Iscb – Instituto Superior Cultural Brasileiro

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APOSTILA PSICOLOGIA DA RELIGIÃO

Prof. João Moreira de Rezende Abril/2010

Esse marco histórico significou o desligamento das idéias psicológicas de idéias abstratas e espirituais que defendiam a existência de uma alma nos homens. a não ser pela observação de seus efeitos revelados no comportamento das pessoas. capaz de se responsabilizar pelo seu próprio desenvolvimento e pela sua vida. Utiliza-se de exemplos bíblicos para explicar diversas situações. Trata-se de um estudo fenomenológico. suas causas e seus efeitos. A psicologia da religião é um tema bastante abrangente e complexo. tal como aparecem em múltiplas formas da atividade religiosa. Entretanto. Além disso. a qual seria a sede da vida psíquica. em Leipzig. também vai se fortalecendo a partir desse momento. pois é uma área da Ciência relativamente nova (com pouco mais de cem anos). o desejo. e também pelos modos unitários de funcionamento das vivências religiosas e a atitude diante do sagrado. levando em consideração as diversas manifestações de religiosidade. O seu tema central é a vivência religiosa. apenas recentemente a investigação da vida interior religiosa tem sido feita de . A idéia de um homem autônomo. o pensamento e a representação mental ou imagem. pois a realidade está em permanente movimento e novas perguntas surgem a cada dia. pois trata de questões relacionadas ao que há de mais íntimo no ser humano. o homem está em movimento e em transformação contínua. A psicologia da religião é uma ciência relativamente jovem. sabe-se que a Ciência não esgotará o que há para se conhecer. A partir daí. São questões muitas vezes difíceis de serem comprovadas cientificamente. à vontade. sua vida psíquica e sua fé ou religiosidade. como área da ciência vem se desenvolvendo na história desde 1875. A psicologia da religião se interessa pelo estudo das funções psíquicas que intervêm na vida psíquica religiosa.INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA DA RELIGIÃO A Psicologia. na Alemanha. quando Wilhelm Wundt (1832-1926) criou o primeiro Laboratório de Experimentos em Psicofisiologia. colocando também novas perguntas para a Psicologia. como o sentimento. temas de psicologia religiosa podem ser dali extraído. pois existem profundas observações sobre a vida religiosa interior no Livro Sagrado. a história da Psicologia é de fortalecimento de seu vínculo com os princípios e métodos científicos. Hoje. a Psicologia ainda não consegue explicar muitas coisas sobre o homem.

é a realidade. Outro conceito difícil de definir. Por isso. Hoje não existem respostas científicas absolutas. todos concordam que varia conforme a luminosidade. Jung afirmou que a realidade é tudo aquilo que atua: “es ist wirklich. aquelas já se consideram apenas aparências e não realidade. A alternativa verdadefalsidade é uma das medidas mais primordiais e da qual o ser humano não pode prescindir nem tampouco a consegue definir. O que está carregado de . As pessoas têm apresentado a sua verdade em contraposição àquilo que consideram falsidade. por sua vez. Por isso se diz que religião não se discute. mas que importa para a discussão da religiosidade. Entretanto. mas não pode estabelecer se tal fato ocorre ou não realmente: a percepção do movimento ou da causalidade pode ocorrer com movimentos e relações causais tanto reais quanto aparentes. Objetivo seria tudo aquilo que pode ser comprovado e observado também por outras pessoas. PSICOLOGIA. confinado à própria pessoa. pois cada uma reage de certa forma aos mesmos fatos. O comportamento emotivo é muito importante para valorizarmos uma situação. O que é real? O que é ilusório? As descobertas científicas têm trazido a lume algumas realidades. as substâncias. Os psicólogos. 1. quando são feitas novas descobertas. confrontam-se com outro problema: subjetividade ou objetividade? Subjetivo seria aquilo que é diretamente vivido e que está. cada uma possui a sua verdade em matéria de religião. a Psicologia se limita a estabelecer em que condições e de acordo com que relações ocorrem um determinado fato psíquico. was wirkt”. pois podemos nos comportar levados pelos sentimentos e não pela realidade em si. daí o subjetivo. Nem sempre os fatos objetivos interferem do mesmo modo na vida das pessoas. o sonho parece realidade. o ângulo da observação. Um sonho se distingue da realidade. Em matéria de percepção. de certo modo. pois os cientistas sempre estão descobrindo novas realidades. pois quando estamos dormindo. RELIGIÃO E CRISTIANISMO O que é a verdade? “Quid est veritas”? Todas as filosofias têm procurado a resposta a esta pergunta fundamental para a religiosidade humana. mas apenas quando estamos acordados. baseando-se na observação empírica. de modo que cada pessoa pode perceber a realidade de determinada forma.forma metódica.

a religião não é apenas uma realidade subjetiva. O mundo religioso não se apresenta com a frieza do mundo da ciência. A posição receptiva. Isso marca os limites das possibilidades do psicólogo como estudioso dos fatos psíquicos. O esforço de comunicar-se com ele e de compreendê-lo racionalmente. Essa afirmativa acaba excluindo a possibilidade de causas extra-psicológicas ou extra-subjetivas. A relação com o mistério. . Não se trata de objetos aos quais se dirijam atos psíquicos ou tendências. regozijante. terrível. que mostrarão uma possibilidade a mais: a revelação. A experiência religiosa é vivenciada como ação de algo estranho. não ativa. e imperceptível. mas também deve considerar as observações da Filosofia. das ciências da natureza e das diversas religiões existentes. Portanto. A religião não pode ser avaliada apenas objetivamente. A religião. neste caso. no ato religioso se estabelece a comunicação com algo ou alguém que está fora do sujeito. ele se limita a estabelecer como se constrói o real na realidade psíquica. Por isso. é uma instituição social. mas também subjetivamente. constroem-se os símbolos que significam a substituição da realidade por um sinal. que a pessoa admira e com o qual trata de estabelecer comunicação. que se apresenta como o fundamento de todos os objetos. doce e persuasiva. independente e não fantástico. Para a Psicologia. para alguns. fictício. imediata. apenas expressa necessidades humanas. para outros. A nota de presença de algo nitidamente distinto da experiência comum. a religiosidade não pode ser avaliada apenas do ponto de vista psicológico. Há a presença de um mistério e a necessidade de uma participação nele. Daí. Na religião há indicações que não devem ser subestimadas: 1) 2) 3) 4) 5) Sua exigência de dirigir-se a algo real. todos os fatos religiosos são explicáveis em termos psicológicos e na concatenação psicológica deles não há lacunas que exijam outras causas além das psicológicas. ao qual não pode escapar nem mesmo o sujeito. diante desse algo operante. Entretanto.significado emotivo isso é o real. Além disso. o psicólogo não poder afirmar se há ou não uma realidade distinta da realidade psíquica. misteriosa. e sim de um objeto distinto daqueles aos quais se dirigem atos ou tendências. da História. mas com o fervor dramático e até mesmo trágico do mundo humano.

o luto. Os sinais. O símbolo é menos direto do que o sinal. Há símbolos convencionais. O sinal apenas indica o que já conhecemos. ao mundo intelectual. No ser humano. aprendidos. pois existe uma palavra. indicamos condições que não existem isoladamente. SÍMBOLO A realidade que nos circunda está intimamente ligada ao símbolo. sem revelar a natureza desse algo. O simbolismo se torna difícil e embaraçoso para o psicólogo. Não haveria o mundo ideal apresentado pela religião. O signo ou sinal indica a presença de algo. têm um tipo de existência física e substancial. A bandeira indica uma nação. o símbolo é um meio de expressão do mito e da alegoria. sem ele. para os chineses. Por isso existe a desmitologização do mito.1. o toque de trombeta indica um acontecimento sem explicar seu sentido. apenas restariam às necessidades físicas e os interesses práticos. Essas qualidades abstratas também podem ser atribuídas a pessoas. Para os animais. o símbolo. não revela as características do país. quando são compreendidos e adotados como tais. profundidade. sinal e símbolo. primeiro porque pode cair no erro de tratar seus próprios símbolos como . sinais e símbolos pertencem a dois mundos diferentes: o sinal. Assim. os símbolos têm somente um valor funcional. mas sim em relação aos objetos. mas.1. luz. os sinais podem ser convencionais ou variáveis e. que significa uma interpretação existencial do mesmo. pela filosofia ou pela ciência. pela arte. Quando aprendemos um idioma. são qualidades abstratas. implicando um valor cognoscível e emotivo em razão do que simboliza. Entre o sinal e o símbolo corre a linha divisória entre as capacidades dos animais e as capacidades próprias do ser humano. que é um símbolo para aquela fruta. O simbolismo é importante na vida do ser humano porque. que variam de cultura para cultura ou interesse para interesse: o branco para os europeus simboliza a paz. um símbolo que o representa. Conhecemos determinada fruta e a denominamos de maçã. mas mantemos o significado. ao mundo físico. A linguagem poética e religiosa somente é possível através de símbolos. Segundo Ernst Cassierer. A palavra é o representante do objeto. a compreensão dos signos e sinais é inata ou adquirida. portanto. seja por capacidade inata seja adquirida. mudamos os sinais. Há diferença entre signo. não preciso do objeto para referir-me ao mesmo. Quanto nos referimos à altura.

Alguns termos utilizados em outras áreas de estudo. quando as diversas religiões possuem uma concepção de um Deus pessoal. da biologia: valor de sobrevivência. as mais genuínas. diferente dos animais. desse caos de símbolos religiosos. Paul Tillich explica o aparente caos do simbolismo religioso: “A chave que coloca ordem neste caos é relativamente simples: qualquer coisa na realidade pode imprimir-se como símbolo de uma especial relação da mente humana com seu último fundamento e seu último significado. da química: reativo.objetos concretos. 1. dois acontecimentos fisicamente definidos. sublimação. a tremenda tenacidade que é característica dos símbolos religiosos na história das religiões”. simbólico. a psicologia talvez seja a ciência em que a heterogeneidade dos símbolos seja mais abundante e complexa. tanto o psicólogo como o homem religioso precisa falar de coisas que somente podem ser expressas simbolicamente. reconhecem que isto é uma forma de compreendê-lo dentro de suas limitações humanas. A luz e a escuridão. para abrir a porta. O ser humano. O psicanalista. Assim. energia. adquirem uma conotação simbólica de liberdade e alegria (a luz) e de isolamento e temor (a escuridão). instinto. aparentemente fechada. gradiente e outros. à qual faltam referências sensoriais apropriadas e que brotou de um estado afetivo profundo: a experiência do sagrado. Assim. que penetram na experiência subjetiva de maneira profunda. são utilizados pela psicologia de um modo diferente. da física: ação. portanto. o reconhecimento de seu significado coloca em comunicação com a Realidade última. As diferentes concepções de Deus nas . Por outro lado. e têm. e assim por diante. as que controlam a consciência e acaso também o inconsciente. O símbolo religioso expressa uma experiência vivida. Enquanto que tornar o símbolo em absoluto leva à idolatria. Assim. trabalha com o inconsciente simbólico para chegar à realidade psicológica própria. as mais poderosas. campo. Por exemplo: da matemática chegaram à psicologia os seguintes termos: quantidade. consegue distinguir o símbolo do seu significado.2. por sua vez. DEUS Foi Deus quem criou o homem à sua imagem e semelhança ou foi o ser humano quem criou Deus à sua própria imagem? O que o ser humano denomina Deus apresenta simbolicamente características tipicamente humanas. reação. basta perguntar: Qual é a relação última que se simboliza nestes símbolos? Então deixam de ser sem sentido e se convertem nas criações mais reveladoras da mente humana.

O CRISTIANISMO O Cristianismo é uma religião institucional. quando acreditamos que o definimos completa e seguramente. o verdadeiro cientista "adota a humilde atitude diante da grandiosidade da razão encarnada na existência. Por causa da superioridade de Deus. O conceito de onipotência expressa à convicção religiosa de que nada nem ninguém podem evitar a ação de Deus sobre os homens e o mundo. mas de nossa pobre imaginação de um Ser que sempre nos transcende e acerca de quem nossas definições e símbolos são inadequados. Neste sentido o teólogo é um aliado do psicólogo. pois também rejeita todas as projeções. mas inexoravelmente presente nos incidentes e na história dos seres humanos. não pode elaborar a idéia de Deus. existe a exortação na tradição judaicocristã: "Eu sou o Senhor Deus. incondicionalidade. Deus corre o perigo de converter-se em ídolo. bem como dentro de uma mesma religião. como se entende no monismo e no panteísmo. não "infra-pessoal". dos desejos. o ser humano busca na religião constituída uma revelação de Deus. uma projeção da atividade psíquica do ser humano. mas alerta o ser humano para que não se perca na multidão de deuses que tem criado. demonstram que Deus é uma elaboração. Uma das afirmações religiosas mais discutidas pelos cientistas é a do Deus pessoal. a . que se mantém e transmite pela tradição. realidade. nos quais se destrói a relação em "tu a tu". dos temores. que se apresenta como religião revelada por Deus. que formam a mitologia. Entretanto. em seu abismo mais profundo. Deus é diferente do que pensamos acerca dele. sublimações. Por que se fala de um Deus pessoal? Justamente para acentuar seu caráter de superioridade como "pessoa". o Deus verdadeiro. mistério. é inacessível ao homem".diversas religiões. Segundo a história bíblica. "Deus pessoal" quer dizer que é pessoa "supra-pessoal". com todas as exigências de verdade. que transcende a todos os elementos de experiência. que. o psicólogo não nega a divindade.3. A inteligência humana incentiva o ser humano a buscar o Ser Último. não terás outros deuses diante de mim". Supremo. Se a fantasia mitológica pode criar deuses. Para o teólogo. criações dos sonhos. ou que estabelecemos um princípio universal e absoluto. rejeita todos os deuses inventados pelas necessidades humanas. que une Deus ao homem. Para Tillich. 1. Por isso. Seus começos históricos remontam à fé de um pequeno povo nômade num Ser único. parece que o psicólogo e o teólogo se tornam antagônicos. justamente não é dEle que falamos. À primeira vista. que são próprias de Deus. em sua majestade inacessível.

diante da proliferação de divindades. criou-o novamente em Jesus Cristo. suas capacidades. um humanismo pleno. entretanto. com seus altos e baixos. muitas vezes difícil de ser compreendido.10-13). sob a soberania de Deus Redentor. Entretanto. do Deus dos patriarcas. . o cristão deve olhar com respeito às outras religiões. O Cristianismo apresenta uma doutrina e uma conduta. Do Gênesis ao Apocalipse. à imagem e semelhança de seu Filho Jesus. assim como Deus criou o ser humano. capacidade mais elevada do ser humano que lhe permite conhecer Deus. A Igreja está cheia de imperfeições. a graça. O monoteísmo bíblico é diferente do monoteísmo greco-romano. no princípio. a Igreja defende o valor da razão. que justamente lhe conferem a autonomia de adorar a Deus ou de rebelar-se contra Ele. O mistério de Deus se acentua com esta comunicação à humanidade. que é comunhão com Deus e comunhão dos cristãos. nas quais admira a aspiração comum para Deus. em Jesus. com capacidade de compreender e de reger-se a si mesma. a comunhão com Deus (1 Jo 4. na Encarnação. Deus e homem. O Cristianismo anuncia. Em sua missão carismática. não obstante. O conhecimento e a liberdade são as qualidades divinas do ser humano. pois. Jesus. qualidades e seus defeitos. está caminhando e procurando a plenitude perfeita. de forma autônoma. com sua doutrina e vida. não nos consente compreendê-lo. aparece um simbolismo insistente e hermético. O Cristianismo afirma ser a continuação da revelação do Deus único. é Deus invisível feito homem. misterioso. a Igreja transmite o dom de Deus. triunfando definitivamente o bem. Entretanto. pois. filosófico ou histórico. fazendo-o filho. A história bíblica é a história da revelação de Deus. A comunicação de Deus à humanidade continua com a constituição de uma comunidade íntima entre os crentes: a Igreja. íntimo e perfeito. A Bíblia não se assemelha aos mitos e utopias de outras religiões. Essa afirmação continuará no Judaísmo e no Islamismo.afirmação de um Deus único e soberano é contínua e categórica. de Moisés e dos profetas. A redenção possibilita a aproximação e a comunicação. que não se compara a um tratado científico. que culmina na revelação plena. se nos permite aproximarmos dEle. Convencido de que a Igreja agrupa os crentes e os filhos de Deus. acima dos deuses singulares. caótica e contraditória. sempre demonstra a luta entre o bem e o mal. que se manifesta ali de forma desordenada. pois apresenta toda realidade da raça humana. este é proveniente da admissão de um poder soberano. com uma ordem imutável: Deus criador e criatura "feita à imagem e semelhança de Deus".

é necessário estudar as formas de aquisição de conhecimento complexas. na mente do cientista. Estas formas são as seguintes: apropriação psíquica. Sem a relação com Deus não será revelação. e não a respeito da atualização. do sentimento. no caminho de Damasco. Na revelação. Significa uma manifestação extraordinária de Deus. mesmo que a idéia seja religiosa. a transmissão de conhecimento. diferenciados conceitualmente das funções da percepção sensorial. . por seu papel na formação da esfera de representações e convicções religiosas. do pensamento. os modos vivenciais. das possibilidades funcionais psíquicas. experiência e vivência da revelação. adquire as dimensões de uma grande vivência religiosa de qualidades numinosas. Características – Para que a vivência seja considerada revelação. pessoa divina e pessoa. da representação mental. Para as ações da vontade. mais ou menos ampla. Como exemplos. que não podem referirse a outra qualidade vivencial. Com freqüência. Esta manifestação ou anúncio acontece na forma de uma comunicação. relações de comportamento com o ambiente. isto é. do pensador ou do artista. provocadas por esta orientação. Por isso.2. Esta experiência de revelação não pode ser comparada ao mero aparecimento de uma idéia esclarecedora ou inspiradora.1. Se não houver o efeito da ação divina com o caráter de manifestação sobrenatural não se pode falar de vivência de revelação. converter-se a Deus. as mais importantes para a psicologia da religião. 2. Isto quer dizer que a comunicação é de pessoa a pessoa. uma aparição ou um ato poderoso. Sua manifestação e/ou seu conteúdo excedem as possibilidades da ordem natural das coisas. AQUISIÇÃO DO CONHECIMENTO RELIGIOSO No conjunto da vida psíquica. As principais são: seu caráter extraordinário e sua origem divina. Não significa a decisão de abrir-se à fé. estão à experiência de Moisés e a sarça ardente e a de Paulo. deve possuir determinadas características. VIVÊNCIA DE REVELAÇÃO A vivência de revelação constitui um ato de aquisição do conhecimento religioso de categoria única. A manifestação pode ser vivida por uma pessoa a partir de um deus ou de vários deuses. isto somente é certo com respeito à sua direção ao objetivo. e mais. a relação entre um que pensa e possui a capacidade de adotar resoluções e outro que é capaz de compreender e querer compreender. do impulso e da vontade. correspondem a qualidades nucleares simples. a comunicação é essencial.

definir consciência. e um estado de consciência reflexiva. como Geyser. como a fé. Esta temática pode ser encontrada na revelação dada aos profetas do Antigo Testamento. A transmissão de conhecimento é percebida. ensinamentos e preceitos. Consciência na Revelação – Para a psicologia da religião é importante compreender o grau de consciência na vivência da revelação. a exemplo da escada no sonho de Jacó (Gn 28. Quando recebe a revelação. A concentração é uma fase preparatória para as formas especiais de consciência extática e mística. não prescinde do diálogo.11). que permite o pleno conhecimento da direção própria do eu nas decisões de todo tipo. A primeira é o mero conhecimento da vivência atual.A comunicação. Esta conscientização acontece como penetrante intuição ou como resultado de reflexão ou exame. não precisa ser dialógica. elogios e censuras. o arrependimento. entretanto. dentre outros. a concentração. sobre seu estado de ânimo. júbilo e queixas. o sonambulismo. o êxtase. Neste caso. sem dúvida. uma viva atividade intelectual e emoções e tendências bastante intensas. O conteúdo da comunicação divina diz respeito aos seguintes aspectos: atos de poder e salvação. a consciência de ser objeto de uma especial e única comunicação de Deus produz uma profunda impressão. É importante aqui estabelecermos a diferença entre visões místicas e visões proféticas. primeiro. a experiência mística . bem corno os modos de conduta e o cumprimento das ordens dadas. prêmios e castigos. estímulos e advertências. a pessoa está consciente? É necessário. uma atenção redobrada. Diversos autores.11-17) e o batismo de Jesus Cristo (Mc 1. mas suas idéias não podem ser expostas num espaço reduzido e não são necessárias para o nosso propósito. imediata. aquelas se referem unicamente à vida religiosa pessoal e à perfeição do visionário. isto é. coisas novas ou recordação de coisas conhecidas. em geral positivas. o hipnotismo. a fidelidade. A revelação pode ser dada a um grupo de pessoas ou a uma determinada pessoa. como infalível. A outra significa uma consciência sobre si mesmo. a realização da tarefa ordenada. Nas pessoas. as proféticas estabelecem a difusão da mensagem. São consideradas revelações simplesmente pessoais àquelas que dizem respeito às suas relações com Deus. a oração. promessas e ameaças. . O sonho. Lersch e Willwoll. mais ou menos claramente. Como respostas à vivência de revelação podemos colocar o assombro. há um estado de consciência simples. Além dessas há a consciência de direção. suas intenções e atos. O objetivo da revelação é percebido. fornecem valiosas contribuições a respeito.cada qual apresenta um estado de consciência.

A concentração se inicia mediante um autêntico ato de vontade. a respeito do castigo aos filhos de Eli (1 Sm 3) ou de José no Novo Testamento (Mt 1. pois a pessoa tem plena consciência do significado do sonho. A comunicação pode referir-se a escapar de um perigo.20). a revelação acontece já em estado de vigília. em relação a Jesus e Maria: "Dispõe-te. Nos sonhos. como no caso da parábola do semeador (Lc 8. em que a distinção entre o eu e o objeto se perde quase totalmente. Jacó.17).41). a perda total da consciência do eu está mais além da consciência extática.30). pela narrativa dos místicos. como no caso da parábola das dez virgens: recordamos mais a própria alegoria do que a advertência de estarmos vigilantes para a volta do Senhor (Mt 25. intervém.15. de uma clara decisão consciente.2). de Samuel. isto é.40. toma o menino e sua mãe. Mesmo assim. O caráter do sobrenatural pode ser em primeiro grau quando o próprio Deus se revela (Dt 31. É necessário ressaltar ainda que uma comunicação experimentada por uma pessoa não pode ser qualificada de revelação somente porque seu conteúdo refere-se ao âmbito religioso. às vezes. Ex 20.1-13). nas revelações experimentadas em consciência mística. Necessita de uma separação do meio ambiente e calma do espírito. Todos os êxtases não devem ser considerados de natureza mística. Autenticidade da Revelação – Quando a pessoa recebe uma revelação. Assim ocorreu nos sonhos de José do Egito (Gn 37. sentiu medo e expressou em palavras sua numinosa vivência (Gn 28. logo após despertar do sonho da escada.20. indiscriminadamente. símbolos e alegorias. A comunicação divina em metáfora é completamente compreendida quando vem acompanhada da explicação. vencer os inimigos.11) ou das mensagens às sete igrejas (Ap 1. situado além do cognoscível. A vivência de revelação acontece de um modo sobrenatural e seu conteúdo também é sobrenatural. A concentração leva ao êxtase. Este pode ser único. acontece quando o "totalmente outro". Isto se percebe no cumprimento ou realização das ordens reveladas. por sua vez. porque fora do âmbito místico também pode haver êxtase. achar um bom caminho. comprova-se que a revelação acontece com bastante claridade da consciência. foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise" (Mt 2.13). preocupa-se a respeito do autêntico sentido da comunicação divina. A comunicação divina pode ter diversos sentidos quando se efetuam em forma de metáforas. Como exemplo de significado único foi a instrução dada a José. encontrar algo perdido etc. Muitas vezes a própria metáfora fica mais gravada na mente do que o seu significado. 2. A consciência mística. logo após o sonho. o estado de consciência é simples. mas também pode ter várias interpretações. quando há um . com fixação do objetivo e determinação de alcançá-lo.

Para que o sonho e seu conteúdo sejam considerados revelação.3ss). Nos tempos do Antigo Testamento era muito comum a forma de revelação em sonhos. em ambos os casos podem se tratar de modificações psico-espirituais ou materialcorporais. ou de coisas futuras. ficar incólume em meio a desastres econômicos ou políticos. A escolha da pessoa a receber a revelação também pode ser de forma expressa. No primeiro há uma vivência de revelação em atos ou em modificações. quando Deus utiliza um mediador que transmite a Palavra de Deus.13). pode-se afirmar que se distinguem dois tipos de forma em que é transmitida a comunicação sobrenatural: o primeiro tipo refere-se às comunicações efetuadas mediante atos extraordinários do poder de Deus. As modificações extraordinárias ou milagres podem acontecer na esfera pública ou pessoal.18). principalmente por causa da crítica teológica. A revelação pode ser o anúncio de uma missão. ao converterem-se a Jesus Cristo. Por isso. como o chamamento de Samuel. ou de algo referente a Deus ou a um de seus santos. escapar de terremotos ou vendavais. num casamento de anciãos (Lc 1. Na esfera pública. O termo milagre precisa ser definido. Na esfera pessoal. de uma certeza (Filipe e o eunuco). isto pode acontecer através de uma prova (Gideão e o novelo de lã). Nos dias de hoje. nos dias do Novo Testamento. a conversão de uma cidade inteira como no caso de Nínive.7). no segundo. há a vivência de revelação de aparição. ou uma grande vivência de conversão. é necessário que existam outras características. à noite (1 Sm 3. esta forma diminuiu em quantidade.16ss). etc. que modificam de maneira ostensiva o curso natural das coisas (os milagres). como no caso de Abraão (Gn 11. como no Sinai (Ex 19. o segundo tipo refere-se às manifestações de Deus. etc. curas as mais diversas. ou um conteúdo sobrenatural. Tomás de Aquino denominava de milagre a tudo que . apenas excepcionalmente se aceita o caráter de revelação de algum sonho. A origem sobrenatural da comunicação pode ser percebida no caráter extraordinário do conteúdo. podemos mencionar a salvação diante do exército inimigo.auto-testemunho de Deus. como no caso do anúncio da ruína dos povos da antiguidade. Uma característica marcante da revelação é a certeza de que se dirige àquela pessoa específica. O caráter do sobrenatural pode ser também em segundo grau. do nascimento de um filho. Nos livros dos profetas repetidamente se lê: "Assim diz o Senhor". ou pode acontecer de um modo físico. o pagamento das dívidas com o azeite das vasilhas (2 Re 4. pode-se mencionar a transformação de pessoas em seu caráter e temperamento. Isto também ocorre de forma implícita. como o testemunho de si mesmo de Deus ou de sua mensagem.

procedesse de Deus e se produzisse fora das causas conhecidas por nós. são as curas. acrescentado da fé na onipotência e misericórdias divinas e fortalecido com as manifestações das instituições religiosas e com a fé dos cristãos – a cura pode acontecer. Nos estudos modernos. como: curas. se assim for da vontade de Deus. profecias de coisas futuras. As sensoriais acontecem com a presença dos seres. Os progressos da investigação psiquiátrica. afirmando que é um fato extraordinário “cujo significado intrínseco consiste em servir de objetivo da perfeição sobrenatural do homem”. imaginativas ou puramente intelectivas. que proporciona a vivência de revelação. O primeiro fenômeno a considerar. As curas milagrosas dizem respeito a um processo curativo no qual houve uma intervenção decisiva de cunho sobrenatural. conhecimento de fatos íntimos e ocultos. psicológica profunda e para-psíquica têm demonstrado a possibilidade e a certeza científica de que a causa destes fenômenos se encontra na própria natureza psicofísica do indivíduo. Fenômenos de Vivência – Finalizando. não se aplicaram medicamentos. Benedito XIV estabeleceu alguns critérios para reconhecer as curas milagrosas: a enfermidade era grave sem perspectivas de melhoras. que proporciona a vivência de revelação. vamos ainda considerar as vivências de revelação em suas manifestações ou fenômenos. visões e audições. Não compete à psicologia indagar sobre a causa da vivência. A possessão demoníaca é o estado em que as funções corporais e psíquicas da pessoa se acham submetidas de modo extraordinário ao despótico governo dos demônios. entretanto. Outro fenômeno. As imaginativas e as intelectivas são as representações mentais vividas como inspiradas por Deus ou como anúncio divino. Os seguintes sinais podem ser apontados: pensamentos e imagens extremamente contrários a . não houve retrocessos na cura. destaca-se o caráter distintivo do conceito de milagre. As revelações de aparição podem ser vivências sensoriais. Existe uma série de fenômenos milagrosos que proporcionam vivências de revelação. Quando existe o convencimento pessoal de que se poderá obter a cura. Pode-se afirmar que uma vivência de revelação não pode ser considerada verdadeira quando pode ser explicada totalmente como fenômeno psicológico. exorcismo. como no caso de Jesus ressuscitado. compete-lhe investigar as premissas e as circunstâncias empiricamente determináveis que fosse requeridas para que exista uma vivência de revelação. A realidade da possessão demoníaca é garantida pela tradição sagrada e pela prática ritual das religiões. são os exorcismos. a cura veio repentinamente.

mesmo que o seu caso não seja de possessão. citações de passagens de livros sagrados. palavras e frases blasfemas. Os efeitos do exorcismo é que vão comprovar a sua veracidade. A psicologia pode explicar numerosos casos pela ação de causas naturais. o estado ele possessão se caracteriza exteriormente por uma alteração do rosto. O paciente reconhece que foi curado porque tem a consciência de possuir novamente a liberdade no uso de suas faculdades e que desapareceram as formas de expressão diabólicas. Tudo tem a ver com a história pessoal e com a anormalidade de seu estado psíquico. Quando se realiza um ritual de exorcismo. na crise acontece um transe. o comportamento se torna grosseiro e asqueroso. que denotam a resistência do demônio em deixar o corpo. Durante o ritual de exorcismo. com pouca sensibilidade a dores físicas. a pessoa permanece completamente quieta e sua mente volta funcionar livremente. do povo. Vários grupos religiosos empregam rituais diversos para realizar o exorcismo: orações. A cura deve ser imediata e duradoura. a . contra a vontade pessoal. há penetrantes gritos e o corpo se agira violentamente. acontecem movimentos convulsivos. Logo a seguir. Qualquer coisa que acontece na vida de uma pessoa que não pode ser explicada pela psicologia certamente comprova a presença demoníaca. as condições da pessoa perturbada psiquicamente podem melhorar. Algumas reações podem ser explicadas pelo estado psicótico. Segundo Oesterreich. a crença na possessão demoníaca é produzida pela influência do ambiente. a voz se modifica. é chamado o "sermão do demônio".Deus e à religião. o demônio confessa o seu nome e os atos que obrigou a pessoa a cometer. Quando é expulso. com expressão de terror e repulsão. É preciso haver discernimento para reconhecer quando é um problema psíquico e quando é realmente possessão demoníaca. gestos simbólicos. No repouso. como por exemplo. Na possessão se alternam três fases: repouso. Winkhofer afirma: "Aquele que tem o dom do discernimento de espíritos (l Co 12.10) descobre com muito maior freqüência a oculta e terrível presença de Satanás numa alma". a atividade do conhecimento e da vontade está diminuída. para que seja efetuada a expulsão e haja uma vivência de revelação autêntica. conduta escandalosa oposta a seu modo de ser anterior. posse e crise. emprego ele água benta e objetos sagrados. e o tormento psíquico e o poder sobre o corpo são vivamente sentidos. os movimentos são excêntricos e efetuados com grande força. da religião e resulta em medo dos seres diabólicos. invocação de nomes divinos. na posse. em que se manifesta o seu poder sobre os possessos. No ato da expulsão do demônio. o indivíduo afetado apenas se dá conta do domínio exercido pelo demônio.

existe uma independência das primeiras fenomenologicamente manifesta e psicologicamente comprovável. isto é. são as profecias. influem consideravelmente no mundo de representações e pensamentos religiosos.expulsão de areia. mas não estão relacionadas com o nível de valor moral e religioso. como aconteceram com uma mulher atendida pelo padre J. São produzidas em estado de transe. Chr. O transe pode ser conseqüência do desequilíbrio afetivo ou fisiológico. mais fundamentada é a interpretação de que sua origem é diabólica. Há a possibilidade. especialmente os futuros. Podemos admitir. que não se pode excluir a possibilidade de existirem faculdades paranormais em pessoas altamente religiosas. alfinetes e agulhas. Outro fenômeno. Sabemos que as profecias têm originado grandes movimentos religiosos. mas também é válido para as . as adivinhações de fatos desconhecidos. têm impulsionado a sacrifícios e empreendimentos e também têm trazido abatimento e desespero. mediante pesquisas feitas pelos estudiosos. O conteúdo pode ser exteriorizado em palavras inconscientes. com a consciência diminuída. quanto mais contrárias e prejudiciais à salvação sejam as manifestações. pedaços de vidro. a telepatia pode ser melhor comprovada cientificamente do que a clarividência. ferro. têm determinado a formação de grupos religiosos. A precognição é um fenômeno bem próximo à profecia. Clarividência é a percepção de fatos ou coisas espaço-temporais sem a intervenção das funções sensoriais. em concordância com a maioria dos investigadores. As profecias que nos interessam são as confirmadas pelos fatos e a possibilidade de terem causas psíquicas naturais. Isto é certo em especial nas vivências místicas. geralmente se relaciona a fatos terríveis e alarmantes. escrita automática ou sacudidelas de objetos. Blumhardt. Apesar de algumas semelhanças e concordâncias entre as autênticas vivências de revelação e as vivências devidas à sugestão ou de origem anormal ou patológica. então. Como possíveis causas de predições acertadas devemos considerar alguns fenômenos parapsíquicos: a telepatia. não são sentidas com os órgãos dos sentidos. As profecias. sem a intervenção dos sentidos. químicas ou do tipo mágico. mas não tem o mesmo caráter sobrenatural. que proporciona a vivência de revelação. Na verdade. Devemos considerar se o acerto das predições se deve à intervenção divina ou demoníaca. isto é. durante um ano e meio. que são percepções paranormais ou extrasensoriais. Telepatia é a transmissão ou captação de processos psíquicos de uma pessoa a outra. a clarividência e a precognição. pode surgir espontaneamente ou ser sugerido mediante o uso de técnicas. Para Amadou. de fenômenos psíquicos intervirem nas vivências de revelação.

os critérios reconhecidos pelos místicos se baseiam nos efeitos da vivência: piedade religiosa. da percepção religiosa. como: apropriação psíquica. finalmente. Destacamos alguns aspectos: o relacionamento da pessoa com o ambiente pode ser objetivo e pessoal. da importância da religião na vida da pessoa. que receba a visão com espírito de humildade e gratidão. sem incorrer em exageros. Deus e religião. foram tratados os temas da psicologia da religião como o símbolo. o mundo vivencial e o religioso . K. também. experiência e vivência de revelação. destacando-se o Cristianismo. determinadas modalidades da relação do sujeito com a visão: que predominem nele a fé. o amor e demais atitudes cristãs morais sobrenaturais. No primeiro tópico. enfatizando seu significado para a psique da pessoa. Isto não quer dizer que não se preocupe. Aprendemos que há fatores que prejudicam e fatores que favorecem a apropriação psíquica do conteúdo religioso. amor e liberdade de alma. da relação entre psicólogo e teólogo. pureza. foram feitas pinceladas na história bíblica e na redenção oferecida por Deus. pois inclui o contato com Deus e com a realidade psíquica interior. Finalizando. então. CONCLUSÃO A psicologia da religião trata das questões íntimas que ocorrem na vida religiosa da pessoa. relações de comportamento. Se existe valor relativo nos critérios psicológicos para avaliar a autenticidade mística das vivências de revelação. influencia nas opiniões e nas formas de conduta. Na consciência mística todo o conteúdo da vivência se orienta ao divino-sagrado. Abordaram-se as implicações do subjetivo e do objetivo. que não apareça como um fenômeno isolado e sim em conexão com o estado de graça mística daquele que experimenta a vivência. enquanto se incluem em tais vivências elementos estruturais da consciência mística. o meio pode ser corretivo sobre o conjunto do pensamento religioso e pode atuar sobre o convencimento ou firmeza da crença. através de Jesus Cristo. Rahner assinala. com os relacionamentos interpessoais. pois não há pessoa normal que viva completamente isolada dos outros e esse contato traz suas vantagens e desvantagens para cada uma.profecias. sabendo guardar silêncio. como critérios característicos da autenticidade de uma visão. visões e audições e inclusive nas curas milagrosas. por outro lado. a experiência religiosa supera as demais. O tópico segundo versou sobre a aquisição do conhecimento religioso em suas formas mais complexas.

FILHO. O homem e suas religiões: ciências humanas e experiências religiosas. Foram mencionadas as vivências de revelação de Moisés (sarça ardente). Floriano de Souza Fernandes. A construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento. BIBLIOGRAFIA BERGER. 1999. Tácito da Gama Leite. São Paulo: Paulinas. Jean François. Joaquim Pereira Neto. Petrópolis: Vozes. Juan Guillermo. Trad.são correspondentes entre si. São Paulo: Paulinas. CATALAN. Magno José Vilela. Goiânia: CETEO: Centro de Estudos Teológicos Brasileiro. O homem e sua religião: enfoque psicológico. DROGUETT. Desejo de Deus: diálogo entre psicanálise e fé. DESROCHE. 1985. Peter L. Trad. Thomas Luckmann. 2004. Petrópolis: Vozes. 2000. HENRI. Paulo (caminho de Damasco). Trad. Religião e Cristianismo. os não crentes são mais influenciáveis religiosamente por vivências perturbadoras que pelas favoráveis. Jacó (escada no sonho) e Jesus (batismo). Psicologia da Religião: Deus. . 1985.

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