1

2


ºA unica rcvoluçao ¡ossívcl c dcniro dc nos"
MaIaina CandIi

Vcrsao ¡ara cDool
cDoolsDrasil.con

Fonic Digiial
Projcio Pcrifcria
www.gcociiics.con/¡rojcio¡crifcria
Fciirado dc
www.HciiorFcis.fr.fn
c ada¡iado

©2004 ÷ MaIaina CandIi
3


“A única revolução possível
é dentro de nós”

Nuo c ¡ossìucí ííIc¡tu¡ un ¡ouo, scn
untcs, ííu¡u¡-sc du csc¡uuíduo dc sí
ncsno.
Scn cstu, quuíquc¡ out¡u sc¡u
ínsígní¡ícuntc, c¡cnc¡u c ííusò¡íu,
quundo nuo un ¡ct¡occsso.
Cudu ¡cssou tcn suu cunínIudu
¡¡ò¡¡íu.
Fuçu o ncíIo¡ quc ¡udc¡.
Sc¡u o ncíIo¡ quc ¡udc¡.
O ¡csuítudo uí¡u nu ncsnu
¡¡o¡o¡çuo dc scu cs¡o¡ço.
Con¡¡ccndu quc, sc nuo ucío,
cun¡¡c u uocc (u nín c u todos)
nodí¡ícu¡ suus (nossus) tccnícus,
uísocs, uc¡dudcs, ctc.
Nossu cunínIudu soncntc tc¡nínu
no túnuío.
Ou utc ncsno uícn...
Scguc u csscncíu dc qucn tcuc
succsso cn ucncc¡ un ín¡c¡ío...
4


Pensamentos de Mahatma Gandhi

1
O dcscjo sinccro c ¡rofundo do coraçao c
scn¡rc rcalizado; cn ninIa ¡ro¡ria vida icnIo
scn¡rc vcrificado a ccricza disio.
2
Crcio ¡odcr afirnar, scn arrogancia c con a
dcvida Iunildadc, quc a ninIa ncnsagcn c os
ncus nciodos sao validos, cn sua csscncia, ¡ara
iodo o nundo.
3
AcIo quc vai ccrio nciodo airavcs das
ninIas incocrcncias. Crcio quc Ia una cocrcncia
quc ¡assa ¡or iodas as ninIas incocrcncias
assin cono Ia na naiurcza una unidadc quc
¡crncia as a¡arcnics divcrsidadcs.
4
As cnfcrnidadcs sao os rcsuliados nao so dos
nossos aios cono ianlcn dos nossos
¡cnsancnios.
5
5
SaiyagraIa ÷ a força do cs¡íriio ÷ nao
dc¡cndc do nuncro; dc¡cndc do grau dc firncza.
6
SaiyagraIa c AIinsa sao cono duas faccs da
ncsna ncdalIa, ou nclIor, cono as duas faccs
dc un ¡cqucno disco dc ncial liso c scn
incisõcs. Qucn ¡odcra dizcr qual c a ccria? A
nao-violcncia c o ncio. A Vcrdadc, o fin.
7
A ninIa vida c un Todo indivisívcl, c iodos
os ncus aios convcrgcn uns nos ouiros; c iodos
clcs nasccn do insaciavcl anor quc icnIo ¡ara
con ioda a Iunanidadc.
8
Una coisa lançou ¡rofundas raízcs cn nin.
a convicçao dc quc a noral c o fundancnio das
coisas, c a vcrdadc, a sulsiancia dc qualqucr
noral. A vcrdadc iornou-sc ncu unico oljciivo.
CanIou in¡oriancia a cada dia. E ianlcn a
ninIa dcfiniçao dcla sc foi consianicncnic
an¡liando.
9
MinIa dcvoçao à vcrdadc cn¡urrou-nc ¡ara
a ¡olíiica; c ¡osso dizcr, scn a nínina Icsiiaçao,
c ianlcn con ioda a Iunildadc quc, nao
6
cnicndcn nada dc rcligiao aquclcs quc afirnan
quc cla nada icn a vcr con a ¡olíiica.
10
A ninIa ¡rcocu¡açao nao csia cn scr
cocrcnic con as ninIas afirnaçõcs anicriorcs
solrc dcicrninado ¡rollcna, nas cn scr
cocrcnic con a vcrdadc.
11
O crro nao sc iorna vcrdadc ¡or sc difundir c
nulii¡licar facilncnic. Do ncsno nodo a
vcrdadc nao sc iorna crro ¡clo faio dc ningucn a
vcr.
12
O anor c a força nais alsiraia, c ianlcn a
nais ¡oicnic, quc Ia no nundo.
13
O Anor c a vcrdadc csiao iao unidos cnirc si
quc c ¡raiicancnic in¡ossívcl sc¡ara-los. Sao
cono duas faccs da ncsna ncdalIa.
14
O aIinsa (anor} nao c soncnic un csiado
ncgaiivo quc consisic cn nao fazcr o nal, nas
ianlcn un csiado ¡osiiivo quc consisic cn
anar, cn fazcr o lcn a iodos, inclusivc a qucn
faz o nal.
7
15
O aIinsa nao c coisa iao facil. É nais facil
dançar solrc una corda quc solrc o fio da
aIinsa.
16
So ¡odcnos vcnccr o advcrsario con o anor,
nunca con o odio.
17
A unica nancira dc casiigar qucn sc ana c
sofrcr cn scu lugar.
18
É o sofrincnio, c so o sofrincnio, quc alrc no
Ioncn a con¡rccnsao inicrior.
19
Unir a nais firnc rcsisicncia ao nal con a
naior lcncvolcncia ¡ara con o nalfciior. Nao
c×isic ouiro nodo dc ¡urificar o nundo.
20
A ninIa naiural inclinaçao ¡ara cuidar dos
docnics iransfornou-sc aos ¡oucos cn ¡ai×ao; a
ial ¡onio quc nuiias vczcs fui olrigado a
dcscuidar o ncu iralalIo...
21
8
A nao-violcncia c a nais alia qualidadc dc
oraçao. A riqucza nao ¡odc conscgui-Ia, a colcra
fogc dcla, o orgulIo dcvora-a, a gula c a lu×uria
ofuscan-na, a ncniira a csvazia, ioda a ¡rcssao
nao jusiificada a con¡roncic.
22
Nao-violcncia nao qucr dizcr rcnuncia a ioda
forna dc luia conira o nal. Pclo conirario. A nao-
violcncia, ¡clo ncnos cono cu a concclo, c una
luia ainda nais aiiva c rcal quc a ¡ro¡ria lci do
ialiao ÷ nas cn ¡lano noral.
23
A nao-violcncia nao ¡odc scr dcfinida cono
un nciodo ¡assivo ou inaiivo. É un novincnio
lcn nais aiivo quc ouiros c c×igc o uso das
arnas. A vcrdadc c a nao-violcncia sao, ialvcz, as
forças nais aiivas dc quc o nundo dis¡õc.
24
Para iornar-sc vcrdadcira força, a nao-
violcncia dcvc nasccr do cs¡íriio.
25
Crcio quc a nao-violcncia c infiniiancnic
su¡crior à violcncia, c quc o ¡crdao c lcn nais
viril quc o casiigo...
26
9
A nao-violcncia, cn sua concc¡çao dinanica,
significa sofrincnio conscicnic. Nao qucr
alsoluiancnic dizcr sulnissao Iunildc à
voniadc do nalfciior, nas un cn¡cnIo, con iodo
o anino, conira o iirano. Assin un so indivíduo,
icndo cono lasc csia lci, ¡odc dcsafiar os
¡odcrcs dc un in¡crio injusio ¡ara salvar a
¡ro¡ria Ionra, a ¡ro¡ria rcligiao, a ¡ro¡ria alna c
adianiar as ¡rcnissas ¡ara a qucda c a
rcgcncraçao daquclc ncsno in¡crio.
27
O nciodo da nao-violcncia ¡odc ¡arcccr
dcnorado, nuiio dcnorado, nas cu csiou
convcncido dc quc c o nais ra¡ido.
28
A¡os ncio scculo dc cסcricncia, sci quc a
Iunanidadc nao ¡odc scr lilcriada scnao ¡cla
nao-violcncia. Sc lcn cnicndi, c csia a liçao
ccniral do crisiianisno.
29
So sc adquirc ¡crfciia saudc vivcndo na
olcdicncia às lcis da Naiurcza. A vcrdadcira
fclicidadc c in¡ossívcl scn vcrdadcira saudc, c a
vcrdadcira saudc c in¡ossívcl scn rigoroso
conirolc da gula. Todos os dcnais scniidos
csiarao auionaiicancnic sujciios a conirolc
quando a gula csiivcr sol conirolc. Aquclc quc
10
donina os ¡ro¡rios scniidos conquisiou o nundo
iniciro c iornou-sc ¡aric Iarnoniosa da naiurcza.
30
A civilizaçao, no scniido rcal da ¡alavra, nao
consisic na nulii¡licaçao, nas na voniadc dc
cs¡onianca liniiaçao das ncccssidadcs. So cssa
cs¡onianca liniiaçao acarrcia a fclicidadc c a
vcrdadcira saiisfaçao. E auncnia a ca¡acidadc dc
scrvir.
31
É injusio c inoral icniar fugir às
conscqucncias dos ¡ro¡rios aios. É jusio quc a
¡cssoa quc conc cn dcnasia sc sinia nal ou
jcjuc. É injusio quc qucn ccdc aos ¡ro¡rios
a¡ciiics fuja às conscqucncias ionando iónicos
ou ouiros rcncdios. É ainda nais injusio quc
una ¡cssoa ccda às ¡ro¡rias ¡ai×õcs aninalcscas
c fuja às conscqucncias dos ¡ro¡rios aios.
A Naiurcza c inc×oravcl, c vingar-sc-a
con¡lciancnic dc una ial violaçao dc suas lcis.
32
A¡rcndi, graças a una anarga cסcricncia, a
unica su¡rcna liçao. conirolar a ira. E do ncsno
nodo quc o calor conscrvado sc iransforna cn
cncrgia, assin a nossa ira conirolada ¡odc
iransfornar-sc cn una funçao ca¡az dc novcr o
11
nundo. Nao c quc cu nao nc irc ou ¡crca o
conirolc. O quc cu nao dou c can¡o à ira. Culiivo
a ¡acicncia c a nansidao c, dc una nancira
gcral, consigo. Mas quando a ira nc assalia,
liniio-nc a conirola-la. Cono consigo? É un
Ialiio quc cada un dcvc adquirir c culiivar con
una ¡raiica assídua.
33
O silcncio ja sc iornou ¡ara nin una
ncccssidadc física cs¡iriiual. Inicialncnic cscolIi-
o ¡ara aliviar-nc da dc¡rcssao. A scguir ¡rccisci
dc icn¡o ¡ara cscrcvcr. A¡os Iavc-lo ¡raiicado
¡or ccrio icn¡o dcscolri, iodavia, scu valor
cs¡iriiual. E dc rc¡cnic dci conia dc quc cran
csscs noncnios cn quc nclIor ¡odia conunicar-
nc con Dcus. Agora sinio-nc cono sc iivcssc
sido fciio ¡ara o silcncio.
34
Aquclcs quc icn un grandc auioconirolc, ou
quc csiao ioialncnic alsorios no iralalIo, falan
¡ouco. Palavra c açao junias nao andan lcn.
Fc¡arc na naiurcza. iralalIa coniinuancnic,
nas cn silcncio.
35
Aquclc quc nao c ca¡az dc govcrnar a si
ncsno, nao scra ca¡az dc govcrnar os ouiros.
36
12
Qucn salc conccnirar-sc nuna coisa c
insisiir ncla cono unico oljciivo, olicn, ao calo,
a ca¡acidadc dc fazcr qualqucr coisa.
37
A vcrdadcira cducaçao consisic cn ¡ór a
dcscolcrio ou fazcr aiualizar o nclIor dc una
¡cssoa. Quc livro nclIor quc o livro da
Iunanidadc?
38
Nao qucro quc ninIa casa scja ccrcada ¡or
nuros dc iodos os lados c quc as ninIas janclas
csicja ia¡adas. Qucro quc as culiuras dc iodos os
¡ovos andcn ¡cla ninIa casa con o na×ino dc
lilcrdadc ¡ossívcl.
39
Nada nais longc do ncu ¡cnsancnio quc a
idcia dc fccIar-nc c crgucr larrciras. Mas afirno,
con iodo rcs¡ciio, quc o a¡rcço ¡clas dcnais
culiuras ¡odc convcnicnicncnicncnic scguir, c
nunca anicccdcr, o a¡rcço c a assinilaçao da
nossa. (...} Un a¡rcndizado acadcnico, nao
lascado na ¡raiica, c cono un cadavcr
cnlalsanado, ialvcz ¡ara scr visio, nas quc nao
ins¡ira ncn noliliia nada. A ninIa rcligiao
¡roílc-nc dc dininuir ou dcs¡rczar as ouiras
culiuras, c insisic, sol ¡cna dc suicídio civil, na
ncccssidadc dc assinilar c vivcr a vida.
13
40
Lcr c cscrcvcr, dc ¡cr si, nao sao cducaçao.
Eu iniciaria a cducaçao da criança, ¡orianio,
cnsinando-lIc un iralalIo nanual uiil, c
colocando-a cn grau dc ¡roduzir dcsdc o
noncnio cn quc concça sua cducaçao. Dcssc
nodo iodas as cscolas ¡odcrian iornar-sc auio-
suficicnics, con a condiçao dc o Esiado con¡rar
os nanufaiurados.
Acrcdiio quc un ial sisicna cducaiivo
¡crniiira o nais alio dcscnvolvincnio da ncnic c
da alna. É ¡rcciso, ¡orcn, quc o iralalIo
nanual nao scja cnsinado a¡cnas
nccanicancnic, cono sc faz Iojc, nas
cicniificancnic, isio c, a criança dcvcria salcr o
¡orquc c o cono dc cada o¡craçao.
Os olIos, os ouvidos c a língua vcn anics da
nao. Lcr vcn anics dc cscrcvcr c dcscnIar anics
dc iraçar as lciras do alfalcio.
Sc scguirnos csic nciodo, a con¡rccnsao
das crianças icra o¡oriunidadc dc sc dcscnvolvcr
nclIor do quc quando c frcada iniciando a
insiruçao ¡clo alfalcio.
41
Odcio o ¡rivilcgio c o nono¡olio. Para nin,
iudo o quc nao ¡odc scr dividido con as
nuliidõcs c ºialu".
14
42
A dcsolcdicncia civil c un dirciio inirínscco
do cidadao. Nao ousc rcnunciar, sc nao qucr
dci×ar dc scr Ioncn. A dcsolcdicncia civil nunca
c scguida ¡cla anarquia. So a dcsolcdicncia
crininal con a força. Fc¡rinir a dcsolcdicncia
civil c icniar cncarccrar a conscicncia.
43
Todo aquclc quc ¡ossui coisas dc quc nao
¡rccisa c un ladrao.
44
Qucn lusca a vcrdadc, qucn olcdccc a lci
do anor, nao ¡odc csiar ¡rcocu¡ado con o
ananIa.
45
As divcrgcncias dc o¡iniao nao dcvcn
significar Iosiilidadc. Sc fossc assin, ninIa
nulIcr c cu dcvcríanos scr ininigos figadais.
Nao conIcço duas ¡cssoas no nundo quc nao
icnIan iido divcrgcncias dc o¡iniao. Cono
scguidor da Ciia (DIagavad Ciia}, scn¡rc
¡rocurci nuirir ¡clos quc discordan dc nin o
ncsno afcio quc nuiro ¡clos quc nc sao nais
qucridos c vizinIos.
46
15
Coniinuarci confcssando os crros conciidos.
O unico iirano quc acciio ncsic nundo c a
ºsilcnciosa c ¡cqucna voz" dcniro dc nin.
Enlora icnIa quc cnfrcniar a ¡crs¡cciiva dc
fornar ninoria dc un so, crcio Iunildcncnic
quc icnIo coragcn dc cnconirar-nc nuna
ninoria iao dcscs¡cradora.
47
Nas qucsiõcs dc conscicncia a lci da naioria
nao conia.
48
Esiou firncncnic convcncido quc so sc ¡crdc
a lilcrdadc ¡or cul¡a da ¡ro¡ria fraqucza.
49
Acrcdiio na csscncial unidadc do Ioncn, c,
¡orianio na unidadc dc iudo o quc vivc. Por
conscguinic, sc un Ioncn ¡rogrcdir
cs¡iriiualncnic, o nundo iniciro ¡rogridc con
clc, c sc un Ioncn cai, o nundo iniciro cai cn
igual ncdida.
50
MinIa nissao nao sc csgoia na fraicrnidadc
cnirc os indianos. A ninIa nissao nao csia
sin¡lcsncnic na lilcriaçao da Índia, cnlora cla
alsorva, cn ¡raiica, ioda a ninIa vida c iodo o
ncu icn¡o. Por ncio da lilcriaçao da Índia
16
cs¡cro aiuar c dcscnvolvcr a nissao da
fraicrnidadc dos Ioncns.
O ncu ¡airioiisno nao c c×clusivo. Englola
iudo. Eu rc¡udiaria o ¡airioiisno quc ¡rocurassc
a¡oio na niscria ou na cסloraçao dc ouiras
naçõcs. O ¡airioiisno quc cu concclo nao valc
nada sc nao sc conciliar scn¡rc, scn c×ccçõcs,
con o naior lcn c a ¡az dc ioda a Iunanidadc.
51
A nulIcr dcvc dci×ar dc sc considcrar o
oljcio da concu¡isccncia do Ioncn. O rcncdio
csia cn suas naos nais quc nas naos do
Ioncn.
52
Una vida scn rcligiao c cono un larco scn
lcnc.
53
A fc ÷ un sc×io scniido ÷ iransccndc o
iniclccio scn coniradizc-lo.
54
A ninIa fc, nas dcnsas ircvas, rcs¡landccc
nais viva.
55
17
Soncnic ¡odcnos scniir dcus dcsiacando-
nos dos scniidos.
56
O quc cu qucro alcançar, o idcal quc scn¡rc
alncjci con sofrcguidao (...} c conscguir o ncu
¡lcno dcscnvolvincnio, vcr Dcus facc-a-facc,
conscguir a lilcriaçao do Eu.
57
Orar nao c ¡cdir. Orar c a rcs¡iraçao da
alna.
58
A oraçao salvou-nc a vida. Scn a oraçao
icria ficado nuiio icn¡o scn fc. Ela salvou-nc do
dcscs¡cro. Con o icn¡o a ninIa fc auncniou c a
ncccssidadc dc orar iornou-sc nais irrcsisiívcl...
A ninIa ¡az nuiias vczcs causa invcja. Ela vcn-
nc da oraçao. Eu sou un Ioncn dc oraçao.
Cono o cor¡o sc nao for lavado fica sujo, assin a
alna scn oraçao sc iorna in¡ura.
59
O Jcjun c a oraçao nais dolorosa c ianlcn
a nais sinccra c con¡cnsadora.
60
O Jcjun c una arna ¡oicnic. Ncn iodos
¡odcn usa-la. Sin¡lcs rcsisicncia física nao
18
significa a¡iidao ¡ara jcjun. O Jcjun nao icn
alsoluiancnic scniido scn fc cn Dcus.
61
Para nin nada nais ¡urificador c foriificanic
quc un jcjun.
62
Os ncus advcrsarios scrao olrigados a
rcconIcccr quc icnIo razao. A vcrdadc
iriunfara... Aic agora iodos os ncus jcjuns foran
naravilIosos. nao digo cn scniido naicrial, nas
¡or aquilo quc aconiccc dcniro dc nin. É una
¡az cclcsiial.
63
Jcjun ¡ara ¡urificar a si ncsno c aos ouiros
c una aniiga rcgra quc durara cnquanio o
Ioncn acrcdiiar cn Dcus.
64
TcnIo ¡rofunda fc no nciodo dc jcjun
¡ariicular c ¡ullico... Sofrcr ncsno aic a noric,
c, ¡orianio ncsno ncdianic un jcjun ¡cr¡ciuo,
c a arna c×ircna do saiyagraIi. É o uliino dcvcr
quc ¡odcnos cun¡rir. O Jcjun faz ¡aric dc ncu
scr, cono aconiccc, cn naior ou ncnor cscala,
con iodos os quc ¡rocuraran a vcrdadc. Eu
csiou fazcndo una cסcricncia dc aIinsa cn
19
vasia cscala, una cסcricncia ialvcz aic Iojc
dcsconIccida ¡cla Iisioria.
65
Qucn qucr lcvar una vida ¡ura dcvc csiar
scn¡rc ¡ronio ¡ara o sacrifício.
66
O dcvcr do sacrifício nao nos olriga a
alandonar o nundo c a rciirar-nos ¡ara una
florcsia, c sin a csiar scn¡rc ¡ronios a
sacrificar-nos ¡clos ouiros.
67
Qucn vcnccu o ncdo da noric vcnccu iodos
os ouiros ncdos.
68
Os louvorcs do nundo nao nc agradan; ¡clo
conirario, nuiias vczcs nc cnirisicccn.
69
Quando ouço griiar MaIaina CandIi Ki jai,
cada son dcsia frasc nc irans¡assa o coraçao
cono sc fossc una flccIa. Sc ¡cnsassc, cnlora
¡or un so insianic, quc iais griios ¡odcn
ncrcccr-nc o swaraj; conscguiria acciiar o ncu
sofrincnio. Mas quando consiaio quc as ¡cssoas
¡crdcn icn¡o c gasian cncrgias cn aclanaçõcs
vas, c ¡assan ao longo quando sc iraia dc
20
iralalIo, gosiaria quc, cn vcz dc griiarcn ncu
nonc, nc accndcsscn una ¡ira funclrc, na qual
cu ¡udcssc sulir ¡ara a¡agar una vcz ¡or iodas
o fogo quc ardc o coraçao.
70
Una civilizaçao c julgada ¡clo iraiancnio quc
dis¡cnsa às ninorias.
71
Sci ¡or cסcricncia quc a casiidadc c facil
¡ara qucn c scnIor dc si ncsno.
72
O lraInacIarya c o conirolc dos scniidos no
¡cnsancnio, nas ¡alavras, c na açao... O quc a
clc as¡ira nao dci×ara nunca dc icr conscicncia
dc suas falias, nao dci×ara nunca dc ¡crscguir as
¡ai×õcs quc sc aninIan ainda nos angulos
cscuros dc scu coraçao, c luiara scn ircgua ¡cla
ioial lilcriaçao.
73
O lraInacIarya, cono iodas as ouiras
rcgras, dcvc scr olscrvado nos ¡cnsancnios, nas
¡alavras c nas açõcs. Lcnos na Ciia c a
cסcricncia confirna-no-lo iodos os dias quc
qucn donina o ¡ro¡rio cor¡o, nas alincnia
naus ¡cnsancnios faz un csforço vao. Quando o
21
cs¡íriio sc dis¡crsa, o cor¡o iniciro, ccdo ou
iardc, o scguc na ¡crdiçao.
74
Por vczcs ¡cnsa-sc quc c nuiio difícil, ou
quasc in¡ossívcl, conscrvar casiidadc. O noiivo
dcsia falsa o¡iniao c quc, frcqucnicncnic, a
¡alavra casiidadc c cnicndida cn scniido
liniiado dcnais.
Pcnsa-sc quc a casiidadc c o donínio das
¡ai×õcs aninalcscas. Esia idcia dc casiidadc c
incon¡lcia c falsa.
75
Vivo ¡cla lilcriaçao da Índia c norrcria ¡or
cla, ¡ois c ¡aric da vcrdadc.
So una Índia livrc ¡odc adorar o Dcus
vcrdadciro. TralalIo ¡cla lilcriaçao da Índia
¡orquc o ncu SwadcsIi nc cnsina quc, icndo
nascido c Icrdado sua culiura, sou nais a¡io a
scrvir à Índia c cla icn ¡rioridadc dc dirciios aos
ncus scrviços. Mas o ncu ¡airioiisno nao c
c×clusivo; nao icn ¡or ncia a¡cnas nao fazcr nal
a ningucn, nas fazcr lcn a iodos no vcrdadciro
scniido da ¡alavra. A lilcriaçao da Índia, cono cu
a concclo, nao ¡odcra nunca consiiiuir ancaça
¡ara o nundo.
76
22
Possuo a nao-violcncia do corajoso? So a
noric dira. Sc nc naiarcn c cu con una oraçao
nos lalios ¡clo ncu assassino c con o
¡cnsancnio cn Dcus, cicnic da sua ¡rcscnça
viva no saniuario do ncu coraçao, cniao, c so
cniao, ¡odcr-sc-a dizcr quc ¡ossuo a nao-
violcncia do corajoso.
77
Nao dcscjo norrcr ¡cla ¡aralisaçao
¡rogrcssiva das ninIas faculdadcs, cono un
Ioncn vcncido. A lala dc ncu assassino ¡odcria
¡ór fin à ninIa vida. AcolIc-la-ia con alcgria.
78
A rcgra dc ouro consisic cn scrnos anigos
do nundo c cn considcra-lo inicgralncnic cono
a fanília Iunana. Qucn faz disiinçao cnirc os
ficis da ¡ro¡ria rcligiao c os dc ouira, dcscduca os
ncnlros da sua rcligiao c alrc caninIo ¡ara o
alandono, a irrcligiao.
79
A força dc un Ioncn c dc un ¡ovo csia na
nao-violcncia. Eסcrincnicn.

23


Sobre a Revolução não violenta de
Mahatma Gandhi

«CandIi coniinua o quc o DuddIa concçou.
En DuddIa o cs¡íriio c o jogo do anor, isio c, a
iarcfa dc criar condiçõcs cs¡iriiuais difcrcnics no
nundo; CandIi dcdica-sc a iransfornar
condiçõcs c×isicnciais»
Allcri ScIwciizcr
«A nao-violcncia c a lci dc nossa cs¡ccic cono
a violcncia c a lci do lruio. O cs¡íriio dornc no
lruio c nao conIccc ouira lci scnao a do ¡odcr
físico. A dignidadc dc Ioncn rcqucr olcdicncia a
una lci nais clcvada -- a força do cs¡íriio».
MaIaina CandIi
«Sc o Ioncn a¡cnas ¡crcclcssc quc c
dcsunano olcdcccr lcis quc sao injusias, a
iirania dc ncnIun Ioncn o cscravizaria».
MaIaina CandIi
«Nao ¡odc Iavcr ncnIuna ¡az inicrior scn
vcrdadciro conIccincnio».
24
MaIaina CandIi
«Para a auiodcfcsa, cu rcsialclcccria a
culiura cs¡iriiual. A nclIor nais duradoura
auiodcfcsa c a auio¡urificaçao».
MaIaina CandIi
25


Fciirado dc www.HciiorFcis.fr.fn c ada¡iado

Proilido iodo c qualqucr uso concrcial.
Sc vocc ¡agou ¡or cssc livro
VOCE FOI FOUDADO!
Vocc icn csic c nuiios ouiros iíiulos CFÁTIS
dircio na fonic.
www.cDoolsDrasil.con
26

©2004 ÷ MaIaina CandIi

Ediçao Projcio Pcrifcria
www.gcociiics.con/¡rojcio¡crifcria

Vcrsao ¡ara cDool
cDoolsDrasil.con

__________________
Maio 2004

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful