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FIV felina e gravidez

FIV felina e gravidez

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“Imbalance of placental regulatory T cell and Th17 cell population dynamics in the FIVinfected pregnant cat”

Catarina Teixeira Turma 2 MIMV

Introdução
• As células T reguladoras constituem uma população imunossupressora, ao

passo que as células Th17 são pró-inflamatórias. O equilíbrio entre ambas é
essencial para a tolerância dos fetos na placenta durante a gestação; • O TGF-β e a IL-6 são citocinas que promovem a diferenciação das células T referidas no ponto anterior, a partir de um progenitor comum;

Células T CD4+ naïve

TGF-β

TGF-β IL-6

T reguladoras

Th17

FOXP3

Factores de transcrição

RORγ

Em gatas com FIV, em fases iniciais da gravidez, detectaram-se ambientes placentários pró-inflamatórios com ▼FOXP3 e ▲IL-6;

Objectivos
• O HIV em mulheres grávidas tem sido associado ao insucesso reprodutivo aumentado e há evidência de que o vírus ▲a expressão de citocinas, promovendo a transmissão de mãe para filho; A dificuldade em obter tecidos humanos valoriza o modelo animal; Assim, a utilização de gatas infectadas permite avaliar os parâmetros da inflamação placentária induzida pelo lentivírus.

• •

Primeiro: As duas populações celulares situam-se na interface materno-fetal, o que é evidenciado pela presença de relaxina, produzida pelos trofoblastos

 FOXP3  anticorpo específico anti-RORγ  anticorpo anti-relaxina

Segundo: quantificar a expressão de FOXP3 e RORγ, tanto nos animais controlo como nos infectados

Terceiro: avaliar a expressão de TGFβ e IL-6

Métodos
• Utilização de 20 gatas com menos de 1 ano de idade, das quais 10 foram inoculadas com plasma felino contendo FIV-B-2542 e as restantes 10 constituíram o controlo; Acasalamento natural com gatos machos; Colheita de soro, plasma e leucócitos do sangue periférico colhido quinzenal ou mensalmente até à extracção das crias; Confirmação das gravidezes por ultra-sonografia e remoção dos fetos , por cesariana, às 3-4 semanas (fase inicial) ou 8 semanas (fase tardia) da gestação; Após a remoção dos fetos e a extracção de tecidos reprodutivos e sangue, as gatas infectadas foram eutanasiadas sob anestesia, ao passo que as gatas controlo foram laqueadas e dadas para adopção. As amostras placentárias foram usadas para análises confocais e imunohistoquímicas e qRT-PCR

• •

Detecção de vírus no tecido;


Purificação do RNA de tecidos placentários e conversão em cDNA;
Quantificação de citocinas e marcadores de células T reguladoras através de qRTPCR;

Recurso a anticorpos multiclonais de coelho para FOXP3 e RORγ para localizar células T reguladoras e Th17 , respectivamente; Determinação da interface materno-fetal usando um anticorpo policlonal de coelho para a relaxina de suínos; Os tecidos foram incubados com IgG anti-coelho de cabra; Após o tratamento devido, as secções foram bloqueadas com IgG felina e 5% de leite sem gordura, sendo depois incubadas tanto com anticorpo policlonal de coelho para RORγ como com anticorpo policlonal de coelho para FoxP3; A IgG anti-coelho de cabra foi conjugada com a fluoresceína; Conjugação de isótopos com fluorocromos para assegurar que a reactividade não resultava da ligação não específica; As análises estatísticas da média da fluorescência para populações de células marcadas entre os grupos controlo e infectado realizaram-se usando ANOVA ou o teste para duas amostras T independentes de Wilcoxon; A análise da regressão simples foi utilizada para determinar correlações;

• •

• •

As diferenças foram consideradas significativas para p≤0.05.

Resultados
• Nos animais inoculados, detectou-se o provírus ou RNA viral em todos os tecidos placentários testados; Inviabilidade ▲ nas gatas infectadas, não tendo ocorrido nas gatas controlo;

As células Th17 e Tregs foram localizadas pela comparação de secções paralelas de tecidos rotulados imunologicamente para a relaxina (Figura 1a), FoxP3 (Figura 1b) e RORγ (Figura 1c).

Com base na detecção do RORγ, não houve diferenças significativas na população de Th17 entre os grupos de controlo e os infectados numa fase inicial da gestação (p=0.417) (Figura 3a); ▼ TGF-β nos tecidos infectados reguladoras; FOXP3 ▼ significativamente e▼ células T

A expressão de FOXP3 e de RORγ correlacionaram-se positivamente em gatas FIVpositivas no início da gestação, sendo independentes no grupo controlo; Os animais controlo revelaram uma correlação positiva entre IL-6 e TGF-β, sendo independentes no grupo infectado;

Conclusão
• Na fase inicial da gravidez, predominam as células T reguladoras e as Th17 são suprimidas. Esta situação inverte próximo do parto; ▼TGF-β conduziu a ▼ FOXP3 e ▼células T reguladoras, enquanto o RORγ se manteve constante entre animais controlo e infectados, sugerindo que não há efeito viral na população de células Th17; O desequilíbrio do rácio normal das células T reguladoras e Th17 predispõe um ambiente placentário pró-inflamatório que promove o insucesso reprodutivo; Assim, a expressão alterada das citocinas-chave acompanha a infecção viral, contribuindo para o desequilíbrio entre as células T reguladoras e Th17 que ocorre nos animais infectados; Dada a relação recíproca na periferia, a expressão de FOXP3 e RORγ foi independente no controlo, sem que estes se correlacionassem positiva ou negativamente; A detecção de uma correlação positiva entre RORγ e IL-6 em animais controlo enquanto nenhuma correlação significativa ocorreu em animais infectados, apoia uma quebra do balanço normal entre as duas citocinas induzida pelo vírus; •

O estudo refere-se às fases inicial e final da gravidez, mas, em termos de resultados, foca-se somente na fase inicial, sem mencionar o objectivo da remoção dos fetos às 8 semanas; Na figura 3, encontra-se uma incongruência: surge n(controlo)=9 e n(infectados)=11, sendo anteriormente mencionada a igualdade de 10; O insucesso reprodutivo em mulheres com HIV é referido e realça-se a importância do modelo animal para comparar, mas tal não é descrito no artigo; Ainda assim, essa comparação é falível, pois há diferenças entre humanos e gatos, além de que os vírus da imunodeficiência nestas duas espécies, apesar de semelhantes, têm algumas distinções, nomeadamente na progressão da doença que causam e na transmissão; O facto de haver semelhanças entre o HIV e o FIV não significa que a acção do sistema imune de uma espécie seja igual à da outra; Não obstante, o estudo desenvolvido levanta questões bioéticas quanto à infecção e morte intencional de animais para um estudo que poderá ou não aplicar-se àquilo que se observa em humanos com HIV; Desta forma, este estudo acabo por relatar o que ocorre em gatas infectadas com FIV, em comparação a um grupo controlo, mas sem se comprometer com uma hipótese aplicável àquilo que se tinha objectivado, ou seja, à implicação do HIV na gravidez.

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