ANTI GO TESTAMENTO I I ( Pr .

GEOMÁRI O)
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EXEGESE DO TEXTO DE ECLESIASTES 7:29



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EXEGESE DO TEXTO DE ECLESI ASTES 7: 29
“ Deus fez o homen ret o, mas est e se met eu em muit as ast úcias”











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EXEGESE DO TEXTO DE ECLESIASTES 7:29



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Í ndi ce


CAPÍ TULO I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
I nt rodução..................................................................................................................................... 4
CAPÍ TULO I I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Est udo Hist órico.......................................................................................................................... 5
A. Aut oria.................................................................................................................................... 5
1. Pont o de Vist a Conservador ......................................................................................... 6
2. Pont o de Vist a da Escola Crít ica.................................................................................. 7
B. Dat a, Ocasião e Local da Escrit a............................................................................... 7
C. Dest inat ários e Mensagem............................................................................................ 8
D. Esboço do Livro................................................................................................................ 8
1. Simplificado......................................................................................................................... 8
2. Homilét ico ............................................................................................................................ 9
3. Teológico ............................................................................................................................ 12
E. Esboço da Passagem Escolhida ................................................................................. 14
F. Conclusões do Est udo Hist órico................................................................................. 14
CAPÍ TULO I I I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Est udo cont ext ual .................................................................................................................... 16
A. Cont ext o Próximo ........................................................................................................... 16
B. Cont ext o Remot o............................................................................................................ 17
C. Uso do Text o em Out ras Part es da Escrit ura ..................................................... 17
D. Relação do Text o Com o Rest ant e das Escrit uras............................................ 18
E. I mport ância do Text o Para Compreensão das Escrit uras.............................. 19
F. Conclusões do Est udo Cont ext ual ........................................................................... 19
CAPÍ TULO I V . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
Est udo Gramat ical Text ual ................................................................................................... 19
A. Text o da Passagem........................................................................................................ 19
1. Text o Hebraico................................................................................................................. 19
2. Tradução Lit eral ............................................................................................................... 20
3. Tradução Melhorada ...................................................................................................... 21
B. Análise da Passagem..................................................................................................... 21
C. Traduções .......................................................................................................................... 21
ARA ............................................................................................................................................ 21
NVI ............................................................................................................................................. 21
D. Palavras Chaves ............................................................................................................ 22
E. Aspect os Gramat icais.................................................................................................... 23
F. Mensagem Para a Época da Escrit a ......................................................................... 23
G. Conclusões do Est udo Gramat ical Text ual ........................................................... 23
CAPÍ TULO V . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24

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Est udo Teológico e Homilét ico de Eclesiast es 7: 29 .................................................... 24
A. I nt rodução à Mensagem do Text o ........................................................................... 24
B. Explicação do Text o Escolhido................................................................................... 24
C. Exposição do Text o........................................................................................................ 25
1. Tema.................................................................................................................................... 25
a) Argument o......................................................................................................................... 25
b) Argument o......................................................................................................................... 25
c) Argument o......................................................................................................................... 25
D. Mensagem Para a Nossa Época ( Teologia) .......................................................... 25
E. Aplicação do Text o ......................................................................................................... 26
F. Conclusões Est udo Teológico Homilét ico ............................................................... 26
CAPÍ TULO VI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
Est udo Aplicat ivo ...................................................................................................................... 26
A. Mensagem Para os Nossos Dias................................................................................ 26
B. Relevância do Text o ...................................................................................................... 27
C. Aplicação ............................................................................................................................ 27
CONCLUSÃO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
BI BLI OGRAFI A. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
ANEXO ( Livro de Eclesiast es) . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27





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CAPÍTULO I


Introdução



Trat a- se, sem dúvida de um livro inspirado em que Salomão reflet e sobre
diversas coisas relacionadas à vida e à mort e, às suas experiências, às suas
avent uras e desvent uras, ao significado, ao sent ido e à maneira de
conduzirmos as nossas vidas aqui nest a t erra, debaixo do sol.

Ao escrever Eclesiast es, Salomão j á deveria ser adiant ado em dias e nas suas
reflexões e medit ações deixa passar um pont o de vist a negat ivo, pois suas
conclusões desembocam na idéia de que t udo é vaidade e correr at rás do vent o
ou nada há de novo debaixo do sol e o fim de t odas as coisas é t emer a Deus.

Salomão foi um homem especial na face da t erra t endo recebido de Deus, por
duas vezes ( ) uma visit ação especial. Na primeira vez que lhe apareceu,
agradando- se de sua respost a diant e da sua proposição inicial, Deus concedeu-
lhe um espírit o de sabedoria e lhe cumulou de riquezas e fama. Na segunda
vez, at endendo sua oração de inauguração do Templo que edificou ao Senhor,
encheu de glórias aquele ambient e.

I nfelizment e, a despeit o das aparições especiais de Deus a ele, Salomão não
permaneceu fiel em t odos os seus caminhos como acont eceu com seu pai Davi,
mas desviou- se unindo- se com mulheres as quais Deus det erminou que não se
unisse, pois no dia em que se mist urasse com elas, disse Deus, seu coração se
mudaria e iria após out ros deuses. Salomão ent ão acabou adorando a out ros
deuses t razendo sob si j uízo da part e de Deus.

A proposição do present e t rabalho est á na exegese do versículo bíblico Ec 7: 29
que diz que o homem foi concebido ret o, mas que depois est e se met eu em
muit as ast úcias. Ao escrever est e versículo, Salomão provavelment e falara de
si mesmo e ao assim fazê- lo falou de t odos os homens, começando por Adão.

Nest e t rabalho exegét ico, est udaremos a fundo essa idéia que diz respeit o ao
homem e ao seu est ado original.


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CAPÍTULO II

Estudo Histórico

O t ít ulo Hebraico dest e Livro é Qohelet h, cuj a raiz encont ra- se na seqüência
das consoant es: Q, H, L, cuj a primeira acepção é reunião ou aj unt ament o de
pessoas. Nas formas verbais, essas consoant es dão o sent ido de reunir, j unt ar;
dessa maneira, o t ermo subst ant ivado Qohelet h, pode significar aquele que
reúne uma assembléia para falar- lhe; ou sej a, o pregador. Qohelet h é derivado
da raiz qãhal, que significa "convocar uma assembléia" , ou ent ão, " dirigir a
palavra a uma assembléia" . O aut or dest a obra refere- se assim a si mesmo em
numerosas passagens, e, port ant o, o nome é aplicável à obra. O t ermo
ecclêsiast ês é uma boa t radução dest e t ermo, e se deriva de ekklèsia, que
significa "assembléia" .


A.Autoria

O aut or dest a obra se ident ifica como filho de Davi, rei em Jerusalém.

Embora não especifique que seu nome é Salomão, é razoável supor que a
referência sej a feit a mais ao sucessor diret o de Davi do que a qualquer
descendent e post erior.

Est a suposição é confirmada por numerosas referências int ernas, t ais como as
referências à sua incomparável sabedoria ( 1: 16) , suas riquezas sem igual
( 2: 8) , seu séquit o de inúmeros servos ( 2: 7) , suas oport unidades para o prazer
carnal ( 2: 3) , e suas at ividades ext ensivas de const ruções ( 2: 4- 6) .

Nenhum out ro descendent e de Davi se enquadra nest as especificações senão o
próprio Salomão. O pont o de vist a t radicional t em sido, port ant o, que Salomão,
filho de Davi, escreveu o Livro int eiro, segundo a crença de est udiosos j udeus e
crist ãos.

A t radição j udaica em Baba Bat hra 15a declara que " Ezequias e sua companhia
escreveram Eclesiast es" , o que provavelment e siginifica que Ezequias e seu
grupo simplesment e edit aram e publicaram o t ext o ( cf. Young, I AT, p. 363) . Em
out ros t rechos, a t radição j udaica é bem explícit a que Salomão fosse o aut or
( cf. Megilla 7a e Shabbat h 30) . At é o surt o da crít ica do século dezenove, foi

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geralment e aceit o t ant o pela sinagoga como pela igrej a que est a obra foi
genuinament e da lavra de Salomão.

Sem dúvidas, est e é, provavelment e, o livro mais polêmico ent re t odos do AT.
Seu cont eúdo é surpreendent e e t em causado as mais diferent es reações ent re
aqueles que t êm se dedicado à sua int erpret ação. Ent re j udeus e crist ãos
muit os t êm quest ionado o direit o de Eclesiast es est ar ent re os livros do cânon.
Rabi Shamai, conservador da escola conservadora, era cont ra a permanência
do livro no cânon; não deveria ficar por ser blasfemo e ímpio.
Rabi Hillel, no ent ant o, era liberal e sua opnião de o livro deveria const ar do
canon sagrado prevaleceu.

No crist ianismo, dúvidas sobre a int erpret ação de Eclesiast es sobrevieram
at é o t empo de Teodoro de Mopsuést ia ( 400 d. C. ) , grande exeget a da escola de
Ant ioquia.

As opiniões hoj e, são diversas. Para alguns, Eclesiast es é uma obra prima do
cet icismo, pessimismo, do epicurismo ( filosofia grega: baseada em que sent ido
da vida e o melhor da vida é o prazer) para out ros, um livro sagrado
pert encent e ao canon.
1. Ponto de Vista Conservador

Em anos mais recent es, porém, a maioria dos crít icos conservadores t êm se
aj unt ado aos crít icos liberais em considerar est a obra pós- exílica.
Compreendem que a figura de Salomão era apenas um art ifício art íst ico para
apresent ar de maneira mais eficaz a mensagem do aut or desconhecido, de eras
post eriores. Sabendo- se que Salomão t inha experiment ado a sat isfação de cada
ambição humana, t endo sorvido at é ao fundo cada possibilidade de prazer
t errest re, est e seria um caso ideal para t est ar o valor do prazer hedonist a e as
vit órias do int elect o, em cont rast e com uma vida int eirament e dedicada a Deus.
Ent re os conservadores que adot aram est a maneira de considerar o Livro, há
Hengst enberg, Delit zsch, W. J. Beecher ( I SBE) , Zoeckler no Coment ário de
Lange, St ein- mueller, Raven e at é E. J. Young. John Davis no seu Dicionário da
Bíblia não t oma posição. No Novo Coment ário da Bíblia, de Davidson, St ibbs e
Kevan a aut oria de Salomão nem é considerada uma opção séria. Há, porém,
um número significant e de exposit ores conservadores que ainda sust ent am a
aut oria salomônica, pelo menos em forma modificada. No século dezenove, nos
últ imos anos, podemos incluir A. R. Fausset , no Coment ário de Jamieson,
Fausset e Brown; W. T. Bullock no The Speaker' s Comment ary — "Coment ário
do Prelet or"; e Taylor Lewis, que t raduziu para o I nglês o coment ário de
Zoeckler. No século vint e, podemos acrescent ar os nomes de Wilhelm Mceller,

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L. Wogue e M. F. Unger. Ent re os est udiosos cat ólicos que favorecem a aut oria
salomônica há Giet man ( cuj o art igo na Enciclopédia Cat ólica ( em inglês) V,
244- 248, é muit o út il) , Schumacher, Vigoroux, e Cornely- Hagen.

2. Ponto de Vista da Escola Crítica

Em relação à aut oria do livro de Eclesiast es, um grupo de t eólogos e erudit os
modernos, ut ilizando os parâmet ros da assim chamada " alt a crít ica" , negam
que o t ext o t enha sido escrit o por Salomão, no fim do século X a. C. ; afirmando
que as caract eríst icas lingüist icas, est ilo lit erário, relação hist órico- ambient al,
apont am para uma aut oria de período post erior, sugerindo diversas dat as,
como o ano 250 a. C. Out ros argument os propost os são que o livro não
menciona o nome de Jeová; não faz nenhuma referência à Lei Divina e é
omisso ao relacionar o povo de I srael como nação vigent e.
Nenhuma afinidade significant e pode ser t raçada ent re est a obra e aquelas que
a alt a crít ica t em at ribuído ao período grego ( os Livros canónicos Daniel,
Zacarias I I e porções de Deut ero- I saías) . Quant o ao período pós- exílico, o
Hebraico de Eclesiast es é bem diferent e do de Malaquias, Neemias e Est er,
assim como do de qualquer livro pré- exílico. I st o levant a uma dificuldade
insuperável para a t eoria de Delit zsch e Young, que colocam a dat a cerca de
430 a. C, e a de Beecher, que a coloca em 400. Se Eclesiast es pert ence àquele
mesmo período, como é que há uma diferença t ão grande em vocabulário,
sint axe e est ilo? O problema lingüíst ico não pode ser solucionado, ao se levar a
dat a at é o post erior período int ert est ament al. Já vimos que os fragment os de
Qõhelet h achados na caverna quat ro de Cunrã impossibilit am t ot alment e
qualquer dat a depois de 150 a. C, fornecendo a probabilidade de ser do t erceiro
século ou ant es, a dat a de composição. Não há absolut ament e nenhuma
afinidade ent re o vocabulário e o est ilo de Eclesiast es e o da lit erat ura sect ária
da Comunidade de Cunrã. Aut ores mais ant igos, t ais como Kenyon ( BAM, págs.
94, 95) falavam, de modo geral, em assim- chamados element os rabínicos que
se descobrem nest e t ext o. Mas qualquer comparação real com o Hebraico do
Talmude e do Midraxe demonst ra de modo complet o, uma diferença t ão grande
de Eclesiast es como de qualquer out ro Livro do cânon do Ant igo Test ament o.

B. Data, Ocasião e Local da Escrita

Dat a e Ocasião:

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O livro foi escrit o numa época muit o difícil para o povo e, provavelment e, no
final de sua vida, depois de passar anos em apost asia segundo nos relat a I Rs
11: 1- 8. A Judéia est ava nas mãos de est rangeiros e est ava sofrendo
t ransformações muit o rápidas e violent as.

Qohelet h escreveu est e livro provavelment e quando I srael est ava sob domínio
de est rangeiros, possivelment e os persas ( há quem sust ent e que eram os
gregos) , ent re 444 e 331 a.C. O livro apócrifo de Eclesiást ico, por exemplo, de
Jesus ben Siraque, escrit o em cerca de 160 a.C, parece cit ar a Eclesiast es como
se fosse uma obra ant erior a sua época.

Local da Escrit a:

Pert o da casa de Deus ( Ec 5: 1) onde os homens iam e vinham do lugar sant o
( Ec 8: 10) . O conheciment o sobre o mundo ext erior, conforme exibido no livro,
poderia t er sido adquirido ali mesmo em Jerusalém.
C. Destinatários e Mensagem

Qohelet apresent a uma reflexão muit o irônica e amarga sem muit a esperança.
Por t rás da amargura, o livro nos apont a caminhos. Ele t ent a sempre responder
a est a pergunt a: Tem sent ido a vida humana? Ele vê t rês valores import ant es
que não vale a pena quest ionar: a vida humana com suas limit ações
( 5,17; 7,29) ; o oprimido e o pobre, frut o do sist ema inj ust o ( 5,7; 9,14) ; a ação
de Deus que não pode ser mudada ( 3, 14- 15; 7,23) . Diant e dest es t rês valores
relat iviza t udo. A propost a básica de Qoélet é a felicidade para t odos debaixo
do t emor do Senhor.

D. Esboço do Livro

1. Simplificado

A. O problema da vaidade, das inj ust iças e das incert ezas da vida ( Ec 1: 1
– Ec 10: 20) .

B. Conselhos prát icos do sábio para solucionar os problemas da vaidade,
das inj ust iças e das incert ezas da vida ( Ec 11: 1 – Ec 12: 14) .


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2. Homilético

A. O problema da vaidade, das inj ust iças e das incert ezas da vida ( Ec 1: 1 –
Ec 10: 20) .

I . Primeiro Discurso: A Vaidade da Sabedoria Humana, 1: 1 — 2: 26.

1. Tema básico: a vaidade do esforço e da experiência merament e
humanos, 1: 1- 3.

2. Demonst ração do t ema, 1: 4 — 2: 26.

a. O ciclo da vida e da hist ória humana, sem sent ido, 1: 4- 11.
b. A inut ilidade final da sabedoria e da filosofia humanas, 1: 12-
18.
c. A vaidade do gozo, do prazer e da riqueza, 2: 1- 11.
d. A mort e final at é mesmo dos sábios, 2: 12- 17.
e. A fut ilidade de deixar o frut o de t rabalhos árduos a herdeiros
indignos, 2: 18- 23.
f. A necessidade de ficar cont ent e com a providência de Deus,
2: 24- 26.

I I . Segundo Discurso: Colocando- se em cont act o com as Leis que
Governam a Vida, 3: 1 — 5: 20.

1. At it ude prudent e, t endo em vist a os fat os da vida e da mort e,
3: 1- 22.

a. É necessário reconhecer o t empo apropriado de cada at it ude
e experiência, 3: 1- 9.
b. Só Deus garant e valores et ernos, 3: 10- 15.
c. Deus punirá os inj ust os, a mort e virá para t odos, 3: 16- 18.
d. O homem precisa part icipar da mort e física dos animais,
3: 19, 20.
e. Sem cert eza da vida além, o homem precisa t irar o melhor
proveit o da vida present e, 3: 21, 22.

2. As decepções da vida na t erra, 4: 1- 16.

a. A crueldade e a miséria fazem da vida uma bênção
duvidosa, 4: 1- 3.

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b. Bevela- se as desvant agens do sucesso, da preguiça, da
cobiça insaciável, 4: 4- 8.
c. As provações da vida são melhor enfrent adas por dois do
que um sozinho, 4: 9- 12.
d. O sucesso polít ico é inst ável, 4: 13- 16.

3. A fut ilidade duma vida em procurar seu próprio bem, 5: 1- 20.

a. Present ear a Deus com sacrifícios falsos, palavras vãs,
promessas não cumpridas, é coisa vã, 5: 1- 7.
b. A ret ribuição at inge os opressores, e a decepção chega aos
cobiçosos, 5: 8- 17.
c. Desfrut ar das dádivas de Deus com grat idão t raz
cont ent ament o, 5: 18- 20.

I I I . Terceiro Discurso: Não há Sat isfação nos Bens e Tesouros da Terra,
8: 1 — 8: 17.

1. A insuficiência das realizações est imadas pelo mundo, 6: 1- 12.

a. Nem as riquezas nem uma família grande podem oferecer
sat isfação final, 6: 1- 6.
b. Nem os sábios nem os t olos at ingem a sat isfação da alma,
6: 7- 9.
c. Sem Deus, o homem não pode discernir a verdadeira razão
do viver, 6: 10- 12.

2. Conselhos de prudência nest e mundo corrompido pelo pecado,
7: 1- 29.

a. Os verdadeiros valores se aquilat am melhor da perspect iva
da t rist eza e da mort e, 7: 1- 4.
b. A alegria sem base, o ganho desonest o, e a falt a de cont role
são apenas obst áculos, 7: 5- 9.
c. A sabedoria é mais vant aj osa do que a riqueza, ao se
enfrent ar a vida, 7: 10- 12.
d. Deus é o aut or t ant o de boa como de má sort e, 7: 13,14.
e. Tant o o farisaísmo como a imoralidade levam à desgraça,
7: 15- 18.
f. A sabedoria t em poder supremo, mas o pecado é universal,
7: 19,20.

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g. Não se deve fazer cont a da malícia feit a cont ra si próprio,
7: 21,22.
h. A busca humana pela sabedoria não pode at ingir a verdade
espirit ual profunda, 7: 23- 25.
i. Uma mulher maligna é o pior doa males, 7: 26.
j . Mas t oda a raça humana desviou- se da bondade original,
7: 27- 29.

3. Sabendo enfrent ar um mundo imperfeit o, 8: 1- 17.

a. O sábio reverencia a aut oridade do governo. 8: 1- 5.
b. A lei divina opera em nossa vida apesar de angúst ias,
inj ust iças e a mort e inevit ável, 8: 6- 9.
c. Apesar de est imados, e não punidos, os maus serão
j ulgados por Deus, no final, 8: 10- 13.
d. A inj ust iça nest a vida encoraj a um hedonismo
inconsequent e, 8: 14, 15
e. Mas os caminhos de Deus at o I nescrut áveis à sabedoria
humana, 8: 16,17.

I V. Quart o Discurso: Deus vai t rat ar das inj ust iças dest a vida, 9: 1 – 12: 8

1. A mort e é inevit ável a t odos; faca bom uso dest a vida, 9: 1- 18.

a. A mort e é inevit ável para os bons e os maus; a lnsanidade
moral prende a t odos, 9: 1- 3.
b. A escolha moral e o conheciment o dest a vida t erminam com
a mort e, 9: 4- 6
c. Os fiéis devem fazer pleno uso das oport unidades e bênçãos
da vida. 9: 7- 10.
d. At é para pessoas dignas, o sucesso é incert o e o t empo da
vida imprevisível, 9: 11,12
e. A sabedoria, por menos apreciada que sej a, t raz mais
sucesso do que a força, 9: 13- 18.

2. As incert ezas da vida, e os prej udiciais efeit os da t olice, 10: 1-
20.

a. Mesmo um pouco de t ouca pode arruinar a vida de um
homem; sej a prudent e na presença de príncipes, 10: 1- 4,
b. A vida oferece reveses nas fort unas e golpes em ret ribuição,
10: 5- 11.

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EXEGESE DO TEXTO DE ECLESIASTES 7:29



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c. Um t olo é marcado por sua conversa vã e pelos seus
esforços mal dirigidos. 10: 12- 15.
d. O bem est ar das nações e dos homens depende de aceit ar a
responsabilidade, 10: 16- 19.
e. O desprezo da aut oridade t raz a ret ribuição cert a, 10: 20.


B. Conselhos prát icos do sábio para solucionar os problemas da vaidade,
das inj ust iças e das incert ezas da vida ( Ec 11: 1 – Ec 12: 14) .

I . Como invest ir melhor uma vida, 11: 1 — 12: 8.

1. A bondade volt a com bênçãos ao benfeit or, 11: 1,2.
2. A sabedoria do homem não pode mudar ou sondar as leis
divinas da nat ureza, 11: 3- 5.
3. A maneira mais sábia de viver, é ser sempre dili¬ gent e,
aplicado e de bom humor, 11: 6- 8.
4. A j uvent ude malbarat ada nos prazeres recebe a paga
adequada, 11: 9,10.
5. Começa a viver por Deus enquant o é j ovem, ant es da chegada
das aflições e da senilidade, 12: 1- 8.

I I . Conclusão: como levar uma vida à Luz da Et ernidade, 12: 9- 14.

1. O propósit o de Salomão era dar sábias inst ruções ao povo
acerca da vida, 12: 9,10.
2. Est as admoest ações agudas t êm mais valor prát ico do que
qualquer lit erat ura, 12: 11,12.
3. Ponha a vont ade de Deus em primeiro lugar, pois Seu
Julgament o é final, 12: 13, 14.

3. Teológico

A. TEXTO 1: 1,2 " Tudo é Vaidade"

B. O CANSATI VO CÍ RCULO VI CI OSO, 1.3- 26

a. Da Nat ureza, 1.3- 11
b. DA Experiência, 1. 12- 18
c. Dos Prazeres, 2.1- 11
d. O Sucessor de cada qual pode ser um Tolo, 2.12- 23
e. E Melhor Desfrut ar a sua própria Obra, 2.24- 26

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C. TEMPO E ETERNI DADE, 3.1 - 22

a. O Tempo, 3.1- 9
b. A Et ernidade, 3. 10- 15
c. Mort e Negra, 3.16- 22

D. ECONOMI A POLÍ TI CA, 4. 1 - 16

a. A Opressão é Depriment e, 4.1 - 6
b. O Companheirismo Aj uda, 4.7 - 12
c. A Revolução Pode Fracassar, 4. 13- 16

E. RELI GI ÃO E VI DA, 5.1—6.12

a. A Adoração Reverent e, 5.1- 7
b. Observai os Oficiais, 5.8,9
c. A Prosperidade se Acaba, 5.10- 17
d. Port ant o, Desfrut ai o Trabalho, 5.18- 20
e. Desfrut ai das Coisas Boas, 6. 1- 6
f. O Que é Bom para o Homem? 6.7- 12

F. PALAVRAS SABI AS, 7.1- 29

a. Proverbios, 7. 1- 12
b. Breves Coment ários, 7. 13- 22
c. Desespero da Sabedoria Humana, 7. 23 29

G. OS REI S E O REÍ , 8.1- 17

a. Observai um Rei, 8.14
b. O Fut uro É I ncert o, 8. 5- 9
c. Desfrut al vosso Labor, 8. 10- 15
d. Os Caminhos de Deus Sao Desconhecidos, 8.16,17

H. O ÚLTI MO I NI MI GO, 9.1 - 16

a. A Mort e Silencia a Todos, 9.1- 6
b. Port ant o, Desfrut al a Vida, 9. 7- 10
c. A Ocasião Chega, 9.11,12
d. A Sabedoria É Melhor que o Poder, 9. 13- 16


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I . PALAVRAS MAI S SÁBI AS, 9.17- 11.7

a. Provérbios e Coment ários, 9.17- 10.20
b. Observações sobre os Negócios, 11.1- 7

J. I DADE AVANÇADA, 11. 8- 12.7

a. I dade e Juvent ude, 11.8- 10
b. Lembrai- vos de Deus ant es da Velhice, 12.1 - 7

K. O TEXTO E O PREGADOR, 12. 8- 12

L. PI EDADE PRÁTI CA EM VI STA DO JUÍ ZO, 12. 13

E. Esboço da Passagem Escolhida

Tema: O homem na origem divina

I . Foi criado ret o ( Ec 7: 29a) .
I I . Desviou- se para o mal ( Ec 7: 29b) .

F. Conclusões do Estudo Histórico

Vaidade das vaidades, t udo é vaidade, diz o sábio e é verdade. O que é nossa
vida se não correr at rás do vent o? O que levamos conosco do frut o de nossa
fadiga de debaixo do sol? Nada levamos conosco. Nú viemos ao mundo e nú
volt aremos.

Tudo pert ence a Deus, inclusive os nossos próprios t alent os com que
adquirimos as coisas. Nada há que façamos debaixo do sol que sej a novo, pois
o que fizemos, ainda se fará e o que não fizemos ainda, alguém o fará. Diant e
de t al sit uação pessimist a em relação à vida o que compet e ao homem ent ão?

Est a foi a conclusão do sábio depois de t er vivido uma vida de glórias, de
conquist as, de derrot as, de lut as, de vaidades que O homem t em o infinit o
dent ro do seu coração e único que pode preencher o
coração dele é aquEle que é infinit o ( Deus) . O t emor do Senhor é a única
respost a que preenche o coração do homem: Ecl. 3: 14; 5: 7; 7: 18; 8: 12- 13;
12: 13


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Fica o exemplo hist órico de um homem que experiment ou de t udo e que ao
final concluiu que o homem deve t emer a Deus

Os esforços da crít ica conservadora e da alt a- crít ica em argument ar que
Eclesiast es fora escrit o numa época post erior por um aut or desconhecido caem
em descrédit o quando analisadas em profundidade.

Vale ainda ressalt ar que o livro é largament e cit ado no Novo Test ament o ( Ecl.
7: 2 Mat . 5: 3,4; Ecl. 5 Mat . 6: 7; Ecl. 5: 1 I Tim. 3: 15; Ecl. 5: 6 I Cor. 11: 10; Ecl.
6: 2 Luc. 12: 20; Ecl. 11: 5 João 3: 8; Ecl. 12: 14 I I Cor. 5: 1) e ainda que algumas
das declarações sobre fenômenos cient íficos est ão
rigorosament e cert as, como por exemplo: a evaporação das águas e a
formação de chuvas e, provavelment e, que a t eoria de Redfield sobre as
t empest ades t em sua origem aqui.

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CAPÍTULO III

Estudo contextual

A. Contexto Próximo

1) Ec 7: 23- 28 ( ant es)

Salomão se ent regou a mais baixa apost asia devido a sua união com muit as
mulheres ( 700 princesas e 300 concubinas – ver I Reis 11: 3) , em especial
aquelas que Deus t inha clarament e proibido.

Deus proibira o casament o mist o ent re seu povo e out ros povos est rangeiros
( Èx 34.16; Dt 7.3- 4) . E possível que uma boa part e daquelas mulheres fosse
penhor de alianças polít icas. Mas de qualquer forma, elas ganharam uma
preeminência t ão grande sobre a consciência e as emoções de Salomão, que,
no decurso dos anos, sua fé arrefeceu, pervert endo- lhe a consciência, e
abalando àquela mesma fé que era font e de t udo quant o ele era e possuía
( 2. 3- 4 e 3.11- 4) , inst igando à ira divina que não se fez por esperar ( 11.9- 11) .
Ent re os sant uários pagãos erigidos pelo rei, alguns perduraram ainda por
mais de t rês séculos, at é sua dest ruição por ocasião da reforma feit a pelo rei
Josias ( 2 Rs 23.13) .

Durant e esses anos de apost asia ele se ent regou a t oda sort e de
empreendiment os em busca da sat isfação própria, compreensão do mundo e da
vida buscando esperança e felicidade na base do esforço humano, de sua
capacidade de raciocínio e forças, mas de modo independent e de Deus. Ele viu,
ent ão, que t udo era vaidade e correr at rás do vent o. Em Eclesiast es nós t emos
um relat ório desse empreendiment o durant e os anos de apost asia.

Os versos que ant ecedem ao t ext o é um preparat ivo para a sua conclusão
fat ídica que post eriorment e o apóst olo Paulo capt ou muit o bem: “ desvent urado
homem que sou! Quem me livrará do corpo dest a mort e?” ( Rm 7: 24) .

2) EC 7: 29 ( o t ex t o)

Salomão escreve ent ão a sua conclusão em um versiculo que j ust ifica a sua
condut a errada, reconhecidament e malígna:

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“ Deus f ez o homem r et o, mas est e se met eu em mui t as
ast úci as”

3) EC 8: 1- 9 ( depoi s)

Em seguida, como que aliviado pela confissão de culpa num relance de volt a a
Deus, faz diversos conselhos t odos eles considerando os mandament os de Deus
que edificam as nossas vidas.

O bem e o mal est ão j unt os. Sabedoria é capacidade de discernir a verdade por
t rás das aparências. Quem é capaz disso, não se pert urba diant e dos conflit os
( v. 1) .
B. Contexto Remoto

1) Ec 7: 15- 22

Após t er feit a uma comparação ent re a sabedoria e a loucura, Salomão medit a
na moderação. È a experiência acumulada que nos ensina como viver, é
fazendo que aprendemos, a melhor escola é a vida. A mort e lembra que a
condição humana é limit ada e frágil. Trist eza e alegria, realização e frust ração
se alt ernam imprevisivelment e na condição limit ada da vida humana. Por mais
conheciment o que alguém t enha, não consegue abarcar o fut uro. A verdadeira
sabedoria consist e em aceit ar e viver int ensament e o present e, aprendendo
nele a conhecer e t emer a Deus. Só Deus é capaz de unir os cont rários. Para
aprender a ser ínt egro, o homem deve t emer a Deus.


2) Ec 8: 10- 17

Aqui, Salomão, t orna- se bem reflexivo e nele se percebe uma fome pela
j ust iça. A prosperidade e impunidade dos inj ust os é sempre uma t ent ação para
os j ust os, que acabam pergunt ando: Por que Deus não faz logo j ust iça? Vale a
pena cont inuar sendo j ust o? No mundo de hoj e, vale a pena ser bom, j ust o e
honest o? Por que muit as vezes os pobres são t rat ados como preguiçosos?

C. Uso do Texto em Outras Partes da Escritura


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Part indo- se da idéia de que o homem foi criado ret o e que após o exercício de
seu livre- arbít rio escolheu o mal, uma série de conseqüências são advindas a
ele, a sua mulher e a t odos os homens.

No t ext o de Gn 1: 27, vemos que Deus criou o homem à sua imagem e à sua
semelhança . . .


D. Relação do Texto Com o Restante das Escrituras

Não iremos encont rar o t ext o lit eralment e cit ado, mas o encont raremos em
t oda a bíblia desde a queda do homem, uma vez que est e, usando seu livre-
arbít rio, opt ou pelo mal, pelo pecado, pela ast úcia de seus at os. Em t odo o
t empo, veremos a lut a do homem com Deus procurando rest abelecer seu
cont at o, sua comunhão, mas sem êxit o uma vez que a sua escolha ( a escolha
de Adão, do primeiro Adão) cont aminou t oda a raça dos seres humanos
t ornando- os não mais det ent ores do livre- arbít rio, mas est remament e
malígnos.

A relação mais fort e, port ant o, se encont ra em Jeremias 17: 9 quando diz:

O coração do homem é ext remament e perverso, quem o conhecerá?

Também out ro versículo que se assemelha est á em Lament ações de Jeremias
3: 19, quando diz:

Do que se queixam os homens, senão de seus pecados?

O homem ao escolher o pecado, afast ou- se de Deus e pelo conheciment o da lei
j amais poderá est abelecer sua comunhão novament e, por isso a necessidade
do surgiment o de um redent or.

Essa relação perdura inclusive no Novo Test ament o e soment e t em seu fim com
o surgiment o dos filhos de Deus, daqueles que não foram nascidos nem do
sangue, nem da vont ade de qualquer um, mas de Deus ( Jo1: 19) .

Hoj e, os filhos de Deus, cuj a nat ureza aguarda ansiosament e sua manifest ação
( I Coxxx) vivem como coment ou o apost ólo Paulo no final de Romanos 7 e
início do 8:


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ALUNO: Daniel Deusdet e Araúj o Barret o Página 19 de 54
? De sort e que j á não sou quem faz, pois com a lei do meu ent endiment o, eu
sirvo a Deus, mas com a lei do pecado, à carne. Maldit o homem que sou,
quem me livrará do corpo dest a mort e. Graças a Deus por Nosso Senhor e
Salvador Jesus Crist o. . . .
E. Importância do Texto Para Compreensão das Escrituras

É vit al a import ância dest e t ext o e de sua corret a compreensão, pois se o
homem, se o seu comport ament o fosse explicado pela sua nat ureza, ou pelo
seu int elect o, ou por suas escolhas, est e homem t eria como se j ust ificar diant e
de seu criador, mas não. O homem j az no pecado e est á corrompido
necessit ando de um salvador.

F. Conclusões do Estudo Contextual

A conclusão que se chega desse est udo cont ext ual é de que o homem j az no
pecado e necessit a de um salvador. Por mais que se esforce, ele não consegue
vencer as barreiras espirit uais. Embora conheça a Deus, não o segue, ant es o
rej eit a e para se apaziguar cria as suas próprias religiões conforme o seu
int eresse e coração corrompido.

Não ha j ust o, não há nem um se quer, t odos se ext raviaram, a uma se fizeram
inút eis, não há quem busque a Deus. . .

CAPÍTULO IV


Estudo Gramatical Textual


A. Texto da Passagem



1. Texto Hebraico


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¬c. ·: ’s ·-ss: ¬·¬s· ‘·:¬
WTT
Ecclesiastes 7:29
·:·z· -·.::· ·:·: ¬:¬· ·:· :·s¬-s :·¬ ¬s¬


HEBRAI CO MORFOLOGI A TRADUÇÃO
‘·: ¬ ¬ particle preposition
·z noun common masculine singular
absolute homonym 1
De, por
Mim mesmo

¬·¬s· ¬s· verb qal imperative masculine
singular
¬· adjective masculine singular no state
Olhei, inspecionei

I st o
·-ss: ss: verb qal perfect 1st person common
singular
Descobri
·:’s ·:s particle relative
Que
¬c. ¬c. verb qal perfect 3rd person
masculine singular homonym 1
Foi feit o
:·¬ ¬s¬ ¬ particle article
:·¬¬s noun common masculine plural
absolute
Por
Deus
:·s¬-s -s particle direct object marker
homonym 1
¬ particle article
:·s noun common masculine singular
absolute homonym 1
Com carinho

O

Homem, Adão
·:· ·:· adjective masculine singular
absolute
Ret o, direit o
¬:¬· · particle conjunction
:¬ pronoun independent 3rd person
masculine plural
Mas
Eles, o mesmo,
·:·: :·: verb piel perfect 3rd person
common plural
Procuraram
-·.::· ¡·::· noun common masculine plural
absolute
I nvenções, ast úcias
·:·z· :· adjective masculine plural absolute
homonym 1
Demais, muit as


2. Tradução Literal


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Conforme quadro, a t radução lit eral se assemelha a ist o:

Por mim mesmo Vi Olhei, inspecionei I st o Descobri Que Foi feit o Por Deus Com
carinho O Homem, Adão Ret o, direit o, Mas Eles, o mesmo, Procuraram
I nvenções, ast úcias Demais, muit as .

3. Tradução Melhorada

Em minhas divagações, eu descobri que Deus fez o homem ret o, mas est e se
met eu em muit as ast úcias.

B. Análise da Passagem

Gramat icalment e, a passagem de Eclesiast es 7: 29 est á na relação de
subor dinação adverbial conclusiva, pois est e versículo depende dos
ant ecessores e é uma conclusão da idéia que vinha desenvolvendo desde o
início do capít ulo 7.

Text ualment e, vemos que o capít ulo 7 est á, aproximadament e, no cent ro do
livro de Eclesiast es, onde as medit ações e divagações do poet a o remet em para
o significado do homem e do que est e se t ornou sem Deus, ist o é, vazio, suj eit o
à vaidade. A part ir dest e moment o, do capít ulo 8 em diant e, o aut or começa a
reflet ir em como est e deve viver uma vida ret a, apesar de suas ast úcias e ao
final conclui que o dever de t odo o homem é t emer a Deus e dar- lhe glórias.
C. Traduções

SIGLA SIGNIFICADO ECLESIASTES 7:29
ARA
Almeida Revista e
Atualizada
Eis o que tão-somente achei: que Deus fez o homem
reto, mas ele se meteu em muitas astúcias.
ARC Almeida Revista e
Corrigida
Vede, isto tão-somente achei: que Deus fez ao
homem reto, mas ele buscou muitas invenções.
NVI

Nova Versão
Internacional
Assim cheguei a esta conclusão: Deus fez os
homens justos, mas eles foram em busca de muitas
intrigas.
ACF Almeida Corrigida e
Fiel
Eis aqui, o que tão-somente achei: que Deus fez ao
homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias.
SBP Sociedade Bíblica –
Linguagem de Hoje
Mas repara também nisto: descobri que Deus fez os
homens simples e rectos. Eles é que procuraram
demasiadas complicações.


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D. Palavras Chaves

HEBRAI CO MORFOLOGI A SI GNI FI CADO
¬·¬s· ¬s· verb qal
imperative masculine
singular
¬· adjective
masculine singular no
state

·-ss: ss: verb qal perfect
1st person common
singular

·:’s ·:s particle relative

¬c. ¬c. verb qal perfect
3rd person masculine
singular homonym 1

:·¬ ¬s¬ ¬ particle article
:·¬¬s noun
common masculine
plural absolute

:·s¬-s -s particle direct
object marker
homonym 1
¬ particle article
:·s noun common
masculine singular
absolute homonym 1

·:· ·:· adjective
masculine singular
absolute

¬:¬· · particle conjunction
:¬ pronoun
independent 3rd
person masculine
plural

·:·: :·: verb piel
perfect 3rd person
common plural

-·.::· ¡·::· noun
common masculine
plural absolute

·:·z· :· adjective
masculine plural


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absolute homonym 1


Descobri
Deus
Fez
Homem
Ret o
Mas
Met eu- se
Ast úcias

E. Aspectos Gramaticais



F. Mensagem Para a Época da Escrita

A mensagem para a época da escrit a é a mesma para t odas as épocas, pois o
aut or após reflet ir, conclui pelo Espírit o de Deus, que o homem fora criado,
originariament e, bom, ret o, sem inclinação para o pecado e dot ado de livre-
arbít rio, mas que ao escolher ( puro exercício de seu livre- arbít rio) t ornou- se
pecador, essencialment e malígno, sem condições de volt ar em sua decisão.
Perdeu seu livre- arbít rio, t ornou- se pecador e passou a gerar pecadores. I sso é
o que conclui o aut or, com pesar, que o homem se met eu em muit as ast úcias.

G. Conclusões do Estudo Gramatical Textual

O t ext o complet o, a análise gramat ical das palavras que o const it uem, o
sent ido original de cada um dos t ermos, das palavras chaves e de sua relação
sint át ica, gramat ical, j unt ament e com a comparação com os versículos
t raduzidos por out ras versões bem dist int as uma das out ras, nos remet em a
conclusão de que o sent ido do versículo é claro, inequívoco e simples. Primeiro,
Deus criou Adão, o homem, ret o, perfeit o, mas depois, exercendo uma única e
definit iva vez o seu livre- arbít rio, escolheu o mal e se met eu, por isso, em
muit as ast úcias.



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CAPÍTULO V

Estudo Teológico e Homilético de Eclesiastes 7:29

A. Introdução à Mensagem do Texto

A pergunt a que se ecoa desde os primórdios e que t em sido alvo dos grandes
pensadores de t odos os t empos é a quest ão relacionada à nat ureza moral do
homem.

Se vamos falar da nat ureza moral do homem, t emos de part ir de algum
pressupost o para não t ornar o assunt o ext enso demais. O nosso pressupost o é
de que o homem foi criado com livre- arbít rio por um Deus pessoal.

Deus, ao criar o homem criou- o com o livre- arbít rio. O homem era, port ant o,
único, especial, capaz de escolher ent re o bem e o mal. Embora fosse dot ado
de livre- arbít rio, sua essência, desde o princípio era boa, pois t udo quant o Deus
fez e faz é bom ( ref. : xxxxx) . Assim poderia t er perpet uado a sua espécie at é
os dias de hoj e e et ernament e, pois a mort e não t inha domínio sobre ele.

Essencialment e bom, ret o ( “ .. . Deus criou o homem ret o. . .” ) , imort al ( com
princípios de dias, mas sem fim de exist ência) , mas dot ado de livre- arbít rio,
logo poderia escolher ent re o bem ( cont inuar nele) e o mal. Advert iu Deus que
o homem não comesse da árvore do conheciment o do bem e do mal e lhes
falou da conseqüência: no dia em que dela comerdes, cert ament e morrereis.


B. Explicação do Texto Escolhido

Esse t ext o foi escolhido porque é o versículo chave, cent ral do livro de
Eclesiast es que resume numa simples frase como Deus criou o homem “ ret o” e
como o homem exerceu seu livre- arbít rio, t ornando- se não soment e pecador
“ ast ut o” , mas t ambém um gerador de pecadores, pois o pecado, e
consequent ement e a mort e, passou para a sua descendência.

Est e t ext o fala, port ant o, ao coração do homem revelando, na verdade, o que
ele é: ast ut o! Em nossas ações, embora imbuídas de sinceridade, honest idade,
humildade, há o fat or ast úcia que assim nos t ornam volúveis e suj eit os ao
pecado.

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ALUNO: Daniel Deusdet e Araúj o Barret o Página 25 de 54

Não há saída para est e homem, a não ser que nasça de novo e se t orne filho
de Deus, guiado pelo Espírit o de Deus e não pelo livre curso de suas ast úcias,
de seus enganos que corrompem o seu coração.
C. Exposição do Texto

O t ext o não fala do homem ret o, mas do homem que foi criado ret o. Não há
mais homem ret o, embora t enha sido criado assim. Se o homem não t ivesse
exercit ado seu livre- arbít rio, ainda hoj e t eríamos essa raça de seres especiais.

Os versículos que ant ecedem o t ext o em análise e os que o procedem se
baseiam na assert iva de que o homem se t ornou ast ut o.
1. Tema

a) Argumento

b) Argumento

c) Argumento


D. Mensagem Para a Nossa Época (Teologia)


A mensagem para nossa época é a de que o homem necessit a de um salvador
que o resgat e de suas ast úcias. Por si só, é impossível que o homem deixe de
ser ast ut o. Est ão cont aminados com o pecado t odos os seus at os ainda que
louváveis ou dignos de admiração.

As escrit uras são claras quando dizem que:

• não há um j ust o sequer e que,
• não há quem busque a Deus

O homem se t ornou pecador e est á perdido. Por isso que foi anunciado o
Messias. . .

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ALUNO: Daniel Deusdet e Araúj o Barret o Página 26 de 54
E. Aplicação do Texto
A aplicação do t ext o é de cunho evangelíst ico, ét ico e past oral.

Ét ico porque
Evangelist ico porque
Past oral porque

F. Conclusões Estudo Teológico Homilético

As afirmat ivas t eológicas impact ant es e import ant es desse est udo são:

• Deus criou o homem ret o
• O homem criado ret o t inha livre- arbít rio e era e foi único, singular, ninguém
mais nem nos céus nem na t erra o foram
• O homem era, a despeit o do livre- arbít rio, essencialment e bom.
• O homem exerceu seu livre- arbít rio, escolhendo o mal.
• O homem t ornou- se pecador, ast ut o, e gerador de pecadores.
• Devido a sua escolha, recebeu a conseqüência: a mort e.
• Em sua misericórdia, Deus proveu ao homem um salvador.


CAPÍTULO VI


Estudo Aplicativo


A. Mensagem Para os Nossos Dias

É com sabedoria que as Escrit uras dizem que “ maldit o o homem que confia no
homem e que faz do seu braço a sua força” ( ref. : xxxxxxx) .

Não há como confiar no homem, pois est e não é ret o, mas ast ut o. Vemos as
conseqüências disso na polít ica, na religião, no comércio, nos negócios, na
globalização, nos governos, lideranças, part idos, et c.


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Por mais que se esforce, o homem soment e consegue melhorar os aspect os
t ecnológicos, cient íficos, art íst icos e t odos aqueles onde a int eligência é a
principal ferrament a. As melhoras morais são lent as e precisam ser sust ent adas
a cust os muit o alt os de sacrifícios de homens de bem.
B. Relevância do Texto

O t ext o é muit o import ant e uma vez que t rat a da verdade simples, nua e crua.
C. Aplicação

O conheciment o da verdade é muit o import ant e para o desenvolviment o



CONCLUSÃO



BIBLIOGRAFIA
Ref . : ht t p: / / w w w .cpb. com.br / ht docs/ per i odi cos/ l i coes/ adul t os/ 2007/ com112007.ht ml
ht t p: / / br . gr oups. y ahoo. com/ gr oup/ cr i st ovai vol t ar / message/ 2841
Ref.: http://xacute.sites.uol.com.br/art_eclesiastes.html
http://www.webservos.com.br/gospel/BibliaOnline/biblia_books.asp?book=22
Mer ece conf i ança o Ant i go Test ament o
Teol ogi a si st emát i ca de Loui s Ber k hof
Bíblia Russel Shedd
ANEXO (Livro de Eclesiastes)






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Ref . : ht t p: / / w w w .cpb. com.br / ht docs/ per i odi cos/ l i coes/ adul t os/ 2007/ com112007.ht ml
Ecl esi ast es ou o Li vr o do " Pr egador "
No present e t rimest re, as lições da Escola Sabat ina focalizam os ensinament os do livro de Eclesiast es.
Ant es de emit ir enunciados int erpret at ivos do cont eúdo do livro em refer ência, considero ser de ut ilidade
para o est udioso conhecer algumas peculiar idades que envolvem a aut ent icidade e a t raj et ória hist órica da
preservação do t ext o.
O nome Eclesiast es é uma derivação fonét ica do t ermo grego Ekklesiast es, que aparece como t ít ulo do
livro na versão grega do Ant igo Test ament o, denominada Sept uagint a. Por sua vez, esse t ermo encont ra
sua raiz no vocábulo: ekklesia; que t em o sent ido de reunião ou assembléia. Na Bíblia hebraica, aparece o
t ermo Qohelet , cuj a raiz encont ra- se na seqüência das consoant es: Q, H, L, cuj a primeira acepção é
reunião ou aj unt ament o de pessoas. Nas formas verbais, essas consoant es dão o sent ido de reunir,
j unt ar; dessa maneira, o t ermo subst ant ivado Qohelet , pode significar aquele que reúne uma assembléia
para falar- lhe; ou sej a, o pregador.
A inclusão do livro de Eclesiast es, "o pregador", no Cânon das Sagradas Escrit uras foi debat ida por muit os
séculos. O Código Samarit ano, do período pré- crist ão, não inclui os livros classificados como Hagiografos,
ent re os quais encont ra- se o Eclesiast es. Os j udeus do período int ert est ament ário não aceit avam os
Hagiografos, principalment e os "cinco r olos" ( Cant ares, Rut e, Lament ações, Eclesiast es e Est er) , por
considerarem que os aut ores da Sept uagint a incluíram vários livr os ( referência aos apócrifos) , sem cont ar
com a devida aut oridade que a canonicidade requer.
A expressão assert iva de Jesus, encont rada em Lucas 24: 44, out orga aut oridade canônica dos
Hagiografos. Nest e t ext o se lê: "I mport ava se cumprisse t udo o que de Mim est á escr it o na Lei de Moisés,
nos Profet as e nos Salmos". A palavra Salmos deve ser ent endida como uma refer ência aos Hagiografos,
pois era o nome original pelo qual era conhecido; segundo a declaração de Filo de Alexandr ia, no seu
t ext o De Vit a Cont emplat iva, pág. 25, os j udeus resident es em Alexandria e que falavam grego decidiram
o impasse na célebre reunião denominada: "Sínodo de Jamnia" ou de "Jabneh", realizada no ano 90 d.C.
incluindo no Cânon das Escrit uras Sagradas os Hagiografos, ent re eles, o livro de Eclesiast es. Mesmo
assim, durant e os primeir os cinco séculos da era crist ã, a disput a sobre a canonicidade de alguns livros
( Ezequiel, Cant ares, Provérbios, Eclesiast es e Est er ) , ainda mot ivava polêmicos debat es, no ambient e
j udeu.
Os Massoret as, j udeus t radicionalist as que divulgaram as Sagradas Escrit uras ent re os séculos VI a X,
sempre consideraram o livro de Eclesiast es, dent ro do Cânon do ant igo Test ament o. A at ual Bíblia
hebraica, que é baseada no t ext o complet o encont rado em Leningrado ( Codex Leningradensis) , apresent a
uma not a esclar ecedora no livro de Eclesiast es, mencionando que a cópia foi feit a por Aaron Ben Mosheh
Ben Asher, descendent e da not ável família de j udeus massoret as.
Em relação à aut oria do livro de Eclesiast es, um grupo de t eólogos e erudit os modernos, ut ilizando os
parâmet ros da assim chamada "alt a crít ica", negam que o t ext o t enha sido escrit o por Salomão, no fim do
século X a.C. ; afirmando que as caract eríst icas lingüist icas, est ilo lit erário, relação hist órico- ambient al,
apont am para uma aut oria de período post erior, sugerindo diversas dat as, como o ano 250 a. C. Out ros
argument os propost os são que o livro não menciona o nome de Jeová; não faz nenhuma refer ência à Lei
Divina e é omisso ao relacionar o povo de I srael como nação vigent e.

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O fat o de a t radução grega chamada Sept uagint a, realizada durant e o governo de Pt olomeu I I Philadelfo,
ent re os anos 285 a 246 a. C. , incluir o livro de Eclesiast es indica que cópias do livro j á exist iam muit o
t empo ant es. Ent re os chamados rolos do Mar Mort o, foram encont rados na caverna 4 de Qumram,
fragment os do livro de Eclesiast es, dat ados possivelment e no t erceiro século a. C. os quais, sem dúvida,
foram cópias de t ext os ant eriores a essa dat a. Esses achados provam que o t ext o não t er ia sido escrit o
nos anos 250 a. C. senão muit o t empo ant es.
Mas o recurso fidedigno para sugerir a aut oria do livro é a afirmação encont rada no próprio t ext o no cap.
1: 1, onde se lê: " Palavra do pregador, filho de Davi, rei de Jerusalém". Os adj et ivos indicados clarament e
qualificam Salomão como aut or desse t ext o. Essa assert iva ainda é reforçada no uso do pronome em
primeira pessoa do singular do verso 12, do mesmo capít ulo: "Eu, o pregador, venho sendo rei de
I srael. . . ", não dando lugar a out ra ident idade no concert o das personalidades da Hist ória.
A gr andeza do gov er no de Sal omão
O governo de Salomão era de prosperidade, conseqüência nat ural da administ ração progressist a de seu
pai, o rei Davi. No ent ant o, não se pode deixar de reconhecer que houve mot ivos baseados na polít ica
ext erior que det erminaram t al sit uação de prosperidade. Em t ermos gerais, as grandes nações e as de
menor expressão viviam em ambient e sem pret ensões de conquist as. O grande império assírio vivia
at orment ado por problemas int ernos que o impulsavam à procura de uma pacificação nacional. O últ imo
rei assír io que est imulava a expansão t errit orial foi Tukult i Ninurt a I ( 1. 248 – 1208 a.C. ) . Tomou
Babilônia, dest ruiu seus muros e se t ornou rei desse impér io. Mais adiant e, reclamou honras divinas. Não
cont ent e com sua capit al Ashur, fundou nas margens do rio Tigre, uma nova capit al com o nome: Kar
Tukult i Ninurt a. Sua vida t erminou quando o própr io filho o encer rou nessa cidade e lhe at eou fogo. Ent ão,
a Assír ia ent r ou em decadência nos per íodos do r einado de Davi e de Salomão.
O Egit o era administ rado por faraós da XXI dinast ia ( 1.087 a 945 a. C.) . As grandes conquist as e
gigant escas const ruções que caract erizaram o período dos Ramésidas, j á haviam passado. Agora, os
egípcios viviam impassíveis, como se t emessem uma ameaça ext erna. Foi nesse período que um dos
faraós dessa dinast ia deu sua filha em casament o a Salomão, com a t ent at iva de mant er a paz.
Na Palest ina, as ameaças int ernas de nações est abelecidas sumiram de maneira radical. Os Horit as
ret iraram- se à região nort e, pelas mont anhas do Taurus at é alcançar o t errit ório da Capadócia. Os hit it as,
ou het eus, seguiram em fuga, ao nort e da Mesopot âmia onde fundaram o est ado Hat ina, nos despoj os do
ant igo império de Mit ani. Alguns hit it as ou het eus permaneceram em I srael na condição de ser vos.
Nesse ambient e livre de ameaças ext ernas floresceu o reino de Salomão. No ent ant o, para mant er essa
afirmação, não se deve deixar de dest acar os at ribut os pessoais de Salomão e os dons adquiridos pela sua
dependência de Deus. A formação de Salomão no palácio r eal de Davi det erminou o desenvolviment o de
not áveis qualidades morais. Ant es mesmo de ser coroado, seu pai dest acou a sua "prudência" ( 1Rs 2: 9) e
"sabedoria" ( 1Rs 2: 6) . Assim que foi coroado, Salomão requereu de Deus "coração compreensivo para
j ulgar. . . para que prudent ement e discir na ent re o bem e o mal. .. " ( 1Rs 3: 9) . Munido dessas qualidades,
Salomão engrandeceu seu reino.
O prest ígio pessoal de Salomão, não soment e como excelent e administ rador, mas t ambém como homem
de grande saber e int elect o, era amplament e divulgado ent re as nações est rangeiras, de onde part iam
personalidades import ant es para t est emunhar da sabedoria do rei de I srael.
Sabedor i a do mundo e sabedor i a de Deus
A palavra sabedoria, ut ilizada por Paulo em I Corínt ios 3: 19 é a t radução do vocábulo grego sophia. Na
época de Paulo, os cidadãos gregos faziam uso desse vocábulo para refer ir- se indist int ament e à sabedoria
popular e àquela que procede de uma realidade superior, sem avaliar sua nat ureza de ser falsa ou

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verdadeira. É por essa dupla conot ação que Paulo t ent a diferenciar uma da out ra, especificando: "a
sabedoria dest e mundo" .
Qual é a "sabedoria dest e mundo"? A inferência possível, de acordo com o qualificat ivo dado por Paulo, é:
a sabedoria originada na ment e humana. Mas por que é cont rária à sabedoria que procede de Deus? Para
elucidarmos a razão dessa dualidade, precisamos obt er maior compreensão do significado do vocábulo
grego sophia, "sabedoria" . Para t ant o, ver ificar emos o significado desse t ermo, no pensament o grego;
ist o, sem pret ender mant er dependência dessa expressão cult ural.
Para Arist ót eles, sophia, "sabedoria", é ident ificada com a Filosofia Pr imeira ou "Met afísica". A "sabedoria"
não est á no mundo físico. Ela se t orna real mediant e a união de uma razão int uit iva ( humana) com o
conheciment o rigoroso daquilo que é superior ou que expressa seus pr incípios ( divino) . Plat ão, o filósofo
que exalt a o bem e o belo, sugere o conceit o de "sabedoria" como uma virt ude superior. Sábio é aquele
que possui t odas as condições necessár ias para pronunciar j uízos reflexivos e maduros.
Considerando essas asser ções, inferimos que a sabedoria só exist e num ambient e superior, além da
nat ureza humana. Para adquirir sabedoria, o homem precisa buscá- la em Deus; pois há, nest e processo,
uma relação de ínt ima dependência. Na linguagem bíblica, esse conceit o se expressa: "O t emor do Senhor
é a sabedoria" ( Jó 28: 28) ; "O t emor do Senhor é o princípio da Sabedoria" ( Sl 111: 10) . O homem, pela
sua nat ureza, só pode gerar e adquirir conheciment o. É a prát ica das virt udes que diferencia o homem
que só t em conheciment o do homem que t em sabedoria. O homem que t em conheciment o pode "saber" o
que é a bondade; mas só o homem sábio é quem " prat ica" a bondade; e, t odos os out ros frut os do
Espírit o.
Finalment e, a "sabedoria" que procede de Deus t orna o homem prudent e, j ust o e prat icant e das virt udes
do Espírit o. O homem com conheciment os pode ser " sábio", se seus conheciment os são ut ilizados para o
bem. Não pode ser considerado "sábio" o homem cuj os conheciment os adquiridos são ut ilizados para o
mal; pois Deus não est á nele. Est a últ ima condição é aquela que caract eriza a "sabedoria" do mundo.
O decl íni o do gov er no de Sal omão
A grandeza do governo de Salomão ent rou em declínio por causas polít icas e causas morais ou por uma
int er- relação ent re as elas. Polit icament e, Salomão t omou medidas que or iginaram inconformismo ent re o
povo de I srael. Elevou a carga t ribut ária de seus súdit os; dividiu o reino em 12 dist rit os, obrigando- os a
cont ribuir durant e um mês, cada ano, para a aliment ação do palácio, est imado em 5.000 pessoas;
aument ou a t ribut ação dos comerciant es est rangeiros que at ravessavam o t errit ório de I srael; gerou
descont ent ament o e conseqüent e ameaça das nações de Edom, Damasco e, post eriorment e, do Egit o;
enfrent ou sem solução a revolt a de Jeroboão.
No campo da moralidade, duas at it udes do rei Salomão: a sensualidade e a idolat ria, cont ribuíram para
consolidar, de forma irreversível, o declínio de seu reino. Nos primeiros anos de governo, manifest ou
conivência com o povo que "oferecia sacrifícios sobre os alt os" ( 1Rs 3: 2) . Seu casament o com a filha de
Faraó não seria a primeira experiência no sent ido de mant er um harém numeroso com mulheres de várias
et nias. O prest ígio de seu reinado e os hábit os polít ico- sociais daquela época, ent re as nações do Orient e
Médio, permit iam o per manent e aument o de esposas e concubinas a per ambular pelos corredores do
palácio real.
As razões para um governant e ou homem de prest ígio, nobre e rico possuir muit as mulheres eram
event ualment e uma obrigação de est ado. Para mant er a paz polít ica ent re nações, em geral, o governant e
do reino vencido oferecia sua filha em casament o ao governant e vit orioso. Uma forma de consert ar ou
est reit ar alianças polít icas era consolidar esse at o at ravés de casament os. Muit os nobres da mesma
nacionalidade ou est rangeiros davam mulher es aos governant es, a t ít ulo de present e. Muit as mulheres,
capt uradas como prisioneiras, ocupavam as recâmaras do palácio, como t roféus de guerra; moças e at é
crianças eram t ransferidas dos seus lares ao palácio, como forma incomum de pagament o de dívidas; em
época de baixo índice demográfico, a posse de várias concubinas t ornava possível a exist ência de um

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númer o elevado de descendent es. Nessas prát icas, consideradas legais e adequadas à época, Salomão
não seguiu a regra divina em relação ao casament o, mas obedeceu aos padrões da moralidade
inescrupulosa de nações pagãs.
Essa falha de comport ament o levou Salomão e seu r eino ao declínio de poder e de comunhão com Deus.
"Sendo j á velho, suas mulheres lhe pervert eram o coração para seguir out ros deuses.. . Salomão seguiu
Ast arot e, deusa dos sidônios, e Milcom, abominação dos amonit as, . . . edificou Salomão um sant uário a
Quemos, abominação de Moabe . . . e a Moloque, abominação dos filhos de Amom" ( 1Rs 11: 4- 7) .

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ht t p: / / br . gr oups. y ahoo. com/ gr oup/ cr i st ovai vol t ar / message/ 2841

Eclesiastes
===========

O nome Eclesiastes ou Pregador foi empregado pela primeira vez na
Septuaginta, tradução do hebraico para o grego das Escrituras feita por 72
sábios judeus na cidade de Alexandria. Esta tradução iniciou-se em 285 a.C.
a pedido de Demétrio Falório, Bibliotecário do rei Ptolomeu Filadelfo e foi
concluída 39 anos depois. A Septuaginta ajudou no sentido de preparar o
mundo para o 1°Advento de Cristo.

Na Bíblia hebraica o livro é chamado de Qohelete, que significa pregador ou
dirigente de uma reunião. Sua autoria, apesar de a história não confirmar,
pode ser atribuída ao Rei Salomão, filho de Davi (Ecl. 1:1-2).

O contexto histórico é claro em todo o livro. Podemos observar Salomão
falando para uma Assembléia como autentico Pregador. Ele nos fala dos
problemas da vida e de suas paixões. Apesar de ser considerado o Homem Mais
Sábio da Terra, enfrentou muitas dificuldades para manter um bom
relacionamento com Deus.

O tema central do livro fala sobre a existência humana, seus deveres e
destino. Aborda uma eficaz filosofia de vida e propósitos. Através da sua
experiência, podemos, como cristãos aprender sobre a necessidade de
dependermos inteiramente de Deus em todos os momentos.

A crítica textual:

É provavelmente o livro mais polêmico entre todos do AT. Seu conteúdo é
surpreendente de muitas maneiras e tem causado as mais diferentes reações
entre aqueles que têm se dedicado à sua interpretação. Entre judeus e
cristãos muitos têm questionado o direito de Eclesiastes estar entr os
livros do cânon.

Rabi Shamai: conservador da escola conservadora.

Rabi Hillel: liberal.Shamai era contra a permanência do livro no cânon; não
deveria ficar por ser blasfemo e ímpio. Prevaleceu a opnião de Hillel.

No cristianismo, dúvidas sobre a interpretação de Eclesiastes sobrevieram

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ALUNO: Daniel Deusdet e Araúj o Barret o Página 33 de 54
até o tempo de Teodoro de Mopsuéstia (400 d.C.), grande exegeta da escola de
Antioquia.

As opiniões hoje, são diversas. Para alguns, Eclesiastes é uma obra prima
do ceticismo, pessimismo, do epicurismo (filosofia grega: baseada em que
sentido da vida e o melhor da vida é o prazer).

Sugestão para a chave de compreensão do livro. A chave de compreensão está
na compreensão da natureza do livro, no contexto no qual foi escrito e no
propósito para o qual foi escrito.

O livro de Eclesiastes foi escrito por Salomão no final de sua vida, depois
de passar anos em apostasia segundo nos relata I Rs 11:1-8.

Salomão se entregou a mais baixa apostasia devido a sua união com muitas
mulheres (700 princesas e 300 concubinas – ver I Reis 11:3). Durante esses
anos de apostasia ele se entregou a toda sorte de empreendimentos em busca
da satisfação própria, compreensão do mundo e da vida buscando esperança e
felicidade na base do esforço humano, de sua capacidade de raciocínio e
forças, mas de modo independente de Deus.

Ele viu, então, que tudo era vaidade e correr atrás do vento. Em
Eclesiastes nós temos um relatório desse empreendimento durante os anos de
apostasia.

- Ec 1:12-14; 16-17; 2:1-11: Relato da busca de satisfação
- Ec 4:1-4: Melhor o que nunca nasceu o que o que veio a existência.
- Ec 7:23-29: Depois de anos de busca desvairada e de se entregar
totalmente a prazeres,
sentimentos, indagações e ao desespero, Salomão foi despertado (de sua
apostasia)
por uma sentença de juízo pronunciada contra ele e contra a sua casa
vinda da parte de
Deus I Rs 11:9-13.

Em penitência ele começou a retroceder de onde ele tinha caído e voltou a
viver novamente de acordo com o plano de pureza e santidade que Deus tem
para seus filhos. Arrependido ele compôs o livro de Eclesiastes e se tornou
o pregador afim
de advertir a outros a não caírem no mesmo erro que ele caiu.

Quando lemos Eclesiastes devemos ter em mente que em suas palavras existem:

1.) Um relato daquilo que aconteceu com ele.
2.) As conclusões que ele chegou dentro dessas circunstâncias “vaidade das
vaidades”).
3.) Uma apresentação de uma perspectiva superior: “Deus” o qual é a única
saída para o
homem.

Nem tudo que ele descobriu, no entanto, é errado. Exemplos:

* Ecl. 4:5-6: Conclui que o trabalho é bom.
* Ecl. 4:7-12: Conclui que é bom o companheirismo.

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* Ecl. 5:1-6: Conclui que é bom ser prudente.
* Ecl. 6:8-12: Advertência quanto ao amor às riquezas.
* Ecl. 8:1-5: Submissão às autoridades.
* Ecl. 9:13-18: A sabedoria é melhor que a riqueza.

Mesmo as boas conclusões não satisfaziam o coração, e ele diz o porquê Ecl.
3:11- “Deus pôs no coração do homem a eternidade” (Olam – no hebraico , sua
tradução é infinito; tanto para tempo como para o espaço).

O homem tem o infinito dentro do seu coração e único que pode preencher o
coração dele é aquEle que é infinito (Deus). O temor do Senhor é a única
resposta que preenche o coração do homem: Ecl. 3:14; 5:7; 7:18; 8:12-13;
12:13.

O Valor de Uma Palavra Chave:

1. Não é possível ler e compreender, com proveito, certos livros da Bíblia
sem que antes de tudo se ache a chave para o estudo. Talvez nenhuma outra
porção das Sagradas Escrituras necessite tanto da chave para estudo como
Eclesiastes.

2. O livro é largamente citado no Novo Testamento:


Eclesiastes Novo Testamento
=========== ===============
Ecl. 7:2 Mat. 5:3,4
Ecl. 5 Mat. 6:7
Ecl. 5:1 I Tim. 3:15
Ecl. 5:6 I Cor. 11:10
Ecl. 6:2 Luc. 12:20
Ecl. 11:5 João 3:8
Ecl. 12:14 II Cor. 5:1


3. Outro fato interessante são as declarações sobre fenômenos científicos
rigorosamente certas, como por exemplo: a evaporação das águas e a formação
de chuvas coincidem perfeitamente com as descobertas dos sábios dos nossos
dias a esse respeito. Alguns tem dito que a teoria de Redfield sobre as
tempestades tem sua origem aqui. A pergunta fica: Quem ensinou Salomão o
emprego de termos que claramente exprimem fatos? E quem lhe revelou a origem
dos ventos, que são regidos por leis tão positivas como as que determinam o
crescimento da planta.


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Ref.: http://xacute.sites.uol.com.br/art_eclesiastes.html
ECLESIASTES OU QOHELET

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EXEGESE DO TEXTO DE ECLESIASTES 7:29



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FELICIDADE E TRABALHO
Rafael Lopez Villasenor
CONTEXTO
Eclesiastes ou Qohelet é um escrito sapiencial cuja preocupação central é a vida do ser humano sobre
diversos aspectos. O aparente pessimismo do Eclesiastes ou Qohelet pode desconcertar o leitor. Ele
questiona tudo, analisa e se posiciona. Critica a cultura e a opressão. O livro aparece como uma “gozação”
popular da sabedoria dos grandes do tempo, inchados com a novidade do Império Grego que dominava.
Eclesiastes empreende grandes esforços para entender o sentido da vida e apresentar uma proposta para o
ser humano viver e alcançar a felicidade. Trata-se de um livro profundamente crítico, lúcido e realista sobre a
condição do povo na Palestina, por volta do século III a.C. A
Um pouco de história Palestina era importante corredor comercial que ligava o Egito com a Fenícia,
o Norte da Síria, a Mesopotâmia e a Arábia. Os grandes impérios lutavam para controlara a área. (Assíria,
Babilônia, Grécia, Roma...). Alexandre Magno constrói um grande império por volta do ano 333 a. C. Ele
dominava pela força e pela imposição cultural, mas morre sem deixar um sucessor. O império fica sob o
governo de um grupo de generais que o dividem entre eles (301 a. C). O grupo do general Ptolomeu (surgindo
à dinastia dos Ptolomeus) assumiu o governo de Egito, ficando também com a Palestina e a Fenícia e o
general Seleuco, (surgindo à dinastia dos Selêucidas) com a Síria e a Mesopotâmia. O general Seleuco não se
conforma com o domínio dos Plomeus sobre a Palestina e entre em guerra cinco vezes para obter o controle
da Palestina (301 a 198 a. C). Finalmente Antíoco III, rei dos Selêucidas derrota os Ptolomeus (198 a. C),
assumindo o controle sobe a Palestina, Fenícia e Síria.
No tempo da dominação dos Ptolomeus, o livre mercado é implantado, a escravidão é uma realidade
constante. A filosofia grega dominava o pensamento e a cultura da época. Os gregos levam um acentuado
individualismo destruindo o espírito de comunitário. O comercio aumenta e o livre comércio exige mais
produtos. Cresce o empobrecimento da maioria.
Os gregos (Ptolomeus e Selêucidas) garantem a liberdade religiosa dos povos dominados, mas com
submissão política e com cobrança de impostos. Assim a colônia do império grego dos Ptolomeus, ao qual
devia pagar pesados tributos, que eram arrecadados pela família dos Tobíadas, que controlava o comércio, a
economia e a política interna. O fardo dos impostos sobre Judá deixa o povo cada vez mais miserável. A
formação de grandes latifúndios exige o uso do trabalho escravo. Há aumento de pessoas empobrecidas e
escravizadas. O idioma grego tornou-se idioma universal da época. O povo judeu falava grego na rua e
hebraico na sinagoga. Os antigos valores da cultura judaica vão caindo e aos poucos a cultura grega vai
orientando a lógica do lucro, do individualismo, tornando-se o modelo dominante.
Um pouco sobre o livro do Eclesiastes. O livro faz parta da literatura sapiencial. O autor é um sábio
provavelmente de Jerusalém, inconformado com a realidade do tempo, recolhe a sabedoria do povo, reflete
sobre algumas verdades. Ele escreveu o livro durante esse tempo de exploração interna e externa no século III
(250 a.C.) bem depois do exílio de babilônia. Era um tempo, que não deixava esperanças de futuro melhor
para o povo. Num mundo sem horizontes, ele fez um balanço sobre a condição humana, buscando

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apaixonadamente uma perspectiva de realização. A maioria dos estudiosos concorda que há pelo menos três
redatores para este livro.
O livro foi escrito numa época muito difícil para o povo. A Judéia estava nas mãos dos Ptolomeus,
estava sofrendo transformações muito rápidas e violentas, Qohelet apresenta uma reflexão muito irônica e
amarga sem muita esperança. Por trás da amargura o livro nos aponta caminhos. Ele tenta sempre responder
a esta pergunta: Tem sentido a vida humana? Ele vê três valores importantes que não vale a pena
questionar: a vida humana com suas limitações (5,17;7,29); o oprimido e o pobre, fruto do sistema injusto
(5,7;9,14); a ação de Deus que não pode ser mudada (3,14-15; 7,23). Diante destes três valores relativiza
tudo. A proposta básica de Qoélet e a felicidade para todos.
A pessoa que escreveu o livro apresenta-se como Qohelet (1,12) Qohelet é uma palavra hebraica que
significa comunidade ou alguém que fala pela comunidade. Eclesiastes é uma palavra grega ekklesia que
significa comunidade. O autor é uma pessoa que participava das reuniões dos sábios, na qual à luz da fé,
discutiam-se a situações do povo e os problemas da vida da comunidade. Talvez coordenador de uma
comunidade que observa vários aspectos da vida humana e reflete sobre eles. Qohelet se apresenta como
filho de Davi (1,1). Na realidade o livro não foi escrito pelo rei Salomão do séc IX a. C. Salomão é considerado
como patrono da literatura sapiencial em Israel. Também naquele tempo era comum uma pessoa esconder-se
atrás de figuras importantes e significativas do passado para comunicar sua mensagem, isso era um recurso
literário. Qohelet usa o método dos sábios de Israel. Os sábios não davam tudo pronto, levavam as pessoas a
participarem no processo da descoberta da verdade. Faziam com que eles mesmos fossem descobrindo as
coisas.
O Eclesiastes ou Qohelet denuncia portanto as conseqüências de uma estrutura social injusta. O povo
não tem presente, quando é impedido de usufruir do fruto do próprio trabalho. Conseqüentemente, fica sem
vida, que lhe foi roubada não por esta ou aquela pessoa, mas por todo um sistema social dependente que,
para privilegiar uma minoria, acaba espoliando a nação inteira. E aqui, o autor mostra que isso se trata, em
primeiro lugar, de um pecado teológico: Deus dá a vida para todos; se ela é roubada, o roubo é um desvio na
própria fonte da vida.
O Eclesiastes é convite para desconstruir e construir. Desconstruir uma falsa concepção a respeito de
Deus e da vida, muitas vezes justificada por concepções teológicas profundamente arraigadas. Depois,
construir uma nova concepção de vida, que é dom gratuito de Deus, para que todos a partilhem com justiça e
fraternidade. Só então todos poderão ter acesso à felicidade, que consiste em usufruir a vida presente que,
intensamente vivida, é a própria eternidade.
O Autor observa que há uma organização social perversa que rouba o trabalhador. Exploração do
poder econômico (5,7); estruturas injustas (3,16); a competição cega e a concorrência desleal (4,4); os que
enriquecem graças ao trabalho alheio (5,9-11); o abuso do poder político (8,3-5); a dominação em nome da
religião (2,26); as famílias israelitas (250-190 a C) tinham que trabalhar como servos a sua própria terra,
entregando quase toda a produção na forma de taxas.
Quais os caminhos para realizar a vida e a felicidade? O autor desmonta as ilusões que um
determinado sistema de sociedade apresenta como ideal (riqueza, poder, ciência, prazeres, status social,
trabalho para enriquecer etc.) e coloca uma pergunta fundamental: “Que proveito tira o homem de todo o

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trabalho com que se afadiga debaixo do sol?” (1,3). Em vez de cair no desespero, o autor descobre duas
grandes perspectivas: Primeiro, descobre Deus como Senhor absoluto do mundo e da história, devolvendo a
Deus a realidade de ser Deus. Depois, descobre o Deus sempre presente, fazendo o dom concreto da vida
para o homem, a cada instante e continuamente. Isso leva o homem a descobrir que a própria realização é
viver intensamente o momento presente, percebendo-o como lugar de relação com o Deus que dá a vida.
Intensamente vivido, o momento presente se torna experiência da eternidade, saciando a sede que o homem
tem da vida. Todavia, para que se possa de fato viver o presente é preciso usufruir o fruto do próprio
trabalho (2,10; 2,24; 3,13.22; 5,18-20; 9,9). E aqui temos uma pergunta crucial: Que presente de vida resta
para o povo, quando ele é impedido de usufruir do resultado do trabalho com que se afadiga debaixo do sol?
Divisão do livro
1,1-11 Introdução
I. 1-12-3,22 Exploração do trabalho e empobrecimento.
II. 4,1-6,9 Passos concretos para alcançar a felicidade.
III. 6,10-8,17 Critica a sabedoria oficial e a teologia da retribuição
IV. 9,1-12,8 O caminho da felicidade
12, 9-14 Epílogos.

COMENTÁRIOS AOS TEXTOS
1,1-11 Vaidade das vaidades, Qohelet (significa aquele que pertence à comunidade) pode ser nome próprio
ou de alguém que fala à comunidade reunida. O autor se personifica como o rei Salomão para dar importância
ao livro do Eclesiastes (1,1) A ganância e opressão do império grego, reforçadas pela exploração da família
dos Tobíadas, tornaram a vida do povo insuportável. Isso levou o autor do Eclesiastes a afirmar: “Ilusão das
ilusões! Tudo é ilusão!” (1,2). A palavra “ilusão” — traduzida em algumas Bíblias por “vaidade” ou “absurdo” —
não diz tudo o que o termo hebel significa em hebraico. Podemos pensar numa bolha de ar no fundo do
tanque: quanto tempo ficará aí sob o peso da água? E se sobe, o que acontece? Podemos pensar numa bolha
de sabão: quanto dura? Para que serve? Assim é a vida do povo quando é explorado na sua força de trabalho.
Na realidade se trata de uma pessoa que viveu muito e reflete bastante como as coisas acontecem, sobre to
que vale a pena na vida. Avalia os sonhos e os projetos do tempo e da comunidade. Examinando a situação
em que o povo vive, a conclusão é que tudo é frágil e passageiro. O povo vive trabalhando. E que proveito ele
tira do seu trabalho? (2-3) Porém o perigo está em perder o sentido da vida. Quando isso acontece todas as
coisas perdem o significado. A vida se torna repetição monótona e enfadonha, sem motivação nenhuma.
• Qual foi o momento mais importante da vida que lhe ensinou alguma coisa?
• Quantas vezes perdemos o sentido da vida?

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1,12-18 A sabedoria como serviço Uma das propostas fundamentais para realização humana é adquirir a
maior quantidade de conhecimento, mas o conhecimento não esta ao alcance da grande maior. O autor
garante que o conhecimento não leva para felicidade. Ao contrario este leva a ver a vida que é passageira.
• Qual é o valor hoje do conhecimento e sabedoria?
2,1-16 A falsa felicidade. O dinheiro, o poder, o sucesso não trazem a verdadeira felicidade. A felicidade é
uma busca de todo ser humano, embora muitas vezes não o encontramos por procurar-lo de maneira e no
lugar errado.
• Qual é a verdadeira felicidade?
2,17-26 Desfrutar o produto do trabalho. Trabalhar incansavelmente para enriquecer, ter prosperidade, isso
não leva a felicidade. O que foi ganho com sacrifício ficara para outro. O povo trabalha muito, e “nem mesmo
de noite repousa seu coração” (2,23). Quando alguém gasta suas energias e criatividade trabalhando (v. 21a),
mas não usufrui do trabalho, pois “vê-se obrigado a deixar tudo em herança para outro que em nada
colaborou” (v. 21b), então a vida se torna “ilusão e grande desgraça” (v. 21c). Se as pessoas trabalham
criativamente, é para os grandes que gastam seus talentos; se trabalham mecanicamente, acabam se
transformando em robôs e peças de uma engrenagem que os devora. Como sair disso? A mensagem que ele
deixa é esta: a felicidade é poder usufruir plenamente dos frutos do trabalho, pois esse é o dom que Deus dá
para todos (24-26). O livro do Qoélet fala pouco de Deus. Por quê? Estaria ausente? Não. Ele está presente
nos anseios do povo que luta por emprego, salários dignos, moradia, saúde, lazer etc., “porque compreendi
que é dom de Deus que o homem possa comer e beber, desfrutando do produto de todo o seu trabalho”.
• Qual é o verdadeiro sentido do trabalho?
• Por que existe hoje tanto desemprego?
3,1-15 Tudo tem seu tempo Qohelet é a resposta de uma resistência cotidiana. Somos condicionados pelo
tempo, pelo fazer, pelo produzir, pelo consumir. A todo custo, o homem tenta dominar a vida, que lhe escapa
numa série de tempos diferentes. O tempo é passageiro. Só Deus tem a visão do conjunto da vida. Só ele
conhece de antemão todos os momentos. Os momentos da vida são todos incertos. Cabe então aceitar o
momento presente como dom de Deus, e ter discernimento para fazer a coisa certa no momento certo. Deus
tem a visão total do projeto que ele realiza na história (v15). Esse projeto, porém, realiza-se pouco a pouco,
através dos momentos que se sucedem. Se o homem quiser encontrar-se com Deus, deverá procurá-lo no
momento que foge, isto é, no momento presente. Assim, o único relacionamento com Deus e a única vida
concreta acontecem aqui e agora. O resto é saudade ou pré-ocupação.
• Como usamos hoje o nosso tempo? Será que é verdade “tempo é dinheiro”?
3,16-22 O tempo é passageiro. O tempo nesta vida é passageiro, ele termina para as pessoas e os animais.
A vida acaba no momento menos esperado muitas vezes sem realizar nossos projetos.
• O que significa: “há mais tempo que vida”?

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4,1-16 A opressão e a vida Frustração, exploração e competição quantas vezes já sentimos na própria pele.
A opressão é o espetáculo mais terrível que acontece na sociedade. Quando um sistema é injusto, todos
acabam tornando-se vítimas dele, a ponto de ser preferível morrer, ou até mesmo nunca ter nascido. (1-3) Um
sistema social baseado na competição e na concorrência produz insegurança e trabalho insano. Isso só é
resolvido quando a competição dá lugar à fraternidade e partilha, possibilitando que o homem viva tranqüilo.
(4-6) A ganância e ambição fazem as pessoas viverem só para si mesmas. (7-12) O relacionamento leva a
viver melhor, pois nele se partilham dificuldades e conquistas, tristezas e alegrias. Um governo absolutizado se
distancia do povo e está a caminho da ruína. Alguém do povo se tornará líder e chegará ao poder, renovando
a vida social. Mais tarde, porém, a mesma coisa se repetirá. (13-16).
• Quais são as explorações e opressões que vivemos?
4, 17-5, 6 Cumprir as promessas Sem ver a possibilidade de mudança cresce a falta de esperança.
Eclesiastes mostra que só nosso compromisso com Deus constrói as mudanças que sonhamos. Palavras
jogadas ao vento nada resolvem. No relacionamento com Deus, o importante é se dispor a colocar em prática
o projeto dele. Não adianta prometer o que de antemão não se pretende cumprir. Com Deus não se brinca
com promessas.
• Como são feitas as promessas hoje pelo povo?
• Qual é o motivo que leva a fazer promessas?
5, 7-6,6 Injustiça e opressão O trabalho sustenta as necessidades básicas da vida humana. A cidade é uma
superestrutura constituída a partir do comércio, que atravessa o produto do campo para os que nela vivem.
Acumulação de terras, unida à injustiça no comércio, cria relações desiguais, produzindo riqueza e poder para
uma minoria, mediante a exploração e opressão de outros. Contudo, toda essa pirâmide social continua
sempre dependendo da produção agrícola. A experiência mostra que a ganância pelo dinheiro é insaciável.
Mas de que adianta acumular riquezas, e em troca perder o sentido da vida? E o que dizer do processo
tortuoso para acumular dinheiro? Vivendo na alegria do momento presente, a pessoa descobre que a
eternidade - experiência de Deus e da vida - não consiste em viver muito, e sim em viver intensamente cada
momento.
• Como nos comportamos em relação com o dinheiro? Acreditamos que dinheiro compara tudo?
6, 7-12 O trabalho é para o sustento A vida passa rápida e nada adianta o acumulo. O mais importante é
viver o presente sem se preocupar em acumular.
• Como vivemos o presente?
7, 1-24 A verdadeira sabedoria é viver Ninguém nasce sabendo as coisas. È a experiência acumulada nos
ensina como viver, é fazendo que aprendemos, a melhor escola é a vida. A morte lembra que a condição
humana é limitada e frágil. Tristeza e alegria, realização e frustração se alternam imprevisivelmente na
condição limitada da vida humana. Por mais conhecimento que alguém tenha, não consegue abarcar o futuro.
A verdadeira sabedoria consiste em aceitar e viver intensamente o presente, aprendendo nele a conhecer e
temer a Deus. Só Deus é capaz de unir os contrários. Para aprender a ser íntegro, o homem deve temer a
Deus.

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• O que aprendemos com a experiência da vida?
7, 25-29 O homem insensato. Deus faz o homem correto, mas este complica através da insensatez, se
desvia do caminho de Deus. Este texto traz observações negativas da mulher, o que era próprio da de uma
sociedade machista e patriarcal (v 26).
• Como a mulher é vista hoje na nossa sociedade?
8, 1-17 O bem e o mal O bem e o mal estão juntos. Sabedoria é capacidade de discernir a verdade por trás
das aparências. Quem é capaz disso, não se perturba diante dos conflitos (v. 1). A prosperidade e impunidade
dos injustos é sempre uma tentação para os justos, que acabam perguntando: Por que Deus não faz logo
justiça? Vale a pena continuar sendo justo?
• No mundo de hoje, vale a pena ser bom, justo e honesto?
• Por que muitas vezes os pobres são tratados como preguiçosos?
9, 1-10 O mesmo destino para todos. A vida está cheia de surpresa a morte faz parte da condição humana
(9,3), por mais que se planeja, não se consegue controlar. A morte é uma realidade inevitável, devemos viver a
vida como dom de Deus. Apesar de todos os problemas e dificuldades, vale a pena viver e ser justo, pois,
embora a vida seja um grande mistério, justos e sábios estão todos nas mãos de Deus. Há o desejo do ser
humano de perpetuidade, (9,5) ser esquecido é perder toda possibilidade de existência. Há uma insistência
para desfrutar ao máximo os prazeres cotidianos (9,9) a viver bem a vida, pois a morte é uma realidade que
faz a pessoa refletir sobre o sentido da existência. A vida tem que ser valorizada, pois a morte é uma realidade
inevitável para todos!
• Como se enfrenta hoje a realidade da morte? Qual é o sentido da nossa vida?
9,13-18 Mas vale a sabedoria que as armas. A sabedoria esta acima das guerras e da força. Há uma forte
critica sobre o militarismo dos gregos (9,16) A sabedoria é a sensatez, o equilíbrio, o bom senso, a capacidade
de experiência e de refletir sobre ela. O dia a dia sofrido do povo prova o contrário a teologia da retribuição
que promete vida longa e feliz para a pessoa justa e condena a pessoa injusta com a pobreza, doença,
sofrimento e vida breve.
• Como reagimos diante das surpresas da vida? Diante da morte improvisa?
10, 1-20 O homem sábio. A sabedoria perante o homem insensato não deve de ser contaminado, deve haver
discernimento perante as dificuldades da vida. A sabedoria é agir com prudência e atenção na vida cotidiana.
Muitas vezes é melhor calar que falar insensatezes ou besteiras.
• Em que consiste hoje a sabedoria?
• Qual é a diferença entre ser sábio e ter acumulo de conhecimento?
11,7-12,8 felicidade e juventude Na vida é preciso ser prudente, mas também arriscar. Como só Deus
conhece o mistério da vida, o discernimento ajuda pelo menos a tatear, a fim de descobrir o que fazer no lugar
e momento certo. Diante da fugacidade da vida, o autor deixa um conselho: viver enquanto é tempo, antes que

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chegue o fim. A velhice é aqui descrita através de um poema com largo uso de metáforas. A vida é muito
breve. È preciso vivê-la intensamente: comer, e beber com alegria. Embora sem perspectivas de ressurreição
ou vida após a morte, o autor diz que o sopro vital, isto é, a própria vida, retorna para Deus.
• Será que a verdadeira felicidade está na riqueza, no poder e no prestigio?
12, 9-13 Conclusão. Este texto conclusivo é um acréscimo posterior por um discípulo. O livro termina fazendo
um apelo para o temor a Deus e a observação dos mandamentos, pois Deus julgará.

BIBLIOGRAFIA
MESTERS, Carlos & OROFINO, Francisco O varal da vida- chave de leitura para o Livro do Eclesiastes CEBI -2006
REINER Haroldo Eclesiastes, A sabedoria do viver e conviver – Encontros bíblicos sobre o Livro de Eclesiastes CEBI -
2006.
Bíblia Sagrada - Edição Pastoral, Paulus, São Paulo.
CRB Sabedoria e poesia do povo Tua palavra e vida 4 - Ed. Loyola 1993 pp 117-132
STORNIOLO, Ivo – BALANCIN, Euclides Como ler o livro dos Eclesiastes – trabalho e felicidade. Ed. Paulos 1991.
SAB (Serviço de Animação Bíblica) Come teu pão com alegria, Eclesiastes. Ed. Paulinas 2206.
MARQUES, Maria Antonia - Aprendendo como a vida, uma introdução ao livro de Eclesiastes - Vida Pastoral, Ano XLVII,
número 250, Setembro outubro 2006 pp 3-9.
http://www.webservos.com.br/gospel/BibliaOnline/biblia_books.asp?book=22

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LI VRO DE ECLESI ASTES

Capít ul o 1

1 Palavras do pregador, filho de
Davi, rei em Jerusalém:
2 Vaidade de vaidades! - diz o
pregador, vaidade de vaidades! É
t udo vaidade.
3 Que vant agem t em o homem de
t odo o seu t rabalho, que ele faz
debaixo do sol?
4 "Uma geração vai, e out ra
geração vem; mas a t erra para
sempre permanece. "
5 E nasce o sol, e põe- se o sol, e
volt a ao seu lugar, de onde nasceu.
6 "O vent o vai para o sul e faz o
seu giro para o nort e;
cont inuament e vai girando o vent o
e volt a fazendo os seus circuit os."
7 " Todos os ribeiros vão para o
mar, e, cont udo, o mar não se
enche; para o lugar para onde os
ribeiros vão, para aí t ornam eles a
ir."
8 "Todas essas coisas se cansam
t ant o, que ninguém o pode
declarar; os olhos não se fart am de
ver, nem os ouvidos de ouvir. "
9 " O que foi, isso é o que há de
ser; e o que se fez, isso se t ornará
a fazer; de modo que nada há novo
debaixo do sol. "
10 Há alguma coisa de que se
possa dizer: Vê, ist o é novo? Já foi
nos séculos passados, que foram
ant es de nós.
11 " Já não há lembrança das coisas
que precederam; e das coisas que
hão de ser t ambém delas não
haverá lembrança, nos que hão de
vir depois. "
12 Eu, o pregador, fui rei sobre
I srael em Jerusalém.
13 "E apliquei o meu coração a
esquadrinhar e a informar- me com
sabedoria de t udo quant o sucede
debaixo do céu; essa enfadonha
ocupação deu Deus aos filhos dos
homens, para nela os exercit ar. "
14 At ent ei para t odas as obras que
se fazem debaixo do sol, e eis que
t udo era vaidade e aflição de
espírit o.
15 " Aquilo que é t ort o não se pode
endireit ar; aquilo que falt a não
pode ser calculado. "
16 " Falei eu com o meu coração,
dizendo: Eis que eu me engrandeci
e sobrepuj ei em sabedoria a t odos
os que houve ant es de mim, em
Jerusalém; na verdade, o meu
coração cont emplou
abundant ement e a sabedoria e a
ciência. "
17 E apliquei o meu coração a
conhecer a sabedoria e a conhecer
os desvarios e as loucuras e vim a
saber que t ambém isso era aflição
de espírit o.
18 "Porque, na muit a sabedoria, há
muit o enfado; e o que aument a em
ciência aument a em t rabalho. "

Capít ul o 2

1 " Disse eu no meu coração: Ora,
vem, eu t e provarei com a alegria;
port ant o, goza o prazer; mas eis
que t ambém isso era vaidade. "

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2 "Do riso disse: Est á doido; e da
alegria: De que serve est a?"
3 Busquei no meu coração como
me daria ao vinho ( regendo,
porém, o meu coração com
sabedoria) e como ret eria a
loucura, at é ver o que seria melhor
que os filhos dos homens fizessem
debaixo do céu, durant e o número
dos dias de sua vida.
4 " Fiz para mim obras magníficas;
edifiquei para mim casas; plant ei
para mim vinhas. "
5 Fiz para mim hort as e j ardins e
plant ei neles árvores de t oda
espécie de frut o.
6 Fiz para mim t anques de águas,
para regar com eles o bosque em
que reverdeciam as árvores.
7 "Adquiri servos e servas e t ive
servos nascidos em casa; t ambém
t ive grande possessão de vacas e
ovelhas, mais do que t odos os que
houve ant es de mim, em
Jerusalém. "
8 "Amont oei t ambém para mim
prat a, e ouro, e j óias de reis e das
- províncias; provi- me de cant ores,
e de cant oras, e das delícias dos
filhos dos homens, e de
inst rument os de música de t oda
sort e."
9 "E engrandeci- me e aument ei
mais do que t odos os que houve
ant es de mim, em Jerusalém;
perseverou t ambém comigo a
minha sabedoria. "
10 " E t udo quant o desej aram os
meus olhos não lhos neguei, nem
privei o meu coração de alegria
alguma; mas o meu coração se
alegrou por t odo o meu t rabalho, e
est a foi a minha porção de t odo o
meu t rabalho. "
11 " E olhei eu para t odas as obras
que fizeram as minhas mãos, como
t ambém para o t rabalho que eu,
t rabalhando, t inha feit o; e eis que
t udo era vaidade e aflição de
espírit o e que proveit o nenhum
havia debaixo do sol."
12 " Ent ão, passei à cont emplação
da sabedoria, e dos desvarios, e da
doidice; porque que fará o homem
que seguir ao rei? O mesmo que
out ros j á fizeram. "
13 Ent ão, vi eu que a sabedoria é
mais excelent e do que a est ult ícia,
quant o a luz é mais excelent e do
que as t revas.
14 " Os olhos do sábio est ão na sua
cabeça, mas o louco anda em
t revas; t ambém, ent ão, ent endi eu
que o mesmo lhes sucede a t odos. "
15 "Pelo que eu disse no meu
coração: Como acont ece ao t olo,
assim me sucederá a mim; por
que, ent ão, busquei eu mais a
sabedoria? Ent ão, disse no meu
coração que t ambém isso era
vaidade. "
16 "Porque nunca haverá mais
lembrança do sábio do que do t olo;
porquant o de t udo nos dias fut uros
t ot al esqueciment o haverá. E como
morre o sábio, assim morre o t olo! "
17 " Pelo que aborreci est a vida,
porque a obra que se faz debaixo
do sol me era penosa; sim, t udo é
vaidade e aflição de espírit o. "
18 Também eu aborreci t odo o
meu t rabalho, em que t rabalhei
debaixo do sol, vist o como eu

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havia de deixá- lo ao homem que
viesse depois de mim.
19 " E quem sabe se será sábio ou
t olo? Cont udo, ele se assenhoreará
de t odo o meu t rabalho em que
t rabalhei e em que me houve
sabiament e debaixo do sol;
t ambém isso é vaidade. "
20 Pelo que eu me apliquei a fazer
que o meu coração perdesse a
esperança de t odo t rabalho em que
t rabalhei debaixo do sol.
21 " Porque há homem cuj o
t rabalho é feit o com sabedoria, e
ciência, e dest reza; cont udo, a um
homem que não t rabalhou nele, o
deixará como porção sua; t ambém
isso é vaidade e grande enfado. "
22 Porque que mais t em o homem
de t odo o seu t rabalho e da fadiga
do seu coração, em que ele anda
t rabalhando debaixo do sol?
23 " Porque t odos os seus dias são
dores, e a sua ocupação é
desgost o; at é de noit e não
descansa o seu coração; t ambém
isso é vaidade. "
24 Não é, pois, bom para o homem
que coma e beba e que faça gozar
a sua alma do bem do seu
t rabalho? I sso t ambém eu vi que
vem da mão de Deus.
25 ( Porque quem pode comer ou
quem pode gozar melhor do que
eu?)
26 "Porque ao homem que é bom
diant e dele, dá Deus sabedoria, e
conheciment o, e alegria; mas ao
pecador dá t rabalho, para que ele
aj unt e, e amont oe, e o dê ao bom
perant e a sua face. Também isso é
vaidade e aflição de espírit o. "

Capít ul o 3

1 Tudo t em o seu t empo
det erminado, e há t empo para t odo
o propósit o debaixo do céu:
2 "há t empo de nascer e t empo de
morrer; t empo de plant ar e t empo
de arrancar o que se plant ou; "
3 "t empo de mat ar e t empo de
curar; t empo de derribar e t empo
de edificar; "
4 "t empo de chorar e t empo de rir;
t empo de prant ear e t empo de
salt ar; "
5 " t empo de espalhar pedras e
t empo de aj unt ar pedras; t empo
de abraçar e t empo de afast ar- se
de abraçar; "
6 "t empo de buscar e t empo de
perder; t empo de guardar e t empo
de deit ar fora; "
7 " t empo de rasgar e t empo de
coser; t empo de est ar calado e
t empo de falar; "
8 "t empo de amar e t empo de
aborrecer; t empo de guerra e
t empo de paz. "
9 Que vant agem t em o t rabalhador
naquilo em que t rabalha?
10 Tenho vist o o t rabalho que Deus
deu aos filhos dos homens, para
com ele os afligir.
11 " Tudo fez formoso em seu
t empo; t ambém pôs o mundo no
coração deles, sem que o homem
possa descobrir a obra que Deus
fez desde o princípio at é ao fim."
12 " Já t enho conhecido que não há
coisa melhor para eles do que se
alegrarem e fazerem bem na sua
vida; "

ANTI GO TESTAMENTO I I ( Pr . GEOMÁRI O)
BACHARELADO EM TEOLOGI A - NOTURNO
EXEGESE DO TEXTO DE ECLESIASTES 7:29



ALUNO: Daniel Deusdet e Araúj o Barret o Página 46 de 54
13 e t ambém que t odo homem
coma e beba e goze do bem de
t odo o seu t rabalho. I sso é um
dom de Deus.
14 "Eu sei que t udo quant o Deus
faz durará et ernament e; nada se
lhe deve acrescent ar e nada se lhe
deve t irar. E isso faz Deus para que
haj a t emor diant e dele."
15 " O que é j á foi; e o que há de
ser t ambém j á foi; e Deus pede
cont a do que passou. "
16 "Vi mais debaixo do sol: no
lugar do j uízo, impiedade; e no
lugar da j ust iça, impiedade ainda. "
17 "Eu disse no meu coração: Deus
j ulgará o j ust o e o ímpio; porque
há um t empo para t odo int ent o e
para t oda obra. "
18 Disse eu no meu coração: é por
causa dos filhos dos homens, para
que Deus possa prová- los, e eles
possam ver que são em si mesmos
como os animais.
19 "Porque o que sucede aos filhos
dos homens, isso mesmo t ambém
sucede aos animais; a mesma
coisa lhes sucede: como morre um,
assim morre o out ro, t odos t êm o
mesmo fôlego; e a vant agem dos
homens sobre os animais não é
nenhuma, porque t odos são
vaidade. "
20 "Todos vão para um lugar;
t odos são pó e t odos ao pó
t ornarão. "
21 Quem advert e que o fôlego dos
filhos dos homens sobe para cima
e que o fôlego dos animais desce
para baixo da t erra?
22 "Assim que t enho vist o que não
há coisa melhor do que alegrar- se
o homem nas suas obras, porque
essa é a sua porção; porque quem
o fará volt ar para ver o que será
depois dele?"

Capít ul o 4

1 "Depois, volt ei- me e at ent ei para
t odas as opressões que se fazem
debaixo do sol; e eis que vi as
lágrimas dos que foram oprimidos
e dos que não t êm consolador; e a
força est ava da banda dos seus
opressores; mas eles não t inham
nenhum consolador. "
2 Pelo que eu louvei os que j á
morreram, mais do que os que
vivem ainda.
3 " E melhor que uns e out ros é
aquele que ainda não é; que não
viu as más obras que se fazem
debaixo do sol."
4 Também vi eu que t odo t rabalho
e t oda dest reza em obras t razem
ao homem a invej a do seu
próximo. Também isso é vaidade e
aflição de espírit o.
5 O t olo cruza as suas mãos e
come a sua própria carne.
6 Melhor é uma mão cheia com
descanso do que ambas as mãos
cheias com t rabalho e aflição de
espírit o.
7 Out ra vez me volt ei e vi vaidade
debaixo do sol.
8 "Há um que é só e não t em
segundo; sim, ele não t em filho
nem irmã; e, cont udo, de t odo o
seu t rabalho não há fim, nem os
seus olhos se fart am de riquezas; e
não diz: Para quem t rabalho eu,
privando a minha alma do bem?

ANTI GO TESTAMENTO I I ( Pr . GEOMÁRI O)
BACHARELADO EM TEOLOGI A - NOTURNO
EXEGESE DO TEXTO DE ECLESIASTES 7:29



ALUNO: Daniel Deusdet e Araúj o Barret o Página 47 de 54
Também isso é vaidade e
enfadonha ocupação. "
9 Melhor é serem dois do que um,
porque t êm melhor paga do seu
t rabalho.
10 " Porque, se um cair, o out ro
levant a o seu companheiro; mas ai
do que est iver só; pois, caindo, não
haverá out ro que o levant e. "
11 "Também se dois dormirem
j unt os, eles se aquent arão; mas
um só como se aquent ará?"
12 "E, se alguém quiser prevalecer
cont ra um, os dois lhe resist irão; e
o cordão de t rês dobras não se
quebra t ão depressa. "
13 Melhor é o j ovem pobre e sábio
do que o rei velho e insensat o, que
se não deixa mais admoest ar.
14 "Porque um sai do cárcere para
reinar; sim, um que nasceu pobre
no seu reino. "
15 Vi t odos os vivent es andarem
debaixo do sol com o j ovem, o
sucessor, que ficará em seu lugar.
16 "Não t em fim t odo o povo, t odo
o que ele domina; t ampouco os
descendent es se alegrarão dele. Na
verdade que t ambém isso é
vaidade e aflição de espírit o. "

Capít ul o 5

1 " Guarda o t eu pé, quando
ent rares na Casa de Deus; e
inclina- t e mais a ouvir do que a
oferecer sacrifícios de t olos, pois
não sabem que fazem mal."
2 " Não t e precipit es com a t ua
boca, nem o t eu coração se
apresse a pronunciar palavra
alguma diant e de Deus; porque
Deus est á nos céus, e t u est ás
sobre a t erra; pelo que sej am
poucas as t uas palavras. "
3 Porque da muit a ocupação vêm
os sonhos, e a voz do t olo, da
mult idão das palavras.
4 " Quando a Deus fizeres algum
vot o, não t ardes em cumpri- lo;
porque não se agrada de t olos; o
que vot ares, paga- o. "
5 Melhor é que não vot es do que
vot es e não pagues.
6 "Não consint as que a t ua boca
faça pecar a t ua carne, nem digas
diant e do anj o que foi erro; por
que razão se iraria Deus cont ra a
t ua voz, de sort e que dest ruísse a
obra das t uas mãos?"
7 "Porque, como na mult idão dos
sonhos há vaidades, assim t ambém
nas muit as palavras; mas t u, t eme
a Deus."
8 "Se vires em alguma província
opressão de pobres e a violência
em lugar do j uízo e da j ust iça, não
t e maravilhes de semelhant e caso;
porque o que mais alt o é do que os
alt os para isso at ent a; e há mais
alt os do que eles."
9 " O proveit o da t erra é para
t odos; at é o rei se serve do
campo."
10 "O que amar o dinheiro nunca
se fart ará de dinheiro; e quem
amar a abundância nunca se
fart ará da renda; t ambém isso é
vaidade. "
11 "Onde a fazenda se mult iplica,
aí se mult iplicam t ambém os que a
comem; que mais proveit o, pois,
t êm os seus donos do que a verem
com os seus olhos?"

ANTI GO TESTAMENTO I I ( Pr . GEOMÁRI O)
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EXEGESE DO TEXTO DE ECLESIASTES 7:29



ALUNO: Daniel Deusdet e Araúj o Barret o Página 48 de 54
12 " Doce é o sono do t rabalhador,
quer coma pouco quer muit o; mas
a fart ura do rico não o deixa
dormir. "
13 Há mal que vi debaixo do sol e
at rai enfermidades: as riquezas
que os seus donos guardam para o
próprio dano.
14 " Porque as mesmas riquezas se
perdem por qualquer má avent ura;
e, havendo algum filho, nada fica
na sua mão. "
15 " Como saiu do vent re de sua
mãe, assim nu volt ará, indo- se
como veio; e nada t omará do seu
t rabalho, que possa levar na sua
mão. "
16 " Também ist o é um mal que
causa enfermidades: que,
infalivelment e, como veio, assim
ele vai; e que proveit o lhe vem de
t rabalhar para o vent o, "
17 e de haver comido t odos os
seus dias nas t revas, e de haver
padecido muit o enfado, e
enfermidades, e cruel furor?
18 " Eis aqui o que eu vi, uma boa e
bela coisa: comer, e beber, e gozar
cada um do bem de t odo o seu
t rabalho, em que t rabalhou
debaixo do sol, t odos os dias da
sua vida que Deus lhe deu; porque
est a é a sua porção. "
19 E quant o ao homem, a quem
Deus deu riquezas e fazenda e lhe
deu poder para delas comer, e
t omar a sua porção, e gozar do seu
t rabalho, isso é dom de Deus.
20 " Porque não se lembrará muit o
dos dias da sua vida; porquant o
Deus lhe responde na alegria do
seu coração. "

Capít ul o 6

1 Há um mal que t enho vist o
debaixo do sol e que mui freqüent e
é ent re os homens:
2 "um homem a quem Deus deu
riquezas, fazenda e honra, e nada
lhe falt a de t udo quant o a sua alma
desej a, mas Deus não lhe dá poder
para daí comer; ant es, o est ranho
lho come; t ambém isso é vaidade e
má enfermidade. "
3 Se o homem gerar cem filhos e
viver muit os anos, e os dias dos
seus anos forem muit os, e se a sua
alma se não fart ar do bem, e além
disso não t iver um ent erro, digo
que um abort o é melhor do que
ele,
4 porquant o debalde veio e em
t revas se vai, e de t revas se cobre
o seu nome.
5 E, ainda que nunca viu o sol,
nem o conheceu, mais descanso
t em do que o t al.
6 E cert ament e, ainda que vivesse
duas vezes mil anos, mas não
gozasse o bem, não vão t odos para
um mesmo lugar?
7 Todo t rabalho do homem é para
a sua boca, e, cont udo, nunca se
sat isfaz a sua cobiça.
8 Porque, que mais t em o sábio do
que o t olo? E que mais t em o pobre
que sabe andar perant e os vivos?
9 "Melhor é a vist a dos olhos do
que o vaguear da cobiça; t ambém
isso é vaidade e aflição de
espírit o."
10 Sej a qualquer o que for, j á o
seu nome foi nomeado, e sabe- se

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EXEGESE DO TEXTO DE ECLESIASTES 7:29



ALUNO: Daniel Deusdet e Araúj o Barret o Página 49 de 54
que é homem e que não pode
cont ender com o que é mais fort e
do que ele.
11 Sendo cert o que há muit as
coisas que aument am a vaidade,
que mais t em o homem de melhor?
12 Porque, quem sabe o que é bom
nest a vida para o homem, por
t odos os dias da sua vaidade, os
quais gast a como sombra? Porque,
quem declarará ao homem o que
será depois dele debaixo do sol?

Capít ul o 7

1 Melhor é a boa fama do que o
melhor ungüent o, e o dia da mort e,
do que o dia do nasciment o de
alguém.
2 " Melhor é ir à casa onde há lut o
do que ir à casa onde há banquet e,
porque ali se vê o fim de t odos os
homens; e os vivos o aplicam ao
seu coração. "
3 Melhor é a t rist eza do que o riso,
porque com a t rist eza do rost o se
faz melhor o coração.
4 O coração dos sábios est á na
casa do lut o, mas o coração dos
t olos, na casa da alegria.
5 Melhor é ouvir a repreensão do
sábio do que ouvir alguém a
canção do t olo.
6 "Porque qual o crepit ar dos
espinhos debaixo de uma panela,
t al é o riso do t olo; t ambém isso é
vaidade. "
7 Verdadeirament e a opressão faz
endoidecer at é o sábio, e o
suborno corrompe o coração.
8 "Melhor é o fim das coisas do que
o princípio delas; melhor é o
longânimo do que o alt ivo de
coração."
9 Não t e apresses no t eu espírit o a
irar- t e, porque a ira abriga- se no
seio dos t olos.
10 Nunca digas: Por que foram os
dias passados melhores do que
est es? Porque nunca com
sabedoria isso pergunt arias.
11 Tão boa é a sabedoria como a
herança, e dela t iram proveit o os
que vêem o sol.
12 "Porque a sabedoria serve de
sombra, como de sombra serve o
dinheiro; mas a excelência da
sabedoria é que ela dá vida ao seu
possuidor. "
13 " At ent a para a obra de Deus;
porque quem poderá endireit ar o
que ele fez t ort o?"
14 " No dia da prosperidade, goza
do bem, mas, no dia da
adversidade, considera; porque
t ambém Deus fez est e em oposição
àquele, para que o homem nada
ache que t enha de vir depois dele."
15 " Tudo isso vi nos dias da minha
vaidade; há um j ust o que perece
na sua j ust iça, e há um ímpio que
prolonga os seus dias na sua
maldade. "
16 "Não sej as demasiadament e
j ust o, nem demasiadament e sábio;
por que t e dest ruirias a t i mesmo?"
17 "Não sej as demasiadament e
ímpio, nem sej as louco; por que
morrerias fora de t eu t empo?"
18 "Bom é que ret enhas isso e
t ambém disso não ret ires a t ua
mão; porque quem t eme a Deus
escapa de t udo isso. "

ANTI GO TESTAMENTO I I ( Pr . GEOMÁRI O)
BACHARELADO EM TEOLOGI A - NOTURNO
EXEGESE DO TEXTO DE ECLESIASTES 7:29



ALUNO: Daniel Deusdet e Araúj o Barret o Página 50 de 54
19 A sabedoria fort alece o sábio,
mais do que dez governadores que
haj a na cidade.
20 Na verdade, não há homem
j ust o sobre a t erra, que faça bem e
nunca peque.
21 Tampouco apliques o t eu
coração a t odas as palavras que se
disserem, para que não venhas a
ouvir que o t eu servo t e amaldiçoa.
22 Porque o t eu coração t ambém
j á confessou muit as vezes que t u
amaldiçoast e a out ros.
23 " Tudo isso inquiri com sabedoria
e disse: Sabedoria adquirirei; mas
ela ainda est ava longe de mim. "
24 "Longe est á o que foi e
profundíssimo; quem o achará?"
25 Eu t ornei a volt ar- me e
det erminei em meu coração saber,
e inquirir, e buscar a sabedoria e a
razão, e conhecer a loucura da
impiedade e a doidice dos
desvarios.
26 " E eu achei uma coisa mais
amarga do que a mort e: a mulher
cuj o coração são redes e laços e
cuj as mãos são at aduras; quem for
bom diant e de Deus escapará dela,
mas o pecador virá a ser preso por
ela. "
27 Vedes aqui, isso achei, diz o
Pregador, conferindo uma coisa
com a out ra para achar a causa,
28 "causa que a minha alma ainda
busca, mas não a achei; um
homem ent re mil achei eu, mas
uma mulher ent re t odas est as não
achei."
29 Vede, ist o t ão- soment e achei:
que Deus fez ao homem ret o, mas
ele buscou muit as invenções.

Capít ul o 8

1 Quem é como o sábio? E quem
sabe a int erpret ação das coisas? A
sabedoria do homem faz brilhar o
seu rost o, e a dureza do seu rost o
se muda.
2 Eu digo: observa o mandament o
do rei, e isso em consideração para
com o j urament o de Deus.
3 Não t e apresses a sair da
presença dele, nem persist as em
alguma coisa má, porque ele faz
t udo o que quer.
4 "Porque a palavra do rei t em
poder; e quem lhe dirá: Que
fazes?"
5 " Quem guardar o mandament o
não experiment ará nenhum mal; e
o coração do sábio discernirá o
t empo e o modo. "
6 "Porque para t odo propósit o há
t empo e modo; porquant o o mal do
homem é grande sobre ele."
7 "Porque não sabe o que há de
suceder; e, como haj a de suceder,
quem lho dará a ent ender?"
8 "Nenhum homem há que t enha
domínio sobre o espírit o, para ret er
o espírit o; nem t em poder sobre o
dia da mort e; nem há armas nessa
pelej a; nem t ampouco a impiedade
livrará aos ímpios. "
9 "Tudo isso vi quando apliquei o
meu coração a t oda obra que se
faz debaixo do sol; t empo há em
que um homem t em domínio sobre
out ro homem, para desgraça sua. "
10 " Assim t ambém vi os ímpios
sepult ados, e eis que havia quem
fosse à sua sepult ura; e os que

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EXEGESE DO TEXTO DE ECLESIASTES 7:29



ALUNO: Daniel Deusdet e Araúj o Barret o Página 51 de 54
fizeram bem e saíam do lugar
sant o foram esquecidos na cidade;
t ambém isso é vaidade. "
11 Vist o como se não execut a logo
o j uízo sobre a má obra, por isso o
coração dos filhos dos homens est á
int eirament e dispost o para prat icar
o mal.
12 Ainda que o pecador faça mal
cem vezes, e os dias se lhe
prolonguem, eu sei com cert eza
que bem sucede aos que t emem a
Deus, aos que t emerem diant e
dele.
13 "Mas ao ímpio não irá bem, e
ele não prolongará os seus dias;
será como a sombra, vist o que ele
não t eme diant e de Deus. "
14 Ainda há out ra vaidade que se
faz sobre a t erra: há j ust os a quem
sucede segundo as obras dos
ímpios, e há ímpios a quem sucede
segundo as obras dos j ust os. Digo
que t ambém isso é vaidade.
15 " Ent ão, exalt ei eu a alegria,
porquant o o homem nenhuma
coisa melhor t em debaixo do sol do
que comer, beber e alegrar- se;
porque isso o acompanhará no seu
t rabalho nos dias da sua vida que
Deus lhe dá debaixo do sol."
16 Aplicando eu o meu coração a
conhecer a sabedoria e a ver o
t rabalho que há sobre a t erra ( pois
nem de dia nem de noit e vê o
homem sono nos seus olhos) ,
17 "ent ão, vi t oda a obra de Deus,
que o homem não pode alcançar a
obra que se faz debaixo do sol; por
mais que t rabalhe o homem para a
buscar, não a achará; e, ainda que
diga o sábio que a virá a conhecer,
nem por isso a poderá alcançar. "

Capít ul o 9

1 "Deveras revolvi t odas essas
coisas no meu coração, para
clarament e ent ender t udo ist o: que
os j ust os, e os sábios, e as suas
obras est ão nas mãos de Deus, e
t ambém que o homem não
conhece nem o amor nem o ódio;
t udo passa perant e a sua face. "
2 " Tudo sucede igualment e a
t odos: o mesmo sucede ao j ust o e
ao ímpio, ao bom e ao puro, como
ao impuro; assim ao que sacrifica
como ao que não sacrifica; assim
ao bom como ao pecador; ao que
j ura como ao que t eme o
j urament o. "
3 "Est e é o mal que há ent re t udo
quant o se faz debaixo do sol: que a
t odos sucede o mesmo; que
t ambém o coração dos filhos dos
homens est á cheio de maldade;
que há desvarios no seu coração,
na sua vida, e que depois se vão
aos mort os. "
4 Ora, para o que acompanha com
t odos os vivos há esperança
( porque melhor é o cão vivo do que
o leão mort o) .
5 Porque os vivos sabem que hão
de morrer, mas os mort os não
sabem coisa nenhuma, nem
t ampouco eles t êm j amais
recompensa, mas a sua memória
ficou ent regue ao esqueciment o.
6 At é o seu amor, o seu ódio e a
sua invej a j á pereceram e j á não
t êm part e alguma nest e século, em

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EXEGESE DO TEXTO DE ECLESIASTES 7:29



ALUNO: Daniel Deusdet e Araúj o Barret o Página 52 de 54
coisa alguma do que se faz debaixo
do sol.
7 Vai, pois, come com alegria o t eu
pão e bebe com bom coração o t eu
vinho, pois j á Deus se agrada das
t uas obras.
8 Em t odo t empo sej am alvas as
t uas vest es, e nunca falt e o óleo
sobre a t ua cabeça.
9 " Goza a vida com a mulher que
amas, t odos os dias de vida da t ua
vaidade; os quais Deus t e deu
debaixo do sol, t odos os dias da
t ua vaidade; porque est a é a t ua
porção nest a vida e do t eu t rabalho
que t u fizest e debaixo do sol. "
10 Tudo quant o t e vier à mão para
fazer, faze- o conforme as t uas
forças, porque na sepult ura, para
onde t u vais, não há obra, nem
indúst ria, nem ciência, nem
sabedoria alguma.
11 Volt ei- me e vi debaixo do sol
que não é dos ligeiros a carreira,
nem dos valent es, a pelej a, nem
t ampouco dos sábios, o pão, nem
ainda dos prudent es, a riqueza,
nem dos int eligent es o favor, mas
que o t empo e a sort e pert encem a
t odos.
12 "Que t ambém o homem não
conhece o seu t empo; como os
peixes que se pescam com a rede
maligna e como os passarinhos que
se prendem com o laço, assim se
enlaçam t ambém os filhos dos
homens no mau t empo, quando cai
de repent e sobre eles. "
13 Também vi sabedoria debaixo
do sol, que foi para mim grande.
14 Houve uma pequena cidade em
que havia poucos homens, e veio
cont ra ela um grande rei, e a
cercou, e levant ou cont ra ela
grandes t ranqueiras.
15 E vivia nela um sábio pobre,
que livrou aquela cidade pela sua
sabedoria, e ninguém se lembrava
daquele pobre homem.
16 Ent ão, disse eu: Melhor é a
sabedoria do que a força, ainda
que a sabedoria do pobre foi
desprezada e as suas palavras não
foram ouvidas.
17 As palavras dos sábios devem
em silêncio ser ouvidas, mais do
que o clamor do que domina sobre
os t olos.
18 Melhor é a sabedoria do que as
armas de guerra, mas um só
pecador dest rói muit os bens.


Capít ul o 10

1 Assim como a mosca mort a faz
exalar mau cheiro e inut ilizar o
ungüent o do perfumador, assim é
para o famoso em sabedoria e em
honra um pouco de est ult ícia.
2 O coração do sábio est á à sua
mão direit a, mas o coração do t olo
est á à sua esquerda.
3 E, at é quando o t olo vai pelo
caminho, lhe falt a ent endiment o, e
diz a t odos que é t olo.
4 Levant ando- se cont ra t i o espírit o
do governador, não deixes o t eu
lugar, porque o acordo é um
remédio que aquiet a grandes
pecados.
5 Ainda há um mal que vi debaixo
do sol, como o erro que procede do
governador:

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ALUNO: Daniel Deusdet e Araúj o Barret o Página 53 de 54
6 o t olo, assent am- no em grandes
alt uras, mas os ricos est ão
assent ados em lugar baixo.
7 Vi servos a cavalo e príncipes
que andavam a pé como servos
sobre a t erra.
8 Quem fizer uma cova cairá nela,
e quem romper um muro, uma
cobra o morderá.
9 Quem acarret ar pedras será
malt rat ado por elas, e o que rachar
lenha expõe- se ao perigo.
10 "Se est iver embot ado o ferro, e
não se afiar o cort e, ent ão, se deve
pôr mais forças; mas a sabedoria é
excelent e para dirigir."
11 Se a cobra morder ant es de
est ar encant ada, ent ão, remédio
nenhum haverá no mais hábil
encant ador.
12 Nas palavras da boca do sábio,
há favor, mas os lábios do t olo o
devoram.
13 O princípio das palavras da sua
boca, é a est ult ícia, e o fim da sua
boca um desvario péssimo.
14 "Bem que o t olo mult iplique as
palavras, não sabe o homem o que
será; e quem lhe fará saber o que
será depois dele?"
15 O t rabalho dos t olos a cada um
deles fat iga, pois não sabem como
ir à cidade.
16 Ai de t i, ó t erra, cuj o rei é
criança e cuj os príncipes comem de
manhã.
17 Bem- avent urada, t u, ó t erra
cuj o rei é filho dos nobres e cuj os
príncipes comem a t empo, para
refazerem as forças e não para
bebedice.
18 Pela muit a preguiça se
enfraquece o t et o, e pela frouxidão
das mãos got ej a a casa.
19 Para rir se fazem convit es, e o
vinho alegra a vida, e por t udo o
dinheiro responde.
20 " Nem ainda no t eu pensament o
amaldiçoes o rei, nem t ampouco no
mais int erior da t ua recâmara
amaldiçoes o rico; porque as aves
dos céus levariam a voz e o que
t em asas daria not ícia da palavra. "

Capít ul o 11

1 Lança o t eu pão sobre as águas,
porque, depois de muit os dias, o
acharás.
2 Repart e com set e e ainda at é
com oit o, porque não sabes que
mal haverá sobre a t erra.
3 Est ando as nuvens cheias,
derramam a chuva sobre a t erra,
e, caindo a árvore para o sul ou
para o nort e, no lugar em que a
árvore cair, ali ficará.
4 Quem observa o vent o nunca
semeará, e o que olha para as
nuvens nunca segará.
5 Assim como t u não sabes qual o
caminho do vent o, nem como se
formam os ossos no vent re da que
est á grávida, assim t ambém não
sabes as obras de Deus, que faz
t odas as coisas.
6 "Pela manhã, semeia a t ua
sement e e, à t arde, não ret ires a
t ua mão, porque t u não sabes qual
prosperará; se est a, se aquela ou
se ambas igualment e serão boas."
7 Verdadeirament e suave é a luz, e
agradável é aos olhos ver o sol.

ANTI GO TESTAMENTO I I ( Pr . GEOMÁRI O)
BACHARELADO EM TEOLOGI A - NOTURNO
EXEGESE DO TEXTO DE ECLESIASTES 7:29



ALUNO: Daniel Deusdet e Araúj o Barret o Página 54 de 54
8 Mas, se o homem viver muit os
anos e em t odos eles se alegrar,
t ambém se deve lembrar dos dias
das t revas, porque hão de ser
muit os. Tudo quant o sucede é
vaidade.
9 "Alegra- t e, j ovem, na t ua
mocidade, e alegre- se o t eu
coração nos dias da t ua mocidade,
e anda pelos caminhos do t eu
coração e pela vist a dos t eus
olhos; sabe, porém, que por t odas
essas coisas t e t rará Deus a j uízo."
10 Afast a, pois, a ira do t eu
coração e remove da t ua carne o
mal, porque a adolescência e a
j uvent ude são vaidade.

Capít ul o 12

1 "Lembra- t e do t eu Criador nos
dias da t ua mocidade, ant es que
venham os maus dias, e cheguem
os anos dos quais venhas a dizer:
Não t enho neles cont ent ament o; "
2 " ant es que se escureçam o sol, e
a luz, e a lua, e as est relas, e
t ornem a vir as nuvens depois da
chuva; "
3 " no dia em que t remerem os
guardas da casa, e se curvarem os
homens fort es, e cessarem os
moedores, por j á serem poucos, e
se escurecerem os que olham pelas
j anelas; "
4 " e as duas port as da rua se
fecharem por causa do baixo ruído
da moedura, e se levant ar à voz
das aves, e t odas as vozes do
cant o se baixarem; "
5 "como t ambém quando t emerem
o que est á no alt o, e houver
espant os no caminho, e florescer a
amendoeira, e o gafanhot o for um
peso, e perecer o apet it e; porque o
homem se vai à sua et erna casa, e
os prant eadores andarão rodeando
pela praça; "
6 ant es que se quebre a cadeia de
prat a, e se despedace o copo de
ouro, e se despedace o cânt aro
j unt o à font e, e se despedace a
roda j unt o ao poço,
7 e o pó volt e à t erra, como o era,
e o espírit o volt e a Deus, que o
deu.
8 Vaidade de vaidade, diz o
Pregador, t udo é vaidade.
9 "E, quant o mais sábio foi o
Pregador, t ant o mais sabedoria ao
povo ensinou; e at ent ou, e
esquadrinhou, e compôs muit os
provérbios."
10 " Procurou o Pregador achar
palavras agradáveis; e o escrit o é a
ret idão, palavras de verdade. "
11 As palavras dos sábios são
como aguilhões e como pregos
bem fixados pelos mest res das
congregações, que nos foram
dadas pelo único Past or.
12 E, de mais disso, filho meu,
at ent a: não há limit e para fazer
livros, e o muit o est udar enfado é
da carne.
13 "De t udo o que se t em ouvido, o
fim é: Teme a Deus e guarda os
seus mandament os; porque est e é
o dever de t odo homem. "
14 Porque Deus há de t razer a
j uízo t oda obra e at é t udo o que
est á encobert o, quer sej a bom,
quer sej a mau.

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