Serralharias

Condições Técnicas de Execução

Série MATERIAIS

joão guerra martins

Versão provisória (não revista)

Universidade Fernando Pessoa

Materiais de Construção II

Indice Geral
1 - Introdução ................................................................................................... página 4 2 - Ferro ............................................................................................................ página 5 2.1 - Ferro Forjado .............................................................................................. página 5 3 - Alumínio ...................................................................................................... página 8 3.1 - Ligas de Alumínio ..................................................................................... página 10 3.2 – Perfis ......................................................................................................... página 13 3.3 – Caixilharia ................................................................................................. página 17 3.3 – Conforto Acústico ..................................................................................... página 18 4 - Aço / Aço Inoxidável .................................................................................. página 33 4.1 – A utilização do aço .................................................................................... página 33 5 - PVC ............................................................................................................. página 38 6 - Os problemas das serralharias ................................................................. página 42 6.1 – Frequentes deficiências dos projectos de serralharia ................................ página 42 Anexo 1 – Caderno de Encargos de Serralharia .......................................... página 46 Anexo 2 – Normas ........................................................................................... página 59 Anexo 3 – Certificados de Qualidade ............................................................ página 69

Indíce de Figuras
Serralharias
1

........................................................... página 13 Figura 14 – Fachada com perfis de alumínio .................. página 14 Figura 15 – Edifício com sistema Reflet ...................................................................................................................................................................................................... página 8 Figura 11 – Armazem de alumínio ......................................................................................................... página 26 Figura 30 – Exemplo de fachada N15 000 ......................................................................................... página 23 Figura 27 – Perimental N13 000P .................... página 27 Figura 31 – Séries de correr N21 000 ..................... página 25 Figura 29 – Série de fachadas N15 000 ....................................................................................................................................................................................................................................................................................... página 15 Figura 16 – Construção com fachada MC . página 18 Figura 22 – Perfil de isolamento acústico ............................................. página 7 Figura 6 – Gradeamento de janelas ............................................................ página 17 Figura 20 – Porta PH ............ página 20 Figura 24 – Sistema de portadas N11 000 .......................................................... página 21 Figura 25 – Séries de abrir N12 000 .............................................................................................................................................................. página 7 Figura 7 – Portões .................. página 16 Figura 18 – Porta PH ............................................... página 16 Figura 17 – Fachada MC .. página 7 Figura 8 – Gradeamento interior ...................................... página 22 Figura 26 – Super Navarra N13 000 ... página 6 Figura 4 – Gradeamento de muros ......... página 17 Figura 21 – Exemplo de caixilharia ......................................................................................................................... página 7 Figura 5 – Gradeamento de varandas .................................................................................................... página 29 Serralharias 2 ......................................................................................................................................................................................................................................... página 9 Figura 12 – Uma fachada leve de alumínio ....................... página 8 Figura 9 – Gradeamento de montras ....... página 28 Figura 32 – Séries de correr N22 000 .............................. página 18 Figura 23 – Série de abrir N10 000 .............. página 10 Figura 13 – Ligação de estruturas para fachadas ......................................................................................................... página 24 Figura 28 – Ruptura térmica N14 000 ...............Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 1 – Forma de trabalhar o ferro ................. página 6 Figura 3 – Colocação de um gradeamento ...................................... página 8 Figura 10 – Alumínio ........ página 17 Figura 19 – Porta PH de um edifício público ................................................................... página 5 Figura 2 – Execução de gradeamentos em oficina ...............................................................

........................................................................................................................................................................... página 36 Figura 41 – Porta de fole ...................................................................... página 30 Figura 34 – Ruptura térmica N24 000 .................................................................... página 44 Figura 49 – Estendais ................... janelas e solários em PVC.................................................................................................................................... página 37 Figura 42 – Porta Seccionada .................................Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 33 – Série de correr N23 000 .. página 40 Figura 46 – Guardas metálicas de escadas ..................... página 38 Figura 44 – Resguardos para banheiros .. página 43 Figura 47 – Escadas de acesso a chaminés ............................................................... página 45 Figura 50 – Guardas de varandas .................................................. página 36 Figura 40 – Grades de enrolar ......................................... página 37 Figura 43 – Porta Basculante ....................... página 34 Figura 37 – Porta de alta segurança ..... página 32 Figura 36 – Sistemas de alumínio e aço ........................................................................................................... página 35 Figura 38 – Porta de alta segurança .................... página 31 Figura 35 – Série de correr N25 000 ............................... página 39 Figura 45 – Portas... página 45 Serralharias 3 ......................................................................................... página 44 Figura 48 – Casa das máquinas dos elevadores ................................................................... página 35 Figura 39 – Grades de segurança ..................................................... PVC – Alumínio ..........................................................................................................

9 A principal divisão existente do grupo dos materiais metálicos é a de metais ferrosos e não ferrosos. ligando-os uns aos outros utilizando parafusos. fechaduras e ferragens de fixação para portas e janelas e portas metálicas onduladas de enrolar e portas de lagartas. gradeamentos. de uma construção. etc. alguns artísticos. mesmo que usadas sob a forma de camadas de revestimento para decoração. Também pode cortar e montar carpintaria metálica. aço zincado.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 1 .Introdução Serralharia – Trabalho e. 9 Os materiais metálicos são constituídos por elementos extraídos de minérios naturais. rebites ou soldadura. englobando-se em ambos as suas ligas. ferro manufacturado em perfis e corta á medida. local onde se fazem obras com metais. cancelas. protecção e resistência ao desgaste (por exemplo: alumínio anodizado. aço inoxidável.) Serralharias 4 . por meio de serras. Também tem de saber manejar a forja e trabalhar o ferro quente sobre bigorna com martelos segundo as técnicas artesanais antigas. Tem de ter bom conhecimento da técnica de delineação para interpretar planos e croquis e saber desenhar esboços em tamanho natural. O serralheiro emprega. Serralheiro – É o profissional dedicado a dar forma e montar os ferros para os elementos construtivos. desde fechaduras e grandes estruturas de aço e metalomecânica. parapeitos e outros elementos. O serralheiro constrói grades. varandas. originando produtos diversos desde os constituídos por elementos puros como pela combinação de diversos elementos (ligas metálicas). ou. geralmente.

emprega-se ligado ao carbono – aços ou ao carbono e ao silício – fundições de ferro vasado. etc. 2. prata. titânio.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 9 Metais ferrosos: aços (ligados e não ligados) e ferros fundidos (cinzentos e brancos).Ferro O ferro é de todos os metais o mais utilizado na construção.) e de baixa densidade (alumínio. Correntemente. etc. 9 Metais não ferrosos: de alta densidade (cobre.1 . zinco. níquel.) Materiais mais usados na serralharia ™ Ferro/Aço ™ Alumínio ™ Inox ™ PVC 2 .Ferro forjado Figura 1 – Forma de trabalhar o ferro Serralharias 5 . No estado de ferro puro tem poucas aplicações industriais.

Seguemse alguns exemplos das suas aplicações. O ferro forjado é muito utilizado para trabalhos de serralharia artística. etc. As grades são também cravadas no chão e nas paredes de forma a ficar bem seguro. portões. Figura 2 – Execução de gradeamentos em oficina Figura 3 .Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II O ferro forjado consiste no aquecimento do ferro a altas temperaturas na forje e com os martelos sobre bigorna dá-se a forma desejada ao ferro.Colocação de um gradeamento As grades são levadas para o local onde vão ser colocadas e são soldadas as várias partes. Permite a construção de gradeamentos com as mais diversas formas. Serralharias 6 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 4 – Gradeamento de muros Figura 5 – Gradeamento de varandas Figura 6 – Gradeamento de janelas Figura 7 – Portões Serralharias 7 .

9%. embora não no estado puro. Serralharias 8 . mas misturado com outros materiais. Industrialmente pode-se conseguir com alto grau de pureza.Alumínio Figura 10 – Alumínio O alumínio é muito abundante na natureza. até 99. brilhante e no estado puro é muito resistente à corrosão dos agentes atmosféricos. bauxite e criólito.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 8 – Gradeamento no interior Figura 9 – Gradeamento de montras 3 . É um metal de cor prateada. principalmente com areias.

Armazém de alumínio Outra propriedade muito importante do alumínio é a leveza. Por conseguinte. Serralharias 9 . mas emprega-se para proteger outras ligas de alumínio mais resistentes aos esforços mecânicos mas menos resistentes à corrosão.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Na construção industrial não se faz uso do alumínio por causa da sua fraca resistência mecânica. quando não se tiver em conta nem a rigidez nem a resistência do material. Esta propriedade é de grande interesse no revestimento da fachadas. uma vantagem de peso de 3 para 1. vantagem em qualquer construção durante o transporte e montagem dos materiais reduzindo o seu custo. ¾ O seu bom comportamento face aos agentes atmosféricos. em relação ao aço. pela economia que representa pela sua leveza nos grandes edifícios cuja estrutura tem que ser muito resistente. ¾ A sua facilidade de manuseamento. Figura 11 . O emprego do alumínio como material de construção deve-se fundamentalmente a três propriedades do material: ¾ O seu aspecto agradável. Pela adição de diversos elementos de liga e pela aplicação de tratamentos conseguem-se elevar notavelmente as características do alumínio. O peso do alumínio é de aproximadamente um terço do do aço. com o seu emprego pode conseguir-se.

isto para conferir rigidez á estrutura. Serralharias 10 . Os métodos de fabricação dependem de vários factores: o mais importante são as propriedades do metal.Ligas de alumínio As técnicas de fabrico são métodos pelos quais metais e ligas se transformam em produtos. o tamanho e formato da peça acabada e o seu custo. 3. ™ Tem grande poder de irradiação do calor o que dá muito boas propriedades isolantes.1 . O alumínio oferece algumas vantagens : ™ Tem grande resistência á corrosão. ™ Os perfis de alumínio são sempre mais complexos e mais complicados. para não se deformar.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 12 – Uma fachada leve de alumínio e cristal O alumínio apresenta algumas desvantagens: ™ Um elevado coeficiente de dilatação térmica (igual ao dobro do coeficiente do aço). ™ Um módulo de elasticidade três vezes menor que o do aço.

após solidificação. Serralharias 11 .Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Laminagem .Uma barra de metal é forçada através de um orifício por aplicação de uma força compressiva. a redução de secção resulta da aplicação de uma força de compressão exercida pelos rolos. Fundição . Os produtos extrudidos possuem a forma desejada e uma redução de secção.Processo de fabrico em que o metal fundido é vazado numa cavidade de molde com a forma desejada.Passagem de uma barra de metal entre dois laminadores. o metal assume o formato do molde. Extrusão .

extremamente dura. A elevada adequabilidade e o constante desenvolvimento dos tratamentos de superfície por anodização e por lacagem. impenetrável ao ar. aliado às óptimas características do alumínio. conferindo-lhe não só protecção como acabamento superficial e cor. dá coloração e dá brilho. na deposição de uma laca sobre a superfície da liga de alumínio. basicamente. Serralharias 12 . Alumínio lacado Consiste. O alumínio cobre-se de uma camada de óxido á custa da própria superfície exposta ao tratamento e resulta duma oxidação provocada pela formação de oxigénio no ânodo. O tratamento anódico confere protecção contra a corrosão. magnésio e zinco. A lacagem é o tipo de protecção de alumínio que permite aos projectistas uma maior opção de cores. fazem com que este material seja por eleição o mais adequado e presente nas aplicações de caixilharia. são muito variadas. Esta operação provoca-se num banho de electrólise. á água e á maior parte dos agentes químicos.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II As ligas de alumínio constituídas por pequenas percentagens de cobre. reforçando a camada natural que é fina com uma capa protectora de alumina de 15 microns. Alumínio Anodizado Consiste essencialmente numa transformação de natureza electroquímica da superfície de um objecto de alumínio. Tem a desvantagem de ter um custo superior á anodização. ou das suas ligas. conferem-lhe uma gama variada de aplicações. Esta capa de alumina. silício. é transparente e porosa. A diferente composição dos diferentes elementos e o facto de poderem ser tratadas termicamente.

aspectos visuais. Fachada e coberturas O sistema adapta-se a todos os tipos de estruturas importantes e grandes obras. a banda horizontal. Serralharias 13 .Perfis Começando pela abordagem de perfis a empresa technal. desde aspectos mais tradicionais como a grelha aparente. interiores ou exteriores... a fachada respirante ou as fachadas "Bio-Climáticas".2 . para permitir: ™ Uma resolução eficaz do controlo solar e iluminação. o aspecto quadro. reduzir os aspectos negativos do meio exterior (ruído. ™ A organização do espaço interior para um melhor conforto dos utilizadores. o vidro exterior agrafado. A fachada cortina Mecano é o primeiro sistema aberto a todos os tipos de fachadas.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II 3. a Mecano oferece diversos elementos opcionais. ™ Uma utilização máxima da ventilação natural e energia solar. serão dados alguns exemplos de aplicações de perfis de alumínio. aos mais modernos como o vidro colado. desde estruturas de betão a estruturas metálicas.). Figura 13 – Ligação de estruturas para fachadas Em função dos condicionalismos ambientais e do "design" pretendido pelo seu criador.

ou seja.C. O sistema Reflet® representa uma variante ao sistema Nuage®. onde o vidro é fixo com a utilização de um bite em alumínio. mostrando um aspecto de mosaico composto por painéis de vidro fixos ou móveis.) a Technal pode propor um sistema de acreditação/peritagem. Serralharias 14 .C. Do ponto de vista da tecnologia utilizada. pelo Bureau Veritas. capazes de resistirem à acção do vento e ao peso das estrutura. Existe a flexibilidade de um sistema misto. (vidro exterior colado). constituídas por perfis de alumínio. obtendo-se assim um efeito estético Devido à especificidade deste produto (V. em alumínio ou em aço tratado contra a corrosão. mantendo-se as restantes condições do sistema Nuage® : os mesmos perfis e aplicações. sem que exteriormente se distingam. janelas.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 14 – Fachada com perfis de alumínio A evolução na construção A empresa Technal teve uma participação importante no revestimento dos edifícios em alumínio sem qualquer elemento visível na sua face exterior.E.E. a fachada Nuage® situa-se no grupo das fachadas V. O sistema Nuage® consiste num conjunto de grelhas a fixar às lajes dos edifícios. A ligação dos montantes das grelhas á estrutura de betão será assegurada por peças em aço inoxidável. onde o vidro é colado como no sistema Nuage® recebendo posteriormente bites Reflet® numa direcção apenas.

com parâmetros exteriores em mármore. ¾ utilização de capots de formas variáveis em função da escolha dos projectistas. realizar coberturas. A MC banda horizontal é um trunfo importante posto à disposição da criatividade e da estética e oferece a possibilidade de : ¾ combinação.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 15 – Edifício com o sistema Reflet® Tecnologia tradicional A fachada MC usando perfis esbeltos. Serralharias 15 . da fachada MC tradicional com a alternativa banda horizontal. prismas. De aplicação similar e com compatibilidade técnica total com a fachada MC tradicional. ¾ integração de elementos de enchimentos fixos. renova a estética clássica da fachada cortina: do lado exterior os montantes verticais desaparecem. A sua variante banda horizontal. fachadas onduladas e vários tipos de abertura. dando à obra uma nova elegância. granito. chapa lacada. o caixilho projectante de aro não visível. permite além das aplicações tradicionais para fachadas cortina. numa mesma obra. nomeadamente. a visualização de linhas horizontais que aumentam o efeito de perspectiva. pirâmides. permitindo unicamente. etc.

Para além de suportar grandes dimensões e permitir uma agradável integração em caixilhos. conseguida pelo design original dos montantes das folhas e espessura reduzida do aro. ¾ prumo para integração de sistema de controlo de acessos ou de "interfone".) Serralharias 16 . grandes superfícies. fachadas e/ou montras. aliam-se inovações técnicas e acessórios robustos: ¾ mola de braço e fechadura electromagnética encastradas. bancos. a porta PH necessita de pouca manutenção e está perfeitamente adaptada para executar entradas de edifícios e todas as passagens utilizadas de maneira intensiva (edifícios públicos ou privados. ¾ versão anti-entalamento de dedos. escolas. hospitais. etc. ¾ ausência de perfil soleira .passagem liberta.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 16 – Construção com fachada MC Figura 17 – Fachada MC Porta de batente para uso intensivo À harmonia de formas.

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 18 – Porta PH Figura 19 – Porta PH de um edifício público Figura 20 – porta PH 3.3 – Caixilharia Os caixilhos devem apresentar as seguintes características: *Estanquicidade á chuva e ao vento. *Resistência á corrosão Serralharias 17 . *Isolamento térmico e acústico.

O aumento do isolamento térmico consegue-se principalmente com a utilização de vidros duplos.4 . Figura 22 – Perfil de isolamento acústico Serralharias 18 .Conforto Acústico Nos últimos anos. o ruído tem sido a maior causa de queixa dos cidadãos á provedoria do ambiente.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II A estanquicidade ao ar e à chuva consegue-se principalmente pela utilização de vedantes adequados. Figura 21 – Exemplo de caixilharia 3.

Hoje em dia. no caixilho de elementos amovíveis (quanto menos aberturas melhor). estando em desuso a utilização de caixilhos em madeira ou em ferro. pvc.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Para se obter um bom isolamento acústico o caixilho deve ser cuidadosamente analisado tendo presente os seguintes factores: * Tipo de material usado na construção do caixilho (alumínio. Apresenta-se de seguida um quadro com as principais vantagens e inconvenientes de cada um dos materiais na execução de caixilharias: Serralharias 19 . etc.) * Existência ou não. madeira. o isolamento acústico é substancialmente superior. * Utilização de vidros duplos ou muito espessos (quanto mais melhor). Um vidro de 4 mm pouco atenua o ruído. devido á conservação periódica que estes materiais necessitam. os caixilhos são normalmente fabricados em alumínio ou pvc. Se utilizarmos o mesmo caixilho com um vidro duplo de 4 mm.

Figura 23 – Série de abrir N10 000 Serralharias 20 . serão dados alguns exemplos de aplicações de vários tipos de perfis de alumínio.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Abordagem de perfis da empresa Navarra do grupo Avelino Gonçalves.

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 24 – Sistema de portadas N11 000 Serralharias 21 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 25 – Séries de Abrir N12 000 Serralharias 22 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 26 – Super Navarra N13 000S Serralharias 23 .

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Figura 27 – Perimetral N13 000P

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Figura 28 – Ruptura Térmica N14 000

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Figura 29 – Série de fachadas N15 000

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Figura 30 – Exemplos de fachadas N15 000 Serralharias 27 . permite realizar uma ampla variedade de estruturas em qualquer tipo de fachada: Clássica. apresentando as mais diversas soluções para modernos edifícios de escritórios. VEP. foi concebido de acordo com as mais rígidas especificações de qualidade.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II As fachadas são o sistema de alumínio e vidros melhor integrado com novos conceitos de arquitectura para edifícios. A nova série de ALUMINIOS NAVARRA. por forma a garantir uma perfeita estanquicidade ás águas e um completo isolamento térmico. VEC. O sistema de fachadas da NAVARRA.

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 31 – Séries de correr N21 000 Serralharias 28 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 32 – Série de correr N22 000 Serralharias 29 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 33 – Série de correr N23 000 Serralharias 30 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 34 – Ruptura Térmica N24 000 Serralharias 31 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 35 – Série de correr N25 000 Serralharias 32 .

Serralharias 33 . ™ Série 400 – Contém 12% ou mais de cromio e são magnéticos.T. São aços de baixíssimo teor de carbono contendo um mínimo de 12% de cromo. É de precaução atender á elevada dilatação térmica deste material. O cromo confere uma notável resistência á corrosão.B. É aconselhável o uso de fechaduras de aço inoxidável como remate do mesmo material..S. embora mais caros.Aço Inoxidável São aços que. fachadas.. armazenamento e fabricação. embora tenha que ser lavado periodicamente para remoção da sujidade. divisórias. Existem dois grandes grupos de aços inoxidáveis: ™ Série 300 – Contém de 18 a 20% de cromio e são magnéticos. boa ductilidade e absoluta resistência a qualquer tipo de corrosão atmosférica.que permite obter uma capacidade corta-fogo homologada em vários laboratórios Europeus. A utilização do Aço Sistema utilizado para portas. O acabamento dos aços inoxidáveis deve ser definido consoante a aplicação pretendida. pois a aplicação doutros metais pode ocasionar a sua corrosão galvánica em presença de humidade. Esta serie consiste num conjunto de perfis em aço separados por um composto cerâmico. Mantém indefinidamente o brilho original. nomeadamente o C.. apresentam altas resistências.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Aço . janelas. equipados com vidros também corta-fogo: ƒ ƒ Perfis aro e folha complanares. Perfis pré-tratados com uma cromatagem asseguram que não haja degradação da superfície nas fases de transporte. São usados no revestimento de chaminés. São os mais comumente empregues em arquitectura.

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Os acessórios integrando-se no sistema Fuego asseguram um elevado nível de segurança e acabamento. Os perfis em alumínio são esteticamente integráveis com o sistema. b) e c) – Exemplos de sistemas de alumínio e aço Serralharias 34 . Figura 36 a) Figura 36 b) Figura 36 c) Figuras 36 a).

fechaduras de 3 pontos.A serie PTS suporta até 250 Kg por folha. enchimentos até 66mm. integração de controlo de acesso.Universidade Fernando Pessoa Porta blindada para segurança máxima Materiais de Construção II Com a integração da blindagem (dupla barreira em alumínio ou aço tratado). Figura 37 – Porta de alta segurança Figura 38 – Portas de segurança Serralharias 35 .

Grades de segurança e de enrolar Materiais de Construção II Figura 39 – Grades de segurança Figura 40 – Grade de enrolar Serralharias 36 .Universidade Fernando Pessoa Da empresa Soteporta exemplos de grades e portas.

Seccionada e Basculante Materiais de Construção II Figura 41 – Porta de fole Figura 42 – Porta Seccionada Serralharias 37 .Universidade Fernando Pessoa Porta de Fole.

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 43 – Porta Basculante Serralharias 38 .

o O PVC é reciclável. Os corantes. o que permite produzir um grande número de compostos com uma vasta gama de propriedades físicas e químicas. A larga utilização do PVC é atribuída essencialmente á sua elevada resistência química e á sua capacidade para se misturar com aditivos. Os estabilizadores de temperatura são adicionados ao PVC para evitar a degradação térmica durante o processamento.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II PVC O PVC (policloreto de vinilo) é um plástico sintético muito usado. opacidade e resistência ás condições atmosféricas aos compostos de PVC. o O PVC tem uma temperatura de deflexão média (57 a 82ºC. como o carbonato de cálcio. materiais de enchimento e corantes. ƒ ƒ ƒ Os lubrificantes melhoram o escoamento do fundido dos compostos de PVC durante o processamento e evitam a adesão ás superfícies metálicas. são adicionados essencialmente para baixar o custo dos compostos de PVC. são utilizados para dar cor. Propriedades do PVC: o Tem uma resistência mecânica relativamente elevada (52 a 62 Mpa). ƒ ƒ Os plastificantes conferem flexibilidade aos materiais poliméricos.45 Mpa). o O elevado teor em cloro do PVC é responsável pela resistência química e á chama. Os materiais de enchimento. a 0. podendo também ajudar a aumentar o tempo de vida do produto final. Algumas utilizações do PVC: Serralharias 39 . lubrificantes. Os componentes adicionados ao PVC incluem plastificantes. estabilizadores de temperatura.

Resguardos para banheiros Da empresa Finstral. Serralharias 40 . exemplos de portas e janelas em PVC e PVC .Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 44 .alumínio ou alumínio.

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Figura 45 – Exemplos de portas.alumínio Serralharias 41 . janelas e solários em PVC. PVC .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Serralharias 42 .

Serralharias 43 . Em situações de fácil acesso as serralharias não respondem á desejável segurança contra a intrusão. Ausência de sistematização nos desenhos de guardas. o que tem conduzido os projectistas e donos de obra a optarem cada vez mais por materiais menos expostos aos agentes corrosivos e com um maior controlo de qualidade. casa das máquinas.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Os problemas das serralharias *Um dos principais problemas das serralharias reside na forma como se comportam ao longo da vida do edifício. É recomendável uma análise dos projectos de forma a darem resposta aquelas deficiências. terraços. quando comparado com as soluções obtidas com o ferro. chumbados na parede. varandas. Frequentes deficiências dos projectos de serralharia Insuficiente definição das características gerais das serralharias.vãos de escadas. com pormenorização adequada. pelo que se aconselha uma rigorosa definição e especificação dos componentes das serralharias. embora com limitações. em vez de elementos em alumínio de reduzida resistência. ensaios a que devem ser submetidas e normas a respeitar. Dimensão e espaçamento de elementos de guardas não adequados ás condições de segurança. etc. com especificação dos materiais a utilizar. platibandas. Deficiente especificação do tratamento das superfícies e acabamento final. Frequente omissão das escadas de acesso á cobertura e chaminés. tendo em conta cada tipo de material e as suas exigências específicas para uma garantia contra a corrosão. Falta de pormenorização dos elementos construtivos das serralharias e sistemas de fixação. Para as situações sujeitas a actos de vandalismo ou intrusão é aconselhável utilizar perfis de ferro ou aço. muros exteriores. *A progressiva utilização do alumínio tem sido uma resposta corrente.

Casa das máquinas dos elevadores Serralharias 44 . do tipo Bordo com guarda-costas em perfis metálicos.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Pela particularidade de algumas situações é de destacar alguns casos: Escadas Os prumos de guardas metálicas devem ser projectados considerando uma distância máxima de 11 cm. Caso predominem. Escadas de acesso ás chaminés As escadas de acesso ás chaminés devem ser pormenorizadas de acordo com as condicionantes apontadas pelo regime de sapadores de bombeiros. não devendo ser inferior a 0. nas coberturas inclinadas. e a 1.60m.20m. entre eles. As portas de acesso á cobertura devem contemplar a respectiva ventilação. metalizados. nas coberturas horizontais ou de pequena inclinação. os prumos horizontais deverão ser associados a prumos verticais. Coberturas A altura das guardas previstas para as platibandas em coberturas deverá ter em conta o Decreto-Lei nº64/90 (Regulamento Contra Incêndio em Edifícios de Habitação).

Serralharias 45 . Caso sejam adoptados elementos horizontais. recomendando-se a aplicação de uma barra horizontal superior. garantindo assim uma maior segurança. Estendais Em zonas de estendais devem ser previstos sistemas de protecção exteriores especificados e pormenorizados em projecto. conforme já mencionado. para além das grelhas de ventilação.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Na casa das máquinas. de estendais deverá ser ponderada na fase inicial do projecto. deverão ter um espaçamento máximo de 0. entre si. ou não. atendendo ao perfil dos futuros utilizadores. devido ao perigo que representam para as crianças. Varandas Nas guardas de varandas devem ser evitadas as protecções com elementos horizontais. A previsão.11m. deverão ser previstas guardas de protecção. com inclinação para o interior do vão.

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Serralharias 46 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Anexo 1 Caderno de encargos de serralharia Serralharias 47 .

puxadores e todos os materiais com todos trabalhos inerentes .desenhos de sistemas de fixação de cada elemento de preenchimento de vão ou conjunto de elementos iguais. . das ombreiras. das vergas e das soleiras em que assentam cada elemento de preenchimento de vão ou conjunto de elementos iguais. Protótipos Serralharias 48 . incluindo o fornecimento e aplicação de ferragens. eventualmente pré-aros. às cantarias e elementos de betão. aduelas e guarnições de cada vão ou conjunto de vãos iguais ou similares. envernizamentos e outros. quer para garantir a sua vedação. devem incluir-se nas respectivas serralharias. um estudo de todas as serralharias constituído pelas peças seguintes: . em particular. Para a execução das serralharias deve atender-se. às alvenarias. dos peitoris.desenhos de construção da bordadura dos vãos. com indicação das suas dimensões sempre que sejam diferentes das do projecto ou este as não defina. com indicação dos materiais a utilizar quer para assegurar a fixação. Pormenorização Quando não existam pormenores suficientes ou quando o Adjudicatário entenda deve propor alterações. .desenhos de montagem e de assentamento de aros. como pinturas. fechaduras. ao referido na norma 4 em anexo 2. deverá submeter à aprovação da fiscalização pelo menos um mês antes do início dos trabalhos.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II SERRALHARIAS Condições técnicas gerais Aspectos gerais Ao Adjudicatário compete a execução de todos os trabalhos deste projecto relativos a serralharias. conforme desenhos e cadernos de encargos. Todos os vidros e produtos de acabamento.

As serralharias serão colocadas em obra em fase de adiantamento de trabalhos que assegurem a não infiltração ou penetração de águas de chuvas ou outras humidades Serralharias 49 . caixilhos. serão também da conta do Adjudicatário o novo assentamento de ferragens. substituindo-as por outras. O armazenamento das serralharias deve ser realizado por forma a evitar-se a danificação das camadas de protecção. etc. quando a execução de elementos primários não lhe garantir o comprimento das cotas de projecto. O Adjudicatário deve proceder ao levantamento na obra de todas as medidas que são necessárias para o fabrico das serralharias. se a tanto a fiscalização o julgar necessário. incluindo fechaduras e puxadores devidamente lubrificados e três chaves. Quando aprovado pela fiscalização este protótipo servirá de padrão para a recepção das outras caixilharias e pode ser aplicado em obra. e em conformidade com o dimensionamento referido nos pormenores. que serão escolhidas entre as marcas de melhor qualidade disponíveis no mercado. Quando não especificado no projecto geral serão escolhidas pela fiscalização entre 3 amostras a fornecer pelo Adjudicatário. Nos sítios em que isso suceder.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Sempre que a fiscalização o determinar. Até à aceitação da obra competirá ao Adjudicatário fazer todos os trabalhos necessários para que as portas. e para um número nunca inferior a 20 unidades. o Adjudicatário deverá fabricar um protótipo de cada caixilharia para apreciação das suas características e verificação do seu comportamento. bem como reparar todas as juntas que se abrirem. bandeiras. As serralharias serão dotadas de todos os dispositivos e ferragens de manobra necessários para o seu perfeito funcionamento. vidros. etc funcionem devidamente. Qualidade dos trabalhos Ao Adjudicatário compete a execução. que serão executadas de acordo com as indicações do projecto. Quando as exigências de fabrico não permitirem aguardar o levantamento em obra daquelas medidas. assentamento e calafetagem de todas as serralharias. e as pinturas a fazer em virtude de tais reparações. persianas. o adjucatário deve assegurar que a concepção e o fabrico das serralharias permitem adaptar-se perfeitamente às tolerâncias admitidas para a execução das diferentes partes da obra em que assentam. metalização ou pinturas.

o que pode implicar inclusivé a colocação de tubagens e de desníveis em determinadas calhas e superfíceis horizontais. Onde seja necessário garantir o escoamento de águas ou humidades. 250 microns. para assegurar a sua drenagem total. no mínimo. 100 microns nas soldaduras e obras locais. A decapagem poderá ser feita a jacto de areia ou química. Os elementos ou estruturas deverão resultar bem alinhados e nivelados depois de assentes. devem prever-se orifícios de diâmetro adequado. Tal isolamento deve respeitar a norma 5 em anexo 2. a obter após corte e soldadura dos perfis. Os tipos e métodos de decapagem devem respeitar a norma em anexo número 6.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II prejudiciais aos trabalhos interiores já realizados. No entanto a fiscalização poderá autorizá-las em situações que considere excepcionais. especialmente em exterior e zonas de circulação. Os orifícios ou fendas inevitáveis e desnecessárias devem ser preenchidas com soldadura ou mastique. Caixilharia em alumínio Serralharias 50 . Depois do assentamento as serralharias deverão ser convenientemente protegidas contra choques ou outros danos que prejudiquem a sua qualidade ou acabamento. e estar rigorosamente de acordo com as dimensões e equidistâncias do projecto aprovado para a execução. Decapagem de superfícies de aço Todos os trabalhos em serralharia de aço para pintar ou lacar deverão ser previamente decapados e galvanizados com. Deve ser evitado o contacto directo entre o aço e os outros materiais de construção corrosivos e gessos. no mínimo. De um modo geral não serão permitidas quaisquer soldaduras em obra. Devem evitar-se as esquinas vivas e substitui-las por arestas boleadas. Utilizar-se-á a decapagem a metal em branco nos casos de mais severa exposição. Deverá ser executado metalização a frio com.

O transporte e o manuseamento das serralharias serão realizadas com cuidado. portas ou vãos fixos é feita mecanicamente por meio de acessórios apropriados. de modo a evitar a deformação das peças e a danificação das pinturas. permitindo a diferente dilatação daqueles materiais sem dar origem a infiltrações de água ou humidade. a rectificação destas deformações ou das pinturas devem ser sempre realizadas antes do seu assentamento. Na omissão de qualquer tratamento específico. As cremonas e dobradiças serão lacadas à cor dos respectivos vãos e do fabricante dos respectivos perfis. A estanquidade na ligação vidro-perfil é obtida por meio de junta de borracha com alta resistência aos agentes atmosféricos.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Toda a caixilharia será executada com perfis exturdidos de alumínio nas séries especificas nas áreas desenhadas. cromado de zinco. lacagem 80 microns. A assemblagem destes perfis na formação de janelas. dando ao conjunto a robustez necessária capaz de suportar os esforços que venham a estar submetidos sem necessidade de quaisquer pontos de soldadura. a duas de mãos. a protecção realizada com pintura. anodização 25 microns. Em qualquer caso. Fixações Serralharias 51 . de preferencia nas oficinas de fabrico. Espessuras e acabamentos As espessuras mínimas das várias películas que constituem o acabamento final de serralharias e alumínios serão as seguintes: Pintura e envernizamento 60 a 80 microns. Elementos de construção em aço Condições comuns de montagem As serralharias antes do seu assentamento serão sujeitas a um tratamento das superfícies aparentes para a sua protecção contra a corrosão.

A fixação das ferragens deverá ser efectuada com parafusos de dimensões e qualidades adequadas a cada fim. de modo a que tenham a resistência necessária para funcionarem convenientemente. assentes antes da execução dos rebocos. pelo seu uso. As dimensões das ferrgens deverão ser sempre previstas para as funções a que estão destinadas. Toda e qualquer ferragem especial necessária. o empreiteiro fornecerá os gabrins e as cércias para a moldação definitiva dos vãos e para a definição precisa das aberturas necessérias à fixação das serralharias. a demolição ou o enchimento de alvenarias e rebocos para assentamento das serralharias. A fixação das ferragens será cuidada tendo em atenção a boa articulação de peças ou eixos que. devendo ser submetidas a apreciação antes do seu assentamento. Todas as ferragens deverão estar de acordo com o definido no mapa de portas. deverá ser submetida à aprovação da fiscalização. tenham tendência a desgastar-se ou deformar-se com facilidade. em regra geral.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Quando as superfícies aparentes das serralharias não são pintadas os parafusos de fixação serão embebidos nas peças. Quando os aros não poderem ser assentes antes da execução de rebocos. Os aros e guarnições metálicas serão. por isso devem ser previamente pintadas ou metalizadas de forma a que a sua superfície aparente em contacto com as alvenarias fique protegida contra a acção das humidades e das argamassas. Ferragens O empreiteiro obriga-se a fornecer todas as ferragens necessárias ao bom funcionamento da construção tal como foi projectado. É interdita salvo autorização expressa da fiscalização. As condições de execução serão garantidas pelo fornecedor de acordo com as normas do fabricante e devidamente garantidas contra a sua eficácia e durabilidade. para cada caso. de modo que não fiquem quaisquer marcas visíveis deste trabalho. Características da empreitada Serralharias 52 .

chama-se a atenção para a necessidade de uma coordenação perfeita com a fiscalização e com os empreiteiros adjudicatários das diferentes empreitadas. Objecto da empreitada A empreitada a realizar tem por objectivo o fornecimento. nos locais definidos em projecto. Serralharias 53 . Condicionamentos Em exemplo se existir uma simultaneidade de trabalhos a decorrerem num mesmo edificio. Natureza e qualidade dos materiais As características físicas e os padrões de qualidade a que devem obedecer a generalidade dos materiais a empregar são definidas nas condições técnicas gerais. sem prejuíjo de outras características específicas que se estabeleçam adiante. As especificações relativas a cada trabalho ou se encontram numeradas na sequência ordinal normal ou então codificadas de forma que a não existência de alguns códigos intermédios não constitui falha ou punição. o assentamento e o acabamento todos os trabalhos que a seguir se indicam.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Introdução Refere-se esta parte à execução de todos os trabalhos constantes no projecto de arquitectura. significando apenas que os correspondentes trabalhos pertencem a outras especialidades ou não fazem parte da presente empreitada. ficando todavia claro que para os trabalhos específicados devem ser consideradas todas as inerências da sua execução. que serão aplicados cumulativamente. ainda que não explicitamente descriminadas. assumindo-se que os trabalhos relativos a outras especialidades estão definidos nos respectivos projectos. de acordo com as peças desenhadas e as respectivas condições técnicas gerais e especiais.

quando os houver. o empreiteiro submeterá à apreciação da fiscalização.Universidade Fernando Pessoa Modo de execução dos trabalhos Materiais de Construção II Os processos e as técnicas de execução a utilizar nos trabalhos referentes à mesma empreitada são definidos na generalidade nas condições técnicas gerais. de acordo com a montagem. quer sejam ou não de secção quadrangular. de modo que não fiquem aparentes e que a resistência das peças no lugar da soldadura não fique inferior às dos outros pontos. e que poderá dar início a execução dos trabalhos. porventura. Trabalhos não especificados Todos os trabalhos aqui não especificados. comunicando à fiscalização a existência de qualquer erro que. com prensa. mas constantes do projecto deverão ser executados obedecendo as boas regras da construção e adoptando-se os preceitos que conduzam a uma maior garantia de duração. serão dobradas a frio. que as esclarecerá. De acordo com o projecto e antes da sua execução. completar os cálculos de resistência e de estabilidade. Só se farão as soldaduras que seja impossível evitar. no mínimo. todos os desenhos detalhados das estruturas metálicas e em que as peças estejam devidamente cotadas e numeradas. a um terço da peça. serão oportunamente escolhidas pela fiscalização. ainda. qualidade e acabamento. que serão aplicados cumulativamente. os machos ou espigas. terão espessura igual. sê-lo-ão porém. tenha encontrado. se tal for necessário. Todos os trabalhos de serralharia previstos no projecto serão executados com a maior perfeição e bom acabamento. caso não figurem em detalhes no projecto. estabelecendo as qualidades de materiais e os modos da sua execucão. mas. Todas as ferragens terão as dimensões e formas previstas. Nas ligações dos ferros. Quaisquer dúvidas que surjam quanto à execução desses trabalhos deverão ser levadas ao conhecimento da fiscalização. Só depois de aprovados esses desenhos de pormenores e respectivos cálculos. As peças do ferro que devem assentar sobre superfícies curvas. Deverá. sem prejuizo de outros procedimentos específicos. sem que o ferro sofra a menor alteração. Serralharias 54 . que se estabeleçam adiante.

onde constem todas as secções ou perfis. ferragens. bem aderente as superfícies e cobrindo-as completamente. a estabilidade. a duração. se a solidez. taxativamente. O empreiteiro obriga-se. merecendo especial atenção a execução de todos os seus nós e ligações. quando autorizado pela fiscalização. As marcas e referências de materiais e de produtos. a conservação e o aspecto da obra não forem prejudicados e não houver aumento de preço da empreitada. deverão satisfazer as condições exigidas para os fins a que se destinam. a submeter a aprovação da fiscalização os seus desenhos pormenorizados. quando sejam articuladas. Todas as caixilharias serão fornecidas com as respectivas ferragens. a estanquicidade das caixilharias e o bom funcionamento destas. antes da execução das caixilharias metálicas.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Quando não especificado no projecto ou nas Condições Técnicas Especiais ou quando não especificado em contrário. A sua execução deverá ser perfeita. tipos de ligação. todos os elementos da estrutura serão protegidos contra a corrosão por metalização a quente. Os materiais para os quais existam já especificações oficiais deverão satisfazer. Deve-se dar especial atenção à necessidade de se garantir a rigidez do conjunto. apenas quando antecedidas das palavras “tipo”. Os materiais a aplicar serão sempre de boa qualidade. Serralharias 55 . com zincagem por protecção . “similar” ou “equivalente”. poderá empregar materiais diferentes dos inicialmente previstos. ao que nelas é fixado. O empreiteiro. e não poderão ser aplicados sem a prévia aprovação da fiscalização. servem para estabelecer o tipo ou padrão mínimo de qualidade do material que se pretende. e de forma que a camada de zinco seja de espessura uniforme. Recomendações gerais e condicionamentos Os trabalhos que constituem a presente empreitada deverão ser execudos com toda a solidez e perfeição e de acordo com as melhores regras de construir. Entre os diversos processos de execução será sempre escolhido o que conduza a maior garantia de duração e acabamento. de fixação e de articulação em batentes móveis. A zincagem será seguida de pintura a definir no projecto.

Todos os encargos. indicam que a especificação é taxativa. Todos os materiais que não satisfaçam as condições estabelecidas serão rejeitados e considerados como não fornecidos.. virem a ser rejeitados ao abrigo desta condição. Salvo indicação em contrário expressa nas condições técnicas especiais. depois de aprovadas. e sempre que o entender. esses materiais para fora do local da obra. levar a efeito ensaios de controlo para verificar se a construção está de acordo com o estipulado neste caderno de encargos. quer com cargas. À fiscalização reserva-se o direito de. deverá o empreiteiro remover. ferramentas e outros utensílios necessários à boa execução dos trabalhos da empreitada e para que sejam feitos no prazo fixado. No prazo de três dias. à sus escolha. as máquinas. Qualquer trabalho realizado com base em elementos deficientes ou errados. servirão de padrão. etc. O empreiteiro obriga-se a ter no local da obra. será esta mandada efectuar pela fiscalização e por conta do empreiteiro. não podendo ser substituídas sem autorização expressa dos Arquitectos. acompanhados dos certificados de origem ou de análises ou ensaios feitos em laboratórios oficiais . não sendo motivo para qualquer reclamação o facto dos materiais.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II As marcas e referências de materiais ou de produtos. Nenhum trabalho deve ser executado sem que o empreiteiro tenha esclarecido previamente qualquer dúvida que haja sobre o mesmo. bem como de tomar novas amostras e mandar proceder às análises. serão unicamente da conta do empreiteiro. quando não antecedidas daquelas palavras. seguros. descargas. os quais. Os encargos daí resultantes serão da conta do empreiteiro. já onerados com os preços de transporte. O disposto nesta condição não diminui a responsabilidade que cabe ao empreiteiro na execução da obra. que não terá direito a qualquer indeminização pelo extravio ou outra aplicação que seja dada aos materiais removidos. Se não fizer a remoção no prazo marcado. a contar da data da recepção da notificação em que lhe é comunicada essa rejeição. Serralharias 56 . para o que consultará a fiscalização. O empreiteiro obriga-se a apresentar previamente à aprovação da fiscalização amostras dos materiais a empregar. por sua conta. ensaios e provas em laboratórios oficiais. as amostras serão sempre tomadas em triplicado e levarão as indicações necessárias à sua identificação. sempre que a fiscalização o julgue necessário. durante e após a execução dos trabalhos.

barracões destinados a armazenar o seu material e ferramentas e onde. Serão imediatamente demolidos e depois reconstruidos. no local da obra. Se o empreiteiro não der cumprimento ao que a fiscalização determinar a este respeito. com as dimensões julgadas necessárias pela fiscalização da obra.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II quando se prove que essas deficiências ou erros deveriam se do conhecimento do empreiteiro. Serralharias 57 . também. a montar um telefone no local da obra. sejam quais forem as circunstâncias que tenham originado esses prejuízos. Rejeita-se qualquer responsabilidade por prejuízos que possam ocorrer nos materiais do empreiteiro ou nos trabalhos que constituem a empreitada. por conta do empreiteiro. todos os trabalhos que a fiscalização considere inaceitáveis por não obedecerem às condições estabelecidas no caderno de encargos. por conta do empreiteiro. num deles. haja uma dependência servindo de escritório da obra. o pagamento do consumo de água em todos os trabalhos da empreitada ou a eles ligado. antes da recepção provisória. será por este refeito e à sua responsabilidade. bem assim. Obrigar-se-á. Constitui encargo do empreiteiro a instalação das canalizações para a condução da água para a obra e sua ligação à conduta da rede de abastecimento público e. O empreiteiro obriga-se a construir. serão os trabalhos demolidos e reconstruidos.

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Anexo 2 Normas Serralharias 58 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Serralharias 59 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Serralharias 60 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Serralharias 61 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Serralharias 62 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Serralharias 63 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Serralharias 64 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Serralharias 65 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Serralharias 66 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Serralharias 67 .

Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Anexo 3 Certificados de qualidade Serralharias 68 .

Todos os ensaios a realizar baseiam-se em Normas Internacionais. Estes organismos publicam Directivas que fixam as exigências mínimas a que têm que obedecer instalações. matérias primas e produtos acabados para obtenção e manutenção da licença de uso da marca de qualidade.Universidade Fernando Pessoa Certificados de Qualidade Materiais de Construção II A Qualidade das empresas referidas está associada aos seguintes símbolos: ƒ ƒ ƒ Certificação Qualanod Certificação Qualicoat Certificação segundo a norma NP EN ISO 9002 A Qualanod e a Qualicoat são entidades proprietárias de marcas de qualidade relativas ao alumínio destinado à arquitectura. As Directivas determinam que controlo de processo e produto se tem que realizar para atingir os parâmetros de conformidade de produto estabelecidos. Serralharias 69 . Europeias e Portuguesas.

como comprova a continuada renovação das licenças. a empresa será sujeita à realização de uma nova auditoria no espaço de um mês. sendo a renovação do pedido permitida após um período de 6 meses e 3 meses. válida por três anos. a Anodização e o Laboratório de Tratamentos de Superfície estão sujeitos a auditorias. sem aviso prévio. organismo independente e autorizado. respectivamente para a Anodização e para a Lacagem. Após a auditoria é enviado à empresa em causa o relatório final referenciando todas as questões abordadas e os resultados dos ensaios efectuados na própria empresa pela Equipa Auditora e no LNEC sobre amostras recolhidas na empresa no dia da auditoria. a empresa foi auditada. Caso não se verifiquem não conformidades a renovação da licença é automática. a Lacagem. tendo apenas em 2 delas surgido não conformidades que foram imediatamente resolvidas.Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II No âmbito das licenças de marca de Qualidade Qualicoat e Qualanod.Esta norma é um texto de exigências que especifica os requisitos/processos a implementar de modo a assegurar que a qualidade dos produtos ou serviços gera a satisfação do Cliente. no mínimo 2 e no máximo 5 vezes por ano. 45 e 15 vezes! As licenças foram renovadas em 100 % das 60 auditorias. Funcionamento Após obtenção da Certificação. respectivamente. nomeadamente a obtenção de valores que ultrapassem os limite impostos pelas Directivas das marcas. ao processo/produto. Desde a obtenção das licenças d uso da marca de qualidade Qualanod e Qualicoat. a empresa é auditada anualmente por uma Entidade Certificadora Acreditada pelo Instituto Português da Serralharias 70 . Caso se detectem anomalias. Estas auditorias são realizadas pelo LNEC. A reincidência de não conformidades poderá implicar a anulação da licença. Certificação NP EN ISO 9002 Consiste na obtenção da conformidade do Sistema da Qualidade da empresa em causa com um referencial comum e internacionalmente reconhecido que é a norma NP EN ISO 9002.

etc.. Serralharias 71 .Universidade Fernando Pessoa Materiais de Construção II Qualidade de modo a comprovar se os requisitos da norma são permanentemente cumpridos. se a empresa tem procedimentos escritos adequados e implementados na prática de modo a assegurar a Qualidade dos seus produtos e serviços. Verificação do Equipamento de Inspecção Medição e Ensaio. realizadas entrevistas aos colaboradores e recolhidas evidências através da consulta de documentos como Plano de Actividades da Qualidade. i. Nestas auditorias são observadas as áreas fabris.e. Relatórios de Auditorias Internas. Ao fim de três anos a empresa submete-se a uma Auditoria de Renovação da Certificação e entra de novo no ciclo de auditorias de acompanhamento anuais. Relatórios de Reclamações de Clientes. Plano de Formação dos Colaboradores.

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