FACULDADE INTEGRADA DA GRANDE FORTALEZA LICENCIATURA PLENA EM BIOLOGIA CESAR AUGUSTO VENANCIO DA SILVA Prof. Dr.

Rickardo Léo Ramos Gomes Avaliação formativa II - Faça uma pesquisa e descubra se, além da ovelha Dolly,

algum outro mamífero já foi clonado. A ovelha Dolly foi o primeiro mamífero clonado por transferência nuclear de células somáticas. O Prof. Ian Wilnut, do Instituto Roslin, da Escócia, foi o pesquisador responsável por este experimento. O estudo foi publicado em 1997, mas foi realizado ao longo de 1995 e 1996. A ovelha Dolly nasceu em 05 de julho de 1996. O nome Dolly foi uma referência a cantora norte-americana Dolly Parton. O núcleo utilizado no processo de clonagem foi oriundo de uma célula da glândula mamária de uma ovelha de seis anos denominada Bellinda, da raça Finn Dorset. Uma outra ovelha, chamada Fluffy, da raça Scottish Blackface, foi a doadora do óvulo utilizado para receber este núcleo, Finalmente, uma terceira ovelha, Lassie, da raça Scottish Blackface foi quem gestou a ovelha Dolly. Para evitar que pudessem ser misturadas características destas três fêmeas, elas eram de raças com características fenotípicas diferentes entre si. Vale lembrar que foram feitas 276 tentativas para ser obtido um animal clonado viável. Outra controvérsia surgida, não em termos de adequação ética, mas sim científica, foi a possibilidade da Dolly não ser efetivamente um clone de célula somática. Bellinda, a ovelha que doou o óvulo estava grávida no momento da coleta das células somáticas e já havia morrido três anos antes. O material utilizado estava congelado. No início de 1998, o próprio Prof. Wilnut admitiu a possibilidade de que tenha havido um "engano" e que a ovelha Dolly não seja de fato um clone de células típicas de um animal adulto. Alguns propuseram que poderia ter havido uma clonagem a partir de células embrionárias, que não seria uma inovação. Isto foi esclarecido apenas em junho de 1998 com a publicação de uma correspondência científica publicada na revista Nature sobre as características genéticas da Dolly. Em 13 de abril de 1998 a Dolly teve um filhote, a ovelha Bonnie, em um cruzamento habitual com o carneiro montês da raça Welch, chamado David. Esta situação permitiu verificar que ela era fértil e capaz de reproduzir. Em 1999 a Dolly gerou mais três filhotes em uma única gestação, que tiveram problemas. Em janeiro de 2002 outra importante questão surgiu com o diagnóstico de

uma forma rara de artrite em Dolly. Esta doença não é habitual em ovelhas com cinco anos de idade. Muitos interpretaram esta doença como um sinal de envelhecimento precoce. A rigor não se tem certeza de como ocorre o processo de envelhecimento em um mamífero clonado. Foi constatado que os telômeros(Os telômeros ou telómeros (do grego telos, final, e meros, parte) são estruturas constituídas por fileiras repetitivas de proteínas e DNA não codificante que formam as extremidades dos cromossomos. Sua principal função é manter a estabilidade estrutural do cromossomo. Os telómeros estão presentes principalmente em células eucarióticas, visto que o DNA das células procarióticas forma cadeias circulares, logo não tem locais de terminação, embora existam exceções como: bactérias com DNA linear e que possuem telómeros) da Dolly eram 20% menores que o previsto para animais de sua idade. O surgimento de uma infecção pulmonar não controlável, comum em animais velhos mantidos em confinamento, fez com que os pesquisadores do Instituto Roslin optassem por fazer a eutanásia de Dolly, as 15 horas do dia 14 de janeiro de 2003, com o objetivo de minorar o seu sofrimento(Wilmut I, Schnieke E, McWhir J, Kind AJ, Campbell HS. Viable offspring derived from fetal and adult mammalian cells. Nature 1997;385:810-3; Clotet J. A ovelhinha Dolly e a medicina genética. Zero Hora 1997 mar 9:21; Manipulação genética e clonagem em humanos - Instrução Normativa CTNBio 08/97/Brasil; Ashworth D et al. DNA microsatellite analysis of Dolly. Nature23 Jul 1998;394:329; Varga AC. Problemas de Bioética. São Leopoldo: UNISINOS, 1982:75-80; Toffler A. Future Shock. New York; Bantam, 1970:197-198; Rorvik DM. In his image: the cloning of a man. Philadelphia: Lippincott, 1978; Scientists dispute book's claim that human clone has been born. Science 1978;199:1314; Wilmut I, Schnieke E, McWhir J, Kind AJ, Campbell HS. Viable offspring derived from fetal and adult mammalian cells. Nature 1997;385:810-3; Haering B. Medicina e manipulação. São Paulo: Paulinas, 1977:226-30; Ramsey P. The fabicated man. New York: Yale , 1970:113; De Blois J, Norris P, O'Rourke K. A primer for health care ethics. Washington: Georgetown, 1994:211-4; Jonsen AR. "O brave new world": rationality in reproduction. In: Thomasma DC, Kushner T. Birth to death. Cambridge: Cambridge, 1996:50-7; Harris JSO. The survival lottery. Philosophy 1975;50(191):81-87; Clotet J. A ovelhinha Dolly e a medicina genética. Zero Hora 1997 mar 9:21; Jonas H. Ética, medicina e técnica. Lisboa: Passagens, 1994; Lenoir N. Bioethics and 21st century, viewpoint of the jurist. Presse Med 2002;31(12):565-70).

Esta é uma lista de animais clonados, em ordem alfabética: Cachorros - Em 24 de abril de 2005, o cientista coreano Hwang Woo-Suk criou o cão Snuppy, da raça Afghan Hound. Gatos. Em 2001, cientistas texanos criaram a primeira gata clonada, chamada CC (do inglês Copy Cat, que significa cópia de gato). Em 2004, uma companhia da California criou Little Nicky, o primeiro gato clonado comercialmente. Ovelhas. Ovelha Dolly - Royana - carneiro clonado no Irã. Em 21 de outubro de 2007, a Universidade de Istambul criou Oyalı. Em 28 de outubro de 2007, a mesma universidade criou Zarife. Carneiro clonado do Irã vira símbolo da ciência no país islâmico. Em 2008 o Irã comunicava ao mundo que “...O primeiro carneiro clonado no Irã completou 15 meses de vida em perfeita saúde, comendo bem e saltitando em meio a um rebanho de ovelhas normais, afirmam cientistas do país islâmico. Royana nasceu na cidade histórica de Isfahan menos de dois meses depois que o primeiro animal clonado do país, também um cordeiro, morreu minutos após ser parido”. O projeto que criou Royana é parte do esforço do Irã para se tornar líder tecnológico do Oriente Médio até 2025. Teerã também lançou um programa espacial ambicioso, enquanto seu controvertido projeto de enriquecimento de urânio preocupa o Ocidente por sua possível ligação com a construção de uma bomba atômica. “Royana é uma realização científica de sucesso. Todos temos orgulho dele. O carneiro é o resultado de muitos anos de esforço na pesquisa com células-tronco”, diz Mohammad Hossein Nasr e Isfahani, chefe do Instituto de Pesquisas Royan. Isfahani, embriologista cuja equipe supervisionou o nascimento de Royana e o de seu predecessor, disse que o instituto conseguiu transferir com sucesso 30 embriões clonados, mas só dois chegaram a nascer. Apoio dos aiatolás – O programa iraniano de clonagem recebeu apoio dos líderes muçulmanos xiitas (principal ramo do Islã no país), que promulgaram decretos autorizando a clonagem de animais mas proibindo a clonagem reprodutiva humana. Por outro lado, os líderes muçulmanos sunitas, incluindo clérigos importantes da Arábia Saudita, proibiram totalmente a clonagem, inclusive a de animais.

Isfahani diz que seu instituto planeja novos experimentos com animais. “Estamos agora nos estágios iniciais da clonagem de uma vaca. O importante para nós não é a quantidade de animais clonados, mas sim conseguir dominar a técnica da clonagem.” O pesquisador também contou que há planos de usar a tecnologia para preservar uma espécie rara de carneiro selvagem da região, que hoje corre o risco de desaparecer. Seul/Coréia do Sul - O primeiro cachorro clonado nasceu na Coréia do Sul, segundo artigo publicado na edição da revista científica Nature. Snuppy, um cão da raça Afghan Hound, está em boas condições de saúde, 16 semanas após seu nascimento, dizem os pesquisadores. A equipe de cientistas coreanos e americanos diz que ajudar a entender e tratar uma série de doenças humanas "eram os objetivos principais". "Algumas das doenças de cães são parecidas com as dos humanos", diz Woo Suk Hwang, da Universidade Nacional de Seul, na Coréia do Sul Cobaias. Os cães, entretanto, podem ser os primeiros beneficiários, segundo outro integrante da equipe, Gerald Schatten, da Universidade de Pittsburg. "À medida em que tratarmos as doenças nos cães, aprenderemos mais se o tratamento é seguro e efetivo para os seres humanos." Para fazer a clonagem, os cientistas recolheram material da orelha de um Afghan Hound de três anos de idade e o depositou em um óvulo, que foi então estimulado a se dividir e se desenvolver em um embrião. O embrião foi transferido para uma "mãe de aluguel", uma cadela da raça labrador. A gravidez durou 60 dias. "Ninguém nega que a tecnologia deve ser encorajada, mas a clonagem de animais levanta uma série de questões éticas e morais que ainda não foram propriamente debatidas", diz Freda Scott-Park, presidente da Associação Britânica de Veterinários. Uma das maiores preocupações é que cães clonados passem a ser usados como cobaias para experimentos científicos(Página Rural: Snuppy, o 1º cão clonado.

www.paginarural.com.br. Página visitada em 2009-01-15; Ciência Hoje On-line. cienciahoje.uol.com.br. Página visitada em 2009-01-15; ciberia .:. Gato clonado por encomenda levanta polémica. ciberia.aeiou.pt. Página visitada em 2009-01-15; Ambiente Brasil - Notícias - O Maior Portal Ambiental da América Latina. noticias.ambientebrasil.com.br. Página visitada em 2009-01-15; Oyalı, Turkey’s first cloned sheep, turns 1. www.todayszaman.com. Página visitada em 2009-01-15;

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