Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A.C.

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Apostila de Ferramentas de Análise de Risco

Engenharia Ambiental

Professor Eduardo Lucena C. de Amorim

Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A.C. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www.ctec.ufal.br

APRESENTAÇÃO

Esta apostila foi baseada no conteúdo do curso ITSEMAT do Brasil dos Serviços tecnológicos MAPFRE e tem por finalidade orientar os alunos do curso de Análise de Risco do 9º semestre do curso de Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Alagoas.

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ÍNDICE

....................................................................................................................1 ....................................................................................................................2 ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS (APR)....................................................4 1. DESCRIÇÃO.............................................................................................4 2. GUIA PARA UTILIZAÇÃO DO MÉTODO......................................................4 2.1. 2.2. 2.3. 2.4. REUNIR OS DADOS NECESSÁRIOS.......................................................................5 REALIZAR A ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS............................................................5 EXEMPLO...............................................................................................6 REGISTRO DOS RESULTADOS............................................................................7

ANÁLISE PERIGOS E OPERABILIDADE (HAZOP)........................................12 1. INTRODUÇÃO........................................................................................12 2. CONCEPÇÃO DO MÉTODO.......................................................................13 3. DESENVOLVIMENTO DO HAZOP.............................................................15 4. BENEFÍCIOS..........................................................................................18 5. PONTOS FRACOS...................................................................................18 6. APLICAÇÕES PRÁTICAS.........................................................................19 7. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA................................................................23 ANÁLISE DE MODOS DE FALHAS E EFEITOS (AMFE)..................................24 1. INTRODUÇÃO........................................................................................24 2. ÂMBITO DE APLICAÇÃO.........................................................................25 3. DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO........................................................26 4. EXERCÍCIOS..........................................................................................29 5. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA................................................................33

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C.interface entre componentes. etc ). Para que o trabalho seja completo.reunir os dados necessários.instalações. Muitas empresas químicas possuem um método semelhante implantado . à medida que o projeto se desenvolve. À medida que cada perigo é identificado. . 2.equipamentos de processo. . é preciso aproveitar a experiência anterior. Assim. As principais vantagens da APR são: identificação com antecedência e conscientização dos perigos em potencial por parte da equipe de projeto e identificação e/ou desenvolvimento de diretrizes e critérios para a equipe de desenvolvimento do processo seguir. procedimentos de emergência.ufal. Os elementos da planta . como definido no estágio de concepção ou do começo do projeto. bem como as possíveis medidas corretivas e/ou preventivas. talvez com nome diferente. A APR é própria para ser empregada na fase inicial de concepção e desenvolvimento das plantas de processo. . os perigos principais podem ser eliminados. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www.ctec. Ela não exclui a necessidade de outros tipos de avaliações de riscos. Guia para utilização do método A análise preliminar de riscos compõe-se dos seguintes passos básicos: .matérias primas. produtos intermediários e finais e sua reatividade. manutenção.br ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS (APR) 1. que podem ser definidos neste estágio. . A APR é realizada mediante a listagem dos perigos associados aos elementos do sistema. compreendem: . as causas em potencial. Esta análise evidenciou-se altamente eficiente em relação ao custo.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. Ao contrário. É também possível usar a análise em questão para anteceder outros métodos mais detalhados de identificação de riscos a serem utilizados em outras oportunidades no decorrer da vida útil da planta. inclusive as plantas de processo. proveniente do maior número possível de fontes diferentes. na determinação dos riscos que possam existir. Descrição A análise preliminar de riscos (APR) baseia-se na técnica definida e usada pelos militares nos programas de segurança de seus sistemas. .operações (teste. experiência operacional em processos similares e listagem de riscos. é uma precursora de outras análises. os efeitos e a gravidade dos acidentes.equipamentos de segurança. minimizados ou controlados logo de início. são também descritas. 4 .ambiente operacional. na fase de desenvolvimento de todos os sistemas militares perigosos. . Estas fontes compreendem estudos de riscos de instalações semelhantes.

os objetivos operacionais desta e os requisitos básicos de desempenho são úteis à definição do contexto para os riscos e o ambiente no qual irá a planta operar. início de propagação de incêndios ou explosões e sistemas de controle ou parada. por exemplo. 2. dentre os poucos dados disponíveis. combustíveis. b – interfaces entre equipamentos e substâncias da planta associadas à segurança como. No ponto do desenvolvimento do projeto em que a APR é de utilidade. Na realização da APR. informações pertinentes. proporcionadas pela experiência prévia com qualquer planta similar. Como a APR destina-se especificamente à identificação antecipada dos riscos. Quaisquer problemas que venham a ser identificados pela experiência prévia.2.registrar os resultados.1. Reunir os dados necessários A APR requer a reunião. e outros eventos capazes de gerar conseqüências indesejáveis. 5 . Assim. Realizar a análise preliminar de riscos O processo de execução da APR consiste em identificar os perigos.C. antes de tudo.ufal. dos dados disponíveis sobre a planta (ou sistema) em estudo. bem como os principais tipos de equipamentos. substâncias químicas altamente reativas. consta a concepção do processo. por exemplo. mas utilize equipamentos e materiais similares. Além dos componentes da planta. trocadores de calor e tipo de construção das instalações. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. sistemas de alta pressão e outros sistemas de armazenamento de energia. ou mesmo com uma planta que trabalhe com processo diferente. poderão auxiliar na APR da planta em estudo. 2. eventos iniciadores em potencial.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. vasos.ctec. substâncias tóxicas. principalmente itens de equipamentos especiais ou de longa vida. produtos químicos e reações básicas deverão ser conhecidos. Os analistas devem igualmente identificar os critérios de projeto ou alternativas com possibilidades de eliminar ou reduzir os perigos capazes de determinar um nível de riscos excessivamente elevado para o empreendimento. É evidente que é necessária uma certa experiência para realizar tais avaliações. É muito conveniente que se determine a existência de experiência prévia com as substâncias químicas e/ou a concepção do processo em estudo.br . devem ser considerados os seguintes elementos: a – equipamentos e materiais perigosos da planta como.efetuar a análise preliminar de riscos. e então. os dados sobre a planta poderão ser escassos. por exemplo. interações de materiais. .

Neste caso. . equipamentos de teste. redundância. disposição (ergonomia) dos controles de equipamentos e proteção contra acidentes com o pessoal. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www.instalar um sistema de alarme na planta. por exemplo. por exemplo. teste. o efeito dessas causas.o cilindro pressurizado vasa ou rompe-se. .estudar um recipiente cilíndrico dotado de um sistema de inundação disparado por um detector de vazamentos. extintores de incêndio e equipamentos de proteção pessoal. descargas eletrostáticas e umidade. havendo liberações maiores.as linhas de alimentação de H2S apresentam vazamento ou ruptura.o processo não consome todo H2S .Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A.br c – fatores ambientais susceptíveis de influenciar o equipamento e os materiais da planta como.C. A tarefa seguinte consiste em oferecer orientação e critérios para os projetistas aplicarem no projeto da planta.desenvolver um procedimento de inspeção de cilindros . temperaturas extremas.3. Exemplo Como exemplo. Por exemplo. vibração. então. capazes de gerar o H2S de acordo com as necessidades da operação. poderão ocorrer mortes. 6 . funções a serem desempenhadas pelos operadores.ctec. armazenamento.ufal. para o primeiro item. O analista de APR só dispõe da informação de que este produto será usado no processo e nenhum outro detalhe do projeto.instalar o cilindro de maneira a facilitar o acesso por ocasião das entregas. O analista sabe que o H2S é tóxico e identifica sua liberação como um perigo. mas distante do tráfego de outras plantas. terremotos. f – equipamentos relacionados com a segurança: sistemas de atenuação. Estuda então as causas para esta liberação: .minimizar o armazenamento local do H2S. o analista poderia recomendar: . armazenamento das necessidades de produção para um período de duas semanas a um mês. por exemplo. 2. manutenção e atendimento à situações de emergência. treinamento e utilidades. O analista determina.estudar um processo que armazene substâncias alternativas de menor toxidez. .ocorre um vazamento durante o recebimento do H2S na planta. consideremos um processo que utilizará H2S líquido bombeado. e – elementos de apoio das instalações como. . sem excesso de manuseio ou de entregas como. vazamento no cilindro. . reconhecendo cada um dos mecanismos de liberação em potencial significativos. importância dos erros humanos. . d – procedimentos de operação.

a respeito dos efeitos do H2S e das práticas de emergência.C. as causas. Planilha da Análise Preliminar de Riscos 1a coluna: Perigo Esta coluna contém os perigos identificados para o módulo de análise em estudo. 2.4. Estas causas podem envolver tanto falhas intrínsecas de equipamentos (vazamentos. a todos os novos empregados. o modo de detecção. Portanto. os perigos são eventos acidentais que têm potencial para causar danos às instalações. falhas de instrumentação. aos operadores.br . categorias de freqüência e severidade e risco. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www.4. 2a coluna: Causa As causas de cada perigo são discriminadas nesta coluna. junto com um estudo de um programa semelhante para os vizinhos da planta. etc). 3a coluna: Modo de Detecção Os modos disponíveis na instalação para a detecção do perigo identificado na primeira coluna foram relacionados nesta coluna. as medidas corretivas/preventivas e o número do cenário.4. 2. De uma forma geral. subseqüentemente.ufal.1) que mostra os perigos identificados. Registro dos resultados Os resultados da APR são registrados convenientemente num formulário (FIG 2. os perigos referem-se a eventos tais como liberação de material inflamável e tóxico. antes da ativação inicial da planta e.sugerir o desenvolvimento de um programa de treinamento para todos os empregados.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. efeitos potenciais.ctec. A detecção da 7 . Fig. a ser entregue a todos os empregados.1. rupturas. bem como erros humanos de operação e manutenção. ao público ou ao meio ambiente.

5a coluna: Categoria de Freqüência do Cenário No âmbito da APR.4.4. • explosão de nuvem. 7a coluna: Categoria de Risco Combinando-se as categorias de freqüência com as de severidade obtêm-se a Matriz de Riscos. As categorias de severidade utilizadas no presente trabalho estão na tabela 2. Exemplo de cenário de acidente possível: • Grande liberação de substância inflamável devido a ruptura de tubulação podendo levar à formação de uma nuvem inflamável tendo como conseqüência incêndio ou explosão da nuvem. como através de percepção humana (visual. 8a coluna: Medidas/Observações Esta coluna contém as medidas que devem ser tomadas diminuir a freqüência ou severidade do acidente ou quaisquer observações pertinentes ao 8 . a qual fornece uma indicação qualitativa do nível de risco de cada cenário identificado na análise. 6a coluna: Categoria de Severidade Também de acordo com a metodologia de APR adotada neste trabalho.4. as quais fornecem uma indicação qualitativa da freqüência esperada de ocorrência para cada um dos cenários identificados. 4a coluna: Efeito Os possíveis efeitos danosos de cada perigo identificado foram listados nesta coluna. etc).ufal.2.C. etc). • formação de nuvem tóxica. conforme figura 2.br ocorrência do perigo tanto pode ser realizada através de instrumentação (alarmes de pressão.ctec. um cenário de acidente é definido como o conjunto formado pelo perigo identificado.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. conforme tabela 2.3. De acordo com a metodologia de APR adotada neste trabalho. as quais fornecem uma indicação qualitativa do grau de severidade das conseqüências de cada um dos cenários identificados.4. de temperatura. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. suas causas e cada um dos seus efeitos. Os principais efeitos dos acidentes envolvendo substâncias inflamáveis e tóxicas incluem: • incêndio em nuvem. os cenários de acidentes foram classificados em categorias de freqüência. odor. os cenários de acidentes foram classificados em categorias de severidade.

Tabela 2.br cenário de acidente em estudo.Existente nesta coluna indica que as medidas já foram tomadas.2 .ctec.3 . Foi preenchida seqüencialmente para facilitar a consulta a qualquer cenário de interesse.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. A letra (E) .Categoria de Severidade dos Cenários da APR 9 .Categorias de Freqüências dos Cenários Usadas na APR Tabela 2. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www.ufal.4. 9a coluna: Identificador do Cenário de Acidente Esta coluna contém um número de identificação do cenário de acidente.4.C.

4.ufal.C. 2.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A.br Fig.ctec.4 . Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www.Matriz de Classificação de Riscos Usada em APR 10 .

Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www.3 11 .br APRESENTAÇÃO DO RESULTADO DA APR DO EXEMPLO DO ITEM 2.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A.ctec.ufal.C.

: O texto apresentado a seguir mostra o HazOp aplicável a plantas de processo contínuo. embora os códigos de práticas sejam de grande valia. encontram-se mais problemas de operabilidade quando comparados aos perigos. a fim de detectar deficiências e investir da melhor forma possível.br ANÁLISE PERIGOS E OPERABILIDADE (HAZOP) 1.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. Cabe lembrar que num HazOp a operabilidade é tão importante quanto a identificação dos perigos. Também é objetivo da técnica identificar problemas que possam contribuir para a redução da qualidade operacional da instalação (operabilidade da mesma). A necessidade de identificar erros ou omissões de projeto tem sido reconhecida há muito tempo. Durante quatro meses. que antecipe os perigos quando novos projetos envolverem novas tecnologias. Exemplo: O engenheiro de instrumentação verifica os sistemas de controle e. examinando detalhadamente todos os diagramas de linha da planta. Portanto. perdendo algumas de suas características originais. surgindo assim a técnica HazOp. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. o HazOp é uma técnica projetada para identificar perigos que possam gerar acidentes nas diferentes áreas da instalação. Em 1964 foi estabelecida uma equipe para aplicação de um exame crítico no projeto da planta. na maioria dos trabalhos. ainda que seja possível fazê-lo com pequenas mudanças na técnica. Este tipo de verificação individualizada melhora o projeto mas tem pouca chance de detectar perigos relacionados com a interação das diversas funções ou especialidades. Devido a problemas de custos. sendo que.ufal. mas vem sendo realizada tradicionalmente com base em conhecimentos individuais de especialistas. INTRODUÇÃO Em 1963 a Divisão de Química Orgânica Pesada da ICI estava projetando uma planta para produção de fenol. gerando assim algumas críticas. Tem se tornado extremamente claro que. mas também é capaz de identificar as mais sutis combinações que levam a eventos pouco esperados. se está satisfeito. 12 .C. o projeto foi cortado em muitos pontos. encontrando muitos perigos potenciais e problemas operacionais que não haviam sido previstos no projeto. aprova o projeto e o passa para o próximo especialista. O termo HazOp origina-se do inglês “Hazard and Operability Study”. três especialistas trabalharam no projeto. O HazOp é efetivo na identificação de incidentes previsíveis. Obs. Também conhecido como “Estudo de Perigos e Operabilidade”. além de perdas na produção em razão de descontinuidade operacional. o princípio da técnica que se baseava em “encontrar alternativas” foi modificado para “identificar desvios”. O mesmo não contempla processos descontínuos (ou de batelada).ctec. é particularmente importante suplementá-los com uma técnica imaginativa.

parâmetros de processo e desvios: 13 . A técnica é então repetida até que cada seção do processo ou equipamento de interesse tenham sido revisados. neste ponto ainda é possível alterar o projeto sem grandes despesas.br 2. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. durante as quais uma equipe multidisciplinar discute metodicamente o projeto da planta. que focalizam desvios fora dos parâmetros estabelecidos no processo ou na operação. caso sejam constatadas consequências consideradas relevantes. são avaliados os sistemas de proteção para determinar se estes são suficientes para controlar essas situações. usando palavras-guia. CONCEPÇÃO DO MÉTODO De maneira geral. A equipe procura identificar as causas de cada desvio e. identificando perigos potenciais e/ou problemas de operabilidade.C. ou para plantas existentes ao ser planejado um remodelamento.ufal. O líder da equipe orienta o grupo. por meio de uma série de reuniões. através de um conjunto de perguntas estruturadas. Do ponto de vista de custos.ctec. ou seja. no momento em que o projeto está estável e documentado. A melhor ocasião para a realização de um estudo HazOp é a fase em que o projeto se encontra razoavelmente consolidado. Essa criatividade resulta da interação da equipe com diferentes formações. Se a equipe considerar que outras medidas ou dispositivos de segurança são necessários. as de elevada probabilidade ou magnitude. o HazOp consiste na realização de uma revisão da instalação. Além disso. Seguem abaixo exemplos de palavras-guia.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. então são feitas as respectivas recomendações. o HazOp é ótimo quando aplicado a novas plantas. A principal vantagem desta discussão é que ela estimula a criatividade e gera idéias.

ctec.br Seguem alguns exemplos de desvios e suas possíveis causas.ufal.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. 14 .C. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www.

melhorar a segurança de uma instalação existente.C. a equipe deve se concentrar em outros itens importantes para o desenvolvimento do estudo. verificar os procedimentos operacionais e de segurança. considerar perdas de produção. certificar-se de que a instrumentacão de segurança está reagindo da melhor forma possível. DESENVOLVIMENTO DO HAZOP Embora o objetivo geral consista na identificação dos perigos e problemas de operabilidade.ctec. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. verificar a segurança dos empregados.br 3. tais como:         verificar a segurança do projeto.ufal.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. considerar perda da planta ou de equipamentos. segurança pública e 15 .

C. como por exemplo. Folha com os dados dos equipamentos.ufal. Para que o estudo possa ser realizado. Engenheiro de instrumentação. Engenheiro de manutenção. ter o cuidado de ouvir a todos.ctec. não permitir que ninguém seja colocado na defensiva. Os fluxogramas 16 . Em plantas contínuas os preparativos são mínimos. Alguns projetos necessitarão da inclusão de diferentes disciplinas. A equipe deve ter um líder que tenha experiência na condução de estudos de HazOp e que tenha em mente fatores importantes para assegurar o sucesso das reuniões. Sendo a equipe numerosa demais. Engenheiro de automação. como: não competir com os membros da equipe. O volume de trabalho exigido neste estágio depende do tipo da planta. a unidade do grupo se perde e o rendimento tende a ser menor. Fluxogramas de processo e balanço de materiais. engenheiro civil e farmacêutico-bioquímico. Engenheiro de processo. a equipe pode ser composta por: Chefe de fábrica. tais como:        P & ID’s (diagramas de tubulação e instrumentação). fazendo pausas quando necessário. entre outros. Engenheiro eletricista. embora um contingente menor possa ser suficiente para a análise de uma planta pequena. Diagrama lógico de intertravamentos juntamente com a descrição completa.br  impactos ambientais. Memorial descritivo do projeto. Para a análise de um novo projeto a equipe pode ser composta por:              Engenheiro de projeto. Para a análise de uma planta em operação.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. Líder da equipe. composta de 5 a 7 membros. Plantas de disposição física da instalação. é importante que esteja disponível toda a documentação necessária. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. Engenheiro eletricista. Desenhos isométricos. Os estudos HazOp devem ser realizados por uma equipe multidisciplinar. Líder da equipe. Supervisor de operação. manter o alto nível de energia. engenheiro elétrico. Químico.

É importante também que todas as linhas de serviço. aplicando palavras-guia em cada nodo de estudo.C.br atualizados e desenhos de tubulações e instrumentos existentes contêm. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. vasos. bem como suas conseqüências. instrumentação e procedimentos. identificando os problemas potenciais nesses pontos.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. como por exemplo alimentando vasos. da habilidade da equipe em se concentrar nos perigos mais importantes entre aqueles que forem identificados. da habilidade da equipe em usar uma aproximação como um auxílio a sua imaginação para visualizar desvios. progredindo no sentido do seu fluxo natural.ctec. trocadores de calor. diagramas lógicos ou diagramas seqüenciais de instrumentos. ar comprimido. suas atividades deverão ser representadas pela instruções (ou protocolos) de fabricação. etc. O HazOp requer a divisão da planta em nodos (nós) de estudo (pontos estabelecidos nos desenhos de tubulação. deverá ser estudada cada parte isoladamente. assim como as linhas de processo.ufal. nitrogênio e drenagem sejam “hazopadas”. entre os quais encontram-se os componentes da planta como bombas. Nestas condições. água. os preparativos são em geral mais extensos. sobretudo pela necessidade maior de operações manuais. duas saídas e um alívio deverá utilizar cerca de 1 hora e meia. a saber: fundamentalmente do grau de complementação e precisão dos documentos e outros dados para a fase de estudo. torna-se possível efetuar uma estimativa com base no número de tubulações e de vasos a serem analisados. Por exemplo. 17 . via de regra. da habilidade técnica e do discernimento da equipe. as seqüências de operação constituem a maior parte do HazOp. causas e conseqüências. deverão ser observadas pequenas derivações ou ramificações que podem não conter uma numeração. Além disso. a palavra-guia alta combinada com o parâmetro pressão resulta num desvio de alta pressão.      sucesso do HazOp depende de vários fatores. incluindo linhas de vapor. No caso de plantas descontínuas. É importante não deixar que faltem cópias dos desenhos. Como exemplo. Estes dados operacionais podem ser obtidos nas instruções operacionais. A equipe analisa os efeitos desse desvio no ponto em questão e determina suas possíveis causas. seja analisado com auxílio das palavras-guia. A equipe de estudo começa pelo início do processo.) e que o processo. O primeiro requisito consiste na avaliação das horas necessárias à realização do estudo. Como regra geral.Um vaso com duas entradas. cada tubulação principal alimentando um vaso utilizará em média 15 min do tempo da equipe. em tais pontos. assim. informações suficientes para o estudo. Havendo operadores fisicamente envolvidos no processo.

produtos fora de especificação. o HazOp pode descobrir cenários que levam a distúrbios na planta. justificando medidas adicionais de proteção. BENEFÍCIOS Revisão sistemática e completa: pode produzir uma revisão completa do projeto de uma instalação e sua operação. Para isto. 4. a pessoa encarregada pelo registro dos dados deve estar familiarizada com o programa e com a linguagem do computador. 18 . Inexperiência da equipe: um HazOp realizado por equipes inexperientes pode não atingir os objetivos desejados quanto à identificação dos perigos. de forma a extrair os conhecimentos de todos os participantes. É impossível registrar todos os comentários e sugestões.C. ou ainda gerar recomendações não pertinentes. É também conveniente que as sessões sejam gravadas para posterior transcrição. mas também pode identificar seqüências de eventos raros que possam acarretar incidentes que nunca ocorreram. originando sérias conseqüências.ctec. de forma que os dados possam ser digitados correta e rapidamente. Melhor compreensão dos engenheiros e operadores com relação às operações da planta: uma série de informações detalhadas do projeto e da operação surgem e são discutidas durante um HazOp bem sucedido. Melhoria da eficiência da planta: além da identificação dos perigos. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. Líder inexperiente ou não adequadamente treinado: o líder de HazOp precisa ser tecnicamente forte e experiente na técnica. Outra forma de se documentar um HazOp é através de computadores. 5. Um registro lento poderá aumentar o tempo gasto para a conclusão do estudo. entretanto. Prognóstico de eventos: o HazOp pode ser efetivo na descoberta de incidentes previsíveis. Avaliação das conseqüências dos erros operacionais: embora o HazOp não substitua uma análise completa de erro humano. danos a equipamentos.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. bem como melhorias básicas na maneira pela qual a planta é operada. PONTOS FRACOS Pouco conhecimento dos procedimentos de aplicação do HazOp e dos recursos requeridos. O formulário HazOp que documenta os resultados da análise deve ser preenchido durante as reuniões do HazOp (vide exemplo na figura 2). contudo é importante que nenhuma idéia se perca. ele pode auxiliar na identificação de cenários nos quais os operadores podem errar.ufal. como bloqueios não planejados. É altamente recomendável que os integrantes da equipe revisem individualmente o relatório e depois se reunam para uma revisão final do mesmo.br O processo de registro constitui uma parte importante do HazOp.

ufal. 19 . Extensas sessões de HazOp: na pressa pela conclusão do HazOp. como um exemplo simples.Análise Preliminar de Perigos. as sessões são algumas vezes planejadas para cinco dias consecutivos ou mais. ou mesmo um “What if”. APLICAÇÕES PRÁTICAS 1º Exemplo: Considere. um HazOp de cinco horas por dia poderá ser melhor executado. a reação será incompleta. A equipe pode falhar em identificar perigos importantes se os P & ID’s ou outros documentos estiverem imprecisos ou desatualizados. com produção de amônia. produzindo uma substância inofensiva. Acreditar em medidas de proteção desnecessárias: é fundamental que o líder force a equipe a avaliar a eficácia de cada medida de proteção antes de requerê-la. o processo contínuo onde o ácido fosfórico e a amônia são misturados. em período integral. poderão ser mais adequados. haverá produção de uma substância não perigosa. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. para estudos que duram mais do que uma semana. Se for acrescentada uma quantidade inferior de ácido fosfórico. porém indesejável.br Falha em se estabelecer um ambiente “seguro” para os membros da equipe: um HazOp deve ser uma troca livre de informações a respeito de como a planta realmente é operada. Para HazOp’s que duram o dia todo. antes que os P & ID’s estejam estabelecidos. uma APP . podendo causar atraso e aumento nos custos.C. Num estágio inicial de um novo projeto.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. sem o cansaço da equipe. Atualização deficiente do P & ID’s: em muitos casos. os P & ID’s de instalações existentes não foram mantidos atualizados. A equipe de HazOp recebe a incumbência de investigar “os perigos decorrentes da reação”. 6. outras técnicas de identificação de perigos podem ser mais apropriadas. o fosfato de diamônio (DAP). levando a equipe ao extremo consaço. Na prática. Se a amônia for adicionada em quantidade inferior. Aplicação inadequada do HazOp para determinados sistemas: para alguns sistemas. o HazOp não cobrirá algumas falhas sérias de projeto ou de operação da planta. A menos que os membros da equipe estejam livres de recriminação e possam fazer declarações do tipo “aquele sistema de bloqueio não foi testado em dois anos”. a eficiência da equipe cai drasticamente.ctec.

ufal.C. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www.br Unidade de produção de “DAP” 20 .Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A.ctec.

Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. Nessa situação. Analisar o subsistema ÁGUA DE REFRIGERAÇÃO 21 . a válvula de "by pass" (H 1) deve ser aberta manualmente para aumentar a vazão de água de refrigeração. A temperatura da reação é controlada pelo ajuste da vazão de água através da malha de controle constituída pelos elementos TT 1. Testes recentes indicam que poderá ocorrer uma reação descontrolada. Existe também uma válvula de alívio rápido (RV 1) no costado do reator com o objetivo de evitar a ruptura do vaso.C. A reação é controlada em 50º C. Ts 1.ctec. REAÇÃO: A + B = C + energia. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. O alarme é acionado em 60º C.br 2º Exemplo: Uma reação exotérmica ocorre no reator EP 1.ufal. caso a temperatura atinja um valor elevado. TC 1 e TV 1. O alarme de temperatura (TA 1) alerta o operador quando a temperatura excede as condições operacionais estabelecidas. com ruptura do vaso. A temperatura da água é de 5º C.

Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www.C.ufal.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A.br 22 .ctec.

A. 1985. T.AIChE. HazOp and Hazan: Identifying and Assessing Process Industry Hazards. 1992.3rd ed.ufal.br 7. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. American Institute of Chemical Engineers .Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. London. Institution of Chemical Engineers. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA KLETZ. 23 .ctec.C. Guidelines for Hazard Evaluation Procedures.

JONES. CETESB .Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. permite analisar como podem falhar os diferentes componentes. é uma técnica para análise de riscos que consiste no exame de componentes individuais. mas sim estabelecer como as falhas individuais podem afetar diretamente ou contribuir de forma relevante ao desenvolvimento de um evento indesejado que possa acarretar conseqüências significativas. É importante ressaltar que também não é objetivo da AMFE estabelecer as combinações de falhas dos equipamentos ou a as seqüências das mesmas. ANÁLISE DE MODOS DE FALHAS E EFEITOS (AMFE) 1. 1987. de & LOPES. A guide to Hazard and Operability Studies. ARAUJO E LIMA. João C. I Seminário Internacional de Engenharia e Análise de Riscos em Industrias Químicas e Petroquímicas. London.ufal.ctec. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. Estudos de Perigos e Operabilidade (Hazards and Operability Studies).C. Salvador . 1993. ABGR e UFBA. G.br Chemical Industries Association. Curso Técnicas de Análise de Risco. equipamentos ou sistemas. a aplicação da técnica AMFE. Maria Cecília de. é. HazOp . São Paulo. do inglês Failure Modes and Effects Analysis (FMEA).Análise de Perigos e Operabilidade. INTRODUÇÃO A Análise de Modos de Falha e Efeitos (AMFE). uma análise sistemática com ênfase nas falhas de componentes.. D. IBP . W. 1994. 1992. 1987. com o objetivo de avaliar os efeitos que eventuais falhas podem causar no comportamento de um determinado sistema. Lessons from HazOp experiences.Instituto Brasileiro de Petróleo. portanto. Curso de Engenharia da Confiabilidade. Júlio C. Hydrocarbon Processing. OLIVEIRA. Assim.Brasil. de forma que possam ser determinados os possíveis efeitos 24 . April. não considerando falhas operacionais ou erros humanos.Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental. em sistemas ou plantas industriais.

Efeitos e Criticidade). 25 . 2. Uma variação da AMFE é a AMFEC (Análise de Modos de Falhas. ou seja. em termos de importância ou prioridade para a definição do estabelecimento de modificações ou ações de gerenciamento das possíveis anormalidades. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. Em sistemas complexos o número de analistas é. Na fase de construção a AMFE pode ser utilizada para a avaliação das possíveis modificações que possam ter surgido durante a montagem de sistemas. por fim. uma lista de falhas com seus respectivos efeitos e pode ser de fácil aplicação e avaliação para a definição de melhorias de projetos ou modificações em sistemas ou plantas industriais. definir alterações de forma a aumentar a confiabilidade dos sistemas em estudo. que possam ser facilmente incorporadas para a melhoria e o aperfeiçoamento dos aspectos de segurança dos sistemas. ÂMBITO DE APLICAÇÃO A AMFE pode ser utilizada nas etapas de projeto. Com base no acima exposto. de forma sistemática. Determinação dos possíveis efeitos que as possíveis falhas de um determinado componente poderão causar em outros componentes do sistema em análise. na análise das falhas identificadas.  A AMFE é basicamente um método qualitativo que estabelece. além dos objetivos e resultados obtidos com a aplicação da AMFE.br decorrentes dessas falhas permitindo.C. normalmente. cuja diferença fundamental consiste em considerar. Determinação dos componentes cujas falhas possam redundar em efeitos críticos na operação do sistema em análise. de forma a garantir danos mínimos aos sistemas. propicia também a avaliação comparativa das diferentes falhas identificadas. uma graduação do nível de criticidade dos efeitos decorrentes dessas falhas.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. conseqüentemente.ufal.ctec. diminuir a probabilidade da ocorrência de falhas indesejáveis. Na etapa de projeto a técnica é útil para a identificação de proteções adicionais. Em geral a aplicação da AMFE pode ser realizada por dois analistas que conheçam perfeitamente as funções de cada equipamento ou sistema. incrementado. pode-se concluir que os principais objetivos da AMFE são:   Revisão sistemática dos modos de falha de componentes. a AMFEC. de acordo com a complexidade e especificidades das instalações. o que é bastante comum. assim como a influência destes nas demais partes ou sistemas de uma linha ou processo. Portanto. para instalações já em operação a técnica é útil para a avaliação de falhas individuais que possam induzir a acidentes potenciais. construção e operação.

Definir o formato da tabela e informações a serem apontadas. Apontar as informações e recomendações. como elementos mínimos devem ser considerados:    A identificação da planta e/ou dos sistemas a serem analisados.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A.ufal. O reconhecimento das informações necessárias para a identificação dos equipamentos e suas relações como os demais sistemas da planta a ser analisada. assim. acessórios. um exemplo de tabela para a aplicação da AMFEC. 26 . A definição do problema e das condições de contorno deve contemplar a determinação prévia do que efetivamente será analisado. intertravamentos. Definir o problema e as condições de contorno. O estabelecimento dos limites físicos dos sistemas. DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO Na aplicação da AMFE devem ser contempladas as seguintes etapas:      Determinar o nível de detalhamento da análise a ser realizada. sendo o segundo. O nível de detalhamento da análise a ser realizada na aplicação da AMFE. etc. Conhecimento das funções dos equipamentos.ctec.C. Fluxogramas de processo e instrumentação (P&IDs). obviamente. se a análise tiver por finalidade definir a necessidade ou não de proteções ou sistemas de segurança adicionais (redundâncias) certamente a análise deverá ser mais detalhada e criteriosa. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. da complexidade da instalação a ser analisada. dependerá. entre outros documentos e informações. Preencher a tabela da AMFE. bem como dos objetivos a serem alcançados. Diagramas elétricos. podendo haver a necessidade de estudar cada equipamento. na seqüência estão apresentados dois tipos de tabelas. o que implica normalmente na utilização de fluxogramas de engenharia. de forma geral. 3.br De forma geral. deve-se dispor de:     Lista dos equipamentos e sistemas. sistemas e planta industrial. de acordo com a instalação ou processo a ser analisado. assim. O formato da tabela a ser utilizado está também associado ao tipo de análise e nível de detalhamento desejado. interfaces. para se garantir a efetividade na aplicação da técnica.

que segue.C. apresenta um exemplo de classificação para a categorização do nível de severidade (criticidade).ufal.br Figura 1 – Exemplo de Tabela – AMFE Figura 2 – Exemplo de Tabela – AMFEC A Tabela 1. associados aos possíveis efeitos decorrentes das falhas identificadas. Tabela 1 – Exemplo de Categorias de Severidade 27 .Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. acima apresentada. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www.ctec. conforme previsto na tabela da AMFEC.

de acordo com a complexidade da instalação em análise. pode ser “falha em abrir ou falha fechada”. a partir do primeiro componente (equipamento) considerado de interesse para os objetivos da análise a ser realizada. caso necessário. poderá ocasionar um incêndio afetando outros equipamentos da situados nas imediações. uma falha possa gerar o vazamento de um líquido por um selo de uma bomba tem um efeito imediato ao redor desse equipamento e. um modo de falha de uma válvula de controle que opera normalmente aberta. 28 . utiliza-se como referência um fluxograma de engenharia ou outros documentos adicionais. caso o produto seja inflamável.br O preenchimento da tabela deve ser realizado de forma sistemática. por exemplo.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. para tanto. seguindo o fluxo (seqüência) normal do processo até a sua etapa final.ctec. nas situações que possam provocar conseqüências relevantes. em geral. Os analistas devem priorizar e se concentrar na análise. considerando suas denominações formais ou dados adicionais. caso julgado necessário.   Por fim. propiciando assim as condições para a redução de eventuais omissões nessa atividade. Inicia-se o preenchimento da tabela. para cada modo de falha e após a definição dos possíveis efeitos decorrentes da falha em questão devem ser apontadas eventuais recomendações. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www.C. assim.ufal. Para cada modo de falha identificado deve-se procurar avaliara os efeitos em outros componentes ou no sistema. devendo-se considerar as seguintes recomendações:   Identificação adequada dos equipamentos. Descrever adequadamente e contemplar os diferentes modos de falha em relação ao modo normal de operação de cada equipamento considerado na análise. em especial. por exemplo.

Tabela 2 – AMFE – Caixa D’ Água 29 .C.ufal. de forma a se estudar as possíveis perdas decorrentes de falhas de seus componentes. EXERCÍCIOS Na seqüência estão apresentados dois exemplos de forma a ilustrar a aplicação da técnica AMFE. uma caixa d’ água de uso domiciliar. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. que segue. A Figura 2. Figura 3 – Esquema Simplificado de Caixa D’ Água A Tabela 2. representa.ctec.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. para a qual foi desenvolvida uma AMFE. apresentada na seqüência. de forma simplificada e esquemática.br 4. mostra a aplicação da técnica AMFE para a caixa d’ água.

30 . que tem a temperatura de reação controlada pela circulação de água.ctec.ufal.C. na seqüência é mostrada a Tabela 3. desta vez considerando também os modos de detecção das falhas e a severidade (criticidade) dos possíveis efeitos associados (AMFEC).br A Figura 4 apresenta um esquema simplificado de um processo industrial com um reator exotérmico. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. relativa à aplicação da técnica.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A.

ctec.Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A.ufal.C.br Figura 4 – Reator Exotérmico Tabela 3 – AMFEC – Reator Exotérmico 31 . Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www.

ctec.C.br Tabela 3 – AMFEC – Reator Exotérmico (continuação) 32 .Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A.ufal. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www.

C. São Paulo. 1992. Madri. Guidelines for Hazard Evaluation Procedures. Francesco & FANTAZZINI.br Tabela 3 – AMFEC – Reator Exotérmico (continuação) 5. Fundación MAPFRE. Simões Tabuleiro do Martins – CEP 57072-970 – Maceió – AL www. P. M & BRAÑA. J. Análisis y Reducción de Riesgos en La Industria Química. 2nd Ed. New York. Mário L. 1990.. Dirección General de Protección Civil. Madri. Guia Técnica: Métodos Cualitativos para el Análisis de Riesgos. Introdução à Engenharia de Segurança de Sistemas. 33 .Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC Cidade Universitária – Campus A. AIChE/CCPs. SANTAMARIA RAMIRO.ctec. FUNDACENTRO.ufal. 1985. 1994. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA DE CICCO. A.

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