Susan Christina Forster

O SOM DO MAL
O Poder de Dominar

FMU – FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS

SÃO PAULO Março 2008

Susan Christina Forster

O SOM DO MAL
O Poder de Dominar

Trabalho de Conclusão do Curso de PósGraduação "Lato Sensu" - Investigação em Musicoterapia Coordenação: Prof. Maristela Pires da Cruz Smith Orientação: Prof. Raul Brabo

FMU – FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS
SÃO PAULO MARÇO 2008
1ª edição - © 2008 Susan Christina Forster Todos os Direitos Reservados

"A guerra ensina a cantar, é uma fatalidade... Não deixa de soar macabramente irônico que música e guerra andem necessariamente juntas, não tanto como gêmeas que são na irracionalidade e na incompreensibilidade, mas por nos reporem ambas em nossas formas coletivas de ser. De maneira que quando guerra vem, os povos de consciência coletiva agente botam a boca no mundo, e com seus agrupamentos sinfônicos e as suas bandas principalmente, se desmandam no que, sem trocadilho, com a maior legitimidade desse mundo, se chamará de 'música de pancadaria'." (Mário de Andrade)

bem como sua utilização no Brasil. humiliation and music. abusive behavior and ill treatment involving the use of sound and music. através de uma revisão bibliográfica e documental. tortura. abusos e maus tratos envolvendo o uso do som e música. torture. inclusive assédio moral nas empresas. as well as their use in Brazil. acoustic weapons. Palavras-chave: música e guerra. assédio moral e música. O estudo faz uma breve incursão nas práticas e armamentos nãoletais. música e tortura. silêncio e tortura. music and torture. silence and torture. moral harassment and music. humilhação e música. by means of a bibliographical and documental research. armas acústicas. The paper briefly addresses nonlethal practices and weapons.RESUMO O objetivo desta monografia é identificar os métodos coercitivos atuais que se valem do som e da música (ou do silêncio). sound and war. Key-words: music and war. ABSTRACT The purpose of this paper is to identify current coercive methods that resort to sound or music (or to silence). não-letal. sound and torture. including moral harassment in the corporate environment. som e tortura. som e guerra. non-lethal. .

Ao Silvio R. Baroni .

À minha família. Christine Santini. E a todas as pessoas que direta ou indiretamente colaboraram com esta pesquisa. A todos os colegas do curso pela convivência e pelo aprendizado. Aos meus colegas da Amaral Gurgel Fischer & Forster Advogados. por seu incansável empenho e entusiasmo em me ajudar nesta pesquisa. apoio e colaboração. em especial à Angela Júlia Charette Santana. Margie. por todo amor. Mariana Joffily e à Lia Caldas de Souza Meirelles.Agradecimentos À Coordenação e a todos os professores do Curso de Pós-Graduação "Lato Sensu" Investigação em Musicoterapia da FMU. À Rose Nogueira. por sua gentil atenção. . à Priscila Carone e ao Pedro Henrique de Araripe Sucupira. Ernest. Georges. Christina. à Dra. com um agradecimento especial ao Paulo Suzuki. à Dra. Ezra e Leo. Rebecca (Mike).

.............................................................................8 2...............O SOM DO MAL O Poder de Dominar SUMÁRIO Introdução..................... Som: Tortura ....................................................................................31 4............................................................................ Explosões Sônicas ..............................Abusos ............................................................................................8 1...................................................... Som: Tortura ............ Arsenal Acústico .....Maus Tratos..........................30 3.... Ditadura Militar (1964-1985) ..............................Os últimos 60 anos.................................................................................................29 3.......5.....................................................................48 6.................................43 6.............1 Objetivos ...6 Local e Período da Busca de Dados .....................29 3......33 5.................26 Brasil ...........Maus Tratos ....................... Tortura ..... Explosivos de Luz e Som ...............32 5....................................................................................................26 3............ Círculos Vortex ....................................................................................................2......................6 Tipo de Estudo .. Infra-Som .........................24 3..........................45 6....2................................................................................................30 3.....................................................................................................................Brasil ........... Práticas não-letais ............. Ultra-Som ....2..............................................................................................1.................... Práticas não-letais ...2 Metodologia da Pesquisa ........................................6 Resultado ......25 Brasil ..Brasil.................6............................................................ O Mosquito .................................1...........17 2...................Abusos ...........................................45 6.... Alguns Antecedentes...............3................................................. Seqüestros ...23 3........50 ...................... O Silêncio ..........................Breves Considerações Gerais ..................32 Brasil ....1.42 5.......4...30 3....... Som e Metal .........................................................................................................................................................................1.. Operações de Busca......... Aparelhos Acústicos para Saudação/Chamada ........................3.......7...............................................................................................

.....Pena .......Músicas Natalinas ........ Humilhação e Situação Vexatória nas Empresas .................................................................................................... Desocupação de Áreas ..........................6.......... Helicópteros e Sirenes .....Ilustrações Anexo II ...............6...............55 7........ Delegacias Policiais (DPs)...2...........55 7........................5.....59 Anexo I ...... Alguns Fatos Curiosos ...................... Futuro: O que esperar .....1..........7.......................53 6................................4..................................................................Curriculum .................... Som ................54 7................. Som .......................56 8...................................56 Conclusão ...................................52 6......................................................57 Referências Bibliográficas ............................................................... Casas de Detenção e Penitenciárias...............................51 6...........................................

agências de inteligência e militares destinaram esforços e investimentos expressivos no aprimoramento de formas de coerção. especialmente aquelas de natureza psicológica.-1- O Som do Mal O Poder de Dominar Introdução O uso do som (ou mesmo a sua ausência. também a partir da segunda metade do século XX. . é suficiente para causar explosões de irritação. por não produzirem danos corporais visíveis. por exemplo. "menos letais"). dentre outros motivos. Som e música parecem ter servido a este propósito! No entanto. o silêncio) em práticas de tortura não é novidade de nossos tempos. com o intuito de reduzir mortes e lesões corporais e o impacto negativo de sua divulgação na mídia. atualmente designadas "não letais" (ou. Causa surpresa que a música possa ter utilidade para finalidades menos nobres. O estudo científico do som e da música no processo terapêutico tomou impulso a partir da segunda metade do século XX. que não envolvem contato. forças policiais. como preferem alguns. Acrescente-se ainda o fato de que a música está em geral associada à espiritualidade. A expressão "tortura chinesa" remete ao dilacerante gotejar d'água na testa da vítima. coerção psicológica e a utilização do som para este fim são condutas de difícil apuração e comprovação. porém. Tecnologia e Saúde. O ruído do gotejar d'água. diversão e mesmo ao prazer. E. a importância e divulgação destas condutas tende a ser restringida ou mesmo minimizada. Acrescente-se a contribuição que os recursos tecnológicos tiveram para a música e para o estudo do funcionamento do cérebro e do corpo humano e temos uma combinação promissora: Música. nem mesmo monopólio do ocidente. rituais. De outro lado.

int/Pubs/rdp. Occasional Paper No.-2- O jornalista e escritor britânico Jon Ronson cita um relatório militar norte-americano que data de 1997. que se utilizam de som. que por si só revelam a importância e a atualidade do tema. p. 3: The Contemporary Development of 'NonLethal' Weapons. Bradford Non-Lethal Weapons Research Project (BNLWRP). . Neil. Objetivos Em razão das considerações acima.asp?RDP=RTO-TR-HFM-073>. RTO-TR-HFM-073. como objetivo específico.nato. certas práticas. Jon.uk/acad/nlw/research_reports/>. Disponível em: <www.2 3 Porém. este trabalho tem por objetivo identificar os métodos coercitivos atuais que se valem do som e da música e. ao que tudo indica. The Men Who Stare at Goats. 2004. dominação ou mero abuso. Disponível em: <www. envolvendo som e música (ou silêncio) com o intuito de causar dor ou desconforto físico e/ou psicológico para fins de coerção (oficial ou não).1. Embora algumas entidades e estudos tenham se debruçado sobre este tema. muito pouco se encontra em matéria de relatos oficiais ou estudos científicos.rta. Iraque e Guantánamo. já que o desenvolvimento e o uso de armas não letais sempre esteve cercado de sigilo. investigar a eventual utilização destes 1 2 3 RONSON. p. DAVISON. Department of Peace Studies. trechos do qual teriam vazado para a Internet. University of Bradford. The Human Effects of Non-Lethal Technologies. 17. que lista 21 "armas" em diversas fases de desenvolvimento. e faz um trabalho investigativo nesta área em seu livro "The Men Who Stare at Goats"1 O grande público tomou conhecimento. nos interrogatórios de presos no Afeganistão. parecem bem difundidas e estabelecidas.brad. Agosto/2006. que de tempos em tempos vêm à tona. NATO RESEARCH AND TECHNOLOGY ORGANISATION. p.ac. é possível pressupor que os resultados pretendidos muito provavelmente estão sendo alcançados. Maio/2007. coerção e situações de abuso. através da mídia e da Internet. na medida em que certos procedimentos têm uso reiterado. Acesso em 10/6/2007. no cerco a Waco (1993) e. mais recentemente. E. do uso do som e especialmente da música em ações policiais e militares e em rotinas de tortura. como no cerco a Noriega na Embaixada do Vaticano no Panamá (1989). Acesso em 13/8/2007. Reino Unido. New York: Simon & Schuster. 203.

2007. 2007. que a música pode causar prejuízo à saúde. nacionais e estrangeiros.9 10 Denise Grocke e Tony Wigram consideram contra-indicado o uso de sons da 4 5 6 7 8 9 10 BRUSCIA. 26/1/2008. BENENZON. por sua vez. 2000. Definindo Musicoterapia. Marco Antonio Carvalho. 1988. São Paulo: 2ª edição. p. Disponível em: Acesso em: <www. uma reposta orgânica (rubor. Rio de Janeiro: Enelivros. uma resposta de comunicação e ainda uma resposta de conduta (como aprendizagem ou condicionamento). José Davison da e CRAVEIRO DE SÁ. existe consenso acerca dos múltiplos efeitos que a música provoca nos seres humanos. p. Rio de Janeiro: Enelivros. Revista Brasileira de Musicoterapia. Nº 1. Manual de Musicoterapia. indicando. BENENZON. ataques e convulsões induzidas por diferentes sons e músicas. Na medida do possível. 34-40. alertam os próprios musicoterapeutas. Rolando. Alucinações Musicais: Relatos sobre a música e o cérebro. 1996. São Paulo: Companhia das Letras. 2. Benezon em seu Manual de Musicoterapia de 1985 já afirmava que ". Contribuição ao conhecimento do contexto não verbal.>.br/portal/index. como também assim o faz Oliver Sacks.-3- recursos no Brasil.4 Benenzon. Ano I. 2ª edição. XVII Congresso Nacional da Anppom. 23. Rolando. Oliver. 1985. Sumus Editorial. Nas palavras de Bruscia. Musicoterapia e Bioética: Um Estudo da Música como Elemento Iatrogênico. uma resposta emotiva (como rir ou chorar). Rio de Janeiro: Enelivros. quanto ao uso indiscriminado da música na prática clínica e seus potenciais efeitos iatrogênicos. Kenneth E. SILVA JÚNIOR. Leomara.. secreções. Portal da Musicoterapia Brasileira.ubam. também será indicada a música ou o som utilizado em cada ocorrência. Manual de Musicoterapia. não cabe dúvida da grande potência que possui o som e o fenômeno acústico. assim. a "música nos estimula e nos acalma" e "nos leva para dentro e para fora de cada emoção humana". Neste tocante. p. descontração)..7 8 Benenzon dedicou um capítulo inteiro de seu Manual de Musicoterapia a esta questão. p. . e quando for o caso. São Paulo.mus. portanto devemos ser muito cautelosos no uso dos mesmos".php?option=com_content&task=view&id=16&Itemi. Rolando. 100-118. BENENZON. Programa de Pós-Gradução em Música . menciona que um som pode produzir o que chama de uma resposta matriz (como dançar ou marchar). 100.. e. A Natureza Polissêmica da Música e a Musicoterapia. Observa também que o uso inadequado do som pode provocar o reforço do autismo e sua sintomatologia e exemplifica. SACKS.5 6 Outrossim. Lia Rejane Mendes e SANTOS. 2ª edição.. p. Teoria da Musicoterapia. 1985.. BARCELLOS.Instituto das Artes da Unesp.

. pois como os medicamentos psicotrópicos ou drogas. Great Britain: Athenaeum Press. Tyne and Wear. Definindo Musicoterapia. Sugere o estudo criterioso dos infra-sons. na teoria e na pesquisa. provocam e mobilizam condutas e emoções não controláveis. Teoria da Musicoterapia.-4- natureza para pessoas com confusão como." 12 E. maus tratos ou mero abuso. conforme descreve. embora não venham a ser 11 12 13 14 GROCKE. em locais que abrigam pessoas com demência. provocam impacto no inconsciente do indivíduo. tanto no Brasil como em outros países. por exemplo. ainda. 32. 20-21.. além de mencionar o excesso de ruído como fator nocivo sobre o sistema auditivo. mas que também penetram e estimulam os sistemas de percepção". 1985. p. Kenneth E. cautela no uso de sons eletrônicos e. Sumus Editorial. não menos importante. 2ª edição. 2ª edição. tanto quanto daqueles que não são. Bruscia lembra dos padrões éticos que regulam e orientam a conduta de musicoterapeutas quando engajados na prática (devendo ser observados os direitos de seus clientes). DINIZ. 118. 2000. Convém lembrar que o som/música em rotinas de tortura. lembra os sons "não audíveis conscientemente.. Receptive Methods in Music Therapy.11 Benenzon recomenda.13 Aliás. p. Rolando. mas que atuam da mesma forma. 2007. em pesquisas e em armamentos não-letais que incluem som. . coerção. 50. Tony. BENENZON. p. as técnicas atualmente utilizadas na coerção. BRUSCIA. 144-196. burlando os mecanismos de defesa de seu próprio Eu. estes últimos. São Paulo: 2ª edição. especialmente das nações mais desenvolvidas. 1988. Rio de Janeiro: Enelivros.14 Tendo em vista as considerações acima. Gateshead. e Manual de Musicoterapia. o direito à saúde e à manutenção da integridade física e mental é postulado assegurado em diversos textos legais. São Paulo: Saraiva. estamos diante de uma realidade que reclama a atenção de profissionais de diversas especialidades. O Estado atual do Biodireito. já que podem ter seus sintomas exacerbados. inclusive dos musicoterapeutas. p. música e mesmo silêncio. assim como armamentos acústicos. Denise e WIGRAM. são freqüentemente utilizados em combinação ou como coadjuvantes de outras práticas e que. Rio de Janeiro: Enelivros. os seus efeitos invisíveis sobre o corpo e os vultuosos investimentos efetuados por alguns órgãos governamentais. ". Contribuição ao conhecimento do contexto não verbal. p. 4ª edição. Maria Helena. 2007. Este fato ocasiona riscos perigosos no uso de infra-sons.

patriotismo. onde música e poesia formam uma combinação. A Canção: um Canal de Expressão de Conteúdos Simbólicos e Arquetípicos. Pra mim. todos os dias. Tenho a impressão que publicar uma letra é metade de um trabalho. estética ou de qualquer outra natureza.Decisão Monocrática STJ. . 2006. p. dominação. que durante cerca de dois anos teve que aturar esta verdadeira tortura mental provocada pelo recorrente ao deixar seu aparelho de som ligado em volume alto. sistema prisional.conjur. Disponível em: <www.br/static/text/22978. nem por isto deixam de ter extrema importância quando a intenção é infligir sofrimento.1>. diariamente" (Superior Tribunal de Justiça . de questões envolvendo soberania.Militares oferecem entretenimento na Guerra do Iraque. DJ 18.. ações policiais e militares. RJ (2006/0112092-2). a utilização de tantos outros conhecidos sons na guerra (tais como as marchas militares. Revista Consultor Jurídico. assim se manifestou o Supremo Tribunal de Justiça STJ ao examinar a matéria: "o incômodo. Ano X.2006. Tampouco se propõe a endereçar o entretenimento de militares15. É um negócio filmado a cores e exibido em 15 16 17 SHOW BUSINESS . sem pretensão de esgotar o tema. decisões de tribunais e resultados de relatórios. sirenes que alertam ataques) ou os efeitos da música como elemento catalisador em cultos religiosos. Revista Brasileira de Musicoterapia. o toque de recolher.-5- devidamente reportadas ou destacadas neste estudo. acima do normal. armamentos não-letais. o transtorno. Sofia Cristina. Este estudo.09. não se propõe a uma análise ou avaliação moral. Igualmente não será objeto de análise o fenômeno das canções e suas letras cuja força e representação está vinculada à música. jurídica. Processo: Agravo de Instrumento 781831. guerra. desde a parte da manhã até as 22:00 hs. Prefiro ouvir com a música. Agravante: Juventus Tito Rodrigues de Sousa Pinheiro. o aborrecimento e até mesmo o desespero do apelado. Ademais. Goiânia: iineuro. a letra e a música vão juntas. subjugar ou dominar. 127-144. música. Relator: Ministro Massami Uyeda.estadao. DREHER. temos uma dupla sonoridade: uma trazida pela melodia e outra que é inerente à própria palavra".com. como o som e a música vêm sendo utilizados no Ocidente de forma intencional para submeter. tortura (ou mesmo maus tratos). templos e outros estabelecimentos. Lembra também uma simples e bonita explicação de Chico Buarque dada em uma entrevista: "Não acho que seja poema. Agravado: Salvador El Yachar. porém. Por exemplo: Condenado a pagar indenização por danos morais por deixar. 13 de abril de 2004. nº 8..16 Esta monografia visa exclusivamente identificar. ética.17 Alexandre Felipe Fiúza aponta que nestes casos ". Acesso em 24/05/2007. aparelho de som em alto volume. que têm gerado grande número de disputas perante o Judiciário. não serão endereçados os excessos de ruídos causados por vizinhos.

de 09 de março de 1972. São Paulo. conforme alterado. geralmente usados em eventos oficiais. conclamando à luta. teses e relatórios. serão usados de forma intercambiável. por exemplo. composições com caráter solene. é uma marcha militar. quem te adora. O Hino Nacional Brasileiro. Como muitos outros hinos.". é um dos quatro Símbolos Nacionais (junto com a Bandeira Nacional. 271f. 2001. 231. São Paulo. Faculdade de Educação. não obstante as discussões em torno de suas definições. p. Local e Período da Busca de Dados A pesquisa bibliográfica buscou autores em diversas fontes impressas como livros. Dissertação (Mestrado) .. Alexandre Felipe. . Verás que um filho teu não foge à luta. p. cuja letra se inicia com forte referência ao sonoro: "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas. Nem teme.19 Neste sentido vale uma breve menção aos hinos nacionais.Universidade Estadual de Campinas. Metodologia da Pesquisa Tipo de Estudo O método utilizado nesta monografia foi o da pesquisa bibliográfica e documental. no entanto. conforme alterada. 2007. as Armas Nacionais e o Selo Nacional). Companhia das Letras. sem temor pela morte ("Mas se ergues da justiça a clava forte. de autoria de Joaquim Osório Duque Estrada e música de Francisco Manoel da Silva. ruído e barulho. Oliver. relatórios e decisões de organizações e tribunais de proteção aos direitos humanos.18 Oliver Sacks observa. dissertações. 49-54. som e música. algumas originárias de congressos e conferências. a métrica e o canto constituem os mais poderosos recursos mnemônicos presentes em todas as culturas. e Decreto nº 70.-6- preto e branco".20 Para os propósitos deste trabalho. Lei nº 5.700. bem como canção. que a rima. Alucinações Musicais: Relatos sobre a música e o cérebro. revistas. a própria morte.274. bem como 18 19 20 FIUZA. De um povo heróico o brado retumbante.").. patriótico. A pesquisa documental centrou-se em reportagens divulgadas pela mídia impressa e eletrônica. SACKS. Entre cantos e chibatas: a pobreza em rima rica nas canções de João Bosco e Aldair Blanc. de 01 de setembro de 1971.

de órgãos e organizações governamentais e nãogovernamentais. procedeu-se a verificação do material encontrado e sua seleção em função de sua relevância (e qualidade) para o objeto do estudo. A coleta de dados foi feita no transcorrer do Curso de Pós-Graduação lato sensu "Investigação em Musicoterapia". na medida em que foram identificadas informações relevantes para esta pesquisa referentes a períodos anteriores. armas acústicas e os respectivos termos em inglês. música e tortura. No processo de identificação das fontes as seguintes palavras chaves nortearam a seleção de material bibliográfico e documental.-7- em jurisprudência e documentação oficial nacional e estrangeira. a saber: música e guerra. buscou-se primordialmente os fatos que possuam relação direta com o objeto deste estudo (e não a exegese ou o desfecho ou conclusão final do caso ou do relatório). Inicialmente foi segregado o material resultante da busca. ruído e tortura. assédio moral e música. oferecido pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). som e tortura. Ao depois. humilhação e música. Seguiu-se então a análise do conteúdo dos textos selecionados. ordenou-se o material coletado o qual foi integral e devidamente armazenado. Os dados utilizados e as fontes citadas neste estudo encontram-se organizados e fundamentados nas respectivas fontes de consulta. não-letal. Porém. Consultou-se a bibliografia e documentação produzida nos últimos dez anos. no período de março de 2007 a março de 2008. Os dados foram coletados em bibliotecas e sistemas de arquivo tradicionais e virtuais de entidades privadas. tanto nacionais quanto internacionais. de universidades. dentre outras fontes. Nas decisões (e relatórios) de organizações e tribunais de proteção aos direitos humanos e na jurisprudência nacional e estrangeira. estas também foram objeto de referência. silêncio e tortura. som e guerra. . Após a leitura e organização do resultado.

com/installation/trauma/trauma_thesis/index. BFA Honours. Chamamos esta relatividade reversível de papéis de dualidade do sinal .shtml>..C. 1442-1447.". porém.mw. Israel. José Miguel. Disponível em: <www. Nova Iorque: Viking Pinguin Group. Noise. (Apocalipse)..-8- Resultado "Noise": Do latim "Nausea"21 1. Este tema percorre o Ruído: O sinal de uma pessoa é barulho/ruído para outra e vice-versa.com/dictionary/noise>.schizophonia.com/2004/11/21/Floridian/Iraq_n_roll. 4-5.25 Bart Kosko (professor de engenharia elétrica da Universidade da Califórnia) faz também alusão à dualidade em matéria de ruído. É possível afirmar. e assevera: "Noções do que é ruim ("badness") variam de pessoa a pessoa. 14v. Disponível em: <www. 21 22 23 24 25 26 MERRIAM WEBSTER On Line Dictionary. quando Josué liderou um ataque a Jericó em torno de 1. Bart.ruído ("noise signal duality")"26. 143. ambivalência angelical e demoníaca que subjaz à música. Jerusalem: Keter Publishing House Jerusalem Ltd. 72-90254. A relação da Igreja e da religião com a música constitui todo um tópico à parte que não cabe aqui endereçar. Acoustic Trauma: Bioeffects of Sound. Definition of Noise.Fig.htm>. St. O Som e o Sentido . Acesso em: 07/01/2008. José Miguel Wisnik refere-se à ". São Paulo: Companhia das Letras. Os muros de Jericó ruíram ao som de gritos e das trombetas (ou possivelmente do "shofar". Disponível em: <www. Iraq'n roll. KOSKO. WISNIK. EUA. 2006.stpetersburgtimes. (Josué 6:4 a 6:16).400 a. University of New South Wales. Lane. Library of Congress Catalog Card No. que a dualidade Bem-Mal que permeia muitas das grandes religiões também está representada no som. 1). Acesso em: 02/07/2007. p.. já que um dos primeiros relatos na cultura ocidental do uso do som na guerra é encontrado na Bíblia. 2006. Petersburg Times OnLine Tampa Bay. 6. ENCYCLOPAEDIA Judaica. DAVIES. 2ª ed. Alguns Antecedentes Suspeita-se que Deus mesmo teria sugerido a tática22. p. 21 de novembro de 2004. O final dos tempos também promete ser ruidoso com o toque das sete trombetas e as desgraças (acompanhadas de gritos e trovões) que cairão sobre a Terra. Alex. um dos mais antigos instrumentos ainda em uso23 24 . Acesso em 16/11/2007. p. DeGREGORY. p.Uma Outra História das Músicas. .

o Inferno de Hieronymus Bosch. WILKINS. 48-59. dotada de chifres.todos fazem uso do trítono. East Sussex. p. 28 de abril de 2006. Repères Iconographiques. Nigel. após perseguir sua ninfa (Sirinx). Nigel Wilkins anota que "qualquer que seja a forma que adote. Disponível em: <www. banido pela Igreja na Idade Média. 962. WILKINS. Nigel. pintor holandês (cerca de 1450 a 1516). A pintura também é interpretada como um libelo contra a luxuria e a sexualidade e onde o barulho dos instrumentos acompanha o tormento dos condenados. Fran. cite-se Pan. Goldberg: Early Music Magazine. e que criou sua conhecida flauta. The Devil's Music.uk/2/hi/uk_news/magazine/4952646. 2006.35 27 28 29 30 31 32 33 34 35 Por exemplo. DICIONÁRIO Houaiss de Língua Portuguesa.stm>. Finlo. 2001. Gotterdammerung de Wagner. 48-49. bastante conhecido pelos músicos. FONTERRADA. LA MUSIQUE. Sua música distante e súbitas aparições assustavam pastores e passantes. Acesso em: 03/08/2007.bbc. conhecido também como "Intervalo do Diabo" ou "Diabolus in Musica"34. p. West Side Story (Maria) e o tema dos Simpsons . um susto ou medo sem motivo determinado. assustar ou dominar são encontradas na mitologia. .Fig. e daí a origem da palavra "pânico". na pintura27 . 1994. intervalo de três tons. 2117-2118. de acordo com o tempo e a circunstância".-9- Referências ao som e música ligados ao Mal (ou ao demônio) ou com a finalidade de intimidar. Great Bretain: The Element Illustrated. Encyclopedia of Animals in Nature.co. tanto para seu próprio prazer como instrumento para sedução ou dominação das almas". p. Paris: Editions Hazan. 2004. 2001. p. p. 3 É bem conhecido o dito popular "O diabo tem as melhores músicas".. 165-167. 2 e mesmo na música. São Paulo: Irmãos Vitale. 136-137. É com esta chamada que Nigel Wilkins inicia seu ensaio "The Devil's Music" ("A Música do Diabo")32 e a BBC News33 uma breve reportagem sobre um filme acerca da história do "heavy metal" que se reporta ao trítono. 1999. Goldberg: Early Music Magazine. nº 14. BBC News. The Devil's Music.28 29 30 31 Fig. East Sussex. Rio de Janeiro: Editora Objetiva Ltda. Da mitologia grega. A reportagem da BBC News cita Black Sabbath.news. no folclore. criatura semi-humana. Acreditavam os pastores que os ruídos do campo eram provocados por este deus. E reforça: "É da própria natureza do demônio assumir diferentes formas. 1ª edição. Nesta pintura os instrumentos servem para infligir sofrimentos corporais aos condenados. Marisa Trench de Oliveira. 66. p. Instituto Antonio Houaiss de Lexicografia. na literatura. transformada em uma touceira de junco para escapar do fauno. Os instrumentos de cordas são suportes onde está crucificada a humanidade destinada ao castigo eterno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. nos contos. no cinema.. PICKERING. nº 14. Myth and Spirit. o demônio sempre explorou ou apreciou o poder da música. 78-83. rabo e pés de cabra. The Devil's Music. 2001. ROHER. p. Música e Meio Ambiente. Ecologia Sonora. DICIONÁRIO Grove de Música.

1442-1447. 14v. 48-59.)36. Nimrod. 375). servindo de tortura para aumentar e realçar a agonia dos condenados. como é o caso dos sinos da Igreja. p.D. Nigel. é mais terrível que a trompa de Orlando (sobrinho de Carlos Magno que tendo retardado o pedido de socorro ao demorar em soar sua trompa provocou o massacre de sua tropa pelos mouros em 778 a. por se sentir enganado. e eis que o som de alta trompa se anuncia. A harmonia é transformada em barulho caótico (Quem não conhece a expressão "ruído/som infernal"?). Israel. 72-90254. Assim. a música está a cargo de criaturas monstruosas. Conforme representação de artistas medievais.38 E qual seria a música do diabo? Sugere Wilkins que se considerada a dualidade CéuInferno. Tradução de Jorge Wanderley.. p. cujo som. serviram para afastar demônios e deter bruxas. porém. Jerusalem: Keter Publishing House Jerusalem Ltd. com 36 37 38 "Menos que noite e menos do que dia. só muito pouco víamos em frente. Outros.. contra o seu rumo olhando fixei um ponto lá longe aparente: nem ao findar a amarga rota. . 2001. Diversos instrumentos também já foram associados ao demônio (como as gaitas de fole).Canto XXXI. quando Carlos Magno perdeu a santa gesta. o gigante caçador. ruidosa. e os músicos esqueletos que conduzem a dança da morte. Library of Congress Catalog Card No. se com base na filosofia antiga e no pensamento medieval místico. East Sussex. encorajar os algozes e assustar as almas perdidas. o flautista de Hamelin que primeiro arrebatou ratos e depois. dentre os quais. ENCYCLOPAEDIA Judaica. som tão terrível fez vibrar o Orlando.10 - Lembra Wilkins. Rio de Janeiro: Editora Record. Inferno. Goldberg: Early Music Magazine. dentre diversos exemplos de diabos mais antigos. as sereias cuja música encanta os marinheiros e os conduz à morte nas profundezas do oceano. a música do Inferno em contraste com a música Celestial seria. tanto que emudeceu por mais potente os outros sons. nº 14. p. The Devil's Music. WILKINS. em razão de seu formato. afastar o demônio e os maus espíritos. que faz soar sua trompa. as crianças.37 O "shofar". também teria poderes mágicos. Dante. a harmonia musical corresponderia a uma ordem cósmica que permite entrar em contato com o transcendental. A música encontra assim seu lugar no Inferno Cristão." (ALIGHIERI. no mais das vezes. conforme assevera Dante em sua viagem ao Inferno. 2004 . a dissonância representaria uma inversão desta ordem. A Divina Comédia.

atribuído pelos historiadores ao engenheiro grego de Alexandria.query. nos teatros. 2006. 84. Nigel.C. Ctesibius. foram reportados por gregos e árabes em documentos históricos e eternizados em um poema de 1185 ("Slovo o Polku Igoreve"). p. rabo e pés de cabra que lembram Pan e os sátiros. símbolos da desordem e do irracional. DICIONÁRIO Grove de Música.. LA MUSIQUE.com/gst/fullpage. que devastaram a região da Rússia. Disponível em: <www. os embates também contavam com o órgão hidráulico ("hydraulis"). The New York Times. São Paulo: Ed.>.11 - chifres. Os instrumentos eram os mais ruidosos à época.C. Além de instrumentos de sopro de metal. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 4 Relatos sobre gritos e sons não só para encorajar o ataque. A partir do século II A. 1994.html?res=9C0DE4DA1538F934A35754C0A9679. chamar à guerra e induzir o medo. Há registros de músicas tocando em momentos críticos. Martins Fontes.. Israel. mas também com a finalidade de intimidar. CANDÉ. 07 de julho de 2001. Q&A. Paris: Editions Hazan. com término em formato de trompa representando a cabeça de um animal.professora que ministra o curso Jogos Romanos na Universidade de Harvard. Na Babilônia foi usado para anunciar a morte e na Idade Média em excomunhões e funerais. The Devil's Music. 446 e 680. como é o caso dos gritos de guerra. Repères Iconographiques. Repères Iconographiques.41 42 43 44 Fig. instrumento da era do bronze. 165-167. 48-59. 2006.. THEY. p. 303. v. remontam à Antiguidade. enquanto se decidia pela vida ou morte de um gladiador. aterrorizaram os soldados romanos. invento do século III A. Coleman .Fig.45 Os gritos de guerra dos Polovtsys. 1442-1447. 2001.1. arenas e até em acampamentos militares. Acesso em: 09/02/2008. Paris: Editions Hazan. povos da região das estepes da Turquia. TOO. . ENJOYED WATCHING VIOLENCE AND DEATH. O "shofar" mesmo teria. 14v.5 As gaitas de fole também foram usadas com este 39 40 41 42 43 44 45 WILKINS. p. Entrevista com Kathleen M. Library of Congress Catalog Card No. 2001. foi utilizado em ocasiões festivas romanas. Roland de. p. Goldberg: Early Music Magazine. 72-90254. p. East Sussex.39 40 Na Roma Antiga os combates entre gladiadores na arena (por onde também passaram muitos Cristãos) possuíam acompanhamento musical.. LA MUSIQUE. p. consistente em um tubo. Uma História Universal da Música. semeando terror.nytimes. causar pânico e até aterrorizar. Jerusalem: Keter Publishing House Jerusalem Ltd. ENCYCLOPAEDIA Judaica. Nero tocava o órgão e seu conhecido gosto pela música originou a lenda de que teria tocado música enquanto Roma ardia em chamas (especula-se que talvez o instrumento usado tenha sido o órgão e não a lira). As trombetas dos escoceses/celtas (chamada Carnyx). dentre outros propósitos.. nº 14. assustar. 78-83.

Usina de Letras. DICIONÁRIO Grove de Música.Rio . esta guerra é minha.br/exibelotexto. 1994. que é fácil de aprender e bem belígero". esta guerra é nossa. esse é o nosso ofício: temos que ganhar!' Cantado todos os dias. noticia o uso da música para "obter a atenção belígera de seu povo" e observa "um reflorescimento um tanto assanhado do tambor. me parece bem útil para brasileiro. . Caipiras em Guerra. servir e conservar a Vitória".org/web/articles. temos que ganhar! Este é o vosso ofício. os apitos de assaltantes de floresta imortalizados em um poema épico russo ("Bylina"). Sound and Vibration Magazine. Quanto ao texto brutal. esse é o meu ofício. p. os governos recorrem à música e às canções. cacarejo não ganha guerra. Doce Música.. 01 de outubro de 2004.. Em 1944.usinadeletras. referindo-se aos Estados Unidos. 353. de autoria de Owen Murphy49: "Escrita inicialmente para um 'Victory film' da General Motors. Música. reuniões. Acoustic Noise as a Non-Lethal Weapon.) Esta guerra é sua..46 47 Fala-se do uso das matracas (instrumento de madeira com ruído semelhante ao das metralhadoras) pelos revolucionários durante a Revolução Constitucionalista de 1932 para assustar as forças Getulistas. 2006. 356-360." (Correio da Manhã .48 Em tempos de guerra. E com efeito é uma canção admirável. responsável por muitos anúncios em revistas encorajando alunos e professores a comporem canções para "salvar. escolas. times de futebol e basquete. Disponível em: <www. SANTOS. Acesso em: 28/08/2007. num instante 'Vossa Guerra' cantou em todas as rádios. p.aspx?group=10>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.less-lethal. que se refere a uma fábula do século XII. Arte. E ainda. com uma dessas melodias rítmicas dum dinamismo prodigioso que embebeda mesmo o indivíduo. Disponível em: www.php?cod=39676&cat=Artigos&vinda=S. os aviões de guerra alemães ("stukas") recorreram às sirenes durante os bombardeios rasantes sobre a população civil com o propósito de ampliar o efeito psicológico e causar pânico e prostração (1941). Mário de Andrade.12 - propósito. Mais recentemente.. Acesso em: 19/01/2008. Diz assim: 'Discurso não ganha guerra. Belo Horizonte: Editora Itatiaia. que desejas mais?.. inação não ganha guerra. Roman. ANDRADE.com. Reporta a existência de um "Advisory Committee on Music Education" e sua divisão para música de guerra que editava o boletim "Schools at War". faz uma nação ganhar a guerra.1601-1944) 46 47 48 49 VINOKUR. Segue transcrição de suas observações sobre a canção que mais se popularizou na época. e nós queremos ganhar! queremos viver! (. como o 'Tiperary' e o 'Nós somos da pátria a guarda'.. Estes apitos teriam sido utilizados até o século XVIII. Orlando Batista dos. ao levantar e ao deitar. Mário de.

Agência Nordeste. Tihuana canta Tropa de Elite e leva o público ao delírio. 12/11/2007.folha. osso duro de roer/Pega um.php?option=com_content&task=view&id=1651&Itemid=2>. pega geral.cosmo. Acesso em: 14/11/2007. Último Segundo. 24 de setembro de 2003.uol. .folha. Entrevista com José Padilha (cineasta).com. Disponível em: Acesso em: <www. Jan e ARAÚJO. Disponível em: <www. Renata. Cosmo On Line. Disponível em: <www1. O Globo. CD exalta violência de tropa de elite do Rio. PROGRAMA RODA VIVA.52 53 54 José Padilha.folha.br/folha/cotidiano/ult95u345173. "Gritos de Guerra do BOPE assustam o Parque Guinle".br/brasil/2007/11/13/hino_da_tropa_de_elite_insipirou_batalhao_de_choque_no _enfrentamento_d. Muito antes já era usada para levantar o moral desses grupos". 13 de novembro de 2007.shtml>. Apresentação: Paulo Markun.com. mas também subsistem gritos de "guerra". CONSELHO de Direitos Humanos de SP Paulo quer investigação de vídeos do YouTube. Acesso em: 01/12/2007.G. p.ig.. Rio de Janeiro. HINO da 'Tropa de Elite' inspirou Batalhão de Choque no enfrentamento de rebelião.com.com. TV Cultura.1. Acesso em: 13/11/2007.br/index.. O baterista da banda P. como bombeiros e PMs.uol.tools.13 - Em tempos de paz. tem o título "Rota-Chumbo Quente". Um destes vídeos. cineasta produtor do filme Tropa de Elite durante entrevista ao Programa Roda Viva confirmou que a música do filme é aquela utilizada pela polícia para subir o morro.>..ultimosegundo. Agência Anhanguera. BAPTISTA. Disponível em: <www.55 Mais recentemente a imprensa noticiou que o Conselho de Direitos Humanos de São Paulo pretende investigar vídeos do YouTube que fazem apologia à violência e à tortura. com suposta participação de policiais militares de São Paulo. Disponível em: <www. relatou que "a canção já fazia sucesso entre os militares. FÓRUM de Entidades Nacionais de Direitos Humanos.direitos. Folha Online. O que dizer dos gritos do conhecido Batalhão de Operações Especiais . desde o início da década. ir pra cidade dos pé junto [sic] dentro de um lindo caixão". também vai pegar você".br/diversaoarte/integraasp?id=213798>. Folha Online. PLANTA. Policiais chegam para conter motim ouvindo 'Tropa de Elite'. Paulo. 12 de fevereiro de 2008.>. agora o chumbo é quente e eles têm toda razão. Vera.56 50 51 52 53 54 55 56 THEOPHILO. Não fique aí se não quiser virar defunto.br/print?site=emcimadahora&url=http%3A%2F%2Fwww1. com fotos de policiais e viaturas durante operações e ao fundo música com sons de tiros e o refrão: "Sai da frente.BOPE (PM/RJ): "O interrogatório é muito fácil de fazer/pega o favelado e dá porrada até doer/o interrogatório é muito fácil de acabar/pega o bandido e dá porrada até matar"!50 51. A banda Tihuana compôs "Tropa de Elite" em 1999: "Tropa de Elite.. temos os gritos das torcidas.br%2Ffolha %2Finformatica%2. 05 de agosto de 2006.com. 1º Caderno. lá vem eles minha gente. 13 de novembro de 2007.org. Acesso em: 13/2/08.. 8 de outubro de 2007.

Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. cujo som leva à insanidade. "The Supremacy of Uruguay". remetendo assim às mazelas do demônio. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora. The Devil's Music. East Sussex. e de Franz Liszt. 701. SACKS. que há aqueles para os quais a música do diabo é "doce. faz alusão ao romance de Thomas Mann ("A Montanha Mágica") e a passagem em que o personagem Hans Castorp se encanta com o fonógrafo e fantasia o uso de uma canção para dominar o mundo. 58-59 e THE OXFORD Companion to Music. especialmente violinistas. como no filme "Marte Ataca". 2002. pilotando seus colegas pelas maravilhas da discoteca. Oxford University Press. White de 1933. Derek. 1999. para outros. o Inferno estaria cheio de ruído. Oxford: Alison Latham. nº 14. E na Sonata Dante. Goldberg: Early Music Magazine. menciona um conto de E. no entanto. Afirma Wilkins. Lembra as lendas dos músicos que encarnam o diabo. p. como é o caso de Paganini. Além das sereias e seus cantos.60 O crítico de música do "The New York Times". o auge da correlação da música com 57 58 59 60 WILKINS. Alucinações Musicais: Relatos sobre a música e o cérebro. Alex Ross. e registra que estes temas também foram usados no cinema. Observa que tanto Hitler quanto Stalin patrocinaram encontros similares. Sílvio Ricardo. p. São Paulo. p. . Para Ross. ademais. p.14 - Mas. BARONI.. O Interprete-Pianista no fim do milênio.. perturbadora. e DICIONÁRIO Grove de Música. Oliver. 541-542. 2001. 1994. 208-209. Companhia das Letras.57 Na Sinfonia Fausto e na Sonata em Si Menor (esta última considerada obra prima da literatura pianística do século XIX. conforme observa Derek Watson: "Uma evocação ampla e vívida do Inferno é obtida através de arrebatadores efeitos de teclado e de uso estrutural do trítono"58 59 Oliver Sacks assinala que "O tema da música sedutora mas perigosa sempre despertou a imaginação".B. pairando na brisa para seduzir a mente". segundo Wilkins. este último compositor das valsas Mephisto. 201-205. de Tim Burton. 1994. 48-59. Liszt. o Inferno se caracterizaria por silêncio completo e glacial. em que aviões equipados com alto-falantes irradiam frases musicais hipnóticas repetitivas. p. Tese de Doutorado em Artes. da Sinfonia Fausto e da Sonata Dante. com uma abordagem das lendas de Fausto ou Lúcifer) Liszt demonstrou sua habilidade na técnica da metamorfose de temas. no qual invasores são derrotados por uma música ("Indian love call") que faz com que suas cabeças explodam. se para alguns. p. 2007. Nigel. misteriosa. Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. WATSON. 282. São Paulo.

impondo proibições à difusão de certas canções. a música é um assunto de Estado. E assim deve ser. eu dancei . posando de maestro. ou muitas outras. Pode-se acaso permitir que todo aquele que o queira hipnotize outra pessoa. O que é Arte?. 6 61 62 63 64 ROSS. de 10 de fevereiro de 1948. de Paul Celean. mas para mim ela não tem nenhum. a força das canções e da própria música não foi subestimada por governos totalitários que exerceram um controle rígido negativo sobre estas formas de expressão.. E é por isso que.. 2002. Oxford University Press. os soldados marcham aos seus sons. e com ele me transporto de um estado a outro. no qual um alemão de olhos azuis. cantaram missa.15 - o horror está no poema "Death Fugue".64 65 Fig. Ediouro. A Sonata a Kreutzer. às vezes. tocaram uma dança. Na União Soviética ficou conhecido como "Decreto Histórico" uma norma do Comitê Central. este levou-o a praticar determinados atos. 334-335. ela não conclui. 2007. 1ª ed. mas de outro modo. Quem escreveu a música. por exemplo Beethoven com a sua Sonata a Kreutzer. no qual seu principal personagem (Pózdnichev) assim se expressa: "A música transporta-me diretamente àquele estado de alma em que se encontrava quem a escreveu. Lev. Lev. São Paulo: Editora 34. 2007. p. Oxford: Alison Latham. Na China. eu comunguei. e por isso tal condição tinha para ele um sentido. mas não sei por que o faço. THE OXFORD Companion to Music. bem. 1ª ed. p. . e depois faça com elas o que quiser?.62 Esta mesma preocupação incorporou no seu romance "A Sonata a Kreutzer". 8ª e 9ª Sinfonias de Shostakovich e a 6ª e 8ª Sonatas de Prokofiev.. do final do século XIX. Bem. E. tão assustador. The Rest is Noise. 2002. p."63 Neste tocante. É sabido que os nazistas baniram música com base em critérios raciais. Alex. instrui prisioneiros de um campo a cavarem suas sepulturas61. a música atingiu-os. Listening to the Twentieth Century. dentre elas a 6ª.a música também me atingiu. 514. 184-187. ainda. 83. sabia por que se encontrava em semelhante estado. e não existe aquilo que se deve fazer nesse estado de excitação. Lev Tolstoi na sua obra "O que é Arte?" expressou sua preocupação com o poder hipnótico da música. Nova Iorque: Farran. São Paulo. quando se toca marcha belicosa. p. O meu espírito funde-se com o dele. esta música também me atingiu. especialmente da ópera de Wagner. E por isso a música apenas excita. Straus and Giroux. a música atua de modo tão terrível. A censura à música e à canção durante o período militar brasileiro ainda vive na memória de muitos de nós. tem-se apenas uma excitação. músicas ou compositores ou submetendo-os à censura. TOLSTÓI. TOLSTÓI. que proibiu 42 obras.

p. fato que mereceu capa da Revista Time ("Amid bombs bursting in Leningrad he heard the chords of victory" = "Entre bombas explodindo em Leningrado ele ouviu os acordes da vitória")66 67. conforme Alex Ross. fizeram parte de um documento designado "Music Control Instruction No. tiveram efeitos decisivos na música do pós-guerra. no caso da música. que provocou comentários de que um jovem americano conhecia música alemã melhor que os alemães. Straus and Giroux. Ross cita alguns trechos do mesmo. Listening to the Twentieth Century. 2006. . termo este originado da "Divisão Psicológica de Assuntos de Guerra". ANDRADE. The Rest is Noise. Fato notório promovido por esta nova política foi a apresentação de Bernstein em Munich. O fim da 2ª Guerra foi seguido por políticas da "desnazificação" ou "reeducação" que. em 09 de agosto de 1942. 2007. College Park. ROSS. ao 65 66 67 ROSS. As políticas relativas à música. Alex. Foi assim muito ouvida nos dois lados da trincheira. Alex. 1" que pode ser encontrado no "The National Archives. Straus and Giroux. teve seus versos adaptados pelos aliados com o título "Lili Marleen" (que recebeu outras tantas paródias "de combate"). 306. Nova Iorque: Farran. Música. malgrado as tentativas do exército alemão de impedir a transmissão. conforme Ross. O projeto de libertação da mente alemã implementado pelos norte-americanos foi denominado de "reorientação". Assim. em maio de 1948. Outro conhecido ataque tático à moral alemã foi a execução da 7ª Sinfonia de Shostakovich (conhecida como Leningrado). da composição norte-americana (grande ênfase foi dada a Aaron Copland. p. 1ª ed.. que tinha por objetivo alcançar fins militares através de meios não militares e. 1ª ed. significava a promoção do jazz. da música contemporânea internacional e de outros sons para degradar o conceito de supremacia ariana. 358. Mário de Andrade lembra que a canção "Jovem Sentinela" muito cantada pelos nazistas. Mário de. as primeiras notas da 5ª Sinfonia de Beethoven encontraram correspondência no Código Morse na letra V de Vitória. p. Ray Harris e Virgil Thomson). reconfigurando-as como emblemas na luta contra a tirania. a saber: "Acima de tudo é essencial não dar a impressão de que tentamos arregimentar cultura da maneira nazista". Listening to the Twentieth Century. 2007. Maryland".16 - Relata Ross que os aliados empenharam esforços para resgatar obras primas da tradição alemã. 252-256. transmitida por alto-falantes. 348. Nova Iorque: Farran. The Rest is Noise. 246. Doce Música. Belo Horizonte: Editora Itatiaia. durante o cerco da cidade pelos alemães (que durou 900 dias).

Os últimos 60 anos O uso e desenvolvimento intencional de técnicas de tortura sem contato e mesmo de tecnologias e armamentos "não-letais" (que inclui a utilização de som) como os conhecemos hoje. 1ª ed. inclusive.17 - invés "A vida musical alemã deve ser influenciada por meios positivos e não meios negativos. 306. sempre que um respeitável criminoso Hollywoodiano se prepara para escravizar a humanidade.com/archive/2005/07/11fa_fact4?printable=true>. a dor física. Nova Iorque: Farran. Na opinião do crítico. 2007.. psicologia na guerra e no cativeiro. Foram incluídos na categoria de perigosos: Richard Strauss. E. The New Yorker. 2007. a "grande música" aliada ao barbarismo tornou-se uma prática cinematográfica. que havia transformado músicos em frágeis heróis de filmes de prestígio. . Alex. 1ª ed. remonta às décadas de 50-70 do século passado. até porque. Jane.68 Ross observa que no pós-guerra a "música clássica adquiriu uma aura sinistra na cultura popular". i. durante os anos 70.e. no Afeganistão e no Iraque. passou a dar-lhes uma aparência sádica. Alex. McCoy. p.. estes tiveram sua origem em técnicas desenvolvidas pela CIA entre 1950 e 1962. Seus trabalhos foram catalisados pela percepção de que a União Soviética e a China estavam explorando e utilizando novas técnicas de persuasão. para Alfred W. ouve música clássica para entrar no clima. Disponível em: <www. Acesso em: 09/04/2007. como os historiadores relatam. não importa quão 68 69 70 ROSS. Listening to the Twentieth Century. encorajando música que consideramos benéfica e evitando aquela que consideramos perigosa". Sustenta seu ponto de vista invocando os filmes "Laranja Mecânica" (no qual a 9ª Sinfonia de Beethoven alimenta as fantasias de violência do protagonista) e "Apocalipse Now" (no qual soldados americanos atacam uma vila vietnamita ao som de Wagner . 345-350. por fim. The Experiment. Hans Pfitzner e Sibelius. 11 de julho de 2005. The Rest is Noise. p. Para o crítico. "teremos pouca dificuldade em dar um posicionamento internacional positivo à vida musical alemã". p. Nova Iorque: Farran. Listening to the Twentieth Century. Práticas não-letais . e resulta de pesquisas científicas envolvendo. ROSS. The Rest is Noise. Straus and Giroux.70 Com relação especificamente aos recentes eventos envolvendo abusos e tortura em Guantánamo.newyorker. 2. MAYER. Straus and Giroux."Ride of Valkyries").69 2. Hollywood.

sexual e cultural. térmico.democracynow. 1 e 2 de março de 2008.financiaram pesquisas em renomadas universidades.. Revista Transcultural de Música. cria a sinergia de trauma físico e psicológico cuja soma resulta na destruição dos fundamentos da identidade pessoal". São Paulo: Editora Juarez de Oliveira. A Question of Torture: Cia Interrogation from the Cold War to the War on Terror. p. Bradford Non-Lethal Weapons Research Project (BNLWRP). Disponível em: <www. 8. Dezembro/2006. temporal.18 - extrema. Music as Torture / Music as Weapon e La Musica como Tortura / La Musica como Arma. tátil.sibetrans. 2006. 1: The Early History of 'Non-Lethal' Weapons. Nova Iorque: Owl Books. 7. Occasional Paper No. 2ª edição.isolamento. Disponível em: <www. luz e escuridão. O historiador define o termo "desorientação sensorial" como "um ataque em todos os sentidos e sensibilidades . Suzanne G. desorientação sensorial e sofrimento autoinfligido. 17 de fevereiro de 2006. Capítulos 1 e 2..71 72 Assim. canadenses e israelenses e de outros países em menor escala . Henri Holt and Company. Cornell. expressivos esforços e investimentos (na faixa de bilhões de dólares) passaram a ser destinados ao estudo da mente. Alfred W. 29 de fevereiro. Nova Iorque: Owl Books. McCOY.. Acesso em 28/2/2008. DAVISON. Pennsylvania State University e New Hampshire e resultaram em um novo enfoque para a tortura mais de cunho psicológico (e menos físico) e que atualmente se designa tortura sem contato ("no touch") ou até "torture light"73 74 75 76 77. 1ª ed. Tortura.htm> e <www. Manuela Rahal. McCOY. 7-17.com/trans/trans10/cusick_cas. A Question of Torture: Cia Interrogation from the Cold War to the War on Terror. University of Bradford. Democracy Now! The War and Peace Report.htm>.uk/acad/nlw/research_reports/>. Nº 10.brad.auditivo. p. A fusão destas duas técnicas. LLC. Dezembro/2006. cuja combinação leva a vítima a se considerar responsável pelo seu próprio sofrimento. Alfred W. Reino Unido. Neil. PROFESSOR McCoy exposes the History of CIA Interrogation. o que a faz capitular mais rapidamente.org/2006/2/17/professor_mccoy_exposes_the_history_of>. Programas desenvolvidos por serviços de inteligência e por militares . tais como Yale. Fim de Semana EU&. Valor. LLC. Department of Peace Studies. p. Nova Iorque: Owl Books.ac. calor e frio.sibetrans. CUSICK. ruído e silêncio . sobrevivência. 2006. ficar em pé.para um ataque sistemático de todos os sentidos humanos.78 (grifei) 71 72 73 74 75 76 77 78 McCOY.não só norteamericanos. 1ª ed. JURICIC. Acesso em: 06/4/2007 e 27/05/2007. McGill. From the Cold War to the War on Terror. não raro não vence a resistência de alguns homens. Paulo. . Crime de Tortura. A Question of Torture: Cia Interrogation from the Cold War to the War on Terror. 1ª ed. visual. quais sejam "desorientação sensorial" e "sofrimento auto-infligido". LLC. BAPTISTA. mas também ingleses. Assim é o terrorismo de Estado. Alfred W. McCoy conclui que a CIA reuniu dois métodos.com/trans/trans10/cusick_eng. p. Refinado através de anos de prática este método utiliza procedimentos simples e até banais . Disponível em: <www. Henri Holt and Company. Henri Holt and Company. 2003. Acesso em 10/6/2007. 2006. 8.

2006. nº 1. CUSICK. Freqüências subsônicas bombardearão o inimigo derrubando sua 79 80 81 82 McCOY. 3. Acesso em: 03/03/2008. 92.org/production/action/cjoGetFulltext?fulltextid=1674936->. 93.81 Jon Ronson dedica seu livro "The Men Who Stare at Goats" à investigação e análise das atividades desenvolvidas por certos militares norte-americanos também no campo de "operações psicológicas". RONSON. CUSICK. Henri Holt and Company. The Men Who Stare at Goats. e mais tarde no Manual de Treinamento para Honduras. extraímos dentre as diversas práticas e orientações propostas o seguinte: "O uso intencional de som consoante ou dissonante para obter respostas físicas (tanto audíveis. . "You are in a place that is out of the world…": Music in the Detention Camps of the "Global War on Terror". criada no final da década de 70 com a missão de explorar os recursos da mente. Integrantes deste grupo conhecido como o "The First Earth Battalion" acreditavam que poderiam atravessar paredes e até matar cabras meramente fitando-as. Irlanda do Norte e América Central nos anos 1970-198079 80 ..cambridge. LLC. vol. dentro de nossos transportes armados haverá música rítmica positiva pulsante de caráter organizador. A Question of Torture: Cia Interrogation from the Cold War to the War on Terror. Acesso em: 06/4/2007 e 27/05/2007. 203..g.. Nº 10. 11. que teria dado treinamento a forças policiais e militares na América Latina naquele período. Suzanne G. Dezembro/2006. New York: Simon & Schuster..journals. Disponível em: <www. Nova Iorque: Owl Books..sibetrans. 10. p. Há evidência que as técnicas desenvolvidas pela CIA fizeram parte do "curriculum" da conhecida Escola das Américas. Disponível em: <www. Partindo da premissa que as muitas referências que encontramos na Internet ao Manual do "The First Earth Batallion" têm alguma credibilidade. Music as Torture / Music as Weapon e La Musica como Tortura / La Musica como Arma. que data de 1963. Journal of the Society for American Music (2008). Jon.. Alfred W. p.htm>. 2004.htm> e <www. Enquanto isto. remetendo à organização de uma unidade militar. 1ª ed. Embora os resultados destes exercícios sejam obscuros. 2.19 - Os resultados das pesquisas da CIA foram incorporados no "Kubark Counterintelligence Interrogation Manual". acredita o autor que diversas práticas hoje em uso podem ter germinado neste grupo82.sibetrans. que data de 1983. p. quanto hipersônicas) e. Revista Transcultural de Música. fora de sincronia.com/trans/trans10/cusick_cas.com/trans/trans10/cusick_eng. todos os veículos usarão alto-falantes no ataque e tocarão rock ácido . e assim disseminados pela Ásia. aparentemente secreta. América Latina. Suzanne G.

brad.brad.ejmas. Neil. Journal of Non-Lethal Combatives. Acesso em: 10/06/2007. p. Jon. Os projetos militares envolvendo armas não-letais ganharam força a partir dos anos 80-90. Dezembro/2006. aparelhos de dentista. Occasional Paper No. gaitas de fole. Em resumo: "Rock ritmado [música] em nossos ouvidos. The Men Who Stare at Goats. Cerco a WACO: o FBI utilizou-se dos sons de cantos tibetanos budistas. Reino Unido. coelhos moribundos. Fevereiro/2000. Contribuíram também para o desenvolvimento das tecnologias não-letais a necessidade das forças policiais norte-americanas de conter com eficiência os protestos e tumultos da década de 70. Sons discordantes para eles [o inimigo]83. rotação de hélices de helicópteros. Acesso em: 06/04/2007. especialmente nas armas nucleares. . em 1993 (que resultou na morte de 76 pessoas e mais de 20 crianças)85 e. 187-188. 1: The Early History of 'Non-Lethal' Weapons. ora retardando-os ou acelerando-os. foram posteriormente impulsionados pelo desastre do cerco a David Koresh e seus seguidores em WACO.uk/acad/nlw/research_reports/>. voltados ao estudo e desenvolvimento de armamentos e tecnologias não-letais. inclusive. o novo contexto passou a exigir das forças armadas norteamericanas o uso de recursos apropriados para tropas de paz e para o controle de conflitos regionais de baixa intensidade. University of Bradford. Sugere-se. A 83 84 85 86 CHANNON.ac. mais recentemente.. porém.uk/acad/nlw/research_reports/>.20 - inteligência". Jim. o uso de mensagens subliminares. 2: The Development of 'Non-Lethal' Weapons During the 1990's. especialmente das nações mais abastadas.htm>. sirenes. 2004. Conforme relato de um dos sobreviventes. Acesso em 10/6/2007.ac. 5. Os sons eram distorcidos. Ideas and Ideals for Soldiers Everywhere. RONSON. University of Bradford.86 Atualmente. The First Earth Battalion: Dare to Think the Unthinkable. Com o fim da Guerra Fria. Department of Peace Studies. Disponível em: <www. Disponível em: <www.com/jnc/jncart_channon_0200. Texas. durante o período da Guerra Fria o foco estava concentrado na corrida armamentista. DAVISON. New York: Simon & Schuster. sendo o primeiro deles os agentes químicos. Occasional Paper No. Março/2007. raramente uma música era tocada até o final. DAVISON. diversos são os órgãos governamentais. Reino Unido. Bradford Non-Lethal Weapons Research Project (BNLWRP). Bradford Non-Lethal Weapons Research Project (BNLWRP). Disponível em: <www. trem e a música de Nancy Sinatra "These Boots are Made for Walking". pelos ataques terroristas.84 Quanto aos armamentos militares propriamente ditos. gritos das gaivotas. Consta que só a partir de 1960 um grupo de recursos passou a ser designado "não-letal". Department of Peace Studies. p. Neil.

Reino Unido. Disponível em: <www. um dos quais destinado especificamente à avaliação dos impactos em humanos das tecnologias não-letais. os militares norte-americanos são atualmente responsáveis pelos maiores investimentos em pesquisa e armamentos não-letais. The Human Effects of Non-Lethal Technologies. p. foram aprovados os "Princípios Básicos sobre a Utilização da Força e de Armas de Fogo pelos Funcionários Responsáveis pela Aplicação das Leis" que recomendou a busca de armamentos alternativos com o fim de limitar o recurso a meios que possam causar mortes ou lesões corporais. em 1986 o National Institute of Justice ("NIJ").90 Vale citar que o departamento de estudos da paz da Universidade de Bradford na Inglaterra mantém um projeto de pesquisa de armas não-letais designado "The Bradford Non87 88 89 90 JOINT NON-LETHAL WEAPONS PROGRAM . instituiu o Less Lethal Program e. Disponível em: <www.uk/acad/nlw/research_reports/>. p.brad. Em 2000.uk/acad/nlw/research_reports/>. Neil.nato.ac..87 De longe.1.88 89 Em 1990. NATO RESEARCH AND TECHNOLOGY ORGANISATION. Bradford Non-Lethal Weapons Research Project (BNLWRP).rta. 3: The Contemporary Development of 'NonLethal' Weapons. incluindo as tecnologias e recursos acústicos em uso e em desenvolvimento.ac. University of Bradford.asp>.jnlwp. Junho/1998. Reino Unido. Maio/2007. Acesso em: 10/06/2007. 2. a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) tomou a iniciativa de criar um grupo de estudo para analisar a contribuição de armamentos não-letais para a administração de crises e operações de paz. NICK. Em 1994. Occasional Paper No.asp?RDP=RTO-TR-HFM-073>. Research Report No. . RTO-TR-HFM-073. DAVISON. Agosto/2006.21 - título exemplificativo.com/acqprograms. Disponível em: <www. 26. Department of Peace Studies. Bradford Non-Lethal Weapons Research Project (BNLWRP). Acesso em: 13/08/2007. Lewer. agência do Departamento de Justiça norte-americano.Acquisition Programs (Acoustic Hailing Device and Improved Flash Bang Granade). foram instituídos três grupos técnicos voltados aos armamentos não-letais. University of Bradford. o Departamento de Defesa norte-americano instituiu o "Joint Non-Lethal Weapons Program" ("JNLWP"). em 1997. Acesso em: 10/06/2007. Dentre as justificativas para estes estudos consta a indisponibilidade de informações por questões proprietárias ou de segurança nacional. com incumbência de pesquisar e desenvolver armas não-letais e que tem dado ênfase considerável aos armamentos acústicos. 11 de outubro de 2007. coordenado pelo "Joint Non-Lethal Weapons Directorate" ("JNLWD").brad. Disponível em: <www. por ocasião do 8º Congresso das Nações Unidas para a Prevenção do Crime e o Tratamento dos Delinqüentes.int/Pubs/rdp. Acesso em: 16/11/2007. Department of Peace Studies.

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S. Parte II .com/p/articles/mi-qa3912/is_200702/ai_n18632410/print>. no entanto. enquanto que no segundo o objetivo é a destruição da subjetividade. há aqueles que questionam os efeitos propagados acerca do emprego do som ou da eficácia do seu uso com fins não-letais (quer porque as pesquisas até o momento não confirmam os resultados. 107 108 109 110 NATO RESEARCH AND TECHNOLOGY ORGANISATION. Agosto/2006. ou mesmo pelos danos físicos que podem causar.findarticles. fogo e poeira e na não contaminação das áreas onde são utilizadas.Acústicos. James R.São dispositivos multi-sensoriais que consistem essencialmente em granadas e atiradores que produzem estrondo em alto volume e clarões cujo objetivo específico é desorientar (podendo.NLT and Their Human Effects. Music as Torture / Music as Weapon e La Musica como Tortura / La Musica como Arma.Tecnologias . Disponível em: <www.htm>. ALEXANDER. Nº 10. Association of Military Surgeons of the U.nato. Rio de Janeiro: Welser-Itage: Condor. v.rta. Acesso em: 02/08/2007. Fevereiro/2007.sibetrans. 2003.sibetrans..int/Pubs/rdp. p. XXI. JAUCHEM.107 108 Suzanne G. High-Intensity Acoustics for Military Non-Lethal Applications: A Lack of Useful Systems.. enfatiza-se os efeitos no corpo humano. Explosivos de Luz e Som ("flash-bang") . Dezembro/2006. Suzanne G. No primeiro caso. Disponível em: <www.110 Segue abaixo um resumo simplificado e não exaustivo do arsenal acústico atualmente em uso: 3.asp?RDP=RTO-TR-HFM-073>.com/trans/trans10/cusick_eng. como por exemplo. Disponível em: <www. 172.com/trans/trans10/cusick_cas..htm> e <www. Acesso em 13/8/2007. . The Human Effects of Non-Lethal Technologies .Annex G . John B. perda da audição). do que sucede quando se recorre a agentes químicos. ao contrário. causar cegueira. Military Medicine. No. Acesso em: 06/4/2007 e 27/05/2007. 2. RTO-TR-HFM-073. Armas Não-Letais: Alternativas para Conflitos do Séc. quer porque seu uso em determinadas circunstâncias exige equipamento com mobilidade restrita.. Revista Transcultural de Música.25 - Apesar de amplamente divulgados e objeto de pesquisa. 136-137. por exemplo.1.1. Cusick diferencia o uso do som no campo de batalha do uso do som nas salas de interrogatório. especialmente no caso do infra-som. CUSICK.109 Outra vantagem apregoada no uso de armas acústicas consiste na boa propagação de ondas acústicas na presença de fumaça. p.

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Suzanne G. Disponível em: <www.defenseupdate. podem causar desconforto. Disponível em: <www.151dB (dependendo do aparelho). sendo destinado a uso comercial (e. conforme a distância e potência empregada. Disponível em: <www..aspx?group=10>. Nick. CNN.128 121 122 123 124 125 126 127 128 ARMAS DO FUTURO. governamental (e. Revista Transcultural de Música.discoverybrasil. University of Bradford.com/features/du-1-05/nlw-dew. Acesso em 10/6/2007.. Acesso em: 11/10/2007. TECHNOLOGY: Troops get high-tech noisemaker. Acesso em: 06/01/2008.com/armasdofuturo/galeria_armas/6/index. Arma LRAD.g. 01 de outubro de 2004.. 03 de março de 2004. Roman. Disponível em: <www.123 O uso de protetores aparentemente não ofereceria proteção suficiente. Março/2006. VINOKUR. Acesso em 27/05/2007. perda de equilíbrio. dor. CUSICK.shtml>. Research Report No.g.sibetrans.ap/>. controle de protestos. Acesso em: 06/4/2007 e 27/05/2007. Conforme alguns relatos.27 - irritante. enxaqueca e até perda auditiva (além de efeitos psicológicos como o pânico)127. Reino Unido. vômitos. Pode causar tontura. Dezembro/2006. plataformas de gás e petróleo). Roman. Acoustic Noise as a Non-Lethal Weapon. Consta no site da American Technology Corporation que o LRAD foi desenvolvido em resposta ao ataque terrorista ao navio US Cole em 2000 e é um "dispositivo acústico de saudação e advertência destinado a comunicar com autoridade. afetar comportamento e auxiliar na determinação da intenção". Bradford Non-Lethal Weapons Research Project (BNLWRP).htm> e <www.Fig.126 .. Disponível em: <www. Os israelenses criaram um aparelho com nome bastante sugestivo.less-lethal. Acesso em: 28/08/2007.com/trans/trans10/cusick_eng. Disponível em: <www.American Technology Corporation VINOKUR. alcança distâncias que podem exceder 300-500 m com som que atinge 145dB .121 122 Estes aparelhos podem também causar 124 explosões de intensa energia acústica para incapacitar e causar desorientação espacial. DAVISON. 01 de outubro de 2004.weapon. 05 de maio de 2006. Neil e LEWER.uk/acad/nlw/research_reports/>.125 O LRAD.com/trans/trans10/cusick_cas. que emite um feixe acústico de alta freqüência destinado a incapacitar pessoas. Acoustic Noise as a Non-Lethal Weapon. Music as Torture / Music as Weapon e La Musica como Tortura / La Musica como Arma.sibetrans. proteção de embarcações. Discovery Channel. NON-LETHAL DIRECTED ENERGY WEAPONS. que não é considerado uma arma. Acesso em: 28/08/2007.com. 8..ac.org/web/articles.brad.org/web/articles. produz som de alta freqüência semelhante (ou até mais forte) ao alarme de detectores de fumaça.cnn.less-lethal. www.com . Department of Peace Studies. 7 Aparelhos com características do LRAD. náusea e perda auditiva. .htm>. Outras empresas estão desenvolvendo aparelhos similares.aspx?group=10>. 35. Sound and Vibration Magazine. Nº 10. Disponível em: <www. Sound and Vibration Magazine. p. "The Scream".htm>.atcsd. em barreiras) e militar.com/2004/TECH/ptech/03/03/sonic.

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p.htm> e <www. dentre 142 143 144 DAVISON.. que causam desconforto auditivo.144 3. especialmente à noite.. Bradford Non-Lethal Weapons Research Project (BNLWRP). Explosões Sônicas .4.sibetrans.e. Nick.ac.. ataques de pânico.A informação disponível sobre a pesquisa e o uso do infra-som (i.Há pesquisas em andamento envolvendo o uso de energia acústica em freqüências inaudíveis (acima de 20 Khz).e. é possível inferir do material disponível que: 3. Disponível em: <www.nato. pressão.com/trans/trans10/cusick_cas. University of Bradford. tremores. Março/2006. Revista Transcultural de Música. dor intestinal. rompendo a barreira do som e criando "explosões". vômitos.rta. 8. sangramentos e ruptura de tecidos.Há relatos do uso por israelenses contra civis em territórios palestinos e na 1ª Guerra do Golfo de aviões militares supersônicos durante períodos sucessivos. Ao que tudo indica. 35.142 143 Com relação aos recursos abaixo.sibetrans.5. diarréia. freqüências inferiores a 20Hz) é controvertida. os resultados das pesquisas ainda não endossam a utilização do infra-som como recurso não-letal.NLT and Their Human Effects. estresse e abortos. Disponível em: <www. Acesso em 13/8/2007. Dezembro/2006. freqüência.uk/acad/nlw/research_reports/>. Infra-Som . Suzanne G. Ultra-Som .com/trans/trans10/cusick_eng. Acesso em: 06/4/2007 e 27/05/2007. Research Report No. NATO RESEARCH AND TECHNOLOGY ORGANISATION. Nº 10. Neil e LEWER. e seriam variáveis em função das particularidades de cada caso (i.htm>. em especial o uso de feixes ultrassônicos que combinados causariam freqüências audíveis e também de energias direcionadas para produzir desconforto ou dor na superfície do corpo.int/Pubs/rdp. náusea. Disponível em: <www. Department of Peace Studies..6. The Human Effects of Non-Lethal Technologies .30 - 3.asp?RDP=RTO-TR-HFM-073>. Alguns cientistas afirmam que há muita especulação e pouco de concreto nesta área. desorientação. . características do indivíduo). RTO-TR-HFM-073. podendo ser letal.. Os efeitos no corpo humano incluiriam desde incômodo. distração. sangramento de nariz.Annex G . Acesso em 10/6/2007. Reino Unido. Agosto/2006. CUSICK.brad. Tendo em vista a dificuldade de direcionamento e a energia exigida. Music as Torture / Music as Weapon e La Musica como Tortura / La Musica como Arma.

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39. A História da Tortura.com.".. Apesar de vedada pela Constituição de 1988. Inc. dos instintos sádicos do torturador ou mesmo da multidão)156 157. 33ª Edição..158 A partir de meados do século XVIII e começo do XIX. Doutrina Jus Navegandi. A História da Tortura..com. Acesso em: 06/01/2008.daqueles que abriram. Tortura: Breves Considerações Gerais A tortura foi historicamente utilizada como meio de obtenção de provas (através da confissão e delação) e informações e como pena (satisfação do crime e.é simples. Dezembro/2004. Brasília. 2007. . desaparecendo então os suplícios. E. e para atingir nele algo que não é corpo propriamente". anatomista imediato do sofrimento: os guardas. Daniza Maria Haye. p. Vigiar e Punir. Dezembro/2004. Acesso em: 01/10/2007.159 Brasil: No Brasil.jus2. se exerce? A resposta dos teóricos . os médicos. definindo-se uma nova moral ao próprio ato de punir: "Não tocar mais no corpo. sobre o que.asp?id=8505>.uol. as disposições .. os psiquiatras. um exército inteiro de técnicos veio substituir o carrasco. verificou-se uma modificação nas práticas punitivas. o intelecto. 12 -18. Maio/agosto 2001. Acesso em 01/10/2007. Disponível em: <www. do período escravagista e das ditaduras. pela legislação ordinária e por convenções internacionais subscritas pelo Brasil. aduz mais adiante: "Se não é mais ao corpo que se dirige a punição. sobre o coração. Michel. MANNIX. o período que ainda não se encerrou . Cecília Maria Bouças.. a tortura é "prática social solidamente incorporada à nossa tradição cultural"160.32 - 4. Nº 14. Para Michel Foucault as práticas punitivas se tornaram pudicas. Disponível em: <www. profundamente. herança dos métodos da inquisição..gov. os psicólogos. em suas formas mais duras. COIMBRA. Daniel P. quase evidente. "Para efeito dessa nova retenção.br/revista/numero14/artigo1.".pdf >. Nova Iorque: Dell Publishing Co. BIAZEVIC. Petrópolis: Editora Vozes. p.br/doutrina/texto. ou o mínimo possível. para alguns. The History of Torture. sendo esta a razão dos suplícios serem públicos. os capelães. Tortura no Brasil como Herança Cultural dos Períodos Autoritários. Pois não é mais o corpo. . E.cjf. Daniza Maria Haye. Revista CEJ. a vontade. 5-13. os educadores. p. A expiação que tripudia sobre o corpo deve suceder um castigo que atue. então. é a alma. Disponível em: <www. que passaram a ser menos físicas.uol. ainda. 2ª edição. por volta de 1.jus2. Dir-se-ia inscrita na própria indagação. FOUCAULT. Foi por séculos a tortura também empregada (inclusive no Brasil) contra aqueles que afrontavam o poder.br/doutrina/texto. 1983. no entanto.asp?id=8505>. Doutrina Jus Navegandi.780. são constantes as denúncias sobre sua 156 157 158 159 160 BIAZEVIC.

Revista CEJ.161 162 163 164 Uma pesquisa encomendada por Veja por ocasião do lançamento do filme Tropa de Elite constatou que 51% dos espectadores . Constituição Federal (1988). Desumanos ou Degradantes de 1984. Cecília Maria Bouças. Prevenção e Controle da Tortura no Brasil. geralmente cumulado com outras práticas destinadas a atacar o indivíduo sensorialmente (e. Veja.>. Art. que incluíam ruído 161 162 163 164 165 166 BRASIL. 5º. BRASIL. de 15 de fevereiro de 1991. Brasília.desaprova a tortura com o fim de obter confissões.br/revista/numero14/artigo1.165 Um relatório recente da Organização das Nações Unidas alerta acerca da tortura no País.. Committee against Torture. Julho/Dezembro 2001. Convenção das Nações Unidas Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis.org/portugues/index. Reino Unido.. luzes). p. Psicologia em Estudo. só a realidade.veja.com. alternância de temperatura.33 - prática cometida em geral por forças policiais.cjf.01. Lei nº 9. Acesso em: 06/01/2008. Som: Tortura . aprovada pelo Decreto Legislativo nº 5.g. v. 27/2/2008. com a redação da Lei nº 10. Edição 2030. de 07 de abril de 1997. 17 de outubro de 2007. 11-19.Maus Tratos São diversos os relatos na imprensa e provenientes de organizações de direitos humanos acerca do uso de som ou sua ausência na tortura e nas prisões (não só pelos norteamericanos). Maio/Agosto 2001. posições de stress.php?option=com_content&task=view&id=986&I. 23 de novembro de 2007. Gorete. UNITED NATIONS. Nº 2.com.abril. de 2003 (Define os crimes de tortura e dá outras providências). Disponível em: <www. a Corte Européia de Direitos Humanos examinou procedimentos utilizados durante interrogatórios pelos ingleses. Disponível em: <www. p. Tortura Ontem e Hoje: Resgatando uma Certa História. agentes penitenciários e funcionários de centros de internação de adolescentes. no caso Irlanda v. MESQUITA.br/171007/p_080.2008.741.166 5.pdf >. III e XLIII. Nº 14. Nos anos 70.455. de 23 de maio de 1989 e promulgada pelo Decreto nº 40.386. isolamento.scielo. COIMBRA.nevusp. Cecília Maria Bouças. de 31 de maio de 1989 e promulgada pelo Decreto nº 98. Tortura no Brasil como Herança Cultural dos Períodos Autoritários.Abusos .br/scielo.. A realidade. Disponível em: Acesso em <www. Marcelo. privação de sono.shtml>.uma apertada maioria . de 09 de novembro de 1989. 5-13. Acesso em: 07. COIMBRA. Acesso em: 30/10/2007. Report on Brazil produced by the Committee under Article 20 of the Convention and Reply from the Government of Brazil. encapuzamento. aprovada pelo Decreto Legislativo nº 4. CAT/C/39/2. . Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura concluída em Cartagena em dezembro de 1985.gov.. 2007. Núcleo de Estudos da Violência. Paulo e MARQUES. 6.php?script=sci_abstract&pid=S141373722001000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=pt>. Disponível em: <www. CARNEIRO.

1.nsf(symbol)CAT.unhchr.HUDOC Collection (ECHR Document Collections).ch/tbs/doc. 1. Uma das vítimas desenvolveu hipersensibilidade a ruído a ponto de se incomodar com o som de um pente ao ser colocado sobre a prateleira do banheiro. UNITED NATIONS. Concluding observations of the Committee against Torture: Israel. A/52/44. EUROPEAN COURT OF HUMAN RIGHTS. Acesso em: 07/01/2008.com/World/meast/9909/06/israel. Office of the High Commissioner for Human Rights.asp?id=8505>. CNN. posições dolorosas. Inhuman or Degrading Treatment or Punishment. Ordinary People. Disco Inferno. Disponível em UN Search: www. items 19. Disponível em: <www. Moustafa. Ireland v. de ar comprimido escapando e de helicópteros. BIAZEVIC.br/doutrina/texto. 26 de dezembro de 2005. .com/doc/20051226/bayoumi>. Doutrina Jus Navegandi. Acesso em: 27/01/2008. Alguns interrogados se lembram de ruídos de turbinas de avião. 06 de setembro de 1999.5310/71 [1978] ECHR 1 (18 de Janeiro de 1978). 15.54. L'Institut de haute etudes internationals et du developpement. Disponível em: <www.jus2.167 Os irlandeses detidos recordam que a submissão ao ruído foi de tal ferocidade que acabou sendo para eles a pior parte do sofrimento. Disponível no European Court of Human Rights Portal . California: University of California Press. ISRAEL Supreme Court bans interrogation abuse of Palestinians. Disponível em: <hei. 04 de julho de 2001. encapuzamento. o uso de música em alto volume por períodos prolongados durante interrogatórios já havia sido questionado pelo Comitê contra Tortura das Nações Unidas em 1997.unhchr.cnn.ch/~clapham/hrdoc/docs/terrorisraeljudgment. Unspeakable Acts. UNITED NATIONS. Convention Against Torture and Other Cruel.34 - incessante (durante uma semana). The United Kingdom . 96. Disponível em: <www. Ao que tudo indica usou-se ruído apenas e não música. Geneva. Acesso em: 25/09/2007. 20.uol. sacudidas e baixas temperaturas)170 171 172 173 174 Um relatório produzido pela organização Human Rights Watch em 1994 já descrevia o uso da música durante interrogatórios pelas forças de segurança israelenses e oferece mais 167 168 169 170 171 172 173 174 CONROY.nsf/0/69b6685c93d9f25180256498005063da?Opendocument>.edition. Committee against Torture. Acesso em 12/10/2007. Dezembro/2004. An Examination of the Practise of Torture in Three Democracies. The Graduate Institute.Add. Consideration of Reports Submitted by States Parties under Article 19 of the Convention. BAYOUMI. p. p. The Nation. Acesso em: 01/10/2007. em sessão plenária. Disponível em UN Search: <www.com. THE Supreme Court of Israel sitting as the High Court of Justice. Daniza Maria Haye. The Dynamics of Torture.unige. p.pdf>.e. 09/05/1997... considerando inclusive a combinação de outros procedimentos (i.com.C. John.thenation. sibilante e em alto volume. ameaças. Addendum Israel. privação de sono. CAT/C/54 Add.torture/>. Em realidade. 2001. 6-42. Acesso em 27/1/2008. Há referências a ruído contínuo e monótono. A História da Tortura.168 169 O uso de música em alto volume (dentre outras práticas) durante interrogatórios pelas forças de segurança israelenses também foi submetido em 1999 ao crivo da Suprema Corte de Israel. 253-260.En?Opendocument>.ch/tbs/doc.

E ainda. acordeão e tambores foram tocados. para alguns bizarra e não familiar. a semelhança dos sons usados em filmes de terror e também a intercalação de silêncio com música em alto volume (com muitos instrumentos tocando ao mesmo tempo. Junho/1994. espancaram. Conforme depoimentos dos interrogados. quando encapuzado e submetido a música em alto volume. cada um deles em tempos diferentes). Acesso em: 27/05/2007. O programa musical variava nas diversas alas de interrogatórios.. nem no rádio). Disponível em: .176 Em 2000. ROHTER. com variação do tempo.folha. estes acreditavam tratar-se de música clássica ocidental ou operística. Consta que a operação foi conduzida de forma metódica. Torture and Physical Abuse by the Security Forces. como em um pesadelo ("música de terror").2008. muito aguda. The New York Times. que ao final era repetida com som de tambores e guitarras. embora parecida com música clássica. Acesso em: 28/01/2008. grupos paramilitares entraram em El Salado.htm>. Colombians Tell of Massacre.hrw. Larry.hrw. acompanhada de uma voz fraca. Palestinian Self-Rule Areas. Disponível em: <www1. O uso por grupos paramilitares de música em alto volume com o intuito de ameaçar e intimidar também é reportado pela Anistia Internacional em um episódio acontecido em 2004.175 As forças de segurança da Aliança Palestina também foram acusadas de usar música em alto volume e outras técnicas semelhantes àquelas usadas pelos israelenses durante interrogatórios.02. Um detido teria dito que a música era um fragmento de música clássica. Disponível em: <www. uma pequena vila na Colômbia e. Os paramilitares torturaram.org/reports/1994/israel/>. Acesso em 21.com. São descritos sons de mulheres gritando ou brincando com crianças. Um detido informa que foi amarrado à tubulação na parede e ao ouvir a música a sensação era de que iria morrer. Violão. mas sempre no mesmo volume.uol. as Army Stood By. Larry. e ROHTER. Exército tolera massacres na Colômbia. Torture and Ill Treatment. não natural.br/fsp/mundo/ft1507200009. As Forças Armadas e policiais mantiveram-se à distância. esta parecia estranha. durante três dias realizaram julgamentos informais. em clima de festa macabra. Israel's Interrogation of Palestinians from the Occupied Territories. jamais tinham ouvido música assim (nem na televisão. HUMAN RIGHTS WATCH. Os paramilitares ordenaram bebidas e música e iniciaram a violência. 14 de julho de 2000. rápida e em alto volume. 15 de julho de 2000. Disponível em: <www. dentre outros instrumentos.35 - detalhes. ora muito rápido e ora lento. esfaquearam e assassinaram 36 pessoas consideradas simpatizantes da guerrilha esquerdista.org/reports/1997/palestina/Israel-05. Alguns interrogados afirmam que. Folha Online.177 178 179 175 176 177 HUMAN RIGHTS WATCH.htm>. Há referência a uma fita cassete.

quatro.query.org/en/alfresco_asset/0f5c371d-a2c9-11dc-8d746f45f39984e5/amr230332006en.html>. cinco. AMNESTY INTERNATIONAL.uk/portuguese/cultura/story/2003/08/030820_kwaitofr. Outubro de 2003. foram forçados a ouvir música da preferência negra (por exemplo: rap e ritmo sul-africano kwaito. Acesso em: 14/12/2007.>. Acesso em: 31/10/2007.veja. 01 de agosto de 2001. viva Pinochet. Disponível em: <www. International Scrutiny. Europa em Choque: seus jovens foram torturados. do filme XXX ("Bodies") e rock.pdf>. dois. Concerns in Europe and Central Ásia: July to December 2002 Denmark. suspeitos de traição. EXTREMISTAS sul africanos são torturados com rap. três. viva Pinochet.html?res=9A00E1DE173BF937A25754C0A9669C8. o negrinho não comove)". a fiação das luzes era ligada ao equipamento de som que tocava música em alto volume quando as luzes se acendiam. Veja Online.. BBC Brasil. nove. Disponível em: <www. morte aos judeus. ALTERNATE Report to the Third Periodic Report Submitted by the Colombian State to the Committee against Torture. Raul Justes. que seria uma mistura de hip hop e ritmos tradicionais sul africanos) incessantemente e em alto volume e que estes alegaram que estavam sendo submetidos a tortura psicológica.br/010801/p_052. a morte gli ebrei. Depois da confusão em Genova.com.180 Um relatório da Anistia Internacional de 2002 informa que em um distrito policial da Dinamarca. Acesso em: 25/09/2007. LOPES.org/library/Index/ENGEUR010022003?open&of=ENG-EST>.pdf>. os policiais cantarolavam uma música horrenda que acabei decorando: 'Uno. nove. a BBC noticiou que prisioneiros de guerra no Iraque estavam sendo expostos a longos períodos de música repetitiva.181 A BBC noticiou em 2003 que extremistas brancos presos.shtml>. 20 de agosto de 2003.com. ANISTIA INTERNACIONAL.36 - Da Europa vem notícias de abusos em delegacias italianas com canções com letras racistas.8m2 destinados a abrigar detentos. cinque.. sete. sem ventilação ou iluminação. sette. sei. tre. aparecem histórias sobre o que aconteceu nas delegacias italianas.com/gst/fullpage..amnesty. quattro..amnesty. Disponível em: <www. sendo o repertório favorito as trilhas sonoras das séries infantis Vila Sésamo e Dinossauro Barney ("I Love You"). Acesso em: 30/1/2008. Colombia Fear and Intimidation: The dangers of human rights work. otto.abril. il negretto non commuove' (Um.182 Também em 2003. O objetivo seria 178 179 180 181 182 <www. . Disponível em: <www.org/pr/colombia. Comisión Colombiana de Juristas. resultado de protestos em Genova durante um encontro do G-8 em 2001: "Enquanto nos batiam.hhri. seis. Acesso em: 06/02/2008. oito. due.bbc. especialmente do Grupo Metallica ("Enter Sandman"). Disponível em: <www.co. Acesso em: 30/01/2008.nytimes. em pequenos quartos de 2.

12 de junho de 2005.uk/portuguese/noticias/2003/030520_prisioneiroaf.00.37 - reduzir a resistência dos prisioneiros através da privação do sono e de música culturalmente ofensiva.00. exploração de fobias (e. 20 de maio de 2003. Time.time.shtml>.184 185 186 Mohamed Farag Bashmilah denunciou ter sido detido nas prisões conhecidas como "buracos negros" entre outubro de 2003 e maio de 2005.188 183 184 185 186 187 188 SESAME STREET breaks Iraqi POWs. Disponível em: <www. Disponível em: <www.amnesty. 24 horas por dia.salon. Disponível em: <www. Acesso em: 15/07/2007.org/library/Index/ENGAMR511892006?open&of=ENG-USA>.co.htm>. Salon. Disponível em: <www. nos quais alto-falantes emitiam continuamente ruído branco ou música rap. Os relatos mencionam também o uso de luzes estroboscópicas. AMNESTY INTERNATIONAL.183 Outra notícia de impacto foi o relato da Revista Time em 2005 sobre o tratamento dado em Guantánamo entre 2002-2003 ao prisioneiro Mohammed al-Qahtani.org/english/docs/ 2005/12/19/afghan12319_txt. Adam e DUFFY. mantidos em total escuridão e submetidos a música rap e heavy metal e outros sons em alto volume por semanas seguidas (são citados Eminem. Close Guantanamo. Acesso em 27/05/2007. Mark.bbc. privação de sono. Inside the Interrogation of Detainee. Acesso em: 15/07/2007..uk/2/hi/middle_east/3042907. Disponível em: <www. ZAGORIN. Disponível em: <www.stm>. Acesso em: 07/01/2008.. .1071284. Acesso em 18/12/2007.web.co. BBC News. Torture and Other Ill Treatment.com/time/printout/0.187 Prisioneiros detidos em Kabul entre 2002 e 2004. Inside the CIA's notorious "black sites".bbc. com as luzes constantemente acesas.news.time. Disponível em: <www. medo de cachorros) e de questões culturais (remoção de roupas e barba). sufocamento por água. Dre). Acesso em 15/07/2007.1071230.html>.hrw.8816. Time. U. TIME EXCLUSIVE: Inside the Wire at Gitmo.com. Acesso em: 24/05/2007. Guantánamo. sem comida ou bebida. 14 de dezembro de 2007. 20 de maio de 2003. "ruído branco" (i. Considerado o possível 20º seqüestrador (do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001). HUMAN RIGHTS WATCH.S. AI Index: AMR51/189/2006. EUA usam heavy metal para amolecer prisioneiros. foi submetido a procedimentos que incluíram desde longos períodos de isolamento. SlimShady e Dr. Operated Secret 'Dark Prison' in Kabul. 08 de dezembro de 2006..com. Michael. 19 de dezembro de 2005.com/news/feature/2007/12/14/bashmilah>. BENJAMIN.g. BBC Brasil. que os relatórios definem como som em alto volume que não se pode distinguir) e música contínua em alto volume (especialmente Christina Aguilera).8816. 12 de junho de 2005. USA.com/time/printout/0. em local conhecido como "Prisão Escura" ou "Prisão da Escuridão" ("Dark Prison" ou "Prision of Darkness"). 063.html>. relatam que foram acorrentados a paredes.e.

html>. Turquia. 9 O próprio FBI manifestou preocupação com o uso de luz estroboscópica e música em alto 189 190 191 192 193 EUROPEAN COURT OF HUMAN RIGHTS: . FBI Documents .193 O Efeito Bucha seria causado por luz estroboscópica de alta intensidade que pulsa próximo à freqüência do cérebro humano causando vertigem. 146-148.hrw. 32578/96 e 32579/96. Bradford Non-Lethal Weapons Research Project (BNLWRP). p. FBI alertou sobre abusos cometidos por militares em Guantánamo.br/extra/2004/12/21/e2112511. marciais.com. Department of Peace Studies. na pequena cidade de Al-Qā'im. Acesso em 10/6/2007.htm>. . Neil e LEWER. . Acesso em: 20/06/2007. University of Bradford. Maio/2005. Avistou um militar manipulando luzes fortes que piscavam enquanto o som reverberava nas paredes de aço do contêiner. São citadas músicas militares.aclu.189 190 Jon Ronson menciona um relato que recebeu de um jornalista da revista NewsWeek que esteve no Iraque em maio de 2003. Turquia. Julgamento . Application No. Applications Nos. Nick. Human Rights Watch. p. Julgamento . Turkey: Isolation and Beatings in New Prisons Must Stop Now. O jornalista descreveu um conjunto de contêineres mantidos por militares norte-americanos em uma área atrás de uma estação de trem no Iraque.Jornal do Brasil. Final 24/03/2004. 56003/00. Jon Ronson levanta a hipótese de os militares estarem simulando o que no jargão próprio destes se designa "Efeito Bucha". que parecia uma estranha discoteca. 21 de dezembro de 2004.Strasbourg. Este fenômeno foi detectado pelos militares norte-americanos na década de 50 com a queda de helicópteros na Somália sem razão aparente. desorientação e vômito. The Men Who Stare at Goats. New York: Simon & Schuster.Caso ASAN e Outros v. Concluiu-se que o movimento das hélices causava efeito estrobo na luz do sol e quando se aproximava da freqüência do cérebro humano interferia com a capacidade de coordenação com o resto do 192 . DAVISON.Caso Çolak and FILIZER v.Strasbourg.Strasbourg. 2004.org/torturefoia/released/22004. tontos e debilitados e perdiam o controle. JB Online .ac.org/english/docs/2001/01/09/turkey227.uk/acad/nlw/research_reports/>. Disponível em: <www. Acesso em 21/02/2008.Caso Elci e Outros v. Applications Nos. Research Report No. os pilotos sentiam-se nauseados. nacionalistas e músicas árabes. Ouviu música em alto volume que se repetia (com som metálico) que reconheceu como sendo "Enter Sandman" (Metallica).. 06 de janeiro de 2001. Turquia. Disponível em: <www.38 - Prisioneiros na Turquia também alegam que foram forçados a ouvir música em alto volume e gritos.Fig. 31/07/2007.191 volume durante interrogatórios. Acesso em: 25/11/2007.jb. 7.Released by the Government 12/15/04. Julgamento . 117-121.html>. Jon. 23145/93 e 25091/94. RONSON. 12. Reino Unido. 13 de novembro de 2003. Após voarem normalmente por algum tempo. 08 de janeiro de 2004.quest1. released by the ACLU 12/20/04. . Disponível em: <www.brad. Disponível em: <www. Final 08/04/2004.

com/articles. It has to start sometime. Acesso em: 03/03/2008. não obstante. Peisner cita a Banda Rage Against the Machine (Up and Under .) este "as a favorite for both psyching up U. CUSICK. cita que em 2002-2003 os interrogadores colocavam gravações do Alcorão. PEISNER.It has to start somewhere.. 2. 147. pela fome e pela mente que divaga. resultam vencidas.org/transcripts/2007/09/14/07?printable>. Journal of the Society for American Music (2008)..S. Bruce Springsteen (Born in the U. 14 de setembro de 2007. alto volume. medidas de segurança foram instituídas para proteger os pilotos.cambridge. Suzanne G.journals. Utilizou-se de técnicas de enfrentamento. Acesso em: 18/09/2007. War is Loud. até cantando junto com ela.djpeisner. Enfatizam-se as músicas pró-americanas: Neil Diamond (America . Disponível em: <www. que havia sido treinado para resistir a técnicas de interrogatório. pelo cansaço.. .. Dezembro de 2006. they are coming to America. New York: Simon & Schuster.195 196 Interessante o relato apresentado por Suzanne G. 2004. THE SOUND of Pain. What better place than here. On the Media. que eram em seguidas "afogadas" por música em alto volume. mas que.Let the bodies hit the floor. que a música tinha por finalidade mascarar seus pensamentos e impedi-lo de ter os seus próprios. soldiers and psyching out enemies and captives".On the boats and on the planes. p. repetição e conteúdo ofensivo (no caso. Dentre as músicas com conteúdo agressivo. 19-23.onthemedia.. Após estes acidentes. dentre outros motivos..New York Public Radio. Jon.). Spin Magazine. David. Sabia. Acesso em 15/11/2007. porém. Disponível em: <www. No seu artigo "War is Loud". The Men Who Stare at Goats. produzido pela WNYC . detido por 97 dias em meados de 2006 no Iraque. Tal fato também o abalou e escutar música que ouvia em casa levava-o às lágrimas.A. Cusick de um norte-americano veterano da Marinha.197 194 195 196 197 RONSON.S.org/production/action/cjoGetFulltext?fulltextid=1674936->. p. era impossível por vezes resistir à música que lhe era familiar.html>. vol. p. What better time than now.39 - organismo. 87-92. por vezes.) e Eminem (White America). nº 1. "You are in a place that is out of the world…": Music in the Detention Camps of the "Global War on Terror". que incluem falar com si próprio em voz alta e animadamente e outras formas de ocupar a mente mas que. à religião muçulmana).) e o grupo Drowning Pool (Bodies .194 David Peisner entrevistou diversos ex-detentos e interrogadores e concluiu que no caso de Guantánamo as músicas eleitas tinham as seguintes características: agressividade. Disse que de início era irritante. Disponível em: <www.

14 de maio de 2004. No caso do sofrimento psicológico.onthemedia. 24. Journal of the Society for American Music (2008). produzido pela WNYC . Cruel. Treatment: Legal Requirements and Health Consequences. HUMAN RIGHTS WATCH.library/documents/reports iraq-medical-consequences-of.int/Pubs/rdp.org/library/index/engamrs511452004>. 28. reporta que para um de seus clientes (Binyam Mohammed) o pior sofrimento foi o psicológico. 10. 88 e 107. Disponível em: <www. 130. p. On the Media.amnesty. Acesso em: 07/01/2008. em alto volume. Torture and Ill Treatment. por referência. p. ou mesmo intermitente (iniciado e interrompido de forma aleatória). CUSICK. Disponível em: <www. Israel's Interrogation of Palestinians from the Occupied Territories. 11. John. Degrades us all. "You are in a place that is out of the world…": Music in the Detention Camps of the "Global War on Terror". em torturas e celas. Cuba's Repressive Machinery. AMNESTY INTERNATIONAL. 8. Acesso em: 21/07/2007. 11 e 13.amnesty.New York Public Radio. Unspeakable Acts. Acesso em: 03/03/2008.201 202 203 204 205 206 207 208 209 210 211 212 213 198 199 200 201 202 203 204 205 206 THE SOUND of Salvation. Disponível em: <www. mas sabe-se o que será e sua duração. 54. Human dignity denied. Acesso em 13/8/2007. 66. 22-23. 38..NLT and Their Human Effects.. Torture and Accountability on the War on Terror. Acesso em: 24/05/2007. CONROY. 10. é extensamente relatado por detidos durante interrogatórios. AMNESTY INTERNATIONAL. 26. Stop torture and ill-treatment in the War on Terror.org/reports/1999/cuba/Cuba996-01. 2. Disponível em: <www. nº 1. 14 de setembro de 2007. a consciência de estar perdendo controle era muito mais assustadora.pdf >. contínuo e repetitivo. dentre outras práticas. Torture and Ill.asp?RDP=RTO-TR-HFM-073>.hrw.org/reports/1994/israel/>. AI Index: AMR 51/145/2004.org.rta. Disponível em: <www. incorporando-se. Disponível em: <www. An Examination of the Practise of Torture in Three Democracies. Agosto/2006.Annex G .199 200 O uso de som em alto volume (música ou outra forma de sons/ruídos). PHYSICIANS FOR HUMAN RIGHTS. California: University of California Press. The Dynamics of Torture. vol.org/production/action/cjoGetFulltext?fulltextid=1674936->. 24 horas por dia durante 20 dias).journals. é terrível. p. Acesso em: 18/09/2007.40 - O advogado Clive Stafford Smith que representa mais de três dezenas de ex-detentos de Guantánamo.org/library/index/engACT400102005?open&_of=eng-313>.198 O medo de perder a sanidade mental também foi relatado como assustador por um dos torturados no caso dos irlandeses e pelo norte-americano detido para interrogatório. 2001. ou mesmo total escuridão. 4.physiciansforhumanrights. Interrogations. 01 de agosto de 2005. nos casos retro citados. . Junho/1994. The Human Effects of Non-Lethal Technologies . p. exemplos adicionais. 27 de outubro de 2004.org/transcripts/2007/09/14/08?printable>. Disponível em: <www. na opinião deste ex-detento. constantes ou piscando. Disponível em: <www. A dor física. Acesso em: 19/07/2007. Suzanne G. conjugado com o uso de luzes. que incluía drogas e música (Eminem.htm>. 48.cambridge. Acesso em: 27/05/2007.nato. AI Index: ACT 40/010/2005. RTO-TR-HFM-073. NATO RESEARCH AND TECHNOLOGY ORGANISATION. United States of América. Ordinary People. 27. Inhuman. HUMAN RIGHTS WATCH.hrw.

Acesso em: 03/03/2008. Disponível em: <www. MEDICAL FOUNDATION FOR THE CARE OF VICTIMS OF TORTURE. The Experiment. lembra do efeito do ritmo e do som da guitarra sobre os seus ossos e da vibração do ar sobre o corpo. 26 de dezembro de 2005. Dezembro de 2006.newyorker. CONROY. PHYSICIANS FOR HUMAN RIGHTS. "You are in a place that is out of the world…": Music in the Detention Camps of the "Global War on Terror".org. Journal of the Society for American Music (2008). 10 É conhecida a expressão "bombardeio de luz e som". Acesso em: 03/08/2007. 47. 87-92. 1-26. 148. The Men Who Stare at Goats. Observa que esta experiência não é tão apenas psicológica. David. 167. Jane. que faz parte das "cinco técnicas" utilizadas nos interrogatórios realizados nos anos 70 na Irlanda do Norte e que constituiriam refinamento de métodos utilizados pela KGB. Acesso em 12/10/2007. 177. USA/Jordan/Yemen. vol. Unspeakable Acts. Acesso em: 22/08/2007. John. Disponível em: <www. California: University of California Press. Disponível em: <www.org/library/documents/reports_2007-phr.com/archive/2005/07/11fa_fact4?printable=true>. 17 de outubro de 2004. Acesso em: 22/08/2007.amnesty.torturecare. The New Yorker. New York: Simon & Schuster. CUSICK. AMNESTY INTERNATIONAL.physiciansforhumanrights.folha/uol. 28 de setembro de 2006. 2. Agosto de 2007.41 - Fig. PEISNER.218 219 Suzanne G. nº 1. AGENTES descrevem tortura em Guantánamo.com. 147. Disponível em: <www. Do New York Times. . Suzanne G. Acesso em: 09/04/2007. Congress-Bush Deal Prompts Fears that 'War on Terror' Detainees Face Further Torture.. AI Index: AMR 51/108/2005. 2006.org. Disco Inferno.torturecare. THE ROAD TO GUANTANAMO. BAYOUMI. mas incrementada pela subida da adrenalina. 2001. Torture and secret detention: Testimony of the disappeared in the war on terror. 146. Cusick.thenation.uk/news/features/756>. 04 de agosto de 2004. Spin Magazine. Acesso em 10/09/2007. RONSON. Ordinary People. War is Loud. pressão sanguínea e ritmo cardíaco.html>. Disponível em: <www.htm>.pdf>. An Examination of the Practise of Torture in Three Democracies. Acesso em: 05/09/2007. Disponível em: <www.cambridge.org/library/index/engamr511082005>. Moustafa.org. Acesso em 15/11/2007. MAYER.torturecare. MEDICAL FOUNDATION FOR THE CARE OF VICTIMS OF TORTURE. Have We Learned Nothing?.217 Não é impossível que os fatos recentemente presenciados em diversas localidades constituiram um grande experimento humano. 6. Folha de São Paulo. 3-7. Disponível em: <www.org/production/action/cjoGetFulltext?fulltextid=1674936->. ao se imaginar dentro de uma cela de tortura "sem toque". Medical Foundation Says Alleged Brutality at Guantánamo Bay Rings True. The Nation.com/doc/20051226/bayoumi>. Disponível em: <www. Diretores: Mat Whitecross e Michael Winterbottom.journals. 45. Assim conclui. p. Disponível em: <www. Acesso em: 22/08/2007. p.214 215 216 O filme/documentário "Caminho para Guantánamo" contem cenas de tortura com música em alto volume e luzes piscando. p. Studio Sony Pictures. Jon.djpeisner. 2004.uk/news/latest_news/713>.com/articles. p. 127.. Leave no Marks: Enhanced Interrogation Techniques and the Risk of Criminality. The Dynamics of Torture. 19 de outubro de 2006. p.br/fsp/mundo/ft1710200406.uk/news/latest_news/142>.hrf-summary. um detento experiencia a 207 208 209 210 211 212 213 214 215 216 217 218 219 MEDICAL FOUNDATION FOR THE CARE OF VICTIMS OF TORTURE. Disponível em: <www. 11 de julho de 2005.

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sensação de ser tocado sem de fato ser tocado.220 Outrossim, reporta que o uso da música em alto volume durante os interrogatórios faz parte de técnicas militares norte-americanas designadas "futilidades", que juntamente com coerção envolvendo aspectos sexuais, visam demonstrar ao detido que sua resistência é fútil. Tais técnicas resultariam em dor psíquica auto-infligida causando o que Suzanne G. Cusick descreve como "... auto-traição no espaço intra-subjetivo que muitas tradições religiosas chamam de alma. Quando alma e corpo entram em colapso conjuntamente na catástrofe da auto-traição a resistência não é só fútil mas impossível."221 Não é possível encerrar este capítulo sem mencionar os tópicos abaixo, ainda que de forma breve: 5.1. Som e Metal: A amplificação do som com metal na tortura está documentada.

Os chineses colocavam o torturado dentro de uma campainha soando-a ritmicamente, os soviéticos colocavam um balde sobre a cabeça do prisioneiro e, na Bolívia, "la campana", golpeada sucessivamente, produzia som e vibração.222
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Conforme já mencionado

anteriormente inclusive, há relatos de prisioneiros atados à tubulação enquanto música era tocada,224 e som reverberando em paredes de contêineres,225 além de batidas de pés das equipes disciplinares no piso de metal das celas.226 E, vale reportar um campo em
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CUSICK, Suzanne G. Music as Torture / Music as Weapon e La Musica como Tortura / La Musica como Arma.. Revista Transcultural de Música. Nº 10. Dezembro/2006. Disponível em: <www.sibetrans.com/trans/trans10/cusick_eng.htm> e <www.sibetrans.com/trans/trans10/cusick_cas.htm>. Acesso em: 06/4/2007 e 27/05/2007.. CUSICK, Suzanne G.. "You are in a place that is out of the world…": Music in the Detention Camps of the "Global War on Terror". Journal of the Society for American Music (2008). vol. 2, nº 1. p. 11-19. Disponível em: <www.journals.cambridge.org/production/action/cjoGetFulltext?fulltextid=1674936->. Acesso em: 03/03/2008. MANNIX, Daniel P. The History of Torture. 2ª edição. Nova Iorque: Dell Publishing Co. Inc.. 1983. p. 155210. KELLAWAY, Jean. The History of Torture & Execution, From Early Civilization Through Medieval Times to the Present. Londres: 2005. Mercury Books. p. 159. HUMAN RIGHTS WATCH. Torture and Ill Treatment, Israel's Interrogation of Palestinians from the Occupied Territories. Junho/1994. Disponível em: <www.hrw.org/reports/1994/israel/>. Acesso em: 27/05/2007. CUSICK, Suzanne G.. "You are in a place that is out of the world…": Music in the Detention Camps of the "Global War on Terror". Journal of the Society for American Music (2008). vol. 2, nº 1. p. 9-11. Disponível em: <www.journals.cambridge.org/production/action/cjoGetFulltext?fulltextid=1674936->. Acesso em: 03/03/2008. Interview with Moazzan Begg. CagePrisioners.com. 06 de março de 2006. Disponível em: <www.cageprisoners.com/articles.php?id=12649>. Acesso em 21/03/2008.

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Guantánamo aberto em dezembro de 2006 (conhecido como Campo 6) em cujas celas individuais, totalmente isoladas, as paredes, portas, piso, teto e passagens são de metal, com patrulhamento a cada 2-3 minutos, causando constante reverberação, eco e som amplificado. O ruído é constante, causando privação de sono e stress. Um advogado teria dito que a estadia no Campo 6 é "uma combinação de ausência de paz e de não ter o que fazer".227 228 5.2. O Silêncio: Embora o ruído elevado fosse tradição nas prisões até o século

XVIII, no século XIX certas prisões passaram a adotar o confinamento silencioso e solitário. Em uma prisão da Filadélfia aberta em 1829, prisioneiros foram mantidos em confinamento solitário por até cinco anos. Conversas eram proibidas, bem como qualquer tipo de reunião. Em muitos casos os prisioneiros eram vendados e identificados por um número apenas. A única comunicação possível era através de sinais e batidas na tubulação. O confinamento solitário provou afetar diretamente a saúde mental dos prisioneiros e, de modo geral, a prática teria sido, em princípio, abandonada no início do século XX. Charles Dickens (1812-1870) asseverou: "I hold this slow and daily tampering with the mysteries of the brain to be immensurably worse than any torture of the body" ("Acredito que esta lenta e diária interferência com os mistérios da mente é imensuravelmente pior que qualquer tortura do corpo").229 Cabe lembrar, no entanto, que Alcatraz (1934-1963) possuía sua cela solitária designada "the Hole" e até hoje o regime de confinamento solitário ou o que se designa regime disciplinar diferenciado ("RDD") é utilizado, inclusive no Brasil. Há acusações de que prisioneiros nos Estados Unidos seriam mantidos em isolamento nos estabelecimentos conhecidos como "Super-Max" e que tal prática seria também adotada em Guantánamo (uma destas prisões possui inclusive o curioso nome "Campo Echo").230
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Recente relatório da

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AMNESTY INTERNATIONAL. United States of America. Cruel and Inhuman: Conditions of isolation for detainees at Guantánamo Bay. AI Index: AMR51051/2007. 05 de abril de 2007. Disponível em: <www.web.amnesty.org/library/Index/ENGAMR510512007?open&of=ENG-2AM>. Acesso em: 15/07/2007. MELLO, Patrícia Campos. Condenada, prisão da guerra ao terror ainda causa controvérsia. O Estado de São Paulo. Internacional. 02 de março de 2008. p. A-16-18. KELLAWAY, Jean. The History of Torture & Execution, From Early Civilization Through Medieval Times to the Present. Londres: 2005. Mercury Books. p. 98-99. McCOY, Alfred W.. The Outcast of Camp Echo. The Punishment of David Hicks. The Monthly. Nº 13, junho de 2006. Disponível em: <www.themonthly.com.au/tm/node/299/>. Acesso em: 21/03/2008. COJEAN, Annick. Lawyer in the Hell of Guantanamo. Le Monde. Truthout Issues. 14 de novembro de 2006. Disponível em: <www.truthout.org/cgi-bin/artman/exec/view.cgi/66/23977>. Acesso em: 21/03/2008.

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ONU registra que detentos no Brasil em RDD são mantidos isolados em celas especiais, sem acesso a rádio ou televisão.232 Mais recentemente, prisioneiros detidos no Irã dão conta de técnicas introduzidas em 2000-2001, especialmente de solitárias nas quais inexiste som e o único ruído que se ouve são as próprias vozes, descrito como aterrador. Após três dias tudo o que se quer é ouvir vozes, ainda que sejam pronunciadas durante um interrogatório violento.233 E ainda, suspeitos de terrorismo capturados ao serem transferidos para locais desconhecidos tiveram protetores de espuma inseridos nos ouvidos, olhos vendados, bocas cobertas com máscaras cirúrgicas, foram encapuzados e sobre os ouvidos foram colocados abafadores para deter o som. Um prisioneiro declarou que "perde-se a maioria dos sentidos" mas, ainda assim, algumas sensações permanecem.234 Oscar Wilde (1854-1900), condenado à prisão na Inglaterra no final do século XIX, escreveu a célebre Balada do Cárcere de Reading ("The Ballad of Reading Gaol"), cujo trecho a seguir bem retrata as questões acima: "... With midnight always in one's heart, And twilight in one's cell, We turn the crank, or tear the rope, Each in his separate Hell, And the silence is more awful far Than the sound of a brazen bell. …"235 "... Com a meia-noite sempre no coração, E o crepúsculo na cela, Giramos a manivela, ou rasgamos a corda, Cada um em seu Inferno isolado, E o silêncio é mais terrível de longe Que o som de um sino de bronze ..."

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235

UNITED NATIONS. Committee against Torture. 23 de novembro de 2007. CAT/C/39/2. Report on Brazil produced by the Committee under Article 20 of the Convention and Reply from the Government of Brazil. p. 32. HUMAN RIGHTS WATCH. Like the Dead in Their Coffins: Torture, Detention and the Crushing of Dissent in Iran: V. Detention Centers and Ill-Treatment. Disponível em: <www.hrw.org/reports/2004/iran0604/5.htm>. Acesso em: 07/01/2008. AMNESTY INTERNATIONAL. United States of America. Below the radar: Secret flights to torture and disappearance. AI Index: AMR 51/051/2006. 05 de abril de 2006. p. 7, 10. Disponível em: <www.amnesty.org/library/Index/ENGAMR510512006?open&of=ENG-398>. Acesso em: 05/09/2007. ALDINGTON, Richard e WEINTRAUB, Stanley. The Portable Oscar Wilde. New York: Penguin Books. 1981. p. 687.

. p. Pedro Estevam da Rocha. ensurdecedor. possivelmente em função de seus altos custos. Dos altofalantes instalados no teto ouviam-se xingatórias. Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. célebres ruídos de rádio ligados no último volume. O jornalista Paulo Markun assim descreve parte de sua passagem pelo DOI-Codi em São Paulo: "No DOI-Codi. Departamento de História. Os interrogatórios na Operação Bandeirante e no DOI de São Paulo (1969-1975). 2008. Mariana. Apresentou-se assim um projeto de "salas refrigeradas. Folha de São Paulo. Som: Tortura . A ditadura escancarada. instalados no Rio de Janeiro. cujo objetivo principal consistiria em encobrir os gritos dos torturados e evitar a comunicação entre presos. sem janelas e com um ruído sonoro de alta freqüência". em alto volume. 62-64 e 165. 35ª edição (1985). Tese de Doutorado. totalmente escuras. p.236 Interrogados (e interrogadores) descrevem som proveniente do teto. 301 .. 2007. 2006. Assim.. p. Elio. Dilea e eu fomos inicialmente colocados num banco de madeira comprido. 236 237 238 239 240 GASPARI. o rádio (e mesmo a televisão)."240..45 - 6.Abusos . ALBUQUERQUE. "Buscava-se a tortura limpa". São Paulo: Companhia das Letras. 189-190. Brasil Nunca Mais. História Social. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo. ao que tudo indica.Brasil 6. Petrópolis: Editora Vozes. 37-38. capaz de produzir sensações de desequilíbrio e levar à loucura. JOFFILY.Maus Tratos . 19 de setembro de 1986. No Centro da Engrenagem. estridente.. 2007. Ditadura Militar (1964-1985) O jornalista Elio Gaspari noticiou uma nova modalidade de suplícios ao relatar que em 1968 o Brasil recebeu uma equipe britânica especializada em técnicas de interrogatório. p. Severino. p. um deles uma "câmara de ruídos". Mariana Joffily refere-se aos ". 6. foram presença constante nas sessões de tortura.1. ruídos eletrônicos tão fortes e intensos que não era possível ouvir a própria voz. POMAR. Há também relato de sons diversos (como sirene e bombardeiros) intercalados com períodos de absoluto silêncio.237 238 239 Aparentemente as câmaras de ruídos foram utilizadas apenas no Rio de Janeiro. Massacre na Lapa. Ed. Ex-soldado decide falar sobre torturas a presos políticos. Política. Construíam-se cubículos com diversas características. que variavam de barulho de turbina de avião a estridente sirene de fábrica. ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO.

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Por baixo do capuz, pude notar outras pessoas na mesma situação. O mais assustador era aquela mistura de ruídos. Portas batidas com força, gritos dos torturadores, urros de dor vagos e impreciso, um rádio muito alto..." 241. Aldo Arantes e Joaquim Celso de Lima também reportam o rádio estridente durante torturas.242 Vladimir Herzog foi torturado ao som do rádio.243 O embaixador do Brasil em Cuba, Tilden Santiago, foi torturado ao som do samba "Você Abusou".244 Jarbas Marques foi torturado em uma sala com três alto-falantes ao som da música "Luciana" cantada por Evinha (os torturadores buscavam uma tal Luciana)245. Theodomiro Romeiro dos Santos, integrante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), sofreu torturas acompanhadas do cantar diabólico da música BR-3 ("A gente corre, a gente morre na BR-3")246 Marco Antônio Tavares Coelho, jornalista detido pelos militares em 1975 e mantido preso por quatro anos, editou trechos de cartas que escreveu enquanto preso. Vale a pena transcrever um dos trechos intitulado "Os sons na prisão":
"De passagem, lembro-me de dizer uma coisa fundamental que qualquer preso descobre na prisão, notadamente naquelas como o DOI, onde o 'segredo é a alma do negócio': ajuda consideravelmente manter os ouvidos afiados, aprender logo a identificar todos os sons, ouvir restos de conversas, enfim, aprender como o cão de Pavlov (o dos reflexos condicionados). Eu tinha um ouvido de tuberculoso, como você fala, apesar de, por muito tempo, terem ficado zunindo na cabeça sons estranhos, em conseqüência dos choques nos tímpanos e dos 'telefones' que recebia ('telefones' são murros simultâneos nos dois ouvidos, o que, além de doer muito, deixa a gente surda por uns tempos).
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MARKUN, Paulo. Meu Querido Vlado. A História de Vladimir Herzog e do Sonho de uma Geração. Rio de Janeiro: Objetiva. 2005. p. 103 e 115. POMAR, Pedro Estevam da Rocha. Massacre na Lapa. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2006. p. 62-64 e 165. PAULO FILHO, Pedro. Grandes advogados, grandes julgamentos. Depto. Editorial OAB-SP apud RAMOS, Saulo. Código da Vida, São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007. p. 249. BERGAMO, Mônica. Pagode Tortura. Folha de São Paulo. 22 de março de 2006. Disponível em: <www.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2203200608.htm>. Acesso em: 10/09/2007. ATTA, Rafaela. A luta continua. Instituto Brasileiro de Educação Superior de Brasília. 06 de novembro de 2007. Disponível em: <www.iesb.br/grad/jornalismo/na_pratica/noticias_detalhes.asp?id_artigo=9884>. Acesso em 14/12/2007. JOSÉ, Emiliano. Parte 1 A prisão de Theodomiro. Disponível em: <www.emilianojose.com.br/especiais/especial_theodomiro2.htm>. Acesso em 14/12/2007.

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Dia e noite, conforme me era possível, tentava saber o que se passava no quartel. Sistematicamente 'pescava' informações dos mais boquirrotos, que, mesmo lá, existem. Mas, minha grande arma eram os ouvidos. Mas, 'eles' também sabem disso. E por isso, usavam constantemente dois rádios, ligados quase sempre em alto volume, notadamente na hora de torturar um preso, desde que as dores são tão fortes que arrancam urros que atravessam o revestimento acústico existente nas salas de torturas. Se os rádios eram ligados em volume altíssimo podia-se concluir: começou uma 'sessão' de torturas. Hoje, quando escuto uma canção que o Benito de Paula canta — Meu amigo Charlie Brown, ou coisa semelhante - sinto uma dor no coração. Em fins de janeiro e fevereiro tal canção estava na 'parada de sucessos', sendo tocada diversas vezes ao dia. Eu a ouvia quase sempre quando me torturavam. Criei, assim, uma inevitável associação de idéias, injusta para a canção. Eu comentava a respeito da minha permanente preocupação em acompanhar os sons e ruídos no DOI, a fim de descobrir coisas e ter certa idéia do que iria acontecer. Depois de um mês já identificava os torturadores pela voz, já sabia qual campainha havia tocado, que cela havia sido aberta etc. Esse controle de sons era vantajoso, mas algumas vezes eu sofria por antecipação. Por exemplo, sabia que vinham me retirar da cela porque o auxiliar de carceragem, ou o próprio carcereiro, trazia um molho de chaves que tilintava sinistramente. (Referência à cela forte.) Algumas vezes o cansaço trazia sono ou um torpor e assim não atentava para o barulho das chaves, ou para o rumor dos passos dos carcereiros. Então era despertado pelo levantamento de uma pequena chapa de ferro, que recobre o fecho da cela (embutido nas paredes grossas). Esse estrépito dessas chapas sempre anunciava a abertura das celas, para a retirada de um preso. Quase sempre essa movimentação do preso significa a desgraça, raramente indica boa notícia — como a liberação do preso para o DOPS." 247

Há notícia de que a música também foi usada durante a Guerrilha no Araguaia, porém com finalidade diversa. Para que colaborassem com o exército, moradores locais foram presos, em sua maioria homens, alguns idosos, e submetidos a torturas e humilhações. Os presos enfileirados eram obrigados a cantar e apanhavam caso errassem: "É um tal de soca soca, é um tal de pula pula, quem tem culpa se enrola, quem não tem logo se apura".248

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COELHO, Marco Antônio Tavares. Memórias de um Comunista. Estudos Avançados. v. 13. Nº 37. Setembro-dezembro/1999. Dossiê Memória. Disponível em: <www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40141999000300003 >. Acesso em: 30/10/2007. GASPARI, Elio. A ditadura escancarada. São Paulo. Companhia das Letras: 2007. p. 438.

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Outras ditaduras contemporâneas na América Latina não foram essencialmente diferentes. Consta que no Uruguai a tortura psicológica foi utilizada em larga escala entre 1973 e 1985, e também incluía submissão a silêncio total ou música em alto volume.249 No Paraguai, durante a ditadura Stroessner, o advogado Martin Almada foi torturado em 1974 com música brasileira, especialmente "Cidade Maravilhosa".250 O filme "Bananas" de 1971, escrito, dirigido e estrelado pelo próprio Woody Allen, faz alusão, com humor, ao envolvimento norte-americano na política das ditaduras da América do Sul e contem cena de um prisioneiro sendo torturado ao som de operetas.251 6.2. Seqüestros

Antes de surgirem as denúncias de tortura no Iraque, Afeganistão e Guantánamo, as técnicas lá utilizadas já haviam sido aplicadas no Brasil de forma semelhante nos que se tornaram os mais notórios seqüestros ocorridos no País: Abílio Diniz: Caso bastante conhecido é o do seqüestro do empresário Abílio Diniz no final de 1989, no qual os seqüestradores alegaram motivações políticas. Diniz foi confinado em uma cisterna localizada alguns metros abaixo do solo, que possuía um sistema de circulação de ar e um "alto-falante emitia músicas sertanejas em alto volume, impondo ao cativo uma tortura medieval", conforme constou da denúncia.252 Washington Olivetto: Washington Olivetto foi seqüestrado em 2001 por um grupo que também invocou motivações políticas. Durante 53 dias ficou confinado em um pequeno compartimento (1m por 2,5m), isolado acusticamente, sujeito a uma série de regras draconianas, dentre elas, não encostar nas paredes e não produzir ruídos. O ar era insuflado

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251 252

CONROY, John. Unspeakable Acts, Ordinary People. The Dynamics of Torture. An Examination of the Practise of Torture in Three Democracies. California: University of California Press. 2001. p. 36-37. CASADO, José. Terror no Cone Sul. Revista Época. Ed. 38, 08/02/1999. Disponível em: <www.epoca.globo.com/edic/19990208/mundo1.htm>. Acesso em 14/12/2007. BANANAS. Diretores: Woody Allen e Mickey Rose. 1971. Jack Rollings & Charles H. Joffe Productions. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Recurso Extraordinário nº 160841-2. Tribunal Pleno. Recorrente: Humberto Eduardo Paz e Outros. Recorrido: Ministério Público Estadual. Relator: Ministro Sepúlveda Pertence. 21 de junho de 1995.

uma das agências de propaganda mais premiadas do mundo. Apelante: Assistente do Ministério Público. 08 de fevereiro de 2002.com. porém.256 257 Os responsáveis pela guarda de Washington Olivetto controlavam todos os fatos do dia. Apelados: Alfredo Augusto Canales Moreno e Outros. Não podia encostar nas paredes produzindo ruídos. Jorge Benjor. Ela fazia com que eu conseguisse calcular o tempo porque sabia mais ou menos quanto dura um CD inteiro [47 minutos].. Acórdão registrado sob nº 00633959. Na toca dos leões. 15 de julho de 2002. Revista Consultor Jurídico.noticias. . "Tinha música dia e noite. Chitãozinho e Xororó. falei: Pô. Unos Tangos.folha.com. Música por música eu ia calculando.jhtm>. Washington Olivetto: o relato de um seqüestro. foi registrada a seguinte seqüência musical: Bob Marley. p. Acesso em 17/09/2007. não deveria jamais falar". Tchaikovsky. São Paulo (Reuters). A troca dos CDs era anotada pelos plantonistas. Tortura musical serviu para medir tempo.htm>. Madonna.49 - através de um pequeno tubo de plástico. Chico Buarque. GARCIA.uol. porque. São Paulo: Editora Planeta do Brasil. de 13 de novembro de 2003.. Apelação Criminal 397. 2005.br/inter/reuters/2002/02/07/ult27u19102. Algumas músicas foram repetidas seguidamente mais de dez vezes. isso não acaba mais.com. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.278-3/0 . Acesso em 10/09/2007.estadao. Disponível em <www. ". dentre eles. Relator: Ribeiro dos Santos. Em 22 de janeiro de 2002. Disponível em: <www. Rita Lee. assim como nos hotéis normalmente existe um negócio escrito atrás da porta. Djavan. Folha de São Paulo. UOL Últimas Notícias. 07 de fevereiro de 2002.São Paulo/Varas Criminais. isso vai me estourar o tímpano". Rachmaninoff. Fernando.004. Adriana. Almeida. Foi monitorado através de câmera de vídeo e um olho mágico e obrigado a ouvir música constante e em alto volume. Chico Buarque. Bob Marley. 253 254 255 256 257 19ª VARA CRIMINAL. Madonna. 16 de julho de 2002. lá também tinha. Processo: 050.conjur. A história da W/Brasil.254 Washington Olivetto declarou à imprensa que: "Foram 53 dias muito estranhos. MORAIS. Disponível em: <www.398.02.uol. o de tortura.1>. Caetano Veloso. Acesso em 18/12/2007.2. nos quais jamais ouvi uma voz". Ira. dez ou quinze minutos.255 Os seqüestradores.253 Havia um alto-falante acima de sua cabeça e a luz no teto (uma lâmpada) ficou acesa durante os 53 dias. Cranberries. Zezé di Camargo. Como a música era muito alta..br/static/text/11741. descobriram o fato que a música contínua permitia o monitoramento do tempo e passaram a trocar os CDs a cada cinco. Tive acesso sobre qual era a regra do jogo. 471. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo condenou os seqüestradores por diversos crimes. ROCHA.br/fsp/cotidian/ff0802200204.

uma das agências de propaganda mais premiadas do mundo.viaseg.258 O caso Olivetto guarda semelhanças com o seqüestro do empresário chileno. 470. 04 de fevereiro de 2002.br/artigos/prevencaosequestros. Veja Online. Bono Vox. Alexandre e OYAMA.com. Além do confinamento em cubículos com revestimento acústico.50 - Beethoven. Prevenção de Seqüestros .abril. as viaturas equipadas com alto-falantes irradiavam música clássica (Vivaldi) em alto volume. executivo do jornal "El Mercúrio". Frank Zappa. Disponível em: <www. Thais. p. 440-447. . Rachmaninoff e Zezé di Camargo. Disponível em: <www. A história da W/Brasil.uol. encobrir gritos e provocar distúrbios neurológicos (cansaço e apatia).Aspectos da Segurança Pessoal.veja. de março de 2007. Jorge Benjor. Operações de Busca Excessos em operações policiais na periferia são noticiados com certa freqüência. A reportagem "Guerreiras do Brasil" do Jornal da Record. quais sejam: dificultar que a vítima escute algo que possa auxiliar nas investigações. o qual permaneceu em cativeiro por 150 dias com música ambiente constante.shtml>.br/folha/cotidiano/ult95u45302.folha. Fernando. CAMPOS VERDE. Marcy José de.261 6. zona leste da Cidade de São Paulo. SECCO. no Sapopemba. Na toca dos leões. aborda a violência 258 259 260 261 MORAIS. São Paulo: Editora Planeta do Brasil. em 1991. Cristian Eduardo del Rio. Beltran e Luiz Sales: coincidências demais. 13 de fevereiro de 2002. sem janelas. 2005.htm>. Durante mega-operações em 2003.br/130202/p_024.260 Especialistas em segurança reconhecem múltiplas finalidades para o uso do som em cativeiro. Beatles.. nestes quatro seqüestros o som ficou ligado o tempo todo e a luz acesa constantemente. Acesso em 27/12/2007.3. Acesso em 03/07/2007. Olivetto. Caso Olivetto é semelhante ao seqüestro de empresário chileno. Abílio. Jorge Aragão.com. Disponível em: <www1.html>. só com duto para ventilação. Acesso em 17/12/2007.com.259 Uma reportagem da Veja relacionou 28 características do seqüestro de Washington Olivetto e de três outros conhecidos seqüestros no Brasil: dos empresários Abílio Diniz (1989) e Luiz Sales (1989) e do vice-presidente do Bradesco Antonio Beltran Martinez (1986). Edição 1738. Folha Online.

mas há policiais que ficam furiosos.. os policiais contaram com apoio de um helicóptero militar.'há policiais que gostam de utilizar helicóptero. 262 263 264 FAGUNDES. Acesso em 16/09/2007. Jornal da Record .htm>.social. Relator: Desª Maria Elza.TV Record. Apelado(s): Os mesmos. eu me detenho a escutar o rádio da polícia e me chamam até daquilo'. .. O sobrevôo do helicóptero coincidiu com o momento das agressões. que teve por objeto questões relativas a discussões políticas travadas durante campanhas eleitorais. Apelante(s): JD 1ª VCV da Comarca de Passos e Outros. Helicópteros e Sirenes A imprensa tem relatado o uso de helicópteros no reconhecimento e combate de rebeliões.br/relatorio_2003/relatorio023. A reportagem recebeu o XXIX Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos em outubro de 2007. Relatório 2003. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MINAS GERAIS. Acesso em 04/06/2007. Disponível em: <www.280. Disponível em: <www. Às vezes. Policiais militares. Comarca de Passos. Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.br/assinantes/previewPrint.com. 262 263 6. permitindo o rápido transporte das tropas e desembarques táticos. Proibi o uso deles para intimidar os pobres. moral e psicológica. Cível nº 000. Consta que. Sobrevoam repetidamente os complexos onde há amotinados e iluminam o local. .264 Um acórdão de 1992. Sapopemba: política de matança na periferia de São Paulo. 13 de março de 2007. do Supremo Tribunal Federal.htm>. Ana. contem interessantes frases atribuídas ao governador do Estado do Rio de Janeiro Leonel de Moura Brizola: "Disse Brizola: .. 28 de novembro de 2002.org. SÉRIE "Guerreiras do Brasil" (2ª reportagem).saraivajur. ao realizarem busca pessoal nas celas teriam submetido os presos a tortura física. Vale reportar a ação de reparação de danos morais e materiais proposta contra o Estado de Minas Gerais em vista de violência policial cometida na cadeia pública de Passo. Ap.4.51 - e o uso da música durante estas ações. para abafar gritos de socorro e pânico.787-3/00. quando necessário.

266 267 A imprensa anunciou. Casas de Detenção e Penitenciárias Denúncias de práticas de tortura no 26º (Sacomã) e no 97º (Americanopólis) DPs alertam que presos. Brasília. não só as bombas de efeito moral. Relator: Min.11. fato confirmado por um diretor de uma penitenciária em Contagem. Disponível em: <www1. não é difícil recordar a sensação e a intensidade do som e o deslocamento do ar e a vibração. Tatiana. Lex . . Disponível em: <www. Acesso em 16."265 Para quem já esteve próximo de um helicóptero em baixa altitude.volume 179.org/noise-levels.52 - . São Paulo.isal.uol. Alexandre. só para mencionar os efeitos físicos. p. Sepúlveda Pertence. Indiciado: Ronaldo Cesar Coelho.268 Nas rebeliões. Acesso em: 19/11/2007. RODRIGUES. C4. Inquérito nº 503-7-RJ Tribunal Pleno. 6 de dezembro de 2007..270 Sirenes têm sido freqüentemente empregadas como armamento não-letal no enfrentamento e controle de protestos.br/jornal/noticias/not140620053. além de sofrerem violências físicas com espancamento "são alvo de humilhações como enfileiramento de cuecas em celas na noite de natal para cantar músicas 265 266 267 268 269 270 271 SUPREMO Tribunal Federal. 08 de maio de 2006. Delegacias Policiais (DPs).271 6. mas também helicópteros. Acesso em: 28/08/2007.org/web/articles. 5 de dezembro de 2007. conforme declarou um policial à imprensa. Caderno Cidades/Metrópole.less-lethal. 14 de junho de 2005. VINOKUR.Stop the SF General Hospital Helipad.'não admito que helicópteros façam rasante encima das favelas para amedrontar as pessoas'. a aquisição de um helicóptero blindado ("Caveirão do Ar") para uso em operações em favelas. "Caveirão do Ar" é a nova arma da polícia do Rio para combater tráfico. Bandidos mantêm 6 reféns por 15 h em lanchonete de Poços de Caldas.2007.camarajf. O Estado de São Paulo. Roman. Caderno Cidades/Metrópole. São Paulo. Disponível em: <www.folha. Sound and Vibration Magazine. Biblioteca Digital Lex. no final de 2007.269 Sirenes para intimidar foram utilizadas em um cerco policial.shtml >. 24 de junho de 1992. DJ 26/03/1993. luzes e sirenes.mg. Há indicações de infra-som e sons de baixa freqüência nestes ruídos.aspx?group=10>.com. Autor: Ministério Público Federal.5.br/folha/cotidiano/ult95u121201. Folha Online. FAVARO. Barulho e tremedeira em janelas levam moradores à 'guerra aérea'. 01 de outubro de 2004. Disponível em: <www. quando bandidos mantiveram 6 reféns por 15 horas em uma lanchonete do McDonald's em Poços de Caldas. Câmara Municipal de Juiz de Fora. O Estado de São Paulo. Vítima: Leonel de Moura Brizola. C7 REBELIÃO leva vereadores à penitenciária Ariosvaldo Campos Pires.gov. têm igualmente por finalidade vencer os rebelados pelo cansaço.stophelipad. 357. STOP the helipad noise levels . Acesso em: 15/11/2007.shtml>. Acoustic Noise as a Non-Lethal Weapon.html>.STF .

Acesso em 05/10/2007.275 O relatório das Nações Unidas de 2007. Acesso em 16/11/2007. Acesso em: 04/11/2007.53 - festivas e cumprimentar os agentes". Desocupação de Áreas Em março de 2006. Comentários do Governo Brasileiro ao Informe do Relator Especial sobre a Tortura da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas de 11 de abril de 2001. Report on Brazil produced by the Committee under Article 20 of the Convention and Reply from the Government of Brazil. Relator: Dês. José Mário Alves. CAT/C/39/2.br/noticias/2003/01/16/1674>. sobrancelhas e cabelo.272 273 Um caso em Santa Catarina que chegou ao Judiciário refere-se a abuso e tortura em cela que incluiu a raspagem de pelos do corpo. Item 280. 12 de setembro de 2000.013206-3 de Tijucas.276 6. indica que em delegacias detidos seriam intimidados por guardas através da produção de ruído e batidas nas grades das celas. Rondoniaaovivo. Disponível em: <www. em Rondônia. UNITED NATIONS. sem cansá até raiá o sol". Os detentos após sofrerem violências eram obrigados a se despir. . Anexo.6.htm>. Explosivos de som também seriam utilizados. em outubro de 2007.oabsp.com. Disponível em: <www. Habeas Corpus nº 00. a andar de "quatro pés" imitando o som de patos. valores e música dos sem-terra e a reprodução de trechos da música "Prá lá de Bagdá" da dupla sul-matogrossense João Bosco e Vinícius: "Vou fazer você dançá. p. 03 de novembro de 2007.br/sedh/ct/tortura/anexo.274 Não muito diferente é a denúncia de abusos e espancamentos na Casa de Detenção Dr. usar calcinha feminina e dançar a música "Na boquinha da garrafa" sob coação. TORTURA.gov. noticiou-se que a força policial gaúcha usou som de sirene e motoserra e música alta amplificada em cornetas fixadas em postos próximos aos alojamentos (a chamada "rádio-inferno") para manter acordados os sem-terra (Fazenda Guerra. Disponível em: <www. 20-21. Maurílio Moreira Leite.com/exibenot0.php?id=34043>. 2ª CÂMARA CRIMINAL do Estado de Santa Catarina. PEDREIRO denuncia no MP e na Corregedoria da Seapen maus-tratos e prática de violência por agentes contra apenados no "Urso Branco".mj.RS). Os procedimentos utilizados pela força militar gaúcha foram denunciados à Procuradoria 272 273 274 275 276 CDH (Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP) recebe denúncia de tortura em DPs. 23 de novembro de 2007. conhecida como "Urso Branco".rondoniaovivo. Committee against Torture. Coqueiros do Sul .org.. referente à prática de tortura no Brasil. Foi relatado o uso do sistema de som para fazer chacota com as palavras de ordem. 16 de janeiro de 2003.

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Disponível em: <www.doc>. 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.Embratel.Embratel.trt4. inclusive a gerência.02. 1 Dano Moral.. p. Recurso Ordinário nº 02467.Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. Recorrentes: Fabíola Freitas de Almeida Rodrigues e Brasilcenter Comunicações Ltda. 16-22.285 7. Revista Eletrônica .00-0. Juiz Relator: José Luiz Serafim. "cantando uma determinada música sob o comando de um sargento do exército". Fabiola Freitas de Almeida Rodrigues.55 - Uma também conhecida rede de supermercados foi alvo de ação por reparação por danos morais por exigir que um funcionário dançasse a música tema da novela Escrava Isaura na presença de colegas. A seleção musical inclui músicas dos cantores Barry Manilow. Juiz Relator: Valdir Florindo.Pena Um juiz do Estado do Colorado (Estados Unidos) tem condenado aqueles que desrespeitam horários de silêncio a ouvirem uma hora de música romântica. 05 de dezembro de 2006.02.284 Uma distribuidora de refrigerantes teria submetido seus funcionários a treinamento militar.Rio Grande do Sul . 27 de setembro de 2005. Acesso em: 27/1/2008. Lorena Pina dos Santos. Alguns Fatos Curiosos 7. Dolly Parton e Carpenters e do programa infantil Barney. SENTENÇA. Um funcionário precisou marchar no pátio da empresa.br/portal/page/portal/Internet/NAV_REVISTA_ELETRONICA/27edicao.006. .A. 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.. 283 284 285 . Recorrentes: Brasilcenter Comunicações Ltda. Na opinião do juiz. Empresa Brasileira de Telecomunicações S. Nº 27. Brasilcenter Comunicações Ltda. Juíza Relatora: Mércia Tomazinho. Recurso Ordinário nº 02738.17. 2ª quinzena de junho de 2006. Recorrentes: Antonio de Oliveira Vallin Neto. Som . Companhia Brasileira de Distribuição.2004. Recorrentes: Lorena Pina dos Santos.006. dentre outras atividades.2002.261.. . Durante a escuta os réus são acompanhados por oficiais de justiça e impedidos de comer.283 Uma escola de línguas foi acionada por obrigar funcionários a pagarem "prendas": as mulheres tinham que desenhar um número no quadro com o quadril enquanto dançavam ao som de música na presença de 30 a 40 pessoas.gov.1. ler ou beber. Empresa Brasileira de Telecomunicações S..007.041. submeter aqueles que tocam rap em alto volume a Dionísio.2005. Recorrido: Centro de Ensino de Língua Inglesa Ltda. 18 de abril de 2006. Ano II. Recorrente: Valéria Cristina Centenário. Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região. Recurso Ordinário 01524. Recorridos: Os mesmos. Recorridos: Brasilcenter Comunicações Ltda.A. tendo contratado um sargento ou capitão que os obrigou a jurar a bandeira e a emitir gritos de guerra.

The Register. estudos envolvendo estímulo acústico. Esta pena vem sendo aplicada pelo juiz quatro vezes por ano. mas não tão grave quanto a prisão ou o pagamento de multa. The Daily Telegraph. Acesso em: 17/09/2007.290 291 Para alguns.news.ac. ATTACK on Festive Hits Torture. Acesso em: 12/10/2007.co.brad. além de dispositivos acústicos de longa distância. Disponível em: <www. Acesso em: 12/10/2007.html>. o que para eles em nada difere de ser torturado.com.00. Disponível em: <www.00.. .00. OFFENDERS forced to listen to Barry Manilow.terra. Bradford Non-Lethal Weapons Research Project (BNLWRP). Maio/2007. p. DAVISON.OI1914727-EI1141. p. 17-19. 7. Terra. especialmente em centros ligados aos militares norte-americanos.288 289 8. Acesso em 10/6/2007. trata-se de usar a biologia e a neurologia para desenvolver armamentos não-letais 286 287 288 289 290 291 JUIZ condena barulhentos a ouvir música romântica. GOVERNMENT asked to investigate Christmas music torture.html>. 23-28.html>. visão.uk/acad/nlw/research_reports/>. Acesso em: 17/09/2007.noticias.22431662-5001028.com.uk/christmas2006/story/0.ac. Disponível em: <www. Nick.Músicas Natalinas Sindicatos e grupos que questionam a poluição sonora na Grã-Bretanha propuseram tomar medidas em prol de funcionários obrigados a ouvir música natalina no período das festas. 17 de setembro de 2007.br/popular/interna/0. Reino Unido.uk/2006/12/14/christmas_music_torture/print. em muitos casos tocadas contínua e repetidamente de um mesmo CD.1978600. Occasional Paper No. 17 de setembro de 2007. Bradford Non-Lethal Weapons Research Project (BNLWRP).brad. incluem. 3: The Contemporary Development of 'NonLethal' Weapons.uk/acad/nlw/research_reports/>. Research Report No. Neil.22049.56 - sentar e ouvir Barry Manilow é um terrível castigo. tato e olfato.au/dailytelegraph/story/0. DAVISON. University of Bradford. sons percussivos e contínuos. University of Bradford.2. e os efeitos no ser humano de freqüências acústicas. Acesso em 10/6/2007. Guardian Unlimited.286 287 7. Futuro: O que esperar As pesquisas propostas e aquelas em andamento. Disponível em: <www. Department of Peace Studies. Som . Reino Unido.. Maio/2005. 24 de dezembro de 2006.co. Um dos objetivos de longo prazo é o desenvolvimento de armamentos visando determinar comportamento e causar efeitos incapacitantes que seriam induzidos ao se interferir com os sentidos humanos de audição. Disponível em: <www.guardian..theregister. Disponível em: <www. Trabalhadores na Tchecoslováquia já fizeram passeata em protesto e em 2003 um sindicato da Áustria teve sucesso em sua campanha de impedir que música natalina lhes seja imposta. Department of Peace Studies. 14 de dezembro de 2006. Neil e LEWER.html>.

ainda. No mínimo. inclusive no Brasil: som em alto volume. música repetitiva e/ou canções humilhantes ou. A Revista Veja. O que se constatou já é. Informa que um grupo de pesquisadores gaúchos ligados a duas universidades anunciaram projeto para estudo de jovens homicidas. Patrícia Campos.20061217. Este fato não causa surpresa se considerarmos a ausência de danos físicos perceptíveis e a relativa passividade da população frente à poluição sonora. p.ig.1. O Estado de São Paulo. episódio nº 7 . Acesso em 06/03/2008. e.292 Talvez a conhecida cena de tortura do seriado "Lost" (3ª temporada.57 - destinados a controlar a mente. 292 293 294 EUA estudam controlar mente e emoção como arma. Paula e VIEIRA. tratam-se de condutas incorporadas de forma empírica nas rotinas de quem as emprega e que tem merecido pouca atenção de modo geral. NEIVA. relata que a interferência no cérebro para alterar comportamento sempre despertou controvérsias de caráter ético. suficiente para se afirmar que não estamos na presença de meras coincidências ou fatos isolados.ultimosegundo.estado.com. porém.x>.. . Disponível em: <www.93. 17 de dezembro de 2006. Uma máquina de ressonância magnética analisará as suas atividades cerebrais enquanto submetidos a imagens e sons violentos.com. EUA estudam usar controle da mente e da emoção como arma nãoletal. Acesso em: 13/08/2007. Último Segundo.9. episódio nº 7 (Not in Portland). 11 Conclusão Os fatos descritos são o resultado deste (curto) período de um ano de pesquisa acerca dos métodos coercitivos atuais que se valem do som."Not in Portland")293 não seja afinal mera ficção científica. Vanessa.br/materias/mundo/2629501-2630000/2629708/2629708_1. 13 de fevereiro de 2008. Revista Veja. Disponível em: <www. 3ª temporada. MELLO. ininterrupto. o silêncio. 83. Buena Vista Home Entertainment.xml> . Estes são ingredientes geralmente utilizados com o objetivo de debilitar ou mesmo incapacitar física e/ou psicologicamente. em edição de fevereiro de 2008.7.294 Fig. O dilema de mexer na mente. Os relatos talvez sejam insuficientes para suportar uma conclusão segura de que o uso do som nas circunstâncias objeto deste estudo deriva de políticas e condutas oficiais de agentes governamentais ou mesmo de empresas. Lost. 2007.br/editorias/2006/12/17/int-1. 17 de dezembro de 2006.

de outro. Ótcherki bilovo (Crônicas sobre o passado). Às vezes. 2ª ed. Alex. São Paulo: Editora 34.. O som comparece cada vez mais nas salas de tortura. organizar e estimular o ataque e. sujeita à constante mudança da paisagem humana em que se move". mas é infinitamente variável. Lev. 1ª ed. Posfácio Boris Schnaiderman. o musicólogo Sierguei Tolstoi. Está sempre no mundo.. 1956. . intimidar. 1ª ed. The Rest is Noise. 2007. Sierguéi. 307. 373 apud TOLSTÓI. muitas vezes com mais de uma função: de um lado. A Sonata a Kreutzer. as pesquisas e os avanços tecnológicos. fragilizar psicologicamente e minar a resistência da vítima. o qual. p. Listening to the Twentieth Century. p. p.com. Moscou: Goslitizdát (Editora Estatal de Literatura). torturava-o até. É certo que o som é historicamente utilizado no campo de batalha. nem culpada.br) 295 296 ROSS. Nova Iorque: Farran. 2007. registrou a enorme angústia que a música causava a seu pai. 107-108.295 Por outro lado.58 - Ainda que algumas fontes ou depoentes possam ter a veracidade ou fidelidade de seus pronunciamentos questionados. de estimular o algoz e disciplinar. além de encobrir ruídos e impedir comunicação. durante interrogatórios e em outros cenários de abuso. por vezes colocava a própria música no banco dos réus: "Uma perturbação sem motivo e um enternecimento eram o que lhe provocava a música. Straus and Giroux.. que absolve a música (mas não o homem) de eventuais precipitadas acusações especula que: "A música pode não ser inviolável. ao que parece. a quantidade de informação coincidente disponível oriunda de fontes distintas também nos permite concluir que determinados padrões de conduta são reincidentes. adquirindo uma nova identidade na mente de cada novo ouvinte. também possivelmente com a função. tudo indica que o uso do som como instrumento de dominação deve continuar na agenda. intimidar e fragilizar o inimigo. TOLSTÓI. e ele dizia: 'Que me veut cette musique?" ("O que quer de mim esta música?")296 Susan Christina Forster (scf@fischerforster. desorientar. Considerando os investimentos. nem inocente. um dos filhos de Lev Tolstoi. ela o perturbava contra sua vontade. Alex Ross.

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