i

>
i RÁDIO DE CRISTAL
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BRINÇADEIRASCOM ELETRÔNICA JUNIOR
Editor e diretor responsável : Hélio Fittipaldi
Autor: Newton C. Braga
Gerente de publicidade: J. Luiz Cazarim
Composição: Diarte Composiça'o e Arte Gráfica S/C Ltda.
Serviços gráficos: W. Roth & eia. Ltda.
Distribuição - Brasil: Abril S/A Cultural- Portugal: Distribuidora Jardim Lda.
Capa: Francisco Zuliani Filho e Oscar A. Generali
rndice
o que você precisa saber. . . . . . . . . . . . ..... .
Experiências para conhecer componentes. . . .. . .
Eletrólise ....................... . .... .
Rádio de cristal ................... . ..... . .. . .. .. .
....... 3
11
18
26
32
39
45
51
Alarme de toque ...... ' . ..... ..... .. ............ .
Controle remoto luminoso ' ...... ..... ..... .
Olho eletrônico .... . ................ .
Senha ................... . ................. . ... .
A fábrica de ru ídos .. . . ... .. ..... 57

EDITORA SABER LTDA.
Diretores : Hélio Fittipaldi e Thereza Mozzato Ciampi Fittipaldi. Redação, administra·
ção, publicidade e correspondência: R. Dr. Carlos de Campos, 275/9 - CEP 03028 -
S. Paulo - SP - Brasil - Caixa Postal 50.450 - Fone : (011) 292-6600. Números atra'
sados: pedidos à Caixa Postal 50.450 - S. Paulo. ao preço da última edição em banca,
mais despesas postais.
vedada a reprodução total ou parcial dos textos e ilustrações desta Revista, bem
como a industrialização e/ou comercialização dos aparelhos ou idéias oriundas dos
mencionados textos, sob pena de sanções legai s, salvo mediante autorização por
escrito da Ed itora.
Carta aos leitores
o sucesso da primeira edição de Experiências e Brincadeiras
com Eletrônica Jr. é a melhor autorização que temos para a
edição do número 2. Novamente, de uma maneira simples e
acessível, levamos aos leitores que dão 05 primeiros passos no
fascinante mundo das montagens eletrônicas, uma seleção de
projetos interessantes.
~ claro que, não só os leitores iniciantes se alegrarão com as
novidades que levamos, como também os estudantes e os
hobistas mais avançados, que poderão ter muitas idéias que lhe
serão de utilidade prática.
Teremos projetos de utilidade no lar, para demonstrações
em feiras de ciências e mesmo didáticos, que ensinarão aos
leitores muitas coisas sobre os componentes e os circuitos
eletrônicos.
Na verdade, a primeira parte deste trabalho é didática, com
dois artigos que lhes dão elementos para a montagem de sua
bancada de trabalho e que ensinam como funcionam os prin-
cipais componentes usados, isso com a realização de experiên-
cias simples.
Como no número inicial, o material usado na realização das
experiências e montagens é de baixo custo, podendo até ser
aproveitado de aparelhos fora de uso que o leitor desmonte.
Em alguns casos, podemos até dizer que nada será gasto, pois
existe a possibilidade de um aproveitamento total deste mate-
rial de "sucata".
Para os leitores mais jovens, na faixa dos 8 aos 12 anos, as
montagens terão um atrativo especial, pois muitas poderão
ser usadas em brincadeiras realmente emocionantes.
Finalmente, procurando levar aos leitores o que, realmente,
gostariam de montar, teríamos o máximo prazer em receber
sua opinião no sentido de direcionar nossos esforços para
poder servi-los melhor. Envie suas sugestões para a Revista
Experiências e Brincadeiras com EletrÔnica Junior, Caixa
Postal 50.450, São Paulo, SP.


I
• ,
o que você precisa saber
Os leitores deste segundo número de Experiências e Brincadeiras com
Eletrônica Jr. , certamente, já aprenderam um pouco sobre os principais
componentes eletrônicos na primeira parte deste artigo dado no número 1 .
Entretanto, os componentes que vimos na ocasião não eram os únicos
que existem e que permitem a realização de muitas coisas interessantes.
Neste segundo número, antes de iniciarmos diretamente as montagens,
daremos aos leitores que pretendem dominar a eletrônica, mais informa-
ções úteis sobre componentes.
Com isso, as montagens que serão rea lizadas a partir dos artigos deste
número poderão ser entendidas muito melhor e real izadas com mais faci-
lidade. Poderemos até dizer que os leitores que acompanharam também
o número anterior já poderão pensar em realizar projetos mais avançados
de publicações destinadas a estudantes, técnicos e hobistas mais expe-
r ientes.
Iniciamos então nossos ensinamentos com algumas "dicas" sobre a
interpretação de diagramas.
INTERPRETANDO DIAGRAMAS
Quando fornecemos o projeto de um aparelho eletrônico, o fazemos
na forma de um d iagrama ou "esquema", como também é conhecido.
Neste diagrama, conforme mostra a figura 1, todos os componentes são
representados por símbo los que nada têm a ver com sua aparência real.
r - - - - - ~ ~ - - - - - - ~ - - - - - . - - - - - - - - ~ +
figura 1
A única coisa que nos permite associar o componente ao seu símbo lo é,
em princípio, o nÚll)ero de seus terminais. Assim, se um resistor tem dois
fios de ligação, no diagrama, de cada resistor saem sempre duas linhas que
3
correspondem aos fios que fazem sua conexão. Para um .transistor, se exis-
tem sempre três terminais no componente, no diagrama sai rão três linhas
que também correspondem aos fios de ligação. (figura 2)
ff\
E E C B E
TRANSISTORES
C
11 ,00'
CAPACITOR CERÃMICO
figura 2
R
--101----
10<

RESISTOR
CAPACITOR EUTROLiTlCO
No diagrama, os símbo los adotados devem ainda dar alguma infor·
mação adicional sobre o componente que sejam importantes na realização
da montagem.
Assim, para os resistores e capacitares, além do seu número de ordem
no projeto, Rl , R2, R3, etc. para os resistores e Cl, C2, C3, etc. para os
capacitares, aparecem os valores nas unidades correspondentes, e eventual -
mente outras informações como a tensão de t rabalho e a dissipação.
Na f igura 3 mostramos então um diagrama em que os resistores al ém
dos valores em ohms (Q ) têm também indicada a sua potência em
watts (W) , e os capacitores, além de seus valores que podem vir em nano-
farads, pi cofarads e microfarads (nF, pF e Jl F), a tensão que o capacitor de-
ve suportar para poder funcionar .
+
+
0 1
R1 60135
R2
l300
1Il
1/4W
1W
C2
100IJF
'6v
01000
"
ZENER
1, F
16V
figura 3
4
Mas, o importante num diagrama .é que as linhas que interligam os com-
ponentes correspondem justamente às conexões que devem ser feitas para
termos o aparelho.
Dizer que estas linhas representam os fios não corresponde sempre à
realidade, pois enquanto que num diagrama um componente pode ser dese-
nhado longe do outro, na hora de fazer a montagem eles podem ficar
juntos ou próximos.
A linha indica que eles devem ser ligados ou ao mesmo ponto, ou um
no outro, ou por meio de um fio.
Na figura 4 damos um exemplo disso.
Dl
/UNHA COMUM

.,
Dl
figura 4
A linha principal da alimentação neste diagrama, que vem do pólo posi-
tivo da bateria (+ ), chega por meio de derivações a vários componentes
como R 1, R2, Cl e 01. No desenho, todos estes componentes estão longe
um do outro, mas na hora de fazer a montagem o importante é que todos
eles sejam conectados ao (+ ) e a " coisa" ficará como mostra a figura 5.
MONTAGEM EM
PONTE DE TERMINAIS
Ol ,Cl,Rl ER2
LIGADOS NO
MESMO PONTO


figura 5
5
As linhas de um diagrama podem também cruzar de dois modos
rentes como mostra a figura 6.
+=+
CRUZAMENTO SEM CONTATO
figura 6
CRUZAMENTO COM CONTATO
No primeiro caso, os fios cruzam, mas sem fazer contacto um com o
outro, enquanto que no segundo existe a conexão comum. Neste caso,
também a presença da linha não significa que ela realmente corresponda a
um fio.
Para completar, damos exemplo de como ficaria, na figura 7, um
aparelho que seria montado exatamente como o diagrama, ou seja, usando
fios onde houvessem linhas, os componentes nas posições certas, tudo
espalhado.
6
...... --.-----+-{)+
MESMO CIRCUITO
MONTAOO NUMA
PONTE DE TERMINAIS
figura 8
+
Cl C2
R'
figura 7

1+1
Na figura 8 mostramos como podemos "ajeitar" este aparel ho, encur-
ta ndo fios e aproximando componentes.
Importante para os leitores é se acostumar a conferir a montagem de
um aparelho por um diagrama e, numa fase posterior, quando estiverem
mais acostumados, a fazer a montagem somente olhando o diagrama .
.l. Veja que em muitos casos encontramos somente o diagrama do aparelho
para fazer a montagem, sem nenhuma informação adicional.
MAIS COMPONENTES
No primeiro número tomamos contacto com alguns componentes
básico s que usamos nas montagens e aprendemos um pouco sobre eles.
Agora vamos ser apresentados a mai s alguns que podem ser de grande uti -
lidade nos nossos projetos.
a) Os transformadores
Os transformadores são componentes formados por muitas ou pou-
cas voltas de fio esmaltado sobre uma forma que pode ser feita de diversos
materiais e ter diversos formatos, conforme mostra a figura 9.
NÚCLEO DE fERRITE
A.JUSTÁvEL
figura 9
SEM NÚCLEO
Podemos, em função da maneira como este componente é construI'·
do, fazer uma divisão em três grupos:
- Transformadores de baixas frequências e alimentação
Estes têm o formato e sfmbolo mostrado na figura 10 e são formado s
7
por dois ou mais enrolamentos de fio esmaltado, conhecidos por pr imá-
rio e secundário.
Quando aplicamos um sinal no enrolamento primária ele "se transfor·
ma" e aparece no secundário com características diferentes.
Num transformador de "alimentação" se ligarmos uma tensão de 110V
ou 220V no primário, podemos transformá-Ia para ter 6, 9, 12V no secun-
dário, conforme o que precisarmos para alimentar os aparelhos. Entre-
tanto, lembramos que sempre devemos aplicar tensões alternantes no
primário e vamos obter igualmente tensões alternantes no secundário. Para
alimentar aparelhos eletrônicos, normalmente esta tensão precisa passar
por um processo que a converta em contínua.
8
BOBINA
/
CHAPAS DO
NÚCLEO
..
-
figura 10
Transformadores de Fiou frequência intermed iária
Estes têm o formato mostrado na figura 11, e são constituidos por
dois enro lamentos com menos voltas de fi o fi no do que os tra nsformadores
de baixas frequências.
El es são usados principalmente em rádios e televisores, operando com
si nais de frequências elevadas. O seu núcleo consiste num pedaço de
ferrite que pode ser movimentado entre as bobinas para se fazer o ajuste de
funcionamento .
BOBINAS
NUCLEO
\
I
TERMINAIS
f REOUÊNCIA
OU TIPO
~ ~ ' " ---BASE
Transformadores de R F
BLINDAGEM
EXTERNA
figura 11
3j[
SiM80lD
Est es podem ter ou não núcleos de ferrite. Quando os núcl eos existem,
são representados por linhas pontilhadas nos diagramas, e quando não
existem, dizemos que o nllr leo do transformador é o pró prio ar. (figu-
ra 121
El es são usados nos circuitos de rádio, tanto na t ra nsmi ssão como
recepção de sinais, e têm o número de voltas dado pela frequência do sinal
que deve ser receb ido ou produzido.
COM FORMA
""
]E
SíMBOLO
figura 12
AUTO
SUSTENTAOO
9
b) Bobinas
As bobinas tem seus aspectos e slmbolos mostrados na figura 13.
Como os leitores podem perceber, a diferença em relação ao transfor-
mador está no fato delas serem formadas por apenas um enrolamento, que
pode ter ou não "tomadas".
CHOOUE ou INCUTOR DE
FILTRO
BOBINA SEM NÚCLEO IARI
figura 13
BOBINA COM NUCLEO
DE FERRITE
Estas tomadas são feit as enrolando·se um certo número de voltas de
fio e depois fazendo-se uma ligação neste ponto. Prossegue-se o enro-
lamento depois até outra tomada ou até o fim.
Os núcleos das bobinas são representados da mesma forma que dos
transformadores e as aplicações são diversas.
Podemos dizer que uma bobina nas aplicações de baixas frequências,
normalmente, é usada para evitar a passagem de sinais de certas caracterí s·
ticas, deixando porém que outros de características diferentes passem.
Nos circuitos de altas frequências são usadas, normalmente, na sintonia,
ou seja, na separação de sinais de uma frequência desejada dos demais, ou
então na sua produção.
10
I
Experiências para conhecer
componentes
o conhecimento do princípio de funcionamento de um aparelho come-
ça com o conhecimento do princípio de funcionamento dos seus compo-
nentes. Como esta revista se destina, principalmente, a estudantes e ini-
ciantes, não nos esquecemos de incluir uma pequena série de experiências
simples, visando um conhecimento prático de alguns dos componentes que
normalmente usamos em nosso trabalho.
Podemos dizer que a formação
eletrônica exige três etapas: numa
primeira, descobrimos, através de
experiências e montagens, o princí-
pio de funcionamento dos apare-
lhos e de seus componentes; numa
segunda, nos aprofundamos neste
conhecimento com a montagem dos
próprios aparelhos, e, finalmente,
numa terceira, aprendemos o sufi-
ciente para criar nossos próprios
projetos.
Certamente, a maioria dos lei-
tores que utilizam esta revista está
na primeira fase. Entretanto, mes-
mo os que estejam em fases mais
ad iantadas podem perfeitamente ter
dúv idas, quer seja pelo fato de não
t erem aprendido tudo que foi
necessá rio na época oportuna, quer
seja por simples esquecimento.
Para estes, as experiências que
damos servem de recordação ou
complementação, enquanto que
para a maioria serve realmente de
formação.
TRANSFORMAOORES
Os transformadores de núcleo
laminado, conforme mostra a figura
1, aparecem em muitas montagens,
exercendo diversas funções.
figura 1
Como vimos na parte inicial "o
que você precisa saber", estes com-
ponentes possuem muitos enrola-
mentos formados por muitas voltas
de fio sobre uma forma que tem em
sua parte central um núcleo de lâ -
minas de ferro-silício.
Antes de partirmos para a expe-
riência que vai nos mostrar na prá ·
tica como funciona este componen-
te, expliquemos seu princípio de
operação:
Quando uma corrente elétrica
11
percorre uma bobina ela cria um
campo magnético que se "espalha"
pelo espaço, sendo representado
por linhas imaginárias denominadas
linhas de força. (f igura 2)
desligarmos a corrente, ele se "con-
trai". (figura 4)
,
, \ l/f _ UNHAS DE
" I/FORÇA
--... '\ II { "-
- Se as linhas de força cor-
tarem as voltas de fio, denominadas
"espiras", de uma outra bobina,
existe a " indução" de uma tensão
elétrica nesta bobina que se mani-
festa nos seus extremos. (figura 3)
' CORRENTE .......... /" .......
+I]' ,I \
, ,
- O fenômeno em quest ão é di-
nâmico, ou seja, só em duas
condi ções: quando ao ligarmos a
corrente da primeira bobina, o
campo se "propaga" e quando ao
- \ _/"1'
-1//
1
1'\-
/" I , figura 2
/ 1\
12
SEGUNDA BOBINA 1/- _ TEN SÃO
'\ C+} , '\ _ INDuZIDA
CORR_:N=:)E - .:. :"M"RA BOB,NA
f,gura 3
; I
s É LlGAOA;
HA INDUCÃO
'oi
- 1/ 1,\ -
LI NHAS DE _/ , I, ###BOT_TEXT###quot;_
FORCA /
, I \
S E DES LIGADA;
HA INDUCÃO
!PÔLO INVERTIDO)
'OI
figura 4
S PERMANECE
LIGADA; NAO
HA I NDUÇÃO
" ,
1
1
- Mantendo a bobina número 1
do desenho ligada, as linhas de for·
ça já estabelecidas de forma "imó-
vel" no espaço não induzem Qual-
quer tensão na segunda (número 2).
Estes ítens dizem exatamente
como funciona o transformador:
Duas bobinas enro ladas na mes·
ma forma não têm contacto elétrico
entre si, mas se urna corrente circu-
lar na primeira (denominada primá-
rio) ela cr ia um campo magnético
que pode induzir na segunda (deno-
minada secundário) uma tensão.
Entretanto, somente se aplicar-
mos no primário uma tensão variá-
ve l é que pode haver a indução, pois
o fenômeno é dinâmico.
TRANSFOR MADOR ,10V/ 6 V
o
llOV C. A.
!CORRENTE ALTERNADA I
o
6V
C. A.
fi gura 5
Assim, uma pilha só pode exci·
tar um transformador no momento
que for ligada ou desligada. Pa ra um
funcionamento constante, o tr ans-
formador precisa ser ligado na cor·
rente a lt er nada, conforme mostra a.
figura 5.
Outro fato importante no trans-
formador , é que a tra nsformação da
energia depende das voltas de fio
que ex istem nas duas bobinas.
Se a primeira bobina (primá rio)
tiver 100 voltas de fio e a bobina
denominada sec).lndário 1000 espi -
ra s, a t ensão aplicada será multipli -
cada por 10 (temos 10 vezes mais
espi ras num enro lamento que no
outro).
Do mesmo modo, se no pri mário
t ivermos 1000 voltas e no secundá-
rio 100 voltas, a tensão ficará divi-
dida por 10.
Um transformador "de alimen-
tação" pode então ser fabricado
para reduzir os 110V da tomada em
6, 9 ou 12V, ou elevar para 250,
300V ou mai s, conforme o número
de voltas de sua bobina. (figura 61
En-::retanto, em todos os casos,
sempre oo nservamos a quantidade
de energia que passa. Assim, se a
tensão aumenta, a corrente diminui
na mesma proporção e vice-versa.
Estudado este pr incípio de ope-
ração, podemos passar às experiên-
cias.
13
TRANSFORMADOR REDUTOR DE TENSAO

TRANSFORMADOR ELEVADOR DE TENSÃO
figura 6
1. VERIFICANDO A TRANS-
FORMAÇÃO DE ENERGIA
Para esta experiência, evidente--
me nte, precisaremos de um trans-
formador. Este transformador pode
ser aproveitado de algum aparelho
1 VERMELHO


Õ MARROM


PRETO
o
o
velho, desde que tenha as seguintes
características:
- Deve ser um transformador
de alimentação com enrolamento
primário de 110V ou 220V, confor-
me a rede de sua loca lidade (este
transformador, se encontrado em
apare lho velho, é o que vai ligado
ao cabo de força). Seu secundário
deve ter 6, 9 ou 12V, com correntes
entre 100 e 500 mA. Esta especifica-
ção de corrente só é importante se
você for comprá- lo, pois assim po-
derá usá -lo em montagens práticas
futuramente.
Seu aspecto é o mostrado na
figura 7. Observe as cores dos fios
de ligação:
O enro lamento pr imár io tem os
fios preto/ marrom/ vermelho. Será
marrom a ligação de 110V e verme-
lha a de 220V. O secundário é de
f io co lorido, sendo os extremos da
mesma cor e, nor malmente, o cen-
tra i preto.
t

F== - COR
DIFERENTE
I===-
figura 7
14
A experiência inicial :
Para isso, arranj e uma pilha pe-
quena, méd ia ou grande e solde um
/
PRETO
dos t ermina is do secundár io do
transformador no pólo positivo da
pilha ,
TRANSFOR MADOR
o
o
RASPAR
figura 8
Segure entre os dedos os fios ex-
tremos do primário, como mostra a
figura 8,
Esfregando o fio do secundário
do outro extremo, no pólo negativo
da pilha, haverá a indução de uma
tensão muito mai s alta no primário,
que tem os terminai s entre seus
dedos. O resultado será um "cho-
que" inofensivo que mostra o fun-
cionamento do transformador, co-
mo elevador de tensão.
Veja que só há o choque enquan-
to você esfregar o fio na pilha, poi s
o fenômeno da indução é dinâmico.
Mantendo o fio encostado no pó lo
da pilha, nada acontece. Não há
indução de t ensão no secundário do
transformador (que nesta exper iên-
cia funciona invertido: o secundário
opera como primário e vice-versa) .
Mas, não deixe o fio enconstado
no pólo da pilha por muito tempo,
poi s a sua bai xa resistência consu-
miria toda a energia rapidamente,
gastando-a.
Se você ligar agora a pilha no pr i-
mário (fio pr eto extremo) e raspar
o fi o vermelho ou marrom no outro
pólo, segurando entre os dedos os
fios extremos da mesma cor do
secundário, não haverá choque,
pois ocorre a r edução da tensão. Os
l,5V da pilha, que já não dão cho-
que algum, se reduzem ainda mais.
2, ACENDENDO UMA LÂMPA-
DANEON
Além do transformador da expe-
riência anterior, você precisará tam-
bém de uma lâmpada necn.
15
TERMINAIS
LAMPADA NEON
figura 9
ELETRODOS
e ULe.o CHE IO OE
GAS NEON
Esta lâmpada, mostrada na figu-
SOLDA
MARROM
OU
VERME L HO
PRETO
o
o
ra 9, só acende com tensões acima
de 80V e uma pilha só fornece
l,5V. Com a ajuda de um transfor-
mador, entretant o, você consegue
acendê- Ia , demonst rando justamen-
t e que os transformadores podem
aumentar a voltagem de uma pilha.
A montagem do circuito para a
experiência é mo strada na figura 10.
MESMA COR
figura 10
Esfregando o fio no pólo da pi-
lha, a indução ocorre e a lâmpada
pisca, emitindo sua luz alaranjada
caracter!' stica.
Veja, entretanto, que se você
manter o fio ligado na pilha a indu-
ção não ocorre, porque o fenômeno
é dinâmico, ea lâmpada não acende.
3. FAZENDO UM TRANSFOR·
MADOR
Para demonstrar o princ{pio de
16
operação de um transformador você
não precisará tê-lo pronto. Você po-
de fazer um!
Para isso, o material usado será o
seguinte:
- Transformador : um prego ou
parafuso de 4 ou 5 cm e 4 metros
de fio esmaltado 28 ou 26 (ou de
outra espessura ).
- Experiência: 1 pilha pequena,
média ou grande, e 1 alto-fa la nte.
Começamos por "enrolar" o
nosso transformador .

T
100 VOLTAS DE
FIO 26 A 28
TRANSFORMADOR
EXPERIMENTAL
100 VOLTAS DE
FI026 A 28
RASPAR BEM
AS PONTAS
figura 11
Cortamos o nosso pedaço de fio
em duas partes iguais de uns 2 me-
tros e enrolamos duas bobinas de
aproximadamente 100 voltas de fio
no prego, como mostra a figura 11.
Na verdade, o número de voltas
não é muito importante. Enrole o
fio que tiver e pronto!
RASPA
NA PILHA
TRANSFORMADOR
EXPERIMENTAL
Raspe as pontas de um dos enro-
lamentos e solde-as nos terminais de
um alto-falante.
Raspe as pontas do outro enrola-
mento e solde apenas uma num dos
terminais da pilha. Raspe o terminal
se a so Ida negar-se a " pegar".
A experiência :
Raspando a outra ponta de fio
do enrolamento no outro terminal
da pilha, você ouvirá a produção de
som no alto-falante: "rasp" será o
som produzido, indicando a indu-
ção de tensão no segundo enrola-
mento a partir da corrente no pri-
meiro.
Veja que, mantendo o fio ligado
na pilha não ~ á som, pois novamen-
te lembramos que o fenômeno da
passagem de corrente no transfor-
mador ê dinâmico! Só há som quan-
do ligamos e no momento em que
desligamos o fio.
ALT O-
FALANTE
RASP!
RASP!
figura 12
Não mantenha o f io encostado elevada provoca o desgaste dela
no pólo da pilha, pois a corrente rapidamente.
17
Eletrólise
Uma das experiências mais interessantes apresentadas em trabalhos
escolares, e que também serve para ilustrar a ação da eletricidade nas
reações químicas, é a eletrólise. Nas versões tradicionais são usadas pilhas
como fontes de energia, porém estas apresentam o terrível defeito de se es-
gotarem rapidamente, e no preço que estão ... Para eliminar este proble-
ma e fazer uma eletrólise numa versão mais moderna, apresentamos uma
fonte de baixa tensão com limitação de corrente.
A eletrólise nada mais é do que a
decomposição da água em seus ele-
mentos formadores, ou seja, o hi-
drogênio e o oxigênio.
Conforme sabemos da química,
a fórmula H
2
0 indica que a água é
formada por duas partes de hidro-
gênio e uma parte de oxigênio, ou
seja, estes gases entram na propor-
ção de 2 para 1 .
Para " extrair" o ox igênio e o hj..
0,
,
drogênio da água ex iste um método
que faz uso da corrente elétrica e é
denominado "eletrólise".
Na eletrólise da água ocorre uma
reação de decomposição que pode
ser escrita como:
2H, O --- 2H, + O,
Na prática, é muito simples fazer
a eletróli se da água, conforme mos-
t ra a f igura 1.
' H,
PILHAS
f igu ra 1
la
Numa cuba de vidro (qua lquer
recipiente serve) co locamos água,
de preferência pura, isto é ,destila-
da, já que a água de torneira ou de
poço contém muitos sais minerais
dissolvidos que prejudicariam a
experiência.
Como a água pura é isolante da
eletricidade, temos de dissolver algo
que a torne condutora , mas que não
entre na reação, atrapalhando-a.
Este algo é o ácido su lfúrico
I H, 50
4
) que pode perfeitamente
ser usado na proporção de 1: 20, ou
seja, uma parte de ácido para cada
20 de água que for empregada .
Depois, nesta cuba são colocados
dois fios elétricos desencapados
com suas pontas voltadas para cima,
nas q ua is prendemos do is tubos de
ensaio (tubos de laboratório, que
podem ser adquiridos em farmácias)
invertidos e cheios de água inicial-
mente.
Ligamos nos fios uma fonte de
energia elétrica contínua qualquer,
como por exemplo algumas pilhas.
A corrente começará a circu lar pe-
los fios e pela solução (água + áci-
do) tendo então inIcio a reação.
O leitor verá então que das pon-
tas dos fios se desprendem minús-
culas bolhas de gás que sobem e fi-
cam retidas dentro dos tubos, con-
forme mostra a figura 2.
O hidrogênio tem uma " tendên-
cia" positiva, enquanto o oxigênio
tem uma "tendência" negativa, o
que quer dizer que enquanto o pri-
meiro é atraído para o pólo negati -
vo o outro é atraído para o pólo
positivo. No fio negativo as bolhas
são de hidrogênio e no fio positivo
as bolhas são de oxigênio.
."
..

o

.
I-I
figura 2
GÁS
80 LHAS
PONTA 00
''0
OA DESCASCA
A quantidade de gás que se des-
prende é função da intensidade da
corrente e pode perfeitamente ser
prevista através de fórmulas.
Assim, pelas leis de Faraday,
temos que uma carga elétrica de
96500 Coulombs libera um equi·
valente químico de determinada
substância, onde este equivalente
qUlmico é definido como peso atô-
nico de um elemento dividido por
sua valência.
Para o caso do hidrogênio, pode-
mos raciocinar do seguinte modo:
Um Coulomb representa a carga
transportada por uma corrente de 1
ampere em cada segundo. Como a
massa atômica deste elemento é 1 e
sua valência também, temos que,
em cada segundo, a corrente de
1 ampere liberará uma massa de:
m = 1/96500
m = 1,036 x 10 - 5 g
19
. Ou, se quisermos saber, por ho-
ra, basta multiplicar por 3600:
m = O,037g
Mas, vamos ao que interessa: o
nosso aparelho.
UMA FONTE PARA
ELETROUSES
Conforme o leitor deve ter per-
cebido, o impor1ante numa eletró-
lise é a intensidade da oorrente.
Sendo assim, a tensão atua apenas
TRANSFORMADOR RETlFICACÃO
como um meio de forçar esta cor-
rente, em função das dimensões dos
eletrodos usados, trabalhando·se em
geral com tensões baixas.
No nosso caso, a tensão poderá
ser variada entre O e 12V, aproxi -
madamente, e em oondições nor-
mais a corrente chegará até 1 A, o
que é bem mais do que o obtido de
pilhas comuns.
Na figura 3 temos a estrutura de
nossa fonte.
FILTRAGEM CONTROLE SAioA
figura 3
Começamos pelo transformador
que abaixa a tensão da rede para os
12V sob corrente de até 1 A, isolan-
do também a cuba onde é rea lizada
a experiência, com muito mais se-
gurança para o experimentador.
Como a eletró li se deve ser f/C lta
com corrente contínua, devemos re-
tificá-Ia, o que é conseguido com a
ajuda de dois diodos.
Após o diodo temos, em primei-
ro lugar, uma pequena filtragem,
feita por um capacitor eletrolítico,
e depois uma etapa de contro le que
utiliza um transistor de potência e
um potênciômetro comum. E: neste
potenciômetro que ajustaremos a
corrente para cada experiência.
O transistor funciona como uma
20
espécie de "torneira", deixando
passar apenas a corrente que é ajus-
tada pelo potenciômetro. Em vista
desta ação, este componente tende
a se aquecer, devendo por isso ser
montado num radiador de metal.
Na saída temos um limitador de
corrente que consiste num resistor
e também um instrumento que
permite avaliar com boa precisão
qual é a corrente que está passando
pela cuba.
O instrumento é do tipo de bo-
bina móvel usado em aparelhos de
som como VU-meter, sendo por
isso de baixo custo e fácil obtenção.
Os leitores que não sejam propri-
amente ligados à eletrônica e os
menos exper ientes não terão difi-
i

culdades em montar esta fonte de
eletrólise, po is daremos todas as ex-
plicações pormenorizada mente.
A MONTAGEM
Uma caixa, conforme mostra a
l Scm
~
figura 4, pode ser usada para alOjar
todos os componentes.
Esta caixa poderá ser de metal ,
plásti co ou mesmo de madeira.
O circuito completo da fonte
para eletrólise é mostrado na fi -
gura 5.
lOcm
figura 4
110VI
220V
51
0'
lN4002
02
lN4002
0'
TIl=' 31
P>
Cl 11(
lOOO"F
figura 5
R'
>oW
>00
21
22
Usaremos como "chassi", para
soldar os componentes menores,
uma ponte de ter minais que será fi-
xada na própria ca ixa (se não for de
metal) ou numa base de madeira,
tudo conforme mostra a figura 6.
Nesta figura temos então a ma-
neira exata como devem ser solda-
dos todos os componentes. Sugeri-
mos que os le itores sigam a sequên-
cia abaixo para não cometerem
nenhum erro.
a) Solde em primei ro lugar o
transistor na ponte de terminais,
tendo o cuidado de fixar antes o
seu radiador de calor que consiste
numa chapinha de metal dobrada.
Se puder, ajude a fixação do tran-
sistor com a colocação adicional
de um parafuso no dissipador de
calor que o prenda à base.
b) Os próximos componentes a
serem soldados são os diodos,
01 e 02. Devemos observar bem
sua posição, segu indo a posição das
faixas nos desenhos, pois se houver
inversão eles poderão queimar.
c) Para so ldar Cl, que é o capa-
citar eletrolítico, devemos também
observa r a sua polaridade, ou seja, a
posição do sinal (+) ou (- ) que
vier marcado em seu invólucro.
d) Para soldar os resi stores R 1 e
R 2 é só preciso observar as cores
das faixas que indicam seus valores.
Para R3, que é de fio , não é preciso,
pois a marcação é direta.
e) O leitor poderá agora fazer as
ligações dos componentes externos,
começando pela potenciômetro que
controla a corrente de eletr6lise.
Este comp':mente é ligado Com três
pedaços de fios, cujo comprimento
deve ser verif icado de acordo com a
sua posição na caixa. Cuidado para
não inverter a ordem de ligação des·
tes fios.
f ) O segundo componente ex-
t er no que ligamos é o instrumento
M1 , para O qual usamos dois peda-
ços de fio flex ível. Este compo-
nente já poderá estar fixado na
caixa. A polaridade da ligação deve
ser seguida. Se no instrumento que
for usado não houver marcação de
polaridade, inicialmente faça qual-
quer ligação, depois, no teste, se
houver deflexão ao contrário, é só
inverter os fios.
g) Na ligação do transformador
devemos apenas tomar cuidado para
não trocar os enrolamentos. Os fios
vermelho, marrom e preto corres-
pondem ao primário que va i a Sl e
ao cabo de aliment ação. Se sua rede
for de 110V use os fios marrom e
preto, e ser for de 220V use os fios
preto e vermel ho. O secundário
t em a tomada central de cor dife-
rente dos extremos.
h) A ligação do cabo de alimen-
tação e interruptor geral Sl é sim-
ples, não havendo nenhuma obser-
vação especial a ser feita. Apenas dê
um nó no fio no ponto de entrada
na caixa para evitar que um puxão
mais forte cause seu rompimento.
i) Complete a montagem com a
ligação dos bornes positivo e nega-
tivo de saída. Será conveniente usar
um borne vermelho para o pólo
positivo e um preto para o negativo.
23
\
I
CHEIOS DE ÁGUA
2cm DE FI O
/
"'" TUBO OE
" ' NSA'O
__________ , DESCASCADO
'/
ÂGUA+
ÂCIOO
figura 7
Se o potenciômetro atuar ao
contrário, inverta seus fios ext re-
mos. Se o ponteiro atuar ao contrá-
rio, inverta os fios do medidor.
Se o transistor se aquecer em
excesso, verifique novamente a sUa
montagem.
A E LETROLlSE
Na figura 7 mostramos a maneira
de se usar O aparelho numa eletró-
lise simpl es. Na introdução demos
os elementos para que o leitor a
realize.
Observamos que o hidrogênio
produzido é um gás explosivo . Se,
depois de recolher uma pequena
quantidade deste no tubo de ensaio,
o leitor aproximar um fósforo aceso
vai ouvir um "pac" que representa
uma pequena explosão. Nesta ex-
plosão ocorre a combustão do h i-
drogênio que se combina com o
24
oxigênio do ar formando novamen-
te água.
Se o leitor aproximar um fósforo
com a ponta em brasa do tudo de
oxigênio, a chama se reativará, pois
o oxigênio é comburente.
Experiências de galvanoplastia
também poderão ser feitas com esta
fonte,
Terminada a montagem, será fá -
cil fazer um teste de funcionamen·
to, mesmo sem material para a ele·
trólise.
TESTE
Ligue o cabo de alimentação à to-
mada , depois de conferir toda a
montagem.
Acione S 1 e observe se nenhum
componente se aquece. Esta:ldo tu-
do em ordem, ligue nos bornes de
saída (+ ) e (-) um resistor de 100
ohms x 5W de fio, ou então uma
,
"
lâmpada de 12V x 500 mA ou me-
nos corr ente.
Girando o potenciômetro Pl no
sentido de aumentar a corrente de
saída, o pont eiro do instrumento
deve reg istrar este fato, e se for
usado resistor na sa ída, seu aqueci-
mento será notado. No caso da lâm-
pada notaremos um aumento de sua
lumi nosidade.
LISTA DE MATERIAL
Q1 - transistor TIP31 ou equiva lente, com dissipador de calor
01 , 02 - 1 N4002 ou BY127 - diodos de silício
Cl - 1 OOOI'F x 16Vou mais - capacitar eletro lítico
Pl - 1 k - potenciômetro simples
Ml - VU-meter de 200l'A
R 1 - 330 ohms x 1/2W - resistor (laranja, laranja, marrom)
R2 - 47k x 1 / 8W - resisto r (amarelo, violeta, laranja)
R3 - 10 ohms x 10W - resistor de fio
Tl - transformador com primário de acordo com a rede local e secundário
de 12 + 12V x 1 A.
S1 - interruptor simples
Diversos: ponte de terminais, base de montagem, caixa para montagem,
bornes isolados, botão para o potenciômetro, fios, cabo de alimentação,
solda, etc.
25
Rádio de cristal
Imagine só! Construir um rádio que funciona de verdade, mas que não
usa transistores, não precisa de pilhas e não é ligado na tomada de força e
que leva não mais que meia dúzia de componentes! Isto é o que propomos
com este rádio "velha guarda", um rádio de cristal que nada mais é do que
uma versão um pouquinho melhorada do tradicional rádio de galena.
o leitor sabe como eram os pri-
meiros rádios que existiram? Na-
quela época não havia transistores
nem válvulas, como então receber
os sinais das primeiras estações?
Os primeiros rádios eram deno-
minados "de galena", pois tinham
no elemento principal um cristal de
chumbo, denominado "galena", que
tinha a "estranha" propriedade de
detectar os sinais de rádio, conse-
guia separar dos sinais de alta fre:
quência das ondas de rádio, os sons
que correspondem à voz do l o c u t o ~ .
ou o som de uma orquestra.
Uma grande antena externa de
pelo menos 20 metros de compri-
mento captava as ondas de rád ia de
modo a induzir as correntes que,
descendo pelo fio, chegavam ao cir-
cuito propriamente dito.
Neste circuito, logo de início
uma bobina e um capacitar va-
riável faziam a seleção das esta-
ções. (Em alguns tipos não havia
variável, mas sim tomadas na bobi-
na cuja escolha permitia selecionar
a estação.)
A partir daí o sinal era levado ao
detector, o cristal de galena.
A detecção perm ite a separação
dos sinais de alta frequência dos si-
26
nais de baixa, que cor respondem
aos sons. Estes sinais de baixa eram
então levados ao fone de ouvido
onde convert idos em som perm i-
tiam a audi ção direta.
t. claro que estes sons, pela não
existência de qualquer amplifica-
ção, eram muito baixos. A qualida-
de dependia fundamentalmente da
eficiência da antena e da potência
da estação.
O rádio que montaremos tem
basicamente a mesma estrutura com
alguns "melhoramentos" que são
possíveis pela disponibilidade de
componentes modernos.
Por exemplo, no nosso caso usa-
remos um diodo de germânio como
detector, em lugar do crista l de ga-
lena. Com ele obtemos maior sensi-
bilidade além da facilidade de ope-
ração, pois o cristal antigo precisava
ser "tocado" experimentalmente
com um fiozinho denominado "bi-
gode de gato" até que o ponto sen-
sível fosse encontrado, operação
que exige muito cuidado e paciên-
cia. (Iigura 1)
O fone que recomendamos tam-
bém é mais sensível, na versão bá-
sica. Trata-se de um fone de cristal.
Ent retanto, também fones de outros
tipos poderão ser usados com as al -
terações que daremos no decorrer
do projeto.
CRISTAL
DE GALENA
- - - - ~ .
Visto isso, podemos analisar ra-
pidamente o funcionamento do
nosso rádio.
/
AL AVANCA PARA
ENCON TRAR O
PONTO SENSíVEL
figura 1
D'
DETECTOR
/
BOBINA
FUNCIONAMENTO
Na figura 2 temos o diagrama
básico.
O sinal captado pela antena che-
ga ao circuito de sintonia formado
pela bobina L 1 (enrolada pelo lei -
tor) e o capacitor Cv de sintonia
(obtido de um rádio velho). Neste
circuito é f eita a escolha da estação
que se deseja ouvir.
FONE
VARIÁVEL figura 2
Dele o sinal é levado à detecção
que corresponde ao cristal Dl (dio-
do de germânia).
Após a detecção temos um capa-
citar que elimina o sinal de alta fre-
quência que não mais interessa, e
um resistor de carga para o caso de
ser usado o fone de cri stal.
Finalmente, temos o fone onde é
f eita a reprodução do sinal.
A chave Sl permite a seleção de
27
tomadas na bobina para captação
melhor de estações no extremo su-
perior da faixa.
A l igação à terra deve ser feita
em qualquer objeto met ál ico Que
tenha conexão com o solo, como
por exemplo um cano de água.
MONTAGEM
Uma base de madeira é usada pa-
ra a fixação de todos os componen-
t es.
Dl
lN60
ev
el
2,2
Nas pontas do enrolamento pode
ser colocado um prego para fixação,
conforme mostra a figura 5.
As pontas dos fios e a tomada
devem ser raspadas com uma lâmina
para possibilitar a aderência da sol-
da.
De posse da bobina, o leitor deve
passar à soldagem dos componentes
da pequena ponte.
Se o fone usado f or de cristal , o
resistor Rl deve ser usado, mas para
outros tipos de fone não.
a variável é aproveitado de um
velho rádio por tát il , e o j aque J 1
28
o resistor, o capacitor e o diodo
serão soldados numa barra de 4 ter-
minais que será parafusada na base.
Na figura 3 temos o diagrama
completo de nosso rád io.
Na figura 4 damos o aspecto da
montagem depois de pronta.
Começamos a montagem por en-
rolar a bobina num cabo de vassou-
ra comum. Ela será formada por
100 a 120 voltas de fio esmaltado
26 ou 28 AWG com tomada na 0 ~
espira.
I
A
I
,L,
Jl
I IR 1 I I
~
I 1100K
'T>
f ONE
I
I
figura 3
deve ser de acordo com o plugue do
fone. Veja que, dos três pinos do
jaque só fazemos a li gação em dois,
pois trata-se de um jaque do tipo
"circuito f echado".
As interligações são feitas com
fios comuns e a tomada ATé do
tipo antena/ terra, como as encon-
tradas na parte posterior dos tel e-
visores para conexão de antena.
A chavinha comutadora é do
tipo 2 x 2, sendo fixada por dois
parafusos compridos na própria ba-
se, depois de soldados os f ios de li -
gação.
..
r
@0© cv
BASE DE MADE!RA
figura 4
PREGO OU
TACHINHA
60 VOLTAS
PREGO OU
TACHINHA
CABO DE
VASSOURA
/'
RASPAR A
PONTA
TOMA:----------- \
RASPAR AS
PONTAS
fi gura 5
Para o fone temos as seguintes
opções:
a) Se o fone for de cristal, con-
forme mostra a figura 6, a l igação é
direta e t eremos o máximo de sensi-
bi li dade.
b) Se o fone for do tipo mostra-
do na mesma figura 6, como magné-
tico ou dinâmico, então precisamos
fazer a ligação de um t ransformador
que é do tipo de sa ída para t ransi s-
tores.
29
F
FONE DE CRISTAL
DIAFRAGMA DE
AlUMiNI O FINO
CRIS TAL
figura 6
FONE DINÂMICO DE
6AIXA IMPEDÂNCI A
Este transformador deve ter um
enrolamento primário com pelo me-
nos 1000 ohms. Se quiser mai.or
sensibilidade ainda, use um trans-
formador de saída para vá lvutas
com impedância entre 5000 e
10000ohms.
30
USANDO O RÁDIO
A recepção com este rádio s6
ISOLANTE tRÉGUAI

-...
CONEXÃO
FI O DE. DESeJOA
RÁDI O
figura 7
será boa se a antena for eficiente e
exist ir uma boa ligação à terra.
A antena deve ter pelo menos
10 metros de comprimento e ser
isolada nas pontas, conforme mos-
tra a figura 7.
O isol amento pode ser feito com
duas peças plásticas feitas uma
régua comum cortada e furada.
\
FIO DE 10 A 4 0 m
ISOLANTE
TERRA CANO
DE AGUA
o fio usado não precisa estar de-
sencapado. O fio que desce até a
ligação A (antena) deve ser isolado.
A li gação à terra, como mostra a
mesma figura, pode ser fe ita em
qualquer obj eto de metal que tenha
bom contacto com o solo. O melhor
objeto para esta finalidade é o enca-
namento de água. Uma esquadri a de
alumínio de uma porta ou j anela
também serve, caso em que na pon·
t a do fio, para faci l itar, usaremos
uma garra jacaré.
O pólo neut ro da tomada tam-
bém serve de terra, mas cui dado
com a sua identificação.
LISTA DE MATERIAL
L 1 - bobina de antena - ver texto
S1 - chave 2 x 2 deslizante
Dl - lN34 ou lN60 - diodo de germâni o
Cv - capacitar variável de radinho portáti l
Cl - capacitor cerâ mico de 2n2 (222)
R 1 - 1 OOk x 1/ 8W - resistor (marrom, preto, amarelo)
J l - j aque para o fone
Di versos : fone de cristal , fio esmaltado para a bobina, terminal antena/
Iterra, base de montagem, 10m ou mais de fio para a antena, fios, etc.
Obs.: se o volume do som for muito baixo na escuta das estações locais,
o problema pode estar no fone que não tem característ icas de acordo com
as exigidas pelo projeto.
31
,
Alarme de toque
Um alarme que dis para ao simpl es toque num sensor! Você pode usar
este ci rcui to para proteger sua casa, sua bicicleta, e diversos outros obj etos
com segurança t ot al. O efeito interessante de se acionar um aparelho com )l ',
um simpl es t oque pode ser expl orado ainda como curi osi dade e em um ' \
excelente trabalho para fe iras de ciências. Poucos componentes são usados
e a montagem do aparelho é muito si mpl es. V
De que modo a eletricidade "de
seu própr io corpo" pode ser usada
para di sparar um circuito eletrônico
como um alarme? Certamente, esta
é uma questão que, em princípio,
pode parecer misteriosa para os lei·
tores ainda iniciantes. No entanto,
podemos verificar que isso é possí·
vel de modo relat ivamente si mples
e ir além, com a montagem de um
apar elho Que aproveita esta mesma
" el et ricidade" com finalidade práti -
ca.
o alarme Que descrevemos pode
ser li gado em diversos objetos de
metal, desde que não muito gran-
des, e ser disparado pelo toque de
qualquer part e de uma pessoa, pela
eletri cidade que circula pelo seu
corpo nest as condições, conforme
sugere a figura 1.
............ CIGARRA, CA MPA INHA
r /UM! __
figura 1
32
APARELHO
TERRA
l QV OU
220V
o aparelho dispõe de um relê
que isola o alarme, em si, do circui ·
to de controle que pode se r uma
campainha, uma buzina, uma lâm-
pada ou qualquer coisa elétrica que
o leitor queira ligar nas duas toma-
das Jl e J2 de saída.
Vejamos como funciona nosso
alarme, para que o leitor possa deci -
dir-se com certeza sobre sua realiza-
ção prática.
COMO FUNCIONA
As correntes que alimentam os
apare lhos domésticos são muito ele-
vadas em relação ao que suporta
nosso corpo. A circulação de ta is
correntes, se fosse poss ível , pelo
nosso corpo, não só nos causaria
uma terrlvel sensação de choque
como até a morte.
Como então controlar uma cor·
rente intensa , a part ir de uma cor·
rente muito fraca, que possa circu-
lar pelo nosso corpo, sem causar
choque ou qualquer tipo de sensa-
ção?
Podemos conseguir isso através
de um circuito amplificador que usa
transi stores e um SCR, conforme
mostra a figura 2 .
-'
/
CORRENTE I
• , o - - - - - - - ~ - - - - - - - - - - - - - - ~ ~ - - - - - - O + 6 V
I TERRA J
DE DISP ARO I
[ PEL A PE SSOA J \
'-
/
TRANSISTOR
AMPLIFI CAQOR
01
seR
R'
'----00
figura 2
o circuito em questão amplifica
uma corrente muito fraca que ci r-
cula entre os eletrodos G 1 e G2 a
ponto de poder disparar um relê
K 1 que, por sua vez, pode contro-
lar aparelhos elétricos de muito
maior potência.
O transistor Q1 proporciona a
amplificação inicial , enquanto que
a corrente que ele provê dispara o
SCR que nada mais é do que uma
senslvel chave eletrônica.
Um simples t oque dos dedos no
eletrodo G2 já pode fornecer a cor·
rente que dispara o SCR e com isso
o rel ê aciona. O aparelho que esti o
ver ligado ao relê é então alimenta-
do, entrando em ação.
Uma caracterlstica importante
do SCR é o fato de que uma vez
disparado ele assim permanece,
mesmo que o toque em G2 tenha
cessado. Para desligar o se R e, por-
tanto, todo o circuito, precisamos
interromper momentaneamente a
corrente de alimentação de 6V.
33
figura 3
A SOLA 00 SAPATO
NÃO Ê SUFICIENTE PARA
ISOLAR ESTA CORRE NTE
02
APARELHO
G'
CORR ENTE
____ -::::""- .... ...... .... /
TERRA
o segundo eletrodo do circuito
Gl tem uma função importante. O
simples toque no eletrodo G2 não
fornece percurso para a corrente
que precisa passar através do corpo
da pessoa e pela terra. Na figura 3
mostramos como este segundo ele-
trodo, ligado a qualquer corpo em
conexão com a terra, fornece o
curso que a corrente precisa para o
disparo.
A alimentação do aparel ho, para
G2
figura 4
MEDIDAS DA CA IXA
lSX10 X5em
34
( CANO DE AGUA.ETC.J
maior segurança, é feita com apenas
6V 14 pilhas), eliminando assim
qualquer possibilidade de choque
acidental, mesmo que os aparelhos
controlados sejam alimentados pela
rede loca I de 11 OV ou 220V.
MONTAGEM
Começamos por sugerir uma cai -
xinha que deve alojar todos os com-
ponentes e que é mostrada na fi -
gura 4.
o APARELHO LIGADO EM Jl E
DESLIGADO PELO ToauE
o APARELHO EM J2
Ê ACIONADO PELO TOOUE
,.

Esta caixa é importante para que
a parte de alta tensão, consti tuída
pelas tomadas onde serão ligados os
aparelhos controlados, não fique
exposta e, portanto, venha repre-
.2
.,
47<
sentar perigo de contactos indevi -
dos e choques.
A figura 5 most ra o circuito
compl eto do aparelho.
J2
o
1101220V
+
B' -
6V
figura 5
Na figura 6 temos o aspecto real
da montagem feita numa barra de
terminais i solados.
Veja que este desenho dá a orien·
tação para a di sposição dos princi-
pais componentes. Entretanto, o
relê, as tomadas, o suporte das pio
l has e o interruptor geral devem
ser fix ados na caixa.
Vejamos agora como realizar a
montagem e como obter os com-
ponentes usados:
O SCR pode serdo tipo MCR106,
TIC106 ou Cl06 par a 50Vou
mais. Se usar o TI C106 l igue o
resisto r R5 entre o catodo e o
anodo. Na colocação do SeR na
ponte, observe a sua posi ção.
o relê é do tipo Metaltex
MC2RCl e se quiser pode usar
um soquete de integrado DI L
para facilitar sua colocação. Use
fios curtos na sua ligação à pon·
te.
01 é um transistor de uso geral
BC548 de modo que equivalen-
tes diretos como o BC547,
BC237, BC238 podem ser usa-
dos sem probl emas.
O 1 é um diodo de uso gera l. Usa·
mos o 1 N4148, mas diodos co-
mo o lN914 e mesmo o lN4002
servem. Observe sua polaridade,
dada pela faixa.
O trim-pot Pl de ajuste de sensi ·
bi I idade pode ser de 1 M ou
35
r
2M2. Monte-o como mostra a
figura, para facilitar o ajuste.
Os resistores são todos de 1/8W
ou 1/4W. Os valores s!io dados
pelas faixas coloridas, segundo a
relação de materia l.
figura 6
As interligações na ponte são fej ·
tas com pedaços curtos de fio
comum.
Temos ainda o suporte de 4 pi-
lhas pequenas, o interruptor ge-
rai que pode ser de qualquer
tipo, um cabo de alimentação e
duas tomadas de embutir para
ligação dO$ aparelhos controla-
dos.
Acompanhando o desenho em
ponte, os leitores não terão dificul -
dades em completar a montagem.
A parte final consiste em se ligar
duas garras a dois fios de pelo me-
36
nos 2 metros cada, que servirão de
conexão à terra e ao sensor.
PROVA E USO
Coloque pilhas novas no supor-
te. Ligue à tomada J2 qualquer apa·
relho elétricô que seja alimentado
pela rede, de preferência um abajur.
Ligue a tomada do alarme à rede
local.
Inicialmente, coloque o trim·pot
Pl todo para a direita e ligue 51. As
garras G 1 e G2 devem estar separa·
das. Nada deve acontecer.
Vá gradual mente girando Pl pa-
ra a esquerda até obter o disparo do
relê e o acionamento do aparelho
ligado em J2.
Desligue momentaneamente S 1 e
volte um pouco Pl para a direita,
colocando-o um pouco antes do dis-
paro. Volte a ligar S1 . O aparelho
deve manter-se sem disparar.
Toque então com os dedos em
G2. Se o aparelho disparar tudo
110V ou
220V
PLACA DE METAL NO CHAO
.,
bem, se não, repita a operação, se·
gurando Gl numa mão e tocando
com a outra em G2. O aparelho
deve disparar.
Para usar o sist ema, G 1 deve fi-
car conectado em qualquer corpo
que esteja em contacto com a terra.
Se i sso não for poss ível , use uma
chapa de metal junto ao solo, con-
forme mostra a figura 7.
.2
CAMPAINHA
RESIDENCIAL
AO OBJETO PROTE.GIDO
'ISOLADO DO CHAO l
TORNEIRA
figura 7
o objeto a ser protegido não po-
de ficar em contacto com o solo,
deve ficar ' isolado (uma bicicleta é
naturalmente isolada pelos pneus de
borracha), e nele será ligado G2.
Se o objeto for grande, o ajuste
de sensibilidade deve ser retocado
em P1.
LISTA DE MATERIAL
SCR - MCR106, TIC106 ou C106 para 50V ou mais - diodo controlado
de sil ício
37
Q1 - BC548 ou equivalente - transistor NPN
Dl - 1 N4148 - diodo de uso geral
Kl - MC2RCl - relê Metaltex para 6V
Pl - 2M2 - t rim-pot
R1, R2 - 47k x 1/ 8W - resistores (amarelo, violeta, laranja)
R3 - 10k x 1/ 8W - resis tor (marrom, preto, laranja)
R4, R5 - 1 k x 1/ 8W - resistores (marrom, preto, vermelho)
51 - interruptor simples
B 1 - 6V - 4 pilhas pequenas
Jl , J2 - tomadas comuns
G 1, G2 - garras jacaré
Diversos: ponte de terminais, caixa para montagem, suporte para 4 pilhas,
fios, solda, etc.
38

Controle remoto luminoso
o leitor já pensou na possibilidade de tocar um alarme à distância
acencier uma lâmpada ou acionar um aparelho elétrico qualquer a parti ;
do feixe de luz de uma lanterna ou ainda acendendo um fósforo? E que
tal acordar com os primeiros raios de sol que acionarão o seu radinho de
cabeceira ou um alarme? Tudo isto é possível com este controle remoto
luminoso muito simples de montar.
Um raio de luz pode ser usado
para acionar um circuito elétrico
como se fosse uma mão mágica que
se propaga com enorme velocidade
pelo espaço. Esta explicação, um
pouco fantasiosa, é claro, dá uma
idéia do que o aparelho que des-
crevemos pode fazer.
Usando uma lanterna, um fósfo-
ro, ou mesmo o farol do carro,
podemos controlar dispositivos elé-
tricos J distância em algumas apli-
cações práticas realmente interes-
santes.
O aparelho é alimentado por
pilhas comuns, mas pode por meio
de seu relê controlar dispositivos
que sejam ligados em 110 ou
220V ou mesmo que trabalhem
com tensões diferentes das forneci-
das pelas pilhas.
Na versão básica daremos o acio-
namento de uma simples lampada-
zinha, mas em seu lugar diversos são
os aparelhos que poderão ser liga-
dos, conforme nossas explicações.
COMO FUNCIONA
A parte mais importante, e tam-
bém interessante, deste aparelho é
o dispositivo que pode "sentir" o
feixe de lu z, ou seja, em lingua-
gem ma is popular o "olho e létrico".
Existem diversos tipos de dispositi ·
vos que podem "sentir"a luz. Um dos
mais populares é o LDR cujo dese-
nho é mostrado na figura 1, segu i-
do do foto-transistor que aparece
no mesmo desenho.
:te
LOR FOTO-TRANSISTOR
figura 1
Entretanto, tais dispositivos são
um ta nto quanto caros e, em
alguns casos, até difíceis de encon-
trar no comércio especializado.
Entretanto, temos uma alternati·
va interessante: na verdade, qual-
quer transistor comum, se tiver sua
parte interna exposta à luz, também
se comporta como um sensor.
39
o fato é que junções semicon-
dutores como as que existem nos
transistores têm suas características
elétricas alteradas pela presença da
luz.
Quando a luz atinge a junção são
c
CORRENTE

claro que os transistores co-
muns são dotados de invólucros
opacos, justamente para se evitar
que a luz possa influênciá-Ios, m?-'
liberados portadores de cargas elé-
tricas que alteram sua resistência.
Em presença da luz, a resistência
entre os terminais do transistor di-
minui acentuadamente, como suge-
re a figura 2.
figura 2
PORTADORES Df
CARGAS ELÊTRICAS
SÃO llBERADOS NAS
JUNÇÕES PEL A ACÃO
OA LUZ
nada impede que tiremos este invó-
lucro com cuidado para expor suas
junções e obter assim um "foto·
-transistor".
H TAM\PA "" PASTlLH"A DE 9
MATERIAL
SEMICONDUTOR

figura 3
Um tipo que permite com certa
facilidade que isso seja feito e que
proporciona um sensível foto-tran-
sitar é o 2N3055 que é mostrado na
figura 3.
Tirando a "tampa" deste transis-
tor, expomos suas junções à luz,
40
obtendo um excelente foto-transis-
tor. Na verdade, até mesmo um
2N3055 "queimado" poderá ser
experimentado! Isso porque ele
possui duas junções, e se apenas
uma delas estiver ruim, o que inuti-
liza o componente para aplicações
-
normais, a outra pode ser usada em
nosSO aparelho.
Transistores de invólucros seme-
lhantes ao 2N3055 também podem
ser exper imentados.
Po is bem, o nosso foto -transistor
é ligado a um amplificador, pois a
corrente que fornece é ainda muito
pequena, de modo a poder acionar
um relê.
Através deste relê é que contro-
lamos os diversos di spositivos dese-
jados.
Quando a luz incide no foto-
-transistor sua resistência diminui e a
corrente que passar a f luir é ampli-
ficada pelos transistores, acionando
o re lê. O que estiver ligado ao relê é
então ligado (ou desligado confor-
me os contactos usados).
O aparelho é alimentado com
uma tensão de 6V que é obtida de
4 pi l has pequenas.
MONTAGEM
Começamos a montagem pela
preparação do toto-transistor.
figura 4
!*) VER TEXTO
0'
8C548
Adquira ou consiga de outro modo
um transistor 2N3055, dando prefe-
rência aos tipos de invó lucro de
alumínio que, além de mais baratos,
são mais fáceis de serem cortados.
Depoi s, com a ajuda de uma
chave de fendas, retire somente a
"tampa" conforme mostra a figu-
ra 3, expondo a pastilha de material
semicondutor.
Para obter maior diretividade na
ação do controle, cole um tubo de
papelão no transistor e também
fixe com um parafuso um terminal
para ligação do coletor, que corres-
ponde ao seu invólucro metálico.
Depoi s, podemos partir para a
montagem propriamente dita.
Na figurô 4 damos o diagrama
completo do aparelho, onde os
componentes são representados
pelos seus slmbolos.
O aspecto da montagem feita
numa ponte de terminai s é dado na
figura 5. Esta ponte deverá ser fixa-
da na caixa ou em uma base de ma-
terial isolante.
0'
8C558
Kl
Me,
Rel
"I
L1
6V
., -
6V _
41
figura 5
Para conseguir os componentes
e fazer seu uso corretamente, da-
mos alguns conselhos:
- Com relação ao foto-transis-
tor já dissemos como proceder para
prepará-lo. Na sua ligação, observe
que os terminais de emissor e base
(E e 8) são interligados, enquanto
que o terminal de coletor (C) é li-
gado no invólucro. Se usar um tran-
sistor danificado, veja experimental-
mente qual dos terminais (El ou (8)
proporciona funcionamento cor-
reto.
- Os demais transistores são do
tipo BC548 e BC558. Equivalentes
42
como os BC547 e BC557 podem ser
usados. Cuidado para não trocá-los
na mo ntagem_
- O diodo Dl tem polaridade
certa para I igação e é do tipo
1 N4148 ou equivalente como o
lN914 0u lN4002.
- O relê é do tipo Meta Itex
MC2RCl de 6V e que tem con-
tactos para até 2A. Os aparelhos
contro lados não devem ter corrente
maior que essa. No nosso projeto
exemplo damos como controle uma
lâmpada (L 11 de 6V, mas outra s
coisas podem ser ligadas.
Na figura 6 damos o modo de se
-
fazer o controle de qualquer apare-
lho que consuma menos de 200W e
que seja ligado na rede de ali menta-
ção de 110V ou 220V.
KI
AO
CIRCUITO
01 Kl
- Quando for ligar o suporte de
pilhas e S1 observe a polaridade
destes elementos, pois se houver
inversão o aparelho não funcionará.
o
110/220v
TOMADA
TOMADA ONDE
SE RÃ LIGADO
o APARELHO
CONTROLADO
figura 6
PROVA E USO
Coloque pilhas novas no contro-
le remoto e co nsiga uma la nterna
comum.
Ligue no aparelho, experimental-
mente, um abajur ou lâmpada se
sua versão for a que controla este
tipo de aparelho. Se não , a lâmpada
L 1 se encarregará de fornecer a
indicação de funcionamento.
Acione a chave 51. O foto-tran-
sistor deve estar posicionado de
modo a não receber luz direta. Na-
da deve acontecer.
Se o relê acionar acendendo L 1
(ou acionando o aparelho controla-
do) algo está errado. Verifique se o
foto-transistor 01 está ligado certo
e se os transistores 02 e Q3 estão
bons ou ligados corretamente.
Agora, focalizando a lanterna
43
.--------------
para 01, o relê deve acionar. Veja a
que distância se obtém um bom
controle.
Para usar o controle remoto
é só posicionar o foto-transistor na
direção desejada e, sempre que
quiser, acionar a lanterna.
Se usar o controle como alarme
de luz, basta deixar O transistor Q1
a descoberto.
LISTA DE MATERIAL
01 - 2N3055 - transistor - ver texto
02 - BC548 - transistor N PN de uso geral
03 - BC558 - transistor PNP de uso geral
Dl - 1N4148-diododeusogeral
Kl - MC2RCl - relê Metaltex de 6V
L 1 - 6V x 50 mA - lâmpada comum
S1 - interruptor simples
B 1 - 6V - 4 pi lhas pequenas
Diversos: ponte de terminais, suporte para 4 pilhas, tubo de papelão,
fios, cabo de alimentação e tomada para a versão rede, etc.
44
Olho eletrônico
Um aparelho que "vê" objetos claros e escuros, que detecta fontes de
luz, tais como lâmpadas, velas e fósforos acesos, é o que levamos aos
leitores, numa montagem muito simples e que tem diversas utilidades.
Podemos usar este aparelho como comparador de iluminação e de tonali·
dade, e até sugerir seu emprego em demonstrações escolares e brincadeiras.
A conversão de luz em som per·
mite a realização desta montagem
muito interessante que, conforme
salientamos na introdução, tem suas
utilidades práticas.
Numa feira de ciências, o con-
versor de luz em som, denominado
"o lho eletrõnico", pode servir de
exemplo de como funcionam as
foto-células usadas em abertura de
portas automáticas ou em alarmes
contra roubos.
Na prática, podemos fazer dele
um interessante "radar óptico" que
nos ajudará , de olhos vendados, a
encontrar fontes de luz. Uma brin-
cadeira eletrônica da "cobra-cega"
pode perfeitamente ser feita com a
ajuda deste aparelho, conforme suo
gere a figura 1.
Nesta brincadeira, o portador do
aparelho tem os o lhos vendados, en·
quanto que as pessoas que devem
ser alcançadas levam lanternas. Pelo
som, o que tem os olhos vendados
deve localizar as suas "vít imas".
figura 1
45
Finalmente, temos a sugestão
oomo oomparador de luz, onde
podemos usar o aparelho para veri-
ficar auditivamente o nfvel de ilu-
minação de dois ambientes.
A montagem é muito simples,
sendo o aparelho alimentado por
apenas duas pilhas pequenas.
COMO FUNCIONA
o princípio de funcionamento
deste aparelho tem muito em
comum oom o nosso Controle
Remoto Luminoso, também foca-
lizado neste número, já que o mes-
mo componente básico é usado.
Também aproveitamos a junção
I i
\ ~
fONTE DE LUZ
semicondutora sensfvel à luz de um
transistor para usá-Ia oomo um
"olho eletrônico".
Um transistor 2N3055 sem o
"capacete" de proteção é aprovei-
tado como uma ultra sensível foto-
-célula que vai excitar um circuito
eletrônico, não acionando um relê,
mas um oscilador de áudio cuja
operação é dependente da oorrente
vinda do sensor. (figura 21
Neste circuito, cujo diagrama bá-
sico é mostrado na figura 3, a fre-
quência dos sons que são produzi-
dos não só depende dos valores dos
oomponentes Cl e R 1, como tam-
bém da resistênciél apresentada pelo
transistor usado como sensor.
PASTILHA
SENSíVEL
2 N3055
TERMINAIS DE
EMISSOR lEI
E BASE I BI
/
figura 2
Sob baixo nível de iluminação,
ou no escuro, a corrente é mínima,
e o osci lador mal consegue ser pola-
rizado, não havendo emi ssão de
qualquer som, ou no máxi mo uns
"toes" isolados.
46
Com uma iluminação crescente,
a corrente cada vez maior que pode
passar pelo transistor vai polarizan-
do no sentido de começar as oscila-
ções que crescem gradual mente de
frequência.
r - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - ~ - - - - - o .
02
'TE
REALIMENTAÇÃO
figura 3
Partindo então de um pipocar
lento, temos gradualmente a tran-
sição para um som grave até um
som agudo quando o sensor é ilu-
minado com luz direta, como por
exemplo nas proximidades de uma
lanterna, lâmpada ou mesmo fós-
foro.
MONTAGEM
Usamos como "chassi" para esta
montagem uma pequena ponte de
terminais isolados. Esta ponte e os
demais componentes poderão ser
instalados todos numa pequena
ca ix i nha com o formato mostrado
na figura 4.
O tubo na frente do foto-transis-
tor permite que o aparelho funcio-
ne com boa diretividade, "vendo" a
luz somente de uma direção. Leito-
res que quiserem ter uma precisão
ai nda maior poderão experimentar
a colocação de uma lent e conver-
gente na frente deste tubo e loca-
[izar a pastilha sensível do transis-
tor em seu foco .
Na figura 5 damos o diagrama
" completo do aparelho.
A montagem "espalhada" na
- ponte de terminais é mostrada na
figura 6.
O preparo do foto-transistor, do
t i po 2N3055, preferivelmente de
invólucro de alum{nio (que é mais
mole), é feito da mesma maneira
como explicado no artigo do "con-
trole luminoso", nesta edição. Mui-
to cuidado deve ter o montador ao
tirar a proteção para não causar
qualquer dano na pasti lha semi·
condutora.
Damos a seguir algumas observa-
ções relativas à montagem e obten-
ção dos componentes.
- Comece preparando o foto·
-transist or I retirando a prot eção de
um 2N3055 de alumínio. Como na
montagem do "controle remoto",
este transistor pode estar " quei-
mado", mas com uma junção ain-
47
da boa. Ti pos de transistores anti-
gos de mesmo invólucro, como o
AD149, podem ser experimentados.
- Solde depoi s os transistores
FT'
TUBO COL ADO
SOBRE 0 1
\
02 e 03. Para 02 pode usar como
equivalentes o BC237, BC238 ou
BC547 e para O BC558 O BC557.
C u i d ~ d o para não trocá-los.
51
~
.,m
~
~
S,m
j
~
10(",
O'
V f igura 4
"
0'
I3C558
+
C2
lOOnF
.,
- 'v
R'
'" " 47nF
FT'
OI>.
figura 5
48
"
.,
~
~
M
~
~
o.
"
~
'"
TUBO oe
PA. PELA. O
/
figura 6
- O alto-falante é de 8 ohms.
pequeno. A caixa terá suas dimen-
sões determinadas par este com-
ponente.
- Os dois capacitares são cerâ-
micos e seus valores podem ser
alterados numa boa faixa. Cl de-
termina o som. O valor de C1 pode
vir marcado como 473 ou 0,05 e o
de C2 como 104 ou 0.1 .
- O único resisto r é de 1 k5 ou
1 k2, valor dado pelas cores das fai-
xas.
- O suporte é de duas pilhas
pequenas, devendo ser seguida sua
polaridade e 51 é um interruptor
simples que liga e desliga o apa-
relho.
Depois de terminar a montagem,
é só experimentar.
PROVA E USO
Coloque as pilhas no suporte e
antes de ligar 51 faça sombra sobre
a parte sensível do foto-transistor.
Depois, deixe bater luz em diver -
sas intensidades sobre Q 1. O som
emitido deve variar desde alguns
estalidos compassados para o menor
49
nível de luz até uma tona lidade
aguda para maior intensidade. Se
nada acontecer, desligue o foto·
-transist or e segure os fios que vão
ao aparelho. Se houver agora a
emissão de som é porque o proble-
ma é do foto-transist or Q1 que
pode estar ou ligado invertido ou
com problemas de funcionamento.
Se quiser, use uma lent e para
obter maior dir etividade e t ambém
sensibilidade.
~ ", UM' N,ÇÃO
TUBO COM 0 1
--PAREDE
CAI)(A
Se encostando os dedos nos fios
que vão ao aparelho, desligados do
foto-transistor, nada acontecer, o
prOblema está no próprio circuito
que deve ser verificado.
USANDO COMO COMPARAOOR DE TOM
Constatado o funcionamento,
cole o tubo sobre o foto-transistor e
use das maneiras sugeridas.
TUBO
Como radar óptico, basta apon-
tar para os objetos claros ou escuros
e teremos som de acordo com sua
luminosidade. Para comparar tons,
basta apontar o tubo para o objeto
iluminado e o som dependerá de
sua tonalidade. (figura 7)
I (
~ - - " I ~ ~ - - - - - - ~
-t
- - r -
--I
-
_ -----í
Para a brincadeira da "cobra-ce-
ga" eletrônica, basta empunhar o
aparelho ligado, vendar os olhos e
procurar localizar as fontes de luz.
LENTE CONVERGENTE
,la
USANDO UMA LENTE
LISTA DE MATERIAL
01 - 2N3055 de alumínio - ver texto
02 - BC548 - transistor NPN de uso geral
03 - BC558 - transistor PNP de uso geral
FTE - alto·falante de 8 ohms
C1 - 47 nF - capacitor cerâmico (473)
C2 - 100 nF - capacitor cerâmico (104)
R 1 - 1 k5 - resisto r (marrom, verde, vermelho)
S 1 - interruptor simples
B 1 - 3V - 2 pilhas pequenas
figura 7
-
Diversos : suporte para duas pilhas, caixa para montagem, fios, ponte de
terminais, tubo de papelão, etc.
50
---------
Senha
Somente quem conhece a senha secreta pode acionar este aparelho que
tem muitas utilidades. Colocado na porta de sua casa (ou do clubinho)
permite a identificação de quem toca a campainha. Quem souber a senha,
aciona a campainha com um tom especial, e quem não conhece (um estra-
nho) aciona com o tom normal. De ouvido podemos saber se a pessoa que
está chamando é conhecida ou não.
Uma senha secreta para acionar
um alarme, uma campainha, ou sim-
plesmente acender uma lâmpada,
tem algumas aplicações práticas
interessantes, tanto no lar (como
utilidade) como recreativamente
(como curiosidade).
O circuito que propomos tem
duas utilidades possíveis:
Colocado junto à campainha da
porta, pode servir para identificar
as pessoas conhecidas (que conhe-
çam a senha) que terão um toque
especial da campainha.
No clubinho, somente os sócios,
que conhecem a senha, conseguirão
acionar a lâmpada e o tom especial
do oscilador para sua identificação.
E claro que o circuito pode ain-
da ser modificado para outras
utilidades, tais como um anti-furto
para o carro, caso em que a buzina
será acionada se o código não for
conhecido, e mesmo alimentar o
televisor, evitando que ele seja usa-
do fora de hora . Só quem conhece
a senha é que poderá ligá-lo.
Daremos a descrição do circuito
básico, em que a combinação certa
de chaves (senha) aciona O oscilador
de áudio e uma lâmpada indicadora,
e a combinação errada dá um som
de sirene somente.
FUNCIONAMENTO
o princípio de funcionamento
deste aparelho está nas funções ló-
gicas realizadas por interruptores
comuns.
A senha é obt ida com uma
associação de chaves que nos dão
como resultado uma porta "E"
(ANOI que tem a configuração
mostrada na figura 1.
+ ~ o------:, ~
PORTA E
=D-- "
SI MBOLO
LÓGICO
L1 s6 ACENOE SE Sl!..S2!..S3 FOREM LIGAOAS
figura 1
Nesta configuração, a corrente
só pode circular se todas as chaves
est iverem ligadas, ou seja, se S 1,
S2 e S3 forem acionadas. Estas
chaves correspondem então à senha
escolhida ("351" no diagramai .
Para que o circuito dê o si nal de
51
alarme, caso uma chave que não
seja da combinação escolhida seja
acionada, usamos uma configuração
com as chaves restantes que cor-
responde a uma porta "OU" (aR)
cuja configuração é mostrada na
figura 2.
51
+ 0 - - - - + - ~ S 2 . 0--+---.,
PORTA OU
L1 só ACENDE SE S1 ~ 52 ~ S3
FOREM LIGAOAS
figura 2
Nesta configuração basta que
uma das chaves seja ligada por en- _
gano, para que o circuito de alarme
seja acionado. Isso significa que
basta que Sl ou S2 ou S3 sejam
ligadas para que haja corrente. No
nosso exemplo estas chaves são
S2, S4, S6 e S7.
Obtemos então um teclado de 7
chaves, das quais 3 devem ser acio-
nadas para obtermos a operação do
aparelho sem soar o alarme.
O oscilador usado neste circuito
tem a configuração mostrada na fi-
gura 3 e pode funcionar como alar-
me ou como chamada.
Na configuração de alarme,
ele é ligado como uma sirene, em
que a carga de Cl, com aciona-
mento de uma chave errada, e a
descarga lenta através de R 1, com
seu desl igamento, produzem um
52
som de sirene decrescente em
frequência. E o alarme de que aque-
le que apertou não conhece a senha.
CHAVE CERTA R2
CHAVE
ERRADA
+
figura 3
Já, se a combinação certa for
acionada, a ligação do oscilador é
feita por intermédio de R2 que pro-
duz um som grave. Ao mesmo tem-
po a lâmpada L 1 recebe alimen-
tação, indicando que a combinação
certa fo i a esco Ih ida.
CAMPAINHA 1
A
B
CAMPAINHA 2
figura 4
Em lugar de L 1 podemos ligar
um relê e com ele fazer algo dife-
rente, que ~ mostrado na figura 4.
Com este circuito temos o con-
trole de duas campainhas a partir
do botão de entrada.
Se a oombinação certa fo r a
escolhida, temos o acionamento da
campainha 1 que dá qm tom. No
caso da oombinação er rada ser a
escolhida, temos o acionamento da
campainha 2.
Nestas condições, pelo som, sa-
bemos se a pessoa que chama é
conhecida ou não (conhece ou não
a senha).
figura 5
o circuito completo da versão
básica da senha é mostrado na fi-
gura 6.
A montagem será feita ut il izan-
do-se uma ponte de terminais como
chassi. A dispos ição dos componen-
MONTAGEM
A montagem do aparelho é mui-
to simples, sendo sugerido o empre-
go de uma caixinha para o circuito
principal , conforme mostra a figura
5, e uma caixinha menor para o
teclado, que pode fi car longe até
5 metros.
tes nesta ponte de terminais é mos-
trada na figura 7.
Damos agora algumas recomen-
dações em relação à obtenção e a
inst alação dos componentes.
- Q1 e Q2 são de t ipos diferen-
53
teso O primeiro é um BC548, tendo
como equivalentes possíveis de se-
rem usados os BC237, BC238 e
BC547. Para Q2 usamos o BC558,
S 3 ~ ~
52
DI
54
lN4148
RI
56
4"
OI
57
lOOj.>f
mas equivalentes como o BC557 e o
8C307 servem. Veja a posição des-
tes componentes na ponte.
5.
A
1
"
"
- 6V _
B
n,
figura 6
- Dl é um diodo de uso geral ,
1 N4148 ou equivalente. Observe a
sua polaridade na montagem.
- O alto-falante é de 8 ahms,
pequeno.
- Cl é eletrolítico com valores
entre 47 e 220jJF. Escolhemos o
valor médio. A tensão de trabalho
deve ser maior que 6V. C2 é cerâmi-
co e determina o som, podendo
ser alterado. Vem marcado com
473 ou ainda 0,05.
- Os resistores são todos de
1/ 8 ou 1/ 4W.
- As chaves podem ser do tipo
tecla, mas não do tipo interruptor
de pressão.
- L 1 é uma lâmpada de 6V
como a 7141 D.
54
Pelo desenho, a montagem po-
derá ser completada sem problemas.
PROVA E U50
Para provar o aparelho é sim-
ples: coloque pilhas boas no suporte
e acione S8 que liga a alimentação.
Depois, apert e momentanea·
mente uma das chaves que não
seja da senha, como por exemplo
52, 54, 56 ou 57 na nossa mo nta-
gem.
Imedi atamente o osci lador deve
entrar em ação, dando um toque
semelhante ao de uma sirene que
pára depois de alguns segundos de
desligada a chave.
55
Com o aparelho em silêncio,
aperte em sequência as chaves que
correspondem ao código escolhido
(351) no nosso caso S3, S5 e S1.
O aparelho deve emitir um som
di f erente, contínuo e a lâmpada L 1
deve acender.
Na figura 8 damos a maneira de
RELÊ MC2RCl
( METALTE)( )
A
6
A
B
figura 8
se fazer a instalação para um siste-
ma de campainhas domést icas. O
rel ê usado é o MC2RCl que supor -
ta campainhas ou cigarras de até
2A (220W em 110V e 440W em
220V)_
Para usar é' SÓ combinar a senha
com as pessoas certas.
,
2
CIGARRA.
ALARME
-,-
llOV ou
220V
CAMPAINHA BorÃo DA CAMPAINHA
MUSICAL ! NA PORTA DA CASA)
LISTA DE MATERIAL
01 - BC548 - transistor NPN de uso geral
02 - BC558 - transistor PNP de uso geral
Dl - lN4148 - diodo de uso geral
Rl - 47k x 1/ 8W - resistor (amarelo, violeta, laranja)
R2 - 220k x 1 /8W - resisto r (vermelho, vermelho, amarelo)
R3 - 1 k x 1/ 8W - resistor (marrom, preto, vermelho)
Cl - lOOI1F x 6V - capacitor eletrolítico
C2 - 47 nF - capacitor cerâmico (473)
L1 - 6V x 50mA - lâmpada comum
B 1 - 6V - 4 pilhas pequenas
FTE - alto-falante de 80hms
S 1 a 58 - interruptores simples (ver texto)
O iversos: caixa para montagem, suporte para 4 pilhas pequenas, fios,
ponte de terminais, caixa para o painel, etc.
Obs. : para a versão de campainha: relê MC2RC1, campainhas de tons
diferentes e conforme a rede local, interruptor de pressão, fios, etc.
56

í
..
A fábrica de ruídos
Uma das coisas mais interessantes que podemos fazer com circuitos os-
ciladores de áudio é produzir ruídos. São os mais diversos ruídos que per-
mitem colocar em ação toda a criatividade. Podemos imitar sirenes, apitos
de fábrica, buzinas, sons espaciais, e tudo mais, dependendo apenas da pa-
ciência e da habilidade. O circuito que propomos é uma verdadeira fábrica
de ru idos, onde o leitor pode colocar em ação toda a sua criatividade e
inventar coisas do outro mundo em matéria de sons.
Como todos os projetos desta
edição, a fábrica de ruídos é muito
simples e utiliza componentes de
baixo custo, que inclusive podem
até ser aprove itados de aparelhos
fora de uso. Não custa fazer uma
busca num rádio velho, ou outra
coisa, e ver se alguns dos compo-
nentes dispon íveis coincidem com
o que pedimos na relação de ma-
terial.
Mas, a simplicidade também tem
suas limitações, de modo que, mes-
mo produzindo uma grande quanti -
dade de sons, ela ainda não tem
todos os recursos que a eletrônica
poderia fornecer. Entretanto, como
ponto de partida, o projeto é vá li -
do. Dos seus circuitos o leitor pode
perfeitamente evoluir, acrescentar
coisas e, quem sabe, obter outros
efeitos que nem mesmo nós preve-
mos ao fazer sua montagem.
A fábrica será ai imentada por
pilhas pequenas (duas ou quatro,
conforme a sua vontade) e será to-
talmente portátil. Na figura 1 da-
mos uma sugest ão de montagem, in-
teressante como brinquedo, que
certamente divertirá a todos que
não podem ver um botão pela fren-
te, quanto mais uma quantidade
maior!
OS COMPONENTES E O
FUNCIONAMENTO
o principio de funcionamento
desta fábri ca é o que denominamos
em el etrônica de "oscilador de
áudio" . Os osciladores são circuitos
que produzem correntes de áudio
frequência ou baixa frequência,
entre 20 e 20000 "vibrações por
segundo" ou Hertz (Hz). Estas cor-
rentes, se forem aplicadas a um alto-
-falante, convertem-se em sons da
mesma frequência, ou seji:l, do mes-
mo número de vibrações. O tipo
de corrente e a sua frequência de-
terminam o som produzido, de mo-
do que, alterando as características
de funcionamento de um osci lador,
podemos também modificar o som
que ele produz.
O osci lador que usaremos é o
que tem o circuito da figura 2.
São usados dois transi stores
complementares que alimentam
diretamente um alto-falante.
O capacito r C1 do circuito de
realimentação é quem determina
57
basicamente o tipo de som, mas
podemos alterar sua ação de dois
modos : através de um potenciô-
metro e um capacito r no emissor
do primeiro transistor (C2 e P2)
e através de um potenciômetro na
base do primeiro transistor.
CONTROLES
AL TO- FALANTE
1
Som
J
INTERRUPTOR
GERAL
figura 1
.,
PNP
C1
OSCILADOR DE ÁUDIO
.2
CONTROLES ----'- A'
'TE
figura 2
58
Jogando com estes dois compo-
nentes var iáveis que são os poten-
ciômetros podemos criar sons dife-
rentes para um mesmo oscilador.
Mas, para dar maiores possibi-
lidades ao nosso projeto, usamos
dois osciladores em vez de um,
tendo o alto-falante apenas em
comum. Com isso os sons se "mis-
turam" e interagem, com 4 poten-
ciômetros, onde podemos obter di -
versas combinações sonoras.
I + IN"RRUPTOR DE PRESSÃO
1/
+
CARGA I
R
I
C
I CAPACITOR
"E
f igura 3
Para um efeito diferente temos
ainda um circuito de "carga e des-
carga", que é mostrado na figura 3,
que tem um funcionamento interes-
sante.
Quando apertamos o interruptor
de pressão o capacitar se carrega e
depois, lentamente, se descarrega
pela oscilador, produzindo uma va-
riação tonal que imita uma sirene.
Com a ação sobre este botão temos
a produção de sons "esquisitos"
como de uma pistola espacia I em
que o "tiro" muda rapidamente de
tonalidade.
Os transistores usados na monta-
gem são de uso geral NPN e PNP
com diversos equivalentes e o alto-
-falante deve ser de 8 ohms, poden-
do ser aproveitado de um velho rá-
dio ou outro aparelho fora de uso.
Os resistores, desde que tenham
os valores indicados, assim como os
capacitares, podem ser aproveitados
de aparelhos que você tenha des-
montado.
Será usada uma barra de termi -
nai s fixada numa base de madeira
como "chassi". Os potenciômetros
ficarão presos num painel para fa-
cilitar o controle dos sons.
MONTAGEM
Começamos por dar o diagrama
completo do aparelho na figura 4.
I nsistimos para que os leitores
procurem se familiarizar com os
59
símbolos empregados neste diagra-
ma e "decifrem" a correspondência
.,
10 K
Cl
47pF
com a montagem na ponte de ter-
minais que é dada na figura 5.
C5
l OOnF
52
+
.,
l ou 6v
figura 4
Para a montagem em ponte de
terminais temos algumas recomen-
dações importantes:
60
Cuidado ao soldar os transisto-
res. Veja a sua posição e também
não confunda os N PN com os
PNP. 01 e 04 são NPN do tipo
BC548, enquanto que 02 e 03
são PNP do tipo BC558.
Observe a polaridade de Cl.
Cuidado para não trocar os
valores dos potenciômetros. Pl e
P4 são de 100k, enquanto que
P2 e P3 são de 10k. Na verdade,
para Pl e P4 podem ser usados
va lores próximos como 220k e
470k se o leitor conseguir um de
rádio antigo (usado no cont ro le
de volumel. E para P2 e P3 po·
demos usar va lores como 4k7 e
22k.
O capacitar de 47 nF pode vir
com a marcação 473 ou 0,047.
Já os de 100 nF podem vi r com
a marcação 104 ou 0,1 ou mes-
mo .1.
Se usar 2 pil has tenha em mãos
o suporte próprio, o mesmo
acontecendo se usar 4. Observe a
polaridade do suporte pelas co-
res dos f ios.
Depois de montado o aparelho, a
prova de funcionamento é muito
simples.
61
PROVA E USO
COloque pilhas novas no suporte,
observando sua polaridade e ligue o
interruptor geral S2.
Depois é só mexer à vont ade nos
potenciômetros, verificando se t o-
dos atuam e como variam os sons.
Faça experiências para tomar co-
nhecimento do modo de atuação de
todos os controles.
Se algum potenciômetro não
atuar em toda a sua faixa de movi ·
menta, não se preocupe. Isso pode
acontecer em função das caracterís-
ti cas do alto-falante usado, ou mes-
mo de certos componentes, tais
como resistores e capacitares.
Se quiser, pode mexer à vontade
nos valores de C2, C4, C3 e C5, vi -
sando com isso chegar a novos sons.
LISTA DE MATERIAL
01 , 04 - 8C548, 8C238 ou equivalentes - transistores N PN
02, 03 - 8C558, 8C557 ou equivalentes - transistores PNP
FTE - alto-falante de 80hms
P1, P4 - 1 OOk - potenci ômetros simples
P2, P3 - 10k - potenciômetros simples
C1 - 47 J.lF x 6V - capaci tar eletrolítico
C2 - 47 nF (473) - capaci tor cerâmico
C3, C4, C5 - 100 n F (104) - capacitores cerâmicos
Sl - interruptor de pressão (botão de campainha)
S2 - interruptor simples
B 1 - 3 ou 6V - 2 ou 4 pi lhas pequenas
R 1 - 1 Ok x 1/ 8W - resi stor (marrom, preto, laranj a)
R2, R5 - 8k2 x 1/ 8W - resistores (cinza, vermelho, ver melho)
R3, R4 - 1 k x 1/ 8W - resistores (marrom, preto, vermelho)
Diversos: ponte de terminais, suporte para 2 ou 4 pilhas, fios, botões para
os potenciômetros, base para montagem, etc.
62
PESQUISA
Prezado(a) leiteda) :
AtraI/és desta pretendemos saber sua opini§o a respeito desta
publicação. para que, no futuro, atendamos melhor ao seu gosto.
Após preencher o questionáriO ao lado, remeta'Q para a Editora Saber.
Não é preciso selar, basta colocar na caixa coletora do correio.
Por fa\l or, não deixe de enviar as suas respostas. Elas são muito impor·
tantes para nós.
Agradecemos a sua colaboração,
Os Editores
1. Sua idade está em que faixa?
I) até12anos I) 16a20anos
I ) 13a 15anos I ) 21 a 30 anos
2. Costuma ouvir rádio?
I ) não
AM
31 a 40 anos
mais de 40 anos
FM
Em que ta ixa de horário? -,-__ ---;:---,-________ _
3. Que tipo de montagens costuma realizar?
4. Quais as revistas de Eletrônica que você compra?
( ) Revista Saber Eletrônica () Divirta-se com Eletrônica
I ) Nova Eletrônica I ) B-A-BA da Eletrônica
( ) Elet rônica Passo a Passo () Eletrônica em Foco
I ) Antena I ) IUB - Inst. Univ. Bras.
I ) Rádio Eletrô nica I ) Outras:
5. Que tipo de recursos tem para as montagens (equipamento e
ferramentas) ?
6. Quanto você gasta, em média, por mês nas montagens?
I ) até Cr$ 5.000 I ) mais de Cr$ 10.000
I ) entre Cr$ 5.000 e Cr$ 10.000
7. Comprou o . ~ ? 1 desta série? ________ _____ _
8 . Em caso af irmativo, que art igo gostou mais?
Teve algum tipo de dificuldade com as montagens? ____ _
Quais?
9. Que gostaria de ver publ icado nos próximos números?
Nome __________ _ _ ____ _____ __
Endereço ______________________ _
Cidade ____________ CEP ____ Estado __
Profi ssão Nível de instrução _ ___ _
REEMBOLSO POSTAL SABER
TV JOG04
Quatro tipos de Jogos : FUTEBOL - TeNIS - PARE·
DÃO - PAREDÃO DUPLO.
Dois graus de dificuldade: TRE INO - JOGO.
Basta ligar na tomada (110/ 220V) e aos terminais da
antena do TV (preto e branco ou em cores).
Controle remoto (com fiai para os j ogadores.
E feito de som na televisão.
Placar eletrónico automático.
Montado Cr $ 78.820
(já incluindo despesas postais )
RADlO KIT AM
SINTONIZADOR DE FM
Para ser usado com Qualquer amplificador.
Frequência: 88-108 MHz.
Alimentaçá'o: 9 a 12 voe.
Kit Cr$ 24.690
Montado Cr$ 28.570
(já incluindo despesas postais )
Especialmente projetado para o montador que desej a
n50 s6 um excelente rádio, mas também aprender
tudo sobre sua montagem e ajuste.
Componentes comuns.
Usa 8 transistores.
Grande seletividade e sensibil idade.
Circui to super-heteródino (3 F I).
Al i mentado por 4 pi lhas pequenas (6V).
Cr $ 37.150 (já incluindo despesas postais)
I ATENÇÃO: PREÇOS VÁlIDOSATt: 30-"·84 I
Pedidos pelo Reembolso Postal à SABE R Publi ci dade e Promoções Ltda,
CAIXA POSTAL 50.499 - SÃO PAULO - SP
'I
~

Related Interests

-...
CONEXÃO
FI O DE. DESeJOA
RÁDI O
figura 7
será boa se a antena for eficiente e
exist ir uma boa ligação à terra.
A antena deve ter pelo menos
10 metros de comprimento e ser
isolada nas pontas, conforme mos-
tra a figura 7.
O isol amento pode ser feito com
duas peças plásticas feitas uma
régua comum cortada e furada.
\
FIO DE 10 A 4 0 m
ISOLANTE
TERRA CANO
DE AGUA
o fio usado não precisa estar de-
sencapado. O fio que desce até a
ligação A (antena) deve ser isolado.
A li gação à terra, como mostra a
mesma figura, pode ser fe ita em
qualquer obj eto de metal que tenha
bom contacto com o solo. O melhor
objeto para esta finalidade é o enca-
namento de água. Uma esquadri a de
alumínio de uma porta ou j anela
também serve, caso em que na pon·
t a do fio, para faci l itar, usaremos
uma garra jacaré.
O pólo neut ro da tomada tam-
bém serve de terra, mas cui dado
com a sua identificação.
LISTA DE MATERIAL
L 1 - bobina de antena - ver texto
S1 - chave 2 x 2 deslizante
Dl - lN34 ou lN60 - diodo de germâni o
Cv - capacitar variável de radinho portáti l
Cl - capacitor cerâ mico de 2n2 (222)
R 1 - 1 OOk x 1/ 8W - resistor (marrom, preto, amarelo)
J l - j aque para o fone
Di versos : fone de cristal , fio esmaltado para a bobina, terminal antena/
Iterra, base de montagem, 10m ou mais de fio para a antena, fios, etc.
Obs.: se o volume do som for muito baixo na escuta das estações locais,
o problema pode estar no fone que não tem característ icas de acordo com
as exigidas pelo projeto.
31
,
Alarme de toque
Um alarme que dis para ao simpl es toque num sensor! Você pode usar
este ci rcui to para proteger sua casa, sua bicicleta, e diversos outros obj etos
com segurança t ot al. O efeito interessante de se acionar um aparelho com )l ',
um simpl es t oque pode ser expl orado ainda como curi osi dade e em um ' \
excelente trabalho para fe iras de ciências. Poucos componentes são usados
e a montagem do aparelho é muito si mpl es. V
De que modo a eletricidade "de
seu própr io corpo" pode ser usada
para di sparar um circuito eletrônico
como um alarme? Certamente, esta
é uma questão que, em princípio,
pode parecer misteriosa para os lei·
tores ainda iniciantes. No entanto,
podemos verificar que isso é possí·
vel de modo relat ivamente si mples
e ir além, com a montagem de um
apar elho Que aproveita esta mesma
" el et ricidade" com finalidade práti -
ca.
o alarme Que descrevemos pode
ser li gado em diversos objetos de
metal, desde que não muito gran-
des, e ser disparado pelo toque de
qualquer part e de uma pessoa, pela
eletri cidade que circula pelo seu
corpo nest as condições, conforme
sugere a figura 1.
............ CIGARRA, CA MPA INHA
r /UM! __
figura 1
32
APARELHO
TERRA
l QV OU
220V
o aparelho dispõe de um relê
que isola o alarme, em si, do circui ·
to de controle que pode se r uma
campainha, uma buzina, uma lâm-
pada ou qualquer coisa elétrica que
o leitor queira ligar nas duas toma-
das Jl e J2 de saída.
Vejamos como funciona nosso
alarme, para que o leitor possa deci -
dir-se com certeza sobre sua realiza-
ção prática.
COMO FUNCIONA
As correntes que alimentam os
apare lhos domésticos são muito ele-
vadas em relação ao que suporta
nosso corpo. A circulação de ta is
correntes, se fosse poss ível , pelo
nosso corpo, não só nos causaria
uma terrlvel sensação de choque
como até a morte.
Como então controlar uma cor·
rente intensa , a part ir de uma cor·
rente muito fraca, que possa circu-
lar pelo nosso corpo, sem causar
choque ou qualquer tipo de sensa-
ção?
Podemos conseguir isso através
de um circuito amplificador que usa
transi stores e um SCR, conforme
mostra a figura 2 .
-'
/
CORRENTE I
• , o - - - - - - - ~ - - - - - - - - - - - - - - ~ ~ - - - - - - O + 6 V
I TERRA J
DE DISP ARO I
[ PEL A PE SSOA J \
'-
/
TRANSISTOR
AMPLIFI CAQOR
01
seR
R'
'----00
figura 2
o circuito em questão amplifica
uma corrente muito fraca que ci r-
cula entre os eletrodos G 1 e G2 a
ponto de poder disparar um relê
K 1 que, por sua vez, pode contro-
lar aparelhos elétricos de muito
maior potência.
O transistor Q1 proporciona a
amplificação inicial , enquanto que
a corrente que ele provê dispara o
SCR que nada mais é do que uma
senslvel chave eletrônica.
Um simples t oque dos dedos no
eletrodo G2 já pode fornecer a cor·
rente que dispara o SCR e com isso
o rel ê aciona. O aparelho que esti o
ver ligado ao relê é então alimenta-
do, entrando em ação.
Uma caracterlstica importante
do SCR é o fato de que uma vez
disparado ele assim permanece,
mesmo que o toque em G2 tenha
cessado. Para desligar o se R e, por-
tanto, todo o circuito, precisamos
interromper momentaneamente a
corrente de alimentação de 6V.
33
figura 3
A SOLA 00 SAPATO
NÃO Ê SUFICIENTE PARA
ISOLAR ESTA CORRE NTE
02
APARELHO
G'
CORR ENTE
____ -::::""- .... ...... .... /
TERRA
o segundo eletrodo do circuito
Gl tem uma função importante. O
simples toque no eletrodo G2 não
fornece percurso para a corrente
que precisa passar através do corpo
da pessoa e pela terra. Na figura 3
mostramos como este segundo ele-
trodo, ligado a qualquer corpo em
conexão com a terra, fornece o
curso que a corrente precisa para o
disparo.
A alimentação do aparel ho, para
G2
figura 4
MEDIDAS DA CA IXA
lSX10 X5em
34
( CANO DE AGUA.ETC.J
maior segurança, é feita com apenas
6V 14 pilhas), eliminando assim
qualquer possibilidade de choque
acidental, mesmo que os aparelhos
controlados sejam alimentados pela
rede loca I de 11 OV ou 220V.
MONTAGEM
Começamos por sugerir uma cai -
xinha que deve alojar todos os com-
ponentes e que é mostrada na fi -
gura 4.
o APARELHO LIGADO EM Jl E
DESLIGADO PELO ToauE
o APARELHO EM J2
Ê ACIONADO PELO TOOUE
,.

Esta caixa é importante para que
a parte de alta tensão, consti tuída
pelas tomadas onde serão ligados os
aparelhos controlados, não fique
exposta e, portanto, venha repre-
.2
.,
47<
sentar perigo de contactos indevi -
dos e choques.
A figura 5 most ra o circuito
compl eto do aparelho.
J2
o
1101220V
+
B' -
6V
figura 5
Na figura 6 temos o aspecto real
da montagem feita numa barra de
terminais i solados.
Veja que este desenho dá a orien·
tação para a di sposição dos princi-
pais componentes. Entretanto, o
relê, as tomadas, o suporte das pio
l has e o interruptor geral devem
ser fix ados na caixa.
Vejamos agora como realizar a
montagem e como obter os com-
ponentes usados:
O SCR pode serdo tipo MCR106,
TIC106 ou Cl06 par a 50Vou
mais. Se usar o TI C106 l igue o
resisto r R5 entre o catodo e o
anodo. Na colocação do SeR na
ponte, observe a sua posi ção.
o relê é do tipo Metaltex
MC2RCl e se quiser pode usar
um soquete de integrado DI L
para facilitar sua colocação. Use
fios curtos na sua ligação à pon·
te.
01 é um transistor de uso geral
BC548 de modo que equivalen-
tes diretos como o BC547,
BC237, BC238 podem ser usa-
dos sem probl emas.
O 1 é um diodo de uso gera l. Usa·
mos o 1 N4148, mas diodos co-
mo o lN914 e mesmo o lN4002
servem. Observe sua polaridade,
dada pela faixa.
O trim-pot Pl de ajuste de sensi ·
bi I idade pode ser de 1 M ou
35
r
2M2. Monte-o como mostra a
figura, para facilitar o ajuste.
Os resistores são todos de 1/8W
ou 1/4W. Os valores s!io dados
pelas faixas coloridas, segundo a
relação de materia l.
figura 6
As interligações na ponte são fej ·
tas com pedaços curtos de fio
comum.
Temos ainda o suporte de 4 pi-
lhas pequenas, o interruptor ge-
rai que pode ser de qualquer
tipo, um cabo de alimentação e
duas tomadas de embutir para
ligação dO$ aparelhos controla-
dos.
Acompanhando o desenho em
ponte, os leitores não terão dificul -
dades em completar a montagem.
A parte final consiste em se ligar
duas garras a dois fios de pelo me-
36
nos 2 metros cada, que servirão de
conexão à terra e ao sensor.
PROVA E USO
Coloque pilhas novas no supor-
te. Ligue à tomada J2 qualquer apa·
relho elétricô que seja alimentado
pela rede, de preferência um abajur.
Ligue a tomada do alarme à rede
local.
Inicialmente, coloque o trim·pot
Pl todo para a direita e ligue 51. As
garras G 1 e G2 devem estar separa·
das. Nada deve acontecer.
Vá gradual mente girando Pl pa-
ra a esquerda até obter o disparo do
relê e o acionamento do aparelho
ligado em J2.
Desligue momentaneamente S 1 e
volte um pouco Pl para a direita,
colocando-o um pouco antes do dis-
paro. Volte a ligar S1 . O aparelho
deve manter-se sem disparar.
Toque então com os dedos em
G2. Se o aparelho disparar tudo
110V ou
220V
PLACA DE METAL NO CHAO
.,
bem, se não, repita a operação, se·
gurando Gl numa mão e tocando
com a outra em G2. O aparelho
deve disparar.
Para usar o sist ema, G 1 deve fi-
car conectado em qualquer corpo
que esteja em contacto com a terra.
Se i sso não for poss ível , use uma
chapa de metal junto ao solo, con-
forme mostra a figura 7.
.2
CAMPAINHA
RESIDENCIAL
AO OBJETO PROTE.GIDO
'ISOLADO DO CHAO l
TORNEIRA
figura 7
o objeto a ser protegido não po-
de ficar em contacto com o solo,
deve ficar ' isolado (uma bicicleta é
naturalmente isolada pelos pneus de
borracha), e nele será ligado G2.
Se o objeto for grande, o ajuste
de sensibilidade deve ser retocado
em P1.
LISTA DE MATERIAL
SCR - MCR106, TIC106 ou C106 para 50V ou mais - diodo controlado
de sil ício
37
Q1 - BC548 ou equivalente - transistor NPN
Dl - 1 N4148 - diodo de uso geral
Kl - MC2RCl - relê Metaltex para 6V
Pl - 2M2 - t rim-pot
R1, R2 - 47k x 1/ 8W - resistores (amarelo, violeta, laranja)
R3 - 10k x 1/ 8W - resis tor (marrom, preto, laranja)
R4, R5 - 1 k x 1/ 8W - resistores (marrom, preto, vermelho)
51 - interruptor simples
B 1 - 6V - 4 pilhas pequenas
Jl , J2 - tomadas comuns
G 1, G2 - garras jacaré
Diversos: ponte de terminais, caixa para montagem, suporte para 4 pilhas,
fios, solda, etc.
38

Controle remoto luminoso
o leitor já pensou na possibilidade de tocar um alarme à distância
acencier uma lâmpada ou acionar um aparelho elétrico qualquer a parti ;
do feixe de luz de uma lanterna ou ainda acendendo um fósforo? E que
tal acordar com os primeiros raios de sol que acionarão o seu radinho de
cabeceira ou um alarme? Tudo isto é possível com este controle remoto
luminoso muito simples de montar.
Um raio de luz pode ser usado
para acionar um circuito elétrico
como se fosse uma mão mágica que
se propaga com enorme velocidade
pelo espaço. Esta explicação, um
pouco fantasiosa, é claro, dá uma
idéia do que o aparelho que des-
crevemos pode fazer.
Usando uma lanterna, um fósfo-
ro, ou mesmo o farol do carro,
podemos controlar dispositivos elé-
tricos J distância em algumas apli-
cações práticas realmente interes-
santes.
O aparelho é alimentado por
pilhas comuns, mas pode por meio
de seu relê controlar dispositivos
que sejam ligados em 110 ou
220V ou mesmo que trabalhem
com tensões diferentes das forneci-
das pelas pilhas.
Na versão básica daremos o acio-
namento de uma simples lampada-
zinha, mas em seu lugar diversos são
os aparelhos que poderão ser liga-
dos, conforme nossas explicações.
COMO FUNCIONA
A parte mais importante, e tam-
bém interessante, deste aparelho é
o dispositivo que pode "sentir" o
feixe de lu z, ou seja, em lingua-
gem ma is popular o "olho e létrico".
Existem diversos tipos de dispositi ·
vos que podem "sentir"a luz. Um dos
mais populares é o LDR cujo dese-
nho é mostrado na figura 1, segu i-
do do foto-transistor que aparece
no mesmo desenho.
:te
LOR FOTO-TRANSISTOR
figura 1
Entretanto, tais dispositivos são
um ta nto quanto caros e, em
alguns casos, até difíceis de encon-
trar no comércio especializado.
Entretanto, temos uma alternati·
va interessante: na verdade, qual-
quer transistor comum, se tiver sua
parte interna exposta à luz, também
se comporta como um sensor.
39
o fato é que junções semicon-
dutores como as que existem nos
transistores têm suas características
elétricas alteradas pela presença da
luz.
Quando a luz atinge a junção são
c
CORRENTE

claro que os transistores co-
muns são dotados de invólucros
opacos, justamente para se evitar
que a luz possa influênciá-Ios, m?-'
liberados portadores de cargas elé-
tricas que alteram sua resistência.
Em presença da luz, a resistência
entre os terminais do transistor di-
minui acentuadamente, como suge-
re a figura 2.
figura 2
PORTADORES Df
CARGAS ELÊTRICAS
SÃO llBERADOS NAS
JUNÇÕES PEL A ACÃO
OA LUZ
nada impede que tiremos este invó-
lucro com cuidado para expor suas
junções e obter assim um "foto·
-transistor".
H TAM\PA "" PASTlLH"A DE 9
MATERIAL
SEMICONDUTOR

figura 3
Um tipo que permite com certa
facilidade que isso seja feito e que
proporciona um sensível foto-tran-
sitar é o 2N3055 que é mostrado na
figura 3.
Tirando a "tampa" deste transis-
tor, expomos suas junções à luz,
40
obtendo um excelente foto-transis-
tor. Na verdade, até mesmo um
2N3055 "queimado" poderá ser
experimentado! Isso porque ele
possui duas junções, e se apenas
uma delas estiver ruim, o que inuti-
liza o componente para aplicações
-
normais, a outra pode ser usada em
nosSO aparelho.
Transistores de invólucros seme-
lhantes ao 2N3055 também podem
ser exper imentados.
Po is bem, o nosso foto -transistor
é ligado a um amplificador, pois a
corrente que fornece é ainda muito
pequena, de modo a poder acionar
um relê.
Através deste relê é que contro-
lamos os diversos di spositivos dese-
jados.
Quando a luz incide no foto-
-transistor sua resistência diminui e a
corrente que passar a f luir é ampli-
ficada pelos transistores, acionando
o re lê. O que estiver ligado ao relê é
então ligado (ou desligado confor-
me os contactos usados).
O aparelho é alimentado com
uma tensão de 6V que é obtida de
4 pi l has pequenas.
MONTAGEM
Começamos a montagem pela
preparação do toto-transistor.
figura 4
!*) VER TEXTO
0'
8C548
Adquira ou consiga de outro modo
um transistor 2N3055, dando prefe-
rência aos tipos de invó lucro de
alumínio que, além de mais baratos,
são mais fáceis de serem cortados.
Depoi s, com a ajuda de uma
chave de fendas, retire somente a
"tampa" conforme mostra a figu-
ra 3, expondo a pastilha de material
semicondutor.
Para obter maior diretividade na
ação do controle, cole um tubo de
papelão no transistor e também
fixe com um parafuso um terminal
para ligação do coletor, que corres-
ponde ao seu invólucro metálico.
Depoi s, podemos partir para a
montagem propriamente dita.
Na figurô 4 damos o diagrama
completo do aparelho, onde os
componentes são representados
pelos seus slmbolos.
O aspecto da montagem feita
numa ponte de terminai s é dado na
figura 5. Esta ponte deverá ser fixa-
da na caixa ou em uma base de ma-
terial isolante.
0'
8C558
Kl
Me,
Rel
"I
L1
6V
., -
6V _
41
figura 5
Para conseguir os componentes
e fazer seu uso corretamente, da-
mos alguns conselhos:
- Com relação ao foto-transis-
tor já dissemos como proceder para
prepará-lo. Na sua ligação, observe
que os terminais de emissor e base
(E e 8) são interligados, enquanto
que o terminal de coletor (C) é li-
gado no invólucro. Se usar um tran-
sistor danificado, veja experimental-
mente qual dos terminais (El ou (8)
proporciona funcionamento cor-
reto.
- Os demais transistores são do
tipo BC548 e BC558. Equivalentes
42
como os BC547 e BC557 podem ser
usados. Cuidado para não trocá-los
na mo ntagem_
- O diodo Dl tem polaridade
certa para I igação e é do tipo
1 N4148 ou equivalente como o
lN914 0u lN4002.
- O relê é do tipo Meta Itex
MC2RCl de 6V e que tem con-
tactos para até 2A. Os aparelhos
contro lados não devem ter corrente
maior que essa. No nosso projeto
exemplo damos como controle uma
lâmpada (L 11 de 6V, mas outra s
coisas podem ser ligadas.
Na figura 6 damos o modo de se
-
fazer o controle de qualquer apare-
lho que consuma menos de 200W e
que seja ligado na rede de ali menta-
ção de 110V ou 220V.
KI
AO
CIRCUITO
01 Kl
- Quando for ligar o suporte de
pilhas e S1 observe a polaridade
destes elementos, pois se houver
inversão o aparelho não funcionará.
o
110/220v
TOMADA
TOMADA ONDE
SE RÃ LIGADO
o APARELHO
CONTROLADO
figura 6
PROVA E USO
Coloque pilhas novas no contro-
le remoto e co nsiga uma la nterna
comum.
Ligue no aparelho, experimental-
mente, um abajur ou lâmpada se
sua versão for a que controla este
tipo de aparelho. Se não , a lâmpada
L 1 se encarregará de fornecer a
indicação de funcionamento.
Acione a chave 51. O foto-tran-
sistor deve estar posicionado de
modo a não receber luz direta. Na-
da deve acontecer.
Se o relê acionar acendendo L 1
(ou acionando o aparelho controla-
do) algo está errado. Verifique se o
foto-transistor 01 está ligado certo
e se os transistores 02 e Q3 estão
bons ou ligados corretamente.
Agora, focalizando a lanterna
43
.--------------
para 01, o relê deve acionar. Veja a
que distância se obtém um bom
controle.
Para usar o controle remoto
é só posicionar o foto-transistor na
direção desejada e, sempre que
quiser, acionar a lanterna.
Se usar o controle como alarme
de luz, basta deixar O transistor Q1
a descoberto.
LISTA DE MATERIAL
01 - 2N3055 - transistor - ver texto
02 - BC548 - transistor N PN de uso geral
03 - BC558 - transistor PNP de uso geral
Dl - 1N4148-diododeusogeral
Kl - MC2RCl - relê Metaltex de 6V
L 1 - 6V x 50 mA - lâmpada comum
S1 - interruptor simples
B 1 - 6V - 4 pi lhas pequenas
Diversos: ponte de terminais, suporte para 4 pilhas, tubo de papelão,
fios, cabo de alimentação e tomada para a versão rede, etc.
44
Olho eletrônico
Um aparelho que "vê" objetos claros e escuros, que detecta fontes de
luz, tais como lâmpadas, velas e fósforos acesos, é o que levamos aos
leitores, numa montagem muito simples e que tem diversas utilidades.
Podemos usar este aparelho como comparador de iluminação e de tonali·
dade, e até sugerir seu emprego em demonstrações escolares e brincadeiras.
A conversão de luz em som per·
mite a realização desta montagem
muito interessante que, conforme
salientamos na introdução, tem suas
utilidades práticas.
Numa feira de ciências, o con-
versor de luz em som, denominado
"o lho eletrõnico", pode servir de
exemplo de como funcionam as
foto-células usadas em abertura de
portas automáticas ou em alarmes
contra roubos.
Na prática, podemos fazer dele
um interessante "radar óptico" que
nos ajudará , de olhos vendados, a
encontrar fontes de luz. Uma brin-
cadeira eletrônica da "cobra-cega"
pode perfeitamente ser feita com a
ajuda deste aparelho, conforme suo
gere a figura 1.
Nesta brincadeira, o portador do
aparelho tem os o lhos vendados, en·
quanto que as pessoas que devem
ser alcançadas levam lanternas. Pelo
som, o que tem os olhos vendados
deve localizar as suas "vít imas".
figura 1
45
Finalmente, temos a sugestão
oomo oomparador de luz, onde
podemos usar o aparelho para veri-
ficar auditivamente o nfvel de ilu-
minação de dois ambientes.
A montagem é muito simples,
sendo o aparelho alimentado por
apenas duas pilhas pequenas.
COMO FUNCIONA
o princípio de funcionamento
deste aparelho tem muito em
comum oom o nosso Controle
Remoto Luminoso, também foca-
lizado neste número, já que o mes-
mo componente básico é usado.
Também aproveitamos a junção
I i
\ ~
fONTE DE LUZ
semicondutora sensfvel à luz de um
transistor para usá-Ia oomo um
"olho eletrônico".
Um transistor 2N3055 sem o
"capacete" de proteção é aprovei-
tado como uma ultra sensível foto-
-célula que vai excitar um circuito
eletrônico, não acionando um relê,
mas um oscilador de áudio cuja
operação é dependente da oorrente
vinda do sensor. (figura 21
Neste circuito, cujo diagrama bá-
sico é mostrado na figura 3, a fre-
quência dos sons que são produzi-
dos não só depende dos valores dos
oomponentes Cl e R 1, como tam-
bém da resistênciél apresentada pelo
transistor usado como sensor.
PASTILHA
SENSíVEL
2 N3055
TERMINAIS DE
EMISSOR lEI
E BASE I BI
/
figura 2
Sob baixo nível de iluminação,
ou no escuro, a corrente é mínima,
e o osci lador mal consegue ser pola-
rizado, não havendo emi ssão de
qualquer som, ou no máxi mo uns
"toes" isolados.
46
Com uma iluminação crescente,
a corrente cada vez maior que pode
passar pelo transistor vai polarizan-
do no sentido de começar as oscila-
ções que crescem gradual mente de
frequência.
r - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - ~ - - - - - o .
02
'TE
REALIMENTAÇÃO
figura 3
Partindo então de um pipocar
lento, temos gradualmente a tran-
sição para um som grave até um
som agudo quando o sensor é ilu-
minado com luz direta, como por
exemplo nas proximidades de uma
lanterna, lâmpada ou mesmo fós-
foro.
MONTAGEM
Usamos como "chassi" para esta
montagem uma pequena ponte de
terminais isolados. Esta ponte e os
demais componentes poderão ser
instalados todos numa pequena
ca ix i nha com o formato mostrado
na figura 4.
O tubo na frente do foto-transis-
tor permite que o aparelho funcio-
ne com boa diretividade, "vendo" a
luz somente de uma direção. Leito-
res que quiserem ter uma precisão
ai nda maior poderão experimentar
a colocação de uma lent e conver-
gente na frente deste tubo e loca-
[izar a pastilha sensível do transis-
tor em seu foco .
Na figura 5 damos o diagrama
" completo do aparelho.
A montagem "espalhada" na
- ponte de terminais é mostrada na
figura 6.
O preparo do foto-transistor, do
t i po 2N3055, preferivelmente de
invólucro de alum{nio (que é mais
mole), é feito da mesma maneira
como explicado no artigo do "con-
trole luminoso", nesta edição. Mui-
to cuidado deve ter o montador ao
tirar a proteção para não causar
qualquer dano na pasti lha semi·
condutora.
Damos a seguir algumas observa-
ções relativas à montagem e obten-
ção dos componentes.
- Comece preparando o foto·
-transist or I retirando a prot eção de
um 2N3055 de alumínio. Como na
montagem do "controle remoto",
este transistor pode estar " quei-
mado", mas com uma junção ain-
47
da boa. Ti pos de transistores anti-
gos de mesmo invólucro, como o
AD149, podem ser experimentados.
- Solde depoi s os transistores
FT'
TUBO COL ADO
SOBRE 0 1
\
02 e 03. Para 02 pode usar como
equivalentes o BC237, BC238 ou
BC547 e para O BC558 O BC557.
C u i d ~ d o para não trocá-los.
51
~
.,m
~
~
S,m
j
~
10(",
O'
V f igura 4
"
0'
I3C558
+
C2
lOOnF
.,
- 'v
R'
'" " 47nF
FT'
OI>.
figura 5
48
"
.,
~
~
M
~
~
o.
"
~
'"
TUBO oe
PA. PELA. O
/
figura 6
- O alto-falante é de 8 ohms.
pequeno. A caixa terá suas dimen-
sões determinadas par este com-
ponente.
- Os dois capacitares são cerâ-
micos e seus valores podem ser
alterados numa boa faixa. Cl de-
termina o som. O valor de C1 pode
vir marcado como 473 ou 0,05 e o
de C2 como 104 ou 0.1 .
- O único resisto r é de 1 k5 ou
1 k2, valor dado pelas cores das fai-
xas.
- O suporte é de duas pilhas
pequenas, devendo ser seguida sua
polaridade e 51 é um interruptor
simples que liga e desliga o apa-
relho.
Depois de terminar a montagem,
é só experimentar.
PROVA E USO
Coloque as pilhas no suporte e
antes de ligar 51 faça sombra sobre
a parte sensível do foto-transistor.
Depois, deixe bater luz em diver -
sas intensidades sobre Q 1. O som
emitido deve variar desde alguns
estalidos compassados para o menor
49
nível de luz até uma tona lidade
aguda para maior intensidade. Se
nada acontecer, desligue o foto·
-transist or e segure os fios que vão
ao aparelho. Se houver agora a
emissão de som é porque o proble-
ma é do foto-transist or Q1 que
pode estar ou ligado invertido ou
com problemas de funcionamento.
Se quiser, use uma lent e para
obter maior dir etividade e t ambém
sensibilidade.
~ ", UM' N,ÇÃO
TUBO COM 0 1
--PAREDE
CAI)(A
Se encostando os dedos nos fios
que vão ao aparelho, desligados do
foto-transistor, nada acontecer, o
prOblema está no próprio circuito
que deve ser verificado.
USANDO COMO COMPARAOOR DE TOM
Constatado o funcionamento,
cole o tubo sobre o foto-transistor e
use das maneiras sugeridas.
TUBO
Como radar óptico, basta apon-
tar para os objetos claros ou escuros
e teremos som de acordo com sua
luminosidade. Para comparar tons,
basta apontar o tubo para o objeto
iluminado e o som dependerá de
sua tonalidade. (figura 7)
I (
~ - - " I ~ ~ - - - - - - ~
-t
- - r -
--I
-
_ -----í
Para a brincadeira da "cobra-ce-
ga" eletrônica, basta empunhar o
aparelho ligado, vendar os olhos e
procurar localizar as fontes de luz.
LENTE CONVERGENTE
,la
USANDO UMA LENTE
LISTA DE MATERIAL
01 - 2N3055 de alumínio - ver texto
02 - BC548 - transistor NPN de uso geral
03 - BC558 - transistor PNP de uso geral
FTE - alto·falante de 8 ohms
C1 - 47 nF - capacitor cerâmico (473)
C2 - 100 nF - capacitor cerâmico (104)
R 1 - 1 k5 - resisto r (marrom, verde, vermelho)
S 1 - interruptor simples
B 1 - 3V - 2 pilhas pequenas
figura 7
-
Diversos : suporte para duas pilhas, caixa para montagem, fios, ponte de
terminais, tubo de papelão, etc.
50
---------
Senha
Somente quem conhece a senha secreta pode acionar este aparelho que
tem muitas utilidades. Colocado na porta de sua casa (ou do clubinho)
permite a identificação de quem toca a campainha. Quem souber a senha,
aciona a campainha com um tom especial, e quem não conhece (um estra-
nho) aciona com o tom normal. De ouvido podemos saber se a pessoa que
está chamando é conhecida ou não.
Uma senha secreta para acionar
um alarme, uma campainha, ou sim-
plesmente acender uma lâmpada,
tem algumas aplicações práticas
interessantes, tanto no lar (como
utilidade) como recreativamente
(como curiosidade).
O circuito que propomos tem
duas utilidades possíveis:
Colocado junto à campainha da
porta, pode servir para identificar
as pessoas conhecidas (que conhe-
çam a senha) que terão um toque
especial da campainha.
No clubinho, somente os sócios,
que conhecem a senha, conseguirão
acionar a lâmpada e o tom especial
do oscilador para sua identificação.
E claro que o circuito pode ain-
da ser modificado para outras
utilidades, tais como um anti-furto
para o carro, caso em que a buzina
será acionada se o código não for
conhecido, e mesmo alimentar o
televisor, evitando que ele seja usa-
do fora de hora . Só quem conhece
a senha é que poderá ligá-lo.
Daremos a descrição do circuito
básico, em que a combinação certa
de chaves (senha) aciona O oscilador
de áudio e uma lâmpada indicadora,
e a combinação errada dá um som
de sirene somente.
FUNCIONAMENTO
o princípio de funcionamento
deste aparelho está nas funções ló-
gicas realizadas por interruptores
comuns.
A senha é obt ida com uma
associação de chaves que nos dão
como resultado uma porta "E"
(ANOI que tem a configuração
mostrada na figura 1.
+ ~ o------:, ~
PORTA E
=D-- "
SI MBOLO
LÓGICO
L1 s6 ACENOE SE Sl!..S2!..S3 FOREM LIGAOAS
figura 1
Nesta configuração, a corrente
só pode circular se todas as chaves
est iverem ligadas, ou seja, se S 1,
S2 e S3 forem acionadas. Estas
chaves correspondem então à senha
escolhida ("351" no diagramai .
Para que o circuito dê o si nal de
51
alarme, caso uma chave que não
seja da combinação escolhida seja
acionada, usamos uma configuração
com as chaves restantes que cor-
responde a uma porta "OU" (aR)
cuja configuração é mostrada na
figura 2.
51
+ 0 - - - - + - ~ S 2 . 0--+---.,
PORTA OU
L1 só ACENDE SE S1 ~ 52 ~ S3
FOREM LIGAOAS
figura 2
Nesta configuração basta que
uma das chaves seja ligada por en- _
gano, para que o circuito de alarme
seja acionado. Isso significa que
basta que Sl ou S2 ou S3 sejam
ligadas para que haja corrente. No
nosso exemplo estas chaves são
S2, S4, S6 e S7.
Obtemos então um teclado de 7
chaves, das quais 3 devem ser acio-
nadas para obtermos a operação do
aparelho sem soar o alarme.
O oscilador usado neste circuito
tem a configuração mostrada na fi-
gura 3 e pode funcionar como alar-
me ou como chamada.
Na configuração de alarme,
ele é ligado como uma sirene, em
que a carga de Cl, com aciona-
mento de uma chave errada, e a
descarga lenta através de R 1, com
seu desl igamento, produzem um
52
som de sirene decrescente em
frequência. E o alarme de que aque-
le que apertou não conhece a senha.
CHAVE CERTA R2
CHAVE
ERRADA
+
figura 3
Já, se a combinação certa for
acionada, a ligação do oscilador é
feita por intermédio de R2 que pro-
duz um som grave. Ao mesmo tem-
po a lâmpada L 1 recebe alimen-
tação, indicando que a combinação
certa fo i a esco Ih ida.
CAMPAINHA 1
A
B
CAMPAINHA 2
figura 4
Em lugar de L 1 podemos ligar
um relê e com ele fazer algo dife-
rente, que ~ mostrado na figura 4.
Com este circuito temos o con-
trole de duas campainhas a partir
do botão de entrada.
Se a oombinação certa fo r a
escolhida, temos o acionamento da
campainha 1 que dá qm tom. No
caso da oombinação er rada ser a
escolhida, temos o acionamento da
campainha 2.
Nestas condições, pelo som, sa-
bemos se a pessoa que chama é
conhecida ou não (conhece ou não
a senha).
figura 5
o circuito completo da versão
básica da senha é mostrado na fi-
gura 6.
A montagem será feita ut il izan-
do-se uma ponte de terminais como
chassi. A dispos ição dos componen-
MONTAGEM
A montagem do aparelho é mui-
to simples, sendo sugerido o empre-
go de uma caixinha para o circuito
principal , conforme mostra a figura
5, e uma caixinha menor para o
teclado, que pode fi car longe até
5 metros.
tes nesta ponte de terminais é mos-
trada na figura 7.
Damos agora algumas recomen-
dações em relação à obtenção e a
inst alação dos componentes.
- Q1 e Q2 são de t ipos diferen-
53
teso O primeiro é um BC548, tendo
como equivalentes possíveis de se-
rem usados os BC237, BC238 e
BC547. Para Q2 usamos o BC558,
S 3 ~ ~
52
DI
54
lN4148
RI
56
4"
OI
57
lOOj.>f
mas equivalentes como o BC557 e o
8C307 servem. Veja a posição des-
tes componentes na ponte.
5.
A
1
"
"
- 6V _
B
n,
figura 6
- Dl é um diodo de uso geral ,
1 N4148 ou equivalente. Observe a
sua polaridade na montagem.
- O alto-falante é de 8 ahms,
pequeno.
- Cl é eletrolítico com valores
entre 47 e 220jJF. Escolhemos o
valor médio. A tensão de trabalho
deve ser maior que 6V. C2 é cerâmi-
co e determina o som, podendo
ser alterado. Vem marcado com
473 ou ainda 0,05.
- Os resistores são todos de
1/ 8 ou 1/ 4W.
- As chaves podem ser do tipo
tecla, mas não do tipo interruptor
de pressão.
- L 1 é uma lâmpada de 6V
como a 7141 D.
54
Pelo desenho, a montagem po-
derá ser completada sem problemas.
PROVA E U50
Para provar o aparelho é sim-
ples: coloque pilhas boas no suporte
e acione S8 que liga a alimentação.
Depois, apert e momentanea·
mente uma das chaves que não
seja da senha, como por exemplo
52, 54, 56 ou 57 na nossa mo nta-
gem.
Imedi atamente o osci lador deve
entrar em ação, dando um toque
semelhante ao de uma sirene que
pára depois de alguns segundos de
desligada a chave.
55
Com o aparelho em silêncio,
aperte em sequência as chaves que
correspondem ao código escolhido
(351) no nosso caso S3, S5 e S1.
O aparelho deve emitir um som
di f erente, contínuo e a lâmpada L 1
deve acender.
Na figura 8 damos a maneira de
RELÊ MC2RCl
( METALTE)( )
A
6
A
B
figura 8
se fazer a instalação para um siste-
ma de campainhas domést icas. O
rel ê usado é o MC2RCl que supor -
ta campainhas ou cigarras de até
2A (220W em 110V e 440W em
220V)_
Para usar é' SÓ combinar a senha
com as pessoas certas.
,
2
CIGARRA.
ALARME
-,-
llOV ou
220V
CAMPAINHA BorÃo DA CAMPAINHA
MUSICAL ! NA PORTA DA CASA)
LISTA DE MATERIAL
01 - BC548 - transistor NPN de uso geral
02 - BC558 - transistor PNP de uso geral
Dl - lN4148 - diodo de uso geral
Rl - 47k x 1/ 8W - resistor (amarelo, violeta, laranja)
R2 - 220k x 1 /8W - resisto r (vermelho, vermelho, amarelo)
R3 - 1 k x 1/ 8W - resistor (marrom, preto, vermelho)
Cl - lOOI1F x 6V - capacitor eletrolítico
C2 - 47 nF - capacitor cerâmico (473)
L1 - 6V x 50mA - lâmpada comum
B 1 - 6V - 4 pilhas pequenas
FTE - alto-falante de 80hms
S 1 a 58 - interruptores simples (ver texto)
O iversos: caixa para montagem, suporte para 4 pilhas pequenas, fios,
ponte de terminais, caixa para o painel, etc.
Obs. : para a versão de campainha: relê MC2RC1, campainhas de tons
diferentes e conforme a rede local, interruptor de pressão, fios, etc.
56

í
..
A fábrica de ruídos
Uma das coisas mais interessantes que podemos fazer com circuitos os-
ciladores de áudio é produzir ruídos. São os mais diversos ruídos que per-
mitem colocar em ação toda a criatividade. Podemos imitar sirenes, apitos
de fábrica, buzinas, sons espaciais, e tudo mais, dependendo apenas da pa-
ciência e da habilidade. O circuito que propomos é uma verdadeira fábrica
de ru idos, onde o leitor pode colocar em ação toda a sua criatividade e
inventar coisas do outro mundo em matéria de sons.
Como todos os projetos desta
edição, a fábrica de ruídos é muito
simples e utiliza componentes de
baixo custo, que inclusive podem
até ser aprove itados de aparelhos
fora de uso. Não custa fazer uma
busca num rádio velho, ou outra
coisa, e ver se alguns dos compo-
nentes dispon íveis coincidem com
o que pedimos na relação de ma-
terial.
Mas, a simplicidade também tem
suas limitações, de modo que, mes-
mo produzindo uma grande quanti -
dade de sons, ela ainda não tem
todos os recursos que a eletrônica
poderia fornecer. Entretanto, como
ponto de partida, o projeto é vá li -
do. Dos seus circuitos o leitor pode
perfeitamente evoluir, acrescentar
coisas e, quem sabe, obter outros
efeitos que nem mesmo nós preve-
mos ao fazer sua montagem.
A fábrica será ai imentada por
pilhas pequenas (duas ou quatro,
conforme a sua vontade) e será to-
talmente portátil. Na figura 1 da-
mos uma sugest ão de montagem, in-
teressante como brinquedo, que
certamente divertirá a todos que
não podem ver um botão pela fren-
te, quanto mais uma quantidade
maior!
OS COMPONENTES E O
FUNCIONAMENTO
o principio de funcionamento
desta fábri ca é o que denominamos
em el etrônica de "oscilador de
áudio" . Os osciladores são circuitos
que produzem correntes de áudio
frequência ou baixa frequência,
entre 20 e 20000 "vibrações por
segundo" ou Hertz (Hz). Estas cor-
rentes, se forem aplicadas a um alto-
-falante, convertem-se em sons da
mesma frequência, ou seji:l, do mes-
mo número de vibrações. O tipo
de corrente e a sua frequência de-
terminam o som produzido, de mo-
do que, alterando as características
de funcionamento de um osci lador,
podemos também modificar o som
que ele produz.
O osci lador que usaremos é o
que tem o circuito da figura 2.
São usados dois transi stores
complementares que alimentam
diretamente um alto-falante.
O capacito r C1 do circuito de
realimentação é quem determina
57
basicamente o tipo de som, mas
podemos alterar sua ação de dois
modos : através de um potenciô-
metro e um capacito r no emissor
do primeiro transistor (C2 e P2)
e através de um potenciômetro na
base do primeiro transistor.
CONTROLES
AL TO- FALANTE
1
Som
J
INTERRUPTOR
GERAL
figura 1
.,
PNP
C1
OSCILADOR DE ÁUDIO
.2
CONTROLES ----'- A'
'TE
figura 2
58
Jogando com estes dois compo-
nentes var iáveis que são os poten-
ciômetros podemos criar sons dife-
rentes para um mesmo oscilador.
Mas, para dar maiores possibi-
lidades ao nosso projeto, usamos
dois osciladores em vez de um,
tendo o alto-falante apenas em
comum. Com isso os sons se "mis-
turam" e interagem, com 4 poten-
ciômetros, onde podemos obter di -
versas combinações sonoras.
I + IN"RRUPTOR DE PRESSÃO
1/
+
CARGA I
R
I
C
I CAPACITOR
"E
f igura 3
Para um efeito diferente temos
ainda um circuito de "carga e des-
carga", que é mostrado na figura 3,
que tem um funcionamento interes-
sante.
Quando apertamos o interruptor
de pressão o capacitar se carrega e
depois, lentamente, se descarrega
pela oscilador, produzindo uma va-
riação tonal que imita uma sirene.
Com a ação sobre este botão temos
a produção de sons "esquisitos"
como de uma pistola espacia I em
que o "tiro" muda rapidamente de
tonalidade.
Os transistores usados na monta-
gem são de uso geral NPN e PNP
com diversos equivalentes e o alto-
-falante deve ser de 8 ohms, poden-
do ser aproveitado de um velho rá-
dio ou outro aparelho fora de uso.
Os resistores, desde que tenham
os valores indicados, assim como os
capacitares, podem ser aproveitados
de aparelhos que você tenha des-
montado.
Será usada uma barra de termi -
nai s fixada numa base de madeira
como "chassi". Os potenciômetros
ficarão presos num painel para fa-
cilitar o controle dos sons.
MONTAGEM
Começamos por dar o diagrama
completo do aparelho na figura 4.
I nsistimos para que os leitores
procurem se familiarizar com os
59
símbolos empregados neste diagra-
ma e "decifrem" a correspondência
.,
10 K
Cl
47pF
com a montagem na ponte de ter-
minais que é dada na figura 5.
C5
l OOnF
52
+
.,
l ou 6v
figura 4
Para a montagem em ponte de
terminais temos algumas recomen-
dações importantes:
60
Cuidado ao soldar os transisto-
res. Veja a sua posição e também
não confunda os N PN com os
PNP. 01 e 04 são NPN do tipo
BC548, enquanto que 02 e 03
são PNP do tipo BC558.
Observe a polaridade de Cl.
Cuidado para não trocar os
valores dos potenciômetros. Pl e
P4 são de 100k, enquanto que
P2 e P3 são de 10k. Na verdade,
para Pl e P4 podem ser usados
va lores próximos como 220k e
470k se o leitor conseguir um de
rádio antigo (usado no cont ro le
de volumel. E para P2 e P3 po·
demos usar va lores como 4k7 e
22k.
O capacitar de 47 nF pode vir
com a marcação 473 ou 0,047.
Já os de 100 nF podem vi r com
a marcação 104 ou 0,1 ou mes-
mo .1.
Se usar 2 pil has tenha em mãos
o suporte próprio, o mesmo
acontecendo se usar 4. Observe a
polaridade do suporte pelas co-
res dos f ios.
Depois de montado o aparelho, a
prova de funcionamento é muito
simples.
61
PROVA E USO
COloque pilhas novas no suporte,
observando sua polaridade e ligue o
interruptor geral S2.
Depois é só mexer à vont ade nos
potenciômetros, verificando se t o-
dos atuam e como variam os sons.
Faça experiências para tomar co-
nhecimento do modo de atuação de
todos os controles.
Se algum potenciômetro não
atuar em toda a sua faixa de movi ·
menta, não se preocupe. Isso pode
acontecer em função das caracterís-
ti cas do alto-falante usado, ou mes-
mo de certos componentes, tais
como resistores e capacitares.
Se quiser, pode mexer à vontade
nos valores de C2, C4, C3 e C5, vi -
sando com isso chegar a novos sons.
LISTA DE MATERIAL
01 , 04 - 8C548, 8C238 ou equivalentes - transistores N PN
02, 03 - 8C558, 8C557 ou equivalentes - transistores PNP
FTE - alto-falante de 80hms
P1, P4 - 1 OOk - potenci ômetros simples
P2, P3 - 10k - potenciômetros simples
C1 - 47 J.lF x 6V - capaci tar eletrolítico
C2 - 47 nF (473) - capaci tor cerâmico
C3, C4, C5 - 100 n F (104) - capacitores cerâmicos
Sl - interruptor de pressão (botão de campainha)
S2 - interruptor simples
B 1 - 3 ou 6V - 2 ou 4 pi lhas pequenas
R 1 - 1 Ok x 1/ 8W - resi stor (marrom, preto, laranj a)
R2, R5 - 8k2 x 1/ 8W - resistores (cinza, vermelho, ver melho)
R3, R4 - 1 k x 1/ 8W - resistores (marrom, preto, vermelho)
Diversos: ponte de terminais, suporte para 2 ou 4 pilhas, fios, botões para
os potenciômetros, base para montagem, etc.
62
PESQUISA
Prezado(a) leiteda) :
AtraI/és desta pretendemos saber sua opini§o a respeito desta
publicação. para que, no futuro, atendamos melhor ao seu gosto.
Após preencher o questionáriO ao lado, remeta'Q para a Editora Saber.
Não é preciso selar, basta colocar na caixa coletora do correio.
Por fa\l or, não deixe de enviar as suas respostas. Elas são muito impor·
tantes para nós.
Agradecemos a sua colaboração,
Os Editores
1. Sua idade está em que faixa?
I) até12anos I) 16a20anos
I ) 13a 15anos I ) 21 a 30 anos
2. Costuma ouvir rádio?
I ) não
AM
31 a 40 anos
mais de 40 anos
FM
Em que ta ixa de horário? -,-__ ---;:---,-________ _
3. Que tipo de montagens costuma realizar?
4. Quais as revistas de Eletrônica que você compra?
( ) Revista Saber Eletrônica () Divirta-se com Eletrônica
I ) Nova Eletrônica I ) B-A-BA da Eletrônica
( ) Elet rônica Passo a Passo () Eletrônica em Foco
I ) Antena I ) IUB - Inst. Univ. Bras.
I ) Rádio Eletrô nica I ) Outras:
5. Que tipo de recursos tem para as montagens (equipamento e
ferramentas) ?
6. Quanto você gasta, em média, por mês nas montagens?
I ) até Cr$ 5.000 I ) mais de Cr$ 10.000
I ) entre Cr$ 5.000 e Cr$ 10.000
7. Comprou o . ~ ? 1 desta série? ________ _____ _
8 . Em caso af irmativo, que art igo gostou mais?
Teve algum tipo de dificuldade com as montagens? ____ _
Quais?
9. Que gostaria de ver publ icado nos próximos números?
Nome __________ _ _ ____ _____ __
Endereço ______________________ _
Cidade ____________ CEP ____ Estado __
Profi ssão Nível de instrução _ ___ _
REEMBOLSO POSTAL SABER
TV JOG04
Quatro tipos de Jogos : FUTEBOL - TeNIS - PARE·
DÃO - PAREDÃO DUPLO.
Dois graus de dificuldade: TRE INO - JOGO.
Basta ligar na tomada (110/ 220V) e aos terminais da
antena do TV (preto e branco ou em cores).
Controle remoto (com fiai para os j ogadores.
E feito de som na televisão.
Placar eletrónico automático.
Montado Cr $ 78.820
(já incluindo despesas postais )
RADlO KIT AM
SINTONIZADOR DE FM
Para ser usado com Qualquer amplificador.
Frequência: 88-108 MHz.
Alimentaçá'o: 9 a 12 voe.
Kit Cr$ 24.690
Montado Cr$ 28.570
(já incluindo despesas postais )
Especialmente projetado para o montador que desej a
n50 s6 um excelente rádio, mas também aprender
tudo sobre sua montagem e ajuste.
Componentes comuns.
Usa 8 transistores.
Grande seletividade e sensibil idade.
Circui to super-heteródino (3 F I).
Al i mentado por 4 pi lhas pequenas (6V).
Cr $ 37.150 (já incluindo despesas postais)
I ATENÇÃO: PREÇOS VÁlIDOSATt: 30-"·84 I
Pedidos pelo Reembolso Postal à SABE R Publi ci dade e Promoções Ltda,
CAIXA POSTAL 50.499 - SÃO PAULO - SP
'I
~

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