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SUMÁRIO 1. Sistema 2. Objetivo 3. Introdução Teórica 4. Procedimento Experimental 5. Materiais, Vidrarias, Reagentes e Equipamentos 6. Resultados 7. Tratamento de dados 8.

Discussão 9. Bibliografia 10. Anexo (ficha toxicológica)

1. É o caso. apresenta esta bastante curta. Como as interações do tipo pontes de hidrogênio são interações intensas. possui um grupo hidroxila. estes líquidos são completamente solúveis: Figura 1 . As interações entre as partículas das substâncias completamente solúveis são bastante efetivas e fortes. que fazem com que estas substâncias sejam completamente solúveis. por exemplo.Interações intermoleculares existentes entre as moléculas de água e etanol. Introdução Teórica Existem substâncias que se misturam e se solubilizam completamente. que é capaz de formar pontes de hidrogênio com a molécula de água. que é chamado vulgarmente de latão. . Além disso. Utilizando como exemplo a solução de água e de etanol: o etanol. independente das suas proporções. Estes sistemas são considerados totalmente solúveis ou miscíveis. de caráter apolar. apesar de possuir uma cadeia carbônica. de uma solução formada por água e etanol. Sistema: Água/ Fenol 2. Objetivo Estudar a miscibilidade entre Água e Fenol e construir sua curva 3. ou de uma solução formada pela liga metálica de cobre e estanho. mostrando as ligações por pontes de hidrogênio.

representado no diagrama abaixo. ou por sólidos iônicos que. ou um sistema formado por fenol e água. são considerados insolúveis. em uma dada temperatura T’. compostos geralmente por substâncias de polaridade muito diferentes. Este é o caso do sistema formado por água e gasolina. Estes líquidos não se solubilizam mutuamente em todas as proporções. . e também por água e carbonato de lítio. Mantendo a temperatura inicial. A grande maioria das substancias são parcialmente solúveis em relação a um solvente. Este é o caso de um sistema formado por hexano e nitrobenzeno. a dissolução só volta a ocorrer se a temperatura aumentar. apesar de serem polares. Quando uma pequena quantidade de líquido B é adicionada a uma amostra de um segundo líquido A. porque o líquido B dissolverá totalmente o líquido A. se a temperatura continuar constante. formado pelas substancias A e B. já que não solubilizam ou possuem solubilidade muito baixa (muitas vezes abaixo de 1g/100ml de solvente) em qualquer condição de temperatura ou de composição do sistema. Porém. há um ponto em que não há mais dissolução. há a dissolução completa e o sistema torna-se monofásico. possuem elevada energia de hidratação. Considerando como exemplo um sistema de composição X2 numa temperatura T1. o sistema é constituído por duas fases em equilíbrio: uma fase mais abundante. se a adição de B continuar. a pressão constante. onde B é saturado por A. o sistema volta a ser monofásico. mesmo mantendo-se a temperatura inicial. Existem líquidos que também são parcialmente miscíveis. chegará um ponto em que a proporção dos dois líquidos será tal que. e uma fase bem menos abundante.Outros sistemas. Porém. Nesse caso essa solução sobre um grande desvio positivo da lei de Raoult. ao continuar adicionando B no sistema. e com a nova composição. já que se trata de uma mistura de dois líquidos. por exemplo. ou seja. são solúveis. mas existem algumas destas condições em que eles formam uma única fase. onde A é saturado por B.

. uma solução binária. Quantidade da camada decomposição a’’ = ob’ Quantidade da camada de composição b’ oa’ Essas quantidades podem ser expressas em quantidade de matéria (mol) ou em massa Conclui-se que os pontos externos as curvas conjugadas representam sistemas homogêneos.Figura 1: Diagrama de fases do par A-B O ponto c é o ponto em que as duas soluções conjugadas se reduzem a uma única. A temperatura nesse ponto corresponde a temperatura critica superior de solubilidade ou temperatura consoluta superior (Tc) sendo um ponto limite acima do qual A e B são completamente miscíveis em quaisquer proporções As duas camadas que coexistem em equilíbrio na lacuna de miscibilidade parcial abaixo da temperatura critica são chamadas de soluções conjugadas e a quantidade relativa dessas fases pode ser calculada pela regra da alavanca. enquanto que os pontos situados dentro da área delimitada pela curva são constituídos por duas fases. constituídos por uma única fase.

Placa de Aquecimento/Agitador.0 10. resfriou-se a mistura sob agitação constante (inserindo gelo ao banho) e anotou-se a temperatura T2 quando a mistura ficou turva (Temperatura de Turvação). Materiais.0 10. Pipetador. Tabela1: Volumes de água a serem adicionados ao fenol e temperaturas aproximadas do banho Adição Volume de água adic (mL) Temperatura aprox. do banho (°C) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 2. 1 Tubo de ensaio de fundo chato (100 ml). Reagentes e Equipamentos        Balança analítica. Suporte Universal. 1 Bagueta.       Mufa. Procedimento Experimental 1 – Pesou-se o fenol em um tubo de ensaio de fundo chato (100 ml). 3 – Introduziu-se o tubo num banho (tabela 1) agitando a mistura até total dissolução e anotou-se a temperatura T1 (Temperatura de Clarificação). 5 – Repetiu-se o procedimento para todos os volumes contidos na tabela 1. Vidrarias. Pipeta Graduada (10 ml).5 5.0 5.0 4. .0 1.0 10.4. Água.5 0. Garra. Fenol.5 1.0 45 55 65 70 70 70 70 70 70 65 60 60 60 5.0 1.5 1. introduziu o termômetro em uma rolha e fechou-se o sistema.inseriu-se uma bagueta.0 3. 1 Termometro. 4 – Desligou-se a fonte de aquecimento. 2 – Adicionou-se um volume V1 de água (solvente) anotando sua temperatura e introduziu-se no tubo de ensaio. 1 Rolha.

n é o número de mols e MM corresponde à massa molecular.6. foram aplicadas as seguintes fórmulas: mH 2O = ρH2O x volume n = m/MM. consultou-se o valor na tabela de massas especificas. onde m é a massa. Nesse caso a da água é correspondente a 0. Tratamento de dados Para se obter a massa especifica da agua.99652 g/cm³ (27°C). Fração molar: nT=nH2O+nfenol XH 2O Fração mássica: mT=mH2O+mfenol = nH O/ nT 2 Xfenol = nfenol/ nT Xmfenol =mfenol/ mT XmH2O =mH2O/ mT Após efetuarmos os cálculos obtiveram-se os seguintes resultados. Para todo o sistema.075g Tabela 2: Temperaturas de Clarificação e Turvação Amostra Temperatura de Clarificação (°C) Temperatura de Turvação (°C) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 39 49 58 63 65 67 69 67 65 59 51 45 35 38 48 58 63 66 66 68 68 64 58 50 45 35 7. frações molares e frações mássicas das misturas. . Cálculo das Temperaturas médias. Resultados Temperatura da água – 27 ºC Massa do Fenol – 5.

5 58.XH O 2 0.0894 0. Fração Molar e Fração Mássica da Água Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 Temperatura Média (°C) 38.662566 0.495401 0.5 68.800 0.5 48.000 .5 45 35 Fração Molar da Água .469101 0.495401 0.606286 0.600 0.XmH O 2 0.822056 0.5 50.506565 0.329258 0.5 58 63 65.836949 0.XH2O Temperatura x fração molar 70 Temperatura média (°C) 65 60 55 50 45 40 0.5 66.164127 0.164127 0.719615 0.500 0.662566 0.900 1.911238 0.911238 Fração Mássica da Água .700 XH2O 0.506565 0.836949 0.754891 0.5 67.662566 Gráfico 1: Temperatura versus composição em Fração Molar da Água.164127 0.506565 0.339194 0.22752 0.911238 0.370699 0.5 64.Tabela 3: Valores de Temperatura média.

754x + 28.556 R² = 0.1.XmH2O Temperatura x fração mássica 75 70 65 60 55 50 45 40 35 30 0 2 4 6mássica da 8 água 10 Fração 12 14 Gráfico 3: Temperatura versus composição em Fração Mássica da Água.9931 2 4 Fração6mássica da 8 água 10 12 14 .0133x3 .9908 2 4 Fração6mássica da 8 água 10 12 14 Gráfico 4: Temperatura versus composição em Fração Mássica da Água.8721x2 + 11.Gráfico 2: Temperatura versus composição em Fração Mássica da Água.371x + 26.1505x2 + 13.783 R² = 0.XmH2O Polinômio de 2° Temperatura 90 Temperatura 70 50 30 0 Temperatura x Fração mássica água-Polinômio 2° grau y = -0.XmH2O Polinômio de 3° 90 Temperatura 70 50 30 0 Temperatura x Fração mássica água-Polinômio 3° grau y = 0.

A temperatura consoluta experimental foi de 68. correspondendo a um erro de 4.Tteórico│100 → ∆ = │68.2 % Tteórico 65.1.85 Então.001x4 + 0.9932 8. Segundo a literatura. fenol e água forma uma solução parcialmente miscível a pressão atmosférica e temperatura ambiente.61 º C e XH2O = 0. Para determinar o ponto crítico de solubilidade foi utilizado o programa origin onde se tem Temperatura critica de solubilidade = 68.2% em relação à temperatura consoluta da literatura.60. Discussão e conclusão Analisando as linhas de tendência para os polinômios acima é possível através do coeficiente de correlação afirmar que o polinômio que melhor descreve o estudo da miscibilidade parcial é o polinômio de 4° grau onde se tem um R2 = 0.85 °C. o mais próximo da linearidade teórica. .61 – 65. assim calculando a discrepância do experimento tem-se: ∆ = │Tprático .XmH2O Polinômio de 4° Temperatura x Fração mássica água-Polinômio 4°grau 80 70 Temperatura 60 50 40 30 0 2 4 6mássica da 8 água 10 Fração 12 14 y = -0.21x + 25.Gráfico 5: Temperatura versus composição em Fração Mássica da Água.9932. As duas fases liquidas correspondem as soluções conjugadas.776 R² = 0. a solução fenol-água apresenta um desvio positivo muito acentuado em relação à lei de Raoult. concluindo-se tratar de um método experimental bastante confiável.61 °C.04x3 .3977x2 + 14.85│ 100 → ∆ = 4. Na literatura tem-se que a temperatura critica de solubilidade para o sistema agua-fenol corresponde a T = 65.

Físico-química. . 527 p. c1986.9. CASTELLAN.  ATKINS. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos. Bibliografia   Roteiro de aulas práticas de Físico-química B. Fundamentos de físico-química. Peter Willians. . Gilbert William.