Colégio Evangélico Panambi

Desenho Técnico Mecânico

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Leitura e Interpretação

Colégio Evangélico Panambi Centro Tecnológico e de Formação Profissional

Nome : ........................................................ Curso : ................. Ano letivo : ..................

Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl

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Desenho Técnico Mecânico

Sumário

Introdução ao Desenho Técnico ........................................................................... 8
Definição de Desenho Técnico ......................................................................................... 8 O que é Visão Espacial ..................................................................................................... 8 Origem do Desenho Técnico............................................................................................. 9 O Desenho Técnico e a Engenharia ................................................................................. 9 Tipos de Desenho Técnico .............................................................................................. 10 Desenho projetivo .................................................................................................. 10 Desenho não-projetivo........................................................................................... 10 Formas de elaboração e apresentação do Desenho Técnico........................................... 11

Padronização dos Desenhos Técnicos................................................................. 12
Normas técnicas ............................................................................................................. 12 Normas da ABNT .................................................................................................. 13

Unidades dimensionais........................................................................................ 16
Sistema métrico decimal ................................................................................................. 16 Múltiplos e submúltiplos do metro......................................................................... 17

Escalas................................................................................................................. 18
Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 2

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Escalas padrões .............................................................................................................. 19

Padrões de linhas ................................................................................................ 22
Tipos e emprego das linhas............................................................................................. 23 Cuidados no traçado....................................................................................................... 26

Identificação das vistas ....................................................................................... 29 Projeções Ortogonais .......................................................................................... 32
1º Diedro (Sistema europeu)........................................................................................... 32 3º Diedro (Sistema americano) ....................................................................................... 33 Comparações entre as projeções do 1° e do 3° Diedro........................................... 36

Cortes .................................................................................................................. 37
Corte total ....................................................................................................................... 37 Corte em desvio............................................................................................................... 38 Meio-corte ...................................................................................................................... 39 Corte parcial ................................................................................................................... 40

Seções .................................................................................................................. 42
Tipos de seções : ............................................................................................................. 42 Seção fora da vista................................................................................................. 42 Seções sucessivas fora da vista .............................................................................. 42 Seção dentro da vista ............................................................................................. 43 Seção com interrupção da vista ............................................................................. 43

Rupturas .............................................................................................................. 44

Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl

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...................................................................................................... 54 Cotagem de elementos esféricos .................... 44 Ruptura em barras e chapas........................................................................................................... 44 Ruptura em peças tubulares ................................................ 52 Elementos de cotagem ..................................................................................................... 50 Hachuras ..................... 45 Ruptura em peças cônicas ................................................................ 54 Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 4 ..................................................................... 52 Regras de cotagem ....................................... 49 Comprimento desenvolvido .................................................................................................................................................................................................................................................................. 51 Dimensionamento .......................... 46 Vista auxiliar simplificada................................................................................................................................................................................................... 53 Transferências de cotas para locais mais convenientes................. 44 Ruptura em peças cilíndricas ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 53 Exemplos de cotagem ................................... 53 Cotagem de itens internos.................................................................................... 45 Ruptura em peças trapezoidais ............................................................................. 54 Cotagem por meio de faces de referência ............... 54 Cotagem em cadeia........................................Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Tipos de rupturas :....................................................... 48 Detalhes ampliados ................................................................................................. 47 Vistas de objetos simétricos ............. 45 Vistas auxiliares ......................................................

.......................................................................................... 57 Simbologia................... 66 Acabamento superficial x Classes de rugosidade ........... 60 Acabamento superficial ........................................................................... 60 Símbolos de perfis.................................................................. 73 Tolerância de orientação .......... 66 Disposição das indicações de estado de superfície........................................................................................................ 69 Retilineidade...................................................................... 72 Forma de uma linha qualquer.................................................................................................... 74 Paralelismo....................................................................................................................................................................................................................................................................... 69 Planeza ........................................... 56 Cotagem de escareados.........Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Cotagem por adição de pontos.......................................................................................................................................................................................................................................... 55 Cotagem de detalhes ............................................................................................................................. 62 Direção das estrias.... 57 Cotagem de elementos eqüidistantes e/ou repetidos.......................... 72 Forma de uma superfície qualquer .................................................................................................................. 65 Indicação de sobremetal para usinagem ................................................................. 55 Cotagem por coordenadas ..................................................................................................................................... 74 Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 5 ............ 67 Tolerância de forma .......................................................... 71 Cilindricidade ............................................................................................................ 61 Estados de superfície .................... 70 Circularidade....................................................................................................................................................................................................

.........................................................................................................................................Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Perpendicularidade................................................................................................ 79 Localização ou posição de um elemento.... 89 Símbolos de soldagem............................................................................................... 79 Concentricidade ou coaxialidade.................................................................................................................................................................................................. 78 Tolerância de posição.................... 76 Inclinação................................................................................................................................................. 92 Terminologia de soldagem. 76 Perpendicularidade entre dois planos............................................................................................................... 85 Ajustes recomendados ........................................................................................................................................................... 94 Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 6 ......................... 91 Histórico da soldagem ............................................. 91 Definição de soldagem... 88 Sistema eixo-base h6 .. 80 Simetria ....................................................................................................................................................................................................................... 85 Afastamentos ........................................................................................................................................................................................................ 81 Tolerância dimensional .............. 75 Perpendicularidade entre duas retas ................................................................................ 80 Batimento ...................................................................................... 77 Inclinação de uma superfície em relação a uma reta de base ............................................................................. 77 Inclinação de uma linha em relação a uma reta de referência ......... 75 Perpendicularidade entre um plano e uma reta....... 78 Inclinação de uma superfície em relação a um plano de referência ................................... 87 Sistema furo-base H7 ................................

............................................................................................................................................. 95 Elementos de um chanfro................................................................................. 96 Execução de uma solda de vários passes ................................................................................................................................. 98 Representação esquemática dos principais processos de solda............... 97 Posições de soldagem...... 97 Modos de operação .............................................................................................. 101 Furos de centro................ 104 Recartilhas..........................Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Tipos de juntas e exemplos de chanfros............................................................................................................................................................................... 105 Bibliografia ....... 106 Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 7 ........................................................................................................... 98 Simbologia de soldagem ...................................................

o desenho técnico é definido como linguagem gráfica universal da engenharia e da arquitetura. etc. números. sem estar vendo fisicamente os objetos. símbolos e indicações escritas normalizadas internacionalmente. O que é Visão Espacial Visão espacial é um dom que. em princípio todos têm. de um determinado carro.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Introdução ao Desenho Técnico Definição de Desenho Técnico O desenho técnico é uma forma de expressão gráfica que tem por finalidade a representação de forma. dá a capacidade de percepção mental das formas espaciais. Conhecendo-se a metodologia utilizada para elaboração do desenho bidimensional é possível entender e conceber mentalmente a forma espacial representada na figura plana. a execução e a interpretação da linguagem gráfica do desenho técnico exige treinamento específico. Na prática pode-se dizer que. porque são utilizadas figuras planas (bidimensionais) para representar formas espaciais. a visão espacial permite a percepção (o entendimento) de formas espaciais. Assim como a linguagem verbal escrita exige alfabetização. Utilizando-se de um conjunto constituído por linhas. fechando os olhos pode-se ter o sentimento da forma espacial de um copo.. Ou seja. é necessário enxergar o que não é visível e a capacidade de entender uma forma espacial a partir de uma figura plana é chamada visão espacial. para interpretar um desenho técnico. Perceber mentalmente uma forma espacial significa ter o sentimento da forma espacial sem estar vendo o objeto. da sua casa. dimensão e posição de objetos de acordo com as diferentes necessidades requeridas pelas diversas modalidades de engenharia e também da arquitetura. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 8 . Por exemplo.

). que. Nos dias de hoje a expressão “desenho técnico” representa todos os tipos de desenhos utilizados pela engenharia incorporando também os desenhos não-projetivos (gráficos. publicado em 1795 com o título “Geometrie Descriptive” é a base da linguagem utilizada pelo Desenho Técnico. A habilidade de percepção das formas espaciais a partir das figuras planas pode ser desenvolvida a partir de exercícios progressivos e sistematizados. O sistema criado por Gaspar Monge. O Desenho Técnico e a Engenharia Nos trabalhos que envolvem os conhecimentos tecnológicos de engenharia. diagramas. na maioria dos casos. a Comissão Técnica TC 10 da International Organization for Standardization – ISO normalizou a forma de utilização da Geometria Descritiva como linguagem gráfica da engenharia e da arquitetura. Origem do Desenho Técnico A representação de objetos tridimensionais em superfícies bidimensionais evoluiu gradualmente através dos tempos. com a explosão mundial do desenvolvimento industrial. análise de riscos. SPRINGER E DOBROVOLNY (1978) um dos exemplos mais antigos do uso de planta e elevação está incluído no álbum de desenhos na Livraria do Vaticano desenhado por Giuliano de Sangalo no ano de 1490. simplificasse a comunicação e viabilizasse o intercâmbio de informações tecnológicas. No século XIX. etc. criou. um sistema com correspondência biunívoca entre os elementos do plano e do espaço. o matemático francês Gaspar Monge. fluxogramas etc. foi necessário normalizar a forma de utilização da Geometria Descritiva para transformá-la numa linguagem gráfica que. a nível internacional. estudos econômicos. são resumidos em desenhos que representam o que deve ser executado ou construído ou apresentados em gráficos e diagramas que mostram os resultados dos estudos feitos. a viabilização de boas idéias depende de cálculos exaustivos. No século XVII. algumas pessoas têm mais facilidade para entender as formas espaciais a partir das figuras planas. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 9 . por patriotismo e visando facilitar as construções de fortificações. Conforme histórico feito por HOELSCHER. que além de sábio era dotado de extraordinária habilidade como desenhista. chamando-a de Desenho Técnico. utilizando projeções ortogonais.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Apesar da visão espacial ser um dom que todos têm. Desta forma.

etc. aeroespaciais. diagramas etc. viadutos. o desenho técnico desenvolve o raciocínio. Desenho não-projetivo Na maioria dos casos corresponde a desenhos resultantes dos cálculos algébricos e compreendem os desenhos de gráficos. . Assim. pois. o espírito de iniciativa e de organização. sistema de coleta e tratamento de resíduos.projeto e montagem de unidades de processos. químicas. alimentícias. o senso de rigor geométrico.). tubulações industriais.projeto e construção de rodovias e ferrovias mostrando detalhes de corte. o aprendizado ou o exercício de qualquer modalidade de engenharia irá depender. etc. o ensino de Desenho Técnico ainda é imprescindível na formação de qualquer modalidade de engenheiro. de uma forma ou de outra. . etc.. do desenho técnico. elevadores. hidráulicos. aterro.representação de relevos topográficos e cartas náuticas.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Todo o processo de desenvolvimento e criação dentro da engenharia está intimamente ligado à expressão gráfica. . Apesar da evolução tecnológica e dos meios disponíveis pela computação gráfica. drenagem. O desenho técnico é uma ferramenta que pode ser utilizada não só para apresentar resultados como também para soluções gráficas que podem substituir cálculos complicados. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 10 . . pontes.projeto e fabricação de máquinas. farmacêuticas. Os desenhos projetivos compreendem a maior parte dos desenhos feitos nas indústrias e alguns exemplos de utilização são : .projeto e construção de edificações com todos os seus detalhamentos elétricos. sistemas de tratamento e distribuição de água. além do aspecto da linguagem gráfica que permite que as idéias concebidas por alguém sejam executadas por terceiros. equipamentos e de estruturas nas indústrias de processo e de manufatura (indústrias mecânicas. petroquímicas. Tipos de Desenho Técnico O desenho técnico é dividido em dois grandes grupos : Desenho projetivo São os desenhos resultantes de projeções do objeto em um ou mais planos de projeção e correspondem às vistas ortográficas e às perspectivas.

Pelos exemplos apresentados pode-se concluir que o desenho projetivo é utilizado em todas as modalidades da engenharia e pela arquitetura.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico . já utilizando computadores.Desenho Arquitetônico . .Desenho de Estruturas .Desenho Mecânico . Como resultado das especificidades das diferentes modalidades de engenharia. A partir dos esboços. e todas seguem normas de execução que permitem suas interpretações sem dificuldades e sem mal-entendidos. os primeiros desenhos que darão início à viabilização das idéias são desenhos elaborados à mão livre. Formas de elaboração e apresentação do Desenho Técnico Nas áreas de atuação das diversas especialidades de engenharias. e contêm todas as informações necessárias à execução do projeto.Desenho de Máquinas . são elaborados os desenhos preliminares que correspondem ao estágio intermediário dos estudos que são chamados de anteprojeto. o desenho projetivo aparece com vários nomes que correspondem a alguma utilização específica : .Desenho de Tubulações Mesmo com nomes diferentes. chamados de esboços. . Os desenhos definitivos são completos. elaborados de acordo com a normalização envolvida.Desenho Elétrico/Eletrônico . a partir dos anteprojetos devidamente modificados e corrigidos são elaborados os desenhos definitivos que servirão para execução dos estudos feitos.desenvolvimento de produtos industriais.projeto e construção de móveis e utilitários domésticos. as diversas formas de apresentação do desenho projetivo têm uma mesma base. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 11 . Finalmente.promoção de vendas com apresentação de ilustrações sobre o produto.

a este setor. bem como garantir que em tempos e lugares diferentes. engenheiros. As normas técnicas são resultantes do esforço cooperativo dos interessados em estabelecer códigos técnicos que regulem relações entre produtores e consumidores. criaram em 1947 a Organização Internacional de Normalização (International Organization for Standardization – ISO) Quando uma norma técnica proposta por qualquer país membro é aprovada por todos os países que compõem a ISO. os órgãos responsáveis pela normalização em cada país. fundada em 1940. empreiteiros e clientes. reunidos em Londres. direta ou indiretamente. deve-se conhecer e respeitar regras aplicadas ao desenho técnico. No Brasil as normas são aprovadas e editadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. seja possível produzir peças tecnicamente iguais. Essa padronização é feita por meio de normas técnicas seguidas e respeitadas internacionalmente. Para tanto existem normas técnicas específicas para cada aplicação. registradas pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia. As normas técnicas que regulam o desenho técnico são normas editadas pela ABNT.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Padronização dos Desenhos Técnicos Para transformar o desenho técnico em uma linguagem gráfica foi necessário padronizar seus procedimentos de representação gráfica. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 12 . Para favorecer o desenvolvimento da padronização internacional e facilitar o intercâmbio de produtos e serviços entre as nações. Normas técnicas Para que o desenho seja uma linguagem técnica própria e autêntica. Cada país elabora suas normas técnicas e estas são acatadas em todo o seu território por todos os que estão ligados. e que possa cumprir a função de transmitir ao executor da peça as idéias do desenhista. essa norma é organizada e editada como norma internacional. Normalização e Qualidade Industrial) como normas brasileiras -NBR e estão em consonância com as normas internacionais aprovadas pela ISO.

Normen). quanto ao grau de elaboração (Esboço.NBR 10068 – FOLHA DE DESENHO LAY-OUT E DIMENSÕES.Associação Brasileira de Normas Técnicas. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 13 . cujo objetivo é padronizar as dimensões das folhas utilizadas na execução de desenhos técnicos e definir seu lay-out com suas respectivas margens e legenda. Normas da ABNT A execução de desenhos técnicos é inteiramente normalizada pela ABNT. quanto ao grau de pormenorização (Desenho de Detalhes e Conjuntos) e quanto à técnica de execução (À mão livre ou utilizando computador) . como é o caso da NBR 5984 – NORMA GERAL DE DESENHO TÉCNICO (Antiga NB 8) e da NBR 6402 – EXECUÇÃO DE DESENHOS TÉCNICOS DE MÁQUINAS E ESTRUTURAS METÁLICAS (Antiga NB 13). As folhas podem ser utilizadas tanto na posição vertical como na posição horizontal.Deutsche Normen (antigamente Deutsche Industrie . Editada pelo DIN .NBR 10647 – DESENHO TÉCNICO – NORMA GERAL. bem como em normas específicas que tratam os assuntos separadamente.Deutsche Institut fur Normung – Instituto Alemão para Normalização. Desenho Preliminar e Definitivo). cujo objetivo é definir os termos empregados em desenho técnico. Os procedimentos para execução de desenhos técnicos aparecem em normas gerais que abordam desde a denominação e classificação dos desenhos até as formas de representação gráfica.International Organization for Standardization.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Abaixo apresentamos as mais usadas : Normas ABNT Editadas e distribuídas pela ABNT . conforme mostra a figura 1. Normas DIN DIN . conforme os exemplos seguintes : . Normas ISO Editadas e distribuídas pela ISO . A norma define os tipos de desenho quanto aos seus aspectos geométricos (Desenho Projetivo e Não-Projetivo).

título. . eles são dobrados até as dimensões do formato A4. definindo a área para texto. etc.) e sempre estará situada no canto inferior direito da folha. . desde que não comprometa a sua interpretação.NBR 13142 – DESENHO TÉCNICO – DOBRAMENTO DE CÓPIAS. de modo a ocupar toda a área. e que corresponde a um retângulo de área igual a 1 m2. é recomendada a utilização de folhas com dimensões de comprimentos ou larguras correspondentes a múltiplos ou a submúltiplos dos citados padrões. etc. conforme mostra a figura 1. o espaço para desenho. que normaliza a distribuição do espaço da folha de desenho. e organizar os textos acima da legenda junto à margem direita. ou à esquerda da legenda logo acima da margem inferior. Os formatos da série “A” têm como base o formato A0. executor. Como regra geral deve-se organizar os desenhos distribuídos na folha. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 14 . origem. que fixa a forma de dobramento de todos os formatos de folhas de desenho: para facilitar a fixação em pastas. cujas dimensões guardam entre si a mesma relação que existe entre o lado de um quadrado e sua diagonal (841√2 =1189). A legenda deve conter todos os dados para identificação do desenho (número. Havendo necessidade de utilizar formatos fora dos padrões mostrados na tabela acima. e o desenho deve ser executado no menor formato possível.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Fig.1 – Posição da folha vertical e horizontal Os tamanhos das folhas seguem os Formatos da série “A”.NBR 10582 – APRESENTAÇÃO DA FOLHA PARA DESENHO TÉCNICO.

que normaliza a execução de desenhos para obras de concreto simples ou armado. a NBR 7191.NBR8404 – INDICAÇÃO DO ESTADO DE SUPERFÍCIE EM DESENHOS TÉCNICOS . que normaliza a execução dos desenhos de eletrônica. que normaliza a representação de engrenagens em desenho técnico. . Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 15 . pode-se citar: a NBR 6409.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico . Uma consulta aos catálogos da ABNT mostrará muitas outras normas vinculadas à execução de algum tipo ou alguma especificidade de desenho técnico.NBR 12298 – REPRESENTAÇÃO DE ÁREA DE CORTE POR MEIO DE HACHURAS EM DESENHO TÉCNICO .NBR 8403 – APLICAÇÃO DE LINHAS EM DESENHOS – TIPOS DE LINHAS – LARGURAS DAS LINHAS .NBR 8196 – DESENHO TÉCNICO – EMPREGO DE ESCALAS . visando à uniformidade e à legibilidade para evitar prejuízos na clareza do desenho e evitar a possibilidade de interpretações erradas.NBR10126 – COTAGEM EM DESENHO TÉCNICO . fixou as características de escrita em desenhos técnicos.NBR 8402 – EXECUÇÃO DE CARACTERES PARA ESCRITA EM DESENHOS TÉCNICOS que.NBR10067 – PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO EM DESENHO TÉCNICO . Como exemplo. NBR 11534.NBR 6158 – SISTEMA DE TOLERÂNCIAS E AJUSTES .NBR 8993 – REPRESENTAÇÃO CONVENCIONAL DE PARTES ROSCADAS EM DESENHO TÉCNICO Existem normas que regulam a elaboração dos desenhos e têm a finalidade de atender a uma determinada modalidade de engenharia.

em 20 de maio de 1875.expressar as dimensões de objetos (realização de leituras de desenhos mecânicos). que permitem : . É praticamente igual à décima milionésima parte do quarto do meridiano terrestre.2 – Meridiano da terra Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 16 .Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Unidades dimensionais As unidades de medidas dimensionais representam valores de referência. esse valor. . foi adotado. controlar as dimensões desses objetos (utilização de aparelhos e instrumentos de medida). em seguida.confeccionar e. escolhido por apresentar caráter mundial. Fig. unidade fundamental do sistema métrico. como unidade oficial de medidas por dezoito nações. Sistema métrico decimal O metro. foi criado na França em 1795. No Brasil o sistema métrico decimal foi adotado em 26 de junho de 1862 de acordo com a lei imperial nº 1.157.

dm .001m micrômetro .0.000 000 000 000 000 001m Na indústria mecânica se utiliza o milímetro como sistema de medida padrão.µm .000 000 000 000 001m attômetro .000 000 000 001m femtômetro .1 000 000m quilômetro .m .Hm .0.0.Gm .cm .01m milímetro .mm .Tm .0.0.0.am . Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 17 .100m decâmetro .Dam .1 000 000 000m megâmetro – Mm .Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Múltiplos e submúltiplos do metro terâmetro .0.000 000 001m picômetro .1m centímetro .1 000m hectômetro .000 001m nanômetro .fm .1m decímetro .0.10m metro .1 000 000 000 000m gigâmetro .nm .Km .pm .

4 . significa que 1mm no desenho corresponde a 2mm na peça real.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Escalas Escala é a proporção definida existente entre as dimensões de uma peça e as do seu respectivo desenho. Fig.escala de ampliação = 2:1 Fig. O desenho de um elemento de máquina pode estar em : .escala natural = 1:1 . as dimensões da peça correspondem em igual valor às apresentadas no desenho. Na representação através de desenhos executados em escala de redução.Exemplo de escalas Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 18 .3 – Identificação de escalas Na representação através de desenhos executados em escala natural (1:1).escala de redução = 1:5 . as dimensões do desenho se reduzem numa proporção definida em relação às dimensões reais das peças. Na escala 1:2.

Exemplo de escalas Escalas padrões Categoria Escalas de ampliação Escala natural Escalas de redução Escalas recomendadas 2:1 – 5:1 – 10:1 1:1 1:2 – 1:5 – 1:10 Nota : As escalas desta tabela podem ser reduzidas ou ampliadas à razão de 10. Fig. as dimensões do desenho aumentam numa proporção definida em relação às dimensões reais das peças. Na escala 5:1. significa dizer que 5mm no desenho correspondem a 1mm na peça real.5 .Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Na representação através de desenhos executados em escala de ampliação. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 19 .

........... Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 20 .. ) maior que o tamanho real da peça... ) menor que o tamanho real da peça.. a) Em escala natural o tamanho do desenho técnico é ... tamanho real da peça..    maior que o igual ao menor que o 2) Assinale com um X a alternativa correta : o tamanho do desenho técnico em escala de ampliação é sempre : a) ( b) ( c) ( ) igual ao tamanho real da peça...... tamanho real da peça..............    maior que o igual ao menor que o b) Na escala de redução o tamanho do desenho técnico é ..Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Exercícios 1) Complete as frases nas linhas indicadas.. escrevendo a alternativa correta.

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico 3) Complete o quadro abaixo : Dimensão do desenho Escala 1:1 340 65 45 32 125 10:1 250 1:2.5 150 1:2 25 1220 5:1 90 Dimensão da peça 300 170 Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 21 .5 1:1.

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Padrões de linhas Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 22 .

médias .Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Fig. metade da linha média.grossas . Quanto à espessura. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 23 . Linhas para arestas e contornos visíveis são de espessura grossa e de traço contínuo.6 – Padrões de linhas Tipos e emprego das linhas Ao analisarmos um desenho. O conhecimento destas linhas é indispensável para a interpretação dos desenhos. notamos que ele apresenta linhas de tipos e espessuras diferentes.finas A espessura da linha média deve ser a metade da linha grossa e a espessura da linha fina. as linhas devem ser: .

Linhas de cota são de espessura fina. Linhas de chamada ou extensão são de espessura fina e traço contínuo. Não devem tocar o contorno do desenho e prolongam-se além da última linha de cota que limitam. Linhas de centro e eixo de simetria são de espessura fina e formadas por traços e pontos. traços contínuos.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Linhas para arestas e contornos não visíveis são de espessura média e tracejadas. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 24 . limitados por setas nas extremidades.

Linhas de rupturas Para rupturas curtas : São de espessura média. Servem também para indicar o material de que é feita. traço contínuo e sinuoso e servem para indicar pequenas rupturas e cortes parciais. formadas por traços e pontos. Linhas para hachuras são de espessura fina. Servem para indicar cortes e seções. traço contínuo e com zigue-zague.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Linhas de corte são de espessura grossa. conforme figura abaixo. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 25 . Para rupturas longas : São de espessura fina. de acordo com as convenções recomendadas pela ABNT. traço contínuo ou tracejado. geralmente inclinadas a 45º e mostram as partes cortadas da peça.

As linhas de centro não devem estender-se para os espaços entre as vistas e também não devem terminar em outra linha do desenho. Tente observar as seguintes regras simples : 1. 2. Certifique-se de que os traços e os espaços de uma linha tracejada tenham o mesmo comprimento por toda ela. A aparência de um desenho perfeito pode ser prejudicada por linhas de centro e de simetria descuidadamente produzidas. arestas e contornos não visíveis. Onde são definidos centros. Correto Incorreto 3.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Linha para representações simplificadas são de espessura média. Correto Incorreto Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 26 . Cuidados no traçado Linha de centro. de simetria. então as linhas de centro deverão cruzar-se em trechos contínuos e não nos espaços. Um traço de cerca de 3mm seguido por um espaço de 2mm produzirão uma linha tracejada de boa proporção. traço contínuo e servem para indicar o fundo de filetes de roscas e de dentes de engrenagens.

traços longos devem-se interceptar e definir o ângulo. as linhas tracejadas que representam um detalhe não-visível devem tocar uma linha externa sem interrupção. As tracejadas também se encontram e se cruzam. Correto Incorreto 5. Quando um ângulo é formado por linhas de simetria. como mostrado abaixo.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico 4. Correto Incorreto Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 27 . Geralmente. e a junção deve ser arranjada como um “T” ou um “X”.

indique o tipo de linha correspondente a cada entidade : Letra A B C D E F Tipo de linha Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 28 .Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Exercício : Levando-se como base a projeção das vistas da peça abaixo.

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Identificação das vistas Uma peça que estamos observando ou mesmo imaginando. O número de vistas se dá de acordo com a complexidade da peça. quanto mais vistas forem necessárias para a melhor interpretação do perfil da peça.7 . A essa representação gráfica se dá o nome de “Projeção”. mais vistas terá seu desenho. pode ser desenhada (representada) num plano. ou seja. Para isso deve-se identificar o ponto de visão ou face e esboçá-la. A disposição das vistas se obtém após ter-se definido a projeção inicial. Podemos obter as projeções através de observações feitas em posições determinadas. Fig.Definição da projeção Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 29 . Podemos então ter várias “vistas” da peça no mesmo desenho.

plano lateral .plano frontal .Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Para melhorar o entendimento sobre a identificação das vistas. imagine planos de referência sobre a peça : Fig.plano superior Abaixo segue exemplo de projeção sobre os planos de referência : Fig.Exemplo de projeção Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 30 .8 – Planos de referência Geralmente trabalha-se com três planos padrões : .9 .

porém. há necessidade de se usar duas vistas laterais para melhor esclarecimento de detalhes importantes : Fig.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Em certos casos.Exemplo de projeção Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 31 .10 .

formando uma caixa.11 –Plano do 1ºDiedro A partir daí. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 32 . obtendo seis vistas da peça. de acordo com as normas internacionais. Abaixo segue explicação dos dois mais usados : 1º Diedro (Sistema europeu) As projeções feitas em qualquer plano do 1º diedro. para a projeção das demais vistas. o observador pode vê-lo por seis direções diferentes. Para serem denominadas de vistas principais as projeções tem que ser obtidas em planos perpendiculares entre si e paralelos dois a dois. conforme mostra a figura 11.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Projeções Ortogonais Após ter-se definido qual será a vista inicial (vista frontal). obtemos. seguem um princípio básico que determina que o objeto a ser representado deverá estar entre o observador e o plano de projeção. deve-se definir em qual sistema você irá trabalhar. Ou seja. considerando o objeto imóvel no espaço. aplicando o princípio básico em seis planos circundando a peça. as vistas principais no 1º diedro. Fig.

conforme mostra a figura 13.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico A figura 12 mostra a peça circundada pelos seis planos principais.12 – Disposição das vistas no 1ºDiedro 3º Diedro (Sistema americano) Assim como no 1° diedro.13 –Plano do 3ºDiedro Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 33 . que posteriormente são rebatidos de modo a se transformarem em um único plano. Fig. Fig. Cada face se movimenta em 90º em relação à outra. qualquer projeção do 3º diedro também segue um princípio básico. Para fazer qualquer projeção no 3º diedro o plano de projeção deverá estar posicionado entre o observador e o objeto.

como se fosse uma caixa de vidro.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico O plano de projeção precisa ser transparente (como uma placa de vidro) e o observador. puxa as projetantes do objeto para o plano. 1º Diedro 3º Diedro Fig. A figura 14 mostra os rebatimentos dos planos que compõem a caixa de vidro. As vistas principais são obtidas em seis planos perpendiculares entre si e paralelos dois a dois. na execução de Desenhos Técnicos. e posteriormente rebatidos de modo a formarem um único plano. Fig.14 – Disposição das vistas no 3ºDiedro De acordo com as normas internacionais. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 34 . pode-se utilizar tanto o 1º como o 3° diedro. por trás do plano de projeção. a ABNT recomenda a representação no 1º diedro. A indicação pode ser feita escrevendo o nome do diedro utilizado ou utilizando os símbolos da figura 15. Para facilitar a interpretação do desenho é recomendado que se faça a indicação do diedro utilizado na representação. onde cada plano se movimenta 90º em relação ao outro.15 – Identificação dos diedros No Brasil.

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Fig.Exemplo de projeção no 1º Diedro Fig.Exemplo de projeção no 3º Diedro Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 35 .16 .17 .

a seguir será realçada as diferenças e as coincidências existentes entre o 1º e o 3º diedro. 1-Vista frontal 2-Vista superior 3-Vista lateral direita 4-Vista lateral esquerda Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 36 . 1 . a vista de frente corresponde ao mesmo lado do objeto. todas as outras vistas são iguais. conseqüentemente.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Comparações entre as projeções do 1° e do 3° Diedro Visando facilitar o estudo e o entendimento dos dois sistemas de projeções ortogonais. normalizados como linguagem gráfica para o Desenho Técnico. respeitando sua posição de trabalho ou de equilíbrio.Quanto à vista de frente Tanto no 1° como no 3° diedro. Como é mantida a mesma frente. 2 – Quanto às posições relativas das vistas A figura abaixo mostra as vistas principais do 1° e do 3° diedro. deve-se escolher como frente o lado que melhor representa a forma da peça. modificando somente as suas posições relativas. Para facilitar a comparação. nos dois casos.

pois são partes ocas que não foram atingidas pelo plano de corte. Sem tais cortes. Corte total Corte total é aquele que atinge a peça em toda a sua extensão. não seria possível analisar os detalhes internos dos objetos mostrados. O plano de corte pode ser aplicado em qualquer vista da peça. seccionar. Nesta seção iremos aprender a interpretar os mais usados para representação de peças. Existem vários tipos de corte. separar partes de um todo. No caso de corte total. o plano de corte atravessa completamente a peça.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Cortes Cortar quer dizer dividir. Os furos não recebem hachuras.18 – Plano de corte total Você deve considerar o corte realizado por um plano de corte imaginário. dependendo da dificuldade de interpretação dos detalhes. atingidas pelo plano de corte são representadas por hachuras. As partes maciças da peça. atingindo suas partes maciças. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 37 . Veja exemplo abaixo : Fig. Para cada material existe um padrão de hachura.

por não apresentar seus elementos internos no mesmo alinhamento. precisam de outra maneira de se imaginar o corte. não há necessidade de indicar o plano de corte em outra vista.21 – Peça com desalinhamento dos furos Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 38 . como na representada abaixo.19 – Plano de corte na vista superior Fig.20 – Plano de corte na vista lateral Segundo a ABNT. sempre que a representação do corte for clara. Fig. Corte em desvio Certos tipos de peças.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Fig.

No exemplo que segue podemos verificar a disposição do plano de corte : Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 39 . também conhecido como corte em desvio. Este tipo de corte é o meio-corte.22 – Plano de corte em desvio Fig. Este tipo de corte somente pode ser aplicado em peças ou modelos simétricos. Fig. enquanto que a outra parte permanece visível em seu aspecto exterior.23 – Plano de corte na vista superior Meio-corte Há tipos de peças ou modelos em que é possível imaginar em corte apenas uma parte.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico O tipo de corte usado para mostrar elementos internos fora de alinhamento é o corte composto.

os elementos internos que devem ser analisados estão concentrados em partes determinadas da peça.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Fig. É suficiente representar um corte que atinja apenas os elementos que se deseja destacar. Nesses casos.24 – Plano de corte do meio-corte Fig. No exemplo que segue podemos verificar a disposição do corte : Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 40 .25 – Plano de corte na vista frontal Corte parcial Em certas peças. O tipo de corte mais recomendado nessas situações é o corte parcial. não é necessário imaginar cortes que atravessem toda a extensão da peça.

27 – Corte parcial na vista frontal Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 41 .26 – Plano de corte parcial Fig.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Fig.

utilizamos duas linhas cruzadas. é aconselhável imaginar várias seções sucessivas para analisar o perfil individual de cada elemento. a seção representa a forma de um determinado ponto da peça.29 – Seções sucessivas fora da vista Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 42 .Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Seções Seção é um corte que representa somente a intersecção do plano secante com a peça. Fig. aos desenhos técnicos em corte. Em outras palavras. quando queremos indicar que uma superfície é plana. Fig. obtida a partir de superfície cilíndrica.28 – Seção fora da vista Seções sucessivas fora da vista Quando se tratar de uma peça com vários elementos diferentes. Tipos de seções : Seção fora da vista Os desenhos técnicos com seção fora da vista são semelhantes. em alguns pontos. Em desenho técnico.

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Seção dentro da vista
A seção pode ser representada rebatida dentro da vista, desde que não prejudique a interpretação do desenho. Para representar o contorno da seção dentro da vista, usa-se a linha contínua estreita. A parte maciça é representada hachurada. Quando a seção aparece rebatida dentro das vistas do desenho técnico, ela não vem identificada pela palavra seção, seguida de letras do alfabeto.

Fig.30 – Seção dentro da vista

Seção com interrupção da vista
As seções com interrupção da vista indicam, de modo prático e simples, o perfil da peça, evitando assim vistas desnecessárias, que nem sempre identificariam o mesmo.

Fig.31 – Seção com interrupção da vista

Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl

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Rupturas
Para evitar a utilização de escalas muito reduzidas ou a utilização de folhas de papel com grandes dimensões, a representação de objetos longos é feita com aplicação de rupturas, desenhando-se somente as partes da peça que contêm detalhes. As rupturas são aplicadas nas partes que têm formas constantes ao longo de seu comprimento, fazendo-se a remoção da parte localizada entre as rupturas e a aproximação das extremidades.

Tipos de rupturas : Ruptura em barras e chapas

Fig.32 - Barras e chapas

Ruptura em peças cilíndricas

Fig.33 - Peças cilíndricas

Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl

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Ruptura em peças tubulares

Fig.34 - Peças tubulares

Ruptura em peças trapezoidais

Fig.35 - Peças Trapezoidais

Ruptura em peças cônicas

Fig.36 - Peças cônicas

Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl

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38 – Vistas auxiliares Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 46 . utilizam-se vistas de auxílio da peça : Fig.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Vistas auxiliares A vista auxiliar é empregada para se obter a forma real de partes que estejam fora das posições horizontal e vertical.37 – Vistas auxiliares Fig. Para melhor representar alguns detalhes.

39 – Vista auxiliar simplificada Fig. Fig. pela facilidade de sua interpretação.40 – Vista auxiliar simplificada Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 47 . por meio de linhas estreitas.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Vista auxiliar simplificada A vista auxiliar simplificada. é da maior importância no desenho mecânico. completando o desenho com os detalhes que não ficaram esclarecidos na vista principal. Consiste em representar a peça em vista única.

também chamadas de eixos de simetria. indica-se a existência de outra parte exatamente igual e simétrica em relação ao eixo desenhado. Com a utilização de linhas de simetria. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 48 .41 – Vistas de objetos simétricos As linhas de simetrias são identificadas por dois traços curtos paralelos traçados perpendicularmente nas suas extremidades. Fig. conforme mostram as figuras abaixo.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Vistas de objetos simétricos Os objetos simétricos podem ser representados por vistas que mostram somente a metade ou a quarta parte da peça.

desenhando posteriormente. circundando-o com uma linha fina. o detalhe marcado no desenho do objeto.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Detalhes ampliados Para melhorar a representação e facilitar a cotagem de pequenos detalhes de um objeto. contínua e identificada por uma letra maiúscula. em escala ampliada e com a devida identificação. faz-se a identificação do detalhe.43 – Esboço do detalhe em escala maior Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 49 . Fig.42 – Esboço da peça inteira em escala real Fig.

Fig. O comprimento desenvolvido é representado por linha fina constituída de traço e dois pontos.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Comprimento desenvolvido Nos desenhos de objetos que são conformados a partir de superfícies planas (objetos construídos a partir do dobramento de chapas). é necessário mostrar o comprimento desenvolvido que deu origem à forma espacial.44 – Comprimento desenvolvido de chapas Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 50 .

peças adjacentes devem figurar com hachuras diferenciadas pela direção ou pelo espaçamento.Exemplo de hachuras Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 51 . Nos desenhos de conjuntos. quando a clareza do desenho exigir : Fig.45 . Conheça agora os tipos de hachuras usadas opcionalmente para representar materiais específicos. Todos os cortes de uma mesma peça devem conservar as mesmas hachuras.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Hachuras Hachuras são linhas finas paralelas empregadas para representar a parte cortada de uma peça.

Linhas de cota .47 – Elementos da cotagem Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 52 . para execução da peça abaixo necessitamos saber as suas dimensões e a localização do furo : Fig.Linhas de chamada ou de extensão . Por exemplo.Valor numérico da cota Fig.46 – Exemplo de cotagem Obs : A anotação “Esp 8” refere-se à espessura da peça.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Dimensionamento O dimensionamento ou cotagem de desenhos técnicos tem por objetivo principal determinar o tamanho e localização exata de todos os detalhes de uma peça. Elementos de cotagem Para a cotagem de um desenho são necessários três elementos : .

se houver o emprego de outra unidade. . a unidade de medida é o milímetro. .cada cota deve ser indicada na vista que mais claramente representar a forma do elemento cotado.as cotas podem ser colocadas dentro ou fora dos elementos que representam. Deve-se evitar a repetição de cotas. Exemplos de cotagem Cotagem de itens internos Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 53 .48 – Cotagem com unidades diferentes . sendo dispensada a colocação do símbolo junto ao valor numérico da cota. conforme figura abaixo : Fig. normalmente. coloca-se o respectivo símbolo ao lado do valor numérico.em desenho técnico.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Regras de cotagem . atendendo aos melhores requisitos de clareza e facilidade de execução.

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Transferências de cotas para locais mais convenientes Cotagem em cadeia Cotagem por meio de faces de referência Cotagem de elementos esféricos Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 54 .

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Cotagem por adição de pontos Cotagem por coordenadas Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 55 .

podemos simplificar a cotagem usando um dos sistemas apresentados na figura acima. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 56 .Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Cotagem de detalhes -As linhas de cota de raios e arcos levam setas apenas na extremidade que toca o arco : -Conforme o espaço disponível no desenho. os ângulos podem ser cotados assim : -A cotagem de chanfros se faz como indicam as figuras abaixo : Obs : Quando o chanfro for de 45º.

que no caso dos furos são chamadas de escareados. A cotagem dos escareados segue os princípios da cotagem de elementos angulares e está exemplificada abaixo : Cotagem de elementos eqüidistantes e/ou repetidos A cotagem de elementos eqüidistantes pode ser simplificada porque não há necessidade de se colocar todas as cotas. conforme mostra figura abaixo. que são adotados conforme o espaço disponível no desenho : Cotagem de escareados Da mesma forma. Para evitar problemas de interpretação. Os espaçamentos lineares podem ser cotados indicando o comprimento total e o número de espaços. é conveniente cotar um dos espaços e informar a dimensão e a quantidade de elementos. os cantos vivos dos furos também são quebrados com pequenas superfícies inclinadas.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico -A cotagem de círculos se faz indicando o valor de seu diâmetro por meio dos recursos apresentados nas figuras abaixo. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 57 .

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Os espaçamentos eqüidistantes angulares podem ser cotados indicando somente o valor do ângulo de um dos espaços e da quantidade de elementos. conforme mostra a figura abaixo : Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 58 .

....Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Exercícios : 1) Analise o desenho abaixo e escreva os pares de cotas que determinam a localização dos furos : a) Furo nº 1: ................ completando os espaços em branco das proposições abaixo : a) O furo nº 1 está a .............. e .. e ....... e ..... 2) O próximo desenho foi cotado por coordenadas....... mm... mm....... e ......... Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 59 .. b) Furo nº 2: ... sendo o seu diâmetro ............. e . c) A distância do furo nº 3 da referência na direção do eixo x é ... c) Furo nº 3: ... e o seu diâmetro é . mm.... d) Furo nº 4: ... mm distante da referência na direção do eixo y.. e a sua distância em relação ao eixo y é ........... b) As cotas de localização do furo nº 2 são .... d) O furo nº 4 está localizado pelas cotas ... mm distante da referência na direção do eixo x e a .mm... e ..... Interprete a cotagem..............

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Simbologia Símbolos de perfis Para transpassar de maneira completa os dados da peça. nas vista cotada. Os símbolos abaixo representam os perfis mais utilizados na indústria e devem ser colocados sempre antes da designação do material.ou seja. o operador visualiza e interpreta visualmente o perfil da peça. sinais que indiquem o perfil da peça. o desenhista utiliza-se além dos elementos de cotagem. for evidente que se trata de diâmetro ou quadrado. os respectivos símbolos podem ser dispensados. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 60 . Quando.

Rugosidade 1 a 4µm. Superfície alisada. Superfície sujeita a tratamento especial. Fig. porém limpas. Superfície retificada na qual não é mais visível o sulco da ferramenta. Quando a maioria das superfícies da peça apresentarem o mesmo grau de acabamento. Os sulcos ainda são palpáveis e vistos a olho nú. o geral correspondente é colocado fora do parêntese e é seguido dos demais sinais colocados entre parênteses.. Superfície sujeita a outros graus de tratamento.05 a 0. niquelado. etc. Superfície apenas desbasta. Superfície lapidada.. sem rebarbas e saliências. Rugosidade 0.49 – Exemplo de aplicação dos sinais de usinagem Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 61 . Profundidade dos sulcos 25 a 160µm. Rugosidade de 4 a 25µm. Ex : cromado.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Acabamento superficial Símbolo Indicação de : Superfície em bruto. Os sulcos são palpáveis e vistos a olho nú.1µm. devendo o mesmo ser indicado.

as indicações dos acabamentos de superfícies passaram a ser representadas por classes de rugosidade.50 – Exemplo de aplicação dos sinais de superfície por classe Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 62 . mesmo se esta tiver sido obtida por usinagem ou outro processo qualquer. O símbolo deve ser indicado uma vez para cada superfície e. se possível. Fig. A norma ABNT NBR 8404 normaliza a indicação do estado de superfície em desenho técnico por meio de símbolos : Símbolo Indicação de : Símbolo básico. correspondendo cada classe a um valor máximo em µm. que são representados por classes de rugosidade N1 a N12. A ABNT adota o desvio médio aritmético (Ra) para determinar os valores da rugosidade. Com a criação de aparelhos capazes de medir a rugosidade superficial em µm (1µm = 0. Caracterização de uma superfície usinada sem maiores detalhes. na vista que leva a cota ou representa a superfície. Caracteriza uma superfície na qual a remoção de material não é permitida e indica que a superfície deve permanecer no estado resultante de um processo de fabricação anterior. Só pode ser usado quando seu significado for complementado por uma indicação.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Estados de superfície Com a evolução tecnológica houve a necessidade de se aprimorarem as indicações dos graus de acabamento de superfícies. Rugosidade são erros micro-geométricos existentes nas superfícies das peças.001mm).

2 1.5 6.8 0.025 Fig.4 0.05 0.2 0.1 0.51 – Exemplo de aplicação dos sinais de superfície por rugosidade Nota : A diferença entre as figuras 50 e 51.6 0. onde primeiramente ele informou somente as classes de rugosidade e após os valores definidos para rugosidade nas superfícies da peça.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Abaixo observemos a tabela que define a classe de rugosidade (Ra). Classes de rugosidade N12 N11 N10 N9 N8 N7 N6 N5 N4 N3 N2 N1 Desvio médio aritmético Ra (µm) 50 25 12. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 63 . encontra-se na opção escolhida pelo desenhista.3 3.

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Tabela representativa para obtenção da rugosidade (Ra) conforme processo de produção : Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 64 .

Perpendicular ao plano de projeção da vista sobre o qual o símbolo é aplicado.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Direção das estrias Há uma outra característica micro-geométrica que deve ser levada em conta no processo de fabricação e na avaliação da rugosidade : trata-se da direção das estrias. Quando for necessário definir a direção das estrias isso deve ser feito por um símbolo adicional ao símbolo do estado de rugosidade : Símbolo Interpretação Paralela ao plano de proteção da vista sobre o qual o símbolo é aplicado. Aproximadamente central em relação ao ponto médio da superfície ao qual o símbolo é referido. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 65 . que são as pequenas linhas ou os sulcos deixados na superfície usinada pela ferramenta usada no processo de fabricação da peça. Muitas direções. Cruzadas em duas direções oblíquas em relação ao plano de projeção da vista sobre o qual o símbolo é aplicado. Aproximadamente radial em relação ao ponto médio da superfície ao qual o símbolo é referido.

comprimento da amostra para avaliação da rugosidade. exigido para a usinagem. de acordo com o sistema de medidas utilizado para cotagem : O número 5 à esquerda do símbolo de rugosidade. isto é. ou classe de rugosidade N1 a N12 b -método de fabricação. em mm Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 66 . tratamento ou revestimento da superfície c . indica que a superfície fundida deve ter 5mm de espessura a mais do que a dimensão nominal da cota correspondente. em mm d -direção predominante das estrias e . Disposição das indicações de estado de superfície Cada uma das indicações de estado de superfície é representada em relação ao símbolo.valor da rugosidade Ra.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Indicação de sobremetal para usinagem Quando uma peça fundida deve ser submetida a usinagem posterior. conforme as posições a seguir : Relembre o que cada uma das letras indica : a . em mm.sobremetal para usinagem. Quando for necessário indicar esse valor. ele deve ser representado à esquerda do símbolo. é necessário prever e indicar a quantidade de sobremetal . de metal a mais.

......... ........... É possível que você ainda encontre desenhos que apresentem aquela simbologia já superada.. Na prática.. ..... conforme tabela estudada : Perfil Rugosidade (Ra) ........................................ vêm sendo gradativamente substituídos pelas indicações de rugosidade........ ..... ....... Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 67 ..... ......Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Acabamento superficial x Classes de rugosidade Os símbolos indicativos de acabamento superficial... foi estabelecida uma correspondência aproximada entre os antigos símbolos de acabamento de superfícies e os atuais símbolos de rugosidade : Exercícos : 1) Escreva na linha indicada a rugosidade das peças em sua grandeza máxima... apresentados anteriormente.... ....

.....Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico 2) Analise o desenho técnico e responda às perguntas a seguir : a) Que classe de rugosidade a maioria das superfícies da peça deverá receber? b) Que outras classes de rugosidade a peça deverá receber? c) Que tratamento a peça deverá receber? 3) Analise a representação abaixo e assinale com um X a alternativa que corresponde à direção das estrias indicada no símbolo de rugosidade : ( ( ( ( ) as estrias são multidirecionadas ) as estrias são concÍntricas ) as estrias são radiais ) as estrias devem ficar cruzadas 4) Analise o símbolo de rugosidade e depois complete as lacunas : valor da rugosidade : .................... método de fabricação :..... direção das estrias : . comprimento da amostra : ................ Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 68 .................................... sobremetal para usinagem : .

distantes 0. As tolerâncias de forma vêm indicadas no desenho técnico para elementos isolados.3 mm de diâmetro. Especificação do desenho : Interpretação : O eixo do cilindro de 20 mm de diâmetro deve estar compreendido em uma zona cilíndrica de 0. como por exemplo. uma superfície ou uma linha. Retilineidade Símbolo : É a condição pela qual cada linha deve estar limitada dentro do valor de tolerância especificada. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 69 .1 mm.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Tolerância de forma As tolerâncias de forma são os desvios que um elemento pode apresentar em relação à sua forma geométrica ideal. Uma parte qualquer da geratriz do cilindro com comprimento igual a 100 mm deve ficar entre duas retas paralelas.

tensões internas decorrentes da usinagem.má escolha dos pontos de locação e fixação da peça.01 a 0. ocasionando deformação.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Planeza Símbolo : É a condição pela qual toda superfície deve estar limitada pela zona de tolerância “t”. Geralmente.torneamento : 0. . distantes de “t”.005 a 0. As tolerâncias admissíveis de planeza são : .desgaste prematuro do fio de corte. deformando a superfície.retíficação : 0.03 mm . provocando movimentos indesejáveis durante a usinagem.folga nas guias da máquina.05 mm .fresamento : 0. .01 mm Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 70 . . .02 a 0. . os erros de planicidade ocorrem devido aos fatores : . compreendida entre dois planos paralelos.variação de dureza da peça ao longo do plano de usinagem.deficiência de fixação da peça.

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Circularidade Símbolo : É a condição pela qual qualquer círculo deve estar dentro de uma faixa definida por dois círculos concêntricos.005 a 0.01 a 0. Especificação do desenho : Interpretação : O campo de tolerância em qualquer seção transversal é limitado por dois círculos concêntricos e distantes 0. podemos adotar os valores de circularidade : .mandrilamento : 0.01 mm .1 mm de largura.5 mm. Na usinagem em produção.015 mm .015 mm Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 71 .torneamento : até 0. distantes no valor da tolerância especificada.retificação : 0. O contorno de cada seção transversal deve estar compreendido numa coroa circular de 0.

cujos raios diferem 0.2 mm. Especificação do desenho : Interpretação : A superfície considerada deve estar compreendida entre dois cilindros concêntricos. Forma de uma linha qualquer Símbolo : O campo de tolerância é limitado por duas linhas envolvendo círculos cujos diâmetros sejam iguais à tolerância especificada e cujos centros estejam situados sobre o perfil geométrico correto da linha.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Cilindricidade Símbolo : É a condição pela qual a zona de tolerância especificada é a distância radial entre dois cilindros concêntricos. Especificação do desenho : Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 72 .

Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 73 .Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Interpretação : Em cada seção paralela ao plano de projeção. centradas sobre o perfil geométrico correto. Forma de uma superfície qualquer Símbolo : O campo de tolerância é limitado por duas superfícies envolvendo esferas de diâmetro igual à tolerância especificada e cujos centros estão situados sobre uma superfície que tem a forma geométrica correta. o perfil deve estar compreendido entre duas linhas envolvendo círculos de 0.2 mm de diâmetro. centrados sobre o perfil geométrico correto. Especificação do desenho : Interpretação : A superfície considerada deve estar compreendida entre duas superfícies envolvendo esferas de 0.4 mm de diâmetro.

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Tolerância de orientação Quando dois ou mais elementos são associados pode ser necessário determinar a orientação precisa de um em relação ao outro para assegurar o bom funcionamento do conjunto. O eixo do furo deve estar compreendido entre dois planos distantes 0. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 74 .03 mm de diâmetro. paralelo ao eixo inferior “A”. Paralelismo Símbolo : Paralelismo é a condição de uma linha ou superfície ser eqüidistante em todos os seus pontos de um eixo ou plano de referência. Especificação do desenho : Interpretação : O eixo superior deve estar compreendido em uma zona cilíndrica de 0.2 mm e paralelos ao plano de referência “C”. Na determinação das tolerâncias de orientação geralmente um elemento é escolhido como referência para indicação das tolerâncias dos demais elementos.

tomado como referência o ângulo reto entre uma superfície. distantes no valor especificado “t” e perpendiculares à reta de referência.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Perpendicularidade Símbolo : É a condição pela qual o elemento deve estar dentro do desvio angular. ou uma reta. Assim. respectivamente. podem-se considerar os seguintes casos de perpendicularidade : Perpendicularidade entre duas retas O campo de tolerância é limitado por dois planos paralelos. e tendo como elemento de referência uma superfície ou uma reta. perpendicular à superfície de referência “A”. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 75 .1 mm de diâmetro. Especificação do desenho : Interpretação : O eixo do cilindro deve estar compreendido em um campo cilíndrico de 0.

08 mm e perpendiculares ao eixo “D”. distantes no valor especificado e perpendiculares à reta de referência. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 76 . distanciados da tolerância especificada e respectivamente perpendiculares ao plano referencial.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Perpendicularidade entre um plano e uma reta O campo de tolerância é limitado por dois planos paralelos. Especificação do desenho : Interpretação : A face à direita da peça deve estar compreendida entre dois planos paralelos distantes 0. Perpendicularidade entre dois planos A tolerância de perpendicularidade entre uma superfície e um plano tomado como referência é determinada por dois planos paralelos.

1 mm. 2. pela indicação de tolerância de orientação.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Especificação do desenho : Interpretação : A face à direita da peça deve estar compreendida entre dois planos paralelos e distantes 0. Inclinação Símbolo : Existem dois métodos para especificar tolerância angular : 1. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 77 . perpendiculares à superfície de referência “E”. deve-se achar um ângulo menor que 74º ou maior que 76º. em nenhuma medição angular. especificando o elemento que será medido e sua referência. e inclinadas em relação à reta de referência do ângulo especificado. A indicação 75º ± 1º significa que entre as duas superfícies. Inclinação de uma linha em relação a uma reta de referência O campo de tolerância é limitado por duas retas paralelas. pela variação angular. especificando o ângulo máximo e o ângulo mínimo. cuja distância é a tolerância.

Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 78 . Inclinação de uma superfície em relação a uma reta de base O campo de tolerância é limitado por dois planos paralelos. e inclinados em relação à superfície de referência do ângulo especificado.1 mm e inclinados 75º em relação ao eixo de referência “D”. Inclinação de uma superfície em relação a um plano de referência O campo de tolerância é limitado por dois planos paralelos. Especificação do desenho : Interpretação : O plano inclinado deve estar compreendido entre dois planos distantes 0. e inclinados do ângulo especificado em relação à reta de referência.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Especificação do desenho : Interpretação : O eixo do furo deve estar compreendido entre duas retas paralelas com distância de 0. de distância igual ao valor da tolerância.09 mm e inclinação de 60º em relação ao eixo de referência “A”. cuja distância é o valor da tolerância.

08 mm e inclinados 40º em relação à superfície de referência “E”. estabelecida no desenho do produto. com distância de 0. como por exemplo: uma linha. Tolerância de posição A tolerância de posição estuda a relação entre dois ou mais elementos. O campo de tolerância do eixo do furo é limitado por um cilindro de diâmetro “t”. é essencial para o funcionamento da peça. um eixo ou uma superfície. sua tolerância de localização deve ser determinada. Essa tolerância estabelece o valor permissível de variação de um elemento da peça em relação à sua posição teórica. Como a localização do furo é importante. O centro deste cilindro coincide com a localização ideal do eixo do elemento tolerado. o eixo do furo deve ser tolerado. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 79 . Localização ou posição de um elemento Símbolo : Quando a localização exata de um elemento.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Especificação do desenho : Interpretação : O plano inclinado deve estar entre dois planos paralelos.

pois têm o mesmo eixo. dizemos que elas são concêntricas. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 80 . Mas. Em diversas peças. O campo de tolerância de coaxialidade dos eixos da peça fica determinado por um cilindro de diâmetro “t” cujo eixo coincide com o eixo ideal da peça projetada. os dois cilindros que formam a peça são coaxiais. Simetria Símbolo : Em peças simétricas é necessário especificar a tolerância de simetria. dentro de limites estabelecidos. tomamos como elemento de referência o plano médio ou eixo da peça. e que guardam entre si uma distância “t”. Essa peça é composta por duas partes de diâmetros diferentes. não chegam a prejudicar a funcionalidade da peça. é condição necessária para seu funcionamento adequado. determinados desvios.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Concentricidade ou coaxialidade Símbolo : Quando duas ou mais figuras geométricas planas regulares têm o mesmo centro. O campo de tolerância é limitado por dois planos paralelos. dizemos que eles são coaxiais. Mas. eqüidistantes do plano médio de referência. Quando dois ou mais sólidos de revolução têm o eixo comum. Daí a necessidade de serem indicadas as tolerâncias de concentricidade ou de coaxialidade. Para determinar a tolerância de simetria. a concentricidade ou a coaxialidade de partes ou de elementos.

A diferença “t” dos raios corresponde à tolerância radial. de raios diferentes. Por isso. quando o eixo der uma volta completa. é necessário que sejam determinadas as tolerâncias de batimento. As tolerâncias de batimento podem ser de dois tipos : axial e radial. fica delimitado por dois planos paralelos entre si.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Batimento Símbolo : Quando um elemento dá uma volta completa em torno de seu eixo de rotação. refere-se a eixo. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 81 . Dependendo da função do elemento. deslocamento em relação ao eixo. no batimento radial é delimitado por um plano perpendicular ao eixo de giro que define dois círculos concêntricos. a uma distância “t” e que são perpendiculares ao eixo de rotação. isto é. Axial . O campo de tolerância. que delimitam a oscilação aceitável do elemento. O batimento radial. é verificado em relação ao raio do elemento. ele pode sofrer oscilação . Batimento axial quer dizer balanço no sentido do eixo. no batimento axial. você já sabe. por outro lado. esta oscilação tem de ser controlada para não comprometer a funcionalidade da peça. O campo de tolerância.

diz-se que a forma da peça está·: a) ( b) ( c) ( ) incorreta ) aceitável ) inaceitável 2) A planeza é representada pelo símbolo : a) ( b) ( c) ( d) ( ) ) ) ) 3) A relação entre dois ou mais elementos é feito por meio da tolerância de : a) ( b) ( c) ( d) ( ) tamanho ) forma ) posição ) direção 4) O símbolo de inclinação é : a) ( b) ( c) ( ) ) ) 5) O símbolo de paralelismo é : a) ( b) ( c) ( d) ( ) ) ) ) Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 82 .Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Exercícos : 1) Quando cada um dos pontos de uma peça for igual ou inferior ao valor da tolerância.

preencha o quadro de tolerância sabendo que a tolerância aplicada é de cilindricidade e o valor da tolerância é de dois centésimos de milímetro.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico 6) Analise o desenho e assinale com um “X” os tipos de tolerâncias indicados : a) ( b) ( c) ( d) ( ) batimento ) paralelismo ) inclinação ) simetria 7) Analise o desenho técnico e responda : a) qual o elemento tolerado? b) qual o elemento de referência? 8) No desenho técnico abaixo. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 83 .

.................. e .............................................. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 84 ........Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico 9) Analise o desenho técnico e complete as frases : a) A tolerância aplicada neste desenho é de ... c) Os elementos de referência são as cotas ......................................... b) O elemento de referência é o ... 10) Analise o desenho técnico e complete as frases corretamente : a) A tolerância indicada neste desenho é de ................. b) O valor da tolerância é de .........

Então. Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 85 . O sinal + indica que os afastamentos são positivos. Eles podem ser indicados no desenho técnico como mostra a ilustração a seguir : Fig.É impossível executar as peças com os valores exatos dessas dimensões porque vários fatores interferem no processo de produção.18mm. tais como imperfeições dos instrumentos de medição e das máquinas. isto é. procurase determinar desvios dentro dos quais a peça possa funcionar corretamente.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Tolerância dimensional As cotas indicadas no desenho técnico são chamadas de dimensões nominais. que as variáveis da dimensão nominal são para valores maiores. que permitem a execução da peça sem prejuízo para seu funcionamento e intercambiabilidade.28mm e +0. deformações do material e falhas do operador. Os afastamentos são : +0. para mais ou menos. a dimensão nominal do diâmetro do pino é 20mm.52 – Exemplo de afastamento Neste exemplo. Esses desvios são chamados de afastamentos : Afastamentos Os afastamentos são desvios aceitáveis das dimensões nominais.

Assim. isto é. a maior medida aceitável da cota depois de executada a peça. no exemplo) é chamado de afastamento superior . ou seja.18mm.18mm correspondem aos limites máximo e mínimo da dimensão do diâmetro da peça. a menor medida que a cota pode ter depois de fabricada. Por isso.53 – Exemplo de afastamentos Quando a tolerância vem indicada no sistema ABNT/ISO.28mm e 20.18mm) é chamado de afastamento inferior.28mm=20. 20.28mm. ou ambas : Fig. os valores : 20.28mm.18mm. Somando o afastamento inferior à dimensão nominal obtemos a dimensão mínima. isto é. é necessário consultar tabelas apropriadas para identificá-los : Fig. os valores dos afastamentos não são expressos diretamente. Tanto um quanto outro indicam os limites máximo e mínimo da dimensão real da peça. Somando o afastamento superior à dimensão nominal obtemos a dimensão máxima. a dimensão máxima do diâmetro corresponde a : 20mm+0. o de menor valor (0. a dimensão mínima é igual a 20mm+0. Há casos em que a cota apresenta dois afastamentos negativos e/ou uma variação acima e abaixo. No mesmo exemplo. Então.54 – Exemplo de sistema ABNT/ISO Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 86 .Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico O afastamento de maior valor (0. no exemplo dado.

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Ajustes recomendados Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 87 .

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Sistema furo-base H7 Tolerância em milésimos de milímetros (µm) Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 88 .

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Sistema eixo-base h6 Tolerância em milésimos de milímetros (µm) Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 89 .

... 2) Dentre as medidas abaixo...0 1000 2000 1.........2 2.....5 0...... afastamento inferior : ...........................Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Se não vir especificado o grau de precisão no desenho.8 1.......................5 0........06 ( ) 39...0 1) Analise a vista ortográfica cotada e faça o que é pedido : afastamento superior : ............................. deve-se considerá-lo como mostrado na tabela abaixo : Intervalo Usinado Bruto Exercícos : Dimensões não toleradas 0 30 100 300 30 100 300 1000 0....... afastamento inferior : .....9 3) Analise a figura e indique o que é pedido : afastamento superior : . assinale com um “X” as cotas que podem ser dimensões efetivas do rebaixo da peça acima : ( ) 40 ( ) 40....5 ( ) 40..... dimensão máxima : ... Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 90 ...........2 0....................2 3.3 0....8 0...........2 ( ) 40... dimensão mínima : ...

Com o advento da Primeira Guerra Mundial. Coffin substituem o eletrodo de grafite por arame metálico Fouché e Picard desenvolvem o primeiro maçarico industrial para soldagem 1901 oxiacetilênica 1903 Goldschmidt descobre a solda aluminotérmica 1907 O. Kjellberg deposita a patente do primeiro eletrodo revestido 1919 C. na Rússia 1960 Desenvolvimento de processo de soldagem a laser. A técnica da moderna soldagem começou a ser moldada a partir da descoberta do arco elétrico. um resumo cronológico da história da soldagem : 1801 Sir Humphey Davis descobre o fenômeno do arco elétrico 1836 Edmund Davy descobre o Acetileno N. Hobart e P. Kennedy desenvolve o processo de soldagem MIG 1950 França e Alemanha desenvolvem o processo de soldagem por feixe de elétrons 1953 Surgimento do processo MAG Desenvolvimento do processo de soldagem com arame tubular e proteção 1957 gasosa 1958 Desenvolvimento do processo de soldagem por eletro-escória . utilizando estes novos recursos. nos EUA 1970 Aplicados os primeiros robôs nos processos de soldagem Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 91 . a técnica da soldagem começou a ser mais utilizada nos processos de fabricação.F. a soldagem por forjamento também tem sido utilizada há mais de 3000 anos.G. Bernardos e S. a Segunda Guerra Mundial imprimiu grande impulso na tecnologia de soldagem. Halsag introduz a corrente alternada nos processos de soldagem 1926 H. tendo sido descobertos alguns com mais de 4000 anos. desenvolvendo novos processos e aperfeiçoando os já existentes. o que permitiu que se iniciassem alguns processos de fabricação de peças. Abaixo.K. Denver utilizam gás inerte como proteção do arco elétrico 1930 Primeiras normas para eletrodo revestido nos EUA 1935 Desenvolvimento dos processos de soldagem TIG e Arco Submerso 1948 H.M. Olsewski depositam patente do processo de soldagem por 1885 arco elétrico 1889 N. bem como também a sintetização do gás Acetileno no século passado. J.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Símbolos de soldagem Histórico da soldagem A história da soldagem mostra que desde as mais remotas épocas. muitos artefatos já eram confeccionados utilizando recursos de brasagem. Slavianoff e C.

muitas peças anteriormente fundidas ou forjadas são hoje projetadas e construídas em partes e unidas por solda. Nas construções de máquinas. Classicamente. . na junta soldada. soldagem significa : . visando a recuperação de peças desgastadas ou para a formação de um revestimento com características especiais. muitos processos de soldagem ou variações destes são usados para a deposição de material sobre uma superfície. Resumidamente. a continuidade de propriedades físicas. Fig. equipamentos e estruturas é abrangido pelo termo soldagem.processo de junção de metais por fusão. assegurando.operação que visa obter a união de duas ou mais peças.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Definição de soldagem Um grande número de diferentes processos utilizados na fabricação e recuperação de peças. químicas e metalúrgicas.55 – Exemplo de peça fundida Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 92 . porém. a soldagem é considerada como um método de união.

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Fig.57 – Exemplo de peça soldada Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 93 .56 – Partes da peça a serem unidas por solda Fig.

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Terminologia de soldagem
Soldagem : é o processo de união de materiais, a solda é o resultado deste processo. Metal base : material da peça que sofre o processo de soldagem. Metal de adição : material adicionado, no estado líquido, durante a soldagem (ou brasagem).

Fig.58 – Terminologia de soldagem

Poça de fusão : região em fusão, a cada instante, durante uma soldagem. Penetração : distância da superfície original do metal de base ao ponto em que termina a fusão, medida perpendicularmente à mesma. Junta : região entre duas ou peças que serão unidas. Abaixo temos os tipos de junta :

Fig.59 – Tipos de juntas

Soldas em juntas de topo e ângulo podem ser de penetração total (penetração em toda a espessura de um dos componentes da junta) ou parcial. Chanfro : corte efetuado na junta para possibilitar/facilitar a soldagem em toda a sua espessura. Abaixo temos os exemplos de chanfros :

Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl

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Fig.60 – Tipos de chanfros

Tipos de juntas e exemplos de chanfros

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Elementos de um chanfro
Encosto ou nariz (s) : parte não chanfrada de um componente da junta. Garganta, folga ou fresta (f) : menor distância entre as peças a soldar. Ângulo de abertura da junta (α) e ângulo de chanfro (β) : Os elementos de um chanfro são escolhidos de forma a permitir um fácil acesso até o fundo da junta com a menor necessidade possível de metal de adição.

Fig.61 – Elementos de um chanfro

Raiz : região mais profunda do cordão de solda. Em uma junta chanfrada, corresponde à região do cordão junto da fresta e do encosto. Tende a ser a região mais propensa à formação de descontinuidades em uma solda. Face : superfície oposta à raiz da solda. Passe : depósito de material obtido pela progressão sucessiva de uma só poça de fusão. Uma solda pode ser feita em um único passe ou em vários passes. Camada : conjunto de passes localizados em uma mesma altura no chanfro. Reforço : altura máxima alcançada pelo excesso de material de adição, medida a partir das superfícies do material de base. Margem : linha de encontro entre a face da solda e a superfície do metal de base.

Fig.62 – Elementos de um cordão de solda

Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl

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Vertical : o eixo da solda é aproximadamente vertical. Horizontal : o eixo da solda é aproximadamente horizontal. mas a sua face é inclinada. A soldagem pode ser "para cima" ou "para baixo".64 – Posições de soldagem Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 97 .63 – Solda em vários passes Posições de soldagem Plana : a soldagem é feita no lado superior de uma junta e a face da solda é aproximadamente horizontal.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Execução de uma solda de vários passes Fig. Fig. Sobre-cabeça : a soldagem é feita do lado inferior de uma solda de eixo aproximadamente horizontal.

o sistema mais usado é o da American Welding Society. a possibilidade de programar o processo indicam claramente um processo de soldagem automático. controle do deslocamento do cabeçote de soldagem pelo equipamento. o nível de controle da operação. mas com o posicionamento. usados. Automático : soldagem com controle automático de praticamente todas as operações necessárias. em outros. símbolos baseados em normas de outros países são. os sistemas automáticos de soldagem podem ser divididos em duas classes : a) sistemas dedicados : projetados para executar uma operação específica de soldagem. também. Mecanizado : soldagem com controle automático da alimentação de metal de adição. isto pode levar à interpretação errada de desenhos. Um símbolo completo de soldagem consiste dos seguintes elementos : Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 98 . Existem sistemas de símbolos de soldagem desenvolvidos em normas de diferentes países. basicamente com nenhuma flexibilidade para mudanças no processo. detalhes do chanfro e outras informações de operações de soldagem em desenhos de engenharia.4. Semi-automático : soldagem com controle automático da alimentação de metal de adição. mas com controle manual pelo soldador do posicionamento da tocha e de seu acionamento. acionamento do equipamento e supervisão da operação sob responsabilidade do operador de soldagem. b) sistemas com robôs : programáveis e apresentado uma flexibilidade relativamente grande para alterações no processo.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Modos de operação Manual : soldagem na qual toda a operação é realizada e controlada manualmente pelo soldador. Simbologia de soldagem Símbolos padronizados são usados para indicar a localização. De uma forma ampla. a definição de um processo como mecanizado ou automático não é fácil. mas apresentam diferenças em detalhes. No Brasil. através de sua norma AWS A2. Contudo. Como estes símbolos são similares aos da AWS. o uso de sensores. Em alguns casos.

seta .66 – Soldas em chanfro Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 99 .Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico .cauda e especificação de procedimento.linha de referência (sempre horizontal) . processo ou outra referência Fig. A figura abaixo mostra os símbolos básicos mais comuns : Fig.símbolos de acabamento .símbolos suplementares .dimensões e outros dados .65 – Simbologia de soldagem O símbolo básico da solda indica o tipo de solda e chanfro que serão usados.símbolo básico da solda .

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico A posição do símbolo básico na linha de referência indica se a solda será depositada no mesmo lado ou no lado oposto do local indicado no desenho pela seta : Fig.67 – Posição do símbolo de soldagem Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 100 .

70 – Soldagem TIG Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 101 .68 – Soldagem por costura Fig.69 – Soldagem por pontos Fig.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Representação esquemática dos principais processos de solda Fig.

Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Fig.72 – Soldagem com eletrodo revestido Fig.73 – Soldagem por arco submerso Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 102 .71 – Soldagem MIG/MAG Fig.

74 – Soldagem a plasma Fig.75 – Soldagem com arame tubular Fig.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Fig.76 – Soldagem por eletroescória Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 103 .

como passo prévio a uma furação com broca helicoidal ou para apoio da contra-ponta em peças longas durante processo de torneamento.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Furos de centro Furo feito no topo da peça com uma broca de centro.77 – Furos de centragem Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 104 . Fig.

78 – Padrões de recartilhas Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 105 . Fig. com o objetivo de melhorar o aspecto da peça bem como a aderência manual durante o manuseio. As extremidades das partes recartilhadas serão sempre chanfradas em 45º.Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Recartilhas Consiste em abrir sulcos paralelos ou cruzados na superfície de um eixo. O diâmetro da parte a ser recartilhada terá de ser reduzida com uma diferença igual à metade do passo da recartilha.

bibvirt.futuro.usp.br/textos/tem_outros/cursprofissionalizante/tc2000/tecnico.html Desenho Técnico Mecânico – Senai – RS – 1997 – 2º Edição Elaboração : Agnaldo Jardel Trennepohl Página 106 .Colégio Evangélico Panambi Desenho Técnico Mecânico Bibliografia Conteúdo de Desenho Técnico – Cursos Profissionalizantes http://www.

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