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DESENCANTO Primeiro cheguei, carregado de medo, Depois soltei as sombras de mim e Mergulhei no espanto desse entanto.

Hoje sou o desencanto de tudo, Um rumo desregulado, bote sem remo e norte sem sul. Deixei-me lavar nas águas dos feitiços, traiçoeiras e pesadas.

Aqui jazo no vazio, perturbado pelo abismo, Se tento ressurgir do meu amargo sentido, É só porque meus pés não puderam suportar o chão E partiram para o vazio da ilusão.