O SLGRLDO DA VIDA

Primeira impressao em 1935
Segundo ediçao re·isada 1951
,por cortesia de Messrs leinemman ,Li·ros médicos, Ltd.,

Reimpresso 19¯0
Por
lLAL1l RLSLARCl
P.O. Box ¯0
MOKLLUMNL lILL, CALIlORNIA 95245









O Segredo da Vida
RAIOS CÓSMICOS L RADIA(OLS DL SLRLS VIVOS





George Lakhovsky

Com Preíacio do Proíessor d`Arson·al






1RADUZIDO DO lRANCLS
Por de Mark Clement


1RUL lLAL1l PUBLISlING COMPAN\
152, Landor Road,
Stockwell, S.\.9.
1951





1RADUZIDO DO INGLLS
Por Matityahu Gruberger


MA11RON - 1ecnologia & Lquipamentos
Lletromagnéticos, Psicotronicos e Radionicos
Rua Maldonado, 10 - Sao Pedro
CLP 30330-300 - Belo lorizonte - Minas Gerais
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200¯


























DIRLI1OS AU1ORAIS RLSLRVADO
PLLO 1RADU1OR

























V
PRLIÁCIO
PLLO PROlLSSOR D'ARSONVAL
Sobre quê esta pensando, laraday· Se eu dissesse, meu prezado
De·ille, ·ocê poderia pensar que eu esti·esse soírendo de alucinaçoes.
1al é a lenda.
Mais coníidencialmente do que laraday, Lakho·sky me disse a
essência de suas idéias sobre as radiaçoes e seus eíeitos sobre os seres
·i·os. Lle pensou, e corretamente, que suas idéias poderiam nao
chocar um experimentador que, nos últimos 35 anos, tinha estudado
os eíeitos de um espectro total das ondas lertzianas em animais e
micróbios.
Na pesquisa cientííica é recomenda·el encorajar o quê parece ser as
idéias mais desaíiantes. 1enho ·i·ido na intimidade de dois grandes
homens: Claude Bernard e Brown-Sequard, que re·elaram no·as
idéias. L estas nao os pagaram tao mal!
O íenomeno da ressonancia tem sido íamiliar por muito tempo aos
íisiologistas. Nós todos sabemos dos ressonadores acústicos do órgao
do Corti, os ressonadores óticos da retina desde as íamosas de
lelmholtz. L ainda mais íamiliares para nós, sao os ressonadores
biológicos de Charles lenry. Lapicque, Latzareíí e eu mesmo temos
in·ocado o íenomeno da ressonancia celular em ·arias ocasioes para
explicar a açao de iníluências ner·osas ou outros agentes íísicos em
seres ·i·os.
Lsse espaço esta cheio de íorças que sao desconhecidas para nós e que
seres ·i·os emitem radiaçoes ou eílú·ios dos quais nós nao estamos
conscientes, mas dos quais a signiíicancia tem atraído a atençao de
certos obser·adores, sao íatos que eu aceitei ha muito tempo. 1udo é
possí·el. Mas nao temos que aceitar algumas coisas, exceto aquelas que
puderem ser pro·adas experimentalmente. As idéias de uma pessoa
insana diíerem das concepçoes de um gênio, principalmente porque os
experimentos in·alidam o primeiro e coníirmam o segundo.
VI
Lakho·sky, encorajado pelas suas próprias pesquisas e resultados
praticos que tem obtido, esta particularmente ansioso de que suas
teorias possam despertar interesse e estimular trabalhos experimentais
entre in·estigadores independentes. As teorias de Lakho·sky
constituem o quê Claude Bernard chamou de lipóteses que
íuncionam`.
Lm Segredo da Vida` Lakho·sky se autoconíina ao estudo das ondas
eletromagnéticas, ondas proíundamente penetrantes e ondas
desconhecidas.
la, certamente, muitos mais processos de transmissao de energia além
daquelas re·eladas a nós por Newton e lresnel. L no estudo dos seres
humanos que as chances de descobrir tais processos sao mais
promissoras. Portanto, ·amos experimentar utilizando os métodos dos
íísicos e químicos, e ·amos nos íocar em descobrir o detector especial
mencionado na conclusao deste trabalho.

D`Arson·al










VII
IN1RODUÇÂO
De alguma maneira eu de·eria indicar nesta introduçao a íilosoíia da
minha no·a teoria que constitui o tema do presente trabalho.
Qual é o propósito de propor uma no·a teoria da ·ida· Desde o
começo do mundo nao têm a íilosoíia e a ciência, prometido nos
iluminar nesse aspecto· O que resta destes esíorços tao signiíicati·os·
Para o íilósoío, e particularmente para o metaíísico, eu nao tentarei
pro·ar o uso de uma no·a concepçao. Lles sabem melhor do que eu
com que entusiasmo nós todos almejamos a esperança de uma
explicaçao clara, a esperança de progresso no conhecimento do
absoluto. O enorme desejo dos humanos é o bastante para justiíicar a
no·idade de uma hipótese. L o homem médio e especialmente o
homem da ciência que eu quero con·encer. O conhecimento humano
de um carater positi·o, nao é íeito apenas, como alguns querem que
acreditemos, de uma massa de íatos experimentais. Lstes íatos, por si
só, nao ·alem nada sem a idéia que os consolida, arranja e classiíica. O
íuturo da ciência se apóia essencialmente, no seu senso dinamico, na
expansao dos seus conceitos íundamentais, que de·e ser expresso nas
hipóteses cientííicas. 1oda ciência é um campo experimental cujas
inter-relaçoes com campos ·izinhos, sao mais ou menos inusitadas e
diííceis de interpretar. Medicina, biologia, ciências naturais, estao
intimamente relacionadas e suas ramiíicaçoes se estendem ao domínio
da química. Por outro lado, elas parecem estar ainda separadas,
algumas ·ezes por compartimentos impermea·eis, das ciências íísicas,
notadamente a eletricidade e a radio-eletricidade.
1odo progresso na e·oluçao do conhecimento re·ela um no·o ponto
de ·ista e nos habilita a explorar mais proíundamente o campo integral
de ciências diíerentes, para saber seus ·arios estados de a·anço, para
obser·ar suas relaçoes mútuas e a assistência que elas podem prestar
umas as outras.
As mais recentes descobertas em íísica têm nos possibilitado reduzir a
unidade os ·arios íenomenos suscetí·eis de analise atra·és do estudo
de todas as radiaçoes conhecidas. Lste no·o campo é singularmente
íértil se alguém tem em mente que todas as mais recentes descobertas
em íísica, e conseqüentemente nas ciências aplicadas, pertencem ao
domínio de radiaçoes: ionica, eletronica e atomica, as radiaçoes
VIII
eletromagnéticas usuais, radio-eletricidade, telegraíia e teleíonia sem
íio.
Até agora a concepçao original de radiaçao, que parece ser a base de
todo conhecimento positi·o, tem sido coníinada ao reino das ciências
íísicas e aparte de uma incursao na indústria, nao tem íeito qualquer
contribuiçao importante para as ciências naturais cujo
desen·ol·imento parece estar limitado a química organica.
Lu acredito que chegou o tempo de expandir o campo e os recursos
da biologia, utilizando no·os instrumentos baseados nos últimos
a·anços das ciências íísicas. Minha teoria da origem da ·ida, que
constitui o tema do presente trabalho, deíende este conceito,
uniíicando dois domínios de ciência mantidos separados até entao.
Numerosas hipóteses, na qual eu nao de·o insistir, têm sido
desen·ol·idas para explicar a origem da ·ida e ·arios íenomenos
biológicos. Vamos destacar que a maioria das mais recentes, de tais
hipóteses, tentam simpliíicar o problema reduzindo estes íenomenos
complexos a íenomenos puramente químicos ou mecanicos. Lm ·ista
do desen·ol·imento sem precedentes das no·as descobertas em íísica,
as últimas hipóteses biológicas parecem ser simples demais de algum
modo. Mais do que isto, do ponto de ·ista de um critério mais
ele·ado, elas nao dao uma explicaçao satisíatória de certos íenomenos
íundamentais que a minha teoria da satisíatoriamente.
Vamos dar uma rapida olhada em alguns daqueles pontos obscuros na
biologia, que nós desejamos elucidar. Lntre a maioria dos íatos
cuidadosamente estudados pelos naturalistas e entomologistas, nós
encontramos todos aqueles que estao relacionados com o problema do
instinto ou senso especial dos animais, apesar da acumulaçao de dados
experimentais, acurados e indiscutí·eis, nenhuma explicaçao clara íoi
dada ao instinto ainda. Minha teoria de radiaçao de seres ·i·os,
coníirmada por experiências conclusi·as, esta em períeita harmonia
com os íatos em questao e cuja signiíicancia oculta esta também
esclarecida. Similarmente, o papel da orientaçao dos passaros durante a
noite e o problema da migraçao sao explicados pelo íenomeno da
auto-eletriíicaçao dos seres ·i·os.
Lntao, o quê é esta radiaçao uni·ersal nos seres ·i·os· Minha teoria
explica em termos simples seu princípio íundamental e re·ela sua
IX
natureza. Com base nas mais recentes descobertas no domínio das
radiaçoes minha teoria demonstra, com a ajuda de analogias
elementares, que a célula, unidade organica essencial em todos os seres
·i·os, nao é nada mais que um ressonador eletromagnético, capaz de
emitir e absor·er radiaçoes de íreqüências muito altas.
Lstes princípios íundamentais cobrem todo o campo da biologia.
O quê é ·ida· Lla é o equilíbrio dinamico de todas as células, a
harmonia de radiaçoes múltiplas que reagem, umas diante das outras.
O quê é doença· L o desequilíbrio oscilatório de células, originado de
causas externas. L, mais especialmente, a batalha entre a radiaçao
microbial e a radiaçao celular. O micróbio, um organismo unicelular,
age também em ·irtude da sua radiaçao. Se a radiaçao microbial é
predominante, o resultado é a doença e quando a resistência ·ital é
completamente ·encida, a morte ocorre. Se a radiaçao celular ganha a
ascendência, a restauraçao da saúde ílui.
A importancia da minha teoria se torna mais aparente diante da
coníirmaçao de sua ·alidade, como mostrada pelos recentes
experimentos em plantas cancerosas. As curas registradas pareceriam
dar uma no·a esperança no tratamento do cancer, essa terrí·el doença
contra a qual nós parecemos estar lutando em ·ao. A aplicaçao pratica
da minha teoria, que possibilita de as células re-ganhem a total
ati·idade ·ital de suas radiaçoes, possibilitarao, em minha opiniao, ·ez
ao tratamento especííico do cancer, em particular e serao igualmente
aplica·eis as doenças de·idas a idade em geral.
Além das aplicaçoes praticas imediatas, minha teoria pode explicar,
graças ao papel desempenhado pelas radiaçoes penetrantes, o processo
da origem da ·ida, a diíerenciaçao das células e das espécies ·i·as, o
íenomeno da hereditariedade em uma pala·ra todos os grandes
problemas cuja totalidade constituem as ciências biológicas. Lu dou,
intencionalmente, uma íorma muito simples por conta da minha
teoria, para que ela seja compreendida por todos aqueles que
desejarem aproíundar na in·estigaçao dos mistérios da ciência. Lxcluo
dela qualquer pala·reado desnecessario, como também a maioria dos
termos técnicos peculiares ao ·ocabulario da biologia e da eletricidade.
X
Os termos técnicos usados no texto do presente trabalho sao
íamiliares a todos os ou·intes de radio, exceto a avto·ivavtãvcia, que
caracteriza a indutancia eletromagnética de um circuito, ca¡acitãvcia,
caracterizando a indutancia eletrostatica e a re.i.têvcia etetrica, que
signiíica a oposiçao do circuito a passagem de corrente, cov¡rivevto ae
ovaa e freqvêvcia que caracteriza a natureza da radiaçao. lórmulas
matematicas íoram também omitidas. 1odas as explicaçoes cientííicas
rele·antes sao dadas em notas nos íins das paginas, que, entretanto,
nao sao indispensa·eis a compreensao da essência dos íatos.
Meu único desejo é que meu trabalho possa ser compreendido por
todos, mesmo por aqueles que nao sao íamiliarizados com a literatura
cientííica. L estarei mais do que gratiíicado se eu conseguir este
intento.

GLORGLS LAKlOVSK\.











Quando a lrança íoi in·adida pelas tropas alemas, Lakho·sky, sendo
um proeminente antinazista, íoi íorçado a deixar Paris e escapar para
No·a \ork, onde morreu em 1942 aos ¯3 anos de idade. ,Nota do
1radutor,
XI
NO1AS DL IMPRLNSA
As teorias contidas aqui sao tao interessantes do ponto de ·ista do
desen·ol·imento íuturo, que ·alera a pena para qualquer trabalhador
hospitalar, dar a elas cuidadosa atençao.
1he lospital – Londres.
____________

Lste li·ro é de especial interesse. Se as teorias de Lakho·sky sao
acuradas, como parecem ser, entao parece que as muitas doenças,
antes sem esperança, possam se tornar passí·eis de alí·io ou mesmo
cura.
Medical \orld - Londres.
____________

Os métodos de Lakho·sky ja têm sido usados nos lospitais
Continentais por algum tempo e esperamos que seja dada a de·ida
atençao ao seu li·ro e aos seus métodos neste país.
Irish Journal De Medical Science - Dublin.
____________

Nós achamos este li·ro muito incomum e extremamente interessante.
International Re·iew Oí Medicine And Surgery – No·a \ork.
____________

Lm outros países o trabalho de Lakho·sky ja tem sido le·ado a sério e
a traduçao do li·ro para o Inglês e o trabalho que Mark Clement tem
desempenhado de íorma admira·el, sera aclamado calorosamente nos
círculos progressistas. A teoria geral nao pode ser ignorada por íísicos,
biólogos e médicos.
Science lorum - Londres.

XII














O promotor de conhecimento natural se recusa absolutamente a
reconhecer a autoridade como tal. Cada grande a·anço no
conhecimento natural tem en·ol·ido rejeiçao absoluta da autoridade.
luxley.








XIII
CON1LUDO
Preíacio pelo Proíessor D`Arson·al.................................................V
Introduçao pelo Autor.........................................................................VII
Introduçao do 1radutor......................................................................1
I. O problema do instinto ou sentido especial nos animais...........35
II. A auto-eletriíicaçao nos seres ·i·os.............................................48
III. A natureza uni·ersal da radiaçao nos seres ·i·os.....................53
IV. Sobre radiaçoes em geral e Ondas eletromagnéticas em
particular................................................................................................61
V. Oscilaçao e Radiaçao das células...................................................¯5
VI. Modiíicaçoes das células e desequilíbrio oscilatório................ 85
VII. Natureza da energia radiante......................................................109
VIII. Manchas Solares e radiaçao cósmica em relaçao a saúde e
a ·ida......................................................................................................122
IX. Iníluência do solo sobre o campo das ondas cósmicas -
Contribuiçao para o surgimento do cancer - Distribuiçao
Geológica e Geograíica do cancer - O papel da agua em relaçao
ao cancer................................................................................................132
X. 1erapia da oscilaçao celular...........................................................150
XI. Origem da Vida..............................................................................159
Conclusao..............................................................................................1¯3
As teorias de Lakho·sky coníirmadas por um íamoso cirurgiao
americano..............................................................................................1¯5

XIV
APLNDICL DO 1RADU1OR...........................................1¯¯
I. O oscilador de ondas múltiplas.
II. Registros médicos.
III. Registro sobre o oscilador de ondas múltiplas de Lakho·sky.
IV. O registro do Dr. Boris l. Vassileíí.
V. O registro do Dr. Alexander lrancis.
VI. Registros americanos.
VII. Líeitos nota·eis dos circuitos oscilantes em animais.
VIII. Os desen·ol·imentos íuturos das teorias de Lakho·sky.











1
IN1RODUÇÂO DO 1RADU1OR
Notas preliminares
I. PRINCÍPIOS GLRAIS
,a, Deíiniçoes.............................................................................................................04
,b, Diagramas de circuitos oscilantes.....................................................................05
,c, Mecanismo da oscilaçao celular........................................................................ 06
,d, Radiaçoes dos seres ·i·os..................................................................................08
II. ..... RADIA(AO CÓSMICA............................................................................................................ 09
III..... MANClAS SOLARLS.............................................................................................................. 12
IV. O PROBLLMA DO CANCLR
,a, a íalta de apoio público nas campanhas do cancer........................................14
,b, limitaçoes dos métodos ortodoxos de pesquisa............................................ 18
,c, as teorias de Lakho·sky sobre as causas do cancer, oscilador de ondas
múltiplas no tratamento do cancer........................................................................ 21
V. AS CRÍ1ICAS DOS PROlISSIONAIS DO 1RA1AMLN1O COM RADIA(AO
,a, a experiência tragica de um cirurgiao de Londres..........................................24
,b, deixe o Radio enterrado.....................................................................................25
VI. O CANCLR LM RLLA(AO AO SOLO.............................................................................. 2¯
VII. A SIMILARIDADL DAS 1LORIAS DL LAKlOVSK\ L CRILL............................... 30
VIII. A CONlIRMA(AO AMLRICANA DOS RLGIS1ROS MLDICOS LUROPLUS
RLLA1ÓRIOS................................................................................................................31
CONCLUSAO............................................................................................................................. 32

NO1AS PRLLIMINARLS
Um li·ro patrocinado pelo proíessor d`Arson·al, um dos maiores
cientistas da nossa época, de·e ter mérito excepcional e, portanto
chamar a atençao. Lm ·arias ocasioes este cientista íamoso
mundialmente tem apresentado comunicaçoes a Academia dos
Cientistas de Paris em ía·or de Lakho·sky, um in·estigador talentoso
e independente.
George Lakho·sky, um engenheiro nascido na Rússia, estabelecido na
lrança, se naturalizou cidadao írancês e íoi premiado com a íaixa
·ermelha da Legiao de lonra por seus ser·iços técnicos durante a
primeira guerra mundial. Quando a lrança íoi in·adida pelas tropas
alemas, Lakho·sky, sendo um proeminente antinazista, íoi íorçado a
deixar Paris e íugir para No·a \ork, onde morreu em 1942 aos ¯3
anos de idade.
O Segredo da Vida` íoi originalmente escrito em írancês em 1925.
loi traduzido para o alemao, italiano e espanhol. A ·ersao inglesa nao
surgiu até 1939, pouco antes do início da segunda guerra mundial.
2
O trabalho nota·el de Lakho·sky íoi ·irtualmente ignorado neste país
pelos proíissionais da medicina e também pelo público. A razao para
esta extraordinaria apatia íoi, pro·a·elmente, de·ido aos rumores de
que a guerra aíeta o equilíbrio mental de muitas pessoas cujas mentes
esta·am preocupadas com a segurança pessoal, mais do que com as
descobertas cientííicas, toda·ia, re·olucionarias.
A traduçao inglesa original deixou de ser impressa por algum tempo e
a presente ediçao re·isada, lançada por cortesia da leinemann Medical
Books Ltda, é a única que contém as impressionantes íotograíias de
casos tratados com os íamosos aparatos de Lakho·sky, o oscilador de
ondas múltiplas. Lsta ediçao re·isada contém também todas as últimas
iníormaçoes sobre a aplicaçao das teorias de Lakho·sky e seus íuturos
desen·ol·imentos.
No Continente, o trabalho de Lakho·sky atraiu muita atençao nos
meios cientííicos, particularmente na Alemanha e Italia. In·estigadores
italianos esta·am entre os primeiros a estudar as teorias de Lakho·sky
e testa-las em laboratórios e clínicas. Lles obti·eram prontamente um
número de resultados signiíicantes.
Ob·iamente, era de se esperar que a no·a ciência da Radiobiologia
de·eria íazer um apelo especial aos seguidores intelectuais de Gal·ani,
Volta e Marconi. L algo deprimente obser·ar que no país de laraday e
Clerk Maxwell as teorias de Lakho·sky ainda nao tenham recebido a
atençao que elas merecem. Nós tal·ez encontremos coníorto na
reílexao que o progresso deste campo tem sido muito lento entre nós,
mas ainda em longo termo nós tal·ez possamos trazer conquistas
transcendentes aquelas de nosso ri·ais mais alertas. No presente
momento, toda·ia, nao ha indicaçao de tal tendência e o propósito
principal deste trabalho é estimular o interesse na pesquisa
experimental, mesmo com o risco de abalar as bases das teorias
estabelecidas, que o tempo tem, muitas ·ezes, pro·ado nao serem mais
do que hipóteses de trabalho.
O trabalho de Lakho·sky nao tem escapado as críticas e mesmo as
calúnias. De acordo com as tradiçoes da medicina ortodoxa,
Lakho·sky tem sido sujeitado ao obstrucionismo a tirania daqueles que
se auto-in·estem das prerrogati·as de inquisidores. A história das suas
maquinaçoes íoi relatada por Lakho·sky no seu trabalho La Cabale`
3
cujo título é suíicientemente explícito para nao deixar dú·idas sobre a
natureza do seu conteúdo. Como ele mesmo disse: Lu tenho sido
atacado pelos íísicos ignorantes da biologia e pelos biólogos ignorantes
da íísica que, conseqüentemente nao podem entender minhas teorias
ou julgar meus experimentos`.
Os altos papas da ciência sao tao ortodoxos e tiranicos quanto os
pontííices religiosos. Qualquer um que se atre·a a questionar a
·alidade de seus dogmas, é prontamente execrado, se nao é expelido
das listas sacras das íolhas de aquiescência das instituiçoes e
laboratórios nacionalizados.
Lsses auto-eleitos censores do conhecimento logo descobriram que
eles íoram conírontados com um indubita·el oponente que descobriu
o ·alor da e·idência experimental. A sua publicaçao resultou em
grande aborrecimento para os guardioes das doutrinas iníalí·eis, que
mascaram sua íalta de claridade de ·isao com criticismo ·erbal. Mas os
sucessos com os osciladores de ondas múltiplas de Lakho·sky,
apoiados por íotograíias impressionantes de tecidos regenerados, nao
poderiam ser dizimados por meras íogueiras ·erbais e com as
e·idências acumuladas, o ceticismo dos críticos hostis mergulhou em
silêncio. Lntao, sem a aplicaçao da radio-eletricidade na biologia o
trabalho de Lakho·sky se desen·ol·eu e estabeleceu gradualmente as
íundaçoes da no·a ciência da Radiobiologia.
1

* * * * * *

I. PRINCÍPIOS GLRAIS

Os íísicos e biólogos têm o habito de íazer suas pesquisas sem in·adir
outros domínios. Como um in·estigador independente Lakho·sky nao
íoi coníinado a nenhum campo em particular e tendo íormulado sua
teoria de oscilaçao celular, a íusao da íísica e da biologia íoi uma
conseqüência natural.
1
O Primeiro Congresso Internacional de Lletro-Radiobiologia realizado em Veneza, em 1934.
4
Os experimentos originais de Lakho·sky em plantas cancerosas sao de
grande importancia cientííica e constituem um marco di·isório na
história da Radiobiologia. Isto tem sido reconhecido por eletro-
terapeutas renomados no continente e neste país. No seu bem
conhecido trabalho sobre diatermia o Dr. L. R. Cumberbatch
escre·eu: Mesmo sendo isto íreqüentemente obser·ado, que as ondas
curtas hertezianas poderiam produzir calor a distancia do transmissor,
a primeira in·estigaçao cientííica sobre o assunto, sob um ponto de
·ista biológico, íoi íeita por Gosset, Gutmann e Lakho·sky`. Lm
1924, eles publicaram um documento sobre os eíeitos de ondas muito
curtas sobre o cancer nas plantas. O comprimento de ondas íoi de
aproximadamente 2 metros, correspondendo a uma íreqüência de
oscilaçao de 150.000.000 por segundo.

* * * * * *

,a, Defiviçoe.

Antes de considerar o assunto da oscilaçao celular, que íorma a base
do trabalho de Lakho·sky, é de grande importancia que o leitor
compreenda os princípios em que se apóia o mecanismo de um
circuito oscilante. Atualmente, a maioria das pessoas esta íamiliarizada
com os termos técnicos usados pelos engenheiros do radio, como
ondas hertzianas, íreqüência, transmissor, indutancia, ·al·ula
termionica ,de três eletrodos,, etc. Lstes termos nao sao apenas
jargoes, eles nao íazem a ciência mais complicada para o homem
médio. Ao contrario, eles a simpliíicam, por introduzir ordem e
precisao. Mas é necessario um certo esíorço mental para compreender
o que estes termos realmente denotam e, para aqueles nao ·ersados
em biologia e íísica e que ainda estao desejosos de conhecer algo sobre
o íenomeno sem íio ,remoto,, raios cósmicos e radiaçoes emitidas
pelos seres ·i·os, uma explicaçao clara sobre termos técnicos padroes
usados neste trabalho é imperati·o ou, do contrario, O Segredo da
Vida` nao lhes sera re·elado.
5
O termo técnico mais íreqüentemente usado no curso deste trabalho é
Circuito oscilante`. Lle aparece sempre em todo o texto e portanto
requer atençao especial.
Um circuito oscilante é um circuito contendo indutancia e
capacitancia, que, quando íornecida com energia pro·inda de uma
íonte externa, é posto em ·ibraçao elétrica e oscila na sua íreqüência
natural.
Como os termos indutancia e capacitancia nao sao auto-explica·eis,
eles têm que ser melhor deíinidos.
Um condutor é dito possuir indutancia, quando uma corrente elétrica
passa por ele criando um campo magnético ao seu redor. Um íio reto
tem indutancia: se ele, o íio condutor é enrolado circularmente em
uma íorma espiral o ·alor sera grandemente aumentado.
A capacitancia de um condensador ou corpo isolado é uma medida da
carga ou quantidade de eletricidade que ele é capaz de armazenar.


Diagrama de um circuito oscilante
,b, vv aiagrava ae vv circvito o.citavte torvara agora a. coi.a. vai. ctara..
C1 e C2 representam as placas de um condensador colocado em um
circuito contendo uma espiral de induçao I. la um inter·alo no
circuito ,S.G., conhecido como inter·alo de centelha.
6
Quando um condensador é carregado e a diíerença de potencial entre
as duas placas é suíicientemente alta, uma centelha aparecera no
inter·alo e o condensador sera descarregado. Lnquanto a centelha
aparece no inter·alo um corrente oscilara no circuito.
A espiral de indutancia I é chamada de oscilador e o inter·alo da
centelha é chamado Circuito oscilante.
Se as placas do condensador sao abertas, de íorma que a espiral de
induçao íica entre elas, nós temos um Circuito oscilante aberto.
De um tal circuito a energia é prontamente liberada em íorma de
ondas. 1omando-se um condensador adequado e uma espiral de
indutancia, a íreqüência da oscilaçao pode ser ele·ada para qualquer
·alor requerido.

* * * * * *

,c, O vecavi.vo ae o.citaçao cetvtar

Nós estamos agora em condiçoes de discutir o assunto da oscilaçao
celular na qual as teorias de Lakho·sky sao baseadas.
Sob um ponto de ·ista íísico a diíerença essencial entre as ·arias
espécies de oscilaçoes elétricas e radiaçoes ·ermelhas consistem das
suas diíerentes íreqüências ou comprimentos de ondas. Os eíeitos
biológicos das diíerentes íreqüências ·ariam dentro de uma larga íaixa.
Nesta conexao temos que destacar que existe uma diíerença
íundamental entre os eíeitos térmicos das ondas de alta íreqüência
,diatermia, e seus eíeitos elétricos que modiíicam a oscilaçao celular.
Até bem recentemente o uso da eletricidade na medicina íoi coníinado
a diatermia e certas íormas de darson·alisaçao. Desde 1923,
Lakho·sky concebeu a idéia de construir um aparato elétrico capaz de
emitir ondas contínuas de comprimento muito pequeno ,de 2 a 10
metros,. Sua intençao era demonstrar que as células ·i·as eram como
um aparato remoto sem íio, tendo um duplo poder de transmitir e
receber ondas. Lste aparato, conhecido como o oscilador radio-celular,
7
íoi primeiramente usado para o tratamento experimental de cancer em
plantas na clínica cirúrgica do Salpêtriere em Paris. Os resultados
íoram tao conclusi·os que uma comunicaçao especial íoi endereçada a
uma importante sociedade cientííica dando atençao para as
signiíicantes curas obtidas por esta no·a íorma de tratamento elétrico.
O oscilador radio-celular era o protótipo de ·arios geradores elétricos
de ondas curtas que, íinalmente, le·aram a in·ençao de um oscilador
de ondas múltiplas totalmente descrito no apêndice.

* * * * * *

O princípio íundamental do sistema cientííico de Lakho·sky pode ser
resumido no axioma: 1odos os seres ·i·os emitem radiaçoes`.
Inspirado por este princípio Lakho·sky íoi capaz de explicar di·ersos
íenomenos como o instinto de animais, migraçao de passaros, saúde,
doença e, em geral, todas as maniíestaçoes da ·ida organica.
De acordo com Lakho·sky os núcleos de uma célula ·i·a pode ser
comparado com um circuito elétrico oscilante. Lste núcleo consiste de
íilamentos tubulares, cromossomos e mitocondria íeitos de material
isolante e preenchidos com um íluido contendo todos os sais minerais
encontrados na agua do mar. Lstes íilamentos sao assim compara·eis
aos circuitos oscilantes dotados de capacitancia e auto-indutancia e,
portanto capazes de oscilar de acordo com uma íreqüência especííica.
Sob a luz das teorias de Lakho·sky a luta entre o organismo ·i·o e os
micróbios, é íundamentalmente uma guerra de radiaçoes`. Se a
radiaçao do micróbio ·ence, a célula para de oscilar e a morte é o
resultado íinal. Se, por outro lado, as radiaçoes da célula ganham
ascendência, o micróbio é morto e a saúde é preser·ada. Amplamente
íalando, a saúde é equi·alente ao equilíbrio oscilatório, enquanto a
doença é caracterizada pelo desequilíbrio oscilatório. Lste princípio
geral tem dado margem a um número ·asto de experimentos cobrindo
inteiramente o campo da biologia.
* * * * * *

,d, Raaiaçoe. ao. .ere. riro.
8

Durante os últimos anos as obser·açoes de ·arios in·estigadores têm
estabelecido o íato de que a maioria dos animais incluindo os insetos e
passaros emitem radiaçoes enquanto eles sao também sensiti·os a
iníluência de ondas eletromagnéticas externas.
A luminescência da minhoca é um exemplo de radiaçao ·ital
perceptí·el aos nossos sentidos ·isuais. Na imensa íaixa de ·ibraçoes
existentes podemos perceber apenas as oita·as luminosas, sabemos
que uma escala completa de radiaçoes existe além dos limites estreitos
do espectro ·isí·el. Diante da maciça e·idência cumulati·a é bastante
racional concluir, como Lakho·sky íez, que o íenomeno da radiaçao é
uma propriedade uni·ersal da matéria ·i·a, mesmo que a
radioati·idade pareça ser uma propriedade comum da matéria
inanimada. A limitaçao dos nossos sentidos nos impede de perceber as
radiaçoes dos seres ·i·os, enquanto esta incapacidade sensorial
também nos exclui do campo da consciência direta da ·asta gama de
ondas eletromagnéticas que atra·essam a nossa atmosíera. Permite que
todas estas radiaçoes e ondas existam e aíetem todas as íormas de
·ida, de ·arias maneiras.
Lstas ·isoes nao podem mais ser tidas como especulati·as, uma ·ez
que as radiaçoes dos seres ·i·os têm sido, de íato, detectadas por meio
de espectroscópio e a placa íotograíica. A radiaçao mitogenética
liberada pelas raízes das plantas e ·egetais em crescimento íoi
identiíicada por Gurwitsch e lrank como pertencendo a regiao
ultra·ioleta do espectro. Os experimentos originais destes dois
in·estigadores estabeleceram o íato de que o estímulo para o
crescimento era oscilatório em carater e que esta·a associado com um
comprimento de onda especííico, assim coníirmando os princípios
íundamentais das teorias de Lakho·sky. Lxperimentos posteriores de
Reiter e Gabor mostraram que os tecidos embrionarios e tumores
malignos possuíam um alto potencial de radiaçao, ·ariando em
intensidade de acordo com a taxa de crescimento. Lstes experimentos
ti·eram sucesso em medir os comprimentos de ondas dos tecidos
radiantes e em modiíicar o desen·ol·imento de organismos
selecionados submetendo-os a iníluência de certas íaixas de raios
ultra·ioleta.
9
Como todas estas radiaçoes ·itais, pareceram ser similares aos raios
ultra·ioleta, com respeito a íreqüência, o problema de íotograía-los íoi
considerado. Apesar das grandes diíiculdades técnicas, o Proíessor
Guido Cremonese te·e sucesso ao íazer registros íotograíicos das
radiaçoes liberadas pelas substancias ·i·as que íoram reproduzidas em
uma monograíia ·aliosa
1
.
Com respeito as radiaçoes humanas, o proíessor Guido Cremonese
descobriu certo meio de íazer registros íotograíicos diretos, e suas
íalhas, íazendo uso de amostras de sali·a ou sangue, que se mostraram
ser íontes ati·as de radiaçoes.
As in·estigaçoes do proíessor Cremonese abriram um no·o campo de
pesquisa cientííica cujo desen·ol·imento íuturo pode ter uma
interconexao mais rele·ante nos problemas da biologia e da medicina.


* * * * * *

II. RADIAÇÂO CÓSMICA

O tema da radiaçao cósmica tem um lugar tao destacado no trabalho
de Lakho·sky que requer algumas notas introdutórias. Apenas as mais
resumidas linhas gerais deste aspecto da cosmograíia podem ser dadas
aqui, mas a sua importancia no cenario uni·ersal em relaçao aos
processos biológicos de·e sempre ·ir a mente.
O estudo dos raios cósmicos é de origem comparati·amente recente,
com as primeiras publicaçoes importantes tendo sido publicadas em
1900. Desde entao este assunto tem atraído a atençao de
in·estigadores íamosos na Luropa e na América.
No estudo da radiaçao cósmica os íísicos americanos têm
desempenhado um papel de destaque. L largamente de·ido aos
trabalhos do proíessor Millikan e seus associados que o conhecimento
dos raios cósmicos tem íeito rapidos progressos.
Raio cósmico é o nome dado a radiaçao altamente penetrante que ·iaja
atra·és da atmosíera terrestre e emanando do espaço interestrelar.

1
Guido Cremonese, L` Raggi della ·ita íotograíati. Roma 1930. ;O. Raio. aa 1iaa íotografaao.)
10
Lsta radiaçao é muito mais penetrante do que os raios-X e,
correspondentemente mais curta em comprimento de onda. De
acordo com Millikan, os raios cósmicos sao da natureza das radiaçoes
eletromagnéticas, similares a luz, mas de comprimentos de ondas
extremamente pequenos. Lle tem sugerido que elas tal·ez sejam o
resultado de agregaçoes de atomos de hidrogênio com hélio, um
processo constantemente continuado no uni·erso. Na írase pitoresca
de Millikan, os raios cósmicos sao o choro de nascimento dos
atomos`. Lle calculou que o total da energia radiante no uni·erso
existindo em íorma de raios cósmicos é 30 e 300 maior do que aquela
existente em todas as outras íormas de energias radiantes combinadas.
L um íato cientiíicamente estabelecido que os raios cósmicos possuem
tremenda energia, que é milhares de ·ezes maiores do que a de
qualquer outro tipo conhecido de radiaçao.
A quantidade destas radiaçoes de·e ser ob·iamente muito maior. Sir
James escre·eu que Lla de·e gerar milhoes de atomos em cada um de
nossos corpos, a cada segundo e nós nao sabemos quais serao os seus
eíeitos íisiológicos
1
`.
Lm uma discussao na Sociedade Real de Medicina
2
, íoi declarado que
as notas tomadas íoram insuíicientes sobre as condiçoes elétricas da
atmosíera que aíetam os organismos humanos. loram íeitas
in·estigaçoes sobre os eíeitos das radiaçoes cósmicas que iníluenciam
as mutaçoes das espécies de insetos e as e·idências experimentais
disponí·eis deram as bases para a correlaçao da periodicidade das
epidemias com as radiaçoes cósmicas.
O consenso de opinioes entre os astroíísicos ía·orece a ·isao de que
os raios cósmicos sao partículas carregadas em alta ·elocidade
,elétrons, prótons, positrons, partículas--, etc.,, e é pensado que estas
partículas estao associadas com alguns tipos de radiaçoes de íreqüência
extremamente altas.
A radiaçao cósmica é a mais penetrante íorma de radiaçao conhecida
por nós. Muitas expediçoes íoram organizadas para estudar a
distribuiçao geograíica dos raios cósmicos que parecem ·ariar de
acordo com a latitude e altitude.
1
Sir James Jeans, "1he Uni·erse Around Us" 3rd edition, Uni·ersity Press, Cambridge, 1933
;O |virer.o ao vo..o reaor, ² eaiçao ív¡rev.a |virer.itaria)
2
British Medical Journal, March ¯th, 1936. - ;]orvat Meaico ßritãvico, ¨ ae varço ae 1·²ó)
11
O relati·o poder penetrati·o de diíerentes raios cósmicos íoram
determinados en·iando-se gra·adores eletroscópicos automaticos a
8.839 Km de altura em a·ioes e até 18.288 Km de altura em baloes,
enquanto experimentos sob a agua mostraram traços do mais
penetrantes raios cósmicos em proíundidades baixas como 235
metros. ,Regener, 1931,.
O in·estigador pioneiro dos raios cósmicos neste país o proíessor
Blackett, criou um aparato em que os raios cósmicos tiram íotos deles
mesmos ou de suas próprias trajetórias. As pesquisas de Blackett e
Occhialini coníirmaram deíiniti·amente a existência do pósitron
,antipartícula positi·a do elétron,, originalmente descoberto por
Anderson.
As mais recentes conclusoes sobre raios cósmicos
1
apontam para o
íato de que a maioria das partículas estao carregadas positi·amente e
sao, pro·a·elmente, prótons. Algumas delas têm energias de até 10.


eletro-·olts e tal·ez até mais. De acordo com J. G. \ilson, os raios
cósmicos primarios, ·iajando quase que em todas as direçoes do
espaço, respondem, pro·a·elmente por aproximadamente 1,500' do
total de energia do uni·erso.
A importancia particular dos raios cósmicos na ciência, além da sua
energia muito alta, e seu uso pratico para a in·estigaçao da estrutura
atomica.
De acordo com Lakho·sky, a natureza geológica do solo modiíica o
campo da radiaçao cósmica na superíície da 1erra e isto origina
radiaçoes secundarias que têm que ser le·adas em consideraçao no
íenomeno biológico. Pareceria que as radiaçoes cósmicas têm um
eíeito direto sobre todas as células ·i·as, sendo sua íunçao mantida
pela ressonancia e interíerência, a oscilaçao natural das células
sauda·eis pelas neutralizadoras radiaçoes antagonistas como aquelas
liberadas pelos micróbios. Além disto, uma quantidade excessi·a de
radiaçao cósmica pode se mostrar danosa para os organismos ·i·os.
Para remediar esta contingência, Lakho·sky criou um tipo especial de
circuito oscilante que, criando um campo eletromagnético auxiliar, age
com um íiltro` de raios cósmicos e protege o organismo humano
contra eíeitos noci·os resultantes da radiaçao excessi·a.

1
J. G. \ilson About Cosmic Rays` Sigma Books Ltd., 1948 - ;´obre o. Raio. Có.vico.).
12
Os resultados espetaculares obtidos com estes circuitos oscilantes por
muitos médicos, em um grande número de doenças íoi largamente
registrados em uma monograíia especial intitulada As ondas que
curam`
1
a qual o leitor é reíerido.
Variaçoes no campo da radiaçao cósmica causa um estado de
desequilíbrio nas células ·i·as que nao podem mais oscilar de acordo
com a sua íreqüência natural. O mais recente resultado desta seqüência
de e·entos pode mostrar-se sob íorma de ·arias maniíestaçoes de
doença, incluindo o cancer.

III. MANCHAS SOLARLS

Galileu íoi o primeiro in·estigador a estudar as manchas solares de
íorma cientííica e medindo seus mo·imentos, ele pro·ou que o Sol
esta·a girando.
Lm um dos mais íascinantes trabalhos de Sir James Jeans
2
soubemos
que As manchas solares sao da natureza de buracos de ·entilaçao dos
quais as massas de ar quente sao atiradas em ·elocidade íantasticas`.
A matéria que elas lançam sao, pro·a·elmente, uma mistura de atomos
completos e íragmentos de atomos que podem incluir partículas
eletriíicadas de ·arias espécies. Llas sao atiradas para íora e ·iajam em
todas as direçoes, algumas delas alcançarao a 1erra, e ao penetrar a sua
atmosíera podem causar a re·elaçao da Aurora Boreal. Podem, mais
tarde, ionizar o ar e assim íormar as camadas que reíletem nossas
ondas remotas de ·olta a 1erra e possibilitar-nos ou·ir as estaçoes sem
íio ,remotas, a longas distancias... As manchas solares nao ·êm em
íluxos constantes, mas principalmente em íortes correntes de ar ou
ondas, em números ·ariando para cima e para baixo a cada onze anos
aproximadamente. As manchas solares íoram especialmente
numerosas em 1906, 191¯ e 1928 e serao assim outra ·ez em 1939.
No começo do décimo nono século o Senhor \illian lerschel notou
1
1lL \AVLS 1lA1 lLAL - A short account oí Lakho·sky´s theories - by Mark Clement. 1rue
lealth Publishing Company, London, 1950. - ,.´ O^D.´ Q|í C|R.M, |va cvrta cov.iaeraçao .obre
a. teoria. ae ía/bor./,)
2
Sir James Jeans. "1hrough Space and 1ime" Cambridge Uni·ersity Press, 1934 - ;¨.trare. ao í.¡aço e
ao 1ev¡o¨)
13
que durante o período de 1650 até 1¯13 hou·e uma escassez de
·egetaçao, julgando pelos campos normais de trigo, tinham ocorrido
sempre que as ati·idades das manchas solares esta·am baixas.
Lakho·sky considera as manchas solares com uma íonte importante
de radiaçao cósmica. Lle tem mostrado que as cur·as representando
ati·idade das manchas solares, íreqüentemente de perturbaçoes
magnéticas e a aurora boreal, sao íantasticamente paralelas. Lle
também estabeleceu uma correlaçao entre as manchas solares e os
anos de bons ·inhos que parecem sincronizar com a maxima ati·idade
solar.
Alguns anos atras o Dr. Meldrum, diretor do Obser·atório de
Mauritius, estabeleceu o íato de que o número de ciclones no Oceano
Índico e a Índia ocidental ·ariaram com a area das manchas solares. A
relaçao íoi tao deíinida que nao pode ser considerada como acidental.
Lstas obser·açoes íoram coníirmadas por Sir Norman Lockyer, que
concluiu que, nao apenas as chu·as, mas também muitos outros
íatores da condiçao íísica da 1erra esta·am conectados com o ciclo
das manchas solares.
Desde entao astroíísicos tem correlacionado a íreqüência e a
intensidade das manchas solares com um certo número de íenomenos
íísicos, enquanto pesquisas recentes têm estendido esta correlaçao aos
íenomenos biológicos, particularmente aqueles pertinentes a patologia
humana.
O Coronel C. A. Gill
1
destacou que a epidemia de malaria de 1800 em
diante, ocorreu num período de ati·idade mínima das manchas solares.
1odas as epidemias de malaria desde que os registros das manchas
solares íoram íeitos tinham ocorrido em um momento em que o
número de manchas solar era os mais baixos. O mesmo íenomeno
tinha sido obser·ado em conexao com a íebre amarela, as epidemias
do leste da Áírica desde 1800 tinham também ocorrido em momentos
de números mínimos de manchas solares.
L·idência maior é dada pelo Dr. Conyers Morrell
2
, que aíirma que
ondas de doenças epidêmicas cobrem considera·eis períodos e
1
British Medical Journal, March ¯th, 1936. · ;]orvat Meaico ßritãvico, ¨ ae varço ae 1·²ó)

2
British Medical Journal, March 14th, 1936. · ;]orvat Meaico ßritãvico, 11 ae varço ae 1·²ó)
14
exibem uma correspondência muito estreita com as íases de períodos
de manchas solares. Lle aponta essas correlaçoes estreitas por longos
períodos tem ocorrido em ·arias doenças, notadamente a diíteria, a
tiío e a disenteria na Rússia e na Dinamarca, e a praga na Índia.
1chije·sky mostrou uma correspondência estreita entre a mortalidade
por doenças do sistema ner·oso e a cur·a de manchas solares,
enquanto uma igualmente estreita conexao entre a íreqüência de
ataques epiléticos e a incidência de tempestades solares íoi registrada
por outros in·estigadores.
Muitos íenomenos, tais como a abundancia das colheitas, crescimento
de ar·ores, migraçao de passaros, ní·eis de lagos, tempestades de ne·e
e recepçao de radio mostram uma bem marcada relaçao com as
periodicidades meteorológicas condicionadas por ciclos solares que
podem atribuir um papel importante de iníluência sobre a saúde e
doenças nos seres humanos e animais.
O Dr. Conyers Morrell deplora o íato de que enquanto em outros
países, considera·eis a·anços ja íoram íeitos na instituiçao de questoes
na relaçao causal entre a ati·idade solar e os íenomenos terrestres,
neste país este assunto muito importante e interessante tem recebido
muito pouca atençao, e tem, de íato, como outras hipóteses
re·olucionarias, mas agora aceitas, encontraram um grande ceticismo
tao insepara·el do conser·adorismo do questionamento cientííico
inglês`.
Nós de·eremos ·er, no próximo CAPÍ1ULO, lidando com o
problema do cancer, para o qual se estende este iníértil
conser·adorismo que obscurece a ·isao e pri·a a pesquisa em
detrimento de toda a comunidade.

IV. O PROBLLMA DO CÂNCLR

,a, íatta ae a¡oio ¡vbtico va cav¡avba ao cãvcer

Lm Segredo da Vida` o assunto do cancer aparece em inter·alos
íreqüentes, como o reírao em uma composiçao musical. O tema é
desen·ol·ido de um ponto de ·ista biológico e a célula maligna se
15
torna um centro de ati·idade onde as ondas eletromagnéticas, raios
cósmicos e radiaçoes celulares desempenham uma parte
predominante. Por muitos anos Lakho·sky concentrou sua atençao no
cancer e desen·ol·eu teorias originais que de·em ser julgadas pelos
resultados obtidos. Como o cancer é um dos principais objeti·os do
trabalho de Lakho·sky, ele clama por um correspondente extensi·o
tratamento de nossa parte, de maneira que o leitor possa descobrir o
total signiíicado e a complexidade dos íatores en·ol·idos nas causas
dessa horrí·el doença.
A maioria dos trabalhadores em pesquisa do cancer, incluindo o
presente escritor, tem obser·ado que a ·asta maioria das pessoas
mostra uma proíunda a·ersao a discutir o assunto do cancer e a trata
como se ele nao existisse. Lste ·oo geral da realidade oíerece a soluçao
do problema do cancer, até mais diíícil do que ele realmente é, por
medo e ignorancia por parte do público, nao sao de mínima ajuda para
aqueles que se empenham em sal·ar seus semelhantes dos tentaculos
do cancer.
Uma atitude racional e construti·a cabe a todos. O cancer tem que ser
encarado como uma dura realidade, uma constante ameaça para todos,
ignorado apenas pela irresponsabilidade sobre as nossas próprias ·idas.
Se o problema do cancer esta sempre para ser resol·ido, o público,
que dira, cada um de nós, tem que tomar um interesse inteligente nele,
e nao coníiar na descoberta de alguma cura magica em nosso tempo.
O cancer é uma praga, tao mortal como qualquer outra praga que
de·astou a humanidade no passado. De íato, o seu insidioso
surgimento e a ausência de sintomas nos primeiros estagios o torna
uma doença muito mais traiçoeira, desde que ele esta, muitas ·ezes,
muito mais a·ançado antes que a ·ítima se torne consciente de sua
condiçao desesperadora.
L de maxima importancia que o público de·e descobrir a magnitude
do problema do cancer, para os proíissionais da medicina estao em
uma necessidade urgente de cooperaçao psicológica e íinanceira a este
respeito e nenhum deles tem sido considerado em nada, com uma
medida adequada. Um importante cirurgiao de Londres e um dos
pioneiros in·estigadores do cancer deste país tem registrado que a
soma inicialmente disponí·el de pesquisa sobre o cancer nao chega a
16
um centa·o por ano para cada pessoa que compoe a populaçao da
Inglaterra
1
`.
A assistência íinanceira adequada por parte das autoridades é uma
necessidade imperati·a, antes que operaçoes em largas escalas, possam
ser íeitas contra o cancer, o inimigo implaca·el em nosso meio
impondo um papel mortal que prossegue aumentando sem pausa.
Lnquanto uma colossal soma de dinheiro esta sendo gasta li·remente
em pesquisa atomica em ambos os lados do Atlantico, a pesquisa do
cancer esta impedida pela íalta de recursos e pessoal treinado, como
resultado que a mortalidade do cancer esta alcançando proporçoes
alarmantes. Nos USA o cancer é uma das maiores causas de morte.
Lm 1940 hou·e 1¯0.000 mortes por cancer nos USA, e é estimado que
se esta tendência continuar ha·era 200.000 mortes por cancer em
1950
,2,
. Neste país a situaçao é igualmente gra·e. As mortes por cancer
documentadas na Inglaterra durante o qüinqüênio 1942-1946 íoram as
seguintes
3
:
1942............................................... ¯0.419
1943............................................... ¯2.155
1944............................................... ¯2.109
1945............................................... ¯3.¯53
1946............................................... ¯5.40¯
363.843
As mortes nas cidades bombardeadas na Inglaterra parecem quase
tri·iais em comparaçao.
Lm adiçao a esta crescente mortalidade, de·eríamos ter em mente que,
para cada morte por cancer ha, no mínimo, 4 casos da doença em
curso. Lntao, em qualquer tempo dado, ha em nosso meio mais de
250.000 pessoas soírendo de cancer.
1
Cancer Research at the Middlesex lospital ,1900-1924,. · ;Pe.qvi.a ao Cãvcer vo ío.¡itat Miaate.e·).
2
Cancer - Diagnosis, 1reatment and Prognosis.` by L. V. Ackerman and J. A. del Regato. Kimpton,
London 194¯. - ;¨Cãvcer · aiagvó.tico, tratavevto e ¡rogvó.tico¨).
3
Report oí the Chieí Medical Oííicer oí Ministry oí lealth ,1939-1945,. - ;Retatório ao Cbefe Meaico ao
Mivi.terio aa ´avae).
17
Nós nao estamos aqui preocupados com as questoes sempre
recorrentes, se o cancer esta se expandindo, nem estamos
particularmente impressionados pelas declaraçoes oíiciais, de que o
aumento é mais aparente do que real, um dizer ía·orito dos
proíissionais da estatística, nao explicando nada, enquanto íogem das
questoes centrais. Lntre esses, melhor qualiíicado para expressar uma
opiniao das autoridades, o último Lord Moynihan, Presidente do
Colégio de Cirurgioes, chamou a atençao para o íato de que as
estatísticas pro·arao qualquer coisa, até a ·erdade! Lord Moynihan
aíirmou: la uma pequena dú·ida de que o cancer esteja
deíiniti·amente em crescimento, especialmente em certos órgaos. Nos
últimos ¯0 anos a mortalidade por cancer cresceu cinco ·ezes`
1
.
O íato ·ital nos conírontando agora é que no qüinqüênio ,1942-1946,
quase meio milhao de pessoas morreram por cancer na Inglaterra e
que eles continuam morrendo em uma taxa de mais de ¯0.000 por ano.
Uma tao desastrosa perda de ·idas clama por uma intensi·a campanha
organizada com eíiciência sustentada e com recursos íinanceiros
adequados, suplementados pela cooperaçao pública em uma escala
nacional.
A pesquisa do cancer, além de ser seriamente restrita pela íalta de
recursos é agra·ada por certas ideologias de laboratórios tanto
desgastadas quanto estéreis. Apesar das piramides de dados le·antados
incessantemente pelos ser·entes da metodologia dominante, ainda o
trabalho deles, nas pala·ras de Bacon, tem sido mais em círculo do que
em progresso. Seu eíeito na reduçao da taxa de morte por cancer
permanece insigniíicante.
A soluçao do problema do cancer em seus múltiplos aspectos requer
um clima de austero realismo sem preconceitos e complacência. Da-se
excessi·a êníase ao tratamento, enquanto métodos de pre·ençao do
cancer permanecem como aspiraçoes religiosas.
Quanto mais tempo esta atitude predominar podera nao ha·er
esperança de alcançar a conquista do cancer.

1
Addresses on Surgical Subjects by Sir Berkley Moynihan, Bart. London, 1928
;ívaereço. Cirvrgico. .obre o ...vvto)
18
O exemplo da tuberculose de·eria, em tempo, ser·ir como uma
lembrança de que a mortalidade das pragas brancas` íoi reduzida a
metade dentro dos últimos 50 anos por medidas pre·enti·as de
higiene e nao por remédios especííicos. Além disto, o sistema de
pesquisa institucional, como os de qualquer organizaçao institucional,
é ameaçado pelo autoritarismo e atual esterilidade.
A suprema necessidade na pesquisa do cancer hoje em dia é a
multiplicaçao da iniciati·a indi·idual, li·re das correntes da iníluência
da dominaçao oíicial e remunerada, pelo menos, tao adequadamente
quando os ser·iços prestados para a comunidade pelos membros do
parlamento.
A história da medicina é um longo registro de descobertas e a·anços
íeitos pelos homens que trabalharam independentemente após terem
se emancipado das limitaçoes das doutrinas ortodoxas. Lsta é uma
·erdade, que o público raramente percebe e os comitês oíiciais sempre
ignoram.

* * * * * *

,b, íivitaçoe. ao. vetoao. ortoao·o. ae ¡e.qvi.a

A atual posiçao do problema do cancer tem sido admira·elmente
melhorada por um eminente cirurgiao inglês que passou 30 anos
estudando esta questao
1
. Lle escre·eu:
O. atvai. vetoao. ae tratavevto .ao ¡vravevte tocai. e igvorav o fato vortat ae
qve ete., a¡e.ar ai.to, ¡oaev, vo vívivo, re.¡ovaer ¡or ²0 ¡or cevto ao. cãvcere.,
tai. trivvfo. aa ciêvcia voaerva .ao freqvevtevevte atcavçaao. ¡or veio ae
o¡eraçoe. ae rov¡ivevto ae verro., evqvavto o cãvcer geratvevte covtivva a
ftore.cer. .¡e.ar ae ae.evrotrivevto. va tecvica ae o¡eraçoe., vó. e.tavo.
coveçavao a rer qve a cirvrgia tev .va. tivitaçoe. e qve vó. e.tavo. cbegavao ev
vv ¡ovto ev qve vó. vao ¡oaevo. vai. aravçar.
Lsta acusaçao íoi reíorçada pela declaraçao íeita pelo ·ice-presidente
do Royal College de Cirurgioes, que disse:

1
1umours and Cancers`, lasting Gilíord, l.R.C.S. London, 1925. - ;1vvore. e Cavcere.)
19
ív vva .erie ae :.:00 ca.o. ae cãvcer a .obrerirêvcia ae toao. o. ca.o. foi ²0
¡or cevto, vevo. qve 1,². í..o e tvao o qve a vo..a arrogavte cirvrgia ¡oae fa¸er
¡or vo..o. ¡acievte.. ´e vó. ¡oaevo. .atrar a¡eva. ²0º ae vo..o. ¡acievte. ae
cãvcer, atgo vai. aere .er feito. ía e.¡aço ¡ara e.forço. ae avbo., ivairiavai. e
orgavi¸aao.. . cirvrgia, vo e.tagio ev qve e.ta, vao ¡oae aar a e.¡eravça ae fa¸er
vai. ao qve tev feito. O. re.vttaao. fivai. aa raaio tera¡ia vao .ao vvito vetbore.
ao qve o. aa cirvrgia.

Lsta admissao de íracasso de lrank por parte de um membro
eminente da proíissao médica abre espaço para maiores comentarios
dos in·estigadores independentes que estao proíundamente
insatisíeitos como os métodos pre·alecentes da pesquisa do cancer.
lastings Gilíord, ex-proíessor do Royal College de Cirurgioes, e um
dos mais lidos escritores sobre o assunto do cancer, expressou suas
opinioes com o ·igor característico:

Qve a ¡e.qvi.a aevtro aa cav.a e vatvre¸a aa cirvrgia ao cãvcer vao e.ta fa¸evao
aravço, e óbrio ¡ara toao. qve tev acov¡avbaao .ev ae.evrotrivevto ae.ae qve o
vorivevto coveçov... tvao o qvê eta tev a vo.trar e vv ¡roaigio.o vovte ae fato.
ivvtei. ¡ara o bovev... . ¡e.qvi.a ae cãvcer ae taboratório tev covtivvaao ¡or
tavto. avo. covtiaa, acvvvtavao fato. e giravao ev círcvto. ae ivavçoe. ae.atevta.,
cega ¡ara o fato ae qve eta vvvca ¡roav¸iv qvatqver re.vttaao vtit. í agora,
ae¡oi. ae vv qvarto ae .ecvto ae ¡e.qvi.a., vó. ¡oaevo. rer qve ae¡toraret
ae.¡eraício ae evergia, ca¡aciaaae e aivbeiro ev vv trabatbo acaaêvico .ev
ob;etiro. ´e vva ivavçao vegatira everge, e a ae qve o ¡robteva aa. cav.a. ao
cãvcer bvvavo vao .era re.otriao ¡or e·¡erivevto. ev avivai. vai. bai·o. ev
taboratório..
Diante da mortalidade alarmante por cancer é necessario questionar se
os métodos pre·alecentes de pesquisas do cancer terao possibilidades
de resultados curati·os, e medidas pre·enti·as que reduzirao a
incidência da doença em um grau aprecia·el, pois esta é a necessidade
mais urgente.
1
Proceedings oí Royal Society oí Medicine, ·ol. 2¯ part 2, 1931. Section oí Surgery, p. 69.
;Proceaivevto. aa Reat ´ocieaaae ae Meaiciva)
2
Lancet, October 25
th
, 1930. ;íavcet · reri.ta ae veaiciva e.¡eciati¸aaa ev ovcotogia)
20
L importante obser·ar que nesta esíera particular da ati·idade
cientííica, chamada pesquisa do cancer, onde uma atitude mental
estritamente objeti·a de·e ser imperati·a, todas as espécies de
consideraçoes subjeti·as sao deixadas ganhar dominancia, e assim
colocar de lado as questoes centrais é de íato impedir o progresso.
Lsta tendência deplora·el tem sido indicada por John Cope em seu
admira·el trabalho Cancer, Ci·ilizaçao e Degeneraçao`. Lle aíirma
que:
. ¡e.qvi.a e·¡erivevtat ao cãvcer tev .e torvaao tao i.otaaa e tao re.trita qve
.ev e.tar cievte ai.to o ¡e.qvi.aaor agora, qva.e qve iv.tivtiravevte tera ev
cov.iaeraçao aqvete. qve criticav .va o¡iviao, qve.tiovav .va avtoriaaae ov
aaotav ovtro. vetoao. ae trabatbo, vao covo cov¡avbeiro. ae trabatbo, va. covo
avaaore., covo e.travbo., ov ate ve.vo ivivigo. ¡o.itiro.. . .vge.tao ae qve a.
cav.a. e a vatvre¸a ao cãvcer bvvavo .eriav vvito vai. ¡roraretvevte reretaaa.
¡or vv e.tvao ao. babito. e co.tvve. ao. .ere. bvvavo. ev toaa. a. ¡arte. aa
1erra, a¡arece qva.e covo vv cboqve.
L necessario dizer que Lakho·sky, como um in·estigador
independente, íoi tratado como um estranho pela íraternidade médica
em Paris que, com respeito ao obstrucionismo, te·e pouco a aprender
de qualquer organizaçao proíissional do mundo. O exemplo classico
do conílito de Pasteur com a laculdade de Medicina de Paris esta
ainda ·i·o em nossas memórias.
Lntao esta claro como o ·ice-presidente do Royal College de
Cirurgioes aíirmou categoricamente, que os esíorços indi·iduais sao
merecedores de encorajamento diante do íracasso das pesquisas
institucionais.
Sir Ronald Ross, cujo grande trabalho sobre a malaria íoi conduzido
estritamente em linhas independentes, expressou suas próprias
con·icçoes sobre o assunto da pesquisa de uma maneira muito
decisi·a. Lle escre·eu:
í creio qve a ¡e.qvi.a iv.titvciovat vvvca, ate o vovevto, re.otrev vevbvv ao.
gravae. ¡robteva. aa vatvre¸a, ivctvivao aqvete. aa veaiciva. ív ov.aria
¡reai¸er qve eta vvvca re.otrera qvatqver ao. ¡robteva. retaciovaao. ao cãvcer. O
ae.cobriaor, covo o ¡oeta, e vv ivairiavati.ta. íte vao ¡oae .er covtrotaao ¡or
qvatqver covitê e tev qve e.cotber .ev ¡ró¡rio tev¡o e tvgar. Lste
pronunciamento categórico, íeito por dos maiores pesquisadores da
21
medicina de·e ser ponderado por aquelas autoridades cuja tareía é
organizar pesquisas e alocar recursos públicos para maiores a·anços e
melhores resultados.
L altamente signiíicante que Lakho·sky tenha alcançado seus nota·eis
resultados no campo da pesquisa do cancer, trabalhando sozinho em
seu laboratório, e tenha sido ignorado, quando nao atacado pelos
médicos ortodoxos.
Lakho·sky eníatizou repetidamente a necessidade de abordar o
problema do cancer sem idéias pré-concebidas ou preconceitos de
qualquer espécie. Como um engenheiro pratico ele íoi guiado apenas
pela e·idência experimental e nao pelos dogmas médicos. A medicina
ortodoxa esta tao proíundamente em débito com os íísicos por seu
próprio progresso no passado que, ela nao poderia desconsiderar
no·as teorias sobre a constituiçao das células ·i·as como as
íormuladas por Lakho·sky em seu O Segredo da Vida`.

* * * * * *

c, .. teoria. ae ía/bor./, .obre a. cav.a. ao cãvcer.

Muitas hipóteses têm a·ançado para explicar a íormaçao de tumores
cancerosos. lereditariedade, contagio, irritaçao local, traumatismo,
etc. 1endo íormulado sua teoria de oscilaçao celular, Lakho·sky a
aplicou para elucidar o problema dos tumores cancerosos, que ele
atribuiu ao desequilíbrio oscilatório. Seu primeiro experimento sobre
este assunto íoi íeito em plantas cancerosas em 1924.
De acordo com Lakho·sky a causa essencial da íormaçao do cancer
de·e ser procurada no desequilíbrio oscilatório das células do corpo.
Mas o problema de tentar estabelecer o equilíbrio de todas as células
que compoem o corpo humano parecia ser insolú·el. Nossos corpos
contem aproximadamente dois quintilhao de células e neste número
íabuloso nao ha nem duas células ·ibrando na mesma íreqüência,
sendo isto em parte de·ido a ati·idade incessante que ocorre dentro
das células, e em parte as características especííicas dos diíerentes
22
tecidos, para nao mencionar muitos outros íatores. Além disto, sob o
ponto de ·ista biológico, seria impossí·el encontrar em qualquer
tempo dado, duas células indi·iduais exatamente iguais em todos os
aspectos. Cada célula de cada tecido indi·idual de qualquer espécie em
particular é caracterizada pela sua própria oscilaçao. Para produzir,
artiíicialmente, um choque oscilatório em células desequilibradas seria
necessario gerar tantos comprimentos de ondas quantas sao as células
em qualquer parte dada do corpo. O problema parecia entao insolú·el.
Com uma nota·el percepçao imaginati·a Lakho·sky íinalmente
desen·ol·eu uma soluçao. Para esse íim ele desenhou um no·o tipo de
aparato radio-elétrico, seu íamoso oscilador de íreqüências múltiplas,
gerando um campo em que cada célula poderia encontrar sua própria
íreqüência e ·ibrar em ressonancia. Os resultados praticos que ele
obte·e em ·arios hospitais logo coníirmaram a ·alidade da sua teoria.
Coleçoes de registros médicos e íotos de casos tratados com o
oscilador de íreqüências múltiplas estao incluídas no apêndice.
Lakho·sky nao pretendeu que o seu oscilador de íreqüências
múltiplas curasse todos os casos de cancer, pois isso é impossí·el por
qualquer método de tratamento. Lle pretendeu, toda·ia, que um certo
número de casos íosse deíiniti·amente curados e que uma melhora
marcante na condiçao geral de todos os paciente tratados tinha sido
obser·ada com íreqüência. Mais do que isso, o alí·io de sintomas
associados com tais casos, é de modo algum um a·anço menor.

V. A CRÍ1ICA DOS PROIISSIONAIS DL RÁDIO-1LRAPIA

O uso de radio no tratamento do cancer tem se tornado uma parte
estabelecida da pratica da medicina ortodoxa. O radio é uma íaca de
dois gumes, capaz de destruir as células cancerosas e também de
daniíicar as células normais. Os eíeitos do radio no organismo
humano nao sao bem compreendidos. O seu manuseio requer
precauçoes especiais para ambos, paciente e pessoal médico têm que
ser cuidadosamente protegidos todo o tempo, ou injurias se·eras
podem ocorrer, algumas ·ezes muito tempo depois do tratamento.
23
Nunca é demais eníatizar que o radio nao é como alguns desa·isados
entusiastas pareciam crer, o remédio para o cancer, o par excelente`.
Lm um trabalho intitulado Radio e Cancer` um eminente cirurgiao
londrino, l. S. Souttar, aíirma:

.qvete. qve tev e.tvaaao vai. o a..vvto .eriav o. ¡riveiro. a aavitir qve vó.
e.tavo. aivaa trabatbavao totatvevte vo e.cvro, qve vó. reatvevte vao .abevo.
vaaa ao vecavi.vo ¡eto qvat o raaio ¡roav¸ o. .ev. efeito. e qve o .vce..o qve vó.
tevo. atcavçaao e ¡vravevte vv re.vttaao ev¡írico ae vv qva.e cego ¡roce..o ae
tevtatira e erro. Souttar também eníatiza que: vvvca e aevai. recovbecer
qve o v.o ae raaio a¡re.evta ¡erigo. vvito aefivitiro.... Me.vo o o¡eraaor vai.
e·¡erievte, oca.iovatvevte .era .vr¡reevaiao ¡or vva e·ce..ira .ev.itiriaaae ao.
teciao. ao. ¡acievte. e ¡or vva reaçao gtobat ae ¡ro¡orçoe. ¡ara a qvat a
e·¡eriêvcia o tevba ev.ivaao a e.¡erar... Po.teriore. vecro.e. ¡or raaio ¡oaev
a¡arecer vvito. avo. ae¡oi. ao tratavevto.

L·idencias maiores de perigos do tratamento com irradiaçao íoi dada
em uma analise de 259 casos de radio-dermatites ·istas no período de
1930-1934, inclusi·e em uma das mais íamosas instituiçoes médicas do
mundo, a Clínica Mayo em Rochester, USA. O relatório aíirma que:

11 ¡or cevto ao. ¡acievte. tirerav ¡robteva. qvavao .vbvetiao. a raaio·tera¡ia
evqvavto a¡ro·ivaaavevte 10 ¡or cevto ao. ¡acievte. ae.evrotrerav cãvcer vo
tocat ao raio·` ov raaio·aervatite.. O relatório prossegue aíirmando:
í.ta ¡orcevtagev teria .iao ivavbitaretvevte vaior .e vv grv¡o ae ¡acievte.
cv;a. feriaa. fo..ev ae vaior avraçao tire..ev .iao tovaao.
1
.

Lntre os médicos, o ceticismo com relaçao ao ·alor do radio no cancer
nao é incomum, apesar de que isto pode nao receber muita
publicidade. Lm uma monograíia de cancer, o Dr. Mitchell Ste·ens,
medico consultor do lospital Cardiíí Royal, condena o tratamento
por irradiaçao de maneira eníatica. Lle diz:

1
Chronic Dermatitis and Roentgen Radium. An analysis oí 259 cases. 1. S. Saunder, M.D., and
lamilton Montgomery, M. D. ,Journal oí American Medical Association, Jan. 1
st
. 1938, ·ol 110. p. 23,.
;Dervatite. Crõvica. e Raaio Roevtgev)
24
ív ¡ev.o qve o tratavevto ¡or irraaiaçao e irraciovat, e creio qve ev tovgo tervo
ete ¡oae .er vai. ¡re;vaiciat ao qve bevefico. O tratavevto tocat ¡eta cirvrgia, raaio
e raio·`, ve.vo qvavao a covaiçao tocat e ace..íret, e a¡eva. atacar a .v¡erfície aa
aoevça e qvavto tev¡o o raaio e o raio·` .erao v.aao. ¡ervavece ivcógvito.

,a, . e·¡eriêvcia tragica ae vv cirvrgiao tovarivo.

Uma das principais acusaçoes contra o radio como remédio para o
cancer íoi expressa pelo Dr. Percy lurni·all, cirurgiao consultor do
lospital de Londres. Lm 193¯ o Dr. lurni·all descobriu que ele
esta·a soírendo de um pequeno tumor canceroso na garganta. Isto íoi
coníirmado pelo exame de microscópio. Lle consultou imediatamente
um radiologista e recebeu tratamento de raio-X, suplementado por
radio. Descre·endo a sua experiência pessoal o Dr. lurni·all
escre·eu:
1

ív avriao qve o. re.vttaao. ao tratavevto voaervo ae aoevça. vatigva. ¡eta
covbivaçao ae vetoao. ae raio.·`, raaio e o bi.tvri ao cirvrgiao .e;av tao bev
covbeciao. covo aereriav .er.
Lle entao prosseguiu considerando o seu próprio caso, e concluiu:
ív vao ae.e;aria ao vev ¡ior ivivigo o ivfervo ¡rotovgaao ¡eto qvat tevbo
¡a..aao vo. vttivo. .ei. ve.e. cov a vevrite e a viatgia ¡rorocaaa ¡eto raaio. í.te
retato ao vev ¡ró¡rio ca.o e vv a¡eto ¡ara vva cov.iaeraçao vvito cviaaao.a ae
toao. o. fatore. avte. ae aeciair qvat e o vetoao vai. a¡ro¡riaao ae tratavevto.
Lm outro pronunciamento ao British Medical Journal, o Dr. lurni·all
escre·eu:
2

í.tov .vr¡re.o cov o vvvero ae carta. qve tevbo recebiao ae e.travbo. .obre o
tratavevto cov raaio, a¡ó. a ¡vbticaçao ao vev ¡ró¡rio ca.o. í.ta. carta.
vo.trav qve o. re.vttaao. ae.a.tro.o. ocorrev vai. freqvevtevevte ao qve ev
¡ev.ara e qve ¡acievte. vao .ao ari.aao. avteci¡aaavevte aa ¡o..ibitiaaae ae tai.
re.vttaao..
1
British. Medical Journal. lebruary 26th, 1938. · ;]orvat Meaico ßritãvico, 2ó ae ferereiro ae 1·²º)
2
British. Medical Journal. March 12th, 1938. · ;]orvat Meaico ßritãvico, 12 ae varço ae 1·²º)
25
Como resultado das restriçoes do Dr. lurni·all ao tratamento com
radio, uma longa correspondência seguiu-se nas colunas do Jornal
Médico Britanico. Inabalados pela experiência do eminente cirurgiao,
alguns adeptos, deíensores do radio tentaram justiíicar suas posiçoes
atra·és de argumentos íalaciosos e racionalizaçoes, entao aíirmando
suas ·ontades de acreditarem no que eles deseja·am acreditar, apesar
de qualquer e·idência contra suas crenças. Mas o íinal desta
contro·érsia íoi administrado pelo cirurgiao que disse: O tratamento
de cancer pela irradiaçao esta recebendo uma crescente e constante
quantidade de notícias na imprensa médica. Reíerências constantes
estao também ocorrendo na imprensa comum e a reclamaçao é
sempre sobre o radio e ainda mais radio. Resultados brilhantes que
têm sido obtidos por outros métodos estao aptos a serem esquecidos e
a cirurgia tem sido direcionada nos bastidores. Isto é justo para com o
cirurgiao· Ou, o quê é mais importante para o paciente·... Pode ser
dito que nenhuma no·a doença íoi introduzida pela cirurgia. O radio,
entretanto, pode causar edemas, queimaduras, necrose dos tecidos
moles e das estruturas ósseas, até osteomielite`
1
.

* * * * * *

´DLIXL O RÁDIO LN1LRRADO¨

b, Logo após a Segunda Guerra Mundial ter iniciado, um documento
sobre o assunto do radio íoi lido, antes da Royal Society de Artes pelo
Sir Leonard lill, l.R.S., o íamoso íisiologista, com quem o presente
escritor te·e o pri·ilégio de colaborar.
Neste documento, que criou um grande reboliço nos círculos médicos,
Sir Leonard disse: O mundo de·eria, eu penso, ser um pouco melhor
se todo o radio deste país, agora enterrado em buracos íundos, por
segurança em caso de bombardeio, permanecesse la. Grandes
interesses monetarios serao contra isto... A e·idência mostra que o
radio em intensidade suíiciente para produzir um eíeito, sempre íoi
noci·o para as células ·i·as`
1
.
1
Daly 1elegraph, No·ember 23th, 1939 - ;]orvat ígtê.).
26
A ·erdade sobre o radio é que imensas somas têm sido gastas e muito
lucro obtido por aqueles o retiram das minas, o isolam e o ·endem,
deixando de considerar o preço cobrado pelos homens da medicina o
usam, enquanto milhares de pessoas pobres tem continuado a soírer
com o cancer nas suas casas sem alí·io. A bomba de radio tem se
pro·ado inútil para o tratamento do cancer proíundo e todas as
tentati·as de tal tratamento tem apenas le·ado a morte`
1
.
A opiniao de Sir Leonard íoi coníirmada por outros especialistas. Uma
das maiores autoridades em cancer deste país disse: O Sir Leonard
lill tem aíirmado uma opiniao extremada, mas ela é largamente
·erdadeira. Gradualmente o uso do radio ·ai diminuindo. Nós nao
estamos usando-o tanto. Para a generalidade dos tumores o radio tem
pro·ado ser perigoso. Se o Sir Leonard ti·esse íeito esta aíirmaçao
sobre o uso do radio no tratamento do cancer dois anos antes, ele
poderia ter causado uma sensaçao na proíissao. loje, os cirurgioes
dirao a ·ocê tranqüilamente que muitas deles compartilham esta ·isao,
mas eles nao íalam sobre isto publicamente`.
Um bem conhecido radiologista coníirmou a opiniao de Sir Leonard
lill. As declaraçoes dele`, disse, resume muito bem qual é a
situaçao`
2
.
Numa carta a imprensa Sir Leonard escre·eu: As estatísticas mostram
que os resultados obtidos pelo radio nao sao melhores do que aqueles
obtidos pela operaçao cirúrgica. Nao ha e·idência coníia·el de que
qualquer açao benéíica resultante de íracas doses de almoíadas radio-
ati·as. Aqueles que exploram as minas de radio tem uma taxa muito
alta de mortalidade por cancer e trabalhadores têm morrido por
aplicarem tintas radioati·as nos mostradores dos relógios`.
Nem o radio e nem os raios-X têm se demonstrado eíicaz em destruir
o cancer interno, que nao pode ser alcançado diretamente. Grandes
somas de dinheiro têm sido gasta em radio, que se íosse gasta em
espalhar o conhecimento como pre·ençao e assegurar diagnósticos
precoces e tratamento cirúrgico teriam íeito muito mais para diminuir
a taxa de mortalidade por esta doença e ali·iar o soírimento por toda a
naçao.
1
Brit. Journal Phy. Medicine. March, 1940 -
2
Daly 1elegraph, No·ember 23th, 1939
27
Por muitos anos o radio tem sido explorado por aqueles que ganham
dinheiro com ele`
1
.

* * * * * *

Lsta íalsa ausência de medo do radio, seus criminosos e exploradores
proíissionais, de·eria ser amplamente di·ulgado por um eminente
cientista médico ao público que esta completamente ignorante sobre
os eíeitos do radio que eles parecem considerar como uma espécie de
cura magica para o cancer.
Nesta questao de tratamento de cancer, erradicaçao de tumores locais,
nao é e·identemente o único objeti·o. Deíensores de ·arios métodos
de tratamento parecem ter ignorado o axioma de que o paciente é mais
importante do que a doença e, portanto nosso al·o de·eria ser a cura
do paciente com o mínimo possí·el de distúrbio para o seu íuturo
bem estar. Neste respeito a aplicaçao de radio no tratamento do cancer
nao pode ser tida como li·re de certas conseqüências desastrosas
inerentes na natureza da substancia por si só.

VI. O CÂNCLR LM RLLAÇÂO AO SOLO

Lakho·sky postulou que nos pacientes de cancer um certo grau de
desequilíbrio oscilatório nas células pode ocorrer e isto poderia ser
causado por um desen·ol·imento anormal característico dos tecidos
neoplasticos. Lakho·sky também procurou determinar as causas
basicas da íormaçao do cancer sob a luz de sua teoria da oscilaçao
celular. Lntre as possí·eis causas ele destacou o papel das radiaçoes
externas de todas as espécies, susceptí·eis de aíetar o organismo
humano, mais especialmente as radiaçoes cósmicas que, ao atingir
corpos sólidos dao origem a radiaçoes secundarias de comprimentos
de ondas mais longos e intensidade ·aria·eis.


1
Daly 1elegraph, No·ember 30th, 1939 - ;]orvat ígtê.).
28
Ao estudar a distribuiçao geograíica do cancer baseadas nas estatísticas
oíiciais, Lakho·sky pode estabelecer que a densidade de incidência do
cancer esta·a estreitamente conectada com a natureza geológica do
solo. Lle mostrou a relaçao entre a causa e o eíeito e a parte
desempenhada pela radiaçao cósmica cujo campo na superíície
terrestre é modiíicada pela natureza do solo dependendo de este ser
um isolante ou um condutor de eletricidade.
Lakho·sky íinalmente chegou a conclusao, coníirmada por outros
trabalhadores, que os solos que sao especialmente permea·eis aos
raios, dielétricos, tais como areia, cascalho, etc., absor·em radiaçoes
externas a uma grande proíundidade sem oíerecer nenhuma reaçao na
superíície, enquanto os solos que sao impermea·eis aos raios,
condutores de eletricidade, argila, rochas sedimentares, depósitos
alu·iais, estratos carbonííeros, minerais íerrosos, etc., sao resistentes a
penetraçao dos raios e originam radiaçoes secundarias que modiíicam
o campo das radiaçoes externas. Sao estes solos impermea·eis que
estao associados com a mais alta incidência de cancer.
Lakho·sky esta·a bastante consciente de que a causa do cancer é um
problema extremamente complexo e que suas teorias lida·am apenas
com certos aspectos íundamentais delas.
No desen·ol·imento do cancer o terreno humano é de maior
importancia do que a natureza geológica do solo, mas que nao se pode
dizer que este possa ser considerado como insigniíicante no conjunto
de causas, uma tendência apenas pre·alecente demais entre os
trabalhadores de laboratório que se especializam em qualquer
particular linha de pesquisa.
Pode ser apontado que Lakho·sky nao é de modo algum um
proponente isolado do íator geológico como uma das causas do
cancer. Varios in·estigadores alemaes têm íeito estudos especiais sobre
esta questao, notadamente Behla, Kolb e Von Pohl e suas obser·açoes
sistematicas ainda esperam por traduçoes.
O único estudo inglês compara·el com aquele dos in·estigadores
alemaes é o do Dr. Alíred la·iland, publicado em 18¯5 e re-editado
em 1892 sob o título A distribuiçao geograíica da doença na
Inglaterra`.
29
Os íatos principais que o Dr. la·iland acrescentou a proíissao médica
íoram resumidos por ele assim:
,1, Os distritos que tinham a menores taxas de mortalidade por
cancer eram caracterizados geologicamente pelas rochas mais
antigas (a) ,Paleozóicas, e mais ele·adas, como as altas e baixas da
era Paleozóica e as rochas carbonííeras, pelas rochas sedimentares
secundarias de oolito (b) ,Mesozóicas, e, íormaçoes de calcio (c).
De acordo com opinioes de especialistas esta aíirmaçao nao é
suíicientemente explícita e de·e ser mais esclarecida como a seguir:
a, Mais ·elha, isto é, primaria.
b, Rochas sedimentares Oolíticas do período jurassico.
c, lormaçoes calcarias do período cretaceo.
,2, Os distritos que tinham os mais altos índices de mortalidade
eram caracterizados geologicamente por argilas, como a argila de
Londres do Período 1erciario, a pedra rolada do período glacial e
os blocos de terra e depósitos alu·iais de origem recente.
Os distritos com alta mortalidade eram os atra·essados por rios
totalmente íormados que transborda·am seus bancos sazonalmente.
la·iland acrescentou que: í.ta coivciaêvcia ae bai·a vortatiaaae ¡or cãvcer
ev tocatiaaae. caracteri¸aaa. ¡or rocba. .eaivevtare., tatre¸ vao tire..e .iao
retaciovaaa tavto ao .eaivevto, .e vao tire..e ocorriao o ve.vo fato ¡or toaa a
ívgtaterra, e ovae ¡or ovtro taao, a. argita. e evcbevte. e.tao a..ociaaa. a. atta.
ta·a. ae vortatiaaae ¡or cãvcer`.
Por solicitaçao do Lditor do Lancet, Dr. la·iland escre·eu uma série
de artigos sobre a distribuiçao geograíica do cancer nas pequenas ilhas
britanicas, publicados naquele jornal durante o ano de 1888 e 1889.
Lle concluiu destacando que: .qvete. qve têv ra¸ao ¡ara tever o cãvcer
aereriav rirer ev terra. atta. caracteri¸aaa. ¡or rocba. .eaivevtare. e forvaçoe.
catcaria..
A natureza geológica do solo nao é o único íator causador do cancer.
A ci·ilizaçao trouxe consigo muitos habitos nao naturais e costumes
cujos resultados íinais sao maniíestados em degeneraçoes íísicas,
íormando um terreno adequado para o desen·ol·imento do cancer.
30
Pessoas contaminadas pelo alcoolismo, tuberculose ou sííilis, para nao
mencionar os eíeitos tóxicos do íumo excessi·o e os alimentos
adulterados, constituem um estoque degenerado cujas oscilaçoes
celulares, para usar a expressao de Lakho·sky, nao estao em estado de
equilíbrio. Lsta anarquia oscilatória no organismo humano tem
repercussoes de longo alcance em todos os órgaos e tecidos humanos,
causando ultimamente, sob certas condiçoes, a íatal proliíeraçao de
células características do cancer.

* * * * * *

VII. A SIMILARIDADL DAS 1LORIAS DL LAKHOVSKY L
CRILL
As teorias de Lakho·sky têm uma grande e impressionante
similaridade com aquelas do Dr. George Crile, o eminente cirurgiao
americano, cujo ótimo trabalho cirúrgico deu a ele uma reputaçao
internacional. No seu trabalho admira·el li·ro intitulado O íenomeno
da Vida`
1
Crile, aponta que a energia elétrica desempenha uma parte
íundamental na organizaçao, crescimento e íunçao do protoplasma.
Lakho·sky e Crile íizeram suas in·estigaçoes independentemente e
chegaram a conclusoes idênticas. Lnquanto o engenheiro-íísico esta·a
experimentando seus circuitos oscilantes, o cirurgiao esta·a testando
na Clínica os princípios da radio-eletricidade.
Os íundamentos das teorias de Lakho·sky se apóiam no princípio de
que a ·ida é criada por radiaçao e mantida por ela. Crile, aíirmou que o
homem é um mecanismo eletromagnético e insistiu no íato
signiíicante de que quando a ·ida termina, a radiaçao termina. Lle
escre·eu: L claro que a radiaçao produz a corrente elétrica que opera
adaptati·amente o organismo como um todo, produzindo a memória,
razao, imaginaçao, emoçao, os sentidos especiais, secreçoes, açao
muscular a reaçao a iníecçao, crescimento normal e o crescimento de
tumores benignos e canceres, todos eles go·ernados adaptati·amente
por cargas elétricas que sao geradas por onda curta ou radiaçao
ionizante no protoplasma`.
1
1he Phenomena oí Liíe`. A radio-electric interpretation by George Crile. leinemann. Printed in
U.S.A. 1936. - ;O. fevõvevo. aa riaa¨. |va ivter¡retaçao raaio·etetrico)

31
Como Lakho·sky, Crile sustentou que as células ·i·as sao células
elétricas íuncionando como um sistema de geradores, linhas de
indutancia e isolantes, e que o papel da radiaçao e da eletricidade nos
processos ·i·os nao sao mais misteriosos nos homens do que nas
bactérias e nos dínamos.
Com um banco impressi·o de dados experimentais Crile deixou claro
que todas as ati·idades dos organismos ·i·os, incluindo aqueles do
cérebro, ner·os, músculos e glandulas, sao dependentes de
propriedades radiantes especííicas do espectro ·isí·el. De acordo com
ele, a radiaçao ultra·ioleta tem o papel mais importante do corpo, pois
tem o maior poder de gerar eletricidade e de ionizar atomos, essenciais
para construir compostos organicos que constituem o protoplasma
celular. Mais do que isto, o controle dos sentidos especiais é aíetado
atra·és do ambiente energético, principalmente a radiaçao solar. De
íato, o sistema energético inteiro de seres ·i·os é controlado pelas
íorças radiantes e elétricas do ambiente. Lntao, íica e·idente que
espectro da ·ida reílete inumera·eis mudanças no ambiente e esta, ele
próprio, mudando continuamente quando consciente, dormindo, em
emoçao, e em todas as reaçoes adaptati·as.
Ambos, Lakho·sky e Crile íoram singularmente bem sucedidos na
aplicaçao pratica de suas teorias, que estenderam nosso conhecimento
dos processos biológicos e re·elaram uma no·a ·isao da exploraçao
cientííica, que pode íinalmente le·ar a soluçao do problema do cancer.

VIII. A CONIIRMAÇÂO AMLRICANA DOS RLLA1ÓRIOS
LUROPLUS

Quando Lakho·sky chegou em No·a \ork em 1941, seu oscilador de
íreqüências múltiplas íoi usado experimentalmente em um grande
hospital e também por um proeminente urologista do Brooklyn.
Os resultados obtidos pelos in·estigadores americanos coníirmaram
aqueles ja relatados pelos homens da medicina nos países europeus.
Uma seleçao de casos tratados com o oscilador de íreqüências
múltiplas em No·a \ork, entre muitas centenas, esta completamente
descrita no apêndice. Um grau marcante de melhora íoi notado após
32
poucos tratamentos em casos de artrite a·ançada, que nao respondiam
a ·arias outras íormas de tratamento. Uma grande quantidade de
e·idências clínicas tornou claro que, ha um largo campo de utilidade
para o oscilador de íreqüências múltiplas de Lakho·sky no tratamento
de condiçoes reumaticas cronicas.
Mais nota·el ainda íoram os resultados obtidos com o Oscilador de
lreqüências Múltiplas pelo especialista do Brooklyn em casos de
dilataçao da próstata que coníirma aqueles relatados pelos doutores
europeus. Diante do íato de que o único tratamento conhecido para
esta condiçao é uma grande cirurgia, com seus riscos e complicaçoes,
parecia que o tratamento radio-elétrico de Lakho·sky oíerecia uma
no·a esperança para um grande número de soíredores.

* * * * * *

CONCLUSÂO

Nós iniciamos considerando as leis elementares da eletricidade que
descobrimos serem aplica·eis para todos as coisas ·i·as. O estudo das
radiaçoes da célula indi·idual le·ou-nos a contemplar íenomenos
analogos em todo o uni·erso. A harmonia cósmica de ·ibraçoes tem
dado origem ao conceito de Universion que Lakho·sky deíiniu como
uma síntese do iníinitamente grande e o iníinitamente pequeno. A
Universion consiste do plexo integral das radiaçoes cósmicas
emanadas pelo espaço estelar. Sua natureza é indestrutí·el e totalmente
diíundida. L a reser·a elementar de todas as matérias passando por
íases cíclicas de destruiçao e reconstruçao.
A ·alidade de tais especulaçoes pode ser atribuída aos experimentos de
Lakho·sky estendendo-se por todo o ambito da ·ida organica. A
aplicaçao pratica das teorias radioelétricas tem tido os mais nota·eis
resultados. Plantas cancerosas têm sido curadas, tecidos humanos
regenerados e, animais doentes restaurados a saúde ·igorosa. 1ais sao
as nota·eis conquistas de um pesquisador solitario lutando em íace de
33
condiçoes precarias agra·adas pelo antagonismo de reacionarios
insensatos.
Lakho·sky íinalmente concluiu sua tareía e seu trabalho merece o mais
alto reconhecimento. Sua ·ida e sua íortuna íoram generosamente
de·otadas a pesquisa, mas ele nao reclama nenhuma recompensa para
si mesmo. Lle espera que o seu trabalho abra o nosso horizonte
intelectual e que beneíicie a humanidade que soíre. Ambos os
objeti·os íoram alcançados em uma aprecia·el medida e ha todas as
razoes para crer que as teorias de Lakho·sky darao origem para ainda
mais signiíicantes desen·ol·imentos em íuturo próximo.


















34

























35
O SLGRLDO DA VIDA
CAPÍ1ULO I
O PROBLLMA DO INS1IN1O OU SLN1IDO LSPLCIAL
DOS ANIMAIS
Consideraçao geral - Orientaçao do Instinto - Pombos Correio - Passaros Noturnos -
Morcegos - Lemmings - lunçoes dos Canais Semicirculares das Antenas dos Insetos -
Lxperimentos Noturnos com a Grande Borboleta Pa·ao - Lxperimentos Diurnos com o
Bicho da Seda - Ati·idades dos Besouros Necróíagos.
Consideraçöes Gerais
A natureza do instinto ou sentido especial que os naturalistas tem
estudado em animais é, sem dú·ida, um dos problemas mais
misteriosos e complexos que coníronta o moderno íisiologista.
Lle reílete, sob o mais estranho e menos explorado aspecto, o inteiro
problema da ·ida. Ainda, apesar das grandes diíiculdades no campo da
obser·açao, dados acurados sobre este assunto têm sido registrados de
tempos em tempos. Nesta matéria, o método experimental é
praticamente restrito a obser·açao direta e mais do que nunca os
experimentos de laboratório estao íora de questao. Varias hipóteses
têm a·ançado para explicar os resultados obser·ados e controlados,
mas parece que até o presente momento nenhuma teoria geral íoi
ainda anunciada que cubra todos os dados disponí·eis e ao mesmo
tempo dê uma explicaçao compreensí·el.
Nesta conexao o progresso ininterrupto da ciência é sugesti·o de
certas no·as idéias que têm me possibilitado elaborar minha teoria da
origem da ·ida da radiaçao em relaçao aos seres ·i·os, íormando o
assunto do presente trabalho que começou a aparecer em ·arios
jornais de 1923 em diante.
O instinto de orientaçäo
No começo eu de·otei minha atençao a in·estigar as causas da
íacilidade com que certos animais conseguem encontrar o seu caminho
tao precisamente durante suas longas ·iagens. Com os pombos
correio, que retornam aos seus abrigos depois de terem ·oado algumas
centenas de milhas. Um outro exemplo é a migraçao dos passaros, que
·oam em linhas retas, noite e dia, acelerando atra·és dos mares em
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direçao ao um destino deíinido que eles tal·ez nao ·ao perceber, em
parte por causa de seu limitado poder de ·isao e em parte por causa da
cur·atura da superíície da 1erra. Lles emigram para se alimentarem de
insetos que eles nao podem mais encontrar em nossas latitudes
quando o in·erno chega.
Alguns dizem que é instinto agudo, enquanto outros preíerem chamar
sentido especial, mas nenhum dos temos explica o enigma. Lu
sustento que, em ciência nada de·e ser misterioso. 1ais termos, como
instinto e especial sentido, meramente mascaram nossa ignorancia e
de·eria ser possí·el responder por tudo.
Parece, mais e mais e·idente, como as obser·açoes a seguir, tornam
claro que o senso de direçao se origina de radiaçoes especiais de
comprimento de ondas ultracurtas, emitidas pelos próprios passaros e
insetos.
Pombos Correio. Nós todos temos ou·ido íalar dos poderes
·erdadeiramente mara·ilhosos de orientaçao possuída pelos pombos
correio. Apesar desta íaculdade ser inata, mesmo assim requer um
certo treinamento antes de estar totalmente desen·ol·ida.
Após o passaro ter decolado no ar e circulado algumas ·ezes, esta
íaculdade de orientaçao o possibilita, sem hesitaçao, mesmo durante a
noite, ·oar para seu abrigo, que é algumas ·ezes muito longe.
Lu tenho notado a pre·alência deste íenomeno e tenho me
a·enturado em dar uma explicaçao disto no presente trabalho: todos
os passaros que estao para íazer longas ·iagens de migraçoes ,Patos
sel·agens, andorinhas, gansos, garças, etc., in·aria·elmente descre·em,
como os pombos correio, uma série de órbitas no ar antes de começar
o seu ·oo íinal.
Uma obser·açao mais interessante íeita em 2 de Julho de 1924, na
estaçao de radio de Paterna, perto de Valencia ,Lspanha,, saltou aos
meus olhos. Um bando de pombos tinha acabado de ser solto perto da
antena da estaçao no horario de transmissao. loi entao obser·ado que
estes passaros nao podiam encontrar seus caminhos e manter-se
·oando em círculos, como se esti·essem completamente
desorientados. Lste experimento íoi repetido ·arias ·ezes e sempre
produziu o mesmo resultado, o quê signiíica o desaparecimento ou
37
uma grande perturbaçao do senso de direçao dos pombos correio sob
a iníluência das ondas eletromagnéticas.
Lstes experimentos íoram íeitos outras ·ezes em Paterna, na estaçao
de radio de Valencia, sob o controle das autoridades militares
espanholas
1
, e também no Kremlin, Alemanha. Lstes no·os
experimentos coníirmaram totalmente a minha ·isao sobre a
iníluência das ondas lertzianas sobre o instinto de orientaçao.
Um cientista espanhol, M. J. Casamajor escre·eu um relatório
detalhado sobre os experimentos de Paterna. O ser·iço de pombo
correio espanhol instalou uma estaçao militar de pombos correio em
Valencia, a uma distancia de 8 quilometros da radio de Paterna. No
momento do experimento em questao os pombos soltos um por um
em inter·alos regulares de três minutos perto da estaçao, enquanto a
transmissao era íeita continuamente. loi obser·ado que todos os
pombos começaram a ·oar em círculos por algum tempo, mas sem
conseguir encontrar seus caminhos, como usualmente íazem depois de
·oar ao redor algumas ·ezes. Apesar de uma mudança do
comprimento de onda no decorrer da transmissao, nenhum retorno a
condiçao normal íoi obser·ado, e durante o tempo em que a
transmissao ocorreu, e ela durou mais de uma hora, nenhum pombo
conseguiu ·oar em uma direçao deíinida. L importante notar que
poucos minutos depois que a transmissao cessou os pombos ·oaram
na direçao de seus abrigos sem a mínima hesitaçao, mesmo aqueles
que tinham tomado parte no primeiro experimento.
Uma outra série de experimentos que aconteceu em ¯ de no·embro de
1926, no mesmo local, produziu o mesmo resultado.
Os experimentos originais em Paterna mexeram com os
in·estigadores, porque eles nao podiam entender a relaçao existente
entre o instinto dos pombos e as transmissoes de ondas
eletromagnéticas.


1
Isto íoi escrito em 1925. ,1radutor,

38
Os técnicos alemaes se apressaram em ·eriíicar e controlar as
obser·açoes de Casamajor. Lm março de 1926 eles iniciaram uma série
de experimentos similares aqueles íeitos no Kremlin, as condiçoes,
toda·ia, íoram diíerentes e mais rigorosas. loi escolhido um local de
maneira que o abrigo e a estaçao de radio esta·am situados em locais
diametralmente opostos. Conseqüentemente esta estaçao esta·a
situada exatamente no local onde os cor·os ·oam, no curso que os
pombos tinham que ·oar. Ao chegar perto da estaçao de radio íoi
notado que os pombos mudaram o ·oo, íoram perdendo sua direçao e
pareceram estar deíiniti·amente desorientados. Lles nao conseguiram
retomar o seu curso de ·olta aos seus abrigos até que o seu ·oo ti·esse
trazido eles para íora do campo eletromagnético intenso ao redor da
antena da estaçao de radio.
L merecedora de nota a mais simples explicaçao deste íenomeno, nao
parece ter ocorrido para nenhum dos pesquisadores espanhóis,
íranceses ou alemaes após aquela induçao eletromagnética nos órgaos
direti·os dos pombos. Lles íoram todos coníundidos pela signiíicancia
do íenomeno que eles atribuíram a uma curiosa anomalia que nao
puderam explicar.
Pássaros noturnos
Os morcegos. As obser·açoes íeitas nos pombos correio pareceram
ser·ir também para os passaros noturnos. Parece ób·io, a priori, que a
sensibilidade destes passaros as ondas eletromagnéticas sao em geral
diíerentes daquelas dos passaros diurnos em ·irtude da sua especial
adaptaçao a luz ou escuridao. Lstas duas espécies de passaros,
entretanto, mostram uma característica comum, eles se alimenta·am
dos mesmos insetos.
Nós íomos le·ados a acreditar, como ·eremos mais tarde, que eles
eram atraídos por suas presas pelas radiaçoes emitidas por estes
insetos. la pouca dú·ida de que a luz do dia tenha uma iníluência na
propagaçao destas ·ariaçoes. Se a luz do sol os absor·e, como
acontecem no caso das ondas remotas, os passaros noturnos ,·arias
espécies de corujas, de·em caçar a noite por causa da sua sensibilidade
a recepçao, tanto quanto estas radiaçoes alcançam, é menos
desen·ol·ida do que nos passaros diurnos. Contrariamente, se a luz do
dia aumenta a amplitude das radiaçoes, como parece ser o caso das
39
ondas de ·arios metros, entao é o excesso de intensidade das radiaçoes
que impediriam os passaros noturnos de caçar durante o dia.
Nesta matéria de sensibilidade de recepçao de radiaçoes especiais, é
correto assumir a existência de diíerenças correlati·as nos órgaos de
·isao, como obser·ado em passaros diurnos e noturnos. Lntre os
passaros noturnos, ·amos tomar os morcegos como exemplo. L
comumente acreditado que é pela acuidade destes sentidos de audiçao
e olíato que os morcegos de·em sua habilidade de abordar suas presas
cujos menores mo·imentos eles podem detectar, graças as ·ibraçoes
do ar que alcançam os seus ou·idos. Lsta hipótese pode ser admissí·el
sob certas condiçoes, tais como a atmosíera calma do interior. Lm
Paris eu tenho íreqüentemente ·isto morcegos da minha ·aranda, em
dias de corridas de automó·eis, em meio de uma grande multidao e o
barulho de milhares de carros emitindo ·ibraçoes no ar, saturados com
os produtos da combustao de petróleo. Lm meio a este barulho
ensurdecedor e atmosíera ·iciada, nao é o olíato e nem a audiçao que
guia o morcego reto em direçao aos insetos ,besouros, mariposas, etc.,
que eles pegam tao íacilmente quanto em absoluto silêncio dos
campos do interior.
O morcego pro·a·elmente é mais atraído para estes insetos pelas
radiaçoes que eles emitem, que nao sao iníluenciadas pelo barulho ou
pela íumaça do petróleo.
Lemmings. Lste é um outro extraordinario exemplo, os lemmings,
uma espécie de camundongo do campo cujo habitat sao as regioes
escandina·as. O íamoso naturalista suíço Linnaeus registrou suas
peculiares expediçoes.
Lm um se·ero clima írio e as ·ezes sem qualquer razao aparente, os
lemmings deixam seu habitat natural nas montanhas altas da Noruega
para íazer uma longa ·iagem atra·és do mar. Um grupo de emigrantes,
consistindo de grandes quantidades de animais, nadam em linha reta
atra·és de obstaculos sem nunca se deixar des·iar do seu objeti·o.
Lnquanto prosseguem em íilas que eles traçam linhas paralelas, a dois
dedos de proíundidade e ·arios metros distantes. Lles de·oram
qualquer coisa que obstrua sua passagem, tais como er·as e raízes.
Nada os des·ia da sua rota. Se um homem entrar na sua rota eles
correm entre suas pernas. Se eles encontram um monte de íeno, eles o
40
roem e atra·essam, se íor uma pedra, eles contornam em semicírculo e
depois retomam para seu curso. Se um lago impede o seu progresso,
eles o atra·essam nadando em linha reta, qualquer que seja o seu
tamanho. la um barco no caminho· Lles o escalam e mergulham na
agua do outro lado. Uma íorte corrente em um rio nao é capaz de
para-los, mesmo com o risco de sua aniquilaçao`
1
.
L possí·el que estes animais sejam guiados em seu curso reto pelo seu
sentido de olíato e audiçao· Lles percebem cheiros e ruídos ·indos de
todas as direçoes. Nao é mais simples sugerir que estes lemmings,
apesar de se alimentarem de raízes e sementes, e precisando de uma
ocasional adiçao de peixes, ·iajam para o mar, guiados pelas radiaçoes
emanadas dos cardumes de peixes dos quais se alimentam· L mais,
lar·as, micro-organismos de carnes em decomposiçao, ·aga-lumes,
etc., emitem radiaçoes luminosas. L assim, também, como certos
organismos microscópicos cuja presença em inumera·eis massas
íazem o mar íosíorescente. L também de conhecimento comum que
certos peixes conhecidos como peixes-torpedos, liberam eletricidade.
Daí uma generalizaçao intuiti·a estabeleceria o íato de que certos
animais emitem radiaçoes que nós nao podemos perceber, mas cujos
eíeitos sao largamente alcançados.
O papel dos canais semicirculares em pássaros e nas antenas
dos insetos
Alguns naturalistas têm aíirmado que os canais semicirculares dos
ou·idos, em muitas espécies, sao dotados de propriedades direcionais
especiais. Se estes órgaos sao remo·idos, o passaro operado
in·aria·elmente perde seu senso de equilíbrio e íica ·oando
indeíinidamente em círculos, como também entorpecido e incapaz de
tomar uma direçao deíinida. Seguramente, aqui esta uma interessante
obser·açao. Mas uma outra obser·açao da mais alta importancia tem
sido íeita pelos cientistas.

1
Lm seu li·ro-texto em Zoologia. Sedgwick escre·eu: Os lemingues escandina·os migra em uma
linha reta em enormes rebanhos, atra·essando todos os obstaculos até chegar ao mar em que mergulha
na continuaçao da sua ·ida nomade e se aíoga`. ,1ranslator,

41
O íluido contido nos canais semicircular pareceria ser particularmente
sensiti·o a iníluência de um campo eletromagnético, enquanto as
paredes dos canais consistiriam de um material isolante. Agora,
qualquer transmissor remoto cria um campo eletromagnético ·aria·el
cuja açao se íaz sentida a uma distancia considera·el. Diante deste
íato, nós bem podemos perguntar a nós mesmos se um grande
número de criaturas ·i·as nao obtém suas direçoes atra·és de uma
central de ondas similares aquelas transmitidas pelas estaçoes de radio.
Os canais semicirculares sao suscetí·eis de íazer o papel de receptores
radiogoniométricos
1
. A exata
coníormaçao dos canais
semicirculares parece sustentar
esta hipótese. Lles sao
arranjados em três planos, cada
um dos quais esta em angulos
retos para com os outros dois,
de maneira que nos canais
semicirculares os três planos do
espaço sao representados. 1al
esquema constitui um sistema
de coordenadas
2
, necessario e
adequado para determinar a
posiçao de um ponto no
espaço, ou, no caso
considerado, a posiçao de um
passaro na atmosíera, ou ainda
a posiçao de um inseto em
relaçao ao passaro. ,íig. 1,.


1
In wireless a radiogoniometer is a kind oí directional recei·ing apparatus. ,1ranslator,.
;ív trav.vi..ao .ev fio. vv radiogoniometer e vv ti¡o ae a¡arato rece¡tor aireciovat)

2
A system oí lines by means oí which the position oí a point is determined. ,1ranslator,.
;|v .i.teva ae tivba. ¡or veio aa qvat a ¡o.içao ae vv ¡ovto e aetervivaaa)



lIG. 1 Diagrama esquematico de um canal
semicircular.
A, plano do canal anterior, P, do canal
horizontal ,depois de Lwald,. plano do canal
posterior, L, plano

42

Os animais em geral, e passaros em particular, nao se mo·em em um
plano horizontal, mas em um espaço tri-dimensional e os canais
semicirculares sao assim di·ididos.
O íluido condutor contido nestes canais constitui um circuito
direcional receptor complementado por um circuito em íorma de uma
espiral malea·el ,autocondutancia e capacidade de sintonia,.

lIG. 2. Quatro espécies de insetos com antenas características. 1. ^evo¡tera tv.itavica; 2. ívt,e.
vetavo¡tera; ². Cbotoriov tobatvv; 1. ívrocbroev. ¡v¡vratv..
No estranho mundo dos insetos muitos deles possuem antenas
iníinitesimais possibilitando-os seguir os seus cursos em linha reta para
pontos relati·amente distantes. A natureza nao íaz nada em ·ao, estas
43
antenas pareceriam existir apenas para o propósito de receber
radiaçoes ,lig. 2,.
A similaridade entre as antenas dos insetos e as antenas das estaçoes
de radio é impressionante, mas esta similaridade, toda·ia, nao é tao
simples como parece a primeira ·ista. De·ido as suas relati·amente
considera·eis dimensoes em relaçao as radiaçoes emitidas, as antenas
dos insetos íuncionam como osciladores complexos ·ibrando com a
íreqüência dos harmonicos de uma escala muito mais alta do que seu
comprimento de onda íundamental.
Lxperimentos noturnos com a borboleta Grande Paväo. Vamos
considerar, por exemplo, o Bicho da Seda, sob a luz das obser·açoes
íeitas por labre em seu trabalho intitulado Comportamento dos
Insetos`. No laboratório, logo após o surgimento da íêmea da
crisalida, labre obser·ou que, a noite, um enxame de machos in·adiu
o local, que nos le·a a supor que esta íêmea era dotada com uma certa
capacidade noturna`. labre também destacou as diíiculdades de
acesso ao seu laboratório cercado por muitas ar·ores. Apesar dos
obstaculos os machos sempre conseguiam alcançar a íêmea. No dia
seguinte o mesmo íenomeno íoi obser·ado, tudo pareceu como se o
sentido do olíato ti·esse sido o guia para as mariposas. labre entao da
conta de ·arios experimentos que ruíram esta hipótese.
Lm primeiro lugar, as mariposas desta espécie, conhecidas como
Grande Borboleta-pa·ao, sao ·irtualmente impossí·eis de serem
encontradas sob circunstancias normais. Por isto, os machos tinham
que ter ·indo de um local muito distante. O som, luz e o olíato estao
íora de questao, pois a mariposa íoi direto para a gaiola, apesar de uma
·ariedade de aromas intencionalmente diíundidos pelo
experimentador para enganar os insetos. O íator memória-do-local
pode ser eliminado como irrele·ante.
labre também destacou que as mariposas esta·am ·iajando na mesma
direçao do ·ento. Segue-se que, se elas ti·essem sido guiados pelo
olíato, nao teriam
tido que ·oar com o ·ento para captar o cheiro do ar.
Lxperimentos diurnos com o Bicho da Seda. Para demonstrar a
iníluência da luz do Sol labre experimentou sob a maxima luz do dia
44
estudar os habitos do Bicho da Seda, cujas ati·idades diurnas sao mais
pronunciadas. Mas este inseto, como a Grande Borboleta-pa·ao, nao é
encontrado na regiao onde labre esta·a trabalhando. Como de·emos
considerar o íato de que ele conseguiu ·ir de seu distante habitat· Os
machos rapidamente encontraram a íêmea trancada em uma ga·eta ou
sob uma caixa coberta por um pano, apesar da emissao nauseante de
toda espécie de substancias odorííicas colocadas la pelo
experimentador.
De acordo com labre`, o seguinte experimento parecia coníirmar a
hipóteses do sentido do olíato.
Coloquei uma íêmea dentro de uma cobertura de ·idro em íorma de
sino e dei a ela um pequeno galho de car·alho com íolhas secas como
um apoio. O ·idro íoi colocado em cima de uma mesa, de írente para
uma janela aberta. Ao entrar no comodo as mariposas teriam que ·er a
prisioneira, uma ·ez que ela esta·a colocada diretamente em seus
caminhos. A bandeja contendo areia, onde a íêmea tinha passado a
manha e a noite anterior, coberta por uma peça de gaze, esta·a no
caminho. Sem premeditaçao, coloquei-a na outra extremidade do
comodo, sob o assoalho, em um canto onde apenas uma íraca luz
pudesse penetrar, aproximadamente 10 passos de distancia da janela`.
O resultado destas preparaçoes atordoou completamente minhas
emoçoes. Nenhum dos insetos que chega·am pararam na cobertura de
·idro em íorma de sino onde a íêmea esta·a plenamente para ser ·ista
em total luz do dia. Lles passaram direto, indiíerentes. Nem um olhar,
nada para coloca-los no caminho. Lles todos ·oaram para a
extremidade mais distante do comodo, para o canto escuro onde eu
tinha colocado a bandeja e a cobertura de ·idro em íorma de sino...
Lles pousaram sobre a gaze por toda a tarde, até o por do Sol, as
mariposas dançaram sobre a gaiola ·azia, uma sarabanda que a
presença de uma real íêmea normalmente e·ocaria... linalmente eles
partiram, mas nao todos. la·ia alguns que nao iriam, como se presos
la por alguma íorça magica. Um resultado ·erdadeiramente estranho.
As mariposas se juntaram onde nao ha·ia aparentemente nada... O que
os tinha enganado· Por toda a noite e toda a manha anterior a íêmea
ha·ia permanecido sob a cobertura de gaze, algumas ·ezes escalando
os íios, outras ·ezes descansando sobre a areia na bandeja. 1udo o que
ela tocou, sobre tudo, aparentemente, com seu abdomen distendido,
45
esta·a impregnado, seguindo um longo contato, com certas
emanaçoes. Lste era o seu chamariz, seu magico poder de atrair. Isto
era o que re·olucionou o mundo dos insetos. A areia rete·e estas
emanaçoes por algum tempo e espalhou o cheiro. Lntao, é o sentido
do olíato que guia as mariposas e as alerta a distancia... O aroma
irresistí·el requer tempo para ser elaborado. Lu o imagino como uma
inalaçao que é gradualmente liberada e satura qualquer coisa que esta
em contato com o corpo imó·el da íêmea... Com estes dados nas
maos e os seus inesperados resultados, eu ·ariei os experimentos, mas
todos apontaram na mesma direçao. Pela manha eu coloquei a íêmea
sob a cobertura de gaze, para suporte, coloquei um galho de car·alho.
La, imó·el, como se esti·esse morta, ela íica por horas, enterrada sob
um monte de íolhas que se impregnariam com suas emanaçoes.
Quando a hora da inspeçao diaria se aproximou, remo·i o galho e o
coloquei numa cadeira próxima a janela aberta. Deixei a íêmea sob a
cobertura de ·idro em íorma de sino, plenamente exposta sobre a
mesa no meio do comodo. As mariposas chegaram como
usualmente... eles hesitaram ...esta·am ainda procurando. linalmente
elas encontraram algo, e o quê as íez encontrar· Apenas o galho. Com
suas asas batendo rapidamente, pousaram sobre a íolhagem
explorando-a toda, examinando, le·antando e re·irando, até que, por
íim, o galho caiu no chao. Mesmo assim, elas continuaram
examinando entre as íolhas`.
Dos seus experimentos labre concluiu que estas mariposas eram
dotadas com um sendo de olíato muito diíerente do nosso,
característico de suas espécies.
As conclusoes de labre nao me satisíizeram.
O ato de cheirar é dependente de partículas materiais que excitam o
sentido do olíato, mas a diíusao destas partículas é limitada a um
pequeno raio na atmosíera. Lntao, nao é de·ido a estas partículas que
as mariposas íoram capazes de ·oar longas distancias.
Lm minha opiniao, o quê atrai os machos para as íêmeas no caso das
Grandes Borboleta-pa·ao e o Bicho da Seda, nao é o esplendor de seu
manto colorido e suas sua·es asas, nem suas partículas odorííicas. L
sim, as partículas iníinitesimais liberadas pelos seus o·arios, células
micro-organicas irradiando em acordo com uma escala de
46
comprimento de ondas determinada e incitando nos machos o desejo
de procriaçao.

Lsta hipótese é coníirmada pela seguinte experiência que eu mesmo
íiz.
Novos experimentos com o Bicho da Seda. Após a saída da íêmea
da crisalida, uma grande quantidade de machos ·oou em todas as
direçoes. Após terem deixado esta íêmea estendida sobre uma íolha de
algodao a noite, eu a remo·i no dia seguinte ao meio dia. Lntao
coloquei, a uma distancia de aproximadamente 5 metros da íêmea, a
íolha de algodao na qual os machos ·ieram para descansar outra ·ez.
Repeti esta experiência depois de ter, desta ·ez, mergulhado o algodao
em uma soluçao de alcool puro, e obser·ei que os machos pararam de
·ir. O mesmo resultado íoi obtido quando um cloreto de mercúrio íoi
usado ao in·és de alcool. Agora, nem o alcool puro e nem o cloreto de
mercúrio poderia ter o mínimo eíeito nas exalaçoes odorííicas. Por
outro lado, estas soluçoes tinham destruído as células ·i·as por
esterilizaçao o quê liberou as radiaçoes que atraíram as mariposas.
Besouros necrófagos. As ati·idades deste besouro em corpos em
decomposiçao de ratos e passaros mortos também parecem coníirmar
minha teoria.
Como alguns naturalistas tem aíirmado, estes insetos íazem uma parte
higiênica na economia da natureza, nos campos e nas matas, eles se
alimentam da morte para o beneíício da ·ida. Lles pertencem a uma
certa espécie de insetos que atacam os corpos mortos e os de·oram até
que eles tenham restaurado o ciclo da ·ida desta matéria organica
inanimada. Lste besouro é essencialmente um co·eiro, algumas ·ezes
·iajando longas distancias para encontrar corpos mortos de ratos e
passaros que eles enterram gradualmente dentro da terra, de maneira
que eles possam íinalmente ser·ir com alimento para seus íilhotes
destinados a nascer no mesmo local.
A extraordinaria ·ida social destes besouros pode ser íinalmente
descrita. Vamos nos íocar em uma característica que é rele·ante para
nossa teoria, o íato de que eles sabem como dirigir a si mesmos por
grandes distancias em busca de corpos mortos de ratos e passaros.
47
L pro·a·el que eles sejam guiados pelo sentido do olíato· Se os
corpos mortos liberam odores, as partículas odorííicas nao podem ser
diíundidas além de um ambito de uns poucos metros. Lsta hipótese é
inadmissí·el no caso destes besouros, como em outros casos, diante
das grandes distancias que têm que ser percorridas.
L também importante obser·ar que os besouros nao aparecem antes
de oito a dez dias depois da morte dos ratos ou dos passaros, quando
seus corpos estao em um estado de decomposiçao.
Pareceria, portanto, que sao os micro-organismos resultantes desta
decomposiçao e oscilando de acordo com uma determinada escala de
comprimentos de ondas, que direcionam os besouros ou seus íilhotes
para o seu alimento.
















48
CAPÍ1ULO II
AU1O-LLL1RIIICAÇÂO LM SLRLS VIVOS

Lletriíicaçao pela lricçao das Asas na Atmosíera - Iníluência de Capacidade Llétrica nos
Passaros - O papel da Orientaçao no Voo dos Passaros - Lxplicaçao da Migraçao - Lxtensao
dos Princípios aos Animais sem Asas.

A eletrificaçäo pela fricçäo das asas na atmosfera. Lxperimentos
simples têm coníirmado as hipóteses seguintes que eu tinha íormulado
pre·iamente: que seres ·i·os mo·endo-se na atmosíera, notadamente
insetos e passaros, sao capazes de absor·er cargas elétricas,
íreqüentemente em potencial muito alto.
Simulando o ·oo de um passaro para estudar os eíeitos produzidos
pela íricçao de suas asas contra o ar, como, por exemplo, batendo as
asas de um pato atras de um radio-eletrometro após ter tomado o
cuidado de isolar me do solo por meio de dois discos de ebonite de 2
cm de espessura, têm sido possí·el medir uma carga de eletricidade
estatica de uma tensao aproximada de 600 ·olts. Lsta tensao aumenta
a medida que o ní·el da terra se torna mais distante do
experimentador.
Lstes experimentos poem um íim a todas as contro·érsias que têm
existido pelos últimos 50 anos entre os in·estigadores ,naturalistas,
entomologistas, ornitologistas, caçadores, etc., sobre o assunto de
migraçao de passaros em geral, e de sua direçao em relaçao aquela do
·ento em particular. L simplesmente justo aíirmar que a maioria dos
obser·adores tem admitido que suas conclusoes íoram, ao íinal, nada
além de aproximaçoes, a soluçao do problema permanece assim por
ser encontrada.
Como ja disse, todos os seres ·i·os emitem radiaçoes. Mas, até onde a
recepçao destas ondas é considerada, os passaros que se alimentam
enquanto estao ·oando têm uma capacidade e uma sensiti·idade muito
maior do que os animais que estao restritos a se mo·erem sobre a
superíície da 1erra.
49
Nós sabemos que o potencial elétrico da atmosíera terrestre aumenta
com a altura a taxa de 1 ·olt por cm. Lntao, a uma altura de 1.000
metros ha uma diíerença de potencial 1.000.000 de ·olts em relaçao a
superíície da terra. Lste aumento de potencial coníorme a altura
responde pela carga íormida·el obser·ada em certas trilhas metalicas
aéreas situadas nas regioes montanhosas. 1ambém responde por
aqueles íachos de luz que, em condiçoes de calma atmosíérica, os
alpinistas têm obser·ado saindo de suas garras metalicas em altas
altitudes como as de \etterhorn em Bernese Oberland ,3.¯03 metros,.
L mais, tem sido obser·ado que todos os passaros no momento de
partir para uma longa ·iagem de migraçao ,patos sel·agens, pombos,
andorinhas, etc,, começam por ser erguer no ar, e entao descre·em
uma série de numerosas órbitas antes de íinalmente partir.
Porque eles ·oam desta maneira·
Julgando pelo quê nós acabamos de aprender sobre o instinto de
orientaçao, podemos assumir que descre·endo tais órbitas os passaros
ajudam a si mesmos com um processo útil de ·eriíicaçao de ·arias
direçoes das ondas atmosíéricas por meio dos seus radiogoniometros
naturais ,localizador de radio-direçao,, consistindo de canais
semicirculares.
L altamente pro·a·el que o propósito destas manobras preliminares se
relacionem essencialmente com a necessidade, imperati·a para todos
os passaros, de obter a tensao elétrica indispensa·el para detectar
insetos ou outras presas que eles estejam procurando, que estao de
íato a milhares de milhas de distancia.
Vamos supor que se, para o potencial atmosíérico gerado pela altitude,
50.000 ·olts para ·oo ordinario a uma altura de 500 metros, nós
somamos o potencial desen·ol·ido pela íricçao das asas dos passaros
contra o ·ento, ·amos dizer 25.000 ·olts, nós chegamos a um total de
¯5.000 ·olts.
A influência da capacidade eletrica nos pássaros. L importante
notar que a tensao elétrica durante o ·oo dos passaros ·aria
diretamente com a resistência do ·ento. Quanto mais íorte o ·ento,
maior a tensao elétrica adquirida pelo passaro. Quanto mais íraco o
·ento, mais a tensao diminui.
50
Outra ·ez, quando o passaro ·oa em linha reta, ele encontra em seu
caminho ·entos de intensidade ·aria·el ·indo de todas as direçoes.
Lsta tensao elétrica pode entao ser regulada por ele que, simplesmente
·oa baixo ou alto de acordo com a íorça e a direçao do ·ento. Se, no
curso de um ·oo contra o ·ento, a tensao elétrica sobe de ¯5.000 ·olts
para 100.000 ·olts, o passaro tem que descer para uma altura de 250
metros para trazer a tensao de ·olta ao ·alor anterior. Nesta altitude o
passaro encontrara na atmosíera uma tensao que, somada aquela
gerada pela íricçao de suas asas contra o ·ento, dara uma tensao de
¯5.000 ·olts que é, ambos, suíiciente e necessario para continuar o
·oo. Por outro lado, uma tensao mais ele·ada se pro·aria prejudicial
1
.
Graças a este meio de regular sua tensao elétrica, ·ariando com a altura
de ·oo, o passaro, em reíerência ao solo abaixo, constitui de íato um
condensador de ar.
Lle possui uma espécie de aparato remoto completo uma ·ez que, os
canais semicirculares, em comunicaçao com seu cérebro, e sob a
iníluência da eletricidade, desempenham o papel de receptor.
Lxatamente como ao captar as ondas remotas emitidas na América, o
operador regula o mecanismo de seu aparato de recepçao,
modiíicando, com um condensador de capacidade ·aria·el de sua
antena em relaçao a 1erra, assim os passaros migrantes regulam suas
próprias capacidades elétricas ·oando mais alto ou mais baixo.
O papel da orientaçäo no vôo dos pássaros. Um entomologista
belgo, Dr. Quinet, após ter íeito obser·açoes por 30 anos, aíirma que
ele tem ·isto, in·aria·elmente, passaros ·oando contra o ·ento. A
teoria que tem sera exposta adiante neste trabalho que oíerece uma
simples explicaçao deste íenomeno


1
Sabe-se que a tensao elétrica da atmosíera é proporcional a altitude, por outro lado, a capacidade
elétrica da a·e em relaçao ao solo é na primeira aproximaçao in·ersamente proporcional a altitude. O
resultado é que o produto dessas duas quantidades que é a carga elétrica da a·e ,Q ~ CV, é uma
constante. Lsta carga elétrica parece ser uma constante para qualquer passaro.

51
Quando eles ·oam contra o ·ento, os passaros sao compelidos, para
baixar sua tensao elétrica, para descer para baixas altitudes que os
possibilita ao obser·ador ·ê-los claramente. Mas quando os passaros
·oam a ía·or do ·ento ele sobem a uma considera·el altura para obter
a carga de eletricidade atmosíérica que lhes é indispensa·el. Neste caso
os passaros permanecem in·isí·eis ao olho nu.
Lsta teoria também íornece uma explicaçao das obser·açoes, íeitas
por 1ernier e Masse, Cathelin e Aubert, quando eles aíirmaram ter
ou·ido` e ·isto` passaros migratórios ·oando em grandes altitudes a
ía·or do ·ento ou contra ele em brisa le·e.
1odas estas diíerentes obser·açoes, longe de excluir umas as outras,
combinam para coníirmar minha teoria.
A explicaçäo da migraçäo. Sobre o assunto da migraçao os passaros
e os meios empregado por eles para aquele íim, naturalistas tem
antecipado uma grande ·ariedade de hipóteses. Alguns têm atribuído o
instinto migratório a um excepcionalmente agudo sentido de ·isao,
enquanto outros têm imaginado a existência de um ou·ido
extremamente sensiti·o, graças a uma espécie de um aparato
microíonico. la ainda outros que tem suposto que os passaros eram
dotados com um olíato altamente desen·ol·ido que os possibilita
detectar emanaçoes que nos escapam. la também aqueles que tem
in·ocado uma açao eletromagnética, localizada na atmosíera, e
ultimamente ha a hipótese da memória-de-lugar.
A maioria dos obser·adores parece terem preíerido o instinto ou a
hipótese de um sentido especial.
1odas estas teorias nao explicam o porquê, por exemplo, os íalcoes
sobem de írente para o ·ento antes de mergulhar nas suas presas, que
nao parecem perceber a sua aproximaçao, e nem porque as gai·otas
íazem uma série de manobras circulares no ar, enquanto estao contra o
·ento, antes de mergulhar para o peixe nas ondas. L nem estas teorias
explicam ·arios outros íatos analogos.
A teoria da auto-eletriíicaçao sozinha, aíirmando que o passaro é capaz
de detectar radiaçoes emitidas pelas coisas ·i·as das quais se alimenta,
pode ser dita para explicar estes íenomenos que têm permanecido
ainda misteriosos.
52
A extensäo do principio para os animais sem asas. Apesar de que
os animais que ·i·em em contato próximo com a superíície da 1erra
eletriíicam a si mesmos, menos íacilmente do que os passaros e insetos
e, portanto, é um íato que eles sao dotados de um certo grau de
recepti·idade que os possibilita detectar radiaçoes, mas somente
dentro de raio muito pequeno. Lntao, um ca·alo é capaz de encontrar
seu caminho para o estabulo dentro de um raio de 10 km. O cao
detecta` seu dono dentro de uma distancia razoa·el. As capi·aras
·iajam para o mar ·indas de longas distancias, das montanhas da
Noruega. L o mesmo principio se aplica a todos os animais que
possuem um rabo, pois todos eles se auto-eletriíicam ao balançarem os
rabos no ar. De·e ser também notado que o rabo dos animais
produzindo a auto-eletriíicaçao ser·e como uma antena. L mais, o
rabo é uma conexao direta com a maioria dos centros ner·osos.
















53
CAPÍ1ULO III
A NA1URLZA UNIVLRSAL DA RADIAÇÂO DOS SLRLS
VIVOS
Princípios lundamentais - Natureza da Radiaçao dos Seres Vi·os - O Vaga-lume ,O
Pirilampo,.
Principios fundamentais
Como resultado de numerosas obser·açoes e experimentos eu
íormulei os seguintes 4 princípios:
1- 1odos os seres ·i·os emitem radiaçoes.
1

2- A grande maioria dos seres ·i·os - com pouquíssimas exceçoes -
sao capazes de receber e detectar ondas.
2

3- Qualquer criatura ·oadora, quero dizer, capaz de deixar a superíície
da 1erra ,passaros, insetos alados, possuem uma alta capacidade de
emissao e recepçao de ondas, enquanto os animais que sao incapazes
de ·oar tem um capacidade muito menor na mesma direçao.
3

4- A iníluência da luz do Sol na propagaçao de ondas é o íator
determinante em possibilitar que certos passaros e insetos, cuja
recepti·idade é especííica, ·oem e se alimentem durante a noite,
enquanto outros, cuja recepti·idade é normal, íuncionam durante o
dia.
4

1
Lste primeiro princípio é a cha·e da teoria. A e·idência da sua ·alidade é dada nos capítulos
seguintes.
2
A segunda proposiçao é uma conseqüência natural da primeira. Os trabalhos de íísicos sobre a
propagaçao de ondas têm mostrado que, qualquer sistema transmissor é suscetí·el de receber ondas e
de transmiti-las. De íato, todo sistema radiante pode, ambos, receber e transmitir ondas.
3
A terceira proposiçao é de certa íorma, de ordem intuiti·a e é baseado no quê todo sabem sobre
propagaçao de radiaçoes. A absorçao de ondas é maior no solo do que na atmosíera. Antenas mais
altas sao melhores do que as baixas para emitir e captar ondas. Segue-se, portanto, que as criaturas
·oadoras sao melhores dotadas do que as nao-·oadoras para emitir e receber radiaçoes.
4
A quarta proposiçao diz das diíerenças obser·adas tanto nos órgaos quanto nos habitos dos animais
diurnos e noturnos respecti·amente. 1odas as obser·açoes sobre as ondas lertzianas mostram a
iníluência indeseja·el das radiaçoes solares na propagaçao das ondas. Mas nós ainda nao estamos em
uma posiçao de mostrar, deíiniti·amente, em qual extensao e de que maneira esta iníluência é exercida
sobre as ondas ultracurtas. Até onde as de ·arias centenas metros de alcance e também ondas maiores,
a luz do Sol tem um eíeito eníraquecedor muito marcante. Como para as ondas de menos de 100
metros, o eíeito contrario ocorre, complicado pelo íenomeno da cintilaçao.
Nós podemos agora adaptar estas conclusoes para os seres ·i·os cujas radiaçoes sao igualmente
iníluenciadas pela luz solar.
54
Como a tendência moderna é reduzir todos os íenomenos íísicos a
unidade, incluindo uma grande íaixa de ondas, é períeitamente lógico
assumir que certos animais agem como transmissores e receptores de
radiaçoes. Parece quase certo que a maioria dos insetos e passaros
liberam radiaçoes e sao também sensiti·os a iníluência de ondas que
os possibilitam encontrar suas direçoes. De qualquer modo, estas
criaturas encontram seus caminhos sob a iníluência de ondas, e esta
orientaçao é automatica.
Quando, em 1923, eu concebi minha teoria, estes princípios poderiam
ser considerados apenas como uma hipótese possí·el. Mas como um
resultado de todas as obser·açoes e experimentos que eu tenho íeito
desce entao, esta hipótese me parece ter ganhado uma grande medida
de clareza e ·alidade.
A natureza da radiaçäo dos seres vivos
Para compreender todo o papel e a natureza das radiaçoes emitidas
pelos seres ·i·os, pode ser útil lembrar e recorrer a história da
descoberta das ondas eletromagnéticas. A existência destas ondas nao
íoi geralmente conhecida até o desen·ol·imento de um aparato, para
torna-las perceptí·eis aos nossos sentidos. A íama de lertz, Branly,
Marconi e muitos outros técnicos e amadores é atribuída
essencialmente em terem in·entado um aparato que,
independentemente de todas as teorias sobre a natureza das radiaçoes,
íez estas ondas íacilmente perceptí·eis, mesmo atra·és de grandes
distancias.
As recentes descobertas de certos tipos de radiaçoes - ondas remotas
,sem íio,, raios-X, radioati·idade, raios cósmicos - têm le·antado, mas
pouco, o ·éu de mistério que esconde de nossos sentidos uma grande
gama de ondas que escapam da percepçao direta.
Nao é possí·el que nós estejamos cercados por outras radiaçoes,
imperceptí·eis para nós, porque nao possuímos os aparatos
necessarios, capazes de as re·elar aos nossos sentidos·
Se admitirmos que os passaros emitem e detectam radiaçoes
imperceptí·eis a nós, os termos instinto e sentidos especiais
empregados para explicar certas características se tornam claros
imediatamente, e assumem uma signiíicancia precisa. O senso de
55
orientaçao dos passaros e em animais geralmente se auto-explica.
Lxatamente como um na·io perdido na neblina tenta se orientar por
meio de um aparato radio-goniométrico, a direçao do sinal luminoso
lertziano en·iando ondas eletromagnéticas, assim também, os
animais e insetos em questao tentam captar radiaçoes emitidas por
seres ·i·os e plantas que tem um interesse deíinido para eles. Sua
orientaçao é subseqüentemente determinada pelas direçoes obtidas.
Porém, pode ha·er o problema de que o espaço pode entao ser
camuílado com inumera·eis radiaçoes. Como é possí·el para estas
criaturas detecta-las·
A resposta é simples. A discriminaçao é íacilmente reconhecida graças
a di·ersidade de íreqüências que caracterizam estas radiaçoes. Nós
de·eremos ·er como isto é conseguido atualmente.
Qual é o órgao que habilita um animal a captar estas ondas e detecta-
las enquanto também perceptí·eis aos seus sentidos· Minha íirme
con·icçao é que este órgao é o canal semicircular do ou·idos cujo
íluido é sensiti·o aos campos eletromagnéticos, assim habilitando os
animais para estar cientes das ·ibraçoes que eles procuram.
Nós podemos agora examinar mais de perto as íunçoes dos canais
semicirculares estudando as modalidades se sua coníiguraçao nas
diíerentes espécies ·i·as.
Os in·ertebrados nao possuem qualquer canal semicircular, mas
somente ·esículas membranosas que o substitui e tem íunçoes
similares. \·es Delage menciona o caso do pol·o que é ainda capaz de
nadar após estar cego, mas retorna ao seu eixo longitudinal ou plano
de simetria quando as ·esículas que controla·am as sua íaculdade de
orientaçao esta·a destruída.
Depois da destruiçao de ambos os labirintos os animais aquaticos, e
notadamente os sapos, nao podem mais nadar e nem mergulhar em
linha reta. De·e ser notado também que as lampreias, que tem apenas
dois pares de canais, podem somente mo·er no espaço em duas
direçoes, que os camundongos japoneses ,camundongos dançantes,
que têm apenas um canal superior ·ertical, podem mo·er apenas em
uma direçao, direita ou esquerda, e sao, além disto, incapazes de se
mo·erem reto para írente ou em uma direçao ·ertical. Lstes lemmings,
56
como Ll de Cyon mostrou, conhecem apenas espaços de uma
dimensao.
A maioria dos ·ertebrados possui canais semicirculares arranjados em
três planos no espaço. Lsta coníiguraçao de três canais, cada um dos
quais esta em angulo para o outro, constitui o labirinto que é
completado por órgaos mais ou menos desen·ol·idos: o ·estíbulo e o
ou·ido interno
1
.
Agora, enquanto o ou·ido interno é altamente desen·ol·ido nos
mamííeros, é praticamente ausente nos peixes, répteis e passaros ,lig.
3,.
Como nós explicamos esta diíerença· A presença do ou·ido interno
nos mamííeros esta relacionada ao especial senso que esta ausente nos
passaros e peixes· Lu creio que, sob o ponto de ·ista da minha teoria,
a questao é suscetí·el de uma explanaçao muito simples e geral. Nós ja
·imos que os canais semicirculares íuncionam como um sistema
radiogoniométrico cuja orientaçao depende da direçao das ondas
particulares captadas. Lnquanto os peixes e passaros que se mo·em
em espaços tridimensionais, este processo de captaçao é íacilitado,
como nós dissemos antes, pela auto-eletriíicaçao conseguida, da
mesma íorma por meio de ·ariaçoes de altitude dentro do campo
elétrico terrestre, regulado pelos passaros ou entao por meio de íricçao
de corpos ·i·os resultantes do contato com o ar ou a agua.
Os mamííeros, nao dotados com tais poderes, e coníinados a mo·er
em um espaço bi-dimensional representado pela superíície da 1erra,
precisam de um órgao auxiliar para captar as ondas particulares que
sensibilizam seus canais radiogoniométricos. L onde o ou·ido interno
tem uma parte importante, como uma espécie de antena, deixada
aberta e tencionada, em uma íorma tubo mais ou menos achatado
preenchido com um íluido condutor. A questao que aílora agora: L
sobre os répteis·

1
Em fisiologia do labirinto é um nome dado ao conjunto de cavidades da orelha interna. É
composto pelo vestíbulo cóclea e canais semicirculares. O vestíbulo é uma forma oval
cavidade da orelha interna, que constitui a entrada da cóclea. A cóclea é uma cavidade da
orelha interna semelhante a uma concha caracol. Helmhotz era da opinião de que ele serve
o propósito de analisar as ondas sonoras. (Tradutor)
57
Apesar de sua incapacidade de escalar alturas ou proíundidades de 1.8
metros, porquê eles nao estao na mesma categoria dos mamííeros e
porquê eles nao têm ou·idos internos·


lIG. 3. Diagrama de canais semicirculares em diíerentes espécies de ·ertebrados. A- Peixes,
B- Passaros e Répteis, C- Mamííeros ,Pós \aldeyer,.
De·e ser notado que, além dos três canais semicirculares serem dispostos em angulos retos em relaçao
ao outro, estes órgaos sao diíerenciados por características correspondentes as diíerentes necessidades
de cada espécie. Os peixes obtêm a necessaria tensao elétrica pela íricçao resultante do impacto dos
seus corpos contra a agua e por nadarem mais perto ou mais longe da superíície. Similarmente os
passaros adquirem auto-eletriíicaçao pela íricçao das asas contas o ar e ·ariando a altitude no curso de
·oo. Os mamííeros que nao podem contar com este processo de auto-eletriíicaçao têm a necessidade,
para captar as ondas, de um aparato especial de direcionamento representado pelo acessório espiral, m.
A resposta aparecera para alguém que obser·ar os mo·imentos dos
répteis. Se, por acaso, em um dia quente de ·erao, ·ocê ti·er a
oportunidade de ·er um réptil, ·ocê podera obser·ar que enquanto
descansa, seu longo e articulado corpo é arranjado de algum modo em
íorma de uma espiral achatada.
58
Lste estado de aparente repouso ou sono que a cobra parece ter
assumido, é na realidade um estado de ·igília subconsciente. Lle ·igia,
a sinuosidade harmoniosa de seu corpo é um pequeno aparato que em
uma grande extensao compensa a ausência de um pequenino ou·ido
interno em um labirinto contendo canais semicirculares. Se uma
coruja, ou qualquer passaro diurno de rapina se a·enturasse a abordar
a cobra ou se um inoíensi·o sapo ·erde, uma presa íacil, se
aproximasse, este aparato de recepçao impro·isado, íormado pelo seu
corpo, imediatamente a·isaria a cobra, que estaria preparada para
atacar ou para escapar. Isto parece pro·ar nao necessidade de um
aparato espiral especííico para captar ondas.
Portando, mais uma ·ez, nós temos a coníirmaçao de um antigo
ditado: A natureza nao íaz nada em ·ao`, e nao ha razao porque um
órgao inútil de·esse ser preser·ado quando a natureza encontra um
substituto melhor para ele.
O que sao entao, estas radiaçoes emitidas pelo seres ·i·os· Como
todas as outras radiaçoes conhecidas, elas sao caracterizadas por seus
comprimentos de onda. Nossa presente tareía é considerar os
parametros de comprimento de ondas que compoem estas radiaçoes.
O Vaga-lume. Para começar, deixe-nos mostrar por um exemplo
concreto que seria absurdo negar o princípio de que os seres ·i·os
emitem radiaçoes. Lsta negaçao é ob·iamente íútil, como todos os
dados disponí·eis que a contradizem íormalmente.
Nao é necessario nenhum grande esíorço para pensar sobre um inseto
que emite radiaçoes luminosas, quero dizer o pirilampo.
O quê é um pirilampo· Um inseto que permanece mais ou menos em
constante estado luminoso. Lxperimentos têm mostrado, por
obser·açao direta, que os o·os de um pirilampo sao espontaneamente
luminosos e que esta luz característica é transmitida sem um inter·alo
de geraçao para geraçao.
O que é entao esta radiaçao do pirilampo· Nada além de radiaçoes de
luz ordinaria, mas íiltrada e dando um espectro luminoso especial que
pode ser obser·ado com o espectroscópio. Portanto se nós
percebemos a luminescência do pirilampo, é primariamente porque ela
é de·ida a radiaçao luminosa, emanada por células, certas moléculas
59
que ·ibram com a mesma íreqüência da luz que nos podemos
perceber imediatamente porque ela aíeta nossos sentidos ·isuais.
Porquê entao de·emos admitir a possibilidade do pirilampo emitir
radiaçoes luminosas enquanto recusando admitir a possibilidade de
outros insetos emitirem diíerentes tipos de radiaçoes, além dos
parametros das radiaçoes luminosas, e conseqüentemente
imperceptí·eis para nossos sentidos·
1al atitude é reminiscente do cético 1omé, insistimos em ·er as
radiaçoes antes de acreditar na existência delas. Mas nós sabemos que
no incomensura·el parametro de ·ibraçoes, somente a oita·a luminosa
é ·isí·el para nós. Nao ha nenhuma polêmica nisto, e o mistério dos
casos considerados desaparece se nós admitirmos que o íato de emitir
radiaçoes é uma propriedade uni·ersal das matérias ·i·as, exatamente
como esta se tornando mais e mais e·idente que a radioati·idade é
uma propriedade uni·ersal da matéria inanimada. Podemos perguntar
a nós mesmos sobre a origem da energia necessaria para a radiaçao.
De·eremos ·er mais tarde como esta questao pode ser respondida em
sua íorma generalizada e também com respeito a todos os seres ·i·os.
Lm qualquer caso, parece inconsistente nao reconhecer para outros
seres ·i·os o quê é reconhecido no caso particular dos pirilampos.
O parametro total das propriedades radiantes dos seres ·i·os nao se
maniíesta aos nossos sentidos mais do que uma completa gama de
ondas eletromagnéticas.
Vamos humildemente lembrar a nós mesmos que o corpo humano
nao tem nada além de janelas muito pequenas comparadas com o
incomensura·el parametro de um oceano de radiaçoes. Nossos sensos
podem re·elar-nos umas poucas oita·as. O pouco conhecimento que
temos a respeito das radiaçoes dos seres ·i·os tem que ser suíiciente
para guiar-nos no estudo de um parametro total.
1emos dado atençao a luminescência do ·aga-lume que emite uma luz
íria, ou quase íria. Quase nao é necessario acrescentar que todos os
animais com uma temperatura normal constante ou uma temperatura
mais alta do que aquela do ambiente atmosíérico emite radiaçoes
calorííicas, isto é, radiaçoes quentes.
60
Antes de íormular uma teoria geral e lidar com o problema da energia,
deixe-nos dizer algumas pala·ras sobre a radiaçao em geral, e
especialmente sobre as radiaçoes eletromagnéticas com as quais a
ciência moderna tem nos tornado íamiliar. Lstas radiaçoes constituem
a base do mais importante íenomeno íísico. A Propagaçao de ondas
sonoras atra·és da matéria é produzida contra uma certa quantidade de
resistência enquanto as ondas eletromagnéticas atra·essam o mais
tênue espaço preenchido apenas pelo éter expandido. Lntre tais ondas
encontramos as ondas remotas ,sem íio,, ondas calorííicas, ondas
luminosas, ondas íotoquímicas, raios-X e ondas penetrantes ,raios
cósmicos,.
















61
CAPÍ1ULO IV
SOBRL RADIAÇÔLS LM GLRAL L SOBRL ONDAS
LLL1ROMAGNL1ICAS LM PAR1ICULAR

A Natureza e as Características das Radiaçoes Conhecidas - 1abela de Radiaçoes - Ondas
Lletromagnéticas - O Papel da Auto-induçao e Capacidade - O Circuito Oscilante - O Período
Natural e Ressonancia - Ondas Ultracurtas.

A natureza e as caracteristicas das radiaçöes conhecidas

L de conhecimento geral que a radiaçao é uma turbulência do éter
·iajando a ·elocidade da luz, que é de 299.863 Km por segundo. O
parametro conhecido de radiaçoes compara-se ao das ondas remotas
,sem íio,, calorííicas, luminosas, radiaçoes químicas, raios-X, raios
gama do radio e dos raios cósmicos. Lstas ·arias radiaçoes diíerem
umas das outras apenas por suas íreqüências, ou seja, pelo número de
oscilaçoes por segundo que as caracteriza. O comprimento de onda é a
distancia que é percorrida pela onda por segundo no curso de sua
propagaçao. Quanto mais alta é a íreqüência da radiaçao, mais curto é
o comprimento da onda. O processo de radiaçao nao en·ol·e
transporte de matéria ou emissao de partículas, é essencialmente a
propagaçao de uma turbulência ocorrendo no espaço.
1al é o princípio central da teoria das radiaçoes go·ernando a íísica
moderna.
A tabela da pagina 62 representa a escala completa das ondas
eletromagnéticas com seus respecti·os comprimentos de ondas e
íreqüência.
De acordo com Clerk Maxwell que concebeu uma teoria íamosa da
luz, a radiaçao luminosa é de natureza puramente magnética. Como as
ondas eletromagnéticas sao agora íamiliares para todos, nós íinalmente
propomos considera-las. Lsta aparente digressao é necessaria para
conseguir a obtençao de detalhes técnicos que serao dados mais tarde
em conexao com a minha teoria de radiaçao de células e de seres
·i·os. Além disto, qualquer pessoa de·eria ser capaz de seguir
62
íacilmente as explanaçoes e analogias dadas neste capítulo a respeito
dos circuitos oscilantes e correntes de alta íreqüência.
1ABLLA DL ONDAS LLL1ROMAGNL1ICAS
1ipo de onda Comprimento de onda
Ireqüência
(Vibraçöes por segundo)
Ondas remotas ,sem íio,
30.000 metros para alguns
milímetros
10.000-50 mili-jarda
Ondas iníra·ermelhas
,Raios calorííicos,
314-0.8 1-3¯5 trilhoes
Ondas luminosas
,1 oita·a,
0.8-0.4 3¯5-¯50 trilhoes
Ondas ultra·ioletas 0.4-0.015
¯50 trilhoes-20
quatrilhoes
Raios X
,12 oita·as,
0.15-0.000005¯
20 quatrilhoes-60
quintilhoes
Radioati·idade 0.0001-0.000002 3-150 quintilhoes
Ondas cósmicas
,radiaçoes penetrantes,
0.000002 A.U. ---
Letra grega ,Mícron, ~ uma milésima parte de um milímetro.
A.U. ,Unidade Angstron, ~ uma décima-milionésima parte de um milímetro.
Lsta tabela cobre aproximadamente 60 oita·as das quais o olho humano pode detectar apenas 1 oita·a.
Acredita-se que todos estes raios têm certas características comuns. Lles sao gerados mo·endo-se as
cargas elétricas e sao propagadas sem qualquer meio material. L suposto que elas ·iagem com a mesma
·elocidade de aproximadamente de 186.000 Milhas por segundo.
Leitores capazes de compreender consideraçoes técnicas sobre as
ondas eletromagnéticas podem achar úteis as iníormaçoes do pé da
pagina sobre auto-induçao e capacitancia no circuito oscilante.
1

1
Ondas eletromagneticas. O íenomeno associado com oscilaçoes elétricas nao pode ser totalmente
compreendido até que alguns íatos preliminares tenham sido assimilados do qual apenas um bre·e
resumo pode ser dado aqui. Para mais iníormaçoes o leitor tem a reíerencia de ·arios li·ros e textos
sobre ondas remotas ,sem íio,.
Para começar, ·amos ter em mente que a base de todos estes íenomenos é a induçao, descoberta por
laraday e uni·ersalmente aplicada em eletricidade hoje em dia. O seguinte é um bre·e sumario das
principais características deste íenomeno:
Uma corrente elétrica instantanea é gerada em um circuito condutor sempre que um íluxo magnético
que ílui atra·és dele ·aria. A íorça eletromotriz desta corrente induzida é a maior de todas as outras
coisas sendo iguais, porque a ·ariaçao do íluxo é mais rapida. O íenomeno da induçao tem dado íorça
a teoria da corrente alternada e a todas as aplicaçoes deri·adas dela, notadamente para o uso das
espirais de auto-indutancia, capacitancia, circuitos de ressonancia harmonica, etc. nós sabemos que o
íenomeno da ressonancia íorma a base de todas as oscilaçoes elétricas. Um segundo ponto merece
atençao: as oscilaçoes elétricas sao propagadas atra·és de isoladores melhor do que atra·és de
condutores porque os isoladores nao as absor·em
63
Os circuitos oscilantes. O que é um circuito oscilante·
Nós sabemos que antes de um circuito poder ser o centro das
oscilaçoes elétricas é essencial que ele possua auto-indutancia ,espiral,
e capacitancia ,condensador,. Quando estas condiçoes sao preenchidas
um choque elétrico ou magnético atua sobre o circuito, de maneira que
assim constituído, de origem a uma série de oscilaçoes.
De acordo com a circunstancia na qual este íenomeno ocorre, e da
maneira em que a íonte de energia maniíesta isso, necessariamente tem
que estar no circuito ou na sua proximidade alguma íonte de energia,
assim a sucessao resultante de oscilaçoes geradas podem ser repetidas
e mantidas.
Analogias explanatórias sobre as oscilaçöes eletricas. Para os
leitores que nao sao íamiliares com o íenomeno en·ol·ido com a
produçao de oscilaçoes em um circuito elétrico, nós propomos
explicar, de uma maneira muito elementar, como isto ocorre.
Um circuito ininterrupto, que é dito aberto` de um ponto de ·ista elétrico, pode assim ser o centro de
uma oscilaçao radio-elétrico que sao irradiadas atra·és do espaço na íorma de ondas eletromagnéticas.
Uma onda eletromagnética propagando si mesma, consiste essencialmente de um campo elétrico e um
campo magnético que segue as ·ariaçoes de uma onda particular em ambos, tempo e espaço. A
circulaçao de correntes oscilatórias de alta íreqüência originadas de materiais isolantes, principalmente
em ·irtude das ·ibraçoes extremamente rapidas destes mo·imentos elétricos e também de·ido ao
íenomeno de auto-induçao e capacitancia.
O papel da auto-induçäo e capacitãncia. O íenomeno da auto-induçao é, como o nome sugere,
apenas um caso particular de induçao que se maniíesta no circuito que da origem a ela, criando um tipo
de auto-reaçao.
A auto-indutancia ou, mais simplesmente, indutancia, é a parte de um circuito elétrico na qual o
íenomeno da auto-induçao se maniíesta. Lsta última é produzida por um campo magnético ·aria·el. A
auto-induçao é le·ada em consideraçao quando este circuito é atra·essado por uma corrente elétrica
·aria·el ou por um íluxo magnético igualmente ·aria·el.
A auto-indutancia ou, mais simplesmente, indutancia consiste praticamente de um ou ·arias espirais
condutoras, geralmente dispostas em íorma de bobina. O íluxo de induçao íormado pelas espirais é
axial.
Um íio condutor retilíneo possui auto-indutancia, de·ido ao campo magnético criado ao seu redor por
qualquer corrente íluindo atra·és dele. O íio pode ser considerado como uma espiral de diametro
iníinito.
Capacitãncia. Quando dois condutores íecham-se um para o outro, separados por um isolante, um
certo potencial diíerente surge, contínuo ou alternado, uma acumulaçao de eletricidade local resulta
nestas duas armaduras metalicas, de·ido a capacidade elétrica deste sistema. De·ido a acumulaçao de
eletricidade resultante sob estas condiçoes, o nome de condensador tem sido dado para o aparato
capaz de produzir este íenomeno.
Vamos íazer duas comparaçoes.
64
Vamos imaginar que o pêndulo de um relógio. Lste é um sistema que
pode ser iniciado de duas maneiras diíerentes de acordo com as
condiçoes sejam aquelas associadas, uma com a outra, dos seguintes
dois casos.
1. Suponha que a massa de um pêndulo imerso em agua possui uma pa
para diminuir seu mo·imento. Se o pêndulo é tirado da posiçao
·ertical e entao solto, ele retornara lentamente a posiçao ·ertical,
de·ido a resistência da agua contra a pa. ,ligura 4,.
2. Agora, suponha que o pêndulo esteja suspenso no ar sem a pa. L
esperado que sob a iníluência de uma impulsao o pêndulo oscilara
para e de uma posiçao ·ertical. Seu mo·imento entao se torna
oscilatório e a íreqüência das oscilaçoes é igual ao número de ·ezes
que ele passa pela linha ·ertical em um segundo ,lIG. 5,.

Nós também sabemos que um isolador colocado entre duas armaduras, que nao podem ser o
centro de nenhuma corrente similar aquelas íluindo atra·és de dois condutores é, entretanto,
atra·essadas pelas correntes elétricas chamadas correntes de con·ecçao.
As leis da eletricidade estabelecem que a corrente íluindo atra·és de um condensador ·aria em
intensidade a medida que a capacitancia do condensador se tornar maior, a tensao elétrica
aumenta e a íreqüência ae.ta tev.ao ¡or .i, .e torva vai. aefiviaa.
Ma. e iv¡ortavte ob.errar qve, ve.vo .e a tev.ao e a ca¡acitãvcia forev vvito bai·a., evtretavto e ¡o..íret
obter vva gravae ivtev.iaaae ae correvte ae.ae qve a freqvêvcia .e;a vvito gravae.
Para íreqüências maiores do que uma mili-jarda, por exemplo, as capacitancias consideradas
sao tao íracas que elas podem parecer nao existir ou serem desprezí·eis. Llas sao capazes,
entretanto, de deixarem passar oscilaçoes de alta íreqüência atra·és do ar ente as duas
armaduras separadas por ·arias polegadas e íormando um condensador.
Para íreqüências mais altas ainda, a distancia de ·arios metros entre os dois condutores
sempre constitui uma capacidade aprecia·el e é entao possí·el, graças ao íenomeno de alta
íreqüência, íazer um íluxo de corrente atra·és de um circuito aberto`.
Isto é possí·el por causa das correntes de conduçao, passando atra·és de condutores
elétricos, muito próximos outra ·ez de·ido a capacitancia aérea em íorma de correntes de
con·ecçao.
Geralmente íalando, dois íios simples, colocados bem próximos, íormam capacitancia a
medida que eles podem se ele·ar para diíerentes potenciais. Pela mesma razao, as duas
extremidades de um íio simples têm uma capacidade em relaçao as suas extremidades e para o
meio externo.
65
Se uma causa externa age sobre o pêndulo com o mesmo ritmo e a
mesma direçao, sua oscilaçao continua sem uma parada. Assim, nós
·emos que quando nao ha resistência para o deslocamento, tal sistema
produz oscilaçoes mecanicas.

lIG. 4. Morivevto ao Pêvavto va .gva. O pêndulo sendo des·iado de sua posiçao de equilíbrio
gradualmente reassume a sua posiçao original sem dar origem a qualquer oscilaçao de·ida a
resistência do líquido que diminui seu mo·imento.
Vamos considerar dois ·asos de agua unidos na base por um longo
tubo de pequeno diametro, e ·amos le·antar um dos ·asos. O ní·el da
agua no primeiro caira, enquanto no outro ·aso ele se ele·ara
gradualmente até que o mesmo ní·el seja alcançado em ambos os
·asos ,ligura 6,. Neste caso, a resistência do tubo de·ido ao seu
pequeno diametro e grande comprimento, o ní·el íinal é alcançado
somente em graus em conseqüência do deslocamento contínuo da
agua dentro do tubo íluindo em apenas uma direçao.
66
Agora, ·amos tomar um tubo curto e de grande diametro com uma
·al·ula reguladora de íluxo no meio ,lIG. ¯,. A ·al·ula sendo íechada
deixa-nos le·antar um dos ·asos a até uma certa altura e entao abrir a
·al·ula subitamente.

lIG. 5. O.citaçoe. ao Pêvavto. O pêndulo se des·ia da ·ertical para a posiçao 1, depois oscila, por
íorça da sua própria inércia para uma posiçao simétrica 2, e as oscilaçoes de ·olta para o outro
lado. Assim, realiza uma série de oscilaçoes cujo mo·imento é gradualmente amortecido para
baixo, pelo atrito do eixo de suspensao e a resistência do ar. Lle acabara por parar e retomar a
posiçao ·ertical
As oscilaçoes do pêndulo dao uma representaçao mecanica das oscilaçoes elétricas em um
circuito consistindo de auto-indutancia ,inércia, e capacitancia ,elasticidade,.
Nós sabemos que o ní·el íinal comum nos dois ·asos sera alcançado
apenas depois de alguns segundos, seguindo uma série de oscilaçoes
do íluído contido nos respecti·os ·asos.
67

ligura. 6. .. o.citaçoe. aa agva evtre o. aoi. ra.o. covectaao. ¡or vv tvbo cvrto ae gravae aiãvetro. Neste
caso, as oscilaçoes ocorrem mais lentamente de·ido ao tubo oíerecer uma alta resistência ao
deslocamento da agua e também porque mais tempo é requerido pela agua para ·iajar de um
·aso para o outro.
Se a resistência do tubo é suíicientemente grande, o mo·imento da agua cessara quando o
equilíbrio entre os dois ní·eis íor alcançado e nenhuma oscilaçao ocorrer.
Lste íenomeno da oscilaçao é de·ido a inércia da agua, resultado da
·elocidade adquirida pelo líquido e o mo·imento súbito para entao
·oltar sua posiçao de equilíbrio.
68
Lste estado de equilíbrio é alcançado somente após um série de
oscilaçoes terem ocorrido, cuja amplitude diminui gradualmente.

lIG. ¯. .. o.citaçoe. ae agva evtre aoi. ra.o. covectaao. ¡or vv tvbo cvrto ae targo aiãvetro. As
oscilaçoes ocorrem quando a ·al·ula que esta íechando a comunicaçao entre os ·asos é aberta
subitamente. O resultado é mo·imento de ·ai e ·em da agua no tubo. O número de oscilaçoes
por segundo ou íreqüência é maior quando o tubo é menor e mais largo.
A ocorrência do íenomeno pode acontecer simplesmente pela
diíerença inicial de ní·el. L se é desejado que as oscilaçoes durem
indeíinidamente, é meramente necessario aumentar ou baixar
alternadamente um dos dois ·asos enquanto seguindo com precisao,
com a mesma ·elocidade, o ritmo causado pelo mo·imento da agua.
Assim, nós de·eremos ter produzido, sob a iníluência de uma causa
externa, um mo·imento oscilatório permanente da agua.
Lste experimento simples e sugesti·o é tao íamiliar que nós nao
necessitamos ir adiante.
69
Vamos notar, entretanto, três pontos importantes. O mo·imento da
agua é mais rapido quando:
1. Quando a quantidade de agua é pequena.
2. A diíerença inicial de ní·el nos dois ·asos é maior.
3. O tubo é menos resistente, maior ou menor.

lIG. 8. . e·¡tavaçao teórica aa ae.carga o.citatória ae vv covaev.aaor atrare. aa avto·ivavtãvcia. No
condensador ·isto acima, as armaduras sao carregadas com eletricidade positi·a e negati·a
respecti·amente. A seta ,1, indica a direçao da primeira descarga da corrente. A seta ,2, indica
a direçao do campo magnético instantaneo l produzido pela primeira corrente.
A produçao de um campo magnético l se origina nas espirais, como resultado da auto-
induçao para uma corrente instantanea cuja direçao é indicada pela seta 3.
L de se notar que a direçao é a mesma a mostrada pela seta ,1, e esta corrente carregara o
condensador. Lle é entao carregado com polaridades in·ersas e é entao descarregado outra
·ez, e assim por diante. Isto é conhecido como uma descarga oscilatória.
L agora o mesmo se aplica as oscilaçoes elétricas em um circuito
oscilante íormado, como sabemos, pela auto-indutancia e capacitancia.
A espiral de induçao tem o papel do ·aso de agua. ,lig. 8,.
A capacitancia de um aparato elétrico baseia-se na sua propriedade de
armazenar uma quantidade de eletricidade. Quanto maior a
capacitancia, maior é o potencial de acumular eletricidade.
L requerido apenas que as duas armaduras metalicas do capacitor,
separadas por um isolante, de·em ser ele·adas a tensoes elétricas
70
diíerentes, para que uma carga possa resultar. Lsta capacitancia entao
corresponde em todos os aspectos ao ·aso de agua. Mas, ao in·és de
carregar o ·aso com agua, é a eletricidade que carrega o capacitor
,condensador,. A auto-induçao corresponde ao ·olume contido no
tubo que une os dois ·asos. Quanto maior é a açao dele, mais ele
impede o rapido mo·imento oscilatório da eletricidade. Uma
indutancia insigniíicante, um circuito consistindo de um espiral, por
exemplo, corresponderia ao tubo, largo ou curto mencionado
anteriormente, e poderia somente oíerecer uma pequena resistência a
passagem da corrente. Por outro lado, uma espiral, consistindo de
·arios anéis, corresponderia a um tubo de grande comprimento,
oíerecendo grande resistência a passagem da agua.
Mais uma ·ez, nós sabemos que uma corrente elétrica íluindo atra·és
de um sistema de espirais cria um campo magnético cuja intensidade e
direçao corresponde exatamente a intensidade e direçao da corrente.
Nós também sabemos que uma ·ariaçao de intensidade no campo
magnético de um circuito cria neste circuito uma corrente elétrica. O
circuito em questao pode ser uma bobina em si, ou uma espiral
gerando um campo ,auto-induçao,. A induçao de corrente assim
produzida dura tanto quanto as ·ariaçoes do campo que o cria.
Para resumir: uma corrente cria um campo magnético e a ·ariaçao em
um campo magnético da origem a uma corrente elétrica ·aria·el.
Vamos adiante considerando um circuito oscilante consistindo de um
espiral e um capacitor íormado por duas armaduras separadas por um
isolante. Vamos supor que o circuito seja aberto` e a capacitancia
carregada. Se o interruptor esti·er íechado, o capacitor é descarregado
imediatamente para dentro da espiral, dando origem a uma corrente,
mesmo, como obser·amos antes, ao abrir a ·al·ula, a agua corre para
dentro do tubo. No inicio a espiral nao é aíetada por nenhuma
corrente. Subitamente um corrente ílui, ·indo do zero para um certo
·alor. la entao uma ·ariaçao de corrente e a criaçao de um campo
magnético ·aria·el na espiral, representando uma certa ·ariaçao de
energia en·ol·ida. Mas a corrente nao ílui indeíinidamente e tende a
diminuir.
71
O campo criado pela corrente desaparecera e entao a ·ariaçao no
campo dara origem, pela induçao no sistema de anéis da espiral, a uma
corrente elétrica instantanea ,Veja direçao N°. 3, íig. 8,.
Agora, esta descoberto, e é um íato nota·el, que a direçao desta
corrente induzida é a mesma da direçao da primeira corrente de
descarga e que ela tende a prolongar sua açao.
Sao as leis da induçao que determinam a direçao desta corrente e nós
nao de·eremos insistir mais. Lsta corrente, suplementar a corrente
primaria, cargas em seu turno de capacitancia que acabaram de ser
descarregadas, apenas com uma polaridade in·ersa. 1oda a energia da
descarga, que íoi transíormada outra ·ez em energia eletrostatica, que
é energia potencial, para carregar o capacitor na direçao in·ersa. Mas,
de·ido a ·arias perdas, notadamente atra·és do atrito que aparece sob
a íorma de calor, esta carga é menor do que a carga primaria.
Nós agora temos um conjunto de condiçoes similares aquelas do início
do experimento: o condensador sera descarregado outra ·ez, mas de
íorma diíerente, dentro da espiral e entao descarregado uma terceira
·ez com a polaridade idêntica a primeira polaridade.
O íenomeno prosseguira nestas linhas até a completa exaustao da
energia elétrica en·ol·ida.
Sera entao ·isto que ha·era uma série de cargas e descargas muito
rapidas, que é denominada uma descarga oscilatória. Lste íenomeno
termina quando toda a energia é dissipada em íorma de calor e
radiaçao.
A rapidez da sucessao de oscilaçoes, que é seu número por segundo, é
conhecida com íreqüência. Lla é maior quando a capacitancia le·a
menos tempo para se carregar, quando esta capacitancia é mais íraca e
também quando a espiral é menor.
L íacil compreender, portanto, a necessidade de se reduzir o maximo
possí·el a espiral e o capacitor pra obter íreqüências muito altas. L
precisamente o quê acontece dentro das células ·i·as, como ·eremos
mais tarde. Além disto, nós sabemos que se um capacitor e a espiral de
um circuito oscilante diminui mais e mais, o comprimento de onda
pode se tornar tao curto quanto se queira, mas ha uma outra coisa que
é reduzida ao mesmo tempo e muito rapidamente também que é a
72
energia en·ol·ida. Se o comprimento de onda se torna extremamente
curto a capacitancia sera, necessariamente, muito pequena e a energia
quase desprezí·el, a menos que as tensoes elétricas aplicadas sejam em
si considera·eis. Mas, é logo limitada nesta direçao pela resistência
dielétrica dos isoladores e mesmo pelo próprio ar.

lIG. 9. Circvito o.citavte ae íert¸. Acima, o circuito do Oscilador de lreqüências Múltiplas de
lertz.
O circuito secundario consistindo de uma espiral de induçao é conectado a duas
bolas ou duas placas metalicas íormando um capacitor por meio de dois íios, A e
B, constituindo uma auto-indutancia. Um circuito oscilante aberto é entao
obtido. O capacitor íormado pelas duas placas é descarregado e da origem a
centelha entre as duas pequenas bolas.
O diagrama do meio mostra um oscilador retilíneo que consiste de um íio
simples ,auto-indutancia, e termina em duas placas metalicas ou bolas
,capacitor,.
No diagrama de baixo as placas sao reduzidas nas extremidades do íio metalico.
O capacitor é ainda existente, mas é muito pequeno. A íreqüência das oscilaçoes
é aumentada.
73
Vamos lembrar os experimentos íeitos por lertz com duas placas
metalicas separadas por uma distancia de 1 a 2 metros e ele·adas a
uma diíerença de potencial alternati·o por meio de uma espiral de
Ruhmkoríí, a auto-indutancia íoi constituída simplesmente
conectando-se os íios e o condensador, pela capacitancia íormada
pelas duas placas suspensas no ar isolante ,ligura 9,.
Lste aparato libera ondas remotas ,sem íio, de curto comprimento.
Quando o comprimento dos íios é diminuído, como também o
diametro das placas, a auto-indutancia e a capacidade sao igualmente
diminuídas, mas ainda
persistem.
O aparato pode se tornar
microscópico, e ainda
assim o circuito oscilante
sempre tera um
comprimento de onda
típico, mas este
comprimento de onda sera
correspondentemente
menor e isto também se
aplica a energia en·ol·ida.
Vamos considerar o caso
particular de um longo íio
condutor linear cujas duas
extremidades sao ele·adas
para uma dada diíerença de
potencial. Lm relaçao ao
meio material ao seu redor,
este íio é dotado de um
pequeno grau de ondas de
capacidade magnética
tendo a íreqüência e auto-
indutancia iguais as suas
próprias.
Portanto, pode ser uma íonte de oscilaçoes eletromagnéticas de
comprimento de ondas curtas, ou seja, de alta íreqüência.

lIG. 10. Diagrava e.qvevatico ae vv circvito etetrico
o.citavte vo.travao .ivitariaaae ao. fitavevto. cetvtare.. Lste
circuito oscilante pode se tornar microscópico. No
caso deste diagrama as extremidades do circuito sao
próximas, elas íormam capacitancia e tomam cargas
elétricas, positi·as e negati·as. O pequeno
condensador entao íormado é descarregado dentro do
íio íormando auto-indutancia, da mesma maneira de
um circuito oscilante ordinario. Mas a auto-indutancia
esta localizada aqui ao longo do íilamento.
74
Os três casos seguintes podem ser encontrados em:
1. O circuito é submetido a qualquer tipo de choque elétrico ou
magnético: é entao dito que ele ·ibra de acordo com seu período
natural.
2. O circuito é colocado em um campo eletromagnético ·aria·el ou
entao é submetido a iníluência de eletro-íreqüência. Lle entao ·ibra,
assim por dizer, em simpatia ou mais precisamente, em ressonancia.
3. Sob a iníluência de uma causa externa, o circuito pode também
ser o centro de oscilaçoes íorçadas de um tipo diíerente de íreqüência.
Lntao, é dito que ele ·ibra periodicamente.
Uma rapida olhada na escala de ondas eletromagnéticas mostrara que,
de modo geral, as oscilaçoes que nós menos conhecemos sao aquelas
que tem os menores comprimentos de ondas. As oscilaçoes de baixa
íreqüência das correntes alternadas e as longas ondas remotas ,sem
íio, pertencem ao domínio da indústria, como também as radiaçoes
luminosas e os raios-X. Mas ainda existe nas regioes do iníra·ermelho
e ultra·ioleta e na regiao das radiaçoes penetrantes, cujas gamas de
íreqüências nao têm nada além de um interesse teórico, o estudo que
nao tem progredido muito.
No presente estagio de conhecimento nós podemos dizer que nao ha
uma quebra deíinida entre as chamadas ondas eletromagnéticas, as
ondas calorííicas ou ondas iníra·ermelhas, as ondas luminosas e as
ondas cósmicas.








75
CAPÍ1ULO V
AS OSCILAÇÔLS L AS RADIAÇÔLS DAS CLLULAS
Comparaçao entre Células e Circuitos Oscilantes - Constituiçao do Circuito Celular Oscilante -
Características e Comprimentos de Ondas da Radiaçao Celular - Natureza da Radiaçao
Celular.
Comparaçäo de celulas vivas com um circuito oscilante. Sob a luz
dos íatos experimentais, ambos íísicos e biológicos, que íoram
discutidos nos capítulos anteriores, eu estou agora em posiçao de
considerar a base da minha teoria sobre a radiaçao de células ·i·as.
No terceiro capítulo este primeiro princípio íoi enunciado: 1odos os
seres vivos emitem radiaçöes.
Do que acabamos de aprender, em conexao com nossos estudos
íísicos de ondas eletromagnéticas, segue-se que a emissao de radiaçoes
implica, necessariamente, em um íenomeno oscilatório. Além disto, o
mais rudimentar organismo ·i·o, constituído de uma única célula,
parece e·idente que a mais simples oscilaçao biológica tem que ser
aquela que se maniíesta dentro da célula.
Nós podemos assim anunciar este segundo princípio, sendo mais
deíinido e seqüente naturalmente ao primeiro: 1oda celula viva e
essencialmente dependente do seu núcleo que e o centro das
oscilaçöes e libera radiaçöes.
O que sao estas radiaçoes e qual é a origem das energias en·ol·idas·
Aqui estao duas questoes que eu proponho responder nas próximas
paginas.
Vamos supor que as dimensoes geométricas de um circuito oscilante
diminuem gradualmente até se tornarem in·isí·eis e microscópicas. A
espiral e a capacidade do circuito, que também se tornarao
microscópicos, toda·ia, ainda existirao. Graças a estes dois íatores
indispensa·eis, o circuito continuara a oscilar sob a iníluência de
causas que nós de·eremos examinar mais tarde e com um
comprimento de onda mais e mais reduzido. Isto é precisamente o quê
ocorre dentro das células. Analises microscópicas re·elam a presença
de núcleos como mostrado nas íiguras 10 e 11.
76
Lstes núcleos sao, como demonstraremos, circuitos elétricos dotados
com auto-indutancia e capacitancia e conseqüentemente, capazes de
oscilar. Lstes circuitos oscilam de acordo com uma íaixa de
comprimentos de ondas cuja magnitude depende essencialmente dos
·alores das espirais e capacitancia. As ondas liberadas sao de origem
eletromagnética, em ·irtude da natureza dos circuitos e sao também de
íreqüência muito alta de·ido as diminutas dimensoes dos organismos
em questao.

lIG. 11. Visao microscópica de ·arios elementos que entram na composiçao de uma célula.
No centro esta o íilamento torcido que, possuindo auto-indutancia e capacitancia, constitui
um circuito oscilante.
A similaridade a um circuito de ondas curtas é maniíesta: o íilamento mostrado aqui oscila
como uma mola tendo um número muito pequeno de espirais.
Constituiçäo de um circuito celular oscilante. Vamos primeiro
lembrar o que a moríologia nos ensina sobre o assunto da constituiçao
das células. Os detalhes da estrutura celular sao esclarecidos na lig. 12.
Uma célula consiste, essencialmente, de núcleo ou sistema central,
imerso em protoplasma que é circundado por uma membrana
semipermea·el. O exame do núcleo re·ela a existência de pequenos
íilamentos torcidos constituindo circuitos elétricos. A íig. 12 mostra
um íragmento de um destes íilamentos. Lles sao compostos de
materiais organicos ou condutores minerais, cobertos por uma
77
membrana tubular de material isolante consistindo de colesterol,
plastina e outras substancias dielétricas.
Assim, estas estruturas organicas, assumindo a íorma de íilamentos
condutores, constituem um circuito elétrico dotado de uma construçao
com auto-indutancia e capacitancia, que pode bem ser comparado com
um circuito oscilante.
Lstes circuitos, caracterizados por ·alores extremamente baixos em
relaçao a espiral e capacitancia, podem sob certas iníluências oscilar
com uma íreqüência muito alta e liberar radiaçoes de ·arios
comprimentos de ondas, exatamente como as células do pirilampo
liberam radiaçoes ·isí·eis. A capacitancia e a espiral destes circuitos
elementares sao, toda·ia, de uma natureza complexa, eles dependem
principalmente da íorma e do comprimento dos íilamentos, com seus
anéis e sinuosidades juntos como as dimensoes relati·as da célula
relati·amente ao íilamento.

lIG. 12. íitavevto. ao vvcteo ae vva cetvta: a esquerda, os íragmentos de íilamentos de núcleos
celulares. Sua estrutura celular de·e ser notada. A direita é mostrado um núcleo de uma
glandula sali·ar da lar·a Cbirovovv. ¡tvvo.v. ,Após Balbiani,.
Após um certo tempo e sob a iníluência de uma causa especííica, dois
pólos mutuamente atrati·os aparecem no protoplasma, os íilamentos
sao quebrados, separados e orientados, para ser, íinalmente unidos ao
redor de cada pólo quando a célula esta entao pronta para se di·idir
,ligura 13,.
Caracteristicas e comprimentos de ondas da radiaçäo celular.
Lsta claro agora, a partir da constituiçao das células como re·eladas
pelo microscópio e os estudos moríológicos que, cada célula é capaz
78
de ser o centro das oscilaçoes de íreqüências muito altas liberando
radiaçoes in·isí·eis pertencentes a uma gama próxima aquela associada
com a luz.

lIG. 13. ía.e. aiferevte. aa airi.ao ivaireta ae vva cetvta:
1. - A célula em estado de descanso com seu núcleo e centrossoma acompanhado pela esíera
de atraçao.
2. - O Núcleo isolado mostrando a íormaçao de íilamento, di·isao da esíera de atraçao e a
linha da íibra de cromatina.
3. - Di·isao longitudinal do íilamento.
4. - A di·isao do íilamento em quatro grupos de cromossomos e depressao de núcleos nos
pólos sob a iníluência dos asteres.
,Ásteres ~ Lstruturas em íorma de estrelas íormadas no citoplasma de uma célula, tendo
íibras como raios que rodeiam o centrossoma durante a mitose,.
5. - Os raios dos asteres penetram dentro do núcleo e a membrana desaparece nos pólos.
6. - Lstagio da lase Lquatorial`, os cromossomos sao orientados ao longo de um plano
perpendicular ao eixo rotatório central.
¯. - Separaçao do cromossomo que gra·ita na direçao de cada esíera de atraçao.
8. - Célula cujo citoplasma começa a desen·ol·er uma cintura` no centro, cada metade
contendo um núcleo em processo de reconstituiçao.
9. - Duas células íilhas resultantes da di·isao da célula original ,Após lenneguy,.
79
Vamos tomar, por exemplo, a
corynactis ·iridis, ampliada 1.000
·ezes. Do seu tamanho atual eu
calculei aproximadamente a auto-
indutancia pro·a·el destes circuitos
combinados ,lig. 14,. A
capacitancia, entretanto, é muito
diíícil determinar. 1omando certos
·alores médios, encontrei uma
radiaçao localizada na regiao de
iníra·ermelho. L também possí·el
obter uma íaixa de comprimentos
de ondas admitidamente, uma
aproximaçao grosseira medindo o
comprimento do íilamento e
multiplicando-o por dois. L
altamente pro·a·el que as células
cujos íilamentos sao isoladas em
ambas extremidades ·ibram no
princípio de meia onda, ou seja, tem
um comprimento de onda de quase
o dobro do íilamento, como os
dipolos elétricos de lertz. Mas
estes métodos nao sao precisos e
nao oíerecem nada além de um tipo
de comprimento de onda. Nós
·eremos mais tarde porque e sob
quais iníluencias as células oscilam.
Neste momento eu espero ter
con·encido o leitor de que as
células ·i·as sao, de acordo com
suas constituiçoes, capazes de
oscilar e de emitir radiaçoes.
L este íenomeno de radiaçao que é
a raiz do íamoso sentido misterioso
dos passaros e insetos, aquele
instinto especial postulado pelos
naturalistas.


lIG. 14. O ae.evbo ao Cor,vacti. ririai. ,ampliado
1.000 ·ezes,. Neste organismo marinho,
medindo nada mais do que 0.1 mm, um circuito
íormando auto-indutancia em um número de
circunstancias internas, em ·irtude das estruturas
espirais que sao claramente ·ista. Aqui a
similaridade a auto-indutancia de uma espiral é
impressionante.
Nos organismos ·i·os as espirais podem ser
·istas mais próximas, juntas ou separadas uma da
outra. Isto resulta em alteraçoes do comprimento
das ondas e ao mesmo tempo modiíicaçoes de
ambas, capacitancia e a auto-indutancia deste
nota·el circuito ·aria·el.
80
L por meio de radiaçao celular interna que o pirilampo produz sua
própria luz, que nunca se apaga. L uma radiaçao similar com uma
íreqüência diíerente, que dota os insetos com uma íaculdade oculta,
nao originada do olíato, mas de uma radiaçao no ar. L a mesma
radiaçao que cria e mantém a ·ida, ou, pelo menos, que se mostra ser
uma maniíestaçao direta e insepara·el dela.
Sao estas radiaçoes que sao emitidas pelos o·arios da íêmea do bicho-
da-seda e que atrai os machos. Sao estas radiaçoes emitidas pelos
micro-organismos da carne em decomposiçao que atraem os
mosquitos azuis e os besouros necróíagos. Sao estas radiaçoes que
direcionam, por longas distancias, as corujas, os lemmings e os
morcegos para suas presas e habilitam os pombos-correios a encontrar
suas rotas.
1odo o mistério aparente en·ol·ido nos instintos e habitos sociais dos
insetos, passaros e outras criaturas, agora se torna explica·eis.
Os naturalistas que têm estudado estes íenomenos, mas nao
resol·eram o problema que a natureza nos criou sob este diíícil
aspecto. Lsta teoria da uma no·a luz no enigma associado com a
radiaçao e com a ·ida em si mesma, é suscetí·el de muitas aplicaçoes
úteis e parece ser a cha·e do grande problema da inteligência animal.

A natureza da radiaçäo celular

L gratiíicante registrar que as in·estigaçoes que eu tenho íeito neste
campo, grandemente inspirado pelas pesquisas do Proíessor
d`Arson·al e pelo íalecido Daniel Berthelot, têm sido coníirmadas
pelos experimentos recentes de Gurwitsch e lranck, como também
por aqueles de Albert Nodon, Presidente da Sociedade Astronomica
de Bordeaux, que tem estado engajado por alguns anos no estudo do
íenomeno eletro-atomico` produzido em organismos ·i·os pelas
ondas ultracurtas. Lstas pesquisas sao particularmente relati·as a
radioati·idade das plantas e animais.
A. Nodon tem íeito muitos experimentos, com o auxílio de
eletrometros apropriados, com uma ·isao de comparar a
81
radioati·idade das plantas e dos animais com aquela radioati·idade das
substancias minerais como os sais de radio e uranio.
As medidas registradas por Nodon íoram deri·adas de muitas íontes:
íolhas de lortência, Geranios, alho porro, dalia, hera, graos de pólen,
bulbo de alho, cebola, batatas recém colhidas.
Como conseqüência destes experimentos de acordo com os quais a
chamada radioati·idade` é compara·el ao uranio, ou, colocando de
outra maneira, que causa a descarga do eletrometro em 25-500
segundos, dependendo da natureza e da massa do tecido organico.
Lstendendo o seu campo de obser·açao aos animais Nodon tem
demonstrado que os besouros dourados, pretos e ·erdes, mosquitos,
aranhas e outros insetos riro., liberam uma quantidade de
radioati·idade equi·alente a 3 até 15 ·ezes, o ·alor do uranio para uma
massa igual.
Incidentalmente, ·amos obser·ar o íato, que coníirma claramente a
minha teoria da oscilaçao celular, que plantas mortas e animais nao
têm qualquer e·idência de radioati·idade detecta·el, para a qual a
radiaçao natural parece ser essencial - e parece suíiciente - para a
manutençao da ·ida. Realmente, esta radioati·idade nao é nada mais
do que uma maniíestaçao da oscilaçao celular. Se o núcleo é destruído
a oscilaçao cessa e a célula morre.
Lstas obser·açoes, em adiçao aos experimentos nos sujeitos humanos,
possibilitou a Nodon chegar a seguinte conclusao: Parece, a partir dos
íatos registrados que as células ·itais do corpo humano emitem
elétrons gerados por uma real radioati·idade cuja intensidade parece
ser muito mais considera·el do que aquela obser·ada nos insetos e
plantas`
1
.
O íato de que de·eria ha·er uma certa emissao de energia nos seres
·i·os, ou uma re-emissao implicando em uma ati·idade anterior,
diíicilmente poderia ser posta em dú·ida. A questao é, se ha transporte
de energia por meio de elétrons ou transmissao de energia por meio de
ondas.

1
A. Nodon. Les nou·elles radiation: ultra-penétrantes et a cellule ·i·ante` ,Reune Scientiíique.
October 22nd, 192¯ ....... p. 609,.
82
De minha parte, acho diíícil imaginar que elétrons podem ser
transportados por tao considera·eis distancias como aquelas
en·ol·idas em certos íenomenos biológicos, isto é, o instinto dos
animais e seus poderes de orientaçao e as maneiras e meios com que
sua existência é mantida. la ·arias razoes para acreditar que os
elétrons sao produzidos somente localmente como um resultado da
polarizaçao elétrica dos tecidos organicos, mais nós temos também
que ter em mente que o íenomeno real de induçao e detecçao no qual
as ondas desempenham uma parte de liderança no organismo humano,
como resultado da oscilaçao de um circuito organico constituído do
núcleo celular.
Mais do que isto, Nodon obte·e o que pode ser chamado de
radiograíias espontaneas` colocando coisas ·i·as ,plantas, insetos,
diretamente sobre as placas íotograíicas. liguras nítidas íoram
registradas após uma exposiçao de ·arias horas. A conclusao de
Nodon íoi a seguinte: Parece pro·a·el que a matéria, sob a iníluência
de radiaçoes cujos comprimentos de ondas sejam menores do que
aquele diametro do elétron pode estar sujeitas a certas modiíicaçoes de
natureza desconhecida que podem coníerir no·as propriedades da
matéria, diíerentes daquelas coníeridas pelas radiaçoes de
comprimento de ondas muito maiores, e nao conectadas com os
elétrons`.
A interpretaçao destes resultados me parece ser muito mais simples.
Nós estamos de íato ·i·endo em meio a campos de radiaçoes
cósmicas, compostas por uma completa gama de ondas, da mais longa
a mais curta. L ób·io, como íoi mostrado nos capítulos anteriores, que
as radiaçoes cósmicas induzem, no núcleo das células dos organismos,
certos íenomenos elétricos, e, antagonicamente, que o íenomeno
interno do organismo, notadamente a nutriçao, en·ol·e uma série de
oscilaçoes elétricas dentro das células.
A teoria que eu íormulei sobre as oscilaçoes dos seres ·i·os responde
por estes íenomenos. A célula ·i·a é um Oscilador de lreqüências
Múltiplas e um ressonador elétrico. Suas constantes` sao íixadas pela
íorma e a natureza das substancias que entram na sua composiçao. A
reno·açao destas substancias por meio da nutriçao da origem aos
eíeitos eletronicos locais, de·ido aos elétrons liberados pelas reaçoes
químicas dos organismos ·i·os, que modiíicam as constantes elétricas
83
dos núcleos celulares. Por outro lado, as radiaçoes emitidas pelos seres
·i·os nao consistem inteiramente de radiaçoes radioati·as. la também
as calorííicas, as iníra·ermelhas e as radiaçoes luminosas ,Pirilampos,
cogumelos, micro-organismos e seres unicelulares,.
Nesta conexao, ·amos mencionar a descoberta íeita por Gurwitsch e
lranck dos raios mitogenéticos` que sao liberados dos talos e raízes
dos ·egetais recém colhidos, desde que os núcleos celulares nao sejam
destruídos. Lstes raios têm sido identiíicados como sendo similares,
em natureza, as radiaçoes ultra·ioletas e sua descoberta constitui uma
importante coníirmaçao da minha teoria de oscilaçao celular.
No tempo em que os discípulos da teoria da emissao de luz sao outra
·ez conírontados com os oponentes que apóiam a teoria da
ondulaçao, pode nao parecer inoportuno reconciliar os Newtonianos
com os seguidores de luyghens demonstrando, como Broglie tem
íeito, que o elétron nao é, aíinal, nada mais do que um sistema de
ondas. Portanto é possí·el que as radiaçoes cósmicas podem integrar
ou desintegrar os elétrons dentro do atomo. Mais uma ·ez, a existência
de mais e mais raios cósmicos penetrantes esta sendo demonstrada
íreqüentemente, e, no momento, nao ha justiíicati·a para antecipar um
limite mínimo para a magnitude das ondas ultracurtas. Até agora o
estudo das íreqüências mais altas têm sido prejudicadas pela
imperíeiçao do instrumental. Conseqüentemente, parece nao ha·er
nenhuma razao ·alida para a postulaçao de um atomo ·i·o`, como o
imaginado por Nodon. De íato, parece mais simples concluir que
todos os organismos ·i·os, plantas e animais, consistem de sistemas
eletromagnéticos normalmente em equilíbrio sob a iníluência de um
campo de radiaçoes cósmicas combinadas com radiaçoes internas,
como aquelas condicionadas pelos processos nutricionais. A amplitude
excessi·a ou deíiciente desta radiaçao tem que en·ol·er um
desequilíbrio oscilatório que é íatal para o organismo. Lste estado de
coisas pode ser causado simplesmente pelas ·ariaçoes nas
características das radiaçoes que modiíicam a ati·idade íuncional do
transmissor ou ressonador celular.
Alguns íísicos e técnicos radioelétricos tem dito que a minha teoria
contraria os íatos, porque os raios cósmicos sao tao penetrantes que
podem atra·essar uma massa de chumbo de ¯ metros de espessura ou
mais e, portanto nao podem íazer os núcleos das células ·i·as
84
oscilarem, o que constitui por si só um circuito oscilante de uma
magnitude muito maior do que é comensura·el com a açao das ondas
cósmicas.
Para esta objeçao eu posso dizer que as ondas cósmicas cobrem a íaixa
completa de comprimentos de ondas, mesmo aquelas medindo ·arios
milhares de metros, um íato obser·ado pelos radio-eletrotécnicos na
recepçao de todas as íreqüências resultantes na atmosíera. Mais ainda,
cada grupo de células possui sua própria íreqüência com suas
·ibraçoes características, e cada íreqüência indi·idual pode ser
identiíicada na ·asta gama das ondas cósmicas.
linalmente, nós poderemos coníirmar mais tarde as conseqüências da
minha teoria da oscilaçao celular obser·ando os eíeitos das
modiíicaçoes na radiaçao cósmica seguindo as interíerências
resultantes da:
1. - ati·idade das manchas solares,
2. - radiaçao secundaria das ondas absor·idas pelo solo,
3. - aplicaçao terapêutica dos circuitos oscilantes.












85
CAPI1ULO VI
MODIIICAÇÂO NAS CLLULAS L DLSLQUILÍBRIO
OSCILA1ÓRIO
Açao Oscilatória dos Micróbios - Lxperimento demonstrando as Propriedades Llétricas dos
Micróbios - Líeito das Radiaçoes - O Oscilador Radio-celular - 1estes 1erapêuticos em
Plantas com Cancer Lxperimental - A 1eoria de Lakho·sky em Relaçao a Patologia do Cancer
- A Importancia da 1emperatura do Corpo lumano - A lebre e suas lunçoes.

Açäo oscilatória dos micróbios. O conhecimento que nós temos
adquirido sobre a radiaçao celular nos habilita a considerar, sob um
no·o aspecto, o problema da condiçao patológica das células, que,
como temos ·isto, íuncionam como ressonadores com tempo de ·ida
iníinitesimal.
Lu tenho apontado que a ·ida - um íenomeno de oscilaçao no núcleo
celular - é o resultado de radiaçao e depende dela para a sua
manutençao. Nós podemos íacilmente compreender que a ·ida,
considerada como uma harmonia de ·ibraçoes, podem ser modiíicada
ou destruída por qualquer condiçao que cause desequilíbrio oscilatório,
particularmente pelas radiaçoes de certos micróbios que superam as
radiaçoes das células mais íracas ou menos resistentes.
L essencial que a amplitude de oscilaçao de·a ter um ·alor adequado
para que o organismo possa estar em boas condiçoes de deíesa contra
as radiaçoes noci·as de certos micróbios. O micróbio comum é um
organismo ·i·o que ·ibrando com uma íreqüência mais baixa ou mais
alta do que aquela da célula organica causa nos seres ·i·os um
desequilíbrio oscilatório. A célula sauda·el que deixa de oscilar
normalmente é entao íorçada a modiíicar a amplitude ou a íreqüência
de sua ·ibraçao, que o micróbio derrota mais ou menos
completamente pela induçao. Como resultado de ser íorçada a ·ibrar
sob condiçoes anormais a célula nao pode mais íuncionar
normalmente, é de íato, uma célula doente. Para que ela tenha a saúde
restaurada, tem que ser tratada por meio de uma radiaçao de
íreqüência apropriada que, re-carregando a célula com a energia
requerida, alcança o duplo propósito de restaurar sua saúde e o eu
estado normal original.

86
A açao desta radiaçao auxiliar ajuda neutralizar e superar a açao danosa
do micróbio.
1

Nao pode ser razoa·elmente sustentado que, o que é ·alido no caso
das células organicas nos seres ·i·os, nao seja ·alido no caso dos
micróbios, constituídos por uma célula com um núcleo, que também
emite radiaçao. Sempre que estas íormas elementares de ·ida entram
em contato com seres altamente organizados, o resultado é o que pode
ser chamado de uma guerra de radiaçoes` entre os micróbios e as
células sauda·eis.
O problema que nos coníronta é de alguma maneira analogo ao dilema
no qual uma pessoa se encontra quando esta correndo para socorrer
um amigo em perigo. Lle se ·ê enírentado por agressores poderosos,
mas ele nao ousa íazer uso de armas por medo de íerir o seu amigo
emaranhado em luta contra seus assaltantes inimigos.
Similarmente, micróbios malignos e células sauda·eis estariam
igualmente expostos a qualquer meio elétrico ou radioati·o que
poderia ser empregado contra certas radiaçoes danosas. L diíícil
destruir os micróbios sem íerir o hospedeiro. De íato, desde o tempo
de Pasteur, o objeti·o principal tem sido matar os micróbios. Lste
método tem uma grande des·antagem, além da oscilaçao dos bacilos, a
oscilaçao da célula em contato com ele.
A experiência no tratamento do cancer e tuberculose com radio, raios-
X e ultra·ioleta, tem mostrado as grandes diíiculdades en·ol·idas
nesta íorma de terapia.
Lxperimentos demonstrando as propriedades eletricas dos
micróbios. L, tal·ez, de se esperar que algumas pessoas podem
expressar espanto com uma teoria elétrica da ·ida e uma teoria da
célula ·i·a que se estende aos micróbios, porque até agora os
micróbios nao íoram estudados sob o ponto de ·ista elétrico.

1
A açao do micróbio na célula ·i·a pode ser reduzida para açao de uma oscilaçao sobre uma outra
oscilaçao. L essencialmente compara·el com a ·ibraçao íorçada induzida por um pequeno gerador
hetero-dínico ,heterodyne, em um circuito ressonante ajustado com a oscilaçao recebida. A açao deste
gerador local cai dentro da linha com aquela radiaçao que esta em ressonancia`. Dependendo do ·alor
da sua íreqüência e amplitude, esta ·ibraçao auxiliar modiíica e modula, para uma extensao maior ou
menor, a ·ibraçao inicial que pode ser reíorçada ou, mais ou menos, eliminada.
87
Vamos nos reíerir a um experimento, íeito por biologistas que
demonstra que os micróbios sao dotados com propriedades elétricas
peculiares que permanecem sem explicaçao até entao.

lIG. 15. Visao microscópica de Bacillus coli
O micróbio da íebre tiíóide ,Bacillus typhosus, e o Bacillus coli sao
extraordinariamente semelhantes ,liguras 15 e 16,. O bacilo tiíóide
causa a íebre tiíóide em homem, é achado nos órgaos de pacientes
com tiíóide e pode ser culti·ado. 1em íorma de uma ·ara e mede 2 a 3
x 0.¯ mícrons. Lsta íorma do bacilo pode soírer modiíicaçao. L
mesmo dotado de mobilidade, possui cílios ·ibrateis, e ·iaja
rapidamente pelo campo microscópico.
O bacilo coli esta in·aria·elmente presente no intestino, em homens
como também em animais. L geralmente inoíensi·o, mas pode se
tornar patogênico. Lsta ·ariaçao posterior se assemelha ao bacilo
tiíóide, mas com poucos cílios é menos dotado de mobilidade e
maniíestaçoes. 1ambém é suscetí·el de culti·o.
88
Lstes dois micro-organismos íoram selecionados para a experiência
seguinte. Uma mistura destes dois bacilos ,B. coli e B. typhosus, íoi
posta em um líquido de conduti·idade elétrica le·e na qual íoram
introduzidos dois eletrodos conectados respecti·amente com os pólos
positi·os e negati·os de uma bateria elétrica. loi obser·ado entao que
os bacito. tifóiae. se mo·imentaram para um dos pólos enquanto os
bacito. ae coti íoram para o outro pólo.

lIG. 16. Visao microscópica do Bacillus 1yphous.
A estrita separaçao de dois tipos de bacilos íoi realizada, a patogênica e
a nao-patogênica.
Lste experimento íoi íilmado e é interessante assisti-lo, tao logo a
corrente opera, estes micróbios ·ao correndo, alguns para direita
enquanto outros para esquerda. Lste íenomeno, até aqui inexplica·el,
mostra que os micróbios possuem propriedades elétricas das quais nós
nao éramos pre·iamente conhecedores. Além disto, nós sabemos que
em soluçoes altamente diluídas, determinados compostos químicos sao
dissociados como resultado do aparecimento de cargas elétricas, iguais,
mas de sinais contrarios. Por exemplo, o cloreto de sódio, NaCl, é
dissociado como sódio, Na, positi·amente carreado, e cloro, Cl,
89
negati·amente carregado. Lntao nós podemos explicar por analogia
que o tiíóide e o bacilo de coli podem passar por diíerenciaçao, sob
um ponto de ·ista elétrico, de acordo com sua composiçao química,
exatamente como o sódio e o cloro sao diíerenciados sob condiçoes
adequadas.
Lm minha opiniao o bacilo de coli se torna danoso somente porque
ele é capaz de modiíicar,
em geral, a característica da célula: capacidade, auto-indutancia e
conduti·idade. Segue-se que o bacilo de coli, ·ibrando com a mesma
íreqüência das células ·i·as, nao tem eíeitos danosos sobre elas, uma
·ez que ele nao modiíica o comprimento de onda das células. Por
outro lado, o bacilo tiíóide, cujas propriedades sao diíerentes, como
resultado da diíerenciaçao dos seus componentes químicos, ·ibra com
uma outra íreqüência, e modiíica por induçao íorçada, o equilíbrio
oscilatório da célula.
Lfeitos da radiaçäo. Com respeito as modiíicaçoes pro·ocadas pelos
micróbios nos tecidos e células, ·amos tentar, sob a luz da nossa
teoria, encontrar um remédio apropriado.
O problema é, nao querendo matar os micróbios nos organismos
·i·os, mas ati·ar a oscilaçao celular normal trazendo uma açao direta
para aíetar as células por meio de radiaçoes apropriadas.
Meus experimentos têm mostrado que com ondas remotas ultracurtas
ou com circuitos oscilantes na íorma de colares e cintos, é possí·el
estabelecer o equilíbrio das oscilaçoes celulares e superar o eíeito das
oscilaçoes dos micróbios.
O tipo de radiaçoes produzidas pelas ondas em questao é seguro,
assim diíerindo neste aspecto dos raios-X e do radio. Portanto de·e
ser mantido em mente que sua aplicaçao é li·re de qualquer risco.
Além disto, a ciência medica íaz uso de correntes de alta íreqüência
recomendada pelo Proíessor d`Arson·al muito tempo antes da
descoberta da ·al·ula tri-iodo. Lste método tem dado excelentes
resultados.
O Oscilador rádio-celular. 1endo desen·ol·ido um aparato
transmissor, eu íiz uma experiência com um certo número de culturas
de bactérias que eu submeti a um campo de sua iníluência por muitas
90
horas. O resultado íoi que as culturas continuaram a crescer
normalmente. Mais do que isto, eu nunca senti qualquer mal estar com
estes experimentos, mesmo tendo estado manipulando este aparato
gerador de ondas por ·arios dias, e para o qual eu dei o nome de
Oscilador radio-celular.
Lstamos lidando aqui com um aparato gerador de ondas remotas, cuja
construçao é imaterial condicionado para produzir a radiaçao
requerida. O comprimento de onda íundamental desta radiaçao esta
sujeita a ·ariaçao. Sua real magnitude é condicionada pela natureza das
células submetidas a tratamento, mas até o presente momento, eu
tenho usado ondas ·ariando de 2 a 10 metros. L apenas quando
entidades ·i·as estao em contato, tais como células e micróbios, que
os raios liberados pelo oscilador radio-celular entram em açao de
maneira que o equilíbrio oscilatório da célula pode ser re-estabelecido.
L a própria célula que, recuperando a sua ·italidade, graças a radiaçao
do oscilador auxiliar, consegue destruir o micróbio.
Os experimentos que eu íiz no lospital Salpêtriere com o proíessor
Gosset, o Dr. Gutmann e M. Magrou, íoram íeitos com plantas
cancerosas, inoculadas de acordo com o método de Lrwin Smith.
Lstes experimentos íoram o objeto de uma comunicaçao endereçada a
Sociedade de Biologia, em 26 de julho de 1924.
O texto desta comunicaçao é dado abaixo:
1estes terapêuticos em ´Cãncer experimental em Plantas¨
J
.
Os experimentos mostraram que é possí·el produzir, em ·arias
plantas, tumores compara·eis ao cancer em animais pela inoculaçao
com Bactérias tumeíacientes ,Lrwin l. Smith,. Um de nós obte·e
experimentalmente por este método, um grande número de tumores.
Lstes tumores continuaram a desen·ol·er-se indeíinidamente, sob
certas condiçoes eles podem soírer necrose parcial, mas eles nao
perecem inteiramente até que toda a planta, ou pelo menos o galho
contendo o tumor, sucumbisse a debilidade. Mesmo quando
remo·idos cirurgicamente estes tumores in·aria·elmente se
recuperaram.
1
By A. Gosset, A. Gutmann, G. Lakho·sky and J. Magrou,
2
Lrwin l. Smith, An Introduction to
Bacterial Diseases oí Plants`. Philadelphia and London, 1920,
3
J. Magrou, Re·ue de Pathologie
comparée, Mars 1924.
91
PLACA 1

loto mostrando a cicatriz da planta tratada
Petargovivv ¸ovatvv ,Geranio, inoculado com ßacterivv tvvefaciev. em 10 de abril de 1924, e
tratado de 24 de maio até 14 de junho de 1924, em onze sessoes de 3 horas de duraçao, por
meio do oscilador de Lakho·sky ajustado com antenas.
Planta íotograíada após a cura em 21 de julho de 1924. ;Ctívica Cirvrgica ae ´at¡êtriere, Pari.).
92
Nós propomos descre·er nesta nota a açao das ondas eletromagnéticas
de alta íreqüência, gerada por um aparato projetado por Lakho·sky
para propósitos terapêuticos, em acordo com suas teorias
1
. Lste
aparato é chamado Oscilador Radio-Celular e libera oscilaçoes cujo
comprimento de onda , ~ 2 metros aproximadamente, corresponde
a 150 milhoes de ·ibraçoes por segundo.
O primeiro experimento começou com uma planta ,Pelargonium
zonatum, ou Geranio tomado um mês após a inoculaçao com
Bacterium tumeíaciens. Lle íoi aíetado por pequenos tumores brancos
do tamanho de uma cereja. A planta íoi exposta a radiaçao em duas
ocasioes com inter·alo de 24 horas, e durante três horas cada ·ez
,placa 1,.
Por alguns dias seguintes ao tratamento o tumor continuou a crescer
rapidamente, como os tumores de controle, íormando uma grande
massa multi-lobular. Aproximadamente 16 dias após o primeiro
tratamento o tumor subitamente começou a soírer necrose. Algum
tempo depois ,mais ou menos 15 dias, a necrose esta·a total, os
lóbulos do tumor, atroíiado e desidratado, íoram separados por sulcos
de eliminaçao do talo que os suporta·a, e o tumor por si nao oíerecia
nenhuma resistência a menor traçao. A açao da necrose das radiaçoes
era rigorosamente seleti·a e estritamente limitada aos tecidos
cancerosos que íoram atacados até o ponto mais proíundo do qual os
tumores originaram. As partes sauda·eis, talo e íolhas, íoram deixadas
intactas e a planta mante·e todo o seu ·igor.
Um segundo Geranio íoi tratado de maneira similar. Neste caso, a
duraçao da exposiçao a radiaçao íoi prolongada ,onze sessoes de três
horas cada,. Dezesseis dias depois da primeira sessao o tumor que a
planta tinha começou a soírer necrose e alguns dias mais tarde ele
esta·a completamente seco. Como no primeiro experimento, as partes
sauda·eis permaneceram intactas.


1
Georges Lakho·sky, Radio Re·ue, No·embre, 1923, et Coníérence a l`Lcole Supérieure des P.1.1. 2
Juin, 1924.

93
PLACA II

loto de um tumor uma planta nao tratada.
Pelargonium zonatum ,Geranio, inoculado com Bacterium 1umeíaciens em 10 de abril de
1924, e íotograíado em 6 de junho de 1924. Sera obser·ado que a haste da planta tem um
massi·o tumor. ,Clínica cirúrgica de Salpêtriere , Paris,.
94
Um terceiro Geranio submetido a radiaçao durante no·e horas ,em
três sessoes de três horas cada,, a necrose dos lóbulos do tumor seguiu
o mesmo curso.
Dezesseis Geranios íoram reser·ados como controle e nao íoram
tratados. 1odos eles tinham tumores em total ati·idade, muitos
enormes ,Placa II,.
Lm conclusao, nós estamos justiíicados em dizer que os Geranios que
se tornaram cancerosos após a inoculaçao com a Bacterium
1umeíaciens, numa condiçao para a qual a inter·ençao cirúrgica
íracassou em pre·enir a recorrência, pareceram estar curados sob a
iníluência de certas ondas eletromagnéticas pre·iamente mencionadas
nesta comunicaçao.
O resultado destes experimentos parece ser períeitamente claro. De
um lado, um grande número de plantas inoculadas com Bacterium
1umeíaciens e deixadas sem tratamento, mostraram o
desen·ol·imento de tumores de tamanhos considera·eis que drenaram
sua energia ·ital, causando sua destruiçao ao íinal. Por outro lado, as
plantas tratadas por meio de oscilaçoes, e selecionadas aleatoriamente
entre os Geranios inoculados, íoram, nao apenas, rapidamente
curados, mas ainda desabrocharam mesmo no in·erno, enquanto os
Geranios nao inoculados, no momento próprio produziram ílores,
mas menos ·i·amente desen·ol·idas.
A nota·el íotograíia de um geranio curado na pagina 95 ,placa III,
de·e ser de grande interesse para os culti·adores de ílores.
Minha teoria com relaçäo à patologia do cãncer
As estatísticas mostram que, na maioria dos casos, o cancer ataca as
pessoas de meia idade, de 50 em diante, como também um grande
número de pessoas ·elhas, ou seja, o cancer ocorre em tecidos ·elhos.
Nossa tareía portanto é descobrir quais alteraçoes químicas ocorrem
no sangue ou nas células das pessoas mais ·elhas, para que, de acordo
com a minha teoria, o cancer ocorra como um resultado de ·ariaçoes
das oscilaçoes celulares causadas pelas modiíicaçoes na capacidade
elétrica das células.

95
PLACA III


loto de uma planta tratada após a cura.

Lste Geranio é o mesmo da placa I, tratado por meio do Oscilador de Lakho·sky em 24 de
maio de 1924, e curado em 4 de junho de 1924. Lle íoi íotograíado em julho de 1925.
Como pode ser ·isto, esta planta esta em excelente condiçao e em plena ílorescência.
Por outro lado, as dezesseis plantas de controle inoculadas, que íoram deixadas sem
tratamento, pereceram ha muito tempo.
96
Por exemplo, ·amos considerar a íormaçao de globulinas.
1

Analises de sangue de pessoas idosas tem mostrado a presença de
globulinas ricas em íerro e íósíoro, construídas a partir de íragmentos
de íibrinas, leucócitos ,corpúsculos brancos, e eritrócitos ,corpúsculos
·ermelhos,. De acordo com as in·estigaçoes de ·arios pesquisadores
com Achard, Aynaud, Bizzozera, Lberth, layem e outros, aparecem
no sangue, entre os 40 e 50 aos de idade, um número de corpúsculos
achatados em íorma de pequenas esíeras, chamadas globulinas. O
proíessor Aynaud mostrou que as globulinas contêm ·arias
substancias minerais, representando 1,6 do peso seco. Os resíduos da
globulina mostram, em analises, proporçoes constantes de íósíoro,
íerro, enxoíre e calcio
2
. Lm adiçao as substancias minerais, as
globulinas contêm componentes organicos como a lecitina, cuja
composiçao química é similar aquela do colesterol que é encontrado
em todos os tumores da pele.
O proíessor Roíío, o eminente cancerologista, tem mostrado que o
colesterol é encontrado em todos os tumores malignos da pele. Agora,
de acordo com os experimentos de Roíío, o colesterol é suscetí·el a
iníluência das radiaçoes solares, particularmente aquelas na regiao
ultra·ioleta. Lm um recente estudo
3
Roíío estabeleceu o íato de que
quando o alimento experimental dos ratos é misturado com colesterol
irradiado ,produzido pela luz do sol ou raios ultra·ioleta, os tumores
malignos ,sarcoma, desen·ol·em em 55° dos casos, enquanto em
ratos alimentados com colesterol nao irradiado, nenhum tumor é
obser·ado.
A transíormaçao do colesterol en·ol·e a produçao de hidrocarbonetos
que, em ·irtude de sua radiati·idade, age nos cromossomos das células
que sao destruídas, de·ido a interíerência de radiaçao`, resultando
que somente a mitocondria permanece.
1
Um nome genérico para ·arias proteínas, incluindo a globulina, ·itelina, serum-albumina, íibrógeno,
miosina e globina. ,1radutor,.
2
Aynaud, Sur la composition chimique des globulin`. Cov¡te.revav. ae ta ´ociete ae ßiotogie. Paris, lxxi. P.
480-481.
3
Bulletin de l`Instituta experimental para el estudio y tratamienta del cancer. Buenos Ayres, December,
193¯. No. 1¯.

97
Lstas unidades organicas sendo considera·elmente menores e tendo
uma íreqüência muito maior do que os cromossomos, continuam a
oscilar e desen·ol·er enquanto, também, adquirindo uma membrana
celular. Portanto a íormaçao da célula neoplastica.
A açao das globulinas como causa do cancer agora se torna mais
aparente. Llas contêm, por um lado, íósíoro ,radiaçao íosíorescente
na presença de hidrocarbonetos encontrados na globulina,, e, por
outro lado, substancias minerais como o íerro, calcio, enxoíre, que
aumentam a conduti·idade das células.
Como nos experimentos de Roíío no qual os hidrocarbonetos
causaram o cancer em camundongos alimentados com colesterol
irradiado, assim também, um excesso de globulinas no organismo a
partir dos 40 anos de idade, que introduz nos tecidos os mesmo
hidrocarbonatos como o do colesterol irradiado, desempenha uma
parte na causa do cancer humano. Mais do que isto, as pesquisas de
·arios in·estigadores têm mostrado que as globulinas se aglutinam
muito rapidamente e têm uma tendência a se unir com partículas
organicas, íormando uma cobertura que por sua presença causa
distúrbio na oscilaçao das células normais, íinalmente originando o
cancer.
1em sido também obser·ado que o número de corpúsculos brancos e
·ermelhos é marcadamente menor em pessoas idosas do que em
adultos, e de acordo com certos in·estigadores, ambos os tipos de
corpúsculos, ·ermelhos e brancos, sao transíormados em globulinas.
Portanto em idosos a composiçao química do sangue nao é a mesma
das dos adultos mais jo·ens.
Lntao, minha teoria da uma base para esta explanaçao do íenomeno
do cancer cuja causa primaria é ainda desconhecida, se é por micróbio
ou nao. Nós também sabemos que o cancer pode ser inserido dentro
de um organismo sauda·el, mas que a inserçao nem sempre pega`.
Lm tal caso a oscilaçao normal de células sauda·eis supera a oscilaçao
da neoplasma ,cancer, ou íracassa no seu desen·ol·imento. Por outro
lado, se uma inserçao é implantada dentro de um grupo de células
anormais, geralmente pega` porque a célula anormal tem uma taxa de
oscilaçao diíerente da célula normal.
98
Destes experimentos íoi íinalmente concluído que o cancer nao era
contagioso e portanto nao era de·ido a micróbios.
Sob o meu ponto de ·ista, comparo a célula cancerosa a um micro-
organismo, tendo um núcleo exatamente como o das células
ordinarias, mas cuja íreqüência de oscilaçao é diíerente daquela das
células sauda·eis. Os únicos micróbios danosos sao aqueles que
destroem ou modiíicam a oscilaçao normal alterando a capacidade
elétrica das células, e como para os micróbios inoíensi·os, pode ser
assumido que eles ·ibram com a mesma íreqüência das células
sauda·eis, ou que sua composiçao química corresponde a capacidade
elétrica e resistência do ambiente celular. L sabido que os bacilos
acidos laticos`, íungos, etc. nao sao mais noci·os do que os bacilos
de coli em condiçoes normais, por terem a mesma oscilaçao das
células sauda·eis, eles nao modiíicam sua íreqüência e portanto as
células nao soírem qualquer alteraçao, apesar da presença destes
bacilos.
Assim, em tecidos en·elhecidos, um aumento na quantidade de
moléculas contendo metais ,íerro, etc,, de·ido as globulinas ou outras
substancias capazes de modiíicar as constantes elétricas das células e o
sangue, aíeta a capacitancia interna e a resistência elétrica de todos os
circuitos nucleares. O circuito íormado pelo íilamento organico nao
mais possui a mesma capacitancia elétrica, indispensa·el para seu
equilíbrio, por seu comprimento especííico de onda ter sido alterado.
Daí que, a íreqüência de oscilaçao nao é mais a mesma. loi
deíiniti·amente modiíicada e diíere da íreqüência especííica das células
sauda·eis.
Por outro lado, a deílexao das células que ocorre como resultado do
aumento das moléculas contendo metais deri·ados da acumulaçao das
globulinas ou outras substancias cancerígenas, ser·e para aumentar a
capacidade elétrica de outras células que causam uma perturbaçao do
seu equilíbrio oscilatório. 1ao logo a íreqüência natural é modiíicada e
o equilíbrio oscilatório perturbado, as células sauda·eis, ao in·és de se
di·idirem normalmente pela cariocinese ,di·isao indireta da célula, o
modo comum de reproduçao de células, se di·idem em células
neoplasticas ,cancerosas, que ·ibram com uma íreqüência diíerente.
Lstas no·as células entao agem pela induçao direta e ·ibraçao íorçada
sobre as outras células ·izinhas, que elas íorçam a oscilar com a
99
íreqüência característica de tumores cancerosos, e assim as transíorma
em células cancerosas. A alteraçao dos tecidos se espalha gradualmente
e resulta em uma aparência de um tumor canceroso.
Daí, a causa primaria desta alteraçao parece ser uma alteraçao da
íreqüência por parte das células sauda·eis de·ido ao aumento das
globulinas ricas demais em íerro e íósíoro nas células ja eníraquecidas.
Na idade de 50 anos certos órgaos soírem modiíicaçoes químicas. A
capacidade e o comprimento de onda das células sao também
modiíicados e começam a ·ibrar com uma íreqüência diíerente, como
dito antes, íorçando a di·isao celular a se tornar neoplastica
,cancerosa,. O aumento de globulinas e outras substancias
cancerígenas ocorrem em uma certa idade, modiíicando a íreqüência
das células sauda·eis cuja capacidade elétrica é alterada em
conseqüência, ou até mesmo tendo sua oscilaçao normal
completamente abolida, que causa, nao apenas cancer, mas também a
maioria das doenças dos idosos. O cancer é, nada mais do que mais
uma doença da idade, ele proclama a degeneraçao do organismo.
Lu estou con·encido de que íinalmente nós de·eremos ter sucesso em
encontrar maneiras e meios de regular a capacidade e o comprimento
de ondas das células. Quando este objeti·o íor alcançado nao ha·era
nenhuma razao porque a ·ida humana nao de·a ser prolongada muita
além do seu presente limite. Nós obser·amos, porém, que apesar da
higiene moderna, a mortalidade por cancer permanece enorme. Lm
minha opiniao, isto é de·ido a uma razao que de·eria ser mais
tranqüilizante, quero dizer, o progresso da ciência, paradoxal como ele
pode parecer. De íato, a expectati·a de ·ida média ,isto é, a média de
duraçao da ·ida, que era em torno de 39 anos na última década do
século XIX, subir para uma média de 50 anos mais ou mesmo em
alguns países, graças ao progresso da cirurgia e da higiene, que tem
pre·enido um grande número de mortes anteriormente de·idas a
doenças contagiosas ou organicas.
O cancer, tao íreqüentemente incura·el, ataca pessoas que têm
alcançado os inícios dos 50 anos de idade. O aumento na expectati·a
de ·ida média aíeta todas as classes da comunidade, tanto que mais e
mais pessoas chegam a idade do cancer e sucumbem a doença.
100
Lm ·ista do rapido progresso íeito na ciência médica e na biologia e
como algumas das causas do cancer ja íoram deíiniti·amente
estabelecidas, nós justiíicamos a nossa esperança de que esta terrí·el
doença sera logo conquistada.

A importãncia da temperatura do corpo humano

A febre e sua funçäo. Sob a luz da minha teoria é possí·el explicar o
íenomeno da manutençao da temperatura constante no corpo
humano.
Vamos primeiro considerar como a temperatura é mantida constante.
Alimento absor·ido e quimicamente transíormado pela digestao e
outros processos internos alcançam todas as células após ter sido
assimilado parcialmente pelo sangue e o protoplasma,
respecti·amente. Os alimentos, entao, dao origem as matérias que
constituem as unidades elementares dos organismos ·i·os, as
moléculas e atomos compoem as substancias químicas. Os alimentos
carreiam todos os elementos químicos para estas unidades, metais,
metalóides, além de conduzir e isolar componentes necessarios para
construir o íilamento organico, seu núcleo e membrana. O núcleo é
composto de duas diíerentes partes:

1. Dentro do íilamento, uma substancia capaz de manter um certo
grau de conduti·idade do íilamento.

2. Cobrindo o íilamento, a membrana consistindo de uma
substancia dielétrica destinada a auto-isolar o íilamento.

Nós sabemos que qualquer oscilaçao em um circuito elétrico, aberto
ou íechado, libera calor produzido pela passagem de corrente atra·és
das partes condutoras ou isolantes do circuito. Lm outras pala·ras, é a
íricçao da corrente contra a resistência do circuito que causa esta
produçao de calor.
101
Lm todas as células o íilamento, consistindo de materiais condutores
mais ou menos resistentes eletricamente, se torna super aquecido pela
passagem de corrente. Portanto, o íato de que as células oscilam
implica que elas liberam calor, produzido pela degradaçao da energia
elétrica ·inda da energia química dos alimentos, e também da
atmosíera ,raios cósmicos, como ·eremos mais tarde.
Vamos supor agora que de·ido a qualquer agente patogênico a
resistência elétrica do íilamento do núcleo e da sua membrana sejam
diíerentes, o resultado é uma liberaçao anormal de calor com
repercussoes nas células circun·izinhas. Lsta emissao de calor alcança
as membranas destas células, de modo que a temperatura do corpo
aumenta gradualmente e causa íebre.
1al·ez seja possí·el correlacionar estes íatos com a morte de certos
pacientes soírendo de íebre alta.
1emos ·isto que o circuito constituído pelo íilamento organico pode
oscilar somente - isto é, a célula pode ·i·er apenas se este circuito,
como qualquer outro circuito elétrico, é isolado do líquido no qual ele
esta imerso. De íato, a membrana do íilamento ser·e a uma íunçao
similar como a seda ou borracha que cobre os íios elétricos.
O que acontece, entao, se a temperatura atinge 41° C·
Simplesmente isto: o isolante e a membrana resinosa que consiste de
plastina
1
,Uma proteína íosíorizada que constitui uma das proteínas
mais importantes do protoplasma, ou uma substancia equi·alente,
en·ol·endo o íilamento condutor que íunde em alta temperatura
de·ido a sua extrema íinura e sua natureza íísica geral. O circuito
perde o isolamento, que é destruído. As células, portanto, deixam de
ser as íontes de oscilaçoes elétricas, nao podem mais ·i·er e morrem.
A resistência, mais ou menos prolongada, de certos pacientes a esta
alta temperatura é de·ida a uma constante particular da membrana do
íilamento nuclear e ao seu grau de íusibilidade.

1
A phosphoresced protein constituting one oí the chieí proteins oí protoplasm. ,translator,.

102
Agindo sobre este princípio é claro que muitas doenças poderiam ser
curadas por meio da íebre, mantida em uma temperatura controlada,
de maneira que a íusao do núcleo do micróbio possa ser aíetada e ele
conseqüentemente destruído.
Nós sabemos que os gonococos nao resistem a temperatura de 40° C e
que é destruído pela íusao de seu núcleo seguinte a uma íebre que
passa desta temperatura. Além disto, de algum tempo para ca a íebre
tem deixado de ser considerada apenas uma maniíestaçao patológica
noci·a e ine·ita·el. De íato, curas nota·eis têm sido atribuídas a íebre
que parece pertencer ao domínio do empirismo, mas que, sem du·ida,
compoe a ciência do íuturo
1
. Por isto, nao é inútil estudar de perto as
causas e eíeitos da íebre, uma ·ez que a sua induçao artiíicial e
controle adequado dependem deste conhecimento. Veremos em qual
extensao minha teoria de oscilaçao celular torna possí·el obter este
controle.
Nesta conexao é interessante notar a ocorrência de íebre pro·ocada
pela ·acinaçao, e nós podemos também lembrar que em 1885 o
Proíessor \agner Von Jauregg, de Viena, indicou a possibilidade de
tratar a paralisia geral do doente pela inoculaçao da malaria, o mesmo
método aparentemente usado para curar Luiz XI da epilepsia.
No tempo em que os micróbios ainda nao ha·iam sido descobertos,
os eíeitos curati·os da íebre ja tinham sido obser·ados. O Dr. Auguste
Marie, um eminente psiquiatra írancês, menciona em um estudo
recente as seguintes obser·açoes íeitas por Lsquirol em seu primeiro
trabalho datado de 1818.
la algumas doenças cronicas que nao têm sido curadas pela
ocorrência de uma íebre inesperada. 1odos os nossos médicos,
in·aria·elmente lamentam sua impossibilidade de produzir a íebre...
Muitos tentaram induzi-la...`

1
Desde que Lakho·sky escre·eu isto, a íebre terapêutica tem se desen·ol·ido como método de
tratamento aceita e conhecido como Pyretoterapia. A aplicaçao de calor por este método ou pirotermia
consiste em um aquecimento geral do paciente com ondas de aproximadamente 30 metros. A
pirotermia tem sido aplicada por muitos médicos em casos de reumatismo e outras doenças, incluindo
a paralisia geral do doente. Seu objeti·o é a produçao de íebre artiíicial. ,1radutor,.

103
De íorma geral, as curas em casos mentais seguindo-se a íebre têm
sido obser·adas em ·arias ocasioes, especialmente quando causada
pela malaria ou erisipelas.
L, claro, um procedimento puramente empírico inocular um paciente
com uma doença e arriscar as conseqüências com a intençao de curar
por meio da íebre resultante.
Lm minha ·isao, o mecanismo de cura em questao é muito simples.
Lu ja tenho aíirmado que os núcleos de todas as células consistem de
um certo número de substancias cuja natureza e proporçoes sao
·aria·eis. Algumas destas substancias agem como condutores ,sais
minerais,, enquanto outras agem como isolantes ,resinas, gorduras,
colesterol, etc.,. Llas sao arranjadas de uma maneira que o núcleo é
geralmente encontrado em íorma de um tubo íeito de uma matéria
isolante ,íilamento, preenchido com um íluido condutor. Assim sao os
elementos de um circuito celular oscilante.
Agora, estas substancias isolantes sao todas íusí·eis em ·arias
temperaturas especiíicas dependendo de sua natureza. A membrana do
íilamento nuclear é assim um componente isolante que íunde em uma
certa temperatura ·ariando para cada micróbio em particular, esta
temperatura dependendo essencialmente da natureza e da proporçao
dos elementos constituintes.
A maxima temperatura que uma célula pode suportar sem ser
destruída, é naturalmente relati·a a constituiçao do núcleo, uma ·ez
que célula morre quando o seu núcleo íunde. Além disto, cada espécie
de micróbio é resistente até um certo grau de temperatura.
Obser·açoes íeitas por ·arios trabalhadores pro·am que algumas
doenças microbianas podem ser tratadas satisíatoriamente por meio da
íebre, desde que a temperatura resultante e sua duraçao sejam
adequadamente monitoradas.
Mas, como se pode íazer isto· Valendo-se da inoculaçao da malaria ou
substancias coloidais que podem causar gra·es distúrbios organicos
que dao origem a íebre pela reaçao· Mas, a íebre pode ser excessi·a e
causar íusao das células sauda·eis do paciente e entao pode causar a
morte.
104
1enho também mostrado que a íebre originada da ele·açao da
temperatura do corpo normalmente mantida constante atra·és de
resistência elétrica, no circuito celular oscilante com a passagem de
correntes induzidas de alta íreqüência. Uma ele·açao da temperatura
no circuito celular oscilante pode ser pro·ocada de duas maneiras:

1 - Lxternamente, pelo excesso de corrente induzida, originada, por
exemplo, do excesso de radiaçoes cósmicas.
2 - Internamente, pela diminuiçao da resistência elétrica do íilamento
celular, por exemplo, pelo excesso de substancias minerais condutoras.

Isto é coníirmado por muitas obser·açoes íeitas em pacientes íebris.
Lm casos de íebre, um aumento da temperatura é in·aria·elmente
obser·ado no íinal da tarde, ao por do Sol, quando uma súbita
reduçao da ionizaçao atmosíérica, de·ida a luz solar causa um grande
iníluxo de ondas cósmicas, como também, ondas remotas curtas. Por
outro lado, uma diminuiçao da temperatura da íebre é obser·ada pela
manha, ao nascer do Sol, de·ida uma atenuaçao das ondas cósmicas,
conseqüente da ionizaçao da atmosíera atra·és de raios luminosos que
interíerem com as ondas cósmicas.
Sob a luz destas obser·açoes eu creio que é um procedimento
períeitamente seguro induzir ataques de íebre curati·a, nao atra·és da
inoculaçao dos pacientes com doenças perigosas ou destruindo um
micróbio atra·és da introduçao de um outro no organismo, mas
·alendo-se de métodos elétricos racionais, por exemplo, íazendo-se
uso de um gerador de ondas ultracurtas, como o aparato que eu ja
descre·i, em adiçao o uso de circuitos oscilantes e ressonadores
apropriados. As ondas relati·amente longas usadas na diatermia têm
uma íreqüência que é baixa demais para gerar uma temperatura alta o
bastante, e para possibilitar-nos a monitoraçao precisa da localizaçao
do eíeito térmico produzido. Com ondas muito mais curtas, toda·ia,
entre 1.50 e 3 metros, é possí·el pro·ocar um eíeito de aquecimento
muito mais intensi·o.
A construçao de um tipo de aparato de ondas ultracurtas com
potencial de alta energia ja íoi alcançado, a um tal ponto que os
operadores ao manipula-lo tem apresentado sintomas de íebre alta.
105
Um aparato desta espécie pode possibilitar-nos regular a intensidade
de uma íebre adequada atra·és da geraçao do calor necessario em uma
quantidade apropriada, de maneira a íundir o núcleo do micróbio
patogênico.
Lu sou da opiniao de que tal método de tratamento pode li·rar a
humanidade de muitas doenças, especialmente a sííilis, que é uma das
mais gra·es, porque sabemos que o organismo causati·o, é íundido a
temperatura de 40°C. Iníelizmente, alguns outros micróbios sao
íundidos a temperaturas mais altas do que as nossas células poderiam
tolerar, notadamente no caso do bacilo da tuberculose. Lm tais
circunstancias a induçao artiíicial de íebre seria impratica·el e
portanto, a atençao tem que ser concentrada em aumentar, por meios
químicos, a íusibilidade do núcleo do micróbio em questao, ou
diminuir a íusibilidade das nossas próprias células, o quê nos
possibilitaria entao, usar um gerador de ondas ultracurtas com um
certo sucesso.

Maiores Provas da Oscilaçäo Celular

A esterilizaçäo da água pelo contato direto dos micróbios com
metais. Para pro·ar a ·alidade da minha teoria da oscilaçao celular, eu
íiz recentemente uma série de in·estigaçoes no Instituto Pasteur.
Como micróbios ou células podem ·i·er somente em ·irtude de suas
oscilaçoes de alta íreqüência e tendo em mente a açao bactericida dos
metais, eu conclui que, de acordo com minha teoria, os íatos seguintes
pro·êem a base para uma explanaçao racional.
L sabido que a íreqüência de um circuito oscilante é modiíicada pelo
contato com uma substancia metalica que, de alguma maneira, causa
um curto-circuito. Disto, eu deduzi que o mesmo íenomeno de·eria
ocorrer no circuito celular oscilante, isto é, pelo contato do metal com
o micróbio. Os experimentos íeitos no Instituto Pasteur coníirmaram,
uma ·ez mais, minhas ·isoes teóricas, e íoi o tema do seguinte
comunicado apresentado pelo Proíessor d`Arson·al a Academia de
Ciências` em 15 de abril de 1929.
106
Microbiologia - A esterilizaçäo da água, e outros liquidos, por
meio de circuitos metálicos em contato direto com ela. Nota de
Georges Lakho·sky, apresentada pelo proíessor d`Arson·al
,Resumida,.
O poder bactericida da prata é conhecido ha um considera·el tempo.
Desejando testar a açao dos metais sobre os micróbios, de acordo com
a teoria de oscilaçao celular, que aíirma que o núcleo, de todas as
células ou micróbios, é compara·el a um circuito oscilante de alta
íreqüência, e sabendo que a íreqüência de oscilaçao de qualquer
circuito é modiíicada pelo contato com uma substancia metalica,
concluí que a açao bactericida do metal era puramente íísica e de·ido a
alteraçao da oscilaçao do núcleo em contato direto com o metal.
Lm colaboraçao com M. Sesari, do Instituto Pasteur, eu comecei estes
experimentos com a prata.
I. - ßacito. ae Coti. Uma emulsao de Bacilo de Coli, contendo 11.280
colonias ~ 1.128.000 por cm3 , íoi usada com padrao. A emulsao íoi
entao distribuída como se segue, em três ·asos separados.
A - Usado como controle.
B - Circuito com ¯ espirais achatadas ,Área da superíície ~ 119 cm2,.
C - Circuito com 9 espirais redondas ,Área da superíície ~ ¯2 cm2,.
Após o transcorrer de um certo tempo os resultados íoram os
seguintes:

Número de colônias encontradas
Após 18 horas Após 25 horas
Circuito A 43.680.000
Circuito B ¯3.600 0
Bacilos de Coli por
cm3
Circuito C 1¯1.200 0

II. - Os mesmos resultados íoram obtidos com o bacilo tiíóide. Neste
caso o processo de esterilizaçao íoi um pouco mais prolongado.
107
III. - Para ·eriíicar que os resultados obtidos nao eram de·ido a uma
química, mas a açao íísica do metal, nós íizemos o seguinte
experimento.
Após ter misturado a agua esterilizada no experimento anterior com os
circuitos de prata ,Circuitos B e C,, colocamos esta mistura esterilizada
dentro de três copos, a, b e c, como se segue:
a - Sem tratamento adicional
b - Aquecida entre 101° e 105° C
c - liltrada com Chamberland l
Lstes três líquidos íoram entao contaminados outra ·ez com o Bacilo
de Coli, mas sem o circuito de prata.
A analise quantitati·a, 10
-1
cm3, ao íinal de 24 horas, deu os seguintes
resultados:
Copo de controle 10
-1
946 colonias
Copo a 10
-1
12 colonias
Copo b 10
-1
13 colonias
Copo c 10
-1
1.4¯4 colonias
Sera obser·ado que os líquidos a e b contendo o bacilo de Coli
destruído pelo tratamento anterior te·e um eíeito imunizador sobre a
emulsao recém introduzida de Bacilo de Coli, enquanto na agua
íiltrada ,copo c, os micróbios se desen·ol·eram normalmente.
Repetimos estes experimentos com um metal branco conhecido como
¡tatovi· com os mesmos resultados.
Sob um ponto de ·ista da higiene a conclusao é que um no·o processo
esta disponí·el para a esterilizaçao de agua sem necessidade de íer·ura
,que modiíica o gosto e retira certos sais minerais, e sem a adiçao de
substancias químicas que aíetam sua pureza em um certo grau, e, por
último, sem o uso de íiltros que nem sempre sao eíicazes.
Lu também desejo chamar a atençao para o íato de que o metal perde
seu poder bactericida quando sua superíície se torna coberta com uma
camada íina de depósitos calcario e material organico deri·ado da agua
que o separa do micróbio. O mesmo íenomeno ocorre em baterias e
108
acumuladores pela polarizaçao, quando os eletrodos têm que ser
limpos e despolarizados.
A importancia deste método de destruiçao de micróbios reside no íato
de que, sem o uso do calor ou de agente químico, é possí·el preser·ar
a constante química do micróbio inalterada, e isto dentro de reais
possibilidades, pode ampliar o campo da ·acinaçao, especialmente
com respeito ao tratamento por ·ia oral.




















109
CAPÍ1ULO VII
A NA1URLZA DA LNLRGIA RADIAN1L

O que é Lnergia Radiante· - Ionizaçao e Conduti·idade - Radiaçao Proíunda e Ondas
Cósmicas - Uni·ersion - Radiaçao Solar e lotólise.

Nos capítulos anteriores eu mostrei como o senso de orientaçao em
animais poderia ser explicado e como as células ·i·as eram centros de
radiaçoes. Agora, proponho considerar a origem destas radiaçoes.
1endo em mente a relaçao existente entre radiaçoes das células
sauda·eis e o desequilíbrio oscilatório que ocorre em condiçoes de
doença, eu começo a reíorçar esta oscilaçao celular por meio do meu
oscilador de alta íreqüência, que produz uma gama extensa de ondas
ultracurtas suscetí·eis de interíerir com as ondas cósmicas e absor·er
qualquer excesso de suas emissoes.
A existência destas ondas interíerentes é de importancia crucial porque
parece claro que somente certas ondas de íreqüência compara·el
aquelas ondas emitidas pelas células podem ter uma iníluência sobre as
radiaçoes destas células.
Ao desen·ol·er minha teoria, eu me deírontei com o problema da
origem da energia necessaria para a produçao e a manutençao das
oscilaçoes celulares. L uma questao de energia química produzida nos
seres ·i·os por radiaçoes internas· Ou, é uma energia interna de
natureza íísica, térmica ou luminosa· Nao parece pro·a·el, a priori,
que seja uma questao de energia interna qualquer, mais do que a
bateria elétrica, a maquina a ·apor ou o dínamo, que possui uma
energia própria. L entao uma questao de energia de origem externa· O
íato é, que é realmente uma questao de radiaçao cósmica externa que
os astroíísicos descre·em como raios penetrantes ou raios cósmicos
que nós consideraremos no de·ido momento.
Para determinar a origem desta energia, eu preparei o seguinte
experimento, similar ao experimento anterior, quando as plantas
artiíicialmente inoculadas com cancer íoram tratadas por meio

1
1
0


lO1O DL UM OU1RO GLRANIO 1RA1ADO POR MLIO DL UM CIRCUI1O ML1ÁLICO ABLR1O.
Lsta planta, inoculada em 4 de dezembro de 1924 íoi en·ol·ida por um circuito metalico aberto de 30 cm de diametro mantido em posiçao por uma
haste de ebonite. A íoto, tirada dois meses após a inoculaçao, isto é, no íim do mês de janeiro de 1925, mostra o tumor desen·ol·endo junto com a
planta que nao parece ser aíetada por ele, apesar das plantas de controle, inoculadas na mesma data e mostradas aqui, terem todas perecidas.
PLACA IV
111
de radiaçoes eletromagnéticas de alta íreqüência, que absor·eram o
excesso na liberaçao de ondas cósmicas na sua intensidade maxima.
Neste experimento eu, propositalmente, administrei a íonte local de
energia, isto é, o Oscilador.
Lu peguei uma série de geranios pre·iamente inoculados com cancer e
os coloquei em ·asos separados. Um mês mais tarde, quando os
tumores tinham se desen·ol·ido, eu peguei uma das plantas
aleatoriamente e a cerquei com um espiral circular de cobre, medindo
30 cm de diametro, suas duas extremidades, nao postas juntas, sendo
íixadas dentro de um suporte de ebonite
1
. Lntao eu deixei o
experimento seguir o seu curso natural por ·arias semanas ,placa IV,.
Após um período de 14 dias consecuti·os examinei as plantas. lui
surpreendido ao descobrir que todos os meus geranios ou os talos
com tumores, esta·am mortos e secos com exceçao do geranio
cercado pela espiral de cobre, que, desde entao, cresceu duas ·ezes a
altura das plantas sauda·eis nao tratadas. ,Placas V e VI,.
A quais conclusoes podemos chegar a partir destes resultados· Que a
espiral de cobre pegou a radiaçao externa, as radiaçoes atmosíéricas e
que ela criou um campo eletromagnético, que absor·eu qualquer
excesso de ondas cósmicas, da mesma maneira que o oscilador em
meu experimento anterior. A conseqüência pratica desta conclusao é
que a atmosíera de·e ser permeada com radiaçoes de todas as
íreqüências. De íato, nós sabemos que a atmosíera terrestre contém
um ·asto número de oscilaçoes eletromagnéticas de todos os
comprimentos de ondas e intensidades, de·ido as constantes e
inúmeras descargas elétricas. L mais, nós sabemos que todos os tipos
de eletromotores e a maiores dos aparelhos eletrodomésticos criam na
atmosíera um completo campo de ondas permanentes auxiliares.
Outra ·ez, durante os últimos anos as estaçoes remotas ,sem íio, têm
se desen·ol·ido em uma tal extensao que, nao ha um espaço
detecta·el nas gamas destas ondas. Nestas circunstancias segue-se que,
qualquer circuito oscilante, de qualquer dimensao e de qualquer
íormato, pode encontrar, neste ·asto campo de ondas, o seu próprio
campo particular de ondas, que o habilitara a oscilar normalmente.
1
Um oscilador deste tipo tem uma onda íundamental de cerca de 2 metros e ·ai buscar a energia
oscilante de inúmeras radiaçoes na atmosíera.
112

PLACA V

lO1O DO GLRANIO MOS1RADO NA PLACA IV, APÓS A CURA.
A planta esta ainda ílorescendo e mostra um desen·ol·imento considera·el. O tumor retraído
pode ser ·isto indicado na parte baixa do ·aso. A cicatriz no talo é claramente ·isí·el.
1
1
3




lO1OGRAlIA DO MLSMO GLRANIO COMO NA PLACA V. ALGUNS MLSLS DLPOIS
,JUNlO DL 1925,
A planta esta agora completamente curada. Lla continua a crescer e ílorescer normalmente. As plantas de
controle mostradas ao lado dela estao todas mortas.
PLACA VI
114
Lsta claro agora que para alcançar este íim é desnecessario ter o
auxílio de um gerador emitindo ondas locais, com o oscilador radio-
celular, com o qual eu tratei os geranios inoculados durante os meus
primeiros experimentos.
A questao, que somos obrigados a considerar agora é, como o circuito
oscilante e o oscilador radio-celular atuam sobre as ondas cósmicas·
Como ·eremos, sao as ondas cósmicas que criam e mantêm a ·ida
íazendo o circuito celular oscilar. Similarmente, todas as ondas
eletromagnéticas, luz, calor, descargas elétricas, raios-X, raios
ultra·ioletas, raios radioati·os, etc., possuem a propriedade de reagir
um com outro e com as ondas cósmicas. A experiência tem nos
ensinado que a intensidade das ondas cósmicas nao é constante, mas é
maxima a noite, ao se aproximar da meia noite e mínima ao se
aproximar do meio dia, porque a radiaçao diurna da luz diminui sua
intensidade. Lstas ·ariaçoes sao danosas a manutençao do equilíbrio
oscilatório das células e poder dar origem as doenças e causar a morte.
De·ido a açao do oscilador radio-celular ou simplesmente do circuito
oscilante que capta a energia radiante na atmosíera, e de·ido ao campo
eletromagnético assim criado, o excesso de ondas cósmicas é
absor·ido.
Nas paginas seguintes ·amos discutir a natureza das ondas cósmicas e
como elas aíetam as condiçoes dos seres ·i·os.
Ionizaçäo e condutividade. Vamos primeiro lembrar que o assunto
da radiaçao cósmica sera esclarecido se ti·ermos em mente o seguinte
íato bem conhecido. Se um eletroscópio de íolha de ouro, totalmente
isolado e colocado sob um recipiente de ·idro com ar comprimido,
carregado, notaremos que após um certo tempo que, uma descarga
progressi·a ocorre. Se as condiçoes experimentais sao mantidas
constantes esta descarga é estabilizada e a perda cessa. ,Lm certos
experimentos ao íinal de quatro dias,. Por outro lado, se o ar esti·er
carregado ou se um suprimento no·o de ar é introduzido, a perda
continua
1
.
1em sido também obser·ado que, a perda aumenta
proporcionalmente com o crescimento da pressao
2
.
115
Muitos cientistas têm estudado este íenomeno, notadamente Gietel,
\ilson e Campbell. Suas obser·açoes os têm le·ado a concluir que o
ar se torna conduti·o de·ido a uma causa especial, isto é, o que é
conhecido como o íenomeno de ionizaçao espontanea.
Para coníirmar as causas desta ionizaçao, cientistas têm in·estigado a
iníluência da radiaçao radioati·a emanante das paredes de um
recipiente e dependente da natureza destas paredes. Lm resumo, eles
têm determinado a natureza e as maniíestaçoes de todas as iníluências
en·ol·idas e têm obser·ado os seguintes íenomenos:
A ionizaçao espontanea do ar colocado em um recipiente pressurizado
,la·ado e polido, nao é constante. Varia com a hora do dia e atinge o
maximo com a aproximaçao da meia noite
3
. Lsta ionizaçao muitas
·ezes mostra ·ariaçoes súbitas que parecem inexplica·eis, e ocorrem
igualmente bem durante o dia ou noite, em cidades ou no campo.
Além disto, a ionizaçao espontanea ·aria de acordo com o potencial
eletrostatico do ar.
Por último, e isto é ainda mais nota·el, após uma pequena diminuiçao
da intensidade até uma altura de aproximadamente 500-¯00 metros
acima do ní·el do mar, a intensidade aumenta mais e mais com a
altitude. A ionizaçao espontanea aumenta rapidamente com a altitude,
portanto, a 5.000 metros, é sete ·ezes maior do que na superíície da
1erra.


1
Parece bastante ób·io que o ar dentro do campo do eletroscópio de·e se tornar eletriíicado.
Se o ar é reno·ado a no·a atmosíera tem que se tornar eletriíicada por sua ·ez em detrimento
da carga elétrica do aparato, que explica a perda obser·ada.

2
L claro que o poder isolante da atmosíera tem que decrescer com o aumento da pressao. A
massa de material condutor e o número de moléculas encerrada em um dado ·olume
íuncionam em relaçao direta com a pressao.

3
A ·ariaçao da ionizaçao mostra uma similaridade marcante com as ·ariaçoes de intensidade
obser·adas na propagaçao de ondas, e, ao contrario das ·ariaçoes do íenomeno
eletromagnético natural, conhecido como atmosíéricos`.
116
Radiaçäo Penetrante. Nós somos assim trazidos naturalmente a
ponto de conceber a existência de uma radiaçao extraterrestre, ·inda
do Sol, por exemplo, ou de outras íontes. A esta radiaçao tem sido
dada o nome de radiaçao penetrante.
1al radiaçao desempenha uma parte na ionizaçao progressi·a da
atmosíera. Como ja aprendemos, a intensidade do campo cósmico
aumenta com a altitude. L natural assumir que estes dois íenomenos
estao intimamente relacionados e sao de·idos a mesma causa. Lsta
hipótese é coníirmada pela existência de uma camada condutora da
atmosíera, conhecida como ionosíera, e situada a uma altura de 80-100
km acima da superíície da 1erra. Lsta zona é íamiliar a todos os radio-
engenheiros.
1

De onde ·em esta radiaçao, esta energia· Vem do Sol, a íonte imediata
de toda a energia da 1erra· Parece pro·a·el. Vêm de outras estrelas
mais ou menos distantes· L bem possí·el. Mas, em qualquer caso, um
íato é certo, esta radiaçao existe.
Radiaçäo solar e fotólise. Podemos até ir mais longe e dizer que a
atmosíera na qual ·i·emos é permeada com múltiplas ·ibraçoes,
oscilaçao elétrica, etc. de origem conhecida e desconhecida, e
essencialmente caracterizada por diíerentes íreqüências.
Ja dissemos que a luz solar nao representa mais do que uma pequena
parte do conjunto inteiro das ·ibraçoes originadas parcialmente do Sol
e parcialmente das estrelas e até mesmo da Via Lactea. L impossí·el
negar a iníluência das estrelas nesta conexao. As marés, ocorrendo
duas ·ezes ao dia, pela combinaçao da açao da Lua e do Sol, mostram
que o trabalho mecanico mais extensi·o que ocorre na 1erra é de
origem astral. Porque entao nao de·emos receber, das estrelas
distantes e da Via Lactea em particular, radiaçoes de amplitude muito
pequenas suscetí·eis de produzir eíeitos iníinitesimais·



1
A camada chamada ionosíera é agora geralmente conhecida e dita ser ionizada pelos raios do Sol.
1em sido responsabilizada pelo eníraquecimento dos sinais remotos.
117
A natureza é o cenario de um grande número de íenomenos, tidos
como inexistentes ou inexplica·eis de·ido ao nosso limitado poder de
percepçao, mas cujos eíeitos, entretanto, se maniíestam. Lntao, eu
postulo a existência de uma multiplicidade de radiaçoes de todas as
íreqüências que emanam do espaço interplanetario e que atra·essam a
nossa atmosíera incessantemente. A esta concepçao eu dei o nome de
|virer.iov.
Algumas destas radiaçoes, as luminosas, transmitem atra·és dos seus
raios uma certa quantidade de energia solar e da origem a um processo
de síntese nas plantas em conexao com a assimilaçao da cloroíila. Lste
íenomeno, que responde por todo o reino ·egetal, íoi chamado
íotólise pelo eminente cientista írancês, Daniel Berthelot. Assim, a luz
parece desempenhar uma parte importante na ·ida das plantas e
também dos animais. No reino ·egetal a síntese da matéria organica é
alcançada com elementos simples e com a inter·ençao de energia
diretamente transmitida pelas radiaçoes solares ,luz, calor,
iníra·ermelho, ultra·ioleta e radiaçoes cósmicas, que causam as
metamoríoses.

Radiaçöes penetrantes (Raios cósmicos) em ralaçäo com a vida.
Sao de íato estas radiaçoes, de íreqüências muito altas, in·isí·eis e
imperceptí·eis aos nossos sentidos, que supomos agir de acordo com
um voav. o¡eravai que discutiremos presentemente, no circuito
metalico mencionado nos meus experimentos com os geranios
cancerosos. Sao estas radiaçoes as responsa·eis, nas plantas inoculadas,
pelo re-estabelecimento do equilíbrio oscilatório entre as células
sauda·eis e doentes. Lstas radiaçoes, que íoram os instrumentais na
cura das plantas doentes, emanadas no meu primeiro experimento pelo
oscilador radio-celular. Durante os experimentos subseqüentes íeitos
com uma espiral metalica, o processo íoi mais simples, porque íoram
íeitos com os raios cósmicos, íiltrados pela espiral e que íoram
colocadas em açao, íinalmente restaurando as células degeneradas do
geranio doente de ·olta a uma ati·idade sauda·el.


118
O propósito destas radiaçoes é manter, pela ressonancia e
interíerência, a ·ibraçao natural das células sauda·eis e re-estabelecer
as ·ibraçoes das células doentes eliminando as radiaçoes dos
micróbios, diíerentes em amplitude e íreqüência.
Sao estas radiaçoes que mantêm as ati·idades ·itais das plantas e
animais.
Raios cósmicos e Universion. A hipótese de radiaçoes penetrantes
tem sido totalmente coníirmada por muitos astroíísicos,
principalmente na América. A radiaçao penetrante é agora identiíicada
com: raios cósmicos`, estes raios naturais que nos alcançam atra·és
de distancias imensas e consistindo de uma ampla gama de
íreqüências.
A descoberta de uma gama de raios na atmosíera, alguns anos atras,
le·ou a suposiçao de que elas eram de·ido a uma emanaçao de radio
contido na crosta terrestre. Mas desde entao, os experimentos íeitos
em baloes, por Gockel, mostraram que esta radiaçao era, no mínimo,
tao intensa em uma altura de 4.000 metros quanto na superíície da
1erra, ao in·és de diminuir com o aumento da altitude. loi
estabelecido que esta radiaçao é aproximadamente oito ·ezes maior
em uma altura de 9 quilometros do que no solo. Na América, Millkan
e Bowen obti·eram resultados signiíicantes em uma altura de 15
quilometros e também em uma proíundidade de 30 metros abaixo do
Lago de Muir no Monte \hitney em uma altitude de 3.450 metros.
Lstes in·estigadores descobriram que em uma proíundidade de 30
metros de agua a intensidade da radiaçao era ainda suíiciente para
descarregar um eletroscópio a um grau aprecia·el. Por estimati·a, em
uma proíundidade de ¯ metros de agua, íoi descoberto que a
resistência da absorçao atmosíérica sobre o lago, aos raios cósmicos
poderiam penetrar mais de 3¯ metros na agua, equi·alente a uma
espessura de 1.80 de chumbo, relati·amente ao poder de absorçao
deste metal. Assim, estes raios cósmicos pareceram ser 100 ·ezes mais
penetrantes do que os mais íortes raios-X. Os astroíísicos americanos
repetiram seus experimentos no Lago de Arrowhead, mais íundo que
o Lago de Muir, e também em alturas maiores. Lles descobriram que
os raios cósmicos nao ·êm de nenhuma direçao em particular, mas
parecem ·ir de todas as partes do espaço.
119
Lstes raios constituem um espectro que se estende por mais de uma
oita·a e suas íreqüências mais altas sao aproximadamente 2.000 ·ezes
maiores do que as dos raios-X. Lstas íaixas de radiaçoes, na escala de
ondas eletromagnéticas, sao tao distantes dos raios-X quanto estes sao
distantes das ondas luminosas. Mas ao chocarem-se com a 1erra estes
raios sao parcialmente transíormados em raios secundarios mais
atenuados, que sao menos penetrantes.
As pesquisas íeitas pelo Proíessor Millikan e Dr. Cameron, entre
outros, os tem possibilitado medir a intensidade da radiaçao cósmica
em íons por centímetros quadrados e por segundo ao ní·el do mar. As
íreqüências das radiaçoes cósmicas têm sido até o momento,
estendidas a 2 oita·as do espectro eletromagnético. Os astroíísicos têm
mostrado que estes raios íoram ainda detecta·eis depois de terem
penetrado 53 metros de agua e 4 metros de chumbo.
Segundo o proíessor Millikan a origem da radiaçao ultrapenetrante é
de·ido as mais ·ariadas mudanças moleculares e atomicas que
ocorrem atra·és do espaço. Lsta é a razao por que ele tem íeito uso do
termo geral radiaçao cósmica`. Lntao, o ·acuo interplanetario nao é
nada mais do que uma íicçao, uma ·ez que ele parece ser totalmente
preenchido por ondas cósmicas irradiadas por todas as estrelas e
asteróides, pelas nebulosas e mesmo pela Via Lactea.
Das inúmeras pesquisas dos astroíísicos parece que a existência de um
íaixa de raios cósmicos penetrando todas as regioes do espaço, e
mesmo regioes intersiderais, esta positi·amente estabelecido.
O ·acuo interastral é uma noçao obsoleta, uma ·ez que sabemos que
este ·acuo mostra uma e·idência de considera·el energia radiante,
todas mais intensas quanto mais distantes da atmosíera, e propagadas
em todas as direçoes atra·és do espaço. L mais, esta radiaçao
atra·essando o éter dos íísicos permeia todos os corpos materiais,
mesmo aqueles de maiores densidades, como acabamos de ter a
ocasiao de obser·ar. 1odas as maniíestaçoes de energia na 1erra das
quais temos conhecimento, direta ou indiretamente, nao passam de
emanaçoes destes raios cósmicos que constituem os únicos ·eículos
intersiderais possí·eis. Vamos também ter em mente que a presença de
elementos terrestres, a concentraçao de matéria e a apariçao da ·ida,
ambas, animadas e inanimadas, sao nada mais que maniíestaçoes
120
destes raios. linalmente, o mo·imento das estrelas é mantido pela
energia transmitida por estes raios cósmicos.
Lm ·ista de todos estes íatos a sugestao do poder uni·ersal deri·ado
desta concepçao de raios cósmicos, nao de·e ser associada com a
noçao de ·acuo absoluto como insinuada pelos íísicos. Lu creio que
este éter nao é a negaçao de toda a matéria, mas ao contrario, a síntese
de todas as íorças radiantes, e, portanto, eu tenho dado o nome de
|virer.iov ao plexo uni·ersal de todos os raios cósmicos.
A Uni·ersion é uma concepçao da iníinita grandeza, simbolizada pelo
uni·erso sem limite, e do iníinitamente pequeno, o granulo de matéria
eletriíicada, simbolizada pelo íon que é um mundo por si só. A iníinita
grandeza do uni·erso é, de íato, nada mais que a integraçao de íons
iníinitamente pequenos.
Lu elaborei esta concepçao de Uni·ersion em outro trabalho para o
qual os leitores sao reíeridos.
1

A Uni·ersion é onipresente e toda penetrante. A cada momento nós
temos e·idencia de sua presença, tao eíeti·a quanto silenciosa. O
uni·erso material e a ·ida em si, sao nada mais que um íenomeno
insta·el. Uma certa ·ariaçao da temperatura do corpo é suíiciente para
por um íim a ·ida e dissociar a matéria, e entao restaurar íons e
elétrons dentro do íluxo da Uni·ersion, desde que eles sejam
mobilizados pelos raios cósmicos para a criaçao de no·as combinaçoes
materiais e organismos ·i·os.
A dissociaçao, sob a iníluencia da temperatura, pressao, eletrólises,
íotólises, reaçoes químicas, reaçoes eletromagnéticas e radioati·as,
reaçoes elétricas e íotoelétricas, sao as pro·as da existência e da
onipresença da Uni·ersion.
Nao percamos a ·isao do íato de que a Uni·ersion é um meio que
re·oluciona as concepçoes estabelecidas, um meio, onde os elementos
desintegrados sao consignados e transíormados em partículas elétricas.
Lstas concepçoes nao precisam nos deixar atonitos, porque elas nao
re·elam nada mais, na continuaçao do uni·erso além de graus de
condensaçao.

121
O estudo do íenomeno eletromagnético tem incomodado as
concepçoes do ·elho mecanicismo na constituiçao da matéria. L agora
o estudo da |virer.iov e dos raios cósmicos ampliarao os limites da
ciência e nos possibilitarao resol·er os mais absor·entes problemas da
·ida - incluindo a telepatia e a transmissao de pensamentos.

1
Georges Lakho·sky, L` Uni·ersion`. Gauthler-Villars, Paris, 192¯.



















122
CAPÍ1ULO VIII
AS MANCHAS SOLARLS L A RADIAÇÂO CÓSMICA LM
RLLAÇÂO A SAUDL L A VIDA

Desde os primeiros tempos a iníluência das estrelas sobre a ·ida
humana tem sido reconhecida. Quando a ciência nao ha·ia ainda
desen·ol·ido, estas noçoes, essencialmente intuiti·as e empíricas,
deram nascimento a Astrologia. loje, em ·ista do nosso
conhecimento cientiíico, nao ha necessidade de insistir que todas essas
crenças e obser·açoes de·em ser rigorosamente examinadas.
No capítulo anterior um no·o conceito, que chamamos de Uni·ersion,
íoi discutido. Lste de·e ser considerado com uma espécie de substrato
no qual as ondas cósmicas de todas as íreqüências sao propagadas em
todas as direçoes. As ondas cósmicas emanam diretamente ou
indiretamente das estrelas e esta claro que, desde que elas ·êm de
múltiplas íontes e penetram em todos os lugares, elas de·em ter uma
iníluência espontanea nas nossas condiçoes de ·ida, porque elas ja têm
mostrado ter um eíeito no domínio do íenomeno íísico.
Nós agora temos que prosseguir in·estigando cientiíicamente, em que
extensao estas ondas cósmicas aíetam a nossa existência e qual é a
extensao desta iníluência.
Antes de considerar o problema geral, nossa atençao de·e íocar nos
casos particulares das radiaçoes cósmicas, tais como aquelas emanantes
do Sol e da Lua que têm um papel singular e uma parte preponderante
em relaçao a 1erra.
1em sido mostrado pelo engenheiro belga, M. P. Vincent, que a
radiaçao lunar íoi responsa·el pelo íenomeno de interíerência no
curso de transmissao de estaçoes remotas ,sem íio,. Parece que toda
semana a recorrência das íases da Lua correspondem a maxima e a
mínima intensidade da recepçao de ondas eletromagnéticas
1
.


1
Georges Lakho·sky, L` Uni·ersion` p. 12¯.
123
Nao de·emos nos esquecer de que o Sol, além de liberar raios
luminosos, calorííicos e íotoquímicos, também libera ondas elétricas e
magnéticas, especialmente durante períodos erupti·as de suas
protuberancias ou manchas. Vamos manter em mente que estas
manchas nao sao nada mais do que ·ulcoes e que a cratera de um
simples ·ulcao pode medir até 200.000 km de diametro, ou mais do
que quinze ·ezes o diametro da 1erra.
Além da luz e do calor, o Sol nos en·ia ondas eletromagnéticas cuja
íorça magnética aíeta o magnetismo da 1erra e causa deílexoes da
órbita. A íorça elétrica destas ondas também da origem as correntes
terrestres cuja intensidade é, as ·ezes, tal que se torna impossí·el
telegraíar ou teleíonar. 1empestades magnéticas e correntes terrestres
causam gra·es perturbaçoes no campo das comunicaçoes elétricas,
remotas ou outras. Além disto, o íenomeno da ionizaçao causado
pelas radiaçoes cósmicas emanantes do Sol tem, com conseqüência
direta, um marcado eíeito de impedimento da propagaçao de ondas ao
redor da superíície da 1erra. Isto resulta na ionizaçao das camadas
mais altas da atmosíera, que dao a ela conduti·idade, reíraçao e
reílexao, dando origem aos atmospherics ;qve .ao rvíao.) tao íamiliares
aos ou·intes de radio.
Uma outra pro·a importante que o Sol e as estrelas liberam radiaçoes,
além daquelas associadas com o calor e a luz, é dada pelo íenomeno da
aurora boreal que muitas ·ezes acompanham as tempestades
magnéticas. L sabido, que isto é de·ido a íluorescência dos estratos
mais altos da atmosíera causados pelos catodos e raios-X que íormam
parte do íluxo dos raios cósmicos emanantes das manchas solares.
Alguns astroíísicos têm correlacionado a ocorrência e a intensidade
das manchas solares com certos íenomenos íísicos concomitantes.
Lles têm obser·ado que os cataclismos terrestres, as mares e,
especialmente, os abalos sísmicos, parecem estar associados com as
manchas solares e que a presença destas manchas, consideradas em
relaçao a 1erra em um ciclo periódico de aproximado de 2¯ dias, pode
responder pela ocorrência de lunaçoes` do Sol.


124
A causa destas perturbaçoes é atribuída a interíerência destas ondas
solares com o campo normal das ondas cósmicas que têm um papel
primordial no esquema dos mecanismos interastrais.
Uma representaçao graíica cobrindo um período de anos e indicando
as ·ariaçoes de intensidade no íenomeno geoíísico, no íenomeno
elétrico ,ionizaçao, conduti·idade dos gases, aurora boreal,, do
íenomeno magnético ,perturbaçoes no campo magnético terrestre,
etc., mostra que as diíerentes cur·as exibem um grau nota·el de
paralelismo e que estes íenomenos se seguem imediatamente as
·ariaçoes das manchas solares. De acordo com estas cur·as, esta claro
que as ·ariaçoes destes íenomenos sao periódicas e que o ciclo de suas
maniíestaçoes ocorre aproximadamente a cada onze anos.
1
Sem
indagar a causa desta periodicidade, nos somos le·ados a conclusao de
que as radiaçoes cósmicas emanantes do Sol nao podem ser
coníinadas em seus eíeitos aos íenomenos íísicos, tais como a
eletricidade e o eletromagnetismo. Llas têm, necessariamente, que
desempenhar uma parte no íenomeno biológico, que também esta
intimamente conectado com o íenomeno íísico.
O estudo desta questao tem resultado em muitas obser·açoes que,
raramente, têm sido adequadamente interpretadas. Na ·isao dos
íísicos, os meteorologistas têm dado uma certa contribuiçao para o
nosso conhecimento das manchas solares. Lm 1651 Riccioli anunciou
que existia uma relaçao entre a apariçao das manchas solares e o
estado do céu. Lm 1801, Sir \illiam lerschel coníirmou esta
obser·açao. O astroíísico, Baxendall, mostrou, em 188¯, como a
temperatura média da superíície da 1erra esta conectada com o
número de manchas solares por ano, um íato que íoi coníirmado por
outros obser·adores.


1
Isto esta em surpreendente acordo com a aíirmaçao de Sir James Jeans em seu trabalho, 1hrough
Space and 1ime ,Atra·és do Lspaço e do 1empo,`. Lscre·endo sobre o assunto das manchas solares,
Sir James Jeans disse: Um estudo cuidadoso das secçoes de cortes de ar·ores mostram
íreqüentemente que os anéis cortados mudam gradualmente de espessura em ciclos de onze anos, que
coincide exatamente com o ciclo das manchas solares. Os anéis mais espessos íoram íormados nos
anos em que as manchas solares íoram as mais plenas, e nós ·imos simultaneamente que, a abundancia
de manchas solares coincidiu com a abundancia do crescimento das ar·ores e assim, com os ·eroes
úmidos. ,1ranslator,`.
125
Lm Mauritius ,Mauritania,, o Dr. Meldrum mostrou, em 18¯1, que nas
regioes tropicais o numero de manchas solares determina o número de
ciclones. A obser·açao, toda·ia, tem sido coníirmada apenas nos
trópicos, onde a maxima e a mínima de tempestades acompanham
com extrema regularidade a maxima e a mínima das manchas solares.
As chu·as tropicais também parecem estar associadas com as manchas
solares. Anos de muita chu·a parecem coincidir com as ati·idades
maximas das manchas solares, enquanto anos secos reíletem ati·idades
mínimas.
Nas regioes tropicais onde, de·ido a ausência de nu·ens, os eíeitos do
Sol sao mais diretos e mais íaceis de determinar, \. Koppen, em 18¯3,
mostrou que durante o ano antecedente a um mínimo de manchas
solares, o termometro íoi 0.41°C acima da temperatura média,
enquanto durante os anos antecedente a um maximo de manchas
solares, o termometro íoi 0.32°C. abaixo da temperatura média.
Blandíord explicou isto apontando que o excesso de energia termal
transmitida pelo Sol, causa excessi·a e·aporaçao do mar, entao a
diminuiçao da temperatura. Moreaux obser·ou que isto nao se aplica a
grandes superíícies continentais, onde a ele·açao da temperatura,
in·aria·elmente se segue a apariçao das manchas solares. Mas todas
estas leis meteorológicas sao, de·ido a sua natureza, muito menos
precisas do que as leis íísicas. Portanto, elas constituem, tanto quanto
os eíeitos da radiaçao solar, uma ·alorosa indicaçao. Além disto, o
problema das manchas solares é menos concernente aos aspectos
qualitati·os e moríológicos das manchas do que com a total ati·idade
solar que en·ol·e as ondas cósmicas. Mais uma ·ez, a periodicidade da
ati·idade solar nao é tao simples quanto parece ser e nao pode ser
expressa em íorma de uma pura onda senoidal. Um grande número de
ondas harmonicas superpostas sobre as ondas íundamentais indica
que uma real periodicidade do Sol é aíetada por aquelas outras estrelas
gerando ondas cósmicas. Numerosas obser·açoes íeitas em Madras e
\ashington em mais de 100 obser·atórios diíerentes, têm mostrado
que íora dos trópicos, a radiaçao solar causa dois períodos alternantes
de chu·a e seca no decurso de aproximadamente 35 anos. 1ais
exemplos poderiam ser multiplicados indeíinidamente. Uma
periodicidade similar tem sido obser·ada nos icebergs e na ·ariaçao do
ní·el dos lagos. Lm particular, o período de onze anos e meio é muito
126
aparente no caso dos lagos de Victoria e Albert na Áírica Lquatorial,
enquanto um período de 33 anos parece se aplicar aos lagos europeus.
De íorma geral, a ati·idade solar direta é mostrada em todos os
íenomenos naturais.
O domínio da meteorologia ser·e como um elo transitório natural
entre íísica e biologia. Pareceria racional, portanto, in·estigar em que
medida os raios cósmicos, que condicionam os íenomenos íísicos e
meteorológicos, aíetam os íenomenos íisiológicos. Lsta idéia parece
ter ocorrido a certos cientistas simultaneamente, quando a tendência
íoi atribuir toda a ati·idade solar as manchas solares e quando os raios
cósmicos eram desconhecidos.
Sir \illiam lerschel escre·eu em 1801: Parece pro·a·el, analisando-
se o período entre 1650 e 1¯13, e julgando-se pela produçao normal de
trigo, que uma escassez de ·egetaçao ocorreu sempre que o Sol
pareceu estar sem as manchas`.
Lm 1901, Moreux obser·ou que a produçao de trigo na lrança e por
todo o mundo geralmente seguiu mais ou menos as ·ariaçoes das
ati·idades solares. Lle entao in·estigou a iníluência desta ati·idade
sobre os organismos humanos. Lle se expressou sobre o assunto
assim:
Como proíessor de uma uni·ersidade, tenho oportunidades
excepcionais de íazer obser·açoes. Apesar, de nao ser médico eu nao
pude deixar de obser·ar uma recrudescência das aíecçoes reumaticas e
neuralgias, coincidindo, nao com as manchas solares, mas com as
·ariaçoes magnéticas mais íortes, de·ido as ati·idades solares. Mais
ainda, o número total de castigos pareceu ser uma íunçao das
·ariaçoes das agulhas magnéticas que pareceram indicar uma espécie
de anormal excitaçao ner·osa por parte dos estudantes... e
possi·elmente dos proíessores também, nos momentos de maior
ati·idade solar. Deduzi disto que uma relaçao poderia realmente existir
entre as guerras e o Sol, e publiquei esta cur·a de correlaçao em ·arias
ocasioes, antes e depois da grande guerra`.
De minha parte, concebi a idéia de estabelecer a partir das minhas
obser·açoes pessoais e aquelas dos astroíísicos, as leis as quais os
eíeitos biológicos, de·idos aos raios cósmicos, estao sujeitos e
particularmente aqueles eíeitos resultantes da ati·idade solar.
127
Comparando os quadros da ati·idade solar do Obser·atório de
Meudon com as estatísticas dos distritos produtores de ·inho de
Burgundy e Beaujolais, pude mostrar um paralelismo existente entre
estas estatísticas e os quadros em questao, e concluí que os nota·eis
anos de produçao de ·inho coincidiram com os anos de
recrudescência das manchas solares.
Lstas obser·açoes íormaram o tema de um documento original
intitulado A iníluência das ondas astrais na oscilaçao das células
·i·as` que o Proíessor d`Arson·al generosamente apresentou em meu
nome a Academia de Ciências . Lste documento esta transcrito abaixo:

A influência das ondas astrais na oscilaçäo das celulas vivas.
,Comunicado íeito por Geoges Lakho·sky apresentado em 28 de
março de 192¯, na Academia de Ciências pelo Proíessor d`Arson·al,.
¡Lm meu trabalho, L`Origine de la Vie`, em que o proíessor
d`Arson·al me concedeu a honra de apresentar para a Academia de
Ciências, íormulei minha teoria da iníluência dos raios penetrantes
,raios cósmicos, sobre os seres humanos. Mostrei, de íato, que o
núcleo de cada célula ·i·a, se maniíestando na íorma tubular ou um
íilamento composto de matéria dielétrica preenchida com uma
substancia condutora, é compara·el a um circuito oscilante tendo
auto-indutancia, capacidade e resistência elétrica. As células ·i·as
podem assim oscilar com íreqüências muito altas sob a iníluência dos
raios cósmicos emitidos pelas estrelas.
1enho tentado pro·ar a ·alidade da minha teoria estudando a
iníluência da radiaçao astral ,manchas solares, cometas, interíerência
das radiaçoes astrais, etc., na matéria ·i·a.
Minhas obser·açoes íoram baseadas nas cur·as do graíico traçadas
pelos astroíísicos do Obser·atório de Meudon, estas cur·as mostram,
desde 1845, a ati·idade das manchas solares, a incidência de
perturbaçoes magnéticas e da aurora polar.
lIG. 1¯. Graíico mostrando a correlaçao entre os bons anos de produçao de ·inhos e a
intensidade das radiaçoes solares correspondendo com as ·ariaçoes de intensidade das: ,1,
Manchas solares, ,2, Perturbaçoes magnéticas, ,3, Aurora boreal. - ,pag. 128,.
128

Lste graíico se reíere aos ·inhos Bordeaux, Intensidades maximas correspondentes aos bons
anos de produçao, enquanto as intensidades mínimas estao associadas com os anos de baixa
produçao de ·inho.
L, ob·iamente, possí·el traçar um graíico semelhante para outros ·inhos, como aqueles de
Burgundy, etc.
129
Lstas três cur·as sao notadamente paralelas. Lu estabeleci para mim
mesmo a tareía de estudar a correlaçao existente entre estas radiaçoes
astrais por um lado, e, por outro lado, o desen·ol·imento da ati·idade
·ital nas plantas e nos animais. Como no caso de qualquer dado
indi·idual, os períodos de íadiga e doença se alternam com períodos
de boa saúde, assim também, com írutas e colheitas em geral, ha, para
cada tipo de produto, anos de boa qualidade e anos de ma qualidade.
Com respeito ao ·inho, de acordo com a documentaçao estabelecida
pela Camara do Comércio de Bordeaux e Burgundy, tenho notado que
os nota·eis anos correspondem exatamente a um maximo de
ati·idades das manchas solares, como as cur·as da íigura 1¯ indicam
plenamente.
Os resultados para os ·inhos tintos de Bordeaux sao as seguintes:
Maximo, 1848 Bons anos de 184¯ e 1948
Maximo, 1858 Bons anos de 185¯ e 1858
Maximo, 1869 Bons anos de 1869 e 18¯0
Período 1880-1889 Período do Phylloxera ,inseto,
Maximo, 1893 Anos moderados de 1890 e 190¯
Maximo, 1906 Bons anos de 1906 e 190¯
Nesta conexao de·e ser íeita uma mençao especial do íamoso ·inho
de 1811, conhecido como Vinho do Cometa` - cuja excelente
qualidade pode ser atribuída a radiaçao deste cometa.
Os mesmos resultados se aplicam aos ·inhos brancos de Bordeaux e
Burgundy`¡.
Lm linha semelhante íoi íeita uma comunicaçao endereçada a
Academia de Medicina pelo Dr. Maurice laure e Dr. G. Sardou
1
. Lstes
dois íísicos obser·aram dia após dia, mês após mês, o número de
casos de morte súbita e delinearam uma cur·a representando este
íenomeno como uma íunçao do clima. Comparando esta cur·a com
aquela representando a ati·idade da energia solar, eles notaram que
estas duas cur·as mostraram um nota·el paralelismo.
1
Academia de Medicina, Sessao de 1 de março de 192¯.
130
O proíessor d`Arson·al destacou, nesta conexao, que isto parecer ser
um caso particular de minha teoria da oscilaçao nos seres ·i·os.
Nao é irracional assumir que a interíerência trazida pelas manchas
solares pode causar, se nao doença, no mínimo a íadiga ou distúrbios
transitórios. Lu tenho assinalado que os períodos de lassitude do
organismo ou doença, e geralmente desordens sanitarias podem ser
atribuídas ao íenomeno de interíerência que quebra o equilíbrio
oscilatório das células ·i·as. 1em também me ocorrido que estes
íenomenos de interíerência de·ido as radiaçoes astrais, poderiam dar
uma explanaçao das modalidades obser·adas no crescimento e
desen·ol·imento de coisas ·i·as, em ambos os reinos, dos ·egetais e
dos animais. L possí·el que o sabor de certas írutas, por exemplo,
pode ser aíetado como um resultado destes íenomenos de
interíerência. L se um diíere do outro sucessi·amente, sob o ponto de
·ista da agricultura, é mais pro·a·elmente de·ido as ·ariaçoes das
radiaçoes cósmicas. Lntao, nós podemos atribuir aos bons anos,
ambos, a qualidade e quantidade, nos caso das maças, ameixas, u·as,
etc.
Se ti·er sido insistente nos íatos mencionados, é para mostrar que,
apesar da questao da iníluência da radiaçao solar no desen·ol·imento
dos organismos ·i·os nao ser no·a, desde que as primeiras
obser·açoes íoram íeitas por todo o século passado, ainda íoi,
somente recentemente, que a teoria da oscilaçao celular tem nos
habilitado a dar uma explanaçao adequada, graças ao nosso
conhecimento do íenomeno da interíerência.
Pode ser contra argumentado que a açao da luz e do calor sobre as
plantas e os animais ja sao conhecidas por um tempo considera·el.
Isto é, sem dú·ida, ·erdadeiro, mas a luz e o calor nada mais sao do
que radiaçoes particulares de um ambito restrito da escala total das
ondas cósmicas.
A e·idência de que os eíeitos da luz e do calor nao constituem a total
emanaçao da ati·idade solar pode ser encontrada no carater, das
cur·as de temperaturas, registradas em diíerentes laboratórios. Lstas
cur·as indicam que uma multiplicidade de íatores local esta en·ol·ida,
diíerindo largamente umas das outras, e, mais ainda, estas cur·as sao
muito diíerentes das cur·as que representam a ati·idade solar em geral.
131
L mais, como ·eremos no próximo capítulo, a radiaçao cósmica é
íortemente iníluenciada pela natureza geológica do solo que, por sua
·ez, pode também dar origem ao íenomeno da interíerência.
Apesar das suas e·identes maniíestaçoes, a luz e o calor têm,
ocasionalmente, eíeitos secundarios quando comparados com os raios
cósmicos que permanecem imperceptí·eis aos nossos sentidos. L,
possi·elmente, de·ido a sua natureza sutil que a radiaçao cósmica tem,
até o momento passado desapercebidas, mesmo apesar de que seus
eíeitos sao preponderantes.


















132

CAPÍ1ULO IX

A INILULNCIA DA NA1URLZA DO SOLO NO CAMPO
DAS ONDAS CÓSMICAS

CON1RIBUIÇÂO GLOLÓGICA L GLOGRÁIICA PARA A
CAUSAÇÂO DO CÂNCLR

DIS1RIBUIÇÂO DL CÂNCLR
O PAPLL DL ÁGUA LM RLLAÇÂO AO CÂNCLR

Natureza do Problema

Os estudos nos quais tenho me engajado por muitos anos sobre o
desen·ol·imento e tratamento do cancer tem me le·ado a in·estigar as
causas de deílagraçao desta doença que, no momento, é a mais
misteriosa e incura·el aíliçao que molesta a humanidade.
Lu me proponho mostrar como minhas pesquisas nesta direçao têm
me le·ado a estabelecer que a natureza do solo modiíica o campo das
ondas cósmicas na superíície da terra. Lsta condiçao pode ser
suíiciente para causar um desequilíbrio celular nos organismos ·i·os,
que pode dar origem ao cancer.
Como nenhuma e·idência satisíatória íoi ainda dada como pro·a em
apoio da natureza contagiosa ou hereditaria do cancer, me parece
deseja·el in·estigar o papel desempenhado no desen·ol·imento do
cancer pelos íatores puramente íísicos. Vamos compreender
claramente que cancer, nós queremos dizer o número total de aíliçoes
cancerosas, incluindo o carcinoma, epitelioma, sarcoma e outros
tumores malignos.
De acordo com todos os registros médicos o cancer é encontrado em
todas as partes do mundo, mas as íormas sob as quais ele aparece ·aria
133
em diíerentes regioes. Por algum tempo no passado, certos
obser·adores têm atribuído um papel particular para diíerentes íatores
geograíicos, tal como, a hidrograíia. Lm 1869, la·iland aíirmou que
O 1amisa e seus aíluentes cobrem uma grande parte do campo do
cancer`. Desde os primeiros tempos tem sido obser·ado que a
moríologia dos seres ·i·os esta estreitamente conectada com a
natureza do solo sobre o qual ele ·i·e. A diíerença de raças adiciona
apoio a esta obser·açao. A raça é tipiíicada por características
íisiológicas transmitidas em certa medida pela hereditariedade. Mas se
as condiçoes de ·ida sao alteradas, as características da raça soírem
transíormaçoes, enquanto ainda permanecem limitadas a natureza do
solo e do clima. Varios in·estigadores têm destacado o importante
papel da natureza geológica do solo na diíerenciaçao dos tipos raciais.
O termo terroir` ,o sabor da terra, que é usado para descre·er o
sabor de um certo ·inho, íruta ou qualquer outro produto da terra,
implica claramente a iníluência preponderante do solo na elaboraçao
destes produtos. As obser·açoes íeitas nesta conexao sao muito
numerosas e nao precisam ser mencionadas aqui. L suíiciente dizer
que a planta cresce indiscriminadamente em solo arenoso, como na
íloresta de lontainebleau, mas uma seleçao estrita ocorre na argila e
no terreno calcario.
Lm 1832 um naturalista pioneiro, Nérée Boubée, iníormou a
Academia de Ciências que a cólera epidêmica que esta·a entao
de·astando o país, tinha uma estreita relaçao com a natureza do solo.
Aqui esta uma passagem característica desta comunicaçao: Lm minha
·iagem geológica anual, tenho obser·ado íreqüentemente que nos
países onde ·arias doenças endêmicas ocorrem, estas doenças sao, na
maioria das ·ezes, coníinadas em cada regiao, aos limites geológicos
das íormaçoes dominantes e ja cheguei a conclusao que cada regiao
geológica constitui um estrato natural para certas aíecçoes mórbidas,
em outras pala·ras, a constituiçao médica de cada país depende, de
algum modo, de sua constituiçao geológica e topograíica`.
Alguns anos mais tarde de lourcault` chegou a mesma conclusao de
Boubée sobre as doenças endêmicas.
Certas consideraçoes elementares nos habilitam a entender a iníluência
da natureza geológica do solo e de seus constituintes. A agua correndo
atra·és de certas regioes reílete exatamente a composiçao química das
134
substancias que constituem aquela regiao. Na agua sao encontrados os
mesmos sais minerais do solo. Outra ·ez, a natureza da agua
condiciona o desen·ol·imento dos organismos ·i·os. Nas regioes
onde os sais de calcio sao deíicientes na agua, os resultados sao ·istos
na dentiçao deíiciente e osso íracos. Vamos lembrar a iníluência da
natureza do solo em causar o bócio, e geralmente, a hipertroíia ou
atroíia de glandulas, resultantes do excesso ou da deíiciência de certas
substancias minerais no solo do habitat. L, sem dú·ida, bem
conhecido que o bócio ,papo, que é uma hipertroíia da glandula
tireóide, ocorre em regioes deíicientes em iodo. Apesar da iníluência
do solo ser indireta, é entretanto claramente e·idente. Nao pode ser
ignorado que certas doenças existem em um estado endêmico e latente
em certos solos, onde elas permanecem localizadas. L especialmente
nota·el no caso da cólera, malaria e tiío. 1em sido le·antado que estas
doenças altamente iníecciosas sao transmitidas apenas atra·és de
micróbios. Permanece sem explicaçao, toda·ia, das razoes pelas quais
certos micróbios preíerem certos solos, como os mosquitos que ·i·em
sobre estes solos. L muito correto dizer que a cólera surge
preíerencialmente nos tratos alu·iais, enquanto íebres intermitentes
sao mais comumente encontradas em solos impermea·eis ,argila ou
sedimentos de calcita e dolomita,.
A iníluência do solo nao é apenas importante em relaçao a problemas
patológicos, mas também em relaçao a higiene e a demograíia. la
algum tempo atras um médico do exército, M. Russo, procurou
estabelecer a iníluência do solo na saúde da raça. Lle mostrou que a
maioria das condiçoes ía·ora·eis, sob o ponto de ·ista da higiene,
ocorreram em solos de íormaçao recente, terciarios e quaternarios,
seguidos por solos primarios, granito e rochas metamóríicas, jurassicas
e terrenos calcarios da era cretacea.
Lm conexao com o problema do cancer, M. Stélys, em um
comunicado apresentado pelo proíessor d`Arson·al para a Academia
de Ciências
1
trouxe e·idência em ía·or dos solos carcinogênicos, isto
é, solos susceptí·eis de dar origem ao cancer em organismos ·i·os.


1
Sessao de 25 de abril de 192¯.
135

Como a documentaçao concernente a estas ·arias hipóteses e a
coordenaçao dos resultados obtidos neste campo de in·estigaçao
pareceu ser suíicientemente signiíicante, eu coloquei os dados
registrados em uma monograíia intitulada Uma Contribuiçao para a
Ltiologia do Cancer`, que íoi apresentada pelo proíessor d`Arson·al
na Academia de Ciências em 4 de julho de 192¯. Nesta monograíia
discuti a questao da radiaçao cósmica em relaçao a natureza do solo.
Nosso presente conhecimento sobre as ondas cósmicas e a
propagaçao de ondas ultracurtas atra·és de solos diíerentes tem dado
uma base adequada para coordenar as ·arias obser·açoes e dados
estatísticos. O objeti·o deste trabalho íoi mostrar em qual extensao a
distribuiçao do cancer pode estar condicionada a natureza íísica do
solo no qual as pessoas ·i·em.
O problema da etiologia do cancer, considerado sob este ponto de
·ista, tem sido con·enientemente reduzido aos três estudos seguintes:
1. - Lstudo demograíico de estatísticas e distribuiçao do cancer,
mostrado pela densidade de mortalidade por cancer, calculada em
número de casos por 1.000 habitante.
2. - Lstudo geológico mostrando os solos nos quais os tumores
cancerosos se desen·ol·em mais li·remente.
3. - Lstudo íísico, especialmente sob o ponto de ·ista elétrico, de
substancias minerais constituindo os solos em questao e das reaçoes
destes solos a penetraçao das ondas cósmicas.

A distribuiçäo geográfica e geológica do cãncer
O ·alor das estatísticas em medicina tem sido muitas ·ezes disputado e
tido como nao coníia·eis. Mas as estatísticas, ainda que imperíeitas,
constituem dados que nao podem ser ignorados. L, em qualquer grau,
uma indicaçao deíiniti·a que é preíerí·el a nao ter qualquer dado.
Lmbora as íormas e os meios de compilar estatísticas em ·ilas e no
campo serem geralmente precarias, isto nao se aplica a areas urbanas,
onde a iníormaçao exata e a abundancia de dados sao disponí·eis.
136
Além disto, durante as décadas passadas íoi possí·el diagnosticar o
cancer com grande precisao por meio de microscópio e exames
radiograíicos que tem possibilitado a classiíicaçao das doenças
cancerosas. O número atual de erros, ine·ita·elmente en·ol·idos em
tais estatísticas, é assim reduzido a um mínimo e nao pode in·alidar o
teor geral das conclusoes. Além disto, todas as in·estigaçoes que tenho
íeito têm sido baseadas em dados estatísticos relati·os a cidades e
grandes centros urbanos.
Se ·arios bairros de Paris íorem considerados sob o ponto de ·ista da
densidade do cancer, seria ·isto primeiramente que os números, longe
de serem distribuídos de maneira aleatória, parecem ·ariar de maneira
covtívva, no algébrico sentido do termo, isto é, sem súbito, soluçao de
continuidade. O mesmo resultado aparece claramente nos mapas
distritais e de cidades. Nestas circunstancias, é períeitamente normal
pensar em distribuiçao geológica ou geograíica do cancer.
A distribuiçao geograíica pode ser admitida sem maiores
consideraçoes, porque se reduziria a uma mera pesquisa da terra. O
mapa de Paris, toda·ia, nao estabelece, de nenhuma maneira, o íato de
que o distrito de Seine ou o íator de altitude tem um papel importante
nesta conexao. Por outro lado, a distribuiçao geológica da inicialmente
resultados sugesti·os.
O problema que nós temos de resol·er é, porque uma densidade
relati·amente alta de cancer aíeta os distritos do sudeste e do oeste de
Paris, enquanto o centro e os distritos do nordeste têm uma,
relati·amente, baixa densidade.
As analises mostram que as baixas densidades de cancer ,0.5 - 0.6 - 0.8
por 1000 habitantes,, coincidem com uma ·asta area de areia e rochas
arenosas de Beauchamp, próximas as rochas sedimentares da bacia de
Paris. Médios, mas ·alores ainda baixos, sao obser·ados nos distritos
de Chaussée Antin ,0.8, e Gaillon ,0.3,, que correspondem a uma area
de areia de Beauchamp. Valores mais ele·ados, mas ainda
relati·amente baixos, sao obser·ados em Clignancourt ,1.1, e Saint-
largeau ,1.04, onde os únicos dois bancos de areia de lontainebleau
em Paris aparecem.
Por outro lado, obser·amos que os distritos onde a densidade do
cancer é alta, como em Auteuil ,1.¯6,, Ja·el ,1.61,, Grenelle ,2.08, e
137
Saint-Lambert ,1.5¯, estao sobre argila. Outros distritos, como Saint-
Vincent-de-Paul ,1.9¯,, l`lopital Saint Louis ,1.44,, Pere Lachaise
,1.58, e Charonne ,1.41, estao situados sobre solos sedimentares de
carbonato de calcio ,alto terciario da bacia de Paris e calcario terciario
do N. da bacia de Paris,.



138
A relaçao obser·ada entre a densidade do cancer e a natureza do solo
nao pode ser aceita como sendo matematicamente correta, porque a
distribuiçao geológica do subsolo apresenta uma complexidade tao
grande quanto aquela do íenomeno meteorológico. Varios íatores de
perturbaçao têm que ser le·ados em consideraçao, notadamente a
disposiçao, a superíície, a proíundidade do estrato e das rochas, como
também as ·ariaçoes na maioria dos sedimentos.
O distrito de Maison-Blanche, por exemplo, com uma densidade
média de ,1.1¯, tem em seu subsolo uma mistura de argila, pó de
calcita e dolomita, e calcario da bacia de Paris, areia de Beauchamp, e
depósitos alu·iais recentes. Similarmente com Clignancourt ,1.1, e
Amérique ,1.34,, onde encontramos areia de lontainnebleau, calcario
de Brie e Saint-Quen, depósitos alu·iais de calcario recente.
Com respeito aos distritos as margens do Rio Sena, cobertos
superíicialmente por depósitos alu·iais recentes, suas densidades de
cancer reíletem a composiçao de camadas sedimentares mais
proíundas. Os mesmos resultados sao obser·ados no Departamento
do Seine, apesar da maior di·ersidade da natureza das rochas.
Nos temos que as localidades com uma baixa ou média densidade de
cancer, como Sceaux ,0.8, Chatenay ,0.6,, Bagneux ,1.0,, lresnes
,0.39,, Suresnes ,1.1,, estao construídas sobre a areia de lontainebleau,
enquanto outras localidades, com Garenne-Colombes ,0.¯8,, Van·es
,1.18,, Malakoíí ,0.98,, Arcueil ,1.2¯,, Maisons-Alíort ,1.29, estao
construídas sobre os terrenos calcarios da bacia de Paris ou as rochas
arenosas de Beauchamp: outras localidades, notadamente no noroeste
de Paris, estao construídas sobre depósitos alu·iais recentes e gesso
,sulíatos de calcio hidratado,.
Por outro lado, localidades exibindo uma alta densidade de cancer,
como Issy ,2.0, I·ry ,3.26,, estao construídas sobre argila, outras,
como Lês Lilas ,1.63,, Bagnolet ,1.4¯,, Pa·illons-sous-les-Bois ,1,91,,
Nogent ,1.8,, Romain·ille ,1.85,, 1hias ,3.36, estao construídas sobre
rochas sedimentares de Brie e depósitos de calcita e dolomita,
íinalmente, outras, como Neuilly ,2.25,, L`Ile-Saint-Denis ,2.16,, Le
Perreux ,1.8¯,, Bonneuil ,3.33,, estao construídas sobre areas barrentas
e argilosas.
139
Lu tenho aplicado o mesmo método de analise para as principais
cidades da lrança e aquelas dos países ·izinhos. Os resultados têm
sido agrupados de modo a indicar a densidade do cancer como uma
íunçao da natureza geológica do solo
1
.
Lstas in·estigaçoes têm estabelecido claramente o íato de que uma
baixa densidade do cancer é encontrada em localidades construídas
sobre areia, rochas sedimentares, terrenos de gesso ,sulíato de calcio
hidratado,, rochas arenosas, algumas rochas primiti·as e depósitos
alu·iais recentes, ricos em cascalhos e areia. Por outro lado, uma alta
densidade do cancer esta associada com localidades construídas sobre
argila plastica, solos jurassicos, calcita, minério de íerro, areas
carbonííeras e ardósia.
1ambém, sera ·isto que a densidade do cancer na lrança nao é
distribuída aleatoriamente, mas esta relacionada a regioes naturais
correspondentes a natureza geológica do solo. Lntao, parece que
Gene·a, Bern, Brussels, Antwerp e 1oulouse estao construídas em
regioes de média ou baixa densidade de cancer, íormada de areia e
cascalho alu·ial, areia e rochas arenosas de lontainebleau e
Beauchamp, rochas sedimentares em proximidade com depósitos de
calcita e dolomita.
Por outro lado, as ele·adas íormaçoes cretaceas que cobrem toda a
Normandia, o Pays de Caux e Picardy, sao notadas por 5 localidades
com uma alta densidade de cancer, Lê la·re, Rouen, Amiens, Arras e
Lille. Similarmente, o oeste da lrança tem ·arias regioes com alta
densidade de cancer, caracterizadas por minérios de íerro ,oolites,
barro, areias íerruginosas e solo constituído de argila e carbonato de
calcio.,, em Nancy e Metz, como também areas carbonííeras em
Strassburg. A area do cancer da regiao de Lyon esta também
construída sobre um solo jurassico e carbonííero.

A natureza do solo em relaçäo à radiaçäo cósmica e a causa do
cãncer

1
Para iníormaçoes completas relati·as a esta questao, incluindo mapas graíicos, etc, o leitor pode
recorrer a monograíia especial sobre o tema de Lakho·sky - "Contribuiçao a etiologia do cancer",
Paris, 192¯.
140
A relaçao entre a natureza geológica do solo e a densidade do cancer
tendo sido estabelecida por obser·açoes e estatísticas dadas na seçao
anterior. Lsta ainda para ser demonstrado por um mecanismo
particular que uma ·ariaçao na natureza do solo pode contribuir com
íatores causadores do cancer.
Lu ja indiquei, de uma maneira geral, com respeito a oscilaçao celular,
que o cancer ocorre como uma reaçao do organismo a uma
modiíicaçao do seu equilíbrio oscilatório atra·és da iníluência das
radiaçoes cósmicas. L mais, o campo terrestre das ondas cósmicas é
constantemente aíetado pelas ·ariaçoes causadas pelo íenomeno da
interíerência, de·ido as ·arias radiaçoes astrais, em conseqüência da
rotaçao da 1erra em seu próprio eixo ,eíeito diurno, e ao redor do Sol
,eíeito anual, enquanto as íases da Lua também aíetam o campo
cósmico.
Assim, é justiíica·el estabelecer uma conexao entre o cancer e as
·ariaçoes no campo das ondas cósmicas de·ido a absorçao pelo solo.
1emos ·isto que o equilíbrio oscilatório da célula é modiíicado e,
algumas ·ezes, quebrado quando as radiaçoes cósmicas ·ariam em
intensidade ou em íreqüência.
1enho mostrado, entretanto, que íoi possí·el re-estabelecer este
equilíbrio oscilatório reíorçando ou diminuindo, mais precisamente
atra·és da íiltraçao das radiaçoes cósmicas por meio de equipamentos
apropriados. A e·idência disto íoi dada por meu primeiro experimento
com os geranios aíetados pelo cancer e tratados com sucesso.
Com respeito a absorçao das ondas cósmicas pelo solo e os eíeitos
resultantes destas ondas no campo, temos dados precisos baseados em
trabalhos de radio-eletro-técnicos e astroíísicos que, como Millikan,
têm estudado o problema da penetraçao. Nesta conexao, é importante
considerar, nao apenas as ondas ultrapenetrantes, mas também o
parametro total das ondas cósmicas, da mais longa a mais curta.
1em sido questionado, se as ondas cósmicas, em ·ista de sua grande
penetrabilidade, tem algum eíeito sobre o organismo humano. De·e-se
ter em mente, toda·ia, que as ondas cósmicas tem um campo de açao
tao uni·ersal que parece ób·io que nada, a priori, é necessario para
parar o mo·imento de uma onda completamente para detectar os seus
141
eíeitos. Nesta proporçao, a detecçao de ondas remotas ,sem íio, seria
possí·el apenas se paredes metalicas imensas de grande densidade
esti·essem disponí·eis para capturar as ondas inteiramente. Mas tudo
que é necessario par atingir este íim, é um simples íio esticado no
espaço aberto, que retém da passagem das ondas um desprezí·el, mas
ainda assim, suíiciente quantidade de energia. Similarmente, o
organismo ·i·o nao tem a necessidade de ser como uma massa de
chumbo de 10 metros de espessura para ser sensiti·o a induçao de
ondas cósmicas, para a qual ele respondera mais rapidamente, na
medida em que as ondas íorem as de maior comprimento e as células
·i·as íorem as de menores dimensoes. L também claro que, de·ido a
excessi·a alta íreqüência destas ondas cósmicas, as células de·em ser
submetidas a uma grande induçao eletromagnética.
Desde que estejamos aptos a detecta-las, como Millikan mostrou, as
ondas cósmicas, em uma proíundidade de 50 metros ou mais, nao é
e·identemente a absorçao total que é a coisa mais importante, porque,
sob o ponto de ·ista pratico, isto é insigniíicante e de·e sempre
depender da sensiti·idade do aparato usado. L quase íora de dú·ida
que, existem certas ondas cósmicas que sao penetrantes o suíiciente
para atra·essar a terra inteira, uma hipótese que parece ser essencial
para explicar o íenomeno dos mecanismos celestiais. O quê é de
grande importancia, entretanto, na in·estigaçao da iníluência de um
certo íenomeno sobre as condiçoes de ·ida, é dar atençao especial as
·ariaçoes do campo cósmico na superíície da 1erra, que en·ol·e a
absorçao pelas camadas sedimentares e a radiaçao secundaria
resultante, como também o campo de interíerência. Lsta radiaçao
secundaria nao é mais insigniíicante, no caso da radiaçao cósmica, do
que naqueles tubos radiológicos e de ionizaçao, que liberam raios
catódicos e raios-X. Nas cidades, a iníluência dos materiais de
construçao como pedras, tijolos, ceramicas, piche, asíalto e pedras de
pa·imentaçao ,paralelepípedos, etc., nao precisam ser considerados
porque estes materiais, eminentemente dielétricos, nao impedem a
propagaçao das ondas.


1
Georges Lakho·sky, L` Uni·ersion` - p. 12¯.
142
Sabemos que as ondas penetram melhor o solo quando as
propriedades isolantes deste solo sao mais pronunciadas, o quê esta de
acordo com o nosso conhecimento da propagaçao de ondas. Com um
comprimento de onda de 16.000 metros a penetraçao ocorre a uma
proíundidade de 80 metros em um solo isolante ,areia, rocha
sedimentar, etc., enquanto a penetraçao alcança apenas uma
proíundidade de 2 metros na agua do mar que é um condutor muito
bom, e algumas dúzias de metros na de argila e ·arios minérios, que
sao também ótimos condutores.

lIG. 19. Solo condutor, impermea·el para as ondas. As radiaçoes cósmicas sao reíletidas e
diíundidas superíicialmente, dando origem, na superíície do solo, a um no·o campo de
radiaçoes de interíerência.
A proíundidade que a onda penetra dentro do solo é in·ersamente
proporcional a raiz quadrada do produto de sua ·ibraçao e a
conduti·idade do solo. As ·ariaçoes de penetraçao sao, entao, muito
mais marcadas no caso de ondas curtas do que das ondas longas. Os
solos condutores agem quase que como as telas metalicas e absor·em
ondas a um grau maximo. Por outro lado, os solos dielétricos
,isolantes, íacilitam a penetraçao de ondas a uma grande proíundidade.
143
Assim, segue-se que estes solos, permea·eis as ondas, tais como areia,
rochas arenosas e cascalho, que absor·em a radiaçao até uma grande
proíundidade, nao mostram qualquer reaçao signiíicante no campo
cósmico na superíície da 1erra, como é o caso, sempre que uma onda
penetra um meio que é praticamente homogêneo e ilimitado. Mais
quando a radiaçao é apenas absor·ida superíicialmente, como no caso
de solos condutores, impermea·eis as ondas, como a argila, camadas
carbonííeras, minério de íerro, etc., esta rapida absorçao da origem, na
superíície do estrato condutor, a intensas correntes que reagem no
campo cósmico superíicial.

lIG. 20. Solo isolante, permea·el as ondas. O campo superíicial de radiaçoes nao é
modiíicado. Neste caso, nao ha reílexao de ondas, nenhuma diíusao e nenhuma re-radiaçao.
L possí·el que esta absorçao possa originar a reíraçao como é a regra
na íísica, geralmente quando as constantes do meio de propagaçao
·ariam, por exemplo, quando os raios luminosos passam do ar para
agua. Ou entao pode ser que sejamos conírontados com um
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lIG. 21. Secçao de solo mostrando a distribuiçao de camadas isolantes e condutoras. A - Depósitos alu·iais, B- Camada
permea·el as ondas ,areia e rochas arenosas,, C e D- Camadas permea·eis, mais ou menos condutoras, L- Camada
impermea·el de alta conduti·idade ,argila,, l- Varias camadas sedimentares, G- Lstrato contendo rochas cristalinas,
minério ,íerro, ou depósitos carbonííeros.
145
Por outro lado, em solos isolantes, a radiaçao cósmica nao é aíetada
pela ausência de campos secundarios ,ligura 20,.
Como o desen·ol·imento do cancer é suposto estar conectado com o
desequilíbrio oscilatório causado pelas ·ariaçoes no campo das
radiaçoes cósmicas, segue-se que, a incidência do cancer é baixa nos
solos isolantes e é alta em solos condutores, que modiíicam o campo.
A questao da iníluência do solo sobre a incidência do cancer pode
entao ser reduzida determinando-se o seu grau de conduti·idade.
1emos ·isto que uma baixa incidência é encontrada na areia de
lontainebleau e na areia de Beauchamp, que consistem de silicato
puro, e como tal, é altamente isolante, uma baixa incidência é também
obser·ada nas rochas arenosas de Beauchamp e na areia da bacia de
Brussels, o cascalho de Geno·a e as íria·eis rochas arenosas de Bern, a
ardósia, a rocha metamóríica e o granito de Nantes, o gesso ,sulíato de
calcio hidratado, do noroeste de Paris.
Um meio de alta incidência de cancer é encontrado nos solos que sao
moderadamente bons condutores, como os depósitos alu·iais recentes
contendo camadas barrentas de solo condutor e, especialmente, a
argila, em ·irtude de sua composiçao química, incluindo a agua e as
substancias minerais.
O grau de incidência de cancer aumenta em solo como os compostos
por gesso de calcita e dolomita ,alto terciario da bacia de Paris, e
sedimentos jurassicos, argila impermea·el, rochas sedimentares
íerruginosas, calcita íerruginosa. A incidência é a mais alta em solos
contendo minério e car·ao, como em Saint-Ltienne, Metz e Nancy.
1enho indicado o mecanismo de absorçao de ondas atra·és de
diíerentes camadas de solos ,ligura 21,. As radiaçoes cósmicas
penetram bem íacilmente atra·és da camada superíicial A, íormada
por depósitos alu·iais, entao, elas atingem a camada isolante B,
composta de areia e rochas arenosas, as radiaçoes sao pouco
absor·idas pelas camadas C e D, consistindo de rocha sedimentaria e
sulíato de calcio hidratado, e completamente absor·ido pelos
sedimentos ou camadas altamente condutoras, L e G.

146
O papel da água em relaçäo ao cãncer

Sob um ponto de ·ista elétrico, a agua pura, isto é, l2O nao contendo
nada além de hidrogênio e oxigênio, é um ótimo isolante, e o mesmo
se aplica a agua le·e encontrada nos solos arenosos. Por outro lado,
aguas contendo sais, com as aguas do mar e aguas minerais, agem mais
ou menos como condutores, e as ·ezes, elas podem se pro·ar serem
muito bom condutor. L o polimoríismo da agua que pode responder
pelo íato de que certas aguas parecem ser associadas com a incidência
de cancer, enquanto outras nao têm, aparentemente, nenhuma
iníluência.
Muitos bairros e cidades construídas nos bancos dos rios nao têm,
necessariamente, uma alta incidência de cancer. Lm Paris, perto do
Rio Sena, ambas, uma alta e uma baixa incidência de cancer tem sido
obser·ada, o quê parece pro·ar a ausência de correlaçao. Uma cidade,
como Antwerp, com uma baixa incidência de cancer, esta construída
sobre os banco de um grande rio, perto de um ·asto estuario,
enquanto Geno·a, que também tem uma baixa incidência de cancer,
esta construída bem próxima de um grande lago sobre uma depressao
alu·ial. Mas, por outro lado, cidades como Nancy, Saint-Ltienne e
Straussburg que estao construídas sobre bancos de pequenos rios têm
uma alta incidência de cancer.
Lstas obser·açoes parecem mostrar que a agua nao tem um papel na
incidência de cancer, exceto quando suas constantes elétricas e a íorma
de seu ·olume ,banco de agua, etc., é de natureza tal que aíeta o
campo de radiaçao cósmica, que pode quebrar o equilíbrio da oscilaçao
celular.
Sob a luz destes íatos, estamos em posiçao de compreender porquê
muitos escritores de reputaçao têm, íreqüentemente, mencionado a
existência de casas do cancer`, Rua do cancer`, Vilas do cancer` e
Bairros do cancer`
1
. 1emos indicado a parte preponderante
desempenhada pela natureza do solo na localizaçao do cancer.
1
Lscritores médicos ortodoxos usualmente ignoram a questao das casas de cancer` como sendo nao
merecedoras de séria atençao, mas recentemente estatísticas em Budapeste mostraram que realmente
ha, as assim chamadas, ruas do cancer` e casas do cancer` onde um número de casos de cancer é
assustadoramente grande. |loreign Letter - ]ovrvat of .vericav Meaicat ...ociatiov, July 13th, 1935
,1ranslator,.|
147
Pode ser íacilmente mostrado que o solo de tais localidades contêm,
em proíundidade ·aria·el, camadas particularmente atuando como
bons condutores: argila, minérios íerruginosos e arsênicos,
carbonííeros e outras camadas.
Um eminente pesquisador do cancer, Dr. lartmann, tem chamado
atençao para o íato de que um obser·ador médico íicou
impressionado com a alta incidência do cancer no Vale Ognon
1
. Agora
este rio ílui em um banco de íormaçao jurassica onde ha abundancia
de argila condutora.
Sobre a matéria da iníluência especiíica da agua sobre a incidência do
cancer, tenho sugerido a seguinte explanaçao baseada nas leis da
eletricidade.
Água, que é neutra em estado puro, adquire propriedades condutoras
das substancias com as quais ela entra em contato, mesmo do ponto
de ·ista químico, soluçoes aquosas mostram as propriedades, acidas ou
alcalinas, das substancias dissol·idas.
Mais uma ·ez, aguas minerais contêm substancias minerais em soluçao
como enxoíre, carbonatos e bicarbonatos, íerro e sais arsênicos, etc.,
que ·êm de ·arias íormaçoes geológicas. 1ais aguas possuem, ao sair
da íonte, as mesmas constantes elétricas e químicas dos solos de onde
elas emergiram. Se uma maior e·idência é requerida, pode ser
suíiciente salientar que as oscilaçoes características das aguas minerais
sao mostradas pela radioati·idade delas nas ·izinhanças das nascentes.
A radioati·idade resulta do desequilíbrio oscilatório de certas
substancias minerais que, ao sair do solo, nao oscilam em harmonia
com as ondas cósmicas. Desde os tempos primórdios os médicos têm
obser·ado que a eíicacia das aguas minerais íoi particularmente ·isí·el
perto das íontes de·ido a harmonia que alcançada entre a oscilaçao
celular do indi·íduo, a radioati·idade da íonte e radiaçao cósmica.


1
l. lartmann, Relatório sobre a contribuiçao para o estudo da etiologia do cancer por M. Chaton`.
ßotetiv aa .caaevia ae Meaiciva, ·ol. 11, 5 de março de 192¯, p. 348.

148
Além disto, minhas opinioes sobre isto têm sido coníirmadas por
muitas obser·açoes
1
. loííman obser·ou que enquanto a mortalidade
por cancer atingiu uma média de 0.85 por 1.000 e até 1.199 em
Boston, o número correspondente para Memphis íoi apenas 0.46¯.
Lm sua monograíia sobre Cancer e Água`
2
, o Dr. Shannon tem
mostrado que a cidade de Memphis ,USA, é suprida com agua de
poços artesianos, situados no solo da própria cidade. Lle atribui a
baixa incidência de cancer em Memphis a agua desses poços artesianos
que, de acordo com ele, é li·re de organismos protozoarios. Mas,
ninguém ainda conseguiu pro·ar que o cancer é causado pela presença
de protozoarios na agua.
Sob a luz de nossa teoria, a agua desses poços artesianos é uma agua
mineral que possui as mesmas características do solo sobre o qual os
habitantes de Memphis ·i·em. Como eles usam esta agua para
propósitos externos e internos, estas pessoas sao automaticamente
colocadas sob tais condiçoes que suas células tem as mesmas
constantes elétricas e químicas do solo em que elas habitam, e
conseqüentemente, pode-se dizer que elas estao em ressonancia`
com o campo local de radiaçao cósmica.
Na lrança, obser·açoes similares parecem corroborar com estes íatos.
Lm Luxeuil, o Dr. 1homas obser·ou uma quase total ausência de
cancer. Parece que, de·ido a escassez de agua pota·el os habitantes
desta localidade bebem apenas agua mineral de uma íonte sauda·el,
obtida nas proíundezas do solo local.
Recentemente a mesma obser·açao sobre a relati·a ausência de cancer
íoi íeita em Chatel-Guyon. Uma comissao írancesa e estrangeira de
cancerologistas íez uma ·isita a esta íamosa íonte, conhecida por sua
agua, para in·estigar as causas do baixo registro de cancer. Agora é
sabido que o suprimento de agua desta cidade nao ·em de uma íonte
distante, mas sim de uma íonte local, no Monte Chaluset.
1
l. L. loííman. 1he Mortality írom Cancer throughout the \orld`. Newark, N.J., 1915
;¨. vortatiaaae ¡or cãvcer ev toao o Mvvao¨.)

2
J.\. Shannon, Cancer and \ater: a Study oí the Nature, Causation and Pre·ention oí Cancer`. San
Diego, Caliíornia, 191¯.
;¨Cãvcer e .gva: vv í.tvao aa ^atvre¸a, o ve·o ae cav.atiaaae e Prerevçao ao Cãvcer¨)
149
A explicaçao sugerida para o íenomeno obser·ado em Memphis e
Luxeuil é também ·alida para Chatel-Guyon. L, podemos destacar que
o suprimento de agua de Geno·a é ·indo das proíundezas do Lago de
Geno·a e portanto possui as mesmas constantes elétricas do lago e do
solo. A densidade do cancer em Geno·a é considerada distinti·amente
baixa ,0.50 por 1000, o quê parece coníirmar nossa explanaçao
original.
Nesta conexao, uma outra obser·açao signiíicati·a íoi íeita pelo Dr.
Simeray
1
, que registrou que a populaçao de uma ·ila inteira era li·re de
cancer, porque eles íizeram uso, exclusi·amente, da agua tirada de
íontes períuradas para este propósito. Mas quando as autoridades
locais decidiram captar sua agua de uma íonte íora da localidade e
desistir do uso das íontes, uma série de casos de cancer ocorreu na
·ila. Neste caso a apariçao do cancer pareceu coincidir com a
utilizaçao de uma íonte de agua distante, que nao possuía as mesmas
constantes do solo da localidade e conseqüentemente causaram nas
células dos corpos dos moradores da ·ila um estado de desequilíbrio
oscilatório em relaçao a radiaçao cósmica.
Pude ·eriíicar pessoalmente as obser·açoes do Dr. Simeray no caso de
duas localidades, em 1hiais e Orly ,Seine-et-Oise,. Ambas estao
situadas sobre a mesma espécie de solo - agua íresca de rochas
sedimentares de Brie - que é uma boa condutora e portanto,
característica de uma alta densidade de cancer. Mas a densidade do
cancer de 1hiais é 3.36 por 1.000 e apenas 0.36 para Orly. Como este
caso parece nao estar em acordo com minha teoria sobre o assunto,
decidi eu mesmo in·estigar as condiçoes com a assistência das
autoridades locais. Descobri que em 1hiais a agua ·em do rio Sena,
tirada em Alíort-·ille, enquanto em Orly, os habitantes tiram sua agua
de suas próprias nascentes, situadas no centro da localidade.


1
Sessao da Academia de Medicina, 15 de março de 192¯.


150
CAPÍ1ULO X
1LRAPLU1ICAS DL OSCILAÇÂO CLLULAR
Nos capítulos anteriores, mostrei que o organismo ·i·o, animal ou
·egetal, é compara·el com um sistema de circuitos oscilantes de alta
íreqüência, que consistem de células que sao, elas mesmas, osciladores
elementares.
1enho indicado a natureza da radiaçao em seres ·i·os e como os
diíerentes raios os iníluenciam. 1enho insistido particularmente no
papel da radiaçao cósmica e como ela é iníluenciada por ·arios íatores
íísicos, como a conduti·idade do solo e o eíeito da radiaçao astral,
resultando no íenomeno da interíerência.
1odas as in·estigaçoes que tenho íeito parecem coníirmar o íato de
que as doenças sao o resultado de um desequilíbrio oscilatório ,1,
resultante de certas modiíicaçoes no campo das ondas cósmicas, em
conseqüência da interíerência atra·és de um campo secundario da
superíície do solo, ,2, de uma radiaçao astral ,solar, lunar, ou entao,
que ·em da mesma coisa, ,3, das modiíicaçoes das constantes elétricas
das células ·i·as.
Lntao, tenho sido le·ado a desen·ol·er uma no·a terapia, cujo
objeti·o era re-estabelecer o equilíbrio oscilatório celular que íoi
perturbado pela doença. De acordo com a natureza do caso, pode ser
aconselha·el agir diretamente sobre a doença no organismo por meio
de substancias bio·vagvo·vóret ou substancias capazes de restaurar a
célula suas constantes eletromagnéticas apropriadas ,capacidade, auto-
indutancia e resistência do circuito nuclear oscilante,, ou pode ser
melhor agir indiretamente, modiíicando o campo das ondas cósmicas
ao redor do paciente por meio de algum aparato radio-elétrico
adequado.
O objeti·o deste método é regular o campo eletromagnético dentro
dos tecidos organicos, principalmente reconstituindo os íragmentos
positi·os e negati·os de todos os núcleos celulares, um processo que
en·ol·e a utilizaçao de substancias bio·vagvo·vóret. L por ultimo, nós
sabemos que o campo magnético é de·ido a um mo·imento rotatório
dos elétrons que é um tipo particular de oscilaçao.

151
Minhas pesquisas têm me le·ado a conclusao de que esta terrí·el
doença é menos pre·alente em localidades onde os organismos ·i·os
estao em harmonia, isto é, em equilíbrio oscilatório com o solo de seu
habitat, como indiquei antes.
Parece que nós temos aqui um princípio uni·ersal que pode pro·ar-se
útil em terapêutica, e é até mais um principio geral de higiene do que
um princípio terapêutico.
Lm minha monograíia sobre a Contribuiçao a etiologia do Cancer`,
mostrei que certas condiçoes ía·ora·eis íoram estabelecidas quando os
habitantes íizeram uso de agua tirada das proíundezas do solo sobre o
qual eles ·i·iam. Lstou con·encido de que se as pessoas pudessem
subsistir, exclusi·amente, comendo írutas e ·egetais culti·ados em
terrenos anexos a suas casas, e íazer uso de agua tirada de íontes
próximas, o cancer e a maioria das doenças se tornariam muito menos
pre·alentes. Nao ou·imos íreqüentemente sobre as pessoas do campo
atingindo uma a·ançada idade, apesar das deplora·eis condiçoes de
higiene em que ·i·em· Lsta longe·idade pode ser atribuída ao íato de
que essas pessoas do campo sao compelidas a usar seus suprimentos
de agua local e ·i·er da sua própria produçao.
A des·antagem dos modernos suprimentos de agua pode ser superada
nas cidades pela períuraçao de poços artesianos, como aqueles
existentes em Paris no Place Lamartine, a A·enida de Breteuil e Bois
de Boulogne. Como nos no·os poços artesianos da Rue Blomet, seria
indeíinidamente melhor se esta agua íosse usada para propósitos de
uso domestico do que para piscinas.
Quando as condiçoes de ·ida locais sao excepcionalmente ruins ou
·aria·eis, é possí·el, como demonstrei, re-estabelecer, ou melhor
ajustar` as constantes elétricas da célula por meio de substancias
apropriadas, em harmonia com a natureza íísica e química do solo do
habitat. Lstas substancias poderiam ser administradas por injeçao
hipodérmica, ou preíeri·elmente, por ·ia oral. A noite, a pessoa que
dorme pode ser conectada ao solo por meio de uma apropriada
conexao com a terra, e durante o dia, os calçados tendo uma placa
metalica na sola ou salto, assim estabelecendo um contato elétrico
entre os pés e o solo. Na maioria dos casos, parece mais racional e
152
mais eíicaz recorrer a métodos elétricos, com a íiltragem do campo de
ondas cósmicas no ambiente imediato do indi·iduo.
1enho recomendado também o uso de um aparelho radio-elétrico
especial, como uma antena metalica íixada nos apartamentos ou íora
das casas, conexos de aterramento, grades metalicas e, preíeri·elmente,
circuitos oscilantes apropriados.
A íiltragem das radiaçoes cósmicas, sistematicamente íeitas por esses
circuitos oscilantes é, de íato, alcançada naturalmente pelas radiaçoes
de comprimentos de ondas mais longos, como os raios luminosos,
raios ultra·ioleta, raios-X e emanaçoes de radio. Isto responde por
casos tratados com sucesso pela helioterapia, actino-terapia ,actina~
proteína simples deri·ada da actomyosina,, radio-terapia e substancias
radioati·as.
Meu trabalho experimental tem coníirmado o ·alor dos princípios
anteriores. Vamos lembrar que os experimentos com os geranios
inoculados com Bacterium 1umeíaciens e tratados pelas radiaçoes do
meu oscilador radio-celular, com o resultado que as plantas íoram
curadas após algumas aplicaçoes. Desde entao, tenho mostrado que a
doença ocorre de·ido ao desequilíbrio oscilatório pro·ocado pelo
excesso de ondas cósmicas. As ondas ultracurtas emitidas pelo
oscilador radio-celular reconstitui, por interíerência, o campo da
radiaçao cósmica, que assim adquire um ·alor apropriado, o mesmo
resultado sendo alcançado pela inter·ençao de: raios luminosos,
ultra·ioletas e raios radioati·os.
Lm um capitulo anterior eu indiquei, com respeito a natureza radiante
da energia, como obti·e os mesmos resultados curati·os com geranios
eliminando o oscilador radio-celular e substituindo-o por uma simples
espiral de cobre ao redor das plantas. Lsta espiral é a mais simples e a
íorma mais geral de um circuito oscilante, que eu sugeri para a
íiltragem das ondas cósmicas em conexao com o tratamento de ·arias
doenças, incluindo o cancer.
Os resultados que obti·e no tratamento dessas plantas por meio de
um circuito oscilante íoram muito além das minhas expectati·as. O
proíessor d`Arson·al, que apresentou minha comunicaçao para
Academia de Ciências, chamou a atençao para o íato de que, no início
de janeiro de 1925, eu tinha íeito um circuito oscilante que consistia de
153
uma espiral de cobre suspensa no ar e mantida em posiçao por meio
de uma haste de ebonite introduzida em um dos ·asos de ílor
contendo os geranios inoculados com cancer em 4 de dezembro de
1924. Lm 30 de janeiro de 1925, o tumor esta·a desen·ol·endo-se
normalmente, mas a planta continua·a a crescer sem mostrar sinais de
deterioraçao, enquanto todas as outras plantas de controle tinha
perecido como um resultado do tumor que tinham. No íim de
íe·ereiro de 1925, a planta tratada esta·a curada e o tumor necrosado
tinha caído. Lm 23 de março de 1928, a mesma planta, ainda en·ol·ida
por seu circuito oscilante, íoi íotograíada ,placa VII,. A comparaçao
da íotograíia de 30 de janeiro de 1925 ,pagina 110,, e de 23 de março
de 1928 ,pagina 155,, reduzidas a mesma escala, da uma idéia do
desen·ol·imento extraordinario da planta que, em três anos, alcançou
a altura de 1.40 metros, isto é, aproximadamente 4 pés e meio. Lste
geranio esta ainda ílorescendo, mesmo no in·erno, e parece estar em
excelente condiçao. De·e-se ter em mente que os tumores de·idos a
Bacterium 1umeíaciens geralmente causam debilidade e morte,
mesmo após remoçao cirúrgica.
Desde o primeiro experimento, muitas in·estigaçoes no mesmo
campo, em coníormidade com meus métodos, tem sido íeitas na
lrança, Italia e América. Lu mesmo tenho estendido minhas pesquisas
para plantas, animais e seres humanos, e tenho sido muito encorajado
por saber que meus métodos têm sido aplicados com sucesso por
trabalhadores eminentes em laboratórios e clínicas. Lntre os
numerosos registros sobre esses experimentos, uma mençao especial
tem que ser íeita do relatório apresentado no Congresso de Radiologia
de llorença ,maio de 1928, por uma eminente autoridade do cancer, o
proíessor Sordello Attilj, do lospital San Spirito de Sassia, Roma.
Apenas um bre·e sumario deste relatório pode ser dado aqui
1
. O
proíessor Attilj íez extensi·o uso do meu circuito aberto oscilante, que
eu recomendei na íorma de colares, braceletes, cintos etc.


1
Uma completa consideraçao deste relatório íoi publicada em meu artigo "A 1eoria do Cancer
baseado na Natureza Geológica da 1erra". ,Re·ista geral de Ciências, 15 de outubro de 1928,.

154
As obser·açoes mais importantes do proíessor Attijl, apresentadas no
relatório em questao, compreendendo 6 pacientes - 5 dos quais
esta·am soírendo de cancer e o sexto de polisarcia ,corpulência
excessi·a,. 1odos esses casos de cancer tinham diíerenças indi·iduais
marcantes.

1. - Paciente com ¯8 anos, soírendo de epitelioma ,ulcerado, na base
da boca, com metastases sub-maxilar.
2. - Paciente com 25 anos, soírendo de sarcoma recorrente na mao
esquerda.
3. - Paciente com 28 anos, soírendo de sarcoma recorrente no seio
direito.
4. - Paciente com 60 anos, soírendo de epitelioma ,ulcerado, nos
órgaos genitais.
5. - Paciente com 40 anos, soírendo de se·eras dores pós-operatórias
com pequenas metastases nas cicatrizes do peito.

De·e ser notado que, no começo, os três casos de cancer sao
complicados pela recorrência ou maniíestaçoes secundarias
,metastases, que constituem uma condiçao agra·ante. No entanto,
algumas semanas após a aplicaçao dos circuitos oscilantes, o proíessor
Attilj notou uma diminuiçao da dor, uma reabsorçao progressi·a das
lesoes e o desaparecimento das escleroses dos tumores. Na maioria
dos casos as sensaçoes de picadas dolorosas ,pinos e agulhas,
acompanhando o desen·ol·imento dos tumores cessaram quando o
circuito oscilante íoi aplicado. O sexto caso concernente ao paciente
soírendo de polisarcia, é tal·ez, o mais interessante da série. Pesando
120 quilos, o paciente esta·a soírendo de dores lancinantes na regiao
lombar e se mo·ia com tanta diíiculdade que ela le·a·a de 3 a 4
minutos para se le·antar de uma cadeira.

155
PLACA VII

loto do geranio três anos depois do tratamento com o circuito oscilante mostrando um
desen·ol·imento nota·el da planta. Duas plantas nao tratadas sao mostradas ao lado dela.
Lste é o mesmo geranio da Placa IV, da pagina 110. ;Ctívica Cirvrgica ae ´at¡êtriere, Pari.).
156
1rês dias após a aplicaçao do circuito oscilante ,neste caso, um cinto,
as dores desapareceram, o paciente reconquistou seu apetite, tanto
que, ao íim de três meses de tratamento ela era capaz de se mo·er com
íacilidade e reassumir suas ati·idades normais.
O proíessor íez o seguinte resumo:
O pequeno número de casos tratados, que representam apenas o
começo de um método de tratamento aguardando por maiores
desen·ol·imentos, mostra que o uso do circuito oscilante de
Lakho·sky é realmente eíeti·o. Quando temos em mente o íato
tragico de pacientes com cancer marcados para morrer, muitas ·ezes
com grandes dores, enquanto ao mesmo tempo seus órgaos sao
gra·emente aíetados pela doença, temos que admitir que qualquer
coisa que possa ali·iar tais sintomas dolorosos é uma grande bençao
para os paciente`.
O proíesso Attilj admite a eíicacia dos circuitos oscilantes abertos para
re-estabelecer o equilíbrio oscilatório celular, nao apenas em pacientes
de cancer, mas também em pacientes soírendo de aíecçoes
cardio·asculares e nutricionais.
Ao longo do tempo, tenho íeito obser·açoes semelhantes e tenho
coletado um grande número de registros de médicos que deixam de
lado suas idéias preconceituosas, no interesse da ciência, e tem
experimentado os meus métodos de tratamento. ,Veja apêndice, para
·er casos particulares, tratados e íotograíados,.
Lm termos gerais, as condiçoes seguintes sao as que os médicos lidam
com mais íreqüência:
Insonia, de·ido ao trabalho excessi·o ou estado pós-doença. L tratada
com sucesso.
Dores associadas com ·arias aíecçoes, sao geralmente reduzidas,
algumas ·ezes eliminadas, mesmo nos casos de cancer.
Pacientes tem notado uma sensaçao de calor de·ido a ati·açao da
circulaçao. A analise do sangue mostra um aumento dos corpúsculos
·ermelhos. A anemia e a írieza das extremidades sao entao amenizadas
por nossos métodos de tratamento.
157
As íunçoes gastrintestinais sao estimuladas e a acidez gastrica é
reduzida enquanto a atonia intestinal e as dores que acompanham a
digestao também mostram uma resposta ía·ora·el.
Lm pacientes surdos, uma melhora tem sido obser·ada.
Outros sinais de melhora incluem um melhor apetite, aumento de peso
e uma aparência reju·enescida, íreqüentemente acentuada.
Por íim, de·e-se dar atençao as interessantes obser·açoes íeitas pelo
distinto proíessor írancês que experimentou meus métodos em um
dos maiores hospitais de Paris. Os pacientes em tratamento íoram
submetidos a exames estritos. Uma ·ez por semana seus pesos íoram
anotados, o sangue analisado e a pressao sanguínea registrada.
Lnquanto esses experimentos esta·am em progresso, o proíessor
notou que, durante um período de aproximadamente oito dias a
melhora pre·iamente obser·ada chegou a uma estabilidade deíinida
em todos os pacientes. Lle deduziu deste íenomeno geral que, uma
causa externa esta·a operando. Ao olhar o calendario ele obser·ou que
este período anormal coincidiu com uma íase inteira da Lua.
Sob o ponto de ·ista da minha teoria, este íenomeno pode ser
explicado assim: Nós sabemos que a Lua, como todas as íontes de
radiaçao, tem o poder de causar ·ariaçoes considera·eis no campo das
ondas cósmicas, um assunto tratado em meu trabalho La
Uni·ersion`. Além disto, o eíeito do circuito oscilante é absor·er
qualquer excesso de ondas cósmicas que sao responsa·eis pelo
desequilíbrio oscilatório das células. Como a Lua modiíica o campo
destas ondas, esta interíerência tem repercussoes na absorçao do
circuito oscilante, cuja açao é diminuída. Lntao, obser·amos que o
eíeito de um circuito oscilante en·ol·endo um paciente esta em
relaçao estreita com o campo das ondas cósmicas. Nos casos em que
este eíeito é adequado, o resultado desejado pode ser obtido com o
uso de ·arios circuitos ,colares, braceletes, cintos,.
Como regra geral, tenho obser·ado que em todos os pacientes usando
circuitos oscilantes e ·i·endo em solos altamente condutores, isto é,
naturalmente carcinogênicos ,produtores de cancer, como os de
Grenelle, Ja·el, Auteuil, Neuilly, a açao do circuito é imediata e rapida,
enquanto em pacientes ·i·endo sobre solos isolantes, como os de
Dauphine, Campus Llíseos, Gaillon, Monceau, esta açao é muito mais
158
lenta, e seus eíeitos nao sao maniíestados até que um certo tempo
transcorra.
Lntao, a açao de um circuito oscilante sendo estreitamente conectado
com a intensidade do campo de ondas cósmicas, da origem a uma
conclusao paradoxal, que graças ao uso deste circuito, os piores solos,
sob o ponto de ·ista da saúde, ao íinal se tornam os melhores. O
circuito oscilante ,colar, cinto, etc., age regulando a incidência de
ondas cósmicas, e entao re-estabelecendo, automaticamente e
naturalmente, o equilíbrio oscilatório.
Lstamos justiíicados em concluir, portanto, que a aplicaçao de
circuitos oscilantes abertos é eíicaz em conter o desen·ol·imento do
cancer, mesmo nos estagios mais a·ançados, enquanto a dor é
eliminada e a doença ameaçadora é algumas ·ezes dominada.
linalmente, resultados gratiíicantes semelhantes têm sido obtidos no
tratamento de muitas outras doenças que, aparentemente, nao tem
conexao com o cancer. Lntao, pode ser rei·indicado, com mais razao,
que os circuitos oscilantes, absor·endo os excessos de ondas cósmicas,
pode se pro·ar ser um meio de pre·ençao de doenças merecedor de
consideraçao.
Lstou esperançoso que no íuturo todas as doenças que aíligem a
humanidade possam ser pre·enidas e tratadas com sucesso.










159
CAPÍ1ULO XI

A ORIGLM DA VIDA

Condensaçao de Vapor de Água e Llementos Minerais - Iníluência das Radiaçoes Cósmicas
na Orientaçao dos Llementos Celulares - Constituiçao do Circuito Llétrico Oscilante da
Célula - Llementos Característicos de Lspécies Vi·as - Problema da lereditariedade - Valor
Iníinitesimal da Lnergia Radiante - Induçao em Campos lixos e Oscilantes - Induçao em
Campos Lletromagnéticos dentro da Célula.

A condensaçäo do vapor de água e elementos minerais.
Nas eras geológicas, quando a ·ida nao ha·ia ainda aparecido sobre a
superíície da 1erra, nosso mundo que tinha armazenado, num certo
momento, a condensaçao de todo o ·apor de agua na atmosíera, íoi
parcial ou totalmente coberto pelos oceanos.
Os elementos e ·arios componentes químicos, dissociados sob a açao
do calor, entao, subseqüentemente condensados, íoram encontrados
espalhados por todos os lados. Lles sao ainda encontrados, quase que
sem exceçao nas aguas do mar, cuja analise re·ela uma grande
complexidade: cloretos, brometos, iodetos, sulíatos e a maioria dos
sais dos principais metais: potassio, sódio, magnésio e muitos outros.
L inteiramente de·ido a umidade em areas próximas do mar ou no
mar em si, que a ·ida emergiu e que o primeiro protozoario apareceu.
Como a ciência biológica estabeleceu o íato de que a primeira íase da
·ida é a célula, proponho mostrar como a célula primordial íoi
íormada, reíerindo a minha teoria de oscilaçao celular.
L importante ter em mente que os sais, corpos simples e outros
componentes químicos existiam em um estado de grande diluiçao em
meio a ·astas massas de agua e ·apores saturados, íoram, em
conseqüência, íortemente associadas e ionizadas, em íorma de atomos
e moléculas, mais ou menos eletriíicadas. Assim, cada pequenina gota
de agua íormou um pequeno microrganismo contendo, em um estado
de diluiçao extrema, uma grande ·ariedade de elementos químicos.
Portanto nunca se de·e perder de ·ista de que aquela umidade é
160
essencial para a ·ida, esta íoi a primeira condiçao para apariçao da ·ida
na 1erra.
A influência das radiaçöes cósmicas na orientaçäo dos
elementos celulares. As causas determinantes da geraçao de ondas
cósmicas ja existiam quando a 1erra surgiu no uni·erso. As radiaçoes
que geraram as ondas cósmicas, se do Sol ou de outras estrelas,
permanecem inalteradas. Mas nosso planeta, naquele tempo, como até
hoje, de·e ter sido carregado com eletricidade negati·a.
O processo da apariçao de ·ida pode ter sido possi·elmente o
seguinte: sob a açao de radiaçoes eletromagnéticas de origem cósmica,
certas moléculas de compostos químicos e certos atomos de elementos
simples, contidos nos glóbulos de agua, íoram orientados por linhas de
íorça de um campo elétrico gerado por algum corpo astral, carregado
positi·amente` enquanto a 1erra era carregada negati·amente`.
Vamos notar que, de·ido a multiplicidade dos campos elétricos astrais,
a orientaçao das moléculas poderiam ter sido aíetadas, exatamente da
mesma íorma, ao longo das linhas de íorça ·indas do Sol ou da Lua,
Marte, Júpiter ou qualquer outro planeta ou corpos astrais.
Outra ·ez, estas moléculas de substancias condutoras, contendo íerro,
potassio, iodo, cloro e ·arias outras combinaçoes, íoram
automaticamente agrupadas sob iníluência de aíinidade química ou
íorças eletrostaticas. Llas começaram a íormar, ao longo de uma certa
linha de íorça, uma pequena aglomeraçao de moléculas eletriíicadas,
para as quais outras moléculas íoram atraídas. Lstas unioes, toda·ia,
ocorreram de acordo com uma determinada direçao, aquela da linha da
íorça eletromagnética que, surgindo do espaço celestial atingiram a
1erra, negati·amente carregada, como a ciência moderna tem
mostrado.
Lstes grupos de moléculas, condutoras, íoram assim orientados a se
juntarem em íorma de uma haste cur·a extremamente curta. Lm torno
desta atraçao`, um certo número de moléculas ·indas das substancias
isolantes ·eio a ser íixada, possi·elmente de·ido a íorça da gra·idade,
e íormaram, como se íosse, uma cobertura natural de aglomeraçao
original de moléculas condutoras.

161
,Meia-noite,

,Meio-dia,

lIG. 22. lormaçao da célula primordial

Começando de A, no topo da íigura, e girando no sentido horario ao redor do Sol , sera
obser·ado como o íilamento, se desen·ol·endo ao longo da linha de íorça emanando do Sol,
adquiriu sua íorma circular em conseqüência da rotaçao da 1erra. O íilamento, assim, te·e o
seu circuito completado em 24 horas. A célula B mostra uma íase de sua íormaçao.
Lste diagrama é puramente esquematico. De íato, o núcleo celular é muito mais irregular do
que eles estao descritos aqui. A razao para isto é clara. No curso da rotaçao da 1erra, em seu
próprio eixo de 24 horas, as condiçoes astronomicas sao compelidas a ·ariar e a linha de íorça
emanante do Sol colide com outras linhas de íorça originarias de ·arios corpos estelares. Isto
resulta em uma momentanea parada ou um des·io da linha original de íorça durante a
íormaçao do íilamento-núcleo cuja disposiçao é assim tornada irregular.
Constituiçäo do circuito eletrico oscilante da celula. De·ido a
rotaçao da 1erra, a orientaçao das moléculas aglomeradas íoi sujeita a
162
des·io e como resultado de seu mo·imento rotatório a 1erra íez assim
a sua parte, ao íinal de 24 horas, ou tal·ez, após alguns dias, na
íormaçao de um íilamento, nao mais linear, mas cur·o e
ocasionalmente em íorma de um aglomerado de íios entrelaçados ,lig.
22,. As no·as partes deste íilamento íoram, conseqüentemente,
íormados ao longo da linha das íorças magnéticas, de direçao
in·aria·el, enquanto as partes ja íormadas íoram espalhadas pelo
mo·imento da 1erra. A medida que este íilamento condutor ia sendo
íormado, a cobertura isolante ou membrana en·ol·ente continua·a a
crescer e a consolidar-se, ao mesmo tempo do íilamento. Lsta espécie
de íenomeno ocorreu em glóbulos microscópicos de ·apor medindo 3
mícrons de diametro. L esta membrana isolante que, uma ·ez que o
circuito esta·a completo, íinalmente e·itou que as extremidades do
íilamento se juntassem, e até mesmo entrassem em contato com o
meio condutor interno. O íilamento, isto é, o núcleo da célula, íoi
assim, íinalmente, íormado.
A íormaçao deste circuito celular íoi de·ida, em suma, a presença de
uma linha de íorça ·inda do espaço celestial, e sua coníiguraçao,
de·ida a rotaçao da 1erra.
O circuito íormado íoi dotado, por construçao, com capacitancia e
auto-indutancia. Lle entao, começou a ·ibrar imediatamente sob a
iníluência de radiaçoes eletromagnéticas e raios penetrantes, entre os
quais uma certa íreqüência equi·alente a íreqüência do circuito íoi
encontrada com as quais poderia ·ibrar em ressonancia. Lste glóbulo
microscópico de agua mineralizada, ja mostrando sinais de
organizaçao, íoi entao completado quimicamente pelas suas outras
estruturas organicas, como o protoplasma, citoplasma, ·acúolos, etc.,
sempre pela agregaçao de moléculas. L enquanto ia ·ibrando e
radiando, este glóbulo ia ·i·endo e a célula nasceu.
Llementos caracteristicos das especies vivas.
Como um resultado desta íormaçao toda célula, ou pelo menos, todas
as espécies caracterizadas por células possuindo núcleos e
protoplasma, começaram a oscilar com a íreqüência e o comprimento
de onda determinado pelas dimensoes de seu íilamento. Assim em
·irtude de sua íorma e dimensoes do íilamento, cada célula, como
cada micróbio, possui seu próprio comprimento de onda, que é
163
característico de sua espécie. Mas, todos estes comprimentos de ondas
celulares, apesar de largamente diíerente, sao da mesma ordem de
magnitude e se aproximam uns dos outros dentro de uma zona estreita
do parametro total de ·ibraçoes.
De acordo com minha teoria, esta deíiniçao de espécies celulares
en·ol·e uma das conseqüências seguintes. Se, por qualquer processo,
conseguimos modiíicar a duraçao da íormaçao de uma célula, que
implica em modiíicar a constituiçao de seu íilamento ou de sua
capacidade conduti·a, por meio de elementos químicos ou por
métodos eletromagnéticos, modiíicamos, ao mesmo tempo, sua
íreqüência de ·ibraçao, e conseqüentemente, as espécies de células e
também suas características particulares.
Lsta seqüência de e·entos pro·a·elmente ocorre nos casos de cancer,
doenças da terceira idade, etc. A transmutaçao de células seria entao
alcançada.
A e·idencia experimental da suporte a esta ·isao. L mais, um estado
similar de casos pode ocorrer na açao de certos medicamentos de
origem mineral, ·egetal ou animal, que sao destinados a curar certas
condiçoes reíorçando a conduti·idade dos núcleos, ou modiíicando
sua natureza química, o núcleo sendo de primeira importancia no
processo de desequilíbrio oscilatório.
Diferenciaçäo de celulas e hereditariedade.
As hipóteses mais di·ersas têm sido anunciadas sobre a constituiçao
do protoplasma.
De acordo com Naegeli, a matéria é composta de unidades para as
quais ele deu o nome de micélio. Outros cientistas, como Darwin,
laeckel, Spencer, lertwig, de Vries, \iesner, têm sido le·ados a
postular a existência de uma unidade íisiológica de um grau mais alto
do que o micélio, isto é, o idioblasto. A soma dos idioblastos constitui
o idioplasma. lertwig aíirma que a substancia hereditaria nao esta
localizada no protoplasma, mas ao contrario, no núcleo e tem adotado
o conceito de Pííuger da isotropia da célula-o·o, isto é, que a célula-
o·o é homogênea e nenhuma de suas partes corresponde,
antecipadamente, a qualquer parte do íuturo animal. \eismann
propos a teoria do plasma ancestral`
1
. O problema da diíerenciaçao
164
especííica dos elementos celulares tem dado origem a um grande
número de soluçoes hipotéticas, incluindo as teorias de lis,
lansemann, lertwig, Naegeli, de Vries, etc.
De acordo com as minhas ·isoes, a substancia hereditaria nao esta
localizada nem no protoplasma, nem no idioplasma e nem no micélio,
mas realmente no núcleo, e a diíerenciaçao especííica do núcleo é
de·ida ao seu poder de ·ibraçao em acordo com o comprimento de
onda determinado pelo diametro dos circuitos que o constituem e o
·alor da capacitancia elétrica nuclear. Na procriaçao a célula macho ou
íêmea que pro·e ser dominante é aquela cujo comprimento de onda
aproxima-se mais estreitamente do padrao normal típico do seu sexo.
Isto pode responder pelo íenomeno da hereditariedade causado pelo
núcleo cujo diametro nao ·aria por geraçoes, seus comprimentos de
ondas e a composiçao química do protoplasma que íorma a
capacitancia que permanece, conseqüentemente, inalterada. Isto pode
também responder pela recorrência de qualidades, deíeitos,
semelhanças, etc., atra·és de muitas geraçoes, em suma, o quê é
conhecido como ata·ismo.

Valor infinitesimal da energia celular oscilante.

No curso deste trabalho, tenho le·antado a questao: De onde ·em a
energia da radiaçao celular·` L esta questao que eu proponho
responder agora por meio da conclusao de uma aíirmaçao íormal de
minha teoria.
De·ido as dimensoes microscópicas das células e seus íilamentos, as
dimensoes medindo apenas íraçoes de mícron, segue-se que a
oscilaçao de tal circuito nao requer nada mais que uma pequena
quantidade de energia. L diíícil imaginar a quantidade iníinitesimal
desta energia, mas a quantidade impondera·el de íorça trazida no
curso destas oscilaçoes nao impede os eíeitos de longo alcance destas
ondas ultracurtas, de·ido a considera·el quantidade de induçao
atingida com tais altas íreqüências.
1
\eismann íoi o autor da teoria do germe-plasma da hereditariedade que negou a transmissao de
características adquiridas. ,1radutor,.
165
Vamos lembrar, por exemplo, a ·asta íaixa disponí·el de estaçoes
remotas ,sem íio, íazendo uso das chamadas ondas curtas, que sao na
·erdade, ondas longas em comparaçao com as oscilaçoes celulares.
Para tal radiodiíusao experimentar uma potencia de algumas dúzias de
watts é suíiciente, e tem até sido possí·el reduzir esta para 1 watt ou
menos enquanto operando em um raio de 2000 quilometros.
Alguns íísicos têm íeito experiências com ondas de alta íreqüência, da
ordem de uma centena, e até alguns milhar de watts. Nas experiências
de Nichols e 1ear, sobre a geraçao de ondas eletromagnéticas de 300
mícrons, a energia destas radiaçoes íoi tao atenuada que suas medidas
necessitaram um método ótico especial.
Lntao, um certo esíorço imaginati·o é requerido para apreciar a
energia grandemente atenuada que íaz os circuitos de nossas células
oscilarem, cuja estrutura é perceptí·el somente sob o microscópio com
uma ampliaçao de 300 a 500.
Nós nao de·emos tentar calcular esta energia, é suíiciente dizer que, é
iníinitamente pequena para cada circuito. 1emos ·isto que o
comprimento de onda das ondas cósmicas é extremamente pequeno e
que a energia atmosíérica radiante é suíiciente para íazer as células
oscilarem. Quando uma onda hertziana emitida na Australia, por
exemplo, com uma potência de algumas dúzias de watts, é transmitida
em todas as direçoes e íinalmente é recebida na Luropa por pequenas
antenas aéreas, a energia de alta íreqüência captada pela antena
receptora é iníinitesimal. Lla é maior quando a energia diminui,
teoricamente, em proporçao in·ersa com o quadrado da distancia, e
praticamente com muito mais rapidez.

Induçäo em campos oscilantes fixos.

Como é possí·el que uma tal antena receptora captando uma energia
tao pequena possa ainda oscilar, em seu turno, suíicientemente para
ati·ar uma outra antena muito distante· Isto é largamente de·ido a
íreqüências muito altas destas ondas curtas, cujo comprimento
diminuído se aproxima mais do comprimento de onda das radiaçoes
cósmicas do que daquelas de ondas longas.
166
Sabemos que o processo de recepçao de ondas é assim: uma antena
receptora é situada em um campo eletromagnético ·aria·el criado
pelas ondas que sao propagadas de um transmissor. L esta alta
íreqüência eletromagnética ·aria·el que, pela induçao, gera corrente
elétrica oscilante da mesma íreqüência daquela antena. L também
de·ido a este mesmo mecanismo que nossas células oscilam, e
mostrarei de onde a energia necessaria é deri·ada.
Neste estagio pode ser útil dar atençao a duas condiçoes essenciais,
relati·as ao íenomeno da induçao concernentes as oscilaçoes
sustentadas.
Para causar a geraçao de correntes elétricas oscilantes em um circuito,
é necessario que as seguintes condiçoes de·am ser satisíeitas:
1.- A existência de um circuito elétrico capaz de oscilar ,circuito que
possua auto-indutancia e capacitancia,
2. - A existência de uma causa externa capaz de íazer o circuito oscilar.
1emos ·isto a primeira condiçao íoi satisíeita em todas as células.
Com respeito a segunda condiçao, o íenomeno da oscilaçao pode ser
de·ido a uma grande ·ariedade de causas. Lm qualquer caso, é
suíiciente que a auto-indutancia do circuito em questao seja
iníluenciada por um campo magnético oscilante ou que a capacitancia
esteja situada em um campo elétrico oscilante.
Cada um destes dois íenomenos de induçao, elétrico ou magnético,
possa, em si, ser pro·ocado de duas maneiras.
No primeiro caso, a auto-indutancia do circuito é íixada e o campo
magnético externo ,ou o campo elétrico, no caso de um condensador,
é ·aria·el. Lsta ·ariaçao do campo, entao, produz, pela induçao no
circuito, correntes cuja íreqüência corresponde exatamente com o seu
próprio comprimento de onda. O eíeito pode ser de íato determinado
pela multiplicidade dos campos, cada um tendo sua própria íreqüência,
a induçao sendo produzida somente pelo campo cujo comprimento de
onda coincide com aquele do circuito.
No segundo caso, a auto-indutancia é mó·el, e é deslocada com
altíssima ·elocidade no campo magnético. A açao de um campo
167
elétrico sobre a capacitancia do circuito ocorreria em linhas
semelhantes.
O campo elétrico ou magnético em questao pode ser ·aria·el em
relaçao ao tempo e mostrar exatamente a mesma íreqüência das
correntes no circuito. Ou entao, esta íreqüência pode ser ·aria·el em
relaçao ao espaço, por exemplo, um campo ondulante tendo um ·alor
íixado no qual as descontinuidades ou interrupçoes sejam superpostas.
Ou ainda, o campo pode ser íixado mesmo o circuito oscilante sendo
mó·el. L sobre este íenomeno que a construçao de alternadores
industriais é baseada, em certos casos a parte giratória é constituída
pelo circuito de induçao de corrente contínua, cujos pólos magnéticos
adquirem uma alta ·elocidade na presença das bobinas íixas do
circuito induzido. As correntes alternadas induzidas, entao, ·êm dos
circuitos da parte íixa que, pela rotaçao do indutor giratório, é
submetida a campos magnéticos ·aria·eis.
Os mesmos princípios se aplicam para o quadro estrutural da antena,
as espirais do quadro agem pela induçao, como o circuito secundario
de um transíormador aéreo, cujo circuito primario corresponde a uma
antena transmissora. A induçao é produzida pelo campo magnético
·aria·el propagado pelas ondas emitidas pelo transmissor. L de·ido ao
mesmo processo que a energia radiante das ondas cósmicas ati·a
nossas células.

Induçäo de campos eletromagneticos dentro das celulas.

1emos ·isto que as células ·i·as possuem circuitos oscilantes
constituídos por íilamentos. Agora, todas essas células estao em
mo·imento no espaço, impelidas pelo mo·imento da 1erra, a uma
·elocidade de 2¯ km por minuto na linha do Lquador. A questao é,
em qual campo em particular estas células giram· L·identemente nao é
nos campos eletromagnéticos terrestres, desde que estes campos estao
espalhados ao mesmo tempo das células pelo mesmo mo·imento
rotatório. As células giram em campos eletromagnéticos ·aria·eis
gerados por uma íonte externa a 1erra, isto é, dentro do campo das
radiaçoes atmosíéricas compreendendo uma íaixa completa de
íreqüências, como as tipiíicadas pelas radiaçoes emanantes do Sol, a
Via Lactea e a imensidao do espaço celestial.
168
linalmente, a existência de campos elétricos e magnéticos ·aria·eis de
múltiplas íreqüências ·indo do espaço mostra que toda a energia de
radiaçao da superíície da 1erra ·em, em ultima analise, da induçao
eletromagnética pro·ocada pela rotaçao da 1erra no espaço.
Vamos agora considerar as relaçoes existentes entre a composiçao
química da célula e sua radiaçao. Sabemos que os seres ·i·os, animais e
plantas, em uma pala·ra, toda célula ·i·a, contem todos os atomos
químicos em sua grande complexidade. Como eu disse antes, sobre a
diíerenciaçao da célula e a hereditariedade, ·arios nomes têm sido
dados as unidades elementares da célula, como: protoplasma, micélio,
idioplasma, mitocondria, etc. Sob o meu ponto de ·ista, preíiro
descre·ê-las como unidades bio·vagvo·vóret para reaíirmar sua origem
biológica, sua mobilidade essencial e o elemento eletromagnético que
as carrega com energia ·ital.
Vamos tomar como exemplo, o processo de eletro-deposiçao no qual
dois eletrodos metalicos sao imersos em um líquido condutor. Os
atomos metalicos sao espalhados pela corrente, eles deixam um
eletrodo para ser depositados no outro eletrodo, isto sendo de·ido as
cargas eletrostaticas elementares, cada atomo sendo dirigido pelos
elétrons que se mo·em de um pólo ao outro. Quando a corrente íalha
o mo·imento dos atomos cessa.
No caso das células ·i·as o número destas partículas que constituem
uma única célula é incalcula·el. Assim, de acordo com Raphael
Dubois, le·aria 250 milhoes de anos, supondo-se possí·el contar um
milhao por segundo, para estimar a soma total de unidades contidas
em um o·o de um bicho-da-seda. Qualquer que seja o número, estas
unidades estao se mo·endo incessantemente em nosso organismo,
entao uma célula do cérebro pode pedir a uma célula do estomago, por
exemplo, para supri-la com alguns trilhoes daquelas unidades
biomagnomó·eis ,deri·adas do íósíoro, cloro, íerro, etc., que circulam
em todas as partes do nosso corpo. As moléculas sao primeiramente
trazidas para o sangue pelos alimentos ou íormadas dentro do
organismo a partir de elementos simples. L todas estas moléculas sao
colocadas em mo·imento, atraídas ou repelidas, pela açao das
oscilaçoes celulares, como nos mo·imentos das partículas elétricas
carregadas no processo de eletro-deposiçao. Mais ainda, o organismo
consiste apenas de unidades biomagnomó·eis ·i·as, em um estado de
169
constante ati·idade química e eletromagnética. 1odas as ati·idades
íuncionais podem ser íeitas somente como um resultado da harmonia
e a organizaçao geral das células e suas oscilaçoes originadas do núcleo
celular. L esta harmonia geral que determina a posiçao particular de
toda molécula. Com respeito a energia necessaria, esta ·em da ·ibraçao
elétrica das células, energizada por sua ·ez, pelas ondas cósmicas.

Neste estagio a questao que pode ser íeita é: L sobre as toxinas·`

As toxinas sao lixos das células e de micróbios mortos. Como elas nao
estao mais ·i·as, e constituem entao matéria inerte, este lixos
neutralizam o mo·imento oscilatório das células ·izinhas e as
eníraquecem ou causam a sua destruiçao. Lstas partículas inertes
atraem as partículas ·i·as, em qualquer caso, sua proximidade modiíica
a capacidade elétrica das células ·i·as que podem nao mais oscilar em
sintonia com sua íreqüência especiíica e entao pode adoecer ou
morrer.
Nesta conexao, ·amos considerar a açao do micróbio na célula, sob
um ponto de ·ista biológico. Primeiro ·amos destacar que, o micróbio
nao ataca a célula ·i·a diretamente, mas somente indiretamente, por
induçao, como ·eremos mais tarde. Analises químicas dos micróbios e
células os re·elam serem notadamente similares em composiçao.
Parece, portanto, a priori, que é diíícil, sob o ponto de ·ista químico,
responsabilizar a açao do micróbio. Mas se nós in·estigamos a
composiçao química dos micróbios e das células respecti·amente, a
distribuiçao das diíerentes substancias nos possibilita resol·er o
problema desta guerra de radiaçoes`, que eu mencionei em um
capítulo anterior.
Sabemos que os constituintes das células ·i·as e dos micróbios podem
ser classiíicados em três categorias: substancias nitrogenadas,
substancias ternarias
1
e substancias minerais. Lntao, por exemplo, a
analise da célula da parte estrutural do Aethalium septicum ;fvvgo)
mostra o seguinte:

1
1ernario é um termo que indica que os componentes químicos sao íeitos de três elementos ou
radicais. ,1radutor,.
170
Substancias nitrogenadas 30
Substancias ternarias 41
Substancias minerais 29
1otal 100

De acordo com lenneguy, sao encontrados nas substancias
nitrogenadas: plastina, ·itelina, miosina, peptonas, pepsinas, lecitina,
guanina, xanthina e carbonato de amonia. Nas substancias ternarias:
paracolesterol, uma resina especial, um pigmento amarelo,
amilodextrina, um açúcar nao redutor, acido graxos e gorduras neutras.
Nas substancias minerais: hidróxido combinado com acidos graxos e
outros acidos organicos, como o acido latico, acido acético, acido
íórmico, acido oxalico, acido íosíórico, acido carbonico, acido
sulíúrico, íosíatos e potassio e magnésio, cloreto de sódio e sais de
íerro.
Lm geral, todas as substancias químicas apresentadas na agua do mar
sao encontradas no organismo humano.
Sob o ponto de ·ista da minha teoria de oscilaçao celular, todas as
substancias enumeradas acima pode ser di·ididas em duas categorias:
1. - Substancias condutoras,
2. - Substancias isolantes.
Como regra geral, as substancias isolantes sao encontradas no
nitrogênio e compostos ternarios, as substancias condutoras em
composto contento sais minerais. Assim, por exemplo, a plastina, o
paracolesterol, a resina e certas gorduras sao isolantes, enquanto a
maioria dos minerais, e particularmente os sais ,sulíatos, íosíatos,
cloretos de sódio, magnésio, íerro, etc., sao mais ou menos
condutores.
171
Sob a ótica desta classiíicaçao, ·eremos como o micróbio pode, pela
induçao, modiíicar as oscilaçoes celulares. Vamos lembrar que a
oscilaçao em um circuito depende de sua conduti·idade ,resistência
elétrica, e de sua permeabilidade as ondas ,potencia induti·a especííica
e capacitancia,. Retornando a célula do Aethalium septicum, ·imos
que sua composiçao química era a seguinte: substancias nitrogenadas
30, substancias ternarias 41 ,a maioria delas é isolante,, e substancias
minerais 29 ,a maioria delas é condutora,.
Vamos supor que esta célula seja atacada por um micróbio, cuja
proporçao mineral seja 40, ao in·és de 29. Seu poder oscilante e,
conseqüentemente, sua íreqüência, nao é a mesma daquela da célula.
Assim, por induçao, o micróbio modiíica a oscilaçao da célula, que
resulta em sua destruiçao e morte. Mais uma ·ez, a célula, ao in·és de
se di·idir normalmente em células íilhas, se di·ide de acordo com a
íreqüência do micróbio, isto é, em células típicas do micróbio. Na
ausência de um micróbio, se o núcleo da célula é um condutor potente
demais ,pelo excesso de íerro e íósíoro deri·ado das globulinas,, e se
o agente externo ,excesso de ondas cósmicas, causa uma di·isao
rapida demais das células, podemos concluir que a célula sauda·el sera
transíormada em uma célula neoplastica ,cancer,.
Os íatos descritos mostram que, em um organismo sauda·el, todos os
tecidos têm que conter, em proporçoes constantes, constituintes
condutores e isolantes, que eu chamo de unidades biomagnomó·eis.
A questao agora é: como a distribuiçao destas unidades no organismo
é aíetada, de maneira a trazer para a membrana do núcleo as
substancias isolantes, e para o íilamento, as substancias condutoras.
L, essencialmente, de·ido a energia de sua própria oscilaçao que a
célula é capaz de mobilizar, segundo as suas necessidades, todas essas
substancias isolantes e condutoras, que sao distribuídas para os locais
onde elas sao requeridas para a manutençao da ·ida da célula por si
mesma. Similarmente, no processo de eletro-deposiçao as substancias
e a íorça da corrente sao ajustadas para obter o eíeito desejado, de
acordo com a natureza do metal empregado.
Lsta é a mençao íinal com a qual eu concluo a íormulaçao da minha
teoria.
172
Meus experimentos no campo da radio-biologia sao agora íatos
estabelecidos que nao podem ser contabilizados pelas teorias classicas
da ciência, enquanto minha teoria pro·ê a necessaria explicaçao.
Lm conclusao, minha teoria pode ser resumida em três princípios:
1. - A ·ida é criada pela radiaçao,
2. - Mantida pela radiaçao e,
3. - Destruída pela radiaçao.
Seja como íor, creio ter aberto um no·o campo de pesquisa que de·e
se pro·ar, particularmente, pro·eitoso para os biologistas. Ninguém
pode pre·er o quê o íuturo nos reser·a neste campo, em qualquer
caso, espero que o resultado íinal beneíicie a humanidade que soíre.















173
CONCLUSÂO

Para concluir a apresentaçao da minha teoria e de suas aplicaçoes
praticas, desejo apelar aos íísicos e pesquisadores, a todos os homens
da ciência em geral, pois eles sao a íonte de todo o progresso. Sao eles
em particular que se tem alcançado a mara·ilha da moderna
transmissao sem íio. Se qualquer um pre·isse, ha 40 anos atras, que
nós seríamos capazes ou·ir discursos e música de todas as partes do
mundo, para nao mencionar a tele·isao, teria sido ·isto como um
homem louco. L ainda hoje, estas in·ençoes sao íatos atingidos que
aceitamos como sendo períeitamente naturais. 1al é o poder da ciência
que in·aria·elmente supera as especulaçoes mais audaciosas.
Apelo para estes pesquisadores para di·isarem, como eu mesmo tento
íazer, um olho mecanico, um objeti·o, em uma pala·ra, um aparato
com o qual se possa detectar as radiaçoes desconhecidas discutidas
neste trabalho.
O que estamos prontos para perceber com nosso sentido da ·isao na
imensa gama de radiaçoes· Nada além de uma pequena íaixa que se
estende de 3¯5 a ¯00 trilhoes de ·ibraçoes por segundo. L ainda, uma
perturbaçao social que espera por nós para descoberta deste aparato
suscetí·el de detectar um parametro completo de ondas, conhecidas e
desconhecidas, que escapam ao nosso controle.
Ao íalar do homem, Descartes disse: Penso, portanto, sou`. Lsta
laconica aíirmaçao nao de·eria nos cegar para o íato de que o homem,
apesar de ser superior aos animais em muitos aspectos, notadamente
no poder de pensar, é, entretanto iníerior a eles, até o presente
momento, com respeito a estreita íaixa de ·ibraçoes que ele é capaz de
detectar. Realmente, o homem pode ·er e ou·ir apenas dentro de uma
íaixa muito restrita, e pode transmitir seu pensamento por meio da
pala·ra. Por outro lado, certos animais podem ·iajar em linha reta para
um destino distante, in·isí·el para nós, graças as ·ibraçoes que eles
detectam e nossos sentidos nao podem perceber.
Uma das maneiras que temos para explorar o mundo externo é por
meio do nosso sentido ·isual. O olho é o objeti·o íisiológico que tem
174
sido admira·elmente copiado e que tem re·elado a nós o iníinitamente
pequeno e o iníinitamente grande.
Graças a uma gama muito pequena na escala de radiaçoes luminosas,
somos capazes de discernir o mais delicado matiz de cores. L, de íato,
o comprimento de onda de cada uma dessas cores, de cada tom desta
harmonia ·isual, que excita as células de nosso cérebro, e pela
existência de oscilaçoes ilimitadas, as íaz ·ibrar em uníssono. Assim
também, a presença de certos seres humanos e·oca a nossa simpatia,
nosso amor ou nosso contentamento. Nao sera que estes sentimentos
di·ersos sejam causados por certas ·ariaçoes nas radiaçoes emitidas
por essas pessoas·
Lste olho biológico, criaçao admira·el, tem sido íisicamente copiado e
se tornado um instrumento que capta os raios luminosos, de maneira a
reproduzir atra·és de íotograíias e íilmes, todas as sensaçoes
experimentadas diretamente pelo olho humano.
Portanto, por muitos séculos nosso olho nu nos re·elou um pequeno
domínio da natureza. Uma ·ez o homem acreditou que aparte da luz e
da escuridao nao ha nada para ser percebido. No curso do tempo ele
se tornou ciente da imensidade da escala das radiaçoes: raios químicos
in·isí·eis, ondas eletromagnéticas, raios-X, emanaçoes de radio e raios
cósmicos que podem ainda pro·ar ser o mais importante de todos
para todos os pesquisadores do íuturo. L mais particularmente, o
homem nao possui o sentido que poderia apreender as ondas elétricas
e esta realidade teria permanecido para sempre íechada para ele, se os
gênios cientistas nao ti·essem in·entado o olho elétrico`, que re·elou
um no·o mundo para todos nós, o mundo da transmissao remota
,sem íio,.
L agora, qual signiíicancia de discernimos o curso da ·ida e das
oscilaçoes celulares, e quem in·entara esse olho, esse detector de
oscilaçoes ·itais· Quando isto acontecer, nós alcançaremos a essência
destas oscilaçoes. Nao apenas de um ponto de ·ista biológico estas
radiaçoes nos habilitaria a obter resultados de grande ·alor para a
humanidade, mas também de um ponto de ·ista social, sua aplicaçao
pratica pode trazer mudanças de grande signiíicancia. Nós de·eremos
utiliza-los para nossas necessidades e de·eremos alcançar a
transmissao de pensamentos e a comunicaçao com os cegos,
175
de·eremos saber o quê as outras pessoas pensam e comunicar, uns
com os outros, e possi·elmente com animais, também, por meio de
nossas próprias radiaçoes. De·eremos, também, ser capazes de
localizar criminosos pelos seus comprimentos de suas radiaçoes.
L, de íato, ·i·emos no meio de um mistério, porque nao ·emos
passaros, insetos e animais de todas as espécies, sem a íaculdade da
íala, ainda maniíestando poderes tao mara·ilhosos quanto
inexplica·eis· Nao podemos postular a existência da transmissao de
pensamento entre todos os seres animados· O instinto de
autopreser·açao em animais é nada além de uma expressao ·erbal
escondendo uma realidade que é a causa primaria de sua existência:
uma gama total de radiaçoes, imperceptí·eis para nós, é apreendida em
seu plano, pois sao capazes de emitir e recebê-las.
Vamos aguardar, com esperança, pelo dia quando este olho
superlati·o, este mara·ilhoso aparato com o qual sonhamos,
íinalmente aparecera e nos re·elara, em toda sua complexidade e
esplendorosa majestade, um no·o mundo que a ciência começa a
des·endar.

AS 1LORIAS DL LAKHOVSKY CONIIRMADAS
POR IAMOSOS CIRURGIÔLS AMLRICANOS.

ív vv trabatbo votaret ivtitvtaao O fevõvevo aa riaa · |va ivter¡retaçao
raaio·etetrica, o fateciao Dr. !. Crite, cv;a fava era vvvaiat, cirvrgiao e
fvvaaaor aa cetebraaa Ctívica ae Cteretava, Obio, aev vva e·av.tira
e·¡tavaçao ae .va. teoria. e e·¡erivevto. qve covtêv vva .evetbavça
iv¡re..iovavte cov aqveta. ae ía/bor./, e·¡o.ta. ev O ´egreao aa
1iaa.
íta. covfirvav ev toao. o. a.¡ecto. a ratiaaae ao. ¡rivcí¡io. cievtífico.
fvvaavevtai. qve ía/bor./, e Crite ae.cobrirav ivae¡evaevtevevte, o.
ve.vo. fato. e a. e·¡ticaçoe. aa. ve.va. teoria., covo .ao e·¡ticaaa. ¡or
ía/bor./, vo ¡re.evte trabatbo.
176
De acorao cov Crite, toao. o. ¡roce..o. ao cor¡o bvvavo .ao ba.eaao. vo
fevõvevo etetrico, cov o cre.civevto e ae.evrotrivevto ae .va fvvçao,
ae¡evaevte ae vva .erie aefiviaa ae raaiaçoe. ae rario. cov¡rivevto. ae ovaa.
· cov¡rivevto ae ovaa bvvavo · evavavte. aa. .vb.tãvcia. rira. vo cor¡o.
íatavao vo Covgre..o aa íacvtaaae .vericava ae Cirvrgioe. ev Cbicago
;ovtvbro ae 1·²²), Crite ae.tacov qve, a veaiaa ev qve a. ciêvcia.
fvvaavevtai., a fí.ica e a qvívica, aravçav ev .ev. covbecivevto., aerera
.er ¡o..íret ¡ara o. e.¡eciati.ta. ev raaio·aiagvo.e ao fvtvro, aetectarev a
¡re.evça ae vva aoevça avte. qve eta .e vavife.te. ´obre i.to Crite ¡reriv qve
o. avo. qve ririav .eriav a covqvi.ta aa tvbercvto.e, aiabete e ovtra.
aoevça., evqvavto a vatvre¸a ao cãvcer .eria covbeciaa, a¡e.ar ae qve
covtivvaria a fa¸er vvita. rítiva..
í.ta ¡reri.ao tev vva votaret .ivitariaaae cov aqveta feita ¡or ía/bor./,
evqvavto e.tara ev ^ora Yor/ vo aiagvó.tico ae aoevça ¡eta teteri.ao,
vevciovaao vo a¡êvaice. ;^ota ao 1raavtor).













177
APLNDICL DO 1RADU1OR
I - Oscilador de ondas múltiplas.......................................... 1¯8
II - Relatórios medicos
Seleçao de Casos tratados com o Oscilador de Ondas Múltiplas
de Lakho·sky........................................................................................ 181
1- Cancer................................................................................................ 182
2- Caso do bócio exoítalmico............................................................... 190
3- Próstata aumentada......................................................................... 192
4- Úlcera gastroduodenal e outras aíecçoes..................................... 193
III - Relatório sobre o oscilador de ondas múltiplas - Dr.
Nicolas Gentile..................................................................... 194
1- Líeitos sobre o sistema ner·oso simpatico................................. 194
2- Líeitos sobre o sistema ner·oso central...................................... 195
3- Líeitos sobre inílamaçoes cronicas............................................... 195
4- Líeitos sobre o metabolismo......................................................... 196
5- Líeitos sobre as desordens do sistema cardio·ascular............... 196
6- Miscelanea de casos......................................................................... 19¯
¯- 1écnica de tratamento com o oscilador de ondas múltiplas..... 19¯
Sumario.................................................................................................. 198
IV - O relatório do Dr. Boris H. Vassileff.................................198
V - O relatório do Dr. Alexander Irancis.................................199
VI - Relatórios americanos.......................................................199
1- Relatório de casos tratados com o oscilador de ondas múltiplas
em um grande hospital de No·a \ork............................ 200
2- Relatório de casos tratados com o oscilados de ondas múltiplas
por um proeminente urologista de Brooklyn................. 202
VII - Lfeitos notáveis de circuitos oscilantes em animais... 203
1- Ca·alos com pedigree..................................................................... 203
2- lorma de potrancas de corridas restauradas pelo circuito
oscilante................................................................................................. 205
3- Ca·alo adulto nao castrado reju·enescido com o circuito
oscilante................................................................................................. 205
4- Cao com pedigree curado com o circuito oscilante................... 206
Conclusoes............................................................................................. 20¯

VIII - Iuturos desenvolvimentos das teorias de Lakhovsky 20¯

178
J. O OSCILADOR DL ONDAS MUL1IPLAS

Na sua capacidade de engenheiro-íísico Lakho·sky sempre te·e um
grande interesse na construçao de aparelhos elétricos. Lm 1923 ele
criou o seu oscilador radio-celular com o qual ele primeiro tratou
geranios inoculados com cancer. Lle decidiu desistir
subseqüentemente de usar ondas ultracurtas capazes de causar eíeitos
térmicos porque lhe ocorreu que resultados melhores poderiam ser
obtidos dando um choque oscilatório em todas as células do corpo
simultaneamente. 1al bre·e choque, produziu ondas eletrostaticas
íracas, nao causam um eíeito térmico prolongado e, portanto nao
daniíicam as células.
Após muitos experimentos Lakho·sky conseguiu construir um aparato
gerando um campo eletrostatico no qual todas as íreqüências de 3
metros até a regiao iníra·ermelha poderiam ser produzidas. Portanto,
neste campo todas as células poderiam encontrar sua íreqüência e
·ibrar em ressonancia. L mais, é sabido que um circuito suprido por
correntes íracas de alta íreqüência origina numerosos harmonicos.
Lssas consideraçoes le·aram Lakho·sky a in·entar um oscilador de
múltiplos comprimentos de ondas no campo do qual cada célula, cada
órgao, cada ner·o, cada tecido, poderia encontrar sua própria
íreqüência. Para este íim ele in·entou um transmissor consistindo de
uma série de circuitos oscilantes concêntricos separados conectados
um com o outro por linhas de seda. Assim, um tipo de oscilador íoi
obtido oíerecendo todos os comprimentos de ondas íundamentais de
10 cm a 400 metros, correspondendo a íreqüências de ¯50.000 a 3
mili-jarda por segundo. Além disto, cada circuito emite numeroso
harmonico que junto com as ondas íundamentais, as ondas de
interíerência e as descargas pudesse se estender até ao iníra·ermelho e
regioes ·isí·eis da luz ,1-300 trilhoes de ·ibraçoes por segundo,.
Lm 1931, Lakho·sky lançou o seu íamoso oscilador de ondas
múltiplas, representando um grandemente a·anço de seu aparato
anterior, o oscilador radio-celular.
Desde 1931 o oscilador de ondas múltiplas tem sido usado na maioria
dos países europeus e na América para o tratamento de muitas
doenças, incluindo o cancer. Nenhuma contra indicaçao para o uso do
179
aparato, e nem qualquer eíeito noci·o em pacientes íoi registrado.
Lste é um grande contraste com a terapia de ondas curtas em geral,
raios-X e radio, cuja aplicaçao, mesmo em maos de proíissionais
experientes, íreqüentemente se seguiu das mais sérias conseqüências.
Lm todos os lugares os resultados obtidos com o oscilador de ondas
múltiplas pareceram ser muito satisíatórios.
lotos do oscilador de ondas múltiplas aparecem nas paginas 1¯9 e
180.

lIG. O oscilador de ondas múltiplas de Lakho·sky
O aparato consiste de um transmissor e um ressonador receptor,
ambos arranjados de maneira a estabelecer um campo magnético nas
suas imediatas proximidades.
O paciente é colocado entre os dois osciladores separados um do
outro por uma distancia de aproximadamente 4 a 5 pés ,1.2 a 1.5
metros,. A corrente é entao ligada e o aparato íunciona
instantaneamente.
A duraçao do tratamento e o número de aplicaçao, dependem do
estado do paciente e da natureza da doença. Geralmente, 15 minutos
sao suíicientes para cada aplicaçao.
180

lIG. 24. O oscilador de ondas múltiplas de Lakho·sky. loto tirada próxima do transmissor
em açao, mostrando a descarga ,leixe elétrico,.
181
De·e ser particularmente notado que, diíerente do tipo comum de
gerador de ondas curtas em uso na pratica médica, o oscilador de
ondas múltiplas nao pode causar qualquer eíeito danoso. Como todas
as radiaçoes geradas pelo aparato sao de uma natureza eletrostatica,
elas nao podem super aquecer ou queimar os tecidos.
A açao do oscilador de ondas múltiplas é puramente elétrica.






II. RLLA1ÓRIOS MLDICOS

SLLLÇÂO DL CASOS 1RA1ADOS COM O OSCILADOR DL
ONDAS MUL1IPLAS DL LAKHOVSKY

1. - Cancer
2. - Bócio exoítalmico
3. - Próstata dilatada
4. - Úlcera gastroduodenal e outras aíecçoes.

Para começar, é importante ter em mente que todos os seguintes casos
íoram tratados com o oscilador de ondas múltiplas ha muitos anos
atras, alguns deles em 1931, quando o aparato íoi introduzido pela
primeira ·ez por Lakho·sky aos proíissionais da medicina. Sem
exceçao todos os pacientes cujas histórias clínicas sao dadas aqui
permaneceram bem e nenhuma recorrência da aíecçao original íoi
relatada.
182
I - Cãncer
Um dos primeiros casos a ser tratado com o oscilador de ondas
múltiplas íoi um caso de cancer na íace.

lIG. 25. Caso 1. Madame C. 68 anos - Antes do tratamento.
Diagnóstico: Úlcera ,roedora, situada no angulo interno do olho
esquerdo.
Diametro: aproximadamente ' polegada. Duraçao de 3 anos.
O diagnóstico íoi coníirmado pela biópsia ,exame microscópico,.
183
Lste paciente íoi tratado de uma lesao íacial 25 anos antes com raios-
X. Uma melhora aconteceu, mas subseqüentemente uma crosta
suspeita se desen·ol·eu no lado acima mencionado. O tratamento
com o oscilador de ondas múltiplas de Lakho·sky começou em 8 de
setembro de 1931, no lospital St. Louis, Paris. Após a terceira sessao
de 15 minutos cada, hou·e uma melhora no estado geral da paciente e
uma diminuiçao no tamanho da lesao. Lm 19 de no·embro de 1931, a
úlcera cancerosa ha·ia desaparecido completamente.

ligura 26. Caso 1. Madame C. - Após o tratamento.
la·ia apenas uma cicatriz a esquerda, sem qualquer traço de esclerose.
A aparência geral da paciente apresentou um melhora nota·el. Lla se
sentia reju·enescida e que nao goza·a de tao boa saúde ha 30 anos.
184

lIG. 2¯. Caso 2. M. M., Idade 80 - Antes do tratamento

Diagnóstico: Nae·o-carcicoma no braço esquerdo. Glandulas
auxiliares dilatadas. Diagnóstico coníirmado na biópsia. Duraçao ¯
anos. Nenhum tratamento pré·io.

lIG. 28. Mesmo caso - Após ¯ aplicaçoes com o oscilador de ondas múltiplas.
O tratamento com o oscilador de ondas múltiplas começou em 9 de
outubro de 1931, no lospital St. Louis em Paris. Depois de ¯ sessoes
a ulceraçao esta·a reduzida pela metade. Seis meses depois do início
do tratamento a lesao ha·ia desaparecido completamente, deixando
uma cicatriz limpa.
185

lIG. 29. O mesmo - 3 meses depois do tratamento. Após o tratamento de 6 meses este tumor
altamente maligno ha·ia desaparecido completamente, deixando uma cicatriz lisa.
Caso 3 . Madame S. Idade 82 anos.
Lste caso é o exemplo mais impressionante de um tumor canceroso
curado por meio do oscilador de ondas múltiplas de Lakho·sky, após
uma operaçao e radio-terapia, ambos tinham íracassado. Quando eu
descobri que o caso íoi curado em poucas semanas o resultado se
tornou ainda mais signiíicante. Lsta ·elha senhora tinha sido tratada 3
anos antes em um centro anticancer. Após uma operaçao íeita em
1929, uma lesao ulcerada de natureza cancerosa se desen·ol·eu.
Durante os anos de 1929 e 1930 íoi aplicado o radio. Uma melhora
temporaria se seguiu, mas o tumor persistiu e começou a crescer
rapidamente.
Diagnóstico: Lpitelioma da parte superior da íace esquerda. ,21,2 x
11,4 polegadas,.
Como a condiçao geral do paciente esta·a gradualmente se tornando
pior, ela íoi en·iada para a Clínica Cal·aire, conhecida sob o nome
mais macabro de antecamera do cemitério`.
O tratamento com o oscilador de ondas múltiplas começou em 26 de
abril de 1932 e 15 minutos de duraçao. Após apenas 2 aplicaçoes, uma
melhora íoi obser·ada. Com mais tratamento a melhora íoi mantida e
em 12 de maio de 1932, um tratamento íinal de 20 minutos de duraçao
íoi dado. As glandulas submaxilares dilatadas e o edema notado no
momento do exame íeito antes do tratamento começar, nao esta·am
mais presentes.
186

lIG. 30. O caso da madame S. - Antes do 1ratamento. Lpitelioma da parte superior da íace
esquerda. loi aplicado radio, mas sem nenhum resultado benéíico.
Pode ser obser·ado que nao apenas o tumor desapareceu
completamente, mas que a pele mostra sinais distintos de
reju·enescimento pela diminuiçao das rugas na íace e no pescoço.
,liguras 31, 32,
187

ligura ,31,, ,32,. Caso de madame S. - Após o tratamento. loto tirada em 30 de março de
1932, mostrando o resultado íinal, após apenas 3 semanas de tratamento.
Sera notado que, nao apenas o tumor canceroso desapareceu, mas que
a pele da idosa senhora de 82 anos mostra sinais de reju·enescimento.

188
Caso 4 - J.S., Idade 61 anos.

Diagnóstico: Carcinoma baso-celular no angulo interno do olho
esquerdo.
Diagnóstico coníirmado pela biópsia. Duraçao de 15 anos.
Nenhum tratamento pré·io.

lIG. 33. Caso de Mr. J. S. - Antes do tratamento. Ulcerado ,rodente, no angulo interno do
olho esquerdo.
O tratamento com o oscilador de ondas múltiplas começou em 13 de
outubro de 1931, no lospital St. Louis de Paris. Lm dezembro de
1931, a lesao esta·a coberta por uma cicatriz. O paciente recebeu mais
tratamento subseqüente durante o ano de 1932 e te·e uma cura
completa.
189
O paciente disse se sentir muito reju·enescido e que ele poderia entao
íazer trabalhos manuais sem experimentar íadiga.

lIG. 34. Caso de Mr. J.S. - Após tratamento.

Caso 5. Queimadura por Radio
De um ponto de ·ista médico este caso é de grande importancia
porque ele demonstra, ambos, os perigos do radio e o eíeito
regenerante do oscilador de ondas múltiplas de Lakho·sky.
A lesao originada por uma ·erruga comum no meio do dedo. O radio
íoi aplicado resultando em uma queimadura se·era que parecia resistir
a todas as íormas de tratamento. O tendao esta·a parcialmente
necrosado e ha·ia dor e rigidez local.
190

lIG. 35. Caso de queimadura por radio.

lIG. 36. Caso de queimadura por radio - Após o tratamento. O oscilador de ondas múltiplas
de Lakho·sky conseguiu curar esta lesao notoriamente incura·el após todos os métodos de
tratamento terem íracassado. ,Caso do Proíessor S·en Johansson. Goeteborg, Lscandina·ia,.
Após o tratamento com o oscilador de ondas múltiplas por alguns
meses a queimadura íeita pelo radio esta·a curada e a mobilidade do
dedo largamente restaurada.
Lste caso íoi tratado pelo proíessor S·en Johansson em um lospital-
Clínica em Goeteborg, Lscandina·ia.
II - Caso do bócio exoftálmico.
O paciente, um mulher de meia idade, íoi primeiro examinado no
Instituto de lísica e Biologia em Paris, em janeiro de 1938, onde íoi
tratada com o oscilador de ondas múltiplas.
Diagnóstico: bócio exoítalmico ,hipertireoidismo com protuberancia
dos globos oculares - 1radutor,. Duraçao: 11 anos.
A operaçao íoi recusada e o tratamento radio-elétrico íoi entao decido.
A primeira aplicaçao íoi dada em 11 de janeiro de 1938. Após algum
tratamento a condiçao geral do paciente íoi muito melhorada e o papo
tinha desaparecido completamente e a condiçao geral do paciente era
excelente.
191

lIG. 3¯. Caso do bócio exoítalmico - Antes do tratamento

lIG. 38. Caso do bócio exoítalmico - Após o tratamento loto tirada em março de 1938. Lste
nota·el resultado, alcançado com o oscilador de ondas múltiplas de Lakho·sky íoi conseguido
após apenas ¯ semanas de tratamento. loi obser·ado que o papo tinha desaparecido
completamente, e a condiçao geral do paciente parecia ser excelente.
192
III - Próstata dilatada
A hipertroíia ou dilataçao da próstata é uma das condiçoes mais sérias
que aíligem os homens mais ·elhos. Uma próstata dilatada,
in·aria·elmente, necessita de inter·ençao cirúrgica em tempo. Até
agora nenhum tratamento médico íoi encontrado para cura-la e na
grande maioria dos casos a única esperança de sal·ar a ·ida do
paciente é uma operaçao com riscos e complicaçoes.
Os seguintes relatórios clínicos de médicos estabeleceram o íato de
que a dilataçao prostatica tem sido curada sistematicamente pela
aplicaçao do oscilador de ondas múltiplas de Lakho·sky. Somente uma
seleçao de casos tratados pode ser dada aqui. Os resultados, toda·ia,
sao tao impressionantes que eles de·eriam receber atençao imediata
neste país.

Caso J. Paciente com 64 anos de idade.
Sob os cuidados do Proíessor Cigna, Geno·a.
O diagnóstico íoi íeito por um eminente especialista. A próstata esta·a do tamanho de uma
laranja. O paciente recusou uma operaçao e íoi compelido a instalar um cateter. Após 10
aplicaçoes do oscilador de ondas múltiplas, durante dois meses o paciente declarou-se curado,
nao tendo mais que recorrer ao cateter. Lxaminado pelo mesmo especialista, seis semanas
depois da última aplicaçao mostrou, para seu espanto, que a hipertroíia da próstata ha·ia
desaparecido.

Caso 2. Paciente com 62 anos de idade.
Sob os cuidados do Dr. Rigaux, do Instituto de lísico-biologia de Paris.
O diagnóstico íoi íeito por um urologista, que aconselhou a operaçao imediata. A próstata
muito dilatada, do tamanho de um laranja. O paciente te·e que recorrer ao cateter.
O tratamento com o oscilador de ondas múltiplas começou em 16 de julho de 1932.
Duas aplicaçoes de 15 minutos de duraçao íoram dadas diariamente. O ·olume de urina
começou a aumentar após alguns tratamentos. Ao íinal de 3 semanas o paciente parecia urinar
normalmente. No re-exame pelo urologista, a próstata esta·a com o tamanho normal. De
algum modo incrédulos sobre a permanência do resultado o urologista sugeriu um outro
exame seis meses mais tarde. A melhora ha·ia se mantido. Seis anos após o início do
tratamento nao ha·ia nenhuma recorrência, e o paciente esta·a em excelentes condiçoes de
saúde.
193
Caso 3. Paciente com 60 anos de idade. Sob os cuidados do Dr. Rigaux,
Paris.
O diagnóstico íoi íeito por 3 especialistas eminentes que aconselharam a operaçao imediata. O
cateter íoi necessario por algum tempo. O paciente decidiu experimentar o oscilador de ondas
múltiplas. O tratamento começou em 1934 em sessoes de 10 minutos de duraçao. Ao íinal de
3 semanas o paciente íoi capaz de reassumir suas ocupaçoes e a melhora íoi mantida. Pelos 4
anos transcorridos nao hou·e nenhuma recorrência e a saúde do paciente continuou excelente.
A experiência do Dr. Rigaux com o oscilador de ondas múltiplas em
casos de próstata dilatada se estende por um período de ·arios anos.
Lle tem tratado muitos pacientes soírendo de diíiculdades urinarias
de·ido a dilataçao da próstata e tem notado uma grande melhora em
muitos casos, enquanto o resultado tem sido o retorno da íunçao
normal com a diminuiçao do tamanho da glandula. Por alguns anos,
um outro médico, Dr. lenry, de Bruxelas, tinha tratado muitos casos
de próstata dilatada com o oscilador de ondas múltiplas de Lakho·sky
e tinha tido uma larga medida de sucesso. Lm alguns casos, a
íreqüência tinha sido considera·elmente ali·iada, enquanto em outros
a próstata que esta·a muito grande por ocasiao do exame, íoi
gradualmente reduzida a proporçoes normais após o tratamento, e os
paciente ha·iam restaurado a saúde e esta·am aptos a assumir suas
ati·idades anteriores.
IV - Casos de úlcera gastrintestinal e outras afecçöes
Desde 1934, o proíessor Cigna, de Geno·a, tem tratado ·arias
centenas de pacientes com o oscilador de ondas múltiplas, e tem se
tornado um grande deíensor deste método de tratamento.
Lle relatou uma série de casos para a Royal Academia de Medicina de
Geno·a, que íoi o objeto de um comunicado íeito no Congresso
internacional sobre Ondas Curtas em Viena, em 193¯.
1odos estes casos íoram submetidos a exames clínicos estritos,
suplementados por exames de microscópio e raios-X.
Os casos tratados pelo proíessor Cigna cobrem uma grande ·ariedade
de condiçoes diíerentes, incluindo o carcinoma basal, lupus
erythematosus, otitis, aíecçoes ginecológicas, e dilataçao da próstata.
Um número destes casos íoi íotograíado antes e depois do tratamento
e apareceram na imprensa italiana. Mais ainda, as condiçoes íuncionais
194
e psicológicas, como asma, insonia, neuralgia, etc., íoram também
tratadas com grande sucesso.
Lm adiçao a isto, o proíessor Cigna tem dado atençao aos eíeitos
benéíicos do oscilador de ondas múltiplas em paciente que soírem de
úlcera gastroduodenal. Os resultados obtidos em uma série de casos
assim, todos controlados por radiograíias, íoram tao nota·eis que
íoram relatados na Royal Academia de Medicina de Geno·a.
O relatório clínico completo dos casos do proíessor Cigna íoi
apresentado em seu comunicado ao Congresso Internacional sobre
Ondas Curtas, em Viena, de 12 a 1¯ de julho de 193¯.

III. RLLA1ÓRIO SOBRL O OSCILADOR DL ONDAS
MUL1IPLAS DL LAKHOVSKY

Pelo Dr. Nicholas Gentile

Radiologista cheíe da Clínica para Incura·eis das Senhoras Apostólicas
do Sagrado Coraçao de Jesus de Roma. O seguinte é um resumo
traduzido de uma re·isao médica No·a Medicina` XXVI. 1935.
Roma.
_____________________

J. Os efeitos sobre o sistema nervoso simpático.

De modo geral, tenho obser·ado uma açao analgésica marcante
seguinte a aplicaçao do oscilador de ondas múltiplas em todas as
aíecçoes associadas com a dor, particularmente nos casos classicos de
tais aíecçoes. Por exemplo, um paciente soírendo de ceíalalgia,
resultante de um ·iolento trauma craniano por 10 anos, íoi submetido
a uma grande ·ariedade de tratamentos, mas todos em ·ao. Lste
paciente íoi deíiniti·amente curado após 2 meses de tratamento com o
oscilador de ondas múltiplas. A melhora se maniíestou após 3 semanas
de aplicaçoes apenas.
195
2. Lfeitos sobre o sistema nervos central.
Um caso de enceíalite, contraído com a idade de 3 anos, deixou o
paciente, agora com a idade de 50 anos, com uma hemiplegia que
impedia muito os mo·imentos. Depois de aproximadamente 3 meses
de tratamento com o oscilador de ondas múltiplas uma grande
melhora nos mo·imentos dos membros iníeriores e um pouco menos
nos membros superiores íoi restaurada. loi realmente impressionante
descobrir que o eíeito curati·o podia ser obtido nestes casos e que as
alteraçoes patológicas tinha sido estabelecidas por ·arias décadas.
Um caso de paraplegia alcoólica, com um paciente que podia caminhar
apenas com grande diíiculdade, começou a se mo·er com agilidade
após 8 aplicaçoes com o oscilador de ondas múltiplas.
Dois casos de urinaçao in·oluntaria noturna ,enurese, íoram curados
após algumas aplicaçoes com o oscilador de ondas múltiplas.
3. Os efeitos sobre inflamaçöes crônicas.
O oscilador de ondas múltiplas tem mostrado uma soluçao para os
processos inílamatórios de uma natureza nao especííica.
O oscilador de ondas múltiplas tem sido particularmente útil no
tratamento de desordens ginecológicas. Numerosos casos de
inílamaçao do o·ario ,o·arite, e inílamaçao na trompa de íalópio
,salpingite, têm sido tratados na Clínica e a cura tem resultado,
in·aria·elmente, após aproximadamente 2 meses de tratamento.
Desordens menstruais de todos os tipos, nao associadas com
condiçoes que requerem uma terapia especial ou interíerência cirúrgica
,como Lstenoses, retroílexao, neoplasmas, etc,, têm sido
constantemente reguladas com o oscilador de ondas múltiplas.
Lm casos de peri·iscerites os eíeitos do oscilador de ondas múltiplas
têm sido muito ía·ora·eis. Além disto, a eíicacia do oscilador de ondas
múltiplas em tais casos, é maior do que aquela obtida com a diatermia
e junto com as medidas terapêuticas apropriadas, tenho conseguido
sal·ar pacientes da interíerência cirúrgica quando parece nao ha·er
outra esperança para eles.
196
Nos casos de artrite, a açao do oscilador de ondas múltiplas tem
pro·ado ser muito mais eíicaz do que a diatermia. Aqui, outra ·ez,
medidas terapêuticas apropriadas podem ser indicadas, como enxoíre
ou medicaçao de iodo, e os resultados podem ser de certa maneira
tardios, mas eu nao posso me lembrar de um único caso que nao tenha
tido, após algum tempo, uma melhora em um grau nota·el.
4. Lfeitos sobre o metabolismo.
1enho obser·ado constantemente a diminuiçao da glicemia e da
glicosuria em pacientes diabéticos. Lsta diminuiçao muitas ·ezes
ocorre inesperadamente e de uma maneira expressi·a, mas é,
in·aria·elmente, de curta duraçao.
Nos casos de cólica hepatica tenho notado uma melhora decisi·a com
o tratamento com o oscilador de ondas múltiplas suplementado pela
medicaçao a base de mercúrio. L, similarmente, em casos de cólica
renal mais glicerina ,per os`,.
As constipaçoes cronicas, atonicas ou espasmódicas, têm sido curadas
com o oscilador de ondas múltiplas na maioria dos casos. As ·ezes, a
medicaçao a base de enxoíre acelera o resultado.
Lm casos de asma, como regra geral, os resultados têm sido bons. Lm
asma cardíaca os resultados têm sido negati·os.
S. Lfeitos sobre as desordens do sistema cardiovascular.
Os pacientes soírendo de angina peitoral têm tido beneíícios do
tratamento com o oscilador de ondas múltiplas. O número de ataques
tem sido reduzido e seu carater estressante diminuído.
As desordens resultantes da arteriosclerose têm melhorado
nota·elmente com o oscilador de ondas múltiplas que sempre reduz a
pressao sistólica do sangue enquanto aumenta a pressao diastólica.
Nunca obser·ei nenhum eíeito negati·o causado pelo oscilador de
ondas múltiplas nos casos de hipotensao. A queda de pressao
sanguínea em pacientes soírendo de marcada hiperpiese enquanto
estao sendo submetidos ao tratamento com o oscilador de ondas
múltiplas tem sido deíiniti·amente mantida com a administraçao
adicional de extrato alcoólico de alho ,Alliun sati·um,.
197
Casos de ílebites cronicas têm tido grandes beneíícios com o
tratamento com o oscilador de ondas múltiplas. Nas ílebites agudas o
tratamento é contra indicado.
6. Miscelãnea de casos.
Um caso de dilataçao da próstata de longa duraçao íoi melhorado
rapidamente após o tratamento com o oscilador de ondas múltiplas. O
tamanho da glandula íoi reduzido em um terço de seu tamanho
original.
Lm dois casos de cal·ície rapidamente progressi·a a queda de cabelos
cessou após oito aplicaçoes do oscilador de ondas múltiplas.
7. A tecnica do tratamento com o oscilador de ondas múltiplas.
A técnica que tenho adotado é aquela da irradiaçao localizada. Lm
termos gerais, o tratamento é dado a cada quatro dias com uma
duraçao de 5 a 15 minutos por sessao. Lsta é a técnica que tem me
dado os melhores resultados depois de ter íeito experiências com
muitas outras íormas de aplicaçoes. Para crianças, pessoas idosas e
mulheres debilitadas, uma aplicaçao relati·amente mais íraca é a
indicada.
Como regra, o paciente é isolado sendo assentado em uma banqueta
de madeira.
Se os resultados nao íorem aparentes após ¯ ou 8 semanas de
aplicaçoes, continuo até 15 ou 30 aplicaçoes, dadas uma única ·ez por
semana
Nunca obser·ei qualquer eíeito negati·o resultante do tratamento com
o oscilador de ondas múltiplas, qualquer que íosse o número de
aplicaçoes íeitas em qualquer caso.
L mais, a condiçao geral dos pacientes é sempre melhorada, mesmo se
apenas temporariamente, tanto que algumas ·ezes os pacientes
insistem para continuarem a receber o tratamento.
A distancia entre os dois aplicadores ,transmissor e ressonador, é
geralmente íixada em 80 cm, mas esta distancia pode ser aumentada
para 160 cm ,1.6 metros, quando um tratamento menos intensi·o é
indicado.
198
linalmente, a regulagem da dosagem, amperagem, distancia e
aterramento`, da uma larga íaixa de poder operati·o que pode ser
adaptada para qualquer caso.
Sumário
Os resultados clínicos com o oscilador de ondas múltiplas têm
pro·ado ser de grande utilidade no tratamento de ·arias doenças e,
particularmente, em certas doenças consideradas incura·eis. O
íenomeno íísico conectado com ele abre um no·o campo de pesquisa
da mais alta importancia.
___________________

IV. O RLLA1ÓRIO DO DR. BORIS H. VASSILLII LM
GLNOVA, I1ÁLIA.

Lm uma interessante monograíia
1
, o Dr. Vassileíí, que é responsa·el
por três clínicas na Italia, deu um delineamento das teorias de
Lakho·sky que ele aplicou para o tratamento de muitas doenças com
grande sucesso pelos últimos 15 anos.
Lm sua experiência, descobriu que o oscilador de ondas múltiplas de
Lakho·sky tem um eíeito benéíico rapido em todo o organismo
capacitando-o a resistir e superar uma grande ·ariedade de doenças, de
perturbaçoes respiratórias e cardio·asculares até condiçoes genitais e
urinarias em homens e mulheres, e também aíecçoes íuncionais e
organicas dos sistemas digesti·o e ner·oso, incluindo a paralisia
iníantil.
O Dr. Vassileíí esta preparando
2
uma outra monograíia na qual ele da
todos os detalhes clínicos de um número considera·el de casos
tratados com o oscilador de ondas múltiplas em sua própria clínica. L
interessante notar que ele íaz extensi·o uso na sua pratica do circuito
oscilante portatil de Lakho·sky.

1
Como e quais doença sao cuidadas com o Oscilador de Lakho·sky 2
a
Ldiçao, Rapallo, 1945.
2
Processo de cura com o tratamento Lakho·sky. Geno·a, 1950.
199
V. O RLLA1ÓRIO DO DR. ALLXANDLR IRANCIS
IRIN1ON-ON-SLA, INGLA1LRRA
J6 DL ABRIL DL J940

A surdez e casos nervosos

1enho descoberto que o oscilador de ondas múltiplas melhora a
audiçao, nos últimos três meses a parte mais importante do meu
trabalho com o aparato tem sido em casos de surdez.
1enho íeito trabalhos com o ou·ido por mais de 40 anos e estou
muito contente por descobrir, íinalmente, algo que é de real auxílio
para a surdez cronica. 1enho obtido resultados impressionantes.
Meus melhores resultados sao os caso de ner·os. Um paciente que
caiu sobre suas costas ha ¯ anos atras e tinha estado completamente
paralisado desde a cintura, desde entao tem melhorado continuamente.
Lle esta·a dependendo inteiramente de um cateter, mas nos últimos
meses tem sido capaz de beber agua naturalmente. A sensibilidade tem
retornado as suas pernas e ele se sente muito melhor de uma maneira
geral.
___________________

VI. RLLA1ÓRIOS AMLRICANOS.

Quando Lakho·sky chegou em No·a \ork em 1941, seu oscilador de
ondas múltiplas íoi usado experimentalmente em um grande hospital
de No·a \ork pelos cheíes do departamento de íisioterapia, que o
autorizaram a publicar os seguintes resultados. Por razoes de ética
médica os nomes do pessoal do hospital e dos pacientes nao poderiam
ser mencionados até que o trabalho de Lakho·sky íosse oíicialmente
apresentado numa reuniao da Sociedade de lisioterapeutas de No·a
\ork.
200
J. Relatório dos casos tratados com o oscilador de ondas
múltiplas de Lakhovsky em um grande hospital de Nova York
(J de julho a 2J de agosto de J94J)

Paciente Doença
Número de
tratamentos
Resultado
X Artrite ambos joelhos 14 Boa melhora
O.P.
Lndocer·icites Dores
abdominais
6 Boa condiçao
l.1. Peri-artrites do ombro 12
Grande melhora após o
primeiro tratamento
Boa condiçao
M.M. Osteoartrite ¯
Grande melhora após 2
tratamentos. Rigidez
diminuída.
M.K.

Artrite cronica
generalizada
11 Pequena melhora
M.O.

Artrite no joelho 3 Bons resultados.
A.L. lratura pós-operatória 6 Bons resultados.
C. V.

Artrite em ambos
joelhos
11 Melhora nota·el.
M. D. Artrite geral 8 Melhora nota·el.
J. l.
Lpicondilite no
coto·elo
¯ Bons resultados.
D. G. Bronquite cronica 10
Nenhuma tosse ou
secreçao. Melhora
nota·el.
S. L. Artrite geral 10 Melhora nota·el.
B. M.

Artrite e distúrbios
circulatórios
6 Melhora.
M. L.
Artrite no joelho e
tornozelo
¯
Melhora. Nenhuma
recorrência.
M. B. Artrite no ombro ¯ Melhora nota·el.
M. O. 1enossino·ite 6 Melhora.
S. S.
Artrite em ambos
joelhos
¯ Melhora.
S. C. N.
Deslocamento
congenital de costelas
3 Melhora nota·el.
R. L.
lratura em ambos os
antebraços - Sino·ite
em ambos joelhos
5 Nenhuma dor.

201
CASOS ADICIONAIS

Caso J. G. D. Mulher, Idade: 2S anos.
Paciente reclamando de dor no peito e músculos do braço direito e nas costas, e tosse
constante. Lla nao respondeu ao tratamento médico e massagem. O tratamento com o
oscilador de ondas múltiplas de Lakho·sky íoi instituído.
Após o quarto tratamento a tosse parou, a dor no peito se tornou rara e a sensaçao de cansaço
nas costas desapareceu. Ao íinal de 12 tratamentos a paciente nao mais reclama·a dos
sintomas anteriores.

Caso 2. M. M. · Mulher · Idade: SJ anos.
A paciente reclama·a de dor e rigidez nas costelas direitas. O exame de raios-X re·elou um
estreitamento desta articulaçao associada com íerimento na margem do acetabulum que
parecia enrijecer a junta. la·ia alteraçoes proliíerati·as na margem superior da cabeça do
íêmur. A diatermia e a massagem íracassaram para ali·iar a dor e a rigidez. Após 10
tratamentos com o oscilador de ondas múltiplas de Lakho·sky a rigidez íoi reduzida
nota·elmente.

Caso 3. Mulher · Idade: 38 anos.
Por dois meses a paciente reclamou de dor em ambos os ombros. O mo·imento do úmero
direito esta·a limitado a 45 graus. Um diagnóstico de periartrite íoi íeito o tratamento com o
oscilador de ondas múltiplas de Lakho·sky. Após 3 tratamentos a paciente disse que se sentia
muito melhor. A melhora continuou. Após uma série de 11 tratamentos a paciente nao
retornou. Aparentemente íoi obtido um ali·io permanente.

Caso 4. A. B. · Homem · Idade: 60 anos.
O paciente te·e uma história de dor em ambos os joelhos que começou em 1940. Um ano de
diatermia e a massagem deu a ele apenas um pequeno alí·io. O tratamento com o oscilador de
ondas múltiplas de Lakho·sky íoi instituído. Após 1 tratamento o paciente aíirmou que se
sentia melhor. Após 4 tratamentos se sentiu tao melhor que precisou apenas de 2 tratamentos
em duas semanas.

Caso S. M. M. · Mulher · Idade: 42 anos.
A paciente queixou de dor na parte baixa esquerda das costas e costelas. O exame de raios-X
da espinha lombar e da pél·is mostrou uma calciíicaçao das margens anteriores dos discos
inter·ertebrais entre a nona e a décima ·értebra. la·ia também uma pequena escoliose da
espinha lombar. O tratamento com o oscilador de ondas múltiplas de Lakho·sky íoi
instituído. Após o primeiro tratamento a paciente se sentiu melhor. Após o quinto tratamento
a melhora íoi bastante nota·el. A paciente nao retornou após 9 semanas.
202
Caso 6. S. N., Mulher, Idade: S9 anos.
A paciente queixa·a de dor no ombro direito e uma diíiculdade para estender o braço. O
exame mostrou que a paciente nao conseguia mo·er o braço mais do que 5 - 10 graus, com
dor se·era. O exame de raios-X re·elou uma calciíicaçao irregular na regiao de maior
tuberosidade do úmero direito. O tratamento com o oscilador de ondas múltiplas de
Lakho·sky íoi instituído. Após um tratamento a paciente disse se sentir muito melhor. A
melhora continuou constante até que 10 tratamentos íossem completados.

Caso 7. C. P., Mulher, Idade: 38 anos.
O exame ginecológico mostrou o útero um pouco dilatado e duro. O paramétrio direito mole.
Diagnóstico: Parametrite. O tratamento com o oscilador de ondas múltiplas de Lakho·sky
começou em 1¯ de julho de 1941. após 4 tratamentos a paciente se sentiu melhor e após 12
tratamentos ela esta·a muito melhor. O exame de ¯ de outubro mostrou um estado de
ausência de dor. A paciente íoi considerada curada.

2. Relatórios de casos tratados com o oscilador de ondas
múltiplas de Lakhovsky por um proeminente urologista do
Brooklyn.

Os resultados seguintes íoram obtidos por um urologista proeminente
do Brooklyn cujo nome tem que ser omitido por razoes éticas. Lle é
um membro do Colégio Americano de Cirurgioes e desíruta de grande
reputaçao como um habil especialista. Lle tratou centenas de pacientes
com o oscilador de ondas múltiplas de Lakho·sky, mas apenas alguns
dos casos típicos sao dados aqui.

Paciente Doença
Número de
tratamentos
Resultado
l. G.
Retençao urinaria aguda
de·ida a dilataçao da
próstata
2 Retençao cessada.
R. B.
Sangramento da íibróide
uterina de dois anos de
duraçao
3 O sangramento cessou
S. M.
Lsclerose múltipla
moderada com o andar
parando
6
Marcada melhora. Pode
correr em ·arias ocasioes.
R. R. Celulite nasal com dor 2
Completamente retirada
após 2 tratamentos de 10
minutos cada em um dia.
203
Paciente Doença
Número de
tratamentos
Resultado
B.1.
Retençao urinaria aguda
de·ida a dilataçao da
próstata
2 Retençao cessada.
S.B.
Sangramento por cancer
da bexiga
3
Sangramento ·eriíicado.
O tumor clareou e íoi
reduzido em tamanho
quando ·isto outra ·ez
no cistoscópio 3 semanas
depois
J.G.
Lczema cronico da axila
gastrica
2 Inteiramente limpo.

L. G.
Dores se·eras por úlcera
duodenal
2 Grandemente melhorado.

Lm adiçao aos casos acima este especialista do Brooklin tratou seis
casos de dilataçao de próstata com íreqüência noturna de micçao de 3
a 5 ·ezes por noite. Após 2 tratamentos com o oscilador de ondas
múltiplas de Lakho·sky a íreqüência íoi reduzida para apenas uma ·ez
por noite ou nenhuma.
Lstes resultados nota·eis obtidos em casos de dilataçao da próstata,
que coníirmaram aqueles ja relatados pelos médicos europeus, deram
uma no·a esperança no tratamento desta condiçao preocupante, para
qual a medicina ortodoxa nao tem nenhum tratamento, exceto o
cirúrgico com todos os seus perigos e complicaçoes.
___________________

VII. LILI1OS NO1ÁVLIS DOS CIRCUI1OS OSCILAN1LS
LM ANIMAIS.

I. Ca·alos com pedigree

Impressionado pelas teorias da oscilaçao celular totalmente criada por
Lakho·sky em seu trabalho O segredo da Vida` , Mr. P. lourneir-
Ormonde, Diretor do Instituto de lisiologia de Croix Blanche,
Vaucreson ,lrança,, começou suas experiências aplicando o circuito
oscilante circuito no seu próprio corpo com o resultado de que ele
204
logo notou um aumento de ·igor e bem estar geral. Lle, entao, decidiu
experimentar em ca·alos de pedigree. Na primeira experiência ele
colocou ¯ ca·alos com circuitos oscilantes em íorma de colares com
uma circuníerência de 80-85 cm.
Lste cientista descreve seus resultados assim: A aplicaçao dos
circuitos em ·olta dos pescoços, ombros e patas dos ca·alos, íoi
seguida, após um período ·aria·el de tempo, por alguns resultados
nota·eis. Os olhos adquiram um brilho maior, o lombo se tornou mais
liso, o pelo mais macio e a aparência geral dos ca·alos íoi
íantasticamente melhorada. Além disto, os ca·alos pareceram estar
conscientes desta melhora de ·igor que maniíestaram pelo galopar
espontaneo e pelos sinais de estarem cheios de ·ida`.
Mr. lournier-Ormonde destaca ainda que todos o órgaos ·itais sao
ía·ora·elmente aíetados pela aplicaçao de circuitos oscilantes que, de
acordo com ele, parecem agir como uma espécie de acelerador` do
motor animal`. L mais, o constante uso destes circuitos oscilantes
aumenta a ·italidade da ·i·acidade e melhora a saúde geral dos ca·alos
de uma maneira indubita·el.
Lste experimentador também obser·ou que os eíeitos benéíicos dos
circuitos oscilantes em certas éguas que tinham diíiculdade de
engra·idar. Lle conclui suas obser·açoes dizendo que a aplicaçao dos
circuitos oscilantes em animais no·os indispostos supera todas as
expectati·as.
Mr. lournier-Ormonde ·eriíicou seus resultados nota·eis em ca·alos
com pedigrees de uma maneira estritamente cientííica. Apesar da
e·idência dos eíeitos benéíicos ser tao ·isí·eis, ele insistiu na obtençao
de maiores coníirmaçoes para íazer um analise mais proíunda do
sangue dos ca·alos tratados, incluindo a contagem dos glóbulos
·ermelhos e brancos, a ·iscosidade, a hemólise, a percentagem de
anions e cations suplementados pelo exame do íluido cérebro-espinhal
e até a analise espectroscópica.
Os eíeitos dos circuitos oscilantes sobre o sangue dos ca·alos íoram
mais nota·eis, as características principais, íoram o aumento dos
corpúsculos ·ermelhos e a diminuiçao da ·iscosidade, dando mais
íluidez ao sangue.
205
II - Iorma de potrancas de competiçäo restauradas pelo circuito
oscilante.

Uma íamosa potranca com pedigree, chamada Ballerina tinha sido
·encedora em ¯ corridas em Vincennes. Subseqüentemente, por um
ano inteiro, ela este·e indisposta e correndo mal. Seu treinador íoi
persuadido a coloca-la no circuito oscilante de diametro corrente.
Depois de algumas semanas a melhora de sua condiçao geral íoi tao
nota·el que seu proprietario disse que ela esta·a mara·ilhosa.
Ao ser colocada para competir outra ·ez, ela se colocou em segundo
lugar entre 22 competidores e teria sido a primeira, se nao ti·esse
tropeçado num ressalto. Lla correu 1 km em 1 minuto e 26 segundos.
O proprietario expressou sua satisíaçao assim: Que melhora
impressionante e que surpresa boa para o meu treinador e para mim
mesmo, que tinha acreditado na sua chance! Sob estas circunstancias,
penso que é de grande importancia prestar atençao aos circuitos
oscilantes para o tratamento de animais`.

III - Cavalo adulto näo castrado rejuvenescido com o circuito
oscilante.

A aplicaçao de um circuito oscilante ao um ca·alo de 24 anos de idade
resultou em um sinal indubita·el de reju·enescimento. De acordo com
Mr. lournier-Ormonde este caso é absolutamente conclusi·o e
íornece um pro·a adicional da grande utilidade dos circuitos oscilantes
no tratamento de ca·alos.
Lm conclusao, de·eria ser notado com atençao que, os resultados
obtidos por Mr. lournier-Ormonde íoram coníirmados por
experimentos similares íeitos por treinadores, criadores e cirurgioes
·eterinarios
1
.

1
O relatório original experimentos reíeridos estao contidas no A Oscilaçao celular` - Conjunto de
pesquisa experimentais - George Lakho·sky, Paris, 1931.
206
II. CÂLS

A aplicaçao do circuito oscilante em caes tem sido tao bem sucedida
como o é no caso dos ca·alos. Um ·eterinario, especialista, Mr. M. G.
Mercurin de Cannes, relata o caso de um íox-terrier que tinha sido
·ítima de um acidente com um carro. O cao te·e múltiplos íerimentos
que deixaram uma cicatriz nas suas costas, uma íaixa sem pelo, e uma
íaixa parecida com uma lesao eczematosa. Um circuito oscilatório, em
íorma de um 8, íoi colocado no pescoço do cao e atras do ombro.
Depois de 14 dias o proprietario trouxe o íox-terrier para a inspeçao
·eterinaria. Para sua surpresa, o cao esta·a completamente curado, o
pelo tinha crescido outra ·ez no local da cicatriz da qual nao ha·ia
mais sinal.
Nao é necessario dizer que o dono esta·a contente com o resultado do
tratamento com o circuito oscilatório.

IV - Cäo com pedigree curado com o circuito oscilante.

Um cirurgiao ·eterinario de Brisbane ,Australia, relatou em janeiro de
1940, que ele tinha tratado, sem sucesso, um ·alioso cao com pedigree
que tinha sido muito íerido nas patas dianteiras e na cauda de·ido a
uma irritaçao de·ido a um eczema. O pobre animal esta·a em tao mal
estado que nem conseguia íicar de pé, comer ou mesmo rolar. O
·eterinario queria sacriíica-lo, mas nao poderia íazê-lo sem a
permissao do dono que esta·a ausente no momento.
1endo sido iníormado dos resultados satisíatórios obtidos em seres
humanos tratados com circuitos oscilatórios, ele decidiu íazer a
experiência no cao e colocou um circuito oscilatório, adequadamente
isolado, em ·olta do seu pescoço. Depois de 3 dias hou·e uma
melhora e após 10 dias o cao esta·a com a saúde normal.
Lsta cura nota·el de um ·alioso cao constitui ainda uma outra pro·a
do grande ·alor dos circuitos oscilantes no tratamento de animais
indispostos que de outra maneira teriam morrido.
207
Conclusöes

De um ponto de ·ista ·eterinario a aplicaçao de circuitos oscilantes
tem sido tao bem sucedida em animais quanto em seres humanos.
Doentes, íeridos e ·elhos animais têm sido relatados como
melhorados ou curados, e a lista de animais tratados inclui ca·alos e
caes com pedigree, gatos e mesmo ·elhos papagaios.
Parece, portanto que esta íorma de tratamento, eminentemente
humana de·e ser recomendada para todos os amantes de animais.

________________

VIII. DLSLNVOLVIMLN1O IU1URO DAS 1LORIAS DL
LAKHOVSKY.
DIAGNÓS1ICOS PLLA 1LLLVISÂO
A PRLVISÂO DO PRÓPRIO LAKHOVSKY
Lakho·sky íez algumas obser·açoes interessantes sobre o
desen·ol·imento íuturo de sua teoria em No·a \ork.
Sua teoria geral é baseada na suposiçao de que cada cromossomo e
cada condroma contido em cada célula indi·idual constitui um circuito
oscilante que emite uma radiaçao especííica. Segue-se, como uma
conseqüência natural que todos os elementos que compoem o nosso
organismo em seu estado ·i·o sao coloidais, isto é, todos os atomos e
elétrons estao em estado de suspensao perpétua e íuncionam como
entidades elétricas. 1ao logo certos cromossomos e condroma para de
oscilar, por ·arias razoes, as células morrem. Nao esta mais ·i·endo, a
matéria oscilante, mas uma substancia inerte. Suas partículas
componentes nao sao mais elétricas.
Agora, sabemos que um quadro pode ser transmitido eletricamente
atra·és de distancia. 1ubos compostos de selênio ou outro material
transíormarao partículas ·ibrantes em íreqüências especííicas em
imagens. Como a luz é um íenomeno elétrico ondulatório, ela pode ser
208
reproduzida eletricamente a distancia, com todos os graus de luz e
sombra de suas partículas elétricas componentes. Assim, as nuances de
qualquer imagem sao realmente uma transíormaçao em íorma ·isí·el
da íreqüência especííica de cada entidade elétrica.
Desde que toda a matéria ·i·a é elétrica, em essência, e desde que cada
doença, de acordo com Lakho·sky, resulta da perturbaçao do
equilíbrio oscilatório nas células, que por sua ·ez, causam ·ariaçoes na
íreqüência normal do protoplasma e do sangue, parece que nada seria
mais simples do que transmitir pela tele·isao estas íreqüências
desbalanceadas em íorma de imagens. Desta maneira Lakho·sky
pensou que nós poderíamos conseguir um quadro tele·isado de cada
doença especííica. Por exemplo, a tuberculose teria um quadro com
uma íorma distinta, enquanto o cancer teria outra diíerente,
característica apenas da doença maligna. Além disto, é uma matéria de
conhecimento comum que é possí·el para um tumor maligno
desen·ol·er em algumas partes do corpo humano, sem o hospedeiro
estar ciente disto. Uma ·ez que os tumores nao destroem ou
interíerem com certos tecidos ·itais ou causam hemorragia, nao ha
nada para re·elar a presença deles por um considera·el tempo. Mas se,
por meio de um tubo de tele·isao ou algo semelhante, íor possí·el
detectar a presença de um tumor maligno, íotograíando o organismo
humano e transíormando em quadros as radiaçoes perturbadas de
células do corpo, entao, nós de·eríamos ser capazes de ·er o cancer,
ou qualquer outra doença organica, projetada numa tela de tele·isao.
L mais, o sangue de uma pessoa cancerosa diíeriria do sangue de um
indi·iduo diabético ou tuberculoso. L lícito assumir que cada um dos
grupos de células do sangue tem uma íreqüência especííica e
conseqüentemente uma íorma e uma cor especííica. A identiíicaçao
destes grupos de sangue pela tele·isao seria de grande ·alor para a
ciência médica que poderia ser re·olucionada por um tal a·anço.
Podemos apenas esperar que as pre·isoes de Lakho·sky, neste campo
da radio-biologia, sejam totalmente realizadas num íuturo próximo.



209

ÍNDICL DL NOMLS


Anderson, 11 laeckel, 163
Attilj, Sordello, Proíessor, 153, 154, 156 lansemann, 164
Aubert, 51 lartmann, Dr., 14¯
la·iland, Alíred, Dr., 28, 29, 133
Baxendall, 124 lea·iside, `
Behla, 28 lelmholtz, 56
Berthelot, Proíessor, 80, 11¯ lenneguy, 1¯0
Blackett, Proíessor, 11 lenry, Dr., 193
Blandíord, 125 lerschel, \illiam, Sir, 12, 124, 126
Boubée, Néree, 133 lertwig, 163, 164
Bowen, 118 lertz, 54
Branly, 54 lill, Leonard, Sir, 25, 26
Broglie, de, 83 lis, 164
loííman l. L., 148
Cameron, Dr., 119
Casamajor. M. J., 3¯ Jauregg, Von, \agnes, 102
Cathelin. 51 Jeans, James, Sir, 10, 12, 124
Cigna de, Proíessor, 192, 193 Johansson S·en, Proíessor, 190
Clement, Mark, 12
Clerk Maxwell, 2, 61 Kolb, 28
Cope, John, 20 Koppen, 125
Cremonese, Guido, Proíessor, 9
Crille, George, Dr., 30, 31, 1¯5
Cumberbatch, L. P., 4 Lakho·sky, 01.208
Cyon, de, 56 Linnaeus, 39
Lockyer, Normam, Sir, 13
D`Arso·al, Poríessor, 80, 89, 105, 106, 12¯, 130,
134, 135, 152


Darwin, 163 Magrou, 90
Delage, \·es, 55 Marconi, 2, 54
Descartes, 1¯3 Marie, Auguste, Dr., 102
Dubois, Raphael, 168 Masse, 51
Maxwell, Clark, 2, 61
labre, 43,44 Meldrum, Dr., 13, 125
laraday, 2, 62 Millikan, 9, 10, 119, 140, 141
laure, Maurice, Dr., 129 Moreux, 126
lrancis, Alexander, Dr., 199 Morrell, Conyers, Dr., 13,14
lrank, 80, 83 Moynihan, Lord, 1¯
lurni·all, Percy, Dr., 24, 25

Gabor, 8 Naegeli, 163, 164
Galileu, 12 Nichols, 165
Gal·ani, 2 Nodon, Albert, 80, 81, 82, 83
Gentile Nicholas, Dr., 194
Gilíord, lastings, 18, 19
Gill C. A., Colonel, 13 Occhialini, 11
Gockel, 118 Ormonde, lournier. P., 203, 204, 205
Gosset, 4, 90
Gurwitsch, 8, 33
Gutmann, 4, 90 Pohl, Von, 28
210

Quinet, Dr., 50 Stelys, M., 134
Ste·ens, Mitchell, Dr., 23
Regener, 11
Reiter, 8 1chije·sky, 14
Riccioli, 124 1ear, 165
Rigaux, Dr., 192 1ernier, 51
Roíío, Proíesor, 96, 9¯ 1homas, Dr. 148
Ross, Ronald, Sir, 20
Russo, M., Dr., 134
Vassileíí, Boris, l. Dr., 198
Sardou, G. Dr., 129 Vincent, M. P., 122
Sesari, M., 106 Vries, de. 163
Shannon, \. J. Dr., 148
Simeray, Dr., 149
Smith, Lrwin l., 90 \eismann, 163, 164
Souttar. l. S., 23 \iesner, 163
Spencer, 163 \ilson, J. G., 11


Nota \ikipédia: darson·alisaçao - a criaçao do termo é creditado a
Moritz Benedikt e é utilizado para descre·er terapêuticas ou
experimentais aplicaçoes de alta íreqüência. Darson·alisation íoi
nomeada em homenagem ao bioíísico írancês Jacques-Arsene
d'Arsonval ,1851-1940,.