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Poder constituinte e patriotismo constitucional Por o giro da hermenêutica ter sido gigantesco, a maior parte da dogmática jurídica necessita

se urgentemente revista. Sendo assim o texto pretendia constatar perplexidades da teoria do poder constituinte, seja ele originário ou de reforma em posse do conceito de patriotismo constitucional . A partir das concepções clássicas de sieyes e considerado até como posição doutrinaria moderna e dominante sobre a construção e a alteração de textos constitucionais que serão abordados aos temas clássicos da teoria do poder constituinte, tais como sua natureza,seus limites, sua titularidade e sua execução. Poder constituinte : visão clássica O poder constituinte tem sido compreendido como a capacidade de criação ou de modificação de um texto constitucional.O conceito permite sua subdivisão em três espécies:o poder constituinte originário, o poder constituinte derivado de reforma e o poder constituinte derivado decorrente. O poder constituinte derivado decorrente, que se manifesta em estados organizados sob a forma federativa, nos quais a características essencial é a existência de uma pluralidade de centro de poder político que e organizado pela constituição federal logo, o poder decorrente se manifesta tão somente em relação a auto organização os entes periféricos materializando-se tanto pelas normas centrais da constituição federal que balizam a criação ou modificação dos entes periféricos quanto propriamente pela constituição estadual, pela lei orgânica distrital e pela lei orgânica municipal. Já o poder constituinte originário tem por escopo a criação de um novo texto constitucional. Sem estabelecer confusão entre o poder constituinte e sua teorização, e importante frisar que, no período clássico do paradigma liberal, sua titularidade era concebida como algo pertencente à nação como diz sieye,a “natureza” do poder constituinte originário era entendida como um poder de fato,ou seja, extrajurídica.Visto como um poder revolucionário, oriundas da força das armas vitoriosas, mesmo que por espúrios”Golpes de estado”ele seria originários ,vez que não derivaria de qualquer outra norma jurídica.Desse modo,não caberia qualquer questionamento referente a sua legitimidade.Pela mesma razão,o poder constituinte originário seria ilimitado ou incondicionado, o que lhe permitia traça livremente as bases do novo ordenamento jurídico.Com isso percebe-se a pertinência da metáfora o poder constituinte pode fazer do circulo um quadrado. E o Poder constituinte derivado de reforma, a titularidade era atribuída exclusivamente ao titular do poder constituinte originário, a nação, vez que valia a máxima “quem pode o mais, pode o menos” . em outras palavras, aquele que pode criar a carta será aquele o único capaz de modifica- La parcialmente, não havia, ate então qualquer refinamento no sentido de examinar as espécies da revisão ou da reforma propriamente dita.No Brasil, pontes de Miranda podem ser citadas como exemplos dos adeptos da uniconceitualidade, ou seja, que visam tanto a revisão quanto a reforma ordinária como institutos idênticos e não diferenciáveis. No Brasil insistiu-se que a carta imperial de 1824 que traz em seu processo uma limitação temporal implícita, posto que determinava a ação combinada de legislatura para fins de sua implementação isso ocorria da seguinte forma:uma legislatura autorizava por

Com isso tanto o poder constituinte originário quanto o poder derivado de reforma nos leva a crer que são limitados tais limitações seriam de três espécies:territoriais. vez que o plebiscito realizado em 1993 se deu em anteceder o exercício do poder derivado de reforma e não de poder constituinte originário. que é a formal. Se o povo e o titular do poder constituinte originário por isso ele seria de âmbitos culturais e tradicionais que são elementos do qual a humanidade não pode se libertar Com isso pode se perceber que o constitucionalismo moderno não consegue se libertar da herança clássica ao se aproximar ao maximo do conceito de povo e de nação. a própria carta traz em seu bojo sendo a analise comparativa entre os meios de operação de tal mudança em face dos procedimentos ordinários de criação de normas infraconstitucionais. com o passar do tempo a perspectiva da titularidade do povo assumiu nova justificação . do poder econômico entre outros. Poder constituinte:visão moderna Com o século xx ouve novidades para a concepção do poder constituinte inicialmente com a titularidade desse modo a titularidade deixando de estabelecer sobre um conceito de nação.Que é toda alteração constitucional e regida por um procedimento que. No Brasil a carta que ficou vigente que se faz necessária toda vez que a vontade popular não se faz respeitada que ocorreu no Brasil em 1824 no rio grande do sul que adotou o primeiro processo. contudo. para que a legislatura subsequente viesse implementar de fato a alteração do texto constitucional e era complementado pelo artigo 174 que dizia que somente depois de quatro anos poderia ser feita uma revisão da mesma. em regra. pretendendo assim se agrupar ao ordenamento jurídico com algo que se torna-se o melhor para a humanidade ou seja dando força para a concepção de direito pluralista. Sobre o constitucionalismo moderno percebe-se claras características distintas de natureza estabelecidas pela visão clássica. Já sobre os direitos humanos que eram ditos como um limitador do poder constituinte originário. Com isso sem o povo não haveria constituição.culturais e relativas aos direitos humanos A limitação especial se limitam a base territorial que e a soberania estatal A limitação cultural e compreendida da seguinte forma. Também existe uma segunda espécie de limitação ao processo de reforma e já considerada pela visão clássica. não se deve considerar como limitação temporal que determine que sua implementação se concretizasse cinco anos se sua promulgação isso porque a limitação temporal deve ser compreendida como uma suspensão integral de toda e qualquer mutação formal no texto constitucional. que é a circunstancial que se legitima como mecanismo de garantia dos princípios estruturantes da carta Por ultimo existe a terceira espécie de legitimação . inegavelmente associado a nação de sociologia e antropologia.Esse pensamento que se consolida no século xx em cima do pensamento jus . Ligadas a sua sobrevivência política.meio de ato normativo específicos aos termos. de modo que os constituintes não se submetam a pressões desnecessárias do poder executivo. Na carta vigente.E isso fez com que se exija uma assembléia constituinte exclusiva.A noção de que a complexidade do mundo atual não permite a predominância de um anuncia de um único modo ou projeto de vida boa fez com que o constitucionalismo assumisse feições marcadamente pluralista.

o Poder Decorrente se manifesta tão-somente em relação à auto-organização dos entes periféricos. Sem estabelecer confusão entre o Poder Constituinte e sua teorização. Logo. O Poder Constituinte Originário tem por escopo a criação de um novo texto constitucional. Com a força do direitos humanos eles criaram a doutrina brasileira do habeas corpus no Brasil. Poder constituinte:visão contemporânea Introdução e limites para seu exercício no âmbito da teoria discursiva No período pós revolução burguesa. que consistia na dimenção subjetiva do Estado tal como se depreende da obra de Jellineck. fazendo com que seu foco se dirija para os demais. pela Lei Orgânica Distrital e pela Lei Orgânica Municipal. com a sua titularidade que ccentralisa o povo.naturalista se justificando pelo holocausto. O Poder constituinte tem sido compreendido classicamente1 como a capacidade de criação ou de modificação de um texto constitucional. Como regra. para que a constituição não concebesse um estado absolutista e incondicionado. nos quais a característica essencial é a existência de uma pluralidade de centros de poder político. pela qual nossos tribunais estenderam outras matérias que não afeta-se à cognição estrita da liberdade de locomoção dos indivíduos ao referido instituto processual. foge das pretensões do artigo. Em um segundo momento.com isso o poder constituinte passando a ter ideias de projetos de vida digna au povo sem olhar as crenças etnicas.Com os direitos humanos que se se conformariam com a constituição do seu Estado. Com isso as teorias do poder constituinte compreenderam que sucessivamente que seu exercicio pela titularidade de um ente coletivo:sendo a nação vindo depois do povo. que se manifesta em Estados organizados sob a forma federativa. modifica a constituição partindo do pressuposto de que a constituição não e uma norma isolada e sim base de todo ordenamento jurídico.Na verdade não a duvida de que a interpretação seja judicial .A doutrina nacional tem atribuído ao professor Manoel Gonçalves Ferreira Filho a autoria do conceito de Poder Constituinte Derivado Decorrente. O tema. Primeiramente. administrativa ou legislativa. materializando-se tanto pelas normas centrais da Constituição Federal2 que balizam a criação/modificação dos entes periféricos quanto propriamente pela Constituição Estadual. é importante frisar3 autoritário do racionalismo francês. o Poder Constituinte Derivado de Reforma e o Poder Constituinte Derivado Decorrente. as teorias da soberania popular que construíram um novo conceito de práxis política que se tornou uma corrente de esquerda Referenciado numa orientação política que rechaça a possibilidade de construção do socialismo num só país. com sua concepção de sociedade . o ente central – a União – é organizado diretamente pela Constituição Federal. contudo. O conceito permite sua subdivisão em três espécies: o Poder Constituinte Originário. se presta a espelhar a concepção de que a constituição evolui sem que ocorra alteração no seu texto as interpretando de forma clara e objetivas as colocando em características atuais . de opsão sexual ou etnia. na teoria moderna. morais e religiosas ou condição de idade genero.Com o poder constituinte tendo que encontrar freios sobre os direitos humanos para que a tolerância fosse marca registrada da constituição. como sua entidade amorfa e coletiva.

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