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Os+7+Hábitos+das+Crianças+Felizes

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s o a s o d n i Bem-v

7

s o h l a v r Ca
Escola Primária Bê-Á-Bá

Lixeira dos 7 Carvalhos

Loja de Brinquedos do Sr. Gepeto
Supermerca do

deir a l i f s De

o

os vila d os alh 7 Carv

Casa do o Sebastiã e da Beatriz

N

Cinema Paraíso

O S

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Cordilheira dos Ecos
Cascata da A
Pico DA SOLIDÃO

urora

Caverna do Gaspar

Parque do Tio rão Bonachei

TOCA do Rafael Casa do Simão

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Ponte da Matilde

Árvore da Leonor

Floresta das Alturas

O Prado
Toca da Celeste

Toca da Leonor

Horta da Professora Coruja

O que
Mensagem aos pais e professores Conheça os miúdos dos 7 Carvalhos Aborrecido ao cubo!
Toma a iniciativa

8 10 13 25 35

Gaspar e o estojo para caçar insectos
Escolhe o objectivo antes de começar

Simão e o teste de ortografia
Dá prioridade ao prioritário

aí vem
A horta da Leonor
Pensa vencer/vencer

45 57

Gaspar e a rede de borboletas
Primeiro tenta compreender e só depois ser compreendido

Os texugos valentões
Trabalha em equipa

67 79 90 92

Beatriz e os livros
Afina o instrumento

A Árvore dos 7 Hábitos Mensagem de Stephen R. Covey

Mensagem aos pais e professores
Nós, os adultos, discordamos acerca de um sem-número de assuntos, mas temos todos algo em comum: preocupamo-nos e afeiçoamo-nos às crianças. Enquanto escrevia este livro, cuidava também dos meus sete filhos, três dos quais com idades inferiores a dez ­ anos: Nathan (oito anos), Weston (cinco anos) e Allie (três anos). São bons miúdos… pelo menos, costumam sê-lo a maior parte das vezes. No entanto, confesso que me sinto frustrado perante os intermináveis rituais provocatórios do Nathan ou as birras extemporâneas da Allie. Imaginem ainda o meu horror quando Weston aprendeu a mexer no agrafador e me encheu as paredes de agrafos. Seja como for, o meu amor por eles não ­conhece limites e não é raro ficar surpreendido com o grau de inteligência que revelam ter. Há uns anos, decidi escrever um livro chamado Os 7 Hábitos dos Adolescentes Altamente Eficazes, baseado no êxito editorial do meu pai: Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente­ Eficazes. Quando iniciei a escrita da obra para adolescentes, temi que fosse necessário simplificar os conceitos, a fim de que os jovens pudessem compreender os hábitos. Para grande surpresa minha, não precisei de descomplicar nada. Eles perceberam tudo. Ainda mais surpreendente foi a recepção que a obra teve junto de escolas primárias e pré-primárias de todo o mundo. Muitas delas inseriram os 7 Hábitos no seu currículo e o resultado acabou por ser um êxito enorme. Quem poderia imaginar que até as crianças pequenas são capazes de apreender e aplicar com grande rapidez as leis naturais contidas nos 7 Hábitos? Uma vez mais subestimei as suas capacidades. Por falar nisso, se estiver interessado em levar os 7 Hábitos para a sua escola primária ou pré-primária, visite, por favor, o sítio www.theleaderinme.org. Assim sendo, quando a Simon & Schuster me perguntou se queria escrever um l ­ ivro para crianças baseado nos 7 Hábitos, fiquei louco de alegria, como se o toque do ­recreio tivesse acabado de soar. Estou convicto de que este livro pode ajudar as crianças de três formas: Em primeiro lugar, revela-lhes o poder de viver de acordo com princípios, princípios como a responsabilidade, o respeito pelos outros, o planeamento antecipado, o trabalho de equipa e o equilíbrio. Os princípios assemelham-se à gravidade, são intemporais, universais e evidentes em si e por si próprios. E hoje, mais do que nunca, são necessários.

8

Em segundo lugar, fornece-lhes uma linguagem comum, que podem utilizar com pais e professores. A utilidade reside aqui não só em dizerem: «preciso de dar prioridade ao prioritário» ou «que tal encontrarmos o lado positivo desta situação?», mas em serem compreendidos por toda a gente. Em terceiro lugar, quer se identifiquem com o Urso Gaspar ou com a Beatriz, a ­menina esquilo, os miúdos vão descobrir uma parte de si mesmos numa destas personagens memo­ráveis. As histórias vão, assim, ajudá-los a aplicar os 7 Hábitos à sua vida. Ao folhear este livro, vai reparar que cada hábito é ilustrado por uma história, no fim da qual encontra um conjunto de comentários dirigidos aos pais e aos professores: o Cantinho dos Pais. Neste cantinho, são-lhe dadas algumas sugestões para que possa fazer ressaltar o hábito em questão a partir da respectiva história. Há ainda uma mão-cheia de perguntas, prontas a serem colocadas aos miúdos (Temas a Debater), e uma lista de pequenos passos que as crianças deverão seguir, se quiserem começar a praticar os hábitos (Grão a Grão). Consulte também, no final do livro, o diagrama dos 7 Hábitos, que lhe explica o modo como funcionam e interagem uns com os outros. E não se esqueça de visitar o sítio www.seancovey.com, onde pode descobrir inúmeras actividades divertidas para as crianças: questionários, jogos e desenhos das personagens, fáceis de imprimir. Incite os seus filhos a colori-los, enquanto lhes lê as histórias dos 7 Carvalhos ou os ouve a recitá-las. Estarei sempre ao seu lado neste nosso projecto comum e tão nobre: fazer de cada criança uma criança feliz. Cumprimentos, Sean Covey

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Conheça os Miúdos
O Urso Gaspar
Embora seja o miúdo mais corpulento dos 7 Carvalhos, Gaspar é também o mais simpático. Adora brincar ao ar livre e tem uma paixão por insectos, especialmente formigas.

O Coelho Rafael
O Rafael é um amante do desporto. Futebol, andebol, voleibol, ciclismo, basquetebol, natação, salto em altura – não há modalidade de que não goste. Tem ainda um fraquinho por ténis, razão pela qual a sua colecção inclui pares de todos os feitios.

A Doninha Leonor
A Leonor possui uma veia artística, o que é bastante invulgar numa doninha. Adora a arte em geral e passa, por isso, a maior parte do seu tempo a desenhar, a pintar e a criar objectos muito inovadores. Outro amor da sua vida é o irmão mais novo: o João Fedorento.

O Esquilo Sebastião
Era ainda muito pequenino e já o Sebastião gostava de mexer em engenhocas e de consertar máquinas. Nunca o vais encontrar sem uma ou duas ferramentas nas mãos. O Sebastião e a sua irmã gémea, a Beatriz, moram no tronco de uma árvore. Afinal, é onde todos os esquilos vivem. 10

dos 7 Carvalhos
Beatriz, a menina esquilo
A Beatriz é a irmã gémea do Sebastião. O seu passatempo predilecto é ler, embora também goste muito de fazer contas e resolver problemas. De vez em quando, usa uma ou outra palavra cara, mas explica sempre o seu significado aos amigos.

O Porco-Espinho Simão
O Simão tem mil e um espinhos pontiagudos que revelam o seu estado de espírito. Quando está triste, anda com os espinhos todos descaídos. Porém, se estiver empolgado, os espinhos arrebitam-se logo. O Simão é um miúdo muito descontraído, que adora passar o dia a tocar harmónica, enquanto balouça na sua rede.

A Ratinha Celeste
Como não suporta estar sozinha, a Celeste anda sempre atrás dos amigos, embora prefira a companhia de um em especial: a Doninha Leonor. A Celeste adora morar com a avozinha e usar as suas roupas e jóias muito antigas. Apesar de ser pequenina, gosta de se ver toda aperaltada. Esta é a Matilde. uma minhoca muito, muito tímida, que prefere passar despercebida. Tenta encontrá-la nas ilustrações deste livro! 11

esquilos

7

BEM-VINDO

S

Aborrecido ao cubo!
ebastião estava muito, muito, muito aborrecido.
Aborrecido ao cubo! – Mamã – disse –, estou aborrecido. Não há nada para fazer. – Por que não vais brincar com todas aquelas engenhocas que gostas tanto de coleccionar? – sugeriu a mãe. – Tenta consertar os rádios e os telemóveis estragados ou colar os brinquedos partidos. – Não me apetece – lamentou-se o Sebastião. – Talvez a Beatriz consiga arranjar uma coisa divertida para me entreter. O Sebastião bateu à porta da irmã. BEATRIZ Truz, truz. A Beatriz, porém, não estava VIVA A LEITURA no quarto. ! – A tua irmã está na biblioteca – explicou a mãe.

1.º hábito: toma a iniciativa • a vida é tua Perdi a conta das vezes em que os meus filhos se lamuriaram: «papá, ando tão aborrecido, não há nada para fazer!», como se eu fosse, de alguma forma, culpado por não se estarem a divertir. Nestas ocasiões, costumo perguntar-lhes: «e o que pretendes fazer para te animares?» A questão surte normalmente o efeito desejado e, pelo menos por um bom bocado, os miúdos param de me atazanar. Porém, o mais importante é que aprendam a responsabilizar-se pelo seu próprio destino, pelo seu tédio e divertimento, pela sua alegria e tristeza. Este é o 1.o Hábito: Toma a iniciativa! Por outras palavras, tomar as rédeas da própria vida e deixar de representar o papel da vítima. Nesta história, talvez deva ressaltar o facto de o Sebastião culpar toda a gente (a mãe, os amigos, a vida em geral) pelo seu tédio. O esquilo quer que os outros arranjem soluções para o seu problema e o ajudem a encontrar actividades divertidas. Depois de falar com a avó da Celeste, o Sebastião compreende finalmente que é ele o responsável pela sua boa ou má disposição. Temas a debater 1. Por que é que o Sebastião andava aborrecido? 2.  Se o Sebastião estava aborrecido, de quem era a culpa? Da Beatriz? Do Simão? Da Leonor? Do Gaspar? Do Rafael? Da avozinha? Ou de outra pessoa? 3. O que é que a avó da Celeste ensinou ao Sebastião sobre a boa e a má disposição? 4. Já alguma vez te sentiste aborrecido? O que é que costumas fazer para te animares? 5. Quem é o responsável pelas escolhas que fazes? Tu ou outra pessoa? Grão a grão 1. Da próxima vez que te sentires aborrecido, surpreende um amigo teu com um gesto bonito, tal como o Sebastião fez à Celeste. 2.  Experimenta fazer hoje algo de que sempre tiveste medo. Levanta o braço na aula para participar, limpa a casa de banho ou faz um novo amigo. 3. Da próxima vez que ficares zangado e te apetecer dizer palavras feias e mesquinhas, morde a língua e mantém o silêncio. 4.  Se fizeres alguma asneira, é preferível pedir logo desculpa e não esperar que os outros ta exijam.

CANTINHO DOS PAIS

23

E D S O D E A J OL U Q NIRB O TE P EG .R S OD
ESTOJO P A

XPTO!

RA CAÇAR

INSECTOS

€ 4,00

Gaspar e o estojo para caçar insectos
aspar estava a passar pela loja de brinquedos
do Sr. Gepeto, quando viu um estojo para caçar insectos na montra. E estava em saldo, custava apenas 4 euros! – Há tanto tempo que sonho com um estojo destes! – confessou o urso. – Que pena não ter 4 euros! Mas vou arranjá-los. Só preciso de um bom plano. Por isso, foi a correr para casa e pôs-se logo a organizar a sua lista de prioridades.
ASPAR: G O D S O V I OBJECT
€. 1. POUPAR ALGUNS ar INSECTOS. ç a c a r pa 2. COMPRAR O ESTOJO PARA OS ANOS PRESENTE UM 3. COMPRAR DA CELESTE. COM MEL. PIZA UMA 4. COMPRAR 5. IR AO CINEMA.

25

Na terça-feira, a Leonor e a Celeste decidiram passar pela casa do amigo. – Simão, acabámos de fazer umas bolachas de chocolate de comer e chorar por mais – disse a Leonor. – Queles pluva-las? – convidou a Celeste. – Como? – perguntou o porco-espinho. – Se queres vir experimentá-las. – explicou a doninha. – Tenho de estudar para o meu teste de ortografia – desculpou-se o Simão. – Mas… Sempre posso fazer isso mais tarde. Vamos lá então devorar essas bolachas!

Quando voltou para casa, o Simão virou-se, como era seu hábito, para a música. Tocou tambor e depois harmónica, acabando por adormecer.

ALBILHONI

RATEAU

P deco ara ra Toca r: Fica or

ra Feliz Ti

37

A horta da Leonor

anhã cedo, a Leonor gostava muito de ir visitar a horta da Professora Coruja. Nessa altura, ainda era uma doninha pequena, mas já ficava encantada com as cores e os feitios de todos aqueles vegetais: pepinos, cenouras, pimentos, feijões, alfaces e rabanetes. Certa tarde, confessou à mãe: – Quem me dera ter uma horta como a da Professora Coruja! – Eu também queria! – revelou a mãe. – No entanto, plantar vegetais exige tempo e trabalho. – Eu sei, mamã, mas prometo-te que iria fazer tudo sozinha.

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ESTUDAR TESTE

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A nossa doninha acordou a meio da noite com uma ideia brilhante. Correu logo para a secretária e pôs-se à procura de uma folha de papel. De seguida, pegou na sua caneta predilecta e escreveu o seguinte bilhete à mãe:

ta, r , o ã h m a a m m u a r d i e r t e Qu deixares fazer: os g n e o a t m r e o e S s om mes e m a r h p n i e n u s da o a v eis o q lantar legu r e t s n a e P r r a o r i d et Fe r o e ã o r a J Reg ajuda ao Pedir e vou dar: lho t ba aborosos e a u r q t o o E eis uito pouc egetais s s, v M o e h n s i o j i g e n B Mora or n o e L

47

4.º Hábito: Pensa vencer/vencer • Todos podemos ganhar Quando a minha filha Rachel quis um cão, a mãe fez-lhe um ultimato: «ou eu ou o cão. Agora, escolhe!» Discutiram durante meses, até que, por fim, a Rachel decidiu escrever uma carta à minha mulher, enumerando todos os aspectos em que tentaria melhorar, caso lhe fosse permitido ter um cão (julgo que já sabem onde fui buscar inspiração para esta história). Para meu espanto, a minha mulher acabou por ceder. A carta da Rachel fora, de facto, muito convincente. Pensar vencer/vencer, ou seja, dar ao ponto de vista dos outros o mesmo valor que atribuímos à nossa perspectiva, é um dos melhores hábitos mentais que podemos ensinar aos miúdos. Afinal, a vida não gira à volta do meu umbigo, nem em redor do teu. A vida pertence-nos a todos! Quando estiver a ler esta história com os seus filhos, não se esqueça de sublinhar que a Leonor poderia ter optado por várias estratégias. Perante a recusa da mãe, a doninha poderia ter amuado e dito: «nunca me deixas fazer nada!» Neste caso, estaria a pensar perder/vencer. Se começasse a barafustar e ameaçasse: «eu planto todas as hortas que me apetecer», estaria a pensar vencer/perder. Felizmente, a Leonor tentou descobrir uma forma de agradar à mãe e, ao mesmo tempo, de realizar o seu sonho, criando uma situação vencer/vencer. Temas a debater 1. O que entusiasmou tanto a Leonor? Já alguma vez ficaste empolgado? O que te empolgou? 2. Por que ficou a mãe da Leonor preocupada com o sonho da filha? 3. Como é que a Leonor convenceu a mãe a aceitar o seu plano? 4. No final da história, como explicas a alegria da Leonor e da mãe? De que forma ambas ganharam? 5.  Por que razão é importante tentarmos fazer os outros felizes, ao mesmo tempo que perseguimos a nossa própria felicidade? Grão a grão 1. Pergunta a um graúdo o que é a regra de ouro. Depois de descobrires o seu significado, tenta aplicá-la a uma situação particular. 2. Tenta passar um dia inteiro sem ficares amuado e sem sentires pena de ti próprio. 3. Da próxima vez, em vez de discutires e andares à bulha por causa de um simples brinquedo, pergunta a ti próprio: «como posso fazer os outros felizes, sem abdicar da minha felicidade?» 4. Cria um «cartaz dos desejos» e divide-o ao meio, desenhando uma linha. De um dos lados, cola imagens das coisas que gostarias de ter (uma quinta de formigas, por exemplo). Do outro lado, cola também imagens, mas, desta feita, com desejos dos teus pais (o teu quarto todo limpinho, por exemplo). Terminado o cartaz, chama o teu papá e a tua mamã e tentem encon­ trar em conjunto estratégias que vos permitam realizar os sonhos de miúdos e graúdos.

CANTINHO DOS PAIS

55

– Não e não. Tu falas demasiado e nunca estás quieto. Custa-te muito ouvir o que os outros têm para dizer? Vai mas é para o lago sozinho e deixa-me em paz. Preciso de sossego. – Está bem – concordou o coelho. – Falamos mais tarde.

A caminho do lago, o Rafael resolveu passar pela casa da Celeste e encontrou-a muito desconsolada no seu recreio de areia. Estava a chorar. – O que se passa? – Minaca mixolax taduabelo. – O quê? – perguntou o coelho. – Queres ir para o Restelo? Mas isso fica em Portugal!

A Celeste disse que não com os bigodes e voltou a gritar: – Minaca mixolax taduabelo! – Agora é que já entendi! Camelo! Queres ir andar de camelo. Descontente com a proposta, a ratinha pôs-se logo a espernear na areia e repetiu mais uma vez: – Minaca mixolax taduabelo!

– Desisto. Vamos falar com a Leonor. Talvez a nossa amiga consiga perceber de que tanto te queixas. E assim foi. O Rafael pegou na Celeste e levou-a às cavalitas até à casa da Doninha Leonor.
59

Chegados à toca da Leonor, o Rafael e a Celeste tocaram à campainha. A doninha veio abrir-lhes a porta, muito contente. – Olá, Rafael! Olá, Celeste! A que devo a vossa visita? Ao ouvir estas palavras, a ratinha não se conteve e desatou a chorar. – O que se passa, Celeste? – perguntou a Leonor. – Minaca mixolax taduabelo! – A tua camisola está do avesso? Não te preocupes. Eu vou já tratar disso. E a Leonor resolveu o problema: ajudou a Celeste a despir a camisola, virou-a ao contrário e voltou a vesti-la à ratinha.

OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO

60

– Tens algum poder mágico? Como é que foste capaz de entender a Celeste? – perguntou o Rafael. – O segredo está em escutar com os olhos e o coração. Não se ouve só com os ouvidos – explicou a doninha. – Não reparaste que a camisola da Celeste estava ao contrário? – Não – admitiu o coelho. – Escapou-se-me totalmente. O Rafael ficou pensativo durante alguns segundos e, antes de se ir embora a toda a velocidade, teve ainda tempo de gritar: – Vou ter com o Gaspar! – Expela pul mim! – pediu a ratinha.

61

Logo no início da segunda parte, o Rafael passou a bola à Beatriz.

A Beatriz chutou-a em direcção à Leonor.

A Leonor fez um passe de cabeça para o Sebastião. O Sebastião devolveu a bola ao Rafael com a cauda.

E o coelho rematou para o fundo das redes.
2

– Golo! – aplaudiu o Gaspar.

Quando os esquilos chegaram à sua árvore, a Beatriz correu logo para o sofá. Porém, ao avistar um livro, não se conteve e pegou nele imediatamente.

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Truz-truz. Era a Leonor. – Queres vir pintar? – propôs a doninha. – Tenho novos livros para colorir.

– Fica para outro dia. Hoje estou exausta – explicou a Beatriz. – Está bem. Vou então convidar a Celeste. Depois de a Leonor se ter ido embora, a menina esquilo não resistiu e voltou aos livros.
81

vi

Cordilheira dos Ecos
Dunas do Maranhão

Bosque Boreal Dique dos Castores

Riacho da Saudade

O Balouço Ilha do Capricórnio

Casa do Guarda-Florestal

Lago or st a m a Ad
TERMAS DA Ferradura

Lago das Sereias

Rocha da Moura Encantada

Enseada dos Suspiros

Floresta das Névoas
Cidade do o Preste Joã

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