17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006, Foz do Iguaçu, PR, Brasil.

ESTUDO DA MICROESTRUTURA E DA DUREZA DA LIGA DE ALUMÍNIO AA6351 APÓS O FORJAMENTO E TRATAMENTO TÉRMICO

L. Schaeffer1, D. R. S. de Lima2, C.C. Yurgel3 Prof. Dr. - Ing, Laboratório de Transformação Mecânica EE UFRGS Avenida Bento Gonçalves, 9500, cx 15021 CEP 91501-970 Porto Alegre – RS – Brasil schaefer@ufrgs.br 2 Engº de Materiais, Laboratório de Transformação Mecânica EE UFRGS 3 Engº Mecânico, Senai Cimatec – BA
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RESUMO Este trabalho concentra-se na caracterização microestrutural e da dureza da liga de alumínio AA6351 em três etapas do processo de conformação: a geratriz não conformada, a peça forjada e a peça após tratamento térmico T6. A peça alvo é uma ferradura utilizada em hipismo. É avaliada a distribuição do tamanho de grão do material em função do gradiente de deformação e a distribuição e morfologia dos precipitados, através da técnica de metalografia. Em relação à dureza, são caracterizadas as amostras por ensaio de microdureza Vickers. Estas características são ainda confrontadas com as de uma ferradura comercial importada. É apresentado ainda o ferramental utilizado no processo. Palavras-chaves: deformação do alumínio, alumínio forjado, ferraduras de alumínio. INTRODUÇÃO O alumínio é atualmente o segundo metal mais consumido pela engenharia, ficando apenas atrás do ferro e do aço, conforme definiu Smith(1). Tal consumo é explicado pelas propriedades apresentadas por este material, que possui um favorável baixo peso específico e consegue, em algumas ligas, igualar a resistência mecânica dos aços estruturais. O alumínio traz vantagens consideráveis em algumas aplicações devido a sua boa condutividade térmica e elétrica, alta resistência à corrosão e aparência estética favorável.

PR. Foz do Iguaçu. muito embora o Brasil possua a 3ª maior reserva natural de bauxita do mundo e atualmente é o 2º maior produtor mundial deste minério. Ainda segundo a revista Alumínio(3). ao longo dos últimos 20 anos o consumo de alumínio mais que triplicou em aplicações automotivas.5 bilhão e o país deve fechar o ano de 2005 com U$ 3. O mercado brasileiro segue a mesma tendência mundial de crescimento no consumo de alumínio. conforma retrata a figura 1. 15 a 19 de Novembro de 2006. 8 em cada 10 kg de alumínio exportado pelo Brasil correspondem a alumínio bruto. cerca de R$ 1. No entanto. Luis Carlos Loureiro Filho.0 kg/habitante/ano. registrando um crescimento no consumo de 7% em relação a 2004.0 bilhões em exportações. apenas no Brasil. já que o consumo nacional de alumínio é de 4. Brasil. enquanto que nos países desenvolvidos o consumo é de 28 kg/habitante/ano. divulgou que. Em entrevista a revista Alumínio(3). O potencial do mercado de alumínio no país é imenso. . no ano de 2005. sendo os EUA o maior produtor.3% de crescimento em relação a 2003.17º CBECIMat . configurando-se como um desafio ao setor o desenvolvimento e a exportação de produtos com maior valor agregado em preços competitivos globalmente. presidente da ABAL (Associação Brasileira de Alumínio). Segundo Zitz(2). Figura 1 – Evolução do consumo de alumínio em aplicações automobilísticas.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. a produção mundial de alumínio primário em 2003 foi de 21 milhões de toneladas. foram consumidas 729 mil toneladas de alumínio. o setor investe anualmente. mesmo sem possuir jazidas de bauxita em seu território. Segundo o International Aluminium Institute. que já havia registrado 11.

conseguiu-se fabricar um rotor de alumínio com 23 hélices combinando-se matriz superior fechada e inferior aberta. além de gerar um custo mais baixo de processo. Necessita menor força de forjamento. caracterizadas pela existência de linha de partição da matriz inferior com a superior.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. como perfis retos ou curvos e blocos. Koller e Schaeffer(6) definem que os lubrificantes para forjamento a quente devem ser constituídos de uma solução a base de grafite + água ou grafite + óleo. o que facilita a sua aplicação no processo. As dificuldades nestes processos são as de se forjar geometrias com grandes deformações e a necessidade de maior força de conformação. os lubrificantes têm como principal finalidade diminuir o atrito. • Forjamento em matriz de precisão ou precision forging – utilizados em forjados de alta complexidade. Foz do Iguaçu. reduzindo a força necessária para a conformação da peça e aumentando a vida útil do ferramental. Shan(5) et. Em seu trabalho. à morno e à frio. • Forjamento em matriz fechada ou die forging – utilizado para geometria de média complexidade. por sua vez. . Os processos à morno e à frio. têm melhorados os resultados dimensionais e de superfície. Brasil. trazendo inclusive ganhos na extração e nas propriedades mecânicas da peça. CONSIDERAÇÕES SOBRE O FORJAMENTO DE ALUMÍNIO As operações de forjamento são classificadas em à quente. al. É o mais empregado usualmente. com a peça final praticamente isenta de rebarbas. O processo de forjamento à quente caracteriza-se por ser realizado em temperaturas superiores a temperatura de recristalização do material. caracterizado por múltiplas linhas de partição. Em relação à lubrificação no processo de forjamento de alumínio. Randon e Neto(4) classificam a tecnologia de forjamento do alumínio em 3 tipos: • Forjamento de matriz aberta ou hand forging – utilizado para geometrias de baixa complexidade. 15 a 19 de Novembro de 2006. Quanto ao tipo de matriz.17º CBECIMat .. define que pode-se obter peças de alumínio forjado com geometria extremamente complexa com bons resultados utilizando-se uma combinação de diferentes tipos de matrizes. PR. Oliveira. porém resulta em menor precisão dimensional e pior acabamento superficial da peça.

pode ocorrer fusão e. Isso significa que se deve observar que em nenhum local na peça sejam alcançadas fases líquidas. a figura 2 exemplifica algumas peças obtidas por forjamento de ligas de alumínio: . esta tem influência determinante quando o processo é realizado à frio. ϑ  ⋅ ϕ   ∆ϑ (°C ) = C ⋅δ (A) Onde: kf é a tensão de escoamento em função da deformação (ϕ).Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. Quanto à deformação do material durante o processo de conformação. Abaixo. caso o forjamento ocorra em velocidades altas.17º CBECIMat . temse nestes locais estrutura bruta de fusão. Adlof(6) afirma que. pode originar em determinados locais na peça um excessivo aumento de temperatura. durante uma operação de forjamento: ⋅   kf ⋅  ϕ . ϕ . PR. da velocidade de ⋅ deformação  ϕ  e da temperatura (ϑ)   C = calor específico (J/g ºC) δ = massa específica (g/m3) ϑ = temperatura (ºC) A velocidade de deformação para o caso de forjamento de ligas de alumínio é um parâmetro extremamente importante. Durante um processo de conformação. A expressão abaixo (A) propicia quantificar o aumento da temperatura que ocorre. ao se resfriar a peça. quase toda a energia despendida é transformada em calor. aumenta-se também a resistência ao escoamento do mesmo. Ao passo que se aumenta a deformação do material. Brasil. Foz do Iguaçu. Neste caso. por exemplo. 15 a 19 de Novembro de 2006.

Peças forjadas em alumínio: (a) Em matriz fechada. As geratrizes foram aquecidas em forno mufla a uma temperatura de 450 ºC durante 15 minutos. Brasil. em uma matriz fechada (figura 3). de 14 mm de diâmetro e 280 mm de comprimento. sendo o processo realizado a quente.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. durante um período de 3 horas. Foz do Iguaçu. a qual foi devidamente dobrada em uma pré-forma curva. PR. 15 a 19 de Novembro de 2006. A matriz foi aquecida por incidência de chama através de maçarico (figura 5). (b) em matriz aberta.17º CBECIMat . seguido de posterior mergulho das geratrizes na solução lubrificante (figura 6). forjou-se a liga de alumínio AA6351. Figura 2 . As geratrizes foram lubrificadas utilizando-se o lubrificante grafítico Delta Forge 31. onde se alcançou uma temperatura de 180 ºC na superfície da matriz. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Neste trabalho. A geratriz (figura 4) utilizada foi uma barra cilíndrica. A matriz . valor determinado por termopar de contato tipo K. (c) em matriz de precisão. procedendo-se um pré-aquecimento das mesmas a uma temperatura de 250 ºC.

foi também lubrificada. seguido de resfriamento em água. Utilizou-se para a conformação uma prensa hidráulica de capacidade máxima 7000 kN. Figura 7 – Tratamento térmico T6 imposto às peças. Após o forjamento. a qual foi acoplada uma célula de carga para medição da força aplicada e um sensor de deslocamento tipo extensômetro de contato.17º CBECIMat . com circulador de atmosfera. em forma de spray.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. sendo aquecidas a 170 ºC por um tempo de exposição de 6 horas. para se evitar gradientes de temperatura. Os dados foram captados pelo aparelho Spyder 8 e tratados pelo software Catman. utilizando-se o lubrificante grafítico Aerodag G. 15 a 19 de Novembro de 2006. Na seqüência. que foi borrifado momentos antes da conformação. PR. já com a matriz aquecida. com exposição de 15 minutos. algumas peças foram tratadas termicamente com tratamento T6 (figura 7) em forno tipo poço. as peças sofreram um tratamento de envelhecimento. seguido de resfriamento ao ar livre. Foz do Iguaçu. Brasil. . Aplicou-se às peças solubilização em temperatura de 505 ºC.

3ml HCl. Adicionalmente a isso. 1200 e polidas com alumina em granulometria de 0. de origem americana. 5ml HNO3. a base de Al-Si-Mg. marca Victory®. foram selecionadas 3 amostras retiradas em 3 diferentes etapas do processo (tabela 1): Uma amostra da matéria-prima não deformada. Ao fim do processo de conformação. RESULTADOS E DISCUSSÕES Composição química Em relação à composição química.49 Mg 0. como HF (1ml e 200ml de H2O) e Cloreto de Cobre. utilizando-se dos procedimentos padrões de preparação de amostra. 15 a 19 de Novembro de 2006. 190ml H2O). caracterizou-se uma ferradura importada.64 Al 97. Foram utilizados também outros reagentes.93 Mn 0. a liga utilizada neste trabalho classifica-se como liga de alumínio AA 6351.69 A liga da ferradura importada apresentou a composição química apresentada na tabela 3. utilizando para isto a técnica de espectrometria óptica. Tabela 1. Também se determinou a composição química da liga utilizada na pesquisa e da liga da ferradura importada. com carga de 50g e tempo de 15 segundos e metalografia. conforme expresso na tabela 2: Tabela 2 . Amostra 1 2 3 4 Descrição Matéria-prima não deformada Peça forjada – Região lateral Peça após tºtº . 400. seguida de amostra da peça após conformação (região lateral) e por fim outra amostra da peça após conformação e tratamento térmico (região lateral). PR.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais.17º CBECIMat . 220. Este resultado indica que a liga da ferradura está caracterizada como sendo . Foz do Iguaçu. Brasil.3 µm. igualmente da região lateral da peça.23 Si 0. Fe 0. de onde se retirou uma amostra. O ataque utilizado foi o reagente Keller (2ml HF. 600. com lixamento na seqüência de lixas de granulometrias 100.Região lateral Ferradura importada – Região lateral Estas amostras foram submetidas a ensaio de dureza em escala Vickers. Denominação das amostras.Composição química da liga utilizada (AA 6351).

o que é uma deformação relativamente elevada. representando um acréscimo de dureza de 66. que caracterizada no estado recozido apresentou dureza de 51 HV. Fazendo-se um comparativo entre a ferradura tratada produzida neste estudo e a ferradura importada. PR.3 %.Durezas obtidas. assim como a liga utilizada na presente pesquisa.17º CBECIMat . Obtendo-se um resultado experimental de 115 HV após o tratamento térmico. uma liga de alumínio AA 6063.8 % maior que a similar importada. pode-se notar o aumento de dureza conferido ao material nas etapas do processo de conformação.52 Al 98. Após ser tratada termicamente.67 Dureza Após medição da dureza em escala Vickers. para a ferradura importada. Tabela 3 . Amostra Dureza (HV) 1 51 2 69 3 115 4 101 Analisando-se a tabela 4. a referência citada anteriormente aponta dureza após T8 de 82 HB ou 92 HV. a peça adquiriu então dureza final de 115 HV. Brasil. passou a 69 HV após ser forjada à quente.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. Da mesma maneira. Nota-se .54 Mn 0.04 Mg 0.Composição química da ferradura importada (AA 6063). o que pode explicar esse significativo aumento de dureza do material. A ferradura comercial importada foi caracterizada com uma dureza de 101 HV. pode-se afirmar que o mesmo foi efetuado a contento. 15 a 19 de Novembro de 2006. com um incremento de dureza da ordem de 35. podemos observar que a peça produzida obteve uma dureza 13. Fe 0. Segundo dados retirados do ASM Metals Handbook(8) . A máxima deformação verdadeira obtida pela peça no processo de forjamento foi de ϕ = 0.22 Si 0. a dureza esperada para a liga AA 6351 após tratamento térmico T6 é de 95 HB ou 107 HV.6 % em relação à peça conformada sem tratamento. Foz do Iguaçu.57. a base de Al-Si-Mg. chegou-se aos resultados indicados na tabela 4 através de média aritmética de 6 pontos de dureza distribuídos ao longo do perfil das amostras: Tabela 4 . A matéria-prima.

onde o grau de deformação é menor. Figura 8 – Amostra 1.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. Foz do Iguaçu. Brasil. conforme revela a macrografia não atacada na figura 8. onde a deformação foi mais acentuada (figura 9). com distribuição homogênea na matriz do alumínio. bem como algumas porosidades na liga. Na região central da peça. PR. .17º CBECIMat . A análise da amostra 2 (imediatamente após conformação) nota-se o aparecimento de precipitados esféricos nas regiões mais superficiais na peça. também neste caso um resultado considerado bom quanto à efetividade do tratamento térmico. não atacada. encontramos ainda alguns precipitados de morfologia poligonal (figura 10) em tamanho bastante superior que os de formato esférico. Análise metalográfica As imagens obtidas pela metalografia da amostra 1 (matéria-prima) revelou a presença de precipitados poligonais. uniformemente distribuídos pela amostra. 15 a 19 de Novembro de 2006.

17º CBECIMat . Brasil.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. pode-se notar a presença de precipitados tanto esféricos quanto poligonais dispersos homogeneamente na matriz do alumínio. o que é considerado coerente. Na figura 13 é revelada a existência também de poros no material. Na figura 14. Figura 14 – Amostra 4. A peça comercial importada também foi caracterizada metalograficamente. quanto nas regiões intermediárias (figura 12). . pode-se notar pela análise metalográfica a presença de precipitados predominantemente esféricos. Na amostra após tratamento térmico T6 (figuras 11 e 12). 15 a 19 de Novembro de 2006. ataque Keller. Figura 13 – Amostra 4. já que a peça foi analisada já em seu estado tratado termicamente. Foz do Iguaçu. região superficial da peça. Não foram encontradas diferenças na estrutura desta peça nas regiões superficial e intermediária. PR. não atacada. atacada com reagente Keller. tanto na superfície da peça (figura 11).

Brasil. CONCLUSÕES Observou-se neste estudo um aumento de dureza da liga de 35. 1993. 4 º trimestre de 2005. passando de predominantemente poligonal na matéria-prima. pg 14-16. 15 a 19 de Novembro de 2006. New York. Foz do Iguaçu. HF e CuCl) não foi possível analisar via metalografia os contornos de grão das ligas de alumínio estudadas. CARDOSO. Porto Alegre. U. Após o tratamento térmico T6. pôde-se notar uma diferença morfológica dos precipitados nas regiões de maior e menor deformação logo após a conformação. Adicionalmente. Revista aluminum. de origem americana.5 % da matéria-prima em relação à peça tratada termicamente. AGRADECIMENTOS São deixados agradecimentos ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e ao FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) pelo apoio financeiro aos projetos de forjamento do laboratório de Transformação Mecânica (LdTM/UFRGS). J. Structure and properties of engineering alloys. finalizou-se a mudança na morfologia dos precipitados em função da aplicação de deformação plástica e temperatura. O. PR. . W. Anais do congresso. para predominantemente esférico após o processo. 2006. Com os reagentes empregados (Keller.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. L. ZITZ. À publicar em: SENAFOR. Por um Brasil mais competitivo. REFERÊNCIAS 1 2 SMITH. Die forged engine and automotive components from high performance LOUREIRO FILHO. a peça forjada no estudo apresentou dureza final 13. número V. Finalmente. sendo menores e esferoidizados na região mais deformada e maiores e poligonais nas regiões de menor deformação..3 % da matériaprima em relação à peça forjada e 118. o que impossibilitou o estudo da distribuição do tamanho de grão em função da deformação aplicada.8 % superior a sua similar no mercado. C. ano II. XXVI.17º CBECIMat . 3 Alumínio.

NETO. The grain size distribution is availed in function of the gradient of deformation and the morphology of the precipitates. 6 OLIVEIRA R.6 no. XU. Properties and selection: Nonferrous Alloys Março/1999. ASM METALS HANDBOOK.. Out/2005. W.4 São Carlos Oct. SCHAEFFER L. V... The hardness is characterized with Vickers hardness. Experimental study on process of precision forging of aluminum-alloy rotor. Key-words: aluminum deformation. Foz do Iguaçu.. Brasil. Schimiede Journal. 8 and Specials-Purpose Materials. A. W. Vol 2..17º CBECIMat . through metallographic technique. V. Revista Materials Research. . 5 SHAN. aluminum forging. D. These characteristics are confronted with de characteristics of commercial imported horseshoes. pg 16-20. 10ª Edição. Schimiedeteile aus Aluminium Legierungem. pg 412 – 415. PR. Y. The tools used in the process are also showed. Ligas avançadas utilizadas no desenvolvimento de peças para a industria aeronáutica empregam processos sofisticados . 1990. A. Journal of Materials processing Technology. Evaluation of two commercially- available lubricants by means of ring test to AA 6061 F aluminum alloys.. LIU. P. horseshoes. Revista Metalurgia e Materiais.2005. STUDY OF MICROSTRUCTURE AND HARDNESS OF ALUMINUM ALLOY AA 6351 AFTER FORGING AND HEAT TREATMENT ABSTRACT This project refers on hardness and microstructure characterization of aluminum alloy AA6351 in three different moments of forging process: the billet no-forged. 195. 4 RANDON.. 2003 7 ADLOF. F. The workpiece in question is a horseshoes used in competitions. the workpiece and the workpiece after heat treatment T6. pg. pg 591-593. 170. vol./Dec. KOELLER L. W. 15 a 19 de Novembro de 2006.Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais. Caderno Técnico. LU.

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