSSÃO 7.1. entretanto. respectivamente. 600.7 mg/kg.Resultados das análises de 1993 tendo-se em vista o uso agrícola do lodo das ETEs • ETE SUZANO O QUADRO 6 mostrou que as medianas das amostras do lodo para os parâmetros de controle cromo e mercúrio ultrapassaram as medianas dos limites máximos toleráveis nas legislações dos países de referência. e 289. A mediana dos 4 resultados para o cromo foi igual a 1408 mg/kg . Estes resultados indicam que dentre as quatro amostras classificadas como resíduo sem risco ambiental para co-disposição com os resíduos sólidos municipais. duas para o cromo e três para o mercúrio. em mg/kg . desde que satisfizesse os demais critérios • ETE BARUERI O QUADRO 6 mostra que apenas a mediana para o níquel nas tortas de Barueri supera a mediana dos limites adotados nos países de referência. Com efeito.4. Consultando-se o QUADRO 5 verifica-se que das quatro amostras. salvo pelo níquel em enumerados no último parágrafo do item 6.

Larvas e ovos de Helmintos e cistos de protozoários” Cistos de protozoários não foram detectados em nenhuma das amostras analisadas. as tortas da ETE Barueri. o que significa que o tratamento aplicado nos lodos de esgoto. 1995). dada a sua elevada resistência a diversos processos de tratamento e elevada sobrevivência no meio ambiente.” . demonstra que o tratamento aplicado aos lodos nas referidas ETEs. além de classificadas como resíduo sem risco ambiental para co. Salmonella.Do que precede conclui-se que em dois dos quatro dias amostrados.disposição com os resíduos sólidos municipais.se em excelentes indicadores de contaminação fecal. Pelo critério da norma norte-americana. foi capaz de destruir os cistos de protozoários que normalmente são encontrados nos esgotos. poderiam ter sido objeto de uso agrícola controlado. se satisfeitos os outros fatores determinantes mencionados no item 6. posteriores e de lodos de ETEs de outros países. não foram detectadas a presença de bactérias patogênicas do genero Salmonella e bactérias do grupo do coliformes fecais ( laudos do anexo 4).” “ A ausência de coliformes fecais e salmonelas nas amostras analisadas. constituem. Foi relatado que (ETATEC.” “ “ Resultados e comentários . ANÁLISES BIOLÓGICAS Os resultados das análises parasitológicas. três amostras poderiam ser aceitas. aparecem no QUADRO 5 e no ANEXO “D” (laudos da CETESB).Comentários sobre os resultados das análises de 1993. Comparações com resultados de análises anteriores. 1993): “Resultados e comentários . colhidas e analisadas durante o período de 11/03 a 27/04/93.Coliformes fecais e Salmonella ” “ Nas amostras de tortas frescas procedentes das ETEs de Barueri e Suzano. 7.2 . microbiológicas e para detecção de virus.4 desta dissertação. realizadas em abril de 1993 nas tortas desidratadas da ETE Barueri. recomendada como diretriz para avaliação da qualidade dos lodos até que se disponham de norma nacional específica (CEEJ c. foi eficaz destruição de microorganismos patogênicos. uma vez que as bactérias do grupo coliformes fecais e bactérias do genero Salmonella.

7 ºC. resultando uma torta com . A variação das condições operacionais de abril para maio de 1993 não foi significativa: em maio foram pré-condicionados 1581 m 3/dia de lodo a 2. É oportuno enfatizar que em regiões tropicais como o Brasil.2 ºC. No mes de abril de 1993 foram pré-condicionados 1362 m 3/dia de lodo digerido a 3. O tempo de detenção previsto no Projeto é de 23 dias. Apesar do tratamento aplicado não ter sido eficaz na destruição de todos os ovos de ascaris. conforme HIDROSERVICE. (1983). obtendo-se a torta final com 43% de sólidos. onde a mistura dos lodos se processava pela recirculação do gás produzido.000 ovos / 200 g (peso seco) e podem se constituir em problema sanitário.9% de sólidos. concentrando-se separadamente. a partir deste mes. ao redor de 23. A comunicação interna da SABESP 166 / 94. Após o adensamento os lodos eram bombeados para quatro digestores anaeróbios.2% de sólidos para serem desidratados pelos filtros prensa de placa. Neste mes foram empregadas as dosagens de 7. página 31) Esses resultados devem ser examinados. e em uma amostra procedente de Suzano (dia 27/04/93) onde se detectou a presença de apenas um ovo de Ascaris Lumbricóides. jádescontada a impureza”). esses ovos são encontrados nos lodos de esgotos digeridos em grandes números.“ valores referidos à quantidade de produtos químicos em sua forma pura. a temperatura do esgoto bruto foi de 25.“ Ovos e larvas de Helmintos que causam doenças ao homem. dada a sua elevada incidência na população e resistência à condições ambientais adversas (laudos no anexo 4). Conforme anotações de campo colhidas pelo autor. ” (ETATEC. A partir de janeiro de 1993 entraram em operação os flotadores para adensamento do excesso de lodo ativado. Três digestores funcionavam como primários e um como secundário. de cloreto férrico e cal no pré . a temperatura dos lodos digeridos foi de 25. um tanque para lodo floculado. onde foram detectados apenas 5 ovos de Áscaris Lumbricóides por 200 g (peso seco). tendo sido empregadas as dosagens de 7.5ºC e o tempo de detenção nos digestores. volume fixo. estiveram ausentes na maioria das amostras de torta fresca. tanto quanto possível. O précondicionamento dos lodos antes da desidratação era feito com auxílio de um tanque de homogeneização. 1993. Foram gerados 15933 m3/dia de biogás em abril (MTD. extintores para cal virgem. 25 dias. tanques de leite de cal e dois tanques para cloreto férrico. 1992 / 93). a densidade destes foi muito pequena.condicionamento .5% de cal (respectivamente. respectivamente. dois silos de cal. de 24/8/94 (MTD/GES) informa que em abril de 1993 a temperatura ambiente foi de 21. existiam na ETE Barueri quatro adensadores por gravidade onde os lodos foram concentrados a 6% de sólidos até dezembro de 1992. e não representa risco. 74 kg/t e 202 kg/t de solidos secos.4% de cloreto férrico e 20.6% e 20. exceto em uma das amostras de Barueri ( dia 29/3/93). os lodos primários e os lodos secundários.4%. três tanques com misturadores rápidos de produtos químicos. à luz do tratamento da fase sólida processado naquela época.

6% de sólidos para serem desidratados pelos filtros-prensa de placa.... “ A amostragem ficou a cargo do IPT.... MARTINS e SANCHEZ...... como no mes (MTD. ..6% de cal obtendo-se 24... (MTD.7% de cal (respectivamente.5ºC e o tempo de detenção nos digestores... na época de interesse. reportam os resultados do experimento realizado em 1982 com 32 amostras de lodos digeridos da estação de tratamento de esgotos em nível primário...... página 2).....0% de cloreto férrico e 17...... A comunicação interna da SABESP 166/94 de 24/8/94 (MTD / GES) informa que em abril de 1993 a temperatura ambiente foi de 21.1992 / 93). No mes de abril de 1993 foram pré-condicionados 135 m3/dia de lodo digerido a 4.. a temperatura dos lodos digeridos foi de 25....... da mistura de 30% de lodo com sais minerais nutrientes de NPK....7±2..condicionados 212 ± 60 m 3/dia de lodo digerido a 4.....3±8...... As amostras foram provenientes de lodo digerido pré-seco. “valores referidos à quanntidade de produtos químicos em sua forma pura..... Foram empregadas as dosagens de 9.. .. empregadas dosagens de 9.. Foram gerados 15488 m 3/dia de biogás neste mes As informações colhidas pelo autor com a operação da ETE Suzano esclareceram que.43% de sólidos.mineral com 70% de lodo).. do produto granulado feito com essa mesma mistura (fertilizante organo-mineral com 30% de lodo). A média anual dos dados não nulos de 1992 da ETE Suzano (dados completos para 11 dos 12 meses) mostra que foram pré. o lodo primário e o lodo excedente dos tanques de aeração eram adensados conjutamente nos poços de lodo dos decantadores primários.8±3....... ainda superior a seis meses por excesso de capacidade ociosa e por paralização dos filtros prensa para reparos..2 ± 0..5% de cloreto férrico e 20..1992/ 93). obtendo-se a torta final com 47% de sólidos...2 ºC a temperatura o esgoto bruto foi de 25...8% de sólidos. 1983..... da mistura de 70% de lodo com sais minerais nutrientes de NPK. As amostras acondicionadas em sacos pláticos(1 kg) foram enviadas à CETESB para análise” (MARTINS e SANCHEZ... de Vila Leopoldina.. 1983.... anterior.... sendo que durante 7 dias foram colhidas amostras de lodo do digestor da ERQ e através do processo de quarteamento..... já descontada a impureza”).. Foram gerados 2386 m3/dia de biogás neste mes......... O processo foi repetido 3 vezes.. 95 kg/t e 207 kg/t de sólidos secos.. O lodo retirado era dirigido a um poço de sucção central.. foi constituida a amostra composta que foi submetida ao processamento em condições de laboratório..7 ºC. em meses anteriores..9 t/dia de torta com 48±6% de sólidos... volume fixo. e do produto granulado feito com essa mesma mistura (fertilizante organo.. de lodo digerido centrifugado do pátio e pós secagem.. a partir do qual abasteciam os seis digestores com mistura dos lodos por bombas parafuso..............

por kg de amostra. traz a seguinte conclusão : “ Verificou-se que o processo de tratamento experimental aplicado no preparo de ( com 70% e 3 0% de lodo digerido) foi eficaz na remoção de fertilizante organomineral microorganismos patogênicos (Salmonella ) e ovos de helmintos. portanto. Com relação à torta final. França. 3 ovos de cestóides e zero ovos de trematodos. página 7.” “O processo de tratamento utilizado no preparo do fertilizante organo-mineral ( com 70% e 30% de lodo de esgoto) foi eficaz na remoção de microorganismos patogênicos. As amostras foram provenientes da ETE de Lodos Ativados de Nancy. página 4). durante o tratamento e após períodos de armazenamento de até cinco anos. que trata 1. devido às suas características próprias não resistiram ao dessecamento e às altas temperaturas. 18% da espécie . 1987 trabalharam na deteccção de virus e de ovos de parasitas em diferentes tipos de lodos de ETEs. 1983). pois se obteve sua eliminação total (Salmonella) (100%) no produto final. Nas 17 amostras de tortas filtradas à vácuo analisadas. O lodo passa por um período de 15 a 20 dias de digestão anaeróbia aquecida a 35ºC. é elutriado e pré-condicionado com 20 a 25% de cal mais 3.”(MARTINS e SANCHEZ. é desidratado por filtros a vácuo e tem disposição final em aterro. enterovirus. salmonelas. Conclui-se . que o tratamento do lodo de esgoto com cloreto férrico e cal em pH 12 foi eficaz na remoção de salmonelas e enterovirus.74 m3/s (150. Não foram detectados vírus em amostras de lodo que haviam sido armazenadas por períodos de um a cinco anos.1983. porém não foi completamente eficiente na inativação de ovos de helmintos” “O processo do leito fluidizado ( aplicação de calor ao lodo de esgoto) não foi eficaz na eliminação de salmonelas e ovos de helmintos. não tendo sido possível mantê-la sempre de acôrdo com o recomendado. “sómente 10% ainda continham virus”. bem como não foram detectadas salmonelas nem enterovirus. ovos de helmintos e cistos de protozoários. dentre as 10 amostras para detecção ( PFU / litro ) de virus em lodo précondicionado quimicamente.Enterovirus não foram detectados em nenhuma das amostras analisadas” . foram encontrados 80 ovos de nematodos. ocorreu uma redução significativa da carga de microorganismos indicadores. (IPT. sempre que o pH 12 ( ou superior a 12) foi mantido. A familia de nematodos nas tortas filtradas consistiram de 69% da espécie Ascaris. nem a elutriação nem a adição de cal e cloreto férrico parece ter qualquer efeito sob o número de ovos de nematodos”.“ No tratamento químico. 1983.5 a 6% de cloreto férrico.000 m3/dia) e do aterro de tortas desidratadas. Verificou-se que em várias ocasiões ocorreu grande variação da temperatura.\ SCHWARTZBROD e colaboradores. O relatório IPT. porém conseguiu-se a inativação de enterovirus que. Os autores comentam que “ nem a digestão.

enquanto os Himenolepis constituiram 100% da dos Cestóides. em absoluto. Os ovos foram incubados por 30 dias a 22ºC e temperatura úmida. 1994) da redação final da legislação norte-americana de 19/2/93. os ovos encontrados decresceram respectivamente para 4. (USEPA. e 4 anos ( 28 amostras). A diferença principal entre o tratamento da fase sólida da ETE de Nancy comparada com as ETEs de Barueri e Suzano reside no tipo de desidratação mecânica empregada. de 133. 2 a 3 anos (22 amostras). Part 503”. apresentaram as concentrações decrescentes de ovos por quilograma. e zero. Após este período de observação os autores concluiram que: “ O exame microscópico não revelou. Contém portanto cerca de 33% de água a mais do que as tortas de filtro prensa de placas da SABESP. porque: . SCHWARTZBROD e colaboradores. 114 e zero. quatorze poluentes orgânico .Trichiurus e 13% da espécie Toxocara. 2º § ( Vide original no ANEXO “E”) Os autores acima citados levantam a hipótese de que este comportamento pode ter sido devido à eficácia da ação destrutiva dos químicos utilizados durante a preparação e concentração dos ovos. Os ensaios de viabilidade foram feitos nos ovos de Ascaris com base na hipótese de sua maior resistência devido ao seu maior número.tóxicos. 1987. 1. durante o periodo de incubação de 30 dias ”. a viabilidade foi baseada na verificação microscópica de uma eventual embriogênese e no desenvolvimento de estágios diferentes das larvas. Com relação aos cestóides nas mesmas amostras. Os filtros prensa a vácuo operando com lodo digerido anaerobiamente e elutriado. Os autores chamam a atenção para a importância da determinação da viabilidade dos ovos encontrados no lodo armazenado. com uma dosagem de 10 a 25% de cloreto férico e 15 a 60 % de cal produzem tortas com concentração de sólidos váriavel de 28 a 32%. ANÁLISES FÍSICO-QUÍMICAS: Foram eliminados (USEPA. respectivamente armazenados por um ano (27 amostras). 1987). identificada como “40 CFR. Os ovos de nematodos. nenhuma mudança morfológica ou qualquer desenvolvimento no sentido de formação de larvas. página 36.

NSSS”. DDT / DDD / DDE.Sludge Survey Facility Analytical Results.• não foram detectados no levantamento “1988 USEPA National Sewage Sludge Survey e National Sewage . ou. Heptaclor Hexaclorobenzeno.Planta. • foi constatado que quando tais poluentes encontravam -se presentes. . USEPA 832-R-94.Quadro 2B: Caminhos de Mais Alto Risco de Contaminação para cada Poluente Eliminado da Secção Final do Regulamento 503 ("TABLE 2B": "Most Limiting Pathway for Each Pollutant Deleted from the Final Part 503 Rule". página 21). Clordano. 2 Biosólido-Solo. SCHIEMANN e GREGOIRE . Volumes 1 through 4. Os quatorze poluentes eliminados da part 503 foram: Aldrin. 1994 ). Hexaclorobutadieno. Lindano. • por ter sido interrompida a fabricação do produto. Benzo (A) Pireno. Dimetilnitrosamina. Dieldrin. Os 14 caminhos de contaminação possivel investigados pela USEPA foram: ______________________________________________________________ Nº ______ 1 Caminho: _______________________ Biosólidos-Solo-Planta-Homem Descrição: _________________________ Consumidores de regiões que aplicam muito biosólido na agricultura. ( BAILEY. October 1989.Homem Solo de cultivo transformado em horta residencial cinco anos após esgotada sua capacidade de receber biosólidos. PCB's. 3 Biosólido-Solo-Homem Solo de cultivo transformado em horta residencial cinco anos _______________________________________________________________ Nº ______ Caminho: _______________________ Descrição: _________________________ após esgotada sua capacidade . ocorriam em concentrações 10 a 100 vezes menores que as fixadas pela avaliação de risco para proteção da saúde humana e do meio ambiente.009. Toxafeno e Tricloroetileno.

Planta.Planta. 5 Biosólido-Solo.Animal Ingestão de pasto com biosólido pelo animal. enquanto pastavam. 4 Biosólido-Solo.AnimalHomem Granjas que consomem principalmente produtos de origem animal em terrenos que receberam biosólido. 6 Biosólido-Solo. 7 Biosólido-Solo. 12 Biosólido-Solo-Água de superfície Homem alimentando-se de pei.Planta. .Homem xes ou bebendo água que drena terrenos com biosólido.Planta Culturas em solos fertilizados com biosólidos. 10 Biosólido-Solo-Biota do solo Biota predadora Animais ingerindo biota do solo que vive em terreno fertilizado com biosólido.Homem Granjas de criação cujos animais ingeriram terra com biosólidos.Peixe . 9 Biosólido-Solo-Biota do solo Biota vivendo em terreno que recebeu biosólidos.Animal Criações ingerindo alimentos ou culturas plantadas em solos que receberam biosólidos.de receber biosólidos e criança ingerindo solo com biosólido. 8 Biosólido-Solo. 11 Biosólido-Solo-Poeira-Homem Operaador de trator exposto ao pó de terreno que recebeu biosólidos.

Produto de Controle Eliminado ____________________________________ Aldrin e Dieldrin Benzo (A) Pireno e Clordano DDT / DDD / DDE Dimetilnitrosamina Heptaclor .D. sublinhados na listagem anterior.1994. (5) (3) (5) (3) (3) (12) (3) ordem Table 2b). e encontram-se discriminados a seguir: (USEPA. os demais produtos não foram detectados (N.)._______________________________________________________________ Nº ______ 13 Caminho: _______________________ Biosólido-Solo-Ar-Homem Descrição: _________________________ Homem espirando fumaças de qualquer poluente volátil existente nos biosólidos. Hexaclorobutadieno Lindano PCB's e Toxafeno Tricloroetileno ________________________________________________________ Os biocidas organo-clorados. 14 Biosólido-Solo-Água de lençol Homem Homem bebendo água de poço em terreno que recebeu biosódos. Hexaclorobenzeno. _____________________________________________________________ Estes “ Caminhos de Mais Alto Risco de Contaminação ” que levaram a U. eliminar poluentes da “Part 503” são identificados pelos números de acima.8 mg/kg seria o limite tolerável para disposição no solo como resíduo não perigoso e a maior concentraçãoencontrada foi 41 µg/kg). 21 / 5 / 91 na ETE Barueri (3 amostras de lodo depositado no pátio da ETE e uma amostra de torta do filtro prensa-amostras compostas ) e 25 / 5 / 91 na ETE Pinheiros.P.E.S. Houve detecção apenas de concentrações não significativas de hexaclorobenzeno (2. foram objeto de tentativa de detecção pela CETESB nas amostras coletadas em 14 / 5 /91 na ETE Suzano.A. Nº do Caminho ________________ (5) a da listagem _________________________________________________________ .

Itália.cobre. em 1995: o “Teto 503” invalidaria duas amostras enquanto o critério “mediana”. Alemanha. conforme (Dinamarca. exceto berilo). Países Baixos e Estados Unidos). o QUADRO 12 indica a seguir. O ANEXO “G” repete as comparações feitas no QUADRO 12 incorporando mais dois conjuntos de resultados de laboratório referentes ao final de 1995 e um relativo a janeiro de 1996.mercúrio. qual o percentual . para cada uma das oito amostras analisadas. dentre as quatro amostras. neste ANEXO. de forma consistente. nove e “Mediana” ). Estes resultados apontam também para um agravamento das concentração de níquel neste intervalo de dois anos. uma estaria acima do limite permitido pelo “Teto 503”.1994) examina os mesmos 14 riscos de contaminação para os poluentes que permaneceram controlados ( QUADRO 3. Luxemburgo. se pelo critério da mediana. 7-3 Comparação dos resultados das análises na massa bruta das tortas de Barueri nas com a campanhas de 1993 e 1995 com os limites da “Table 1” da 40 CFR Part 503 e mediana dos limites legais nos países de referência. cobre (4 em 11) e cromo (2 em 11). A análise semelhante desenvolvida para a ETE Suzano neste ANEXO “G” mostra que a concentração de cromo seria impeditiva do uso do lodo em quatro das onze amostras de 93/95/96 se pelo teto máximo da “503”.níquele zinco).O QUADRO “Table 2a” (USEPA. as comparações feitas para Barueri sãotambém feitas para a ETE Suzano. Considerando-se como 100% o máximo admissível pelos dois critérios (“Teto 503” representativo da concentração encontrada. duas estariam acima do permissível. se pelo “critério da mediana”. se pelo critério da mediana. seis amostras indicariam qualidade inadequada quanto ao níquel e também quanto ao cádmio (6 amostras em 11). para cada um dos poluentes. O QUADRO 12 toma os oito resultados disponíveis para cada um dos elementos mais usualmente controlados (cádmio. França. pois quatro das onze amostras de 93/95/96 ultrapassariam o limite máximo fixado pela “503” . As concentrações de níquel devem ser destacadas no lodo de Barueri: em 1993. Tal situação prossegue. três.chumbo. mais rigoroso. Os QUADROS e gráficos alí desenvolvidos confirmam que apenas o níquel seria obstáculo para o uso do lodo da ETE Baruerí. nos países de referência e os compara com os limites da legislação norte-americana vigente e com a legislações daqueles países mediana dos limites máximos para cada poluente.

.amostras estariam acima do limite quanto ao cromo. e também quanto ao mercúrio (7 amostras em 11). cobre (3 em 11) e cádmio (1 em 11).

.

as concentrações fixadas pela legislação internacional com as que continuarem sendo encontradas no lodo das ETEs da SABESP. o tipo de cultura planejada para o campo (gramíneas.000 t/ano em base seca . O trabalho enfatiza ainda que para ETEs com produções de lodo acima de 15. refletida pelos resultados das análises biológicas. etc).RECOMENDAÇÕES 8-1 Recomendações Gerais O autor sugere a conveniência de se continuar comparando. ao mesmo tempo em que criaria bases para equacionar a reciclagem controlada da matéria orgânica. modo de distribuição.. o conhecimento de alguns parâmetros. Outras formas de controle se fazem necessárias. época da aplicação). Por outro lado. duas das quatro amostras estariam habilitadas ao uso agrícola controlado (exclusivamente sob o ponto de vista da concentração de poluentes). e E.A. em execução por consultoria especializada. grânulos provenientes da secagem térmica. necessária. há muitos anos um procedimento corrente em outros países. etc). referência em uso para as análises do lodo questão sendo feitas para o Plano Diretor de Lodos da SABESP. com as classificações “A” e “B”. periodicamente. podendo ser citadas. A conclusão do trabalho é indicativa de que. como por exemplo previsto na legislação norte-americana.a agência de proteção ambiental dos Estados Unidos . É importante assinalar que a aprovação do lodo pelo exame dos metais pesados é vista pelo autor como condição necessária. como mencionado no caso desta legislação. forrageiras. conforme os limites da norma norte-americana 40 CFR Part 503.8. as condições do solo agrícola (pH. forma de incorporação do lodo no solo (profundidade. fósforo e potássio naturais do lodo) e a salubridade do lodo. pode.E. Tal programa facilitaria a criação de uma norma brasileira sobre o assunto. numa lembrança não exaustiva. concentrações pré-existentes de metais e nitratos.U. embora não suficiente para seu uso agrícola. pré-misturado ou não com sais minerais para complementar o nitrogênio. capacidade de troca de cátions (CTC).E. dependendo de seus valores. a forma em que se encontra o lodo (tortas desidratadas . se a qualidade do lodo da ETE Barueri fosse mantida dentro da revelada pelas quatro amostragens. densidade. dispensar a determinação de muitos outros.tal como a ETE de Barueri . 75% das tortas produzidas poderiam ter uso agrícola controlado. cítricas. Se pelo critério mais rigoroso de comparação com a mediana dos limites máximos permissíveis em países da C.

o clima é tropical e as nevadas rarissimas. • Que se defina lodo tratado como aquele que tenha sido submetido à estabilização biológica. • Que a norma conceitue como lodo de esgotos os lodos estabilizados. 8. “ Uso e Aplicação de Lodos de Estações de Tratamento de Esgotos Sanitários em Solos Agrícolas” : • Que a norma fixe os padrões de qualidade mínima exigível para o uso do lodo de superficiais e subterrâneas ETEs. 1996). 1993).recomenda a amostragem do lodo com freqüência mensal (US FEDERAL REGISTER.007. constituise em valioso paradigma para estudo e adaptação `as condições brasileiras. decantados ou flotados. 1990) • Para um projeto de norma. conforme o estado físico do lodo. o clima é temperado . considerando a norma ABNT NB 10.e os solos são ricos em fósforo. próximas. ou térmica. ou de produtos derivados deste lodo na agricultura. PIKE e FISHER. ou armazenamento durante longo período e ou qualquer outro meio apropriado para reduzir significativamente sua fermentabilidade riscos à saúde que poderiam decorrer de seu uso. os solos são pobres em fósforo e muito ricos em alumínio (CARVALHO. seja como condicionador de solos ou fertilizante. ou química. ou todos e o consumo seguro das plantações cultivadas no não. Sem dúvida a legislação norte-americana 40 CFR Part 503. de forma a proteger adequadamente as coleções hídricas garantir a segurança sanitária dos agricultores solo agrícola receptor. formado pela ABNT para elaborar o projeto de norma 02: 144. os seguintes assuntos deveriam ser especificamente examinados: Discutir o processo de coleta da amostra . Não devem ser esquecidas as peculiaridades de cada hemisfério quando tal adptação for estudada: os solos dos Estados Unidos são alcalinos. sem nenhum tratamento posterior. os solos são predominantemente ácidos. desidratados lodos brutos.embora neve no inverno . ( BRUCE. no Brasil. promulgada em 19/2/93. .62 -009. produzidos pelo tratamento de esgotos sanitários em ETES e como lodos .Subsídios para Elaboração de um Projeto de Norma Brasileira Esta dissertação apresenta as seguintes sugestões ao comitê PNS CB 02-0241 / 95.2.

com base nos processos recomendados “Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater " . abaixo das quais o lodo pode ser considerado de excepcional qualidade para uso agrícola e qual o monitoramento deverá ser feito na aplicação decorrente.Definir as concentrações máximas admissíveis.18º USEPA. verificar se o atendimento desta taxa é factível tendo-se em vista as taxas cumulativas permissíveis para os metais pesados. Definir qual a densidade máxima de coliformes fecais ou de salmonella sp. Estudar a taxa agronômica de aplicação conforme a concentração de nitrogênio (como N) existente no lodo e a necessidade deste nutriente nas culturas.- Listar os poluentes cujas concentrações máximas devam ser monitoradas na massa bruta. Definir as taxas máximas cumulativas por solo agrícola receptor e o procedimento para controlar estas taxas. . 1992. Definir as taxas máximas de aplicação anual para cada poluente de controle no Edição.06-008. que atenda também a um os processos para redução avançada de outros processos. . . para que o lodo. por poluente. possa ser aplicado na agricultura. distribuido ou usado no solo agricola. desde patógenos. todos discriminados para o lodo classe " A " Part 503. obrigatório e o procedimento de controle decorrente. em vigor nos Estados Unidos . . para que o lodo possa ser vendido. incluindo os produtos derivados do seu beneficiamento. Definir os parâmetros pedológicos do solo e das culturas receptoras. considerando a revisão da norma ABNT PN 1:603.Definir o método de laboratório que deverá ser seguido para determinação das concentrações máximas. por poluente. ou especificado na 40 CFR desde 19/2/93.Definir as concentrações.Listar os poluentes cujas concentrações máximas devam ser monitoradas no lixiviado da mesma composição de amostra. USEPA.

Definir quais os requisitos para garantia da redução da atratividade de vetores. lodo possa ser usado de forma controlada no solo agricola. Fixar a frequência do monitoramento da qualidade do lodo e gerenciamento de sua armazenagem para uso agrícola ou outra forma de disposição. ou processos. para que o atenda outros CFR Part 503.A. se de qualidade inadequada.E. como conceituados na 40 CFR Part 503.- Definir a densidade máxima de coliformes fecais ou de salmonella sp.S. . U. Estabelecer as normas de organização de um arquivo das informações relativas ao uso e ao monitoramento da qualidade do lodo.P. todos discriminados para o lodo classe "B" especificado na 40 USEPA. Estabelecer quais as formas aceitáveis de aplicação do lodo no solo conforme o seu estado físico. desde que também a um dos processos para redução significativa de patógenos.

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ANEXO “A” : O DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA DE BENEFICIAMENTO DO LODO DE ETEs PELO SERVIÇO DE ÁGUA E ESGOTOS DE SYDNEY .

ANEXO “B” : GERENCIAMENTO DE BIOSÓLIDOS : TÓPICO LÍDER NA INFRAESTRUTURA DE PLANEJAMENTO DE SISTEMAS DE ESGOTOS SANITÁRIOS NA AMÉRICA LATINA E NOS ESTADOS UNIDOS .

RESUMO DAS CONDIÇÕES FIXADAS LEGALMENTE POR PAÍSES EUROPEUS PARA APLICAÇÃO DOS LODOS DE ETEs NA AGRICULTURA .ANEXO “C” : QUADROS .

ANEXO “D” : LAUDOS E INTERPRETAÇÕES DE ANÁLISES DE LABORATÓRIO .

ANEXO “E” : TRECHOS ORIGINAIS DE TRECHOS TRADUZIDOS

ANEXO “F” : DISTRIBUIÇÃO E UTILIZAÇÃO DE BIOSÓLIDOS SECOS TERMICAMENTE NOS E.U.A.

ANEXO “G” : COMPARAÇÃO DAS CONCENTRAÇÕES DE METAIS PESADOS NAS TORTAS DAS ETEs DE BARUERI E SUZANO COM AS CONCENTRAÇÕES LIMITES PARA USO AGRÍCOLA VIGENTES EM OUTROS PAÍSES

ANEXO “H” : FORMULÁRIO PROPOSTO PARA MONITORAMENTO DA QUALIDADE DO LODO DAS ETEs

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