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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO PROCESSO TC 03039/12

Administração Direta Municipal. Prefeitura Municipal de Zabelê. Prestação de Contas da prefeita Íris de Céu de Sousa Henrique, relativa ao exercício de 2011. Emissão de parecer favorável à aprovação das contas. Emissão, em separado, de Acórdão com declaração de atendimento parcial aos preceitos da LRF. Imposição de multa. Comunicação à Receita Federal do Brasil. Determinação. Recomendações.

PARECER PPL TC 00021/13
O Processo em pauta trata da Prestação de Contas apresentada pela Prefeita do Município de Zabelê, Sra. Íris de Céu de Sousa Henrique, relativa ao exercício financeiro de 2011. A Auditoria desta Corte ao analisar os documentos constantes na PCA, bem como as informações constantes no SAGRES, evidenciou, em relatório inicial de fls. 159/189, as observações a seguir resumidas: 1. A Prestação de Contas foi encaminhada ao Tribunal no prazo legal; 2. Os demonstrativos que compõem a presente Prestação de Contas estão em conformidade com a RN-TC- 03/10; 3. O Orçamento para o exercício, aprovado pela Lei Municipal nº 171/2010, estimou a Receita e fixou a Despesa em R$ 7.410.000,00, bem como autorizou a abertura de créditos adicionais suplementares no valor de R$ 3.705.000,00, equivalentes a 50 % da despesa fixada na Lei Orçamentária Anual; 4. Não foram abertos créditos adicionais (suplementares e especiais) sem autorização legislativa e sem fonte de recurso; 5. A Receita Orçamentária Total Arrecadada somou R$ 7.087.931,22 para uma Despesa Orçamentária Empenhada de R$ 6.598.655,92, gerando, na execução orçamentária, um superávit correspondente a 12,28% da receita orçamentária arrecadada; 6. O Balanço Financeiro registrou um saldo para o exercício seguinte de R$ 415.288,53, distribuído entre Caixa e Bancos, nas proporções de 0,72% e 99,28%; 7. O Balanço Patrimonial apresentou déficit financeiro no valor de R$ 443.039,17; 8. A Dívida Fundada Interna teve uma redução de 25,54% em relação ao saldo do exercício anterior, restando um saldo para o exercício seguinte de R$ 238.010,15; 9. Os gastos com obras e serviços de engenharia totalizaram R$ 456.669,85, correspondendo a 6,92 % da Despesa Orçamentária Total, tendo sido pagos integralmente no exercício; 10. Não houve excesso no pagamento das remunerações do Prefeito e do VicePrefeito; 11. Em relação às despesas condicionadas:
ACAL Processo TC 03039/12 – PCA PM ZABELÊ – exercício 2011.

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• •

As aplicações de recursos oriundos do FUNDEB na remuneração dos profissionais do magistério, efetivamente realizadas pelo Município, foram da ordem de 83,56% da cota-parte do exercício mais os rendimentos de aplicação, atendendo ao mínimo estabelecido de 60%; Os gastos com MDE corresponderam a 27,71% da receita de impostos e das transferências recebidas, atendendo ao mínimo constitucionalmente exigido; As aplicações em Ações e Serviços Públicos de Saúde corresponderam a 15,37% da receita de impostos e transferências, atendendo, portanto, a disposição constitucional;

12. Gastos com pessoal, correspondendo a 32,83 % e 29,05 % da RCL, obedecendo aos limites de 60% e 54%, respectivamente, estabelecidos nos art. 19 e 20 da LRF; 13. O repasse realizado pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo correspondeu a 7% da receita tributária mais as transferências do exercício anterior cumprindo o disposto no art. 29-A, § 2º, inciso I da Constituição Federal; 14. Foram encaminhados ao Tribunal de Contas todos os REOs e RGFs e respectiva comprovação de suas publicações; 15. O Município não possui Regime Próprio de Previdência; 16. Houve registro de denúncias; 17. Não foi realizada diligência in loco. Ao analisar as Contas, a Auditoria apontou algumas irregularidades ocorridas no exercício, sendo, por isso, notificada a Prefeita, a fim de que lhe fosse dada a oportunidade de defesa, a qual consta do Documento nº 24508/12, acompanhado de vasta documentação, anexado eletronicamente ao presente Processo. Após análise da defesa apresentada, a Auditoria concluiu pelo não atendimento aos preceitos da LRF quanto a: Inconsistências entre os dados utilizados para cálculo da Dívida Consolidada Líquida (DCL), constantes na PCA, RGF 2º semestreDoc. 01834/12 e RREO- Doc. 01830/12. Quanto à Gestão Geral, considerou como remanescentes as seguintes irregularidades: Não consolidação do Balanço, contrariando o art. 50 da lei Complementar no 101/00 – LRF; Despesas não licitadas, no valor de R$ 317.087,47, correspondente a 4,80% da despesa orçamentária total; Despesas realizadas com ações de assistência social, no valor de R$ 133.357,22, indevidamente registradas como aplicação em ações e serviços públicos de saúde; Não empenhamento, até 31/12/2011, do valor de R$ 30.801,31, relativo a obrigações patronais; Despesas com obrigações patronais indevidamente classificadas como intraorçamentária, modalidade de aplicação 91 - Aplicação Direta
ACAL Processo TC 03039/12 – PCA PM ZABELÊ – exercício 2011.

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decorrente de operação entre Órgãos, Fundos e Entidades integrantes dos Orçamentos Fiscal e de Seguridade Social; Despesa, no valor de R$ 2.200,00, paga indevidamente, em virtude de não atender ao interesse público (item 13.2.8). Constatação de falha nos Contratos firmados com os credores Edmilson Anacleto da Silva e Helio de Lima Almeida, impossibilitando quantificar os serviços contratados/prestados; Programa de transferência de renda (PRORENDA), estabelecendo o trabalho como contraprestação do beneficiário, representando contratação indireta de pessoal, burla aos limites de gastos de pessoal e à regra constitucional do concurso público; Ausência de informações, no SAGRES/2011, caracterizando não observância do art. 10 da Resolução TC nº 07/2009; Realização de procedimento de desapropriação de área, utilizando Laudo de Avaliação assinado por servidores municipais, sem qualificação em engenharia, conforme estabelece o art. 7° da Lei Federal nº 5.194/66; Despesas, no valor de R$ 68.897,12, pagas indevidamente, em virtude de terem ultrapassado os valores contratados. Quanto ao fato denunciado – Doc. nº 05060/12, apurou-se a seguinte irregularidade: Aquisição de gasolina em excesso, correspondente a 3.522,80 litros, representando a quantia de R$ 9.722,90. Após a análise da defesa apresentada, os autos tramitaram pelo Ministério Público Especial, que, através de Parecer do Procurador Marcílio Toscano Franca Filho, pugnou pelo (a): 1. Emissão de Parecer Contrário à aprovação das contas da Prefeita do Município de Zabelê, Sra. Íris de Céu de Sousa Henrique, relativas ao exercício de 2011. 2. Declaração de Atendimento parcial aos preceitos da LRF. 3. Aplicação de multa à gestora, Sra. Íris de Céu de Sousa Henrique, com fulcro no artigo 56 da LOTCE. 4. Imputação de Débito, no valor de R$ 11.922,90, à gestora, Sra. Íris de Céu de Sousa Henrique, em razão de despesas ilegítimas e com excesso de combustíveis. 5. Comunicação à Receita Federal do Brasil acerca do fato descrito no item 5. 6. Determinação à atual gestão no sentido de providenciar a confecção de novo laudo, agora, emanado de autoridade técnica competente, evitando questionamentos judiciais futuros acerca da legalidade da desapropriação efetivada através do Decreto nº 15, de 14/07/2011. 7. Recomendação à gestora municipal no sentido de providenciar a alteração da Lei nº 151/2009, para excluir do rol de contraprestação dos beneficiados com o Programa Renda Mínima, qualquer forma de trabalho que beneficie diretamente a Administração Pública. 8. Recomendações à Prefeitura Municipal de Zabelê no sentido de guardar estrita observância aos termos da Constituição Federal, das normas 3 ACAL Processo TC 03039/12 – PCA PM ZABELÊ – exercício 2011.

infraconstitucionais e ao que determina esta Egrégia Corte de Contas em suas decisões, evitando a reincidências das falhas constatadas no exercício em análise. O processo foi agendado para a presente sessão, tendo sido realizadas as notificações necessárias. É o relatório.

VOTO DO RELATOR

Conclusos os presentes autos, remanesceram algumas irregularidades sobre as quais passo a tecer as seguintes considerações: •

No que concerne ao não atendimento aos preceitos da LRF em virtude de inconsistências entre os dados utilizados para cálculo da Dívida Consolidada Líquida (DCL), constantes na PCA, no RGF 2º semestre (Doc. 01834/12) e no RREO (Doc. 01830/12), este Relator, compulsando os autos, verificou, na ocasião da defesa, que a gestora providenciou o envio dos demonstrativos devidamente corrigidos e republicados por incorreção (Doc. TC nº 24508/12, fl. 23). Apesar da correção ter sido efetuada de forma extemporânea, entende-se que a eiva em tela pode ser relevada, sem prejuízo, contudo de recomendações com o fito de se determinar a observância aos preceitos da LRF pela Administração Municipal; Quanto a não consolidação do Balanço, contrariando o art. 50 da LRF, este Relator entende que, além de implicar em declaração de cumprimento parcial aos ditames da LRF, a eiva verificada enseja imputação de multa pessoal à gestora, com fulcro no art. 56, II da LOTCE-PB, sem prejuízo de recomendações no sentido de se determinar a observância aos preceitos da LRF pela Administração Municipal, principalmente no que concerne à consolidação das contas do Poder Executivo e do Poder Legislativo no Balanço Geral; No que tange a despesas realizadas com ações de assistência social, no valor de R$ 133.357,22, indevidamente registradas como aplicação em ações e serviços públicos de saúde; e, também, com relação a despesas com obrigações patronais indevidamente classificadas como intraorçamentária, este Relator entende que, embora se revistam de natureza formal, as falhas apontadas transgridem os princípios basilares da contabilidade pública, dificultando, ademais, uma correta avaliação por parte dos agentes fiscalizadores da Gestão Pública, além de constituírem em desrespeito à Lei nº 4.320/64, ensejando, portanto, aplicação de multa, nos termos do art. 56, II, da LOTCE; No tocante a despesas não licitadas, no valor de R$ 317.087,47, correspondente a 4,80% da despesa orçamentária total, verifica-se, compulsando-se os autos, que despesas realizadas com assessoria jurídica (R$ 30.960,00) e assessoria contábil (R$ 77.000,00) foram consideradas 4 Processo TC 03039/12 – PCA PM ZABELÊ – exercício 2011.

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como não licitadas. Considerando o entendimento reiterado desta Corte de Contas, no sentido de ser possível o uso de inexigibilidade de licitação para os casos em tela, depreende-se que as despesas ora mencionadas merecem ser excluídas do cômputo realizado pelo Órgão de Instrução. Sendo assim, tem-se como não licitadas despesas no valor de R$ 209.127,47, que, por sua vez, correspondem a 3,17% da despesa orçamentária do Município. Ainda, tendo em vista que inexistem questionamentos acerca da efetiva prestação dos bens e serviços contratados, este Relator entende que a presente falha, de per si, não possui o condão de macular as presentes contas. Todavia, cabível a aplicação de multa à gestora municipal, com fulcro no art. 56, II da LOTCE, além de recomendação no sentido de ser mais diligente quanto ao fiel cumprimento dos ditames da Lei nº 8.666/93; • Com relação ao não empenhamento, até 31/12/2011, do valor de R$ 30.801,31, relativo a obrigações patronais, verificou-se, dos autos, que o Órgão Técnico realizou um cálculo estimativo das contribuições patronais devidas pela Edilidade aplicando-se o percentual de 22% sobre o total da remuneração do pessoal do Município, que correspondeu, consoante a sistemática adotada, ao montante de R$ 1.863.271,63. Tem-se, no entanto, que, dentro da estimativa utilizada, podem existir verbas de caráter indenizatório sobre as quais não incidem contribuições previdenciárias. Por esta razão, considerando que esta estimativa pode gerar uma pequena margem de erro, e, ademais, tendo em vista que o valor apontado pela Auditoria como não empenhado representa, segundo os seus cálculos, 7,5% das obrigações patronais devidas no exercício em análise (fl. 297), entendo que a eiva em comento enseja comunicação à Receita Federal do Brasil para que esta, fazendo uso de sua competência, verifique a existência ou não de eventuais débitos da Prefeitura Municipal de Zabelê a título de contribuição patronal; Quanto à despesa, no valor de R$ 2.200,00, paga indevidamente, em virtude de não atender ao interesse público, este Relator, compulsando os autos, verificou que, consoante expôs a Auditoria à fl. 183, a despesa em tela se refere à locação de imóvel destinado à excursão de professores do Município. Cumpre ressaltar, no entanto, não ser cabível falar em ilegitimidade da despesa em tela, visto que esta tem como objetivo precípuo contemplar e valorizar os estudantes e professores da Edilidade. Todavia, em práticas futuras desta natureza, recomenda-se que a Gestão Municipal promova a discriminação, de forma mais detalhada, os alunos e professores favorecidos, vinculando-os, ainda, a sua respectiva unidade educacional. Menciona-se, contudo, que a gestora municipal já providenciou o recolhimento da quantia em tela, conforme Doc. TC 05037/13 anexo aos autos, de modo que resta afastada a irregularidade apontada; No que concerne à falha nos Contratos firmados com os credores Edmilson Anacleto da Silva e Helio de Lima Almeida, impossibilitando quantificar os serviços contratados/prestados, depreende-se, dos autos, que os credores em epígrafe forneceram refeições à Edilidade. O contrato firmado com o Sr. Edmilson Anacleto da Silva, no valor total de R$ 3.790,05, apresenta o valor unitário das refeições, mas não quantifica o número contratado. De igual maneira, o Contrato firmado com o Sr. Hélio Lima de Almeida, no montante de R$ 4.515,00, também apresenta o valor unitário das refeições, mas não
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quantifica o número contratado. Sendo assim, cabíveis recomendações à Administração Municipal no sentido de aperfeiçoar o controle das despesas com fornecimento de refeições, especialmente no que tange à quantidade de refeições fornecidas; • Com relação ao programa de transferência de renda (PRORENDA), estabelecendo o trabalho como contraprestação do beneficiário, representando contratação indireta de pessoal, burla aos limites de gastos de pessoal e à regra constitucional do concurso público, este Relator entende que a instituição de programas de auxílio à pessoa física em estado de necessidade deve ser acompanhada de condições que propiciem o estímulo ao desenvolvimento pessoal e profissional do beneficiado, de maneira que recomenda que a prestação de serviços de conservação, proteção e limpeza de prédios públicos não figure como contraprestação nos programas de assistência social; Quanto à ausência de informações, no SAGRES/2011, relativas a procedimentos licitatórios realizados em 2011, e à ausência de alguns extratos bancários, caracterizando não observância do art. 10 da Resolução TC nº 07/2009, este Relator, compulsando os autos, verificou que a gestora, na ocasião da defesa, encaminhou a esta Corte a documentação faltante. Sendo assim, a presente eiva encontra-se elidida; No que concerne à realização de procedimento de desapropriação de área, utilizando Laudo de Avaliação assinado por servidores municipais, sem qualificação em engenharia, conforme estabelece o art. 7° da Lei Federal nº 5.194/66, este Relator, corroborando com o exposto pelo Ministério Público de Contas, entende ser cabível a regularização as mácula com a confecção de novo laudo, emanado por autoridade técnica competente, de modo que sejam evitados questionamentos judiciais futuros; Com relação a despesas, no valor de R$ 68.897,12, pagas indevidamente, em virtude de terem ultrapassado os valores contratados, este Relator, compulsando os autos, verificou que não consta dos autos quaisquer evidencias no sentido da não prestação dos serviços contratados. Sendo assim, corroborando com o exposto pelo Ministério Público de Contas, entende-se não ser cabível a imputação de débito à gestora. Todavia, em virtude de ter sido verificada a realização de despesa sem lastro contratual, aplica-se multa com fulcro no art. 56, II da LOTCE; No tocante à aquisição de gasolina em excesso, apurado pela Auditoria em sede de Denúncia, correspondente a 3.522,80 litros, representando a quantia de R$ 9.722,90, este Relator, compulsando os autos, verificou que a eiva em tela concerne a veículos pertencentes à Secretaria de Saúde do Município. Ademais, observa-se que, em sua estimativa, o Órgão Técnico considerou, para cada veículo, uma média de percurso correspondente a 300Km/dia em 22 dias úteis em cada mês. Tendo em vista a peculiaridade do caso concreto, visto que os veículos vinculados à Secretaria de Saúde podem ser solicitados independentemente de se tratar de dia útil ou não, podendo, ainda, percorrer distâncias diversas a depender da demanda necessária, entendo que os cálculos obtidos para o excesso em tela, a saber, 3.522,80 litros, podem ser 6

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relativizados. Sendo assim, entendo que a irregularidade em comento merece ser afastada, sem que haja qualquer imputação de débito à gestora. Feitas estas considerações, este Relator VOTA no sentido de que este Tribunal: 1. Emita PARECER FAVORÁVEL À APROVAÇÃO das Contas apresentadas pela Prefeita do Município de Zabelê, Sra Íris de Céu de Sousa Henrique, relativa ao exercício financeiro de 2011, e, em Acórdão separado; 2. Declare o atendimento parcial pela referida Gestora às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal, naquele exercício; 3. Aplique multa pessoal a supracitada Gestora Municipal, no valor de R$ 2.000 (dois mil reais), por infração grave à norma legal, notadamente em relação à LC nº 101/2000, à Lei nº 4.320/64, e à Lei nº 8.666/93, nos termos do inciso II, do art. 56 da Lei Orgânica deste Tribunal, assinandolhe o prazo de 30 (trinta) dias para recolhimento junto ao Fundo de Fiscalização Orçamentária e Financeira Municipal; 4. Comunique à Receita Federal a fim de que adote as medidas de sua competência, em relação às irregularidades de natureza previdenciária; 5. Determine à atual gestão no sentido de providenciar a confecção de novo laudo, agora, emanado de autoridade técnica competente, evitando questionamentos judiciais futuros acerca da legalidade da desapropriação efetivada através do Decreto nº 15, de 14/07/2011; 6. Recomende à Administração Municipal de Zabelê, no sentido de corrigir e prevenir a repetição das falhas apontadas no exercício em análise. É o Voto.

DECISÃO DO TRIBUNAL PLENO Vistos, relatados e discutidos os autos do Processo TC nº 03039/12; e CONSIDERANDO que a declaração de atendimento parcial aos preceitos da LRF constitui objeto de Acórdão a ser emitido em separado; CONSIDERANDO o Relatório e o voto do Relator, e o Parecer do Ministério Público junto a este Tribunal de Contas; CONSIDERANDO o mais que dos autos consta; Os MEMBROS do TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAÍBA (TCE-PB), na sessão plenária realizada nesta data, decidem, à unanimidade, emitir e encaminhar ao julgamento da Egrégia Câmara Municipal de Zabelê este Parecer Favorável à aprovação das contas apresentadas pela Prefeita do Município de Zabelê, Sra. Íris de Céu de Sousa Henrique, relativa ao exercício financeiro de 2011. Publique-se. Plenário Ministro João Agripino.
ACAL Processo TC 03039/12 – PCA PM ZABELÊ – exercício 2011.

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Em 13 de Março de 2013

Cons. Fábio Túlio Filgueiras Nogueira PRESIDENTE

Cons. Arthur Paredes Cunha Lima RELATOR

Cons. Arnóbio Alves Viana CONSELHEIRO

Cons. Umberto Silveira Porto CONSELHEIRO

Cons. André Carlo Torres Pontes CONSELHEIRO

Cons. Antônio Nominando Diniz Filho CONSELHEIRO

Cons. Subst. Antônio Gomes Vieira Filho CONSELHEIRO SUBSTITUTO

Isabella Barbosa Marinho Falcão PROCURADOR(A) GERAL

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