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Apostila de Proj. de Paisagismo

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  • 1.1.1. Paisagismo
  • 1.1.2. Lugar
  • 1.1.3. Espaço livres públicos
  • 1.1.4. Paisagem
  • 1.2. Considerações sobre o Lazer
  • 1.3. Os espaços de lazer
  • 1.4.1.1. Praça:
  • 1.4.1.2. Jardim
  • 1.4.1.3. Parque
  • 1.4.1.4. Rua
  • 1.4.1.5. Calçadão
  • 1.5. Espaços específicos nas áreas livres públicas de lazer
  • 2.1. Condicionantes de Projeto
  • 2.2.1. Diretrizes de Projeto
  • 2.2.2. Conceito de Projeto
  • 2.3. Definição do Programa Paisagístico:
  • 2.4. Zoneame
  • 2.5. Partido G
  • 2.6. Estudo P
  • 2.7. Ante-proj
  • 2.8. Projeto E
  • 2.9. Projeto d
  • 2.10. Detalha
  • 3.1. O Espaço
  • 3.2.1. Traçado
  • 3.2.2. Traçado
  • 3.2.4. Traçado arco e tangente
  • 3.2.5. Traçado Irregular
  • 3.2.6. Traçado Curvilíneo
  • 4. Dimensionamento de Espaços
  • 5. Os caminhos como definidores do espaço
  • 6.1. Aspectos Paisagísticos
  • 6.2.2. Maciços Homogêneos
  • 6.3.1. Sombreamento
  • 6.3.2. Temperatura e umidade do ar
  • 6.3.3. Ventilação
  • 6.3.4. Acústica
  • 6.3.5. Contro
  • 6.4.1. Clima
  • 6.4.2. Necess
  • 6.4.3. Solo
  • 6.4.4. Aspecto
  • 6.4.5. Econom
  • 6.4.7. Crescimento
  • 6.4.8. Biodiversidade
  • 7. Mobiliários Urbanos
  • 8.1. Revestimentos de Piso
  • 8.2. Tipos de pisos:
  • 9. Iluminação
  • 10. Representação de Projeto
  • 11. Bibliografia

Apostila de Projeto de Paisagismo

Prof. Vanessa Goulart Dorneles Curso de Arquitetura e Urbanismo ULBRA - Torres

1. Considerações Iniciais

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1. Considerações Iniciais
1.1. Conceitos Gerais 1.1.1. Paisagismo “Paisagismo é o meio de se obter de volta a natureza para o homem através da recriação ou proteção da mesma”. (LIMBERGEER, SANTOS, 2000, p.1) “É uma ciência e uma arte que estuda o ordenamento do espaço exterior em função das necessidades atuais e futuras, e dos desejos estéticos do homem”. (LIMBERGEER, SANTOS, 2000, p.1) É uma atividade que se utiliza da arte, ciência e técnica a fim de elaborar uma interação dos três elementos: construção, o homem e a flora”. (LIMBERGEER, SANTOS, 2000, p.1) 1.1.2. Lugar [...] lugar é considerado a representação espacial que possui identidade, características intrínsecas, exclusivas que lhe proporciona a aproximação e a identificação deste conjunto de elementos (constituído pelo território, paisagens, edificações, lembranças, emoções, cenas urbanas etc) com a população que o vivência ou o vivenciou. (SILVA, 2004, p.17-18) 1.1.3. Espaço livres públicos Os espaços livres públicos são de acordo com Macedo (1995), todos os espaços não edificados, ou seja, ruas, pátios, largos, praças, parques, entre outros. Este trabalho estudará a praça, seus elementos e usuários. “Os espaços livres relacionados com as áreas verdes urbanas desempenham um importante papel na cidade. A manutenção dos espaços existentes e a criação de novos espaços possibilitam a conservação de valores da comunidade”. (MACEDO,C. 2003) São nos espaços livres públicos que se dão a maioria das relações sociais, onde ocorrem encontros entre amigos, eventos públicos, etc.

Estes espaços são normalmente dotados de vegetação, o que influi nas condições ambientais, amenizando a temperatura, diminuindo os efeitos do vento, etc. Criar espaços de lazer significa contribuir para as relações sociais, melhorar as condições climáticas locais e valorizar a paisagem local. 1.1.4. Paisagem “A paisagem é um conjunto de cenários naturais ou artificiais onde o homem é, além de um observador, um transformador desses elementos que compõe o sítio”. (LIMBERGEER, SANTOS, 2000, p.1) “Porção de espaço da superfície terrestre apreendida visualmente”. (IGNÁCIO, 1984. apud LIMBERGEER, SANTOS, 2000, p.1) 1.2. Considerações sobre o Lazer Quando as atividades requerem movimento e esforço físico, como andar, correr caminhar, praticar esportes, brincar, etc., o lazer é considerado ativo, e quando as atividades não demandarem movimento, tornando o indivíduo um expectador da atividade em si, como conversar, descansar, apreciar o movimento ou paisagem, refletir, lanchar, esperar, etc., o lazer é definido como passivo (MACEDO, 1995). Além disto, o lazer pode ser classificado quanto a três diferentes funções, conforme Dumazedier (1976): Descanso: são as atividades que se propõem a fazer com que o indivíduo se restabeleça do cansaço físico ou mental, advindo das obrigações laborais. Recreação, divertimento e entretenimento: são as atividades que buscam extinguir o tédio e a monotonia da rotina diária. Desenvolvimento pessoal: são as atividades que possibilitam a interação social e a aprendizagem, desde que voluntária, visando um desenvolvimento da personalidade. E, ainda, há uma classificação das atividades de lazer, definida por Dumazedier (1976), que estabelece cinco áreas de interesses: Interesses artísticos: são as atividades de conteúdo estético, ligadas ao belo, ao sentimento, à emoção. São atividades passivas, como assistir peças teatrais, ir ao cinema, etc. Prof. Vanessa Goulart Dorneles

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1. Considerações Iniciais Interesses intelectuais: são as atividades de conteúdo cognitivo, que visam o desenvolvimento pessoal, seja pela busca de informações, conhecimento e/ou aprendizagem. A exemplo desta área de interesse tem-se as atividades de leitura, escrita, entre outras. Interesses manuais: são as atividades desenvolvidas por ações com as mãos, onde uma matéria-prima é transformada, podendo ser jardinagem, pintura, escultura, etc. Interesses físicos: são as atividades relacionadas às práticas esportivas e à exploração de novos lugares. Entre as atividades mais comuns estão os passeios e as caminhadas. Interesses sociais ou associativas: são as atividades relacionadas com a interação entre pessoas e grupos e os relacionamentos. São as reuniões de grupos, de igrejas, as festas, etc. As atividades de lazer podem, ainda, ser classificadas conforme o espaço onde são desenvolvidas, seja em um espaço público ou privado, urbano ou rural, etc.; conforme a freqüência, se ocorrem diariamente, semanalmente, quinzenalmente e assim por diante; ou ainda, se ocorrem em grupos ou individualmente. Como se pode verificar há muitas formas de classificar o lazer, tendo em vista que suas categorias não se excluem, pois algumas atividades podem estar em mais de um área de interesse ou ser realizada em diferentes espaços, e etc. Porém, nesta dissertação, utilizar-se-á a classificação por áreas de interesse, que engloba um grande número de atividades e as associa de forma específica. 1.3. Os espaços de lazer Como foi visto no item 1.2.1, os espaços são elementos essenciais à prática de atividades de lazer. Sendo assim, pode-se considerar o espaço urbano como espaço de lazer, como afirma Marcellino (1983, p.57), pois nas cidades há mais oportunidades de lazer. Mesmo sabendo que as pessoas que residem em áreas rurais possam realizar tais atividades, é indiscutível que a maioria dos equipamentos, edificações e áreas voltadas para o lazer da população está implantada nos espaços urbanos. Entretanto, com o crescimento das cidades tem-se observado uma desvalorização dos seus espaços de lazer. Fato este, já Apostila de Projeto de Paisagismo

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denunciado a mais de 20 anos atrás por Nelson Marcellino em seu livro “Lazer e humanização”: “Nas grandes cidades atuais sobra pouca ou quase nenhuma oportunidade espacial para a convivência, pois da forma pela qual são constituídas e renovadas, o vazio que fica entre o amontoado de coisas é insuficiente para permitir o exercício efetivo das relações sociais produtivas em termos humanos.” (Marcelino, 1983, p.59) O aumento da urbanização e o superpovoamento causam além de estresse nas pessoas, devido ao ritmo acelerado de trabalho e trânsito, uma menor privacidade familiar, visto que as edificações estão cada vez mais próximas umas das outras, e um aumento na especulação imobiliária e com uma conseqüente diminuição no tamanho das habitações. Todos estes fatores tem tornado os espaços destinados ao lazer vulneráveis e têm modificado o uso do solo e a paisagem urbana (SANTINI, 1993). Em contraposição, a população tem procurado fugir desta tensão e sair da rotina diária, buscando áreas onde possa relaxar e realizar atividades de lazer, como se observa nos finais de semana com a superlotação das áreas litorâneas no verão e as aglomerações de pessoas em parques e áreas livres públicas de lazer. Portanto, a existência dos espaços de lazer e a manutenção de sua qualidade são importantes, não apenas porque favorecem a articulação entre territórios, a mistura e coesão social de lugares e pessoas, como afirma Rolnik (1998), mas também porque contribuem com o bem estar de todos. 1.4. Considerações sobre áreas livres públicas de lazer São consideradas áreas de lazer, todas aquelas destinadas a práticas de atividades ditas como tal, não interessando o grupo de interesse ou função (passivo/ativo) a que se destine.Santos (1985) estabelece, portanto, que qualquer espaço é passível de ser utilizado como área de lazer, bastando que atraia a população: “[...] só não é de lazer o espaço que de fato jamais é apropriado por uma atividade considerada de lazer no sistema classificatório de uma determinada sociedade ou cultura. [...] Se o mundo urbano é um equipamento potencial de lazer, quanto mais complexo e diversificado, Prof. Vanessa Goulart Dorneles

1. Considerações Iniciais tanto mais plenamente pode ser apropriado para este fim. Planejar espaços para fins de lazer não é construir campos de futebol, ciclovias, ou criar áreas verdes. É cultivar um meio urbano cujas ruas permitam jogar uma ‘pelada’, andar de bicicleta, ou simplesmente passear à sombra. O planejar é cultivar no sentido primeiro da palavra; acompanhar o dia-a-dia, intervir dia a dia na escala do dia-a-dia.” (SANTOS, 1985, p.142) Macedo (1995, p.16) define “[...] espaços livres como todos aqueles não contidos entre as paredes e tetos dos edifícios construídos pela sociedade para sua moradia e trabalho”. Compreendendo, assim, “[...] todas as ruas, praças, largos, pátios, quintais, parques, jardins, terrenos baldios,[...]”. Cabe salientar que o conceito de espaço livre é diferente de espaços verdes, como explica Macedo (1995) que define este último como todo o espaço onde exista vegetação. Assim, uma praça, que é um espaço livre, pode ter ou não áreas ajardinadas, podendo ser considerada ou não como uma área verde. O termo “público” é utilizado quando refere-se a áreas que todas as pessoas possam acessar e desfrutar, em qualquer momento do dia, e onde a “responsabilidade por sua manutenção é assumida coletivamente” (HERTZBERGER, 1999, p.12). É importante esclarecer que as áreas públicas não são de responsabilidade exclusiva do governo, como muitas vezes é entendido. O termo áreas livres públicas de lazer é a melhor definição encontrada para especificar todas as áreas urbanas, delimitadas por edificações, com acesso irrestrito, que possibilitem a realização de quaisquer atividades de lazer. Estas áreas são de fundamental importância, formalmente e funcionalmente, para as cidades, pois além de estimular o lazer e a interação entre usuários, contribuem com a salubridade das habitações humanas, com a organização das redes de infra-estrutura e com a melhoria do microclima urbano (Souza, 2003, p.23). Estes espaços também contribuem com a socialização e a valorização da comunidade. “A utilização de parques e praças pode ser considerada como um índice positivo na qualidade de vida urbana, desde que esses espaços Apostila de Projeto de Paisagismo

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sejam adequados para sua compatibilização com os aspectos cruciais da vida contemporânea e, principalmente, com os lazeres” (Santini, 1993,p.44). Bartalini (1986) estabelece que espaços livres possuem três principais valores frente à cidade e a seus cidadãos: Valor visual ou paisagístico, pois representam referenciais nas cidades, contribuindo com a identidade dos locais. Valor recreativo, pois ao levar em consideração as peculiaridades sociais, econômicas e culturais dos usuários, permitem uma melhor apropriação. Valor ambiental, pois contribui com a qualidade ambiental urbana, como por exemplo pela presença de arborização que atenua os efeitos das ‘ilhas de calor’, colabora na proteção do solo contra a erosão e protege os cursos de água. Além dos três valores que se destacam, as áreas livres públicas de lazer possibilitam as mais variadas atividades de lazer, de qualquer grupo de interesse, e ainda podem conter qualquer espaço de lazer, conforme sua implantação, dimensão ou comunidade a qual estiverem inseridas. Como foi visto, a presença das áreas livres públicas de lazer nos espaços urbanos tem inúmeras vantagens para as cidades e seus cidadãos, e além disto, em relação a terceira idade, estas áreas representam um espaço de lazer com grande potencial, pois convergem as mais diferentes classes sociais e faixas etárias, permitindo interação social, e ainda disponibilizam espaços para práticas de atividades sem ônus. 1.4.1. Classificações das áreas livres públicas de lazer Para analisar áreas livres públicas de lazer, é necessário conhecer suas denominações ou classificações. Como todas se destinam as atividades de lazer da população, suas diferenciações são definidas a partir das funções das atividades de lazer, da sua implantação, seja em bairros, conjuntos residências, áreas litorâneas, etc., ou ainda conforme a história das regiões e países, ou seja, a época e o local em que foram construídas, como por exemplos os jardins ingleses, e os parques nos Estados Unidos. Prof. Vanessa Goulart Dorneles

1. passiva e/ou utilitária.26). com função ornamental. como POA. tendo as edificações mais importantes. festas religiosas e manifestações públicas (CUNHA. 2002. Funções urbanísticas das praças: Ecológica: espaços onde. Considerações Iniciais Para alguns autores as áreas livres públicas de lazer têm origem na pré-história. como descansar. relaxam. com funções de comércio. implantadas ao seu redor. permitem a diversidade da paisagem construída e o embelezamento da cidade. p. Em lugares onde as estações são bem definidas.2. No Brasil. da água e do solo. onde possam ser realizadas atividades comunitárias e de lazer. Psicológico: são espaços nos quais as pessoas.181) Figura 1 . graças à qualidade estética do projeto. praças secas (sem arborização). a praça é um dos elementos principais da configuração urbana. as praças têm origem nos antigos largos coloniais. pois quanto maior o uso desta área pela população menos o risco de depredação. espelho d’água”. transitar ou até mesmo tomar café. Para Robba e Macedo (2003. seja qual for seu tamanho. No Brasil. 1996.Security Pacific Bank Plaza. Esta autora identifica esta área como um terreno fechado. p.4. no inicio do século XIX. implantados em frente às igrejas. para outros sua origem surgiu com a urbanização e com o inicio das relações comerciais (CUNHA. Estética: são espaços que.”. onde Prof. Pode-se classificar as praças quanto sua pavimentação e uso da vegetação em: praças mistas (onde coexistem áreas pavimentadas e áreas arborizadas proporcionalmente). do solo não impermeabilizado e de uma fauna mais diversificada. e destinavam-se a cultos e reuniões. 17) “Praças são espaços livres públicos urbanos destinados ao lazer e ao convício da população. arbustos. 2002). encontrar outras pessoas. p. em contato com os elementos naturais dessas áreas. portanto.1. as praças arcialmente pavimentadas tem uma maior eficiência quanto ao microclima.4. Cunha (2002) coloca que praça é um local de encontro. e desde a antiguidade faziam parte da composição das residências de nobres e dos palácios. pode-se de dizer que entre os espaços urbanos há cinco denominações de áreas livres públicas de lazer mais representativas: 1. e. (MACEDO. Vanessa Goulart Dorneles . funcionando como ambientes anti-estresse. e praça úmida (com grande presença de arborização e ajardinamento). os espaços públicos urbanos só começaram a ter certa importância com a vinda da família real portuguesa. É importante salientar as funções das praças. 1999). permanecer. surgindo pequenas praças vinculas às edificações civis. 2001) 1. Afonso (1999) também identifica algumas destas atividades. Jardim Para Cunha (2002) os jardins podem ser públicos ou privados. governamentais e às igrejas (MACEDO. promovem melhorias no clima da cidade e na qualidade do ar. graças a presença da vegetação. pode ser considerado como tal. da cidade. apresenta: “combinação de árvores. De forma geral. atraia usuários para realizar tais atividades.1. Apostila de Projeto de Paisagismo 5 Educativa: são praças que se oferecem como ambiente para o desenvolvimento de atividades extra-classe e de programa de educação. acessíveis aos cidadãos e livres de veículos. Praça: Desde o fim da Idade Média. se um espaço. MASCARÓ.1.

como atividades de lazer e recreação.. 2001) 1. (BARCELLOS. sendo um elemento típico da grande cidade moderna. Considerações Iniciais há diversas vegetações. se entenda como rua o espaço destinado ao trafego de veículos.”. com predominância de flores e legumes. 2001) 1. XIX. onde se conservavam animais de caça para o divertimento da nobreza. Parque Macedo e Sakata (2003.. correspondendo a maior parte dos espaços livres em uma cidade. esta área tem função de passagem e de encontros. Paris. em sua maioria com paisagens bucólicas e campestres para trazer a amenidade da vida do campo para dentro das cidades”. insolação e drenagem.] um espaço livre público estruturado por vegetação e dedicado ao lazer da massa urbana. Vanessa Goulart Dorneles .3.1.1.26): “Os parques para os americanos e os ingleses são espaços públicos grande com extensos gramados e ou grandes áreas vegetadas para fins recreativos. Os parques tiveram nascimento na Europa e originalmente eram terras privadas externas e arborizadas.4. Entretanto. Figura 2 . p.13) definem parque como “[.Jardin Atlantique. Conforme Robba e Macedo (2003.Hudson River Park (MACEDO. Outro conceito é dado por Cunha (2002. esta engloba também a função de circulação de pedestres e ciclistas. pois permitem melhor circulação do ar. se comparada as praças..4. parque de diversões.] são espaços livres fundamentais para a melhoria da qualidade ambiental. Rua Muito embora. A intenção de sua implantação era Apostila de Projeto de Paisagismo Figura 3 . parque nacional. Podese dizer que trata-se de uma tipologia de área livre pública recente. além de servirem como referenciais cênicos da cidade”. 1999). comparando-a a uma sala de estar comunitária. e que comporta muitas definições: parque temático. com função ecológica e ambiental.4. com a revolução Industrial. parque recreativo. os parques passaram a ter acesso público e ganharam status de amplos jardins. Prof. principalmente o lazer passivo. (MACEDO. p. etc. Hertzberger (1999) extrapola este conceito. permitem o desenvolvimento de atividades em seu interior. p. 6 tornar os trabalhadores mais satisfeitos com o trabalho e com o local onde moravam. definindo a rua como um lugar propício ao contato social entre seus moradores. Os parques surgiram apenas no séc. com o crescimento da urbanização das cidades decorrente da Revolução Industrial e da migração.16) os jardins se diferenciam das praças por não possuírem programa social. em resposta a baixa qualidade de vida nas cidades. “[. parque ecológico.1.. Para Cunha (2002). os Jardins Botânicos. Depois.

ou conforme as atividades de lazer possíveis de serem realizadas. etc. localizados à beira-mar ou próximo a monumentos naturais. com proporções bem maiores e possibilitando práticas esportivas. é destinado à circulação dos pedestres. Vanessa Goulart Dorneles . proporcionando ar e luz ao espaço urbano e aos edifícios. Espaços específicos nas áreas livres públicas de lazer Outra maneira de diferenciar as áreas livres públicas de lazer é pela quantidade de espaços específicos que elas compreendem. vegetação. Constitui o marco da arquitetura. 1996.. p. Cunha (2002) apresenta duas funções dos calçadões criadas recentemente: como “camelódromos”. ou em nível de funções. 1. 2001) Figura 4 . Este. Figura 5 Calçadão da Enseada de Suá (Vitória ES). produzindo microclimas que influenciam sobre a insolação. no entanto. (MASCARÓ. pois podem variar conforme o local onde estiverem implantados. por sua vez.1. como no caso das praças que normalmente são menores que os parques. possuindo características da praça. Normalmente localiza-se na área central das cidades. Acervo do autor. considerado o espaço de transição entre a residência e a via veicular. como no caso dos calçadões onde predominam atividades esportivas e circulação de pedestres. como mobiliário. e dos jardins cujas funções normalmente são de contemplação e descanso. É também. (MACEDO.1. Cabe salientar. Calçadão Trata-se de uma rua onde não há trafego veicular. que as definições dos termos utilizados para diferenciar as áreas livres estão mais relacionadas com a época de seu surgimento do que com funções e dimensões. a umidade de clima local e no consumo de energia de seus edifícios.5.5. um calçadão implantado no centro de uma cidade englobando o comércio local. os ventos. que outrora localizavam-se nas ruas próximas a estabelecimentos comerciais Apostila de Projeto de Paisagismo As diferenças entre estas cinco áreas podem ser em nível de dimensão. 7 tradicionais.4. 1. a temperatura. ou um implantado na orla marítima de alguma cidade.89) A rua. abrigando vendedores ambulantes. Pulta del Este. Considerações Iniciais A rua é o espaço urbano de uso público que tem como função organizar e relacionar os fatos arquitetônicos na trama urbana. compreende a via veicular e o passeio. possibilitando a maior parte das interações sociais ocorridas na rua. e conforme sua implantação protege estes do trafego de veículos. Os espaços específicos destinados ao lazer ativo são: Prof. Estes espaços podem estar destinados ao lazer ativo ou passivo. e como pista de caminhada. no entanto. pois estimula a interação social. e tem função comercial. Por exemplo. conforme os tipos de elementos presentes.Calçada protegida por vegetação do tréfego veicular.

etc. voleibol. Vanessa Goulart Dorneles . e são exclusivamente utilizadas por pedestres (figura 8). Estas áreas podem ser encontradas em praças. Acervo do autor. mais especificamente voltadas para a prática de esportes.Calçadão em Montevideo. pistas de ciclismo. onde o pedestre pode circular e acessar diferentes áreas. Figura 8 Pista de ciclismo na Avenida das Ramblas em Montevidéu. destinamse a caminhadas e corridas. nos parques e nos jardins. como na figura 9. podendo estar presentes nas ruas. Acervo do autor. como o próprio nome diz. Acervo do autor. handebol. como futebol. Compreendem os passeios (figura 7). Podem ser pistas de caminhada. quadras esportivas e áreas de alongamentos. Quadras esportivas: são espaços para práticas esportivas em grupos.1. Figura 6 . e as atividades possíveis de serem desenvolvidas são as de interesse físico. As pistas para caminhadas. As áreas de circulação são os espaços mais facilmente encontrados. as rampas. 8 Figura 7 Pista de caminhada no Parque do Barigui em Curitiba. podendo estar separado espacialmente destas por guias ou barreiras físicas. as escadas e os caminhos. nas praças. parques e calçadões. nos calçadões. Áreas esportivas – são áreas que permitem a realização de atividades de interesse físico. Pistas de ciclismo: são os caminhos reservados a prática de esporte com bicicleta. Normalmente estão associadas as pistas de caminhada. Devem Apostila de Projeto de Paisagismo Prof. basquetebol. Considerações Iniciais Áreas de circulação (faixa de pedestres): correspondem aos percursos livres de obstáculos.

Os espaços específicos destinados ao lazer passivos são: Áreas de estar (contemplação): normalmente caracterizadas pela presença de bancos. Servem para alongamentos e aquecimentos antes das caminhadas ou outros esportes e também para realização de exercícios físicos como apoio e flexão. como ler. Estes espaços podem estar presentes em praças. como balanços. Figura 10 Área de Alongamento Parque Buenos Aires em São Paulo. 9 Parquinhos infantis são áreas destinadas à recreação infantil. esperar. quando estão próximas a pistas de caminhadas ou ciclismo tem função de descanso. (MACEDO. além do espaço para os participantes. Áreas de Alongamentos: são áreas que complementam àquelas reservadas à prática de esportes. parques. entre outras. (figura 12). espaço para platéia assistir aos jogos. etc. onde os responsáveis permanecem para ter controle visual de seus filhos. Acervo do autor. e normalmente estão associadas a outros espaços específicos conforme a função a que se destinem. são destinadas a atividades preferencialmente com interesse social e intelectual. quando próximas a parquinhos infantis tem função de controle visual. 2001) Apostila de Projeto de Paisagismo Prof. descasar. Acervo do autor. na Praça do Alemão em Buenos Aires. Vanessa Goulart Dorneles . Figura 9 Mesa de jogos próxima a área esportiva. Estão presentes em todas as áreas livres públicas de lazer. rodas. Considerações Iniciais conter. podendo também participar das brincadeiras. conversar. Figura 11 Parquinho Infantil no Passeio Público em Curitiba. como barras e apoios (figura 11). como por exemplo. calçadões e jardins.1. gangorras. namorar. providas de brinquedos. caracterizando-se pela presença de equipamentos de alongamentos. Devem estar associadas às áreas de estar.

Quando nestes espaços é permitido o acess so do Apo ostila de Projeto o de Paisagism mo Figura 15 Coreto. dominó ó. com mo brincar. cartas. Podem P também servir como ref ferência espacia al em uma a área livre. asso Fig gura 14 Elemento com c água no Parq que do Tanguá em Curitiba. Coreto: també ém funciona com mo área de esta ar. damas. e serve para apre esentações mus sicais e solenidades públicas. parqu ues e calçadõe es. e é cob berto por eleme entos estru uturais e/ou veg getação. Prof. Acervo do autor. Acervo do a autor. normalmente e tem o nív vel do piso acim ma das demais s áreas. etc. no Parqu ue do Birigui em Cu uritiba. com resse físico. . Vanes ssa Goulart Dorn neles . Acervo do d aut tor. e não est tar necessariam mente ociadas a outros s espaços espec cíficos.1. com mo jogar xadrez. inter Fig gura 12 Área de es star associada às á áreas para brincad deiras de crianças. (MACEDO. o Pode ser encontrado o em dins e calçadões s. Consideraçõ ões Iniciais 10 público à água. algumas praças. Estados Unidos s. que atrae em o público pe elo agradável so om e estão norm malmente associadas a ár reas de estar. Torre es-RS. poss sibilitam a prátic ca de atividades s de lazer ativo. Áreas para jog gos: são caracte erizadas pela pr resença de mesa as de tabu uleiros. destinadas a atividades de interesse so ocial exclusivam mente. jard Figura F 13 Área com m Mesas – Cincina ati. Po odem estar prese entes em praças. 2001 1) Recantos com m água: são m monumentos de contemplação. Destina-se para ativid dades de intere esses socia al e artístico. como era a sua função original.

Fonte: Desconhecido. sendo que as mais características são: cantar. incluindo as ruas. pois não vem ao caso definir espaços como pistas de skate. Áreas ajardinadas: são áreas destinadas a contemplação e. Podem estar presentes em praças. tocar algum instrumento. Caracterizam-se pela presença de diferentes tipos de vegetação. Vanessa Goulart Dorneles . um palco e uma área para platéia. como bibliotecas. Pode-se dizer que os espaços descritos anteriormente são os mais comuns em áreas livres públicas de lazer. Podem ser encontradas em qualquer área livre. por exemplo. 11 Figura 17 Jardim suspenso de Burle Marx. Além destes espaços descritos. museus. possuindo. discursar e assistir espetáculos. pois podem estar nos passeios e nos canteiros centrais das avenidas. As pessoas que são responsáveis por sua manutenção. descansar. entretanto permitem também interações sociais e outras atividades como ler. realizam atividades de interesse manual. mas procurou-se definir apenas aqueles que possibilitassem seu uso por idosos.1. normalmente. Figura 16 Espaço para espetáculos. jardins e calçadões. estão associadas a áreas de estar. na Fábrica da Hering em Blumenau. Considerações Iniciais Espaços cívicos ou para espetáculos: são áreas destinadas às manifestações populares. Acervo do autor. sendo que a atividade mais característica é visualizar a paisagem. podem ser encontradas também edificações destinadas a atividades de lazer que complementem as funções das áreas livres em que estejam inseridas. etc. parques. Sabe-se que há muitos outros espaços específicos. geralmente. centros de convivência para terceira idade. e permitem atividades de interesses social. Apostila de Projeto de Paisagismo Prof. etc. artístico e intelectual. centro de eventos. Destina-se a atividades com interesses artístico e social.

o importante é compreender que para se utilizar qualquer conceito é necessário uma pesquisa sobre o tema a ser utilizado. entre outros. Algumas diretrizes podem estar relacionadas as sensações. apresentam-se as etapas de projetos mais usuais para a elaboração de projetos de paisagismo. 2. feng shui. Para escolher o conceito a ser utilizado pode-se procurer elementos de inspiração na natureza ou em outros exemplos de arquitetura. Vale salientar. 2. além da lista de Prof. deve-se seguir alguns passos: primeiramente conhecer o problema. o que implica avanços e retornos em alguns momentos .2. pode-se procurer um tema aplicavél ao projeto. sentidos humanos. vida. Etapas de Projeto 12 2. Isso pode auxiliar na determinação das etapas posteriores. mas consistem no “como fazer” para conseguir a intenção de projeto.principalmente no inicio – zoneamento e estudos preliminares. Condicionantes de Projeto O primeiro passo. então as características do projeto podem ser usar cores quentes e aconchegantes. outras com a questão de acesso e orientação e etc. entre outros.3. devem ser mantidos ou não. que pode ser uma analogia a elementos existents. A seguir. Definição de Diretrizes e do Conceito 2. deve-se desenvolver o projeto que será executado. utilizar comunicação visual simples. Por exemplo. que o processo de projeto está longe de ser linear e direto. é levantar todos os dados necessários para dar início ao projeto e isso consiste em conhecer os condicionantes de projeto. por último. num segundo momneto deve-se desenvolver intenções de projetos e lançar programa e as primeiras idéias do projeto. destinadas à como os usuários irão perceber. Conceito de Projeto Outra forma para planejar um espaço é utilizar um Conceito de Projeto. como mulher. ou seja. Entretanto as etapas de planejamento e concepção do projeto não são diferentes para nenhuma escala de projeto. Vanessa Goulart Dorneles Apostila de Projeto de Paisagismo . entre os elementos que devem ser buscados destacam-se: Conhecer o cliente. usar poucos mobiliários e espaços. eixos visuais e de circulações que deverão ser definidas conforme os condicionantes de projeto levantados na etapa anterior e. circo. Conhecer a legislação e restrições legais Orientação solar – insolação Identificar os entornos e vistas Identificar as formas do relevo Estudo do solo – se é fértil Análise da vegetação existente Usos da água Verificação de ventos e ruídos Verificação dos elementos da cidade (infra-estrutura) 2. Conforme o caráter a a dimensão o projeto será mais complexo ou não. Entretanto. Para desenvolver qualquer projeto. Definição do Programa Paisagístico: O programa em um projeto de paisagismo consiste na listagem de espaços e equipamentos que serão implantados na praça.1. com levantamento dos condicionantes e necessidades do “cliente”. em qualquer projeto. suas necessidades e costumes.2. parque ou até mesmo no pátio de uma casa. Cabe salientar que soluções de projetos podem estar vinculadas a estas diretrizes. 2. podendo este ser direcionado para áreas públicas ou privadas.2. Etapas de Projeto O projeto de paisagismo consiste na determinação da percepção do espaço expterior às edificações. O conceito pode ter várias formas de se apresentar. inclusive os arquitetônicos. e. As diretrizes de projeto são todas as intenções de projeto com foco nas pessoas que irão usar o espaço.1. se a diretriz for desenvolver um espaço agradável e fácil de achar. que por questão de respeito às características existents no local. As diretrizes podem ser também. zoológico.2.2. criar espaços amplos e bem localizados. Diretrizes de Projeto O início do processo de projeto ocorre quando há a determinação das primeiras intenções de projeto. usar e se sentir no espaço projetado.

Etapas de Projeto espa aços pode ser desenvovido d pa aralelamente um ma lista de ativid dades que serão desenvo olvidas e. (ABBU UD. também. ento: 2. com a presença de croquis. Zoneame O zoneament to consiste na primeira espaci ialização das id déias. 13 Figura 18 – Exemplo de Zo oneamento.5. Essas duas listas ão relacionadas s a lista de es spaços. Partido Geral G ou Plano de d Massas: Nesta etapa começa o est tudo das interrelações físicas s do espa aço.2. Vanes ssa Goulart Dorn neles . Nesta etapa o prog grama definido é localizado no terreno ou praç ça de dive ersas formas até é se chegar em uma combinaç ção que pareça mais cond dizente com o conceito utiliz zado e com as s necessidades s dos “clie entes”. Apo ostila de Projeto o de Paisagism mo Prof. e caso o não haja esp paços serã sufic cientes para asatividades a e sensações desejadas. há a definiç ção das circulaçõ ões e dos volum mes. també ém de sensaçõe es.4. d entã ão é nece essário criar mais espaços e eq quipamentos. 2006) 2. é necessário o desenvolve er o Nesta etapa dime ensionamento dos espaços s e equipam mentos que serão s implantados. a. Nesta etapa e pode ha aver uma lige eira implantação o de equi ipamentos.

6.2. Início o do dese enho de equipam mentos e mobiliá ários. Etapas de Projeto 14 2. 2006) Figura F 20 – Exemplo de Partido e Pla ano de Massas. para que q o clien nte possa compr reender as inten nções do projeto o e todos os esp paços que foram planejado os. Apres senta Esta etapa é o aprofundam volum me e forma bem b definidos e cortes esque emáticos. (ABBUD. Estudo Preliminar mento da implantação. Fonte:Florestal Waltercy dos d aterial de Aula) Santos Jr. (Ma Figura 21 – Exemplo de Estud do Preliminar. Esta etapa dev ve ser apresent tada de forma ilu ustrativa. Flo orestal Waltercy do os Santos Jr. Figura 19 – Exemplo de definição de espaços. Nesta etapa que q deve ocorr rer o contato co om o “cliente” e se houv ver mudanças de evem ser feitas antes da etapa de Ante-projeto. Vanes ssa Goulart Dorn neles . Apresenta ação de croquis. (Ma aterial de Aula) Apo ostila de Projeto o de Paisagism mo Prof.

7. (AB BBUD. 2006) Figura 22 2 – Exemplo de A Ante-projeto. 15 Figura 23 – Exemplo de Proje eto Executivo. Apo ostila de Projeto o de Paisagism mo Prof. Deve-se ap presentar os po ontos hidrá áulicos e escoam mento das água as e os pontos de iluminação. vistas. Vanes ssa Goulart Dorn neles . Apresenta cortes. com o aument to da esca ala. Apresenta-se todos t os desenhos d que ilustrem i a proposta. c vistas ou fachadas. cortes c e detalhe es. (ABBU UD. 2006) 2. e os principais detalh hes. Projeto Executivo E Nesta etapa o projeto dev ve estar comp pleto com todo os os equi ipamentos e circ culações devida amente cotados.8. Etapas de Projeto 2. Ante-proj jeto: Nesta etapa aprimora-se a etapa anterior. fach hadas. como per rspectivas e cro oquis.2.

p Figura 26 – Ex xemplo de Convenç ção de Legenda. 2006) Apo ostila de Projeto o de Paisagism mo Prof.9. (ABBUD. (ABBUD. (A ABBUD. 200 06) d Plantio 2. juntame ente a planta dev ve-se apre esentar uma tab bela com as dem mais informaçõe es necessárias sobre s as plantas. Em planta p utiliz za-se a convenç ção de legenda a abaixo. Projeto de Esta etapa faz parte do projeto execut tivo e consiste e na discriminação das espécies e vegeta ais utilizadas no o projeto.2. 2006) Fig gura 24 – Exemplo o de Detalhes de D Drenagem e Ilumina ação. Vanes ssa Goulart Dorn neles . Etapas de Projeto 16 Figura 25 – Exemplo de Proje eto de Plantio.

Etapas de Projeto 17 Figura 28 – Exemplo de Detalhe de Imp permeabilização.10. Apo ostila de Projeto o de Paisagism mo Figura 29 – Exe emplo de Detalhe de d Borda. p equi esca adas e etc. (AB BBUD. Detalhamento O Detalhame ento consiste na compleme entação do pr rojeto exec cutivo. 2006) 2. para aux xilizar a execuçã ão da obra da melhor forma pos ssível. inclinações ne ecessárias em pisos. Prof. Vanes ssa Goulart Dorn neles . Figura 27 – Exemplo de Tabel la de Espécies.2. Fonte: D Desconhecido. Nestes desenhos são s apresentado os os revestimentos e camadas s dos ipamentos. Fonte: Desconhecid do. as fo ormas de fixação o.

(ABBUD.2. Etapas de Projeto 18 Figura 30 – Detalhe es. 2006) Apo ostila de Projeto o de Paisagism mo Prof. Vanes ssa Goulart Dorn neles .

Intenso.1. (ABBUD. Desenho o dos Espaç ços 3.2.2. Irregular.3. 2000) ) ndo um Traçado o 3. Desenho do os Espaços 19 3. s: Caracterísitcas Dinâmico. Básico. Escolhen Uma maneira de se projetar p praças ou parqu ues é escolhend do um traça ado que uniform mize o desenho urbano.2. Há que se pla anejar o que est tará acima das nossas cabeças s. em frent te a nossos olho os e sob nossos s pés. Vigoroso. Reforçado. Ativo. o. Assim será apresentado a alguns traçados s possíveis de e ser esco olhidos para se projetar p praças e parques. Forte. Traçado o Retilíneo 45° Uso de linhas verticais e horiz zontaise introduz z linhas a 45°. Variado. Ordenado Esperado o Rígido. Vanes ssa Goulart Dorn neles .2. Fácil. Conectado Apo ostila de Projeto o de Paisagism mo Prof. SANTOS. Figura 31 – Ilus stração do Espaço o em Paisagismo. Definido. Rápido. Pode e-se tirar partid do da form ma do terreno. 3. ou apenas estabelec cendo crité érios de desenho os que aparecer rá em todo o esp paço a ser projetado. Tenso. Excitante. Rápido. Lógico. fazend do com que os o percursos sejam s marc cados por praze erosas descober rtas.1. o. 3. Forte. Estático. 2006) Fig gura 32 – Exemplo o de Traçado Retilí íneo (LIMBERGEER. O Espaço o do Paisagism mo O projeto de paisagismo dev ve fazer uso do jogo de dissimu ular e mos strar certos ele ementos. Traçado o Retilíneo Caracteriza-se e pelo uso de linhas verticais e h horizontais Caracterísitcas s: Dominante. Direcional. da malha da cidade.

Interessante. Caracterísitcas: Leve. SANTOS.2.Exemplo de Traçado Radial (LIMBERGEER. Formal. Único. SANTOS. 2000) 3. Calmante. 2000) Compromissado. Concentrado. Não tradicional.Exemplo de Traçado Arco Tangente (LIMBERGEER. SANTOS. linhas 45° e linhas multidirecionais Caracterísitcas: Assimétrico. Misterioso.3. Atrativo. 1/3 da circunferência e circunferência completa. Variado. Complexo. Intrigante. Interessante. Atrativo. Vanessa Goulart Dorneles Figura 34 . Fluído. Expansivo. Convidativo. 1/4 da circunferência. Reforçado. Desenho dos Espaços 20 3. Transacional. Forte.2. Figura 35 . Ativo. Dinâmico. horizontais e linhas a 45°. Traçado Irregular Linhas verticais. Prof. horizontais. Direcionado. Traçado radial Usa circulferências de dimensões variadas Caracterísitcas: Intenso. Irregular. Diverso. 2000) Apostila de Projeto de Paisagismo . Excitante. Passivo. Traçado arco e tangente Usa linhas verticais. Espiral.Exemplo de Traçado Retilíneo 45º (LIMBERGEER. Refinado. Desenvolvido. Prazeiroso.4.3. Desenvolvido 32.5. Prograssivo. Figura 33 .

Março 2000.2.Exemplo de Traçado Curvilíneo. 63p. apud LIMBERGER. Universidade Federal de Santa Maria. Tradicional. 157-187. Vanessa Goulart Dorneles .6. Traçado Curvilíneo Uso de curvas e inexistência de linhas retas na malha. Sensual. Figura 36 . Drawing and Designing with Confidence.Exemplo de Traçado Irregular (LIMBERGEER. Nara Rejane Zamberlan. SANTOS. Casual. Serene. Lin. SANTOS. Orgânico. 2000) Apostila de Projeto de Paisagismo Prof. Leve. Relaxante. Figura 37 . Lucienne Rossi Lopes. SANTOS. Gracioso.3. 2000) 3. Caracterísitcas: Fluido. (LIMBERGEER. Contínuo. P. Delicado. Caderno Didático Paisagismo 1. Mike W. Interessante. Desenho dos Espaços 21 Estas informações foram retiradas de ASLA.

Veja o Exemplo abaixo elaborado pelas alunas Larissa e Helen em 2009. além das dimensões é nessessário indicar quem será o público alvo. lembre-se sempre de posicionar quadras no sentido maior para norte e sul. (NEUFERT. quantidade possível de usuários a utilizar. pode indicar cores e sensações. assim como áreas de acesso. o tipo de lazer a qual o equipamento ou espaço se destina (ativo ou passivo). Esta ficha serve como um planejamento prévio do espaço. que atividades podem ser desenvolvidas no espaço. 1981) Sendo assim é importante fazer um pequeno esquema do uso dos equipamentos em forma de FICHA de DIMENSIONAMENTO. é necessário verificar as dimensões dos mesmos para conferir se cabem ou não. Dimensionamento de Espaços Assim que há a definição do programa de espaços e equipamentos a serem implantados no projeto. Vanessa Goulart Dorneles . Dimensionamento de Espaços 22 4. evitando que goleiros e jogadores joguem de frente para o sol. Além do espaço próprio para o equipamento é necessário lembrar que há um espaço de circulação livre que deve ser previsto. os equipamentos e mobiliários que irão compor o espaço. a Apostila de Projeto de Paisagismo Prof. Por exemplo: Uma quadra de esportes tem suas dimensões oficiais conforme o tipo de jogo a ser desenvolvido.4. assim além das dimensões para o jogo é necessário incluir um espaço para a circulação da platéia e também para a própria platéia. e ainda alguma informação técnica necessária para a criação do espaço. Figura 39 – Exemplo de Ficha de Dimensionamento (2009) Figura 38 – Dimensões de Quadra de Futebol. No caso de espaços de espaços ao ar livre.

Fonte: http://www.Exemplo de caminho sinuso com pedra portuquesa. porque permitem que o jardim seja apreciado aos poucos.br/trab_aracaju2.com. escorregadios e estreitos. quando se acomoda a configuração do terreno.rosalbapaisagismo. Fonte http://www.rosalbapaisagismo. (LIMBERGER. Na hora de escolher o tipo de revestimento de um determinado espaço. Fonte http://www.5.arq. uma circulação principal da praça deve possuir maiores dimensões que as circulações secundárias: Figura 41 . não sendo muito íngremes. definir a função do caminho diferenciando a Apostila de Projeto de Paisagismo Prof.casaecia. na durabilidade e adaptabilidade do material para este uso e principalmente na segurança e conforto dos usuários. Os caminhos como definidores do espaço “A rota de um caminho.htm# Figura 42 . p. Caminhos Sinuosos ao contrário dos retos costuma ser mais apreciados. adquire mais sentido”.br/rpjardins.htm A largura dos caminhos deve ser estabelecida em função da hierarquia dos fluxos.com. Os caminhos como definidores do espaço 23 5.htm# Pode se pavimentação. Figura 40 – Exemplo de caminho sinuso com pedra portuquesa.Exemplo de caminho sinuso com Madeira na grama. Os materiais para a confecção dos caminhos ou pavimentos em praças e jardins podem ser os mais diversos e criativos possíveis. o cuidado na escolha do material deve estar sempre presente. devemos pensar no tipo de uso do espaço.br/rpjardins. entretanto. SANTOS. tornando o jardim maior do que ele realmente é. 2000.34) Conforme Limberger e Santos (200). Vanessa Goulart Dorneles . os caminhos devem ser confortáveis.

Vanessa Goulart Dorneles . (ABNT 2004) Figura 44 Exemplos de dimensões de circulações com pessoas em pé. (MACEDO. Os caminhos como definidores do espaço 24 Figura 43 – Exemplo de Diferenciação de Hierarquia de Caminhos. (GURGEL 2007) Figura 46 – Forma de Caminhar dos Usuários. deve-se considerar a quantidade de usuários Figura 45 Exemplos de dimensões de circulações com pessoas em cadeira de rodas.5. 2001) Além disso. Fonte: Ana Alice Miranda (Material de Aula) Apostila de Projeto de Paisagismo Prof.

5. Vanessa Goulart Dorneles . Fonte: Ana Alice Miranda (Material de Aula) Figura 48 . Os caminhos como definidores do espaço 25 Figura 47 .Forma de Caminhar dos Usuários.Forma de Caminhar dos Usuários. Fonte: Ana Alice Miranda (Material de Aula) Apostila de Projeto de Paisagismo Prof.

2002 2). flor. e sombrear (MAS SCARÓ. não seguin ndo a rigor r a classificação o botânica das p plantas: árvores. aprese ença da vegeta ação nos espa aços pode prov vocar sens sações de bem m-estar nos usu uários conforme e sua composiç ção e pode em servir como referencial urba ano e estimulo sensorial. quadrad da. etc. e a épocas d de floração e fru utificação. MAS SCARÓ. arbu ustos. No o entanto. se é redonda. . que tem por mpridas. pode endo ser rala ou o densa.). As cara acterísticas princ cipais da vegetação foram class sificadas por Cas stro e Santiago (2001) e detalhadas d por B Bins Ely et al. rte variável e diferenciam-se das As palmeiras. (20 006) como: Atributos form mais: correspond dem à forma geo ométrica. levand do-se em conta c todos os meses m do ano. Estes atributo os estão present tes em todos os s tipos de vegeta ação. etc. l linear. rugo Atributos funcionais: corres spondem à pre esença de som mbra. cor. conf forme seu porte e e função como o elemento urba ano. onde é obser rvada es de tronco. . e à pe erenidade das folhas. e servem m para ameniz zar o Apo ostila de Projeto o de Paisagism mo micro oclima e a poluição urbana. Prof. Conhecendo a vegetação 2 26 6. à co or.. MASCARÓ. caso sejam s cadu ucas ou perenes s. As árvores sã ão vegetais com mplexos. de ac cordo com m suas características (como c cor. trepa adeiras. flora ação. que q pode ser do os animais que habitam h a veget tação ou do d vento. etc.6. a marc car e delimitar os o espaços visu ualmente de aco ordo com sua co or ou forma. ainda. amenizan ndo a radiação solar. pode p servir com mo estímulos se ensoriais devido ao odor r. textura. Conforme su ua composição e atributos (odo or. forma. Neste N traba alho os tipos de e vegetação são o divididos em seis s grupos distintos. e à textu ura das plantas. que podem servir s com mo um referenc cial no espaço caso seja fort te ou perceptív vel. e etc. e su uas característic cas intrínsecas p podem variar. com espinhos. Além das fun nções amb bientais. visua Figura 49 . funcionando co omo barreira acústica. pod máxi imo 6 metros de d altura. Atributos tem mporais: que correspondem à velocidade e de cres scimento das espécies. Suas funções princip pais nas áreas livres l são de delimitar espaços e e form mar barreiras v visuais e de ruído r SCARÓ. Vanes ssa Goulart Dorn neles . fruto conforme c o tipo de core vege etação. folhagem m. que podem ser r visual – confor rme o tipo de tronco ou a composição d da folhagem – ou tátil – se é liso. som.) serve em como referenciais urbano os e sensoriais. etc. te endo potencialid dades difer rentes a serem m exploradas em projetos de áreas livres. trapezoidal. odor. Fon nte: (MASCARÓ & M MASCARÓ.Tipos de Palmeiras. 2002) dendo alcançar no Os arbustos têm porte intermediário. confo orme composiçã ão ou (MAS espé écie utilizada. servem m como marcad dores árvores por serem esbeltas e com ais. 2002). herbáce eas e forrações. 2002). de gra ande porte (algumas ultra apassam 50 metros m de altura). palmeiras. à emissão de odores. atuando nos microc climas urba anos. . ou sej ja. à emis ssão de sons. e a cap pacidade de atra ação da fauna. com pelos. e reduzin ndo a polu uição do ar (MASCARÓ. . copa. enfatizando e direcionando caminhos. etc. Conhecendo a vege etação A presença de d vegetação n nos espaços ab bertos públicos é de sum ma importância para p a ambiência urbana. oso. podendo. MASCA ARÓ. modifica ando a velocida ade e direç ção dos ventos.

delimitar espaços e conferir identidade as áreas livres. pois atraem pássaros. servem para proteger o solo da erosão (UFPR. etc. tem um crescimento mais significativo no sentido horizontal que vertical.. configurando áreas de estar agradáveis. sendo plantadas em grupos ou isoladamente. Vanessa Goulart Dorneles . Todos os tipos de vegetação têm funções ambientais. São utilizadas. Além de ornamentar. 2004). podendo substituir os arbustos em locais sombreados. de acordo com a cor das flores ou suas texturas táteis e/ou visuais. alcançando altura máxima de 2 metros.Tipos de Arbustos. como ornamento e sombreamento (UFPR. 2002) Figura 50 . delimitadores de espaços. 2004. tendo como principal função a ornamentação de jardins (UFPR. 2002). Conhecendo a vegetação 27 Figura 51 – Exemplos de Trepadeiras. 2002) As trepadeiras não possuem um porte definido. 2004). Apostila de Projeto de Paisagismo Prof. as forração. MASCARÓ. As herbáceas têm porte baixo.6. formando tapetes vegetais. Entretanto. MASCARÓ. também. colaborando com a manutenção do meio ambiente. normalmente. e costumam ter odor agradável quando produzem flores e frutos. estímulos sensoriais. Fonte: (MASCARÓ & MASCARÓ. e permitem as mais diversas composições visuais. cuja altura máxima chega a 50 centímetros. podendo variar em altura e forma conforme o suporte ao qual estiverem apoiadas. podem ser utilizados com muitas outras finalidades. Fonte (MASCARÓ & MASCARÓ. como marcadores ou barreiras visuais. Destacam-se pela produção abundante de flores. devido à diversidade de espécies e características existentes. Podem. Por fim.

23) 28 Figura 53 Rua sem vegetação. Fonte: (MASCARÓ & MASCARÓ. Prof. se os edifícios do entorno comportam. largura de calçadas. Apostila de Projeto de Paisagismo As palmeiras podem ser usadas em um caminho para marcar e enfatizar o lugar a que se deseja chegar. o que já não ocorre quando implantadas árvores onde as copas se entrelaçam. p. os muros estreitam o espaço Fonte: (MASCARÓ & MASCARÓ. 2002.Paisagem urbana organizada pela vegetação. 6. se o espaço é de descanso ou de passagem. A presença da vegetação. Vanessa Goulart Dorneles . para que não haja um confinamento das pessoas. entre outras características.1. Mas deve-se tomar cuidado ao escolher a espécie a ser implantada em uma calçada. (Mascaró. dependendo de seu porte em relação à edificação.6.A vegetação protege o muro e amplia psicologicamente os espaços urbano. melhorando sua ambiência. pode criar planos que organizam e dominem o espaço urbano através da unificação. 2002) A vegetação implantada junto a muros em calçadas melhora psicologicamente o espaço. Fonte (MASCARÓ & MASCARÓ. Conhecendo a vegetação podendo contribuir com a acessibilidade. Aspectos Paisagísticos A presença das árvores nos espaços abertos públicos é de suma importância. assim como as árvores implantadas no outro lado da calçada. 2002) Figura 52 . sem modificar o perfil da edificação. segurança e conforto dos idosos nas áreas livres. em função das características da planta e da largura da própria calçada. 2002) Figura 54 . devido a sua linearidade. Para escolher as espécies a serem adotadas é importante analisar o espaço onde ela será implantada. ou simplesmente formar uma cobertura vegetal aconchegante para quem passa por baixo de suas copas horizontais.

nesse caso. Vanessa Goulart Dorneles . ou apenas um espaço de descanso. densidade de folhagem. p. galharia e características ambientais que variam de espécie para espécie. A diversidade de espécies vegetais também proporciona valores de transmitância luminosa e alguma variação de temperatura e umidade relativa do ar.26) 6. criando uma paisagem coerente onde os edifícios Apostila de Projeto de Paisagismo Prof.. Pode ser projetado também para permitir a brisa fresca no verão e sombra. ainda. podendo ser o ponto visual mais importante de um espaço urbano. (Mascaró. cor. p.] as árvores de grande porte dominam o mais caótico cenário de uma rua. 2002. textura. Este espaço moldado pela vegetação também se altera durante o decorrer das diversas estações do ano.. forma. Conhecendo a vegetação 29 fracassam. [. Além disso. Quando a árvore está plantada isolada. já que. Fonte: (MASCARÓ & MASCARÓ. 2002.] barreiras ambientais. frutificação e mesmo da folhagem. (Mascaró.1.. (Mascaró. também. (Mascaró. 2002. (Mascaró. 2002. 2. principalmente no que diz respeito ao aspecto formal da copa. p. 2002) Figura 56 Copas que se entrelaçam minimizam o efeito geométrico e aumentam o sombreamento. Nos maciços heterogêneos existe.27-28). o potencial escultórico da vegetação é ressaltado. a possibilidade de misturar árvores perenes e caducifólias. definidores do espaço ou acontecimento espacial (funções ornamentais”). essas características tornam-se fundamentais. pela cor da floração.27). Agrupamentos arbóreos Funções: “ [. floração. 2002.Maciços Heterogêneos Os diversos formatos de copa e suas alturas distintas podem provocar o efeito de barreira de vento quando desejado.. Figura 55 As palmeiras alinhadas ressaltam a perspectiva sem contribuir na ambiência.6. o fundo sobre o qual podem situar-se espécies menores (talvez flores) e fornecem a sombra necessária no verão. proporcionam. direcionando-o para cima e produzindo o efeito de esteira e após o de barreira.27) 9. com a perda da folhagem. Fonte: (MASCARÓ & MASCARÓ.25) A árvore plantada isolada tem suas características ressaltadas.2. tanto para o pedestre como para os veículos do recinto urbano. p. p. 2002) As plantas possuem volumes com porte.

2002.2.Maciço homogêneo. caso a espécie não seja caducifólia. “O sombreamento é bastante uniforme e sua eficácia está relacionada com a transmitância luminosa e com a permeabilidade ao vento da espécie escolhida [.]”. Fonte: (MASCARÓ & MASCARÓ. Vanessa Goulart Dorneles . Fonte: (MASCARÓ & MASCARÓ. Conhecendo a vegetação 30 Copas densas podem apresentar bons resultados de sombreamento e de diminuição da temperatura no verão. (MASCARÓ & MASCARÓ. 2002) 6. Espécies plantadas a distâncias inferiores às somas de seus raios.6. (Mascaró.. sombreia e permite a ventilação. Maciços Homogêneos Este tipo de agrupamento ressalta o potencial da espécie adotada. 2002) Figura 59 . p. Apostila de Projeto de Paisagismo Figura 60 Maciço heterogêneo: enfatiza o potencial paisagístico. fazendo com que as árvores cresçam de forma vertical em busca da luz.Maciço heterogêneo: formado por diversos formatos de copa..2. 2002) Prof.28). porém no inverno caracterizarão o local como um lugar de passagem. e suas características. terão seus galhos entrelaçados quando chegarem à idade adulta. p. 2002) Figura 58 Maciço heterogêneo organizado para permitir a ventilação. Fonte: (MASCARÓ & MASCARÓ.28-30) Figura 57 . copas iguais. (Mascaró. 2002.

p.2. Uma escolha adequada que contribua pra um melhor microclima urbano na região subtropical úmida deve levar em consideração as mudanças de forma e tamanho que se processarão ao longo do tempo. Outro aspecto importante a ser considerado é a escala . Sombreamento ameniza o rigor térmico da estação quente. quanto mais massa se inclui. modificando a velocidade e direção dos ventos.30-31) 31 pois dependendo da estação que se tem. 2002) 6.3. quer seja minimizando a visualização da altura da edificação. aumentando sua inércia e provocando queda diurna das variações de temperatura. 2002. Conhecendo a vegetação Para medida de segurança é importante que os corredores verdes tenham no máximo 30 metros. diminui as temperaturas superficiais dos pavimentos e a sensação de calor dos usuários. p. (Mascaró. o fator de céu visível das fachadas dos edifícios que o delimitam e a sua orientação em relação ao sol e ao vento definem sua performance termoluminosa. Vanessa Goulart Dorneles .Rua corredor: paisagem linear. 2002.40-41) Prof. 2002. 2002) Figura 62 . são características que favorecem o comportamento térmico de espaços urbanos em relação ao clima local. (Mascaró. intercalando com espaços vazios ao longo das vias.32). amenizando a radiação solar.3. devendo ser feita baseada nas condições de insolação do recinto urbano através do ano e das necessidades de sombreamento em cada estação. a relação entre o observador e a paisagem. principalmente as de grande porte. a área parcialmente sombreada. Funções: 6. Aspectos Ambientais “A vegetação atua nos microclimas urbanos contribuindo para melhorar a ambiência urbana sob diversos aspectos”(MASCARÓ. os agrupamentos de vegetação terão características diferentes. Temperatura e umidade do ar a vegetação. Assim. A quantidade de radiação solar que penetra nele. p. quer organizando locais aconchegantes em grandes espaços. assim como a exposição ao sol e ao vento. A vegetação se preta bem para fazer essa transição de escala. p.1. Para um melhor desempenho da vegetação é importante levar em consideração o clima da região onde está sendo projetado.33-35) Figura 61 . ou seja. reduzindo a poluição do ar.3.39-40) As árvores.6. (Mascaró. Apostila de Projeto de Paisagismo 6. Fonte: (MASCARÓ & MASCARÓ. mais predominantemente. acrescentam ao recinto urbano tanto mais capacidade térmica. atuando como barreira acústica.Exemplo de sombreamento usando diferentes tipos de vegetação. 2002. p. (Mascaró. Fonte: (MASCARÓ & MASCARÓ. as características morfológica e ambiental são as que determinam o desempenho microclimático do recinto urbano. 2002.

figura retirada do Livro Vegetação urbana (2002) de Lúcia Mascaró. densidade da ocupação e gabarito das edificações.O perfil heterogêneo da avenida arborizada aleatoriamente. a forma. pela desviação (altera-se a direção do som).45) Segundo Robinete apud Mascaró (2002).4.6. Ventilação o vento possui características positivas e negativas. são quatro os efeitos básicos da vegetação em relação ao vento: Figura 64 . RS. Dentre os fatores que determinam o desempenho da vegetação com relação à ventilação.Temperaturas superficiais de dieefrentes superfícies urbanas. 6. pode trazer com ele. (Mascaró. Prof. Através de uma adequada proposta urbano-arquitetônicapaisagística torna-se possível amenizar estes efeitos. poeira e ruídos indesejáveis. As características das espécies arbóreas como: porte. a permeabilidade. p. também são fatores determinantes de sua influência para as condições de ventilação de um local. Vanessa Goulart Dorneles . 2002) Apostila de Projeto de Paisagismo 6. Conhecendo a vegetação 32 Canalização do Vento (corredor – largura menor que 2. destacam-se as características do local: permeabilidade e perfil do recinto. Fonte: (MASCARÓ & MASCARÓ. orientação com relação aos ventos predominantes.3.3. permite a deflexão do vento. quebrando o efeito de canal. o período de desfolhamento e a idade.3. Novo Hamburgo. Fonte: (MASCARÓ & MASCARÓ. 1978. Acústica As árvores e a vegetação em geral podem ajudar a reduzir a contaminação do ruído de cinco maneiras diferentes: pela absorção do som (elimina-se o som). 2002. favorecendo ou impedindo a sua ventilação e a do espaço aberto.A distânia da vegetação ao edifício modifica a velocidade e direção do vento. visto que a vegetação permite controlar a direção e a velocidade do vento. assim como é responsável pela renovação do ar dos espaços externos e internos a uma edificação. assim como sua velocidade pode trazer desconforto aos usuários. 2002) Figura 65 . Fonte: Laurie.5 vezes a altura média) Deflexão do vento (alteração na direção e velocidade do vento) Obstrução (bloqueio a passagem do vento – quebra-vento) Filtragem (isolamento dos usuários no interior de espaços) Figura 63 .

Apostila de Projeto de Paisagismo Prof. Vanessa Goulart Dorneles . (MASCARÓ & MASCARÓ.52) As plantas absorvem mais os sons de alta freqüência que os de baixa. 2002.6. por onde penetra o som poluindo o centro dos quarteirões. e podem criar um limite visual na perspectiva da rua. Fonte: Arizmendi. Conhecendo a vegetação pela reflexão (as ondas sonoras mudam de direção ao redor de um objeto). p. 2002. pois os sons mais prejudiciais são os de alta freqüência. sendo isso vantajoso para as pessoas. figura retirada de Mascaró. 2002) Praça acústica: as praças verdes são zonas acusticamente inertes. Elas interrompem o tecido urbano.57. 1980. Pode-se também fazer desníveis no terreno artificialmente e implantar gramíneas e vegetação. p. 33 Figura 66 . (Mascaró. por ocultamento (cobre-se o som indesejado com outro mais agradável).Exemplo de barreira acústica vegetal densa com plantas de diferentes Alturas. Atenuação do som pela combinação de vegetação e massa construída: criação de maciços vegetais nos canais formados pelos edifícios. Formas de controle acústico: Barreiras acústicas: presença de espécies vegetais densa e de diferentes alturas colaboram para atenuação do som. Figura 67 .Exemplo de praça acústica.

po ois as maiores são norm malmente mais caras. 20 002) 6. 1976). Vanes ssa Goulart Dorn neles . Peliculosidade Algumas plant tas são perigos sas para a popu ulação. pelo menos m em determinado d per ríodo do dia. Clima olação: Quanto à inso A vegetação é dividida em g grupos: aquelas s que necessitam de inso olação direta e outras. mia 6. A ma aioria das plantas se adapta mais facilment te às temp temp peraturas altas. Sua utiliz zação urbans deve d ficar restr rita a áreas onde seus aspe ectos Prof.6. Econom É importante ao se fazer um m projeto de pa aisagismo verific car a dispo onibilidade no mercado m das pla antas que se p pretende usar. p. o porte das mudas. . São rara as as plan ntas de porte qu ue não necessita am de insolação o direta.4.Distância entre Espécies. Aspecto O projeto de paisagismo p pode e oferecer de uma forma geral uma econ nomia energética a as edificações s. Quatro process sos diferentes de amenizaçã ão da polu uição gasosa pe elas plantas pod dem ser consid derados: filtragem ou abso orção.3. Apo ostila de Projeto o de Paisagism mo o energético 6.3.6. e também o custo da a manutenção e do cuida ado durante o cr rescimento. 1979). Dochinger.5. em m geral de bar rranco. Deneke. (Lúcia Mascaro) ) Figura 68 .4. (Lúcia Mascaro) 6. 2002. se as s plantas não são raras ou exóticas. (L Lúcia Mascaro) fértil também deve ser Fi igura 69 . (Mas scaró. oxigenaç ção. 9.4. seja por r sua toxic cidade. Fonte: (MASCARÓ Ó & MASCARÓ.5. se s há produtores desta planta próximo a área de plantio. Fon nte: (MASCARÓ & MASCARÓ. pois um bom projeto influencia no confo orto lumínico e térmico t das edif ficações circunvi izinhas. não ocasionando os extras.4.A pr rofundidade do solo s conhecida. Controle da Poluição Atmosférica A vegetação urbana tem imp portante capacid dade de remoçã ão de partículas e gases poluentes da a atmosfera (Smith h.4.4. 2002) ) 6. Necessidade de água tas não resistem à est tiagem prolongada Muitas plant princ cipalmente as do o estrato arbustivo e forrações. do variável a capacidade c de r retenção ou tol lerância a polue entes send entre e as espécies e mesmo entre indivíduos da mesma espécie (Sch hubert. se a planta a não custo é de e difícil reprodu ução.Barre eiras do Ruído.1. Critérios para a escolha a da vegetação 6. Conhecendo a vegetação 3 34 Quanto à temp peratura: São apenas as s plantas de clim ma temperado que resistem a ba aixas peraturas. pela pre esença de espinhos ou pela s sua fragilidade. o indireta.2. diluição e oxidação (Gr rey.4.4.5 58) 6. 1978). levando em con nsideração o pe eríodo do dia d e a presença ou não de luz natural no local. Solo A terra deverá á ser de boa qualidade q (nem muito arenosa nem muito o argilosa). isenta de pragas e ervas e daninhas e devidam mente tratada com c adubo.

2002) Apostila de Projeto de Paisagismo Prof. ainda com estruturas leves provisórias. Vanessa Goulart Dorneles . geralmente são frágeis. Conhecendo a vegetação negativos possam ser neutralizados. pelo menos. (MASCARÓ & MASCARÓ. de sombreamento artificial que serão substituídas pelas copas das árvores adultas. Se a função principal da arborização for o sombreamento.4. 2002) Figura 70 .7. Exemplos: plátano e aroeira. precisam de manutenção especial e de disponibilidade de radiação solar de. Fonte: (MASCARÓ & MASCARÓ. menos porte e vida útil ou com pergolados cobertos por trepadeiras de folhas caducas ou.6. Árvores e arbustos de crescimento rápido. (Lúcia Mascaro) 35 6. Crescimento O crescimento das plantas está associado com a função que ela terá perante o espaço público.Plantas Perigosas. algumas horas por dia. a escolha das espécies deve combinar árvores de crescimento lento e copa densa com outras de crescimento rápido. (Lúcia Mascaro) Espécies para estacionamento Figura 71 – Espécies para Estacionamento.

Conhecendo a vegetação 36 Figura 72 Espécies para Estacionamento. Biodiversidade Burle Marx (1980) opinou que é necessário trazer espécies nativas para os jardins urbanos e parques botânicos. de manter uma coerência ambiental.6. considerando as características ambientais as quais as espécies são toleráveis.4. Pois é menos arriscado colocar à venda espécies conhecidas da população. (Lúcia Mascaro) Tanto os hortos quanto os viveiros comerciais vêm produzindo mudas que tenham demanda de mercado. produzido por Lúcia Mascaró e Ruan Mascaró. (MASCARÓ & MASCARÓ. Todas as informações contidas neste capítulo até este momento. (MASCARÓ & MASCARÓ.8. A utilização de plantas nativas em “projetos de paisagismo é uma forma de perpetuar espécies. pois nem todas são propicias no nosso clima. Porto Alegre: 2002. É importante ainda o cuidado com plantas exóticas. como os coqueiros e (Cocos nucifera) e o Eucaliptos. mesmo assim muitas tem sido usada discriminadamente e já foram “aculturadas”. (Lúcia Mascaro) Deve-se procurar usar árvores nativas. como num caso de um parque escola. 2002) Distâncias: 6. 2002) Apostila de Projeto de Paisagismo Prof. onde se queira ensinar as diferenças entre espécies. resistentes ao transplante e que dispensam cuidados especiais de manutenção. foram retiradas do Livro: Vegetação Urbana. Vanessa Goulart Dorneles . de fazer a população compreender essa extraordinária riqueza que possuímos”. exemplo: não se deve plantar uma espécie nativa da floresta amazônica na região sul do país. Figura 73 – Distanciamentos. Existem casos que o uso de plantas raras e exóticas não são questionáveis.

Os mobiliários mais comuns dessa classificação são: orelhões.6). 2000. bicicletário. os mobiliários podem ser “[. com a coerência e a harmonia entre os elementos do objeto. p. a qualidade técnica. a percepção. (BINS ELY. Mobiliários Urbanos 37 7. Resultam da adequação das formas materiais que agregam valores de uso ao mesmo”. entre outros. Serviços de Base Proteção/Segurança: São os mobiliários que preenchem as necessidades elementares dos usuários. estética e informação em relação aos seus aspectos morfológicos”. orientação e informação do usuário no espaço público. entre outros. floreiras. (BINS ELY. bebedouros. placas. A conotação pode ser usada como propósito referencial”. momentâneas e diversificadas dos usuários. p.8) Estes valores podem ser de utilização. mapas. de durabilidade e de mobilidade/manuseabilidade. caiza de correio. Valores Informativos: “Reside na capacidade do objeto em possibilitar que os significados que o intérprete lhe atribui facilitem sua compreensão. (BINS ELY. Ivana Lucy Szczuk. nomes de ruas. pode-se classificar o mobiliário em quaro categorias funcionais. 2000. lixeiras. a legibilidade e informações secundárias. cultural ou oficial. entre outros. sanitários. de ‘souvenirs’.10) Es valor está relacionado com o estilo do objeto. como plantas de transito.7) Entre os valores informativos encontramos a linguagem. Comércio: São os “Equipamentos de promoção e divulgação de produtos oferecidos por entidades comerciais privada ou do Estado” (BINS ELY. Patrícia Biasi Cavalcanti e Vera Helena Moro Bins Ely. entre outros. Lazer e cultura: Estes mobiliários estão relacionados com as necessidades lúdicas. Mobiliários Urbanos De acordo com Bins Ely et al (2002). p. 2000.] avaliados segundo critérios de utilização.Grupo PET Arquitetura e Urbanismo. monumentos. sensoriais. Exemplos: fontes. mesas. contemplativo ou ativo. 2000. Vanessa Goulart Dorneles . Segundo Bins Ely et al (2000. Apostila de Projeto de Paisagismo Valores Funcionais: “São aqueles relacionados às necessidades básicas e complementares do objeto. bancos. Prof. de conservação. 2000. como segurança. A seguir serão apresentados alguns mobiliários implantados es espaços públicos. de segurança. abrigo de ônibus. elaborado por Bárbara Palermo Szücs. seja este passivo. mas também das características do indíviduo e seu condicionamento cultural”.5).. de flores. Valores Estéticos: “A percepção do objeto e a interpretação que o indivíduo faz dele dependem das características do mesmo. Exemplos: quiosques de revistas. podendo ser publicitários. p.7. UFSC. de sucos.. Este mobiliários estão relacionados com a identificação. As informações contidas neste capítulo foram retiradas do Caderno de Mobiliário Urbano. jogos. psicológicas e em matéria de lazer. p. relação homemxobjeto (características ergonômicas). de modo a facilitar o entendimento: Orientação/Informação: São os mobiliários que contribuem e ajudam para a satisfação de necessidades pontuais. saúde e transporte.

Fonte: Bins Ely et al.7. 2000 Figura 78. 2000 Figura 83. 2000 Figura 85. Fonte: Bins Ely et al. Fonte: Bins Ely et al. 2000 Figura 82. 2000 Figura 77. 2000 Figura 76. Fonte: Bins Ely et al. 2000 Figura 81. Fonte: Bins Ely et al. Vanessa Goulart Dorneles . Fonte: Bins Ely et al. Fonte: Bins Ely et al. 2000 Figura 75. 2000 Figura 87. Fonte: Bins Ely et al. 2000 Figura 79. 2000 Figura 80. Fonte: Bins Ely et al. Fonte: Bins Ely et al. Fonte: Bins Ely et al. 2000 Apostila de Projeto de Paisagismo Prof. Fonte: Bins Ely et al. Fonte: Bins Ely et al. Fonte: Bins Ely et al. 2000 Figura 86. Mobiliários Urbanos Bancos Lixeiras 38 Figura 74. 2000 Figura 84.

7. 2000 Figura 90. 2000 Figura 89. Fonte: Bins Ely et al. Vanessa Goulart Dorneles . 2000 Figura 91. Mobiliários Urbanos Floreiras 39 Figura 88. Fonte: Bins Ely et al. Fonte: Bins Ely et al. Fonte: Bins Ely et al. 2000 Apostila de Projeto de Paisagismo Prof.

rugosa. irregulares. Ao se escolher o tipo de piso a ser utilizado deve-se levar em consideração diversas características dos mesmos: Cor. As características dos revestimentos e materiais foram classificadas por Bins Ely et al. Peso do piso. Se produz reflexo. entre outros. resistência ao impacto. possuindo desníveis. Se há mão-de-obra para instalação. podendo ser quadradas. Se tem fácil manutenção. que pode ser lisa. Apostila de Projeto de Paisagismo pois sua qualidade e manutenção são indispensáveis para um bom uso das áreas. Vento (no caso do uso de areia). de drenagem. se o piso de uma faixa de circulação está quebrado. se permite a drenagem do solo. e a natureza do material. 8. Desequilíbrio ambiental no processo de extração. se há ou não alteração da sua temperatura superficial quando exposto a variações de temperatura ambiente. há a característica antiderrapante (não escorregadio). Custo do material. em função do seu transporte. Além disso. se sua superfície não sofre alterações de altura e profundidade e se não se deforma com facilidade. O arenito tem problema de desgaste.2. Porosidade. o risco de acidentes e quedas torna-se iminente. Revestimentos Os revestimentos e materiais. mas podem impedi-las ou dificultá-las. Permeabilidade. e em dias de chuva pode empoçar água. com diversas variações e tonalidades. que depende da espessura e do material. com duas categorias: natural – extraído da natureza – e artificial – produzido pelo homem. de regularização. em três categorias: características formais. como o próprio nome diz. ou seja. são utilizados para revestir pisos e planos verticais e são os mais variados possíveis. Resistência. que conforme o tipo de material ou revestimento pode ou não ocorrer periodicamente. (2006). as formas. e regularidade e estabilidade. Textura. Entre as características formais destacam-se as cores. ou seja. retangulares. Dimensões e formas. Disponibilidade do mercado (transporte). a manutenção. podendo ser escolhidos conforme o estilo do projeto. Estes elementos não determinam as atividades desenvolvidas as áreas livres públicas de lazer. podendo também hierarquizar os caminhos. e a impermeabilização do solo. Por exemplo. Quanto às características de execução destacam-se a necessidade de mão-de-obra qualificada para implantação e manutenção.8. Prof. conforme sua implantação e características. No caso de revestimentos exclusivos para pisos. pontiaguda entre outras. Revestimentos de Piso Os pisos podem ser utilizados para diferenciar caminhos que levem a diferentes espaços com funções distintas. Tipos de pisos: Nos pisos vazados. Vanessa Goulart Dorneles . resistência ao atrito.1. se permite o choque com objetos sem alterar suas características físicas. em função do ofuscamento e da temperatura. pois o mesmo se desgasta mais que a junta de cimento. não se desgastando com o tempo. Entre as características funcionais destacam-se: a inércia térmica. etc. funcionais e de execução. 8. a textura. Revestimentos 40 8. Se é antiderrapante. mesmo que parcial. de impermeabilização. que variam em dimensões e geometria. arredondadas. como o piso grama. podem servir como estímulo sensorial (háptico. se coloca terra até a metade da altura para o assentamento e posteriormente coloca-se leiva de grama nos furos. visual e auditivo) e também como elemento de orientação e informação (como no caso dos pisos podotáteis indicados para contribuir na orientação de cegos nas áreas urbanas).

o pavimento intertravado com blocos pré-moldados de concreto permite a execução de reparos sem deixar marcas. Está é bem irregular. Os blocos de concreto para pavimentação permitem a perfeita drenagem das águas de chuva e. Possui ainda grande poder de difusão da luz solar ou artificial (iluminação pública). Os serviços de manutenção são simples. Além disso. projetistas.8. Vanessa Goulart Dorneles . vassoura. pá.eng. ao mesmo tempo. pois é feita do resto do corte das outras pedras. proporcionando maior segurança em trechos com rampas ou curvas. principalmente quando a pista estiver molhada. portanto. Trata-se de uma excelente alternativa. Na próxima página você vai entender o motivo pelo qual o piso intertravado é considerado ecológico. Os pisos cerâmicos precisam juntas de dilatação em áreas externas. bem como por qualquer pessoa envolvida na escolha dos tipos de pavimentos a serem utilizados nos mais diversos campos de aplicação. pois as juntas entre as peças possibilitam a infiltração de uma parcela das águas incidentes.br/Dicas/DicasI/Pavinter/pag1. de uma alternativa a ser considerada por administradores públicos e privados. esgoto e telefone.com. Ao contrário a pedra.com. evitam a impermeabilização do solo. Trata-se. Figura 92.br/ Prof. entre outros. apresentando menor temperatura superficial durante o dia e melhor condição de visibilidade à noite. consultores e empreiteiros. posteriormente. mas possui muita porosidade e conseqüentemente suja com facilidade.). como caxambu e basalto. o impacto ambiental. e é assentada na massa. portanto. As ferramentas utilizadas tanto no processo de execução quanto no de Apostila de Projeto de Paisagismo 41 manutenção são simples. áreas sujeitas à execução de manutenção subterrânea.toniolop. Para o assentamento da cerâmica usa-se cola. espessuras e cores.escolher-econstruir. bastando a remoção localizada das peças. o piso intertravado ainda pode ser fornecido em vários modelos. amenizando desta maneira. não necessita de junta. Despesas com operações de tapa-buracos.toniolop.Fonte: http://www. Indicado para pavimentos sob os quais se instalarão. A superfície da pavimentação intertravada é antiderrapante. recapeamento e selagens de trincas não existem como ocorre com outros tipos de pavimentos. Acesso em 20 de outubro de 2004) Classificado como um tipo de pavimento semi-rígido. e reposição das peças. pois se o solo cede pode rachar a cerâmica. se destaca pela grande facilidade e velocidade de execução. Pedra palito não é usada como piso e sim como revestimento. O pinus e o eucalipto são bastante usados. etc. pois mantém a temperatura. recuperação do trecho danificado (recalque do subleito. se enquadrando dentro dos padrões técnicos e estéticos requeridos em projeto. redes de água. É considerado.htm.Fonte: http://www. Blocos de concreto: (texto retirado do site: http://www. gabarito de madeira. entre elas: compactador vibratório portátil (tipo placa vibratória). Revestimentos A pedra São Tomé é boa para uso em áreas de piscina. A madeira é instalada sobre barrotes para ventilar e não apodrecer em contato com a terra.br/ Figura 93. etc. tanto do ponto de vista técnico quanto econômico. Madeira autoclavada é a madeira que passa por um banho químico e vai para o forno em altas temperaturas para secar. além de ser uma opção intermediária entre os pavimentos rígidos e flexíveis. um piso ecologicamente correto. vazamento de tubulações de água. que é um processo mais lento.

Fonte: http://www.br/pad/site/tangencias/seixos/seixo3. uma parte desta rocha é beneficiada em fragmentos angulares de 5 a 10cm de tamanho e utilizada junto com os fragmentos de calcário branco e arenito vermelho para calçamento decorativo.br/ Figura 95.Fonte: http://www. são utilizados para brita como material de construção. No Estado de São Paulo. Fonte: http://www. o basalto é substituído por calcário preto e no Estado do Rio de Janeiro.8.toniolop.com.eba.] as lava de basalto..com. denominada pedra portuguesa.br/ Figura 97.ufmg.br/pad/site/tangencias/seixos/seixo3.Fonte: http://www.htm Figura 96. aproveitando a cor preta. Fonte: http://www. Prof.htm Figura 98.eba.toniolop. Revestimentos Seixos 42 Figura 94. Vanessa Goulart Dorneles .ufmg. o arenito vermelho também é substituído por calcário vermelho”. Nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.com. ou seja o verdadeiro basalto.toniolop.br/ Apostila de Projeto de Paisagismo Pedra portuguesa (petit pavê) “[.

NEVES. as rochas se rompem paralelamente. MOTOKI. que é utilizado para pisos e revestimentos.motoki. pavimentações decorativas. muros. A explotação é realizada somente em afloramentos. Revestimentos 43 Figura 99. preta. sendo pouco conhecido até mesmo dentro do Brasil. com a exceção da Região Sul. de erupção no início do Cretáceo. de espessura em torno de 2mm. esta rocha não é um basalto. com textura desenvolvida de fluxo secundário. também. a rocha tem alta firmeza em certos locais. Esta rocha é um quartzito de metamorfismo do final do Precambriano intercala camadas finas de muscovita. Existem as variedades de cores verde e cinza. como se fosse uma ardósia. Pedra portuguesa de três cores. apresenta-se com as cores amarela. (VARGAS. As unidades de fluxo têm apenas 10cm de intervalo e a rocha se rompe paralelamente ao longo do limite das unidades de fluxo. MOTOKI. Fonte: Fonte: http://www. (VARGAS. composta totalmente de calcário. e o tipo cinza é avaliado com preço maior. 2004) Apostila de Projeto de Paisagismo Prof. 11). explotando-se os afloramentos de folhelho e ardósia da sedimentação permiana não metamorfoseados.ig. paredes.html Ardósia “As ‘ardósias’ são rochas semi-ornamentais utilizadas principalmente como decoração interna de pisos. vermelha. Devido ao alto grau de soldamento. De fato. distribuídos ao longo de 300km com direção lesteoeste. mas. Através destas camadas. cinza escura. marrom. portanto. As rochas cortadas são utilizadas para pisos. Maracanã. fluxo piroclástico altamente soldado de composição riolítica a dacítica.br/2001/Itu2/Itu2_8. A cor geral é normalmente cinza clara. menciona-se a Pedra de São Tome (quartzito.hpg. 2004) Como uma ‘ardósia’ especial. aí é explotado como brita para construção de estradas. MOTOKI. Os milonitos e gnaisses com bandamento desenvolvidos. junto com a pintura de verniz para dar brilho artificial. porém. NEVES. São Tomé de Letras. como se fossem ardósia. NEVES.com. etc. As principais pedreiras estão presentes nos Estados de São Paulo e Paraná. Os fluxos piroclásticos ocupam a parte superior do platô basáltico do Paraná. MG). Município do Rio de Janeiro. de acordo com impurezas e intemperismo.. etc”. A espessura total dos fluxos piroclásticos alcança 500m na região litoral e diminui gradativamente para oeste (Fig. 2004) Basalto “O ‘basalto’ é uma rocha semi-ornamental de caráter peculiar. (VARGAS. RJ. Vanessa Goulart Dorneles . são explotados como "ardósia".8. sendo utilizados para pisos e paredes”. com intervalos aproximados de 10cm.

é especificada em separado. destinados a iluminar passeios e pistas de caminhada ou de ciclismo. com altura abaixo de 1m. caracterizados pelos projetores e luzes focalizadas. Existem várias formas de se implantar iluminação em áreas externas. mas devido a sua variedade e importância no espaço urbano. p. pois permite controle visual e constrange a ação de pessoas desordeiras. 1996. pode colaborar também com a orientação. Vanessa Goulart Dorneles . pois depende sempre do que se deseja para as áreas externas.150 Figura 101 Ponto de luz. Figura 103 Iluminação intermediária.124. além de contribuir com a segurança. SERRA. as intermediárias (figura 20).126 Figura 100 Iluminação inferior. ao contrário do que acontece nas áreas internas. vegetação e etc. Não se deve exagerar no uso de iluminação noturna com respeito ao ciclo dos organismos vivos (bio-ritmo). entre outros critérios. inferiores (figura 21). auxilia na obtenção de informação. Fonte: SERRA. com função de iluminar vias e avenidas. de forma a evitar ofuscamento. Para tanto deve-se tomar algumas precauções quanto ao uso da iluminação. caracterizados pelos balizadores. p. Fonte: SERRA. uso de postes para tornar os caminhos seguros. com iluminação colorida e direcionada para monumentos. Quanto aos tipos de iluminação existem as superiores (figura 19). com uso de luz colorida. SERRA. caracterizadas por postes com altura igual ou superior a 3 metros. e os pontos de luz (figura 22). podese enfatizar arvores. caracterizadas por postes com alturas entre 1metro e 3 metros. para marcar caminhos. Figura 102Iluminação superior. que serve de marcador visual em caminhos. etc. como placas e mapas. pode ser implantada com diversas outras funções. 1996. p. que servem para marcar caminhos e enfatizar monumentos ou elementos vegetais. Iluminação 44 9.. Iluminação A iluminação poderia ser considerada um mobiliário de Base Proteção/Segurança. entretanto. 1996. marcando e direcionando caminhos principais.9.146 Não existem muitos critérios para propor iluminação externa. A iluminação não determina funções e atividades a serem desenvolvidas nas áreas livres públicas de lazer. como criação de espaços cênicos. Critério para o uso de iluminação em postes: Apostila de Projeto de Paisagismo Prof. 1996. que necessitam de um cálculo exclusivo. a menos que se esteja em um estádio de futebol. p. quando associada a sinalizações. pode-se usar iluminação baixa.

Iluminação 45 Figura 104 – Esquema de Iluminção Pública. Notas de aula prof. As lâmpadas incandescentes têm luz amarelada. Fonte: Paulo Gobbi e Vera Helena Moro Bins Ely. Paulo Gobbi e Vera Helena Moro Bins Ely.9. pois o tipo de luz mexe com o psicológico das pessoas. As lâmpadas fluorescentes têm luz branca. semelhante à luz do entardecer. semelhante a luz do dia. (Notas de aula) Deve se ter cuidado também na escolha da lâmpada. Vanessa Goulart Dorneles . Apostila de Projeto de Paisagismo Prof.

2000) Figura 105. (LIMBERGER. SANTOS. 2000) Apostila de Projeto de Paisagismo Prof. SANTOS. Vanessa Goulart Dorneles . Representação de Projeto Figura 107. 2000) Figura 106. 2000) Figura 108. (LIMBERGER.10. (LIMBERGER. SANTOS. SANTOS. Representação de Projeto 46 10. (LIMBERGER.

2000) Apostila de Projeto de Paisagismo Prof. Representação de Projeto 47 Figura 110. 2000) Figura 109. Vanessa Goulart Dorneles . SANTOS. SANTOS. (LIMBERGER.10. (LIMBERGER.

Vanessa Goulart Dorneles .10. SANTOS. (LIMBERGER. 2000) Apostila de Projeto de Paisagismo Prof. Representação de Projeto 48 Figura 111.

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