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Misterio Da Pascoa 3

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09/16/2013

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Mistério Pascal

Jo 20, 11 Maria tinha ficado fora, chorando junto ao túmulo. Enquanto ainda chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo.

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“... rumo àquilo que constitui o essencial para cada cristão: A relação pessoal e transformadora com Jesus Cristo, Filho de Deus, que morreu e ressuscitou para nossa salvação”.[a] Papa Francisco
Lista de Documentos do Vaticano II: CD – Christus Dominus. Decreto sobre o ofício pastoral dos Bispos na Igreja. GS – Gaudium et spes. Constituição pastoral sobre a Igreja no mundo contemporâneo. LG – Lumen gentium. Constituição dogmática sobre a Igreja. OT – Optatam totius. Sobre a Formação Sacerdotal. SC – Sacrosanctum concilium. Constituição sobre a Sagrada Liturgia. Catecismo da Igreja Católica, Terceira Parte, A Vida em Cristo: §§ 1691 – 1698. Dicionário de Mistica. E. Caruana; L. Borrielo; M. R. Del Genio; N. Suffi. São Paulo: Paulus, Edições Loyola, 2003. págs. 705-706.
[a] Encontro do Papa Francisco com os representantes das Igrejas, das Comunidades Eclesiais e de outras Religiões (20 de março de 2013).

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O mistério da Páscoa na vida do cristão.
Jesus, no mistério de sua morte e ressurreição, realizou a obra da salvação confiada a ele pelo Pai: a redenção humana e a glorificação perfeita de Deus (cf. SC 5). O prefácio da vigília pascal diz: “Ele, morrendo, destruiu a morte e, ressurgindo, nos deu novamente a vida”. O mistério Pascal é, pois, o fundamento da salvação da humanidade, que dá acesso a vida nova. Como já em Cristo glorificado, também em todo cristão, no início de sua nova existência, o Espírito age: “Por ele o Pai dá novamente a vida aos homens, mortos para o pecado, até que um dia ressuscite em Cristo seus corpos mortais (cf. Rm 8, 10-11) (LG 4). O Vaticano II, consciente da centralidade do mistério pascal na vida do cristão, pôs essa doutrina como fundamento e chave de interpretação da liturgia cristã entendida como ação memorial do acontecimento

4 salvífico ou mistério pascal e como experiência vital dele[b]: A liturgia da Igreja anuncia e celebra o mistério pascal por meio do qual Cristo realizou a obra da salvação, a fim de que os fiéis vivam dele e lhe deem testemunho no mundo. A mesma doutrina se encontra no Catecismo da Igreja Católica: “Na liturgia da Igreja, Cristo significa e realiza principalmente seu mistério pascal” (§1085; cf. 1067, 1068, 1076). O culto cristão é o culto que Cristo iniciou em sua vida mortal, levou sua fase definitiva com a morte–ressurreição e prolonga na Igreja como sua cabeça celeste. “A liturgia estimula os fiéis, alimentados com os “sacramentos pascais”, a viver “em perfeita união” e pede que “exprimam na vida o que receberam mediante a fé” (SC 10). Os fiéis são, pois, chamados a realizar na vida cotidiana a morte e ressurreição de Cristo, efetuada neles sacramentalmente, renunciando todos os dias à antiguidade do
[b] (cf. SC 2, 5, 6, 61, 104, 109; CD 15; OT 8; GS 14, 22)

5 pecado para viverem na novidade e na liberdade de vida (cf. Rm 6,3-11). Podemos dizer que a existência cristã consiste em realizar na vida o mistério celebrado nos sacramentos: “... Para conhecê-lo, conhecer o poder de sua ressurreição e a participação nos seus sofrimentos, conformando-nos com ele na sua morte, com a esperança de chegar à ressurreição de entre os mortos” (Fl 3,10-11). Essa esperança se faz certeza na comunhão mística de amor com as três Pessoas divinas.

Catecismo da Igreja Católica
TERCEIRA PARTE A VIDA EM CRISTO Introdução 1691 “Reconhece, ó cristão, a tua dignidade. Uma vez constituído participante da natureza divina, não penses em voltar às antigas misérias da tua vida passada. Lembra-te de que cabeça e de que corpo és membro. Não

6 te esqueças de que foste libertado do poder das trevas e transferido para a luz e para o Reino de Deus”[c]. 1692 O Símbolo da fé, professou a grandeza dos dons de Deus ao homem na obra da criação e, mais ainda, na da redenção e santificação. O que a fé confessa, os sacramentos comunicam-no: pelos “sacramentos, que os fizeram renascer”, os cristãos tornaram-se “filhos de Deus” (1Jo 3,1 Cf. Jo 1,12), “participantes da natureza divina” (2Pd 1,4). Reconhecendo pela fé a sua nova dignidade, os cristãos são chamados a levar, doravante, uma vida digna do Evangelho de Cristo [Cf. Fl 1,27]. Pelos sacramentos e pela oração, recebem a graça de Cristo e os dons do seu Espírito, que dela os tornam capazes. 1693 Cristo Jesus fez sempre aquilo que era do agrado do Pai [Cf. Jo 8,29]. Viveu sempre em perfeita comunhão com Ele. De igual modo, os seus discípulos são convidados a
[c] São Leão Magno, Sermo 21, 3: (PL 54, 192-193).

7 viver sob o olhar do Pai, “que vê no segredo” (Mt 6,6), para se tornarem “perfeitos como o Pai celeste é perfeito” (Mt 5, 47). 1694 Incorporados em Cristo pelo Batismo [Cf. Rm 6,5], os cristãos “morreram para o pecado e vivem para Deus em Cristo Jesus” [Cf. Rm 6,11], participando assim na vida do Ressuscitado [Cf. Cl 2,12]. Seguindo a Cristo e em união com Ele [Cf. Jo 15,5], os cristãos podem esforçar-se por ser imitadores de Deus, como filhos bem amados, e por proceder com amor” [Cf. Ef 5,1-2], conformando os seus pensamentos, palavras e ações com os sentimentos de Cristo Jesus [Cf. Fl 2,5] e seguindo os seus exemplos [Cf. Jo 13,12-16]. 1695 “Justificados pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus” (1Cor 6,11), “santificados e chamados a serem santos” [Cf. 1Cor 1,2] os cristãos tornaram-se “templo do Espírito Santo” (1Cor 6,19). Este, que é o “Espírito do Filho”,

8 ensina-os a orar ao Pai [Cf. Gl 4,6] e, tendoSe feito vida deles, impele-os a agir [Cf. Gl 5,25] para produzirem os frutos do Espírito [Cf. Gl 5,22] mediante uma caridade ativa. Curando as feridas do pecado, o Espírito Santo renova-nos interiormente por uma transformação espiritual [Cf. Ef 4,23], iluminanos e fortalece-nos para vivermos como “filhos da luz” (Ef 5, 8) “em toda a espécie de bondade, justiça e verdade (Ef 5, 9). 1696 O caminho de Cristo “leva à vida”; um caminho contrário “leva à perdição” (Mt 7, 13; Cf. Dt 30,15-20). A parábola evangélica dos dois caminhos está sempre presente na catequese da Igreja. E significa a importância das decisões morais para a nossa salvação. “Há dois caminhos, um da vida, outro da morte: mas entre os dois existe uma grande diferença”[d].

[d] Didaké 1,1: SC 248, 140 (Funk 1, 2).

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