Enciclopédia Einaudi

volume 16 Homo- Domesticação Cultura material

A 1 nl 'li. e. 1/011I011/ 111l\"llil11hdi1l ('(111)0) IlIillNiullI1 ti o seu ambioNto ( f. 11(11111 1: ('Id/llra). Estas observo es dirigem-se em primeiro lugar às sociedades industriais. n 'c I' 1m 11 111lllll" 111 ' os produ/os ( f.pensemos no desenvolvimento das cidades-estado e dos impérios do Médio Oriente -. uma vez qu técnica equivale a manipulação. iam as potencialidades qualitativas não realizadas. por outro lado desvalorizam as técnicas que asseuram essa conquista. mas a técnica é geralmente relegada para segundo plano.neste caso os Chineses das épocas clássicas vêm subst'ituir Atenienses e Persas. produção/distribuição. O paradoxo das técnicas A atitude dos homens para com as suas técnicas é paradoxal: por um lado. em lugares e formas de 1'1' du ao diferentes (cí. mas também H aplicam à maior parte dos grupos humanos. utensílios.IÍNI\ 0. quaisquer que . unth: 1(ltIN. depende dos desenvolvim mos técnicos. a ciência é filosófica e. máquina).se se pretende lvaguardar uma certa precisão na utilização dos termos. Alguns colocam os técnicos na classe dos que se encontram sujeito a serviços e a corveias. nobre. illdllwI/I. LI 11 fi O 1 dad consid ra repreensível a manipula\1 dOA hum 111( • 1 ond V '111 \li o I dto lU1I1l1I1\11 III \1 tlt . sem as relacionarem com os conhecimentos técnicos dos UI'C sãos cujas actividades garantem a disponibilidade necessária à escrita desH me mos textos . produção artística. evocando 1\ xistência da técnica social. Mas também aqui. 'XlI'l1i1' t\ I' () 111111 rill. naturat/artif] ial). obj CIO). 111I101 Iria rural. mesmo sem I' tal' que é abusivo falar em técnicas no domínio social .IJ'I') N.o '01111111111 li". na qual se baseiam para exercerem um poder ctivo concreto . no primeiro plano. XI lí it . outros dissertam sobre as leis de funcionam nto do universo. 1. não (I iant Mu ~1JiHV 1. xistc um subentendido pejorativo. consequentemente. as sociedades humanas orgulham-se da conquista e do controlo do mundo natural circundante. utras V 7. oncede-se por vezes às técnicas um certo título de nobreza.:l'. Ninguém põe em causa que a vida moderna. domo. instrumento). so mnis tarde se 11 lc v m IUIIIIII' "" 11I1\qlll nas (cf. a ciência nas universidades. utilixad para organizar a vida em sociedade. sendo esta entendida como os processos.10 I 1 '11 / wi Cl que p rm t 110 "tll/ll'lll (I. TÉCNICA 1. ainda que nós sejamos um I principais exemplos daqueles que se vangloriam de «pensar» a nossa O i dade. O exemplo do ensino probante: a técnica nos institutos. por vezes implícito. IIIlJo/mamifaclo. que impeça que I d t rminada coisa seja atribuído um significado de uma outra coisa totalII nt di tinta -. artesanato. "iatividado. é representada 1'01' excelência pelo (ogo. agriculturu. ao negar-lhes todo o valor em relação às actividades I spírito. CriOI' (f. I LO . !'I/'/)OIlÇ o) todu um I t'UlWI'lI 11m/li (11 1'11111111 111 de artefactos (cf.

I'I. até à introdução da revolução industrial e da ciência m derna a partir do século XVII) as duas correntes desenvolveram-se paraI lamente. a magia e a técnica formavam um todo uno. elas são um dos elementos uma equação) e as suas relações com os fenômenos econômicos) sociais culturais são relações dialécticas.I\ qu p r 1111 lad . O resultado de todo este movimento intelectual é que hoje em dia as l nicas e. quanto ao primeiro conceito. aliás) tiveram uma orim comum na época em que a arte. e que apesar de não poder transformar ta com as suas técnicas. O outro conceito era que a técnica consistia numa transformação da natureza. Um dos conceitos era que a técnica permitia ao homem organizar a natureza. são ao mesmo tempo n iderados como essenciais e como inferiores) ou mesmo desprezíveis. e representavam a possibilidade para o homem de fazer r uar a influência da natureza. havia um «dom».inexplicável e intransmissível. I to equivale evidentemente a anular as complexidades de um assunto uja ramificaçõessão particularmente profundas e numerosas) tanto na China mo no Ocidente. e em relação àqueles cuja produção era especialmente bela II bem conseguida. técnicas e cultura rar as l . graças à sua compreenO das forças e dos princípios. s t o mai com aqueles que procuravam uma inte pr ta i ntff a da natureza e uma extensão da tecnologia. a possibilidade de dirigi-Ia segundo os seus fin . o homem veria abrir-se. a religião. Eles consideravam que a prática técnica de uma profissão aproximava aquele que a exeria da natureza. o segundo é mais conu iano. No Ocidente. p cupa n n tur -z(\ 11nd a uida 10 d 1\1' S a pr du da comida e I S obj 1 S. mas tudo se passa como se duas concepções da natur za íntima das técnicas se defrontassem. mbora a sua abordagem ntivesse traços de misticismo.CNI . Na China.A 111 ~ I1 'I' . int Natureza. Ambas. que na r alidade não era senão a fusão do técnico com o tao do processo ou do biecto. a concepção da transformação da natureza pelos instrumentos triunfou integralmente e. aqueles que as praticam. consequentemente.NI. 2. numa modelagem do material bruto que nela se encontrava. primeiro introduz as técnicas na corrente taoísta. foi cessário esperar pelo advento da ciência para que viesse a assumir um ligar relevante a ideia de que existiam na natureza forças cujas potencialiades deviam ser dominadas. R pare-se que reconhecer às técnicas o lugar que lhes pertence na produnão significa de modo algum que se deva conceder-lhes a primazia na r anização e no funcionamento da vida social.

° Uma ou r az parte a t cnologia é que a noção de pr gr o tem um c rt s ntid no domínio das técnicas. de um modo geral quando se trata duma d 11 I( cência. () mino . portanto. O progresso. Em primeiro lugar. O progresso pode ser considerado como O equivalente da harmonia. devemos recordar brevemente o que é um ecos i t fi . que são as plantas. alteração das relações entre as biomassas. observamos as mesmas características: desaparecimento do num ro lu. ele corresponde a algo de real por dua raz es: pel lugar que as 1 '111'li ocupam entre natureza e cultura. Basta um exemplo banal para ilustrar esta afirmaçâo. O único progresso de que se pode falar no domínio sociológico é o de uma melhor adaptação das estruturas sociais às estruturas técnico-econômicas. a observação da história das técnicas confirma esta constru lõgica do espírito. e por consumidores. por último. é possível demonstrar que o melhoramento do esforço. e pela forma peculiar de estruturaç () <. Por outro lado. o elemento transformador é a técnica. a outra é constituída pelos decompositores. nem esta pode existir sem a invenção do fogo. um instrumento. inclusive a solar. a primeira . que são os animais que s ali. li II lação. A indústria nuclear não existe sem que tenha havido um certo desenvolvimento na metalurgia. S un pretendermos remontar às origens de toda a existência. existe uma certa coerência entre os diferentes estádios destas cadeias e destes pro sos. tem um sentido tríplice. em geral. Num ecossistema intacto. uma matéria-prima e um instrumento se encontrem reunidos num só lugar. Esta ener ia I tivu duas cadeias principais de transformação: uma é composta por produtt I' . sempre que um agente. no interior de uma população pode ser observada uma 1-11'\11 I diversidade de espécies animais e de variedades vegetai . que a relação entre o esforço fornecido e o resultado obtido é possível no domínio técnico. Enfim. ou. Para compreendermos esta posição mediadora das técnica em!" UlIIU reza e cultura. Por um I 10. Uma l rrnin 1 gia d parente co esquimó parece adaptarm 111 r farníll 1 I' uritu o rand rup d estados modernos d qu uma t rminr I 1\ I ti. dois factos podem ser observados. v it 11 arr ir a d 111 d uanto lh faz m J'C iur o. Uma técnica terá sempre portanto um agente. é necessário ser possível construir potentes prensas para esse fim. os segundos os herbívoros e os carnívoros.hl técnicas. uma matéria-pnma e. . o único motor da iviliza o isso d v -s ao a 'to I III 1 " 111 permitid a hom m a transfcrmuç o m li b 11 rr to do IU'IO do 111111 rol das I opulaç -111 PI' ncu. Mas uma vez chegados a este ponto. certas operações são excluídas à falta do instrumento. e o número de p i I variedades em cada população diminui significativamente. em que se semeia com a ajuda de uma pá. seria conveniente precisarmos que é aqui entendido por técnicas e tecnologia. I o o/( I () 111 I <. Aliás. Ademais. • ta h (I massa é formada portanto por produtores e por consumidores: o prin h'o são as plantas. <JlHh I que nem tudo o que é fruto da actividade dos produtores vem a cr u tlln pelos consumidores. Se é verdade. A redução do trabalho empregue para um resultado semelhante representa pois o progresso de um estádio em relação a um outro precedente. e a harmonização ou o aumento da harmonia entre as várias partes de um processo técnico é portanto possível. dado que as técnicas são estruturadas. não representa qualquer progresso em relação a um sistema de parentesco de tipo crow. que é uma forma muito especializada de ossí I 111I1. mais precisamente. a estabilidade da p pulnç I) substituída por grandes flutuações numéricas. aliada a uma forte estabilidade dos números absolut d . nece ariam nt u 11\ 11 trata da agricultura. Num sistema degradado. no domínio das técnicas. verifica-se a existência de uma produção nitidamente crescent . a en I' 111 libertada por estas operações leva à produção de uma biomassa. Admitir-se-a portanto que estamos perante técnicas do corpo. Em ambos os caso . O Estado parece melhor adaptado a uma estrutura de produção de indústria pesada do que uma sociedade organizada em grupos locais independenl s dirigida por um ch fe (ainda que o grau de centralização necessária fique r e tabele r). as propor S IUIlI ricas entre os diferentes elementos da biomassa mantêm-se e táv i . Se se pretendem revestir pesadas peças de metal. eventualmente. em cada população é observada uma grand varl lld de espécies. Em primeiro lugar. e nenhum no domín. regista-se.It "11 lnl m ) ~ni o I( i t n (' I J)I I I1 ti 11 11)' I 11111111 I I '( I on I ic 1I I I (I ° " . deve notar-se que esse progresso é uma flecha de sentido único na evolução geral. qu tran f't I' mam os resíduos da primeira cadeia em substâncias que são nevam ntc utl lizáveis pelas espécies que a esta pertencem. HJI\ segundo lugar. Uma técnica é um meio de manipular ou de transformar os elementos do meio natural não humano com o objectivo de controlar ou de aumentar o domínio desse meio pelo homem. O Estado centralizado não representa nada de intrinsecamente mais avançado do que a chefferie ou do que a sociedade de linhagem. que tenha atingido a sua plena maruridnd . 'U)'II deste edifício terá como postulado que um ser vivo não é mais do que 1I1l1 I máquina transformadora de energia. e uma biomassa de plantas duas vezes a d li h 1'\ \I ros.11. As mesmas observações não podem de modo algum aplicar-se aos sistemas sociais. ra m IImllll os casos. Um sistema de parentesco omaha não é intrinsecamente melhor. 11 cies representadas. pelo contrário. 11 tam das plantas. Há pois um aumento da biomassa vegetal. É raro encontrarmos situações em que se trabalha um campo com um tractor. e a 11 I' 1\ fixada não serve exclusivamente para a respiração dos herbívoros e do: 'li) nívoros. A tecnologia será o estudo das técnicas. há portanto um aumento da população animal.io sociol6gico. que de envolvim nt da ! I i' I 111 111 a par e passo com o desenvolvimento da civiliz ) 111 I a l nlcu _ por isso. não se admitirá que possam existir técnicas sociais. Num ist OUI jovem. em qu e faz a colheita com uma ceifeira-atadeíra e em que se debulha cada e piga ou molho separadamente. uma biomassa de herbívoros vinte e cinco vez \11 rior à dos carnívoros. qu I. dond J d 11 luir qu qualU J' I C1 ) 1 I ro o iu 11 I (.( NI / 'I :NI. 1 plesmente o peso da matéria orgânica produzida. Examinan 10 li 0111 um sistema agrícola. Em segundo lugar. medida a seco.

O de semear é com certeza indispensável. a floração e a produção de frutos. A l\iI 11 11 til n (I11rOI ( 111 o I . v n U 1 1 IIt I t llII das e batida . ou entre os seres humanos e os objectos. razão.e de uma análise que se situa a um nível mais profundo do que o da constatação quotidiana da influência das técnicas sobre a vida actual. se cria uma outra. unindo as duas laminazinhas '0111 a forja. ou a debulha no caso dos cereais? Mesmo se considerarmos. Também não deixa de ser verdade que. A análise destas r lações constitui a preocupação primordial da tecnologia moderna. soldar uma peça de ferro para forjar um sabre (pro li que consiste em estender uma barra de metal enquanto está quente ()I nando depois a dobrá-Ia sobre si mesma. Agricultura e manufactura diferem pois por natureza. Talhar um encaixe (mossa dcsünada a receber um dente num trabalho de engaste) seria um acto técni 'o em si. Modelar uma peça de cerâmica sobre um torno semear um campo.. se o acto voltar a dobrar e forjar uma última vez sobre a bigorna faz aparecer uma lâmina de sabre. Seria talvez mais difícil. por fim. quer aquela se destine a reorganizar os componentes desta ou a modelá-Ia. com os economistas agrários modernos. enxaguadas. vid nt qu p nt culminante não poderia deixar d er aquel m ti. repetido várias vezes. sementes. submetida a uma maceração em UlI ()J'. etc. apesar da xistência deste ponto forte. É vident qu a p ra m oj ilh d vil I' I nta p nt ulminant d t do t pr 0. É verdade que. processo este que. relações dialécticas entre fenómenos técnicos e fen6men turais. Muito esquematicamente. que o bjecto de trabalho em agricultura não é a terra. em qualquer processo técnico. por exemplo. mas poderemos situar aqui o momento culminante do processo? Não deveremos considerar como igualmente importantes o desbaste ou o nxerto no caso dos tubérculos e das raízes. dado que o significado daquela e o aparecimento do gesto crucial não parecem correr senão nas cadeias de transformação que se situam depois da colheita. se portanto estes gestos dão um significado à amassadura do barro. uma acção principal e um acabamento -. Isto quer dizer que definitivamente. permite obter lâmina I1 espadas ao mesmo tempo flexíveis na massa e duras no gume) repres 11111111 também gestos técnicos que tocam a imaginação pelo grau de transfortnu ção que demonstram. O processo de fabricação do papel d 11' no Japão vem-nos à ideia. nenhum significad p I bido sem uma fase de descida. 3. rente. indicar onde se situa te momento forte no caso da agricultura. II 11 11 li' 1 v l I 1I ( )1 . de dizer que o despertad r matinal que prepara o café aumenta a nossa dependência em relação 11 bj ct s inanimado . este acto técnico principal. de lamentar que a televisão tenha deteriorado a li lidad da vida s i I mas tã . no próprio processo agrícola. a casca d jov 111 rebento de amoreira é separada. u n t tu I ni o t r i t til () I I I I t ). o significado reside em todo o processo e não apenas num dos seus momentos. A razão de ser disto reside no facto de esta definição ser demasiado pobre. Ma aqui impõe-se uma dupla observação. o crescimento. Se mergulhar um caixilho numa massa tem como resultado o aparecimento de uma folha. não se trata de uma análise que constate a influência dos produto manufacturados sobre as relações entre os seres humanos. Daqui podemos concluir que um processo técnico é um conjunto de acções que não podem ser analisadas separadamente umas das outras. Um trabalho técnico consistiria então numa ri de gestos técnicos sem relação entre si. tubérculos. não se trata de constatar que o comboio ou avião facilitaram a comunicação entre os povos. n l I I . em certos processos. nem. raizes. Os caracteresfundamentais das técnicas Definir uma técnica como um meio de agir sobre uma matéria-prima. Esta constatação leva-nos a uma reflexão incidental sobre a natureza das r lações entre fenómenos técnicos e fenômenos socioculturais.omente de tentar pôr em evidência a artiula O dia! li a nu' s pr pri s pro S d aquisição e de fabrico e IS l \H Ira H ili. ma pont 111 minante algum é atingido sem uma ascensão. esse significado não pode transparecer senão porque o trabalho de preparação foi levado a cabo. ru. se não se tomar em consideração o conjunto do proce TIl 11I é verdade que a acção principal representa de alguma forma o p nto ultn· nante da operação. não parecem existir. mas não obstante não são técnicas. p ntos culminantes como aqueles que referimos no caso dos gestos técnicos d manufactura. batidas e. Ela equivale a dizer que uma acç O técnica pontual é autônoma. se as mãos do oleiro transformam o barro amorfo em objecto de cerâmica. não basta nem para circunscrever o âmbito da tecnologia nem para descr ver de forma adequada o seu conteúdo. aparece mais carregado de significado do que noutros processos. sem necessidade de ter em consideração os actos que o precedcran ou aqueles que se seguirão. Por outras palavras. pelo simples fi '\(I de que não existem sem a presença dos gestos que os precederam to que lhes são posteriores. à distensão das barras de ferro. tend -S d struído uma forma antiga.qu agora podemos identificar de uma forma grosseira como sendo uma 1 ração. à desagregação das fibras da amoreira. mas um processo biolõico. existem fase . que dá todo o significado ao conjunto.11 P d m s d ixar de assinalar no hi II rio um 1'11) 11( m '1'0 ti Inqui '11111\ • 10 i I n ias. 1I técnico essencial consiste agora em mergulhar na pa ta a im bLid uu 1i xilho de vime destinado a reter fibras em nüm ro ufi i nt J aru Ibrnuu uma folha de papel.l' N1 A 1\ ser posta a ridículo devido ao facto de os grupos de caçadore -r c I t do extremo Árctico e de as nações mais industrializadas utilizarem a m terminologia de parentesco. Esta são corrida d p is.'I' () I I flllh I I I1 tIl li 101111 o li urna ma ria-primn. este momento em que se oscila entre o estádio da preparação e o do acabamento. mas compreen 01 do que representa realmente uma técnica se pode alcançar. Trata. ou seja. as suas fibras internas extraídas e cozidas com uma p i ti I J( via. diluídas em água com uma 01 . P ditartil 1\11' 1111\ IOllo 111 110 lulo IIUI V 11\ 10 II1( 111 IIl1ll (I 1/'1\11 011 I1 I 1111110 r \I II( I 111.

um t mpo. bem entendido. ou seja. e talvez sobretudo. uma ~ r li. m I lU 1 1 o U nascimento. verifica-se a existência de um ambiente tecnol gico em que a precisão e a beleza funcionais dos instrumentos impressionaram numerosos observadores. de um processo que conduz de uma matéria-prir LI bruta a um produto acabado. portanto. Cada cadeia se apresenta com um certo mim "O de etapas. Mesmo numa agricultura tão altamente desenvolvida como a do arroz irrigado. mesmo num povo de caça e recolecção. cido por norma extr mam 11t ri idas onde. o segundo é obrigado a deixar secar o seu objecto de barro. um instrumento.o que as técnicas agrícolas. um agente. estes elementos mantêm relaç es nu' I. Certos processos técnicos apelam para cadeias operatórias convergentes. Parece que este ambiente geral técnico não tem qualquer tipo de relação com o ambiente geral social. culpir um ba tã num peda d ma I ira ')ITI uma Iu iu. está-se perante uma n va tapn no fabrico do objecto. as cozinhas japonesa e chinesa exigem um longo período de preparação para juntar. Seja como for. Por exemplo. soluções de continuidade por vezes ditadas pelo estado da matéria. obrigado a «bater o ferro enquanto está quente". para justificar esta afirmação. esta precisão e funcionalidade dos instrument consiste sobretudo num intervalo extremamente estreito entre o efeito mínimo necessário e o máximo resultado realizável com o instrumento. e que portanto se tenha fabricado o harpão. o aquecimento do metal. e normalmente para cortar em pedaços muito pequenos. Para os Esquimós. conceito fundamental para uma análise das estruturas técnica 1 cadeia operatória. O primeiro. A tecnologia é.' uma destas rubricas acusa uma mudança. cortar um anorak numa pele de foca implica. um agent . um lugar. quando se verifica. enquanto outros apelam para cadeias lineares. isto é. basta lembrar que uma estrutura é um conjunto 1 elementos que apresenta as características de um sistema. as cadeias de produção poderem ser igualmente complexas. todos os elementos de uma refeição. ou pode comportar vários gestos importantes. Não se torna nec r. mais do que o estudo do act S L 111cos ela é o estudo dos conjuntos de actos técnicos. Os casos do ferreiro e do oleiro acodem-nos à ideia.um p da o 1 matéria-prima e um produto cuja fabricação não exija grand onh im 'n· tos. é feita segundo as necessidades de uma cozedura longa. antes de os reunir rapidamente para um tempo de cozedura breve. e portanto a parar a cadeia operatória. ou melhor. pela rti III \ ri I \ I ntr um p ibilidade de feedba I h orm I I" uuo o I . Enfim. A ad iu mais simples porá em jogo um instrumento. um material. Por outro lado. Por outro lado. O artesão. antes de poder meter no forno. Evocar a necessidade de paragem ou de continuação numa cadeia operatória revela uma outra característica desta: as «relações fortes" e as «relações débeis». constituir centenas. a distensão e a soldadura com a forja constituem etapas do processo que estão unidas por laços duplamente fortes. Quando o armeiro procede à forjadura de uma lâmina de sabre. A concatenação das etapas entre si pode assumir diver a fi rma . seguir-se-ia que foram as técnicas artesanais do Japão tradicional que influenciaram as estruturas sociais em muito maior grau d. que outros mamíferos marinhos tenham sido caçados para se lhes extraírem os tendões e as agulhas que serão utilizados para coser o anorak. que a foca tenha sido morta. Uma cadeia pode consistir numa série contínua de etapas. Talvez menos evidente seja o facto de. por exemplo. verga a s seus fins um processo natural. resultados de outras cadeias operatórias. cada uma das quais se caracteriza por: um nome científi um nome indígena (que não coincidem forçosamente).tO. ou comportar tempos de paragem. um ba t o de madeira p ra r t cal' p r P 1 mina da faca. Con '~dClllll 10 as nossas necessidades. transforma-a segundo os seus desejos. um gesto. as quais podem cobrir vários continentes. a agricultura guia o crescimento da planta. o ponto aonde deve levar toda a discussão está na a~J"mação de que as técnicas constituem estruturas. encontraremos sempre os mesmos elem nto ) I mesma ordem. mantém com a primeira série uma relação débil. e apelam para centenas de produtos anexos. um tipo de percussão. por seu lado. D v m s ainda inalar qu Uma diferença entre as cadeias operatórias xprimir p 10 11 1 til O 1 r p tições de gestos. o elo da cadeia. ambas necessárias para pôr em marcha a simples cadeia de preparação do bastão de madeira. dad I mesmas circunstâncias. a repetição desta série de operações. A ordem das operações é imutável. tem de transpor um certo número de etapas de forma contínua. para voltarmos à reflexão sobre a diferente natureza dos processos agrícolas e dos process s de fabrico. '" I' 111 II}1 fi : 11111 PU' li 01' d p dra p ru xt uir J mil \ do nt 1 d fi x. elaborar uma definição extremamen~ t{ id \ ao abrigo da contraprova daquilo que constitui uma estrutura.'j I. Se se admitisse a existência de tal relação. A partir do momento em qu qualq I '. e assim por diante. I ( r 1 10 !()1l1 10 h 1"Ul\1 uro li~ 1 I 10. um estado da matéria. e eventualmente o kayak. pelo que uma articulação constante e regular entre as unidades de ta tru turas se encontra regularmente presente. Este modo de proceder contrapõe-se a cadeias de cozedura ocidentais onde a combinação dos alimentos. fi uun formação de um elemento de uma estrutura repercute-se sempre n Ull'(~ elementos.·I\() 10 I JllIW P()1I1) IIll 01 111111 IV ubltnl do o 11 . Em compensação. o trabalho deve fazer-se de forma contínua. A análise das cadeias operatórias faz ressaltar um certo número de características internas. Quase não prece necessário evocar a extrema complexidade das cadeias operatórias industriais. um indivíduo vê er-lh atribuído um comp rtam nt U deverá manter nas diversas situações sociais com que venha a d frontar-s (e repare-se que o número destas situações é culturalmente determinad limitado). O ferreiro pode perfeitamente deixar de lado a sua lâmina para iniciar um outro trabalho. :Nl . que a divisão do trabalho entre os sexos tenha sido efectuada pelos Esquimós. milhares de etapas.'( I' ( to l I lh . Ma vil m falar d ma i d I r il it ti rn nt d in pli i li I: l I () 1 O s r ap n 1'1\ duu Ir nt " R iunnd l p" -bls: ria. ela pode ainda possuir a sua identidade própria quanto a núm r à colocação de laços fortes e débeis. ou ainda não comportar nenhum. Da mesma forma que uma cadeia operatória pode ser caracterizada por um gesto técnico principal ou culminante. A inf rmaIlI1. violenta e mod Ia a natureza.

a seta um arco. isto . a mudança é um dado constante das cadeias operatórias. Num outro domínio. e que deixam aos seus ovos um mês para se de envolverem. mas as suas técnicas especializaram-se cada vez mais. Faz parte de um leque de conhecimentos técnicos relativo ao manejo de uma massa ou de um martelo. e as técnicas que 1 d ríamos qualificar como próprias da vida quotidiana. Que esta velocidade.I 11(I I 1 tratad 'if. só as grandes transformações. M repare-se também como isto significa que a transformação das relações oeíaís pode ter como consequência a transformação das relações técnicas onõrnicas. isto significa que a mani1'111 o dos diferentes elementos em questão e das suas relações resulta em tr nsforrnações sociais. A enxada teve tendência para adquirir um cabo. a língua do papa-formigas. r nt s f ma d tr n 01 m li' I 1111i I' 1\ V I o 11'1i Il « JI II llo»). Nem todos têm a mesma influência no domínio do íal. pelo contrário. Ora isto é absolutamente falso. as garras do tigre representam outras tantas partes do corpo especializada . ã 4. orno primeira aproximação. exerce menos força do que todos os outros animais. sala de jantar afastada da cozinha. por exern1. a decisão de parar a repetição das exposições ao calor. Os dentes do castor. este movimento. P nt problema da rela ntr sta t ni a p ializa as t inv n i. A habitação reflecte relações sociais. podemos propor o ordenamento das técnim três tipos: as técnicas que são geradoras de relações sociais (essenlalm nte as de produção ou de aquisição). as técnicas que reflectem relasociais (essencialmente as que concernem o consumo). ualq uer aproximação ao problema da classificação dos actos técnicos l ia-s n trabalho de Leroi-Gourhan [1943. e o homem aproveitou o u mrolo sobre a natureza para se dedicar à invenção ociolõgica. O homem talhou uma enxada. etc. ou seja. devemos notar que o facto de se sublinhar o carácter estrutural das técnicas. Parece evidente que habit' um espaço assim distribuído não terá como efeito nem alterar a posição d perãrio na hierarquia social. políticas. a 1 idade de reconhecer o grau de importância dos diferentes procedimentécnicos é evidente. a diferença na velocidade de mutação das diferentes partes ou dos diferentes conhecimentos implícitos numa cadeia operatória também serve para a caracterizar.Traduzido em linguagem menos abstracta. 1945]. O corpo humano permaneceu no estádio de uma funcionalidad genérica. A '[as i I a o da I ni a ara r fi ctirmos sobre e ta r lação. especializaram-se muitíssimo.r urh n lassif fi I 11 i \ m I1 1'1111 JIIJ 1): 111 J 1)\ \111 '0\ x I) umo. possam conhecer bloqueios e assim favorecer a inovação e a invenção. T mar este conceito operacional põe evidentemente problemas quanto io s ntido que se deve atribuir aos dois termos 'engendrar' e 'reflectir'. Na segunda 'Ilt ria. A especialização típica de qualquer evolução nunca se interessou pelo contacto físico entre o homem e o meio natural.Nf. antes que as marés vivas seguintes arrastem consigo os peixinhos para o mar. À parte o desejo de dar uma ordem a esta matéria.A concerne as cadeias operat6rias e as suas caracteri ticas. Consequentemente. que afinal de contas traduzem a nível físico este encontro entre o homem e o meio ambiente. nem fazer dele um burguês. sublinha na realidade uma particularidade específica da espécie humana e da direcção que o seu desenvolvimento tomou. o que equivale a dizer que nem todas as relações sociais mostram rau de importãncia igual sobre a evolução c o funcionamento de uma i dade. a planta do apartamento refleci origem burguesa do arquitecto que a desenhou. ideológicas. I gi a.a facto d a intervenção do conhecimento técnico não tomar a mesma forma em todas as cadeias operatórias. tais como a revolução industrial ou o advento da electrónica. A habilidade técnica no manejo do martelo na forja pode ser descrita como geral e difusa. encontraremos este mesmo operário alojado num apartamento de I' nda limitada cuja construção foi em parte subvencionada pelos poderes I Iíti O . L roi. as técnicas. morde e dilacera menos profundamente. nu' l J i lIS rlturus. poderiam transformar os procedimentos técnicos. Finalmente. desde o início. devemos começar por classificar as li' rente técnicas. Em compensação. e age de forma contínua e inconsciente durante a sucessão das operações. nem transforI}) r O seu comportamento social. 11 ndrar ignifica simplesmente ser o suporte activo de um suporte dia! i . mas pelo controlo desse contacto pelo cérebro e pelo sistema nervoso. da distensão e da soldadura representa uma intervenção dos conhecimentos técnicos pontual e consciente. comporta pelo menos uma armadilha: a de concluirmos implicitamente a estabilidade. uma vez que qualquer que seja a lentidão com que esta se opera. ou seja. Como acontece frequentemente.8 I' . O homem corre meno veloz. e este posto determinará a sua posição na hierarquia social e O ' U comportamento face aos outros membros da sociedade. Recordemos que relações sociais e relações técnicas se encontram lu im mente associadas no seio de uma mesma cadeia operatória. esculpiu uma seta. Além disso. ao contrário do que sucede com o dos peixes que desovam n limite das marés vivas.T NJ ti. Voltemos uma vez mais à forjadura. isso é um problema completamente diferente. tecnologia e sociologia. compreendendo sala U vi ita . 111 111 • . a rigidez. A subdivisão das actividades humanas em dois sectores de estudos. a li 1 J'i a engendra-as. das técnicas.I transforma de uma maneira bastante evidente o regime sociopolítico. A ideia fundamen01 sub] Ol P qui ti d t autor é que a intervenção do observador r no' C n m fi I tudo d v r mínima e que ão as características iOIl'!o O in Ir im mo: I l S qu 01' ram o a rupamentos e \ til tlue .'10 . . Ceder ao operário a I' I riedade das ferramentas e dos instrumentos que ele manipula. Na primeira cateotía ncontramos um operário na cadeia de montagem de uma fábrica de ou móveis. mas as suas mãos não se tornaram cascos nem as suas unhas se tornaram garras. o comportamento instintivo do homem não suscita a admiração. e de se afirmar que estas não podem ser analisadas e compreendidas senão como estruturas.

sólido ou fluido. Em último lugar temos as técnicas de emprego. as estruturas que representam o resultado dessas ope"1\ bedecem bastante mais às leis de funcionamento da organização social ti "lu a critérios internos. No que rcsp ita a produção. ntido em que ela põe em relação as técnicas geradoras dessas relações iai e as técnicas que as reflectem. li \ trutura 1111 1 meu 1 tr 'i) icnd a di p iça determinada pela sociedade () Ia ultura. transporte e trasfego exigem tratamentos semelhantes. A transformação destes sólidos realiza-se quer por fractura. quer ainda por usura. Mas o h L r se maior deste quadro reside no facto de ele permitir dar conta. ainda que se deva ter em conta o sentido das fibras no manejo dos utensílios. Os processos de preparação. ou ainda de aves. d 01lS11'\\ l.A \ 10 II1 v llo. e que se faz a partir da recolha de certas plantas as '1'111 . Trata-se na verdade de uma categoria que reunirá todos os recipientes. A habitação é um fenómeno complexo que merece por isso mesm qu \ sobre ele nos debrucemos um pouco. de uma tipologia dos processos pelos quais o homem garante o A U controlo sobre a natureza e. por sua vez. o que permite reunir num só local os produtos resulnt de técnicas díspares. ao contrário do que sucede nos dois grupos precedentes cuja constituição e propriedades físicas não variam antes. o papel. basta proceder a uma reordenação desta classificação geral. da inseminação. as armas e as armadilhas utilizadas para matar ou capturar um ser vivo. Em relação aos sólidos. termo que parece mais apropriado I ra movimento real dos materiais do que o de 'consumo'. na coluna das operações ( trutura) surge-nos o corte da pedra. ou eventualmente no habitat. cujas propriedades não sofrem alterações ao longo do tratamento. Uma outra subdivisão é operada no intedor dos dois primeiros grupos entre os elementos e a estrutura. Enfim.se de modo idêntico. de agricultura ou de extracção de minerais. ombro. se inserem entre as relações que o homem tem com o mund vegetal. P li' plunos. dos cuidados pre tados à planta e da colheita. e a agricultura será analisada em função da preparação do solo. As técnicas de 'conexão'.' 1 . por exemplo. As técnicas de consumo são essencialmente as da alimentação. Os sólidos plásticos passam de um estado fluido a um estado sólido durante o fabrico e subdividem-se em três tipos: os de fraca coesão como a terra ou a neve. simultnn mente. para a criação de um vestido ou para a criação de certos elemenII . As técnicas de aquisição também compreendem os instrumentos. O outro subgrupo compreende os que dão lugar a conjuntos de elementos longos e diz respeito às técnicas de cestaria e de tecedura. Antes do mais) devemos fazer uma distinção entre habitação e habitat elaborando uma definiçã a partir d dois conceito) d cl m nt s o d niuruo d trutura. quer por corte de uma parte. vigas de mad ira. m efeito.'I •• NI . As diferentes categorias de vestimentas são classificadas segundo o seu pomo de apoio sobre o corpo (cabeça.uma habitação. Invenção e inovação d I S (/1 so lho ~ 111 I 111 tio I j IIU o '(I nruiuru ~)'I II( I I li~1 i. as peles. quer se trate da disposição dos tabiques no espaço I.e segundo a natureza do material em questão. A hal hação eu um uni d d n l u u] I m 1l L to. Podemos ver aqui reunidos os V lri produtos resultantes das técnicas de produção para a construção de li! II casa. Os sólidos semiplásticos são formados por corpos aos quais se pode aplicar um tratamento de deformação. da dinâmica destes processos. '11 <. Trata-se aqui essencialmente dos vidros e dos metais. sa reordenação possibilita que nela sejam incluídas as relações sociais. mas sim de acordo com caracteres próprios dos animais ou das plantas em questão e com os tratamentos que este exigem. por exemplo. os feltros. de criação de animais. O primeiro grupo é formado por sólidos estáveis. pesca e criação de animais são subdivididas em espécies de animais ou de peixes. também. Esta provém do processo de extracd minerais tal como a preparação da cola. Face aos sólidos estáveis. ou ainda da organização I LImarefeição. também Ia no domínio da habitação (que é a utilização do espaço) e a apresentaç de uma refeição. sejam estes um dique de um arrozal ou um silo para maçãs.NILA ção interna das técnicas de fabrico faz. () l nhu V I' () . como a cortiça. Em compensação. peito. durante e após o tratamento. Os sólidos flexíveis dividem-se em duas grandes categorias. braços) e compreenderão as maneiras de drapear e de assegurar a consistência dos tecidos. o tabaco. a classificação no interior dos subgrupos não será feita segundo as intenções do observador ou do utente. ( Iwbiwf '(1) 1)1' 1\ I I 11 mo qu rr SI on I !TI l dlv rmais d que a dispo ição til o. a primeira das quais agrupa os de superfície plana e unitária. assim como os procedimentos de caça. são também p irtilhadas entre os elementos e a estrutura. Os sólidos fibrosos trabalham. processo que tem a ver com OH ' lidos plásticos. o grupo dos fluidos engloba todas as matérias cuja recolha. os elementos dispõem-se sem modificações segundo as divi preconizadas por Leroi-Gourhan. os sólidos plásticos propriamente ditos e os aglutinantes. de pesca. Repare-se que estes materiais podem sofrer o mesmo tipo de tratamento dos sólidos estáveis ou dos sólidos fibrosos depois das operações de deformação. Assim caça. Propomos três grupos: o da produ) O da reunião e o do emprego. tabiques interiores de vime e tecto de erva dá conta da dimensão dln mica. do vestuário e da habitação. x mplo da construção de uma habitação com base em pedra. 1 o m I I num píuno ou. o I h I1 11. o fabrico e a aquisição. de conservação e de absorção subdividirão as actividades humanas no que respeita a alimentação.

p quisadores na Califórnia interessaram-se pelo problema dos tomaI um deles um engenheiro agrónomo. l' blema em duas frentes. e de qualquer forma as confiscações de terras e I -. O perigo que corre qualquer estrutura é o de conduzir inconscientemente o pesquisador a considerá-Ia como imóvel. Para eliminar esta armadilha. A primeira ceifeira eficaz data de 1847. o estribo.e tod desenvolvimento da armação defenvn da arma ofensivas cada vez mais mortíferas que é bem conhecido. por um lado. e a cavalaria normanda mud u a hist6ria de Inglaterra em Hastings. contam-se pelo menos mil e oitocentas patentes. o armeiro com a a ta de malha e as suas armas tinham levado as suas cadeias operatóI a mais alto ponto de desenvolvimento possível para a época. I q I d fi l t 'mo as t ni as . e o outro um botânico. mas 11 o i o que aqui nos propomos fazer. ". White afirma que o aparecimento do estribo em França convenceu Carlo Martel da potencial eficácia de um cavaleiro seguro no seu assento. mas o que está essencialmente em causa é a invenção ou a difusão de elementos novos provenientes do exterior. e hoje em dia a maior parte lh it d t m t n • tad Unidos é feita por uma máquina.'I' :NI. Enquanto o exército de Carlos Martel em Poitiers combateu a pé. uma vez que o elemento principal de um exército feudal era uma cavalaria pesada. a pedido do suserano.dad 'lu m n j d um I n om rld p n t \ ou d um lU 1 r ru r (11)'11 I'UO mal I' v 1 10 lU o fOI'11 '110 1 111 ua inu' d 1 m lan a . A pesquisa sobre o estribo parte do problema da origem do feudalismo. com ua lança em riste e montado num imponente cavalo. Foi então qu introdução do estribo desbloqueou o processo de desenvolvimento nt rn destas cadeias. o ferreiro com o seu freio. uma casca suficientem nt resistente para não sofrerem com a manipulação mecânica. em 1927. A olh ita dos frutos é ainda mais difícil. as que derivam de um desenvolvimento dos processos existentes e. e uma rede de laços pessoais entre suserano e vassalo. Na realidade. Para restituir a dimensão dinâmica às' estruturas técnicas. é bastante mais importante resolver a questão da influência de uma invenção particular sobre a sociedade. Esta pode assumir várias formas. O proII final deveria ter evidentemente qualidades alimentares e gustativas. Em 1962. mostra que na reaIId d tudo estava pronto para a introdução deste novo objecto. Examinaremos dois casos: o primeiro refere-se ao estribo e à tese de White sobre a sua influência no desenvolvimento da sociedade feudal. esta tese perfeitam nt iu tifi ada: 0111 efeito. pudessem ser facilmente separados da planta. e o segundo às máquinas modernas para a colheita de tomates. mas não os Saxões. Claro que o facto de se falar de contributos externos s6 nos afasta do problema de sabermos como e porque é que aparecem as invenções. pouco provável que os Sarracenos tenham combatido usando essencialment· a cavalaria em Poitiers. cujos produtos se reú11 m para produzir este cavaleiro carregado com uma pesada armadura. daí egue. talmente diferente é o processo de invenção nas sociedades industriais I 1 unl . por outro lado. e o gládio m u avalo pa am a constituir uma formid v J unidade bélica. os vassalos lhe fornecessem homens a cavalo. Mas faltava ainda uma tomada de consciência das posbllidades oferecidas por esta invenção: Carlos Martel e os Carolíngios 'I r b ram-se desse facto. comporta três aspectos fundamentais: a doação de feudos. A sociedade feudal. enfim. O estribo não punha qualquer problema técnico de ~ b i . A obrigação militar exigia que. no ano de 1066. e com o mínimo custo. Numa ociedade i \ quul for I n. fi nh iro agr6nomo procurou construir uma máquina que pudesse reco11 r ta n va forma de tomates rápida e eficazmente. deve analisar-se o modo de transformação dessas estruturas. rreeiro com a sua sela. contudo. Esta transformação no modo de combater andou a par e passo com importantes confiscações de terras eclesiásticas .já que representava de alguma forma um acréscimo no domínio das j l1i de conexão. tivessem grosso 111 do mesmas dimensões. mas permite sublinhar a -existência de meios favoráveis ou desfavoráveis à invenção. relatam-nos que os Francos só combatiam montados a cavalo. O botânico tentou desenvolver uma planta de 1 m te cujos frutos amadurecessem todos ao mesmo tempo. dão apresentou problemas de longe mais difíceis do que os cereais. a ceifeira-debulhadora de 1897. I 62 t dupl obiectivo era atingido. li ai em prematuramente e que tivessem. Na presente situação. Sob um ponto de vista puramente técnico.as primeiras remontam a 732. cento e sessenta e cinco anos mais tarde. As duas principais categorias de invenção são. devemos interrogar-nos sobre o modo como ocorre a inovação. um ano antes da batalha de Poitiers -. como também há que 11 ntrar uma maneira de colher todos os frutos ao mesmo tempo. atacaram J . um ombat a avalo em e tribos n p d s r mpr ndid um hom m ' rt m int armad . Desde o princípio do século XIX. as que se devem a um salto' qualitativo da imaginação. siãsticas começaram pouco antes da batalha de Poitiers. I It ue entre o momento em que os inventores se debruçaram sobre o I bl ma pela primeira vez e a data de nascimento de uma máquina realrn I ficiente. a obrigação de um serviço militar por parte dos beneficiários das doações. Um dos casos mais surpreendentes é o da invenção de uma máquina ti colheita dos tomates. Os historiadores que fazem pesquisa sobre os textos tinham chegado à conclusão que a razão desta transformação militar se devia à impossibilidade em que Carlos Martel se encontrou após a batalha de Poitiers de perseguir s sarracenos a cavalo e tornar assim definitiva a sua vitória. O objectivo desta concessão de terras era o de assegurar a possibilidade de grandes criações de cavalos. os cronistas. Uma rápida análise rápida das cadeias operat6rias. os inventor d bruçaram-se conscienciosamente sobre o problema da colheita mecâ111 \. terras estas que Carlos Martel redistribuía pelos seus homens sob condição de estes lhe prestarem serviço como guerreiros a cavalo. pois não só se deve desenvolver üu máquina que trate os produtos com delicadeza. d 1 t v n br a int rac ntre a ociedade e as suas prirn 11" lu tt ul r vis ri . se definida de modo restrito como se impõe. Diga-se de pas agem qu p d m r in rp radn no quadro das classificações.

() I var a ab trabalho que lhe compete 1\1 li I fi' 6. Os dois grupos de que falaremos em primeiro lugar. Técnicas e cultura estribo e a máquina para a colheita de tomates são exemplos isolados. dificulta os trajectos. Ido. O relevo.I da parcela cultivável tem de ser conquistada a uma floresta tropical na IlInl e devem cortar as ervas e o mato. ta última olução é por vezes escolhida I til n ulh 'r u] I "rido n . ao contrário do ltl e passa com os Wayana cuja propriedade do solo desaparece com a locação da aldeia. Escolhemos aqui dois exernplos: o primeiro refere-se a duas sociedades de agricultores por queimada da Guiana Francesa.8 h 1 't ir s por rUI Iami() I I () til li 1\ 1\\111 I11 I 1lI III1VlIlII 111' m ulrlvo I) n I O. portanto a construírem habitações de trabalho onde residem em geral a moi r parte do tempo. Dantes. o carácter permanente das aldeias obriga muitas vezes os Boni e cultivarem terrenos desarborizados situados muito longe na floresta. 'e que o proprietário de um terreno desarI irizado é aquele que o desbravou e plantou. favorecendo a comunicação fluvial e portanto a concentração da população ao longo das margens dos cursos de água. a p ra h e um espa o para a dan a . Os Wayana são de tend n ia matrilocal e autorizam o casamento com a prima cruzada. Mas um recém-chegado ao rupo partilha sem problemas da comida deste. o outro compara duas sociedades de caçadores-recolectores que habitam meios semelhantes mas em sítios diferentes. isto é. lU cem de ser obrigatoriamente de uma outra linhagem que não a sua. Qualquer boni possui de forma inalienável um direito de usufruto sobre IS cerras da sua linhagem. I . mas uma I o 1\ uma fi h lur J' 1 ventes. O clima é relativamente temperado. I r outro lado. ao examinarmos as sociedades globais. duma invenção fortuita: factos estes que têm por efeito. os Wayana e os Boni.a é um grupo de parentesco bilateral. cujas funções são mais religioas do que políticas. escolhido pelos antigos e conI mado pelo grande chefe de todos os Boni. anteriormente à vinda dos Europeus. N I( . A escolha J v p i fez r-se entre um trabalho de abatimento importante e uma sachalur prati am nt inexistente antes das sementeiras. fi as que lhes permite alugarem os seus serviços como transportadores. existia um ch fi de guerra. As terras aluvionáveis são inundadas entre Maio e Junho. onde a drenagem dos campos é melhor. mas a prática agrícola mais difícil. As terras da linhagem pertencem de forma indivisa ao conjunto da linhagem. devemos agora tentar discernir quais podem ser as relações entre técnicas. vivem na floresta tropical guianesa. 11l\ll1l11 I U \ 11 i ti (li tu tln m t I' 111 o I 1\ no I' lI'h(lI'l1. u ainda quand nt rrado debaixo do chão das suas caba- id ram que a terra p rtence ao primeiro grupo que m po e de uma ba ia fluvial. O chefe é na realidade o sacerdote dos antepassados lU e pensa habitarem um território determinado. Bon I d 1 I 111 to 10 1\ mo • r 'li I 0. ti Wayana c t 11 U 11'1<. Cada aldeia.A lv m- d ntr pelo so 1 I. p rtanto cada linhagem. mas também porque é menor ) rlsc de a formiga da mandioca destruir as colheitas. abater as árvores e sachar o terI' 11 . ainda que favoreçam a matrilinearidade (mas a heran o é por vezes por via patrilinear). de viar para um plano distinto os limites impostos pela sociedade às possibilidades de desenvolvimento autónomo das técnicas. A tarefa é mais fácil na floresta primária. A base da organização social dos Wayari. J1V 'I '1. entre eles n o existem linhagens. que é detentor dos seus direitos reais. isto diz respeito a qualquer mulher b ni.NI . às quais os Boni acrescentam a construção de . o que empurra a agricultura para as encostas. tal como sucede com os outros povos desta região. É provável que seja neste momento que se estabelece a homologia entre estruturas técnicas e estruturas sociais. um Verão de Junho a Dezembro. possui um chefe. que vivem a poucos quilômetros uns dos outros num meio natural idêntico.10o t rr no' d arb riza rrni a da mandi a. e muito pr • vavelmente um chefe local de poder limitado. eles habitam em aldeias permanentes e não autorizum os aliados a viver junto deles senão de tempos a tempos.'1'1 . como é o caso na floI' 1 primária. Duzentos e cinquenta Wayana são tudo o que resta da nação qu h[ três séculos chegou provavelmente a alcançar as cinco mil p S repartem-se por uma quinzena de aldeias que compreendem entr e vinte pessoas cada uma delas. na prática. Este espírito comunitário contribui para tornar os grupos locais xtr mamente fluidos e favorece mudanças frequentes nas suas composições. Mas as árvores são 1" O dífrc is de abater quando se trata da floresta secundária. com duas estações. siste ent o na introduçã d um bj ct . e 'uma estação de chuvas o resto do ano. A actividades produtivas dos dois grupos são principalmente as de aliI ora ão e de habitação. . um tr balho de abatimento e de incêndio fácil. e que as estruturas técnicas tenham as maiores possibilidades de impor o seu cunho sobre as estruturas sociais. entre outros. A diferença em relação à sociedade industrial reside principalmente no facto de que hoje em dia existe a possibilidade de operar essa transformação de forma consciente. Vivem em pequ na c a individual padas em torno de uma praça central qu in lui Um. consistindo em colinas de encostas abruptas que se submergem em pântanos. de solo pobre e de escassos recursos animais. N nt m um I i 1 I r n nhun síti 1 {10. e essa identificação dos spiritos dos antepassados com certas terras torna permanentes as colocadas aldeias. uma vez que o marido se desloca para cultivar as terras da sua mulher. e é autorizado a cultivar a plantar num terreno desarborizado abandonado por um outro membro d grupo. A il va • til UlUI' I.d um c nh imento. Daqui resulta que uma agricultura por queimadas nas clareiras (terreno desarborizado) com um terreno não cultivad de dois a dez anos constitui a melhor resposta ecológica.(. não só porque o mato é 1l1' de envolvido e as ervas menos duras. e cultura. A organização social dos Boni é totalmente diferente: agrupados em linhans matrilineares (lo).

turiu 10110Ulro. li ln irdu om infu <. Uma vez cortadas as árvores e podado o mato.1'1 :NII. rnn este têm m n s su ss o há ito u t m d 1 VIl}' n. baixas. enxutos numa «cobra» de vime e reduzidos a farinha. amendoins. Em seguida as cinzas são espalhadas por toda a superfície do terreno desbravado e procede-se então à sachadura e às sementeiras. ananases e plantas têxteis. Os Wayana são caçadores hábeis. \ o nooi. e utilizam ainda . Os Wayana utilizam-na para fazer bolos de caçava. Por outro lado. 16 17 'I' :NH: t res. pelo menos até uma época relativamente recente. A colheita ocorre cerca de um ano após as sementeiras. A razão de er disto está na sua predilecção pelo arroz: com efeito. ao mesmo tempo que negligen iam a amêndoa tostada pelos Boni. A primeira plantação dos Wayana é a da mandioca. o mundo boni encontra-se na encruzilhada entre um 11\ tO tradicional e um meio moderno. Em relação aos Boni. I ti. A mesma pr sa é tamb m a ada 1 B ni. com um trabalho de queimada dos caules de mandioca já explorados e das ervas daninhas. os homens fazem cestaria.a onstru ão de uma casa outro 1\ . Uma vez levados para casa. Naturalmente ) I t ni ão mais prejudicados pela necessidade de rotação das culturas do 111 \ Wayana. os Wayana plantam em toda a superfície do terreno desbravado várias plantações e bananas doces cujo exploração será feita num período que vai de vinte e dois até trinta mes S mas durante o qual perderão cerca de metade dos cachos. a superabundância de moitas espinhosas e de ervas cortantes na clareira aberta ao sol requerem um trabalho de poda e de sachadura notáveis para pôr em condição de cultivo um terreno desarborizado dois anos a fio. milho. cozinham esta farinha sobre uma placa de ferro fundido para preparar o couac. 1 U d Wayona r feita em função de tr S t rr no d ar rlz do p r an ) ao pa so que os Boni cultivam apenas dois. I l l' on ) 10 ti. A colheita desta planta faz-se por pequenas quantidades à medida das necessidades de consumo. Depois das sementeiras da mandioca. 110 li' lfO' li m 1111 I li '( COII 11111' 111111 '\110 \ I . univ r técni o dos Boni e dos Wayana não se esgota obviamente índio passa uma boa parte do seu tempo a fazer cestaria e a consli reparar o seu abrigo. dado o rendimento deste cultivo a seco. o homem boni tem frequentemente o costume de I I I rar as suas próprias refeições. e nessa altura procede-se a uma nova sachadura do terreno desarborizado. Os W I ana. Amba a p pula e se dedicam à colheita dos ovos de lagarto 1 tartaru a. mas o modo de praI 'lIl' a agricultura reduz a separação entre os dois sistemas. cons11 () I canoas e casas. dependem de um t 111 meio natural e de um único contexto social. entre outras. . batatas-doces. uma tllulh r b ni desbravará e cultivará o seu terreno desarborizado apenas com I 1i Ia do eus filhos. depois empilhados e queimados de novo. Se for necessário. e com uma nova plantação da mandioca. Eles trabalham por salários que ser\11 tanto para comprar objectos como para introduzi-los numa economia I 11 r ado. e esculpem objectos de uso quotidiano em madeira. em volta da aldeia espalham alguns pés de tabaco e campos de canas de haste. quando se trata de terrenos ainda importantes. e à mão pelas mulheres e pelas crianças. melancias e ervas d cheiro. Estes últimos também plantam bananas. A pobreza do solo. há que semear cerca de um hectar para se poder colher o suficiente para prover às necessidades de uma família durante um ano. d i sistemas fundiãrios são bastante diferentes. Exploram também os frutos dos anacárdios. para não falar na troca de conhecimentos que deve ter I) nrrid ao princípio para permitir aos Boni a exploração da floresta. I d demonstrar-se que as cadeias operatórias fazem parte de um sis1 \1\1 integrado em relação aos Wayana e de um sistema cindido em relação I() B ni. caraíbas.llnan i e.on 1ru ) du n U 1'(\ um ub onjunt . os tubérculos são imersos em água. os homens boni ausentam-se uma parte do ano para trabalhos assalariados. u om o anzol e com as arma- . O carácter de cisão das técnicas bani diz sobretudo respeito à 1 I O da tarefas entre os homens e as mulheres. s B011i I i and c m na açe. fogaças de farinha de mandioca que podem ser conservadas durante vários meses. quer com o arc tradici nal qu r a espingarda moderna. por vezes caraíbas. Depois de uma primeira queimada. h minemos as diferenças e as analogias entre estas duas populações no 11 me as suas relações entre técnicas e cultura. . deixa-se secar o terreno desbravado durante um mês antes de se lhe pegar fogo. por seu lado. o que impede os negros refugiados nas florestas de utilizarem os mesmos métodos de cultivo com os quais os Wayana trabalham um campo dois anos a fio.I lh 1 i li st d ru r 1\ íon 10 01 vi to III ri ) ) 1111 ruo: 111' atlr idor m para a pr rllllt i nu á lia praticam m todos de p sca semelhantes. mas podemos perguntar-nos o que é que sucederia se os 1\ llo fo sem mais numerosos e por isso obrigados a uma maior competi) I r forma a assegurarem para si os dez ou quinze hectares de floresta 1\' 8 ãri por família. I r mplo no d mfnio das técnicas de transformação.troca de redes e de cães con11' pingardas e objectos industriais .. inhames. cada gesto técnico wayana \11I11(1r mete conjunto das cadeias: o resultado é que o Índio não pode '1 or-s à divi ão tradicional das tarefas masculinas e femininas sem tocar IJ() oniur to dos ge tos técnicos. As suas relações com os Índios . \ tl ulheres não praticam nem o trabalho de cerâmica nem a tecedura. as árvores e os troncos meio consumidos são partidos em troços. e os Boni. qu praticam c m o arco. 10 li 11'1( III '!lI( tnv 11'1impli 'a to. Ora. a construção 1 Ul fi an a 11 s m ld s do sistema tradicional exigia de um wayana que I tlve: s a ss a um 1 qu g ral de onhecimento em relação ao qual . que lhes servirá de alimentação e de bebida. Esta sachadura é efectuada com a enxada pelos homens boni. inhames. ) m 111) ll< a I '1U11U\ l ni a) rncsI) () 'oí\h 'hll 1110 10 111111 "I. uma vez que ela não se conserva. Exploram as palmeiras e as mangueiras mas não plantam alg d ) nem tabaco (da palmeira extraem um óleo alimentar). enquanto as mulheres se dedicam à cerâi\ tecedura.ajudam-nos nas suas relações com 11 m i tradicional. No sistema de relai col6gicas. Plantam também milho.

é I . além di so. P d m p i ncluir provi oriarnente. como infelizmente o demonstram numerosos casos. para assegurar o cimento necessário ao conjunto estrutural da sociedade bani. descrevem todos os parentes por geração alternada. o que explica talvez o facto de ele poder manter dois i r mas sociais que se lhe adaptam. o seu filho e a sua filha.nt qu n um sub onjunto ligado ao sub niunt on struir um ou «e culpir um prato» a não ser na medida em que o trê ub njuntos dependem de um trabalhar a madeira. a outra. água temporários. os acampamentos são colocaI num raio de dois quilómetros em redor dos pontos de água perrnanent I de Verão. . um sistema técnico segmentado deve forçosamente fazer-se acompanhar de sistemas sociais fortes. A evolução técnica dos Boni é bastante mais fácil. seja de motivações estabelecidas pela actividade simbólica. no deserto iu traliano. O aspecto mais relevante desta nomenclatura q LI e relação específica que se tem com uma pessoa de determinado nome 1 a ada na relação que se tem com o parente mais próximo que tem o ll\ m nome. O sistema boni é uma congérie de processos. Dito de uma forma esquemática. O sistema técnico de organização da natureza parece I' muito flexível. separar os acamI im nt de diferentes bandos em volta de um mesmo ponto de água. sendo doze suficientes para descrever todas I r Ia es consanguíneas. o facto de os Boni cultivarem o arroz. r urO li o t . a amento faz entrar no bando li I' II P' o l. Façamos agora as duas perguntas que devem pôr termo a este discur o: o exame destas duas populações mostra talvez que perante as mesmas actividades técnicas se encontram organizações sociais homólogas? E em qu medida a actividade técnica determina a organização social? No que c 11cerne a segunda pergunta. 11 organização social é baseada. leva a uma reflexão sobre a natureza das articulações entre as cadeias. A terminologia do seu sistema de parentesco não comporta \til rende número de termos. como demonstra a existência de sociedades com um conjunto técnico integrado.NI(. por outro I \ l 110 bando. . um conjunto integrado pode passar sem instituições que asseguram as relações entre as suas partes constitutivas. o nnãlia da.om o 111 io nar 11'(\1 1\ IIn li ' lu r I I '1111' 01' Inl~ ic I o IIlI (C n vi 11 ia a 110 d vín ul s p • Ma o fll 'W t lv z mai n tãv I que acordo entr e r anizaç ia! pare e pôr. Estes nomes não são numeroI vi to que cerca de cinquenta para os homens e cerca de quarenta para I I ulheres são suficientes. onde cada mudança tem por isso consequências menos graves. os Yiwara. Mas terminar mais rapidamente o trabalho de um campo desbravado wayana apenas dá tempo livre ao Índio. no I rto do Calaári na África Meridional. o sistema wayana um conjunto integrado: esta constatação permite-nos avançar na nossa análise. melhorar a eficácia dos utensílios utilizados pelos Bani num dos seus processos agrícolas. Pelo contrário. As fi mílias agrupam-se em bandos de composição muito fluida que raran nr a mpam juntos. Apesar de serem caçadores. para o seu irmão e irmã.'I Iti /' ti I 11 I 1I 11 Ili \. Os seus 111 vimentos estão naturalmente condicionados pelos pontos de água: de lnv rn . aumentar a produtividade de uma outra série de gestos técnicos. Pelo contrário. uma. . assim. Desbravar mais rapidamente permite a um boni ocupar-se durante mais tempo num trabalho assalariado. A separação existente entre os processos técnicos bani necessita da existência de outros laços. pelo contrário. O facto de se constatar que há esta separação nas sequências de gestos. território esse que eles ocupam com uma I n idade de uma pessoa por cerca de dez quilómetros quadrados. Com efeito. 60 por cento das suas {OI\I de calorias provém da colheita das nozes de mongongo. dizendo que a agricultura 10 Wayana e do Boni 11 o perturba o ecossistema natural da floresta troI i til enão em parte. entre Abril e Outubro. r Ia' s qu SitiA lun. e tação seca. d v I 1) (U\)11 !TI suhlinhar qu qualqu r destas pessoas tem () li " I ) I 11'l\~ I' '01 1 II) li I LI ru US ir: 1 irrn s par nI t ( • t U\I\ I Idl 1\1) (111111)0 le 11 \11110 I( t \ ptrnr 1. c ntrãri faz 01' 10 . seja de relações instituídas pela actividade política. sendo primo e I rlma equivalente de avô e de avó e de neto e neta. A organização social bani é muito diferente da dos Wayana. os !Kung.rI.e aqui dentro de limites mais 11 nplo . A caça e os {nu da colheita são sempre repartidos entre todos os habitantes de um I' impamento segundo regras determinadas pelas relações de parentesco. IH \I 'I' ('NI . os grupos dispersam-se em direcção aos pon10. exige uma transformação da técnicas qu os Wayana tiveram de lh en inar: o nível d o ial I vou p rtanto a m Ihor r o das té ni as. A estas terminologias I 101' nte co vem juntar-se um outro sistema de relações baseado nos nomes ItlcJ a diferentes membros da população. Com efeito.I II I 11 li Io I m. Esta I lll'fI o nã ignifica de modo algum a existência de forças antagonistas I I i dad Il(ung. na família e.im . a menos que sejam transformados todos os processos técnicos nos quais ele está implicado. O asel mais notável deste sistema de parentesco talvez o facto de ele tenr ti conservar a espécie pela geração: excepção feita para o pai e a mãe 11m indivíduo. A duas populações que examinaremos agora vivem. e sete para todas as relações de afinidade. Na r alida c. parece que se seria levado a afirmar o contrário. por um lado. O conjunto das técnicas wayana transforma-se de forma global ou não se transforma de todo. o sistema técnico wayana não necessita de instituições políticas ou simbólicas para garantir a qualidade da sua estrutura (mas isto não significa que este tipo de sistema deva renunciar a elas. E tentar transformar demasiado rapidamente ou demasiado brutalmente uma parte do conjunto dos seus gestos técnicos apenas conduzirá a uma destruição global. J pula H 1 in1 m . quatro I )'11'\. O território onde vivem de modo nómada os !Kung tem cerca ! 2600 quilómetros quadrados. dado que a especialização das tarefas significa o início de uma transformação nesse sentido. o facto de se aumentar a produção num sector liberta tempo que se pode consagrar a outras coisas. ou que vigora a existência de um conjunto integrado. facto de origem sociológica e b m que seja único. e com instituições sociais e religiosas muito elaboradas). m r 110 () 111' I() te ni lH. ta pod er con iderada como homogênea por causa I I lu r d I san uir id d d afinidade. esmiuçada. vários quilómetros podem. pode facilitar uma evolução técnica e portanto eventualmente social.

enquanto no outro caso o mesmo acesso é permitido por ume ande fluidez das composições sociais.4 mulheres. Resta pois que a diferença entre as formas de organização o íal pareça total. é limitado. parece confirmada a hipótese segundo a qual a organização m sub ç e garante a existência de uma grande tribo. a um certo território d U) re ur o n id rado admini trad r. Como seria de esperar. para as tribos organizadas em secções e subsecções. orn s a abou de demonstrar ao comparar a estrutura de parentesco dos Iw na 111 d /Kung. 01 rat m qu fi J did 1 cor)' p nd a um num r d 25 'r> a' p l 11 ial I' h m m. mil e quinhenta p oas. O sistema yiwara tem seis secções. se aprofundar mais detalhadamente o estudo de uma população fictícia de uma centena de pessoas distribuídas segundo os parãmetros australianos de demografia. a densidade da ocupação do solo e a existência de secções. e representa uma forma simplificada do sistema de oito subsecções. quaisquer que sejam os perigos do clima perf do de grande seca. itema de parentesco e o sistema de homônimos contribuem pois para congregar todos os /Kung num conjunto homogéneo. enfim. e organizam-se em subsecções. maiores são as possiI ilidades oferecidas às formas sociais. as pequenas tribos de cerca de 250 a 300 pessoas. constatamos que o resultado final é o I rmitir a um determinado grupo o acesso a um vasto território por forma I' m diar o efeitos das flutuações do nível das precipitações. mas por razões t ni as estas armas praticamente não são mais eficazes do que as lanças O' propulsores dos Yiwara -. se postularmos que essa população de cem pessoas se encontra repartida em dez grupos locais. bastará simplesmente recordar que se encontram na Austrália quatro maneiras de ser exogâmico: uma exogamia do grupo local. enfim. o grau I íon x o 11 r I ti • 01\111 '1\' o mo \'1'111 . Enfim. O clima é muito árido e comporta menos de vinte centímetros de precipitação por ano. têm uma fraca densidade de ocupação.5. Quanto às técnicas. I to leva-nos a refoimular a hipótese sugerida pela descrição das sociewayana e boni: quanto mais as técnicas aderem ao ordenamento natural u n meno elas se afastam do andamento normal do ecossistema no [u 1 1 devem intervir em benefício dos homens. atando que quanto mais os gestos técnicos dizem respeito ao âmbito I pr o de crescimento das plantas e dos animais. cerca de um habitante por quilómetro quadrado.7 e 2.i .9 esposas. entrecortada por cadeias de colinas que chegam a atingir os oitocentos metros. Yengoyan demonstrou que existe uma forte correlação entre a dimensão da tribo. e organizam-se em metades. portanto. As téc111 \ indu Irinl t III ncc i 1111 I 11m I d r ntral para funcionar. de secção (existem quatro classes matrimoniais. tant para a trib organizadas em meta1 mo para aqu Ias qu rganizadas em secções e subsecções. uma vasta extensão de areia de cerca de quatrocentos metros de altitude. a não ser para colherem plantas ou pura matarem animais. e. As tribos médias (de 550 a 600 pessoas) apresentam uma densidade de cerca de um habitante por cada dezoito-vinte quilómetros quadrados. Extrapolando o número de esposas possívei para grupos de quinhentos. Uma primeira constatação faz ressaltar que as grandes tribos (com cerca de 1100 pessoas) habitam as regiões mais áridas. UI11I f rmaliza ão muito forte cria as condições necessárias a esta possibililn 1 d ac so. rd m para. uma exogamia por metades (os grupos de uma tribo são divididos em dois e os casamentos devem ser feitos fora da própria metade). e a pertença a uma destas secções determina aquela onde se deverá procurar a esposa e aquela a que pertencerão as crianças). . teriam uma escolha mais ampla quanto às formas 1u uas regras de comportamento social poderiam assumir. e que a existência d uma grande tribo colocada numa região difícil garante o acesso a recurque permitem a subsistência. A organização social dos Yiwara é baseada em classes de casamento como noutras partes da Austrália em secções. que se encontram nas regiões férteis. os conjuntos técnicos das duas populações as az afins. Num caso. apercebemo-nos de que as regras gerais de casamento dão a cada homem a escolha teórica de 21 mulheres para encontrar a sua esposa. proi tand st s nümcro num rãfic qu n O Ir nu 10 o( i 'Ra o I I I" tOl11 11 n I Ul1 ( tv -j. Depois) à medida que a manipulação técnica e I tran forma O d Ir s naturai «remontam» as cadeias operatórias pro 10 111 11 1 rlm iru tnp . calcula-se que para o grupo que apenas pratique uma exogamia local cada homem terá uma possibilidade de escolha de 18. os números serão respectivamente de 4. maior é a escolha do i ma social no qual elas se inserem. Não nos cabe aqui fazer uma descrição deste tipo de regulamentação matrimonial.'1'1LNI .fi se lha das formas diminui. Os Yiawara vivem no deserto de Gibson na Austrália ocidental. e organizam-se em seçcões. Em comI' n ucão O objectivo visado por estas regras./\ \ I 'I' lNI(. Podemos então supor que uma das funções do es e subsecções é permitir a exploração de um grande território I r um grupo coeso. a vida nómada organiza-se em volta dos pontos de água permanentes. os caçadores-recolectores que não interV n s processos de desenvolvimento. Se. Numa pesquisa sobre o conjunto das tribos australianas. porquanto existam diferenças I m nor importância . com oito classes de casamento.' e. têm uma densidade de cerca de um habitante por cada cinco-oito quilómetros quadrados. mil. O mesmo meio natural e. A principal erva que cobre este deserto fornece simultaneamente grãos comestíveis e uma resina que serve de substância adesiva para as técnicas de fabrico. ssa hipótese fosse confirmada.os !Kung possuem arcos e flechas. o seu conteúdo. no qual qualquer membro tem com efeito direito a todos os recursos existentes no território. são no ntanto semelhantes. traduI () \ 1 o \ JII I 110' r im 111' )1'1\ I' li. U r . sobreII1 me mo nível técnico suportam aqui dois sistemas sociais aparente'I l muito diferentes.ois meios naturais. Clarifiquemos agora esta hipótese. o /kung e o yiwara. s d. Se pusermos a questão dos efeitos do funlonnm mo das duas organizações. 1'8) e sa diferença não existe. de subsecção. para um grupo dividido em metades a possibilidade de escolha será entre 9. Por utra p I vras. não sendo idênticos. A partir daqui.

Michel. objecto. e quando se pretendem atingir as relações entre técnica e estrutura da sociedade. estudada e definida por Lenine em relação à era pré-capitalista no seu estudo sobre o desenvolvimento do capitalismo na Rússia [1896-98]. Esta última expressão é uma designação útil. natureza. para o facto a r ri I tI I' Z d I 10 ri ola não permitir que a divisão do 11' 1 ilho fo I v. que as produz. poste. política e economia e as influências que assim se estabelecem. Milieu et techniques. utensílio) . o tipo de associação política (cf estado). mas estão também envolvidos os modelos produtivos (cf. riores e colaterais a um determinado acto. homo) passou de uma fase natural a uma cultural (cf. geralmente familiar. no tratamento do solo. como uma cadeia operat6ria estruturada que. pelo contrário. As explorações agrícolas dos camponeses só podiam funcionar conve1 i nt mente desde que fabricassem os mais diversos utensílios de madeira. no artesanatO como na indústria. constituía um complemento p rmanente e indispensável da economia doméstica. 1943 Evolution et techniques. uma das formas de produção em massa de bens materiais. as técnicas avançadas não podem avançar sozinhas e possuem uma lógica interna suficientemente complexà para restringir as direcções que poderão tomar as homologias ao nível das estruturas sociais. a técnica encontra-se estreitamente interligada com o espaço social e com o espaço económico. não por oposição à cidade. Isto depende sobretudo do modo de entender a técnica. Adam 1 itl h va j tIl 1 ua Wealth of Nations [1776]. Todavia uma série de problemas surge quando se pretende examinar e definir a relação entre técnica e ciência. A transformação 11 dustrial dos produtos próprios ou dos produtos semiacabados obtidos pela via da troca tornou-se no entanto em toda a parte uma necessidade imperi a.LI I 1101 nutu d «o 1'. é inseparável das outras formas de actividade humana desde a mais remota antiguidade e só perde a sua importância nas sociedades contemporâneas mais desenvolvidas. satisfazia as necessidades dos m mbros das comunidades tribais que a praticavam. remonta a uma época em que não existiam ainda nem o artesanato nem a aldeia. É um problema tão antigo como o trabalho humano e consiste na transformação das matérias-primas na mesma unidade produtiva. os sistemas de relações sociais. estes canalizam as direcções que pode tomar a evolução social. A industrialização. gesto) cada qual dotado de autonomia operatória e de significado ou. mas sim às vastas estepes florestas onde se praticava a criação de gado e a caça. mas inexacta. técnicas simples pondo em jogo processos que se aproximam dos processos naturais acusam uma lógica interna geral que permite diversas formas de hornologias sociais. O fabrico de produtos industriais nas regiões rurais. no trabalho estão pois certamente implica das directamente as técnicas como processos estruturais. mão/manufacto.]. quer entre os agricultores do Neolítico. sociedade. exige infinitamente mais conexões privilegiadas e infinitamente mais ordem imposta. O alargamento do domínio das acções técnicas necessita de um controlo cada vez maior. 1945 Evolution et techniques. INDÚSTRIA RURAL Leroi-Gourhan. como forma específica de cultura material. [R. C. na construção da habitação. pois abrange numerosos fenómenos que apresentam uma única característica comum: a de se situarem fora da centralidade espacial da cidade. existe um acordo unânime: através dela o homem (cf. A. até aos actuais. desde o parentesco. na sua origem. que produziu os agricultores. Resumindo. na fixação num território. mas. Começou a assumir importância a partir do momento em que o cultivo permanente do solo se tomou decisivo para a existência humana. produtos alimentares. mais se re tringem as po sibílidades de escolha da organização social. ainda anthropos.\11 r fi r unícam nte agricultor () 11~t O ( • rul I I 1 lU':1 1 i r t 'í ti da I . porto Edições 70. O social parece determinar frequentemente a direcção que tomam os desenvolvimentos técnicos. Se. e exclui toda e qualquer forma anárquica de organização social. Paris 19712 (trad. então ela coloca-se como processo de acumulaçêlo que exige métodos particulares na apreensão e no conhecimento que implicam os problemas de socialização da técnica. modo de produção). numa certa medida. Michel. é geralmente designado pelo nome de «artesanato / indústria rural». com as suas longas cadeias operatórias e com a imbricação complexa das suas conexões. produtos. portanto. Paris. Relaciona-se por outro lado com um problema que. como gestos (cf. quer entre os caçadores mesolítícos. linho. e daí a necessidade de se estabelecerem de quando em quando essas relações. Libertando-se da natureza através das suas técnicas. Nas épocas mais antigas. comporta conhecimentos anteriores.com objectos expressamente construídos (cf. 1 or outras palavra . assim como por vezes as dos seus vizinhos. deu origem à aldeia como zona d produção agrícola. o homem torna-se prisioneiro da sua própria liberdade. o que acaba por implicar directamente as recíprocas relações entre técnica. Lisboa 1984). etc. em troca. natureza/cultura) que se traduz no saber manipular e também dominar .'1'C:Nl. Esta forma de trabalho. L L'homme et ia matiêre. Se a técnica se identifica com esta última definição. A primeira grande divisão social do trabalho. o Sobre o papel geral da técnica na sociedade. pr dut d couro) 1 .quanto 161 ultura sub titui fi natur za I 01' int 1'médio das técnicas. No cultivo. lI.o ambiente e os recursos que nele se encontram. vestuário. Designada cientificamente pelo nome de indústria ao domicílio ou prodUÇãO ao domicílio (domasnjaja promySlennost').

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