Como Desenvolver a Clarividˆ encia

Um Guia Para se Atingir Uma Percep¸ ca ˜o Sensorial Supranormal
Autor: W. E. Butler Tradu¸ ca ˜o: Att´ ılio Cancian 1981

Como Desenvolver a Clarividˆ encia1
Este livro descreve quatro tipos de experiˆ encias clarividentes, inclusive a faculdade de predizer acontecimentos futuros. Proporciona tamb´ em t´ ecnicas para desenvolver a clarividˆ encia latente, bem como instru¸ c˜ oes para se fazer um disco de areia e um espelho preto, ambos substitutos aceit´ aveis para um cristal. 1981 by W. E. Butler 1983 by Hemus Editora Ltda. 1987 Editora Tecnoprint S.A. (Ediouro - Grupo Coquetel), mediante contrato firmado com The Aquarian Press e Hemus Editora Ltda. Por motivo de contrato n˜ ao podemos fornecer este livro ao com´ ercio livreiro.

1

T´ ıtulo do original: How to Develop Clairvoyance

2

Sum´ ario
1 O que ´ e a clarividˆ encia? 2 Tipos de clarividˆ encia 3 T´ ecnicas de treinamento 4 Vis˜ ao 5 Mais algumas considera¸ c˜ oes 6 P´ os-escrito 7 13 27 37 43 59

3

4 .

trata-se de uma verdadeira ciˆ encia e. o verdadeiro ocultismo n˜ ao encoraja nenhuma experimenta¸ c˜ ao estouvada e ignorante. Naturalmente os que s˜ ao obreiros s´ erios nestes campos melindraramse com esta obje¸ c˜ ao irracional. e. acrescentei um pref´ acio e alguns apontamentos adicionais a esta impress˜ ao revisada do meu livro sobre desenvolvimento da clarividˆ encia. tinha pouqu´ ıssimo conhecimento do assunto. como tal. e os livros variam muit´ ıssimo na maneira de apresentar estes assuntos. ´ e apontar-lhes os m´ etodos corretos de desenvolvimento e assim ajud´ a-los a absterem-se de proceder a experimentos estouvados e ignorantes.Pref´ acio A pedido dos meus editores. Sendo a natureza humana o que ela ´ e. e assim essas pessoas falaram em atabalhoar em psiquismo ou ocultismo.o repentino e mundial interesse por assuntos esot´ ericos .resultou no despertar de uma determina¸ c˜ ao da parte de muitas pessoas no sentido de tentar um desenvolvimento ps´ ıquico pr´ atico. que crit´ erio deveria adotar o ne´ ofito para avali´ a-los? Minha opini˜ ao pessoal ´ e a de que nunca deveriam ser abordados num esp´ ırito desprovido de cr´ ıtica. visto que a ciˆ encia oculta n˜ ao ´ e mais totalmente imune a descuidos do que qualquer outra ciˆ encia. Foi no contexto destas leis e m´ etodos que escrevi este livro. Acontece.pode acarretar aborrecimentos. Por causa disso foram propaladas advertˆ encias de verdadeiro pˆ anico por gente que. No entanto. e n˜ ao o que desejar´ ıamos que fosse. por´ em. conforme tˆ em sido alcunhados. mas isso ´ e t˜ ao razo´ avel como lembrar que meter o nariz em qualquer assunto .inclusive 5 . em muit´ ıssimos casos. que os diletantes n˜ ao ultrapassam um pequeno segmento dos que est˜ ao estudando assuntos de psiquismo e ocultismo. O que se tornou conhecido como a “explos˜ ao oculta” . h´ a muitas pessoas que entram de rold˜ ao em terreno onde os anjos tˆ em medo de andar. cometeram-se erros. puseram-se a fazer experiˆ encias neste campo. tem suas pr´ oprias leis e m´ etodos de pesquisa. e a melhor coisa que podemos fazer por esses “diletantes do subconsciente”. por´ em. escrevem-se livros a torto e a direito. Dentro dos seus limites pr´ oprios.com exce¸ c˜ ao talvez do bingo ou domin´ o . Assim sendo. Apesar das cr´ ıticas severas dos seus inimigos. alguns deles graves por parte de alguns que. com conhecimento muito reduzido. Um ceticismo sadio ´ e prefer´ ıvel a uma aceita¸ c˜ ao n´ escia de qualquer afirma¸ c˜ ao feita em todo livro que trate destes assuntos .

os piores inimigos das verdadeiras escolas m´ ısticas. Butler 6 . prestar aten¸ c˜ ao. e o leitor deve estar preparado no sentido de mudar suas opini˜ oes.pelo menos no come¸ co ` dos seus estudos. mais especificamente as palavras que sublinhei em grifo. Este livro destina-se aos que. Gostaria de pedir-lhes que o abordassem conforme indiquei. talvez pela primeira vez. Hampshire. por esta ou aquela raz˜ ao. E. N˜ ao obstante. Ao mesmo tempo existe um ceticismo patol´ ogico que vai muito al´ em dos limites razo´ aveis. e o processo pode ser muito doloroso. que se apegassem ` as normas e fizessem seu julgamento pelos resultados que alcan¸ cam. W. est˜ ao incursionando nestes assuntos. aprender e assimil´ a-las no cora¸ c˜ ao ”. N˜ ao ´ e f´ acil para quem quer que seja modificar suas ideias que formou durante toda a sua vida. h´ a muitas pessoas que. mas a Sabedoria as deixa frustradas.o meu pr´ oprio. o estudioso das Escrituras depara com a advertˆ encia de que deve “ler. Essas pessoas amealharam muitos conhecimentos.que tˆ em a tendˆ encia de serem levadas ao l´ eu por qualquer mudan¸ ca nas corrente da opini˜ ao p´ ublica . pois n˜ ao fizeram nenhuma tentativa no sentido de reduzir essas no¸ c˜ oes a um sistema pratic´ avel. caso o que lˆ e apele para a sua raz˜ ao. Isto encerra a chave para a compreens˜ ao e a sabedoria. e s˜ ao justamente essas pessoas . come¸ car˜ ao a apreciar o valor daquele s´ abio brocardo oriental que diz: “Discernimento ´ e a primeira virtude da linha de conduta”. Tottom. Numa das ora¸ c˜ oes da Igreja Anglicana. Por isso que muitos estudiosos destes assuntos adquiriram um vasto acervo de conhecimentos perfunct´ orios. A medida que v˜ ao progredindo. j´ a est˜ ao procurando novos crit´ erios de vida e podem sentir-se tentados a aceitar mais do que deveriam .

1 Durante suas pesquisas.junto com muitos outros de sua profiss˜ ao. A este respeito. tolice e embuste mesclados com velhos nomes. da express˜ ao inglesa Extra-Sensory Perception (N.. Fransz Anton Mesmer. e sob seu nome tornou-se respeit´ avel aquele fragmento particular da t´ ecnica mesm´ erica. P. Eles n˜ ao tinham este termo muito adequado. da mesma forma que o ´ e quando ´ e conhecida por “clarividˆ encia”. Da´ ı a raz˜ ao por que havia.S. de modo que se valiam de outros nomes.) 7 . que popularizou a pr´ atica do que ent˜ ao se conhecia como “Magnetismo animal” e que posteriormente passaria a denominar-se “Mesmerismo”. o Dr. Mais tarde.. e continua existindo.Percep¸ c˜ ao Extrassensorial.E.S. talvez um tanto magoadamente.certamente devem ter sorrido. em tempos modernos foram dados novos nomes.S. de modo que se sentiu a necessidade de romper com as antigas associa¸ c˜ oes. . Esdaile e Elliotson . onde eram usadas pelos seguidores do Dr. James Braid rebatizou uma certa quantia de trabalhos mesm´ ericos a que deu o nome de “Hipnotismo”. No entanto.T. revelavam sinais do que hoje em dia ´ e conhecido como P. quando depois de sua morte foram informados da forma¸ c˜ ao de uma Sociedade M´ edica de Hipnotistas.S. 1 Esta sigla ´ e conhecida tamb´ em por E. como os que j´ a demos.E. devido ao seu nome.Cap´ ıtulo 1 O que ´ e a clarividˆ encia? A palavra “clarividˆ encia” e suas associadas “clariaudiˆ encia” e “clarissensibilidade” derivam do francˆ es. muitos dos quais derivaram de palavras gregas e latinas. Haja visto que existe at´ e uma “Sociedade M´ edica de Hipnotistas”! Os Drs. os primeiros mesmeristas descobriram que alguns dos seus pacientes.P.E. que foram severamente perseguidos pela ortodoxia m´ edica dos seus dias . ´ e poss´ ıvel que o poeta estivesse com a raz˜ ao. quando perguntou: “O que h´ a num nome?” A fina flor da vis˜ ao supranormal ´ e uma coisa t˜ ao real quando se chama “metagnomia” ou P. quando se achavam em profundo transe mesm´ erico. muita supersti¸ c˜ ao.

Para o objetivo deste livro. O rec´ em-falecido W. Por´ em. Exatamente como uma janela com vidro fosco imp˜ oe seus pr´ oprios contornos e cores ` a luz Chacra ou chacra ´ e cada um dos centros de recebimento e distribui¸ c˜ ao do prana (pranaenergia c´ osmica em todas as suas manifesta¸ co ˜es. Conforme sabemos. e ´ e nesses n´ ıveis que a clarividˆ encia tem seu ponto de emergˆ encia. podemos dizer que todos n´ os possu´ ımos um corpo mais puro de substˆ ancia supraf´ ısica e que os “sentidos” desse corpo mais puro podem estar relacionados ` a consciˆ encia ativa.As trˆ es palavras “clarividˆ encia”. o que oferece um quadro muito bom da a¸ c˜ ao do subconsciente. provavelmente sofrem uma certa distor¸ c˜ ao ao passarem por nossa personalidade ativa. naturalmente. chamava isto de “o efeito do vidro fosco”.T. contudo. H´ a. nada tˆ em a ver com os sentidos f´ ısicos comuns. 2 8 . Vai uma grande diferen¸ ca entre imagens da P. E ınculos que podem ser desenvolvidos para que as percep¸ co ˜es supraf´ ısicas possam penetrar a subconsciˆ encia (N. embora nossa vis˜ E oes possam ser autˆ entica P. mas nos dois casos as imagens. muitos casos de vis˜ oes. ent˜ ao onde ´ e que elas tˆ em sua origem? A resposta sucinta .S. para simplificar o ponto de debate. a psicologia moderna demonstrou que existem certos n´ ıveis da mente atr´ as ou abaixo da consciˆ encia ativa comum. os quais podem ser desdobrados de tal forma que as percep¸ c˜ oes supraf´ ısicas possam penetrar a subconsciˆ encia. talvez sejamos um tanto dogm´ aticos. Esta a¸ c˜ ao ´ e muito conhecida de quantos tiveram experiˆ encia pr´ atica destes assuntos.E. e aquelas oriundas da subconsciˆ encia. embora n˜ ao possamos receber consciamente esses registros sensoriais supraf´ ısicos. s˜ ao formados de acordo com as leis que regem as atividades desse n´ ıvel do subconsciente. mas preferencialmente com percep¸ c˜ oes sensoriais supranormais ou supraf´ ısicas. T. “clariaudiˆ encia” e “clarissensibilidade” significam respectivamente “clara vis˜ ao”.a qual acreditamos ser a correta . ´ importante percebermos que. vozes e outras percep¸ c˜ oes sensoriais onde o psic´ ologo encontra muita facilidade em provar que elas se originam no subconsciente e que.. veterano jornalista e reformador social. o que testemunha evidentemente os reais poderes supranormais. “clara audi¸ c˜ ao” e “clara percep¸ c˜ ao” e. etc. tanto quando estamos acordados como no sono.S. energia do Universo manifestada.´ e a de que provˆ em dos n´ ıveis subconscientes da nossa mente. Por isso. segundo ´ um conjunto de v´ alguns fil´ osofos hindus). s˜ ao devidas a certas press˜ oes e tens˜ oes que nelas existem. sons.E. de modo que aquilo que percebemos nesses n´ ıveis mais puros de substˆ ancias pode ser percebido consciamente porquanto ´ e absolutamente certo que. “Vidro colorido fosco” No Oriente tem sido elaborado um esquema esmerado de desenvolvimento ps´ ıquico que se refere a um intrincado conjunto de v´ ınculos conheci2 dos como “os chacras ” . Stead.). eles est˜ ao sendo constantemente recebidos na mente mais profunda. na verdade. dado que estas percep¸ c˜ oes supraf´ ısicas n˜ ao entram em nossas mentes atrav´ es de nossos sentidos f´ ısicos.

o ps´ ıquico que usar o sistema nervoso involunt´ ario pode. Contudo. pode irromper na consciˆ encia ativa. Ao 9 .podem ser vagos ou de dif´ ıcil defini¸ c˜ ao. e muitas vezes deixa escapar coisas que s˜ ao vistas por outros que est˜ ao olhando para o mesmo cen´ ario. Muitas vezes. As imagens em si podem ser claras. ao passo que n˜ ao s˜ ao claramente percebidos os significados que pretendem atribuir ` a personalidade ativa. mesmo quando usamos nossos sentidos f´ ısicos comuns ocorre a mesma a¸ c˜ ao distorsiva. Depende tamb´ em muito menos do que em experimenta¸ c˜ ao ps´ ıquica se conhece como “condi¸ c˜ oes”. devemos dizerlhes que ´ e muito raro o uso de somente uma forma de psiquismo.as “Portas de Marfim”. pois os dois sistemas nervosos acham-se intimamente vinculados. assim tamb´ em o subconsciente colore e distorce tudo o que passa por ele com destino ` a personalidade ativa. N´ os vemos o que nosso subconsciente nos “estimula” a ver. tendo n´ os falado tudo isto aos nossos leitores. tanto o ps´ ıquico “positivo” como o “negativo” atuam numa esp´ ecie de escala m´ ovel. Os ocultistas defendem que o clarividente novato ou recebedor de outras impress˜ oes ps´ ıquicas podem lan¸ car m˜ ao de dois sistemas nervosos diferentes em nosso corpo. Na realidade. come¸ car a atuar atrav´ es dos nervos volunt´ arios. em dias muito bons. quando necess´ ario. Podem eles provir por meio do que ´ e conhecido como o “sistema nervoso involunt´ ario” ou por interm´ edio do “sistema c´ erebro-espinhal”.f´ ısicos ou supraf´ ısicos . Sistema nervoso volunt´ ario e involunt´ ario De fato. Dissemos isto porque desejamos desfazer a distin¸ c˜ ao que muitos ocultistas te´ oricos estabeleceram entre as duas formas de atividade ps´ ıquica. A outra modalidade de atua¸ c˜ ao atrav´ es do sistema nervoso volunt´ ario tem a vantagem de estar sob o controle do ps´ ıquico e pode ser provocado ` a vontade. quando n˜ ao ´ e exigido. independentemente do que algumas “autoridades” possam opinar. todos os processos pelos quais os sentidos . n˜ ao pode ser posto em a¸ c˜ ao e em outras oportunidades. embora num grau menos intenso. Ele pode alcan¸ car noventa por cento desse controle em dias bons. que tˆ em que lidar com relatos de testemunhas oculares de acidentes e outras ocorrˆ encias. conforme eram conhecidas em tempos de antanho . Se provˆ em por meio do sistema nervoso involunt´ ario . Veremos facilmente que isto pode ser perigoso em certas circunstˆ ancias.branca que se coa por ela. mas nos outros pode ser apenas cinquenta e cinco por cento “positivo”. Embora o sistema volunt´ ario deva ser o parceiro dominante. Mais de cinquenta anos de experiˆ encia pr´ atica neste campo ensinaram-nos que muito raro o assim chamado “ps´ ıquico positivo” usa inteiramente o sistema nervoso volunt´ ario. Isto ´ e muito conhecido da pol´ ıcia e dos advogados. De igual modo. esta forma de vis˜ ao n˜ ao se acha sob controle da vontade da pessoa em quest˜ ao.comunicam suas mensagens ` a personalidade ativa s˜ ao processos que se realizam pelo sistema nervoso involunt´ ario que penetra o maquin´ ario da mente subconsciente. Ademais. em muit´ ıssimos casos.

bem como outras provas de que o corpo f´ ısico tem um s´ osia feito de mat´ eria muito mais pura. inclusive os raios ultravioletas. Pois bem. como sabemos. o que ´ e clarividˆ encia. Pois bem. da´ ı a raz˜ ao por que nos referimos a esta experiˆ encia. esta experiˆ encia mostra que algumas pessoas conseguem perceber vibra¸ c˜ oes da luz que s˜ ao invis´ ıveis a outras. Na realidade. abordaremos uma forma de clarividˆ encia que na realidade n˜ ao ´ e sen˜ ao uma extens˜ ao da vis˜ ao f´ ısica comum. numa maneira mais simples poss´ ıvel. Extens˜ ao da vis˜ ao f´ ısica Levando em conta a atitude corrente para com o indiv´ ıduo. Outros aparentemente ver˜ ao mais al´ em da extremidade vermelha e chegar˜ ao a ver at´ e menos da extremidade violeta. o que leva mente clarividˆ encia. acham que est˜ ao situados os limites do leque de luz. Sabemos tamb´ em que abaixo da cor vermelha de vibra¸ c˜ ao existem os raios infravermelhos e. a luz branca desintegra-se num naipe de cores que v˜ ao do vermelho. de maneira espetacular. porque pertencem aos n´ ıveis supraf´ ısicos. nosso leque vis´ ıvel de cores ´ e apenas um segmento de um ˆ ambito muito grande de vibra¸ c˜ oes. e passamos um feixe de luz branca atrav´ es dele. at´ e o violeta na outra extremidade. queremos frisar que devemos estabelecer alguma medida de controle sobre nossa atividade ps´ ıquica exatamente a partir do momento em que come¸ camos nosso treinamento. mas estes n˜ ao s˜ ao reconhecidos pela faculdade m´ edica ortodoxa. E muitas vezes a consider´ avel confus˜ ao.mesmo tempo. Podemos achar que uma pessoa coloca os limites bem na extremidade vermelha e bem atr´ as da extremidade violeta. depois de projetar nosso leque colorido de luz num fundo branco. mas haver´ a as que parecem ver mais numa extremidade do que noutra. acham-se outros raios. durante os primeiros est´ agios desse treinamento temos que conceder ` a faculdade em desenvolvimento um consider´ avel tempo de reserva. Se tomamos um prisma que ´ e. ent˜ ao veremos que os resultados se modificar˜ ao. Naturalmente. No decurso dos anos obteve-se um consider´ avel acervo de provas experimentais que corroboram os ensinamentos dos seguidores de Mesmer. acima ou al´ em da extremidade violeta deste espectro colorido. se convidamos meia d´ uzia de pessoas para marcar o exato lugar em que. ` as vezes. e que este corpo mais puro constitui 10 . os raios X e muitos outros. ´ e bem poss´ ıvel que nossa ideias sejam um tanto confusas sobre o que seja real´ que o nome se aplica a muitas coisas. por´ em. procuraremos descrever. numa extremidade. A maioria das pessoas com que fazemos esta experiˆ encia ver´ a o leque de cores na mesma maneira geral. no fundo branco. Evidentemente h´ a outros fatores. mas com modera¸ c˜ ao e persistˆ encia deve-se-lhe impor controle volunt´ ario. uma barra de vidro de trˆ es lados. Antes de mais nada. Esta varia¸ c˜ ao particular depende da estrutura da retina: a tela no olho sobre a qual o cristalino do olho projeta uma imagem de tudo o que se esteja observando. Por isso.

na teosofia moderna. porque permite que o seu possuidor veja atrav´ es da mat´ eria f´ ısica. e´ e f´ acil ver como esta forma de clarividˆ encia pode ser muito u ´til. Duplo et´ ereo O emprego da palavra “et´ ereo” suscita muito desprezo da parte dos f´ ısicos. Discutiremos este assunto do desenvolvimento da vis˜ ao e da audi¸ c˜ ao et´ ereas quando abordarmos o presente trabalho do treinamento ps´ ıquico. Corantes especiais. glˆ andulas e nervos do corpo. Os esp´ ıritas franceses o tratam de “perisp´ ırito”. At´ e mesmo na ciˆ encia. Nos primeiros dias do mesmerismo foi desenvolvida para o diagn´ ostico m´ edico de doen¸ cas. que encaram o temo “´ eter” como uma das suas posses particulares. ap´ os um pouco de perseveran¸ ca na t´ ecnica. Esse corpo mais puro tem tamb´ em seus sentidos. O experimentador olha para uma fonte de luz atrav´ es desta tela colorida durante algum tempo e depois. A teoria ´ e que a pr´ atica altera a retina ou a tela do olho (as “varetas” e os “cones”. Existem 11 . como a dicianina anilina. conforme s˜ ao chamados os min´ usculos terminais nervosos que formam essa tela).a matriz sobre a qual est´ a constru´ ıdo esse corpo. os quais s˜ ao capazes de perceber as v´ arias condi¸ c˜ oes do mundo de mat´ eria mais pura de que ´ e feito este “corpo et´ ereo”. as modas variam. embora eu acredite que a moda mais recente na f´ ısica rejeite qualquer coisa semelhante como o ´ eter do espa¸ co. na Alemanha medieval como o Doppelg¨ anger. Esse corpo mais puro ´ eo molde sobre o qual est´ a constru´ ıdo o corpo f´ ısico. A vis˜ ao et´ erea ` as vezes ´ e chamada tamb´ em de “vis˜ ao de raio X”. e existem certos m´ etodos para se fazer isto. possibilitando. pode ser que comece a ver as emana¸ c˜ oes que s˜ ao constantemente desprendidas por todas as coisas vivas. que o olho responda aos raios de luz que se acham al´ em do vis´ ıvel espectro colorido. Ensinam que atrav´ es do duplo et´ ereo as for¸ cas vitais entram no corpo f´ ısico e que a mente e as emo¸ c˜ oes podem ser expressas por interm´ edio de ´ todas as c´ elulas. Todavia. assim. E tamb´ em ponto pac´ ıfico que os sentidos deste corpo mais puro podem estar tamb´ em ligados com a consciˆ encia ativa. uma vez que em alguns casos o clarividente pode aparentemente enxergar no interior do corpo humano e observar muito de perto o trabalho que os v´ arios ´ org˜ aos desenvolvem no seu interior. como o “duplo et´ ereo”. este corpo f´ ısico mais puro tem recebido outros nomes. Desenvolvimento da vis˜ ao et´ erea Existem certos artif´ ıcios que se diz possibilitarem que esta forma de vis˜ ao se desenvolva. em certas escolas rosacrucianistas como o “corpo vital” e. dissolvem-se em alcool e o l´ ´ ıquido ´ e despejado numa c´ elula formada pela cimenta¸ c˜ ao de duas pe¸ cas de vidro liso que deixam um pequeno espa¸ co entre si. No Egito antigo era conhecido como o K´ a.

4. Clarividˆ encia astral. Verdadeira clarividˆ encia espiritual. abordando a aura e os seus fenˆ omenos.) 12 . Kilner. Espero tratar da vis˜ ao et´ erea num outro livro nesta s´ erie. em Londres.T. Clarividˆ encia psicol´ ogica. No cap´ ıtulo seguinte nos ocuparemos destes quatro aspectos do nosso assunto e. 2. Ele publicou uma exposi¸ c˜ ao do seu trabalho num livro intitulado A Aura Humana. com uma base s´ olida que lhes fornecemos. depois. J. no Hospital de Santo Tom´ as. 3 O termo ´ e uma aglutina¸ ca ˜o de “aura” e “spectacles” (N. Tratamos de maneira geral esta clarividˆ encia et´ erea e agora vamos abordar outros tipos e aqui nos permitimos dividir nosso assunto em quatro variedades de trabalho bem definidas. passaremos ao verdadeiro trabalho de desenvolvimento.com suplementos de vidro colorido que se diz produzirem os mesmos efeitos que as telas de dicianina.tamb´ em ´ oculos .que se chamam “auraspecs”3 . Clarividˆ encia espacial. 3. muitos anos atr´ as. Temos. por isso: 1. O trabalho pioneiro nesta linha de pesquisa foi desenvolvido por um eletricista m´ edico de nome W.

obrigaram-nos a experimentar. porque a faculdade que usamos no decurso de qualquer n´ ıvel. vergonha ou medo e. Antes de prosseguir achamos de bom alvitre arredar de nossa frente este ponto puramente psicol´ ogico. existe uma explica¸ c˜ ao psicol´ ogica corret´ ıssima desta simpatia ou antipatia. as lembran¸ cas n˜ ao se perderam. quando tiverem lido o que temos a dizer a respeito dele. embora na pr´ atica atual seja sempre dif´ ıcil fazer isto. Todavia. Na maioria de nossa vidas houve pessoas que. por um lado. Temos esquecido as pessoas e os incidentes com que nem sequer tenhamos pensado nisso. felicidade e confian¸ ca. Todavia. Se quisermos manter verdadeiro equil´ ıbrio psicol´ ogico e autocontrole. ele n˜ ao precisa ser atribu´ ıdo necessariamente ` a percep¸ c˜ ao clarividente. Clarividˆ encia psicol´ ogica Trata-se aqui de nome que n´ os mesmos inventamos para abranger um certo tipo de clarividˆ encia e acreditamos que os leitores conseguir˜ ao ver por que foi que escolhemos este nome. alegria. vamos estabelecer uma diferencia¸ c˜ ao entre estas formas de faculdade e as trataremos separadamente. de um modo ou de outro. por conveniˆ encia de estudo. Fulano”. isto tudo. pois foram simplesmente tolhidas de nossa vista e jogadas nas profundezas do subconsciente. Trataremos delas separadamente. possa de repente proporcionar novos n´ ıveis de percep¸ c˜ ao. reza o velho ditado que ´ e continuado pelo outro que diz “E n˜ ao sei te dizer por que n˜ ao te topo”. ´ e muito importante que essas 13 . quando n˜ ao desejamos a sua manifesta¸ c˜ ao. porque esse sentimento brota das profundezas de nossa subconsciˆ encia. “Eu n˜ ao vou com a tua cara. e muitas vezes n˜ ao conseguimos dizer qual a raz˜ ao disso. por outro. Mas. ainda que dirigida por n´ os em todo esse n´ ıvel. A maioria de n´ os somos familiarizados com essas curiosas atra¸ c˜ oes e repulsas que sentimos por muitas pessoas.Cap´ ıtulo 2 Tipos de clarividˆ encia No cap´ ıtulo anterior especificamos quatro variedades de experiˆ encia clarividente. dor. Existem algumas pessoas de que n´ os instintiva e espontaneamente gostamos ou n˜ ao gostamos.

os sentimentos que costumavam ser despertados. ela vem cercada tamb´ em por uma atmosfera mental e emocional. definida e ampla do que est´ a sendo observado. ´ e uma criatura que n˜ ao merece confian¸ ca e que tememos. parece que as imagens visuais propiciam. que nossas lembran¸ cas muitas vezes s˜ ao esquecidas. esta atmosfera emocionalmental misturada costuma ser mais vida do que qualquer simples imagem visual. e ´ e a soma de imagem visual. Em muitos outros casos. sem ilustra¸ c˜ ao ou atmosfera. e isso ´ e o efeito emocional. o que pode muito bem transformar-se numa percep¸ c˜ ao completamente informe na qual todos os pormenores . sempre h´ a algo que ressurge. Mesmo que a recorda¸ c˜ ao mental do amigo ou inimigo de outros tempos n˜ ao se reavive. porque nestas circunstˆ ancias podem muito bem transformar-se numa esp´ ecie de cˆ ancer mental e emocional. a imagem torna-se mais definida e a atmosfera menos manifesta. mas a coisa ´ e completamente diferente. uma compreens˜ ao curiosa. No come¸ co do desenvolvimento clarividente. esta faculdade ps´ ıquica traz consigo muito mais do que um simples quadro visual. que bloqueia o livre fluxo de vitalidade e interfere nas atividades regulares da mente. informe e perceptiva. at´ e certo ponto. quando exercemos a faculdade clarividente. ` a medida que prossegue. Assim. Ent˜ ao. quando se aborda o assunto da clarividˆ encia. um belo dia topamos com algu´ em cujo rosto ou atitude se parecem tremendamente com os do nosso amigo ou inimigo anterior e. o que explica muitas simpatias e antipatias repentinas que nos afetam.lembran¸ cas n˜ ao sejam repelidas demasiado fundo nas profundezas.s˜ ao substitu´ ıdos por uma percep¸ c˜ ao clara e muito bem definida que. Podemos muito bem achar que o primeiro est´ agio ´ e o que parece ser 14 . Chegamos aqui a um ponto que muitas vezes ´ e negligenciado. que pode muito bem ser um sujeito bom e agrad´ avel. acontecimentos subsequentes provaram que nosso instinto estava perfeitamente certo. embora n˜ ao sejam reprimidas t˜ ao fundo na nossa mente. Prosseguindo este ritmo. Acontece. e essa carga emocional ´ e projetada no estranho com que deparamos. ou “efeito”. por´ em. mas. h´ a poucos dias tivemos um exemplo pessoal disso. embora conscientemente n˜ ao nos recordemos daquela pessoa. sentimos que “Fulano”. oferece a personalidade ativa uma compreens˜ ` ao cabal. por´ em. de sentimento emocional e de ideias mentais que penetram na consciˆ encia ativa. Veremos isto de novo quando abordarmos a parte que os s´ ımbolos desempenham na clarividˆ encia. Estamos sujeitos a pensar em clarividˆ encia como uma simples vis˜ ao. Quando ela brota atrav´ es dos n´ ıveis subconscientes. Trˆ es n´ ıveis de percep¸ c˜ ao N˜ ao estamos dizendo que isto seja a sequˆ encia autom´ atica do desenvolvimento. esta com quem nos deparamos recentemente fere uma corda em nossa mem´ oria.proporcionados pelas imagens visuais e pela atmosfera mental-emocional . Essa proje¸ c˜ ao psicol´ ogica ´ e muito comum.

e muito possivelmente deve ter-se convencido de que aquilo em que estava olhando n˜ ao era o homem real. Sentado no quarto assombrado ele deve estar vendo por¸ c˜ oes indistintas de fosforescˆ encia em v´ arias partes. e ele pˆ ode reagir a esta atmosfera numa maneira marcante. a atmosfera foi muito mais definida do que a imagem do homem. aproximando-se da sua vis˜ ao. Existe uma diferen¸ ca sutil mas real entre estas marcas na atmosfera ´ dif´ e a presen¸ ca de um ser vivo. A medida que a for¸ ca se intensifica. se estivesse olhado para um ser vivo. Agora. aos poucos a pessoa vai se tornando cˆ onscia da qualidade da vida na forma em que ´ e percebida. Voltaremos a este ponto quando abordarmos a quest˜ ao dos s´ ımbolos e do seu uso na clarividˆ encia. o qual fita taciturnamente a lareira. Da mesma maneira que o segundo vidente. Vejamos o que nosso clarividente do primeiro n´ ıvel provavelmente ir´ a experimentar. por um momento perdeu tanto a forma como a atmosfera. Neste caso. agu¸ cando sua percep¸ c˜ ao. Nosso clarividente do segundo tipo n˜ ao foi afetado muito intensamente pela atmosfera de depress˜ ao e melancolia. sentiria a for¸ ca pessoal e a individualidade do homem. nosso clarividente experimentou um sentimento irreal curioso com esta forma. e na sua mente ergueu-se um “bloco de conhecimentos”.melhor para n´ os. Essas correntes certamente provocar˜ ao emo¸ c˜ oes similares em sua ` mente. emo¸ c˜ oes de depress˜ ao e melancolia. se assim pudermos dizer. primeiro conscientizou-se da atmosfera ps´ ıquica pesadamente carregada do quarto e. com muita intensidade. certas correntes emocionais dentro do quarto. possivelmente ver´ a a figura fracamente luminosa de um senhor de idade avan¸ cada sentado na cadeira em frente. percebeu tamb´ em como se mantivera em semelhante for¸ ca desde sua primeira cria¸ c˜ ao e conscientizou-se de que medidas deviam ser tomadas para destruir essa for¸ ca e limpar o lugar para que pudesse ser novamente habitado. nuvens fracamente luminosas que se espalham ` a sua volta e sem d´ uvida “sentir´ a”. Sem nenhuma sombra de d´ uvida. ele percebeu como se formara naquele quarto a atmosfera de melancolia. ao passo que. mas pˆ ode observar mais de perto e claramente a imagem visual do homem. 15 . como ele a descreveu. mas uma marca ou sombra de algu´ em que vivera naquela casa e usara aquele quarto. viu clara e distintamente a forma que tamb´ em seus dois amigos tinham visto. e outros mais podem achar que eles mesmos est˜ ao come¸ cando no terceiro n´ ıvel de percep¸ c˜ ao. Como ali´ as se deu. Outros podem julgar que a seu ver est˜ ao iniciando no segundo n´ ıvel. nosso terceiro tipo de clarividente “disparou na escala”. E ıcil descrever essa diferen¸ ca. Com nosso clarividente do primeiro tipo. depress˜ ao e suic´ ıdio. reconheceu que a forma n˜ ao passava de uma simples “imagem na luz astral”. depois. Abrindo sua faculdade clarividente.

foram verdadeiras casas de ora¸ c˜ ao e de louvor e onde os dois mundos uniramse intimamente mediante o trabalho de fi´ eis pastores e carinhosas pessoas. Estas atmosferas podem ser captadas pelo clarividente. Eles s˜ ao inferiores num sentido. n˜ ao ´ e porque queiramos que os outros dois sejam encarados como inferiores pessoalmente. Na realidade. visto que 16 . Existe um poema que se enquadra muito bem com ele. podemos recomendar-lhes a leitura de uma das pequenas f´ abulas de Rudyard Kipling intitulada “O Cirurgi˜ ao Dom´ estico”. Ficamos sabendo que. o inquilino era um pe˜ ao bastante simpl´ orio. deixem-no l´ a morar. conforme pudemos confirmar com nossa pr´ opria experiˆ encia. constatamos que as descobertas do nosso clarividente estavam corretas. na esteira dos s´ eculos. Queremos crer que esta ilustra¸ c˜ ao de pr´ atica clarividente nos possibilitar´ a ver a que estivemos aludindo nestas u ´ltimas p´ aginas. Se procuramos demonstrar que o terceiro tipo ´ e o melhor dos trˆ es. uns dez anos antes da nossa visita.” Evidentemente. existem poderosas e ben´ eficas for¸ cas e influˆ encias que se irradiam das genu´ ınas pedras desses lugares que. ´ e verdade o que a B´ ıblia diz: “Nenhum homem vive sozinho”. De medo. Clarividˆ encia n˜ ao ´ e absolutamente t˜ ao simples como alguns julgam que seja. n´ os mesmos sentimos o forte impulso de suic´ ıdio. que conseguimos fazer.Atmosferas Neste caso particular. Foi uma experiˆ encia verdadeira. Pois o pensamento recebeu medo e poder de descer ao inferno. Nestes termos. e um verso dele pode ser interessante para os meus leitores: “Se o pensamento pode chegar at´ e o c´ eu. e por experiˆ encia direta tamb´ em n´ os ficaremos sabendo que temos uma grave responsabilidade por essas condi¸ c˜ oes que estamos continuamente criando ` a nossa volta para ajuda ou estorvo de nosso companheiro. mas estes trˆ es n´ ıveis s˜ ao os que em geral se nos deparam. Durante muitos anos. revelaram-se eficientes. sentar-se em seu quarto e por-se a matutar sobre seus erros reais e imagin´ arios. “O Canto do Rabino”. andara com a mania de. o diagn´ ostico clarividente e o sucessivo tratamento. E finalmente acabou suicidando-se. ao voltar do seu trabalho. a clarividˆ encia ´ e tamb´ em de grande serventia no que podemos chamar de “aconselhamento ps´ ıquico” e nisso os clarividentes de todos os trˆ es tipos podem executar um bom trabalho. Desconcertam e fustigam a moradia que tu deixaste para tr´ as. A atmosfera que deixou atr´ as de si era consideravelmente fatal. a desola¸ c˜ ao e a escurid˜ ao de tua mente. Se os leitores quiserem ler uma representa¸ c˜ ao imagin´ aria escrita por um mestre da arte de contar hist´ orias. antes de sua morte por suic´ ıdio. Quando procuramos nos informar. o que foi uma comum experiˆ encia de qualquer pessoa que ficasse naquele quarto durante o tempo que fosse.

em imagens visuais.s˜ ao est´ agios no desenvolvimento do terceiro tipo. A partir da ´ epoca de Denton. Este fato isolado despertou o interesse de um tal Dr. por mais curioso que pare¸ ca. a aten¸ c˜ ao do Prof. para Denton psicometria era o dom que permitia que uma pessoa medisse a alma das coisas. elas acham que em suas mentes surgem quadros ofuscados e mo¸ c˜ oes. come¸ cavam a revelas sintomas que seriam produzidos neles por uma verdadeira dose da droga em quest˜ ao. ele experimentava um curioso gosto met´ alico. mas trataremos destes quando chegarmos ` a forma de clarividˆ encia que denominamos Clarividˆ encia Espiritual. Clarividˆ encia no espa¸ co e no tempo Agora passamos ao que denominamos Clarividˆ encia Espacial: isto ´ e. quase imediatamente depois de segurarem esses frascos. que captasse de um objeto o prontu´ ario de sua hist´ oria. a qual utiliza um objeto como um ponto de partida e de referˆ encia. Em nossos dias. Ann Denton Cridge. Existem n´ ıveis mais elevados. Realizou uma exaustiva s´ erie de testes. 17 . Ele chamou de “Psicometria” esse poder de ler o passado mediante o uso de algum objeto como um centro de concentra¸ c˜ ao. que fez experiˆ encias com seus estudantes. algo de sua hist´ oria passada. Rhodes Buchanan. Os resultados de suas pesquisas foram publicados num livro intitulado A Alma das Coisas. Conforme j´ a dissemos. Aqui deparamos com dois m´ etodos clarividentes desta esp´ ecie. temos que remontar ao tempo da guerra civil americana. e isso n´ os consideramos o aspecto mais elevado deste n´ ıvel de percep¸ c˜ ao ps´ ıquica. o objeto pode ser omitido e muitas pessoas exercitam esta clarividˆ encia no tempo sem ter a m´ ınima ideia do que est˜ ao fazendo. Constatou que conseguia ver. eles resmungam contra os espiritualistas e os seus aliados que empregam a palavra num sentido como foi entendido originariamente. a psicometria pode ser exercida sem utilizar um objeto. Denton. Embora n˜ ao estejam cˆ onscias de possu´ ırem qualquer poder ps´ ıquico. quando lhes pedia que segurassem frascos contendo drogas poderosas. na qual cortou qualquer possibilidade de a¸ c˜ ao telep´ atica entre ele e sua irm˜ a. Trata-se de um termo formado de duas palavras gregas que significam “a alma” e “a medida”. Um bom dicion´ ario oferecer´ a os dois sentidos da palavra. psicometria ´ e realmente clarividˆ encia no tempo. os modernos psic´ ologos passaram a usar a palavra psicometria numa maneira totalmente diferente e. sempre que tocava uma pe¸ ca de metal. Em seus termos mais simples. por sua vez. que desenvolveu experiˆ encias com a ajuda de sua irm˜ a. quando tocam m´ oveis velhos ou antiguidades. mas a concentra¸ c˜ ao nele ajuda a manter ativa a faculdade clarividente dentro de certos limites determinados. Suas pesquisas atra´ ıram. mesmo em escurid˜ ao como breu. clarividˆ encia no espa¸ co e no tempo. se segurasse um esp´ ecime geol´ ogico diante de sua testa. Um certo General Polk constatou que. Assim sendo. Verificou que alguns estudantes. a Sra. um famoso ge´ ologo da ´ epoca. Para explicar isto.

olhando para baixo numa rua movimentada. Previs˜ ao e probabilidade Na realidade. Agora chegamos a um aspecto muito diferente e dif´ ıcil do assunto. em sua maioria.T. Se pensamos num homem em p´ e numa janela de um bloco de apartamentos altos. enquanto que outras se referem a outras partes. o que dizer das coisas que ainda n˜ ao sucederam e que o clarividente ` as vezes percebe? Que essa previs˜ ao ´ e poss´ ıvel. numa esp´ ecie de registro cinematogr´ afico vivo de tudo o que aconteceu no mundo. diz-se que os livros eram abertos e as almas julgadas pelo registro dos seus feitos. o sentimento de importˆ ancia pode aumentar a tal ponto de transform´ a-lo num egoman´ ıaco. que tem dois aspectos. Primeiro. podemos muito bem 1 A B´ ıblia crist˜ a´ e o mesmo que o Novo Testamento. Podemos compreender que o registro de tudo o que aconteceu tenha sido preservado na maneira como descrevemos. ao passo que outros foram. No Egito antigo o registro era lido em voz alta quando a alma de uma pessoa falecida era julgada no al´ em e era tida como essa alenca¸ c˜ ao imperec´ ıvel. “Anima Mundi” ´ muito f´ E acil pensarmos numa exposi¸ c˜ ao c´ osmica de quadros. em segundo lugar. 18 . na Revela¸ c˜ ao de S˜ ao Jo˜ ao1 . mas. ainda n˜ ao compreendemos “como” ´ e que a faculdade trabalha. Alguns desses meios de levar a faculdade a agir revelaram-se bons. mas pode ser tamb´ em que nas duas religi˜ oes houvesse um conhecimento da existˆ encia deste registro c´ osmico. Parece t˜ ao maravilhoso que seja capaz de predizer o futuro. na B´ ıblia crist˜ a. algumas das quais abrangem certas partes dos fatos. N˜ ao obstante. que o jovem ps´ ıquico acabe ficando boquiaberto por um sentimento de importˆ ancia ao ser consultado pelos que desejam saber alguma coisa do que est´ a para acontecer-lhes no futuro. este poder de previs˜ ao constitui uma atra¸ c˜ ao muito grande e um enorme perigo. ´ poss´ E ıvel que esta imagem do Livro de Cadastro estivesse na mente do vidente que escreveu o Livro da Revela¸ c˜ ao.a “Alma do Mundo” e. existe uma forma de previs˜ ao que pode oferecer uma explica¸ c˜ ao racional. Este aspecto da clarividˆ encia no tempo constituiu-se no maior fasc´ ınio que este assunto poderia oferecer e atrav´ es de toda a hist´ oria cadastrada este poder de previs˜ ao tem sido procurado em todas as culturas e por muitos meios. ele tender´ a a atenuar sua faculdade e depois achar que ela n˜ ao ´ e mais digna de confian¸ ca. Aqui ´ e que est´ a o perigo.). ao que se deu o nome de Anima Mundi . no oriente. n˜ ao h´ a d´ uvida alguma.Esta percep¸ c˜ ao clarividente ´ e muito mais comum do que em geral se constatava. Para o clarividente em desenvolvimento. embora haja muitas teorias. decididamente maus. o Livro da Revela¸ ca ˜o de S˜ ao Jo˜ ao ´ e o Apocalipse (N. o Registro Ak´ ashico.

da sequˆ encia de A¸ c˜ ao e Rea¸ c˜ ao. se os outros fatores que mencionamos entram no cen´ ario. esta explica¸ c˜ ao n˜ ao ´ e poss´ ıvel. Mas presentemente n˜ ao sabemos como ´ e que ela funciona!”. e se a lata de tinta continuar caindo sem tocar em nenhum ressalto do pr´ edio. mas podemos muito bem ignor´ a-los. ele pode deparar tamb´ em com um pintor no topo de uma escada comprida e. o discernimento de esp´ ıritos n˜ ao ´ e t˜ ao f´ acil como 19 . Para o p´ ublico em geral a palavra clarividˆ encia significa uma ou as duas coisas: pode-se ver tanto esp´ ıritos ou pode-se predizer o futuro.se a tinta se entorna numa ´ area consider´ avel . mas nos reinos da f´ ısica existem uma ou duas coisas significantes que parecem apontar para esta possibilidade. ou pode-se fazer as duas coisas. Sejamos pragm´ aticos e digamos simplesmente: “A previs˜ ao ´ e um fato. e somos levados a tentar entender o paradoxo de que um efeito futuro possa vir antes que sua causa. pouquinho antes que a senhora chegue aos p´ es da escada. ser´ a a pr´ atica de predizer o futuro. pode aparentemente estar ao mesmo tempo em dois lugares! Todo este assunto est´ a ligado com as ideias filos´ oficas de Destino e Vontade Livre. nosso observador seria plenamente justificado se gritasse ` a madame: “A senhora vai sofrer um acidente imediatamente!” Se ela continuar na presente velocidade e n˜ ao se virar para apreciar alguma coisa exposta nas vitrinas que lhe chama a aten¸ c˜ ao. A Quarta Dimens˜ ao. o resultado pode ser calculado na mente mais profunda do clarividente. A medida que seus olhos percorrem a rua. sob certas condi¸ c˜ oes. pode ver o pintor largar sua lata de tinta que cai e come¸ ca a entornar na cal¸ cada. Evidentemente. na medida em que essas for¸ cas continuam como s˜ ao. Mas. Seja como for. o fato observado de que um el´ etron. embora n˜ ao de toda ela inteira. O observador clarividente vˆ e o poss´ ıvel desenvolvimento de certas for¸ cas relacionadas com a pessoa em quest˜ ao e. Avaliando a rapidez com que a tinta est´ a se espalhando e a velocidade com que a senhora est´ a se aproximando do lugar em que a lata de tinta bater´ a na cal¸ cada. isto parece violar todas as leis da mente. Os que n˜ ao encaram as pessoas como um caso de tratamento psiqui´ atrico podem causar-lhes muitos problemas com sua cren¸ ca ingˆ enua na exatid˜ ao de sua clarividˆ encia. que interessar´ a o nosso leitor. de excˆ entricos e de pseudo-fil´ osofos. a Quinta Dimens˜ ao e muitos outros termos s˜ ao usados com uma aura de conhecimento. mais do que as teorias a seu respeito.e pode-se por isso dizer que ela sofreu um ligeiro acidente.imaginar que esteja observando os passos de uma senhora que est´ a exami` nando rapidamente as vitrinas das lojas que ficam no outro lado da rua. No entanto. e constitui-se no bem-aventurado para´ ıso de todos os tipos de te´ oricos.o vestido da senhora pode ficar manchado com tinta da lata que se espatifou no ch˜ ao . Em outros casos. por exemplo. por´ em. Trata-se de uma poss´ ıvel explica¸ c˜ ao de alguma previs˜ ao. ent˜ ao a previs˜ ao acaba falhando ou . a previs˜ ao do nosso observador pode muito bem concretizar-se. quando tiver come¸ cado a desenvolver os seus poderes clarividentes e houver sido suficientemente prudente no sentido de informar seus amigos a prop´ osito disso.

Na verdade. Clarividˆ encia astral Agora vamos abordar o pr´ oximo tipo de clarividˆ encia que denominamos Clarividˆ encia Astral. Existem muito poucos clarividentes que podem resolutamente e com firmeza exercer o poder de previs˜ ao. A geomancia com areia e o I’Ching. como o uso de folhas de ch´ a ou de borra de caf´ e deixada na x´ ıcara. e a predi¸ c˜ ao do futuro tem seus escolhos. O poder de todos estes m´ etodos jaz no pr´ oprio operador. se a clarividˆ encia da pessoa propicia previs˜ ao. n˜ ao nas folhas de ch´ a. que podem ser utilizados para despertar a faculdade clarividente e dirigi-la nesta linha de previs˜ ao. e muito especialmente nas conclus˜ oes que tiramos daquilo que vemos. n˜ ao podem deixar de existir as cartas de tarˆ o. N˜ ao ´ e um assunto f´ acil. pois depende muito das condi¸ c˜ oes de vida da pessoa. e precisaremos considerar o assunto muito seriamente antes de apresentar qualquer decis˜ ao. como regra geral. pensando que o infort´ unio o espera. Existem certos artif´ ıcios.os n˜ ao instru´ ıdos parecem pensar. No entanto. tampouco nas figuras de tarˆ o. saberemos como justificar-nos no tribunal da nossa consciˆ encia? Estes e muitos outros pontos de debate acham-se ligados a esta quest˜ ao da predi¸ c˜ ao do futuro. A mais singela palavra que se proferir muitas dessas pessoas a tornar˜ ao como sendo a voz da verdade e procurar˜ ao ordenar suas vidas pela predi¸ c˜ ao que lhes for feita. n´ os entramos num relacionamento ´ ıntimo com as vidas interiores dos que fazem a consulta. a pessoa pode ent˜ ao decidir se lhe ´ e correto utiliz´ a-la para este objetivo. Tudo depende do tipo de faculdade clarividente que a pessoa possa desenvolver. medos e d´ uvidas. com suas esperan¸ cas. pois n˜ ao devemos esquecer que o fato de uma pessoa ser clarividente n˜ ao lhe garante o dom de previs˜ ao. Ser´ a que temos n´ os o direito moral de nos arvorarmos em or´ aculo? Ser´ a que nossas descobertas ser˜ ao poderosa sugest˜ oes que agem nas mentes dos nossos participantes das sess˜ oes? Poderemos n´ os arcar com a responsabilidade que aceitamos? Se um dos nosso clientes interpreta erradamente nossa mensagem e cometer suic´ ıdio. Ler o destino No entanto. evidentemente. H´ a um teste real que a pessoa deve enfrentar. Nesta predi¸ c˜ ao do futuro. semelhante uso do poder deveria ser empregado muito parcimoniosamente. em todo trabalho de clarividˆ encia come¸ caremos a constatar que temos que ser muito cuidadosos no que descrevemos. nem na borra de caf´ e. podemos ser assediados pelos que querem que lhes leiam o futuro e. nos pontos na areia ou nas posi¸ c˜ oes com que as varinhas de I’Ching ficam quando caem. Com isto queremos significar a percep¸ c˜ ao de seres 20 . que podem ser usadas pelo clarividente para dirigir sua vis˜ ao para o futuro e.

que est´ a apenas come¸ cando a abrir sua vis˜ ao ps´ ıquica. ent˜ ao sua subconsciˆ encia fornece-lhes 21 . tudo isto vive e tem sua existˆ encia nos reinos et´ ereos e astrais.aparentemente vivos que n˜ ao possuem corpo f´ ısico. por exemplo): tijolos.que come¸ caremos a ver se a clarividˆ encia se desenvolve ao longo desta linha . Os Devas ou “Os Brilhosos”. Quer empreguemos ajuda mecˆ anica ou usemos nossa pr´ opria energia f´ ısica. o cen´ ario astral . se quisermos construir algo (como uma casa. estaremos sempre trabalhando contra o que podemos chamar o peso e a in´ ercia da mat´ eria f´ ısica. as dr´ ıades e as or´ eades da cren¸ ca grega. os quais criam seu pr´ oprio cen´ ario e condi¸ c˜ oes. embora estas n˜ ao possam ser descritas em termos terrestres. Inteligˆ encias n˜ ao-humanas As inteligˆ encias n˜ ao-humanas deste n´ ıvel astral n˜ ao possuem nenhuma forma semelhante ` a do homem. e assim por diante. Por causa disso e devido ` a sua pr´ opria consciˆ encia condicionada ` a terra. o que pode causar-nos consider´ avel confus˜ ao em nossas primeiras aventuras clarividentes nestes reinos.´ e formado pelos pensamentos e emo¸ c˜ oes dos que nele habitam. “As Nobres” da tradi¸ c˜ ao c´ eltica. a menos que tenhamos treinado a resistir-lhe. Algumas desas entidades podem ser vistas ` a medida que nossa clarividˆ encia come¸ ca a desenvolver-se. mas pl´ astica e capaz de ser modelada pelo poder do pensamento e do desejo. sem d´ uvida ele cometer´ a muitos erros at´ e que finalmente compreenda corretamente o que percebe em vis˜ ao ps´ ıquica. cimento. as n´ aiades. visto que a substˆ ancia daquele mundo n˜ ao ´ e t˜ ao densa e inerte. Por causa da natureza pl´ astica do astral. e suas atividades formam um campo fascinante de estudo para o investigador clarividente. ´ neste campo de trabalho clarividente que precisaremos usar o m´ E aximo cuidado. ele sente-se desnorteado pela complexidade do mundo em que est´ a olhando. A mat´ eria daquele reino de existˆ encia. encontra dificuldade em sair-se da situa¸ c˜ ao que o cerca. o clarividente. mas tˆ em suas formas pr´ oprias. Se o clarividente entra em contato com esses seres n˜ ao-humanos. que chamamos de n´ ıveis astrais. ´ e muito diferente daquela do mundo f´ ısico. telhas. e nem todos eles ser˜ ao amigos. porque estaremos entrando em contato consciente com seres vivos de muitos diferentes tipos. por´ em. a mat´ eria ´ e s´ olida e temos que mover v´ arios pedacinhos de mat´ eria de um lugar para outro. bem como o povo de fadas e duendes. Nos n´ ıveis astrais. embora estes sejam de uma esp´ ecie inintelig´ ıvel para a mente humana at´ e o momento em que ela for treinada a perceber semelhantes efeitos n˜ ao-humanos. Por conseguinte. H´ a seres que s´ o existem nestes n´ ıveis astrais e et´ ereos. Aqui na terra. as coisas s˜ ao bem diferentes. vigas. os Esp´ ıritos dos Elementos. Teremos tamb´ em que cultivar o poder de resistir ao fasc´ ınio que alguns desses seres podem exercer sobre n´ os.

“uma moradia e um nome local”. Isto costuma corporificar-se numa imagem tradicional. Assim, as vidas element´ arias das quatro modalidades da mat´ eria, os assim chamados quatro elementos, eram visualizados em tempos da Idade M´ edia como gnomos, s´ ılfides, undinas e salamandras. Em outras na¸ c˜ oes e outras ´ epocas, o homem atribu´ ıa-lhes diferentes formas e, em seu livro Sonho de uma Noite de Ver˜ ao, Shakespeare conseguiu que se criassem in´ umeras “formas de fadas” mediante as visualizantes imagina¸ c˜ oes de incont´ aveis frequentadores de teatro. Tais formas s˜ ao rapidamente captadas e usadas pelos esp´ ıritos element´ arios e nessas aparˆ encias exteriores s˜ ao muitas vezes vistas pelos clarividentes. Assim, de muitas maneiras, este grande mundo do astral ´ e bem conhecido como o Mundo de Ilus˜ ao. Ao mesmo tempo, as ilus˜ oes acham-se nas aparˆ encias artificialmente criadas desse mundo; em si, ´ e t˜ ao real como qualquer outro reino da Natureza. Apresentamos este esbo¸ co muito breve das condi¸ c˜ oes astrais, de modo que se possa entender algo da maravilhosa complexidade do assunto; mas, para o objetivo para o qual este livro foi escrito, n˜ ao h´ a necessidade de entrar em mais considera¸ c˜ oes particularizadas dos n´ ıveis astrais. A menos que empreendamos uma investiga¸ c˜ ao ps´ ıquica muito especial, tal detalhe n˜ ao ´ e realmente necess´ ario - embora evidentemente quanto mais soubermos, mais aptos estaremos para usar nosso dom. Mas, exatamente como, na vida terrena, desenvolvemos gradualmente nossos poderes e aprendemos pela experiˆ encia a us´ a-los, assim neste reino ps´ ıquico a experiˆ encia ´ e um mestre excelente. Clarividˆ encia espiritual2 Abordamos agora o u ´ltimo tipo de clarividˆ encia - a que chamamos de Clarividˆ encia Espiritual. Antes de come¸ carmos a tratar deste tipo de vis˜ ao, teceremos algumas considera¸ c˜ oes em torno da palavra “espiritual”, porque muitas vezes ela ´ e totalmente mal interpretada. Existem certas escolas filos´ oficas que, ao que acreditamos, constru´ ıram um corpo muito irreal de ensinamentos sobre essas interpreta¸ c˜ oes errˆ oneas. Achamos que a coisa ´ e assim, mas nestes assuntos s´ o podemos pˆ or em evidˆ encia o que acreditamos ser a verdade e, visto que as abordagens da verdade variam enormemente, n˜ ao podemos responsabilizar-nos por n´ os mesmos ou por nossa escola particular filos´ ofica. Queremos que nossos leitores considerem, com um esp´ ırito aberto, as ideias que agora vamos apresentar-lhes. A ideia geral de esp´ ırito, onde a ideia de sua realidade ´ e aceita, ´ e a de um estado de existˆ encia totalmente oposto ` a mat´ eria, e dela distinto, mais especialmente a mat´ eria do mundo material, e do corpo material que n´ os usamos nesse mundo. Pois bem, esta ideia da oposi¸ c˜ ao total e completa entre o esp´ ırito e a mat´ eria ´ e um
2

N.Transcritor: na verdade esta se¸ ca ˜o deveria se chamar: O que ´ e espiritual

22

ensinamento que se insinuou no cristianismo em seus primitivos dias e, numa forma ou noutra, continua ainda conosco. Antigamente, era ativo na Igreja primitiva sob a denomina¸ c˜ ao conhecida por heresia manique´ ısta, pois o seu criador nessa forma particular foi um certo professor de nome Manes, que finalmente encontrou a morte nas m˜ aos dos sacerdotes m´ agicos da religi˜ ao persa do zoroastrismo. Mais tarde, na hist´ oria do ocidente, ela reapareceu como o puritanismo que amargurou o campo religioso dos s´ eculos dezesseis e dezessete. Ora, se a mat´ eria ´ e m´ a de maneira t˜ ao absoluta e est´ a eternamente em oposi¸ c˜ ao ao esp´ ırito, ent˜ ao a melhor coisa que uma pessoa religiosa tem que fazer ´ e virar-lhe as costas e concentrar-se inteiramente nas virtudes do esp´ ırito. Mais particularmente, deve repudiar e reprimir todos os instintos naturais do corpo f´ ısico que est´ a vestindo, esse corpo “vil”, conforme o encararia. Contudo, tanto dentro como fora do cristianismo, sempre houve os que ` vezes chegaram a repudiaram esta vis˜ ao tacanha e pervertida da vida. As cometer excessos em seu rep´ udio e as ideias extremamente amb´ ıguas que expunham eram t˜ ao m´ as quantos as austeras ideias que eles substitu´ ıam. Tamb´ em em nossos dias deparamos com semelhante rejei¸ c˜ ao do puritanismo e, mais uma vez, algumas pessoas est˜ ao levando sua revolta a tais extremas amplitudes que est˜ ao come¸ cando a produzir condi¸ c˜ oes que s˜ ao t˜ ao ruins quanto as que repudiaram! Pois bem, no sistema de pensamento a que nos dedicamos, a virtude, a sensatez e a verdadeira espiritualidade situam-se no ponto a meio caminho entre os extremos. Acreditamos que todas as coisas materiais s˜ ao t˜ ao boas e t˜ ao santas como as coisas espirituais. N˜ ao existe nenhuma inimizade eterna entre o esp´ ırito e a mat´ eria, pois eles constituem os dois polos da existˆ encia manifesta, e ´ e no uso equilibrado dos princ´ ıpios espirituais e materiais que se situa a via do progresso. Da´ ı, pois, a raz˜ ao por que a verdadeira espiritualidade n˜ ao significa que devamos repudiar o mundo material e todas as ocorrˆ encias que nele se d˜ ao, que subjuguemos e pisoteemos nosso corpo material com todos os seus maravilhosos instintos e mecanismos, ou que nos concentremos completamente em nosso “desenvolvimento espiritual” imagin´ ario, ignorando todas as nossas obriga¸ c˜ oes manifestas que ´ claro que n˜ temos para com nossos semelhantes. E ao podemos isolar-nos por completo, porque “nenhum homem ´ e uma ilha”, mas podemos pautar-nos por tal atitude que reduzimos a um mero pingo as energias doadoras de vida do universo; energias que s˜ ao essenciais para nossa existˆ encia sadia. Nossos leitores podem perguntar: o que tem tudo isto a ver com o desenvolvimento da clarividˆ encia? Claro que podemos desenvolver a faculdade clarividente sem nenhuma perspectiva religiosa ou moral em nossa mente; as faculdades ps´ ıquicas nada tˆ em a ver com as normas morais ou ´ eticas. Com efeito, muitos entre n´ os, como resultado de longo estudo do assunto, creem que alguns dos mais deplor´ aveis transgressores dos existentes c´ odigos morais e ´ eticos assim se comportam porque, sem o saberem, de certa forma s˜ ao 23

ps´ ıquicos naturais e por isso est˜ ao abertos a press˜ oes telep´ aticas e tenta¸ c˜ oes que a pessoa que n˜ ao ´ e ps´ ıquica, normalmente n˜ ao experimenta. Por isso, sem nenhum padr˜ ao religioso ou ´ etico, podemos desenvolver estas capacidades ps´ ıquicas, uma vez que s˜ ao em si poderes naturais exatamente como o s˜ ao os sentidos f´ ısicos. Clarividˆ encia: um poder natural Todo o mundo possui estas faculdades, mas saber se elas est˜ ao em vias de emergir do subconsciente, isto ´ e outra coisa. Em algumas pessoas, acham-se perto da superf´ ıcie; em outras, est˜ ao de tal modo profundas que o tempo necess´ ario para trazˆ e-las at´ e a consciˆ encia ativa poderia muito bem ser aplicado em setores de esfor¸ co mais efetivo. Aqui uma analogia pode ser de valia. Tomemos o caso de duas pessoas, uma das quais parece ter nascido com um sentido musical acentuado, ao passo que a outra aparentemente n˜ ao est´ a dotada de nenhuma queda musical de esp´ ecie alguma. No primeiro caso, um curso relativamente curto de aulas musicais revelaria que essa pessoa ´ e um m´ usico esplˆ endido, ao passo que o outro homem provavelmente n˜ ao seria m´ usico algum, mesmo depois de vinte anos de aulas, e o tempo que ele gastou neste v˜ ao esfor¸ co poderia ser empregado em fins mais ele´ um poder natural. vados. O mesmo se d´ a com a faculdade clarividente. E Se dermos a impress˜ ao de termos frisado este particular em demasia, notese ent˜ ao que ´ e porque campeia uma ideia errada de que as faculdades s˜ ao “dons oriundos dos deuses”, e n´ os mantemos este erro em voga ao falarmos de dons ps´ ıquicos. Uma tradu¸ c˜ ao errˆ onea de parte de uma carta de S˜ ao Paulo aos seus convertidos de Corinto fala de “dons espirituais”, mas uma tradu¸ c˜ ao mais adequada seria “dons ps´ ıquicos”; e aparentemente S˜ ao Paulo se referia ` a manifesta¸ c˜ ao desses poderes sob a influˆ encia do Esp´ ırito Santo. Os te´ ologos crist˜ aos costumam referir-se a eles como os carismas ou “dons”, corroborando assim esta ideia da natureza das faculdades ps´ ıquicas. Evidentemente, muitas vezes empregamos palavras de uma maneira muito livre, como por exemplo quando dizemos que tal ou qual pessoa ´ e um m´ usico ou artista de talento, ou que algu´ em ´ e excepcionalmente dotado nas esferas pol´ ıtica ou profissional. Pensamos aqui nos modelos de pensamento dos cl´ assicos gregos e romanos; os deuses eram os doadores de dons aos homens e muitas vezes suas raz˜ oes para agirem desta maneira pareciam arbitr´ arias e il´ ogicas. Procuremos libertar-nos deste antigo padr˜ ao de pensamento que ent˜ ao conseguiremos formar uma ideia mais correta destas coisas. Naturalmente, no fim da vida, toda consciˆ encia, todas as faculdades tˆ em sua origem em Deus, mas todo o trabalho se torna manifesto sob imut´ avel lei natural. Existe apenas um aspecto do universo que ´ e supranatural e, para usar uma velha frase, trata-se do Santo “Que a Natureza n˜ ao formou, do qual toda Natureza procede e pelo qual ´ e governada”. Por isso nossas faculdades ps´ ıquicas n˜ ao passam de poderes naturais. Se gravarmos esta 24

por´ em.da´ ı por que a repetimos tantas vezes. ent˜ ao com menos probabilidade passaremos a ter uma ideia errada de n´ os mesmos. Dever´ ıamos frisar. que a ordem de nossos poderes ps´ ıquicos depende de nosso desenvolvimento moral. O poder divino n˜ ao nos singularizou para que recebˆ essemos algo de exclusivo. Por isso n˜ ao dever´ ıamos jactar-nos indevidamente por termos a faculdade de atuar a ordem. e se escolhermos nossa palavras de modo que nos desfa¸ camos das velhas formas de express˜ ao. mas estamos simplesmente na posi¸ c˜ ao de nos tornarmos cˆ onscios de outro n´ ıvel de percep¸ c˜ ao. Isto nada tem a ver com nosso car´ ater pessoal. tampouco se trata de modo algum de um substitutivo da religi˜ ao. n´ os s´ o podemos receber aquilo com que podemos sintonizar. para usarmos uma analogia de r´ adio. e tampouco dever´ ıamos cair no erro de acreditar que a posse desse poder mostra nosso elevado desenvolvimento espiritual.ideia firmemente em nossa mente . 25 .

26 .

Segue-se. muito bem! Mas n˜ ao incorramos no costume que muitos tˆ em de olhar com desd´ em ou desaprova¸ c˜ ao os que julgam poss´ ıvel agir sem nenhuma ajuda religiosa ou filos´ ofica. ent˜ ao podem ser da maior valia. se encerram um significado definitivo para n´ os. Se achamos que vale a pena cultivar nossos poderes dentro da estrutura de alguma religi˜ ao ou filosofia. A faculdade clarividente ´ e um poder inteiramente natural e nada tem a ver com qualquer doutrina moral. e aquele outro “Quem ´ es tu para julgar o servo do outro? Ou segue seu mestre ou cai em desgra¸ ca”. que o canto dos hinos e o uso de v´ arias formas de reza n˜ ao s˜ ao em si necess´ arios. a ora¸ c˜ ao revestese de um poder e de uma realidade de que at´ e agora n˜ ao ´ eramos cˆ onscios e ent˜ ao constatamos que ela nos pode proporcionar tremenda ajuda. mas. logo mostra que muita coisa origina-se das curiosas tradi¸ c˜ oes 27 . Ao mesmo tempo. ´ etica ou religiosa. Todavia. Realmente nos n´ ıveis mais profundos do desenvolvimento.Cap´ ıtulo 3 T´ ecnicas de treinamento Conforme ocorre em qualquer ciˆ encia. ` a medida que avan¸ camos. o grande problema com todo o assunto de treinamento ps´ ıquico no passado tem sido o seu envolvimento com v´ arias ideias religiosas e culturais. Tradi¸ c˜ oes populares e magia No in´ ıcio do nosso desenvolvimento dependemos de ajudas de todos os tipos. arte ou of´ ıcio. existem certos modos de proceder. se essas pr´ aticas s˜ ao reais para n´ os. Pois bem. h´ a certas coisas essenciais e ´ e destas que queremos tratar neste cap´ ıtulo. Isto n˜ ao significa que damos a entender que todas estas condi¸ c˜ oes e envolvimentos estejam privados de seus uso. certas t´ ecnicas que devem ser seguidas se queremos ter ˆ exito em nossos esfor¸ cos para desenvolver a clarividˆ encia. portanto. muitos deles foram de grande assistˆ encia. Um r´ apido estudo cuidadoso dos feitos e tradi¸ c˜ oes que chegaram at´ e n´ os e relativos ao desenvolvimento das faculdades ps´ ıquicas. H´ a um ditado que diz: “Cada um ´ e dono do seu nariz”. na realidade. tanto quanto nossa vis˜ ao n˜ ao depende de pertencermos ` a Igreja cat´ olica ou ao hindu´ ısmo. constatamos que podemos dispensar muitas dessas ajudas.

Por isso tentamos incluir neste livro somente aquelas partes dessas afirma¸ c˜ oes que julgamos constitu´ ırem a essˆ encia do assunto. Rishe ´ e um santo. estamos firmemente convictos de que esses exerc´ ıcios e doutrinas. as quais podemos adaptar e usar hoje em dia.T.T. que podem ser encontrados em muitos desses livros. Quanto ` a seguran¸ ca de que se reveste e o uso eficaz que nos propiciam.m´ agico-religiosas da Idade M´ edia. alguma experiˆ encia pr´ atica pessoal dos seus m´ etodos. muito embora mesmo sob estas condi¸ c˜ oes se possa constatar que as perspectivas psicol´ ogicas muito diferentes entre o Oriente e o Ocidente acarretam algumas dificuldades e complica¸ c˜ oes. Podemos tamb´ em prescindir sobremodo dos feitos e cren¸ cas populares referentes ` a clarividˆ encia. as quais s˜ ao a consciˆ encia ativa. de fato. podem ser enganosos e nocivos. As antigas av´ os preservaram e transmitiram algumas instru¸ c˜ oes muito importantes. visto que escrevemo diversos livros sobre o assunto e n´ os mesmos pertencemos pessoalmente a uma fraternidade m´ agica. o subconsciente e o supraconsciente. como ` as vezes s˜ ao denominados os clarividentes. legaram um grande acervo de tolices e de pr´ aticas supersticiosas e alguma coisa disso tudo permanece ainda conosco. Se isto ´ e vi´ avel. Alguns de n´ os podemos ter a impress˜ ao de que omitimos uma fonte de informa¸ c˜ ao muito importante neste assunto. suas afirma¸ c˜ oes s˜ ao coloridas com seus temperamentos individuais. pois muito dificilmente poder´ ıamos agir desta forma. ou seja. julgamos que nossa consciˆ encia est´ a dividida em trˆ es partes. de novo. Examinemos agora os relat´ orios que nos foram apresentados pelos que assumiram pessoalmente a tarefa do desenvolvimento clarividente e aqui. 28 . porquanto n˜ ao ´ e essencial para o desenvolvimento da clarividˆ encia. Como a G´ alia nos tempos de J´ ulio C´ esar. as instru¸ c˜ oes em livros 1 2 que se dizem escritos por v´ arios swamis . Possuidores que somos de conhecimento muito substancioso de alguns desses sistemas orientais e. Podemos com seguran¸ ca esquecer a tradi¸ c˜ ao m´ agico-religiosa. s´ abio ou poeta hindu inspirado (N.). muitas coisas derivam-se de um conjunto de cren¸ cas e tradi¸ c˜ oes populares antiqu´ ıssimas e uma certa por¸ c˜ ao das cont´ ınuas experiˆ encias de muitos pretensos servos. ent˜ ao os m´ etodos orientais podem ser tentados com seguran¸ ca. N˜ ao ´ e que menosprezemos a magia. bem como os resultados que esses sistemas produziram. esses m´ etodos dependem da supervis˜ ao pessoal de um guru ou mestre que saiba o que est´ a fazendo e que possa observar os resultados desses exerc´ ıcios em chela ou aluno. permitimo-nos reiterar o que dissemos sobre a base do desenvolvimento. Podemos tamb´ em considerar o subconsciente sob dois aspectos: o aspecto pessoal do 1 2 Swami ´ e um membro iniciado de uma ordem religiosa hindu (N. gurus e rishis . Infelizmente. Alguns feitos e cren¸ cas populares baseiam-se em velhos contos da carochinha e n˜ ao tˆ em base em fatos. Trˆ es tipos de consciˆ encia Depois de clarear um pouco o terreno. Agimos assim de caso pensado.).

Por conseguinte. mas infelizmente um certo tipo de pessoas mentalmente perturbadas acha que esse poder acontece involuntariamente. e os v´ ınculos que o desenvolvimento ps´ ıquico forma tˆ em que atravessar essa barreira. se temos treinado pessoalmente para visualizar imagens. Grande parte do trabalho penoso de desenvolvimento como clarividente ´ e suplantado. todas as mais s´ erias escolas filos´ oficas sobre este assunto insistem que seus alunos jamais permitam que essa proje¸ c˜ ao involunt´ aria se manifeste. e algo do que algumas dessas pessoas viam em vis˜ oes devia-se realmente ` a percep¸ c˜ ao clarividente. possuem-no muitos artistas. Lembremo-nos de que muitos anos atr´ as. por´ em. para que os resultados da percep¸ c˜ ao clarividente interior possam surgir e penetrar na consciˆ encia ativa. assim as faculdades ps´ ıquicas da clarividˆ encia. G. se temos o poder natural de visualiza¸ c˜ ao . ent˜ ao o desenvolvimento ps´ ıquico consiste em formar certos v´ ınculos entre a consciˆ encia desperta normal e a subconsciˆ encia pessoal. que existe somente um sentido ps´ ıquico de percep¸ c˜ ao. Algumas pessoas possuem este poder de visualiza¸ c˜ ao mental num grau extraordin´ ario. Talvez os membros mais doutos da escola jungiana 29 .havia um verdadeiro elemento ps´ ıquico. encontramos uma menina de cinco a seis anos de idade que tinha um misterioso poder de desenhar quadros com cortes n´ ıtidos de v´ arios tipos. embora seja prov´ avel. Este poder de projetar uma imagem mental de maneira t˜ ao intensa. nos respondeu: “Eu penso e depois tra¸ co uma linha ao redor do meu pensamento!” Em seu livro intitulado A Colmeia Infinita. como nossos cinco sentidos f´ ısicos n˜ ao passam de modifica¸ c˜ oes do sentido f´ ısico b´ asico do tato. Jung e seus seguidores. Estes resultados aparecem de v´ arias maneiras. Se estamos procurando desenvolver a clariaudiˆ encia. Antes de tudo. Exatamente. e na verdade a tradi¸ c˜ ao sempre sustentou este particular. no sentido de form´ a-las claras em nossa mente. Casualmente. Rosalinda Heywood menciona este mesmo poder que era usado por seu filho ao fazer seus deveres de escola. da clariaudiˆ encia e da clarissensibilidade s˜ ao altera¸ c˜ oes e express˜ oes da u ´nica percep¸ c˜ ao ps´ ıquica fundamental. existe uma barreira ou divis˜ ao entre estes dois aspectos da mente. reiteradas investiga¸ c˜ oes mostraram que em alguns caso . a ponto de vˆ e-la aparentemente do lado de fora da cabe¸ ca. ou. Porque essas vis˜ oes e vozes involunt´ arias constituem sintomas comuns de semelhante perturba¸ c˜ ao mental. nosso ˆ exito no desenvolvimento da clarividˆ encia depende de nossa realiza¸ c˜ ao das percep¸ c˜ oes ps´ ıquicas numa forma visual. al´ em de um n´ ıvel muito mais profundo e amplo que compartilhamos com toda a vida sensitiva neste globo.que foram diagnosticados como enfermidade puramente mental . Esse n´ ıvel mais profundo n˜ ao ´ e sen˜ ao o Inconsciente coletivo descrito pelo grande psic´ ologo C. se tomamos em considera¸ c˜ ao estes dois aspectos da mente. Quando lhe perguntamos como ´ e que ela fazia isso. ent˜ ao devemos tentar concretizar essa percep¸ c˜ ao em sons e palavras subjetivos. Devido ` as condi¸ c˜ oes em que a consciˆ encia humana se desenvolve.subconsciente.

Isto pode ser feito. para pesquisa em percep¸ ca ˜o ultra-sensorial (N. mas ´ e muito mais f´ acil e de igual efic´ acia empregar um quadro com numerosos e diferentes pormenores. A pessoa pode guardar esses quadros dentro de sua cabe¸ ca ou esbo¸ cados na retina escura dos seus olhos fechados. ou pode projet´ a-los externamente e vˆ e-los aparentemente na superf´ ıcie de um cristal. Se este ´ e o caso. embora se permita um feito de vidro. 3 30 . aos poucos come¸ car´ a a perder a capacidade.de psicologia possam ainda estudar este interessante ponto de debate. Algumas autoridades frisam muito o uso de um cristal ou de um globo m´ agico. Aqui damos um palpite que nos poupar´ a muito problema desnecess´ ario.).) Deve ser magnetizado pelo usu´ ario. 1 estrela. Rhine com as cartas de Zener3 que ele usa. Estas cartas foram utilizadas pelo seu inventor. Ernest Jones dizia que estudaria pesquisa ps´ ıquica se fosse mais novo. achamse ` a venda no mercado cristais feitos de pl´ astico transparente. e se h´ a de constatar que tal pr´ atica aumenta intensamente a consciˆ encia que a pessoa tem dos seus arredores.T. 1 retˆ angulo. (Atualmente. Suponhamos que a pessoa ´ e um telepata por natureza ou por treinamento e que pode construir imagens visuais claras. Uma das belezas deste treinamento em visualiza¸ c˜ ao reside no fato de que se pode pratic´ a-lo a qualquer tempo conveniente. ent˜ ao temos que nos treinar em visualiza¸ c˜ ao consciente. respectivamente. Zener. mas continuar tentando melhorar seu poder visual. Visualiza¸ c˜ ao consciente Se julgamos que nossa maneira comum de pensar n˜ ao combina com as linhas visuais. E este cansa¸ co mental que se acha possivelmente atr´ as da gradual deteriora¸ c˜ ao das conjeturas feitas pelos indiv´ ıduos do Dr. utilizando uma certa cerimˆ onia m´ agica. o psic´ ologo Karl E. ganhando assim poder de visualiza¸ c˜ ao e ao mesmo tempo ´ n˜ ao ficando cansada. espelho ou outro dispositivo. 1 cruz. como um c´ ırculo. ao escrever ao Dr. n˜ ao deve preocupar-se. e Carl Jung teve realmente um interesse muito ativo neste assunto. Muitos livros sobre o assunto de visualiza¸ c˜ ao recomendam que o iniciante tome uma forma geom´ etrica. um quadrado ou um triˆ angulo. contendo cada um deles. pode ser que a pessoa se lembre de uma cena ou objeto por meio da qual parece ser um coment´ ario mental corrente sobre ela. na frente 1 c´ ırculo. deve ser Cartas Zener : jogo de 25 cartas dividido em blocos de 5 cartas cada. e´ e poss´ ıvel que o respons´ avel seja justamente esse cansa¸ co. Tem-se notado que um indiv´ ıduo que fez predi¸ c˜ oes exatas com as cartas. Ao inv´ es de ver no olho da sua mente um fragmento de cor. Casualmente. visto que desta forma a mente pode deslocar-se de um ponto a outro no quadro. Deve ser de cristal de pedra. linhas paralelas onduladas. e tente constru´ ı-lo no “olho da mente”. O psic´ ologo Freud. a pessoa simplesmente ver´ a a palavra descrevendo a cor que aparece na sua mente. trata-se de um poder que pode ser de grande valia na vida comum.

por exemplo. O disco de areia Para se fazer um disco de areia. Com o objetivo de obviar confus˜ ao ps´ ıquica e mental mediante os pensamentos e as emo¸ c˜ oes de outras pessoas que eventualmente vejam o cristal em nossa posse. digamos de 18 x 18 cent´ ımetros. pode ser muito enganadora. pois at´ e os pl´ asticos de acr´ ılico n˜ ao s˜ ao baratos . o seu exame vincula-o em nossa mente a n´ os e ` a finalidade para a qual o compramos. At´ e aqui nos referimos ao cristal. Se temos um prop´ osito definitivo de us´ a-lo para certos tipos de trabalho clarividente. Elas fazem parte de um conjunto muito maior no qual os cristais. e ` as vezes recomenda-se que o cristal seja colocado num envolt´ orio de ´ ebano no qual foram pintados em ouro os doze Signos do Zod´ ıaco. uma raz˜ ao definitiva para estas instru¸ c˜ oes. s´ o que para nosso presentes objetivos n˜ ao s˜ ao necess´ arios. se n´ os quisermos. 3. os globos m´ agicos e os espelhos desempenham. 4.envolto em seda e resguardado de luz forte. pois existem substitutos que podem ter a mesma efic´ acia. Aqueles que. Uma bacia preta. Outros ensinam que deve ser dedicado a um esp´ ırito particular. s˜ ao ritualistas natos e que encontram no trabalho cerimonial uma grande ajuda para a concentra¸ c˜ ao.o que podemos usar? N˜ ao precisamos preocupar-nos. por´ em. rasa e com tinta pela metade ou com outro l´ ıquido escuro. podem. 31 . Quando pegamos e examinamos um cristal que se comprou. mas aqueles para os quais tais m´ etodo s˜ ao desagrad´ aveis podem adotar a tentativa de aproxima¸ c˜ ao puramente mental que indicamos. os esp´ ıritos de Marte controlavam os acontecimentos b´ elicos. com um compasso. 2.e um cristal realmente bom pode ser muito caro. como n´ os. ent˜ ao o dedicamos a um esp´ ırito particular (porque se dizia que os esp´ ıritos controlavam fases particulares do trabalho. Tentemos escrever de novo a lista acima numa outra maneira. na forma em que costuma ser feita. conservamo-lo encoberto e fora da vista. Uma folha de cartolina branca com um grande disco preto pintado no seu centro com tinta preta fosca. N˜ ao estamos dizendo que n˜ ao haja outras raz˜ oes ps´ ıquicas para toda estas instru¸ c˜ oes. Um espelho preto. fazer tudo o que se recomenda nessas instru¸ c˜ oes. pega-se uma folha de cartolina branca bem resistente. Alguns deles s˜ ao: 1. Existe. e. e continuam desempenhando a sua parte. os esp´ ıritos de Merc´ urio. Mas suponhamos que n˜ ao podemos adquirir um cristal . Toda esta advertˆ encia. e ser at´ e melhores do que o cristal. as coisas intelectuais). O disco de areia.

nunca um vermelho brilhante ou amarelo! Se for de nosso gosto podemos pint´ a-lo com tinta ouro. conseguir algo onde se possa montar o espelho. Temos um que ´ e muito eficiente e que foi feito da seguinte maneira: Compra-se em um relojoeiro (ou laborat´ orio de qu´ ımica) qualquer vidro de rel´ ogio circular. por acaso pagamos uma importˆ ancia muito alta que consegu´ ıramos com muito suor por um espelho preto. certo dia o espelho caiu fora da sua caixa e constatamos que tamb´ em no seu interior havias as inscri¸ c˜ oes “Vermelho turguˆ es Lustre de Botas”! 32 . possivelmente fazer-se-ia uma bacia rasa na qual o espelho em quest˜ ao possa ser colocado. ao passo que para outras tornam-se pontos de enfoque em torno dos quais se formam as vis˜ oes. Trata-se de de um vidro convexo empregado nos mostradores de rel´ ogio. Pode-se usar um dos l´ apis com ponta de feltro que hoje em dia podem ser comprados facilmente em papelarias. Apoiamos o vidro num anel de emplastro-de-paris. deixando que a primeira seque por completo antes de aplicar a segunda. e ´ e poss´ ıvel que se chegue ` a conclus˜ ao de que se devem fazer diversas tentativas at´ e se conseguir um disco que satisfa¸ ca nossas exigˆ encias. Agora. O disco preto num fundo branco pode ser feito de maneira muito simples. pintase o c´ ırculo de preto. enquanto a cola est´ a ainda u ´mida. At´ e que ´ e muito eficiente montar o espelho numa lata de tinta de m´ ovel antigo. Ver´ a que ´ e melhor passar duas camadas. O disco de areia tem uma propriedade muito u ´til: elimina os vagos reflexos que o cristal e o espelho costumam dar. espalhando areia fina sobre ele. Se somos bons no torneamento de madeira. pintar um lado. com tinta preta ou esmalte. o qual nos chegou devidamente montado numa caixa de metal com os signos do zod´ ıaco inscritos em ouro. Quando secar. o lado convexo.desenha-se no seu centro um c´ ırculo de 13 cent´ ımetros de diˆ ametro. Deve ter um diˆ ametro de mais ou menos 9 cent´ ımetros. s´ o que aconselhamos empregar uma cor suave. mas ´ e preciso um jeito especial. N˜ ao precisa ser necessariamente areia.5 cent´ ımetros de largura. ou se temos um amigo que o ´ e. limpar todo p´ o que n˜ ao tenha aderido. tra¸ cando-se um c´ ırculo numa grande folha de cartolina branca. Espelhos pretos O espelho preto ´ e feito com muita facilidade. Cuidadosamente. Isto parece muito f´ acil. Pode-se tingir ou pintar essa beira. Esses reflexos de objetos adjacentes podem ser distrativos para muitas pessoas. Contudo. embora se possa ter o diˆ ametro que se queira. dentro de uns certos limites razo´ aveis. conforme descrito nas instru¸ c˜ oes para a feitura do disco de areia. Em seguida. Em seguida. Muitos anos atr´ as. pois se pode usar qualquer p´ o cristalino colorido. deixando-se ao redor dele uma beira de 2. deve-se passar dentro do c´ ırculo uma camada de ocergum (n˜ ao a moderna cola resinosa) e. o que possu´ ımos est´ a montado numa lata que tem um diˆ ametro interno pouquinho maior que 9 cm.

ainda que mais tarde se veja que ´ e apropriada tanto para os “verdadeiros” como para os “falsos” compartimentos do seu pensamento. S˜ ao simplesmente “autosc´ opios”. E perfeitamente permitido que sejamos c´ eticos com rela¸ c˜ ao a tudo. desvinculada de qualquer dogma. o espelho e o disco n˜ ao tˆ em nenhum poder intr´ ınseco em si mesmos. m´ etodos com os quais as percep¸ c˜ oes ps´ ıquicas podem penetrar os n´ ıveis subconscientes da mente at´ e a consciˆ encia ativa. A julgar pelos resultados. que jamais encontramos igual.se ´ que se diz ter feito a seguinte ora¸ c˜ ao: “O e que Deus existe salva-me a alma . s´ o que n˜ ao ´ eu ´til. Esta atitude ´ e muito importante. o cristal . ´ muito efiO reservat´ orio de tinta ´ e um m´ etodo usado na Idade M´ edia. existe um risco profissional: derramamento de tinta! Como nota de rodap´ e. Por isso. suspensa num arame.Na medida em que acrescenta ao que j´ a dissemos. 33 . na situa¸ c˜ ao em que as coisas est˜ ao. Se a pessoa entra em seu desenvolvimento clarividente preparada para aceitar tudo o que se lhe apresentar e depois o realiza na maneira indicada. desenvolveu sua clarividˆ encia usando uma bandeja de ch´ a envernizada de preto. ou N˜ ao-Culposo ou N˜ ao-demonstrado. Prepara¸ c˜ oes mentais H´ a certas condi¸ c˜ oes que devem ser levadas em considera¸ c˜ ao quando se resolve assistir a uma sess˜ ao visando desenvolvimento clarividente.se ´ e que tenho uma alma!” Na lei escocesa deve haver um veredito de Culposo. mas apenas disposta a aguardar os resultados que se obtenham. a bacia com l´ ıquido escuro. ent˜ ao muita coisa que no in´ ıcio sentir´ a deve ser taxada de “n˜ ao-demonstrado”. A primeira delas ´ e o estado de esp´ ırito em que se come¸ ca o trabalho. N˜ ao ´ e preciso que ´ acreditemos em todo o mito e lenda que se criaram em torno do assunto. achamos que este exemplo. ´ e fundamental que j´ a a partir das primeir´ ıssimas sess˜ oes mantenhamos um registro pormenorizado de tudo o que se passa em cada sess˜ ao. E ciente. se abordamos o assunto imbu´ ıdos do esp´ ırito daquele ateu moribundo ´ Deus . sejam eles quais forem. deve ter funcionado muito bem. Registro das ocorrˆ encias Isto tudo para nossa atitude mental preliminar. gostar´ ıamos de advertir que se enverede por esta via de conhecimento ps´ ıquico pessoal com uma mente aberta. no m´ ınimo no que aqui nos diz respeito. Se pretendemos executar trabalho s´ erio neste campo. permitimo-nos dizer que um dos mais brilhantes clarividentes. N˜ ao nos preocupamos em descrever o u ´ltimo m´ etodo. pois ´ e nestas condi¸ c˜ oes que nossa mente subconsciente provavelmente permite que as impress˜ oes ps´ ıquicas penetrem em nossa mente desperta. embora se obtenham de novo reflexos confusos que partem de sua superf´ ıcie e. O pr´ oximo ponto importante ´ e a quest˜ ao dos registros.

depois de percorrermos alguns meses a via do desenvolvimento.durante muitas sess˜ oes a pessoa consiga pouca coisa ou nada. entre as vis˜ oes que surgem atrav´ es das Portas de Chifre .Pode ser que . Roupa colada. visto que elas s˜ ao importantes. constataram que existe uma curiosa correla¸ c˜ ao entre as fases da lua e a atividade das faculdades ps´ ıquicas. ´ e de bom alvitre que se registrem as disposi¸ c˜ oes de ˆ animo que exerceram influˆ encia sobre n´ os momentos antes. no in´ ıcio do desenvolvimento. sapatos apertados. Todos os pontos antecedentes exercem um efeito sobre a mente e as emo¸ c˜ oes. Na fase crescente da lua. Por causa disso.e de fato muito provavelmente o ser´ a . o “tono” do corpo f´ ısico tem um forte efeito sobre a mente e as emo¸ c˜ oes. O primeiro e mais importante ponto ´ e que a gente deve sentir-se fisicamente ` a vontade. certas vezes.conforme diziam os antigos . embora sutil. e poderemos assim examinar retroativamente o ´ tamb´ registro desse per´ ıodo. E em u ´til anotar as condi¸ c˜ oes atmosf´ ericas predominantes. em outras. os c´ eus est˜ ao que nem pretura e n˜ ao se consegue absolutamente nada. muitas vezes apresentam-se em formas ca´ oticas e inacabadas e j´ a n˜ ao parecem mais estar sob o controle total da vontade. cabelos muito duros. apagar as vagas impress˜ oes que surgem atrav´ es do subconsciente e. dado que as sensa¸ c˜ oes do f´ ısico s˜ ao t˜ ao fortes que elas podem. a pessoa consegue fortes impress˜ oes clarividentes e. Estes s˜ ao da m´ axima importˆ ancia. parece que operam com mais facilidade sob o controle da vontade. mas constataremos tamb´ em que h´ a disposi¸ c˜ oes de ˆ animo peri´ odicas que se apoderam de n´ os.e aquelas que emergem atrav´ es das Portas de Marfim. mas isso n˜ ao deve impedir que o interessado mantenha registros. se tivermos altercado violentamente com algu´ em momentos antes da sess˜ ao. Possivelmente descobriremos que tudo est´ a relacionado com as fases da lua. Aos poucos a pessoa vai aprendendo a avaliar as impress˜ oes que recebe mas. o clarividente experimentado tem a propens˜ ao de encarar com um olhar algo suspeitoso as impress˜ oes ps´ ıquicas recebidas durante este per´ ıodo. a 34 . dentre n´ os. mas estes s˜ ao peculiares a cada pessoa e constituem os resultados de um per´ ıodo bastante longo de tentativas e fracassos. h´ a uma diferen¸ ca muito real. embora possam aparecer. al´ em disso. Condi¸ c˜ oes f´ ısicas Provavelmente ´ e desnecess´ ario que digamos que existe a possibilidade de n˜ ao obtermos bons resultados. h´ a outros pormenores que devem ser cadastrados. usaram a faculdade clarividente durante muito tempo. mas agora vamos abordar os que influenciam nosso corpo f´ ısico. Na fase minguante. Existem modos de ele julg´ a-las. como nossa inten¸ c˜ ao ´ e fazer uma descri¸ c˜ ao em breves palavras. Os que. os quais provavelmente ajudar˜ ao a descobrir por que. durante e depois da sess˜ ao. Sejam quais forem as vis˜ oes clarividentes que se apresentem ou deixem de se apresentar. as quais podem ajudar ou atrapalhar o nosso desenvolvimento. Por isso.

de modo que os objetos circunstantes possam ser apenas fracamente percebidos. trata-se de um assunto individual. tudo isso deve estar bem certinho. sem nenhuma atrapalha¸ c˜ ao durante o seu desdobramento. ´ e quest˜ ao de escolher a que mais conv´ em. e ´ e muito poss´ ıvel que a pessoa n˜ ao consiga reservar um lugar especial para isso. Quando usado somente durante as sess˜ oes. bem como incenso. Em semelhante lugar reservado ´ e poss´ ıvel usar tais ajudas como quadros. e quando a pessoa entra em seu lugar reservado e acende o incenso. permitimo-nos sugerir que a pessoa n˜ ao use incenso. outros azul. Claro que ´ e um assunto da preferˆ encia da pessoal. quando a faculdade est´ a completamente desenvolvida. por´ em. Alguns usam uma luz vermelha.posi¸ c˜ ao do cristal ou de outro dispositivo que causa tens˜ ao muscular. visto que ela tende a encerrar as atividades ps´ ıquicas e restitui a consciˆ encia normal. A luz deve ser baixa. de modo que a pessoa consiga empreg´ a-las em todas as condi¸ c˜ oes normais. Quando o desenvolvimento tiver progredido. da´ ı a mente come¸ ca automaticamente a concentrar-se no objeto da sess˜ ao. Todavia. deve ser lembrada em rela¸ c˜ ao a todo o assunto de desenvolvimento: deve-se eventualmente prescindir de todas as ajudas que possam ser usadas corretamente no in´ ıcio do treinamento. De novo. ent˜ ao se pode aumenta a luz. No entanto. limitou-se a si mesmo com esta dependˆ encia de coisas externas. ele sugere uma atmosfera diferente daquela da vida do dia-a-dia. deve-se tomar apenas uma refei¸ c˜ ao frugal. acaba associando-se na mente com esta atividade. uma vez que a pessoa sempre poder´ a participar calmamente da sess˜ ao. mas no 35 . que tamb´ em n˜ ao deixa de ter seu valor. O quarto deve estar confortavelmente quente. Determina¸ c˜ ao de um lugar reservado O local em que a pessoa participa da sess˜ ao de desenvolvimento depende do espa¸ co dispon´ ıvel. isto n˜ ao deve constituir um s´ erio obst´ aculo. pois n˜ ao ´ e imprescind´ ıvel. olhar para um cristal imediatamente depois de uma refei¸ c˜ ao substancial provocar´ a sono e n˜ ao impress˜ oes ps´ ıquicas! Depois da sess˜ ao ser´ a muito u ´til uma refei¸ c˜ ao leve. A temperatura que se deve manter varia segundo cada indiv´ ıduo. por for¸ ca da lei mental de associa¸ c˜ ao de ideias. O clarividente que depende de um certo bloco especial de circunstˆ ancias antes que possa exercitar seu dom. O incenso encerra um valor tanto simb´ olico como psicol´ ogico visto que. Algumas pessoas preparam um lugar reservado esmerado para onde podem retirar-se e onde podem empregar quaisquer ajudas que julguem necess´ arias. caso n˜ ao se consiga um lugar reservado. Uma coisa. ao passo que outros mais simplesmente obscurecem ou esmaecem a luz branca comum. Antes da sess˜ ao. mas n˜ ao abafado. que possuem algum significado simb´ olico. se quisermos ter um relaxamento completo do corpo. A ilumina¸ c˜ ao deve ser fraca. s´ o que se trata de um caso ideal. mas normalmente n˜ ao deve ser menos de 20 ◦ C.

Agora a pessoa est´ a pronta para dar o primeiro passo no desenvolvimento da clarividˆ encia. porquanto isto pode produzir alguns efeitos desfavor´ aveis. como dissemos. O cristal costuma ter um pequeno suporte preto. enquanto se faz isto. A respira¸ c˜ ao n˜ ao profunda. depois os m´ usculos faciais e em seguida. Esta u ´ltima condi¸ c˜ ao ´ e demasiadamente negligenciada. descendo at´ e os dedos dos p´ es. pode-se segurar o cristal. conforme estas coisas ` as vezes se chamam. expirar lentamente e. mas a nosso ver o exerc´ ıcio que vamos apresentar ´ e um dos melhores. A pessoa acaba notando que no come¸ co tem a tendˆ encia de enrijecer-se de novo automaticamente t˜ ao logo a sua aten¸ c˜ ao passou de um ponto para o pr´ oximo. se a pessoa quiser. 36 . Relaxamento f´ ısico e mental Todas estas condi¸ c˜ oes s˜ ao de car´ ater externo. Agora. Existem v´ arios m´ etodos para se realizar esta condi¸ c˜ ao f´ ısica relaxada. e essa preocupa¸ c˜ ao n˜ ao ajudar´ a em nada no desenvolvimento. e que dizer das condi¸ c˜ oes interiores da pessoa? A condi¸ c˜ ao mental principal deve ser a da calma inten¸ c˜ ao de participar da sess˜ ao para o desenvolvimento do poder clarividente. pode simplesmente coloc´ a-lo nas dobras de um peda¸ co de veludo preto. O exerc´ ıcio consiste no seguinte: sentar-se com o torso ereto. mas logo a subconsciˆ encia obedecer´ a a vontade da pessoa e produzir´ ` a o relaxamento exigido. ou melhor. Quando se respira. Para tanto. na realidade n˜ ao faz o que ´ e preciso. Caso se queira. Deve-se evitar de modo particular o esfor¸ co ocular. relaxar mentalmente primeiro os m´ usculos do escalpo. Sugerimos que se fa¸ cam seis dessas respira¸ c˜ oes profundas. que se possa olhar calmamente e sem esfor¸ co em sua superf´ ıcie. devem ser colocados de tal maneira que se possa fitar a sua superf´ ıcie sem qualquer esfor¸ co. alternadamente. Repetir isso v´ arias vezes. O cristal ou outro esp´ eculo. mas. come¸ car pelo diafragma (o grande m´ usculo que separa o cora¸ c˜ ao e os pulm˜ oes do resto dos ´ org˜ aos internos) e depois dilatar a caixa tor´ acica at´ e que se tenha aspirado um fˆ olego realmente cheio. os bra¸ cos. respirar profundamente pelo nariz. com a almofada de veludo nas palmas das m˜ aos. deve-se transferir a aten¸ c˜ ao para o topo da cabe¸ ca. As emo¸ c˜ oes devem ser perturbadas o m´ ınimo poss´ ıvel e o corpo f´ ısico deve estar completamente relaxado. de t´ orax superior. mas constitui um dos requisitos pr´ evios para o desenvolvimento. o tronco e as pernas.in´ ıcio ´ e melhor o menor n´ umero poss´ ıvel de desvios de reflexos casuais no espelho ou cristal. mas isto pode fazer que a pessoa se preocupe subconscientemente com a possibilidade de deix´ a-lo cair. Melhor ´ e coloc´ a-lo numa pequena mesa disposta de tal forma.

a que pode suceder durante parte ou em toda a sess˜ ao nas primeiras poucas tentativas. O desaparecimento e reaparecimento do espelho ´ e atribu´ ıdo aos m´ usculos que controlam a enfoca¸ c˜ ao do cristalino ` medida que os m´ do olho que se cansa. A usculos v˜ ao se relaxando. A atadura apertada e a titila¸ c˜ ao s˜ ao devidas a leves mudan¸ cas na circula¸ c˜ ao do sangue na fronte. se isto representa toda a 37 . na raiz do nariz. Titila¸ c˜ ao de formiga Inicialmente. num livro deste porte. A pessoa n˜ ao deve desanimar.o deslocamento focal dos olhos e a atadura apertada com a sensa¸ c˜ ao de titilamento . agora vamos cuidar da pr´ atica real de adivinhar no cristal ou espelho.o que parece ser um nome muito apropriado. Da´ ı a instantes se enrijecem de novo e reenfocam o objeto ` a sua frente. sem que nada o ajude. fitando calmamente e sem esfor¸ co a superf´ ıcie do esp´ eculo. Elas costumam assumir a forma do que parece ser uma atadura apertada em volta da testa e uma coceira curiosa ou uma sensa¸ c˜ ao de titilamento entre os olhos.Cap´ ıtulo 4 Vis˜ ao Depois de tratar o mais extensamente poss´ ıvel. Queremos crer que a pessoa interessada executou as instru¸ c˜ oes que lhe demos e que agora est´ a assistindo ` a sess˜ ao num estado de esp´ ırito e de corpo totalmente relaxado. Para a nossa finalidade presente. o objeto que se est´ a fitando se desenfoca. suponhamos que utilizemos o espelho preto. embora a “titila¸ c˜ ao da formiga” indique que o aspecto pouco conhecido da glˆ andula pituit´ aria ´ e posto a funcionar. Tem-se a sensa¸ c˜ ao de que um pequeno inseto est´ a se movendo lentamente pela pele numa rota circular.parecem devidos a causas puramente f´ ısicas. Alguns livros orientais referem-se a isto como sendo “a titila¸ c˜ ao da formiga” . que pode ser um dos que descrevemos. no entanto. Talvez a pessoa acabe notando certas sensa¸ c˜ oes corp´ oreas. n˜ ao podemos observar isso muito bem. da teoria geral e das condi¸ c˜ oes de desenvolvimento clarividente. De repente volta a acentuar-se. tudo que parece acontecer ´ e que a superf´ ıcie do espelho vai aos poucos se deslocando do foco e. pelo menos no in´ ıcio do treinamento. Estes dois fatos .

mas se constatar´ a que ´ e dif´ ıcil. e s˜ ao estas altera¸ c˜ oes que permitir˜ ao que a vis˜ ao interior seja levada ` a sua personalidade ativa. rostos e cores aparecem. bem como coloridas e luminosas nuvens podem muito bem aparecer. segurar qualquer quadro por mais de um segundo. e centelhas brilhantes de luz espelham-se por todo o espelho. Um ser´ a bem maior que o outro. ent˜ ao as apari¸ c˜ oes no espelho podem come¸ car a aumentar e assumir outras formas. ´ e prova de que est˜ ao se realizando em sua mente certas altera¸ c˜ oes psicol´ ogicas. algo que no come¸ co parece imposs´ ıvel. se a pessoa puder manter a sua mente num estado calmo.sua experiˆ encia em suas primeiras poucas sess˜ oes. as quais contˆ em informa¸ c˜ oes que foram recebidas pelo sentido interior. a pessoa provavelmente faz regredir o seu desenvolvimento. Depois essa cortina de cerra¸ c˜ ao come¸ ca a dissolver-se e a rodopiar em nuvens menores. j´ a come¸ cou a desenvolver clarividˆ encia. mas em nosso presente caso eles podem ser mais do que simples imagens: podem ser imagens portadoras de mensagem. trata-se de sonhos vivos que tˆ em seu significado definitivo pr´ oprio. Estes quadros s˜ ao os primos-irm˜ aos dos curiosos quadrinhos que algumas pessoas veem ao adormecerem e novamente quando acordam. porque fica excitada por estar vendo algo. A pessoa constatar´ a tamb´ em que suas vis˜ oes come¸ cam a dividir-se em dois grupos distintos. ent˜ ao aparecer˜ ao outros sinais. Por si s´ o descobrir´ a o curioso artif´ ıcio de manter a mente numa condi¸ c˜ ao equilibrada e tamb´ em relaxada. rostos graves e alegres. No entanto. o que possivelmente indicar´ a que tipo de vis˜ ao 38 . no in´ ıcio. Muitas vezes ficamos espavoridos repentinamente diante do que vemos. at´ e que se tem a impress˜ ao de estar olhando para uma cortina de cerra¸ c˜ ao cinzenta que amortalha todo o ambiente. de paisagens brilhantemente coloridas. Quando estas paisagens. Roma n˜ ao foi constru´ ıda num dia. Esta excita¸ c˜ ao pode muito efetivamente destruir o calmo equil´ ıbrio de sua mente e interferir assim nas tˆ enues linhas de conex˜ ao que est˜ ao sendo constru´ ıdas bem nas profundezas do subconsciente. Esta explica¸ c˜ ao ´ e satisfatoriamente verdadeira. Outros sinais Se a pessoa perseverar. e estas impress˜ oes ps´ ıquicas devem varar seu novo canal entre o subconsciente e a mente ativa. Fragment´ arias apari¸ c˜ oes instantˆ aneas e vagas. A esta altura. Como n˜ ao podiam deixar de ser. Um dos mais costumeiros ´ e o da superf´ ıcie que parece anuviar-se aos poucos. Vis˜ ao passiva Quando a pessoa chegou a esta altura. Os psic´ ologos lhes d˜ ao o nome de imagens hipnog´ ogicas e presumem que sejam constru´ ıdas e projetadas pelo subconsciente. e toda a vis˜ ao se encerrar´ a imediatamente.

informa¸ c˜ oes essas que os sentidos interiores receberam ou. Em seguida. Um bloco de imagens ser´ a de coisas normais do dia-adia. E poss´ ıvel que nesse vislumbre momentˆ aneo a pessoa veja uma jovem com vestido vermelho com uma cesta de flores na m˜ ao. est˜ ao passando atrav´ es da personalidade ´ ıntima da pessoa. E umero de vis˜ oes deste tipo. de modo que n˜ ao se pode ver absolutamente nada l´ a embaixo. muito repentinamente. mas que simplesmente aconteceu estar passando pela ´ o que ocorre com grande n´ rua quando a pessoa olhou para fora. ` as suas condi¸ c˜ oes. em cada um dos cinco tipos de corrente t´ atvica. em alguns casos. uma mensagem para a sua personalidade ativa. contudo. Durante noites de insˆ onia. ` a medida que a pessoa avan¸ ca em seu desenvolvimento constatar´ a que certas imagens tˆ em um valor simb´ olico e constituem o c´ odigo que 39 . A persiana da janela est´ a fechada. passamos muitas horas observando estes quadros vivos na luz astral. H´ a. Um escritor cat´ olico. desta maneira. ao passo que outras apresentar˜ ao formas simb´ olicas. o rec´ em-falecido dom Robert Hugh Benson. pode ser que elas sejam devidas ` a a¸ c˜ ao de outras mentes que. Todavia. seu dom pode valer-lhe e a outros. mas isto costuma ser suspeito e lembra o aviso dado pela raposa que perdera seu rabo. A pessoa seria muito tola se come¸ casse a argumentar que a jovem n˜ ao tinha absolutamente nada a ver com ela. Estas informa¸ c˜ oes podem referirse ` a pr´ opria vida ´ ıntima da pessoa e. ao referir-se a estas vis˜ oes disse que era como se a pessoa estivesse num quarto com uma janela. Trata-se de imagens usadas pela mente subconsciente como um c´ odigo com o qual se podem obter certas informa¸ c˜ oes. sem nenhuma raz˜ ao de pensar que estivessem de algum modo relacionados conosco pessoalmente. a persiana ´ e puxada para o lado por um segundo e a pessoa p˜ oe-se a ´ olhar para a rua apinhada l´ a embaixo. os hindus chamam-nas de tatvas e. Tamb´ em se h´ a de constatar que a vis˜ ao simb´ olica parece estar associada a uma atitude interrogat´ oria positiva de sua mente. olhando para baixo para uma rua movimentada. Tem-se a impress˜ ao de que a vis˜ ao literal ´ e refletida na mente sem nenhum esfor¸ co da parte da pessoa. Alguns dir˜ ao que se deve evitar a vis˜ ao passiva. podem constituir informa¸ c˜ oes definitivas referentes a outros. parece que predomina uma esp´ ecie de imagem. n˜ ao se apresse demasiado em dar um significado a tudo o que nele vˆ e. isso n˜ ao interessar´ a a pessoa no come¸ ` co do seu desenvolvimento. Em seguida. Imagens simb´ olicas Pois bem. trata-se de uma vis˜ ao passiva. imagens que se relacionam diretamente com a pessoa.est´ a desenvolvendo. Depois de ter ˆ exito em ver no espelho. Existem certas correntes ps´ ıquicas que circulam diariamente por este planeta. Lembrarse-´ a de que ela destacou as vantagens de n˜ ao ter nenhum rabo e de que sugeriu ` as outras que se desfizessem dos seus rabos! Quer a pessoa discirna passiva ou ativamente. a persiana corta de novo a vis˜ ao.

os poderes clarividentes n˜ ao est˜ ao funcionando corretamente. compensam a trabalheira. Estamos aqui diante de algo muito importante. porque a interpreta¸ c˜ ao pode estar muito aqu´ em do significado real. ao inv´ es de generalidades vagas. isso costuma ser um sinal de que. cancelando o compromisso da conferˆ encia em tempo suficiente para que os respons´ aveis encontrassem um conferencista substituto. Sublinhamos estas trˆ es palavras . mas traz consigo no¸ c˜ ao clara com rela¸ c˜ ao ao seu significado. e de que se lhes deve dar um descanso por um certo tempo. Os resultados. De suas vis˜ oes acabar´ a aprendendo o que essas formas simb´ olicas significam para ela. prognosticava que ele ficaria doente dentro de uns dois dias. bem como que se esforce visando proporcionar descri¸ c˜ oes claras e definidas. Se a predi¸ c˜ ao n˜ ao pode ser deduzida a menos de um per´ ıodo de trˆ es meses. O segundo tipo n˜ ao ´ e somente visto. Se os vermos numa vis˜ ao acharemos que estes s´ ımbolos s˜ ao de dois tipos diferentes. vocˆ e receber´ a boas not´ ıcias”. Casualmente. Centenas e centenas de vezes ouvimos clarividentes dizerem algo semelhante a isto: “Estou vendo um lindo ma¸ co de abr´ oteas acima de vocˆ e e isso me diz que. Por isso sugerimos que a pessoa treine para compreender os s´ ımbolos que os seu sentidos ´ ıntimos lhe apresentam. toda a coisa ´ e t˜ ao vaga que chega a ser realmente f´ util. que era um clarividente excelente. Este conhecimento que vem imediatamente com a vis˜ ao ´ e quase invariavelmente correta. por uma raz˜ ao ou por outra. quando as flores est˜ ao desabrochando na primavera. Independente do fato de que as flores desabrocham muito antes da primavera e de que a primavera se estende por umas boas semanas. Refere-se. mas implica em trabalho duro. que temos que interpretar sozinhos. ent˜ ao como predi¸ c˜ ao ela n˜ ao diz muita coisa. porque s˜ ao muito importantes. De qualquer maneira. muito cuidado. e assim por diante. uma vez que estamos abordando a quest˜ ao dos s´ ımbolos. Ele tinha uma s´ erie de conferˆ encias a proferir em todo o territ´ orio e disse-me que essa vis˜ ao peri´ odica muitas vezes fazia que ele escrevesse. toda vez que via um s´ ımbolo similar. Um ´ e visto numa vis˜ ao sem nenhuma atmosfera emocional e n˜ ao temos nenhuma pista sobre o que possa significar. O que um s´ ımbolo significa para a personalidade ´ ıntima de uma pessoa n˜ ao ´ e necessariamente o significado que tem para outra. 40 .a sua personalidade ´ ıntima usa. ent˜ ao. Quando vemos um s´ ımbolo e temos que parar para a interpreta¸ c˜ ao do seu significado. segundo nossa experiˆ encia. como uma suposta impress˜ ao clarividente. em sua maior parte. Isto pode ser feito. Para n´ os. H´ a outro ponto que temos que tratar. constatou que. mas um amigo nosso. por´ em. quando come¸ camos a ter uma sucess˜ ao de tais s´ ımbolos. o s´ ımbolo de um gato visto numa vis˜ ao tem conota¸ c˜ ao com coisas do Egito. essas descri¸ c˜ oes vagas sugerem fortemente que a capacidade clarividente da pessoa ´ e muito pobre. aos s´ ımbolos que s˜ ao interpretados como prognosticadores do futuro.

ao l´ eu de qualquer brisa ps´ ıquica que sopre. conforme dissemos. jamais a dominaram. Assim ´ e que se apresenta a situa¸ c˜ ao e as coisas podem ser arranjadas de tal forma que. e suscet´ ıveis. Encerrar a clarividˆ encia mediante um calmo esfor¸ co de vontade. Fazer isto ´ e uma perda de energia e ´ e algo semelhante a desligar a luz el´ etrica dando uma pancada com um malho no interruptor. numa maneira autom´ atica negativa.Controle das vis˜ oes Uma vez que conquistou o poder de ter vis˜ oes. por uma sugest˜ ao mental definitiva. Possivelmente apagar´ a a luz. o poder clarividente come¸ casse a funcionar quando provavelmente algo vai acontecer e que pode ser em detrimento da pessoa. Talvez a pessoa sinta que . s˜ ao pessoas que come¸ caram a descerrar sua vis˜ ao ps´ ıquica e que depois. seria u ´til se uma vis˜ ao clarividente pudesse repentinamente avis´ a-la do embara¸ co iminente. a pessoa j´ a realizou a metade da sua tarefa. a pessoa constatar´ a que. Pelo menos em duas ocasi˜ oes n´ os devemos nossa vida a semelhantes avisos repentinos projetados na consciˆ encia ativa. por esta ou aquela raz˜ ao. que a pessoa se proporcionaria. do contr´ ario. como registrar tudo o que lhe aconteceu durante a sess˜ ao. mas com certeza danificar´ ao interruptor. Por causa disso a sua capacidade de clarividˆ encia transforma-se numa dependˆ encia. isto n˜ ao quer dizer que a pessoa deva ranger os dentes e esticar para fora a queixada ou enrubescer o rosto num violento esfor¸ co f´ ısico. ent˜ ao deve-se imediatamente desviar a aten¸ c˜ ao dele. Isso pode levar a uma mudan¸ ca de residˆ encia precoce para o mundo supraf´ ısico. Tornaram-se videntes involunt´ arios. Cessa¸ c˜ ao das faculdades ps´ ıquicas Por isso advertimos que devem treinar para manter afastados os dois n´ ıveis de consciˆ encia depois de ter assistido ` a sess˜ ao. Pois bem. O que a pessoa tem que fazer ´ e dizer calmamente a si mesma que agora est´ a terminando a sess˜ ao e encerrando a faculdade ps´ ıquica. Em seguida. fazer imediatamente alguma atividade humana f´ ısica normal. surgindo ` a sua frente. Isso deve ser feito logo a seguir porque. se tornar´ a cada vez mais dif´ ıcil elimin´ a-la. Pode tornar-se um assunto realmente perigoso. mas essas atividades involunt´ arias dos sentidos ps´ ıquicos s´ o devem ser encorajadas. A pr´ oxima coisa verdadeiramente importante que deve fazer ´ e adquirir o poder de desligar-se das vis˜ oes. ` a medida que a vis˜ ao vai se formando ` a sua frente. se alguma sugest˜ ao mental definida abriu o canal pelo 41 . caso houvesse uma possibilidade de acontecer-lhe algo de pernicioso. Existe um n´ umero demasiado grande de clarividentes “focas” dando sopa por este mundo afora. se algu´ em est´ a atravessando uma rua movimentada n˜ ao quer uma vis˜ ao repentina dos Campos El´ ısios. Se em qualquer tempo depois o sentido clarividente come¸ ca a revelar-se contra seus desejos. ao inv´ es de servir-lhes de grande recurso. ´ e evidente que. a todos os tipos de correntes filos´ oficas esposadas pelos que os cercam.

permitimo-nos afirmar que durante mais ou menos cinquenta anos exercitamos a faculdade clarividente. Todavia. mas essa ´ epoca bastou para que nos conscientiz´ assemos. Muitas dessas pessoas. ver˜ ao em seu dom uma esplˆ endida oportunidade de conseguir algo sem fazer for¸ ca! Psiquismo profissional ´ l´ Chegamos agora ` a espinhosa quest˜ ao do psiquismo profissional. se mantiver um elevado padr˜ ao ´ etico. das tenta¸ c˜ oes e dificuldades que o psiquista profissional. e em si mesmo n˜ ao sacrossanto. E ıcito usar esta faculdade como meio de ganhar a vida? Visto que a faculdade clarividente ´ e um poder completamente natural. Enquanto n˜ ao tiver estabilizado totalmente seu poder. Mais tarde ´ e poss´ ıvel que possa arcar com este ˆ onus muito exigente e respons´ avel e pode ser de grande valia a muitas pessoas. sem pedir contas do nosso trabalho. h´ a outras considera¸ c˜ oes que devem ser levadas em conta. que bem poderiam permitir-se o luxo de pagar os pr´ estimos de um psiquiatra profissional. infringimos o nosso compromisso e aceitamos pagamento. caso se torne conhecido que ela possui capacidade clarividente. ao menos um pouco. dependendo de suas condi¸ c˜ oes pessoais ´ ıntimas. o clarividente ´ e antes um artista que um t´ ecnico. visto que nunca pode dizer quando a faculdade estar´ a dispon´ ıvel. tem que enfrentar. ele n˜ ao estar´ a em condi¸ c˜ oes de atuar como um consulente ps´ ıquico profissional. e experimentamos uma satisfa¸ c˜ ao real e duradoura. Durante umas trˆ es semanas. n˜ ao h´ a nenhuma raz˜ ao l´ ogica que impe¸ ca de ser empregada neste sentido. Mesmo ent˜ ao a pessoa ver´ a que. da mesma forma que s˜ ao influenciados por fatores externos. devido ` a esperan¸ ca que conseguimos incutir em muitas pessoas. J´ a sugerimos que ´ e de bom alvitre que a pessoa guarde silˆ encio a respeito do seu desenvolvimento at´ e o momento em que tiver revelado o poder e aprendido a control´ a-lo. ser´ a importunada por pessoas tolas que simplesmente querem ver algo de novo ou que esperam ganhar algo para si. 42 .qual podem irromper na consciˆ encia. Seus poderes variam. Numa grande propor¸ c˜ ao. se for autˆ entico. Finalmente.

logo que ela come¸ ca a trabalhar com seu desenvolvimento. e a pessoa se surpreende num estado de impaciˆ encia e de lam´ urias contra os que o cercam. Algumas mudan¸ cas s´ ubitas que ocorrem na pr´ opria pessoa e nos seus arredores podem parecer apenas obst´ aculos de somenos importˆ ancia. E p´ ublico em geral tem a ideia de que todos os psiquistas s˜ ao p´ alidos. mas elas podem muito bem passar para uma dificuldade realmente aborrecida. S˜ ao estas rea¸ c˜ oes extremas que a pessoa tem que aprender a controlar e 43 . mas ´ e apenas uma parte.Cap´ ıtulo 5 Mais algumas considera¸ co ˜es Neste cap´ ıtulo queremos oferecer alguns avisos pr´ aticos que podem ajudar os interessados a evitar alguns perigos imprevistos no desenvolvimento da faculdade clarividente. ent˜ ao. primeiro de tudo. Esta sensibilidade costuma revelar-se numa irritabilidade incomum. mas tamb´ em em sua vida comum. Antes de mais nada. continuarei cuidando dos efeitos produzidos pela pessoa sobre outras pessoas mais. Evidentemente. Esta sensibilidade corporal anormal deve ser apenas uma fase passageira e deve cessar quando a pessoa mais ou menos completou seu treinamento. n˜ ao apenas no n´ ıvel ps´ ıquico. tratarei dos efeitos que ela experimenta e. nervosos e irrit´ aveis. A pessoa deve lembrar-se de que se tornar´ a mais sens´ ıvel. e s˜ ao estas pessoa que contribuem para conspurcar o nome deste assunto. a capacidade de ver claramente no cristal ou no espelho constitui a primeira e muito importante parte do treinamento. geralmente poucos antes que a pessoa comece uma sess˜ ao de esfor¸ co para ver no cristal ou no espelho. Infelizmente. Em muitos casos este estado permanece tamb´ em com a pessoa depois da sua ´ por causa disto que o sess˜ ao e pode causar um bocado de preocupa¸ c˜ ao. h´ a muitos psiquistas que nunca saem deste est´ agio de sensibilidade f´ ısica indevida. propensos a entusiasmos repentinos ou a depress˜ ao profunda. E este cap´ ıtulo foi escrito com o objetivo de ajudar a pessoa a evitar pelo menos algumas dessas dificuldades. H´ a tanta coisa que come¸ ca a exercer influˆ encia sobre a pessoa. Todo som parece indevidamente alto. vejamos o efeito do desenvolvimento clarividente sobre a pr´ opria pessoa e.

e ao mesmo tempo o desequil´ ıbrio temperamental e acentuado nervosismo ir˜ ao diminuindo aos poucos. contudo. assim. ´ e muito importante lembrar que o contato com os n´ ıveis ps´ ıquicos permite que for¸ cas vigorosas e ativas se desprendam imediatamente. pelos estados mentais e emocionais da personalidade. e a atitude cr´ edula de algumas pessoas ao redor muitas vezes aumenta este sentimento de superioridade.mostrar. Mas 44 . despertando v´ arias rea¸ c˜ oes internas e. ´ e um sentimento de autoridade um sentimento positivo de que o que a pessoa est´ a recebendo daqueles n´ ıveis ´ e absolutamente verdadeiro e n˜ ao deve ser questionado. ´ e dif´ ıcil evitar estas express˜ oes de nervosismo e de falta temperamental de equil´ ıbrio. E ca a reagir ao treinamento. ´ e sempre colorida. nenhuma comunica¸ c˜ ao ps´ ıquica ´ e totalmente correta. ´ e verdade que. isso ´ e algo que qualquer psic´ ologo lhe dir´ a que se passa em mais ou menos 90 por cento de toda a ra¸ ca humana! De fato. E geral. mas no entanto. Quando as for¸ cas ps´ ıquicas entram em contato com o n´ ıvel consciente. porque s˜ ao devidas. essas for¸ cas encontrar˜ ao uma certa qual resistˆ encia. alguns psic´ ologos s˜ ao de opini˜ ao de que a personalidade verdadeiramente integrada e equilibrada ainda n˜ ao existe na ´ um ponto de vista exagerado. transtornando-lhe o equil´ ıbrio. Cultivo da humildade Um dos resultados mais comuns deste afluxo de poder. Que quero eu dizer com essa afirma¸ c˜ ao? Pois bem. Visto que a personalidade do interessado n˜ ao est´ a por enquanto equilibrada e integrada. Mas quero que a pessoa se lembre de que afirmei que essas for¸ cas exercer˜ ao influˆ encia sobre ela em maior ou menor propor¸ c˜ ao e frisei que deixar˜ ao de causar problemas se a pessoa trabalhar corretamente em seu treinamento. como regra face da Terra. que um psiquista pode ser uma pessoa normal e bem equilibrada. o que resultar´ a nos sintomas f´ ısicos mal-acolhidos que se pode experimentar. as quais influenciar˜ ao toda a personalidade. devidamente equilibrados e integrados como personalidades. Pode-se ver uma situa¸ c˜ ao semelhante quando algu´ em come¸ ca o r´ ıgido treinamento de um atleta em algum esporte ´ o que acontece quando o seu corpo come¸ f´ ısico exigente. em maior ou menor grau. ` a medida que a pessoa avan¸ ca em seu treinamento. No in´ ıcio do seu treinamento. na maioria. n˜ ao queiram entender-me mal aqui. Est´ a impregnada de uma aura como “Assim fala o Senhor”. quando algu´ em est´ a em contato com os n´ ıveis ps´ ıquicos. Friso isto porque n˜ ao quero enganar a ningu´ em. em diferentes propor¸ c˜ oes. Todavia. elas fluem atrav´ es de sua personalidade. quando a pessoa inicia seu desenvolvimento. Por favor. ` as mudan¸ cas que se efetuaram na pessoa pelo treinamento a que agora est´ a se submetendo. como eu disse anteriormente. Porque tem que passar pela personalidade do vidente. ao mundo. ademais. Se eu digo que sua personalidade n˜ ao est´ a ainda equilibrada. Afirmei que s˜ ao devidas ` as mudan¸ cas que se realizaram na pessoa por esse treinamento. n˜ ao estamos.

Ao mesmo tempo. todas as vis˜ oes. conforme j´ a disse antes. A lei ´ aurea ´ e: s´ o mesmo depois da sess˜ ao procure criticar o que possa aparecer no cristal ou no espelho. Evidentemente. quando a pessoa estiver totalmente desenvolvida. A s faculdades ps´ ıquicas atuam mediante a mente subconsciente. O cultivo deste esp´ ırito de humildade nem sempre ser´ a f´ acil. dˆ e dois em seu desenvolvimento moral ”. a pessoa atiraria ent˜ ao um pouco 45 . no come¸ co. H´ a um ditado que sintetiza isto: “Para cada passo em seu desenvolvimento ps´ ıquico. a pessoa ter´ a que pilotar o barco como faziam os antigos marinheiros quando chegavam a Cila e Caribde. mas. dizendo: “E c˜ ao minha”. talvez 95 por cento do que a pessoa vˆ e ser˜ ao o produto da imagina¸ c˜ ao visual da pessoa. pode ser u ´til. Se isto sempre pudesse ser feito tornaria a vida muito mais f´ acil para n´ os. se quisermos desenvolver-nos com o melhor aproveitamento poss´ ıvel.no in´ ıcio a pessoa pode muito bem sentir que esta ou aquela vis˜ ao deve ser absolutamente correta e provavelmente constatar´ a que. Se a pessoa aborda seu desenvolvimento ps´ ıquico neste esp´ ırito de verdadeira humildade. todos os contatos com os n´ ıveis ps´ ıquicos devem sempre ser checados e testados pela raz˜ ao da pessoa. nessa propor¸ c˜ ao. isso constitui grandemente uma recomenda¸ c˜ ao de perfei¸ c˜ ao. N˜ ao a humildade hip´ ocrita de Uriah Heep. mas. quando a sensibilidade subconsciente a sugest˜ oes diminui. simultaneamente com suas sess˜ oes de desenvolvimento clarividente. a pessoa n˜ ao deve permitir-se minimizar indevida´ imagina¸ mente o que consegue. ent˜ ao nenhum afluxo de poder h´ a de arred´ a-la dos n´ ıveis ps´ ıquicos. livre de autodeprecia¸ c˜ ao indevida e um firme esfor¸ co no sentido de afirmar seu pr´ oprio status. juntamente com uma disposi¸ c˜ ao de dirigir seus esfor¸ cos adequadamente. Pois bem. estes sentimento positivo e dominante realmente distingue sua faculdade ps´ ıquica dos resultados da visualiza¸ c˜ ao mental comum e. isso deve ser feito at´ e certo ponto. mas a humildade verdadeira. a pessoa medite na virtude ´ etica da humildade. Mas. quando estamos trabalhando neste campo ps´ ıquico. ` a medida que vai se desenvolvendo essa porcentagem se alterar´ a at´ e que 95 por cento do que se vˆ e ser´ a ver´ ıdico e exato. e essa parte da mente ´ e extremamente suscet´ ıvel ` a sugest˜ ao. Este particular nunca pode ser eliminado por completo e a pessoa pode aprender a levar isso em considera¸ c˜ ao. Por causa disto ´ e muito u ´til se. est´ a ficando intolerante contra quem fa¸ ca perguntas ou se discordar dela. de Charles Dickens. Entre a hip´ ocrita subserviˆ encia de Uriah Heep e seus pr´ oprios sentimentos de autoafirma¸ c˜ ao. sob as condi¸ c˜ oes em que trabalhamos. at´ e certo ponto. da mesma maneira como algu´ em acerta um pouco fora do alvo se o rev´ olver que usa tem alguma inclina¸ c˜ ao qualquer como seja “atira para a direita”. de modo que n˜ ao h´ a nenhuma sugest˜ ao negativa que n˜ ao seja aceita t˜ ao facilmente como a positiva. ´ claro que sempre restar´ E a aquela pequena porcentagem de “vidro fosco” por causa das impress˜ oes ps´ ıquicas que tˆ em que passar pela personalidade da pessoa. como nossos amigos cat´ olicos diriam. N˜ ao obstante.

Para uso das pessoas interessadas ser´ a perfeitamente suficiente uma forma simplificada de t´ ecnica de relaxamento da mesma forma que um m´ etodo simples de medita¸ c˜ ao.por causa de sua hist´ oria evolucion´ aria h´ a muito tempo estabelecida como o modo normal de amealhar conhecimentos . independentemente de outros benef´ ıcios que podem advir ` pessoa. tem que contender com a vis˜ ao f´ ısica normal e isso . e o mesmo padr˜ ao est´ a sendo repetido em muitos pa´ ıses de al´ em-mar.na medida em que influenciam a pessoa interessada . das profundezas dos limites da consciˆ encia.em grande n´ umero de livros que podem ser encontrados ` a venda hoje em dia. Por conseguinte. permito-me lembrar que. N˜ ao h´ a necessidade de unir-se a este ou ` aquele grupo. pode reduzi-lo a uma propor¸ c˜ ao m´ ınima. podem-se obter todas as informa¸ c˜ oes necess´ arias em alguns dos excelentes livros que se tˆ em escrito sobre o assunto.e na realidade participam da natureza dos sonhos. essa distor¸ c˜ ao ´ e muito ampla devida a condi¸ ` c˜ ao de sua sa´ ude f´ ısica mais suas rea¸ c˜ oes mentais e emocionais na ´ epoca. ou trabalhar sob a dire¸ c˜ ao de um guru oriental. H´ a uma raz˜ ao para isto: quando a pessoa est´ a come¸ cando a realizar a vis˜ ao clarividente.“Eles voam esquecidos como um sonho” . se a pessoa percebe o “vidro fosco” nas vis˜ oes que recebe. Esse registro ´ e melhor que seja feito imediatamente ap´ os a pr´ opria sess˜ ao. Mas. as autoridades em muitas escolas e outros centros de educa¸ c˜ ao est˜ ao ministrando aulas de ioga. A teoria e a pr´ atica da medita¸ c˜ ao foram cabalmente explicadas . emergindo. Pois bem. ` a medida que a pessoa for usando estas t´ ecnicas. segundo eu j´ a afirmei.para a esquerda do alvo a fim de fazer a corre¸ c˜ ao necess´ aria. come¸ car´ aa ver como elas podem ser muito u ´teis no desenvolvimento de sua faculdade. de igual modo deve tamb´ em registrar suas falhas. Deve a pessoa aprender a adquirir alguma medida de controle da sa´ ude e das rea¸ c˜ oes. se quer que sua clarividˆ encia seja exata.´ e muito mais forte do que os primeiros vislumbres experimentais da faculdade f´ ısica que est´ a emergindo recentemente. 46 . Por isso os pormenores mais sutis da vis˜ ao perdem-se rapidamente . como o fazem. ela deve tamb´ em seguir uma escala de sess˜ oes de relaxamento e medita¸ c˜ ao. e. porque com muita frequˆ encia as falhas podem ser mais u ´teis do que os ˆ exitos. porquanto elas chamam a sua aten¸ c˜ ao para alguma condi¸ c˜ ao que persiste e que a pessoa pode ter descurado por completo. al´ a em das suas sess˜ oes de desenvolvimento clarividente. Ioga Por esta raz˜ ao. antes que a mente possa esquecer os detalhes da vis˜ ao que se teve. Gostaria de frisar a importˆ ancia em se manter um registro pormenorizado dos resultados das sess˜ oes de desenvolvimento clarividente. Se a pessoa cadastra seus ˆ exitos. Em muitas das nossas grande cidades.

Assim sendo. Se a faculdade come¸ ca e desenvolver-se. Por experiˆ encia pessoal. e nossa imagina¸ c˜ ao pode come¸ car a funcionar.Registro da verdade Uma vez que o estado de sua sa´ ude f´ ısica e suas condi¸ c˜ oes mentais e emocionais. Mantendo um registro verdadeiro e conferindo suas vis˜ oes perante os diferentes fatores de sa´ ude. a pessoa provavelmente constatar´ a que existe alguma correla¸ c˜ ao definida entre os pontos de elevado sucesso. at´ e certo ponto. a pessoa deve ser absolutamente honesta consigo mesma . a pessoa n˜ ao precisar´ a dizer essa coisas. Depois de um per´ ıodo de uns trˆ es meses. ou. elas devem ser anotadas cada vez. N˜ ao importa o que esteja acontecendo no final desse tempo. mental e emocional ´ e condicionada. temos a tendˆ encia de procurar fazer com que o registro pare¸ ca melhor do que realmente o ´ e. tal contato parecer´ a que vai afetar seu tra47 . pois at´ e mesmo os primeiros vislumbres experimentais do poder clarividente causar˜ ao uma impress˜ ao positiva nela. a pessoa deve parar. O subconsciente da pessoa deve estar treinado para obedecer ` as ordens que se lhe d˜ ao. E tamb´ em as posi¸ c˜ oes lunares devem ser inclu´ ıdas. pelo tempo. ajud´ a-la-´ a a desenvolver sua faculdade e us´ a-la com discri¸ c˜ ao e discrimina¸ c˜ ao. s˜ ao todas de importˆ ancia. muitas vezes pode acontecer que a pessoa comece a ver um modelo surgir. mesmo que mental e emocionalmente lhe seja doloroso registr´ alo. pois constitui experiˆ encia comum de muit´ ıssimos videntes que ´ e neste per´ ıodo que semelhante distor¸ c˜ ao mais provavelmente ocorre. Enquanto estamos tratando desta parte do treinamento. “Tenho ” a certeza de que estava se formando um quadro sombreado e podia ter ficado mais claro se eu tivesse continuado a sess˜ ao. Ningu´ em de n´ os gosta de admitir que cometeu falha.o registro deve ser como a mulher de C´ esar. permito-me avisar com insistˆ encia que fique sentada cada vez um certo per´ ıodo. quando estamos tendo uma s´ erie de resultados negativos. mesmo num registro particular. posi¸ ca ˜o lunar e estados emocional-mentais da mente durante a sess˜ ao. ou poder´ a descobrir que. e. este particular deve ser tamb´ em registrado. digamos meia hora. vis˜ oes tidas durante a lua nova devem ser cuidadosamente examinadas para ver se tˆ em vest´ ıgios de distor¸ c˜ ao. visto que existe uma boa evidˆ encia de se mostrar que a lua exerce algum efeito sobre nossos estados mentais e emocionais. se estiver em contato com certas pessoas exatamente antes de come¸ car a sess˜ ao . Mas. ´ e poss´ ıvel que a pessoa tenha mais ˆ exito em adivinhar no espelho ou no cristal quando a lua ´ e cheia. “Tenho ” a certeza de que realmente vi alguns lampejos de luz no espelho. dado que nossa situa¸ c˜ ao geral. que abrange as v´ arias influˆ encias que podem afetar a pessoa. e trata-se de um grande mas. Por exemplo. A pessoa deve sempre manter o controle sobre as coisas. acima de suspeita. de modo que . Esse registro. sei como deve ser dif´ ıcil reconhecer que n˜ ao se teve ˆ exito. por ocasi˜ ao da sua sess˜ ao.

uma vez que se logrou isso. e tais pessoas podem ajudar a faculdade de outras a desenvolver-se ou ent˜ ao poder˜ ao inibi-la definitivamente. mas no in´ ıcio do treinamento ter´ a que haver-se com isso. embora as for¸ cas ps´ ıquicas dos outros membros do grupo possam constituir um fator limitante ou estimulante. ` a medida que progride. Se ent˜ ao logra obter bons resultados. neste caso se ter´ a tornado ainda mais independente de influˆ encias externas. ajudar´ a o interessado a levar a sua faculdade a um n´ ıvel mais elevado. Deve sempre lembrar-se de que nunca deve cessar seus esfor¸ cos no sentido de aperfei¸ coar sua vis˜ ao ps´ ıquica. quando os pr´ oprios membros individuais est˜ ao sinto48 . at´ e que se torne indevidamente dependente deles e n˜ ao possa mais fazer nenhum bom trabalho ps´ ıquico. Isto ´ e determinado pelo n´ ıvel geral mental do grupo e. A pessoa n˜ ao s´ o pode ser condicionada pela mentalidade do grupo. as for¸ cas ps´ ıquicas e mentais combinadas dos que formam o grupo estar˜ ao continuamente trabalhando no subconsciente para elevar a faculdade clarividente at´ e um certo n´ ıvel. nesses grupos. A lei aurea consiste em manter um registro pormenorizado. o que refor¸ car´ a toda a sua personalidade. Trata-se de uma coisa muito real. Estamos aqui diante de um perigo muito real que deve ser levado em considera¸ c˜ ao. Dentro do seu ´ ıntimo existem ainda ilimitadas profundezas a serem exploradas e sua vis˜ ao ps´ ıquica deve ir ampliando continuamente seu campo de opera¸ c˜ ao. Se a pessoa est´ a participando de uma sess˜ ao em um grupo para desenvolvimento ps´ ıquico. N˜ ao h´ a nenhum ponto final neste campo de pesquisa.conforme j´ a disse algures neste livro pode come¸ car a confiar inconscientemente nos est´ ımulos da mentalidade do grupo. que tamb´ em lhe proporciona uma checagem externa objetiva sobre suas experiˆ encias ps´ ıquicas subjetivas. caso em que existe uma sintonia u ´til da sua faculdade com um n´ ıvel mais elevado de percep¸ c˜ ao. Acontece que. a influˆ encia dessas pessoas pode ser eliminada. Seja como for. de modo que deixa de afetar a pessoa. Para a maioria de n´ os pode ser tamb´ em muito u ´til evitar que fiquemos arrogantes ou que nos ensoberbe¸ camos. mas . deve tentar adivinhar sob condi¸ c˜ oes mais dif´ ıceis. o n´ ıvel da mente do grupo pode ser muito mais elevado do que o da pr´ opria pessoa. o qual deve ser um ´ registro verdadeiro e regular de todas as suas sess˜ oes. Pois bem. a pessoa deve tirar vantagens sobre toda condi¸ c˜ ao favor´ avel. Trata-se de uma boa autodisciplina. a influˆ encia do grupo tender´ a a fix´ a-lo nesse n´ ıvel. No come¸ co de seu treinamento. o qual tende a fazer que sua vis˜ ao concorde com a situa¸ c˜ ao geral do grupo. frequentemente ocorrem per´ ıodos regulares de tens˜ ao ps´ ıquica.balho durante a sess˜ ao. Por outro lado. Num est´ agio posterior de seu desenvolvimento. Clarividˆ encia de grupo Referi-me ` a influˆ encia que certas pessoas possam ter. mas. ele constitui um fator mormente embara¸ cante. enquanto n˜ ao conseguir trabalhar com os outros membros do grupo.

Quando algu´ em come¸ cou a lograr alguns resultados. insistia em que reconhecˆ essemos este fator limitante na mente do grupo e que o lev´ assemos ` vezes. contudo. a impress˜ em considera¸ c˜ ao. As ao que se tem ´ e a de que a melhor coisa a fazer ´ e deixar completamente o grupo. ou qualquer ps´ ıquico em desenvolvimento nesse grupo tem a oportunidade de ampliar o objetivo de suas capacidades ps´ ıquicas. Por enquanto n˜ ao possu´ ımos muitos dados pormenorizados sobre a raz˜ ao por que essas pessoas influenciam o desenvolvimento ps´ ıquico. Alguns grupos. geralmente tˆ em cabelos ruivos. se um dia nos associarmos a um grupo que tem uma pessoa dessas como membro. cabe aqui lembrar a virtude da verdadeira humildade. Visto que todos os participantes do grupo se acham por ora numa condi¸ c˜ ao impression´ avel. Novamente. Mas.por exemplo. Veremos que h´ a oportunidades e limita¸ c˜ oes que nos influenciam.nizando com n´ ıveis mais elevados de consciˆ encia. antes de tomar esta medida. Em geral s˜ ao conhecidas como catalisadores. A grande ocultista Dione Fortune. pelo contr´ ario. se nos 49 . se ela achar que a atmosfera do grupo est´ a come¸ cando a causar empecilhos ao seu progresso. e note-se que n˜ ao s˜ ao muito numerosas. ent˜ ao constataremos rapidamente que o grupo ter´ aˆ exito em desenvolver as faculdades ps´ ıquicas dos seus membros. parecem dispor de uma atmosfera fixa mental na qual as faculdades ps´ ıquicas de todos os membros est˜ ao presas a um n´ ıvel. n˜ ao lograr´ a absolutamente ˆ exito algum. ´ e muito f´ acil que surjam problemas e por isso deve-se tomar muito cuidado que a pessoa atue de forma correta antes de decidir-se definitivamente a abandonar o grupo. As pessoas de que estou falando podem ser encaradas como catalisadores ps´ ıquicos e parece que possuem certas caracter´ ısticas f´ ısicas . Mas. Na qu´ ımica. durante seu ensinamento. quando isso acontece. Na maioria dos casos n˜ ao parecem desenvolver qualquer faculdade ps´ ıquica. acreditando que isso ´ e fruto de inveja dos que ainda n˜ ao conseguiram nenhum resultado. conforme dito. vejamos um aspecto assaz interessante do assunto. Catalisadores ps´ ıquicos Agora. Sua verdadeira presen¸ ca parece estimular bem como inibir quaisquer ocorrˆ encias ps´ ıquicas. o que a pessoa deve estar preparada a fazer. ´ e muito f´ acil melindrar-se com qualquer cr´ ıtica. caso se tornem membros. vale a pena que a pessoa considere seriamente por algum tempo para ver se ´ e o grupo inteiro ou se ´ e simplesmente ela que n˜ ao est´ a sintonizando. a pessoa interessada. H´ a pessoas que exercem uma grande influˆ encia sobre os trabalhos do grupo ps´ ıquico. mas em definitivo exercem influˆ encia sobre outras pessoas. mas n˜ ao se combinam quimicamente com nenhuma outra substˆ ancia na mistura. Parece que iniciam uma gama de rea¸ c˜ oes qu´ ımicas em muitas misturas que sejam colocadas. ou que. constatou-se que certas substˆ ancias fazem a mesma coisa em rea¸ c˜ oes qu´ ımicas.

e cabe a n´ os. ou ent˜ ao podem aparecer depois de forma espontˆ anea. mas que n˜ ao po` medida dem ser transformadas em objetivas. Uma classe ´ e constitu´ ıda dos resultados do trabalho da faculdade clarividente. mas. sim. Se trabalharmos desta maneira n˜ ao estaremos t˜ ao sujeitos a tornar-nos dependentes dos outros. mas na realidade est´ a ligado muito intimamente com ela. pode muito bem ser que prefiramos trabalhar sozinhos. mas quando se experimenta esta “vis˜ ao sem forma” se constatar´ a o que estou procurando dizer. O parecer e a per´ ıcia dos l´ ıderes do grupo. foi a maneira como o viu. contudo a pessoa torna-se cˆ onscia de que diante de si existe algo que tem um certo tamanho e forma. Aparentemente n˜ ao est´ a relacionado com a adivinha¸ c˜ ao no espelho ou no cristal. e os detalhes s˜ ao absolutamente distintos . constituem um fator positivo. A que o treinamento vai avan¸ cando. Essas impress˜ oes s˜ ao de dois tipos. unidos ao encorajamento no sentido de trabalhar com outros. E na realidade n˜ ao vˆ e nada! Esta explica¸ c˜ ao ´ e muito confusa. escolher se vamos participar de um semelhante grupo ou se continuamos sozinhos o treinamento. para projet´ a-las numa forma objetiva no espelho. Evidentemente. pessoalmente. Conhecimento imediato Agora quero abordar outro aspecto importante do treinamento. as quais est˜ ao sendo dirigidas para os esfor¸ cos que a pessoa faz quando est´ a olhando no espelho. mesmo que ainda n˜ ao tenha conseguido qualquer vis˜ ao objetiva. Todavia. outra pessoa que registrasse as ocorrˆ encias durante as sess˜ oes sempre seria u ´til. e acha que pode ´ “como se”. mas descrevˆ e-lo em pormenores. por uma raz˜ ao ou outra. eu aconselharia a trabalharem sozinhos. Embora n˜ ao se veja forma de esp´ ecie alguma. porque agora est˜ ao trabalhando diretamente com o poder crescente da pessoa. estas impress˜ oes declinam. Esta forma de clarividˆ encia recebeu a denomina¸ c˜ ao de “Ver um gato preto em plena meia-noite no fundo de uma mina de carv˜ ao”. Embora a pessoa n˜ ao veja absolutamente nada. porque somos condicionados por eras de evolu¸ c˜ ao para associar vis˜ ao com os 50 . Quando a pessoa est´ a em sess˜ ao e fitando o espelho podem surgir certas impress˜ oes mentais. conforme j´ a disse anteriormente. uma esp´ ecie de conhecimento imediato que aparece na consciˆ encia. A segunda classe ´ e completamente diferente e constitui em si mesma uma forma distinta de clarividˆ encia.unirmos a um grupo de desenvolvimento ps´ ıquico. Estas impress˜ oes n˜ ao s˜ ao imagens objetivas nem subjetivas mas. Pessoalmente.pois n˜ ao existe nada vago em torno deles. uma ideia detalhada surge na sua mente referente a uma pessoa ou coisa definida. cabe a n´ os decidir sobre isto. por mais entendidos que sejam esses l´ ıderes e seja qual for a composi¸ c˜ ao do grupo. No in´ ıcio ´ e terrivelmente dif´ ıcil algu´ em fiar-se nessas impress˜ oes. uma vez que esta estranha forma de consciˆ encia come¸ cou a desenvolver-se. Aqui as impress˜ oes s˜ ao claras e definidas e surgem na mente da pessoa enquanto est´ a lendo no espelho.

Acredito que o que est´ a acontecendo ´ e que estamos come¸ cando a usar os verdadeiros sentidos ps´ ıquicos que n˜ ao dependem dos sentidos f´ ısicos e est˜ ao complementando nossa vis˜ ao no espelho com mais esta informa¸ c˜ ao. por´ em. o 51 . Tenho-me referido a ela como sendo psiquismo intuitivo. Quando a pessoa estiver muito bem adiantada em seu treinamento constatar´ a que esses vislumbres de conhecimento intuitivo est˜ ao come¸ cando a formar um fundo panorˆ amico cont´ ınuo para as suas vis˜ oes no espelho. este poder intuitivo prov´ em de um n´ ıvel elevado na mente e n˜ ao se trata de impress˜ oes gerais. Fala-se muito a respeito disto. Acontece.usualmente homens! Quando isso acontece com muita frequˆ encia. mas recebe tamb´ em um bloco pormenorizado de informa¸ c˜ oes que entram ao mesmo tempo em sua mente. n˜ ao conseguem surgir em sua consciˆ encia. que a clarividˆ encia intuitiva n˜ ao pode atuar atrav´ es deles. A dependˆ encia do homem de sua capacidade de racioc´ ınio fez com que seus poderes intuitivos se enfraquecessem e. embora estejamos olhando para o espelho. com exce¸ c˜ ao de circunstˆ ancias excepcionais. que as senhoras usam para defender seu pr´ oprio ponto de vista peculiar em franca oposi¸ c˜ ao ` as afirmativas razo´ aveis feitas por pessoas “racionais” . a prop´ osito de intui¸ c˜ ao. No entanto. um fato detalhado e exato. dizendo que que se trata de mera coincidˆ encia. porque ela procede de um n´ ıvel mental mais elevado do que qualquer outro que possam atingir. isto sim. Existe uma forma antiga de psiquismo que depende do sistema nervoso involunt´ ario que se apresenta igualmente em vagas impress˜ oes. Qualquer tentativa de desenvolvimento sintom´ atico das faculdades ps´ ıquicas e todo s´ erio esfor¸ co para dominar a arte de medita¸ c˜ ao tender˜ ao a provocar o poder intuitivo. Clarividˆ encia intuitiva Retornemos. Conforme tenho salientado. a intui¸ c˜ ao da mulher revela ser correta e ent˜ ao se descarta a coisa. ` a clarividˆ encia intuitiva. mas sem a limpidez e o pormenor da clarividˆ encia intuitiva.embora possam ser muito inteligentes e muito aptos a tratar com a vida. uma forma de clarividˆ encia impressional que eles podem desenvolver. Zomba-se dela como se fosse um atributo feminino. A pessoa n˜ ao vˆ e apenas sua vis˜ ao mentalmente projetada no espelho. Mais precisamente. mas constitui. esperando por uma vis˜ ao. Mas h´ a. Conforme eu disse. Esta capacidade ps´ ıquica at´ avica parece que a possuem muitos animais e certos seres humanos cujo n´ ıvel intelectual n˜ ao ´ e muito elevado . intui¸ c˜ ao ´ e um atributo comum e n˜ ao est´ a restrita ao sexo feminino. Ela surge num aspecto mais elevado da mente do que a antiga forma e por isso ´ e muito mais segura. de modo que acho bom que se fa¸ ca algumas observa¸ c˜ oes.olhos f´ ısicos. por´ em. essa clarividˆ encia impressional carece de clareza e do pormenor do tipo intuitivo. sim. Aqui n˜ ao estamos usando nossos olhos f´ ısicos para captar as impress˜ oes. mas pode ser encontrada em toda a humanidade em diferentes graus.

´ e interessante notar que. apesar disso. somos for¸ cados a recorrer a s´ ımbolos. pareceria ser uma pessoa respeit´ avel e de bem. Por isso. dizendo: “N˜ ao fa¸ cas isto! Sou um servo como tu e teus irm˜ aos ”. neste cap´ ıtulo.).1 Ora. Referem-se normalmente aos estados mentais interiores da pessoa.T. mas eu gostaria de sugerir que os meus leitores empregassem o sistema particular que lhes apresentarei mais adiante. De um modo algo desairoso. cada dia. muita coisa da clarividˆ encia da pessoa pode realizar-se na forma de s´ ımbolos. mas o clarividente intuitivo. que sugeri que a pessoa se concentre em medita¸ c˜ ao durante um determinado tempo. Com rela¸ c˜ ao a este livro. embora n˜ ao veja nenhuma forma. O clarividente objetivo vˆ e no espelho a apari¸ c˜ ao de algu´ em que. a julgar pelo seu rosto e aspecto geral. Um caso cl´ assico ´ e o livro do Novo Testamento conhecido por A Revela¸ c˜ ao de S˜ ao Jo˜ ao.psiquismo intuicional est´ a vinculado ao conte´ udo ´ etico e moral de nossas vidas e por isso representa uma ajuda para julgamentos ´ eticos e morais. quando o vidente caiu aos p´ es do Ser que era seu guia e instrutor na vis˜ ao. os s´ ımbolos que surgem na mente da pessoa s˜ ao de diversos tipos. quando chegamos ` a considera¸ c˜ ao das verdades espirituais mais profundas. bem como muitos grupos que a praticam. tem-se afirmado que os s´ ımbolos constituem o ref´ ugio do clarividente ineficiente e se ele n˜ ao consegue obter quadros definidos.ele n˜ ao ´ e t˜ ao respeit´ avel nem t˜ ao benevolente como o clarividente objetivo julgava que fosse. ele sempre pode recorrer aos s´ ımbolos! Isto pode ser verdade num grande n´ umero de casos. E acredito que este ´ e o m´ etodo correto de desenvolvimento. Um contato f´ ısico com a pessoa que foi vista clarividentemente demonstrar´ a que o vidente intuitivo estava certo. S´ ımbolos Existem muitos livros que tratam de medita¸ c˜ ao. Efetivamente. ao passo que o outro desenvolveu o tipo de intui¸ c˜ ao de percep¸ c˜ ao subjetiva. visto que isso abrir´ a os poderes intuitivos. mas ´ porque compreenderemos imediatamente o sentido do que estamos vendo. parece que a combina¸ c˜ ao de duas formas de vidˆ encia constitui um objetivo a ser alcan¸ cado. Conforme anotamos p´ aginas atr´ as. mas. Aqui o volume do livro ´ e puramente simb´ olico. Um deles desenvolveu vis˜ ao objetiva no espelho ou no cristal. tira conclus˜ oes completamente diferentes e percebe que a pessoa vista possui um car´ ater b´ asico que difere enormemente da sua imagem normal . 9 (N. os s´ ımbolos desempenham uma grande tarefa em assuntos de vis˜ ao ps´ ıquica. o anjo proibiu-lho. Tomemos um exemplo. e at´ e mesmo de um car´ ater de proje¸ c˜ ao. mas ocasionalmente 1 Ver Apocalipse 22. 52 . Suponhamos que temos dois clarividentes. Primeiro existem aqueles s´ ımbolos que aparecem em sonhos. Nosso clarividente objetivo est´ a propenso a encarar esta vis˜ ao pela maneira como se apresenta. Ent˜ ao n˜ ao s´ o veremos apari¸ c˜ oes no espelho.

Antes de prosseguir. deve estar preparada para enfrentar uma certa qual resistˆ encia da parte do seu pr´ oprio subconsciente. quando a sua clarividˆ encia come¸ ca a desenvolvˆ e-la. os quais representam certos fatores no Universo e tamb´ em no homem. como se chama. que irei descrever com bem poucas palavras. todos os poderes e for¸ cas desse Universo devem ser encontrados nele. Simbolismo cabal´ ıstico Sem nos distendermos mais do que em uma explica¸ c˜ ao geral do sistema cabal´ ıstico na medida em que concerne ao nosso treinamento ps´ ıquico. tamb´ em o sistema. a pessoa sempre pode elaborar um c´ odigo planejado e selecionado dos s´ ımbolos e convencer suas faculdades ps´ ıquicas a us´ a-lo. Mas existem outros s´ ımbolos que se desenvolveram numa maneira casual dentro da mente da pessoa e. tem certos nomes. Podemos notar que as qualidades mostradas nos Sephiroth s˜ ao complementares.) oferece-nos a ideia principal da Arvore da Vida.. e de que. o Dr. mas podem ser encontrados livros que Dione Fortune.. que costuma preferir decididamente o c´ odigo que ele pr´ oprio construiu! Mas. conforme os antigos costumavam dizer. Israel Regardie. O estudo e a manipula¸ c˜ ao dos s´ ımbolos on´ ıricos constituem a maior parte da arte dos psic´ ologos e psiquiatras. equilibram-se mutuamente. horizontalmente. Assim sendo. s´ ımbolos e ideias relacionados com ela. No entanto. Caso a pessoa tente fazer isto. como ´ e chamado. onde 53 . conforme se denominam (o singular ´ e “Sephirah”). Cada um dos pontos-chave ou Sephiroth. tem muitos pontos de vantagem sobre o c´ odigo pr´ oprio da mente m´ edia subconsciente. ent˜ ao ela fica propensa a usar esses s´ ımbolos. devo garantir aos meus leitores que aquilo que lhes darei representa apenas uma parte muito pequena de uma grandiosa filosofia conhecida por Cabala. verticalmente KETHER equilibra MALKUTH. Dentro dos limites deste pequeno livro ´ e imposs´ ıvel oferecer-lhes mais do que uma fra¸ c˜ ao da filosofia da Cabala. estamos unicamente interessados com o que eles significam na medida em que se referem ao nosso treinamento clarividente. permito-me dizer que a base desta filosofia ´ e a de que o Homem ´ e o Microc´ osmico Reflexo do Macrocosmo ou Universo em que ele vive. Por ora. mas aqui nos ocupamos somente daquela parte que tem de relevˆ ancia para os nossos esfor¸ cos no desenvolvimento ps´ ıquico. O sistema organizado de s´ ımbolos que abordaremos constitui o s´ ımbolo-padr˜ ao da Cabala. o reino. ´ O diagrama adiante (faltando. por esta teoria. exatamente como o trabalho de um profissional experimentado costuma ser superior aos esfor¸ cos do curioso. eu mesmo e muitos outros escrevemos sobre o assunto. e nesta filosofia n˜ ao ´ e desej´ avel qualquer desequil´ ıbrio permanente das for¸ cas.s˜ ao ps´ ıquicos que surgem “atrav´ es das Portas de Chifre”. Os cabalistas constru´ ıram ent˜ ao sobre este fundamento um maravilhoso esquema de filosofia. os dois “Pilares” externos constituem oposi¸ c˜ ao complementar m´ utua.

a ideia associada com ela. tentando compreender com exatid˜ ao o que ela implica. procurando captar e compreender seu significado particular. Notar´ a que cada Sephirah recebeu uma cor definida. Netzach ´ e verde esmeraldino e encerra a ideia de sentimento emocional. Kether ´ e branco clar´ ıssimo. e. uma das quais deve ser usada cada dia como o ponto focal da nossa medita¸ c˜ ao. ao passo que Hod ´ e laranja colorido. por outro lado. a menos que se concretize um princ´ ıpio em Malkuth. ao qual est´ a vinculada a ideia de demolir e destruir. a fim de utilizar estes s´ ımbolos no desenvolvimento. avermelhado e preto. A pessoa perceber´ a. 54 . Tipharet tem a cor de ouro e encerra a ideia de Equil´ ıbrio e Harmonia. MALKUTH. e NETZACH e HOD complementam-se mutuamente nas bases dos dois Pilares externos. ´ e azul e tem a ideia de constru¸ c˜ ao. repetindo mais e mais vezes os assuntos. at´ e que tenha causado uma impress˜ ao permanente em seu subconsciente. Sua ideia ´ e de “Reino”. finalmente. No Pilar central. com a ideia associada de for¸ ca ilimitada sob tremenda press˜ ao. que eram conhecidos como Jaquin e Boaz. Pois bem. at´ e que o s´ ımbolo com seus significados seja firmemente estabelecido em sua mente subconsciente. GEBURAH faz o mesmo com GEDULAH. o sephirah TIPHARETH ´ e o s´ ımbolo e Esta¸ c˜ ao de Equil´ ıbrio. de in´ ercia e de conserva¸ c˜ ao de coisas estabelecidas. Chokmah ´ e prata. citrino.CHOKMAH equilibra BINAH. Gedulah. ` a qual est´ a ligada tamb´ em uma ideia precisa. Deve-se deixar sem pintar uma tira no fundo da cartolina e uma tira igual na extremidade superior. e. Agora temos um ma¸ co de cartas coloridas. e a ideia que encerra ´ e a da Fonte de onde tudo o mais procede. Pintar ou imprimir na extremidade superior o nome da carta. o Reino da Mat´ eria. uma para cada quarto .respectivamente oliva. enquanto que abaixo dele YESOD representa os Alicerces. ´ e o estado em que somente to´ dos os valores da Arvore s˜ ao finalmente concretizados e determinados. Ele ´ e incompleto. enquanto que Malkuth tem quatro cores. Binah ´ e azul ´ ındigo e encerra a ideia de restri¸ c˜ ao. evidentemente. onde todas as outras coisas se realizam. Significado da cor Geburah ´ e rubro. que est´ a ligado ` a ideia de intelecto. Durante o resto do dia devemos olhar ao nosso redor e procurar ver onde ´ e que a ideia est´ a se concretizando na vida. na tira do fundo. Yesod ´ e violeta e sua ideia ´ e a de alicerce. Para nossas medita¸ c˜ oes devemos recortar agora dez peda¸ cos quadrados de cartolina branca e pint´ a-los com as cores que dei aqui. Casualmente. ser´ a necess´ ario que a pessoa medite alternadamente em cada s´ ımbolo. que ter´ a que perseverar com destemor nestas medita¸ c˜ oes. Nessa medita¸ c˜ ao devemos considerar muito cuidadosamente a ideia relacionada com a carta escolhida para o dia. ` as vezes estes dois Pilares recebem os nomes dos dois Pilares em frente ao Templo do Rei Salom˜ ao. a fonte de energia primeva do Universo e do Homem.

Talvez. ali est´ a o elemento de destrui¸ c˜ ao. Este ´ e um perfeito s´ ımbolo de destrui¸ c˜ ao. se vemos em exemplo de constru¸ c˜ ao exagerada e de conservadorismo obstrutivo. observaremos outros exemplos da concretiza¸ c˜ ao deste princ´ ıpio de Geburah. A destrui¸ c˜ ao pode ser de dois tipos. Esta forma de destrui¸ c˜ ao est´ a fora de cogita¸ c˜ ao. e associando cada compartimento com uma cor e um conceito. esta manh˜ a (o melhor tempo para este tipo de medita¸ c˜ ao ´ e de manh˜ a bem cedo. O processo era conhecido como o “reflexo condicionado” e uma escola de psicologia considera isso um dos pontos-chave em sua filosofia comportamentista (behaviourist ). quando estivermos no trabalho. Uma consiste simplesmente em limpar o terreno a fim de deix´ a-lo pronto para novas atividades. Podemos multiplicar semelhantes incidentes. a cor clara representa esse mesmo princ´ ıpio desequilibrado e por isso relativamente ruim. que fez algo semelhante com cachorros. antes de ir para o trabalho). A cor pura representa a concretiza¸ c˜ ao equilibrada do princ´ ıpio. E assim por diante com o resto dos Sephiroth. ´ e poss´ ıvel que vejamos que uma parte de algum departamento est´ a sendo encerrada e n˜ ao ser´ a mais utilizada. quebrando janelas e despeda¸ cando portas. com a ideia de destrui¸ c˜ ao cruel. e tamb´ em quando estivermos trabalhando. No dia seguinte meditaremos sobre a carta azul de Gedulah e estaremos de atalaia para quaisquer exemplos de trabalho ` a nossa volta. N´ os estamos estabelecendo uma s´ erie semelhante de reflexos condicionados 55 . devemos precaver-nos contra toda instˆ ancia que nos cerque. saqueando tudo o que possam encontrar e transformando finalmente o lugar num monturo sujo e f´ etido. Depois. No decurso do dia. De novo. quando descermos a rua. relacionada com o princ´ ıpio de demoli¸ c˜ ao e de destrui¸ c˜ ao. e que os vˆ andalos a tenham invadido. eles imediatamente revelavam todos os sinais de fome violenta e babavam-se. associamos este fato em nossa mente com uma carta azul clara. Havia um cientista russo de nome Pavlov. O antigo corti¸ co ´ e terraplanado para que possam ser constru´ ıdas casas melhores e novas no terreno que foi trabalhado. Mas ´ e poss´ ıvel que uma casa em nossa rua tenha sido desocupada ou abandonada. N´ os imaginamos em nossa mente nosso quadrado de vermelho brilhante e mudamos essa cor para uma de cor vermelha turva. Cores e conceitos Estamos construindo um sistema mental de arquivamento com dez compartimentos. visto que n˜ ao serve para nenhum bom objetivo e atr´ as dela n˜ ao existe nenhuma ideia construtiva. ´ Escolhi esta Esta¸ c˜ ao particular na Arvore porque me facilita ilustrar outro ponto. e permitome presumir que os meus amigos fizeram sua medita¸ c˜ ao pouco depois de levantar-se. De igual modo. quando ele tocava uma campainha. quando descermos a rua e vermos a escavadora de terraplanagem demolindo uma casa. Agora. onde a destrui¸ c˜ ao se justifica por causa das melhorias que ela traz. Pois bem.Vejamos um exemplo: Estivemos meditando em Geburah.

deixando-o como uma n´ evoa que varia de intensidade. sempre que deparamos com a concretiza¸ c˜ ao dos conceitos que foram impressos nas cartas que estamos usando. levar´ a os interessados bem adiante em seu desenvolvimento e tornar´ a sua clarividˆ encia muito mais segura. mediante o qual a nossa vis˜ ao intuitiva pode desenvolver-se e treinar. quando se ouvem os trˆ es sinais do Morse para a letra “S”. e assim por diante. de forma que. n´ os conscientemente contamos o n´ umero de sinais. Assim. ` a medida que vamos adquirindo pr´ atica. nas breves linhas com que o descrevi. esta ´ e nossa clarividˆ encia intuitiva. Com a pr´ atica. Num est´ agio ulterior n´ os interpretamos subconscientemente os sinais do alfabeto. A atica chegamos ao ponto em que os s´ ımbolos. ` a medida que os s´ ımbolos surgem na consciˆ encia clarividente. devendo-se tom´ a-los aos pares onde se apresentam reciprocamente opostos no diagrama. casualmente pode tamb´ em ocorrer que a pr´ opria cor se espalhe e tinja todo o quadro clarividente no espelho. por exemplo. Pois bem. nossa mente come¸ ca a funcionar com eles na mesma maneira que o faria se estiv´ essemos aprendendo o Alfabeto Morse. mas este m´ etodo. Naturalmente. a imagem mental da carta surge imediatamente em nossa mente. Estas imagens associadas podem ser usadas por nossa faculdade clarividente para transmitir informa¸ c˜ oes ` a nossa consciˆ encia ativa. proporciona o que se poderia descrever com a “forma” de tudo o que se vˆ e. mas as informa¸ c˜ oes que eles veiculam pairam em nossa mente da mesma maneira que as palavras e as senten¸ cas na recep¸ c˜ ao Morse que usei como um exemplo. Ora. o n´ umero ´ e totalmente esquecido e nossa mente simplesmente registra a ideia da letra “S”. que a vejam no espelho ou aparentemente no espa¸ co ` a volta dos interessados. mediante a associa¸ c˜ ao natural de ideias. Permitam-se apresentar outro exemplo: vemos em nosso espelho o aspecto de algu´ em que. e as palavras reais e senten¸ cas aparecem automaticamente em nossa consciˆ encia quando escutamos o ru´ ıdo do aparelho Morse. h´ a muito mais a aprender. Assim: um dia Chokmah. mas a vis˜ ao intuitiva mostra o car´ ater do 56 . ´ e um cidad˜ ao perfeitamente comum e uma pessoa que parece ser de boa ´ ındole. pode ser que repentinamente apare¸ ca por cima da cabe¸ ca o quadrado vermelho que est´ a associado em nossa mente com a ideia de “demoli¸ c˜ ao”. de acordo com a quantidade da qualidade particular que se percebe com a apari¸ c˜ ao. Hod um dia e Netzach no outro. no dia seguinte Binah. pelo que podemos julgar. Cada s´ ımbolo de cor deve ser alternadamente meditado. Lembremse: a clarividˆ encia objetiva. profundamente gravados em nossa mente subconsciente por for¸ ca da constante medita¸ c˜ ao neles. se fizermos nossa medita¸ c˜ ao conforme devemos fazer. mas. Embora possamos ver o s´ ımbolo aparecer acima da cabe¸ ca da apari¸ c˜ ao no espelho. Inicialmente. que oferece sua percep¸ c˜ ao interna do seu car´ ater. a deduzir pela sua roupa e aparˆ encia geral. o sistema de s´ ımbolos constitui um excelente meio. O mesmo se ` medida que vamos adquirindo pr´ d´ a com os s´ ımbolos cabal´ ısticos.em nossa mente. nunca precisam aparecer de forma pictorial.

Insinuei que. movimentando-nos nas ´ aguas rasas. A clariaudiˆ encia. Ao mesmo tempo. h´ a pessoas que n˜ ao se encontram em organiza¸ c˜ oes e grupos. que significa “competˆ encia”. bem como ´ aguas fundas onde somente os videntes habilmente treinados e testados podem ousar nadar. logremos desempenhar melhor servi¸ co para o nosso companheiro do que se tent´ assemos trabalhar nas grandes profundezas.. que pode ser muito eficiente para n´ os. devemos sempre nos lembrar de que n˜ ao estamos rigidamente bitolados por um n´ ıvel de vida . quisera eu salientar que no Catecismo da Igreja da Inglaterra a crian¸ ca ´ e ensinada a dizer: “. H´ a um conceito hindu conhecido por Adikara. visto que com muita frequˆ encia acontece que o uso costumeiro de uma faculdade estimula outras.podemos movimentar-nos em aguas mais fundas. independentemente de grande parte de todos os v´ arios grupos que est˜ ao desenvolvendo e usando faculdades ps´ ıquicas em combina¸ c˜ ao com seus pr´ oprios sistemas particulares de filosofias. “Ordens” e “Fraternidades” do tipo costumeiro. n˜ ao nos espantemos e vejamos que tudo ficou demasiado complicado para n´ os. O m´ etodo que delineei constitui um padr˜ ao em muitos grupos que se pautam segundo estas diretrizes e provou ser eficaz. Essas pessoas formam aquilo 57 . neste assunto. Ou ent˜ ao outras faculdades podem come¸ car a revelar-se. quisera deter-me um pouco numa observa¸ c˜ ao que fiz anteriormente nesse livro. e cumprir com o meu dever no estado de vida ao qual prouver a Deus me chamar ”. pode muito bem acontecer que nosso ´ ıntimo espiritual nos empurre e guie para os n´ ıveis mais profundos da percep¸ c˜ ao clarividente e a situa¸ c˜ ao dos nossos poderes pode ser aprofundada e ampliada. nossa pr´ opria natureza ´ ıntima pode elaborar seu pr´ oprio sistema de simbolismo. Desenvolvendo nosso pr´ oprio sistema Evidentemente n˜ ao precisamos adotar o sistema cabal´ ıstico que esbocei. Em rela¸ ´ c˜ ao com esta ideia.. Por conseguinte. existem baixios em que se pode desenvolver um bom trabalho sem treinamento especial deste tipo. Outras faculdades ps´ ıquicas podem desenvolver-se espontaneamente. Ele constitui um lembrete de que n´ os atuamos da melhor forma poss´ ıvel no trabalho para o qual somos naturalmente preparados. por exemplo. Eu tenho uma preferˆ encia inata por ele. se e quando estamos preparados para elas. como j´ a disse.que quer que a pessoa esteja vendo. ` medida que continuamos a empregar nossa faculdade clarividente no A servi¸ co de Deus e dos seus seguidores. ` guisa de conclus˜ A ao. Muito possivelmente. Mas. pois ´ e o sistema com o qual me treinei. Pode muito bem ser que. tornando-se em seus sucessivos est´ agios a informar capta¸ c˜ ao de conhecimentos que muitas vezes ´ e conhecida como “A Voz do Silˆ encio” e a qual constitui o m´ etodo de comunica¸ c˜ ao entre nosso ´ ıntimo espiritual e nossa personalidade exterior. pode progredir da mesma maneira que a nossa clarividˆ encia.

que poder´ ıamos chamar de “Ordem de Retaguarda”. De igual modo. desenvolvendo sua faculdade ps´ ıquica e empregando-a para ajudar os que necessitam de aux´ ılio. 58 . porque nunca pertencem ` as mentes grupais dessas organiza¸ c˜ oes. isso ´ e assunto completamente da al¸ cada da pr´ opria escolha individual. quer a pessoa escolha continuar em sua pr´ opria maneira sossegada. ent˜ ao ela pode ser convidada a ingressar nas suas fileiras. se bem que n˜ ao devam ser confundidas com eles. ou se a pessoa se sente atra´ ıda para participar de um ou de muitos grupos esot´ ericos que andam espalhados por toda parte hoje em dia. Quando a pessoa chegou ao ponto onde seu desenvolvimento espiritual e ps´ ıquico oferece garantia.n˜ ao h´ a coa¸ c˜ ao em esp´ ecie alguma. A escolha fica totalmente a crit´ erio da pessoa interessada . Elas nunca reivindicam sua qualidade de membros dessa Ordem de Retaguarda. Elas nunca apregoam sua existˆ encia. embora em muitos casos atuem por interm´ edio e atr´ as dos l´ ıderes e membros de grupos.

ou n´ os a eles. existem muitas pessoas que. Isso n˜ ao ´ e assim mas. Ao iniciarmos nosso treinamento em percep¸ c˜ ao clarividente. esse companheirismo ´ ıntimo no trabalho de treinamento ps´ ıquico oferece vantagens e desvantagens e seria bom que o consider´ assemos muito cuidadosamente para ver se ´ e realmente t˜ ao necess´ aria e u ´til nossa associa¸ c˜ ao com os que est˜ ao ligados a n´ os.Cap´ ıtulo 6 P´ os-escrito Neste op´ usculo procuramos oferecer um esbo¸ co simples e muito claro de desenvolvimento clarividente. pode ser de grande utilidade este companheirismo com outros que est˜ ao trilhando a mesma via do desenvolvimento. por um processo de tentativa e falha. onde encontramos diferentes autoridades apresentando diferentes interpreta¸ c˜ oes. preocupado somente com seu pr´ oprio desenvolvimento. especialmente se sou uma pessoa para quem ´ e importante um ´ ıntimo companheirismo humano. Por exemplo. mas quis´ eramos pedir aos leitores que se lembrassem de que este trabalho n˜ ao passa de um esbo¸ co. Dado que temos observado durante nosso pr´ oprio trabalho neste campo que a mente secreta da cada vidente tende a atribuir seu pr´ oprio significado ` as cores e s´ ımbolos que ela percebe. n˜ ao nos aprofundamos no simbolismo e no significado das cores que a pessoa perceber´ a de forma clarividente. mas com suas atividades precipitadas acabam transtornando condi¸ c˜ oes muito 59 . neste assunto de treinamento ps´ ıquico e especialmente em suas fases inicias. por causa de nosso treinamento ps´ ıquico. Esta omiss˜ ao se deve ao fato de que todo o assunto de simbolismo das cores ´ e um tanto confuso. Todavia. provavelmente entramos em contato com outras pessoas que est˜ ao interessadas no assunto ou que elas pr´ oprias estejam tentando semelhante treinamento. quase certamente interferir˜ ao neles e desacelerar˜ ao nosso desenvolvimento. Muito depende de nossa estrutura temperamental. ´ e muito melhor que o leitor aprenda. N˜ ao ´ e que estejam agindo com mal´ ıcia premeditada como regra geral. em vez de procurar impor o c´ odigo de alguma outra pessoa. De certo modo. Pode parecer que estamos tentando transformar a pessoa num ser ap´ atico e retra´ ıdo. qual ´ e o c´ odigo simb´ olico de sua pr´ opria personalidade. longe de ajudar em nossos esfor¸ cos.

Embora funcione bem nas condi¸ c˜ oes grupais. Num grupo em que os l´ ıderes est˜ ao cˆ onscios disto e tomam providˆ encias para neutralizar essa situa¸ c˜ ao. Estas observa¸ c˜ oes n˜ ao se aplicam evidentemente a um grupo bem 60 . tudo correr´ a muito bem. e este desprezo cr´ ıtico ser´ a captado rapidamente por nossa mente subconsciente ` a medida que nossa sensibilidade aumenta. Muitos podem ignorantemente desdenhar nossos esfor¸ cos. os quais s˜ ao da maior relevˆ ancia para a pessoa que est´ a desenvolvendo clarividˆ encia. e outros mais baseiam-se no uso. quando sua capacidade clarividente mais ou menos se estabilizou. sem d´ uvida alguma pode embara¸ c´ alo posteriormente.delicadas sob as quais esse desenvolvimento se realiza. a clarividˆ encia desenvolvida num grupo ´ e algo parecido com uma planta de estufa. Vimos isto acontecer com frequˆ encia. Tamb´ em pode muito bem acontecer que sejamos convidados a participar de algum grupo de pessoas cujos membros est˜ ao tamb´ em interessados em capacidade ps´ ıquica. quando usada independentemente do grupo. E almeje o apoio e o encorajamento que um grupo pode proporcionar. mas aqui devemos ser muito cautelosos. e esta mente grupal pode em definitivo limitar o objetivo de sua clarividˆ encia. ou abuso das drogas psicod´ elicas. Isto causar´ a uma tens˜ ao desnecess´ aria da nossa parte. embora possa proporcionar alguma medida de prote¸ c˜ ao ao ps´ ıquico em desenvolvimento nos primeiros est´ agios do seu trabalho. e nelas trabalham. Alguns desses grupos e c´ ırculos est˜ ao relacionados com a atmosfera geral de certas seitas religiosas. do que tornar-se prisioneira de uma mente grupal. ele se insurgiu contra a mente m´ ultipla do grupo. A a¸ c˜ ao telep´ atica inconsciente exercida sobre n´ os por outras pessoas constitui algo muito real e pode muito bem atrapalhar o nosso desenvolvimento. ou que realmente a estejam desenvolvendo. se tais adeptos j´ a estiverem trabalhando com coisas ps´ ıquicas. como regra geral. Outras pessoas est˜ ao vinculadas a v´ arias fraternidades ocultas. Associa¸ c˜ ao de membros Existem outros dois pontos relacionados com o desenvolvimento num grupo. Em segundo lugar. por mais elevadas que pare¸ cam as pretens˜ oes. Todos esses grupos costumas estar a ´vidos por alistar novos adeptos e. a associa¸ c˜ ao de um grupo. Somente por esta raz˜ ao n˜ ao ´ e prudente permitir que muitas pessoas tomem conhecimento dos nossos esfor¸ cos em treinamento ps´ ıquico. Pode muito bem constatar que. Em treinamento ps´ ıquico constatamos que a telepatia constitui um dos muitos fatores que temos que levar em considera¸ c˜ ao. mesmo que cego guiando o cego”. mas muitos grupos demonstram claramente que seus l´ ıderes s˜ ao “o ´ melhor a pessoa trabalhar sozinha. as quais se constitu´ ıram mediante fenˆ omenos ps´ ıquicos. boas e ruins. ent˜ ao alguns membros desses grupos procuram obtˆ e-las ainda com mais avidez. Antes de mais nada. ela tender´ a a tornar-se intermitente e menos segura.

provavelmente seremos induzidos ao estudo de todo o assunto e. quando nossa faculdade tiver se estabilizado e j´ a tivermos percorrido algum caminho no desenvolvimento daquela virtude da discrimina¸ c˜ ao de que falamos. semelhantes contatos devem ser evitados nos est´ agios iniciais do nosso desenvolvimento. da´ ı porque lhes demos este aviso. Constataremos que alguns deles s˜ ao de natureza religiofilos´ ofica.cujo amor por sensa¸ c˜ ao temos servido . de modo que. o efeito de nossa desenvolvimento clarividente provavelmente far´ a que comecemos a estudar todo o assunto (do qual esta faculdade clarividente constitui apenas um aspecto). No primeiro afluxo de desenvolvimento exitoso podemos facilmente cair na armadilha e esfalfar-nos na tentativa de satisfazer o apetite de maravilhas que ´ e a raz˜ ao real desses pedidos que nos fazem. uma vez que nosso poder se estabilizou. mas podemos come¸ car a estudar estes outros aspectos do desenvolvimento. Ent˜ ao pode muito bem acontecer que achemos que a faculdade come¸ ca a ficar err´ atica e que finalmente cessa de funcionar. os quais s˜ ao poucos e dificilmente encontradi¸ cos. Todavia. em nenhuma propor¸ c˜ ao. Essas condi¸ c˜ oes adversas n˜ ao devem influir no funcionamento da clarividˆ encia. Logo descobriremos que. que trabalhem independentemente por um bom espa¸ co de tempo at´ e perceberem que podem usar sua nova faculdade sem que ela seja influenciada. na realidade. como j´ a dissemos. devemos poder us´ a-la positivamente. Com efeito. Ulteriores estudos Pois bem. constituem um belo mistif´ orio. 61 . pelas corrente de pensamento do grupo. Vimos que isto aconteceu em muitas ocasi˜ oes. mas o primeir´ ıssimo passo que devemos dar ´ e conquistar o controle positivo sobre a nova faculdade. O controle dos poderes T˜ ao logo comecemos a apresentar algum poder clarividente. N˜ ao s´ o n˜ ao deve ela funcionar sem nossa permiss˜ ao consciente (exceto nos casos muito excepcionais que j´ a citamos). seremos assediados por pessoas que querem que exercitemos nosso dom em seu benef´ ıcio. enquanto estamos numa plataforma apinhada de estrada de ferro. ´ muito bom desenvolver a clarividˆ E encia.nos largar˜ ao como carv˜ ao incandescente e se bandear˜ ao para outro vidente. mas ela deve ser capaz de ser usada sem a necessidade de quaisquer condi¸ c˜ oes especiais. como dissemos. falando em termos gerais. alertamos os nossos leitores. rodeados de ru´ ıdos e alvoro¸ co. o que nos colocar´ a em contato com muitas organiza¸ c˜ oes de que falamos. Observaremos ent˜ ao com que entusiasmo e al´ ıvio aqueles .dirigido e disciplinado. ser´ a de bom alvitre que investiguemos os v´ arios grupos e sociedades que se relacionam com este assunto. Conforme dissemos. prevenindoos para que n˜ ao sejam usados desta maneira.

H´ a muitas outras considera¸ c˜ oes. Esta u ´ltima observa¸ c˜ ao n˜ ao quer dizer que tudo o que ´ e publicado privadamente sobre estes assuntos ` vezes um livro que n˜ esteja privado de valor. Oxal´ a se dˆ e o mesmo com os que palmilham esta via de desenvolvimento clarividente pr´ atico. Poderia muito bem acontecer que nosso registro de nosso pr´ oprio desenvolvimento clarividente encerrasse suficiente valor que merecesse ser publicado. crist˜ ao e n˜ ao-crist˜ aos em sua similitude. por isso. Neste caso. que nossa faculdade nos proporcionar´ a informa¸ c˜ oes verdadeiras. tamb´ em.enquanto que outros s˜ ao grupos religiosos sect´ arios. Mais do que isto: para alguns de n´ os que j´ a desenvolveram sua vis˜ ao interior lograram-se vislumbres de uma vontade poderosa em cujo servi¸ co deve ser encontrada a verdadeira felicidade e a paz perfeita.o desejo de conhecer para servir . a publica¸ c˜ ao particular serve de ajuda. Lembremo-nos. mas se mantivermos um registro verdadeiro e fiel de todas as nossas sess˜ oes e de todos os resultados que alcan¸ camos. outros conseguiram publica¸ c˜ ao por seu pr´ oprio m´ erito. No entanto. As ao teria aceita¸ c˜ ao comercial. N˜ ao nos esque¸ camos de que tanto as falhas como os sucessos devem ser registrados. se por causa de um desejo de ser julgado um or´ aculo infal´ ıvel .distorcemos o conhecimento que recebemos desta maneira. iremos compreender os aspectos mais amplos do nosso poder. Ademais. n˜ ao interessaria ` a m´ edia dos editores que tˆ em que avaliar o aspecto comercial. pode ter consider´ avel m´ erito. conforme j´ a frisamos. alguns dos quais ser´ a melhor deix´ a-los de banda. do que j´ a foi dito: n´ os assumimos uma responsabilidade muito grande quando usamos estes poderes em nosso relacionamento com nossos colegas e amigos. Sejamos honestos conosco. por este motivo ´ e de se desejar que seja publicado. e muitos mais nunca teriam logrado a dignidade da forma de um livro. se come¸ camos e continuamos nossa carreira clarividente no esp´ ırito que j´ a nos foi indicada . se tivessem sido obrigados a passar pelo crisol de um parecerista editorial. Alguns peri´ odicos s˜ ao as revistas internas das v´ arias organiza¸ c˜ oes.ent˜ ao veremos conforme ocorreu muitos anos atr´ as. sozinhos. e o qual. que seremos levados por uma via de crescente servi¸ co e progressiva felicidade. 62 . mas. ao passo que outros se dedicam a filosofias ocultas de muitos tipos. ent˜ ao nossa faculdade clarividente se deteriorar´ a e tornar-se-´ a insegura. ent˜ ao constataremos que numa propor¸ c˜ ao crescente. e todos eles tˆ em um fator em comum: uma visceral condena¸ c˜ ao m´ utua! Constataremos que a literatura sobre o assunto ´ e igualmente diversa. existem os que cuidam destes assuntos sob um ˆ angulo filos´ ofico e cient´ ıfico.