CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSAS

A emergência do broadcasting O termo broadcasting tem origem em “lançar sementes”, de maneira aleatória sem se privilegiar qualquer ponto ou direcção. Transmissão de voz através de ondas electromagnéticas. Factores que explicam a emergência do broadcasting: Factores tecnológicos (empresas receivers), factores económicos, factores oriundos da regulação (domínio público, licenças A e B), conteúdos. A trajectória da rádio Os antecedentes da Rádio: dos meios ponto a ponto ao broadcasting Meios de comunicação ponto a ponto: meio combinatório sujeito a externalidades em rede. Externalidades em rede (network effects): é o efeito que um usuário de um bem ou serviço tem sobre o valor desse produto para outras pessoas. Quando o efeito de rede estiver presente, o valor de um produto ou serviço é dependente do número de outros a usá-lo. o A utilidade da rede cresce exponencialmente com o número de aderentes a essa plataforma. Quanto maior o número de utilizadores, maior o incentivo para que outro utilizador adira a essa plataforma ➝Telégrafo (inícios séc. XIX – 1838) – transmitia sinais de acordo com o código Morse, através de fios/cabos. As redes telegráficas cresceram, seguindo os trajectos dos caminhos-de-ferro, transmitindo informações com vista a coordenarem eficazmente os problemas da segurança ferroviária. Foi por isso concebido para outros fins, que não a comunicação directa entre os homens. Depois passaram a ser utilizadas como instrumento de troca de informações entre as bolsas de valores. o Nos EUA, Morse obteve a exclusividade e passou a explorar em monopólio (por uma empresa) o Na Europa, foi a Post (Inglaterra) quem obteve o monopólio o Transmite código morse através de cabos físicos, de indivíduo para indivíduo (ponto a ponto) o Antecedente: sistema de semáforos (guerras napoleónicas, início século XIX) ➝ Telefone (1876, Alexander Bell) – meio de transmissão de voz através de fios (cabos físicos). Tal como sucedeu com o telégrafo, o telefone era um meio destinado a servir um fim “sério” (transmissão de informações entre grandes empresas que surgiram nessa altura) e não apenas para conversar. o EUA: companhia de Bell tem monopólio da exploração (20 anos) ➝ Telegrafia sem fios (1897, Guglielmo Marconi) – Transmissão do código morse através do espectro electromagnético (também chamado éter). Tal como o telégrafo e o telefone, tratava-se de uma tecnologia ponto a ponto, ou seja, um instrumento propício para a troca de informação entre emissores e receptores. o Marconi assumia que uma política de incompatibilidades devia ser deliberadamente levada a cabo

no fim do século XIX. nos EUA por Lee de Forest experimentalmente para testar a válvula tríodo. com um fim sério (segurança marítima. pelo transístor Razões que explicam a passagem da rádio para meio de broadcasting: • Tecnológicas o Até 1914 (I Guerra Mundial). por exemplo). há um conjunto de empresas que se vai especializar na produção em massa de dispositivos de recepção e outro em dispositivos de emissão: tecnologias complexas e dedicadas (emissão) / tecnologias simples e dedicadas (recepção) • Económicas o As tecnologias eram complexas. Consistia na transmissão de voz através do espectro electromagnético. Inglaterra: percebeu que em sistemas combinatórios é bom gerar incompatibilidades Nesta altura. após a I Guerra Mundial. no sentido em que não havia regulação) .o o o Patente. Fassender / Lee de Forest) – Inicialmente pensada como meio ponto a ponto. a tecnologia de transmissão de som por ondas de rádio foi desenvolvida pelo italiano Guglielmo Marconi. Segundo alguns autores. tendo em vista que Marconi usara 19 patentes de Tesla no seu projecto. havia mensagens falsas (após 1914 passou a ser proibido. mais tarde. excepto para fins militares) o É com a rádio. não existia regulação (estabelecimento. que os EUA ultrapassam a Europa em definitivo. a maior parte dos utilizadores eram piratas. por parte do Estado. mas deu origem ao modelo de broadcasting. é muito mais importante do que a televisão o Tríodo/Tubo de vácuo (Lee de Forest – 1909/1910): teve a ideia de emitir um concerto (ópera) que estava a decorrer (foi substituído. mas a Suprema Corte Americana concedeu a Nikola Tesla o mérito da criação do rádio. de um conjunto de regras que regulam os meios de comunicação) Servia basicamente para comunicação marítima – entre navios A – B (procura-se aumentar o valor de A) Como? ➝ Configura-se a tecnologia de forma a que os da rede B não falem com a rede A: gera-se incompatibilidade tecnológica Formas de garantir o monopólio de uma rede: • Patente • Gera-se incompatibilidade tecnológica ➝ Rádio (1900. dedicadas e muito caras. O início da história do rádio foi marcado pelas transmissões radiofónicas de concertos de música clássica. Consideram alguns que a primeira transmissão radiofónica do mundo foi realizada em 1906. o Do ponto de vista conceptual. a rádio era basicamente um meio ponto a ponto com uma tecnologia que serve para emitir e receber e que um sistema basicamente igual nos dois pontos de emissão e recepção o O espectro não estava regulado. vai haver empresas a dedicar-se à produção de dispositivos baratos • De Regulação o No início.

que era oferecida em salões pelos reis. CBS. A publicidade tornou-se também cada vez mais importante. A música acaba. que mais tarde evolui para broadcasting. príncipes e nobres. Com o surgimento de músicos autónomos que se libertaram da pressão social. ao contrário do modelo inicial. em que eram as agencias de publicidade as principais responsáveis pela programação. como sucedeu com a criação da RTF em 1947. a execução da música estava associada a celebrações religiosas ou à música de corte. em finais da primeira década do século XX. etc. A entidade reguladora atribui a operadores privados licenças de utilização do bem público constituído pelas ondas electromagnéticas. por ter uma elevada importância na emergência da rádio enquanto media de broadcasting. enquanto em França o regime misto inflectiu cada vez mais no caso da televisão para um único canal sob controlo governamental. No caso norte-americano.o • EUA (1927): publicação do Radio Act que define que o espectro electromagnético é de domínio público (concediam licenças – Federal Communication Commission: ver se estavam a ser cumpridas as normas) Sociais o As audiências não eram importantes nos meios ponto a ponto o A generalidade da grelha era música Radio Act: atribui licenças a operadores privados que rapidamente se vão associando em rede. levando-o a experimentar. ABC. Em .. a separação para anúncios. o entretenimento adquire um universalismo onde a tecnologia da rádio se vai revelar um formidável instrumento. A trajectória da televisão As primeiras estações de televisão resultaram directamente das estações de rádio. com a diferença de as empresas operadores dos canais televisivos terem passado a controlar a produção e a estrutura dos canais televisivos terem passado a controlar a produção e a estrutura da programação. uma exibição pública e simbólica das diferenças sociais. A oferta musical coexistia dentro de uma estrutura social com indivíduos de posições diferenciadas. tal como Mozart. De Forest era amante de ópera o que lhe terá sugerido utilizar a nova tecnologia para alargar a audiência para além dos limites físicos do teatro. a emissão através de ondas hertzianas de espectáculos musicais destinados a um público vasto. O fenómeno de adesão social à rádio ocorreu em primeiro lugar nos estados unidos. Em Inglaterra. Surge um número crescente de indivíduos capazes de constituir uma audiência. as networks de rádio originaram as televisivas. como consequência do desenvolvimento tecnológico. assim. assim. gerou-se um progresso da autonomia musical. NBC. o monopólio da BBC também se estendeu à televisão. obtendo lucros ➝ emitiam para um conjunto mais ou menos indiferenciado de indivíduos Notas: • Dedicadas: significa que são multifuncionais • Broadcasting vai ser condicionado por técnicas de produção muito caras • 1927: começam a formar-se networks que obtinham licenças para a emissão de conteúdos para um conjunto de receptores • 1920: primeira emissão da rádio • Primeira emissão da rádio em Portugal: Rádio Clube Português A audiência musical e a indiferenciação no espaço e no tempo No século XVII. As audiências musicais eram. e inicialmente num contexto de comunicação ponto a ponto.

Foi para resolver esses problemas que foi aprovado a Radio Act de1912. Emissor → receptores – forma básica da comunicação Comunicação pressupõe: → Um emissor. a RTP surge em 1956 como uma sociedade anónima por quotas que no entanto sempre esteve relativamente controlada pelo Estado. Esses factores fizeram emergir o modelo de comunicação de massas dominante durante o século XX. passam a controlar quem tem acesso ao meio. Pelo contrário. um canal. sobretudo 80. Pela primeira vez. evoluindo-se para um modelo misto. em detrimento do sector estatal. multiplicaram-se as autorizações de canais televisivos privados. A estrutura dos meios de comunicação de massas Estruturas em estrela e assimetria emissor ⇒ receptor A acção concertada da tecnologia. e após o naufrágio do Titanic em 1912. ou seja. as de classe A. Os grupos empresariais criam empresas que. A regulação dos meios de broadcasting Após a difusão da telegrafia e telefonia sem fios na primeira década do século XX. os amadores. licenciadas pelo Estado. com reduzido alcance e operando em frequências sujeitas a múltiplas interferências e dificuldades de sintonização. aquilo que é emitido e de que forma o é. baseado em emissores poderosos e dispendiosos e receptores simples e baratos. um efeito. As licenças do tipo B favorecem as estações emissores que ensaiavam o modelo de broadcasting e tinham capacidade para financiar transmissores cada vez mais potentes e caros. o espaço electromagnética. existem dispositivos de recepção muito mais baratos do que a tecnologia de emissão e que são detidos por um enorme número de espectadores indiferenciados. um receptor → Relação entre emissor e receptor. a partir dos anos 70.Portugal. A emergência das rádios piratas na Europa conduziu a uma progressiva liberalização do uso do espectro electromagnético. em que os operadores privados vieram a ganhar um papel cada vez mais importante. A televisão seguiu a mesma via e. do facto de o Estado se reservar da atribuição de licenças e da procura social de entretenimento. um contexto → Intenção/propósito em comunicar . uma mensagem. O resultado da regulação acabou por favorecer o modelo de broadcasting. A estrutura do broadcasting em Inglaterra ficou definida da seguinte forma: passou a existir uma empresa monopolista tendo como função prestar um serviço público dentro do quadro de uma relativa autonomia face ao governo e sem transmitir publicidade. A diferença dessas posições resulta da assimetria tecnológica entre transmissores e receptores. Foi este o modelo que garantiu o enorme prestígio que a BBC viria a adquirir ao longo dos anos e que foi reforçado quando o modelo foi de novo aplicado no caso da televisão. até À situação actualmente bem conhecida. da regulação e das dinâmicas sócias levou à formação de um sistema com duas posições absolutamente fixas: o emissor e o receptor. nele foram definidas condições restritivas de aceso e usufruto do espectro radioeléctrico – a ideia de base continuou a ser a de que o espectro é um bem limitado cuja utilização é um privilégio concedido pelo poder político sob a forma de licenças. Do outro lado. em detrimento do modelo dos amadores que em muitos casos eram indivíduos que tento emitiam como recebiam. o governo norte-americano viu-se forçado a intervir num novo espaço. universidades e associações religiosas foram remetidos para um tipo de licenças. sem estatuto legal definido. controlam o acesso e a formatação do canal.

ar (canal) → ouvidos (receptor) → Manuel Telefone: João (fonte) → auscultadores (trans. Estímulo Receptor Mensagem Aparelho de Controlo Mensagem Efector Resposta Retroacção O mecanismo de retroacção negativa: o aparelho de controlo corrige um desvio ao retroagir sobre o estímulo. quando ele é superior a um certo valor.→ Ocasionalmente proponentes dos modelos incluem 2 processos adicionais: • Codificação do emissor/ descodificação do receptor • Feedback ou retorno Modelos Elementares da Comunicação Modelo de Shannon-Weaver Generalização do modelo para o caso dos mass media O modelo é bastante geral na medida em que se aplica a tipos de situações comunicacionais bastante diferentes. o desvio decresce ao retroagir através de um efector sobre o estímulo que chega a um receptor. Notar que o canal pode ser visto de modo a abranger Transmissor e Destinatário. eléctrica (sinal) → cabo (canal) → auscultador (recep. o desvio deve operar sobre si próprio de modo a ele próprio ser anulado. onde a fonte selecciona o conteúdo de entre um conjunto de conteúdos possíveis Comunicação oral: João (fonte) → boca (transmissor) → ondas sonoras (sinal). No caso da retroacção negativa. O mecanismo pode ser composto por um aparelho de controlo que mede o desvio entre o estado de referência e o estado momentâneo. O modelo é assimétrico e linear. não apenas comunicação física.) → Destinatário Televisão: Fonte → Dispositivo de emissão → ondas (sinal) → ar ou cabo (canal) receptor de televisão Internet: Fonte → computador (servidor) → ondas eléctricas (sinal) → cabos ou ar (canal) → cliente (receptor) → Destinatário Conceito de retroacção A retroacção trata a existência de um desvio entre um certo estado de referência e um certo estado actual e a forma como esse desvio depende de si mesmo. provocando o retorno do sistema a um estado estável de equilíbrio.) → cor. .

o estímulo/causa age sobre a resposta/efeito de modo a que esse efeito se torne por sua vez causa daquilo que era anteriormente a sua causa. ela é efectivamente um mecanismo decisivo no crescimento dos sistemas que permite caracterizar o exacto sentido em que estes são complexos. A retroacção positiva está longe de ter o papel nocivo que frequentemente lhe é associado. A retroacção negativa é portanto um mecanismo automático de controlo ou estabilização dos sistemas em geral. a retroacção positiva amplifica nãolinearmente o desvio entre o estado de referência e o estado actual. a procura vai acabar por diminuir e o desvio vai tornar-se então positivo do lado da oferta. Em vez de existir uma decomposição linear do sinal. já a retroacção positiva é o mecanismo de crescimento e diversificação dos sistemas complexos. isto é. Causa Efeito O mecanismo de retroacção positiva: o sinal que vai da causa para o efeito funde-se com o que vai do efeito para a causa. que agora se torna o seu efeito. Modelo de Gerbner A acontecimento disponibilidade A1 M percepção S A dis ponibilidade con teudo M2 form a SA2 . e assim sucessivamente segundo um processo. Na retroacção positiva. em múltiplas situações. essa dinâmica instável pode convergir para um tipo particular de estabilidade que é diferente do da retroacção negativa. pelo contrário. Levará a que os preços baixem e a que a procura acabe novamente por se tornar excessiva. Enquanto a retroacção negativa é um mecanismo de estabilidade. e decorreu bastante tempo até se compreender que. como ocorre na retroacção negativa. descrito como ‘bola de neve’. passando apenas a existir um todo único. novamente. adequadamente. Contrariamente à retroacção negativa.Por exemplo. Os sistemas em dinâmica de retroacção positiva são sistemas que se encontram numa situação instável. o sinal da ‘causa’ e do ‘efeito’ funde-se e passa a constituir um todo único em que o sistema deixa de agir como se fosse composto por partes independentes. a chamada lei da oferta e da procura em economia: se existe um excesso da procura. segue-se um aumento dos preços que tem como consequência anular-se a si próprio. o que.

digital. etc. Na dimensão horizontal. passa-se à dimensão vertical onde AS é a emissão de uma mensagem ou sinal sobre A. existe também SA2. A dimensão vertical do modelo implica o conceito de acesso: quem tem acesso ao meio de comunicação. pela organização interna do media. horários específicos para transmitir certas mensagens. Após a determinação horizontal que é a percepção de A por M. nos meios de comunicação clássicos. “nível” da comunicação de modo a torná-la mais acessível. A. resultado de constrangimentos técnicos e actividade interpretativa. culturalmente determinada ou ainda constrangida pelas especificidade técnicas dos dispositivos técnicos de recepção) gerando AS. Na dimensão horizontal correspondente ao acesso temos a disponibilidade. tal como M emite SA. Recorde-se que. por processos sociais de certificação. Essa percepção é selectiva (interpretativa. e c) a mensagem (ou afirmação) acerca do) do acontecimento. dando uma percepção A1. linguagem especializada adequada a uma certa audiência. b) a percepção do acontecimento. o que significa que. S refere o sinal (físico) e A é o conteúdo veiculado materialmente pelo sinal. Finalmente. também M2 tem a sua própria interpretação e pode ser condicionado pelas suas condições de recepção. etc.). isto é.O modelo tem três partes: a) o acontecimento. Note-se que o sinal S pode variar (ondas. regressa-se a uma dimensão horizontal. o acesso é bastante constrangido pelo quadro regulador. que é uma afirmação sobre A. ou SA. etc. No diagrama. Modelo de Newcomb Trata-se de um modelo não linear mas sim triangular . Note-se. Temos o receptor M2. (A é o conteúdo da mensagem e S o sinal). percepcionado por um agente ou máquina M. sendo claro que ele constrange o conteúdo A. temos um acontecimento externo. Essa afirmação AS situa-se na dimensão vertical do modelo. no diagrama. Nota: trata-se de um modelo linear. que não percepciona A mas sim o sinal sobre A. O comunicador selecciona a quem a mensagem pode ser disponibilizada: codificação para certos receptores. Elas dispõem-se segundo duas dimensões.

No modelo. a comunicação social (não necessariamente tecnologicamente mediada) visa manter o equilíbrio no sistema social. o modelo prevê a possibilidade de feedback . 55). e X é alguém ou algo que faz parte do seu contexto social. como simples exemplo). ou a política salarial numa discussão entre patrão (A) e sindicatos (B). 3) mensagem. que é a função editorial de decidir quando e como comunicar. ‘antes transmite a uma audiência potencial a sua própria interpretação (notícias) de uma selecção de acontecimentos ocorridos no contexto social ou permite o acesso a pontos de vista e vozes de alguns (promotores. os media não visam persuadir. publicitários e artistas) dos muitos que querem chegar a um público mais vasto’. 4) receptor. no sentido em que se sublinha a reacção da audiência ao que é comunicado. o modelo é do tipo: 1) acontecimentos e vozes. Teoria da Comunicação de Massas. Pode ser um indivíduo em relação ao qual ambos têm uma atitude eventualmente concordante ou não. Neste modelo. Modelo de Westley-MacLean O modelo de Westley-MacLean acrescenta um elemento C ao modelo de Newcomb. ou então podem estar em desacordo em relação a X. aqui. educar e informar. X é algo ou um objecto comum. Mais exactamente. B (o receptor) é pensado com o estando na dependência dos mass media. Note-se que. podendo estar aqui presente a ideia de um contexto comum a C e B. mas existe sempre uma atenção partilhada em relação a X. só que aqui a partilhe é entre C e B (receptor). . selecção que deverá ser feita de acordo com aquilo que a audiência achar interessante. 2) canal/comunicador. o comunicador C não origina mensagens. (Mcquail. seja X um conhecido de ambos (haverá então equilíbrio).por exemplo. A e B são emissor e receptor. X é “fragmentado”.Para Newcomb. Ou pode ser o objecto comum sobre o qual A e B se devem entender (a política salarial entre patrões e sindicatos. (vejase o sentido das setas) A ideia é que A e B podem partilhar certas opiniões comuns relativamente a X. Portanto. Note-se que a mudança de cada um dos vértices implicará a mudança dos outros. Além disso. os media têm uma função selectiva de comunicadores. p. existe de facto feedback. C pode orientar a sua orientação relativamente a X por feedback recebido de B. Portanto. Donde.

. Note-se que se tende a voltar a um modelo linear e assimétrico. De facto. Podemos ainda ver (Mcquail. pp.Modelo de Westley-MacLean. 69-70) o modelo à luz dos media enquanto mediadores para a realidade. sendo que a comunicação de massas em larga medida substitui os integradores tradicionais (família. A nos modelos de Gerbner e Newcomb)) domina sobre B. Modelo semiótico Baseado no conceito de signo. os media operam uma selecção de acordo com múltiplos pontos de vista ou múltiplos interesses e dão um sentido e orientação comum a uma comunidade.). etc. Baseia-se numa estrutura triangular entre o Signo ele próprio. (contacto não mediado com fontes na sociedade) SOCIEDADE REALIDADE acontecimentos e forças sociais distantes fontes e promotores MEDIA AUDIÊNCIA/PÚBLICO comunicação e interacção fluxo de conteúdo e resposta de audiência Experiência directa e pessoal da ‘realidade’ Generalização do modelo de Westley-MacLean (in Mcquail. em que C (isto é. que tende cada vez a ser mais visto como puro receptor. p 70). o Objecto do signo e o Interpretante do signo.

Inteligência no centro Dispositivos de emissão e recepção dedicados e tecnologicamente assimétricos. relação que determina um terceiro a encontrar-se na mesma relação com o segundo que o primeiro ele próprio se encontra. telemóveis) de emissão recepção baratos e sofisticados Ausência de regulação governamental Protocolos (TCP/IP e HTTP. organização e distribuição dos conteúdos controlada pelos proprietários do canal. Estrutura assimétrica um-muitos Princípio de design pré-concebido Novos media Canal de transmissão proprietário e (indirectamente) regulado. entre outros) abertos e públicos Utilizador como produtor/distribuidor/ receptor nas novas redes Princípio de crescimento sob a forma da retroacção positiva Meio Combinatório Jornal Telefone Telemóvel Rádio TV Internet E-mail World Wide Web (client/server World Wide Web (rede) Redes p2p Não Sim Sim Não Não Sim Sim Não Sim Sim .Num primeiro sentido. Dispositivos (computadores. Em geral. Dispositivo de emissão caro e dispositivo de recepção barato simples Nível regulado Produção. Novos Media Media clássicos Canais de transmissão regulados e/ou proprietários. um signo é um primeiro que se encontra numa relação com um segundo. Inteligência nas pontas. Um único dispositivo de ‘emissão’ e ‘recepção’ neutral e multifuncional. uma coisa é um signo na medida em que é interpretada como signo de alguma coisa por um intérprete.

Redes de social networking Sítios de partilha (e. YouTube Sim Sim Nível dos Conteúdos Media clássicos Profissionais sociais/institucionalmente certificados Criação de conteúdos no quadro em organizações institucionalmente hierarquizadas Conteúdos intelectualmente protegidos Inicialmente.g. distribuído e com progressivo desenquadramento institucional Diversas formas de propriedade intelectual.. conteúdos analógicos com degradação física Controlo dos múltiplos canais de distribuição Novos media ‘Amadores’ não certificados Produção de conteúdos em modo aberto. desde as leis tradicionais a novos tipos de licenças Cópia digital com base em dispositivos tecnológicos neutrais Plataformas abertas não controladas .

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