Adquirido pela Camara ein leilão judicial do espolio do Dr. Cesar A. Mourão Pitta Veja-se acta de 1 d' Agosto de 1907.

QGE
PELA FELIZ INSUGURAÇÃO
D O

SEMINARIO DA CIDADE DO FUNCHAL
NA I L H A D A M A D E I R A
COMPOZ, E RECITOU

NA P R E S E N Ç A
D O

EXC."O E R.fi1o E N H O R S

D. JOSE DA COSTA T O K R E S ,
Bfio da t i ,do Conjêlho de Sua MageJdde Fidelifima , ~w
D O

ILL.alo E E X C . nZo S E N H O R

GOVEKNADOK,
E T O D A A MAIS N O B R E Z A , FRANCISCO MANOEL DE OLIVEIRA,
Prof'cJior Rcgio de FiloSofia Maciotral da Jupraditla Ilba :

O F F E K E C I D A S EM SINAL DE RGSPEITO
A O M E S M O

E X C a M 0 RmM0 R E L A D O . E P

L I S B O-A, NA REGIA OFFICINA TYPOGRAFICA. Anno 1789. Com iicetiçn da Hcal Mexa d~ CornmifsJo Geral (obre o Exam e , e Ceniura dos Livros.

ciliar os voffos applaulòs com o app r a t o dc pompofos c o i i h c c i m e ~ ~ t ,s o

4

fclc-iiça. R1dis Gubsc, e iii'iis f~il>iiiiic cmpcnlio'occLipa o mcci peiif~i~iciito. Rcligiáo e a PaA t r i a ohjcRos os iii.iis iiitercEL~iites c os íix~is digiios dos noilos esforços, saí) o podci.»To agcnt e , que iiifliic í'obrc 3 I I I ~ : I ~reroluç50. Q a ~ i c ! o I.~ o FuiicliL;l iiitiiciicicido co!ii T. ayp3reiite gr.iiid c z n d c IJLIIII 11ocivo C ri!iiloio ILI::O C~~COII~:Cceiido os reiir vc:.ilc~~!c.ir,7s iiitcscffcs Iiavin vergonliol>nicritc a h s i i ~ j o i i a ~ l;i ctliicaç5o cln hlocidno d e : < l l ~ ~ ~ n J o as iioi~i..iç, os eiiiprcgos c a s IICIIC d i g l i i d ~ d c sç15o, t ~ o t Iuan iiidccotofo ti..ifi;:i) o

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premio da I;.ivil

:iliiiiLi$o,

011

S cstorcliiiio 1 ~ c

la

violencia do poderoí'o valimento, e da &andaintriga : q~iaiidoa ignorancia caminli3va com pa&s fJcrilc50s ao S.intuario OU O indifcreto e .~v.ircijtopai , forçiindo a vocaçh do dergraçad o fil!io , o a r r n f i ~ v a q u d violenta, e relufilin, tc ~ i ~ t i i n a , Altar da Divindade que rejeita 30 os Iioloc~ultos touros, e iiovillios, e fi5 recede hc O r o l u n t a r i o , o puro facrificio d c hum cora$2" cofitri to , e liurnil!ido cu noto a Providenc i a , que inccffanteriiente r6lIa h b r e a felicidade dos Póvos, qucrcrido falv.1110 d a imininente ruin a , excitatido no coraçzo da no% A~igufiao bencfiio J c L j o de enviar-ltic hum Rcitaurador. Forma-ie n idéa , os meios Te facilitáo ; e para a exesuç5o do prc)-jc&o , fc!!bia , e prúvidamente fi fiszo a s Kc'~csvifi,~sfobre o 11oKoE ~ c e l l e n t i ~ fimo I'relado. DeAina-le para illuitrlir os noiros efpiritos e corrigir os noffos abufos, o mefmb que ha de reformar os nolfòs cofiurnes e dirigir as noffas acç0cs. A R e l i g i s o , e a Patria vá0 ter o mefrno Proteoor. A gloria de Deos e o bem da humanidade membros do meí'mo carpo c cuja uniáo conftitue o difiinçtivo e principat çaraaer do ChriRiatiifmo sáo s bafe do feu P~Ror3l dcfvelo. Educar a Mocidade, formatido Cid-id;íos uteis , l'dtria; initruir osMiniftros í do S ~ n t u ~ r i oprocurando que dignamente defempenlicm as frinçbcs do leu augufio MiniRerio : eis-aqui o ohjeflo dos feus principaes cuidados. Para cite fiiii implora e obtem da Real

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Mu-

( 9 Munificeiicia a refórma copalseminario, de cujo rá de Deos , a utilidade

, e augmento do

)

Epil-

novo Plano a gloria í'en o r a , todo o trabalho feu. E bcni que a futura experiencia Iie Ió quem inteiramente vos f a r i coiihecer efta verdade ;com t u d o , eu m e p r o p o n h o iiirpirnr-vos Iiuina anticipada id&a della , rnofirando no prefcnte Difcurf o , qumto o SyyRema rcgular da pública Infiruc$20 concorre para o augniento d o C h r i f ianifmo, e para o focego do Eítado n o que confifie a verdsdeira felicidade dos I'óvos. Rias parli preceder coni a clareza, e prccisáo que huin tzo vafto affumpto requer e de que he iurceptivel o breve circulo dos meus limitados conheciinentos ferá neceffario recorrer aos priiicipios fundamentaes da Literatura. Se attentamente confultarmos a confiitui%$O d a no& natureza acharemos que e m todas as n o r i s acçócs , em todos os n o 6 s proje8 0 s tem huma grande influencia o def'ejo da propria felicidade ; e que por eRe motivo reputamos mais , ou menos efiiinavel qualquer toda feguildo ella fe aviziiilia o u aparta deRe í'ufpirado fim. Porém he táo complexa eRa idéa de felicidade, sáo t a n t o s os rodeios , e labyrinthos, com que eRá envolvida a Cua eftrada, que facil e mefmo frequentemente nos confundimos e extraviainos, ieguindo as erradas veredas, que nos mofira, e iiidica h u m apparente e enganofo prazer. Pois fendo o homem hum cornpofio de duas

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I

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B

na-

reira ,ordinariamente T efparita ao primeiro afe pc&o de huma táo vaita, e difficultofa empreaa, olhando para a curta esfera da fua capacidade. Corn cffcito , a indaga* da natureza humana, e das innu(ner3vcis naturems que nos rode50, offerece á noKi contempla~áohum copiofiffimo obje&o. De outra parte, a vida hc curta e a pro-

) naturemr entre fi mui diverfas, efiá fujeito a direlasócs , c he capaz de huma duplicada =rpecie prazeres. Entre a imnienfa variedade de o&jeflos, que do fecundo feio da natureza Sobre o vaRo Univerfo fe propagáo huns sáo proprios a aliciar a fua vontade lifonjeandoIhc as paix0es ; outros a illudir o feu entendimento, offufcatido-lhe a raz5o : e dependendo a felicidade de que elle juftamente os aprecie, a fim de os procurar com Iium grdo de força, e diligencia proporcionado ao (eu refpefiivo valor, claramente ie patentea , que tudo aquillo, que o habilitar para fazer eRa jufta efiima~iio e conformar com elia o leu procedimento, deve confiderar-fe como hum move1 da fua felicidad e , c citimar-fc Ií proporçio do Teu effeito. Tal he osyitema regular da piíblica Initrucgáo : quem dizer, aquelle glorioio Syitema de conhecimentos , que dd ao homem a í'ua principal preeminencia fobre os brutos e que o eleva ao maior g r b de perfeiçáo ,de que a í'ua natureza finita he fufceptivel. Qualquer que pertende entrar neRa carI0

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( Ir propria experiencia nimiamente limitada ( r ) para que o homem porra por Ti rncfino invefiigar todas as relaç6es e propriedades dos Entes ; examinar todas as qualidades Fyficas , e Moraes ; e daqui deduzir as rcçras das ruas acçGes, e fixar os verdadeiros pafii~sda felicidade. Q a l viaj a n t e em h u m p 3 i ~ efirnnho , elle ferá obri-ado

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a perguntar aos oi~rroso catliiiiho e a 'utilizarfe d a experieiicia daquclles, que antes dclle trilhário com reput:içáo a efirada da vida. Deita forte procurará fazer com que a fdbia Antiguida-

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Egypcios , Syrios, Chaldeos , Medos, Gregos, Romanos todos virá6 apprefentar-lhe os feus thefoums donde elle extrahirá com felecçáo quanto lhe parecer bom, e preciofo. ( 3 ) B ii Mas

de contribua á rua inltrucçáo, e fabedoria ( 2). Alem dos Y ó v o s , e NaçOes exiftentes ,Hebreos

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( r ) Admiravelmenre o diz o nollò famofo Ozorio de Rcgis IrtJitut. Iib. 6. @anuis &orno rnultií negotiir irrterftt nd Jntnmamque fetle#utem yerveriiat ,4 nibil aliud novit , niJi quod i S vidit atque t r a t ~ l e g i t ,fitriper ndolefcei~s atyue penk puev brpc brndus c/t : ùoc igitur quod vita' brevitas aegat litera cumuZatd lavgiuntur. ( 2 ) Sayientia omnium antiquorum txqrrirct jayieirs. Ecclefiafiic. Cap. 39. v. I . ( 5 ) Tbefauros Japie?atium yrifiorurn yuor illi liferir mntzdantes ? J O ~ ~ S reliquerut~t , una cum necefaviis meis veziollvetls , fi guia reyeriamus boni elicimus : magnumqur lsrcrum ~rlritra=Sr. Xenophon. de fa6I. BiEl. Socrac. lib. r , A razáo parece dalla o citado Ozorio lib. 6. dc RcgiE IuJiítut. Quia illi , quorum J'criyta e.rtntit, ornes fertne fuevunr finnno ingettio Jumma do#rina ji!mmaque eloqu~nriapvcoditi: deindc, quod ea gua literis manda, unt usu Juo tntttum i a g r

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( I2 Mas como poderia iAo ler, feiiáo IiouveG fe algum rnetliodo de o confeguir ? Eis-aqui pois a prccisSo , e utili~ladc d o efiudo das Linguas.
C o m tutio

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, coiiio ,

a intelligencia dos diverfi~s

idiol~lgs,em que tem escrito os Sabios que nos prccc~iGr-50 feria Tem dúvida huma mais labo, r i i L i npp1icaç;io Iiuni cftiido ainda m a i s difficultofb c coiiip!icado, do que o particular exanie dos iiicfmos iiinunieravcis objefios, a que as Artcs c Ssiencins fc dirigem ; era precifi~fixar alg u m , que fendo geralmente adoptado pelos S I bios de todas a s Naç6es FervifTè como de amplo canal , por ondc mutiiainente T traní'rnittiffern a s e fitas expcriciicias e obfervaç6es concernentes á Rcligiáo , c á Humanidade, á gloria de Dcos, e á u t i l i ~ l ~ d c Póvos. dos Tãcs foráo (depois dos lamentaveis feculos, em que a invssiio dos Barbaros involveo no tcnebrofo manto da ignorancia toda a Europa, qumdo os primeiros crepufculos da Literatura corneçdrlo a i l l u m i n a r aq&e vaRo Continente ) as Lingu~sGrega,e Latina. Dous niotivos principultncnte imaginar-fe que concbrreriáii para eRa acertadiniina ercolha. O primeiro (fcni f ~ z cnicnsáo de que iicllss foriio orighalrnenr

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A

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nio p r p c r r i u t i t

*u lari:i$iiiao uiiiitntir r i l u r huniniiir allaturn yojlerirnti cotficrarutir. EC A riR. 6 . Erhic. c . I I . Peritot um bomiiruni 6. Jetriorum /ru yrudeniuni /rtiteniiis oyiaiotiilus atrcrrdcrc ac jidtnr adbibrrr

te ,Jed aritiyui$imuruni bnmitium i c r i p t i i ndjuri , 6 ~ l i cot~firmati,C P , qule ~ i d e r u ~ ~e& mngranr t ~ , t

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eywtc't.

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t e efcritas as mais nobres producçóes da Antiguidade) ; porque 3s Linguas mortas s$o niais duraveis, e menos fujeitas ; o u , para incllior dizer, totalmente izentns da volubilidade e alteraçóes a Quea s vivas cAáo contiiiuamente expoitas. O [eguAdo ; porque as N a ~ ó c sexificntcS , e contemyoraness niiniamcnte ciofiis d3 gloria huinas das o u t r a s , teriáo entre fi por lium dcmaziado diltiiifiivo de iupciioridadc a crcolha de huina dellas , cujo partitular idioma obtivcff' s prce. miriencia de rervir de univeria1 iiiterprctc dos feus literarios conheciineiitos. Pela feliz Reitauraçáo e Refórma das Let r a s nelte Reino, devida á Real Bcneficencia do noíío Fideliffiino Soberano o Senhor C>. JOSE' I. (aba que por fi fó feria baltante para fazer-nos cara 3 f ~ i aMemoria , e merecer-lhe o g l o r i o h , e liíol-jjciro Nome d e P'li da l'atrin quc por taiitos titulos d e v i d ~ i n e n t e fe Ilie attribue ) a tnbas eRas Lioguas entrát-50 tambem n o Plano .dos no6 f's ERudos; e C da Grega até aqui náo tem tie do a noffa Patria I i u t ~ ~ i i C a d e i r aferá talvez por , náo ter havido quem folicitailè a rua prorno~áo. Aproveitemo-nos com t u d o das grandes vantagens que nos offcrecc a Latina bem pcrfuadidos de qiie a intelligcncia, e familiaridade das Linguas pricicipalmerite deitas, a que chama'o eruditas. deve iufiamente confirlerar-fe como part e de hiina ed;caS50 l i b e r ~ l e como necea~ria

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introducçáo par4 as Sciencias.

N~u

Efcritores Latinos , fe nunca efkudou mais da que Latim. Eu rei que a muitos efia propofiSáo preceri inteiramente hum paradoxo; {nas a dcrnonfirag20 fará evidente a lua verdade. Sem 30 menos huma fiifficiente noçáo de Rhetorica e da Poetica ( r ) fim eu me atrevo a dize110 fcm h u m coiiliecimcnto regular dos precciros defia adiniravel Arte niriguem entrará no verdadeiro efpirito dos Elcritores do antigo Lacium cujas obras slo e feráo fempre reputadas conio os mod6los do bom gofio jufia elocuçáo , e iudiciofa crítica. Para prova do meu primeiro afferto figuremos dous homens hum infiruido nas regras da Eloqucncia outro inteiramente dcllas ignorante ; fe eiitre íi os compararmos pelo feu talento, e- modo de penfar -elles nos parecerdó quafi de diffcrente efpecie. Para o ultimo o fublime, o maravilho10 o natural o facil o terno, o

Náo preíuma com tudo alguem, que en0s

tende

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ju-

( I ) Ex Portis, Hi/ioricis, &JRbetoribu~ bonorurn virorsrm r&ionrr & lcrmonrs optimos eligemus ; 6. juxta totarn apium /iniilirrrdittcm , rorum participes nos fieri couvet~it. Baíilio Magn. Concion. ad adoleícentes. Et 'tiocrat. ad Demonic. Paranet. Serm. Decet . . poerarum optima guqiue diJcere, &Jea

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lcgrrt , 9u.e alii v i r i fayie?zte~utiliter prlceyeuunr. Nam u# apcr omnibus quidem ffofculis injidcre de Jngulir autem u t i l i a rnrpcrc widrmur ; Jíc crudirionir rtiam compnrarrdr jludio/or nullius rei e f e rudes , jèd undique utilia collígere decet. Et Aeíchin. contra Creliphonr. Ciim yueri funiu r yoetarsm jcrifo?jtiar rdifcinur ut ,rum ad virilcm dtatlm yervctlrrimur illis

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trlanlur*

jucundo

a

ou qualquer erpecic de infortunio o forç5o a recorrer AO foccorro dos livros, por ver ie nelles encontra a confolaça'o, que a verdadeira Filofofia alli tem depoiitado : oh ! que infipidos que fafiidiofos lhe s5o os feus difcurfos ! Elle fim púde lellos ; mas deíconliecerá os delicados e*fublimes rafgos com que o Teu fnbio Author os ornou, e enriquece0 aGin como o Salvagem Americano o 'I'apuia , o Benin , o Gangárn defconhece o valor das geminas, e metaes preciofos que nos feus climas devofitou com liberal máo Natureza. Huma efpe'cie de eff upida admira@o he e mais alto, &as efterii a que o feu efpirito inculto póde alpirar. Entretanto que o primeiro, cofiumado a gofiar do inftruaivo deleite, que ao intelligente offerece a contempla$50 da belleza ordem, harmonia defgnio fymmetria das partes, e conformação da verdade, e natureza , acha dentro em fi melmo hum i n e x ~ haurivel fundo do mais nobre , e mais judiciofo recreio. Parece-me que nada mais feria neceffariopara jufiificar a precisáo, e utilidade da Ahetorica, e fazella entrar no plano da geral InRruc@o da M o c i d ~ d e a f i m como tarnbem a P o c t i ca , a qual náo deve fer conliderada como Iium efiudo diyerio ; pois na verdade a Poeiiii he a

, que confiituem huma obra completa , sáo intei rarnentc perdidas. Se algum dia a iolidio , s ociofidade ,
as mais bellezas

, e todas

(

15

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;ti-

filha primogenita da Eloquencia, e a que particularmente eleva os noffos penfamentos, inflamma a imaçinaçzo aviva as noffas diícri~ O c s d 3 força ás iioffas palavras e finalmente n que derrama í'obre os nonòs d i l c u r h s a riqueza, c f ~ i b l i i n i d a d ede i d b a s , a variedade, e harmonia do efiilo a delicadeza, c e l c g ~ n c i adas exp rc fsócs. IRo n5o he pertender que todos os que entrio na carreira das Lctras k j 3 o 0r.tdores e Poetas. Eu fei que hum Homero , e hum Virgilio , hum Cicero, e hurn Demofihenes sáo producç6cs, ein que a Natureza parece trabalhar por muitos feculos ( I ) Porbm aquelle a quem ella náo concede0 o talento para. a coinpofiçáo em hiim , ou outro gcnero a o menos pelo efiudo, e a p p l i c a g á o dos preceitos fe habilitará, náo f6 para elcrever pura e c o r r e é t m e n t e no efiilo epiitolltr e nos communs e mais importantes negocios concernen tes ao feu eltado e profiLsáo ; mas tambem para a intelligencia dos Efcritores,

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que Y ~ Vnas X O idades da Literatura e ~ felices que
( I ) Vcrè mihi Iroc ~ i d e e r f i diflurur : e x orn?ri[>uriir gui e i n b a r u a artium Judiir l i l e r a l ~ m i f i m , doflriuirque v e r j a t i r

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tni?iimanr copinm yeetarum eprrgiorum e x t i t i f e : ntque i n boc ipJo nrcmcro i n quo yerrnro exoritur aliquis excellcrzs Ji diligenter 6 ex tioJrorum, 8. r x Grrcorum copia rnmparare voier muttd tameri pauciorer Oratorcr , gulim Poetie liolri reycrier2tur. Cicer. de Orat. r . Quem deiejar mais póde ver os Cayiriilos 1 . 1 111. IV.e V. onde o Orador liornano [rara amplamente e h

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materia.

que primeiro arvoráriio o gloriofo efiandarte da verdadeira erudisáo e do bom goRo fe quizer utilizar-fe da fua experiencia e conheci-

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mentos. Coin t u d o , feria improprio. e mefmo iiidecororo que huin Erite , a quem o Creador dotára d e razzo, e entendimento, ie contentaG fe com adquirir-toda a fua icicncia (reja-me licito dize116 uiliin ) cin fegrindn m h . Q e o nienino, que ainda náo púde firinar o debil , e dclicada' pé para d a r oi priineiros paffos, Icja conduzido pela 11160 da caririlioia inái , ou do aio cuidC~dolò pede-o a natureza e a mefina razáo o approva. Mas que ie diria fe ainda depois de a d u l t ~ elle 1 náo atrevere a andar fem o ar, ) rimo, a que na infancia fe havia coitumado ? Pois t a l , e póde Ter que ainda mais vesgonhofa k r á a inerciii d ~ q u e l l equc deixando ociofa a fua ra, záo nada featreve indagar por Ti m e h o e cegamente caminha pela earada que lhe indica talvez huin caprichofo e extraviado guia. E m materias de tanta importancici, como sáo a natureza e propriedades dos Entes e ainda mais particularmente a fumnia felicidade do homem, &o deve, o que fe reíolve a entrar na profifsáÓ das Letras, e que afpira ás dignidades da Religiáo, ou aos einpregbs da RefLblica ,contentarfe com hutna noticia hifiorica e r e ~ o u f a r inteiramente fobre a experiencia e tefiemuiiho dos outros; mas eRB obrigado a examinar a verdade

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A

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1

C

dos

dos objeOos por ti mefmo, e a adquirir OS conhecimentos hlet~fyficos e Moraes, fundado fobre a propria experiencia , e obfervasáo. Ora iRo he o que F cliarna Filofofia Racional a qual c cottitircIici:~ie ii icid3g~çZioda verdade, o conliecirncnto abfisaflo de todas as couf.1~ a f i m lium.inaS, coino Divinas, que podem icrvir de objcRo a eAa ii~cPinaiiidagnçáo e fobrc tudo a appl icaçcío de todos cltes conhecimentos :ís acçócs , e prqje8os humanos , deduziiido da fituaçáo da nora vida, e coiinex0cs com os Entes que nos rodcso , 3s regras d a noffa conduaa fixando a cconoinía '13 vontade, c dos affe&os, cita-

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guiando-rios pç1.i c i t r ~ d adn &tude d poffe da, vcrd.idciri fc1ici~Lide por que táo anfiofameiite

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fufvir;imos. Seguindo paíh a paro o natural progreffo do eípirito humano na carreira das Letras, julgo t c r arás iuoftr~do que o L a t i m , a Rhetoricii, e a Filofofia sáo os principaes ramos da literattirn humana , que entra0 n o fy'yRem3 regular da pública IiifirucçTio e que debaixo do titulo d e H~innt~idadcs confiituem a bafe dc huina educa5 liberal, e os iiidifpetifaveis preludias do pre" iciitc Scm iriario. Coin effeiro o Teu efiudo náo 4 6 nos 1iabilita para a intelligencia das bellas prodiicçóes dos fabios de todas as idades , nos familidriza coin o verdadeiro goRo da cornpoíiç20, e nos dirige na citrada da vida, mas tambem fen-

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G-

Gvelmente contribue para o vinculo d a fociedade , e para o iocego do ERado. Elle dilata o noffo eepirito, aperfeiçoa o eiiteiidiinento Tuavira os coftuines , fcrcna as pairóes nutre a re3 ~ x 5 0 ,e finnlniente rios diíj~óepara as mais ternas , e jucundas IcnTaçóes dn v i d ~ iocial. H u m homem ( a confiante cxpcricnçia m c aiitlioriza p a r a o affii-marj fim , hiiin horncrn, que fc fainiliarizar com eRes iitilifirnos conlieçiii~cntos,nunca virá a fer hiim vaE~lloícdicioíb hum filho derobediente, hurn p a i deshiimaiio ,lium cfpofo intraonvel , Iium perfido a m i g o , oii finalmente hurn Iioiiicrn turhuleiito e malfeitor. Mas quanto mais a nora indagas50 fe entranha no intlicado labyrintho da natureza, mais o m~ro~~~~pirito fie conveiice da incomprehenlivel MageA.ide do Teu h b i o A u t h r , e da infiifficiencia d a iioff. fraca e limitada rnzáo. Parece que o Omnipotente, para confuiidir o noffo orgullio, e intimar-rios a iinperfeisáo da nora natureza degenerada quiz que o conhecimeiito das fias principaes obras zombaffe de todos os esforços do noiro erpirito e illudire as mais exa&as indagaçóes do noffo entendimento. A creaç5o do Mundo, e as fuas diverfas revoluçóes; a quéda do homem , e a Tua admiravel Redemp ~ á o o Juizo final , e huma vindoura immortali; dade sáo objeoos, em qiie a humana fabedoria n50 podia inltruir-nos , T o Senhor náo fc tivefe fe dignado de os revelar. Q u e alegria porem C ii náo

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deve fcntir o fincero Filofofo em ier fufficientemente infiruido em tlo importaiitifirnas inaterias pelo meimo Deos, que cm hum, e outro TcRimcnto nos quiz etiriquccer coni efic legado dil Ti13 rcvelaçiio ! Legado inaprcciavcl que lias conltitiie coIicrdciros d3 í'ua Gloria, e bema ~ c n t ~ i r a d opelo interininavcl periodo da eters nitlacie ! V I Shbeis, meus Senhores qiie eu fallo da,; fatitas Efcritiiras fontes incxIiaurivcis dc toda 3 ?'lieologia, D o g m ~ t i c a Polemica c Moral ,onde ,debaixo do fimples ornnmeiito da verdade, e da magcfkofa bellcza do fublimc fe encontráo as regras, a que devemos conformar as noras a c ~ b e s neAa vid3 , e depois dclln Ter jiilgados na out r a : onde fe coritfm ns rniris jiidicioías, e fublimcs doutrinas, os mais uteis ,c importantes prcccitos : onde ,n'hum eRilo o mais jucundo e o mais pcrluafivo o Efpirito do Senhor que Te r s p r i m i ~pelos orgáos-dos Efcri tores Sagrados infirue a razáo hucnana em tudo o que ella podcri3 dcí'ej~r fcr infiruida. Alli amilainerite' fe delcrcve a origem os viiiculos e os deveres do homem. Alli a perda da fua primeira innoccncia a degr3daçá'o da Tua natuieza e todas as portentof.1~mzravillias , que a Omnipotencia obrou para a iua ref6rma e i a l v n ~ á o ,difiineamente fc relatzo. Alli vemos da inundaçáo d o a n t i g o furgir h u m iiovo mundo ; os Patriarcas povoando fegunda vez a tcrra que por cR3 uniO ;.

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ver-

1
.face ; a íbberba

.veria1 catafirofe havia mudado inteiramente de dos homens conf~iiidida;o Etcrno horroriaddo com os progreffos da abominavel

idolatria eicollierido liuiii povo para fer o deyofitario da verdadeira Religiáo ; os Profetas vaticinando para nora utilidade ; e ultiinamente o Senhor, c R e i d;i Gloria , defcciido dos Ceos a habitar eiitrc n6s ein huin cfiddo abjclio para cumprir o ndmiravel plano d~ Redempçso e reconciliar o homem com a Divindade offcndida. Alli a iinmortalidndc c o f u t u r o i' rcveláo. Alli o folemne efpeflaculo do Juizo final e as elpciiitoF~s fccnas c13 confuinmaçiio dos feculos diante de nós T repretsiitão. Alli finalineiite as e portas do Ceo fe patenteáo, e . . oh ! que inexplica~el 'amuencia de gloria íè .nos prepara por todos os feculos de huma eteriiidade fem fm ! i Dizei labios da terra, vós, Filofofos Gymnofophiftas Mggcs Bramines Druydes ird dos ou por qunesquer outros nomes que quercis vos appellidem : dizei d c que fervio toda enà orgulhoia fciencia, de que tanto vos jaAaveis , le clla vou iiáo pode ao menos iniciar ncft e fublimc e admiram1 fyitema da Sabedoria ceM e ? Sagrada Tlieologia fciericias do Chriitianií'mo vós idcs coro3r effa grande obra ;vós fois o fiin a que todos os preliminares citudos do prefente S e m i t i ~ r i o[e dirigem. Sem v6s Cem as i m p o r t ~ n t e sdoutrinas da Religi50 ; fem OS conhecimentos do Dogma e da Moral, nenhum

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pIa-

plano de educasgo poderia fer util, e intereffante a R e ~ u b l i c a , nem m e h o vantajofo aos particulares. ( I )

Eis-

( r ) Sir igitur j a m Loc a principio perfuo/um civibur , d e o~~tiirrm rerunr, ac niodgrntorcs Deos. t qualis 5 q v i j j ~ jír , p i d ngnr ., ~ u i d /e ndmittnt qua nietite q u ~ e ir3 pirrLztr coinr relibio?~rr, ir>rueri ; piorum impiorím baberr vali,-:~:.m. Cic. de Legik. Iib. 2 . c. 7. Deos yctlerari 6 colerg dcb:t?!us. Culiur autctn D ~ o r u meJ! optinlus, idemyue ca/iflnrus, &(que ~'nn-?ifinrur gletiifl~niurguryietarir u t ror jenrper pur j , irr;egrâ , incerrrcyta &+ ~ Z E ? I I C vale Y f?lcl'en:uY. N o b enim Pb,l+ylri /ol:inr, verrim etinni maiores 1roJ7i.i fupP?/3itionem n HI/;R:oric 1:pfirfivet utrt. ld. dc NnturÚ Dtor. l i b. 2 . c. 2 8 . 118 li>c"e auttni $ 7 Jimuintiorris, Jicur reliqud. ~ i r r u t e r ita y i e t a ~ :r it;f@ nora potc-& ; cum qun Jimul 6 fatjffiratem &a Religim rum rolli tlccept c/ : cluibus JuLlatis , yerturlntio v i t e lequitur
@,irias

,

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, j d t s criam, jòcietas bumaai generis, 6. u n a excetirntifima uirtns jujlitia tollatur. J bid. li b. I . c 2. Utiles A+ tem t J è bar opitriones quis neget ,ctim it~tellignt qudm multa , j m t n t u r jurijuratldo ; quantr Jalutis Jitit fo~derunl religiones ; gtrlim nsuitor Divitzi Jupylicii nreiur a fielerc re.uocar.it ; quamqur jan2n fit jocietar civium itttcr iyjôr diis immortalilus intevyojitis rum judicibur rum teyibus. Id. de Legil. li b. 2 . c. 7. Creio que T n i o p6Je d i z e r mais claramenie q u a n t o as D o u t r i n a s e d a Reliyiáo sio intereffantes, eqiie íeni ellas toda a ordem da Kepublica, e a mefma utilidade particiilar fe dritruiria. Para rubor, e confusáo n o r a , devemos adniirar-nos com o A bbadr ri' 01ivete do modo com que bum Pagdo nos cxyõe ( além d e olltras verdades da Heligiio revelada ) o importantr Do~rna rJn yrektr;n dc bum Deos cJct-utador dos cornço'es. Criminar-me. hio t a l v e z , de que eu , tallanrlo das lciencias do Chriltiaa nirmo , me íirva da doutrina de lium Eihnico; porém O r i genes, e S. Jeronprno fará0 a minha Apologia. Diz pois aE fimo primeiro : Si forti tjrr nliquando iovet~inrus aliquid Japietlter a Gfntililur d i a u m , non conririuò cum auciorij rioniiiie ,fperneic debrn2u.i i dzlla :nte pro eo , % quod legen? a Den dotam tesemur ,co7ive@irnos t u ~ ~ c/uperbiâ, &Jycrnere verba yrudestiunz; /edjicutApo: re
~UI!,TIY

mng:'"

r o r ~ j u j i o . Alquc baud j'iio

, nrí yic.írrte

advevfus Deos

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( 23 1 Eis-aqui , meus Senhores, como o fyltema regular da pública infir~icçáodeve concorrer para o auginento do Ciirifiianifino, e para o Jòcego do Efiado. Eis-aq~italvez mais do que feria neceffario para excirar o voíh rcligiofo e patriotico zelo n promover o elt;ibelecirnento e corifcrvaç20 deite reccni-nafci~lo ( feil-ine pei; mi ttid a a exprefsso ) dcRe recein-iiaCcido Seminario. Ser-vos-ha indifferente que os v o f i s proy lios filhos , voffos parciites , voffos amigo.:, arrancadas as trevas da ignorancia , refpl~iideçáo algum dia com as luzes de huina clirifiá e liberal educaç3o ; a q u a l náo fó lhes franquee o n c c e G das honras empregos e dignidades mas t a m b s ~ o~..~prepare,.obaB.ilite exercer para dignamente as luas funfóes? Se os dcfiinais para h! inif ros do Altar, Interpretes da Religiáo Oraculos do Evangelho, DiTpeniriros dos thrfouros da graça devem fer infiruidos nas Cciencias D i v i n a s , e Ecclefi:.iticas, para cuja intelligencia concorrem , e s5o em certo modo Cubfidiarias as chamadas Humanidades: fe a nobre l'rofií'sáo das Leis, d Iioii rn da 'Toga ao exercicio de Jurifconfultos para ferem os Proteaores da innocencia os Flagellos do crime os Advogados da Patria

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OS

jol~s dicir : Omnia yroba~:rer,quod bonnm e/? renrnter. Origens Exodum Homit. I I. E o Fegurido: Quatrdo Pbilojdybor lei gin~us,qun71do i71 mnnus no/i'rnr l i h i .vetiiulrt Jnyientid fecula. "r Ji quid irr eis urilc reperin~ur, irt#runi dogma cori.uertimw. ad Hieron. EpiR 2 2 . ediiion.

Enet. an. 1766. inq. max. tom coj. 75. & EP. 146. yeterum editionum.

JuAiça ; a mais folicla baí'e deRe importante ecdificio Scri o amor da humanidade, e o s conhecimentos das Leis dn Natureza, e dos direitos gerdc.; do genero humano principias fundamcntaes de Iiuina boa Ethica : fe a o ferviÇO do Efiado huma tal educag30 lhes Terá igualmente proveitofa. Aquellcs que melhor conhecerem a iisturczn do Governo civil os juitos limites da authoridndc c da íbjjciç5o, e o s principio~ univerfaes da equidade, e da virtude, feráo ietnpre os mais déitros Politicos, e os mais conltanks Patriotas. Sc cu náo tivera a felicidade de fallar á face de hum tSo erudito, e refpeitavel Congre& fo, cu-ins fiipcriorcs luzcs , c jufio difcerniment o fazem íiuperfluas todas as razóes, que a minha irnaginaçáo podia fuggeri-r-me ;e ie para perfuadir eces entliuíiaitas do liicro, a quem a infaciavcl avareza f ~ parecer difpendiÒfa a educaz $20 d e feus filhos ; ou effcs indolentes, que nafcidos no feio da abundancia * pafsao n'hum vergonhofo ocio a mocidade, a adolefcencia n o vicio a virilidade no crime , e a velhice na deG efperaçáo me víra obrigado a valer-me do exterior, mas para a maior parte írrefiitivel poder da authoridade eu lhes diflera com o famoío Patriarca de+Conitãntinopla ( I ), que u a mocin dade ociofa e impudentemente educada, he Y, en0s
d3

Orgios

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( r ) Div. Chryfolt. in Matrh. Homil. 38. Oriojh juvtntur impdcnter educata, emni feroci$imú b:/iâ imnianior e/.

entre todas as fdras a mais cruel. » Q e aEm u como o cainpo inculto e derprezado (sáo do $~biÓBifpo de Silves o iioRò grande Ozorio ( I ) eAas palavras ) quanto mais fcrtil Iie mais fe eiriça de iibrallios e de elpinlios, c com @ereza de agrcftes plantas inteirainciitc le cfiraga ; affim o cSpirito d a mocidade, fc com humn educaçio liberal C náo cultiva, quanto iilnis illufirc e he a fua indole, tanto mais com pcfirnos vicios {e deteriora. 11 Par iKo (defia forte o confirma huma das maiores luzes daIgrej:i ( t ) ) por iKo de nenliumli í'orte deve a initrucç5o vi tuperar-i', í> como o pensáo alguns (1;oincns na verdade ruM des, e infeiil3tos ; e que porque anim o p c n s á ~ , r fc fazem dignos,do i1049 deiprezo) pois quereri8o'ii;rtaniente que todos foTem taes c o m o >t elles s5o a fim de quc i foinbrn da geral 3 ipnoraiicia Dudeffc em certo m o d o a iua eltar u N occulta. » Eu llies repetíra a judicioia lentença d e Dioeenes tgo infelizmente Gerificada nos n { o{os dias c no noffo pniz : que os filhos m a l educados sio as maiores inimigos qtic os pais D tem.
r,

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de Hexis I~lJitrrt. U t crger ? i e ~ . I ~ R u s i?icuii E Ò viagir Jpinis & vepribus , $7'. ngrrjiarn p l ~ n t n r u r n rr/yevitate wlJntur : itn cdm nttintus nlinimi ,cditur liberali d i f c i p l i l j i , quo clnrior e) illius iadolss e6 pluribus , & tetrioribus v i t i i s ohruitur. ( 2 ) Div. Gregor. Nazian. Orar. 8. Xaud qulquani i z i i s r a'i{ciplin,e lunt uitapernnd,e oemadwlodum n o ~ ~ ~ i u l l r 'isd t tur ;. v (/rd rudes r&- iniperiti ~5 irn / e t ~ t i u e t, Jir 1.t neglieeulf.) qui ~ e l i e n tenim omtrer tnles , q u ~ l e r Jutrr , e fe , yuò in ~ommuni ipji iguor'mtia lntere 6 irtfiirim argumerara efsgct-4 p ~ f i l t k
I.

( I ) Lib.

ias, quo ferriiior eJ

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tem ria canfada velhice ( I ) . E ultimamente Ihes clamára com o MeRre de Platáo ( 2 ) : Aonde, 6 homens ( affirn repreliendia Socrates aos Athenienf ~ s ) aonde vos precipitais, que pondo todo o voni> cuidado em amontoar riquezas, iiiteirament c vos efqueceis de voffos filhos, a quem haveis de deixallas ? alas parece-me que já fatigada a voffa atd tens50 tacitanicnte accura a minha prolixidade. Eu n í o abuhrei da voffa modefia 'condefcendencia : a melma civilidade com que me efcutais, o meu fileiicio. feri huin poderofo infcntivo C o m tudo n prcfença deita refpeitavel Corporaç50 , que hoje pela primeira vez fe offerece eni eipe&aculo 5 iioffa vifia, pede, nem eu poffo lnegar-llic, as primicias da minlia veiiera~áo c d o meu acatamento. He de v&, Senhores, que eu fallo ;de v6s, a quem o perfpicaz difcernimento do noffo Excelientiffimo ,e Revcrendinimo Prelado efcolheo para ~ i n i i t r ó s das fuas Cabias, e providentes determinas&~, eficazes initrumentos dos feus va[t o s , e utiliffimos projeaos: d e v6s, q u e incumbidos da educaçzo da mocidade, podeis, infpirando-lhe o amor da virtude n'huma idade, em qiie o feu coraçio he Culceptivel de quaeiquer im-

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,

pref( i ) Filii mal2 edncnri , fummi b o t e s patribus itz Jetzeflutc junt. ( 2 ) Plar. in Cliriphon. QuorJum rairis, bomincs qui omnr i14 conzparnridis prcuriiis vejlrum Judiunr facitis ; filiorum ~ t r 3 d iuibur tas relinguiair rrullam juriè curam /u/ciyiiis !
#

,

,

fazer hum mais importante ferviço 4 prefs6cs Kel igiáo , e á I'atria ( i ) , do q l i e toitos os M3giRr'~dosde liurna , e outra jerarquia, zinda que arrn~dos coui o poder da Gpremn autlioridnde fe nos 11nbitos d o vicio, por falta de cducagáo vier a f~zer-lccaloia e obfiinada. Jidificai pc10 voffo procedimento o acerto de lilima t5o honrosa ercollia. Nlium plano d e t a n t a importancin , como a Kefórina , e- Regiilarnento d o prcfeiite Srminario , n$o devem entrar fim20 homens d e hum irreprehenfivel caraller ; liotnciis , cqin vida feja hurn coiitíiiuo com tnentnrio dos feus preceitos ( 2 ); e cuja virtude, iem hypocrifia ,fejra hurn fcguro penhor da rnorigcra<;Zoda mocidade, entregue a o k u cuidado ; .bmegs que p e r í ~ ~ a d i dos do 'grande-depofito que fe lhes tem confia' do , fej5o inciinfaveis em defempcnliar os feus dcvercs , rnoitrando lium riáo filiçido zelo pelos prefentes e fut~irosintereries dos feus pupilos; homens, em liuma palavra, proprios para infpirar ainor , e reverencia e capazes pela d o ~ u r a do feu temperamento de alcatifar de roías a efD ii tra-

,

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Hir prlejertim movzlius ,ntque renrporibur quilzlr ita pvolclpíh e/l vefratint~dn atqae coercrndn lit. P c !?ivin. ) validiorn ramen /unt exempln g:l/itn verba ; d plrniur ejl opere doctre guim voce. Leo Magnits Serm. dc .
ate omttiutlt oyibur lib. 2 . C. 2. ( L

( r ) He, depois de ter exercido dignamente todns as Magifiraturas de Roma, que Cicero , filndndo tia prcprii experiencia ,o d i z afiim : Quod nruaur Rtipulrli~knfct-vc mnjttr , meliusve poguti~us , quiin Ji dosenrur , atqup rwdimur jnvctrtutrni?

S. -Uurent,

+

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Sciencias. Com cRas boas qualidades, confidcro, Cuavilareis em grande parque cm te o laboriofo exercicio dos volfos refpc&ivos empregos; e como o principal, ou talvez iinico objcfio da prerentc infiituiçáo, h e , como já dif{ c , educar a mocidade, formando Cidadáos uteis 6 Patria e infiruir os MiniRros do Santuario, proc~ir.~ndo que digiiamentc defempenliem as fiiiiçOcs d o Teu aug~ifio Minifierio ; dcveni a piedade, e a virtude cRar lempre d i a n t e dos voffos olhos, e mais em vonàs acçGcs, do que em vofia boca. A mocidade, que olha de ordiriaiio com tihiczs p x a tudo que tem apparencia de preceitos, he vivamente tocadn pelas boas, e recommcndiivcis acçõcs ( r ) , 3s q i l i i ~ ~ maior par-. pela tc iriipririictn no feu ccrcbr-o táo profundos vcftigios, qiic nunca mais fe rifcáo d a fua meiiioria. lito ;os p6e na indirpcnravel obrignçáo de ter fempre os olhos vigilantes fobre os voffos pupilos delviaiido-os dos objeoos que involvem nocivas qualidades fazendo que em torno delIcs tudo reípire pureza , verdade , e innocentia ; e efpr&tand'o, por affirn dizer; a opportunidade d c lançar em Teu coraçáo as feinentes das virtuílcs, que n5o deixari6 d e produzir o centutr3d3

,

C

,

,

( i ) Prkciperc aliir relle feri idiojum cJ

rumorem ntiinii o l e t : nlttrr e ~ ~ i nriojlrn fublzmis ac j u p c r b a , z ut ~ z . ? n m praeptiuriem t n m l u n m ir inpietrtiore dcdigtratur acclpfr: ; . eidcm oblique prr e:ceniyla, < Glnridj Jibeuori acgui! i : r

,

,. guad a r r o g a n r i a n ,

,

&ir.

Laurçnr. Valenl. in Procemio HiRoriar.

( 30 1 regiilar , e irreprehenhel, eftabelecido e uniformemente fufientsdo f'obre eitcs nobres , e Tublimes principias: Religiáo fem fanatiimo , piedade feri1 hypocrifi~ compaix8o f i m fingimento , generofi~ladcCem ofienta@o, jultiça mifiurada de clemencia e patriotiirno com todas as virtudes iòciaçs,

,

,

,

SEGUNDA O R A Ç A O ,
COMPOSTA, E R E C I T A D A

PELO AUTHOR,
NA A B E R T U R A D A A U L A
DE

FILOSOFIA
N A PROMOÇÃO

RACIONAL
DAS LETRAS

PELO

E X C . ~ ~ REV.~IO ENHOR E E ~ S

B I S P O D O

F U N C H A L

D. J O S E DA COSTA T O R R E S ,
mente lameiitado atci aqui fempre em váo, chegou finalmente a í'uí'pirada Epoca, em que deviáo ceíl'ar as minhas queixas. Depois de humn dilatada, e tetiebrofa noite, me parece vir raiando a madrugada e a ribnha Aurora tingindo de hum rofado crepufcu10 o liorizonte prometter-nos hum claro, e fere110dia. Ao liarmon~ofo concerto com que as fonoras aves faudáo o afiro luminofo que vai nafcer e diante do qual as efcuras, e denlàs nuvens fogem fe diffipáo e defapparecem fobrefaltada defperta a Funchalenfe Mocidade ; e do leio do ocio, onde jazia

D

EPOIS de ter por longo tempo amarga-

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, ,

,

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,

no

no mais profLindo íomno , começa a levantar Em v30 para arrancar ao vergonhagruida íocativei r. da ignoraiicia ,ajudado d e meus Call c p , jllc extcndia eu a millha debil lnáo: ergo mil j fortes os duros, e pezados ferros com que c f i ~tyr.inna da razáo a tinha preza ao. jugo da inerte indoleiicia, para que não foffein abortivos norís esforços. ERa vifioria citava relervada para I i ~ i r n b r i l p mais podcrofo. Hum mais robuG t o , e mais defiro Athleta d c v i n numernr entre as Tuas g l o r i o f a s expcdiç6es o illufire vencimento deita f a t a l Hydra. E entre tanto que clla fibilando dc raiva, 'can baldados, mas repetidos ataques, p tocura ainda i i i f i i llar-lhe o negro mor rifero veneno , qcic eiitre cnlànçuentnda efcuma pela dcvorantc f'~t~cc voniita , cuberto com a inv~ilner.ivc1Egidc o valerofb Heroe promette riso defiRir do combate, até que o nefando monEtro convulfo expire aos fcus inccffantes e inevitaveis golpes. Aos tofcos , mas parecidos raí'gos do meu fraco pincel ; á humilde, mas encrgica proporçáo defta ~llegoricapintura, qual de v6s com pezar fc iiáo recorda do laitimofo, e deploravel d a d o de decadencia, a que fe achava reduzida a Literatura na no& Patria ? Mas qual tambem ao mo tempo cheio de jubilo fe náo figura n'lium já 1 1 0 ~ 0feculo de ouro, onde as Artes, e as sien<ias fe v e r 6 florecer debaixo dos aufpicios de Ilum fabio, e religioio Alecenas ? ? SaI

(

32

)

,

,

,

)I

( 33 Sagrado Miniitro da Augufia Providencia !
a

quem a xnefma Sabedoria eterna parece t e r a huni t e m p o deitinado para PaRor, e para MeRre: T u , que animado do verdacteiro efpirito do CliriitiaiiiTino iabcs coilciliar a gloria ' { c Deos com a utilidade dos honiens, e h z c r caiifa d a Rcligiáo a caufa da Humariidade digna-te d e inclinar porhurn pouco os teus indulgentes ouvidos : benigno efcuta as ma1 lima; dos veriodos d o mcu Diicurlò. Eu 1150 vcnlio com altuciofas, e adulndorns palavras tecer-te h u m merccnlrio Pnnegyrico. Maldito o pri-. mciro ,que deita dctefiavel c infefia linguagem C fervio! Maldito ,o_aue para corromper a tua e al ~37'l% a lev3lIn aos teus canatrever didos oiividos ! Amante, e ProteRor das Letras ( qualidades; que plenamerite dcpócm eiu favor da tua meíina f ~ b e d o r i n , ellas fer;io as que a ) ku tempo liáo de tecer-te o mais perfeito , e o mais completo elogio. A ~ 3 t i n i d i d e , 1lkea .torica , a Filofofia que até aqui inlultadas pela impudente ignorancia foErêráo n e F u n c h a l os mais indecciites opprobrios ; hoje protegidas pelo teu poderofo braço, já nóo receiio alçar com alegria o modeito femblante. Sei~fivcisao teu beneficio, Teu Rcfiaurador te acclainardó em todas as idades ; e fazendo que o teu Nome Cobreviva aos eRragos do t e m p o , o feliz dia da Tua rcfiauraçáo f u i a mais b r t

Tu,

,

,

I

,

.e

- Li i

,

lliante Epoca da tua HiAoria.

N

E

Sim,

( 34 Sim, meus Senhores, efies importantes e utiliffimos coiiliecimentos, com que a Real Bcneficencia dos noffos Auguitos Soberailos quiz facilitar , e promover a infirucgá'o dos feus fieis vafilIo~,feri50 femprc olhados neRe defgraçado Paiz le náo com efcandalofa irris30 ao menos com hiima culpavel indifferença a náo fcrein as iubliines luzes, e o pafioral zelo do noffo ExccllentiiIimo ,e Keverendiffirno Prelado. Vós o fabcis : dilpenfai-me de o repetir: elle nie ouvc devo rcfleitar a fua modeitia. E por n5o abufar da voffa paciencia, dcixaiido os outros ramos deite bello fyfierna da pública infirucgáo que nos feus relpeAivos Profeffores tein fem dúvida mais fabios, e mais eloquerites PanegyriRas , tratarei Iútnente d e moftrar-vos no prefente Difcudo a importancia e utilidade da Filohfia Racional. Procurarei íèr concifo. A c a d a da Literatura he cauia voKi : Teria indccorolo valer-me de outro titulo para obter as voraas attenfóes, O interege e a gloria sio os dous eixos, em que a máquina do homem fe revolve : o prazer e a neceffidade, a poderora e invencivel força que a impelle, cuja acçáo he regulada pelo entendimeiito, ou dirigida pela vontade. Eite a d m i r a ~ e lC ~ ~ P O R Omateria organizada, e de de efpirito afiivo e cogitante que ein quaiito a primeira parte fegue iieceffariamciite a encadea$20 dos acontecimentos Fyficos ; obra q u a n t o a &gunda Com total e ablaluta ipdependencia,

,

,

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T1 a

( 3r ) Talhe a liberdade do homem. M s o Sabio Creaa
dor (que para depofitar nelle huma imagem rua lhe havia feito eRe generolo prefente) antevendo as funeltas confequencias do abufo com a meG ma Omnipotente Dextra que o forrnára, gravou em Teu efpirito hum infaciavel def'ejo de felici-

,

dade.

Ha no coras50 do homem hum eipagofo vazio, que nenhum outro objeoo pGde encher. Em
qualquer efiado, e m qualquer condigáo todos afpiráo a eRe doce, e appetecido fim. Com tudo, os frequentes enganos, que coin fantafiicas apparencias illudem a iùa razáo ; e as vehementes yaixóes que com rnentirofas ,é liiongeiras efperan f f n r a d q , sáo outros tan'1hes ín;Péaent.a confceyiío do que táo anfiofa mas frliitradamente procuo . O juito camiiihando pela eitrada da virtud e ; o perverfo nadando no immenio pilago dos vicios : o iabio confultando a razáo e a experiencia ; o ignorante vagando icm tino, e fem confellio: o libéral pelo bom ufo das ruas riquezas, fuaviíinedo a necelIidadc do indigente ;o avaro ainda mais pobre no centro da fuameíma opulencir engroffando com os defpojos dos miferaveis os feus criminaes thefouroe ;o generofo efquecendofe da affronta e ehontaneamente perdoando ao aggreffor ; o hngativo iacrificando iudo ao Teu refentirnento e cevando o implacavel rancor no fangue do &u contrario : o coApaliivo interne~n-

,

,

,

,

.

.

E ii

do-

( 36 1
do-rc
roni

3 0 ~ f p e & C u 1 ~ da inifcria c efln~igando bcncficn máo as lagrinifis do dcfgiaçndo O d c s l i i i i i ~ ~ ii iiio fcrifivel aos clamores da afflicsâo olhnnLjo com eiitranlias de ferro as icenas da caIartiid3ile: todos fc prop6em por objefio a propria fclici'hde : todos, todos igualmente querem fcr fcliccs. Mas ignorais vós aoiigem de táooppofios fentitncntos ? Defconlieceis a caufii q u e ctfciros táo contrarios ? Soiidai , f«ndnr

,

,

,

cuidndofanientc o liornem, ex~imiiinicom :irtcn530 todas 3s fuas acs6cs c entáo vos feri fiicil coniiccer que todas as malignas influencias do vicio sáo r i i o t i ~ ~ d n s pelos erros do eiitendimento, ou pelas desordens da vontade ; deploraveis conSeqiiencias da culpa do pri inciro homem ;defeitos aboiniiiaveis quc a L7ilofofia tem por objeto corrigir, e acauteiir. A eRa palavra F ~ f j c n5o a-juntei ( e u vos iooft fupplico*) a prejudicial idéa de hum extravagantc , e nioiifiruolo tropel dc queltíics inuteis d e regras ociolas, de barbaras enprefsdes, de itiintetligiveis vocabùlos, com que o eicolafiico orguL lho , aborto dos feculos corrompidos, extorquia OS applaufos da credula ignarancia que fó adm i r a , e louva aqui110 que náo entende. Perceber a realidade dos obje8os ; diicernir a relnçáo das Jd6as ; acautelar a falacia-dos fentiaos ; cohibii a s e ~ c e f f o ~ imaginas50 ; examinar a folidez da dos juizos ; efiabelecer o nexo dos difcurfos ; pea força dos argumentos ; dilpôr o e n c a d e a raiem-

,

,

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vontade s3o aitida mais ~iocivos, e ritermo iiinis culpavei~ do que a illicnaçso do erpirito. Conhecer o b e m , e abraçar o rn;il; difcorrer como Filofofo, e obrar como iiilenfato $20 contrndic. çSes, que ~ U L I C ~ ~ P deixar ~d c criiitii~ar-Se. O ~ C ~ O DeteR:ivel procedimeiito que Tó Iiiima depurad a Ethica póde com os fcus faudaveis preceitos corrigir ! A eRi o@iofiffilima Sciencia devc o homem ira vèrdàde os mais iiiiportanteç Serviços. Ella hc quem a travéa de innumernveis c moilltruolòs fyRcrnns de huma qiiimcrica bema\~ciitur3nçn fempre accommodados a o cspriclio d a imagina550, que os forja, lhe mofira o iinico, e infalli. vel caminho dc a conkgui r , daiido-llie a conhecer o caraaer do íi~iinitnoRein. Elln llie enlina a medir, c calcular pelas fabias leis do lioiielfo o que hc verdadeiramente util e agradavel ; a fixar a idéa do licito a moderar a violeticia das paixdes, a prcfcrever limites 3 virtude, a levantar barreiras contra o vicio. Ella lhe fiz ver a prudencia , feparando cuidadofamcnte o bein do mal; a JuAiça d a n d o a cada Iium o que Ilie perh tente a n.iiiguem offendendo amando a todos ; a Fo r,-

( 37 ) mento dos raciocinios : eis-aqui as funç6es da verdadeira Logica ; arte Divina, que dirigindo o entendimeiito na indagag5o da verdade ,defvia a razáo de precipitar-fe no erro. . Mas nem todas as dcforderis do homem nafcem deAc pcrniciofo principio. Os defeitos d a

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F o r t l l e ~ atolerando a adverfidade ; a Temperanç cohihindo o appetite. Ella ein fim Ilie a%nala a os devcres d a creatura , do vaff~110, do patriota, do cidnd50, do familiar, do aliiigo do homem, devcrcs todos d e huma abf'oluta neceilidade , e á excepçáo do primeiro todos de huma mutua corre ipondencili. ~ c i x a r e ieu no filencio as utilidades daquelIa a h l t r a f i ~Doutrina, a quem os Sabios q u e nos precedêrio, náo k fe por excellcncia, ou pelo i objeflo, dcráo entrc toda a l:ilolòfia o titulo de Primeira ? Pcrdoai, Scnhores, fe vos for mole6 t a a niinlia prolixidade, Eu vos prometti fer brcvc ; 1113sn5o ine atreverei a fel10 em prejuizo da caura q11c defcnc?~. Soffrei pois , que ao menos de p3K~gemvos rccordc as mais importantes vrtitagens dii f~iblime, e profuiida Metafyfica. Ella he a que nos offerecc as n o ~ ó e s cauías , e raz6cs ienericas de t o d o s os e n t e s , eternos, creados, poffiveis. Por ella conhcce o homem a efpiritualidide da fubitancia que o anima ; e o Materialifia Fc cònvcnce da Tua merma immortalidade. Nella a Natureza pela voz dos fenomenos atteltn a exiltcncia da Divindade, e dcfaggrava a gloria do fcu Atithor ultrajada pelo ímpio Atheo. Dclla , ein fitn , aprende o Difcipiilo de Epicuro a recanhccer a Providencia que nega ; o Ethni'co a abjiirar o Politheiíino , a que idolátra ; o Fanatico a m o ~ l e r a r o entliuíiafiico zelo que o inflLiiiims; o Hypocrita a depór a marcara das virtudes que náo poffue. EisA

,

c 39 1
Eis-aqui pois debuxado em miniatura ovaC t o painel da Filoiofia Racional ; e fe nclle náo enc-on trais aquella agradavel rn iltura d e fuavcs , e brilhantes cores , que realsáo 3 elegancia d o defeiilio , e decidem fobre a deltrcza do piiicel, ao menos eu iiic lifoqieio d c q u e , atravds dosde. feitos da copia, rcconhecereis as perfciç6es do Original. A çrandczn, e importaiicia do teu objeRo vos perruadirá da rua utilidade , e precisiio ; e o fcu frequente ufo , aniin na v i d a civil , como chriftá , vos detern1inar.í a promovclla c eu1tivalla. Ein va'o ,Tem elte prcjiininar conliecimcnto, pref~irne alguem familiarizar-fe com a vc'rdadeira literatura. Em váo , reveftido de itnpofforas cxte~ i o r i d a d e s ou apoiado fobre o fragil a r r i m o d e pompoí'os ufurpados titiilos ,tcntai*Jofoberbo, e indomito pedaiitifino iiirroduzir-í'e iio t e m p l o das fciencias , e coní'ultar os oraciilos da fabedoria no venerando interior do Ceu fantilario. 0. genio Tutelar da Filoiofia ( Temel hailre n o Arcnnj o , que proliibe a entrada do dcliciofb Edeti á infeliz raça do primeiro culpado ) cerrará coiitra elle as bronzeadas portas do inãgeítofo edificio , friin jiieando-as ao mefmo tempo aos feus cult~res. Agradeçamos pois i noffa AuguRa effe adrniravel beneficio da fua Real muiiificencia ; e utilizando-nos d3s importantes vnntagens , que n s psomette a regularidade do prefeiire Plano ,, o fa-

,

,

( 40 f ~ t i s f q a m o s rotos do Teu ExccllentiErno Tnaos itituidor. Efie Terá o mellior meio de fer-lhe gratos : c a ~ o f l e r i d a d e , que, a pezar d a diltancia dos I c c ~ ~ l ojulga com niais re&idáo fobre o mes, reciincnto dos liomcns gravando o feu rerpeit w e l Nome nos faitos da Memoria, por nós llie erigirá hum mais duravel, e gloriofo monuinen-

,

t o de

gratidio.

Diffe,

Related Interests

Enet. an. 1766. inq. max. tom coj. 75. & EP. 146. yeterum editionum.

JuAiça ; a mais folicla baí'e deRe importante ecdificio Scri o amor da humanidade, e o s conhecimentos das Leis dn Natureza, e dos direitos gerdc.; do genero humano principias fundamcntaes de Iiuina boa Ethica : fe a o ferviÇO do Efiado huma tal educag30 lhes Terá igualmente proveitofa. Aquellcs que melhor conhecerem a iisturczn do Governo civil os juitos limites da authoridndc c da íbjjciç5o, e o s principio~ univerfaes da equidade, e da virtude, feráo ietnpre os mais déitros Politicos, e os mais conltanks Patriotas. Sc cu náo tivera a felicidade de fallar á face de hum tSo erudito, e refpeitavel Congre& fo, cu-ins fiipcriorcs luzcs , c jufio difcerniment o fazem íiuperfluas todas as razóes, que a minha irnaginaçáo podia fuggeri-r-me ;e ie para perfuadir eces entliuíiaitas do liicro, a quem a infaciavcl avareza f ~ parecer difpendiÒfa a educaz $20 d e feus filhos ; ou effcs indolentes, que nafcidos no feio da abundancia * pafsao n'hum vergonhofo ocio a mocidade, a adolefcencia n o vicio a virilidade no crime , e a velhice na deG efperaçáo me víra obrigado a valer-me do exterior, mas para a maior parte írrefiitivel poder da authoridade eu lhes diflera com o famoío Patriarca de+Conitãntinopla ( I ), que u a mocin dade ociofa e impudentemente educada, he Y, en0s
d3

Orgios

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( r ) Div. Chryfolt. in Matrh. Homil. 38. Oriojh juvtntur impdcnter educata, emni feroci$imú b:/iâ imnianior e/.

entre todas as fdras a mais cruel. » Q e aEm u como o cainpo inculto e derprezado (sáo do $~biÓBifpo de Silves o iioRò grande Ozorio ( I ) eAas palavras ) quanto mais fcrtil Iie mais fe eiriça de iibrallios e de elpinlios, c com @ereza de agrcftes plantas inteirainciitc le cfiraga ; affim o cSpirito d a mocidade, fc com humn educaçio liberal C náo cultiva, quanto iilnis illufirc e he a fua indole, tanto mais com pcfirnos vicios {e deteriora. 11 Par iKo (defia forte o confirma huma das maiores luzes daIgrej:i ( t ) ) por iKo de nenliumli í'orte deve a initrucç5o vi tuperar-i', í> como o pensáo alguns (1;oincns na verdade ruM des, e infeiil3tos ; e que porque anim o p c n s á ~ , r fc fazem dignos,do i1049 deiprezo) pois quereri8o'ii;rtaniente que todos foTem taes c o m o >t elles s5o a fim de quc i foinbrn da geral 3 ipnoraiicia Dudeffc em certo m o d o a iua eltar u N occulta. » Eu llies repetíra a judicioia lentença d e Dioeenes tgo infelizmente Gerificada nos n { o{os dias c no noffo pniz : que os filhos m a l educados sio as maiores inimigos qtic os pais D tem.
r,

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*

+

- s e - .

,

,

L

U

,

de Hexis I~lJitrrt. U t crger ? i e ~ . I ~ R u s i?icuii E Ò viagir Jpinis & vepribus , $7'. ngrrjiarn p l ~ n t n r u r n rr/yevitate wlJntur : itn cdm nttintus nlinimi ,cditur liberali d i f c i p l i l j i , quo clnrior e) illius iadolss e6 pluribus , & tetrioribus v i t i i s ohruitur. ( 2 ) Div. Gregor. Nazian. Orar. 8. Xaud qulquani i z i i s r a'i{ciplin,e lunt uitapernnd,e oemadwlodum n o ~ ~ ~ i u l l r 'isd t tur ;. v (/rd rudes r&- iniperiti ~5 irn / e t ~ t i u e t, Jir 1.t neglieeulf.) qui ~ e l i e n tenim omtrer tnles , q u ~ l e r Jutrr , e fe , yuò in ~ommuni ipji iguor'mtia lntere 6 irtfiirim argumerara efsgct-4 p ~ f i l t k
I.

( I ) Lib.

ias, quo ferriiior eJ

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tem ria canfada velhice ( I ) . E ultimamente Ihes clamára com o MeRre de Platáo ( 2 ) : Aonde, 6 homens ( affirn repreliendia Socrates aos Athenienf ~ s ) aonde vos precipitais, que pondo todo o voni> cuidado em amontoar riquezas, iiiteirament c vos efqueceis de voffos filhos, a quem haveis de deixallas ? alas parece-me que já fatigada a voffa atd tens50 tacitanicnte accura a minha prolixidade. Eu n í o abuhrei da voffa modefia 'condefcendencia : a melma civilidade com que me efcutais, o meu fileiicio. feri huin poderofo infcntivo C o m tudo n prcfença deita refpeitavel Corporaç50 , que hoje pela primeira vez fe offerece eni eipe&aculo 5 iioffa vifia, pede, nem eu poffo lnegar-llic, as primicias da minlia veiiera~áo c d o meu acatamento. He de v&, Senhores, que eu fallo ;de v6s, a quem o perfpicaz difcernimento do noffo Excelientiffimo ,e Revcrendinimo Prelado efcolheo para ~ i n i i t r ó s das fuas Cabias, e providentes determinas&~, eficazes initrumentos dos feus va[t o s , e utiliffimos projeaos: d e v6s, q u e incumbidos da educaçzo da mocidade, podeis, infpirando-lhe o amor da virtude n'huma idade, em qiie o feu coraçio he Culceptivel de quaeiquer im-

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pref( i ) Filii mal2 edncnri , fummi b o t e s patribus itz Jetzeflutc junt. ( 2 ) Plar. in Cliriphon. QuorJum rairis, bomincs qui omnr i14 conzparnridis prcuriiis vejlrum Judiunr facitis ; filiorum ~ t r 3 d iuibur tas relinguiair rrullam juriè curam /u/ciyiiis !
#

,

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fazer hum mais importante ferviço 4 prefs6cs Kel igiáo , e á I'atria ( i ) , do q l i e toitos os M3giRr'~dosde liurna , e outra jerarquia, zinda que arrn~dos coui o poder da Gpremn autlioridnde fe nos 11nbitos d o vicio, por falta de cducagáo vier a f~zer-lccaloia e obfiinada. Jidificai pc10 voffo procedimento o acerto de lilima t5o honrosa ercollia. Nlium plano d e t a n t a importancin , como a Kefórina , e- Regiilarnento d o prcfeiite Srminario , n$o devem entrar fim20 homens d e hum irreprehenfivel caraller ; liotnciis , cqin vida feja hurn coiitíiiuo com tnentnrio dos feus preceitos ( 2 ); e cuja virtude, iem hypocrifia ,fejra hurn fcguro penhor da rnorigcra<;Zoda mocidade, entregue a o k u cuidado ; .bmegs que p e r í ~ ~ a d i dos do 'grande-depofito que fe lhes tem confia' do , fej5o inciinfaveis em defempcnliar os feus dcvercs , rnoitrando lium riáo filiçido zelo pelos prefentes e fut~irosintereries dos feus pupilos; homens, em liuma palavra, proprios para infpirar ainor , e reverencia e capazes pela d o ~ u r a do feu temperamento de alcatifar de roías a efD ii tra-

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Hir prlejertim movzlius ,ntque renrporibur quilzlr ita pvolclpíh e/l vefratint~dn atqae coercrndn lit. P c !?ivin. ) validiorn ramen /unt exempln g:l/itn verba ; d plrniur ejl opere doctre guim voce. Leo Magnits Serm. dc .
ate omttiutlt oyibur lib. 2 . C. 2. ( L

( r ) He, depois de ter exercido dignamente todns as Magifiraturas de Roma, que Cicero , filndndo tia prcprii experiencia ,o d i z afiim : Quod nruaur Rtipulrli~knfct-vc mnjttr , meliusve poguti~us , quiin Ji dosenrur , atqup rwdimur jnvctrtutrni?

S. -Uurent,

+

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Sciencias. Com cRas boas qualidades, confidcro, Cuavilareis em grande parque cm te o laboriofo exercicio dos volfos refpc&ivos empregos; e como o principal, ou talvez iinico objcfio da prerentc infiituiçáo, h e , como já dif{ c , educar a mocidade, formando Cidadáos uteis 6 Patria e infiruir os MiniRros do Santuario, proc~ir.~ndo que digiiamentc defempenliem as fiiiiçOcs d o Teu aug~ifio Minifierio ; dcveni a piedade, e a virtude cRar lempre d i a n t e dos voffos olhos, e mais em vonàs acçGcs, do que em vofia boca. A mocidade, que olha de ordiriaiio com tihiczs p x a tudo que tem apparencia de preceitos, he vivamente tocadn pelas boas, e recommcndiivcis acçõcs ( r ) , 3s q i l i i ~ ~ maior par-. pela tc iriipririictn no feu ccrcbr-o táo profundos vcftigios, qiic nunca mais fe rifcáo d a fua meiiioria. lito ;os p6e na indirpcnravel obrignçáo de ter fempre os olhos vigilantes fobre os voffos pupilos delviaiido-os dos objeoos que involvem nocivas qualidades fazendo que em torno delIcs tudo reípire pureza , verdade , e innocentia ; e efpr&tand'o, por affirn dizer; a opportunidade d c lançar em Teu coraçáo as feinentes das virtuílcs, que n5o deixari6 d e produzir o centutr3d3

,

C

,

,

( i ) Prkciperc aliir relle feri idiojum cJ

rumorem ntiinii o l e t : nlttrr e ~ ~ i nriojlrn fublzmis ac j u p c r b a , z ut ~ z . ? n m praeptiuriem t n m l u n m ir inpietrtiore dcdigtratur acclpfr: ; . eidcm oblique prr e:ceniyla, < Glnridj Jibeuori acgui! i : r

,

,. guad a r r o g a n r i a n ,

,

&ir.

Laurçnr. Valenl. in Procemio HiRoriar.

( 30 1 regiilar , e irreprehenhel, eftabelecido e uniformemente fufientsdo f'obre eitcs nobres , e Tublimes principias: Religiáo fem fanatiimo , piedade feri1 hypocrifi~ compaix8o f i m fingimento , generofi~ladcCem ofienta@o, jultiça mifiurada de clemencia e patriotiirno com todas as virtudes iòciaçs,

,

,

,

SEGUNDA O R A Ç A O ,
COMPOSTA, E R E C I T A D A

PELO AUTHOR,
NA A B E R T U R A D A A U L A
DE

FILOSOFIA
N A PROMOÇÃO

RACIONAL
DAS LETRAS

PELO

E X C . ~ ~ REV.~IO ENHOR E E ~ S

B I S P O D O

F U N C H A L

D. J O S E DA COSTA T O R R E S ,
mente lameiitado atci aqui fempre em váo, chegou finalmente a í'uí'pirada Epoca, em que deviáo ceíl'ar as minhas queixas. Depois de humn dilatada, e tetiebrofa noite, me parece vir raiando a madrugada e a ribnha Aurora tingindo de hum rofado crepufcu10 o liorizonte prometter-nos hum claro, e fere110dia. Ao liarmon~ofo concerto com que as fonoras aves faudáo o afiro luminofo que vai nafcer e diante do qual as efcuras, e denlàs nuvens fogem fe diffipáo e defapparecem fobrefaltada defperta a Funchalenfe Mocidade ; e do leio do ocio, onde jazia

D

EPOIS de ter por longo tempo amarga-

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no

no mais profLindo íomno , começa a levantar Em v30 para arrancar ao vergonhagruida íocativei r. da ignoraiicia ,ajudado d e meus Call c p , jllc extcndia eu a millha debil lnáo: ergo mil j fortes os duros, e pezados ferros com que c f i ~tyr.inna da razáo a tinha preza ao. jugo da inerte indoleiicia, para que não foffein abortivos norís esforços. ERa vifioria citava relervada para I i ~ i r n b r i l p mais podcrofo. Hum mais robuG t o , e mais defiro Athleta d c v i n numernr entre as Tuas g l o r i o f a s expcdiç6es o illufire vencimento deita f a t a l Hydra. E entre tanto que clla fibilando dc raiva, 'can baldados, mas repetidos ataques, p tocura ainda i i i f i i llar-lhe o negro mor rifero veneno , qcic eiitre cnlànçuentnda efcuma pela dcvorantc f'~t~cc voniita , cuberto com a inv~ilner.ivc1Egidc o valerofb Heroe promette riso defiRir do combate, até que o nefando monEtro convulfo expire aos fcus inccffantes e inevitaveis golpes. Aos tofcos , mas parecidos raí'gos do meu fraco pincel ; á humilde, mas encrgica proporçáo defta ~llegoricapintura, qual de v6s com pezar fc iiáo recorda do laitimofo, e deploravel d a d o de decadencia, a que fe achava reduzida a Literatura na no& Patria ? Mas qual tambem ao mo tempo cheio de jubilo fe náo figura n'lium já 1 1 0 ~ 0feculo de ouro, onde as Artes, e as sien<ias fe v e r 6 florecer debaixo dos aufpicios de Ilum fabio, e religioio Alecenas ? ? SaI

(

32

)

,

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)I

( 33 Sagrado Miniitro da Augufia Providencia !
a

quem a xnefma Sabedoria eterna parece t e r a huni t e m p o deitinado para PaRor, e para MeRre: T u , que animado do verdacteiro efpirito do CliriitiaiiiTino iabcs coilciliar a gloria ' { c Deos com a utilidade dos honiens, e h z c r caiifa d a Rcligiáo a caufa da Humariidade digna-te d e inclinar porhurn pouco os teus indulgentes ouvidos : benigno efcuta as ma1 lima; dos veriodos d o mcu Diicurlò. Eu 1150 vcnlio com altuciofas, e adulndorns palavras tecer-te h u m merccnlrio Pnnegyrico. Maldito o pri-. mciro ,que deita dctefiavel c infefia linguagem C fervio! Maldito ,o_aue para corromper a tua e al ~37'l% a lev3lIn aos teus canatrever didos oiividos ! Amante, e ProteRor das Letras ( qualidades; que plenamerite dcpócm eiu favor da tua meíina f ~ b e d o r i n , ellas fer;io as que a ) ku tempo liáo de tecer-te o mais perfeito , e o mais completo elogio. A ~ 3 t i n i d i d e , 1lkea .torica , a Filofofia que até aqui inlultadas pela impudente ignorancia foErêráo n e F u n c h a l os mais indecciites opprobrios ; hoje protegidas pelo teu poderofo braço, já nóo receiio alçar com alegria o modeito femblante. Sei~fivcisao teu beneficio, Teu Rcfiaurador te acclainardó em todas as idades ; e fazendo que o teu Nome Cobreviva aos eRragos do t e m p o , o feliz dia da Tua rcfiauraçáo f u i a mais b r t

Tu,

,

,

I

,

.e

- Li i

,

lliante Epoca da tua HiAoria.

N

E

Sim,

( 34 Sim, meus Senhores, efies importantes e utiliffimos coiiliecimentos, com que a Real Bcneficencia dos noffos Auguitos Soberailos quiz facilitar , e promover a infirucgá'o dos feus fieis vafilIo~,feri50 femprc olhados neRe defgraçado Paiz le náo com efcandalofa irris30 ao menos com hiima culpavel indifferença a náo fcrein as iubliines luzes, e o pafioral zelo do noffo ExccllentiiIimo ,e Keverendiffirno Prelado. Vós o fabcis : dilpenfai-me de o repetir: elle nie ouvc devo rcfleitar a fua modeitia. E por n5o abufar da voffa paciencia, dcixaiido os outros ramos deite bello fyfierna da pública infirucgáo que nos feus relpeAivos Profeffores tein fem dúvida mais fabios, e mais eloquerites PanegyriRas , tratarei Iútnente d e moftrar-vos no prefente Difcudo a importancia e utilidade da Filohfia Racional. Procurarei íèr concifo. A c a d a da Literatura he cauia voKi : Teria indccorolo valer-me de outro titulo para obter as voraas attenfóes, O interege e a gloria sio os dous eixos, em que a máquina do homem fe revolve : o prazer e a neceffidade, a poderora e invencivel força que a impelle, cuja acçáo he regulada pelo entendimeiito, ou dirigida pela vontade. Eite a d m i r a ~ e lC ~ ~ P O R Omateria organizada, e de de efpirito afiivo e cogitante que ein quaiito a primeira parte fegue iieceffariamciite a encadea$20 dos acontecimentos Fyficos ; obra q u a n t o a &gunda Com total e ablaluta ipdependencia,

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T1 a

( 3r ) Talhe a liberdade do homem. M s o Sabio Creaa
dor (que para depofitar nelle huma imagem rua lhe havia feito eRe generolo prefente) antevendo as funeltas confequencias do abufo com a meG ma Omnipotente Dextra que o forrnára, gravou em Teu efpirito hum infaciavel def'ejo de felici-

,

dade.

Ha no coras50 do homem hum eipagofo vazio, que nenhum outro objeoo pGde encher. Em
qualquer efiado, e m qualquer condigáo todos afpiráo a eRe doce, e appetecido fim. Com tudo, os frequentes enganos, que coin fantafiicas apparencias illudem a iùa razáo ; e as vehementes yaixóes que com rnentirofas ,é liiongeiras efperan f f n r a d q , sáo outros tan'1hes ín;Péaent.a confceyiío do que táo anfiofa mas frliitradamente procuo . O juito camiiihando pela eitrada da virtud e ; o perverfo nadando no immenio pilago dos vicios : o iabio confultando a razáo e a experiencia ; o ignorante vagando icm tino, e fem confellio: o libéral pelo bom ufo das ruas riquezas, fuaviíinedo a necelIidadc do indigente ;o avaro ainda mais pobre no centro da fuameíma opulencir engroffando com os defpojos dos miferaveis os feus criminaes thefouroe ;o generofo efquecendofe da affronta e ehontaneamente perdoando ao aggreffor ; o hngativo iacrificando iudo ao Teu refentirnento e cevando o implacavel rancor no fangue do &u contrario : o coApaliivo interne~n-

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E ii

do-

( 36 1
do-rc
roni

3 0 ~ f p e & C u 1 ~ da inifcria c efln~igando bcncficn máo as lagrinifis do dcfgiaçndo O d c s l i i i i i ~ ~ ii iiio fcrifivel aos clamores da afflicsâo olhnnLjo com eiitranlias de ferro as icenas da caIartiid3ile: todos fc prop6em por objefio a propria fclici'hde : todos, todos igualmente querem fcr fcliccs. Mas ignorais vós aoiigem de táooppofios fentitncntos ? Defconlieceis a caufii q u e ctfciros táo contrarios ? Soiidai , f«ndnr

,

,

,

cuidndofanientc o liornem, ex~imiiinicom :irtcn530 todas 3s fuas acs6cs c entáo vos feri fiicil coniiccer que todas as malignas influencias do vicio sáo r i i o t i ~ ~ d n s pelos erros do eiitendimento, ou pelas desordens da vontade ; deploraveis conSeqiiencias da culpa do pri inciro homem ;defeitos aboiniiiaveis quc a L7ilofofia tem por objeto corrigir, e acauteiir. A eRa palavra F ~ f j c n5o a-juntei ( e u vos iooft fupplico*) a prejudicial idéa de hum extravagantc , e nioiifiruolo tropel dc queltíics inuteis d e regras ociolas, de barbaras enprefsdes, de itiintetligiveis vocabùlos, com que o eicolafiico orguL lho , aborto dos feculos corrompidos, extorquia OS applaufos da credula ignarancia que fó adm i r a , e louva aqui110 que náo entende. Perceber a realidade dos obje8os ; diicernir a relnçáo das Jd6as ; acautelar a falacia-dos fentiaos ; cohibii a s e ~ c e f f o ~ imaginas50 ; examinar a folidez da dos juizos ; efiabelecer o nexo dos difcurfos ; pea força dos argumentos ; dilpôr o e n c a d e a raiem-

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vontade s3o aitida mais ~iocivos, e ritermo iiinis culpavei~ do que a illicnaçso do erpirito. Conhecer o b e m , e abraçar o rn;il; difcorrer como Filofofo, e obrar como iiilenfato $20 contrndic. çSes, que ~ U L I C ~ ~ P deixar ~d c criiitii~ar-Se. O ~ C ~ O DeteR:ivel procedimeiito que Tó Iiiima depurad a Ethica póde com os fcus faudaveis preceitos corrigir ! A eRi o@iofiffilima Sciencia devc o homem ira vèrdàde os mais iiiiportanteç Serviços. Ella hc quem a travéa de innumernveis c moilltruolòs fyRcrnns de huma qiiimcrica bema\~ciitur3nçn fempre accommodados a o cspriclio d a imagina550, que os forja, lhe mofira o iinico, e infalli. vel caminho dc a conkgui r , daiido-llie a conhecer o caraaer do íi~iinitnoRein. Elln llie enlina a medir, c calcular pelas fabias leis do lioiielfo o que hc verdadeiramente util e agradavel ; a fixar a idéa do licito a moderar a violeticia das paixdes, a prcfcrever limites 3 virtude, a levantar barreiras contra o vicio. Ella lhe fiz ver a prudencia , feparando cuidadofamcnte o bein do mal; a JuAiça d a n d o a cada Iium o que Ilie perh tente a n.iiiguem offendendo amando a todos ; a Fo r,-

( 37 ) mento dos raciocinios : eis-aqui as funç6es da verdadeira Logica ; arte Divina, que dirigindo o entendimeiito na indagag5o da verdade ,defvia a razáo de precipitar-fe no erro. . Mas nem todas as dcforderis do homem nafcem deAc pcrniciofo principio. Os defeitos d a

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F o r t l l e ~ atolerando a adverfidade ; a Temperanç cohihindo o appetite. Ella ein fim Ilie a%nala a os devcres d a creatura , do vaff~110, do patriota, do cidnd50, do familiar, do aliiigo do homem, devcrcs todos d e huma abf'oluta neceilidade , e á excepçáo do primeiro todos de huma mutua corre ipondencili. ~ c i x a r e ieu no filencio as utilidades daquelIa a h l t r a f i ~Doutrina, a quem os Sabios q u e nos precedêrio, náo k fe por excellcncia, ou pelo i objeflo, dcráo entrc toda a l:ilolòfia o titulo de Primeira ? Pcrdoai, Scnhores, fe vos for mole6 t a a niinlia prolixidade, Eu vos prometti fer brcvc ; 1113sn5o ine atreverei a fel10 em prejuizo da caura q11c defcnc?~. Soffrei pois , que ao menos de p3K~gemvos rccordc as mais importantes vrtitagens dii f~iblime, e profuiida Metafyfica. Ella he a que nos offerecc as n o ~ ó e s cauías , e raz6cs ienericas de t o d o s os e n t e s , eternos, creados, poffiveis. Por ella conhcce o homem a efpiritualidide da fubitancia que o anima ; e o Materialifia Fc cònvcnce da Tua merma immortalidade. Nella a Natureza pela voz dos fenomenos atteltn a exiltcncia da Divindade, e dcfaggrava a gloria do fcu Atithor ultrajada pelo ímpio Atheo. Dclla , ein fitn , aprende o Difcipiilo de Epicuro a recanhccer a Providencia que nega ; o Ethni'co a abjiirar o Politheiíino , a que idolátra ; o Fanatico a m o ~ l e r a r o entliuíiafiico zelo que o inflLiiiims; o Hypocrita a depór a marcara das virtudes que náo poffue. EisA

,

c 39 1
Eis-aqui pois debuxado em miniatura ovaC t o painel da Filoiofia Racional ; e fe nclle náo enc-on trais aquella agradavel rn iltura d e fuavcs , e brilhantes cores , que realsáo 3 elegancia d o defeiilio , e decidem fobre a deltrcza do piiicel, ao menos eu iiic lifoqieio d c q u e , atravds dosde. feitos da copia, rcconhecereis as perfciç6es do Original. A çrandczn, e importaiicia do teu objeRo vos perruadirá da rua utilidade , e precisiio ; e o fcu frequente ufo , aniin na v i d a civil , como chriftá , vos detern1inar.í a promovclla c eu1tivalla. Ein va'o ,Tem elte prcjiininar conliecimcnto, pref~irne alguem familiarizar-fe com a vc'rdadeira literatura. Em váo , reveftido de itnpofforas cxte~ i o r i d a d e s ou apoiado fobre o fragil a r r i m o d e pompoí'os ufurpados titiilos ,tcntai*Jofoberbo, e indomito pedaiitifino iiirroduzir-í'e iio t e m p l o das fciencias , e coní'ultar os oraciilos da fabedoria no venerando interior do Ceu fantilario. 0. genio Tutelar da Filoiofia ( Temel hailre n o Arcnnj o , que proliibe a entrada do dcliciofb Edeti á infeliz raça do primeiro culpado ) cerrará coiitra elle as bronzeadas portas do inãgeítofo edificio , friin jiieando-as ao mefmo tempo aos feus cult~res. Agradeçamos pois i noffa AuguRa effe adrniravel beneficio da fua Real muiiificencia ; e utilizando-nos d3s importantes vnntagens , que n s psomette a regularidade do prefeiire Plano ,, o fa-

,

,

( 40 f ~ t i s f q a m o s rotos do Teu ExccllentiErno Tnaos itituidor. Efie Terá o mellior meio de fer-lhe gratos : c a ~ o f l e r i d a d e , que, a pezar d a diltancia dos I c c ~ ~ l ojulga com niais re&idáo fobre o mes, reciincnto dos liomcns gravando o feu rerpeit w e l Nome nos faitos da Memoria, por nós llie erigirá hum mais duravel, e gloriofo monuinen-

,

t o de

gratidio.

Diffe,

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