Pilares Protéticos

Introdução Sabendo que o planejamento sempre é o passo mais importante que deve preceder todos os actos humanos, pois a realização torna-se simples após alguma prática, queremos salientar que nesta especialidade de prótese sobre implante (PSI), após sabermos o que fazer, a maior dificuldade é indicar o melhor conector para confeccioná-la. Sendo assim, durante este capítulo vamos discutir sobre todos os fatores que interferem, indicam ou não os diversos tipos de conectores protéticos que hoje estão praticamente padronizados no sistema Bränemark. O objectivo deste conhecimento é para quando todos os esforços realizados para o planejamento do posicionamento dos implantes falharem, possamos corrigir possíveis limitações para cada caso, obtendo assim a melhor função e estética possível e conseqüentemente a satisfação de nossos “clientes”. Até nos familiarizarmos com todos os componentes, pode ocorrer uma certa confusão, mas à medida que formos obtendo maiores conhecimentos e prática veremos que este passo se torna bastante simples, quando voltaremos toda a nossa atenção para o que é o mais importante: o planejamento, o qual envolve o cirurgião, o protesista e o técnico de laboratório.

Componentes Protéticos
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Dentro do sistema Bränemark de próteses os componentes se dividem em: pilares protéticos; postes de moldagem; análogos; copings de ouro; parafusos de fixação da prótese(em ouro); healing caps e cilindros provisórios. Dentro de sistemas mais populares de prótese encontramos os componentes tipo UCLA e munhões que deverão receber uma sobre-fundição para servirem de apoio para uma coroa convencional. Durante este capítulo vamos discutir todos estes tipos de componentes, suas indicações, contra-indicações, vantagens e desvantagens. Para todos os sistemas de prótese sobre implante é necessário um jogo de chaves, posicionadores e torquímetros que permitem o manuseio destes componentes.        Pilares Protéticos São os componentes que irão conectar a prótese ao implante com a função de absorver parte da força gerada durante a mastigação e também solucionar problemas ou limitações ocorridas durante o processo cirúrgico. São compostos por 2 partes: um cilindro e um parafuso passante, a face que conecta com o hexágono externo do implante possui um hexágono interno e a outra face possui a parte que vai receber a coroa, sendo que de acordo com a forma desta parte eles são classificados.  Estandar;  Esteticone;  Angulado;  Ceraone;  Miruscone;  Ceradapt e  Tiadapt.

Pilar Standart

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A indicação deste pilar é nos casos onde a estética não é exigida e também onde precisamos assegurar um assentamento passivo da estrutura sobre implantes. Eles têm como vantagem ter menor custo e impedir infiltração pelo parafuso do pilar pois tem um O’Ring de borracha no mesmo.

Indicações:  Sobredentaduras overdentures  protocolo  PPF posteriores (observar que toda a força horizontal será absorvida praticamente pelo parafuso de fixação do pilar, pois este não tem altura) ** sempre estes pilares ficarão supra gengivais. Fixação É feita através de um posicionador plástico e uma chave de boca que acopla no sextavado do parafuso de fixação do pilar. Torque de 20Ncm

Tamanho dos pilares Varia um pouco de acordo com o sistema mas geralmente existem nos tamanhos de 3,0mm, 4,0mm, 5,5mm, sendo seleccionados de acordo com a profundidade subgengival dos implantes, observando que ficarão supragengivais 1 ou 2 mm.

Cilindros de impressão Disponíveis para a técnica da moldeira fechada ( de estoque) ou aberta, onde se necessita de uma moldeira individual em RAAQ ou uma de estoque
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Torque de 10N. Healing Cap São os componentes que protegem os pilares protéticos após sua instalação até a colocação das próteses provisórias ou definitivas. recomendamos sempre que o espaço oclusal permitir utilizar aquele com hexágono pois facilita o manuseio do mesmo durante os procedimentos clínicos de prova das próteses. Podem existir em diferentes diâmetros e formas visando uma cicatrização ideal dos tecidos moles de acordo com a emergência da prótese que está sendo confeccionada. Cilindro provisório É o componente que irá internamente na prótese provisória e é constituído geralmente de plástico ou titânio. Podem existir em alturas diferentes no caso do espaço interoclusal ser diminuído. Análogo ou Réplica São os componentes que irão fazer as vezes do troquel na prótese convencional. Cilindros de ouro São os componentes que vão constituir internamente as próteses e que já são pré usinados conferindo uma ótima adaptação entre a prótese e o pilar protético. Parafusos de fixação da prótese ( em ouro) É o parafuso que irá fixar a prótese sobre o pilar e pode ter um hexágono interno ou uma fenda para sua fixação.descartável. pois é sobre ele que o técnico irá confeccionar a PSI. onde possamos fazer uma janela para expormos o parafuso passante que prende o cilindro de impressão ao pilar. Fica retido no modelo após ser conectado ou parafusado sobre o cilindro de impressão que está na moldagem. ** observe que a forma deste análogo é semelhante ao do pilar montado sobre o implante na boca e não ao do hexágono do implante. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 4 .

Pilar Angulado Estão indicados quando os implantes estão mal posicionados trazendo problemas de moldagem durante a inserção dos cilindros de impressão ou GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 5 . 2mm e 3mm. e tem como vantagens a diminuição da carga sobre o parafuso de fixação do pilar. Torque de 20N. aumentando a estabilidade da prótese contra forças horizontais. Fixação do pilar É feita da mesma maneira que o pilar estandar só que com um posicionador plástico diferente que acopla no hexágono do pilar para que a mesma chave de boca acople no hexágono do parafuso de fixação do pilar e assim se possa posicionar o pilar contra o hexágono do implante. Não pode ser usado em implantes com convergência maior que 30º. Tamanho dos pilares Vai variar de acordo com a profundidade dos implantes e exitem nos tamanhos de 1 mm.Pilar Esteticone É indicado nos casos em que a estética está envolvidapara coroas unitárias ou próteses fixas.

estéticos no caso dos parafusos de fixação das próteses saírem na face vestibular das mesmas. idealmente. *** Todos os componentes que veremos a seguir são de uso comum para o pilar esteticone e angulado. Fixação do Pilar É feita através de um parafuso que acopla no lugar do parafuso de fixação da prótese só que mais longo pois é através dele que a inclinação e direção da mesma é dada para o pilar e. -30º de angulação com 3mm. Suas angulações e alturas variam de sistema para sistema mas normalmente se apresentam da seguinte maneira: -17º de angulação com 2 mm e 3mm. • Obs: alteram o direcionamento das forças contra o longo eixo dos implantes e nos casos estéticos exigem implantes 4 mm subgengivais. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 6 . Indicados somente em prótese fixas. através de uma chave hexagonal externa vamos posicionar o parafuso de fixação do pilar com 20N de torque. 4mm e 7mm. As próteses sobre este sistema de pilar serão apenas parafusadas sem a condição de travamento ou seja contra-indicadas para coroas unitárias.

Cilindro provisório * Idem Parafuso de fixação da prótese Cilindro de ouro * Idem Healing cap GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 7 .Cilindro de impressão * no caso do pilar esteticone quando quisermos confeccionar uma prótese unitária com sistema anti-rotacional deveremos usar este cilindro com o mesmo sistema para que possamos localizar a posição exata do sextavado do pilar. Análogo ou Réplica * este análogo também deverá ser utilizado com sistema anti-rotacional no caso de próteses unitárias.

*Obs: existe uma fragilidade maior do parafuso de fixação do pilar e pela altura do pilar ser menor a estabilidade contra forças horizontais também é menor.** Obs: no caso de prótese fixa não precisamos do sistema anti-rotacional. Pilar Miruscone Indicado nos casos onde a distância interoclusal é crítica( menor que 7 mm . GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 8 . Tamanho dos pilares Apresentam-se em 3 alturas . do espelho do implante à oclusal do antagonista). 2mm e 3mm. Fixação do pilar É feita da mesma maneira que para o pilar esteticone. de 1mm. Antes de indicarmos estes pilares devemos avaliar se não há a necessidade de recuperar a DVO para após executar a prótese. portanto podemos utilizar componentes lisos.

Pilar Cera-one É o mais indicado para as próteses unitárias pois possui um sistema antirotacional com 6 paredes dispostas em um hexágono totalmente paralelas.Cilindros de impressão Análogo ou Réplica Cilindro Provisório Parafuso de Fixação Cilindro de ouro Healing Cap **Obs: estes pilares admitem uma convergência de até 40º. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 9 .

Permitem a confecção de próteses puras com material estético. um posicionador que acopla no hexágono do pilar e um torquímetro que determinará a força final de aperto para esta fixação. 4mm e 5mm. mas só podem ser cimentadas. 2mm. Fixação do pilar É feita com um dispositivo anti-rotacional que impede que o implante rode durante a sua fixação pois usaremos um torque de 30N através de uma chave com um quadrado externo que se prende no parafuso de fixação do pilar. 3mm. Tamanho dos pilares Se apresentam com 1mm. Cilindro de Impressão GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 10 .

Constitui-se basicamente de um cilindro de cerâmica que irá receber o desgaste ou o preparo no próprio local determinando a forma final de um preparo para coroa. e que veremos a seguir. exigindo certo treinamento para não fragilizá-lo e ocorrer fratura durante a fixação do mesmo. Os pilares de moldagem. Pilar do tipo UCLA GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 11 . Pilar Ceradapt Está indicado nos casos onde a gengiva inserida está muito translúcida ou o implante ficou à nível gengival pois é um pilar constituído totalmente de cerâmica e vai acoplado diretamente ao implante.Análogo ou réplica Cilindro Provisório Coifa de ouro Coifas de cerâmica Healing Cap. análogo e cilindro provisório são os utililizados na técnica do sistema UCLA que molda o implante. Possui alto custo.

o que traz um desconforto e insatisfação para o paciente. mas tem a desvantagem de não distribuir as forças mastigatórias direcionando-as para o parafuso de fixação do pilar o que pode ocasionar o desprendimento da prótese do implante com muita freqüência. ** Obs: o tamanho dos pilares e a forma é dada pelo técnico após enceramento e sobre-fundição .Está indicado nos casos onde temos implantes à nível gengival. assemelhando-se comumente a um dente preparado. onde ocorre pouco espaço interoclusal ou onde o custo da prótese é fator preponderante. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 12 . se utilizarmos a sobre-fundição podemos confeccionar uma coroa convencional provisória para ser cimentada. onde os implantes estão inclinados. para que possamos confeccionar o provisório e parafusálo diretamente no implante. Cilindro de Impressão ( do implante) Análogo ou Réplica ( do implante) Cilindro provisório É um cilindro plástico. Parafuso de fixação da prótese É o mesmo parafuso de fixação do pilar. Cilindro de ouro É o próprio cilindro que vamos sobre-fundir e este pode ser totalmente de plástico ou com a boca contendo um cilindro de ouro o qual determina uma melhor adaptação da prótese ao implante.

igual ao Cera-one.O parafuso deve ser preferencialmente em ouro para melhor ajuste à rosca após torqueado. porém este parafuso deve ter um acoplamento quadrado com a chave para permitir este aperto sem que as paredes internas se danifiquem. Sistemas de Conexão para Over Denture GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 13 . ** hoje para minimizar o problema do freqüente afrouxamento do parafuso de fixação podemos utilizar um torque de 30N. a ausência de vários componentes gera um custo mais baixo da prótese. ** como podemos observar.Healing Cap É o próprio healing abutment.

O’Ring Dalla Bona Barra Clips Magnetos Sistema ERA GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 14 .

Kit de Chaves Hexágono externo Hexágono interno ( de boca) Fenda Encaixe quadrado Encaixe esférico Posicionador para estandar Posicionador para esteticone Posicionador para ceraone Torquímetro 10N 20N 30N Resumo dos fatores a serem analisados para a indicação do pilar protético: GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 15 .

no caso de PPF podemos indicar os pilares angulados ou então quando temos implantes divergentes ou convergentes podendo com estes pilares paralelizar os parafusos de fixação da prótese. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 16 . angulado.  se o implante estiver a nível gengival as únicas indicações seriam o UCLA ou o Ceradapt.  se existe comprometimento estético pois neste caso a indicação seria de pilares que pudessem permanecer com a margem subgengival como esteticone.  a distância entre o espelho do implante e o antagonista que deve ter no mínimo 7 mm para que caibam pilar. cera-one.Avaliar:  se é uma prótese unitária ou fixa pois teríamos que selecionar pilares com sistema anti-rotacional para as primeiras e sem este sistema para as fixas..  no caso de não ocorrer este espaço podemos indicar os pilares miruscone ou similares que possuem uma altura reduzida.onde poderíamos indicar pilares que permaneçam com a margem a nível ou supra gengival facilitando a higiene como o estandar ou mesmo o esteticone.  a inclinação do implante pois se o prolongamento do centro do implante não coincidir com a cúspide de contenção do antagonista. miruscone..  se o implante estiver inclinado para vestibular e ainda próximo ao nível gengival para elementos unitários a indicação seria o UCLA.  a profundidade subgengival do implante para determinarmos qual será a altura do transmucoso do pilar para que fique sub ou supra-gengival . podendo assim fechar com resina o orifício remanescente e melhorando a estética oclusal dessas próteses. ** para facilitar a escolha do pilar podemos utilizar o Kit de seleção de pilares tanto na boca como no modelo de transferência do implante. cilindro de ouro e fique idealmente um espaço entre o parafuso de fixação da prótese e o antagonista. ou não.** os pilares esteticone permitem uma convergência de até 30º e os miruscone 40º.  no caso de overdenture ou protocolo a indicação seria o pilar estandar.

MOLDAGEM EM PRÓTESE SOBRE IMPLANTE GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 17 .

fazer a impressão de um dente preparado e ainda depender da qualidade de reprodução dos materiais de moldagem. Sendo assim temos basicamente duas maneiras distintas de se fazer uma moldagem de transferência:  com moldeira fechada . desde que seja desparafusado previamente. Nesses casos o componente fica preso ao implante ou ao intermediário quando da remoção da moldeira. e depois é reposicionado na moldagem. portanto o único tipo de “moldagem” que precisamos executar é na verdade uma transferência da posição dos implantes ou dos pilares intermediários montados sobre estes. porém preferimos adotar este procedimento como última alternativa ( veja justificativas no assunto Prova e Ajuste das Próteses sobre implante ) . existem distintas situações em que vamos fazer moldagens de transferência. fig. enceramento e fundição. Estas diferentes situações seriam: GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 18 . sempre em duas partes ( com parafuso passante). Nesses casos o componente fica preso à moldagem quando da remoção da moldeira. o que se espera em uma moldagem sobre implante é que seja também esse um procedimento facilitado. Apenas nos casos de próteses cimentadas a uma sobrefundição ou a um pilar preparado é que precisamos fazer uma moldagem convencional. Em uma prótese convencional precisamos afastar a gengiva com fio ou casquete. Na prótese sobre implante ( parafusada) todos os componentes que necessitam adaptação já estão prontos.2-moldeira aberta e poste quadrado cônico de moldagem de moldagem com parafuso passante Além da variação da moldeira fechada ou aberta. peças únicas ou em duas partes ( com parafuso “passante”).  com moldeira aberta ( ou fenestrada) postes de moldagem “quadrados”.usando postes de moldagem cônicos. delimitação de troquel. dependendo da fase de confecção da prótese ou da finalidade da moldagem.1-moldeira fechada e poste fig. gesso.Assim como nos demais procedimentos clínicos.

montado primeiramente sobre a réplica e reposicionado na moldeira). cera-one.após a presa do material. profundidade subgengival.a e 1. em moldeira fechada o componente deve ser retirado da boca. desparafusar através do parafuso longo ( para quadrados de moldagem) e remover a moldeira. angulação. . .moldeira de estoque . o estudo em um modelo de gesso.Modelo de trabalho para UCLA ou pilares de preparo/sobrefundição para próteses cimentadas. Obs. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 19 . angulado. desde que os componentes possam ser convenientemente esterilizados. Neste caso poderíamos dispensar o procedimento de moldagem dos implantes. estheticone.1) TRANSFERÊNCIA DA POSIÇÃO DO IMPLANTE Finalidades: 1. etc) bem como a espessura do colarinho metálico. estética e tipo de prótese a ser executada. procurando manter.material para registro oclusal quando necessário Seqüência clínica para 1.a .b . Alguns kits podem ser utilizados diretamente sobre o implante.vazar sobre a impressão gengiva artificial e gesso.réplicas dos implantes . conferindo adaptação com RX ( atentar para a adaptação contra o hexágono externo do implante). ( para moldeira fechada apenas remover a moldeira) montar a réplica do implante sobre o componente de moldagem ( em moldeira aberta já está preso à moldagem. 1. se possível. considerando espaço oclusal.silicona de condensação ou alginato .b . levar material com seringa ao redor do componente de moldagem e na moldeira. tende a ser mais criterioso. levando em boca .postes cônicos de moldagem do implante . para que através de um kit de seleção de pilares seja possível avaliar as melhores alternativas. paralelismo. mirus-cone. em boca. Assim pode-se selecionar para cada implante qual o pilar intermediário mais adequado ( standard. sem a presença do paciente e com liberdade de tempo. Materiais: .seleção de pilar intermediário O modelo determinado pode ser montado em articulador ou verticulador. principalmente quando ainda não se tem uma maior experiência. No entanto. o “término” 2 mm subgengivalmente.adaptar o componente contra o implante.

Modelos sup/inf e registro oclusal. como não é apenas um modelo de estudo.guia cirúrgica/radiográfica.  no dia da cirurgia inicial. Seqüência:  Preparar previamente modelos do paciente já articulados.moldeira aberta ou fechada .silicona de adição ou poliéter . damos preferência a materiais de moldagem de maior precisão. no entanto. vamos executar o mesmo tipo de transferência do implante. bem como quadrados de moldagem em casos de próteses fixas. Nesses casos.Transferência Transcirúrgica Materiais : .Nos casos onde não podemos utilizar pilares intermediários ou por motivo de custo optamos por pilares tipo UCLA ou pilares de preparo/sobrefundição. . afrouxamento do cicatrizador. .  posicionar o conjunto guia/poste/réplica sobre o modelo observando ausência de interferências . recortar o gesso da área correspondente ao implante.  nos modelos previamente montados em articulador. para fixação da réplica ao modelo. e sobre os modelos executar guias radiográficos/cirúrgicos. Materiais: . implante já posicionado. Vantagens:  determina perfil de emergência já a partir da reabertura. cuidando para não travar o parafuso. montar poste de moldagem cônico.acrílico pó/líquido e pincel .réplicas dos implantes . GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 20 . com o modelo de gesso hidratado.  após presa da resina remover o parafuso e o conjunto guia/poste de moldagem.postes cônicos ou quadrados p/ moldagem do implante .c .material para registro oclusal quando necessário 1.réplicas dos implantes a serem instalados.postes de moldagem de implante .  elimina o uso de cicatrizador ($) e problemas associados ( adaptação de provisórias sobre o cicatrizador.  vazar gesso especial na área aliviada.  unir com resina acrílica o poste de moldagem à guia. etc)  abrevia a espera do paciente para visualização do dente sobre o implante. já montando a réplica do implante sobre o poste de moldagem  concluir a cirurgia.  adaptar a guia cirúrgica sem interferência contra o poste de moldagem.

não pode ser utilizada em unitárias estheticone com anti-rotacional ( não copia posição do hexágono do implante) Sequência: GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 21 . Transferência de pilares intermediários com componentes cônicos        com moldeira fechada de estoque ou individual. angulado. 2. standard.  instalar o pilar selecionado observando a adaptação do hexágono.  aperto com torquímetro manual ou de contra-ângulo ( torque 20 a 30 N ) e se disponível sistema anti-torque.1.  sobre os modelos.  aperto leve e RX o mais paralelo possível ( com posicionador) para confirmar posição correta .adaptação. separando da réplica que ficou no modelo. após a presa do gesso. que é a instalação do pilar intermediário. Usada para pilares estheticone.  no dia da reabertura. confeccionar provisórios usando componentes para provisório direto ao implante ( tipo UCLA ) . antes da transferência propriamente dita. miruscone e outros. ajustando a oclusão e verificando assentamento passivo em caso de prótese parcial fixa . conferir adaptação dos pilares . ou apenas cobrir os pilares com os “healing caps”.  se conveniente proceder já a moldagem sobre o pilar. No entanto temos que atentar para um passo muito importante. Instalação do pilar intermediário :  remover o cicatrizador e verificar espelho do implante livre. adaptando o provisório antigo do paciente sobre esses componentes. e a partir de então podem ser confeccionados os provisórios e também a seqüência da prótese definitiva. instalar os provisórios . 2) TRANSFERÊNCIA ( ABUTMENT)) DA POSIÇÃO DO PILAR INTERMEDIÁRIO Essa transferência vai se dar após a instalação do pilar intermediário selecionado. desparafusar o conjunto guia/poste de moldagem .RX não são removidos com a moldagem ( ficam presos ao pilar ) ideal para áreas posteriores ( altura) pode induzir a alguma distorção ao reposicionar sobre a moldeira.

2. angulado.  levar material de moldagem com seringa sobre os postes de moldagem e preencher a moldeira ( fechada).( segurar as réplicas com um porta agulha enquanto aperta o parafuso passante).  vazar gengiva artificial e gesso.  utilizar para a moldagem silicona de adição ( se não unir) ou silicona de condensação ou alginato ( se unir).  tomar registros oclusais se necessário. tomando o cuidado de não promover torque sobre os mesmos.  após a presa.  remover os postes cônicos de moldagem dos pilares. Transferência de pilares intermediários com componentes quadrados  somente com moldeira aberta ( fenestrada) individual ou de estoque ( de plástico ou alumínio.RX  são arrastados juntos com a moldagem ( pick-up ). standard.  tomar registros oclusais se necessário.  posicionar healing caps sobre os pilares e adaptar provisórios se necessário. Transferência do Cera-one.  posicionar a moldeira e aguardar presa. miruscone e outros. observando a visualização das extremidades dos parafusos passantes.  se conveniente.  desparafusar os parafusos passantes até sentir que estão rodando em falso ( click)  remover a moldagem e montar as réplicas sobre os quadrados que ficaram retidos na moldagem . Materiais: GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 22 .  levar material de moldagem com seringa sobre os quadrados e preencher a moldeira.  em áreas posteriores verificar altura do parafuso passante + chave. posicionar os componentes e verificar radiograficamente seu assentamento. unir com fio dental e resina duralay.3. 2. remover a moldeira e conferir a impressão. parafusar/montar sobre as réplicas dos pilares fora da moldagem e somente então reposicionar na moldagem.  conferem maior precisão e podem ser unidos entre si antes da moldagem. se necessário.  montar healing caps sobre os pilares moldados e adaptar provisório antigo. para ser descartada )  Usados para estheticone.  conferir adaptação .  vazar gengiva artificial e gesso.2. Seqüência:  posicionar os componentes e verificar radiograficamente o seu assentamento.

Após adaptar o componente e ajustar sua altura. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 23 . fig. Vamos obter essa situação fazendo a transferência dos copings das convencionais simultaneamente à transferência dos pilares intermediários. Então adaptamos a réplica contra o componente de moldagem ( também sob pressão) e procedemos vazamento do modelo.4. Seqüência: O componente de transferência do cera-one é plástico e apenas encaixado sob pressão sobre o pilar ( e não parafusado). minimizando a possibilidade de soldas nas estruturas sobre implantes.      pilar cera-one moldeira fechada. componente de moldagem do cera-one. Após a moldagem fazemos adaptação do healing cap do cera-one ou já confeccionamos um provisório diretamente a partir do componente próprio. réplica do pilar cera-one componente para provisório ( caso seja confeccionado diretamente) ou healing cap para cera one. Transferência combinada ( prótese sobre implante e convencional no mesmo paciente) Visando facilitar a seqüência clínica parece-nos que a seqüência mais lógica para trabalhar nesses casos seria conduzir a prótese convencional até a fase de copings ( infra-estruturas metálicas) e a partir de então combinar no mesmo modelo a prótese sobre implante e a convencional. obtendo a partir de então um modelo único que reúne os dois tipos de prótese e que será utilizado até a conclusão do trabalho.3 . que ficará retido no material de moldagem. com uma moldeira fechada fazemos a transferência deste. Para isso utilizamos siliconas de adição nessa transferência. silicona de adição/condensação ou poliéter.transferência do cera-one 2.

A seqüência clínica é a mesma podendo-se utilizar postes de moldagem quadrados ou cônicos sobre os pilares intermediários. O registro oclusal pode ser feito com placas de registro parafusadas sobre os pilares intermediários ou, dependendo da situação dos copings, apenas com duralay diretamente sobre esses, eliminando necessidade da placa de registro parafusada ( lembramos sempre da necessidade de três pontos de apoio para o registro, sendo um anterior e dois posteriores) 2.5.Transferência e moldagem para sobredentadura ( overdenture)  sobre implantes ou sobre pilares intermediários, dependendo da condição local;  moldeira individual com todas as características de uma moldeira para Prótese total, porém com alívio interno para acomodar quadrados ou cones de moldagem; Materiais:        moldeira individual; godiva de baixa fusão para delimitar bordas ( selamento) postes quadrados ou cônicos de moldagem; poliéter, silicona de média viscosidade ou mercaptana; adesivo para moldeira ( do material escolhido); réplica dos implantes ou dos pilares intermediários; healing caps dos pilares ( em caso de pilar intermediário)

Seqüência:  obtida a partir de uma moldagem anatômica inicial em alginato, a moldeira individual é provada já após instalação dos pilares intermediários ( se for o caso) e dos postes de moldagem;  após provada, a moldeira receberá selamento de bordo com godiva de baixa fusão, de maneira idêntica à uma PT convencional;  procede-se então à moldagem funcional, lembrando que este modelo será usado até o final da prótese;  posicionam-se as réplicas sobre os postes de moldagem (quadrados ou cônicos) e depois vazamento de gengiva artificial e gesso. Obs. As Overdentures a partir desta sessão da moldagem, serão desenvolvidas como se fossem uma PT convencional, até que seja aprovada a montagem dos dentes. A partir de então é que se constrói a infra-estrutura fixa aos implantes ( a partir do espaço disponível no interior da prótese). Então procede-se à prova dessa estrutura com a barra sobre os implantes e com a overdenture por cima, e, se aprovada, procede-se à prensagem da overdenture com os clips embutidos para instalação simultânea à infra-estrutura.

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MOLDAGEM CONVENCIONAL EM PRÓTESE SOBRE IMPLANTE ( Próteses Cimentadas ) Inicialmente se faz a transferência dos implantes, obtendo um modelo de trabalho inicial. A partir de então existem duas opções para solução com prótese cimentada:  pilares de preparo;  pilares de sobrefundição: A) Pilares de preparo: ( Ex. Ti-adapt, Prep-tite, Cer-adapt) São componentes que têm um volume grande para serem adaptados ao implante e preparados de maneira convencional. Podem ser de titânio ( retos ou angulados) ou de cerâmica. Após um preparo prévio no modelo ( com réplicas dos implantes), instalamos em boca para acabamento final do preparo ( subgengival, espaço oclusal) e na seqüência vamos seguir os procedimentos normais como de uma prótese convencional ( adaptação de provisório, moldagem com casquete ou fio retrator, prova e ajuste, etc) B) Pilares para sobrefundição; ( Ex. UCLA, abutment de ouro ) São componentes de pequeno volume, de encaixe hexagonal ou não, que necessitam de um enceramento e sobrefundição para chegar à forma ideal da infra-estrutura metálica ( para unitária ou fixa) . Podem também permitir a instalação da prótese de maneira parafusada, porém são normalmente utilizados como alternativa quando não se consegue corrigir a saída do parafuso com um pilar intermediário angulado, ou mesmo em casos de implantes com pouca profundidade gengival. Nesses casos a única alternativa é concluir a prótese de maneira cimentada. Além desses fatores esse pilares proporcionam uma redução no custo da prótese sobre implante , porém acabam por concentrar a força no único parafuso, o que pode trazer complicação como a sua fratura ou afrouxamento constante. Nesses casos, faz-se a moldagem inicial sobre os implantes com postes quadrados ou cônicos, e com os devidos registros oclusais envia-se ao laboratório para que este faça a sobre-fundição dos componentes UCLA, no formato de um dente preparado. Essas sobre-fundições são instaladas sobre o implante juntamente com os provisórios e , semelhante aos pilares de preparo, podem receber acabamento do preparo em boca. A partir de então também procede-se moldagem convencional com casquete ou fio retrator, e toda a seqüência tal
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qual uma prótese sobre um dente preparado, que será cimentada ao final do tratamento. Personalização do poste de moldagem do Cera-one copiando perfil de emergência do provisório. Após condicionamento gengival adequado com o provisório, marcar sobre este o nível gengival. ( fig 1) Adaptar o provisório marcado sobre uma réplica e envolver com uma silicona densa até o nível gengival marcado no provisório. ( fig. 2)

figura 1

figura 2

Após a presa da silicona remover o provisório, e adaptar sobre a réplica um poste de moldagem do cera-one onde se preparam algumas retenções para o acrílico. Então preencher todo o espaço deixado entre a silicona e o poste de moldagem com resina duralay vermelha. ( fig. 3) O poste de moldagem personalizado é colocado em posição sustentando a gengiva para a moldagem de transferência.( fig, 4) . Dessa maneira vamos evitar que a gengiva desabe sobre o poste de moldagem , o que proporcionaria um modelo com perfil incorreto da gengiva.

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proporcionando um registro muito mais preciso e confiável ( quando comparado a uma placa de registro apenas apoiada sobre a mucosa). e na situação de registro oclusal ou de tomada de arco facial. Sobre o acrílico. apesar dos diferentes casos que possam se apresentar. após a moldagem de transferência. podemos resumir sempre em 2 situações básicas: a) necessitamos da(s) área(s) implantada(s) para fornecer um ou mais pontos de registro.REGISTROS INTEROCLUSAIS EM PRÓTESE SOBRE IMPLANTE. esses pontos são idealmente : um posterior direito. e um posterior esquerdo. vamos construir no modelo uma placa em acrílico. Essa placa é confeccionada mantendo-se espaço oclusal. Portanto. um anterior. São os casos de PPFs sobre implante onde havia extremo livre. e utilizando apenas pilares estratégicos como suporte. Nesses casos. após parafusado em boca. vamos fazer o registro GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 27 . montada sobre cilindros para provisórios (adequados ao pilar que se está utilizando ). Os registros interoclusais em Próteses sobre implante têm a mesma finalidade e praticamente utilizamos os mesmos materiais de registro que em próteses convencionais. ou seja. Lembramos ainda que para que se determine um plano são necessários no mínimo três pontos. protocolo. múltiplas áreas implanto suportadas. sempre que não pudermos obter referência e estabilidade suficientes nos dentes naturais remanescentes . A principal diferença é que em algumas situações vamos procurar utilizar placas de registro parafusadas sobre os implantes.

Em casos de implantes unitários distribuídos bilateralmente. poderemos ter duas fases para o uso de provisórios: pré-cirúrgicas e pós-cirúrgicas. Após o registro oclusal. lembramos que . Há que se fazer uma ressalva em relação ao registro oclusal para overdenture. seja ele sobre dentes na turais ou implantes.Zermack ) ou uma cera de qualidade ( ex. e portanto o registro oclusal deve ser baseado na resiliência da mucosa apresentada pelo paciente. cuidando para não obliterar os orifícios dos parafusos que fixam a placa. devemos tomar o arco necessariamente após registro oclusal. Podemos utilizar também siliconas de registro ( ex. por exemplo). Nesses casos. No caso da prótese sobre implantes. tendo feito registro em Duralay preso à placa. Devemos entender como pré-cirúrgicas. Beauty Pink Extra-Hard . utilizando duralay vermelho. que não precisa necessariamente ser obtido com uma placa parafusada aos implantes mas sim com uma placa de registro semelhante ao método da Prótese Total convencional.retida.sobre os pontos necessários. toda provisória realizada antes da reabertura dos implantes ou da instalação dos GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 28 . sequer necessitamos de registro oclusal. Desta forma não haverá interferência do duralay do registro sobre o garfo do arco facial. tendo em conta uma estabilidade oclusal mantida pelos próprios dentes do paciente. e. podemos utilizar de moldagens e modelos totais. Nos casos onde há implantes na arcada superior e conseqüentemente a placa de registro. podemos fazer o registro habitual sobre os dentes ( com silicona para o verticulador) ou eventualmente sobre copings de próteses convencionais que estejam sendo confeccionadas simultaneamente.Moyco ) apoiadas sobre essa placa de registro parafusada. vamos tomar o arco facial . Nossa referência passaria a ser tão somente o engrenamento dos modelos ( arcadas). é salientar a importância dos provisórios dentro de um planejamento protético. Oclufast . b) não necessitamos da área implantada ( quando conseguimos estabilidade e referência suficientes em áreas dentadas. Provisórios sobre implantes Introdução O objetivo deste capítulo. Isto se justifica pelo fato da overdenture ser muco-suportada e implanto.

Principais funções das provisórias:           Restabelecer a estética. Ter boa resistência aos esforços mastigatórios. com utilização de filamentos cerâmicos Prótese adesiva com estrutura metálica. de alinhamento dos implante.utilizadas quando os dentes adjacentes ao implante são hígidos.quando os dentes adjacentes aos implantes forem preparados para receber coroas protéticas. Promover a estabilização da oclusão. Provisórias Pré-cirúrgicas     São as provisórias utilizadas durante a preparação do paciente para receber o implante e utilizadas até a reabertura dos mesmos.  Os provisórios instalados sobre os implantes. Determinar ou manter a dimensão vertical e guia anterior. Promover a cicatrização da gengiva após a segunda fase cirúrgica. Teste do plano de tratamento. Avaliação fonética. Ser o protótipo da prótese definitiva. Determinação do contorno de perfil emergente. principalmente quanto a forma. Principais requisitos das provisórias : Possuir estética adequada. A. Substituir os dentes ausentes. . Ter bom acabamento e polimento. ABO -  GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba 29 . Provisórios fixos para elementos unitários :   Prótese adesiva (Ribbond. quanto à disparidade. Prótese parcial fixa .mesmos e pós-cirúrgicas aquelas realizadas após a instalação dos implantes ou sobre os implantes já reabertos.Glasspan). cor mesa oclusal e contorno gengival. Determinar os ajustes necessários na prótese definitiva. podem propiciar o aumento da. densidade óssea devido às tensões oclusais iniciais que ocorrem de forma suave. 1.

principalmente na região dos implantes e das suturas. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 30 . enquanto o material assenta.com estrutura de cromo/cobalto.remover a prótese. Prótese total .reembasar a prótese total do paciente que foi previamente ajustada. imobilizando-o com resina. técnica: .  2. . . . São indicados em casos de longos períodos de espera para a confecção da prótese definitiva. se necessário. .prótese total transitória: é aquela que vai ser confeccionada em condições ideais para aguardar a prótese definitiva.remover grande parte da base de resina da prótese.prótese total do paciente em condições adequadas. .confeccionada totalmente em resina acrílica . . .verificar se não existem áreas agudas próximo ao sítio cirúrgico. Prótese parcial removível .instruir o paciente para manter suave contato oclusal.levar à boca do paciente.  Provisórios conjugados . Provisórias Pós-cirúrgicas:  Protocolo: (em seguida à instalação dos implantes) . passando por lingual. .reforçar a prótese com fio ortodôntico.prótese total do paciente com necessidade de reembasamento. verificar as áreas de extravasamento e adicionar material. sem sela metálica ou com a mesma aliviada.associação de coroas provisórias unitárias e PPR com estrutura de cromo e cobalto.aplicar o condicionador de tecido( Coe-Soft ou similar) na superfície interna da prótese. 14 dias após a cirurgia.

(elemento calcinável) GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 31 . durante todo o período de cicatrização. proceder o reembasamento da parte acrílica da mesma maneira. 2. OBS: em caso da provisória ser uma prótese parcial removível.. DCA 157 . 135 CNB . exige cuidado na cimentação. Componente do pilar Esteticone: Componente do sistema Bränemark: cód.por ser de titânio. Componente provisório da “conexão”: cód. ou o material macio poderá ser trocado periodicamente. a não ser que tenhamos que fundi-lo. a.tubo cilindro tubo O tubo não tem necessidade de ser utilizado na maioria das vezes.possui ajuste marginal preciso sobre o pilar. Elemento Unitário 1.cilindro DCA 158 .a.o reembasamento final poderá ser feito após cinco semanas da instalação dos implantes.trocar o condicionador de tecido uma vez por semana. Provisórias Pós-cirúrgicas após reabertura: a. pois se torna muito retentivo. nas primeiras quatro semanas. promovendo boa retenção mecânica entre o pilar e a provisória. 2. Componente provisório do pilar cera-one: Componente do sistema Bränemark: código DCB 161 .A. .

3.sem hexágono cód. DCA 159 . 137 CNB . Componente provisório da “conexão”: cód. Componente provisório do abutment Estandar Componente do sistema Bränemark: cód. Prótese Fixa 1.tubo GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 32 . fixada através de parafuso de titânio ou ouro. 08CNB . DCA 158 .a. 112 CNB luva de titânio com hexágono interno.cilindro cód.O provisório poderá ser construído diretamente sobre o cilindro. Componente do abutment UCLA: Componente da “conexão”: cód.b.com hexágono b.

promova a criação das papilas gengivais interimplantar (técnica de Palacci). GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 33 . usando os provisórios na reabertura dos implantes. fazendo com que a incisão e a sutura do retalho ao redor dos provisórios. Dentro dessa finalidade.b. com o intuito de dar à prótese o aspecto mais natural possível.cilindro tubo Componente da “conexão”: 111CNB 2. O aumento progressivo do contorno cervical da restauração provisória. Componente sobre abutment cônico: mesmos componentes para unitários luva de titânio sem hexágono interno Condicionamento Gengival através dos provisórios: Tem a finalidade de formar um arco côncavo gengival correto. podemos melhorar a estética. permite o direcionamento gengival para a estética.

considerando-se DV.Avaliar se a prótese total está satisfatória.  Conferir maior segurança e previsibilidade para o cirurgião.Guias Radiográficas 1 . executar uma nova PT seguindo esses princípios. estética e fonética.Técnicas de confecção: 2. RC. levando-se em consideração a disponibilidade óssea e gengival.a.Finalidades:  Ajudar o CD a planejar mais precisamente a posição do implante. 2 . A partir de prótese pré-existente Prótese Total: . Caso isso não ocorra. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 34 . biomecânica e estéti ca. para o protesista e para o paciente.

preencher as perfurações com guta percha. . encerar apoio na oclusal dos dentes vizinhos sempre que possível. preencher as perfurações com guta percha. prensagem do enceramento. fazer RX panorâmico ou tomografia computadorizada com a guia. perfuração dos dentes nas posições ideais e/ou possíveis.Técnicas de confecção: 2.    fazer perfurações nos dentes nas posições possíveis e/ou ideais.b. 2 .Finalidade: Facilitar o cirurgião no momento da colocação dos implantes. enceramento dos dentes a serem repostos( em próteses parciais. .A partir de enceramento diagnóstico Técnica:        Montagem dos modelos em Articulador Semi . Guias Cirúrgicas 1 . pode-se utilizar 30% de marcador radiopaco misturado à resina para vazar nos dentes.a. pedir RX panorâmico ou tomografia computadorizada. 2. já sem gengiva).A partir da guia radiográfica GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 35 . definindo o posicionamento ideal dos mesmos.Técnica:  Fazer a duplicação da PT com resina transparente.ajustável (se necessário).

mantendo a perfuração oclusal ou abrir uma janela na vestibular ou na lingual. . mais para posterior.c. 2. 2.  recortar a gengiva na área dos implantes (caso haja na guia radiográfica).b. .Em casos de desdentados totais: buscar estabilidade em mucosa. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 36 .  apenas nos casos onde haja segurança em relação à disponibilidade óssea (não necessitou guia radiográfica devido a avaliação clinica e radiográfica muito favoráveis). superior: a guia se apóia no palato.Técnica:  Remover a guta-percha. inferior: a guia se apóia na região mais posterior (base adequada).A partir de enceramento ou provisórias  Mesma sequência da Guia Radiográfica. porém necessita de uma referência cirúrgica.

Abaixo entabulamos algumas características de cada sistema para que se façam as devidas comparações:•• CIMENTADAS cimentação poderia compensar a desadaptação. aumentando a carga sobre os parafusos.afrouxamento / fratura. PARAFUSADAS desadaptação transmitida ao implante através do parafuso . existe ainda muita controvérsia em relação ao melhor sistema para as próteses sobre implante. principalmente em relação ao acompanhamento clínico. apenas transferência. maior ainda em casos de UCLA em PPFs utilizando-se UCLA. permite remoção para manutenção ou reparo .PRÓTESES CIMENTADAS X PRÓTESES PARAFUSADAS ‘ De acordo com a filosofia do nosso grupo. Não possibilita remoção para manutenção ou reparo. sem orifício oclusal em PPFs onde o UCLA é a única solução. necessita moldagem e adaptação da fundição. não necessita moldagem. este deve ser liso. orifício oclusal fragiliza e piora a anatomia. No entanto. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 37 . permite manutenção do hexágono. as próteses parafusadas oferecem muito mais vantagens.

Solidex. necessita remoção de cimento subgengival. Devemos procurar informação junto ao fabricante dos copings sobre essa condição. Linha de cimento com maior desadaptação. Fundições de peças grandes e em curva dificilmente conseguimos uma adaptação perfeita quando executada em monobloco .retenção às vezes comprometida. Targis ) necessita retenções mecânicas. adaptação superior em nível subgengival. A infra-estrutura metálica para cerômeros ( Art-glass. PROVA E AJUSTE DAS PRÓTESES Fundição retenção previsível. para que confeccione a infra-estrutura metálica apropriada. mas não é adequado para sobrefundições com ligas semi-nobres ). após a fundição. •. Isto porque o ponto de fusão do níquel-cromo é mais elevado que o ouro e provocaria deformação no coping. Se isto ocorrer com freqüência observar ao laboratório o uso de um revestimento apropriado ( o revestimento utilizado para fundição de níquel-cromo em próteses convencionais tem bastante expansão para compensar a contração do metal . Nesses casos seria conveniente já pedir ao laboratório a peça dividida em partes. o uso de um revestimento com muita expansão pode provocar infiltração do metal da sobrefundição na parte interna do coping . ABO - GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba 38 . é possível ou não aplicar cerâmica diretamente sobre esse coping . e com as áreas para solda já preparadas. deve ser feita com esferas de vidro. Após realizada a moldagem de trabalho . não necessita remoção de cimento. Nos casos de sobrefundição de cilindros de ouro. onde se deseja o mínimo de espessura de metal para que se consiga aplicar porcelana nessa área obtendo estética sem sobrecontorno. A limpeza da parte interna dos copings. Pors-on ). Isso é particularmente importante em casos críticos na cervical. Dependendo da liga de ouro em que o coping é confeccionado. que não podem ser executadas após a fundição. Alguns aspectos a serem relembrados referentes à fundição em Prótese sobre implante: a) b) c) d) e) f) Quando utilizamos copings de ouro ( sistemas de pilares intermediários) a sobrefundição desses copings deve ser feita em metal nobre ou seminobre ( ex. o laboratório já deve ser informado sobre qual cobertura estética será executada . e o polimento com máximo cuidado para não desgastar as áreas de adaptação do coping contra o pilar intermediário.

Seriam os casos onde o registro inicial não estava confiável ou mesmo quando já se está provando uma peça que tenha sido soldada e será transferida para um novo modelo. ( veja mais detalhes em SOLDA ) c) Verificar espaço oclusal ( 1 mm para porcelana ou cerômeros ) . Mesmo tendo em conta a dificuldade de se confirmar uma passividade absoluta. fazendo união para solda. indiscutivelmente uma prótese que não tenha assentamento passivo levará. d) e) SOLDA GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 39 . Se necessário.Prova da infra-estrutura metálica Diferentemente das próteses convencionais. infiltração de metal da sobrefundição na parte interna do coping. tais como: deformação por excesso de aquecimento na sobrefundição. Diante desse fato nossa preocupação no momento de provar o metal se reduz bastante. Temos de estar atentos aos seguintes aspectos: a) Verificar internamente o coping procurando por falhas eventuais na fundição. no mínimo. ( veja em SOLDA ). efetuar novo registro com duralay sobre a infra-estrutura metálica. No caso de se observar tensão devemos cortar a infraestrutura.   b ) Em próteses fixas. e espaço proximal para aplicação do material estético permitindo higiene. afetando a adaptação  bordas desgastadas acidentalmente na usinagem da sobre-fundição. Apesar de ser assunto ainda em discussão no que concerne à manutenção da osseointegração pela sobrecarga aos implantes . nas próteses sobre implantes ( tipo Branemärk) a adaptação entre coping e pilar já existe. Confirmar escolha de cor(es) para cobertura estética. onde precisamos verificar a adaptação do metal ao término do preparo. observar o ASSENTAMENTO PASSIVO. a uma sobrecarga dos parafusos com grandes possibilidades de afrouxamento e/ou quebra dos mesmos. recomenda-se que clinicamente seja observado o rosqueamento de todos os parafusos até o fim da rosca sem tensão.

Procurar manter a peça em posição. essa peça não mais assenta sobre o modelo inicial. Ao parafusar as peças separadas. Ao levar novamente em posição na boca. constatado o assentamento passivo. tomar cuidado com aqueles elementos que tenham ficado temporariamente unitários. Após a presa total do duralay. principalmente em curva. porque estes tendem a girar com o aperto do parafuso ( já que não tem componente anti-rotacional no coping).os mesmos que o laboratório utiliza ) . nesses casos. e fazer nova tranferência com moldeira aberta. tomar novos registros oclusais com duralay. Após a presa dessa porção vamos fazer um reforço com uma barra qualquer ( normalmente brocas usadas ) também fixando as duas partes . apesar de que com uma pequena tensão dos parafusos. e portanto não estejam se tocando em nenhum ponto. e verificar se a peça assenta totalmente. removemos e encaminhamos ao laboratório para solda. pedindo a peça já separada e preparada. vamos levar ao modelo de trabalho. com a peça reposicionada e parafusada no modelo ( para dar mais estabilidade ). Na maioria das vezes. separar novamente a peça e proceder nova união. Após a separação das partes. Lembramos que esse tipo de procedimento não se faz necessário quando a moldagem de transferência for criteriosa. Ao provar a peça após a solda. Se tal não estiver ocorrendo. utilizando a técnica do pincel. Nesses casos o recomendado seria posicionar a peça em boca. Porém quando a desadaptação era muito grande inicialmente ( provavelmente por falha na moldagem de transferência) .2 mm) . Após o aperto dos parafusos. Para isso utilizamos o próprio disco de carborundum e depois pontas de óxido de alumínio. a peça deve assentar. observar que haja um espaço pequeno entre as partes. já corrigido. fixar a peça em boca com parafusos de trabalho ( longos . para que a solda corra mais facilmente. Quando necessitamos cortar a peça após provar na boca. A partir daí se obtém um novo modelo de trabalho. a melhor maneira seria utilizando-se de discos de carborundum extra-finos ( 0. enquanto aperta o parafuso. seguimos com o mesmo modelo para a aplicação do material estético. onde podemos já programar a solda. Nesses casos removemos a gengiva artificial do modelo para evitar deformação com o aquecimento da peça durante o corte. ou mesmo em peças maiores. porém nas extemidades da barra utilizada. dar acabamento e polimento nas áreas a serem soldadas. Já no momento que estamos desparafusando a peça devemos verificar o rosqueamento sem tensão dos parafusos ( apertando e desapertando ). vamos utilizar duralay vermelho para unir as partes.A solda em Prótese sobre implante normalmente se faz necessária quando percebemos tensão ao parafusar . Nesses casos . GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 40 . Primeiro uma pequena porção apenas na área de solda. evitando bolhas.

após ajustada. Fazemos então a correção anatômica e estética necessária . depois com pastas de polimento.PROVA E AJUSTE DA COBERTURA ESTÉTICA: Na prova da cobertura estética. e podemos proceder à pintura extrínseca ( no caso de cerâmica ). já que a queima da porcelana pode eventualmente trazer alguma alteração ( essa é uma vantagem dos cerômeros.  o contato em excesso . quando na verdade a tensão está sobre o contato proximal. O desgaste deve ser feito preferencialmente com fresas diamantadas para peça reta em baixa rotação. No caso de cerômeros . podemos marcar o contato proximal com uma fita de carbono ou mesmo com marcadores líquidos. já que no seu processo de aplicação não requerem aquecimento a altas temperaturas) Observar os contatos proximais: b)  a falta de contato proximal pode comprometer as papilas. Também pode provocar falsa impressão de assentamento indevido ( tensão ) sobre os implantes. já com a peça fora da boca. Um sobrecontorno provoca isquemia gengival sem que se tenha segurança em relação à adaptação posteriormente. pode provocar movimentação dentária. que deve ser semelhante ao provisório. ABO - d) e) f) g) GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba 41 . sobre dentes naturais. Também em áreas proximais observar espaço para a passagem de um passador de fio dental ou do Super-floss ( mais estreito) proceder então ao ajuste oclusal adequado ao caso. pela impacção alimentar. já que a prótese sobre o implante assenta por ação do parafuso. a peça pode ser polida com pontas de polimento para resina fotopolimerizável. devemos novamente confirmar a passividade no assentamento. devemos estar atentos aos seguintes aspectos: a) quando a cobertura for cerâmica. fazendo o ajuste com pontas diamantadas em baixa rotação. observando os princípios oclusais ( ver Oclusão em Prótese sobre Implantes ) utilizando papel de articulação e papel celofane para confirmar contatos. Observar também em áreas de pônticos : evitar áreas côncavas ou compressão da mucosa. e um subcontorno pode deixar tecido sem suporte e alterar o contorno gengival. c) Observar o contorno do perfil emergente na região cervical . Quando necessário ajuste.

devemos alertar e orientar o paciente para os cuidados necessários . No caso de Próteses fixas com mais de dois pilares. Ti-adapt. retorna ao laboratório para queima da pintura ( glazeamento) e instalação posterior. devemos antes confirmar o aperto do parafuso do pilar. podemos utilizar cimentação com fosfato de zinco ou dependendo do caso com cimento provisório. confirmar a oclusão após a cimentação. etc). o torque do parafuso de ouro é de 10N . o que pode ser interessante quando a altura for crítica ). Orientação de higiene oral Não só na consulta de instalação/cimentação. No caso de cerâmica. Também pode ser interessante vaselinar as bordas externas das peças previamente à cimentação. Confirmamos a oclusão sobre a parte restaurada. Instalação das Próteses No momento da instalação. Em próteses cimentadas ( casos sobre UCLA. mais importante ainda tendo em vista a impossibilidade de acesso a este parafuso depois da cimentação ). Cimentos à base de ionômero ou resinosos dificultam sua remoção subgengival. para evitar contatos prematuros e procedemos acabamento e polimento final na resina. independente do cimento utilizado. como: GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 42 . mas desde o planejamento e provisórios. COC. Prep-tite. Após o aperto adequado podemos fechar a abertura oclusal com uma base de guta percha e sobre esta uma resina fotopolimerizável. Na sessão da instalação/cimentação. o aperto dos parafusos deve ser alternado para distribuir igualmente uma eventual tensão da estrutura. devemos também repassar ao paciente as orientações de higiene e também a importância da manutenção da sua parte bem como reconsultas para acompanhamento. e só seriam indicados em casos extremos onde a retenção da peça estivesse crítica. Cera-one.e ser instalada na mesma sessão. e se necessário promover ajuste. Em próteses parafusadas. Ceradapt. quando se pretende tentar um acompanhamento posterior com possibilidade de acesso ao parafuso do pilar ou munhão. Também nas próteses cimentadas. seja uma prótese parafusada ou cimentada ( no caso de cimentada. sendo este de hexágono interno ou fenda (a cabeça do parafuso de fenda é 1 mm mais baixa que a do hexágono interno.

e devemos então pedir radiografia panorâmica para melhor controle. e depois de um tratamento longo. ou 360 dias).observando como parâmetro de normalidade: 1.1 mm nos seguintes. Acompanhamento Após a instalação. Planejamento em PSI Introdução Como já salientamos no capítulo de pilares protéticos e também já falamos no caso das próteses convencionais. 180 e 360 dias. porém pode ser adaptado a cada caso ( alguns com maior ou menor necessidade de seguir este esquema ).. saber planejar dando um melhor prognóstico para o tratamento é GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 43 . .fornecer todos os meios para controle de placa de acordo com cada caso ( fio dental. 180. e por isso o paciente às vezes não identifica sozinho este problema ).0 mm de perda óssea após o 1o. etc). 60 . aumentando o espaço entre as reconsultas gradualmente. e nesse sentido o uso de posicionadores de filme é aconselhado. Uma sugestão seria de se fazer revisões após 7. devemos estabelecer para cada paciente seu próprio intervalo de tempo para revisões. ano e depois 0. gaze.explicar que a união da gengiva ao implante ( epitélio juncional longo) é muito mais frágil que da gengiva ao dente. 15 .  observar afrouxamento de parafusos e eventual reaperto. nossos objetivos seriam:  identificar possíveis contatos oclusais deletérios ( lembrando que a propriocepção sobre os implantes é dificultada pela ausência de ligamento periodontal. super-floss. Nessas revisões. dependendo do risco de cada caso ( 90.relembrar o risco de infecção gengival e óssea pelo acúmulo de placa.  identificar falhas na higiene. fundamentado em bases científicas. o paciente gostaria de umas “férias”.  Fazer acompanhamento radiográfico anual . escovas apropriadas. A partir da revisão de 1 ano. porém devemos lembrar que o período em que este esteve em tratamento é provavelmente o período onde ele esteve mais estimulado a higienizar e manter suas próteses. Por isso vamos “liberando” lentamente o paciente. a importância de. passador de fio. Em alguns casos torna-se difícil o acompanhamento com periapicais. portanto os cuidados devem ser ainda maiores. . Para que isto possa ser analisado adequadamente todas as radiografias devem ser tomadas de um mesmo ângulo.

essencial para o sucesso em qualquer área da Odontologia. dentro das limitações sempre existentes para qualquer tratamento. não é necessariamente na prática. porque os procedimentos de moldagem. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 44 . Portanto. Estes conhecimentos e a capacidade de aplicá-los é que vão diferenciar os profissionais. nossa preocupação se reduz primeiramente á posição e número de implantes pilares. são apenas técnicas de transferência pois os “casquetes” já estão prontos que são os postes de impressão. fazer prótese sobre implante. antes do posicionamento da fixação. ** Lembre-se: Planejar é adequar os sonhos à realidade. Neste caso de PSI. Para isto devemos ter um conhecimento amplo de todas as especialidades exigidas para determinado planejamento. o planejamento das PSI deve envolver o cirurgião ou periodontista que posicionará a fixação. cor e ajuste oclusal da prótese. Quando dissemos que precisamos ser generalistas. o que nos dá a possibilidade de prever dificuldades e necessidades para determinado tratamento. Como geralmente trabalhamos por especialidade . existe a necessidade de uma interação muito grande entre estes profissionais. mas apenas na teoria . periodontia e prótese. Desta forma. os quais hoje. devemos ter conhecimentos básicos de oclusão. que representa o nosso dente já preparado. Na realidade. tendem a se estandardizar. e o protético. consiste em se conhecer os diversos componentes dos diversos sistemas. o protesista ou clínico que realizará a prótese e que é o responsável pelo sucesso e a satisfação do paciente. para que possamos adequar a expectativa do paciente e a realidade possível. Não existe preocupação com selamento marginal ou assentamento cervical pois o copin é pré usinado e possui uma precisão de adaptação ao pilar. cirurgia. colocando muitas vezes em dúvida a questão do especialista e ressaltando a necessidade de sermos generalistas.

para primeiro determinar quais são as necessidades do paciente. todos os fatores possíveis deverão ser considerados e. porisso pedimos muito cuidado com os pacientes que receberam GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 45 . pois estamos lidando com o biológico. mesmo um caso sendo parecido com outro. devemos considerar todas as variáveis. Fatores Considerados • Expectativa do paciente X limitações da técnica Devemos considerar todas as exigências do paciente em relação à estética e se poderemos determinar função e higiene oral adequada.Por tudo isso voltamos a salientar a importância do planejamento anterior à colocação dos implantes. pois eles serão os dentes pilares da prótese com a dificuldade de não podermos alterar sua posição. para depois determinar se existem condições de realizar tal tratamento o que determinará a satisfação ou não no final do tratamento. Vamos então avaliar os fatores que devem ser analisados para este planejamento lembrando que para cada caso. Estas considerações iniciais com o paciente deverão ser feitas pelo profissional que vai executar a prótese.

ou seja . cirúrgicos e próteses provisórias.  você percebe que como a linha de sorriso é muito alta estes pilares ficarão aparentes durante o mesmo. localizados de 1º PM a 1º PM.3 mm. Para próteses unitárias posteriores usamos implantes de 3. pela experiência do cirurgião. Este é apenas um exemplo do que podemos enfrentar. para os incisivos inferiores 3. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 46 . ** O PACIENTE COMPRA O DENTE E NÃO O IMPLANTE.Considerando estética do dente com a gengiva. para IC superiores e caninos podemos utilizar implantes de 5 mm . Como os implantes estão bem posicionados elegemos pilares estandar e realizamos o protocolo dentro de todos os conceitos funcionais. pois muitas vezes estamos comprando um problema porque o sonho não foi adequado à realidade. o paciente pode relatar que:  não quer que os pilares apareçam. Imagine esta situação: um paciente desdentado total superior procura um cirurgião para colocar implantes e se livrar da PT.implantes sem planejamento e esclarecimentos sobre a prótese que vai receber posteriormente. No final do tratamento em uma das provas. ficando os implantes bem posicionados. para IL superiores 3. pense nisso. e antes de indicar um paciente para implante conscientíze-o das condições para realização de determinada prótese e de suas limitações. oclusais e biomecânicos indicados. inclusive para teste. para a confecção de um protocolo.75 até 5 mm para os PM e preferencialmente de 5 a 6 mm para os molares . • Número de dentes a ser reposto Para uma prótese unitária anterior necessitaremos de implantes de diâmetro compatível com a emergência da raiz. Após a cirurgia de reabertura o paciente vai ao seu consultório para realizar o planejamento da prótese. A cirurgia é um sucesso. ele determina a colocação de 6 implantes. converse com o cirurgião para que encaminhe o paciente antes de posicionar os implantes para que você possa prever o resultado através de guias radiográficos. Planeje em conjunto.  teria de novo os dentes emergindo um a um da gengiva como antigamente pois ele comprou um tratamento sem ver o resultado e não um carro que está pronto.75mm . após exames radiográficos de rotina.Considerando a função ou carga mastigatória.  em função da perda excessiva de osso e gengiva não existe suporte suficiente para o lábio sendo necessário uma gengiva artificial removível e você não sabe se o paciente vai aceitar pois ele pagou por uma prótese fixa.

Nos casos de 3 ou mais implantes. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 47 . posicioná-los não em linha reta e sim de forma geométrica determinando uma superfície de apoio e melhorando a distribuição das forças verticais e horizontais. qualidade óssea e número de dentes a ser reposto. sempre que possível.No caso de PPF o número de implantes dependerá do comprimento e disposição dos mesmos.

de 8 a 10 implantes dependendo do comprimento e qualidade óssea.Para as PPF implanto suportadas tipo protocolo o número de implantes varia de 5 a 6. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 48 . sendo assim fica indicado confeccionar a prótese secionada na LM. Na confecção das próteses totais fixas na mandíbula é necessário observar a deflexão que a mandíbula sofre no final da abertura. a qual pode causar a perda dos implantes mais distais por força de tração. dispostos na região anterior e nas PPF totais.

GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 49 . são necessários no mínimo 2 implantes e no máximo 4 dispostos de maneira à permitirem a confecção de uma barra que seja perpendicular ao eixo sagital. overdentures. liberando a prótese para os movimentos de báscula que ocorrerão durante a mastigação. sempre que possível procuramos realizar próteses sobre dentes separadas das próteses sobre implantes.Para as próteses totais implanto retidas mas muco suportadas. Sendo assim. Se optarem por uma overdenture superior sem o pálato serão necessários 4 implantes. pois até agora o que se considera é que o dente não ajuda o implante no suporte da prótese e funciona com um cantilever pois tem um movimento de 30 micrômetros no alvéolo durante as forças mastigatórias o que não ocorre com o implante. Nos casos de próteses implanto/dento suportadas geralmente um implante é colocado à distal do último dente e a prótese deve conter um conector semirígido posicionando a fêmea no dente pilar e o macho no pôntico. Até hoje estudos estão sendo realizados para definir qual é o real comportamento dos implantes frente á esse planejamento em relação ao sistema de relação entre dente e osso/implante e osso.

durante o planejamento. alta ou baixa a qual pode mostrar seqüelas determinadas pela perda de osso e gengiva.  acidentes anatômicos como o seio maxilar e o nervo alveolar inferior e. • Tecido duro Avaliar:  qualidade e quantidade óssea. observando o tipo de reabsorção da mandíbula que é vertical e da maxila que é horizontal. Desta forma devemos. a reposição destes tecidos através de enxertos antes ou durante a fixação do implante deixando-o subgengival de 2 a 4 mm dependendo da sua inclinação ou através de técnicas cirúrgicas durante a reabertura. Se estas orientações não forem seguidas. principalmente as papilas.  inclinação das paredes ósseas.• Tecidos moles Quando planejamos próteses sobre implantes. No caso da estética devemos sempre observar a linha do sorriso. principalmente nos casos mais extensos devemos considerar que a perda não foi apenas dentária e sim de osso e gengiva os quais deverão ser substituídos pela futura prótese. Nestes casos o suporte de tecidos moles é importante para determinar estética e função principalmente a fonética impedindo a passagem de ar ou de saliva. certamente ocorrerá algum nível de insatisfação dos pacientes e os problemas identificados na fase protética não mais poderão ser corrigidos satisfatoriamente. Classificação do osso quanto à qualidade e forma do remanescente: GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 50 . observar sempre que possível.

obedecendo uma distância entre o centro de um implante a outro de 7 mm. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 51 . que deve ser compatível idealmente com o número de dentes a ser reposto.• Quanto aos implantes Devemos avaliar:  o número.

buscando a ancoragem na cortical. o tipo de osso e a oclusão a ser determinada ou obedecida. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 52 . Algumas pesquisas sobre a absorção da carga mastigatória têm mostrado que:  para a substituição de um molar que possui 2 ou 3 raízes a melhor solução para absorção das forças verticais é um implante de plataforma larga e não dois implantes de plataforma estreita ou de plataforma regular que traria a incoveniência de determinar uma superfície oclusal aumentada ou ainda dificuldade na higiene entre os implantes.  o diâmetro. o comprimento que deve ser o maior possível. que deve ser compatível com a estética em relação à emergência da prótese. Nestes casos sempre estaremos considerando a região e a prótese a ser realizada. dependendo do dente a ser reposto e à carga que a prótese irá suportar durante a função.

• Oclusão Este assunto será melhor abordado em um capítulo especial. GA. próteses posteriores sobre implantes múltiplos devem idealmente ser unidas. a disposição geométrica dos mesmos está indicada pois vamos diminuindo os eixos de rotação da prótese. no caso de implantes múltiplos. mas vamos discutir os tópicos mais importantes para o planejamento:  analisar todas as discrepâncias em relação à oclusão ideal como a DVO. ORC. e para a melhor absorção das forças horizontais. Assim sendo. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 53 . e estabilidade oclusal que deverão ser recuperadas antes de realizarmos as próteses.

:  protocolo ou overdenture contra dentes naturais ou contra protocolo ou overdenture. quanto os dentes intruem no alvéolo durante a mastigação. prejudicavamos muito os dentes que eram os antagonistas dessas próteses. padrão muscular e a existência ou não de parafuncões o que vai determinar ou não a necessidade de proteção (através de placas interoclusais) dos tratamentos realizados.  considerar a superfície do implante pois os que possuem rosca. estética e esclarecer o paciente quanto ao objetivo de manutenção de osseointegração. • Material de revestimento oclusal Observar a oclusão. mas vimos com isso que em função da alta dureza dos materiais. tornando-se mais biocompatíveis.  metal. Vai variar caso a caso mas vamos definir alguns padrões a serem seguidos.  o ajuste oclusal a ser determinado evitando forças horizontais. tendem a igualar a dureza dos dentes sofrendo com o tempo o mesmo desgaste que estes. Ex: PPF SI de extremo livre. observando que o contato oclusal efetivo só ocorra durante mordida forçada. *observar nestes casos se estas próteses não participam da contenção da DVO. aliviando a prótese 30 micrômetros. para buscarmos esta durabilidade. eliminando prematuridades e criando pontos e não superfícies de contato.  PPF SI ou elementos unitários adotar oclusão existente. e pela ATM através da cápsula articular. o tipo de oclusão mais indicado é a mutuamente protegida. cerâmica. Tipos de oclusão adotados. pois anteriormente. mas fica mais grosseira e lenta a resposta aos estímulos nocivos ou de controle das forças mastigatórias. condições dos implantes. pois senão devemos determinar o contato oclusal efetivo durante a oclusão normal. ou seja. Hoje os materiais de revestimento. aumentando a absorção das forças mastigatórias. • Biomecânica  considerar que pela “osseointegração” não existe ligamento periodontal e conseqüentemente propriocepção a qual será determinada pela musculatura através dos fusos musculares. sem alívio. o objetivo era que a prótese durasse o maior tempo possível. oclusão balanceada bilateral. polyglass e cerômeros vão determinar maior ou menor absorção das forças aproximando os objetivos da restauração protética às necessidades específicas de cada tratamento. ou seja.  protocolo ou overdenture contra prótese total convencional. resina. determinam uma resistência maior contra as forças oclusais. *OBS: as próteses sobre implante trouxeram um novo conceito sobre a durabilidade das mesmas. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 54 .

nervos. se haverá distância entre o implante e o antagonista para a reposição do GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 55 . para que juntas com as observações feitas no capítulo de pilares protéticos. • Cantilever Planejamento de cantilever nas próteses sobre implante é muito comum. pois aproveitamos áreas com impossibilidade de colocação de fixações ( seios. material constituinte dos implantes é duas vezes mais resistente que a força oclusal necessária para fraturar o osso alveolar. Todas estas considerações e outras contidas no planejamento das próteses convencionais são necessárias .  o sistema de conexão entre a prótese e o implante determina uma melhor absorção de forças. tais como:  radiografia panorâmica ou periapical para avaliar existência de altura óssea e a delimitação dos acidentes anatômicos tais como os seios maxilares e o nervo alveolar inferior. possamos ter o melhor prognóstico possível de nossas próteses sobre implante. precisamos de meios auxiliares. Para que possamos realizar um planejamento completo. distribuindo-a sobre os diversos componentes protéticos. o titânio.  modelos de estudo que nos orientam sobre o nº de dentes a ser reposto. A melhor indicação para cantilever é quando o posicionamos na região anterior do arco pois a força mastigatória é menor. principalmente quando falamos de 2 ou 3 implantes suportando 3 ou 4 elementos sendo apenas 1 suspenso. ausência de osso). Os cantilevers para distal estão indicados quando temos 5 ou mais implantes posicionados de forma a determinar uma superfície de apoio e uma alavanca de resistência contra uma alavanca de potência que são os cantilevers. Vai determinar ainda a necessidade ou não de tomografia computadorizada nos casos mais críticos em relação à quantidade óssea.

realizar modelos preliminares e se necessário enceramento diagnóstico. São realizados anteriormente e originam o guia cirúrgico. guia cirúrgico utilizado pelos cirurgiões para posicionar os implantes de acordo com o planejamento protético. Os guias mais efetivos são os que têm apoio em dentes e não apenas mucoso. modelos de transferência dos implantes. ABO - GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba 56 . Requisitar e avaliar radiografia panorâmica.      elemento dentário. ou ainda a partir de próteses antigas que tenham boas condições estéticas e funcionais. vamos exemplificar uma seqüência de tratamento supondo que o paciente tenha ido primeiro ao protesista: 1Exame clínico inicial para avaliar número de dentes a ser reposto. exame oral. ou após moldagem dos dentes com e sem os provisórios . os quais ajudam a escolher o melhor pilar protético. o cirurgião ou o protesista. kit de seleção de pilares que também ajuda na escolha dos pilares protéticos tanto nos modelos como diretamente na boca. tomografia computadorizada a qual determina com exatidão a localização dos implantes através do guia radiográfico. condições favoráveis ou desfavoráveis: oclusais. Este guia pode ser obtido através do enceramento diagnóstico após a duplicação do modelo encerado. pois seja qual for ele. enceramento diagnóstico para prever o resultado funcional e estético das próteses. 2No cirurgião avaliar situação médica local e sistêmica. Sendo assim. A melhor seqüência para o planejamento independe de qual profissional o paciente procura primeiro. cirúrgicas ou estéticas. devemos trocar as informações necessárias para buscar o melhor resultado possível. as alterações oclusais existentes e também para a confecção de guias radiográficos e cirúrgicos. guia radiográfico para identificação da melhor posição das fixações antes da cirurgia. avaliação radiográfica e qualidade óssea e requisitar outros exames necessários.

Oclusão em Prótese sobre Implantes Introdução Dentro da Odontologia qualquer uma das especialidades necessita dos conhecimentos de oclusão para desempenhar sua função no diagnóstico e tratamento necessário. o cirurgião deve fazer a reabertura dos implantes e após 15 dias reencaminhar ao protesista com os cilindros de cicatrização.3- Avaliar em conjunto os exames do caso e determinar os resultados possíveis também como o número de implantes. localização e diâmetro dos mesmos. Desta maneira queremos evitar insatisfação nos tratamentos de prótese sobre implantes e manter a grande indicação deste tratamento para substituir dentes ausentes desde que observados todos os fatores que aqui relatamos. e a partir delas guia radiográfico e cirúrgico e principalmente esclarecer todas as dúvidas quanto ao tratamento para o paciente e os resultados possíveis a serem alcançados. PPF ou misto. 5O cirurgião então poderá posicionar as fixações de acordo com o planejamento e guias. 8O protesista deve fazer o planejamento dos pilares protéticos diretamente na boca ou através de modelos de transferência dos implantes para discutir junto ao técnico o melhor planejamento protético. 4O protesista deve confeccionar as próteses provisórias totais. necessidade de guia radiográfico e cirúrgico dependendo do tipo de tratamento: unitário. o protesista deve aliviar e reembasar com condicionador de tecido as próteses provisórias muco-suportadas e deve-se aguardar o período determinado pelo cirurgião que em média é de 4 meses para a mandíbula e de 6 meses para a maxila. 7Após este período. parciais ou fixas necessárias. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 57 . Desta maneira Oclusão não deve ser interpretada como uma especialidade e assim todos os profissionais devem ter os conhecimentos necessários para desempenhar a sua profissão. 9O protesista deve finalmente confeccionar as próteses provisórias e as definitivas. 6Nesta fase.

a distribuição e a direção das forças oclusais durante a função e parafunção o que determina decisivamente a sobrevivência tanto dos componentes da prótese como dos implantes. devemos ter conhecimentos oclusais suficientes para amenizar os efeitos das forças oclusais horizontais que já sabemos são prejudiciais à osteointegração. a duração. ou seja. passíveis de receber a carga oclusal paralelamente ao seu longo eixo. Importância da Oclusão Como os implantes nem sempre estão posicionados corretamente. Nossa preocupação é maior quando pesquisas mostram que o maior número de implantes perdidos ocorre logo após a conexão com as próteses. Sempre que pensarmos em oclusão deveremos pensar em distribuição de forças de acordo com as propriedades do sistema em absorvê-las. sendo que após longo prazo as perdas são insignificantes. Tendo-se sempre este pensamento maior fica fácil se entender quais as preocupações inerentes à construção de uma prótese sobre implante quando pensamos na oclusão. impedindo que se gerem forças prejudiciais ao mesmo. e este posicionamento não pode ser alterado e muitas vezes por limitações da técnica cirúrgica não foi possível colocá-los na posição ideal. Padrão de Distribuição das Forças Temos que observar a magnitude. Durante este capítulo iremos descrever todos os fatores que interferem numa determinação ideal de distribuição de forças. a freqüência. considerando sempre as limitações de cada caso em particular.Queremos salientar a necessidade de se ter estes conhecimentos básicos para compreendermos alguns conceitos novos que serão inseridos neste capítulo. Ainda como na maioria dos planejamentos das PSI temos elementos GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 58 .

evitar sobrecarga à prótese e ao implante. sobrecarga óssea com ruptura da interface ou do osso.suspensos estudos da influência das forças oclusais determinando alavancas são de fundamental importância. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 59 . Objetivos da aplicação dos conceitos oclusais • • • melhorar a função mastigatória. . Mas alguns destes estudos determinam que.em prótese total convencional para 100 um. • rigidez da prótese. Conseqüências da não observância destes conhecimentos • • • • • Forças mal distribuídas podem ocasionar: ruptura do parafuso de fixação da prótese. possibilidade de disfunções crâneo-mandibulares. • esplintagem ou não dos implantes.Haraldson. Considerações • ausência de ligamento periodontal. ruptura do implante. que é à nível de espessura das partículas de 20 um : . • firme conexão da prótese com os intermediários. 1984 ) • mecanismo da prótese para absorção da força. ruptura do parafuso de fixação do pilar. em comparação com a percepção dos dentes naturais. • superfície do implante em forma de rosca. ** como vários fatores interferem no padrão de comportamento de um implante frente às forças oclusais existe uma precariedade de estudos para que se possa formar uma opinião precisa sobre o assunto. alterando a propriocepção que passa a ser determinada pelos fusos musculares a qual será mais lenta e mais grosseira. ( Lundqvist. melhorar a comodidade ou adaptação para o paciente.sobe em próteses implanto-suportadas para 50 um e.

• • qualidade do ossso. Superfície do implante: determina maior resistência frente às forças oclusais verticais se for em rosca e menor se for lisa. • • • • comprimento do cantilever/ disposição dos implantes. porisso a fratura ocorre 1º na interface. número e diâmetro dos implantes. presença de parafunção. comprimento. Alguns estudos mostram que com relação às forças verticais o ideal para a substituição de 1 molar seria planejar um implante de plataforma larga ao invés de 2 implantes de plataforma regular ou estreita ou muito menos que um implante de plataforma regular. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 60 . padrão mastigatório. 2º no osso e 3º no implante. antagonista. Já com relação às forças horizontais 2 ou mais implantes sempre serão indicados principalmente se colocados de forma geométrica ou seja não em linha. Fatores Analisados durante o Planejamento das PSI com relação à Oclusão • • Biomecânica: o titânio é 5 vezes mais resistente que o osso alveolar para suportar tensão. Teoricamente estima-se que em uma prótese posterior de 3 elementos suportada por 2 implantes sendo estes localizados convencionalmente nos pilares mais mesial e mais distal receba como padrão 100% das forças e que comparativamente a este planejamento com 3 implantes em linha dilua a força para 67% e com 3 implantes desalinhados (geometricamente posicionados) a força seja diluída para 33% em contrapartida se for planejado um elemento suspenso a força incidente nos implantes duplica.

• • • Que as forças geradas pelas PPF dento suportadas são maiores que as geradas pelas implanto suportadas. parafunção e forte padrão oclusal. Que as forças nos elementos suspensos são maiores nas PPF dento suportadas que nas PSI. modificação da área anterior de impacto.82% em PSI em linha. lembrar que haverá decomposição das forças oclusais podendo gerar forças horizontais. pela utilização de pilares intermediários e pela eleição de materiais mais resilientes para a cobertura estética da prótese. • A força necessária para fraturar o implante é 2 vezes maior que a força oclusal normal. . cerâmica. . Necessidade de diminuição do torque sobre os implantes determinando. principalmente nos planejamentos tipo protocolo onde devemos determinar contato em todos os dentes ABO - GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba 61 .Fatores que podemos relacionar à fratura dos implantes: . mordida cruzada quando for possível e necessária objetivando a orientação das forças ao longo eixo dos implantes.metal. • Como a superfície dos dentes sempre é inclinada. .77% em PSI com 1 ou 2 implantes. resina.90% na região de PM e M. polyglass ou cerômeros. cúspides baixas diminuindo a possibilidade de interferências oclusais . • Deve ocorrer uma absorção de força pelo material que constitui o implante. redução do comprimento dos cantilevers. ou falhas no ajuste oclusal que podem determinar forças horizontais e/ou fora do longo eixo dos implantes. área oclusal reduzida e localizada sobre os implantes. inclinação correta do implante. ** lembrar que hoje os objetivos das PSI é manter a osteointegração podendo ser necessária a troca principalmente do material de revestimento com maior freqüência. * fatores esses associados com presença de alavanca.

suportados pelos implantes. fora do centro da força. Que a cada 1mm de deslocamento lateral do implante ou seja. Que ocorre mínima participação do osso medular. aumenta 15% a tensão transmitida ao implante. Que a cada 1mm de distância entre o implante e o contato oclusal aumenta 4% a tensão transmitida ao implante. - • • • • • • • • • • • • Que a cada 10 graus de inclinação das cúspides se aumenta em 30% a tensão transmitida ao implante. A maior tensão ocorre ao nível da cortical que circunda o pescoço do implante. determinando uma superfície perpendicular ao direcionamento da força ou seja um degrau na face palatina dos dentes anteriores direcionando a força para o longo eixo dos implantes e não uma força horizontal/vestibular. Que a cada 10 graus de inclinação do implante aumenta em 5% a tensão transmitida ao implante. Que sempre que os dentes ficarem para vestibular . Que a maior tensão ocorre na distal dos implantes mais extremos e na vestibular dos implantes mais centrais. Que os implantes mais distais em um planejamento tipo protocolo recebem força de compressão e os centrais de tensão. distal ou mesial dos implantes formar-se-á um braço de alavanca o qual dependendo da distância da força ao implante esta se multiplicará. Que ocorre participação da cortical inferior na absorção das forças. Que a maior tensão ocorre no lado de trabalho. Que a conexão com dentes naturais deve ser semi-rígida liberando o implante da movimentação do dente a qual não ocorre com o implante. lingual . * Lembre-se o dente não ajuda o implante. Oclusão Ideal em PSI GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 62 .

2º. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 63 . a melhor maneira de determinar o comprimento do elemento suspenso seria : 1º. ** Considerando-se que quanto maior a distância entre a força aplicada e o implante maior será a força transmitida aos implantes. Princípios Básicos para o Planejamento de Cantilever • • • O comprimento máximo para PSI sobre 2 ou 3 implantes dispostos linearmente seria de 10 a 19mm.termos uma disposição geométrica dos implantes tipo protocolo determinando uma distância entre os implantes mais centrais e os mais distais a maior possível a qual poderá ser usada como referência para o comprimento do cantilever.nos casos de 2 ou 3 implantes linearmente ou geometricamente posicionados o ideal seria planejarmos cantilever de apenas 1 elemento e de superfície oclusal reduzida e quando possível para mesial.• • • • • • Ausência de prematuridades impedindo sobrecarga e a formação de forças horizontais. Determinar GC e GI sobre próteses implanto suportadas somente quando necessário. Determinar desoclusão em grupo ou balanceada bilateral com o objetivo de distribuir as forças laterais para um maior número de implantes. Para 4 implantes em curva 12 mm. Para 6 implantes em curva 28 mm. Obedecer os principios básicos de oclusão. Ausência de interferências oclusais impedindo a formação de forças horizontais. o diâmetro e o comprimento dos implantes. Determinar proteção contra parafunções. observando sempre o número.

quando existirem . determinar se possível tripodismo impedindo a formação de forças horizontais e estabilizando dente e mandíbula.Fatores Oclusais a serem considerados Sempre que formos analisar o oclusão. comprimento. determinar pontos de contato e não superfícies pois são mais fáceis de equilibrar.número. A partir de todos os conhecimentos até aqui discutidos vamos fazer um exercício de imaginação montando casos hipotéticos de PSI : CASO 1 : prótese unitária posterior - • - GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 64 . disposição e inclinação dos implantes. Oclusão balanceada bilateral onde determinamos contatos dentários no lado de trabalho e balanceio e anteriores e posteriores durante os movimentos bordejantes para conferir maior estabilidade às próteses ou distribuir entre maior número de elementos a força horizontal (desoclusão em grupo).tamanho da mesa oclusal . . Ajuste Oclusal eliminar contatos prematuros e interferências oclusais. . . ou para melhor distribuí-las.qualidade do osso. eliminar pontas de cúspide facilitando a estabilidade através do tripodismo e dificultando o aparecimento de interferências. devemos considerar os seguintes elementos : .presença ou não de elemento suspenso. • Tipo de Oclusão a ser adotado: OMP ou oclusão mutuamente protegida. onde os dentes posteriores protegem os anteriores das forças horizontais durante a oclusão impedindo que se toquem e vice-versa quando os anteriores impedem que forças horizontais ocorram durante os movimentos bordejantes da mandíbula ( interferências oclusais) nos posteriores determinando a guia anterior = GI + GC. diâmetro. ** Após considerarmos estes fatores podemos então analisar os demais com o objetivo de diminuir a sobrecarga das forças.material de revestimento da prótese. determinar contato efetivo durante o fechamento normal ou apenas durante o fechamento forçado. .

ou seja. . CASO 6: PPF SI posterior classe I.manter os contatos durante a oclusão para não perder a contenção da DVO pelos dentes posteriores e eliminar interferências. CASO 2 : prótese unitária anterior ( incisivos) . * avaliar condição dos dentes .contra dentes: determinar OMP com GC ou grupo. * considerar possível extrusão do antagonista se este for dente natural.contra PT: desoclusão balanceada bilateral. .manter a oclusão existente inclusive os contatos durante a GI. CASO 5: PPF SI anterior .manter oclusão existente/ OMP. . ** avaliar condições periodontais dos dentes naturais.contra PT e overdenture: contatos oclusais em todos os dentes e desoclusão C ou grupo. GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 65 .contra dentes: oclusão determinando contato nos dentes anteriores ou suportados diretamente por implantes aliviando nos cantilevers e desoclusão C. aliviar o contato oclusal 30um ou a espessura de um papel celofane. ajustando para que haja contato efetivo apenas durante oclusão forçada. se for possível eliminar o contato durante esta guia. .- manter a oclusão e desoclusão existente/ OMP. CASO 4: 2 ou + elementos isolados anteriores . * com alívio dos anteriores . mas ajustar a GI para que.contra protocolo: contatos oclusais em todos os dentes aliviando nos cantilevers e desoclusão C. CASO 3: elemento anterior ( canino) . II ou III .manter a oclusão existente ajustando a desoclusão para grupo.manter a oclusão existente inclusive o contato durante a GI. CASO 8: Protocolo ( Prótese híbrida) . desde que não prejudique os demais dentes.contra Overdenture: idem PT.contra Protocolo: contato nos dentes que estão sobre implantes efetivos aliviando o contato nos elementos suspensos. CASO 7: Prótese total fixa sobre implante ( PTF SI) contra PTF SI: determinar contatos entre todos os dentes inclusive os anteriores modificando a área de contato dos superiores para direcionar as forças paralelamente ao longo eixo dos implantes e a desoclusão pelos anteriores . desoclusão canina.

. Fernandes Neto. portanto precisamos entender os princípios básicos que regem a oclusão sobre os dentes e sobre os implantes. The esthetic dental implant: letting restoration be the guide. 1998 Osseointegração e Reabilitação Oclusal Hobo. p-796-798..66. D. .J. Editora Santos. Desta maneira não ficaremos atrelados a algumas regras que quase sempre possuem muitas exceções. 1996 Neves. .A. Surgical template impression during stage I surgery for fabrication of a provisional restoration to be placed at stage II surgery.A.Vasconcelos. 45-50. S. n. inclusive biomecãnica.E. RGO. F.D.T. Watson. 1991. A. Editora Artes Médicas. Dent. C.A. Referências bibliográficas Garber. 1996. v. E. 1998 GEP – Grupo de Estudos em Prótese Curitiba ABO - 66 . Osseointegração e as Próteses Unitárias:como otimizar a estética – Franciscone... L.1.A.6. J Prosthet..CASO 9: Overdenture .M. C..22.. n. p. Garcia. R. Ichida.contra PT ou overdenture: idem Podemos imaginar vários outros casos que não se encaixam nestes acima descritos.São Paulo: Artes Médicas : EAP-APCD.J. Moldagem do implante durante o primeiro estágio cirúrgico. Implantologia dental e maxilofaxial – Hobkirk. Journal of Oral Implantology. Hochwald. v. Prado. 1997 Restaurações estéticas sobre implantes – Parel. J.contra dentes: contatos oclusais nos dentes posteriores aliviando nos anteriores e desoclusão C ou Grupo. . Editora Santos. D. L. agilizando uma melhor estética gengival..S.

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