Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto

Engº Fabiano Fabrin Secchi

PROCEDIMENTOS PARA A AFERIÇÃO DE CAMINHÕES ESPARGIDORES DE ASFALTO

Autor – Fabiano Fabrin Secchi

Engenheiro Civil formado pela UFSM - Universidade Federal de Santa Maria (1997)

Técnico em Assuntos Rodoviários do DAER – Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem

Especialista em Gerenciamento e Fiscalização de Programas Rodoviários – FIJO/PUC-RS (2004)

Coordenador Assistente do 5º Distrito Operacional

Janeiro de 2009 Cruz Alta - RS - Brasil

Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto

Engº Fabiano Fabrin Secchi

1 - HISTÓRICO
A Central de Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto do DAER/RS, foi construída em uma área localizada próximo à BR/158, na cidade de Cruz Alta/RS, similar ao modelo adotado pelo DER/PR. Sob a responsabilidade do 5º Distrito Operacional, entrou em funcionamento em agosto de 1999, e desde então, vem cumprindo o seu papel com êxito, contribuindo com o aperfeiçoamento tecnológico dos equipamentos, através da detecção e posterior correção de

problemas até então desconhecidos dos fabricantes, resultando na melhoria da qualidade dos serviços, principalmente nos pavimentos revestimentos em Tratamento Superficial.

Vista Geral da Central de Aferição Fonte: DAER - 5º DOP

2-

DESCRIÇÃO DA CENTRAL DE AFERIÇÃO

A Central de Aferição foi construída nos moldes de uma pertencente ao DER/PR. Possui uma estrutura de alvenaria constituída de duas peças: um banheiro e um depósito para guarda de materiais (roupas, máscaras, balança eletrônica, material de limpeza, bancada, etc.). Sua área é toda coberta, com muros laterais que ajudam a reduzir a interferência de correntes de ar durante a aferição. É composta por um jogo de recipientes (calhetas ou bandejas) de chapa metálica (numeradas de 01 a 72), com dimensões (5 x 12 x 90)cm, encaixados num carrinho, com roldanas, que se movem sobre trilhos.

ou após concluídos os serviços. onde ficará até que seja dado um destino apropriado. podendo então ser reutilizado.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi Conjunto dos 72 Recipientes (5x15x90)cm Fonte: DAER . Um sistema de registros acoplados na tubulação que deriva da calha.5º DOP Possui uma calha metálica embutida numa vala. retorne o material para o tanque do caminhão espargidor. com declividade suficiente que permite conduzir o material betuminoso utilizado durante a aferição.5º DOP . o óleo é armazenado em um outro tanque. encaminhar o material proveniente da limpeza do local para um sistema separador água/óleo. Calha para escoamento do ligante Fonte: DAER . após o óleo e a água separarem-se na caixa. onde com o auxílio de uma bomba de recalque. permite a realização de dois procedimentos: encaminhar o material espargido para um tanque metálico. Posteriormente. evitando com isso a poluição ambiental.

5º DOP Fazem parte também dos equipamentos uma balança eletrônica com capacidade de 20.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi Tanque para depósito temporário do material asfáltico Fonte: DAER .000g e uma bancada para verificação do funcionamento dos bicos espargidores. Bancada de aferição dos bicos Fonte: DAER .5º DOP Separador do material oriundo da limpeza Fonte: DAER .5º DOP .

3. Os valores são anotados em uma folha pelo laboratorista na coluna Tara. .1 – PREPARATIVOS Inicialmente os recipientes metálicos. desenvolvido pela “Association of Road Surface Dressing Contractors” da Inglaterra. se a saia do leque fica flutuando e se as bordas permanecem retas. utilizando-se uma balança eletrônica. através da observação visual da formação dos leques. são pesados um a um.5º DOP A bancada permite que sejam verificados a qualidade dos bicos. previamente limpos. 3- MÉTODO DE AFERIÇÃO O método de aferição adotado pelo DAER é o mesmo que foi adequado pelos engenheiros de obras do DER do Paraná. e oferece uma idéia precisa do controle da uniformidade transversal do espargimento do betume. constatando se o ângulo de difusão está dentro das especificações.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi Bancada para teste dos bicos Fonte: DAER .

5º DOP Folha de Campo Fonte: DAER .Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi Pesagem dos Recipientes Limpos Fonte: DAER .5º DOP .

5º DOP . o caminhão distribuidor de asfalto é estacionado e alinhado sobre a plataforma. posicionando o bico extremo de um lado da barra sobre a quinta bandeja. Faz-se isso. Colocação dos Recipientes no Carrinho Fonte: DAER .Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi A medida que forem sendo pesadas. as bandejas são colocadas uma ao lado da outra sobre o carrinho. devendo ficar perfeitamente unidas através de um sistema de encaixe do tipo macho/fêmea. Posicionamento da Barra Espargidora sobre os Recipientes Fonte: DAER . posicionando-a de modo que todo o material dos leques espargidos pelos bicos possam ser depositados nas bandejas. evitando com isso a perda do material espargido por entre os vãos durante a realização da aferição.5º DOP Em seguida. devendo manter a sua barra espargidora disposta perpendicularmente e centralizada em relação a todas as bandejas colocadas no carrinho. seguindo a numeração.

sendo que para a obtenção de uma boa distribuição de betume. Inicialmente procede-se os ajustes prévios do equipamento. regula-se a altura da barra para essa situação. que é posicionado sob os bicos extremos da barra. é necessário termos um caminhão espargidor de asfalto bem calibrado. Existem equipamentos novos que já possuem um sistema hidráulico que controla eletronicamente os movimentos horizontais e verticais da barra. medindo-se a altura nas extremidades da barra. verificandose o nivelamento da barra. apresentando alguma inclinação. . ou seja. ou seja. Verificação da Altura da Barra Espargidora Fonte: DAER . a altura da barra deverá ser igual em toda a sua extensão. bem como se a própria barra não possui algum tipo de problema. como por exemplo. Qualquer diferença poderá ser corrigida através da utilização de uma chave de boca. Em função de que na execução dos Tratamentos Superficiais o recobrimento mais usual é o triplo. O alinhamento e nivelamento dos bicos são verificados através da utilização de um barbante.2 – EXECUÇÃO Engº Fabiano Fabrin Secchi Segundo Silva (2000). realizado pelo fabricante do equipamento. A altura é medida a partir da extremidade inferior do bico até a superfície superior da bandeja. facilitando o ajuste da altura. procedimento este. caso seja necessário.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto 3. Ele servirá como referência de nível. no qual todos os demais bicos da barra deverão encostar. a aferição de caminhões espargidores de asfalto está intimamente ligada à distribuição uniforme de ligante. principalmente nas extensões laterais móveis.5º DOP Verifica-se se o sistema bico/registro não está fora de prumo. A verificação se faz através de uma régua. que regulará a altura do conjunto bico/registro. estar desalinhada ou desnivelada.

5º DOP Verificação da Altura dos Bicos Fonte: DAER . permitindo que os bicos fiquem posicionados no ângulo exato.5º DOP Deve-se conferir também se os bicos estão posicionados corretamente. especialmente fabricada. não deixando folgas. . Isso é facilmente verificado através da utilização de uma chave. É fundamental verificar também a distância entre os bicos. No final do processo. que obviamente deverá ser a mesma. devendo a sua boca se ajustar perfeitamente no registro. todos os bicos deverão estar com a ranhura na mesma direção. desde que seja corretamente manuseada. apresentando o mesmo ângulo em relação ao eixo longitudinal na barra.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi Verificação do Alinhamento dos Bicos Fonte: DAER .

Depois de realizadas todas as verificações e concluídos os ajustes. circule por toda a barra. impedindo com isso. prepara-se o distribuidor para o espargimento. Isso é necessário para que a barra adquira a mesma temperatura que o material possui dentro do tanque isotérmico. obstruindo a passagem do material asfáltico. Aciona-se o sistema de recirculação da barra. passando por todas as válvulas e retornando ao tanque pelo conduto localizado na outra extremidade. O material asfáltico é aquecido previamente no tanque isotérmico do caminhão. através da descarga do ligante diretamente na vala. Esse procedimento permite identificar previamente possíveis falhas (deformação dos leques.5º DOP Uma ferramenta indispensável que deve sempre acompanhar o caminhão espargidor é a chave de boca para fixação dos bicos/registros na barra. .) evitando a utilização das bandejas de forma desnecessária.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi Ajuste do Ângulo dos Bicos Fonte: DAER . que eventualmente permaneceu depositado nas paredes internas do conjunto espargidor. pois a elevação da temperatura provocará o derretimento do material betuminoso oriundo de um trabalho anterior. é necessário fazer uma verificação visual do comportamento do espargimento. na temperatura usual de aplicação. Antes de posicionar a barra espargidora sobre os recipientes. vazamento dos bicos etc. que ocorram algumas falhas na distribuição correta do material na pista. pois ela permite a regulagem do ângulo de esconsidade entre a ranhura dos bicos e o eixo longitudinal da barra com maior precisão. e promova também a limpeza interna do sistema. fazendo com que o material asfáltico depositado no tanque.

5º DOP Realizados os eventuais ajustes. fecham-se os registros dos bicos. Deverá ser tomado o máximo cuidado durante a operação de retirada. repete-se o procedimento anterior. transporte e pesagem dos recipientes. anotando-se os valores individuais encontrados na folha de campo. Posicionamento dos Recipientes sob a Barra Espargidora Fonte: DAER . . caso sejam aproximadamente semelhantes.5º DOP Após o quase enchimento dos recipientes. Caso não se perceba nenhuma nova irregularidade e já estando a vazão do material nos bicos e a rotação da bomba adequadas. na coluna Peso Bruto. empurra-se o carrinho com as bandejas para baixo da barra espargidora em funcionamento. cessando imediatamente o espargimento. dá-se prosseguimento à pesagem dos mesmos. Comparam-se os níveis do material asfáltico contido dentro dos recipientes. evitando o transbordamento e perda do material.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi Espargimento na Vala Fonte:DAER .

Deverão ser realizadas novas tentativas. podendo ser então reutilizado. através do tombamento de todo o conjunto. a pesagem não é realizada.5º DOP O material asfáltico que é despejado na vala metálica é conduzido para o tanque de armazenamento temporário.5º DOP Com a prática.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi Recipientes contendo o material espargido Fonte: DAER . influenciando no resultado das novas aferições. . sendo que. retorna para o tanque do caminhão. Os recipientes devem ser limpados novamente. removendo qualquer resíduo que possa alterar significativamente o seu peso original. Despejo do Material dos Recipientes na Calha Fonte: DAER . repetindo-se os procedimentos descritos anteriormente. se essa diferença for muito evidente. e o material contido nos recipientes é despejado na vala. é possível perceber visualmente a variação da quantidade de material asfáltico espargido em alguns recipientes. até que haja condição de realizar a pesagem dos recipientes cheios. onde através de uma bomba de recalque.

4 .CRITÉRIOS ADOTADOS PARA A APROVAÇÃO DA UNIFORMIDADE A situação ideal de funcionamento do equipamento distribuidor de asfalto durante a aferição é aquela em que todos os recipientes recebem a mesma quantidade de material asfáltico. Pmt. a) Primeiro critério: A tolerância para a média dos pesos de quatro recipientes adjacentes (Pm4i) é de ± 10% do valor médio do peso de todos os recipientes (Pmt).90 ≤ Pm4i ≤ Pmt. correspondentes à largura efetiva da barra. a seqüência inicial para a obtenção da média dos pesos de quatro recipientes adjacentes Pm4i : 1) (P1 + P2 + P3 +P4) / 4 = Pm (1-4) 2) (P2 + P3 + P4 + P5) / 4 = Pm (2-5) . e por não haver a necessidade de tamanha precisão. devem ser pesados somente aqueles recipientes que receberam a contribuição correspondente ao recobrimento desejado (geralmente a altura da barra é ajustada para permitir o recobrimento triplo). onde se verifica completo recobrimento. observando determinadas tolerâncias. definiu-se dois critérios para a aprovação do sistema espargidor e que devem ser atendidos. procede-se a digitação dos valores em uma planilha eletrônica elaborada no programa Excel. e de posse dos valores dos pesos individuais dos recipientes contendo o material espargido. Como é praticamente impossível que isso ocorra.1.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi Obtida esta condição. Para efeito de cálculo na planilha eletrônica.0. caracterizando uma perfeita uniformidade da distribuição transversal.10 A seguir apresenta-se como exemplo ilustrativo. para facilitar os cálculos e a apreciação estatística do resultado da aferição.

a planilha calcula o peso líquido (peso do material) em cada recipiente. b) Segundo critério: A tolerância para o peso de ligante recolhido em cada recipiente Pi é de ±15% do valor médio do peso de todos os recipientes Pmt. ficando destacado em vermelho. Pmt. em relação às médias geral e a obtida a cada quatro recipientes..1.85 ≤ Pi ≤ Pmt.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi 3) (P3 + P4 + P5 + P6) / 4 = Pm (3-6) 4) segue o mesmo procedimento para os demais recipientes. Caso algum valor não se encontre dentro dos limites estabelecidos.15 1) 2) 3). o peso médio de material a cada quatro recipientes.. e os valores limites de pesos (tolerâncias).VERIFICAÇÃO DOS RESULTADOS DA AFERIÇÃO . 5 . e a tara (peso do recipiente).PLANILHA ELETRÔNICA Depois de digitado os valores dos pesos brutos de cada recipiente (peso do recipiente + peso do material).0. os valores percentuais da variação do peso do material contido em cada recipiente. . São apresentados nas colunas ± 15% e ± 10%. facilmente será identificado. o valor médio dos pesos líquidos.

5º DOP .Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi Planilha de verificação Fonte: DAER .

os valores dos pesos líquidos de cada recipiente. algumas observações e a assinatura do Engenheiro Coordenador do Distrito. máximos e mínimos tolerados.5º DOP . Certificado de Aferição de Espargidor Fonte: DAER . o qual contém os dados do equipamento. os valores médios.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi Na figura abaixo é apresentado o modelo de um dos documentos que compõe o certificado de aferição emitido pelo DAER.

indicados pelas linhas azul e vermelha. estando os valores dentro dos limites superior e inferior. significando um comportamento uniforme. Demonstrativo Gráfico da Distribuição Transversal Fonte: DAER . e nem dos valores dos pesos médios de material a cada quatro recipientes (pontos azuis). Percebe-se que não há uma grande dispersão em torno do valor médio dos pesos (linha verde).5º DOP .Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi A figura abaixo apresenta um gráfico gerado a partir dos valores dos pesos de material espargido por um equipamento. dos pesos individuais (pontos vermelhos). cujo resultado é considerado satisfatório.

constata-se que há possibilidade de se alterarem os critérios para a aprovação do equipamento. Para a aprovação. que atualmente encontram-se nas faixas de ±10% e ±15%. através da redução dos valores percentuais das tolerâncias adotadas. indicando em que alguns recipientes houve excesso e em outros falta de material. Muitos pesos extrapolam os limites estabelecidos acima e abaixo da média. Deve-se isso principalmente a qualificação dos novos equipamentos.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi Verificando-se os resultados obtidos por muitos dos equipamentos aferidos na Central de Aferição do DAER. No gráfico seguinte percebe-se uma grande dispersão dos valores dos pesos obtidos em uma outra aferição. o que caracteriza uma desuniformidade da distribuição do material asfáltico.5º DOP . nenhum valor poderá ultrapassar a sua respectiva faixa de tolerância. Demonstrativo Gráfico da Distribuição Transversal Fonte: DAER . similares ao gráfico anterior.

ou de vários outros fatores que intervém na correta operação do equipamento: rotação da bomba. entre os recipientes. Deverá ser providenciada a limpeza dos registros e bicos e a substituição daqueles que apresentarem problemas. pois não houve superposição dos leques que caracterizaria assim o recobrimento triplo. o maior problema encontrado foi a grande variação do ângulo de difusão α e a diferença de vazão nos registros. e conseqüentemente de peso. não precisam ser pesados. variando-se um desses fatores. 6- PRINCIPAIS PROBLEMAS VERIFICADOS Durante as diversas aferições. utilizando arames ou outros objetos impróprios. Neste caso.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi A ocorrência de variação excessiva da quantidade de material espargido. descartando-se tais resultados. Os operadores despreparados costumam “limpar” os bicos. deve-se repetir a calibração. Esta prática é bastante desaconselhável. provocando a obstrução da abertura e a deformação dos leques. . quando ocorrem eventuais entupimentos. viscosidade do ligante. sem saberem que poderão estar danificando os mesmos. foram constatados os seguintes problemas: Tanto nos equipamentos novos como nos em uso. esconsidade dos bicos ou altura da barra. é possível que a causa seja um erro no ajustamento preliminar de um. provenientes dos processos de fabricação. Os recipientes localizados nas extremidades do carrinho que não recebem a contribuição oriunda de três bicos adjacentes da barra de distribuição. Caso ainda persista o problema na distribuição do material espargido. poderá ser causada por rebarbas existentes tanto nos registros como nos bicos. pois alguns tipos de bicos são frágeis e devem ser limpos unicamente com solventes apropriados. ou pela presença de detritos. enquanto se mantém constantes os demais. efetuadas nas centrais do Paraná segundo Fernandes (2002).

tacômetros. que inclusive atrapalham o processo de algumas calibragens. Falta verticalmente. A responsabilidade do DAER limita-se a comprovar o funcionamento adequado do sistema espargidor e demais equipamentos para emitir o certificado de conformidade. ocasionando variações da altura (H) na barra espargidora. o que torna praticamente impossível qualquer calibragem. constatou-se a diferença de ação do molejo traseiro. Inexperiência dos operadores do equipamento. tanto horizontal como Com o objetivo de divulgar os procedimentos e evitar a repetição dos problemas que ocorriam no DER/PR. Caso haja a necessidade de ajustes no equipamento. . deverão estar em perfeitas condições de operação. estes são de responsabilidade da empresa proprietária. preferencialmente executada por técnicos da empresa fabricante. Chegada de equipamentos com o tanque de armazenamento vazio. Grande número de vazamentos nas diversas articulações. dispondo assim de tempo hábil para os ajustes necessários. etc). caneta. fazendo com que o betume necessário à calibragem tenha de ser emprestado por outras empreiteiras da região. sem prejuízo de atraso ao andamento da obra. recomenda-se a realização de uma revisão geral dos equipamentos e sistemas. o DAER elaborou uma relação contendo os requisitos necessários para a emissão do certificado de aferição de caminhão espargidor. sendo que esses ajustes não serão realizados pelos funcionários do DAER. Falta de bicos extras e de chave especial para ajuste do ângulo. com uma certa antecedência. ficando posteriormente a empresa habilitada a agendar no Distrito uma data para realizar a aferição do equipamento. obtendo com isso maior probabilidade de conseguir a certificação sem maiores transtornos. Os principais itens são: O caminhão e os equipamentos (barra. Nos veículos motores. A fim de se adequar aos requisitos exigidos. de alinhamento dos bicos.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi Ocorreram casos em que o espaçamento entre os bicos era variável (de 100 a160)mm.

7- VERIFICAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO TRANSVERSAL NO CAMPO A tolerância de variação da distribuição transversal é no máximo 10% da taxa especificada. Ele pode ser usado durante as operações do tratamento superficial com pouca interferência no trabalho. ficando uma para o Distrito. certificado será emitido em três vias. por sua vez. A distribuição transversal é determinada com amostras colhidas em pedaços de tecido de algodão com 10cm x 20cm (ou 5cm x 20cm caso se deseja maior precisão). e pesados novamente para determinar as quantidades de asfalto. Além do motorista e do operador. com um mínimo de equipamento de ensaio e de asfalto foi desenvolvido pela Divisão de Estradas da Califórnia. As fibras de algodão evitam que o asfalto escoe para fora das áreas de ensaio. a distribuição transversal deve ser verificada periodicamente para determinar se o distribuidor está operando dentro destes limites. Segundo Castro et al (1967). o distribuidor deve ser calibrado antes de entrar em uso e a variação máxima deve ser fixada pelo Engº Fiscal. Os pedaços de tecido de algodão juntamente com as folhas de papel. . tem sido usado em inúmeros trabalhos. outra para a empresa e a última para a fiscalização da obra. Este processo. semelhante a um método desenvolvido na África do Sul. Evitar a contaminação com outro tipo de material. Para assegurar a aplicação correta. Então. sendo removidos após a passagem do distribuidor. coladas em folhas de papel que. sendo considerado bastante preciso. com o objetivo de orientar os ajustes necessários no equipamento. são fixadas em tiras de folhas metálicas e colocadas transversalmente na estrada. um processo para verificar a distribuição transversal no campo. são pesados antes de serem colocados na estrada. Os pedaços são então postos fora. para proporcionar o adequado aquecimento do material.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi O tanque do caminhão espargidor deverá estar com no mínimo metade de sua capacidade preenchida com CM30. deverá estar presente sempre que possível um técnico da empresa fabricante do equipamento espargidor.

.Aferição de Caminhões Espargidores de Asfalto Engº Fabiano Fabrin Secchi 8- VERIFICAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO LONGITUDINAL DO CAMPO Poderá ser verificada utilizando bandejas com 50cm x 50cm (ou 25cm por 100cm). As bandejas são cobertas com papel espesso a fim de facilitar a limpeza. As quantidades são determinadas pesando as bandejas com papel antes e depois da passagem do distribuidor. espaçadas de 100 metros.

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