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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO – MESTRADO EM DIREITO PROCESSUAL CIVIL FUNDAMENTOS DO PROCESSO CIVIL CONSTITUCIONAL

FICHAMENTO
Texto: MOREIRA, José Carlos Barbosa. Les Principes Fondamentaux de la Procédure Civile dans la Nouvelle Constitution Brésilienne. In Temas de direito processual (quinta série). São Paulo: Saraiva, 1994, pp. 39-47. Introdução: A Constituição Brasileira de 1988 inovou em muitos aspectos, quando comparada às Cartas anteriores. Dentre tais inovações, o autor destaca a preocupação com as garantias processuais, especialmente pela inserção de princípios relativos ao Processo Civil no rol das garantias fundamentais. Demonstra, ainda, o desejo de que as modificações constitucionais alcancem rapidamente reflexos na doutrina e na jurisprudência, a fim de que o diploma processual seja visto sob o prisma constitucional. Especificamente sobre a garantia do Juiz Natural: Entre as garantias fundamentais estabelecidas pela Constituição de 1988 encontra-se a do “Juiz Natural”, que encontra consagração em dois incisos do art. 5º, quais sejam, o XXXVII e o LIII. O primeiro proíbe a criação de órgãos judiciais de exceção, enquanto o segundo descarta a possibilidade dos jurisdicionados serem submetidos à jurisdição incompetente; Tal garantia possui duas facetas: a) estabelece a necessidade de que o juiz determinado para uma causa o seja por regras estabelecidas anteriormente ao caso e em termos gerais; e b) assegura que ninguém poderá ser subtraído, seja por peculiaridades pessoais ou por singularidades do caso, do juízo que a lei estabeleceu para o julgamento de sua demanda; A garantia do juiz natural tem por objetivo assegurar a independência e a imparcialidade dos órgãos jurisdicionais, contribuindo para o fortalecimento da confiança dos jurisdicionados na Justiça. Reportando-se ao princípio da igualdade perante a lei, infere-se que as situações juridicamente idênticas devem ser tratadas de forma juridicamente homogênea; O autor esclarece que a garantia do juiz natural não impede, obviamente, a existência de diferentes tipos de jurisdições, estabelecidas em função da natureza da relação jurídica em questão, do objeto em litígio, da qualidade pessoal da parte etc. O importante é que o método utilizado para a distribuição dos casos, qualquer que seja o critério adotado, deve ser uniforme, aplicandose a todos os casos semelhantes e desconsiderando as circunstâncias particulares do caso em espécie.

NEVITTON VIEIRA SOUZA