CURSO BÁSICO DE FOTOGRAFIA

Prof. Thomaz W. M. Harrell

Universidade Federal de Uberlândia
Faculdade de Artes, Filosofia , e Ciências Sociais Departamento de Artes Plásticas

Protegido por lei de direitos autorais. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste trabalho pode ser reproduzida sem a expressa permissão do autor ou seus representantes legais. ©.1995 Thomas W. Mendoza-Harrell

5A VERSÃO EDITADA EM 28/08/2000 E RE-EDITADA EM 03/03/2001 25/09/2001 07/07/2002

I

SUMÁRIO CAPITULO I CAPITULO III
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Da Pintura Rupestre à Fotografia
1. Os Principios da Fotografia
A). O Principio da Câmara Escura de Orifício B). O princípio da Fotossensibilidade:
1. Johann Heinrich Schulze 2. ThomasWedgewood

As Objetivas (O Sistema Optico da Câmara)
1. Lentes ou Objetivas? 2.As Caracteristicas Principais de uma Objetiva 1) A distância focal de uma objetiva 1b) Lentes ou objetivas? c) O ângulo de cobertura de uma objetiva d) A abertura relativa de uma objetiva e) O diafragma da objetiva Resumo das Caracteristicas comuns a todas as objetivas. 5. Tipos de objetivas a) As Objetivas Normais b) As Objetivas Grande Angulares c) As Teleobjetivas d) As Objetivas zoom e) Objetivas especiais

p2 p4 p5 p6 p8 p9 p10 p11 p12 p13

p23 p24 p26 p27 p28 p30 p33 p34 p35 p36 p38 p39 p40

C). O Princípio da Óptica 2. A Descoberta da Fotografia A). Joseph Nicephore Niepce B). Jaques Mandé Daguerre C). WILLIAm Henry Fox-Talbot D). Hercules Florence e a Fotografia no Brasil E). Frederick Scott-Archer e a “chapa úmida” F). Richard Leach-Maddox: a Chapa Seca. G). George Eastman e o filme em rolos 3.Os GrandesFotógrafos

CAPITULO II

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A Câmara Fotográfica
1. A Câmara Escura de Orifício 2. A anatomia da câmara básica 3. Os diferentes tipos de câmaras a) A câmara simples b) A câmara de visor c) A câmara refelx de uma objetiva d) A câmara reflex de duas objetivas e) A câmara técnica ou de estúdio f) Os formatos de filme

CAPITULO IV Os Obturadores
1. 2. 3. 4. Obturadores Centrais Obturadores de plano focal Sincronismo do flash com o obturador A velocidade do Obturador no controle do movimento e da luz.

II

CAPITULO V

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A Teoria da Luz
1. A LUZ
a) O Espectro Eletromagnético b) As caracteristicas da Luz 1. Comprimento de Onda e Frequencia 2. Intensidade 3. Temperatura de cor (A Escala Kelvin de temperaturas)

CAPITULO VI Os Filtros
a) Filtros para Fotografia em Preto e Branco b) Filtros para Fotografia Colorida c) Filtros para Aplicações Gerais d) Filtros de Densidade Neutra e) Filtros Polarizadores TABELAS

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c) Cor: As Cores Primárias do Espectro d) Cor: O processo Aditivo e o Processo Subtrativo 2. O COMPORTAMENTO DA LUZ: a) Velocidade. b) Refração. c) Reflexão. d) Absorção . e) Disperção. 3. OUTROS ASPECTOS DO COMPORTAMETO DA LUZ: a) A Lei da Queda da Luz, b) A Lei da Falha de Reciprocidade, c) Relação de Contraste, d) As Unidades Fotometricas, e) Fotômetros f) Fotometria e exposição

CAPITULO VII A Estrutura e Composição do Filme
1. A ESTRUTURA DE UM FILME 2. TIPOS DE FILMES: a) Filmes em preto e branco b)Filmes Coloridos c) Filmes reversíveis ou positivos 3. CARACTERISTICAS COMUNS A TODOS OS FILMES a) Sensibilidade: ISO, ASA, E DIN b) Sensibilidade Espectral c) Granulação d) Latitude de Exposição e) Contraste f) Definição g) Saturação e Temperatura de Cor. 4. OS FORMATOS a) O formato Pequeno b) O formato Médio c) O formato grande

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III

CAPITULO VIII
Trabalhando com a câmara
a)Conhecendo a câmara. b)Segurar a câmara. c)O visor. d)O ajuste de foco. e)Carregar o filme. f)ajusto de sensibilidade do filme g) Os ajustes com c6amaras de palinel LCD OASPECTO EXTERNO DA CÂMARAA MODERNA a)Entendendo a nmenclatura e a Iconografia da câmara moderna b) Programas representados por Icones c) Outros controles no anel de comando d) O visor e a janela de cristal liquido p73 74 75 76 77 78 78 79 81 81 82 83

Como Medir a Luz
a) Como medir a luz com oum fotômetro. b) Como medir aluz com o fotômetro da câmara.

CAPITULO IX

A Fotografia Digital

IV

A finalidade deste trabalho é de introduzir estudantes de fotografia, amadores e outros interessados aos aspectos básicos da produção de imagens pelo meio fotográfico de modo que possam ter uma visão global dos seus princípios, processos, técnicas e aplicações. Neste sentido, tenta-se preencher uma lacuna que existe neste pais no ensino e na prática. No Brasil são ainda poucos os cursos de comunicação que se dedicam à questões como as abordadas neste livro. Outra finalidade deste trabalho é de se propor servir como um manual de referência para aqueles que já estão trabalhando numa dessas áreas. Parte-se do princípio que é fundamental uma compreensão teórica da fotografia, sem a qual seria difícil lançar mão dos recursos criativos que esse meio nos oferece. Muitos poderão achar este tratamento técnico demais e ainda outros muito superficial. A verdade é que ele representa um esforço para seguir “o caminho do meio” procurando ser nem complexo nem simplista demais. Compartilhamos o ponto de vista que técnica e criatividade são inseparáveis. Quem não tem uma compreensão mínima dos aspectos técnicos não pode ser criativo. A verdade é que este trabalho tenta mostrar os caminhos de aproximação que existem e se expandem entre a fotografia convencional, a nova fotografia digital e outros meios de produção audio visual. Hoje, muito mais do que em qualquer outro tempo presenciamos processos em plena hibridização. Com o avanço da era eletrônica encontramos fotografia, multi midia, cinema, vídeo, e computação gráfica trabalhando juntos e até convivendo mutuamente no mesmo ambiente. O fato é que num futuro não muito distante todos irão tornar-se parte de uma só

tecnologia. Os indícios disto estão mais do que evidentes e não devemos ignorar esse fato. Um exemplo disto é que a fotografia ja se prepara para a era digital com o lançamento dos formatos denominados de APS e Advantix. Lançamentos estes ponderados e projetados pelos maiores fabricantes do mundo de equipamentos e de filmes . Mesmo assim, a fotografia digital evolui com tanta rapidez que nem para eles é possivel estimar em quanto tempo ela poderá alcançar substituir a fotografia convencional. Podemos ter a certeza que isso acontecerá muito mais rapidamente do que hoje pode se pensar Este trabalho também é o resultado de mais de quinze anos de ensino dessa matéria. Durante esses anos todos sempre sentimos falta de um material didatico para uso em sala de aula. A inexistencia de um livro texto adequado que pudesse dar ao aluno iniciante uma visão global da história da fotografia assim como dos aspectos básicos das técnicas de fotografia sempre representou uma grande barreira. Algumas publicações, a maioria traduções de outros idiomas surgidas através dos anos, e que poderiam se adaptar relativamente bem aos nossos propósitos acabaram sempre esgotadas e portanto inacessíveis para uso ano após ano. A solução para isto, foi iniciar o trabalho de preparar apostilas que pudessem orientar o aluno sobre os principais aspectos da fotografia. Hoje, reunimos as apostilas em forma de livro. Muitos anos de pesquisa e leitura foram necessários para tentar discernir os pontos de maior relevância e apresenta-los de maneira interessante e original sabendo-se inclusive que muita matéria aqui apresentada já existe em
forma impressa e com muitos mais recursos. Temos como exemplo, as

luxuosas publicações do fotógrafo Inglês John Hedgecoe repletas
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de ilustrações e diagramas em cores que servem certamente de inspiração mas estão fora do alcance de grande parte do nosso público que não domina o inglês e não pode pagar o preço dessas publicaçòes. Durante os muitos anos de contato com a literatura sobre fotografia o panorama mudou significativamente e algumas das matérias que ainda se encontram neste livro certamente tornar-se ao obsoletas no futuro próximo. Como exemplo disto podemos citar as operações para carregar filme na câmara fotográfica ou realizar a focalização da objetiva. Estas operações já acontecem automaticamente nas câmaras modernas. Outro item que logo poderá se tornar supérfluo é sobre a exposição correta do filme uma vez que este aspecto torna-se cada vez mais uma função automatizada nas câmaras modernas. Uma palavra de cautela torna-se necessária porém. Este recurso embora de enorme utilidade e importância continua a enganar amadores e profissionais que não sabem como a abertura do diafragma afeta a imagem principalmente no que diz respeito à profundidade de campo. É por isto que este trabalho assume a forma de um manual pois tem a primordial função de transmitir conhecimentos de base. Neste sentido, o porque torna-se tão importante quanto o como. Evitamos portanto de cometer o erro de criar um simples e insípido catálogo de equipamentos ou um mero receituário de técnicas sem fundamento “para quem quer aprender sem esforço”. Por outro lado tomamos cuidado em evitar de “ocultar a floresta pelo excesso de árvores” (pecado das teses). Os detalhes foram relegados a notas de rodapé ou ao glossário. Por ultimo CURSO BÁSICO DE FOTOGRAFIA, é tudo menos uma obra definitiva. É um começo que serve para mostrar
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caminhos. É a nossa esperança que com este livro em mãos o leitor sinta que saberá procurar ele mesmo as respostas para dúvidas e perguntas no campo da fotografia e que depois de ter lido sinta que sabe muito mais do que quando começou.

1. Po- deríamos até afirmar que do ponto de vista de um determinismo histórico.DA PINTURA RUPESTRE A FOTOGRAFIA © Thomaz. a busca de um processo mais perfeito e mais realista de registrar o mundo continuou sendo insistentemente procurado atravez dos tempos. Poderiamos refletir de como seria difícil fazer uma descrição precisa destes desenhos se não existisse a fotografia para nos mostrar como são. Fotografia de Pintura Rupestre nas cavernas de Jataí. O fato é que enquanto não existiu a fotografia muitas . Não é de hoje a afirmação que a invenção da fotografia LIBERTOU a pintura para encontrar a sua verdadeira vocação expressiva. 12 x7 cm Foto: Vanessa F.M. mesmo assim. Mesmo depois que a escrita evoluiu. 1. É necessário deixarmos claro que não se trata de fazer uma comparação qualitativa entre a fotografia e as outras artes visuais. W. Nas próximas páginas iremos ver como foi a evolução da busca deste meio até hoje insuperádo de registrar imagens de incrível perfeição e realismo e sem o qual a nossa cultura seria inteiramente outra.estavam insatisfeitas com o que se podia fazer com o desenho e a pintura em matéria de REALISMO. a minúcia. 1998 figFig. do que manifestações do grande desejo de RETRATAR O MUNDO que todos nós possuímos desde a infância e que é comum tanto nos primitivos quanto nos civilizados.M. a espontaneidade. parece ser intrínseco ao homem -um instinto quase-. sabemos que mesmo antes de existir a escrita. a luz. Estima-se que alugumas destas imagens tenham mais de onze mil anos. a busca do meio fotográfico levou centenas de anos para se concretizar. Harrell . os primitivos já se comunicavam por meio de desenhos (Ver fig. e a velocidade que muitos procuravam mas não conseguiam por outros meios.muitíssimas pessoas . 1 . DA PINTURA RUPESTRE À FOTOGRAFIA A descoberta da fotografia não aconteceu como muitos po deriam pensar de uma hora para outra. A fotografia representa o detalhe. Mesmo com o florecimento da literartura e das artes representativas . Como veremos mais adiante.) pois a imagem precede a palavra escrita na ordem evolutiva da linguagem. a perspectiva. Isto deve-se ao fato de que as imagens comunicam em níveis diferentes aos da palavra seja ela escrita ou falada. o momento fugaz. O desenho e a pintura na sua forma mais básica não são nem mais nem menos. tanto o desenho como a pintura e outros meios de comunicação visuais continuaram a ter enorme importância no processo cultural e e civilizatório. Mas é verdade também que tanto a pintura quanto o desenho ou a gravura não conseguiam satisfazer a vontade de muitos artistas de retratar o mundo com o maior realismo possível. Historicamente.1. a humanidade estava fadada a descobrir a fotografia ou alguma coisa semelhante porque não desistiria dessa busca até chegar ao que procurava. Goiás. Harrell I. não pode restar dúvida que a fotografia se fazia necessária entre elas e que o lugar que conquistou em nossa civilização é muito especial. A verdade é que o desejo da fotografia ou alguma coisa semelhante.

e 1. o progresso da câmara escura foi grande a partir de sua divulgação nos escritos de Leonardo da Vinci (1452 -1519). Harrell 1. Este filete de luz penetrando pelo pequeno orifício projetava na parede oposta. W.) Naomi Rosemblum A World History of Photography Abbeville Press New York. O PRINCÍPIO DA DA CÂMARA ESCURA DE ORIFÍCIO. na corte de Constantinopla no ano 1038. OS PRINCÍPIOS DA FOTOGRAFIA Podemos reduzir a três. uma imagem do que se encontrava do lado de fora.2. a fotografia tem florecido de forma inesperada desde as suas origens há 150 anos. mais detalhadamente os três princípios básicos e como cada um contribuiu para a descoberta da fotografia. O princípio porém. históricos e culturais que também contribuíram de forma decisiva para essa descoberta. os acontecimentos e os semblantes que consideramos importantes. a descoberta da fotografia não poderia ser consolidada sem que esses e outros importantes requisitos viessem à tona.M. FOTOSENSIBILIDADE. Posteriormente esta passou a receber diversos refinamentos um dos quais foi a introdução de uma lente convergente no lugar do orifício para dar uma imagem muito mais nítida e brilhante.) (1. Uma das comprovações mais antigas que temos da sua utilização prática segundo o historiador alemão. os objetos.) As pesquisas sobre a natureza da Câmara Escura de Orifício intensificaram-se durante os séculos XVII e XVIII.)Fotografia -Museu da fotografia Agfa Gevaert/MIS 1981 A). No século XVIII. os princípios que possibilitaram a descoberta da fotografia. a câmara escura de orifício era uma caixa ou mesmo um quarto escuro (de onde o nome câmara). A) . Originalmente.1. Na Itália.C.CAPITULO I © Thomaz. Klaus op-ten Hoefel (2. no qual uma das paredes possuía um pequeno orifício por onde passava um filete de luz. C). Para sermos mais claros não se sabe quando foi inventada nem por quem.3. Até meados e fins do século XVIII (veja figs. houve grande interesse por todo tipo de princípio científico e os nobres mais esclarecidos faziam encontros para os quais convidavam os grandes pensadores da época. é muito mais antigo pois já era conhecido na Grécia antiga quando Aristóteles (384 -322 A. O Principio da Câmara Escura de Orifício O principio da câmara escura de orifício é uma invenção anônima e data dos tempos mais remotos.4.) câmaras escuras de inúmeros formatos eram utilizadas para ampliar transparências e desenhos e mesmo para o retrato pelos artistas da (2. Como já dissemos. O mundo estava pronto para a descoberta da fotografia somente no momento em que ela veio e não antes.(Ver Figura 1.) é da observação de uma eclipse solar pelo sábio árabe Ibn Al Haitam.) fez uma discrição da formação de imagens durante a passagem da luz por pequenos orifícios. Eles são: Vejamos agora. Como diz Naomi Rosemblum “Como forma de se fazer imagens. Da mesma maneira que Thomas Edison não poderia ter feito a descoberta da vitrola ou da lâmpada incandescente antes que existisse o telégrafo ou o arco voltaico. Da Vinci foi o primeiro a fazer uma discrição precisa do fenômeno da câmara escura. 1984 (Tradução do autor) 2 . Estes três princípios já existiam muito tempo antes da fotografia ser inventada mas foi necessário reunilos de forma coerente para que essa invenção pudesse vir à tona. as nossas instituiçoes e a nossa realação com o mundo natural” (1. OS PRINCÍPIOS DA Foram basicamente estes princípios que possibilitaram a descoberta da fotografia mas não devemos esquecer que existiram múltiplos outros fatores conjunturais. O PRINCÍPIO B). ÓPTICA.Pela sua ubiquidade as fotografias tem sido preponderantes em tranformar as nossas ideias sobre nós mesmos. a verdade é que a busca do processo fotográfico é tão antigo quanto o desejo de representar visualmente o mundo.

com a inscrição: Solis Designium (Desenho do Sol) demonstrando o principio da Câmara Escura de Orificio. W. a câmara escura. 3 .M. a pintura representam nesta época uma crescente necessidade do homem de ver e de conhecer o seu mundo desde o microcosmos até o macrocosmos. espelho e vidro despolido. os microscópios. a gravura.) O design desta câmara imita o mesmo desehho que seria utilizado mais tarde em câmaras reflex. (Fotografia do autor. 2. É interessante notar que o crescente uso ao qual foi submetida a câmara escura nos séculos XVII e XVIII.DA PINTURA RUPESTRE A FOTOGRAFIA época. os telescópios. Note-se bem que ela está montada sobre trilhos para movimentá-la de forma a conseguir diferentes níveis de ampliacão. É esta época que representa o início da cultura visual do século XX e é caracterizada pela busca do conhecimento através da verificação empírica (o método científico). Gravrura datada de 24 de Janeiro de 1544 zida. Figura 1. As lunetas. 4. Gravura mostrando a câmara escura já munida de uma objetiva sendo utilizada para copiar desenhos. 3.1. Devemos notar bem que todos esses avanços são indícios de uma emergente voracidade de ver. Outra câmara escura com objetiva. Harrell Figura 1. como um aparelho auxiliar na execução de esboços e desenhos contribuiu muito para reforçar as pesquisas em torno de como melhorar e sobretudo fixar a imagem por ela produFig. © Thomaz. mas até esse momento ninguém havia encontrado uma forma de gravar as imagens formadas dentro da Câmara escura a não ser pelo desenho. Esta câmara data de 1820 e estava exposta no Museu da Imagem e do Som.

Em 1727 ele descobriu a fotossensibilidade dos sais de prata. Schulze também não teve sucesso na tentativa de encontrar algum processo de interromper o enegrecimento da prata quando submetida à luz e por isto desistiu de continuar com essas experiências. Esta técnica recebeu o nome de “desenho photogênico” mas não resta dúvida que o que mais desejavam era de gravar a imagem “in natura” do jeito que eles a observavam dendtro da câmera.) Fotografia -Museu da fotografia Agfa Gevaert/MIS 1981 (4). mas todos unidos no propósito de descobrir alguma forma de fixar a imagem produzida dentro da câmara escura.5 Johann Heinrich Schulze. já existiam inúmeros pesquisadores em diversos países do mundo. Schulze. Johann Heinrich Schulze A busca por algum material que permitisse fixar as imagens produzidas dentro da câmara escura é sem dúvida tão antiga quanto ela mesma. que o amoníaco se torna ativo como elemento de fixação. embora tenha aplicado o princípio da fotossensibilidade da prata à produção de imagens também falhou na tentativa de encontrar um agente fixador para as imagens produzidas na câmara escura . Além disto. Schulze foi publicado sob o título “ DE COMO DESCOBRI O PORTADOR DA ESCURIDÃO AO TENTAR DESCOBRIR O PORTADOR DA LUZ”.M. Como diz Klaus op ten Hoefel “Wdegewood e Davy ignoravam as descobertas do químico Karl Wilhelm Scheele.a Fotografia. Na época em que Wedgewood relatou as suas experiências no começo do século XIX. Harrell B. o inglês Thomas Wedgewood. Wedgewood. pois do contrário teriam tido sucesso e fobtido as primeiras fotografias permanentes” (4.CAPITULO I © Thomaz. Klaus op ten Hoefel. Naturalmente foi necessário que a ciência da química se desenvolvesse além do ponto onde se encontrava nessa poca Embora ninguém o soubesse. São Paulo 24 março 1981Reprodução de original em Colônia Alemanha no Meuseu Foto Historama da Agfa Gevaert 2. “ O Prof. Johann Heinrich Schulze tinha tudo em mente menos fazer descobertas fotográficas. descreveu um processo semelhante ao de Schulze que também utilizava nitrato de prata e que ele descrevia como “belo e prático” quando utilizado para copiar gravuras sendo que carecia somente de alguma forma para fixar as imagens. em 1777. mesmo o próprio descobridor. Thomas Wedgewood Em 1802. o qual discubriu. um passo importantíssimo nessa descoberta foi dado em 1727. Mas. W. como bom cientista fez novas experiências para certificar-se que era realmente a ação da luz que causava essa transformação na prata mas não levou o seu trabalho além desse ponto e nunca lhe ocorreu de tentar formar uma imagem na câmara escura. Obviamente Schulze referia-se ao fato FiFig 1. A primeira coisa que artistas e gravuristas fizeram ao se deparar perante a imagem da câmara escura foi de utilizá-la como guia para o desenho.” (3. a sua intenção era a fabricação de pedras luminosas de fósforo. como relata o historiador alemão. Nunca lhe ocorreu que na realidade ele havia dado o primeiro passo para descobrir o verdadeiro portador da luz . Em: Fotografia MIS Museu da Imagem e do Som.Ibid.) de o material por ele tratado escurecer com a ação da luz em lugar de brilhar como ele desejava. o pesquizador alemão Johann Heinrich Schulze publicou os resultados de pesquisa na qual constatava que umas folhas de papel por ele tratadas com nitrato de prata enegreciam quando expostas à luz do dia. (3. a maioria sem saber os uns dos outros. Nesse ano. mais de setenta anos depois de Shulze.) O trabalho do Prof. 4 . O princípio da Fotossensibilidade: 1.

University of Austin Texas. Como exemplo disto podemos citar o conto fantástico Viagem à Lua do escritor e poeta Cyrano de Bergerac assim como a obra literária de Voltaire mais específicamente Micromégas . Figura 1. Este passo no entanto foi de grande importância uma vez que a lente produz uma imagem muito mais nítida e brilhante. Tanto os avanços técnicos como a liberalização do pensamento possibilitaram aos pensadores da época olhar para o cosmos de uma maneira nova e imaginativa. Quem já experimentou com o princípio da câmara escura de orifício também conhecido como estenopé sabe como a imagem produzida por este meio é fraca e sem nitidez.B. 7 e 8). ele conseguiu realizar a cópia de uma gravura em metal sobre vidro.DA PINTURA RUPESTRE A FOTOGRAFIA © Thomaz. Em 1822. Este mesmo conto serviu de inspiração para o filme homonimo de Geogre Méliès e posteriormente a ficção científica de Jules Verne. de olhar para o micro e o macro cosmos de uma forma nova e não supersticiosa contrariando frontalmente o dogma da Igreja. Acreditamos porém que se trate apenas da reprodução de 1822 (já mencionada em nosso texto) ou uma posterior de 1825 e não de uma fotografia como é o caso da vista da janela na casa de campo em Chalon-sur-Saône. Nesta época as idéias de Copérnico eram avidamente discutidas e as lunetas e telescópios já eram muito populares. Quatro anos mais tarde.6. As suas pesquisas o levaram a experimentar com uma grande variedade de materiais fotossensiveis. Não se sabe ao certo quando é que a câmara escura deixou de ter um orifício e passou a incorporar uma lente. Joseph Nicephore Niepce. Coleção Gershheim. Harrell C.15. A questão da óptica tem muito a ver com aquilo que mencionamos mais cedo. Humanities Research Center. (Ver figuras. Voltaire permite-se a ousadia até então considerada de herésia. Poderíamos afirmar que a partir deste momento ao menos intelectualmente começa a romper-se a barreira entre o mundo antigo e o moderno e a fotografia faz parte integrante desse processo. Ed. a vontade de olhar. O tempo de exposição foi de oito horas. A primeira fotografia da historia realizada por Joseph Nicephore Niepce. W. em 1826. Mas sómente nos séculos XVII e XVIII é que foram feitos grandes avanços na óptica. 2. N. Niepce procurava desde 1793 alguma forma de copiar gravuras e desenhos. Ver:Fotografe Melhor Ano 6 Edição 68. de conhecer o mundo pela observação. Os primeiros protótipos de microscópios desenvolvidos pelo holandês Leeuwenhoeck também já haviam sido largamente difundidos e sucitaram o surgimento da teoria dos micróbios. Como fixador ele usou um ácido a urina. Europa 5 . A reprodução apareceu a público na casa de leilões Sotherby’s em Paris e foi arrematada por US$443 mil.M. JOSEPH NICEPHORE NIEPCE Foi um francês. processo ao qual ele deu o nome de HELIOGRAFIA. Recentemente a revista brasileira Fotografe Melhor informou que a primeira fotografia da história é na realidade a reprodução de uma gravura feita pelo próprio Niepece um ano antes da renomada fotografia até hoje considerada a primeira.7 Joseph Nicephore Niepce (1765-1833). ele conseguiu fazer a primeira fotografia durável da história expondo uma chapa sensibilizada com asfalto e exposta durante oito horas. O Princípio da Óptica Este terceiro e último princípio não pode ser subestimado na sua importância para a descoberta da fotografia. As lentes convergentes estão entre as mais antigas que conhecemos e temos notícias de que o Veneziano BÁRBARO foi o primeiro a colocar uma lente convergente na câmara escura no século XV. Bergerac utilizou a forma de um conto fantástico para divulgar as idéias científicas correntes do sábio italiano Gassendi. p.1. quem consiguiu produzir para a humanidade a primeira fotografia permanente da história. A DESCOBERTA DA FOTOGRAFIA A. Por seu lado. Fig.

Apesar disto. Mesmo assim. Em: Fotografia MIS Museu da Imagem e do Som. Em menos de um ano. W. Depois de vários anos de experiências. frequentemente sustentados por armações de ferro durante os longos tempos de exposição. É por isto que em algumas das daguerreotipias mais antigas não se pode distinguir se a pessoa retratada está de olhos abertos ou não. Cada imagem era uma só chapa de cobre e prata. O processo fez imediato sucesso e ficou conhecido como Daguerreotipia. JAQUES MANDÉ DAGUERRE E A DAGUERREOTIPIA Niepce associou-se em 1829 a um pintor de paisagens e gravurista. Godard em Londres. Apesar de ser bastante revolucionário. . América e nos mais recônditos lugares do mundo. Diga-se de passagem que uma Daguerreotipia era essencialmente uma gravura ou melhor uma fotogravura . A Daguerreotipia foi o primero processo prático de se fotografar. Até 1841. anunciou uma técnica muito mais rápida.8 Jaques Mandé Daguerre (1787-1851) Inventor da Daguerreotipia primeiro processo prático de fotografar que foi durante anos o mais popular do mundo. devido às dificuldades do processo já mencionadas.CAPITULO I B. 1. procurava um meio mais fácil e realista de fazer gravuras. Harrell Figura 1.M. Por solicitação do próprio Daguerre. 9. A grande popularidade da qual gozou a Daguerreotipia foi o resultado deste ser o primeiro processo prático de fotografar. Daguerre apresentou um novo e revolucionário processo a L’Acadêmie des Sciènces et Beaux Arts de Paris. Jaques Mandé Daguerre (Fig. (Foto do autor na esposição do MIS). Em poucos meses Daguerreotipos já estavam sendo realizados na Europa. Estes tempos de exposição foram rápida e progressivamente sendo reduzidos na medida © Thomaz. a técnica foi divulgada livremente ao mundo sem direitos autorais. em agosto de 1839. Isto requeria uma tremenda paciência por parte dos modelos que precisavam se manter perfeitamente imóveis. 6 . natureza mortas e cenas de rua). Em compensação Daguerre recebeu uma pensão vitalícia do governo francês. Depois do falecimento de Niepce Daguerre passou a realizar experiências com o químico Dumas e desde cedo abandonou os lentos processos desenvolvidos pelo sócio. A complexidade e periculosidade do manuseio dos reagentes químicos junto com a lentidão da sensibilidade do processo limitavam enormemente as possibilidades temáticas das primeiras daguerreotipias.10. produzida por um processo Figura 1. os primeiros Daguerreotipos sofriam de severas limitações temáticas (eram de prédios. o processo era trabalhoso (Ver Box na próxima página).). monumentos. o tempo de exposição de uma Daguerreotipia já havia sido reduzido para dez ou quinze segundos!. nada impediu o tremendo desenvolvimento e popularidade da técnica. Este. São Paulo 24 março 1981 em que a técnica ia sendo aperfeiçoada. As imagens eram de um detalhe e perfeição surpreendentes. O retrato era particularmente difícil de executar devido ao fato que os tempos de exposição eram muito longos (em excesso de 30 a 45 minutos). Apesar de suas múltiplas dificuldades e até perigos este processo teve uma açeitação generalizada e muito rápida.

Paris 7 . Millet Casal e filha.M. © Thomaz.DA PINTURA RUPESTRE A FOTOGRAFIA bastante lento e caro. 1. Quem quisesse dois retratos teria que posar igual número de vezes. A imagem latente resultante depois da exposição era posteriormente revelada com vapor de mercúrio aquecido por uma chama embaixo da chapa. W. um material fotossensível. Os resultados eram imagens muito nítidas e até hoje quem tem a oportunidade de ver uma Daguerreotipia se surpreende com a qualidade das imagens. 1854-59 Daguerreotipia Bibliothèque Nacionale.F. Harrell COMO ERA UMA DAGUERREOTIPIA? O processo da Daguerreotipia consistia no uso de uma chapa de cobre sensibilizada por uma fina camada de prata preparada numa câmara especial contendo iodo em estado gasoso. Também não era possível a esta altura imprimir uma fotografia numa revista ou num jornal. Não havia nesse momento um meio prático de fazer cópias de uma Daguerreotipia. O iodo combinava-se com a prata para formar iodeto de prata. Fig.10 D. Os meios de imprensa dependiam ainda do trabalho de desenhistas e gravuristas para ilustrar as suas publicações.

Inglês. Foi esta a grande contribuição de Talbot. Talbot foi o primeiro a utilizar um negativo de papel do qual era possível tirar cópias positivas por contato.11.12. O resultado foi tão bom que ameaçou a hegemonia da Daguerreotipia de forma definitiva embora por pouco tempo pois a introdução da chapa úmida estava prestes a revolucionar todos os processos conhecidos até então. o francês Gustave Le-Gray refinou a técnica imergindo os negativos de papel num banho de cera para torná-los mais transparentes. A maior desvantagem do processo de Talbot porém era que o seu negativo de papel não permitia cópias com a mesma qualidade dos Daguerreotipos. William Henry Fox-Talbot (1800-1877) Talbot como outros antes dele não havia conseguido desenvolver um método adequado para aplicar a prata sensível ao vidro e por isso aplicou o seu material no papel. Famosa Talbotipia realizada por Talbot em que ele posa em sitio arqueológico ( 1840) Figura 1. 8 . pois foi o seu processo que possibilitou a fotografia em série. W. aos poucos Talbot foi aperfeiçoando o seu processo que ficou conhecido como “Calotipia” e que em 1841 já conseguia concorrer em popularidade com a Daguerreotipia. Harrell C. traba lhando independentemente das experi ências de Niepce e Daguerre. Diferentemente dos pesquisadores franceses. Anos mais tarde. Mesmo assim. havia desenvolvido um processo fotográfico análogo ao desses dois pesquisadores porém muito mais barato e prático. ele apresentou apressadamente o resultado das suas pesquisas à Academia Real da Inglaterra para garantir os direitos ao seu processo.CAPITULO I © Thomaz. Fig. WILLIAM HENRY FOX-TALBOT O O PROCESSO NEGATIVO-POSITIVO.M. William Henry Fox-Talbot. Em 1839 quando Talbot soube do trabalho de Daguerre. 1.

Isto de forma alguma desmerece o trabalho realizado por outros pesquisadores no resto do mundo.) Na verdade o trabalho de Kossoy é tão preciso e convincente que se Florence não pode ser considerado o descobridor da fotografia ele deveria ser ao menos citado como um dos seus descobridores por todos os historiadores do mundo a partir das revelações feitas pelo pesquisador.. Os historiadores americanos dão preferência para os seus compatriotas como também fazem os inglêses os alemães e todos aqueles que tem chance de obter essa distinção. A descoberta da Fotografia no Brasil 9 . A questão da descoberta da fotografia é muito controversial.DA PINTURA RUPESTRE A FOTOGRAFIA D.13. Sem sombra de dúvida. Foi ele quem segundo o seu biógrafo Boris Kossoy.. os maiores inimigos de Florence não foram os seus concorrentes e contemporâneos mas o esquecimento e a solidão aos quais são frequentemente relegados os pesquisadores no Brasil. Mas afinal o que poderiamos esperar uma vez que nós mesmos escolhemos jogar pelas regras que sustentam que foram os portugueses que descobriram o Brasil e não os indios? Figura 1. São Paulo 24 março 1981 5. Florence trabalhou independentemente dos pesquisadores europeus e conseguiu resultados surpreendentemente avançados." segundo ele mesmo. Boris. Hércules Florence. A verdade é que tanto Florence como outros pesquisadores da época chegaram muito perto de descobrir a fotografia mas não tiveram a oportunidade de registrar as suas descobertas perante as instituições oficiais. De fato..) Kossoi.Florence desenvolve seus estudos no campo da fotografia utilizando-se das propriedades dos sais de prata como substâncias sensíveis à luz”. Em: Fotografia MIS Museu da Imagem e do Som. aqui como em outras situações os Brasileiros que desejam pela notoriedade mundial devem esperar no máximo um segundo lugar como aconteceu com o caso Santos Dumont/Irmãos Wright e tantos outros.. Infelizmente. Florence utilizou sais de prata e © Thomaz. Este francês pode ter sido o inventor da fotografia em Campinas São Paulo. a historiadora Naomi Rosemblum afirma que foi Talbot instigado por seu amigo Herschel quem primeiro aplicou o termo fotografia ao que antes ele chamava de desenho photogênico. que seguidamente repete o fato de seu isolamento em relação aos centros culturais e científicos. Hercules Florence e a Fotografia no Brasil É interessante notar aqui também a contribuição do francobrasileiro. utilizou a palavra fotografia antes mesmo de Niepce. Harrell produziu fotografias. Quanto à nomenclatura.(5. cujo trabalho e perspicácia por muito tempo ficaram desconhecidos. É consenso geral que Niepce foi o primeiro a tornar públicas as suas descobertas e portanto é considerado o inventor da fotografia. W.M. Sem dúvida é pensando nisto que Boris Kossoy escreve à respeito de Florence: . Hercules Florence (1804-1879) e cópia de seus manuscritos.

Harrell m 1851. 1877. Este processo deu início àqueles fotógrafos que saiam para o campo munidos de câmara. O processo apresentava grandes vantagens em relação aos processos anteriores pois utilizava finalmente um negativo de vidro (com a qualidade da Daguerreotipia) e possibilitava a tiragem de inúmeras cópias (a vantagem da Calotipia). New York 10 .. barraca escura (para servir de laboratório) junto com vidros e banheiras para os reagentes. Esta imagem tornou-se popular à partir do momento em que foi inventado o processo úmido por volta de 1856. acidentes. Ao lado: A imagem do fotógrafo itinerante carregando os materiais do seu ofício (Tripé. assim como da coragem e inventividade dos primeiros fotógrafos. barraca. que era aplicado. Museu Metropolitando de Arte. com um custo baixo e materiais muito menos perigosos. Fig1. Thompson Ed. reagentes e todos os acessórios). As dificuldades de se fazer fotografia de paisagem eram enormes mas é justamente desta época que datam alguns dos registros mais memoráveis de expedições.M. obteve êxito com um processo revolucionário que logo derrubou a Da guerreotipia e a Calotipia juntas . câmara. outro Inglês. em História e Manual da Fotografia J. E Apesar das múltiplas dificuldades já mencionadas o processo dava exelentes resultados e acabou sendo o mais utilizado durante os próximos vinte anos. O processo utilizava um colódio. ao vidro. W. guerras.CAPITULO I E. Este processo introduzido por Scott-Archer na Inglaterra e quase que simultaneamente por Gustave Le-Gray na França possuía a única desvantagem de ter que ser preparado e revelado em estado úmido. Todos estes registros são testemunhos vivos de momentos da história que de outra maneira estariam completamente perdidos. e devia ser exposto na câmara escura enquanto húmido. FREDERICK SCOTT-ARCHER E A “CHAPA ÚMIDA” © Thomaz. tripé. catástrofes e outros eventos. Frederick Scott Archer. Gravura anónima. 14.

"Você tira as fotos . W. É a ele que devemos o que hoje conhecemos por fotografia popular um dos maiores mecados do mundo com um faturamento de bilhões de dolares por ano. este visionário também se preocupou em levar a tecnologia da fotografia da forma mais simples e acessível possível para dentro do lar de cada pessoa. Se Bill Gates tem algum precursor na história certamente esta pessoa é George Eastman. Uma verda deira panacéia para a época. Com esta forma de marketing a fotografia atingia a sua vocação popular e encontrava-se finalmente ao alcance de pessoas inexperientes de todos os poderes aquisitivos.. a Eastman Kodak Company revolucionou a fo tografia com a introdução de filmes em rolos. A época da chapa seca é caracterizada princpalmente pelos negativos de vidro que também eram usados com os processos húmidos. Este processo foi rapidamente aperfeiçoado e ficou conhecido como “chapa seca”. Da mesma forma que Gates fez com o microcomputador. foi o lançamento conjunto de uma pequena câmara de caixinha. Eastman fez pela fotografia o que Bill gates fez pela informática. Tudo isto iria acabar com a introdução da chapa seca. RICHARD LEACH-MADDOX: A CHAPA SECA fotografia externa somente se tornou mais fácil à partir do ano 1871. um amador In glês introduziu a emulsão de gelatina. Foto: Foto Historama.nos fazemos o resto" dizia o lema da Kodak. 12. Entre 1871 e 1885 muita pesquisa foi feita para encontrar novos suportes para a emulsão seca entre os quais o nitrato de celulose foi um dos preferidos. Imagem de George Eastman e a Câmara de Caixinha por ele inventada.. Acima vemos o material de um "retratista de paisagens". Evidentemente a chapa seca beneficiou muito mais a fotografia externa . Agfa-Gevaert. 11 . quando Richard Leach-Maddox.M. Leverkusen G). A invenção da chapa seca foi de tremenda importância para a fotografia. Harrell A F).5 x 7 cm Figura 1.DA PINTURA RUPESTRE A FOTOGRAFIA © Thomaz. Fotos: Eastman House Rochester J 12 x 7 cm Figura 1. Os fotógrafos poderiam ficar muito mais a vontade para se concentrar no assunto deixando todos os preparativos complicados de lado.16. GEORGE EASTAMAN E O FILME EM ROLOS á em 1888.15 Os conhecimentos necessários para a produção de fotografias pelo processo humido barravam um sem numero de usuários.

Nadar phtogrphe de paris A imagem a esquerda é uma gravura mostrando o famoso fotógrafo parisiense Nadar num balão a ar quente fotografando a cidade numa de suas arriscadas aventuras fotográficas. Fotográfia de um estúdio da época em que aparece placa de aviso.18.17. ( Daguerrotipia) 12 .M.20 Retrato de familia.1. "As encomendas serão pagas adiantadas" Fotografo Brasil Fig. W. A fotografia Figura 1. Harrell Fig 1.CAPITULO I © Thomaz. relógios e até chapeus como mostra a imagem ao lado.19. sempre atraiú as pessoas interessadas em captar cenas sem serem apercebidos o que deu origem a camaras escondidas em clips de gravata. 1. Le Chapeau Photographique Fig.

Talbot (1800-1877) Da mesma maneira que o seu contemporâneo Daguerre. Luis Jaques Mandé Daguerre (1789-1851) Daguerre deve figurar entre os primeiros grandes fotógrafos pois muito além de um dos inventores ele foi um dos primeiros a dar a qualidade de arte ao meio. Embora tenha também trabalhado com fotografia de paisagem e outros projetos Baldus foi quem mostrou a possibilidade se se utilizar a fotografia para se criar um acervo iconográfico de grande detalhe e valor histórico. Watkins (1829-1916) Lewis Carroll (1832-1898 ) Julia Margaret Cameron (1815-1879) Edwearde Muybridge (1830-1904) Alfred Steiglitz (1864-1946) Peter Henry Emerson (1856-1936) Eugène Atget (1856-1927) Alvin Langdon Coburn (1882-1966) Baron Gayne de Meyer (1869-1946) Edward jean Steichen (1879-1973) August Sander (1876-1964) Jaques Henri Lartigue (1894-) Emil Otto Hoppé (1878-1972) Edward Weston (1886-1958) 13 . Roger Fenton (1819-1869) Carleton E.M. Harrell XIX encontravam-se reunidos todos os monstros sagrados das artes. Hector Berlioz e muitissimos outros. W. Fox -Talbot foi um avido experimentador e criador com o meio fotográfico. a contribuição de Fox-Talbot foi a de fornecer o processo positivo negativo igualmente importante e hoje dominante na fotografia.DA PINTURA RUPESTRE A FOTOGRAFIA OS GRANDES FOTOOGRAFOS Este capítulo não poderia ser considerado completo se não incluíssemos ao menos alguns nomes dos grandes fotógrafos. William Henry Fox. Rossini. Na realidade. Edouard Denis Baldus (1820-1882) Baldus se distingue pelo seu interesse central na fotografia arquitectônica de sua época. Logo tornou-se famoso pela magnífica qualidade de seus retratos. Os seus retratos de feitos por Nadar de figuras proeminentes como George Sand. Gustave Le Gray (1820-1862) Le Gray é mais um caso de um experimentador de sucesso que chegou fazer diversas descobertas importantes na fotografia. interessouse pela fotografia como forma de ilustrar matérias e artigos. Jornalista e escritor. Alguns é claro já foram mencionados no corpo do nosso texto pois estão eternamente ligados ao desenvolvimento da fotografia outros porém são pouco conhecidos do público em geral mas constituem ao menos as mais brilhantes estrelas na sempre crescente e já extensa galáxia dos grandes fotógrafos de todos os tempos. Neste sentido ele é um dos primeiros a utilizar a fotografia como um meio de registro. Baldus é o primerio de um numeroso grupo de fotógrafos de outros paises que dispertam o interesse por fotografia de objetos e lugares. Nadar (1820-1910) Nascido Gaspard Félix Tournachon “NADAR” foi o retratista por exelência da sua época. A sua sensibilidade estética o levou a aplicar os seus conhecimentos de forma a produzir obras de grande perfeição e beleza. Foi um artista (era pintor) com profundo conhecimento técnico. Francis Frith (1822-1898) Frith interessou-se pela fotografia principalmente porque era editor numa empresa da familia. Se é verdade que Daguerre brindou o mundo com o primeiro e precioso processo que possibilitou a atividade fotográfica a nível mundial. A época foi feliz pois na Paris de meados do século © Thomaz. representam preciosos documentos históricos que atestam da sua grande sensibilidade.

-1969) Lazlo Moholy-Nagy (1895-1946) Man Ray (1890-1976) André Kertész (1894-) Walker Evans (1903-1975) Cecil Beaton (1904-1980) Eewin Blumenfeld (1897-1969) Henri-Cartier Bresson (1908) Brassai (1899) Bill Brandt (1904) Ansel Adams (1902) Richard Avedon (1923) Robert Frank (1924) Norman Parkinson (1913) Helmut Newton (1920) Irving Penn (1917) Deavid Bailey (1938) Joel Meyerowitz (1938) Francis Jacobetti (1939) Elliot Erwitt (1928-1988) Joel Peter Witknin (1939-) Don Mc Cullin (1935-) SebastiãoRibeiro Salgado Junior (1944) © Thomaz.CAPITULO I Paul Strand (1890-1976) Weegee (1899.M. W. Harrell 14 .

A ANATOMIA DA CÂMARA © Thomaz. será o momento de vermos o funcionamento do obturador cuja principal função é de regular a duração do tempo que a luz atinge o filme. Nessa discussão tornar-se a claro que a distância focal da objetiva exerce enorme influência sobre as características da imagem que será formada. incorporado na objetiva exerce a importante função de regular a quantidade de luz que atinge o filme. melhor será a qualidade das imagens produzidas. Concluída a discussão sobre os principais recursos técnicos da câmara passaremos a ver o seu funcionamento integrado no processo de se fazer uma fotografia. De forma geral quanto maior o formato. Finalmente. W.M. Também veremos que além da questão dos recursos técnicos o formato ou tamanho do negativo é um divisor de águas entre as câmaras fotográficas. Harrell CAPITULO II A ANATOMIA DA CAMARA FOTOGRÁFICA (A Câmara Fotográfica e Suas Partes) este capítulo iremos ver as diferentes partes da câmara fotográfica de forma a melhor entender a função de cada uma delas e o papel que cada uma desempenha no trabalho integrado de formar a imagem final. A função da íris ou diafragma será então analisada pois este dispositivo hoje. N 15 . Esta parte concluirá com uma breve discussão dos diferentes tipos de objetivas existentes e suas principais características e aplicações. Primeiramente veremos os diferentes tipos de câmaras fotográficas que são divididos em cinco classes. Em seguida veremos as objetivas : o sistema óptico da câmara fotográfica.

M.pção básica da câma ra fotográfica e o seu funcionamento. Um outro controle importante é a íris ou diafragma (6). O filme por sua vez é colocado justamente no plano onde a objetiva (3) irá formar a imagem. Por sua vez o obturador (7) é uma cortina ou conjunto de palhetas que controlam o “tempo” que a luz chegará até o filme. A função principal do diafragma é de controlar a quantidade de luz que passa para o filme. é percebermos que a concepção básica de qualquer câmara fotográfica continua sendo a mesma dos tempos antigos. No desenho esquemático abaixo e no da figura 2.. Talvez a forma mais simples da câmara fotográfica seja também o seu protótipo mais antigo conhecido como câmara escura de orifício. serviu de modelo para o desenvolvimento das câmaras fotográficas antigas já munidas de objetivas e filme. vemos que toda câmara deve possuir certos elementos importantes e indispensávaeis. A câmara escura de orifício não era nada mais do que um recinto fechado com um pequeno orifício pelo qual entrava um minúsculo filete de luz. W. Este princípio continua sendo aplicado mas as câmaras modernas são muito menores embora ainda mentenham o mesmo nome de câmara. Este fenômeno além de comprovar que a luz viaja em linha reta. (Veja a Figura na página seguinte. Para tanto é necessário que a câmara possua um visor (4). É dentro do corpo que será colocado o filme (2). O controle de foco (5) move o elemento da lente para frente e para trás para conseguir o foco do assunto desejado. é a caixa preta ou corpo (1). A esta configuração básica tornam-se ainda necessários alguns outros componentes.2 6 7 2 5 3 Figura 2. na página seguinte. O filete de luz. É importante mirar ou apontar a câmara com certa precisão para termos uma idéia correta do que será fotografado. Um último controle importante é o mecanismo para avançar o filme de forma que se possa expor uma chapa após a outra. A O que mais importa para nós neste momento. O formato mudou as dimensões são outras e muitos avanços foram incorporados mas o conçeito básico é o mesmo.1 O princípio da câmara escura em gravura do seculo XVII. Harrell A CÂMARA ESCURA DE ORIFÍCIO E A CÂMARA FOTOGRÁFICA MODERNA primeira coisa que devemos considerar ao querer aprender a fotografar é entendermos a conce.CAPITULO II © Thomaz. 4 1 Fig. 2. primeiro elemento importante da câmara fotográfica. A objetiva ou lente deve ter uma forma de ser focalizada para que o assunto seja registrado em foco.. projetado na parede oposta da câmara formava uma imagem (Veja ilustração).) O 16 .

3 Na sequencia acima (ao pé da foto) vemos: A) sómente o corpo. Temos portanto: 1) o corpo 2)o chassis de filme 3) a objetiva 4) o visor e 5) o controle de foco. Harrell 2. © Thomaz. O Controle de foco xistem diferen ças evidentes en tre câmaras fotográficas modernas. Ao lado. 5. Assim podemos ver todos os elementos que a compõem. O Filme 3. Fig. 17 . B) o corpo com o chassis de filme montado. filme e objetiva e D) todos os elementos que compõem a câmara (corpo. B. Nesta câmara o controle de foco é uma rodela que ao ser girada faz a lente ir para frente e para traz. C) o corpo. 2. C. Como veremos . objetiva e visor). O Visor 5. A Objetiva 4. filme.A ANATOMIA DA CÂMARA 1. 3. Corpo 2.uma câmara simples pode não passar de uma simples caixinha com uma lente acoplada e uma janelinha que serve de visor. A. 4) 5) 2. uma câmara profissional cujo sistema modular permite que ela seja desmontada. A anatomia da câmara básica com os seus principais elementos: A direita a câmara desmontada 1) 0 Corpo da Câmara 2) O Chassis de filme (back) 3) A Objetiva 4) O Visor (prismático) 5) O controle de foco 1) 2) 3) E 4.M. W. 1. D.

OS DIFERENTES TIPOS DE CÂMARAS Embora existam centenas de modelos de câmaras hoje no mercado. Elas possuem uma janela (visor). a maiora tem em comum todos os elementos mostrados na página anterior.2. * (Ver telemetro no glossário) 18 (Fig. deve tornar-se evidente que a maior diferença entre os vários tipos de câmaras está relacionada com o tipo de visor que elas possuem e com a sofisticação de seus controles. em certos casos também dentro da objetiva). Pelas ilustrações anteriores e aquelas que seguem. O controle de foco é via de regra muito simples ou inexistente nestas câmaras A diferença entre câmaras simples e câmaras de telêmetro* está em que este dispositivo facilita a correta focalização do assunto por meio de espelhos no corpo da câmara. a objetiva.M. © Thomaz. Cada um destes possui caracteristicas próprias que o diferenciam dos outros. Harrell Fig.CAPITULO II 3.4 1. 4. W. o corpo (ou caixa). 2. podemos classificar todos os modelos de câmaras em cinco tipos diferentes. De forma geral. Os diferentes tipos de câmaras são: 1. CÂMARAS SIMPOLES E DE VISOR TELEMÉTRICO* A direita vemos as camaras simples ou de visor telemetrico seguem o mesmo princípio. As As As As As câmaras câmaras câmaras câmaras câmaras de visor simples de visor telemétrico Reflex de uma objetiva Reflex de duas objetivas Técnicas e de Estúdio. As câmaras de visor telemétrico (Visor simples) A seguir veremos a descrição de cada um dos diferentes tipos de câmaras e o seu funcionamento . 3. As câmaras simples ou de visor e 2. a iris (dentro da objetiva).5 Câmara de Visor telemétrico) Imagens : Tron (BMA) e Koycera (Pentax) . 5. 2. principalmente em função do uso para o qual serão utilizadas e a sofisticação de seus elementos . o obturador (neste caso no corpo da câmara mas.

W. O espelho deve ser controlado por um mecânismo que garanta a sua remoção no mesmo instante da foto. o enquadramento e outros detalhes que vemos dentro do visor são os mesmos que serão registrados no filme. mantendo controle dos recursos técnicos e evitando possíveis erros decorrentes do próprio sistema. A ilustração ( acima) mostra a trajetoria da luz passando pela objetiva e sendo rebatida primeiro pelo espelho e depois pelo prisma que a envia ao olho do fotógrafo corrigida em perspectiva e posição. Isto representa uma enorme vantagem sobre todos os outros tipos de câmaras fotográficas e é por isto que o conçeito inventado na Alemanha nos anos 30 ainda é o mais utilizado hoje em câmaras profissionais e semi-profissionais. Todos estes detalhes fazem com que a câmara tenha que funcionar como muita precisão. Camaras reflex costumam permitir a troca de objetivas (intercambiabilide) dando grande gama de escolha para o fotografo com relação ao tipo de objetiva que ele quer utilizar.7 Fig2. Fig 2. Desta maneira o foco. O pentaprisma é feito de vidro especial.A ANATOMIA DA CÂMARA © Thomaz.6 A primeira reflex de uma só objetiva foi a Ihagee Kine Exacta de Dresden fabricada em 1936 Fig. Harrell 3.M. A Câmara Reflex de uma objetiva (SLR) A câmara reflex de uma objetiva foi uma grande invenção e ainda é a melhor opção para quem deseja se concentrar apenas no trabalho de fotografar. A maior vantagem deste tipo de câmara é que vemos a imagem a ser fotografada pela mesma objetiva que será utilizada para produzir a fotografia.2. A câmara reflex é mais cara pois ela é mais complexa.8 Câmara Nikon F601 com lente zoom 19 .

Regulagem da velocidade Contrôle de foco Visor Alavanca de avanço do filme Objetiva do visor Objetiva da câmara 1. W.M. Algumas das desvantagens destas câmaras são as mesmas das câmaras simples e de visor telemétrico. Harrell Regulagem de aberturas 4. Esta objetiva não possui obturador nem diafragma. A qualidade das cópias é portanto muito superior.CAPITULO II © Thomaz. O efeito de paralaxe é quase nulo a distâncias de dois metros ou mais mas é crítico em fotografia de retrato e macrofotografia. Uma destas desvantagens é que a imagem vista no visor não é a mesma que está sendo feita pela outra objetiva. Neste tipo de câmara. obstruções diante da objetiva ou problemas de paralaxe (1) em objetos muito próximos podem acontecer. Ainda outra vantagem é que as câmaras reflex de duas objetivas trabalham com filme 120 e produzem imagens no formato 6 x 6 cm que é mais do que o dobro do formato 35 mm. Fig. Estas câmaras embora sejam ainda comuns principalmente entre amadores avançados e profissionais da fotografia social. Camaras de visor telemêtrico e outras como a de duas objetivas produzem este defeito quando se tenta fazer fotografia de aproximação. Com a prática porém é possível vencer estes defeitos e fazer ótimas fotografias com estas câmaras que tendem a se tornar muito baratas devido a queda na procura. As câmaras Reflex de duas objetivas Avanço do filme As câmaras reflex de duas objetivas foram criadas para oferecer as vantagens de um sistema reflex mas sem o alto custo da sua complexa construção mecânica. A segunda objetiva possui todos os mecanismos necessários para realizar a fotografia. Este sistema foi muito popular durante muitíssimos anos e as marcas Rolleiflex e depois Yashica venderam centenas de milhares de unidades. O resultado é um enquadramento falho. Paralaxe: Fenomeno pelo qual não ha correspondência exata entre o objeto visto e o fotografado devido ao deslcocamento espacial da objetiva do visor e a objetiva resposável pela imagem fotográfica.9 20 . são cada vez menos utilizadas. 2. uma das objetivas tem a simples função de levar a imagem para o visor por meio de um espelho. Embora o foco esteja garantido.

A câmara de estúdio é uma câmara para profissionais experientes. Fig. Fig. são os chamados “Backs”. (Note-se que o visor da câmara é um vidro despolido na parte traseira) Este tipo de câmara é muito utilizado por profissionais especializados em fotografia técnica. W. O fole permite que as partes dianteira e traseira sejam aproximadas ou afastadas uma da outra de forma a conseguir focalizar desde os objetos mais distantes até os mais próximos. As Câmaras Técnicas e de Estúdio.Co. Vemos na fotografias que este tipo de câmara praticamente não possui um corpo.2. de produtos. A verda de é que o desenho destas câmaras é bastante simples.M. Esta não é a melhor câmara para fotografia de fotojornalismo pois ela deve ser usada sempre num tripé ou numa estativa devido ao seu tamanho e peso. como muitas câmaras antigas. De fato muitas pessoas confundem estas câmaras com modelos antigos. aumentar a profundidade de campo e fazer outros ajustes impossíveis de conseguir em outros tipos de câmaras.11 Fig2.A ANATOMIA DA CÂMARA © Thomaz.12 Ilustrações cortesia TOYO (Sakai special Camera Mfg. Hoje existem também backs digitais para esta câmaras fazendo com que possam ser tranformadas em câmaras digitais em poucos instantes. Estes ajustes fazem com que este tipo de câmara seja altamente versátil mas bastante complicada de usar. Japan) Vista frontal Vista lateral Vista traseira 21 . Tanto a peça dianteira quanto a traseira possibilitam inúmeros movimentos para corrigir perspectiva . Harrell A 5. Ou melhor. Também não faltam objetivas e acessórios para estas câmaras que costumam ser muito caras. Estas câmaras são conhecidas pela qualidade que ogrande formato produz. publicitária e arquitetõnica e até moda.10 s câmaras técnica e de estúdio são parecidas com as antigas câmaras de caixão. 2.a parte traseira e dianteira são unidas por um um fole ou sanfona. Existem acessórios para utilizá-las com qualquer formato ou tipo de filme.

menores que o 35mm e alguns maiores que o de 4 x 5 polegadas. Este formato é o mais utilizado mundialmente e é usado tanto por amadores como 35mm por profissionais. a sua complexidade. O formato de 8 x 10 polegadas (20 x 25 cm) por exemplo é um deles. Os formatos de 6x6 cm. e pelas aplicações para as quais ela será utilizada. Ao lado vemos alguns dos formatos mais utilizados hojeem dia. até as sofisticadas câmaras de estúdio passando pelas câma4 x5 polegadas (Formato grande) ras reflex de uma objetiva e pelas muito utilizadas câmaras de formato médio. Harrell Tendo visto os diferentes tipos de câmaras fotográficas deve tornar-se claro que uma das características que mais as diferencia é aquela relacionada com os diferentes formatos de filme. Entre eles o mais comum é o de 35mm utilizado nas câmaras reflex de uma objetiva e padronizado por Thomas Edison e George Eastman em1895. Isto é. Veremos mais sobre formatos no Capítulo IV que fala especificamente sobre o filme.M. vimos aqui os diferentes tipos de câmaras desde as mais simples camaras de visor. O termo formato refere-se ao tamanho do negativo que cada câmara é capaz de produzir. Ver o capítulo VII página 71 para uma descrição mais detalhada sobre os fomratos.13 Os formatos mais comuns mostrados aqui em tamanlho real. cada tipo de câmara se diferencia por seu tamanho. O formato de 4x 5 polegadas é chamado de formato 6x6mm grande. Essa categoria utiliza o filme 120 e 220. W. Formato me=édio Esse formato seria aproximadamente do tamanho de uma folha inteira A4.CAPITULO II OS FORMATOS © Thomaz. 2. 22 . Em resumo. Existem outros formatos (muito menos usados). 6x7 cm e 6x9cm (linhas pontilhadas) cabem todos na catégoria de formato médio. Fig.

W.1 Imagem: Objetiva da primeira câmara Canon Em Lenswork II/Canon 23 .M.AS OBJETIVAS © Thomaz. Harrell CAPITULO III : AS OBJETIVAS (O SISTEMA OPTICO DA CAMARA) Fig 3.

existem ainda outros formatos como plana. lente ou objetiva? Na verdade hoje os termos são intercambiaveis mas no estrito senso da palavra uma lente* é composta por um único elemento de vidro ou cristal e o seu formato determina como ela afeta os raios de luz que nela incidem.O SISTEMA ÓPTICO: AS OBJETIVAS E O VISOR. as lentes convergentes e as divergentes. até o visor da câmara. O Sistema de Objetivas Principais.3. Note-se bem quebiconvexa* a medida é ou positiva. O sistema óptico portanto pode ser dividido nessas duas duas funções: 1. Para fins meramente ilustrativos . 1. Distância focal 2. Ângulo de cobertura 24 .M. Por definicão. 1). A DISTÂNCIA FOCAL DE UMA OBJETIVA Uma lente ou objetiva é um elemento de vidro cujas caracteristicas opticas e formato permitem controlar os raios de luz que nela incidem de forma a criar e projetar uma imagem. um conjunto de lentes . planoconcava etc. 2.2 como DISTÂNCIA FOCAL DEa UMA LENTE SIMPLES . As principais destas características são : © Thomaz. Na figura 2-19 vemos uma lente pois possui um único elemento. feita do centro da lente até o ponto onde ela produz uma imagem nítida (ponto focal). As objetivas tem a função primordial de formar a imagem que será registrada no filme . De forma geral existem duas classes. O Sistema de Visão.LENTES OU OBJETIVAS? Uma questão frequentemente levantada até por profissionais é quanto a nomenclatura. A distância focal de uma objetiva é a medida ( em milímetros ou polegadas ) entre o seu eixo central e o ponto em que esta forma uma imagem nítida de um objeto que se encontra a uma distância infinita. As objetivas porém são compostas de diversos elementos em conjunto de forma a produzir imagens mais precisas e sem distorções. 2. Abertura relativa 4. a figura 2-19 mostra é medida distância focal de uma lente Fig. Existem diversos formatos de lentes como as biconcavas as plano-convexas* e outras. Esse dispositivo é de grande importância uma vez que é por ele que o fotógrafo pode ter uma idéia mais precisa do que será registrado no filme. espelhos e prismas utilizados para levar a imagem que será registrada no filme. representa uma objetiva uma vez que é composta de diversos elementos (lentes). Harrell 3. AS CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DE UMA OBJETIVA Toda objetiva tem certas características que determinam a sua utilidade para o uso na formação de imagens. responsável pela formação da imagem no filme.CAPITULO III 1. plano-convexa. Já o desenho 220. W. O visor também faz parte do sistema optico de quase todas as câmaras modernas. Poder de cobertura Veremos a seguir cada uma destas importantes caracteristicas em maior detalhe pois a compreensão destes princípios deve tornar claro como uma objetiva forma uma imagem o como a mesma é o resultado desse conjunto de caracteristicas. Uma lente biconvexa tem duas convexidades o que a fazem ser uma lente positiva Uma lente com duas concavidades seria uma lente biconcava ou uma lente negativa.

a terceira com uma objetiva 100 mm e a última com uma objetiva 200 mm . vemos como o aspecto da cena muda radicalmente. São fabricadas com tipos especiais de vidro e as suas superficies geralmente possuem um polimento esférico concavo ou convexo.5 As ilustrações acima mostram como a distância focal da objetiva afeta o tamanho da imagem formada e o angulo de Fotos: Canon Lenswork 2001 cobertura.4 Plano. 25 . DISTÂNCIA FOCAL DE UMA OBJETIVA COMPLEXA. 200mm Fig 3. W. A distância focal de uma objetiva complexa é medida do seu centro optico até o ponto onde ela produz uma imagem nítida de um objeto que se encontra no infinito (plano focal).M. Acima: vemos como é medida a distância focal de uma objetiva complexa e os diferentes elementos que a compõem.3. Abaixo: vemos alguns formatos de elementos (lentes) utilizados em objetivas.AS OBJETIVAS © Thomaz. 3.convexa Bi-convexa Menisco-convexa 24mm 50mm Lentes Convergentes Lentes Divergentes Plano-concava Bi-concava Concava-menisco 100 mm *Lente: As lentes são corpos transparentes que servem para a reprodução optica de um objeto. Formatos de lentes 3. A primeira fotografia foi feita com uma objetiva grande angular 24 mm. Nas fotografias abaixo feitas com objetivas de distâncias focais diferentes. Distancia focal FIG. Harrell O EFEITO DA DISTÂNCIA FOCAL NA IMAGEM 123456 123456 1234 123456 123456 123456 123456 1234 123456 123456 1234 123456 123456 123456 1234 123456 123456 123456 1234 123456 123456 123456 1234 123456 123456 123456 1234 123456 123456 123456 1234 123456 123456 123456 1234 123456 123456 123456 1234 123456 123456 123456 1234 123456 123456 1234 123456 123456 123456 123456 1234 123456 123456 Um dos fatores mais evidentes afetados pela distância focal de uma objetiva é a maneira como ela representa uma cena. a segunda com uma objetiva normal 50mm.

M. Harrell Fig.3. O ângulo de cobertura (ou ângulo de campo visual) de uma objetiva refere-se a área que esta pode cobrir a sua frente.21 da página anterior e compare com a tabela 2. Via de regra as objetivas de pequena distância focal tem um grande angulo de cobertura e são genéricamente chamadas de Grandeangulares.15. Este fator é chamado de ANGULO DE COBERTURA. Fig. 3.6. Para melhor entender a relação entre ângulo de cobertura e o tamanho da imagem volte para a figura 2. Objetivas grande angulares (de pequena distância focal) tem um ângulo de cobertura maior que as normais.7 Tabela de ângulos de cobertura de algumas objetivas de diferentes distâncias focais 26 . Verá que uma objetiva 24 mm tem um angulo de cobertura de 84 graus emquanto que a de 200mm é apenas 12graus. Esta característica é determinada principalmente pela distância focal da objetiva. A distância focal de uma objetiva determina o ângulo com que esta poderá cobrir a cena . O ANGULO DE COBERTURA. (Página anterior) © Thomaz. ANGULO Angulo de Cobertura DE COBERTURA DE UMA OBJETIVA. W. As de distância focal longa são chamadas de Teleobjetivas.CAPITULO III 2.23. Para melhor entender a questão do o ângulo de cobertura das objetivas ver detalhadamente as fotografias na Figura 2.

A formula é muito simples sendo que divide-se a distância focal da objetiva pelo seu diametro efetivo. Além dos pontos f existem pontos “T”.8. A iris do olho humano regula a entrada de luz automaticamente fechando ou abrindo de acordo com a luz ambiente.) © Thomaz. A abertura relativa de uma objetiva refere-se à sua capacidade máxima de transmissão de luz.( veja fig 3.8.8 =f8 = f 16 A ABERTURA RELATIVA Distância Focal (DF) DE UMA OBJETIVA Fig 3. ( Na verdade o diafragma é um dispositivo para diminuirmos o diâmetro efetivo da objetiva). 27 .M.9).9. E OS PONTOS Diâmetro Efetivo (DE) 'f' O funcionamento da iris ou diafragma O diafragma ou iris é composto de uma série de folhas metálicas sobrepostas. O diafragma ou iris tem exatamente a mesma função que a iris do olho humano. Técnicamente esta capacidade é medida em pontos “f”e é chamada de abertura relativa. a mesma abertura deveria ser igual para todas as objetivas mas existem pequenas diferenças na transmissão de luz de uma objetiva para outra e que para o uso geral são insignificantes. O diafragma ou iris de uma objeitva tem a mesma função e permite regular a quantidade exata de luz que passará para o filme. = f (abertura relativa) Fig. no jargão dos profissionais. Este é o fator da abertura relativa de uma objetiva. Sómente objetivas extremamente precisas são calibradas em pontos T.AS OBJETIVAS 3. Formula para determinar a abertura relativa de uma objetiva. 3. Divide-se a Distância Focal (DF) pelo Diametro Efetivo (DE (DE). O resultado é a abertura relativa da objetiva. W. 3. Quando o anel no corpo da objetiva marPONTOS T. Teoricamente. Essêncialmente a distância focal de uma objetiva determina o angulo de cobertura ou seja o campo que esta capatará .O DIAFRAGMA O diafragma é o dispositivo utilizado para se diminuir a quantidade de luz que passa pela objetiva. ( Ver Fig. uma objetiva com distância focal de 100mm e um diâmetro efetivo de 50mm teria uma abertura relativa de f2. Chama-se de abertura relativa por ser uma equação derivada de dois fatores: a distância focal da objetiva dividido pelo diâmetro efetivo da mesma. ABERTURA RELATIVA Na página anterior vimos que a distância focal de uma objetiva tem importante influência sobre o seu desempenho. Agora examinaremos um outro fator que também deve ser considerado. Uma objetiva que transmite muita luz é considerada “rápida” e uma que transmite pouca luz é “lenta”. Os pontos " T " representam a medida exata da capacidade de transmissão de luz por meio de testes de laboratório realizados em cada objetiva. = f 2. Harrell 3 b. Vemos portanto que o diametro efetivo de uma objetiva torna-se um fator primordial para determinar quanta luz essa objetiva é capaz de transmitir. Este fator é impoortante pois determina o numero “f” de maxima transmissão para a objetiva. Um exemplo.

f 2. W. Isto quer dizer que f8 representa a mesma quantidade de luz para uma tele-objetiva ou para uma grande angular. opticamente mais perfeitos nessa região. f 2. Por este sistema. f 5.0 . além de simplesmente controlar a quantidade de luz que por ele passa.M. Se fecharmos o diafragma de f4 para f8 por exemplo. f 4. Este termo refere-se à capacidade de uma objetiva de manter em foco objetos que se encontram além e aquem do assunto principal focalizado (Ver profundidade de campo páginas 30 & 32).6 e assim por diante.10 O anel do diafragma numa objetiva e os números das aberturas em pontos "f". f 3. A marcação mais comum dos pontos f em objetivas é a seguinte: f 1. Harrell FOCO DIAFRAGMA Fig. A tabela do meio indica as aberturas de profundidade de campo. f 11.4.4. a redução de luz será de quatro ( 4x) e não de duas vezes como seria a lógica.CAPITULO III cando os pontos f é girado num sentido ou outro (ver ilustração) as folhas fecham ou abrem um orifício na objetiva. Acima vemos o anel de foco com as distâncias. f 8. Existem ainda outras razões de importância para reduzirmos a abertura da objetiva. menor será a profundidade de campo obtida. 3.6. f 16 e f 22. maior será a sua profundidade de campo. Também de forma geral podemos afirmar que quanto mais próximo o objeto do plano do filme. f2.5. Ainda outra consideração importante é que na medida em que o diafragma é fechado a profundidade de campo aumenta 28 © Thomaz. De forma geral podemos afirmar que quanto menor a distância focal de uma objetiva. Outro aspecto importante a ser lembrado é que os pontos “f” representam (teóricamente) a mesma quantidade de luz para todas as objetivas. Este sistema é chamado de pontos " t ". Os pontos " t " correspondem aos pontos “ f ” mas são mais precisos e exatos. . A profundidade de campo é afetada por outros fatores como a distância focal da objetiva e a distância entre o objeto focalizado e o filme. Isto acontece porque nessa abertura estamos utilizando somente a parte central dos elementos. progressivamente. O controle de profundidade de campo mediante a regulagem das aberturas do diafragma constitui um dos recursos mais criativos da fotografia e qualquer fotografo sério deve estar bem familiarizado com este recurso. Isto acontece porque os pontos “f” são derivados de uma equação (abertura relativa) e não seguem uma lógica aritmética. e porque o diafragma tende a reduzir a difração dos raios de luz dentro da própria objetiva.0 é duas vezes mais luz que f4 que é duas vezes mais luz que f5. Uma dessas considerações é que uma objetiva tem maior definição quando o diafragma está fechado aproximadamente pela metade. Porém existe um outro sistema utilizado em objetivas altamente profissionais e de precisão. Este orifício regula a entrada de luz de acordo com o ponto f marcado no anel da objeiva. É muito importante lembrarmos que cada "ponto" ou diafragma marcado na objetiva em ordem crescente significa uma redução da luz pela metade.

Objetivas grande angulares (de pequena distância focal) tem um ângulo de cobertura maior que as normais.M. A abertura relativa é derivada da distância focal dividida pelo diâmetro efetivo da mesma. O mais importante é lembrar-se que a objetiva foi projetada para cobrir a area do formato para o qual ela foi intencionada. maior será o seu angulo de cobertura e maior será também a sua profundidade de campo. cm. ABERTURA RELATIVA .AS OBJETIVAS RESUMO DAS CARACTERISTICAS DAS OBJETIVAS: A função da objetiva é de formar a imagem que será registrada no filme fotográfico. Diferentes objetivas possuem diferentes profundidades de campo. O 4.8 f4 f5. Harrell 2. 3. no dispositivo de captação de vídeo ou no filme cinematográfico. A profundidade de campo diz respeito ao poder de uma objetiva de estender o seu alcance de foco além e aquem do objeto focalizado.8 f11 f16 f22 Fig 3. A abertura relativa de uma objetiva representa a sua máxima capacidade de transmissão de luz. O ângulo de cobertura de uma objetiva refere-se a área que esta pode cobrir a sua frente. O poder de cobertura de uma objetiva descreve a capacidade dessa objetiva de cobrir um determinado tamanho de negativo. W. As objetivas também tem uma abertura relativa. ANGULO DE COBERTURA. cia focal. A distância focal de uma objetiva é a medida em mm. Todas as objetivas tem uma distân- © Thomaz.6 f. a sua abertura relativa e a abertura de diafragma utilizada além do tipo de filme utilizado.11 O efeito do diafragma sobre a abertura relativa de uma objetiva.PODER DE COBERTURA. 5. As principais caracteristiacas de uma objetiva são: 1 DISTÂNCIA FOCAL. Por outro lado as objetivas de grande distância focal tem um angulo de cobertura mais reduzido De forma geral podemos estabelecer a regra que : quanto menor a distância focal de uma objetiva. Esta característica é determinada principalmente pela distância focal da objetiva. O poder de cobertura é um fator importante sobretudo quando se está fazendo uso de lentes intercambiáveis. ou em polegadas do seu centro óptico até o ponto onde ela produz uma imagem nítida de um objeto situado no infinito. A PROFUNDIDADE DE CAMPO. f 2. Via de regra as objetivas grande angulares possuem por si 29 . As caracteristicas da imagem formada são determinadas principalmente pela distância focal da objetiva.

3.M.13 Quando se utiliza uma objetiva feita para um formato menor numa câmara de formato maior é possivel que aconteça o efeito de vinheta na imagem que vemos acima.12 30 . Fig. O diafragma ou iris e dispositivo utilizado para reduzirmos a abertura da objetiva. © Thomaz. formato ou o tamanho do negativo para o qual essa objetiva foi projetada.CAPITULO III uma grande profundidade de campo e as tele-objetivas pouca. 3. Ainda outro fator afetado pelo fechamento da iris é a profundidade de campo (Ver item 6 nesta página e ilustrações na página seguinte). É possível aumentar a profundidade de campo de qualquer objetiva mediante o fechamento da iris ou diafragma. O poder de cobertura por outro lado. Fig. Já vimos que o ângulo de cobertura de uma objetiva representa o ângulo do campo que ela capta à sua frente. refere-se à area. As aberturas do diafragma são calibradas em pontos "f ". A IRIS. Dessa forma podemos controlar a quantidade ou intensidade da luz que atinge o filme. Este fenômeno é devido ao fato de que ao diminuirmos a abertura estamos trabalhando com as partes centrais dos elementos e reduzindo os efetos de refração . Embaixo vemos o caso de uma objetiva cujo poder de cobertura é insuficiente para cobrir o negativo inteiro. W. Harrell A IMPORTÂNCIA DO PODER DE COBERTURA É muito comum as pessoas confundirem os termos ângulo de cobertura e poder de cobertura. 7.

A primeira foi feita com o diafragma totalmente aberto. 3. A fisionomia da moça é atraente mas a riqueza de informação no segundo plano chama a nossa atenção para os detalhes da textura das folhas caídas.14 Abertura do diafragma: f2 . Cada uma das fotografias comunica coisas completamente diferentes.15 Abertura do diafragma: f22 31 . O efeito causado pelo fechamento do diafragma pode ser dramático como podemos ver nas imagens abaixo.AS OBJETIVAS A IMPORTÂNCIA DA ABERTURA DO DIAFRAGMA NA PROFUNDIDADE DE CAMPO. Harrell Figuras 2. Na primeira foto a mensagem é única. © Thomaz. As ilustrações nesta página mostram como o fechamento progressivo do diafragma afeta a profunidade de campo de uma objetiva. Vale a pena estudaar o texto ao lado. Este recurso é um dos mais importantes da fotografia pois como pode se ve.24e 2-25. Vemos que as duas fotos são bastante diferentes devido a profundidade de campo . A segunda com a menor abertura (f22). W. Fig.3.M. Não há como confundir: o rosto da moça é o destaque.r passa de um simples reurso técnico assumindo o nível de linguagem. e outros pormenores que colocam o primeiro plano em relação ao segundo dando outros significados a foto. Fig. O recurso de profundidade de campo tornou-se um elemento de linguagem na fotografia e quem sabe bem explorá-lo tem uma exelente ferramenta ao seu dispor. o resto é pano de fundo. Na segunda fotografia a mensagem é dividida entre o fundo e o primeiro plano.

Além destes quatro tipos básicos existem também: X as objetivas para aplicações especiais X as lentes suplementares 1.17). Vejamos o exemplo a direita e abaixo: O formato 35 mm mede 24 x 36 mm e a sua diagonal é de 43mm. Diz-se que as objetivas normais se aproximam do ângulo de visão do olho humano que é de aproximadamente 50o graus. ag Di on al mm 43 35mm Fig 3.16 e 3. X (4) as zoom. . X (3) as tele objetivas. Basicamente existem quatro tipos de objetivas: X (1) as normais.17. A diagonal do negatiavo 35mm é de 43mm aproximadamente.17) Esta regra é muito útil pois dentre todas as que encontramos é a mais fácil de verificar e a mais “objetiva”. Obs. X (2) as grande angulares.CAPITULO III OS TIPOS DE OBJETIVAS Agora que já vimos as características comuns a todas as objetivas iremos fazer uma análise dos diferentes tipos de objetivas existentes. 32 © Thomaz. (Ver figuras 3. esta deveria ser a distância focal "normal" para esse formato. Este critério porém parece bastante relativo uma vez que é necessário fecharmos um dos nossos olhos e olhar fixamente a nossa frente para chagarmos a uma aproximação deste angulo. ( Ver Fig. Harrell Fig 3.M. 3. Outra forma de se descrever uma objetiva normal é pelo seu ângulo de cobertura . AS OBJETIVAS NORMAIS: Uma objetiva normal é definidia como tendo uma distância focal igual à diagonal do negativo para o qual ela será utilizada.16A regra da diagonal do negativo é a melhor forma de podermos determinar se uma objetiva é normal ou não para o formato que está sendo utilizado. A largura do filme inteiro é de 35 mm mas a diagonal da área da imagem é que deve ser medida. W.

AS OBJETIVAS 2. tele-scópio. tele-fone. AS TELEOBJETIVAS Uma teleobjetiva é justamente aquilo que o seu nome sugere. Isto significa que ela tem que ter no minimo 80cm de comprimento. A teleobjetiva serve para fotografar objetos que se encontram a distância. "Tele" é distância. Em primeiro lugar por serem objetivas de grande ângulo de cobertura representam a cena com uma distorção conhecida como 'distorção esférica isto é elas reproduzem linhas retas como curvas. O angulo de cobertura da objetiva mais poderosa será dez vezes mais agudo e a imagem será dez vezes maior que a da objetiva de 80mm. 3. A teleobjeiva de 800mm é dez vezes mais forte que a de 80mm. W. Uma vantagem das grande angulares é a sua grande profundidade de campo o que permite planos onde quase tudo está em foco. Isto significa que uma objetiva de 80mm é uma teleobjetiva como também é uma de 800mm. O uso de grande angulares em close-ups de rostos distorçe a fisionomia de forma singular. são maiores e mais pesadas que as outras objetivas. Por definição qualquer objetiva com uma distância focal MAIOR do que o normal (a diagonal do negativo) pode ser considerada uma tele objetiva. (Veja exemplo abaixo) Existem objetivas do tipo "olho de peixe" que tem distâncias focais muito pequenas ( 7 ou 8mm) e portanto um angulo de cobertura que pode ultrapassar os 180 graus. tele. As teleobjetivas por sua natureza.3. A diferença entre as duas será uma diferença em grau. as objetivas grande angulares mais utiizadas porém são aquelas com uma distância focal entre 20 e 35 mm. AS OBJETIVAS GRANDE ANGULARES Por definição uma grande angular tem uma distância focal inferior a diagonal do negativo para o qual ela será utilizada. As teleobjetivas são compridas e também são mais lentas que outras objetivas porque 180 graus Fig. © Thomaz. Harrell As grande angulares tem as suas desvantagens.18 Uma grande angular com uma distância focal a metade da diagonal do negativo terá um angulo de cobertura o dobro do normal.5mm tem um angulo de cobertura de aproximadamente 180 graus ou seja. Para melhor entendermos isto é só lembrarmos que uma teleobjetiva de 800mm tem que ter nada menos do que 80 centímetros entre o seu eixo optico e o plano focal. Isto quer dizer que o seu poder de cobertura será maior que o normal acima dos 50 graus de uma objetiva normal. metade de um circulo!.M. Hoje as grande angulares modernas possuem um alto grau de correção deste defeito mas ele é praticamente impossível de eliminar por completo. 33 . O defeito porém pode ser usado como um efeito. Neste caso a objetiva olho de peixe de 7.visão.

34 . W. © Thomaz. Fig. Uma desvantagem das teleobjetivas é que devido ao fato que elas aumentam a imagem a sua tendência é de aumentar também as vibrações e por isto devem ser utilizadas montadas num tripé ou outro suporte sólido e estável. Aqui mostrada objetiva Nikon 50 . As que possuem aberturas maiores como as 300mm f2. Isto representa uma grande vantagem uma vez que torna possível fotografar Fig 3.3..300mm. Harrell 4.CAPITULO III absorvem mais luz.M.8 comuns entre fotógrafos e cinegrafistas de esportes custam dez vezes mais que as de aberturas menores. AS OBJETIVAS ZOOM Até o presente momento discutimos objetivas de distância focal fixa. Dificilmente uma teleobjetiva acima dos 300mm tem uma abertura maior que f5.6 ou f8. As objetivas zoom apresentam um caso único em que a sua distância focal é variável. um ou mais grupos de elementos ópticos são movidos dentro da objetiva para modificar a distância focal.8 da maraca Canon. Outra característica das teleobjetivas é uma profundidade de campo reduzida e um achatamento da imagem com perda de perspectiva chamada por muitos de "compressão".19. Na objetiva zoom. Teleobjetiva de 400mm com abertura de diafragma de 2.20 A Objetiva Zoom pode mudar a sua distância focal mdiante um complexo deslocamento de seus elementos internos.

A medicina a ciência. no cinema e na fotografia. C. B. A. Hoje em dia as objetivas zoom são cada vez mais comuns em camaras de todos os tipos. Este tipo de objetiva torna-se hoje bastante popular uma vez que muitas câmaras ( principalmente camcorders.) OBJETIVAS DE DISTÂNCIA FOCAL EXTREMA Em primeiro lugar poderíamos deixar claro que as objetivas com distâncias focais extremas são consideradas objetivas especiais já que são utilizadas para propósitos muito especficos.) OBJETIVAS SNORKEL A tecnologia de fibras ópticas possibilitou o desenho de objetivas que podem ser acopladas numa extremidade de um chicote de fibras ópticas e o outro extremo na câmara. Este tipo de objetiva inclui desde lentes de aproximação até suplementos que tranformam uma objetiva normal em tele objetiva ou grande angular. e algumas câmaras fotográficas. Com a ajuda da computação. a engenharia e a publicidade tem se aproveitado muito destes recursos. Depois disto. Hoje não é nada incomum encotrarmos objetivas com relações de 15 ou 20 vezes. © Thomaz. Nesta categoria podemos incluir as extremas olho de peixe ou as super tele-objetivas. O uso das objetivas zoom tornou-se praticamente padrão nos anos 60 e 70 na televisão. As primeiras objetivas zoom apareceram nos anos 30 e foram sendo aperfeiçoadas atravéz dos tempos até o ponto em que hoje é impensável uma filmadora ou camcorder não ser equipada com uma objetiva deste tipo. As primeiras zoom não possuiam uma relação muito grande isto é.M. Desta maneira a objetiva pode ser colocada em lugares outrora completamente inacessíveis para uma câmara. OBJETIVAS ESPECIAIS Existe um grande número de objetivas para aplicações especiais e seria impossível mencionar todas aqui mas vale a pena descrever algumas das mais importantes. câmaras digitais. a sua praticidade está mais do que comprovada sobre as objetivas de distância focal fixa uma vez que o fotógrafo não precisa ficar trocando de objetiva no meio de um trabalho.) OBJETIVAS E LENTES SUPLEMENTARES Nesta classe são incluiidas objetivas que acopladas a outras objetivas modificam as características ópticas das mesmas. é que elas passaram a ser utilizadas nas câmaras de vídeo.) amadoras ou semi-profissionais são fabaricadas com objetivas incorporadas que não podem ser substituidas. a questão da qualidade da imagem é praticamente insignificante hoje. Harrell 5. As zoom demoraram para ser utilizadas em larga escala devido ao fato que as objetivas fixas produziam imagens de maior resolução e eram muito mais leves. novos desenhos e formulas opticas se tornaram possíveis a um custo muito mais baixo ao mesmo tempo que se verifica um aumento qualitativo. W.AS OBJETIVAS ou filmar cenas com mais de uma distância focal sem ter que trocar de objetivas na câmara. a sua capacidade de mudar de distância focal não passava de 3 ou 4 vezes. 35 . Embora a questão tamanho ainda seja um fator que desfavorece as zoom para todas as aplicações. As aplicações são múltiplas e quase inesgotáveis.

CAPITULO III OBJETIVAS ANTI VIBRAÇÃO Sempre a vibração ou trepidação foi um problema para a fotografia uma vez que o resultado produz fotografias tremidas.) D. A característeica mas evidente destas objetivas é que elas são “gordas” ou seja.M. Posteriormente foram criados sistemas tremendamente complexos para diminuir os efeitos da trepidação. Como se sabe. Até certo ponto o uso de velocidades de obturador mais elevadas resolvia parte do problema. uma objetiva com uma distância focal de 1000mm teria que ter no mínimo um metro de comprimento. (Ver definição de distância focal) O desenho de objetivas catadioptricas permite reduzir este tamanho para menos da metade por meio de espelhos. Objeitva catadióptrica 36 . Algumas das soluções mais modernas utilizam sistemas eletrônicos de compensação de movimento que oferecem resultados surpreendentes. são mais largas do que compridas. Uma segunda desvantagem do seu desenho é que elas costumam ter uma abertura relativamente pequena geralmente entre f-6 ou f-8 dependendo da sua distância focal. Harrell Fig. OBJETIVAS CATADIOPTRICAS As objetivas catadióptricas são uma solução para limitar o desconfortável tamanho de teleobjetivas extremas. W.21.) © Thomaz. E. A Dynalens é um sistema que utiliza objetivas que posssuem um fluido compensador interno que minimiza os efeitos de movimentos bruscos quando fotografando ou filmando de helicópteros ou aviões. 3. Muitas objetivas catadioptricas são verdadeiros telescópios e na verdade o seu desenho é derivado de um tipo de telescópio. (Veja ilustração) A maior desvantagem deste tipo de objetiva é que devido ao sistema de espelhos estas objetivas não podem ter um diafragama e são portanto de abertura fixa.

Foi a partir deste momento que os relogoéiros entraram em cena na fotografia. O obturador exerce a importante função de admitir a luz que passa pela objetiva por um tempo determinado. mas os obturadores de cortina convencio37 Fig. (1) OS OBTURADORES CENTRAIS Este tipo de obturador. é ainda bastante comum em câmaras modernas e é geralmente colocado entre os elementos da objetiva perto da iris e por isto recebe o nome de obturador central. as primeiras fotografias levavam muito tempo para serem expos tas.OS OBTURADORES © Thomaz. Existe ainda um novo tipo de obturador chamado de Obturador de guilhotina.1 O obturador central ( chamase assim por ser colocado dentro da objetiva) se parece muito com a iris da objetiva mas possui menos palhetas. . 4. Como o princípio da iris já se encontrava em largo uso a C solução mais simples foi de incorporar um sistema de relógio a uma iris que abria e fechava por um determinado tempo .2. vemos um obturador central parcialmente aberto. Devido ao seu desenho. Por isto é que este tipo de obturador também recebe o nome de obturador de cortina. em lugar de movimenar-se horizontalmente desce de cima para baixo como uma guilhotina. (Ver Figura 2. Alguns obturadores deste tipo possuem sómente duas palhetas em câmaras muito simples. e Obturadores centrais). Hoje existem classes ou tipos diferentes de obturadores (1) os obturadores centrais e (2) os obturadores de plano focal ou de cortina. As primeiras câmaras portanto não possuiam um obturador. Isto pode parecer um tempo fantástico e realmente era alguns anos atrás. O seu funcionamento é mais parecido com o de uma “cortina” que desliza horizontalmente deixando a luz atingir o filme por uma fresta. O seu movimento é controlado por um sistema de relógio que aciona molas e engrenagens de forma a dar os tempos corretos de exposição. (2) OS OBTURADORES DE PLANO FOCAL Os obturadores de plano focal foram inventados anos depois dos obturadores do tipo central.1. W. os obturadores de tipo central conseguem no máximo tempos de 1/400 ou 1/500 de segundo.M. mostra o funcionamento do obturador de cortina sem o corpo da câmara.35. A própria tampa da objetiva funcionava bem para esta finalidade. um controle mais preciso tornou-se necessário e eventualmente imprescindível pois não era mais possível fazer essa operação manualmente. Harrell CAPITULO IV: OS OBTURADORES omo já vimos na história da fotografia. O fotógrafo simplesmente retirava a tampa na hora que desejava iniciar a exposição e recolocavaa na hora de terminar. De forma geral. Na medida em que os materiais fotográficos foram sendo aperfeiçoados e os tempos de exposição necessários se fizeram mais exíguos. Este. Este prinçípio é utilizado até hoje e é por isto que alguns obturadores se parecem muito com a iris da objetiva. Na ilustração 4. A ilustração 4. os obturadores de plano focal são capazes de conseguir tempos de obturação muito mais rápidos que os de tipo central.

CORTINA PRINCIPAL CORTINA SECUNDÁRIA Fig 4. câmaras que possuem obturador de plano focal (cortina ou guilhotina ) devem ser utilizadas com velocidades mas baixas quando se está utilizando um flash.4 mostra o que pode acontecer numa fotografia tirada com falha de sincronísmo. O mesmo já não é verdade com obturadores de cortina que são muito mais difíceis de sincronizar porque correm como uma cortina atravez da janela Por isto. W. A Nikon N90x por exemplo pode sincronizar com o flash SB-26 na incrível velocidade de 1/4000! A ilustração 4. Quando trocamos a objetiva temos que trocar o obturador. Via de regra um obturador de plano focal não deve ser utilizado com velocidades superiores a 1/ 60 de segundo. Com obturadores centráis é muito mais fácil obter este sincronísmo devido à forma como eles abrem e fecham. Nesses casos é necessário recalibrar o diafragama e o obturador toda vez que se troca de objetiva. Uma parte da imagem é iluminada pelo flash e a outra não.2 Obturador de cortina ou “de plano focal” 38 . O sicronísmo é simplesmente o fenômeno pelo qual o obturador se encontra completamente aberto no instante em que o flash dispara. Ao se utilizar câmaras deste tipo é necessário ficar atento para a velocidade de sincronismo da câmara. Antes disso porém é importante que analizemos em maior detalhe as vantagens e desvantagens trazidas por cada tipo de obturador (central e de plano focal). Já mencionamos que os obturadores centrais tem a desvantagem de não conseguir velocidades acima de 1/500 de segundo. É importante sempre verificar a velocidade de sincronismo de um obturador de cortina quando ele será utilizado com flash eletrônico.CAPITULO IV © Thomaz. Harrell nais conseguem tempos de 1. Outra desvan DIREÇÃO DO MOVIMENTO tagem do obturador central é que ele faz parte integral da objetiva. Alguns obturadores de plano focal de ultima geração podem sincronizar com o flash em velocidades de 1/ 250 ou mais.M. O uso de materiais novos como o titânio aliado a novos desenhos de obturadores de guilhotina propiciou um avanço enorme nos tempos de obturação sendo possível conseguir tempos de exposição de 1/5000 e até de 1/8000 de segundo! Nas próximas páginas iremos ver como os tempos de obturação são importantes na fotografia. Esta velocidade de obturação é o suficente para deter o movimento de um corredor por exemplo ou até de um ciclista mas coisas que andam com maior velocidade já não podem ser registradas com total nitidez. SINCRONISMO Porém os obturadores centrais tem uma vantagem sobre os de cortina.1000 (um milésimo de segundo) ou mais. Normalmente esta velocidade é marcada na cor vermelha ou ainda possui um “X” ao lado ou uma seta em forma de raio ( ). Além disto as objetivas com obturador central tendem a ser bem mais caras que aquelas que não requerem esse mecânismo. Eles possibilitam o sincronismo com flashes eletrônicos em qualquer velocidade.

2. Note-se que o número entre 125 e 500 e ligeiramente diferente em cor do que os outros isto indica a velocidade de sincronismo para uso com flash eletrônico. Uma cena fotografada com tempos de exposiçào longos irá representar objetos em movimento como borrões. Eventualmente foram introduzidos os obturadores com mecanísmo de relógio descritos na seção anterior. os filmes foram ficando mais sensíveis e os tempos de exposição cada vez mais curtos. 60.M.500. Já uma fotografia de tempos muito curtos irá congelar o movimento de forma surpreendente.4 . Esta velocidade vem dos tempos antigos em que o fotógrafo costumava abrir o obturador para então disparar uma lâmpada ou um pó altamente volátil e depois fechar o obturador novamente. 8. Lembremos que a primeira fotografia da história levou oito oras para sensibilizar o filme. Quando a câmara está regulada para esta velociadade. Depois disso. Todas as velocidades abaixo deste número podem ser utilizadas sem problema. Esta posição permite com que o fotógrafo determine por quanto tempo a luz atingirá o filme fazendo exposiçoes com varios segundos ou até minutos de duração.OS OBTURADORES © Thomaz.e 4000. W. Obturadores modernos são extremamente precisos e são controlados por um ocilador de cristal. Note-se que girando este anel para esquerda ou para a direita pode se escolher a velocidade desejada. O ponto de referencia é a pequena marca no corpo da câmara em forma de traço logo a esquerda do número. o obturador fica aberto o tempo que botão disparador continuar sendo pressionado. As velocidades acima de 250 irão resultar na falha de sincronismo (ver foto ao lado). As velocidades com que o obturador abre e fecha tem importante função não somente em relação ao tempo que a luz da cena atinge o filme mas também de como a cena será representada.3 Anel de regulagem das velocidaes da câmara fotográfica.250. 15. Os tempos de exposição mais comuns em câmaras fotográficas vão geralmente de um segundo até milesimos de segundo e são geralmente representados da seguinte forma: 1. 4. Na ilustração está sendo selecionada a velocidade de 125 ou seja 1/125 de segundo. Harrell A VELOCIDADE DO OBTURADOR NO CONTROLE DO MOVIMENTO E DA LUZ Vimos que a principal função do obturador é de controlar o tempo que a luz irá atingir o filme.1000. Note-sed que o disparo do flash iluminou sómente parte da imagem a outra parte foi escurecida pelo obturador que ja se encontrava fechando na hora do disparo.2000. Existe ainda uma velocidade com a letra B que significa “Bulb” (lâmpada em inlgês ). 30.125. Fig 4. É com esta regulagem que podem ser feitas fotografias nouturnas de paisagens urbanas com todas as suas luzes e movimento dos carros Evidentemente este tipo de fotografia requer o uso de um 39 Fig 4.

Nóte se que esta velocidade melhor registra todos os pormenores com nitidez. Isto comprova que quando o movimento do assunto é maior a velocidade de obturação também deve ser maior. até a velocidade de 1/4000 de segundo ou seja um quatro milesimo de segundo. Geralmente em fotos de esportes é recomendável utilizar velocidades de obturador mais curtas de 1/500 . Isto significa que os números marcados no anél da câmara de representam frações de segundo centenas de segundo ou milesimos de segundo. Este tempo foi suficiente para registrar o casal na moto mas deixar o fundo borrado dando mais dinamismo a foto. os objetos em movimento são registrados como rastros .M. 2 é igual a 1/2 (meio) segundo. e acima de 1000 representa milésimos de segundo. A segunda fotografia foi feita com uma velocidade 1/500.5 A primeira fotografia à direita foi feita com um tempo de 1/ 15 de segundo. Assim sendo. Acima de 125 representa centesimos de segundo. Note-se também que a questão de congelar ou não o movimento depende muito do que desejamos mostrar. Mas em fotos como a utilizada no exemplo a sensação de movimento é mais bem mostrada utilizando uma velocidade mais lenta e acompanhando o assunto em panorámica. 1/1000 ou mesmo superiores se a câmara permitir. Devido ao fato que os tempos de exposição são longos.CAPITULO IV © Thomaz. Na sequência de fotos a direita (Fig.4. 1 é igual a um segundo. Harrell tripé e as vezes leva varios minutos de exposição. W. REGISTRANDO O MOVIMENTO COM A AJUDA DO OBTURADOR Fig. 4 é igual a 1/ 4 (um quarto) de segundo e assim por diante.5 ) vemos uma cena fotografada com diferentes tempos de obturador: notese que as partes em movimento são as mais afetadas pela velocidade do obturador em quanto que as partes imóveis ou estáticas da cena são pouco afetadas. As velocidades vâo progressivamente diminuindo desde um segundo representado pelo número um.4. 40 .

Harrell CAPITULO V: A TEORIA DA LUZ 41 . W.A TEORIA DA LUZ © Thomaz.M.

do total de energia eletromagnética existente no universo e que chamamos de espectro eletromagnético .3 O ESPECTRO ELETROMANGNÉTICO . (Ver ilustração 3. o espectro eletromagnético é composto de uma grande variedade de ondas de energia que vão desde os raios gama.) A parte visível do espectro eletromagnético (Fig. Harrell 1. De maneira muito elementar podemos dizer que aquilo que chamamos da teoria da luz se tange nessa pequena faixa de energia eletromagnética para a qual os nossos órgãos receptores (olhos) são sensíveis.) é a que mais nos interessa na fotografia.2 O ESPECTRO VISÍVEL R A I O S C Ó S M I C O S RAIOS X RAIOS GAMMA R A I O S X C U RAIOS R ULTRAVIOLETA T O S L U Z INFRAVERMELHO C A L O R R A D A R ONDAS DE RÁDIO E T. A LUZ a) O Espectro Eletromagnético O que conhecemos por LUZ representa apenas uma pequena parte .V.5. e raios x até ondas de rádio e TV.menos de uma vigésima parte .1. 3. W.M. ( ver Fig 3. Como se sabe. ONDAS LONGAS 10m 1x 42 100X 5nm 400 a 700nm 1/10mm 1cm FIG.CAPITULO V © Thomaz. no vídeo e portanto quando falarmos de luz estaremos nos referindo ao espectro visível assim como a uma pequena faixa da luz ultra-violeta e infra-vermelha que embora invisíveis afetam o filme e os processos fotográficos em geral. no cinema. Também é de se notar que as outras formas de energia tem a sua própria nomenclatura e não recebem mais o nome de luz.1) Fig 5.2.

e temperatura em graus kelivin. Hoje porém é muito mais comum encontrarmos o termo Nanometro (nm) que é equivalente a um milimicron (mu) ou 10-6 mm. Veremos o fenômeno da cor em maior detalhe um pouco mais adiante neste capitulo. Este tipo de curva deve ser mais do que conhecido por todos Fig. Vejamos estas caracteristicas mais detalhadamente: 1.M. As ondas do mar como todos sabem tem altos e baixos e viajam numa determinada direção (geralmente do mar afora para a costa). Entre estas qualidades as mais importantes para a nossa discussão são: comprimento de onda e frequencia . (Fig. ( u = 1/ 1OOOmm) 43 . AS CARACTERISTICAS DA LUZ A luz visível possui diversas características pelas quais podemos descreve-la . Estas ondas se comportam de uma forma análoga ou semelhante às ondas do mar. A fequencia é determinada em termos de quantas cristas passam por um ponto num determinado tempo. 5. (veja Fig.5 O Comprimento de Onda é a medida que ja olharam na da crista de uma onda para a outra tela de um osciloscópio. 3-3). assim como a sua intensidade. MICRONS (u) e MILIMICRONS (mu). UM MICRON EQUVALE A UM MILESIMO DE UM MILIMETRO.A TEORIA DA LUZ Na pagina anterior vimos que o espectro visível se coloca aproximadamente no centro do especto eletromagnécito e que ele é composto por radiações entre 400 e 700 nm.O comprimento de onda da luz é a medida que separa a crista de uma onda da outra . 5. Harrell sidade do meio que ela atravessa). seria a frequencia. Comprimento de Onda e Frequencia Embora estajamos acostumados a descrever a luz como sendo composta de raios esta é na realidade Composta de ONDAS ELETROMAGNÉTICAS que se propagam em linha reta do seu ponto de origem no espaço à incrível velocidade de 299. Cada radiação dentro destas faixas corresponde a uma cor do espectro. quando percebemos radiações de todas as faixas a sensação é de luz branca. 2.).4 As ondas de luz se movem a velocidade da luz diminuma determinada direção de forma rectilínea nui em proporção á den- © Thomaz.796 km por segundo. 3-4. A melhor maneira de se fazer a descrição de uma onda de luz é de trazermos à tona a lembrança de uma curva sinoidal. No tocante à luz estas medidas são extremamente pequenas e são utilizadas medidas especiais para descreve-las como. W. Visualmente. Fora do espaço a velociade da luz é menor devido à resistência encontrada com meios físicos como o ar o vidro ou a água ( a regra diz que Fig. Por exemplo se temos um poste no mar o número de ondas que batem nele durante um minuto.

Normalmente a luz é associada à inacandêscencia ou seja por estar em intensa atividade molecular.500 0K) ou para luz de estúdio (quartzo-halôgeno) (3. Em se .V.4. As lâmpads elétricas recebem energia eletrica e isso faz incandecer um filamento no seu interior.500. O resultado desta ebulição emite calor e luz. De forma geral pode-se afirmar que as temperaturas para cima de 5.CAPITULO V © Thomaz. Oespectro visível). 44 3. Os instrumentos utilizados para medir a temperatura da luz emitida por uma fonte seja ela o sol ou luzes de estúdio são chamdos de kelvinometeros ou simplesmente de fotometros de temepratura da luz. Harrell UM MILIMICRON EQUIVALE A UM MILHONÉSIMO DE UM mm (mu = 1/000000mm) As ilustrações 3. Ao conhecermos a temperatura de uma fonte de luz podemos determinar com bastante precisão qual será o resultado que será obtido no filme. É por isto que na figura 3. Na escala Kelvin a luz branca fica por volta dos 5. Ao se fazer uma medida de uma fonte de luz que não esteja de acordo com o filme sendo utilizado é possível fazer correções por dois métodos. uma fonte de luz geralmente emite calor ao mesmo tempo que emite luz .3. com muita estabilidade de onde vem o termo " luz de tungstênio" ou lâmpadas incandecentes. vemos que sómente as frequencias entre 400 e 700 nm (Nanómetros) são visiveis ao olho humano sendo que as outras.500 graus ele produz luz com as mesmas carracteristicas da luz do dia ou seja aquilo que nos conhecemos por luz branca. Normalmente quanto maior a atividade maior é a quantia de luz emitida. Intensidade Já vimos que a luz é uma forma de energia como as outras formas de radiação do espectro eletromagnético. fontes de luz de estúdio são calibrados em Grauz Kelvin. Sabemos que o sol está em constante e violenta ebulição. Na fotografia. mostram a direção das ondas de luz e a forma com que é feita a medida do seu comprimento de onda.7. Em matéria de fotografia porém a escala utilizada para descrever a cor produzida por uma determinada fonte de luz é a ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA DE LUZ .2. câmaras de video. 500 graus (Luz do sol ao meio dia). Para medirmos a intensidade da luz são utilizados instrumentos de medição chamados de fotômetros ( Veja As Unidades Fotomêtricas ). 1 Na figuras 3-1 e 3.200 0K). Esse filamento é feito de tungstênio.2 . Quando o corpo preto é aquecido a uma temperatura de 5. W. o termo intensidade diz respeito ao fluxo luminoso emitido por uma fonte que atinge uma determinada area ou que é refleitdo por sua superficie.000 graus Kelvin e a luz de vela apenas 1.M. O sol e o fogo são os melhores exemplosde fontes naturais de luz que emitem calor . desde os raios gamma até as ondas de rádio e T. e 3. um metal que queima ou incandesce dento de um vácuo. Temperatura de Cor Na discussão sobre comprimento de onda e frequencia vimos que a frequencia determina a cor da luz (Veja a ilustração 3. Esta faixa entre 400 e 700 nm é o espectro vísível 2. O conhecimento da temperatura da luz é inestimável na fotografia pois filmes. a luz do ceu tem uma temperatura de 18. O conçeito de "temperatura" da luz procede do fato que esta medida é derivada do aquecimento de um instrumento de laboratório chamado de corpo preto.500 oK (daylight ou luz dia ) tendem para o azul e as que se encontram para baixo tendem para o vermelho. são totalmente imperceptiveis `a nossa visão. Norlmalmente os filmes são balanceados para luz dia (5.

6 Kelvinometros da GOSSEN e da MINOLTA. 45 . (Light Balancing).500 0K Luz do sol (ao meio dia) 5. Normalmente os kelvinometros possuem a capacidade de indicar não somente qual é o desvio de uma fonte de luz mas também o tipo e quantidade de filtragem necessária para corrigi-la. utilizam-se filtros corretivos diante da objetiva corrigindo assim a temperatura da luz que passa para o filme.7 Algumas fontes de luz e suas respectivas temperaturas em Graus Kelvin. estes fotometros medem as três cores primárias e dão leituras com a filtragem necessária em densidades cc para se obter o resultado desejado.650 0K Lampada comum 40 watts 1.500 0K Luz de Vela Fig 5. O segundo método é utilizado quando se trabalha no estúdio ou em situações de luz mista. (Color Correction).500 0K Flash Eletrônico para fotografia 3. W.B. Harrell FONTE DE LUZ TEMPERATURA EM GRAUS KELVIN FONTE TEMPERATURA EM GRAUS KELVIN 18. 5.M.c. Estes filtros recebem o nome de Filtros L.000 0K Luz do Ceu 5. Fig.A TEORIA DA LUZ tratando de corrigir a luz do dia.000 0K Arco voltáico 5.800 0K Lampada comum 60 watts 2. Nestes casos é possível colcar filtros diante das fontes de luz para corrigir a sua matiz. Estes filtros recebem o nome de Filtros c.400 0K Photoflood de 500 watts 3.200 0K Photoflood de 500 watts (fotografia) 2. © Thomaz.980 0K Lampada comum 200 watts 2.

3. As cores complemetares recebem esse nome porque são produzidas pela complementação de duas das cores primárias. Este é chamado de sistema ou processo aditivo de cores . Vimos também que não é prático descrever a cor de uma determinada fonte de luz por sua faixa no espectro embora isto seja possível. „ „ „ ed) (Red) Vermelho (R V erde (Geen) Verde (Blue) Azul 46 . Este sistema é conhecido como o sistema RGB ou Sistema Aditivo de Cores. eo ciano onde o amarelo e o azul se complemenam.8 ) O mais importante de tudo isto é que ao decompor a luz tornou-se evidente que com sómente três cores é possível criar ou recompor todas as outras cores. Nas páginas anteriores vimos que a luz é apenas uma das formas de energia do espectro eletromagnético. As cores acomplementares produzidas são o amarelo onde o azul e o verde conicidem. (ver fig 3.10) Onde as três cores primárias se sobrepõem. Torna-se necessário tornarmos mais clara a discussão das cores em relação a luz. verde e azul ) ao passar por um prisma. Fig 5. Cor: O Processo Aditivo e O Processo Subtrativo. E sistema nos da uma forma bastante precisa de determinar a cor de uma fonte de luz. Deve ficar claro que aquilo que chamamos de luz (melhor dizer luz b ranca) é na realidade uma mistura de todas as faixas do espectro de 400 a 700 nm. Toda a teoria da fotografia em cores é fundamentada no princípio da decomposição da luz em tres cores primárias e suas complementares. Do outro lado está a luz que se aproxima do vermelho por estar associada ao infraverfmelho cuja faixa do espectro está bem próxima dos 700nm.CAPITULO V © Thomaz. Harrell c) Cor: As Cores Primárias do Espectro. As cores primárias do espectro visível são portanto: Esse sistema fundamentado nas cores primárias é a base de muitos processos de reprodução das cores incluindo a fotografia positiva e a televisão. Acabamos de mencionar que existem as cores primárias e as suas complementares. d). Onde duas das cores primárias se sobrepõem cria-se uma cor complementar. Estas três cores recebem por este motivo o nome de cores primárias. Este fato ja foi habilmente comprovado por Newton com brilhandte simplicidade ao decompor a luz branca por meio de um prisma. W. haverá luz branca.M. Por exemplo podemos ver que luz por volta dos 400nm se aproxima mais do azul ou do violeta.8 A luz branca pode ser decomposta nas tres cores primárias (velmelho. Vimos também que sómente a faixa entre 400 e 700 nanometros é visível ao olho humano e que a faixa determina a cor da luz. Em lugar disto o método utilizado é o sistema de temperatura da cor em Graus Kelvin. Se projetarmos as três cores primárias numa tela as cores complemetares aparecerão onde duas cores primárias se sobrepõem (veri figs. o magenta onde o azul e o vermelho se complementam.9 e 3.

As três cores primárias combinadas em quantias iguais dão luz branca (uma soma de todas as cores.10 abaixo que os filtros são muito eficazes para bloquear ou absorver determinadas cores e transmitir outras. © Thomaz.A TEORIA DA LUZ Por outro lado se três filtros de cores complementares forem vistos contra uma luz branca estes formarão as cores primárias em seus diferentes pontos de conicidência. Harrell Se pensarmos um pouco a respetio das origens dos nomes destes processos será bastante fácil lembrar a sua função. Por outro lado. Da mesma forma vemos na Fig 5.processo aditivo). As cores primárias do espectro visível quando rcombinadas produzem luz branca 47 . O vermelho bloqueraria tanto o azul como o verde. No processo aditivo as cores primárias combinam ou somam para criar as cores complementares. Uma combinação de quantias iguais das tres cores complementares dá preto (ausência de luz -processo subtrativo). Sabendo disto podemos ver que uma completa manipulação das cores se torna possível. O Verde bloquearia o azul e o vermelho e o Azul bloquearia o verde e o vermelho. Haverá portanto preto.9 O processo aditivo de cores. este sistema é chamado do processo subtrativo de cores. ora absorvendo ora transmitindo cores de diferentes faixas do espectro.M. Onde as três complementares se tocam haverá total bloqueio da luz. vemos que o filtro de cor MAGENTA bloqueia o VERDE e transmite o AZUL e o VERMELHO.10 VELMELHO VERDE AZUL Fig 5. No primeiro exemplo. Si no lugar dos filtros complementares fossem usados filtros primários sómente uma cor poderia passar. W. Fig 5. O filtro AMARELO por sua parte bloqueia sómente o AZUL e permite a passagem do VERMELHO e do VERDE. Tanto na fotografia em preto e branco como na fotografia a cores os filtros funcionam de maneira similar . Já o filtro CIANO permite a passagem do AZUL e do VERDE mas bloqueia o VERMELHO. as cores complementares cancelam ou subtraem das cores primárias.

Onde duas cores primarias coincidem cria-se uma cor complementar. 48 .CAPITULO V © Thomaz.11. Harrell PROCESSO ADITIVO DE CORES SISTEMA SUBTRATIVO DE CORES Fig. No ponto de convergência das três ha soma portanto luz branca é o produto das três. 5. Onde duas das cores complementares se sobrepõem cria-se uma cor primária.M. No ponto de convergência das três não há passagem de luz portanto a cor é preta. O processo aditivo (cores primárias) e o processo subtrativo (cores complementares). W.

REFLEXÃO . REFRAÇÃO: A luz ao passar pelo vidro (ou outro meio transparente) é refratada (dobrada ou desviada) de acordo com a densidade do meio e do ângulo de incidência. refratada e dispersa quando atinge a agua do mar.temos portanto luz natural e luz artificial. As fontes de luz mais comuns são os corpos incandescentes ou corpos luminosos. quando a luz é refratada ela é dobrada ou desviada de sua trajetória . b) REFRAÇÃO: Em meios mais densos como a agua ou o vidro ela pode sofrer os efeitos da REFRAÇAO. REFRAÇÃO.M. qualquer objeto que se inteponha na trajetoria da luz a não ser que seja absolutamente preto irá refeltir uma parte dessa luz. Harrell Fig. 5. d) ABSORÇÃO: O mesmo exemplo do livro serve para exemplificar a absosrção da luz.A TEORIA DA LUZ 2. a) VELOCIDADE Também sabemos que no espaço a luz se propaga de forma livre. Ela viaja mais devagar e pode mudar a sua trajetoria De forma geral podemos dizer que a luz pode ser Absorvida. REFLEXAO E ABSORÇÃO DA LUZ: O livro vermelho absorve a luz nas faixas azul e verde e reflete sómente o vermelho. O COMPORTAMENTO DA LUZ: VELOCIDADE. Uma lâmpada elétrica ou uma vela também são corpos luminosos mas estes são artificiais porque foram inventados pelo homen. Vemos no exemplo acima (Fig.13. rectilinea e em altissima velocidade (386. Refletida ou Refratada. ABSORÇÃO E DISPERSÃO É de nosso interesse avaliar o comportamento da luz em diferentes circumstâncias. 5. O sol é um corpo luminoso por exemplo. Naturalmente um objeto preto absorve maior quantidade de luz e um objeto branco não absorve quase nada. (ver fig 3.000 km segundo). © Thomaz. Mas quando a luz atinge outros meios transparentes ou opacos ela muda o seu comportamento.12.13.11.) c) REFLEXÃO: A luz também pode ser REFLETIDA. 49 . O livro absorve as faixas verde e azul e reflete unicamente o vermelho. Placa de vidro Fig. Na figura 3. vemos que a luz pode ser refletida. W. 312) que a cor de um objeto pode absorver certas faixas do espectro e refletir outras.

A verdade porém é que a luz seria quatro vezes menos. A classica relação hollywoodiana de 1:2 do tipo A Noviça Rebelde ou os filmes de Doris Day. se a diferença é de um diafragma e meio a relação é de 1:3 (um por tres). é hoje considerada muito suave quando não ridicula. Ou seja.8 ou seja quase 64 vezes menos luz do que a 5cm. Por exemplo. Já a uma distância de 15cm a leitura caiu bastante para f8 ou seja quase nove vezes menos. Normalmente estas bulas também possuem recomendações de exposição para compensar a falha de reciprocidade com longas ou curtissimas exposições. Na fotografia da Fig. f22. b) A Falha da Reciprocidade Este fenômeno acontece quando um filme é exposto com uma velociade de obturador muito mais curta ou muito mais longa do que o normal. as sombras tem duas vezes menos luz que as altas luzes. Si a diferença de ilulminação entre as altas luzes e as sombras de uma cena for de um diafragma. A 30cm a leitura ja está indicando f2.19. Exemplo de luz sendo refletida. Nesta circumstância a sensibilidade do filme não é mais reciproca à velocidade do obturador resultando numa condição de sub-exposição. 3. Para se resguardar de tal efeito é necessário consultar o guia do filme sendo utilizado ou tabelas publicadas pelo fabricante. Isto pode ser fácilmente verificado com o uso de um fotometro. e) DISPERSÃO: Quando um feixe de luz atinge uma superficie refletora desigual os raios são aquebrantados e refletidos em muitas direções criando uma luz difusa ou despersa. Harrell Fig. Normalmente filmes comerciais e cenas na maioria dos filmes são feitas com uma relação de contraste de entre 1:3 e não ultrapassando 1:4. 3.CAPITULO V © Thomaz. c) A relação de contraste da luz refere-se a diferença de luz existente entre as altas luzes e as sombras de uma cena. refratada absorvida e dispersa. .. Esta lei aparentemente complicada significa simplesmente que a luz perde a sua energia com muito maiz rapidez do que pensamos. Ainda. se temos um objeto que se encontra a um metro de distância de uma fonte de luz pensariamos que a dois metros ( o dobro da distância) ele receberia a metade da luz.M. W. 5. OUTROS ASPECTOS DO COMPORTAMETO DA LUZ a) A Lei da Queda da Luz nos diz que: "a queda da luz é igual ao inverso do quadrado da distância que ela percorre". Muitos filmes vem acompanhados de uma bula com recomendações de exposição filtragem e revelação para taos situações. Esta condicão é chamada de Falha da reciprocidade.14. a cena possui uma relação de contrase de 1:2 (um por dois). vemos que o fotómetro colocado a 5cm da vela da uma leitura bas50 tante alta para um filme ISO 100. se a diferença é de dois pontos de diafragma a relação é de 1:4 (um por quatro).

2.V.16. (Exposure Value). 5. Posição 2).O fotômetro a 30 cm da vela.). 3. As unidades fotometricas : O Pé Vela e o Lux são medidas realizadas com uma vela especial fabricada sob condições muito rigorosas.V.15. O Pé Vela equivale ao fluxo luminoso recebido por uma seperficie com um pé qudrado a uma distância de um pé. A maioria dos fotometros sómente indicam um determinado E. Posição 1). W. d) As Unidades Fotometricas O sistema de unidades fotomêtricas utilizado para medir a quantidade ou intensidade de luz existente é os sistema conhecido como Unidades Fotométricas. fotômetro a 5 cm da vela.16. A unidade fotométrica internacional hoje é o lux mas também se utiliza muito a medida anglosaxônica conhecida como pé vela (footcandle). de entre 7 e 8. Apontar o fotometro diretamente para o por de sol daria um valor de 17 e um valor de -2 iria requerer uma exposição de mais de 1 minuto para cada fotograma de filme com um filme ISO 100. © Thomaz. O fluxo luminoso recebido por essas superfícies equivalem a um pé vela e um lux respectivamente. Harrell Sueprficie com um pé qudrado a um pé de distâcnia da vela Fig 5. Para termos uma ideia de como este sistema funciona uma cena ilumiada ao meio dia num dia ensolarado. sendo que o resultado des- 51 . O lux representa um metro quadrado a um metro de distância. Fig. Estes valores vão de -8 até 24 . A fotografia mostra como a queda da luz segue a lei do inverso do quadrado caíndo radicalmente na medida em que a distância aumenta.V. O fotômetro a 15 cm da vela Posição3). Porém poucos fotometros hoje são calibrados para medir a luz em qualquer um desses dois sistemas.A TEORIA DA LUZ 1. A maioria dos fotometros de hoje registram a luz em unidades chamdas de Valores de Exposição ou E. teria um E. Neste último exemplo a luz é sessenta e quatro vezes mais fraca que a 5 cm.M. ( Ver figura 3.

Porém a quantidade ou intensidade de luz acaba sendo sómente um fator importante para o fotógrafo ou cinegrafista .) Hoje em dia. (veja figs. Isto se deve principalmente ao fato de que é necessária uma larga experiência para interpretar leituras de fotômetro 52 em relação ao efeito a ser obtido no filme. fotômetros podem ser tão pequenos que são embutidos dentro do sistema optico da câmara de forma a avaliar a quantidade de luz que passa para o filme ou para o dispositivo de captação da câmara. O fotômetro moderno funciona como um calculador de exposição pois nele são registrados dados sobre (1) a sensibilidade do filme. Para isto ele precisa ter uma idéia concreta de intensidade de cada uma das suas fontes de luz. Ainda outro fator importante diz respeito ao equilibro das luzes sendo utilizadas para uma tomada. irão resultar numa indicação de abertura do diafragma. Uma leitura automática sómente pode dar um valor médio ou aproximativo.9 e 3.diretor de fotografia ou operador de câmara desejam mesmo saber qual é a intensidade de luz de uma cena para tranformar esta informação num resultado prático que é a abertura de diafragma necessária para obter uma exposição correta do filme. 3. Algumas câmaras até regulam o diafragma automáticamente de acordo com esta ponderação.CAPITULO V © Thomaz. W. (2 ) a velocidade da tomada (do obturdor). poucos diretores de fotografia se apoiam exclusivamente nestes resultados e fazem as suas próprias leituras com fotometros manuais para conferir ou modificar as aberturas indicadas pelo sistema automático. O fotógrafo. Embora este tipo de dispositivo facilite muito a operação de leitura da luz e exposição correta do filme. Harrell tas medidas é automaticamente mostrado na forma de uma abertura necessária para a correta exposição do filme. . instrumento utilizado para determinar a quantidade de luz disponivel no momento de uma tomada ou de uma fotografia. Fig 5. que no ato de se medir a luz.10. e) Fotometros Como já dizemos o fotometro é o principal.M. Via de regra o diretor de fotografia trabalha com diferentes intensidades para controlar a relação de contraste de uma cena. O fotometro é o instrumento utilizado para esta finalidade.17 O sistema de fotocelula incorporado na maioria dos fotometros possui (1) a celula fotovoltaíca que ativada pela luz envia carga ou postiva ou negativa para um galvanômetro ( 2 ) este por sua vez está ligadoa uma agulha que mede luz numa escala ( 3 ).

Harrell f) Fotometria e exposição: De forma geral a fotometria e a exposição estão estreitamente ligadas ao resultado final de uma fotografia e por isso tem grande importância.A TEORIA DA LUZ Entrada de luz Agulha medidora Velocidade do obturador ( em frações de segundo. A exposição correta portanto é primordial para se ter uma fotografia bem equilibrada e vibrante seja ela preto e branco ou colorida. A descoberta dos grãos T diminuiu a granualaridade a pontos infinitessimos e a latitude dos filmes é tão grande que mesmo errando por varios diafragmas obtem-se resultados aceitaveis. 5. De qualquer maneira todos ainda concordam que uma exposição correta fornece os melhores resultados e a pergunta mais ouvida é como melhor medir a luz? Este capítulo nos fornecu informações sobre os sistemas de meidição e sobre os fotometros mas a questão de como medir a luz é uma quastão de técnica e será abordada no capitulo “trabalhando com a câmara”. 3. 2.10) que mede a quantidade de luz sendo recebida e a compara com 1. W. Somado a isto.18 Fotómetro da marca Gossen . Por outro lado a sub-exposição quando consegue produzir uma imagem o faz com baixo contraste e quase nada de altas luzes. 53 . O fotómetro possui uma fotocelula (ver fig. Hoje as câmaras mais avançadas utilizam sistemas de fotometria matriciais e ponderados.M. Sensibilidade do filme (Sistema ASA) Fig. Grandes fotografos sempre se preocuparam com esta questão porque sabiam que a super exposição quando não vela o filme produz exesso de contraste na cena. os filmes também tem passado por uma evolução tão radical que poderiamos chamar de revolução.) a sensibilidade do filme (ISO). Isto quer dizer que não somente um ponto da imagem é medido mas diversos pontos são avaliados simultâneamente (5 ou mais) dentro da area do visor de forma que uma exposição incorreta é quase impossível.) a velocidade do obturador e fornece uma abertura de diafragma a ser utilizado. segundos ou minutos) Abertura de diafragma a ser utilizada © Thomaz. Sabendo disso os fabricantes tanto de filmes como de equipamentos não pouparam esforços para resolver o problema.

M. Harrell CAPITULO VI : OS FILTROS Fig 6. W.OS FILTROS © Thomaz.1 54 .

Amarelo. De forma geral existem três classes de filtros que podemos cassificar da forma seguinte: FIG 6. F 2. Os primeiros filtros a existir foram os filtros utilizados na fotografia em preto e branco. menos ao verde e bastante ao vermelho. Os filtros para a fotografia em preto e branco tem a principal função de controlar o contraste da cena . 55 . fará a mata ficar mais clara. ILTROS PARA FOTOGRAFIA EM PRETO E BRANCO.M. O profissional recorre frequentemente ao uso de filtos. São aplicados não somente na foto grafia mas na re-fotografia e nos laboraatórios. Verde e Azul . 1. que são tam1 bém conhecidos como filtros de contraste por ser este o seu maior efeito. Harrell O 1 1 s filtros exercem multiplas e importantes funções nos pro cessos fotográficos. FILTROS PARA FOTOGRAFIA COLIRIDA . FILTROS PARA FOTOGRAFIA EM PRETO E BRANCO Ao lado temos uma página do catálogo de filtros da Hoya. De forma geral podemos aplicar uma regra simples para o uso de filtros na fotografia em preto e branco que é que a cor semelhante será registrada mais clara e a cor complementar mais escura. Laraja. Normalmente o filme preto e branco é mais sensível ao azul. Os principais filtros para a fotografia em preto e branco são o Vermelho. Muitos fotógrafos mesmo alguns experientes. um dos maiores fabricantes de filtros do mundo que mostra os três filtros mais utilizados na fotografia preto e branco e os seus efeitos.CAPITULO VI © Thomaz. FIL TROS P ARA FO TOGRAFIA EM PRET O E BRANCO FILTROS PARA FOT PRETO Para maiores informações sore filtros para fotografia em preto e branco veja a tabaela de filtros no final deste capitulo. Por outro lado a visão humana é muito mais sensível ao verde o que talvez seja mais uma prova dos nossos antepassados herviboros. Um filtro verde. 1) .2. justamente para conseguir um equilibro de valores de acordo com a sua visão e com a intenção da fotografia. A verdade é que os filtros são absolutamente necessários para a fotografia em preto e branco na grande maioria de aplicações pois o filme tenta representar as diferentes cores como tons de cinza e a sua escala de sensibilidade a essas cores não corresponde à da nossa visão. FILTROS DE EFEITOS E PARA USO GERAL. 3. Assim se usarmos um filtro vermelho. o ceu (azul) será mais escuro na foto. A função mais evidente dos filtros é de modificar ou alterar a qualidade ou qantidade de luz que passa pela objetiva. W. tem a noção de que o uso de filtros para fotografia em preto e branco constitui algum tipo de trucagem para conseguir efeitos especiais.

As aplicações mais evidentes são de atenuar ou intensificar determinadas cores. Estes são os mais dificeis de entender pois são usados por profissionais de alto calibre e em laboratórios.25M CC-05M CC-10M CC-20M CC-30M CC-40M CC-50M CC-0. (Light Balancing). da Kodak nas tres cores primarias e suas complementares assim como nas principais densidades em incrementos de 02.B. Harrell O 1) F iltros Filtros s filtros para a fotografia em cores constituem hoje um universo muito grande. A tabela abaixo.C.C. A seguir vermos com mais detalhe alguns desses filtros mais importantes e principalmente os seus usos e aplicações. Os filtros de correção de Cor são fabricados tanto nas cores complementares como nas primárias e em pequenos incrementos de densidade para oferecer um completo controle da cor. W. 56 CC-0.25G CC-05G CC-10G CC-20G CC-30G CC-40G CC-50G CC-0. Os filtros da segunda classe possuem diversas tonalidades e intensidades seu propósito principal sendo modificar a cena. Existem filtros azuis para intensificar a cor do ceu. 3) F iltros de efeitos Filtros efeitos. filtros amarelados e laranja para aumentar essas cores num fim de tarde. são normalmente colocados diante da objetiva de forma a corrigir pequenos desvios de cor. mostra os quarenta filtros C. os filtros de foco suave ou neblina.25B CC-05B CC-10B CC-20B CC-30B CC-40B CC-50B .25Y CC-05Y CC-10Y CC-20Y CC-30Y CC-40Y CC-50Y VERMELHO (ABSORVE AZUL E VERDE) VERDE (ABSORVE AZUL E VERMELHO) AZUL (ABSORVE VERMELHO E VERDE) CC-0.C.OS FILTROS b) FILTROS PARA FOTOGRAFIA EM CORES © Thomaz. É nesta classe que encontramos os filtros graduados. os filtros estrela e prismáticos e até filtros mais comuns como os polarizadores e filtros de densidade neutra. Existem centenas de fil tros para diferentes finalidades. TABELA DE FILTROS DE CORREÇÃO DE COR DA KODAK CIANO (ABSORVE VERMELHO) MAGENTA (ABSORVE VERDE) AMARELO (ABSORVE AZUL) Na primeira classe temos os filtros de Correção de Cor conhecidos como filtros C. Podem ser usados tanto para a fotografia em preto e branco Entre a classe de filtros de efeitos também ha uma grande gama para ecolha.5 a. e os Filtros de Conversão de Luz ou L.25R CC-05R CC-10R CC-20R CC-30R CC-40R CC-50R CC-0. 50 2) F iltros coloridos para aplicações gerais Filtros gerais.M. Basicamente podemos dividir os filtros para fotografia colorida em três categorias: de correção de cor e de conversão de luz.25C CC-05C CC-10C CC-20C CC-30C CC-40C CC-50C CC-0. Na tabela abaixo temos os filtros de Correção de Cor Os filtros C.

6.) Filtros de densidade neutra (N.) Filtros polarziantes (P .600K. TABELA GUIA PARA FILTROS DE BALANCEAMENTO DE LUZ d e f Para se filmar com filme apropriado para fonte de luz não é necessário o uso de qualquer filto de balanceamento.V .M. Nesta categoria se encontram os: „ (1. estrela.) Filtros de efeito (neblina. haze. Áo lado temos exemplos de como os filtros azulados da série 80 “corrigem” as luzes de estúdio tirando o exesso de amarelo e laranja que estas luzes possuem.CAPITULO VI FILTROS DE CONVERSÃO Os filtros para conversão de luz são geralmente utilizados na objetiva mas podem ser utilizados diante das luzes. e Skylight. Fig. © Thomaz. Quado se está filmando ou fotografando com filme para luz artificial e desejamos utilizar uma fonte de luz natural é necessário abaixar a temperatura para 3. O filtro 80A modifica essa temperatura para 5. Para se filmar sob luzes de "espectro quebrado" como luzes florecentes deve se utilizar um filtro FL (Magenta).) cuja função é de reduzir a quantidade de luz sem afetar a cor.) Filtros U. Eles servem para alterar a temperatura da luz em graus kelvin de forma que ela se ajuste ao filme que está sendo utilizando.). c) FILTROS PARA APLICAÇÕES GERAIS Nesta terceira categoria de filtros temos uma série de filtros que podem ser utilizados tanto na fotografia em preto e branco como a colorida.500K o equivalente de luz dia.L. W. Estas luzes normalmente produzem luz com uma temperatura em graus Kelvin de 3. estes filtros são verdadeiros "para tudo" „ pois podem (e devem) ser utilizados sempre diante da objetiva. Uma segunda mas importante função é de proteger o elemento dianteiro da objetiva Dos filtros acima mencionados os que merecem maior discussão são os filtros de densidade neutra e os polarizadores.) que são utilizados para reduzir reflexos e para dar mais saturação as cores (4.D.3 57 . fog. Para filmar em estúdio (luz de3200K) com filme balanceado para luz dia ( 5600K) devemos usar un filtro azulado (80 ou 80A). „ (2. O seu propósito principal é de absorver a luz Ultravioleta que afeta o filme de forma adversa. e „ (3. gradiente etc. Para tanto um filtro alaranjado da série 85 será indicado para corrigir a temperatura da luz como vemos a direita. Para filmar em exteriores (luz de 5600K) com filme balanceado para luz tungstênio (3200K) devemos usar um filtro alaranjado (85 ou 85B). Ou fazer leituras com kelvinometro a aplicar os filtros CC indicados.600K. Harrell c Esta tabela guia de filtros de conversão de luz da Kodak dá algumas sugestões para corrigir a maioria dos desvios de luz.

OS FILTROS d) OS FILTROS DE DENSIDADE NEUTRA. Outro exemplo é quando a luz é simplesmente muito forte para a sensibilidade do filme e precisamos reduzi-la. Esse fator de absorção é comum a quase todos os filtros e deve ser considerado ao se calcular a exposição.D.. Existem diversas razões para a utilização desses filtros. que também incorpore um filtro de conversão de luz . Fig.D. Sendo assim. X4 e X8 da Hoya.M.6. Um caso muito comum é quando deseja-se manter um diafragma mais aberto para reduzir a profundidade de campo e manter o assunto de interesse separado do fundo. Com a maioria das câmaras modernas não é necessária uma preocupação maior uma vez que o fotometro irá compensar a perda de luz acarretada pelo filtro no momento em que este for colocado diante da objetiva. Os filtros de densidade neutra tambem conhecidos como filtros N. Harrell Estes filtros são utilizados para reduzir a intensidade da luz sem afetar a rendição das cores no filme. A foto da cachoeira requer um tempo longo de exposição para que a agua registre com movimento. A diferença em exposição acusada representa o fator de absorção do filtro. A melhor maneira de fazer isto é utilizando um filtro ND. Basta medir a luz pelo fotômetro sem o filtro e com o filtro. 58 .D. © Thomaz. Isto significa que esse filtro é um filtro de conversão 85 com um fator de densidade neutra de 6. W. Como descobrir o fator de absorção de um determinado filtro se não temos essa informação? A seguinte técnica é útil para qualquer tipo de filtro. podemos encontrar um filtro 85N6 por exemplo. são graduados de acordo com a sua Densidade o que constitui um fator de absorção. Na ilustração ao lado vemos os filtros ND X2. podem ser adquiridos em combinações sendo possível obter um filto N. Para diminuir a profundidade de campo e deixar o fundo desfocado (foto da modelo) um filtro ND pode abaixar o nível de luz em até tres diafragmas. Também é importante mencionar que os filtros N. O texto do catálogo da Hoya nos lembra que os filtros de densidade neutra são frequentemente ignorados por fotógrafos.4 Aqui vemos alguns dos usos para os quais podem ser submetidos os filtros ND.

superficies de agua.6 Acima: Cena de ceu com nuvens fotografada com filtro polarizador. superficies metálicas e outras superficies polidas que refletem luz.(Ver exemplos a direita ) É necessário mencionarmos que estes filtros se tornam virtualmente impraticaveis em duas situações: em dias encobertos ou nublados e em filmegens quando se pretende efetuar movimentos de câmara como panorâmicas pois o efetio do filtro muda de acordo com o ângulo de incidencia da luz. Harrell Fig 6. vidro. Fig 6. Apesar disto estes filtros são de grande utilidade e s ão utilizados por profissionais sempre que possível. W. Por estar “polarizando” a luz o filtro absorve ou bloqueis de 1. Estes filtros são muito uteis quando desejamos filmar ou fotografar atravez de vitrines ou janelas e outras situações onde é necessário reduzir o efeito de reflexos. Quando o ângulo de incidência é maior ou menor o efeito do filtro diminui rapidamente. Como diz o nome. Pode se ver que o filtro polarizador exerce forte influência sobre o resultado final da fotografia aumentando e realçando a intensidade e saturação das cores.7 59 .5 a 2 diafragmas de luz obrigando o fotógrafo a compensar essa perda abrindo a iris da objetiva.CAPITULO VI e) OS FILTROS POLARIZADORES Os filtros polarizadores ou polarizantes também conhecidos pelo nome errado de filtros "polaroide' são utilizados para minimizar reflexos indesejáveis em vitrines. O polarizador também é muito útil quando fotografando panoramas e vegetação pois absorve grande parte da luz ultra violeta dando maior saturação ao verde e um ceu de azul mais profundo.M. Uma sem filtro polarizador e outra com filtro. Ao Lado: Duas fotografis de vitrine de cabelereiro. janelas de vidro. estes filtros tem o efeito de polarizar a luz proveniente destas supefícies e tem maior eficácia quando esta é refeletida num ângulo de 350 a 400 graus do eixo otico da câmara. superficies metálicas e pintura de alto brilho. Estes filtros são muito uteis quando utilizados para eliminar reflexos de agua. © Thomaz. Note-se que a influência é marcante.

K2.0 REDUÇÃO DA LUZ EM PONTOS DE DIAFRAGAMA 1/2 PONTO 3/4 DE PONTO 1 PONTO 11/4PONTO 11/2 PONTO 2 PONTOS 21/2 PONTOS 3 PONTOS 4 PONTOS 5 PONTOS NUVENS EM CEU NATURAL COM LIGEI. 25A 60 .3 0.1 0. LARANJA AZUL AM.9 1.OS FILTROS TABELAS © Thomaz. OU VERM.6 0. 0.M. OU VERM.4 0.2 0. Harrell TABELA DE FILTROS PARA FOTOGRAFIA PRETO E BRANCO ASSUNTO EFEITO DESEJADO TABELA DE FILTROS DE DENSIDADE NEUTRA FILTRO DENOMINAÇÃO WRATTEN ND No. EM GRANDES PANORAMAS NASCER DO SOL EFEITO NATURAL OU FIM DE TARDE EFEITO MARCADO MATA OU VERDES MAIS CLAROS FOLIAGEM VERDE FLORES E FOLIAGEM CENAS URBANAS PANORAMAS OBJETOS AZUIS OU VIOLETAS MAIOR DESTAQUE EFEITO ENTRE G E 25A MAIS CLARAS MAIS ESCURAS AMARELO VERMELHO G 25A 29F K2 25a 58B 25a K2.CEU QUASE PRETO. EFEITO ESPETACULAR ESCURO NAS DE MAR.8 0.5 0. 25A 21 47 VERDE AMARELO AM.7 0. W.AMARELO AZUL RO DESTAQUE DAS NU- K2 VENS CEU ESCURO/NUVENS V I S T A S MAIS CONTRASTADAS AMARELO PANORAMICAS ESCURO QUE INCLUEM BASTANTE CEU EFEITO MARCADO/CEU VERMELHO E AGUA EN DIAS MAIS ESCURO CLAROS MESMO VERMELHO EFEITO EM CE.

A sua aplicação é práticamente ilimitada. W. Acima os dispositivos de suporte para a colocação dos filtros na câmara. trucagem e distorção. os japoneses Hoya e os ale mães Heliopan um sistema que se tornou referência para profissionais e amadores no mundo todo é aquele inventado pelo francês Jean Coquin. Harrell E mbora existam exelentes fabricantes de filtros como os americanos Tiffen. efeitos especiais.M. 61 . A direita uma tabela ilustrativa dos filtros Coquin.CAPITULO VI © Thomaz. Trata-se do mais completo sistema de filtros para uso na fotografia que permite o uso multiplo de filtos de correção de cor.

W. Harrell CAPITULO VII: O FILME : A sua Estrutura e Composição 62 .M.A FOTOGRAFIA © Thomaz.

o fixador.) Depois de exposto. uma terceira solução. A estrutura básica do filme é a base ou suporte hoje composta de acetato. Além de evitar a refração de raios de luz muito fortes que possam atravessar o filme.M.1. 7. W. Na ilustração ao lado. o interruptor . No suporte. emulsão 2). vemos um desenho PERFURAÇÕES esquemático da composição do filme. Quando esse negativo é copiado o resultado é uma imagem positiva. a emulsão é colada com uma substância chamada de substrato. 3)a prata exposta e torna solúveis as partículas não exposbase de acetato ou suporte. Esta solução e conhecida como revelador. Alguns fabricantes costumam EMULSÃO colocar uma fina camada de material opaco chamada de base anti-halo. as que receberam maior quantidade de luz ficarão com maiores depósitos de prata formando as áreas mais densas do negativo. estabiliza a Fig. 4) as camadas anti-abrasão e anti-halo tas deixando uma imagem negativa impressa no filme. Finalmente. suspende o processo de revelação. Harrell ma emulsão fotográfica é composta de pequenas partícu las fotossensíveis (geralmente haletos de prata ou nitrato de prata) suspensos numa fina camada de gelatina que é depois colocada numa base de acetato cujo objetivo é servir de suporte. ( Este efeito tende a se dissipar com a passagem do tempo e por isto é recomendável revelar o filme o mais cedo possível após a sua exposição. a base antihalo também protege a parte traseira do filme contra abrasões. BASE ANTI HALO E ANTI o filme é colocado numa solução que precipita uma reaABRASÃO SUPORTE ção na prata ativada escurecendo ou oxidando-a. A estrutura do filme Vê-se 1). Estas partículas sensibilizadas que constituem a imagem latente se tornam quimicamente diferentes das não sensibilizadas. Essêncialmente o que ocorre quando um filme é exposto a luz é o seguinte: a luz da imagem atinge a emulsão e sensibiliza as partículas de prata. Uma Segunda solução. as perfurações. As áreas que não receberam luz ficam completamente transparentes.CAPITULO VII: O FILME © Thomaz. U Imagem negativa Imagem Positiva 63 . As áreas mais claras.

24.) uma camada protetora.2 64 . Tudo isso é colado na base que anida possui (10) uma camada de fundo.Halo. Magenta.A FOTOGRAFIA © Thomaz.(6) outra camada intermediaria. Depois da revelação as camadas foram reduzidas a tres imagens negataivas (Amarela. e (7) a camada sensível ao Vermelho seguida de (8) mais uma camada intermediária. seguida por ( 4) uma camada sensível ao Ciano. W. (9) a camada Anti. seguida por (2) uma camada sensível ao azul seguida de (3) uma camada de filtro Amarelo. (5) uma camada sensívelao Verde. e Ciano) por se tratar de um filme negativo (Processo Subtrativo) Fig.7. Harrell A Estrutura de um Filme Fig 3. A estrutura de um filme em cores antes e depois da revelação.M. (Informação Técnica Fujifilm) Vemos no filme antes do processamento: (1.

4 OS QUATRO TIPOS DE FILMES Alem dos diversos tipos de filmes existe uma grande variedade de marcas de diferentes fabricantes. O filme positivo em cores também conhecido como diapositivo ou ainda “cromo” é mais utlizado por profissionais que pretendem ter as suas fotos publicadas em revistas ou publicidade. 65 .M. de baixa sensibilidade. Via de regra quem fotografa em preto e branco utiliza sómente filme negativo. tem que se encaixar numa destas classes e tipos.CAPITULO VII: O FILME © Thomaz. Não tão simples porém é a decisão de que filme utilizar. A resposta está nas condições e principalmente a aplicação da fotografia.5 Fig 7. Por sua vez cada uma destas classes se divide em dois tipos: positivos e negativos. Positivo Preto e Branco 2. Os negativos em cores produzem cópias coliridas em papel . Dentistas. Positivo em cores (slide colorido ou cromo) Existem filmes negativos e positivos tanto em preto e branco como em cores. Em cores se fotografa tanto em filme negativo quanto positivo dependendo da finalidade das fotografias. Este é o processo mais comum conhecido por amadores e profissionais no mundo todo. 3. O maior mercado é sem dúvida o amador que utiliza filme negativo em cores. Simplesmente é isso. Harrell TIPOS DE FILMES Existem duas grandes classes de filmes: preto e branco e colorido. Todos os filmes existentes sejam especiais.. de alta sensibilidade de todos os formatos. Esses fatoares irão determinar o tipo de filme a ser utilizado. médicos e empresários estão entre este público que depende do filme positivo em cores denominado de “slide”. Os negativos preto e branco produzem cópias positivas em papel. Fig7. Ainda. para moda etc. para fotografia aérea. Negativo Preto e Branco NegativoColorido 1. 4. W. existe um setor que produz audio visuais ou apresentações e utiliza as fotografias num projetor.

© Thomaz. contraste. Fujichrome. Mais específicamente ela diz respeitio á velocidade ou rapidez com que essa emulsão será impregnada pela ação dos fotons* que nela incidirem. 1. Hoje porém filmes de todas as maracas cuja denominação termina em “chrome” indica tratar-se de um filme revesível.3. O filme positivo. Isto não quer dizer que todos os filmes sejam iguais mas que todos possuem estas características porém em quantidade e qualidade diferentes. FILMES REVERSÍVEIS OU POSITIVOS Um filme reversível é um filme cuja imagem é revertida durante a revelação. O fóton é a menhor particula de luz de que se tem 66 . latitude de exposição. FILMES NEGATIVOS Um negataivo é um filme que produz uma imagem inverida dos valores luminosos de uma cena. Os valores mais escuros de uma cena parecerão mais claros num negativo e os malores mais calros parecerão mais escuros daí que a cena é dita de invertida ou “negativa”. é que o espectro visível pode ser dividido em três cores primárias das quais podem ser reproduzidas todas as outras cores .A FOTOGRAFIA FILMES EM PRETO E BRANCO O filme preto e branco não possui corantes sendo que a sua composição é unicamente de prata sensível. O uso de filmes reversíveis inclui a preparação de slides para aprsentações audio visuais ou CROMOS para impressão em cores. A teoria como já vimos anteriormente. A maior vantagem do filme Fig 7.) O processo é muito parecido ao processo gráfico de impressão em cores.25. Como bem se sabe existem filmes de sensibilidades diferentes. Agfachrome. W. refere-se a intensidade da reação que essa emulsão terá em relação à quantidade de luz que recebe. ou reversível também é conhecido como CROMO por seu nome ser dirivado do filme Kodachrome da Kodak. As equipes saiam para filmar. O resultado final é uma imagem positiva no filme e não uma imagem negativa.M. voltavam com as matérias e estas eram reveladas (frequentemente na própria emissora) para depois serem co- CARACTERISTICAS COMUNS A TODOS OS FILMES Embora haja diferenças evidentes de um filme para outro. Ilfrochorme e assim por diante. Um filme de elevada *Foton conhecimento. existem caraterísticas comuns a todos os filmes. Na televisão as reportagens eram filmadas com película cinematográfica positiva antes do vídeo ser inventado. Estas são: sensibilidade. Hoje os filmes preto e branco são panchromáticos ou seja são sensíveis a todas as cores e as traduzem para diferentes tons de cinza. Por isto temos além de Koda chrome . cada uma com um corante para captar aproximadamente um terço do espectro visível (Ver fig. Harrell FILMES COLORIDOS Um filme colorido pode ser tanto do tipo negativo ou positivo (reversível) e se diferencia de um filme preto e branco em que a sua emulsão é composta de ao menos três camadas diferentes. SENSIBILIDADE A sensibilidade de uma emulsão ( ou filme). granulação. Nos filmes negativos coloridos a inversão também existe em relação as cores portanto um objeto que aparece como azul no negativo é na realidade vermelho na vida real e é assim que será na cópia positiva.6 positivo é que ele torna desnecessário se fazer uma cópia em papel. Por outro lado tudo que termina em “color” indica um filme negativo colorido. e definição. locadas no tele-cine para teledifusão.

No tocante a filmes. W. Isto se deve ao fato de que a maioria dasfontes de luz artificial são deficientes na faixa ultravioleta do espectro isto resulta num registoro distoricido no filme. nem se ouve mais falar dos sistemas BSI. O sistema atual é o sistema ISO ou INTERNATIONAL STANDARDS ORGANIZATION que hoje padroniza muito mais do que filmes. O fotógrafo mais experiente pode utilizar estas curvas como guia para o tipo de fotografia que ele pretende realizar.a ISO Já existiram no passado inúmeros sistemas para definir a sensibilidade de um filme. Isto evidentemente gerou muita confusão. Na realidade não há nenhum mistério nesses números.360. As sensibilidades mais comuns hoje são ISO 25 50. É por isto que muitas fotografias mostram algumas cores de forma mais acentuada do que são para nossa visão. Um filme de ISO 400 é quatro vezes mais sensível que um filme de ISO 100 e assim por diante. e 1. De forma geral não existe um filme que veja as cores do espectro da mesma forma que nós as vemos. Nestas condições a fotografia irá mostrar a cena muito mais ama- al.600. Fig. Neste caso é melhor adquirir um filme cuja sensibilidade espectral esteja balanceada para esse tipo de iluminação.160. Hoje.125.200. Weston. Por outro lado os filmes menos sensíveis tem maior saturação de cor e grão mais fino mas sómente funcionam com maiores níveis de luz. b SENSIBILIDADE ESPECTRAL É necessário lembrar que a maioria dos filmes não possui a mesma sensibilidade a todas as faixas do espectro que a visão humana.800. o padrão é calcado no antigo ASA (American Standards Association) pois mantém os mesmos valores (um filme ISO 100 é igual a um filme ASA 100).400. Um caso exemplar e quando os filmes são expostos sob luz artificial.100. ) 67 . Harrell rela do que ela aparentava ser visualmente. Um exemplo é quando pretende-se fotografar sob luz artifici- 1. © Thomaz. Por isto os fabricantes publicam as Curvas de Sensibilidade Espectral para cada tipo de filme diferente. Um filme de ISO 50 possui a metade da sensibilidade de um filme de ISO 100. 7.600.64. A maior desvantagem de filmes hypersensíveis é que eles produzem maior granulação e menor saturação de cores.8 Curvas de Sensibilidade Espectral(em nanometros) 1. ( Veja também temperatura da luz em graus Kelvin no Capitulo III. Quanto mais elevado o valor numérico maior é a sensibilidade do filme. Antigamente cada fabricante estabelecia os seus próprios parâmetros de sensibilidade para o seu produto. Mesmo os amplamente difundidos termos ASA e DIN cairam em desuso.M. Sheiner e outros. requer menor quantidade de luz para imprimir uma imagem mas ele não produz uma imagem com as mesmas características de um filme de sensibilidade média ou baixa. É devido a essas diferenças que todas as sensibilidades diferentes continuam existindo.CAPITULO VII: O FILME sensibilidade por exemplo.

Normalmente filmes negativos tem mais latitude de exposição que os filmes reversíveis.exposição produziriam altas luzes completamente lavadas (sem nenhum detalhe).10 Cena fotografada com filme de contrase normal com- parada com outra feita em filme de muitocontrase 68 .A FOTOGRAFIA 2. Já mencionamos por exemplo que filmes muito sensíveis possuem estrutura granular maior. W. As emulsões de baixo contraste por outro lado repesentam a cena com cores suaves e tons sutis de pastel. CONTRASTE Uma emulsão contrastada representa uma cena com menos tons de cinza do que uma emulsão de baixo contraste. Mas o fator granulação também pode ser afetado pela revelação do filme ou por temperaturas mais elevadas nas soluções. Um filme negativo por exemplo pode tolerar diferenças de exposição de até quatro pontos em quanto que um filme reversível não podetolerar mais do que dois diafragmas. Em fi lmes coloridos as emulsões contrastadas apresentam cores ricas e saturadas com poucos tons intermediários. O que isto significa na prática? Um filme reversível com sub-exposição de dois pontos mostrará as partes escuras de uma cena como preto total (sem nenhum detalhe) Da mesma forma. 4. a nova tecnologia de grãos “T” está revolucionando a fotografia e trazendo altos níveis de resolução a filmes profissionais e amadores. De forFig. 7. O resultado é que as pessoas podem utilizar filmes de maior sensibilidade com estrutura granular de filmes de sensibilidade baixa. 3. sobre tudo em cenas de realismo que imitam um estilo documentário. Existem diversos fatores que afetam a granulação de um filme. O grão também se torna mais evidente quando o filme é submetido a maiores níveis de ampliação.9 Fotografia Granulada ma geral a granulação é uma característica de todos os filmes.M. © Thomaz. O exemplo abaixo deve servir para ilustrar a diferença entre uma cena com muito contraste e com pouco contraste Fig. Hoje. 7. em certos casos uma estrutura granular maior possui um certo apelo. LATITUDE DE EXPOSIÇÃO Este termo descreve a capacidade de uma emulsão de registrar detalhes em condições de super-exposição e sub-exposição . GRANULAÇÃO Este termo refere-se aos grãos de prata metálica que constituem a imagem. Harrell dois pontos de super.

A iluminação afeta em muito a forma como as cores registram no filme. formato pequeno (35mm) o formato médio (120 ) e formato grande (chapas) 1. Digase de passagem que existem e existiram outros formatos pequenos mas neAcima: uma câmara 35mm nhum tem expresmoderna são comparável ao 35mm. W. reproduzem cores com maior saturação (mais intensas que os filmes negativos. Alguns fabricantes publicam esta informação em forma de graficos chamadas de curvas de tranferência de modulação (M.. A composição da emulsão é o principal fator. Se um filme reproduz cores ricas e vibrantes a sua saturação é dita rica ou alta. DEFINIÇÃO A definição ou resolução de uma emulsão é determinada pela sua capacidade de registrar um certo número de linhas por milimetro. É de se notar que a definição de todos os filmes começa a cair por volta dos vinte ciclos (linhas) por milimetro. (Video Tape) que é medida em termos de linhas por centimetro e não por milimetro. Hoje estes formatos tem predominância no mercado amador e grande parte do profissional e semi profissional. Na fotografia a regra que maior é melhor ainda é válida e quanto maior um formato melhor será a qualidade das cópias principalmente com grandes ampliações.M.11 35mm são hoje os formatos pequenos mais viáveis e mais utilizados.T. 69 . . SATURAÇÃO E TEMPERATURA DE COR Esta caracteristica é somente aplicavel aos filmes em cor . O contraste da cena é ainda outro fator que afeta a saturação das cores no resultado final. © Thomaz. Existem diversos fatores que afetam a saturação de um filme. Os filmes balanceados para luz dia reagem ou rendem as cores com maior precisão quando a luz equivale em graus Kelvin à luz do meio dia (de 5500 a 6000graus kelvin) Um outro exemplo sería de um filme balanceado para ser exposto sob condições de estúdio (luz artificial ou tungstênio) estes filmes são balanceados para temperaturas de 3300 a 3500 graus kelvin. (ver também o Capítulo II). Un filme que produz cores suaves em tons de pastel é dito de saturação baixa. O uso de filtros na hora da tomada pode também influenciar na saturação da foto.T.CAPITULO VII: O FILME 5. Também é de se notar que a definiçào de uma emulsão fotográfica ainda é mais alta que a de televisão e o V. Curves). Os formatos tem mudado pouco no passar dos anos mas alguns introduzidos mais recentemente na história da fotografia ganharam grande popularidade. A revelação do filme também afeta a saturação. O FORMATO PEQUENO O formato de 35mm junto com o recem introduzido APS (Advanced Photo System) que também utiliza filme de Fig 7. Geralmente os filmes reversiveis (positivos). São três os formatos mais utilizados hoje. 6. Harrell OS FORMATOS O formato de um filme determina as suas dimensões verticais e horizontais.isto representa um limite para quase todas as emulsões fotográficas mas é no grau que cai a curva que representa a capacidade de um filme de representar pequenos detalhes.

4 x 5 polegadas*. W. É so poder pagar o preço. É possível fazer fotografias de incrível detalhe e definição com estes formatos de filme mas somente os grandes clientes e os grandes estúdios trabalham com esses formatos. Harrell com as 35mm e técnicamente não ficam muito atras com inovações como exposição automática. O formato grande não é nada agil. * O formato 4 x 5 polegadas equivale a 10.5x6. avanço automático do filme. precisão e simples superioridade de imagem. Via de regra este formato exige o estúdio e dificilmente vemos ele sendo utilizado na rua ou em externas se bem que a fotografia arquitetônica exige câmaras de formato grande. É o caso do sistema Hasselblad por exemplo. que foi escolhido pela NASA para para ir à lua. Nos ultimos anos inúmeros fotografos profissionais e até amadores adotaram camaras de formato médio em substituição as de 35mm. 70 . 5 x 7 polegadas e 8 x 10 polegadas.M. Trata-se do 4. Assim sendo. passaram a ser fortes concorrentes desse formato . Hoje são tantas as câmaras de formato médio e ele é tão importante que não seria um exagero dizer que ele repre. Não ha limites para o que possa ser feito com estes equipamentos que possuem todos os recursos. O formato grande possui tres tamanhos atualmente em uso.7 cm O formato 5 x 7 polegadas equivale aproximadamente a 15 x 20 cm O formato 8 x 10 polegadas equivale aproximadamente a 20 x 25 cm. esses equipamentos ainda que possam ser mais pesados que os de 35mm. Quando se trabalha com grande formato as objetivas são mais caras as câmaras custam milhares de dolares e requerem uma série de acessórios. Hoje o formato médio é um forte concorrente tanto para o 35mm como para os formatos grandes.12 senta mais da metade do trabalho feito na fotografia editorial. ideal para economia de tamanho e peso com mais do dobro de area de um negativo 35mm.5 x 6 cm. As câmaras deste formato parecem-se muito © Thomaz. O FORMATO GRANDE Por sua vez o formato grande é ainda o rei em matéria de qualidade. Uma outra novidade é um formato médio que fica entre o 6x6 e 6x7. Ao lado: Câmara de formato médio Mamiya 645 Pro 4. O formato médio representa a solução ideal para trabalhos que podem sacrificar um pouco da rapidez e agilidade do formato 35mm em troca de imagens de maior qualidade e definição. As câmaras de formato médio são mais pesadas que as de 35mm. autofoco e uma série de outros recursos.A FOTOGRAFIA O FORMATO MÉDIO O formato médio que utiliza principalmente filmes em rolo do tamanho 120 (70mm de largura) recebeu grande impeto com a introdução de avanços outrora existentes sómente nas câmaras 35mm.2 x 12.Fig 7.

CAPITULO VII: O FILME © Thomaz. W.2 X 12.7 cm) 71 .5 x 6 cm Formato 6 x 7 cm Formato 4 x 5 polegadas (10. Harrell OS FORMATOS Formato 35mm (24 x 36 mm) Formato 6 x 6 cm Formato 6 x 8 cm Formato 4.M.

Entre os profissionais ele ganhou adeptos que utilizam o filme em suas câmaras para fazer “provas”. Land inventor do processo POLARIOD entre milhares de outras invençoes lutou durante anos para tornar o seu processo viável e acessível. Acreditamos que a entrada da fotografia digital representa uma séria ameaça para a fotografia polariod e que na medida em que o digital for ganhando adeptos o processo polaroid perderá cada vez mais usuários. Apesear dessas severas limitações o processo conquistou e mantém uma boa fatia do mercado. A fotografia é tirada e a luz sensibiliza o filme/papel/emulsão.A própria Polaroid e outros fabricantes produzem “backs” (chassis) que açeitam este tipo de filme e encaixam numa diversidade de câmaras pro72 fissionais. A polaroid já experimentou com a possibilidade de cópias gigantes e colocou equipamentos carissimos nas mãos de artistas e fotografos na tentativa de encontrar novas aplicações para o seu processo mas o custo por cópia ainda é muito alto para se justificar. Fig. Desta forma o fotógrafo pode fazer uma série de ensaios que podem ser analizados por ele e pelos diretores de arte quanto ao enquadramento. este processo continua no mercado embora não tenha atingido a sua meta de se tornar o principal processo para a fotografia amadora. Lançado ha mais de vinte anos. A forma por ele encontrada foi de criar um filme que produzia uma cópia fotográfica dentro da câmara em lugar de um negativo. A ideia é genial e o concéito é absolutamente revolucionário.M. No processo Polaroid portanto filme e cópia são uma só.A FOTOGRAFIA © Thomaz. iluminação. Os maiores problemas com o processo Polaroid são que o fotógrafo tem sómente uma cópia da foto e não ha processo simples para se fazer ampliações ou outras cópias das mesmas. O Dr. . No processo manual. W. disposição dos objetos e uma série de outros fatores antes de fazer a fotografia definitiva. Harrell OUTROS TIPOS DE FILMES Um tipo de filme que se encontra em sua própria categoria e que prometeu revoluciaonar a fotografia é o filme Polaroid. 66Esta tem sido uma das caracteristica da empresa. No processo automático a foto é tirada e um motor puxa a pose pelo processo e a fotografia pronta sai da câmara. O filme poraroid é um filme instantâneo ou seja ele fornece cópias em poucos segundos depois da exposição.13 Camara polarioid evidenciando a preocupação por um design moderno e inovador assim como facilidade de uso por parte de amadores. O segundo problema é que o filme é muito caro. 7. uma lingueta é puxada e isto causa a ruptura de involucros contendo os reagentes para essa pose e que precipitam a revelação que demora apenas alguns segundos a uma temperatura ambiente de 28 graus.

W.TRABALHANDO COM A CÂMARA © Thomaz.M. Harrell CAPITULO VIII TRABALHANDO COM A CÂMARA 73 .

Os dedos indicador e polegar seguram o anel de foco ou do diafragma para fazer os devidos ajustes. está pronta para disparar o obturador com o dedo indicador. Outra coisa importante é aprendermos a segurar a câmara. Em quase todas as câmaras o cartucho do filme é colocado do lado esquerdo e corre para a direita. W.CAPITULO VIII © Thomaz. A primeira coisa que devemos fazer ao tomar uma câmara nas mãos é examiná-la com atenção.M. Na ilustração abaixo vemos o cartucho sendo retirado do compartimento da câmara. 7. Veja qual é a distância focal da objetiva que a câmara possui e qual é a sua abertura máxima. Harrell CONHECENDO A CÂMARA Até este momento vimos “câmaras fotográficas” e “as partes” da câmara. Mais adiante veremos como deve ser feita a colocação do filme. Veja como o filme deve ser colocado. A mão esquerda também funciona como apoio sendo que parte do peso da câmara está sendo segurado na palma da mão. Veja se ela possui regulagem de velocidades do obturador. Note as abertuFig. Note o anel de foco na lente. Note-se que a mao direita ao mesmo tempo que funciona como apoio do corpo (a câmara está firmemente apoiada na palma da mão). 74 COMO SEGURAR A CÂMARA Fig 7. Pode ser qualquer tipo de câmara Volte aos capítulos inicaias deste livro e reveja os tipos de câmaras. Tente reparar em de todos os controles e recursos da maquina para melhor poder aproveitá los. . Procure abrir a câmara e veja como ela é por dentro.1 ras do diafragma. Este capítulo tem a finalidade de ajudar o letor a aprender a trabalhar com a câmara de forma integrada.2 Na imagem acima vemos o modo clássico de segurar a câmara fotográfica.

Pode ser que esses valores fiquem em lugares diferentes para o modelo de sua câmara mas sem dúvida eles serão mostrados na borda da janela. 75 . W. 7.6) Fig IMAGEM FOCALIZAR AJUSTANDO O ANEL Fig. Depois de examinar a câmara cuidadosamente é importante olhar dentro do visor e familiarizar-se com o que ele mostra. Os aneis menores tem uma textura Fig. Não é necessário que o assunto principal fique dentro desses aneis . 7. podemos melhor avaliar o que se vê dentro do visor quando uma imagem é desfocada (Figura 7. Os aneis são apoios para focalização e pontos de referência. nele vemos que alé das marcações no centro da area da imagem temos outros valores nas bordas do quadro. (Figura 7.4) Quando a imagem está com este aspecto o anel da objetiva deve ser ajustado para se conseguir o foco.5 IMAGEM Fig. Já o anel central é dividido pela metade e serve para evidenciar o desfoque da imagem dividindo-a. Harrell O VISOR O visor é de grande importância uma vez que é por meio do que ele nos revela que podemos ter uma ideia mais doncreta do que será fotografado. O anel maior é um ponto de referência dentro do campo do visor para que o fotógrafo tenha noção de onde fica o centro da imagem. Na ilustração abaixo vemos um visor padrão.M. É importante tentar de aprender a mudar os valores sem tirar a câmara do olho.3 O visor que se torna mais grossa quando a imagem é desfocada. Outro elemento que costuma confundir o amador dentro da area da imagem é a area central do visor. Note que ao mudar qualquer valor no anel do diafragam ou nas velocidades do obturador o mesmo valor será mostrado na janela do visor. Nas câmaras reflex a precisão do visor é de aproximadamente 98%. Nas imagens dos exemplos.TRABALHANDO COM A CÂMARA © Thomaz.

CAPITULO VIII

© Thomaz. W.M. Harrell

A COLOCAÇÃO DO FILME Uma vez dominado o manuseio da câmara e tendo-se uma certa familiaridade com os seus controles, podemos prosseguir com a colocação do filme. A grande maioria das câmaras abre da mesma forma mas algumas utilizam o seu próprio sistema sobre tudo as mais modernas. É importante que se leia o manual da câmara para melhor entender todas estas operações. Todos os manuais tendem a ser bastante técnicos e hoje são verdadeiras enciclopédias em varios idiomas. A melhor coisa e ter paciência e ler uma parte de cada vez. Uma sugestão é estudar o manual com a câmara diante de si e ir seguindo as insturções do manual. Na ilustração abaixo vemos uma câmara Nikon FM2 sendo aberta. Note-se que é do lado esquerdo que se abrem a maioria das câmaras. No caso da maioria de câmaras manuais e mecânicas o rolete utilizado para rebobinar o filme também serve para destravar a tampa traseira da câmara e abri-la. Com câmaras que possuem motor de avanço o rolete deixou de existir e a forma da brir é diferente.

Abaixo vemos uma câmara Yashica FXD sendo aberta e o filme sendo colocado. Os pontos mais cruciais desta operação são que a bobina do filme seja corretamente colocada de forma que o filme corra com facilidade sobre os trilhos da câmara e o segundo ponto é que os dedos não toquem nas lâminas do obturador. Um terceiro ponto importante é que devemos nos certificar que a lingueta na ponta do filme tenha sido corretamente colocada dentro de uma das ranuras do rolete receptor de forma que o filme não escape. Fig. 7.8

Levantar a tampa do rolete até sentir um primeiro click

Levantar até sentir um segundo click e abrir a porta

Fig 7.7

Observar o recinto para o cartucho, as lâminas na janela do obturador, e o carretel receptor do filme

Colocar o carrtel do filme e puxar a lingueta até o carretel receptor. Tomar cuidado com o obturador.

Enfiar a ponta da lingueta numa das frestas do carretel receptor e puxar o filme.

Certificar-se que o filme esta firmemente engatado e fechar a porta.

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TRABALHANDO COM A CÂMARA © Thomaz. W.M. Harrell
A ultima operação na colocação do filme depois de fechar a porta da câmara e avançar o filme até a pose de numero um. Na ilustração vemos que o contador de poses possui um “S” de Start e dois pontos antes da pose No1. Isto significa que depois de fecharmos a porta da câmara devemos disparar a câmara duas vezes de forma a garantir que o filme exposto a luz durante o carregamento seja retirado da area da janela e que na pose Fig. 7.9 Contador de poses da câmara No.1, uma chapa completamente virgem esteja em posição. Abaixo vemos a alavanca de avanço do filme (1.) sendo puxada para a pose No. 2. A esquerda e para cima está o botão disparador da câmara (2.) e mais a esquerda visto parcialmente a regulagem das velocida3. 2. 1. des e da sensibilidade do filme.(3.) Depois de colocado o filme devemos regular a sensibilidade do filme. AJUSTE DA SENSIBILIDADE DO FILME A segunda ilustração(baixo) mostra como proceder para ajustar a sensensibilidade do filme na câmara. É de suma importancia não esquecer de realizar este ajuste uma vez que o sistema de fotometria da câmara não pode fazer a medição da luz corretamente se a sensibilidade do filme não fôr devidamente assinalado. Cada câmara tem a sua própria maneira de registrar a sensibilidade do filme e é importante que o usuário aprenda a fazer isso. Como podemos ver pela ilustração, a regulagem da sensibilidade do filme fica no mesmo anel utilizado para regular as velocidades do obturador. Para mudar o valor da sensibilidade o anel externo deve ser levantado para cima e então o anel girado para esquerda ou direita de forma a acertar o valor da sensibilidade dentro da pequena janela marcada “ASA/ISO”. Como o espaço físico é pequeno demais para colocar todos os valores de sensibilidade são colocados apenas dois pequenos pontos entre os principais valores. Esses valores representados pelos pontos intermediários são mostrados na ilustração a direita da foto. Assim podemos ver que o primeiro ponto depois de ISO 100 representa ISO 125 e o primeiro ponto antes de ISO 200 representa ISO 160 e assim por diante.

Fig. 7.10 Fig. 7.11 Ajuste da sensibilidade do filme 77

CAPITULO VIII
OS AJUSTES EM CÂMARAS COM PAINEL LCD (ELETRÔNICAS)

© Thomaz. W.M. Harrell

C

omo era de se esperar, a cada dia que se passa encontramse mais câmaras eletrônicas e menos câmaras mecânicas no mercado. Estas novas máquinas assustam muitos amadores. Na realidade os avanços que elas incorporam fazem com que venham a ser mais fáceis de usar que as antigas porque desempenham multiplas funções automaticamente. Como exemplo disto podemos tomar o carregamento do filme. Nas páginas anteriores, vimos que o carregamento do filme na câmara mecânica requer uma série de operações que a câmara eletrônica executa automáticamente. A câmara eletrônica avança o filme para a primeira pose bastando puxar a ponta do filme até o outro extremo da câmara antes de fechar a porta. No momento em que o filme e colocado esta regula a sensibilidade ISO do filme por meio de sensores que leem o código marcado na bobina do filme (chamado de sistema DX). Além disto a câmara moderna faz o foco automaticamente e

assume o controle sobre a exposição numa grande variedade de circunstâncias além de puxar o filme de pose em pose depois de cada foto. Como se não fosse o bastante a câmara rebobina o filme no fim do rolo antes que o operador abra a porta para retirar o cartucho. Estas operações embora relativamente simples e de praxe para um fotógrafo experiente eram pontos de dificuldade e frustração para um grande numero de fotógrafos amadores menos experiêntes que invariavelmente erravam numa dessas etapas ora esquecendo de acertar a sensibiliade do filme, ora de rebobiná-lo antes de abrir a porta e assim por diante. Na realidade a câmara moderna e repleta de funções cuja intenção é de eliminar os pontos onde a maioria de erros aconteciam para que o fotógrafo possa se preocupar menos com a operação da câmara e mais com a fotografia . Porém, um equipamento mais sofisticado requer que o usuário também esteja à altura. É neste ponto que muitos fotógrafos se assustam com as câmaras modernas. São muitos botões e uma iconografia inicialmente desconcertante. De início quem não possui uma base na fotografia convencional já está perdendo pois provavelmente não tem noção do que significam os números de abertura, as velocidades do obturador, ou mesmo a sensibilidade do filme. Em segundo lugar, a iconografia embora padronizada entre fabricantes ainda é nova até para fotógrafos com anos de experiência. Isto dito, podemos passar para a análise das principais características e recursos das câmaras modernas. ASPECTO EXTERNO DA CÂMARA MODERNA A diferença mais evidente entre a câmara moderna e as suas predecessoras mecânicas é a falta da alavanca de avanço do filme e dos aneis de regulagem. Em lugar disso vemos uma série de botões e um painel de cristal liquido. Na figura 7.12 vemos um exemplo da marca Minolta.

Fig 7. 12.

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Harrell A maioria dos controles da câmara eletrônica encontram-se no painel LCD.Para facilitar o entendimento do usuário foi criada uma nomenclatura padrão e uma iconografia de fácil associação visual. 7. Na posição mostrada o anel está em off (Desligado). Ao lado vemos que a câmara está regulada com a velocidade de 500 e abertura f5. Fig. as câmaras modernas são mais “inteligentes” que as antigas portanto são capazes de desempenhar uma série de fuções de forma a facilitar a fotografia em diversas situações .7.15 vemos o anel de comando de uma câmara com as diversas funções. Fig. W. Este painel acaba sendo a central de comando da câmara. O filme está na pose 1 e ela se encontra no modo PROGRAM. Nas páginas seguintes veremos em maior detalhe estes contrôles. Fig7.M. os botões acima e a direita com setas são utilizados para navegar para cima e para abaixo até encontrar-se a opção desejada ENTENDENDO A NOMENCLATURA E A ICONOGRAFIA DA CÂMARA MODERNA Como já dissemos. Na fig7. A seguir veremos os outros controles que dividimos em iconográficos e de nomenclatura.15 Anel de comando da câmara. Para modificar as opções.13 Ao lado vemos uma câmara Canon EOS 650 de frente e de cima.14 79 .TRABALHANDO COM A CÂMARA © Thomaz. Para escolher a função desejada ogira-se o anel no sentido horário ou anti-horário. A maiora destas funções são acessadas por meio do anel de comando e visíveis no painel LCD da câmara.6. Note-se que estas câmaras ao incorporar os motores de avanço e o compartimento de pilhas assumiram un design muito mais ergonomico o que as torma mais fáceis de segurar Anel de comando Localização do anal de comando no corpo da câmraa (Canon EOS 3000 N) Este anel comanda todas as funções da câmara.

M. Acima e a esquerda a câmara vista de fren te com a objetiva retirada. Acima vemos a câmara aberta. Harrell Compartimento do Filme Visor Pinos de Contato Compartimento de baterias Folohas do obturador Objetiva Sapata do flash A Anel de comando Visor qui vemos em maior detalhe a anatomia da câmara moderna. W. a sapata para o flash e o visor.CAPITULO VIII Abaixo: corpo da camara mostrando encaixe da objetiva. O filme corre da esquerda para a direita. espelho e pinos de contato para controle das funções de foco e iris Marca de encaixe para objetiva Espelho © Thomaz. Ao se fechar a porta o filme será atomáticamente bobinado. 80 . Ao lado a câmara vista de cima mostrando o anel de comando. Estes servem como sensores para determinar automáticamente a sensibilidade do filme. a pequena marca vermelha do lado direito da câmara indica onde deve ser colocada a ponta da lingueta do filme. As pálhetas ou folhas do obturador são de titânio. são extremamente delicadas e nunca devmos tocar nelas pois ha risco de danifica-las. Deve se notar que no compartimento do filme existem pinos de bronze.

câmara avalia a situação e escolhe a melhor exposição e velocidade. Quanto mais o assunto se encontrar em primeiro plano mais ele se destacará do fundo. Este é o programa recomendado para cenas de ação. Quando esta função está selecionada a câmara automáticamente procurará focalizar o objeto mais próximo da objetiva. a câmara irá procurar uma abertura de diafragma grande de forma a desfocar o fundo.TRABALHANDO COM A CÂMARA © Thomaz. Está função é também conhecida como MACRO por se tratar da máxima aproximação da objetiva. RETRATO. Neste caso a câmara dará prioridade para aberturas pequenas de diafragma.) O programa pode escolher uma velocidade lenta demais para segurar a câmara na mão e um tripé deve ser utilizado para evitar que as imagens saiam tremidas. Neste modo. O icone da flor evidentemente progama a câmara para focalizar objetos próximos. CLOSE UP. Em cenas de pouca luminosidade (fim de tarde. Neste modo. O programa ESPORTE É representado pelo icone de um homem correndo. o fundo requer uma velocidade lenta do obturador mesmo com filmes mais sensíveis. É práticamente impossível obter bons resultados neste modo se a câmara não estiver sustentada num tripé pois apesar do flash registrar o objeto do primeiro plano. No modo P a câmara busca uma combinação “ 81 . O icone de um rosto de mulher representa o modo RETRATO da câmara. Inconfundível este é o melhor programa a ser utilizado quando se está fotografando grandes panoramas. O usuário não tem opção de modificar qualquer parâmetro. OS PROGRAMAS REPESENTADOS POR ICONES AUTOMÁTICO. Este modo deve ser utilizado quando desejamos retratar alguém no anoitecer ou a noite utilizando o flash da câmara mas captando também a luz ambiente. Outro programa automático comum em câmaras modernas é o modo RETRATO NOUTURNO. PAISAGEM. O programa representado pela letra “ P ” pode ser definido como um automático programado ou seja ele permite ao usuário avançado buscar outra combinação de abertura de diafragma e velocidade que aquela determinada pelo “Automático” total. O icone escolhido para representar o modo PAISAGEM é dois picos com uma nuvem. Harrell desfocados. RETRATO NOUTURNO. Ele simplesmente aponta a câmara enquadra e dispara. W. Este programa irá sempre priorizar velocidades rápidas de obturação para garantir o congelamento da ação. OS PROGRAMAS DE NOMENCLATURA NÃO ICONOGRÁFICA Os programas de nomenclatura (não iconográficos) funcionam de maneira semelhante aos automáticos em que eles dão prioridade a uma função ou outra porém eles são mais flexíveis dando mais escolha ao usuário. amanhecer etc.M. O retângulo visto logo abaixo do comando OFF NA FIGURA 7. O fotógrafo experiênte sabe buscar aquela que melhor resultados dará ao tipo de trabalho que está fazendo.15 representa o funcionamento totalmente AUTOMÁTICO da câmara. Na prática sabe-se que a exposição correta pode ser obtida mediante uma série de combinações obturador/diafragma e não apenas uma. Nesta situação objetos mais distantes tendem a ficar ESPORTE.

Se ele desviar muito e escolher uma opção que incorrerá numa exposição errada a câmara emitirá um aviso no visor.V. As escalas de profundidade de campo desenhadas nas objetivas eram praticamente inúteis pois os amadores não as entendiam e os profissionais sempre preferiram “ver a” profundidade de campo por meio do botão para isso (que sómente é incluído em câmaras profissionais). O modo AV prioriza a abertura. O modo A-DEP representa uma inovação nas câmaras da marca Canon.III. O usuário escolhe a velocidade que ele quer usar e a câmara busca a abertura mais adequada para essa velocidade. Para melhor entender esta questão ver Cap. Este programa é recomendado quando o fotógrafo deseja trabalhar com uma abertura determinada e constante. O PAINEL LCD DA CÂMARA O painel LCD da câmara é o lugar onde irão aparecer todas as informaçoes vitais da câmara. Selecionando o comando ISO no anel de comando torna-se possível modificar a sensibilidade do filme para o valor desejado. abertura do diafragma. Harrell técnicamente correta”. ou uma abertura menor que melhor se enquadro nos seus propósitos. A velocidade do obturador. funções 82 . Um amador me disse que ele utilizava este modo para fotografar da tela de sua T. Ha situações porém em que o usuário deseja alterar a sensibilidade do filme. W. número da pose.M. pagina 34 “A importância do diafragma na profundidade de campo”. sensibilidade do filme. Este valor aparecerá no painel LCD. Este é o controle preferido por fotógrafos experiêntes que desejam controlar tanto a abertura quanto o diafragma. OUTROS CONTROLES NO ANEL DE COMANDO ISO Esta sigla representa o novo padrão universal para a sensibilidade dos filmes. Este programa busca automáticamente dar a maior profundidade de campo possível a uma fotografia em que primeiro e segundo planos devem ficar em foco. Este sistema e chamado de leitura DX. O fotógrafo tem a opçào de modificar essa combinação selecionando uma velocidade maior. O contrôle manual da câmara é útil quando o fotógrafo quer fazer uma fotografia mas ponderada ou quando ele quer desviar da “exposição correta” imprimindo uma característica estética de subexposição ou de super exposição. O modo TV despista muitos usuários que pensam que TV tem alguma coisa a ver com enquadramento de televisão ou alguma coisa semelhante. Neste modo o usuário seleciona a abertura que deseja utilizar e a CPU da câmara dará a velocidade mais adequada para essa abertura. As camaras modernas todas possuem sensores que detectam a sensibilidade do filme diretamente do cartucho.CAPITULO VIII © Thomaz.! TV é a abreviação de “Time Value” ou valor tempo. Os termos ASA E DIN estão hoje obsoletos. condição da bateria. Este modo prioriza TEMPO ou seja a velocidade do obturador. A CPU da câmara irá buscar a velocidade adequada para essa abertura Toda boa câmara deve possuir um contrôle manual. É um programa muito útil uma vez que a maioria dos amadodres tem dificuldade para se lembrar como conseguir profundidade de campo usando o anel de foco e o diafragma.

O painel LCD também funciona para navegar pelas opções de um programa. Note-se que o cubo estando na posição central indica que a exposição está correta. W. Ao se deslocar para a esquerda ou para a direita ele indica sub-exposição ou super exposição indiacados pelos simbolos de mais e meos. abertura.M. Harrell especiais. como foco manual ou automático etc. todos serão mostrados no painel LCD. Ao lado vemos a area de um visor com as marcações de foco seletivo(tres retângulos) e de fotometria central (circulo ) Abaixo um detalhe da janela de cristal liquido que fornece informações da exposição tais como velocidade do obturador.TRABALHANDO COM A CÂMARA © Thomaz. Abaixo por exemplo o anel de comando foi colocado em Manual (M) fazendo com que apareçam tanto a velocidade quanto a abertura selecionadas Contrôle da area de foco Velocidade Abertura Anel de seleção O VISOR E A JANELA DE CRISTAL LIQUIDO Area cental de fotometria Areas de foco seletivo Area da janela Botão de controle de funções Botão de temporizador ( 10 segundos para o disparo) Bateria Foco Nível de Exposição Funções ativadas Indicador do AE Lock (trava do automático) Indicador de “em foco” Na página 75 mostramos o visor da câmara manual ou mecância. e foco. 83 .

M. Harrell 84 .CAPITULO VIII © Thomaz. W.

A FOTOGRAFIA DIGITAL © Thomaz. Harrell 84 CAPITULO IX A FOTOGRAFIA DIGITAL . W.M.

Acima vemos um esquema típico de reprodução de imagem por meio do sistema eletrônico de vídeo. DISPOSITIVOS DE CAPTAÇÃO Na fotografia digital a imagem formada pela objetiva dentro da câmara não mais atinge uma emulsão fotossensível (o filme) e sim um dispositivo eletrônico sensívlel à luz chamado de CCD (Charge Coupled Device) ou Dispositivo de Carga Acoplada. W. Este dispositivo é responsável por interpretar os impulsos luminosos da imagem quanto à sua intensidade (luminância) e coloração (crominância). Estas informações são codificadas de forma digital e armazenadas numa memória temporária (buffer memory) e posteriormente enviadas para um dispositivo de armazenagem (memory stick. das objetivas e da formação da imagem dentro ca câmara continuam sendo práticamente idênticos aos da fotografia convencional. O tubo de TV por sua parte. O tubo (D) transforma a imagem em pulsos eletrônicos e os envia simultâneamente para o visor da câmara e para o tubo de uma televisão ou monitor (F). armazenagem e de suporte. A tecnologia do CCD não é tão nova quanto poderi se pen sar. 85 . Harrell P raticamente tudo o que dissemos em relação à fotogra fia convencional aplica igualmente para a fotografia di gital. As principais e mais radicais mudanças na fotografia digital dizem respeito aos dispositivos de captação. Abaixo. ou outro) ou enviadas diretamente para um computador ou fita magnética. disquete.M. O uso de tubos de imagem em câmaras de vídeo impedia a reduçào do seu tamanho. vemos um esquema que mostra como funcionava o sistema de captação de imagens de vídeo/televisão antes da introdução dos CCD. Não podemos esquecer que trata-se afinal de um meio novo. Hoje os únicos remancentes desses tubos são os tubos de imagem encontrados dentro dos aparelhos de televisão e estes logo irão ceder lugar às telas de cristal liquido. hard disk. Essa tecnologia deu tão certo que levou os tubos de vídeo a uma rápida e definitiva obsolescência. ficaram mais sensíveis. O CCD é o dispositivo responsável por receber a imagem e tranformála em implulsos digitais.CAPITULO IX © Thomaz. Com a substituição dos tubos por CCDs as câmaras puderam diminuir em tamanho. mais leves e muito menos delicadas. é porvido de um canhão eletrônico [CRT ou tubo de raios catódico] que dispara pulsos eletro-eletrônicos contra a superficie interna do tubo (G) que é sensibilizada para reagir a esses impulsos e brilha reproduzindo a imagem. O elemento básico do CCD é o pixel. Ha mais de vinte anos sistemas de gravação de vídeo e de televisão já utilizam CCDs dentro das câmaras para captar imagens . A imagem (A) é captada pela lente(B) que a envia à superficie de captação do tubo (C). Os princípios básicos da câmara escura. Algumas coisas mudam porém.

o diafragma ou iris (3. Harrell O que aconteceu com as câmaras de vídeo nos anos 60 e 70 serve para mostrar como o mesmo principio foi aplicado para se criar as primeiras câmaras fotográficas digitais. A linha azul representa a trajetoria da luz. W. Dúvida nunca mais! A imagem pode ser vista e avaliada logo depois de executada. e o filme .). Inicialmente o custo de uma câmara com CCD pode parecer mais alto mas este pode ser reutilizado milhares de vezes.). Como já dissemos o filme foi substituido por um dispositivo eletrônico de captação que fica posicionado no ponto onde a objetiva forma a imagem que seria registrada no filme.M. Os primeiros dispositivos deste tipo não forneciam imagens com a mesma qualidade de filme mas hoje muitos CCDs ja se aproximam de uma qualidade comparável a de um filme. o corpo da câmara.) indica onde é colocado o CCD ou outro dispositvo de captação na câmara digital.no caso de uma câmara convencional (5. Outra grande vantagem da imagem digital é que não é necessário esperar a revelação para ver a imagem que foi gravada. (4.) SUPER CCD DA FUJI 86 Câmara Fine Pix 6900 da Fujifilm . O retangulo vermelho (1.A FOTOGRAFIA DIGITAL © Thomaz. Abaixo imagem de capa da revista FHOX mostrando grupo sendo fotografado com a imagem dentro do visor e também visível no painel de cristal liquido da câmara. Vemos ainda a objetiva (2. U (2.) ( 1.) (5. Abaixo vemos como esse mesmo princípio foi aplicado nas câmaras fotográficas digitais.) VANTAGENS DA FOTOGRAFIA DIGITAL ma grande vantagem de se utilizar um CCD em lugar do filme é o custo.).) (3.

Por exemplo. Ainda outra desvantagem é que alguns destes dispositivos exigem três varridas. Normalmente os dispositivos de captação deste tipo vem sob a forma de um “film back” ou melhor um chassis a a ser colocado no lugar do filme em câmaras que permitem este tipo de adaptação (normalmente as câmaras de grande formato e algumas de formato médio). Uma solução que vem sendo utilizada por algum tempo paralelamente aos CCD utiliza o sistema parecido ao do scanner de imagens.5 milhões de pixels. W. desenvolveu alguns anos atrás um novo design de CCD que melhora o desempenho em aproximadamente 30% sem aumentar o custo . uma para cada cor. Muito dinheiro está sendo investido atualmente na pesquisa de CCDs e outros dispositivos que possam ser utilizados na captação de imagens digitais.É o chamado Super CCD da Fuji do qual falaremos mais detalhadamente. CCD’s são elementos caros e embora tenham sido continuamente melhorados atravez dos anos. Atualmente os equipamentos que utilizam o COMOS oferecem uma única vantagem sobre o CCD. Novos backs são lançados com muita rapidez e estes sempre ultrapassam os mais antigos em desempenho além de ser de preço mais acessível. Harrell OS DISPOSITIVOS DE CAPTAÇÃO DIGITAL O CCD ( Charge Coupled Device ) O CCD é o dispositivo mais utilizado na captação de imagens digitais fotográficas. A Fuji film do japão. Neste momento 87 . Por isto são conhecidos como backs “three shot” Isto significa que são lentos e geralmente só servem para fotografia de produtos. a tecnologia se aproxima de um limiar.custo. O CMOS Um outro dispositivo de captação que está sendo pesquisado e que já se encontra em algumas câmaras digitais é o COMOS ou semicondutor complementar a base de oxido de metal (Complementary Metal Oxide Semiconductor) cujo custo é muito mais baixo mas com desempenho inferior aos CCD. Os ‘backs digitais” evoluem com tanta rapidez que não te- Back digital de alta performance para câmaras 4x5 polegadas. mos a menor dúvida que o tipo acima descrito cairá em desuso nos proximos anos. Tem capacidade para mais de 8. a Kodak lançou recentemente o DCS Pro Back de 16 megapixels (16 milhões de pixels) para ser colocado em câmaras profissonais de formato médio.M. para captar a imagem.CAPITULO IX © Thomaz. Embora este tipo de dispositivo tenha a capacidade de produzir imagens de grande qualidade o seu preço costuma ser ainda muito elevado.

Na realidade o scanner é uma copiadora cuja principal função é reproduzir imagens planas ou material impresso de forma digital. © Thomaz. Mesmo que o scanner não tenha sido desenvolvido para trabalhos em tres D (três dimensões) Muitos artistas plásticos e gráficos já descobriram que ele tem muitos mais usos que aqueles para os quais foi criado. foco como uma câmara fotográfica. o scanner é o meio mais pratico de digitalizar imagens fotograficas ja existentes e por isto é muito utilizado em laboratórios fotográficos e birôs.M. Auto retrato feito diretamente no scanner O SCANNER Um outro e importante elemento de captação digital de imagens é o scanner. O foco do scanner fica num só plano que é uma chapa de vidro embaixo da qual um CCD linear móvel faz uma varredura ao mesmo tempo iluminando o objeto e registrando-o por reflexão. Embora não seja capaz de fotografar.A FOTOGRAFIA DIGITAL é o back de maior resolução para fotos de uma exposição (one shot) Outros fabricantes como a Sinar e a Mega Vision (embaixo) estão lançando os seus própios backs digitais. E necessário porém lembrar que o scanner não cria imagens fotográficas de objetos tridimensionais. Harrell Back Digital da Mega Vision para câmara de formato médio com area de captura de 3 x 3 cm. O scanner não possui lentes ou objetivas e não tem obturador ou ajuste de 88 . Este praticamente dispensa maiores explanações pois hoje o scanner é quase que um equipamento obrigatório em computação e em laboratórios. O scanner de filmes é um equipamento obrigatório em laboratórios e gráficas. Veja exemplos abaixo. Existem básicamente dois tipos de scanners. W. O modelo de mesa é o mais conhecido em escritórios e pelo público em geral.

Estas câmaras podem receber backs digitais da Phase One. Como fizemos com as câmaras convencionais. Nikon. Estas câmaras também podem receber backs digitais para elas desenvolvidos Embora o CCD seja menor nestas câmaras. Cambo e Toyo View. O custo desses equipamentos é muito alto. podemos dividir as câmaras fotográficas digitais exestentes em três classes: as profissionais de altissima resolução. Harrell D entro do universo de sistemas de captação temos portanto uma enorme varfiedade de equipamentos e dispositivos que confundem o público. São câmaras possuem recursos práticamente ilimitados e utilizam objetivas da mais alta resolução. da Mega Vision. W. As câmaras de formato médio que tantas vantagens apresentam sobre as menores do tipo 35mm são hoje a escolha de quem quer um significativo aumento na qualidade sem sacrificar mobilidade. dependendo do modêlo. e outras do tão conhecido formato 35mm. Câmaras deste tipo custam entre US$2. FORMATO PEQUENO TIPO 35mm SLR Câmara Toyo view 4x5 que pode receber back digital de alta resolução Em segunda instância estão as câmaras de fotmato médio como Hasselblad. A Canon EOS D-60 é um exemplo deste tipo de câmara cujo preço é mais acessível devido ao CMOS que ela usa como dispositivo de captação.M. As vantagens são básicamente aquelas já mencionadas como a economia de tempo . Outra câmara de preço médio e desempenho elevado é a Fuji Finepix Pro S2 cujo exclusivo super CCD eleva a sua resoluçào a nives de câmaras muito mais caras e sofisticadas. 89 .os já mencionados backs digitais que podem proporcionar qualidade insúperável e resolução atltissima comparável ao filme. Estas câmaras. de material e sobretudo a rapidez. da Kodak. Horseman. CÂMARAS PROFISSIONAIS FORMATO GRANDE Entre as câmaras profissionais temos em primeiro lugar as de formato grande que podem receber de filme formato grande. as semi profissionais de alta resolução. Nesta classe estão câmaras de estúdio como a Sinar .000. são a escolha de muitos fotógrafos devido a sua portabilidade e fácil Podemos incluir nesta classe câmaras digitais do tipo SLR (Single Lens Reflex) de marcas como Canon. Podem custar milhares de dolares portanto sómente grandes redações ou fotógrafos muito afluentes podem obté-las. da Fujifilm e outros. e as amadoras de média a baixa resolução.00 US$4. FORMATO MÉDIO manuseio e porque podem ser utilizadas tanto no estúdio como em externas para matérias de moda editorial e outras.CAPITULO IX © Thomaz. Possuindo recursos de intercamabilidade de objetivas e múltiplos recursos servem muito bem para as necessidades de fotojornalismo.00 só o corpo. Bronica e outras.000. Mamiya. podem atingir resolução suficiente para uma página dupla de revista. moda e estúdio. Sigma.

Um acessório memory stick etc. diversos programas automáticos.A FOTOGRAFIA DIGITAL © Thomaz. servo motores do diafragma e foco. Estas câmaras megapixes. foco automático.5 e 5 megapixels. O flash da câmara.M. baixo peso. Uma câmara com 5 megapixels produz uma imagem com qualidade fotográfica no tamaho aproximado desta página o que já é ótimo para a maioria das aplicações. Harrell CÂMARAS SEMI PROFISSIONAIS Estas câmaras também conhecidas como prosumer (da união de proffessional e consumer em inglês) ou “point and shoot” (aponte e dispare) vem repletas de recursos como contrôle automático de exposição. É uma das mais completem uma resolução em pixels de tas digitais nesta categoria. Fotografar com digital significa andar com uma penca de pilhas no bolso e estar preparado para trocar na hora menos esperada. Em primeiro lugar as digitais (todas) gastam muito mais energia que as câmaras convencionais. O fotógrafo digital tem que ter um grande sobrero! Já existem acessórios para isto ( ver ilustração). Sào portanto a melhor escolha para fotografos profissionais que estão entrando no mundo do digital pela primeir a vez ou amadores mais ambiciosos. A maioria dos externas.) da quase que obrigatório para fotos câmara. podem drenar a energia de um jogo de baterias em poucos minutos. Por fantásticas que sejam estas câmaras ainda tem limitações e não substituem completamente camaras convencionais de filme.5 megapixels) com qualidade praticamente igual a de uma foto do mesmo tamaho feita com filme. Outra desvantagem das digitais é que em interiores e ambientes sombrios o visor LCD. Isto é meros recursos e uma optica impecáo suficiente para produzir uma vel. objetivas zoom incorporadas. marca Hoodman. etc. o monitor LCD e todas as funções como zoom. Um dos problemas mais sérios é relacionado ao número de imagens que podem ser guardadas no disCamara digital de vídeo mostrada positivo de memória com para-sol para tela LCD da (memory card. funciona relativamente bem mas em pleno sol é praticamente inútil. foto tamanho 10x15 cm (2. agências de publicidade e escoCâmara Minolta DImage 7 de 5. W. Possui inúentre 2. Logo ficará eviden- 90 . São a opção para quem não pode entrar diretamente na linha de elite profissional. fabricantes deste tipo de câmeras costuma incluir um cartão de memória de 16 megabytes com o equipamento mas isto é absurdamente insuficiente. São também a escolha perfeita para empresas.2 las de fotografia. Para se ter uma ideia é só tentar gravar uma imagem na mais ata resolução de uma câmara com 5 megapixels (um arquivo de 2560x 1920 pixels). custo acessível e resolução bastante elevada.

cores e preços. W.Quem compra uma câmara nesta classe terá que adquirir um cartão de memória de no mínimo 128 megabytes para poder colocar 8 imagens no tamanho 2560x1920 pixels. Assim que a informação da imagem alcança o buffer ela écomprimida para o fotmato de gravação (TIF ou JPEG). A imagem é então transferida para a midia de armazenamento da câmera via de regra um cartão de memória onde ela será armazenda. inclusão em sites e home pages assim como para uma eventual impressão em papel (hard copy) desde que em tamanho reduzido (10 x15cm ou menor ). Caso contrário. São ótimas para o que foram feitas produzir retratos do dia a dia para pessoas não interessadas em fotografia mas em fotografias. Algumas podem ter uma lente zoom. Quando tiramos uma foto com a câmera digital a luz penetra na câmera e atinge o CCD e não maiso filme. temos as câmaras amadoras. FUNDAMENTOS DA FOTOGRAFIA DIGITAL Como já dissemos uma câmara digital é parecida com uma 35mm . Mas porque alguem iria pagar mais caro por uma câmara de 5 megapixels para tirar fotos de baixa ou média resolução ( 640 x 480 pixels)? A verdade é que sómente os fabricantes podem responder esta pergunta pois um cartão de 16 megabytes é adequado sómente para câmaras de baixa resolução. Estas câmaras nunca poderão ultrapassar 1. Para fotografar situaçòes de ação com digital desta classe a câmara tem que ter auto foco muito rápido coisa rara entre câmaras deste tipo. possibilitar aproximação (macro) e com certeza possuir um flash embutido.M. A solução é ter vários cartões de memória ou comprar os super cartões de 400 megabytes ou até de 2 GygaBytes que podem custar o preço de uma câmara! A escolha é sua. O básico apelo destas câmaras é a facilidade de uso e o preço. Algumas câmaras 91 . Nunca produzirão imagens de qualidade mesmo nas mãos de um profissional pois os seus recursos limitados e automatismo sem opção fazem delas máquinas roboticas. a espontaniedade da fotografia digital sofre um pouco pelo tempo que um arquivo demora para ser gravado.CAPITULO IX © Thomaz. Estas observações cabem aqui no sentido de orientar compradores no atual momento pois com certeza em pouquissimo tempo irão mudar. A luz é então medida no CCD e enviada á memória interna da câmera (chamada de buffer memory). Como acontece com as câmaras de filme estas existem em miriades em todos os formatos. AS CAMARAS AMADORAS Por fim. envio pela internet. A diferença está no que ela tem dentro. melhor usar uma câmara profissional convencional com motor drive e auto foco. São essas duas qualidades que levam milhões de pessoas a comprar essas pequenas máquinas ano após ano.5 ou 2 megapixels e podem produzir imagens adecuadas para visualização no monitor. Por fim. Estas desvantagens servem para mostrar que antes de se investir numa câmara digital é importante pensar qual será o uso para o qual será submetido o equipamento. Um arquivo em alta resolucão pode demorar até um minuto para ser gravado no cartão. Harrell te que sómente cabe uma única imagem por cartão ! Isto quer dizer que os fabricantes devem penar que o consumidor não irá utilizar a sua câmara na mais alta resolução. Durante esse tempo é impossível tirar outra fotografia ou fazer qualquer coisa com a câmara.

Como exemplo. uma câmera com a capacidade de gravar imagens de um megapixel deve possuir um CCD com um milhão de sensores Isto quer dizer que um sensor CCD de um megapixel poderia ter as dimensões teóricas de 1. Isto é porque o pixel é a menor unidade de uma imagem digital. cor.A FOTOGRAFIA DIGITAL precisam terminar este processo todo antes de poder tirar outra foto. PIXELS e RESOLUÇÃO Entre os termos mais ouvidos quando se fala em imagens digitais o termo pixel * é dos mais citados. (conversor A-D) Cada sensor representa um pixel e a cor atual de 24 bits é determinada pala média de um pixed e todos os seus próximos. Quanto mais pixels uma imagem possuir mais qualidade e portanto RESOLUÇÃO ela terá. um filtro de cor é colocado sobre os sensores individuais (este é o princípio da crominância) Depois que a luz atinge o CCD os sensores individudis convertem a quantidade de luz tranformando-os em sinais elétricos. Este é o princípio da luminância.000 por 1.000mil pixels. Para que a câmera digital detecte qual é a cor de cada pixel.328 (CCD DE UM MEGAPIXEL) . Em filme falamos simplesmente de grão fino. Harrell imagem em filme. uma linha horizontal por vez pela memória interna da câmera e passa desta forma pelos filtros internos. No começo deste capítulo descrevemos o CCD que é feito de milhoes de pequenos sensores que registram a quantidade de luz que sobre eles incide. O termo vem de duas palavras picture = pix e element = el ergo: pix + el = PIXEL 92 © Thomaz. Mas em filme não se contam os grãos que compõem a imagem. como os de white balance. Hoje.M. Isto é porque como podemos imaginar são necesárias quantidades enormes de pixels para compor uma imagem digital de lata resolução. grão médio. granulado e mais recentemente em grãos T. e correção de aliasing. Da mesma forma que o grão de prata é a menor unidade de uma * pixel. Longe está ainda o dia em que umCCD possua tantos pixels quanto um filme tem grãos mas esse dia ha de chegar. muito mais do que em pixels ouvimos falar em MEGAPIXELS. convertido pra um sinal digital por un conversor de analógigo para digital. Um megapixel é equivalente a um milhão de pixels. A memória interna então transforma todos os pixeis individuais em uma só imagem que é então comprimida e salva no cartão de memória CD ou disquete. que sao originalmente aramazenados como um sinal analógico. outras tem um buffer interno rápido o suficiente para permitir que outras fotos sejam captadas emquanto a memória armazena outras. A informação no CCDé então lida. Os sensores gravam apenas a quantidade de luz que os atinge não a cor da luz. W. Tudo isto quer dizer que os dois sistemas são análogos mas não idênticos. Sabemos porém que as imagens fotográficas não são tradicionalmente quadradas então as dimensões do retânLargura 1152 pixels 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 A 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 l 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 t 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 u 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 r 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 a 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 864 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 123456789012345678901234567890121234567890123 Total 1152 pixels de largura x 864 altura =995.

Abaixo vemos um exemplo de CCD típico de camara 35mm com tamanho de 1/3” ao lado de um CCD três vezes maior. Porém existe um fator importante que muitos ignoram . Ou seja uma imagem com 1152 pixels de largura por 864 pixels de altura tem um total de 995.CAPITULO IX © Thomaz. Nos dois casos acima a forma mais utilizada para a transferência das imagens é por meio de uma conexão do tipo USB no computador .1 megpixels de 1/3” polegadas típico de câmaras tipo 35mm CCD de uma polegada (3x) maior que o de 1/3” que pode ser utilizado em câmaras de formato médio ou grande . a imagem pode ser armazenada de diversas formas.M. estes tem uma area muito maior que aquela disponível em câmaras menores do tipo 35mm.o tamanho do CCD. 93 CCD de 3. É justamente o tamanho dos CCD’s utilizados em câmaras profissionais de formato grande e de formato médio que permite com que tenham uma resolução tão elevada impossível em câmaras de formato menor. Básicamente existem duas formas de se fazer isto: 1. Baseado no que acabamos de expor. As formas de descarregar imagens de câmara para um computador variam. Como se pode ver. 12345678901 12345678901 12345678901 12345678901 12345678901 12345678901 12345678901 12345678901 MIDIAS DE ARMAZENAMENTO No momento em que é capturada e digitalizada. Torna-se igualmente evidente que há um limite para o número de pixels que um CCD pode ter. Inicialmente ela é colocada numa memória volátil da câmara ( buffer memory) e depois transferida para o cartão de memória da câmara. W. As imagens podem ser descarregadas diretamente da câmara para o computador. O cartão pode ser removido e colocado num leitor que o repassa para o HD do computador. Nas páginas 87 e 88 mostramos os dispositivos utilizados nessas câmaras e em câmaras de formato médio.328 pixels ou um megapixel de resolução. torna-se evidente que um CCD de dois megapixels deve possuir dobro de pixels e assim por diante. 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 12345678901234567890123456 AS RESOLUÇÕES MAIS COMUNS Abaixo temos uma tabela com as resoluções mais comuns em câmaras do tipo 35mm. Harrell gulo devem ser especificadas de forma que a resolução especifique a equação largura versus altura. É lógico que quanto maior um CCD mais pixels ele pode possuir. 2.

maior confiabilidade embora sejam mais caras e não compatíves com os drives floppy. São concorrentes fortes para substituir todos os usos do floppy tanto nos drives de computadores como em outros aparelhos. Harrell mória que não tem partes móveis (são essencialmente chips) e os discos graváveis CDs e que possuemuma relação custo benefíco muito maior. A Sony capitalizou dessa ubiquidade e criou a uma linha de câmaras Mavica que utilizam essa mídia barata e de fácil acesso diretamente no drive da câmara. CD -Rom O CD Rom existe ha tempo e foi provavelmente uma das maiores e mais revolucionárias invenções para fins de armazenamentona informática. Devido a sua alta capacidade e baixo custo este . São porém meios baseados numa tecnologia que provavelmente chegou ao seu limiar e que provavelmente será substituida por outras tecnologias como os cartões de me94 © Thomaz. Zip Disks.A FOTOGRAFIA DIGITAL As mídias de armazenamento de imagens digitais são diversas e variadas indo desde os onipresentes disquetes até novas midias que estão ainda sendo desenvolvidas. W. Estas mídia são aparimoramentos do floppy sendo que representam maior capacidade de armazenamento. A longo prazo é possível armazernar o equivalente a milhares de rolos de filme num cartão de memória.M. Hi FD. A Sony querndo manter a sua liderança lançou recentemente câmaras Mavica que gravam diretamente em DC-Rom. Os discos Floppy tambem conhecidos simplesmente como “disquetes” são uma das midias mais antigas e mais conhecidas da informática moderna. São pequenos. Jazz Disks. O cartão mostrado tem capacidade para 16 megabytes mas é possível comprar cartões com capacidades de 8 MB até mais de 2 GB (Gigabytes) Quanto maior a capacidade mais elevado é o preço. Os dois tipos mais populares destes cartões são os do tipo Flash Midia e Compact Flash. confiaves e não são muito caros considerando a sua durabilidade. A relação ideal custo_ benefício parece estar na ordem dos 128 a 256 MB. As mais comuns são as seguintes: Discos Floppy. O CD-Rom comum tem capacidade para aproximadamente 750 MB de informaçõ o que faz com que seja otimo para uso de imagens. Cartões de Memória. Todos ganharam popularidade como meios de traferir dados de um computador para outro. Os cartões de memória são sem dúvida o meio mais utilizado em câmaras digitais hoje. Super Disk. Infelizmente os disquetes floppy tem uma capacidade muito limitada e sómente servem para câmaras de média ou baixa resolução.

Harrell típo de mídia é cada vez mais utilizado em computadores e agora existem câmaras que gravam as imagens diretemente no CD-Rom. Um exemplo é a Sony Mavica CD 1000 mostrada nesta página. O formato JPEG criado pelo esforço de um grupo de fotógrafos e especialistas em imagens é um dos mais eficazes a úteis formatos na fotografia digital 95 . Estas câmaras podem gravar em discos CD-Rom do tipo R (gravável) e RW (regravável) também conhecidos como DV RAM.M. As principais razões para o uso em larga escala deste formato devem-se a sua confiabilidade e alta qualidade. No momento da descompressão o código indica onde cada pixel deve ser reproduzido e as suas exatas caracteriaticas. o formato JPEG. FORMATOS DE IMGEM Outro item que causa muita confusão entre leigos são os diferentes e múltiplos formatos de imagem que existem por ai. Estes são o formato TIFF. HD ‘s destacáveis e externos estão sendo lançados com muito sucesso todos os d i a s Compressão: Compressão é um recurso pelo qual uma imagem pode ser reduzida em tamanho fazendo-se uma amostragem de pixeis com valores idênticos que seriam repetidos em diferentes areas dessa imagem. e o formato RAW. Os arquivos TIF não são comprimidos e costumam ter um tamanho bastante grande o que os torna indesejáveis para uso na internet ou em câmaras de baixa resolução com espaço limitado em memória. Em termos de perda de qualidade a diferença emtre um arquivo compactado ou comprimido e um não comprimido deve ser imperceptível a olho nu. W. Estes pixels em lugar de ser gravados da forma convencional são “aglutinados” por um sinal codificado. TIFF. Hard Disk O HD (Hard Disk) ou Disco rígido é uma mídia que comprovadamente possui alta capaciadade e confiabilidade. A capacidade do DVD é muito superior aos CD Rom sendo que provavelmente irá substituir CD-Roms e outras mídia. significa TAGGEDD IMAGE FILE é um dos mais antigos e úteis formatos para imagens digitais. Este formato cuja sigla. É sem dúvida o mais utilizado por todos os profissionais de imagem seja qual for a plataforma que utilizam. É o principal meio de armazenamento em computadores mas hoje ganha portabilidade podendo ser tansportada e utilizada para levar dados de um lugar para outro. Quase todas as câmaras que produzem imagens com alta resolução gravam as imagens no formato TIF DVD A mais nova tecnologia na área de discos graváveis é o DVD (Digital Video Disc) que além de gravar dados e imagens é capaz de armazernar filmes (videos inteiros) colocando a tecnologia de fitas de vídeo e outras em risco de total extinção. Na realidade em termos de captação de imagens na fotografia digital existem apenas tres formatos mais comuns atualmente.CAPITULO IX © Thomaz. Este sinal guarda o lugar e outras características desses pixels em lugar de reproduzir cada um individualmente fazendo com que o arquivo fique muito menor.

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