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Aprendiz de Deus

Aprendiz de Deus

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Published by Patricia Kenney
Às vezes alguém nos pergunta se acreditamos em Deus e, não demora nem um segundo para respondermos que sim. Mas, é preciso começar a pensar seriamente nisso. Afinal, temos que ser honestos e nos perguntar no que é que cremos a respeito de Deus. É fácil dizer que cremos que Deus seja tudo, que seja Amor, que seja abundância, que seja vida... Mas se ele é tudo, porque o mundo que vemos não condiz com a manifestação do que acreditamos ser Deus?

Deus só pode criar à Sua imagem e semelhança; Seu amor, bondade, alegria e perfeição. Como crianças de Deus, nós podemos fazer o mesmo, pois é isso o que todos nós somos: Aprendizes de Deus.
Às vezes alguém nos pergunta se acreditamos em Deus e, não demora nem um segundo para respondermos que sim. Mas, é preciso começar a pensar seriamente nisso. Afinal, temos que ser honestos e nos perguntar no que é que cremos a respeito de Deus. É fácil dizer que cremos que Deus seja tudo, que seja Amor, que seja abundância, que seja vida... Mas se ele é tudo, porque o mundo que vemos não condiz com a manifestação do que acreditamos ser Deus?

Deus só pode criar à Sua imagem e semelhança; Seu amor, bondade, alegria e perfeição. Como crianças de Deus, nós podemos fazer o mesmo, pois é isso o que todos nós somos: Aprendizes de Deus.

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Aprendiz de Deus

Patricia Kenney

Introdução
O que motiva a nossa busca por Deus? Para muitos é a necessidade de algum tipo de amparo, afinal, viver não é fácil. A busca sempre existiu para a grande maioria que convive com algum sentimento de falta na vida, seja por questão financeira, carência afetiva, falta de saúde ou segurança, medo, ansiedade. Curiosamente, a procura por Deus bate primeiro na porta dessa gente aparentemente pouco afortunada, mas que, por isso mesmo, acaba por ser privilegiada. Afinal, boa vida, adia esse encontro quase indefinidamente. Não porque Deus não esteja ao alcance de todos em todas as circunstâncias, mas por que, sem um buraco no peito, não há busca e não há preenchimento. Assim, uma das minhas mais importantes lições de vida foi descobrir e aceitar que meus problemas foram meus maiores aliados na condução do meu encontro com Deus. E, sim, eu o encontrei. Não como um clarão no céu que de repente surgiu para conversar comigo, mas como uma paz sem igual... O fim dos meus medos e ansiedades e alguns pequenos milagres que, aqui e ali, começam a mostrar que uma nova maneira de viver está se despontando para mim. E eu sou apenas uma aprendiz, no início da jornada. Sorte ou não, eu fui daquelas pessoas que usufruíram de livre escolha religiosa e sempre me permiti procurar a resposta em qualquer religião, porque acredito que todo mundo tem um pedacinho do quebra-cabeça. E, ironicamente, eu estava certa: todo mundo tem, não apenas um pedaço da verdade, mas toda ela, dentro de si. E, para alcançá-la, basta ir puxando o fio da meada... Fui, também, alguém que sempre se voltou para dentro para buscar as respostas e, quando pequena, me lembro até de colocar a mão sobre o coração para saber o que, realmente, eu queria, ou no que deveveria acreditar. E foi assim que selecionei entre dezenas de discursos sobre Deus, apenas aqueles que meu coração dizia ser verdade. Intuitivamente, eu sabia que a resposta estava dentro de mim, a resposta para cada pequena dúvida, fosse o que fosse. Não conseguia acreditar que existiria um Deus que salva apenas um ou outros, entre centenas de vítimas fatais de um grave acidente. Não queria acreditar que Deus teria estado presente no Holocausto Judeu, e não tivesse feito nada, independente da fé de cada um. O que dizer, então, de aceitar um deus que vê toda a miséria e sofrimentos humanos, calado, impotente, indiferente ou pior, causador desse sofrimento todo, porque “Sofrer humaniza os homens”? Não, isso não está certo e por isso cresci com muitas perguntas sem respostas... Mas, por outro lado, fui criada no campo, cercada de Deus por todos os lados. Bastava ver um amanhecer sob neblina densa, um entardecer dourado no lago, apreciar os raios do sol atravessando uma floresta escura, me encantar com a infinidade de flores e aromas para sentir sua presença. Bastava perceber o silêncio que fala ao coração, para ver e sentir Deus por todo lado. Um Deus que eu ainda não sabia ser Ele mesmo, manifesto. Pensava que se tratava apenas da obra Dele, mas isso já era o bastante para me emocionar. Hoje sei que era Ele, é Ele, todo o tempo. A gente cresce ouvindo coisas como: Deus está em todo lugar. Deus é poder. Somos os filhos escolhidos de Deus. Deus é amor! Deus é vida! E, tá, tá... a gente ouve e não entende. Por que a gente não entende? Será que é porque somos ruins? Não, não é por isso. É porque a vida que vivemos não condiz com essas afirmações. A pergunta que sempre fazemos é ONDE ESTÁ DEUS? E nos sentimos pequenos, desamparados, rejeitados, porque não ouvimos uma resposta; Então... já que somos separados de Deus, é melhor nos virarmos do jeito que der. O resultado é esse mundo que aí está, com o que ele tem de bom e ruim.

Muito do que eu aprendi se deve a anos de leitura sobre as buscas de todos os homens, de todas as raças e credos. Muito do que eu construí no meu interior vem de dezenas de escritores iluminados que relataram suas descobertas e, dessas leituras e aprendizados, escolhi o que em mim reverberava como verdade. Nunca fui fanática por nada. Assim, eu espero que meu leitor faça o mesmo: escolha apenas aquilo que ressoar no seu coração. É Deus lhe soprando ao peito. Devo, também, grandes saltos a um ou outro mestre que cruzou o meu caminho. Alguns professores engajados em suas próprias buscas, que trilharam o caminho primeiro e que tornaram meu percurso mais fácil. Outras pessoas, aqui e ali, que, mesmo sem querer, falaram algo que me saltou aos olhos e que eu, rapidamente, guardei com todo o carinho para compor minha colcha de retalhos sobre Deus. Mas devo dizer que, recentemente, devo a Joel Goldsmith a abertura final da porta. Seus escritos assombraram o meu ser, por ter encontrado, neles, as respostas às várias perguntas que ainda vagavam sem solução. Assim, se meus escritos lhe despertarem a alma, não deixe de ler os livros dele, também.

Deus é tudo

Pare para meditar um pouco sobre isso: Deus é tudo. Esse é o princípio de toda a verdade e é por aqui que devemos começar nosso estudo de aprendizes de Deus. Você já ouviu isso antes. Mas, você prestou atenção ao que isso realmente significa e quais devam ser as conseqüências de se incorporar essa verdade? Pense de novo: Deus é tudo. Minha filha uma vez me disse: - Ah! Mamãe, a gente nem tem certeza se Deus existe! Daí tive um minuto de inspiração e respondi: - Filha, a única certeza que podemos ter, é a certeza da existência de Deus. Se pudéssemos desfazer, desmontar, dissolver tudo o que vemos, restaria apenas átomos, partículas, energia, espírito, Deus. Tudo se reduz a Deus. Depois, fiquei pensando nisso. Sabemos, graças à ciência, que isso é verdade. Povos antigos precisavam se basear na sua fé. Nós não. Chegamos a uma tecnologia tão avançada que temos a comprovação de que tudo, absolutamente tudo, vem da mesma substância e, que a mais sólida das matérias se reduz em partículas subatômicas, e talvez, partículas menores ainda, mas ainda assim, a mesma substância divina da qual somos feitos eu e você e tudo o que nos cerca. A ciência é nossa aliada nessa busca por Deus e eu acredito que, no fim, esta foi uma forma muito sábia de Ele nos levar a revelá-lo. Bom, se aceitamos que Deus seja tudo a nossa volta, incluindo cada um de nós, temos que aceitar algumas conclusões óbvias: 1) Deus e eu somos um. 2) Tudo a nossa volta é Deus. 3) Deus é Espírito que se manifesta infinitamente em tudo o que você pode ver, sentir, tocar, cheirar e experimentar. 4) Onde quer que você esteja, está em solo Sagrado. 5) Nós estamos em Deus, sempre estivemos e não há separação entre Deus e nós. 6) Tudo e Todos nós somos um em Deus 7) Cada ser humano é Deus individualizado, mesmo quando não sabe disso. 8) Só há Deus. 9) Só há um Poder. Deus é muito mais do que isso. Entretanto, um aprendiz, como nós, precisa lidar com coisas mais simples no começo da sua jornada e aqui já há o bastante para fazer uma revolução em nossas vidas. E, para que isso aconteça, precisamos meditar sobre cada uma das afirmações acima e eu explico por que: Uma vez, caminhando, fiquei meditando sobre a idéia de que sou Deus manifesto. OK, sou capaz de lidar com isso, pensei. Mas havia uma incongruência. Porque havia uma parte de mim que não se realizava plenamente? Porque eu não me achava merecedora de tudo o que há de bom na vida? Claro, sendo Deus manifesto, eu haveria de ter uma vida perfeita como Ele. Tentava, sem sucesso, formular a seguinte frase: - Se eu sou Deus manifesto, eu mereço... Que dificuldade imensa de completar a frase! Mesmo que eu acrescentasse qualquer coisa depois, coisas que eu desejava ter ou realizar, isso me soava falso. Ok. Há algo de muito errado aqui, pensei. As duas coisas não podem conviver juntas. Não posso afirmar ser Deus manifesto e aceitar que eu, ou ELE, não mereça o que quer que seja. Dizer que Deus não merece algo é um enorme absurdo! Com todas as minhas forças, eu sei que ISSO não é possível. Então, minha Verdade tem que ser coerente. E ela deve partir da primeira premissa. Deus é tudo! E Deus merece... E Eu, que sou parte de Deus, mereço. Eu mereço. Eu mereço.

VIVA! Caiu por terra a primeira e grande barreira que me impedia o despertar em Deus. Mas isso só ocorreu porque eu verdadeiramente ENTENDI que havia duas premissas antagônicas em minha mente e era preciso escolher apenas uma. Se tudo se reduz a Deus, eu não posso crer que qualquer parte de Deus não mereça o que quer que seja. Depois disso, pude dizer sem dificuldade coisas como: eu mereço um emprego novo e melhor, eu mereço uma casa melhor, eu mereço ser feliz. Foi surpreendente perceber que por muitos anos pensar coisas como “somos Deus manifesto” e acreditar que “não somos merecedores” conviveram em minha mente lado a lado sem nunca eu me dar conta que uma dessas afirmações devia ser falsa. Esse foi para mim o primeiro sinal de que há muitas afirmações e conceitos conflitantes sobre o que somos, e Deus. Para que existimos, e Deus. O que é real, e Deus. É preciso questionar nossas verdades. Somos um enorme depositário cultural e agimos conforme verdades, crenças e mitos adquiridos sem confrontá-los como deveríamos. Acatamos cegamente afirmações vindas de fora e nunca ouvimos nosso eu interior.

Conceitos equivocados

Acho que esse é um bom momento para mostrar porque alguns dos nossos conceitos estão equivocados e porque aquilo que dizemos crer não condiz com o que vemos manifesto no mundo. Às vezes alguém nos pergunta se acreditamos em Deus e, não demora nem um segundo para respondermos que sim. Mas, é preciso começar a pensar seriamente nisso. Afinal, temos que ser honestos e nos perguntar no que é que cremos a respeito de Deus. É fácil dizer que cremos que Deus seja tudo, que seja Amor, que seja abundância, que seja vida... Mas se ele é tudo, porque o mundo que vemos não condiz com a manifestação do que acreditamos ser Deus?

Deus existe e é tudo o que nos cerca, pois tudo é feito da mesma substância e não há nada além de Deus. Assim... Deus é abundância e por isso não há como existir qualquer limitação ou falta. Deus é suprimento infinito, portanto não pode haver pobreza. Deus é amor, assim, não pode haver sofrimento, carência afetiva. Deus é vida, portanto, não há enfermidade, doença ou morte. Deus é inteligência infinita, desse modo, não pode haver qualquer insanidade, retardo mental, falta ou limitações de memória, inteligência, capacidade ou criatividade. Deus é o único poder, consequentemente, não há nada que se oponha a Ele, não podendo haver poder na doença, da falta, no medo, na insegurança... Deus é o caminho, por isso não há como ficar perdido. Deus é alegria, desse modo, não pode haver insatisfação. Deus é paz, assim sendo, não pode haver aflição, guerra, desentendimento. Deus é luz, por isso não pode haver ignorância, escuridão, umbral, inferno. Deus é tudo, portanto não há a possibilidade da separação entre você e Deus, nunca, em lugar algum, em situação alguma. Deus é Presença, logo, nunca se está sozinho. Deus é Onisciência, assim, nada escapa a Deus, nem a sua mais insignificante preocupação. Deus é a Verdade, portanto, tudo o que se opõe a Deus, não é verdade e não existe de fato.

Eu sou Deus
Pensei longamente no título desse capítulo. Humildemente achei que deveria escrever: Eu sou Deus Manifesto. Ri de mim mesma com minha falta de coragem. Vamos lá... Tenha coragem... Diga de boca cheia: Eu sou Deus! Dizer “Eu sou Deus” é muito difícil mesmo, e como aprendiz da verdade de Deus, isso me soa como blasfêmia e, no passado, seria amaldiçoada por me atrever a dizer isso. Mas, afinal isso não é a verdade absoluta? Deus não é tudo? Nosso corpo não é feito da substância divina? Nossa alma não é uma centelha divina? Nossa mente não é uma consciência de Deus? É claro que tenho consciência que não sou a totalidade de Deus, sou Ele individualizado na minha pessoa, como todas as outras pessoas são manifestações individuais Dele também. Mas é preciso ter a convicção de dizer “Eu sou Deus” sem sofrimento, sem culpa, sem se sentir atrevido e amaldiçoado. O que teria incutido em mim tanta desaprovação pessoal? Bem, voltemos às questões mais positivas do nosso aprendizado. Somos Deus manifesto. (OK! Sejamos mais humildes, rsrsrs) Tudo o que Deus é, nós somos. Assim como uma onda é feita da mesma substância do oceano, nós somos feitos do mesmo princípio que faz o que seja Deus. Tudo o que Deus tem, nós temos. Deus é todo o poder e o poder de Deus reside em nós, em cada um de nós. Há quem se sinta incomodado com a “arrogância” de ser pensar detentor do poder de Deus. Muita gente se ressente disso. Somos levados a acreditar que isso é uma blasfêmia porque nos imaginamos indignos ou tememos as conseqüências desse poder em mãos erradas, inclusive as nossas... Algo em nós sinaliza que essa crença pode representar sério perigo. Quem nos dá esse alerta é nosso ego, aquele ser histórico que compõem cada personalidade e foi construído segundo as crenças culturais de cada um. Não é um alerta real. Por isso, não tema. Posso garantir que quando se está sob a presença de Deus, o comando de Deus, sob a influência de Deus, nem passa pela mente qualquer coisa que não seja o amor, a paz, o bem estar, a fartura, a plenitude... E quem sente tal coisa não precisa ver ninguém como inimigo; não precisa se defender de nada, não põe nada em perigo, nem deseja o mal. Estar em Deus é tão agradavelmente superior que não há espaço para outra coisa além da felicidade e vontade de compartilhar a divina essência com todos. Sempre ouvimos que devemos praticar as qualidades mais nobres do ser humano se quisermos alcançar Deus. Amor, bondade, tolerância, compaixão, etc... Isso é verdade, mas fiquei surpresa quando tive minha primeira experiência da presença de Deus e notei que, naquele estado, eu não podia pensar e sentir nada menos nobre do que Deus poderia manifestar. Obs.:Os relatos das minhas experiências estão em “Diário do Herói”

O eu carnal e o EU divino
Ainda a pouco citei pela primeira vez a idéia do EGO. Até agora nós pensamos que somos nossas mentes, nossos egos e nossas personalidades. Não podia ser diferente porque não estávamos despertos. Alguém nos falava de nossos Espíritos, nossas Almas, mas nada disso podia significar coisa alguma já que não éramos capazes de sentir essa presença. Alma e espírito são conceitos abstratos e sem a percepção dessa presença muito pouco pode ser feito, a não ser que se faça uso da fé. Entretanto, nosso Espíritos, Alma, Consciência, são nosso eu verdadeiro, a consciência de Deus individualizada. Essa consciência é que é feita à imagem e semelhança de Deus, não o homem humano, mortal. Nosso corpo e nossa personalidade são apenas a manifestação carnal dessa consciência na terra. O que você vê no espelho é sua mente cósmica condensada; sua história nessa vida; sua personalidade construída segundo sua cultura e educação. Nossos egos e personalidades têm agido por conta própria, sem a liderança do Espírito e nossas vidas e corpos são resultados dessa separação. Refletem o máximo que nossa mente humana foi capaz de fazer sozinha. Pobre mente! Não é função dela governar nossa vida, mas, como não havia nada mais no comando, ela foi tomando conta e não podia ter feito diferentemente. No entanto, por mais brilhante que seja essa mente humana, ela é apenas uma ferramenta do Espírito/Consciência de Deus, do Ser que realmente nós somos. Precisamos entender quem realmente somos e a quem nos referimos quando dizemos Eu Sou. Nossa mente humana, que bravamente lutou até aqui, precisa abrir espaço para que o verdadeiro Eu assuma e é a isso que chamamos de Iluminação, Salvação. Se já nascêssemos com todos os poderes do Espírito nunca teríamos adquirido a consciência do nosso Eu individual. Seríamos apenas uma única mente: a mente perfeita e divina que é Deus. Mas, penso que esse não era o plano de Deus. No meu entender, Deus cria e no ato da criação ele se expande. Entretanto, cada uma das suas crianças é autônoma, só podia ser assim, porque ela as fez imagem e semelhança de Si mesmo. Portanto, Ele espera pacientemente que cada uma desperte para aquilo que elas verdadeiramente são. Não há pressa... Tudo o que há é a eternidade. Nessa busca pela Iluminação é preciso nascer de novo. Morrer para o homem mortal e nascer para o Espírito Imortal e Divino. Nesse processo de conscientização do Eu de Deus haverá muitas vezes que você perceberá sua personalidade, seu ego, brigando pelo domínio da sua vida. Isso é muitas vezes motivado pelo medo. É natural. Não pense que sua mente humana, que tinha o controle sobre tudo, sente-se à vontade para entregar o comando a uma “existência” sobre a qual ela, a mente, pouco conhece, nunca viu e nem sabe se existe de fato. As meditações diárias são, portanto, fundamentais para esse processo de delegar a autoridade ao nosso Eu Superior. Só experimentando a presença de Deus em suas meditações é que se vai sentir a convicção do nosso verdadeiro potencial. Daí vem a confiança e a constatação da ação harmoniosa da sua consciência divina nos seus assuntos carnais: amor, saúde, trabalho, família, segurança. Deus não espera que você se entregue numa fé cega. Ele está aqui e agora disponível para que você tenha realmente a experiência da Sua presença e sabe que, no momento que você sentir essa Presença, não será capaz, jamais, de duvidar que Ele existe e terá plena convicção de que “Eu e Deus somos Um”.

Deus é tudo e é perfeito
Se eu sou Deus manifesto, minha vida deve ser perfeita, harmoniosa, à imagem e semelhança de Deus e nada menos do que isso, porque Deus não pode fazer diferente. Certo? Agora, a grande verdade é que a vida não nos parece ser assim. Por quê? Olhamos a nossa volta e não vemos essa perfeição, essa harmonia. Tanto sofrimento, tanta doença, pobreza, ignorância... Então, há algo errado e o erro não pode estar no Princípio, aquele que diz que Tudo é Deus. Essa é a nossa premissa desse estudo. É nossa verdade maior. Vamos fazer uma pequena pausa... Pense no universo. Sim, nele todo, se for capaz... O cosmo, as estrelas, os planetas... Pense na terra, pequenina frente ao tamanho do Universo, mas gigante vista daqui do nosso ponto de vista. Pense na natureza onde não tenha havido interferência do homem. Pense nas selvas, no oceano, nas imensas cordilheiras. O que você vê? O mundo perfeito em total harmonia. Beleza inquestionável! Quem não viu imagens de documentários científicos capazes de tirar o fôlego? Do macrocosmo ao microcosmo, uma perfeição tão alinhada que, nem em nossos melhores sonhos, seríamos capazes de reproduzir. ESSE É DEUS! E, assim seríamos nós se permitíssemos que Ele fluísse através de nós. Conhecer a realidade de Deus e compará-la com o que nós fomos capazes de criar demonstram uma verdade que precisamos reconhecer. Esse mundo imperfeito em que vivemos, não é o mundo de Deus. Esse mundo humano, não é o mundo de Deus. É apenas uma versão muito limitada da nossa capacidade de criar a partir da substância de Deus. Deus, ainda assim, é tudo o que você vê, mas uma visão equivocada, distorcida, moldada aos padrões humanos, moldada a partir da nossa crença de sermos separados de Deus e não há nada que Deus possa fazer sobre isso, até que a gente desperte. Na separação repousa a crença da dualidade, do bem e do mal. Desde que comemos da fruta que nos despertou a percepção do bem e do mal, vivemos separados de Deus, destituídos do paraíso e obrigados a criar a nossa realidade a partir do suor do nosso rosto. Você pode ficar um pouco confuso nesse momento e se perguntar: - Há duas realidades? Sim e não. Percebemos duas, mas só há uma, que é Deus. Vamos ser objetivos... Há muitas coisas inexplicáveis nesse mundo. Mundos paralelos, casos espirituais, pessoas sensitivas e mistérios não revelados... Bom, certamente há muita coisa nessa nossa vida que não podemos explicar. Por isso, como pequenos aprendizes que somos, nem vale a pena tentar entender ainda o que é real e o que não é. Só há algo que podemos identificar de fato: há Deus e há todo o resto que pensamos ser separado de Deus. E é aí que repousa o ÊRRO. Isso me lembra uma história, nela, o discípulo, pergunta ao seu mestre sobre onde encontrar o Divino e ele responde: - Abra seus olhos e veja! Nesse reconhecimento está a total transformação do seu mundo.

A hipnose humana
Uma das mais importantes respostas que encontrei nas minhas últimas leituras tem a ver com à realidade do nosso mundo. Gosto de lembrar que sou apenas um aprendiz de Deus, mas estou convicta do que vou desenvolver a seguir. Pode parecer complicado quando afirmo que esse mundo humano não é o mundo de Deus. Sempre tive dificuldade em aceitar a coexistência de um Deus presente, atuante, e esse mundo cheio de sofrimento. Há muitas coisas lindas em nosso mundo, mas há também uma infinidade de conflitos. Ele é tão imperfeito que não pode ser a manifestação de Deus. Há muito desse universo humano que só pode ser uma criação exclusiva nossa e, embora seja difícil de acreditar, temos que aceitar que muito do que achamos real, não é real. Não existe de fato. Então, se só há Deus, esse nosso mundo pobre deve ser mesmo uma ilusão. Temos que concordar com isso. Ninguém consegue entender que Deus possa ser conivente com tudo o que há de errado no mundo. Toda fome e sofrimento... Como aceitar que Deus seja conivente com isso? Ele não é, mas, infelizmente, nada pode fazer, porque nada disso existe de fato. É como uma hipnose. Para nós, uma realidade bem dura, mas para Ele, uma amarga hipnose da qual temos dificuldade de acordar. Essa hipnose coletiva deve ser real, pois, somente assim podemos aceitar que Deus testemunhe tudo isso e nada faça para mudar. Gosto do exemplo de Goldsmith. Ele afirma que vivemos, de fato, uma espécie de hipnose coletiva. É como se um hipnotizador chamasse alguém do público e lhe dissesse que, fizesse o que fizesse, não conseguiria se livrar de um feroz poodle branco que havia no palco. Todos nós testemunharíamos o voluntário, sob hipnose, fazer o possível para se livrar de um poodle branco que só ele via. O sofrimento, para o voluntário seria real e ninguém poderia ajudá-lo a se livrar do que não existia. A não ser que ele fosse acordado da hipnose. Apenas desperto ele veria que nada havia lá. Nosso mundo de ilusão, falho, limitado, deixa de existir na medida em que despertamos para o mundo de Deus. Deixa de existir na medida e no exato momento que passamos a alcançar um pouco do que Jesus tentou nos ensinar. Jesus era capaz de ver o mundo com os olhos de Deus e por isso podia fazer os milagres que fazia. O mal não era real; não tinha poder; por isso ele podia dizer para um aleijado andar. Podemos também dizer que o homem deve morrer a cada dia como humano e nascer como ser divino que é. Como ser divino ele passa a ser uma luz no mundo e ajuda a desfazer a névoa que nos cega à verdade maior. Cada um pode começar a trilhar esse caminho e a ouvir a voz que vem de dentro e que sussurra suavemente em nossa consciência.

Nosso Destino – Deus é Amor.
Muitos têm medo de deixar seu EU superior assumir o controle de suas vidas. Para muita gente é bem difícil dizer “Seja feita a Vossa Vontade”. E confesso que, por muito tempo, essa parte do Pai Nosso despertava minhas reservas. Deixar Deus governar os nossos destinos nos assusta porque desconfiamos dos planos de Deus. Exatamente: nós temos medo do destino que Ele possa desenhar para nós. Afinal, crescemos ouvindo dizer que Deus foi capaz de deixar seu filho querido ser crucificado. Porque Ele nos pouparia então?A nós, reles aprendizes? Vemos tantas vidas miseráveis e acreditamos tanto que o sofrimento constrói o homem, que não esperamos benevolência, nem compaixão daquele que, por ironia, não tem outra coisa a oferecer. Há aqui mais uma crença equivocada do que seja Deus e de como Ele age. Nossa premissa é que Deus é tudo. Deus é o criador, sua natureza é generosa, pois não para de se desdobrar sobre a criação. Tudo o que Deus é, nós somos. Tudo o que Deus tem, nós temos. Sendo Deus tudo, e perfeito, e bom, não há como haver dor e sofrimento em Deus. Como Deus poderia fazer mal a si mesmo? Como poderia Ele, criar ou agir diferente, em dissonância com o seu próprio Ser? Deus só pode manifestar a glória de Deus. Ele só pode fazer o bem! Tudo o que Ele cria é feito à sua imagem e semelhança e, quem já teve uma experiência da presença dele, sabe que, envolto nessa presença, não é possível pensar, sentir ou vivenciar o que quer que seja de ruim. Quando oramos o Pai Nosso e dizemos “venha a nós o Vosso Reino. Seja feita a Vossa Vontade” estamos pedindo o Reino de Deus, perfeito, em nossas vidas. Pedimos que seja feita a Sua Vontade, porque a vontade de Deus é nos dar o Seu Reino. Hoje eu estou convicta disso e posso fazer essa oração com o coração aberto e acredito que era isso que Jesus queria nos ensinar. Há um mundo de Deus que nem sou capaz de imaginar. Há um mundo perfeito, lindo, abundante, harmônico, pleno e saudável que é tudo o que Deus é. E tudo isso deveria vir à tona através de nós, de cada um de nós. Vale a pena reforçar... O mundo feio, pobre, cruel e desforme que vemos não é o mundo de Deus; é o mundo do homem. A nós é dado o direito de criar utilizando a graça e a substância de Deus. Entretanto, em nossa limitada capacidade, criamos um mundo imperfeito e hoje, mergulhados nesse mundo humano, achamos que ISSO é obra de Deus! O lado bom de descobrir essa verdade é que, junto com ela, vem a compreensão de que esse mundo humano não pode ser real. Afinal, só há Deus. Esse mundo humano não é eterno e morre com o último humano mortal. Quando descobrirmos ser a consciência de Deus IMORTAL, vivemos a real percepção dessa verdade. Quando temos a oportunidade de experimentar a presença de Deus; descobrimos o outro mundo, o mundo real e eterno que pode se manifestar nessa nossa vida terrena hoje e, agora. Passamos, então, a cumprir o nosso Destino. Através de Deus e como seu canal, passamos a utilizar a graça de Deus e sua substância da forma correta, pois não mais criaremos a partir da nossa perspectiva humana, mas sob a regência do Divino. Nosso destino é manifestar a glória de Deus e, curiosamente, nos surpreenderemos ao descobrir que aquilo que mais desejamos ser e fazer, é justamente aquilo que temos reservado para nós. Ele tem o poder de ir à nossa frente, tornando retos os caminhos tortuosos. Ele pode conferir graça e beleza ao nosso passeio sobre a Terra e tudo o que temos que fazer é nos dar conta e maravilhar com a grandiosidade da sua Presença.

Diário do herói – Minhas experiências místicas
Acordei o Senhor da carruagem! Minha professora de Yoga, Caetana, sempre diz que somos como uma carruagem. Todo o conjunto, incluindo a parelha de cavalos representa o nosso corpo físico; os cavalos são nosso emocional; o condutor, nossa mente e dentro da carruagem propriamente dita repousa adormecido o senhor, o amo da carruagem, nosso Eu superior. Os cavalos (nosso emocional), cheios de energia, quando desgovernados podem levar toda a carruagem ao perigo absoluto. O condutor (o corpo mental) precisa estar no controle total dos cavalos para levar a carruagem a algum destino. Mas, se o senhor (o Espírito) repousa em berço esplendido e não diz onde se deve ir, vagamos perdidos pelo mundo. Caetana é um desses grandes mestres de quem falei no início. Através deles descobri coisas maravilhosas a respeito de mim mesma! Vejo hoje que toda a jornada da vida foi e é necessária, mas quero deixar registrado como tudo aconteceu, quando foi que finalmente eu despertei e o que foi que me levou a verdadeiramente experimentar a presença de Deus. Isso porque, surpreendentemente, foi mais fácil do que eu jamais poderia imaginar. Chamo esse relato de Diário do Herói, pois somos todos heróis na busca por Deus. Que ninguém pense que eu estou no céu. Essa é uma longa jornada, mas me sinto feliz de saber que cheguei a um novo patamar. Estou trabalhando muito para me manter aqui, solidificar o que estou aprendendo de forma a não ser mais, nem estar mais onde estava há alguns meses atrás. Em Diário do Herói você vai encontrar cada uma dessas experiências.

12.12.2008 – Diário do Herói: A cura espiritual
No fim de semana antes do natal de 2008, meu marido viajou e minha filha foi para a casa de tios no interior de Minas. De repente me vi sozinha e feliz por ter vários dias para me dedicar à leitura e meditação, sem obrigações com a casa ou responsabilidades com a alimentação da família. O primeiro fato curioso aconteceu depois de muitas horas de leitura dos livros de Goldsmith, recomendados pela minha professora de yoga. Linha após linha de leitura eu ficava cada vez mais convicta de que tudo o que ele dizia, fazia sentido, tinha lógica para mim. Ele afirma que há milhares de anos falamos e discutimos sobre Deus e nada muda no mundo. Segundo ele, está na hora de parar de falar e passar a fazer, viver a experiência de Deus, na prática: vivenciarmos efetivamente a presença dele. Ele, Goldsmith, é um grande mestre inspirado e, antes de começar a escrever, adquiriu e vivenciou, em mais de 30 anos, a prova do poder de cura de Deus. Testemunhou a cura de doenças incuráveis e aprendeu e realizou a presença de Deus na Terra. Ele diz que essa capacidade está à disposição de todos e lembra que Jesus não veio à Terra exibir seus poderes, mas nos mostrar o caminho a Deus. Naquela noite, enfim, eu estava me sentindo muito mal, depois de ter abusado de comidas deliciosas, mas pouco apropriadas (eu estava de férias da cozinha!). Fui dormir assim mesmo. Sabia que não teria uma boa noite, com certeza. Eu estava com ânsia de vômito, dores articulares (algo que vem me incomodando ultimamente) e nariz tapado (sinal de um resfriado a caminho). Depois de muito rolar na cama, resolvi me sentar e meditar, DE VERDADE, sobre as idéias de Goldsmith. Era hora de colocar em prática as idéias dos livros. Faz mais de 30 anos que fico filosofando a respeito de Deus. Vamos lá... Tenha a coragem de por em xeque suas crenças... Pensei. Comecei a refletir sobre “Deus é tudo e o único poder”. “Dor não é uma realidade em Deus: azia e mal-estar não existe na totalidade de Deus presente. Sendo Deus tudo e sendo Ele bom, o mal não existe a não ser na crença humana de um mundo separado de Deus”. “Meu corpo, sendo feito da substância de Deus, é também perfeito”. Segui refletindo afirmações como essas até que, naquele silêncio e solitude, logo alcancei um estado alterado de consciência. Eu estava firme nas minhas afirmações e, neste estado confiante, senti, de repente, um bem estar surpreendente descendo sobre mim, fazendo com que a dor das articulações sumisse. Não demorou muito o mal estar também se foi e, antes que eu me maravilhasse com tudo aquilo e deixasse escapar a enorme energia que estava sentindo, meu nariz passou a respirar livremente. Fiquei tentando segurar a presença, me manter naquele estado por mais tempo, mas não foi possível. A onda veio e se foi, levando todo meu mal-estar. As dores não voltaram mais e rindo pensei... E Agora? Que vou fazer? Acabei de testemunhar que tudo o que eu li é verdade. Encantada, percebi simplesmente que nada mais havia a fazer a não ser dormir na Paz de Deus em que eu me encontrava. Voltei a deitar e dormi o sono dos anjos. Depois disso, não posso mais questionar a capacidade da cura espiritual. Doença não é poder. Se doença fosse mandada por Deus, não haveria nada na Terra capaz de vencê-la.

13.12.2008 - Diário do Herói: Todos somos um
Já havia dias que vinha lendo livros místicos e por isso estava mergulhada numa aura distinta do nosso dia a dia. Na noite anterior, eu havia tido minha primeira grande experiência da presença de Deus e eu estava em completo estado de graça. Não como uma santa, mas como alguém que está em paz, feliz, segura. Eu havia acabado de sair de uma meditação quando recebi o telefonema de uma amiga, dizendo que não viria me visitar conforme combinado porque um conhecido havia sofrido um enfarte e ela iria levar a esposa dele de volta ao hospital. Como eu o conhecia, disse a ela que enviasse MEU amor aos dois e ela, após dizer, mecanicamente, que faria isso, desligou o aparelho. Assim que pus o fone no ganho, fui inundada por tamanha felicidade, como se eu soubesse que ele ficaria bem. A felicidade era tamanha que me recostei na parede e lembrome de ter pensado que eu estava, mesmo, muito estranha. Havia acabado de receber um telefonema preocupante e ser tomada de extrema alegria, sem justificativa aparente, era, no mínimo, esquisito. Mas no fundo eu SABIA que ao ter usado a palavra MEU, eu não estava falando do amor da minha pessoa humana, mas do EU de Deus que há em mim e, assim, fiz uma conexão instantânea com o amigo enfartado, pois somos todos EUs de DEUS e estamos todos interligados. Fiquei tão impregnada daquela certeza que pensei em contatar minha amiga, mais tarde, para ter a confirmação dos meus sentimentos sobre ele. Não precisei fazê-lo, pois, no dia seguinte, recebi um e-mail dela dizendo estar tudo bem. Dias depois o encontrei na rua, feliz e falante. Não seria bom a gente ter essa convicção de que está tudo bem quando precisamos dela? Quando em Deus, estamos todos conectados. Goldsmith diz que um curador não precisa nem saber quem é o enfermo ou a natureza da sua doença. Basta alguém vir a ele procurando ajuda para que, durante o tratamento, que nada mais é do que uma meditação para tornar-se consciente da presença de Deus, o enfermo, onde quer que esteja, será alcançado pela cura transformadora do Cristo. Ele, o curador, é apenas o veículo, o meio de contato. Uma vez em Deus - contatada a central, a fonte - todo aquele no raio da consciência de quem medita será tocado pela presença de Deus. Por isso mesmo, não há necessidade de tentarmos transformar/mudar quem quer que seja. Por isso mesmo, é que bastam alguns para salvar toda uma sociedade, pois, cada um que sintonize a presença divina, estará beneficiando a todos no raio de alcance da sua consciência. Todos aqueles que conheceram você; todos aqueles que falaram com você algum dia da sua vida; todos aqueles que despertaram sua atenção serão beneficiados. Você não precisa pensar, rezar por cada um deles, mas apenas abrir sua consciência a Deus.

A natureza do Erro
A doença, a limitação, a falta, tudo o que aparece como erro não possui nenhuma das qualidades da Realidade. Não pode haver Deus e a existência do erro. E qual é a Realidade? Deus! Só há Deus e Ele é todo o poder, toda a presença. Aquilo que aparece como erro é uma crença equivocada na existência de uma vida separada de Deus. É o resultado da capacidade limitada do ser humano em criar a partir da substância de Deus. O ser humano separado de Deus reflete sua própria limitação. O erro existe porque é dado ao homem o acesso à graça de Deus. A ele foi dado o direito e a inteligência de criar como Deus, mas o resultado não é satisfatório. É preciso saber o que fazer como essa substância Divina que se manifesta em todas as coisas e circunstâncias que nos cercam. Faço aqui uma analogia com uma criança pequena a quem pedimos que desenhe um homem. Ela provavelmente fará um desenho composto por uma bola, um corpo disforme e pauzinhos representando pernas, braços e mãos. Esta criança um dia vai crescer e saber desenhar muito melhor e eventualmente, se ela estudar desenho, poderá até ser uma profissional. Mas, pequena, ela só é capaz de desenhar segundo sua capacidade limitada. Assim somos nós tentando criar o mundo de Deus. Somos as crianças de Deus aprendendo a criar no mundo de Deus. Somos crianças brincando de Deus e nossa produção é o retrato de que há muito a aprender ainda. Quando estamos despertos em Deus, não é possível criar um mundo ruim, mas como poucos de nós estamos conscientes 100% do tempo, ainda experimentamos um mundo de faltas, flagelos, disputas pelo poder, luta pela fome, etc. Quando reconhecemos nossas limitações, como crianças espirituais que somos, e abrimos os nossos corações e mentes para a tutela do Mestre, permitimos que Ele se manifeste e faça, então, a demonstração do SEU mundo perfeito. Jesus sabia disso e sempre dizia: “Eu, por mim mesmo, nada posso fazer”. Ele era capaz de curar porque não via o erro, não via a doença, nem o pecado. Ele era capaz de ver Deus manifesto além do mundo humano e limitado que o cercava. Como enxergava a perfeição, ele podia dizer ao aleijado para se levantar e ao moribundo para sair do sepulcro. Se esse mundo humano é o mundo dos efeitos, tudo o que vemos demonstra nossa capacidade limitada de criar o mundo de Deus. Como um mundo de brinquedo, esse mundo imperfeito não é real, ele não tem poder.

A Doença não é poder
Se você estiver doente ou amar alguém que esteja, recomendo antes de tudo que leia os livros de Joel Goldsmith. Ele dedicou sua vida para curar pessoas com enorme sucesso. Foi o dom da cura que o levou a estudar tudo o que eu procuro transcrever aqui. Ele é um ser iluminado e ninguém pode falar melhor a respeito da cura espiritual do que ele. Da leitura de seus livros, eu aprendi que doença não é poder e que a cura, do que quer que seja, é possível. Hoje, acredito verdadeiramente nisso e tive uma experiência pessoal inquestionável. Você pode ler sobre isso em: 12.12.2008 – Diário do Herói: A cura espiritual Gosto de lembrar as palavras de Goldsmith que dizem que se a doença houvesse sido enviada por Deus nada no mundo poderia vencê-la. Todas as doenças que conhecemos têm relatos de curas, às vezes milagrosas. Assim como o medo, a doença é um sinal de que não estamos vivendo na plenitude de Deus. Mas o mais importante a se aprender sobre isso é o seguinte:

Não é nossa culpa. Nunca é!
Como culpar uma criança que nada sabe, por estar doente? Herdamos nossas crenças, quem sabe até trazemo-las conosco em cada encarnação, ou impregnado no nosso DNA, ou no inconsciente coletivo... Uma vez li um artigo sobre Ressonância Mórfica, de Rupert Sheldrake. O artigo afirma que há um campo de informação que captamos instintivamente, inconscientemente e que há provas da existência disso. Um dos exemplos que citados fala sobre um pesquisa feita durante a segunda guerra. Antes da guerra, na Inglaterra, passarinhos haviam aprendido a romper o lacre das garrafas de leite deixadas nas portas das casas. Notou-se que quando isso teve início, logo os pássaros da mesma espécie em diversos lugares da Inglaterra começaram a fazer o mesmo. Mesmo que tivesse sido uma ação passada de geração a geração, não poderia ter se espalhado de forma tão rápida. Logo atingiu passarinhos da Europa. O mais curioso é que essa espécie não vive muito e quando a guerra começou, houve interrupção do fornecimento de leite. Anos depois do final da guerra, quando a distribuição do leite nas portas das casas foi normalizada, imediatamente os passarinhos da mesma espécie, mas de novas gerações, começaram a romper o lacre das garrafas em todo o país. A isso, os cientistas chamaram de Ressonância Mórfica. Pesquise mais na Internet. Assim, você é um receptáculo de informações que não foram criadas por você, mas aceitas de alguma forma e até incorporadas. Não fique se perguntando o que você fez de errado. Você nada fez. Nosso corpo é feito da substância de Deus, da Consciência manifesta – feita carne. Apesar de ser matéria, ele é composto por partículas microcósmicas, que nada mais são do que energia. Assim, ele é espírito, Espírito de Deus. Deveria ser perfeito e se renovar constantemente na consciência elevada do EU SOU. Entretanto, nós nos sentimos separados de Deus: nós aqui, no nosso mundo imperfeito, e Ele lá, no céu, intocável. Nós o vemos apenas como O Todo Poderoso que, por uma razão que desconhecemos, permite todo esse nosso sofrimento. Daí, erroneamente, concluímos que merecemos a nossa dor (só podemos ter feito algo errado para receber tal castigo) e, com isso, (resignados, magoados e até ressentidos) reforçamos nosso distanciamento Dele. Um ciclo sem fim e equivocado. No livro Um Curso em Milagres é dito que, para Deus, intervir é reconhecer a separação, algo que ele não reconhece. Intervir, também, é reconhecer que Suas crianças não são perfeitas e portanto não são imagem e semelhança de Si mesmo. Seria o mesmo que afirmar que elas fracas, frágeis e incapazes, algo que Ele também não reconhece. Que pode Deus fazer se enxergamos o “Poodle Branco”? Ver artigo desse blog: A hipnose humana. Ele só pode esperar que nós despertemos. Manda centenas de sinais para que acordemos e, quando de

fato isso acontece, por milagre tudo se harmoniza e curas espirituais acontecem. Os milagres que nos cercam dão prova de que nosso mundo não é real. Se alguém que você ama está doente, você não precisa passar a ele todo esse conhecimento. Quando estamos doentes, a sensação de separação é ainda maior. Assim, o melhor a fazer é fazer, você mesmo, a sua busca e propiciar o seu encontro com Deus. Lembre-se, quando em Deus, estamos todos conectados. Goldsmith diz que um curador não precisa nem saber quem é o enfermo e qual a natureza da sua doença. Basta alguém vir a ele procurando ajuda para que, durante o tratamento, o enfermo, onde quer que esteja, seja tocado pela cura transformadora do Cristo. Ele, o curador, é apenas o veículo, o meio de contato. O que ele chama de tratamento é o exercício da meditação: o momento em que a mente se aquieta e dá lugar à presença de Deus. Uma vez em Deus, contatada a central, a fonte, todo aquele no raio de alcance da consciência de quem medita será alcançado pela Presença Dele. Acho que doença é o maior dos desafios. Sentimos no corpo os efeitos da dor, do mal-estar e é preciso ser muito forte para suplantar isso tudo. Parece tão real que só uma mente em Cristo pode fazer uma doença desaparecer completamente. Mas não é impossível. Na experiência que relatei no post já citado, eu estava com um forte enjôo, dores articulares (cotovelos, joelhos e articulações das mãos) e nariz entupido. Uma coletânea razoável para o meu experimento. Entrei em meditação disposta a por a prova tudo o que estava aprendendo. Concordo, em número e grau, com Goldsmith que afirma já estar na hora de realmente sentirmos a presença de Deus nas nossas vidas. Depois de alguns minutos de afirmações positivas eu realmente senti uma presença se manifestar. Não sei dizer se de dentro para fora, ou de cima para baixo, apenas que foi vindo em forma de onda. Goldsmith diz que nunca vem da mesma forma, e que acontece de forma diferente para cada um, mas que quando acontece, ninguém tem dúvida de que se trata da Presença de Deus. Sabemos reconhecer... Conforme experimentava a sensação de paz, todos os meus males foram se desfazendo um a um e isso me deixou muito surpresa, de verdade! Afinal, a medicina não poderia explicar o sumiço de um enjôo severo, nem da dor nas articulações, como a que eu estava sentindo. Não, sem um potente analgésico e um antiácido. É claro que há quem ache que a mente tem poder. Eu acredito nisso e até escrevi um livro, publicado pela Madras Editora, sobre a Lei da Atração, destinado à jovens leitores. “Agora é com Você!” é o nome do livro. Mas, apenas a mente sozinha não pode mudar nosso mundo. Ela é uma ferramenta, de algo maior, nosso espírito, que é uma consciência de Deus manifesta. Esse sim, o Espírito, pode mudar o mundo, mas é preciso estar desperto, alcançar o mínimo grau de iluminação para que os verdadeiros milagres comecem a acontecer de fato.

Você é o que você pensa – A Lei da Atração
Segundo a Lei da Atração, você é o que você pensa. Se você se esforçar e pensar incansavelmente sobre aquilo que deseja ser ou ter, você vai manifestar isso em sua vida. Suas emoções, também, são importantes ferramentas para você gerar a energia necessária à manifestação do que quer. Quando eu escrevi o livro: “Agora é com Você!”, publicado pela Madras Editora, eu estava convicta do poder da Lei da Atração, e ainda estou. Acho mesmo que somos o que pensamos e nossa vida reflete nossa atitude mental e emocional. Mas, sempre senti que havia algo mais e que, ficar despendendo uma enorme parte do nosso tempo imaginando aquilo que desejamos era esforço demasiado. Devia ser mais simples. Acho que os conceitos da Lei da Atração estão corretos e são os primeiros passos de aprendizes como nós. Afinal, somos responsáveis pelo mundo que construímos. Minha busca vem de longe e apesar de acreditar na Lei da Atração, havia perguntas sem respostas. Goldsmith me deu respostas para essas perguntas. Ele questiona o poder puro da mente. Afinal, se fosse assim, todas as mães, sozinhas, seriam capazes de curar todos os males de seus filhos, apenas pela força de seu desejo e seus pensamentos ternos e positivos, dedicados incansavelmente aos filhos. Quando um milagre acontece, algo mais fez parte do processo. Não podemos esquecer que a mente humana é um receptáculo de informações e crenças culturais. Ela reflete a sua personalidade, mas não é o seu espírito e por isso mesmo é limitada e produz um mundo limitado. Saber que os males desse mundo humano são como uma hipnose coletiva já é um grande passo. Saber e reconhecer a verdade de que Em Deus, o mal, o erro não existe, também. Então, em vez de ficar exaustivamente mentalizando o que quer que seja, basta abrir a porta para Deus. SIMPLES ASSIM. Mesmo! Afinal Ele sabe o que você deseja e o que lhe falta. A Lei da Atração é uma ferramenta poderosa, pois nos ajuda a disciplinar a mente, que é a causadora última dos nossos problemas na Terra. Nossa mente edificada a partir das nossas crenças culturais herdadas é a matriz do que somos e vivemos hoje. Mudar isso requer disciplina e os conceitos da Lei da Atração ajudam. Entretanto, quando conectados a Deus fazemos mais do que isso: trazemos a realidade Dele para o nosso mundo, por isso os milagres acontecem. A maioria de nós quer apenas uma vida plena e feliz; talvez servir à humanidade a partir do seu dom pessoal (todos temos um) e encontrar paz, amor e saúde... Para isso, procure Deus! Porque, na maioria das vezes, nós não sabemos bem o que queremos, mas Ele sabe. Ele conhece o nosso propósito. Cada um de nós, cada Deus individualizado foi criado com um propósito e nada vai nos dar mais prazer do que cumprir esse desígnio. Segundo a Lei da Atração, você atrai aquilo em que se concentra. Se você se concentrar em Deus, vai atraí-lo definitivamente para a sua vida.

Deus se dá sem reservas
Numa recente aula de yoga, nós e a professora estávamos analisando alguns aspectos da Lei da Atração. A discussão teve início com a seguinte preocupação de algumas de nós: O nosso "pedir" a Deus é coisa do ego ou do eu superior? Quem está no caminho da iluminação pretende a se vigiar para ver se seus quereres sejam verdadeiros, e não aspectos insaciáveis do ego. Pipocaram aqui e ali algumas idéias maravilhosas. A primeira é de que tudo está disponível DE VERDADE e a prova disso é que tudo aquilo que você olha e deseja é, por si só, o testemunho de que tudo está disponível para todos. Afinal, está lá, existe... seja uma casa linda, um Mercedes, um emprego de alto padrão, ser um milionário como Bill Gates. Se estiver lá, é Deus manifesto e está disponível igualitariamente para todos, porque Deus não tem preferidos. Tanto isso é verdade que há gente da pior espécie nadando num suprimento inesgotável. Ou seja, a substância de Deus, que se materializa em todas as coisas, está lá, aqui e agora, disponível para todo e qualquer querer. Então, a grande questão, para cada um de nós, é definir que parte do nosso “eu” vai gerir esse suprimento abundante? Nosso ego, ou nosso eu superior. Deus se dá sem reservas e isso é uma lei universal. Se for nosso ego que deseja algo, ou nosso eu superior, não faz diferença para Deus. O ego usa sua mente para criar, que é tudo o que ele tem e o Eu superior, desperto, tem ao seu dispor o poder da Vontade Divina. Podemos seguir pedindo até cansar a nosso ego para saciar nossos desejos, ou podemos ficar tranqüilos e saber, como aprendizes de Deus que somos, que podemos criar o melhor e ter a tranqüilidade de saber fazer o melhor com o que nos for disponibilizado, seja isso pouco ou muito. Veja que a questão aqui é que, no fundo, temos medo e desconfiamos do nosso próprio ego e uma parte dele se nega o que deseja porque desconfia da própria sanidade. Imaginamos que corremos o risco de nos tornar pessoas piores se nos tornarmos milionárias da noite para o dia, como acreditamos que sejam os magnatas, cegos que são aos martírios do mundo. Mas, no caminho da iluminação e razoavelmente regidos pelo nosso EU divino, não seríamos assim. Não há o que temer, então. Nosso ego pode pedir e manifestar um milhão. A sanidade disso vai pairar sobre a ação do nosso Eu Superior que é ciente da fonte e grato por ela e não vai se iludir como o Ego, que se projeta e se define pelo que tem. Se temos um carro econômico, desejamos um carro melhor, mas algo dentro de nós surge dizendo que isso pode ser sinal de ganância. Esse alerta interno contra a ganância não vem do Eu Superior, mas do próprio ego e suas crenças limitadoras. Podemos chamar de ganância, um Bill Gates, que, ultra milionário, investe fortunas para ajudar a África? Quem poderia fazer isso, sem todo esse dinheiro? Mas, quantos, com o dinheiro, nada fazem? O problema, lembrando, pousa sobre quem vai reger o suprimento. Um Eu Superior desperto nunca se preocuparia com o poder da abundância, seja ela financeira ou material, pois ele próprio sabe ser o testemunho da riqueza infinita de Deus. Enfim, toda a graça de Deus está disponível sem fazer assertivas. Deus não vai nos julgar pelo que desejamos. Afinal ele sabe que tudo o que o ego faz, o faz porque está sozinho e, indo mais longe, tudo o que o ego manifesta pertence a esse mundo humano que é pura ilusão, de qualquer forma. Ou seja, o mundo de Deus, eterno, espiritual, nunca é afetado por isso. Sempre está a salvo. Isso não muda o fato de que o Dar-se de Deus foi total e irrestrito. Para Deus, tanto faz se é o seu ego que pede ou seu Eu superior. Para nós, tudo depende quem vai reger sua abundância. Se for o seu ego, pode ser mesmo que você se perca nas suas próprias ilusões. Se for o seu Eu Superior, tudo será compartilhado. A Lei da Atração é a mesma que enriquece o narcotraficante ou apóia alguém como Jesus. Ela é tão poderosa, quanto infinita.

Quando despertamos para o nosso Eu Superior, a Vontade de Deus passa a ser a nossa vontade. Afinal, nesse momento, somos realmente UM. O amor de Deus passa a ser o nosso amor, a alegria de Deus a nossa alegria. A Lei da Atração, nesse nível, é o poder de Deus em sua máxima e passa a ser também o nosso poder. Tudo passa a ser manifestado pela Vontade, e não apenas pelo pensamento. O ego deixa de existir, ou na melhor das hipóteses, passa a ser o que é, uma ferramenta de trabalho e comunicação do nosso espírito, nossa roupagem, nessa vida. Despertos, criamos a oportunidade para Deus manifestar o SEU mundo perfeito, que nós, por enquanto, não temos a menor idéia do que seja.

Fartura e Abundância
Depois dos últimos aprendizados, percebi que pouco sei sobre a fartura e, por isso, preciso abrir minha alma para Deus e permitir que ele me ensine a esse respeito. Preciso ser permeável afim de me deixar levar nesse aprendizado sobre toda a riqueza e abundância infinita de Deus. Se há algo do qual podemos ter certeza é que Ele é todo abundância. Do microcosmo ao macrocosmo, tudo se manifesta numa riqueza de cores, formas, aromas, sons, sabores... e muito mais, muito além do que nossos pobres sentidos são capazes de nos revelar. Assim, não há como negar que qualquer sinal de falta, é sintoma de que, em algum aspecto, temos enorme dificuldade em manifestar a grandeza do Espírito Infinito. Sei disso porque posso fazer parâmetros reais com outros aspectos da minha vida que se manifestam de forma esplêndida. Minha intimidade com o mundo natural, especialmente com animais é tão rico, real e poderoso que geralmente me leva a experiências pouco comuns e que, em alguns casos, surpreendem as pessoas. Meu pequeno pedaço de mundo, aquele que sou capaz de manifestar, costuma se apresentar na forma de macacos, lagartos, porcos espinhos, tucanos, gambás, uma rica fauna de passarinhos e circunstâncias curiosas como um passarinho pousar no meu ombro, ou uma coruja pousar na janela do meu quarto, ou um gato de rua aparecer deitado no meu sofá, ferido, pedindo ajuda. Eles aparecem com uma freqüência impressionante, vêm interagir comigo e, através deles, eu me torno uma testemunha dessa FARTURA de Deus, pelo menos nesse aspecto. Percebo que isso acontece na minha vida porque me PERMITI ser invadida por essa particularidade da manifestação divina. Na minha infância morei no campo e costumava trazer uma infinidade de animais feridos para tratar deles. Até urubu machucado foi acolhido sob a abençoada tolerância da minha mãe. Experimento essa riqueza específica, porque convivi com ela desde pequena e acho natural que ela faça parte de mim... Algo bem comum entre pessoas do campo. Assim, percebo que a abundância de Deus acontece para aqueles que permitem que ela se manifeste e aonde permitem. Conviver com os animais é para mim tão natural, que nunca em ocorre a estranheza que isso possa causar à grande maioria urbana. Um milionário, que já nasceu rico, vê o universo financeiro de forma tão natural que surpreende aos outros a forma com que a riqueza se manifesta ininterruptamente em sua vida. Outro exemplo é com relação à saúde. Ouço desde pequena que nossa família é MUITO saudável, todos morrem de forma natural e muito velhos. Conseqüência? Nunca fico doente. Pode parecer um processo mental. Mas, começo a compreender que a aceitação de um fato como natural ajuda toda a manifestação se perpetuar. Seja uma aceitação do que é bom ou do que é mau. Essa é a nossa capacidade de criar eventos e circunstâncias. Se ficamos presos ao nosso mundo de efeitos, criamos e recriamos esse mundo imperfeito. Ele pode ser bom, como a minha relação com a natureza, mas pode ter aspectos indesejados, como limitações financeiras, amorosas, de saúde, de segurança, etc. Como pode ser isso? Deus é o mesmo em todos os aspectos. Deus é abundante em tudo! Deus é abundante na saúde, no amor, na beleza, no suprimento. De forma perfeita, abundante e ininterrupta, Ele simplesmente é. Então, como posso manifestá-lo de forma tão profusa, num aspecto tão pouco comum, como essa relação especial com os bichos e não fazer o mesmo em outros aspectos da minha vida? Acho que temos aqui mais um daqueles conceitos que aceitamos tão naturalmente sem nunca questionar. Deus é toda a riqueza, em todas as áreas. Sendo Ele perfeito, estar desperto é permitir que essa abundância ilimitada se manifeste na nossa vida, sem a interferência de nossas crenças equivocadas.

Por exemplo: como achar que não há dinheiro o bastante para todos? Aceitamos isso, não aceitamos? Nossa realidade humana diz que isso é um fato. Nossa humanidade crê nisso, e é isso que temos. Mas, quer coisa mais sem materialidade, realidade, consistência do que dinheiro? Ele representa uma troca, que poderia ser infinita, se assim o concebêssemos. Imagine toda a riqueza do universo. Deus não pode parar seu infinito desdobramento. Só há limitação no universo humano. Então, sempre que percebemos qualquer limitação na nossa vida, precisamos parar para reconhecê-la pelo que efetivamente é, um NADA. Um erro numa interpretação do mundo real de Deus. Mas não devemos tentar resolver o problema em si. Ficar pensando sobre isso, argumentando, trabalhando, falando sobre o problema só dá mais valor à sua suposta realidade. É preciso abrir espaço interno. Voltar-se para dentro e reconhecer que há apenas Deus e que, em seu Reino, isso não existe. Ponto final. Cada vez que essa limitação vier à sua mente, se dê um tratamento. Sim, um tratamento, como terapêutica médica. Medite. Medite sobre a totalidade de Deus e relaxe. Não digo para ficar falando repetidamente que Deus é tudo e que, em seu reino, esse ou aquele problema não existe. Isso são apenas palavras, não é a presença de Deus. Quando, numa meditação, você experimenta a manifestação do divino, você não tem dúvida que a experiência é real. Argumentos positivos são apenas um meio de se alcançar um estado de consciência que permita a MANIFESTAÇÃO DA PRESENÇA. Uma vez sentindo esse comparecimento, você terá a certeza de que o erro, a limitação que motivou a meditação de fato não existe. Essa certeza vai construir uma nova crença em seu interior, vai fortalecer suas esperanças de modo a refletir-se na sua vida de forma positiva.

O Medo
Deus é Onipotente, Onisciente e Onipresente. Entretanto, todos nós, de uma ou de outra forma, sentimos medo. Não interessa qual o motivo do medo, ele sempre é o reconhecimento de outro poder. É um indicativo de que não vivemos a plenitude de: DEUS É TODO O PODER. Mesmo nesse processo de aprendizado sobre a verdade de Deus, onde procuramos reformular nossas crenças e superar nossas limitações, nós, no dia-a-dia, descobrimos e identificamos o que ainda tememos. Se, por um lado, lamentamos que isso ocorra, podemos, por outro, aproveitar a oportunidade para superá-lo. Fiz uma lista de coisas que a humanidade teme e verifiquei que em diferentes graus, todos nós nos identificamos com um ou mais desses itens listados. Medo da doença Medo da fome, da pobreza Medo do erro/pecado Medo do vício e das coisas que causam dependência em nós ou nos outros. Medo da Bomba e armas Medo do ódio e da ira Medo da mãe, do pai, do chefe, do filho, do vizinho... Medo daquele que pensamos ser nosso inimigo Medo da economia mundial Medo do comunismo Medo do capitalismo Medo do poder político Medo das autoridades Medo do Islamismo Medo do Ateísmo Medo do Fundamentalismo Medo da Morte Medo de Viver Faça a sua lista. É preciso estar alerta, e ficar feliz, quando se toma a consciência da nulidade desses falsos poderes. Cada item superado nos aproxima mais da verdade de Deus. E, a única forma de superar de vez cada um deles é meditar que Deus é tudo o que há e apenas o que há. Deus está presente em todo lugar e em tudo. Não interessa se vou ao “céu” ou ao “inferno” em cada uma das minhas experiências de vida. Deus compõe minha substância física e meu Espírito e devo me lembrar apenas disso. Dessa maneira permito que sua presença se manifeste na minha vida e que ela se antecipe a mim na minha jornada, tornando retos os caminhos tortos. Cientes de Deus, vivemos e nos movemos pela graça de Deus. Não digo que eu seja expert nisso. Se fosse assim, não me apresentaria como aprendiz de Deus, mas estou tentando. Jesus já nos orientava... “Não resista ao mal”. Não lute contra ele. Não entre em pânico ou viva mergulhado nos problemas que te perturbam, de forma que nada mais seja capaz de despertar-lo para o bem. Perceba que quem tem medo em você é a sua personalidade, o seu ego formado a partir de conceitos culturais. Sua personalidade quer preservar sua existência, mas esse medo faz com que você se perca numa realidade que não existe. É o seu “poodle branco” sua hipnose particular. Seu EU superior nada teme, porque sabe que além Dele, nada há.

Abandone o erro, o medo, ignore-o. Pense em outra coisa. Focalize sua mente e seu coração em Deus e lembre-se que medo é o reconhecimento de outro poder, mas além de Deus, nada mais existe. Medite. Para aprendizes do Caminho Infinito, Goldsmith recomenda três ou quatro minutos de meditação, três vezes ao dia. É pouco se pararmos para pensar que isso pode transformar nossa vida. Ele também diz que, no momento em que se identifica uma falta, uma limitação, um erro, devese parar tudo e meditar, nem que seja por poucos minutos. Se alguém vier lhe pedir ajuda, deve-se fazer o mesmo: Parar o que estiver fazendo e reservar uns instantes para meditar sobre a presença de Deus. Uns poucos minutos, após alguma prática, são suficientes para alcançar aquele estado de paz e confiança que permite a manifestação do Cristo, ou da consciência de Deus. Mais para frente, conforme você for desenvolvendo a capacidade de se conectar com Deus, Goldsmith sugere que se medite até 12 vezes ao dia, de um a cinco minutos. Há aqueles capazes de meditar por horas, mas somos apenas aprendizes e pouco sabemos, por isso mesmo, nossos passos iniciais devem ser na medida do nosso conhecimento. De nada adianta ficar horas meditando para depois, em quinze minutos, ser arrancado da paz de Deus, por qualquer problema humano de nossa vida. Podemos passar o dia lembrando de questões do nosso aprendizado e educar a mente para parar e refletir; imaginar, como seria esse momento, se mergulhado na presença de Deus. Não interessa o que estejamos fazendo: lavando a louça ou escrevendo uma tese. Isso me lembra algo bem curioso. Você já se viu numa situação de medo real? Reparou que nessas horas, instintivamente, pensamos em Deus? Quando ocorre o colapso da nossa mente e o reconhecimento de que nada podemos fazer, nós abrimos a porta para Deus. Nós gritamos por Ele. Nessas ocasiões, muito de nós, se tornam testemunhas de algum milagre. Isso não deveria acontecer apenas nos nossos piores momentos, mas sempre, todo dia e o dia todo, para as coisas mais banais da vida. Deus está presente TODO O TEMPO, não só quando estamos realmente encrencados.

Deus se manifesta de todas as formas – O pão nosso de cada dia
Sempre pensamos, agradecidos, que os bens que nos são dados, são presentes de Deus. Mas é preciso começar a olhar com os “olhos divinos” e ver que o bem ou qualquer coisa a nossa frente não é separado de Deus e sim ELE manifesto. Assim, Deus não mandou uma coluna de fogo para guiar os israelitas na saída do Egito: Ele apareceu como uma coluna de fogo. Deus não lhe mandou um emprego novo, muito desejado: Deus APARECEU como seu emprego novo. O Verbo se fez carne não diz respeito apenas ao processo de manifestação como algo externo a Deus. Deus é que aparece na forma daquilo que se faz necessário. Por isso não devemos nos apegar à forma, mas à Fonte. Nossa alegria pelas preces atendidas, pelas coisas conquistadas, deve ser direcionada a Aquele que merece essa gratidão. Parece obvio, mas nós costumamos nos alegrar pelo carro novo, pela casa nova, pela saúde recuperada, pelo aumento de salário e esquecemos que isso é a MANIFESTAÇÃO de Deus em nossa vida. Nós focamos no efeito e não na causa. A Fonte é que é o verdadeiro presente. Se mudamos o foco para o mundo dos efeitos, perdemos a ligação com Deus e ficamos presos ao nosso mundo humano e sujeitos às forças do bem e do mal que existem nele. Quando Jesus disse: “Eu venci o mundo” estava se referindo ao fato de não ser mais vítima das ilusões desse mundo. Quando formos capazes de dizer: Eu venci o mundo. Eu estou nesse mundo, mas não pertenço a ele, estaremos certos de que nosso foco é única e exclusivamente Deus. Posso desfrutar dos efeitos, das boas coisas desse mundo, mas não dou a isso uma medida equivocada. Também não devemos viver do maná de ontem, nem do que virá no futuro. Cada dia de trabalho, cada realização ou manifestação da presença de Deus se faz HOJE, no presente: O nosso pão de cada dia. Deus é manifestação constante e devemos viver no presente para não perder o foco da Fonte de todas as coisas. Somos filhos de Deus, formados, mantidos e sustentados por Ele. Não precisamos nos preocupar com o dia de amanhã. Quando formos capazes de viver assim, poderemos dizer que vencemos o mundo.

31.12.2008 - Diário do Herói: EU me manifesto de todas as formas Goldsmith já disse que nesse caminho de despertar há altos e baixos. Às vezes estamos despertos e às vezes nos vemos, ainda, amarrados à personalidade, ao ego humano. Fui passear no bosque perto de casa e me sentei junto ao lago, sob a sombra das árvores. Estava meio triste porque me sentia distante dos avanços dos dias anteriores. Lembrei que Goldsmith disse que tudo o que Deus precisa é de alguém que possa ficar quieto para permitir que sua presença se instale: Uma presença curadora, capaz de alcançar qualquer um na órbita da nossa consciência. Sentei-me em paz e procurei meditar sobre isso. Queria muito poder ser esse canal. Lembreime da felicidade que senti quando pensei num amigo enfartado e fui capaz de sentir que ele estava bem. Eu estava curiosamente triste e silenciosa. De repente um colibri começou a cantar insistentemente sobre minha cabeça. Ainda em meditação, ri para mim mesma e pensei: - Será que esse colibri não tem nada para fazer além de ficar cantando justamente nessa árvore? Eu sempre medito lá e nunca havia visto o colibri. Olhei para cima e vi o pequeno passarinho de bico vermelho e corpo tão escuro que parecia preto. Tudo o que ele fazia era ir de um galhinho a outro, cantando sobre minha cabeça. Resolvi lhe dar atenção, o que o fez se aproximar, a um metro e meio do alcance de minhas mãos, bem na minha frente. Achei graça no fato dele não ir embora, parecendo que estava lá, cantando para mim. De repente me lembrei das seguintes palavras que havia lido no livro: EU me manifesto de todas as formas. Aquilo soou como um golpe na minha mente. Olhei de novo o colibri... Para mim, de repente, aquilo pareceu Deus me dizendo: - EU posso me manifestar em qualquer forma e agora... EU estou bem aqui, cantando para você. Eu me fiz visível para você, para que se lembre que EU ESTOU MESMO sempre com você. Deus! Como eu chorei! Naquele instante eu tive a certeza que aquele colibri ali cantando para mim, não estava ali à toa. Ele ficou ali mais alguns minutos e se foi, deixando minha alma leve e feliz. Ali, assim em Deus, eu fiquei um tempão até que vi um lagarto se aproximando. Ele me olhava curioso e estava indo na direção de uma árvore próxima onde eu havia deixado umas bananas picadas para os sagüis que costumam aparecer. Pensei... - Ah! Que pena que não deixei alguns pedaços de banana para o lagarto no chão. Notei, então, que havia dois sanhaços comendo as frutas que havia deixado e pensei novamente. - Se somos todos um, bem que eles poderiam deixar cair um pedaço de banana para o lagarto. Antes mesmo que eu terminasse de pronunciar a palavra lagarto em pensamento, presenciei algo incrível! Um dos pássaros levantou vôo e deixou cair a banana no chão. Logo o lagarto se aproximou e comeu a fruta. Eu apenas ri, maravilhada! Fiquei um bom tempo lá, naquele paraíso. Havia aprendido coisas importantes.

Meditação
Nunca podemos sentir a presença de Deus até que estejamos em silêncio. Silêncio físico e mental. Por isso a meditação é a melhor forma de aquietar nossa existência terrena e permitir que se estabeleça um estado de consciência que comporte essa manifestação. Talvez, quando formos bons nisso, como Jesus o era, seremos capazes de fazer a conexão em meio a uma multidão. Goldsmith recomenda, para aprendizes como nós, três ou quatro minutos de meditação, três vezes ao dia. Numa segunda fase, ele sugere que se medite até 12 vezes ao dia, de um a cinco minutos por vez. Há aqueles capazes de meditar por horas, mas, como somos apenas aprendizes e nada sabemos, nossos passos iniciais devem ser na medida do nosso conhecimento. Meditar é abrir um espaço no seu dia para pensar em Deus: Quem ele é e qual a relação entre Ele e você. Procure um lugar tranqüilo e encontre a sua forma de meditar. Escolha um tema e medite. Goldsmith sugere iniciar com uma afirmação do Evangelho, ou uma idéia simples como: Deus é tudo. A idéia não é ficar repetindo Deus é tudo, mas pegar uma linha de raciocínio e refletir no que isso significa. Algo como: Deus é tudo. Tudo o que vejo é Deus manifesto. Então, eu sou Deus manifesto. Assim como uma onda é uma com o oceano, assim também eu sou um com Deus... Siga envolto nesse fluir de pensamentos até que sinta estar num estado de paz. A partir daí tudo pode acontecer, ou nada. Você pode ser levado a um estado alterado de consciência ou apenas ficar na paz, pensando sobre a verdade de Deus. De qualquer forma você abriu um espaço para Deus em sua vida. Vale a pena ler os livros de Goldsmith. Em todos eles, ele fala sobre o processo que ele chama de Tratamento, que é esse momento de reclusão onde se faz o contato com nosso EU superior. São descrições tão sublimes que eu não poderia fazê-lo melhor. De qualquer forma, uma vez que você sinta a presença de Deus, estará, irremediavelmente, sentindo uma felicidade enorme, plena e vai saber que nada lhe falta e que tudo está em perfeita ordem. Segundo Goldsmith, quando ele está num trabalho de cura e sente essa presença, ele sabe que a cura foi alcançada e pode voltar a sua vida normal. Eu, pessoalmente, medito todos os dias, mas não vivo essa experiência sublime todas às vezes. Sou apenas uma aprendiz, lembra? Quando estamos sentindo essa Presença, não estamos mais meditando, estamos em oração, porque orar não é pedir, dizer a Deus o que achamos que Ele deva fazer, mas ouvir a Ele, comungar com sua existência. Nesse momento podemos apenas ficar mergulhados no sentimento de plenitude, como podemos também ser inspirados e ouvir algo que nos seja direcionado. Ainda não tive essa experiência, mas Goldsmith diz ter ouvido essa voz, que ele descreve como mansa e suave, que lhe fala algo que mereça reflexão posterior. Tudo o que ele escreveu nos seus livros, em anos de estudo, foram revelações recebidas em meditação. Inspirações que o fizeram refletir e encontrar as respostas que procurava. A meditação pode levá-lo a experiências sublimes, capazes de lhe dar o que estamos buscando, a certeza de Deus em nossas vidas.

19.12.2008 - Diário do Herói: Onde você está? Numa tarde em que meu marido foi à casa de um amigo, eu fiquei lendo o livro As Palavras do Mestre, de Goldsmith, e, nesse livro havia um exercício excepcional, para mim pelo menos. Vou descrevê-lo conforme o pratiquei. Para começar, é preciso levá-lo a sério e recomendo que não continue a leitura se não quiser aproveitar esse exato momento para praticá-lo, pois acredito que os efeitos alcançados dependem da seqüência de ações. Sente-se confortavelmente, com os pés descalços ao alcance da sua vista. (Eu me sentei com as pernas retas sobre a cama). Olhe pausadamente para os seus pés ... Depois procure responder a seguinte pergunta e sentir a resposta que lhe vem da alma: - Você diria que você está nos seus pés, ou que esses pés são seus? Sinta a resposta. Siga em frente. Olhe para as suas pernas. - Você está nas suas pernas, ou diria que elas são suas, para servir de ferramenta de transporte? Sinta a resposta. Estenda suas mãos à frente e olhe demoradamente para elas. - Você está nas suas mãos ou elas lhe pertencem? - Você está nos seus braços, ou eles lhe pertencem? Olhe seu abdômen e pense. - Você está nos seus intestinos, ou eles lhe pertencem? - Você está no seu fígado, ou ele lhe pertence? - Você está nos seus pulmões, ou eles lhe pertencem? Vá fazendo isso seriamente e sentindo a resposta. Passo a passo você vai tendo a noção que você não é seu corpo e também não pode se localizar em nenhuma parte específica dele. Quando fui fazer isso a respeito do meu coração, percebi que ele pulsava em conformidade com minha alma, mas eu não estava lá, no órgão chamado coração. Pensei: vai ser difícil quando for fazer essa pergunta a respeito da minha mente. Mas notei que não era à minha mente, mas sim ao meu cérebro que eu devia fazer a pergunta. - Eu estou no meu cérebro, ou ele é uma ferramenta ao meu serviço? Sim, minha mente é atuante, mas não sinto que eu esteja no meu cérebro. Daí a pergunta fundamental. E depois que a fiz, fechei o livro para não dar seqüência à leitura porque eu precisava obter EU MESMA a resposta. - Seu você não está no seu corpo, onde você está? Mentalmente, por alguns instantes, mas com afinco, fiquei procurando onde é que eu estava. Minha mente rondava toda área a minha volta à procura do lugar onde eu poderia estar e foi aí que eu tive a grande revelação e peço que você pare de ler agora se pretender fazer esse exercício alguma vez na sua vida. Se estiver fazendo o exercício nesse momento. Pare de ler e se faça a SUA pergunta. Feche os olhos e responda... Haverá tempo de sobra, depois, para ler o que aconteceu comigo. Não perca essa oportunidade para ter a sua grande revelação. De novo: - Se você não está no seu corpo, onde você está? Silenciosamente minha mente falou para mim mesma, quase num sussurro, como acontece quando um aluno assopra a resposta para outro, na presença do professor. Falando em voz audível, mas bem baixinho, para mim mesma, eu disse, pausadamente: - Eu estou em Deus. Um enorme silêncio se seguiu. Minha mente precisava incorporar essa verdade. Naquele exato instante eu percebia sensitivamente a existência do plano Espiritual, paralelo ao plano Físico. Minha consciência não estava no meu corpo, mas em Deus. Fiquei mergulhada no assombro total. Num êxtase incrível porque percebi a realidade última da minha essência. Depois disso, minha consciência foi pulando de revelação em revelação. - Eu estou em Deus! Daí, percebi que... - Sempre estive! Depois, entendi que... - Eu sou uma consciência de Deus!

Tudo isso parece óbvio! Conversa de louco mas, VIVER essa experiência é muito diferente de passar a vida falando sobre isso. Por isso, naquele momento, fui tomada de tanta alegria que não sabia se ria ou chorava... Eu sempre estive lá, em Deus... Sempre... E sempre estarei. Nesse instante eu senti e entendi o significado de frases como: “Como uma onda é uma com o oceano, eu sou um com Deus” Não interessa onde estamos, o que estamos fazendo, não há a menor possibilidade de se estar separado de Deus, nunca! Minha CONSCIENCIA DE DEUS está sempre com ele. De repente pude perceber quem era eu, e quem era meu corpo: uma manifestação da minha consciência. Um bem divino, sem dúvida, que eu fui capaz de manifestar para representar minha individualidade. Minha presença. Minha existência. Fosse como fosse, era apenas uma representação de mim. E ainda uma representação limitada, um corpo. Isso porque, de fato, era um reflexo do EU inconsciente da sua verdadeira natureza, por isso, imperfeito. Meu físico, hoje, é o melhor que pude fazer enquanto ser humano, perdido no mundo e ausente da consciência plena de Deus. Mas isso agora, tomava novas dimensões. Eu estava consciente de onde eu realmente estava e, claramente, existia e me levantei e andei pela casa, passeando minha presença física pelos aposentos, sem perder a consciência de onde era minha real morada. Sentia uma alegria desumana. Nada me faltava, eu me sentia plena. Um ser eterno vivendo uma experiência temporal. Não interessava minha realidade humana, ela era apenas um lapso de tempo da minha eternidade. E era boa, afinal de contas. Essas experiências são o que considero, hoje, as principais razões para que eu mantenha firme o meu propósito de batalhar por esse meu aprendizado. Percebi claramente o que significa quando se diz que só há Deus e que ele é Tudo. Percebi a presença do Cristo, que é a consciência de Deus no homem, capaz de curar tudo. Que meu corpo é reflexo da minha mente e da minha consciência. E tudo na minha vida reflete o meu grau de percepção dessa realidade. Senti que meu corpo doente só pode ser manifestação de um eu separado de Deus, porque quando eu me conectei com Ele, tudo passou. O EU de Deus não é doente, nunca! Não pode ser, porque Deus desconhece a doença, a dor. Nada disso existe em Deus. Se permitirmos que Deus preencha o nosso ser, manifestaremos a realidade Dele e é da natureza de Deus o preenchimento. Quando alguém grita por Deus, está reconhecendo que por si só, nada pode fazer. Então, nesse instante, permite as mínimas condições necessárias para que o contato se estabeleça. Deus está disponível o tempo todo, mas só pode agir quando estamos conscientes Dele. Até hoje sou capaz de me transpor para aquela percepção de consciência para fora e para cima, em algum lugar de Deus. E lá, sempre sinto uma imensa paz.

Oração
Acho que agora preciso falar de oração. Grande parte da humanidade tem uma idéia muito equivocada do que seja oração e foi em Goldsmith que eu encontrei a resposta para essa falta de entendimento. Desde pequena eu me sentia desconfortável ao fazer minhas orações. Eu achava que tinha algo errado no que eu havia aprendido sobre oração. Eu não concordava em pedir nada a Deus. Porque, afinal, deveria ter que falar a Deus sobre minhas tristezas, minhas frustrações, minhas limitações, se eu achava que ELE JÁ DEVERIA SABER DISSO TUDO. Rezar o Pai Nosso também tinha passagens incômodas, como “Seja feita a Vossa Vontade”. Não tinha muita confiança de que o que Deus desejasse estaria muito em sintonia com o que eu desejava para mim. Mas, não deveria ser assim... Afinal, eu não era filha de Deus? Deus não me amava e não poderia fazer tudo por mim? Havia certo ressentimento no ar. Ele já devia saber quais eram as minhas necessidades sem que eu precisasse lembrá-Lo delas. Assim, minhas orações passaram a ser apenas de agradecimento, pelo que eu tinha a agradecer, e muitas vezes uma bronca, quando estava brava com ele, porque achava que ele não estava me ouvindo e, é claro, que estava distante (separado?) de mim. Essas crenças infantis persistiram. Mesmo quando adulta e capaz de fazer uma oração mais harmoniosa, ainda me sentia frustrada de ter que pedir algo a Ele. Pedir me fazia sentir o distanciamento, a falta de sintonia. Goldsmith afirma que, SIM, Deus sabe das nossas necessidades, portanto, não precisamos lembrá-Lo delas. Também, humoradamente, nos lembra que não há sentido algum em orar para dizer a Deus o que ele deve ou não fazer. Quem somos nós para dizer a Deus o que fazer? (rsrsrsrs) Isso é tão óbvio e tão engraçado que sempre que penso que nos atrevemos a dizer a Deus o que achamos que ele já devia estar fazendo, não posso deixar de rir. Deus é onipresente, portanto, não é preciso chamá-lo. Ele é onisciente, assim, sabe o que nos acontece e quais são as nossas necessidades. E, como todos sabem, Ele é, onipotente, e, além do poder de Deus, nada existe. Então para que serve a oração? PARA OUVIR A DEUS! Para ouvir a verdade sobre Deus. Para aprender a verdade sobre Deus. Devemos começar com o que entendemos por meditação, com as afirmações sobre Deus que conhecemos. Quando atingirmos aquele estado de paz, estamos em Deus. Daí é hora de dizer: - Fale comigo Senhor. Eu estou aqui para ouvi-Lo. Mergulhado na presença de Deus, você está em oração. E é tão gostoso estar lá que a gente não quer nem voltar para o nosso mundo limitado.

Sobre a autora:
Patrícia kenney é jornalista e escritora com mais de 18 anos de experiência na área da Comunicação e Treinamento Empresarial. Tem 46 anos, é brasileira, natural de São Paulo.

Cresceu cercada de livros sobre psicologia, religião, metafísica, auto-ajuda, saúde e esoterismo. As preferências literárias de sua mãe (tradutora) e sua avó (nutricionista) se tornaram também as suas, desde os seus 12 anos. Alice Bailey; Elisabeth Badinter; Rudolf Steiner; Joseph Campbell; Alvin Toffler; Gail Sheehy; Nilton Bonder; Trigueirinho; Fritjof Capra, Paulo Coelho; John Gottman, Ruben Alves; Joel Goldsmith são alguns dos autores que marcaram sua formação pessoal. Sempre teve uma paixão especial por comunicação o que a levou estudar jornalismo. Trabalhou na produção de diversos periódicos empresariais e há 12 anos montou uma empresa de comunicação com seu marido, Richard Mcfadden que é artista plástico. McFadden Design é uma empresa especializada em design gráfico e web-design.

Livros Publicados:
Contos ao Pé-do-Ouvido: coleção de livros infantis, lançado em 2006 pela Editora Educação & Cia. Títulos da coleção: A Sementinha que não queria nascer; Amelinha; Aurora Chupetica; Flofi; Gatão, o Rei da rua; Jabuti Jabuticaba; Josefina & Serafina; Lucas, o menino dos olhos mágicos; Mixiri e o Grande Pássaro Azul; O sapo Heitor. Hotsite da coleção: http://www.mcfadden.com.br/contos/index.htm De Lá Pra Cá, Como se Faz: coleção de livros infantis, será lançado em 2009 pela Editora Educação & Cia. Títulos da coleção: Algodão, Alumínio, Aço, Açúcar, Cerâmica, Chocolate, Papel, Plástico, Sal e Vidro. A coleção apresenta a história e os processos de manufatura de diversos produtos. É

muito mais do que aprender sobre o método produtivo. É uma viagem intrigante e até comovente pela longa jornada humana. Um verdadeiro resgate da admirável história da humanidade, que não se deixou intimidar e buscou todos os recursos para melhorar suas condições até alcançar o conforto dos nossos dias. Hotsite da coleção: http://www.mcfadden.com.br/comosefaz/index.htm
Agora é com Você! , lançado na 20ª. Bienal Internacional do Livro em são Paulo, em 2008, pela Madras Editora. Agora é com Você! é seu primeiro romance dedicado ao público infanto-juvenil. Procura passar os conceitos da Lei da Atração através de uma inspirada aventura. Segundo a autora, sua principal motivação para escrever vem da vontade de transformar as pessoas através das palavras. “Nossas crianças precisam saber que há algo mais do que ir à escola encontrar com amigos, ter ou não amigos, comprar o tênis “da hora”, jogar o jogo “da hora”, falar no celular top do momento. Tudo se renova tão velozmente hoje em dia que não da mais para se sentir pleno, estando sempre obsoleto. Entretanto, o desejo é a força motriz de toda a realização humana. Não há nada de errado em buscar o que se quer, mas é bom saber que há algo mais e que esse algo mais está dentro da gente”. Blog do livro: http://www.agora-e-com-voce.blogspot.com/

Aprendiz de Deus é seu primeiro e-book. Também foi montado em um blog que permite a participação dos leitores: www.aprendizdedeus.blogspot.com

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